segunda-feira, 9 de março de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Amar como Pai”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SEMHOR
Ovelha perdida
 
Jesus era recriminado por viver misturado com os pecadores. Para Ele não valia o provérbio: “Diga-me com quem andas, e direi quem tu és”. Podemos até dizer o contrário: Diga-me com quem andas que conhecerei que és como teu Pai’. Ele faz, o que faz o Pai: “O Filho, por si mesmo, nada pode fazer, mas só aquilo que vê o Pai fazer; tudo o que Ele faz o Filho o faz igualmente” (Jo 5,19). Assim entendemos por que tem essa preferência em estar com os “pecadores”. Eles são as ovelhas perdidas e o filho extraviado. O próprio Paulo, na carta a Timóteo, diz que ele era o perseguidor e, foi designado para o maior serviço de evangelização. E ajunta: “Cristo veio ao mundo para salvar os pecadores. Eu sou o primeiro deles”! Não se trata de um desprezo e exclusão dos justos, fariseus e escribas que viviam a lei com perfeição. Não entendendo a vontade do Pai, se puseram contra o Filho. Assim Jesus, com a parábola do filho perdido que é acolhido com festas, ensina que a salvação é para quem precisa. Vemos que no livro do Êxodo, no caso do bezerro de ouro, pecado com o qual o povo rejeita o Deus que o tirara do Egito, por ter colocado sua glória numa imagem de um bezerro que come capim (Sl 105,20). Moisés convence Deus a não destruir o povo. A conversão é motivo de festa no Céu: “Haverá mais alegria no Céu por um só pecador que se converte, do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão” (Lc 15,7). Na Igreja que privilegiamos os bons e desprezamos os “ruins” aos nossos olhos. Somos chamados a ter a atitude de Jesus, que é a de seu Pai. 
Este teu irmão 
Na parábola do filho perdido há um diálogo importante que nos faz ver sua continuação alertando os fariseus para que eles acolham os pecadores. O pai acolhe. O filho mais velho, que viveu sempre junto do Pai, não percebeu a riqueza que tinha em mãos. Viveu com o pai e não percebeu que tinha tudo e quanto era querido. Recusa, como os fariseus, a participar da festa da volta. Ele acusa o pai dizendo: “Esse teu filho que gastou ... teus bens, fazes festa”. O pai lhe devolve a fraternidade: “Esse teu irmão estava perdido e foi encontrado. É preciso festejar e alegrar-nos, porque ele estava morto e tornou a viver” (Lc 15,29-32). Pelo fato de ter se perdido, não perde o direito de ser amado. O filho mais velho é a figura dos fariseus que não aceitam a atitude de Jesus para com os pecadores. Diz Jesus: Vocês procuram até achar uma ovelha ou uma moeda perdidas . Mais alegria há no céu por um só pecador que se converte do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão (Id 7). As pastorais de nossas igrejas privilegiam os bons que não dão um passo. A Igreja não os despreza. Infelizmente não há uma opção clara e decidida pelos “pecadores” e pobres. Deveria acontecer que todos os “santos e bons” movessem-se em favor dos necessitados. Pior é que dizem que é política. Deus não desiste. 
Encontrei misericórdia 
Paulo, na primeira carta a Timóteo, diz que foi buscado por Deus que teve confiança nele para designá-lo a seu serviço. Ele era um bom judeu e fariseu convicto e fiel. Ele blasfemava, insultava e perseguia os cristãos. Cristo veio ao mundo para salvar os pecadores. E eu sou o primeiro deles! Mesmo que a trajetória de Paulo seja única e diferenciada, tem consciência de ser uma ovelha perdida. Mais que perdido é convicto de estar no caminho certo. A misericórdia de Deus o desperta para Cristo. Perseguindo os cristãos, perseguia Cristo. É bom vermos nosso caminho pessoal de encontro com Cristo. 
Leituras: Êxodo 32,7-11.13-14;Salmo 50; 
1 Timóteo 1,12-17;Lucas 15,1-32
1. Jesus, com a parábola do filho perdido, ensina que a salvação é para quem precisa. 
2. A atitude do filho mais velho reflete o comportamento dos fariseus que não aceitam a atitude de Jesus. 
3. Paulo tem consciência de ser uma ovelha perdida. E escolhida para o ministério. 
O bezerro fez a festa 
Os empregados, não estavam entendendo o assunto. Ele tem valor só porque que vai haver um churrasco. O empregado diz: Seu pai mandou matar um novilho gordo. É interessante ver a alegria do empregado pela festa. Vai sobrar para eles também. Sabem que é porque o pai recuperou o filho com saúde. Tudo concorre para manifestar a alegria da salvação. É festa no Céu, é festa na terra. Toda a parábola mostra qual é a missão de Jesus e é também uma indicação de como devemos nos envolver com Ele na salvação dos abandonados. Sem isso, não passamos de fariseus bons, mas que não entendem o projeto de Jesus. A Igreja tem dificuldades de assumir esse projeto. Poderíamos sanar tantos males. E haveria alegria. 
Homilia do 24º Domingo Comum (15.09.2019)

EVANGELHO DO DIA 09 DE MARÇO

Evangelho segundo São Lucas 4,24-30. 
Naquele tempo, Jesus veio a Nazaré e falou ao povo na sinagoga, dizendo: «Em verdade vos digo: Nenhum profeta é bem recebido na sua terra. Em verdade vos digo que havia em Israel muitas viúvas no tempo do profeta Elias, quando o céu se fechou durante três anos e seis meses e houve uma grande fome em toda a Terra; contudo, Elias não foi enviado a nenhuma delas, mas a uma viúva de Sarepta, na região da Sidónia. Havia em Israel muitos leprosos no tempo do profeta Eliseu; contudo, nenhum deles foi curado, mas apenas o sírio Naamã». Ao ouvirem estas palavras, todos ficaram furiosos na sinagoga. Levantaram-se, expulsaram Jesus da cidade e levaram-no até ao cimo da colina sobre a qual a cidade estava edificada, a fim de O precipitarem dali abaixo. Mas Jesus, passando pelo meio deles, seguiu o seu caminho. 
Tradução litúrgica da Bíblia 

