quarta-feira, 17 de junho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - Pastoral da Quaresma

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Para o bem de todos
 
O que não é mais o mesmo, insiste em manter as mesmas coisas. A Igreja tem o início na pessoa de Jesus que envia o Espírito para que os apóstolos pudessem evangelizar todo mundo com sua autoridade. São continuação de Jesus e de seu poder. Assim nos escreve S. Mateus: “Ide, portanto, e fazei que todas as nações se tornem discípulos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-as a observar tudo quanto vos ordeneis. E eis que estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos” (Mt 28,19-20). Dessa palavra a Igreja fez o seu caminho, procurando sempre o que é melhor para o seguimento de Jesus. Cada época deu sua contribuição. Sempre se convertendo, buscando o melhor modo de compreender a fé e vivê-la na comunidade. A pastoral da renovação parte do conhecimento da Palavra de Deus, da tradição da fé e da necessidade dos tempos. A Igreja não pode se identificar com um modelo humano, mas contribuir para que ele corresponda à resposta que podemos dar a Deus no contexto humano. Por isso, a Igreja sempre se renova (Karl Barth 1947). O que fortalece o conteúdo da fé é sempre apresentá-lo com mais clareza. Não podemos ser medida para Deus. Procura-se o bem do povo de Deus, sem perder a clareza da doutrina. Por isso, o que era bom um dia, nem sempre é bom para todos os dias. A Quaresma, que passou por muitas épocas, trouxe consigo bens a serem mantidos e outros a serem deixados. Ela não existe para si, mas tem a finalidade promover a conversão. Renovamos as promessas do Batismo pelo qual somos inseridos em Cristo. O que nosso tempo tem contribuído para a melhor preparação para a Páscoa?
Páscoa da Ressurreição 
O jejum, a oração e a esmola atravessam os tempos como características da Quaresma. Mas evoluiu para uma compreensão mais aprofundada. Quanto ao jejum: passar fome, muita gente passa, mas não é jejum. A esmola não é só distribuir bens, mas promover a vida em seu sentido integral. Oração não só rezar individualmente, mas tem a dimensão comunitária. Jesus nos salvou individualmente, mas também como parte de um corpo. O Brasil fez uma belíssima adaptação através das reuniões de setores para a vivência comunitária da oração e reflexão da Campanha da Fraternidade, que não existe em outras partes da Igreja. Partimos então para o comunitário, não só individual. É justamente o caminho do Concílio Vaticano II. A dimensão de Páscoa é integrante da Quaresma. Não era antes. Podemos lembrar que o povo todo ia à procissão do Senhor Morto. Mas poucos à celebração da Vigília Pascal, que é fundamental. Não descartou a procissão, mas encaminhou para o fundamental que é a Ressurreição do Senhor. Perdemos valores, mas ganhamos outros. Todos os elementos da piedade popular provêm de uma época em que a liturgia era coisa de padre, rezada em latim. Belezas infinitas. Mas o povo não fazia parte. Cada tempo tem o dever de acolher e o direito de criar o melhor para expressar o mistério. 
Dimensão batismal 
A celebração da Quaresma nasceu da celebração dos batismos dos catecúmenos na Vigília Pascal que é a celebração da Ressurreição que acontece em quem é batizado. Para esse momento foi composta, pelos tempos, uma liturgia própria. Foram feitos belíssimos batistérios, já nos tempos das “Domus Ecclesiae” quando não havia ainda igrejas, mas a celebração “na casa da comunidade”. Os fiéis se uniam aos batizandos acompanhando na preparação e na celebração. Nós, que não vivemos essa realidade. Mudamos o sentido para a renovação do batismo e a retomada da vivência da fé.
ARTIGO PUBLICADO EM MARÇO DE 2021

