quarta-feira, 29 de julho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - São José, Pai Amado

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Grandeza de São José
 
Celebrando os 150 anos da proclamação do Papa Pio IX de S. José como Patrono da Igreja, coisa ele que já fazia, vamos refletir sobre o que o Papa Francisco escreveu em Patris Corde – (Com o Coração do Pai). No primeiro aspecto o atual Papa se refere ao termo Pai amado. Afirma com S. João Crisóstomo, que ele “colocou-se inteiramente ao serviço do plano salvífico”, pelo fato de ter sido esposo de Maria e o Pai de Jesus. No caminho da encarnação de Jesus teve seu lugar claro: Esposo e Pai. O evangelho não diz você vai ser pai, mas “O que nela, Maria, foi gerado, vem do Espírito Santo”. E a seguir lhe diz qual o projeto de Deus para ele: “Ela dará à luz um filho e tu O chamarás com o nome de Jesus” (Mt 1,20-21). S. Paulo VI, em 19 de março de 1966, ensina que “sua paternidade se exprimiu, ‘em ter feito de sua vida um serviço e um sacrifício ao mistério da Encarnação e à missão redentora; em ter usado da autoridade legal que detinha sobre a Sagrada Família para lhe fazer dom total de si mesmo, da sua vida e de seu trabalho; em ter convertido a sua vocação humana ao amor doméstico na oblação sobre-humana de si mesmo, do seu coração e de todas as capacidades no amor colocado ao serviço do Messias nascido na sua casa’”. Dizemos que é pai, quem cuida. É um exemplo de santificação e realização cumprindo uma missão. Diante da lei assumiu seu lugar de pai. Jesus era em tudo como “Filho de José” (Jo 6,42). 
Na História da Salvação 
Encontrou seu lugar no plano de Deus. Isso não o fez menor. O povo de Deus soube acolher sua presença. Na evangelização dos primeiros tempos e nos estudos dos Santos Padres escritores, o interesse estava voltado para as questões do conhecimento de Cristo. Mas José foi sempre amado pelo povo cristão. O culto se tornou mais vigoroso a partir de Pio IX. Conhecemos santos e santas seus devotos, como é o caso de Santa Teresa de Ávila que escreve: “Eu tomei por advogado e senhor o glorioso São José e encomendei-me muito a ele” (Livro da Vida, 6,6). Pelo fato de não sido propagado tanto o culto é porque estava na consciência do povo de que, o que é normal, não precisa ser explicado. O conhecimento da doutrina do mistério de Cristo levou séculos para se esclarecer. O povo, contudo, gosta de santos que fazem coisas maravilhosas. São José foi muito normal em sua realidade extraordinária. Nisso se torna modelo de espiritualidade: Fazer bem as coisas da vida. Nisso José seguia seu modelo: Jesus Homem-Deus. Jesus era muito humano.
Ide a José 
O Papa diz que os manuais de oração, a piedade da quarta-feira, o mês de março são testemunhas dessa devoção. Há uma explicação tirada do Antigo Testamento. É curioso que o nome José esteja no início da história do povo de Deus. É o patriarca José que salva sua família, mesmo depois de ter sido vendido como escravo. Depois, quando veio a fome no Egito, o Faraó diz ao povo: “Ide a José e fazei o que ele vos disser” (Gn 41,55). Com essa comparação o Papa continua: “Enquanto descendente de Davi (Mt 1,16.20), de cuja raiz deveria nascer Jesus segundo a promessa feita ao rei pelo profeta Natan (2Sam 7), e como esposo de Maria de Nazaré, São José constitui a dobradiça que une o Antigo e o Novo Testamento. S. José pode se compreendido como administrador da casa de Deus. 
ARTIGO PUBLICADO EM AGOSTO DE 2021

