domingo, 20 de setembro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Vinde após Mim”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Força da Palavra
 
O mar da Galiléia, que não é um mar, mas um lago tem a forma de um instrumento musical chamado “kíneret”. Tem 20 km de comprimento e 12 de largura, tendo de 20 a 230 metros de profundidade. Era um centro importante pelo comércio e pela fertilidade das terras cobiçadas por tantos povos. Esse mar, além das águas perigosas, é abundante em peixe. Ele é o cenário do início da pregação de Jesus. Jesus inicia sua pregação e seus milagres, mas também começa a “pescar” seus primeiros discípulos: “Não tenhas medo! De hoje em diante serás pescador de homens. Então levaram suas barcas para a margem, deixaram tudo e seguiram a Jesus” (Lc 5,10-11). A força da missão que recebem está nas palavras de Jesus que leva à pesca milagrosa. Como tivessem pescado a noite toda, sem nada pegar, lançam as redes novamente com uma certeza: “Em atenção à tua palavra, vou lançar as redes”. Aí veio a pesca abundante. Isaias se declara frágil e de lábios impuros diante da magnífica manifestação de Deus. Foi tocado pela brasa do altar. É do altar que se tiram as forças da palavra anunciada. Diz o jovem profeta: “Aqui estou, enviai-me”. A fragilidade humana nunca foi empecilho para a força de Deus se manifestar. Quem era mais frágil que os apóstolos? Isaías se declara perdido e se considera “um homem de lábios impuros”. Nessa manifestação de Deus, teria uns 25 anos. O convite de Deus é uma ordem. Mais que um dever, é uma união com a origem da Palavra que é o próprio Deus que envia em seu nome. Jesus chama e dá a força de sua Palavra. 
Altar que cura 
A fragilidade do homem diante de Deus é uma das melhores condições para que a força de Deus se manifeste. As escolhas de Deus são fruto de sua predileção pela simplicidade. Nada podemos sem Deus. A força da Palavra está na sua origem. Isaías tem a visão da grandiosidade de Deus que Se abaixa para escolher quem envia. Jesus diz aos discípulos para levarem a barca para as águas profundas. O campo para onde Jesus envia seus discípulos é o mar profundo do mundo. A Palavra não é superficial: ela vai ao profundo do ser humano onde está nossa verdadeira situação. Ali é que o Evangelho toca e muda. Não podemos mudar a tinta de nossa realidade. Jesus muda o homem pela sua raiz que é o centro de suas decisões. Escolher o Evangelho e ser batizado é erradicar o homem de suas opções e levar à opção vital por Cristo. Cristo só foi constituído Senhor, a partir de sua morte que o levou à ressurreição. Ele pode nos atingir pela raiz. Assim são os cristãos que tomam atitudes. Eles mudam suas vidas totalmente para viver a Palavra. Não pode haver meias medidas. Não são verdadeiras. São feitas segundo nosso modelo e não em Cristo. A imagem de Cristo foi implantada em nós. Refletimos sua verdade. 
O que recebi, transmiti 
A chamada que Deus faz, tanto a Isaías como aos apóstolos, procede Dele próprio Deus que envia. Não anunciamos palavras, mas a Pessoa concreta do Pai e de Jesus que no Espírito chega até às pessoas. Por isso Paulo diz que: “Eu vos transmiti o que recebi” (1Cor 15,3). A mensagem se identifica com o anunciado. Ao falar de Jesus, não transmitimos ideias, mas uma Pessoa. É por isso que podemos notar que na missão dos apóstolos havia tanto vigor. Como se justificar que homens simples tenham levado o Evangelho com tanto efeito? Não só a eles se referem essas palavras, mas a todo aquele que o anuncia. 
Leituras: Isaias 6,1-2ª.3-8;Salmo 137;
1 Coríntios 15,3-8.11;Lucas 5,1-11. 
1. A força da missão que recebem está nas palavras de Jesus que leva à pesca milagrosa. 
2. Jesus muda o homem pela sua raiz, onde está o centro das decisões. 
3. Ao falar de Jesus, não transmitimos idéias, mas uma Pessoa. 
Concurso de fraqueza 
Parece que Deus quando quer gente para uma função ou missão importante, começa de trás para a frente. Claro que conta com os que se prepararam, mas escolhe cada um de nós que somos tão fracos e nos sentimos despreparados. Pior é que são esses que resolvem, pois sendo fracos dão tudo de si e não sentem substitutos de Deus. Deus, de vez em quando, vai à lata de lixo. Aqueles que foram desprezados por serem fracos e burrinhos é que resolvem os problemas, pois só têm a Deus como solução. Vemos o caso de tantos santos, como São João Maria Vianey, Beato Pedro Donders, São Geraldo que foi chamado de inútil, quando se apresentou para a entrar na Congregação. Santa Catarina de Sena (analfabeta) e tantos... Da fraqueza surgiu a força. Há santos sabidos, preparados, mas que eram humildes. Alguns tupetudos, Deus dá uma rasteira neles. 
Homilia do 5º Domingo Comum (06.02.2022)

