terça-feira, 31 de março de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - TERÇA-FEIRA SANTA

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
“Judas, é com um beijo que trai o Amigo”!
A pessoa de Judas me impressiona muito. Por que este homem entra deste modo na vida de Jesus? O que quer dizer esta atitude para nós? Quando lemos os evangelhos vemos logo a impressão que Ele deixou entre os apóstolos. Aquelas palavras fortes que dizem refletem o quanto eles ficaram machucados com a atitude de seu companheiro. Por que Judas trai Jesus? Nestes dias aparecem três figuras emblemáticas dos discípulos: Judas, Pedro e João. Penso que devemos refletir juntas estas figuras no centro das quais gira o mesmo: o amor de Jesus. Cada um responde de um modo. Qual é o seu modo de responder. 
Nestes dias da Semana Santa, 2ª,3ªe4ª os evangelhos falam de Judas: 
Na segunda: Jo 12,1-11: Maria unge os pés de Jesus com um perfume caríssimo e Judas diz: por que não se usou isso para os pobres? O evangelista diz: não que ele se preocupasse com os pobres, mas tendo a bolsa pegava o que punham nela. 
Na terça, Jo,13,21-38: Jesus diz na ceia. um de vós me há de trair. João coloca a cabeça no peito de Jesus e pergunta com amor: quem? Aquele que põe a mão no prato comigo. Deu-lhe o pedaço de pão molhado no molho, gesto que manifestava a preferência de amor daquele que dirigia a refeição. Tendo comido, o demônio entrou nele. O que tens que fazer, faze-o agora. 
Na quarta, Mt. 26, 14-25: Judas vai aos sumos sacerdotes e diz: quanto me dão para entregá-lo? 30 moedas de prata - preço de um escravo. Judas comanda o grupo que vai prender Jesus. Judas é com um beijo que entregas o Filho do Homem? (Lc, 22,48). Depois Judas vai devolveu o dinheiro – “Pequei entregando sangue inocente! Eles disseram isto é lá contigo!” Os malvados se entendem. Jogou o dinheiro na cara deles e foi e se enforcou. (Mt 27,3-10). Por que não funcionou seu arrependimento? Arrependimento só existe se é por amor. Penso que há uma resposta muito grande que não quer ser total: Jesus amava muito Judas. Tinha confiança nele e era o confidente. Judas não soube amar do jeito de Jesus. Amou a si. Não funcionou. Jesus manifestou amor até o último momento. No fim se dói? É no falso amor que me entrega? Como a dizer: Não entendeu o que é amar?

