sexta-feira, 10 de julho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Festa de Corpus Christi”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Graças e louvores
 
A festa do Corpo de Cristo (Corpus Christi) nasce da necessidade de trazer Jesus para o meio do povo. A missa era bela, completa, mas distante. É uma inata tendência de se dizer: Deus é diferente, por isso não pode se misturar. Está longe do Jesus de Nazaré, homem gente, sem deixar de ser Divino para a o povo. S. Juliana queria uma festa para o Santíssimo Sacramento. Apesar dos protestos, atualmente temos uma proximidade maior. Refletindo sobre o texto da liturgia, vemos que tendem a explicitar mais a teologia da Eucaristia e seus fundamentos bíblicos. A celebração da festa reflete o culto do Santíssimo Sacramento. Quantas maravilhas, sobretudo criadas pelo barroco. Que altares! Magníficas procissões. Busca-se reconhecer a grandeza desse Sacramento. Sente-se que é o espaço dado ao povo, por não ter esse espaço de manifestação na celebração que era sempre mais fechada e incompreensível. É verdade que a Eucaristia é para ser “consumida” e não a leitura de textos. É certo que os ritos são necessários, Mas sua exatidão não dispensa sua realidade sacramental humana. Nessa celebração estamos dando essa festa ao coração do povo que se manifesta de tantos modos. Enquanto não se fizer uma reflexão sobre a unidade da devoção e celebração, teremos duas realidades diferentes na Eucaristia. 
Devoção equilibrada 
Temos orientações sobre o culto eucarístico e missa que não foram acolhidas. Por outro lado a liturgia voltou ao que era: rito a ser executado. Já de séculos há uma distinção inaceitável: Missa é uma coisa e Santíssimo Sacramento é outra. Conhecendo a história podemos ver essa situação. Isso se reflete no Concílio de Trento que em um período se discutiu sobre o sacrifício da Missa e em outro em data distante, sobre o Santíssimo Sacramento. Basta conferir as datas das sessões. Pior é fazermos com culto eucarístico logo após a missa. A celebração eucarística é completa. Dizem católicos de outros ritos que a Eucaristia foi feita para ser comida, não para ser adorada. São questões que não foram enfrentadas. Não se nega o rito, mas sua celebração deve ser coerente. Basta fazer bem feita. Temos também a noção de que a Eucaristia só está na missa e no sacrário. Mas nos esquecemos que o Cristo que recebemos na comunhão permanece em nós como presença viva. Já se chegou a afirmar que a presença eucarística em nós só durava enquanto existia ainda a matéria da hóstia dentro de nós. Como ela é tão pequena, seria pouco tempo. Essa é uma presença permanente como ensina evangelho (Jo 6,56). 
De coração para coração 
Cristo é levado pelas ruas. É adorado em belos altares. São magníficos os gestos de adoração e afeto. Todos querem tocar, como tocavam Jesus pelas ruas quando Ele passava, no desejo de receber a graça. “Se eu tocar, nem que seja na sua veste, ficarei curada” (Mt 9,21). É esse o sentimento de quem quer tocar. Jesus atrai, chama. Precisamos ter um coração aberto, como é aberto o coração de Jesus. Como temos essa porta aberta, nosso coração está aberto para que Ele possa entrar. Jesus seja uma presença viva e possamos sempre senti-Lo: “É o Senhor!”. É Ele... É a oração do camponês de S. João Vianey: “Eu olho para Ele, e Ele olha para mim.”. De coração para coração. Fé não é só ideia. É sentimento, coração, corpo. Enquanto não chegarmos a isso, nossa oração perde sua consistência.
ARTIGO PUBLICADO EM MAIO DE 2021

