sábado, 21 de março de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Tu és o Rei de todos”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Ele nos libertou
 
Não sei se devemos conservar a palavra Rei para Jesus, depois de ver tantos reis, durante séculos, distantes da dimensão real de Jesus. Melhor ficarmos com sua opção “aquele que serve”. É o servo como nos relata Isaias em seus cânticos (Is 49.49.50.52). Essa festa é colocada no final do Ano Litúrgico para significar que todo o mistério celebrado se dirige a Cristo, para quem todo Universo se dirige (Ef 1,10). No hino de Colossenses, Paulo dá graças porque o Pai nos tornou capazes de participar da luz que é a herança dos santos. Tudo o que o Pai faz, endereça ao Filho: “Ele nos libertou do poder das trevas e nos recebeu no reino de seu Filho amado, por quem temos a redenção e o perdão dos pecados. Davi é uma profecia que, sendo ungido rei para apascentar o povo, funda sua realeza num Rei que há de vir (2Sm 5,1-3). Deus lhe promete uma casa eterna (1Cr 17,12). Essa profecia se realiza em Jesus, ungido Rei pelo Pai, para dar a liberdade de todos os males, do poder das trevas. Vemos na oração da coleta da missa, o sentido que a Igreja quer dar à celebração de hoje: “Deus que dispusestes restaurar todas as coisas no vosso amado Filho, Rei do Universo, fazei que todas as criaturas libertas da escravidão e servindo à vossa majestade, Vos glorifiquem eternamente”. A restauração é para a libertação e implantação do Reino de Deus para a vida plena de todos. A unção de Davi foi para a união do povo sob um rei ungido. Cristo Rei, Servo de todos, liberta para uma vida plena em um único corpo.
Quem é esse Filho? 
A partir da missão, a carta aos Colossenses descreve quem é esse Filho em cujo reino fomos recebidos e por quem temos a redenção e o perdão dos pecados. Ele é a imagem do Deus invisível: “Quem me viu, viu o Pai” (Jo 14,9). É o primogênito de toda a criação. Nesse Filho nasce a novidade total: “As coisas antigas passaram, eis que tudo se fez novo” (2Cor 5,17). Tudo foi feito por meio Dele (Jo 1,3). Jesus vai além de nossos conceitos. “Ele existe antes de todas as coisas e todas têm Nele sua consistência” (Cl 1,17). Percebemos bem o risco de querermos Jesus como um santo a mais, um que quebra nossos galhos. Deixamos de lado sua consistência divina. Essa dá consistência a todos os seres. Sem Ele não existiríamos. “Ele é a cabeça do Corpo, isto é, a Igreja” (Id. 18). Novamente corremos o risco de não compreender o que seja Corpo de Cristo, do qual fazemos parte. É Nele que tudo se inicia e tem Nele sua finalidade. “Ele é o primogênito dentro os mortos” (Id 18) . É o primeiro ressuscitado e sua ressurreição é a ressurreição de todos. “Em tudo tem a primazia porque Deus fez habitar Nele a sua plenitude...” (Id 1.19). A plenitude de Deus está no Filho. Por isso diz: “Eu e o Pai somos um” (Jo 10,30). O Pai, em Cristo realiza a reconciliação de todos os seres. Seu sacrifício na cruz realiza a reconciliação de todos os seres (Id 19). 
O Céu se abre hoje.
A salvação acontece imediatamente quando vem de um profundo sentimento de ter em Jesus a total libertação e redenção: O ladrão que reconhece sua situação volta-se para Jesus, o Rei dos judeus, o Servidor de todos, e tira do fundo sua total desesperança. Crucificado, também ao lado de Jesus, Nele vê a porta do Céu aberta: “Lembra-te de mim quando estiveres no teu reinado” (Jo 23,42). A resposta de Jesus ensina que a redenção se faz completa com toda a intensidade e rapidez: “Ainda hoje estará comigo no Paraíso” (Lc 23,42-43). Quão dura tenha sido sua morte, tão grande é sua certeza da vida. Redenção é vida que não se faz esperar. Jesus é imediato. Não retarda a redenção colocando razões e questões. 
Leituras: 2 Samuel 5,1-3; Salmo 121;
Colossences 1,12-20; Lucas 23,35-43
1. “Deus restaura todas as coisas no vosso amado Filho, Rei do Universo.
2. A partir da missão, a carta aos Colossenses descreve quem é esse Filho. 
3. Redenção é vida que não se faz esperar. Jesus é imediato.
Que rei sou eu? 
Celebrando Jesus Cristo Rei do Universo a gente acaba pensando que Ele seja parente do rei do baralho. Ali tem rainha e príncipe. E levam muita gente para o buraco. Passamos da fase de reis e entramos em outras. Mas Jesus se declara: Eu Sou rei. Para isso vim ao mundo: para dar testemunho da verdade. Quem é da verdade, escuta minha voz (Jo 18,37). Não entrou na questão do título, mas da verdade. Ele é a verdade. No alto da cruz clama ao Pai: “Meu Deus, meu Deus, porque me abandonastes?” (Mc 15,34). Estaria pensando: que rei sou eu? Chegar nesse estado? Ele confirma: “Pai, em vossas mãos entrego meu espírito” (Lc 23,46). Está garantido. Alí está sua unção real: lançar-se no Pai. Jesus ensina que reinar para Ele é servir. Se vai usar coroa de ouro ou de espinho, o importante é servir. Serviu com sua morte e serve com sua Vida. 
Homilia da Solenidade de Cristo Rei (24.11.2019)