EVANGELHO DO DIA 20 DE SETEMBRO

Evangelho segundo São Mateus 20,1-16a. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: «O Reino dos Céus pode comparar-se a um proprietário, que saiu muito cedo a contratar trabalhadores para a sua vinha. Ajustou com eles um denário por dia e mandou-os para a sua vinha. Saiu a meia-manhã, viu outros que estavam na praça ociosos e disse-lhes: "Ide vós também para a minha vinha, e dar-vos-ei o que for justo". E eles foram. Voltou a sair, por volta do meio-dia e pelas três horas da tarde, e fez o mesmo. Saindo ao cair da tarde, encontrou ainda outros que estavam parados e disse-lhes: "Porque ficais aqui todo o dia sem trabalhar?". Eles responderam-lhe: "Ninguém nos contratou". Ele disse-lhes: "Ide vós também para a minha vinha". Ao anoitecer, o dono da vinha disse ao capataz: "Chama os trabalhadores e paga-lhes o salário, a começar pelos últimos e a acabar nos primeiros". Vieram os do entardecer e receberam um denário cada um. Quando vieram os primeiros, julgaram que iam receber mais, mas receberam também um denário cada um. Depois de o terem recebido, começaram a murmurar contra o proprietário, dizendo: "Estes últimos trabalharam só uma hora, e deste-lhes a mesma paga que a nós, que suportámos o peso do dia e o calor". Mas o proprietário respondeu a um deles: "Amigo, em nada te prejudico. Não foi um denário que ajustaste comigo? Leva o que é teu e segue o teu caminho. Eu quero dar a este último tanto como a ti. Não me será permitido fazer o que quero do que é meu? Ou serão maus os teus olhos porque eu sou bom?". Assim, os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Gregório Magno 
(540-604) 
Papa, doutor da Igreja 
Homilias sobre o Evangelho, n.° 19 
«Ide vós também para a minha vinha» 
O Senhor não deixa, em tempo algum, de enviar trabalhadores para cultivarem a sua vinha: através dos patriarcas, dos doutores da Lei, dos profetas e, finalmente, através dos apóstolos, procurou, por assim dizer, que a sua vinha fosse cultivada pelos seus trabalhadores. Todos aqueles que a uma fé firme juntaram boas obras foram trabalhadores dessa vinha. Os trabalhadores contratados ao nascer do dia, à hora terceira, à sexta e à nona designam portanto o povo hebraico, que, aplicando-se desde o começo do mundo a prestar culto a Deus com fé firme, não parou, por assim dizer, de se empenhar no cultivo da vinha. Porém, à décima primeira hora, foram chamados os pagãos, a quem foram dirigidas estas palavras: «Porque ficais aqui todo o dia sem trabalhar?». De facto, ao longo de todo aquele tempo por que o mundo passou, os pagãos tinham negligenciado o trabalho que conduz à vida eterna, e passavam o dia inteiro sem nada fazer. Mas reparai bem, irmãos, o que respondem à pergunta que lhes é feita: «Ninguém nos contratou». De facto, nem patriarca nem profeta algum se acercara deles; dizer: «Ninguém nos contratou para trabalhar» significa: «Ninguém nos pregou os caminhos da vida». E nós, que invocaremos como desculpa se nos abstivermos de realizar boas obras? Pensai bem: nós recebemos a fé ao sair do seio da nossa mãe, escutámos as palavras da vida desde o berço e fomos alimentados ao peito da Santa Igreja, dela bebendo, ao mesmo tempo que o leite materno, o néctar da doutrina celeste.

