sábado, 2 de maio de 2026

ORAÇÕES - 02 DE MAIO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
2 – Sábado – Santos: Atanásio, Zoé, Germano
Evangelho (Jo 14,7-14) “Jesus respondeu: “Há tanto tempo estou convosco, e não me conheces Filipe?”
Filipe estava havia três anos com Jesus. E eu, há quanto tempo estou com Jesus, há quanto tempo ouço falar dele, digo acreditar nele como nosso Salvador? Há muito, muito tempo. Mas também eu ainda não o conheço, ainda não penso como ele, e ainda estou muito longe de sua maneira de agir. Sei falar sobre ele, mas ainda não me deixei de fato transformar por ele, não o amo o bastante.
Oração
Senhor, perdoai-me porque em todos esses anos não me entreguei completamente a vós, não permiti que me transformásseis à vossa imagem. Ainda vos conheço apenas por fora, ainda não aceitei em tudo vossas ideias. Falta muito ainda para que meu amor por vós oriente tudo em minha vida. Enquanto é tempo, Senhor, tomai conta de mim, ajudai-me a vos conhecer sempre mais. Amém.

 

sexta-feira, 1 de maio de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “São Pedro e São Paulo”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Primícias da fé
Celebrar São Pedro e São Paulo é um grande momento da Igreja. Para o povo, eles estão mais no aspecto folclórico. O povo sabe comemorar ao seu modo. Mas é como reconhecê-los como primeiros mestres da fé. Pedro e Paulo professaram a fé como dom que receberam de Deus para comunicar “tudo aquilo que Ele ensinou”. Não podemos perder de vista que Jesus continua agindo como aconteceu com Ele no mistério da Encarnação. Jesus veio de um modo tão humano e simples, viveu simplesmente e morreu como um simples. Sua mensagem foi simples. Assim a primeira evangelização é feita por homens simples. Paulo era mais preparado, mas soube acolher daqueles homens o que Jesus lhes transmitira. Era humildade a ponto de ir a Jerusalém para conferir seu ensinamento com os apóstolos para que não estivesse correndo em vão (Gal 2,2). Esses homens continuaram a missão de Jesus e nos transmitiram as primícias da fé. É o pedido que se faz em sua festa: “Concedei à vossa Igreja seguir em tudo os ensinamentos destes apóstolos que nos deram as primícias da fé”(coleta). Quanto mais firmes na fé, mais nos aproximamos de nosso “original”. Foram capazes de entender os sofrimentos de sua vida apostólica, que não foram poucos, a partir da certeza da presença de Cristo que estava sempre ao seu lado. Eles não tinham mais a presença de Jesus, como no tempo de sua vida entre nós, mas O sentiam muito mais presente e Nele confiavam.
Unidos na coroa do martírio 
Lendo os Atos dos Apóstolos e as cartas de Paulo, percebemos que havia uma diferença entre os dois apóstolos. Chegaram ao ponto de Paulo chamar a atenção de Pedro por uma atitude um tanto falsa que tomara. Isso falta na Igreja. É um gesto de profunda fraternidade. Deixar a coisa rolar não é fraterno, nem evangélico. Apesar das diferenças, cada um reconhece a missão do outro. O Concílio de Jerusalém deu a Paulo a evangelização dos pagãos e a Pedro a evangelização dos judeus. Uma das questões era a conversão dos pagãos. Deviam ou não seguir a lei judaica? Paulo era totalmente contrário, apesar de ter sido judeu consciente, mesmo formado na escola dos fariseus. Pelo bem do Evangelho foram capazes de mudar suas mentalidades. Quem crê no Evangelho se valoriza como pregador do Evangelho. Pedro recebe as chaves não de um poder, mas como dom de servir na ordem espiritual e fazer o bem. Infelizmente só se pensa no poder como no mundo civil. Jesus dissera: “Entre vós não será assim, o que for o maior, seja o que serve” (Mt 20,26). Tiveram um fim igual: “Por diferentes meios, os dois congregaram a única família de Cristo e, unidos pela coroa do martírio, recebem hoje, igual veneração” (Prefácio). A profissão de fé de toda Igreja está unida à profissão de fé de Pedro. 
Caminho da comunidade 
A reflexão sobre os dois apóstolos remete à reflexão sobre a vida da comunidade, como rezamos na oração final e nos é oferecido nos Atos dos Apóstolos (At 2,42). A comunidade continua sendo o grupo dos discípulos seguidores de Jesus que assumiu a união como vida. E se fortaleciam nos ensinamentos dos apóstolos. Era o evangelho vivo que ensinavam. Não havia Novo Testamento. Mas estavam unidos. A união os formava. Estavam presentes à fração do pão (Eucaristia). Era o alimento vivo. Estavam unidos na oração. É tudo o que nos faz falta. A festa de Pedro e Paulo pode nos animar a buscar mais a comunidade como lugar de formação, de construção da Igreja, da oração e da Eucaristia.
Leituras Atos 12,1-11;Salmo 33; 
2 Timóteo 4,6-8.17-18;Mateus 16,13-19. 
1. Esses homens continuaram a missão de Jesus e nos transmitiram as primícias da fé. 
2. Pelo bem do Evangelho Pedro e Paulo foram capazes de mudar suas mentalidades. 
3. A reflexão sobre os dois apóstolos remete à reflexão da vida da comunidade. 
Coisa de velhos 
Como é difícil acreditar numa conversa de velho. Pensamos que velhos não sabem nada. É bonito ver tantos homens e mulheres de mais idade dando demonstrações da sabedoria curtida na experiência da vida. Não é porque é velho que seja inútil ou insuficiente sem sabedoria. Aprendi na África o provérbio e a verdade: “Quando morre um ancião, queimou-se uma biblioteca”. É certo que há velhos baúcos, mas, sabendo ouvir, ouvimos o que nem sempre dizem. A sabedoria curtida na experiência e nos sofrimentos é capaz de gerar ideias mais profundas para a renovação do mundo. 
Homilia da Solenidade de Pedro e Paulo (28.06.2020)

