quinta-feira, 28 de maio de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Alegrai-vos!”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Seu nome era João
 
Advento com São João Batista. 
João prepara os caminhos do Senhor e mostra presente a ação de Deus em Jesus que vem proclamar o Ano da Graça do Senhor. É o tempo de Deus agir em sua misericórdia. O nome João, Iohanan, é sua missão de misericórdia. Por isso se acentua a misericórdia de Deus; É o sinal da alegria da intervenção de Deus. Seu anúncio é para dar testemunho da luz para que todos cheguem à fé por meio dele. Viver na fé é viver na Luz. Mostra que a Luz que ilumina todo homem que vem a esse mundo é Jesus. Somente por meio Dele é que poderemos ter a luz que nos abre ao conhecimento de Deus. O texto de Isaías mostra esse tempo como o tempo de remissão total e o tempo da libertação dos pobres de todas suas cadeias e feridas. É a boa nova que agora vai dirigir os caminhos do mundo. O júbilo do profeta foi vivido por João que viu e apresentou o Messias prometido. Todo aquele que crê, torna-se uma luz e um anúncio desse tempo novo. Isso é estar “revestido com as vestes da salvação e envolvido com o manto da justiça”. Deus escolhe os pequenos para realizar suas grandes obras. Maria canta: “Ele viu a pequenez de sua serva” (Lc 1,48). João faz parte dos pequeninos, mesmo sendo um profeta de fogo, como Elias. Pequeno porque se põe ao serviço de preparar os caminhos. Ele aplaina os caminhos do Senhor. Para o retorno do povo libertado, o profeta anuncia uma bela estrada no deserto para que o povo faça com facilidade o caminho de retorno à pátria. Agora João se vê preparando o povo para o encontro com o Messias.
Estai sempre alegres 
A temática desse domingo é a alegria.
A vinda do Senhor nos atiça ao júbilo de sua presença. Deus mesmo vai nos santificar em tudo: alma, espírito e corpo (1Ts 5,23). É o homem em todas suas dimensões. Não existe, na mentalidade de Paulo, santificação da alma. Mas sim do homem inteiro em tudo o que ele é e lhe pertence. Tudo isso para nos conservamos para a vinda do Senhor. Ele realiza em nós a santidade que é júbilo. A alegria é o resultado da purificação da presença de Jesus no meio de nós. Nele tudo é santificador. Santificar é colocar-se a serviço do bem. Por isso, a temática do domingo clama para a alegria. O cristão é sempre alegre. Diz-se que um santo triste é um triste santo. Vemos aí a passagem da vida comum à vida junto do Senhor que vem. É a temática que envolve o tempo de Natal. João Batista é um santo da vida madura de Jesus. Mas seu nascimento foi de grande alegria para todo o povo, pois indicava que Deus o visitava. Sua missão profética despertou o sentimento de que Deus continua falando. Celebrar o Advento é retomar o vigor da ação de Deus que é sempre rico em seus dons. 
Celebrar com júbilo 
A oração pede a Deus “que o fiel possa chegar às alegrias da Salvação e celebrá-las sempre com intenso júbilo na solene liturgia”. A liturgia é o momento de entrar em contato com o mistério ocorrido e agora celebrado. Não há distância entre o celebrado e o vivido. A finalidade da celebração é tornar presente aquilo que cremos pela fé. Não há uma distância entre o fato e a celebração. “Fazei isso em memória de mim”. A memória é atualizadora do acontecimento e traz em si toda a graça reservada a esse mistério. Por isso o Mistério da Vinda futura e a Vinda na carne se tornam presentes. O ano litúrgico não é uma simples memória de acontecimentos, mas memória que torna vivos os acontecimentos. Celebrar é fazer-se presente, como o mistério se faz presente a nós. 
Leituras: Isaias 61,1-2ª.10-11; Cântico Lucas 1.;
1Tessalonicenses 5,16-24; João 1,6-8.19-28. 
1. Todo aquele que crê, torna-se uma luz e um anúncio desse tempo novo. 
2. A alegria é o resultado da purificação da presença de Jesus no meio de nós. 
3. A finalidade da celebração é tornar presente aquilo que cremos pela fé.
A festa não acaba 
Chegados a esse tempo, temos um sabor de festa. Parece que tudo quer explicar que coisa boa vai acontecer. São poucos dias, mas de muita agitação que mexem com o coração. O Natal não acaba. É sempre vida nova que vai brotando. O Natal vem pra ficar no coração, mesmo que mudem os dias. Quem descobre sua beleza, não perde o jeito. Celebrar é gostar de viver. Viver o Natal é descobrir a fonte que jorra. 
Homilia do 3º Domingo do Advento (13.12.2020)