EVANGELHO DO DIA 29 DE JULHO

Evangelho segundo São João 11,19-27. 
Naquele tempo, muitos judeus tinham ido visitar Marta e Maria, para lhes apresentar condolências pela morte do irmão. Quando ouviu dizer que Jesus estava a chegar, Marta saiu ao seu encontro, enquanto Maria ficou sentada em casa. Marta disse a Jesus: «Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido. Mas sei que, mesmo agora, tudo o que pedires a Deus, Deus To concederá». Disse-lhe Jesus: «Teu irmão ressuscitará». Marta respondeu: «Eu sei que há de ressuscitar na ressurreição do último dia». Disse-lhe Jesus: «Eu sou a ressurreição e a vida. Quem acredita em Mim, ainda que tenha morrido, viverá; e todo aquele que vive e acredita em Mim nunca morrerá. Acreditas nisto?». Disse-Lhe Marta: «Acredito, Senhor, que Tu és o Messias, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santo Efrém 
(306-373) 
Diácono da Síria, 
doutor da Igreja 
 Comentário do Evangelho concordante,17,7-10 
«Eu sou a ressurreição e a vida» 
Quando perguntou: «Onde o pusestes?», as lágrimas vieram aos olhos de Nosso Senhor. As suas lágrimas eram como a chuva, Lázaro como a semente e o sepulcro como a terra. Ele clamou com voz retumbante, a morte tremeu à sua voz, Lázaro germinou como a semente e, tendo saído, adorou o Senhor que o tinha ressuscitado. Jesus devolveu a vida a Lázaro e morreu em seu lugar, pois quando o tirou do sepulcro e tomou lugar à sua mesa, foi Ele próprio amortalhado simbolicamente com o óleo que Maria derramou sobre a sua cabeça (cf Mt 26,7). A força da morte, que tinha triunfado durante quatro dias, foi esmagada para que a morte soubesse que o Senhor não teria dificuldade em a vencer ao terceiro dia; a sua promessa é verdadeira: Ele prometera ressuscitar pessoalmente ao terceiro dia (cf Mt 16,21). O Senhor devolveu, pois, a alegria a Maria e a Marta ao arrasar o inferno para mostrar que Ele próprio não seria retido pela morte para sempre. Agora, quando se disser que é impossível ressuscitar da morte ao terceiro dia, bastará olhar para aquele que foi ressuscitado ao quarto dia. «Tirai a pedra». Então aquele que ressuscitou um morto e lhe deu a vida não poderia ter aberto o sepulcro e virado a pedra? Ele, que disse aos seus discípulos: «Se tiverdes fé comparável a um grão de mostarda, direis a este monte: "Muda-te daqui para acolá", e ele há de mudar-se» (Mt 17,20) não teria podido deslocar a pedra que fechava a entrada do sepulcro? Claro que Ele também poderia ter tirado a pedra com a sua palavra, Ele, cuja voz, quando suspenso da cruz, fendeu as pedras e os sepulcros (cf Mt 27,51-52). Mas, como era amigo de Lázaro, disse: «Abri, para serdes atingidos pelo cheiro da podridão, e desligai-o, vós que o haveis envolvido no seu sudário, para reconhecerdes aquele que amortalhastes».

Santos Luís Martin e Zélia Guérin - Pais de Santa Teresinha do Menino Jesus

Luís Martin e Zélia Guérin foram declarados bem-aventurados em 19 de outubro de 2008. Não foram beatificados por serem os pais de Santa Teresinha, mas porque se empenharam totalmente em fazer a vontade de Deus em qualquer situação de suas vidas. Luís e Zélia, com suas vidas, nos ensinam que a santidade é caminho para a esposa, o marido, os filhos, os colegas de trabalho e para a sexualidade. O santo não é um super-homem, mas um homem verdadeiro. Se tanto amamos Teresinha de Lisieux, se tanto nos encanta sua santidade, devemos dizer que ela é fruto de seus pais, um casal que vivia o amor de Deus tanto na alegria como nas tristezas. As muitas cartas deixadas por Zélia dão testemunho deste colocar-se inteiramente nas mãos de Deus. «Eu amo loucamente as crianças e nasci para ter filhos», dizia Zélia. Mas, contraditoriamente, esse lar não era para existir.

29 de julho - Santo Olaf

Santo Olavo (Olaf) nasceu em 995 e era filho do rei Harald Grenske da Noruega. Em sua juventude, ele foi para a Inglaterra como um viking, onde participou de muitas batalhas e ficou muito interessado no cristianismo. Recebeu o batismo em Rouen, França das mãos do arcebispo Robert em 1010. Em 1015 com a idade de 20 anos ele retornou à Noruega. Depois de passar por várias dificuldades, ele foi eleito rei da Noruega e levou a religião cristã como base de seu reino. Ele lutou contra práticas pagãs duras, demolindo templos, construindo igrejas nesses lugares e trazendo bispos e padres da Inglaterra. Sua valente luta contra a antiga constituição do condado e pela união da Noruega, assim como seu amor pelo cristianismo, fez surgir inimigos. Os clãs se rebelaram contra Olaf e foram ao rei Canuto, da Dinamarca e da Inglaterra, em busca de ajuda.