Santo Eustáquio Plácido Mártir -Festa: 20 de setembro Roma, século II

Ele é um dos mais famosos mártires romanos da Antiguidade e uma das figuras hagiográficas mais evocativas do cristianismo medieval. A tradição o apresenta, sob o nome de Plácido, como um oficial romano de alta patente, rico e estimado, que, durante uma caçada, viu uma cruz com a imagem de Cristo entre os chifres de um cervo. Diz-se que a visão levou à sua conversão, à de sua esposa Teopista e à de seus filhos Agápio e Teopisto. A partir desse momento, a família foi submetida a uma longa série de provações: perda de bens, separação do casal, sequestro dos filhos e anos de separação, até finalmente se reunirem. De volta ao serviço do império, Eustácio teria alcançado uma vitória militar, mas, sob o imperador Adriano, recusou-se a participar de um sacrifício pagão. Condenado às feras junto com sua família, sobrevivendo milagrosamente ileso, ele acabou sofrendo o martírio sobre um touro de bronze em brasa. A reconstrução histórica, contudo, não permite a verificação desses eventos.

Beata Maria Teresa de São José, fundadora das Irmãs Carmelitas do Divino Coração de Jesus – 20 de setembro

      Ana Maria Tauscher nasceu em Sandow, uma pequena cidade cerca de 100 km sudeste de Berlim (atualmente Polônia), no dia 19 de junho de 1855. O pai de Ana Maria, Herman Traugott Tauscher, um pastor protestante de alto cargo, exercia a profissão que era a mesma de seus antepassados desde a época de Martinho Lutero. Sua mãe, embora luterana, tinha um grande amor pela Santíssima Virgem, motivo pelo qual, em 24 de julho, quando sua filha foi batizada, colocou-lhe o nome de Ana Maria. O batismo foi administrado pelo avô, que também era luterano.  Sua infância transcorreu de modo feliz e despreocupado. Em maio de 1862 seu pai foi nomeado superintendente em Arnswalde, e a família se mudou, tendo aumentado com o nascimento de outras meninas: Lisa e Madalena.

Beata Cândida de Como Festa: 20 de setembro-(✝︎)1515

Etimologia:
Candida = simples, inocente, do latim 
De um antigo códice do mosteiro de São Croce em Bréscia, que, como informa Tatti, é a fonte original para o conhecimento da vida de Cândida, o historiógrafo bresciano Bernardino Fayni deduziu as informações posteriormente passadas aos martirológios de Bréscia e Como e às várias Memórias sobre a Beata. Sabe-se, portanto, que ela nasceu em Como e sua figura de freira agostiniana é sobriamente delineada no Martirológio de Como de Tatti em 20 de setembro, seu provável dies natalis: muito jovem, ela se absteve de carne, viveu em austeridade incomum e em oração contínua (mesmo à noite), superando tentações diabólicas. Entrando no mosteiro da Santa Cruz em Bréscia, ela foi enriquecida com novas graças de Deus, teve visões da bênção de Cristo e do dom das profecias. Morreu em 1515, em um dia e mês desconhecidos para nós, enquanto Brescia mantinha seus portões cuidadosamente trancados e guardados por medo de ser invadida e saqueada novamente por inimigos. 
Autor: Pietro Gini 
Fonte: Bibliotheca Sanctorum 
Beata Cândida de Como

Eustácio, Plácido, Teopista, Teopisto e Ágapio, santos e mártires em Roma.

