segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - Bendize, minha alma ao Senhor!

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Santificai a Igreja
 
Depois da Ascensão de Jesus aos céus, celebramos agora a festa de Pentecostes. A descida do Espírito Santo sobre os discípulos. Essa festa acontece através de uma grande simbologia. Tivemos um longo tempo quaresmal que nos instruiu através de ricas leituras das Escrituras. As profundas verdades da fé são explicadas por meio de símbolos acessíveis ao nosso conhecimento. Não podemos perder de vista a unidade do Mistério Pascal de Cristo pelo qual fomos resgatados para fazer parte do Corpo de Cristo e sua missão. Infelizmente, não somos catequizados sobre a missão do Espírito Santo na vida no Corpo de Cristo que é sua Igreja. Quando se celebrou o Concílio Vaticano II, chamou-se à atenção para ausência do Espírito em alguns documentos. Depois houve a contribuição e o interesse da Renovação Carismática. Há um risco de ver a ação do Espírito Santo como uma devoção, como um santo a mais. Sua missão, na Trindade, está em nos alertar que vivemos os tempos da missão do Espírito. O Pai é o Criador, o Filho é ser o Redentor, e o Espírito Santificador. Não podemos voltar ao individualismo espiritual. Ele é o Santificador da Igreja. Por Ele vivemos a comunhão com de Deus. Podemos ter tranqüilidade. 
Viver do Espírito 
São poucos os ensinamentos de Jesus depois da Ressurreição. Poucos, mas não diminuem o ensinamento. Jesus está ensinando tudo, em poucas palavras. As narrativas já muito conhecidas. A síntese que Jesus apresenta é a chave de leitura. Ele aparece a eles no domingo. O Dia do Senhor alerta que é fundamental para a Igreja reunir-se porque ali é que o Espírito fala e sustenta a comunidade. O ensinamento do dia da Ressurreição coloca a comunidade a viver a Ressurreição, celebrando o dia do Senhor. Dá-lhes o modo de viver: na paz e em todo fruto da paz que vem de Deus. Essa manifestação de Jesus, garante sua presença. Ele é o mesmo que dá a vida. Suas chagas dão a certeza de que é Ele mesmo que se comunica com os discípulos e dá o sentido dessa nova vida. A vida da comunidade terá como missão a reconciliação pessoal com Deus e entre si. Reconciliação não é uma atitude individual, mas a restauração de todos em Cristo. 
Doador dos sete dons 
Rezamos na oração da coleta a frase: “Realizai agora no coração dos fiéis as maravilhas que operastes no início da pregação do Evangelho”. Pentecostes é um modo permanente da vida dos discípulos. Toma a imagem da diversidade dos dons. Esses dons não existem em função individual, mas para o bem de todos. A atividade dos ministérios e dos dons, mas o Espírito é um só. O que cada um possui é para o bem comum. A manifestação que o Espírito dá a cada um para o bem comum (1Cor 12,11), Todos formamos um só corpo unido a Cristo para o bem de todos. As diversidades das nações no primeiro encontro significam que o Dom da Redenção é para todos os povos. O evangelho pode ser lido e entendido em todas as línguas. Todas as línguas podem ser veículo da evangelização. Não podemos parar, pois o Espírito é como vento, vencendo todos os obstáculos. 
Leituras: Atos 2,1-11;Salmo 103; 
1Coríntios 12,3b-7.1213; João, 20, 19-23 
1.Sua missão, na Trindade, nos alerta que vivemos os tempos da missão do Espírito. 
2.É Ele mesmo que Se comunica com os discípulos e lhes dá o sentido dessa nova vida. 
3.Todos formamos um só corpo, unido a Cristo para o bem de todos.
Voo sereno 
Há um uso espiritual que pode ser rico na ordem da graça, mas que perde a unidade da vida espiritual; É Jesus aos pedaços. Tudo, por causa de uma espiritualidade individualmente exacerbada. Certamente há muita riqueza de devoção e piedade. Mas devoção e piedade podem ser eivadas de uma satisfação espiritual sem compromisso com a verdade do Evangelho. A Palavra de Deus é viva e eficaz (Hb 4,12). É a ela que devemos prestar contas. O Espírito, na linguagem bíblica, é como fogo, como a água para que tenham vida os que se põe a seguir a Cristo. Depois da Ascensão de Jesus ao Céu, estamos nos tempos do Espírito Santo. Sua importância para a vivência do Evangelho, que é vivo e ativo. O Espírito trás aos fiéis, continuamente, a água viva, o fogo em seu calor e movimento. Ele vivifica a sua Igreja. 
Homilia de Pentecostes (09.06.2019)

