quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “E começaram a festa”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Alegria da salvação
 
A tônica da celebração de hoje é a alegria que já está anunciada na antífona de Entrada: “Alegra-te Jerusalém!... Vós que estais tristes, exultai de alegria. Saciai-vos com a abundância de suas consolações”. Esse quarto domingo é chamado de “Laetare” é o domingo da alegria, como lemos também no terceiro domingo do Advento. São os primeiros raios da alegria da festa que se aproxima, como lemos na oração da missa: “Concedei ao povo cristão correr ao encontro das festas que se aproximam, cheio de fervor e exultando de fé”. Podemos ver essa alegria na parábola do Pai amoroso e o filho perdido que chamamos de “filho pródigo” quando diz ao irmão que “era preciso festejar e alegrar-nos, porque este teu irmão estava perdido e foi encontrado” (Lc 15,32). A parábola do Pai amoroso nos traduz bem o sentido da redenção: O homem perdido pelo pecado, caído na extrema miséria, cai em si mesmo e se vê necessitado de salvação. O Pai envia o Filho para buscar a ovelha perdida. Cristo trabalha o coração do homem para que vá para Deus. O Pai é como o pai da parábola. Espera a criatura que se perdeu. Ansioso manda tantos meios de redenção. Se o homem vai ao profundo da miséria é para pensar na riqueza de vida da casa do Pai. Por mais que seja profunda sua situação pecadora, não haverá jamais um obstáculo para o retorno à casa paterna. Ele é filho, faz parte da família. O irmão que não o quer receber são aqueles que não aceitam que o Pai seja generoso, como é o caso dos fariseus que negavam a Jesus o direito de acolher os pecadores. Essa é a alegria de Jesus. 
Nova criatura 
Paulo nos escreve: “Se alguém está em Cristo, é uma criatura nova. O mundo velho desapareceu. Tudo agora é novo. E tudo vem de Deus, que por Cristo nos reconciliou consigo e nos confiou o ministério da reconciliação” (2Cor 5,17-18). A reconciliação realiza o grande desígnio de Deus de redenção. Em Cristo fomos reconciliados com o Pai. Mais ainda: Deus nos confiou esse ministério de reconciliação para levarmos tantos a serem novas criaturas. Diz o Apóstolo Paulo: “Em nome de Cristo suplicamos: ‘Deixai-vos reconciliar com Deus” (2Cor 5,20). É importante sabermos que estamos, depois de reconciliados com Deus, em união ao ministério de Reconciliação de Jesus colaborando na reconciliação dos homens. Deus quer precisar de nós para essa missão. Ser nova criatura é ter a vida nova que nos foi dada pela Ressurreição de Cristo e unir-nos ao Cristo que está sempre em missão no mundo. Por isso, a última ordem de Jesus foi: “Ide por todo mundo, proclamai o Evangelho a toda criatura” (Mc 16,15). 
Terra nova 
Com a entrada na terra prometida realizou-se a promessa feita a Moisés de libertar o povo e conduzi-lo a uma terra onde manam leite e mel (Ex 3,8).Toda caminhada no deserto, passando para muitos sofrimentos foi para atravessar o Jordão e entrar na terra prometida. O povo de Deus celebra a Páscoa na terra prometida. Já comem os produtos da terra. Tudo é novo. Não vivem mais do milagre do Maná que deixou de cair do Céu. Puderam comprovar quão suave é o Senhor (Sl 33). A conquista da terra simboliza o novo mundo onde os fiéis redimidos vivem. A Páscoa de Jesus abre também a vida em uma terra nova, a do alto, para onde foi conduzido o povo dos redimidos. É a festa que o Pai oferece pela chegada do filho recuperado. É a vida do alto onde vivem as novas criaturas que passaram o mar das águas do Batismo e participam com Cristo da festa que o Pai oferece. 
Leituras: Josué 5,9ª.10-12; Salmo 33; 
2 Coríntios 5,17-21; Lucas 15,1-3.11-32 
1. A tônica da celebração é a alegria da salvação do Pai que acolhe o filho perdido. 
2. Recebemos a reconciliação e participamos de sua obra. 
3. A entrada na terra prometida é o prenúncio da redenção que nos dá um novo mundo. 
Essa festa eu não perco 
O domingo é de festa. Os judeus chegam à terra prometida. O pai bondoso dá uma festaça para o filho que volta depois de ter gasto tudo o que tinha recebido de herança. As criaturas são novas. É festa para todo gosto. Eu não vou perder nenhuma. Não sou judeu, mas, se estamos aqui foi porque estiveram lá. Não somos perdidos, mas aproveitamos a alegria do pai. E somos novos, podemos aproveitar bem as festas. A festa da Páscoa resume todas essas festas e ainda propõe outras mais. Fazer a Páscoa é abrir um calendário de festas. A alegria da festa permanece, pois é festa que domina o coração e não é somente exterior. O coração alegre alegra um corpo inteiro. 
Homilia do 4º Domingo da Quaresma (31.03.2019)

