quarta-feira, 25 de março de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Emanuel, Deus conosco”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
A origem de Jesus
 
Estamos sempre diante de um grande mistério da fé: Crer na boa notícia que José recebe: “Não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, e tu Lhe darás o nome de Jesus, pois Ele vai salvar o seu povo dos seus pecados” (Mt, 1,21). Assim se cumpre a profecia do Emanuel, Deus Conosco. “Quando acordou, José fez conforme o Anjo do Senhor havia mandado e aceitou sua esposa” (Mt 1,23-24 – Is 7,14). Maria deu seu consentimento para realizar a missão de dar luz o Filho de Deus, o Emanuel – Deus Conosco. O Anjo falou a José em sonho. O sonho era um dos caminhos da manifestação de Deus. Mas esse caminho vem acompanhado de uma visão de fé. De um sonho José é capaz de amadurecer em si os propósitos de Deus. O sonho tem valor? Sim, se acolhido na fé madura. Vemos igualmente como o evangelista interpreta o sonho a partir da Palavra de Deus. Jesus que nasce de Maria é Filho de Deus e ao mesmo tempo filho da humanidade. Deus Conosco não é uma distante divindade, mas um Deus que se faz presente como no Paraíso, escolhe Abraão e os patriarcas, tira o povo do Egito, conduz pelo deserto, falou pelos profetas. Sempre se exigiu de seus profetas uma adesão pessoal. É a mesma que acontece em Maria e José. Souberam discernir o que era de Deus e o que podia não ser de Deus. O que o sonho garante? Mesmo hoje, os homens e mulheres que marcam sua presença no mundo são os que caminharam como os antigos, como vendo o invisível. 
Vocação e apostolado 
Acolher Jesus Cristo é anunciá-Lo. Paulo diz de se: “apóstolo por vocação, escolhido para o Evangelho de Deus (Rm 1,1). A Encarnação dá início ao anúncio da maior Verdade: Deus se fez homem e na condição humana realiza nossa redenção e nos associa a si para o ministério. Vemos em Maria, a primeira missão: “Naqueles dias, levantando se Maria, foi com pressa às montanhas, a uma cidade de Judá. E Entrou em casa de Zacarias, e saudou Isabel” (Lc 1, 39-40). A Encarnação e o Nascimento são a grande proclamação da Palavra de Deus que se encarnou para que pudéssemos participar da divindade. Deus não veio impor uma religião, mas transmitir a participação de sua Vida Divina. Não é uma participação por união de ideias sentido de grupo, mas comunhão que se estabelece por parte de Deus e com acolhimento. Vemos nos fatos do tempo do Natal o grande acolhimento que acontece com os pastores, Magos, Simeão, Maria e José que não são funcionários do Sagrado, mas intimamente unidos ao Filho, pela fé e pelo amor derramado em seus corações. O anúncio evangelizador penetra todas as condições humanas. Não é possível resistir a tanta entrega de Deus. Deus Conosco – Emanuel - não é um personagem a mais na história, mas a ponto de encontro do Universo e Deus. 
Incomodar a Deus 
Não entrar nos caminhos de Deus é um processo de liberdade fictícia, pois o caminho de Deus é único. O ser humano tende necessariamente para Deus. Pode-se recusar intelectualmente, afetivamente, mas Deus não se molda aos nossos sentimentos, pois ele os precede e nos assume. Vimos o rei Acab que não quer entrar na “jogada de Deus”. Não para ser um incômodo. O silêncio de Maria não era mutismo, mas a espera do momento de Deus se comunicar. Deixou que o mistério da entregada de Deus se fizesse no caminho das pessoas. José acolheu o Divino na condição humana. Ensina que Deus age em nós. 
Leituras: Isaías 7,10-14; Salmo 23;
Romanos 1,1-7; Mateus 1,18-24 
1. José é capaz de um sonho amadurecer em si os propósitos de Deus. 
2. Deus não veio impor uma religião, mas transmitir a participação de sua Vida Divina. 
3. Deus não se molda aos nossos sentimentos, pois ele os precede e nos assume. 
Dia do chato 
Quem é chato tem o privilégio de sê-lo sempre. Já o rei Acab não quer incomodar a Deus. É chato porque foi capaz de incomodar o povo e a Deus. Não foi capaz de entrar nos tempos de Deus. Quis fazer tudo por si e acabou mal. Deus, ao enviar seu Filho quis precisar dos que sabem ouvir a Deus e acomodar sua vida a seus planos. São capazes de assumir suas funções na vida para que Ele possa realizar seus planos em nós. Deus não quer personalidades. Quer gente que faça. Essa é a personalidade. Todos simples, todos cheios de boa vontade e disposição. 
Homilia do 4º Domingo do Advento (22.12.2019)

