terça-feira, 31 de janeiro de 2023

REFLETINDO A PALAVRA - “Alegria, caminho de Deus”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
SACERDOTE REDENTORISTA
NA PAZ DO SENHOR
Entra na alegria do teu Senhor!
As virtudes são uma coroa de pérolas na qual cada uma tem sua beleza e força. E, ligadas entre si pelo fio do amor, formam uma unidade. A alegria é uma virtude sempre urgente. Se toda a virtude procede de Deus e é uma participação de sua natureza, podemos nos perguntar? – ‘Deus alegre?’. Lemos em Neemias: “Não vos entristeçais, pois a alegria do Senhor é a vossa força (Ne 8,10). O amor vivido no seio da Trindade Santa é eterna alegria. Na mútua entrega e no mútuo acolhimento perpassa a alegria de existir e ser. Jesus a testemunha quando na a parábola dos talentos: “Muito bem, servo bom e fiel.... Vem participar de minha alegria!”(Mt 25,21). A ações de Deus sempre foram de libertação e provocavam profunda alegria no povo, como vemos na escolha dos patriarcas, na libertação do Egito, nos milagres do deserto, nas promessas e nas alianças que fez. Igualmente Jesus, em o Novo Testamento, causa desmedida alegria nos pastores, nos Magos, nas pessoas que curou, na sua presença de Ressuscitado. As parábolas de Jesus relatam a alegria da salvação. Lembramos a parábola da ovelha perdida, do pai misericordioso e o filho pródigo, no acolhimento dos pecadores como Zaqueu. Os encontros com Jesus eram sempre de alegria. Essa alegria do povo nascia da alegria de Jesus em poder entregar às pessoas o Reino que recebera do Pai e agora tornava presente. Ele foi “ungido com o óleo da alegria” (Sl 97,7). A salvação é fonte de alegria, como narra Isaías: “Portanto, com alegria, tirareis águas das fontes da salvação” (Is 12,3). Já ouvi de um pregador, santo, dizer: “Jesus não ria, somente sorria”. Não será isso negar sua humanidade? A alegria é algo interior, mas que se expressa de muitos modos. Fico a imaginar, aquele grupo de homens simples, andando com Jesus, com a simplicidade espontânea, o quanto não devem ter divertido Jesus. Não podemos ter medo de Jesus ser humano. Aproximar-se de Jesus é já viver a alegria de Deus. Viver a virtude da alegria é já anunciar a Boa-Nova de Jesus 
Alegria é filha do amor 
A alegria do Pai é ver a alegria dos filhos. O que Jesus sempre pregou foi o amor uns aos outros. Ensina: “Este é meu mandamento: amai-vos uns aos outros como eu vos amei” (Jo 15,12). Este amor se constrói dentro de uma comunidade e é a alegria de viver, como lemos em Atos: “Dia após dia, unânimes, freqüentavam o Templo e partiam o pão pelas casas, tomando o alimento com alegria e simplicidade de coração” (At 2,46). Esssa alegria é alimentada pelo Espírito Santo: “Os discípulos, porém, estavam cheios de alegria e do Espírito Santo” (At 13,52), pois o “Reino de Deus... é justiça, paz e alegria no Espírito Santo” (Rm 14,17). Jesus comunicou a alegria a seus discípulos e quer que seja uma dominante da comunidade nascente. Uma das experiências mais autênticas de Deus é o sentimento de profunda alegria que nos invade. Há uma razão: a presença de Deus em nós. Os fiéis curtem essa alegria em suas festas e na singeleza de seus relacionamentos. 
A força da Alegria
Retomando o texto de Neemias “não vos entristeçais, pois a alegria do Senhor é a vossa força” (Ne 8,10), notamos que a alegria nos coloca acima das dificuldades da vida. Somos ungidos pelo Espírito que “nos ungiu com óleo de alegria” (Sl 45,7). O Evangelho é uma boa notícia de vida que provoca alegria. Os sofrimentos, mesmo que nos levem às lágrimas, não destroem as mil razões que temos de ter alegria. Seremos úteis ao mundo se formos instrumentos da alegria de Deus. Ela aliviará a cruz que carregamos. Cultivar a tristeza, mesmo com razão, não edifica. Alegrai-vos sempre no Senhor! (Fl 4,4).
ARTIGO REDIGIDO E PUBLICADO
EM NOVEMBRO DE 2008

EVANGELHO DO DIA 31 DE JANEIRO

Evangelho segundo São Marcos 5,21-43. 
Naquele tempo, depois de Jesus ter atravessado de barco para a outra margem do lago, reuniu-se uma grande multidão à sua volta, e Ele deteve-Se à beira-mar. Chegou então um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo. Ao ver Jesus, caiu a seus pés e suplicou-Lhe com insistência: «A minha filha está a morrer. Vem impor-lhe as mãos, para que se salve e viva». Jesus foi com ele, seguido por grande multidão, que O apertava de todos os lados. Ora, certa mulher que tinha um fluxo de sangue havia doze anos, que sofrera muito nas mãos de vários médicos e gastara todos os seus bens, sem ter obtido qualquer resultado, antes piorava cada vez mais, tendo ouvido falar de Jesus, veio por entre a multidão e tocou-Lhe por detrás no manto, dizendo consigo: «Se eu, ao menos, tocar nas suas vestes, ficarei curada». No mesmo instante estancou o fluxo de sangue e sentiu no seu corpo que estava curada da doença. Jesus notou logo que saíra uma força de Si mesmo. Voltou-Se para a multidão e perguntou: «Quem tocou nas minhas vestes?». Os discípulos responderam-Lhe: «Vês a multidão que Te aperta e perguntas: "Quem Me tocou?"». Mas Jesus olhou em volta, para ver quem O tinha tocado. A mulher, assustada e a tremer, por saber o que lhe tinha acontecido, veio prostrar-se diante de Jesus e disse-Lhe a verdade. Jesus respondeu-lhe: «Minha filha, a tua fé te salvou». Ainda Ele falava, quando vieram dizer da casa do chefe da sinagoga: «A tua filha morreu. Porque estás ainda a importunar o Mestre?». Mas Jesus, ouvindo estas palavras, disse ao chefe da sinagoga: «Não temas; basta que tenhas fé». E não deixou que ninguém O acompanhasse, a não ser Pedro, Tiago e João, irmão de Tiago. Quando chegaram a casa do chefe da sinagoga, Jesus encontrou grande alvoroço, com gente que chorava e gritava. Ao entrar, perguntou-lhes: «Porquê todo este alarido e tantas lamentações? A menina não morreu; está a dormir». Riram-se dele. Jesus, depois de os ter mandado sair a todos, levando consigo apenas o pai da menina e os que vinham com Ele, entrou no local onde jazia a menina, pegou-lhe na mão e disse: «Talitha Kum», que significa: «Menina, Eu te ordeno: levanta-te». Ela ergueu-se imediatamente e começou a andar, pois já tinha doze anos. Ficaram todos muito maravilhados. Jesus recomendou-lhes insistentemente que ninguém soubesse do caso e mandou dar de comer à menina.
Tradução litúrgica da Bíblia 
São João-Maria Vianney 
Presbítero(1786-1859)
Cura de Ars 
Sermão para o 5º domingo depois da Páscoa 
Rezar com fé e confiança 
É preciso que as nossas orações sejam feitas com confiança e com uma esperança firme de que o bom Deus pode e quer conceder-nos o que Lhe pedimos, se Lho pedirmos como deve ser. Onde Jesus Cristo promete conceder-nos tudo na oração, coloca-nos sempre esta condição: «Se a fizerdes com fé». Quando alguém Lhe pedia uma cura ou outra coisa, Ele nunca deixava de dizer: «Seja feito segundo a tua fé» (Mt 9, 29) Além disso, meus irmãos, quem poderá fazer-nos duvidar, se a nossa confiança se apoia na omnipotência de Deus, que é infinita, na sua misericórdia, que é ilimitada, e nos méritos infinitos de Jesus Cristo, em nome de quem pedimos? Quando pedimos em nome de Jesus Cristo, não somos nós que pedimos; é o próprio Jesus Cristo que pede ao Pai por nós. O Evangelho dá-nos um belo exemplo da fé que devemos ter ao pedir, na pessoa desta mulher que era vítima dum fluxo de sangue. Ela dizia consigo mesma: «Se eu, ao menos, tocar nas suas vestes, ficarei curada». Como vedes, ela acreditava firmemente que Jesus Cristo podia curá-la; esperava com uma grande confiança uma cura que desejava ardentemente. Com efeito, passando o Salvador junto dela, atirou-se aos pés de Jesus Cristo, tocou-Lhe no manto e logo ficou curada. Jesus, vendo a sua fé, olhou-a com bondade dizendo: «Minha filha, a tua fé te salvou». Sim, meus irmãos, é a esta fé e a esta confiança que tudo é prometido.

