Natural de Campo, província de León, onde nasceu aos 11 de dezembro de 1871, padre Antônio Girón contava 64 anos no dia de seu martírio. Entre os martirizados da Comunidade do Perpétuo Socorro, era o mais idoso. Nos casos como o do padre Girón pode-se notar o caráter claramente antireligioso da perseguição comunista da Espanha. Retirado já havia anos da atividade missionária, o piedoso sacerdote santificava-se caladamente dentro das paredes dos diversos conventos aos quais o ia destinando a obediência religiosa. Desempenhava cargos apenas internos, que nenhuma influência tinham externamente, o que o fazia um perfeito desconhecido para o mundo. Mas Antônio Girón era sacerdote e religioso. Na falta de uma, eis aí duas razões para levá-lo ao martírio. A mãe de Antônio, além de ter três irmãs freiras e dois irmãos padres, daria à Igreja um filho como religioso e uma filha como religiosa.
MOMENTOS OPORTUNOS
quarta-feira, 28 de outubro de 2026
EVANGELHO DO DIA 28 DE OUTUBRO
Evangelho segundo São Lucas 6,12-19.
Naqueles dias, Jesus subiu ao monte para rezar e passou a noite em oração a Deus.
Quando amanheceu, chamou os discípulos e escolheu doze entre eles, a quem deu o nome de apóstolos:
Simão, a quem deu também o nome de Pedro, e seu irmão André; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu,
Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado o Zelota;
Judas, irmão de Tiago, e Judas Iscariotes, que veio a ser o traidor.
Depois, desceu com eles do monte e deteve-Se num sítio plano, com numerosos discípulos e uma grande multidão de pessoas de toda a Judeia, de Jerusalém e do litoral de Tiro e de Sidónia.
Tinham vindo para ouvir Jesus e serem curados das suas doenças. Os que eram atormentados por espíritos impuros também ficavam curados.
Toda a multidão procurava tocar Jesus, porque saía dele uma força que a todos sarava.
Tradução litúrgica da Bíblia
Papa de 2005 a 2013
Audiência geral de 11/10/2006
(© Libreria Editrice Vaticana)
A unidade dos Doze, unidade da Igreja
Hoje, tomamos em consideração dois dos doze apóstolos: Simão, o Cananeu, e Judas Tadeu (que não deve ser confundido com Judas Iscariotes). Consideramo-los juntos, não só porque nas listas dos Doze são sempre mencionados um ao lado do outro (cf Mt 10,4; Mc 3,18; Lc 6,15; At 1,13), mas também porque as notícias que a eles se referem não são muitas, exceto o facto de o cânone neotestamentário conservar uma carta atribuída a Judas Tadeu.
Simão recebe um epíteto que varia nas quatro listas: Mateus qualifica-o como «cananeu», Lucas define-o como «zelote». Na realidade, as duas qualificações equivalem-se, porque significam a mesma coisa; de facto, na língua hebraica, o verbo «qanà'» significa ser zeloso, ser dedicado. Portanto, é possível que este Simão, se não pertencia exatamente ao movimento nacionalista dos zelotes, tivesse pelo menos como característica um fervoroso zelo pela identidade judaica e, por conseguinte, por Deus, pelo seu povo e pela Lei divina. Sendo assim, Simão coloca-se nos antípodas de Mateus, que, ao contrário, sendo publicano, provinha de uma atividade considerada totalmente impura.
Sinal evidente de que Jesus chama os seus discípulos e colaboradores das camadas sociais e religiosas mais diversas, sem exclusão alguma. Ele interessa-Se pelas pessoas, não pelas categorias ou pelas atividades sociais! E o mais belo é que no grupo dos seus seguidores, todos, mesmo que diversos, coexistiam, superando as imagináveis dificuldades; de facto, o motivo de coesão era o próprio Jesus, no qual todos se reencontravam unidos. Isto constitui claramente uma lição para nós, com frequência propensos a realçar as diferenças e talvez as contraposições, esquecendo que em Jesus Cristo nos é dada a força para superarmos os nossos conflitos. Tenhamos também presente que o grupo dos Doze é a prefiguração da Igreja, na qual devem ter espaço todos os carismas, povos e raças, todas as qualidades humanas, que encontram a sua composição e a sua unidade na comunhão com Jesus.
São Faron de Meaux Bispo-Festa: 28 de outubro
(† )Meaux, atual Seine-et-Marne, Île-de-France, França, cerca de 670
Emblema:
Vestes e insígnias episcopais.