EVANGELHO DO DIA 10 DE JULHO

Evangelho segundo São Mateus 10,16-23. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus apóstolos: «Envio-vos como ovelhas para o meio de lobos. Portanto, sede prudentes como as serpentes e simples como as pombas. Tende cuidado com os homens: hão de entregar-vos aos tribunais e açoitar-vos nas sinagogas. Por minha causa, sereis levados à presença de governadores e reis, para dar testemunho diante deles e das nações. Quando vos entregarem, não vos preocupeis em saber como falar nem com o que dizer, porque nessa altura vos será sugerido o que deveis dizer; porque não sereis vós a falar, mas é o Espírito do vosso Pai que falará em vós. O irmão entregará à morte o irmão e o pai entregará o filho. Os filhos hão de erguer-se contra os pais e causar-lhes a morte. E sereis odiados por todos por causa do meu nome. Mas aquele que perseverar até ao fim, esse será salvo. Quando vos perseguirem numa cidade, fugi para outra. Em verdade vos digo: não acabareis de percorrer as cidades de Israel, antes de vir o Filho do homem». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Catarina de Sena 
(1347-1380) 
Terceira dominicana, 
doutora da Igreja, 
copadroeira da Europa 
Carta 11, a Gregório XI 
O coração protegido por verdadeira
e santa paciência 
Santíssimo e reverendíssimo Padre em Cristo, manso Jesus, Catarina, vossa indigna e miserável filha, recomenda-se a vós no precioso sangue de Jesus, com o desejo de ver o vosso coração firme e inabalável em verdadeira e perfeita paciência, considerando que um coração fraco, inconstante e sem paciência nunca poderá realizar as grandes obras de Deus. Quanto mais pesado for o vosso fardo, mais forte, corajoso e destemido há de ser o vosso coração diante de tudo o que possa acontecer-vos. Bem sabeis, Santíssimo Padre, que, ao tomardes a Igreja como esposa, vos comprometestes a sofrer por ela os ventos contrários, as dores e as tribulações que por causa dela vos assaltarão. Avançai, pois, como homem corajoso, ao encontro dessas tempestades, com fortaleza, paciência e perseverança; que a tristeza nunca vos faça olhar para trás por surpresa e medo; mas perseverai e rejubilai no meio dos perigos e das batalhas, para que o vosso coração rejubile ao ver a obra de Deus ser realizada no meio dos obstáculos que se apresentaram e se apresentarão. Sempre assim foi: as perseguições à Igreja e as tribulações da alma virtuosa terminam sempre na paz que é fruto da verdadeira paciência e da perseverança, para as quais está reservada a coroa da glória. Este é o remédio, e foi por isso que vos disse, Santíssimo Padre, que desejava ver-vos de coração firme e inabalável, protegido por verdadeira e santa paciência.

São Francisco (Bartolomé) Pinazo Peñalver Mártir religioso franciscano Festa: 10 de julho

(*)El Chopo, Espanha, 24 de agosto de 1802
(+)Damasco, Síria, 10 de julho de 1860 
Bartolomé Pinazo Peñalver nasceu em El Chopo, uma vila perto de Alpuente, na província de Valência, em 24 de agosto de 1802. Abandonado pela noiva, ingressou no convento dos Frades Menores Observantes em Chelva como oblato. No início de 1831, iniciou seu noviciado para se tornar irmão leigo no convento de São Francisco, em Valência. Em fevereiro de 1832, fez sua profissão, mudando seu nome para Frei Francesco. Sua primeira missão foi como sacristão na comunidade franciscana que dava apoio espiritual às freiras Clarissas de Gandía: manteve essa posição mesmo quando, em 1835, entraram em vigor as leis subversivas que afetavam as ordens religiosas.

