quinta-feira, 30 de julho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Provai e vede”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
O pão que darei é minha carne
 
Pão, carne e vida! Três palavras que são uma única realidade no ensinamento de Jesus. Quem come vive, quem vive tem sua carne que pede sempre o alimento para a vida. Elias, em sua sofrida vida de profeta, foge de uma rainha perversa que quer sua vida, por isso o persegue. Para viver foge para o deserto. Ali, cansado, dorme e é despertado: “Levanta-te e come” (1Rs 19,5). Com força do alimento caminha quarenta dias e quarenta noites até o monte de Deus (Id 8). O profeta desiste da vida e, cansado da luta, se sente inútil e pede a morte. O grande profeta também é frágil. Por isso o alimento vindo de Deus se torna o alimento do caminhante em sua fragilidade. É um profeta de fogo, como lemos no livro do Eclesiástico: “Então o profeta Elias surgiu como um fogo” (Eclo 48,1). Mas era frágil e necessitava do pão de Deus para sua missão. Quem busca servir a Deus encontra vida, mesmo no deserto da vida. Sua caminhada o conduz ao encontro com Deus no Sinai. No tempo do profeta a fé estava em grande crise. Diante de Jesus, a murmuração é a demonstração da falta de fé. Desconfiar de Deus é pecado que mata. A fé não é um fruto humano. É dada por Deus. Jesus disse: “Ninguém pode vir a mim, se o Pai que Me enviou não o atrair” (Jo 6,44). “Aquele que escutou o Pai e foi por Ele instruído vem a Mim” (Id 45). A fé é sempre um dom pessoal ao qual correspondemos. Crer é alimentar-se e viver para sempre: “Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer desse pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é minha carne dada para a vida do mundo” (Id 51). 
Na força do alimento 
Aceitar Jesus não é uma atitude humana, mas é a ação de Deus em nós. O pão que alimenta o profeta é já o prenúncio do encontro com Deus no Horeb, que é o monte Sinai, onde recebe a missão de restauração do povo. O profeta parece refazer a história do povo no encontro com Deus no Sinai. Deserto é o momento da volta ao primeiro amor, quando o povo fez aliança com Deus. A vigor desse pão dado por Deus tem a mesma vida do pão que é Jesus que diz: “Eu SOU o pão vivo, descido do Céu” (Id 51). No termo Eu Sou está a revelação da Divindade de Jesus e do pão que Ele oferece que se consome pela aceitação na fé. O maná, mesmo descido do céu, não foi capaz de dar a Vida, pois morreram. Comer do pão assimila a imortalidade que ele comunica. A murmuração dizendo: “Não é este Jesus o filho de José? Não conhecemos seu pai e sua mãe?”(Id 42). A murmuração é sua demonstração de falta de fé. O conhecimento de Jesus vem de Deus. Comer na fé e no amor é viver a vida divina. A Eucaristia deve chegar à nossa compreensão. A vivência não é um ato exterior, mas experiência da Divindade. Serão instruídos por Deus (Jr 31,34). 
Não contristeis o Espírito 
Jesus afirma que o pão é sua carne, a que dá a vida divina ao mundo (Jo 6,51). Quem rejeita se opõe ao Espírito. Qual o resultado da fé em Jesus? É a vida nova em Cristo como ensina em Efésios capítulo 4 ss. Comer o Pão do Céu que é crer em Jesus e, alimentar-se de sua carne, conduz a uma vida nova na comunidade. Unindo-se a Jesus ensina a ser “imitador de Deus”. Indica o caminho: “Vivei no amor como Cristo nos amou e Se entregou a Si mesmo a Deus por nós em oblação e sacrifício de suave odor” (5,2). O que se opõe contra o Espírito não possui a fé e não come o Pão do Céu. A Eucaristia é um alimento que supera o tempo e pode nos sustentar ao infinito. Acolher essa mensagem é agradar o Espírito Santo. 
Leituras: 1 Reis 19,4-8;Salmo 33; 
Efésios 4,30-5,2; Mateus 6,41-51. 
1. Quem busca servir a Deus encontra vida, mesmo no deserto da vida. 
2. Comer do pão assimila a imortalidade que ele comunica. 
3. Comer o Pão do Céu que é crer em Jesus e, alimentar-se de sua carne, é uma vida nova. 
Pão fresco 
Se o pão é fresco, como pode estar quente? Se Jesus é pão, o que significa alimentar-se Dele que é carne? Deus quer cuidar de seu povo. Para isso mandou Jesus que deixou a Eucaristia para, através de nós, cuidando do povo. E o povo que não tem falta de pão? É certo que cada um escolhe o recheio. Deus não quer interferir nem impor seu sabor. A Eucaristia é um grande dom de Deus, pois é a carne de Jesus. O sabor é o gosto de Deus. Sentimos o mesmo gosto que Deus sente ao se unir a nós em seu Filho. Quando somos capazes de repartir temos o sabor de Jesus. Comungar sem ter a capacidade de repartir é comer pão seco. Não tem sabor. Quanto mais distribuímos, mais tornamos Jesus presente no mundo. Mais Ele se torna presente em nós. Partir e repartir para celebrar com dignidade. 
Homilia do 19º Domingo Comum (08.08.2021)

