sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “O vinho novo das bodas”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Manifestou-se sua glória
 
Muitas vezes ouvimos a narração desse casamento em Caná que está dando o que falar há séculos. Nós nos fixamos no milagre da água transformada em vinho. O estudo do tema é muito rico dentro da exegese bíblica, mas a partir da liturgia, ele tem uma interpretação enriquecida. Estamos no segundo domingo. Todo ano é lido um texto de João, mesmo que o evangelista do ano comum seja outro. No Tempo do Natal celebramos a Manifestação do Senhor que compreende as festas do Natal, da Epifania e do Batismo de Jesus. Aí termina o Tempo do Natal. A Manifestação de Deus se faz em seu Filho Encarnado. Deus Se manifestou e para isso assumiu a condição humana na qual podia ser ouvido, visto e tocado para gerar comunhão (1Jo 1,1-13). Deus quis Se comunicar. Ele Se manifestou aos pequeninos no Natal, aos Magos na Epifania e aos judeus no Batismo. Em Caná Jesus manifestou sua glória aos discípulos (Jo 2,11). Quando entramos no Tempo Comum, lembramos que a Manifestação continua. Jesus é apresentado pelo Pai nas bodas e João Batista, como profeta, apresenta Jesus aos discípulos, como vindo de Deus: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1,29). Ele é o Cordeiro da Páscoa definitiva que tira o pecado. Celebramos o mistério da Encarnação que culmina na Páscoa e na Glorificação. A Manifestação de Jesus é para gerar comunhão e levar todos ao Pai. A unidade do Mistério aparece nas orações da Igreja na Epifania: “Recordamos neste dia três mistérios: Hoje a estrela guia os Magos ao Presépio. Hoje a água se faz vinho para as bodas. Hoje Cristo no Jordão é batizado para salvar-nos” (Antifona das Vésperas). 
Os discípulos creram Nele 
A água transformada em vinho é o sinal que realiza a transformação dos discípulos pelo ato de fé: “Este foi o início dos sinais de Jesus... Ele o realizou em Caná e manifestou a sua glória, e seus discípulos creram Nele” (Jo 2,11). O sinal, isto é, o milagre, fez da água um vinho muito bom. Isso explica o que a fé realiza no coração daquele que crê. “Os pastores voltaram, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham visto e ouvido, conforme lhe fora dito” (Lc 2, 20). “Os Magos voltaram por outro caminho para sua região” (Mt 2,12). “Jesus, pleno do Espírito Santo, voltou do Jordão. Era conduzido pelo Espírito através do deserto” (Lc 4,1). “Os discípulos creram Nele” (Jo 2,11). A Manifestação sempre provoca uma resposta de fé. Esse é o verdadeiro milagre. O outro foi grandioso, mas acolher Jesus é o grande milagre da fé. Esse é o vinho novo que o Pai nos oferece. Assim se celebra o casamento da humanidade com Deus. O casamento marido e mulher é imagem desse matrimônio de unidade com Deus. Por isso que Paulo diz: “Grande é esse mistério: eu o digo em relação a Cristo e à Igreja” (Ef 5,32). A Encarnação leva a crer e viver como se crê. 
Fazei o que Ele vos disser 
Percebemos que crer exige sempre uma decisão de vida por uma mudança. Acolher a Manifestação é fazer usar os dons que Deus deu a cada um a serviço da comunhão de todos, como lemos na primeira carta aos Coríntios: “A cada um é dada a manifestação do Espírito em vista do bem comum” (1Cor 12,7). Cada um tem um dom que deve ser manifestado, acolhido, aproveitado e desenvolvido. “Há diversidade de dons, mas um mesmo é o Espírito” (4). “Todas estas coisas as realiza um e o mesmo Espírito que distribui a cada um conforme quer” (11). O que fazemos é seguirmos a palavra que Jesus nos diz, e nos transformemos em um vinho sempre novo. 
Leituras: Isaias 62,1-5; Salmo 95; 
1 Coríntios 12,4-11; João 2,1-11 
1. Em Caná continuamos a celebração da Manifestação do Senhor. 
2. A água transformada em vinho significa a mudança que a fé realiza no discípulo. 
3. Crer significa também mudar e usar os dons para a comunhão de todos. 
De copo cheio
Esse casamentinho de Caná, para o qual não fomos convidados, é uma festa que não se acaba. E nem falta o vinho. Os convidados não vão embora. E ninguém reclama. Quando refletimos esse texto achamos o milagre uma maravilha. Mas ele não é só um espetáculo, mas é uma revelação de Deus e uma resposta nossa. Não estamos bêbados, mas estamos cheios do vinho novo que é Jesus. Esse milagre que acontece conosco é um momento importante para tomar as decisões de viver para o projeto de Deus que é comunhão. Pode ficar bêbado desse vinho que não faz mal. O Evangelho não pode ser assumido pela metade. É o que Jesus fala do vinho novo e o vinho velho. O novo em odre velho rompe o odre e perde o vinho (Mt 9,14-17). Vinho velho não faz bem. Pior é que a gente acha ainda que é o melhor. Assumir o Evangelho de Jesus e querer viver do jeito do Antigo Testamento, estraga um e outro. 
Homilia do 2º Domingo Comum (20.01.2019)