EVANGELHO DO DIA 01 DE MAIO

Evangelho segundo São João 14,1-6. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Não se perturbe o vosso coração. Se acreditais em Deus, acreditai também em Mim. Em casa de meu Pai há muitas moradas; se assim não fosse, Eu vos teria dito que vou preparar-vos um lugar? Quando Eu for preparar-vos um lugar, virei novamente para vos levar comigo, para que, onde Eu estou, estejais vós também. Para onde Eu vou, conheceis o caminho». Disse-Lhe Tomé: «Senhor, não sabemos para onde vais: como podemos conhecer o caminho?». Respondeu-lhe Jesus: «Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por Mim». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Beato Columba Marmion 
(1858-1923) 
Abade 
Cristo, fonte e modelo da santidade sacerdotal 
Jesus, caminho que leva à Trindade
Todas as criaturas se encontram a uma distância infinita de Deus. Só Deus, pela sua própria natureza, Se vê a Si mesmo tal como é; só Ele tem o direito de mergulhar o olhar nas profundezas das suas perfeições. Os homens apenas conhecem Deus apenas através das suas obras: «Ao seu redor, nuvens e trevas» (Sl 97,2). Pois bem, o nosso destino sobrenatural consiste em sermos chamados a ver Deus como Ele se vê a Si mesmo, a amar Deus como Ele Se ama a Si mesmo e a viver a vida divina. Ora, entre esta elevação e as limitações da nossa natureza, existe um abismo intransponível. Através de Cristo, Deus e homem, e através da graça da adoção, foi-nos dado transpor esta distância. Cristo é como que uma ponte lançada sobre este abismo insondável; Ele é, pela sua santa humanidade, o caminho pelo qual chegamos à Trindade. Pois não é certo que o próprio Jesus garantiu: «Ninguém vai ao Pai senão por Mim»? Este caminho não engana: quem o seguir alcançará infalivelmente o seu destino, terá a luz da vida (cf Jo 8,12). Pois, enquanto Verbo, Jesus é um com o Pai, e a sua humanidade conduz-nos necessariamente à divindade. Na verdade, quando nos insere no seu corpo místico, Ele prende-nos a Si, para que possamos permanecer onde Ele está, ou seja, estar unidos ao Verbo e ao Espírito no seio do Pai: «Quando Eu for preparar-vos um lugar, virei novamente para vos levar comigo, para que, onde Eu estou, estejais vós também». Por isso, confiemos em tudo nos méritos do nosso querido Salvador.