EVANGELHO DO DIA 25 DE MARÇO

Evangelho segundo São Lucas 1,26-38. 
Naquele tempo, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia chamada Nazaré, a uma Virgem desposada com um homem chamado José, que era descendente de David. O nome da Virgem era Maria. Tendo entrado onde ela estava, disse o anjo: «Ave, cheia de graça, o Senhor está contigo». Ela ficou perturbada com estas palavras e pensava que saudação seria aquela. Disse-lhe o anjo: «Não temas, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. Conceberás e darás à luz um Filho, a quem porás o nome de Jesus. Ele será grande e chamar-Se-á Filho do Altíssimo. O Senhor Deus Lhe dará o trono de seu pai David; reinará eternamente sobre a casa de Jacob e o seu reinado não terá fim». Maria disse ao anjo: «Como será isto, se eu não conheço homem?». O anjo respondeu-lhe: «O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. Por isso, o Santo que vai nascer será chamado Filho de Deus. E a tua parenta Isabel concebeu também um filho na sua velhice e este é o sexto mês daquela a quem chamavam estéril; porque a Deus nada é impossível». Maria disse então: «Eis a escrava do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra». 
Tradução litúrgica da Bíblia
Santa Catarina de Sena 
(1347-1380) 
Terceira dominicana, 
doutora da Igreja, 
copadroeira da Europa 
Oração de 25 de Março 1379 
«O Todo-poderoso fez em mim maravilhas» (Lc 1,49)
Maria, templo da Trindade, lar do fogo divino, Mãe de misericórdia, tu és o tronco novo (cf Is 11,1) que produziu a flor que inebria o mundo, o Verbo, o Filho único de Deus. Foi em ti, terra fecunda, que este verbo foi semeado (cf Mt 13,3s). Tu escondeste o fogo na cinza da nossa humanidade. Vaso de humildade onde arde a luz da verdadeira sabedoria, pelo fogo do teu amor, pela chama da tua humildade, atraíste a ti e para nós o Pai eterno. Graças a esta luz, ó Maria, não foste como as virgens insensatas (cf Mt 25,1s), mas estavas cheia da virtude da prudência. Foi por isso que quiseste saber como se poderia cumprir o que o anjo te anunciava. Tu sabias que «a Deus nada é impossível» e não tinhas qualquer dúvida sobre isso; então porque disseste: «eu não conheço homem»? Não era a fé que te faltava; foi a tua humildade profunda que te fez dizê-lo. Não duvidavas do poder de Deus, mas consideravas-te indigna de tão grande prodígio. Se te perturbaste com a palavra do anjo, não foi por medo; à luz do próprio Deus, parece-me que foi mais por admiração. E que admiravas tu, ó Maria, senão a imensidão da bondade de Deus? Olhando para ti própria, julgavas-te indigna daquela graça e ficaste estupefacta. A tua pergunta é prova da tua humildade: não estavas com medo, mas cheia de admiração diante da imensa bondade de Deus, comparada com a tua pequenez, com a tua humilde condição.

São Tarásio patriarca de Constantinopla, séc. VIII

Tarásios nasceu em 730, em Constantinopla, então capital do Império Romano e era filho do prefeito dessa cidade. Recebeu educação cristã, e ume vasta cultura literária. Quando terminou os estudos, foi nomeado chanceler pelo imperador Constantino VI. Tarásios tinha muito prestígio na corte pelos conhecimento e virtudes cristãs que tinha. Acabou por ser nomeado patriarca de Constantinopla e defendeu o culto e a veneração de imagens na Igreja que era considerado uma heresia. Com o 7º concílio Ecuménico (Niceia, 787), ficou tudo definitivamente resolvido. Fundou um mosteiro e abriu um hospital e vários abrigos para os pobres, que ele recebia à sua mesa como convidados, sendo ele quem os servia um por um. Fazia questão de dar o exemplo e suas atitudes diárias eram todas condizentes com o que pregava. Não fazia cedências chegando mesmo a ser ameaçado de morte peloi Constantino VI imperador que pretendia conseguir da Igreja o divórcio. Tarásio tinha o Papa e todos os bispos do Oriente e do Ocidente a seu lado e Constantino acabou por morrer sem conseguir o seu intento. Tarásios tinha grande espírito de serviço, e quando o questionaram sobre o seu especial cuidado com os pobres: "Minha única ambição é imitar Nosso Senhor Jesus Cristo, que viveu para servir e não para ser servido". Tarásios morreu aos setenta e seis anos, no ano 806 e foi sepultado no "Santuário de Todos os Mártires" do convento por ele fundado em Bósforo.