31 de janeiro - Beata Ludovica Albertoni

Ludovica nasceu em Roma, de uma família nobre, os Albertoni, em 1473. Perdeu o pai aos dois anos e, por motivo do segundo casamento da mãe, foi entregue aos cuidados de tias paternas e da avó materna, que lhe deram uma esmerada educação. Privilegiada em graça e beleza incomparáveis, Ludovica era admirada e cortejada por muitos jovens da nobreza romana. Mas logo a família prometeu-a ao jovem nobre Giacomo della Cetera. Aos 20 anos casou-se e desse casamento teve três filhas. No bairro de Trastevere, onde vai passar a maior parte de sua vida, ela frequenta a Igreja de São Francisco a Ripa, absorvendo a espiritualidade franciscana. As suas características mais marcantes foram a fidelidade no cumprimento dos deveres e o amor aos pobres. Dedicou ao marido um santo afeto; por causa do temperamento brusco de seu esposo o casamento é turbulento, mas Ludovica vive com sacrifício e abnegação confiando na graça do sacramento do matrimônio. Educou as filhas com esmero, orientando-as na oração e nas leituras. Dizia-lhes com frequência que preferia vê-las mortas do que em pecado mortal. Aos 30 anos, em maio de 1506, ficou viúva, após doze anos de difícil convivência devido à doença de seu marido, mas conseguiu aceitar com resignação esse rude golpe. A morte do marido trouxe-lhe problemas de herança que lhe causaram vexames e humilhações por parte dos parentes. Seu cunhado Domenico, administrador da propriedade, não respeita o direito de sucessão em favor de Ludovica e suas filhas, abrindo assim uma longa e dolorosa controvérsia. Alheia à sua frágil condição de viúva, luta valentemente para que a lei seja aplicada sem demora.

31 de janeiro - Beata Candelária de São José

“A obra da Beata Candelária evidencia a teologia do consolo porque em seu agir transmitiu alegria ao doente, por isso Deus consolava através dela. O amor a Deus está intimamente unido com a caridade ao próximo. Ela testemunha que só o amor pode mudar a vida do ser humano. Convida-nos a nos preocupar com os doentes, aliviar a solidão dos anciões e os pobres.” 
Cardeal Saraiva Martins – Homilia de Beatificação – 27 de abril de 2008 
“Esta beatificação é muito importante porque é a primeira que se faz em solo venezuelano e esperamos que hajam muitas mais. O importante é que queiramos reafirmar nossa vivência cristã pelo caminho de Jesus Cristo que é o único para a felicidade. Ela personifica o triunfo da fé sobre a incredulidade, amor sobre ódio, solidariedade e misericórdia sobre o egoísmo e a indiferença, paz sobre a violência e a guerra''. 
Cardeal Jorge Urosa Sabino – Arcebispo de Caracas 
Susana Paz Castillo Ramírez, terceira filha de Francisco de Paula Paz Castillo e Maria do Rosário Ramírez, nasceu em Altagracia de Orituco (Estado Guárico, Venezuela), em 11 de agosto de 1863. Seu pai era um homem reto e honrado, de grande coração e profundamente católico; gozava do apreço e estima de todos os habitantes; possuía conhecimentos de medicina e os empregava para ajudar a muita gente. Sua mãe era uma pessoa piedosa, trabalhadora e honrada. Os pais deram a seus filhos uma educação tão esmerada quanto lhes permitia as circunstâncias de seu tempo.

SANTA MARCELA, ROMANA, DISCÍPULA DE S. JERÔNIMO

Marcela foi a primeira matrona romana, de ilustre família, a difundir os princípios do monacato entre as nobres virgens e viúvas, que se reuniam em seu palácio, em Roma, para rezar, jejuar e fazer penitência, sob a direção espiritual de São Jerônimo. Faleceu, em 410, durante o saque dos Visigodos.
Pertence a uma das famílias romanas mais ilustres: a dos Marcelli. Nascida por volta de 330, ela perdeu o pai. Casada ainda jovem, depois de sete meses fica viúva e o espírito ascético a conquista e recusa um segundo casamento. Seu palácio se torna um lugar onde convergem outros nobres romanos como Sophronia, Asella, Principia, Marcellina, Lea. O próprio bispo de Alexandria, Pedro, foi seu convidado em 373. E logo após 373 a casa de Marcella se torna um centro de propaganda monástica. Confidencialidade, penitência, jejum, oração, estudo, roupas humildes caracterizam a vida cotidiana, como mostram as cartas de São Jerônimo, que se tornou o diretor espiritual do grupo ascético em 382. Virgens e viúvas, padres e monges entravam na casa de Marcella para conversar sobre a Sagrada Escritura. No final do século IV. ele se mudou para um lugar isolado perto de Roma, para onde voltou em 410 por medo da invasão gótica. Ele morre no mesmo ano. 
Etimologia: Marcella, diminutivo de Marco = nascido em março, consagrado a Marte, do latim.
Martirológio Romano: Em Roma, memória de Santa Marcela, viúva, que, como atesta São Jerônimo, depois de ter desprezado as riquezas e a nobreza, tornou-se ainda mais nobre pela pobreza e pela humildade.

Venerável Juliette Colbert, a primeira nobre protetora de São João Bosco

     Júlia (Juliette) Colbert nasceu no dia 27 de junho de 1786, em Maulévrier, no seio da família Colbert, da alta aristocracia da Vendée, filha de Eduardo Victurnien Charles René Colbert e de sua esposa Ana Maria Luísa de Crénolle. O pai era descendente direto de Jean Baptiste Colbert, o Ministro das Finanças de Luís XIV de França, o Rei Sol.
     Juliette estudou arte e música em seus estudos privados e aprendeu grego e latim, bem como inglês, italiano e alemão. A Revolução Francesa forçou seu pai a se mudar com a família para o Reino da Alemanha antes de se estabelecer na Holanda e na Bélgica (sua mãe morreu em Bruxelas em outubro de 1793). Seu pai se casou novamente em 19 de abril de 1812 com Pauline Le Clerc e ela tinha um meio-irmão.
     Seu retorno à França veio depois que Napoleão Bonaparte assumiu o poder. Ao retornar, constatou que seu castelo fora queimado e suas terras devastadas. Juliette ficou traumatizada com a morte de sua tia e avô paterno na guilhotina em 1794 (durante o Terror) somada à morte de sua mãe meses antes. Em 1804, ela serviu a Imperatriz Josefina na corte imperial, onde conheceu seu futuro marido.
     Casou-se em Paris, aos 18 de agosto de 1806, com o marquês piemontês Carlo Tancredi Falletti di Barolo, trazido para Paris em criança quando da incorporação do Piemonte na esfera da França napoleônica, e que fora pajem na corte imperial. Os dois tinham em comum uma profunda fé e desejo de ajudar os outros, embora seus temperamentos fossem diferentes: ela era impetuosa com uma mente brilhante, enquanto ele era gentil e reservado por natureza.

