sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - Repartindo o Pão

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Uma história para contar
 
Bela a festa do Santíssimo Sacramento! É a que marca de modo inteiro a vida da Igreja e dos que realmente vivem os sagrados mistérios que nos foram confiados por Jesus. Mas esses mistérios estão marcados pelos tempos. Cada época tem uma perda ou um ganho. Por exemplo: No tempo em que não havia missa vespertina, isto é à tarde, era feita a “reza” com bênção do Santíssimo. No momento da bênção se batia o sino. Onde havia respeito, as pessoas paravam, silenciavam e recebiam a bênção. Depois que o sino silenciava, a vida continuava. Agora mudou. Temos a celebração da missa. O respeito pela Eucaristia, por quem conhecia, era muito grande. Agora se perdeu muito a noção do Sagrado. O reconhecimento da presença do Senhor na Eucaristia é uma fineza de amor que vem em primeiro da parte do Pai em nos dar o Filho que Se nos dá, em forma de pão, sua carne e seu sangue para nossa salvação. Os modos como a Igreja e o povo manifestaram esse ato de fé correspondem a tempos determinados. Há os que querem que seja só de um jeito. As coisas mudam. Não pode mudar o conteúdo. Sobre esse se sente que não há tanta atenção. Conservemos o que é fundamental, a partir do Evangelho e interpretado pelo tempo em que se vive. Lembro, de menino, de uma única pessoa ir à comunhão na grande missa das 10 h no domingo. Agora, a bem dizer, todos comungam. Mais antigamente, não se comungava na missa, mas na Capela do Santíssimo. O culto do Santíssimo era distinto da missa. É preciso conhecer mais para interpretar melhor. 
Ver o mundo na Eucaristia 
Além das condições pessoais para receber a Eucaristia como alimento para nossa “alma”, temos que perceber que é uma missão que recebemos. Comemos o Pão da Vida para que seja vida. Nos milagres da multiplicação Jesus pensou no povo que estava com Ele a três dias sem comer... (Mt 15,32). A multiplicação é a maior riqueza da Eucaristia. Multiplica-se e dá sabor a tudo. Lembremos o Maná: “A teu povo, ao contrário, nutristes com um alimento dos Anjos, proporcionando-lhe, dos céus, graciosamente um pão de mil sabores, a gosto de todos. Este sustento manifestava a teus filhos tua doçura, pois servia ao desejo de quem o tomava e se convertia naquilo que cada qual queria” (Sab 16,20). Recebemos a Eucaristia, Cristo vivo em forma de pão, que podemos chamar de vida para o mundo. Quando iremos reconhecer que estamos unidos a Ele nessa mutua alimentação: Ele nos dá a vida de Deus e nós damos vida de Deus ao mundo. A educação espiritual é fundamental para levarmos a Eucaristia ao mundo. 
Adoremos!!! 
Santo Afonso nos escreveu um livro muito pequeno para a visita ao Santíssimo, em 1745 para um encontro pessoal com Jesus Eucaristia. Um confrade meu disse ter visto o Santo Padre Pio tirar esse livro do bolso para rezar. É um instrumento que instrui e ajuda a rezar. Perdemos o sentido da adoração. Adorar é contemplar amando. Assim, não só nas solenes bênçãos do Santíssimo adoramos, mas nos muitos sacrários do mundo e do coração humano. Quem ama vê. Pena que o cuidado com a Eucaristia não demonstra o amor e a fé que possuímos. Muita solenidade em certos atos e nada no real da vida de nossas comunidades, sacrários abandonados e descuidados. Os modos não precisam exagerar, mas devem corresponder à fé e ao amor. Ele não é amuleto de nossa fé. É o Senhor que amamos e queremos ser seus sacrários vivos no mundo. Um mundo eucaristizado é um mundo de irmãos onde não há nenhum abandonado.
ARTIGO PUBLICADO EM ABRIL DE 2019

