sábado, 23 de maio de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Tu me deste um tesouro”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Dar muito fruto
 
A parábola do dinheiro (talentos) a ser aplicado parece ser somente um problema de má administração financeira. No contexto evangélico, esse texto segue o texto sobre as dez virgens que fala sobre a vigilância. Aqui apresenta o modo de vigiar: produzindo o que Deus nos oferece. Logo segue o texto do grande julgamento. O evangelista encerra o tempo da pregação e passa para a Paixão. No tema da vigilância e espera da vinda do Senhor, a liturgia escolhe, como exemplo, o texto de Provérbios sobre a mulher forte e virtuosa. O talento é uma moeda e não um dom. Cada talento corresponde a 40 kg de ouro. O homem entregou todos os seus bens aos seus funcionários, para que os administrassem. Um recebeu 10, outro 5, e o outro um. Os dois primeiros duplicaram o que receberam. O que recebeu um não fez nada. Dá a desculpa da severidade do senhor. Sua condenação é total. Na perspectiva da vigilância e espera da vinda do Senhor, o tempo deve ser dedicado para multiplicar os muitos dons que recebemos, tanto humanos como espirituais. Quem não procura o crescimento espiritual não crescerá diante do Senhor. Sem o crescimento humano de modo completo, também não crescerá espiritualmente. Deus não quer casca, nem fantasia espiritual. Não se pode dar desculpas espirituais para evitar o crescimento humano para o bem do mundo. A riqueza tem sentido se produz felicidade e bem estar aos outros. É a melhor maneira de fazê-la crescer equilibrando o mundo. A miséria do mundo também vem da miséria espiritual dos que têm bens. 
Mulher imagem 
A primeira leitura da celebração nos domingos, no tempo comum, é um desenvolvimento da temática do evangelho. Os dons que nos foram dados para viver do Reino de Deus são concretos e não bons desejos espirituais ou preces vazias. O texto do livro dos Provérbios sobre a “mulher forte” é um exemplo de quem vive, no dia a dia, o Reino de Deus em sua atividade de mãe família. Há uma tendência muito grande de designar o Reino somente para elementos espirituais. O Reino não se identifica como uma dimensão da vida, ao lado de outras que podem parecer mais importantes. Ele é o fundamental. A partir dele que se deve organizar a vida. Onde o Reino penetra, assume sua condição de Reino de Deus. Assim é a mulher forte. Ela vale muito. Unida ao marido lhe dá alegria. É o esteio da casa. É aquela que produz. Mas sabe igualmente cuidar dos pobres. E o escritor sagrado diz: “A mulher que teme ao Senhor, essa sim, merece louvor” (Pr 31,30). Lembramos de nossas mães. Papai dizia: “Sua mãe foi uma grande mulher”. Não podemos nos fixar só na mulher, mas ir à grande mãe que é a Igreja. Ela não é somente um lugar ou um grupinho, mas é a mãe forte de tantos filhos. É mãe ocupada que se dedica a todas as situações de seus filhos. Mas querem que fique sem vigor para mudar o mundo.
Filhos da Luz 
Paulo nos convida a estar vigilantes, pois o Senhor está para vir a qualquer momento (1 Ts 5,2). Sem ter a intenção, ele fecha o assunto. É preciso estar atento, pois “não somos filhos das trevas, mas filhos da luz e filhos do dia” (1Ts 5,5). Caminhamos de dia não deixando que a trevas nos dominem. As obras das trevas estão presentes em nosso cotidiano. Sempre há trevas nos rodeando. A defesa contra esse mal é “temer o Senhor e trilhar seus caminhos”. A vida cristã é uma batalha. Não contra seres espirituais, mas contra os males que nos cercam. Por isso, espiritualidade aérea é pior que o mundo mau. 
Leituras: 
Provérbios 31,10-13.19-20.30-31; 
Salmo 127;
Mateus 25,14-30. 
1. Não se pode dar desculpas espirituais para evitar o crescimento humano para o bem do mundo. 
2. Há uma tendência de se designar o Reino somente para elementos espirituais. 
3. As obras das trevas estão presentes em nosso cotidiano.
Assaltando o banco 
Há muitos modos de assaltar um banco. Não são os bandidos que fazem os maiores males. São os próprios donos que têm o poder nas mãos. Isso nós temos visto. Assaltar o banco de nossa vida é também não aproveitar o que podemos produzir, tanto humana como espiritualmente. Para isso não tem limites. Se não cresço prejudico o Reino. Roubar o banco de Deus não é só não fazer render os bens espirituais, mas também os bens humanos pessoais e os do mundo. Vemos, por exemplo, que muitas das invenções de nossa ciência foram feitas por sacerdotes que deram valor ao ser humano e ser mundo. 
Homilia do 33º Domingo Comum (15.11.2020)

