domingo, 15 de fevereiro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “O dom e a cruz”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
A lógica do dom e da cruz
 
Chegamos, com este texto, à última reflexão do Papa Francisco na Exortação Apostólica “Gaudete et Exultate”= (Alegrai-vos e Exultai), sobre a Chamado à Santidade no Mundo Atual. Ele nos oferece um vasto panorama sobre essa realidade. Encerramos com o ensinamento sobre a “lógica do dom e da cruz”. Discernir exige a paciência e a cruz. Diz: “A condição essencial para avançar no discernimento é educar-se para a paciência de Deus e os seus tempos, que nunca são os nossos” (GE174). Insiste na lógica da cruz: “Além disso, requer-se generosidade, porque ‘a felicidade não é deste mundo, ‘é a nossa lógica’, como dizia São Boaventura, referindo-se à cruz. Quando uma pessoa assume esta dinâmica, não deixa anestesiar sua consciência e abre-se generosamente ao discernimento” (Id). Discernir não para tirar proveito para própria vida, mas para reconhecer como podemos cumprir melhor a missão que nos foi confiada no Batismo e, isto implica estar disposto a fazer renúncias até dar tudo, comenta o Papa. O discernimento nos coloca na lógica da cruz que sintetiza a aceitação completa do plano divino de Salvação. Entramos em outro mundo com outras dinâmicas que nos colocam numa vida que atingem o homem em todo seu ser. Discernir é também abrir-se ao mistério da cruz que não se resume na dor, mas na capacidade de ir até o fim na opção pelo bem, por Deus, e pelos outros. 
Decisão e força 
Escolher os caminhos da vida na presença de Deus nos leva a penetrar todos os espaços de nossa vida, diz o Papa. Com isso temos a certeza que nossa decisão nos levará a crescer muito e dar mais a Deus, mesmo quando estamos em dificuldades. É nelas que nos fortalecemos. É um treinamento que nos dá força espiritual. Quem lutar, se fortalece e consegue maiores forças para enfrentar as cruzes. Notamos a importância de um contato com Deus que se faz na oração e, sobretudo, na prática do Evangelho que é o meio de exercitar-se na luta. Mas não somos heróis invencíveis. Somos frágeis e temos medos. Temos receio de que a força da graça penetre nos recônditos de nossa vida. O orgulho nos impede de deixar Deus agir. É necessário o discernimento para tirarmos esses empecilhos do orgulho e da vaidade. Ter medo de ser fraco não nos torna fortes. Assim escreve o Papa Francisco: “Mas é necessário pedir ao Espírito Santo que nos liberte e expulse aquele medo que nos leva a negar-Lhe a entrada em alguns aspetos da nossa vida... Ele não quer entrar em nós para mutilar ou enfraquecer, mas para levar-nos à perfeição. Isto mostra-nos que o discernimento não é uma auto-análise presunçosa, uma introspecção egoísta, mas uma verdadeira saída de nós mesmos para o mistério de Deus, que nos ajuda a viver a missão para a qual nos chamou a bem dos irmãos” (GE 175). 
Ave Maria 
O Papa Francisco encerra suas reflexões com Maria porque Ela viveu como ninguém as bem-aventuranças de Jesus. “É aquela que nos mostra o caminho da santidade e nos acompanha. E, quando caímos, não aceita deixar-nos por terra e, às vezes, leva-nos nos seus braços sem nos julgar. Conversar com Ela consola-nos, liberta-nos, santifica-nos. A Mãe não necessita de muitas palavras... É suficiente sussurrar uma vez e outra: Ave Maria...” (GE 176). E completa: “Espero que estas páginas sejam úteis para que toda a Igreja se dedique a promover o desejo e a busca da santidade. Peçamos ao Espírito Santo que infunda em nós um desejo intenso de sermos santos para a maior glória de Deus; e animemo-nos uns aos outros neste propósito. Assim, compartilharemos uma felicidade que o mundo não poderá tirar-nos.
ARTIGO PUBLICADO EM ABRIL DE 2019

