segunda-feira, 29 de junho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Fortaleza do Pastor”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Sou o bom Pastor
 
A parábola do bom pastor revela não somente a ternura de Jesus, mas, sobretudo que essa ternura é revelação do Pai. Deus disse a Moisés seu nome: “Eu Sou o que Sou”. Jesus dizendo “Eu Sou”, revela sua condição Divina. E também revelação do Ser bondoso de Deus expresso por Jesus que veio dar a vida, não como um mercenário que foge (Jo 10,11-12). A relação de Jesus com suas ovelhas é através da bondade Divina que conhece com amor total suas ovelhas. Nesse relacionamento de aliança há conhecimento e bondade, pois é o bom Pastor. As alianças de Deus foram feitas no amor que se doa. As ovelhas também conhecem seu parceiro da aliança. É o que Paulo diz: “Sei em quem confiei” (2Tm 1,12). O relacionamento de amor reflete também o conhecimento matrimonial que há entre Deus e seu povo que gera sempre novos filhos. Quem entrou nesse relacionamento de aliança, como relacionamento de conhecimento e amor, se une com Jesus e seu Pai no Espírito Santo. Esse relacionamento se abre a outros que serão buscados pelo Pastor: “A vontade do meu Pai é que eu não perca nenhum daqueles que Ele me deu” (Jo 6,39). É a razão universal da redenção e fundamento da missão, como lemos no discurso de Pedro aos chefes do povo: “É pelo nome de Jesus... que este homem está curado” (At 4,10). Os verdes campos estão abertos a todos. Ele é a pedra angular que a todos sustenta (Sl 117). O bom Pastor é o modelo de toda ação da Igreja: ter o relacionamento que retoma o amor de Jesus que conhece suas ovelhas. Não é para se fechar num pequeno rebanho, sem ousadia. 
Somos filhos 
São João, em sua primeira epístola, em outra linguagem, reescreve a parábola do bom Pastor. O rebanho são os filhos de Deus. Ser ovelha de Jesus é uma maravilha... Ser filho é um presente de Deus: “Vede que grande presente de amor o Pai nos deu: de sermos chamados filhos de Deus! E nós o somos!” (1Jo 3,1). De rebanho, passamos à Família de Deus. “Se o mundo não nos conhece, é porque não conheceu o Pai” (id 1). O mundo não nos conhece porque não participa do mútuo conhecimento entre o pastor e a ovelha, do Pai com os filhos. Jesus coloca na relação com as ovelhas, o conhecimento que tem do Pai: “Conheço minhas ovelhas, e elas me conhecem, assim como o Pai me conhece e Eu conheço o Pai” (id 15). O conhecimento confere a Jesus a segurança de dar a vida pelas ovelhas: “Eu dou minha vida pelas ovelhas” (id). Sua entrega na morte está unida a sua vida com as ovelhas. Jesus é nosso defensor: Em 1Jo 2,1: “Mas, se alguém pecar, temos outro defensor junto do Pai, Jesus Cristo, o Justo”. O bom Pastor dá a vida pelas ovelhas.
Pedra angular 
O bom Pastor se torna o fundamento para os que O seguem. Pedro, diante dos chefes, acusa-os fortemente a falta cometida por desprezarem Jesus e O terem condenado: “É pelo nome de Cristo... Aquele que vós crucificastes e que Deus ressuscitou dos mortos, que esse homem está curado”. Foi em sua pessoa, em seu nome. “A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se pedra angular” (118,7). “Em nenhum outro há salvação. Só por Ele somos salvos” (At 4,11-12). O que vemos nos apóstolos é a firmeza de fé na pessoa de Jesus. Com isso, superam toda a fragilidade que sentiam antes da Ressurreição. O tentador tem muitos modos de nos tirar dessa meta. Apoiamo-nos em tantas coisas espirituais, menos em Jesus. A pregação dos apóstolos insiste em fazer parte do Rebanho – Igreja, conhecer Jesus Cristo e segui-Lo. Assim está firmado nessa pedra angular, 
Leituras: Atos 4,8-12; Salmo 117; 
1 João 3,1-2; João 10,11-18 
1. O bom Pastor é o modelo de toda ação da Igreja. 
2. O mundo não nos conhece porque não participa do conhecimento entre pastor e ovelha. 
 3. Apoiamo-nos em tantas coisas espirituais, menos em Jesus. 
Cheiro de pastor 
Papa Francisco insiste que o pastor tenha o cheiro das ovelhas. Mas as ovelhas também têm que ter em sua memória o cheiro do Pastor. E por isso segue. Lemos na Palavra: seguirei no odor dos teus perfumes. Para quem ama, mau odor é perfume. O pastor conduz as ovelhas também pelo seu perfume pessoal. Perfume é sempre um caminho para entrar em um coração. O perfume de uma coisa, uma situação, uma pessoa amada se impregna em nós e se torna uma memória agradável que atinge o coração. O perfume de Jesus tem cheiro de irmão. Por isso nós o encontramos nas pessoas. 
Homilia do 4º Domingo da Páscoa (25.04.2021)