EVANGELHO DO DIA 28 DE MAIO

Evangelho segundo São Marcos 10,46-52. 
Naquele tempo, quando Jesus ia a sair de Jericó com os discípulos e uma grande multidão, estava um cego, chamado Bartimeu, filho de Timeu, a pedir esmola à beira do caminho. Ao ouvir dizer que era Jesus de Nazaré que passava, começou a gritar: «Jesus, Filho de David, tem piedade de mim». Muitos repreendiam-no para que se calasse. Mas ele gritava cada vez mais: «Filho de David, tem piedade de mim». Jesus parou e disse: «Chamai-o». Chamaram então o cego e disseram-lhe: «Coragem! Levanta-te, que Ele está a chamar-te». O cego atirou fora a capa, deu um salto e foi ter com Jesus. Jesus perguntou-lhe: «Que queres que Eu te faça?». O cego respondeu-Lhe: «Mestre, que eu veja». Jesus disse-lhe: «Vai: a tua fé te salvou». Logo ele recuperou a vista e seguiu Jesus pelo caminho. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Jean Tauler 
(1300-1361) 
Dominicano de Estrasburgo 
Sermão 10 
«Logo ele recuperou a vista e 
seguiu Jesus pelo caminho» 
«Eu sou a luz do mundo» (Jo 8,12). 
Ele é a luz que dá brilho a todas as luzes da Terra: às luzes materiais, como o Sol, a Lua, as estrelas e os sentidos físicos do homem; e à luz espiritual, à inteligência do homem, graças à qual todas as criaturas devem refluir para a sua origem. Sem este refluxo, estas luzes criadas são, em si mesmas, verdadeiras trevas, comparadas com a luz autêntica por essência, que é luz para todo o mundo. O Senhor recomenda-nos: «Renuncia à tua luz, que é trevas em comparação com a minha luz, e que Me é contrária, porque Eu sou a verdadeira luz e quero dar-te, em troca das tuas trevas, a minha luz eterna, a fim de que ela te pertença como Me pertence a Mim mesmo, e de que tu tenhas o meu ser, a minha vida, a minha felicidade e a minha alegria». Qual é, então, o caminho mais curto que conduz a verdadeira luz? Tal caminho consiste em renunciar verdadeiramente a si mesmo, em amar só a Deus e só a Ele ter em vista, em não querer em coisa alguma o próprio interesse, mas desejar e procurar somente a honra e a glória de Deus, em esperar tudo imediatamente de Deus e, sem desvio nem intermediário, a Ele remeter todas as coisas, venham de onde vierem, a fim de que haja entre Deus e nós um fluxo e um refluxo imediatos: eis o verdadeiro caminho, o caminho reto.

Santos Emílio, Felice, Príamo e Feliciano, mártires venerados na Sardenha

Dia festivo: 28 de maio
 
Eles são comemorados no Geronimiano e em outros martirológios antigos em 28 de maio. Mas Príamo representa Primo e Felice é identificado com Feliciano: dois autênticos mártires romanos de 9 de junho. Nada se sabe sobre Emílio. A indicação da Sardenha como local do martírio é um erro. É verdade que as relíquias de Príamo, Luciano (uma corruptela de Feliciano) e Emiliano (uma variante de Emílio) foram encontradas nesta ilha em 1620. A veneração a Emílio é difundida na Sardenha. A diocese de Bosa o tem como seu principal padroeiro, juntamente com Príamo; Belvi conserva uma estátua de madeira dele do século XVI e tinha uma antiga pequena igreja dedicada a ele, abandonada no início do século XVII e reconstruída em 1926. Na província de Cagliari, a vila de Sestu tem uma igreja em honra de São Gemiliano (uma variante de Emílio), que data de cerca de 1260; outra cidade, Samassi, tem uma de cerca de 1290.
Etimologia: Emilio = cortês ou emulador, do latim 
Emblema: Palma

