domingo, 3 de maio de 2026

JUAN DIEGO CUAUHTLATOATZIN Leigo, vidente de Guadalupe (1474-1548)

Juan Diego nasceu em 1474 em Cuauhtitlan (México). O seu nome era Cuauhtitlantoadzin; baptizado em 1524, com 50 anos de idade, mudou o nome para Juan Diego segundo o hábito dos missionários que davam o nome de João a todos os baptizados, acrescentando-lhe outro particular, neste caso Diogo, conservando entretanto o nome indígena. O seu baptismo foi fruto de uma convicção profunda, mudando o seu pensamento, o seu ser e o seu modo de vida. Também se baptizaram alguns dos seus parentes, entre os quais um tio a quem foi dado o nome de João Bernardino e sua esposa recebeu o nome de Maria Lúcia. O missionário responsável pela evangelização e catequização desta tribo foi o franciscano Frei Toríbio de Benavente. Juan Diego tornou-se um cristão fervoroso e fazia um percurso de vinte quilómetros, na ida e volta, para participar na santa Missa em Tlatelolco. Aproveitava estas celebrações para aumentar a sua instrução religiosa e, ao mesmo tempo, venerar a Virgem Mãe de Jesus. Isto revela a profundidade da sua fé e Juan Diego começou a ser conhecido como homem piedoso, de intensa espiritualidade, amigo da oração e concentrado na meditação dos mistérios religiosos. Tido como peregrino e, ao mesmo tempo, solitário, a sua fé era vivida com fervor até ao sacrifício. Pobre e humilde, fugindo às honras, nada amigo da confusão, demonstrou sempre uma atitude positiva perante os novos valores cristãos, onde a pureza de vida ganhou uma forma original, pois casou com Maria Lúcia, outra cristã, de quem ficou viúvo pouco depois.

Nossa Senhora das 3 espigas – Aparição de 3 de maio de 1491

      Nossa história começa em 3 de maio de 1491, com a aparição da Virgem Maria a um ferreiro de Orbey, chamado Thierry Schoéré, que ia ao mercado de Niedermorschwihr comprar trigo. O local chamado "Habthal", "Vale do Gavião", era bem conhecido pelos habitantes do local. De fato, o caminho vindo de Labaroche se ramificou em direção a Turkheim, Niedermorschwihr e Ammerschwihr. Em 1465, uma imagem piedosa foi fixada em um grande carvalho, após um trágico acidente: um camponês que havia se ferido gravemente com sua foice foi encontrado morto, por falta de poder ser resgatado. Este lugar foi chamado o lugar do "homem morto". Estamos em 3 de maio de 1491. Um ferreiro de Orbey, Thierry Schoéré, ia ao mercado Niedermorschwihr, perto de Colmar. Ao passar diante de um carvalho, viu ali depositada uma imagem sagrada, segundo o costume da época, e convidava os transeuntes a rezar por um homem que acabara de falecer naquele local alguns dias antes. Apeando de seu cavalo, Thierry Schoéré ajoelhou-se diante da imagem piedosa e começou a rezar fervorosamente pelo descanso eterno da alma do infeliz camponês, quando de repente foi maravilhado por um raio de luz deslumbrante, no meio do qual apareceu uma forma delicada e vaporosa. Era a Virgem Maria, envolta em longos véus brancos. A Virgem Maria segurava três espigas de trigo na mão direita e um pequeno cubo de gelo na mão esquerda.

ORAÇÕES - 03 DE MAIO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
3 – 5º Domingo da Páscoa
Evangelho (Jo 14,1-12) ”Não se perturbe o vosso coração. Tendes fé em Deus, tende fé em mim também.”
Pela última vez Jesus celebrava com os seus a ceia pascal. Apesar de todas as lembranças do passo, carregadas de promessas e esperanças, havia tristeza, incertezas, dúvidas e medo. O Mestre falara de partida e morte, traição, separação; do futuro só sabiam que seria diferente. Era noite, Judas tinha saído, não sabiam para que. Então disse Jesus: “Não se perturbe o vosso coração”, não tenhais nem dúvida nem medo. Podeis confiar no Pai e em mim. Sabemos como são essas horas difíceis e incertas; olhamos em volta, e parece-nos que ninguém nos pode ajudar. Nesses momentos Jesus vem a nós. Discretamente, sem milagres, quase como se não estivesse ali. Basta dar-lhe toda a nossa confiança, a mais completa. Não posso esquecer-me.
Oração
Senhor Jesus, creio em vosso poder divino, creio em vosso amor, tão grande como o amor do Pai. Mas, preciso que aumenteis minha fé, minha entrega total em vossas mãos, minha confiança apesar de tudo. Sei que vindes sempre em meu auxílio. Sei também que não devo esperar milagres, que tudo se torne claro e fácil. Aceito ter de confiar mesmo se nada vejo e tudo parece ruir. Isso não é fácil, e vós o sabeis. Por isso agora, quando tudo parece calmo, quero pedir que me ajudeis a crer e esperar. Se vier tempestade, mesmo se parecer que me esqueço de vós, não leveis em conta minha demora em vos procurar, em gritar por vós. Socorrei-me, apertai minha mão e segurai-me. Então, mesmo se a água ainda for violenta e funda, já será manhã de Páscoa. Amém. 

