segunda-feira, 3 de agosto de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Palavras de Vida Eterna”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
PADRE JOSÉ OSCAR BRANDÃO(+)
REDENTORISTAS NA PAZ DO SENHOR
O Espírito dá Vida
 
Depois do milagre sem igual da multiplicação dos pães, depois de uma explicação tão clara e,por com promessa de vida e de felicidade, temos essa resposta horripilante: “Essa palavra é dura! Quem consegue escutá-la”? Os discípulos murmuravam causa disso. Jesus não cede em nada. Não precisa de nosso aplauso. Já fugira de ser proclamado rei. Ele quer mais. Quer dar vida: “O Espírito é que dá vida, a carne não adianta nada. As palavras que vos falei são espírito e vida. Mas entre vós há alguns que não creem” (Jo 6,63-64). Muitos já não andavam com Ele. Imaginemos que, se Ele foi recusado desse modo, depois de ter feito tal milagre, que podemos esperar? Tudo depende da opção que fazemos por Jesus. Bonita é a resposta de Pedro a Jesus que diz que não precisa de nós (mas quer precisar): “Vocês também não querem ir embora?” A resposta de Jesus é triste (a leitura do domingo não traz o texto): “Não vos escolhi, Eu, doze? No entanto, um de vós é um demônio!” (id 67-70). Percebe-se, pela leitura do evangelho de João, que Judas é colocado como símbolo da recusa e da maldade “Um de vós é um demônio” (Id 70). João conservou uma mágoa grande do que Judas aprontou com eles e com Jesus. Reflete aquilo que Jesus não queria, pois queria vida. A maldade quando se torna opção de vida, se torna difícil a recuperação. Mas há, quando se busca alimentar-se do pão da vida. Jesus multiplica os pães e nós multiplicamos a maldade com nossas recusas.
Nós serviremos ao Senhor 
O texto do livro de Josué nos mostra o momento final dos quarenta anos de deserto. Aqueles que se revoltaram contra Deus, 10 vezes, juncaram o deserto com seus cadáveres e não entraram na terra prometida (Nm 14,28-30). Que mistério da iniquidade está presente em nossa vida. Vimos tudo isso na história do povo no deserto. Deus não se cansava de fazer milagres e o povo não se cansava de recusar as maravilhas de Deus. Agora, Josué faz uma grande assembleia para que o povo possa fazer sua opção por Deus antes de entrar na Terra Prometida: “Se vos parecer mal servir ao Senhor, escolhei hoje a quem quereis servir... E Josué proclama: “Quanto a mim e à minha família, serviremos o Senhor”... o povo, relembrando as maravilhas, proclama: “Nós também serviremos ao Senhor, porque Ele é o nosso Deus” (Js 24,15.18b). Somos chamados: “Provai e vede como é bom o Senhor”. Somente depois da experiência da bondade de Deus poderemos fazer essa magnífica opção de prazer; é um caminho fácil que atravessa os desertos, onde as montanhas são abaixadas. Caminho onde nascem árvores para fazer sombra. Isso tudo mesmo nos maiores sofrimentos. Muitos males se abatem sobre os justos, mas o Senhor os liberta. Mesmo os seus ossos, ele os guarda e os protege, e nenhum deles haverá de se quebrar” (Sl 33). 
Serviremos em nossa casa 
A maravilhosa história e os maravilhosos ensinamentos de Jesus acontecem dentro de nossas casas. O amor a Deus e ao próximo não acontecem em ideias ou bons sentimentos. Entram em nossa vida e nos levam a assumir atitudes coerentes dentro de nossas casas e no povo de Deus – Igreja. É o que nos diz Paulo em sua carta aos Efésios 5,21-32. É como um estatuto de vida. A Igreja não se estabelece em um ajuntamento de pessoas, mas na célula da família onde o amor é concreto. Ali está a Igreja. Esposa e Esposo são símbolos de Cristo que se doa e esposa que acolhe. É o grande mistério, como diz Paulo. E eu o digo em relação a Cristo e à Igreja 
Leituras:Josué 24,1-2ª.15-17.18b;
Salmo 33; 
Efésios 5,21-32; João 6,80-69. 
1. A maldade quando se torna opção de vida, se torna difícil a recuperação. 
2. Depois da experiência da bondade de Deus poderemos fazer a opção de prazer. 
3. Esposa e Esposo são símbolos de Cristo que se doa e esposa que acolhe. 
Sai, diabinho! 
O diabo é que nem aqueles cachorrinhos que você toca pela porta da frente e ele entra pela porta do fundo. Bichinho danado. Como é difícil limpar essa praga de dentro de nós. A tentação de recusar o que é, nos leva para Deus, nos leva a ver escuro o que é tão claro. Os discípulos viram de perto essa realidade e eles mesmos ficaram abalados e sem rumo. Jesus não teme ficar sozinho, pois o que lhe interessa não é a fama, a glória, mas a verdade de sua mensagem. Deu seu recado, os discípulos se afastaram e ele ainda os pressiona. Temos a bela expressão de Pedro: “A quem iremos? Só tu tens palavras de Vida Eterna” . Aí sobre Judas que representa a recusa. Por isso... se aparecer por aí a recusa... podem dizer: “Sai, diabinho!” 
Homilia do 21º Domingo Comum (22.08.2021)