EVANGELHO DO DIA 15 DE FEVEREIRO

Evangelho segundo São Mateus 5,17-37. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Não penseis que vim revogar a Lei ou os profetas; não vim revogar, mas completar. Em verdade vos digo: antes que passem o céu e a Terra, não passará da Lei a mais pequena letra ou o mais pequeno sinal, sem que tudo se cumpra. Portanto, se alguém transgredir um só destes mandamentos, por mais pequenos que sejam, e ensinar assim aos homens, será o menor no Reino dos Céus. Mas aquele que os praticar e ensinar será grande no Reino dos Céus». Porque Eu vos digo: se a vossa justiça não superar a dos escribas e fariseus, não entrareis no Reino dos Céus. Ouvistes que foi dito aos antigos: "Não matarás; quem matar será submetido a julgamento". Eu, porém, digo-vos: todo aquele que se irar contra o seu irmão será submetido a julgamento. Quem chamar imbecil a seu irmão será submetido ao Sinédrio, e quem lhe chamar louco será submetido à geena de fogo. Portanto, se fores apresentar a tua oferta ao altar e ali te recordares que o teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do altar, vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão e vem depois apresentar a tua oferta. Reconcilia-te com o teu adversário enquanto vais com ele a caminho, não seja caso que te entregue ao juiz, o juiz ao guarda, e sejas metido na prisão. Em verdade te digo: não sairás de lá enquanto não pagares o último centavo». Ouvistes que foi dito: "Não cometerás adultério". Mas Eu digo-vos: todo aquele que tiver olhado para uma mulher com maus desejos já cometeu adultério com ela em seu coração. Se o teu olho direito é para ti ocasião de pecado, arranca-o e lança-o para longe de ti, porque é melhor perder-se um só dos teus membros do que todo o teu corpo ser lançado na geena. E se a tua mão direita é para ti ocasião de pecado, corta-a e lança-a para longe de ti, porque é melhor perder-se um só dos teus membros do que todo o teu corpo ser lançado na geena. Também foi dito: "Quem repudiar sua mulher dê-lhe um certificado de repúdio". Mas Eu digo-vos: todo aquele que repudiar a sua mulher, a não ser em caso de união ilegítima, expõe-na a cometer adultério. E aquele que se casar com uma repudiada comete adultério». Ouvistes ainda que foi dito aos antigos: "Não faltarás ao que tiveres jurado, mas cumprirás diante do Senhor o que juraste". Eu, porém, digo-vos que não jureis em caso algum: nem pelo Céu, que é o trono de Deus; nem pela Terra, que é o escabelo dos seus pés; nem por Jerusalém, que é a cidade do grande Rei. Também não jures pela tua cabeça, porque não podes fazer branco ou preto um só cabelo. A vossa linguagem deve ser: "Sim, sim; não, não". O que passa disto vem do Maligno».
Tradução litúrgica da Bíblia 
São João Crisóstomo
(345-407) 
Presbítero de Antioquia, 
bispo de Constantinopla, 
doutor da Igreja 
Homilia XVI, 3 
Jesus Cristo, cumprimento perfeito da lei 
Depois de dizer: «Não penseis que vim revogar a Lei ou os profetas», e de reforçar a sua afirmação acrescentando: «Não vim revogar, mas completar», não contente com isso, Jesus insiste ainda mais com estas palavras: «Em verdade vos digo: antes que passem o céu e a Terra, não passará da Lei a mais pequena letra ou o mais pequeno sinal, sem que tudo se cumpra». É como se tivesse dito: é impossível que a lei não seja cumprida; pelo contrário, ela será necessariamente observada até à mais pequena letra. Foi isso que Jesus Cristo fez, cumprindo-a na perfeição. E não é sem razão que faz alusão à transformação do mundo; é para elevar o espírito dos seus ouvintes e fazê-los compreender que era com justiça que queria conduzi-los a um caminho mais perfeito, uma vez que toda a criação estava destinada a sofrer uma transformação, e o género humano chamado a outra pátria e a uma vida mais sublime. Ouvi o resto: «Eu vos digo: se a vossa justiça não superar a dos escribas e fariseus, não entrareis no Reino dos Céus». Não era ter uma justiça abundante fazer o que os fariseus faziam. A abundância de justiça consistia em não ceder à cólera nem lançar olhares impuros a uma mulher. Mas por que razão chama Ele pequenos a esses preceitos tão grandes e elevados? Porque era o seu autor. E, como Se humilhava em tudo e nunca falava de Si mesmo senão com grande modéstia, tem a mesma atitude ao falar dos seus preceitos, para nos ensinar a ser humildes em todas as coisas. Além disso, como poderia ser suspeito de estabelecer novas leis, procura afastar essa suspeita com a humildade das suas palavras.

15 de fevereiro - Mártires da Igreja Copta do Egito

Os 21 coptas egípcios foram sequestrados na Líbia no início de janeiro de 2015, e o vídeo da decapitação foi colocado na internet pelos sites jihadistas dia 15 de fevereiro sucessivo. Depois de apenas uma semana do massacre, o patriarca copta ortodoxo Tawadros II inscreveu os 21 mártires degolados no Synaxarium, o livro dos mártires da Igreja copta, estabelecendo 15 de fevereiro como data para celebrar a sua memória.

