sexta-feira, 25 de setembro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - Memórias Vivas

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA DA PAZ DO SENHOR
Mistérios de Cristo
 
No caminho espiritual encontramos a sabedoria dos santos. O universo da santidade é infinito, pois está unido ao Santo, fonte de toda a santidade. Cada um pode captar um aspecto e fazer um caminho espiritual rico com conotações diferentes, não opostas. Por isso, encontramos sempre novas iluminações no mistério de Cristo. Vamos refletir sobre o termo: Vivas Memórias de Cristo Redentor. Viva Memória não significa memória boa, memória atilada. É Cristo que continua sua missão através de seus seguidores. A terminologia Memórias de Cristo não é exclusiva a ninguém, mas foi salientada pela mística redentorista chamada Maria Celeste Crostarosa, napolitana, fundadora a Ordem do Santíssimo Redentor. É contemporânea de Santo Afonso que não usa essa terminologia, mas o termo continuar (prossequitare – napolitano). É uma ação que continua. O termo viva memória significa que o seguidor de Jesus, em sua vida, continua a presença de Jesus nos 33 anos que viveu entre nós como “uomo viatore” – homem a caminho. Esse mistério de Cristo Vivo entre nós, não é uma fato de história do passado do qual lembramos, mas que O tornamos presente através da ação do Espírito Santo que realiza essa ação apostólica e a ação santificadora. Assim escreve Beata Maria Celeste: “Quero que façais memória de mim e das obras da salvação por mim realizadas por vosso amor... Esse Instituto será em memória dos trinta e três anos que morei como viajor entre os homens” (Instituto e regras).
Continuadores do Redentor 
A espiritualidade do seguimento de Jesus como viva memória e continuação se realiza na escolha que se faz de Cristo e na união com Ele em sua obra redentora. É Cristo em nós que continua sua missão. É ação que envolve toda a vida. A obra apostólica e a espiritualidade estão intimamente unidas. As constituições redentoristas “rezam”: A finalidade a Congregação é “continuar o exemplo de Jesus Cristo Salvador, pregando aos pobres a Palavra de Deus, como disse de si mesmo: ‘Enviou-me para evangelizar os pobres’ ... A Congregação continua o exemplo de Cristo pela vida apostólica que compreende, a um só tempo, a vida especialmente dedicada a Deus e a obra missionária dos redentoristas” (Constituição 1). O estatuto 09 explicita quem são esses pobres...A Constituição 5 delimita bem o espaço: “Entre os necessitados de auxílio espiritual, atenderão de modo especial os pobres , os mais fracos e oprimidos, cuja evangelização é sinal da obra messiânica (Lc 4,18) e com os quais o Cristo mesmo quis, de certa maneira identificar-se (Mt 25,40). Se assim não fazemos, perdemos nossa união a Cristo”. 
Memória como Eucarística 
Continuar ou ser memória se traduz em gestos concretos. Como a Eucaristia que celebra a memória de tudo o que Cristo fez por nós. A vida cristã é memória através de nossas ações e de nossa união a Cristo. Por isso, a vida cristã só acontece na santidade de seus membros. Não podemos ser de Cristo pela metade. Por isso vemos como as comunidades se diluem, as congregações perdem o sentido e a vida cristã deixa de ser testemunho. Sem Cristo na vida e nas ações, não é possível levar adiante uma Igreja. E estamos assim. Quem escolhe o Redentor como vida, deve deixar o Redentor viver nele. O que parece ser específico de uma Congregação, torna-se caminho para todos que escolhem esse caminho.
ARTIGO PUBLICADO EM FEVEREIRO DE 2022

