quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Oração é caminho de santidade”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
É bom rezar
 
Falamos muito da necessidade da oração. Mas os orantes são poucos. Sentimos uma permanente necessidade de rezar e muito. É o que dizemos. O que fazemos? Sabemos rezar? Faltam mestres de oração. Para mim o Papa Francisco é um mestre de oração. Refletindo sua Exortação Apostólica Gaudete et Exultate, passamos a compreender a importância que dá à oração. Diz ele: “Lembremos que a santidade é feita de abertura habitual à transcendência, que se expressa na oração e na adoração. O santo é uma pessoa orante que tem necessidade de se comunicar com Deus” (GE 147). Pela experiência pessoal e pelo contato com muitas pessoas, podemos dizer que não sabemos rezar. E, o que aparece por aí, não responde a um projeto de santidade na oração. O Papa lembra S. João da Cruz que recomendava que se procurasse “andar na presença de Deus”, cada um a seu modo (GE 147). Não se trata de ficar falando a Deus, mas deixá-Lo falar. “Trata-se do desejo de Deus que não pode deixar de se manifestar em nossa vida diária: “procura que a tua oração seja contínua e, no meio dos exercícios corporais, não a deixes. ‘Quando comes, bebes, conversas com outros, ou em qualquer outra coisa que faças, sempre deseja a Deus e prende a Ele o teu coração”’ (GE 148). Como ensina S. Teresa, para que tenhamos essa oração permanente, não falação permanente, “são necessários também alguns tempos dedicados só a Deus, na solidão com Ele...É uma relação íntima de amizade, permanecendo muitas vezes a sós com quem sabemos que nos ama” (GE 149). 
No silêncio da vida. 
Vivemos em contínuo rumor. Precisamos estar sempre no barulho. Podemos viver no meio da multidão em silêncio e também estar sozinhos com a multidão dentro de nós. O silêncio interior é uma conquista dolorosa. O Papa Francisco explica: “A oração confiante é uma resposta do coração que se abre a Deus face a face, onde são silenciados todos os rumores para escutar a voz suave do Senhor que ressoa no silêncio” (EG 149). É um processo difícil que exige que nos esforcemos para cortar um pouco os rumores externos e estarmos atentos em ouvir os necessitados. Assim somos capazes de silenciar “outras coisas”. Nossos pecados fazem muito barulho. “No silêncio, é possível discernir, à luz do Espírito, os caminhos de santidade que o Senhor nos propõe” (GE 150). É preciso deixar-se contemplar por Deus. Deus nos olha silenciosamente amando-nos. Contemplá-Lo recompõe nossa humanidade, afirma o Papa. Não se trata de um silêncio que nos tire do mundo, mas nos leve a ouvir e ajudar os necessitados a terem sentido. Nossa história faz parte desse silêncio. A memória agradecida, como ensina Santo Inácio, nos faz inteiros. 
O humano da oração 
A oração é também súplica, pois é “expressão do coração que confia em Deus, pois sabe que sozinho não consegue... A súplica de intercessão tem um valor particular, porque é um ato de confiança em Deus e, ao mesmo tempo, uma expressão de amor ao próximo” (GE 154). A oração é também adoração, reconhecendo-O. O coração humano encontra Deus na leitura orante da Palavra de Deus. Ela tem força de vida. Ela nos transforma. Cheios da Palavra, abrimos espaço para a Eucaristia. A Palavra se faz pão. “E, quando O recebemos na Comunhão, renovamos a nossa aliança com Ele e consentimos realizar cada vez mais a sua obra transformadora”, diz o Papa Francisco.
ARTIGO PUBLICADO EM MARÇO DE 2019