EVANGELHO DO DIA 23 DE FEVEREIRO

Evangelho segundo São Mateus 25,31-46. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Quando o Filho do homem vier na sua glória com todos os seus anjos, sentar-Se-á no seu trono glorioso. Todas as nações se reunirão na sua presença, e Ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos; e colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda. Então, o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: "Vinde, benditos de meu Pai; recebei como herança o Reino que vos está preparado desde a criação do mundo. Porque tive fome e destes-Me de comer; tive sede e destes-Me de beber; era peregrino e Me recolhestes; não tinha roupa e Me vestistes; estive doente e viestes visitar-Me; estava na prisão e fostes ver-Me". Então, os justos dir-Lhe-ão: "Senhor, quando é que Te vimos com fome e Te demos de comer, ou com sede e Te demos de beber? Quando é que Te vimos peregrino e Te recolhemos, ou sem roupa e Te vestimos? Quando é que Te vimos doente ou na prisão e Te fomos ver?". E o Rei responder-lhes-á: "Em verdade vos digo, quantas vezes o fizestes a um dos meus irmãos mais pequeninos, a Mim o fizestes". Dirá então aos que estiverem à sua esquerda: "Afastai-vos de Mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e os seus anjos. Porque tive fome e não Me destes de comer; tive sede e não Me destes de beber; era peregrino e não Me recolhestes; estava sem roupa e não Me vestistes; estive doente e na prisão e não Me fostes visitar". Então também eles Lhe hão de perguntar: "Senhor, quando é que Te vimos com fome ou com sede, peregrino ou sem roupa, doente ou na prisão, e não Te prestámos assistência?". E Ele lhes responderá: "Em verdade vos digo, quantas vezes o deixastes de fazer a um dos meus irmãos mais pequeninos, também a Mim o deixastes de fazer". Estes irão para o suplício eterno, e os justos para a vida eterna». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Cirilo de Jerusalém 
(313-350) 
Bispo de Jerusalém, 
doutor da Igreja 
Catequese batismal n.º 15, 25 
Como julgará o pastor? 
«O Pai não julga ninguém: entregou ao Filho o poder de tudo julgar» (Jo 5,22); não é que Se despoje do seu poder, mas julga através do Filho, e o Filho julga por indicação do Pai. Porque as indicações do Pai não são de um tipo e as indicações do Filho de outro tipo, elas são uma única e mesma indicação. O que diz então o juiz sobre a tua responsabilidade ou irresponsabilidade em relação às tuas obras? «Todas as nações se reunirão na sua presença», pois todos devem dobrar o joelho diante de Cristo, seja no Céu, na Terra ou do inferno (cf Rom 14,10; Fil 2,10), «e Ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos» (Mt 25,32). Como separa o pastor? Será procurando num livro qual dos animais é uma ovelha e qual deles é um cabrito? Ou julga com base no que vê? Não é verdade que a lã designa a ovelha e um velo peludo e seco o cabrito? Assim, se foste previamente purificado das tuas faltas, as tuas obras hão de parecer como lã pura, espera-te o manto da inocência e dirás: «Já despi a minha túnica. Vou tornar-me a vestir?» (Ct 5,3); a tua pelagem fará que sejas reconhecido como ovelha. Mas, se fores peludo, à imagem de Esaú, que tinha o pelo espesso e espírito ligeiro, de tal maneira que sacrificou o seu direito de primogenitura e vendeu a sua prerrogativa por um prato de lentilhas, serás colocado à esquerda. Queira Deus que nenhum dos que aqui estão caia em desgraça e seja colocado, por causa de suas más ações, nas fileiras da esquerda, que são as dos pecadores.

Madre Helena Maria do Espírito Santo, fundadora – 23 de fevereiro

Poucos contrastes há tão frisantes em São Paulo – onde, entretanto eles não faltam, e de toda ordem – do que entre a Avenida Tiradentes e o Convento da Luz, com o Museu de Arte Sacra, que lhe ficam exatamente à margem. Um longo muro, que toma talvez mais de meio quarteirão, separa os dois mundos. Do lado de fora, a avenida, com seu movimento emaranhado e ruidoso; muro adentro, quase a mesma atmosfera de há duzentos anos atrás: a tranquilidade, a meditação, a oração e o bom gosto ali deitaram raízes e vêm florescendo há tanto tempo, que chegaram a impregnar de uma vez para sempre a atmosfera de um aroma espiritual sutil e envolvente.     Entra-se ao templo. E tudo é sorriso. Aquele sorriso leve, nobre e superiormente sério que constitui um dos encantos de nossa arte colonial. Alta cúpula, proporções graciosas, altares e imagens cheias de mimo e dignidade. A atenção se fixa, por fim, no presbitério.