Santa Maria Ana de Paredes virgem, +1645

Santa Maria Ana de Paredes nasceu em Quito, Equador, no dia 31 de Outubro de 1618. Órfã de pai aos quatro anos e de mãe dois anos mais tarde. Foi educada pela irmã mais velha. Jovem ainda, foi iniciada nos Exercícios de Santo Inácio de Loyola. Por várias vezes tentou abraçar a vida religiosa, quer como missionária no meio aos índios, quer como reclusa em algum convento. Por fim, foi apoiada pelos irmãos, que lhe deram alguns aposentos da casa, que Santa Maria Ana transformou em clausura. Passou ali a vida inteira recolhida, dedicando-se à penitência e à oração, saindo apenas para assistir à missa e para ajudar os pobres, os necessitados e consolar os infelizes. Em 1645, ofereceu a sua vida pelas vítimas da epidemia que assolava a cidade de Quito. Caindo gravemente enferma, morreu nesse mesmo ano. Foi canonizada por Pio XII, em 1950. É a primeira santa do Equador. Foi proclamada também heroína nacional.

28 de maio - Beato Iuliu Hossu

Iuliu Hossu nasceu em 30 de janeiro de 1885 em Milaşul Mare, então Áustria-Hungria, hoje Romênia, era filho de um padre greco-católico. Ele estudou os temas de Filosofia e Teologia Católica em Budapeste, Viena e Roma, e em 27 de março de 1910, recebeu do bispo Basílio Hossu, seu tio (seu pai Ioan e Basil eram primos) o sacramento de Ordens Sagradas. A partir de 1911 ele realizou várias tarefas ao serviço do Bispo de Gherla, no período de 1914-1917 ele foi um capelão militar para os soldados romenos no exército austro-húngaro. Em 21 de abril de 1917 foi nomeado bispo de Gherla, Armenopoli, Szamos-Újvár para os fiéis do rito bizantino-romeno. A consagração episcopal aconteceu em 4 de dezembro de 1917.

28 de maio - Beata Maria Serafina do Sagrado Coração

Clotilde Micheli nasceu em Imer (Trento) no dia 11 de setembro de 1849. Seus pais eram profundamente católicos. Com 03 anos, como era uso então, recebeu o Sacramento da Crisma e aos 10 anos recebeu a Primeira Comunhão. No dia 2 de agosto de 1867, com 18 anos, quando estava em oração na igreja de Imer, Nossa Senhora manifestou-lhe que era a vontade de Deus que fosse fundado um instituto religioso com a finalidade específica de adorar a Santíssima Trindade, com especial devoção a Nossa Senhora dos Anjos, estes, modelos de oração e de serviço. Seguindo os conselhos de uma senhora sábia e prudente, Constança Piazza, Clotilde dirigiu-se para Veneza para se aconselhar com Monsenhor Domenico Agostini, futuro patriarca daquela cidade, que a aconselhou a iniciar a obra desejada por Deus, começando por redigir a Regra do Instituto.

Beato Luis Biraghi

Fundador das religiosas de Santa Marcelina, ele, confiando àquelas ardorosas primeiras apóstolas a missão de “ENSINAR JESUS” na atividade educativa, quis que tivessem Santa Marcelina, irmã mais velha de Santo Ambrósio, como modelo, para serem, tal como sua protetora, sinal no tempo, de uma sede de Deus, que transfigura a vida e impele ao serviço dos irmãos. e educando mais com a força do amor e do exemplo, do que com muitas palavras. Luis Biraghi nasceu em Vignate (Itália) a 2 de Novembro de 1801, quinto de oito filhos de Francisco e Maria Fini, agricultores. De 1813 a 1825 fez os estudos de humanidade, filosofia e teologia, distinguindo-se sempre. Como diácono, foi encarregado do ensino de letras nos seminários menores, cargo que lhe foi confirmado depois da ordenação presbiteral (28 de Maio de 1825) que ele desempenhou com paixão.

