Por que Judas não se arrependeu se enforcou ao passo que Pedro traiu, fracassou e depois se arrependeu e tudo voltou às boas?
A figura de Pedro nos Evangelhos é até engraçada. É cheia de vitalidade, contradições, disposição a se entregar por Jesus e ao mesmo tempo o fraco que foge, nega. Volta atrás e se firma numa segurança muito grande no seu ministério apostólico. Creio que serve muito bem para nós que temos um pouco este modo de ser. Ser disposto, fracassar, voltar e vencer. Jesus o moldou dentro de seu modo de ser: Pedro é Pedro e Jesus o põe como pedra de alicerce da Igreja: Tu é Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja.
Por que a fraqueza de Pedro não entrou na conta quando Jesus lhe confia um grande ministério na Igreja. Pedro no horto pegou a espada para enfrentar um batalhão e logo depois nega-o diante de uma mocinha.
Ele testemunhara pessoalmente os mais fortes momentos de Jesus: sua transfiguração, a ressurreição da menina, a oração no horto e agora testemunha a Paixão. Depois testemunhará a ressurreição. O Evangelho conta que Pedro seguiu Jesus de longe quando foi preso. Ao ser reconhecido nega vergonhosamente tê-lo conhecido. Foi feio! Jesus já o tinha prevenido: "Simão, Simão, Satanás pediu para te peneirar como trigo. Eu porém orei por ti para que tua fé não desfaleça. Quando porém te converteres, confirma teus irmãos. Pedro retruca: Estou pronto a ir contigo à prisão e à morte. Ele respondeu: Irás comigo até à morte? Pedro, eu te digo: o galo não cantará hoje sem que por três vezes me tenhas negado" (Lc.22,31-34).
Como é bom a gente saber que nossos desfalecimento são acompanhados com uma oração de Jesus: “Eu rezei para que tua fé não desfaleça”. Como fracassara em Judas, não queria fracassar em Pedro. Parece que se está a dizer: o povo precisa da fraqueza de Pedro para ser forte na fé. Parece que o poder sem a certeza da fragilidade humana se transforma em fracasso. Jesus escolheria um fundamento forte porque se sabe fraco.
O que faz Pedro converter-se? Ele nega três vezes: Jesus olha. Jesus não olhou repreendendo. Olhou amando. Pedro, eu amo você, diziam aqueles olhos doloridos. Quem sabe Jesus olha para pedindo força naquele momento doloroso. Na fragilidade Pedro ainda dá força a Jesus. Isto o fez sair e chorar amargamente. Jesus está a lhe dizer: Pedro, eu creio no seu amor. Como é bom saber que ele aceita nosso amor fraco!
MOMENTOS OPORTUNOS
segunda-feira, 30 de março de 2026
EVANGELHO DO DIA 30 DE MARÇO
Evangelho segundo São João 12,1-11.
Seis dias antes da Páscoa, Jesus foi a Betânia, onde vivia Lázaro, que Ele tinha ressuscitado dos mortos.
Ofereceram-Lhe lá um jantar: Marta andava a servir e Lázaro era um dos que estavam à mesa com Jesus.
Então, Maria tomou uma libra de perfume de nardo puro, de alto preço, ungiu os pés de Jesus e enxugou-Lhos com os cabelos; e a casa encheu-se com o perfume do bálsamo.
Disse então Judas Iscariotes, um dos discípulos, aquele que havia de entregar Jesus:
«Porque não se vendeu este perfume por trezentos denários, para dar aos pobres?».
Disse isto, não porque se importava com os pobres, mas porque era ladrão e, tendo a bolsa comum, tirava o que nela se lançava.
Jesus respondeu-lhe: «Deixa-a em paz: ela tinha guardado o perfume para o dia da minha sepultura.
Pobres, sempre os tereis convosco; mas a Mim, nem sempre Me tereis».
Soube então grande número de judeus que Jesus Se encontrava ali e vieram, não só por causa de Jesus, mas também para verem Lázaro, que Ele tinha ressuscitado dos mortos.
Entretanto, os príncipes dos sacerdotes resolveram matar também Lázaro,
porque muitos judeus, por causa dele, se afastavam e acreditavam em Jesus.
Tradução litúrgica da Bíblia
(185-253)
Presbítero,
teólogo
Comentário do Cântico dos Cânticos, II, 9
«A casa encheu-se com o perfume do bálsamo»
Diz a esposa do Cântico dos Cânticos: «O meu nardo dá o seu perfume» (1,12). A esposa aproximou-se do Esposo, ungiu-O com os seus unguentos e, surpreendentemente, foi como se o nardo não tivesse dado perfume enquanto estava nas mãos da esposa, mas o desse ao entrar em contacto com o corpo do Esposo — de sorte que não foi tanto Ele que recebeu o perfume do nardo, foi antes o nardo que o recebeu, como se viesse dele.
Apresentamos aqui a esposa Igreja, na pessoa de Maria, que trazia uma libra de nardo de alto preço e que ungiu os pés de Jesus, enxugando-os depois com os cabelos; de certo modo, também ela recebeu, através dos cabelos, um perfume impregnado da qualidade e do poder do corpo de Jesus. Ela impregnou a cabeça com um perfume requintado que vinha mais de Cristo que do nardo e disse [com a esposa]: «O meu nardo, derramado no corpo de Cristo, deu-me em troca o aroma de Cristo».
«A casa encheu-se com o perfume do bálsamo»: a fragrância da doutrina que vem de Cristo e o agradável perfume do Espírito Santo encheram toda a casa deste mundo, ou a casa de toda a Igreja; ou, pelo menos, encheram toda a casa através desta alma que recebeu a fragrância de Cristo, tendo-Lhe oferecido inicialmente o dom da sua fé como nardo puro, e recebendo, em retribuição, a graça do Espírito Santo e o agradável perfume da doutrina espiritual, para que também ela pudesse dizer: «Somos para Deus o bom odor de Cristo» (2Co 2,15). E, porque esse nardo era cheio de fé e de um amor de grande valor, Jesus presta-lhe esta homenagem: «Ela fez uma boa ação para comigo» (Mc 14,6).
São Donnino Mártir na Macedônia Festa: 30 de março Século IV.
As informaçõessobre San Donnino são escassas. Ele viveu no século IV e sofreu martírio pela fé cristã, talvez em Tessalônica. Reverenciado na Itália, vários lugares na Emília-Romanha levam seu nome. É invocado contra mordidas de cobra e cães raivosos. Retratados em pinturas, esculturas e miniaturas. Um exemplo é o retábulo de Giovanni van Eyck (1436).