EVANGELHO DO DIA 03 DE AGOSTO

Evangelho segundo São Mateus 14,22-36. 
Depois de ter saciado a fome à multidão, Jesus obrigou os discípulos a subir para o barco e a esperá-lo na outra margem, enquanto Ele despedia a multidão. Logo que a despediu, subiu a um monte, para orar a sós. Ao cair da tarde, estava ali sozinho. O barco ia já no meio do mar, açoitado pelas ondas, pois o vento era contrário. Na quarta vigília da noite, Jesus foi ter com eles, caminhando sobre o mar. Os discípulos, vendo-O a caminhar sobre o mar, assustaram-se, pensando que fosse um fantasma. E gritaram cheios de medo. Mas logo Jesus lhes dirigiu a palavra, dizendo: «Tende confiança. Sou Eu. Não temais». Respondeu-Lhe Pedro: «Se és Tu, Senhor, manda-me ir ter contigo sobre as águas». «Vem!», disse Jesus. Então, Pedro desceu do barco e caminhou sobre as águas, para ir ter com Jesus. Mas, sentindo a violência do vento e começando a afundar-se, gritou: «Salva-me, Senhor!». Jesus estendeu-lhe logo a mão e segurou-o. Depois, disse-lhe: «Homem de pouca fé, porque duvidaste?». Logo que subiram para o barco, o vento amainou. Então, os que estavam no barco prostraram-se diante de Jesus, e disseram-Lhe: «Tu és verdadeiramente o Filho de Deus». Depois, fizeram a travessia e vieram para terra em Genesaré. Os homens do lugar reconheceram Jesus e mandaram avisar toda aquela região. Trouxeram-Lhe todos os doentes e pediam que os deixasse tocar ao menos na orla do seu manto. E quantos Lhe tocaram foram completamente curados. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Orígenes (185-253) 
Presbítero, teólogo 
Comentário sobre 
o evangelho de Mateus, 
livro 11, cap. 5-6 
«Passemos à outra margem» (Lc 8,22) 
«Jesus obrigou os discípulos a subir para o barco e a esperá-lo na outra margem, enquanto Ele despedia a multidão». A multidão não podia ir até à outra margem; não eram hebreus, no sentido espiritual da palavra, que se traduz como: «povos da outra margem». Essa obra estava reservada aos discípulos de Jesus: partirem para a outra margem, ultrapassarem o visível e o corpóreo, as realidades temporárias, e serem os primeiros a alcançar o invisível e o eterno. E, no entanto, os discípulos não conseguiram chegar antes de Jesus à outra margem; talvez Ele quisesse ensinar-lhes, através da experiência, que sem Ele não conseguiriam lá chegar. E que barco era esse no qual Jesus obrigou os discípulos a entrar? Não seria a luta contra as tentações e as circunstâncias difíceis? Depois subiu à montanha a sós para orar. Por quem orava? Provavelmente pelas multidões, para que, ao serem enviadas depois de terem comido o pão bendito, não fizessem nada de contrário a esse envio de Jesus. Também pelos discípulos, para que nada de mal lhes acontecesse no mar, com as vagas e o vento contrário. Apetece-me dizer que foi graças a essa oração de Jesus a seu Pai que os discípulos não sofreram nenhum mal, apesar de o mar, as vagas e o vento se encarniçarem contra eles. E nós, se um dia depararmos com tentações inevitáveis, lembremo-nos de que foi Jesus que nos mandou embarcar; não é possível chegar à outra margem sem suportar a prova das vagas e do vento contrário. Depois, quando nos virmos rodeados por inúmeras e penosas dificuldades, cansados de navegar no meio delas com a pobreza dos nossos meios, pensemos que a nossa barca está no meio do mar e que essas vagas tentam fazer naufragar a nossa fé (cf 1Tim 1,19). Tenhamos então a certeza de que «a noite vai adiantada e o dia está próximo» (Rom 13,12), de que o Filho de Deus virá amansar o mar, caminhando sobre as suas águas.

