sexta-feira, 18 de setembro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Escolhido com amor”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Profissão de profeta
 
Jesus, na sinagoga de Nazaré, iniciou sua missão com a solene proclamação, tirada do profeta Isaias: “O Espírito do Senhor está sobre Mim... Consagrou-Me com a unção para anunciar a boa nova aos pobres...” (Lc 4,l7ss). Está na linha da profecia de Jeremias que foi escolhido desde o seio materno (Jr 1,5). Os operários da colheita devem ser pedidos ao Pai (Lc 10,2). Os profetas autênticos são escolhidos, desde o seio materno (Jr 1,5). Sendo escolhido por Deus, recebe o Espírito Santo para essa missão. Por isso diz a Jeremias: “Eu te consagrei e te fiz profeta das nações” (Jr 1,5). Ser consagrado é ser colocado sob a ação direta do Espírito Santo. No Batismo de Jesus vemos a manifestação de Deus: “O céu se abriu, e o Espírito Santo desceu sobre Ele em forma corporal como pomba. E do céu veio uma voz: Tu és o meu Filho bem amado. Eu, hoje te gerei!” (Lc 3,22). Lucas sempre diz que Jesus agia movido pelo Espírito Santo (Lc 4,14). Em sua missão, o profeta é anunciador do Reino de Deus: “Convertei-vos porque está próximo o Reino de Deus” (Mt 4,17) e confirma pela experiência de anunciar: “O Reino de Deus está entre vós” (Lc 17,20). Em Nazaré apresentou seu programa de missão que renova todo homem: “evangelizar os pobres, proclamar a remissão dos presos, aos cegos a recuperação da vista, para restituir a liberdade aos oprimidos e para proclamar o ano da graça do Senhor” (Lc 4,18). A unção do Espírito e a missão profética se destinam à construção do Reino de Deus onde a face de Deus no homem está destruída. 
Dom mais elevado 
A caridade (o amor) é o conteúdo da profecia, como é conteúdo da Encarnação. “Foi deste modo que se manifestou o amor de Deus para conosco: Deus enviou o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por Ele” (1Jo 4,9). Sem o amor, a caridade em ação, a profecia e a vida cristã não existem. O amor foi a vida e o ensinamento de Jesus. Ele amou ao extremo: “Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o extremo do amor” (Jo. 13,11). Amou e se entregou levando ao extremo seu amor. A leitura nos leva a perceber até onde vão as consequências da opção pelo amor. O texto de Coríntios é uma leitura autobiográfica de Paulo, coisas que aprendeu de Jesus. O final desse texto monumental resume tudo: “Atualmente permanecem essas três coisas: fé, esperança, caridade. Mas a maior delas é a caridade” (1Cor 13,13). O amor de redenção se explica pelo próprio amor de Deus. Em sua missão, como a colocou na sinagoga de Nazaré, não dizia de algo distante ou intelectual, mas de um HOJE que concretiza a ação de Deus. Sempre quando realizamos as obras do amor, estamos realizando o Hoje do Reino de Deus. Quem não age de acordo com ele é inimigos da cruz de Cristo. É o retrato do cristão inimigo do Evangelho (Fl 3,18-19). Esses são os piores inimigos da Cruz de Cristo. 
Anunciar é denunciar 
Temos visto como a pregação que toca a consciência dos cristãos que vivem uma fé sem compromisso. Precisa ver se é fé. Como sempre agridem por não terem razão. Os verdadeiros profetas sofrem o que sempre sofreram: dão a vida pela verdade. Mostrar onde estão os males da sociedade e da Igreja será sempre causa de perseguição para os profetas, como foi para Jesus em Nazaré. Naquele dia já queriam jogá-Lo num precipício. E, um dia, culminarão em colocá-Lo na cruz. É o destino dos fiéis profetas. Os falsos profetas serão sempre cortejados e apoiados. Mas vai chegar o dia da colheita. Sejamos fiéis. 
Leituras: Jeremias 30.01.22; Salmo 70;
1Corintios 12.31-13,13;Lucas 4,21-30 
1. A unção do Espírito e a missão profética se destinam à construção do Reino de Deus onde a face de Deus no homem está destruída. 
2. O amor de redenção se explica pelo próprio amor de Deus.
3. Os verdadeiros profetas sofrem o que sempre sofreram: dão a vida pela verdade. 
Conversa mole
Fala-se tanto na Igreja! O que se resolve? Se fosse conversa que valesse, logo teria havido mudança. Muita saliva foi perdida. Gastam-se o tempo e os ouvidos dos outros. Por que não resolve? Porque não fala nada. Até não faz mal porque passa por cima das cabeças. Será que Jesus pensou como iríamos maltratar suas palavras. É verdade que o que vale é o que o Espírito Santo fala a cada um. É a salvação.
Homilia do 4º Domingo Comum (30.01.2022) 