EVANGELHO DO DIA 31 DE MARÇO

Evangelho segundo São João 13,21-33.36-38. 
Naquele tempo, estando Jesus à mesa com os discípulos, sentiu-Se intimamente perturbado e declarou: «Em verdade, em verdade vos digo: Um de vós Me entregará». Os discípulos olhavam uns para os outros, sem saberem de quem falava. Um dos discípulos, o predileto de Jesus, estava à mesa, mesmo a seu lado. Simão Pedro fez-lhe sinal e disse: «Pergunta-Lhe a quem Se refere». Ele inclinou-Se sobre o peito de Jesus e perguntou-Lhe: «Quem é, Senhor?». Jesus respondeu: «É aquele a quem vou dar este bocado de pão molhado». E, molhando o pão, deu-o a Judas Iscariotes, filho de Simão. Naquele momento, depois de engolir o pão, Satanás entrou nele. Disse-lhe Jesus: «O que tens a fazer, fá-lo depressa». Mas nenhum dos que estavam à mesa compreendeu porque lhe disse tal coisa. Como Judas era quem tinha a bolsa comum, alguns pensavam que Jesus lhe tinha dito: «Vai comprar o que precisamos para a festa»; ou então, que desse alguma esmola aos pobres. Judas recebeu o bocado de pão e saiu imediatamente. Era noite. Depois de ele sair, Jesus disse: «Agora foi glorificado o Filho do homem e Deus foi glorificado nele. Se Deus foi glorificado nele, também Deus O glorificará em Si mesmo e glorificá-lo-á sem demora. Meus filhos, é por pouco tempo que ainda estou convosco. Haveis de procurar-Me e, assim como disse aos judeus, também agora vos digo: não podeis ir para onde Eu vou». Perguntou-Lhe Simão Pedro: «Para onde vais, Senhor?». Jesus respondeu: «Para onde Eu vou, não podes tu seguir-Me por agora; seguir-Me-ás depois». Disse-Lhe Pedro: «Senhor, por que motivo não posso seguir-Te agora? Eu darei a vida por Ti». Disse-Lhe Jesus: «Darás a vida por Mim? Em verdade, em verdade, te digo: não cantará o galo sem que Me tenhas negado três vezes». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Francisco de Sales 
(1567-1622) 
Bispo de Genebra, 
doutor da Igreja 
Obras Completas, vol. 10 
«Não cantará o galo sem que 
Me tenhas negado três vezes» 
São Pedro apóstolo foi muito injusto para com o seu Senhor porque O negou, jurando que não O conhecia e, não contente com isso, foi maldizente e blasfemo, asseverando não saber quem Ele era (cf Mt 26,69 ss). Este incidente magistral partiu o coração de Nosso Senhor. Que fazes e dizes, pobre São Pedro? Não sabes quem Ele é, não O conheces, tu que foste chamado pela sua própria boca ao apostolado e que confessaste ser Ele o Filho do Deus vivo (cf Mt 16,16)? Ah, homem miserável, como ousas dizer que não O conheces? Não foi Ele que te lavou os pés (cf Jo 13,6), Ele que te alimentou com o seu corpo e o seu sangue? Que ninguém presuma, pois, das suas boas obras, pensando não ter nada a temer, pois São Pedro, que tantas graças recebeu, que prometeu acompanhar Nosso Senhor até à prisão e até à morte, se prontificou a negá-lo ao mais pequeno reparo duma criada. Ao cantar do galo, São Pedro lembrou-se do que acabara de fazer e do que lhe havia dito o seu Bom Senhor; e, reconhecendo a sua falta, saiu a chorar amargamente, e só por isso recebeu indulgência plenária e remissão de todos os seus pecados. Bem-aventurado São Pedro, que através de tal contrição recebeste o perdão de tão grande deslealdade. Bem sei que foi o sagrado olhar de Nosso Senhor que te calou fundo no coração e te abriu os olhos para reconheceres o teu pecado (cf Lc 22,61) grande pecador tornaste-te um grande santo.

31 de março - Beato Boaventura de Forli

Boaventura nasceu em Forlì em 1410 e jovem sentiu o chamado à vida religiosa, grande devoto de Nossa Senhora, entrou no convento dos Servos de Maria de sua cidade. Seus talentos intelectuais eram notáveis ​​e em 1448 ele foi enviado para Veneza para continuar seus estudos. Por seis anos foi a ocupação principal, conquistando o título de mestre em teologia. "Pequeno e magro e abatido, mas muito eloquente da ciência", nos conta uma crônica antiga, ele começou então uma atividade extraordinária como pregador inspirado no apóstolo Paulo. Nas várias cidades ele reuniu uma vasta audiência, recomendando a participação frequente nos sacramentos e caridade para com os doentes e necessitados. Apesar da aparência austera e certamente com conteúdo firme e às vezes corajoso das homilias, ele incutiu confiança e simpatia, tanto que ele foi apelidado de "Frei barbudo". Talvez por essa razão sua mensagem fosse mais incisiva, incitando os muitos fiéis que vieram para ouvir a penitência. Entre as suas famosas pregações lembramos que em frente ao Senado da República de Veneza, realizada em 25 de março de 1468 (e em 1482) e que de 1488 na Basílica de São Marcos.

São Benjamin, diácono e mártir Festa: 31 de março

Os primeiros cristãos eram mal vistos também na Pérsia. Em 420, Benjamim, diácono de Ergol, foi martirizado. Segundo a tradição, foi vítima de uma represália, depois da destruição de um templo ao deus fogo, atribuída aos cristãos. O diácono não desmentiu e morreu com um grupo de fiéis.
(†)Ergol, Pérsia, 420 
Na Pérsia também, os primeiros cristãos são mal vistos. Em 420, o martírio de Benjamim, diácono de Ergol, foi consumado. Diz a tradição que ele foi vítima de uma retaliação após a destruição de um templo ao deus do fogo pelos cristãos. Benjamin não abjura e morre junto com um grupo de fiéis. 
Etimologia: Benjamin = filho favorito, do hebraico
Martirológio Romano: Na localidade de Argol, na Pérsia, São Benjamin, diácono, que não desistiu de pregar a palavra de Deus e, sob o reinado de Vararane V, sofreu martírio com juncos afiados cravados em suas unhas.

