sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Sacramento da Quaresma”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
PADRE JOSÉ OSCAR BRANDÃO(✝︎)
REDENTORISTAS NA PAZ DO SENHOR
Eis o dia da salvação
 
Iniciamos com a Quarta-Feira de Cinzas o tempo Pascal. Como preparação para a Páscoa temos a Quaresma. São 40 dias de reflexão e exercícios espirituais. Já tivemos um tempo com jejuns e penitências. Mas a renovação do coração é o fundamental. Por isso Paulo conclama na Segunda Coríntios,: “Eis agora o tempo favorável por excelência. Eis agora o dia da salvação” (2Cor 6,2). É o Hoje de Deus. Deus nos oferece a graça através dos meios sensíveis que praticamos. No texto original latino está escrito: “Per annua quadragesimalis exercitia sacramenti” – “pelas práticas anuais do sacramento quaresmal”. A tradução do missal diz: “ao longo dessa Quaresma”. Significa, ao certo, que na Quaresma recebemos a purificação e a santificação através dos símbolos que ela apresenta. Por isso podemos ouvir a chamada: “Eis o dia da salvação”. A reflexão primeira é a tentação de Jesus no deserto que nos faz perceber a realidade da tentação e os instrumentos para vencer essa batalha. O número quarenta, do qual vem o nome Quaresma (quadragessima die – quarenta dias), significa um tempo completo da ação de Deus e da resposta humana. Esse número se repete na travessia do deserto, no jejum de Jesus, na duração do dilúvio e outros. Mesmo que a sociedade não tenha mais a Quaresma como parte de sua vida (o carnaval não falha), a comunidade deve organizar-se para que possa preparar a celebração da Páscoa. Essa é a meta da Quaresma. Depois da Páscoa teremos sete semanas para beber dessa fonte e comer desse banquete que a Sabedoria nos oferece. 
Meu pai era um arameu errante 
Abrindo a temática quaresmal que vai culminar na Páscoa, temos a história que nos conta como Deus encaminhou seu povo. Desde a escolha de Abraão até a introdução na terra prometida. Como Páscoa é libertação de toda escravidão, o judeu fiel lembra que foi guiado por Deus e, sobretudo, libertado da escravidão. O mistério de Cristo se torna presente na comunidade como escolha de Deus e a libertação para introduzir num mundo novo que é a vida de Cristo em nós. Não podemos viver a Quaresma somente a partir dos exercícios espirituais que ficam sem efeito se não há uma finalidade: libertação do mal para a ressurreição em Cristo. Essa ressurreição, como vamos ler na carta de S. Paulo aos Colossenses no dia de Páscoa, está em buscar a vida do alto, pois morremos e nossa vida está escondida em Cristo (Cl 3,1-4). A vida do alto é a terra prometida por Cristo. A profissão de fé do judeu compreendia uma vida doada, simbolizada nos dons oferecidos, e oferta dos dons como reconhecimento. A vida cristã é um contínuo ofertar-se em Cristo participando de sua entrega ao Pai e reconhecendo sua ação em nós. Nossa história cristã está unida à presença de Cristo que se fez presente entre nós como Salvador. Por isso percorremos a história do povo de Deus para fazer o mesmo caminho, agora em Cristo. 
Crendo com o coração 
Paulo nos oferece uma reflexão sobre a força da Palavra que vivemos. “Ela está perto de ti, em tua boca e em teu coração” (Rm 10, 8). Acolhemos a Palavra e a proclamamos como salvação: “Se, com tua boca confessares Jesus Cristo como Senhor e, no teu coração, creres que Deus o ressuscitou dos mortos serás salvo” (id 9); A fé não é somente um som de palavras, mas é o som do coração concorde com a verdade de Deus, e que deve ser também nossa verdade. A caminhada para a Páscoa nos põe em conversão e coerência de vida com o Evangelho que acreditamos e assumimos como vida. Não bastam os ritos. É preciso fé. 
Leituras: Deuteronômio, 26,4-10;
Salmo 90; 
Romanos 10,8-13; Lucas 4,1-13. 
1. A Quaresma realiza a santificação pascal que nos introduz no mistério de Cristo. 
2. A profissão de fé do judeu traz sua história e sua entrega a Deus nos seus dons. 
3. Crer nos orienta nesse tempo quaresmal e realiza em nós o que se proclama. 
Malhação espiritual
Estamos no tempo quaresmal. Fazemos exercícios espirituais para podemos estar prontos para a Páscoa. Muitos malham para ficar com o corpo em condições. O exercício espiritual prepararmos nosso corpo espiritual para celebrar saudáveis a festa para Deus. Fazemos todos os exercícios: corremos pressurosos ao encontro do Senhor. Dobramos nosso organismo para que seja forte para levar com Ele o peso da cruz e da glória. Tiramos a dormência de nossos membros para que sejam dominados pelo Espírito Santo. Equilibramos nossa comida para estarmos com o corpo espiritual saudável. Extirpamos tudo o que nos entorpece para correr com força e agilidade ao encontro das promessas que nos esperam. Homilia do 1º Domingo da Quaresma (10.03.2019)

