domingo, 11 de outubro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “O discípulo que Jesus amava”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Lendo os evangelhos sempre vejo João dizer: o discípulo que Jesus amava! Não existe uma discriminação? Por que não se fala o mesmo dos outros? João, quando fala de si no seu evangelho não cita seu nome, mas simplesmente aquilo que o identificava no grupo dos apóstolos: aquele que Jesus amava. Não amava os outros? Jesus dava a cada um o tratamento que lhe era especial. Amava cada um do modo que cada um queria ser amado. A discriminação é desprezar um pelo outro. Por exemplo: Jesus tinham um modo de tratar Judas que os outros não sabiam. Havia coisas que os outros não entendiam. Basta ver a última ceia quando Judas sai da sala. Com João, o tratamento era conhecido de todos: João era jovem (quantos anos? 15, 18?). Era cheio de vida e entusiasmo. Era bravo, tanto que Jesus chamava-o, como também a seu irmão Tiago, de Boanerges, filhos do trovão. Numa cidade samaritana onde não queriam receber Jesus, eles pediram para fazer descer fogo do céu sobre a cidade. Parece-nos ouvir Jesus dizer a João: Joãozinho, calma! devagar! João era como que a sombra de Jesus. Estava em todas. Nos momentos mais selecionados de Jesus, quando não queria ninguém por perto, levava consigo Pedro, Tiago e João. Testemunha escolhida, querida, amada. João bebia as palavras de Jesus e mais as palavras, a própria pessoa de Jesus. Quando escreve sua carta ele diz: "o que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com nossos olhos, o que contemplamos, e o que nossas mãos apalparam do Verbo da vida, nós a vimos e lhes damos testemunho e vos anunciamos esta Vida eterna...o que vimos e ouvimos nos vo-lo anunciamos para que estejais em comunhão conosco" (1 Jo.1.1-3). E está ali, ao pé da Cruz tocando o sangue, expressão do amor: "tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao extremo do amor" (Jo 13,1). Está sempre ao lado. Na ceia pode recostar a cabeça no peito de Jesus e ouvir sobre o traidor. Era uma proximidade palpável (aquele que nossas mãos tocaram). João pegava toda a mensagem de Jesus como que através do contato pessoal. É ele que vai falar tanto do amor. Ele viu este amor em Jesus, conheceu Jesus como o Amor do Pai, comunhão com o Pai. E se sentiu envolvido por este amor. Para ele, existir era ser amado por Jesus. Sua identidade era o amor de Jesus que estava nele. Quando Madalena anuncia a ressurreição ele corre ao túmulo. Ele o reconhecia: na pesca milagrosa ele diz: “é o Senhor!” Este amor que era sua identidade torna-se sua pregação: "filhinhos, não amemos só com palavras” (1 Jo.18). Amar é permanecer nele. No quadro da Semana Santa não existe somente o mal. Existe o amor de tantos por Jesus. Somos chamados a partilhar!