EVANGELHO DO DIA 18 DE SETEMBRO

Evangelho segundo São Lucas 8,1-3. 
Naquele tempo, Jesus ia caminhando por cidades e aldeias, a pregar e a anunciar a boa nova do Reino de Deus. Acompanhavam-no os Doze, bem como algumas mulheres que tinham sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades. Eram Maria, chamada Madalena, de quem tinham saído sete demónios, Joana, mulher de Cusa, administrador de Herodes, Susana e muitas outras, que serviam Jesus e os discípulos com os seus bens. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Gertrudes de Helfta 
(1256-1301) 
Monja beneditina 
O arauto, livro III, SC 143 
O coração divino atraído pela nossa miséria 
Certo dia, na sua meditação, [Gertrudes] tomou consciência da sua miséria interior, o que lhe provocou um tal desprezo por si própria que, ansiosa e perturbada, se perguntou como poderia agradar a Deus, que via todas as suas faltas; porque, onde ela descobria apenas uma, o olhar divino e penetrante percebia uma infinidade. Recebeu consolação com a seguinte resposta divina: «O amor torna amável o amado». Compreendeu então que se neste mundo, entre os homens, o amor tem tanta força que a própria fealdade agrada ao amante por causa do amor que lhe tem, chegando a fazer-lhe desejar, por amor, assemelhar-se ao amado, como poderia ela duvidar de que Aquele que é Deus-caridade pudesse, em virtude do amor, tornar amável aquele que ama? Doutra vez, a memória das suas culpas passadas lançou-a em tal confusão que apenas queria esconder-se para sempre; e eis que o Senhor Se inclinou para ela com tal reverência que toda a corte celeste, como que tomada de espanto, se empenhou em O conter; ao que o Senhor respondeu: «Não posso deixar de ir ter com aquela que puxa pelo meu coração divino com as sólidas cordas da humildade».

São Metódio de Olimpos (m. ca. 311)

Foi um bispo cristão, 
autor eclesiástico e um mártir. 
Ele é considerado um santo 
e um dos padres da igreja. 
Vida 
Poucos relatos sobreviveram sobre a vida do primeiro oponente científico de Orígenes e mesmo este pouco que nos restou apresenta muitas dificuldades. Eusébio de Cesareia não o menciona em sua História Eclesiástica, provavelmente porque Metódio se opunha às várias teorias de Orígenes. Assim, ficamos em débito com Jerônimo por seu primeiro relato sobre ele em De Viris Illustribus. De acordo com ele, Metódio foi bispo em Olimpos na Lícia e depois foi bispo em Tiro. Esta última afirmação não é confiável, pois nenhum autor grego jamais citou-o como bispo de Tiro e, de acordo com Eusébio, Tirânio era bispo de Tiro durante as perseguição de Diocleciano e morreu mártir.

18 de setembro - Beato Carlos Eraña

"Irmão, servo de Deus: 
Pratique ... a delicadeza." 
Os mártires da Companhia de Maria, Carlos Eraña, Fidel Fuidío e Jesús Hita, por sua fé e dedicação à educação cristã de crianças e jovens, seguiram a Cristo à imolação de si mesmos. Como marianistas, eles aprenderam a amar a Virgem intensamente e ao longo de suas vidas eles aceitaram sua proteção especial. Com mansidão, eles foram em direção ao martírio, o ato supremo de sua rendição a Jesus e Maria e, como outros que os haviam precedido, eles morreram perdoaram, seguros de estarem seguindo os passos do próprio Cristo. Que as Comunidades eclesiais do País Basco e La Rioja, lugares de origem dos novos Beatos, e os de Ciudad Real, terra que foram regadas com o seu sangue, permaneçam firmes na fé de que viveram, ensinaram e assinaram com o seu martírio! 
Papa João Paulo II – Homilia de Beatificação – 
01 de outubro de 1995 