EVANGELHO DO DIA 06 DE FEVEREIRO

Evangelho segundo São Marcos 6,14-29. 
Naquele tempo, o rei Herodes ouviu falar de Jesus, pois a sua fama chegara a toda a parte e dizia-se: «João Batista ressuscitou dos mortos; por isso, ele tem o poder de fazer milagres». Outros diziam: «É Elias». Outros diziam ainda: «É um profeta como os antigos profetas». Mas Herodes, ao ouvir falar de tudo isto, dizia: «João, a quem mandei cortar a cabeça, ressuscitou». De facto, Herodes mandara prender João e algemá-lo no cárcere, por causa de Herodíades, a esposa de seu irmão Filipe, que ele tinha tomado por mulher. João dizia a Herodes: «Não podes ter contigo a mulher do teu irmão». Herodíades odiava João Batista e queria dar-lhe a morte, mas não podia, porque Herodes respeitava João, sabendo que era justo e santo, e por isso o protegia. Quando o ouvia, ficava perturbado, mas escutava-o com prazer. Entretanto, chegou um dia oportuno, quando Herodes, no seu aniversário natalício, ofereceu um banquete aos grandes da corte, aos oficiais e às principais personalidades da Galileia. Entrou então a filha de Herodíades, que dançou e agradou a Herodes e aos convidados. O rei disse à jovem: «Pede-me o que desejares e eu to darei». E fez este juramento: «Dar-te-ei o que me pedires, ainda que seja a metade do meu reino». Ela saiu e perguntou à mãe: «Que hei de pedir?». A mãe respondeu-lhe: «Pede a cabeça de João Batista». Ela voltou apressadamente à presença do rei e fez-lhe este pedido: «Quero que me dês sem demora, num prato, a cabeça de João Batista». O rei ficou consternado, mas, por causa do juramento e dos convidados, não quis recusar o pedido. E mandou imediatamente um guarda, com ordem de trazer a cabeça de João. O guarda foi à cadeia, cortou a cabeça de João e trouxe-a num prato. A jovem recebeu-a e entregou-a à mãe. Quando os discípulos de João souberam a notícia, foram buscar o seu cadáver e deram-lhe sepultura. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Beda o Venerável 
(673-735)
Monge beneditino, 
doutor da Igreja 
Homilia 23 (livro 2); CCL 122, 354, 356-357 
João Batista, mártir da verdade 
Não há qualquer dúvida de que São João Batista sofreu a prisão pelo nosso Redentor, que precedeu pelo seu testemunho e por quem deu a vida. O seu perseguidor não lhe pediu para negar Cristo, mas para calar a verdade; contudo, foi por Cristo que morreu, pois Cristo disse acerca de Si mesmo: «Eu sou a verdade» (Jo 14,6); ora, se derramou o seu sangue pela verdade, foi por Cristo que o fez. Com o seu nascimento, João testemunhou que Cristo iria nascer; com a sua pregação, testemunhou que Cristo iria pregar; batizando, testemunhou que Ele iria batizar; e sofrendo a sua Paixão, significou que o próprio Cristo sofreria a sua. Este homem tão grande chegou, pois, ao fim da sua vida pelo derramamento do seu sangue, depois de um longo e penoso cativeiro. Ele, que anunciou a boa nova da liberdade de uma paz superior, foi lançado na prisão pelos ímpios. Foi fechado na obscuridade de um cárcere, ele que veio para dar testemunho da luz. Pelo seu próprio sangue é batizado aquele a quem foi dado batizar o Redentor do mundo, ouvir a voz do Pai dirigindo-Se a Cristo, e ver descer sobre Ele a graça do Espírito Santo. O apóstolo Paulo efetivamente disse-o: «Porque a vós foi dada a graça de assim atuardes por Cristo: não só a de nele acreditar, mas também a de sofrer por Ele» (Fil 1,29); e, se diz que sofrer por Cristo é um dom dos seus eleitos, é porque, como diz noutra parte: «Estou convencido de que os sofrimentos do tempo presente não têm comparação com a glória que há de revelar-se em nós» (Rom 8,18).

