segunda-feira, 20 de abril de 2026

Santa Sara de Antioquia, Mártir 20 de abril

Etimologicamente:
Sara = Aquela que é uma princesa, nome de origem bíblica. Este santo sofreu o martírio durante o perseguição ao imperador Diocleciano. 
Ela era a esposa de um alto oficial da marinha do imperador Diocleciano (284-305) chamado Sócrates, então residindo em Antioquia e ambos Cristãos; mas Sócrates, temendo perder seu lugar no exército, recusou da fé cristã, enquanto Sara, ao contrário, continuou a professá-la fielmente. Eles tiveram dois filhos que, por causa da perseguição, ele não pôde gerá-los Ele foi batizado em Antioquia, então decidiu se mudar do Egito para Alexandria. Se Ele então embarcou com seus dois filhos para esse fim, mas a travessia estava em perigo por causa do mar agitado que, a certa altura, atacou o barco com tanta fúria que todos temiam um naufrágio. Sarah, preocupada com a salvação de seus dois filhos, ambos corporais e o espiritual, foi feita uma incisão com a faca no peito e com o sangue que estava fugindo dele, ele marcou a testa de seus filhos com o sinal da cruz, e então o mergulhou três vezes na água do mar, invocando com uma fórmula a Santíssima Trindade. Após a tempestade, o mar se acalmou e a viagem continuou até tocar porto em Alexandria, onde Sarah foi ao Bispo St. Peter (300-310) para batizar seus filhos, não acreditando que o gesto feito em mar aberto.

Santa Endelienda, Virgem - 20 de abril

A memória de Endelienda permanece viva no nome da pequena cidade de St. Endellion onde ela foi sepultada. Segundo a tradição, Endelienda (Cenheidlon em celta), era filha do Rei Brychan de Brycheiniog, da região sul de Gales. Ela nasceu por volta do ano 470 d.C. A povoação de St. Endellion, na Cornuália, assim chamada em sua homenagem, foi o ponto a partir do qual ela evangelizou a população local. Dois poços próximos à cidade também têm o seu nome. Mais tarde ela cruzou o canal de Bristol para juntar-se a seus irmãos que trabalhavam na conversão da população do Norte da Cornuália ao Cristianismo. Durante sua viagem, inicialmente ela permaneceu na Ilha de Lundy, onde se acredita que ela fundou uma pequena capela (atualmente dedicada a Sta. Helena). Mudou depois para a terra firme onde se encontrou com seu irmão São Nectan (*) em Hartland, antes de fixar-se em Trentinney, a sudeste da atual St. Endellion, mas ela retornava a Lundy de tempos em tempos para fazer retiros espirituais. Sua irmã, Santa Dilic (cuja igreja fica em Landulph), se estabeleceu nas proximidades e as duas se encontravam com frequência num caminho cuja relva sempre crescia mais verde do que em outro lugar.

Santa Helena (Eliena, Elena) de Laurino, Virgem eremita – 20 de abril

Martirológio Romano:
No território de Laurino, perto de Paestum, em Campania, Santa Helena, virgem, que, forte nas obras de Cristo, retirou-se para um lugar solitário onde serviu incansavelmente Deus nas necessidades dos religiosos e dos doentes. 
Santa Helena nasceu em Laurino (SA) no início do século VI. A família Consalvo, que deu à luz Helena, segundo os historiadores e biógrafos na época não era particularmente rica, mas era feita de pessoas honestas. Mas a bondade de Helena, que superava todo o material, apesar da dor de se afastar da família, levou-a a abandonar sua casa, indo em direção às colinas que cercavam a cidade. Ela retirou-se num lugar isolado, no coração da montanha, perto da atual cidade chamada Pruno, fixando-se numa caverna que passou a ser sua casa. Ali começa a vida de Helena como anacoreta, a vida de uma santa eremita, em estreito contato com o Deus que ela tanto amava, longe dos afetos e de qualquer sinal de vida humana, no meio da vegetação, onde o céu é límpido e visível, o mesmo céu que abrirá caminho para a vida eterna. Ela morreu após 21 anos de vida eremita, em 530. Segundo a legenda, que ainda tem algo de histórico, na gruta de Pruno seus ossos foram encontrados e transladados pelo então bispo para sua catedral. Dali foram provavelmente sequestrados pelos franceses, na crença de que esses restos tinham pertencido à Imperatriz Helena e foram levados para sua terra natal.

