sexta-feira, 8 de maio de 2026

NOSSA SENHORA MEDIANEIRA

1. Entre os títulos atribuídos a Maria no culto da Igreja, o capítulo VIII da Lumen Gentium recorda o de “Medianeira”. Embora alguns Padres conciliares não compartilhassem plenamente essa escolha (cf. Acta Synodalia III, 8, 163’164), este apelativo foi inserido de igual modo na Constituição Dogmática sobre a Igreja, como confirmação do valor da verdade que ele exprime. Teve-se, porém, o cuidado de não o ligar a nenhuma particular teologia da mediação, mas de o elencar apenas entre os outros títulos reconhecidos a Maria. O texto conciliar, além disso, refere-se já ao conteúdo do título de “Medianeira” quando afirma que Maria, “com a sua multiforme intercessão, continua a alcançar-nos os dons da salvação eterna” (LG, 62). Como recordo na Encíclica Redemptoris mater, “a mediação de Maria está intimamente ligada à sua maternidade e possui um carácter especificamente maternal, que a distingue da mediação das outras criaturas” (n. 38). Deste ponto de vista, Ela é única no seu género e singularmente eficaz. 
2. Às dificuldades manifestadas por alguns Padres conciliares acerca do termo “Medianeira”, o mesmo Con-cílio cuidou de responder, afirmando que Maria é “para nós a Mãe na ordem da graça” (LG, 61). Recordamos que a mediação de Maria se qualifica fundamentalmente pela sua maternidade divina. O reconhecimento do papel de Medianeira está, além disso, implícito na expressão “nossa Mãe”, que propõe a doutrina da mediação Maria-na, pondo em evidência a maternidade. Por fim, o título “Mãe na ordem da graça” esclarece que a Virgem coo-pera com Cristo no renascimento espiritual da huma-nidade. 

Nossa Senhora de Luján, Padroeira da Argentina e do Uruguai – 8 de maio

     Um imigrante português, Antônio Faria, fazendeiro de Sumampa, no território de Córdoba do Tucumán, muito devoto de Nossa Senhora, estava construindo na região uma pequena Capela. Esse pequeno santuário seria em honra a Imaculada Conceição, e sua imagem foi encomendada junto a outro imigrante português, esse por sua vez morador no Brasil. Como eram muitos amigos, foram enviadas duas imagens da Santíssima Virgem, a solicitada (da Imaculada Conceição) e da Mãe de Deus (Nossa Senhora com o Menino Jesus nos braços).
     Na viagem para entregá-las, já no interior da Argentina, a comitiva teve que parar para descansar nas terras da propriedade de um terceiro imigrante português, o Sr. Rosendo, à pouca distância do Rio Luján.
     Era o mês de maio. Na manhã do dia seguinte, quando quiseram continuar viagem os animais não se moviam. Os bois, que até o dia anterior puxavam normalmente a carroça com os caixotes das imagens, agora negavam-se a andar! Os condutores açoitavam os animas com insistência, porém em vão, não se moviam dali.
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08 de maio - Nossa Senhora do Rosário de Pompéia

A cidade romana de Pompéia, ao sul de Nápoles, foi destruída pelo vulcão Vesúvio, no ano 79. As ruínas permaneceram soterradas sob dez metros de cinzas até o início do século XVII, quando foram encontradas. Os trabalhos arqueológicos sistemáticos, realizados até hoje, só começaram quase duzentos anos depois da descoberta. Próximo ao local, a cerca de cinco minutos, existe o chamado Vale de Pompéia. Nele, à sombra do velho vulcão adormecido, foi erguido um santuário dedicado à Nossa Senhora do Rosário, que deu vida à nova cidade de Pompéia, mais conhecida como: "Cidade da Caridade", ou melhor ainda, "Cidade de Maria". Bartolo e Padre Radente, seu diretor espiritual, começaram a procurar uma imagem de Nossa Senhora do Rosário para a igreja paroquial. Certo dia uma religiosa apresentou uma pintura com a imagem de Nossa Senhora com o Menino Jesus no colo entregando o Rosário para São Domingos de Gusmão e Santa Rosa de Lima. Contudo, a imagem estava danificada. À falta de melhor, a estampa, enrolada num tecido ordinário, foi colocada sobre uma carroça carregada de lixo que se destinava a Pompéia. O bispo de Nola, Dom José Formisano, impressionado com a conversão do povo através do Rosário, incentivou a construção de uma nova igreja mais próxima do local.

