quinta-feira, 9 de abril de 2026

REFLETINDO A PALAVRA -“Feliz o Homem”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Lei no coração
Depois de apresentar a identidade do cristão nas bem-aventuranças e sua missão de ser sal e luz, Jesus descreve como deve ser o coração de cada discípulo. E, dizendo que não veio abolir nem a lei e nem os profetas, propõe o modo perfeito de viver os mandamentos de Deus (Mt 5,17). Não basta uma obediência exterior, mas é necessário que vá até o íntimo de sua vida. Esse discurso de Jesus vai além de todo pensamento que imperava na maneira de os judeus viverem sua fé. Jesus leva a lei à sua perfeição. Toca em pontos centrais, como o respeito à vida, ao amor e à verdade. Não basta não matar, é preciso tratar as pessoas com carinho e respeito. O adultério não pode ser visto apenas como um ato, mas chega ao coração. A observância desse mandamento deve ser total. O juramento que garante a verdade deve ser completo. A falsidade não tem lugar no coração de seu discípulo. Trata-se de uma identidade cristã. Assim se é cristão. A justiça, isto é, a vida de Deus em nós, deve estar no interior e envolver a pessoa toda. O cristão o é em totalidade. Assim se pode estabelecer a vida da Igreja que se sustenta na obediência dos mandamentos. A leitura da Palavra de Deus não é só recitação de um texto, mas vai ao mais profundo do ser humano. Ali se aninha e gera o homem novo feito à imagem de Deus. Lemos na oração: “Deus, que prometestes permanecer nos corações sinceros e retos, dai-nos viver de tal modo que possais habitar em nós”. O coração humano é o sacrário de Deus. O salmo nos faz rezar: “Dai-me o saber, e cumprirei vossa lei e de todo coração a cumprirei” (Sl 118).
Escolhas fundamentais 
Deus não obriga ninguém a nada. Tudo está na livre escolha. Não existe destino, nem conjunção de astros, nem pragas etc... Existe a opção pessoal destinada a orientar os nossos caminhos. O que escolho encaminhará minha vida. Deus não manda o homem pecar: “Não mandou ninguém agir como o ímpio e a ninguém deu licença de pecar” (Eclo 15,21). Usamos muito a pergunta: “Por que Deus deixou acontecer isso comigo ou com alguém?” Podemos ver que sempre há uma razão humana por trás. E culpamos a Deus por nossos males. Quem pouco conhece a Deus, O julga. O Salmo nos ensina: “Oxalá seja bem firme minha vida em cumprir vossa vontade e vossa lei!”(Sl 118). Seremos felizes se cumprimos os mandamentos com todo nosso coração. Os mandamentos não são preceitos impositivos criados pela mão humana. São uma síntese de tudo que se refere ao relacionamento com Deus e o relacionamento com o próximo. Eles são setas indicativas dos bons caminhos e dos bons resultados para nossa vida. Por isso Jesus os leva até o mais íntimo de nós. Jesus os resume todos na lei do amor. Santo Agostinho ensina: “Ama e faze o que quiseres”.
Preparado para os que amam 
Paulo falando da misteriosa sabedoria de Deus nos ensina o bom resultado da vida de acordo com os mandamentos: “O que Deus preparou para os que O amam é algo que os olhos jamais viram nem os ouvidos ouviram, nem coração jamais pressentiu. Deus nos revelou esse mistério através do Espírito” (1Cor 1,9). Vivendo os mandamentos no coração estaremos em posse de um magnífico mundo novo em Cristo. Desde já, não num futuro nebuloso. As alegrias do Espírito nos revelam as profundezas de Deus. Por isso é o momento de revisar nossa vida. Não numa neurose de perfeccionismo, mas na perfeição do amor. Somos chamados a apresentar as belezas da fé que se manifesta em toda nossa vida.
Leituras: Eclesiástico 15,16-21;Salmo 118; 
1Coríntios2,6-10;Mateus 5,20-22ª.27-28.33-34ª.37 
1. Não basta uma obediência exterior, mas é necessário que vá até o íntimo de sua vida.
2. Seremos felizes se cumprimos os mandamentos com todo nosso coração. 
3. Vivendo os mandamentos no coração teremos um magnífico mundo novo em Cristo. 
Manda não 
Quando falamos de mandamentos pensamos logo em cercas de arame farpado, proibições, cobranças etc... Não é bem assim. Deus não manda, oferece. Quer saber se uma religião é verdadeira, ou se o modo que vivemos é o correto, é ver as muitas proibições que as pessoas fazem. É uma doença comum nas comunidade:s os donos da verdade que só aprontam sobre os fracos. Pessoalmente temos que ver se nossa obediência nasce do coração ou do perigo de uma lei que faz cobrança.. 
Homilia do 6º Domingo Comum (16.02.2020)