São Gamaliel, Mestre Fariseu Festa: 3 de agosto

(†)Jerusalém, meados do século I.
 
Membro do Sinédrio de Jerusalém, nos Atos dos Apóstolos ele é apresentado como um fariseu respeitado pelo povo, capaz de moderar a severidade de seus colegas para com os primeiros cristãos. Durante o julgamento dos apóstolos, aconselhou prudência, argumentando que, se a obra deles fosse meramente humana, fracassaria, enquanto que, se viesse de Deus, não poderia ser destruída. A tradição cristã subsequente o identificou como um discípulo secreto de Cristo e como aquele que facilitou a conversão de São Paulo, seu suposto discípulo. Esses elementos, contudo, pertencem à tradição hagiográfica e não podem ser historicamente verificados.

03 de agosto - São Pedro de Angni

São Pedro, bispo de Anagni, pertenceu à nobre família dos príncipes de Salerno. Ainda jovem, vivendo no ambiente religioso da cidade, despertou o desejo de entrar no seminário. Em sua cidade havia um mosteiro beneditino e isso facilitou o seu acesso. Tornou-se assim, monge beneditino Quando foi expulso de Roma pelas armas imperiais, o Papa Alexandre II refugiou-se em Anagni e ali o conheceu. Morto o bispo Bernardo (1062), o Papa o sagrou bispo da cidade. Em 1071 foi enviado pelo Papa a Constantinopla para atuar junto do imperador bizantino como embaixador. Participou da primeira Cruzada e retornou à sua diocese em 1074. Já há algum tempo Pedro tinha começado a construção da nova catedral, que terminou em 1105, e em 3 de agosto daquele ano, faleceu em paz. Pascal II canonizou-o na catedral de Segni a 6 de julho de 1110, apenas cinco anos após a sua morte, devido às suas reconhecidas virtudes, tanto como religioso no mosteiro, como pelo seu testemunho dado como bispo.

03 de agosto - Beato José Guardiet y Pujol

José Guardiet y Pujol nasceu em 21 de junho de 1879, memória de São Luís Gonzaga, na cidade de Manlleu, perto de Barcelona, ​​onde seu pai trabalhava como farmacêutico. Tendo entrado no seminário de Vic, ele estudou teologia na Pontifícia Universidade de Tarragona. Em 1902, em Barcelona, ​​ele recebeu ordenação sacerdotal. Entre 1902 e 1905 exerceu seu ministério como vigário nas paróquias de Ullastrell, Olesa de Montserrat e Argentona. Em 1912 foi designado para a igreja de Santa Maria del Pi em Barcelona e, de 1914 a 1916, foi tesoureiro da paróquia de Santo Espíritu em Tarrasa. Um dia, durante uma viagem com sua juventude, passando pela cidade de Rubí, exclamou: “Rubí, Rubí, que alguém possa morar em seu país e dar seu sangue por você!” Os jovens responderam: "Você sabe que este é um país muito ruim?" Ele respondeu: "Ninguém é bom em tudo; eu sinto esse desejo apostólico". Pouco depois, em 1917, foi nomeado reitor da paróquia de São Pedro, precisamente em Rubí.