ORAÇÕES - 08 DE MAIO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
8 – Sexta-feira – Santos: Desiderato, Madalena de Canossa
Evangelho (Jo 15,12-17) “Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. Já não vos chamo servos...”
O relacionamento de Jesus conosco, seus discípulos, é um relacionamento de amizade. Ainda que ele seja nosso Deus e Salvador, participamos da sua vida divina e ele participa de nossa humanidade. E estamos ligados por amor mútuo e gratuito. Por isso ele pode pedir nossa obediência apelando para a amizade que nos une a ele. Por isso nosso relacionamento com ele não é de temor.
Oração
Senhor Jesus, tenho de ficar surpreso ao ver que me tratais como amigo, apesar de serdes meu Mestre e Filho de Deus. Agradeço vossa amizade e alegro-me sabendo que sou amado por vós. Tudo que vos peço é que eu, de minha parte, vos ame como devo, o máximo possível. Dai-me esse amor que esperais de mim, pois somente vós podeis conquistar e transformar meu coração. Amém.

quinta-feira, 7 de maio de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Tu és o Filho de Deus”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Deus na tempestade
 
Na temática desse domingo, o Evangelho e o Livro dos Reis se completam. No meio da tempestade os discípulos acham que Jesus é um fantasma. Elias entra em diálogo com Deus somente quando se faz uma “leve brisa”. São situações e visões diferentes. Aqui se coloca para nós a impressão de desencontro: Deus está na tempestade ou na serenidade? Sempre ouvimos que temos que nos retirar para rezar, pensar e definir a vida no sossego. Os discípulos viram Jesus no meio do temporal. Elias na serenidade. Jesus estava tranquilo, andando sobre as águas. Ele fizera o grande milagre da multiplicação. Havia entre o povo o alvoroço de querer fazê-Lo Rei. Não fez milagre com esse fim. Jesus se retira ao monte para orar a sós. Parece que quer anestesiar a perturbação interior que lhe causara o povo. Os discípulos estavam, pelas dez da noite, lutando para controlar o barco agitado pelas ondas provocadas pelos ventos contrários. Diz-se que as tempestades de um lago fechado podem ser mais perigosas que no mar. O Mar da Galiléia ainda hoje tem esse perigo. Elias pega situações difíceis de vento, terremoto e fogo quando se prepara para ao encontro com Deus que se manifesta “no murmúrio da brisa leve” (1Rs 19,11-12). Os discípulos se apavoram vendo Jesus caminhando sobre as ondas. Os ventos fortes apavoram Pedro que teme e pede socorro. Jesus, ao subir no barco, tudo serenou. Deus está acima do dilúvio. Percebemos que nossos encontros com Deus sempre se fazem em meio a temporais. Mas no olho do furacão há um lugar de brisa leve. É o segredo da experiência de Deus. Quanto nos falta! 
Deus do silêncio 
Tenho medo do falso silêncio e repouso, fora da realidade do mundo. É nele que vamos encontrar Deus. No meio do caos é preciso o coração. Deus não se contrapõe ao barulho, à balbúrdia. Está acima. Como vemos, Jesus está sempre no meio do povo. É ali que exerce sua compaixão. São Lucas testemunha os contínuos momentos de oração de Jesus. Sabemos que sempre se retirava a sós, passava a noite em oração, levantava-se cedo para orar. Dá uma lição bonita, pois, como Deus – Homem sentia necessidade de estar com o Pai. É por isso que consegue ter o silêncio interior que o anima em seu ministério. A história de Elias que fugira de Jesabel e vivera escondido no deserto, é chamado para o encontro com Deus no Sinai (Horeb), como acontecera com Moisés. É um tempo longo de experiência que passa por momentos de vento, fogo e terremoto. Tudo poderia impedir esse encontro com Deus. Ele está lá, como que rezando o salmo 84: “Quero ouvir o que o Senhor irá falar: é a paz que Ele vai anunciar. Está perto a salvação dos que o temem, e a glória habitará nossa terra” (Sl. 84). O que faz Elias encontrar a brisa suave é sua permanente abertura para Deus. A criação se amaina. Temos aí a soberania de Deus sobre a natureza em favor dos homens. O profeta zela por Deus. 
Quero ouvir 
Os discípulos, diante de mais um milagre fazem uma profunda profissão de fé. prostraram-se diante de Jesus dizendo: “Verdadeiramente Tu é o Filho de Deus” (Mt 14,23). Essa profissão de fé é o resultado da experiência da tempestade e da calma milagrosa. A fé e a experiência de Deus em Jesus levaram ao reconhecimento de Jesus como Filho de Deus. Daí para frente se formam cada vez mais para assumirem sua parte na missão. No meio da tempestade das perseguições eles podem testemunhar com vigor. Quem sabe falte a experiência. Vivendo no meio das tempestades, formando o coração, nós conseguiremos. 
Leituras :1Reis 19,9ª.11-13;Salmo 84; 
Romanos 9,1-5; Mateus 14,22-33. 
1. Nossos encontros com Deus sempre se fazem em meio a temporais. 
2. Jesus, como Deus – Homem sentia necessidade de estar com o Pai. 
3. A profissão de fé é o resultado da experiência da tempestade e da calma milagrosa.
Deus do barulho 
Pensamos a vida de Jesus como uma brisa serena e um tempo de paz. Mas foi tudo uma bela confusão... aliás, ainda temos muito disso. O ser humano não é um lago sereno. É um contínuo furacão. Não é problema. Vemos os santos: viveram sempre em meio a tantas coisas. O santo não fica à toa. Quando não tem o que fazer, inventa. São como Jesus: era capaz de viver para os outros porque vivia para o Pai. É uma escola. Deus nos põe no barulho porque sabe que o sossego está Nele. Ali é a água que sai silenciosa da terra. Tenho medo de um barulho que parece não ter conserto: aquele que está dentro de mim. 
Homilia do 19º Domingo Comum (09.08.2020)