EVANGELHO DO DIA 12 DE FEVEREIRO

Evangelho segundo São Marcos 7,24-30. 
Naquele tempo, Jesus dirigiu-Se para a região de Tiro e Sidónia. Entrou numa casa e não queria que ninguém o soubesse. Mas não pôde passar despercebido, pois logo uma mulher, cuja filha tinha um espírito impuro, ao ouvir falar dele, veio prostrar-se a seus pés. A mulher era pagã, siro-fenícia de nascimento, e pediu-Lhe que expulsasse o demónio de sua filha. Mas Jesus respondeu-lhe: «Deixa primeiro que os filhos estejam saciados, pois não está certo tirar o pão dos filhos para o lançar aos cachorrinhos». Ela, porém, disse: «Senhor, também é verdade que os cachorrinhos comem debaixo da mesa as migalhas das crianças». Então Jesus respondeu-lhe: «Dizes muito bem. Podes voltar para casa, porque o demónio já saiu da tua filha». Ela voltou para casa e encontrou a criança deitada na cama. O demónio tinha saído. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Guigues o Cartuxo 
(1083-1136) 
Prior da Grande Cartuxa
Carta sobre a vida contemplativa, 6-7 
«Ela veio prostrar-se a seus pés» 
«Senhor, que só Te deixas ver pelos corações puros (cf Mt 5,8), eu procuro, na leitura e na meditação, encontrar a verdadeira pureza do coração e a forma de a obter, a fim de, graças a ela, Te conhecer, por pouco que seja. Procurei o teu rosto, Senhor, procurei o teu rosto (cf Sl 26,8). Meditei muito dentro do meu coração, e um fogo se iluminou na minha meditação: o desejo de Te conhecer melhor. Quando partes para mim o pão da Sagrada Escritura, reconheço-Te nessa fração de pão (cf Lc 24,30-35); e quanto melhor Te conheço, mais desejo conhecer-Te, não só no sentido do texto, mas no sabor da experiência. Não o peço, Senhor, pelos meus méritos, mas por causa da tua misericórdia. Devo confessar que sou realmente pecador e indigno, mas "também é verdade que os cachorrinhos comem debaixo da mesa as migalhas das crianças". Dá-me portanto, Senhor, em fiança pela herança futura, ao menos uma gota da chuva celeste para refrescar a minha sede, pois estou sequioso de amor». 
É através deste tipo de discursos que a alma chama pelo seu Esposo. E o Senhor, que olha pelos justos e não Se limita a ouvir as suas preces, mas está presente nessa oração, não espera pelo final. Ele interrompe o discurso a meio, aparece de repente, vem rapidamente ao encontro da alma que O deseja, fluindo no doce orvalho do céu como perfume de grande preço. Ele recria a alma fatigada, alimenta a que tem fome, fortifica a sua fragilidade, reaviva-a mortificando-a através de um admirável esquecimento de si própria, torna-a sóbria ao inebriá-la.

Beato José Olallo Valdés (1820-1889)

O Servo de Deus Venerável José Olallo Valdés nasceu em Havana, Ilha de Cuba, em 12 de fevereiro de 1820. Filho de pais desconhecidos, foi confiado à Casa Cuna San José em Havana, onde, no mesmo dia, 15 de março de 1820, recebeu o batismo. Ele viveu e foi educado na mesma Casa Cuna até os 7 anos de idade, e depois na Casa da Caridade, mostrando-se um menino sério e responsável; aos 13-14 anos, ingressou na Ordem Hospitalária de São João de Deus, na comunidade do hospital dos Santos Filipe e São Tiago, em Havana. Superando os obstáculos que pareciam impedir sua vocação, ele permaneceu firme em sua decisão, tornando sua profissão de religioso hospitalário. Em abril de 1835, foi designado para a cidade de Porto Príncipe (hoje Camagüey), juntando-se à comunidade do Hospital de San Juan de Dios, onde se dedicou pelo resto da vida ao serviço dos doentes, segundo o estilo de San Juan de Dios; Em 54 anos, ele esteve ausente do hospital por apenas uma noite, e por motivos além de seu controle. De enfermeira assistente, aos 25 anos tornou-se o "Enfermeiro Sênior do hospital e, em 1856, Superior da Comunidade. Viveu diante de grandes sacrifícios e dificuldades, mas sempre com retidão e força de espírito: sua vida dedicada à hospitalidade não foi afetada durante o período da supressão das Ordens Religiosas pelos governos liberais espanhóis, embora isso também envolvesse a confiscação de bens eclesiásticos.