EVANGELHO DO DIA 05 DE FEVEREIRO

Evangelho segundo São Marcos 6,7-13. 
Naquele tempo, Jesus chamou os doze apóstolos e começou a enviá-los dois a dois. Deu-lhes poder sobre os espíritos impuros e ordenou-lhes que nada levassem para o caminho, a não ser o bastão: nem pão, nem alforge, nem dinheiro; que fossem calçados com sandálias, e não levassem duas túnicas. Disse-lhes também: «Quando entrardes em alguma casa, ficai nela até partirdes dali. E se não fordes recebidos em alguma localidade, se os habitantes não vos ouvirem, ao sair de lá, sacudi o pó dos vossos pés como testemunho contra eles». Os apóstolos partiram e pregaram o arrependimento, expulsaram muitos demónios, ungiram com óleo muitos doentes e curaram-nos. 
Tradução litúrgica da Bíblia
Venerável François Libermann 
(1802-1852) 
Fundador da Congregação do Espírito Santo 
Cartas Espirituais 
Exortação aos missionários: 
«Nada levar para o caminho» 
Para viverdes uma vida de homens apostólicos, precisais de uma grande abnegação. O que é preciso é conservar a paz e a alegria na alma, no meio de privações contínuas e fortemente sentidas, não só as corporais, que são bastante fáceis de suportar, mas as espirituais ou morais. Estas são bem mais penosas, entristecem, perturbam, desencorajam uma alma fraca e entregue a si mesma; mas dão coragem, serenidade e vigor renovado a uma alma forte, através de uma sólida abnegação e de uma ligação perfeita a Deus. Se conhecêsseis o valor da paciência no conjunto das virtudes apostólicas, aplicar-vos-íeis com todas as forças da vossa alma a obtê-la. Se souberdes esperar com paciência, estai certos do sucesso, de um sucesso sólido e estável. As ervas, que crescem depressa, desenvolvem-se pouco e são rapidamente destruídas. As árvores, cujo crescimento é lento, tornam-se grandes e poderosas e duram séculos. Se alguma vez vos acontecer, numa missão, ter um sucesso rápido e fácil, temei por essa missão; pelo contrário, quando uma missão exige tempo e apresenta dificuldades, podeis augurar-lhe coisas boas, se sentirdes em vós a força e a perseverança de uma santa paciência. Se tiverdes paciência, podeis estar certos de adquirir a prudência, que é a sabedoria de Deus na vossa conduta e nos vossos empreendimentos.

São Felipe de Jesus religioso, mártir, +1597

Filipe de Jesus, em castelhano Felipe de Jesús, foi um missionário franciscano mártir no Japão. Foi canonizado pelo Papa Pio IX, englobado no grupo d'Os 26 Mártires do Japão e o primeiro santo nascido no território que hoje é o México. Nasceu na Cidade do México, sendo o primogénito dos onze filhos de um casal de imigrantes espanhóis. Era uma criança de índole irrequieta e travessa. Fez os primeiros estudos no colégio dos jesuítas. Aos 21 anos, seu espírito aventureiro levou-o às Filipinas onde entrou para o convento dos franciscanos de Manila. Para se ordenar padre, deveria retornar ao México, pois nas Filipinas não havia bispo. Partiu em 1596. A viagem foi tumultuada: o barco ficou à deriva até chegar à costa do Japão. Filipe refugiou-se junto aos franciscanos em Meaco, onde havia uma escola e hospital. Entretanto, na época, o Japão era hostil em relação aos missionários cristãos. Assim, naquele mesmo ano Filipe foi aprisionado juntamente com um grupo de cristãos que faziam também parte japoneses. Em 5 de fevereiro de 1597 foram martirizados: prenderam-nos numa cruz com argolas de ferro no pescoço, mãos e pés e golpearam-nos com lanças. Foi beatificado em 1627 peloPapa Urbano VIII e canonizado em 1862 pelo Papa Pio IX.

05 de fevereiro - São Jesús Méndez Montoya

Através da profunda união com Cristo, iniciada no batismo e alimentada pela oração, os sacramentos e a prática das virtudes evangélicas, homens e mulheres de todos os tempos, como filhos da Igreja, alcançaram a meta da santidade. São Santos porque colocaram Deus no centro da sua vida, fazendo da busca e difusão do seu Reino a razão da própria existência; são Santos porque as suas obras continuam a falar do seu amor total ao Senhor e aos irmãos, dando frutos copiosos graças à sua fé viva em Jesus Cristo e ao seu compromisso em amar, inclusivamente os inimigos, como Ele nos amou. Todos eles entregaram a própria vida a Deus e aos irmãos, através do martírio ou pelo caminho da oferenda generosa ao serviço dos necessitados. A firmeza da sua fé e esperança sustentou-os nas várias provações a que foram submetidos. É uma herança preciosa, fruto da fé arraigada em terras mexicanas que, nos alvores do terceiro milênio do Cristianismo, deve ser conservada e revitalizada para continuardes a ser fiéis a Cristo e à sua Igreja, como fostes no passado. 
Papa João Paulo II – Homilia de Canonização - 21 de maio de 2000

05 de fevereiro - Santo Albuíno de Bressanone

Albuino nasceu na Áustria, no século X, e pertencia à família nobre dos Aribonen da Caríntia, era parente do imperador Henrique II e o nome de sua mãe era Hildegarda. Ele estudou na escola da catedral de Bressanone: foi ordenado sacerdote e nomeado bispo de Bressanone (Brixen) (975), no sul do Tirol, onde é altamente reverenciado. É atribuída a ele a transferência da sede episcopal de Sabiona para Bressanone. Como conselheiro do imperador Otto II, ele foi recompensado com grandes doações. A lenda diz que um dia ele orou ao ar livre começou a chover e sua assembleia não se molhou. Já no século XI, ele era reverenciado como santo e, em 1141, seus restos mortais foram depositados na catedral de Bressanone.