Santa Verónica de Giuliani religiosa, +1727

Nascida em Itália no ano de 1660 recebeu o nome de Úrsula e era uma menina normal, de temperamento vivo. A jovem Úrsula sempre teve liberdade religiosa em casa e assim cresceu o seu amor a Nossa Senhora e a sua devoção à Paixão e Morte de Jesus. Com 17 anos entrou para a Ordem das Religiosas Capuchinhas da cidade de Castelo e mudou seu nome para Verónica em tributo à Verónica que enxugou o rosto do Cristo; já dentro da comunidade, aprofundou tanto a sua devoção que começou a ter experiências místicas com a Virgem Maria e com o Menino Jesus. Com o pedido do bispo diocesano, um prudente sacerdote foi estudar de perto os acontecimentos sobrenaturais e êxtases, submetendo-a a diferentes exames, além de a fazer escrever tudo ao ponto de preencher 44 volumes. Santa Verônica uniu-se perfeitamente ao Cristo sofredor, ao ponto de receber numa sexta-feira santa as marcas da paixão do Cristo, que perduraram até à sua morte com 67 anos: na autópsia percebeu-se no seu coração um lado aberto, sinal de sua fé e total oferta pela salvação das Almas.

10 de julho - Beato Emanuel Riz e companheiros

No dia 10 de julho de 1860, um grupo de 11 franciscanos foi morto pelos muçulmanos em Damasco. Todos mortos por ódio à fé. Desse grupo, seis eram Franciscanos Menores, dois eram irmãos de votos professos, também franciscanos e três eram leigos, irmãos de sangue maronitas. Ficaram conhecidos como os “bem-aventurados mártires de Damasco”. Desde a época se São Francisco, os franciscanos se esforçavam e levar a presença do cristianismo no mundo islâmico: como tantos outros, também este grupo pagou com seu sangue o testemunho de Cristo vítima sacrifical em meio aos homens. Quase todos esses mártires eram de nacionalidade espanhola e se encontravam no convento de Damasco, na Síria vivendo a vida em comum e exercendo seu apostolado junto à população local.

Beato Nicanor Ascanio

Nicanor Ascanio nasceu no Vilarejo de Salvanés, província de Madrid, em 1814. Aos 16 anos tomou o hábito dos Frades Menores, continuou seus estudos e foi ordenado sacerdote. Ele foi diretor das Irmãs Concepcionistas e pároco em sua terra natal. Muito devoto, penitente, zeloso, desejava se consagrar por inteiro às missões. Essa vontade fez dele um sacerdote modelo. Na sua juventude, ele tinha sonhado com a vida apostólica, o sacrifício e o martírio, mas em 26 anos, esses desejos não passaram de meros sonhos. A venerável Irmã Maria das Dores, morta com a fama de santidade em 27 de janeiro de 1891, tinha assegurado a ele que Deus queria que ele fosse a Terra Santa, como missionário e mártir na pátria de Jesus.

Santa Rufina e Santa Seconda, mártires de Roma Festa: 10 de julho

(†)Roma, ca. 260
 
As informações sobre o martírio de Rufina e Secunda são consistentes. Condenadas sob o comando de Valeriano e Galiano pelo prefeito Júnio Donato, foram martirizadas em Roma, na altura do quilômetro dez da Via Cornélia. A tradição conta que eram irmãs que, prometidas em casamento a dois jovens cristãos apóstatas, fizeram voto de virgindade. Tendo falhado, apesar de todas as tentativas, em persuadi-los a apostatar e casar-se, os dois jovens as denunciaram. Quase certamente, uma basílica foi erguida sobre seu túmulo no século IV, talvez pelo Papa Júlio I, cuja localização é impossível de precisar com certeza hoje. Rufina e Secunda, com seu exemplo, nos lembram que, em uma sociedade multirreligiosa como aquela para a qual caminhamos, as razões da fé prevalecem sobre as do coração. 

