sexta-feira, 17 de julho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Levanta-te”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Dele saia uma força
 
Quando em nós brota a energia da fé, de Jesus sai a força que cura a todos. A força de Jesus parece corresponder ao que nos fala o livro da Sabedoria: “Deus não fez a morte, nem tem prazer na destruição dos vivos” (Sb 1,13). Deus criou o homem para a imortalidade e o fez à imagem de sua própria natureza. Por isso Jesus não fazia dificuldades em espalhar milagres a todos que O buscavam. Não era por espetáculo mas porque amava as pessoas e queria que se recuperassem para uma vida mais saudável. Era atento para com todos e não criava caso. Manifestava quem Ele era. Ele sabia o que o homem tinha em seu coração (Jo 2,25). Vemos hoje que faz dois milagres unidos, significando o interesse para que os doentes tivessem o alívio e os mortos a vida. Jesus não ressuscitou todos os mortos, não consolou todas as viúvas, não curou todos os doentes. Os que curou, foi para manifestar seu cuidado. Jairo pede a que Jesus vá socorrer sua filha que estava nas últimas. Jesus não questiona, acede e o segue. Quer ajudar a quem sofre. Ficou com pena do sofrimento do Pai. Nesse meio tempo, a mulher que tinha uma grande hemorragia se aproxima Dele. Sua fé não é pedir um milagre. É como que retirar o milagre somente pelo toque. Ela não pediu, creu: “Se ao menos tocar em sua roupa, ficarei curada” (Mc 5,28). Todos queriam tocá-Lo, pois Dele saia uma força que curava a todos (Lc 6,19). 
Deus fez maravilha 
A mulher sentiu a cura que ganhou secretamente. Jesus busca quem O tocou, pois sentia a força sair Dele. É um aspecto que não nos tem interessado: o contato misterioso e silencioso com Jesus é até maior. Jesus segue Jairo até sua casa, mesmo tendo já morrido a menina. As pessoas de sua casa não pedem a ressurreição. Jesus chama essa morte de sono. Lá encontra o povo chorando. Passam ao deboche quando diz que ela dorme. Jesus não sai de sua meta: “Basta que tenhas fé”. Há um jogo de posições: Do pai que crê, de Jesus que mantém sua decisão de dar a vida e das pessoas que não O acolhem. Manda que saiam todos... Não vai responder a sua falta de fé, com um espetáculo. Ficam os que podem dar o testemunho da fé para o futuro. É bonito ver Jesus não exclui o gesto de carinho: “Pega a mão da menina e diz: “Talita cum – menina, levanta-te!”. A morte para Jesus não é um fim. Por isso dizia que dormia. A morte é a do coração. A menina levantou-se. E Jesus dá mais uma lição de carinho: “Mandou dar de comer à menina” (Mc 5,43). Cuida das pessoas. A fé não são ideias, são gestos de amor. Ele não repreendeu a mulher, mas a identificou para dar sua palavra de carinho “Filha, tua fé te salvou, vai em paz e fica curada de tua doença” 
Enriquecer os pobres 
A força curativa de Jesus penetra à vida dos discípulos no sentido do cuidado com os mais necessitados. O cristianismo se desenvolveu bem entre os pobres, pois eram socorridos. Paulo fazia campanhas para ajudar a comunidade de Jerusalém que era muito pobre. As comunidades de Paulo ajudavam até mais do que podiam. Ele estimula os coríntios a assumirem a campanha. E dá como exemplo Jesus Cristo que, sendo rico fez-se pobre para que nos tornássemos ricos por sua pobreza. A encarnação de Jesus foi um empobrecimento que nos enriqueceu. E Paulo diz que, ajudando os pobres, seremos enriquecidos por sua fé. O que encontramos em Jesus ao curar os enfermos, é seu empobrecimento. Sai de sua grandeza para aliviar o sofrimento. 
Leituras: Sabedoria 1,13-15; 2,23-24; Salmo 29; 
2 Coríntios 8,7.9.13-15;Marcos 5,21-43. 
1. Quando em nós brota a energia da fé, de Jesus sai a força que cura a todos. 
2. O contato misterioso e silencioso com Jesus é até maior que a palavra. 
3. A força curativa de Jesus penetra a vida dos discípulos no sentido do cuidado com os mais necessitados. 
Pronto Socorro
É bonito ver Jesus curando. O povo ficava doido de alegria. Que bom que podiam suavizar suas dores. Eles corriam a Jesus levando seus doentes. Era grande a alegria. Jesus, a Igreja e seus filhos são sempre aqueles aos quais se podem recorrer nos momentos de dor. Jesus tinha uma energia curativa. Ninguém saia de perto dele sem estar melhor. Penso que, quando envia os discípulos a anunciar a proximidade do Reino, manda fazer curas e até ressuscitar mortos. Faz parte anunciar e realizar. Temos uma energia que pode levar os outros a se recuperarem. Como Jesus podemos acolher as necessidades de todos e dar a segurança, se não de cura, mas de vida. Ninguém fica só quando a dor é compartilhada. Somos curadores de tantos males. 
Homilia do 13º Domingo Comum (27.06.2021)