15 de fevereiro - Beatos Gregorio e Camila Díez Blanco e Eliseo Garcia

No dia 10 de novembro de 2018 foram beatificados 16 mártires espanhóis, também havia três leigos entre os novos Beatos, que foram lembrados pelo Papa Francisco no Angelus de domingo, para nos mostrar o caminho da santidade: Todos estes novos Beatos foram assassinados por causa da sua fé, em diferentes lugares e datas, durante a guerra e a perseguição religiosa do século passado na Espanha. Louvemos ao Senhor por estas suas corajosas testemunhas, e um aplauso a elas!
Eram eles, Gregorio Díez Blanco e sua irmã Camila, e no dia do martírio estava com eles o jovem Eliseo Moradillo García, que viera a Barcelona em busca de trabalho e foi convidado por um tempo na casa da Congregação.
Gregorio Díez Blanco nasceu em Nidáguila (Burgos) em 24 de dezembro de 1899. Foi batizado no mesmo dia de seu nascimento e confirmado em 1903. Por motivos de trabalho, mudou-se para Barcelona e trabalhou na empresa de bondes. Ele se casou com Paulina Díez Anidobro e tiveram quatro filhos. Paulina morreu em 24 de março de 1930, por esse motivo Camila, irmã de Gregorio, trabalhava como dona de casa e o ajudava a educar seus filhos. Quando a guerra civil eclodiu, ele não hesitou em receber os religiosos que solicitaram abrigo. Foi à prisão de Sant Feliu, pondo em perigo sua vida, para solicitar a libertação dos religiosos de San Pedro ad Víncula ali detidos. 
Em 15 de fevereiro de 1937, ele foi preso em sua casa com três religiosos, Camila e Eliseo. Todos eles foram executados no Rabassada e jogados em uma vala comum. Ele era um católico fervoroso, praticava hospitalidade, justiça e amor ao próximo. Responsável em seu trabalho, pai amoroso, buscou a educação humana e religiosa de seus filhos.

15 de fevereiro - Beato Miguel Sopocko

“De maneira especial saúdo hoje os participantes da beatificação que hoje se realiza na Polônia, em Bialystok, do Servo de Deus Padre Miguel Sopocko, confessor e diretor espiritual de Santa Faustina Kowalska. Por sugestão dele, no seu conhecido “Diário” ela descreveu as suas experiências místicas e as aparições de Jesus Misericordioso. Também graças aos empenhos dele foi pintada e apresentada ao mundo a conhecida imagem com a legenda: “Jesus, eu confio em Vós”. O Servo de Deus deu-se a conhecer como zeloso sacerdote, professor e educador, promotor do culto da Divina misericórdia. Associo-me à alegria das arquidioceses de Bialystok e de Vilna e de todos fiéis no mundo a quem é próxima a mensagem de Jesus Misericordioso. Com essa beatificação certamente se alegra, na casa do Pai, o meu amado predecessor, o Servo de Deus João Paulo II. Foi ele que confiou o mundo à Divina misericórdia. Por isso repito o seu voto: Que Deus rico em misericórdia abençoe a Vós todos”. 
Papa Bento XVI – Angelus – 28 de setembro de 2008

São Onésimo, Discípulo de São Paulo, Mártir-Festa: 15 de fevereiro

Escravo em Colossi, depois de roubar seu patrão, Filêmon, discípulo de São Paulo, fugiu para Roma. Ali, conheceu o Apóstolo dos Gentios, prisioneiro, que o converteu e o enviou de volta a Filêmon, pedindo-lhe para recebê-lo, não mais como escravo, mas como irmão Onésimo evangelizou a Ásia Menor. 
Frígia (Ásia Menor), Século I d.C
Quase não há notícias dele. Era um jovem escravo que vivia em Colossae e que, tendo roubado seu senhor Filémão, fugiu para Roma. Lá, ele conheceu S. Paulo, um prisioneiro, que o converteu e o batizou. Temos essa notícia de s. Paulo, que escreveu uma carta a Filemão, oferecendo-se para devolver o que havia roubado e pedindo perdão e libertação para o escravo. O "Martirógio Romano" fala de seu martírio, reunindo uma tradição segundo a qual Onesimus, consagrado bispo por São Paulo, que o deixou em Éfeso como substituto de Timóteo, morreu apedrejado em Roma, aparentemente sob Domiciano.
Emblema: Palma
Martirológio Romano: Comemoração do Beato Onésimo, a quem São Paulo Apóstolo recebeu como escravo fugitivo e gerou acorrentado como filho na fé de Cristo, como ele mesmo escreveu a seu senhor Filémão.