Beata Francisca Mézière, Virgem e mártir - 5 de fevereiro

Martirológio Romano: Em Laval, na França, Beata Francisca Mézière, virgem e mártir, que, dedicada a educar crianças e a tratar de doentes, durante a Revolução Francesa foi morta por ódio à fé cristã que professava.
     Francisca Mézière nasceu em Mézangers no dia 25 de agosto de 1745 e foi batizada no mesmo dia. Seu pai, René Mézière, excelente cristão, morava na fazenda Maulorière, que pertencia à abadia de Evron. Trabalhador inteligente e consciencioso, soube tirar proveito daquelas terras, e conseguiu elevar seus lucros progressivamente. Era por isto muito estimado pelo padre ecônomo da abadia, que em reconhecimento reconstruiu a casa onde a família habitava e batizava os seus nove filhos.
     Francisca cresceu enfrentando vários lutos. Aos 4 anos perdeu sua mãe, Francisca Rousseau. Para cuidar de seus seis filhos, René casou-se novamente no fim de 1749. Sua segunda esposa, Maria Heurtebise, lhe deu mais três filhos e faleceu em 1754. Alguns meses antes ele havia enterrado a irmã mais velha de Francisca. René se casa novamente em 1758.
     Era um período em que se desenvolvia largamente no Bas-Maine a obra dita das “pequenas escolas”. Em Evron, em 1720, havia uma dessas instituições dirigida pelas Irmãs da Chapelle-au-Riboul. Elas dirigiam também uma organização segundo os métodos de São Vicente de Paula que, nos anos 1768, 1769, 1770, as tornaram particularmente ativas e prósperas.

São Jacó. Patriarca do Antigo Testamento.

Quem foi Jacó
 
Jacó é uma figura central no Antigo Testamento da Bíblia, conhecido como um dos patriarcas do povo de Israel. Ele é filho de Isaque e Rebeca, neto de Abraão e Sara. Sua história, marcada por conflitos familiares e encontros divinos, é rica em simbolismo e lições que reverberam até os dias de hoje.
Contexto Histórico e Cultural 
Para entender quem foi Jacó, é importante considerar o contexto histórico e cultural da época. Jacó viveu em um período em que as tradições familiares e as promessas divinas eram fundamentais. A sua narrativa não se restringe apenas à sua vida, mas também à formação do povo de Israel. 
Família e Relações 
Jacó nasceu em uma família que já carregava um peso histórico considerável. Seu avô, Abraão, recebeu a promessa de que sua descendência seria numerosa e que eles herdariam a terra de Canaã. A relação de Jacó com seus pais e irmãos, em especial com Esaú, seu irmão gêmeo, é um dos principais focos de sua história. Isaque: Pai de Jacó, que representa a continuidade da aliança de Deus com Abraão. Rebeca: Mãe de Jacó, que teve um papel crucial na definição do destino de seus filhos. Esaú: Irmão gêmeo de Jacó, cuja rivalidade e conflito são centrais na narrativa. 

Águeda de Catânia Viergem e Mártir, Santa 230-251

Virgem, martirizada em Catânia (Itália). 
Ela é citada no Cânone Romano.
Pouco se sabe sobre a vida de Santa Águeda ou Ágata como também era chamada. Ela era italiana, nasceu por volta do ano 230 na Catânia, pertencia à uma família nobre e rica. Muito bela, ainda na infância prometeu se manter casta para servir a Deus, na pobreza e humildade. Não quebrar essa pro-messa lhe custou a vida, porque o governador da Sicília se inte-ressou pela casta jovem e a pediu em casamento. Águeda, recusou o convite, expondo seus motivos religiosos. Enraivecido, o político a enviou ao tribunal que a entregou a uma mulher de má conduta para desviá-la de Deus. Como isso não aconteceu, ela foi entregue aos carrascos para que fosse morta, por ser cristã. As torturas narradas pelas quais passou a virgem são de arrepiar e estarrecer. Depois de esbofeteada e chicoteada, Águeda foi coloca-da sobre chapas de cobre em brasa e posteriormente mandada de volta à prisão. Neste retorno, ela teve a graça de “ver” o Apóstolo São Pedro, o que a revitalizou na fé. Seus carrascos que esperavam vê-la fraquejar em suas convicções se surpreenderam com sua firmeza na fé, por isso a submeteram à outras cruéis torturas, desta vez com o desconjuntamento dos ossos e o dilaceramento dos seios.