01 de maio - São Sigismundo

Sigismundo, filho do rei da Borgonha, abjurou publicamente a heresia de Ário, e congregou-se à Igreja Católica, pelo ano de 513. Sigerico, seu filho, imitou em breve este exemplo, e Santo Ávito de Viena fez ao povo uma homília a propósito disto. O único fragmento que nos resta diz-nos que uma princesa, filha de Sigismundo, havia sido reconciliada com a Igreja no dia precedente; foi aparentemente ela que se casou com o rei da Austrásia. Uma vez abjurada a heresia, Sigismundo empreendeu viagem a Roma, para reverenciar as tumbas dos santos apóstolos e render homenagem ao chefe visível da Igreja, à qual tivera a felicidade de congregar-se. O Papa Símaco recebeu o príncipe com honras condizentes à alegria que lhe proporcionava esta conversão. Presenteou-o com diversas relíquias, e falando-lhe com a bondade e autoridade de pai, deu-lhe bons conselhos. Sigismundo, uma vez regressado, testemunhou o reconhecimento numa carta ao Papa. Nela chama Símaco de prelado da Igreja Universal; atribui a sua conversão às preces desse Santo Pontífice, agradece-lhe os conselhos paternais que lhe havia dado de viva voz, e lhe solicita o envio das relíquias de São Pedro, porque não havia podido recusar a diversas a diversas igrejas uma grande parte daquelas que trouxera de Roma.

São Ricardo (Erminio Filippo) Pampuri Destino religioso benefratelli Festa: 1º de maio

(*)Trivolzio, Pavia, 2 de agosto de 1897
(+)Milão, 1º de maio de 1930 
Erminio Filippo Pampuri, na vida religiosa, Irmão Riccardo, nasceu (décimo de onze filhos) em 2 de agosto de 1897 em Trivolzio (Pavia), filho de Innocenzo e Angela Campari, e foi batizado no dia seguinte. Órfão de mãe aos três anos de idade, foi acolhido por seus tios maternos em Torrino, uma aldeia de Trivolzio. Em 1907, seu pai faleceu em Milão. Após concluir o ensino fundamental em duas cidades vizinhas e o primeiro ginásio em Milão, ele foi estudante interno no Collegio Sant'Agostino em Pavia. Após o ensino médio, ingressou na faculdade de medicina da Universidade de Pavia, formando-se com honras em 6 de julho de 1921. Em 1927, ingressou no noviciado dos Fatebenefratelli em Brescia e fez sua profissão religiosa lá em 24 de outubro de 1928.

Santa Grata de Bergamo - 1° de maio

Segundo uma primeira tradição, Grata teria vivido entre os séculos IV e VI. Sua irmã seria Asteria, virgem e mártir, festejada em 10 de agosto. Santa Grata, alguns dias depois da execução de Santo Alexandre, bispo, tendo encontrado seus despojos – em torno dos quais havia nascido lírios, pois algumas gotas de sangue caíram na terra – ela recolheu-os e fez com que fossem sepultados em um horto fora da cidade. A Santa posteriormente continuou o apostolado do Santo. Outra versão coloca sua existência entre os séculos VIII e o IX, e diz que ela era filha de um tal Lupo, duque longobardo de Bergamo, vencido e convertido à fé católica por Carlos Magno. Provavelmente as tradições se referem a duas santas distintas. De acordo com a primeira tradição, a santa teria edificado três igrejas na região de Bergamo em honra a Santo Alexandre: Santo Alexandre in Colonna, Santo Alexandre da Cruz e outra sobre seu túmulo (a basílica e antiga catedral de Santo Alexandre, depois demolida em 1561 durante a construção das muralhas venetas).

