quarta-feira, 8 de julho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Tempo Pascal”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Tempo de aprender 
Certamente estamos mais ou menos como os apóstolos depois da ressurreição de Jesus. Não temos mais dúvidas do maravilhoso acontecimento que foi ter Jesus novamente entre eles:“Nós comemos e bebemos com Êle depois de sua Ressurreição de entre os mortos” (At. 10,41). Mesmo tendo-O visto e tocado Nele, ainda estavam fechados e temerosos. O temor tinha uma razão: temiam o costume que havia de matarem um líder e todos os seus seguidores, para acabar com a tentativa da reorganização do grupo com outro líder. É certo que ainda não haviam tirado as conseqüências da radical mudança. Jesus esteve com eles quarenta dias, isto é, tempo de formação e afirmação de sua missão. Estiveram presentes ao mistério, mas ainda não haviam compreendido. Seria necessária a vinda do Espírito Santo para iniciar o tempo novo. Vemos a transformação que se dá em Pentecostes e durante todo o tempo de suas vidas. Para nós, que não vivemos intensamente a liturgia, tudo fica na base de um calendário. Passa a folhinha e tudo segue igual. Perdemos a noção da união do celebrar e viver. A liturgia desse tempo celebra os acontecimentos com diversos símbolos como o círio pascal, os textos, as cores brancas, o canto do aleluia e os hinos. Procurou-se manter vivo o clima de Páscoa. As leituras proclamam a Palavra de Deus mostrando a vida da comunidade. Há uma dificuldade de falar de Ressurreição, pois não entrou em nossa experiência. Na vida dos primeiros séculos havia uma consciência maior, pois a comunidade estava muito ligada à vida litúrgica. A vida dos cristãos dependia do modo de ser Igreja. Temos que chegar a isso. 
O que nos é oferecido 
A mistagogia é o termo próprio para a compreensão do que foi celebrado. É um mistério, mas aberto à comunicação. Mistagogia é o conhecimento daquilo que nos é secreto, mundo desconhecido para uma vivência coerente. É como pegar a mão de uma pessoa e introduzir em um mundo desconhecido. Aos poucos vai ficando acessível. É um crescimento lento, mas necessário. Por exemplo: Em suas catequeses, São Cirilo explicando o batismo, diz: “Vocês viram a água”? Então vai introduzindo os símbolos a partir da experiência feita. Nós também estamos voltados para o Batismo. Aprofundamos o conhecimento dos símbolos e ao mesmo tempo a vivência das celebrações, iluminados pela Palavra de Deus. Por isso é importante fazer, em cada sacramento, a proclamação da Palavra que atualiza e ilumina. A participação da celebração desenvolve o conhecimento dos temas do Mistério Pascal. Vemos assim, como estamos distantes. O sacramento do Batismo, quando de crianças, poderia ser uma mistagogia aos pais. Há muitos modos de envolver pais e padrinhos na realização de um Batismo. Não se trata de fazer cursos, mas de envolver de modo que busquem o conhecimento pela experiência dos ritos. É celebrando que se aprende a celebrar e viver. 
Recuperando energias 
O Tempo Pascal é tempo de vivência comunitária. Todos nós fomos salvos como corpo, não somente como indivíduo. Por isso a experiência da comunidade é um dos primeiros resultados do anúncio evangélico: “Eles se mostravam assíduos aos ensinamentos dos apóstolos, à comunhão fraterna, à fração do pão e às orações” (At 2,42). Os apóstolos levaram os primeiros fiéis a adquirirem o que necessário para a vivência da fé que preenchia o arco completo da vivência e manutenção da comunidade. Eram instruídos, aprendiam a viver juntos sua fé, transformavam o ensinamento e a unidade dos irmãos em uma celebração. Assim poderiam fazer suas orações. O que nos falta?
ARTIGO PUBLICADO EM MAIO DE 2021