EVANGELHO DO DIA 21 DE MARÇO

Evangelho segundo São João 7,40-53. 
Naquele tempo, alguns que tinham ouvido as palavras de Jesus diziam no meio da multidão: «Ele é realmente o Profeta». Outros afirmavam: «É o Messias». Outros, porém, diziam: «Poderá o Messias vir da Galileia? Não diz a Escritura que o Messias será da linhagem de David e virá de Belém, a cidade de David?». Houve assim desacordo entre a multidão a respeito de Jesus. Alguns deles queriam prendê-lo, mas ninguém Lhe deitou as mãos. Então, os guardas do Templo foram ter com os príncipes dos sacerdotes e com os fariseus e estes perguntaram-lhes: «Porque não O trouxestes?». Os guardas responderam: «Nunca ninguém falou como esse homem». Os fariseus replicaram: «Também vos deixastes seduzir? Porventura acreditou nele algum dos chefes ou dos fariseus? Mas essa gente, que não conhece a Lei, está maldita». Disse-lhes Nicodemos, aquele que anteriormente tinha ido ter com Jesus e era um deles: «Acaso a nossa Lei julga um homem sem antes o ter ouvido e saber o que ele faz?». Responderam-lhe: «Também tu és galileu? Investiga e verás que da Galileia nunca saiu nenhum profeta». E cada um voltou para sua casa. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São João da Cruz 
(1542-1591) 
Carmelita descalço,
doutor da Igreja 
A Subida ao Carmelo, II, cap. 22 
«Nunca ninguém falou como esse homem» 
Deus poderia dizer-nos: «O meu Filho é toda a minha Palavra, toda a minha resposta; Ele é a visão plena e toda a revelação. Respondi-vos totalmente, disse-vos tudo e tudo vos manifestei, revelei-vos tudo dando-vo-lo por irmão, companheiro, mestre, herança e recompensa: “Este é o meu Filho muito amado, no qual pus toda a minha complacência. Escutai-O” (Mt 17,5). Portanto, se desejas escutar da minha boca uma palavra de consolação, olha para o meu Filho, que Me obedeceu e que, por amor, Se entregou à humilhação e à aflição, e verás o que Ele te responde. Se desejas que Eu te explique as coisas ocultas e os acontecimentos misteriosos, basta que fixes os teus olhos nele e nele encontrarás encerrados os mistérios mais profundos, a sabedoria e as maravilhas de Deus, como diz o meu apóstolo: nele, que é o Filho de Deus, “estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência” (Col 2,3). Esses tesouros de sabedoria serão para ti mais sublimes, mais doces e mais úteis que tudo o que pudesses aprender noutros lados. Por isso é que o mesmo apóstolo se gloriava de não saber "nada senão Jesus Cristo, e Jesus Cristo crucificado” (1Cor 2,2). Se procuras ter visões ou revelações, sejam elas divinas, sejam corpóreas, olha também para Ele enquanto homem e encontrarás muito mais do que julgas possível, porque o apóstolo Paulo também disse que "nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Col 2,9)». Por isso, não convém voltar a interrogar a Deus como antigamente e já nem é necessário que Ele fale: não há, nem nunca haverá, mais nenhuma verdade de fé a revelar.

São Lupicino, Abade-Festa: 21 de março (†)480

Após a morte de sua esposa, retirou-se para seu irmão, Romano, que vivia em solidão. Juntos, fundaram dois mosteiros: Condat, mais tarde chamado de Saint-Oyend (St. Eugendus) e depois Saint-Claude, e Lauconne, mais tarde chamado St. Wolves. Os dois irmãos dirigiam as comunidades ao mesmo tempo, mas L., mais austero para si mesmo, mostrou-se muito mais rígido que Romano na manutenção da disciplina e no cumprimento das regras, além de ser mais rigoroso no recrutamento. Com a morte de Romano, Lupicino assumiu o governo dos dois mosteiros. Ele foi o protetor das populações vizinhas e, em particular, assumiu a defesa do Conde Agripino contra o rei borgonhese. Ele morreu em 480. 
Martirógio Romano: Em Lauconne, no território de Lyon, França, aniversário de São Lupício, abade, que junto com seu irmão São Romano deu impulso à vida monástica nas encostas do Jura. 
Lupicino, homem de fé adamantina e espírito austero, após a partida de sua amada esposa, retirou-se para seu irmão Romano, um anacoreta dedicado à solidão contemplativa. Juntos, os dois irmãos deram os primeiros passos rumo a um destino monástico de grande importância, fundando dois mosteiros: Condat, mais tarde conhecido como Saint-Oyend e Saint-Claude, e Lauconne, mais tarde chamado de Saint-Lupicino. Ambos os irmãos lideraram as comunidades monásticas com dedicação, mas Lupicino destacou-se por seu rigor ascético e disciplina de ferro, aplicando a regra monástica com severidade e intransigência, tanto no governo da comunidade quanto no recrutamento de novos membros.