EVANGELHO DO DIA 23 DE MAIO

Evangelho segundo São João 21,20-25. 
Naquele tempo, Pedro, ao voltar-se, viu que o seguia o discípulo predileto de Jesus, aquele que, na Ceia, se tinha reclinado sobre o seu peito e Lhe tinha perguntado: «Senhor, quem é que Te vai entregar?». Ao vê-lo, Pedro disse a Jesus: «Senhor, que será deste?». Jesus respondeu-lhe: «Se Eu quiser que ele fique até que Eu venha, que te importa? Tu, segue-Me». Divulgou-se então entre os irmãos o boato de que aquele discípulo não morreria. Jesus, porém, não disse a Pedro que ele não morreria, mas sim: «Se Eu quiser que ele fique até que Eu venha, que te importa?». É este o discípulo que dá testemunho destes factos e foi quem os escreveu; e nós sabemos que o seu testemunho é verdadeiro. Jesus realizou muitas outras coisas. Se elas fossem escritas uma a uma, penso que nem caberiam no mundo inteiro os livros que era preciso escrever. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Bento XVI 
Papa de 2005 a 2013 
Audiência geral de 09/08/2006 
O ensinamento do apóstolo São João 
Se existe um assunto característico que sobressai nos escritos de João, é o amor. João não é, evidentemente, o único autor das origens cristãs que fala do amor; sendo este um elemento essencial do cristianismo, todos os escritores do Novo Testamento falam dele, mesmo que com acentuações diferentes. Se nos detemos a refletir sobre este tema em João, é porque ele nos traçou com insistência e de modo incisivo as suas linhas principais. Portanto, confiemo-nos às suas palavras. Uma coisa é certa: ele não reflete de modo abstrato, filosófico, ou até teológico, sobre o que é o amor. Não, ele não é um teórico. De facto, o verdadeiro amor, por sua natureza, nunca é meramente especulativo, mas faz referência direta, concreta e verificável, a pessoas reais. Pois bem, João, como apóstolo e amigo de Jesus, mostra-nos quais são as componentes, ou melhor, as fases do amor cristão, um movimento que é caracterizado por três momentos. O primeiro refere-se à própria Fonte do amor, que o Apóstolo coloca em Deus, chegando a afirmar que «Deus é amor» (1Jo 4,8.16). João é o único autor do Novo Testamento que nos dá uma espécie de definições de Deus, dizendo, por exemplo, que «Deus é Espírito» (Jo 4,24) ou que «Deus é luz» (1Jo 1,5); aqui, proclama com intuição resplandecente que «Deus é amor». Observe-se que não é simplesmente afirmado que «Deus ama», ou sequer que «o amor é Deus»! Por outras palavras: João não se limita a descrever o agir divino, mas vai até às suas raízes. Além disso, não pretende atribuir uma qualidade a um amor genérico e talvez impessoal; não se eleva do amor até Deus, mas dirige-se diretamente a Deus, para definir a sua natureza com a dimensão infinita do amor. Com isto, João deseja dizer que a componente essencial de Deus é o amor e, portanto, que toda a atividade de Deus nasce do amor e está orientada para o amor: tudo o que Deus faz é por amor, mesmo que nem sempre possamos compreender imediatamente que Ele é amor, o verdadeiro amor.

