segunda-feira, 20 de abril de 2026

ORAÇÕES - 20 DE ABRIL

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
20 – Segunda-feira – Santos: Antonino, Marcelino de Embrun
Evangelho (Jo 6,22-29) “Quando a multidão viu que Jesus não estava ali, nem seus discípulos, subiram às barcas e foram à procura de Jesus, em Cafarnaum.”
Acredito que muitos foram em busca de Jesus por causa dele mesmo, e não apenas porque tinham comido à vontade. Jesus agia nos corações, com o poder de sua graça. Difícil pensar que ninguém, no meio de anta gente, se tivesse deixado conquistar pela fé. E, uma vez conquistados, queriam continuar a ouvi-lo, para o conhecer mais, para aprender mais seu jeito novo de pensar e viver.
Oração
Senhor Jesus, com vossa bondade conquistastes também a mim. É verdade que não vos tenho sido totalmente fiel, mas sabeis que quero estar convosco. Atraí-me para mais perto de vós, para que vos seja mais fiel. Ajudai-me a assimilar mais vossas propostas, mesmo cercado de tantas falsas ideias. Sei que estais sempre comigo, não permitais que me esqueça às vezesdessa certeza. Amém.

domingo, 19 de abril de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Abristes as portas da Eternidade”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR

Vencedor da Morte.
 
Retomando a celebração da Vigília Pascal, compreendemos como desde a criação, Deus nos amou e nos ofereceu a participação de sua vida. Ele nos criou para nos elevar à condição de filhos. Na Páscoa de Jesus tudo chegou à sua realização plena. Os textos das leituras mostram o caminho da história da salvação realizada. Passamos pela criação, pelo sacrifício de Isaac, pela passagem do Mar Vermelho, pelas profecias, culminando com o canto do Glória que anuncia a Ressurreição. No evangelho da Ressurreição se proclama de modo solene o Aleluia. Numa grande ação de graças podemos ouvir o anúncio dos anjos às mulheres: “Ele não está aqui, ressuscitou como disse” (Mt 28,5-6). Ao anúncio de Madalena, Pedro e João correm ao túmulo. Vêem as faixas no chão. Pedro viu, João viu e acreditou. Ele está vivo. “Não tinham ainda compreendido a Escritura que Ele deveria ressuscitar” (9). As mulheres foram embalsamar um defunto. A fé nos mostra um Vivo, o vencedor da morte. Isso é fundamental para nossa fé. Jesus não é uma saudade. É uma memória viva que transforma. Ele abre para nós as portas da Eternidade. O homem não está mais sob o poder da morte, mas da vida. Não morremos, passamos para a Vida. Os discípulos, depois de Pentecostes puderam compreender totalmente o sentido dessa morte e dessa vida. A fé na Ressurreição leva ao anúncio que Ele foi constituído como Juiz dos vivos e dos mortos. Todo aquele que crê em Jesus recebe, em seu nome, o perdão dos pecados, disse Pedro na casa de Cornélio (At 10,42-43), 
Renovados pelo Espírito 
Ao anunciar Jesus na casa de Cornélio houve efusão do Espírito, como no dia de Pentecostes (At 10,44). No dia da Ressurreição, Jesus aparece aos discípulos lhes confere o Espírito. Esse dom do Espírito está unido ao envio: “Como o Pai me enviou, Eu vos envio. Dizendo isso, soprou sobre eles e disse: Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados” (Jo 20,21-23). O envio supõe a renovação total do discípulo feita pelo Espírito. Cada celebração de nossa fé sempre dá o Espírito. A celebração da Páscoa é já uma convocação do Espírito para que juntos, como Igreja, nos abramos a sua ação. Jesus soprou sobre os apóstolos (Jo 20,22) como Deus “soprara nas narinas um hálito de vida e o homem se tornou um ser vivente” (Gn 2,7). Não é só um compromisso de prestar culto a Deus, mas um permanente compromisso de Deus de nos dar seu Espírito para a permanente renovação. Não podemos separar Ressurreição de Pentecostes, pois foi para nos dar a Vida que morreu e ressuscitou. É o próprio Espírito que realiza essa transformação em nós, para vivermos o mistério celebrado.
Ressuscitamos para uma vida nova 
Celebrar é também levar a fé à vida. Não é possível celebrar a fé sem que ela corresponda na vida. Por isso Paulo escreve aos Colossenses: “Se ressuscitastes com Cristo, esforçai-vos por alcançar as coisas do alto, onde está Cristo, sentado à direita de Deus; aspirai às coisas celestes e não às terrestres” (Cl 3.1-2); aspirar às coisas celestes é justamente viver a mesma caridade que Cristo teve ao se entregar à morte por nós. A caridade é o Céu na terra. Um dia nós seremos revestidos de glória (4). Todo empenho quaresmal é a mudança de mentalidade e de atitudes. Não bastam a fé e as orações. A festa começa aqui na alegria do encontro com o Ressuscitado. Mas continua em nossa ressurreição. “Esse é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos” 
Leituras: Atos 10,34ª.37-43;
 Salmo 117; 
Colossenses 3,1-4; João 20,1-9 
1. Jesus não é uma saudade. É uma presença viva que transforma. 
2. O envio supõe a renovação total do discípulo feita pelo Espírito. 
3. Não é possível celebrar a fé sem que ela tenha uma correspondência na vida. 
Sumiu 
Lendo as narrativas da Ressurreição, percebemos o alvoroço que deve ter sido. Deve ter havido gente se trombando. Era muito para aqueles simples homens e mulheres. Ver Jesus novamente deve ter sido fascinante. A dor de ver seu sofrimento e agora o susto de ver um defunto que sumiu. E não era mais defunto. Estava vivinho. Imagine os olhos deles sorrindo de alegria e susto. Aquelas almas simples devem ter pirado de satisfação. Como seria bom se a gente entendesse o que é a Ressurreição. Acho que nosso Jesus não saiu da cova, ou pior, sumiu. Isso por nossa opção.
Homilia da Páscoa (12.04.2020)