São Gonçalo Garcia religioso, mártir, +1597

Era natural da Índia, Baçaim, filho de pai português e mãe indiana, tendo sido aluno dos Jesuítas na sua terra natal. Viveu em Macau cinco anos como comerciante. Deixou esta cidade para vestir o hábito franciscano em Manila, donde partiu para o Arquipélago Nipónico em 1593, como intérprete dos missionários, sendo também excelente pregador. Foi martirizado (crucificado e trespassado por lanças) em Nagazaqui, juntamente com S. Paulo Miki e os seus companheiros, a 5 de Fevereiro de 1597. Foi beatificado pelo papa Urbano VIII em 1627 e canonizado pelo papa Pio IX em 1862. 
Santos de Cada Dia - Editorial A.O. - Braga
Gonçalo Garcia nasceu em Bazain (Índia Oriental) de pai português e mãe indiana. Fez seus estudos no Colégio dos jesuítas de sua cidade e aos vinte e cinco anos mudou-se para o Japão, na intenção de dedicar-se ao comércio. Chegando ali, mudou de ideia, tornando-se catequista, para ajudar os padres jesuítas, serviço esse que prestou durante dez anos, no qual houve muitas conversões. Em seguida viajou para as Filipinas e ali motivado pela vida pobre e penitente dos franciscanos, pediu para ser aceito na Ordem dos Frades Menores como irmão religioso.

06 de fevereiro - São Mateo Correa Magallanes

Mártir do segredo de confissão, Mateo Correa Magallanes nasceu em Tepechitlán, no México, em 23 de julho de 1866 e foi ordenado sacerdote em 1893. Como pároco de Valparaíso, Diocese de Zacatecas, Padre Mateo cumpriu fielmente as obrigações do seu sacerdócio: evangelizar e servir os mais pobres, obedecer ao seu bispo, unir-se a Cristo Sacerdote e Vítima, especialmente quando se tornou mártir por causa do zelo sacramental. Catequizou e administrou a Primeira Comunhão a um jovem que anos depois viria a ser um mártir, o beato Miguel Pro. Ele foi perseguido continuamente e levado prisioneiro várias vezes, a última vez foi quando ele ia ajudar uma pessoa doente. Ele foi preso alguns dias em Fresnillo, e mais tarde foi levado para Durango. No caminho, o Sr. Cura foi muito gentil com os soldados e deu-lhes alguns presentes.

Beata Hildegonde freira premonstratense Festa: 6 de fevereiro

(†)6 de fevereiro de 1183
 
Condessa, mulher de fé e caridade, após a morte de seu marido Lotário, decidiu deixar o mundo e se dedicar à vida religiosa. Ela fundou o mosteiro de Meer, da Ordem Premonstratense, do qual se tornou a primeira senhora. Destacou-se por sua humildade e realizou obras de caridade e misericórdia tanto dentro quanto fora do mosteiro. Ela morreu em 6 de fevereiro de 1183, mas sua memória ainda está viva na devoção popular, que a invoca com uma breve oração e carrega seu cinto e pente em procissão para obter proteção divina. Condessa de Meer, perto de Neuss (Colônia), casou-se com o Conde Lotário. Com a morte deste último, visitou o túmulo dos Apóstolos em Roma, a fim de obter um melhor conhecimento da vontade de Deus e poder realizá-la. Ela então decidiu deixar o mundo e destinou seus bens à fundação do mosteiro de Meer, da Ordem Premonstratense, do qual se tornou a primeira senhora. Ele se destacou por sua humildade. Realizou obras de caridade e misericórdia tanto dentro quanto fora do mosteiro. Ele morreu em 6 de fevereiro de 1183. Embora tenha sido chamada de santa ou abençoada por escritores premonstratenses, não parece que ela tenha desfrutado de um culto litúrgico. No entanto, ela recebeu pouca veneração popular, tanto que foi invocada com uma breve oração composta em sua homenagem, e seu cinto e pente eram usados para mulheres prestes a dar à luz ou para doentes para obter proteção divina. 
Autor: Giovanni Battista Valvekens 
Fonte: Bibliotheca Sanctorum

Santa Doroteia e S. Teófilo, Mártires - 6 de fevereiro

      Estes mártires são recordados em uma Passio muito antiga e comemorados no Martirológio Jeronimiano no dia 6 de fevereiro. O Martirológio Romano relata: Em Cesareia, na Capadócia, na moderna Turquia, os santos mártires Doroteia, virgem, e Teófilo, advogado.