23 de maio - Beata Maria Crucificada do Amor Divino (Maria Gargani)

Maria Gargani, nome de batismo da Irmã Maria Crucificada do Amor Divino, Fundadora das Apóstolas do Sagrado Coração, nasceu em 23 de dezembro de 1892, em Morra Irpino, província italiana de Avelino, e faleceu em Nápoles em 23 de maio de 1973. Maria Gargani consagrou sua vida ao apostolado, especialmente nos lugares mais desfavorecidos, sem assistência religiosa, cultural e social, despertando a admiração dos párocos. Entrou para a "Mística Betânia", uma Comunidade de consagradas do mosteiro Capuchinho, que queriam atingir a perfeição, sob a orientação do Padre Agostinho de São Marco in Lamis. Na época, este sacerdote também era diretor espiritual do Padre Pio da Pietrelcina. Em 1915, Maria Gargani foi apresentada ao Padre Pio, quando de sua visita ao mosteiro dos Capuchinhos, que a acolheu entre suas filhas espirituais.

23 de maio - São Crispim de Viterbo

Este é dia solene para nós, convidados a contemplar a glória celeste e a alegria indefectível de Crispim de Viterbo, incluído pela Igreja entre o número dos Santos, entre aqueles que atingiram, depois da peregrinação terrena, a visão beatífica do Deus vivo, Pai, Filho e Espírito Santo, oferecendo-nos a animadora confirmação do que afirmou são Paulo: "Os sofrimentos do tempo presente não são comparáveis à glória futura que deverá ser revelada em nós" (Rom 8, 18). Ao declarar Crispim de Viterbo santo, decretando que seja devotamente venerado como tal, em honra da Santíssima Trindade e para incremento da vida cristã, a Igreja assegura-nos que o humilde Religioso combateu o bom combate, conservou a fé e perseverou na caridade, conseguindo a coroa preparada para ele pelo Senhor.

São Desidério de Langres (ou Gênova) , Bispo e Mártir

Dia da Festa: 23 de maio-século IV
 
Sua existência no século IV é confirmada por Santo Atanásio, que o lista como participante do Concílio de Sardica (atual Sofia) em 343; seu nome também aparece nas atas do pseudo-Concílio de Colônia em 346. São Desidério, que ocupa o terceiro lugar na lista de bispos de Langres, na França, parece ter sido originário de San Desiderius, perto de Gênova. Varnacarius, um clérigo de Langres, escreveu um relato de seu martírio, onde explica que Desidério foi decapitado durante uma invasão vândala; provavelmente há confusão nas tradições locais, pois Langres sofreu diversas invasões bárbaras. Uma lenda conta que, após a decapitação, o bispo pegou a própria cabeça e reentrou na cidade por uma fenda na rocha que havia sido aberta para sua passagem. Essa fenda ainda é visível hoje. (Advogado) 
Emblema: Cajado de pastor, palmeira 
Martirológio Romano: Em Langres, na Gália Lugdunense, atualmente na França, ocorreu a paixão de São Desidério, bispo, que, segundo a tradição, vendo seu povo oprimido pelos vândalos, foi até o rei para implorar socorro, mas, por ordem deste, foi imediatamente assassinado, oferecendo-se serenamente pelo bem do rebanho que lhe fora confiado.  

João Baptista de Rossi Sacerdote, Fundador, Santo (1698-1764)

João Baptista de Rossi nasceu no dia 22 de fevereiro de 1698, em Voltagio, na província de Génova, Itália. Aos dez anos, foi trabalhar para uma família muito rica em Génova como pajem, para poder estudar e manter-se. Três anos depois, transferiu-se, definitivamente, para Roma, morando na casa de um primo que já era sacerdote e estudando no Colégio Romano dos jesuítas. Lá se doutorou em filosofia, convivendo com os melhores e mais preparados de sua geração de clérigos. Depois, os cursos de teologia ele concluiu com os dominicanos de Minerva. A todo esse esforço intelectual João Baptista acrescentava uma excessiva carga de actividade evangelizadora, mesmo antes de ser ordenado sacerdote, junto aos jovens e às pessoas abandonadas e pobres.