Martirógio Romano: Em Tessalônica, na Macedônia, atualmente na Grécia, São Donnino, mártir.
As informações sobre São Donininho, mártir na Macedônia, são infelizmente fragmentárias. Seu memorial litúrgico está marcado para 30 de março, mas o local exato de seu martírio, que se presume ter ocorrido em Tessalônica, Grécia, durante o século IV, não é conhecido com certeza.
Alguns estudiosos o identificam com um Donnino de origem siríaca, mencionado nos antigos calendários siríacos. Segundo essa tradição, Donnino era um soldado romano que, durante a perseguição de Diocleciano, converteu-se ao cristianismo e sofreu martírio por sua fé.
A veneração a San Donnino se espalhou para diferentes partes da Itália, em particular na Emília-Romanha, onde vários lugares levam seu nome. Em algumas áreas, San Donnino é invocada como protetora contra as mordidas de cobras e cães raivosos.
A figura de São Domnino foi retratada em várias obras de arte, incluindo pinturas, esculturas e miniaturas. Um exemplo significativo é o retábulo de São Domnino, feito pelo pintor flamengo Giovanni van Eyck em 1436, preservado na Gemäldegalerie em Berlim.
Autor: Franco Dieghi
São Regulo de Senlis, bispo Festa: 30 de março
Asduas Vitae de São Régulo, bispo de Senlis, que viveu no início do século IV, oferecem um retrato elusivo do santo, entrelaçando história e lenda. A primeira Vida o descreve como discípulo de São Clemente, enviado à Gália com São Dionísio e consagrado bispo de Senlis por este. Um milagre pitoresco o faz impor silêncio aos sapos durante um sermão. A segunda Vida enriquece a lenda, tornando Régulus o primeiro bispo de Arles e narrando seu conhecimento milagroso sobre o martírio de Dionísio, Rústico e Eleuthério. Se a historicidade de Regulus e a fundação do bispado de Senlis na primeira metade do século IV forem admissíveis, a apostolicidade de sua missão parece ser resultado das lendas parisienses e arlesianas. A identificação de São Dionísio com Dionísio, o Areopagita, e a reivindicação apostólica de Arles, alheia a São Régulo, são posteriores em sua vida. A Vita secunda se detém no culto e nos milagres do santo, incluindo o retorno de um dente a Clóvis e a lendária visita anual dos cervos à igreja. A escassez de evidências históricas torna incerta a veracidade desses relatos. A primeira atestação externa de São Régulo encontra-se no Martirológio de Usuard do século IX, enquanto o Martirológio Romano o indica erroneamente como bispo de Arles.
Martirológio Romano: Ad Senlis in Gallia Lugdunense, na atual França, São Régulo, bispo.
30 de março - São Pedro Regalado de Valladolid
Pedro Regalado nasceu em Valladolid, na Espanha em 1390, em uma nobre família judia. Aos nove anos seu pai morreu. A mãe o educou piedosamente. Muito jovem ingressou na Ordem dos Frades Menores e logo se distinguiu por sua piedade, mortificação e pobreza, bem como pelo amor de silêncio e solidão. Começava na Espanha a Reforma franciscana buscando o florescimento da primitiva austeridade de vida religiosa. Ele não tinha outra ambição senão a de levar uma vida de oração e penitência e considerava as visitas de sua mãe apenas uma distração desnecessária. Regalado foi conquistada pelos ideais de Pedro de Villacreces, que se empenhou na restauração da observância original do Regra franciscana, na Península Ibérica.
A partir de 1404 seguiu com Pedro de Villacreces para a ermida de Auguille, onde encontrou a tão desejada solidão, pobreza e clima de oração. A eles juntou-se também o jovem Lope de Salinas y Salazar, que, juntamente com Pedro empenhou-se na fundação de novas ermidas de modo a não exceder o limite de vinte e cinco monges em cada local, como recomendado pelo seu próprio mestre. Os dois eremitérios de Abrojo e de Aguilera logo adquiriram grande fama pelo zelo de seus fundadores e pelos estatutos contendo prescrições extremamente severas. Isso só fez aumentar as vocações na Espanha, florescendo a vida franciscana e de santidade.
30 de março - São Júlio Álvarez Mendoza
A Igreja no México regozija-se ao contar com estes intercessores no céu, modelos de caridade suprema, no seguimento das pegadas de Jesus Cristo. Todos eles entregaram a própria vida a Deus e aos irmãos, através do martírio ou pelo caminho da oferenda generosa ao serviço dos necessitados. A firmeza da sua fé e esperança sustentou-os nas várias provações a que foram submetidos. É uma herança preciosa, fruto da fé arraigada em terras mexicanas que, nos alvores do terceiro milénio do Cristianismo, deve ser conservada e revitalizada para continuardes a ser fiéis a Cristo e à sua Igreja, como fostes no passado.
Papa João Paulo II – Homilia de Canonização -
21 de maio de 2000
São Júlio Álvarez Mendoza, nasceu em Guadalajara – México - em 20 de dezembro de 1866. Empreendedor e caridoso, era capaz de entregar a camisa que usava para aqueles que precisavam disso. Sua família, encabeçada por Atanasio Álvarez e Dolores Mendoza, carecia de recursos econômicos, no entanto, a generosidade de alguns benfeitores e a aplicação de Julio nos estudos, permitiu-lhe estudar em uma faculdade de estudos superiores, antes de entrar, em 1880, ao Seminário Conciliar de Guadalajara, ajudado pelos mesmos benfeitores, tendo sido ordenado sacerdote em 1894.
Depois de ordenado serviu como capelão de Mechoacanejo e se distinguiu por seu zelo pastoral, atenção à catequese e ao fervor com o qual participava e celebrava o culto divino.
Beato Amadeu IX de Saboia, Duque Terciário Franciscano Festa: 30 de março
Por razões de Estado, Amadeu já sabia, desde criança, com quem se casaria. No entanto, o casamento de Amadeu IX de Savóia com Iolanda de Valois foi muito especial. Eram animados por uma grande fé, seja nas suas funções de governo, assumidas com sabedoria, seja com os pobres. Faleceu em 1472.