Santo Aspreno

Aspreno ou Asprenas
 (também chamado de Asprenato e Aspremo) 
(século I – cerca de 79 d.C) 
foi o primeiro bispo de Nápoles,
 consagrado pelo próprio São Pedro. 
Aspreno viveu no fim do século I e começo do século II, como confirmado por estudos arqueológicos sobre a Igreja napolitana precoce, bem como o fato de que "Aspreno" era um nome comum durante os dias da República Romana e os primeiros anos do Império Romano e depois caiu em desuso. O Calendário de Mármore de Nápoles atesta a existência de Aspreno e do fato de que ele viveu durante os reinados de Trajano e Adriano e o episcopado dele é indicado com duração de 23 anos. Nada se sabe da sua vida, mas uma antiga lenda diz que São Pedro, a caminho de Roma, parou em Nápoles e converteu uma velha (identificada como Cândida, a Velha) depois que ele a curou de uma doença.

Santas Licínia, Leôntia, Ampelia e Flávia Virgens de Vercelli Festa: 3 de agosto

(†)Vercelli, Itália, segunda metade do século V.
 
As virgens e freiras de Vercelli tiveram sua existência preservada não por meio de hagiografias posteriores ou lendas populares, mas graças a uma descoberta epigráfica de excepcional valor literário e histórico: um poema acróstico de trinta versos. Essa inscrição, provavelmente composta pelo bispo São Flaviano a pedido da sobrinha das freiras, preservou seus nomes e celebrou sua vida comunitária, piedade e total consagração a Deus. Seguindo o caminho espiritual trilhado pelo primeiro bispo de Vercelli, Santo Eusébio, as quatro irmãs personificaram o ideal cenobítico de oração, pobreza e clausura que floresceu ao redor da Catedral de Vercelli. Sua memória, fixada em 3 de agosto pelo calendário eusebiano, continua a ser preservada nas relíquias guardadas na catedral da cidade. 

Santa Lídia, discípula de São Paulo

Santa Lídia de Tiatira é uma das figuras femininas mais marcantes do Novo Testamento. Convertida pelo apóstolo São Paulo, é considerada a primeira cristã europeia conhecida, sendo venerada como santa tanto na Igreja Católica como nas Igrejas Ortodoxas. O seu testemunho de fé, hospitalidade e generosidade ecoa como exemplo de abertura à Palavra de Deus e de compromisso com a comunidade cristã nascente.
Contexto histórico e origem 
Lídia era natural da cidade de Tiatira, situada na região da Lídia, na Ásia Menor (actual Turquia). Tiatira era conhecida pela sua indústria têxtil, especialmente pela produção de púrpura, um corante de grande valor, associado à nobreza e aos ricos. Lídia negociava precisamente este produto e, por isso, era uma mulher de posses, o que lhe permitia alguma independência e influência na sociedade da época.

Santa Trea de Ardtrea, Virgem - 3 de agosto

3 de agosto é a festa de uma santa, Trea, que deu seu nome ao distrito de Ardtrea,
no condado de Derry. 
Ela é uma das mencionadas como tendo recebido o véu das mãos do próprio São Patrício e, no caso dela, o véu
 foi entregue por um anjo. 
A maioria dos relatos de Santa Trea a descrevem como anacoreta ou reclusa, o Cônego O'Hanlon, no entanto, especula que ela provavelmente era a líder de
 uma comunidade religiosa. 
*** 
Esta donzela piedosa floresceu após a época em que São Patrício iniciou sua grande missão no norte da Irlanda. Já vimos que uma Santa Trega ou Trea, Virgem, era venerada em Ardtrea, em um dia diferente do presente. Pode surgir uma questão sobre se houve um festival duplo instituído para homenagear a mesma santa. No entanto, no dia 8 de julho, há registro de uma festa para Santa Trega, virgem e padroeira da paróquia de Ardtrea, perto de Lough Neagh.