Adelaide de Vilich Religiosa e Santa 960-1015

Primeira Abadessa do mosteiro de Villich 
e depois de Colónia (Alemanha).
Adelaide nasceu no ano 960 era filha dos célebres condes de Geldern, na Alemanha. Seus pais, muito religiosos, tiveram mais duas filhas e um filho. Uma das suas irmãs entrou para o convento de Santa Maria, em Colónia, e Adelaide foi para o de Santa Úrsula, também na mesma cidade. Ambas foram eleitas abadessas por suas respectivas comunidades religiosas. Quando o filho, único homem morreu, seus pais construíram uma igreja e um convento em Vilich, do qual Adelaide tornou-se a abadessa. Sua origem nobre e sua conversão atraíram muitas outras jovens para o convento. Ali se vivia a mesma caridade que Adelaide praticara em sua casa. Usou sua parte na fortuna da família para fazer caridade aos po-bres e doentes, que recolhia no convento. Quase duas dezenas de mendigos eram ali socorridas todos os dias, nos horários das refeições. Mas não recebiam esmola, eram aten-didos como convidados pessoais da abadessa. Quando a fome assolou a cidade de Vilich, seu convento salvou muita gente da morte.

Isabel Canori Mora Terceira franciscana, Beata 1774-1825

Leiga romana e terceira trinitária. 
O marido converteu-se depois 
da morte da esposa e tornou-se jesuíta. 
Beatificada em 1994.
Pense por um minuto nas pessoas que vivem ao teu redor. Poderia chamar algum deles de santo? Houve um bairro na Itália onde efectivamente uma santa vivia na casa contígua. A beata Isabel Canori Mora que levou sua vida de mãe e esposa à plena conformação com Cristo no quotidiano e na adversidade de ter um marido que a maltratava. 
Quem foi 
Nasceu em Roma em 21 de novembro de 1774. Filha de Tommaso e Teresa Primoli, no seio de uma família de posição acomodada, profundamente cristã e diligente na educação de seus filhos. Estudou com as Irmãs Agostinas de Cascia (1785-88), onde se destacou por sua inteligência, uma profunda vida interior e seu espírito de penitência. De volta a Roma, teve uma vida tranquila até que em 1796 - quando tinha 21 anos - se casou com o jovem advogado romano Cristóforo Mora. Para ela, o matrimónio foi uma decisão reflectida, madura, mas depois de alguns meses, a fragilidade psicológica de Cristóforo comprometeu a serenidade da família.