Faustino e Jovita Leigos, Mártires, Santos Século II

Dois irmãos, um sacerdote 
e o outro Diácono. 
Martirizados em Bréscia (Itália).
Faustino nasceu em 90, Jovita em 96, na cidade e Bréscia, na Lombardia, Itália. Eram cristãos e foram martirizados no século II, durante os tempos sangrentos das perseguições. Os outros dados sobre eles nos foram transmitidos pela tradição, pois quase todos os registros eram queimados ou confiscados durante as inúmeras perseguições contra a Igreja dos primeiros séculos. Segundo os devotos eles eram irmãos e pregavam livremente a religião apesar das perseguições decretadas pelos imperadores: Trajano e Adriano. As prisões estavam repletas de cristãos que se não renegassem a fé publicamente eram martirizados. E na Lombardia a situação não era diferente. Isto preocupava o bispo Apolónio da Bréscia, que precisava de confessores e sacerdotes que exortassem o ânimo e a fé dos cristãos, para se manterem firmes nas orações. Secretamente, o bispo ordenou Faustino sacerdote e Jovita diácono, que continuaram no meio da comunidade operando milagres, convertendo pagão e destruindo os ídolos. Acusados pelo prefeito, foram espancados, submetidos a atrozes torturas, mas sobreviveram a tudo.

Santa Georgina ou Georgette, Virgem - Festejada 15 de fevereiro

Virgem. Duas pombas acompanharam o seu caixão
 e voaram depois para o Céu.
São Gregório de Tours (m. 594 ca.) conhecia muito bem a história da região de Clermont-Ferrand, no Auvergne, França, pois nasceu e passou muitos anos naquela cidade. Tinha portanto um bom conhecimento das tradições relativas a existência e as virtudes de Santa Georgina (De Gloria confessorum, XXXIV), de quem foi quase contemporâneo. E o que sabemos desta Santa é o que foi transmitido por ele.
     No início do século VI, Georgina vivia em Clermont-Ferrand "religiosa atque devota Deo". Retirou-se para uma aldeia dos arredores para ficar em maior recolhimento e poder oferecer a Deus "as suas oferendas de louvor". Jejuava todos os dias e rezava quase sem cessar.
     Por ocasião de sua morte (ca. 500), quando seu corpo era transportado em direção a igreja para ali serem feitas as orações fúnebres, um bando de pombas acompanhou-lhe os santos despojos desde a casa mortuária, e durante o ofício escondeu-se no telhado. Logo que o cortejo se encaminhou para o cemitério, as aves tornaram a aparecer e pairavam por cima dos despojos da Santa até estes descerem à terra. Depois, subiram para o céu.

São Siegfried de Vaxjo Bispo Festa: 15 de fevereiro

Sacerdote inglês. 
Apóstolo e Padroeiro da Suécia.
Interveio em favor dos assassinos de seus sobrinhos, 
o que contribuiu à conversão daqueles.
(*)Inglaterra sec. X – (✝︎)Växjö (Suécia), 1030 
Ele foi bispo missionário originalmente da Inglaterra, de onde se mudou por volta de 995, primeiro para a Noruega e depois para a Suécia. Ele teria chegado até lá pela Dinamarca, parando em Värend, onde teria construído uma igreja. Segundo antigas tradições locais, ele confiou a administração de sua pequena comunidade a três companheiros missionários para irem à nascente em Husaby, onde batizaria o rei Olav Skötkonung. Ao retornar a Värend, descobriu que seus companheiros haviam sido decapitados. Diz-se que Siegfried foi o primeiro bispo de Skara, na região de Gotland, e por sua atividade missionária no país escandinavo é apelidado de "apóstolo da Suécia". Ele morreu em Växjo por volta de 1030. Seu culto é particularmente difundido na Suécia, Noruega, Finlândia e Dinamarca desde o século XIII. Suas relíquias são encontradas em Copenhague e Roskilde. (Avvenire) 
Etimologia: Siegfried = com vitória ele concede a paz, segundo o alemão 
Emblema: Equipe pastoral 
Martirológio Romano: Em Växjö, na Suécia, São Siphrey, bispo: de origem inglesa, evangelizou o povo desta região com grande zelo e batizou o próprio rei Olaf em Cristo.

Beato Ângelo (Scarpetti) de Sansepolcro Sacerdote eremita agostiniano Festa: 15 de fevereiro

Agostiniano em Borgo São Sepulcro (Itália).
(†)Sansepolcro, 1306 
Ingressou no convento da cidade dos Eremitas de Giovanni Bono em 1254; com a reforma de Nicolau III, passou para a Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho; durante sua vida, foi protagonista de alguns episódios milagrosos, incluindo a ressurreição de um homem inocente condenado à morte; é provável que tenha participado das missões para espalhar a Ordem na Inglaterra, era um homem de profunda humildade, caridade e pureza, o que lhe rendeu a reputação de santidade; morreu em Sansepolcro em 1306 e foi imediatamente venerado como abençoado por seus concidadãos. 
Martirógio Romano: Em Borgo Sansepolcro, hoje na Toscana, o Beato Angelo Scarpetti, sacerdote da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho. Frade da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho. 
Ele nasceu em Sansepolcro na primeira metade do século XIII. Uma antiga tradição local diz que pertence à família Scarpetti. Ele ingressou no convento da cidade dos Eremitas de Giovanni Bono por volta de 1254. Em 1256, o convento passou para a nova Ordem dos Frades Eremitas de Santo Agostinho. Alguns episódios milagrosos dele são lembrados durante sua vida, incluindo a ressurreição de um homem inocente condenado à morte.

