quarta-feira, 14 de outubro de 2026

A FÉ

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
PADRE JOSÉ OSCAR BRANDÃO(+)
REDENTORISTAS NA PAZ DO SENHOR
Por que falamos que a fé é um pulo no escuro? 
Esta explicação da fé como um salto no escuro não corresponde ao ensinamento da Sagrada Escritura. Fé é um salto sim, mas um salto no seguro. São Paulo diz: “Sei em quem acreditei”. O seguro não significa absoluta clareza, pois a fé está ligada à esperança, uma vez que a carta aos Hebreus confirma: “fé é o modo de já possuir o que se espera, a convicção acerca de realidade que não se veem” (Heb 1,1). A própria carta aos Hebreus no capítulo 11 diz-nos que esta fé foi a vida e o caminho dos patriarcas e, assim, é o nosso caminho. Ela tem as características de ser estímulo a caminhar, de ser meta a se atingir e meio de viver. “Sem ela é impossível ser agradável a Deus, pois aquele que se aproxima de Deus deve crer que Ele existe e que recompensa os que o procuram. Foi nela que Abel ofereceu os frutos foi morto e nela seu sangue ainda fala. Por ela Abraão partiu para uma terra, sem saber para onde ia. Sara teve um filho na sua velhice. Nesta fé Abraão oferece seu filho Isaac em sacrifício. Nesta fé Moisés foi oculto pelos pais para não ser morto. Por ela Moisés tira o povo do Egito e resiste como se visse o invisível. Foi por ela que os líderes do povo, perseguidos, lutando pela libertação, levaram vida errante vestidos de peles, oprimidos e maltratados. Eles, de quem a terra não era digna, vagavam pelos desertos e pelas montanhas, pelas grutas e cavernas da terra”. A fé, mesmo na maior escuridão a fé é visível e dá a direção e segurança no caminho, mesmo doloroso. Nesta caminhada ela se torna uma obra concreta. São Tiago diz que a fé tem que ser acompanhada das obras. Não basta dizer sou católico ou crente, se minhas obras não mostram isso. Ela empenha a vida. Só a fé salva, diz Paulo. Tiago explica que fé significa agir pelas obras. Foi por isso que certos grupos tiraram a carta de Tiago da Bíblia. Entenderam que isso significaria dizer: fé na igreja e fora por minha conta, como eu quero. Ela interfere diretamente na vida através do Evangelho de Jesus. Vencer as tentações da fé é difícil, pois a tentação é suave e gostosa. E pelo fato de ser boa e suave, muitos caem quando chega o momento da crise.

EVANGELHO DO DIA 14 DE OUTUBRO

Evangelho segundo São Lucas 11,42-46. 
Naquele tempo, disse o Senhor: «Ai de vós, fariseus, porque pagais o dízimo da hortelã, da arruda e de todas as hortaliças, mas desprezais a justiça e o amor de Deus! Devíeis praticar estas coisas, sem omitir aquelas. Ai de vós, fariseus, porque gostais do primeiro lugar nas sinagogas e das saudações na praça pública! Ai de vós, porque sois como sepulcros disfarçados, sobre os quais passamos sem o saber!». Então um dos doutores da lei tomou a palavra e disse a Jesus: «Mestre, ao dizeres essas palavras também nos insultas a nós». Jesus respondeu: «Ai de vós também, doutores da lei, porque impondes aos homens fardos insuportáveis e vós próprios nem com um só dedo tocais nesses fardos!». Tradução litúrgica da Bíblia 
Beato Columba Marmion 
(1858-1923) 
Abade 
O zelo bom 
O zelo amargo dos fariseus 
Há formas de zelo mau que tomam a aparência de zelo bom. É o caso, por exemplo, do zelo dos fariseus, que cumpriam rigorosamente a lei exterior. A origem deste zelo amargo não é o amor a Deus e ao próximo, mas o orgulho. Os que a ele se entregam estão cheios de uma estima desordenada pela sua própria perfeição, não concebendo outro ideal para além do seu: tudo o que não esteja de acordo com esse ideal é necessariamente censurado. Tais pessoas pretendem submeter todas as coisas à sua maneira de ver e de fazer – daí as dissensões. Este zelo desemboca no ódio. Vede com que aspereza os fariseus, animados por este zelo, perseguiam o Senhor, colocando-Lhe perguntas insidiosas, preparando-Lhe armadilhas e emboscadas, não tendo interesse em conhecer a verdade, mas apenas em apanhar Cristo em falta. Vede como O pressionam, como O provocam a condenar a mulher adúltera: «Na Lei, Moisés mandou-nos apedrejar tais mulheres. Tu, que dizes?» (Jo 8,5). Vede como Lhe censuram o facto de fazer curas ao sábado (cf Lc 6,7); como criticam os discípulos por apanharem espigas no dia do repouso (cf Mt 12,2); como se escandalizam ao verem que o divino Mestre come com publicanos e pecadores (cf Mt 9,2): são tudo manifestações deste zelo amargo, tantas vezes acompanhado de hipocrisia.