Tobias, Filho de Tobit (Antigo Testamento), 31 de Janeiro

Tobias e o
Anjo Rafael
A história de Tobias e de seu pai, Tobit, é contada no Livro de Tobias. Em Nínive, na Assíria, Tobit, um deportado judeu muito piedoso ficou cego e decidiu enviar seu filho, Tobias, a Ecbatane, uma cidadela longínqua para reaver uma soma em dinheiro que lhe pertencia por direito, junto a alguns parentes. O que Tobit e seu filho ignoravam é que um dos seus parentes tinha uma filha, Sara, que viu morrerem todos os seus noivos, todas as vezes que tentou contrair núpcias. Tobit enviou um companheiro de viagem com seu filho, para que lhe servisse de guia. Tratava-se de Azarias (na verdade, o Arcanjo Rafael). Durante o caminho, Rafael disse a Tobias para pescar um determinado peixe, graças ao qual o Anjo preparou dois ingredientes misteriosos, que serviriam para situações futuras. Chegando a Ecbatane, Tobias ficou perdidamente apaixonado por Sara e descobriu que ela era a filha do parente de quem deveria cobrar a antiga dívida. Tobias acabou desposando Sara. Aconselhado por Azarias-Rafael, ele acabou com a maldição que pesava sobre ela, graças a um dos ingredientes obtidos a partir do peixe. Depois, Tobias e Sara retornam a Nínive. Com o segundo ingrediente tirado do peixe, Rafael mostrou como preparar um remédio que devolveria a visão a Tobit. Depois de todas essas aventuras, Rafael finalmente revelou a sua verdadeira natureza. Então, toda a família deu graças ao Senhor pela sua intervenção. O Livro de Tobias é uma elegia à vida familiar, à piedade filial, ao amor materno e paterno, à intimidade conjugal, ao período da velhice. Tobias e Sara, por sua atitude, confiança e oração permanecem, ainda hoje, modelo para os casais que desejam confiar ao Senhor a sua vida conjugal.

MARTINHO DE COIMBRA Sacerdote, Mártir, Santo + 1147

Sacerdote português, cativo dos Mouros
 e martirizado 
(pelos sofrimentos de que foi vítima) em Córdova.
Martinho nasceu em Arouca, nos fins do século XI, de pais pouco afortunados, mas cheios de probidade e piedade. Seu pai chama-se Arrius Manuelis e sua mãe Argia. Os primeiros cuidados que estes santos pais tiveram para com filho, foi de o educarem cristãmente e de lhe inculcarem os princípios evangélicos no mais profundo do seu juvenil coração, o que resultou, visto que a criança se mostrou receptiva e que os seus progressos eram contínuos, o que não significa que fosse como todos as crianças da sua idade. Assim, procurando a sua própria felicidade espiritual, os pais de Martinho, souberam alicerçar a do filho. Os primeiros preceptores nas verdades da religião reconheceram nele disposições para as ciências, assim como outras qualidades que pareciam contrariar a sua vocação para o estado eclesiástico. Todas estas conclusões foram explicadas aos pais de Martinho assim como o desejo que estes conselheiros acalentavam de o guardarem e de lhe oferecerem um ensino adequado às suas possibilidades naturais: estudos de ordem superior. Movidos pelo amor a Deus, os pais de Martinho sentiram-se felizes de oferecerem a Deus o fruto do seu amor e aceitaram que ele fosse estudar, o que logo a seguir aconteceu: começou a estudar filosofia e teologia. Martinho foi tão estudioso e sério que pouco tempo depois era apresentado aos seus condiscípulos, como um modelo de abnegação e de seriedade.

PEDRO NOLASCO Sacerdote, Fundador, Santo 1182-1258

Co-fuhdador da Ordem de Nossa Senhora das Mercês 
e Redenção dos Cativos.
Além da humildade, caridade, amor ao próximo e fé irrestrita em Cristo e Maria, virtudes inerentes à alguém que é declarado Santo, Pedro Nolasco se notabilizou também pela luta em favor da libertação de cristãos S. Pedro Nolasco, Fundadortornados escravos sempre movido pelos ensinamentos do Cristianismo, num período conturbado para a humanidade, nos idos dos séculos XII e XIII. Procedente de uma cristã e nobre família francesa, Pedro Nolasco nasceu num castelo no sul da França, próximo de Carcassone, próximo ao ano 1182. Desde pequeno demonstrou grande solidariedade com os pobres e desamparados. Todos os dias fazia os pais lhe darem dinheiro para as esmolas e até a merenda que levava quando estudante era dividida com eles. Assim cresceu, vivendo em intima comunhão com Jesus Cristo e a Virgem Maria, de quem era um devoto extremado. Aos quinze anos de idade, quando seu pai morreu, foi com a família para Barcelona, Espanha, onde se estabeleceram. E ali ingressou na vida religiosa. Na juventude, quando acompanhou a tragédia dos cristãos que caíam nas mãos dos muçulmanos, devido à invasão dos árabes sarracenos, empregou toda sua fortuna para comprar os escravos e, então, libertá-los. E também, quando seu dinheiro acabou, arregaçou as mangas e trabalhou para conseguir fundos para esta finalidade, pedindo-os às famílias nobres e ricas que conhecia.

FRANCISCO XAVIER MARIA BIANCHI Sacerdote, Santo 1743-1815

Viveu quase toda a sua vida em Nápoles, Itália.
Francisco Xavier Maria Bianchi nasceu no dia 2 de dezembro de 1743, na cidade de Arpino, França, e viveu quase toda a sua vida em Nápoles, Itália. Era filho de Carlo Bianchi e Faustina Morelli, sua família era muito cristã e caridosa. Francisco viveu sua infância num ambiente familiar, de doação ao próximo e que o influenciou durante toda sua existência religiosa. Aos doze anos entrou para o "Colégio dos Santos Carlos e Felipe" da ordem dos Barnabistas e em 1762, para o seminário onde jurou fidelidade a Cristo e fez seus votos perpétuos de pobreza, castidade e obediência. Completou os estudos de direito, ciência, filosofia e teologia em Nápoles e Roma. Foi ordenado sacerdote aos 25 de janeiro de 1767. Tendo em vista sua alta cultura, seus Superiores o enviam de volta para lecionar no Colégio de Belas Artes e Letras de Arpino e, dois anos depois, ao Colégio São Carlos em Nápoles, para ensinar filosofia e matemática. Em 1778 foi chamado para ensinar na Universidade de Nápoles. No ano seguinte recebe o título de "Sócio Nacional da Real Academia de Ciências e Letras".

JOÃO BOSCO Presbítero, Fundador, Santo 1815-1888

Presbítero, fundador da Congregação Salesiana 
de S. Francisco de Sales.
Joãozinho Bosco nasceu em 16 de agosto de 1815 numa pequena fracção de Castelnuovo D’Asti, no Piemonte (Itália), chamada popularmente de “os Becchi”. Ainda criança, a morte do pai fez com que experimentasse a dor de tantos pobres órfãos dos quais se fará pai amoroso. Em Mamãe Margarida, porém, teve um exemplo de vida cristã que marcou profundamente o seu espírito. Aos nove anos teve um sonho profético: pareceu-lhe estar no meio de uma multidão de crianças ocupadas em brincar; algumas delas, porém, proferiam blasfémias. Joãozinho lançou-se, então, sobre os blasfemadores com socos e pontapés para fazê-los calar; eis, contudo, que se apresenta um Personagem dizendo-lhe: “Deverás ganhar estes teus amigos não com bastonadas, mas com a bondade e o amor... Eu te darei a Mestra sob cuja orientação podes ser sábio, e sem a qual, qualquer sabedoria torna-se estultícia”. O Personagem era Jesus e a Mestra Maria Santíssima, sob cuja orientação se abandonou por toda a vida e a quem honrou com o título de “Auxiliadora dos Cristãos”. Foi assim que João quis aprender a ser saltimbanco, prestidigitador, cantor, malabarista, para poder atrair a si os companheiros e mantê-los longe do pecado.

LUÍS TALAMONI Sacerdote, Fundador, Beato 1848-1926

Sacerdote italiano, fundador 
de Oratórios para a juventude.
Nascido em Monza (Itália), a 3 de Outubro de 1848, segundo dos seis filhos de uma família modesta mas com sólidos valores cristãos que transmitiram aos seus filhos. Em casa recitava-se o rosário todos os dias e o pai participava diariamente na Missa, levando consigo o pequeno Luís, que vendo-o servir no altar, sentia crescer o desejo de servir Deus e os irmãos no ministério sacerdotal. Fez os estudos primários e a Primeira Comunhão e a Crisma (1 de Julho de 1861), no Oratório de Monza, fundado pelo Servo de Deus Padre Fortunato Redolfi, barnabita, e dirigido por outro barnabita, o Servo de Deus Padre Luís Villoresi. Dessa maneira, Luís entrou em contacto com as experiências mais entusiasmantes da pastoral juvenil daquele tempo. De facto, naqueles anos, na Diocese de Milão assistia-se a um incremento de Oratórios, lugares onde os rapazes se encontravam diariamente para experimentar uma vida fraterna e empenhativa, de formação humana e cristã, de alegria e de espiritualidade, onde ele amadureceu a própria vocação para o sacerdócio e para o compromisso, como Membro da Comissão Católica de Monza, na defesa do melhoramento das condições sociais e dos mais desfavorecidos.

