quinta-feira, 20 de agosto de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - Mãe do povo

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Mãe conhece os filhos
 
A Igreja ensina que o povo, no seu conjunto, não erra. Há diversas regras para a garantia da fé: a Escritura, a Sagrada Tradição; os Pais da Igreja (santos mestres antigos), os ensinamentos dos Papas, a Sagrada Liturgia e a Fé do Povo. Esses elementos estão unidos entre si. O que um ensina, está em consonância com os outros. Quando ouvimos que o povo em seu conjunto não erra. Podemos perceber a profundidade do ensinamento, mesmo que as palavras sejam simples. É muito triste ver determinadas seitas tirando a fé do povo. Como o protestantismo trouxe a Europa ao ateísmo, temo que, a invasão das seitas, leve o querido povo ao ateísmo popular. Os santuários preservam esse aspecto da fé popular. Ele se expressa naturalmente. Os símbolos preenchem muito a formulação das verdades. O homem é simbólico. Os símbolos falam mais claro. O povo sempre diz: a casa da Mãe, da Mãezinha. É o sentido da Igreja que Maria representa: é a casa de Deus para todos. A Mãe é acolhedora. Ela sabe como acolher os filhos. Eles vêm com muita alegria. A Igreja é casa de todos. Não tem partidos, nem discriminação de pessoas, evita-se destacar os importantes. Há o respeito às autoridades, mas não é partidário. O conceito da mãe que acolhe é muito claro quando vemos as imensas filas para passar diante da Imagem. Na realidade, por experiência, o símbolo tem algo mais que um símbolo frio. O calor humano expressa o calor da Mãe que acolhe. Se a imagem é um símbolo. Mas, para Jesus e sua Mãe, nós somos uma realidade. O símbolo explica a realidade. 
Gestos humanos da fé 
Como dizemos que gostamos de ver com as mãos, a fé do povo também se expressa em gestos. Vemos as muitas promessas. Criticamos, mas nos esquecemos que elas partem do coração e do modo como esse coração entende. Ouvi um pastor, “importante”, dizer que esse povo que vem a Aparecida troca uma vela de dez centímetros pela bíblia. Conforme uso a bíblia é idolatria. É usar do sagrado, a Palavra de Deus, como instrumento e não como caminho de vida. Eu creio e expresso a fé através de meios humanos. Até o pão e o vinho se tornam o corpo do Senhor. Uma vela acesa é expressão da fé. Não precisa de palavras. Fazer uma promessa é mostrar o agradecimento. É uma atitude penitencial que perdoa. Fazer uma oferta é como se entregar pessoalmente. Não é um dízimo que arranca o pão da boca do pobre. Não se mede pelo valor, mas pelo coração. Jesus falou da oferta da viúva que deu tudo o que tinha para comer. Muito maior atitude que dos ricaços que deram do resto. Uma romaria a pé, a cavalo, ou seja, como for, é uma atitude de caminhada para Deus. Seu valor se mede pelo que está no coração da pessoa. Não despreze o humilde. 
Carinho de Deus 
O povo feliz no santuário tem a certeza de que está na presença de Deus e na presença de sua Mãe querida. Tenho visto sua alegria por estar aqui. É um povo feliz. Fizeram longas viagens, desde o Rio Grande do Sul, como Nordeste. Veio agradecer. Sinal que já sentiram a presença de Deus. Perguntamos tantas vezes: “Quem veio agradecer?” É muito mais do que quem veio para pedir uma graça especial. Sabem reconhecer. Já ouvi crentes evangélicos que receberam milagres. Deus quer cuidar de seus filhos. Nossa Senhora cumpre essa missão. Não tenhamos medo de fazer promessa. São Paulo cortou os cabelos, pois fizeram uma promessa de cortar os cabelos (At 18,18). Nesse tempo era consagrado a Deus (nazireu). O povo de Deus não erra na sua fé e a expressa em gestos.
ARTIGO PUBLICADO EM OUTUBRO DE 2021