ORAÇÕES - 05 DE FEVEREIRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
5 – Quinta-feira – Santos: Águeda, Genuíno, Adelaide de Vilich.
Evangelho (Mc 6,7-13) Se não vos receberem, nem vos quiserem escutar, quando sairdes, sacudi a poeira dos pés, como testemunho contra eles!”
Se aceitamos ser enviados por Jesus, precisamos ser livres e disponíveis, prontos também a aceitar que recusem nossa mensagem. Ao tentar ajudar alguém a encontrar o caminho do evangelho, não podemos sentir-nos ofendidos se não aceita nossas palavras. Temos de saber que os prazos de Deus não são iguais aos nossos, e continuar pedindo que Deus paciente converta os corações.
Oração
Senhor Jesus, peço perdão, porque nem sempre escolhi a hora certa, nem falei como deveria. Perdoai-me também porque me senti ofendido se alguém não aceitou minhas palavras. Penso que eu teria conseguido mais se antes de falar tivesse passado mais tempo convosco em oração. Se me ajudais, continuarei tentando, mais com exemplos do que com sermões. Ajudai-me, Senhor. Amém.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “O tesouro do coração”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Conselhos que dão vida
Jesus descera da montanha com os apóstolos e encontrou os discípulos e a multidão que acorrera de todos os lados para ouvi-Lo e serem curados. Em poucas e práticas palavras faz seu ensinamento. Conhecia muito bem nossos relacionamentos e como nosso coração se embaralha por não saber seu lugar. Ele nos coloca diante de nós mesmos para que possamos nos conhecer e tomar atitudes coerentes na convivência fraterna. Aplica bem a situações concretas que se fixaram na comunidade: Um cego não pode guiar outro cego; o discípulo não é maior que o mestre; o cisco no olho do irmão; a árvore é reconhecida pelos frutos; não se colhe figo de espinheiro; o homem bom tira coisas boas de seu coração; a boca fala do que o coração está cheio. Podemos entender nesse texto evangélico a necessidade de ser bom na comunidade. Para guiar os outros é preciso ter sabedoria, como mestre. E exemplifica dizendo que, se não formos bons não daremos frutos bons. Somos um espinheiro. É preciso ter um bom coração para ser mestre. Esse sim, tem uma riqueza muito grande a contribuir na comunidade. Assim se tem uma vida como um cedro que floresce na casa do Senhor. A vida da comunidade não depende de boas estruturas, de boas reuniões e técnicas, que muito ajudam, mas da profundidade da vida de cada um de seus membros. Aprender o bem viver é dar vida ao próprio coração. Cada um reconhecendo as próprias limitações poderá dar uma excelente vida aos irmãos.
O coração cheio de vida 
Jesus, como conhecia a vida e o coração das pessoas e, sabia o que o homem tem em seu coração (Jo 2,24), tinha condições de falar com propriedade para rica a vida da comunidade. Não exige muito conhecimento, mas que sejamos capazes de criar uma excelente vida em comum. O escritor do livro do Eclesiástico também era conhecedor da pessoa e de seus relacionamentos, mostra que o homem se manifesta pela sua conversa. Por ela a pessoa se revela. Usa a bela imagem da peneira que separa o bom do ruim, separando os refugos. Os defeitos do homem se revelam no seu falar (Eclo 27,5). Esses eram provérbios que estavam na boca do povo. Jesus o usa: “O homem mau tira coisas más de seu mau tesouro. A boca fala do que o coração está cheio” (Lc 6,45). “Como o forno prova os vasos do oleiro, assim o homem é provado em sua conversa. A Palavra mostra o coração do homem” (Eclo 27,6-7). Regras não regulam uma comunidade, mas sim o coração. Jesus propõe as bem-aventuranças para que os seus possam viver intensamente a vida da comunidade. Procuramos fazer muitos esquemas de vida, mas somente as bem-aventuranças podem nos dar a certeza de um caminho seguro. 
A morte foi tragada 
Paulo encerra a primeira carta aos Coríntios com a reflexão sobre a certeza da ressurreição de Cristo, garantia de vitória sobre a morte e ressurreição de todos. O futuro de todos está garantido na simplicidade da vida nova, no corpo ressuscitado. Cristo venceu a morte. E essa não tem mais domínio, nem mesmo sobre o homem. Como personificasse a morte, diz que essa usou do pecado para que a morte dominasse. Ela espetava a humanidade. Paulo convida todos a “serem firmes e inabaláveis, empenhando-vos cada vez mais na obra do Senhor, certos de que as vossas fadigas não são em vão, no Senhor” (1Cor 15,58). A fé não é somente crer em uma doutrina, mas, dela, se deve tirar as direções da vida no cotidiano. Crer na ressurreição justifica ter um coração vivo no Senhor. 
Leituras: Eclesiástico 27,5-8; Salmo 91; 
1 Coríntios 15,54-58; Lc 5,39-45 
1. O texto do evangelho é um convite a sermos bons para que a comunidade seja boa. 
2. A pessoa fala do que tem no coração. Dali é que sai tudo o que o homem é. 
3. Crer na ressurreição justifica ter um coração vivo no Senhor. 
De boca fechada 
Às vezes a gente diz que uma pessoa é bela, mas não deixa que abra a boca, pois pode sair muita asneira. É o pensamento das leituras de hoje. Jesus é claro: A boca fala do que o coração está cheio (Lc 6,45) e o homem é provado pela sua conversa (Eclo 27,6). Diante dessa verdade, somos convidados a olhar nosso interior para que nossas palavras tenham direito a uma fonte melhor. Vivendo bem, as palavras se tornam um ensinamento. Quando dizemos que um pregador não consegue dizer nada, é porque seu coração não tem nada. Pior, só tem o que não precisa. 
Homilia do 8º Domingo Comum (03.03.2019)