Santa Beatriz

Precipitavam-se as perseguições contra os cristãos em Roma. Da ponte chamada Emília, perto da ilha Tiberina, foram jogados no rio Tibre os corpos dos dois irmãos de Beatriz, - Simplício e Faustino - por serem cristãos. O sofrimento e o temor deviam ser os sentimentos que invadiam o coração da santa mulher, que, porém, não hesitou em recuperar seus corpos para dar-lhes uma digna sepultura. Graças à ajuda de dois sacerdotes, ela conseguiu tirá-los da correnteza do rio.

Santos Félix e Adauto, mártires, na via Portuense

Félix ou Felício foi um dos primeiros mártires cristãos da história. Sabe-se pouco ou nada da sua vida. Sabe-se, porém, o lugar onde foi sepultado: em Roma, ao longo da terceira milha da Via Portuense, no cemitério que, mais tarde, recebeu o nome deste Santo. 
Padroeiros dos perseguidos pela causa de Deus
Origens 
Os registros existentes sobre os santos Félix e Adauto são poucos. A história desses dois chegou até nós através da Tradição (com “T” maiúsculo) cristã, que remonta aos primeiros tempos do cristianismo. Sabe-se que São Félix foi um sacerdote cristão que viveu no tempo do imperador Diocleciano por volta do ano 300, em Roma. O pouco que se sabe sobre Santo Adauto é surpreendente e inquietante.

Santas Lucila, Flora e Eugênio e companheiros , mártires Festa: 29 de julho

Emblema:
Palma Uma antiga tradição afirma que Flora e Lucila eram irmãs, cidadãs romanas, que viveram no século III. Elas se destacaram em Roma por sua fé, amor à castidade e desprezo pelo mundo. Um dia, em Óstia, foram sequestradas por um africano chamado Eugênio, que, movido por seu exemplo, mais tarde se converteu. Quando o Imperador Galiano emitiu o edito condenando os cristãos, Flora e Lucila demonstraram extraordinária coragem, sacrificando suas vidas por Cristo. Isso foi por volta do ano 260. A tradição acrescenta que, no século IX, suas relíquias foram levadas para Arezzo, para o mosteiro beneditino que ficava perto de Olmo.

Santa Serafina de Espanha, virgem – 29 de julho

Embora existam duas Servas de Deus com o nome de Serafina que esperam por reconhecimento de sua santidade: Irmã Serafina - Vitoria Gregoris (1873-1935 Veneza) e Irmã Serafina de Deus - Prudence Pisa, venerável (1621-1699 Capri), a recente edição do Martirológio Romano relata sob este nome apenas duas beatas e nenhuma santa: a beata freira espanhola capuchinha, mártir em 1936, Serafina Fernandez Ibero (Emanuela Iusta) e a Beata Serafina Sforza, religiosa Clarissa (1434-1478). Mas nas edições anteriores, o Martirológio Romano mencionava em 29 de julho a única santa com este nome que foi incluída neste catálogo famoso dos santos da Igreja Romana, compilado pelo cardeal Cesare Baronio (1538-1607), tendo-se baseado no Martirológio de Belini, publicado em 1498 e que parece ser o primeiro texto a nomear esta santa.

Santa Marta de Betânia – 29 de julho

Marta é contemporânea de Jesus. Ela é mencionada treze vezes nos Evangelhos. Era irmã de Lázaro, grande amigo de Jesus e de Maria, aquela que se sentava aos pés do Mestre para ouvi-lo. A família de Marta vivia no vilarejo de Betânia, a três quilômetros de Jerusalém. A casa de Marta era um verdadeiro local de descanso para Jesus e seus discípulos. Convivendo com o Mestre, ouvindo-o e servindo-o, Marta conheceu o Reino dos céus. Ela presenciou a ressurreição de seu irmão Lázaro, operada por Jesus, quatro dias após sua morte. Repreendida carinhosamente por Jesus Certa vez Jesus se hospedou na casa de Marta, em Betânia. Para agradar e bem receber Jesus e seus discípulos, Marta mergulhou nos afazeres domésticos, sem perceber, talvez, que Jesus gostaria de ter sua presença, ao lado da irmã Maria, como ouvinte atenta e carinhosa, da mensagem do Reino dos Céus.