Beata Natalia Tulasiewicz, Mártir do nazismo - 31 de março

Dos 108 mártires beatificados por João Paulo II em 13 de junho de 1999, nove eram leigos, homens em sua maioria. Duas mulheres faziam parte deste grupo. Uma delas era Natália, que entregara sua vida pela fé aos 39 anos. Quis defender os princípios que sustentavam sua existência e estar ao lado dos fracos. Um testemunho de um valor imenso sempre, e especialmente nos dias em que vivemos. Natália era polonesa, nasceu no dia 9 de abril de 1906 em Rzeszów, Polônia. Foi a segunda de seis filhos. Sua família pôs em seu coração a semente da fé, depósito sagrado em cuja defesa se dedicaria inteiramente. Devido à profissão de seu pai, inspetor fiscal, a família viveu em diversos lugares. Na Cracóvia estudou no colégio dirigido pelas clarissas. Em 1921, quando se estabeleceu em Poznań, continuou os estudos com as ursulinas. Desde a primeira juventude dedicou-se ao apostolado entre leigos, especialmente as jovens. Consagrou-se de corpo e alma a este apostolado, fazendo parte da Sociedade de Maria. Entre 1931 e 1932 se licenciou em filologia polonesa. Seu crescimento contínuo nos princípios católicos ajudou-a a enfrentar a dor da perda de sua irmã mais velha devido à tuberculose, doença que ela mesma contraiu. Dirigiu-se a Rabki para receber tratamento, e ali deu aulas no colégio Sagrada Família de Nazaré.

Beata Joana de Toulouse, Condessa, Carmelita - Festa 31 de março

Entre as santas carmelitas, pouco conhecida é a Beata Joana de Toulouse. De nobre estirpe, nascida no Reino de Navarra, decidiu viver reclusa, no convento carmelita de Toulouse (França), onde se distinguiu por sua austeridade. Joana amava falar das coisas celestes com os jovens religiosos e rezava muito por eles, o que por sua vez lhe trazia grande proveito espiritual. Isto não nos causa estranheza, pois a Beata viveu antes mesmo da clausura assumir a estrutura que nos séculos posteriores adquiriu. Embora o seu culto seja oficial, as informações sobre ela são muito escassas a ponto de não se saber as datas exatas de nascimento e de morte. A sua vida pode ser colocada entre os séculos XIV e XV, pois o seu nome não aparece nos catálogos dos santos carmelitas da segunda metade do século XIV, nem na lista dos santos da Ordem redigida por João Grossi, falecido em 1437, da província carmelitana de Toulouse. Joana é citada ao mesmo tempo como terciária e como monja; não é de se excluir que tenha professado a regra carmelitana, como fizeram outras mulheres "conversas" suas contemporâneas. Após sua morte, os fieis atribuíram a sua intercessão numerosos milagres. Na França se diz que Joana teria nascido em 1220 e falecido em 25 de agosto de 1271. Era filha e herdeira de Raimundo VII, Conde de Toulouse, e de Joana da Inglaterra.

AMÓS, PROFETA -VI a JC

Amós era natural de Técua, 
uma localidade do reino de Judá, 
a 8 km a sudeste de Belém.
Amós era natural de Técua, uma localidade do reino de Judá, a 8 km a sudeste de Belém. Em 1,1 diz-se que era pastor, e em 7,14 reafirma-se a sua profissão, acrescentando que também cultivava sicómoros. Aparentemente, o seu trabalho de pastor faz dele uma pessoa pobre e sem cultura. Mas, lendo o seu livro, damo-nos conta de que conhece bem a geografia e certos acontecimentos dos países vizinhos, a História sagrada do seu povo e toda a problemática social, política e religiosa de Israel. Do ponto de vista económico, não deveria ser um simples assalariado; é muito provável que guardasse os rebanhos e cultivasse os terrenos que eram propriedade sua. Não tinha qualquer relação com a profecia e com os grupos proféticos. O livro não narra directamente a sua vocação, mas faz-lhe referência em 7,14-15. Ali se pode ver que o Senhor o enviou a profetizar ao povo de Israel, isto é, ao Reino do Norte. Não sabemos quando isso aconteceu, mas foi em tempos do rei Jeroboão, provavelmente entre os anos 760-750 a C. Deve ter pregado em várias localidades do reino do Norte, até chocar com a oposição dos seus dirigentes em Betel (7,10-13). Isto, muito provavelmente, dificultou-lhe o exercício da acção profética. 