EVANGELHO DO DIA 11 DE OUTUBRO

Evangelho segundo São Mateus 22,1-14.
Naquele tempo, Jesus dirigiu-Se de novo aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo e, falando em parábolas, disse-lhes: «O Reino dos Céus pode comparar-se a um rei que preparou um banquete nupcial para o seu filho. Mandou os servos chamar os convidados para as bodas, mas eles não quiseram vir. Mandou ainda outros servos, ordenando-lhes: "Dizei aos convidados: preparei o meu banquete, os bois e cevados foram abatidos, tudo está pronto, vinde às bodas". Mas eles, sem fazerem caso, foram um para o seu campo e outro para o seu negócio; os outros apoderaram-se dos servos, trataram-nos mal e mataram-nos. O rei ficou muito indignado e enviou os seus exércitos, que acabaram com aqueles assassinos e incendiaram a cidade. Disse, então, aos servos: "O banquete está pronto, mas os convidados não eram dignos. Ide às encruzilhadas dos caminhos e convidai para as bodas todos os que encontrardes". Então os servos, saindo pelos caminhos, reuniram todos os que encontraram, maus e bons. E a sala do banquete encheu-se de convidados. O rei, quando entrou para ver os convidados, viu um homem que não estava vestido com o traje nupcial e disse-lhe: "Amigo, como entraste aqui sem o traje nupcial?". Mas ele ficou calado. O rei disse, então, aos servos: "Amarrai-lhe os pés e as mãos e lançai-o às trevas exteriores; aí, haverá choro e ranger de dentes". Na verdade, muitos são os chamados, mas poucos os escolhidos». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Jean Tauler 
(1300-1361) 
Dominicano de Estrasburgo 
Sermão 74, em louvor de Santa Córdula 
«Vinde às bodas» 
«Dizei aos convidados: 
preparei o meu banquete, 
tudo está pronto, vinde às bodas». 
Mas os convidados esquivaram-se: foram «um para o seu campo, outro para o seu negócio». Esta incrível azáfama, esta agitação contínua, reviram o mundo e são, infelizmente, por demais evidentes em todo o lado. O que possuímos de vestuário, de comida, de fazenda e de tantas outras coisas é de tal modo prodigioso que a nossa cabeça começa a andar à roda: metade do que temos seria mais do que suficiente. Esta vida é uma passagem para a eternidade. Temos de resistir com todas as forças a esta exuberância de movimentação e de variedade, a tudo aquilo que não constitui uma necessidade absoluta, e recolhermo-nos dentro de nós, considerando a nossa vocação, como e de que modo o Senhor nos chama, um à contemplação íntima, outro à vida ativa, outro à paz interior, no silêncio da penumbra divina e na unidade do espírito. E mesmo a estes últimos, Deus chama-os, a seu bel-prazer, umas vezes à ação exterior, outras à interior, embora o homem raramente permaneça atento a esse chamamento. Também não está certo que quem é chamado interiormente ao nobre e calmo silêncio queira por isso mesmo abster-se de fazer obras de caridade. O Evangelho relata-nos que o Mestre descobriu um dos convivas sentado à mesa do festim sem o traje de núpcias. O traje que lhe faltava era a caridade divina, pura e verdadeira, essa intenção genuína de, ao procurar a Deus, excluir qualquer ponta de amor-próprio e tudo o que Lhe seja alheio, e só a Ele querer. A esses que só procuram a si próprios Nosso Senhor diz: «Amigo, como entraste aqui sem o traje da verdadeira caridade?», uma vez que procuraram mais os dons de Deus do que o próprio Deus.

Santa Zenaide, Mártir – 11 de outubro

Irmã de Santa Filonila e sobrinha de São Paulo. Ela e sua irmã são as primeiras mulheres cristãs a exercerem a medicina. São intercessoras pelas enfermidades do corpo e da alma; foram as primeiras médicas cristãs após São Lucas, o Evangelista, e as primeiras santas Anárgiras, classificação aplicada a alguns santos cristãos que não aceitavam pagamentos por suas boas obras. Isto inclui médicos cristãos que, em oposição direta à prática da época, atendiam aos doentes sem cobrar nada. As irmãs Zenaide (às vezes chamada de Zenaíde, Zinaída ou Zinaíde) e Filonila nasceram em Tarso, na região chamada Cilícia, que ficava na Ásia Menor, atual Turquia. A Tradição cristã nos atesta que as duas eram sobrinhas do grande Apóstolo Paulo, também de Tarso.

Alexandre Sauli Bispo, Santo 1530-1592

Barnabita milanês, bispo na Córsega.
Luminar da Igreja, modelo de Pastor 
No século XVI surgiram grandes santos, como Santo Alexandre Sauli, Superior Geral dos Barnabitas, Bispo de Aléria, na Córsega, e de Pavia, na Itália, que levaram avante a Contra-Reforma. Eles não só combateram os erros de Lutero e seus sequazes, mas empreenderam uma autêntica reforma na vida da Igreja.
Alexandre nasceu em 1530, em Milão, oriundo de uma das mais ilustres famílias genovesas que enriqueceram a Igreja com Cardeais e Bispos notáveis por seus talentos e piedade. O brasão de sua família existia até há pouco em facha-das de hospitas e igrejas que a ela deviam sua existência.

Maria Soledade Torres Acosta Religiosa, Fundadora, Santa 1826-1887

Religiosa e fundadora da 
Congregação das Servas de Maria.
A 5 de Fevereiro de 1950 foi beatificada a venerável Madre Soledade Torres Acosta, fundadora das Religiosas guardas de doentes, Servas de Maria. Refere-se o nome Soledade a Maria Santíssima na Paixão do seu Divino Filho. Nasceu em Madri, a 2 de Dezembro de 1826, e morreu também em Madrid, a 11 de Outubro de 1887. Viveu numa Espanha perturbada pelos conflitos entre absolutistas e liberais, que produziram às vezes para a Igreja anos custosos. Os pais, Francisco Torres e Antónia Acosta, eram pequenos comerciantes. A criança foi batizada como Bibiana-Antónia-Manuela. Quando, chegando aos 25 anos, pensava na vida dominicana, Dom Miguel Martínez, sacerdote do bairro populoso de Chamberi, conquistou-a para a sociedade de religiosas, guardas de doentes, que projetava organizar.