EVANGELHO DO DIA 07 DE MAIO

Evangelho segundo São João 15,9-11. Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Assim como o Pai Me amou, também Eu vos amei. Permanecei no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como Eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e permaneço no seu amor. Disse-vos estas coisas para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja completa. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santo Anselmo 
(1033-1109) 
Monge, bispo, doutor da Igreja 
Prosologion, 26 
«Disse-vos estas coisas para que 
a minha alegria esteja em vós 
e a vossa alegria seja completa» 
Meu Deus, faz que eu Te conheça e Te ame, para que a minha alegria esteja em Ti. E, se isso não for plenamente possível nesta vida, faz ao menos que eu progrida todos os dias até atingir a plenitude. Que o teu conhecimento cresça em mim ao longo desta vida e que esteja completo no último dia; que o teu amor cresça em mim e que ele seja perfeito na vida futura, para que a minha alegria, já grande em esperança cá na terra, seja então completa na realidade. Senhor meu Deus, Tu mandaste-nos, ou melhor, aconselhaste-nos, através do teu Filho, a pedir; e prometeste-nos que seríamos atendidos, para que a nossa alegria seja completa. Dirijo-Te, pois, a oração que nos sugeres pela boca daquele que é o nosso «Conselheiro Admirável» (Is 9,5); que eu possa receber o que prometeste pela boca daquele que é a Verdade, para que a minha alegria seja completa. Deus verdadeiro, faço-Te esta oração; atende-me para que a minha alegria seja completa. Que doravante seja esta a meditação do meu espírito e a palavra dos meus lábios. Seja este o amor do meu coração e o discurso da minha boca, seja a fome da minha alma, a sede da minha carne e o desejo de todo o meu ser, até ao dia em que entre na alegria do Senhor (cf Mt 25,21), Deus único em três Pessoas, bendito pelos séculos. Ámen.