Guilherme de Saint-Thierry 

(1085-1148)

Monge beneditino, 
depois cisterciense 
A Contemplação de Deus, 12; SC 61 bis
«Havia em Israel muitas viúvas» 
Senhor, a minha alma miserável está nua, gelada e transida; ela deseja ser aquecida ao calor do teu amor. Na imensidade do meu deserto, na vastidão da vaidade do meu coração, não apanho ramos como a viúva de Sarepta, mas apenas uns galhos, a fim de preparar a minha comida com um punhado de farinha e a vasilha de azeite, e depois entrar em minha casa e morrer (cf 1Rs 17,10ss) – ou melhor, não, não morrerei assim tão depressa; não, Senhor, «não morrerei, mas hei de viver para anunciar as obras do Senhor» (Sl 118,17). Permaneço, pois, na minha morada solitária e abro a boca para Ti, Senhor, procurando alento. Por vezes, Tu pões-me qualquer coisa na boca do coração, mas não permites que eu saiba o que é. É certo que sinto um sabor tão doce e tão delicioso, tão reconfortante que já não quero mais nada. Mas Tu não permites que eu compreenda, nem com a vista, nem com a inteligência; gostaria de retê-la, de a ruminar, de a saborear, mas ela passa depressa. Aprendo pela experiência o que dizes sobre o Espírito no Evangelho: «Não sabes de onde vem nem para onde vai. O Espírito sopra onde quer» (Jo 3,8). Descubro em mim que Ele não sopra quando eu quero, mas quando Ele quer. Devo elevar os olhos somente para Ti, para Ti que és a «fonte de vida», e «na tua luz, verei a luz» (cf Sl 36,10). Para Ti, Senhor, é para Ti que os meus olhos se voltam. Mas quanto tempo mais tardarás, durante quanto mais tempo se inclinará a minha alma para Ti, miserável, ansiosa, sem fôlego? Peço-Te: esconde-me ao abrigo da tua face, guarda-me das maquinações dos homens; esconde-me no teu tabernáculo das línguas provocadoras (cf Sl 31,21).

Santos Quirino e Candido, Mártires-Festa: 9 de março Século IV.

Na Armênia do século IV, quarenta soldados cristãos, incluindo Candido e Quirino, sofreram um martírio atroz por sua fé: expostos nus em um lago congelado durante uma noite gelada. Eles se recusaram a abjurar, testemunhando seu amor por Deus e esperança pela vida eterna. Na manhã seguinte, todos, exceto o mais novo, morreram. Sua mãe o carregou nos braços entre os corpos de seus companheiros até seu último suspiro. Seus corpos, deitados juntos, são um símbolo de coragem e perseverança. Quirino e Cândido são dois santos mártires venerados como padroeiros em Montaldo di Castro. Em Montaldo di Castro há uma urna que contém dois crânios cobertos de cera com alguns ossos e uma ampola. Essa urna é guardada no altar-mor da paróquia e, no dia da festa, eles são levados em procissão pelas ruas da cidade.

Santos Quarenta Mártires de Sebaste -Festa: 9 de março

Quarenta soldados santos, pertencentes a diferentes partes da Capadócia, foram presos, em 320, durante as perseguições de Licínio, por terem-se convertido à religião cristã. Deixados nus no frio invernal, em Sebaste, na Armênia, preferiram morrer congelados a renunciar à sua fé. https://www.vaticannews.va/pt/santo-do-dia.html
Sebaste (Armênia), † 320 
São quarenta soldados santos de diferentes partes da Capadócia, presos em 320 durante as perseguições a Licínio por se converterem à religião cristã. Deixados nus no frio do inverno de Sebaste, Armênia, eles preferem morrer de frio a apostatar pela fé. 
Martirológio Romano: Perto de Sivas, na antiga Armênia, paixão dos santos quarenta soldados da Capadócia, que, companheiros não de sangue, mas de fé e obediência à vontade do Pai celestial, na época do imperador Licínio, após sofrerem prisão e torturas cruéis, durante o inverno muito frio, foram forçados a permanecer nus à noite ao ar livre em um lago congelado e, tendo quebrado as pernas, assim completaram seu martírio.

Santa Catarina de Bolonha, Mística - 9 de março

      Clarissa e escritora mística, Catarina nasceu em Bolonha, no dia 8 de setembro de 1413 e morreu na mesma cidade em 9 de março de 1463. Filha de Benvinda Mamellini e de João Vigri, Catarina foi educada na corte de Ferrara, como dama de companhia de Margarida, filha de Nicolau III, marquês D’Este, a serviço de quem estava seu pai como diplomata. Nossa Senhora, um dia, aparecendo a João Vigri, disse-lhe: - Tua filha será um grande e luminoso farol para o mundo!

     Na corte de Ferrara Catarina prosseguiu o estudo de literatura e das artes plásticas; um manuscrito pintado por ela, que já pertenceu a Pio IX, é atualmente reconhecido entre os tesouros de Oxford.
     Aos treze anos de idade, após ter ficado órfã de pai e depois do casamento de Margarida com Roberto Malatesta de Rimini, Catarina voltou para casa determinada a se juntar ao pequeno grupo de donzelas devotas que estavam vivendo em comunidade e seguindo a regra da Ordem Terceira de Santo Agostinho na cidade vizinha de Ferrara.
     Foi exatamente na corte de Ferrara, num ambiente moralmente deturpado, que a semente da vocação religiosa germinou no coração de Catarina. Deixando a mãe, uma irmã e um irmão, ingressou no mosteiro de Terciárias Agostinianas (1427) aos catorze anos. Era uma comunidade fundada por uma grande dama de Ferrara, Lúcia Mascaroni que na época a dirigia.