EVANGELHO DO DIA 17 DE JULHO

Evangelho segundo São Mateus 12,1-8. 
Naquele tempo, Jesus passou através das searas em dia de sábado e os discípulos, sentindo fome, começaram a apanhar e a comer espigas. Os fariseus viram e disseram a Jesus: «Vê como os teus discípulos estão a fazer o que não é permitido ao sábado». Jesus respondeu-lhes: «Não lestes o que fez David, quando ele e os seus companheiros sentiram fome? Entrou na casa de Deus e comeu dos pães da proposição, que não era permitido comer, nem a ele nem aos seus companheiros, mas somente aos sacerdotes. Também não lestes na Lei que, ao sábado, no Templo, os sacerdotes violam o repouso sabático e ficam isentos de culpa? Eu vos digo que está aqui alguém que é maior que o Templo. Se soubésseis o que significa: "Eu quero misericórdia e não sacrifício", não condenaríeis os que não têm culpa. Porque o Filho do homem é Senhor do sábado». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Orígenes (185-253) 
Presbítero, teólogo 
Homilias sobre o livro 
dos Números, n.º 23
«O Filho do homem é
Senhor do sábado» 
O sábado foi instituído como dia sagrado; todos os santos e justos deviam celebrar o sábado. Vejamos então em que consiste para o cristão a observância do sábado: no dia de sábado, não se deve realizar nenhuma obra deste mundo; é necessário abster-se de todas as obras terrenas, não fazer nada que se relacione com este mundo, dedicar-se às obras espirituais, ir à igreja, estar atento à leitura da Escritura e às explicações que dela são dadas, pensar em coisas do Céu, ocupar-se da esperança na vida futura, ter presente o juízo que há de vir, não meditar nas realidades visíveis e presentes, mas nas realidades futuras e invisíveis. Os judeus também devem observar tudo isto. Em suas casas, os ferreiros, os pedreiros, todos os trabalhadores manuais ficam sem nada fazer no dia de sábado. Mas os leitores que proclamam a Sagrada Escritura e os doutores que explicam a Lei de Deus nesse dia não interrompem as suas funções, e no entanto não profanam o sábado. O meu Senhor o reconheceu: «Não lestes na Lei que, ao sábado, no Templo, os sacerdotes violam o repouso sabático e ficam isentos de culpa?». Portanto, aquele que se abstém das obras deste mundo, ficando livre para as atividades espirituais, oferece o sacrifício do sábado e santifica o sábado como dia de festa. Durante o sábado, cada qual permanece em sua casa. Qual é então a casa da alma espiritual? Esta casa é a justiça, a verdade, a sabedoria, a santidade; tudo isso é Cristo, a casa da alma. Não é necessário sair desta casa quando se quer guardar o verdadeiro sábado e celebrar com sacrifícios este dia de festa, segundo as palavras do Senhor: «Permanecei em Mim e Eu permanecerei em vós» (Jo 15,4).