Marta de Betânia Irmã de Lázaro e Maria Madalena, Santa (século I)

As Escrituras contam que, em seus poucos momentos de descanso ou lazer, Jesus procurava a casa de amigos em Betânia, local muito agradável há apenas três quilómetros de Jerusalém. Lá moravam Marta, Lázaro e Maria, três irmãos provavelmente filhos de Simão, o leproso. Há poucas mas importantíssimas citações de Marta nas Sagradas Escrituras. É narrado, por exemplo, o primeiro momento em que Jesus pisou em sua casa. Por isso existe a dúvida de que Simão fosse mesmo o pai deles, pois a casa é citada como se fosse de Marta, a mais velha dos irmãos. Mas ali chegando, Jesus conversava com eles e Maria estava aos pés do Senhor, ouvindo sua pregação. Marta, trabalhadora e responsável, reclamou da posição da irmã, que nada fazia, apenas ouvindo o Mestre.

São Lázaro de Betânia, irmão de Marta e Maria-Festa: 29 de julho-século I

Lázaro de Betânia : Amigo de Jesus e 
irmão de Marta e de Maria Madalena, santo (+ século I). 
 Originário da Judeia, Lázaro era irmão de Santa Marta, a quem Jesus lamentou após sua morte e ressuscitou, e de Maria, sua irmã, que, enquanto Marta estava ocupada com seus muitos deveres, sentava-se aos pés do Senhor, ouvindo sua palavra. Em memória desse amor especial pelo Redentor, todos os anos (documentos datam do século IV) os cristãos de Jerusalém iam em procissão a Betânia e ao túmulo de Lázaro no Domingo de Ramos. A história de Lázaro, que teve o privilégio de ter dois túmulos, por ter morrido duas vezes, é narrada no Evangelho de João. O primeiro túmulo, de onde foi retirado e ressuscitou, permaneceu vazio, pois uma antiga tradição oriental considera Lázaro um bispo e mártir em Chipre.

JOSÉ CALASANZ E 31 COMPANHEIROS Espanha 1936-1939

Salesiano espanhol, 
martirizado perto de Valencia, 
beatificado em 2001, 
ao mesmo tempo que 31 outros mártires.
Entre 1936 e 1939 a Espanha foi sacudida por uma dramática e sangrenta guerra civil: um conflito carregado de acesos antagonismos ideológicos, transformando-se num embate entre democracia e fascismo, entre republicanos e rebeldes guiados pelo general Franco. Pagou as contas disso também a Igreja espanhola que sofreu uma violenta perseguição, sobretudo pelas forças anárquicas e milicianas. Foram massacrados milhares de sacerdotes, religiosos, religiosas e leigos, tão somente por serem cristãos. Entre eles, também numerosos membros da Família Salesiana: 39 Sacerdotes, 22 Clérigos, 24 Coadjutores, 2 Filhas de Maria Auxiliadora, 4 Salesianos Cooperadores, 3 Aspirantes Salesianos e 1 Colaborador leigo; 95 ao todo.

Beato Urbano II (Eudes de Lagery ou de Châtillon) Papa-Festa: 29 de julho

De origem francesa, Urbano foi um incansável viajante. Defendeu a Igreja do assalto dos poderes seculares e combateu contra a simonia e a corrupção do clero. Organizou, na França, a primeira Cruzada para a libertação de Jerusalém, cujo resultado não conseguiu ver porque faleceu em Roma, em 1099. 
(*)Châtillon-sur-Marne, França, ca. 1040
(+)Roma, 29 de julho de 1099 
(Papa de 12/03/1088 a 29/07/1099) 
Eudes estudou na escola de São Bruno, fundador dos Cartuxos (1032-1101), e depois tornou-se monge em Cluny.