EVANGELHO DO DIA 25 DE SETEMBRO

Evangelho segundo São Lucas 9,18-22. 
Um dia, Jesus orava sozinho, estando com Ele apenas os discípulos. Então perguntou-lhes: «Quem dizem as multidões que Eu sou?». Eles responderam: «Uns dizem que és João Batista; outros, que és Elias; e outros, que és um dos antigos profetas, que ressuscitou». Disse-lhes Jesus: «E vós, quem dizeis que Eu sou?». Pedro tomou a palavra e respondeu: «És o Messias de Deus». Ele, porém, proibiu-lhes severamente de o dizerem fosse a quem fosse e acrescentou: «O Filho do homem tem de sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escribas; tem de ser morto e ressuscitar ao terceiro dia». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Paulo VI 
(1897-1978) 
Papa de 1963 a 1978 
Homilia em Manila, 29/11/70 
(© Libreria Editrice Vaticana)
«E vós, quem dizeis que Eu sou?» 
Cristo! Sinto a necessidade de O anunciar, não posso calá-lo: «Ai de mim se não anunciar o Evangelho!» (1Cor 9,16) Fui enviado por Ele para isso mesmo; sou apóstolo, sou testemunha. Quanto mais longe está o objetivo e mais difícil é a missão, mais premente é o amor que me impele (cf 2Cor 5,14). Tenho de proclamar o seu nome: Jesus é o Cristo, o Filho do Deus vivo (cf Mt 16,16): é Ele que nos revela o Deus invisível. Ele é o primogénito de toda a criatura, o fundamento de todas as coisas (cf Col 1,15s); Ele é o Mestre da humanidade e o Redentor, que nasceu, morreu e ressuscitou por nós; Ele é o centro da história e do mundo, é quem nos conhece e nos ama, é o companheiro e o amigo da nossa vida. Ele é o homem da dor e da esperança, é o que há de vir, que será um dia nosso juiz e também, assim o esperamos, a plenitude eterna da nossa existência, a nossa felicidade. Nunca mais acabaria de falar dele: Ele é a luz e a verdade; mais, Ele é «o Caminho, a Verdade e a Vida» (Jo 14,6). Ele é o Pão e a Fonte de água viva que responde à nossa fome e à nossa sede (cf Jo 6,35; 7,38); Ele é o nosso Pastor, o nosso guia, o nosso exemplo, o nosso conforto, o nosso irmão. Como nós, e mais do que nós, foi pequeno, pobre, humilhado, trabalhador, infeliz e paciente. Por nós, falou, realizou milagres, fundou um Reino novo onde os pobres são bem-aventurados, onde a paz é o princípio da vida em comum, onde os que têm o coração puro e os que choram são exaltados e consolados, onde os que aspiram à justiça são atendidos, onde os pecadores podem ser perdoados, onde todos são irmãos. Jesus Cristo: já ouvistes falar dele, e a maioria de vós pertence-Lhe, pois sois cristãos. Pois bem! A vós, cristãos, repito o seu nome, a todos anuncio: Jesus Cristo é «o Alfa e o Ómega, o Princípio e o Fim» (Ap 21,6). Ele é o Rei do mundo novo; é o segredo da história, a chave do nosso destino; Ele é o Mediador, a ponte entre a Terra e o Céu; é o Filho do homem, o Filho de Deus, o Filho de Maria... Jesus Cristo! Recordai: este é o anúncio que fazemos para a eternidade, é a voz que fazemos ressoar por toda a terra (cf Rom 10,18) e pelos séculos que hão de vir.

25 de setembro - São Sérgio

O nome que os pais de Sérgio de Radonej lhe deram no ato de batismo foi Bartolomeu. A data e o ano do seu nascimento são desconhecidos. De acordo com certas estimativas aproximadas, ele teria nascido em 1314. Antes dele, nos mosteiros russos não havia ascetas de origem russa. Todos os monges famosos eram forasteiros, vindos do Bizâncio, - nenhum deles era russo. São Sérgio foi o símbolo russo na busca espiritual. Na idade de dez anos, o jovem Bartolomeu começou a estudar juntamente com os seus irmãos, - o mais velho Stefano e o mais jovem Pedro, - numa escola junto da igreja a fim de aprender a ler e a escrever. Aí destacou-se pela extrema inquietude e incapacidade de assimilar a língua grega. O professor censurava-o, os pais ficavam amargurados e tratavam de levá-lo à razão. Ele próprio rezava em lágrimas mas não conseguia avançar nos estudos.

Beata Ermengarda, Cisterciense - Festejada 25 de setembro

Personagem histórico singular devido às diversas características de sua vida: condessa de nascimento, esposa e viúva por duas vezes, mãe afetuosa e pressurosa, regente de ducado, monja, depois envolvida na política, conciliadora de facções em luta, novamente monja cisterciense, peregrina. Ermengarda, cujo nome deriva do antigo provençal “Ermenjardis”, trazido do alemão arcaico “Irmingard” e que significa “protegida de Odim”, nasceu na metade do século XI em Angers, filha de Fulque IV, Conde de Anjou. Muito jovem, segundo o costume da época, casou-se com Guilherme IX, Conde de Poitiers, de quem se separou em 1091; em 1093, casou-se com Alano IV, Duque da Bretanha. O relacionamento deles foi tempestuoso no início. Ela tentou deixá-lo para entrar para o Convento de Fontevrault, pedindo que seu casamento fosse anulado.