EVANGELHO DO DIA 23 DE JANEIRO

Evangelho segundo São Marcos 3,13-19. 
Naquele tempo, Jesus subiu a um monte. Chamou à sua presença aqueles que entendeu e eles aproximaram-se. Escolheu doze, para andarem com Ele e para os enviar a pregar, com poder de expulsar demónios. Escolheu estes doze: Simão, a quem pôs o nome de Pedro; Tiago, filho de Zebedeu, e João, irmão de Tiago, aos quais pôs o nome de Boanerges, isto é, «Filhos do trovão»; André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago de Alfeu, Tadeu, Simão o Cananeu e Judas Iscariotes, que depois O traiu. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Concílio Vaticano II 
Constituição Dogmática sobre a Igreja, 
«Lumen Gentium», §§ 18-20 
«Chamou aqueles que entendeu» 
Este sagrado Concílio, seguindo os passos do Concílio Vaticano I, com ele ensina e declara que Jesus Cristo, pastor eterno, edificou a Igreja enviando os apóstolos como Ele fora enviado pelo Pai (cf Jo 20,21); e quis que os sucessores deles, os bispos, fossem pastores na sua Igreja até ao fim dos tempos. Mas, para que o mesmo episcopado fosse uno e indiviso, colocou o bem-aventurado Pedro à frente dos outros apóstolos e nele instituiu o princípio e fundamento perpétuo e visível da unidade de fé e comunhão. O Senhor Jesus, depois de ter orado ao Pai, chamando a Si os que Ele quis, elegeu doze para estarem com Ele e para os enviar a pregar o Reino de Deus (cf Mc 3,13-19; Mt 10,1-42); constituiu estes apóstolos em colégio, ou grupo estável, e deu-lhes como chefe Pedro, escolhido de entre eles (cf Jo 21,15-17). Enviou-os primeiro aos filhos de Israel e, depois, a todos os povos (cf Rom 1,16), para que, participando do seu poder, fizessem de todas as gentes discípulos seus e as santificassem e governassem (cf Mt 28,16-20; Mc 16,15; Lc 24,45-48; Jo 20,21-23), e deste modo propagassem e apascentassem a Igreja, servindo-a, sob a direção do Senhor, todos os dias até ao fim dos tempos (cf Mt 28,20). No dia de Pentecostes, foram plenamente confirmados nesta missão (cf At 2,1-26), segundo a promessa do Senhor: «Recebereis a força do Espírito Santo, que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas em Jerusalém e em toda a Judeia e na Samaria, e até aos confins da Terra» (At 1,8). E os apóstolos, pregando por toda a parte o Evangelho (cf Mc 16,20), recebidos pelos ouvintes graças à ação do Espírito Santo, reúnem a Igreja universal que o Senhor fundou sobre os apóstolos e levantou sobre o bem-aventurado Pedro, seu chefe, sendo Jesus Cristo a suma pedra angular (cf Ap 21,14; Mt 16,18; Ef 2,20). A missão divina confiada por Cristo aos apóstolos durará até ao fim dos tempos (cf Mt 28,20), uma vez que o Evangelho que eles devem anunciar é em todo o tempo o princípio de toda a vida na Igreja.

Santos Severiano e Áquila, Esposos, Mártires Festa: 23 de janeiro

Cesareia da Mauritânia, século III.
Severiano e Áquila eram originários de Cesareia, na Mauritânia, atual Argélia. Eles foram unidos não apenas pelo casamento, mas também pela fé cristã. Seu testemunho tornou-se tão forte que incomodou as autoridades romanas. Certo dia, Severiano e Áquila foram presos e levados perante o governador. Foram acusados ​​de serem cristãos e de se recusarem a adorar deuses pagãos. O casal declarou-se cristão com orgulho e recusou-se a renunciar à sua fé. O governador, furioso, ordenou que Severiano e Áquila fossem queimados vivos. O casal enfrentou a morte com coragem e fé, cantando hinos ao Senhor. 
Martirológio Romano: Em Cesareia, na Mauritânia, atual Argélia, os santos mártires Severiano e Áquila, um casal, foram queimados no fogo. 
Os dois santos mártires de Cesareia, na Mauritânia (Norte da África), Severiano e Áquila, um casal cristão, não devem ser confundidos com o casal Áquila e Priscila de Corinto, santos colaboradores de São Paulo Apóstolo, cuja celebração ocorre em 8 de julho e cujos nomes constam das atuais "Ladainhas dos Esposos". A peculiaridade entre os dois casais reside no fato de que o nome Áquila se refere à noiva no primeiro caso e ao noivo no segundo; um indício de que, na época romana, o nome era usado indistintamente para homens e mulheres. O Martirológio Romano, de 23 de janeiro, data de sua celebração litúrgica, declara: "Cesareia na Mauritânia, santos mártires Severiano e Áquila, casados, que foram queimados vivos".