Beato Nicolau Dinis MÁRTIR, +1570

Este noviço da Companhia de Jesus era Português, natural de Bragança. No ano de 1570, encontrava-se a caminho do Brasil com o Padre Inácio de Azevedo quando, atacado pelos navios de Jacques de Sorres, corsário francês protestante, foi martirizado ao largo das Ilhas Canárias juntamente com mais 39 missionários, dos quais nove espanhóis e os demais portugueses. Tinha 17 anos de idade e era ainda estudante no colégio da Companhia de Jesus, em Bragança. Dizia muitas vezes ao seu mestre que o coração lhe adivinhava que havia de ser mártir e, pouco tempo antes da viagem, enquanto esperava pela ordem de partida e questionado pela causa da pura alegria que revelava em determinado momento, respondeu que naquela hora lhe tinha revelado o Senhor que daí a pouco tempo havia de ser mártir. Jacques de Sorres era conhecido como “O Anjo Extreminador” devido à perseguição assassina que, no Sec. XVI, movia aos católicos pelos oceanos.

17 de julho - Beatos Mártires de La Rioja

Quatro mártires da década de 70 na Argentina: um bispo, dois sacerdotes e um leigo, conhecidos como “Os Mártires de La Rioja” foram beatificados no dia 27 de abril de 2019. O enviado do Santo Padre, Cardeal Giovanni Ângelo Becciu, falou “do testemunho cristão, levado até o martírio, no tempo de um regime ditatorial, que considerava subversiva qualquer ação em prol da justiça social, dirigida à promoção das camadas mais empobrecidas da população, no quadro da doutrina social da Igreja”, na “Fé – a que serviam os quatro beatos de hoje – que fosse fermento da sociedade, gerando uma nova humanidade”. Becciu louvou as pessoas enamoradas de Cristo e do próximo, repetindo, no final da homilia, uma frase de Dom Angelelli e síntese de sua visão pastoral: “Com um ouvido para o povo e outro para o Evangelho”.

17 de julho - Beato Inácio Azevedo e 39 companheiros

Inácio de Azevedo era natural do Porto, Portugal, nascido por volta de 1526, de família importante e influente. Desde pequeno foi educado sob preceitos cristãos e recebeu também vasta cultura acadêmica. Aos dezoito anos, tornou-se administrador dos bens da família, pois tinha inteligência acima da média. Mas sua vocação era a religião. Aos 22 anos entrou para a ordem dos Jesuítas. Cinco anos depois, recebeu a ordenação sacerdotal. Seus estudos eram tão avançados e seus conhecimentos tão extensos que, mesmo sem terminar o curso de teologia, foi nomeado reitor do Colégio Santo Antônio, em Lisboa. Destacava-se pela penitência, oração e obras de misericórdia. A grande paixão de Inácio eram as missões! Pela seu caráter empreendedor, ativo e enérgico, São Francisco de Borja, o superior de toda a Ordem, nomeou-o Visitador do Brasil.

17 de julho - Beata Madalena Albrici (Agostiniana)

Considerando uma de suas maiores satisfações pertencer à Ordem, foi uma admirável promotora da vida agostiniana. Ela jamais pedia a outros para fazer qualquer coisa que ela mesma não tivesse feito. Mulher de grande amor aos doentes e necessitados e inspiração para todos, ela sobressaiu-se na pureza de vida e na caridade para com todos. Madalena Albrici nasceu em Como (Itália) por volta de 1415. De família nobre e abastada, e por causa da fé religiosa da família, seus meios financeiros e posição social, os pais de Madalena puderam proporcionar-lhe uma boa educação cristã. Quando tinha 20 anos decidiu entrar para a vida religiosa movida pelo grande amor que sentia pelo Senhor.

São Leão IV, papa

Sobre a vida do Papa Leão IV, sabemos que nasceu em Roma, mas era de origem lombarda. Seu pai chamava-se Ridolfo, mas não se sabe qual o nome que deu ao filho no Batismo. Contudo, era um homem de comprovada pureza e integridade interior: era monge do mosteiro beneditino de São Martinho, mas o Papa Gregório IV quis que estivesse ao seu lado, como parte integrante do clero romano. Assim, tornou-se Papa, em 847, por aclamação popular. 