Joana Antide Thouret Religiosa, Fundadora, Santa (1765-1826)

Nasceu em Sancey-le-Long, na diocese de Besançon, em 1765, sendo a quinta filha de uma família de pobres trabalhadores, que viria a contar nove. De saúde muito frágil, exactamente como a mãe, cresceu num ambiente sem sol, onde o pai, encarnação do dever, e a mãe, modelo de virtude, parecem não ter rodeado a pequenina duma afeição muito terna: o lar, de facto, era governado pela «tia Odette», irmã de João Francisco Thouret, retido muitas vezes fora de casa pela direcção duma fábrica de curtumes. Joana Antide frequentou pouco a escola e cedo foi empregada como pastora. A solidão favoreceu-lhe o gosto pela prece, o desejo do céu e o desprezo do mundo. A volta dos campos, o principal cuidado de Joana era consolar e tratar a mãe, que os rudes servos abandonavam, embora ela se encontrasse em grande fraqueza. Em 1781, a morte de Joana Cláudia Labbe, esposa de João Francisco, constituiu Joana Antide senhora da casa: doze ou catorze pessoas para alimentar, o trabalho para distribuir e vigiar, até os vestuários para tecer.

Nossa Senhora do Bom Encontro ou de Laus – 23 de maio

Nada mais importante do que acertar nossas contas com Deus durante a vida. A história ocorrida em Saint Etienne de Laus patenteia como a Virgem Santíssima nos incita à frequência aos sacramentos
Uma aldeia de oito casas
     Saint Etienne de Laus fica localizada no sul da França. Ainda hoje tem poucas edificações, mas em 1664 era praticamente deserta. Para isso haviam contribuído as guerras de religião que devastaram a região e destruíram casas, moinhos, estradas, igrejas, etc. Basta pensar que das 190 igrejas da região, 120 ficaram inutilizadas. Como acontece habitualmente, com a guerra veio a pobreza. E a família de Benta Rencurel, a menina a quem Nossa Senhora apareceu, era realmente pobre. Aos 17 anos ela cuidava dos animais da família, não sabia ler nem escrever. Era muito simples, residindo próximo à aldeia

ORAÇÕES - 23 DE MAIO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
23 – Sábado – Santos: Epitácio, João Batista Rossi
Evangelho (Jo 21,20-25) “Quando Pedro viu aquele discípulo, perguntou a Jesus: – Senhor, que vai ser desse?”
Pedro era muito semelhante a nós. Curioso, queria saber o que aconteceria com o discípulo que Jesus amava. Como eu, que vivo querendo saber de Deus coisas que não preciso saber, em vez de viver e amar, e cumprir minha missão. Para mim também Jesus diz: – Que te importa isso? O que deves fazer é seguir-me, apenas seguir.
Oração
Senhor, aceito caminhar à luz da fé, nessa meia-luz em que tenho a certeza apenas de vossa mão à que me posso agarrar. Quero conhecer vossa verdade toda, na medida em que me quereis iluminar, mas sem correr atrás de curiosidades. Fazei que eu viva, e não apenas conheça a verdade. Senhor, ensinai-me a vos seguir. Amém. 

sexta-feira, 22 de maio de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Sede de Deus”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Venho contemplar-vos no templo
 