14 de outubro - Beato Gonçalo de Lagos (Agostiniano)

Gonçalo de Lagos tornou-se um eminente teólogo dedicando sua vida a pregar e instruir crianças e pessoas simples ou sem instrução. Como superior nas comunidades religiosas, ele exerceu com amor o serviço da autoridade. Na cidade de Faro ele é o protetor dos pescadores e patrono da juventude. Ele nasceu por volta de 1360, na pequena cidade de Lagos, sul de Portugal. Filho de pescadores e pescador também ele, enquanto visitava uma das igrejas agostinianas de Lisboa sentiu o chamado à vida na clausura. Em 1380 vestiu o hábito dos filhos de Santo Agostinho. Na Ordem rapidamente se distinguiu pelo amor ao estudo, se bem que, por espírito de humildade, chegado o momento, não quis aceitar o magistério em Teologia. Uma vez ordenado sacerdote foi muito apreciado tanto pela pregação como por sua entrega ao trabalho pastoral e à cura de almas. De maneira particular, encantava-lhe poder ensinar as verdades da fé a trabalhadores e pessoas simples ou sem instrução.

14 de outubro - São Fortunato de Todi

Tudo o que sabemos sobre São Fortunato de Todi está contido nos Diálogos do Papa São Gregório Magno, que, no entanto, tendo dito que Fortunato foi "venerabilis vitae vir" se limita a expor alguns milagres operados por ele. Alguns desses prodígios lhe foram relatados por Julian, que tinham sido "muito íntimo" do prelado de Todi e morrera "em um tempo não muito longe" em Roma, onde ele havia exercido o cargo de "defensor ecclesiae", outros milagres foram narrados por um certo "mendigo Senex" um nativo de Todi, que conhecera o santo bispo quando era bem novo. Esta passagem indica que Fortunato ocupou a sede da cidade da Úmbria antes de 553, ano em que os godos, definitivamente derrotados, abandonaram a Itália. São Fortunato foi bispo de Todi (Itália) e grande exorcista.

Beata Ana Maria Aranda Riera, virgem e mártir – 14 de outubro

Martirológio Romano:
Em Picadero de Paterna, na região espanhola de Valencia, Beata Ana Maria Aranda Riera, virgem e mártir, que durante a perseguição contra a fé derramou seu sangue por Cristo. 
Ana Maria nasceu em Denia, na província de Alicante, em 24 de janeiro de 1888, no seio de uma família abastada que cuidou muito de sua educação. Estudou no colégio das Irmãs Carmelitas. Piedosa desde muito jovem, atuou com muito zelo nas Filhas de Maria, na Ação Católica e na associação de São Vicente de Paula. Era muito devota da Eucaristia e da Virgem Maria; assistia diariamente a Santa Missa e Comungava. Nunca fizera mal a ninguém, nem dera motivo de que alguém a odiasse; por causa de seu catolicismo profundo e de sua decidida defesa dos direitos da Igreja foi levada para a prisão de mulheres de Valencia quando chegou a revolução de 1936.

Santa Manequilde, Virgem-Festa: 14 de outubro

Figura enigmática do cristianismo primitivo na França medieval, São Manequilde continua sendo uma inspiração para muitos. Sua vida, embora envolta em uma certa nebulosa histórica, revela uma profunda devoção e dedicação à fé que a tornam um exemplo de virtude. Este artigo explora a vida, obra e legado dessa santa, desvendando os poucos dados históricos disponíveis sobre sua existência e seu importante papel na história da Igreja. 
Nascimento e primeiros anos 
Detalhes sobre o nascimento e a infância de São Manequilde são escassos e fragmentários. As informações disponíveis focam principalmente em tradições orais e registros locais de culto. A data exata de seu nascimento não é conhecida, nem o contexto social em que cresceu.