sábado, 2 de maio de 2026

REFLETINDO A PALAVRA -“Vinde a Mim”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Meu fardo é leve 
Jesus nos leva a conhecer o Pai: “Ninguém conhece o Filho senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar”. A grande revelação não são mistérios profundos e insondáveis, revela os mais profundos, pois penetramos o próprio coração do Pai onde está a sede de seus sentimentos. As leituras de hoje nos ensinam a leveza de seu coração. O projeto de Deus para o mundo e para nossos corações já aparece na profecia de Zacarias: “Ele é justo e salva; é humilde e vem montado num jumento” (Zc 9,9). O salmo complementa: “Misericórdia e piedade é o Senhor. Ele é amor, é paciência, é compaixão. O Senhor é bom para com todos; sua ternura abraça toda criatura” (Sl 144). Jesus faz essa bela revelação: “Vinde a mim, vós todos que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e Eu vos darei descanso”. Jesus não cria um sistema de pensamento ou uma estrutura de leis, mas abre a cada pessoa um lugar de descanso. Deus não é pesado. Interessante como se multiplicaram as leis, as proibições, os temores. Tudo parte de corações doentes e inseguros. O amor exige liberdade e confiança. Assumir o projeto de Jesus, tomando sobre si seu jugo, aprendendo Dele que é manso e humilde de coração. Só assim teremos descanso: “Meu jugo, isto é, seu evangelho é suave e meu peso é leve”. Na lei judaica havia muitas proibições e condenações. Podemos compreender as atitudes de severidade que percorreram a história da Igreja e existem ainda. São frutos de doenças pessoais e sede de domínio. A verdade não é dura e má.
Viver segundo o Espírito
Jesus, num desafogo jubiloso, louva seu Pai por manifestar seu grande segredo aos pequeninos. Somente esses são abertos a essa revelação. Esse Pai que é Senhor do céu e da terra, revela-se aos seus pequenos queridos e frágeis. Foram eles que acolheram os discípulos que Jesus enviara para precedê-lo aonde Ele iria. São eles ainda agora que enchem nossas igrejas. Essa simplicidade, muitas vezes de pouca instrução, tem a sabedoria que é agir como Deus age e fazer como Jesus fazia. O Espírito não gera fantasias, mas atitudes de simplicidade e de amor. E não colocam peso sobre os outros. Era a crítica que Jesus fazia sobre os fariseus que colocavam pesos que eles não tocavam com o dedo. Paulo nos recomenda, na Carta aos Romanos, a viver segundo o Espírito, segundo a mentalidade gerada pela fé em nós. Viver segundo o Espírito é viver essas atitudes do Pai e do Filho: Um Pai que se abre aos humildes revelando Jesus, e o Filho que está sempre voltado para o Pai no diálogo amoroso, revelando sua paternidade. Se as pessoas nos conhecem por ter os traços do Pai, estamos revelando o Filho. O conhecimento de Deus não é resultado de um livro, mas de um coração cheio de ternura. 
O Senhor é muito bom 
No salmo podemos cantar: “O Senhor é bom para com todos; sua ternura abraça toda criatura” (Sl 144). O Deus carrasco foi inventado por quem queria dominar a fé do povo. A bondade de Deus não tem limites. Somos chamados atenção sobre sua justiça. Sua justiça é para defender os oprimidos. Ele faz justiça aos pobres e sofredores. Na verdade queremos que Deus queira mal às pessoas, como nós queremos mal. Justiça, no sentido hebraico é a santidade de Deus. Sua santidade se manifesta em bondade. Passaremos pelo julgamento para ver se nossas ações foram as mesmas de Jesus. Lembramos o juízo final: “Tudo que fizestes a esses pequeninos, foi a mim que o fizestes” (Mt 25,40). É essa a nossa fé? 
Leituras Zacarias 9,9-10; Salmo 144;
Romanos 8,9.11-13; Mateus 11,25-30. 
1. Jesus não cria um sistema, uma estrutura de leis, mas abre um lugar de descanso. 
2. O Espírito não gera fantasias, mas atitudes de simplicidade e de amor. 
3. O Deus carrasco foi inventado por quem queria dominar a fé do povo. 
O peso de Deus 
Gostamos de uma balança que mostre que estamos no peso ideal, ou melhor, diminuímos. Não queremos ser pesados aos olhos dos outros. A balança que Deus nos apresenta pesa seu amor. O amor não é pesado. O amor nos leva longe até às nuvens. Quer dizer, no espaço de Deus que é infinito. (Uma digressão: já perceberam que as pessoas santas quando envelhecidas apresentam um pouco de corcunda. Parece que carregam um peso. Claro que pode ser problema de saúde. Lembro de João Paulo II, Dulce, Teresa de Calcutá, Frei Damião...Questão de observar!) É o peso de Deus. Mas que não pesa. O peso de Deus age de modo inverso: alivia o humano e carrega o Divino. Na Angola, aprendi dos umbundos, um provérbio: “Aquele que te põe o peso nas costas, vai junto”. Mais ou menos assim. 
Homilia do 14º Domingo Comum (05.07.2020)