Santa Romana Venerada em Todi Festa: 23 de fevereiro

Seguindo sua vocação religiosa, fugiu de casa; aos 10 anos, chegou a San Silvestro, no Monte Sorate, para ser batizada. Ela então caminhou sozinha em direção à cidade de Todi. Nos desfiladeiros de Forello, ela morou dentro de uma caverna. Embora vivesse sozinha, sua oração constante e fé eram tais que muitos cristãos a procuravam e elogiavam sua santidade. Romana morreu em oração cercada pelos fiéis, no ano 324 d.C. 
Etimologia: Romana = nativa de Roma, do latim 
Romana era filha de Calfurnio, prefeito de Roma. Tendo abraçado a fé cristã, ela renunciou a todos os confortos e confortos que seu posto lhe permitiria. Seguindo sua vocação religiosa, fugiu de casa; aos 10 anos, chegou a San Silvestro, no Monte Sorate, para ser batizado. Dentro da igreja de Santa Romana há a seguinte inscrição: "23.FEBEUARII ^ TUDERTI ^ S. ROMANE VIRGINIS QUE A S. SILVESTRO BAPTIZATA IN HANC ANTRI ET SPELUCIS CELESTE VITA DUXIT ET MIRACULORV. GLORIS CLARUIT"("23 DE FEVEREIRO, TODI, SANTA VIRGEM ROMANA QUE, BATIZADA POR SÃO SILVESTRO NESTA GRUTA , APRENDEU UMA VIDA CELESTIAL E FOI MILAGROSAMENTE GLORIOSA"). Hoje em dia, é quase ilegível. 

Policarpo de Esmirna Bispo, Padre da Igreja, Mártir, Santo + 156

Bispo desta cidade turca. 
Foi discípulo de São João Evangelista.
Nascido em uma família cristã da alta burguesia no ano 69, em Esmirna, Ásia Menor, actual Turquia. Os registros sobre sua vida nos foram transmitidos pelo seu biógrafo e discípulo predilecto, Irineu, venerado como o "Apóstolo da França" e sucessor de Timóteo em Lion. Policarpo foi discípulo do apóstolo João, e teve a oportunidade de conhecer outros apóstolos que conviveram com o Mestre. Ele se tornou um exemplo íntegro de fé e vida, sendo respeitado inclusive pelos adversários. Dezasseis anos depois, Policarpo foi escolhido e consagrado para ser o bispo de Esmirna para a Ásia Menor, pelo próprio apóstolo João, o Evangelista. Foi amigo de fé e pessoal de Inácio Antioquia, que esteve em sua casa durante seu trajecto para o martírio romano em 107. Este escreveu cartas para Policarpo e para a Igreja de Esmirna, antes de morrer, enaltecendo as qualidades do zeloso bispo. No governo do papa Aniceto, Policarpo visitou Roma, representando as igrejas da Ásia para discutirem sobre a mudança da festa da Páscoa, comemorada em dias diferentes no Oriente e Ocidente. Apesar de não chegarem a um acordo, se despediram celebrando juntos a liturgia, demonstrando união na fé, que não se abalou pela divergência nas questões disciplinares.

São Sereno (ou Sireno ou Sinero) de Sirmius Mártir Festa: 23 de fevereiro

Grego de nação, veio viver em Sermium 
onde foi jardineiro “contemplativo”. 
Morreu mártir. Século III. 
Ele era
um jardineiro cristão que morava em Sirmium, na Panônia, hoje Sérvia. Um dia, ele repreendeu uma mulher que se comportou de forma lasciva e foi denunciado às autoridades romanas. Sereno foi preso e levado perante o juiz, que o acusou de ser cristão e o forçou a sacrificar aos deuses pagãos. Sereno recusou e foi decapitado em 23 de fevereiro do século III. 
Martirógio Romano: Em Sirmium, na Panônia, hoje na Sérvia, São Sirenus ou Sinéro, mártir, que, como jardineiro, denunciado por uma mulher que ele repreendera por sua lascívia e feito prisioneiro pelo juiz, professou ser cristão e, recusando-se a sacrificar aos deuses, morreu decapitado. 
Em 23 de fevereiro, a Igreja celebra a memória de São Sereno, ou Sireno ou Sinero, mártir, que viveu no século III em Sirmium, na Panônia, hoje Sérvia. Ele era jardineiro e levava uma vida simples e humilde. Ele era um homem bom e caridoso, e frequentemente repreendia pecadores convidando-os a se converter ao cristianismo. Um dia, Sereno repreendeu uma mulher que havia agido de forma lasciva. A mulher, ofendida, o denunciou às autoridades romanas. Ele foi preso e levado ao juiz. O juiz o acusou de ser cristão e o obrigou a sacrificar aos deuses pagãos. Sereno recusou-se a sacrificar aos deuses, professando sua fé em Cristo. O juiz, então, o condenou à morte. Ele foi decapitado em 23 de fevereiro de um ano não especificado, no século III. 
Autor: Franco Dieghi

São Willigis (Villigiso), Bispo de Mainz Festa: 23 de fevereiro

Arquichanceler do império; 
depois arcebispo de Mains (Alemanha) 
e primaz da Germânia. 
Coroou Henrique e desempenhou 
um papel considerável no Império. 
(*)Schöningen, Alemanha, 940
(✝︎)Mainz, 23 de fevereiro de 1011 Nascidoem 940 em Schöningen, Alemanha, ele era um homem de fé e política. Eleito arcebispo de Mainz em 975, dedicou-se ao cuidado dos fiéis e à difusão do cristianismo. Ele também era arqui-chanceler imperial e favorecia a colaboração entre o poder religioso e político. Ele morreu em Mainz em 1011. 
Martirológio Romano: Em Mainz, na Francônia, na Alemanha, São Guilhermiso, bispo, destacou-se por seu zelo pastoral. 
São Villigiso nasceu em Schöningen, Alemanha, em 940. Logo ingressou no mosteiro de Fulda, onde estudou e foi formado na vida espiritual. Em 968, foi ordenado sacerdote e, pouco depois, tornou-se capelão e conselheiro dos imperadores Otto I e Otto II. Em 975, foi eleito arcebispo de Mainz, uma das dioceses mais importantes do Sacro Império Romano-Germânico. Nesse papel, destacou-se por seu grande zelo pastoral.