Guido de Casamare Monge, Santo (+1046)

Abade. Desejava ser apenas um monge solitário,
sua vocação original, mas nunca pode exerce-la 
na sua plenitude.
Guido nasceu na segunda metade do século X, em Casamare, perto de Ravena, Itália. Após concluir seus estudos acadêmicos na cidade natal, mudou-se para Roma, onde recebeu o hábito de monge beneditino e retirou-se à solidão. Sob a direção espiritual de Martinho, também ele um monge eremita e depois canonizado pela Igreja, viveu observando fielmente as Regras de sua ordem, tornando-se um exemplo de disciplina e dedicação à caridade, à oração e à contemplação. Três anos depois, seu diretor o enviou ao mosteiro de Pomposa. Embora desejasse afastar-se do mundo, seu trabalho como musicista era necessário para a comunidade cristã. No convento a história se repetiu. Era um modelo tão perfeito de virtudes, que foi eleito abade por seus irmãos de congregação. Sua fama espalhou-se de tal forma, que seu pai e irmãos acabaram por toma-lo como diretor espiritual e se tornaram religiosos. Sentindo o fim se aproximar, Guido retirou-se novamente para a tão almejada solidão religiosa. Mas, quando o imperador Henrique III foi a Roma para ser coroado pelo Papa, requisitou o abade para acompanhá-lo como conselheiro espiritual.

Balbina de Roma Virgem, Mártir, Santa (século II)

Apesar de poucas certezas sobre a vida de Santa Balbina, seu nome é venerado em uma antiquíssima igreja na via Ápia, nas proximidades de Roma. Também temos um cemitério que leva seu nome, supostamente o local onde Balbina foi enterrada. É venerada como mártir, mas destaca-se sua consagração a Deus pela virgindade e sua perseverança de servir ao Cristo. Diz-se a história que Balbina, filha do militar Quirino, foi curada milagrosamente, pelo papa e mártir são Adriano, que estava na prisão. Este fato levou a família de Balbina à conversão e todos foram baptizados. Balbina, por sua vez, ofereceu a Deus virgindade perpétua. Seu pai, Quirino, também recebeu a coroa do martírio. Sua vida era muito representada no teatro medieval, o que causa certa confusão histórica, uma vez que a arte mistura muito realidade e ficção. Mas é pelo teatro que ficamos sabendo do martírio de Balbina e de sua consagração. Dizem as histórias sobre santa Balbina, que muitos jovens quiseram desposá-la, mas sua firmeza de caráter a manteve fiel ao seu voto de castidade. Balbina sofreu o martírio sob o imperador Adriano II e encontrou-se com Deus no dia em que lhe cortaram a cabeça. Viveu santamente e recebeu a glória de ter o nome marcado na história da igreja.

Acácio Agatangelo Bispo de Antioquia, Santo († 250)

Cognominado Agatângelo, isto é, bom Anjo, 
viveu como bispo de Antioquia quando Décio
era imperador romano.
Santo Acácio, cognominado Agatângelo, isto é, bom Anjo, viveu como bispo de Antioquia quando Décio era imperador romano. Em Antioquia existiam muitos Marcionitas, que abandonaram a religião, quando os católicos guiados pelo bispo, ficaram firmes na fé. O próprio bispo, por motivos de religião, foi citado perante o tribunal de Marciano. Este lhe disse: "Tens a felicidade de viver sob a protecção das leis romanas. Convém, pois, que honres e veneres nossos príncipes, nossos defensores". Acácio respondeu-lhe: "Quem poderá ter nisso mais interesse que os cristãos, e por quem o imperador é mais amado, senão por eles? É a nossa oração constante, que tenha longa vida aqui no mundo, governe com justiça os povos e lhe seja conservada a paz; nós rezamos pela salvação dos soldados e de todas as classes do império". Marciano: "Tudo isto é muito louvável, mas para dar ao imperador uma prova de submissão, vem comigo e oferece o sacrifício aos deuses".

