quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Meu Senhor e meu Deus”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
A fé que salva
 
As aparições de Jesus não são espetáculos reservados a poucos, mas para promoção da certeza de que a Vida venceu a morte e se institui como modo de vida. As aparições de Jesus se davam aos domingos, o dia da comunidade e revelam seu valor. Nele se dá o envio do Espírito e o dom da reconciliação. Essas narrativas nos põem em contato com o caminho que Jesus em sua Ressurreição propõe para a vida cristã: Reunir-se no dia do Senhor (dia da Ressurreição) é tornar presente o Senhor Ressuscitado. É o que dizemos quando fazemos memória. As narrativas das aparições vão além de um fato acontecido, mas são uma realidade que acontece sempre quando estamos “dois ou três reunidos”. Ele está no meio de nós, como rezamos na celebração. Nela professamos nossa fé, mesmo sem ter visto o Senhor. Tomé é o exemplo do processo de fé que se realiza em nós: Ausente do encontro de Jesus com os discípulos exige tocá-Lo. Quer crer com as mãos. A presença do Ressuscitado não é uma volta à carne, ser humano que Jesus era, mas um fato que vem da fé. Os que não veem o Ressuscitado confiam no testemunho dos apóstolos e têm a fé que os torna felizes: “Felizes os que creram sem ter visto” (Jo 20,29). João escreve: “Estes sinais (milagres que levam à fé) foram escritos para que acrediteis que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus e, crendo, tenhais a vida em seu nome” (Jo 20,31). Crendo temos a vida eterna e celebramos a presença de Cristo na comunidade. 
A força da Ressurreição 
No dia da Ressurreição recebemos, em uma grande síntese, todo o caminho da Igreja. Jesus está sempre presente e sempre dá o Espírito Santo: “Recebei o Espírito Santo! A quem perdoardes os pecados eles lhes serão perdoados” (Jo 20,22). O perdão é a reconciliação universal. Inaugura o tempo da misericórdia que salva. Esse magnífico gesto de Jesus não se refere a uma confissão de minutos falada em vós baixa, mas à proclamação da Redenção que se estende a todos. Ninguém é dono da redenção ou põe regras além da lei do Evangelho. Temos o costume de submeter o Evangelho às nossas ideologias e modismos espirituais. Poderemos prejudicar o anúncio da Ressurreição e os caminhos que o Senhor nos oferece. Vimos o crescimento da Igreja no decorrer dos séculos. Além de nossas misérias, a força da Ressurreição penetra todos os povos. Lentamente a fé se desenvolve. Infelizmente vemos que o testemunho pouco evangélico tem distanciado tantos, tem desfibrado tantas comunidades. A aparição aos discípulos não quer fazer maravilhas, mas a entrega do grande ministério de reconciliação na força do Espírito. 
Rei de Misericórdia 
Falamos de um Senhor glorioso e magnífico, como nos narra o livro do Apocalipse. Esse poder não corresponde à mentalidade do mundo que tem poder para mandar e aproveitar-se do poder. O salmo nos faz repetir: “Dai graças ao Senhor, porque é grande a sua misericórdia” (Sl 117). Esse é o distintivo fundamental de seu Reino. A pessoa de Jesus é o centro de toda vida cristã. Celebrando as alegrias pascais sabemos que o hoje eterno de Deus continua sua eterna misericórdia. Os gestos de misericórdia continuam na vida da comunidade, como lemos nos Atos dos Apóstolos. Tudo vem a nós através do sacramento do batismo, da presença do Espírito que nos foi dado e do sangue de Jesus que nos remiu (oração). Nós que cremos sem ver, somos declarados felizes porque cremos sem ver (Jo 20,29). A misericórdia cantada no salmo não é uma devoção revelada, mas um atributo de Deus.
Leituras: Atos 5,12-16; Salmo 117; 
Apocalipse 1,9-11ª.12-13.17-19
1. Reunir-se no dia do Senhor é tornar presente o Senhor Ressuscitado. 
2. O perdão que Jesus oferece é a proclamação da Redenção que se estende a todos. 
3. As alegrias pascais contam que o hoje eterno de Deus continua em sua misericórdia. 
A turma do cutuca. 
Tomé é o exemplo dos que querem crer com as mãos, não no sentido de agir, mas de sentir as coisas de Deus como se fossem corporais. É a turma do cutuca. Não querem que a fé os toque para algo mais profundo. Isso exige mudança em nossa vida. Os discípulos viram, mas foram além, continuaram sem buscar milagres, anunciando por sua vida e palavra que Ele está vivo. Onde tiraram forças e condições para anunciarem com tanto vigor trazendo tantos para Jesus. Os cristãos se firmaram na Palavra anunciada e no testemunho. Era mais forte que um toque. 
Homilia do 2º Domingo da Páscoa (28.04.2019).