EVANGELHO DO DIA 02 DE MAIO

Evangelho segundo São João 14,7-14. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Se Me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai. Mas desde agora já O conheceis e já O vistes». Disse-Lhe Filipe: «Senhor, mostra-nos o Pai e isto nos basta». Respondeu-lhe Jesus: «Há tanto tempo que estou convosco e não Me conheces, Filipe? Quem Me vê, vê o Pai. Como podes tu dizer: "Mostra-nos o Pai"? Não acreditas que Eu estou no Pai e o Pai está em Mim? As palavras que Eu vos digo, não as digo por Mim próprio; mas é o Pai, permanecendo em Mim, que faz as obras. Acreditai-Me: Eu estou no Pai e o Pai está em Mim; acreditai ao menos pelas minhas obras. Em verdade, em verdade vos digo: quem acredita em Mim fará também as obras que Eu faço e fará obras ainda maiores, porque Eu vou para o Pai. E tudo quanto pedirdes em meu nome, Eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se pedirdes alguma coisa em meu nome, Eu a farei». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São João Paulo II 
(1920-2005) 
Papa 
Audiência geral de 16/12/1998
(trad. © copyright Libreria Editrice Vaticana, rev.) 
«Eu vou para o Pai» 
Ponto de partida da nossa reflexão são as palavras do Evangelho, que nos apontam em Jesus o Filho que revela o Pai. Os seus ensinamentos, o seu ministério, o seu próprio estilo de vida, tudo nele remete para o Pai (cf Jo 5,19.36; 8,28; 14,10; 17,6). Este é o centro da vida de Jesus e, por sua vez, Jesus é o único caminho para aceder ao Pai: «Ninguém vai ao Pai senão por Mim» (Jo 14,6). Jesus é o ponto de encontro dos seres humanos com o Pai, que nele Se tornou visível: «Quem Me vê, vê o Pai. Como podes tu dizer: "Mostra-nos o Pai"? Não acreditas que Eu estou no Pai e o Pai está em Mim?» (Jo 14,9-10). A manifestação mais expressiva desta relação de Jesus com o Pai verifica-se na sua condição de ressuscitado, vértice da sua missão e fundamento de vida nova e eterna para todos os que nele acreditam. Mas a união entre o Filho e o Pai, como a união entre o Filho e os crentes, passa pelo mistério da «exaltação» de Jesus, em expressão típica do Evangelho de João. Com o termo «exaltação», o evangelista refere-se tanto à crucifixão como à glorificação de Cristo; ambas se refletem no crente: «Assim como Moisés elevou a serpente no deserto, também o Filho do homem será elevado, para que todo aquele que acredita tenha nele a vida eterna. Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito, para que todo o homem que acredita nele não pereça, mas tenha a vida eterna» (Jo 3,14-16). Esta «vida eterna» consiste na participação dos crentes na própria vida de Jesus ressuscitado e na sua inserção naquele círculo de amor que une o Pai e o Filho, os quais são uma só coisa (cf Jo 10,30; 17,21-22).