Rafaela Ybarra Villalonga Fundadora, Beata 1843-1900

Espanhola. Mãe de seis filhos 
e mãe adoptiva dos cinco órfãos 
de sua irmã e de seis da sua nora. 
Fundou em Bilbau o Colégio 
dos Anjos da Guarda. 
Beatificada em 1984.
Rafaela nasceu no dia 16 de Janeiro de 1843, em Bilbao, Espanha, no seio da tradicional família cristã Ybarra, da alta burguesia local. De personalidade serena e afável teve a infância e adolescência felizes, recebendo uma sólida formação humana e religiosa, de acordo com os costumes da época. Aos dezoito anos se casou com o engenheiro João Vilallonga, com quem teve sete filhos. Mas, a morte trágica da sua irmã e do cunhado, fez o casal assumir os cinco sobrinhos como seus próprios filhos. Rafaela soube conciliar sua obrigação familiar com uma vida cheia de caridade e riqueza espiritual. Em pleno século XIX, a Espanha vivia um período conturbado, com o povo sofrendo severas privações provocadas pela Revolução Industrial, que se desencadeara no mundo. A grande população rural, principalmente a de jovens, se sentia acuada e era seduzida pelos novos pólos industriais que surgiam. Bilbao não foi uma excepção, atraindo uma legião deles, que buscavam uma melhor condição de vida. A este fato, Rafaela se manteve alerta. Sua situação social não foi um obstáculo para esta sensibilidade, ao contrário, tinha consciência dos perigos que a capital produzia, como a privação, exploração e marginalização.

Judite (Josefina) Vanini Religiosa, Co-fundadora, Beata 1859-1911

Fundadora das Irmãs de São Camilo. 
Beatificada em 1994.
Nasceu na Itália, no dia 7 de Julho de 1859. Órfã de pai e mãe, recebeu educação das Irmãs de Caridade até à idade de 21 anos. Pela educação que recebera, a data da sua Primeira Comunhão, que esperou com amor indescritível, foi também o germe de uma decisão por muito tempo pensada com especial carinho: Dar-se definitivamente à Deus e a Ele consagrar sua pobre vida, projecto que cultivou e fez crescer imperiosamente no seu jovem coração de mulher. O tempo amadureceu ainda mais, em seu coração, a decisão de que seria Deus seu único e indivisível amor. Foi aos 20 anos de idade, que pediu ingresso no convento das Irmãs de Caridade. Em 2 de marco de 1883, ingressou no noviciado de Siena. Mas, por razões de saúde, foi obrigada a voltar para Roma , em seu antigo conservatório onde recebera o diploma de instrutora (Pensionato Torlonia). Grande lhe foi esta prova de sofrimento. No silêncio, teve de aplicar-se aos trabalhos manuais (bordado) para ganhar seu pão, não raro, com o rosto banhado de lágrimas. Posteriormente, foi novamente aceita ao noviciado e enviada à comunidade de Montenero (Leghorn), onde permaneceu até 1886, seguidamente a Bracciano até 1888, quando novamente teve de experimentar a dor do retorno ao reformatório.

Beato Vincent Frelichowski Padre e mártir Festa: 23 de fevereiro

Morreu de fadiga em Dachau 
(campo de concentração na Alemanha). 
Beatificado em 1999.
(*)Chelmza, Polônia, 22 de janeiro de 1913
(✝︎)Dachau, Alemanha, 23 de fevereiro de 1945 
Nascido em 22 de janeiro de 1913 em Chelmza, no norte da Polônia, Wincenty Stefan Frelichowski, que já frequentava os escoteiros após seus estudos no ensino médio, ingressou no seminário aos 18 anos e foi ordenado sacerdote em 4 de março de 1937, tornando-se logo secretário do bispo. No ano seguinte, foi enviado como vigário para a paróquia de Torun. Em 11 de setembro de 1939, poucos dias após a invasão da Polônia durante a Segunda Guerra Mundial, ele foi preso. Imediatamente libertado, foi novamente preso e passou por uma longa série de transferências. Em todos os lugares, porém, ele conseguia celebrar missa clandestinamente. Em 13 de dezembro de 1940, foi transferido para Dachau, onde, além de consolar os prisioneiros, conseguiu levar comida aos prisioneiros que não tinham nada para comer. Em 1944, uma epidemia de tifo atingiu o campo: o Pe. Frelichowski continuou a trazer pão e conforto aos detentos. Também sofrendo de tifo e pneumonia, faleceu em 23 de fevereiro de 1945. Ele foi beatificado por João Paulo II em 7 de junho de 1999. 
Martirológio Romano: No campo de prisioneiros de Dachau, perto de Munique, na Alemanha, o Beato Vincent Frelichowski, um padre que, durante a mesma guerra, deportou para várias prisões, nunca falhou na fé ou em seu ministério pastoral e, atingido por doença enquanto cuidava dos doentes, após longos sofrimentos teve a visão de paz eterna.