EVANGELHO DO DIA 08 DE JULHO

Evangelho segundo São Mateus 10,1-7. 
Naquele tempo, Jesus chamou a Si os seus doze discípulos e deu-lhes poder de expulsar os espíritos impuros e de curar todas as doenças e enfermidades. São estes os nomes dos doze apóstolos: primeiro, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão; Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu; Simão, o Cananeu, e Judas Iscariotes, que foi quem O entregou. Jesus enviou estes doze, dando-lhes as seguintes instruções: «Não sigais o caminho dos gentios, nem entreis em cidade de samaritanos. Jesus deu-lhes também as seguintes instruções: «Ide às ovelhas perdidas da casa de Israel. Pelo caminho, proclamai que está perto o Reino dos Céus. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São João Paulo II 
(1920-2005) 
Papa 
Oração pelas vocações: XXXV 
Jornada Mundial das Vocações, 
3 de Maio de 1998 
«Jesus enviou estes doze» 
Espírito de Amor eterno, que procedes do Pai e do Filho, agradecemos-Te todas as vocações de apóstolos e de santos que fecundaram a Igreja. Prossegue a tua obra, nós Te pedimos. Recorda-Te desse momento em que, no Pentecostes, desceste sobre os apóstolos reunidos em oração com Maria, Mãe de Jesus, e olha a tua Igreja, que tem hoje particular necessidade de sacerdotes santos, de testemunhas fiéis e autorizadas da tua graça, que tem necessidade de homens e mulheres consagrados que irradiem a alegria daqueles que vivem apenas para o Pai, daqueles que fazem sua a missão e a oferenda de Cristo, daqueles que constroem o mundo novo na caridade. Espírito Santo, fonte eterna de alegria e de paz, Tu abres o coração e o espírito ao apelo divino; Tu tornas eficaz o impulso para o bem, a verdade, a caridade. Os teus gemidos inexprimíveis elevam-se ao Pai do coração da Igreja que sofre e luta pelo Evangelho. Abre o coração e o espírito dos jovens e das jovens, para que nova floração de vocações santas mostre a fidelidade do teu amor, e todos possam conhecer a Cristo, Luz verdadeira que veio ao mundo para oferecer a cada ser humano a esperança segura da vida eterna. Ámen.

Raimundo IV de Toulouse

Raimundo IV de Tolosa, ou Raimundo de Saint-Gilles (Toulouse, 1045 — 28 de fevereiro de 1105) foi conde de Toulouse, duque de Narbona, marquês da Provença e um dos líderes da Primeira Cruzada, na qual se tornou também conde de Trípoli. Era filho do conde Pôncio de Toulouse e Almodis de La Marche. Recebeu do seu pai em apanágio a vila de Saint-Gilles com o título de conde e sucedeu ao seu irmão Guilherme IV de Toulouse no condado de Tolosa em 1094. Segundo a genealogia tradicional dos condes de Toulouse feita pelos beneditinos na História Geral de Languedoc, é nomeado Raimundo IV, mas estudos críticos mais recentes estabeleceram que foram omitidos dois condes com o prenome de Raimundo, e por isso seria mais correcto ser intitulado de Raimundo VI. Raimundo parece ter sido impelido tanto por motivos religiosos como materiais, os mais generalizados no movimento das cruzadas: por um lado aceitou a descoberta da lança do destino em Antioquia e rejeitou a coroa de Jerusalém, mas por outro não resistiu à tentação de conquistar um novo território para si.

08 de julho - Santo Adriano III - Papa

Muito pouco sabemos da vida de santo Adriano III. O Liber Pontificalis diz-nos somente que era romano, filho de Bento, e que governou a Igreja por um ano apenas. Foi eleito em 17 de maio de 884, sucedendo o Papa Marino I, sendo o Papa de número 109. Confirmou tudo o que tinham feito seus antecessores. Os poucos dados biográficos referem-se à narração de sua morte, da sepultura e dos milagres operados. Os Anais de Fulda do ano de 885 contam a partida de Adriano III de Roma, sua morte e sepultura no mosteiro de Nonantola. Ele morreu perto de Modena no verão do ano seguinte, a caminho da dieta convocada por Carlos Magno, Carlos, o Gordo, que convidara Adriano III à dieta de Worms, pois a presença do papa haveria de sancionar a autoridade imperial do herdeiro do sacro império romano.