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 31 DE JANEIRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
31 ─ Terça-feira ─ S. João Bosco, Sta. Marcela
Evangelho (Mc 5,21-43) “Um chefe da sinagoga, chamado Jairo, caiu aos pés de Jesus, e pediu: ─ Minha filhinha está nas últimas. Vem e põe as mãos sobre ela, para que sare e viva!”
Jairo era homem importante, mas cai de joelhos aos pés de Jesus, levado pelo amor de sua filha, mas principalmente pela fé. Acreditou em Jesus e em seu poder. Não era levado apenas pela fama de Jesus; era também levado interiormente pela graça divina. Não se importou com os que ali estavam, com o que haveriam de pensar. Quando nos abrimos para Deus, tudo muda em nossa vida.
Oração
Senhor, aumentai minha fé, fazei que me entregue totalmente a vós, e tudo em minha vida será bênção para mim e para todos. Quando estais comigo, tudo ganha novo sentido. Saúde ou doença, fartura ou privação, companhia ou abandono, vida ou morte tudo tem importância porque estou convosco, como também nada tem importância se estou convosco e em vossas mãos. Amém.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2023

REFLETINDO A PALAVRA - “O ardente desejo do Reino”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
SACERDOTE REDENTORISTA
NA PAZ DO SENHOR
Um Deus permissivo ou silencioso
 
O Advento une a expectativa de Deus e do Homem. Deus oferece sempre novas esperanças a seus filhos e estes se abrem a Deus na esperança de um mundo novo. O profeta Isaías retrata essa ânsia da humanidade de ver-se livre de um desencanto: “Todos nós nos tornamos imundície, e todas as nossas boas obras são como um pano sujo; murchamos como as folhas, e nossas maldades empurram-nos como vento” (Is 64,5). Por outro parece que Deus permite a desgraça: “Como nos deixaste andar longe de teus caminhos e endureceste nossos corações para não termos o teu temor?” (Is 63,6b). Sentimos um silêncio de Deus: “Escondestes de nós tua face e nos entregaste à mercê da nossa maldade” (Is 64,6). O silêncio de Deus é um mistério. Não sabemos se nos dá tempo para assumirmos nosso papel ou se realmente nos prova para que nos esvaziemos mais para acolhê-lo melhor. Até onde Deus permite ao homem se destruir? O salmo retrata a súplica profunda por sua volta: “Iluminai a vossa face sobre nós, convertei-nos para que sejamos salvos. Despertai vosso poder, ó nosso Deus, e vinde logo nos trazer a salvação” (Sl 79). Diz também o profeta: “Ah se rompesses os céus e descesses! (Is 63,19b) Não podemos imaginar que Deus nos trate como marionetes que devem ser controladas em tudo. Ele não rege o mundo resolvendo todas as coisas, mas dá às pessoas o arbítrio e a capacidade de escolher e realizar. Deus nos controla dando-nos seus dons para que produzamos frutos. Mas é Ele, nosso pai, que nos molda o coração: “Senhor, tu és nosso pai, nós somos barro; tu, nosso oleiro, e nós todos, obra de tuas mãos” (Is 64,7). O advento faz refletir a situação controvertida do homem. Deus vem. Jesus é sua presença em um berço de palha. 
Deus confia 
Falar de vigilância e expectativa é anunciar as maravilhas que Deus fez por nós. O profeta continua: “Nunca se ouviu dizer nem chegou aos ouvidos de ninguém, jamais olhos viram que um Deus, exceto tu, tenha feito tanto pelos que nele esperam” (Is 64,3). Deus não só realiza em nós tantas coisas, mas confia no homem e lhe dá a administração de sua casa. Esta administração significa que se tem o poder de realizar toda obra, aquilo que faria o patrão. Vigiar sem relaxar o compromisso. A função do porteiro devia ser muito importante no tempo, pois era ele quem controlava. Mas o mandamento de vigiar é para todos: “O que vos digo, digo a todos: Vigiai!” (Mc 13,37). A vigilância é para estar presente no tempo de Deus se manifestar. A comunidade sentia que se retardava a vinda. Mas o Senhor vem sempre. Por isso é preciso estar vigilante.
Enriquecidos em Tudo 
O povo sem Deus perde as forças. S. Paulo afirma que temos tudo: “Nele fostes enriquecidos em tudo, em toda palavra e em todo conhecimento, à medida que o testemunho sobre Cristo se confirmou entre vós” (1Cor 1,5). Ao que crê, nada falta na expectativa do dia do Senhor. “Ele dará a perseverança em vosso procedimento irrepreensível... Deus é fiel” (1Cor 1,8-9). A vigilância se realizará através do uso e desenvolvimento dos dons. O vazio do mundo se preenche pelo dom de Cristo no Natal. Em cada Eucaristia clamamos por sua vinda: “Vinde, Senhor Jesus!” 
Leitura:Isaias 63,16b-17.19b;64,2b-7; Salmo 79; 
1 Coríntios 1,3-9; Marcos 13,33-37. 
1. O Advento une a expectativa de Deus e do homem. Deus oferece a esperança e os filhos se abrem ao mundo novo. Há um desencanto na sociedade que o profeta Isaias conta. Tem-se a impressão que Deus permite a desgraça e por outro lado sentimos o silêncio de Deus. Deus nos dá tempo para assumir nosso papel ou quer que nos esvaziemos? Há um clamor para que Deus venha trazer a salvação. Deus não nos trata como marionetes. Ele dá os dons para que produzamos os frutos. Deus vem. Jesus é sua presença em um berço de palha. 
2. Falar de vigilância e expectativa é anunciar as maravilhas que Deus fez por nós. Ele confia em nós e nos dá a administração de sua casa. É o poder de realizar as obras. O mandamento de vigiar é para todos. Vigiar é estar presente no tempo de Deus. 
3. O povo de Deus perde as forças. S.Paulo, contudo afirma que temos toda a riqueza necessária. Ao que crê, nada falta na expectativa do dia do Senhor. Ele dará a perseverança. Vigiar é usar os dons que Deus nos deu. O vazio do mundo se preenche pelo dom de Cristo no Natal. A Eucaristia sempre clama: “Vinde, Senhor Jesus!” 
Plantão da meia noite. 
Jesus devia ter contato com guarda noturno, pois Ele fala muito sobre a vigilância, de estar atendo, de olho aberto, dormindo com um olho aberto e outro fechado. Por que? Se dermos bobeira, o bicho pega mesmo. Estar atento não é estar estressado, neurótico. É saber viver. Entramos no tempo do Advento. Que delicia de Natal, ele já anuncia. Para que a gente não coma peru sem tempero, é preciso estar bem preparado. Jesus também nos coloca em atitude de espera atenta e vigilante de sua vinda, primeiro no fim do mundo e também fazendo memória de sua vinda na natureza humana. Temos tudo, todos os dons, para viver e mais ainda, a ajuda de Deus. Viver bem é estar vigilante, é implorar sua vinda. 
Homilia do 1º Domingo do Advento(30.11.2008)