Santa Ubaldesca Taccini, Virgem da Ordem de Malta - 28 de maio

Martirológio Romano:
Em Pisa, da Toscana, Santa Ubaldesca, virgem, que durante cinquenta anos, desde os dezesseis de idade até sua morte, realizou de forma constante e perfeita obras de misericórdia no hospital de sua cidade. (c. 1130-1206). 
Santa Ubaldesca Taccini: ela protestou a um anjo que ela não tinha o dote necessário para se juntar à congregação... e esmolava nas ruas de Pisa para manter a Ordem e seus ministérios. Santa Ubaldesca Taccini é uma santa que marcou profundamente a vida espiritual de Pisa nos séculos XII e XIII, junto com Santa Bona, São Guido da Gherardesca e São Ranieri. Em um período histórico que viu a República Marítima de Pisa dominar o Mediterrâneo e os seus cidadãos gozarem de um determinado padrão de vida, a santa propôs um modelo de vida separada da vida social da cidade e estritamente fiel à mensagem de pobreza e de renúncia pregada por Jesus.

Santa Heliconis de Tessalônica Virgem e mártir Festa: 28 de maio

† 244
 
De acordo comsua Passio, ele pregou o Evangelho em Corinto, desafiando as autoridades pagãs e sofrendo torturas atrozes nas mãos do procônsul Perênio. Milagrosamente ilesa, ela continuou a desafiar ídolos, derrubando-os em um templo pagão. Sua reputação de resistência chegou a Justino, o novo procônsul, que a submeteu a novas torturas, sempre em vão. Jogado em uma fornalha ardente, nas chamas que matavam soldados ou em uma cama de bronze incandescente, Heliconis encontrou conforto e força nas aparições de Cristo e dos arcanjos. Nem mesmo os leões famintos poderiam fazer uma mossa em sua fé inabalável. Finalmente, em 244, a decapitação pôs fim ao seu martírio, de cujo tronco, segundo a lenda, fluía leite em vez de sangue. 
Martirológio Romano: Em Corinto na Acaia, Grécia, Santo Elicónis, mártir, que, no tempo do imperador Gordiano, sob o governador Perennius e depois sob seu sucessor Justino, sofreu muitas torturas, coroou seu martírio com decapitação.

Bem-aventurada Maria da Natividade, Virgem Mercedária Festa: 28 de maio

† 1580 
A Bem-Aventurada Maria da Natividade, nascida Anna de Corro, consagrou-se ao Senhor desde os primeiros anos, quando entrou no mosteiro mercedário da Assunção em Sevilha (Espanha). Cheia de virtude e humildade, ela era continuamente animada por visões celestiais e permanecia por muito tempo em contemplação, louvando ao Senhor. Um grande número de pessoas afluía ao convento para se recomendar às suas orações enquanto sua santidade crescia dia a dia, até que no ano de 1580 ela ascendeu ao Noivo celestial acompanhada por uma doce música por seus muitos méritos adquiridos. A Ordem celebra-o no dia 28 de maio. Bem-aventurada Maria da Natividade!

Beata Maria Bartolomea Bagnesi Dominicana Festa: 28 de maio

Florença, 1514 - 1577
 
A florentina Maria Bartolomea Bagnesi passou grande parte da sua vida acamada devido a uma doença. Após a sua morte, realizou um milagre para outra mulher que também viria a ser santa após sofrer: Maria Maddalena de' Pazzi (que a precede no calendário por uma pequena distância, a 25 de maio). Em 1582, esta última entrou para o mosteiro carmelita florentino de Santa Maria degli Angeli, onde Maria Bartolomea fora sepultada alguns anos antes, em 1577, e onde o seu corpo incorrupto ainda hoje é venerado. A beata nasceu em 1514 e, aos dezoito anos, foi acometida por uma grave e misteriosa doença que se intensificava todas as sextas-feiras, durante a Semana Santa, e em várias outras solenidades litúrgicas. Ela suportou-a com fé. Aos 33 anos, a doença deu-lhe uma trégua, permitindo-lhe tomar o hábito de terciária dominicana. O seu culto foi aprovado em 1804. (Avvenire) 
Martirológio Romano: Em Florença, a Beata Maria Bartolomea Bagnesi, virgem, freira da Penitência de São Domingos, que por cerca de quarenta e cinco anos suportou muitas e amargas dores.