Santa Angadrisma, Abadessa - 14 de outubro

Angadrisma (Angadrême, em francês) nasceu na diocese de Thérouanne, no início do século VII, na nobre família dos condes de Boulogne, em Morins (Pas-de-Calais), no norte da França. Era a filha única de Roberto, amigo e sucessor de Santo Omer no cargo de Guarda dos Selos na corte de Clotário III (657-673). Santo Omer, Bispo de Thérouanne e preceptor da criança, ensinou a ela os preceitos do Evangelho e formou sua alma na piedade. Estimulada por seu primo São Lamberto de Lyon, que decidira ser monge em Fontenelle, Angadrisma fez secretamente o voto de virgindade. Seu pai, ignorando sua decisão, projetou casá-la com Ansberto, filho de um rico senhor de Chaussy, chamado Siwin. Mas Ansberto, ele mesmo também havia feito voto de virgindade, e seria no futuro Santo Ansberto, o Bispo de Rouen. Para evitar o indesejado casamento, Angadrisma rezou pedindo para se tornar menos atraente fisicamente.

SÃO CALISTO Papa

Papa e mártir. 
Secretári
o do Papa São Zeferino, 
sucedeu a este, provavelmente 
em 218 ou 219.
"Todo pecado pode ser perdoado pela Igreja, cumpridas as devidas penitências". 
A frase é do Papa Calisto, ao tomar posição e combater ideias que iam contra os ensinamentos da igreja embora proferidas por uma autoridade reconhecida do catolicismo. Calisto sabia muito bem o que era penitência. Na Roma do século II, Calisto nasceu num bairro pobre e foi escravo. Depois, liberto, começou sua sina de sofrimento. Trabalhando para um comerciante, fracassou nos negócios e foi obrigado a indenizar o patrão, sendo deportado para a Sardenha e punido com trabalhos forçados. Porém, foi aí que, apesar do sofrimento, sua vida se iluminou.

João Ogilvie Presbítero, Mártir, Santo 1579-1615

Sacerdote escocês, martirizado 
em Glásgua  em Março de 1615; 
durante as perseguições religiosas 
que assolaram a Inglaterra 
durante os séculos XVI e XVII.
João Ogilvie nasceu na Escócia, em 1579 numa localidade de Aberdeenshire ou de Banflhshire, duma nobre família que aderiu à separação da Igreja da Inglaterra com a de Roma. Educado numa rígida doutrina calvinista, João, com treze anos, foi enviado para a França e Alemanha por causa dos estudos. Aí, ao deparar-se com o testemunho de vida dos católicos, converteu-se à religião católica e entrou no colégio escocês de Douai, transferindo-se em 1595 para Lovaina, onde teve como mestre o famoso Cornélio Lápido.

ORAÇÕES - 14 DE OUTUBRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
14 – Quarta-feira – Santos: Calisto I, Fortunata, Evaristo
Evangelho (Lc 11,42-46) “Ai de vós fariseus; pagais o dízimo da hortelã, da arruda e de todas as outras ervas, mas deixais de lado a justiça e o amor de Deus.”
Essas palavras duras de Jesus obrigam-nos a examinar a coerência de nossa vida. Somos gente razoavelmente boa e bastante cumpridora das leis. Temos, porém, de ver qual de fato é a motivação de nossa vida, qual o lugar ocupado por Deus, e qual a sinceridade de nosso amor ao próximo. Não é fácil procurar que toda nossa vida espelhe o jeito novo de viver que Jesus nos ensinou.
Oração
Senhor Jesus, reconheço que muitas vezes fico olhando a falsidade dos fariseus, e esqueço a minha. Peço perdão, mas peço mais ainda que me ajudeis a ser coerente, e viver de acordo com minha fé. Prometo vigiar mais atentamente meus atos e minhas intenções. Cuidai de mim, para que minha vontade seja reta, e eu tenha força para fazer o certo, por mais difícil que seja. Amém.

terça-feira, 13 de outubro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Vivendo a Paixão de Cristo”.

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Segredo de um caminho.
 