25 de março - Santa Maria Alfonsina Danil Ghattas

Depois do restabelecimento do patriarcado latino em Jerusalém em 1847, o novo bispo, Monsenhor Giuseppe Valerga pensou em criar o seminário e as escolas paroquiais de Jerusalém. De acordo com o costume da época, era necessário pensar em mulheres para a educação de meninas, então ele fez um apelo aos institutos missionários da Europa. O primeiro a responder foi o das Irmãs de São José da Aparição, que chegou a Jerusalém em 1848. Começaram a ingressar na instituição as vocações locais. Quando se apresentou uma adolescente de 17 anos, Sultaneh Danil Ghattas, o patriarca determinou que, durante sua formação, ela não poderia andar fora do ambiente religioso. As autoridades competentes obtiveram as devidas permissões. Com o hábito religioso e sob o santo Calvário, a jovem recebeu o nome de Irmã Maria Alfonsina. Recebeu uma formação de noviça “fora dos padrões”, permanecendo em sua pátria. Também no Santo Sepulcro emitiu, algum tempo depois, seus votos perpétuos. Nascida em 1843, em Jerusalém, Maria Alfonsina foi designada para ensinar religião. Os jovens estudantes se apegaram à freira, que tinha quase da mesma idade deles, e ela pensou em fundar com eles a Irmandade da Imaculada Conceição. Ela sugeriu então ao pastor que organizasse mães cristãs que oferecessem como assistentes para a Irmandade. Esta Irmandade ainda existe hoje em Jerusalém.

São Quirino de Roma, mártir venerado em Neuss Festa: 25 de março

Quirino, tribuno romano, viveu entre os séculos III e IV. Sabe-se que se converteu ao cristianismo porque era o carcereiro dos Santos Alexandre, Evêncio e Teódulo. Ao ser também martirizado, suas relíquias foram levadas para Neuss, na Alemanha, de onde se difundiu seu culto, a partir do século XI.
Tribuno romano que viveu entre os séculos III e IV, Quirino parece ter-se convertido ao cristianismo porque era o guardião na prisão dos santos Alexandre, Eventio e Teódulo. Também morto como mártir, suas relíquias foram levadas para Neuss, Alemanha, de onde o culto se espalhou a partir do século XI.
Martirógio Romano: Em Roma, no cemitério de Pôntico na Via Portuense, São Quirino, mártir. 
 Segundo a passio dos Santos Alexandre, Eventius e Teódulo, não antes dos séculos VI-VII e de muito pouco valor histórico, Quirino seria o tribuno a quem os três mártires foram confiados após serem presos por ordem de Trajano. Convertido ao ver os milagres que realizaram e batizado junto com sua filha Balbina, foi decapitado em 30 de março e seu corpo enterrado no cemitério de Praetextatus.

25 DE MARÇO: SANTA MATRONA DE TESSALÔNICA, MÁRTIR († SÉC. III-IV)

Santa Matrona era de família grega, nascida em Tessalônica, importante cidade de Macedônia. Ficou órfã quando ainda era pequena, tendo sido adotada por um tio muito poderoso e rico. Sabendo das perseguições aos cristãos pelos infiéis, o tio de Matrona tomou suas posses e foi com ela a Roma. Em Roma, mesmo repleta de pagãos, havia muitos cristãos escondidos em diferentes e isolados lugares em consequência das perseguições dos infiéis. Nestes lugares podiam louvar o Santíssimo Nome de Nosso Senhor em segurança. Guiada pelo Espírito Santo, Matrona ciente do que acontecia aos cristãos, sem temer as ameaças de seu tio, ela os visitava frequentemente para levar palavras de conforto. Os cristãos por sua vez, instruíam na fé a jovem Matrona e ensinavam a ela as Sagradas Escrituras. Contavam-lhe da gloriosa Paixão e Morte que padeceu Nosso Senhor Jesus Cristo por amor de nós, e ela escutava com muita atenção todos aqueles ensinamentos. Inflamada pelo amor de Deus, Matrona pediu insistentemente uma imagem de Cristo para levar sempre consigo e a ela prestar sua devoção. Os cristãos, convencidos de sua devoção, deram-lhe o que pedia. Assim, com muita devoção, Matrona levava consigo uma imagem do crucificado, o que explica o fato ter sido iconografada segurando um crucifixo em sua mão direita.