EVANGELHO DO DIA 17 DE JUNHO

Evangelho segundo São Mateus 6,1-6.16-18. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Tende cuidado em não praticar as vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles. Aliás, não tereis nenhuma recompensa do vosso Pai que está nos Céus. Assim, quando deres esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas, nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa. Quando deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a direita, para que a tua esmola fique em segredo; e teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa. Quando rezardes, não sejais como os hipócritas, porque eles gostam de orar de pé, nas sinagogas e nas esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa. Tu, porém, quando rezares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora a teu Pai em segredo; e teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa. Quando jejuardes, não tomeis um ar sombrio, como os hipócritas, que desfiguram o rosto, para mostrarem aos homens que jejuam. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa. Tu, porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto, para que os homens não percebam que jejuas, mas apenas o teu Pai, que está presente em segredo; e teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa».
Tradução litúrgica da Bíblia 
São John Henry Newman 
(1801-1890) 
Teólogo, 
fundador do Oratório em Inglaterra 
Sermão «Times of Private Prayer», 
PPS, t. 1, n.° 19 
«Tu, porém, quando rezares,
entra no teu quarto, 
fecha a porta e ora a teu Pai em segredo» 
Aqueles que buscam o Deus invisível, buscam-no no seu coração e nos seus pensamentos secretos, e não nas palavras barulhentas, como se Ele estivesse longe deles. Têm o costume de se retirar para onde não haja olhos humanos que os vejam; para onde, humildes e cheios de fé, podem encontrar Aquele que está perto do seu caminho, junto do seu leito, e vê todas as suas atitudes. E Deus, que sonda os corações, os recompensará no último dia. A oração feita em segredo, segundo a vontade de Deus, é conservada como um tesouro no seu Livro da Vida (cf Sl 68,29). Talvez essa oração tenha requerido uma resposta neste mundo e não a teve; talvez o próprio que a formulou se tenha esquecido dela e o mundo nunca tenha sabido da sua existência. Mas Deus recorda-a para sempre; e no último dia, quando os livros forem abertos (cf Dn 7,10; Ap 20,12), essa oração será revelada e recompensada diante de todo o mundo. […] Sabemos bem que devemos estar em oração e meditação, em certo sentido, durante todo o dia (cf Lc 18,1); mas devemos rezar de maneiras determinadas a certas horas do dia. Mesmo que não sejam absolutamente necessárias à oração privada, estas horas e estas fórmulas precisas são uma grande ajuda; e Nosso Senhor ordena-nos que as façamos quando diz: «Tu, porém, quando rezares, entra no teu quarto…». Até Nosso Senhor tinha momentos privilegiados para a comunhão com Deus. É verdade que os seus pensamentos eram um contínuo ofício divino oferecido ao Pai, mas, além disso, «subiu a um monte, para orar a sós» e «passou a noite a orar a Deus» (Mt 14,23; Lc 6,12). É preciso insistir neste dever de respeitar momentos precisos para a oração pessoal e privada, porque, no meio das preocupações e das tensões da vida, temos muitas vezes tendência para nos esquecer dela, e este dever é bem mais importante do que habitualmente o consideram até aqueles que o cumprem.

São Bessário eremita, séc. IV

Bessário viveu no Egito, no século IV. Ele vivia no deserto, em total contemplação divina. Procurou viver literalmente a pobreza evangélica, despojando-se de todos os bens materiais. Podemos dizer que Bessário foi o precurssor da espiritualidade evangélica, sobretudo a pobreza, vivida por São Francisco de Assis. Bessário vivia as Sete Obras de Misericórdia, corporal e espiritual. Levava uma vida autenticamente cristã. Ao encontrar um pobre, não tendo como ajudá-lo, vendeu seu “evangeliário” e deu o dinheiro ao homem. Seu discípulo perguntou-lhe: “Que fizeste de teu livro?” Ele respondeu: “Vendi-o! Sim, vendi o livro em que se lê: ‘Vende tudo o que tens e dá aos pobres!’”. https://www.facebook.com/Catolicos.de.Crateus/photos/a.625872690802843/2340686142654814/?type=3

17 de junho - Beato Paulo Burali

Scipione é o nome de batismo, nasceu em Itri, Diocese de Gaetre em 1511. Tendo como pais, Paulo e Victória Oliveres, teve também quatro irmãos, sendo Paulo o segundo e o primeiro filho, João Batista, foi Abade de Santo Erasmo, em Itri. Na sua infância, era um menino piedoso, com uma inclinação particular de amor e solidão, mas possuía um caráter doce e amável no trato e no diálogo com os demais. Dedicava-se a oração, frequentava os sacramentos e assistia com frequência ao sacrifício eucarístico na Igreja de Santa Maria da Misericórdia. Destaca-se também sua infância que, ele possuía um amor especial aos pobres e a seu pedido, o pai deixou sempre a dispensa aberta para acolher os famintos.