(*)Thonon, Saboia, 1º de fevereiro de 1435
(✝︎)Vercelli, 30 de março de 1472
Amadeo nasceu de Ana de Lusignan e Ludovico, Duque de Saboia, em 1º de fevereiro de 1435. Seu casamento foi arranjado por necessidade política; na verdade, ele se casou com Iolanda de Valois, filha de Carlos VII da França. Os dois, no entanto, se encontraram; Acima de tudo, tinham em comum uma fé profunda e sabiam compartilhar tudo, desde a oração até o governo do Estado. Amadeo sofria de epilepsia, o que lhe causou muitas dificuldades. Embora fosse defensor de uma cruzada para libertar Constantinopla dos turcos, era basicamente pacifista, mas também muito generoso com os pobres, que frequentemente eram seus convidados. Ele construiu igrejas e mosteiros. Sua doença piorou em 1469 e ele abdicou em favor de Iolanda, mas seus irmãos e nobres o cercaram a ponto de Luís XI ter que intervir para libertá-lo. Morreu em 30 de março de 1472 em Vercelli.
Patrocínio: Valle Chisone (TO), Paróquia Bienheureux-Amédée-IX-de-Savoie (La Trinité)
Etimologia: Amadeo = quem ama Deus, do
latim
Emblema: Colar da Suprema Ordem da Santíssima Anunciação, Coroa, Cetro, Cartouche
Martirológio Romano: Em Vercelli, o Beato Amadeu IX, Duque de Saboia, que, durante seu governo, defendeu a paz em todos os aspectos e apoiou incessantemente as causas dos pobres, viúvas e órfãos com recursos materiais e compromisso pessoal.
Santa Osburga de Coventry, Abadessa - 30 de março
O primeiro núcleo do que é hoje a cidade de Coventry, Inglaterra, foi o mosteiro governado pela abadessa Santa Osburga. O mosteiro foi destruído pelos vikings e reconstruído em 1043 como um mosteiro masculino pelo Conde Leofrico e sua esposa Godiva. Desenvolveu-se em um grande mosteiro e na Catedral de Coventry - a única catedral destruída pelo rei Henrique VIII durante a sua separação da Igreja Católica.
O local à esquerda da Igreja da Santíssima Trindade, em Broadgate, foi cuidadosamente preservado pela cidade. Há alguns restos dos outros mosteiros destruídos na Reforma de Henrique VIII, conhecida como a dissolução: o mosteiro carmelita (fundado em 1342); o Priorado da Cartuxa de Santa Ana, fundado em 1381; e o Mosteiro Franciscano, do qual apenas a torre ainda existe na Rua New Union.
Não se tem detalhes da vida desta Santa, embora sua existência não é posta em dúvida pelos estudiosos. O tempo exato em que viveu é controverso: de acordo com alguns a data de sua morte seria em torno de 1018, enquanto outros estudiosos dizem que ela teria vivido no século VII.
Estudos recentes têm argumentado que o rei dinamarquês Canuto teria fundado o convento de Coventry, colocando Osburga como a primeira abadessa. Esta versão, no entanto, é estranha, porque foram os dinamarqueses que em 1016 destruíram o mosteiro.
Beata Restituta Kafka, Virgem e mártir - 30 de março
Sua terra natal, Moravia, estava sujeita ao imperador austríaco Francisco José quando Helena nasceu, no dia 1º de maio de 1894; era a sexta dos sete filhos de Anton e Maria Kafka. A família mudou-se em 1896 da região nativa para Viena, a capital do império. Sua família era de um humilde sapateiro; Helena é pobre e além disso gaga. Era também um pouco teimosa, pelo menos a julgar pelo caráter forte e por sua maneira de fazer, rápida e decidida, que a acompanhou por toda a vida.
Aos 15 anos, Helena desejaria continuar a estudar, mas mandaram-na trabalhar como empregada; aos 18 anos manifestou sua vocação de se tornar freira, mas os seus familiares se opõem fortemente. Então, ela resignou-se a esperar os 20 anos, e quando atingiu aquela idade fugiu de casa para ir para o convento.
João Clímaco Abade, Padre do deserto (525-605)
São João Clímaco é o autor da “Escada Celestial”. Ele foi para o Monte Sinai quando era um jovem de dezesseis anos e permaneceu lá, primeiro como um postulante em obediência, depois como recluso, e finalmente como abade do Sinai até os oitenta anos. Ele faleceu por volta do ano 605.
Seu biógrafo, o monge Daniel, diz a respeito dele: “Seu corpo ascendeu às alturas do Sinai, enquanto sua alma ascendeu às alturas celestiais.”
João permaneceu em obediência a seu pai espiritual, Martírio, por dezenove anos. Observando o jovem João, Anastácio do Sinai profetizou que ele se tornaria o abade do Sinai. Após a morte de seu pai espiritual, João se afastou para uma caverna, onde viveu uma difícil vida de ascetismo por vinte anos. Certo dia, seu discípulo, Moisés, adormeceu debaixo de uma enorme pedra. João, orando em sua cela, viu que seu discípulo estava em perigo e orou a Deus por ele. Quando Moisés retornou mais tarde, se ajoelhou e agradeceu a seu pai espiritual por ter lhe salvado da morte certa. Ele lhe contou como, em sonho, ouviu João lhe chamando e rapidamente se levantou. Naquele momento a pedra caiu. Se ele não tivesse se levantado, a pedra teria lhe esmagado.
Por insistência da irmandade, João concordou se tornar o abade, e ele encaminhava a salvação das almas dos homens com zelo e amor. João ouviu de alguém uma repreensão de que falava demais. Ele não ficou com raiva por causa disso, mas no entanto permaneceu em silêncio por um ano inteiro até que os irmãos lhe imploraram que voltasse a falar e lhes ensinasse sua sabedoria dada por Deus.
Leonardo Murialdo Sacerdote salesiano, Fundador, Santo (1828-1900)
Leonardo Murialdo nasce em Turim no ano de 1828, oitavo filho de uma família rica. Órfão de pai com apenas quatro anos, recebe, contudo uma ótima educação cristã no colégio dos Escolápios de Savona. Na juventude, atravessa uma profunda crise espiritual que o levará à conversão e à descoberta da vocação sacerdotal. Inicia em Turim os estudos filosóficos e teológicos. Começa a trabalhar, nesses anos, no oratório do Anjo da Guarda, dirigido pelo primo, o teólogo Roberto Murialdo. Graças a essa colaboração toca com as mãos as problemáticas da juventude de Turim: meninos de rua, encarcerados, limpadores de chaminés, serventes de bar.