Beatos Daudi Okelo e Jildo Irwa

Os mártires Daudi Okelo e Jildo Irwa são dois jovens catequistas ugandenses que viveram no início do século XX. Eles pertenciam à tribo Acholi, subdivisão do grande grupo Lwo, cujos membros ainda vivem no norte de Uganda, com uma presença significativa no Sudão do Sul, Quênia, Tanzânia e Congo. Sua história e seu martírio ocorreram apenas três anos após a fundação pelos missionários combonianos da missão de Kitgum (1915). 
Daudi Okelo 
Nasceu por volta de 1902, em Ogom-Payira aldeia do nordeste de Uganda, seus pais eram os pagãos, Lodi e Amona. Começou a frequentar os ensinos na missão e recebeu o batismo em torno de 14 anos de idade. Batizado pelo padre Cesare Gambaretto em 01 de junho de 1916, recebeu sua Primeira Comunhão no mesmo dia e foi confirmado em 15 de outubro de 1916.

SANTA SOFIA

Sofia, em grego, significa sabedoria. Não obstante, sobre esta Santa, com este nome e que a Igreja recorda em 18 de setembro, sabe-se muito pouco. O Menológio da Liturgia grega – isto é, o volume que contém hinos e orações dedicadas a cada Santo em cada dia do ano - comemora Santa Sofia junto com Santa Irene, mártires em Chipre, sobre as quais faz alusão à sua decapitação. 
Em que século viveu? 
Várias tradições são confusas até sobre a época em que Sofia viveu: para algumas, a Santa faria parte dos primeiros cristãos; enquanto para outras, ela viveu na época bizantina. É certo, porém, que foi o Cardeal César Baronio, no século XVI, a incluir Sofia e Irene na sua obra Martyrologium Romanum, estabelecendo sua memória litúrgica em 18 de setembro. Outra Sofia Muitas vezes, a história de Sofia, mártir em Chipre, se entrelaça com aquela, bem mais legendária, de Sofia que foi martirizada em Roma, durante o império de Trajano (século I-II d.C.), e comemorada em 30 de setembro.

Santa Ricarda, Imperatriz - 18 de setembro

Santa Ricarda, filha de Erchanger, Conde da Alsácia, se casou em 862 com Carlos, bisneto de Carlos Magno, que era então rei dos francos da Renânia, e logo se converteu em imperador do Ocidente, rei da Alemanha e França e protetor titular do Papado. Como princesa Ricarda tornou-se grande benfeitora de vários mosteiros na Alemanha, Suíça e Itália; por volta de 880 fundou em suas propriedades a Abadia de Andlau, no Baixo Reno. Em 881, junto com seu marido, foi a Roma onde o Papa João VIII lhes deu a coroa imperial; Ricarda na ocasião colocou a nova abadia sob a proteção pontifícia. O novo imperador do Sacro Império Romano adotou o nome de Carlos, o Gordo, sucedendo seu pai e dois irmãos, e veio governar uma área quase igual à de Carlos Magno, mas não com as mesmas capacidades de governo. Ele não conseguiu reduzir de forma eficaz as incursões dos normandos e foi combatido pelos senhores feudais. Além disso, abandonou o Papa João VIII, que pedia o seu auxilio a partir do Palácio de Latrão, onde finalmente foi assassinado.

Santa Irene a Mártir Festa: 18 de setembro

Santa Irene, comemorada em 18 de setembro juntamente com Santa Sofia, pertence ao grupo de mártires da antiguidade cristã cuja memória litúrgica é muito mais antiga do que as informações biográficas preservadas sobre eles. As fontes bizantinas a comemoram sem fornecer informações sobre sua família, sua vida, a época em que viveu ou o local onde foi martirizada. Seu nome aparece na Sinaxária e nas Menaeas ao lado do de Sofia, e a tradição litúrgica sugere que ambas foram mortas por decapitação. A memória de Irene também passou para a tradição litúrgica ocidental. No século XVI, Cesare Baronio incluiu Sofia e Irene no Martirológio Romano, comemorando-as em 18 de setembro. O Martirológio Romano, no entanto, na forma transmitida pela tradição ocidental, não acrescenta detalhes biográficos nem indica o local de seu martírio. A própria escassez de testemunhos exige cautela: não é possível reconstruir uma biografia no sentido usual do termo.