ORAÇÕES - 29 DE JULHO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
29 – Quarta-feiraSantos: Marta, Olavo, Beatriz de Roma
Evangelho (Jo 11:19-27) “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, mesmo que morra, viverá.”
Marta não duvidava que Jesus podia ressuscitar Lázaro: “sei que o que pedires a Deus, ele te concederá”. Jesus, porém, queria deixar claro que o faria para mostrar que ele era capaz de muito mais. Podia dar a vida para sempre para quem nele acreditasse, e não apenas fazer o amigo voltar para esta vida transitória. Se quero viver para sempre, devo agora viver sempre unido a Jesus.
Oração
Senhor, creio que me podeis dar a vida para sempre. Não apenas sobrevida depois da morte, mas vida na mais completa e total felicidade, na união com a Trindade e com os irmãos. Essa é minha grande e alegre esperança. Confio em vós, entrego-me em vossas mãos. Guardai-me para sempre, não permitais que vos abandone. Tenho um pouco de medo da morte, mas confio em vós. Amém.

terça-feira, 28 de julho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Dá-nos desse pão”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Sinal do pão
 
O evangelista João não narra a instituição da Eucaristia na Santa Ceia como os outros evangelistas. O motivo é simples. Já era do conhecimento das comunidades a prática da Ceia, chamada “Fração do Pão”. João escreve pelo ano 100. Em seu texto sobre o Pão da Vida dá o sentido da Eucaristia. No início do texto temos a afirmação: “Estava próxima a Páscoa dos judeus” (Jo 6,4). Dá-nos a dimensão pascal: “Antes da festa da Páscoa e a hora de passar para o Pai’ (Jo 13,1). Sem esse contexto, a revelação sobre o Pão da Vida, lembra só o milagre. Jesus, dizendo que tinham vindo atrás Dele por causa do pão, chama-lhes a atenção por terem visto o milagre do pão barato e abundante e não compreenderem o sinal. Disse: “Esforçai-vos pelo alimento que não perece e que permanece até à vida eterna, e que o Filho do Homem vos dará” (Id 27). Daqui em diante Jesus parte do milagre para Se apresentar como alimento que o Pai dará e marcou com seu selo, isto é, como sinal da Vida Divina que é o Espírito Santo. O povo entendeu que se devia fazer a obra de Deus. Crer na obra de Deus é aceitar Jesus: “A obra de Deus é que acrediteis Naquele que Ele enviou” (Id 29). É interessante a pergunta do povo a Jesus: “Que sinal realizas, para que possamos ver e crer em Ti? Que obra fazes”? Não compreenderam o sinal que Jesus lhes dera ao alimento a toda aquela multidão. É interessante que o texto tem uma progressão no sentido de crer em Jesus e depois compreender que Ele dá sua carne como alimento através no pão da Eucaristia. Comer pela fé e acreditar pelo alimento.
Pão do Céu 
A partir desse versículo começa a questão do sinal: “Que sinal Tu realizas para que possamos crer em Ti?” (Id 30). Sinal é a prova dada por Deus em favor de Jesus garantindo sua palavra afirmando que é Ele quem dá o pão que dá a vida eterna. Esse alimento quem o dará será o Filho do Homem. Esse foi marcado pelo selo de Deus (Id 27). Os judeus tiveram a prova do milagre que aprovou a obra de Moisés: “Nossos pais comeram o maná no deserto, como está na Escritura: ‘Pão do Céu deu-lhes de comer’”. A história do maná é fascinante. Não há uma explicação sobre a palavra “maná”. Um possível que venha do que o povo disse quando viu o maná (man’hu – que é isso?). Toda história do povo, mais que narrativa histórica é uma profecia sobre o Messias futuro. Jesus se põe nessa profecia. A palavra de Moisés foi garantida pelo milagre do maná. A palavra de Jesus afirma que dará um pão que dá vida eterna e mata toda fome. O maná não deu a vida para sempre. Crer em Jesus é ter a vida eterna. 
Verdadeiro pão 
“Meu Pai vos dá o verdadeiro pão do Céu” (Id 32). Esse pão é Jesus que foi dado pelo Pai para a vida do mundo. Então pedem: “Senhor, dá-nos sempre desse pão!”. Pensavam ainda no pão material. Jesus responde com a afirmação que atravessa todo o capítulo 6º: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede” (id 35). Esse Pão sustenta a vida em seu total. Temos aqui o alimento que dá vida ao mundo e aos corações. Temos a tendência de espiritualizar a Eucaristia a ponto de ficarmos nos louvores. Jesus põe a questão de sustentar a vida: “Quem vem a mim não terá mais fome, e quem crê em mim nunca mais terá sede” (Id 35). Sacia a sede e a fome de Deus presente em todo ser humano. Mas cuida da vida por completo: humano, psicológico e espiritual. O homem é um todo. Jesus nos alimenta em todas as dimensões. 
Leituras: Êxodo 16,2-4.12-15;Salmo 77;
Efésios 4,17.20-24; João 6,24-35. 
1. Esforçai-vos pelo alimento que não perece. 
2. A história do povo, mais que narrativa, é uma profecia sobre o Messias futuro. 
3. Deus cuida da vida humana, psicológica e espiritual. O homem é um todo. 
Dá um pedaço de pão! 
Quando se ouve um pedinte dizer “tem um pedaço de pão velho” nunca ousamos dizer: Pão velho, não tenho. Tenho só novo. Jesus é a novidade total. Deus sabe que pensamos com o estômago, por isso, ao apresentar Jesus de uma maneira tão maravilhosa, com o milagre da multiplicação, explicou por onde entendemos mais depressa. Falou pão, falou vida. Assim entendemos a Eucaristia: é pão que sustenta e nos dá vida. Por isso Jesus se fez Pão do Céu. É tão bom... o recheio do pão somos nós que somos a força desse alimento. 
Homilia do 18º Domingo Comum (01.08.21)