02 de maio - Beata Sandra Sabattini

Sandra nasceu em 19 de agosto de 1961, em Riccione, e viveu seus primeiros anos no município de Misano Adriatico, na província de Rimini, com seus pais Giuseppe e Agnese Bonini e com o irmão Raffaele. Aos 4 anos, ela e sua família se mudaram para a casa paroquial da Paróquia de San Girolamo, onde é pároco o seu tio Giuseppe, irmão de sua mãe. No dia 24 de janeiro de 1972, com 10 anos, Sandra começa a escrever um diário: “A vida vivida sem Deus é um passatempo, tedioso ou divertido, com o qual jogar na espera da morte”. Aos 12 anos conhece padre Oreste Benzi, fundador da Comunidade Papa João XXIII, graças a alguns encontros que o tio organiza na paróquia.

02 de maio - Santo Antonino Pierozzi de Florença

Antonino Pierozzi nasceu em Florença, na Itália, em 1389. Seu pai era tabelião e sua mãe dona de casa, ambos muito religiosos. Sendo filho único e obedecendo ao desejo dos pais, fez o curso de direito e se tornou um perito na matéria. Mas, seu sonho era entregar-se à vida religiosa e, para tanto, Antonino procurou ingressar na Ordem Dominicana. Foi recusado, pois o superior não confiou em seu corpo pequeno e magro, aparentemente fraco. Disse a Antonino que só seria aceito se ele decorasse completamente todo o Código de Direito Canônico, coisa julgada impossível e que ninguém fizera até então. Mas Antonino não se deu por vencido e, poucos meses depois, procurou novamente o superior e provou que cumprira a tarefa. Foi admitido de imediato e se fez um modelo de religioso, apesar de poucos acreditarem que ele pudesse resistir à disciplina e aos rígidos deveres físicos que a Ordem exigia. Ordenado sacerdote, ocupou cargos muito importantes.

Santos Héspero, Zoé, Ciríaco e Teódulo Mártires de Atália 2 de maio

Atália, Panfília, (†) ca. 
O Martirológio Romano, o Synaxarii bizantino e o Acta Sanctorum comemoram em 2 de maio o martírio de Héspero, Zoé, Ciríaco e Teódulo, uma família cristã de Atália (moderna Adália) na Panfília durante o reinado de Adriano. De origem italiana e de condição servil, a serviço do rico Catlo, os dois filhos Ciríaco e Teódulo, professando a fé cristã, recusaram a comida e o vinho oferecidos à deusa Fortuna por ocasião do nascimento do filho de Catlo. Seu ato de rebelião os levou ao martírio nas mãos de seu mestre, que os torturou e depois jogou na fornalha. A sua história, embora curta, testemunha a sua fé inabalável e a coragem de professá-la num contexto pagão, fortalecida pelo vínculo de parentesco que os unia. Em Constantinopla, duas igrejas dedicadas aos quatro mártires celebraram a sua memória com solenidade.

Santa Viborada, Virgem e mártir de São Galo - 2 de maio

      Sankt Gallen, Saint-Gall ou São Galo é a capital do cantão Sankt Gallen, na Suíça. A cidade tem aproximadamente 75 mil habitantes, conta com fácil comunicação com o resto do país e com os países vizinhos, Alemanha e Áustria, e serve de ligação com a área das montanhas Appenzell.

     A sua principal atração turística é a Abadia de Sankt Gallen, fundada no século VII, cuja biblioteca contém livros que datam do século IX. Foi graças a ela que a cidade de Sankt Gallen surgiu.
     Sua história remonta à ermida de São Galo, monge irlandês discípulo de São Columbano, que viveu de 550 a 630. Em 612, São Galo (Gallech em irlandês) transferiu-se com São Columbano para o continente, onde viveram próximo a Luxueil e a Bregenz. Ali São Galo dedicou-se a vida eremítica, enquanto São Columbano foi para a Itália, onde fundou a Abadia de Bobbio. Mais tarde São Galo transferiu-se com alguns companheiros para oeste de Bregenz, fixando-se próximo à nascente do rio Steinach, onde morreu entre os anos 630 e 645.