Beata Beatriz de Castela, Rainha, mercedária - 25 de setembro

Da. Beatriz de Portugal era filha do rei D. Fernando I de Portugal e de sua esposa, a rainha Da. Leonor Teles. Ela nasceu em Coimbra em fevereiro de 1373 e faleceu em Toro, Espanha, após junho de 1412. No início de 1383 a infanta Da. Beatriz era a única descendente do rei D. Fernando, já então muito doente, após a morte prematura dos seus irmãos mais novos D. Pedro, em 1380, e D. Afonso, em 1382. Como herdeira do trono, o seu casamento aparentemente iria decidir quem havia de ser o sucessor de D. Fernando. D. Fernando arranjou e cancelou o casamento de Beatriz por diversas vezes, até que finalmente, tentando evitar que um príncipe castelhano, D. Fernando, filho segundo do rei de Castela, lhe sucedesse no trono por força do Tratado de Elvas, pensou encontrar a solução, por mais estranho que nos pareça, no casamento da sua única filha e herdeira com o próprio rei João I de Castela. Viúvo desde o ano anterior de uma princesa aragonesa, João de Castela aceitou, crendo que lhe estava aberta a via para anexar o reino de Portugal ao de Castela e Leão.

Santa Ketevan (Catarina), Rainha da Geórgia, mártir

Ketevan (* 1565 - + 13 de setembro de 1624) era filha do príncipe Ashotan de Mukhrani (Bagrationi) e casou-se com o príncipe David de Kakheti, futuro David I, rei de Kakheti 1601-1602. Após a morte de David, Ketevan dedicou-se à religião e à caridade. No entanto, quando o irmão de David, Constantino I, matou seu pai, o reinante Alexandre II e usurpou a coroa com o apoio iraniano em 1605, Ketevan reuniu os nobres de Kakheti contra o parricida, enfrentando as forças leais a Constantino. Após a revolta, ela negociou com o muçulmano Abbas I do Irã para confirmar o seu filho menor de idade, Teimuraz I, como rei de Kakheti, enquanto ela assumia a função de regente. Em 1614, enviada por Teimuraz como negociadora junto a Abbas I, Ketevan entregou a si mesma como refém numa tentativa frustrada de evitar que Kakheti fosse atacada pelos exércitos iranianos.

Cléofas ou Alfeu Discípulo de Jesus, Mártir, Santo Século I

Parente de Jesus, segundo a tradição. 
Viu Jesus depois da resurreição: 
era um dos discípulos de Emaus. 
Morreu mártir.
Seu nome, Cléofas, no hebraico antigo, pode ser também Alfeu. A partir daí, temos as informações dos historiadores que pesquisaram as origens dos santos. Segundo eles, a vida de são Cléofas esteve sempre muito ligada à de Jesus Cristo. Primeiro, porque se interpreta que Cléofas seja o pai de Tiago, o Menor; de José; de Simão e de Judas Tadeu, que são primos do Senhor. Maria, mãe de todos eles, no evangelho do apóstolo João, é chamada de esposa de Cléofas e irmã da Mãe Santíssima. E que também fosse irmão de são José, pai adotivo de Jesus. Sendo assim, confirma-se o parentesco. Cléofas, na verdade, era tio de Jesus Cristo.

Aurélia e Neomísia Virgens, Mártires e Santas data incerta

Virgens vindas do oriente e 
martirizadas 
na Itália pelos muçulmanos.
Aurélia nasceu na Ásia Menor, no Oriente e era muito unida à sua irmã Neomísia. Elas costumavam procurar pobres e doentes pelas ruas para fazer-lhes caridade. E assim fizeram durante toda a adolescência, mantendo-se muito piedosas e fervorosas cristãs. Aurélia sempre dizia à irmã que, ao atingirem a idade suficiente, iriam visitar todos os lugares sagrados da Palestina, em uma longa peregrinação. De facto, Aurélia e Neomísia foram para a Terra Santa e viram onde Jesus nasceu e viveu. Depois, fizeram todo o trajeto percorrido por ele até o monte Calvário, onde foi crucificado e morreu para nos salvar. Aurélia, envolvida pela religiosidade da região e com o sentimento da fé reforçado, decidiu continuar a peregrinação até Roma. Assim, visitaria o célebre santuário da cristandade do Ocidente, sempre acompanhada pela irmã.