23 de janeiro - Beata Benedita Bianchi Porro

Benedetta (Benedita) Bianchi Porro veio à luz em Dovadola, na província de Forlí, em 8 de agosto de 1936. Assim que nasce, após um parto difícil e sofrido, agravado por uma hemorragia, a mãe pediu logo o batismo, que lhe é concedido com água da fonte milagrosa de Lourdes. Aos três meses, foi acometida pela doença da poliomielite. Recuperou-se, mas ficou com uma perna mais curta. Crescendo, terá que levar um sapato ortopédico pesado. As crianças a chamam de "zoppetta" (referente ao seu modo de andar), mas, ela não se ofende: “eles dizem a verdade”, prenunciando desde pequena um espírito desapegado e simples. Em maio de 1944, na pequena Igreja da Anunciação, em Dovadola, fez sua Primeira Comunhão. A partir daquele dia, trará sempre consigo, muitas vezes na mão, o rosário que ganhou de presente. Por algum tempo, Benedita teve que usar uma cinta em volta do corpo para evitar a deformação da coluna vertebral (devido à discrepância de tamanho dos membros inferiores). Além disso, apareceu nela uma diminuição da audição. Nada disso lhe abate o ânimo ou lhe retira a alegria interior. “Que coisa maravilhosa é a vida” – diz – e faz muitos planos para o futuro. “Eu gostaria de poder me tornar algo grande”... Apesar das suas condições de saúde, frequentou a Faculdade de Física na Universidade de Milão, mas, após um mês, decidiu fazer Medicina.

23 de janeiro - Beata Josefa Maria de Benigánim (Agostiniana)

Sua vida foi um prodígio de graça e uma graça de prodígios. Simples, humilde e de qualidades intelectuais medíocres, seu dom de conselho e seus conhecimentos teológicos causavam admiração. A beata Josefa nasceu em Benigánim (Valência, Espanha), no dia 9 de janeiro de 1625, de família modesta. Ficou órfã de pai quando era ainda muito jovem. Entre as árvores frutíferas, as plantas e as flores, Josefa passava o dia trabalhando, e era onde Jesus gostava de se manifestar a ela. Enquanto lavava a roupa, o Menino Jesus lhe aparecia; ela era uma hábil lavadeira, deixava as roupas tão brancas quanto sua alma angelical. No horto há também uma árvore plantada por Josefa. Ela havia plantado, por desconhecer os segredos do plantio, um ramo de laranja, mas com as folhas no chão, ao invés do caule. Mesmo assim, os peregrinos ainda hoje podem ver os belos frutos da árvore plantada por ela. Superadas algumas dificuldades, ingressou como irmã leiga no mosteiro das Agostinianas de Benigánim, a 25 de outubro de 1643. Este convento pertence à observância descalça, fundada dentro da Ordem pelo Arcebispo São João de Ribeira, na diocese de Valência, em 1597. Sua vida foi um portento de graça e uma graça de portentos. Simples, humilde, entregue infatigavelmente aos trabalhos e serviços da comunidade, era um espírito de eminente contemplação. De qualidades intelectuais medíocres, mais que isso, analfabeta, causavam admiração seu dom de conselho e seus conhecimentos teológicos.

23 de janeiro - Santo Andrea Chong (ou Tsieng) Hwa-gyŏng

Andrea Chong (ou Tsieng) Hwa-gyŏng nasceu por volta de 1808 no distrito Cheongsan de Chungcheong, Coréia do Sul. No entanto, ele teve que deixar sua cidade natal para ser mais livre para viver sua fé no catolicismo, perdendo assim, todos os seus poucos bens. Além de catequista, trabalhou para encontrar um refúgio seguro para o monsenhor Laurent Imbert, o terceiro vigário apostólico da Coréia, e encontrou-o na casa de seu amigo Andrea Son Kieng-sie. Um dia, ele se juntou a um homem, Kim Yo-sang, que lhe deu boas notícias: oficiais do governo decidiram acabar com as perseguições anticristãs e queriam receber o batismo nas mãos do bispo Imbert, então precisavam saber onde ele estava escondido. Andrea ficou muito feliz, mas depois de pensar sobre isso a noite toda, ele disse que iria avisá-lo sozinho. Forçado, no entanto, a ser seguido pelos guardas, ele consentiu, sob a condição de que ficassem no meio do caminho e não fossem mais longe. Assim, à uma hora da madrugada, entre 10 e 11 de agosto de 1839, seguido por Kim Yo-sang, que parou a alguma distância da casa de Andrea Son, foi ver o bispo e contou-lhe o que tinham lhe comunicado. O monsenhor Imbert entendeu que era uma armadilha, mas não escapou: para evitar problemas para o seu povo, entregou-se àqueles que vieram prendê-lo, em 11 de agosto de 1839.