ORAÇÕES - 31 DE MARÇO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
31 – Terça-feira – Santos: Balbina, Benjamim, Cornélia
Evangelho (Jo 13,21-33.36-38) “Ao dizer essas coisas, Jesus ficou profundamente comovido e afirmou: – Em verdade, em verdade vos digo, um de vós me entregará.”
O Filho de Deus quis viver toda a nossa realidade humana. As alegrias e as tristezas. Sofreu porsaber que iria ser atraiçoado por um de seus amigos,e ao prever os sofrimentos que o aguardavam. Não apelou para seu poder divino. Devo aprender a não procurar saídas miraculosas: devo aceitar com amor minhas limitações de corpo e de espírito, alegrar-me e sofrer como ser humano.
Oração
Senhor, ajudai-me a viver minha condição humana, com seus trabalhos e descansos, alegrias e tristezas, momentos de prazer e de dor. Esse é o caminho para ser feliz agora e depois. Aceito as dificuldades que me esperam, as enfermidades e a morte. Uno minha vida com a vossa, para a glória do Pai e a salvação de todos. Se me ajudais, nada poderá tirar-me a coragem e a alegria. Amém.

segunda-feira, 30 de março de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - SEGUNDA-FEIRA SANTA

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
“Pedro, eu rezei por você!?”
 
Por que Judas não se arrependeu se enforcou ao passo que Pedro traiu, fracassou e depois se arrependeu e tudo voltou às boas? A figura de Pedro nos Evangelhos é até engraçada. É cheia de vitalidade, contradições, disposição a se entregar por Jesus e ao mesmo tempo o fraco que foge, nega. Volta atrás e se firma numa segurança muito grande no seu ministério apostólico. Creio que serve muito bem para nós que temos um pouco este modo de ser. Ser disposto, fracassar, voltar e vencer. Jesus o moldou dentro de seu modo de ser: Pedro é Pedro e Jesus o põe como pedra de alicerce da Igreja: Tu é Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja. Por que a fraqueza de Pedro não entrou na conta quando Jesus lhe confia um grande ministério na Igreja. Pedro no horto pegou a espada para enfrentar um batalhão e logo depois nega-o diante de uma mocinha. Ele testemunhara pessoalmente os mais fortes momentos de Jesus: sua transfiguração, a ressurreição da menina, a oração no horto e agora testemunha a Paixão. Depois testemunhará a ressurreição. O Evangelho conta que Pedro seguiu Jesus de longe quando foi preso. Ao ser reconhecido nega vergonhosamente tê-lo conhecido. Foi feio! Jesus já o tinha prevenido: "Simão, Simão, Satanás pediu para te peneirar como trigo. Eu porém orei por ti para que tua fé não desfaleça. Quando porém te converteres, confirma teus irmãos. Pedro retruca: Estou pronto a ir contigo à prisão e à morte. Ele respondeu: Irás comigo até à morte? Pedro, eu te digo: o galo não cantará hoje sem que por três vezes me tenhas negado" (Lc.22,31-34). Como é bom a gente saber que nossos desfalecimento são acompanhados com uma oração de Jesus: “Eu rezei para que tua fé não desfaleça”. Como fracassara em Judas, não queria fracassar em Pedro. Parece que se está a dizer: o povo precisa da fraqueza de Pedro para ser forte na fé. Parece que o poder sem a certeza da fragilidade humana se transforma em fracasso. Jesus escolheria um fundamento forte porque se sabe fraco. O que faz Pedro converter-se? Ele nega três vezes: Jesus olha. Jesus não olhou repreendendo. Olhou amando. Pedro, eu amo você, diziam aqueles olhos doloridos. Quem sabe Jesus olha para pedindo força naquele momento doloroso. Na fragilidade Pedro ainda dá força a Jesus. Isto o fez sair e chorar amargamente. Jesus está a lhe dizer: Pedro, eu creio no seu amor. Como é bom saber que ele aceita nosso amor fraco!