Santa Margarida Clitherow Mártir na Inglaterra Festa: 25 de março

(*)York, Inglaterra, 1550/1556
(✝︎)Tyburn, York, 25 de março de 1586 
Ahistória conta as perseguições anticatólicas na Inglaterra entre 1535 e 1681, desencadeadas por Henrique VIII e sofridas por milhares de fiéis, incluindo Margaret Clitherow. Convertida ao catolicismo durante o reinado de Elizabeth I, Margarida recebeu padres clandestinos e foi presa várias vezes. Em 1586, após a busca em sua casa e a descoberta de móveis sagrados, ela foi julgada e condenada à morte por não ter abjurado sua fé. Em 25 de março de 1586, sofreu martírio: esmagada até a morte com uma porta de madeira e pesos. Beatificado em 1929 e canonizado em 1970.
Emblema: Palma 
Martirógio Romano: Em York, Inglaterra, Santa Margarida Clitherow, mártir, que, com o consentimento de seu esposo, seguiu a fé católica, na qual também educava seus filhos e trabalhava para esconder padres procurados em casa; por essa razão, foi presa várias vezes durante o reinado de Elizabeth I e, recusando-se a tratar de seu caso perante o tribunal para não sobrecarregar as mentes dos conselheiros do juiz com o ônus da sentença de morte, ela foi esmagada até a morte por Cristo sob um peso enorme.

Santa Lucia Filippini, Fundadora – 26 de março

Lúcia nasceu no dia 13 de janeiro de 1672, em Corneto Tarquínia, proximidades de Roma, numa família honrada e abastada. Quando ainda tinha um ano de idade, perdeu a mãe, que faleceu com apenas 27 anos de idade, e alguns anos mais tarde, o pai. Passou a viver com os tios e foi entregue, para ser formada e educada, às Irmãs beneditinas e junto delas a menina descobriu o dom que tinha para ensinar. Seu amor a Jesus na Eucaristia era tão grande que não passava dia sem que O fosse visitar no tabernáculo. Muito dedicada aos estudos da Sagrada Escritura, e com a alma cheia de caridade, tomou para si, ainda no início da adolescência a função de ensinar o catecismo às crianças. Tantos eram os pequenos que a procuravam e tão cativante era sua forma de transmitir as verdades de nossa Fé, que logo o padre do local a nomeou oficialmente a catequista paroquial. Quando Lucia tinha 16 anos, passou pela sua cidade o Cardeal Marcantonio Barbarigo. O Cardeal benevolentemente concedeu-lhe uma audiência: ficou surpreendido com a simplicidade, com o candor, com a sensatez de Lúcia e dela ouviu os votos e as aspirações. Pouco tempo depois, com o consentimento dos tios, chamou-a a Montefiascone, destinando-a ao Mosteiro de Santa Clara, onde com o estudo e a oração ela se preparava para a missão que Deus lhe reservara. Lúcia contava apenas com vinte anos; está no pleno vigor de suas forças e já preparada para um novo gênero de apostolado, planejado pelo zeloso Purpurado.

Beata Maria Rosa Flesch, Fundadora - 25 de março

A Beata Maria Rosa Flesch nasceu no dia 24 de fevereiro de 1826 em Shönstatt, localidade situada próximo de Vallander, às margens do Rio Reno, onde seus pais, Jorge Flesch e Inês Breitbach, viviam da modesta produção de um moinho. No batismo recebeu o nome de Margarida. O nascimento de suas duas irmãs, Mariana e Cristina, obrigou o pai a procurar um trabalho de moleiro mais rentável, que encontrou em Urbach, nas proximidades de Unkel. Foi a primeira mudança de uma série que levaria a família Flesch a se estabelecer definitivamente no belo vale da torrente Focken, em Niederbraitbach, para administrar um moinho. Em 1832, uma grave perda afetou toda a família: a morte prematura da mãe. Jorge Flesch, não podendo educar sozinho suas três filhas pequenas, se casou com Helena Richarz, uma viúva com um filho nascido de seu matrimônio anterior. O caráter duro e difícil de Helena se converteu logo na causa de sofrimento para as três pequenas. Da nova união nasceram outros dois filhos. Margaria, a primogênita, se pôs a disposição da família com um senso de responsabilidade superior a sua idade, encontrando só no pai algum apoio e consolo. Enquanto isto, o dom da fé ia se arraigando cada vez mais em sua alma, até o ponto de sustentar com alegria as primeiras provas difíceis da vida. Frequentava de bom grado a paróquia e se recolhia longamente em oração.