Nicodemos de Jerusalém Membro do Sinédrio, Amigo de Jesus, Santo século I

Nicodemos era fariseu, membro do Sinédrio e doutor da Lei, o que fazia dele um membro influente e respeitado em toda Jerusalém. Depois de ter escutado, certamente várias vezes, as pregações de Jesus, tornou-se, segundo o Evangelho de São João, um admirador do “Filho do homem”. «Entre os fariseus havia um homem chamado Nicodemos, um chefe dos judeus» (Jo. 3, 1), diz “o Apóstolo que Jesus amava”, antes de acrescentar outra importante informação: «Veio ter com Jesus de noite e disse-lhe: “Rabi, nós sabemos que Tu vieste da parte de Deus, como Mestre, porque ninguém pode realizar os sinais portentosos que Tu fazes, se Deus não estiver com ele”.» (Jo. 3, 2) Nicodemos – que veio de noite, provavelmente para não ser visto pelos seus colegas do Sinédrio — parecia já convencido do poder divino de Jesus, mas queria saber mais, ter mais “certezas” sobre aquele Nazareno que não só operava grandes milagres, mas que tinha palavras convincentes e dignas de meditação.

ORAÇÕES - 03 DE AGOSTO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
3 – Segunda-feira – Santos: Gamaliel, Nicodemos, Germano de Auxerre
Evangelho (Mt 14,22-36) Quando Pedro sentiu o vento, ficou com medo e começando a afundar, gritou: ─ Senhor, salva-me!”
Pedro era homem cheio de contrastes. Bem como eu, que sou de entusiasmo fácil e de desânimos longos, de coragem e de medos. Não precisa vento muito forte para me fazer balançar, nem onda muito grande para me apavorar. Que pelos menos, como Pedro, nessas horas eu não deixe de gritar por Cristo e de agarrar em suas mãos. Posso ter certeza que, se o fizer, nunca me irei afundar.
Oração
Senhor Jesus, sei que estais sempre a meu lado, mesmo quando me esqueço de vós. É muito bom saber que sempre posso contar convosco, com vosso poder e vosso amor. O que não posso é confiar em mim, senão é certo que afundarei. Dai-me a graça de sempre recorrer a vós nos momentos de perigo e de angústia. Principalmente ficai ao meu lado, quando chegar minha hora. Amém.

domingo, 2 de agosto de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - Pai na Obediência

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA N A PAZ DO SENHOR
Obediência que amadurece
 
Estamos lendo o que o Papa Francisco escreveu sobre S. José. Parece-me que conhecemos José por sua missão na família de Nazaré. Deus quis vir ao mundo numa família. Rompendo com os esquemas humanos, nos oferece o grande dom que é seu Filho. O mistério da Redenção foi realizado nas condições humanas, no seio famíliar. Tão humanas que só se podem compreender a partir da fé. Percebe-se nessa mensagem do Papa qual é o lugar de José nas Escrituras: Ele é o justo fiel. Ele poderia constar na lista dos antepassados notáveis, como lemos no Eclesiástico: “Façamos os elogios dos homens ilustres, que são nossos antepassados, em sua linhagem” (Eclo 44,1). São José educa Jesus na linhagem fiel dos antepassados do povo. Viviam a Aliança. José, homem da Palavra. Por aqui entendemos como Jesus conhecia bem as Escrituras. Era o pão de cada dia. Alimentava-se da Palavra. José entra na linha dos patriarcas. Reconhecemos Jesus como Deus-Homem, mas que vivia inteiramente como homem. Por isso, aprendeu de José a ser um homem fiel à Aliança de seu povo. Preparou Jesus para que assumisse sua missão, no meio de seu povo. José, como que encerra o tempo antigo e prepara Jesus para o novo. 
Sonhos de vida 
Deus o orientava pelos sonhos. Seus escolhidos estavam abertos a essa modalidade de Deus se manifestar. Esses sonhos não eram somente como sonhamos, mas eram o resultado da busca de Deus que acabava fazendo parte de sua natureza. José obedecia a Deus em tudo e sabia encontrar os caminhos de Deus. O Papa afirma: “De forma análoga a quanto fez Deus com Maria, manifestando-lhe o seu plano de salvação, também revelou a José os seus desígnios por meio de sonhos”. José obedece sempre. O sonho não dispensa a capacidade de José de resolver as questões com sua maturidade e experiência. É obediente quando, querendo “deixar secretamente Maria por causa da gravidez”, recebe o anúncio de que é obra do Espírito Santo. Assume imediatamente (Mt 1,24). Obedece imediatamente a ordem de fugir para o Egito (Mt 2,13), e de lá, voltar e ir para Nazaré (Mt 2,14-15; 21.22-23). Soube se ajustar à vida do povo, no caso do recenseamento, indo para Belém. E ali nasce o Filho de Deus, seu Menino (Lc 2,1-7). Jesus não foi um estranho na comunidade. Era um deles. Todos o conheciam, e sabiam quem era o pai. A grandeza da obediência de José foi conduzir o Filho de Deus a ser filho do homem. Muito humano.
Obediência que edifica 
O Papa Francisco salienta como vivia a Família de Nazaré a fé dos pais. Sua obediência à Lei estava unida a todo o povo de Israel: Os ritos da circuncisão de Jesus, da purificação de Maria depois do parto, da oferta do primogênito a Deus (Lc 2,21-24). Cumprir a vontade de Deus era o trilho da fé dessa família: Maria disse ao Anjo: “Eu sou a serva do Senhor; faça-se em mim, segundo a tua palavra” (Lc 1,38). Jesus diz no horto das Oliveiras: “Não a minha vontade, mas a tua seja feita” (Lc 22,42).“Em sua função de chefe de família, José ensinou Jesus a ser submisso aos pais (Lc 2,51), segundo o mandamento de Deus” (Ex 20,12). Assim foi a vida de Jesus na escola de Nazaré. Era tão grande esse hábito que, no encontro com a samaritana diz “Meu alimento é fazer a vontade do Pai e realizar sua obra” (Jo 4,34). Na carta aos Hebreus, lemos: “Aprende a obediência por aquilo que sofreu” (Hb 5,8). Diz o Papa: Assim exerceu sua paternidade e coopera no grande mistério da Redenção e é verdadeiramente ministro da salvação”. Grande José, rogai, por nós!.
ARTIGO PUBLICADO EM AGOSTO DE 2021