EVANGELHO DO DIA 19 DE ABRIL

Evangelho segundo São Lucas 24,13-35. 
Dois dos discípulos de Jesus iam a caminho duma povoação chamada Emaús, que ficava a duas léguas de Jerusalém. Conversavam entre si sobre tudo o que tinha sucedido. Enquanto falavam e discutiam, Jesus aproximou-Se deles e pôs-Se com eles a caminho. Mas os seus olhos estavam impedidos de O reconhecerem. Ele perguntou-lhes. «Que palavras são essas que trocais entre vós pelo caminho?». Pararam, com ar muito triste, e um deles, chamado Cléofas, respondeu: «Tu és o único habitante de Jerusalém a ignorar o que lá se passou nestes dias». E Ele perguntou: «Que foi?». Responderam-Lhe: «O que se refere a Jesus de Nazaré, profeta poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo; e como os príncipes dos sacerdotes e os nossos chefes O entregaram para ser condenado à morte e crucificado. Nós esperávamos que fosse Ele quem havia de libertar Israel. Mas, afinal, é já o terceiro dia depois que isto aconteceu. É verdade que algumas mulheres do nosso grupo nos sobressaltaram: foram de madrugada ao sepulcro, não encontraram o corpo de Jesus e vieram dizer que lhes tinham aparecido uns anjos a anunciar que Ele estava vivo. Alguns dos nossos foram ao sepulcro e encontraram tudo como as mulheres tinham dito. Mas a Ele não O viram». Então Jesus disse-lhes: «Homens sem inteligência e lentos de espírito para acreditar em tudo o que os profetas anunciaram! Não tinha o Messias de sofrer tudo isso para entrar na sua glória?». Depois, começando por Moisés e passando pelos profetas, explicou-lhes em todas as Escrituras o que Lhe dizia respeito. Ao chegarem perto da povoação para onde iam, Jesus fez menção de ir para diante. Mas eles convenceram-no a ficar, dizendo: «Fica connosco, porque o dia está a terminar e vem caindo a noite». Jesus entrou e ficou com eles. E quando Se pôs à mesa, tomou o pão, recitou a bênção, partiu-o e entregou-lho. Nesse momento abriram-se-lhes os olhos e reconheceram-no. Mas Ele desapareceu da sua presença. Disseram então um para o outro: «Não ardia cá dentro o nosso coração, quando Ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?». Partiram imediatamente de regresso a Jerusalém e encontraram reunidos os Onze e os que estavam com eles, que diziam: «Na verdade, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão». E eles contaram o que tinha acontecido no caminho e como O tinham reconhecido ao partir o pão. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Josemaría Escrivá de Balaguer 
(1902-1975) 
Presbítero, fundador 
«Amigos de Deus», §§ 313-314 
«Fica connosco» 
Os dois discípulos iam para Emaús. O seu caminhar era normal, como o de tantas outras pessoas que transitavam por aquelas paragens. E é aí, com naturalidade, que Jesus lhes aparece e segue com eles, com uma conversa que faz diminuir a fadiga. Jesus no caminho! Senhor, que grande és sempre! Mas comoves-me quando Te rebaixas para nos acompanhares, para nos procurares na nossa lida diária. Senhor, concede-nos a simplicidade de espírito, o olhar limpo, a mente clara que permitem entender-Te quando apareces sem nenhum sinal exterior da tua glória. O trajeto termina ao chegarem à aldeia, e aqueles dois que – sem o saberem – tinham sido feridos no fundo do coração pela palavra e pelo amor do Deus feito homem, têm pena de que Ele Se vá embora. Porque Jesus «fez menção de ir para diante»: Nosso Senhor nunca Se impõe; quer que O chamemos livremente, quando entrevemos a pureza do amor que nos meteu na alma. Temos de O deter à força e de Lhe pedir: «Fica connosco, porque o dia está a terminar», cai a noite. Somos assim: sempre pouco atrevidos, talvez por falta de sinceridade, talvez por pudor. No fundo pensamos: fica connosco, porque as trevas nos rodeiam a alma e só Tu és luz, só Tu podes acalmar esta ânsia que nos consome! E Jesus fica. Abrem-se os nossos olhos, como os de Cléofas e do companheiro, quando Cristo parte o pão; e, mesmo que Ele volte a desaparecer da nossa vista, também nós seremos capazes de empreender de novo a marcha – anoitece – para falar dele aos outros; porque tanta alegria não cabe num só coração. Caminho de Emaús. O nosso Deus encheu este nome de doçura. E Emaús é o mundo inteiro, porque Nosso Senhor abriu os caminhos divinos da terra.