Beata Margarida Pole, Mãe de família, Mártir - Festejada 28 de maio

Nobres, eclesiásticos e funcionários da corte de Henrique VIII, rei da Inglaterra, foram decapitados porque se opunham ao seu divórcio e a sua consequente separação da Igreja de Roma. Alguns deles tiveram sua morte reconhecida como autêntico martírio e foram elevados à honra dos altares. A perseguição não poupou a sobrinha dos reis Eduardo IV e Ricardo III da Inglaterra, Margarida, filha do Duque de Clarence, irmão daqueles monarcas, e de Isabel Neville, a filha de Ricardo Neville, Conde de Warwick. Margarida nasceu em 14 de agosto de 1471, no Castelo de Farleigh, em Somerset (Inglaterra), e cresceu na corte, junto com os filhos de Eduardo IV, porque seus pais haviam falecido quando ela tinha poucos anos de vida. Margaret, por parte de seu avô paterno, Ricardo de York, era herdeira da Casa de York, a principal Casa Real que ainda conseguia ofuscar a Casa dos Tudor.

Germano de Paris Bispo e Santo (496-576)

Nascer e prosseguir vivendo não foram tarefas fáceis para Germano. Ele veio ao mundo na cidade de Autun, França, no ano 496. Diz a tradição que sua mãe não o desejava, por isso tentou abortá-lo, mas não conseguiu. Quando o menino atingiu a infância, ela atentou novamente contra a vida dele, tentando envenená-lo, mas também foi em vão. Acredita-se que ele pertencia a uma família burguesa e rica, pois, depois disso, foi criado por um primo, bem mais velho, ermitão, chamado Escapilão, que o fez prosseguir os estudos em Avalon. Germano, com certeza, viveu como ermitão durante quinze anos, ao lado desse parente, em Lazy, aprendendo a doutrina de Cristo. Decorrido esse tempo, em 531 ele foi chamado pelo bispo de Autun para trabalhar ao seu lado, sendo ordenado diácono, e três anos depois, sacerdote.

Justo de Urgel Bispo, Santo (+ 527)

São Justo nasceu na Espanha Citerior, de pais católicos, cuja piedade era bem patente na educação cristã dos quatro filhos que lhes concedera o céu, os quais foram: o nosso santo (JUSTO), NEBRÍDIO, JUSTINIANO e ELPÍDIO, dos quais Santo Isidoro de Sevilha faz menção com particular elogio no catálogo dos varões ilustres que haviam florescido em Espanha, chegando a ser, por seus relevantes méritos, prelados de quatro diferentes igrejas, respectivamente de Urgel, Egara, Valência e Huesca. Seus pais, logo que Justo chegou á idade competente, destinaram-no ás letras, nas quais fez maravilhosos progressos, bem como na ciência dos santos e na virtude. Conheceu que a base, o princípio e o fundamento da verdadeira sabedoria era o temor de Deus, e condimentando o estudo com a oração, e os exercícios literários com a prática de boas obras, mostrou ser santo e doutor.