EVANGELHO DO DIA 30 DE MARÇO

Evangelho segundo São João 12,1-11. 
Seis dias antes da Páscoa, Jesus foi a Betânia, onde vivia Lázaro, que Ele tinha ressuscitado dos mortos. Ofereceram-Lhe lá um jantar: Marta andava a servir e Lázaro era um dos que estavam à mesa com Jesus. Então, Maria tomou uma libra de perfume de nardo puro, de alto preço, ungiu os pés de Jesus e enxugou-Lhos com os cabelos; e a casa encheu-se com o perfume do bálsamo. Disse então Judas Iscariotes, um dos discípulos, aquele que havia de entregar Jesus: «Porque não se vendeu este perfume por trezentos denários, para dar aos pobres?». Disse isto, não porque se importava com os pobres, mas porque era ladrão e, tendo a bolsa comum, tirava o que nela se lançava. Jesus respondeu-lhe: «Deixa-a em paz: ela tinha guardado o perfume para o dia da minha sepultura. Pobres, sempre os tereis convosco; mas a Mim, nem sempre Me tereis». Soube então grande número de judeus que Jesus Se encontrava ali e vieram, não só por causa de Jesus, mas também para verem Lázaro, que Ele tinha ressuscitado dos mortos. Entretanto, os príncipes dos sacerdotes resolveram matar também Lázaro, porque muitos judeus, por causa dele, se afastavam e acreditavam em Jesus. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Orígenes 
(185-253) 
Presbítero, 
teólogo 
Comentário do Cântico dos Cânticos, II, 9 
«A casa encheu-se com o perfume do bálsamo» 
Diz a esposa do Cântico dos Cânticos: «O meu nardo dá o seu perfume» (1,12). A esposa aproximou-se do Esposo, ungiu-O com os seus unguentos e, surpreendentemente, foi como se o nardo não tivesse dado perfume enquanto estava nas mãos da esposa, mas o desse ao entrar em contacto com o corpo do Esposo — de sorte que não foi tanto Ele que recebeu o perfume do nardo, foi antes o nardo que o recebeu, como se viesse dele. Apresentamos aqui a esposa Igreja, na pessoa de Maria, que trazia uma libra de nardo de alto preço e que ungiu os pés de Jesus, enxugando-os depois com os cabelos; de certo modo, também ela recebeu, através dos cabelos, um perfume impregnado da qualidade e do poder do corpo de Jesus. Ela impregnou a cabeça com um perfume requintado que vinha mais de Cristo que do nardo e disse [com a esposa]: «O meu nardo, derramado no corpo de Cristo, deu-me em troca o aroma de Cristo». «A casa encheu-se com o perfume do bálsamo»: a fragrância da doutrina que vem de Cristo e o agradável perfume do Espírito Santo encheram toda a casa deste mundo, ou a casa de toda a Igreja; ou, pelo menos, encheram toda a casa através desta alma que recebeu a fragrância de Cristo, tendo-Lhe oferecido inicialmente o dom da sua fé como nardo puro, e recebendo, em retribuição, a graça do Espírito Santo e o agradável perfume da doutrina espiritual, para que também ela pudesse dizer: «Somos para Deus o bom odor de Cristo» (2Co 2,15). E, porque esse nardo era cheio de fé e de um amor de grande valor, Jesus presta-lhe esta homenagem: «Ela fez uma boa ação para comigo» (Mc 14,6).

São Donnino Mártir na Macedônia Festa: 30 de março Século IV.

As informaçõessobre San Donnino são escassas. Ele viveu no século IV e sofreu martírio pela fé cristã, talvez em Tessalônica. Reverenciado na Itália, vários lugares na Emília-Romanha levam seu nome. É invocado contra mordidas de cobra e cães raivosos. Retratados em pinturas, esculturas e miniaturas. Um exemplo é o retábulo de Giovanni van Eyck (1436). 
Martirógio Romano: Em Tessalônica, na Macedônia, atualmente na Grécia, São Donnino, mártir. 
As informações sobre São Donininho, mártir na Macedônia, são infelizmente fragmentárias. Seu memorial litúrgico está marcado para 30 de março, mas o local exato de seu martírio, que se presume ter ocorrido em Tessalônica, Grécia, durante o século IV, não é conhecido com certeza. Alguns estudiosos o identificam com um Donnino de origem siríaca, mencionado nos antigos calendários siríacos. Segundo essa tradição, Donnino era um soldado romano que, durante a perseguição de Diocleciano, converteu-se ao cristianismo e sofreu martírio por sua fé. A veneração a San Donnino se espalhou para diferentes partes da Itália, em particular na Emília-Romanha, onde vários lugares levam seu nome. Em algumas áreas, San Donnino é invocada como protetora contra as mordidas de cobras e cães raivosos. A figura de São Domnino foi retratada em várias obras de arte, incluindo pinturas, esculturas e miniaturas. Um exemplo significativo é o retábulo de São Domnino, feito pelo pintor flamengo Giovanni van Eyck em 1436, preservado na Gemäldegalerie em Berlim.
Autor: Franco Dieghi