Atanásio de Alexandria Bispo, Padre e Doutor da Igreja, Santo (296 - 373)

Um dos maiores santos da História, 
odiado virulentamente pelos maus, 
foi entretanto muito amado por sua 
luta intrépida em defesa da Fé 
Coluna da Igreja 
"O século IV, a idade de ouro da literatura cristã, nos oferece em seus umbrais a figura gigantesca de Atanásio de Alexandria, o homem cujo génio contribuiu para o engrandecimento da Igreja muito mais que a benevolência imperial de Constantino. Seu nome está indissoluvelmente unido ao triunfo do Símbolo de Niceia"[1], que ainda hoje rezamos. "Há nome mais ilustre que o de Santo Atanásio entre os seguidores da Palavra da verdade, que Jesus trouxe à terra? Não é este nome símbolo do valor indomável na defesa do depósito sagrado, da firmeza do herói face às mais terríveis provas da ciência, do génio, da eloquência, de tudo o que pode representar o ideal de santidade de um Pastor unido à doutrina do intérprete das coisas divinas? Atanásio viveu para o Filho de Deus; Sua causa foi a de Atanásio. Quem estava com Atanásio, estava com o Verbo eterno, e quem maldizia o Verbo eterno maldizia Atanásio"[2], comenta Dom Guéranger, o admirável autor eclesiástico do século XIX.

José Maria Rubio Jesuíta, Santo (1864-1929)

Veio ao mundo em Dalías (Almeria) no dia 22 de Julho de 1864. Dele disse o seu avô materno: “Eu morrerei, mas quem viver verá que este menino será um homem importante e que valerá muito para Deus”. Frequentou a escola da freguesia natal e manifestava o gosto de ler as vidas dos santos. Um seu tio, Cónego, mandou-o estudar num Instituto de Bacharelato, mas descobrindo nele sinais de vocação sacerdotal, enviou-o para o Seminário diocesano de Almeria. No Seminário de São Cecílio de Granada havia de terminar os estudos de filosofia, teologia e direito canónico. Foi ordenado no Seminário diocesano da Imaculada Conceição e de São Dâmaso, de Madrid, no dia 24 de Setembro de 1887, tendo sido incardinado nesta diocese. Na Capela da Virgem do Bom Conselho, na Catedral de Santo Isidro, celebrou a sua primeira Missa em 8 de Outubro seguinte.

Vilmos Apor Bispo, Mártir, Santo (1892-1945)

Bispo de Györ.
Em 1945 um soldado russo 
atirou sobre ele porque defendia
a integridade física de um grupo de mulheres.
Vilmos Apor nasceu a 29 de Fevereiro de 1892, em Segesvár, filho de uma nobre família húngara. O pai morreu quando ele era muito pequenino, e foi a mãe que o educou com profundo fervor religioso. Completados os estudos no Liceu dos jesuítas, decidiu entrar no Seminário e depois frequentou a Universidade Católica de Innsbruck (Áustria), onde obteve o doutoramento em Teologia. Recebeu a Ordenação sacerdotal no dia 24 de Agosto de 1915, incardinando-se na diocese de Nagyvárad, onde iniciou o ministério como vice-pároco em Gyula; durante a guerra foi capelão militar por um breve período. Tendo retornado a essa localidade, foi nomeado pároco e realizou o seu ministério com profunda sabedoria e zelo pastoral: dedicou-se à formação dos jovens, criando para isto um colégio, e à assistência aos pobres, contando com a ajuda de várias Congregações religiosas.

ORAÇÕES - 02 DE MAIO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
2 – Sábado – Santos: Atanásio, Zoé, Germano
Evangelho (Jo 14,7-14) “Jesus respondeu: “Há tanto tempo estou convosco, e não me conheces Filipe?”
Filipe estava havia três anos com Jesus. E eu, há quanto tempo estou com Jesus, há quanto tempo ouço falar dele, digo acreditar nele como nosso Salvador? Há muito, muito tempo. Mas também eu ainda não o conheço, ainda não penso como ele, e ainda estou muito longe de sua maneira de agir. Sei falar sobre ele, mas ainda não me deixei de fato transformar por ele, não o amo o bastante.
Oração
Senhor, perdoai-me porque em todos esses anos não me entreguei completamente a vós, não permiti que me transformásseis à vossa imagem. Ainda vos conheço apenas por fora, ainda não aceitei em tudo vossas ideias. Falta muito ainda para que meu amor por vós oriente tudo em minha vida. Enquanto é tempo, Senhor, tomai conta de mim, ajudai-me a vos conhecer sempre mais. Amém. 