A leitura do Evangelho, a partir do desse domingo, inicia ensinamento de Jesus sobre a vigilância. Essa reflexão nos leva ao tema da segunda vinda de Cristo. Essa temática se inicia no final do ano litúrgico e continua no início do Advento. É o chamado a estar pronto, pois Ele pode vir a qualquer momento. Podemos até dizer: Cristo não vai vir um dia, Ele vem continuamente. E para isso, é preciso estar sempre de coração pronto. S. Agostinho dizia: “Tenho medo do Jesus que passa”. Numa visão escatológica, de fim de mundo, Ele virá sem aviso. Como na parábola das dez jovens que esperam a chegada do noivo para a festa, o óleo para as lamparinas não pode faltar. A Igreja viveu longos séculos nessa espera até angustiada. Temos a vida dos monges que passavam grande parte da noite acordados em oração. Não se pode dormir, pois Ele vai chegar. Não se pode deixar o coração adormecer no torpor de uma vida vazia. Isso não é sabedoria. Essa é o óleo que alimenta a lamparina. Quanto mais cuidado com a sabedoria, mais ela se manifesta e se torna vida em nós. É triste quando estamos sem sabedoria. “Ela se antecipa dando-se a conhecer aos que a desejam” (Sb 6,13). A busca de Deus cantada pelo salmo se descreve como a sede insuportável da terra seca. Só buscando a Deus se percebe onde está a fonte que sacia. Essa sede se desaltera quando se O busca. O fundamento de toda vida espiritual está nesse desejo de Deus. Não se trata de um eu gostaria, mas eu quero. Sem Ele, eu não vivo. 
Ficai vigiando 
Temos três aspectos que nos indicam como vigiar esperando o Senhor: a busca da sabedoria no desejo de Deus, a força atrativa da Ressurreição e o cuidado em organizar a vida, como levar o óleo suficiente. Nós nos cansamos de esperar... e começamos a cochilar. O retardamento da volta do Senhor no fim dos tempos levou a comunidade a tirar essa parte importante de nossa fé. Dizemos em cada missa: “Vinde, Senhor Jesus!”. Tornou-se um rito vazio. Quando acontecem coisas graves pelo mundo alguns dizem: “É o fim do mundo”. Vamos viver essa esperança na fé e na caridade, cultivando o íntimo desejo do Senhor. Buscando-O sempre. O desejo é real quando existe a busca. “Buscai o Senhor, já que Ele se deixa encontrar; invocai-o já que está perto” (Is .55,6). Quem busca encontra. Para nós, que cremos, há uma força atrativa que se chama ressurreição. Sem essa, não temos porque acreditar. “Se não há ressurreição dos mortos, Cristo também não ressuscitou. Se Cristo não ressuscitou, vazia é a nossa pregação, vazia também é nossa fé” (1Cor 15,13). Sendo atraídos, cuidemos que não falte o óleo que alimente a fé; cuidemos que nossa esperança aqueça nossa caridade que é o único modo de mostrar a fé e garantir a esperança. 
Inteiramente disponíveis 
As orações da celebração (coleta, oferendas e pós-comunhão), nos indicam a vivência diária: “Afastai todo obstáculo para que, inteiramente disponíveis nos dediquemos ao vosso serviço” (Coleta). A espera se dá no louvor ao Senhor, estando sempre prontos para o serviço. A Eucaristia não é só um rito, mas um mistério a ser vivido (Oferendas). Dele tiramos as “energias” espirituais e humanas. O mistério é celebrado por pessoas. Por isso clama para que haja “perseverança no amor” (Pós-comunhão). A espera não se faz de palavra, mas de gestos concretos. Eucaristia não é um rito espiritual de devoção, mas é o motor transformador do mundo. Se não chega a isso, não celebramos dignamente.
Leituras: Sabedoria 6,12-16; Salmo 62;
1 Tessalonicenses 4,13-18; Mateus 25,1-13
1. Quanto mais cuidado com a sabedoria, mais ela se manifesta e toma nossa vida. 
2. O desejo é real quando existe a busca. 
3. A espera se dá no serviço do louvor ao Senhor, estando sempre prontos para o serviço. 
Acorda, gente! 
A celebração do matrimônio era rica em gestos e participação da comunidade. Uma delas era a espera do noivo para a festa. Muitas surpresas. A hora avançou, o sono chegou e a lamparina apagou. Temos então o diálogo das prevenidas e as tontas. Sair do espaço era perder a festa. Temos diálogo. Melhor prevenir e não arriscar. O Senhor desconhece quem não o espera vigilante e prevenido. Jesus quer ensinar que, é preciso, mesmo que dê umas cochiladas, é preciso estar pronto para qualquer momento. Não adianta chorar por chegar depois que o trem partiu. Jesus também nos previne. O Reino não espera. 
Homilia do 32º Domingo Comum (08.11.2020)