EVANGELHO DO DIA 30 DE JULHO

Evangelho segundo São Mateus 13,47-53. 
Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «O Reino dos Céus é semelhante a uma rede que, lançada ao mar, apanha toda a espécie de peixes. Logo que se enche, puxam-na para a praia e, sentando-se, escolhem os bons para os cestos, e o que não presta deitam-no fora. Assim será no fim do mundo: os anjos sairão a separar os maus do meio dos justos e a lançá-los na fornalha ardente. Aí haverá choro e ranger de dentes. Entendestes tudo isto?». Eles responderam-Lhe: «Entendemos». Disse-lhes então Jesus: «Por isso, todo o escriba instruído sobre o Reino dos Céus é semelhante a um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e coisas velhas». Quando acabou de proferir estas parábolas, Jesus continuou o seu caminho. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santo Agostinho 
(354-430) 
Bispo de Hipona 
(norte de África), 
doutor da Igreja 
«A fé e as obras», caps. 3-5
Imitar a paciência do Senhor 
Nosso Senhor foi um modelo incomparável de paciência: aguentou um «demónio» entre os seus discípulos até à sua Paixão (cf Jo 6,70), e dizia: «Deixai-os crescer ambos [o trigo e o joio] até à ceifa, não suceda que, ao arrancardes o joio, arranqueis também o trigo» (Mt 13,29-30); tendo a rede como símbolo da Igreja, predisse que esta traria para a praia, até ao fim do mundo, toda a espécie de peixes, bons e maus, e deu a conhecer de muitas outras maneiras, tanto abertamente como através de parábolas, que haveria sempre essa mistura de bons e maus. Mas também afirmou que é necessário vigiar pela disciplina na Igreja quando disse: «Se o teu irmão te ofender, vai ter com ele e repreende-o a sós. Se te escutar, terás ganhado o teu irmão» (Mt 18,15) […] Hoje, porém, vemos pessoas que só tomam em consideração os preceitos mais rigorosos, que mandam reprimir os que causam perturbação, que ordenam que não se deem aos cães as coisas santas, que se considerem como publicanos aqueles que desprezam a Igreja, que se repudiem do seu corpo os membros escandalosos (cf Mt 7,6; 18,17; 5,30). O seu zelo intempestivo causa muita tribulações à Igreja, porque desejariam arrancar o joio antes do tempo; e a sua cegueira faz deles inimigos da unidade de Jesus Cristo. Tomemos cuidado para não deixarmos entrar no nosso coração estes pensamentos presunçosos, para não procurarmos destacar-nos dos pecadores com receio de que o contacto com eles nos manche, para não tentarmos formar como que um rebanho de discípulos puros e santos. Sob o pretexto de não frequentarmos os maus, conseguiríamos apenas romper a unidade. Pelo contrário, recordemo-nos das parábolas da Escritura, dessas palavras inspiradas, desses exemplos tocantes, onde se nos demonstra que os maus estarão sempre misturados com os bons na Igreja, até ao fim do mundo e até ao dia do juízo, sem que a sua participação nos sacramentos seja prejudicial aos bons, desde que estes não participem dos pecados daqueles.