EVANGELHO DO DIA 29 DE JUNHO

Evangelho segundo São Mateus 16,13-19. 
Naquele tempo, Jesus foi para os lados de Cesareia de Filipe e perguntou aos seus discípulos: «Quem dizem os homens que é o Filho do homem?». Eles responderam: «Uns dizem que é João Batista, outros que é Elias, outros que é Jeremias ou algum dos profetas». Jesus perguntou: «E vós, quem dizeis que Eu sou?». Então, Simão Pedro tomou a palavra e disse: «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo». Jesus respondeu-lhe: «Feliz de ti, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne e o sangue que to revelaram, mas sim meu Pai que está nos Céus. Também Eu te digo: tu és Pedro; sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do Inferno não prevalecerão contra ela. Dar-te-ei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que ligares na Terra será ligado nos Céus, e tudo o que desligares na Terra será desligado nos Céus».
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Bernardo 
(1091-1153) 
Monge cisterciense, 
doutor da Igreja 
3.º sermão para a festa dos santos apóstolos Pedro e Paulo 
«Sou o menor dos apóstolos 
e não sou digno 
de ser chamado apóstolo» (1Cor 15,9) 
É com razão, irmãos, que a Igreja aplica aos santos apóstolos Pedro e Paulo estas palavras do Sábio: «Foram homens virtuosos e as suas obras não foram esquecidas. Na sua descendência permanece a excelente herança que deles nasceu» (Sir 44,10-11). Sim, podemos, com propriedade, chamar-lhes homens de misericórdia; porque eles obtiveram misericórdia para si próprios, porque estão cheios de misericórdia, e porque foi na sua misericórdia que Deus no-los deu. Vede, com efeito, que misericórdia obtiveram. Se interrogardes o apóstolo São Paulo sobre este assunto, ele dir-vos-á: «A a mim que tinha sido blasfemo, perseguidor e violento. Mas alcancei misericórdia, porque agi por ignorância, quando ainda era descrente» (1Tim 1,13). De facto, pensemos no mal que ele fez aos cristãos de Jerusalém e aos de toda a Judeia! Quanto ao bem-aventurado Pedro, tenho outra coisa a dizer-vos, e coisa tão sublime quanto única. Com efeito, se Paulo pecou, fê-lo sem o saber, porque não tinha fé; Pedro, pelo contrário, tinha os olhos bem abertos no momento da queda (cf Mt 26,69s). Mas «onde aumentou o pecado, superabundou a graça» (Rom 5,20). [...] Se São Pedro pôde elevar-se a um tal grau de santidade depois de uma queda tão pesada, quem poderá desesperar a partir de então, por pouco que queira sair de seus pecados? Atentai no que diz o Evangelho: «saindo, chorou amargamente» (Mt 26,75). Ouvistes que misericórdia obtiveram os apóstolos; de então em diante, nenhum de vós será esmagado pelas faltas passadas. Se pecaste, não pecou Paulo ainda mais? Se caíste, não caiu Pedro de maneira bem mais grave do que tu? Ora, um e outro, pela penitência, não só obtiveram a salvação, como se tornaram grandes santos, e mesmo ministros da salvação, mestres da santidade. Faz portanto o mesmo, irmão, pois é por ti que a Escritura lhes chama «homens de misericórdia».