EVANGELHO DO DIA 30 DE JANEIRO

Evangelho segundo São Marcos 5,1-20. 
Naquele tempo, Jesus e os seus discípulos chegaram ao outro lado do mar, à região dos gerasenos. Logo que Ele desembarcou, saiu ao seu encontro, dos túmulos onde morava, um homem possesso de um espírito impuro. Já ninguém conseguia prendê-lo, nem sequer com correntes, pois estivera preso muitas vezes com grilhões e cadeias e ele despedaçava os grilhões e quebrava as cadeias. Ninguém era capaz de dominá-lo. Andava sempre, de dia e de noite, entre os túmulos e pelos montes, a gritar e a ferir-se com pedras. Ao ver Jesus de longe, correu a prostrar-se diante dele e disse, clamando em alta voz: «Que tens a ver comigo, Jesus, Filho de Deus Altíssimo? Conjuro-Te, por Deus, que não me atormentes». Porque Jesus dizia-lhe: «Espírito impuro, sai desse homem». E perguntou-lhe: «Qual é o teu nome?». Ele respondeu: «O meu nome é Legião, porque somos muitos». E suplicava instantemente que não os expulsasse daquela região. Ora, ali junto do monte, andava a pastar uma grande vara de porcos. Os espíritos impuros pediram a Jesus: «Manda-nos para os porcos e entraremos neles». Jesus consentiu. Então os espíritos impuros saíram do homem e entraram nos porcos. A vara, que era de cerca de dois mil, lançou-se ao mar, do precipício abaixo, e os porcos afogaram-se. Os guardadores fugiram e levaram a notícia à cidade e aos campos; e, de lá, vieram ver o que tinha acontecido. Ao chegarem junto de Jesus, viram, sentado e em perfeito juízo, o possesso que tinha tido a legião; e ficaram cheios de medo. Os que tinham visto narraram o que havia acontecido ao possesso e o que se passara com os porcos. Então pediram a Jesus que Se retirasse do seu território. Quando Ele ia a subir para o barco, o homem que tinha sido possesso pediu-Lhe que o deixasse ir com Ele. Jesus não lho permitiu, mas disse-lhe: «Vai para casa, para junto dos teus, conta-lhes tudo o que o Senhor te fez e como teve compaixão de ti». Então ele foi-se embora e começou a apregoar na Decápole o que Jesus tinha feito por ele. E todos ficavam admirados. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Charles de Foucauld(1858-1916) 
Eremita e missionário no Saara 
 Sobre o Evangelho 
Estar onde Jesus quer que estejamos 
Quando queremos seguir Jesus, não nos espantemos se Ele não no-lo permitir imediatamente, ou se não no-lo permitir nunca, por muito legítimo e conforme aos seus conselhos, por muito agradável ao seu coração, por muito inspirado que seja esse desejo. Com efeito, Ele vê mais longe que nós; e não quer apenas o nosso bem, quer o bem de todos. Seguindo-O passo a passo, talvez alcançássemos apenas o nosso bem e o bem de um pequeno número de pessoas; indo aonde Ele nos envia, fazendo a sua vontade e estando unidos a Ele apenas com a alma, sem termos a consolação de O seguir de perto na nossa vida exterior, talvez alcancemos o bem de um grande número de pessoas. Ele prefere o bem geral ao bem particular; tanto mais que o bem particular será mais bem alcançado por este meio do que seguindo-O. Porque este bem provém da sua graça e depende dele prover graças em duplicado e tornar duas vezes mais santo nesta vida e na outra o geraseno que prega longe dele que o mesmo geraseno, se fosse atrás dele e partilhasse a sua vida. Aliás, é possível que, passado algum tempo, Ele nos autorize a segui-lo. É possível que, passados alguns meses, ou alguns anos, Jesus tivesse autorizado o geraseno a juntar-se aos apóstolos. Alimentemos em todo o tempo a esperança de viver a vida mais perfeita possível, vivendo a vida que Jesus nos destinou, aquela onde Ele nos quer, e vivamo-la como Ele a viveria em nosso lugar, se fosse essa a vontade do Pai; façamos todas as coisas como Ele as faria se o Pai Lhe tivesse destinado esta vida, se o Pai O tivesse colocado no lugar onde nos colocou a nós. Pois a verdadeira perfeição consiste em fazer a vontade de Deus.

SANTA SAVINA

Savina ( cerca de 260 - Milão , 30 de janeiro de 311 ) 
foi uma mártir milanêsa na época do imperador Diocleciano ; 
é venerada como santa pela Igreja Católica . 
Biografia 
Savina provavelmente nasceu em Milão ou Lodi da nobre família Morigi e se casou com um patrício da família Trissino. Viúva cedo, passou boa parte da vida dedicando-se a obras de caridade. Na época das perseguições aos cristãos sob o imperador Diocleciano , ele cuidou dos corpos martirizados de Nabore e Felice , dois soldados romanos culpados de terem abraçado a fé cristã , providenciando seu enterro após a decapitação perto de Lodi. Diz a lenda que , querendo transferir secretamente os restos mortais dos dois mártires para Milão , Savina os escondeu em um barril , declarando aos funcionários da alfândega que carregavam mel ou vinho : após inspeção, os soldados realmente encontraram esses produtos, resultando em o milagre . Assim, os corpos dos dois mártires chegaram a Milão, onde o bispo Materno organizou um enterro mais digno para eles na basílica conhecida como Naboriana . Os acontecimentos de Santa Savina são contados por um ciclo de afrescos presentes no Palazzo Trissino em Vicenza , na Sala della Giunta Comunale (antiga Sala di Santa Savina), criado por volta de 1665 por Giulio Carpioni (1613-1678) e foram narrados por Gaspare Trissino, pai somasco, em 1627 e em 1855 por Francesco Trissino. Santa Savina é lembrada pela Igreja Católica no dia 30 de janeiro , dia de sua morte. Seus restos mortais seguiram os dos mártires que ela cuidou na basílica naboriana e desde 1868 estão guardados acima do altar da capela de mesmo nome dentro da basílica de Sant'Ambrogio em Milão .

Santa Batilde (ou Bertila), Rainha, religiosa – 30 de janeiro

Inglesa de nascimento, levada para França, encantou Clóvis II por sua virtude e prudência. Este a fez sua esposa. Mãe de três reis - Clotário III, Childerico II e Thierry III - tornou-se regente à morte do esposo, governando o reino com rara habilidade.
A tradição considera que Batilde era de sangue real, embora haja dúvidas quanto à sua ascendência. Ela nasceu por volta do ano 626. Era de origem anglo-saxã. Em 641, durante uma viagem marítima foi capturada por piratas. Levada para a França, foi vendida para ser escrava da esposa de Erquinoaldo, mordomo do palácio de Clóvis II, rei da Nêustria e Borgonha, antigas regiões da Gália. Suas qualidades pessoais e sua virtude fizeram com que seu dono lhe confiasse muitos dos trabalhos de sua casa. Com a morte da esposa, Erquinoaldo quis casar-se com ela, mas Batilde não aceitou, se afastou do dono e só retornou quando ele já havia casado novamente. Foi então que o rei Clóvis II a viu na casa de Erquinoaldo. O rei ficou impressionado por sua beleza, sua graça e por suas virtudes. Em 649, libertou-a da escravidão, casou-se com ela e tiveram três filhos: Clotário, Childerico e Teodorico. A repentina elevação da situação de Batilde não reduziu suas virtudes, mas, ao contrário, tornou suas qualidades mais visíveis.

30 de janeiro - Beata Maria Bolognesi

Com alegria recordo que ontem, em Rovigo, foi proclamada Beata Maria Bolognesi, fiel leiga, nascida em 1924 e morta em 1980. Passou toda a sua vida a serviço dos outros, especialmente dos pobres e doentes, suportando grande sofrimento em profunda união com a paixão de Cristo. Demos graças a Deus por este testemunho do Evangelho! 
Papa Francisco – Angelus 08 de setembro de 2013 
A história de Maria Bolognesi é de uma mulher muito simples chamada a ser, de uma maneira singular, sinal de presença de Deus. Nasceu em 1924 em Bosaro, na província de Rovigo, no nordeste da Itália, de uma família pobre e numa situação difícil. Frequentou as escolas até o segundo ano primário; mas através da avó aprendeu a sabedoria da fé e o amor pela oração. Por isso desde menina sua assiduidade à missa cotidiana, ao catecismo, à Ação católica, enquanto ajuda a família no trabalho da terra. A 21 de junho de 1940, porém, acontece, algo misterioso: para Maria começa um período de trevas, que se caracteriza por um profundo mal-estar.