Santa Rufina Mártir de Sevilha Festa: 17 de julho

(+)Sevilha, Hispânia Bética, século III 
Santa Rufina é uma das mártires mais famosas da antiga Igreja de Sevilha. Sua memória está inseparavelmente ligada à de Santa Justa, com quem forma um dos pares mais representativos de santos da tradição cristã do sul da Espanha. Segundo a história transmitida pela tradição, as duas jovens, pertencentes a uma família cristã de condições humildes e dedicadas ao processamento e venda de objetos de terracota, enfrentaram o martírio durante as perseguições romanas por não quererem participar de cultos pagãos. As informações históricas sobre suas vidas são limitadas e a narrativa sobrevivente apresenta elementos da literatura hagiográfica antiga. No entanto, o culto aos dois mártires é muito antigo: sua veneração está documentada pelo menos desde o século VII, enquanto a história do martírio, preservada em manuscritos medievais, parece remontar a uma tradição anterior, talvez já elaborada no século VI.

Santa Marcellina Virgem, irmã dos Santos Ambrósio e Sátiro Festa: 17 de julho 327 - 397

Marcellina nasceu em Roma (ou, segundo outras fontes, em Trier) em uma família patrícia por volta de 327 e converteu-se ao cristianismo na juventude. Ela foi uma professora de fé para seus irmãos mais novos, Sátiro e Ambrósio, especialmente após a morte da mãe. O segundo se tornaria o famoso santo bispo de Milão. No dia de Natal de 353, a mulher recebeu o véu virginal do Papa Libério na Igreja de São Pedro, no Vaticano. Em 374, quando seu irmão foi eleito, mudou-se com ele e Satyr para Milão. Na cidade lombarda, Marcellina continuou a vida comunitária com seus companheiros que haviam vindo de Roma. Ela morreu em 397, poucos meses após Ambrósio, e foi enterrada na basílica ambrosiana.

Santa Justa de Sevilha

Virgem e mártir de Sevilha (300/6). 
A sua história é associada à da sua irmã Santa Rufina, ambas filhas de um oleiro andaluz, que ganhava a vida a vender louça de barro no mercado. Como recusaram ambas prestar homenagem ao deus Adónis e oferecer sacrifícios a Vénus, as suas louças foram quebradas, Santa Justa foi torturada e morta sobre a roda e Santa Rufina foi estrangulada. Santa Justa é a patrona de Sevilha e de Burgos e as suas relíquias foram guardadas no mosteiro de Las Huelgas. Ambas as santas foram escolhidas como patronas dos oleiros de Montauban, tendo-lhes sido dedicada a igreja de Prats-de Mollo, em Roussillon. Santa Justa é representada com artefactos de barro nas mãos, com pedaços partidos dos ídolos espalhados aos pés. A sua imagem está representada na torre do antigo minarete de Sevilha, a Giralda, que Santa Justa e Santa Rufina terão protegido contra um raio em 1504. Venera-se a 17 de julho. 

Santa Edviges da Polônia, Rainha - 17 de julho

Edviges d'Anjou foi rainha da Polônia a partir de 1384 e grã-duquesa da Lituânia a partir de 1386. Filha de Luís I, rei da Hungria e da Polônia e de Isabel Kotromanic da Bósnia, sucedeu seu pai em 1382 na Polônia, enquanto sua irmã Maria herdou o trono da Hungria.     Embora seja chamada de "rainha", Edviges foi de fato coroada como "Rei da Polônia" (Hedvigis Rex Poloniæ e não Hedvigis Regina Poloniæ). O gênero masculino do seu título significava que ela era monarca de pleno direito, enquanto o título de rainha era atribuído às esposas dos reis. Edviges pertencia à Casa Real dos Piast, antiga dinastia nativa da Polônia, sendo bisneta de Ladislau I, que reunificou o reino polonês, em 1320.  Como rainha, Edviges teve efetivamente poderes limitados, mas foi muito ativa na gestão política do reino e na vida diplomática e cultural de seu país. 

Beata Teresa de Sto. Agostinho e companheiras, mártires da Revolução Francesa – 17 de julho

O Carmelo de Compiègne, França, contava com 15 religiosas coristas, uma noviça, três conversas ou irmãs de véu branco e duas torneiras seculares, que viviam entregues ao espírito de oração, de silêncio e de renúncia, quando rebentou a Revolução Francesa. Em 13 de fevereiro de 1790 um decreto suprime as ordens religiosas; as carmelitas deviam deixar o mosteiro, mas todas afirmam “querer viver e morrer naquela casa santa”. A 4 de agosto de 1790, os membros do diretório do distrito procederam ao inventário dos bens da comunidade. As religiosas foram “convidadas” a despir o hábito e a abandonar o mosteiro. Cinco dias mais tarde, a conselho da Câmara, todas assinaram o juramento de Liberdade-Igualdade. Desde então, vivem dispersas. Todavia, mesmo dispersas, a regularidade da vida de cada grupo não passou despercebida aos jacobinos de Compiègne.