EVANGELHO DO DIA 20 DE FEVEREIRO

Evangelho segundo São Mateus 9,14-15. 
Naquele tempo, os discípulos de João Batista foram ter com Jesus e perguntaram-Lhe: «Por que motivo nós e os fariseus jejuamos e os teus discípulos não jejuam?». Jesus respondeu-lhes: «Podem os companheiros do esposo ficar de luto enquanto o esposo estiver com eles? Dias virão em que o esposo lhes será tirado e nessa altura hão de jejuar».
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Bernardo 
(1091-1153) 
Monge cisterciense, 
doutor da Igreja 
Sermão 1 para o primeiro dia da Quaresma, 1, 3, 6 
«Nessa altura hão de jejuar» 
É natural que o jejum de Cristo seja vulgar entre os cristãos. É natural que os membros imitem a Cabeça (cf Col 1,18). Se recebemos os bens desta Cabeça, não suportaremos também os seus males? Quereremos rejeitar a sua tristeza e participar apenas das suas alegrias? Se é assim, estamos a mostrar-nos indignos de fazer corpo com esta Cabeça. Porque tudo o que Ele sofreu foi por nós. Se nos repugna colaborar na obra da nossa salvação, não estamos a ser seus colaboradores. Jejuar com Cristo é pouca coisa para quem quer sentar-se com ele à mesa do Pai. Feliz o membro que tiver aderido em tudo a esta Cabeça e a tiver seguido para onde quer que ela vá (cf Ap 14,4). Pois, se dela fosse cortado e separado, seria imediatamente privado do sopro da vida. Para mim, aderir completamente a Ti é um bem, ó Cabeça gloriosa e bendita por todos os séculos, perante a qual até os anjos se inclinam com cobiça (cf 1Ped 1,12). Seguir-Te-ei para onde quer que vás. Se passares pelo fogo, não me separarei de Ti, e não temerei nenhum mal, porque Tu estás comigo (cf Sl 22,4). Tu carregas as minhas dores e sofres por mim. Tu foste o primeiro a passar pela porta estreita do sofrimento, para abrires uma grande passagem aos membros que Te seguem. Quem nos separará do amor de Cristo? (cf Rom 8,35). Este amor é o perfume que desce da cabeça sobre a barba, que desce depois sobre a gola da veste, para a olear até ao mais pequeno fio (cf Sl 132,2). Na Cabeça encontra-se a plenitude da graça, e dela recebemos tudo. Na Cabeça está toda a misericórdia, na Cabeça, um excesso de perfumes espirituais, como está escrito: «Deus ungiu-te com o óleo da alegria» (Sl 45,8). E nós, o que nos pede o Evangelho no início desta quaresma? «Quando jejuares, perfuma a cabeça» (Mt 6,17). Admirável condescendência!

São Zenóbio, sacerdote e mártir Festa: 20 de fevereiro

Zenóbio, sacerdote da Igreja de Sidon, é homenageado no 'Martirológio Romano' em 20 de fevereiro em uma única celebração junto com os bispos e mártires Tirânio, Silvão, Peleu e Nilo, todos da Fenícia. Eles sofreram martírio durante a perseguição de Diocleciano, mas em diferentes momentos e lugares: Silvão, bispo, foi alimentado por feras selvagens em Emesa, Tirânio, bispo de Tiro, foi lançado no rio Orontes em Antioquia e transportado para o mar, e Zenóbio, sacerdote e famoso médico, morreu enquanto seus quadris eram despojados de sua carne. 
Etimologia: Zenóbio = poder de Júpiter, do grego 
Emblema: Palma 
Martirológio Romano: Comemoração dos cinco abençoados mártires, que, sob o imperador Diocleciano, foram mortos em Tiro, na Fenícia, hoje no Líbano: primeiro despedaçados por todo o corpo com flagelos, depois despidos e colocados na arena e expostos a feras de vários tipos, demonstraram em seus corpos juvenis uma firmeza firme e inabalável; um deles em particular, nem mesmo com vinte anos, sem correntes, abriu os braços em forma de cruz, dirigiu orações a Deus; todos, inicialmente intocados pelas feras, embora instigados, foram finalmente perfurados pela espada.

São Francisco Marto vidente de Fátima, +1919

Francisco, nascido numa povoação chamada Aljustrel, pertencente à paróquia de Fátima, em Portugal, no dia 11 de Junho de 1908, era filho de Manuel Pedro Marto e de Olímpia de Jesus Marto, modestos agricultores e bons cristãos; no dia 20 do mesmo mês, recebido o baptismo, tornou-se membro do povo da nova aliança. De carácter dócil e condescendente, recebeu com fruto a boa educação que os pais lhe deram. Em casa, começou a conhecer e a amar a Deus, a rezar, a participar nas sagradas funções paroquiais, a ajudar o próximo necessitado, a ser sincero, justo, obediente e diligente. Viveu em paz com todos, quer adultos quer da mesma idade. Não se irritava quando o contrariavam e nos jogos não encontrava dificuldades em se adequar à vontade dos outros. Era sensível à beleza da natureza, que contemplava com sensibilidade e admiração; deleitava-se com a solidão dos montes e ficava extasiado perante o nascer e pôr do sol. Chamava ao sol «candeia de Nosso Senhor» e enchia-se de alegria ao aparecerem as estrelas que designava «candeias dos Anjos».