Beata Petronilha de Moncel, Abadessa

Gravura representa
 dama do séc.XIV
Martirológio Romano:
A Moncel, no território de Beauvais, na França, Beata Petronilha, virgem, primeira abadessa do Mosteiro das Clarissas daquele local. 
A Beata Petronilha, nascida na nobre família dos Condes de Troyes, na França, teve uma educação religiosa. Ainda jovem, ela foi admitida entre as Irmãs Clarissas do Mosteiro de Provins, onde aperfeiçoou suas virtudes, especialmente a modéstia, humildade, paciência e cresceu em um amor ardente e sem limites à Cristo na Eucaristia e ao Crucificado. Ela se preocupava muito em edificar as coirmãs mais pelo exemplo do que pela palavra e transformou o mosteiro em um centro eficaz de apostolado, estendendo sua ação benéfica especialmente entre os pecadores, os aflitos e os necessitados. Para testemunhar seu amor total à Cristo, ela prometeu procurar sempre o que é mais perfeito. Colocou todo empenho em cumprir esta promessa, o que lhe causou numerosas incompreensões, mas Petronilha venceu com a oração contínua, ajudada por Deus com favores celestiais de contemplação e êxtase.

Beata Mafalda, Abadessa de Arouca - Festejada 1 de maio

O seu nome de batismo lhe foi dado em consideração à avó materna, Mafalda de Sabóia, filha do rei Amadeu III e esposa de Afonso Henrique, primeiro rei de Portugal, que tornou-se independente em 1145. Era filha de D. Sancho I (1154-1211) segundo rei português, que ao morrer deixou a regência aos cuidados da rainha viúva e o poder efetivo ao ministro Nunez de Lara. Neste ponto entra em cena a jovem Mafalda. Portugal estava empenhado na guerra de reconquista contra os árabes e era absolutamente indispensável fazer um estreito laço de amizade com o reino de Castela. Este bom relacionamento deveria ser selado com um matrimônio, e o ministro Nunez de Lara decide que Mafalda deve esposar Henrique I de Castela, que era um rapaz mais jovem do que ela. O Papa Inocêncio III, por meio de seu legado papal, anulou o matrimônio porque Henrique e Mafalda eram parentes. Esta intervenção papal era devida a uma declaração de vassalagem de Afonso Henrique à Santa Sé durante a guerra de independência de Portugal, buscando proteção de Roma contra Castela e Leão.

José Operário Esposo de Maria, Pai adoptivo de Jesus Santo

Esposo da Virgem Maria e 
pai adoptivo de Jesus, 
também chamado José, o carpinteiro.
Basta traçar um paralelo entre a vida cheia de sacrifícios de são José, que trabalhou a vida toda para ver Nosso Senhor Jesus Cristo dar a vida pela humanidade, e a luta dos trabalhadores do mundo todo, pleiteando respeito a seus direitos mínimos, para entender os motivos que levaram o papa Pio XII a instituir a festa de “São José Trabalhador”, em 1955, na mesma data em que se comemora o dia do trabalho em quase todo o planeta. Foi no dia 1o de maio de 1886, em Chicago, maior parque industrial dos Estados Unidos na época, que os operários de uma fábrica se revoltaram com a situação desumana a que eram submetidos e pelo total desrespeito à pessoa que os patrões demonstravam. Eram trezentos e quarenta em greve e a polícia, a serviço dos poderosos, massacrou-os sem piedade. Mais de cinquenta ficaram gravemente feridos e seis deles foram assassinados num confronto desigual. 