Francisca Romana Viúva, Religiosa, Santa (1384-1440)

Esposa e mãe; depois religiosa 
e fundadora das Oblatas de São Bento.
Santidade em todos os estados de vida 
Esta santa foi exemplo de donzela católica, esposa, mãe, viúva, religiosa, e um prodígio de graça e santidade. Ainda na vida teve mistérios desvendados de além-túmulo, sendo favorecido pelas visões do Inferno, Purgatório e Céu, bem como pela presença visível de seu Anjo da Guarda. Recebeu também a protecção de um Arcanjo, e depois de uma Potestade.
Francisca, nascida em 1384 de uma alta família do patriciado romano, recebeu a formação católica de mãe, mas foi dirigida nas vias da santidade pelo Divino Espírito Santo. De virgindade original, não concebido senão em consagrar-se exclusivamente a Deus. Aos 12 anos fez voto de ser religiosa. Mas não era esse o desígnio de Deus, pelo menos naquele momento. E assim, aconselhado pelo diretor espiritual, teve que aceitar o matrimônio proposto por seu pai com o jovem Lourenço Ponziani, também de alto estirpe e boa disposição para a virtude. Apesar de sua pouca idade, a jovem esposa se comprometeu em estudar o gênio do marido, para com ele viver em perfeita harmonia conjugal.

Nossa Senhora da Piedade de Sielenbach – 9 de março

Nossa Senhora da Piedade, entalhada em 1600, 
foi colocada em uma capela. 
No ano de 1632, durante a guerra dos 30 anos, 
soldados suecos protestantes queimaram a capela
 e jogaram a imagem no pântano.
     Um pastor do vilarejo de Sielenbach (Alemanha) a encontrou parcialmente queimada e deteriorada. Ele a colocou na parte oca de uma pereira. A peregrinação mariana teve início após duas curas milagrosas em 1659 e 1660, ocorridas diante da Pietà colocada no oco da pereira. Muitos ex votos fornecem informações sobre graças recebidas ali desde então. Ainda hoje uma parte do tronco da pereira pode ser vista no altar-mor.

Domingos Sávio Seminarista Salesiano, Santo (1842-1857)

O MAIS JOVEM SANTO NÃO MÁRTIR DA IGREJA
Falecendo com apenas 15 anos, aliou inocência 
e pureza angélicas à sabedoria de homem maduro,
 alcançando a heroicidade das virtudes 
O primeiro e mais abalizado biógrafo de São Domingos Sávio foi seu diretor espiritual e mestre, o grande São João Bosco. Dele extraímos os dados para este artigo. Filho de Carlos Sávio e Brígida Agagliate, Domingos Sávio nasceu em Riva, vila de Castelnuovo de Asti, em 2 de abril de 1842. Desde pequeno foi dotado “de uma índole doce e de um coração formado para a piedade, aprendeu com extraordinária facilidade as orações da manhã e da noite, que rezava já quando tinha apenas quatro anos de idade”. Certo dia, durante um almoço em sua casa oferecido a um visitante, não tendo este rezado antes de começar a comer, Domingos pegou seu prato e retirou-se a um canto. Seu pai perguntou-lhe depois por que fizera isso. Ele respondeu: “Não me atrevo a pôr-me à mesa com uma pessoa que começa a comer como o fazem os bichos”. Quando tinha cinco anos, ia à igreja com sua mãe; sua atitude devota chamava a atenção de todos. Se o templo estava ainda fechado, ajoelhava-se junto à porta, e aí ficava orando até que fosse aberto, não lhe importando se chovia ou nevava, se fazia calor ou frio. Nessa idade, aprendeu a ajudar a Missa, o que fazia com muita devoção, apesar da dificuldade que tinha para transportar o enorme missal.

ORAÇÕES - 09 DE MARÇO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
9 – Segunda-feira – Santos: Francisca Romana, Cândido, Gregório de Nissa.
Evangelho (Lc 4,24-30)E no tempo do profeta Eliseu, havia muitos leprosos em Israel. Contudo, nenhum deles foi curado, mas sim Naamã, o sírio.”
A seus patrícios de Nazaré, que se julgavam com direito a um tratamento especial, Jesus lembra que diante de Deus não existem privilegiados. Todos são igualmente necessitados de misericórdia, e tratados com o mesmo amor gratuito. Tenho de me perguntar se tenho isso bem claro diante de mim. Reconheço minha pobreza enecessidade de salvação? Até que ponto isso guia minha vida?
Oração
Senhor Jesus, não discutistes com os de Nazaré: apenasfostes embora, e os deixastes em sua confiança enganadora. Nãoquero que me deixeis, porque sem vós não posso ser justoe feliz.Tomai conta de minha vida. Só levado por vós, em tudo, a cada momento, poderei viver a vida que oPai planejou para mim. Não leveis em conta se, de vez em quando, pareço esquecer-vos. Amém.

domingo, 8 de março de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “O desapego liberta”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Assumir com responsabilidade
 