Em 1851 é ordenado sacerdote. Começa a trabalhar em estreito contato também com o Padre Cafasso e com Dom Bosco, e deste último aceita a direção do Oratório São Luís. Leonardo respira o sistema preventivo, encarna-o e aplica-o em todas as suas futuras obras educativas. Em 1866 aceita a direção do Colégio Pequenos Artesãos de Turim, dedicado à acolhida, à formação humana, cristã e profissional de jovens pobres e abandonados. Faz inúmeras viagens pela Itália, França e Inglaterra para visitar instituições educativas e assistenciais, para aprender, confrontar e melhorar o próprio sistema educativo.
LUDOVICO DE CASORIA Franciscano, Fundador, Santo (1814-1885)
Congregação dos Irmãos da Caridade
e da Congregação de Religiosas
Franciscanas de Santa Isabel.
Ludovico de Casoria (no século: Arcangelo Palmentieri) nasceu em Casoria (Nápoles, Itália) em 11 de março de 1814. Com o nome de Luís, vestiu o hábito franciscano em 1832. Foi ordenado sacerdote em 1837, e consagrado para estudar e ensinar. Em 1847, após uma profunda experiência mística, que definiu como "banho", dedicou-se totalmente ao serviço dos últimos. As suas atenções centraram-se inicialmente nos religiosos enfermos, para os quais instituiu a enfermaria de "La Palma". Em 1854 lançou a “Obra dos Moritos” para o resgate e formação cristã das crianças africanas vendidas como escravas, com o desejo de despertar vocações missionárias para aquele continente, segundo o lema “A África converterá a África”. Projecto semelhante que concebeu para as negras, confiado aos cuidados das irmãs estigmatinas.
Seu zelo pela evangelização da África o levou a solicitar a missão de Scellal [África], onde chegou com seus religiosos em 6 de Janeiro de 1866.
O JULGAMENTO MAIS INJUSTO DA HISTÓRIA
Amanheceu sexta feira. Pilatos, envergando a toga romana para o grande julgamento daquele dia, fizera-se rodear dos membros do Conselho e da soldadesca. Levantara-se de mau humor. Aqueles dias de festa obrigavam-no a ficar atento, em vista das constantes perturbações da ordem.Eis a primeira vítima que lhe trazem: Jesus de Nazaré. Acusavam-no de ser revolucionário, de conspirar contra o governo romano, de pretender e cobiçar o trono imperial, etc. Mandaram-no à sua presença vestindo um trapo de manto vermelho, símbolo do poder real, para que o submetesse a julgamento sumário. Mas Pilatos não parecia ver naquele homem, a marca de um rebelde e conspirador. Soltá-lo? Mas sob que pretexto? Lembrou-se então de que, por ocasião da Páscoa, era costume libertar algum prisioneiro ou condenado à morte.Ora, no cárcere havia um tal Barrabás, responsável por diversos homicídios, e muito temido pelo povo. Sem dúvida alguma, pediriam a liberdade de Jesus, se Pilatos mandasse escolher entre um e outro. Por isso ordenou: Tragam-me aqui Barrabás.Ele veio, escoltado pelos soldados, mãos amarradas e semblante ameaçador. Os dois ficaram voltados para a populaça. Que contraste, porém: Jesus, a própria inocência; e Barrabás, o padrão da maldade. Qual destes dois vocês querem que eu solte? Barrabás, o criminoso? Ou Jesus, o Messias? A multidão, certamente, açulada pelos chefes do povo, respondeu: Barrabás!Inacreditável!
As Horas da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo
Santo Aníbal Maria Di Francia, o qual era recebido, com frequência, em audiência pelo Papa São Pio X, sendo muito seu amigo, chegou à casa de Luísa Piccarreta com uma notícia muito agradável. Tendo sido recebido em audiência pelo Papa quis dar-lhe a conhecer "As Horas da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo" que ele próprio estava a difundir e leu-lhe algumas páginas do livro, concretamente, a Hora da Crucificação e a um certo ponto o Papa interrompeu-o e disse-lhe: "Padre, este livro deve ler-se de joelhos, é Jesus Cristo quem fala!"
O que são as Horas da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo?
Com a idade de 17 anos, Luísa Piccarreta fez uma novena de preparação para o Natal com nove horas de meditação, e depois de a ter terminado, Nosso Senhor convidou-a a meditar de forma contínua as últimas 24 horas da Sua Paixão, a partir do momento em que Ele se despediu da Sua Mãe (antes de instituir a Eucaristia), até ao momento em que foi sepultado.
Meditar uma Hora da Paixão significa unirmo-nos a Jesus, para fazer o mesmo que Ele fazia, em cada momento da Sua Paixão, como por exemplo: as orações e reparações que Ele fazia ao Seu Pai, no Seu interior, quando era flagelado, coroado de espinhos, crucificado, etc.
Oração antes de cada Hora
Ó meu Senhor Jesus Cristo, prostrado na tua presença divina, suplico ao Teu amorosíssimo Coração que me admita à dolorosa meditação das 24 Horas da Tua Paixão, durante as quais, por nosso amor, tanto sofreste no Teu corpo adorável e na Tua alma santíssima, até à morte de cruz. Ajuda-me e dá-me graça, amor, profunda compaixão e compreensão dos Teus sofrimentos, enquanto agora medito a Hora.
Ó Maria, Mãe Dolorosa, faz-me sentir a compaixão do Teu coração trespassado, por Jesus agonizante no Getsêmani. Assim seja.
AS SETE DORES DE MARIA
Maria Santíssima sofreu a vida toda por causa do seu filho Jesus, vindo ao mundo para nos salvar.Esta devoção é celebrada principalmente no sábado santo:
1-A PROFECIA DE SIMEÃO
2- A FUGA PARA O EGITO
3- A PERDA DE JESUS EM JERUSALÉM
4- ENCONTRO NO CAMINHO DO CALVÁRIO
5- MARIA AOS PÉS DA CRUZ
6- JESUS MORTO EM SEUS BRAÇOS.
7- NO SEPULTAMENTO DE JESUS.
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO(+)
REDENTORISTA
VICE-POSTULADOR DA CAUSA
VENERÁVEL PADRE PELÁGIO SAUTER
MISSIONÁRIO REDENTORISTA
ORAÇÕES - 30 DE MARÇO
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
30 – Segunda-feira – Santos: Régulo, Donino, João Clímaco
Evangelho (Jo 12,1-11)“Maria, tomando quase meio litro de perfume de nardo puro e muito caro, ungiu os
pés de Jesus e enxugou-os com seus cabelos.”