Angelo José Roncalli Papa João XXIII, Santo 1881-1963 papa de 1958 à 1963

Cardeal e Papa. 
Eleito a 28 de Outubro de 1958, 
faleceu, depois de ter convocado 
o Concílio do Vaticano II, 
no dia 3 de Junho de 1963.
Nasceu no dia 25 de Novembro de 1881 em Sotto il Monte, diocese e província de Bérgamo (Itália), e nesse mesmo dia foi baptizado com o nome de Angelo Giuseppe; foi o quarto de treze irmãos, nascidos numa família de camponeses e de tipo patriarcal. Ao seu tio Xavier, ele mesmo atribuirá a sua primeira e fundamental formação religiosa. O clima religioso da família e a fervorosa vida paroquial foram a primeira escola de vida cristã, que marcou a sua fisionomia espiritual. Ingressou no Seminário de Bérgamo, onde estudou até ao segundo ano de teologia. Ali começou a redigir os seus escritos espirituais, que depois foram recolhidos no "Diário da alma".

Nossa Senhora de Vandoma

A origem da invocação do culto de Nossa Senhora de Vandoma na cidade do Porto anda estreitamente ligada a França. A seu respeito há uma tradição que diz o seguinte: aí pelos finais do século X aportou à foz do rio Douro uma armada de gascões (oriundos da Gasconha, em França) que eram conduzidos por D. Moninho Viegas. Com eles viajou Ónego ou Nónego que era bispo de Vendôme, em França e que veio a ser o XIV bispo do Porto. Trazia consigo a imagem de Nossa Senhora de Vandoma que mandou colocar num oratório por cima da porta principal de entrada na cidade e que por isso se passou a chamar Porta de Vandoma. A imagem está agora recolhida na Sé Catedral e continua a figurar no brasão da cidade de que Nossa Senhora de Vandoma é padroeira.

ORAÇÕES - 11 DE OUTUBRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
11 – 28º Domingo do Tempo Comum –
Evangelho (Mt 22,1-14) “Quando o rei entrou para ver os convidados, achou um homem sem o traje de festa e perguntou-lhe: – Amigo, como entraste aqui sem o traje de festa?’
A parábola contada fala da aceitação ou da rejeição do convite para a salvação que Deus faz a todos. Dirigia-se, em primeiro lugar, aos que não aceitavam a palavra de Jesus, mas queriam continuar presos ao passado e a suas ideias. Mas também nos coloca diante de uma decisão, da qual não podemos fugir: acreditar ou não, aceitar ou rejeitar a proposta de uma vida nova e de uma nova esperança. O final da parábola aplica-a às comunidades do tempo de Mateus, mas também à nossa realidade. Não basta aceitar o evangelho, nem o seguir apenas em parte. É preciso vestir a roupa de festa e conservá-la, continuar a participar fiel e alegremente da festa do Senhor. E podemos concluir: na verdade, Deus não nos exclui de sua festa. Nós a deixamos.
Oração
Senhor Jesus, jamais poderei agradecer como devo o convite que me fizestes e continuais fazendo. Vós me ofereceis agora e para sempre uma vida de felicidade e paz, que nunca poderia esperar. Vós me convidais para uma festa, para participar de vossa vida, da vossa união com o Pai. Aceito, Senhor, e quero estar sempre convosco. Não permitais que ainda vos abandone para correr atrás de ilusões. Livrai-me de tudo que possa afastar-me de vós. Tomai conta de minha vida, mostrai-me o que quereis de mim, e dai-me a coragem de vos seguir na alegria. Reconheço que não vos tenho sido tão fiel; ajudai-me, pois, a me deixar envolver totalmente por vós, sem medo e sem reservas. E ajudai-nos a nós todos a não faltar à vossa grande festa. Amém.

sábado, 10 de outubro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - Santidade é a Vocação fundamental.