Beata Constância de Aragão, Rainha - 17 de julho

Filha de Manfredo, Rei da Sicília, e sobrinha do Imperador Frederico II, nasceu em 1247. Em 1262 casou-se com Pedro III, o Grande de Aragão, em Montpellier. Do casamento nasceram seis filhos, entre eles a futura Santa Isabel, Rainha de Portugal. Grande devota da Ordem Franciscana, em 1268, Constância construiu o Mosteiro de Santa Clara de Huesca e favoreceu amplamente outras fundações e convento. Coroada com o marido em Zaragoza em 1276, ela viveu as vicissitudes delicadas de conflitos nacionais e da contenda com o reino d’Anjou da Sicília com seu marido, em graves conflitos com o Papa Martinho IV, que apoiava Carlos de Anjou. Ela foi capaz de manter um distanciamento equilibrado entre a vida terrena e a dedicada à oração e às obras de caridade. Foi regente durante a expedição de Pedro à África e à Sicília (1282), tendo ele conquistado o reino da Sicília, ela mudou-se para aquela cidade com seus filhos e governou em nome do marido com justiça e prudência.

Aleixo de Roma Leigo, Santo (data incerta)

Aleixo, filho único do senador Eufemiano, italiano, nasceu em Roma, no ano de 350. Herdeiro de uma considerável fortuna, cresceu dentro da religião cristã. Desde a infância, ficou famoso por sua natural caridade, possuindo todas as graças e virtudes. Os pais, como era costume na época, cuidaram do seu enlace com uma jovem de excelente família cristã e ele acabou se casando. Porém, na noite de núpcias, sem consumar a união, e após conversar com a esposa, abandonou tudo para aproximar-se de Deus. Como peregrino, vagou de cidade em cidade até chegar em Edessa, na Síria, onde ficou por algum tempo. Vivia como um piedoso mendigo ao lado da basílica do Apóstolo Tomé, re-partindo com os pobres as esmolas que recebia. Diversos prodígios aconteciam com a sua presença, por isso passou a ser chamado de "o homem de Deus" e venerado por sua santidade.

Carmelitas de Compiègne Vítimas da Revolução Francesa

Teresa de Santo Agostinho 
e companheiras mártires, 
guilhotinadas em Paris, 
vítimas da Revolução francesa (+ 1794).
Praça do Trono, 17 de Julho de 1794 
São cerca de oito horas da tarde. É verão e o céu ainda está claro. A multidão comprime-se em volta da guilhotina, erguida no centro da antiga Place du Thrône, atual Barrière de Vincennes. Junto dos degraus que conduzem ao cadafalso, o carrasco, Charles-Henri Sanson, espera respeitosamente de pé, flanqueado por dois ajudantes. Há quarenta anos vem prestando esse serviço ao governo, com inalterável resignação. O calor é opressivo, e em toda a praça reina um odor mefítico de sangue. Vindos da cidade, despontam os carroções. Hoje são dois, e vêm bastante cheios: ao todo, serão quarenta vítimas.

ORAÇÕES - 17 DE JULHO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
17 – Sexta-feiraSantos: Inácio de Azevedo, Aleixo, Marcelina
Evangelho (Mt 12,1-8) “Jesus passava pelo meio de uma plantação num sábado. Seus discípulos tinham fome e começaram a apanhar espigas para comer.”
O texto não o diz, mas tenho certeza que também Jesus estava com fome, e esfregou as espigas entre as mãos, para enganar a fome com os grãos. Ele fazia sempre a vontade do Pai, mas não se deixava prender por preceitos arbitrários da tradição. Ele era livre e queria que seus discípulos também fossem livres. E quer que ainda hoje sejamos livres, sem aceitar imposições descabidas.
Oração
Senhor, eu vos agradeço vossa verdade que me liberta de todas as falsas obrigações. Vós me livrais das falsas obrigações que nascem de erros e imaginações, de imposições da vaidade social ou de certas espiritualidades. Vós nos libertais do medo que nasce de falsos conceitos religiosos. Aumentai a minha fé, para que seja sempre mais livre com a verdade de vossa palavra. Amém.