12 de fevereiro - Beato Paulo de Barletta

O ano de nascimento do Beato Paulo de Barletta é desconhecido para nós, assim como sua família. Podemos reunir as informações que temos sobre ele nas crônicas da Ordem Agostiniana, das quais ele era membro. Ele entrou na ordem de Santo Agostinho quando jovem e, gradualmente, seu desejo de viver com maior perfeição cresceu tanto que ele se afastou de sua terra natal para "ir aonde ninguém o conhecia pessoalmente, senão somente Deus". De fato, sabendo do voto da Observância, que naquele momento estava sendo conduzido na Província Portuguesa da Ordem, ele obteve uma licença do Superior Geral Frade Perozino para se mudar para lá. De caráter jovial, mas particularmente dedicado à oração e à penitência, viveu intensamente o relacionamento com o Mistério da paixão e da morte de Jesus. Mas, apesar da estima criada ao seu redor, devido a mal-entendidos, não faltaram perseguições por parte do prior do convento, que ele sabia aceitar com paciência e alegria evangélica. Tendo provado sua inocência, para reabilitar seu nome, o próprio Prior escreveu cartas edificantes, endereçadas a várias partes da Província, nas quais divulgou as grandes virtudes deste homem de Deus, daquilo que sofrera injustamente e paciência admirável. que, sem se desculpar, o tolerara. Enviado como missionário à ilha de São Thomé, nas Índias Orientais, trabalhou incansavelmente para espalhar o Evangelho. Frei Paolo aceitou sua última doença com resignação, vista como mais purificação.

Santos Saturnino e Companheiros, mártires de Abissínia, África

Tratam-se de 49 cristãos, presos em 304, por terem participado de uma Missa dominical. Foram torturados, mas não negaram à sua fé. Um deles, interrogado por que havia desobedecido, respondeu: "Sine dominico non possumus": "Não podemos viver sem celebrar o dia do Senhor". https://www.vaticannews.va/pt/santo-do-dia.html 
Santos Mártires de Abitene 
Festa: 12 de fevereiro 
† Cartago, 304 d.C. 
Não é realmente possível viver sem celebrar o Senhor, porque desistir dele seria como cortar as raízes de uma planta, secar uma fonte que nutre um povo. Essa consciência animou os 49 santos mártires (incluindo 19 mulheres) de Abitiania, uma cidade na África Proconsular, diante do perseguidor. Naqueles anos - a história se passa entre o final do século III e o início do século IV - o imperador Diocleciano desencadeou uma dura repressão contra os cristãos, forçando o clero a entregar os livros sagrados e proibindo as reuniões.

Beata Umbelina, Abadessa cisterciense - Festejada 12 de fevereiro

     Única irmã de São Bernardo de Claraval (que tinha outros cinco irmãos), Umbelina nasceu por volta de 1092 no Castelo de Fontaine-les-Dijon.
     Ela ficou conhecida pelos colóquios que mantinha com seu célebre irmão, narrados em todas as "Vidas" de São Bernardo. Nelas pode-se conhecer toda dor de São Bernardo por ocasião da morte de seu irmão, o Beato Gerardo, e da própria Umbelina.
     Um ano mais jovem que o irmão, parece que Umbelina se assemelhava muito com ele quanto à beleza física, mas também provavelmente quanto ao caráter.
     Quando seu pai e seus seis irmãos se consagraram a Deus na Abadia de Citeaux (*), na Borgonha, para levarem uma vida piedosa e exemplar, ela se casou com Guido de Marcy, irmão da Duquesa de Lorena, e, possuindo uma grande fortuna, levava uma vida frívola e mundana.
     Algum tempo depois, Umbelina resolveu fazer uma visita a Bernardo perto de Claraval, ostentando seus atavios e escoltada por grande séquito. Bernardo recusou recebê-la se ela não prometesse seguir os seus conselhos, isto é, mudar de vida, abandonando todo luxo.
     Debulhada em lágrimas, ela porém teve forças para responder: “Eu posso ser uma pecadora, mas foi por pessoas como eu que Cristo morreu, e é porque sou uma pecadora que eu preciso da ajuda dos homens piedosos”.