20 de fevereiro - Beata Júlia Rodzinska

No dia 13 de junho de 1999, João Paulo II beatificou em Varsóvia, durante sua sétima viagem apostólica a Polônia, 108 mártires vítimas da perseguição contra a Igreja polonesa durante a ocupação alemã nazista de 1939 a 1945. O ódio racial forjado pelo nazismo provocou mais de cinco milhões de vítimas entre a população civil polonesa, muitos deles eram religiosos, sacerdotes, bispos e leigos católicos. Compilando informações e testemunhos foi possível abrir vários processos de beatificação. O primeiro foi aberto pelo bispo de Wloclawek, onde um grande número de vítimas padeceu o martírio. A este processo confluíram outros e o número de Servos de Deus, que inicialmente era de 92, paulatinamente chegou a 108. Dentre estes nomes se destaca no dia de hoje o da religiosa professa dominicana Maria Júlia Rodzinska, que nasceu em 16 de março de 1899 em Nawojowa, Malopolskie, Polônia e que na pia batismal recebeu o nome de Estanislava Maria José. Ela cresceu em um ambiente familiar muito religioso, seus pais eram ativos na paróquia, colaborando nas missas e no coral. Com oito anos de idade perde sua mãe e seu pai morre quando ela completa dez anos. Ficando órfã, ela e sua irmã foram acolhidas pelas irmãs dominicanas. Iingressou na Ordem Dominicana no ano de 1916 e realizou sua profissão solene em 5 de agosto de 1924.

São Leão de Catânia, Bispo Festa: 20 de fevereiro

Leão nasceu em Ravena, no ano 720, e se tornou monge beneditino. Nomeado bispo de Catânia, opôs-se às leis iconoclastas do Império Bizantino, que obrigavam a destruição de imagens sagradas. Forçado a viver como eremita nas montanhas, depois de muitos anos retornou a Catania, onde faleceu em 789. 
(†)Catânia, 20 de fevereiro de 789 
Leão nasceu em Ravena, em 720 d.C. Ainda jovem, ingressou na ordem dos monges beneditinos e mudou-se para Reggio Calabria. Ali permaneceu até ser eleito bispo de Catânia. Diz-se que o povo de Catânia, tendo que eleger um novo bispo, teve um sonho de um anjo em que Leão morava em Reggio Calabria e que seria a pessoa certa. Inicialmente, Leo, não se considerando digno, recusou, mas após muita insistência, aceitou. Naqueles anos, a destruição das imagens sagradas — o "iconoclasmo" ocorria por todo o Império Bizantino. Aqueles que não obedeceram ao édito que proibia ícones foram presos. Leo se opôs a essa lei. Por essa razão, o governador da Sicília ordenou sua prisão e Leão foi forçado a se refugiar nas montanhas. Após muitos anos, retornou a Catânia, onde retomou sua sede episcopal e onde morreu em 20 de fevereiro de 789. 
Martirológio Romano: Em Catânia, São Leão, bispo, que providenciou um compromisso singular com o cuidado dos pobres.

São Serapião Mártir Festa: 20 de fevereiro Alexandria, Egito, século III.

Martirizado em Alexandria.
Deslocaram-lhe os membros e 
depois foi atirado duma janela. 
Nascidono século III d.C., Serapião era um cristão de Alexandria, no Egito, que, durante a perseguição a Décio, foi submetido a torturas cruéis. 
Segundo o Martirológio Romano, Serapião foi submetido pela primeira vez a tortura que quebrou todas as articulações de seus membros. Depois, ele foi jogado dos andares superiores de sua casa. 
Martirológio Romano: Em Alexandria, Egito, comemoração de São Serapião, mártir, que, sob o imperador Décio, foi submetido a torturas tão cruéis que primeiro todas as articulações de seus membros foram quebradas e depois ele foi jogado dos andares superiores de sua casa. 
Em 20 de fevereiro, a Igreja celebra a memória de São Serapião, um mártir alexandrino que sofreu martírio sob o imperador Décio, no século III. Serapion era um jovem cristão que vivia em Alexandria, Egito.

Santo Eleuthérius de Constantinopla Mártir-Festa: 20 de fevereiro-século II.