Santa Messalina de Foligno Mártir Festa: 23 de janeiro

A figura de Messalina, cuja historicidade é incerta, foi venerada em Foligno nos séculos XVI e XVII como mártir, com base em uma paixão do século VII ou VIII que a descreve como uma jovem criada na piedade por São Feliciano, o primeiro bispo da cidade. Segundo a paixão, Messalina foi presa e espancada por soldados por ajudar o bispo na prisão, mas é possível que essas palavras não signifiquem necessariamente que ela sofreu martírio, mas sim maus-tratos. A veneração de Messalina como mártir é atestada por um poeta local de 1426, que não a considera como tal, e por uma inscrição de 1599 que atesta a descoberta de seu corpo e sua colocação na Catedral de Foligno. O documento mais antigo que fornece algumas informações escassas sobre Messalina é a Paixão de São Feliciano, o primeiro bispo de Foligno, escrita na segunda metade do século VII ou VIII, cujo valor histórico é bastante questionável. Segundo essa Paixão, Messalina foi educada na piedade por Feliciano. Quando o bispo foi preso pelo imperador Décio, Messalina o auxiliou e o visitou na prisão. Por esse motivo, ela foi presa e espancada pelos soldados "iniurata et caesa poenaliter". No entanto, essas palavras não significam necessariamente que ela sofreu martírio, mas podem ser interpretadas como o simples mau tratamento infligido pelos soldados à jovem.

Santa Emerentiana Mártir Festa: 23 de janeiro( † )cerca de 304

Segundo um relato da Paixão de Santa Inês, Emerentiana estava entre os fiéis que compareceram ao funeral da jovem mártir. Um ataque repentino de fanáticos pagãos dispersou os cristãos que se reuniram para acompanhar Inês ao seu sepultamento. Emerentiana, em vez de fugir, corajosamente enfrentou os agressores, mas foi apedrejada até a morte. Os pais de Santa Inês sepultaram seu corpo perto da divisa de sua propriedade. Infelizmente, o relato não é confiável. Os únicos elementos da história relacionados a Emerentiana são o nome da santa, seu martírio, seja qual for a sua forma, e seu sepultamento perto do túmulo de Santa Inês. 
Emblema: Lírio, Palmeira 
Martirológio Romano: Em Roma, na Via Nomentana, no Cemitério Maggiore, Santa Emerentiana, mártir. 
Um autor desconhecido do século V adicionou um terceiro capítulo à Paixão latina de Santa Inês, escrito por pseudo-Ambrósio, que discorre sobre o funeral da santa, sua aparição aos pais oito dias após sua morte e a fundação da basílica em sua homenagem pela filha de Constantino, Constança.

Beatas Margarida Molli, Mística e Gentile Giusti, sua discípula - 23 de janeiro

As informações sobre a Beata Margarida Molli e sua discípula e parente, a Beata Gentile Giusti se encontram na edição de 1535 de uma Vida de duas Beatíssimas Mulheres, Margarida e Gentile, compilada de acordo com notícias em parte recebidas da mesma Gentile Giusti pelo Cônego Regular Lateranense (Agostiniano) Padre Serafim Aceti de Porti da Fermo (1496-1540), portanto contemporâneo das duas beatas. Desta edição não existe atualmente nenhum exemplar, mas somente uma cópia manuscrita no arquivo de Santo Apolinário em Russi (Ravena). Margarida Molli, filha dos abastados Francisco e Joana Molli, nasceu no castelo de Russi, a 15 k de Ravena, no dia 8 de maio de 1442. Logo o sofrimento se apresentou em sua vida apesar da riqueza da família, porque aos três meses ficou cega devido a uma grave doença. Muito pequena, já aos cinco anos, iniciou uma vida de penitência e de contemplação; caminhava sem calçado em qualquer tempo. Tudo indicava uma precoce inclinação à santidade. Cresceu perseverando na penitência, deixando os bens terrenos aos pobres, vivendo de esmolas, infringindo-se jejuns e asperezas, como por exemplo, dormir sobre a terra nua. Emitiu na adolescência o voto de virgindade.