EVANGELHO DO DIA 04 DE FEVEREIRO

Evangelho segundo São Marcos 6,1-6. 
Naquele tempo, Jesus dirigiu-Se à sua terra e os discípulos acompanharam-no. Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Os numerosos ouvintes estavam admirados e diziam: «De onde Lhe vem tudo isto? Que sabedoria é esta que Lhe foi dada e os prodigiosos milagres feitos por suas mãos? Não é Ele o carpinteiro, Filho de Maria, e irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? E não estão as suas irmãs aqui entre nós?». E ficavam perplexos a seu respeito. Jesus disse-lhes: «Um profeta só é desprezado na sua terra, entre os seus parentes e em sua casa». E não podia ali fazer qualquer milagre; apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos. Estava admirado com a falta de fé daquela gente. E percorria as aldeias dos arredores, ensinando. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santo Atanásio 
(295-373) 
Bispo de Alexandria, 
doutor da Igreja 
Carta a Epicteto, 5-9 
«Não é Ele o carpinteiro, filho de Maria?» 
O Verbo, a Palavra eterna de Deus, «veio em auxílio dos descendentes de Abraão; por isso devia tornar-Se semelhante em tudo aos seus irmãos» (Heb 2,16-17) e de tomar um corpo semelhante ao nosso. Assim, Maria foi verdadeiramente necessária, para que Ele tomasse corpo nela, e oferecesse esse corpo por nós como seu. Gabriel tinha-lho anunciado em termos cuidadosamente escolhidos, pois não disse apenas: «Aquele que vais nascer em ti», mas: «Aquele que vai nascer de ti». Tudo isto se fez para que o Verbo, assumindo a nossa natureza e oferecendo-a em sacrifício, a tornasse totalmente sua. Em seguida, quis revestir-nos da sua própria natureza divina, razão pela qual São Paulo afirma: «É, de facto, necessário que este ser corruptível se revista de incorruptibilidade e que este ser mortal se revista de imortalidade» (1Cor 15,53). E tal não aconteceu de forma simulada, como supõem certos hereges: nem pensar nisso! O Salvador tornou-Se verdadeiramente homem, e foi daí que veio a salvação para todo o homem. A nossa salvação não é uma aparência, não é apenas para o corpo, mas para o homem todo, alma e corpo, e esta salvação veio do próprio Verbo. Aquele que veio de Maria era, pois, humano por natureza, segundo as Escrituras, e o corpo do Senhor era um verdadeiro corpo; sim, um verdadeiro corpo, porque era idêntico ao nosso, porque Maria é nossa irmã, visto que todos descendemos de Adão.

04 de fevereiro - Beato Justo Takayama Ukon

Entre os muitos santos da história da Igreja Japão (quarenta e dois santos e trezentos e noventa e três beatos, incluindo missionários europeus), todos os mártires mortos in odium fidei durante diversas vagas de perseguições, a história de Takayama é especial. Trata-se, com efeito, de um leigo, um político, um militar (era senhor feudal e samurai), que chegou à glória dos altares sem ter sido morto, mas por ter escolhido viver seguindo Cristo, pobre, obediente e crucificado. Ukon renunciou a uma posição social de alto nível, à nobreza e às riquezas, para permanecer fiel a Cristo e ao Evangelho. Ao nascer, entre 1552 e 1553, no castelo de Takayama, nas proximidades de Nara, recebeu o nome de Hikogoro Shigetomo; era filho de Takayama Zusho, que viria a tornar-se senhor do castelo de Sawa. Takayama é o nome de família, derivado do território da sua propriedade feudal. A sua casa pertencia à classe da nobreza, ou seja, dos daimyō, senhores de um castelo com as suas respetivas propriedades. Vinham imediatamente a seguir aos shogun (senhores de mais territórios, dos quais os vários daimyō eram fiéis aliados, colocando à sua disposição um exército e combatentes profissionais, os samurai) que muitas vezes entravam em guerra entre si para alargar as suas áreas de influência. Em 1563, o pai fora incumbido pelo seu shogun de julgar um missionário jesuíta, o padre Gaspar Videla, que anunciava o Evangelho precisamente em Quioto, futura cidade imperial.