Santo Augusto de Nicomédia, Mártir Festa: 7 de maio

Em 7 de maio, a Bibliotheca Sanctorum comemora o martírio em Nicomídia dos três irmãos Flávio, Augusto e Agostinho. Essa comemoração vem do Martirológio de Florus que, por sua vez, a havia tomado do hierônimo. Aqui, porém, apenas o nome do bispo Flávio deve ser associado com segurança a Nicomédia. Augusto e Agostinho parecem não passar da forma dupla do mesmo mártir não identificável. Nele, Delehaye gostaria de ver o mártir de Cápua venerado em 16 de novembro; neste caso, porém, restaria explicar sua transferência para 7 de maio e para Nicomédia. Quanto à redação do hierônimo "três irmãos", parece ser melhor lê-la, após Flávio, na forma "e três irmãos", uma leitura que, entre outras coisas, se aproxima muito mais do Martirológio Siríaco do século IV do que de 7 de ayyàr (maio) em Nicomédia, Flávio com outros quatro mártires. Mas até agora é impossível identificar tanto os "três irmãos" quanto os "quatro mártires". 
Etimologia: Augusto = consagrado às saudações 
Emblema: Palma

07 de maio - Beato Francisco Paleari

Em 17 de setembro de 2011, a Igreja de Turim deu à Igreja um novo beato. Na Casa da Pequena Divina Providência, o coração da obra de São José Benedito Cottolengo, Dom Francisco Paleari foi proclamado abençoado. A celebração, foi presidida pelo cardeal Angelo Amato, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, vê pela primeira vez um sacerdote cottolenghino subir às honras do altar, mas a celebração também envolve a comunidade nativa de Pogliano Milanese, a diocese de Turim, Francisco Paleari foi ordenado sacerdote em 1886 e desempenhou numerosas tarefas na Aquidiocese de Turim, na Ordem Terceira Franciscana a que aderiu desde os anos do seminário e as que conheceram e aprofundaram a vida "simples e extraordinária" de "don Franceschino", como era conhecido pelos fiéis. A vida de um padre capaz de fazer qualquer um sentir que o encontrou "perto de Deus", de um padre enraizado na espiritualidade cottolenghiana, mas "alma da igreja": pronto para servir em todas as realidades.

07 de maio - Beato Alberto de Cremona

O Beato Alberto nasceu por volta de 1214 em Villa d'Ogna (Bg) de uma família de agricultores modestos. Viveu seu matrimônio laborioso e piedoso sem negligenciar as obras de piedade e caridade. Sua generosidade ilimitada para com os pobres o faziam ter uma vida dura com sua esposa, que o acusava de ser muito caridoso, embora a Providência sempre interviesse para compensar o que ele havia doado. Ele, pacientemente suportava as censuras de sua esposa. Alberto da Bergamo era uma modesta flor de jardim de São Domingos de Guzmão e o melhor exemplo daquela santidade a que todo cristão é chamado e que não tem nada fora do comum. Era um simples agricultor no território de Bergamo e desde criança, ele andou nos caminhos de Deus, especialmente colocando em prática o grande preceito da caridade. Aceitando os conselhos dos amigos, realizou um casamento contratado, mas ele encontrou não encontrou na sua esposa, nem inteligência, nem carinho.

Flávia Domitila Leiga, Santa I século

Há muito mais tradições envolvendo a existência de Flávia Domitila do que documentos históricos comprovados. O seu nome e santidade tanto se espalharam, nos primeiros tempos do cristianismo, que a sua vida se mesclou a essas tradições pela transmissão dos próprios fiéis que fixaram o seu culto. Flávia Domitila teria sido convertida ao cristianismo por dois eunucos. Enquanto ela se preparava para o casamento com o filho de um cônsul, Nereu e Aquiles lhe falaram sobre Cristo e a beleza da virgindade, “irmã dos Anjos”. Ela teria abandonado o casamento e se convertido imediatamente. Contudo o próprio imperador, inconformado, tentou vencer a recusa pelo compromisso da jovem com uma tarde dançante em sua homenagem. A morte repentina do próprio noivo aconteceu no meio das danças.