     Nobre, muito rica e de grande educação, Doroteia viveu em Cesareia, capital da província romana da Capadócia, e foi martirizada no ano de 304 por ser cristã, vítima das perseguições do imperador romano Diocleciano.
     A jovem teve os pais martirizados no Anfiteatro, fez um voto de castidade a Cristo e transformou a própria casa numa espécie de igreja, onde passava os dias em meio a jejuns e orações, e valendo-se da própria fortuna para fazer caridade aos pobres. Tanto zelo e piedade atraiam os cristãos de Cesareia que a procuravam para ouvir os mais sábios conselhos. Isso fez com que seu nome fosse citado no Tribunal Romano como praticante da fé cristã.
     Na época governava o pretório de Cesareia o nobre Saprício, que mandou trazer a jovem à sua presença e a interrogou. Como a moça respondesse sabiamente a todas as perguntas, desarticulando as intenções dos juízes de ridicularizarem a religião cristã, e muito zelosa de sua pureza, foi obrigada a viver durante uma semana na companhia de duas jovens sacerdotisas pagãs chamadas Crista e Calista, para que elas fizessem Dorotéia abandonar sua fé.  Mas, a constância de Doroteia acabou por convertê-las à fé cristã, e elas foram mortas.

São Tito, bispo de Creta

Origens
 
São Tito foi o segundo e grande colaborador de São Paulo. Convertido e batizado por São Paulo, provinha de uma família grega e pagã. Companheiro de missão, por volta do ano 48, Tito foi para Jerusalém com São Paulo para o Concílio. São Paulo apresentou-o aos apóstolos e opôs-se a que fosse circuncidado, como era o desejo dos cristãos judaizantes. Tito tornou-se um símbolo do valor universal do Cristianismo, independente da nacionalidade ou raça. 
São Paulo confiou uma missão 
A fim de substituir Timóteo, São Paulo confiou a Tito a missão de levar a obediência à comunidade rebelde de Corinto. O zelo e a ponderação de Tito estabeleceram a paz entre a Igreja em Corinto e o Apóstolo dos Gentios. 
Bispo de Creta 
Apresentado como Bispo de Creta, Tito encontrou dificuldades em seu apostolado, sobretudo por parte dos judeus, que eram sempre opostos ao Evangelho. Relatos de Eusébio, Teodoreto e Santo Isidoro dizem que Tito seguiu evangelizando em Creta até o fim de sua vida. 

Doroteia da Capadócia Virgem, Mártir, Santa † 304

Virgem da Capadócia martirizada ao mesmo 
tempo que o advogado São Teófilo. 
A Igreja festeja hoje o dia de uma das mais gloriosas esposas de Jesus Cristo: A vida e ainda mais a morte desta Santa é uma prova da verdade que vemos estampada na história da Igreja: que Deus se serve de preferência da fraqueza, para confundir os fortes. É a mulher cristã que, destinada a esmagar a cabeça de Satanás, dá provas de um heroísmo que dificilmente encontramos entre os homens. Daí o ódio que Satanás vota à mulher cristã, ódio este fundado no medo e na convicção da impotência dos seus esforços. Doroteia, filha de um senador romano, nasceu em Cesareia, na Capadócia. De educação distintíssima, Doroteia aliava à riqueza dotes invejáveis, naturais e sobrenaturais. Tinha o governador Fabrício recebido ordens imperiais para exterminar a religião cristã. Uma das primeiras vítimas foi Doroteia. Embora pouco aparecesse em público, era uma verdadeira apóstola de Cristo pela actividade que desenvolvia entre os cristãos, animando-os à constância na luta contra os perseguidores. Citada perante o governador, este sem delongas exigiu que sacrificasse aos deuses. Pronta lhe veio a resposta: “Sendo cristã, só servirei a Deus, rei do céu e da terra, para os deuses não tenho senão desprezo”.

Paulo Miki e companheiros Santos + 1597

João de Goto Soan, Tiago Kisaï, jesuítas ; Pedro Baptista Blàsquez, Martinho da Ascenção Aguirre, Francisco Branco, Felipe de Jesus de Las Casas, Gonçalo Garcia, Francisco de São Miguel de la Parilla (taumaturgo), franciscanos espanhóis ; Cosme Takeya, Miguel Cozaki e seu filho Tomás, Paulo Ibaraki, Lião Karasuma, Luís Ibaraki e António (onze e treze anos), Matias, Bonaventura, Joaquim Sakakibara, Francisco de Méako, Tomás Dangi, Jpão Kinuya, Gabriel de Duisco, Paulo Suzuki, Francisco Adaucto Danto e Pedro Sukejiro, leigos japoneses terceiros franciscanos, crucificados em Nagasaki, festejados a 6 de fevereiro
.
Foi através do trabalho evangelizador de São Francisco Xavier, que o Japão tomou conhecimento do cristianismo, entre 1549 e 1551. A semente frutificou e, apenas algumas décadas depois, já havia pelo menos trezentos mil cristãos no Império do sol nascente. Mas se a catequese obteve êxito não foi somente pelo árduo, sério e respeitoso trabalho dos jesuítas em solo japonês. Foi também graças à coragem dos catequistas locais, como Paulo Miki e seus jovens companheiros. Miki nasceu em 1564, era filho de pais ricos e foi educado no colégio jesuíta em Anziquiama, no Japão.