EVANGELHO DO DIA 22 DE MAIO

Evangelho segundo São João 21,15-19. 
Quando Jesus Se manifestou aos seus discípulos junto ao mar de Tiberíades, depois de comerem, perguntou a Simão Pedro: «Simão, filho de João, amas-Me tu mais do que estes?». Ele respondeu-Lhe: «Sim, Senhor, Tu sabes que Te amo». Disse-lhe Jesus: «Apascenta os meus cordeiros». Voltou a perguntar-lhe segunda vez: «Simão, filho de João, tu amas-Me?». Ele respondeu-Lhe: «Sim, Senhor, Tu sabes que Te amo». Disse-lhe Jesus: «Apascenta as minhas ovelhas». Perguntou-lhe pela terceira vez: «Simão, filho de João, tu amas-Me?». Pedro entristeceu-se por Jesus lhe ter perguntado pela terceira vez se O amava e respondeu-Lhe: «Senhor, Tu sabes tudo, bem sabes que Te amo». Disse-lhe Jesus: «Apascenta as minhas ovelhas. Em verdade, em verdade te digo: quando eras mais novo, tu mesmo te cingias e andavas por onde querias; mas, quando fores mais velho, estenderás a mão e outro te cingirá e te levará para onde não queres». Jesus disse isto para indicar o género de morte com que Pedro havia de dar glória a Deus. Dito isto, acrescentou: «Segue-Me». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Charles de Foucauld 
(1858-1916) 
Eremita e missionário no Saara 
Sobre o Evangelho 
«Que eles sejam todos um, como Tu, Pai, 
o és em Mim e Eu em Ti» (Jo 17, 21) 
Que estejamos tão unidos a todos os homens pelo amor fraterno, pelo amor com que amamos neles os membros de Jesus, pelo amor com que amamos neles o corpo de Jesus, que sejamos um com eles como o Pai e o Filho são um amor mútuo. Com efeito, Eles são um de duas maneiras: pela essência divina que Lhes é comum, e não é assim que Jesus quer que sejamos um com todos os homens; e pelo seu amor mútuo, e é assim que podemos e devemos ser um com todos os homens como o Filho e o Pai são um. Que estejamos em todos os homens pelo nosso amor como o Pai está no Filho pelo seu amor por Ele e como o Filho está no Pai pelo seu amor por Ele; de facto, quando amamos alguém, estamos verdadeiramente nessa pessoa, estamos nela pelo amor, vivemos nela pelo amor, já não vivemos em nós mesmos, pois já não estamos apegados a nós mesmos, estamos desligados de nós mesmos. Devemos amar todos os homens por Deus, a ponto de nos tornarmos um com eles, primeiro porque Deus no-lo ordena, nos dá o exemplo de um amor ardente por eles, por várias razões sérias, também derivadas do amor devido a Deus, mas sobretudo porque todos os homens são, de uma forma ou de outra, membros de Jesus, matéria próxima ou distante do seu Corpo Místico, e, consequentemente, ao amá-los, ao tornarmo-nos um com eles, ao vivermos neles através do nosso amor, amamos algo de Jesus, tornamo-nos um com uma porção de Jesus, vivemos através do nosso amor nos membros de Jesus, no corpo de Jesus, em Jesus.

22 de maio - Beato José Quintas Durán

José Quintas Durán nasceu em Almeria, na província e diocese homônima, em 21 de novembro de 1914. Era o primogênito de oito irmãos, de uma família profundamente católica. Foi assim que sua irmã Dona Julia se lembrou de seus primeiros anos. “O meu irmão foi bom desde a infância porque recebeu bons exemplos dos meus pais. Ele era um bom cristão, ajudou todos que precisavam dele; pertenceu à Adoração Noturna e à Congregação Mariana dos Luíses, onde realizou suas atividades de formação e trabalho apostólico. Acompanhava meu pai a visitar os doentes e necessitados todos os domingos. Ele levou uma vida de grande piedade. Ia à missa, confessava e recebia a Comunhão todos os domingos. Nós íamos todos juntos. Ele tinha devoção à Santíssima Virgem que eu pude observar pelo entusiasmo com que orava e falava dela; como família, rezávamos o Rosário todos os dias”.