Bispo de Constantinopla. 
Martirizado pelos adversários 
que combatia heroicamente.
Segundo a tradição, Eleuthério foi um senador romano que, após abraçar o cristianismo, foi forçado a fugir de Constantinopla devido às perseguições do imperador Maximiano Galério. Ele encontrou refúgio em Tarsia, na Bitínia, onde foi martirizado por decapitação. 
Emblema: Palma 
Hoje, o Martirológio Romano comemora dois bispos com o mesmo nome: Santo Eleutherius de Constantinopla, que governou a Igreja Bizantina em um período não especificado (início do século II ou mesmo final do século V), e Santo Eleutherius, bispo de Tournai, na Bélgica. As fontes sobre a vida de Santo Eleuterio, bispo de Constantinopla, são escassas e incertas, tanto que nem sequer se sabe ao certo a qual século ele pertence. Segundo o Martirológio Romano, Eleutherius foi um senador romano que, após abraçar a fé cristã, foi forçado a fugir de Constantinopla devido às perseguições do imperador Maximiano Galério. Ele encontrou refúgio em Tarsia, na Bitínia (atual Turquia), onde foi martirizado por decapitação.

Euquério de Orleans Bispo, Santo † 738

Monge em Jumières (França) 
e depois Bispo de Orleans. 
Foi exilado em Colónia 
e depois em Liège,
 por causa de calúnias. 
Morreu em Saint-Trond (Bélgica).
A França foi a terra deste grande Santo, que nasceu de pais virtuosíssimos, que deram ao filho uma educação esmerada, sobre a base de princípios cristãos. Antes de dar à luz o menino, a mãe já o dedicara a Deus. De boa inteligência, Euquério ocupou sempre um dos primeiros lugares entre os condiscípulos. Cedo se acostumou a ler um ou outro trecho da Escritura. Certa vez leu as palavras de São Paulo (I. Cor. 7, 29, 31.) “O tempo é breve! O que resta é que, não só os que têm mulheres, sejam como se as não tivessem, mas também os que choram, como se não chorassem; e os que usam deste mundo, como se dele não usassem; porque a figura deste mundo passa”. Impressionado e iluminado por estas palavras, conheceu a vaidade do mundo e resolveu dizer-lhe adeus, entrando numa ordem religiosa. Fez-se religioso no convento de Jumièges, na diocese de Rouen. Chegou a um grau tão alto de virtude e santidade que foi eleito sucessor do Bispo, quando este, seu tio do lado paterno, morreu.

Beata Amada de Assis, Clarissa - 20 de fevereiro

SANTA CLARA E MONJAS
Sobrinha de Santa Clara. 
Religiosa clarissa em Assis.
Esta sobrinha de Santa Clara nasceu em Assis em fins do ano 1200. Havia sido destinada ao casamento com um nobre de sua cidade natal; orgulhosa de sua beleza, levava uma vida frívola. Ao visitar sua tia no Convento de São Damião, ficou impressionada com a sua humilde e serena pobreza. Mudou de ideais, renunciou ao casamento e em 1213 ingressou no Mosteiro de São Damião. O Martirológio Franciscano a recorda com este elogio: "Quae puritate et innocentia vitae ferventique in Christum sponsum amore excelluit". (Sua vida de pureza e inocência se distinguiu no ardente amor a Cristo Esposo.) Devido às severas penitências que se infringia adoeceu de hidropisia: por treze meses sofreu de uma tosse violenta e foi curada por sua santa tia com um simples Sinal da Cruz. Presente na morte de Santa Clara, foi por esta interpelada, conforme narra Celano, com estas palavras: "Vides tu, filia, regem gloriae quem ego aspicio?" (Tu vês, ó filha, o rei da glória que eu vejo?)

Jacinta de Jesus Marto Virgem, vidente de Fátima, Beata 1910-1920

A mais jovem dos videntes de Fátima.
Beatificada a 13 de Maio de 2000.
Jacinta de Jesus Marto nasceu em Aljustrel, Fátima, a 11 de março de 1910. Foi baptizada uma semana depois. Á ela junto com o irmão Francisco e a prima Lúcia, três simples crianças pastoras analfabetas, foi dada a graça de presenciar as aparições de Nossa Senhora, na sua pequenina aldeia. Além das cinco aparições da Cova da Iria e uma dos Valinhos, Nossa Senhora apareceu à Jacinta mais quatro vezes em casa durante a doença, uma grave pneumonia que a acometeu junta-mente com seu irmão Francisco. Nessa primeira aparição, quando ambos já estavam acamados, assim descreve a pequenina: "Nossa Senhora veio nos ver e diz que vem buscar o Francisco muito em breve. E a mim perguntou-me se queria ainda converter mais pecadores. Disse-lhe que sim". De fato, logo de-pois Francisco morreu santamente. Nessa ocasião, ao aproximar-se o momento da partida de Francisco, Jacinta recomenda-lhe: "Leve muitas saudades minhas a Nosso Senhor e a Nossa Senhora e diz-lhes que sofro tudo quanto Eles quiserem para converter os pecadores". Jacinta ficara tão impressionada com a visão do inferno durante uma das aparições da Virgem em Fátima, ocorrida em 13 de julho de 1917, que nenhuma mortificação e penitência era demais para salvar os pecadores.