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Que vocação mais bela do que ser gerado à vida e poder ir construindo dia a dia a grande resposta ao Criador que me fez alma vivente impregnado de seu Espírito? Deus fez o homem alma vivente e soprou sobre em seu rosto o Espírito . Com isso Ele nos deu tudo. Cada fibra de meu corpo, cada célula é uma síntese perfeita deste gesto de amor. É a vocação à vida.
Mas não para aí. 
Chamou-me a ser construtor do mundo com Ele. Diz Deus: “crescei e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a” (Gn 1,28). Submeter, mesmo que tenha no texto original o sentido de esmagar com o pé, podemos entende-lo como endereçar para a plena realização. E os fez homem e mulher. Eis a grande complementaridade! É a vocação ao amor. Dentro destas vocações podemos escolher nosso lugar onde amar mais e melhor. É a vocação a um estado de vida e à uma profissão. O amor doado é o mesmo, o modo de realiza-lo está na liberdade de cada um. 
Mas não para aí. 
A vocação que dá unidade e coesão a todas as vocações é a aquela tão bem vivida pelo Verbo de Deus, Jesus Cristo. É a vocação à permanente união com o Pai, no seio da Trindade Santa. Nela fomos introduzidos pelo Filho Bendito e alimentados pelo Espírito Santo de Amor. É a vocação à santidade. Ser santo não é um privilégio, mas um dever de todos, em qualquer estado de vida em que vivam, em qualquer profissão e qualquer circunstância. Nada obstrui o caminho da santidade, nem mesmo o pecado, pois ele pode se tornar um estímulo a maior santidade. Só Deus é bom, diz Jesus na parábola do Pai Misericordioso, a parábola do filho pródigo. Somos santos nele. Esta vocação à santidade é aquele sempre se sentir chamado a unir-se mais e mais ao Senhor de nossas vidas. 
Partindo da festa da Assunção, podemos tirar um modelo e um estímulo para nosso caminho. Assim como Maria foi para o Céu em corpo e alma, assim também nós podemos ir, pois ela foi por primeiro depois de Cristo. Ela puxou a fila daqueles que querem ser fiéis. Ela continua a nos ajudar a ser fiéis. Ela continua a interceder por nós, rezando por nós para sermos fiéis e santos. Meu santo irmão e minha santa irmã, nada lhes falta para ter todos os meios para adquirir a santidade. Esta não é privilégio de poucos, mas obrigação de todos. Todos podem ter o Deus santo e bom em si, como vida de sua vida. Podem tê-lo totalmente. Aproveite, pois esta vocação é magnífica. Maria, Mãe de todos nós, animai-nos à santidade.

EVANGELHO DO DIA 10 DE OUTUBRO

Evangelho segundo São Lucas 11,27-28. 
Naquele tempo, enquanto Jesus falava à multidão, uma mulher levantou a voz no meio da multidão e disse: «Feliz aquela que Te trouxe no seu ventre e Te amamentou ao seu peito». Mas Jesus respondeu: «Mais felizes são os que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Maximiliano Kolbe 
(1894-1941) 
Franciscano, mártir 
Conferência de 13/06/1933 
«Minha mãe e meus irmãos 
são aqueles que ouvem a palavra de Deus 
e a põem em prática» (Lc 8,21) 
Deus quer servir-Se de instrumentos para fazer as suas obras. Deus, que nos deu uma vontade livre, quer que O sirvamos livremente como instrumentos, ajustando a nossa vontade à sua, do mesmo modo que sua Santíssima Mãe, quando diz: «Eis a escrava do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra» (Lc 1,38). A expressão «faça-se em mim» deve ressoar constantemente nos nossos lábios, pois entre a vontade da Imaculada e a nossa deve existir uma harmonia completa. Deixemo-nos conduzir por Maria e nada teremos a temer.

São Gereão e Companheiros Mártires Festa: 10 de outubro

Nascimento-morte: Colônia (Alemanha), início do século IV
 
Patrono: Colônia (Alemanha) 
Emblema: Palmaneira, Espada, Estandarte, Cruz Mauritiana Martirológio Romano 
Em Colônia, Alemanha, os santos Gereão e companheiros, mártires, que pela verdadeira fé corajosamente deram o pescoço à espada. 
Ele é um dos santos que sempre foi chamado de "pais" na fé da cidade de Colônia, no Reno. O Martirológio Romano o relata como mártir junto com um número indeterminado de companheiros "que, com sincera piedade, corajosamente ofereceram seus pescoços à espada". Essas poucas palavras refletem fragmentos da história sobre esse santo e que a Igreja reconhece como credíveis. O resto, infelizmente, permanece em uma névoa densa, agravada pela distância no tempo.