Santa Quiteria Virgem e mártir Festa: 22 de maio

(†)Aire-Sur-Adour, França, V sec.
 
É uma figura importante para a fé cristã no sudoeste da França e norte da Espanha. Já nos primeiros séculos após Jesus, as pessoas dessas regiões a veneravam. O centro de seu culto é a cidade francesa de Aire-sur-l'Adour, onde está localizado um antigo sarcófago com seus restos. Diz-se que Quiteria era uma princesa espanhola que fugiu de casa para não ser forçada a se casar e renunciar à sua fé cristã. Ela se refugiou em Aire, mas seu pai a encontrou e a matou. Segundo a lenda, um cachorro colocou a cabeça de Quiteria na boca, o que a tornou uma protetora contra a raiva canina. Santa Quiteria também é venerada em Portugal, mas com uma história diferente. 
Martirológio Romano: No território de Aire-sur-le-Lys, na região da Aquitânia, França, Santa Quiteria, virgem.

Beata Maria Domingas Brun Barbantini, Esposa, Mãe, Viúva, Fundadora – 22 de maio

Um exemplo de resignação e santidade diante das adversidades com que se deparou durante a vida

     Maria Domingas nasceu em Lucca, a 17 de fevereiro de 1789, segunda filha entre irmãos. Seu pai Pedro Brun, era de origem suíça, e sua mãe, Joana Granucci, era natural de Lucca.
     Na idade de seis anos, ela viveu uma experiência mística de singular importância: a visão do sangue de Jesus que jorra do cálice durante a Consagração. Este acontecimento se constituiu um sinal profético para a sua futura missão ao lado dos doentes e sofredores.
     Aos 12 anos, a morte do pai e de três irmãos menores deixou profundas marcas na adolescência de Maria Domingas. A partir de então, cresceu sob a orientação afetuosa e inteligente da mãe, que soube imprimir na filha as mais belas virtudes católicas, contribuindo de modo particular para formar nela um coração aberto e sensível aos infelizes, tornando-se um exemplo de resignação e santidade diante das adversidades com que se deparou durante a vida.

Júlia da Córsega Mártir, Santa Século V

Júlia nasceu no século V, em Cartago. Viveu feliz até que, um dia, os vândalos, chefiados pelo sanguinário rei Genserico, invadiram sua cidade e a dominaram. Os pagãos devastaram a vida da comunidade como um furacão. Mataram muitos católicos, profanaram os templos, trucidaram os sacerdotes e venderam os cidadãos como escravos. A vida de Júlia passou do paraíso ao inferno de forma rápida e terrível. De jovem cristã, nobre e belíssima, que levava uma vida tranquila e em paz com Deus, viu-se condenada às mais terríveis privações. Mas, mesmo vendo trocadas a fortuna pela miséria, a veneração pelo desprezo, a independência pela obediência, enfim, a liberdade pela escravidão, Júlia não se abalou. A tradição conta que ela foi vendida para Eusébio, um negociante sírio. Mas a bondade e a resignação da moça, que encontrava na fé cristã o bálsamo para todas as dores, comoveram seu amo, que passou a respeitá-la e exigir o mesmo de todos, nunca permitindo que fosse molestada. Chegou a autorizar até que ela dedicasse algumas horas do dia às orações e leituras espirituais.

Rita de Cássia Esposa e mãe, religiosa e Santa (1381-1457)

Por séculos Santa Rita de Cássia (1381-1457) foi uma das Santas mais populares na Igreja Católica. Ela é conhecida como a "Santa do Impossível" por suas impressionantes respostas às orações, como também pelos notáveis sucessos de sua própria vida. Santa Rita queria ser freira, mas por obedecer a seus pais, casou-se. Seu marido causou-lhe muitos sofrimentos, mas ela devolveu sua crueldade com oração e bondade. Com o tempo ele se converteu, chegando a ser considerado temeroso de Deus. Mas Santa Rita teve que suportar uma grande dor quando seu marido foi assassinado. Santa Rita descobriu depois que seus dois filhos estavam pensando em vingar a morte do pai. Ela temia que pusessem seus desejos em ato de acordo com o malicioso costume da vingança. Com um amor heróico por suas almas, ela suplicou a Deus que os levasse desta vida antes de permitir-lhes cometer este grande pecado.