Jesus, quando ensinava seus discípulos, dizia: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, e siga-me” (Mt 16,24). “Se alguém me quiser servir, siga-me; e onde eu estiver, ali estará também o meu servo” (Jo 12,26). Há um caminho, um trilho no seguimento de Jesus. Todos nós queremos, mas nem sempre sabemos como fazer e nem se estamos fazendo. Pensamos que estamos fora da estrada. Mas Jesus tem um trilho secreto: “porque estreita é a porta, e apertado o caminho que conduz à vida, e poucos são os que a encontram” (Mt 7.14). Basta saber se o caminho está meio apertado para ter certeza que é a estrada justa. Não que Jesus queira nos criar dificuldades e dar uma salvação impossível. Mas se o caminho oposto é largo é porque nos facilita excessivamente fazendo somente nossos gostos. O aperto do caminho é porque se baseia na vontade do Pai. Esta Ele quis fazer. O aperto está no fato de que é único. Mas se estamos nele, estamos seguros e tranqüilos. Desprezou o que o mundo poderia oferecer fora da vontade do Pai, decididamente foi para Jerusalém, como relata Lucas: “Jesus caminhava à frente, subindo para Jerusalém” (Lc 19,28). 
O caminho da Paixão de Jesus. 
Participar da Paixão de Cristo é fazer seu caminho. Participar significar unir-se a Cristo que se oferece ao Pai pelo mundo. A capacidade de doação de Cristo é o conteúdo de seu sacrifício doloroso que o acompanha desde sua encarnação. Esta doação de serviço, Jesus a manifesta claramente nos dias de sua dolorosa Paixão: na Quinta-Feira Santa concretiza sua doação quando lava os pés dos discípulos. E a entrega ao serviço do próximo como realização da vontade do Pai. Este gesto se transforma na extremada entrega que faz de si mesmo, dando-se como alimento. Ele reparte e partilha o pão que é seu corpo e o vinho que é seu sangue. Este gesto é a explicação de sua entrega total na cruz. Jesus realiza em símbolos na Ceia, o que vai realizar na realidade na cruz. Quando manda fazer em sua memória, não é só repetir o gesto, mas repetir, sobretudo a entrega. Nossas missas não rendem mais para nós, porque não possuem nossa entrega com Cristo. Não fazemos memória de seu gesto redentor. O caminho da Paixão de Cristo é sua entrega como serviço humilde para garantir ao mundo o amor do Pai. Ligamos sempre a Paixão à dor, mas ela deve estar unida primeiro ao amor, pois é uma paixão de Jesus por se entregar por amor ao Pai.
Amor é nas águas. 
Quando Jesus morre, o soldado enfiou-lhe a lança e saiu sangue e água. Estas águas se transformaram em um rio caudaloso. Ezequiel (47,1ss) explica-nos que a água brotava do limiar do templo em uma pequena fonte e depois se transformava num rio, assim também a água do lado de Cristo, novo templo, mesmo sendo pouca, transforma-se num rio onde podemos nos lavar no batismo e fecundar em nós a vida nova que vem de sua entrega ao Pai. Estas águas nascem de seu coração como uma fonte de amor, ungidas pelo seu sangue redentor. Na Noite da Páscoa, faça a renovação das promessas do Batismo e afunde-se no rio de amor que sai do lado de Cristo e se represa na sua Páscoa, fazendo um lago onde, mergulhados, deixamos nossas fraquezas e levantamos repletos da graça que dá a vida.