Santa Angelina Princesa da Sérvia Festa: 30 de julho † 1516

Filha de Jorge Arianita e cunhada do príncipe Ivan-i Chronojevic, a quem Eugênio IV confiara a bandeira da Igreja na luta contra os turcos, Angelina casou-se com Estêvão, o Cego, irmão de Lázaro II Greblanovic. Quando Lázaro morreu em 21 de janeiro de 1458, sem herdeiros varões, Estêvão tornou-se déspota da Sérvia, mas em 1467 foi forçado a fugir com a família para escapar da pressão turca e foi para a Itália, onde morreu dez anos depois, em 1477. Angelina estabeleceu-se em Kupinovo (Srem), para onde mandou transladar o corpo do marido e, tendo recuperado o título de déspota após a morte de Zmaj Vuk (1485 ou 1486), cunhou moedas de prata e ouro com a sua imagem de um lado e a dos seus filhos Djurdje e Ivan do outro. Ela construiu um convento em Krusedol (Srem) e faleceu em 1516. Foi sepultada em Krusedol junto com o marido e os filhos.

JULITA DE CESAREIA Viúva, Mártir, Santa + 303

Santa Julita viveu nos tempos de Diocleciano, falecendo em Cesaréia da Capadócia no ano de 303. Conhecemos o martírio de Santa Julita graças a São Basílio, bispo de Cesareia. Julita era uma rica viúva, que um considerável homem da cidade, inescrupuloso, aos poucos foi empobrecendo, lesando-a fraudulentamente. Levado ao tribunal, o ursupador, caviloso, depois que a santa viúva expôs os fatos, provando a veracidade do que revelara, disse: — A parte contrária não está apta a sustentar ação de juízo, É incapaz, juridicamente, uma vez que fora do direito comum, porque se recusa adorar os deuses dos imperadores e renegar a crença de Jesus Cristo. Um edito recente, de 303 mesmo, excluía da comunidade, não podendo, pois, ter vida ativa dentro daquela comunidade, aqueles que não adorasse deuses da paganidade.

Pedro Crisólogo Bispo, Santo, Doutor da Igreja 380-450

Pedro Crisólogo, Pedro "das palavras de ouro", pois, é exactamente este o significado do seu sobrenome, dado sabiamente pelo povo e pelo qual se tornou conhecido para sempre. Ele nasceu em Ímola, uma província de Ravena, não muito distante de Roma, no ano 380. E mereceu este título, assim como os outros que a Igreja lhe concedeu. Filho de pais cristãos, foi educado na fé e cedo ordenado diácono. Considerado um dos maiores pregadores da história da Igreja, era assistido, frequentemente, pela imperatriz romana Galla Plácida e seus filhos. Ela o fez seu conselheiro pessoal e, em 424, influenciou para que ele se tornasse o arcediácono de Ravena. Numa época em que a cidade era a capital do Império Romano no Ocidente e, também, a metrópole eclesiástica. Mais tarde, o próprio imperador romano, Valentiniano III, filho de Galla Plácida, indicou-o para ser o bispo de Ravena.

MARÍA DE JESÚS SACRAMENTADO VENEGAS DE LA TORRE Virgem, Fundadora, Santa 1868-1959

A Beata Maria de Jesus Sacramentado Venegas, última de doze filhos, nasceu a 8 de Setembro de 1868, no Estado de Jalisco. Desde a adolescência cultivou uma devoção especial à Eucaristia, exercendo obras de caridade e sentindo o forte desejo de se consagrar totalmente ao Senhor no serviço ao próximo. Só depois da morte prematura dos seus pais pôde unir-se ao grupo de senhoras que, com a aprovação do Arcebispo local, dirigiam em Guadalajara um pequeno hospital para os pobres. Em 1910 emitiu, de forma privada, os votos de pobreza, castidade e obediência. As companheiras escolheram-na em seguida como Superiora e, desse modo, com o conselho de eclesiásticos autorizados, transformou a sua Comunidade numa verdadeira Congregação religiosa, que assumiu o nome de Instituto das Filhas do Sagrado Coração de Jesus, aprovado em 1930 pelo Arcebispo de Guadalajara.

Santos Abdon e Sennen Mártires Festa: 30 de julho

Originários da Pérsia, talvez fossem príncipes: Abdon era mais velho e Senén mais novo. Convertidos ao cristianismo, em Roma, sepultavam os mártires com generosidade. Era o século III, durante a perseguição de Décio. Presos, ambos se recusam oferecer sacrifícios aos ídolos e morreram como mártires. 
(†) Roma, século III 
Abdon e Sennen eram originários da Pérsia. Convertidos ao cristianismo, foram presos durante a perseguição ordenada pelo imperador Décio (século III). Acorrentados, foram levados a Roma, onde primeiro foram açoitados e depois martirizados, mortos à espada, provavelmente no Coliseu. Suas relíquias são preservadas na Basílica de São Marcos Evangelista, no Monte Capitolino, para onde foram trazidas pelo Papa Gregório IV do cemitério pôntico. 
Martirológio Romano: Em Roma, no cemitério de Pontianus, na Via Portuense, os Santos Abdon e Sennen, mártires.