19 de abril - Beato Conrado Miliani

O Beato Conrado nasceu em 18 de setembro de 1234 em Ascoli Piceno, Itália. Ele fazia parte de uma conhecida família de ancestrais ilustres: os Miliani. Um de seus amigos de infância foi Jerônimo Masci, futuro superior geral da Ordem Franciscana e Papa (Nicolau IV). Dizem que Conrado pressentiu o futuro que aguardava seu companheiro porque, quando criança, ele às vezes se ajoelhava diante de Jerônimo. E como esse gesto era apreciado por outras pessoas que, naturalmente, queriam saber o que o estava guiando, ele naturalmente explicava que via nele o sucessor de Pedro. Ele até vislumbrou em suas mãos as chaves, símbolo da Igreja, uma apreciação que só poderia vir de cima. Assim, ambos compartilhavam a vocação para a vida franciscana, vestiram o hábito da Ordem ao mesmo tempo no convento de Ascoli, e seguiram uma formação paralela realizando seu noviciado em Assis. Mas a Providência estava preparando Jerônimo para incorporar as missões do governo que marcaram o início de dois caminhos divergentes entre esses irmãos. Agora, unidos sempre pelo ideal de Cristo, e na mesma vocação, não deixaram de estar no coração um do outro. Enquanto a vida de Jerónimo seguia por outro caminho, Conrado mudou-se para Peruggia, onde recebeu o seu doutorado, ensinou teologia e dedicou-se a evangelizar. Ambos foram exemplos de humildade e obediência. Então, no decorrer do Capítulo Geral de Lyon, em 19 de maio de 1274, Jerônimo foi nomeado Superior Geral da Ordem. O último tinha sido São Boaventura, que em 1273 assumiu a dignidade do cardeal. Uma vez que Jerônimo tomou posse de seu novo cargo, ele autorizou a saída de Conrado para terras africanas, especificamente para a Líbia, onde foi o primeiro missionário da Cirenaica.

Santa Marta da Pérsia, Virgem e mártir – 19 de abril

Santa Marta,Santos Mário, 
Audifax e Ábaco, Mártires 
A Igreja comemora hoje São Mário, Santa Marta, Santo Audifax e Santo Ábaco, que saíram da Pérsia e foram em peregrinação até Roma, para rezar no túmulo dos mártires. Ainda hoje todo o mundo festeja a prova de fé dada por esta família. Há quem afirme que São Mário e Santa Marta eram casados, e Audifax e Ábaco, seus filhos. Não temos nada que possa comprovar historicamente. Durante esta viagem São Mário ajudou várias famílias cristãs, dando sepultura digna aos seus entes queridos, mortos pelas perseguições. Foram mais de 260 mártires, cujos corpos jaziam insepultos. Foram apanhados pelos soldados do imperador Cláudio II enquanto cumpriam este dever cristão. Presos, recusaram-se a oferecer sacrifícios aos deuses pagãos e não renunciaram à Fé cristã. São Mário, Audifax e Ábaco foram martirizados e mortos na via Cornélia, e os corpos incinerados para que nenhum fiel pudesse recolher seus restos mortais e celebrar sua memória. Já Santa Marta foi condenada à morte por afogamento. Hoje, no local do ocorrido, ainda existem as ruínas de uma antiga igreja, construída para reverenciar os quatro Santos.