EVANGELHO DO DIA 09 DE ABRIL

Evangelho segundo São Lucas 24,35-48. 
Naquele tempo, os discípulos de Emaús contaram o que tinha acontecido no caminho e como tinham reconhecido Jesus ao partir do pão. Enquanto diziam isto, Jesus apresentou-Se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco». Espantados e cheios de medo, julgavam ver um espírito. Disse-lhes Jesus: «Porque estais perturbados e porque se levantam esses pensamentos nos vossos corações? Vede as minhas mãos e os meus pés: sou Eu mesmo; tocai-Me e vede: um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que Eu tenho». Dito isto, mostrou-lhes as mãos e os pés. E como eles, na sua alegria e admiração, não queriam ainda acreditar, perguntou-lhes: «Tendes aí alguma coisa para comer?». Deram-Lhe uma posta de peixe assado, que Ele tomou e começou a comer diante deles. Depois disse-lhes: «Foram estas as palavras que vos dirigi, quando ainda estava convosco: "Tem de se cumprir tudo o que está escrito a meu respeito na Lei de Moisés, nos profetas e nos salmos"». Abriu-lhes então o entendimento para compreenderem as Escrituras e disse-lhes: «Assim está escrito que o Messias havia de sofrer e de ressuscitar dos mortos ao terceiro dia, e que havia de ser pregado em seu nome o arrependimento e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. Vós sois testemunhas disso. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Paulo VI 
(1897-1978) 
Papa de 1963 a 1978
Audiência geral de 09/04/1975 
«A paz esteja convosco» 
Fixemos agora a nossa atenção na saudação imprevista de Jesus ressuscitado aos seus discípulos, recolhidos à porta fechada no Cenáculo, com medo dos judeus (cf Jo 20,19), saudação repetida por três vezes no mesmo contexto evangélico e que, à época, devia ser uma saudação habitual, mas que, proferida nas circunstâncias mencionadas, se reveste de uma extraordinária plenitude. Por certo vos lembrais dela: «A paz esteja convosco», uma saudação na qual ressoa o canto angélico do Natal: «Paz na Terra» (Lc 2,14). Trata-se de uma saudação bíblica, pré-anunciada como promessa efetiva do reino messiânico (cf Jo 14,27), mas agora comunicada como uma realidade declarada a esse primeiro núcleo da Igreja nascente: a paz, a paz de Cristo, saído vitorioso da morte e das causas, imediatas e remotas, dos tremendos e desconhecidos efeitos que ela encerra. Jesus Ressuscitado anuncia, assim, a paz e infunde-a ao desconcertado ânimo dos discípulos, a paz do Senhor, entendida no seu significado primordial, tanto pessoal quanto interior, tanto moral quanto psicológico, inseparável da felicidade, que São Paulo enumera na sua lista dos frutos do Espírito Santo logo após a caridade e a alegria, quase se confundindo com elas (cf Gl 5,22). Esta feliz fusão não é estranha à nossa experiência espiritual comum; é até a melhor resposta à interrogação sobre o estado da nossa consciência, quando somos capazes de dizer «a minha consciência está em paz». O que haverá de mais precioso para o homem honesto? A paz da consciência é, assim, a melhor e a mais autêntica felicidade, que nos ajuda a ser fortes nas adversidades, nos resguarda a nobreza e a liberdade nas piores condições, e é para todos a tábua de salvação, porque é esperança quando o desespero tende a levar a melhor. O incomparável dom da paz interior é, assim, o primeiro dom de Cristo Ressuscitado aos seus, dom de quem haveria imediatamente de instituir o sacramento que dá a paz, o sacramento do perdão, desse perdão que ressuscita (cf Jo 20,23).

São Demétrio de Tessalônica Mártir Festa: 9 de abril Séculos IV e V

Um mártir cristão sobre o qual há pouca informação histórica, ele é um dos santos mais venerados do Oriente, ficando atrás apenas de São Jorge. Sua memória é celebrada em diferentes datas e lugares: 26 de outubro pelas Igrejas Ortodoxas, 9 e 8 de outubro pelo Martirológio Romano, e 25 e 26 de outubro pelo Calendário Palestino-Georgiano do Sinítico 34. A cidade de Sirmium, na Panônia, é o local mais provável de seu martírio, que pode ter ocorrido antes do século V. O culto a São Demétrio se espalhou para Tessalônica após o século V, tornando a cidade o novo centro de devoção e atração para peregrinos. A "passio" do santo, nascido ao longo dos séculos, o descreve como cidadão de Tessalônica, preso e executado por sua fé.
Martirológio Romano: Perto de Srijem na Panônia, na atual Croácia, São Demétrio, mártir, que goza de veneração piedosa em todo o Oriente, especialmente em Tessalônica.
"Em Sirmium na Panônia, em memória de São Demétrio, mártir": é assim que o novo Martourologium Romanum comemora, em 9 de abril, um dos santos mais venerados, mas ao mesmo tempo mais controversos do Oriente cristão.