Martirológio Romano
Em Meaux, ainda na Nêustria, São Faraó, bispo, que, depois de ter sido criado do rei, foi incentivado por sua irmã, Santa Faraó, a servir a Deus plenamente, e persuadiu sua esposa a tomar o véu da consagração, para que ele próprio pudesse ser admitido no clero; chamado ao governo pastoral, dotou a Igreja com generosas doações, ergueu paróquias e apoiou mosteiros.
Também conhecido como Burgundofarus, foi bispo de Meaux, na França merovíngia, no século VII. Membro de uma família aristocrática com ligações à corte franca, é mencionado pela primeira vez na administração real e, posteriormente, como chefe da diocese de Meaux.
28 de outubro - Beata Maria Assunção Gonzalez Trujillano
Nasceu em El Barco de Ávila no dia 19 de junho de 1881, filha de Anacleto González e Maria do Rosário Trujillano, que lhe deram o nome de Juliana. Ela foi crismada na sua paróquia natal em 18 de junho de 1885.
Quinze anos depois, em 1900, instalou-se na freguesia de El Barco de Ávila uma comunidade das Terciarias Franciscanas da Divina Pastora, fundada em 1805 por Madre Maria Ana Mogas Fontcuberta, agora conhecida como Franciscanas Missionárias da Mãe do Divino Pastor. Elas trabalhavam numa escola para a educação de crianças e jovens, dando especial atenção aos mais necessitados.
Juliana logo se identificou com elas e sentiu-se chamada a seguir o seu estilo de vida. Em 18 de fevereiro de 1903, entrou para o noviciado e mudou seu nome para Irmã Maria Assunção. Fez seus votos em 1905, na Casa Generalícia de Madrid, onde tinha completado o noviciado, mas professou os votos perpétuos na Casa de La Coruña, em 1910.
Santa Cirila de Roma Virgem e Mártir Festa: 28 de outubro
O nome Cirilo pertence a um grupo de derivados do nome Ciro: Ciriaco, Ciriano, Cirino e Cirillo. E o nome de Ciro, de origem persa, ao que parece, seria o correspondente do grego Kyros, que significa “comando” e Kyrios, que significa “senhor”. Não foi à toa que foi o nome preferido pelos governantes persas, e todos se lembrarão que Ciro, fundador de um dos maiores impérios orientais e que devolveu aos israelitas a liberdade perdida durante a chamada “escravidão da Babilônia” . "Mortal", estava escrito em seu túmulo, "eu sou Ciro, que garantiu o domínio aos persas e governou a Ásia; não inveje o túmulo de mim." De seu nome, certamente invejado, surgiram os que listamos, entre os quais Cirillo é um diminutivo, que pareceria mais adequado para uma mulher do que para um homem. Na verdade, o nome de Cirilla era muito difundido na antiguidade e carregado com graça feminina. A de Cirilo foi ilustrada por homens de grande estatura intelectual e moral, e noutros lugares tivemos a oportunidade de falar de dois Santos, verdadeiros luminares da Igreja Oriental.
Simão e Judas Apóstolos, Mártires Século I
Simão e Judas aparecem juntos nas diversas listas dos "doze". Na lista dos doze, Simão vem no undécimo lugar em Marcos e Mateus e no décimo em Lucas; Judas no undécimo em Lucas e no décimo em Marcos e Mateus. Dão a este o cognome de Tadeu. O lugar no fim da lista leva a pensar nos trabalhadores contratados às cinco horas da tarde. (Mt 20,6). "São estes os nomes dos doze apóstolos: primeiro, Simão, também chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão; Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, o filho de Alfeu, e Tadeu; Simão, o Zelota, e Judas Iscariotes, aquele que o traiu ..." (Mateus 10,1ss.). A respeito de Simão, apenas sabemos que era originário de Caná e era chamado Zelota.
São Malchion (+ 270), presbítero em Antioquia.
Málquio ou Malquion, um Padre da Igreja e um presbítero de Antioquia durante os reinados dos imperadores Cláudio II e Aureliano, era um bem-conhecido retórico, notável por sua participação fundamental na deposição em 272 dC do bispo herético de Antioquia, Paulo de Samósata.