Afonso Maria Fusco Sacerdote, Fundador, Santo 1839-1910

Sacerdote italiano, fundador 
das Irmãs de São João Baptista. 
Beatificado em 2001.
Afonso Maria Fusco nasceu no dia 23 de março de 1839, na cidade italiana de Angri, em Salerno. A família era de origem camponesa e com profundas raízes cristãs. Ainda pequeno, revelou seu carácter manso, humilde, sensível à oração e aos pobres. Aos onze ingressou no Seminário de Nocera, onde foi ordenado sacerdote treze anos depois. O povo era cativado pela sua evangelização cuja pregação era profunda, simples e eficaz. A vida quotidiana de padre Afonso era de um sacerdote zeloso, que guardava no coração o desejo de cumprir a missão que Jesus lhe havia pedido em sonho, pouco antes de concluir o seminário: fundar uma Congregação de Irmãs e um Orfanato. Em 1878, foi procurado por Madalena Caputo, mais tarde Irmã Crucifixa, que desejava se consagrar a Deus na vida religiosa. Dias depois outras três jovens lhe pediram a mesma orientação. Por isto, aproveitando os anseios destas jovens, padre Afonso acelerou a fundação da Congregação das Irmãs Baptistinas do Nazareno, destinada à formação de religiosas dedicadas a uma vida de pobreza, de união com Deus, de caridade empenhada no cuidado e na instrução das órfãs pobres. Assim, a Obra estava fundada.

Francisco Spinelli Sacerdote, Fundador, Beato 1853-1913

Sacerdote italiano, fundador, em Bérgamo, 
das Irmãs Adoradoras. Beatificado em 1992.
Francisco nasceu em Milão, aos 14 de abril de 1853, cujos pais, trabalhadores humildes, eram muito cristãos. Ele cresceu forte, vivaz e ficava muito alegre ao brincar de teatro de fantoches com as outras crianças. Nas horas livres acompanhava a mãe nas visitas os pobres e doentes, sentindo-se feliz por amar e ajudar o próximo, conforme o ensinamento de Jesus. Assim foi que surgiu sua vocação. Apesar de seu pai desejar que estudasse medicina pode seguir o chamado de Cristo e se tornou um "médico" de almas. Apoiado pela família, Francisco foi estudar na cidade de Bergamo, onde concluiu os estudos e recebeu a ordenação sacerdotal, em 1875. Neste ano do Jubileu, ele seguiu em peregrinação para Roma e, durante as cerimônias na igreja de Santa Maria Maior, teve a inspiração para criar uma família de religiosas que adorassem Jesus Sacramentado. Padre Francisco compreendeu o projeto de sua vida esperando o momento certo para colocá-lo em execução. Retornando desta viagem, foi designado para lecionar na creche da paróquia de Bergamo, onde seu tio, padre Pedro, era o pároco. Desta maneira, desenvolveu o seu apostolado entre os pobres, lecionando também no Seminário e orientando algumas comunidades religiosas femininas.

ORAÇÕES - 06 DE FEVEREIRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
6 – Sexta-feira – Santos: Paulo Miki, Doroteia, Gastão
Evangelho (Mc 6,14-29) “Herodes temia João; sabia que era justo e santo, e por isso o protegia. Gostava de ouvi-lo, embora ficasse embaraçado quando o escutava.”
É triste a figura de Herodes, prepotente e cruel, mas também indeciso e medroso. Reconhecia a grandeza e a sabedoria de João; tinha medo dele, por superstição e motivos políticos; reconhecia sua santidade, mas não queria aceitar suas propostas de vida. Aceito plenamente o evangelho e sou coerente, ou tenho medo de suas exigências, e contemporizo para não perder vantagens e facilidades?
Oração
Senhor Jesus, sei que não basta admirar vossa pessoa e vossas propostas de vida. Temos de decidir e começar a viver como ensinais, mesmo que isso nos custe desvantagens e renúncias. Sei também que não basta começar, ou vos seguir mais ou menos. É por isso que peço ajuda e socorro, para ter coragem de me decidir por vós, e deixar tudo que for preciso, e seguir convosco até o fim. Amém.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Oração é caminho de santidade”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
É bom rezar
 