Beata Josafata (Miguelina Hordáshevska), Co-fundadora - 25 de março

Miguelina Hordáshevska foi a quinta de nove filhos de uma grande família que era sustentada pelo trabalho de carpinteiro do pai, com a ajuda parcial da mãe. Ela nasceu no dia 20 de novembro de 1869 em Chervonohrad, próximo de Lviv, a capital provincial da Ucrânia. Sua família era profundamente católica, pertencente ao rito bizantino. Não havia nenhuma possibilidade de mandá-la estudar e, portanto, Miguelina teve que ir trabalhar em um vidraceiro. Enquanto crescia com grande virtude e numa intensa vida de piedade, foi desenvolvendo nela a semente da vocação religiosa. Em 1888 ela participou de um retiro para jovens orientado pelos Padres Basilianos, onde conheceu um digno missionário, o Padre Jeremias Lomnitsky, que se tornou seu diretor espiritual e aquele que será o braço mais valioso na fundação que ela irá depois realizar. Miguelina tornou-se uma apóstola muito ativa entre os fiéis, especialmente os membros da Fraternidade do Sagrado Coração de Cristo, participando nas celebrações litúrgicas, nos cantos e nas obras de caridade. Ela confidenciou ao Padre Jeremias sua intenção de consagrar-se na vida religiosa. Como só havia então uma ordem de freiras de clausura de rito bizantino, o seu diretor sugeriu-lhe um projeto dos Padres Basilianos de fundar uma Congregação feminina do rito bizantino-ucraniano de vida ativa e ela poderia ser a primeira das irmãs.

Dimas O bom ladrão, Santo século I

O primeiro a entrar no Paraíso,
 acompanhado por Jesus.
O Evangelho fala pouco deste Santo. Nem mesmo o nome, os evangelistas fixaram. O que sabemos foi trazido pela tradição que são os nomes: Dimas, o Bom Ladrão e Simas, o mau ladrão. Sem dúvida alguma, se trata de um santo original, único, privilegiado, que mereceu a honra de ser canonizado em vida por Jesus Cristo, na hora solene de nossa Redenção. Os outros santos só foram solenemente reconhecidos, no outro milénio, a partir do ano 999. A Igreja comemorava os mártires e confessores, mas sem uma declaração oficial e formal. Enquanto que, a de São Dimas quem proclamou foi o próprio Fundador da Igreja. Dimas foi o operário da última hora, o que nos fez ver o mistério da graça derradeira. O mau ladrão resistiu, explodiu em blasfémias. Rejeitou a graça, visivelmente dada pelo Redentor. O Bom Ladrão, depois de vacilar (Mt 27,44 -Mc 15,32), confessou a própria culpa, reclamou da injustiça contra Aquele que só fez o bem, reconheceu-O como Rei e lhe pediu que se lembrasse dele, quando estivesse no seu Reino. Segundo a tradição, Dimas não era judeu, mas sim egípcio de nascimento. Dimas e Simas praticavam o banditismo nos desertos de passagem para o Egipto.

Irineu de Sirmium Bispo, Mártir, Santo (século IV)

Irineu foi martirizado no século IV, 
sob a perseguição sangrenta e 
implacável do imperador Diocleciano. 
Era bispo de Sirmium, na Panónia.
Irineu foi martirizado no século IV, sob a perseguição sangrenta e implacável do imperador Diocleciano. Era bispo de Sirmium, na Panónia. Actualmente Mitrovica, na Hungria. Não há muitos dados sobre sua vida, até ser condenado por ser cristão e levado à presença do governador da Hungria, Probo. Fora casado, mas ao assumir o sacerdócio se tornou celibatário, como era necessário naqueles tempos. Além destas informações, temos sobre ele o relato do processo e do seu julgamento. Probo, o próprio governador que o interrogou, não se conformava com o fato de o bispo não exprimir vontade alguma de salvar sua vida, sacrificando aos deuses pagãos, como dizia o decreto do imperador romano. Assim, fez de tudo para que ele mudasse de ideia. Depois que Irineu se recusou ao sacrifício ordenado, foi amarrado a um cavalete e torturado.

ANUNCIAÇÃO A MARIA 25 de Março

Antes de conceber Jesus na sua carne, Maria O concebeu pela fé. Na Anunciação, Maria ofereceu a Deus o voluntário Dom da sua submissão. Assim foi mostrada a relação de amor esponsal entre Deus e a criatura humana. Maria tinha fé expressa na Encarnação futura (Profecia de Isaías 7). A sua fé em Deus precede a Anunciação, mas é realizada pela fé na pregação do anjo. Toda obra salvífica tem Deus como autor, mas este a prepara e realiza pela mediação de alguns escolhidos, não par receber privilégios privados, particulares, mas para serem canais da acção de Deus no meio dos homens. Podemos observar os vários "anúncios" da parte de Deus, encontrados no Antigo testamento, nos quais Ele chamou "mediadores, que recebiam Graças extraordinárias sempre compatíveis com a missão que deveriam desempenhar para benefício de um povo (Jacob, Gedeão, Jeremias). Estes homens manifestam assim anúncios de vocações, que continham algum aspecto do chamado à Maria, mas não todos os aspectos, porque seu chamado foi essencialíssimo, superando todos os anteriores.