Nossa Senhora do Lírio

     Este título Maria Santíssima já recebeu nas Sagradas Escrituras. Nelas o lírio, por sua beleza pura e sublime perfume, é usado com frequência para designar as virtudes, a dignidade real, a beleza da sabedoria e a união esponsal. É muito fácil compreender qual a razão de a Virgem Maria sempre ser comparada à esta flor. O lírio é o símbolo da pureza e da beleza perfeita, em toda a natureza. E a Imaculada Conceição de Maria lhe conferiu a eterna pureza do corpo, a beleza perfeita da alma e o espírito pleno de sabedoria. Por isto, Maria é o lírio de Deus, a única criatura plena de todas as graças.
     Maria foi cantada em verso e prosa como um campo de lírios, e também, representada segurando um lírio na mão ou ladeada por estas flores. Mas a expressão latina: "lilium inter spinas", ou seja: "lírio entre espinhos", citada na Ladainha de Nossa Senhora de Loreto escrita em 1578, sem dúvida alguma é aquela que melhor descreve a Mãe de Deus.
     Esta comemoração se refere à primeira igreja dedicada à Nossa Senhora do Lírio. Situada na abadia cisterciense fundada em 1244, pelo rei São Luís IX e a rainha Branca de Castela, sua virtuosa mãe, que cedeu um castelo de sua propriedade em Melun, França. Antes de falecer, em 1252, a rainha-mãe expressou o desejo de ser sepultada na igreja desta abadia.

ORAÇÕES - 28 DE MAIO


Oração da manhã de todos os dias
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
28 Quinta-feira – Santos: Bernardo de Novara, Emílio, Margarida Pole
Evangelho (Mc 10,46-52) “O filho de Timeu, Bartimeu, cego e mendigo, estava sentado à beira do caminho.”
Bartimeu nem podia imaginar que seu dia seria diferente. Esperava conseguir uma moeda, um pedaço de pão, ou até uma palavra amiga. Aconteceu estar no caminho de Jesus. Isso mudou sua vida. Também estou à beira da estrada; e não quero perder a passagem de Jesus.
Oração
Jesus, creio em vosso amor e no imenso cuidado que tendes por mim. Confio em vós, e aceito que orienteis minha vida como quereis. Ajudai-me a estar sempre onde quereis encontrar-me; que não deixe de perceber vossa passagem e grite pedindo socorro. Que eu não me atrase, nem reclame achando que tardais. Eu vos espero. Amém.

quarta-feira, 27 de maio de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - Imaculada Conceição

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Habitação digna
 
Que bom que nossa querida Mãe do Céu tenha esta proclamação tão nobre na santa a Igreja. Maria tem tantos privilégios? Que felizes são os pais e os irmãos, quando os filhos recebem uma vitória, uma medalha, um diploma... De Maria não foram inventadas virtudes, graças e dons. Foram reconhecidos. Os dogmas não são invenções, mas reconhecimento. Por isso, a Igreja se alegra com sua filha predileta, pois ela gerou Aquele que nos trouxe a Vida. Cada dogma nasce como explicação daquela verdade que Maria traz em si. Rezamos no prefácio: “A fim de preparar para vosso Filho mãe que fosse digna Dele, preservastes a Virgem Maria da mancha do pecado original, enriquecendo-a com a plenitude de vossa graça”. Temos os dogmas da Imaculada, da Maternidade Divina, de Virgindade Perpétua. Por todos esses dons será elevada ao Céu. E intervém pelo povo. A Imaculada Conceição é a árvore que dá o fruto bendito. É a nova Eva que não se deixou levar pela tentação da serpente. Maria, como Mãe de tão grande Filho, terá passado por aquelas tentações que Eva passou: “Sereis iguais a Deus” (Gn 3,5). Eva disse sim à serpente. Maria disse sim a Deus. Faça-se em mim segundo a tua palavra (Lc 1,38). Os privilégios de Maria, como em Jesus, são tocados pela tentação. Ela correspondia e estava sempre meditando em seu coração (Lc 2,19). O Espírito que veio sobre ela na concepção de Jesus permanece como o Mestre que a instrui para que instrua Jesus. 
Em previsão dos méritos de Cristo 
Como podemos entender que Maria vivia na plenitude da graça, antes da missão de Jesus ter se realizado. Como foi redimida, se Jesus não tinha ainda morrido por nós? A resposta está na oração na qual mostra que Deus quis preservá-la de todo pecado em previsão dos méritos de Cristo. A redenção de Cristo, realizada no seu mistério de salvação, é para todos os tempos, não só para o momento. Senão quem veio antes está perdido para sempre. Não rezamos no “Creio”: “Foi crucificado, morto e sepultado. Desceu à mansão dos mortos, ressuscitou ao terceiro dia”. Dizíamos “desceu aos infernos”... onde estavam os mortos na espera da salvação, desde Adão. A redenção é para todos os tempos. Maria é a primeira redimida. Jesus não podia entrar na corrente do pecado original, como acontece conosco e somos batizados. Por isso, formou Maria imune de todo o pecado, cheia da graça divina, para poder acolher em seu seio o Germe Divino. Jesus é a semente do mundo que se renovará em sua morte e ressurreição. 
Fomos purificados 
Maria, em sua Imaculada Conceição é modelo da nova humanidade. Modelo de raiz e modelo de vida. Assim nos são curadas as feridas do pecado e nos é estimulada uma vida que lute para tirar o mal de si e do mundo. É uma meta e um desafio. Para isso podemos contar com sua amorosa proteção e guia. Ela foi concebida sem pecado. Por isso pode curar as feridas do pecado que estão em nós. Não é um dom pessoal, mas para todo o povo de Deus. Esse dom não dispensa Maria de continuar na batalha contra o mal, como fez Jesus vencendo as tentações. Ele vencendo, deixando que a Palavra se fizesse carne nela e tomasse forma em sua vida, atenta à compreensão do mistério de seu Filho. Assim, a devoção a Maria, mais que um ato de piedade, é uma atitude de acolher o Evangelho vivido e gerado para o mundo. Seremos imaculados, não por não termos pecado, mas por buscarmos sempre a vida divina implantada em nós pelo batismo.
ARTIGO PUBLICADO EM NOVEMBRO DE 2020