quinta-feira, 16 de julho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - Celebrações Marianas

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Maria no Ano Litúrgico
 
A Igreja celebra o mistério de Maria na liturgia porque ela está indissoluvelmente unida à obra salvífica de seu Filho. Cada tempo litúrgico traz a memória da Mãe de Deus no mistério de Cristo, como Natal, Paixão, Páscoa e Pentecostes. Ela está presente na economia da salvação. Podemos ver que não há o nascimento de Cristo sem sua Mãe. Esteve em Nazaré e em seu ministério. Por que notar a presença de Maria ao pé da Cruz e na vinda do Espírito? Não é uma mera citação. Não sem razão ela está ali. Temos também algumas festas durante o ano previstas pelo calendário e pelas tradições locais. Não somos exagerados. O Rito Etíope tem 38 festas de Nossa Senhora. Não são temas só atuais. Já nos primórdios ela está ali presente, e ali colhemos a viva memória da comunidade cristã. A Palavra de Deus não dispensa o conhecimento do mundo onde ela foi escrita. A memória de Maria está nas muitas referências a sua presença junto de Cristo. Está presente na história da salvação. Temos as celebrações de seus dogmas, como Imaculada Conceição, Virgindade, Mãe de Deus e Assunção. Há celebrações de sua Natividade, Apresentação e Visita a Isabel. Temos diversas festas que têm uma dimensão mundial, como Nossa Senhora de Lourdes, Nossa Senhora Rainha, N.S. do Rosário, N.S. das Dores. Igualmente celebramos os títulos mais regionais ou devocionais. Cristo é o centro. Mas não sem Maria. Não podemos, contudo, celebrá-la sem o Filho. Há festas devocionais, patrimônios de congregações e espiritualidades. Na realidade, Nossa Senhora está sempre presente. 
Razões desse culto 
No Vaticano II havia um temor de se tirar ou diminuir o culto a Maria na Igreja. Paulo VI desanuviou tudo quando fez a declaração de Maria como Mãe da Igreja no dia 21.11.64, no encerramento da terceira sessão. Houve um prolongadíssimo aplauso. Os alemães e a comissão doutrinal não acharam oportuna. Poderia até ser chamada de Mãe da Igreja dos Pobres. Esses sabem o que é ser mãe. Como Lucas escreve em seu evangelho, temos a certeza da presença de Maria na comunidade como mãe. Já no final do século II, (ano 170 + ou -), Militão de Sardes, bispo, em sua homilia diz: “o cordeiro mudo foi imolado. Ele que nasceu de Maria, a bela ovelhinha”. Alude a sua pureza, como o Cordeiro sem mancha. A oração a Nossa Senhora “À vossa proteção recorremos, Santa Mãe de Deus...” é a mais antiga invocação à Maria. Foi encontrada num papiro no Egito do ano 250. Para chegar a ser uma invocação escrita, deve ter uma longa história. Na catacumba de Priscila, há um afresco (pintura) de Nossa Senhora com o Menino no colo e o profeta Balaão (Nm 23,17). Maria, em seu lugar na Igreja, como Mãe de Deus já é arte. 
Concílio de Êfeso 
O título de Mãe de Deus foi a indicação clara da verdadeira fé em Jesus. O concílio definiu sobre a Divindade de Jesus (Éfeso 431). Se dissesse Mãe de Cristo, estava negando que Jesus fosse Deus. (o jogo de palavras: Theotokos e Cristotokos – Mãe de Deus e Mãe de Cristo). Foi uma glória a proclamação de Maria Mãe de Deus. Esse concílio influenciou no culto à Maria na Igreja, construindo-se logo a belíssima Basílica de Santa Maria Maior (consagrada em 05.08.331). A presença de Maria se faz cada vez maior nas celebrações e na devoção pela Idade Média afora. Paulo VI, em 2 de fevereiro de 1974 dá-nos a belíssima Exortação Apostólica sobre o culto de Maria. Não tenhamos medo de ter uma devoção regulada pelos ensinamentos da Igreja. Mas sempre é a Maria de Nazaré.
ARTIGO PUBLICADO EM JUNHO DE 2021