EVANGELHO DO DIA 20 DE AGOSTO

Evangelho segundo São Mateus 22,1-14. 
Naquele tempo, Jesus dirigiu-Se de novo aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo e, falando em parábolas, disse-lhes: «O Reino dos Céus pode comparar-se a um rei que preparou um banquete nupcial para o seu filho. Mandou os servos chamar os convidados para as bodas, mas eles não quiseram vir. Mandou ainda outros servos, ordenando-lhes: "Dizei aos convidados: preparei o meu banquete, os bois e cevados foram abatidos, tudo está pronto, vinde às bodas". Mas eles, sem fazerem caso, foram um para o seu campo e outro para o seu negócio; os outros apoderaram-se dos servos, trataram-nos mal e mataram-nos. O rei ficou muito indignado e enviou os seus exércitos, que acabaram com aqueles assassinos e incendiaram a cidade. Disse, então, aos servos: "O banquete está pronto, mas os convidados não eram dignos. Ide às encruzilhadas dos caminhos e convidai para as bodas todos os que encontrardes". Então os servos, saindo pelos caminhos, reuniram todos os que encontraram, maus e bons. E a sala do banquete encheu-se de convidados. O rei, quando entrou para ver os convidados, viu um homem que não estava vestido com o traje nupcial e disse-lhe: "Amigo, como entraste aqui sem o traje nupcial?". Mas ele ficou calado. O rei disse, então, aos servos: "Amarrai-lhe os pés e as mãos e lançai-o às trevas exteriores; aí, haverá choro e ranger de dentes". Na verdade, muitos são os chamados, mas poucos os escolhidos». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Gregório de Nissa 
(335-395) 
Monge, bispo 
O traje das virtudes 
A veste nupcial 
«O aroma dos teus vestidos é como o aroma do Líbano» (Ct 4,11). O sentido profundo destas palavras mostra-nos o objetivo da vida virtuosa, que é a semelhança com Deus; é por isso que as almas virtuosas se esforçam por adquirir pureza de alma e desprendimento de todos os afetos sensuais, para que a excelência das suas vidas revele a marca da natureza divina. Mas a vida virtuosa não tem um só aspeto nem uma forma única; pois assim como na confeção de um tecido se cria uma peça de vestuário tecendo muitos fios, uns esticados verticalmente, outros dispostos horizontalmente, assim também na vida virtuosa a tecelagem ocorre necessariamente através da interação de muitos elementos. São estes fios que o Apóstolo enumera quando, descrevendo aquilo que contribui para a tecelagem das obras puras, fala de «caridade, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade» (Gal 5,22) e outras virtudes que adornam aquele que se esvaziou da vida corruptível e terrena para se revestir da incorruptibilidade celeste (cf 1Cor 15,53). É este, pois, o sentido destas palavras do Cântico dos Cânticos; é como se [o autor sagrado] estivesse a dizer: em ti, minha Esposa, o revestimento das virtudes é uma imitação da beatitude divina, que te torna semelhante ao Ser inacessível pela pureza e a libertação das paixões.

São Bernardo Tolomei, Fundador dos Olivetanos-Festa: 20 de agosto

(+)Siena, 1272 - 20 de agosto de 1348
 
Giovanni (seu nome de batismo) ingressou na Ordem dos Disciplinantes de Santa Maria, uma associação leiga dedicada à oração e à caridade. Por volta dos 40 anos, sua vida mudou: ele deixou tudo para trás e se retirou para os arredores da cidade, para Accona, uma região rural deserta e inculta, aninhada entre colinas de argila. Ali, ele e alguns amigos cavaram cavernas para viver como eremitas. Após alguns anos, os eremitas decidiram se unir, vivendo em comunidade na colina do Monte Oliveto, perto de Buonconvento, a sudeste de Siena. Ali, o mosteiro de Santa Maria foi fundado em 1319, seguindo a Regra Beneditina. Bernardo elegeu seu amigo Patrizio Patrizi como seu primeiro abade, mas este foi então obrigado a obedecer aos monges, que o queriam como seu líder até a morte.