Beata Oda (ou Odete) de Rivreulle, monja premostratense - 20 de abril

Oda (ou Odete) nasceu no seio de uma família nobre do Brabante, Bélgica. Foi prometida por seus pais a um jovem de nobre origem, mas Oda não consentiu jamais na celebração do matrimônio. Forçada ao casamento, Odete recusa-o diante do padre e da multidão, para entrar no convento onde dedicará sua vida aos pobres. “Como vós estais tão ansioso para saber se estou pronta para tomar este jovem senhor como meu marido, respondo-lhe claramente: de jeito nenhum!” Tumulto na plateia, celebrante perplexo. Simon, o jovem prometido, sai furioso. E Odete é levada para casa sem cerimônia pelos pais, que estão furiosos e envergonhados com o escândalo causado pela filha no meio da igreja. O casamento está apenas adiado, eles pensam. Eles acabarão por convencê-la a se casar com um partido rico. A bela jovem entra em seu quarto, encontra uma espada e corta a ponta do nariz para garantir que ninguém mais a queira. A mãe desmaia, o pai acaba aceitando a determinação da filha. Ela quer se tornar freira. Ela finalmente entra em no mosteiro premostratense de Rivreulle (atualmente diocese de Tournai) em Brabante, onde leva uma vida exemplar e penitente. Por um momento afastada da comunidade, suspeita de ter contraído lepra, recuperou-se e juntou-se às irmãs que a escolheram como prioresa.

Beata Clara Bosatta, Religiosa - Festejada 20 de abril

No dia 27 de maio de 1858, em Pianello Lario (Como, Itália), nasceu a última dos 11 filhos de Alexandre e Rosa Mazzuchi. Deram-lhe o nome de Dina. Aos três anos ficou órfã de pai, um pequeno industrial da seda. A menina foi educada pela irmã mais velha, Marcelina, e desde cedo aprendeu a arte de fiar. Mas Marcelina, jovem piedosíssima, que sob a orientação do Beato Luís Guanella, será cofundadora do Instituto das Filhas de Santa Maria da Providência, convenceu os irmãos a enviá-la ao Instituto das Irmãs Canossianas de Gravedona para que continuasse os estudos, prestando ao mesmo tempo serviços domésticos. Ali permaneceu por seis anos, que a marcaram profundamente. Dina admirava a vida das Irmãs, impregnou-se de seu espírito, viveu dias de intensa piedade. Acreditava ser chamada para a vida religiosa, conforme o programa de Santa Madalena de Canossa, que proclamava: "Deus só!" Devido, entretanto, ao seu caráter tímido e reservado, inclinado ao silêncio e à contemplação, mais do que a ação, foi considerada inapta para aquele Instituto e voltou para a família. Entrementes, em Pianello Lario, o pároco, Padre Carlos Coppini, havia agrupado jovens numa Pia União de Filhas de Maria, sob a proteção de Santa Úrsula e Santa Ângela Merici (10 de julho de 1871), e Marcelina se tornara superiora da obra. Com algumas daquelas jovens foi possível ao pároco inaugurar, em outubro de 1873, um providencial albergue para velhos e crianças abandonadas.

Marcelino de Embrun Bispo, Santo (+ 374)

Com Domingos e Vicente, Marcelino viera da África para evangelizar os Alpes franceses. Enviou os dois companheiros para os Baixos Alpes, reservando para si Embrun e os Altos Alpes. Construiu uma igreja nesta cidade e convidou santo Eusébio de Verceil (piemonte) a vir consagrá-la. Este santo fê-lo e conferiu a Marcelino a sagração episcopal. Narra-se que, regressando duma excursão apostólica, Marcelino encontrou umas mulas que transportavam trigo. Um dos almocreves praguejava contra uma que morrera de esgotamento. “Ah! Exclama ele agarrando o Bispo, aqui está quem me vai livrar de dificuldades”. Marcelino deixou que o oprimissem, tomou a carga e levou-a, substituindo a mula. Mas quando os cristãos o viram chegar naquele preparo, quiseram fazer em postas o velhaco que assim tinha tratado o pastor que a eles chegara; mas este não deixou tal coisa: “Não lhe façam mal nenhum, disse, porque só me fez bem. Não me permitiu imitar um pouco Aquele que tomou sobre si os nossos pecados e quis levar a cruz da nossa salvação?” Está claro que um amor assim a Nosso Senhor não podia deixar de fazer de Marcelino um grande convertedor. A todos os seus méritos deve acrescentar-se o de combater o arianismo, que desejava Constante I impor ao Ocidente. Teve de fugir muitas vezes para os montes, a fim de escapar aos funcionários imperiais, encarregados de o prender. A morte de Constâncio (+ 361) restituiu-lhe a liberdade. S. Marcelino morreu a 13 de Abril de 374.