EVANGELHO DO DIA 16 DE JULHO

Evangelho segundo São Mateus 11,28-30
Naquele tempo, Jesus exclamou: «Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e a minha carga é leve».
Tradução litúrgica da Bíblia 
Pedro de Celles - (1115–1183) 
Monge, bispo 
3.º sermão para o Advento
 O Cordeiro de Deus, manso 
e humilde de coração 
Senhor, envia-nos o Cordeiro; é do cordeiro que precisamos e não do leão (cf Ap 5,5-6); do Cordeiro que não Se irrita e cuja mansidão nunca Se perturba; do Cordeiro que nos dará a sua lã, branca como a neve, para aquecer em nós aquilo que está frio, para cobrir a nossa nudez; do Cordeiro que nos dará a comer a sua carne, para não morrermos de fraqueza pelo caminho (cf Jo 6,51; Mt 15,32). Envia-O cheio de sabedoria porque, com a sua prudência divina, Ele vencerá o espírito orgulhoso; envia-O cheio de força, porque está escrito que Ele é «o Senhor forte e poderoso, o Senhor poderoso nas batalhas» (Sl 24,8); envia-O cheio de mansidão, pois Ele descerá «como os aguaceiros que regam a terra» (Sl 72,6); envia-O como vítima, porque Ele deverá ser vendido e imolado para nos resgatar (cf Mt 26,15; Jo 19,36; Ex 12,46); envia-O, mas não para exterminar os pecadores, pois Ele não veio «chamar os justos, mas os pecadores» (cf Mt 9,13); envia-O, enfim, digno de «receber a honra, a glória e o poder, digno de receber o livro e de abrir os selos» (Ap 4,11; 5,9), isto é, o mistério inexprimível da encarnação.

Bem-aventurado Cláudio Béguignot, sacerdote cartuxo, mártir Festa: 16 de julho

(*)Langres, França, 19 de setembro de 1736
(+)Próximo a Rochefort, França, 16 de julho de 1794 
No contexto da Revolução Francesa, até 829 padres e religiosos foram deportados para La Rochelle (Rochefort), incluindo o monge cartuxo Claude Beguignot, do convento de Saint-Pierre-de-Quevilly, perto de Rouen, nascido em Langres (Haute-Marne) em 19 de setembro de 1736, que, junto com seus outros companheiros de prisão, sofreu sofrimento de todos os tipos, condições miseráveis de vida e maus-tratos cruéis, porque havia uma tendência a eliminá-los clandestinamente. Sabe-se que ele foi deportado em 1793-94 para La Rochelle e embarcado, como os outros, em navios que permaneceram ao largo da ilha de Aix, em Charente; Morreu de dificuldade, suportando com paciência heroica e força na fé, em 16 de julho de 1794.

Santa Teresa Zhang Hezhi Mártir Festa: 16 de julho

(*)Yuan, Hebei, China, c. 1864 
(+)Zhangjiaji, Ningjin, Hebei, China, 16 de julho de 1900
Sua figura surge com clareza dramática durante a Rebelião dos Boxers, um período de perseguição violenta que afetou comunidades cristãs em Hebei. Mulher casada e mãe, Teresa não era uma teóloga ou freira recluida, mas uma cristã inserida no tecido diário de sua vila. Sua santidade é medida pela firmeza com que, diante da ameaça de morte, ele se recusou a cometer atos de idolatria, compartilhando o sacrifício supremo com seus dois filhos.
Etimologia: Teresa, do grego Therasia = caçadora ou nativa de Thera. 
Emblema: Palma do martírio, traje tradicional chinês da dinastia Qing.
Martirológio Romano: Em Zhangjiaji, perto de Ningjin, também em Hebei, Santa Teresa Zhang Hezhi, que durante a mesma perseguição foi arrastada para dentro de uma pagode, recusou-se a adorar as divindades do local e foi perfurada junto com seus dois filhos por uma lança.