Vida e obras
Ele conhecia bem e frequentemente citava autores pagãos[1] e foi presidente da faculdade de retórica enquanto presbítero de Antioquia.[2] Ele forçou Paulo a revelar suas crenças e escreveu uma carta chamando de herético e criminoso para os bispos de Roma e Alexandria. São Jerônimo, um Doutor da Igreja, dedicou o capítulo 71 de sua obra biográfica De Viris Illustribus (Sobre Homens Ilustres) à Málquio.[3]
Referências
1-Jerónimo de Estridão. Letter 70. To Magnus an Orator of Rome § 4 (em inglês). [S.l.: s.n.]
2-Eusébio de Cesareia. «29». História Eclesiástica. Paul, having been refuted by Malchion, a Presbyter from the Sophists, was excommunicated. (em inglês). VII. [S.l.: s.n.]
3-"De Viris Illustribus - Malchion the presbyter", em inglês.
28 DE OUTUBRO: FESTA DA PROTEÇÃO DA SANTÍSSIMA THEOTOKOS (MÃE DE DEUS)
A festa do Santo Manto Protetor da Theotokos foi instituída para recordar a visão que Santo André teve, da Mãe de Deus que, durante o cerco dos inimigos de Constantinopla, no século X, cobria com seu homoforion (longo manto ou véu) os cristãos na igreja de Vlaherna. Por volta das quatro horas da manhã, o beato vislumbrou uma majestosa mulher que vinha das portas reais da Igreja apoiada por São João Batista e São João, o Teólogo, precedida e seguida por uma multidão de santos que entoavam hinos e cânticos religiosos. Santo André aproximou-se de seu discípulo Epifânio e perguntou-lhe se ele podia reconhecer a rainha do mundo. Este lhe respondeu: “Sim, eu a vejo”. E enquanto a contemplavam, ela de joelhos rezava diante do ambão, permanecendo assim durante muito tempo. Depois, aproximando-se do altar, ela rezou pelo povo ortodoxo. No final das orações, ela descobriu sua cabeça, e retirando o seu manto o estendeu sobre todo o povo presente.
A cidade foi salva. Santo André era de origem eslava, cujo povo devota um profundo respeito à Festa do Santo Manto Protetor da Virgem, e são muitas as igrejas eslavas que a honram com o seu nome.
SINAXE(Congregação de fiéis)
– Suplemento Litúrgico para esta festa
Tradução e publicação neste site
com permissão de
Trad.: Pe. André
ORAÇÕES - 28 DE OUTUBRO
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
28 – Quarta-feira – Santos: Judas Tadeu, Simão
Cananeu, Faro
Evangelho
(Lc
6,12-19) “A multidão toda procurava tocar em Jesus, porque uma força saía
dele, e curava a todos.”
A
narrativa de Lucas fala simbolicamente de Jesus que desce em direção ao
povo. Ele é alguém superior aos profetas, o enviado do Pai, que vem
entregar-se. Está ao alcance de todos, podem tocá-lo. Não apenas anuncia uma
doutrina, mas traz a cura e a libertação do mal. E quem o procura, quem se
agarra a ele encontra resposta para suas perguntas e remédios para suas
necessidades.
Oração
Senhor
Jesus, não vos posso ouvir, ver ou tocar. Iluminado, porém, pela fé sei que
estais conosco, deixo-me tocar por vossas mãos divinas, e ponho em vós toda a
minha esperança. Reconheço minha pobreza e meu pecado. Curai-me, Senhor,
purificai-me. Tomai conta de mim, para que possa participar de vossa vida
divina. Fazei que vos procure sempre mais, e que nunca vos deixe. Amém
terça-feira, 27 de outubro de 2026
REFLETINDO A PALAVRA - UM MENINO QUE NÃO PROMETE MUITO
Padre Donato Jiménes Bebiano
Missionário: esta palavra define bem a personalidade e a vocação do padre Donato Jiménez, que nasceu em Alaejos, província de Valladolid, aos 21 de março de 1873, e foi batizado no dia 25 do mesmo mês. Seu nome, Donato, era um presságio, pois passaria a vida dando-se às almas por amor a Deus. Miguel Jiménez, pai de Donato, faleceu quando ele tinha apenas quatro anos. Como próspero exportador que era dos bons vinhos de Alaejos e de Nava del Rey, parecia ter deixado assegurada a boa situação econômica da família.
EVANGELHO DO DIA 27 DE OUTUBRO
Evangelho segundo São Lucas 13,18-21.
Naquele tempo, disse Jesus: «A que é semelhante o Reino de Deus, a que hei de compará-lo?
É semelhante ao grão de mostarda que um homem tomou e lançou na sua horta. Cresceu, tornou-se árvore e as aves do céu vieram abrigar-se nos seus ramos».