Jesus diz aos que O querem seguir, que devem assumir com responsabilidade e que façam uma escolha bem pensada. Para seguir tem que deixar tudo, até a própria vida. Deve deixar a família. O deixar não significa não amar mais, mas amar mais aquele que o chamou. Depois faz a comparação do sujeito que começa fazer uma torre e não dá conta de acabar. Não pensou se tinha o suficiente para construir. Pensamos hoje que fazemos a opção por Jesus, mas há um mundo de coisas que nos impedem que seja completa e total. Jesus não nos quer pela metade. O mesmo se diz do rei que vai fazer guerra e não vê que está em pior condição que o outro. Esse ensinamento aos discípulos é muito claro sobre a totalidade de entrega que se exige para o seguimento de Jesus e de seu Evangelho. E acrescenta: “Do mesmo modo, portanto, qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo” (Lc 14,33). Deixar muitas coisas por Jesus não resolve, temos que deixar tudo. Não se trata só de bens temporais e família. O mais difícil é deixar a própria vida, o próprio modo de pensar, as opções que fazemos, os nossos projetos pessoais. Se não queremos assumir com totalidade, não conseguimos seguir. Vamos atrás, mas não seguimos. É o que estamos vendo na Igreja na qual tudo que nos toca vem em primeiro lugar, deixando o Evangelho de lado. Podemos afirmar que o nosso pecado é a falta de radicalidade. É o que vemos na carta de Paulo a Filemon. Paulo é radical não ficando com o escravo. Pede radicalidade de tê-lo como irmão na fé. 
A sabedoria ensina 
A fragilidade humana diante da grandeza de Deus e de seu mistério, parece não ter condições de conhecer os desígnios de Deus. A grandeza de Deus nos deixa pequenos. Somos fracos no pensamento. O corpo torna pesada a alma, nossa argila oprime a mente. Não sabemos nem o que está perto de nós, como investigar os céus? Deus nos responde que a Sabedoria que nos é dada pelo seu Santo Espírito abre esse caminho. A Sabedoria de Deus nos salva. Essa Sabedoria revelada na pessoa de Jesus nos abre o conhecimento das coisas de Deus. O seguimento total de Jesus, mesmo que tenhamos o peso na alma e a argila que oprime, pode ser realizado em nossa fragilidade. Não somos deuses. Deus nos fez de barro para sermos moldados. Cabe a nós, ao iniciar nosso caminho de seguimento de Jesus, reconhecer nossa fragilidade e ir aprendendo o que a Sabedoria ensina. Por isso o salmo nos ensina a rezar: “Ensinai-nos a contar nossos dias e, dai ao nosso coração sabedoria... Saciai-nos de manhã com vosso amor e, exultaremos de alegria todo dia... tornai fecundo, ó Senhor, nosso trabalho” (Sl 89). Assim vencemos.
O direito à liberdade cristã 
Paulo faz um jogo de palavras. Onésimo, em grego, significa útil. Esse escravo fugido e convertido por Paulo vai voltar a seu dono, não mais como escravo, mas como irmão querido, pois Filêmon é cristão. Paulo o manda de volta, com o pedido que ele venha ajudá-lo. Sabe que ele é útil para Filêmon, por isso o reenvia. Gostaria de tê-lo consigo para ajudá-lo na prisão. Mas respeita o direito de Filemon. Diz-se que Paulo não fala contra a escravidão. Ele vê de modo diferente. Como cristãos vão ser irmãos e se tratarem assim como convertidos no Senhor. É um novo modo de viver. Respeita o direito do senhor. Unindo os textos, entendemos que a Sabedoria vencerá também as dificuldades que podemos encontrar nos problemas de cada dia. Nada está oculto aos olhos de Deus (Hb 4,13). 
Leituras Sabedoria 9,13-18;Salmo 89; 
Filemon 9b-10.12-17; Lucas 14,25-33 
1. Deixar muitas coisas por Jesus não resolve, temos que deixar tudo. 
2. A Sabedoria revelada na pessoa de Jesus nos abre o conhecimento das coisas de Deus. 
3. Como cristãos, vão ser irmãos e se tratarem assim como convertidos no Senhor. 
Negou fogo
Jesus, com essas parábolas dos que não pensam bem antes de tomar uma atitude, nos dá um estímulo de entrar para valer quando fazemos a escolha para segui-lo. Se quero de verdade aceitar seu convite, entrar com tudo. Mas não se pode assumir pela metade. Os santos assumiram totalmente. Os exemplos são muitos. O exemplo maior é do próprio Jesus que não fez por menos em sua entrega total ao Pai, até às últimas consequências. Ele é o modelo. Pensou bem em sua decisão de encarnação, pois não arredou pé em nada. Mesmo quando se sentiu abandonado pelo Pai. Nós afinamos no primeiro aperto e damos meia volta em nossas atitudes. Por aí podemos ver a fragilidade de nossas opções. Quem realmente escolheu bem e assumiu, fez muito pelo Reino. 
Homilia do 23º Domingo Comum (08.09.2019)