23 de janeiro, São João Esmoler, Patriarca de Alexandria

Este santo dava tanta importância à esmola, 
que não só dela vivia como com ela 
provia uma grande quantidade de famílias
e até cidades inteiras. 
São João Esmoler foi bispo, Patriarca de Alexandria, no início do século VII. Certa feita, indo para sua sede episcopal acompanhado de amigos, teve seu percurso à igreja interrompido por uma senhora que lhe clamava intervir junto ao genro dela, que a submetia a cruel tratamento. Os amigos do bispo, à maneira dos discípulos de Jesus que buscavam calar ao cego que gritava pelo Salvador, buscaram persuadi-la não ser o momento de abordar a homem de tantas ocupações importantes, e que voltasse outra hora. O Patriarca, no entanto, ponderou: “Como poderia esperar que Deus ouvisse as minhas orações se não quisesse atender a esta mulher?”. Para socorrer aos pobres da Igreja a si confiada, mantinha cobertor tão fino em sua própria cama que um amigo fez desaparecer o velho cobertor e fez cobrir a cama do bispo, sem que ele soubesse, com outro bastante mais grosso.

Ildefonso de Toledo Arcebispo, Santo-Século VII

Pertencia a uma família de sangue real. 
Aplicou a sua imensa fortuna na edificação
de um mosteiro para religiosas. 
Foi monge e mais tarde bispo de Toledo. 
Escreveu uma obra famosa contra os hereges que negavam a virgindade de Maria Santíssima, 
sustentando que a Mãe de Deus foi Virgem 
antes, durante e depois do parto.
Às portas de Toledo, capital do reino dos Visigodos da Espanha, elevava-se no sétimo século, o mosteiro de Agali, um verdadeiro viveiro de santos e de doutores. F oi aí que se fez monge, apesar das violentas resistências da sua família, Ildefonso que colocamos com a maior felicidade a nossa resenha da flor dos Santos, sobretudo que ele foi muito dedicado Marie, a Rainha dos anjos e os homens. Ildefonso, o mais ilustre dos discípulos de santo Isidore de Sevilha, o mais popular dos santos da Espanha, tinha nascido nesta mesma cidade de Toledo, no seio duma família — na qual corria o sangue real —, a 8 de Dezembro de 606, dia que depois foi consagrado à Imaculada Conceição da Virgem Maria e, foi pela intercessão de Maria que Estevão, seu pai, e Lúcia, a sua mãe obtiveram do céu esta criança abençada.

Nicolau Gross Leigo, Mártir, Bem-aventurado 1898-1945

Leigo alemão. 
Casou-se com Elisabeth Koch, 
com quem teve sete filhos.
Amava a sua família mais do que qualquer outra coisa
 e foi um pai exemplar, distinguindo-se por
 um profundo sentido de responsabilidade 
em todos os âmbitos da vida. 
O Papa João Paulo II, declarou Beato Nicolaus Gross 
no ano 2001.
Nicolau Gross nasceu a 30 de setembro de 1898, nos arredores da cidade de Essen, na Alemanha. Ainda adolescente, começou a trabalhar como mineiro, aproveitando o tempo livre para estudar. Afiliando-se à associação sindical dos mineiros cristãos, foi depois eleito seu secretário para a secção juvenil. Em seguida, casou-se com Elisabeth Koch, com quem teve sete filhos. Amava a sua família mais do que qualquer outra coisa e foi um pai exemplar, distinguindo-se por um profundo sentido de responsabilidade em todos os âmbitos da vida. Em 1927, começou a colaborar com um jornal do sindicato, do qual se tornou redactor-chefe. Aplicando a doutrina social da Igreja, ajudava os operários a resolver os problemas que atingiam a sociedade dessa época.

ORAÇÕES - 23 DE JANEIRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
23 – Sexta-feira – Santos: Ildefonso, Áquila, Severiano
Evangelho (Mc 3,13-19) “Jesus subiu ao monte e chamou os que ele quis. E foram até ele.”
Imaginemos a cena. Jesus estava mais acima, e chamou-os um a um. Ao ouvir seu nome, o escolhido olhava surpreso ao redor, depois subia até onde está o Mestre. Os doze foram escolhidos para uma tarefa especial. Mas todos os outros, homens, mulheres, crianças, todos foram chamados, e para cada um ele tinha missão especial, que nenhum outro poderia desempenhar. Qual a nossa?
Oração
Senhor Jesus, tenho procurado dar conta da tarefa que me confiastes. Nem sempre, é verdade, da melhor maneira possível. Mas, com vossa ajuda continuo a postos. Minha esperança é que me deis força para continuar, pronto até mesmo para alguma surpresa, para qualquer nova tarefa, seja grande ou pequena. Entrego-me em vossas mãos; basta-me saber que estou a vos servir. Amém.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Mutilando o coração do Evangelho”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
As ideologias que destroem
 