EVANGELHO DO DIA 27 DE MAIO

Evangelho segundo São Marcos 10,32-45. 
Naquele tempo, Jesus e os discípulos subiam a caminho de Jerusalém. Jesus ia à sua frente. Os discípulos estavam preocupados e aqueles que os acompanhavam iam com medo. Jesus tomou então novamente os Doze consigo e começou a dizer-lhes o que Lhe ia acontecer: «Vede que subimos para Jerusalém e o Filho do homem será entregue aos príncipes dos sacerdotes e aos escribas. Vão condená-lo à morte e entregá-lo aos gentios; hão de escarnecê-lo, cuspir-Lhe, açoitá-lo e dar-Lhe a morte. Mas ao terceiro dia ressuscitará». Tiago e João, filhos de Zebedeu, aproximaram-se de Jesus e disseram-Lhe: «Mestre, nós queremos que nos faças o que Te vamos pedir». Jesus respondeu-lhes: «Que quereis que vos faça?». Eles responderam: «Concede-nos que, na tua glória, nos sentemos um à tua direita e outro à tua esquerda». Disse-lhes Jesus: «Não sabeis o que pedis. Podeis beber o cálice que Eu vou beber e receber o batismo com que Eu vou ser batizado?». Eles responderam-Lhe: «Podemos». Então Jesus disse-lhes: «Bebereis o cálice que Eu vou beber e sereis batizados com o batismo com que Eu vou ser batizado. Mas sentar-se à minha direita ou à minha esquerda não Me pertence a Mim concedê-lo; é para aqueles a quem está reservado». Os outros dez, ouvindo isto, começaram a indignar-se contra Tiago e João. Jesus chamou-os e disse-lhes: «Sabeis que os que são considerados como chefes das nações exercem domínio sobre elas e os grandes fazem sentir sobre elas o seu poder. Não deve ser assim entre vós: quem entre vós quiser tornar-se grande, será vosso servo, e quem quiser entre vós ser o primeiro, será escravo de todos; porque o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida pela redenção de todos».
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santo Efrém 
(306-373) 
Diácono da Síria, 
doutor da Igreja 
Comentário ao Diatessaron, 20, 2-7 
«O Filho do homem 
veio para dar a vida» 
«Meu Pai, se é possível, 
passe de Mim este cálice» (Mt 26,39)
Ele bem sabia aquilo que dizia ao Pai – que era possível o Pai afastar o cálice –, mas viera bebê-lo por todos, a fim de pagar com esse cálice a dívida que a morte dos profetas e dos mártires não pudera pagar. Aquele que havia descrito a sua condenação à morte nos profetas e que havia prefigurado o mistério da sua morte pelos justos, quando chegou a altura de consumar essa morte, não Se recusou a beber o cálice. Se não tivesse querido bebê-lo, mas antes afastá-lo, não teria comparado o seu corpo com o Templo nesta frase: «Destruí este Templo e em três dias o levantarei» (Jo 2,19); nem teria dito aos filhos de Zebedeu: «Podeis beber o cálice que Eu vou beber?»; e ainda: «Tenho de receber um batismo» (Lc 12,50). «Se é possível, passe de Mim este cálice»: Ele diz isto por causa da fraqueza que adotara, que não era fingida, mas real. Uma vez que Se fizera pequeno e que tinha de facto adotado a nossa fraqueza, temia e sentia-Se abalado na sua fraqueza. Tendo revestido a forma humana, tendo adotado a fraqueza humana, comendo quando tinha fome, cansando-Se com o trabalho, deixando-Se vencer pelo sono, tudo o que estava relacionado com a carne tinha de ser cumprido quando chegou a altura da sua morte. A fim de trazer conforto aos seus discípulos pela sua Paixão, Jesus sentiu o que eles sentem: tomou sobre Si o medo deles, para lhes mostrar, pela semelhança da sua alma, que não devem vangloriar-se a propósito da morte antes de terem passado por ela. Com efeito, se Aquele que nada teme sentiu medo e pediu para ser salvo quando sabia que tal era impossível, quanto mais devem os outros perseverar na oração perante a tentação, a fim de serem dela libertados quando se apresentar. Para dar coragem aos que temem a morte, Ele não escondeu o seu próprio receio, para que eles saibam que este medo não os leva ao pecado, desde que não permaneçam nele. «Todavia, não se faça como Eu quero, mas como Tu queres» (Mt 26,39): que Eu morra para dar a vida à multidão.