Teodoro de Amasea Presbítero, Bispo, Santo († 613)

A história em que a vida de Teodoro se insere é mergulhada num verdadeiro palco romântico, já iniciando pelo seu nome que quer dizer “dom de Deus”. O seu guia seria S. Jorge, o santo guerreiro, que era também o santo por excelência da sua mãe, que nele depositou a sua fé por ter salvado Teodoro no seu parto difícil. Ainda menino, procurava locais que pudessem dar-lhe a paz para a sua meditação e oração. Um pouco mais crescido, escavou acima da capela de S. Jorge uma gruta que o abrigava longe de todos e perto de Deus. Foi iniciando desta maneira a sua vida religiosa que conseguiu atrair a multidão que curiosa e desejosa dos seus actos. Não tardaria e Teodoro seria ordenado sacerdote por um bispo da vizinha cidade de Anastasiópolis, o que intensificaria a sua vida de penitências. O povo novamente tomou o seu partido e elegeu-o como bispo de Anastasiópolis. Nesse novo cargo permaneceu dez anos sempre pedindo para ser substituído, o que foi concedido pelo Imperador e pelo patriarca de Constantinopla que lhe restituíram a sua pequena condição – grande – de monge.

Inês de Montepulciano Religiosa, mística, santa 1268-1317

Ela nasceu em Gracchiano-Vecchio, Toscania, Itália em 1268.Inês era muito simples e alguns das mais conhecidas lendas aconteceram em sua infância. A começar pelo seu nascimento quando sua casa foi cercada por muitas luzes em um tempo onde não havia luz eléctrica. Em sua infância ela foi especialmente marcada por dedicação a Deus: ela passava horas recitando o Padre Nosso e Ave Marias no canto de seu quarto. Quando atingiu 6 anos ela já pedia aos seus pais que queria entrar em um convento. Quando eles disseram a ela que era muito jovem ela implorou que eles mudassem para Montepulciano de modo que ela pudesse fazer visitas mais frequentes ao convento de lá. Por causa da instabilidade política, seu pai estava com receio de mudar de um lugar seguro, mas permitiu que ela visitasse com mais frequência as freiras. Em uma de suas visitas um evento ocorreu que todos os autores dizem que teria sido profético. Inês estava em Montepulciano com sua mãe e com uma mulher da casa, quando elas passaram por uma colina onde havia um bordel e um bando de corvos, voando baixo, atacaram a garota. Bicando eles conseguiram arranhar a menina antes que as mulheres pudessem afasta-los. Surpresas com o ataque mas seguras de si elas disseram que o ataque devia ser coisa do demónio que ressentia a pureza da pequena Inês a qual um dia os afastaria daquela colina. Como de fato anos mais tarde, Inês construiu um convento na mesma colina.

ORAÇÕES - 20 DE ABRIL

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
20 – Segunda-feira – Santos: Antonino, Marcelino de Embrun
Evangelho (Jo 6,22-29) “Quando a multidão viu que Jesus não estava ali, nem seus discípulos, subiram às barcas e foram à procura de Jesus, em Cafarnaum.”
Acredito que muitos foram em busca de Jesus por causa dele mesmo, e não apenas porque tinham comido à vontade. Jesus agia nos corações, com o poder de sua graça. Difícil pensar que ninguém, no meio de anta gente, se tivesse deixado conquistar pela fé. E, uma vez conquistados, queriam continuar a ouvi-lo, para o conhecer mais, para aprender mais seu jeito novo de pensar e viver.
Oração
Senhor Jesus, com vossa bondade conquistastes também a mim. É verdade que não vos tenho sido totalmente fiel, mas sabeis que quero estar convosco. Atraí-me para mais perto de vós, para que vos seja mais fiel. Ajudai-me a assimilar mais vossas propostas, mesmo cercado de tantas falsas ideias. Sei que estais sempre comigo, não permitais que me esqueça às vezesdessa certeza. Amém.

domingo, 19 de abril de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Abristes as portas da Eternidade”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR

Vencedor da Morte.
 