EVANGELHO DO DIA 08 DE MARÇO

Evangelho segundo São João 4,5-42. 
Naquele tempo, chegou Jesus a uma cidade da Samaria, chamada Sicar, junto da propriedade que Jacob tinha dado a seu filho José, onde estava o poço de Jacob. Jesus, cansado da caminhada, sentou-Se à beira do poço. Era por volta do meio-dia. Veio uma mulher da Samaria para tirar água. Disse-lhe Jesus: «Dá-Me de beber». Os discípulos tinham ido à cidade comprar alimentos. Respondeu-Lhe a samaritana: «Como é que Tu, sendo judeu, me pedes de beber, sendo eu samaritana?». De facto, os judeus não se dão com os samaritanos. Disse-lhe Jesus: «Se conhecesses o dom de Deus e quem é Aquele que te diz: "Dá-Me de beber", tu é que Lhe pedirias e Ele te daria água viva». Respondeu-Lhe a mulher: «Senhor, Tu nem sequer tens um balde, e o poço é fundo: donde Te vem a água viva? Serás Tu maior do que o nosso pai Jacob, que nos deu este poço, do qual ele mesmo bebeu, com os seus filhos e os seus rebanhos?». Disse-Lhe Jesus: «Todo aquele que bebe desta água voltará a ter sede. Mas aquele que beber da água que Eu lhe der nunca mais terá sede: a água que Eu lhe der tornar-se-á nele uma nascente que jorra para a vida eterna». «Senhor», suplicou a mulher, «dá-me dessa água, para que eu não sinta mais sede e não tenha de vir aqui buscá-la». Disse-lhe Jesus: «Vai chamar o teu marido e volta aqui». Respondeu-lhe a mulher: «Não tenho marido». Jesus replicou: «Disseste bem que não tens marido, pois tiveste cinco, e aquele que tens agora não é teu marido. Neste ponto falaste verdade». Disse-lhe a mulher: «Senhor, vejo que és profeta. Os nossos antepassados adoraram neste monte, e vós dizeis que é em Jerusalém que se deve adorar». Disse-lhe Jesus: «Mulher, acredita em Mim: Vai chegar a hora em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai. Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos Judeus. Mas vai chegar a hora – e já chegou – em que os verdadeiros adoradores hão de adorar o Pai em espírito e verdade, pois são esses os adoradores que o Pai deseja. Deus é espírito, e os seus adoradores devem adorá-lo em espírito e verdade». Disse-Lhe a mulher: «Eu sei que há de vir o Messias, isto é, Aquele que chamam Cristo. Quando vier, há de anunciar-nos todas as coisas». Respondeu-lhe Jesus: «Sou Eu, que estou a falar contigo». Nisto, chegaram os discípulos e ficaram admirados por Ele estar a falar com aquela mulher, mas nenhum deles Lhe perguntou: «Que pretendes?», ou então: «Porque falas com ela?». A mulher deixou a bilha, correu à cidade e falou a todos: «Vinde ver um homem que me disse tudo o que eu fiz. Não será Ele o Messias?». Eles saíram da cidade e vieram ter com Jesus. Entretanto, os discípulos insistiam com Ele, dizendo: «Mestre, come». Mas Ele respondeu-lhes: «Eu tenho um alimento para comer que vós não conheceis». Os discípulos perguntavam uns aos outros: «Porventura alguém Lhe trouxe de comer?». Disse-lhes Jesus: «O meu alimento é fazer a vontade daquele que Me enviou e realizar a sua obra. Não dizeis vós que dentro de quatro meses chegará o tempo da colheita? Pois bem, Eu digo-vos: Erguei os olhos e vede os campos, que já estão loiros para a ceifa. Já o ceifeiro recebe o salário e recolhe o fruto para a vida eterna e, deste modo, se alegra o semeador juntamente com o ceifeiro. Nisto se verifica o ditado: "Um é o que semeia e outro o que ceifa". Eu mandei-vos ceifar o que não trabalhastes. Outros trabalharam e vós aproveitais-vos do seu trabalho». Muitos samaritanos daquela cidade acreditaram em Jesus, por causa da palavra da mulher, que testemunhava: «Ele disse-me tudo o que eu fiz». Por isso os samaritanos, quando vieram ao encontro de Jesus, pediram-Lhe que ficasse com eles. E ficou lá dois dias. Ao ouvi-lo, muitos acreditaram e diziam à mulher: «Já não é por causa das tuas palavras que acreditamos. Nós próprios ouvimos e sabemos que Ele é realmente o Salvador do mundo». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Gregório de Nissa
(335-395) 
Monge, bispo 
Vem ao Líbano 
«A água que Eu lhe der tornar-se-á nele 
uma nascente que jorra para a vida eterna» 
«Vem do Líbano, esposa, vem do Líbano, aproxima-te. Desce do cimo de Amaná, do cume de Senir e do Hermon, dos esconderijos dos leões, das tocas dos leopardos» (Cant 4,8). O que significa isto? A fonte da graça atrai a si aqueles que têm sede, como diz a própria fonte no Evangelho: «Se alguém tem sede, venha a Mim e beba» (Jo 7,37). Ele não impõe limites à sede, nem ao anseio por Ele, nem à saciedade, e a duração do seu mandamento é um convite permanente a ter sede e a beber dele. Para aqueles que já beberam dele e aprenderam, através dessa experiência, que o Senhor é bom (cf 1Pe 2,3), o facto de beberem torna-se um apelo a uma participação ainda maior. Assim, aquele que sobe ao monte ouve um chamamento incessante que o impele a ir cada vez mais longe. Recordemos como o Verbo estimula a Esposa: «Levanta-te, minha amada, formosa minha, e vem, minha pomba, escondida nas fendas dos rochedos» (Cant 2,13-14). «Desce do cimo de Amaná, do cume de Senir e do Hermon»: o texto evoca o sacramento do nascimento do alto, de onde brotam as fontes do Jordão; acima delas ergue-se a montanha, dividida em dois picos, o Sanir e o Hermon. O rio que brota destas fontes é o início da nossa transformação em Deus. Por isso, a alma ouve aquele que a chama, dizendo-lhe: «Vem do incenso, do princípio da fé», do cimo destes montes de onde jorraram para ti as fontes do sacramento.

São João de Ávila confessor, doutor da Igreja, +1569

Santo espanhol nascido em Almodóvar del Campo, próximo de Toledo, de espírito reformista e um do maior pregadores do seu tempo, conselheiro de bispos e nobres, diretor de almas, coluna da Igreja e um dos paladinos da Contra-Reforma católica no século XVI, considerado o pai espiritual de um grande número de santos na Espanha de sua época. Descendente de uma família de judeus convertidos e de boas posses, era filho único de Alonso de Ávila e Catarina Xixón, aos 14 anos entrou para a famosa Universidade de Salamanca para estudar Direito. Porém seu apego à fé em Jesus Cristo pesou mais fortemente e abandonou os estudos para voltar para casa. Depois de três anos de profunda dedicação à religiosidade, dirigiu-se à famosa Universidade de Alcalá, com o objetivo de seguir o sacerdócio e estudou filosofia e teologia. Foi discípulo do renomado Domingos de Soto e recebeu a ordenação sacerdotal. Com a morte dos pais vendeu sua grande fortuna, distribuiu pelos necessitados e passou a viver de esmolas. Dirigiu-se a Sevilha com o intuito de embarcar para as Índias, mas foi persuadido a permanecer na Espanha, onde deu início à sua brilhante carreira apostólica, que o tornaria conhecido como o grande Apóstolo da Andaluzia. Autor e diretor espiritual cuja liderança religiosa animou a Espanha durante o século XVI, morreu em Montilla, de problemas renais. Foi proclamado Doutoir da Igreja em 2011 por Bento XVI.