São David Galván Bermúdez

O México, um dos países com maior numero de católicos, sofreu uma grande perseguição religiosa no inicio do século XX. Milhares de cristãos foram martirizados, de modo especial podemos contar a história de São David Galván Bermúdez, sacerdote, perseguido pela defesa de uma jovem e pelo zelo pelos moribundos por quem deu a vida dizendo: "Não haverá maior glória do que morrer salvando uma alma que eu consiga absolver!" David nasceu em Guadalajara, no México em 1881, quando tinha apenas 3 anos de idade, sua mãe faleceu e David ficou aos cuidados de seu pai e seus irmãos. Mais tarde tendo seu pai casado novamente, passou a ser cuidado também por sua madrasta Victoriana Medina. Logo manifestou a seu pai o desejo de ingressar no Seminário, tendo ele aceitado levá-lo para matricular-se em outubro de 1895. Ali cursou como aluno aplicado e sempre obtendo boas notas os cinco anos de latim e humanidades. Terminados os estudos, saiu do Seminário. Os três anos em que esteve fora do Seminário, trabalhou numa sapataria, além de dar aulas como professor de escola primária. Teve uma conduta um tanto desregrada nesse tempo, ao ponto de ter sido detido numa briga com sua namorada. Passada essa experiência, o jovem David, contando vinte e um anos de idade, sentiu novamente o intenso desejo de voltar ao Seminário, porque ouvia em seu interior o chamado de Deus; tornou-se muito devoto, piedoso e assíduo à oração e aos atos de culto; visitava o Santíssimo Sacramento e a Virgem de Zapopan e a invocava dizendo-lhe: "Minha Mãe, dai-me um norte para que eu conheça minha vocação" Antes de admiti-lo, o Reitor do Seminário, Miguel de la Mora (São Miguel de la Mora, também mártir), o submeteu durante um ano a provas rigorosas que ele superou de maneira admirável, demonstrando vivo desejo em ser admitido.

De mãe para filha: as virtudes da Imperatriz Tereza Cristina e da Princesa Isabel

 Dom Pedro II, Tereza Cristina e as filhas do casal em pintura oficial - Wikimedia Commons 1860 .  Sensível e tão humilde a ponto de fazer qualquer brasileiro se sentir parte da família, assim poderíamos descrever tanto a imperatriz Teresa Cristina de Bourbon como sua filha, a Princesa Isabel de Bragança.  Tereza Cristina, nasceu em Nápoles, Itália. Era filha de Francisco Bourbon, príncipe herdeiro e mais tarde Rei Francisco I do Reino das Duas Sicílias. Chegou ao Brasil em data de 3 de setembro de 1843, acompanhada de uma comitiva formada por vários intelectuais, cientistas, artistas e artesãos italianos. No dia seguinte, desembarcou no Rio de Janeiro, onde Dom Pedro II, sua irmã e todo ministério aguardavam. Um enorme cortejo percorreu as ruas enfeitadas. A cidade estava toda enfeitada, a população a saudava calorosamente e o cortejo a acompanhou até a capela real do Paço onde foi celebrada a união do casal real. A imperatriz Tereza Cristina cozinhava as refeições diárias da Família Imperial, apenas com a ajuda de uma empregada, que fazia questão de remunerar com salário. Fim de sua biografia. Não obstante o desinteresse das historiografias italiana e brasileira pela imperatriz, cujo foco e deferência constantes se voltavam para Dom Pedro II, Tereza Cristina viria a validar a assertiva de que por trás de um grande homem, há sempre uma grande mulher. Suas ações, realizadas sem alarde, prestaram inestimáveis serviços à cultura brasileira e às relações entre a sua pátria de nascimento e a de adoção. 

MARTINHA DE ROMA Virgem, Mártir, Santa + ca 230

Esta célebre Santa, uma das padroeiras de Roma, era de família distinta. O pai, três vezes eleito cônsul, era possuidor das mais belas virtudes e afortunado. Martinha recebeu uma educação esmerada, baseada nos princípios do Cristianismo, mas teve a infelicidade Santa Martinha de Roma, Mártirede perder bem cedo os pais. Inflamada de amor a Jesus Cristo, deu todos os bens aos pobres, fez voto de castidade e em atenção à sua vida santa e exemplar, foi recebida entre as diaconistas, honra com que pessoas de muita probidade eram distinguidas. Tinha o imperador Alexandre Severo (222-235) concebido o plano de exterminar os Galileus (assim alcunhava aos cristãos). Conhecendo a formosura, nobreza e bondade de Martinha, tudo fez para afastá-la da religião cristã e chegou até a oferecer a dignidade de Imperatriz, caso se decidisse sacrificar a Apolo. Martinha respondeu: “O meu sacrifício pertence a Deus imaculado; a Ele sacrificarei, para que confunda e aniquile a Apolo e, este deixe de perder almas”. Alexandre Severo, interpretando esta resposta em seu favor, organizou uma grande festa no templo de Apolo, para onde levou Martinha, na presença dos sacerdotes e de muito povo. Os olhos de todos estavam dirigidos para a jovem que, no meio do grande silêncio que reinava, fez o sinal da cruz, elevou olhos e braços ao céu e disse em alta voz: “Ó Deus e meu Senhor ! Ouvi esta minha súplica e fazei com que se despedace este ídolo cego e mudo, para que todos, imperador e povo, conheçam, que só Vós sois o único Deus verdadeiro e que não é licito adorar senão a Vós !”

JACINTA DE MARISCOTTI Religiosa, Santa 1585-1640

PADROEIRA DE VITERBO 
Religiosa franciscana, durante dez anos não deu bom exemplo a suas irmãs de hábito, pois não quis observar o espírito de pobreza e viveu num quarto decorado com luxo. Dando-se conta do escândalo que causara, Jacinta arrependeu-se sinceramente e pediu perdão a toda a comunidade. 
Após uma vida frívola e mundana, Jacinta de Mariscotti converteu-se radicalmente, transformando-se numa grande santa dotada dos dons de milagre e de profecia 
Clarice de Mariscotti — como se chamava Jacinta antes de entrar em religião — era filha de Marcantonio Mariscotti e Otávia Orsini, condessa de Vignanello, localidade próxima de Viterbo, (na Itália), onde a santa nasceu provavelmente no dia 16 de março de 1585. De seus pais muito virtuosos, recebeu profunda formação religiosa, correspondendo aos anseios dos progenitores. Entretanto, atingindo a adolescência, Clarice tornou-se vaidosa e mundana, buscando apenas divertir-se. Sua preocupação passou a ser vestidos, adornos, entretenimentos. Tal situação fez com que o pai se preocupasse muito com a salvação de sua filha. Como remédio, resolveu mandar a vaidosa para o convento, onde estava sua irmã mais velha, que lá era um exemplo de virtude. Clarice obedeceu de má vontade. Enquanto permaneceu no convento, alimentava o desejo de sair dele o mais rapidamente possível para voltar à vida despreocupada e mundana de antes. Insistiu tanto, que o pai acabou cedendo.

MUCIANO MARIA WIAUX Religioso, Santo 1841-1917

Irmão da Comunidade das Escolas Cristãs 
fundadas por S. João Baptista de La Sale.
No dia 20 de Março de 1841 nasceu, em Mellet, na Bélgica, Louis-Joseph Wiaux, sendo baptizado no mesmo dia do nascimento como costume da época. Mellet é um lugar de gente muito tranquila, trabalhadora e honrada. Aí a família Wiaux destaca-se por seu sentido de vida cristã. Trabalham muito, sempre com muita descontracção e um humor destacável. E Luís foi crescendo nesse ambiente de trabalho, alegria e piedade. No dia 28 de Março de 1852 Luís fez sua primeira comunhão. Era muito trabalhador, alegre, modesto e muito delicado de consciência. Logo que terminava suas tarefas, lia muito. Era obediente. Não foi um menino prodígio, mas tinha uma inteligência aberta e ágil, com excelente memória. Tinha um temperamento de chefe e uma formação baseada nos princípios cristãos. Sua vocação foi amadurecendo e não era novidade para aqueles que o conheciam. Logo se anuncia o caminho do Senhor e em 7 de Abril de 1856 dirige-se ao Noviciado dos Irmãos das Escolas Cristãs, em Namur. Ele sabia que tudo era necessário para fazer-se na nova vida e começar um novo aprendizado. O ambiente do Noviciado era de silêncio, orações, exercícios espirituais, leituras espirituais, trabalhos, conferências sobre Vida Religiosa e Regra... Luís sabia que sairia do Noviciado como Irmão. Em 1º de Julho de 1856 o postulante Luís José Wiaux toma o hábito, na entrada do Noviciado, e recebe o nome de Irmão Muciano Maria (Mutien-Marie).