Retomando a celebração da Vigília Pascal, compreendemos como desde a criação, Deus nos amou e nos ofereceu a participação de sua vida. Ele nos criou para nos elevar à condição de filhos. Na Páscoa de Jesus tudo chegou à sua realização plena. Os textos das leituras mostram o caminho da história da salvação realizada. Passamos pela criação, pelo sacrifício de Isaac, pela passagem do Mar Vermelho, pelas profecias, culminando com o canto do Glória que anuncia a Ressurreição. No evangelho da Ressurreição se proclama de modo solene o Aleluia. Numa grande ação de graças podemos ouvir o anúncio dos anjos às mulheres: “Ele não está aqui, ressuscitou como disse” (Mt 28,5-6). Ao anúncio de Madalena, Pedro e João correm ao túmulo. Vêem as faixas no chão. Pedro viu, João viu e acreditou. Ele está vivo. “Não tinham ainda compreendido a Escritura que Ele deveria ressuscitar” (9). As mulheres foram embalsamar um defunto. A fé nos mostra um Vivo, o vencedor da morte. Isso é fundamental para nossa fé. Jesus não é uma saudade. É uma memória viva que transforma. Ele abre para nós as portas da Eternidade. O homem não está mais sob o poder da morte, mas da vida. Não morremos, passamos para a Vida. Os discípulos, depois de Pentecostes puderam compreender totalmente o sentido dessa morte e dessa vida. A fé na Ressurreição leva ao anúncio que Ele foi constituído como Juiz dos vivos e dos mortos. Todo aquele que crê em Jesus recebe, em seu nome, o perdão dos pecados, disse Pedro na casa de Cornélio (At 10,42-43), 
Renovados pelo Espírito 
Ao anunciar Jesus na casa de Cornélio houve efusão do Espírito, como no dia de Pentecostes (At 10,44). No dia da Ressurreição, Jesus aparece aos discípulos lhes confere o Espírito. Esse dom do Espírito está unido ao envio: “Como o Pai me enviou, Eu vos envio. Dizendo isso, soprou sobre eles e disse: Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados” (Jo 20,21-23). O envio supõe a renovação total do discípulo feita pelo Espírito. Cada celebração de nossa fé sempre dá o Espírito. A celebração da Páscoa é já uma convocação do Espírito para que juntos, como Igreja, nos abramos a sua ação. Jesus soprou sobre os apóstolos (Jo 20,22) como Deus “soprara nas narinas um hálito de vida e o homem se tornou um ser vivente” (Gn 2,7). Não é só um compromisso de prestar culto a Deus, mas um permanente compromisso de Deus de nos dar seu Espírito para a permanente renovação. Não podemos separar Ressurreição de Pentecostes, pois foi para nos dar a Vida que morreu e ressuscitou. É o próprio Espírito que realiza essa transformação em nós, para vivermos o mistério celebrado.
Ressuscitamos para uma vida nova 
Celebrar é também levar a fé à vida. Não é possível celebrar a fé sem que ela corresponda na vida. Por isso Paulo escreve aos Colossenses: “Se ressuscitastes com Cristo, esforçai-vos por alcançar as coisas do alto, onde está Cristo, sentado à direita de Deus; aspirai às coisas celestes e não às terrestres” (Cl 3.1-2); aspirar às coisas celestes é justamente viver a mesma caridade que Cristo teve ao se entregar à morte por nós. A caridade é o Céu na terra. Um dia nós seremos revestidos de glória (4). Todo empenho quaresmal é a mudança de mentalidade e de atitudes. Não bastam a fé e as orações. A festa começa aqui na alegria do encontro com o Ressuscitado. Mas continua em nossa ressurreição. “Esse é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos” 
Leituras: Atos 10,34ª.37-43;
 Salmo 117; 
Colossenses 3,1-4; João 20,1-9 
1. Jesus não é uma saudade. É uma presença viva que transforma. 
2. O envio supõe a renovação total do discípulo feita pelo Espírito. 
3. Não é possível celebrar a fé sem que ela tenha uma correspondência na vida. 
Sumiu 
Lendo as narrativas da Ressurreição, percebemos o alvoroço que deve ter sido. Deve ter havido gente se trombando. Era muito para aqueles simples homens e mulheres. Ver Jesus novamente deve ter sido fascinante. A dor de ver seu sofrimento e agora o susto de ver um defunto que sumiu. E não era mais defunto. Estava vivinho. Imagine os olhos deles sorrindo de alegria e susto. Aquelas almas simples devem ter pirado de satisfação. Como seria bom se a gente entendesse o que é a Ressurreição. Acho que nosso Jesus não saiu da cova, ou pior, sumiu. Isso por nossa opção.
Homilia da Páscoa (12.04.2020)