São Paulino de York Bispo Festa: 10 de outubro

(*)Roma - (+)Rochester, Kent, Inglaterra, 10 de outubro de 644
 
Etimologia: Do latim Paulinus, derivado de Paulus, com o significado original de 'pequeno' e, no uso onomástico romano, 'relativo a Paulo'. 
Martirológio Romano Em Rochester, na Inglaterra, durante o trânsito de São Paulino, bispo de York, que, monge e discípulo do Papa São Gregório Magno, foi enviado por ele junto com outros para pregar o Evangelho aos anglos; após converter Eduin, rei da Nortúmbria, à fé em Cristo, lavou seu povo no rio com a lavagem da regeneração. 
Ele foi um dos principais missionários da segunda fase da evangelização romana da Inglaterra anglo-saxônica e desempenhou um papel decisivo na conversão do rei Edwin da Nortúmbria e na organização da Igreja no reino do norte.

São Tomás de Vilanova bispo, +1555

Nascido em Fuenllana em 1486 é uma das pessoas mais expressivas do seu século. Ainda muito novo foi levado à cidade de Vilanova de los Infantes, em Espanha, onde adquiriu uma formação cultural fortíssima e demonstrou a sua bondade e caridade para com os pobres. Em 1516 ingressou na vida religiosa adoptando a ordem dos agostinhos, sendo ordenado sacerdote dois anos depois. Proposto pelo imperador Carlos V tornou-se Bispo de Valência em 10 de Janeiro de 1545, seguindo os princípios e ensinamento de S. Paulo e dos bispos antigos como Agostinho, Gregório Magno e Ambrósio. Adoptou também a visita pastoral às comunidades, nas quais procurava amparar principalmente recém-nascidos e crianças. Fundou no palácio episcopal um orfanato para abrigar meninas e meninos desamparados. São Tomás realizou um belo milagre: curou um coxo, como são Pedro, e essa cena está retratada num quadro do famoso pintor Murillo.

Beata Maria Catarina, Virgem, Serva de Maria - 10 de outubro

Maria Catarina Irigoyen Echegaray nasceu em pleno século XIX, em 25 de novembro de 1848, em Pamplona, no coração da Navarra; era a última de oito irmãos e gêmea do sétimo. Em 26 de novembro, festa dos Esponsais da Virgem, foi batizada na Igreja Catedral de Pamplona e em 26 de novembro de 1860 Maria Catarina recebeu a Primeira Comunhão. A sua família, aparentada com aquela de São Francisco Xavier, era fervorosa e observante, e contribuiu de maneira decisiva na maturação da sua fé. Ela foi educada no Instituto das Irmãs Dominicanas, distinguindo-se por sua particular devoção filial a Nossa Senhora. Eleita presidente da Congregação das Filhas de Maria, nos momentos livres visitava o hospital da cidade para assistir aos anciãos e as pessoas abandonadas, enquanto com algumas companheiras mantinha em sua casa uma oficina para a confecção de roupas para os necessitados.

Beata Maria Ângela Truszkowska – 10 de outubro

 Sofia Camila Truszkowska nasceu no dia 16 de maio de 1825 em uma família abastada de Kalisz (Polônia). Veio ao mundo prematuramente e com a saúde muito frágil, foi batizada só em 1° de janeiro de 1826.
    Recebeu em casa a primeira instrução, dada por uma senhora dotada de excelentes qualidades intelectuais e morais. A menina logo se tornou vivaz e de bom coração; desde pequena tinha um olhar especial para os pobres. A mãe, atenta e zelosa, dedicava a ela, que era a primogênita, e aos irmãos todo o seu dia.
    Quando Sofia Camila Truszkowska tinha doze anos de idade, sua família mudou-se para Varsóvia, onde seu pai assumiu o cargo de Secretário de Obras. Em Varsóvia, Sofia frequentou a prestigiosa Academia de Madame Guerin; seu professor foi o poeta Estanislau Jachowicz que infundiu nela sentimentos bons e altruístas.

Santa Telquide (ou Teodequilda), Abadessa de Jouarre - 10 de outubro

Martirológio Romano:
No mosteiro de Jouarre, no território de Meaux, cerca do ano 670, na Nêustria, na hodierna França, Santa Telquide, abadessa, que sendo nobre de nascimento, ilustre pelos seus méritos e austera em seus costumes, ensinou as virgens consagradas a ir ao encontro de Cristo com as lâmpadas acesas. 
Santa Telquide foi a primeira abadessa do Mosteiro de Jouarre, na Champagne francesa. Ela repousa na magnifica cripta merovíngia daquele mosteiro que canta ainda hoje como ela a Glória de Deus. As primeiras monjas vieram, no ano de 630, da vizinha Abadia de Faremoutiers e se colocaram sob a Regra de São Columbano. A inscrição no túmulo nos diz: “De nobre origem, radiante de méritos, forte na sua conduta, ela brilhou por sua fé santa. Ela exulta na glória do Paraiso”. A fundação merovíngia da abadessa Teodequilda ou Telquide teve lugar, segundo a tradição, no ano 630, inspirada pela visita de São Columbano, o monge viajante irlandês que inspirou a construção de mosteiros no princípio do século VII.