Santo Acácio de Amida bispo, séc. V

O santo de hoje viveu no século V e foi bispo e confessor em Amida, no Iraque (atual Diyarbakir, na Turquia). Em 419, o imperador Teodósio II enviou-o como embaixador ao rei dos persas. Não foi tarefa fácil - tratava-se de convocar um concílio das igrejas persas envolvidas na heresia nestoriana. Em breve eclodiu uma guerra entre os dois impérios. Os bizantinos fizeram 7.000 prisioneiros. Constava que pretendiam deixá-los morrer na prisão à fome, porque eram muitos para serem alimentados todos os dias. Confrontado com esta realidade, o bispo Acácio agiu rapidamente: vendeu os vasos sagrados de sua igreja para pagar os resgates e libertá-los. Muitos, graças a este gesto do bispo, se tornaram cristãos. Ao saber do que havia feito Acácio, o rei persa deixou de perseguir os cristãos do seu império. O santo bispo recebeu uma nova missão diplomática para negociar a paz, o que conseguiu em 422. 

09 de abril - Beato Antônio Pavoni

A cidade de Savigliano, na província de Cuneo, teve nos séculos XIV-XV um grupo de seus filhos, dominicanos que, com sua qualificação de inquisidores, davam prestígio à cidade de suas origens; eram os Beatos Antonio Pavoni, Pietro Cambiani, Bartolomeo Cerveri todos os mártires e o padre Aimone Taparelli. O beato Antonio Pavoni nasceu em 1325 e entrou no convento dominicano local de São Domenico, há incertezas sobre sua vida até 1365, quando foi nomeado inquisidor geral para o Piemonte, sucedendo seu compatriota, o Beato Pietro Cambiani. Naquela época, os capítulos gerais dominicanos exigiam, para esse delicado ofício, uma preparação teológica e tomista, a obediência aos superiores e um zelo adequado à unidade da fé. Estas qualidades não faltaram para o Padre Antonio Pavoni, que se dedicou à árdua tarefa, a ponto de colocar sua vida em perigo. A posição geográfica de Savigliano onde residia, favoreceu seu relacionamento com os vales de Pinerolo, centro dos seguidores da Igreja Valdese. Ele foi prior do convento duas vezes em 1368 e 1372.

São Libório, Bispo de Le Mans Festa: 9 de abril Século IV

Eleito, no ano 348, como quarto Bispo de Le Mans, Libório governou a sua diocese por 49 anos: ordenou 217 sacerdotes e 186 diáconos e se dedicou às obras de caridade para os últimos. Foram-lhe atribuídas curas de doentes com cálculos renais. Por isso, é representado, geralmente, com pequenas pedras. 
Segundo algumas fontes antigas, Libório foi o quarto bispo de Le Mans na França, mas não é possível traçar uma cronologia precisa. Seu pontificado durou 49 anos, cerca de 380. Segundo alguns documentos, um de seus sucessores, o bispo Aldrico, consagrou a catedral em 835 e queria que um dos altares fosse dedicado aos santos de Le Mans, incluindo Libório. Em 836, o bispo de Paderborn enviou uma delegação a Le Mans para obter relíquias do santo. Milagres ocorreram por ocasião da tradução. São Libório tornou-se, assim, também padroeiro de Paderborn. A iconografia o representa como um bispo idoso, caracterizado pela presença de pequenas pedras: ele é, de fato, o protetor dos pacientes com pedras nos rins. Também é representado junto com um pavão ou algumas penas de pavão em memória da lendária ave que acompanhou a transação das relíquias. O culto é particularmente difundido na França, Alemanha, Espanha e Itália. (Avvenire) 
Emblema: Equipe pastoral 
Martirógio Romano: Em Le Mans, na Gália Lugdunense, atualmente na França, São Libório, bispo.

Santa Valdetrude (Waldetruda) Noiva, freira Festa: 9 de abril (†)688

Mãe de uma família de condições relativamente abastadas, assim que os filhos tiveram idade suficiente para se sustentar, os cônjuges decidiram mutuamente se separar para se dedicarem melhor ao serviço de Deus na vida religiosa. Madelgario então empreendeu a fundação de um mosteiro próximo a Haumont, onde se tornou monge adotando o nome religioso de Vicente. Sua esposa Valdetrude, por outro lado, esperou mais dois anos e depois se aposentou do mundo, indo viver em solidão em uma pequena casa. Ela foi convidada por sua irmã Aldegonda a se juntar à comunidade de Maubeuge, mas sentia que ainda poderia levar uma vida ainda mais austera permanecendo fora da abadia. Com o passar do tempo, porém, ela ficou tão perturbada com visitantes que vinham até ela em busca de conselhos, que também chegou a empreender a fundação de seu próprio convento em Chateaulieu, no centro da atual cidade de Mons, na Bélgica. Ela ficou famosa por suas muitas obras de misericórdia e foi creditada com várias curas milagrosas, tanto em vida quanto na morte. Entregou sua alma a Deus por volta do ano 688. Seu culto se desenvolveu pelo menos a partir do século IX, período em que um monge de Mons escreveu sua Vida em latim, e seu nome em 1679 foi introduzido no Martyrologium Romanum, onde ainda aparece hoje, em 9 de abril. Ela é a padroeira de Mons, uma cidade que também abriga suas relíquias em uma igreja do século XV, construída próxima ao autêntico Châteaulieu.
Martirológio Romano: Em Mons, na Neustria, no território da atual Bélgica, Santa Valtrude, irmã de Santa Aldegonda, esposa de São Vicente Madelgarius e mãe de quatro santos; imitando seu marido, ela se consagrou a Deus e assumiu o hábito monástico no mosteiro que havia fundado.