Santos Jacinta e Francisco Marto, mensageiros de Na. Sra. de Fátima – 20 de fevereiro

Rezem, rezem muito e façam sacrifícios pelos pecadores, pois muitas almas vão ao inferno porque não há quem se sacrifique e peça por elas”, foi o que pediu a Virgem de Fátima a Lúcia, Francisco e Jacinta. E, neste dia 20 de fevereiro, a Igreja recorda a memória de dois desses videntes, os Santos Francisco e Jacinta.
     Francisco nasceu em 1908 e Jacinta, dois anos depois. Desde pequenos aprenderam a tomar cuidado com as más companhias e, por isso, preferiam estar com sua prima Lúcia, que lhes falava sobre Jesus. Os três cuidavam das ovelhas, brincavam e rezavam juntos.
     De 13 de maio a 13 de outubro de 1917, a Virgem lhes apareceu em várias ocasiões na Cova de Iria (Portugal). As três crianças suportaram com valentia as calúnias, injúrias, más interpretações, perseguições e a prisão. Eles diziam: “Se nos matarem, não importa, vamos ao céu”.
Logo depois das aparições, as crianças seguiram sua vida normal. Lúcia foi para a escola, tal como pediu a Virgem, e era acompanhada por Jacinta e Francisco. No caminho, passavam pela Igreja e saudavam Jesus Eucarístico.
     Francisco, sabendo que não viveria muito tempo, dizia a Lúcia: “Vão vocês ao colégio, eu ficarei aqui com o Jesus Escondido”. À saída do colégio, as meninas o encontravam o mais perto possível do Tabernáculo e em recolhimento.

ORAÇÕES - 20 DE FEVEREIRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
20 – Sexta-feira – Santos: Eleutério, Zenóbio, Leão de Catânia, Nilo
Evangelho (Mt 9,14-15) “Disse-lhes Jesus: ─ Por acaso, os amigos do noivo podem estar de luto enquanto o noivo está com eles?”
Para os antigos o jejum era manifestação de dor e luto. Nós cristãos acreditamos que Deus nos ama, que Jesus está sempre conosco, que o mal foi derrotado, que podemos ser felizes na paz e a fraternidade. Não podemos viver no luto, no pessimismo, a nos lamentar chorosos. Isso seria mostrar fé muito débil, pouca esperança e ingratidão muito grande. Que nossa alegria mostre como Deus é bom.
Oração
Senhor, dai-me a alegria e o otimismo de quem de fato acredita em vosso poder e bondade. Vós me destes a vida, a fé em Jesus, e todas as possibilidades de ser feliz. Eu vos agradeço tudo isso, bendigo vosso amor misericordioso e a confiança que depositais em mim. E muito agradeço porque colocastes ao meu redor pessoas que me querem bem. A elas e a mim, fazei-nos alegres apesar de tudo. Amém.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Meu Senhor e meu Deus”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
A fé que salva
 