EVANGELHO DO DIA 19 DE FEVEREIRO

Evangelho segundo São Lucas 9,22-25. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «O Filho do homem tem de sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escribas; tem de ser morto e ressuscitar ao terceiro dia». Depois, dirigindo-Se a todos, disse: «Se alguém quiser vir comigo, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz todos os dias e siga-Me. Pois quem quiser salvar a sua vida há de perdê-la; mas quem perder a sua vida por minha causa salvá-la-á». Na verdade, que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder-se ou arruinar-se a si próprio?». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Imitação de Cristo 
Tratado espiritual do século XV, Livraria Moraes, 
1959 Livro II, capítulo 12 (rev.) 
««Se alguém quiser vir comigo, tome a sua cruz todos os dias e siga-Me» 
A muitos parece dura esta palavra : «Renega-te a ti próprio, toma a tua cruz e segue Jesus». Porque temes levar a cruz, pela qual se vai ao Reino? Na cruz está a salvação; na cruz, a vida; na cruz, a proteção dos inimigos; na cruz se derrama toda a suavidade do alto; na cruz, a força do espírito; na cruz, a alegria da alma; na cruz, a suprema virtude; na cruz, a perfeição da santidade. Não há salvação da alma nem esperança da vida eterna senão na cruz. Pega, pois, na tua cruz e segue-O: caminharás para a vida eterna. Se morreres com Ele, também com Ele viverás (cf Rom 6,8). E, se fores seu companheiro no sofrimento, também o serás na glória. Eis que tudo consiste na cruz; não há outro caminho para a vida e para a verdadeira paz interior. Anda por onde quiseres, procura o que desejares, não encontrarás mais elevado caminho no alto, nem mais seguro cá em baixo, do que o caminho da santa cruz. Dispõe e ordena tudo segundo o que queres e vês; não encontrarás nada onde não haja que sofrer, voluntária ou necessariamente, e assim sempre encontrarás a cruz. Ou sofrerás dores no corpo, ou encontrarás tribulações na alma. Umas vezes serás abandonado por Deus, outras serás afligido pelo próximo e, pior ainda, muitas vezes pesar-te-ás a ti mesmo; e não poderás ser libertado ou aliviado com qualquer remédio ou consolação. Deus quer que aprendas a suportar o sofrimento sem consolações, que te submetas a Ele totalmente e te tornes mais humilde pela tribulação. E é necessário que tenhas paciência, se queres possuir a paz interior e merecer a coroa imortal.

19 de fevereiro - Beato Álvaro de Córdoba

O Beato Álvaro de Córdoba, é um frade dominicano do século XIV que promoveu a reforma religiosa ao fundar o Convento de Scala Coeli em Córdoba. Nesse local, ele estabeleceu a primeira "Via Crucis" localizada conhecida. Álvaro nasceu em Zamora e em 1368 e entrou na Ordem dos Pregadores. Formado em Salamanca, ele estava inicialmente destinado a ensinar as Escrituras Sagradas, mas suas habilidades extraordinárias foram reveladas quando a obediência lhe confiou o ministério da pregação. Ele foi por muitos anos professor em San Pablo de Valladolid e depois professor de teologia de Salamanca e confessor do rei Juan II de Castela. Depois de uma peregrinação à Terra Santa e à Itália (1418-1420) para aprender sobre a reforma da Ordem realizada pelo Beato Raymond de Cápua, iniciou o mesmo trabalho de reforma na Espanha, fundando o convento de Scala Coeli (Córdoba), berço da reforma. Ansioso para viver uma existência em solidão e perfeição, onde temperar o espírito por um apostolado mais lucrativo, com o favor do rei Juan II de Castela, ele foi capaz de fundar as famosas e observadoras três milhas de Córdoba, onde havia vários oratórios que reproduziam o “caminho doloroso”, venerado por ele em Jerusalém.