Plácido, o rico e vitorioso general de Trajano, embora pagão, foi impelido a grandes benfeitorias por sua bondade natural, como o centurião Cornélio. Certo dia, durante uma caçada, perseguiu um cervo de extraordinária beleza e tamanho, que, parando sobre uma rocha alta, voltou-se para o seu perseguidor. Entre os seus chifres havia uma cruz luminosa e, acima dela, a figura de Cristo: "Plácido", dizia a cruz, "por que me persegues? Eu sou Jesus, a quem honras sem conheceres." Recuperado do susto, Plácido foi convidado a ser batizado com a sua família. Adotou o nome de Eustáquio ou Eustácio, a sua esposa Teopista e os seus filhos Teopisto e Ágapio. Ao retornar à montanha, ouviu a voz misteriosa que lhe prenunciava que, como um novo Jó, teria de pôr à prova a sua paciência.

Santa Susana de Eleuterópolis, Monja e mártir - 20 de setembro

A vida e o martírio de Santa Susana, que é mencionada em uma passio em língua grega, relatada na “Bibliotheca Hagiografica Graeca”, são colocados no século IV. Nativa da Palestina, Susana era a filha de um sacerdote pagão chamado Artêmis, a mãe Marta era judia; órfã de ambos, ela foi educada e convertida por um certo Padre Silvano e depois batizada. Mais tarde, ela doou todos os seus bens aos pobres e sob disfarce masculino, entrou em um mosteiro para levar uma vida ascética com o nome fictício de João.

Santa Fausta de Narni, Mártir - 20 de setembro

"Em Cizico em Propôndites (Ásia Menor), o natal dos santos mártires Fausta, virgem, e Evilásio, sob o imperador Maximiliano. Fausta foi suspensa e atormentada pelo próprio Evilásio, sacerdote dos ídolos, tendo sido despojada dos cabelos e raspada por humilhação. Em seguida, os carrascos querendo serrá-la ao meio, não conseguiam tocá-la. Evilário, maravilhado com aquilo, se converteu a Cristo. E enquanto ele, por ordem do imperador, era torturado terrivelmente, Fausta, ferida na cabeça, traspassada com pregos por todo o corpo e colocada num tacho ardente, finalmente, junto com o mesmo Evilário, era chamada por uma voz celestial e voou para o Senhor". Assim o Martirológio Romano fixa a memória da santa de hoje. Como muitas vezes acontece, estas informações foram obtidas exclusivamente a partir de Atos, ou mais propriamente, de uma Passio, a qual os historiadores modernos atribuem um valor nulo, especialmente para certas excentricidades.

Santa Cândida Mártir em Cartago -Festa: 20 de setembro

(+)Cartago, data desconhecida, provavelmente durante a perseguição de Maximiano
 
Santa Cândida é comemorada em 20 de setembro como uma virgem mártir de Cartago, vítima da perseguição imperial durante o reinado de Maximiano. Não possuímos uma biografia antiga confiável sobre ela: a tradição preserva apenas a memória de seu martírio e uma descrição extremamente breve das torturas que sofreu. Segundo o Martirológio Romano, Cândida foi submetida a uma violenta flagelação que lacerou todo o seu corpo até a morte. Sua memória, contudo, apresenta um problema histórico significativo. Os estudiosos dos Atos de São Pedro observaram que o nome de Cândida não aparece nos mais antigos martirológios cartagineses conhecidos e que sua menção parece depender principalmente do Martirológio de Galesini, que alegou tê-lo extraído de um breviário e das tábuas litúrgicas da Igreja de Córdoba.