Comba do Alentejo Mártir, Santa († 300)

São três as santas portuguesas conhecidas com este nome: Santa Comba do Alentejo, Santa Comba de Coimbra, Santa Comba de Trás-os-Montes. 
Segundo os hagiológios, celebra-se hoje Santa Comba do Alentejo. Nenhum documento há, com valor histórico, sobre a vida desta santa. Diz Jorge Cardoso que foi martirizada em Tourega, perto de Évora, durante a perseguição de Diocleciano. Depois de Santa Comba ter sido decapitada, sua irmã Anominata, que esteve presa com ela, recebeu a permissão de se ausentar para fugir ao martírio. Sabendo disto S. Jordão, irmão de ambas, que era ao tempo bispo de Évora, foi logo em procura de Anominata e, achando-a na serra do Espinheiro, repreendeu-a pela sua inconstância e pouca fé, levando-a a oferecer-se ao martírio. Dizia a tradição que, no lugar do seu martírio, rebentou uma fonte de água cristalina, que era levada a várias partes do Reino, operando muitos milagres. 
Cf. José Leite, SJ.

São Jeremias Profeta († por meados do séc. VI a.c.)

Jeremias, era natural de Anatot, pequena cidade sacerdotal que ficava a hora e meia de caminho para o Norte de Jerusalém. Nasceu pelo ano de 645 antes de Cristo. Seu pai chamava-se Helcias, como ele mesmo nos diz no prólogo da sua profecia. Divergem os críticos sobre quem seja este Helcias; uns querem que seja o sumo sacerdote que eficazmente cooperou com Josias na reforma religiosa de Judá. Esta identificação parece pouco provável, visto esse pontífice ser da família de Eleázar, enquanto os sacerdotes de Anatot pertenciam ao ramo de Itomar. Como quer que seja, Jeremias devia ter ouvido na sua terra natal, tão próxima de Jerusalém, os clamores contra a idolatria e contra as crueldades de Manassés e de seu filho Amós, rei de Judá. Foi educado pelo pai no respeito à lei e na obediência às tradições moisaicas; estudou com particular cuidado as Sagradas Escrituras, os oráculos dos profetas, principalmente Isaías e Miqueias, como se vê dos seus próprios escritos, que reproduzem citações quase textuais.

Peregrino Laziosi Servita e Santo (1265-1345)

Servita de Maria. 
Canonizado pelo papa Bento XIII em 1726. 
Peregrino pertencia à família dos nobres Laziosi. Nasceu na cidade de Forli, no norte da Itália, no ano 1265. Cresceu em meio a uma população conhecida pelo espírito reacionário e anárquico. Tornou um jovem idealista, de caráter intempestivo, recebendo o apelido de “furacão”. Certa ocasião, ocorreu um incidente grave num dos tumultos populares freqüentes, porque a população se dividia entre os que apoiavam as ordens do papa e os que preferiam seguir as do imperador germânico. Foi quando a cidade recebeu um interdito do papa Martino IV, como castigo pelas desordens e atitudes rebeldes. Houve séria reação entre as partes. Para acalmar os ânimos, o papa pediu ao superior geral dos servitas, futuro são Filipe Benicío, que estava no mosteiro da cidade, para agir em seu nome e apaziguar os fiéis. Era uma tarefa delicada. Filipe, então, usando o púlpito da igreja, fez um discurso fervoroso solicitando a todos que obedecessem ao sumo pontífice.

As Aparições de Nossa Senhora em Cimbres, PE

    No mês de maio de 1936, um bando de cangaceiros vindos de Alagoas passou por Pesqueira e pela Serra de Cimbres, a caminho da Paraíba. Foram duas ou três semanas de roubos, matanças, incendiando e fazendo outras perversidades
     O casal Artur Teixeira de Carvalho e Auta Monteiro de Carvalho, moradores do Sitio Guarda, estavam ocultos no mato por medo dos invasores; a família havia levado uma estampa de Nossa Senhora e durante todo o mês de maio rezaram a Ela. Eles tinham um filhinho de três meses moribundo. Da. Auta, zeladora do Apostolado da Oração, pediu ao filhinho, Lídio, já batizado, que chegando no Céu pedisse a Virgem Ssma. que protegesse aquele povoado.
     Os cangaceiros se retiraram e os moradores puderam voltar à rotina de trabalhos no campo. E então, no dia 6 de agosto de 1936 algo extraordinário aconteceu!...