São Samuel, Juiz e Profeta de Israel Festa: 20 de agosto

A história de Samuel, primeiro profeta e último Juiz de Israel, é narrada no primeiro livro da Bíblia, que traz seu nome. Nascido por volta de 1070 a.C., era destinado ao sacerdócio. O Senhor lhe apareceu e lhe pediu para ungir, antes, Saul e, depois, o rei Davi, de cuja estipe nasceu Jesus.
(*)Rama, Palestina, 1070 a.C. 
(+)cerca de 1012 a.C. 
Samuel ocupa uma posição fundamental na história bíblica de Israel. Sua figura marca a transição da antiga organização tribal para a monarquia, e ele combina três funções em uma só pessoa: profeta, juiz e líder religioso do povo. Sua história é narrada principalmente nos primeiros capítulos do Primeiro Livro de Samuel, onde ele aparece primeiro como o filho esperado e consagrado a Deus por sua mãe Ana, depois como o jovem que ouve o chamado divino no santuário de Siló e, finalmente, como o homem através do qual Israel entra na era da monarquia.

Beata Maria Climent Mateu, Virgem e mártir - 20 de agosto

Nasceu em Játiva no dia 13 de março de 1887 no seio de uma piedosa família. Seu tio Joaquim Clement era vigário da paroquia de Santa Tecla, e desde pequena a iniciou na vida espiritual intensa: uma hora de oração, missa e comunhão diária. Desde jovem apresentou uma espiritualidade robusta. Decidiu ser uma apóstola secular, vivendo com intensidade sua condição de membro da Ação Católica e fazendo quanto bem podia ao seu redor. Terciaria franciscana, Maria dos Sacrários, membro do Apostolado da Oração e da Adoração Noturna, tinha a Eucaristia como centro de sua vida espiritual, amando também singularmente a Liturgia e o decoro da casa de Deus. Era intensamente devota da Virgem Maria, fomentando a obra do Rosário Perpétuo. Sua vida interior se direcionava nas obras sociais, como o Apostolado Social da mulher, o Sindicato Católico Feminino, dirigindo a Caixa Dotal e a Mutualidade de Enfermas do mesmo. Ela era de economia modesta, porém tinha habilidade para tirar fundos das pessoas a fim de sustentar as obras sociais que desenvolvia.

Santa Maria De Mattias, Fundadora – 20 de agosto

Maria De Mattias nasceu em Vallecorsa, a cidade mais ao sul dos Estados Papais, na província de Frosinone, em 4 de fevereiro de 1805, filha mais velha de uma distinta família. Seu pai foi um educador excepcional que a ensinava a rezar e a amar a Sagrada Escritura. Ele formava seu coração com narrativas bíblicas que a encantavam. Mais tarde, tornou-se seu confidente e guia. Foi ele quem a fez compreender, na sua adolescência, o significado profundo do Cordeiro Pascal, como simbologia de Jesus que foi conduzido à morte e verteu seu Sangue para a salvação da Humanidade. E a jovem concluiu que ela também devia consumir-se completamente, se necessário até o derramamento de sangue, para levar Jesus a todos. Sem educação formal e sem contatos externos, por causa de sua classe social, Maria passou sua infância e início da adolescência retirada e focada em sua beleza. Mas quando ela chegou a adolescência, começou a procurar o significado de sua vida. Impetuosa, vivíssima e um pouco vaidosa, aos 16 anos foi favorecida com uma especial inspiração da Santíssima Virgem, compreendeu a vaidade e a transitoriedade dos prazeres do mundo e começou por renunciar a joias e a adornos pelo ideal de uma vida dedicada a Deus e aos irmãos.

Santa Laura Corpo Sagrado Festa: 20 de agosto

As relíquias da mártir Santa Laura são veneradas na Igreja de Nossa Senhora da Misericórdia (Santa Maria del Trebbio), perto do convento dos Frades Menores em Pollenza (MC), para onde foram levadas em 1846 das catacumbas romanas. Sua festa litúrgica é celebrada em 20 de agosto. A mártir Santa Laura é venerada na Igreja de Nossa Senhora da Misericórdia (Santa Maria del Trebbio), perto do convento dos Frades Menores em Pollenza (MC). Construída entre 1580 e 1587 para servir de local de repouso digno para Nossa Senhora da Misericórdia, cuja imagem está pintada na parede de um tabernáculo erguido no bairro anteriormente conhecido como Trivio, a igreja possuía duas casas contíguas com um pequeno pátio frontal. Em 1877, o Padre Domenico Pierucci construiu uma igreja maior, acrescentando posteriormente um coro, sacristia e duas capelas laterais.