Firmino de Amiens Bispo, Mártir, Santo + 290

Firmino ou Firmin, como foi batizado, nasceu na Espanha, na cidade de Pamplona, na última metade do século III. Era filho de uma família rica, influente e bem firmada nos princípios do cristianismo. Mas foi na França que seu trabalho de evangelização destacou-se, de tal forma que foi considerado uma das figuras mais importantes da Igreja daquele tempo. Sua pregação era muito apreciada pelos fiéis. Fez tanto sucesso pelo seu conhecimento das verdades da fé que foi eleito pelo povo seu novo bispo. Isso aconteceu quando o sacerdote Honesto, já muito velho e cansado, não podia mais orientar os fiéis. Firmino, então, recebeu o sacramento da ordem e a sagração episcopal, em Toulouse, dando início ao seu apostolado de evangelização, que pretendia acabar com as trevas do paganismo. Por ser um exemplo de fé e virtude, Firmino conseguiu grande fama e suas peregrinações foram incansáveis nas cidades francesas como Agen e Auvergne, Angers, Beauvais e, finalmente, Amiens, onde conseguiu a conversão de milhares e milhares de pagãos, que aceitaram a doutrina do Senhor.

Hermano de Reichenau Monge, Poeta, Beato 1013-1054

Hermano nasceu a 18 de Julho de 1013 do Conde Wolfrat de Altshausen, provavelmente da família dos Berholdinger. Sua mãe chamava-se Hiltrerd, e era originária da Borgonha e provavelmente aparentada aos Welfen. Não se sabe se o menino nasceu enfermo ou se essa paralisia apareceu depois, durante a sua infância. Sabe-se no entanto que aos sete anos (1021) começou a frequentar a escola, segundo escreve Bucelino, junto dos monges de São Galo dos quais acabou por vestir o hábito. Foi provavelmente professor em Reichenau e aos trinta anos optou definitivamente por esta Ordem religiosa onde recebeu a ordenação sacerdotal. Ali trabalhou igualmente sobretudo nos últimos anos nas matérias para as quais tinha sido iniciado pelos seus mestres, o Abade Bernone e os monges Kerung e Burcardo: astronomia, poesia, história, música e liturgia, na qual pode desenvolver o seu talento, ao ponto de ser exaltado como milagre dos séculos e o mais moderno dos músicos, não só porque introduziu uma nova divisão no sistema das notas, mais ainda porque inventou uma nova escrita das próprias notas musicais.

João Baptista Mazzucconi Presbítero, Mártir, Beato 1827-1855

Seus pais tinham uma fábrica e eram muito estimados pela sua generosidade. Eles tiveram doze filhos, três dos quais se tornaram sacerdotes e quatro das filhas foram freiras. João, o nono filho, foi ordenado sacerdote em 1850 e, em seguida, entrou no Seminário das Missões Estrangeiras fundada recentemente (actualmente conhecido sob o título de PIME: Pontifício Instituto das Missões Estrangeiras). Com ele os aspirantes missionários são seis e começam uma preparação intensa, mas incompleta dado a região para onde serão enviados: a Oceânia. Em Março de 1852, embarcam em Londres com destino à Austrália cinco padres: Paulo Reina, Carlos Soleri, Timoleon Raimondi, Angel Ambrosoli e João Mazzucconi, juntamente com os catequistas Luís Tacchini e José Corti. Da Austrália partem, em Outubro, para a sua área de missão, são divididos em grupos nas pequenas ilhas de Rook e Woodlark, perto da Nova Guiné. Recebem as instruções dos missionários Maristas, que se retiram completamente desmantelados.

Josefa Naval Girbés Leiga, Beata 1820-1893

Nascimento
 
Josefa Naval Girbés nasceu em Algemesí na Ribera del Júcar a 32 km de Valência, Espanha, em 11 de dezembro de 1820. Seus pais Francisco Naval e Maria Josefa Girbés teveram cinco filhos dos quais Josefa foi a primeira. Ela foi baptizada na freguesia de São Tiago Apóstolo, no mesmo dia que em que nasceu e recebeu com nome o de Maria Josefa, mas era chamada pela maior parte das pessoas Pepa, ou Senhora Pepa. Em 10 de novembro de 1828 foi confirmada e, em seguida, recebeu a Primeira Comunhão. 
Educação 
Frequentou a escola da Educação, promovido pelo Capítulo Catedral. Desde a adolescência se consagrou ao Senhor, com um voto perpétuo de castidade.