EVANGELHO DO DIA 02 DE AGOSTO

Evangelho segundo São Mateus 14,13-21. 
Naquele tempo, quando Jesus ouviu dizer que João Batista tinha sido morto, retirou-Se num barco para um local deserto e afastado. Mas, logo que as multidões o souberam, deixando as suas cidades, seguiram-no por terra. Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e, cheio de compaixão, curou os seus doentes. Ao cair da tarde, os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram-Lhe: «Este local é deserto e a hora avançada. Manda embora toda esta gente, para que vá às aldeias comprar alimento». Mas Jesus respondeu-lhes: «Não precisam de se ir embora; dai-lhes vós de comer». Disseram-Lhe eles: «Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes». Disse Jesus: «Trazei-mos cá». Ordenou, então, à multidão que se sentasse na relva. Tomou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos ao Céu e recitou a bênção. Depois, partiu os pães e deu-os aos discípulos, e os discípulos deram-nos à multidão. Todos comeram e ficaram saciados. E, dos pedaços que sobraram, encheram doze cestos. Ora, os que comeram eram cerca de cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Romano o Melodista (560), 
compositor de hinos 
 Hino 24, sobre a multiplicação dos pães
 «Todos comeram e ficaram saciados» 
Vendo que o dia se punha, os apóstolos do Redentor foram ter com Ele e disseram-Lhe: «Este local é deserto e a hora avançada. Manda embora toda esta gente, para que vá às aldeias comprar alimento. Pois esta gente não é capaz de jejuar como nós, a quem Tu deste força para tal, porque és o Pão Celeste da imortalidade. Tu és, por natureza, o Salvador do mundo, e a todos ensinaste o conhecimento; alimentando o povo com palavras de verdade, guiaste os homens para o caminho da salvação, dando-lhes a conhecer a justiça. Eles alimentaram espiritualmente a alma, mas agora precisam de cuidar do corpo. Manda-os embora, pois estamos preocupados. Tu ensinaste os teus discípulos e apóstolos a terem compaixão de todos, porque és o Pão Celeste da imortalidade». Cristo ouviu estas palavras e respondeu-lhes: «Estais enganados, pois não sabeis que Eu sou o Criador do mundo. Eu velo pelo mundo e sei muito bem do que esta gente precisa: vejo que estão no deserto e que o Sol já se pôs, pois fui Eu quem lhe fixou o ciclo; sei o que é a exaustão desta gente e sei o que vou fazer por ela. Eu próprio serei remédio para esta fome, porque sou o Pão Celeste da imortalidade. Estais a pensar: "Quem alimentará esta multidão no deserto?" Pois bem, sabei claramente quem Eu sou, amigos: fui Eu que alimentei Israel no deserto e lhe dei pão vindo do Céu; num lugar árido, fiz que da rocha jorrasse água, e ainda lhes providenciei codornizes em abundância, porque sou o Pão Celeste da imortalidade». Multiplica em todos nós, ó Salvador, a tua misericórdia imensa; e, tal como saciaste a multidão no deserto com a tua sabedoria e a alimentaste com a tua força, sacia-nos a todos com a justiça, tornando-nos, Senhor, firmes na fé. Alimenta-nos, ó Deus compassivo; dá-nos a tua graça e o perdão dos nossos erros, pois Tu és o Cristo único, o misericordioso, o Pão Celeste da imortalidade.