Falamos muito da necessidade da oração. Mas os orantes são poucos. Sentimos uma permanente necessidade de rezar e muito. É o que dizemos. O que fazemos? Sabemos rezar? Faltam mestres de oração. Para mim o Papa Francisco é um mestre de oração. Refletindo sua Exortação Apostólica Gaudete et Exultate, passamos a compreender a importância que dá à oração. Diz ele: “Lembremos que a santidade é feita de abertura habitual à transcendência, que se expressa na oração e na adoração. O santo é uma pessoa orante que tem necessidade de se comunicar com Deus” (GE 147). Pela experiência pessoal e pelo contato com muitas pessoas, podemos dizer que não sabemos rezar. E, o que aparece por aí, não responde a um projeto de santidade na oração. O Papa lembra S. João da Cruz que recomendava que se procurasse “andar na presença de Deus”, cada um a seu modo (GE 147). Não se trata de ficar falando a Deus, mas deixá-Lo falar. “Trata-se do desejo de Deus que não pode deixar de se manifestar em nossa vida diária: “procura que a tua oração seja contínua e, no meio dos exercícios corporais, não a deixes. ‘Quando comes, bebes, conversas com outros, ou em qualquer outra coisa que faças, sempre deseja a Deus e prende a Ele o teu coração”’ (GE 148). Como ensina S. Teresa, para que tenhamos essa oração permanente, não falação permanente, “são necessários também alguns tempos dedicados só a Deus, na solidão com Ele...É uma relação íntima de amizade, permanecendo muitas vezes a sós com quem sabemos que nos ama” (GE 149). 
No silêncio da vida. 
Vivemos em contínuo rumor. Precisamos estar sempre no barulho. Podemos viver no meio da multidão em silêncio e também estar sozinhos com a multidão dentro de nós. O silêncio interior é uma conquista dolorosa. O Papa Francisco explica: “A oração confiante é uma resposta do coração que se abre a Deus face a face, onde são silenciados todos os rumores para escutar a voz suave do Senhor que ressoa no silêncio” (EG 149). É um processo difícil que exige que nos esforcemos para cortar um pouco os rumores externos e estarmos atentos em ouvir os necessitados. Assim somos capazes de silenciar “outras coisas”. Nossos pecados fazem muito barulho. “No silêncio, é possível discernir, à luz do Espírito, os caminhos de santidade que o Senhor nos propõe” (GE 150). É preciso deixar-se contemplar por Deus. Deus nos olha silenciosamente amando-nos. Contemplá-Lo recompõe nossa humanidade, afirma o Papa. Não se trata de um silêncio que nos tire do mundo, mas nos leve a ouvir e ajudar os necessitados a terem sentido. Nossa história faz parte desse silêncio. A memória agradecida, como ensina Santo Inácio, nos faz inteiros. 
O humano da oração 
A oração é também súplica, pois é “expressão do coração que confia em Deus, pois sabe que sozinho não consegue... A súplica de intercessão tem um valor particular, porque é um ato de confiança em Deus e, ao mesmo tempo, uma expressão de amor ao próximo” (GE 154). A oração é também adoração, reconhecendo-O. O coração humano encontra Deus na leitura orante da Palavra de Deus. Ela tem força de vida. Ela nos transforma. Cheios da Palavra, abrimos espaço para a Eucaristia. A Palavra se faz pão. “E, quando O recebemos na Comunhão, renovamos a nossa aliança com Ele e consentimos realizar cada vez mais a sua obra transformadora”, diz o Papa Francisco.
ARTIGO PUBLICADO EM MARÇO DE 2019