Santos Mártires Coreanos (Andrea Kim Taegon, Paolo Chong Hasang e 101 companheiros) -Festa: 20 de setembro

A ação do Espírito, que sopra onde quer, por meio do apostolado de um generoso grupo de leigos, está na raiz da santa Igreja de Deus na Coreia. A primeira semente da fé católica, trazida por um leigo coreano em 1784, ao retornar de Pequim para sua terra natal, foi fertilizada em meados do século XIX pelo martírio de 103 membros da jovem comunidade. Entre eles estavam André Kim Taegon, o primeiro sacerdote coreano, e o apóstolo leigo Paulo Chong Hasang. As perseguições que se sucederam de 1839 a 1867, em vez de sufocarem a fé dos neófitos, fizeram brotar uma primavera do Espírito à imagem da Igreja nascente.

São José Maria de Yermo e Parres, Padre-Festa: 20 de setembro

(*)Jalmolonga, México, 10 de novembro de 1851
(+)Puebla de los Angeles, 20 de setembro de 1904 
Ele nasceu na fazenda Jalmolonga, no município de Malinalco, Estado do México, em 10 de novembro de 1851. Aos 16 anos, saiu de casa para se juntar à Congregação da Missão na Cidade do México. Após uma difícil crise vocacional, deixou aquela família religiosa e continuou sua jornada rumo ao sacerdócio na Diocese de León, onde foi ordenado sacerdote em 24 de agosto de 1879. Em seu ministério, sentiu a necessidade de fundar um lar para crianças abandonadas. Em 13 de dezembro de 1885, acompanhado por quatro jovens corajosas, fundou o Asilo Sagrado Coração no Monte Calvário. Esse dia também marcou o início da nova família religiosa das "Servas do Sagrado Coração de Jesus e dos Pobres".

ORAÇÕES - 20 DE SETEMBRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
20 – 25º Domingo do Tempo Comum
Evangelho (Mt 20,1-16a) Eu quero dar a este, que foi contratado por último, o mesmo que dei a ti.”
A cena era vista muitas vezes nos largos das cidades e das aldeias: homens esperando trabalho para, à notinha, poder levar alguma coisa para casa. Jesus aproveita a cena e fala de Deus que parece injusto, porque é misericordioso e generoso. Ele nos chama, cada um tem uma resposta e uma vida, breve ou longa, aqui ou ali, mais leve ou mais trabalhosa. E qual a medida de nossa paga, ou melhor, do que nos dá e oferece no fim da tarde? Diferente do patrão da parábola, de fato ele não nos paga, porque o que nos oferece está acima de qualquer merecimento. Cada um de nós responde ao convite na medida da graça que recebe, na medida de seu amor por cada um. É justo porque é bom e misericordioso e dá-nos o que podemos receber.
Oração
Senhor meu Deus, aqui estou diante de vós. Cada dia a tarde chega mais cedo, e fico à espera da generosidade de vossas mãos. Não espero pagamento, mas apenas vosso favor, vossa graça por pura misericórdia. Confio na vossa bondade, e entrego-me em vossas mãos. Sabeis o melhor para mim, os caminhos por onde me levar, a morada onde me acolher. O que vos peço é paciência para suportar o que for preciso, coragem para não desanimar, firmeza para continuar em frente. Dai-me a alegria de cada dia, e ajudai-me a não levar por demais a sério tantas pequenas coisas. Ajudai-me a entender que a colheita das uvas não se faz num só dia. Amanhã e depois tenho de estar pronto para ser de novo convocado para mais um dia de tarefas. Amém

sábado, 19 de setembro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - O tempo litúrgico