sexta-feira, 1 de maio de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “São Pedro e São Paulo”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Primícias da fé
Celebrar São Pedro e São Paulo é um grande momento da Igreja. Para o povo, eles estão mais no aspecto folclórico. O povo sabe comemorar ao seu modo. Mas é como reconhecê-los como primeiros mestres da fé. Pedro e Paulo professaram a fé como dom que receberam de Deus para comunicar “tudo aquilo que Ele ensinou”. Não podemos perder de vista que Jesus continua agindo como aconteceu com Ele no mistério da Encarnação. Jesus veio de um modo tão humano e simples, viveu simplesmente e morreu como um simples. Sua mensagem foi simples. Assim a primeira evangelização é feita por homens simples. Paulo era mais preparado, mas soube acolher daqueles homens o que Jesus lhes transmitira. Era humildade a ponto de ir a Jerusalém para conferir seu ensinamento com os apóstolos para que não estivesse correndo em vão (Gal 2,2). Esses homens continuaram a missão de Jesus e nos transmitiram as primícias da fé. É o pedido que se faz em sua festa: “Concedei à vossa Igreja seguir em tudo os ensinamentos destes apóstolos que nos deram as primícias da fé”(coleta). Quanto mais firmes na fé, mais nos aproximamos de nosso “original”. Foram capazes de entender os sofrimentos de sua vida apostólica, que não foram poucos, a partir da certeza da presença de Cristo que estava sempre ao seu lado. Eles não tinham mais a presença de Jesus, como no tempo de sua vida entre nós, mas O sentiam muito mais presente e Nele confiavam.
Unidos na coroa do martírio 
Lendo os Atos dos Apóstolos e as cartas de Paulo, percebemos que havia uma diferença entre os dois apóstolos. Chegaram ao ponto de Paulo chamar a atenção de Pedro por uma atitude um tanto falsa que tomara. Isso falta na Igreja. É um gesto de profunda fraternidade. Deixar a coisa rolar não é fraterno, nem evangélico. Apesar das diferenças, cada um reconhece a missão do outro. O Concílio de Jerusalém deu a Paulo a evangelização dos pagãos e a Pedro a evangelização dos judeus. Uma das questões era a conversão dos pagãos. Deviam ou não seguir a lei judaica? Paulo era totalmente contrário, apesar de ter sido judeu consciente, mesmo formado na escola dos fariseus. Pelo bem do Evangelho foram capazes de mudar suas mentalidades. Quem crê no Evangelho se valoriza como pregador do Evangelho. Pedro recebe as chaves não de um poder, mas como dom de servir na ordem espiritual e fazer o bem. Infelizmente só se pensa no poder como no mundo civil. Jesus dissera: “Entre vós não será assim, o que for o maior, seja o que serve” (Mt 20,26). Tiveram um fim igual: “Por diferentes meios, os dois congregaram a única família de Cristo e, unidos pela coroa do martírio, recebem hoje, igual veneração” (Prefácio). A profissão de fé de toda Igreja está unida à profissão de fé de Pedro. 
Caminho da comunidade 
A reflexão sobre os dois apóstolos remete à reflexão sobre a vida da comunidade, como rezamos na oração final e nos é oferecido nos Atos dos Apóstolos (At 2,42). A comunidade continua sendo o grupo dos discípulos seguidores de Jesus que assumiu a união como vida. E se fortaleciam nos ensinamentos dos apóstolos. Era o evangelho vivo que ensinavam. Não havia Novo Testamento. Mas estavam unidos. A união os formava. Estavam presentes à fração do pão (Eucaristia). Era o alimento vivo. Estavam unidos na oração. É tudo o que nos faz falta. A festa de Pedro e Paulo pode nos animar a buscar mais a comunidade como lugar de formação, de construção da Igreja, da oração e da Eucaristia.
Leituras Atos 12,1-11;Salmo 33; 
2 Timóteo 4,6-8.17-18;Mateus 16,13-19. 
1. Esses homens continuaram a missão de Jesus e nos transmitiram as primícias da fé. 
2. Pelo bem do Evangelho Pedro e Paulo foram capazes de mudar suas mentalidades. 
3. A reflexão sobre os dois apóstolos remete à reflexão da vida da comunidade. 
Coisa de velhos 
Como é difícil acreditar numa conversa de velho. Pensamos que velhos não sabem nada. É bonito ver tantos homens e mulheres de mais idade dando demonstrações da sabedoria curtida na experiência da vida. Não é porque é velho que seja inútil ou insuficiente sem sabedoria. Aprendi na África o provérbio e a verdade: “Quando morre um ancião, queimou-se uma biblioteca”. É certo que há velhos baúcos, mas, sabendo ouvir, ouvimos o que nem sempre dizem. A sabedoria curtida na experiência e nos sofrimentos é capaz de gerar ideias mais profundas para a renovação do mundo. 
Homilia da Solenidade de Pedro e Paulo (28.06.2020)