Santas Anatólia e Vitória, Virgens e mártires – 10 de julho

A “passio” de Anatólia e Vitória conta que na época do imperador romano Décio elas eram irmãs cujo casamento fora arranjado com dois nobres romanos pagãos. Anatólia procurava todos os pretextos para adiar o casamento; Vitória via aproximar-se a data do casamento com prazer. Ao tentar convencer a irmã a decidir-se, Vitória provou pela Sagrada Escritura que o casamento era agradável a Deus. Anatólia apresentou-lhe argumentos tão convincentes a favor da virgindade, que no mesmo dia Vitória desfez o noivado e vendeu as joias e o enxoval em proveito dos pobres. Seus pretendentes denunciaram as jovens como sendo cristãs, recebendo a permissão para aprisioná-las em suas propriedades até que elas se convencessem a renunciar à sua Fé e a desposá-los. 

Santa Amalberga de Maubeuge, Viúva e monja - 10 de julho

Esposa, mãe, viúva e religiosa: 
Uma santa lendária que 
viveu no século VII. 
Hoje a Igreja celebra Santa Amalberga de Maubeuge, também conhecida pelo nome de Madelberga, Amalburga, Amélia e Amália. Ela não deve ser confundida com Santa Amélia, mártir de Tavio que viveu no século III, mas, acima de tudo, com sua homônima e contemporânea, Santa Amalberga de Temse, ela também comemorada em 10 de julho. Santa Amalberga de Maubeuge nasceu em Saintes, na Valônia, Brabante, atualmente Bélgica, de uma família de ascendência nobre e cresceu na riqueza que convém a sua classe social. Desposou Witger [2], Duque de Lotaríngia e Conde de Brabante, de cuja união nasceram três filhos: Santo Emeberto [3], que foi bispo de Cambrai, Santa Reinalda [4] mártir, que morreu decapitada em mãos dos hunos, e Santa Gúdula [5], abadessa proclamada Padroeira da Bélgica e Bruxelas.

Santa Amalberga de Temse, Virgem - Festejada 10 de julho

Santa Amalberga, patrona de Temse, Bélgica, era, como sua homônima, da alta nobreza e destinada a possuir bens consideráveis, não somente na região das Ardennes, onde ela nasceu, mas também nas mais distantes regiões do país. Seu nome vinha de uma tradição antiquíssima entre os Ostrogodos, tanto que a sua dinastia era apontada como a dos “Amali”. O nome atualmente desapareceu e em seu lugar é conhecido na forma abreviada de Amália. Há três Santas com o nome Amalberga, dentre as quais duas foram contemporâneas e são festejadas no mesmo dia, 10 de julho, a virgem Amalberga de Temse e Santa Amalberga de Maubeuge. Segundo uma Vita escrita pelo monge Goscelin de Canterbury, do Mosteiro de São Pedro de Gand, Santa Amalberga nasceu nas Ardennes, na cidade de Rodingi (Bélgica), e foi educada no Convento de Munsterbilzen por Santa Landrada, onde recebeu uma formação profundamente religiosa que a fez afastar-se do mundo e receber o véu monacal pelas mãos de São Vilibrordo.

Beatas Maria Gertrudes de Santa Sofia de Ripert d'Alauzin e Inês de Jesus (Sílvia) de Romillon, Virgens Ursulinas, mártires Festa: 10 de julho

(*)Bollène, França, 15 de novembro de 1757 
(+)Orange, França, 10 de julho de 1794 
Martirológio Romano: Em Orange, França, as bem-aventuradas Maria Geltrude de Santa Sofia de Ripert d'Alauzin e Inês de Jesus (Sílvia) de Romillon, virgens da Ordem de Santa Úrsula e mártires durante a Revolução Francesa. 
A Beata Maria Gertude de Santa Sofia de Ripert d'Alauzier nasceu em 15 de novembro em Bollène. Sentindo vocação religiosa, ingressou nas Irmãs de Santa Úrsula. Foi presa em 1794 e levada para as prisões de Orange, onde foi morta em 10 de julho de 1794. Tinha apenas 36 anos. Antes de ser executada, "agradeceu aos seus juízes pela alegria que lhe haviam proporcionado e beijou o cadafalso antes de subir", segundo o testemunho de M. d'Hesminy d'Auribéau.