Santa Ariadne(Ariana) de Primnesso, Mártir - 18 de setembro

De acordo com alguns críticos, Ariadne, ou Ariana, é identificada como uma mártir Maria mencionada no Martirológio Romano no dia 1 de novembro, da qual se possui Atas Latinas, a Passio S. Mariae ancillae. Esta identificação parece ser apoiada por uma passagem no Sinassário de Sirmond. Segundo outros, a Passio de Ariana e de Maria são apenas invenções piedosas escritas para a edificação dos cristãos após o período de perseguição. Finalmente, existem aqueles inclinados a admitir a existência histórica de Ariadne, mas negam qualquer valor às Atas, consideradas anacrônicas e irreais. No entanto, Franchi de Cavalieri mostrou a confiabilidade desse documento que tem um sabor de autenticidade, como pode se constatar comparando-o com obras literárias do século II-III.

Panfílio de Cesaréia Sacerdote, Mártir, Santo + 308

Panfílio nasceu em Bêrut, na Fenícia (atualmente Beirute, Líbano). Após concluir brilhantes e profundos estudos nas escolas de Alexandria, foi ordenado padre da Igreja de Cesaréia. Ele foi um dos belos exemplos da aliança entre a filosofia e o dogma cristão. Ninguém melhor que ele soube unir o amor à Ciência a essas virtudes evangélicas que constituem a personalidade dos verdadeiros discípulos de Jesus Cristo. Nosso santo montou uma enorme biblioteca composta dos melhores autores, sobretudo religiosos. O alvo de seus estudos e pesquisas era somente a defesa da fé. Deve-se a este homem ilustre a correção da versão das Sagradas Escrituras dita Septuaginta. Foi de sua preciosa biblioteca que o historiador Eusébio, discípulo de Panfílio, tirou todos os documentos de que precisou para escrever a história dos primeiros séculos.

João Macias Religioso dominicano, Santo 1585-1645

Filipe II de Espanha governava quase metade do mundo, no dia 2 de Março de 1585, quando nascia em Ribera del Fresno, perto de Badajoz – Espanha, João Macias, batizado na igreja do povo nesse mesmo dia do seu nascimento. Não tem ainda cinco anos quando perde o pai e pouco tempo depois a mãe, ficando órfão com uma irmã menor que ele. Serão os seus padrinhos de batismo que cuidarão dele e o ajudarão a crescer. A vida na Estremadura espanhola não era fácil e João não nasceu numa família abastada, pelo que desde muito jovem se viu entregue da responsabilidade de conduzir os rebanhos pelos campos e velar para que os animais voltassem seguros para casa. Era uma vida dura, mas ao mesmo tempo uma vida de solidão que lhe permitia o silêncio propício à contemplação de Deus na natureza. Já perto do final da vida confidenciará ao frei Gonçalo Garcia, seu confessor, que foi nesta idade, quando guardava os rebanhos do seu amo, que se encontrou com um menino da sua idade, que se dizia São João Evangelista.

José de Cupertino Frade menor conventual, Santo (1603-1663)

São José de Cupertino, 
maravilhas da graça divina em meio 
a indigências da natureza humana 
Desprovido de qualidades naturais, esse Santo, cuja festa comemoramos neste mês, teria seu nome varrido pelo vento da História não fosse sua radicalidade no amor a Deus e o recíproco amor do Criador àquele servo fiel, imitador do Profeta Job. 
Assim narra um autor a infância desse santo:
“A natureza foi com ele uma madrasta: não lhe deu nem riqueza, nem saúde, nem talento, nem ouro, nem prestígio, nem nobreza... Não teve sequer um berço no momento de vir ao mundo. Seus companheiros o desprezavam e todo o mundo se ria dele. Susteve-se largo tempo entre a vida e a morte, até que um ermitão o esfregou com azeite e o curou. No entanto, continuou a ser olhado como o homem mais desgraçado do mundo, por essa confusão estranha de nossa linguagem, pois se em algo superabundava aquele menino, era precisamente na graça que o ia tirar da obscuridade e desprezo, para aureolar sua fronte com as luzes [até ali] inverossímeis da glória” (1). 

NOSSA SENHORA DA DEFESA

Nossa Senhora começou a ser venerada com esse título primeiramente na Catedral de Ozieri, que fica em Sassari, na Itália. Depois a devoção se espalhou pelo mundo.
 