São Procópio de Cesaréia na Palestina Mártir Festa: 8 de julho

(*)Élia (Jerusalém)
(†)Cesaréia, Palestina,
8 de julho de 303
Procópio, natural de Aelia (Jerusalém), nasceu no século III e morreu em 8 de julho de 303. Ele foi o primeiro cristão a morrer por sua fé na Palestina nos anos que se seguiram ao decreto de perseguição de Diocleciano em 303. Procópio foi levado perante o tribunal do governador, onde lhe pediram que fizesse sacrifícios aos deuses, mas ele recusou. Em seguida, foi convidado a fazer libações aos quatro imperadores, mas mais uma vez respondeu, citando um ditado de Homero: "Não é bom que haja um governo de muitos; um deve ser o governante, um o rei".

Santa Landrada, Abadessa de Bilzen - 8 de julho

Martirológio Romano
: Em Bilzen, no Brabante, no território da moderna Bélgica, Santa Landrada, Abadessa. 
As fontes que se referem a Santa Landrada são: um relato da elevação e da transladação do corpo, redigido por Erigero, que se baseia no relato dos habitantes de Wintershoven; um relato dos milagres, do mesmo autor (ed. Acta SS. lulii, II, Venezia 1747, pp. 628-29); uma Vita redigida por Teodorico de St-Trond (m. 1117); menção em quatro ladainhas, uma delas do início do século XI de St-Pierre-au-Mont-Blandin de Gand, uma do fim do século XII, de São Bavão de Gand, uma da primeira metade do século XII, contida em um Saltério conservado em Orbais e uma quarta, da primeira metade do século XIII, constando do ms. 1553 de Troyes. Landrada descendia de uma nobre família. Segundo a Vita Sta.Landrada redigida por Teodoro ou Thierry de Saint-Trond (+ 1107), ela descendia de Pepino o Velho e de Santo Arnolfo, Bispo de Metz.

Santa Glicéria, Mártir em Eracleia – 8 de julho

Delehaye, em seu estudo sobre os santos da Trácia e Mesia, concentrou-se especialmente na figura de Glicéria cujo culto é particularmente atestado. Várias hagiografias a mencionam. Em 591, os imperadores Maurício e Heráclio visitaram o templo de Glicéria em Eracleia. Uma tradição local, além disso, afirma que no século VIII as relíquias da santa foram transportadas para Lemnos, mas sua cabeça conservada em um relicário permaneceu na igreja de São Jorge naquela cidade. Mas, se o culto dedicado à Glicéria é certo, sua vida é muito incerta. Segundo afirma uma “Vida” grega, no primeiro ano em que o imperador Antonino foi empossado e sob o prefeito Sabino, em Traianópolis, Glicéria, cujo pai fora cônsul três vezes e era um bom cristão, dedicava-se a confirmar os fiéis em sua fé.

Áquila e Priscila Amigos de S. Paulo, Santos Século I

“Os nomes Áquila e Priscila são latinos – escreve o Papa Bento XVI –, mas este homem e esta mulher são de origem hebraica. Pelo menos Áquila provinha geograficamente da diáspora da Anatólia setentrional, diante do mar Negro na actual Turquia enquanto Priscila, cujo nome se encontra por vezes abreviado em Prisca, era provavelmente uma judia proveniente de Roma (cf. Act 18, 2). Contudo, foi de Roma que eles partiram para Corinto, onde Paulo se encontrou com eles no início dos anos 50; lá associou-se a eles porque, como narra Lucas, exerciam a mesma profissão de fabricantes de tendas ou toldos para uso doméstico, e foi acolhido até na sua casa (cf, Act 18, 3). O motivo da sua ida a Corinto tinha sido a decisão do imperador Cláudio de expulsar de Roma os Judeus residentes na Cidade.

Eugénio III Papa, Beato + 1153

O papa Eugénio III nasceu em Montemagno, numa família cristã, rica e da nobreza italiana. Foi baptizado com o nome de Píer Bernardo Paganelli, estudou e recebeu a ordenação sacerdotal na diocese de Pisa, centro cultural próximo da sua cidade natal. Possuía um temperamento reservado, era inteligente, muito ponderado e calmo. Segundo os registros da época, em 1130 ele teve um encontro com o religioso Bernardo de Claraval, fundador da Ordem dos Monges Cistercienses e hoje um santo da Igreja. A afinidade entre ambos foi tão grande que, cinco anos depois, Píer Bernardo ingressou no mosteiro dirigido pelo amigo e vestiu o hábito cisterciense. Através da convivência com Bernardo de Claraval, ele se tornou conhecido, pois foi escolhido para abrir um outro mosteiro da Ordem em Farfa, diocese de Viterbo, sendo consagrado o abade pelo papa Inocêncio II.