São Bernardo de Claraval, Abade e Doutor da Igreja Festa: 20 de agosto

Abade e doutor da Igreja. 
Foi o pregador da II Cruzada 
a pedido do seu amigo, o Papa Urbano II.
(*)Dijon, França, 1090
(+)Clairvaux, 20 de agosto de 1153 
Bernardo, depois de Roberto, Alberico e Estêvão, foi o pai da Ordem Cisterciense. A obediência e o bem da Igreja frequentemente o levavam a abandonar a quietude monástica para se dedicar às questões políticas e religiosas mais prementes de seu tempo. Mestre na orientação espiritual e educador de gerações de santos, seus sermões, comentando a Bíblia e a liturgia, deixaram um legado excepcional de teologia monástica, voltado mais para a experiência do mistério do que para a ciência. Ele inspirou uma profunda devoção pela humanidade de Cristo e da Virgem Maria. 

São Filiberto de Jumieges, Abade Festa: 20 de agosto

Religioso, nativo da Gasconha. 
Fundou o mosteiro de Jumières, 
onde chegaram a conviver 900 frades
Filiberto, abade de Jumièges e Noirmoutier, nasceu na Gasconha por volta de 616. Em 636, ingressou no mosteiro de Rebais, perto de Coulommiers (Seine-et-Marne), que seu amigo Audoen havia fundado recentemente. Por volta de 650, Filiberto foi eleito abade. De lá, começou a visitar os principais mosteiros da Île-de-France, Borgonha e Itália, particularmente Luxeuil e Bobbio. Ao final dessa jornada, dirigiu-se a Rouen, onde seu amigo Audoen era arcebispo desde 641, e fundou o mosteiro de Jumièges às margens do Sena. Em 676, entrou em conflito com o mordomo do palácio, Ebroin, e após um período de residência supervisionada, foi para Poitiers encontrar-se com o bispo Ansoald, que lhe concedeu uma ilha na costa da Vendée, onde fundou o mosteiro de Noirmoutier. Após a morte de Ebroin (683) e talvez também a de Audoen (684), Filiberto pôde retornar a Jumièges.

ORAÇÕES - 20 DE AGOSTO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
20 – Quinta-feira – Santos: Bernardo de Claraval, Samuel, Felisberto
Evangelho (Mt 22,1-14) “O Reino dos Céus é como a história do rei que preparou a festa de casamento do seu filho.”
A parábola fala da rejeição à oferta de salvação que Deus nos faz. Mas agora, chamou minha atenção o fato de Jesus comparar essa oferta ao convite para uma festa de casamento. O Senhor não quer impor-nos pesos, não quer dificultar nossa vida. Que libertar-nos, que nossa alegria, felicidade, realização. Então, é alegremente e feliz que devo aceitar o convite, e participar da sua festa.
Oração
Senhor Jesus, alegro-me por me terdes chamado para vos seguir no caminho da vida, da sabedoria e da paz. Reconheço minha fragilidade, minha impossibilidade se ser feliz por mim mesmo. Aceito e agradeço o convite; quero ir para vossa festa de salvação, para o grande banquete que saciará todas as minhas fomes e sedes. Não quero ficar fora, porque só vós podeis salvar-me

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Com Cristo Jesus”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Poder do serviço
 