23 de fevereiro - Madona do Divino Pranto

O colégio Marcelino di Cernusco era mais usado como lar de idosos para as freiras idosas e um abrigo para as doentes. Em 1922, uma jovem de 27 anos, a irmã Elisabetta Redaelli, foi atingida por um mal desconhecido: ela sofria de hemoptise frequente, sendo impedida em suas funções mais elementares e, além disso, tornava-se progressivamente cega.
Em 6 de janeiro de 1924, no entanto, ocorreu um fato que mudou o curso de sua existência. Por volta das dez e meia da noite, as irmãs que a observavam na enfermaria pensaram tê-la ouvido falar durante o sono; na verdade, como ela disse mais tarde, estava acordada. Ela havia visto uma bela dama que a consolara: "Reze, confie e espere; Eu voltarei de 22 para 23". Como ela fez para "ver" apesar de ter perdido o uso dos olhos, as irmãs não entenderam isto. 
No mês seguinte, no dia 3 de fevereiro, a irmã Elizabeth foi encontrada em lágrimas: ela entendeu que a Senhora voltaria do dia 2 para o dia 3 do mês seguinte à sua primeira visita, por isso temia não voltar porque não tinha sido "boa o suficiente", como repetiu para as outras freiras. 
Às 22h45 do dia 22 de fevereiro, dia em que o médico declarara sua condição desesperadora, ela viu novamente a visitante sobrenatural, reconhecendo-a como Nossa Senhora. Ela usava um manto celestial e segurava o Menino Jesus perto do coração, com grandes lágrimas escorrendo pelo rosto. Ele não chorava, no entanto, por causa dos pecados da vidente: "A Criança chora - disse a Virgem com um sorriso triste - porque ele não é amado o suficiente, procurado, desejado também pelas pessoas que se consagraram".

ORAÇÕES - 23 DE FEVEREIRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
23 – Segunda-feira – Santos: Policarpo, Sereno, Romana
Evangelho (Mt 25,31-46)“Quando o Filho do Homem vier em sua glória, acompanhado de todos os anjos, ele se assentará em seu trono glorioso.”
Jesus fala-nos do critério final para a separação entre bons e maus,entre os que serão eternamente felizes e os que serão eternamente condenados. A separação conforme a atitude que tomarmos diante das necessidades do próximo, ajudando ou olhando para o outro lado. Não basta ajudar. É preciso ajudar pelo motivo certo: por amor a Deus e ao irmão. Se amamos a Deus, amamos o próximo.
Oração
Senhor, se assim será o julgamento, a separação final, então talvez eu tenha de rever um pouco minha vida. Faço alguma coisa pelos meus irmãos, procuro ajudar. Mas não sei se posso dizer que isso seja uma preocupação central em minha vida. Também preciso ver se estou ajudando do modo certo, se estou usando os meios mais adequados. Senhor, iluminai-me para eu saber amar. Amar.