21 de março - Beato Agostinho Zhao Rong

A Igreja Católica deu um novo impulso na evangelização da China após a divulgação de vários decretos imperiais, os quais concediam liberdade religiosa para todos os súditos e autorizavam os missionários a evangelizar em seus vastos domínios. Mas a questão dos "rituais católicos chineses" começou a irritar o imperador, que, influenciado pela perseguição aos cristãos no Japão, resolveu promover a sua também. No início, a perseguição ocorreu disfarçada e veladamente. Os massacres sangrentos dos cristãos só começaram em 1648. Na época, todos os decretos foram cancelados e as execuções autorizadas, apenas os que renegassem a fé seriam poupados. Do século XVII até a metade do século XIX, muitos missionários e fiéis leigos foram mortos, inclusive monsenhor João Gabriel Taurin Dufresse, das Missões Exteriores de Paris, e que depois também foi beatificado. Agostinho Zhao Rong nasceu em Kweichou na China em 1746 e aos vinte e seis anos, como um guarda prisional, foi chamado para proteger os cristãos presos durante a perseguição começou em 1772. Assim, como soldado, Agostinho escoltou monsenhor Dufresse até a cidade de Beijin e o acompanhou até sua execução por decapitação.

21 de março - Beato Miguel Gomez Loza

A vida intensa de Miguel Gomez Loza, leigo, altamente empenhada na Igreja, começou em 11 de agosto de 1888 em Paredones, México, no seio de uma humilde família de camponeses. Os intensos cuidados exercidos por sua mãe Vitoriana, unidos a uma infinita gratidão por ela lhe ter dado vida, fez com que ele e Elias, o primogênito e seu único irmão, mudassem a ordem de seus sobrenomes depois da morte do pai e Elias buscava entrar a entrar no seminário. O amor pela mãe também influenciou as decisões que Miguel teve que fazer relacionadas ao seu futuro, particularmente seus estudos, já que isso significava ter que sair da aldeia onde moravam e deixar a mãe que dependia dele sozinha. Um gesto que dá uma ideia da sensibilidade desse grande homem, que coroaria com seu sangue seu amor por Cristo e pela Igreja. Corajoso, ousado, criativo, apaixonado, consistente e fiel. Não lhe custou progredir nas missões de responsabilidade dentro dos movimentos defensores da Igreja. Irmanado com o Beato Anacleto González, ambos lideraram a Associação Católica sendo referências irrepreensíveis ​​para jovens mexicanos. A marca que ele deixou em sua paróquia como acólito, catequista e sacristão, juntamente com sua atividade como promotor de ações que afetaram o bem estar da comunidade, como o estabelecimento de caixas de poupança, destacou seu valor. Entrou no seminário de Guadalajara, que ele abandonou quando descobriu que não tinha vocação para o sacerdócio e foi estudar direito.

Beata Lúcia de Verona, Terciária Servita - 21 de março

Na antiquíssima Fraternidade da Ordem Terceira dos Servos de Maria em Verona, inscreveu-se muito jovem uma menina nascida na mesma cidade por volta do ano 1514: o seu nome era Lúcia. Embora muito jovem, demonstrou uma grande caridade e uma fé coerente; revestida do hábito de Terciária, vivia em sua casa como se vivesse no mosteiro, consagrando a Deus a sua virgindade. Profundamente devota da Paixão de Jesus e da Virgem Compassiva, sempre teve grande atenção para com os que sofrem. As palavras de Jesus: "... Eu estava doente e me visitastes", se faziam fortes em seu coração. Lúcia não deixava nenhum doente sem a caridade de seus cuidados, sempre disponível para visitá-los, consolá-los, cuidar deles. Todos os dias ela ia para o Hospital da Misericórdia, onde passava muitas horas entre os doentes, preferindo os mais graves e relutantes. Ao limpar as feridas, aliviar a dor e abraçar os moribundos ela se sentia fortemente unida ao Esposo Crucificado, como também imitava Maria Desolada continuamente presente junto às cruzes de seu tempo. Companheira fiel de sua obra é sua irmã Barbara, também uma Terciária Servita e, juntas, elas se tornaram um ponto de referência para os doentes em toda Verona, especialmente ela, que demonstrava um heroísmo incansável. Isto se tornou patente especialmente na praga que se abateu sobre Verona.