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Riquezas do tempo litúrgico
 
Ao comunicar-Se conosco, Deus não nos tirou de nossa realidade, mas penetrou-a de sua graça, dando-nos a possibilidade de encontrá-Lo em todo tempo e lugar. O Filho de Deus, na Encarnação, assumiu a natureza humana e também o mundo em que vivia, sua história e sua cultura. Foi gente de sua gente. Assim, o tempo foi santificado com sua presença. Em Deus não há a categoria tempo. Jesus assumiu essa condição para nos deixar claro que vivemos no tempo para nos santificarmos, isto é, viver no tempo a Vida Divina que nos foi dada. Como a liturgia é a celebração do Mistério de Cristo, sua vida, sua Morte, sua Ressurreição e sua Ascensão acontecem no tempo. Desse modo o tempo litúrgico nos oferece ampla participação das riquezas da liturgia que é a celebração de Cristo no tempo. As celebrações não são realidades que se repetem, mas é o mesmo mistério sempre novo e sempre antigo. Conhecemos mais e podemos viver melhor para celebrar com maior fé. A celebração é uma fonte que sempre jorra a mesma água, sempre fresca e nova. Sempre vamos a uma celebração como se fosse a primeira. E a mesma palavra e mesmos ritos nos oferecem a novidade do Reino. O motivo fundamental é que a celebração é um mistério. Não por ser incompreensível, (às vezes o fazemos), mas por ser memorial. Fazemos memória sacramental. Os fatos se tornam presentes com o mesmo vigor de vida e mesma capacidade de oferecer a salvação. Podemos vivê-los, sempre, com a mesma intensidade e identidade. 
O culto se organiza 
A Igreja organizou o tempo litúrgico. O culto a Deus acontece no tempo natural. Já havia no judaísmo um calendário de festas, as celebrações na sinagoga e as bênçãos domésticas. Os apóstolos, depois da Ressurreição participavam. O que tinham de próprio eram as celebrações pelas casas. Lentamente, se organizou a vida celebrativa da comunidade cristã. Em 313, os cristãos adquiriram o direito de existir no império romano. No ano, 380, quando o cristianismo se tornou religião oficial do império, começaram a organizar mais fortemente as celebrações com influências do modelo romano. Não havia templos no cristianismo. Surgiram, então, as basílicas que eram lugares da reunião da comunidade. Havia também as celebrações na Domus Ecclesiae (casa da comunidade). Houve grande influência da estrutura do Império Romano sobre a Igreja. Perdeu-se a espontaneidade e passou-se à organização do culto. Foi lenta, mas consistente. Contudo se manteve sempre a consciência de ser o culto uma ação divino-humana. Por mais difícil que fosse a compreensão das celebrações, houve sempre a ação da graça. 
Culto, caminho cristão 
O culto, a celebração e a oração não são somente impulsos interiores da condição humana que busca o Criador, mas fazem parte da vida como parte do corpo, da mente e dos sentimentos. O culto é caminho espiritual. Por ele ouvimos, respondemos e colocamos em prática. O culto traz em si a graça daquele que vem ao nosso encontro e a resposta, às vezes tão frágil, daquele que busca o Senhor. A medida não se faz pelo conhecimento nem mesmo capacidade de explicitação, mas pelo movimento do coração que se abre. Não existe celebração vazia, pois quem a “enche de vida” é o Senhor. É Ele que toma a iniciativa e abre as portas de seu Ser Divino a cada um dos seus. Celebrar é sempre um dom e não só um dever. A celebração é a escada de Jacó que une a terra ao Céu.
ARTIGO PUBLICADO EM JANEIRO DE 2022