Papa Francisco, em sua reflexão sobre a santidade, indica dois erros que destroem o conteúdo autêntico do Evangelho. A vida cristã no mundo, mas não pode seguir as ideologias do mundo. Deve evangelizá-las. Normalmente acontece o contrário. Uma ideologia pode tirar o vigor evangélico da fé cristã. As ideologias levam para dois erros nocivos. Primeiro: Cristãos que separam as exigências do Evangelho de seu relacionamento pessoal com o Senhor, da união interior com Ele na graça. Vemos o caso de S. Francisco que fez uma opção fundamental pela pobreza para dar vida aos pobres. É o desapego total para que o Senhor continuasse sua vida pobre no mundo, através dessa opção. Ele vivia no tempo de uma Igreja rica e poderosa. Ele fez, como todos os outros santos que viveram o desapego. Esses santos são aclamados por tantos. Mas muitos o buscam só pelo lado “social”. Isso é consequência de sua escolha. Diz o Papa em sua reflexão: “O cristianismo se transforma em uma espécie de ONG, privando da beleza irradiante, como nos santos, como S. Francisco, Vicente de Paulo, Tereza de Calcutá... Nem a oração, nem o amor a Deus, nem a leitura do evangelho diminuíram a paixão e eficácia da sua dedicação ao próximo; antes pelo contrário...” (GE 100). Tomaram como modelo Jesus. As idéias e aspirações dos grandes líderes, são maravilhosas, só falta o miolo delas: Jesus. Assim foram reconhecidos como imagens vivas de Jesus, santos. 
Ideologia da ausência 
Há um segundo erro nas ideologias: Assim diz o Papa: “Mas é nocivo e ideológico também o erro das pessoas que vivem suspeitando do compromisso social dos outros, considerando-o algo de superficial, mundano, secularizado, imanentista, comunista, populista; ou então o relativizam como se houvesse outras coisas mais importantes” (GE 101) E dá um exemplo: A defesa do nascituro deve ser total, mas é sagrada também a vida dos pobres que já nasceram e se debatem na miséria, no abandono, na exclusão, no tráfico de pessoas, na eutanásia encoberta de doentes e idosos privados de cuidados, nas novas formas de escravatura, e em todas as formas de descarte. O ser humano, em todas as circunstâncias deve ser total. “Não podemos propor-nos um ideal de santidade que ignore a injustiça deste mundo, onde alguns festejam, gastam folgadamente e reduzem a sua vida às novidades do consumo, ao mesmo tempo em que outros se limitam a olhar de fora enquanto a sua vida passa e termina miseravelmente” (GE 101). Fé e vida andam juntas. É por isso que a vitalidade do Evangelho se dilua em muitos setores da Igreja e são apoiados os movimentos que buscam a santidade intimista sem o núcleo do Evangelho, que é o amor. 
Problemas do mundo 
Entre as muitas situações no mundo, o Papa cita o caso dos migrantes. Na verdade, o mundo está se movendo. Isso não é problema para muitos. Não podemos nos reger pelos políticos nem pelos que dizem que isso não é problema da Igreja nem tem a ver com a fé. Podem dizer: “Pensamos coisas mais sérias e teológicas”. Ou ficamos na piedade balofa e sem compromisso evangélico com o mundo. Os pequenos gestos podem resolver muito. O Papa cita S. Bento, que estabeleceu que as pessoas que passassem por ali fossem hospedadas e recebidas como Cristo. Isso não atrapalha a vida do mosteiro, se o peregrino for tratado como Cristo (GE 102). Já no Antigo Testamento há mandamentos que mandam cuidar dos estrangeiros. E o motivo é: “Porque foste estrangeiro na terra do Egito” (Lv 19,34). E dirá Isaias: “Então, a tua luz surgirá como a aurora” (Is 58, 7-8).
ARTIGO PUBLICADO EM JANEIRO DE 2019