Beata Erluca de Bernried, Reclusa - 19 de abril

Erluca von Bernried, também conhecida como Herluka von Epfach, (1060 - 1127) foi uma leiga alemã e defensora da reforma gregoriana. Grande parte do que se sabe de Erluka pode ser atribuída às obras de Paulo von Bernried, um padre alemão e amigo de Erluca, em sua Vita Herlucae (Vida de Herluka, composta c. 1130/1) e em partes de sua Vita Gregorii (Vida de São Gregório VII, composta c. 1128). A Beata viveu entre os séculos XI e XII. De saúde debilitada, graças às inúmeras doenças que a afligiram desde muito jovem, Erluca abandonou a vida no mundo para se dedicar a obras de caridade em favor das crianças, auxiliada pela Condessa Adelaide, esposa do Conde Menegoldo de Veringen. Com o conforto do seu diretor espiritual, o abade Guilherme de Hirschau e do seu discípulo Dietger, que mais tarde se tornou bispo de Metz, ela decidiu abraçar a vida religiosa, retirando-se por volta de 1086 para a aldeia de Epfach, às margens do rio Lech. Dedicada ao ascetismo, decidiu viver na pobreza voluntária, optando pelo celibato. Ali viveu durante trinta e seis anos com uma companheira, uma certa Douda, trabalhando ativamente em favor do culto de São Victerpo e pela reforma gregoriana. Erluca teve contatos com vários bispos e prelados. Em 1122, quando Paulo, o sacerdote de Resensburg, seu futuro biógrafo, decidiu tornar-se monge em Bernied, Erluca foi viver reclusa naquele mosteiro pelo resto da vida. Está documentado que Erluca teve diversas visões que direcionaram sua vida como mulher santa.

Expedito da Arménia Leigo, Mártir, Santo (Século IV)

Santo Expedito foi martirizado na Arménia. Ele era militar, foi decapitado no dia 19 de abril de 303, sob o imperador Dioclesiano, que subira ao trono de Roma em 284. Levava uma vida devassa; mas um dia, tocado pela graça de Deus, vendo uma grande luz, tudo mudou em sua vida. Foi então que lhe apareceu o Espírito do mal, em forma de corvo, e lhe segredou “cras....! cras....! cras....!” palavra latina que quer dizer : “Amanhã...! amanhã...! amanhã...!, isto é ― Deixe para amanhã! Não tenha pressa! Adie sua conversão!” Mas Santo Expedito, pisoteando o corvo, esmagou-o, gritando: “HODIE! Quer dizer: HOJE! Nada de protelações! É pra já!” É por isto que o Santo Expedito é invocado nos casos que exige solução imediata, nos negócios em que qualquer demora poderia causar prejuízo. No Brasil, sobretudo, Santo Expedito é invocado nos negócios, o santo da “ultima hora”, num sim, sem adiamentos. Origem histórica: Mártir de Metilene, é pouco conhecido dos historiadores, mas sua existência é certa. Santo Expedito, segundo a tradição, era arménio, não se conhecendo o lugar de seu nascimento, mas parece provável que seja Metilene, localidade onde sofreu seu martírio. A Arménia é uma região da Ásia Ocidental, situada ao Sul do Cálcaso, entre o Mar Negro e o Mar Cáspio, nas margens dos Rios Tigre e Eufrates. Essa região foi sempre considerada uma terra de predilecção.

Leão IX Papa e Santo (1002-1054)

Bruno nasceu no ano 1002 na nobre família dos Dagsburgo, ou Asburgo, como ficou sendo grafado depois, e veio ao mundo com algumas manchas no corpo, como que predestinado, naquele início de segundo milênio. Sua mãe, santa Heilwiges, era uma católica fervorosa, viu que a pele do menino apresentava, ao nascer, muitas manchas vermelhas, formando cruzes por todo o corpo. Ficou na casa paterna, freqüentada pela nobreza da corte, até os cinco anos de idade, quando sua mãe o confiou ao bispo de Toul, Bertoldo, que, com o passar dos anos, o fez doutorar em direito canônico. Ordenando-se sacerdote, foi atuar junto ao seu primo Conrado, que tinha posição de destaque no Império, ali trabalhando pela religião e pela comunidade, cuidando de complicadas tarefas administrativas. Seu trabalho o fez ser eleito bispo de Trèves em 1026, quando implantou e desenvolveu uma reforma profunda nos conventos e na própria forma de evangelização na sua diocese.

Ema da Saxónia Leiga e Santa (+ 1040)

Ema da Saxônia morreu em 19 de abril de 1040. No mosteiro de São Ludgero, na Alemanha, inexplicavelmente longe da Saxônia, conserva-se uma relíquia desta santa: uma mão prodigiosamente intacta. Ela, de origem alemã, nasceu no berço de uma família muito religiosa e cristã. Era irmã de Meginverco, bispo da cidade de Paderborn, que também se tornou santo. Muito nova foi dada em matrimónio para Ludgero, conde da Saxônia, que a deixou viúva um ano depois do enlace. Muito devota, bonita, rica e sem filhos, não desejou se casar novamente. E se manteve constante em seu novo projeto de vida, que foi a total dedicação às obras de caridade. "A mulher estéril", diz a Bíblia, "será mãe de muitos filhos." Assim foi com Ema. Generosa nas doações e no atendimento ao próximo, mas austera e intransigente consigo mesma, procurou a perfeição no difícil estado de viuvez, uma condição bastante incômoda para uma mulher que ficou só e muito rica. Ela, entretanto, potenciou sua fecundidade espiritual e administrou seu património em benefício dos pobres e órfãos por meio das instituições assistenciais.