Beato Raimundo Lulio

"Não amar é morrer 
Diga-me, louco de amor se o seu amado não te ama mais, o que você faria então? 
Eu continuaria amando para não morrer. 
Porque não amar é morrer. 
Amar é viver ". 
Conhecido como "Doctor Illuminatus" (Doutor Iluminado)ou "Doctor Inspiratus"n (Doutor Inspirado). Outro dos seus apelidos era o de "Arabicus Christianus" (Árabe Cristão). Proveniente de uma família de boa situação financeira, eram seus pais Amat Lull e Isabel d' Erill, Raimundo casou aos 22 anos com Blanca Picany, e deste matrimônio nasceram dois filhos: Domingos e Madalena. Depois de uma vida mundana que o levou a abandonar a mulher e os filhos, nos 30 anos de sua vida na Corte, redigia um poema a um amor ilícito.

Santas Maria Du Tianshi e Madalena Du Fengju, Mártires chinesas MR

Martirológio Romano:
No território de Dujiadun, próximo de Shenxian, as santas mártires Maria Du Tianshi e Madalena Du Fengju, sua filha, que na mesma perseguição foram tiradas do local em que se haviam escondido, morrendo por causa de sua fé em Cristo, a segunda lançada ainda viva no sepulcro.
Na solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, a Igreja também se recorda de alguns mártires de dezenove séculos depois, os quais fazem parte dos 120 chineses canonizados em outubro de 2000. Por muitos séculos, até nos dias atuais, os cristãos chineses têm sido vítimas de perseguições violentas que atingiram um ápice no ano de 1900, com a assim chamada “revolta dos Boxers”. Na metade do mês de junho esses revoltosos atingiram Shenxian, vicariato apostólico chinês confiado aos cuidados pastorais dos Jesuítas.

Santa Ema de Gurk, Condessa e monja - Festejada 29 de junho

A vida de Ema de Gurk teve de ser rastreada pela História com o raciocínio de um pesquisador, contando com poucos traços seguros e interpretando as mais diversas e seculares tradições austríacas. Os registros afirmam que seus pais eram nobres cristãos e que ela nasceu em 980, na cidade de Karnten, Áustria. Levava o título de Condessa de Friesach-Zeltschach desde seu nascimento e foi apresentada à corte imperial de Bamberg por Santa Cunegunda. Ema contraiu núpcias com o Conde Guilherme de Sanngau, que pertencia a mais rica nobreza do Ducado da Carintia, uma belíssima região das montanhas austríacas, com quem teve dois filhos: Hartwig e Guilherme. No mesmo dia perdeu seu esposo e seus filhos, que foram assassinados.

Beata Salomé de Niederaltaich, Reclusa - 29 de junho

Judite, filha do rei da Inglaterra, decidiu abraçar a fé cristã na prática da solidão e intensos sacrifícios por amor a Nosso Senhor. Tudo teve início quando Salomé, parenta próxima do rei, decidiu oferecer a Deus o seu amor abandonando a corte real. A sua formosura era o reflexo das belas virtudes que lhe adornavam a alma. Duas empregadas dedicadas e fiéis notando na senhora mudança muito grande e querendo saber os motivos de seu recolhimento, interpelaram-na. Salomé, com suas santas argumentações, acabou despertando nelas igual desejo de pertencer só a Deus e de se afastarem do mundo. De comum acordo, e sem se despedirem de pessoa alguma, empreenderam uma viagem à Terra Santa, onde, com muita devoção, visitaram os Santos Lugares. Salomé, que acompanhava o Divino Esposo no caminho de dor até o Monte Calvário, teve de percorrer ainda outro caminho, ainda mais doloroso para ela.

Pedro de Roma Apóstolo, Papa, Mártir, Santo Século I

I. SIMÃO PEDRO
, como a maior parte dos seguidores de Jesus, era natural de Betsaida, cidade da Galiléia, às margens do lago de Genesaré. Era pescador, como o resto da família. Conheceu Jesus por intermédio de seu irmão André, que pouco tempo antes, talvez naquele mesmo dia, tinha passado uma tarde inteira em companhia de Cristo, juntamente com João. André não guardou para si o tesouro que tinha encontrado, “mas, cheio de alegria, correu a contar ao seu irmão o bem que tinha recebido”[1]. Pedro chegou à presença do Mestre. Intuitus eum Iesus… “Jesus, fitando-o…” O Mestre cravou o olhar no recém-chegado e penetrou até o mais íntimo do seu coração. Como teríamos gostado de contemplar esse olhar de Cristo, capaz de mudar a vida de uma pessoa!