Nardo, o perfume escolhido por Maria,era de uma planta rara do
longínquo oriente. Era o eu havia de melhor. Isso tornava seu gestosurpreendente.Parece
que João narrou o acontecido, quando o Mestre caminhava para a condenação e a morte,
para deixar claro que Jesus era o Messias.E que ele merecia todo amor e
adoração, e nada era grande ou caro demais para lhe mostrarnossa fé.
Oração
Senhor Jesus, prefiro apenas olhar para o amor tão grande que vos
mostrou Maria, vossa amiga.E pensar que, sendo humano como nós, seu gesto vos
encheu de ternura e gratidão.Isso me lembra que meu relacionamento convosco não
pode ser apenas de cabeça,mas tem de ser também de coração, de sentimento. Profundamente
humano e não apenas desencarnado eespiritual. Amém.
domingo, 29 de março de 2026
REFLETINDO A PALAVRA - “Domingo de Ramos”.
Era uma festa sem igual: Ele se deixou festejar como rei. Quando fazia milagres mandava que se calassem, não comentassem o fato. Fugiu na multiplicação dos pães para não ser proclamado rei. E agora, Ele mesmo manda que busquem o jumentinho. Os discípulos colocam seus mantos e, Ele, solenemente se encaminha e vai à cidade. É a típica entrada triunfal de um rei que é ungido e assume o poder. O povo grita: “Bendito o que vem em nome do Senhor, glória a Deus no mais alto dos céus”. Ele é aclamado como rei. Dentro do quadro político era um fato extremamente forte. Os fariseus dizem: “Mestre, repreende teus discípulos!”. Ele responde: “Se eles se calarem, as pedras gritarão”. A realeza de Jesus não éde um fato político sujeito às mudanças da história. É um Senhor que domina todos os séculos. Mesmo que todo o mundo se esquecesse dele, as pedras gritariam sua soberania e a necessidade que todos temos dele. “Os céus narram a gloria de Deus e o firmamento a obra de suas mãos”.
Um rei diferente.
A entrada gloriosa de Jesus em Jerusalém contrasta com os fatos que poucos dias depois culminarão com sua paixão e morte. Podemos dizer que aqueles mesmo que o aplaudiram, o condenariam. Mas isso não pode ser verdade, pois não foi o povinho cheio de esperanças que gritou condenando. Podemos encontrar este povo, sim, no dia de Pentecostes acolhendo a vinda do Espírito. O Rei é glorioso não pelas glórias que os chefes se dão, como vemos em nossas autoridades maiores. Sua glória é a cruz, como lemos no evangelho de São João: “Quando for elevado da terra, atrairei todos a mim”(Jo 12,32). Ela é o trono do rei. Tem até coroa, mas de espinhos. Paulo recolhe o hino que encontramos na carta aos Filipenses (Fl 2,6-11). Nele se lê que Jesus, sendo Deus, humilhou-se assumindo a condição de escravo, fazendo-se obediente até à monte e morte de Cruz. Por este serviço, Deus o exaltou e lhe deu a soberania. A diferença está na fundamental atitude de Jesus de abaixar-se e fazer-se servo e sofrer como nos narra Isaias. Podemos contemplar este Servo na sua Paixão. A liturgia do Domingos de Ramos une dois elementos: primeiro apresenta a glória de Cristo e depois a Paixão. A finalidade desta união é apresentar o sentido de sua morte. Humilhar-se ao extremo para que conheçam o serviço que Deus presta à humanidade na pessoa de seu Filho, o Servo Sofredor. Por esta sua humilhação, que assume em nosso lugar, dá-nos o dom de participar da sua glória.
E aquele ramo bento?
Na procissão de ramos, costumamos levar para casa um ramo bento. Ali fica espetado em algum crucifixo, ou em cima de guarda-roupas. No primeiro temporal, alguns o jogam ao fogo. É uma piedosa tradição. Que sentido podemos tomar deste gesto? Gostamos das lembranças daquilo que nos é caro. Esta lembrança é o comprometimento com Jesus na sua cruz e na sua soberania. No Apocalipse, seremos marcados por uma cruz (tau = letra t em hebraico) como pertencentes ao reino de Cristo. Somos da sua turma. Temos o compromisso de continuar aquela bela missão de Jesus através de nosso entusiasmo por sua pessoa anunciando a todos quanto é bom conhecer o Senhor, mesmo que tenhamos que passar pela cruz como Ele passou.
Leitura: Evangelho da procissão: Lucas 19,28-40;
Isaias 50,4-7; Filipenses 2,6-11; Lc 23,1-40
Ficha
1. A celebração de hoje tem duas partes: a procissão festiva da entrada de Jesus em Jerusalém acolhido pelo povo e criticado pelos fariseus. A outra parte já é mais séria onde entramos em clima mais voltado para a Paixão de Cristo que o conduzirá à glória de sua realeza: rei do amor e da entrega ao extremo pelos seus. Sua realeza, aclamada pelo povo e criticada pelos chefes do povo, não acabará ali, não será sufocada, mas explodirá pelo mundo.
2. Jesus é rei. Ele é Senhor. A cruz é o trono do rei. Ele é rei diferente. É rei do amor que se faz escravo e obediente até à morte de cruz para manifestar o amor e atrair ao amor. Pelo dom da humildade que o leva à humilhação total, assume nosso lugar e dá-nos o dom de participar de sua glória e de sua vitória.
3. Levamos o ramo bento para casa para lembrar de nosso compromisso. Somos de sua turma, vestimos sua camisa. Somos marcados com seu sinal, a cruz (o tau, como mostra o Apocalipse). Estamos assim assumindo o compromisso de continuar levando pelo mundo sua presença e seu reino de amor, justiça e paz.
EVANGELHO DO DIA 29 DE MARÇO - DOMINGO DE RAMOS
Evangelho segundo São Mateus 26,14-75.27,1-66.
Naquele tempo, um dos Doze, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os príncipes dos sacerdotes
e disse-lhes: «Que estais dispostos a dar-me para vos entregar Jesus?». Eles garantiram-lhe trinta moedas de prata.
E a partir de então, Judas procurava uma oportunidade para O entregar.
No primeiro dia dos Ázimos, os discípulos foram ter com Jesus e perguntaram-Lhe: «Onde queres que façamos os preparativos para comer a Páscoa?».
Ele respondeu: «Ide à cidade, a casa de tal pessoa, e dizei-lhe: "O Mestre manda dizer: o meu tempo está próximo. É em tua casa que Eu quero celebrar a Páscoa com os meus discípulos"».
Os discípulos fizeram como Jesus lhes tinha mandado e prepararam a Páscoa.