EVANGELHO DO DIA 05 DE FEVEREIRO

Evangelho segundo São Marcos 6,7-13. 
Naquele tempo, Jesus chamou os doze apóstolos e começou a enviá-los dois a dois. Deu-lhes poder sobre os espíritos impuros e ordenou-lhes que nada levassem para o caminho, a não ser o bastão: nem pão, nem alforge, nem dinheiro; que fossem calçados com sandálias, e não levassem duas túnicas. Disse-lhes também: «Quando entrardes em alguma casa, ficai nela até partirdes dali. E se não fordes recebidos em alguma localidade, se os habitantes não vos ouvirem, ao sair de lá, sacudi o pó dos vossos pés como testemunho contra eles». Os apóstolos partiram e pregaram o arrependimento, expulsaram muitos demónios, ungiram com óleo muitos doentes e curaram-nos. 
Tradução litúrgica da Bíblia
Venerável François Libermann 
(1802-1852) 
Fundador da Congregação do Espírito Santo 
Cartas Espirituais 
Exortação aos missionários: 
«Nada levar para o caminho» 
Para viverdes uma vida de homens apostólicos, precisais de uma grande abnegação. O que é preciso é conservar a paz e a alegria na alma, no meio de privações contínuas e fortemente sentidas, não só as corporais, que são bastante fáceis de suportar, mas as espirituais ou morais. Estas são bem mais penosas, entristecem, perturbam, desencorajam uma alma fraca e entregue a si mesma; mas dão coragem, serenidade e vigor renovado a uma alma forte, através de uma sólida abnegação e de uma ligação perfeita a Deus. Se conhecêsseis o valor da paciência no conjunto das virtudes apostólicas, aplicar-vos-íeis com todas as forças da vossa alma a obtê-la. Se souberdes esperar com paciência, estai certos do sucesso, de um sucesso sólido e estável. As ervas, que crescem depressa, desenvolvem-se pouco e são rapidamente destruídas. As árvores, cujo crescimento é lento, tornam-se grandes e poderosas e duram séculos. Se alguma vez vos acontecer, numa missão, ter um sucesso rápido e fácil, temei por essa missão; pelo contrário, quando uma missão exige tempo e apresenta dificuldades, podeis augurar-lhe coisas boas, se sentirdes em vós a força e a perseverança de uma santa paciência. Se tiverdes paciência, podeis estar certos de adquirir a prudência, que é a sabedoria de Deus na vossa conduta e nos vossos empreendimentos.

São Felipe de Jesus religioso, mártir, +1597

Filipe de Jesus, em castelhano Felipe de Jesús, foi um missionário franciscano mártir no Japão. Foi canonizado pelo Papa Pio IX, englobado no grupo d'Os 26 Mártires do Japão e o primeiro santo nascido no território que hoje é o México. Nasceu na Cidade do México, sendo o primogénito dos onze filhos de um casal de imigrantes espanhóis. Era uma criança de índole irrequieta e travessa. Fez os primeiros estudos no colégio dos jesuítas. Aos 21 anos, seu espírito aventureiro levou-o às Filipinas onde entrou para o convento dos franciscanos de Manila. Para se ordenar padre, deveria retornar ao México, pois nas Filipinas não havia bispo. Partiu em 1596. A viagem foi tumultuada: o barco ficou à deriva até chegar à costa do Japão. Filipe refugiou-se junto aos franciscanos em Meaco, onde havia uma escola e hospital. Entretanto, na época, o Japão era hostil em relação aos missionários cristãos. Assim, naquele mesmo ano Filipe foi aprisionado juntamente com um grupo de cristãos que faziam também parte japoneses. Em 5 de fevereiro de 1597 foram martirizados: prenderam-nos numa cruz com argolas de ferro no pescoço, mãos e pés e golpearam-nos com lanças. Foi beatificado em 1627 peloPapa Urbano VIII e canonizado em 1862 pelo Papa Pio IX.

05 de fevereiro - São Jesús Méndez Montoya

Através da profunda união com Cristo, iniciada no batismo e alimentada pela oração, os sacramentos e a prática das virtudes evangélicas, homens e mulheres de todos os tempos, como filhos da Igreja, alcançaram a meta da santidade. São Santos porque colocaram Deus no centro da sua vida, fazendo da busca e difusão do seu Reino a razão da própria existência; são Santos porque as suas obras continuam a falar do seu amor total ao Senhor e aos irmãos, dando frutos copiosos graças à sua fé viva em Jesus Cristo e ao seu compromisso em amar, inclusivamente os inimigos, como Ele nos amou. Todos eles entregaram a própria vida a Deus e aos irmãos, através do martírio ou pelo caminho da oferenda generosa ao serviço dos necessitados. A firmeza da sua fé e esperança sustentou-os nas várias provações a que foram submetidos. É uma herança preciosa, fruto da fé arraigada em terras mexicanas que, nos alvores do terceiro milênio do Cristianismo, deve ser conservada e revitalizada para continuardes a ser fiéis a Cristo e à sua Igreja, como fostes no passado. 
Papa João Paulo II – Homilia de Canonização - 21 de maio de 2000

05 de fevereiro - Santo Albuíno de Bressanone

Albuino nasceu na Áustria, no século X, e pertencia à família nobre dos Aribonen da Caríntia, era parente do imperador Henrique II e o nome de sua mãe era Hildegarda. Ele estudou na escola da catedral de Bressanone: foi ordenado sacerdote e nomeado bispo de Bressanone (Brixen) (975), no sul do Tirol, onde é altamente reverenciado. É atribuída a ele a transferência da sede episcopal de Sabiona para Bressanone. Como conselheiro do imperador Otto II, ele foi recompensado com grandes doações. A lenda diz que um dia ele orou ao ar livre começou a chover e sua assembleia não se molhou. Já no século XI, ele era reverenciado como santo e, em 1141, seus restos mortais foram depositados na catedral de Bressanone.