ORAÇÕES - 01 DE MAIO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
1 – Sexta-feira – S. José Operário
Evangelho (Jo 14,1-6) “Na casa de meu Pai, há muitas moradas ... Vou preparar um lugar para vós ... a fim de que onde eu estiver estejais também vós.”
Todos somos filhos do Pai, mas somos todos diferentes, cada um é obra especial de seu amor e de sua sabedoria, que não se repete. Agora e depois há um lugar para cada um em sua casa e em seu coração, onde somos e seremos introduzidos por Jesus. Somos levados por ele que, unindo-nos a si, nos faz filhos, chamados à união eterna com a Trindade e entre nós.
Oração
Senhor Jesus, alegro-me com o amor que nos tendes, com a vida que nos dais e com as promessas que nos fazeis. Porque nos amais, somos filhos e temos a esperança da vida plena na eternidade. É bom ouvir que temos um lugar reservado na casa do Pai. Não permitais que faltemos ao encontro, nem que fiquemos fora do grande banquete que ele preparou para nós. Amém.

quinta-feira, 30 de abril de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Não tenhais medo”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
A quem temer?
 
No discurso sobre a missão, no capítulo 10 de Mateus, Jesus envia dos apóstolos. Alerta sobre a perseguição e os fortalece com sua presença. Ele está com eles. Passando-lhes sua missão, os estimula a terem coragem. Anima-os a não terem medo da oposição dos homens também contra os seguidores Dele. As perseguições se alastram. Os inimigos se unem e põem toda sua recusa em Cristo sobre os fiéis. Isso não é novidade, pois o profeta Jeremias, tantos séculos antes, falava com clareza sobre a perseguição dos justos. O salmo continua o pensamento: “Por vossa causa sofri tantos insultos e meu rosto se cobriu de confusão”(Sl 68). Essa realidade penetra a comunidade e família: “Eu me tornei como um estranho para meus irmãos (Sl 68). Jesus ordena a não ter medo: “Não tenhais medo daqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma. Temei aquele que pode destruir a alma e o corpo no inferno”(Mt 10,28). A perseguição usa os mais refinados métodos para desfazer o ensinamento dos apóstolos de Jesus, usando o mesmo do nome de Deus. Lembramos que dirão estar fazendo um favor a Deus, eliminando tais apóstolos. É a malicia dos falsos cristãos que usam peles de ovelhas, mas são lobos vorazes (Mt 7,15). Usam a mentira e dizem o mal contra os discípulos, como diz Jesus nas bem-aventuranças (Mt 5,11). Insiste: “Não tenhais medo dos homens, pois nada há de encoberto que não seja revelado” (Mt 10,26). Deus cuida dos seus: “Até os cabelos da vossa cabeça estão contados. Não tenhais medo!” (Mt 10,30-310). Temos um defensor: “Aquele que se declarar a meu favor diante dos homens, também eu me declararei em seu favor diante do meu Pai que está nos céus”(Id 32). 
O Senhor está a meu lado 
O profeta diz que Deus prova o justo (Jr 20,12). Os perseguidos têm uma certeza da presença de Cristo a seu lado, como o apóstolo prisioneiro (2Tm 4,17 - Jr 20,11): Certeza da vitória. O Senhor não abandona seus justos. Isso se manifesta na fortaleza dos mártires e na fortaleza dos cristãos que vivem sua fé no dia a dia, mesmo na humildade, na luta e nos sofrimentos. Belíssimos são os testemunhos da fortaleza dos mártires. Maravilhosa é a fé do povo que, mesmo nas dificuldades, permanece firme em Deus. O grande segredo da fortaleza dos mártires está em saber que a vida não acaba ali e que, quem sofre neles é o Cristo. Santas Perpétua e Felicidade estavam na prisão. Perpétua estava dando à luz. Nas dores do parto ela gritava. O torturador disse: “Quando você for jogada às vacas bravas, aí que você vai gritar”. Então ela responde: “Aqui sofro eu, lá sofre Cristo em mim”. Vimos e vivemos tempos de perseguição. Como é possível entender que uma pessoa leve a outra ao sofrimento. É o que vemos nas torturas dos campos de concentração. Por quê? Não tenhamos a ilusão que os cristãos vão ter tempo de paz. O Sofrimento está vinculado à fé. 
Dom da Graça 
“Meu zelo e meu amor por vossa casa me devoram como fogo abrasador” (Sl 68). Esse é o grande dom de amor a Deus que se expressa no amor a sua casa. Nós podemos ser Igreja e tudo que a ela se refere a ela. A Igreja pode não ser o que devia, mas é minha mãe. Cada fiel, unido ao corpo da Igreja, como Corpo de Cristo, ao sofrer, tem consigo toda a força desse Corpo. Ele não está só. A redenção é sempre abundante, pois “o dom gratuito concedido através de Jesus Cristo, se derramou em abundância sobre todos” (Rm 5,15). Todo o sofrimento que os discípulos passam é participado por todo o Corpo de Cristo. Aí também está a força e o prêmio dado a todos que não O negarem. 
Leituras:Jeremias 20,10-13;Salmo 68; 
Romanos 5,12-15; Mateus 10,26-33 
1. Os inimigos se unem e põem toda sua oposição a Cristo sobre os fiéis. 
2. Maravilhosa é a fé do povo que, mesmo nas dificuldades, permanece firme em Deus. 
3. Cada fiel, unido ao corpo da Igreja, ao sofrer, tem consigo toda a força desse Corpo. 
Pente fino 
Ser discípulo desse Jesus, não tem sido fácil. Por isso, há tão pouca gente interessada no negócio. Ele não impõe, propõe. E já previne que não vai ser fácil. Não adoça nem maquia a situação. Vai ser difícil. Mas... o mal tem um fim e os maus encontram seu prêmio. Os perseguidores acabam perseguidos. Há mesmo uma rede muito poderosa para acabar com o novo caminho. Ele incomoda. Jesus não promete facilidades. Mas está presente. É para anunciar em todas as circunstâncias. Vai haver recusa... Mas, estamos garantidos por Ele, e Nele. 
Homilia do 12º Domingo Comum (21.06.2020)