EVANGELHO DO DIA 19 DE SETEMBRO

Evangelho segundo São Lucas 8,4-15. 
Naquele tempo, reuniu-se uma grande multidão, que vinha ter com Jesus de todas as cidades, e Ele falou-lhes por meio da seguinte parábola: «O semeador saiu para semear a sua semente. Quando semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho: foi calcada e as aves do céu comeram-na. Outra parte caiu em terreno pedregoso: depois de ter nascido, secou por falta de humidade. Outra parte caiu entre espinhos: os espinhos cresceram com ela e sufocaram-na. Outra parte caiu em boa terra: nasceu e deu fruto a cem por um». Dito isto, exclamou: «Quem tem ouvidos para ouvir, oiça». Os discípulos perguntaram a Jesus o que significava aquela parábola e Ele respondeu: «A vós foi concedido conhecer os mistérios do Reino de Deus, mas aos outros serão apresentados só em parábolas, para que, ao olharem, não vejam, e, ao ouvirem, não entendam. É este o sentido da parábola: A semente é a palavra de Deus. Os que estão à beira do caminho são aqueles que ouvem, mas depois vem o diabo tirar-lhes a palavra do coração, para que não acreditem e se salvem. Os que estão em terreno pedregoso são aqueles que, ao ouvirem, acolhem a palavra com alegria, mas, como não têm raiz, acreditam por algum tempo e afastam-se quando chega a provação. A semente que caiu entre espinhos são aqueles que ouviram, mas, sob o peso dos cuidados, da riqueza e dos prazeres da vida, sentem-se sufocados e não chegam a amadurecer. A semente que caiu em boa terra são aqueles que ouviram a palavra com um coração nobre e generoso, a conservam e dão fruto pela sua perseverança».
Tradução litúrgica da Bíblia 
São João-Maria Vianney 
(1786-1859) 
Presbítero, 
Cura de Ars 
Sermão 
«Outra parte caiu em boa terra: 
nasceu e deu fruto a cem por um» 
Se me perguntais o que quer Jesus Cristo dizer com este semeador que saiu manhã alta para ir lançar a semente no seu campo, meus irmãos, [digo-vos que] o semeador é o bom Deus, que começou a trabalhar na nossa salvação logo no princípio do mundo, enviando-nos os profetas antes da vinda do Messias para nos ensinar o que é necessário para nos salvarmos. E não Se contentou em enviar os seus servos, mas veio Ele mesmo indicar-nos o caminho que devíamos seguir e anunciar-nos a palavra sagrada. Sabeis como é uma pessoa que não se alimenta desta palavra sagrada? É semelhante a um doente sem médico, a um viajante perdido e sem guia, a um pobre sem recursos. É completamente impossível, meus irmãos, amar a Deus e agradar-Lhe sem nos alimentarmos desta divina palavra. O que nos permitirá agarrarmo-nos a Ele, a não ser o conhecimento que temos dele? E quem no-lo dá a conhecer, com todas as suas perfeições, a sua beleza e o seu amor por nós, a não ser a palavra de Deus, que nos ensina tudo o que Ele fez por nós e todos os benefícios que nos preparou na outra vida?

Beatas Maria de Jesus de Yglesia de Varo; Dolores e Consuelo Aguiar-Mella y Diaz, Mártires – 19 de setembro

Grupo de Mártires Escolapias
 no qual está a
Beata Maria de Jesus de Yglesia y Varo

 Martirológio Romano: Em Madri, na Espanha, as Beatas Maria de Jesus de Yglesia y Varo, Maria das Dores e Consuelo Aguiar-Mella y Díaz, virgens do Instituto das Filhas de Maria das Escolas Pias, que foram coroadas com o martírio pelo testemunho dado a Cristo.   Irmã Maria de Jesus Yglesia y Varo, nascida em 25 de março de 1891 em Cabra (Córdoba), aos oito anos de idade tornou-se aluna do novo Colégio das Irmãs das Escolas Pias fundado em 1899. 

Beatas Isabel, Bárbara, Antônia e Catarina, freiras mercedárias.

Festa: 19 de setembro
 
As freiras mercedárias Beatas Isabel, Bárbara, Antônia e Catarina, do Convento de São José em Bilbao, Espanha, por meio de uma vida exemplar de virtude, observância e oração, alcançaram a paz de seu eterno Esposo, o Senhor. A Ordem celebra a sua vida no dia 19 de setembro.