19 de fevereiro - Beato John Sullivan

O sacerdote jesuíta John Sullivan é um exemplo de uma vida virtuosa dedicada à pobreza 
e à obediência, convidando todos 
à conversão para o bem. 
Cardeal Angelo Amato 
John Sullivan nasceu em 8 de maio de 1861 em uma família proeminente. Edward, seu pai de fé protestante, era um advogado brilhante que mais tarde se tornaria Lord Chanceler da Irlanda. Sua mãe, Elizabeth Bailey, uma católica, fazia parte de uma família de proprietários de terras. Como era costume do tempo, os meninos da família foram batizadas na fé protestante do pai e as meninas foram batizadas como católicas. Em 1872, John foi enviado para a Portora Royal Scholl, em Enniskillen, Irlanda do Norte. O excelente aluno então frequentou o Trinity College, em Dublin, onde estudou os clássicos. Finalmente ele estudou direito e por um tempo ele praticou como advogado. Edward Sullivan morreu de repente em 1885. O que John recebeu como herança lhe deu independência financeira. Ele gostava de se vestir bem e chegou a ser considerado o homem mais bem vestido em Dublin. Durante este período, fez longas jornadas pela Europa, especialmente fazendo passeios a pé pela Macedônia, Grécia e Ásia Menor. Passou vários meses em um dos mosteiros ortodoxos do Monte Athos, até mesmo contemplando a ideia de entrar lá como um monge. Para a surpresa de sua família, John Sullivan foi convertido na Igreja Católica em 1896. Sua decisão de ser católica levou-o a mudar seu estilo de vida, como despojar seu quarto de qualquer coisa que pudesse ser considerada um luxo.

9 de fevereiro - Beato José Zaplata

Precisamente hoje estamos a celebrar a vitória daqueles que, no nosso tempo, deram a vida por Cristo, deram a vida temporal para possuí-la pelos séculos na sua glória. Trata-se de uma vitória particular, porque é compartilhada pelos representantes do clero e dos leigos, jovens e idosos, pessoas de várias classes e posições. Entre eles estão D. Antoni Julian Nowowiejski, Pastor da Diocese de Plock, torturado até à morte em Dzialdowo; e D. Wladyslaw Goral de Lublim, torturado com particular ódio somente porque era Bispo católico. Há sacerdotes diocesanos e religiosos, que morreram porque não quiseram abandonar o seu ministério, e aqueles que morreram servindo os companheiros de prisão, doentes de tifo; há pessoas que foram torturadas até à morte pela defesa dos judeus. No grupo dos Beatos existem irmãos religiosos e irmãs, que perseveraram no serviço da caridade e na oferta dos seus tormentos pelo próximo. Entre estes Beatos mártires contam-se também leigos. Há cinco leigos jovens, formados no oratório salesiano; um ativista zeloso da Ação Católica, um catequista leigo, torturado até à morte pelo seu serviço, e uma mulher heroica que deu livremente a sua vida em permuta daquela da sua nora, que esperava um filho. Hoje estes Beatos mártires são inscritos na história da santidade do Povo de Deus, peregrinante em terra polaca há mais de mil anos. Se hoje nos alegramos pela beatificação de 108 Mártires clérigos e leigos, fazemo-lo antes de mais porque eles são o testemunho da vitória de Cristo, o dom que restitui a esperança.

Santa Lúcia Yi Zhenmei, Catequista chinesa, mártir - 19 de fevereiro

O Cristianismo foi anunciado na China do século V ao início do século VII, quando foi ereta a primeira igreja. Graças ao profundo espírito de religiosidade dos chineses, o Cristianismo floresceu naquele imenso país. No século XIII constituiu-se a primeira missão católica com sede episcopal em Belfin. A partir do século XVI, quando a comunicação entre o Oriente e o Ocidente passara a ser mais frequente, a Igreja Católica pretendeu intensificar a evangelização e enviou vários missionários escolhidos com cuidado, entre os quais o jesuíta Mateus Ricci, para instaurar relações religiosas e também sociais e científicas. Em 1591, o excelente trabalho destes pioneiros levou o imperador “filho do céu” K'ang Hsi a assinar o primeiro decreto de liberdade religiosa, que permitia aos súditos aderirem ao Cristianismo. Os missionários podiam pregar por toda parte, alcançando milhares de conversões e chineses batizados. Mas, a partir da primeira década do século XVII as coisas mudaram. A penosa questão dos “ritos chineses” irritou o imperador e a forte influência do vizinho Japão, hostil ao Cristianismo, deram margem às perseguições que aberta ou veladamente, em sucessivas ondas até a metade do século XIX, resultaram na morte de muitos missionários e de inúmeros fiéis leigos chineses, e a destruição de várias igrejas.

Beata Elisabete de Mântua, Virgem Servita - 19 de fevereiro

A Beata Elisabete Picenardi nasceu em Mântua entre 1428 e 1430, filha do nobre Leonardo e de Paula Nuvoloni. O pai estava a serviço dos Gonzaga e aspirava para ela o casamento com algum nobre da cidade, porém ela havia decidido permanecer virgem como Maria Santíssima, por quem tinha uma intensa devoção. A decisão certamente era resultado da influência dos frades Servos de Maria, do vizinho convento de São Barnabé, que ela frequentava. Aos 20 anos vestiu o hábito das “Mantellate”, que agiam a partir das suas habitações, mas ligadas aos frades como religiosas. A sua vida religiosa foi curta e intensa, não apresentando externamente nada de especial. Logo ficou órfã de mãe e após a morte do pai, que aconteceu em 1465, deixou a casa paterna retirando-se na casa da irmã, Orsina, casada com Bartolomeu Gorni, ocupando uma cela reservada para ela. Morava um pouco distante da igreja de São Barnabé dos Servos de Maria, para onde se dirigia todos os dias, recebendo com frequência a Eucaristia, coisa raríssima nos costumes da época; se confessava com o seu diretor espiritual, Frei Barnabé de Mântua, e recitava o Ofício Divino como os religiosos.