Santa Godeleva, Mártir, 30 de julho

Santa Godeleva nasceu de nobres pais por volta do ano 1050, no término de Boulogne, Norte da França. Aos 18 anos, ela foi casada com um cavalheiro flamengo, Bertulfo de Ghistelles, que pouco tempo preferiu abandoná-la afirmando que o casamento não tinha sido consumado. Godeleva foi confiada à ex-sogra, que a tratou com notável crueldade, ao ponto que ela preferiu voltar para a casa dos pais. Estes apelaram ao bispo local para que persuadisse Bertulfo a voltar a morar com sua esposa. Por um certo tempo o marido aceitou, mas entretanto aproveitou para organizar o assassinato: Godeleva será estrangulada por dois servidores, e seu corpo jogado em um poço. Isso ocorreu em uma data entre 6 e 30 de julho de 1070 (a incerteza da data fez com que ao longo dos séculos a comemoração variasse de lugar no calendário).

Beata Maria Vicenta de Sta. Doroteia, Fundadora - 30 de julho

Madre Maria Vicenta nasceu no Estado de Cotija, Michoacán, México, terra de santos, filha de Luís Chávez e de Benigna de Jesus Orozco, no dia 6 de fevereiro de 1867; aos dois meses recebeu na pia batismal o nome de Doroteia, que significa “presente de Deus”. Nos primeiros anos de sua vida trabalhou como pastora e antes da 1ª Comunhão lhe deram um Menino Jesus de porcelana que seria seu companheiro por toda a vida. Todos os anos a família deixava a ela o encargo de preparar o presépio para os festejos de Natal, e muitos vizinhos vinham vê-lo, pois havia um encanto na forma como ela colocava as figuras, a cada ano de um modo diferente. Após uma terrível inundação, a família ficou ainda mais pobre do que antes e o pai decidiu mudar-se para Cocula, Jalisco, Guadalajara, e passou a morar no bairro pobre de migrantes chamado Mexicaltzingo.

Leopoldo Mandic Frade capuchinho, Santo 1866-1942

Leopoldo Mandic nasceu em Castelnovo de Cátaro da Dalmácia, na Jugoslávia, a 12 de Maio de 1866, numa família croata. Os pais, profundamente religiosos, educaram-no nos mais elevados sentimentos em relação a Deus e aos homens. Quando tinha 16 anos, sentindo-se chamado a trabalhar pelo regresso dos orientais à unidade com a Igreja Católica, deixou a sua casa paterna e decidiu entrar na Ordem dos Capuchinhos, em Bassano del Grappa, a 2 de Maio de 1884. A 20 de Setembro de 1890 foi ordenado sacerdote em Veneza. Convencido que o Senhor o chamava a um grande ideal, pediu, com insistência, aos seus Superiores que o deixassem partir para o Oriente a fim de poder dedicar a sua vida à reunificação na Igreja Católica dos cristãos ortodoxos. Porém, as suas precárias condições de saúde não lho permitiram e teve, assim, de se submeter à vontade dos seus Superiores e passou então por diversos Conventos, entregando-se ao ministério das confissões até que, em 1909, foi destinado ao Convento de Santa Cruz, em Pádua, com o encargo de atender de forma estável o sacramento da Reconciliação.

Santas Máxima, Donatila e Segunda Mártires (†304)

As três mártires eram jovens, com certeza, pois sabemos que Máxima tinha 14 anos, Donatila 12 anos e não se sabe a idade de Segunda, mas deveria ser também muito jovem. A história do martírio delas foi escrita nos primeiros séculos e começa com Máxima e Donatila, que eram duas virgens que moravam perto de Thugga ( atual Túnis, Tunísia), na África, em um domínio imperial romano . Em 303, o procônsul Anulino promulgou os decretos imperiais de Diocleciano, que prescreviam a todos os habitantes que realizassem atos de adoração aos deuses, sob pena de severa punição aos se abstivessem.