EVANGELHO DO DIA 28 DE JULHO

Evangelho segundo São Mateus 13,36-43. 
Naquele tempo, Jesus deixou a multidão e foi para casa. Os discípulos aproximaram-se dele e disseram-Lhe: «Explica-nos a parábola do joio no campo». Jesus respondeu: «Aquele que semeia a boa semente é o Filho do homem, e o campo é o mundo. A boa semente são os filhos do Reino, o joio são os filhos do Maligno, e o inimigo que o semeou é o Diabo. A ceifa é o fim do mundo, e os ceifeiros são os anjos. Como o joio é apanhado e queimado no fogo, assim será no fim do mundo: o Filho do homem enviará os seus anjos, que tirarão do seu Reino todos os escandalosos e todos os que praticam a iniquidade, e hão de lançá-los na fornalha ardente; aí haverá choro e ranger de dentes. Então os justos brilharão como o sol no Reino do seu Pai. Quem tem ouvidos, oiça». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Homilia atribuída a São Macário (390) 
Monge do Egipto 
Homilias espirituais, n.º 51 
«Foi um inimigo que fez isso»(Mt 13,28) 
Escrevo-vos, irmãos bem amados, para que saibais que, desde o dia em que Adão foi criado até ao fim do mundo, o maligno fez e fará guerra constante aos santos (cf Ap 13,7). Contudo, são poucos os que se dão conta de que o saqueador das almas coabita com eles no seu corpo, muito perto da sua alma. Eles vivem na tribulação e não há neste mundo ninguém que os possa reconfortar. Por isso, erguem o olhar para o Céu e aí colocam a sua esperança, contando receber alguma coisa dentro de si próprios; desta forma, e graças à armadura do Espírito (cf Ef 6,13), vencerão. Com efeito, é do Céu que recebem a força, que permanece escondida aos olhos da carne; enquanto procurarem Deus com todo o seu coração, a força de Deus virá secretamente em seu auxílio a todo o momento. É precisamente porque tocam com o dedo a sua fraqueza, porque são incapazes de vencer, que solicitam ardentemente a armadura de Deus e, assim revestidos com o equipamento do Espírito para o combate (cf Ef 6,13), tornam-se vitoriosos. Sabei, pois, irmão bem amados, que, em todos os que preparam a sua alma para se tornarem terra boa para a semente celeste, o inimigo apressa-se a semear o seu joio. Sabei também que aqueles que não procuram o Senhor com todo o coração não são tentados por Satanás de forma tão evidente; é mais às escondidas e por manhas que ele tenta afastá-los de Deus. Mas agora, irmãos, tende coragem e não receeis. Não vos deixeis assustar com imaginações suscitadas pelo inimigo. Na oração, não vos entregueis a uma agitação confusa, multiplicando gritos sem nexo, mas acolhei a graça do Senhor na contrição e no arrependimento. Tende coragem, reconfortai-vos, resisti, preocupai-vos com a vossa alma, perseverai zelosamente na oração. Porque todos os que procuram Deus com verdade receberão na sua alma uma força divina e, recebendo essa unção celeste, sentirão em si o gozo e a doçura do mundo que há de vir. Que a paz do Senhor, aquela que esteve com todos os santos padres e os guardou das tentações, permaneça também convosco.