domingo, 22 de fevereiro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Pastor e Guia”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Conduzi às alegrias celestes
A figura do pastor é frequente nas Sagradas Escrituras para nos revela uma das mais caras no caminho espiritual Pai é lembrado tantas vezes com o título e função de pastor. Quando Jesus diz “Eu sou o bom pastor”, está Se identificando com o Pai e indicando nosso relacionamento com Ele. Jesus ressuscitado é o Pastor que conduz o povo. Como Bom Pastor veio conduzir suas ovelhas em seu caminho. É um intercâmbio natural: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz e Eu as conheço e elas me seguem. Dou-lhes a Vida Eterna e elas jamais se perderão. O Pai e Eu somos um” (Jo 10,27-28); Seu relacionamento com o Pai é a escola para nós. É necessário fundamentar nossa fé nessa unidade de vida do Pai e do Filho no Espírito. Esse amor da Trindade sempre nos coloca em relacionamento de conhecimento: “Sim, é bom o Senhor e nosso Deus, Sua bondade permanece para sempre (Sl 99). Ser ovelha que segue o Bom Pastor abre-nos à reflexão sobre o conhecimento mútuo. Trata-se de um conhecimento que supera a linha do saber. É um conhecimento na linha do amor que existe entre o Pai e o Filho. Esse conhecimento que supera a inteligência e abre ao encontro com o Pastor. É um conhecimento que entra no existir e vivência cotidiana da vida das pessoas. Esse conhecimento não é um misticismo, mas se realiza e interfere na vida da comunidade. É uma comunidade que escuta. As ovelhas seguem aonde Ele vai, pois ouvem sua voz. Ao mútuo conhecimento geram o amor.
Alcançar a fortaleza do Pastor 
Os apóstolos causavam grande admiração. Paulo e Barnabé, com sua presença evangelizadora provocam alegrias aos pagãos e ciúmes entre os judeus. A pregação do Evangelho é motivo de serem apedrejados. Os judeus instigaram mulheres piedosas e ricas, assim como homens influentes provocaram uma perseguição contra Paulo e Barnabé. É notório que pessoas de posse, usem a Igreja. Acham bela a doutrina, mas não admitem que ela penetre a vida. Temos nas comunidades as donas e donos da Igreja. Com isso criam obstáculo. Querem ser donos de Deus para que estejam a seu favor. Paulo declara que irá aos pagãos porque os judeus que tinham direito à Palavra recusaram. Deus continua chamando as ovelhas com sua voz. Esse chamado pode nos levar à perseguição. O que move à pregação é a fidelidade ao dom que receberam. Paulo confessa a verdade de sua força apostólica: “Eu te coloquei como luz para as nações, para que leves a salvação até os confins da terra” (At 13,47). Sempre fiel a Deus, anunciando Jesus como Salvador 
Apesar da fraqueza 
Os apóstolos Paulo e Barnabé sofreram a perseguição por causa do Evangelho. É o lado humano de nossa união com Cristo. Podemos conferir na história da fé cristã que veremos que os tempos de perseguição surgem quando se é fiel ao Evangelho. Contudo não podemos olhar só as perseguições, mas também as vitórias que a fé nos traz. Depois de muito sofrimento por serem cristãos, a fé se firmou e nasceu uma Igreja vigorosa. É o que o livro do Apocalipse anota quando vê a multidão dos redimidos: “Esses são os que vieram da grande tribulação. Lavaram e alvejaram suas roupas no sangue do Cordeiro” (Ap 7,14b). Quem seguir Jesus com entrega total de vida participa da multidão que está diante do trono. A grande chamada que a Igreja faz é pelo entusiasmo de anunciar. Conhece os sofrimentos, mas sabe que depois da Cruz veio a Ressurreição. A celebração da Igreja é o momento de tomar vigor e força de evangelização. 
Leituras: Atos 13,14.3-52; Salmo 99;
Apocalipse 7,9.14b-17;João 10,27-30
1. Esse amor da Trindade sempre nos coloca em relacionamento de conhecimento. 
2. O que move à pregação é a fidelidade ao dom que recebêramos. 
3. Os apóstolos sofreram a perseguição por causa do Evangelho. É o lado humano de nossa união com Cristo.
Fazendo o Céu com os dedos. 
Temos maravilhas idéias que quere mos serem realidade. Não deixa de ser, pois o Reino de Deus está nas pequenas coisas feitas no amor. O termo bom pastor enche o coração de quem busca Deus. Volta-se em vida a algo muito bom. A verdes pastagens me conduzem. O sonho de um lugar florido, de belas paisagens pode nos encantar. Esse é um paraíso distante. Os sonhos são realidades em nosso coração. Sonhamos, como tendo, como criando um mundo novo dentro de nós. Assim Jesus diz de seus seguidores que, com poucas palavras, mas muitos gestos criam o Céu que esperamos. E podemos conversar com Ele. 
Homilia do 4º Domingo Comum (12.05.2019)

EVANGELHO DO DIA 22 DE FEVEREIRO

Evangelho segundo São Mateus 4,1-11. 
Naquele tempo, Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto, a fim de ser tentado pelo Diabo. Jejuou quarenta dias e quarenta noites e, por fim, teve fome. O tentador aproximou-se e disse-lhe: «Se és Filho de Deus, diz a estas pedras que se transformem em pães». Jesus respondeu-lhe: «Está escrito: "Nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus"». Então o Diabo conduziu-O à cidade santa, levou-O ao pináculo do Templo e disse-Lhe: «Se és Filho de Deus, lança-Te daqui abaixo, pois está escrito: "Deus mandará aos seus Anjos que te recebam nas suas mãos, para que não tropeces em alguma pedra"». Respondeu-lhe Jesus: «Também está escrito: "Não tentarás o Senhor, teu Deus"». De novo o Diabo O levou consigo a um monte muito alto, mostrou-Lhe todos os reinos do mundo e a sua glória e disse-Lhe: «Tudo isto Te darei, se, prostrado, me adorares». Respondeu-lhe Jesus: «Vai-te, Satanás, porque está escrito: "Adorarás o Senhor teu Deus e só a Ele prestarás culto"». Então o Diabo deixou-O, e aproximaram-se os Anjos e serviram-no. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Cirilo de Jerusalém 
(313-350) 
Bispo de Jerusalém, 
doutor da Igreja 
 Catequese batismal, nº.2,1-3 
«O tentador aproximou-se» 
O pecado é uma coisa terrível e a transgressão é uma doença cruel da alma, pois corta os nervos da alma, preparando assim o caminho para o fogo eterno. Mas tu não és o único instigador da má ação; há outro cuja perversidade te incita a ela: o diabo. Este ser sugere o mal a todos, mas não triunfa sobre aqueles que se recusam a ouvi-lo. Daí a palavra do Eclesiastes: «Se a ira do príncipe se inflamar contra ti, não abandones o teu posto» (Qo 10,4), tranca a tua porta, mantém-no longe de ti e ele não te fará mal. Se acolheres levianamente a sugestão de um desejo graças às tuas considerações, ela criará raízes em ti, acorrentará a tua inteligência e atrair-te-á para o abismo da miséria. Mas talvez digas: «Sou “fiel” e o desejo não me dominará, mesmo que pare a refletir sobre ele». Não sabes que uma raiz, à força de se agarrar a ela, chega a conseguir quebrar uma pedra? Não acolhas a semente, pois ela destruirá a tua fé. Antes que ela floresça, arranca o mal pela raiz, para que a tua indiferença inicial não te obrigue, mais tarde, a pensar muito em machados e fogo. Curar os teus olhos doentes no tempo oportuno, para não teres de procurar o médico quando ficares cego.