Cláudio La Colombiere Sacerdote jesuíta, Santo 1641-1683

Sacerdote jesuíta. 
Confessor e Director espiritual de 
Santa Margarida Maria Alacoque.
Nascimento e vocação 
Cláudio La Colombière nasceu próximo de Lyon, na França, no dia 2 de fevereiro de 1641. Seus pais faziam parte da nobreza reinante, com a família muito bem posicionada financeiramente e planejavam dedicá-lo ao serviço de Deus, mas ele era totalmente avesso a essa ideia. Com o passar do tempo acaba por se render ao modo de vida e filosofia dos jesuítas de Lyon, onde segue com seus estudos. De lá passa a Avignon e depois a Paris e, três anos mais tarde, é ordenado sacerdote. Em 1675, emite os votos solenes da Companhia de Jesus e vai dirigir a pequena comunidade da Ordem, em Paray-le-Monial. 
Director espiritual de Santa Margarida Maria 
Padre Cláudio foi nomeado confessor do mosteiro da Visitação onde encontra uma irmã de vinte e oito anos, presa ao leito devido às fortes dores reumáticas. A doente era Margarida Maria Alacoque, uma figura de enorme poder espiritual, que influenciava a todos que se aproximavam. Margarida Alacoque revelava o incrível poder e a veneração ao Sagrado Coração de Jesus, símbolo da Humanidade e do amor infinito do Cristo. Os devotos do Sagrado Coração são tomados como adoradores de ídolos e atacados, de vários lados, com duras palavras e ameaças. Nesta cidade, padre Cláudio é um precioso guia para tantos cristãos desorientados.

ORAÇÕES - 15 DE FEVEREIRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
15 – 6º Domingo do Tempo Comum
Evangelho (Mt 5,17-37) “Eu vos digo: Se vossa justiça não for maior que a dos escribas e dos fariseus, não entrareis no Reino dos Céus.”
Sermão da Montanha, Mateus destaca a grande novidade da pregação e do jeito de ser de Jesus. Ele não se prendia às obrigações e costumes do passado, que se foram ajuntando aos mandamentos morais que Deus tinha inspirado a seu povo. Declarava que não tinha vindo para anular esses mandamentos, nem as promessas feitas no passado. Pelo contrário, tinha vindo cumprir todas essas promessas e esperanças, de um jeito que nem podiam imaginar. E veio para aperfeiçoar os mandamentos do passado, que tinham sido dados por Deus, mas levando em conta as limitações religiosas, morais e culturais dos hebreus. Com o poder de Filho de Deus Encarnado, Jesus anunciava a chegada de um novo tempo, onde seriam maiores as graças do Pai. Um tempo de maiores exigências, que daria início a uma caminhada em direção a uma perfeição moral sempre maior. O Reino exigia uma justiça muito maior que a de antigamente.
Oração
Senhor, bendigo vossa paciência e sabedoria que aos poucos foi levando a humanidade no caminho da salvação. A mesma paciência muito grande mostrastes com vosso povo escolhido; por isso eu vos louvo e renovo minha confiança em vossa bondade. Sei que tendes paciência também comigo, com minha caminhada tantas vezes muito lerda. Hoje, porém, eu vos quero pedir que me ajudeis a apressar o passo. Ajudai-me a perceber todas as misérias que ainda carrego no coração, todas as fraquezas que me impedem de vos amar e servir como devo. Livrai-me da preocupação com as exterioridades, e dai-me coragem para procurar sempre a justiça e o amor generoso para com todos. Não permitais que me torne escravo das comodidades fáceis, dos apegos e desvios que me afastem de vós. Guardai-me em vossos caminhos, protegei-me ao abrigo de vossas mãos e livrai-me de todo mal. Amém.

sábado, 14 de fevereiro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Eu não te condeno”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Farei novas todas as coisas.
 