SERAPIÃO DE THMUIS Sacerdote, Bispo, Escritor, Santo (século IV)

Nascido no Egito. 
Sacerdote, amigo de fé de Santo Atanásio 
e também discípulo e biógrafo de Santo Antão.
Serapião nasceu no Egipto, no norte da África e era um sacerdote profundo conhecedor das questões eclesiásticas. Tornou-se um dos maiores combatentes dos hereges no século IV que, aliás, foi o mais fértil deles. Fértil de hereges, mas também de combatentes. Serapião, era amigo e companheiro do bispo Atanásio, que lhe enviou cinco cartas, as quais fazem parte dos arquivos da Igreja, incentivando-o a continuar na luta contra a doutrina dos arianos. Essa doutrina negava a divindade de Jesus. Embora não haja muitos dados confiáveis sobre sua vida, podemos seguir alguns dos seus passos na História do Cristianismo. Cursou a escola de Alexandria e tornou-se monge sob os ensinamentos de Santo Antão, abade que, ao morrer, lhe deixou como herança uma de suas túnicas de pelo. Referência encontrada numa das narrações de Atanásio, doutor da Igreja, discípulo e biógrafo de Santo Antão. Durante muito tempo dirigiu a Escola Catequética de Alexandria e, desejoso de dedicar mais tempo à oração e à penitência, retirou-se desse trabalho.

Bento de Núrcia Patriarca dos monges do Ocidente, Santo (ca. 480-543)

No desmoronamento do Império Romano do Ocidente, 
a Providência suscitou São Bento 
“como uma luz no meio das trevas, 
ou como um médico enviado por Deus 
para curar as chagas da humanidade nessa época” [1]
Em seu livro Diálogos, em que narra a vida de Santos, São Gregório Magno dedica o capítulo II a São Bento. Assim principia ele: “Houve um homem de vida venerável pela graça e pelo nome, Bento, que desde sua infância teve a cordura de um ancião. Com efeito, adiantando-se pelos seus costumes à idade, não entregou seu espírito a prazer sensual algum, senão que, estando ainda nesta Terra e podendo gozar livremente as coisas temporais, desprezou o mundo com suas flores, como se estivessem murchas”[2]. São Bento era oriundo da nobre família Anicia, que dera a Roma cônsules e imperadores, e nasceu no povoado de Sabino, em Núrcia, na Úmbria, por volta de 480. Quatro anos antes, o rei dos bárbaros hércules depunha o último imperador romano, Rómulo Augústulo, fazendo cessar assim o domínio que tinha Roma sobre todo o mundo civilizado de então. Da irmã gémea de Bento, Escolástica, sabe-se que foi consagrada a Deus desde sua infância, mas não se têm pormenores de sua vida, senão pouco antes de sua morte.

Nicolau de Flue Leigo, eremita, Santo Padroeiro da Suiça (1417-1487)

Nicolau de Flue, mais conhecido por Irmão Klaus, tem enorme popularidade na Suíça da qual foi proclamado padroeiro por Pio XII e onde é festejado no dia 25 de Dezembro. Nasceu no ano de 1417 em Flueli, perto de Sachseln, no cantão de Obwalden. Embora quisesse adoptar a vida eremítica, não conseguiu fugir de alguns cargos civis: conselheiro, juiz e deputado. Em 1445, casou-se com Doroteia Wyss: tiveram cinco filhos e cinco filhas. Um deles foi vigário de Sachseln e um neto, Conrado, morreu santo. A convite de Matias de Bolsheim e Aimo Angrund, entrou em contacto com um movimento religioso chamado Gottesfreunde (os amigos de Deus). Sua esposa opunha-se aos seus planos de solidão. Só depois de ter completado 50 anos, em Junho de 1467, pôde partir para a Alsácia. Porém, o Senhor queria-o bem mais próximo das regiões habitadas. A sua vida santa e o seu rigoroso jejum chamaram logo a atenção dos vizinhos. Existem provas históricas e testemunhos incontestáveis de que ele passou um período de 19 anos e meio alimentando-se unicamente com a eucaristia. Decidiu então habitar no Ranft, um barranco solitário perto de Flueli. Saía só para a missa e quando a pátria precisou dele em 1473, diante da ameaça austríaca, e em 1481 e 1482, quando esteve para estourar a guerra civil. Os bons resultados dessas intervenções propiciaram-lhe o título de “pai da pátria”.

BENEDITA CAMBIAGIO FRASSINELLO Religiosa, Fundadora, Beata (1791-1858)

Em Benedita Cambiagio Frassinello (1791-1858) a Igreja nos mostra um exemplo de Santa, esposa, madre, religiosa e fundadora. Ela deixou-se conduzir pelo Espírito através da experiência matrimonial, a de educadora, e a de consagração religiosa, até fundar junto com o marido uma congregação que é o único caso na história da Igreja. Benedita Cambiagio Frassinello nasce em Langasco (Génova) no dia 2 de outubro de 1791. Os pais dela são: José e Francisca Ghiglione e é batizada dois dias depois. Ainda menina, a família se muda para Pavia.
Juventude 
Recebe dos pais uma profunda educação cristã que enraíza nela os princípios da fé formando assim um caráter forte e perseverante. Perto dos vinte anos, vive uma experiência interior muito forte que a leva a uma vida intensa de oração e penitência e sente o desejo de abandonar tudo para se consagrar inteiramente a Deus. Em 7 de fevereiro de 1816, casa-se com João Batista Frassinello, um jovem que chegou de Génova com os pais.