EVANGELHO DO DIA 19 DE ABRIL

Evangelho segundo São Lucas 24,13-35. 
Dois dos discípulos de Jesus iam a caminho duma povoação chamada Emaús, que ficava a duas léguas de Jerusalém. Conversavam entre si sobre tudo o que tinha sucedido. Enquanto falavam e discutiam, Jesus aproximou-Se deles e pôs-Se com eles a caminho. Mas os seus olhos estavam impedidos de O reconhecerem. Ele perguntou-lhes. «Que palavras são essas que trocais entre vós pelo caminho?». Pararam, com ar muito triste, e um deles, chamado Cléofas, respondeu: «Tu és o único habitante de Jerusalém a ignorar o que lá se passou nestes dias». E Ele perguntou: «Que foi?». Responderam-Lhe: «O que se refere a Jesus de Nazaré, profeta poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo; e como os príncipes dos sacerdotes e os nossos chefes O entregaram para ser condenado à morte e crucificado. Nós esperávamos que fosse Ele quem havia de libertar Israel. Mas, afinal, é já o terceiro dia depois que isto aconteceu. É verdade que algumas mulheres do nosso grupo nos sobressaltaram: foram de madrugada ao sepulcro, não encontraram o corpo de Jesus e vieram dizer que lhes tinham aparecido uns anjos a anunciar que Ele estava vivo. Alguns dos nossos foram ao sepulcro e encontraram tudo como as mulheres tinham dito. Mas a Ele não O viram». Então Jesus disse-lhes: «Homens sem inteligência e lentos de espírito para acreditar em tudo o que os profetas anunciaram! Não tinha o Messias de sofrer tudo isso para entrar na sua glória?». Depois, começando por Moisés e passando pelos profetas, explicou-lhes em todas as Escrituras o que Lhe dizia respeito. Ao chegarem perto da povoação para onde iam, Jesus fez menção de ir para diante. Mas eles convenceram-no a ficar, dizendo: «Fica connosco, porque o dia está a terminar e vem caindo a noite». Jesus entrou e ficou com eles. E quando Se pôs à mesa, tomou o pão, recitou a bênção, partiu-o e entregou-lho. Nesse momento abriram-se-lhes os olhos e reconheceram-no. Mas Ele desapareceu da sua presença. Disseram então um para o outro: «Não ardia cá dentro o nosso coração, quando Ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?». Partiram imediatamente de regresso a Jerusalém e encontraram reunidos os Onze e os que estavam com eles, que diziam: «Na verdade, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão». E eles contaram o que tinha acontecido no caminho e como O tinham reconhecido ao partir o pão. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Josemaría Escrivá de Balaguer 
(1902-1975) 
Presbítero, fundador 
«Amigos de Deus», §§ 313-314 
«Fica connosco» 
Os dois discípulos iam para Emaús. O seu caminhar era normal, como o de tantas outras pessoas que transitavam por aquelas paragens. E é aí, com naturalidade, que Jesus lhes aparece e segue com eles, com uma conversa que faz diminuir a fadiga. Jesus no caminho! Senhor, que grande és sempre! Mas comoves-me quando Te rebaixas para nos acompanhares, para nos procurares na nossa lida diária. Senhor, concede-nos a simplicidade de espírito, o olhar limpo, a mente clara que permitem entender-Te quando apareces sem nenhum sinal exterior da tua glória. O trajeto termina ao chegarem à aldeia, e aqueles dois que – sem o saberem – tinham sido feridos no fundo do coração pela palavra e pelo amor do Deus feito homem, têm pena de que Ele Se vá embora. Porque Jesus «fez menção de ir para diante»: Nosso Senhor nunca Se impõe; quer que O chamemos livremente, quando entrevemos a pureza do amor que nos meteu na alma. Temos de O deter à força e de Lhe pedir: «Fica connosco, porque o dia está a terminar», cai a noite. Somos assim: sempre pouco atrevidos, talvez por falta de sinceridade, talvez por pudor. No fundo pensamos: fica connosco, porque as trevas nos rodeiam a alma e só Tu és luz, só Tu podes acalmar esta ânsia que nos consome! E Jesus fica. Abrem-se os nossos olhos, como os de Cléofas e do companheiro, quando Cristo parte o pão; e, mesmo que Ele volte a desaparecer da nossa vista, também nós seremos capazes de empreender de novo a marcha – anoitece – para falar dele aos outros; porque tanta alegria não cabe num só coração. Caminho de Emaús. O nosso Deus encheu este nome de doçura. E Emaús é o mundo inteiro, porque Nosso Senhor abriu os caminhos divinos da terra.

19 de abril - Beato Conrado Miliani

O Beato Conrado nasceu em 18 de setembro de 1234 em Ascoli Piceno, Itália. Ele fazia parte de uma conhecida família de ancestrais ilustres: os Miliani. Um de seus amigos de infância foi Jerônimo Masci, futuro superior geral da Ordem Franciscana e Papa (Nicolau IV). Dizem que Conrado pressentiu o futuro que aguardava seu companheiro porque, quando criança, ele às vezes se ajoelhava diante de Jerônimo. E como esse gesto era apreciado por outras pessoas que, naturalmente, queriam saber o que o estava guiando, ele naturalmente explicava que via nele o sucessor de Pedro. Ele até vislumbrou em suas mãos as chaves, símbolo da Igreja, uma apreciação que só poderia vir de cima. Assim, ambos compartilhavam a vocação para a vida franciscana, vestiram o hábito da Ordem ao mesmo tempo no convento de Ascoli, e seguiram uma formação paralela realizando seu noviciado em Assis. Mas a Providência estava preparando Jerônimo para incorporar as missões do governo que marcaram o início de dois caminhos divergentes entre esses irmãos. Agora, unidos sempre pelo ideal de Cristo, e na mesma vocação, não deixaram de estar no coração um do outro. Enquanto a vida de Jerónimo seguia por outro caminho, Conrado mudou-se para Peruggia, onde recebeu o seu doutorado, ensinou teologia e dedicou-se a evangelizar. Ambos foram exemplos de humildade e obediência. Então, no decorrer do Capítulo Geral de Lyon, em 19 de maio de 1274, Jerônimo foi nomeado Superior Geral da Ordem. O último tinha sido São Boaventura, que em 1273 assumiu a dignidade do cardeal. Uma vez que Jerônimo tomou posse de seu novo cargo, ele autorizou a saída de Conrado para terras africanas, especificamente para a Líbia, onde foi o primeiro missionário da Cirenaica.