Santa Cacilda, a virgem moura (†1007) - Festejada em 9 de abril

'Casida'
em árabe significa 'cantar' ou 'poesia'
O nome desta Santa já soa como uma delicada 
e encantadora música que ecoaria no tempo. 
O Santuário de Santa Cacilda, coração religioso de Briviesca, fica apenas a 9 km da cidade, numa colina que domina o vale. No edifício do século XVI descansam, desde 1750, as relíquias da Santa, padroeira da cidade, "a virgem moura que veio de Toledo". Briviesca é a capital da comarca de Bureba, a noroeste da província de Burgos, e deve seu nome ao posto romano Virovesca. Com cerca de seis mil habitantes, esta cidade fica a 40 km de Burgos. No começo do século VIII, os seguidores de Maomé (*) invadiram a Espanha e conquistaram quase todo o país. Os cristãos começaram uma luta terrível que duraria séculos até que se libertassem dos invasores. Toledo era então a capital religiosa da Espanha islâmica, que os árabes haviam conquistado em 711, e que ficaria nas mãos dos muçulmanos até 1085. É dentro deste contexto que viveu Cacilda. Há muitas divergências nos relatos da vida desta Santa: segundo alguns era filha do emir de Toledo al-Mamun ou al-Macrin; segundo outros, era filha do governador de Cuenca, Bem Cannon. O relato mais fidedigno, na opinião dos Bolandistas, é o que se encontra no Breviário de Burgos. Com apenas 17 anos, Cacilda era uma das mais discretas e sábias princesas de seu tempo.

MARIA DE CLÉOFAS Leiga, Santa (século I)

"Chamada “irmã da Virgem Maria”
Santa Maria de Cléofas é uma tia de Jesus citada nos Evangelhos. A forma como ela é chamada, Maria “de Cléofas” é uma referência ao seu marido chamado Cléofas. Em algumas versões ele é chamado de Cléopas ou de Clopas, mas trata-se da mesma pessoa. Cléofas Alfeu era irmão de São José e Maria de Cléofas era irmã da Virgem Maria segundo algumas tradições. Santa Maria de Cléofas acompanhou Jesus desde a gravidez da Virgem Maria até sua morte e ressurreição. É, portanto, uma testemunha ocular e preciosa dos fatos relativos à História da Salvação. 
A confusão com os chamados “irmãos de Jesus” 
Santa Maria de Cléofas e seu marido tiveram três filhos mencionados nos Evangelhos: Simão, Tiago Menor, José e Judas Tadeu. Eles foram muitas vezes confundidos como sendo “irmãos do Senhor”, mas, na realidade, eram primos. É que nas línguas semíticas não existe uma palavra para designar “primo” e outros graus de parentesco. Por isso, parentes como tios e primos são chamados de irmãos.
NOTA: A imagem vem duma escultura do artista Juan Vega Ortega.

Tomás de Tolentino e companheiros Mártires Religiosos Franciscanos (ca. 1260-1321)

Foi um missionário franciscano medieval 
e martirizado com seus três companheiros
em Thane, na Índia.
Entre os missionários pioneiros que se empenharam em propagar o cristianismo no Extremo Oriente no começo do século XIV estava o franciscano Tomás de Tolentino, cuja memória é ainda venerada pelos fiéis da Índia, o país onde ele recebeu a coroa do martírio. Por volta de 1260 Tomas nasceu em Tolentino, cidade da região italiana de Marche, cujo nome está ligado aos santos sendo também o local de nascimento do famoso agostiniano São Nicolau de Tolentino. Com 17 anos entra na Ordem Franciscana e começou a ser conhecido como um homem verdadeiramente apostólico, e quando o soberano da Arménia enviou mensageiros ao ministro geral dos minoritas, pedindo-lhes alguns sacerdotes para fortalecer a verdadeira religião em seu reino, Tomás foi escolhido para essa missão com mais quatro de seus irmãos de Ordem. Seus trabalhos foram coroados de êxito, reconciliando muitos cismáticos e convertendo muitos infiéis. Entretanto, achando-se a Arménia seriamente ameaçada pelos sarracenos, Tomás voltou à Europa, para solicitar ajuda junto ao Papa Nicolau IV e aos reis da Inglaterra e França.