Felicidade e seus sete filhos, mártires : Santos (+162)

“Nos tempos do imperador Antonino, foi presa e encarcerada a nobre senhora Felicidade com seus sete cristianíssimos filhos”. Assim começam as Atas do martírio de santa Felicidade e dos seus sete filhos que certos estudiosos acham que não podem ser autênticas, embora muito antigas. É bastante evidente neste documento a inspiração em dois outros clamorosos casos de martírio coletivo, de uma mãe juntamente com sete filhos: o caso dos irmãos Macabeus, de que fala a Sagrada Escritura no capítulo 7 do segundo livro dos Macabeus e aquele de santa Sinforosa. Parece até que não se possa falar de sete verdadeiros irmãos, embora isso venha afirmado por são Gregório Magno. Este, de fato, acolhendo o pedido de santa Teodolinda, enviou-lhe algumas gotas de óleo da lâmpada que ardia próximo ao sepulcro da mártir.

António Percierskij Ermita, Santo + 1073

Santo António "da gruta",
 desde a adolescência, 
sempre buscou a solidão das cavernas 
para as suas orações contemplativas. 
Depois, fundou nos flancos da montanha, 
mosteiros constituídos
 por diversas cavernas.
António, que antes se chamava Antipas, nasceu na Ucrânia no ano de 983. Percierskij, na realidade, não é o seu sobrenome, mas sim um apelido e tem um significado: "da gruta". Trata-se de uma referência à cela, escavada por ele mesmo, no vale de Dnjepr, próximo a Kiev, que deu origem à vida monástica russa. António "da gruta", desde a adolescência, sempre buscou a solidão das cavernas, típicas de sua região, para suas orações contemplativas. Depois viveu, até os quarenta e cinco anos de idade, peregrinando solitário pelos inúmeros mosteiros do monte Athos, na Grécia.

Canuto da Dinamarca Rei da Dinamarca, Mártir, Santo 1040-1086

Rei dinamarquês, vítima duma revolta, 
massacrado numa igreja
com seu irmão Bento; 
padroeiro da Dinamarca.
Canuto nasceu no ano 1040. Era o filho primogénito do rei Estevão II, da Dinamarca, portanto, o sucessor direito e legal ao trono. Mas, quando seu pai morreu, Canuto foi traído por um irmão ambicioso, que lhe usurpou o reino. Criado e educado com sabedoria e nobreza, o santo desde pequeno mostrou dotes de piedade e caridade. Encontrou desde cedo paz e serenidade na oração e na fé. Casou-se com uma cristã, princesa de Flandres, e com ela teve um filho, Carlos, que também se tornaria santo. Com toda essa formação, Canuto não reagiu com violência à traição do irmão, aventureiro e ingrato. Confiou e esperou.

Pacífico de Cerano Franciscano Menor, Beato 1424-1482

Religioso, beato (+ 1230). 
Muito cedo ficou órfão dos pais. 
Foi educado pelos beneditinos, 
mas preferiu depois entrar 
na Ordem Franciscana. 
Estudou em Paris. 
De retorno à Itália, passou 
o resto da sua via a pregar. 
Pacífico Ramati nasceu no ano de 1424 em Cerano, na cidade de Novara, Itália. Muito cedo ficou órfão dos pais, sendo educado e formado pelo superior dos beneditinos do Mosteiro de São Lorenzo de Novara. Após a morte do seu benfeitor beneditino, ele decidiu seguir a vida religiosa, mas preferiu ingressar na Ordem dos Irmãos Menores Franciscanos, no Convento de São Nazário, dos ilustres João Capristano e Bernardino de Siena, hoje ambos santos da Igreja. Em 1444, com vinte anos de idade e no ano da morte de são Bernardino, tomou o hábito franciscano.