Santa Marta da Pérsia, Virgem e mártir – 19 de abril

Santa Marta,Santos Mário, 
Audifax e Ábaco, Mártires 
A Igreja comemora hoje São Mário, Santa Marta, Santo Audifax e Santo Ábaco, que saíram da Pérsia e foram em peregrinação até Roma, para rezar no túmulo dos mártires. Ainda hoje todo o mundo festeja a prova de fé dada por esta família. Há quem afirme que São Mário e Santa Marta eram casados, e Audifax e Ábaco, seus filhos. Não temos nada que possa comprovar historicamente. Durante esta viagem São Mário ajudou várias famílias cristãs, dando sepultura digna aos seus entes queridos, mortos pelas perseguições. Foram mais de 260 mártires, cujos corpos jaziam insepultos. Foram apanhados pelos soldados do imperador Cláudio II enquanto cumpriam este dever cristão. Presos, recusaram-se a oferecer sacrifícios aos deuses pagãos e não renunciaram à Fé cristã. São Mário, Audifax e Ábaco foram martirizados e mortos na via Cornélia, e os corpos incinerados para que nenhum fiel pudesse recolher seus restos mortais e celebrar sua memória. Já Santa Marta foi condenada à morte por afogamento. Hoje, no local do ocorrido, ainda existem as ruínas de uma antiga igreja, construída para reverenciar os quatro Santos.

Beata Erluca de Bernried, Reclusa - 19 de abril

Erluca von Bernried, também conhecida como Herluka von Epfach, (1060 - 1127) foi uma leiga alemã e defensora da reforma gregoriana. Grande parte do que se sabe de Erluka pode ser atribuída às obras de Paulo von Bernried, um padre alemão e amigo de Erluca, em sua Vita Herlucae (Vida de Herluka, composta c. 1130/1) e em partes de sua Vita Gregorii (Vida de São Gregório VII, composta c. 1128). A Beata viveu entre os séculos XI e XII. De saúde debilitada, graças às inúmeras doenças que a afligiram desde muito jovem, Erluca abandonou a vida no mundo para se dedicar a obras de caridade em favor das crianças, auxiliada pela Condessa Adelaide, esposa do Conde Menegoldo de Veringen. Com o conforto do seu diretor espiritual, o abade Guilherme de Hirschau e do seu discípulo Dietger, que mais tarde se tornou bispo de Metz, ela decidiu abraçar a vida religiosa, retirando-se por volta de 1086 para a aldeia de Epfach, às margens do rio Lech. Dedicada ao ascetismo, decidiu viver na pobreza voluntária, optando pelo celibato. Ali viveu durante trinta e seis anos com uma companheira, uma certa Douda, trabalhando ativamente em favor do culto de São Victerpo e pela reforma gregoriana. Erluca teve contatos com vários bispos e prelados. Em 1122, quando Paulo, o sacerdote de Resensburg, seu futuro biógrafo, decidiu tornar-se monge em Bernied, Erluca foi viver reclusa naquele mosteiro pelo resto da vida. Está documentado que Erluca teve diversas visões que direcionaram sua vida como mulher santa.

Expedito da Arménia Leigo, Mártir, Santo (Século IV)

Santo Expedito foi martirizado na Arménia. Ele era militar, foi decapitado no dia 19 de abril de 303, sob o imperador Dioclesiano, que subira ao trono de Roma em 284. Levava uma vida devassa; mas um dia, tocado pela graça de Deus, vendo uma grande luz, tudo mudou em sua vida. Foi então que lhe apareceu o Espírito do mal, em forma de corvo, e lhe segredou “cras....! cras....! cras....!” palavra latina que quer dizer : “Amanhã...! amanhã...! amanhã...!, isto é ― Deixe para amanhã! Não tenha pressa! Adie sua conversão!” Mas Santo Expedito, pisoteando o corvo, esmagou-o, gritando: “HODIE! Quer dizer: HOJE! Nada de protelações! É pra já!” É por isto que o Santo Expedito é invocado nos casos que exige solução imediata, nos negócios em que qualquer demora poderia causar prejuízo. No Brasil, sobretudo, Santo Expedito é invocado nos negócios, o santo da “ultima hora”, num sim, sem adiamentos. Origem histórica: Mártir de Metilene, é pouco conhecido dos historiadores, mas sua existência é certa. Santo Expedito, segundo a tradição, era arménio, não se conhecendo o lugar de seu nascimento, mas parece provável que seja Metilene, localidade onde sofreu seu martírio. A Arménia é uma região da Ásia Ocidental, situada ao Sul do Cálcaso, entre o Mar Negro e o Mar Cáspio, nas margens dos Rios Tigre e Eufrates. Essa região foi sempre considerada uma terra de predilecção.