Margarida Rutan Religiosa, Mártir, Beata (1736-1794)

Religiosa das Irmãs da Caridade, 
martirizada em Dax,
durante a Revolução Francesa.
O testemunho heróico de irmã Margarida chega até nós. Sua total doação da vida ao Senhor, no serviço aos pobres e doentes, segundo o carisma de São Vicente de Paula e Louise de Marillac, levou-a a morrer no cadafalso da guilhotina durante os terríveis anos da Revolução Francesa, um período marcado por violenta perseguição dos cristãos. Margarida Rutan nasceu no dia 23 de Abril de 1736, em Metz, e foi a oitava de quinze filhos. Margarida foi baptizada no mesmo dia de seu nascimento na Igreja de Santo Estevão de Metz. Seu pai era Carlos Gaspar Rutan e sua mãe Maria Forat. Eram pais exemplares que deram a seus filhos uma religiosidade forte, tanto que outras duas irmãs de Margarida, Francisca e Teresa Antonieta, se tornarem Irmãs nas Filhas de Caridade de São Vicente de Paulo. Ambas morrem jovens: a primeira em 1764, a segunda em 1770. Aos 18 anos, Margarida sentiu um forte desejo de dedicar sua vida ao Senhor, e informou à família a decisão de se tornar também religiosa das Filhas da Caridade. Mas não lhe foi concedida autorização até a idade de 21 anos. Em 23 de Abril de 1757, data de seu baptismo e seu aniversário de 21 anos, Margarida ingressou na Casa-Mãe do Instituto, em Paris, no subúrbio de Saint-Denis.

Katarzyna Celestyna Faron Religiosa, Mártire, Beata 1913-1944

Katarzyna Celestyna Faron nasceu em 24 de Abril de 1913 na cidade polaca de Zabrzez. Mais tarde, ela entrou na Congregação das Pequenas Serventes da Imaculada Conceição e, depois dos seus votos perpétuos e depois de ter adquirido uma excelente maturidade espiritual, foi nomeada Superiora da Comunidade de Brzozow. A quando da instauração do regime nazi e, compreendendo as consequências que esta utopia poderia engendrar, ele ofereceu a sua vida por um sacerdote que se tinha tornado adepto deste sistema político. A Gestapo tendo conhecimento da aversão que a irmã Katarzyna sentia pelo nazismo, prendeu-a e enviou-a para os trabalhos forçados em Auschwitz. Neste campo de concentração de triste memória — situado perto da fronteira polaca — a irmã Katarzyna afrontou heroicamente os sofrimentos mais horríveis, acabando por morrer das consequências destes no dia de Páscoa, 9 de Abril de 1944, quando ela ia em breve completar e festejar (24 de Abril) os seus trinta e um anos. Ela faz parte da “coorte” dos 108 mártires dos campos de concentração nazis, durante a Segunda Guerra mundial, que em 13 de Junho de 1999, em Varsóvia, na praça Pilsudski, o Papa João Paulo II elevou às honras dos altares, “ad perpetuam rei memoriam”. “Os mártires do nazismo morreram, na sua maioria, nos campos de concentração.

São Máximo, Bispo Festa: 9 de abril † 282

Sacerdote zeloso, ele compartilhou o exílio com o bispo Dionísio, defendendo a fé em tempos difíceis. Eleito bispo de Alexandria em 265, guiou a Igreja com sabedoria, tornando-se um ponto de referência para os cristãos. Sua fama se espalhou por seu profundo conhecimento das Escrituras e de seus escritos teológicos. Ele morreu em 282. 
Martirógio Romano: Em Alexandria, Egito, São Máximo, bispo, que durante seu sacerdócio compartilhou exílio e confissão de fé com o Bispo São Dionísio, a quem posteriormente sucedeu. 
A figura de São Máximo, bispo de Alexandria, no Egito, emerge das névoas da história como um farol de fé e perseverança no século IV. As informações sobre ele são fragmentadas, dispersas entre as páginas de textos antigos e martirológios. No entanto, sua memória permanece viva na Igreja Católica, que o celebra como santo em 9 de abril. Nascimento e educação As notícias sobre o nascimento e a juventude de São Máximo estão envoltas em mistério. A data exata de seu nascimento não é conhecida, nem o local de origem. No entanto, é certo que ele viveu em Alexandria, Egito, uma cidade na época um centro florescente de cultura e cristianismo. Sua formação intelectual e espiritual provavelmente ocorreu nesta cidade, onde se destacou por sua perspicácia e devoção. 

São Ésio(Edésio) Mártir Festa: 9 de abril

Fratellodi Sant'Appiano era um homem de fé. Sob o imperador Maximino, ele ficou indignado quando o juiz entregou algumas virgens consagradas a Deus aos exploradores. Ele repreendeu o juiz por esse ato injusto e foi preso. Torturado para abjurar sua fé, Edesio permaneceu fiel a Cristo. O juiz, enfurecido com sua resistência, ordenou que ele se afogasse no mar. O martírio de Ésio ocorreu em 9 de abril. 
Martirológio Romano: No mesmo local, São Édesio, mártir, irmão de São Apiano e, sob o imperador Maximino, tendo repreendido abertamente o juiz por ter entregue aos exploradores algumas virgens consagradas a Deus, foi por essa razão preso pelos soldados, submetido à tortura e finalmente afogado no mar para Cristo Senhor. 
A figura de Santo Ésio, um mártir cristão do século IV, emerge das páginas do Martirológio Romano como um exemplo de fé inabalável e coragem diante da perseguição. Sua história, embora curta e fragmentada, nos oferece uma visão significativa da vida dos primeiros cristãos e de seu compromisso em defender os princípios de sua fé.