04 de fevereiro - Santa Maria de Mattias

O seu mandamento é este: que creiamos... e nos amemos uns aos outros" (1 Jo 3, 23). O apóstolo João exorta a aceitar o amor infinito de Deus, que para a salvação do mundo enviou o seu Filho unigénito (cf. Jo 3, 16). Este amor exprimiu-se de modo sublime quando Cristo derramou o seu Sangue como "preço infinito de resgate" por toda a humanidade. Pelo mistério da Cruz foi conquistada interiormente Maria De Mattias, que colocou o Instituto das Irmãs Adoradoras do Sangue de Cristo "sob o estandarte do Sangue Divino". O amor a Jesus crucificado transformou-se nela em paixão pelas almas e em dedicação humilde aos irmãos, ao "querido próximo", como gostava de repetir. "Animemo-nos exortava a sofrer de bom grado por amor de Jesus que deu com tanto amor o seu sangue por nós. Comprometamo-nos em ganhar almas para o céu". Santa Maria De Mattias confia hoje esta mensagem aos seus filhos e às suas filhas espirituais, estimulando a todos a seguir até ao sacrifício da vida o Cordeiro imolado por nós. Papa João Paulo II – Homilia de Canonização – 18 de maio de 2003 Maria de Mattias nasceu em Vallecorsa, província de Frosinone em 4 de Fevereiro de 1805. Era a última aldeia do Estado Pontifício. Na sua família não faltavam riqueza e cultura, assim como uma profunda fé cristã. No diálogo com seu pai, aprendeu e interiorizou as verdades da fé e episódios da Sagrada Escritura que lhe lia desde a mais tenra idade.

04 de fevereiro - Santo Aventino de Troyes

Aventino nasceu na Gallia, na segunda metade do quinto século, em Bourges. Graças à educação cristã recebida, desde jovem era apontado como um modelo de vida. Quando adolescente ele conheceu o Bispo São Lupo que no ano 451 tinha salvado a cidade da invasão de Átila, oferecendo-se como refém, para que o bárbaro invasor não entrasse em Troyes. O bispo o mantém com ele como colaborador. Juntos, os dois santos redimem inúmeros prisioneiros de guerra estrangeiros, tomando conta desses homens escravizados. Uma grande lenda foi desenvolvida em torno de Santo Aventino, que pode ser lido em Acta Sanctorum, em que nos é dito que ele teria terminado seus dias como um presbítéro eremita; entanto, parece que o Martirologio Romano preferiu se ater às notícias originais, como é apropriadamente transmitido por São Gregório de Tours em seu tratado "In Glory Confessorum", onde ele não menciona que Aventino se tornou padre. Em qualquer caso, é importante ter em mente essa extensão posterior, porque nas imagens do santo ele aparece revestido de ornamentos sacerdotais. Gregório de Tours nos diz que em certa ocasião, quando Santo Aventino foi tratar da libertação de um escravo, os patrões do escravo queriam enganar o santo e, como na história de Ananias e Safira dos Atos dos Apóstolos, acabaram morrendo; ele de um tipo de gangrena que nasce no dedo com o que jurou em falso, e ela de uma dor de cabeça.

São José (Desideri) de Leonessa Sacerdote Capuchinho Festa: 4 de fevereiro

Nascido em 1556, foi para Constantinopla, onde ajudou os cristãos prisioneiros turcos. Querendo anunciar o Evangelho ao sultão, foi preso, torturado e expulso. Na Itália, passando cidade por cidade, pregou a Boa Nova aos pobres, enfermos, encarcerados. Faleceu em Amatrice, em 1612.
(*)Leonessa, Rieti, 8 de janeiro de 1556 
(✝︎)Amatrice, Rieti, 4 de fevereiro de 1612 Ele nasceu em Leonessa, na região de Rieti, em 8 de janeiro de 1556. Eufranio ficou órfão quando criança e, aos dezesseis anos, ingressou no convento dos Capuchinhos de Assis; aos dezessete, pronunciou seus votos e adotou o nome de José. Ordenado sacerdote em 1580, dedicou-se à pregação. Mas seu sonho era a missão, um sonho que se realizou quando, aos trinta e um anos, foi enviado a Constantinopla, onde os bispos católicos haviam sido removidos e os fiéis restantes foram marginalizados: os capuchinhos lhes deram ajuda. Mas José vai além, tenta falar com o sultão Murad III, tenta invadir seu palácio, mas é preso: após ser amarrado a uma viga sob a qual um fogo arde por três dias, ele é expulso do país. Ele retornou à Itália e retomou sua pregação. Em cada vila que atravessou, deixou uma marca indelével: a ponto de muitas irmandades com seu nome terem nascido. Morreu em Amatrice em 4 de fevereiro de 1612, após uma doença dolorosa. Foi proclamado santo por Bento XIV em 1746.
Martirológio Romano: Em Amatri, no Lácio, São José de Leonessa, sacerdote da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, que ajudou prisioneiros cristãos em Constantinopla e, após sofrer severamente por pregar o Evangelho mesmo no palácio do Sultão, retornou à sua terra natal e brilhou sob os cuidados dos pobres.