ORAÇÕES - 10 DE JULHO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
10 – Sexta-feiraSantos: Bv. Francisco, Verônica Giuliani
Evangelho (Mt 10,16-23) Sereis odiados por todos, por causa do meu nome. Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo.”
Jesus avisou seus seguidores que enfrentariam oposição e seriam perseguidos. Usou exemplos fortes, quase que exagerando, para nos deixar claro que não devemos recuar ou fugir, por maiores que sejam as dificuldades. Muito mais temos de ser perseverantes e continuar fieis a suas propostas em nossas pequenas adversidades.
Oração
Senhor Jesus, de fato, inda não enfrentei grandes dificuldades e perigos por ser discípulo vosso. Muitas vezes, porém, fugi diante de pequenos obstáculos nesta minha vida. Preciso que me deis coragem para não fugir, e bastante amor para continuar. Mais ainda quando perceber que sou tão frágil e tão medroso em vos seguir. Amém.

quinta-feira, 9 de julho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Trindade Santa”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Trindade Santa ensina
 
 A Trindade nos foi revelada por Jesus. No Antigo Testamento havia ação conjunta do Pai, Filho e Espírito Santo, mas não o conhecimento. Por isso, os que seguem o A. Testamento sem admitir o Novo Testamento como continuação da revelação, não são cristãos. Jesus acaba por ser um profeta, ou um grande, mas não como Filho de Deus, revelador e salvador. Um com o Pai e o Espírito. Ele mesmo disse: “São estas as palavras que vos falei, estando ainda convosco, que importava que se cumprisse tudo o que de Mim estava escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos!” (Lc 24,44). O Espírito Santo continua a missão de Jesus: “O Espírito me glorificará, porque receberá do que é meu e vos anunciará” (Jo, 16,14). A Igreja não cuidou de anunciar a missão do Espírito. Vivemos o tempo do Espírito, que na Trindade tem a missão de santificação. Da Santíssima Trindade aprendemos a viver a vida cristã e a vida na Igreja, pois em Deus temos a vida, o movimento e o ser (At 17,28). Ela é o espelho e a vida da Igreja. Tudo o que realizamos, iniciamos com o sinal da cruz: “Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. O mistério da salvação, do qual participamos, está em perfeita comunhão com a Trindade. Participamos da missão do Filho na evangelização, com todo o poder que lhe foi dado (Mt 28,18). Amar a Trindade não é uma devoção, mas uma vida e missão. Para a Trindade não temos devoção, mas acolhimento e compromisso. 
Comunhão que acolhe 
Aprendemos dessa nossa Família o modo de viver concretamente em nossa comunidade, pois Jesus nos quis comunidade. A união da Trindade se faz no mútuo acolhimento. O Pai ama o Filho (Jo 5,20). Em seu amor ao Pai nos dá o Espírito (Jo 15,26). Aquele que realiza o pleno amor entre o Pai e o Filho nos é dado para viver. O Espírito vem nos acolher porque com Ele se iniciou a vida da comunidade cristã, no dia de Pentecostes. A vivência da comunidade não é primeiramente social, é profundamente trinitária. Não nos acolhemos porque é bom, mas acolhemos porque vivemos a vida da Trindade. O que nos une não são gestos de boa vontade, mas gestos do Pai que acolhe o Filho no acolhimento do Espírito. Vivemos esse gesto para renovar o mundo. Aí sim, o social nos ajuda. Comunhão é para acolher. Quando comungamos, nós o fazemos para gerar comunhão com Deus e os irmãos. Comungar não é para gerar um momento espiritual, mas para deixar a Trindade Santa de continuar em nós, para o mundo, sua presença. Jesus veio para abrir para nós a comunhão com a vida de Deus. A Igreja não é, em primeiro lugar, uma instituição, mas a comunhão, Corpo de Cristo. 
Anunciando a vida 
Sair de si significa ter vida, como o ramo cresce, o rio se alarga, o sol se levanta. Como as águas que nascem do trono de Deus significando o Espírito Santo, participamos da vida da Trindade na missão do Filho que se encarnou para anunciar as maravilhas que conhecemos de sua Páscoa. Ele estourou os gonzos da morte para que a Vida reinasse para sempre entre nós. Anunciamos fortemente que o Pai nos amou e enviou seu Filho que nos dá o Espírito Santo para que a vida de Deus em nós se torne missão. Quem encontrou Jesus O leva aos outros. Sem isso não passamos de idólatras, adorando ficções e fantasias que nos levam ao egoísmo. Vivamos a liberdade que, no Espírito nos conduz ao Pai.
Leituras: Deuteronômio 4,32-34.39-40; 
Salmo 32;
Romanos 8,14-17; Mateus 28,16-20. 
1. Amar a Trindade não é uma devoção, mas uma vida e uma missão. 
2. Não nos acolhemos porque é bom, mas acolhemos porque vivemos a vida da Trindade. 
3. Vivemos a liberdade que, no Espírito nos conduz ao Pai.
Quando três é um. 
Quem não se dá bem com matemática, não tenha receio de estar errado ao dizer que o Pai, o Filho e o Espírito são Um, sem que cada um seja parte, mas que viva na união com as outras duas Pessoas. Refletimos sobre essa nossa Família, aquela da qual fazemos parte, não por escolha nossa, mas por uma deferência do Pai, do Filho e do Espírito. Jesus sempre reflete o que Ele é: família, não como a nossa. A nossa que tem que ser como a Dele, sem diminuir a outro ou esgotá-lo, Se fazem Um. Cada um tem uma missão que é comum ao Outro. Esse é o modelo para a Igreja. Seremos inteiramente Igreja quando somos uns para os outros.
Homilia da Santíssima Trindade 30.05.2021