Gabino da Dalmácia Presbítero, Mártir, Santo † 296

Sacerdote romano, 
que dizem parente de Dioclesiano. 
Era irmão do Papa Caio, foi senador 
e pai de Santa Suzana.
Gabino nasceu na Dalmácia, actual Bósnia , numa família da nobreza romana cristã, radicada naquele território. Na idade adulta, ele foi viver em Roma com a intenção de se aproximar da Igreja, mesmo sabendo dos sérios riscos que correria. Nesta cidade, ele se tornou senador e se casou. Com a morte da esposa, Gabino decidiu ser padre. Transformou sua casa numa igreja, consagrou a jovem filha Suzana, à Cristo, e a educou com a ajuda do irmão Caio, que já era sacerdote. Juntos, eles exerciam o apostolado em paz, convertendo pagãos, ministrando a comunhão e executando a santa missa, enfim fortificando a Igreja neste período de trégua das perseguições. Segundo os registros encontrados, Gabino e os familiares, eram aparentados do imperador Diocleciano. Assim, quando o soberano desejou ter a filha de Gabino como nora, não conseguiu. Enviou até mesmo um emissário para convencer a jovem, que não cedeu, decidida a se manter fiel à Cristo, sendo apoiada pelo pai e o tio Caio, que fora eleito papa, em 283. O imperador ficou mais irritado do que já estava, devido as tensões que circundavam o Império Romano em crescente decadência.

Bem-aventurado Bonifácio de Lausanne, Bispo Festa: 19 de fevereiro

Belga. Bispo de Losana, 
preferiu demitir-se e viver 
na clausura, em La Cambre. 
Beneficiou de aparições da Virgem Maria. 
(*)Bruxelas, 1180/1181 
(✝︎)La Chambre, 19 de fevereiro de 1260 
Médico católico belgae bispo. Destacou-se por seu zelo na reforma da moral dos fiéis e do clero, e pela defesa dos direitos da Igreja, o que lhe rendeu perseguição dos poderosos. Em 1231, foi nomeado bispo de Lausanne, mas foi forçado a renunciar em 1239 devido a ameaças do imperador Frederico II. Depois, retirou-se para La Chambre, onde morreu em 1260. Foi beatificado em 1702 pela Ordem Cisterciense. Etimologia: Bonifácio = quem tem boa sorte, do latim Emblema: Equipe pastoral 
Martirógio Romano: Em La Chambre, perto de Bruxelas, em Brabante, na atual Bélgica, deposição do Beato Bonifácio, ex-bispo de Lausanne, que levou uma vida ascética entre os monges cistercienses do local. 
Nascido em Bruxelas em 1181, ou 1182, Bonifácio lecionou teologia de 1222 a 1229 na Universidade de Paris, da qual se formou na mesma disciplina.

Beato Corrado Confalonieri de Eremita de Piacenza, Terciário Franciscano Festa: 19 de fevereiro

Nobre. Responsável dum incêndio 
pelo qual um inocente 
esteve prestes a ser condenado. 
Fez-se depois terceiro franciscano
e retirou-se para Noto (Itália), onde morreu.
(*)Piacenza, ca. 1290
(✝︎)Noto, Siracusa, 19 de fevereiro de 1351 
Nascido em Piacenza em 1290, era de origens nobres. Um dia, ele acusou um homem inocente de um incêndio que havia provocado durante uma caçada. Diante da sentença de morte para o homem injustamente acusado, Corrado se moveu e sentiu pena e admitiu sua responsabilidade. Após pagar pelos danos causados, ele se viu na pobreza. Junto com sua esposa, vendeu os bens restantes e doou o dinheiro aos pobres. Abraçando o governo de Francisco e Clara, decidiram tornar-se religiosos. Conrado então tornou-se um terciário franciscano e retirou-se para uma ermida. Após vagar em solidão, desembarcou na ilha de Malta. De lá, ele voltou ao mar e chegou ao porto de Palazzolo e, de lá, a Noto Antica. Já no Val di Noto, passou trinta anos lá, entre oração, serviço e eremitério. Muitos milagres são atribuídos a ele. Morreu enquanto orava, em 19 de fevereiro de 1351. Ele é frequentemente dado com o título de santo. Assim como a Bibliotheca Sanctorum. O Martyrologium Romanum, por outro lado, o qualifica como "abençoado".
Etimologia: Conrad = conselheiro ousado, do alemão
Martirógio Romano: Em Noto, na Sicília, o Beato Corrado Confalonieri de Piacenza, eremita da Terceira Ordem de São Francisco, que, deixando de lado o lazer mundano, praticou por cerca de quarenta anos um padrão de vida muito rigoroso em oração e penitência contínuas.