São Ethelwold de Lindisfarne, Bispo Festa: 12 de fevereiro Séculos VII a VIII.

Nascidoentre os séculos VII e VIII, foi discípulo de São Cuthbert. Ao ingressar no mosteiro de Melrose, tornou-se primeiro provost e depois abade. Em 721, após a morte do bispo Ealfrid, foi eleito bispo de Lindisfarne. Ele morreu por volta do ano 740 e foi sepultado na catedral. Suas relíquias, junto com as de São Cuthbert e outros santos, foram transferidas para a Escócia em 875, depois para Chester em 883 e, finalmente, para Durham em 995. São Ethelwold (Aediluualdus) é um bispo que viveu entre os séculos VII e VIII. Lembrado como discípulo de São Cuthbert, tornou-se religioso e ingressou no mosteiro de Melrose. Nessa comunidade, tornou-se primeiro provedor e depois abade. Em 721, após a morte do bispo Ealfrid, foi eleito bispo de Lindisfarne. Acredita-se que ele tenha morrido por volta do ano 740. Após seu funeral, foi sepultado na catedral. No ano de 875, suas relíquias, junto com as de São Cuthbert e outros santos, foram transferidas para a Escócia. Treze anos depois, em 883, as relíquias foram trazidas primeiro para Chester e, em 995, para Durham. Embora não seja conhecida uma festa para esse santo bispo, em alguns martirológios sua memória é fixada em 12 de fevereiro. 
Autor: Mauro Bonato 
Abade em Melrose e depois Bispo de Lindisfarne. Era muito admirado por São Beda, o Venerável.

Santo Antônio Cauleas, Patriarca de Constantinopla Festa: 12 de fevereiro

(†)Constantinopla, c. 901
 
Nascidoperto de Constantinopla no século IX, ingressou no mosteiro aos doze anos e tornou-se abade. Em 893, foi eleito patriarca de Constantinopla em um período de grande confusão, após o imperador ter expulsado os legítimos patriarcas Inácio e Fócio. Antônio conseguiu persuadir os seguidores de Inácio a reconhecer sua legitimidade, obtendo assim a reconciliação das duas facções e a pacificação da Igreja. Ele morreu pouco depois, em 901. 
Martirológio Romano: Em Constantinopla, Santo Antônio, conhecido como Cauléas, bispo, que na época do imperador Leão VI trabalhou arduamente para fortalecer a paz e a unidade na Igreja. 
Santo Antônio Cauleas nasceu perto de Constantinopla, em um lugar onde seus pais haviam se retirado por medo de perseguição iconoclasta. Com a morte de sua mãe Antônio, então com apenas doze anos, ele entrou em um mosteiro na capital imperial bizantina, do qual logo se tornou abade com o nome de "Antonio II Cauleas" (tendo sido precedido por Antonio I Cassimatas, 821-837). O pai de Antonio também entrou no mosteiro mais tarde e recebeu o hábito religioso diretamente das mãos do filho. A Igreja Oriental vivia naquela época em grande confusão, após o imperador ter expulsado o legítimo patriarca constantinopolitano São Inácio (23 de outubro) e, em 867, ter imposto o famoso Fócio ao trono episcopal. No entanto, ele também foi forçado a deixar a cadeira patriarcal em 886, provavelmente pressionado pelo novo imperador Leão VI, que queria instalar seu irmão mais novo Estêvão.

Eulália DE MÉRIDA Mártire, Santa

Virgem e mártir. 
Queimada com tochas ardentes, 
ainda teve forças para dizer ao algoz : 
« Deita sal no meu corpo 
para que não me apresente insossa 
ao meu Esposo celestial ! » 
PADROEIRA DE BALASAR 
Esta notícia biográfica sobre Santa Eulália é da autoria do Padre Humberto Pasquale, que a publicou no Boletim de Graças da Alexandrina. A vida e o martírio de Eulália estão narrados num livro, em língua latina, do ano 405, pelo poeta Aurélio Prudêncio. A perseguição de Maximiano contra os cristãos alastrou-se, no fim do terceiro século, por todas as regiões do Império Romano e, portanto, à Península. A comunidade cristã florescia e a crueldade dos pagãos recrudesceu com mais violência no centro mais importante da Espanha, na cidade Emérita Augusta, chamada hoje Mérida. Os habitantes fugiram pelos campos e bosques. Assim fez Libério com a esposa e a única filha, uma moça de 12 anos já conhecida pela sua bondade e modéstia. Eulália, no seu esconderijo, não tinha sossego ao saber que muitos irmãos da cidade eram vítimas das perseguições. Resolveu um dia, embora tão nova e fraca, intervir directamente junto do legado imperial. Numa noite, com uma amiga de nome Júlia, partiu para Mérida. Chegada à frente do Pretor, pediu-lhe encarecida e corajosamente que acabasse com a perseguição. O legado imperial, pasmado pela audácia da rapariga, procurou de mil maneiras fazê-la renegar a sua fé.