Beato José Maria Cassant

O Padre José Maria depositou sempre a sua confiança em Deus, na contemplação do mistério da Paixão e na união com Cristo presente na Eucaristia. Assim, ele impregnava-se do amor de Deus, abandonando-se a Ele, "a única felicidade da terra", e desapegando-se dos bens do mundo, no silêncio da Trapa. No meio das provações, com o olhar fixo em Cristo, oferecia os seus sofrimentos pelo Senhor e pela Igreja. Possam os nossos contemporâneos, especialmente os contemplativos e os doentes, descobrir no seu exemplo o mistério da oração, que eleva o mundo a Deus e que revigora nos momentos de prova! 
Papa João Paulo II – Homilia de Beatificação – 03 de outubro de 2004

17 de junho - Santo Her

Santo Hervê, segundo a lenda, era filho de Hyarnion, menestrel, membro da corte do Rei Childeberto I e de Rivanone. Seu pai, piedoso e casto homem, deixou a corte do rei Childeberto para retirar-se à terra natal, a Bretanha. A caminho, adormeceu, e um anjo apareceu a ele em sonhos, ordenando-lhe que se casasse com uma jovem, a pura Rivanone. Desperto, impressionando pelo sonho, Hyarnion não tardou encontrar a mulher que o anjo lhe propusera. Do casamento de ambos nasceu Hervê, cego. Menino predestinado, buscou com avidez a solidão. Quando seu pai morreu, Rivanona confiou a criança a um homem santo chamado Artian. Mais tarde, Hervé mudou-se para seu tio, que tinha uma pequena comunidade monástica em Plouvien, onde ele experimentou todos os tipos de trabalho na fazenda.

Santos Blasto e Diógenes Mártires Festa: 17 de junho

Blasto e Diógenes são dois santos mártires da antiguidade, cujos restos mortais descansam na Basílica romana de Santa Praxedes. Venerados desde a Idade Média, sabe-se que Brás era um tribuno, condenado por ser cristão, em 269; o martírio de Diógenes está descrito na epígrafe do presbítero Marea.
(†)cerca de 269 
Blasto (ou Biagio) e Diógenes são dois antigos mártires cujos restos mortais repousam em Roma, na Basílica de Santa Prassede. Venerados desde a Idade Média, sabe-se que Biagio foi um tribuno condenado em 269 por ser cristão; o martírio de Diógenes é mencionado em uma epígrafe do sacerdote Marea. 
Martirológio Romano: Em Roma, na Via Salaria Vecchia, os santos Blasto e Diógenes, mártires.

Santa Valeriana e suas companheiras, mártires Festa: 17 de junho

Ela faz parte de um grupo de quatro mulheres que foram martirizadas em Aquileia durante as perseguições dos primeiros séculos do cristianismo. Infelizmente, a escassez de fontes históricas e a história destrutiva de Aquileia, arrasada por invasores bárbaros, obscurecem o conhecimento dessas figuras santas. Círia e Musca, irmãs segundo algumas tradições, são as únicas que foram comemoradas individualmente em antigos breviários, descritas como virgens devotas consagradas ao serviço de Cristo. Valeriana e Maria, no entanto, permanecem envoltas em mistério, ligadas às duas primeiras pelo martírio, mas sem detalhes biográficos. A confusão com outras mártires de mesmo nome, como Valéria da África ou a Valéria romana, e a falta de detalhes específicos sobre ela, dificultam a reconstrução da vida de Santa Valeriana.

Beata Teresa de Portugal, Rainha e Cisterciense - Festa 17 de junho

Não só nos mosteiros e conventos se refugiava e florescia a santidade na Idade Média. Nos palácios, as famílias reais deram muitos santos a Igreja. Em Portugal, três filhas de D. Sancho I (1154-1211), bem fidalgamente souberam se enfeitar com a riqueza e a beleza das virtudes cristãs, para se tornarem exemplos aos reis e aos povos. Nascidas e educadas na corte, duas delas chegaram mesmo a contrair matrimônio. Mas todas três renunciaram depois ao mundo, suas comodidades e enredos, para se consagrarem à perfeição religiosa. Foram elas Beata Sancha (1180-1229 festejada 11 de abril), Beata Teresa (1177-1250) e Beata Mafalda (1195-1256 festejada 2 de maio). Uma outra irmã, Branca de Portugal, também tornou-se religiosa.