Estamos próximos das festas pascais, passando pela Paixão do Senhor. Somos convocados a identificar nossa vida com a vida do Redentor. Rezamos na oração da missa: “Dai-nos caminhar com alegria na mesma caridade que levou o vosso Filho a entregar-se à morte no seu amor pelo mundo”. Devemos fazer o mesmo caminho de amor na entrega ao Pai. Essa entrega visa o chamado à conversão e perdão dos pecados. Jesus perdoa o pecado, mas quer que saiamos dele com coragem e serenidade. Temos no evangelho a maravilhosa cena da pecadora que está diante de Jesus, na espera de uma condenação, mas ganha um perdão. É o que diz o profeta Isaias: “Eis que farei novas todas as coisas e, que já estão surgindo” (Is 43,19). A Redenção de Jesus é maravilhosa em sua dimensão de perdão e vida nova, como “rios que brotam na terra seca” (Id 20). Esse perdão é total transformação do mundo. Por mais que tenhamos problemas, já temos as soluções em Cristo: “Maravilhas fez conosco o Senhor, exultemos de alegria” (Sl. 125). A Paixão de Jesus deixa-nos estupefatos diante da crueldade dos homens. Pior é que os homens não se renovam e repetem as mesmas crueldades com o povo, sem se darem conta que continuam assassinando o Filho de Deus no corpo dos sofredores. Jesus continua a escrever no chão a lista de nossos pecados. Escreve no pó da areia. Deus não grava nossos pecados, pois não escreveu em pedra. Os ventos os levam. A Redenção é a maravilha de Deus em Cristo. O sofrimento que Lhe custou a vida não são mais que traços desse amor. 
Considero tudo lixo 
O mistério da Redenção atinge nossa vida no momento em que damos a Cristo valor total. Paulo é o modelo acabado de escolher Jesus com totalidade de sua vida: “Por causa dele perdi tudo. Considero tudo como lixo, para ganhar Cristo e ser encontrado por Ele... com a justiça por meio da fé em Cristo, a justiça que vem de Deus na base da fé” (Fl 3,8-9). Nossa fé sofre de um defeito que é a falta de entrega. Sem isso, não passa de uma ideologia religiosa que sustenta algumas frágeis opções. Na maioria das vezes damos valor ao secundário, ao inútil, ao cultural, ao vazio, ao que não compromete. Religião não é ideologia. Vivemos uma busca de princípios sociais religiosos. Por isso a fé perde a vitalidade que levou homens e mulheres a darem a vida por Cristo. Quando deixarmos tudo por Ele, saberemos o que significa ter fé. Podemos considerar lixo aquilo que não gera vida, isto é, não seja fruto do amor, “o mesmo amor que levou Jesus a entregar-se à morte no seu amor ao mundo”. Celebrando seu Mistério Pascal, mistério da Paixão, Morte e Ressurreição, temos a certeza de realizar em nós o que celebramos na comunidade. Temos tanta certeza dessa verdade que dizemos: “Vem, Senhor Jesus”! 
Atire a primeira pedra 
Poderiam condenar a mulher como adúltera (O adúltero não aparece). Não pecou também? Os que queriam que Jesus condenasse a mulher para acusá-Lo de não cumprir a lei, acabaram por acusarem a si mesmo de pecadores. Jesus, inocente, não atira a primeira pedra, pois a sua inocência conhece o perdão e crê na conversão, pois diz à mulher: “Ninguém te condenou? - Ninguém Senhor! – Eu também não te condeno. Daqui em diante não peques mais” (Jo 8,11). Jesus dissera: “Eu não condeno ninguém” (Jo, 8,15). Quando muito podemos dizer: esse caminho não é bom, pois não sabemos o que há no coração do homem para acusá-lo. Há muitos acusadores. São os fariseus de sempre. 
Leituras: Isaias 43,16-21; 
Salmo 125; 
Filipenses 3,8-14;João 8,1-11. 
1. O perdão da Redenção é a total transformação do mundo.
2. Podemos considerar lixo aquilo que não gera vida, isto é, não seja fruto do amor. 
3. Jesus não atira a primeira pedra, pois a sua inocência conhece o perdão. 
Jesus escrevia no chão 
Essa cena de Jesus escrever no chão é muito intrigante. Podemos pensar que escrevesse os pecados dos acusadores, pois, depois saíram de fininho, quando Jesus disse que, quem não tivesse pecado jogasse a primeira pedra. A acusação era grave e a situação de Jesus era desagradável, pois se negasse, seria acusado de não cumprir a lei. Jesus não toma nenhuma atitude. Fica rabiscando o chão com um ramo, quem sabe. Está dizendo que aquilo não lhe interessava. Não nega a lei. Mas dá o desprezo à atitude deles. E vão saindo um após outro, a começar dos mais velhos. Envelhecer no pecado é muito ruim. 
Homilia do 5º Domingo da Quaresma (07.04.2019)