Catarina de Génova Esposa, Religiosa, Mística, Santa (1447-1510)

Viúva, Terceira franciscana, 
penitente e mística. 
Autora dum livro de visões 
de grande valor místico 
e dum Tratado do Purgatório.
No século XV, os partidos guelfi e ghibellini eram os dominantes em Gênova, alternando-se no governo da cidade por meio de lutas sangrentas. Mas quando Catarina Fieschi nasceu, no ano de 1447, as famílias da nobreza que pertenciam a essas facções políticas já conviviam em paz, que era mantida pelos casamentos acordados entre si. Ela também teve de submeter-se a essa situação, pois seus pais, Tiago e Francisca, fidalgos dos guelfi, a deram em casamento ao jovem Juliano, da aristocrata família Adorno, dos ghibellini. A união foi chamada de bizarra. Juliano era muito rico, mas irresponsável, desregrado, jogador e de caráter duvidoso, enquanto Catarina, com apenas dezesseis anos, era religiosa, sensível e muito caridosa, que, em vez de casar, desejava poder ter seguido a vida religiosa como sua irmã Limbânia o fizera.

João Baptista Machado jesuíta, missionário, mártir

Primeiro santo da diocese 
de Angra do Heroísmo
João Baptista Machado de Távora nasceu em Angra do Heroísmo (Açores), em 1581, de uma família nobre e, com sete anos apenas, tendo ouvido falar do Japão e dos costumes orientais, anunciou o seu desejo de ir evangelizar aquelas terras. Aos 16 anos entrou para o noviciado da Companhia de Jesus. Quatro anos mais tarde, ei-lo a caminho de Macau onde terminou os seus estudos. Em 1614, estava ele já no Japão, cuja língua tinha aprendido, quando uma lei impediu a presença de qualquer estrangeiro naquele país. Começou então uma fase de clandestinidade para a evangelização do Japão, pelo que João Baptista se afastou da capital (Nangasáqui), dedicando-se a anunciar a Boa Nova aos camponeses.

Viúva Joaquina de Vedruna, Religiosa, Fundadora, Santa (1783-1854)

Joaquina nasceu em Barcelona (Espanha) em 16 de abril de 1783, em uma família profundamente pertencente à burguesia propriedade intelectual da cidade. A quinta de oito irmãos. A vida familiar lhe ofereceu oportunidades educacionais que não eram muito acessíveis para a maioria das mulheres de sua época. Um fato decisivo para a fundadora do futuro. Sentindo a vocação para uma freira, pediu sinceramente para entrar ao Carmelo, mas ela era dócil e por vontade paterna, casou-se aos 16 anos com um excelente cristão, advogado, com quem teve nove filhos, dos quais 6 ingressaram na religião. Eles moravam juntos numa experiência intensa de amor conjugal e eles tiveram nove filhos. Eles também compartilhavam momentos de tribulação e a dor de uma guerra entre a Espanha e o Estado francês sob Napoleão.

LUÍS MARIA PALAZZOLO Sacerdote, Fundador, Beato 1827-1886

Luís Maria Palazzolo nasceu a 10 de Dezembro de 1827 em Bérgamo e foi o último de oito irmãos, dos quais Beato Luigi Maria Palazzolosó ele sobreviveu: a mortalidade infantil era então muito grande, porque as vacinas e os antibióticos ainda não existiam. Em 1837 ficou órfão de pai e recebeu de sua piedosa mãe, uma educação voltada para a caridade para com os pobres e doentes. Luís teve a felicidade de ter excelentes directores espirituais, que o dirigiram para a vida consagrada. Foi ordenado sacerdote pelo Bispo de Bérgamo a 23 de Junho de 1850 e quase logo a seguir se envolveu no apostolado na paróquia de Santo Alexandre in Colonne, no oratória instalado nesta localidade “la Foppa” e depois na igreja de São Bernardino da qual foi nomeado abade em 1855.