COLUMBA MARMION Abade, pai e mestre no século XX, Beato 1858-1923

Monge beneditino irlandês 
em Maredsous (Bélgica) 
e depois abade. 
Beatificado em 2000.
Tendo sido ordenado sacerdote secular, aquele jovem irlandês sentia sua alma poderosamente atraída pelo silêncio e pelo recolhimento da vida monástica. A Providência o chamava a ser digno filho de São Bento e pai espiritual de muitos monges. 
O peregrino que se proponha conhecer as origens cristãs do Velho Continente não pode deixar de visitar a gruta de Subiaco, local escolhido pelo jovem Bento de Núrsia para consumar sua entrega a Deus, abandonando a vida de estudos que até então levava na Roma dos retóricos e literatos. E os que hoje trilham seus passos sentem uma forte atracção pelo local, marcado misteriosamente pela presença do santo Patriarca e Patrono da Europa. Enquanto se sobe pelos íngremes caminhos que conduzem ao mosteiro — exercício desde logo recompensado pelo belíssimo panorama —, o visitante pode discernir, se não através de voz humana, certamente pela da graça, aquele chamado do varão de Deus que atraiu legiões de almas à vida monástica: "Escuta, filho meu, os preceitos do mestre, e inclina o ouvido do teu coração. Recebe de bom grado o conselho de um bom pai, e cumpre-o eficazmente, para que, pelo trabalho da obediência, voltes Àquele de Quem te havias afastado"[1]. Ao atento observador não passarão despercebidas algumas árvores que adornam o caminho, as quais bem simbolizam a história desta instituição. São vegetais de inacreditável robustez, cujas raízes se embrenharam pelo solo pedregoso e lograram subsistir em condições desfavoráveis. Enfrentaram os ventos das intempéries e os da História, mantendo-se erectas apesar das adversidades, e ostentando uma vitalidade que desperta surpresa e admiração.

CARMEN GARCIA MOYON Leiga, Terciária capuchinha, Beata 1888-1937

Leiga espanhola, cooperadora 
Terceira Capuchinha. 
Foi queimada viva, 
durante a guerra civil espanhola.
Beatificada em 2001.
Cármen Maria Moyon, antepenúltima de cinco irmãos, nasceu a 13 de Setembro de 1888 na cidade francesa de Nantes: seu pai era espanhol e sua mãe francesa. Recebeu o baptismo na paróquia de Nossa Senhora do Bom Porto (Notre-Dame de Bon Port) na sua cidade natal, oito dias depois do seu nascimento. Instruída religiosamente, Cármen mostrou, muito rapidamente exemplos dos seus verdadeiros sentimentos cristãos, que ele defenderá depois com todas as forças da sua alma. Mulher de temperamento heróico e duma amabi-lidade sem limites, ela mostrou-se duma grande valentia sentindo subir, do mais profundo dela mesma, uma santa cólera — como acontecia com São João Eudes — diante dum herético, para defender os seus direitos e os da Igreja. No princípio do século XX a família Garcia-Moyon voltou para Espanha, e foi instalar-se na cidade de Segorbe, Castellón. É mais do que provável que as relações de Cármen com as Irmãs religiosas do venerável Luís Amigo foram para ela o princípio da sua vocação religiosa.

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 30 DE JANEIRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
30 ─ Segunda-feira ─ Sta. Jacinta de Mariscotti, S. Savina
Evangelho (Mc 5,1-20) “Quando Jesus entrava na barca, o homem que tinha sido endemoninhado pediu-lhe que o deixasse ficar com ele. Jesus, porém, não permitiu.”
Esse episódio é um dos mais obscuros dos evangelhos. Prefiro ficar apenas com uma idéia. O homem curado e liberado quer acompanhar Jesus como discípulo. Sentia-se chamado e era generoso. Mas nem sempre Deus quer de nós o que imaginamos seja nossa vocação. Temos é de estar disponíveis, prontos a fazer isto ou aquilo, com toda a generosidade, seja lá o que Deus quiser de nós.
Oração
Senhor, tenho procurado fazer o que me parece ser vossa vontade, ainda que nem sempre com toda a generosidade. Peço que me ajudeis a vos servir sempre, e com generosidade maior do que até agora. Ajudai-me para que esteja sempre pronto a vos seguir se me apontais um rumo novo. Não sei o que me reservais no futuro, sei apenas que será sempre o melhor para mim. Amém.

domingo, 29 de janeiro de 2023

REFLETINDO A PALAVRA - “Paciência! Paciência!”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
SACERDOTE REDENTORISTA
NA PAZ DO SENHOR
Paciência para ser dono de si
 
Mais uma virtude! Esta virtude da paciência nos faz mais humanos. Já refletimos sobre diversas delas. O arco-íris de nossa vida é muito bonito. É um caleidoscópio que, a cada momento, faz-nos diferentes sendo os mesmos. É rico conhecer as preciosidades que temos. As virtudes, que chamamos de humanas, são necessárias para termos uma espiritualidade consistente e coerente. É impossível crescer na espiritualidade se não cuidarmos do humano que somos. A paciência é uma virtude muito humana, pois está no mais íntimo. A paciência é a capacidade de sermos donos nós mesmos nas circunstâncias difíceis, sejam as pessoais, sejam aquelas que nos colocam em relacionamento com os outros. “Paciência no sofrimento é uma componente insubstituível do seguimento de Cristo e da plena maturidade humana até ao último sim, pronunciado ante a morte. A verdadeira paciência, aquele que provém da conformidade com a vontade de Deus, é uma força salvadora que não se deve menosprezar. Ela nos inunda de paz interior e desperta a nossas melhores energias” (Pe. Häring). O primeiro aspecto da virtude da paciência é sua união com a vontade de Deus. Não que Deus nos controle e nos trate como robôs. Unir-se à vontade de Deus é procurar viver bem, em qualquer circunstância. Ela equilibra nossos sentimentos e ações. “É um sim sereno à aprendizagem do sofrimento, um sim que, ao mesmo tempo, é capaz de reunir e mobilizar as nossas forças” (Pe. Häring). A paciência provém da uniformidade com a vontade de Deus, isto é, pensar com Deus. Isto não nos faz menores, mas muito grandes, pois podemos dizer que Deus pensa como nós, quando pensamos como Ele. Jesus vivia unido a esta vontade: “Assim como o Pai me ordenou, assim mesmo faço” (Jo, 14,31), porque não procuro a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou” (Jo, 14,31). Esse Deus bondoso é paciente conosco. Pela história do povo podemos perceber a bondosa paciência que durou séculos. Sabe esperar e tem paciência com nossa fragilidade. Gosta de jogar conosco como perdedor, para ser o ganhador final, ganhar a nós mesmo. 
Paciência com os outros 
A paciência de Deus é a escola onde aprendemos a paciência com os outros. Queremos que Deus nos agüente e não agüentamos os outros. A parábola do patrão que perdoa uma dívida grande a um devedor que depois não perdoa um colega que lhe devia um nada (Mt 18, 23-33) é um ensinamento. A impaciência para com os outros decorre da exigência que fazemos que os outros sejam como somos. O problema pode estar em nós e não no outro. Vejamos quanto queremos que os jovens e as crianças sejam adultos como somos, não entendendo seu tempo de crescimento. No processo educativo, procuramos mais domesticar do que fazer com que cresça cada um a seu modo. O processo de repressão não é paciente. Santo Agostinho ensina: “Ver muito, observar pouco e chamar a atenção do mínimo”. Melhor rir do leite derramado do que quebrar o que está em volta.
Paciência consigo mesmo
Necessitamos da paciência no relacionamento conosco mesmos. Quanto devemos esperar que possamos crescer! Não querer arrancar todos os defeitos de uma vez. É preciso paciência na luta contra eles. Não querer ser perfeito já! O que é preciso é a calma na busca da perfeição. Não é condescendência com o¬¬ egoísmo. Muitas neuroses que temos, depressões, podem muito bem ser fruto de nossa impaciência para conosco mesmos. Muitas vezes é o orgulho que não se permite errar. É preciso paciência na doença para acolher a prescrição médica. É preciso aceitar a condição da fragilidade do corpo. Paciência!
ARTIGO REDIGIDO E PUBLICADO
EM NOVEMBRO DE 2008