EVANGELHO DO DIA 14 DE FEVEREIRO

Evangelho segundo São Lucas 10,1-9. 
Naquele tempo, designou o Senhor setenta e dois discípulos e enviou-os dois a dois à sua frente, a todas as cidades e lugares aonde Ele havia de ir. E dizia-lhes: «A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi ao dono da seara que mande trabalhadores para a sua seara. Ide. Eu vos envio como cordeiros para o meio de lobos. Não leveis bolsa nem alforge nem sandálias, nem vos demoreis a saudar alguém pelo caminho. Quando entrardes nalguma casa, dizei primeiro: "Paz a esta casa". E se lá houver gente de paz, a vossa paz repousará sobre eles; senão, ficará convosco. Ficai nessa casa, comei e bebei do que tiverem, que o trabalhador merece o seu salário. Não andeis de casa em casa. Quando entrardes nalguma cidade e vos receberem, comei do que vos servirem, curai os enfermos que nela houver e dizei-lhes: "Está perto de vós o Reino de Deus"». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São João Paulo II 
(1920-2005) 
Papa 
Encíclica Slavorum apostoli, § 13 
«Que eles sejam todos um» (Jo 17,21) 
Sob este ponto de vista, é singular e admirável verificar que os santos irmãos, atuando em situações tão complexas e precárias, não procuravam impor aos povos aos quais deviam pregar nem sequer a indiscutível superioridade da língua grega e da cultura bizantina, ou os costumes e modos de comportar-se da sociedade mais desenvolvida, em que eles próprios haviam sido educados e que, evidentemente, continuavam a ser para eles familiares e caros. Movidos pelo ideal de unir em Cristo os novos fiéis, eles adaptaram à língua eslava os textos ricos e requintados da liturgia bizantina e conformaram à mentalidade e aos costumes dos novos povos as elaborações sutis e complexas do direito greco-romano. Julgaram seu dever, mesmo como súbditos do Império do Oriente e cristãos sujeitos à jurisdição do Patriarcado de Constantinopla, prestar contas ao Romano Pontífice das suas atividades missionárias e submeter ao seu juízo, para obter a devida aprovação, a fé que professavam e ensinavam, os livros litúrgicos compostos em língua eslava e os métodos adotados para a evangelização daqueles povos. Tendo empreendido a sua missão por mandato de Constantinopla, procuraram depois, em certo sentido, que ela fosse confirmada, voltando-se para a Sé Apostólica de Roma, centro visível da unidade da Igreja. Pode-se dizer que a invocação de Jesus na oração sacerdotal — «que eles sejam todos um» (Jo 17, 21) — representa o seu lema missionário, segundo o espírito das palavras do salmista: «Louvai o Senhor, todas as nações, aclamai-O, todos os povos» (Sl 117,1). Para nós, homens de hoje, o seu apostolado possui também, indiretamente, a eloquência de um apelo ecuménico: é um convite a reedificar, na paz da reconciliação, a unidade que ficou gravemente fendida pouco depois da época dos santos Cirilo e Metódio e, em primeiríssimo lugar, a unidade entre o Oriente e o Ocidente.

São Zenão, mártir, na via Ápia

Zeno foi indicado como presbítero pelo Papa Pascoal I, que transferiu seus restos mortais para o Oratório a ele dedicado na Basílica de Santa Praxedes, em Roma. O Santo era venerado, no século VII, em um lóculo da catacumba de Pretextato, ao longo da Via Ápia, depois restaurado por Adriano I. 

Santa Alexandra do Egito, a Reclusa, Penitente - 14 de fevereiro

Alexandra viveu na segunda metade do século IV. As primeiras informações que se tem sobre ela são encontradas em Paladio de Helenópolis (363 - ca. 437) na “Historia Lausiaca”. Também a matrona romana Santa Melânia a Jovem (383-439), faz menção a ela e conta a visita feita à reclusa. Nos primeiros séculos da Igreja os penitentes sentiam a necessidade de encontrar formas de mortificação do corpo para purificar sempre mais o espírito, para assim chegar a uma união mais íntima com Deus, sem distrações decorrentes das necessidades materiais e os cuidados com o corpo. Assim, aqueles cristãos buscavam formas de penitência que hoje nos parecem incompreensíveis, como viver sobre uma coluna, em uma gruta, no deserto, sem falar com ninguém, ou como no caso de nossa Santa, de se recolher em um ambiente exíguo, com apenas uma pequena abertura para que o alimento pudesse ser introduzido por almas caridosas, com jejuns mais ou menos forçados. Condições de vida que hoje chamaríamos de “extremas” tinham como resultado que às vezes a existência do penitente era curta. Alexandra foi uma destas figuras de eremitas, já rara por se tratar de uma mulher.