25 de setembro - Nossa Senhora do Rosário de São Nicolau

Ao norte da Argentina, diante do rio Paraná está a cidade de São Nicolau de los Arroyos, distante duzentos e quarenta quilômetros da capital Buenos Aires. Nas duas últimas décadas, São Nicolau se converteu na capital da fé cristã, graças a migração maciça de fiéis que acorrem ao Santuário da Virgem Maria do Rosário, especialmente nos dias 25 de cada mês, para a festa das aparições da Mãe Santíssima. No dia 25 de setembro de 1983, na cidade de São Nicolau iniciaram as aparições da Virgem Maria à uma mulher, chamada Gladys Quiroga de Motta. Essa pessoa simples, esposa e mãe de duas filhas, de pouca instrução e conhecimentos bíblicos, primeiro viu, depois ouviu as mensagens de Nossa Senhora do Rosário. Desde 13 de outubro, Gladys recebeu quase duas mil mensagens, sendo a última em 11 de fevereiro de 1990.

ORAÇÕES - 25 DE SETEMBRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
25 – Sexta-feira – Santos: Aurélia, Cléofas, Vicente Stambi
Evangelho (Lc 9,18-22) “Mas Jesus perguntou: – E vós, quem dizeis que eu sou? Pedro respondeu: – O Cristo de Deus.
Pedro reconheceu Jesus como o Cristo, o Ungido, o rei Salvador. Jesus, porém, diz que ele é o Salvador, o Messias, mas não como esperado. Será o Salvador que passa pelo sofrimento, a condenação e a morte, para só então chegar à vitória da ressurreição. E quem o quiser como Salvador, deve aceitar o mesmo caminho, sem esperar nesta vida glorias, assumindo a cruz de cada dia.
Oração
Senhor Jesus, agradeço porque me conquistastes pelo amor, por isso acredito que sois meu salvador, minha única esperança de paz. Ajudai-me a vos conhecer sempre mais. E dai-me coragem para carregar sem desanimar minhas cruzes da vida. Confio em vosso poder, creio que estareis sempre comigo para me amparar. Fazei que eu e meus irmãos cheguemos à ressurreição. Amém.

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Deus é bondoso”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Perdoar é bom
 