Paulo de Tarso Apóstolo, Mártir, Santo Século I

A celebração dos 2000 anos do nascimento do grande apóstolo [São Paulo] dá-nos a ocasião para conhecermos mais em profundidade a sua vida e o admirável testemunho de Cristo e do Evangelho que nos Paulo de Tarso, Apóstolo e Mártirdeixou. São Paulo é um grande sinal da ternura de Deus não apenas para o seu tempo e para toda a história cristã, mas também para a nossa geração. Nele se revela como Deus pode mudar uma pessoa de fanático intolerante contra Cristo em apóstolo e testemunha apaixonado do mesmo Cristo que antes combatia. Porquê esta mudança? Ele considera que foi apanhado por Cristo e que é uma maravilha tê-lo conhecido (cf Fl 3). Por isso, nada lamenta do que deixou para trás, pois encontrou um bem muito mais precioso, a fé em Cristo e a graça do Seu Evangelho. Não quer outra coisa senão correr para diante em direcção à meta, para o prémio a que Deus, lá do alto, nos chama em Cristo Jesus.

Há 97 anos consagração da China à Nossa Senhora, Imperatriz da China-Santas Maria Du Tianshi e Madalena Du Fengju, Martires chinesas – 29 de junho 

Um fato miraculoso ocorreu em 1900 e foi aprovado pelas autoridades eclesiásticas em 1924. O bispo jesuíta Henri Lecroart propôs que fossem consagrados à Nossa Senhora a China, a Mongólia, a Manchúria e o Tibete, sob a invocação de Nossa Senhora Imperatriz da China.
Nossa Senhora, Imperatriz da China, também conhecida como Nossa Senhora de Sheshan
24 de maio de Nossa Senhora de Sheshan - Dia mundial da oração na China
     "O Dragão, vendo que fora precipitado na terra, perseguiu a Mulher que dera à luz o Menino" (Ap 12,13).
     Ninguém ignora a férrea repressão na China vermelha a tudo que possa se referir a religião. Repressão, sobretudo, anticristã. Há dois santuários marianos nacionalmente famosos na China, Dong-Lu em Boading e Sheshan em Shangai. O Santuário de Nossa Senhora de Sheshan em Shangai está sob o controle da Associação Patriótica (a Igreja católica nacional infiel ao Papa, criada pelo Partido Comunista), o Santuário a Dong-Lu permanece firmemente com a Igreja Católica Romana, chamada "Igreja Subterrânea". Desde 1924, católicos chineses provenientes de todas as localidades da China, viajavam todos os meses de maio para Dong-Lu com a finalidade de venerar a Mãe Santificada de Cristo.

ORAÇÕES - 29 DE JUNHO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
29 – Segunda-feira – Santos: Pedro e Paulo
Evangelho (Mt 8,18-22) “Então um mestre da Lei aproximou-se e disse: − Mestre, eu te seguirei aonde quer que tu vá.”
Fico imaginando até onde esse homem seguiu Jesus. Espero que tenha aceitado a condição que ele lhe apresentou e que apresenta a todos nós: “venha, mas não lhe prometo nem onde descansar a cabeça”. Seja qual for nosso modo de seguir Jesus, temos de estar preparados para tudo, ou melhor, para nada, para não ter garantia de nada nesta vida, a não ser a garantia da paz e do seu amor.
Oração
Senhor Jesus, sempre tivestes, e ainda tendes ,muitos discípulos que de fato vos seguiram até o fim, mesmo nas piores condições. Admiro sua coragem, e peço que me ajudeis a ser um pouco mais corajoso e desprendido. Peço o necessário para a vida, mas também vos peço força para suportar privações. Peço ânimo e coragem, e ajuda especial nos momentos de desânimo. Amém.

domingo, 28 de junho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Fonte de água viva”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Liturgia batismal
 