EVANGELHO DO DIA 13 DE OUTUBRO

Evangelho segundo São Lucas 11,37-41. 
Naquele tempo, depois de Jesus ter falado, um fariseu convidou-O para comer em sua casa. Jesus entrou e tomou lugar à mesa. O fariseu admirou-se, ao ver que Ele não tinha feito as abluções antes de comer. Disse-lhe o Senhor: «Vós, os fariseus, limpais o exterior do copo e do prato, mas o vosso interior está cheio de rapina e perversidade. Insensatos! Quem fez o interior não fez também o exterior? Dai antes de esmola o que está dentro e tudo para vós ficará limpo».
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Clemente de Roma 
(35-100) 
Papa 
Epístola aos Coríntios, 14-16 
Purificar o interior do nosso coração 
É justo e santo, irmãos, obedecer a Deus em vez de seguir os agitadores orgulhosos; juntemo-nos àqueles que põem piedosamente em prática a paz, não aos que fingem querer a paz. Com efeito está dito: «Este povo aproxima-se de Mim só com palavras e honra-Me só com os lábios, pois o seu coração está longe de Mim» (Is 29,13; Mc 7,6); e ainda: «Abençoam com a boca, mas amaldiçoam com o coração» (Sl 61,5); e também: «Eles, porém, enganavam-no com a boca e mentiam-Lhe com a língua; o seu coração não era sincero, nem eram fiéis à sua aliança.» (Sl 77,36-37). De facto, Cristo pertence aos que são humildes de coração e não aos que se elevam acima do seu rebanho. O ceptro da majestade de Deus (cf Heb 1,8), o Senhor Jesus Cristo, não veio acompanhado pela vaidade nem pelo orgulho – e no entanto poderia fazê-lo –, mas pela humildade de coração, como o Espírito Santo tinha dito acerca dele: «Quem acreditou no que ouvimos dizer? A quem se revelou o braço do Senhor? O meu servo cresceu diante do Senhor como um rebento, como raiz numa terra árida, sem distinção nem beleza para atrair o nosso olhar nem aspeto agradável» (Is 53,1-2). Vedes assim, bem-amados, o modelo que vos foi dado; ora, se o Senhor Se humilhou desta maneira, que deveremos fazer nós, a quem Ele permitiu que caminhemos sob o jugo da sua graça?

São Venâncio de Tours Abade -Festa: 13 de outubro

Nascimento-morte:
(*) Bourges, Cher, Centro-Val de Loire, França, século V
(+)Tours, Indre-et-Loire, França, cerca de 507 
Etimologia: Do latim Venantius, derivado de venari, 'caçar', com o significado original de 'dedicado à caça' ou 'caçador'.
Emblema: Hábito monástico e livro. 
Martirológio Romano Em Tours, na Gália Lugdunense, atualmente na França, viveu o abade São Venâncio, que, tendo se casado jovem, foi para a Basílica de São Martinho e, impressionado com a vida dos monges, com o consentimento de sua esposa, escolheu viver entre eles em Cristo. 
Foi um abade e sacerdote da Igreja de Tours que viveu entre os séculos V e VI. Originário da região de Bourges, pertencia a uma família cristã livre e, ainda jovem, estava destinado ao casamento.

São Geraldo de Aurillac

Geraldo nasceu em Aurillac, por volta do ano de 855. Como o filho mais velho deveria suceder ao pai, como Conde, assim teve uma educação comum à nobreza: aprendeu a ler o bastante para recitar o saltério, conduzir matilhas de cães à caça, atirar ao arco e lançar o falcão. Aprouve a Deus, que durante muito tempo Geraldo fosse bastante doentio não sendo possível dedicar-se aos exercícios da época, mas não tanto que o impedisse de estudar. Por isso seus pais resolveram que se consagrasse mais particularmente às letras para assim fazê-lo ingressar no clero. Ao atingir a adolescência, sua saúde melhorou; tornou-se tão ágil que saltava facilmente por cima de um cavalo. Destacava-se nos exercícios militares, mas continuava a amar o estudo; as Escrituras Sagradas eram-lhe tão familiares como a poucos clérigos. Tendo o pai falecido, foi obrigado, muito jovem ainda, a governar o domínio na qualidade de conde.

São Teófilo de Antioquia Bispo -Festa: 13 de outubro

No 169, Teófilo foi o sexto Bispo de Antioquia, depois do apóstolo Pedro e Teófilo. De origem pagã, converteu-se ao cristianismo observando seus costumes e lendo a Bíblia. Foi autor de muitas obras contra as heresias da época, em defesa da doutrina da fé e com comentários sobre as Escrituras.
Nascimento-morte: Antioquia da Síria, entre 181 e 189 aproximadamente 
Etimologia: Do grego Θεόφιλος, composto por θεός, 'Deus', e φίλος, 'amigo', que significa 'amigo de Deus' ou 'amado por Deus'. 
Emblema: báculo pastoral, livro ou livros, veste episcopal.
Martirológio Romano Comemoração de São Teófilo, bispo de Antioquia, homem de grande erudição, que ocupou o pontificado desta Igreja, o sexto depois do bem-aventurado Apóstolo Pedro, e escreveu uma obra contra Marcião para defender a verdadeira fé. 