Origens 
O título Nossa Senhora da Defesa nasceu a partir de um episódio histórico, ocorrido na época das imigrações. Durante um rigoroso inverno, um exército dos Godos, vindos do norte, instalou-se ameaçadoramente na Bacia de Ampezzano, na Itália. Os habitantes da região logo começaram a se reunir para organizar uma defesa. Acontece que eram pobres, não tinham armas nem um exército treinado capaz de vencer inimigo tão poderoso. Por isso, começaram a se reunir para rezar, pedindo ajuda a Nossa Senhora. O povo permaneceu unido, em oração, pedindo e esperando auxílio do céu. 

ORAÇÕES - 18 DE SETEMBRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
18 – Sexta-feira – Santos: José de Copertino, Metódio do Olimpo, Ricarda
Evangelho (Lc 8,1-3) Jesus andava por cidades e povoados, pregando e anunciando a Boa Nova do Reino de Deus. Os doze iam com ele; e também algumas mulheres...”
Jesus ia pelas estradas com sua pequena comunidade, os doze e algumas mulheres. Ele não anunciava uma doutrina, mas um jeito novo de viver, na entrega ao Pai, na liberdade de tudo, numa vida de fraternidade. As mulheres e os homens que iam com ele mostravam que era possível superar as desigualdades. E ensinam-me que minha igreja tem de ser casa de família.
Oração
Senhor Jesus, ainda não sou muito discípulo vosso, porque ainda não vivo muito a fraternidade. Ainda não amo o bastante minhas irmãs e irmãos, ainda não aceito bem que sejamos todos iguais. Ajudai-me, Senhor, ajudai-nos a viver como ensinastes o amor fraterno, no respeito, na verdade e na confiança. E que estejamos todos a serviço uns dos outros, sem pretensão nenhuma. Amém.

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - Culto Litúrgico

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Liturgia é culto
 
O culto é uma dimensão do ser humano e da vida da comunidade. As pesquisas arqueológicas, quase sempre partem da descoberta de lugares de culto. Os povos nômades celebravam suas festas. Os judeus, depois de sedentários, a partir do tempo do Êxodo, foram se organizando em torno da tenda da reunião, em volta do símbolo precioso da arca da aliança. Com o estabelecimento da realeza, chegou-se à bela construção do grandioso templo. Este tinha uma bela liturgia e belos cânticos, tanto que, os que haviam levado os judeus como escravos, diziam: “Cantai-nos os cânticos de Sião” (Sl 136,3). Os cristãos não tiveram edifícios de culto nos três primeiros séculos da fé cristã. Celebravam pelas casas a ceia que foi se estruturando no rito eucarístico. A liturgia é seu culto. Seu encontro com Deus se faz na novidade de Cristo, organizando-se numa celebração comum. Sua característica é a presença de Cristo, sacerdote, que preside a celebração de todo o corpo da Igreja. A dimensão fundamental da liturgia está em sua definição no documento do Vaticano II, Sacrosanctum Concílium nº 7, diz que “Cristo está sempre presente na sua Igreja, especialmente nas ações litúrgicas. Está presente no sacrifício da missa, quer na pessoa do ministro... quer nas espécies eucarísticas. Está presente nos sacramentos. Está presente na Palavra, pois é Ele que fala ao ser lida na Igreja a Sagrada Escritura. Está presente na Igreja que reza e canta”. Está presente nos diversos ministérios e serviços que se realizam no Cristo Servidor. Cristo está presente em seus mistérios. 
Dimensão cultual 
Todo culto a Deus vem do próprio Deus que coloca no ser humano essa necessidade. Na Igreja, o culto tem sua origem no relacionamento do Filho com o Pai no Espírito. O culto é natural no ser humano. No culto, a Igreja está unida a Cristo: “Em tão grande obra, que permite que Deus seja perfeitamente glorificado e que os homens se santifiquem, Cristo associa sempre a Si a Igreja, sua esposa muito amada, que invoca o seu Senhor e por meio dele rende culto ao Eterno Pai” (SC 7). O culto cristão corresponde a sua necessidade, mas participa do culto de Cristo ao Pai. Só em Cristo o culto atinge sua plenitude. Nós nos unimos a Cristo em seu Mistério e em seus mistérios acontecidos entre nós em sua encarnação. É a dimensão memorial que nos dá condições de celebrar os mistérios de Cristo, prestando culto ao Pai, com Ele. Nós não repetimos os fatos nem lembramos como algo que aconteceu. Pela ação litúrgica participamos do único acontecimento que não se repete, mas permanece. Na Eucaristia cumprimos a ordem de Jesus: “Isto é meu corpo que é dado por vós. Fazei isso, em memória de mim” (Lc 22,19). 
Tempos litúrgicos 
As celebrações acontecem na vida de uma comunidade concreta que vive tempos diferentes tanto no tempo físico, como na estrutura litúrgica. Entramos na categoria tempo que é parte integrante do culto. Assim temos tempos diferentes na liturgia que nos inserem nessa realidade. Infelizmente o culto perdeu muito dessa dimensão e passou a ser um texto que se lê. O ano litúrgico, em suas diversas divisões, nos introduz no mistério de Cristo no momento em que vivemos. Sua finalidade é educativa, memorial e missionária. Conhecemos melhor o mistério e o celebramos com mais intensidade de fé e de atuação na vida. Assim temos o Tempo Pascal, o Tempo do Natal e o Tempo Comum. Todos os tempos convergem para a Páscoa. Todas as celebrações vivem essa unidade.
ARTIGO PUBLICADO EM JANEIRO DE 2022