EVANGELHO DO DIA 01 DE MAIO

Evangelho segundo São João 14,1-6. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Não se perturbe o vosso coração. Se acreditais em Deus, acreditai também em Mim. Em casa de meu Pai há muitas moradas; se assim não fosse, Eu vos teria dito que vou preparar-vos um lugar? Quando Eu for preparar-vos um lugar, virei novamente para vos levar comigo, para que, onde Eu estou, estejais vós também. Para onde Eu vou, conheceis o caminho». Disse-Lhe Tomé: «Senhor, não sabemos para onde vais: como podemos conhecer o caminho?». Respondeu-lhe Jesus: «Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por Mim». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Beato Columba Marmion 
(1858-1923) 
Abade 
Cristo, fonte e modelo da santidade sacerdotal 
Jesus, caminho que leva à Trindade
Todas as criaturas se encontram a uma distância infinita de Deus. Só Deus, pela sua própria natureza, Se vê a Si mesmo tal como é; só Ele tem o direito de mergulhar o olhar nas profundezas das suas perfeições. Os homens apenas conhecem Deus apenas através das suas obras: «Ao seu redor, nuvens e trevas» (Sl 97,2). Pois bem, o nosso destino sobrenatural consiste em sermos chamados a ver Deus como Ele se vê a Si mesmo, a amar Deus como Ele Se ama a Si mesmo e a viver a vida divina. Ora, entre esta elevação e as limitações da nossa natureza, existe um abismo intransponível. Através de Cristo, Deus e homem, e através da graça da adoção, foi-nos dado transpor esta distância. Cristo é como que uma ponte lançada sobre este abismo insondável; Ele é, pela sua santa humanidade, o caminho pelo qual chegamos à Trindade. Pois não é certo que o próprio Jesus garantiu: «Ninguém vai ao Pai senão por Mim»? Este caminho não engana: quem o seguir alcançará infalivelmente o seu destino, terá a luz da vida (cf Jo 8,12). Pois, enquanto Verbo, Jesus é um com o Pai, e a sua humanidade conduz-nos necessariamente à divindade. Na verdade, quando nos insere no seu corpo místico, Ele prende-nos a Si, para que possamos permanecer onde Ele está, ou seja, estar unidos ao Verbo e ao Espírito no seio do Pai: «Quando Eu for preparar-vos um lugar, virei novamente para vos levar comigo, para que, onde Eu estou, estejais vós também». Por isso, confiemos em tudo nos méritos do nosso querido Salvador.

01 de maio - São Sigismundo

Sigismundo, filho do rei da Borgonha, abjurou publicamente a heresia de Ário, e congregou-se à Igreja Católica, pelo ano de 513. Sigerico, seu filho, imitou em breve este exemplo, e Santo Ávito de Viena fez ao povo uma homília a propósito disto. O único fragmento que nos resta diz-nos que uma princesa, filha de Sigismundo, havia sido reconciliada com a Igreja no dia precedente; foi aparentemente ela que se casou com o rei da Austrásia. Uma vez abjurada a heresia, Sigismundo empreendeu viagem a Roma, para reverenciar as tumbas dos santos apóstolos e render homenagem ao chefe visível da Igreja, à qual tivera a felicidade de congregar-se. O Papa Símaco recebeu o príncipe com honras condizentes à alegria que lhe proporcionava esta conversão. Presenteou-o com diversas relíquias, e falando-lhe com a bondade e autoridade de pai, deu-lhe bons conselhos. Sigismundo, uma vez regressado, testemunhou o reconhecimento numa carta ao Papa. Nela chama Símaco de prelado da Igreja Universal; atribui a sua conversão às preces desse Santo Pontífice, agradece-lhe os conselhos paternais que lhe havia dado de viva voz, e lhe solicita o envio das relíquias de São Pedro, porque não havia podido recusar a diversas a diversas igrejas uma grande parte daquelas que trouxera de Roma.