Beata Francisca Cuallado Baixauli, Virgem e mártir - 19 de setembro

Martirológio:
Em Benifaió, na província de Valencia, também na Espanha, Beata Francisca Cualladó Baixauli, virgem e mártir, que derramou seu sangue por sua fe em Cristo na mesma perseguição religiosa. Francisca Cualladó Baixauli, leiga, nasceu em Molino de San Isidro, no bairro valenciano de Ruzafa, no dia 3 de dezembro de 1890. Foi batizada no dia 5 de dezembro na igreja paroquial de São Valério e São Vicente; crismada em 1906, recebeu a 1ª. Comunhão em 11 de maio de 1909 na igreja paroquial de São Pedro Apóstolo, de Massanassa. Educada em um lar católico, ficou órfão do pai muito jovem; com a morte prematura do pai e a doença da mãe, que ficou paralítica, teve que colaborar desde sua adolescência com a economia familiar trabalhando como modista. As muitas horas de trabalho não a impediam de se dedicar ao apostolado, fazendo todo o possível como católica atuante.

Santa Pomposa de Córdoba Mártir Festa: 19 de setembro

† 19 de setembro de 853 
Martirológio Romano: Em Córdova, na Andaluzia, na Espanha, Santa Pomposa, virgem e mártir, que, durante a perseguição aos mouros, fugiu secretamente do mosteiro de Peñamelaria depois de saber do martírio de São Columba; quando chegou a Córdova, professou destemidamente sua fé em Cristo diante do juiz e, decapitada sem demora com a espada diante das portas do palácio, obteve a palma do martírio. 
Cidadã de Córdoba, abraçou a vida religiosa com toda a família no duplo mosteiro de São Salvador da Penamelaria, que ela mesma construiu perto da cidade. No mosteiro, ele alternou a meditação e o estudo da Sagrada Escritura, levando uma vida de intenso fervor e austeridade. Ela sempre quis morrer como mártir, mas a partir do momento em que a notícia da morte de seu amigo, São Columba, chegou até ela, ela buscou a oportunidade com insistência.

Santa Maria Cervellón ou Socorro

A primeira irmã mercedária da nobre família de Cervellón nasceu em Barcelona, na Rua Moncada, em 1º de dezembro de 1230. Foi batizada em 8 de dezembro, no antigo sarcófago da protomártir de Barcelona, Santa Eulália, que servia como pia batismal da paróquia Santa María del Mar. Imersa na aura de caridade, criada pelos irmãos redentores dos cativos na sua cidade natal, a jovem Maria sentiu-se atraída pelo seu empenho libertador e tornou-se consolo dos pobres, dos enfermos e dos cativos do Hospital Santa Eulália. Lá, conheceu as primeiras grandes figuras da Ordem Mercedária que se reuniram em torno de Pedro Nolasco. Ela Solicitou o hábito mercedário branco e fez a profissão religiosa no dia 25 de maio de 1265, como irmã da Ordem nas mãos do Irmão Bernardo de Corbaria, prometendo trabalhar pela redenção dos cativos. Com ela, jovens de famílias importantes formaram uma comunidade: Irmãs Eulalia Piños, Isabel Berti e María de Requesens que logo se juntarão à Irmã Colagia.

São Gennaro(Januário), Bispo e Mártir Festa: 19 de setembro

(*)Nápoles, Século III
(+)Pozzuoli, 19 de setembro de 305 
Januário nasceu em Nápoles (?) na segunda metade do século III e foi eleito bispo de Benevento, onde exerceu seu apostolado, amado pela comunidade cristã e respeitado até mesmo pelos pagãos. A história de seu martírio se encaixa no contexto das perseguições de Diocleciano. Ele conhecia o diácono Sosso (ou Sossio), que liderava a comunidade cristã de Miseno e que foi preso pelo juiz Dragonio, procônsul da Campânia. Ao saber da prisão de Sosso, Januário decidiu ir com dois companheiros, Festo e Desiderio, para confortá-lo na prisão. Dragonio, informado de sua presença e interferência, mandou prender os três também, provocando protestos de Próculo, diácono de Pozzuoli, e de dois fiéis cristãos da mesma cidade, Êutiques e Acutius.