Leão IX Papa e Santo (1002-1054)

Bruno nasceu no ano 1002 na nobre família dos Dagsburgo, ou Asburgo, como ficou sendo grafado depois, e veio ao mundo com algumas manchas no corpo, como que predestinado, naquele início de segundo milênio. Sua mãe, santa Heilwiges, era uma católica fervorosa, viu que a pele do menino apresentava, ao nascer, muitas manchas vermelhas, formando cruzes por todo o corpo. Ficou na casa paterna, freqüentada pela nobreza da corte, até os cinco anos de idade, quando sua mãe o confiou ao bispo de Toul, Bertoldo, que, com o passar dos anos, o fez doutorar em direito canônico. Ordenando-se sacerdote, foi atuar junto ao seu primo Conrado, que tinha posição de destaque no Império, ali trabalhando pela religião e pela comunidade, cuidando de complicadas tarefas administrativas. Seu trabalho o fez ser eleito bispo de Trèves em 1026, quando implantou e desenvolveu uma reforma profunda nos conventos e na própria forma de evangelização na sua diocese.

Ema da Saxónia Leiga e Santa (+ 1040)

Ema da Saxônia morreu em 19 de abril de 1040. No mosteiro de São Ludgero, na Alemanha, inexplicavelmente longe da Saxônia, conserva-se uma relíquia desta santa: uma mão prodigiosamente intacta. Ela, de origem alemã, nasceu no berço de uma família muito religiosa e cristã. Era irmã de Meginverco, bispo da cidade de Paderborn, que também se tornou santo. Muito nova foi dada em matrimónio para Ludgero, conde da Saxônia, que a deixou viúva um ano depois do enlace. Muito devota, bonita, rica e sem filhos, não desejou se casar novamente. E se manteve constante em seu novo projeto de vida, que foi a total dedicação às obras de caridade. "A mulher estéril", diz a Bíblia, "será mãe de muitos filhos." Assim foi com Ema. Generosa nas doações e no atendimento ao próximo, mas austera e intransigente consigo mesma, procurou a perfeição no difícil estado de viuvez, uma condição bastante incômoda para uma mulher que ficou só e muito rica. Ela, entretanto, potenciou sua fecundidade espiritual e administrou seu património em benefício dos pobres e órfãos por meio das instituições assistenciais.

ORAÇÕES - 19 DE ABRIL

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
19– 3º Domingo da Páscoa
Evangelho (Lc 24,13-35) “Então disseram entre si: ─ Não estava ardendo nosso coração enquanto ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?” 
Os dois discípulos reconheceram que seu hóspede era Jesus quando o viram iniciar a refeição fazendo o gesto ritual do partir o pão e dar graças a Deus. Foi um reconhecimento repentino, imediato, que afastou toda e qualquer dúvida. E antes que pudessem dizer ou fazer qualquer coisa, Jesus desapareceu. Ali, sobre a mesa ainda estava o pão partido, mostrando que viviam uma realidade e não um sonho. Imagino que estenderam a mão, apanharam o pão e comeram silenciosamente. E começaram a entender o que tinham experimentado durante a caminhada. Por que tinham sumido as dúvidas e os medos, por que alegria nova tomara conta de seu coração afastando os desânimos. Tinham de levar aos outros discípulos a descoberta que tinham feito: Jesus estava vivo.
Oração
Senhor Jesus, na certa esses dois discípulos ficaram marcados para sempre pela experiência vivida aquela tarde. Não apenas voltaram apressados a Jerusalém para contar o que tinha acontecido no caminho e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão. O resto da vida devem ter falado e recontado sua experiência. Aumentai, Senhor, minha fé, ajudai-me a vos conhecer sempre mais intimamente, fazei-me viver no vosso amor, e terei o que dizer aos outros. E poderei levar-lhes não só uma doutrina, mas um testemunho de vida. Vendo minha vida, minha fé e minha esperança alegre, descobrirão como é bom viver como vosso discípulo. Não precisarei dizer-lhes muita coisa, mas o que lhes disser terá gosto de verdade. É só isso que hoje vos peço. Amém.

sábado, 18 de abril de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Quinta-Feira Santa”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Consagra-os na Verdade!
 