Julião Hospitaleiro Sacerdote, Santo Século VI

Depois de ter assassinado os pais, converteu-se. 
Após os funerais, colocou a esposa num mosteiro,
doou os bens aos pobres e 
partiu para cuidar da alma. 
Dedicou-se aos leprosos que serviu 
com grande humildade e carinho.
Conta a tradição que os pais de Julião eram nobres e viviam num castelo. No dia do seu batizado, seus pais tiveram um sonho idêntico. Nele, um ermitão lhes dizia que o menino seria um santo. O menino foi educado como um nobre, apreciando a caça como esporte, e apesar do caráter violento, era caridoso com os pobres. Na adolescência, foi a vez de Julião. Ele sonhou com um grande veado negro que lhe disse: "Você será o assassino de seus pais". Impressionado, fugiu para nunca mais voltar. Ficou famoso como soldado mercenário. Casou-se com uma princesa e foi morar num castelo. Certa noite, saiu para caçar, avisando que voltaria só ao nascer do sol. Algumas horas depois, seus pais, já idosos, chegaram para revê-lo. Foram bem acolhidos pela nora que lhes cedeu o seu quarto para aguardarem o filho, repousando. Julião regressou irritado porque não conseguira nenhuma caça. Mas a lembrança da esposa a sua espera acalmou seu coração. Na penumbra do quarto, percebeu que na cama havia duas pessoas. Possuído pela cólera matou os dois com seu punhal. Ao tentar sair, viu o vulto de sua mulher na porta do quarto.

Reginaldo de Orleans Dominicano, Beato 1175-1220

Sacerdote dominicano. 
Figura extremamente carismática
e singela, generoso com o próximo 
mas austero consigo mesmo. 
Beatificado em 1875, por Pio IX.
Reginaldo nasceu em 1175 na pequena cidade de Saint Gilles, sul da França . Desde a infância foi uma criança especial, possuía inteligência acima da média e vocação religiosa. Comunicador nato, se tornou uma figura extremamente carismática e singela, generoso com o próximo mas austero consigo mesmo. Com estas características, ao atingir a idade indicada, foi estudar direito canónico na Universidade de Paris. Em 1206, recebeu o diploma de doutor, sendo convidado para ser titular da cadeira de direito canónico, cargo que exerceu durante cinco anos. Reginaldo dividia o seu tempo com o trabalho, o estudo, a caridade e a oração contemplativa unida a rígida penitência, alcançando grandes progressos espirituais. Ficou conhecido e se tornou respeitado no meio académico e do clero. Os seus contemporâneos registraram que era um gigante durante os sermões, ardoroso e veemente, adquiria um brilho especial, fazendo com que a presença de Deus fosse sentida no ambiente e o no coração dos ouvintes.

ORAÇÕES - 12 DE FEVEREIRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
12 – Quinta-feira – Santos: Eulália, Antônio de Constantinopla, Etevaldo
Evangelho (Mc 7,24-30) Uma mulher, que tinha uma filha com um espírito impuro, ouviu falar de Jesus. Foi até ele e caiu a seus pés. A mulher era pagã....”
Por alguma razão, o Mestre não queria ser reconhecido naquela terra de pagãos. Mas, a graça de Deus, a força da presença de Jesus,agia também ali, entre aquela gente que não conhecia Javé e seus caminhos. Aquela mãe acreditou no poder de Jesus, que nunca tinha visto antes.E foi teimosa, insistente. Não desanimou. Não só teve a filha curada, mas também um novo sentido paraa vida.
Oração
Senhor Jesus, essa mulher pagã desafia-me e obriga a pensar. Ela tinha tudo contra si, mas encontrou em Jesus sentido para  sua vida.Eu tenho todas as oportunidades, tantos privilégios e ajudas. Mas correspondo muito pouco a vossos favores. Perdoai-me, Senhor.Tirai-me de meu sossego para afinal vos seguir em vosso jeito de pensar e  de viver.  Não permitais que seja ingrato. Amém.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “O Espírito discerne”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
A Sabedoria que educa
 