Jesus disse ainda: «A que hei de comparar o Reino de Deus?
É semelhante ao fermento que uma mulher tomou e misturou em três medidas de farinha, até ficar tudo levedado».
Tradução litúrgica da Bíblia
(345-407)
Presbítero de Antioquia,
bispo de Constantinopla,
doutor da Igreja
Homilias sobre os Atos dos Apóstolos, n.° 20
Ser o fermento na massa
Haverá coisa mais ridícula que um cristão que não se preocupa com os outros? Não tomes como pretexto a tua pobreza: a viúva que deitou duas moedas na caixa das esmolas do Templo (cf Mc 12,42) insurgir-se-ia contra ti; assim como Pedro, que disse ao coxo: «Não tenho ouro nem prata» (At 3,6); e Paulo, que era tão pobre que muitas vezes passava fome. Não recorras à tua condição social, pois os apóstolos também eram humildes e de baixa condição. Não invoques a tua ignorância, porque eles eram homens iletrados. Mesmo que fosses escravo ou fugitivo, poderias sempre fazer o que está ao teu alcance, como Onésimo, que é elogiado por Paulo (cf Flm; Col 4,9). A tua saúde é frágil? Também a de Timóteo o era. Sim, independentemente do que somos, todos podemos ser úteis ao nosso próximo, se quisermos verdadeiramente fazer o que está dentro das nossas possibilidades.
Vês como as árvores da floresta são vigorosas, belas, elegantes? E, no entanto, preferimos ter no nosso jardim árvores de fruto ou oliveiras cobertas de frutos. As primeiras são belas, mas estéreis, tal como os homens que apenas têm em conta os seus próprios interesses.
Se a levedura não faz levedar a massa, não é verdadeiro fermento. Se um perfume não inebria os que se aproximam, poderemos dizer que é realmente um perfume? Não digas que é impossível exercer boa influência nos outros, porque, se fores verdadeiramente cristão, é impossível que nada aconteça; isto faz parte da própria essência do ser cristão. Seria tão contraditório dizer que um cristão não pode ser útil ao seu próximo como negar ao Sol a possibilidade de iluminar e aquecer.
Santo Evaristo - Papa
Grego de Antioquia, mas nascido em Belém, Evaristo torna-se Papa - quarto ou quinto Sucessor de Pedro - por volta do ano 97. Governou a Igreja por 9 anos, até o ano 105. Nada se sabe sobre seu Pontificado. Mas, segundo algumas tradições, teria morrido como mártir sob o império de Trajano.
https://www.vaticannews.va/pt/santo-do-dia.html
Quinto Papa da Igreja Católica e, como seus predecessores, recebeu a coroa do Martírio.
Foi em Roma, numa época em que as perseguições contra a Santa Igreja de Deus eram implacáveis. Tempos muito aflitivos para os cristãos que pagavam com a própria vida sua recusa em abjurar a fé.
Santo Evaristo era judeu-grego de nascimento.
Santa Balsâmia, nutriz de São Remígio - 27 de outubro
A qualificação que Santa Balsâmia trouxe com ela ao calendário é a de ama de leite, ou nutriz.
A prática da amamentação pela ama de leite é hoje menos comum, justamente por ser objeto de críticas de caráter médico, de higiene e até mesmo psicológico. Mas houve um tempo em que era uma instituição de grande importância do ponto de vista social, enquanto numa plano de vida familiar era a resposta inevitável para os hábitos das esposas dos dias passados.
A delicadeza das funções de uma nutriz, que era algo mais do que uma máquina de amamentar, explica a propagação do culto das santas amas de leite e especialmente a popularidade de Santa Balsâmia, muito viva nos séculos da Idade Média.
A figura desta santa é muito pitoresca, mas também bastante nebulosa. Na França, na Diocese de Reims, ela é homenageada como a ama de leite de São Remígio, bispo daquela cidade.
Beata Emelina, Eremita e conversa cisterciense – 27 de outubro
Esta beata francesa da Idade Média é considerada por alguns estudiosos como uma “solitária”, enquanto outros acreditam que ela era uma irmã conversa da Ordem Cisterciense. Provavelmente ela foi ambas as coisas.
Emelina nasceu em 1115 na diocese de Troyes e viveu como eremita em um celeiro construído no terreno pertencente a Abadia de Nossa Senhora de Boulancourt, situada na atual comuna de Longeville-sur-Laines (Alto Marne), na França.