Santa Eufêmia de Altomünster, Abadessa - 17 de junho

Em 1098, Bertoldo II, Conde de Andechs, herdou as propriedades de seu pai na Bavária, perto de Ammersee e do Lago Starnberg, bem como as da Francônia superior. Por volta de 1120 ele sucedeu a dinastia Sigimar como bailio da Abadia Beneditina, o que fez com que sua influência aumentasse consideravelmente. Ele foi co-fundador da Abadia de Diessen e mantinha relacionamento com a Abadia Admont. Quando sua filha Cunegundes ingressou na Abadia Admont, ele doou terras em Moosburg para o mosteiro. Ele casou-se com Sofia, filha do Margrave Poppo II da Istria, membro da Casa de Weimar-Orlamünde. Sofia era neta pelo lado paterno da filha do Rei Bela I da Hungria, da Casa dos Arpádios. Eles tiveram quatro filhos: Poppo, Bertoldo III, Oto, Bispo de Brixen, Gisela, casada com o Conde Diepoldo II de Berg-Schlklingen.

Santos Manuel , Sabel e Ismael da Pérsia , mártires , 17 de Junho

Santos Manuel, Sabel e Ismael eram irmãos e descendiam de uma ilustre família persa. O pai deles era pagão, mas a mãe era cristã e os batizou e os criou na fé. Quando se tornaram adultos, adentraram na carreira militar. Tornaram-se mensageiros do Imperador Persa, Alamundar, e nessa função concluíram um tratado de paz com o Imperador Juliano, o Apóstata [361-363]. Juliano os recebeu com honras, mas quando os irmãos se recusaram a participar dos sacrifícios da religião estatal romana o Imperador romano se irou. O tratado foi anulado e os embaixadores foram encarcerados como criminosos comuns. No interrogatório foi-lhes dito que, caso não cedessem às exigências da fé do Imperador, o tratado de paz não poderia ser firmado. Os irmãos responderam que haviam sido enviados para tratar assuntos de Estado e não para argumentar sobre os deuses romanos.

São Manoel ,(festa: 17 de Junho)

São Manoel da Pérsia: 
o Santo Mártir da Paciência e 
Diplomata Esquecido da Igreja Católica
Embora pouco mencionado nas fontes oficiais, São Manoel da Pérsia é uma figura envolta em mistério e devoção antiga. As informações sobre sua vida são escassas e frequentemente entrelaçadas com tradições orais e lendas transmitidas ao longo dos séculos. Seu nome, inclusive, não consta no atual Martirológio Romano, o catálogo oficial dos santos reconhecidos pela Igreja Católica. Muitos estudiosos e fiéis acabam confundindo São Manoel da Pérsia com outro Santo Manuel, martirizado na Anatólia, cuja festa litúrgica é celebrada em 26 de março. Já a festa de São Manoel da Pérsia é tradicionalmente lembrada em 17 de junho, data que resgata sua memória como mártir e embaixador da fé cristã em terras persas.

Rainério de Pisa Religioso, Santo 1118-1161

A cidade de Pisa era, nos séculos XI e XII, um importante pólo comercial marítimo da Itália, que contribuía também no combate aos piratas sarracenos. Assim, paralelamente, ao burburinho dos negócios, a vida mundana da corte era exuberante e tentadora, principalmente para os mais jovens. Foi nessa época, no ano 1118, que Rainério Scacceri nasceu em Pisa. Era filho único de Gandulfo e Ermengarda, ambos de famílias tradicionais de nobres mercadores riquíssimos. A sua educação foi confiada ao bispo de Kinzica, para que recebesse boa formação religiosa e para os negócios. Porém Rainério, mostrando forte inclinação artística, preferiu estudar lira e canto. E para desgosto dos pais e do bispo, seu tutor, ele se entregou à vida fútil e desregrada, apreciando as festas da corte onde se apresentava. Com isso, tornou-se uma figura popular e conhecida na cidade de Pisa. Aos dezanove anos de idade, impressionado com a vida miserável dos pobres da cidade e percebendo a inutilidade de sua vida, decidiu mudar.