ORAÇÕES - 21 DE MARÇO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
21 – Sábado – Santos: Lupicínio, Berilo, Nicolau de Flue
Evangelho (Jo 7,40-53) “...alguns diziam: – Este é, verdadeiramente, o Profeta”. Outros diziam: – Ele é o Messias. Mas alguns diziam: – Pode o Messias virá da Galileia?”
Era sempre o mesmo Jesus, sempre com a mesma doutrina, aceito por alguns e rejeitado por outros. Uns nãoaceitavam sua pessoa levados por preconceitos, por escolhas que não queriam mudar.Rejeitavam o favor de Deus que os convidava e atraiaprauma nova maneira de pensar e de viver. Minha aceitaçãode Jesus precisa ser continuamenterenovada, com as luzes e a ajuda de Deus.
Oração
Senhor meu Deus, agradeço o favor que me fazeis mantendo-me na fé, na aceitação e no acompanhamento deJesus. Ajudai-me a estar atento para seguir suas sugestões, e dai-me força e coragem para vivercomoele espera de mim agora, nesta altura de minha vida.Que o vosso Santo Espírito me ajude a crescer na fé, na esperança de no amor. Não permitais que seja infiel ao vós. Amém.

sexta-feira, 20 de março de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Permanecendo firmes vencereis”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Coisas pavorosas
Como é costume entre os católicos, a reflexão do final do ano litúrgico é acompanhada dos discursos sobre o fim dos tempos. Usa a linguagem difícil que se chama apocalíptica. Esse tema agrada muito a quem gosta de mistério. Perdemos o sentido da esperança que foi infundido em nossos corações pela fé em Jesus. Para nós não existe o fim, mas o início do tempo definitivo. Além do mais, todos os sinais de fim de mundo, que são relatados, têm acontecido em todos os tempos e não foi o fim. Percebemos que Jesus quer nos relatar a vinda permanente do fim. Mas essas narrativas não perdem seu sentido. Dentro das revelações sobre o fim, há o aviso de Jesus sobre a perseguição dos justos. Antes do fim, os cristãos serão perseguidos. Atualmente as perseguições são muito maiores. Morrem mais mártires que nos tempos romanos. O cristão tem uma palavra tão forte que os perseguidores não têm como rebater: a palavra do Espírito Santo que fala em nós. Podemos assim anunciar a vida que dura para sempre. E para chegar lá, o profeta Malaquias diz: “Para vós que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, trazendo a salvação em suas asas” (Ml 3,20ª). Essa certeza torna sereno o temporal previsto para o fim. Podemos encontrar grupos e pessoas religiosas de nossos grupos que querem fazer espetáculo e ficam criando datas para o fim. Nem o Filho de Deus sabe. Por que? Para que saber? O Pai é quem sabe de seus tempos. Mas quer que seus filhos possam viver intensamente o fim, como uma vida nova que se aproxima.
Falsos profetas
“Cuidado para não serdes enganados, porque muitos virão em meu nome dizendo ‘Sou eu’ e ainda: ‘O tempo está próximo’. Não sigais essa gente! Quando ouvirdes falar de guerras e revoluções, não fiqueis apavorados’” (Lc 21,8-9). Jesus prevê e previne os seus contra os que conturbam as comunidades com pregações apavorantes. Os falsos profetas também são os pregadores ou orientadores que ensinam doutrinas pessoais ou ideologias políticas como se fossem verdades de fé. Assim atraem muitos. Pedro em sua carta alerta: “Haverá entre vós falsos mestres que trarão heresias perniciosas, negando o Senhor que o resgatou... muitos seguirão suas doutrinas dissolutas e por causas deles o caminho da verdade cairá em descrédito. Por avareza, procurarão, com discursos fingidos, fazer de vós objeto de negócios” (2Pd 2,1-2). No correr da história, a Igreja foi vítimaq desses tipos que desviaram muitos, até nações inteiras. Vemos, ainda hoje, os mesmos exploradores do povo se enriquecendo à custa das falsas doutrinas. O povo é muito tapeado. 
A Redenção está próxima
Paulo suspirava muito para estar com Cristo (2Cor 5,8), mas sabia igualmente de sua missão de continuar a evangelizar. Ele tem a expectativa de uma volta imediata de Cristo (1 Ts 4,17). Mas sabe organizar a vida da comunidade numa atividade para o próprio sustento. Ele próprio se sustentava e tinha até uma profissão: fabricante de tendas (At 18,3). Esperar a volta do Senhor é viver bem na comunidade, trabalhado. Nada de ociosidade. Para que trabalhar, se o Senhor vai voltar logo? Paulo responde: quem não quer trabalhar também não deve comer (1Ts 3,10). Usa a expressão: “Estão muito ocupados em não fazer nada”. E exorta: “Ordenamos e exortamos a estas pessoas que, trabalhando, comam na tranquilidade seu próprio pão” (Id 11.12). O discurso apocalíptico de Jesus se assenta muito bem para uma comunidade que vive intensamente sua vida na serenidade do trabalho. 
Leituras: Malaquias 3,19-20ª; Salmo 97; 
2 Tessalonicenses 3,7-12; Lucas 21,5019. 
1. Jesus quer nos relatar a vinda permanente do fim e não descrever como vai ser. 
2. A Igreja foi vítima de falsos profetas que desviaram muitos, até nações inteiras. 
3. Esperar a volta do Senhor é viver bem na comunidade, trabalhando. 
O mundo vai acabar 
Jesus fez um discurso que assustou muita gente. Assustar vai ser quando as coisas começarem a acontecer. Até que não vai assustar muito, pois a situação do mundo sempre foi muito calamitosa. Há gente que gosta desse tipo de sermão. Quantas vezes ouvimos desses que o mundo vai acabar logo. E já faz tempo que estão prometendo. Mas nada acontece. No início da Igreja se esperava o fim do mundo para logo. Mas o logo não chegou. Então esse assunto parece que morreu. Falar do fim não é jogar pedra no futuro, mas ver no presente como construímos nossa vida, como um sempre presente no Senhor. Não vivemos um mundo que se acaba, mas um mundo que se constrói. Paulo nos ensina a comer nosso pão com tranquilidade. 
Homilia do 32º Domingo Comum (17.11.2019)