A celebração memorável da Páscoa do Senhor é o maior momento da vida da comunidade cristã e dela nascem todos os outros momentos os quais se enchem de sentido e significação. Somos agraciados com um sempre maior conhecimento de Cristo e, podemos assim corresponder ao seu amor por uma vida santa (coleta da missa do 1º dom. da Quaresma). Cada cerimônia é memorial e formativa. Jesus continua sua missão através das celebrações. Temos o Tríduo Sacro. É um único Mistério em três momentos: Na Quinta-Feira Santa celebramos a memória da Ceia do Senhor. A seguir a Morte e, depois, a Ressurreição. São muitos os ensinamentos. Realiza em sinais o que vai realizar concretamente. É o momento da participação sacerdotal dos discípulos. É chegada sua hora de passar desse mundo para o Pai. Nesse contexto, o Senhor dá aos discípulos o dom que o Pai lhe dera. “Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o extremo do amor” (Jo, 13,1). Este amor é manifestado no lava-pés, quando, retiradas as vestes solenes, toma a toalha do escravo. Desvestir-se é um aceno à Paixão (Jo 19,23-24). É uma ruptura com a ceia antiga. Lavar os pés dos discípulos é explicado os termos “ter parte comigo”. Lembramos que Moisés lavou os filhos de Aarão para o sacerdócio (Lv 8,6). Quando Pedro recusa, Jesus lhe diz que, desse modo, não terás parte com Ele. É a fundamentação do “envio ao mundo” (Jo 17,18). Envia porque são consagrados pela Verdade (17). E diz: “Por eles a mim mesmo Me consagro para que sejam consagrados na verdade” (19). Lavar os pés, no serviço humilde, é expressão para ter parte com Ele.
É Páscoa do Senhor 
A Páscoa “é uma festa memorável em honra do Senhor” (Ex 12,14). Normalmente fazemos a festa para nós. Mas é para o Senhor. Festa é o grande reconhecimento da imensidão de benefícios que recebemos. No caso, o benefício da salvação maravilhosa. Como os judeus e mais ainda nós que cremos, podemos render graças ao Senhor, pois nos libertou com seu sangue, purificando-nos. Dá-nos vida como poupou os primogênitos e protege contra os inimigos que destroem nossa vida cristã. Ela nos coloca em relacionamento com o Deus generoso manifestado em Cristo. Sua vida, morte e ressurreição são transformadas numa festa ao Senhor. É o acolhimento total de sua vontade. Somos agregados a Ele em sua entrega agradecida em sacrifício de agradável odor. Por termos sido adotados como filhos, com a natureza do Filho Jesus, podemos participar de sua Páscoa que é nossa Páscoa. Seu sangue, como o do cordeiro, purifica nossas almas, nossas casas e afasta o inimigo que mente, negando a Verdade que é Cristo. 
Tomai e comei 
A Eucaristia é celebrada desde o início da comunidade cristã (At 2,42). Estava unida a uma refeição. Não era a ceia pascal, pois esta era celebrada uma vez só por ano. Permaneceram no mandato de Jesus de fazer como Ele fez, para proclamar sua morte até que Ele venha. Toda celebração clama pela vinda do Senhor. Quer dizer que não é uma comida especial, mas uma comida que está aberta à vinda do Senhor. Por isso em cada missa dizemos: “Anunciamos, Senhor, sua morte, proclamamos sua vida e buscamos a ceia definitiva no Reino Celeste. Rezamos: “Deus, que hoje nos renovastes pela ceia de vosso Filho, dai-nos ser eternamente saciados na ceia do seu Reino”. Vem Senhor Jesus! Que sua vinda nos ensine a viver o dom que nos destes de ter parte com o Senhor. Cada Eucaristia nos abre ao dom de ter e ser parte com Ele para realizar sua missão.
ARTIGO PUBLICADO EM ABRIL DE 2020

EVANGELHO DO DIA 18 DE ABRIL

Evangelho segundo São João 6,16-21. 
Ao cair da tarde, os discípulos de Jesus desceram até junto do mar, subiram para um barco e seguiram para a outra margem, em direção a Cafarnaum. Já fazia escuro e Jesus ainda não tinha ido ter com eles. Como o vento soprava forte, o mar ia-se encrespando. Tendo eles remado duas e meia a três milhas, viram Jesus aproximar-Se do barco, caminhando sobre o mar e tiveram medo. Mas Jesus disse-lhes: «Sou Eu. Não temais». Quiseram então recebê-lo no barco, mas logo o barco chegou à terra para onde se dirigiam. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Teresa Benedita da Cruz 
(Edith Stein) 
(1891-1942) 
Carmelita, mártir, 
co-padroeira da Europa 
Poema «A tempestade», 1940 
«Sou Eu. Não temais»
- Senhor, como são altas as ondas,
e escura a noite!
Não poderias dar-lhe alguma claridade?
É que velo solitária na noite!

- Segura o leme com mãos firmes,
tem confiança, mantém a calma.
A tua barca é-Me preciosa,
a bom porto a levarei.

Mantém, sem desistires,
os olhos na bússola.
Ela ajuda-te a chegares ao destino
no meio da noite e da tempestade.

A agulha da bússola oscila, 
mas mostra segura a direção.
Ela te indicará o porto
aonde quero que arribes.

Tem confiança, mantém a calma: 
por noites e tempestades,
a vontade de Deus fiel te guiará,
se vigilante for teu coração.