Em sua reflexão sobre o caminho da santidade na Exortação Gaudete et Exultate, o Papa Francisco nos auxilia a grande verdade do discernimento. Não se trata em resolver os grandes problemas que nos atingem, mas também as pequenas questões de nossa vida. Como estamos sempre envolvidos em tantas solicitações e vivemos tantos contatos, podemos nos perder no secundário e no prejudicial. Diante dessas realidades, o Papa faz a pergunta: “Como é possível saber se algo vem do Espírito Santo ou se deriva do espírito do mundo e do espírito maligno? A única forma é o discernimento” (GE 166). É um dom que devemos pedir, pois Deus quer nos oferecer sempre uma vida plena, mesmo nas pequenas coisas do dia a dia. É certo que nossa capacidade espiritual já tem elementos suficientes para o bem viver. Contudo, diante das realidades presentes que se aceleram, precisamos do dom do discernimento. “Se o pedirmos com confiança ao Espírito Santo e, ao mesmo tempo, nos esforçarmos por cultivá-lo com a oração, a reflexão, a leitura e o bom conselho, poderemos crescer nesta capacidade espiritual” (GE 166). A vida que levamos parece tão normal. Mas vivemos um perigo grande de nos tornamos escravos da situação e nos tornarmos marionetes. “Hoje em dia, tornou-se particularmente necessária a capacidade de discernimento, porque a vida atual oferece enormes possibilidades de ação e distração, sendo-nos apresentadas pelo mundo como se fossem todas válidas e boas. Todos, mas especialmente os jovens, estão sujeitos a um zapping constante” (GE 167).
Guardar o que é bom 
Devemos tirar da mente que exista um contínuo duelo entre Deus e o “diabinho”. O que nos move ao mal está em nós mesmos como restos do pecado original. São tendências contra as quais temos que lutar. O discernimento nos ajuda não só a vencer o mal, mas também a desbloquear a tendência que temos de nos acomodar e não assumirmos novidades que nos farão crescer no serviço ao mundo. O discernimento nos ajuda a sair da rigidez mental ou espiritual. Assim nos diz o Papa Francisco: “Noutras ocasiões as forças do mal nos induzem a não mudar, a deixar as coisas como estão, a optar pelo imobilismo e a rigidez e, assim, impedimos que atue o sopro do Espírito Santo” (GE 168). Dizemos que não temos lideranças novas no mundo. O motivo é a falta de discernimento do chamado do Espírito. “Somos livres, com a liberdade de Jesus, mas Ele nos chama a examinar o que há dentro de nós – desejos, angústias, temores, expectativas – e o que acontece fora de nós – os “sinais dos tempos”, para reconhecer os caminhos da liberdade plena: “examinai tudo, guardai o que é bom” (1Ts 5,21) (GE 168). O Espírito nos desamarra de nossos egoísmos. 
Sempre à luz do Senhor 
“O discernimento... é um instrumento de luta, para seguir melhor o Senhor. É sempre útil, para sermos capazes de reconhecer os tempos de Deus e a sua graça, para não desperdiçarmos as inspirações do Senhor e não ignorarmos o seu convite a crescer”. Temos a ideia de que bons são os grandes e os heróis. O que decide em nossa vida são as pequenas coisas. São os tijolos que, feitos de pequenos grãos, fazem as grandes construções. “Por isso, escreve o Papa: peço a todos os cristãos que não deixem de fazer cada dia, um diálogo com o Senhor que nos ama, um sincero exame de consciência. Ao mesmo tempo, o discernimento leva-nos a reconhecer os meios concretos que o Senhor predispõe, no seu misterioso plano de amor, para não ficarmos apenas pelas boas intenções” (GE 169).
ARTIGO PUBLICADO EM MARÇO DE 2019