Gisela da Hungria Esposa, Mãe, Rainha, Abadessa, Beata (ca. 985-1065)

Gisela nasceu por volta de 985, filha do duque bávaro, Henrique, o Briguento, e Gisela da Borgonha. Era a irmã mais nova de Henrique II; de Bruno, bispo de Augsburgo, e de Brígida, abadessa de Mittelmuenster. Gisela conviveu na Baviera, Alemanha, e Hungria, alcançando especial importância. Gisela queria usar o véu de consagração, quando, em 996, os emissários de Geisa da Hungria foram a Regensburgo e a pediram como esposa para Estevão, filho de Geisa (Santo Estevão da Hungria). O pai de Gisela recebeu com alegria os emissários. Gisela renunciou ao esposo e mudou-se para a corte principesca húngara para multiplicar o povo cristão. Mas, casaram-se no ano 1000 e, na festa da Assunção, Gisela foi coroada e ungida primeira rainha cristã dos húngaros e, com ela, seu marido. Estevão converteu-se ao cristianismo por influência da esposa. Por isso, a principal tarefa de estevão, em seu reinado, era a conversão de seus súbditos. Gisela ajudou na construção de várias igrejas e influenciou a história dos povos. Também viveu grandes sacrifícios.

Rosa Venerini Religiosa, Fundadora, Santa (1656-1728

Nascida em Viterbo, Itália, no dia 9 de fevereiro de 1656, Rosa Venerini viveu um conflito. Um jovem apaixonado queria desposá-la, mas o seu desejo era consagrar-se a Deus. Sua vida muda radicalmente quando uma série de acontecimentos culmina com a morte do pretendente e, mais tarde, de seus pais. Rosa assume, então, a educação dos dois irmãos. Mesmo com essa responsabilidade ela não abandona seu desejo de consagrar-se a Deus. Passa a convidar as jovens da vizinhança para rezar o Rosário. Foi convivendo com essas pessoas que Rosa descobriu o grave estado de ignorância religiosa e intelectual que atingia a juventude da época. Decidiu, então, que seria seu dever combatê-la. Um padre jesuíta, Ventura Bandinelli, percebendo a sua vocação natural para a religiosidade e para o ensino, abre-lhe as portas da vida religiosa.

Agostinho Roscelli Sacerdote, fundador, Santo (1818-1902)

Sacerdote de Génova, fundador 
em Bobbio das Irmãs da Imaculada,
apóstolo nas prisões
 e junto das jovens prostitutas. 
Foi beatificado em 1995 
e canonizado em 2001.
Nasceu na pequena cidade de Bergone di Casarza Ligure, Itália, no dia 27 de julho de 1818. Durante sua infância, foi pastor de ovelhas. A sua família, de poucos recursos, constituiu para ele um exemplo de fé e de virtudes cristãs. Aos dezassete anos, decidiu ser padre, entusiasmado por António Maria Gianelli, arcebispo de Chiavari, que se de-dicava exclusivamente à pregação aos camponeses, e hoje está inscrito no livro dos santos. Em 1835, Agostinho foi para Génova, onde estudou enfrentando sérias dificuldades finan-ceiras, mas sempre ajudado pela sua força de vontade, ora-ção intensa e o auxílio de pessoas de boa vontade. É ordenado sacerdote em 1846, e enviado para a cidade de São Martinho d'Alboro como padre auxiliar.

Maria de São José Alvarado Religiosa, Fundadora, Beata (1875-1967)

Religiosa, fundadora de casas para órfãos. 
Beatificada pelo Papa São João Paulo II
em 7 de Maio de 1995.
Primogénita de quatro irmãos, Madre Maria de São José (Laura Alvarado Cardozo), venezuelana, nasceu no pitoresco povoado de Choroní, estado Aragua, 25 de Abril de 1875. Laura desejava consagrar-se a Deus em um convento de clausura. As circunstâncias impediram. Solicitou, então, permissão de seu confessor e, no dia 8 de Dezembro de 1892, à idade de 17 anos, fez o voto de perpétua virgindade. Este dia ela o celebraria ao longo de sua vida, assim como 13 de Outubro, dia em que foi baptizada, com uma jornada de retiro espiritual. Desde então não teve outro ideal senão o da santidade: «Quero ser santa, mas santa de verdade». «Jesus meu, o ideal que persigo és tu e só tu».