EmíliA de Vialar Religiosa, Fundadora, Santa 1797-1856

Emília de Vialar nasceu em 1797, no airoso burgo de Gaillac, no sul da França. Era filha de Tiago de Vialar e de Antonieta de Portal, duas das mais importantes famílias daquela região. A primeira educadora de Emília foi sua mãe que, graças a uma fé profunda, inculcou a sua filha os primeiros elementos da fé cristã. Emília tinha apenas 13 anos quando sua mãe morreu: esta perca foi causa de grande sofrimento para ela, mas apesar disso ela adaptou-se à vida de pensionária na “Abbaye au Bois”, em Paris. Dois anos depois, ela voltou para a sua cidade natal, dotada de uma boa educação e a sociedade civil de Gaillac acolheu muito cordialmente esta jovem tão graciosa e simpática. Mas o chamamento de Deus se fez sentir... Amadureceu lentamente ao través de mil dificuldades... Emília ressente ao mesmo tempo um grande interesse pelos pobres, pelos doentes e pelas crianças abandonadas da sua cidade, primícias da sua obra futura.

Como a fé no Sagrado Coração evitou a destruição de um vilarejo

Uma erupção vulcânica se aproximava do local. 
moradores correram para uma igreja 
e algo extraordinário aconteceu
     Estamos em abril de 1902. A bela cidade de St. Pierre, a capital de Martinica, é uma das cidades mais importantes dessa parte do mundo. Com pouco mais de 250 anos de história, ela é chamada de “a Paris do Caribe”. Exageros à parte, além da importância política e econômica, a cidade é um polo cultural. Seu pomposo teatro, recém reconstruído depois da destruição causada por um grande furacão no século anterior, atrai companhias de ópera da França e da Itália. Os quase 30 mil habitantes levam uma vida europeia, mas com clima caribenho. Mas tudo está para mudar. A cidade, um movimentado porto, está localizada nos pés da montanha Pelée, que na verdade é um vulcão meio dorminhoco. A bela e tranquila paisagem é retratada em muitos quadros e até nas recentes “photographias". Piqueniques são organizados nas encostas das montanhas, enquanto turistas mais intrépidos sobem até o alto da montanha, onde está o “Étang Sec”, ou lago seco, a grande cavidade que um dia já havia sido uma caldeira de vulcão.

ORAÇÕES - 17 DE JUNHO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
17 – Quarta-feira – Santos: Ismael, Manuel, Rainério
Evangelho (Mt 6,1-6.16-18) “Ficai atentos para não praticar vossa justiça na frente dos homens, só para serdes vistos por eles,”
Jesus dá três exemplos – esmola, oração e jejum – para nos dizer que devemos tomar cuidado com a motivação de nossos atos, mesmo os mais piedosos. Não podemos deixar que nos leve a procura de simpatias, elogios ou prestígio. Devemos guiar-nos sempre pelo amor a Deus e aos irmãos. Noutra ocasião, ele nos lembra que devemos agir de modo que outros também queiram fazer o bem.
Oração

Senhor Jesus, agradeço por me lembrar que devo tomar cuidado com os motivos de meus atos. Já percebi que facilmente me deixo levar por vaidade ou interesses. Quero mudar; preciso de vossa ajuda, para sempre procurar apenas fazer a vontade do Pai e cuidar de meus irmãos. E não permitais que eu deixe de fazer o bem só porque os outros não me agradecem e parecem nem notar. Amém

terça-feira, 16 de junho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Alegra-te, Jerusalém”!