EVANGELHO DO DIA 20 DE MARÇO

Evangelho segundo São João 7,1-2.10.25-30. 
Naquele tempo, Jesus percorria a Galileia, evitando andar pela Judeia, porque os judeus procuravam dar-Lhe a morte. Estava próxima a festa dos Tabernáculos. Quando os seus parentes subiram a Jerusalém, para irem à festa, Ele subiu também, não às claras, mas em segredo. Diziam então algumas pessoas de Jerusalém: «Não é este homem que procuram matar? Vede como fala abertamente e não Lhe dizem nada. Teriam os chefes reconhecido que Ele é o Messias? Mas nós sabemos de onde é este homem, e, quando o Messias vier, ninguém sabe de onde Ele é». Então, em alta voz, Jesus ensinava no Templo, dizendo: «Vós Me conheceis e sabeis de onde Eu sou! No entanto, Eu não vim por minha própria vontade e é verdadeiro Aquele que Me enviou e que vós não conheceis. Mas Eu conheço-O, porque dele venho e foi Ele que Me enviou». Procuravam então prender Jesus, mas ninguém Lhe deitou a mão, porque ainda não chegara a sua hora. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Bernardo 
(1091-1153) 
Monge cisterciense, doutor da Igreja 
24.º sermão sobre o Cântico dos Cânticos 
As árvores conhecem-se pelos seus frutos 
Se acreditais em Cristo, praticai as obras de Cristo, para que a vossa fé seja viva. O amor animará essa fé, as ações serão a prova dela. Se pretendeis habitar em Cristo, tendes de caminhar seguindo os seus passos; ora, procurar a glória, invejar os que são felizes neste mundo, dizer mal dos ausentes e pagar o mal com o mal não são as coisas que Deus fez. Dizeis que conheceis a Deus, mas as vossas obras negam esse conhecimento: «Este povo aproxima-se de Mim só com palavras e honra-Me só com os lábios, pois o seu coração está longe de Mim», diz a Escritura (Is 29,13). A fé, mesmo reta, não chega para fazer um santo, um homem reto, se não opera no amor; aquele que não tem amor é incapaz de amar a Esposa, a Igreja de Cristo. E, sem a fé, as obras, mesmo se realizadas com retidão, também não podem tornar um coração reto. Um homem que não agrada a Deus não é reto; ora, diz a Epístola aos Hebreus: «Sem a fé, não é possível agradar a Deus» (Heb 11,6). Àquele que não agrada a Deus, Deus não pode agradar-lhe; mas aquele a quem Deus agrada não sabe desagradar a Deus. E àquele a quem Deus não agrada, também a Igreja-Esposa lhe não agrada. Como poderá, pois, ser reto aquele que não ama nem a Deus nem à sua Igreja, à qual foi dito: os justos sabem amar-te? Ao santo não basta a fé sem as obras, nem as obras sem a fé. Irmãos, nós que cremos em Cristo, temos de tentar seguir um caminho reto. Elevemos a Deus os nossos corações e as nossas mãos, a fim de sermos considerados inteiramente retos, confirmando por atos de integridade a retidão da nossa fé, amando a Igreja-Esposa e sendo amados pelo Esposo, Nosso Senhor Jesus Cristo, bendito de Deus por todos os séculos.
https://www.evangelhoquotidiano.org/PT/gospel