Não estamos acostumados com batismos na Vigília Pascal. Assim a Vigília perde parte de sua força catequética. Mas ela foi instituída justamente para os batismos. Mas, na Igreja, há regiões onde há batismos de adultos. A Congregação Redentorista no Vietnam assumiu uma região e estão com 10.000 catecúmenos. Veja a notícia: (Gai Lai, Vietnam) – “A missão católica redentorista na minoria étnica J’Rai na província de Gia Lai recebeu com alegria 300 adultos para serem batizados durante a Vigília Pascal em 3 de abril de 2021”. No inicio do cristianismo batismo era feito por imersão. Em torno desse acontecimento foi idealizada uma liturgia, que chegou ao que temos. Toda celebração de Vigília Pascal deveria ter batismos. Por que? O Batismo realiza em nós a Páscoa de Jesus, através dos símbolos batismais. Mesmo que a água não seja tão abundante, a realidade é a mesma e realiza o mesmo sacramento. Uma gota d’água em Cristo é um mar. A liturgia batismal se iniciava com o catecumenato e a preparação durante os domingos da Quaresma, com leituras próprias como temos no ciclo do ano A. O batismo era feito por etapas. E pode-se fazer assim, acho que deveria. No Sábado Santo eram celebrados os ritos do batismo por imersão. Mergulhar na água é símbolo da morte. O sair da água, sinal de ressurreição. Assim nos unimos a Cristo em sua Páscoa. 
Sinal de libertação 
A temática da água é muito forte: vemos pelas leituras da criação, libertação do Egito pela passagem do Mar Vermelho. Como Cristo que morreu e ressuscitou. Assim também o que é batizado é sepultado na água, como morto e sepultado com Cristo. A identificação ritual com Cristo mostra-nos bem a força ritual do aspecto mistérico. Fazemos por símbolos, o que Cristo viveu em pessoa na realidade. Fazemos com ritos e palavras que explicitam o que Deus realiza em nós. É o que chamamos de Mistério – Sacramento. Mergulhar significa morrer com Cristo. Entrar nas águas significa lavar, purificar, como o povo fez através do Mar Vermelho: Mata o mal e lava as impurezas do pecado, liberta da escravidão de nosso Egito, salva da morte. Lembramos a morte dos primogênitos egípcios. Pelo sinal do sangue nas portas foram salvos os primogênitos hebreus. Assim, livres do pecado entramos no reino da Graça. 
Sinal de Ressurreição 
A Ressurreição de Cristo O tirou da morte, pois venceu a morte, e lhe deu a vida. Cristo não voltou à vida, como foi o caso do Lázaro, mas passou à Vida e não morre mais. Por isso diz que a Vida venceu a morte. Paulo escreve em 1ª Coríntios um tratado sobre a Ressurreição. Notamos o texto final: “A morte foi absorvida na vitória. Morte, onde está a tua vitória? Morte, onde está o teu aguilhão? O aguilhão da morte é o pecado” (1Cor 15,54-55). Em nós, o pecado causou a morte. Em nós a graça do Batismo, que vem da Ressurreição de Cristo, nos leva à Vida. Na morte de Jesus na cruz há um símbolo: De seu lado ab aberto pela lança saiu sangue e água. Água que purifica e mata a sede de Deus. As vestes brancas do Batismo são símbolo da graça e da vida nova que receberam. A luz lembra a fé que ilumina, aquece e purifica. O fogo da graça está em nós e não pode ser apagado pelo pecado. A água do batismo tem também o caráter matrimonial da Igreja; Cristo se entregou pela Igreja a fim de purificá-la com o banho da água e santificá-la pela Palavra. Havia um ritual do banho da noiva para apresentá-la ao noivo, no caso Cristo.
ARTIGO PUBLICADO EM ABRIL DE 2021

EVANGELHO DO DIA 28 DE JUNHO

Evangelho segundo São Mateus 10,37-42. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus apóstolos: «Quem ama o pai ou a mãe mais do que a Mim, não é digno de Mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a Mim, não é digno de Mim. Quem não toma a sua cruz para Me seguir não é digno de Mim. Quem encontrar a sua vida há de perdê-la; e quem perder a sua vida por minha causa há de encontrá-la. Quem vos recebe a Mim recebe; e quem Me recebe, recebe Aquele que Me enviou. Quem recebe um profeta por ele ser profeta receberá recompensa de profeta; e quem recebe um justo por ele ser justo receberá recompensa de justo. E se alguém der de beber, nem que seja um copo de água fresca, a um destes pequeninos, por ele ser meu discípulo, em verdade vos digo: não perderá a sua recompensa». 
Tradução litúrgica da Bíblia 