EVANGELHO DO DIA - 11 DE FEVEREIRO

Evangelho segundo São Marcos 7,14-23. 
Naquele tempo, Jesus chamou de novo para junto de Si a multidão e disse-lhes: «Escutai-Me e procurai compreender. Não há nada fora do homem que ao entrar nele o possa tornar impuro. O que sai do homem é que o torna impuro. Se alguém tem ouvidos para ouvir, oiça». Quando Jesus, ao deixar a multidão, entrou em casa, os discípulos perguntaram-Lhe o sentido da parábola. Ele respondeu-lhes: «Vós também não entendestes? Não compreendeis que tudo o que de fora entra no homem não pode torná-lo impuro, porque não entra no coração, mas no ventre, e depois vai parar à fossa?». Assim, Jesus declarava puros todos os alimentos. E continuou: «O que sai do homem é que o torna impuro; porque do interior dos homens é que saem as más intenções: imoralidades, roubos, assassínios, adultérios, ambições, injustiças, fraudes, devassidão, inveja, difamação, orgulho, insensatez. Todos estes vícios saem do interior do homem e são eles que o tornam impuro». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Cirilo de Jerusalém 
(313-350)
Bispo de Jerusalém, 
doutor da Igreja 
Catequese batismal n.º 2, 1-2 
O mal provém do interior do coração do homem 
O mal deliberado é fruto da premeditação; ora, nós pecamos indubitavelmente com premeditação, como afirma claramente o profeta: «Eu te plantei como vinha escolhida, planta de boa qualidade; como degeneraste em sarmento bastardo, ó videira estranha?» (Jr 2,21). Boa planta, mau fruto: o mal vem da premeditação. O culpado não é aquele que planta, mas a videira será consumida pelo fogo, uma vez que, tendo sido plantada para dar bons frutos, deu voluntariamente frutos maus. «Deus criou os homens retos, eles, porém, procuraram maquinações sem fim», observa o Eclesiastes (7,29). «Na verdade, nós somos obra de Deus, criados em Jesus Cristo, em vista das boas obras», diz o apóstolo (Ef 2,10). Portanto, o Criador, que é bom, criou para boas obras, mas a criatura, seguindo uma escolha própria, voltou-se para o mal. O pecado é, pois, um mal terrível, como dissemos; mas não é incurável: terrível para quem se apega a ele, é fácil de curar para quem, por meio da penitência, se separa dele. Mas então, o que é o pecado? É um animal? É um demónio? Qual é a sua origem? Não se trata, ó homem, de um inimigo que te ataca de fora, mas de uma produção má que cresce a partir de ti. Se olhares com olhos francos, não terás concupiscência; se guardares o que te pertence e não tomares o que é dos outros, a avareza cairá por terra; se pensares no juízo, nem a fornicação, nem o adultério, nem o homicídio, nem qualquer tipo de desobediência prevalecerão em ti. Quando, porém, te esqueces de Deus, começas a pensar no mal e a cometer a iniquidade.

SANTA SOTERA, VIRGEM E MÁRTIR, NA VIA ÁPIA

Santo Ambrósio, o célebre pastor da Igreja de Milão, que era sobrinho-neto desta Santa, felicitava sua família por ter produzido esta ilustre mártir e a considerava o seu mais belo ornamento. Ele celebrava o martírio de sua parente que descendia como ele da gens Aurelia (1) Sotera contava entre seus ancestrais com uma longa linhagem de cônsules, prefeitos e governadores de províncias. Mas sua verdadeira glória consiste em ter desprezado, por amor de Jesus Cristo, a nobreza de nascimento, o brilho de sua beleza, as vantagens da fortuna, enfim, todos os seus bens, que atraem os desejos dos mundanos. Ela fez o sacrifício de sua virgindade a Deus e, como sua grande beleza a expunha a grandes perigos, ela negligenciava o cuidado de sua aparência e dispensava o uso de todo ornamento criado para atrair a atenção. Foi assim que ela se preparou para dar um glorioso testemunho da divindade de Jesus Cristo. A ocasião se apresentou imediatamente após a publicação dos editos bárbaros que Diocleciano e Maximiano promulgaram contra os fieis. Sotera foi aprisionada, conduzida diante dos magistrados, que fizeram com que ela fosse rudemente golpeada no rosto.

Santa Elisa (ou Eloísa) Reclusa Festa: 11 de fevereiro (†)cerca de 1060

Nascida de origem francesa, ela foi esposa do Conde Hugo de Meulan e depois de outro homem. Mulher religiosa e piedosa, ela doou parte de seus bens à abadia beneditina de Coulombs. Após a morte de seu segundo marido, ela se retirou para o claustro da mesma abadia, onde viveu em oração e meditação até sua morte antes de 1060. Ela foi enterrada na cripta da abadia, mas seu túmulo se perdeu no século XVII. 
Etimologia: Héloise (como Louis, de quem é feminino) = derivado de Clóvis 
Pertencente a uma família nobre francesa, Elisa (Heloise, lat. Helvisa) foi esposa do Conde Hugo de Meulan, conhecido como "Cabeça de Urso", de quem logo ficou viúva. Mulher muito religiosa e de grande piedade, doou uma parte considerável das propriedades herdadas de seu marido à abadia beneditina de Notre-Dame de Coulombs (perto de Nogent-le-Roi, na diocese de Chartres), cujo abade Berengário recebeu dela em 1033 as duas igrejas paroquiais de Lainville e Montreuil-sur-Epte, com as receitas relativas e metade das terras anexadas, conforme comprovado pelo documento de cessão, confirmado naquele mesmo ano pelo Conde Galerano di Meulan, que tinha essas igrejas como feudo.