As aparições de Jesus não são espetáculos reservados a poucos, mas para promoção da certeza de que a Vida venceu a morte e se institui como modo de vida. As aparições de Jesus se davam aos domingos, o dia da comunidade e revelam seu valor. Nele se dá o envio do Espírito e o dom da reconciliação. Essas narrativas nos põem em contato com o caminho que Jesus em sua Ressurreição propõe para a vida cristã: Reunir-se no dia do Senhor (dia da Ressurreição) é tornar presente o Senhor Ressuscitado. É o que dizemos quando fazemos memória. As narrativas das aparições vão além de um fato acontecido, mas são uma realidade que acontece sempre quando estamos “dois ou três reunidos”. Ele está no meio de nós, como rezamos na celebração. Nela professamos nossa fé, mesmo sem ter visto o Senhor. Tomé é o exemplo do processo de fé que se realiza em nós: Ausente do encontro de Jesus com os discípulos exige tocá-Lo. Quer crer com as mãos. A presença do Ressuscitado não é uma volta à carne, ser humano que Jesus era, mas um fato que vem da fé. Os que não veem o Ressuscitado confiam no testemunho dos apóstolos e têm a fé que os torna felizes: “Felizes os que creram sem ter visto” (Jo 20,29). João escreve: “Estes sinais (milagres que levam à fé) foram escritos para que acrediteis que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus e, crendo, tenhais a vida em seu nome” (Jo 20,31). Crendo temos a vida eterna e celebramos a presença de Cristo na comunidade. 
A força da Ressurreição 
No dia da Ressurreição recebemos, em uma grande síntese, todo o caminho da Igreja. Jesus está sempre presente e sempre dá o Espírito Santo: “Recebei o Espírito Santo! A quem perdoardes os pecados eles lhes serão perdoados” (Jo 20,22). O perdão é a reconciliação universal. Inaugura o tempo da misericórdia que salva. Esse magnífico gesto de Jesus não se refere a uma confissão de minutos falada em vós baixa, mas à proclamação da Redenção que se estende a todos. Ninguém é dono da redenção ou põe regras além da lei do Evangelho. Temos o costume de submeter o Evangelho às nossas ideologias e modismos espirituais. Poderemos prejudicar o anúncio da Ressurreição e os caminhos que o Senhor nos oferece. Vimos o crescimento da Igreja no decorrer dos séculos. Além de nossas misérias, a força da Ressurreição penetra todos os povos. Lentamente a fé se desenvolve. Infelizmente vemos que o testemunho pouco evangélico tem distanciado tantos, tem desfibrado tantas comunidades. A aparição aos discípulos não quer fazer maravilhas, mas a entrega do grande ministério de reconciliação na força do Espírito. 
Rei de Misericórdia 
Falamos de um Senhor glorioso e magnífico, como nos narra o livro do Apocalipse. Esse poder não corresponde à mentalidade do mundo que tem poder para mandar e aproveitar-se do poder. O salmo nos faz repetir: “Dai graças ao Senhor, porque é grande a sua misericórdia” (Sl 117). Esse é o distintivo fundamental de seu Reino. A pessoa de Jesus é o centro de toda vida cristã. Celebrando as alegrias pascais sabemos que o hoje eterno de Deus continua sua eterna misericórdia. Os gestos de misericórdia continuam na vida da comunidade, como lemos nos Atos dos Apóstolos. Tudo vem a nós através do sacramento do batismo, da presença do Espírito que nos foi dado e do sangue de Jesus que nos remiu (oração). Nós que cremos sem ver, somos declarados felizes porque cremos sem ver (Jo 20,29). A misericórdia cantada no salmo não é uma devoção revelada, mas um atributo de Deus.
Leituras: Atos 5,12-16; Salmo 117; 
Apocalipse 1,9-11ª.12-13.17-19
1. Reunir-se no dia do Senhor é tornar presente o Senhor Ressuscitado. 
2. O perdão que Jesus oferece é a proclamação da Redenção que se estende a todos. 
3. As alegrias pascais contam que o hoje eterno de Deus continua em sua misericórdia. 
A turma do cutuca. 
Tomé é o exemplo dos que querem crer com as mãos, não no sentido de agir, mas de sentir as coisas de Deus como se fossem corporais. É a turma do cutuca. Não querem que a fé os toque para algo mais profundo. Isso exige mudança em nossa vida. Os discípulos viram, mas foram além, continuaram sem buscar milagres, anunciando por sua vida e palavra que Ele está vivo. Onde tiraram forças e condições para anunciarem com tanto vigor trazendo tantos para Jesus. Os cristãos se firmaram na Palavra anunciada e no testemunho. Era mais forte que um toque. 
Homilia do 2º Domingo da Páscoa (28.04.2019).