Pedro Vigne Sacerdote, Fundador, Beato 1670-1740

Sacerdote particularmùente marcado pela presença Eucarística. 
Fundador das Irmãs do Santíssimo Sacramento, de escolas, 
de um seminário. 
Beatificado em 2004.
Pedro Vigne nasceu em 20 de agosto de 1670 em Privas (França), uma pequena cidade ainda muito marcada pelas sequelas de guerras de religião do século precedente, entre católicos e protestantes. Seu pai, Pedro Vigne, honesto comerciante de têxteis, e sua mãe, Françoise Gautier, casados na Igreja católica, baptizaram seus cinco filhos na paróquia católica Saint Thomas de Privas. Duas meninas morreram cedo. Pedro e seus dois irmãos mais velhos, Jean François e Eleonore, vivem com seus pais em uma relativa abundância.

Gregorio Grassi Francisco Fogolla, António Fantosati e 26 companheiros, Mártires, Beatos

No fim do século XIX, a China entrou numa crise grave. Os cristãos foram naturalmente considerados como traidores à velha China e os Boxers perseguiram-nos com o seu ódio.
No fim do século XIX, a China entrou numa crise grave. Não tendo querido receber a civilização moderna, não podia manter o seu lugar no mundo. O jovem imperador Kouang-Sin experimentou reformas; a velha imperatriz retomou porém a autoridade, e recomeçou a política reaccionária. Vendo-se incapaz de abrir guerra contra as grandes potências, excitou no povo chinês a xenofobia, ou ódio aos estrangeiros, servindo-se duma sociedade secreta já antiga, cujos membros vieram a ser chamados Boxers ou pugilistas, porque se exercitavam fisicamente dando punhadas entre si. (Ver também, a 8 de Junho, o Beato Leão Mangin e 55 companheiros). Em 1900, ela julgou ter chegado o momento de lançar os amotinadores contra os Europeus, dando àqueles o apoio dos soldados. Os cristãos foram naturalmente considerados como traidores à velha China e os Boxers perseguiram-nos com o seu ódio. Felizmente, muitos vice-reis recusaram seguir as ordens de Pequim e a perseguição não se estendeu para além das províncias da capital.

ORAÇÕES - 08 DE JULHO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
8 – Quarta-feiraSantos: Adriano III, Raimundo de Tolosa, Procópio
Evangelho (Mt 10,1-7) “No vosso caminho, proclamai: ─ O Reino dos Céus está próximo.”
Jesus envia os doze apóstolos para anunciar o Reino. Mas não os envia apenas como mensageiros: eles serão seus representantes, com poder de agir em seu nome. Não devem apenas anunciar uma promessa de felicidade: devem fazer que comece a felicidade, a justiça e a fraternidade para todos. Nós também somos enviados do mesmo modo: somos todos continuadores de Jesus.
Oração
Senhor, é bom que eu saiba que preciso de salvação e de felicidade. Fazei que não me preocupe somente comigo, mas veja sempre a necessidade dos que me rodeiam, e faça tudo que for necessário. Sei que estareis sempre comigo, fazendo-me participante de vosso poder de salvação. Que eu não tenha medo nem preguiça de trabalhar para que e realizem vossas promessas. Amém.

terça-feira, 7 de julho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Recebei o Espírito Santo”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Enviai vosso Espírito
 