Cátedra de São Pedro Apóstolo Festa: 22 de fevereiro

Para o calendário da Igreja Católica, 22 de fevereiro representa a festa da Cadeira de São Pedro. Este é o aniversário em que a memória da missão particular confiada por Jesus a Pedro é colocada de uma maneira particular. Na realidade, a história nos transmitiu a existência de duas cadeiras do Apóstolo: antes de sua jornada e martírio em Roma, a sede do magistério de Pedro era, de fato, identificada em Antioquia. E a liturgia celebrava esses dois momentos em duas datas diferentes: 18 de janeiro (Roma) e 22 de fevereiro (Antioquia). A reforma do calendário os unificou em um único feriado atual. O Missal Romano explica que "com o símbolo da cátedra, enfatiza a missão de mestre e pastor conferida por Cristo a Pedro, a quem ele constituiu, em sua pessoa e na de seus sucessores, o princípio visível e o fundamento da unidade da Igreja." 
Martirógio Romano: Festa da Cadeira de São Pedro Apóstolo, a quem o Senhor disse: "Tu és Pedro e sobre esta rocha edificarei a minha Igreja". No dia em que os romanos eram costumados para comemorar seus mortos, é venerado o assento do nascimento no céu daquele Apóstolo, que recebe glória de sua vitória no Monte do Vaticano e é chamado a presidir a comunhão universal da caridade.

Santo Abílio, Patriarca de Alexandria

Bispo de Alexandria. 
Um dos três sacerdotes ordenados
 pelo Evangelista São Marcos.
Nascimento:Alexandria, Egito 
Morte:ca. 95 d.C. Alexandria, Egito 
Veneração: Igrejas Ortodoxas, Igreja Católica Romana e Igreja Copta 
Festa litúrgica: Ortodoxos e católicos romanos em 22 de fevereiro; os coptas em 29 de março e 29 de agosto 
Portal dos Santos: Abílio de Alexandria (Avílio no oriente), também chamado de Sabélio ou Mélio, foi o terceiro Patriarca de Alexandria. 
Seu patriarcado aconteceu entre os anos 83 e 95. Ele ascendeu ao trono durante o reinado do imperador Domiciano. Na "História Eclesiástica", Eusébio de Cesareia (iii.14)nos conta que, após a morte de Aniano, todos os bispos sufragâneos e padres da região foram para Alexandria onde eles se reuniram com os fiéis (leigos) sobre quem seria o próximo bispo. E elegeram unanimemente Abílio para sucedê-lo, baseado em sua reputação de castidade e conhecimento de Cristo. Ele permaneceu na posição por dezenove anos e oito meses e foi enterrado ao lado de São Marcos na igreja de Bucalis em Alexandria. Nas "Constituições Apostólicas" (viii.4) está dito que ele (Avilius) foi o segundo bispo de Alexandria e que ele foi ordenado por São Lucas. 

São Maximiano de Ravena Bispo Festa: 22 de fevereiro

Bispo de Ravena (Itália), onde teve 
muitas 
dificuldades em ser aceito pelos habitantes
que não queriam o deixar entrar. 
(*)Pula, a Croácia atual, 498 
(✝︎)Ravena, 22 de fevereiro de 556 
Ístriano de nascimento, Maximiano foi nomeado primeiro arcebispo de Ravena pelo imperador Justiniano, mas por dez anos também serviu como Primaz da Itália quando o Papa estava ausente. Devemos a ele obras-primas como as igrejas de San Michele e San Vitale e a derrota do arianismo. Martirológio Romano: Em Ravena, São Maximiano, bispo, que cumpriu fielmente seu ofício pastoral e defendeu a unidade da Igreja contra a heresia. São Maximiano foi o vigésimo oitavo bispo de Ravena, de fato o primeiro bispo do Ocidente a ostentar o título de arcebispo como titular de uma diocese metropolitana. Ele havia recebido a consagração episcopal do Papa Vigílio em 546 e ocupou a sé por dez anos. Graças à sua sólida situação financeira e ao aproveitamento, com sua grande intuição, da eminente posição de vigário do Papa Vigílio e do imperador Justiniano, tornou-se uma das figuras mais importantes da Itália no século VI. Informações bastante precisas sobre ele foram transmitidas graças à biografia escrita pelo padre Agnello, que, apesar de ter vivido dois séculos depois, era um profundo conhecedor dos escritos do santo pastor. Massiamiano nasceu em 498 em Pula, Ístria, atualmente em território croata, e tornou-se diácono da Igreja local.