ORAÇÕES - 19 DE FEVEREIRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
19 – Quinta-feira – Santos: Conrado de Piacenza, Álvaro de Córdova, Gabino
Evangelho (Lc 9,22-25)”O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos ... deve ser morto e ressuscitar no terceiro dia.”
A maioria dos discípulos e ouvintes de Jesus esperavam que o Salvador prometido viesse com toda força e esplendor. Nós também nos inclinamos a pensar que as coisas de Deus e da  igreja devem impor-se pela força, pompa e prestígio. Outra é a maneira de agir do Senhor. Sempre, ou quase sempre, seu poder de salvador se manifesta na fraqueza  ena pobreza. Ou antes: nos fracos e pobres.
Oração
Senhor Jesus, foi por isso que muitos vos rejeitaram, e vossos discípulos quase vos deixaram. Para mim também é difícil esse jeito de o Pai mostrar-nos seu amor.Preciso que mudeis meu coração, meu jeito de pensar e agir. Ajudai-me a confiar em vós e não em mim, a procurar vossa sabedoria e não a humana.Segurai-me quando estiver quase a desistir diante das dificuldades. Amém.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Símbolos pascais”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Aleluia
 
A liturgia é um ato no qual Cristo Se faz um no louvor ao Pai, na união com o Espírito Santo. Jesus associou a si esta Igreja, pois, Nele brilhará nossa humanidade. Louvamos ao Pai na pessoa de Cristo. Cristo torna presente o louvor que realizamos na condição humana. Por isso a celebração está repleta de símbolos. É o único modo que possuímos. Estamos iluminados pelo fulgor da luz que emana do Cristo Ressuscitado que dá o Espírito. A celebração um momento de júbilo. Nesse período cantamos diversas vezes a aclamação – Aleluia que, em hebraico, significa cântico de alegria ou de ação de graças. Do judaísmo passou para a liturgia cristã e é usado especialmente ao tempo da Páscoa. Aleluia é uma transliteração do termo hebraico הַלְלוּיָהּ (Halləluyahebraico)... Portanto, a palavra "Aleluia" significa: "Louvem a Jah". Diz também: Louvado seja Deus. Nós usamos a palavra Viva! Analisando a palavra Halel - Viva. Iah – Javé. Essa mesma aclamação, nós a temos na palavra Hosana (Osana – viva; Iah – Javé). Os dois termos são usados sempre na liturgia. Aleluia não se usa na Quaresma. Na Vigília Pascal há um momento em que é usada com grande importância que acolhe a grandeza do Senhor Ressuscitado. Com o Aleluia temos nossa participação no canto de louvor do Cristo. Santo Agostinho conta o louvor: "Reza por nós como nosso sacerdote, reza em nós como nosso chefe, como cabeça do corpo, é rezado por nós como nosso Deus". 
Círio pascal 
O fogo é outro símbolo importante na Vigília Pascal. O símbolo é o fogo. Fogo é um elemento que ilumina, purifica, aquece sempre exultante. O círio pascal é uma imagem de Cristo como o Sagrado Coração. O símbolo de Cristo Ressuscitado neste círio é o fogo da vela. Ela é o suporte. O fogo novo que sai do túmulo escavado na rocha. Ele deveria ser tirado das pedras como pederneira. O fogo tirado da rocha simbolizando Cristo que sai ressuscitado. Ele é Luz do mundo. O fogo novo é Jesus vivo. Na preparação do círio o sacerdote traça uma cruz. Cristo nos remiu pela cruz. São colocados os números do ano corrente (2019), colocados nas extremidades da cruz. Diz com isso que a redenção acontece nesse ano em que vivemos. A seguir colocam-se as letras gregas Alfa e Òmega, mostrando que Cristo é o princípio e o fim. Colocam-se também cinco grãos de incenso nas quatro pontas da cruz e um no centro, significando que as chagas de Jesus nos curaram. Luz que passa a todos, num gesto de aumento da luminosidade na medida em que o Círio Pascal vai passando. É símbolo que nos segue em toda a quaresma. 
Águas que dão vida 
Outro símbolo magnífico da Páscoa é a água. A liturgia proclama as muitas obras de Deus através desse elemento vital que é a água. Na Vigília Pascal leem a criação das águas, juntando-as em um só lugar; a passagem dos judeus através das águas do mar e a seguir a morte do exército do faraó. O mar vermelho se abre e os hebreus atravessam as águas e pé enxuto. As águas que salvam os filhos e destroem os inimigos; As águas simbolizam a graça que é dada a todos: “bebereis com alegria das águas da salvação”; A oração de bênção sobre as águas lembra os maiores momentos da história da salvação: Criação, libertação do Egito, o batismo de Jesus, e a instituição do batismo que, pelas águas o banho salutar da salvação, mergulhando-nos Cristo dando-nos a vida nova. No rito da bênção da água batismal, o círio é mergulhado na água para dizer que é Cristo vivo, luz do mundo que nos dá a vida nova. Participamos de sua ressurreição e vida. 
ARTIGO PUBLICADO EM ABRIL DE 2019