ORAÇÕES - 19 DE ABRIL

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
19– 3º Domingo da Páscoa
Evangelho (Lc 24,13-35) “Então disseram entre si: ─ Não estava ardendo nosso coração enquanto ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?” 
Os dois discípulos reconheceram que seu hóspede era Jesus quando o viram iniciar a refeição fazendo o gesto ritual do partir o pão e dar graças a Deus. Foi um reconhecimento repentino, imediato, que afastou toda e qualquer dúvida. E antes que pudessem dizer ou fazer qualquer coisa, Jesus desapareceu. Ali, sobre a mesa ainda estava o pão partido, mostrando que viviam uma realidade e não um sonho. Imagino que estenderam a mão, apanharam o pão e comeram silenciosamente. E começaram a entender o que tinham experimentado durante a caminhada. Por que tinham sumido as dúvidas e os medos, por que alegria nova tomara conta de seu coração afastando os desânimos. Tinham de levar aos outros discípulos a descoberta que tinham feito: Jesus estava vivo.
Oração
Senhor Jesus, na certa esses dois discípulos ficaram marcados para sempre pela experiência vivida aquela tarde. Não apenas voltaram apressados a Jerusalém para contar o que tinha acontecido no caminho e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão. O resto da vida devem ter falado e recontado sua experiência. Aumentai, Senhor, minha fé, ajudai-me a vos conhecer sempre mais intimamente, fazei-me viver no vosso amor, e terei o que dizer aos outros. E poderei levar-lhes não só uma doutrina, mas um testemunho de vida. Vendo minha vida, minha fé e minha esperança alegre, descobrirão como é bom viver como vosso discípulo. Não precisarei dizer-lhes muita coisa, mas o que lhes disser terá gosto de verdade. É só isso que hoje vos peço. Amém.

sábado, 18 de abril de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Quinta-Feira Santa”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Consagra-os na Verdade!
 
A celebração memorável da Páscoa do Senhor é o maior momento da vida da comunidade cristã e dela nascem todos os outros momentos os quais se enchem de sentido e significação. Somos agraciados com um sempre maior conhecimento de Cristo e, podemos assim corresponder ao seu amor por uma vida santa (coleta da missa do 1º dom. da Quaresma). Cada cerimônia é memorial e formativa. Jesus continua sua missão através das celebrações. Temos o Tríduo Sacro. É um único Mistério em três momentos: Na Quinta-Feira Santa celebramos a memória da Ceia do Senhor. A seguir a Morte e, depois, a Ressurreição. São muitos os ensinamentos. Realiza em sinais o que vai realizar concretamente. É o momento da participação sacerdotal dos discípulos. É chegada sua hora de passar desse mundo para o Pai. Nesse contexto, o Senhor dá aos discípulos o dom que o Pai lhe dera. “Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o extremo do amor” (Jo, 13,1). Este amor é manifestado no lava-pés, quando, retiradas as vestes solenes, toma a toalha do escravo. Desvestir-se é um aceno à Paixão (Jo 19,23-24). É uma ruptura com a ceia antiga. Lavar os pés dos discípulos é explicado os termos “ter parte comigo”. Lembramos que Moisés lavou os filhos de Aarão para o sacerdócio (Lv 8,6). Quando Pedro recusa, Jesus lhe diz que, desse modo, não terás parte com Ele. É a fundamentação do “envio ao mundo” (Jo 17,18). Envia porque são consagrados pela Verdade (17). E diz: “Por eles a mim mesmo Me consagro para que sejam consagrados na verdade” (19). Lavar os pés, no serviço humilde, é expressão para ter parte com Ele.
É Páscoa do Senhor 
A Páscoa “é uma festa memorável em honra do Senhor” (Ex 12,14). Normalmente fazemos a festa para nós. Mas é para o Senhor. Festa é o grande reconhecimento da imensidão de benefícios que recebemos. No caso, o benefício da salvação maravilhosa. Como os judeus e mais ainda nós que cremos, podemos render graças ao Senhor, pois nos libertou com seu sangue, purificando-nos. Dá-nos vida como poupou os primogênitos e protege contra os inimigos que destroem nossa vida cristã. Ela nos coloca em relacionamento com o Deus generoso manifestado em Cristo. Sua vida, morte e ressurreição são transformadas numa festa ao Senhor. É o acolhimento total de sua vontade. Somos agregados a Ele em sua entrega agradecida em sacrifício de agradável odor. Por termos sido adotados como filhos, com a natureza do Filho Jesus, podemos participar de sua Páscoa que é nossa Páscoa. Seu sangue, como o do cordeiro, purifica nossas almas, nossas casas e afasta o inimigo que mente, negando a Verdade que é Cristo. 
Tomai e comei 
A Eucaristia é celebrada desde o início da comunidade cristã (At 2,42). Estava unida a uma refeição. Não era a ceia pascal, pois esta era celebrada uma vez só por ano. Permaneceram no mandato de Jesus de fazer como Ele fez, para proclamar sua morte até que Ele venha. Toda celebração clama pela vinda do Senhor. Quer dizer que não é uma comida especial, mas uma comida que está aberta à vinda do Senhor. Por isso em cada missa dizemos: “Anunciamos, Senhor, sua morte, proclamamos sua vida e buscamos a ceia definitiva no Reino Celeste. Rezamos: “Deus, que hoje nos renovastes pela ceia de vosso Filho, dai-nos ser eternamente saciados na ceia do seu Reino”. Vem Senhor Jesus! Que sua vinda nos ensine a viver o dom que nos destes de ter parte com o Senhor. Cada Eucaristia nos abre ao dom de ter e ser parte com Ele para realizar sua missão.
ARTIGO PUBLICADO EM ABRIL DE 2020