EVANGELHO DO DIA 09 DE JULHO

Evangelho segundo São Mateus 10,7-15.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus apóstolos: «Ide e proclamai que está próximo o Reino dos Céus. Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, sarai os leprosos, expulsai os demónios. Recebestes de graça, dai de graça. Não adquirais ouro, prata ou cobre, para guardardes nas vossas bolsas; nem alforge para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem cajado; porque o trabalhador merece o seu sustento. Quando entrardes em alguma cidade ou aldeia, procurai saber de alguém que seja digno e ficai em sua casa até partirdes daquele lugar. Ao entrardes na casa, saudai-a, e se for digna, desça a vossa paz sobre ela; mas se não for digna, volte para vós a vossa paz». Se alguém não vos receber nem ouvir as vossas palavras, saí dessa casa ou dessa cidade e sacudi o pó dos vossos pés. Em verdade vos digo que haverá mais tolerância, no dia do Juízo, para a terra de Sodoma e Gomorra do que para aquela cidade». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Liturgia bizantina 
Grande Litania da paz e Litania da comunhão 
«Se [essa casa] for digna, desça a vossa paz sobre ela»
Diácono: Em paz, oremos ao Senhor. 
Todos: Kyrie, eleison. 
Pela paz que vem do alto e pela salvação das nossas almas, oremos ao Senhor. – Kyrie, eleison. Pela paz do mundo inteiro, pela estabilidade das santas Igrejas de Deus e pela união de todos, oremos ao Senhor. – Kyrie, eleison. Por este santo templo e por aqueles que nele entram com fé, piedade e temor a Deus, oremos ao Senhor. – Kyrie, eleison. Pelo nosso pai e bem-aventurado patriarca N., pelo nosso bispo N., pela venerável ordem dos sacerdotes, pelo diaconado em Cristo, por todo o clero e pelo povo, oremos ao Senhor. – Kyrie, eleison. Pelo nosso país e pelos que o governam, e em particular pelos servos de Deus N. e N., oremos ao Senhor. – Kyrie, eleison. Por esta nossa cidade (ou «nossa vila», «nossa aldeia» ou «nosso santo mosteiro»), por todas as cidades, vilas e aldeias e pelos fiéis que nelas residem, oremos ao Senhor. – Kyrie, eleison. Pela vinda de um tempo favorável, pela abundância dos frutos da terra e por dias de paz, oremos ao Senhor. – Kyrie, eleison. Pelos que andam e trabalham no mar ou nos ares, pelos viajantes, pelos doentes, pelos aflitos, pelos que estão detidos, por todos os que sofrem e pela salvação de todos, oremos ao Senhor. – Kyrie, eleison. Para que sejamos libertados de todas as aflições, da cólera, dos perigos e das necessidades, oremos ao Senhor. – Kyrie, eleison. Socorrei-nos, salvai-nos, tende piedade de nós e protegei-nos, Senhor, com a vossa graça. – Kyrie eleison. Invocando todos os santos, ainda e novamente em paz, oremos ao Senhor. – Kyrie, eleison. Que este dia seja perfeito, santo, pacífico e sem pecado, peçamos ao Senhor. – Concedei-nos, Senhor. Um anjo de paz, guia fiel, guardião das nossas almas e dos nossos corpos, peçamos ao Senhor. – Concedei-nos, Senhor. O perdão e a remissão dos nossos pecados e transgressões, peçamos ao Senhor. – Concedei-nos, Senhor. Tudo o que for bom e proveitoso à nossa alma e a paz para o mundo, peçamos ao Senhor. – Concedei-nos, Senhor. A graça de passarmos o resto da nossa vida em paz e penitência, peçamos ao Senhor. – Concedei-nos, Senhor. Um fim de vida cristão, sem dor, sem vergonha, pleno de paz, e a nossa justificação quando nos encontrarmos diante do seu temível trono de Juiz, peçamos ao Senhor. – Concedei-nos, Senhor. Suplicando a unidade da fé e a comunhão do Espírito Santo, recomendemo-nos mutuamente uns aos outros, e confiemos toda a nossa vida a Cristo, nosso Deus. – A Vós, Senhor.