Ao cair da noite, sentou-Se à mesa com os Doze.
Enquanto comiam, declarou: «Em verdade vos digo: um de vós há de entregar-Me».
Profundamente entristecidos, começou cada um a perguntar-Lhe: «Serei eu, Senhor?».
Jesus respondeu: «Aquele que meteu comigo a mão no prato é que há de entregar-Me.
O Filho do homem vai partir, como está escrito acerca dele. Mas ai daquele por quem o Filho do homem vai ser entregue! Melhor seria para esse homem não ter nascido».
Judas, que O ia entregar, tomou a palavra e perguntou: «Serei eu, Mestre?». Respondeu Jesus: «Tu o disseste».
Enquanto comiam, Jesus tomou o pão, recitou a bênção, partiu-o e deu-o aos discípulos, dizendo: «Tomai e comei: Isto é o meu corpo».
Tomou em seguida um cálice, deu graças e entregou-lho, dizendo: «Bebei dele todos,
porque este é o meu sangue, o sangue da aliança, derramado pela multidão, para remissão dos pecados.
Eu vos digo que não beberei mais deste fruto da videira, até ao dia em que beberei convosco o vinho novo no reino de meu Pai».
Cantaram os salmos e seguiram para o monte das Oliveiras.
Então, Jesus disse-lhes: «Todos vós, esta noite, vos escandalizareis por minha causa, como está escrito: "Ferirei o pastor. e dispersar-se-ão as ovelhas do rebanho".
Mas, depois de ressuscitar, preceder-vos-ei a caminho da Galileia».
Pedro interveio, dizendo: «Ainda que todos se escandalizem por tua causa, eu não me escandalizarei».
Jesus respondeu-lhe: «Em verdade te digo: esta mesma noite, antes de o galo cantar, Me negarás três vezes».
Pedro disse-lhe: «Ainda que tenha de morrer contigo, não Te negarei». E o mesmo disseram todos os discípulos.
Então, Jesus chegou com eles a uma propriedade, chamada Getsémani, e disse aos discípulos: «Ficai aqui, enquanto Eu vou além orar».
E, tomando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-Se e a angustiar-Se.
Disse-lhes então: «A minha alma está numa tristeza de morte. Ficai aqui e vigiai comigo».
E, adiantando-Se um pouco mais, caiu com o rosto por terra, enquanto orava e dizia: «Meu Pai, se é possível, passe de Mim este cálice. Todavia, não se faça como Eu quero, mas como Tu queres».
Depois, foi ter com os discípulos, encontrou-os a dormir e disse a Pedro: «Nem sequer pudestes vigiar uma hora comigo!
Vigiai e orai, para não cairdes em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca».
De novo Se afastou, pela segunda vez, e orou, dizendo: «Meu Pai, se este cálice não pode passar sem que Eu o beba, faça-se a tua vontade».
Voltou novamente e encontrou-os a dormir, pois os seus olhos estavam pesados de sono.
Deixou-os e foi de novo orar, pela terceira vez, repetindo as mesmas palavras.
Veio então ao encontro dos discípulos e disse-lhes: «Dormi agora e descansai. Chegou a hora em que o Filho do homem vai ser entregue às mãos dos pecadores.
Levantai-vos, vamos. Aproxima-se aquele que Me vai entregar».
Ainda Jesus estava a falar, quando chegou Judas, um dos Doze, e com ele uma grande multidão, com espadas e varapaus, enviada pelos príncipes dos sacerdotes e pelos anciãos do povo.
O traidor tinha-lhes dado este sinal: «Aquele que eu beijar, é esse mesmo. Prendei-O».
Aproximou-se imediatamente de Jesus e disse-Lhe: «Salve, Mestre!». E beijou-O.
Jesus respondeu-lhe: «Amigo, a que vieste?». Então avançaram, deitaram as mãos a Jesus e prenderam-no.
Um dos que estavam com Jesus levou a mão à espada, desembainhou-a e feriu um servo do sumo sacerdote, cortando-lhe uma orelha.
Jesus disse-lhe: «Mete a tua espada na bainha, pois todos os que puxarem da espada morrerão à espada.
Pensas que não posso rogar a meu Pai que ponha já ao meu dispor mais de doze legiões de Anjos?
Mas como se cumpririam as Escrituras, segundo as quais assim tem de acontecer?».
Voltando-Se depois para a multidão, Jesus disse: «Viestes com espadas e varapaus para Me prender como se fosse um salteador! Eu estava todos os dias sentado no Templo a ensinar e não Me prendestes.
Mas, tudo isto aconteceu para se cumprirem as Escrituras dos profetas». Então todos os discípulos O abandonaram e fugiram.
Os que tinham prendido Jesus levaram-no à presença do sumo sacerdote Caifás, onde os escribas e os anciãos se tinham reunido.
Pedro foi-O seguindo de longe, até ao palácio do sumo sacerdote. Aproximando-se, entrou e sentou-se com os guardas, para ver como acabaria tudo aquilo.
Entretanto, os príncipes dos sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam um testemunho falso contra Jesus para O condenarem à morte,
mas não o encontravam, embora se tivessem apresentado muitas testemunhas falsas. Por fim, apresentaram-se duas
que disseram: «Este homem afirmou: "Posso destruir o Templo de Deus e reconstruí-lo em três dias"».
Então o sumo sacerdote levantou-se e disse a Jesus: «Não respondes nada? Que dizes ao que depõem contra Ti?».
Mas Jesus continuava calado. Disse-Lhe o sumo sacerdote: «Eu Te conjuro pelo Deus vivo que nos declares se és Tu o Messias, o Filho de Deus».
Jesus respondeu-lhe: «Tu o disseste. E Eu digo-vos: vereis o Filho do homem sentado à direita do Todo-poderoso, vindo sobre as nuvens do céu».
Então o sumo sacerdote rasgou as vestes, dizendo: «Blasfemou. Que necessidade temos de mais testemunhas? Acabais de ouvir a blasfémia.
Que vos parece?». Eles responderam: «É réu de morte».
Cuspiram-Lhe então no rosto e deram-Lhe punhadas. Outros esbofeteavam-no,
dizendo: «Adivinha, Messias: quem foi que Te bateu?».
Entretanto, Pedro estava sentado no pátio. Uma criada aproximou-se dele e disse-lhe: «Tu também estavas com Jesus, o galileu».
Mas ele negou diante de todos, dizendo: «Não sei o que dizes».