SÃO TEODÓSIO

Nasceu na Turquia em 423, e desde pequeno, por influência paterna, lia com muito fervor as Sagradas Escrituras. Seguindo o exemplo de Abraão, o santo decidiu deixar suas riquezas e sua família, para peregrinar a Jerusalém, Belém e Nazaré, e em seguida tornar-se religioso. São Teodósio foi viver não muito longe de Belém, e teve como guia espiritual o abade Longinos. Após ser ordenado sacerdote, recebeu a ordem de encarregar-se do culto de um templo localizado entre Jerusalém e Belém. O santo realizou seu trabalho com muita sabedoria e humildade, e foi testemunho de uma vida santa e cheia de oração, o que motivou a outros jovens a tornarem-se religiosos, e mais adiante, a fundação de três conventos nas proximidades de Belém. Uma de suas preocupações era a de que os jovens tivessem sempre presente o pensamento sobre a morte, sobre a finitude da matéria e o quão efêmero é o ser humano em sua matéria. Por isso, um dia, fez com que seus discípulos cavassem um túmulo; depois, pondo-se no meio deles, disse-lhes sorrindo : “Eis aqui, pronto, o lugar do repouso ; quem de nós vai consagrá-la?” Um padre, chamado Basílio, ajoelhou-se e disse : “Queira abençoar-me, meu Pai, serei eu!”

Santa Eufémia virgem e mártir, +300

Nasceu na Calcedónia, numa cidade perto de Constantinopla, numa família nobre e respeitável; foi criada nos ideais cristãos, que faziam dela um exemplo de virtude e beleza junto dos habitantes. Frequentou a escola, por isso nas suas imagens aparece com um manto de estudante (da época). Durante o reinado do Imperador Diocleciano, que proibia batizados, ela foi acusada e, tendo recusado a casar com um herói da cidade, foi presa com outros cristãos. Torturada de maneira cruel, onde era usada uma roda de moinho, sempre se manteve fiel à sua fé e manteve intacta a sua decisão de nunca trair a Deus. Entregaram-na aos leões, que acabaram por matá-la, mas não danificaram o seu corpo nem a comeram, deitando-se a seu lado como que a protegê-la de mais sofrimentos. Era o dia 16 de Setembro do ano 304 AD, tinha ela somente 15 anos de idade.

São João Nepomuceno, presbítero e mártir de Praga

Duas histórias deste Santo e um final, com o martírio, que não muda, em nenhum dos casos. Sua segunda história, talvez, pouco nobre e cruel, é o pano de fundo da primeira, institucional e até brutal. Qualquer que seja o índice de confiabilidade histórica de ambas, a figura deste jovem sacerdote resplandece nos dois lados da moeda. Este Santo é como aqueles que, dificilmente, nada se sabe - porque escolheram servir a Deus de modo imperceptível -, mas souberam demonstrar grande caráter e sólida coragem, quando se tratava de defender a Igreja e quando seus Sacramentos corriam perigo. 
Luz na sombra 
O jovem sacerdote, chamado João, era um boêmio de Nepomuk, lugar onde nasceu em 1330; segundo algumas fontes, ele nasceu por volta de 1345, mas manteve o nome de "Nepomuceno", ao longo dos séculos. A história principal narra que foi um homem intelectual - graduou-se em Direito Canônico, em Pádua, no ano 1387 - mas também era uma pessoa que não usava sua vocação para fazer carreira. Foi pároco, exerceu vários encargos eclesiásticos e foi nomeado canônico da Catedral de São Víctor, mas sem seus benefícios decorrentes. No entanto, uma estrela brilhou, sobretudo, no escuro: em 1393, o arcebispo de Praga quis que aquele sacerdote fosse seu Vigário geral. Mesmo contra a sua vontade, João se destacou por seus méritos, entre os quais o de ser um brilhante pregador. Como tal, foi chamado à corte pelo rei Wenceslau IV. Tudo parecia perfeito, mas não era.