A abadia fora fundada em 1095 na diocese de Troyes, hoje Langres, para os Cônegos Regulares de São Pedro do Monte. Tendo caído em um grande relaxamento, para reformá-la o bispo cisterciense de Troyes, Henrique de Corinzia, a deu a São Bernardo, fundador da Ordem, que mandou para ali um grupo de monges de Claraval.
Vicente, Sabina e Cristeta Irmãos, Mártires, Santos +303
Por volta do ano 303, na Espanha, no período em que Diocleciano era imperador romano (284-305), os irmãos Vicente, Sabina e Cristeta, provavelmente naturais de Évora ou daquela região, foram torturados cruelmente. Tiveram os membros desconjuntados e as cabeças esmagadas.
Pelo que podemos conferir nos anais de seu martírio, São Vicente foi feito prisioneiro antes de suas irmãs Sabina e Cristeta, tendo sido levado à presença do magistrado romano Daciano, que o interrogou: “… Perdoo à tua juventude essas liberdades, pois sei que não chegaste ainda à idade de uma prudência completa, pelo que te devo aconselhar que me ouças como pai, e como tal ordeno que sacrifiques aos deuses imperiais”.
Frumêncio da Etiópia Bispo, Santo + 380
É considerado como o
“Apóstolo da Etiópia”.
Desde a adolescência Frumêncio teve sua vida marcada por acontecimentos surpreendentes que o levaram a uma região exótica e distante, a Etiópia, no coração da África, da qual se tornou o primeiro bispo. Antes disso, porém, foi discípulo de filósofo, e um escravo muito especial.
Era o tempo do imperador Constantino e Frumêncio estava entre os discípulos na comitiva que acompanhava o filósofo Merópio. Voltavam de uma viagem à Índia e a embarcação parou no porto de Adulis, no mar Vermelho. Então, foram atacados por ladrões etíopes, que saquearam o barco e mataram os passageiros e tripulantes. Todos, excepto os amigos adolescentes, Frumêncio e Edésio.
Gonçalo de Lagos religioso agostinho, sacerdote, beato c. 1370-1422
Nasceu em Lagos, no Algarve, um pouco depois de 1370.
Tomou o hábito de Santo Agostinho no convento da Graça, em Lisboa, onde vinha pôr mais a salvo os seus vinte anos de virtude e pureza, quase de anjo, e já vitoriosa de repetidos assaltos.
Cerca de 1380 abraçou a vida religiosa.
Dedicou-se à pregação em correrias apostólicas e, com o mesmo zelo a manter a observância regular, quando superior dalguns mosteiros da sua Ordem.
Entre 1394 e 1396 Frei Gonçalo teria sido Prior do Convento de S. Lourenço, na Lourinhã. Em Maio de 1404 Frei Gonçalo de Lagos era prior do Convento de Nossa Senhora da Graça de Lisboa.
Testemunha-o um documento, aliás único, contemporâneo de Gonçalo, do cartório daquele convento. Para além deste documento, as escassas informações que possuímos acerca de Frei Gonçalo de Lagos, resultam das diversas representações biográficas, legadas e repetidas pelas diversas hagiografias e crónicas, redigidas entre os séculos XVI e XVIII.
ORAÇÕES - 27 DE OUTUBRO
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
27 – Terça-feira – Santos: Vicente de Ávila, Odrano, Frumêncio
Evangelho
(Lc
13,18-21) “A que é semelhante o Reino de Deus ...? É como a semente de
mostarda, que um homem pega e atira no seu jardim.”
A
maioria da humanidade não tomou conhecimento do Filho de Deus quando vivia
entre a Galileia e a Judeia. E mesmo ali, era considerado pobre, pequeno e
fraco. Tanto que muitos pensaram ser fácil eliminá-lo. Mas ele era e continua
sendo o poder de Deus, capaz de nos libertar do mal e transformar-nos em
criaturas divinizadas. Jesus era a “semente de mostarda” que, enterrada, nos
salva.