Em seu discurso inaugural, resumindo os pontos fundamentais da doutrina de Jesus, o Evangelista Lucas a sintetiza, acentuando o amor e a misericórdia. Mostra a dinâmica do Reino. Por que a primeira proposta é justamente o amor ao inimigo e perseguidores? Penso que esse foi o caminho percorrido por Jesus. Ele sempre foi perseguido, fizeram-lhe a mais ferrenha oposição. E suas primeiras palavras do alto da cruz foram para desculpar seus inimigos diante do Pai, por agirem por ignorância: “Pai, perdoai-lhes por que não sabem o que fazem” (Lc 23,34). São ignorantes porque estavam cegos pelo mal. Deu o exemplo. Essa atitude de amor. Jesus não cria mandamentos para o amor. Coloca no coração do cristão uma barreira contra toda atitude de ódio e desamor. Seguir Jesus é amar sempre e em todas as circunstâncias. Suas atitudes desmontam toda a possibilidade de ocorrer uma violência, um desamor. Não é possível outro caminho. Os pecadores fazem de outro modo. Ser cristão é ser diferente. O mundo cristão só o será ser for regido pelo amor de atitudes, não de teorias e de belas palavras. Jesus as circunstâncias concretas da vida. Nada justifica uma agressão. Toca coisas complicadas como as questões financeiras de empréstimo. Na verdade está quase a dizer: deixem que vos explores. Mas, por outro lado, Jesus não vê maldade nas atitudes das pessoas. É a necessidade. A vida de Jesus é o modelo: ninguém morreu pelos pecadores. Ele não se recusou e foi levado ao martírio pelos inimigos. 
O amor é concreto 
Jesus tem belas palavras sobre o amor. Mas no texto de hoje Ele põe em concreto, em situações do dia a dia da vida da comunidade. Mostra o amor aos inimigos, os que odeiam, maldizem. Vai ao mais duro que é a agressão, a exploração da vontade. E então diz que o amor deve ser como o amor que ele possui e não como os pagãos e pecadores. Não é para fazer o normal, mas ir além. A recompensa está justamente em não ter recompensa. A recompensa é ser filhos do altíssimo. “Assim sereis filhos do Altíssimo, porque Deus é bondoso também para com os ingratos e maus” (Lc 6,35). Jesus ensina a ser como Ele que diz: “Eu faço o que aprendi de meu Pai” ( ). Aprendemos do Pai, como Jesus aprendeu. O amor concreto, nas circunstâncias concretas, deve ser todo envolvido na misericórdia do Pai: “Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso” (id 36). A misericórdia não fará julgamentos, não condenará; saberá perdoar e doar. Daí sairá toda a recompensa de Deus. Deus nos medirá com a mesma que medirmos os outros. O evangelista deve ter vivido numa comunidade bem constituída nas condições humanas que precisavam de orientação. Seguir o modo do Pai deverá ser a vida da comunidade. 
Refletir a imagem 
Embora o de Paulo aos Coríntios não esteja colocado como explicação do Evangelho, ele nos dá uma referência muito boa para compreender o que é viver a Ressurreição no dia a dia. Diz: “Como já refletimos a imagem do homem terrestre, assim também refletiremos a imagem do homem celeste” (1Cor 15,49). A Ressurreição vai resplandecer no cristão a partir da vivência do Evangelho. Jesus venceu a morte. Nós vencemos o mal, quando vivemos o amor do Pai em nossos relacionamentos. O Evangelho não é uma teoria, mas é um dia a dia, nas atitudes que aprendemos do Pai. Se essa ressurreição não acontece no dia a dia, podemos duvidar que vá acontecer um dia. 
Leituras Samuel 26,2.7-9.12-13;22-23; 
Salmo 102; 
1 Coríntios, 15,45-49; Lucas 6,27-38 
1. O mundo cristão será cristão quando for regido pelo amor de atitudes, não de teorias. 
2. O amor todas as circunstâncias, deve ser todo envolvido na misericórdia do Pai. 
3. A Ressurreição vai resplandecer no cristão a partir da vivência do Evangelho. 
Receita prática 
Muito já foi escrito sobre espiritualidade, ensinamentos de Jesus, pastoral e tanta coisa mais. Mas parece que não se cutuca a onça com vara curta. Ficamos dando voltas. É curioso como, certas coisas de nossa fé são tão claras e gastamos tanto tempo e tanta coisa para justificar o contrário. Há grandiosos movimentos espirituais no correr da história para entender, explicar, e orientar o modo de viver cristão. Até cruzadas e guerras foram feitas. Tudo continuou o mesmo. Jesus com um tapa resolve tudo. Deu tapa na direita, mostra a face esquerda. E depois... morre a briga. É muito bonito como Jesus mostra esse momento da vida cristã. Ele resume tudo na passagem: como vosso Pai...Basta fazer, agir, organizar como o Pai faz. E Jesus é claro: é assim que eu faço.
Homilia do 7º Domingo Comum (20.02.2022)

EVANGELHO DO DIA 24 DE SETEMBRO

Evangelho segundo São Lucas 9,7-9. 
Naquele tempo, o tetrarca Herodes ouviu dizer tudo o que Jesus fazia e andava perplexo, porque alguns diziam: «É João Batista que ressuscitou dos mortos». Outros diziam: «É Elias que reapareceu». E outros diziam ainda: «É um dos antigos profetas que ressuscitou». Mas Herodes disse: «A João mandei-o eu decapitar. Mas quem é este homem, de quem oiço dizer tais coisas?». E procurava ver Jesus. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Orígenes 
(185-253) 
Presbítero, teólogo 
Homilias sobre o Génesis 
«E procurava ver Jesus» 
O Sol e a Lua iluminam o nosso corpo; Cristo e a Igreja iluminam o nosso espírito. Isto é, iluminam-nos se não formos espiritualmente cegos; porque, do mesmo modo que o Sol e a Lua não deixam de derramar a sua claridade sobre os cegos, que, contudo, não podem acolher a luz, também Cristo envia a sua luz aos nossos espíritos, mas esta iluminação só tem lugar se a nossa cegueira não lhe puser obstáculos. Por isso, os cegos devem começar por seguir a Cristo gritando: «Filho de David, tem misericórdia de nós!» (Mt 9,27); e quando, graças a Ele, tiverem recuperado a vista, poderão ser iluminados com o esplendor da luz. Mas nem todos os que veem são iluminados de igual forma por Cristo; cada um o é na medida em que pode receber a luz (cf Lc 23,8 ss). Não é da mesma maneira que todos vamos a Ele, mas «conforme a capacidade de cada qual» (Mt 25,15).