EVANGELHO DO DIA 17 DE SETEMBRO

Evangelho segundo São Lucas 7,36-50.
Naquele tempo, um fariseu convidou Jesus para comer com ele. Jesus entrou em casa do fariseu e tomou lugar à mesa. Então, uma mulher – uma pecadora que vivia na cidade –, ao saber que Ele estava à mesa em casa do fariseu, trouxe um vaso de alabastro com perfume; pôs-se atrás de Jesus e, chorando muito, banhava-Lhe os pés com as lágrimas e enxugava-lhos com os cabelos, beijava-os e ungia-os com o perfume. Ao ver isto, o fariseu que tinha convidado Jesus pensou consigo: «Se este homem fosse profeta, saberia que a mulher que O toca é uma pecadora». Jesus tomou a palavra e disse-lhe: «Simão, tenho uma coisa a dizer-te». Ele respondeu: «Fala, Mestre». Jesus continuou: «Certo credor tinha dois devedores: um devia-lhe quinhentos denários e o outro cinquenta. Como não tinham com que pagar, perdoou a ambos. Qual deles ficará mais seu amigo?». Respondeu Simão: «Aquele – suponho eu – a quem mais perdoou». Disse-lhe Jesus: «Julgaste bem». E, voltando-Se para a mulher, disse a Simão: «Vês esta mulher? Entrei em tua casa e não Me deste água para os pés; mas ela banhou-Me os pés com as lágrimas e enxugou-os com os cabelos. Não Me deste o ósculo; mas ela, desde que entrei, não cessou de beijar-Me os pés. Não Me derramaste óleo na cabeça; mas ela ungiu-Me os pés com perfume. Por isso te digo: são-lhe perdoados os seus muitos pecados, porque muito amou; mas aquele a quem pouco se perdoa, pouco ama». Depois, disse à mulher: «Os teus pecados estão perdoados». Então, os convivas começaram a dizer entre si: «Quem é este homem que até perdoa os pecados?». Mas Jesus disse à mulher: «A tua fé te salvou. Vai em paz». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Homilia atribuída a 
São Macário (390) 
Monge do Egipto 
Homilias espirituais, 30, 9 
O acolhimento do fariseu e 
o acolhimento da pecadora 
Acolhamos o nosso Deus e Senhor, o verdadeiro médico, o único que é capaz de curar a nossa alma ao vir a nós, Ele que tanto penou por nós. Ele bate sem cessar à porta do nosso coração, para que Lha abramos e O deixemos entrar para Ele repousar na nossa alma, para que Lhe lavemos os pés e O cubramos com perfume, para fazer em nós a sua morada. Com efeito, Jesus acusa aquele que não Lhe lavou os pés, dizendo: «Eu estou à porta e chamo. Se alguém ouvir a minha voz e Me abrir a porta, entrarei em sua casa» (Ap 3,20). Foi para isto – para vir à nossa alma e fazer dela sua morada – que Ele suportou tantos sofrimentos, que entregou o seu corpo à morte e nos resgatou da servidão. É por isso que o Senhor dirá àqueles que, no julgamento, estiverem à sua esquerda e forem enviados para a geena: «Tive fome e não Me destes de comer; tive sede e não Me destes de beber» (Mt 25,42ss). Porque a sua comida, a sua bebida, as suas roupas, o seu teto, o seu repouso estão no nosso coração; por isso, Ele bate sem cessar, querendo entrar em nós; acolhamo-lo, portanto, e recebamo-lo dentro de nós, pois Ele é também o nosso alimento, a nossa bebida, a nossa vida eterna. E toda a alma que não O acolhe dentro de si, para Ele aí encontrar repouso, ou antes, para que ela repouse nele, não herdará o Reino dos Céus com os santos e não poderá entrar na cidade celeste. Mas Tu, Senhor Jesus Cristo, deixa-nos entrar, a nós que glorificamos o teu nome, com o Pai e o Espírito Santo, por todos os séculos. Ámen.