Jesus dá a resposta definitiva à sede de poder dos discípulos que discutiam qual seria o maior. Os dois irmãos Tiago e João usaram até a própria mãe para chegarem primeiro à posse dos cargos. Ensina: o Filho do Homem... Veio servir e dar sua vida pelo resgate de muitos (Mc 10,45). Por isso entendemos que o sentido da morte de Jesus é o grande serviço que presta à humanidade. Vai ao último do ser humano para mostrar o amor de Deus. É um serviço prestado a nós. O grande serviço de Deus é cuidar dos sofredores. Ele Se sente responsável por eles. Ele Se faz redentor (goel), isto é, o parente mais próximo (Pr 23,11). O pobre que não tem ninguém por ele. Por isso temos a frase: “Quem humilha um pobre, ofende seu Criador” (Pr 7,5). Rezamos no salmo: “O Senhor pousa o olhar sobre os que O temem, e que confiam esperando em seu amor, para da morte libertar suas vidas e alimentá-los em tempo de penúria” (Sl 32). Quem ama a Deus, ama aqueles que Deus ama... Deus escolhe cada um de nós para estar em seu lugar e servir aos necessitados. Será essa a pauta do julgamento final (Mt 25,31). Essa palavra incide diretamente sobre os problemas atuais do mundo dos quais os pobres são a maiores vítimas: fome, sede, doença, prisão, migração, vestuário. O que mais incomoda é que lemos a Palavra, professamos a fé, temos uma Igreja com muito poder e poderosos. E essa palavra permanece inócua. Ide malditos! Na formação de nossas comunidades essa dimensão fique esquecida, aliás, abafada.
Função do sofrimento 
“Meu servo, o justo, fará justos inúmeros homens, carregando sobre si as suas dores” (Is 53,10-11). Jesus, em sua Paixão prestava um grande serviço à humanidade, tirando-a da condenação. Jesus se identifica com o servo sofredor. “Por esta vida de sofrimento alcançará a luz e uma ciência perfeita. ‘Meu Servo, o justo, fará justos inúmeros homens, carregando sobre si suas culpas”’ (Is 53,11). A morte de Jesus com todo o sofrimento que Ele suportou, nos trouxe a vida. O significado da vida cristã está em aliviar o sofrimento de muitos e conduzi-los à vida plena. Essa será plena se a colocarmos a serviço. Não é esse o que vemos na Igreja. Por isso temos aí os escândalos de todo o tipo. Façamos um exame de nossa vida eclesial, nossa estrutura da Igreja, suas atitudes. Por isso ela perde sua capacidade de influir no mundo “pagão” e transformar sua situação. Perde a credibilidade. Pela história vemos que os santos foram sempre pessoas dedicadas aos necessitados. A Igreja, desde o início, como lemos em Atos dos Apóstolos, se preocupou com os fragilizados. Foi ela a primeira. E assim continuou. Sempre somos convocados para ter atitudes concretas. Somos preocupados com o que não salva. Se procuramos os necessitados, torna-se “política”...etc... Assim dizem os que não admitem esse evangelho. 
Capaz de nos ouvir 
Nossa oração está sempre clamando para que Deus nos ouça: “Ouvi, Senhor, a minha oração! Estejam atentos os vossos ouvidos ao clamor da minha prece”. Deus sempre nos ouve. Essa é a qualidade de quem está sempre pronto para atender às necessidades de todos. Uma das características do ser humilde e pobre de Jesus é estar atento porque passou pelos mesmos sofrimentos: “Temos um sumo sacerdote capaz de se compadecer de nossas fraquezas, pois Ele mesmo foi provado em tudo como nós, com exceção do pecado” (Hb 4,15). Saber ouvir é compartilhar da vida, e ouvir com o coração. O amor faz o coração pobre. 
Leituras: Isaias 53,1-11; Salmo 32; 
Hebreus 4,14-16; Mc 10,35-45 
1. Deus escolhe cada um de nós para estar em seu lugar e servir aos necessitados. 
2. O significado da vida cristã está em aliviar o sofrimento de muitos e conduzi-los à vida. 
3. Saber ouvir é compartilhar da vida, e ouvir com o coração.
Patrão virou empregado 
Quando um patrão ou dirigente fica muito ligado aos empregados perde a autoridade e é desobedecido. Colocar medo é um jeito fácil de governar. Mas Jesus não quis assim: quis se abaixar mesmo, ao último, sem medo de perder a autoridade. Tanto que os maus acabaram com Ele. Ele sabia que a força do amor jamais será vencida. Ele, esvaziou-se a si mesmo, assumiu a condição humana e se fez escravo e foi obediente até à morte e morte de Cruz. Por isso Deus o exaltou. A resposta à humildade é a ressurreição. 
Homilia do 29º Domingo Comum (17.10.2021)