EVANGELHO DO DIA 30 DE ABRIL

Evangelho segundo São João 13,16-20. 
Naquele tempo, quando Jesus acabou de lavar os pés aos seus discípulos, disse-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: O servo não é maior do que o seu senhor, nem o enviado é maior do que aquele que o enviou. Sabendo isto, sereis felizes se o puserdes em prática. Não falo de todos vós: Eu conheço aqueles que escolhi; mas tem de cumprir-se a Escritura, que diz: "Quem come do meu pão levantou contra Mim o calcanhar". Desde já vo-lo digo antes que aconteça, para que, quando acontecer, acrediteis que Eu sou. Em verdade, em verdade vos digo: Quem recebe aquele que Eu enviar, a Mim recebe; e quem Me recebe a Mim, recebe Aquele que Me enviou». 
Tradução litúrgica da Bíblia
São (Padre) Pio de Pietrelcina
(1887-1968) 
Capuchinho
Cartas 3, 707; 2,70 
«Quem recebe aquele que Eu enviar, 
a Mim recebe»
Depois do amor a Nosso Senhor, recomendo-te o amor à Igreja, sua Esposa. Ela é, de certo modo, a pomba que incuba e faz nascer os filhos do Esposo. Não cesses de dar graças a Deus por seres filha da Igreja, a exemplo de um tão grande número de almas que nos precederam nesta via bem-aventurada. Tem muita compaixão pelos pastores, pregadores e guias espirituais espalhados por toda a superfície da terra. Reza por eles, para que, sendo eles próprios salvos, sejam produtivos e facilitem a salvação das almas. Ora tanto pelas pessoas pérfidas como pelas fervorosas, ora pelo santo padre, e por todas as necessidades espirituais e temporais da Igreja, porque ela é nossa Mãe. Faz uma oração especial por todos os que trabalham para a salvação das almas, para glória do Pai.