ORAÇÕES - 30 DE JULHO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
30 – Quinta-feiraSantos: Pedro Crisólogo, Everaldo Hanse, Julita.
Evangelho (Mt 13,47-53) “...os pescadores puxam a rede para a praia, sentam-se e recolhem os peixes bons em cestos e jogam fora os que não prestam.”
Os moradores ao redor do lago entendiam o que Jesus dizia. Deus é como o pescador que lança a rede, e depois separa os peixes bons. A salvação, a libertação do mal e uma vida nova, é oferecida a todos. Mas, cada um deve fazer sua escolha, aceitar ou não a misericórdia. Também a mim, apesar de eu não a merecer. Vou pedir continuamente que Deus me ajude a aceitar.
Oração
Senhor meu Deus, porque me ajudais e iluminais, acredito na vida nova que me ofereceis. Quero viver como Jesus me ensina, e ponho em vós toda a minha confiança. Só vós me podeis salvar e livrar de meu pecado e de minhas fraquezas. Sabeis como sou volúvel. Ajudai-me a vos continuar fiel até o fim, apesar de tudo. E que eu nunca deixe de vos pedir ajuda e socorro. Amém.

quarta-feira, 29 de julho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - São José, Pai Amado

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Grandeza de São José
 
Celebrando os 150 anos da proclamação do Papa Pio IX de S. José como Patrono da Igreja, coisa ele que já fazia, vamos refletir sobre o que o Papa Francisco escreveu em Patris Corde – (Com o Coração do Pai). No primeiro aspecto o atual Papa se refere ao termo Pai amado. Afirma com S. João Crisóstomo, que ele “colocou-se inteiramente ao serviço do plano salvífico”, pelo fato de ter sido esposo de Maria e o Pai de Jesus. No caminho da encarnação de Jesus teve seu lugar claro: Esposo e Pai. O evangelho não diz você vai ser pai, mas “O que nela, Maria, foi gerado, vem do Espírito Santo”. E a seguir lhe diz qual o projeto de Deus para ele: “Ela dará à luz um filho e tu O chamarás com o nome de Jesus” (Mt 1,20-21). S. Paulo VI, em 19 de março de 1966, ensina que “sua paternidade se exprimiu, ‘em ter feito de sua vida um serviço e um sacrifício ao mistério da Encarnação e à missão redentora; em ter usado da autoridade legal que detinha sobre a Sagrada Família para lhe fazer dom total de si mesmo, da sua vida e de seu trabalho; em ter convertido a sua vocação humana ao amor doméstico na oblação sobre-humana de si mesmo, do seu coração e de todas as capacidades no amor colocado ao serviço do Messias nascido na sua casa’”. Dizemos que é pai, quem cuida. É um exemplo de santificação e realização cumprindo uma missão. Diante da lei assumiu seu lugar de pai. Jesus era em tudo como “Filho de José” (Jo 6,42). 
Na História da Salvação 
Encontrou seu lugar no plano de Deus. Isso não o fez menor. O povo de Deus soube acolher sua presença. Na evangelização dos primeiros tempos e nos estudos dos Santos Padres escritores, o interesse estava voltado para as questões do conhecimento de Cristo. Mas José foi sempre amado pelo povo cristão. O culto se tornou mais vigoroso a partir de Pio IX. Conhecemos santos e santas seus devotos, como é o caso de Santa Teresa de Ávila que escreve: “Eu tomei por advogado e senhor o glorioso São José e encomendei-me muito a ele” (Livro da Vida, 6,6). Pelo fato de não sido propagado tanto o culto é porque estava na consciência do povo de que, o que é normal, não precisa ser explicado. O conhecimento da doutrina do mistério de Cristo levou séculos para se esclarecer. O povo, contudo, gosta de santos que fazem coisas maravilhosas. São José foi muito normal em sua realidade extraordinária. Nisso se torna modelo de espiritualidade: Fazer bem as coisas da vida. Nisso José seguia seu modelo: Jesus Homem-Deus. Jesus era muito humano.
Ide a José 
O Papa diz que os manuais de oração, a piedade da quarta-feira, o mês de março são testemunhas dessa devoção. Há uma explicação tirada do Antigo Testamento. É curioso que o nome José esteja no início da história do povo de Deus. É o patriarca José que salva sua família, mesmo depois de ter sido vendido como escravo. Depois, quando veio a fome no Egito, o Faraó diz ao povo: “Ide a José e fazei o que ele vos disser” (Gn 41,55). Com essa comparação o Papa continua: “Enquanto descendente de Davi (Mt 1,16.20), de cuja raiz deveria nascer Jesus segundo a promessa feita ao rei pelo profeta Natan (2Sam 7), e como esposo de Maria de Nazaré, São José constitui a dobradiça que une o Antigo e o Novo Testamento. S. José pode se compreendido como administrador da casa de Deus. 
ARTIGO PUBLICADO EM AGOSTO DE 2021