São João Crisóstomo 
(345-407) 
Presbítero de Antioquia, 
bispo de Constantinopla, 
doutor da Igreja 
 Homilias sobre os Atos dos Apóstolos, 
n.° 45; PG 60, 318 
«Quem vos recebe a Mim recebe» 
«Quem acolher em meu nome
uma criança como esta, 
acolhe-Me a Mim», diz o Senhor (Lc 9,48).
Quanto mais pequeno for esse irmão que se acolhe, mais Cristo estará presente nele. Porque, quando recebemos uma pessoa importante, é muitas vezes por vã glória que o fazemos; mas aquele que recebe um pequenino fá-lo com uma intenção pura e por Cristo. «Era peregrino e Me recolhestes», disse o Senhor; e ainda: «Quantas vezes o fizestes a um dos meus irmãos mais pequeninos, a Mim o fizestes» (Mt 25,35.40). Tratando-se de um crente e de um irmão, por mais pequeno que seja, é Cristo que com ele entra; abre, pois, a porta de tua casa e acolhe-O. «Quem recebe um profeta por ele ser profeta, receberá recompensa de profeta». Portanto, aquele que receber a Cristo receberá a recompensa da hospitalidade de Cristo. Não ponhas em causa estas palavras, confia nelas; pois Ele próprio no-lo disse: «Neles, sou Eu que apareço». E, para que não duvidasses, o Senhor decretou um castigo para aqueles que não O recebessem, e honras para os que O recebessem (cf Mt 25,31s); ora, não o faria se não fosse pessoalmente tocado pela honra ou pelo desprezo. «Acolheste-Me», diz, «em tua casa, Eu receber-te-ei no Reino de meu Pai; libertaste-Me da fome, Eu te libertarei dos teus pecados; visitaste-Me quando estava preso, Eu te farei conhecer a libertação; acolheste-Me quando era estrangeiro, Eu farei de ti um cidadão dos Céus; deste-Me pão, Eu te darei o Reino como herança e tua plena propriedade; ajudaste-Me em segredo, Eu proclamá-lo-ei publicamente, chamando-te meu benfeitor e a Mim teu devedor».

Beato Joaquim Senkivskyj, sacerdote e mártir-Festa: 28 de junho

(*)Haji Velyky, Ucrânia, 2 de julho de 1896 
(+)Drohobych, Ucrânia, 28 de junho de 1941 
Nasceu em 2 de maio de 1896, na aldeia ucraniana de Haji Velyky, na província de Ternopil. Após concluir seus estudos teológicos em Lviv, foi ordenado sacerdote em 4 de dezembro de 1921 e enviado para Innsbruck, onde continuou seus estudos e obteve o doutorado em teologia. Pouco depois, em 1923, ingressou no mosteiro de noviços da Ordem Basiliana de São Josafá, perto de Krekhiv. Após fazer seus primeiros votos, foi transferido para o mosteiro de Krasno Pushcha e, em seguida, para o mosteiro de Lavriv, também perto de Ternopil. Entre 1931 e 1938, ocupou vários cargos no seminário de Santo Onofre, em Lviv, e finalmente, em 1939, foi eleito proto-hegúmeno do mosteiro de Drohobych.

Beato Severiano Baranyk, sacerdote e mártir Festa: 28 de junho

(*)Uhniv, Ucrânia, 18 de julho de 1889
(+)Drohobych, Ucrânia, 28 de junho de 1941 
Nasceu em 18 de julho de 1889. Em 24 de setembro de 1904, ingressou no seminário da Ordem Basiliana de São Josafá, perto de Krekhiv, professou seus votos perpétuos em 21 de setembro de 1910 e foi finalmente ordenado sacerdote em 14 de fevereiro de 1915. Em 1932, foi eleito abade do mosteiro basiliano em Drohobych, na província de Lviv. Dedicou-se particularmente ao trabalho com jovens e era conhecido como um zeloso pai espiritual. Em 26 de junho de 1941, foi preso pela NKVD e transferido para a prisão municipal de Drohobych. A partir desse momento, ninguém mais o viu vivo. Após a retirada dos bolcheviques, a população iniciou uma busca, e seu corpo torturado e mutilado foi encontrado na prisão.

São Paulo I Papa-Festa: 28 de junho-(†)767

Paulo, caso único na Igreja, foi o primeiro Papa a suceder seu irmão, Estêvão II, também Papa, após seu falecimento, no século VIII. Este homem bondoso governou a Igreja, cujas terras foram invadidas pelos Lombardos, mas recebeu ajuda dos Francos. Paulo I salvou muitas relíquias cristãs dos saques.
Paulo, único na Igreja, foi o primeiro Papa a suceder um irmão Pontífice. Isso aconteceu no século VIII, após a morte de Estêvão II. Homem de caráter afável, governou a Igreja em cujas terras os lombardos assolavam o país. Trabalhou para estabelecer o papado independente da autoridade do imperador bizantino, apoiando o rei dos francos. Construiu diversas igrejas e oratórios e salvou muitas relíquias cristãs da pilhagem.