EVANGELHO DO DIA 22 DE JANEIRO

Evangelho segundo São Marcos 3,7-12. 
Naquele tempo, Jesus retirou-Se com os seus discípulos a caminho do mar e acompanhou-O uma numerosa multidão que tinha vindo da Galileia. Também da Judeia e de Jerusalém, da Idumeia e da Transjordânia, e dos arredores de Tiro e de Sidónia, veio ter com Jesus uma grande multidão, por ouvir contar tudo o que Ele fazia. Disse então aos seus discípulos que Lhe preparassem uma barca, para que a multidão não O apertasse. Como tinha curado muita gente, todos os que sofriam de algum padecimento corriam para Ele, a fim de Lhe tocarem. Os espíritos impuros, quando viam Jesus, caíam a seus pés e gritavam: «Tu és o Filho de Deus». Ele, porém, proibia-lhes severamente que o dessem a conhecer. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santo Efrém 
(306-373) 
Diácono da Síria, 
doutor da Igreja 
Diatesseron, oração final 
«Veio ter com Jesus uma grande multidão, 
por ouvir contar tudo o que Ele fazia» 
Ó misericórdias, enviadas e derramadas sobre todos os homens! É em Ti que elas permanecem, Senhor, Tu que, na tua piedade para com os homens, foste ao seu encontro, abrindo-lhes os tesouros das tuas misericórdias pela tua morte. Com efeito, o teu ser profundo está escondido aos olhos dos homens, mas fica esboçado em pequenos movimentos. As tuas obras fornecem-nos o esboço do seu Autor, tal como as criaturas nos designam o seu Criador (cf Sb 13,1; Rom 1,20), para que possamos tocar naquele que Se oculta à investigação intelectual mas Se revela nos seus dons. É difícil estarmos presentes a Ele face a face, mas é fácil aproximarmo-nos dele. As nossas ações de graças são insuficientes, mas nós Te adoramos em todas as coisas, por causa do teu amor para com todos os homens. Distingues cada um de nós pelo mais fundo do nosso ser invisível, a nós que estamos todos ligados nas nossas fundações pela natureza única de Adão. Nós Te adoramos, a Ti que colocaste cada um de nós neste mundo, que nos confiaste tudo o que nele se encontra e que nos retirarás dele numa hora que não conhecemos. Nós Te adoramos, a Ti que puseste a palavra na nossa boca, para que pudéssemos apresentar-Te os nossos pedidos. Adão Te aclama, ele que repousa em paz, e nós, sua posteridade, aclamamos-Te com ele, pois todos somos beneficiários da tua graça. Os ventos Te louvam, a terra Te louva, os mares Te louvam, as árvores Te louvam, as plantas e as flores Te bendizem também. Que todas as coisas se juntem e unam as suas vozes para Te louvar, ultrapassando-se umas às outras nas ações de graças por todas as tuas bondades e unindo-se na paz para Te bendizer; que todas as coisas juntas elevem para Ti uma obra de louvor. A nós, cabe-nos tender para Ti com toda a nossa vontade; a Ti cabe-Te derramar sobre nós um pouco da tua plenitude, para que a tua verdade nos converta e assim desapareça a nossa fraqueza que, sem a tua graça, não pode alcançar-Te, ó Senhor de todos os dons.

São Gaudêncio de Bergell Festa: 22 de janeiro Século IV.

Evangelizador do território do cantão suíço dos Grisões, mártir do século IV e aprovado como santo por Urbano IV em 1262, é lembrado na diocese de Coimbra com uma festa em 2 de agosto, em memória da igreja com seu túmulo que ficava em Casaccia, um município suprimido próximo a Vicosoprano, no município de Bregaglia, na região de Maloja, e destruída pelos protestantes em 1553. 
São Gaudêncio de Bergell é lembrado como o evangelizador do território do cantão suíço dos Grisões. A tradição o indica como mártir do século IV, cujo culto foi aprovado por Urbano IV em 1262. Sabemos que em Casaccia, um município suíço suprimido próximo a Vicosoprano, no município de Bregaglia, na região de Maloja, havia uma igreja com seu túmulo, existente desde o século X, que foi destruída pelos protestantes em 1553. A festa deste santo, segundo um breviário de 1620, foi celebrada na diocese de Coimbra em 2 de agosto. Atualmente, a festa de São Gaudênio de Bergell está marcada para 22 de janeiro. 
Autor: Mauro Bonato

22 de janeiro - Beato Ladislau Batthyány-Strattmann

“A fraqueza de Deus é mais forte do que os homens" (ICor 1, 25). 
Estas palavras do Santo Apóstolo Paulo refletem a devoção e o estilo de vida do Beato Ladislau Batthyány-Strattmann, pai de família e médico. Ele utilizou a rica herança dos seus nobres antepassados, para curar gratuitamente os pobres e para construir dois hospitais. O seu maior interesse não eram os bens materiais, e tão pouco o sucesso e a carreira foram os objetivos da sua vida. Ele ensinou e viveu tudo isto na sua família, tornando-se desta maneira a melhor testemunha da fé para os seus filhos. Tirando a sua força espiritual da Eucaristia, mostrou a quantos a Providência Divina lhe enviava, a fonte da sua vida e da sua missão. O Beato Ladislau Batthyány-Strattmann nunca antepôs as riquezas da terra ao verdadeiro bem que está nos céus. O seu exemplo de vida familiar e de generosa solidariedade cristã seja um encorajamento para todos seguirem fielmente o Evangelho. Papa João Paulo II – Homilia de Beatificação – 23 de março de 2003 Nasceu em Dunakiliti (Hungria), no dia 28 de Outubro de 1870, numa família de antiga nobreza. Desde a infância alimentava o desejo de ser médico "para curar gratuitamente os doentes pobres" e um dia será efetivamente conhecido como o "doutor dos pobres".