EVANGELHO DO DIA 29 DE JULHO

Evangelho segundo São João 11,19-27. 
Naquele tempo, muitos judeus tinham ido visitar Marta e Maria, para lhes apresentar condolências pela morte do irmão. Quando ouviu dizer que Jesus estava a chegar, Marta saiu ao seu encontro, enquanto Maria ficou sentada em casa. Marta disse a Jesus: «Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido. Mas sei que, mesmo agora, tudo o que pedires a Deus, Deus To concederá». Disse-lhe Jesus: «Teu irmão ressuscitará». Marta respondeu: «Eu sei que há de ressuscitar na ressurreição do último dia». Disse-lhe Jesus: «Eu sou a ressurreição e a vida. Quem acredita em Mim, ainda que tenha morrido, viverá; e todo aquele que vive e acredita em Mim nunca morrerá. Acreditas nisto?». Disse-Lhe Marta: «Acredito, Senhor, que Tu és o Messias, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santo Efrém 
(306-373) 
Diácono da Síria, 
doutor da Igreja 
 Comentário do Evangelho concordante,17,7-10 
«Eu sou a ressurreição e a vida» 
Quando perguntou: «Onde o pusestes?», as lágrimas vieram aos olhos de Nosso Senhor. As suas lágrimas eram como a chuva, Lázaro como a semente e o sepulcro como a terra. Ele clamou com voz retumbante, a morte tremeu à sua voz, Lázaro germinou como a semente e, tendo saído, adorou o Senhor que o tinha ressuscitado. Jesus devolveu a vida a Lázaro e morreu em seu lugar, pois quando o tirou do sepulcro e tomou lugar à sua mesa, foi Ele próprio amortalhado simbolicamente com o óleo que Maria derramou sobre a sua cabeça (cf Mt 26,7). A força da morte, que tinha triunfado durante quatro dias, foi esmagada para que a morte soubesse que o Senhor não teria dificuldade em a vencer ao terceiro dia; a sua promessa é verdadeira: Ele prometera ressuscitar pessoalmente ao terceiro dia (cf Mt 16,21). O Senhor devolveu, pois, a alegria a Maria e a Marta ao arrasar o inferno para mostrar que Ele próprio não seria retido pela morte para sempre. Agora, quando se disser que é impossível ressuscitar da morte ao terceiro dia, bastará olhar para aquele que foi ressuscitado ao quarto dia. «Tirai a pedra». Então aquele que ressuscitou um morto e lhe deu a vida não poderia ter aberto o sepulcro e virado a pedra? Ele, que disse aos seus discípulos: «Se tiverdes fé comparável a um grão de mostarda, direis a este monte: "Muda-te daqui para acolá", e ele há de mudar-se» (Mt 17,20) não teria podido deslocar a pedra que fechava a entrada do sepulcro? Claro que Ele também poderia ter tirado a pedra com a sua palavra, Ele, cuja voz, quando suspenso da cruz, fendeu as pedras e os sepulcros (cf Mt 27,51-52). Mas, como era amigo de Lázaro, disse: «Abri, para serdes atingidos pelo cheiro da podridão, e desligai-o, vós que o haveis envolvido no seu sudário, para reconhecerdes aquele que amortalhastes».

Santos Luís Martin e Zélia Guérin - Pais de Santa Teresinha do Menino Jesus

Luís Martin e Zélia Guérin foram declarados bem-aventurados em 19 de outubro de 2008. Não foram beatificados por serem os pais de Santa Teresinha, mas porque se empenharam totalmente em fazer a vontade de Deus em qualquer situação de suas vidas. Luís e Zélia, com suas vidas, nos ensinam que a santidade é caminho para a esposa, o marido, os filhos, os colegas de trabalho e para a sexualidade. O santo não é um super-homem, mas um homem verdadeiro. Se tanto amamos Teresinha de Lisieux, se tanto nos encanta sua santidade, devemos dizer que ela é fruto de seus pais, um casal que vivia o amor de Deus tanto na alegria como nas tristezas. As muitas cartas deixadas por Zélia dão testemunho deste colocar-se inteiramente nas mãos de Deus. «Eu amo loucamente as crianças e nasci para ter filhos», dizia Zélia. Mas, contraditoriamente, esse lar não era para existir.