A História da Salvação se faz através das grandes teofanias de Deus que se faz presente para revelar seu mistério e nos atrair à comunhão com Ele. Desde a criação, tem repetidas vezes aberto os tesouros de sua misericórdia. Em nossa salvação manifestou-se em seu Filho como Homem-Deus. Foi uma manifestação prolongada. Não foi ruidosa, mas como o orvalho sobre a relva (Dt 32,2). Deus quer salvar pela ternura. Se não for por amor, mas pelo temor não muda o coração (S.Afonso). A teofania de Pentecostes tem algo a ver com a teofania de Deus no Sinai quando nasce o povo (Ex 20,18-21). O Espírito vem como libertador de todas as pressões. Ali, diante do Espírito, está reunido o universo, representado pela diversidade dos povos. Geograficamente eles fazem um círculo a Jerusalém. Renovando esse momento pela celebração memorial de Pentecostes, a manifestação toca o coração e realiza aquela mudança monumental que aconteceu nos apóstolos. De tímidos e escondidos, saem com o vigor que vem até nós. Hoje e sempre, Igreja está em permanente súplica: “Vinde, Espírito Santo e enchei o coração dos vossos fiéis com a luz de vosso amor”. Por quê? O Espírito Santo é vida em nós. Ele é o respiro espiritual como o ar (Jesus o chama de vento – Jo 3,8) que mantém a vida. Pedir o Espírito é pedir que a vida se mantenha. Rezamos para que santifique a Igreja e o mundo para que se realizem em nós o que se realizou no início da pregação do evangelho (Oração).
Santificais a vossa Igreja 
Jesus, em seu Mistério Pascal, deu o Espírito fazendo a unidade de todos os momentos de salvação, como no anúncio, na Cruz, na Páscoa e em sua Glorificação. Por isso, na celebração litúrgica rezamos: “Deus, que enriqueceis a vossa Igreja com os bens do Céu, conservai a graça que lhe deste para que cresçam os dons do Espírito”. Não confundamos dons pessoais com os dons eclesiais. Os dons do Espírito são a vida que dá à Igreja em seu ministério fundamental que é servir o Senhor e anunciar a graça do Evangelho. Existem os dons pessoais que enriquecem a Igreja na comunidade e são maravilhosos para a conversão e oração. Quem acolhe o dom, seja para a Igreja parceiro na evangelização e criativos na caridade para com os necessitados. Quem se fecha não tem o Espírito de Deus. A santificação se faz pela vitória contra todo o mal, vencendo toda divisão para que todos sejam o Corpo de Cristo. Santificação não é só um momento espiritual, mas a vida do Corpo de Cristo que somos nós (Rm 12,5). O Espírito não é uma devoção pessoal, mas é ser fiel envolvido na evangelização pela palavra e pela ação. 
Pela graça e pela pregação 
Ao morrer, Jesus nos dá o Espírito. Na primeira aparição Jesus dá a paz que é a plenitude dos dons de Deus. Depois diz: “Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, eles serão perdoados, a quem não os perdoardes, ser-lhes-ão retidos” (Jo 20,19.22). É o dom da Redenção que chega a todos na paz universal. Nesse momento os discípulos são enviados com todo o poder de Cristo: “Como o Pai me enviou, também eu vos envio” (Jo 19,21). A missão de Cristo para a implantação do Reino de Deus está nas mãos dos discípulos que agem no Espírito Santo. O fenômeno maravilhoso da compreensão do Evangelho está na reunião da variedade das línguas e na confissão da mesma fé. É a plenitude do mistério Pascal (prefácio). Todos ficaram cheios do Espírito Santo e proclamavam as maravilhas de Deus (At 2,4.11). 
Leituras: Atos 2,1-11;Salmo 103;
1Coríntios 12,3b-7.12-13; João 20,19-23 
1. Pedir o Espírito é pedir que a vida se mantenha. 
2. Os dons do Espírito são a vida da Igreja para anunciar a graça do Evangelho a todos. 
3. A missão de Cristo está nas mãos dos discípulos que agem no Espírito Santo. 
Vento Sem Poeira 
Engraçado! Deus apronta cada leréia! Acho que entende bem nossa cabeça. Quanto mais confuso, mais claro. Veja a criação do mundo: Do nada saiu tudo. Escolhe pessoas de seio morto para ser mãe de um povo. Só por Deus! Jesus, para ser proclamado o Senhor, nasceu escondido num estábulo. O Espírito que é silêncio, vem no meio de uma ventania. O vento sopra onde quer, mas não precisa exagerar. Acho que para seguir o Espírito e o jeito de Deus, temos que fazer mais confusão. O normal não anuncia nada. Dizemos: Já sabia. Os apóstolos saíram tinindo depois daquele momento. Quando mais confuso o avesso do bordado, mais precioso é o desenho. 
Homilia de Domingo de Pentecostes (23.05.2021)