EVANGELHO DO DIA 29 DE JANEIRO

Evangelho segundo São Mateus 5,1-12. Naquele tempo, ao ver as multidões, Jesus subiu ao monte e sentou-Se. Rodearam-no os discípulos, e Ele começou a ensiná-los, dizendo: 
«Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus. 
Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. 
Bem-aventurados os humildes, porque possuirão a Terra. 
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. 
Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. 
Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. 
Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. 
Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. 
Bem-aventurados sereis quando, por minha causa, vos insultarem, vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós.
Alegrai-vos e exultai, porque é grande nos Céus a vossa recompensa. Assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Beato Columba Marmion
Abade (1858-1923) 
A pobreza 
«Bem-aventurados os pobres em espírito, 
porque deles é o Reino dos Céus» 
Quem são aqueles a quem Nosso Senhor chama pobres em espírito? São aqueles que não são proprietários, nem em espírito, nem no seu coração, nem na sua vontade, mas nada mais querem ter que a Deus. Todos os dias eles depositam aos pés de Cristo juízos, maneiras de ver, vontade, tudo, dizendo-Lhe: «Nada quero ter que seja meu; nada quero possuir senão o que de Ti vem; nada quero fazer senão o que Tu, como Verbo, decidiste para mim desde toda a eternidade: realizar o ideal divino que está em Ti a meu respeito». Esforcemo-nos para que, através da oração e com o olhar sempre fixo no nosso modelo, o sobrenatural seja a fonte de todos os nossos atos, para que o nome do Pai seja santificado, para que o seu Reino venha a nós, para que a sua vontade seja feita; nessa altura, a nossa vontade será verdadeiramente divinizada. E nessa altura, toda a nossa vida, voltando para Deus, será um louvor incessante, extremamente agradável ao nosso Pai celeste. Esclarecidos, inspirados e movidos pelo seu Verbo e o seu Espírito, poderemos dizer: «É o Senhor que me guia» (cf Rom 8,14); e acrescentaremos imediatamente, como o salmista: «Nada me faltará» (Sl 22,1). Porque o Pai, vendo em nós apenas o que vem dele, da graça do seu Filho, da inspiração do seu Espírito, vendo-nos segundo os seus desejos, unidos ao seu Filho em todas as coisas, abraça-nos com a mesma complacência que tem pelo seu próprio Filho e cumula-nos das riquezas inesgotáveis do seu Reino. A nossa obra consistiu em nos despojarmos de nós próprios para nos deixarmos levar a Deus por Cristo. Todas as bênçãos de que o Filho está cumulado se tornam nossa herança. Deus abandona ao nada das suas pretensas riquezas aqueles que, julgando tudo possuir, repousam em si próprios; mas a sua misericórdia infinita cumula de bens do alto a miséria que só nele põe a sua esperança (cf Lc 1,53).

Santo Aquilino de Milão

Padroeiro: Dos carregadores e porteiros 
Data: 29 de Janeiro 
As informações sobre ele são muito incertas e são também muitos santos e mártires do mesmo nome. Ele nasceu em uma família nobre. Estudou teologia em Colônia Agrippina (Colônia em North Rhine-Westphalia) para ficar longe da família, e tornou-se um cânone. Ele foi oferecido, a morte do bispo, à sede da Colônia, que se recusou a se dedicar à pregação. Mais tarde ele foi para Paris, onde se dedicou ao cuidado dos doentes e de novo se recusou a oferta do banco do bispo. Em seguida, mudou-se para Itália, para Pavia, para pregar contra os cátaros, e mais tarde em Milão na igreja de San Lorenzo. Ele teria sido morto, por volta de 1015, pelos cátaros, segundo a tradição, juntamente com um companheiro chamado Costanzo em Porta Ticinese, na Via della Palla. Santo Aquilino de Milão, rogai por nós! Oração Aquilino é reverenciado como santo em 29 de janeiro, protetor dos carregadores e dos porteiros. Não foi encontrada uma oração específica para ele. Rezemos para que todos os porteiros e carregadores sejam amparados e protegidos em suas aflições pela intercessão de Santo Aquilino.

29 de janeiro - São Julião Hospitaleiro

Conta a tradição que os pais de Julião eram nobres e viviam num castelo. No dia do seu batizado, seus pais tiveram um sonho idêntico. Nele, um ermitão lhes dizia que o menino seria um santo. O menino foi educado como um nobre, apreciando a caça como esporte, e apesar do caráter violento, era caridoso com os pobres. Na adolescência, foi a vez de Julião. Ele sonhou com um grande veado negro que lhe disse: "Você será o assassino de seus pais". Impressionado, fugiu para nunca mais voltar. Ficou famoso como soldado mercenário. Casou-se com uma princesa e foi morar num castelo. Certa noite, saiu para caçar, avisando que voltaria só ao nascer do sol. Algumas horas depois, seus pais, já idosos, chegaram para revê-lo. Foram bem acolhidos pela nora que lhes cedeu o seu quarto para aguardarem o filho, repousando. Julião regressou irritado porque não conseguira nenhuma caça. Mas a lembrança da esposa a sua espera acalmou seu coração. Na penumbra do quarto, percebeu que na cama havia duas pessoas.

29 de janeiro - São Gelásio II (Papa)

159º Papa da Igreja, era italiano. Foi batizado com o nome de João de Gaeta, era monge na abadia de Montecassino, conhecido pela sua sapiência e que desde o ano de 1089 exercia o cargo de chanceler pontifício. Foi eleito secretamente na igreja romana de Santa Maria de Pallara, pelos cardeais, devido a uma perigosa situação política e militar em Roma. Foi violentamente agredido e aprisionado por Cencius Frangipini, de uma família que odiava o falecido Papa Pascoal II, a quem o Papa Gelásio II era profundamente leal.

SANTOS PAPÍAS E AMARO, SOLDADOS, MÁRTIRES, NA VIA NOMENTANA

Estes dois Santos soldados romanos, Papia e Mauro, que viveram na época de Diocleciano, foram sepultados ao longo da Via Nomentana, no “Coemeterium Maius”. Foram martirizados por terem-se convertido ao cristianismo. Eles são os Santos Padroeiros da Congregação do Oratório de São Felipe Neri.
Os santos mártires Papia e Mauro foram soldados na época do imperador Diocleciano. Na primeira confissão de Cristo, Laodicius, prefeito da cidade, teve suas bocas espancadas com pedras, depois os jogou na prisão, depois espancados com paus e, por último, com açoites, até que morressem. 
Patrocínio: Congregação do Oratório de San Filippo Neri
Martirológio Romano: Em Roma na Via Nomentana no cemitério Maior, santos mártires Pápia e Mauro, soldados. 
Destes santos mártires de Roma – mencionados nos Itinerários do século VII como enterrados no Coemeterium Maius na Via Nomentana – os restos mortais foram encontrados em 1590 em S. Adriano al Foro e doados por cartão. Agostino Cusano, titular da igreja, em S. Maria in Vallicella, onde foram colocados sob o altar-mor em 23 de maio de 1599, junto com os de Domitilla, Nereo e Achilleo; algumas relíquias foram usadas em 16 de maio de 1725 para a consagração do altar da capela de S. Filippo Neri, que com grande fervor acolheu aqueles corpos santos que chegaram em procissão na igreja que ele construiu e ainda frescos da cal. Neste contexto de oração extática, o gesto engraçado do Padre Philip que, para se distrair do êxtase e esconder o seu fervor, começou a puxar a barba dos guardas suíços de plantão no cemitério. A Congregação do Oratório os tem desde então como padroeiros.