ORAÇÕES - 09 DE ABRIL

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
9 – Quinta-feira – Santos: Maria de Cléofas, Acácio, Demétrio
Evangelho (Lc 24,35-48) Então Jesus abriu a inteligência dos discípulos para entenderem as Escrituras...”
Tantas vezes nas sinagogas e no templo ouviram a leitura das Escrituras, em hebraico e na língua do povo. A Lei, os Profetas, os Sábios, era Deus que lhes falava de suas promessas.E eles esperavam um salvador poderoso, olibertador do povo. Acreditaram que Jesus era o salvador prometido. Mas, ele foi preso, condenado, crucificado. Tinham de se perguntar se tudo fora uma triste ilusão.
Oração
Senhor Jesus,só a experiênciade vossapresença real, palpável entre eles poderia trazê-los de volta para a realidade da fé. Não apenas vos viram, mas tiveram seucoração transformado, inundado de nova luz. É disso que preciso, Jesus: que venhais a mim, que me ilumineis. Conquistaimeu coração e poderei acreditar em vós, e amar-vos. Só assim minha vida poderá ter sentido. Amém.

quarta-feira, 8 de abril de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Brilhe a vossa luz”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Vocação fundamental
 
Jesus iniciou sua missão chamando discípulos, começando por Pedro e André, Tiago e João, no lago de Genesaret (Mt 4,18). O chamamento era para que estivessem com Ele. Assim poderiam continuar sua missão e presença no mundo. O texto de Mateus que vemos hoje segue o discurso das bem-aventuranças (não foi lido nesse ano por causa do dia da Apresentação do Senhor). Entende-se que aquele que vive o espírito das bem aventuranças é o verdadeiro discípulo. Desse modo o discípulo se torna sal que dá o tempero do mundo e alimenta a vida cristã no mundo. É luz que mostra caminhos e atrai. São as obras transbordam dos que seguem o caminho do Evangelho e atraem outros ao mesmo caminho. Por isso diz Jesus: “Brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus” (Mt 5,16). Podemos disfarçar e esconder o mal que temos em nós. Mas o bem, nada consegue ocultar. Tudo o que o Evangelho produziu em nosso coração é um testemunho vivo. Se não vivermos esse caminho, recebemos a dura explicação: “Se o sal perder seu sabor... não servirá para mais nada”... escondida não ilumina ninguém. E tudo permanece na escuridão. Jesus recomenda: “Assim brilhe também a vossa luz”. A luz do cristão vem de seu interior. A escolha de Jesus e seu Evangelho como vida é a fonte do sal e da luz de onde nasce essa luz interior. O milagre, nasce da atitude de vida. 
Coração aberto 
A luz que temos se mostra na atitude fundamental da vida cristã que é o amor que serve. As bem aventuranças mostram a opção interior. As obras são o resultado. A leitura de Isaias proclama de onde vem a luz: “Reparte o pão com o faminto, acolhe em casa o pobre e o estrangeiro... se destruíres teus instrumentos de opressão, e deixares os hábitos autoritários e a linguagem maldosa; se acolheres de coração aberto o indigente e prestares todo o socorro ao necessitado, nascerá a tua luz e tua vida obscura será como o meio dia” (Is 58,7.9-10). O coração aberto resulta em uma mudança interior e uma obra de socorro às muitas dimensões da miséria humana. Não se pode falar de fé cristã, adesão a Cristo e fé católica sem uma adesão completa à caridade. Todos os santos foram de extrema caridade. Deram suas vidas. Sair de si é a melhor maneira de encher-se de vida Divina e ser evangelizador. O texto de Isaias é uma leitura do Evangelho feita tantos séculos antes. Jesus aperfeiçoou dando a si mesmo na máxima caridade. “Não há maior amor do que dar a vida pelos amigos” (Jo 15.12). Não se trata de amigos “de farra ou de afeto”, mas de todos. Todos são amigos de Deus. Por isso conhecemos que Deus é o “filantropos” que ama as pessoas. Amor não é egoísta. O coração aberto não está nos sentimentos, mas deles se parte à ação. 
Humildade e simplicidade 
Notamos em Paulo um lado de “fraqueza”. Ele mesmo diz que ele foi com simplicidade. A palavra anunciada floresce quando é dada na simplicidade de vida e de palavras. Queremos impressionar pelo vigor. Paulo insiste que marca pela humildade. Deus não se impõe, propõe. É bom vermos que essas palavras têm efeito transformador. Não são acolhidas no medo ou na pressão dos argumentos ou apresentação. E diz: “Minhas palavras eram uma demonstração do poder do Espírito, para que a vossa fé se baseasse no poder de Deus e não na sabedoria dos homens” (1Cor 2,5). Há muitos modos de pressionar o povo, até na educada forma de celebrar. Os pobres sempre ficam fora. O coração aberto é humilde.
Leituras : Isaias 58,7-10;Salmo 111;
1Coríntíos 2,1-5; Mateus 5,13-16
1. A escolha de Jesus e seu Evangelho como vida é a fonte do sal e da luz 
2. O coração gera uma mudança interior e uma obra de socorro à miséria humana. 
3. A palavra anunciada floresce quando é dada na simplicidade de vida e de palavras. 
Pressão baixa 
Vivemos medindo a pressão. É um tal de sobe e desce que complica nossa vida. Com pressão baixa buscamos o sal. São muitos significados e explicações dessas palavras de Jesus. Ele pegou por onde toca a gente. Ele sabe o quanto é ruim estar com pressão baixa. Ruim quando nossa lâmpada de vida não gera luz. A resposta de Jesus às nossas carências está na palavra do profeta Isaias que indica o cuidado com os necessitados como fonte de luz. É tão simples que é difícil fazer. 
Homilia do 5º Domingo Comum (09.02.2020)