Santa Potamiena de Alexandria Festa: 28 de junho

Alexandria,(†)ca. 202
 
Eusébio de Cesareia, em sua "História Eclesiástica", narra a história de Orígenes, um jovem teólogo cristão que, durante a perseguição de Septímio Severo, se destacou por seu zelo em ensinar a fé aos pagãos. Entre seus discípulos, Eusébio registra sete que sofreram o martírio, oferecendo um relato detalhado da história de Basílides, um soldado convertido ao cristianismo graças ao heroísmo da virgem Potamena. Basílides, inicialmente fascinado pela fé cristã, mas ainda hesitante em ser batizado, testemunhou o martírio de Potamena e foi profundamente tocado por sua fé inabalável. A própria morte dela o levou a confessar sua fé cristã, e ele próprio foi martirizado pouco depois. Eusébio enfatiza a intercessão de Potamena em favor de Basílides, destacando a crença da Igreja primitiva no poder intercessor dos santos.

Santa Maria Du Zhaozhi Mártir Festa: 28 de junho

(†)28 de junho de 1900 
Ela era uma mulher cristã que viveu na China na segunda metade do século XIX. Era uma mãe devota e apoiadora de seu filho padre. Quando perseguidores tentaram capturar cristãos, Maria se recusou a fugir e abandonar sua fé. Junto com seu filho, ela escolheu enfrentar o martírio em vez de renunciar a Deus. 
Martirológio Romano: Na localidade de Jieshuiwang, perto da cidade de Shenxian, na mesma província, Santa Maria Du Zhaozhi, mártir, que, mãe de um sacerdote, desistiu de fugir para não trair a fé de Cristo e serenamente submeteu sua cabeça ao machado de seus inimigos.

Irineu de Lyon Bispo, Mártir, Santo + 166

Santo Irineu era discípulo de São Policarpo, bispo de Esmirna, e quase contemporâneo dos apóstolos. Era sacerdote de Lyon, quando o santo bispo Potino ali foi martirizado pela metade do segundo século, com um grande número de fiéis. Esses mártires, consultados pelos cristãos da Ásia Menor, se haviam cabalmente pronunciado contra a heresia dos montanistas. Mas como não ignorassem que todas as Igrejas do mundo estão obrigadas a concordar com a Igreja Romana, escreveram ao Papa Eleutério que ocupava, então, o lugar de príncipe dos Apóstolos. Escolheram para levar as cartas a Roma o mais ilustre personagem do clero de Lyon e Viena, Santo Irineu, que recomendaram vivamente ao Papa, louvando seu zelo pela lei de Jesus Cristo.

Leão II Papa, Santo + 683

O papa Leão II era filho de um médico chamado Paulo e nasceu na Sicília. Os outros poucos dados que temos sobre ele foram extraídos do seu curto período à frente do governo da Igreja de Roma, quase onze meses. Em 681, ele já estava em Roma, onde exercia a função de esmoler-mor da Igreja. Era um homem extremamente culto, eloquente, professor de ciências, profundo conhecedor de literatura eclesiástica. Além de falar fluentemente o grego e o latim, era especialista em canto e salmodia. Por tudo isso os historiadores entendem que ele deve ter sido um mestre em alguma escola teológica cristã, de seu tempo e sua região. Foi eleito dias após a morte do papa Ágato.

Vicência Gerosa Religiosa, Fundadora, Santa 1784-1847

Religiosa e fundadora do Instituto 
das Irmãs de Maria Menina.
Catarina Gerosa nasceu em 29 de outubro de 1784, em Lovere, no norte da Itália. Reservada e tímida, viveu Vicência Gerosa, fundadora, santaum período da sua infância atrás do balcão do pequeno comércio da família. De saúde muito débil, não podia estudar. Modesta e caridosa, vivia uma espiritualidade simples, desenvolvida na missa, que frequentava todos os dias. Os anos seguintes à invasão napoleónica da Itália mudaram sua vida. A crise económica levou à morte primeiro seu pai, depois sua irmã Francisca e, por último, em 1814, também sua mãe. Apesar da tragédia pessoal, com ânimo e fé inabalável, Gerosa aceitou tudo com resignação. Confiante em Deus, sofreu no silêncio do seu coração, encontrando forças na oração e na penitência.