São Regulo de Senlis, bispo Festa: 30 de março

Asduas Vitae de São Régulo, bispo de Senlis, que viveu no início do século IV, oferecem um retrato elusivo do santo, entrelaçando história e lenda. A primeira Vida o descreve como discípulo de São Clemente, enviado à Gália com São Dionísio e consagrado bispo de Senlis por este. Um milagre pitoresco o faz impor silêncio aos sapos durante um sermão. A segunda Vida enriquece a lenda, tornando Régulus o primeiro bispo de Arles e narrando seu conhecimento milagroso sobre o martírio de Dionísio, Rústico e Eleuthério. Se a historicidade de Regulus e a fundação do bispado de Senlis na primeira metade do século IV forem admissíveis, a apostolicidade de sua missão parece ser resultado das lendas parisienses e arlesianas. A identificação de São Dionísio com Dionísio, o Areopagita, e a reivindicação apostólica de Arles, alheia a São Régulo, são posteriores em sua vida. A Vita secunda se detém no culto e nos milagres do santo, incluindo o retorno de um dente a Clóvis e a lendária visita anual dos cervos à igreja. A escassez de evidências históricas torna incerta a veracidade desses relatos. A primeira atestação externa de São Régulo encontra-se no Martirológio de Usuard do século IX, enquanto o Martirológio Romano o indica erroneamente como bispo de Arles.
Martirológio Romano: Ad Senlis in Gallia Lugdunense, na atual França, São Régulo, bispo.

30 de março - São Pedro Regalado de Valladolid

Pedro Regalado nasceu em Valladolid, na Espanha em 1390, em uma nobre família judia. Aos nove anos seu pai morreu. A mãe o educou piedosamente. Muito jovem ingressou na Ordem dos Frades Menores e logo se distinguiu por sua piedade, mortificação e pobreza, bem como pelo amor de silêncio e solidão. Começava na Espanha a Reforma franciscana buscando o florescimento da primitiva austeridade de vida religiosa. Ele não tinha outra ambição senão a de levar uma vida de oração e penitência e considerava as visitas de sua mãe apenas uma distração desnecessária. Regalado foi conquistada pelos ideais de Pedro de Villacreces, que se empenhou na restauração da observância original do Regra franciscana, na Península Ibérica. A partir de 1404 seguiu com Pedro de Villacreces para a ermida de Auguille, onde encontrou a tão desejada solidão, pobreza e clima de oração. A eles juntou-se também o jovem Lope de Salinas y Salazar, que, juntamente com Pedro empenhou-se na fundação de novas ermidas de modo a não exceder o limite de vinte e cinco monges em cada local, como recomendado pelo seu próprio mestre. Os dois eremitérios de Abrojo e de Aguilera logo adquiriram grande fama pelo zelo de seus fundadores e pelos estatutos contendo prescrições extremamente severas. Isso só fez aumentar as vocações na Espanha, florescendo a vida franciscana e de santidade.

30 de março - São Júlio Álvarez Mendoza

A Igreja no México regozija-se ao contar com estes intercessores no céu, modelos de caridade suprema, no seguimento das pegadas de Jesus Cristo. Todos eles entregaram a própria vida a Deus e aos irmãos, através do martírio ou pelo caminho da oferenda generosa ao serviço dos necessitados. A firmeza da sua fé e esperança sustentou-os nas várias provações a que foram submetidos. É uma herança preciosa, fruto da fé arraigada em terras mexicanas que, nos alvores do terceiro milénio do Cristianismo, deve ser conservada e revitalizada para continuardes a ser fiéis a Cristo e à sua Igreja, como fostes no passado. 
Papa João Paulo II – Homilia de Canonização - 
21 de maio de 2000 
São Júlio Álvarez Mendoza, nasceu em Guadalajara – México - em 20 de dezembro de 1866. Empreendedor e caridoso, era capaz de entregar a camisa que usava para aqueles que precisavam disso. Sua família, encabeçada por Atanasio Álvarez e Dolores Mendoza, carecia de recursos econômicos, no entanto, a generosidade de alguns benfeitores e a aplicação de Julio nos estudos, permitiu-lhe estudar em uma faculdade de estudos superiores, antes de entrar, em 1880, ao Seminário Conciliar de Guadalajara, ajudado pelos mesmos benfeitores, tendo sido ordenado sacerdote em 1894. Depois de ordenado serviu como capelão de Mechoacanejo e se distinguiu por seu zelo pastoral, atenção à catequese e ao fervor com o qual participava e celebrava o culto divino.