São Júlio (o veterano) de Durostoro Mártir- 255 - 302-Festa: 27 de maio

Veterano romano , ele abraçou a fé cristã na velhice. Quando o imperador Diocleciano desencadeou a perseguição em 302 d.C., Júlio, já aposentado, não se furtou ao seu dever de defender sua fé. Preso e levado perante o governador Máximo, Júlio recusou-se a adorar ídolos pagãos, professando sua devoção ao Deus cristão. Diante de sua fé inabalável, o governador Máximo ordenou sua execução. Júlio encarou a morte com serenidade e coragem, oferecendo seu sacrifício como testemunho de sua fé. 
Martirológio Romano: Em Silistra, na Mésia, na atual Bulgária, São Júlio, mártir, um veterano do exército aposentado, foi preso em tempos de perseguição pelos oficiais e levado perante o governador Máximo. Tendo desprezado os ídolos em sua presença e confessado a fé em Cristo com grande firmeza, foi punido com a pena de morte.

27 de maio - São Bruno de Würzburg

São Bruno de Würzburg nasceu em 1005, era filho do duque Conrado I e de Matilde da Suábia, parente do Papa Gregório V e dos imperadores Conrado II e Henrique III, Bruno foi chefe da chancelaria imperial italiana de 1027 a 1034, quando Conrado II nomeou-o sucessor do bispo Meinhard, falecido em 22 de março de 1034, na sede episcopal de Würzburg. Cheio de zelo, cuidou da educação do clero e escreveu um conhecido comentário sobre os Salmos, ao qual ele anexou uma análise de dez hinos bíblicos, basicamente um conjunto de trechos de obras dos Padres da Igreja. Fundou e restaurou muitas igrejas na diocese, reconstruiu sua catedral, na maior parte, às suas próprias custas. Em 1040, acompanhou Henrique III em uma viagem pela Alemanha e, em 1042, tomou todas as providências do contrato matrimonial de Henrique III com Agnes de Poitou, filha de Guilherme da Aquitânia. Em 1045, seguiu o imperador em sua segunda campanha contra os húngaros.