Isabel da França Princesa, Fundadora, Beata 1225-1270

Irmã de São Luís, rei de França;
fundou 
em Longchamp, na região parisiense, 
um convento dedicado 
à Humildade de Nossa Senhora, 
onde não quis professar 
por ter medo de ser eleita Abadessa. 
Beneficiou de êxtases e outros carismas.
A Princesa Isabel da França, irmã mais nova do Rei São Luis IX, nasceu em 1225, filha do Rei Luis VIII e da Rainha Santa Branca de Castela. A principal fonte sobre a vida desta beata é a "Vita" escrita por Inês de Harcourt, abadessa do mosteiro de Longchamp fundado pela princesa, que se relacionou com ela nos últimos anos de sua vida. Educada pela mãe numa religiosidade profunda e severa, desde a infância Isabel se distinguia pela piedade. Uma longa enfermidade fez amadurecer nela a decisão de se dedicar às suas práticas de piedade, às leituras piedosas e ao cuidado dos pobres. Se distinguiu particularmente pelo culto às relíquias dos santos e por manter os Cruzados. Desde a adolescência Isabel mostrava desprezo pelo luxo que a circundava. Após ter recusado não poucos pretendentes e com firmeza responder negativamente ao Papa Inocêncio IV, que lhe havia escrito pedindo que ela aceitasse a mão do Rei Conrado de Jerusalém pelo bem da Cristandade, pediu e obteve a permissão para emitir o voto de perpétua virgindade.

Margarida de Cortona Viúva, Penitente franciscana, Santa (1247-1297)

Viúva e penitente franciscana, 
depois duma vida mundana
pouco recomendável. Mística.
Santa Margarida, natural de Alviano na Toscana, tem o sobrenome de Cortona, cidade onde passou grande parte da vida e morreu. Menina de 8 anos, apenas, perde a mãe, que a tinha educado com todo o cuidado. A perda da mãe foi o princípio da infelicidade da pobre órfã. Não havendo quem lhe guiasse os passos e de certo modo substituísse o cuidado e a vigilância materna, Margarida viu-se em breve rodeada de elementos que pessimamente a influíram na formação do carácter. Bonita, atraente, de temperamento jovial e expansivo, deu ouvidos às vãs lisonjas e fúteis amabilidades, e abriu as portas do coração à vaidade. Em vão o pai avisou-a do perigo que corria. Esses bons conselhos foram dados a ouvidos surdos. Dezasseis anos contava Margarida, quando abandonou secretamente a casa paterna, procurando a companhia de um jovem fidalgo, com quem viveu ilícita e criminosamente pelo espaço de nove anos, em Montepulciano. Deus, que permitira esta triste queda, não perdeu de vista a ovelhinha desgarrada. A consciência não deixou de fazer-lhe reclamos, com insistência cada vez mais acentuada. Debalde, Margarida não se animava a deixar a vida, que a algemava aos prazeres ilícitos. Deu-se então um fato que lhe abriu os olhos e a chamou ao bom caminho. O amante tendo empreendido longa viagem de negócio, foi em caminho assaltado e assassinado. O cadáver esteve dois dias e duas noites no lugar do crime, ficando-lhe ao lado o cão, que tinha acompanhado o dono.

Diogo Carvalho presbítero e mártir, beato 1578-1624

Jesuíta português, martirizado no Japão
 ao mesmo tempo que outros companheiros.
O Padre Diogo Carvalho faz parte daquela “via láctea” imensa que nos princípios da evangelização cristã no extremo oriente, foi semente de cristãos pelo sangue derramado pela fé naquelas terras longínquas, longe da pátria Lusitana. Nasceu em Coimbra em 1578 onde se fez jesuíta quando apenas tinha 16 anos, mas foi em Macau que terminou os estudos de teologia e foi ordenado sacerdote. Em 1609 era missionário no Japão, e seguiu fielmente as “pegadas” dos seus predecessores célebres que lutaram e deram a vida para que outros cristãos no Japão, após eles ficassem a conhecer Jesus Cristo e a sua “Boa Nova do Reino”. A fim de poder evangelizar em tempo de grande perseguição, refugiou-se numa região mineira até ao dia em que umas pegadas na neve o denunciaram e foi preso com 10 dos seus fiéis seguidores. No inverno de 1624, foram os onze prisioneiros submetidos ao tormento dos tanques de água gelada, morrendo um após outro. O Padre Diogo de Carvalho sobreviveu ainda cinco dias à morte do último, vindo a falecer em Sendai, vítima do martírio que subira, a 22 de Fevereiro desse mesmo ano de 1624. Pio IX beatificou-o em 1867. 
Cf. Pe.José Leite, s.j., “Santos de cada Dia”