ANUNCIAÇÃO DO VERBO Pelo Anjo Gabriel à Virgem Maria

A visita do Arcanjo Gabriel à Virgem Maria, quando esta se encontrava em Nazaré, cidade da Galileia, marca o início de toda uma trajectória que cumpriria as profecias do Velho Testamento e daria ao mundo um novo caminho, trazendo à luz a Boa Nova. Ali nasceu também a oração que a partir daquele instante estaria para sempre na boca e no coração de todos os católicos: a Ave Maria. Maria era uma jovem simples, noiva de José, um carpinteiro descendente directo da linhagem da casa de Davi. A cerimónia do matrimónio daquele tempo, entretanto, estabelecia que os noivos só teriam o contacto carnal da consumação depois de um ano das núpcias. Maria, portanto, era virgem. Maria perturbou-se ao receber do anjo o aviso que fora escolhida para dar a luz ao Filho de Deus, a quem deveria dar o nome de Jesus, e que Ele era enviado para salvar a Humanidade e cujo Reino seria eterno.

ORAÇÕES - 25 DE MARÇO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
25 –Quarta-feira – Anunciação do Senhor
Evangelho (Lc 1,26-38)“O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus.”
Ao ouvir a mensagem do anjo, renovamos nossa aceitação de ponto central denossa fé: o Filho de Deus quis ser humano como nós, e participar de nossa vida em sua totalidade.Ele se fezcomo nós para fazer-nos como ele, participantesde sua divindade. Isso deve iluminar toda a nossa vida, orientar todas as nossas decisões, dar sentido a tudo que somos e procuramos ser filhas e filhos de Deus.
Oração
Senhor meu Deus, Pai, Filho e Espírito, eu vos adora e quero que sejais o centro de minha vida.Eu vos bendigo porque quisestes que, no Filho encarnado emnossa realidade humana, sejamos elevados a filhas e filhos, participante de vossa vida. Nunca o poderíamos imaginar nem esperar.Ajudai-nos a ver a grandeza de vossa misericórdia, a generosidade que vos levou a nos querer. Amém.

terça-feira, 24 de março de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Alegrias da salvação”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Alegrai-vos!
 
A temática do terceiro domingo do Advento abre à alegria do Natal mostrando que o Senhor está perto: “Alegrai-vos! O Senhor está perto”. A alegria é resultado da ação de Deus que sempre transforma as realidades humanas. Vemos essa realidade acontecer nas ações redentoras que Jesus 
realiza para com os muitos necessitados. Esta alegria da vinda do Senhor é descrita pela imagem da renovação da natureza. Deus vem para a recompensa. O povo que volta do exílio vem cheio de alegria pela libertação. A futura missão do Messias já é manifestada pela cura de cegos, de surdos, de aleijados e de mudos. É uma felicidade eterna. O nascimento de Jesus não é um fato da história que passou, mas um novo modo de viver no mundo. O Advento nos prepara para esse momento. Rezamos na oração da missa: “Dai-nos chegar às alegrias da salvação e celebrá-las sempre com intenso júbilo na solene liturgia”. O presépio é um símbolo. A celebração litúrgica é a memória atuante que realiza o mistério da Encarnação e Nascimento do Senhor. As celebrações têm como característica a profunda alegria da salvação: “Exulto de alegria no Senhor, e minha alma se regozija em Deus, meu Salvador, porque Ele me revestiu com vestes de salvação” (Is 61,11). Maria, ao cantar seu encantamento por Deus que a magnificara, retoma as palavras de Isaias (Lc 1,46-47): “Minha alma engrandece o Senhor e se alegrou o meu espírito em Deus me salvador” (Lc 1,46-47). Exultar é sempre um ato de culto, pois o júbilo é uma participação da vida celeste. 
Espera que fortalece 
São Tiago nos oferece um traço da espiritualidade desse tempo de espera que caracteriza o Advento. O Senhor virá no fim dos tempos, e vem no Natal de forma sacramental. Esperar exige paciência e firmeza. O apóstolo usa a imagem do lavrador que semeia e espera o fruto. Essa espera tem que se espelhar na paciência dos profetas que passaram por tantos sofrimentos e não chegaram ver cumprida sua profecia: “Muitos profetas quiseram ver o que vedes e não viram, ouvir o que ouvis e não ouviram” (Lc 10,24). A espera se sustenta com o espírito de pobre diante de Deus. Não de miséria, mas de desapego. Essa pobreza espiritual dá forças para colocar suas esperanças nas coisas que permanecem para sempre. Por isso esperamos o Senhor. Pobres diante de Deus se sustentam com as alegrias da salvação. A alegria passageira entristece. Alegria no Senhor fortalece a esperança. A alegria de Deus é força. 
Para ser profeta como João 
O Advento deste ano reflete sobre João Batista. Ele é o maior profeta. É dele que falam Escrituras: “Eis que envio o meu mensageiro à sua frente; Ele preparará o caminho diante de ti” (Mt 11,9-10). João quer saber se Jesus é o Messias prometido “És tu aquele que há de vir, ou devemos esperar outro? (Mt 1,3). Jesus mostra aos enviados, através dos seus milagres, ação de Deus no Messias: “Os cegos recuperam a vista, os paralíticos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e os pobres são evangelizados” (Mt 11,4-5). É a síntese da ação de Jesus. João é modelo para os profetas e evangelizadores: centrado no fundamental que é sua vida e mensagem voltadas para a missão. Por isso é desapegado, pois se vestia com peles e comia gafanhotos e mel silvestre. Nós nos perdemos no secundário e deixamos de lado o importante e que dá vida como Jesus. A salvação sempre nos vem após a libertação do desnecessário para a vida.
Leituras: Isaias 35,1-6a.10; 
Salmo 145;
Tiago 5,7-10; Mateus 11,2-11. 
1. O nascimento de Jesus não é um fato histórico, mas um novo modo de viver. 
2. O Senhor virá no fim dos tempos, e vem no Natal de forma sacramental. 
3. João é modelo para evangelizadores: sua vida e mensagem voltadas para a missão. 
Olhando pela fresta 
Voltados para o fim dos tempos, como vemos na reflexão do Advento, temos a impressão que vai ocorrer algo em breve. Por isso ficamos esperando, como que olhando por uma fresta para sermos os primeiros a ver. A ansiedade nos tira do rumo. É bom saber buscar o Senhor, mesmo que isso nos custe uma vida. A expectativa da vinda do Senhor, seja no Natal, seja no fim do mundo, seja em cada momento, constrói dentro de nós como que um lugar de permanente acolhimento. Pode chegar quando quiser que o cafezinho vai estar pronto. É uma satisfação poder ser feliz com antecipação. 
Homilia do 3º Domingo do Advento (15.12.2019)