08 de março - Beato Vicente Kadlubek

Vicente Kadlubek nasceu de uma família nobre por volta do ano de 1153 em Karnow, no ducado de Sandomir, em solo polonês. Estudou na França e na Itália, onde recebeu a ordenação do presbiteral, antes de 1189 ele conseguiu o título de Mestre, aparentemente se tornando o cônego e reitor da escola da Catedral de Cracóvia. Um documento de 1206 tem sua assinatura como "praepositus de Sandomirensis del quondam", que é o Preposto da catedral de Sandomir. Com a morte do bispo Fulk de Cracóvia, 11 de setembro de 1207, o capítulo votou a favor da eleição de Vicente para Bispo. O Papa Inocêncio III aprovou este ato em 28 de março e o novo bispo foi consagrado pelo metropolita Henry Kielicz, arcebispo de Gnesen. A Polónia estava naquela época em um período de degradação moral, tanto no campo político como eclesial, e Inocêncio III pediu ao metropolita, seu colega de classe, que empreendesse uma profunda reforma do clero e do povo. Vicente então propôs prosseguir em harmonia com a linha indicada pelo Papa e com suas visitas pastorais e seus sermões, tentou transmitir o espírito de renovação desejado pelo pontífice. Ele também acompanhou de perto a vida dos religiosos em sua diocese e fez grandes doações aos mosteiros de Sulejow, Koprzywnica e Jedrzejow.

Beato Faustino Miguez

«Quem se humilha será exaltado» (Lc 18, 14). Ao elevar à glória dos altares o sacerdote escolápio Faustino Míguez, cumprem-se estas palavras de Jesus que escutamos no Evangelho. O novo Beato, renunciando às próprias ambições, seguiu Jesus Mestre e consagrou a sua vida à educação das crianças e dos jovens, conforme o estilo de São José de Calasanz. Como educador, a sua meta foi a formação integral da pessoa. Como sacerdote, buscou sem cessar a santidade das almas. Como cientista, quis aliviar a enfermidade libertando a humanidade que sofre no corpo. Na escola e na rua, no confessionário e no laboratório, o Padre Faustino Míguez foi sempre transparência de Cristo, que acolhe, perdoa e anima. «Homem do povo e para o povo», nada nem ninguém lhe esteve alheio. Constatou a situação de ignorância e marginalização em que vivia a mulher, a quem considerava a «alma da família e a parte mais interessante da sociedade ». Com a finalidade de a guiar desde a infância pelo caminho da promoção humana e cristã, fundou o Instituto Calasanziano das Filhas da Divina Pastora, dirigido para a educação das meninas na piedade e nas letras. O seu exemplo luminoso, entretecido de oração, estudo e apostolado, prolonga-se hoje no testemunho das suas filhas e de tantos educadores que trabalham com denodo e alegria, para gravar a imagem de Jesus na inteligência e no coração da juventude.
Homilia de Beatificação – Papa João Paulo II – 25 de outubro de 1998 

JOÃO DE DEUS Religioso, Fundador, Santo (1495-1550)

Religioso, fundador da comunidade
 dos Irmãos Hospitaleiros. 
Nasceu em Portugal mas passou 
quase toda a sua vida em Espanha.
Dois anos antes da partida de Vasco da Gama para a Índia, nascia em Montemor-o-Novo, Alentejo, um outro grande herói de seu nome João. Este nasceu no dia 8 de Março de 1495, na Rua Verde, numa habitação modesta, de gente humilde e honrada. Aos oito anos, João ouviu, de um padre em visita, sobre as aventuras que o poderiam esperar, nesse ano de 1503, na descoberta de novos mundos. Nessa mesma noite fugiu de casa para viajar com o padre e nunca mais viu os seus pais. Foram vivendo da ajuda popular de aldeia em aldeia até que João adoeceu. O homem que tratou dele, regente de uma grande propriedade, adoptou-o posteriormente. João trabalhou como pastor nas montanhas até aos vinte e sete anos. Sentindo-se pressionado para casar com a filha do regente, a qual amava como irmã, João foi-se embora e alistou-se no exército espanhol na guerra contra França. Como soldado, era tudo menos modelo de santidade, participando no jogo, na bebida e nas pilhagens que os seus camaradas apreciavam. Um dia, caiu de um cavalo roubado perto das linhas francesas. Com medo de ser capturado ou morto, reviu toda a sua vida e fez um voto impulsivo de mudança. Quando regressou, mantendo o estímulo do voto feito, confessou-se, e imediatamente mudou a sua vida.

DEVOÇÃO À SAGRADA FACE DE CRISTO

                              

Esta santa devoção teve origem com a impressão milagrosa do Rosto de Cristo no lenço de Verônica, uma tradição muito respeitada na Igreja. O Papa Bento XVI fez questão de venerar o Véu de Verônica na cidade de Manoppello na Itália, em setembro de 2006. Durante sua visita ao santuário, Bento XVI foi o primeiro Papa a poder novamente venerar a relíquia, meio milênio após seu desaparecimento da Basílica de São Pedro. Esta devoção cresceu muito também por causa da importância que a Divina Face teve na vida de Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face. Outro fato que fortaleceu a devoção foram os surpreendentes estudos da figura de JESUS no santo Sudário de Turim; além das revelações à Irmã M. Pierina de Micheli (†1945), a mensageira da Sagrada Face dos últimos tempos.

ORAÇÕES - 08 DE MARÇO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
8 – 3º Domingo da Quaresma –
Evangelho (Jo 4,5-42)“Sei que o Messias (que se chama Cristo) vai chegar. Quando ele vier, vai nos fazer conhecer todas as coisas.
A mulher era samaritana, de um povo nascido da mistura entre hebreus e colonos trazidos pelos invasores assírios. Sua religião era também uma mescla entre a tradicional eelementos estranhos.E havia também a inimizade e separação por motivos políticos e outros interesses. Isso torna mais surpreendente o encontro e o diálogo entre ela e Jesus. Ela vê em Jesus um profeta que conhece segredos, e fala do Messias que também os samaritanos esperavam, o enviado que lhes revelaria toda a verdade de Deus. Ela diz que espera o Messias, o salvador prometido.É para uma mulher, mulher samaritana, que Jesus se apresentou claramente como o Messias esperado:– Sou eu, que estou falando contigo. Ela abrira seu coração, e Cristo sempre se manifesta a um coração aberto.
Oração
Senhor meu Deus, não vos posso descobrir, mas apenas perceber o vazio de meu íntimo, a falta de sentido para minha vida, a desesperança. Posso apenas me abrir para vós, reconhecer minha pobreza pesada e frágil, se vierdes ao meu encontro e abrirdes meucoração.Agradeço vossa bondade que, por misericórdia, ajudou-me a conhecer o caminho do bem, e a perceber meus erros e pecados.Reconheço que só vós podeis livrar-me do pecado e fazer-me participar da vida nova de união convosco. Sois meu salvador, minha única esperança. Pensando na mulher à beira do poço, hoje vos quero pedir ajuda e luz para tantos que ainda vivem na ilusão, confiados em sua própria justiça, e querem levar a vida de seu próprio jeito. Dai-lhes a sede que os leve a vós. Amém.