07 De Maio: Aparição Da Santa Cruz Em Jerusalém

Neste dia no ano de 351 a Santa Cruz apareceu no céu, sobre a cidade santa, plena de luz, do Gólgota ao Monte das Oliveiras. No ano 337 o Imperador Constantino morreu. Antes de morrer mandara matar o filho Crispo, filho de seu primeiro casamento, como é explicado na seção referente à festa da Exaltação da Santa Cruz. Restaram os filhos do seu segundo casamento (Constantino, Constâncio e Constante), aos quais elevou à dignidade de Césares e entre os quais e mais dois sobrinhos (Dalmácio e Anibaliano) dividiu a administração do Império. Logo depois de sua morte Constâncio, alegando que seu pai teria morrido envenenado por seus tios, mandou matar dois tios, sete primos, entre eles os dois que dividiam o Império, e um tio por afinidade. Depois junto com seus irmãos Constantino e Constante dividiu o Império por apenas três, dividindo entre si os territórios dos dois primos mortos. Constantino alegou ter sido fraudado na divisão dos espólios dos territórios dos falecidos primos, e invadiu o território de Constante. Foi morto numa emboscada numa floresta pelos soldados do irmão. Constante tomou seus territórios, sem dividir nada com Constâncio, ficando, portanto com mais de dois terços do Império.

ORAÇÕES - 07 DE MAIO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
7 – Quinta-feira – Santos: Flávia Domitila, Augusto
Evangelho (Jo 15,9-11) “Eu vos disse isto, para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja plena”.
Alegria é a satisfação que toma conta de nós quando temos um bem, e sabemos que o temos. Quanto maior o bem, e quanto mais consciência temos de sua posse, tanto maior nossa alegria. Não há bem maior do que sermos amados por Deus. Por maiores que sejam nossas dificuldades e sofrimentos, não nos podem tirar essa alegria. Se é que de fato acreditamos que Deus nos ama.
Oração
Senhor meu Deus, tudo fizestes por mim, vossa alegria é fazer nossa alegria, dando-nos tantos bens. Deste-nos a oportunidade da aventura da vida, tantas coisas boas e tanta gente boa colocastes ao nosso redor. E não contente, ainda quisestes fazer-nos filhos vossos, unidos a vós pela participação em vossa vida divina. Por isso tudo eu seria muito ingrato, se não me deixasse ser feliz.

quarta-feira, 6 de maio de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Encheu-se de Compaixão”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Cinco pães
 