EVANGELHO DO DIA 24 DE MARÇO

Evangelho segundo São João 8,21-30. 
Naquele tempo, disse Jesus aos fariseus: «Eu vou partir. Haveis de procurar-Me e morrereis no vosso pecado. Vós não podeis ir para onde Eu vou». Diziam então os judeus: «Irá Ele matar-Se? Será por isso que Ele afirma: "Vós não podeis ir para onde Eu vou"?». Mas Jesus continuou, dizendo: «Vós sois cá de baixo, Eu sou lá de cima; vós sois deste mundo, Eu não sou deste mundo. Ora, Eu disse-vos que morrereis nos vossos pecados, porque, se não acreditardes que Eu sou, morrereis nos vossos pecados». Então perguntaram-Lhe: «Quem és Tu?». Respondeu-lhes Jesus: «Absolutamente aquilo que vos digo. Tenho muito que dizer e julgar a respeito de vós. Mas Aquele que Me enviou é verdadeiro e Eu comunico ao mundo o que Lhe ouvi». Eles não compreenderam que lhes falava do Pai. Disse-lhes então Jesus: «Quando levantardes o Filho do homem, então sabereis que Eu sou e que por Mim nada faço, mas falo como o Pai Me ensinou. Aquele que Me enviou está comigo: não Me deixou só, porque Eu faço sempre o que é do seu agrado». Enquanto Jesus dizia estas palavras, muitos acreditaram nele.
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santo Atanásio 
(295-373) 
Bispo de Alexandria, 
doutor da Igreja 
Sobre a Encarnação do Verbo, 21-22 
«Quando levantardes o Filho do homem, 
então sabereis que Eu sou» 
Alguém poderia perguntar: se Cristo vinha entregar o seu corpo à morte por todos, porque não o fez simplesmente como um homem, porque foi a ponto de o fazer crucificar? Poder-se-ia dizer que era mais conveniente para Ele abandonar o seu corpo com dignidade do que sofrer o ultraje de semelhante morte. Mas trata-se de uma objeção demasiado humana; ora, o que aconteceu ao Salvador é verdadeiramente divino e digno da sua divindade por várias razões. Primeiro, porque a morte que acontece aos homens lhes advém por causa da fraqueza da sua natureza; não podendo durar muito tempo, vão-se desintegrando: contraem doenças e, perdendo as forças, acabam por morrer. Mas o Senhor não é fraco; Ele é o Poder de Deus, Ele é a Palavra de Deus e a própria Vida. Se tivesse abandonado o seu corpo em privado, numa cama, à maneira dos homens, pensaríamos que não tinha nada a mais que os outros homens. Não convinha que o Senhor estivesse doente, Ele que curava as doenças dos outros. Mas então, porque não descartou Ele a morte como descartou a doença? Porque tinha um corpo precisamente para isso, e para não estorvar a ressurreição. Mas, poderá alguém dizer, Ele devia ter evitado as intrigas dos seus inimigos, mantendo o seu corpo completamente imortal. Mas também isso não era adequado ao Senhor. Tal como não era digno da Palavra de Deus, que era a Vida, dar a morte ao seu corpo por sua própria iniciativa, também não Lhe convinha fugir da morte dada por outros. Tal atitude não era uma fraqueza do Verbo, mas, dava-O a conhecer como Salvador e como Vida. O Salvador não veio extinguir a sua própria morte, mas a dos homens.