Dirigindo-se para a porta, foi visto por outra criada que disse aos circunstantes: «Este homem estava com Jesus de Nazaré».
E, de novo, ele negou com juramento: «Não conheço tal homem».
Pouco depois, aproximaram-se os que ali estavam e disseram a Pedro: «Com certeza tu és deles, pois até a fala te denuncia».
Começou então a dizer imprecações e a jurar: «Não conheço tal homem». E, imediatamente, um galo cantou.
Então Pedro lembrou-se das palavras que Jesus dissera: «Antes de o galo cantar, tu Me negarás três vezes». E, saindo, chorou amargamente.
Ao romper da manhã, todos os príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo se reuniram em conselho contra Jesus, para Lhe darem a morte.
Depois de Lhe atarem as mãos, levaram-no e entregaram-no ao governador, Pilatos.
Então Judas, que entregara Jesus, vendo que Ele tinha sido condenado, tocado pelo remorso, devolveu as trinta moedas de prata aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos,
dizendo: «Pequei, entregando sangue inocente». Mas eles replicaram: «Que nos importa? É lá contigo».
Então arremessou as moedas para o santuário, saiu dali e foi-se enforcar.
Mas os príncipes dos sacerdotes apanharam as moedas e disseram: «Não se podem lançar no tesouro, porque são preço de sangue».
E, depois de terem deliberado, compraram com elas o Campo do Oleiro, que servia para a sepultura dos estrangeiros.
Por este motivo se tem chamado àquele campo, até ao dia de hoje, Campo de Sangue.
Cumpriu-se então o que fora dito pelo profeta: «Tomaram trinta moedas de prata, preço em que foi avaliado Aquele que os filhos de Israel avaliaram,
e deram-nas pelo Campo do Oleiro, como o Senhor me tinha ordenado».
Entretanto, Jesus foi levado à presença do governador, que Lhe perguntou: «Tu és o rei dos judeus?». Jesus respondeu: «É como dizes».
Mas, ao ser acusado pelos príncipes dos sacerdotes e pelos anciãos, nada respondeu.
Disse-Lhe então Pilatos: «Não ouves quantas acusações levantam contra Ti?».
Mas Jesus não respondeu coisa alguma, a ponto de o governador ficar muito admirado.
Ora, pela festa da Páscoa, o governador costumava soltar um preso, à escolha do povo.
Nessa altura, havia um preso famoso, chamado Barrabás.
E, quando eles se reuniram, disse-lhes Pilatos: «Qual quereis que vos solte? Barrabás ou Jesus, chamado Cristo?».
Ele bem sabia que O tinham entregado por inveja.
Enquanto estava sentado no tribunal, a mulher mandou-lhe dizer: «Não te prendas com a causa desse justo, pois hoje sofri muito em sonhos por causa dele».
Entretanto, os príncipes dos sacerdotes e os anciãos persuadiram a multidão a que pedisse Barrabás e fizesse morrer Jesus.
O governador tomou a palavra e perguntou-lhes: «Qual dos dois quereis que vos solte?». Eles responderam: «Barrabás».
Disse-lhes Pilatos: «E que hei de fazer de Jesus, chamado Cristo?». Responderam todos: «Seja crucificado».
Pilatos insistiu: «Que mal fez Ele?». Mas eles gritavam cada vez mais: «Seja crucificado».
Pilatos, vendo que não conseguia nada e aumentava o tumulto, mandou vir água e lavou as mãos na presença da multidão, dizendo: «Estou inocente do sangue deste homem. Isso é lá convosco».
E todo o povo respondeu: «O seu sangue caia sobre nós e sobre os nossos filhos».
Soltou-lhes então Barrabás. E, depois de ter mandado açoitar Jesus, entregou-lho para ser crucificado.
Então os soldados do governador levaram Jesus para o pretório e reuniram à volta dele toda a coorte.
Tiraram-Lhe a roupa e envolveram-no num manto vermelho.
Teceram uma coroa de espinhos e puseram-Lha na cabeça e colocaram uma cana na sua mão direita. Ajoelhando diante dele, escarneciam-no, dizendo: «Salve, Rei dos judeus!».
Depois, cuspiam-Lhe no rosto e, pegando na cana, batiam-Lhe com ela na cabeça.
Depois de O terem escarnecido, tiraram-Lhe o manto, vestiram-Lhe as suas roupas e levaram-no para ser crucificado.
Ao saírem, encontraram um homem de Cirene, chamado Simão, e requisitaram-no para levar a cruz de Jesus.
Chegados a um lugar chamado Gólgota, que quer dizer lugar do Calvário,
deram-Lhe a beber vinho misturado com fel. Mas Jesus, depois de o provar, não quis beber.
Depois de O terem crucificado, repartiram entre si as suas vestes, tirando-as à sorte,
e ficaram ali sentados a guardá-lo.
Por cima da sua cabeça puseram um letreiro, indicando a causa da sua condenação: «Este é Jesus, o Rei dos judeus».
Foram crucificados com Ele dois salteadores, um à direita e outro à esquerda.
Os que passavam insultavam-no e abanavam a cabeça, dizendo:
«Tu, que destruías o Templo e o reedificavas em três dias, salva-Te a Ti mesmo; se és Filho de Deus, desce da cruz».
Os príncipes dos sacerdotes, juntamente com os escribas e os anciãos, também troçavam dele, dizendo:
«Salvou os outros e não pode salvar-Se a Si mesmo! Se é o Rei de Israel, desça agora da cruz e acreditaremos nele.
Confiou em Deus: Ele que O livre agora, se O ama, porque disse: ’’Eu sou Filho de Deus”».
Até os salteadores crucificados com Ele O insultavam.
Desde o meio-dia até às três horas da tarde, as trevas envolveram toda a Terra.
E, pelas três horas da tarde, Jesus clamou com voz forte: «Eli, Eli, lemá sabactáni?», que quer dizer: «Meu Deus, meu Deus, porque Me abandonaste?».
Alguns dos presentes, ouvindo isto, disseram: «Está a chamar por Elias».
Um deles correu a tomar uma esponja, embebeu-a em vinagre, pô-la na ponta duma cana e deu-Lhe a beber.
Mas os outros disseram: «Deixa lá. Vejamos se Elias vem salvá-lo».
E Jesus, clamando outra vez com voz forte, expirou.
Então, o véu do Templo rasgou-se em duas partes, de alto a baixo; a terra tremeu e as rochas fenderam-se.
Abriram-se os túmulos, e muitos dos corpos de santos que tinham morrido ressuscitaram;
e, saindo do sepulcro, depois da ressurreição de Jesus, entraram na cidade santa e apareceram a muitos.