São Lourenço de Novara Sacerdote e mártir Festa: 30 de abril

Os preciosos dípticos eburneanos, nos quais são relatadas as listas dos bispos de Novara dos primeiros séculos, indicam o nome de Lorenzo em terceiro lugar, com a particularidade do da Catedral que, ao contrário da basílica de San Gaudenzio, não atribui o título de bispo a sua pessoa. Tal esclarecimento provavelmente está ligado à tradição que, desde a época do bispo Pedro III, de 993 até 1032, fez de Lawrence um sacerdote mártir, junto com as crianças que ele catecisava na época de Juliano, o Apóstata, por alguns padres pagãos. Essa ideia foi definitivamente codificada na redação da "Passio Sancti Laurentii", terminando, porém, ao esquecer completamente a fisionomia de Lourenzo como o terceiro bispo de Novara. O Martirógio Romano comemora São Lourenço em 30 de abril como sacerdote e mártir, enquanto a Diocese de Novara o inclui em seu calendário litúrgico em 4 de maio como bispo não mártir. 
Martirógio Romano: Em Novara, São Lourenço, sacerdote e mártir, que construiu uma fonte sagrada na qual batizou os pequenos cuja educação cuidou; um dia, após trazer uma grande multidão de crianças a Deus por meio do batismo, nas mãos de algumas pessoas ímpias, encontrou o martírio junto com as crianças que acabara de batizarem.

Beato Bento de Urbino (Marco Passionei) sacerdote capuchinho-Festa: 30 de abril

(*)Urbino, 13 de setembro de 1560
(+)Fossombrone, Pesaro e Urbino, 30 de abril de 1625
Marco Passionei, o sétimo de onze filhos da nobre família de Domenico Passionei e Maddalena Cibo. Após se formar em Direito Civil e Eclesiástico em Pádua, foi iniciado na vida da corte romana de Card. Pier Estávamos filmando o Albani, o que era nojento para ele. Não foi fácil obter permissão de seus parentes e dos próprios frades para se tornar capuchinho, uma vez admitido no noviciado de Santa Cristina em Fano, mas sua saúde frágil fez com que os frades o forçassem a deixar Fano após alguns meses para o convento de Fossombrone. Ordenado sacerdote, dedicou-se à pregação com entusiasmo, atraindo fiéis por seu espírito de oração, pela hilaridade de sua alma e por sua pobreza.

Beato Pedro Monge Levita e Diácono Festa: 30 de abril

Pedro tornou-se Beneditino após ter encontrado o futuro Santo e Papa Gregório Magno, que o quis diácono na Sicília e na Campânia e, enfim, diácono em Roma. Esteve sempre ao lado do Papa, quando se retirou para o Mosteiro do Célio para de se dedicar aos seus escritos. Pedro Levita faleceu em 605.
(†)Roma, 30 de abril de 605 
Pedro tornou-se beneditino após conhecer o futuro Papa e São Gregório Magno; que queria que ele fosse subdiácono na Sicília e Campânia e depois diácono em Roma. Sempre foi Pedro quem esteve ao seu lado quando ele se aposentou no Mosteiro Celio para escrever. Ele morreu em 605. 
Etimologia: Pietro = pedra, pedra quadrada, do latim
Martirógio Romano: Em Roma, o Beato Pedro Levita, que, como monge na Colina Celia, por mandato do Papa São Gregório Magno, sabiamente administrou o patrimônio da Igreja de Roma e, ordenado diácono, serviu fielmente ao pontífice.

São Quirino Mártir, venerado em Neuss Festa: 30 de abril Roma, século III

No século III, os mártires romanos Alexandre, Evêncio e Teódulo, presos por ordem de Tibério, foram confiados ao tribuno romano, Quirino. Este, porém, impressionado pelos seus milagres, se converteu e foi batizado com a sua filha, Balbina. Por isso, também sofreu o martírio, por causa da sua fé. 
Ele foi um tribuno romano a quem os mártires Alexandre, Eventius e Theodulus foram confiados, presos por ordem do imperador Trajano (53-117); ele se converteu após ver os milagres que eles realizaram e foi batizado junto com sua filha Balbina; mais tarde, sofreu o martírio, sendo decapitado em 30 de março de um ano no início do século III; seu corpo foi enterrado no cemitério de Praetextatus, na Via Ápia.