São Ricardo (Erminio Filippo) Pampuri Destino religioso benefratelli Festa: 1º de maio

(*)Trivolzio, Pavia, 2 de agosto de 1897
(+)Milão, 1º de maio de 1930 
Erminio Filippo Pampuri, na vida religiosa, Irmão Riccardo, nasceu (décimo de onze filhos) em 2 de agosto de 1897 em Trivolzio (Pavia), filho de Innocenzo e Angela Campari, e foi batizado no dia seguinte. Órfão de mãe aos três anos de idade, foi acolhido por seus tios maternos em Torrino, uma aldeia de Trivolzio. Em 1907, seu pai faleceu em Milão. Após concluir o ensino fundamental em duas cidades vizinhas e o primeiro ginásio em Milão, ele foi estudante interno no Collegio Sant'Agostino em Pavia. Após o ensino médio, ingressou na faculdade de medicina da Universidade de Pavia, formando-se com honras em 6 de julho de 1921. Em 1927, ingressou no noviciado dos Fatebenefratelli em Brescia e fez sua profissão religiosa lá em 24 de outubro de 1928.

Santa Grata de Bergamo - 1° de maio

Segundo uma primeira tradição, Grata teria vivido entre os séculos IV e VI. Sua irmã seria Asteria, virgem e mártir, festejada em 10 de agosto. Santa Grata, alguns dias depois da execução de Santo Alexandre, bispo, tendo encontrado seus despojos – em torno dos quais havia nascido lírios, pois algumas gotas de sangue caíram na terra – ela recolheu-os e fez com que fossem sepultados em um horto fora da cidade. A Santa posteriormente continuou o apostolado do Santo. Outra versão coloca sua existência entre os séculos VIII e o IX, e diz que ela era filha de um tal Lupo, duque longobardo de Bergamo, vencido e convertido à fé católica por Carlos Magno. Provavelmente as tradições se referem a duas santas distintas. De acordo com a primeira tradição, a santa teria edificado três igrejas na região de Bergamo em honra a Santo Alexandre: Santo Alexandre in Colonna, Santo Alexandre da Cruz e outra sobre seu túmulo (a basílica e antiga catedral de Santo Alexandre, depois demolida em 1561 durante a construção das muralhas venetas).

Beata Petronilha de Moncel, Abadessa

Gravura representa
 dama do séc.XIV
Martirológio Romano:
A Moncel, no território de Beauvais, na França, Beata Petronilha, virgem, primeira abadessa do Mosteiro das Clarissas daquele local. 
A Beata Petronilha, nascida na nobre família dos Condes de Troyes, na França, teve uma educação religiosa. Ainda jovem, ela foi admitida entre as Irmãs Clarissas do Mosteiro de Provins, onde aperfeiçoou suas virtudes, especialmente a modéstia, humildade, paciência e cresceu em um amor ardente e sem limites à Cristo na Eucaristia e ao Crucificado. Ela se preocupava muito em edificar as coirmãs mais pelo exemplo do que pela palavra e transformou o mosteiro em um centro eficaz de apostolado, estendendo sua ação benéfica especialmente entre os pecadores, os aflitos e os necessitados. Para testemunhar seu amor total à Cristo, ela prometeu procurar sempre o que é mais perfeito. Colocou todo empenho em cumprir esta promessa, o que lhe causou numerosas incompreensões, mas Petronilha venceu com a oração contínua, ajudada por Deus com favores celestiais de contemplação e êxtase.

Beata Mafalda, Abadessa de Arouca - Festejada 1 de maio

O seu nome de batismo lhe foi dado em consideração à avó materna, Mafalda de Sabóia, filha do rei Amadeu III e esposa de Afonso Henrique, primeiro rei de Portugal, que tornou-se independente em 1145. Era filha de D. Sancho I (1154-1211) segundo rei português, que ao morrer deixou a regência aos cuidados da rainha viúva e o poder efetivo ao ministro Nunez de Lara. Neste ponto entra em cena a jovem Mafalda. Portugal estava empenhado na guerra de reconquista contra os árabes e era absolutamente indispensável fazer um estreito laço de amizade com o reino de Castela. Este bom relacionamento deveria ser selado com um matrimônio, e o ministro Nunez de Lara decide que Mafalda deve esposar Henrique I de Castela, que era um rapaz mais jovem do que ela. O Papa Inocêncio III, por meio de seu legado papal, anulou o matrimônio porque Henrique e Mafalda eram parentes. Esta intervenção papal era devida a uma declaração de vassalagem de Afonso Henrique à Santa Sé durante a guerra de independência de Portugal, buscando proteção de Roma contra Castela e Leão.