Rezamos na oração da coleta: “Manifestai, ó Deus, vossa inesgotável bondade!”. A liturgia da Palavra desse domingo é um canto à bondade e a compaixão de Deus. A bondade de Deus não é somente um bem querer, um modo afável de lidar com as coisas, mas se manifesta em suas atitudes de misericórdia que envolve toda sua criatura. Essa não significa dó do sofrimento, mas uma ação concreta que resolve. Deus quer sempre o bem de seus filhos. Esse bem querer acontece em atos de libertação de algum sofrimento, ou conduzindo sempre a uma melhor situação. Essa manifestação de amor é para atrair ao mesmo modo de amar. A missão da Igreja não é criar um “estado espiritual com poderes divinos”, mas continuar o coração do Pai que envia o Filho e dá o Espírito para que o amor redentor de todos os males seja concreto e eficiente. O Pai bondoso sempre está a multiplicar seus cuidados para conosco: Um embornal com cinco pães e dois peixes, multiplicados pela misericórdia e compaixão, alimentaram cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças. Por mais que se conjecture sobre o milagre, não podemos deixar de lado a grandiosidade da bondade misericordiosa de Deus. É a medida do coração de Jesus. Essa é a verdadeira devoção ao Sagrado Coração: Saber multiplicar o pouco em benefício de muitos. O salmo canta essa verdade: “Vós abris a vossa mão e saciais vossos filhos”; o Senhor é muito bom para com todos; sua ternura abraça toda criatura (Sl 144). 
Ninguém separa 
Esse amor misericordioso e compassivo nos une a Cristo de tal modo que nada nos separa Dele. Paulo experimentou esse amor de misericórdia quando foi escolhido para ser um anunciador da salvação a todos os povos. Escreve: “Sou grato para com Aquele que me fortaleceu, Cristo Jesus, nosso Senhor, que me concedeu forças e me considerou fiel, designando-me para o ministério, a mim, que em tempos passados fui blasfemo, perseguidor e insolente; contudo, Ele me concedeu misericórdia...; e a graça de nosso Senhor transbordou sobre mim, com a fé e o amor que há em Cristo Jesus” (1Tm 1,12-14). Paulo foi “vitimado” pelo amor de Cristo. Primeiro sentiu a misericórdia. E cheio de misericórdia partiu para o anúncio aos pagãos. Suportou tudo por amor no amor: Nada “será capaz de nos separar do amor de Deus por nós, manifestado em Cristo Jesus Nosso Senhor” (Rm 8,39). A fé cristã não é uma ideologia ou uma prática individual intimista, mas uma pessoa, Jesus Cristo, com quem estamos unidos assumindo sua vida e sua mentalidade. A Igreja não deve ser o centro, mas Cristo. Não pode estar voltada para si, para seus esquemas de doutrinas. Também, mas é voltada para o outro necessitado. Os bons e os fortes cuidem dos fracos que são os queridos de Deus. Sem isso presta um desserviço para a humanidade.
Vinde beber 
O profeta Isaías se faz anunciador dessa riqueza de Deus aberta a todos em extrema gratuidade e riqueza de bens que simbolizam o Reino de Deus. Deus pressiona fortemente a que todos venham alimentar-se de seus bens que são uma expressão da densidade de seu amor que jorra aos borbotões. Quem assumiu o Reino de Jesus está igualmente partilhando a riqueza de abrir a todos as condições de vida. O Reino só será verdadeiramente espiritual se for densamente humano e penetrar as realidades sofridas. Uns chamam isso de política. Nós chamamos de amor. Sempre! 
Leituras Isaías 55,1-3; Salmo 144;
Romanos 8,35.37-39; Mateus 14,13-21. 
1. A devoção ao Sagrado Coração é saber multiplicar o pouco em benefício de muitos. 
2. A fé cristã não é uma ideologia ou uma prática intimista, mas uma pessoa, Jesus Cristo. 
3. Quem assumiu o Reino de Jesus partilha a riqueza de abrir a todos as condições de vida. 
É bom ser bom 
A liturgia de hoje parece um convite para uma festa: cardápios ricos com a generosidade do anfitrião. Jesus faz o milagre da multiplicação. E rendeu bem: de cinco pães e dois peixes para alimentar cinco mil famílias. Uma cidade inteira. O profeta faz uma oferta a quem não tem nada: água, alimento nem dinheiro. Tudo na faixa. Paulo ensina uma luta que vence tudo. Nada nos separa do amor de Cristo (a festa). O tempero é o amor misericordioso de Deus. Deus é escandalosamente bom. Não tem jeito de encontrar “ridiquece” Nele. É abundante. Com pouco faz uma grande receita. E tudo para todos. Ninguém está excluído. Aprendemos Dele nessa celebração que a religião só existe quando levamos adiante o amor misericordioso que se preocupa com todos. Sem isso... somos os piores do mundo. 
Homilia do 18º Domingo Comum (02.08.2020)

