sábado, 26 de agosto de 2023

SÃO MAXIMILIANO MÁRTIR, NA VIA SALÁRIA ANTIGA

Não há notícias hagiográficas sobre São Maximiliano, mártir romano do século I. Sabe-se apenas que os peregrinos, desde o século VII, o veneravam no cemitério de Bassila, ao longo da Via Salaria antiga. Segundo algumas fontes, a sepultura encontrava-se dentro da pequena basílica de Santo Hermes. 
No dia 12 de Março de 295 - estava-se sob o consulado de Tusco e de Anulino e era em Tebessa, antiga Tevesta, na Numídia - Maximiliano foi, como o pai, levado à presença do procônsul da África, Dion Cássio, para que servisse no exército. O jovem, que ia contragosto, já havia declarado ao pai que, como cristão, não lhe era permitido abraçar a carreira. Por que? Acreditava o Santo que o serviço militar era incompatível com a fé cristã, e assim, ia determinado a negar a sua admissão, acontecesse o que acontecesse. Dion Cássio fez tudo para dissuadir o moço Maximiliano. 
- Eu não serei soldado, dia o jovem com ardor, Não posso nem quero combater pelo século. Sou soldado de meu Deus.
Dion Cássio foi perdendo a paciência. E o pai do valoroso soldado de Cristo, secundando o procônsul, usava de carinhos para induzir o filho a acatar as ordens e os conselhos de Cássio, mas frouxamente. 
- Já disse que não! Exclamava Maximiliano mortificado. Não hei de receber, do século, qualquer marca. E, se me impuserem, quebrá-la-ei. Para mim não tem valor algum. Eu sou cristão, e como cristão jamais levarei ao pescoço aquele chumbo que é a marca do século. Não trago eu o sagrado signo de Cristo, d'Aquele que é o Filho de Deus vivo? (1) 
- Ó jovem, já que és tão insubmisso, e te recusas a prestar o serviço militar, sejas levado à morte, para que a outros fiques servindo de exemplo! Maximiliano respirou aliviado. Ergueu os olhos para o céu e exclamou, com alegria: 
- Graças sejam dadas a Deus! 
Levado ao suplício, Maximiliano, eufórico, animava os cristãos que se lhe comprimiam ao redor: 
- Irmãos bem-amados, com todas as vossas forças, e com todo o ardor de vossos desejos, diligenciai para que possais obter a ventura de ver a Deus e merecer coroa semelhante a minha! 
Sorrindo, feliz, o rosto radiante, virou-se para o pai e pediu: 
- Dá ao soldado que vai cortar minha cabeça o trajo novo que tu me havias preparado para a milícia!Que os frutos desta boa obra se multipliquem para ti, centuplicadamente, e que eu, bem cedo, possa receber-te ao céu! Ambos, então, juntos, glorificar-nos-emos no Senhor! 
Ditas aquelas palavras, foi decapitado incontinenti. O corpo, levado para Cartago, por uma matrona, chamava-se Pompeiana, foi enterrado ao lado do mártir Cipriano. 
(1) Medalha que os cristãos levavam com uma representação do Cristo e um símbolo. 
(Livro dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume IV, p. 383 à 385) 

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