História de Santa Verônica

Aquela que limpou o rosto de Cristo 
quando Ele caminhava para o Calvário. 
Chamava-se Serápia
Origens 
O nome “Verônica” tem origem latina e deriva de uma expressão: “vera ícone”, que significa imagem verdadeira. O nome é referência à imagem do rosto de Cristo que ficou impresso no véu com o qual Santa Verônica teria enxugado o rosto do Mestre todo ensanguentado. Tradições cristãs antiquíssimas a colocam entre as mulheres de Jerusalém às quais Jesus dirigiu um lamento quando caminhava para o Calvário (Lc 23, 27-31). Para alguns estudiosos, Verônica pode ter sido a mulher que sofrera 12 anos de uma hemorragia e que fora curada por Jesus (Lc 8, 41-48). 
Sexta estação da via sacra 
Desde os primórdios do cristianismo a Igreja acolheu a Tradição (com “T” maiúsculo) sobre Santa Verônica. Tanto, que o episódio do enxugamento da Sagrada Face de Jesus, realizado por ela, passou a ser a Sexta Estação da Via Sacra, que é rezada pelos cristãos há séculos. É a Tradição Oral incorporada à vida da igreja e dos fiéis. 

Gilberto de Sempringham Sacerdote, Fundador, Santo 1083-1189

Sacerdote, é o decano dos santos ingleses. 
Foi fundador da única Ordem totalmente inglesa.
Ele é o decano dos santos ingleses. Foi fundador da única Ordem totalmente inglesa, tanto pela origem do seu nascimento quanto pela trajectória de sua vida sacerdotal. Gilberto era filho do nobre normando Juscelino, que se estabeleceu na Inglaterra depois dela ter ficado sob o domínio de Guilherme, o Conquistador. A sua infância transcorreu, toda ela, nas propriedades paternas da cidade de Sempringham, onde nasceu em 1083. Lá, Gilberto iniciou seus estudos, concluídos depois em Paris. Retornando à sua pátria, Gilberto se dedicou à educação dos jovens e se ordenou sacerdote em 1130. Também, foi o ano que fundou, na própria Sempringham, um mosteiro feminino que colocou sob as regras beneditinas. Na realidade desejava que fossem dirigidas pelos "cistercienses", Ordem recém-criada pelo amigo Bernardo de Claraval, que a Igreja também honra. O Papa, porém, preferiu vê-las sob a guarda de uma congregação mais antiga. Depois, Gilberto fundou um mosteiro masculino que submeteu às mesmas Regras e direcção espiritual dada às religiosas.

Joana de Valois Princesse, Rainha, Religieuse, Sainte 1294-1352

Santa Joana de Valois.
Mosteiro das Anunciadas de Balsamanso
 – Portugal século XVIII
 
Casada aos doze anos com Luís XII de França, 
que a repudiou.
Tornou-se religiosa e fundou em Bourges 
a Ordem das Anunciadas.
Predileta de Maria Santíssima 
 Santa Joana de Valois, filha, irmã e esposa de Reis, era disforme, quase anã e corcunda. Foi desprezada pelo pai, rejeitada pelo esposo e teve seu casamento declarado nulo. Exemplo heróico de paciência e perseverança, tornou-se a fundadora de uma congregação religiosa Foi grande o choque e desgosto de Luís XI, da França, ao saber que sua esposa, Charlotte de Savoia, em vez do robusto e belo menino que ele esperava, deu-lhe uma filha. E ainda mais, feia, disforme, diminuta, raquítica. Por isso, praticamente desde o primeiro instante, desprezou o novo pequenino ser. A Rainha, pelo contrário, boa e piedosa, com terna solicitude formou sua pequena Joana na via da sabedoria cristã, tendo a satisfação de ver que a menina recebia com precoce avidez tudo o que ia na linha da virtude. Assim, “aos cinco anos, pedia à governante que a conduzisse à igreja; e já, pelas suas palavras e exemplos, edificava seu irmão Carlos, e Ana, sua irmã, que com ela foram educados no castelo de Amboise”.