São Gaudêncio de Évora mártir, séc. II

Nobre da cidade de Évora nos primeiros tempos do cristianismo, fazia maravilhas na conversão de todos pelo seu fervor. Perseguido, fugiu para a Suiça, onde continuou o seu apostolado, acabando por ser morto à flechada e punhalada num pinhal, perto de Vicosoprano. O culto das suas relíquias foi aprovado no século XVI. Fonte: João César das Neves, Os Santos de Portugal, Lisboa, Principia, 2006
Gaudêncio foi um fidalgo originário de Évora que viveu nos primeiros séculos do cristianismo. Empenhou-se na conversão dos seus compatriotas. Vindo a ser perseguido, escolheu o exilo em Val Bregaglia, onde pregou a idólatras e arianos. Acaba por ser ferido de morte com um machado num pinhal perto de Vicosoprano. O culto das suas relíquias foi aprovado no século XVI.

02 de agosto -Beato João de Rieti (Agostiniano)

Havia um jovem na cidade de Rieti, chamado João. Simples, humilde e sempre alegre, seguia a vida comum na alimentação e em tudo que se refere à vida da comunidade. Era irrepreensivelmente social, mas em sua vida particular era muito diferente. Servia com muito amor e caridade a todos os irmãos. Ninguém jamais ouviu de seus lábios nem uma palavra, nem pôde observar uma ação que ferisse o amor fraterno. Foi atencioso para com todos, especialmente para com os doentes e os hóspedes, colocando o que tinha à sua disposição, e cheio de caridade atendia a todos com alegria. De bom grado e com suma diligência ajudava a missa de todos os sacerdotes que se apresentavam. Este irmão costumava retirar-se sozinho ao horto do convento e, via-se quando voltava, que tinha chorado. Perguntado, certa vez, sobre o motivo de suas lágrimas, respondeu: “Vejo que as plantas, as árvores, as aves e a terra com seus frutos, obedecem a Deus; e os homens, aos quais foi prometida a vida eterna por sua obediência, desprezam os mandamentos do Criador. Por isso choro e gemo”.

02 de agosto - Beato Justino Maria da Santíssima Trindade

Justino, nascido no dia 18 de janeiro de 1891, em Pianura de Nápoles, filho de Luis Russolillo e Josefina Simpatia, desde os primeiros anos da sua vida sente um forte e claro chamado de Deus ao sacerdócio. Jovem inteligente e perspicaz, Justino se distingue entre os seus companheiros pelo empenho no estudo e pela excepcional piedade. Acompanha suas tias na escola e recebe lições particulares delas e do pároco. Aos cinco anos de idade faz a Primeira Comunhão e se encanta com Jesus Eucarístico. Aos dez anos de idade entra no seminário de Pozzuoli, sua diocese de origem, e supera brilhantemente os exames exigidos para ser admitido na segunda série ginasial. Justino nunca duvidou da sua vocação, porém mais de uma vez teve medo de não poder segui-la por causa da pobreza da sua numerosa família e das doenças que o acompanharam por toda a sua vida.