sábado, 7 de março de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - Quem se humilha será exaltado

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Humildade como sabedoria
 
A humildade não é um tema amado em nossa realidade atual. Há um permanente desejo de uma vida na grandeza. Humildade não faz parte de seu vocabulário. Sempre se procura ser mais que os outros. Em tudo se quer estar no pódio com uma medalha de ouro. “Sou o maior nisso”. Há grande concorrência para ser o maior. O último lugar não serve. Isso invade de tal modo a sociedade e invade também a Igreja. Há uma luta intestina na busca de cargos, títulos, posições etc. A política confere uma posição de destaque muito procurado. Os políticos são simples só na campanha. Quem busca poder procura ter sempre mais. A vaidade exige gastos, mesmo acima das próprias condições, mesmo agravando sua condição. É uma sociedade imatura que vive do orgulho e provoca o consumismo. Ser pobre é uma condição inaceitável. Devemos acabar com a pobreza para dar o direito à vida digna. Precisamos acabar com as forças que levam ao orgulho e à vaidade. Jesus nos orienta com a parábola dos convidados ao banquete. Um quer sentar-se no primeiro lugar, mas está reservado a outro de maior prestigio e poder. Assim é humilhado. Jesus explica que ele deve ser humilde e buscar o último lugar. As forças da humildade podem transformar a sociedade. A Igreja está repleta de vaidade. Como se luta por ter as melhores paróquias, querer um episcopado etc... É vergonhoso. O Papa Francisco é um tema frequente. A humildade não impede termos bens, lugares de honra, dinheiro, poder e posição de honra. Já diz o livro do eclesiástico: “Na medida em que fores grande deverás praticar a humildade” (Eclo 3,20). 
O Senhor é Pai do pobre 
O salmo nos descreve a humildade como atenção aos necessitados e pobres: “Dos órfãos Ele Pai, e das viúvas, protetor. É assim o nosso Deus em sua santa habitação. É o Senhor quem dá abrigo, dá um lar aos deserdados, quem liberta os prisioneiros e os sacia com fartura...” Dizer que Deus toma a Si a causa dos pobres, não quer dizer que abandone os que vivem na fartura. O que deseja é que esse bem perecível se torne fonte de vida e caminho fácil para o Céu em seu bom uso. Dom Helder dizia: “Que não se deve fazer os ricos pobres e os pobres ricos, mas todos irmãos”. Essa virtude é participação da vida de Deus que em seu amor mútuo na Trindade tem a humildade como seu ser o mútuo acolhimento. Unidos a Deus Pai, Filho e Espírito, vivemos seu modo de ser no humilde acolhimento. A falta de humildade tira o alicerce das virtudes. Somente a humildade pode reformar a sociedade e nossa Igreja. Por isso o Papa Francisco tem se batido contra o clericalismo onde predomina a busca dos primeiros lugares do mundo. Gostam dos holofotes da sociedade. O holofote é servir aos pobres, não aos ricos. Esses devem servir. 
Humildade, retrato do Pai 
Essa reflexão quer nos mostrar a face do Pai. Como não vemos o Pai com olhos humanos, Jesus O mostrou para nós. Ele é a expressão completa do Pai. Disse: “Quem me vê, vê o Pai” (Jo 12,45). Por isso, para ser um autêntico fiel, é necessário ter humildade e aceitar a Palavra Viva, que é Jesus. É preciso entender que toda a vida espiritual não nos tira da realidade terrestre para viver as espirituais, mas não envia à realidade humana. Esse é o critério: saber se estamos vivendo a vida cristã. O que é espiritual, se não for vivido no serviço fraterno, na humildade, fazendo-se próximo de todos, não se sustenta nem tem utilidade. Nossos santos sempre fizeram tudo pelos pobres.
Leitura: Eclesiástico 3,19-21. 30-31; 
Salmo 67; 
Hebreus 12,18-19;Lucas, 14,1.7-14 
1. Precisamos acabar com as forças que levam ao orgulho e à vaidade. 
2. Essa virtude é participação da vida de Deus em seu amor mútuo na Trindade. 
3. Para ser um autêntico fiel, é necessário ter humildade e aceitar a Palavra Viva. 
Trocando de cadeira 
Existe a dança da cadeira. Ao sinal, todos se acomodam na cadeira à sua frente. Um fica fora. Refletindo sobre os convidados ao banquete, Jesus diz que não se deve procurar tomar os primeiros lugares. Foi mandado para um lugar no final. Jesus disse que, em lugar de servir os ricos que vão retribuir. Assim já recebeu sua recompensa. O que deve fazer é fazer banquetes para os pobres que não poderão retribuir. Deus então retribuirá. Nossa sociedade que procura os primeiros lugares em tudo. Sendo tão distante do caminho de Jesus, colocam-se no lugar de Deus. A Igreja é chamada a levar a todos as riquezas que Deus oferece a que assume Jesus e sua Palavra. Desse modo realizamos o mandamento de Jesus. 
Homilia do 22º Domingo Comum (01.09.2019)