EVANGELHO DO DIA 19 DE FEVEREIRO

Evangelho segundo São Lucas 9,22-25. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «O Filho do homem tem de sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escribas; tem de ser morto e ressuscitar ao terceiro dia». Depois, dirigindo-Se a todos, disse: «Se alguém quiser vir comigo, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz todos os dias e siga-Me. Pois quem quiser salvar a sua vida há de perdê-la; mas quem perder a sua vida por minha causa salvá-la-á». Na verdade, que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder-se ou arruinar-se a si próprio?». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Imitação de Cristo 
Tratado espiritual do século XV, Livraria Moraes, 
1959 Livro II, capítulo 12 (rev.) 
««Se alguém quiser vir comigo, tome a sua cruz todos os dias e siga-Me» 
A muitos parece dura esta palavra : «Renega-te a ti próprio, toma a tua cruz e segue Jesus». Porque temes levar a cruz, pela qual se vai ao Reino? Na cruz está a salvação; na cruz, a vida; na cruz, a proteção dos inimigos; na cruz se derrama toda a suavidade do alto; na cruz, a força do espírito; na cruz, a alegria da alma; na cruz, a suprema virtude; na cruz, a perfeição da santidade. Não há salvação da alma nem esperança da vida eterna senão na cruz. Pega, pois, na tua cruz e segue-O: caminharás para a vida eterna. Se morreres com Ele, também com Ele viverás (cf Rom 6,8). E, se fores seu companheiro no sofrimento, também o serás na glória. Eis que tudo consiste na cruz; não há outro caminho para a vida e para a verdadeira paz interior. Anda por onde quiseres, procura o que desejares, não encontrarás mais elevado caminho no alto, nem mais seguro cá em baixo, do que o caminho da santa cruz. Dispõe e ordena tudo segundo o que queres e vês; não encontrarás nada onde não haja que sofrer, voluntária ou necessariamente, e assim sempre encontrarás a cruz. Ou sofrerás dores no corpo, ou encontrarás tribulações na alma. Umas vezes serás abandonado por Deus, outras serás afligido pelo próximo e, pior ainda, muitas vezes pesar-te-ás a ti mesmo; e não poderás ser libertado ou aliviado com qualquer remédio ou consolação. Deus quer que aprendas a suportar o sofrimento sem consolações, que te submetas a Ele totalmente e te tornes mais humilde pela tribulação. E é necessário que tenhas paciência, se queres possuir a paz interior e merecer a coroa imortal.

19 de fevereiro - Beato Álvaro de Córdoba

O Beato Álvaro de Córdoba, é um frade dominicano do século XIV que promoveu a reforma religiosa ao fundar o Convento de Scala Coeli em Córdoba. Nesse local, ele estabeleceu a primeira "Via Crucis" localizada conhecida. Álvaro nasceu em Zamora e em 1368 e entrou na Ordem dos Pregadores. Formado em Salamanca, ele estava inicialmente destinado a ensinar as Escrituras Sagradas, mas suas habilidades extraordinárias foram reveladas quando a obediência lhe confiou o ministério da pregação. Ele foi por muitos anos professor em San Pablo de Valladolid e depois professor de teologia de Salamanca e confessor do rei Juan II de Castela. Depois de uma peregrinação à Terra Santa e à Itália (1418-1420) para aprender sobre a reforma da Ordem realizada pelo Beato Raymond de Cápua, iniciou o mesmo trabalho de reforma na Espanha, fundando o convento de Scala Coeli (Córdoba), berço da reforma. Ansioso para viver uma existência em solidão e perfeição, onde temperar o espírito por um apostolado mais lucrativo, com o favor do rei Juan II de Castela, ele foi capaz de fundar as famosas e observadoras três milhas de Córdoba, onde havia vários oratórios que reproduziam o “caminho doloroso”, venerado por ele em Jerusalém.

19 de fevereiro - Beato John Sullivan

O sacerdote jesuíta John Sullivan é um exemplo de uma vida virtuosa dedicada à pobreza 
e à obediência, convidando todos 
à conversão para o bem. 
Cardeal Angelo Amato 
John Sullivan nasceu em 8 de maio de 1861 em uma família proeminente. Edward, seu pai de fé protestante, era um advogado brilhante que mais tarde se tornaria Lord Chanceler da Irlanda. Sua mãe, Elizabeth Bailey, uma católica, fazia parte de uma família de proprietários de terras. Como era costume do tempo, os meninos da família foram batizadas na fé protestante do pai e as meninas foram batizadas como católicas. Em 1872, John foi enviado para a Portora Royal Scholl, em Enniskillen, Irlanda do Norte. O excelente aluno então frequentou o Trinity College, em Dublin, onde estudou os clássicos. Finalmente ele estudou direito e por um tempo ele praticou como advogado. Edward Sullivan morreu de repente em 1885. O que John recebeu como herança lhe deu independência financeira. Ele gostava de se vestir bem e chegou a ser considerado o homem mais bem vestido em Dublin. Durante este período, fez longas jornadas pela Europa, especialmente fazendo passeios a pé pela Macedônia, Grécia e Ásia Menor. Passou vários meses em um dos mosteiros ortodoxos do Monte Athos, até mesmo contemplando a ideia de entrar lá como um monge. Para a surpresa de sua família, John Sullivan foi convertido na Igreja Católica em 1896. Sua decisão de ser católica levou-o a mudar seu estilo de vida, como despojar seu quarto de qualquer coisa que pudesse ser considerada um luxo.