São Sansão, Abade e Bispo de Dol-Festa: 28 de julho

(*)País de Gales, ca. 485
(+)Dol, Bretanha, França, 565 
Sansão nasceu por volta de 485 no País de Gales. O santo abade Iltud (falecido em 540) o acolheu em sua escola em Llanilltud Fawr, no País de Gales, juntamente com Gildas, o Sábio. Foi ordenado sacerdote pelo bispo Dubricius; desejando maior reclusão, deixou o mosteiro de Santo Iltud e retirou-se para o mosteiro do abade Pirone, na ilha de Caldey, no Canal da Mancha. Ali, ocupou o cargo de tesoureiro e depois de abade, mas não por muito tempo; alguns irlandeses que passavam por ali o convenceram a retornar à sua terra natal, o País de Gales. Foi ordenado bispo em 522 por Dubricius. Percorrendo vários mosteiros, realizou milagres e converteu pagãos ainda apegados à idolatria na costa galesa. Tendo embarcado para uma nova fundação na atual costa francesa, desembarcou na foz do rio Guyoult, onde curou a esposa e a filha de um proprietário de terras chamado Privatus, que doou terras para a fundação de um mosteiro em Dol.

Beata Maria Teresa Kowalska virgem e mártir, +1941 Celebrado a 28 De Julho

Nasceu em Varsóvia em 1902. Desconhece-se o nome e a profissão dos seus pais. Recebeu a sua primeira Comunhão no dia 21 de Junho de 1915, e o sacramento da Confirmação no dia 21 de Maio de 1920. O seu pai, simpatizante socialista, foi para a União Soviética na década de 1920 com grande parte da família. Aos 21 anos, recebe a graça da vocação religiosa. Ingressou no Mosteiro das Clarissas Capuchinhas de Przasnysz no dia 23 de Janeiro de 1923. Tomou o hábito no dia 12 de Agosto de 1923 e recebeu o nome de Maria Teresa do Menino Jesus. Emitiu a sua primeira profissão no dia 15 de Agosto de 1924 e a profissão perpétua no dia 26 de Julho de 1928. Era uma pessoa delicada e doente, mas disponível para todos e para tudo. No Mosteiro servia a Deus com devoção e piedade. Com o seu modo de ser conquistava o carinho de todos, diz uma das irmãs.

28 de julho - Beato Stanley Francis Rother

“O martírio do Beato Stanley Francis Rother nos enche de tristeza, mas também estamos felizes em ver a bondade, generosidade e coragem de um grande homem de fé. Ele foi uma luz autêntica para a Igreja e para o mundo, porque não odiou, mas amou, não destruiu, mas construiu. O Beato Stanley Rother é um testemunho para nós, testemunhas e missionários do Evangelho. A sociedade precisa dessa fonte de bem”. 
Cardeal Angelo Amato – Homilia de Beatificação – 23 de setembro de 2017 
Stanley Francis Rother nasceu em uma pequena cidade chamada Okarche, localizada no estado de Oklahoma, onde a religião, a educação e as granjas eram os pilares da sociedade. Em sua juventude teve uma vida simples e trabalhava na granja da sua família.

Beata Clara (Sancha de Maiorca), Rainha - 28 de julho

Segundo a Crônica piniatense, Sancha era a segunda filha do Rei de Maiorca, Tiago II, e foi casada com o Rei de Nápoles, Roberto de Anjou. Em 17 de junho de 1304, em Rossiglione, Sancha desposou Roberto de Anjou, o filho mais velho de Carlos II de Anjou e de Maria Arpad da Hungria, herdeiro do trono de Nápoles. Roberto perdera, na idade de 27 anos (1302) a sua primeira esposa, Iolanda de Aragão, filha de Pedro III de Aragão e de Constância de Hohenstaufen. À morte de Carlos II, ocorrida em 5 de maio de 1309, Roberto sucedeu-o no trono e Sancha tornou-se assim rainha até a morte do marido. Sancha recebeu do marido o senhorio de Potenza, Venosa, Lanciano, Alessa e San Angelo no dia 2 de agosto de 1311. A piedosa rainha mandou construir em Nápoles o convento de Santa Clara com uma esplêndida igreja anexa.