Valentim de Terni Bispo, Santo século III

Bispo, martirizado em Roma. 
É o padroeiro da cidade da qual foi Bispo.
Tudo na vida tem um início e portanto sua explicação ou história. Como aconteceu com o "Dia de São Valentim", que tem de tudo: fé, política e romance. Além do interessante fato de serem dois os santos mártires festejados neste dia, com o mesmo nome e ambos declarados pela Igreja, protectores dos namorados. Cada um por sua justa razão, como se pode verificar no texto da página de São Valentim, o sacerdote mártir. Conforme os registros da diocese de Terni, Valentim foi consagrado em 197, sendo seu primeiro bispo e considerado fundador da cidade. Consta que ao lado de sua casa e da igreja havia um imenso prado e um belo jardim. Quanto não estava trabalhando na igreja ou tratando de algum doente, podia ser visto cuidando das rosas que cultivava. À tarde ele abria os portões para as crianças brincarem e correrem livremente. Ao entardecer ele abençoava cada uma entregando uma flor, para ser entregue às suas mães. A sua intenção era fazer as crianças irem directo para casa e alimentar o amor e respeito pelos pais. Valentim, tinha o dom do conselho, sua fama de reconciliador dos casais de namorados era muito difundida. Tudo começou assim: certo dia, ouvindo dois jovens namorados brigando, que pararam ao lado da cerca do seu jardim, foi ao encontro deles levando na mão uma linda rosa.

Metódio de Tessalónica “apóstolo dos eslavos”, santo 814-885

Irmãos naturais de Tessalónica. 
Missionários na Morávia, 
onde compuseram o alfabeto “cirílico” 
e adaptaram a liturgia à língua eslava. 
São Co-Padroeiros da Europa.
Miguel, primogénito dos sete filhos do juiz grego Leão, nasceu em 814 na Tessalónica, actual Salonico, Grécia. Tinha vinte e seis anos e era prefeito de Constantinopla, capital do Império Bizantino, quando seu pai morreu. Irmão de Constantino, foi aluno de Fócio, que assumiu a educação dos órfãos. Miguel e Constantino mudaram o nome para Metódio e Cirilo, ao se consagrarem sacerdotes. Com a morte do pai, em 840, abandonou tudo e se recolheu no convento de Policron, no monte Olímpio, e se fez monge. Foi o imperador Miguel III quem o convocou para a missão evangelizadora da Morávia, da qual participou também seu irmão. Depois os dois foram para Roma, onde Cirilo, doente, acabou falecendo.

João Batista da Conceição Religioso, Reformador, Santo 1561-1613

Reformador dos Trinitários
 
 João Garcia, quando ainda jovem universitário, era conhecido como “o santo rapaz”. Foi um dos grandes reformadores que ilustraram a Espanha na época da Contra-Reforma católica. A intrépida Santa Teresa d’Ávila, passando por Almodavar del Campo durante a epopéia de suas fundações, hospedou-se na casa de Marcos Garcia e Isabel Lopez. O casal pediu-lhe que desse uma bênção aos seus numerosos filhos. Fixando os olhos sobre o pequeno João, disse-lhe a reformadora: “Estuda bem, Joãozinho, porque tu me imitarás um dia”. O que queria ela dizer? Numa segunda visita àquela casa, Santa Teresa pediu para ver novamente as crianças. Pondo a mão na cabeça de João Garcia, ela foi desta vez mais precisa: “Tendes aqui um filho que se tornará um grande santo. Ele será o pai e diretor de muitas almas e reformador de uma grande obra, que se conhecerá oportunamente”. De fato, ele correspondeu às predições da reformadora do Carmelo. João Garcia nasceu no dia 10 de julho de 1561 naquela cidade, sendo assim conterrâneo e coetâneo de outro grande santo, São João de Ávila. Desde o berço foi inclinado à piedade; sua mãe, para aplacar o choro comum nas crianças, apenas mostrava-lhe uma imagem da bendita Mãe de Deus, para logo ele sorrir embevecido.

Beato Vincent Vilar David Pai de família, mártir Festa: 14 de fevereiro

Glória permanente à inspiração noturna ao Santíssimo Sacramento.
Fé martirizada em Valência, 
durante a guerra civil espanhola.
(*)Manises, Espanha, 28 de junho de 1889 – (✝︎)Valência, Espanha, 14 de fevereiro de 1937 O espanhol Beato Vincent Vilar David, um leigo, recebia padres e religiosos em sua casa durante a perseguição religiosa, e preferia morrer a negar a fé em Cristo. João Paulo II o beatificou em 1º de outubro de 1995. 
Martirógio Romano: Em Valência, Espanha, o Beato Vicente Vilar David, mártir, que durante a perseguição à religião acolheu padres e religiosos em sua casa e preferiu morrer a negar a fé. 
Até empreendedores vão para o céu. Especialmente se, na gestão da empresa e no relacionamento com os trabalhadores, eles conseguem incorporar a doutrina social da Igreja e souberem colocar a solidariedade, a justiça e a colaboração em primeiro lugar. Um empreendedor que alcançou a glória dos altares em 1º de outubro de 1995 é Vincenzo Vilar David. Ele nasceu em 28 de junho de 1889 na Espanha, na província de Valência, o caçula de oito filhos de uma família profundamente cristã, proprietária de uma fábrica de cerâmica que, naquela época, já havia adquirido fama internacional.