EVANGELHO DO DIA 08 DE ABRIL

Evangelho segundo São Lucas 24,13-35
Dois dos discípulos de Jesus iam a caminho duma povoação chamada Emaús, que ficava a duas léguas de Jerusalém. Conversavam entre si sobre tudo o que tinha sucedido. Enquanto falavam e discutiam, Jesus aproximou-Se deles e pôs-Se com eles a caminho. Mas os seus olhos estavam impedidos de O reconhecerem. Ele perguntou-lhes. «Que palavras são essas que trocais entre vós pelo caminho?». Pararam, com ar muito triste, e um deles, chamado Cléofas, respondeu: «Tu és o único habitante de Jerusalém a ignorar o que lá se passou nestes dias». E Ele perguntou: «Que foi?». Responderam-Lhe: «O que se refere a Jesus de Nazaré, profeta poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo; e como os príncipes dos sacerdotes e os nossos chefes O entregaram para ser condenado à morte e crucificado. Nós esperávamos que fosse Ele quem havia de libertar Israel. Mas, afinal, é já o terceiro dia depois que isto aconteceu. É verdade que algumas mulheres do nosso grupo nos sobressaltaram: foram de madrugada ao sepulcro, não encontraram o corpo de Jesus e vieram dizer que lhes tinham aparecido uns anjos a anunciar que Ele estava vivo. Alguns dos nossos foram ao sepulcro e encontraram tudo como as mulheres tinham dito. Mas a Ele não O viram». Então Jesus disse-lhes: «Homens sem inteligência e lentos de espírito para acreditar em tudo o que os profetas anunciaram! Não tinha o Messias de sofrer tudo isso para entrar na sua glória?». Depois, começando por Moisés e passando pelos profetas, explicou-lhes em todas as Escrituras o que Lhe dizia respeito. Ao chegarem perto da povoação para onde iam, Jesus fez menção de ir para diante. Mas eles convenceram-no a ficar, dizendo: «Fica connosco, porque o dia está a terminar e vem caindo a noite». Jesus entrou e ficou com eles. E quando Se pôs à mesa, tomou o pão, recitou a bênção, partiu-o e entregou-lho. Nesse momento abriram-se-lhes os olhos e reconheceram-no. Mas Ele desapareceu da sua presença. Disseram então um para o outro: «Não ardia cá dentro o nosso coração, quando Ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?». Partiram imediatamente de regresso a Jerusalém e encontraram reunidos os Onze e os que estavam com eles, que diziam: «Na verdade, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão». E eles contaram o que tinha acontecido no caminho e como O tinham reconhecido ao partir o pão. 
Tradução litúrgica da Bíblia
Santo Agostinho 
(354-430) 
Bispo de Hipona
(norte de África), 
doutor da Igreja 
Sermão 235, 1-3; PL 38, 118-119 
«Pôs-Se com eles a caminho» 
Depois da ressurreição, o Senhor Jesus encontrou no caminho dois dos seus discípulos, que conversavam sobre o que tinha acontecido. Ao vê-los tão tristes, perguntou-lhes: «Que palavras são essas que trocais entre vós pelo caminho?». Esta passagem do Evangelho traz-nos uma grande lição, se soubermos compreendê-la: Jesus aparece, mostra-Se aos discípulos e não é reconhecido; o Mestre põe-Se com eles a caminho, e é Ele próprio o caminho (cf Jo 14,6), mas eles não estão ainda no verdadeiro caminho: quando Jesus os encontra, tinham perdido o caminho. Enquanto morava com eles, antes da Paixão, tinha-lhes anunciado os sofrimentos por que passaria, a sua morte, a sua ressurreição ao terceiro dia; tudo lhes anunciara, mas a sua morte fizera-os perder a memória. «Nós esperávamos que fosse Ele quem havia de libertar Israel». Como, discípulos, esperáveis e já não esperais? Apesar de Cristo estar vivo, a esperança está morta em vós? Sim, Cristo está vivo; mas Cristo vivo encontrou mortos os corações dos discípulos. Surge diante dos seus olhos, e eles não se apercebem; mostra-Se, e continua escondido deles. Caminha com eles e parece segui-los, mas é Ele quem os conduz. Eles veem-no mas não O reconhecem, porque «os seus olhos estavam impedidos de O reconhecerem». A ausência do Senhor não é uma ausência. Crê somente, e Aquele que não vês estará contigo.