Beata Francisca Mézière, Virgem e mártir - 5 de fevereiro

Martirológio Romano: Em Laval, na França, Beata Francisca Mézière, virgem e mártir, que, dedicada a educar crianças e a tratar de doentes, durante a Revolução Francesa foi morta por ódio à fé cristã que professava.
     Francisca Mézière nasceu em Mézangers no dia 25 de agosto de 1745 e foi batizada no mesmo dia. Seu pai, René Mézière, excelente cristão, morava na fazenda Maulorière, que pertencia à abadia de Evron. Trabalhador inteligente e consciencioso, soube tirar proveito daquelas terras, e conseguiu elevar seus lucros progressivamente. Era por isto muito estimado pelo padre ecônomo da abadia, que em reconhecimento reconstruiu a casa onde a família habitava e batizava os seus nove filhos.
     Francisca cresceu enfrentando vários lutos. Aos 4 anos perdeu sua mãe, Francisca Rousseau. Para cuidar de seus seis filhos, René casou-se novamente no fim de 1749. Sua segunda esposa, Maria Heurtebise, lhe deu mais três filhos e faleceu em 1754. Alguns meses antes ele havia enterrado a irmã mais velha de Francisca. René se casa novamente em 1758.
     Era um período em que se desenvolvia largamente no Bas-Maine a obra dita das “pequenas escolas”. Em Evron, em 1720, havia uma dessas instituições dirigida pelas Irmãs da Chapelle-au-Riboul. Elas dirigiam também uma organização segundo os métodos de São Vicente de Paula que, nos anos 1768, 1769, 1770, as tornaram particularmente ativas e prósperas.

São Jacó. Patriarca do Antigo Testamento.

Quem foi Jacó
 
Jacó é uma figura central no Antigo Testamento da Bíblia, conhecido como um dos patriarcas do povo de Israel. Ele é filho de Isaque e Rebeca, neto de Abraão e Sara. Sua história, marcada por conflitos familiares e encontros divinos, é rica em simbolismo e lições que reverberam até os dias de hoje.
Contexto Histórico e Cultural 
Para entender quem foi Jacó, é importante considerar o contexto histórico e cultural da época. Jacó viveu em um período em que as tradições familiares e as promessas divinas eram fundamentais. A sua narrativa não se restringe apenas à sua vida, mas também à formação do povo de Israel. 
Família e Relações 
Jacó nasceu em uma família que já carregava um peso histórico considerável. Seu avô, Abraão, recebeu a promessa de que sua descendência seria numerosa e que eles herdariam a terra de Canaã. A relação de Jacó com seus pais e irmãos, em especial com Esaú, seu irmão gêmeo, é um dos principais focos de sua história. Isaque: Pai de Jacó, que representa a continuidade da aliança de Deus com Abraão. Rebeca: Mãe de Jacó, que teve um papel crucial na definição do destino de seus filhos. Esaú: Irmão gêmeo de Jacó, cuja rivalidade e conflito são centrais na narrativa. 

Águeda de Catânia Viergem e Mártir, Santa 230-251

Virgem, martirizada em Catânia (Itália). 
Ela é citada no Cânone Romano.
Pouco se sabe sobre a vida de Santa Águeda ou Ágata como também era chamada. Ela era italiana, nasceu por volta do ano 230 na Catânia, pertencia à uma família nobre e rica. Muito bela, ainda na infância prometeu se manter casta para servir a Deus, na pobreza e humildade. Não quebrar essa pro-messa lhe custou a vida, porque o governador da Sicília se inte-ressou pela casta jovem e a pediu em casamento. Águeda, recusou o convite, expondo seus motivos religiosos. Enraivecido, o político a enviou ao tribunal que a entregou a uma mulher de má conduta para desviá-la de Deus. Como isso não aconteceu, ela foi entregue aos carrascos para que fosse morta, por ser cristã. As torturas narradas pelas quais passou a virgem são de arrepiar e estarrecer. Depois de esbofeteada e chicoteada, Águeda foi coloca-da sobre chapas de cobre em brasa e posteriormente mandada de volta à prisão. Neste retorno, ela teve a graça de “ver” o Apóstolo São Pedro, o que a revitalizou na fé. Seus carrascos que esperavam vê-la fraquejar em suas convicções se surpreenderam com sua firmeza na fé, por isso a submeteram à outras cruéis torturas, desta vez com o desconjuntamento dos ossos e o dilaceramento dos seios.