EVANGELHO DO DIA 06 DE MAIO

Evangelho segundo São João 15,1-8. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Eu sou a verdadeira vide e meu Pai é o agricultor. Ele corta todo o ramo que está em Mim e não dá fruto e limpa todo aquele que dá fruto, para que dê ainda mais fruto. Vós já estais limpos, por causa da palavra que vos anunciei. Permanecei em Mim e Eu permanecerei em vós. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, assim também vós, se não permanecerdes em Mim. Eu sou a videira, vós sois os ramos. Se alguém permanece em Mim e Eu nele, esse dá muito fruto, porque sem Mim nada podeis fazer. Se alguém não permanece em Mim, será lançado fora, como o ramo, e secará. Esses ramos, apanham-nos, lançam-nos ao fogo e eles ardem. Se permanecerdes em Mim e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes e ser-vos-á concedido. A glória de meu Pai é que deis muito fruto. Então vos tornareis meus discípulos». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São (Padre) Pio de Pietrelcina 
(1887-1968) 
Capuchinho 
Palavras do Padre Pio 
Seja dócil às operações divinas 
As suas lamentações e os seus medos não vêm de Deus, nem foram criados por Ele. É Satanás que coloca esses medos no seu coração, e Deus permite-o para seu aperfeiçoamento. Mas Deus quer que se ria de tudo e que suporte essas provações em paz. Quanto mais se lamentar, quanto mais tentar rejeitar essas provações, mais elas durarão. Deve resignar-se e deixar correr, mesmo quando não lhe é dado deixar correr. Jesus está muito satisfeito consigo: nada tem a temer. Lamenta-se por ter sempre as mesmas provações. E então? Tem receio do divino artesão, que quer aperfeiçoar a sua obra-prima desta forma? O senhor, que aprecia obras perfeitas, preferia sair das mãos de tão magnífico artesão em estado de mero esboço? Jesus quer que saiba que as diversas provações espirituais que está a viver são diretamente queridas por Ele, e não é para o pôr à prova, nem para o castigar, mas para o purificar ainda mais e o tornar, na medida do possível, conforme a Ele, que é o protótipo de todas as almas que escolheram a melhor parte do serviço divino. Em sinal de reconhecimento, Ele espera de si maior docilidade a estas operações divinas.

São Edberto de Lindisfarne, Bispo-Festa: 6 de maio

(† )6 de maio de 698
 
Homem de virtude sublime e doutrina bíblica, sucedeu São Cuthbert como bispo de Lindisfarne em 688. Sua fama se espalhou por sua generosidade generosa para com os pobres, a quem ele dava um dízimo anual de bens materiais. Movido por profunda devoção, passou períodos de penitência em solidão, cercado por água, dedicando-se ao jejum, à oração e às lágrimas. Ele foi responsável pela renovação da igreja de Lindisfarne, originalmente feita de madeira e juncos, que ele adornou com chapas de chumbo, conferindo-lhe solidez e beleza. Consumido por uma longa doença, morreu em 6 de maio de 698, obtendo o perdão que implorou. Seu corpo, venerado pelos milagres que realizou, foi colocado em uma urna acima do túmulo de São Cuthbert, fixando seu memorial litúrgico em 6 de maio. 
Martirológio Romano: Em Lindisfarne, na Northumbria, na atual Inglaterra, São Edberto, bispo, que sucedeu São Cuthbert e se destacou por seu conhecimento das Escrituras, observância dos preceitos divinos e, acima de tudo, sua generosidade na caridade.

06 de maio - Beato Bartolomeu Pucci-Franceschi

Sacerdote da Primeira Ordem Franciscana, Bartolomeu Pucci-Franceschi nasceu em Montepulciano, filho de Puccio di Francesco, nomes que se uniram para formar o sobrenome familiar. Em sua juventude casou-se com Milla, filha do capitão Tomás de Pécora, com quem teve quatro filhos. Em 1290, quando ele tinha 45 anos de idade, decidiu ingressar na Ordem dos Frades Menores, do convento de São Francisco de Montepulciano, apesar de ter passado da idade. As crônicas exaltam sua memorável renúncia da família e de seu rico patrimônio, sua caridade para com os pobres nos tempos de carestia e os vários milagres. O Senhor o inspirou a consagrar-se a seu serviço e, ele, dócil ao divino chamado, proveu o necessário para seus filhos e com o consentimento de sua mulher se fez irmão religioso. Na vida de convento chegou a ser modelo de perfeição.