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Aliança que restaura
 
Todos os anos o quarto domingo da Quaresma nos dá uma nota de alegria. São os primeiros raios da Páscoa que iluminam o mundo. No contexto da aliança, resplandece sempre o esplendor da nova aliança realizada em Jesus e por Ele. A nota de alegria é sentida pelo povo quando, depois de um grande exílio, veio a libertação e o retorno à pátria amada. Cantaram com muita dor: “Juntos aos rios da Babilônia nos sentávamos e chorando, com saudades de Sião” (Sl 136). Deus perdoa e esquece. Jesus é a expressão máxima da resposta de Deus à dor humana, fruto do pecado. A infidelidade tem preço. Mas a fidelidade de Deus é maior que o pecado humano. Jesus assume o sofrimento humano, fruto do pecado e liberta a humanidade da condenação. Por isso, se faz homem, assume a carne do pecado e sendo crucificado oferta a Deus adesão ao desígnio de salvação. Nele temos a reconciliação. Nele fazemos nossa adesão ao desígnio de vida nova. O grande convite de Jesus, do alto da cruz, é fazer o julgamento: oferecer a luz, para que, todo aquele que Nele crer tem a vida eterna. Quem não crer já foi julgado e está condenado: “Quem não crê, já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho Unigênito” (Jo 3,18). O julgamento não se faz na justiça humana, mas nas “obras que Deus preparou para que nós as praticássemos” (Ef 2,10). 
Rico em misericórdia 
Todo o relacionamento do Deus da aliança com seu povo, e depois em Cristo, com o universo, se faz na base da misericórdia. Ouve-se dizer que Deus é misericordioso, mas é também justo. Exatamente, sua justiça se funda na misericórdia. Por isso o arrependimento só acontece quando cremos que Deus nos ama com intensidade. Falsos como somos, queremos justiça, mas para os outros. Esquecemos de olhar nossos fardos. Jesus dizia: “Por que reparas no cisco que está no olho do teu irmão, quando não percebes a trave que está no teu?” (Mt 7,3). Por isso, não julgar. Se julgar, seja com a misericórdia. Paulo, em Efésios, salienta que “Deus é rico em misericórdia”. Não fizemos nada por merecer, pois “quando ainda estávamos mortos por causa de nossas faltas, Ele nos deu a vida com Cristo. É por graça que vós sois salvos!” (Ef 2,4-5). Deus não nos condena, pois Cristo, em sua Paixão e Ressurreição abriu para nós as portas do Paraíso. Paulo afirma: “Deus não enviou seu Filho ao mundo para condená-lo, mas para que o mundo seja salvo por Ele” (Jo 3,17). À medida que nos aproximamos da verdade desse amor, manifestamos que nossas obras são feitas em Deus (Jo 3,21). Uma pastoral que se preze deve ser feita na base da misericórdia, senão, não é cristã. Jesus salvou o mundo manifestando a riqueza da graça (id 7) 
Agir na verdade 
“O julgamento é este: a luz veio ao mundo, mas os homens preferiam as trevas à luz porque suas obras são más” (Jo 3,18-19). As obras boas são fruto da opção por Jesus Salvador. João insiste: “Quem age conforme a verdade aproxima-se da luz, para que se manifeste que suas ações são realizadas em Deus” (Jo 3,21). Não basta a fé, é preciso que a fé se manifeste através das obras, como diz Tiago (2,18). A caridade para com Deus só acontece quando ela se concretiza na caridade para com o próximo. Paulo também afirma que o que “vale é a fé agindo pela caridade” (Gl 5,6). João em sua carta diz: “Esse é o seu mandamento: crer no nome de Jesus e amar-nos uns aos outros” (1Jo 3,23). A fé cristã não é um conjunto de doutrinas, mas uma vida de amor que se realiza no múltiplo cuidado dos outros.
Leituras: 1 Crônicas 36,14-16; 
Salmo 136; 
Efésios 2,4-10; João 3,14-21. 
1. Jesus é a expressão máxima da resposta de Deus à dor humana, fruto do pecado. 
2. Deus é misericordioso, mas é também justo e sua justiça se funda na misericórdia. 
3. As obras boas são fruto da opção por Jesus Salvador. Namoro antigo 
Percorrendo o caminho do povo de Deus, que nem sempre foi de Deus, vemos que foi um namoro difícil. O povo é tido como a esposa nem sempre fiel. O resultado é sempre pesado: o povo curte um grande sofrimento. A gente paga por onde peca. No excesso de sua liberalidade diante da lei, encontra a prisão, o exílio, a deportação. Os profetas admoestaram, mas eles zombaram dos profetas, desprezaram a Palavra de Deus. Até que Deus perdeu a calma. Foram para o exílio, a cidade foi destruída e o povo humilhado. Mas... o namorado volta ao antigo amor. Deus ama muito e não suporta que sua amada sofra mais. Vê as lágrimas e o arrependimento. Então, comovido, restaura a situação. Para encontrar o remédio para todos os males, Jesus morre e ressuscita. Todos os que Nele creem tem a vida eterna. É um amor eterno. 
Homilia do 4º Domingo da Quaresma (14.03.2021)