EVANGELHO DO DIA 18 DE ABRIL

Evangelho segundo São João 6,16-21. 
Ao cair da tarde, os discípulos de Jesus desceram até junto do mar, subiram para um barco e seguiram para a outra margem, em direção a Cafarnaum. Já fazia escuro e Jesus ainda não tinha ido ter com eles. Como o vento soprava forte, o mar ia-se encrespando. Tendo eles remado duas e meia a três milhas, viram Jesus aproximar-Se do barco, caminhando sobre o mar e tiveram medo. Mas Jesus disse-lhes: «Sou Eu. Não temais». Quiseram então recebê-lo no barco, mas logo o barco chegou à terra para onde se dirigiam. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Teresa Benedita da Cruz 
(Edith Stein) 
(1891-1942) 
Carmelita, mártir, 
co-padroeira da Europa 
Poema «A tempestade», 1940 
«Sou Eu. Não temais»
- Senhor, como são altas as ondas,
e escura a noite!
Não poderias dar-lhe alguma claridade?
É que velo solitária na noite!

- Segura o leme com mãos firmes,
tem confiança, mantém a calma.
A tua barca é-Me preciosa,
a bom porto a levarei.

Mantém, sem desistires,
os olhos na bússola.
Ela ajuda-te a chegares ao destino
no meio da noite e da tempestade.

A agulha da bússola oscila, 
mas mostra segura a direção.
Ela te indicará o porto
aonde quero que arribes.

Tem confiança, mantém a calma: 
por noites e tempestades,
a vontade de Deus fiel te guiará,
se vigilante for teu coração.

São Perfeito de Córdoba, Mártir Festa: 18 de abril

(†)18 de abril de 850
 
Ele era padre, nascido em Córdoba, admirado pela amplitude e profundidade de seu conhecimento. Incitado a expressar sua opinião sobre a religião muçulmana e sobre Maomé, ele os atacou. Deixado à vontade por enquanto, foi acusado pouco depois por seus interlocutores como blasfemo perante o juiz; surpreso, como Álvaro relata, tentou se defender negando o fato, mas, preso, corajosamente confessou sua fé e, alguns meses depois, em 18 de abril de 850, morreu decapitado. Foi sepultado na basílica de San Acisclo, na escola da qual havia estudado. Seu martírio foi a causa imediata que provocou a longa sequência de martírios voluntários. São Eulogio descreveu seu martírio e o culto se desenvolveu imediatamente fora da Espanha. 
Martirológio Romano: Em Córdoba, na Andaluzia, Espanha, São Perfeito, sacerdote e mártir, que, por ter denunciado a doutrina muçulmana e professado firmemente a fé cristã, foi preso pelos mouros e depois perfurado pela espada.