Santas Alexandra, Cláudia e comp. mártires de Amiso – 20 de março

Segundo um texto do Sinassario Constantinopolitano, no tempo do imperador Maximiano (309 – 313), sete mulheres se apresentaram ao governador de Amiso (moderna Turquia) professando sua fé cristã e reprovando a sua crueldade e injustiça na condenação dos cristãos. Alexandra, Cláudia, Eufrásia, Matrona, Juliana, Eufêmia e Teodósia, estes eram os seus nomes. Elas foram presas imediatamente. Como tivessem resistido às pressões para negar sua fé, foram flageladas e lançadas em uma fornalha ardente. Quatro dos nomes acima: Alexandra, Cláudia, Eufrásia e Matrona aparecem em outro grupo, este mais confiável, de São Teodoto de Ancira, como pertencente a um grupo de sete virgens. Estudo hagiográficos nos levam a deduzir que o grupo de Alexandra e companheiras de Amiso é uma duplicação do grupo formado por Tecusa e companheiras de Ancira, e erroneamente atribuído a Amiso. Entretanto, Santa Claudia é celebrada há muitos séculos no dia 20 de março. Segundo relatos, um cristão também martirizado como estas virgens, Teodoto, era curador de Ancira e foi o responsável pelo sepultamento de Cláudia e Alexandra. Ele evitou que seus restos fossem queimados, como era ordem dos imperadores romanos, que mandavam queimar os corpos para que não fossem sepultados e lembrados. Os restos mortais de Santa Cláudia foram recuperados e levados para Malus e suas relíquias foram transladadas para uma capela com o seu nome. Seu túmulo tornou-se local de peregrinação e vários milagres foram creditados à sua intercessão. Ela é muito venerada na Grécia e na Rússia. No Martirológio Romano estas Santas mártires são comemoradas no dia 20 de março. 

Beata Joana Véron, Virgem e mártir de 1794 - 20 de março

Joana Véron nasceu em Quelaines no dia 6 de agosto de 1766. Ela professou seus votos religiosos na Congregação das Irmãs da Caridade de Nossa Senhora de Evron, dedicada à educação de jovens e às várias obras de caridade. Por seu característico hábito cinza as irmãs eram conhecidas como "as irmãzinhas cinza". Ela foi enviada para Saint-Pierre-des-Landes para auxiliar Irmã Francisca Tréhet na gestão da escola paroquial fundada por ela para o ensino e também para ajudar os doentes. Joana se destacou por sua ternura para com o próximo, sua bondade e caridade. Se avizinhavam, porém, tempos nada tranquilos para a Igreja e para toda a nação francesa. Com o advento da Revolução, apesar de não haver reclamações ou queixas contra as duas Irmãs, no entanto elas foram colocadas em uma lista de pessoas condenadas à guilhotina, para serem depois presas entre o final de fevereiro e o início de março de 1794. Ambas foram detidas em Ernée, Irmã Francisca foi para a prisão, enquanto a Irmã Joana foi levada para o hospital, pois estava gravemente enferma.

Martinho de Dume Bispo de Dume e depois de Braga (ca. 518-579)

Nascido na Panónia entre 518-525 e falecido em 579, foi Bispo da diocese de Braga e fundador do mosteiro de Dume, tendo-se revelado um dos principais instigadores do movimento monacal e da cristianização nesta região da Península. Foi autor de um conjunto de pequenos tratados de conteúdo eminente-mente ético, entre os quais a Formula vitae honestae, durante muitos séculos atribuído a Séneca, o qual constitui também um dos pri-meiros tratados, escritos entre nós, da corrente literária de "espelho de príncipes", que tanta fortuna viria a alcançar na Idade Média. Destacou-se também pela recompilação das sentenças dos Padres do Deserto (Aegyptiorum Patrum Sententiae), que prolongou numa série de escritos de espiritualidade monacal, anteci-pando-se a Sto. Isidoro e Tajón, e também pelo seu De correctione rusticorum, que marcará o rumo tomado pela pastoral da igreja, sobretudo após o concílio toledano III (589). A sua obra principal, a Formula vitae honestae, dedicada ao rei dos Suevos, é elaborada se-guindo apenas os preceitos da razão natural, sem recurso à moral revelada e, portanto, sem apoio na exegese bíblica, facto pouco comum entre os autores cristãos.

Ambrósio Sansedoni de Sena Dominicano, Beato (1220-1286)

Estudo em Paris e depois na Alemanha 
e teve como professor, o futuro santo, 
Alberto Magno.
Ambrósio Sansedoni, nasceu no majestoso palácio da sua nobre família, no ano 1220, na cidade de Sena, Itália. Segundo a tradição, parece que ele nasceu disforme, com algumas imperfeições nas pernas e braços, por este motivo foi confiado a uma ama de leite, que o mantinha fora do palácio, pois a família se envergonhava da sua condição. Mas, esta senhora, muito cristã e piedosa, cuidou dele com carinho e afeição. Todos os dias, ela o levava nos braços, cobrindo inclusive o seu rosto, à igreja, onde rezava com fervor, para que o menino fosse curado. Certa vez, um peregrino disse à ama de leite: "Mulher, não escondas o rosto desta criança, porque será a luz e a glória desta cidade". Não passou muito tempo Ambrósio foi curado milagrosamente. Tinha pouco mais de três anos, quando retornou ao palácio e ao seio da família. Depois, aos dezassete anos, abandonou tudo para ingressar na Ordem dos Padres Predicadores Dominicanos. O noviciado e os primeiros estudos, ele completou em Sena, depois fez o aperfeiçoamento, em 1245, na diocese de Paris e de lá seguiu para a Alemanha, na diocese de Colônia.