9 de fevereiro - Beato José Zaplata

Precisamente hoje estamos a celebrar a vitória daqueles que, no nosso tempo, deram a vida por Cristo, deram a vida temporal para possuí-la pelos séculos na sua glória. Trata-se de uma vitória particular, porque é compartilhada pelos representantes do clero e dos leigos, jovens e idosos, pessoas de várias classes e posições. Entre eles estão D. Antoni Julian Nowowiejski, Pastor da Diocese de Plock, torturado até à morte em Dzialdowo; e D. Wladyslaw Goral de Lublim, torturado com particular ódio somente porque era Bispo católico. Há sacerdotes diocesanos e religiosos, que morreram porque não quiseram abandonar o seu ministério, e aqueles que morreram servindo os companheiros de prisão, doentes de tifo; há pessoas que foram torturadas até à morte pela defesa dos judeus. No grupo dos Beatos existem irmãos religiosos e irmãs, que perseveraram no serviço da caridade e na oferta dos seus tormentos pelo próximo. Entre estes Beatos mártires contam-se também leigos. Há cinco leigos jovens, formados no oratório salesiano; um ativista zeloso da Ação Católica, um catequista leigo, torturado até à morte pelo seu serviço, e uma mulher heroica que deu livremente a sua vida em permuta daquela da sua nora, que esperava um filho. Hoje estes Beatos mártires são inscritos na história da santidade do Povo de Deus, peregrinante em terra polaca há mais de mil anos. Se hoje nos alegramos pela beatificação de 108 Mártires clérigos e leigos, fazemo-lo antes de mais porque eles são o testemunho da vitória de Cristo, o dom que restitui a esperança.

Santa Lúcia Yi Zhenmei, Catequista chinesa, mártir - 19 de fevereiro

O Cristianismo foi anunciado na China do século V ao início do século VII, quando foi ereta a primeira igreja. Graças ao profundo espírito de religiosidade dos chineses, o Cristianismo floresceu naquele imenso país. No século XIII constituiu-se a primeira missão católica com sede episcopal em Belfin. A partir do século XVI, quando a comunicação entre o Oriente e o Ocidente passara a ser mais frequente, a Igreja Católica pretendeu intensificar a evangelização e enviou vários missionários escolhidos com cuidado, entre os quais o jesuíta Mateus Ricci, para instaurar relações religiosas e também sociais e científicas. Em 1591, o excelente trabalho destes pioneiros levou o imperador “filho do céu” K'ang Hsi a assinar o primeiro decreto de liberdade religiosa, que permitia aos súditos aderirem ao Cristianismo. Os missionários podiam pregar por toda parte, alcançando milhares de conversões e chineses batizados. Mas, a partir da primeira década do século XVII as coisas mudaram. A penosa questão dos “ritos chineses” irritou o imperador e a forte influência do vizinho Japão, hostil ao Cristianismo, deram margem às perseguições que aberta ou veladamente, em sucessivas ondas até a metade do século XIX, resultaram na morte de muitos missionários e de inúmeros fiéis leigos chineses, e a destruição de várias igrejas.

Beata Elisabete de Mântua, Virgem Servita - 19 de fevereiro

A Beata Elisabete Picenardi nasceu em Mântua entre 1428 e 1430, filha do nobre Leonardo e de Paula Nuvoloni. O pai estava a serviço dos Gonzaga e aspirava para ela o casamento com algum nobre da cidade, porém ela havia decidido permanecer virgem como Maria Santíssima, por quem tinha uma intensa devoção. A decisão certamente era resultado da influência dos frades Servos de Maria, do vizinho convento de São Barnabé, que ela frequentava. Aos 20 anos vestiu o hábito das “Mantellate”, que agiam a partir das suas habitações, mas ligadas aos frades como religiosas. A sua vida religiosa foi curta e intensa, não apresentando externamente nada de especial. Logo ficou órfã de mãe e após a morte do pai, que aconteceu em 1465, deixou a casa paterna retirando-se na casa da irmã, Orsina, casada com Bartolomeu Gorni, ocupando uma cela reservada para ela. Morava um pouco distante da igreja de São Barnabé dos Servos de Maria, para onde se dirigia todos os dias, recebendo com frequência a Eucaristia, coisa raríssima nos costumes da época; se confessava com o seu diretor espiritual, Frei Barnabé de Mântua, e recitava o Ofício Divino como os religiosos.