EVANGELHO DO DIA 07 DE JULHO

Evangelho segundo São Mateus 9,32-38. 
Naquele tempo, apresentaram a Jesus um mudo possesso do demónio. Logo que o demónio foi expulso, o mudo falou. A multidão ficou admirada e dizia: «Nunca se viu coisa semelhante em Israel». Mas os fariseus diziam: «É pelo príncipe dos demónios que Ele expulsa os demónios». Jesus percorria todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando todas as doenças e enfermidades. Ao ver as multidões, encheu-Se de compaixão, porque andavam fatigadas e abatidas, como ovelhas sem pastor. Jesus disse então aos seus discípulos: «A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara».
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Teresinha do Menino Jesus 
(1873-1897) 
Carmelita, 
doutora da Igreja 
Carta 135 
«Pedi ao Senhor da seara que mande
 trabalhadores para a sua seara» 
Um dia em que eu meditava no que poderia fazer para salvar almas, recebi viva iluminação de uma passagem do Evangelho. Jesus tinha dito aos seus discípulos, apontando as searas maduras: «Erguei os olhos e vede os campos, que já estão loiros para a ceifa» (Jo 4,35); e, mais adiante: «A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara». Que grande mistério! Pois Jesus não é omnipotente? E as criaturas não pertencem Àquele que as fez? Nesse caso, por que diz Ele: «Pedi ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara»? Porquê? Ah! É que Jesus tem por nós um amor de tal maneira incompreensível que pretende que participemos com Ele na salvação das almas. Nada quer fazer sem nós. O Criador do Universo espera pela oração de uma pobre alma, de uma alma insignificante, para salvar as outras almas, como ela resgatadas pelo preço de todo o seu sangue. A nossa vocação específica não é ir trabalhar na colheita dos campos de espigas maduras. Jesus não nos diz: «Erguei os olhos, olhai os campos e ide para a ceifa». A nossa missão [enquanto carmelitas] é ainda mais sublime. A nós, Jesus diz-nos: «Erguei os olhos e vede, vede os lugares vazios que há no meu Céu e que vos compete preencher; vós sois os meus Moisés, que rezam no alto da montanha (cf Ex 17,8s.). Pedi-Me trabalhadores e Eu os enviarei; espero apenas uma oração, um suspiro do vosso coração!».

07 de julho - Beato Pedro To Rot

“O primeiro Beato da Papua da Nova Guiné abre uma nova era na história do povo de Deus neste país. Martírio sempre fez parte da peregrinação do povo de Deus através da história. Na leitura do Antigo Testamento, o segundo livro de Macabeus conta a história de Eleazar e sua incrível fidelidade à lei santa de Deus, a sua disponibilidade para aceitar a morte, em vez de fazer o mal. Antes da prova suprema, ele disse: "Senhor, a quem pertence o conhecimento sagrado, sabe que, sendo capaz de escapar da morte, sofro com dores terríveis o flagelo do corpo, mas a alma de bom grado suporta tudo isso por temor a Ele" (2 Mac 6, 30). (...) O sofrimento causado pela recente e trágica erupção aproximou a comunidade cristã na Nova Bretanha do mártir Pedro To Rot. No plano salvífico de Deus, o sofrimento "mais do que qualquer outra coisa, faz presente na história da humanidade as forças da Redenção" (Salvifici doloris, 27).

07 de julho - São José Maria Gambaro

Hoje a Igreja agradece ao seu Senhor, que a abençoa e a imbui de luz com o esplendor da santidade destes filhos e filhas da China. Não é porventura o Ano Santo o momento mais oportuno para fazer resplandecer o seu testemunho heroico? A jovem Ana Wang, com catorze anos, resiste às ameaças do carnífice que a convida a renegar e, dispondo-se à decapitação, declara com o rosto radiante: "A porta do Céu está aberta a todos" e murmura três vezes "Jesus". E Chi Zhuzi, com dezoito anos, grita destemido aos que acabavam de lhe cortar o braço direito e se preparavam para o esfolar vivo: "Cada pedaço da minha carne, cada gota do meu sangue vos repetirão que sou cristão". Igual convicção e alegria testemunharam os outros 85 chineses, homens e mulheres de todas as idades e condições, sacerdotes, religiosos e leigos, que selaram a própria indefectível fidelidade a Cristo e à Igreja com o dom da vida.