29 de julho - Santo Olaf

Santo Olavo (Olaf) nasceu em 995 e era filho do rei Harald Grenske da Noruega. Em sua juventude, ele foi para a Inglaterra como um viking, onde participou de muitas batalhas e ficou muito interessado no cristianismo. Recebeu o batismo em Rouen, França das mãos do arcebispo Robert em 1010. Em 1015 com a idade de 20 anos ele retornou à Noruega. Depois de passar por várias dificuldades, ele foi eleito rei da Noruega e levou a religião cristã como base de seu reino. Ele lutou contra práticas pagãs duras, demolindo templos, construindo igrejas nesses lugares e trazendo bispos e padres da Inglaterra. Sua valente luta contra a antiga constituição do condado e pela união da Noruega, assim como seu amor pelo cristianismo, fez surgir inimigos. Os clãs se rebelaram contra Olaf e foram ao rei Canuto, da Dinamarca e da Inglaterra, em busca de ajuda.

Santa Beatriz

Precipitavam-se as perseguições contra os cristãos em Roma. Da ponte chamada Emília, perto da ilha Tiberina, foram jogados no rio Tibre os corpos dos dois irmãos de Beatriz, - Simplício e Faustino - por serem cristãos. O sofrimento e o temor deviam ser os sentimentos que invadiam o coração da santa mulher, que, porém, não hesitou em recuperar seus corpos para dar-lhes uma digna sepultura. Graças à ajuda de dois sacerdotes, ela conseguiu tirá-los da correnteza do rio.

Santos Félix e Adauto, mártires, na via Portuense

Félix ou Felício foi um dos primeiros mártires cristãos da história. Sabe-se pouco ou nada da sua vida. Sabe-se, porém, o lugar onde foi sepultado: em Roma, ao longo da terceira milha da Via Portuense, no cemitério que, mais tarde, recebeu o nome deste Santo. 
Padroeiros dos perseguidos pela causa de Deus
Origens 
Os registros existentes sobre os santos Félix e Adauto são poucos. A história desses dois chegou até nós através da Tradição (com “T” maiúsculo) cristã, que remonta aos primeiros tempos do cristianismo. Sabe-se que São Félix foi um sacerdote cristão que viveu no tempo do imperador Diocleciano por volta do ano 300, em Roma. O pouco que se sabe sobre Santo Adauto é surpreendente e inquietante.

Santas Lucila, Flora e Eugênio e companheiros , mártires Festa: 29 de julho

Emblema:
Palma Uma antiga tradição afirma que Flora e Lucila eram irmãs, cidadãs romanas, que viveram no século III. Elas se destacaram em Roma por sua fé, amor à castidade e desprezo pelo mundo. Um dia, em Óstia, foram sequestradas por um africano chamado Eugênio, que, movido por seu exemplo, mais tarde se converteu. Quando o Imperador Galiano emitiu o edito condenando os cristãos, Flora e Lucila demonstraram extraordinária coragem, sacrificando suas vidas por Cristo. Isso foi por volta do ano 260. A tradição acrescenta que, no século IX, suas relíquias foram levadas para Arezzo, para o mosteiro beneditino que ficava perto de Olmo.

Santa Serafina de Espanha, virgem – 29 de julho

Embora existam duas Servas de Deus com o nome de Serafina que esperam por reconhecimento de sua santidade: Irmã Serafina - Vitoria Gregoris (1873-1935 Veneza) e Irmã Serafina de Deus - Prudence Pisa, venerável (1621-1699 Capri), a recente edição do Martirológio Romano relata sob este nome apenas duas beatas e nenhuma santa: a beata freira espanhola capuchinha, mártir em 1936, Serafina Fernandez Ibero (Emanuela Iusta) e a Beata Serafina Sforza, religiosa Clarissa (1434-1478). Mas nas edições anteriores, o Martirológio Romano mencionava em 29 de julho a única santa com este nome que foi incluída neste catálogo famoso dos santos da Igreja Romana, compilado pelo cardeal Cesare Baronio (1538-1607), tendo-se baseado no Martirológio de Belini, publicado em 1498 e que parece ser o primeiro texto a nomear esta santa.