São Galdino, bispo- Festa: 18 de abril

Em 1162, Galdino assistiu à destruição da sua cidade, Milão, por mãos de Frederico I Barbarossa, e aderiu a Alexandre III contra o antipapa Vitor VI. Ao ser criado Cardeal, tornou-se Arcebispo da cidade, onde contribuiu para reconstruí-la, física e espiritualmente, até à sua morte em 1176.
(*)Milão, 1096 - (✝︎)18 de abril de 1176 
Filho de pequenos nobres, Galdino nasceu em Milão e então iniciou a vida eclesiástica. Em 1160, ele era arcediago da catedral, e o encontramos com o arcebispo Oberto no acampamento dos milaneses. Em 1162, ele testemunhou a destruição da cidade ordenada pelo imperador Frederico I Barbarossa. Ele e o arcebispo apoiaram Alexandre III, eleito papa em 1159 por parte dos cardeais, enquanto outros elegeram o pró-alemão antipapa Ottaviano de' Monticelli com o nome de Vítor VI. Cisma na Igreja, portanto. Em 1165, Galdino foi nomeado cardeal e sucedeu Oberto na cadeira de Ambrósio. A cidade, no entanto, está em ruínas. Em 1167 começou a reconstrução, e um dos protagonistas foi ele. Ele reorganizou a Igreja na Lombardia e planejou auxílio para os muitos pobres.

Santa Anastácia de Egina, Viúva e Abadessa - 18 de abril

Há duas “Vitae”, substancialmente idênticas, uma grega e outra latina, que narram a vida de Santa Anastásia ou Atanásia. A grega é atribuída a Simão Metafraste; a latina é obra de Lippomano e de Surio, e consta da Acta SS. Augusti. Segundo a Vita, Anastácia viveu no século IX, na Ilha de Egina, Grécia. Ainda muito jovem se distinguia por suas virtudes. Desejava consagrar-se a Deus, mas, para obedecer aos pais, se casou. Seu esposo era um homem rico e jovem. Formaram um casal feliz até o falecimento do marido defendendo o porto de Egina, do qual os muçulmanos, vindos da Espanha, desejavam se apoderar. As leis da ilha forçavam as viúvas jovens a contrair novo casamento, pois ela estava despovoada devido à guerra. Seu novo esposo, mais rico do que o primeiro, era um homem bom e misericordioso com os pobres, como ela. Juntos se dedicavam à oração e a socorrer os indigentes. Depois de alguns anos, se separaram para se prepararem para a morte. Anastácia permaneceu em seu palácio, que transformou em convento, tendo sido eleita superiora (ou egumena, título dado na antiguidade ao leigo ou clérigo monástico eleito como dirigente do mosteiro; equivale a abade ou abadessa). As monjas tinham uma vida extremamente austera, e eram dirigidas por um habilidoso abade chamado Matias, que sugeriu que se mudassem para um lugar mais solitário: Tamia. Ali o mosteiro cresceu e prosperou.

Santa Antusa, Virgem, Princesa Imperial - Festa 18 de abril

A princesa Antusa nasceu cerca de 750 em Constantinopla, filha do imperador do Oriente, Constantino V Coprônimo, e da imperatriz Irene. Seu nome foi uma homenagem à Santa homônima de Onoriade (venerada no dia 27 de julho, fundadora de mosteiros masculinos e femininos, perseguida por causa da iconoclastia), que tinha vaticinado o feliz êxito da gravidez difícil da imperatriz. A princesa foi levada à piedade pela mãe, que cedo a deixou órfã. Após a morte da mãe, ela e seu irmão gêmeo, Leão, permaneceram na corte do seu ímpio pai. Antusa, porém, perseverou na verdadeira fé e cedo consagrou a Deus a sua virgindade. Constantino V Coprônimo (718-775), imperador do Oriente de 741 a 755, filho de Leão III, continuou a obra de seu pai. Em 751, entretanto, perdeu o exarcado de Ravenna. Depois, as intervenções de Pepino e de Carlos Magno fizeram fracassar seus projetos de reconquista da Península Italiana, e as dissidências religiosas com o Papado provocaram sua ruptura com Roma. No interior do império, a sua política administrativa trouxe uma real prosperidade a monarquia, mas a questão iconoclasta perturbou profundamente o seu reinado. O Concílio de Hieria, de 754, composto basicamente por bispos iconoclastas, condenou o culto de imagens e aprovou as novas leis religiosas e um novo patriarca, também iconoclasta. Seguiu-se uma campanha para remover imagens de igrejas e uma perseguição a monges que em sua maioria eram iconófilos.

Maria da Encarnação Bárbara Avrillot Acarie (1566-1618)

Ela nasceu em Paris, no dia 1o de fevereiro de 1566, e se chamava Bárbara Avrillot, filha do senhor de Champstreaux, riquíssimo, influente na corte francesa e na vida religiosa por ser um homem muito devoto, assim como sua descendência. Como era costume na época, apenas adolescente Bárbara foi enviada às Irmãs Menores da Humildade de Nossa Senhora, que habitavam nas proximidades. Regressou à família aos catorze anos e não pôde op-tar pela vida religiosa, pois aos dezesseis anos foi entregue como esposa ao visconde de Villemor, Pedro Acária, senhor de muitas terras, muito atuante na política da corte e cuja influência era tão forte quan-to à de sua família, possuidor de costumes sérios e seguidor dos preceitos cristãos. Tiveram seis filhos. O rei Henrique IV, após desfazer a Liga política à qual seu marido pertencia, mandou-o para o exílio e confiscou-lhe todos os bens. Foram quatro anos de várias atribulações financeiras e aflição de espírito. Porém Bárbara não se abateu, tomou a defesa do marido, não se detendo até provar a inocência dele e reaver todos os bens. Foi com essa fibra que educou os filhos com generosidade, no respeito e no serviço aos mais pobres, doentes e mais desamparados. Ensinou-os a viver de maneira simples, sóbria, modesta, e no amor à verdade, pois a verdade é Cristo.