EVANGELHO DO DIA 19 DE AGOSTO

Evangelho segundo São Mateus 20,1-16a.
 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: «O Reino dos Céus pode comparar-se a um proprietário, que saiu muito cedo a contratar trabalhadores para a sua vinha. Ajustou com eles um denário por dia e mandou-os para a sua vinha. Saiu a meia-manhã, viu outros que estavam na praça ociosos e disse-lhes: "Ide vós também para a minha vinha, e dar-vos-ei o que for justo". E eles foram. Voltou a sair, por volta do meio-dia e pelas três horas da tarde, e fez o mesmo. Saindo ao cair da tarde, encontrou ainda outros que estavam parados e disse-lhes: "Porque ficais aqui todo o dia sem trabalhar?". Eles responderam-lhe: "Ninguém nos contratou". Ele disse-lhes: "Ide vós também para a minha vinha". Ao anoitecer, o dono da vinha disse ao capataz: "Chama os trabalhadores e paga-lhes o salário, a começar pelos últimos e a acabar nos primeiros". Vieram os do entardecer e receberam um denário cada um. Quando vieram os primeiros, julgaram que iam receber mais, mas receberam também um denário cada um. Depois de o terem recebido, começaram a murmurar contra o proprietário, dizendo: "Estes últimos trabalharam só uma hora, e deste-lhes a mesma paga que a nós, que suportámos o peso do dia e o calor". Mas o proprietário respondeu a um deles: "Amigo, em nada te prejudico. Não foi um denário que ajustaste comigo? Leva o que é teu e segue o teu caminho. Eu quero dar a este último tanto como a ti. Não me será permitido fazer o que quero do que é meu? Ou serão maus os teus olhos porque eu sou bom?". Assim, os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos». 
radução litúrgica da Bíblia 
Autor anónimo do século IX na atual Itália
Homilia para a Septuagésima, 4-7 
«Ide vós também para a minha vinha» 
Meus bem-amados, perseverai nas boas obras que começastes. Há homens infelizes que servem um rei terreno correndo risco de vida e passando por enormes dificuldades em troca de um benefício que rapidamente desaparece; como não haveis vós de querer servir o Rei do Céu para obter a felicidade do Reino? Uma vez que, pela fé, o Senhor já vos chamou à sua vinha, ou seja, à unidade da Santa Igreja, vivei e comportai-vos de tal maneira que, graças à generosidade de Deus, possais receber a moeda de prata, isto é, a felicidade do Reino dos Céus. Que ninguém desespere por causa da grandeza dos seus pecados, dizendo: «Numerosos são os pecados nos quais perseverei até à velhice e à velhice extrema; não poderei já obter perdão, sobretudo porque foram os pecados que me deixaram, não fui eu que os rejeitei». Que essa pessoa não desespere de todo da misericórdia divina, porque uns são chamados à vinha do Senhor à primeira hora, outros à terceira, outros à sexta, outros à nona e outros à décima primeira – ou seja, uns são conduzidos ao serviço de Deus na infância, outros na adolescência, outros na juventude, outros na velhice e outros na velhice extrema. Que ninguém desespere, pois, se quer converter-se a Deus, seja qual for a sua idade. Trabalhai fielmente na vinha da Igreja, para receberdes o salário da felicidade eterna e reinardes com Cristo por todos os séculos dos séculos.