Entretanto, o centurião e os que com ele guardavam Jesus, ao verem o tremor de terra e o que estava a acontecer, ficaram aterrados e disseram: «Este era verdadeiramente Filho de Deus».
Estavam ali, a observar de longe, muitas mulheres que tinham seguido Jesus desde a Galileia, para O servirem.
Entre elas encontrava-se Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu.
Ao cair da tarde, veio um homem rico de Arimateia, chamado José, que também se tinha tornado discípulo de Jesus.
Foi ter com Pilatos e pediu-lhe o corpo de Jesus. E Pilatos ordenou que lho entregassem.
José tomou o corpo, envolveu-o num lençol limpo
e depositou-o no seu sepulcro novo, que tinha mandado escavar na rocha. Depois rolou uma grande pedra para a entrada do sepulcro e retirou-se.
Entretanto, estavam ali Maria Madalena e a outra Maria, sentadas em frente do sepulcro.
No dia seguinte, isto é, depois da Preparação, os príncipes dos sacerdotes e os fariseus foram ter com Pilatos
e disseram-lhe: «Senhor, lembrámo-nos do que aquele impostor disse quando ainda era vivo: "Depois de três dias ressuscitarei".
Por isso, manda que o sepulcro seja mantido em segurança até ao terceiro dia, para que não venham os discípulos roubá-lo e dizer ao povo: "Ressuscitou dos mortos". E a última impostura seria pior do que a primeira».
Pilatos respondeu: «Tendes à vossa disposição a guarda: ide e guardai-o como entenderdes».
Eles foram e guardaram o sepulcro, selando a pedra e pondo a guarda.
Tradução litúrgica da Bíblia
(1195-1231)
Franciscano, doutor da Igreja
Sermões para o domingo e as festas dos santos
«Eis que o teu Rei vem a ti» (Zac 9,9)
«Eis que o teu Rei vem a ti» (Zac 9,9), o Rei acerca do qual Jeremias nos fala nos seguintes termos: «Ninguém há semelhante a Ti, Senhor! Tu és grande! Grande é o teu nome e o teu poder. Quem não Te temerá, Rei dos povos?» (Jer 10,6-7). Deste Rei diz-nos o Apocalipse: «Leva também escrito no seu manto e no lado um título: "Rei dos reis e Senhor dos senhores"» (Ap 19,16). O seu manto são as faixas; o seu lado é a carne. Em Nazaré, onde tomou carne, foi coroado como que com um diadema; em Belém, foi envolvido em faixas como que de púrpura real. Tais foram as primeiras insígnias da sua realeza. E foi contra estas insígnias que se encarniçaram os seus inimigos, para assinalar a vontade que tinham de Lhe retirar a realeza; no decurso da Paixão, despojaram-no das suas vestes, a sua carne foi trespassada com pregos. Foi nessa altura que Lhe foi dado o complemento das suas insígnias reais: já tinha a coroa e a púrpura, recebeu o cetro quando, «levando a cruz, Jesus saiu para o chamado Lugar do Calvário, que em hebraico se diz Gólgota» (Jo 19,17); então, nas palavras de Isaías, teve «o poder sobre os ombros» (Is 9,5); e diz a Carta aos Hebreus: «Vemo-lo agora coroado de glória e de honra por causa da morte que sofreu, pois era necessário que, pela graça de Deus, experimentasse a morte em proveito de todos» (Heb 2,9).
Eis, pois, o teu Rei, que vem a ti, trazendo-te a felicidade. Vem na mansidão, para Se fazer amar, e não em poder, para Se fazer temer: vem sentado num burrinho. As virtudes próprias dos reis são a justiça e a bondade. E o teu Rei é justo, pois «dará a cada um segundo as suas obras» (Mt 16, 27); e é manso, Ele é «o teu Redentor» (Is 54,5). Além disso, é pobre, pois, como diz o apóstolo Paulo, «aniquilou-Se a Si próprio, assumindo a condição de servo» (Fil 2,7).
No paraíso terrestre, Adão recusou-se a servir o Senhor; então, o Senhor tomou a forma de escravo, fez-Se servo do escravo, a fim de que o escravo já não corasse por servir o Senhor: Ele «tornou-Se semelhante aos homens» (Fil 2,7); Ele «não tem onde reclinar a cabeça» (Mt 8,20), até ao momento em que, «inclinando a cabeça» na cruz, «expirou» (Jo, 19,30).
29 de março - São Gwynlliyw
A breve história de São Gwynlliyw, pode ser apenas lendária; seria melhor se não fosse assim; mas, de fato, nada permanece registrado, exceto tais símbolos e símbolos da verdade simples, em honra de alguém cujo nome tenha continuado na Igreja, e para a glória daquele que a escreveu em seu catálogo.
São Gwynllyw era um rei ou chefe, cujo território ficava em Glamorganshire no País de Gales, e ele viveu por volta do ano 500. Ele foi o pai do grande São Cadoc, e sua esposa era Gladys, a mais velha das dez filhas do rei Brachan. Destas filhas, uma era Santa Almehda; outra, Santa Keyna; uma terceira, pouco digna de memória honrosa, era a mãe de São Davi.
29 de março - Beato Bertoldo
A vida de Bertoldo transcorreu, em grande parte, na obscuridade e não há muito que relatar acerca dele, exceto o haver empreendido a construção e reconstrução de edifícios monásticos e ele os ter dedicado em honra do profeta Elias. Isso foi informado depois por Pedro Emiliano ao rei Eduardo I de Inglaterra, numa carta datada em 1282.
Beato Bertoldo, cujo nome era Bartolomeu Avogadro, nasceu na França e estudou teologia em Paris, sendo ordenado sacerdote. Com seu parente Alberto, que depois chegou a ser patriarca latino de Antioquia, acompanhou os cruzados até ao oriente e, encontrava-se em Antioquia no tempo em que esta foi sitiada pelos sarracenos.
Durante este tempo encontrou um mendigo pedindo esmolas, e foi o único a lhe oferecer uma ajuda, e assim conseguiu a amizade dos pobres.
Teve uma revelação divina, pela que se lhe deu a conhecer que o sitio da povoação era um castigo pelos pecados e especialmente pela vida licenciosa dos soldados cristãos.
Bertoldo se ofereceu em sacrifício e fez voto de que se os cristãos fossem salvos desse grande perigo, dedicaria o resto de sua vida ao serviço da Santíssima Virgem.
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