Santa Centola, mártir - 2 de agosto

     Segundo o Ano Cristão, Centola nasceu em Toledo, de pais nobres e pagãos. Desde pequena, por seu próprio raciocínio e observação da realidade, sobretudo pela graça divina, compreendeu a falsidade da idolatria. Assim, abraçou em segredo a fé cristã com tudo o que isto significa: oração, caridade, sacrifícios, anúncio de Nosso Senhor Jesus Cristo. Seu pai tentou fazê-la abandonar a nova fé e voltar à fé de seus pais. Promessas, presentes, ameaças, nada pode “separá-la de Jesus Cristo, cujo amor se havia apoderado de seu coração inteiramente”. Sentindo muito, fugiu de sua casa chegando a Soris ou Siaria (atualmente Sierro), terra que pertencia ao antigo bispado de Burgos, embora não à cidade. Ali se hospedou na casa de uma senhora cristã chamada Helena.

Santa Alfreda de Crowland, Monja Beneditina - 2 de agosto

    Alfreda (ou Elfthritha, Ælfleda, Æfthryth, Alfritha, Etheldreda) foi uma reclusa da Abadia de Crowland, Inglaterra. Nasceu no século VIII na Mércia, um dos três reinos anglo-saxões fundados nos séculos V-VI pela antiga população germânica dos Anglos, de quem deriva o nome atual da Inglaterra (England = terra dos Anglos). Alfreda ou Eteldreda era a bela filha de Offa da Mércia (+ 796), um dos mais poderosos dos reis anglo-saxões e conquistador de vários contemporâneos, e de Coenthryth. O seu nome é mencionado entre os filhos do Rei Offa em um “privilégio” concedido ao soberano no ano de 787. Offa tinha sua corte em Sutton Walls, Herefordshire, para onde foi, no ano 793, o Rei Etelberto da Anglia Oriental, outro reino fundado pelos Anglos, firmar seu noivado com a jovem Eteldreda. A rainha Coenthryth pensou que o visitante desejava tomar o trono de Mércia e persuadiu Offa a matá-lo.

Beata Joana de Aza, mãe de São Domingos de Gusmão – 2 de agosto

Não se tem muita informação sobre Joana de Aza - que alguns chamam de santa e outros de beata. O que se sabe principalmente é que foi mãe do grande São Domingos de Gusmão e que era uma mulher virtuosa, muito compassiva. Seu pai era D. Garcia Garcés, senhor do condado de Aza, marechal-mor de Castela e tutor do rei Afonso VIII, e sua mãe Da. Sancha Bermúdez de Trastamara. Joana nasceu, portanto, no seio de uma família nobre, várias vezes entrelaçada com a casa real de Castela. Seu ano de nascimento deve ter sido 1140. Aos vinte anos Joana de Aza se casou com D. Félix Ruiz de Gusmão, senhor de Caleruega. Dante saudou este nobre consórcio no seu Paraíso. Os seus nomes estavam cheios de simbolismos: Félix, "feliz", Joana, "o senhor é a sua graça". O casal vivia em Calaruega e ali nasceram seus filhos.

ESTEVÃO Papa, Mártir, Santo-(+)257

Papa. Sofreu o martírio em 257. 
Foi decapitado por ordem 
do Imperador romano.
Santo Estevão foi o sucessor de São Lúcio, cuja história não muito difere da sua em relação às fortes perseguições sofridas, também em curto espaço de tempo (2 anos), infligidas também pelo imperador Valeriano. Sua dedicação e empenho em manter a mesma linha de seu predecessor, ou seja, inflexibilidade nas questões relativas à sua fé e ao seu fiel apostolado, fizeram que da mesma forma, recebesse a coroa do martírio pelas mãos do imperador tirano. Filho de Júlio, nasceu no final do segundo século e, apesar de haver poucos relatos acerca da sua infância, todas as evidências confirmam que pertencia nesta época já a uma família cristã. Sua dedicação aos estudos das letras humanas e divinas, particularmente à vida dos Santos, fez com que em curto espaço de tempo, atingisse grau de especial distinção entre os fiéis de Roma. Era jovem quando foi admitido ao clero.