Beato Giordano(Jordão)de Pisa (ou da Rivalto), sacerdote dominicano -Festa: 19 de agosto

(*)Rivalto, Pisa, c. 1260
(+)Piacenza, 19 de agosto de 1311 
Após estudar filosofia em Paris, recebeu o hábito no Convento de Santa Catarina, em Pisa. Dotado de uma memória extraordinária (sabia de cor o breviário, o missal, a Bíblia e a segunda parte da Suma Teológica de São Tomás), colocou sua oratória refinada e persuasiva a serviço de Deus. Seus sermões, de excepcional mérito literário, o colocaram entre os pais da língua italiana. Em Pisa, fundou a Confraria do Santíssimo Salvador para incentivar a prática religiosa entre os homens. Faleceu em Piacenza. Seu corpo está sepultado sob o altar-mor da Igreja de Santa Catarina, em Pisa. 
Martirológio Romano: Em Placência, o Beato Jordão de Pisa, sacerdote da Ordem dos Pregadores, explicava conceitos elevados ao povo em língua vernácula com grande simplicidade.

São Magno de Anagni (ou Trani) , Bispo e Mártir -Festa: 19 de agosto século II-III

Em 285, Magno foi um dos soldados da Legião Tebana, liderada por São Maurício, que se recusaram justiçar os cristãos na região de Vallese, atual Piemonte, por ordem de Maximiano. Descoberto pelos seus perseguidores nos Alpes, onde se dedicava à evangelização, morreu como mártir.
Em Fabreteria Vetere, no Lácio, ocorreu o martírio do Bispo São Magno, padroeiro da cidade de Anagni. Suas relíquias estão guardadas na catedral de Anagni. O santo também é venerado em Colle San Magnus, na província de Frosinone, onde também é padroeiro. A tradição conta que São Magno batizou Santa Secondina, que também foi martirizada em Anagni. Esta santa não deve ser confundida com seu homônimo, venerado hoje na região de Cuneo, um mártir da Legião Tebana. 
Patrono: Anagni (FR), Colle San Magno (FR) 
Emblema: Mitra, Báculo Pastoral, Palma 
Martirológio Romano: Em Ceccano no Lácio, São Magno, mártir.

São Sisto III Papa -Festa: 19 de agosto † 440

Papa desde o ano 432, Sisto III destacou-se pela luta contra as heresias de Pelágio e Nestor e pela reconciliação entre os Patriarcados de Antioquia e Alexandria. Consolidou o dogma trinitário e construiu a Basílica de Santa Maria Maior. Faleceu em 440 e foi sepultado em São Lourenço fora dos Muros.
(Papa de 31 de julho de 432 a 19 de agosto de 440)
Romano, continuou a luta contra as heresias pelagiana e nestoriana. Ampliou a igreja de Santa Maria Maior, que enriqueceu com doações e rendimentos. 
Etimologia: Sisto é um nome próprio de origem grega (antigamente grafado como Xystus ) e o nome de vários Papas da Igreja Católica. 
Martirológio Romano: Em Roma, na Via Tiburtina, perto de San Lorenzo, ocorreu a deposição de São Sisto III, Papa, que resolveu as divergências entre os Patriarcados de Antioquia e Alexandria e, na cidade de Roma, entregou a Basílica de Santa Maria Maior, no Monte Esquilino, ao povo de Deus.

Beatas Elvira da Natividade de Nossa. Senhora e 8 comp., Mártires- 19 de agosto

A comunidade da escola de Cullerà (Valença) e da Casa de Misericórdia daquela cidade estava preparada há tempo para a eventualidade do martírio. A superiora e as outras irmãs eram religiosas de grande estatura espiritual. As nove Carmelitas da Caridade foram levadas da casa-escola da Imaculada Conceição da cidadezinha marítima de Cullerà, onde residiam, no dia 15 de agosto de 1936, e conduzidas como prisioneiras. Três dias depois, no amanhecer do dia 19 de agosto de 1936, foram fuziladas pelos membros do comitê anárquico da FAI nas proximidades da salina. Madre Elvira da Natividade de Na. Sra. (Elvira Torrentallé Paraire), superiora da comunidade, nasceu em Balsareny Paraire Torrentallé (Barcelona) em 19 de junho de 1889. Em 9 de setembro de 1906 entrou no noviciado de Vic (Barcelona) em 1908 foi designada para a casa de Cullerà, onde ela fez sua profissão perpétua em abril de 1925 e foi designada para a Escola Sagrado Coração em Valença.