Santo Antonio Fantosati

"Os preceitos do Senhor dão alegria". 
Estas palavras do Salmo bem a experiência dos 120 mártires na China. Os testemunhos que chegaram até nós deixam entrever neles um estado de espírito marcado por uma profunda serenidade e alegria. Hoje a Igreja agradece ao seu Senhor, que a abençoa e a imbui de luz com o esplendor da santidade destes filhos e filhas da China. Não é porventura o Ano Santo o momento mais oportuno para fazer resplandecer o seu testemunho heroico? A jovem Ana Wang, com catorze anos, resiste às ameaças do carnífice que a convida a renegar e, dispondo-se à decapitação, declara com o rosto radiante: "A porta do Céu está aberta a todos" e murmura três vezes "Jesus". E Chi Zhuzi, com dezoito anos, grita destemido aos que acabavam de lhe cortar o braço direito e se preparavam para o esfolar vivo: "Cada pedaço da minha carne, cada gota do meu sangue vos repetirão que sou cristão".

Festa de todos os Pontífices Romanos

História
 
Esta festa celebra, em uma única data, a memória de todos aqueles, entre os 266 Pontífices Romanos, venerados como Santos e Beatos: 82 Santos e 9 Beatos (até hoje, 2021). Com esta festa, que se realiza na Basílica de São Pedro, queremos recordar a missão de Pedro, que todos os seus sucessores continuam. Alguns deram testemunho, de modo heroico, do mandato de confirmar os irmãos, merecendo ser inscritos no álbum dos Santos e propostos para a veneração do povo cristão.

Santa Maria Guo Lizhi Mártir Festa: 7 de julho

Ela era uma mulher cristã que viveu na China durante um período muito difícil para os cristãos, ela e sua família foram perseguidas por sua fé. Quando chegou a hora de morrer, Maria não só não teve medo, mas deu força aos outros. Ele acompanhou sete de seus parentes até o local onde seriam mortos e os encorajou a não ter medo. Depois que seus entes queridos foram mortos, ela mesma pediu para morrer, demonstrando um profundo amor por Deus e sua família. Martirológio Romano: Na aldeia de Hujiacun perto de Shenxian, também em Hebei, Santa Maria Guo Lizhi, mártir, que na mesma perseguição, como segunda mãe dos Macabeus, exortou sete de seus parentes que ela acompanhou ao lugar da tortura à firmeza de espírito e, pedindo para ser morta, seguiu aqueles que ela havia enviado para o céu.

Beata Ifigênia de São Mateus (Francisca Maria Susanna de Gaillard de la Valdène) Santíssimo Sacramento Virgem, mártir Festa: 7 de julho

(*)Bollène, França, 23 de setembro de 1761 
(+)Orange, França, 7 de julho de 1794 
Ela é uma figura proeminente entre os mártires da Revolução Francesa. Nascida em Bollène em 1761, ela entrou na ordem dos Santíssimos Sacramentinos e, como muitos outros religiosos de seu tempo, foi vítima da ferocidade anticlerical que caracterizou aquele período histórico. Sua morte ocorreu em 7 de julho de 1794 em Orange. Recusando-se a fazer um juramento à República e renunciar à sua fé, ela foi condenada à morte junto com muitas outras irmãs. Sua execução na guilhotina foi um ato de testemunho de sua fé inabalável em Deus. Martirológio Romano: Em Orange, também na França, a Beata Ifigênia de São Mateus (Francisca Maria Susana) de Gaillard de la Valdène, virgem da Ordem de São Bento e mártir durante a Revolução Francesa. As freiras presas na região da planície do Ródano incluíam duas freiras cistercienses, uma beneditina, dezesseis ursulinas e treze freiras do Santíssimo Sacramento.