Santa Cacilda princesa moura, eremita, +1007

Nasceu em Toledo na Espanha em 1050 e era filha de um rei mouro de Toledo, que odiava qualquer coisa relacionada com Jesus Cristo. Cacilda secretamente visitava os cativos cristãos, alimentava-os e cuidava dos doentes. Acredita-se que escapou de contrair varias doenças por milagre e ainda que levava rosas no colo e ao chegar à prisão as rosas se transformavam em pães com os quais ela alimentavam os cristãos presos. Diz ainda a tradição, que quando os guardas a surpreendiam com pães, esses transformavam-se em rosas. Isto acabou enfurecendo o seu pai que ordenou a sua prisão e a mandou torturar para que renegasse a sua fé. Ela conseguiu escapar milagrosamente e foi ser uma eremita anacoreta perto de Briviesca, em Burgos e com muita alegria aí foi batizada. Ela é muito venerada em Burgos, Toledo e Saragoça. Na arte litúrgica ela é representada como uma jovem sarracena, carregando rosas no colo e as vezes com pães que se transformam em rosas. Ela é invocada em tempos de guerra. https://www.evangelhoquotidiano.org/PT/display-saint/54741f7c-6436-4773-8bc5-0950f51de47a

08 de abril - Beato Agostinho Jeong Yak-jong

Agostinho Jeong Yak-jong nasceu em 1760 em Majae, em uma família de estudiosos conhecidos. Ele aprendeu sobre o catolicismo dois anos após sua introdução na Coréia, com seu irmão mais velho e, uma vez que o assimilou profundamente a fé cristã, recebeu o batismo. Para praticar sua religião de maneira mais pacífica, Agostinho mudou-se para Bunwon. Naquela época, seus irmãos começaram a se desapegar gradualmente da Igreja, mas ele fez esforços ainda maiores: mantinha contatos frequentes com os fiéis das aldeias vizinhas e os convidava para ir a sua casa para aprender o catecismo; além disso, participou ativamente de atividades eclesiais. Quando, no final de 1794, o padre Giacomo Zhou Wen-mo, missionário chinês, chegou ilegalmente à Coréia, Agostinho foi a Seul para encontrá-lo e receber os sacramentos, dedicando-se a ajudar ele e os outros fiéis. As primeiras pessoas que ele evangelizou foram sua esposa Cecilia e seus filhos Carlo, Paolo e Elisabetta. Apaixonado pela doutrina cristã, ele a resumiu em um catecismo de dois volumes em sua língua nativa, facilmente compreendidos por todos. Quando a perseguição explodiu em 1801, ele imediatamente encabeçou a lista de procurados.

Beato Augusto Czartoryski

"Como são amáveis as tuas moradas, ó Senhor do universo! A minha alma suspira e tem saudades dos átrios do Senhor... Um dia em teus átrios vale por mil" (Sl 84, 2.11). O beato Augusto Czartoryski escreveu estas palavras do Salmo como lema de vida sobre a pequena imagem da primeira Missa. Nelas está contido o arrebatamento de um homem que, seguindo a voz do chamado, descobre a beleza do ministério sacerdotal. Ressoa nelas o eco das diversas opções que deve fazer quem descobre a vontade de Deus e deseja cumpri-la. Augusto Czartoryski, jovem príncipe, elaborou um método eficaz de discernimento dos desígnios divinos. Apresentava a Deus na oração todas as perguntas e perplexidades principais e, depois, em espírito de obediência seguia os conselhos dos seus guias espirituais. Compreendeu assim a sua vocação de empreender a vida pobre para servir os mais pequeninos. O mesmo método permitiu-lhe, ao longo de toda a sua vida, realizar tais opções, podendo nós hoje dizer que ele realizou os desígnios da Providência Divina de maneira heroica. Desejo deixar o exemplo da sua santidade sobretudo aos jovens, que hoje procuram a maneira para decifrar a vontade de Deus em relação à sua vida e desejam comportar-se todos os dias em fidelidade à palavra divina. Meus queridos jovens amigos, aprendei do beato Augusto a pedir ardentemente na oração a luz do Espírito Santo e guias sábias, para que possais conhecer o plano divino na vossa vida e sede capazes de caminhar sempre pelos caminhos da santidade. 
Homilia de Beatificação – Papa João Paulo II – 25 de abril de 2004