EVANGELHO DO DIA 07 DE MARÇO

Evangelho segundo São Lucas 15,1-3.11-32. 
Naquele tempo, os publicanos e os pecadores aproximavam-se todos de Jesus para O ouvirem. Mas os fariseus e os escribas murmuravam entre si, dizendo: «Este homem acolhe os pecadores e come com eles». Jesus disse-lhes então a seguinte parábola: «Um homem tinha dois filhos. O mais novo disse ao pai: "Pai, dá-me a parte da herança que me toca". O pai repartiu os bens pelos filhos. Alguns dias depois, o filho mais novo, juntando todos os seus haveres, partiu para um país distante e por lá esbanjou quanto possuía, numa vida dissoluta. Tendo gastado tudo, houve uma grande fome naquela região, e ele começou a passar privações. Entrou então ao serviço de um dos habitantes daquela terra, que o mandou para os seus campos guardar porcos. Bem desejava ele matar a fome com as alfarrobas que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava. Então, caindo em si, disse: "Quantos trabalhadores de meu pai têm pão em abundância, e eu aqui a morrer de fome! Vou-me embora, vou ter com meu pai e dizer-lhe: Pai, pequei contra o Céu e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho, mas trata-me como um dos teus trabalhadores". Pôs-se a caminho e foi ter com o pai. Ainda ele estava longe, quando o pai o viu: enchendo-se de compaixão, correu a lançar-se-lhe ao pescoço, cobrindo-o de beijos. Disse-lhe o filho: "Pai, pequei contra o Céu e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho". Mas o pai disse aos servos: "Trazei depressa a melhor túnica e vesti-lha. Ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés. Trazei o vitelo gordo e matai-o. Comamos e festejemos, porque este meu filho estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi reencontrado". E começou a festa. Ora, o filho mais velho estava no campo. Quando regressou, ao aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças. Chamou um dos servos e perguntou-lhe o que era aquilo. O servo respondeu-lhe: "O teu irmão voltou e teu pai mandou matar o vitelo gordo, porque ele chegou são e salvo". Ele ficou ressentido e não queria entrar. Então o pai veio cá fora instar com ele. Mas ele respondeu ao pai: "Há tantos anos que eu te sirvo, sem nunca transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito para fazer uma festa com os meus amigos. E agora, quando chegou esse teu filho, que consumiu os teus bens com mulheres de má vida, mataste-lhe o vitelo gordo". Disse-lhe o pai: "Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. Mas tínhamos de fazer uma festa e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi reencontrado"».
Tradução litúrgica da Bíblia 
Cardeal Joseph Ratzinger 
(Bento XVI-Papa de 2005 a 2013) 
Retiro pregado no Vaticano, 1983
«Um homem tinha dois filhos» 
Meditando nesta parábola, não devemos esquecer a figura do filho mais velho. Em certo sentido, ele não é menos importante que o mais novo, de maneira que esta história podia muito bem ter como título, que talvez fosse até mais adequado, «Parábola dos dois irmãos». Com a figura dos dois irmãos, o texto situa-se no coração de uma longa história bíblica, que teve início com o episódio de Caim e Abel, foi retomada com os irmãos Isaac e Ismael, depois Jacob e Esaú, e é interpretada em diferentes parábolas de Jesus. Na pregação de Jesus, as figuras dos dois irmãos refletem sobretudo o problema da relação Israel-pagãos. [...] Ao descobrir que os pagãos são chamados sem estarem submetidos às obrigações da Lei, Israel exprime a sua amargura: «Há tantos anos que eu te sirvo, sem nunca transgredir uma ordem tua»; com as palavras: «Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu», a misericórdia de Deus convida Israel a festejar. Mas o significado deste irmão mais velho é ainda mais abrangente. Em certo sentido, ele representa o homem devoto, ou seja todos os que permaneceram com o Pai sem desobedecer às suas ordens. O momento do regresso do pecador desperta o ciúme, esse veneno até então oculto no fundo da sua alma. Porquê este ciúme? Ele mostra que os muito «devotos» também escondem no seu coração o desejo do país longínquo e das suas seduções. A inveja revela que estas pessoas não compreenderam realmente a beleza da pátria, a felicidade do «tudo o que é meu é teu», a liberdade de ser filho e proprietário; parece que também elas desejam secretamente a felicidade do país longínquo. E, no fim, não entram na festa; no fim, permanecem de fora. A figura do irmão mais velho obriga-nos a um exame de consciência; esta figura permite-nos compreender a reinterpretação dos dez mandamentos que é feita no Sermão da Montanha (cf Mt 5,28). Não é não somente o adultério exterior, mas também o interior, que nos afasta de Deus: é possível permanecer em casa e ao mesmo tempo partir. É também deste modo que devemos compreender a «abundância», a estrutura da justiça cristã: ela traduz-se num «não» à inveja e num «sim» à misericórdia divina.

Santos Saturo, Saturnino, Revocato e Secondino Martiri Festa: 7 de março Século IV.

Quatro mártires cristãos que viveram em Cartago durante a perseguição de Diocleciano. Saturados, Saturnino e Revogados foram lançados nas mandíbulas das feras, mas as feras selvagens não os tocaram. Eles então foram decapitados com a espada. Secondino morreu na prisão, após ter resistido à tortura por muito tempo.
Martirológio Romano: Também em Cartago, na atual Tunísia, paixão dos santos Sátiro, Saturnino, Revogado e Secondino, dos quais, durante a mesma perseguição, o último morreu na prisão; os outros, após serem despedaçados por várias feras, morreram massacrados com a espada enquanto trocavam o beijo sagrado. 
Os santos Saturo, Saturnino, Revoked e Secondino são quatro mártires cristãos que sofreram martírio durante a perseguição de Diocleciano, no século IV d.C. Saturo era camponês, Saturnino soldado, Revoked um artesão e Secondino um sacerdote. Todos os quatro eram originalmente de Cartago, Tunísia. Quando a perseguição aos cristãos começou, Saturo, Saturnino e Revoked foram presos e levados perante o prefeito da cidade. Os três homens foram interrogados e torturados, mas se recusaram a renunciar à fé. Jailer, por outro lado, foi preso depois, enquanto tentava ajudar seus irmãos mártires. Ele também foi torturado, mas nunca negou sua fé.