Beato Estanislau de Jesus e Maria

Aos 18 de maio de 1631 nascia João Papczynski (seu nome de batismo) em Podegrodzie, no sul da República Polonesa, seu pai, Tomás, era camponês e um apreciado ferreiro. Sua mãe, era uma mulher piedosa e ativa. Não pouparam esforços em proporcionar uma sólida formação ao filho. Contrariou o natural desejo de sua família para que se casasse. Anos depois confessaria: “É muito difícil expressar o quanto eu apreciava a minha vocação, que apenas o próprio Deus em mim despertara”. No dia 12 de março de 1661 foi ordenado sacerdote por D. Estanislau Samowski, bispo de Przemysl. Após sua ordenação, padre Estanislau se envolveu com todo o zelo na atividade pastoral, procurando conciliá-la com outras incumbências de sua comunidade religiosa. Consciente de haver cumprido a sua missão, falece a 17 de setembro de 1701 no convento de Góra Kalwaria, pronunciando estas palavras: “Em Vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito”, tendo abençoado antes os seus coirmãos.

17 de setembro - São Francisco Maria de Camporosso

O irmão humilde que se ergue como um colosso, como um gigante, ao longo de quarenta anos de vida santa e de uma santidade difícil…; consolador incansável, conselheiro e mestre de almas, de um povo inteiro, por mais de uma geração. Qual a virtude mais admirável nele? O Beato Maria de Camporosso é todo ele um prodígio de humildade, de paciência, de caridade: a humildade de esmoleiro pobre, do Capuchinho pobre que estende a mão a toda a gente; a paciência de esmoleiro ao longo de quarenta anos, uma paciência verdadeiramente prodigiosa, dir-se-ia quase milagrosa, que germinou sobre outra grande virtude: a paciência. Basta, com efeito, dizer ‘um bom capuchinho’ para dizer um grande paciente; basta falar do ser, da vida, da alma capuchinho para dizer de quanta paciência é formada aquela vocação. Papa Pio XI Francisco nasceu em Camporosso no ano de 1804, seus pais eram trabalhadores e profundamente religiosos; ele foi o caçula de quatro filhos.

Santa Colomba de Córdoba, Mártir – 17 de setembro

Martirológio Romano:
Em Córdoba na Andaluzia, Espanha, Santa Colomba, virgem e mártir, que durante a perseguição dos mouros professou espontaneamente a sua fé diante de juízes e do conselho da cidade, e foi prontamente decapitada pela espada diante das portas do palácio Santa Colomba viveu na cidade de Córdoba, Espanha, sob o domínio muçulmano durante o século IX. 
Colomba foi uma das flores mais formosas que a Igreja moçárabe produziu na Córdoba desses dias. "Formosíssima e nobilíssima, espelho e norma de santidade para todos os cordobeses", escreveu dela seu pai espiritual e panegirista Santo Eulógio de Córdoba, que dedica a ela o cap. X do 1. III do seu Memoriale Sanctorum (PL, CXV, coll. 806-12).

Santa Hildegarda de Bingen , Virgem, Doutora da Igreja -Festa: 17 de setembro

(*)Kreuznach, Castelo de Böckenheim, Alemanha, 1098
(+)Bingen, Alemanha, 17 de setembro de 1179 
Nascida em Bermesheim em 1098, a caçula de dez filhos. Seu nome de batismo, traduzido literalmente, significa "aquela que é ousada na batalha". Entre 1147 e 1150, no Monte São Ruperto, perto de Bingen, às margens do Reno, Hildegarda fundou seu primeiro mosteiro e, em 1165, o segundo, na margem oposta do rio. Era uma pessoa delicada, propensa a doenças, mas, aos 81 anos, havia vivido uma vida repleta de trabalho, lutas e conflitos espirituais, temperada por mandamentos divinos. Figura intelectualmente perspicaz e espiritualmente forte, suas visões, registradas em anotações e posteriormente em livros de textos sagrados, a tornaram famosa.