Santa Sara, esposa de Abraão

Biografia
 
Sara: A Matriarca e as Narrativas de Mulher Estéril na Antiguidade 
Por João Andrade 
Notas e Referências 
Quem foi Sara? 
Sara (do hebraico שָׂרָה, "Sarai" nas narrativas antigas, posteriormente "Sara", significando aproximadamente "princesa" ou "aquela que governa") foi a esposa de Abraão, descrita no livro de Gênesis como matriarca do povo judeu e cristão. Segundo as genealogias bíblicas, teria vivido entre 2000 e 1700 anos antes de Cristo (Idade do Bronze Médio), em território que abrange atual Iraque, Síria e Palestina. A narrativa bíblica apresenta Sara como figura-chave na promessa divina da descendência, e sua vida exemplifica um tema recorrente nos textos antigos do Oriente Próximo: a mulher estéril cuja maternidade inesperada inaugura uma linhagem sagrada. Seu relacionamento com Abraão, conforme registrado no Gênesis, serve como moldura narrativa para questões de fé, obediência e até mesmo estratégias de sobrevivência em contextos de migração e incerteza.

São Luís de Anjou (de Toulouse) Bispo-Festa: 19 de agosto

Bispo francês (1274-1299), filho do 
rei das duas Sicílias, Carlos II. 
Parente de são Luís IX, rei de França. 
(*)Brignoles (Provença), fevereiro de 1274
(+)19 de agosto de 1297 
 Filho de Carlos de Anjou, Rei de Nápoles. Quando menino, foi feito prisioneiro com seus irmãos pelo Rei de Aragão, e teve a oportunidade de conhecer os franciscanos. Tendo recuperado sua liberdade, renunciou ao trono e a qualquer outra perspectiva de grandeza terrena. Luís foi ordenado sacerdote em fevereiro de 1296, aos vinte e dois anos, e bispo em dezembro do mesmo ano. Foi enviado para governar a diocese de Toulouse. No rico episcopado, Luís moldou sua vida segundo as rígidas regras de pobreza franciscana. Tinha especial cuidado com os pobres, os doentes, os judeus vítimas de perseguição e marginalização, e os prisioneiros, a quem visitava frequentemente. Luís foi elevado aos altares em 1318 por João XXII, na presença de sua mãe e de seu irmão Roberto.

São Bernardo venerado em Candeleda-Festa: 19 de agosto

(†)Candeleda, Espanha, início do século XIII.
 
O Menológio Cisterciense informa que Bernardo é celebrado em 19 de agosto em Candeleda, na Extremadura, como padroeiro do local e que talvez tenha sido um monge de Valdeiglesias (Vallis Ecclesiarum), acrescentando que não há mais informações sobre ele. Os historiadores da Ordem, Henriquez e Manrique, citados pelos Bolandistas, explicam que ele é considerado originário de Candeleda não por ter nascido lá, mas porque seu corpo repousa lá. Eles então relatam alguns dos numerosos milagres que realizou durante sua vida e após sua morte, incluindo o de atravessar o rio que corria perto do mosteiro usando sua capa como barco. Seu dia de festa era anteriormente celebrado em 20 de agosto, talvez devido à confusão com seu homônimo Clairvaux († 20 de agosto de 1153).

João Eudes Sacerdote, Fundador, Santo 1601-1680

Sacerdote francês, 
fundador de duas congregações
 e iniciador du culto aos sagrados
 Corações de Jesus e Maria.
Precursor da devoção aos 
Sagrados Corações 
Fundador de duas congregações religiosas
 e de seis seminários, 
foi grande pregador popular,
 realizando mais de cem missões. 
Deixou escritas inúmeras 
obras ascéticas e místicas. 
São João Eudes nasceu na pequena cidade de Ry (diocese de Séez, na Baixa-Normandia, França), no dia 13 de novembro de 1601. Seu pai, Isaac, havia tentado a carreira sacerdotal, mas fora obrigado a abandoná-la devido à morte de quase toda a família, vítima da peste. Dedicou-se então à agricultura, exercendo também as funções de médico rural.