Santos Agostinho Zhao Rong presbítero e Companheiros, mártires chineses

Evangelização da China
 
O primeiro anúncio do Evangelho na China tem origens muito remotas: parece que também São Tomé, um dos Doze apóstolos de Jesus, foi até lá em sua obra de evangelização. Contudo, segundo os primeiros testemunhos fidedignos, a chegada do cristianismo à China, através da Síria, ocorreu apenas no século V. No entanto, na época moderna, muito se deve à Companhia de Jesus, que enviou seus missionários jesuítas, como Mateus Ricci, que desembarcaram em Macau, em 1582. No início, a nova religião gozava de certa liberdade de culto: com o edito do imperador, em 1692, foi possível a profissão de fé e a pregação livre no âmbito do império. Porém, esta situação não durou muito. 

Santas Floriana e Faustina, mártires de Roma Festa: 9 de julho

Emblema:
Palmeira 
O único testemunho referente a essas duas mártires encontra-se no Martirológio de São Jerônimo, em 9 de julho, onde são associadas a outras santas: "Romae ad guttam iugiter manantem natale virginum Florianae, Faustinae, Anatholiae, Felicitatis". Este latercolo, contudo, é um tanto enigmático, assim como outros no mesmo Martirológio. Anatólia é, na verdade, companheira de Vitória, mártir de Sabina, enquanto Felicidade é a presumida mãe dos sete irmãos: ambas são mencionadas desde o 10º dia. Nada se sabe com precisão sobre Floriana e Faustina, que em outros códices do Martirológio também são apresentadas como homens. Quanto à indicação topográfica de seu túmulo, que Delchaye declara impossível de rastrear, sabemos por Baronio que se localizava próximo à Acque Salvie; acredita-se que o nome derive de uma nascente existente ali. Através de uma inscrição do século VII, sabemos que existia um oratório dedicado a Santa Faustina perto de Massa Maralis, na propriedade Capitone, na altura do quilômetro 12 da Via Latina. 
Autor: Agostino Amore 
Fonte: Biblioteca Sanctorum