Beato Amadeu IX de Saboia, Duque Terciário Franciscano Festa: 30 de março

Por razões de Estado, Amadeu já sabia, desde criança, com quem se casaria. No entanto, o casamento de Amadeu IX de Savóia com Iolanda de Valois foi muito especial. Eram animados por uma grande fé, seja nas suas funções de governo, assumidas com sabedoria, seja com os pobres. Faleceu em 1472. 
(*)Thonon, Saboia, 1º de fevereiro de 1435
(✝︎)Vercelli, 30 de março de 1472 
Amadeo nasceu de Ana de Lusignan e Ludovico, Duque de Saboia, em 1º de fevereiro de 1435. Seu casamento foi arranjado por necessidade política; na verdade, ele se casou com Iolanda de Valois, filha de Carlos VII da França. Os dois, no entanto, se encontraram; Acima de tudo, tinham em comum uma fé profunda e sabiam compartilhar tudo, desde a oração até o governo do Estado. Amadeo sofria de epilepsia, o que lhe causou muitas dificuldades. Embora fosse defensor de uma cruzada para libertar Constantinopla dos turcos, era basicamente pacifista, mas também muito generoso com os pobres, que frequentemente eram seus convidados. Ele construiu igrejas e mosteiros. Sua doença piorou em 1469 e ele abdicou em favor de Iolanda, mas seus irmãos e nobres o cercaram a ponto de Luís XI ter que intervir para libertá-lo. Morreu em 30 de março de 1472 em Vercelli. 
Patrocínio: Valle Chisone (TO), Paróquia Bienheureux-Amédée-IX-de-Savoie (La Trinité) 
Etimologia: Amadeo = quem ama Deus, do latim 
Emblema: Colar da Suprema Ordem da Santíssima Anunciação, Coroa, Cetro, Cartouche 
Martirológio Romano: Em Vercelli, o Beato Amadeu IX, Duque de Saboia, que, durante seu governo, defendeu a paz em todos os aspectos e apoiou incessantemente as causas dos pobres, viúvas e órfãos com recursos materiais e compromisso pessoal. 

Santa Osburga de Coventry, Abadessa - 30 de março

O primeiro núcleo do que é hoje a cidade de Coventry, Inglaterra, foi o mosteiro governado pela abadessa Santa Osburga. O mosteiro foi destruído pelos vikings e reconstruído em 1043 como um mosteiro masculino pelo Conde Leofrico e sua esposa Godiva. Desenvolveu-se em um grande mosteiro e na Catedral de Coventry - a única catedral destruída pelo rei Henrique VIII durante a sua separação da Igreja Católica. O local à esquerda da Igreja da Santíssima Trindade, em Broadgate, foi cuidadosamente preservado pela cidade. Há alguns restos dos outros mosteiros destruídos na Reforma de Henrique VIII, conhecida como a dissolução: o mosteiro carmelita (fundado em 1342); o Priorado da Cartuxa de Santa Ana, fundado em 1381; e o Mosteiro Franciscano, do qual apenas a torre ainda existe na Rua New Union. Não se tem detalhes da vida desta Santa, embora sua existência não é posta em dúvida pelos estudiosos. O tempo exato em que viveu é controverso: de acordo com alguns a data de sua morte seria em torno de 1018, enquanto outros estudiosos dizem que ela teria vivido no século VII. Estudos recentes têm argumentado que o rei dinamarquês Canuto teria fundado o convento de Coventry, colocando Osburga como a primeira abadessa. Esta versão, no entanto, é estranha, porque foram os dinamarqueses que em 1016 destruíram o mosteiro.

Beata Restituta Kafka, Virgem e mártir - 30 de março

Sua terra natal, Moravia, estava sujeita ao imperador austríaco Francisco José quando Helena nasceu, no dia 1º de maio de 1894; era a sexta dos sete filhos de Anton e Maria Kafka. A família mudou-se em 1896 da região nativa para Viena, a capital do império. Sua família era de um humilde sapateiro; Helena é pobre e além disso gaga. Era também um pouco teimosa, pelo menos a julgar pelo caráter forte e por sua maneira de fazer, rápida e decidida, que a acompanhou por toda a vida. Aos 15 anos, Helena desejaria continuar a estudar, mas mandaram-na trabalhar como empregada; aos 18 anos manifestou sua vocação de se tornar freira, mas os seus familiares se opõem fortemente. Então, ela resignou-se a esperar os 20 anos, e quando atingiu aquela idade fugiu de casa para ir para o convento.