Santa Tanca Virgem e mártir Festa: 10 de outubro

Martirológio Romano:
Perto de Rameru, no território de Troyes, na França, Santa Tanca, virgem e mártir, que, como é transmitido, enfrentou uma morte gloriosa para defender sua virgindade.
Santa Tanca era filha de pais que vieram para a Gália para escapar da perseguição. Eles se estabeleceram em St-Ouen, agora no departamento francês de Marne), não muito longe de Arcis-sur-Aube. Enquanto Tanca estava a caminho de uma festa organizada pelo padrinho, ela teria sido alvo de propostas ofensivas por parte do criado que a acompanhava. Este último, depois de tentar estuprá-la, a matou. Imitando o gesto que é atribuído a outros mártires, Tanca teria retornado com as próprias pernas para a aldeia de Lhuitre, onde mais tarde foi enterrada. Esta vila sempre foi o centro de uma peregrinação popular.

Santos Eulampio e Eulampia, mártires – 10 de outubro

Martirológio Romano:
Na Nicomédia, de Bitinia, Santo Eulampio e sua irmã Santa Eulampia, mártires durante a perseguição desencadeada por Diocleciano. 
Santos Eulampio e Eulampia são dois irmãos oriundos de Nicomédia que foram martirizados por volta de 310 d.C., durante o reinado de Maximiliano Dava. Santo Eulampio era um jovem cristão que fugiu da cidade durante a perseguição e se refugiou numa caverna nos arredores da cidade de Nicomédia. Vários cristãos também estavam escondidos ali e seus companheiros o enviaram a Nicomédia em busca de alimentos. Eulampio se deteve numa rua a ler o edito de perseguição contra os cristãos; quando um soldado o viu e chamou a atenção dos demais para a sua presença, ele começou a correr. Naturalmente, sua atitude despertou suspeita e Eulampio foi perseguido, capturado e levado à presença do juiz.

Mártires de Ceuta Daniel e seus companheiros Frades menores, Mártires em Ceuta, em Marrocos, Santos (+ 1227)

Foram beatificados pelo 
Papa Leão X em 1516, 
sendo depois nomeados 
padroeiros da cidade de Ceuta.
Em 1227, um ano após a morte de São Francisco de Assis, seis religiosos franciscanos da região da Toscana, na Itália, Ângelo, Samuel, Dónulo, Leão, Hugolino, e Nicolau, pediram ao Irmão Elias de Cortona, então Vigário Geral da Ordem, autorização para irem pregar o Evangelho aos pagãos que viviam no Norte da África. Os seis franciscanos partiram primeiramente para Espanha onde se foram encontrar com o Irmão Daniel, Ministro Provincial de Calábria, superior destes que os esperava para partirem para Ceuta. Daniel e seus companheiros embarcaram em Tarragona numa nau que os levou até Ceuta onde desembarcaram na quinta-feira 30 de Setembro de 1227, sem terem tido qualquer incidente notável.

MIGUEL PINI Eremita, beato (1450-1522)

Sacerdote e eremita, 
confessor
 de São Paulo Giustiniani.
No principio de 1510 espalhou-se nos mosteiros camaldulenses (cf. 19 de Junho) a notícia de três ricos venezianos terem o desejo de se fazer solidários na Ordem. Os superiores procuraram apressar-lhes a entrada, mas os três postulantes tinham menor pressa. A 3 de Julho de 1510, Tomás Giustiniani, que devias tomar na religião o nome de Paulo,chegou a Camáldoli; passou a noite no convento de Fontebuono e subiu no dia seguinte ao eremitério situado em cima, a perto de 2000 metros de altitude. Aí ficou até 6 de Agosto e, para responder às perguntas dos amigos, compôs uma longa memória que não ocupa menos de 60 páginas de escrita apertada; descreveu a topografia de Camáldoli, os edifícios, o emprego do tempo, a observância que era excelente, os jejuns, as disciplinas e as outras práticas de penitência que eram austeríssimas.