EVANGELHO DO DIA 18 DE FEVEREIRO

Evangelho segundo São Mateus 6,1-6.16-18. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Tende cuidado em não praticar as vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles. Aliás, não tereis nenhuma recompensa do vosso Pai que está nos Céus. Assim, quando deres esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas, nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa. Quando deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a direita, para que a tua esmola fique em segredo; e teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa. Quando rezardes, não sejais como os hipócritas, porque eles gostam de orar de pé, nas sinagogas e nas esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa. Tu, porém, quando rezares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora a teu Pai em segredo; e teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa. Quando jejuardes, não tomeis um ar sombrio, como os hipócritas, que desfiguram o rosto, para mostrarem aos homens que jejuam. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa. Tu, porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto, para que os homens não percebam que jejuas, mas apenas o teu Pai, que está presente em segredo; e teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa».
Tradução litúrgica da Bíblia 
São João Paulo II
(1920-2005) 
Papa 
Homilia de Quarta-Feira de Cinzas, 16/02/1983 
No segredo do coração 
A quaresma é portanto um tempo para entrar em si mesmo. É um período de particular intimidade com Deus no segredo do próprio coração e da própria consciência. É nessa intimidade interior com Deus que se realiza a obra essencial da quaresma: o trabalho de conversão. Neste segredo interior e na intimidade com Deus na plena verdade do próprio coração e da própria consciência, ressoam palavras como as do salmo da liturgia de hoje, que são uma das confissões mais profundas que o homem jamais fez diante do seu Deus: «Tende compaixão de mim, ó Deus, pela vossa bondade; pela vossa grande misericórdia, apagai o meu pecado. Lavai-me de toda a iniquidade e purificai-me de todas as faltas. Porque eu reconheço os meus pecados e tenho sempre diante de mim as minhas culpas. Contra Vós pequei, só contra Vós, fiz o mal diante dos vossos olhos» (Sl 51,3-6). São palavras purificadoras, palavras transformadoras, que transformam o homem interiormente. Recitemo-las muitas vezes durante a quaresma. E sobretudo procuremos renovar este espírito que as vivifica, este sopro interior que ligou precisamente a estas palavras a força de conversão. Porque a quaresma é essencialmente um convite à conversão. As obras de piedade de que fala o Evangelho abrem o caminho a esta conversão. Realizemo-las o mais possível. Mas, antes de tudo, esforcemo-nos por ter um encontro interior com Deus em toda a nossa vida, em tudo aquilo que ela comporta, com vista a esta profundidade de conversão a Ele que irradia do salmo penitencial da liturgia de hoje.

Quarta-feira de Cinzas Festa: 18 de fevereiro

A Quarta-feira de Cinzas, cuja liturgia é historicamente marcada pelo início da penitência pública, que ocorreu neste dia, e pela intensificação da instrução dos catecúmenos, que seriam batizados durante a Vigília Pascal, agora abre a temporada salutar da Quaresma. O espírito comunitário de oração, sinceridade cristã e conversão ao Senhor, que os textos das Sagradas Escrituras proclamam, é simbolicamente expresso no rito das cinzas espalhadas sobre nossas cabeças, ao qual humildemente nos submetemos em resposta à palavra de Deus. Além do significado que esses costumes tiveram na história das religiões, o cristão os adota em continuidade com as práticas expiatórias do Antigo Testamento, como um "símbolo austero" de nossa jornada espiritual durante toda a Quaresma, e para reconhecer que nosso corpo, formado de pó, retornará como tal, como um sacrifício feito ao Deus da vida em união com a morte de seu Filho Unigénito. É por isso que a Quarta-feira de Cinzas, assim como o restante da Quaresma, não tem significado em si, mas nos traz de volta ao evento da Ressurreição de Jesus, que celebramos renovados interiormente e com a firme esperança de que nossos corpos sejam transformados como os dele. A renovação pascal é proclamada para toda a humanidade pelos crentes em Jesus Cristo, que, seguindo o exemplo do Mestre divino, jejuam dos bens e seduções do mundo, que o Maligno nos apresenta para nos fazer cair em tentação. A redução do alimento do corpo é um sinal eloquente da prontidão do cristão para a ação do Espírito Santo e da nossa solidariedade com aqueles que aguardam na pobreza a celebração do banquete eterno e definitivo da Páscoa. Assim, portanto, a renúncia a outros prazeres e satisfações legítimos completará o quadro necessário para o jejum, transformando esse período de graça em um anúncio profético de um novo mundo, reconciliado com o Senhor. 
Martirológio Romano: Dia das Cinzas e início da Santíssima Quaresma: estes são os dias de penitência para a remissão dos pecados e a salvação das almas. Este é o momento certo para a subida à montanha sagrada da Páscoa.