EVANGELHO DO DIA 16 DE JUNHO

Evangelho segundo São Mateus 5,43-48. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Ouvistes que foi dito: "Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo". Eu, porém, digo-vos: amai os vossos inimigos e orai por aqueles que vos perseguem, para serdes filhos do vosso Pai que está nos Céus; pois Ele faz nascer o Sol sobre bons e maus e chover sobre justos e injustos. Se amardes aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Não fazem a mesma coisa os publicanos? E se saudardes apenas os vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Não o fazem também os pagãos? Portanto, sede perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Jerónimo 
(347-420) 
Presbítero, 
tradutor da Bíblia, 
doutor da Igreja 
Comentário à Epístola aos Gálatas, 3, 6 
O amor ao próximo: apoio mútuo e benevolência; ir beber à fonte 
da bondade divina
«Portanto, enquanto temos tempo, pratiquemos o bem para com todos, mas principalmente para com os irmãos na fé» (Gal 6,10). 
O tempo presente, o tempo do curso da vida, é o tempo da sementeira. Durante esta vida, podemos semear o que quisermos. Quando esta vida passar, ser-nos-á retirado o tempo de agir. É por isso que o Salvador nos diz: «É preciso trabalhar, enquanto é dia, nas obras daquele que Me enviou. Vai chegar a noite, em que ninguém pode trabalhar» (Jo 9,4). Quer estejamos doentes ou de boa saúde, quer sejamos modestos ou poderosos, pobres ou ricos, famosos ou desprezados, façamos tudo em nome do Senhor, com paciência e equanimidade; assim se realizará em nós o que diz a Escritura: «Deus concorre em tudo para o bem daqueles que O amam» (Rom 8,28). A própria cólera, a paixão, os ultrajes recebidos que exigem vingança tornam-se para mim, se me dominar e me calar por Deus, se em cada picada que fere e sob a pressão dos vícios pensar em Deus, que me olha do Alto, outras tantas ocasiões de triunfo. Quando distribuirmos os nossos dons, não digamos: este é amigo, àquele vou ignorá-lo; este tem direito de receber, aquele deve ser desprezado. Imitemos o nosso Pai, que «faz nascer o Sol sobre bons e maus e chover sobre justos e injustos» (Mt 5,45). A fonte da bondade está aberta a todos: escravo e livre, plebeu e rei, rico e pobre, todos bebem dela da mesma maneira. A lamparina acesa numa casa alumia a todos sem distinção. No final da sua vida, quando já não era capaz de exprimir o seu pensamento num discurso seguido, São João evangelista dizia apenas: «Meus filhinhos, amai-vos uns aos outros» (cf Jo 13,34). E, quando os seus discípulos lhe perguntaram porque dizia sempre a mesma coisa, João respondeu com esta frase, digna dele: «Porque é esse o preceito do Senhor; se o cumprirmos, tanto basta».

São Benno, Bispo de Meissen Festa: 16 de junho

(*)Saxônia, século XI 
(+)Meissen, 16 de junho de 1107 
Benno (ou Bennone), bispo de Meissen, Saxônia, quando foi deposto pelo imperador Henrique IV em 1085 (por defender o Papa Gregório VII), lançou as chaves da catedral no rio Elba. Anos depois, ao retornar, recuperou-as da barriga de um peixe. Por isso, é frequentemente retratado durante esse milagre. É, portanto, o santo padroeiro dos pescadores. Também é o santo padroeiro da diocese de Dresden-Meissen e de Munique. Nessas dioceses, é celebrado com grande solenidade e até mesmo folclore (houve uma época em que existiu uma cerveja com o seu nome). Faleceu em 1106, após 40 anos como bispo. Foi canonizado em 1523 por Adriano VI. A solene exumação de seus restos mortais, que ocorreu no ano seguinte, deu a Lutero a oportunidade de escrever um panfleto mordaz contra o culto aos santos.

Santo Aureliano de Arles Bispo Festa: 16 de junho

Aureliano foi eleito bispo de Arles em 546. A pedido de Childeberto, foi nomeado pelo Papa Vigílio como vigário da Sé Apostólica na Gália e investido com o pálio. Fundou o mosteiro de São Pedro, ao qual conferiu uma regra inspirada na de São Cesário, e participou do Concílio de Orléans em 549, no qual a condenação de Nestório e Êutiques foi renovada. Recebeu uma carta de Vigílio, datada de 29 de abril de 550, em resposta a uma carta sua, na qual se queixava da postura papal em relação aos "três capítulos". O pontífice justificou-se dizendo que não pretendia admitir nenhuma proposição contrária ao que fora estabelecido pelos concílios de Niceia, Calcedônia e Éfeso (I) e pediu-lhe que intercedesse junto a Childeberto para que este obtivesse o respeito da Igreja de Roma por parte do ariano Tótila e dos godos.