Oração
Senhor
Jesus, vivendo entre nós não vos impusestes com as aparência de poder. Todos
vos viam como pobre e insignificante. Nós, que somos vossa Igreja, às vezes
quisemos ser grandes e poderosos. Isso não nos ajudou a fazer o melhor pelos
homens. Ensinai-nos a não procurar poder, pompas e aparências, mas confiar
apenas em vossa força divina, certos que assim mudaremos o mundo. Amém
segunda-feira, 26 de outubro de 2026
REFLETINDO A PALAVRA - PADRE CRESCÊNCIO ORTIZ BLANCO
UM MENINO AVENTUREIRO
Com a história do padre Crescêncio Ortiz entrelaçam-se as histórias do padre Angel Matíniez Miquélez e do irmão Gabriel Saiz Gutiérrez. Os três, como se verá, foram assassinados, ou, mais precisamente, ‘desapareceram’ juntos. Por isso, o martírio dos três vem narrado simultaneamente, em seguida aos dados biográficos do padre Ortiz. Depois virão as biografias de padre Miquélez e irmão Gabriel. Se o padre Jiménez foi um grande missionário, do padre Ortiz deve-se dizer que outra coisa não foi em toda a sua vida: missionário. Nasceu em Pamplona, no dia 10 de março de 1881. Seus pais, Gumersindo e Luzia, eram profundamente piedosos, o pai até mais que a mãe. Ele confessava-se e comungava todas as semanas, e rezava diariamente o rosário com a família. Dona Luzia pertencia ao Apostolado da Oração e era mulher muito de casa. Crescêncio, segundo consta em seus apontamentos autobiográficos, gostava muito de aventuras, e Deus lhe proporcionaria uma que seria a maior de todas.
EVANGELHO DO DIA 26 DE OUTUBRO
Evangelho segundo São Lucas 13,10-17.
Naquele tempo, estava Jesus a ensinar ao sábado numa sinagoga.
Apareceu lá uma mulher com um espírito que a tornava enferma havia dezoito anos; andava curvada e não podia de modo algum endireitar-se.
Ao vê-la, Jesus chamou-a e disse-lhe: «Mulher, estás livre da tua enfermidade»;
e impôs-lhe as mãos. Ela endireitou-se logo e começou a dar glória a Deus.
Mas o chefe da sinagoga, indignado por Jesus ter feito uma cura ao sábado, tomou a palavra e disse à multidão: «Há seis dias para trabalhar. Portanto, vinde curar-vos nesses dias e não no dia de sábado».
O Senhor respondeu: «Hipócritas! Não solta cada um de vós do estábulo o seu boi ou o seu jumento ao sábado, para o levar a beber?
E esta mulher, filha de Abraão, que Satanás prendeu há dezoito anos, não devia libertar-se desse jugo no dia de sábado?».
Enquanto Jesus assim falava, todos os seus adversários ficaram envergonhados e a multidão alegrava-se com todas as maravilhas que Ele realizava.
Tradução litúrgica da Bíblia
(540-604)
Papa, doutor da Igreja
Homílias sobre o Evangelho, n.° 31
«Mulher, estás livre da tua enfermidade»
«Naquele tempo, estava Jesus a ensinar ao sábado numa sinagoga. Apareceu lá uma mulher com um espírito que a tornava enferma havia dezoito anos; andava curvada e não podia de modo algum endireitar-se». O pecador, preocupado com as coisas da terra e não procurando as do Céu, torna-se incapaz de olhar para o alto: ao seguir os desejos que o conduzem para baixo, a sua alma, perdendo a retidão, curva-se, e apenas vê aquilo em que pensa incessantemente. Voltai-vos para dentro do vosso coração, irmãos muito estimados, e examinai continuamente os pensamentos que não cessam de agitar o vosso espírito. Um pensa nas honras, outro no dinheiro, outro ainda em aumentar as suas propriedades. Todas essas coisas são inferiores e, quando o espírito investe nelas, altera-se, perdendo a sua retidão. E, porque não se engrandece para desejar os bens do alto, está como esta mulher curvada, que não consegue de modo nenhum olhar para cima.
Efetivamente, o salmista descreveu bem a nossa curvatura quando disse de si próprio, como símbolo de todo o género humano: «Ando cabisbaixo e profundamente abatido» (Sl 37,7). Considerava ele que o homem, tendo sido criado para contemplar a luz do alto, fora expulso do paraíso devido aos seus pecados e, consequentemente, as trevas reinavam na sua alma, fazendo-o perder o apetite das coisas do alto e arrastando toda a sua atenção para as inferiores. Se o homem que perdeu de vista as coisas do Céu pensasse apenas nas necessidades deste mundo, andaria sem dúvida curvado e humilhado, mas não em excesso. Ora, como não é só a necessidade que faz descer os seus pensamentos, mas também o prazer proibido que o esmaga, não anda somente curvado, mas curvado em excesso.
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