Santa Teodolinda, Rainha dos Longobardos - 22 de janeiro

Teodolinda era filha de Garibaldo, rei da Baviera. Vendo-se por um lado apertado pelos Francos e por outro pelos Longobardos, para segurança desejou contrair um parentesco com os Francos prometendo a filha Teodolinda ao jovem rei Childeberto II. Mas este projeto não teve êxito e Teodolinda foi então dada como esposa ao rei longobardo Autari. Os dois esposos transferiram a capital do reino longobardo para Monza. A Rainha Teodolinda, de religião católica, mantinha correspondência com o Papa São Gregório Magno com a finalidade de alcançar a conversão ao cristianismo do povo do qual se tornara rainha. Porém, não conseguia converter o marido, Autari, que não aceitava fossem batizados os filhos dos longobardos. Teodolinda, contudo, conseguiu que seu filho Adaloaldo fosse batizado em Monza. Tendo enviuvado em 589, dois anos depois desposou o Duque de Torino, Agilulfo, ao qual transmitiu o título real. Por ocasião da morte do segundo marido, em 616, por nove anos assumiu a regência em nome do filho Adaloaldo, ainda menor de idade. A cristianização dos longobardos continuou durante o período da sua regência, apesar da forte oposição e hostilidade de alguns duques que haviam aderido à heresia ariana. Alguns meses após sua subida ao trono, o jovem Adaloaldo foi deposto pelo Duque de Torino, Ariovaldo, e teve que fugir com a mãe, se refugiando em Ravenna junto ao exarca bizantino Eleutério. Ambos faleceram em 628, Teodolinda provavelmente de velhice, enquanto Adaloaldo talvez envenenado. Teodolinda é venerada como santa, mas o seu culto não foi confirmado oficialmente pela Igreja.
Etimologia: Teodolindo (a), do alemão Theodelinde, Theodolind. Theodelinda: “serpente (linde) (adorada) pelo povo (theode)”, ou “escudo de tília (linde) do povo”.

Beata Maria Mancini, Mãe e freira - Festa: 22 de janeiro

Pisa, 1355 - 1431
Viúva duas vezes, ela viu todos os seus sete filhos morrerem; então por conselho de Santa Catarina de Sena primeiro tomou o hábito da Ordem Terceira, depois ingressou no mosteiro fundado pelo Beato Chiara Gambacorta em Pisa. Aqui viveu como freira, inteiramente dedicada à contemplação e à penitência. Aconteceu às b. Chiara no governo da comunidade, até sua morte, no dia 22 de janeiro. 
Martirológio Romano: Em Pisa, a beata Maria Mancini, que, tendo enviuvado duas vezes e perdido todos os filhos, por exortação de Santa Catarina de Sena, iniciou a vida comunitária no mosteiro de São Domingos, que dirigiu durante dez anos. 
A Beata Maria Mancini foi discípula de Santa Catarina de Sena e dela herdou o desejo ardente de que a Ordem voltasse ao seu esplendor original. Depois de ter levado uma vida de grande perfeição no estado de casamento, unindo-se a Baccio Mancini e depois, na viuvez, período em que também perdeu os dois filhos, ansiando pelo auto-sacrifício total, após ter se casado pela segunda vez com Guglielmo Spezzalaste, com quem teve seis filhos, que também faleceram logo, ingressou, ainda jovem, aos vinte e cinco anos, ao Mosteiro Dominicano de Santa Croce, na província de Pisa.

São Vicente de Saragoça, diácono e mártir Festa: 22 de janeiro

Séculos III-IV
 
Um dos santos mais profundamente enraizados na memória religiosa da Espanha, São Vicente de Saragoça, hoje nos lembra que "qualificações" não são necessárias para se tornarem professores e guias na comunidade cristã, a vontade de testemunhar o Evangelho sem mediação é suficiente. Ele foi um diácono que viveu na virada dos séculos III e IV e trabalhou ao lado do bispo Valério, que sabia que tinha grande apoio em seu colaborador graças à coragem e habilidades que demonstrou. Bispo e diácono foram presos, provavelmente no ano de 304, durante a violenta perseguição anticristã desencadeada por Diocleciano. Ficou imediatamente claro que, dos dois, o mais "perigoso" era Vincenzo, cujo discurso foi acompanhado pela firme vontade de não ceder ao perseguidor. As torturas às quais foi forçado a subir foram atrozes e levaram à sua morte. 
Patrocínio: Vicenza, Vinai 
Etimologia: Vincenzo = vitorioso, do latim 
Emblema: Palma 
Martirológio Romano: São Vicente, diácono de Saragoça e mártir, que após sofrer prisão, fome, cavalete e lâminas incandescentes na perseguição ao imperador Diocleciano, voou invicto para o céu em Valência, na Espanha, para o prêmio de seu martírio.