18 de fevereiro - Beato Jerzy Kaszyra

O Beato Jerzy Kaszyra nasceu em Aleksandrowo (Vilnius), na Bielorrússia (Lituânia) em 04 de abril de 1904 em uma família que professava a fé na igreja ortodoxa. Sua mãe adotou o catolicismo em 1907 e em 1922 converteu-se ao catolicismo, e em 1924 entrou no Mosteiro da Congregação dos Clérigo Marianos em Druya, onde obteve o diploma do ensino médio. Em 02 de agosto de 1929 fez os votos perpétuos e foi enviado à Roma para estudar teologia e filosofia. De volta à Bielorrússia, após a formatura, foi enviado pelos seus superiores ao seminário de Vilnius, onde foi ordenado sacerdote em 20 de junho de 1935. No seminário ele serviu como educador dos seminaristas e professor de catecismo no ginásio de Druya. Em 1938, as autoridades polonesas o proibiram de realizar atividades pastorais na parte ocidental da Bielorrússia, portanto ele foi forçado a se mudar para o leste da Bielorrússia e precisamente para o mosteiro de Rasno. Em 1940, as autoridades soviéticas o expulsaram do mosteiro, e por não ter paróquia fixa para o ministério, ele viajou por um longo tempo entre a Bielorrússia e a Lituânia, parando nos vários mosteiros. Em 1942, ele voltou a Druya ​​e juntou-se a Anton Leschevich, que exercia seu ministério em Rosic, na Polônia. Em de fevereiro de 1943, as autoridades alemãs de ocupação acusaram os habitantes de Rosic de colaborar com os guerrilheiros e em 18 de fevereiro de 1943 os trancaram na igreja católica local junto com o reitor Anthon Leschevich. Giorgio Kashira, Anthon Leschevich e as irmãs da Congregação das criadas de Jesus na Eucaristia, que ajudavam os padres na atividade pastoral da paróquia e não abandonaram os paroquianos, por isso todos foram martirizados, queimados vivos na Igreja fechada.

18 de fevereiro - São Tarásio

São Tarásio, natural de Constantinopla, foi um dos Patriarcas mais célebres da Igreja oriental. Filho de um nobre patrício e bom cristão que teve todo empenho em proporcionar-lhe uma boa educação. Tarásio satisfez perfeitamente aos desejos e esperanças do progenitor, tanto que, uma vez conhecido na sociedade, era objeto da admiração de todos, por causa do seu saber e belo caráter. O futuro se abria cheio das perspectivas mais risonhas e prometedoras. Convidado pelo imperador Constantino V e sua esposa Irene, ocupou o cargo de cônsul e mais tarde de secretário do Estado. Os atrativos do mundo, o brilho de posições elevadas, não conseguiram, entretanto, ofuscar sua vista. A vida na corte, tão cheia de seduções e armadilhas para a virtude, em nada lhe modificou os sentimentos de piedade e a sobriedade de seu caráter. A todos e em todas as emergências, dava o exemplo de cristão reto. Havia no Oriente uma seita, que combatia o culto das imagens, chamada a dos iconoclastas. Paulo III, Patriarca de Constantinopla embora merecedor dos maiores elogios, como Prelado virtuosíssimo e caridoso, teve a fraqueza de não se opor à perniciosa seita, com a energia que as circunstâncias exigiam. Uma doença grave abriu-lhe os olhos.

Santa Constança de Vercelli, Monaca Festa: 18 de fevereiro Século VI.

SANTA COSTANZA
Cöstanza e Esuperia, duas irmãs de Vercelli que viveram na primeira metade do século VI, eram freiras no mosteiro feminino fundado pelo protocescovo Sant'Eusebio e confiado à sua irmã Santa Eusebia. A placa encontrada no século XVI nas fundações da basílica eusebiana os homenageia como religiosos sagrados e afirma que viviam de forma semelhante nos costumes e na profissão monástica, modestos nos atos, preservando a castidade tanto espiritual quanto fisicamente. 
Etimologia: 
Constança = que tem firmeza, tenacidade, do latim; 
Esuperia = excessiva, do latim. 
No século XVI, durante a reconstrução da basílica eusebia, uma placa foi extraída das fundações na qual foi esculpida a elegância métrica de duas freiras enterradas ali, chamadas Constança e Esuperia. O elogio os homenageia como religiosos sagrados e lembra que ambos receberam o véu sagrado de seu irmão Constâncio, bispo de Vercelli.