Santa Quelidonia (ou Celidonia) de Subiaco, Solitária - 13 de outubro

Martirológio Romano:
Perto de Subiaco, no Lácio, Santa Quelidonia ou Celidonia, virgem, que, como diz a tradição, durante cinquenta e oito anos levou vida solitária e austera, dedicada unicamente a Deus († 1152). 
Chelidonia em grego significa "andorinha". Esta santa de nome original, e que não são muitas as pessoas o têm, gostava da solidão: passou quase 60 anos nos montes Simbruini que rodeiam a cidade de Abruzzo, Itália. Ela nasceu em Cicoli, em Abruzzo, por volta de 1077, numa família do povo. Seu primeiro nome era aparentemente Cleridona ("dom da sorte"); após a Renascença, a partir de um afresco da caverna sagrada de Subiaco, começaram a usar Quelidonia.

Santa Parasceve, a Jovem, eremita - 13 de outubro

A “Vida de Santa Parasceve, a Jovem”, foi escrita pelo Metropolitana de Myra, Mateus, no século XVII, após a última transferência das relíquias para a Moldávia em 1641, seis séculos depois da morte da santa eremita. Parasceve nasceu em Epivate, um porto a um dia de caminhada de Constantinopla. Ela viveu e morreu provavelmente no século X. Pertencia a uma família nobre; ela e seu irmão Eutimio ficaram órfãs muito jovens e ambos decidiram abraçar a vida religiosa. Eutimio, por suas virtudes, foi feito bispo de Maditos. Parasceve, depois de um certo número de anos em um mosteiro, se retirou como eremita em uma área do deserto do Jordão, imitando a vida santa dos antigos monges eremitas do Egito e da Síria: longas orações, vigílias noturnas e jejum frequente.

Eduardo da Inglaterra Rei, Santo (ca. 1000-1066)

Rei dos Anglo-Saxões, chamado o Piedoso. 
36 anos depois da sua morte, o seu corpo 
foi encontrado intacto.
Após conturbados anos de dominação dinamarquesa, o santo monarca devolveu à Inglaterra a paz e a prosperidade, segundo os ditames da Igreja Católica.
Nascido por volta do ano 1000, Santo Eduardo era filho do rei Etelredo II, que governou a Inglaterra dos anos 978 a 1016, e de sua segunda esposa, Ema, filha do Duque da Normandia. Em 1013, Sweyn, rei viking da Dinamarca, invadiu a Inglaterra e apoderou-se do trono, repetindo o feito de um antecessor seu. Etelredo fugiu então com sua família para a Normandia. Porém, com a morte de Sweyn no ano seguinte, voltou e reconquistou o poder. Por pouco tempo, pois faleceu em 1016. Subiu então ao trono Edmundo, meio-irmão de Eduardo, que continuou a luta contra os invasores.

Madalena Panattieri Dominicana, Beata (1443-15803)

Religiosa dominicana. 
O seu culto foi confirmado
 pelo Papa Leão XII.
Inicialmente as obras de Madalena foram apenas de misericórdia. Tinha especial predilecção pelas crianças nas quais via a inocência e o futuro do mundo. Mas o sucesso maior que ela obteve não tanto como pregadora quanto como mestra de espiritualidade. Ela catequizava em uma pequena capela e suas modestas conferências a princípio eram destinadas a um grupo de senhoras, as quais reconheciam nela uma óptima conselheira. Pouco a pouco, alguns homens se uniram às senhoras, e até mesmo sacerdotes se sentiram atraídos pelas palavras inspiradas desta terciária dominicana. Ela insistia sobretudo na reforma dos costumes, e tratava com frequência do problema da usura, vivo naquele tempo em que o comércio ia se expandindo. Por meio dela, Trino tornou-se um centro de pregações.

Beata Alexandrina Maria da Costa Virgem, Cooperadora Salesiana

Festa:
13 de outubro 
(*)Balasar, Portugal, 3 de março de 1904 
(+)13 de outubro de 1955 
Etimologia: Alexandrina = pequena protetora dos homens, do grego 
Romano Na aldeia de Balasar, perto de Braga, em Portugal, a Beata Alexandrina Maria da Costa, paralisada em todo o corpo para escapar às más intenções de um homem contra ela, ofereceu toda a sua dor ao Senhor por amor a Deus e aos seus irmãos e irmãs necessitados, na contemplação da Eucaristia.
Nascida em 30 de março de 1904, em Balasar, uma pequena vila em Portugal, Alexandrina Maria da Costa foi criada como cristã por sua mãe.