24 de setembro - Beato Anton Martin Slomsek

Pensamos hoje, em particular, naquele que a Igreja proclama Beato: o Bispo de Maribor Anton Martin Slomsek, primeiro filho desta Nação eslovena a ser elevado à glória dos altares. No novo Beato refulgem, antes de tudo, os valores da santidade cristã. Ao seguir as pegadas de Cristo, ele fez-se bom Samaritano do povo esloveno. Atento às exigências da formação do clero e dos fiéis, com zelo apostólico que ainda hoje serve de exemplo para nós, não cessou de evangelizar animando as missões populares, suscitando numerosas confrarias, pregando exercícios espirituais e difundindo cânticos populares e escritos religiosos. Ele foi, no sentido mais genuíno da expressão, um pastor católico, ao qual os Superiores eclesiásticos confiaram importantes tarefas pastorais, também noutras regiões do Estado de então. Fiel e dócil à Igreja, Slomsek demonstrou-se profundamente aberto ao ecumenismo e foi um dos primeiros na Europa central a empenhar-se pela unidade dos cristãos.
Papa João Paulo II – Homilia de beatificação – 19 de setembro de 1999 

São Pacífico de San Severino Marche, sacerdote dos Frades Menores.

Carlos Antônio Divini nasceu em São Severino, nas Marcas, em 1653. Ainda jovem e órfão, entrou para os Frades Menores, recebendo o nome de Frei Pacífico, onde prestou um longo e apaixonado serviço apostólico à sua região. Cada vez mais frágil de saúde, faleceu em 1721 e canonizado em 1836. 
Festa: 24 de setembro 
(*)San Severino Marche, Macerata, 1º de março de 1653
(+)24 de setembro de 1721 
Após a morte de seus pais, foi criado por seu tio materno, arquidiácono da Catedral de San Severino. Aos dezessete anos, ingressou na Ordem dos Frades Menores sob o nome de Irmão Pacífico. Tendo se tornado vigário do convento de San Severino, foi posteriormente transferido para o convento de Forano, onde alternou entre oração e apostolado.

Beata Encarnação Gil Valls, Virgem e mártir - 24 de setembro

Encarnação Gil Valls, leiga, nasceu em Onteniente (Valência) em 27 de janeiro de 1888, foi batizada no mesmo dia e confirmada em 24 de maio de 1893. Ela recebeu sua primeira comunhão em 1899 na igreja paroquial de Santa Maria. Cresceu no seio de uma família cristã que lhe proporcionou uma esmerada educação. Ficou órfã em sua juventude e pensou então em entrar em um mosteiro, porém preferiu ficar no mundo para atender seu irmão Gaspar, sacerdote. Professora de escola primária em Albuixech e Beniarrés, na província de Valência, e uma mulher de oração, passava para seus alunos a fé em Deus. Em Onteniente, colaborou muito com seu irmão nas obras de apostolado. Ingressou na Ação Católica e em outras associações apostólicas, especialmente aquelas de adoração da Eucaristia; foi também um catequista muito eficaz.

Geraldo da Hungria Bispo, Mártir, Santo + 1046

Geraldo nasceu em Veneza – então república poderosa – em 980, no seio de uma família crente e respeitadora das Leis divinas. No seio da mesma recebeu a educação básica e, quando mais crescido, foi estudar numa escola dos beneditinos, onde recebeu uma excelente formação tanto prática, como religiosa, que o levou a ter pelas almas um zelo muito particular, que o levou a optar pela vida religiosa na Ordem beneditina. Mais tarde foi eleito Abade da mesma Ordem e desempenhou este encargo com grande proveito para todos os frades que lhe tinham sido confiados. Querendo levar mais longe o seu zelo pelas coisas de Deus, viajou com alguns dos seus monges até à Terra Santa, para ali visitar os sítios que Jesus tinha pisado durante a sua vida terrena. Terminada esta peregrinação, iniciaram a viajem de retorno e passaram pela Hungria, país ainda na habitado pelos bárbaros, mas governado por um santo Rei.