Luca Passi Sacerdote, Beato (1789-1866)

Sacerdote italiano, promotor da 
Obra de Santa Doroteia e dos 
adoradores do Santíssimo Sacramento.
O servo de Deus Dom Luca Passi desde a sua juventude alimentou as aspirações apostólicas e missionárias, pelas quais se consagrou ao serviço do Senhor e foi testemunha fiel da caridade evangélica, especialmente na acção formativa humano-social e moral da juventude. O primeiro de onze filhos, nasceu em Bergamo em 22 de Janeiro de 1789 filho de Enrico e Caterina Corner, uma mulher de alta estima que o educou para as virtudes cristãs, enquanto seu pai era professor de seus estudos escolares e preparação para os Sacramentos da Confissão e Primeira Comunhão. No final do século XVIII, quando Bergamo entrou abruptamente em contacto com as ideias revolucionárias francesas, o conde Enrico, para proteger seus filhos, mudou a família para sua vila rural em Calcinate. Ali estava também o palácio do tio Dom Marco Celio Passi, que em 1798 se tornou um lar permanente para os seminaristas de Bérgamo quando o seminário foi suprimido. O tio, vigário geral da diocese, foi um exemplo brilhante para seus sobrinhos e três deles o seguiram na vida sacerdotal: Luca, Marco Celio e Giuseppe. Luca e Marco, quase contemporâneos, no seminário destacaram-se pela piedade, devoção a Nossa Senhora, compromisso com o estudo, observância das regras, exercício da correcção fraterna entre os companheiros, fervorosa vida espiritual.

Sabina Petrilli Religiosa, Beata 1851-1923

Nasceu em Sena em 29 de agosto de 1851, segunda filha de Celso e Matilde Venturini. Aos 15 anos se inscreveu na Congregação das Filhas de Maria e é rapidamente eleita presidente. Dentro de um ano fez o seu primeiro voto de virgindade. Em 1869 é recebida pelo Papa Pio IX que a exorta a seguir a norma de Santa Catarina de Sena. Em 15 de agosto de 1873 na capelinha da casa com outras cinco companheiras ela toma o voto de castidade, obediência e pobreza na presença do confessor e com a aprovação do Mons. Enrico Bindi que concede a primeira licença para iniciar uma obra em beneficio dos pobres. A nova família religiosa recebe o nome de Congregação das Irmãs dos Pobres de Santa Catarina de Siena. Em 1881 Madre Sabina inicia a fundação do Convento em Viterbo e em 1903 a primeira missão em Belém, no Brasil. A Constituição da Congregação, já enviada ao pontífice, é aprovada em 17 de junho de 1906. Sucessivamente Madre Sabina toma o voto de “não negar voluntariamente ao Senhor”, o voto de “perfeita obediência” e ao Director Espiritual o voto de “não lamentar-se deliberadamente de nenhum sofrimento externo e interno”e o voto de “completo abandono ao vontade do Senhor”. Savina Petrilli faleceu em 18 de abril de 1923 as 17:20 horas.

ORAÇÕES - 18 DE ABRIL

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
18– Sábado – Santos: Maria da Encarnação, Faustino, Galdino
Evangelho (Jo 6,16-21) “Já estava escuro e Jesus ainda não viera encontrá-los. O mar se agitava, porque soprava um vento forte.”
Ao cair da tarde os discípulos estavam cansados, mas ainda precisavam remar. Vento, mar agitado, e Jesus não estava com eles. Viram um vulto que se aproximava no escuro, andando sobre a água, e ficaram com medo. Jesus disse: “Não tenham medo, sou eu”. O evangelho não conta se depois comentaram o acontecido. O certo é que puderam perceber que Jesus era alguém especial.
Oração
Senhor Jesus, nas horas difíceis, quando mar se agita e o vento sopra, percebemos quanto precisamos de vós. Pensamos que estais longe, ficamos com medo achando que não vos importais. Mas, como dissestes, não precisamos ter medo, porque vós sois quem sois, o Filho de Deus, e podeis ajudar-nos. Estais sempre conosco, e por isso a viagem sempre será curta e o mar sem perigo. Amém.