Santo Aldemar de Bucchianico Religioso Festa: 24 de março

Beneditino, originalmente de Capua, após ter sido monge em Montecassino por alguns anos, foi nomeado, embora ainda diácono, reitor do mosteiro de San Lorenzo di Capua, construído pela princesa Aloara, viúva de Pandolfo Testa di Ferro, por volta de 982. A fama de santidade e os milagres que realizou ali levaram o abade Aligerno (949-86) a chamá-lo de volta a Monte Cassino. Uma grande discussão então surgiu entre a princesa e o abade; para separá-la, Aldemar fugiu para Boviano. Ali ele realizou milagres novamente: entre outras coisas, curou um cânone de uma doença grave; milagrosamente escapou do ataque de um homem, irritado com uma doação de terras feita por seu irmão ao Santo. Mais tarde, foi ordenado sacerdote. Fundou o mosteiro de S. Eufemia em Bucchianico, do qual foi abade. Depois, passou por vários lugares na diocese de Chieti, construindo outros mosteiros e evangelizando o povo. Enquanto visitava um dos mosteiros que fundou, foi atingido por uma febre perto da vila de Santa Martina. Ali morreu no final do século X ou nos primeiros anos do século XI. Seu corpo foi enterrado em Bucchianico. Aldemaro, um monge beneditino originário de Capua, após passar alguns anos em Montecassino e adquirir reputação de santidade pelos milagres realizados, foi nomeado reitor do mosteiro de San Lorenzo di Capua, construído pela princesa Aloara.

SANTO OSCAR ROMERO, MÁRTIR

Uma escolha “segura”
 
Em El Salvador, país caracterizado pela instabilidade econômica e desordens políticas, onde uma oligarquia rica governava um povo de maioria pobre e sem-terra, Óscar Arnulfo Romero y Galdámez, nascido em 1917, trabalhou como carpinteiro. Aos 13 anos, o jovem – tranquilo e estudioso – manifestou o desejo de ser sacerdote: entrou para o seminário e, mais tarde, foi enviado a Roma, para concluir seus estudos, onde recebeu a ordenação sacerdotal, em 1942. Ao voltar para seu país, Padre Romero foi pároco, reitor de seminário e, enfim, Bispo auxiliar, enquanto as nuvens se tornavam cada vez mais escuras, no horizonte político salvadorenho: forças governamentais, grupos paramilitares e guerrilhas eram sempre mais violentos. Vários grupos de pobres oprimidos começaram a se organizar para denunciar a miséria em que viviam. Neste clima, Romero foi nomeado Arcebispo de San Salvador, em 1977. A sua escolha era considerada "segura", pois como poderia um intelectual conservador, que falava de santidade, incomodar alguém?
Momento difícil 
Após três semanas da sua tomada de posse, o amigo de Dom Romero, Padre Rutilio Grande, que prestava assistência aos agricultores empobrecidos, foi assassinado junto com um camponês idoso e um menino, cujos corpos foram expostos na catedral.

Beata Maria Serafina do Sagrado Coração, Fundadora - 24 de março

 Clotilde Micheli nasceu em Imer (Trento) no dia 11 de setembro de 1849. Seus pais eram profundamente católicos. Com 3 anos, como era uso então, recebeu o Sacramento da Crisma em Fiera di Primiero, do bispo-príncipe de Trento Mons. Tschiderer. Aos 10 anos recebeu a Primeira Comunhão.

     No dia 2 de agosto de 1867, com 18 anos, quando estava em oração na igreja de Imer, Nossa Senhora manifestou-lhe que era a vontade de Deus que fosse fundado um instituto religioso com a finalidade especifica de adorar a Santíssima Trindade, com especial devoção a Nossa Senhora dos Anjos, estes modelos de oração e de serviço.
     Seguindo os conselhos de uma senhora sábia e prudente, Constança Piazza, Clotilde dirigiu-se para Veneza para se aconselhar com Mons. Domenico Agostini, futuro patriarca daquela cidade, que a aconselhou a iniciar a obra desejada por Deus, começando por redigir a Regra do Instituto. Mas temendo não conseguir levar adiante o projeto, Clotilde retornou a Imer.
    Em 1867, se transferiu para Pádua, onde permaneceu por nove anos, sendo dirigida por Mons. Ângelo Piacentini, professor do Seminário local, buscando compreender melhor a mensagem recebida.