Simão, Apóstolo Bispo, Mártir, Santo Século I

Irmão de São Tiago Menor, 
ao qual sucedeu como Bispo de Jerusalém. 
Sob seu governo cumpriu-se a terrível profecia 
de Nosso Senhor sobre Jerusalém.
Em São Simão saudamos um parente próximo de Nosso Senhor Jesus Cristo. O pai, Cleófas, era irmão de São José, e sua mãe, Maria, parente muito chegada da Santíssima Virgem. Era irmã do Apóstolo São Tiago Menor, amigo muito dedicado de Nosso Senhor, testemunha ocular de sua Paixão e Ressurreição. Com os demais Apóstolos recebeu o Espírito Santo no dia de Pentecostes, e quando estes procuraram cada um o campo de sua acção evangélica, Simão ficou em Jerusalém, com seu irmão Tiago, primeiro Bispo daquela cidade. São Tiago sucumbiu à sanha feroz dos judeus e morreu mártir. São Simão, por ordem do Conselho dos Apóstolos, continuou a obra do irmão, sucedendo-lhe como Bispo de Jerusalém. Com um zelo verdadeiramente apostólico, pregou a doutrina de Cristo a judeus e pagãos, e pelo exemplo edificou a jovem Igreja jerusalemitana. Sob seu governo cumpriu-se a terrível profecia de Nosso Senhor sobre Jerusalém.

Flaviano Bispo de Constantinopla, Mártir, Santo † 449

Mártir. Sucessor de São Proclo, 
ocupou a sede 
patriarcal de Constantinopla durante três anos. 
Sem exemplo na história eclesiástica foi o 
tratamento bárbaro que Flaviano mesmo sofreu.
Flaviano, sucessor de São Proclo, ocupou a sede patriarcal de Constantinopla durante os três anos de 446-449. Seu governo coincidiu com uma época agitadíssima da Igreja Oriental. Heresias, graves dissensões e lutas intestinas perturbavam a paz e tornavam quase insuportáveis a permanência na capital do império grego. Flaviano, envolvido fatalmente nas agitações político-religiosas daquele tempo, com a solidez de suas virtudes, com a firmeza de seu carácter conservando-se sempre superior e absoluto senhor da situação, apresenta a figura dum grande Patriarca, digno da admiração de todos os tempos. A modéstia, unida à firmeza, à paciência imperturbável nas situações mais críticas, fizeram com que não se esquecesse nunca de sua alta posição e das obrigações a ela ligadas. Logo após a sua eleição para Patriarca se deu um fato, presságio de lutas vindouras. Segundo o costume daquele tempo, o Patriarca eleito enviara ao Imperador os tais chamados eulógias, isto é, pão bento, símbolo da paz e concórdia. A oferta de Flaviano foi devolvida, com a rectificação que só seriam aceitas eulógias de ouro. O Patriarca respondeu: “Ouro e prata não me pertencem”.

Santo Heládio de Toledo Bispo Festa: 18 de fevereiro † 633

Um homem de grande caridade e generosidade que dedicou sua vida ao serviço de Deus e dos necessitados. Como oficial na corte visigótica, destacou-se por seus méritos, habilidade e erudição, mas foi atraído pela vida religiosa e tornou-se monge de Agalai, onde foi eleito abade. Apesar da posição prestigiada, ele continuou a realizar todos os serviços como um simples religioso, até mesmo a pesada tarefa de carregar a lenha para o fogão. Por sua caridade para com os pobres, foi chamado de "um sol que iluminava a escuridão". Em 615, foi eleito arcebispo de Toledo, mas continuou a se dedicar aos pobres e necessitados. Ele morreu em 633.
Martirológio Romano: Em Toledo, na Espanha, São Heládio, que, primeiro administrador da corte real e do Estado, depois tornou-se abade de Agalia e, finalmente, elevado à sé episcopal de Toledo, deu um excelente exemplo de sua caridade. 
A vida de Santo Heládio foi-nos transmitida a partir do relato escrito por Santo Ildefonso de Toledo, que dizem ter recebido ordenação diaconal dele. Oficial da corte visigoda, foi seu representante no Concílio de Toledo em 589, designado por seus méritos particulares, sua capacidade e sua erudição. Já naquela época, segundo a narração de Ildefonso,