Castrense de Cartagena Bispo, Mártir, Santo + 450

Nasceu nesta cidade do norte da África,
actual Tunísia.
Foi mais tarde bispo da cidade italiana de Sessa,
depois de ter sido deportado pelo rei Genserico.
Castrense viveu no século V, era cristão e bispo de Cartagena, actual Tunísia, África. Durante a invasão dos Vândalos, comandados pelo rei Genserico, ele foi lançado ao mar, junto com outros sacerdotes e fiéis, dentro de um velho navio desprovido de velas, remos e leme. Com certeza, o intuito era que morressem afogados, mas milagrosamente ele sobreviveu, desembarcando na costa italiana, próxima a Nápoles. Pelos registros, ele retomou sua missão apostólica e logo se tornou bispo de Castel Volturno. Depois, de acordo com o antiquíssimo "Calendário Marmóreo" de Nápoles, ele também foi eleito bispo de Sessa, aceitando a difícil tarefa de conduzir os dois rebanhos, os quais guiou com amor e zelo paternal. Castrense era humilde e carismático, penitente e caridoso, durante a sua vida patrocinou dois episódios prodigiosos, registrados nos arquivos da Igreja: libertou um homem possesso pelo demónio e salvou um navio cheio de passageiros de uma grande tempestade. Assim, a fama de santidade já o acompanhava, quando morreu como mártir de Jesus Cristo, em 11 de fevereiro de 450, em Sessa, Nápoles. Logo passou a ser venerado pela população em toda Campânia e em muitas outras cidades, inclusive na África.

Gregório II Pape, Santo 669-731

Papa de 715 a 731). 
Reconstruiu diversos mosteiros e
enviou São Bonifácio em missão.
Gregório nasceu no ano de 669. Pertencia a uma família cristã da nobreza romana, o pai era senador e a mãe uma nobre, que se dedicava à caridade. Ele teve uma educação esmerada junto à cúria de Roma. Muito culto, era respeitado pelo clero Ocidental e Oriental. Além da conduta recta, sabia unir sua fé inabalável com as aptidões inatas de administrador e diplomata. Tanto que, o papa Constantino I pediu que ele o acompanhasse à capital Constantinopla, para tentar resolver junto ao imperador do Oriente, Leão II, que se tornara iconoclasta, a grave questão das imagens. Escolhido para o pontificado em 19 de Maio de 715, Gregório II governou a Igreja durante dezasseis anos. Neste longo período, administrou seu rebanho com generosidade e sabedoria, consolidando a posição da Igreja no cenário político e religioso. Em 719, enviou são Bonifácio à Alemanha e nos anos seguintes encorajou e apoiou a sua missão apostólica. Incentivou a vida monástica e enfrentou com firmeza, o imperador Leão II, que com um decreto proibia o culto das imagens, o qual, provocou um levante das províncias da Itália contra o exército que marchava para Roma. Gregório não se intimidou, mas para evitar um confronto com os muçulmanos, mandou consertar as muralhas de Roma.

São Pascoal I Papa Festa: 11 de fevereiro (✝︎)824

Papa de 25/01/817 a 11/02/824
Pascoal I, abade da basílica de Santo Estêvão, foi consagrado em 25 de janeiro de 817. Foi Papa de 817 a 11 de fevereiro de 824. Ele foi consagrado em 25 de janeiro de 817, ou seja, nem mesmo um dia após a morte de seu predecessor. Durante seu pontificado, promoveu as primeiras missõe
s aos países escandinavos. Ele mandou reconstruir a Igreja de Santa Cecília. Pascal I foi responsável pelas primeiras intervenções sociais, além de duas executadas. Ele foi declarado santo porque, segundo a lenda, durante uma missa entrou em "transe" e revelou o local exato do enterro de Santa Cecília e seu marido Valeirano, martirizado durante o Império Romano. Os corpos foram extraídos do cemitério de San Callisto. Pascal morreu em 11 de fevereiro de 824, o povo romano, apesar de seu interesse social, impediu o sepultamento de São Pedro e acredita-se que seus restos mortais repousam na basílica romana de Santa Prassede. 
Martirógio Romano: Também em Roma, foi deposto São Pascual I, papa, que retirou das catacumbas muitos corpos de santos mártires, que desejava transferir no desejo de serem venerados, colocando-os com toda honra em várias igrejas de Roma.

São Pedro De Jesus Maldonado-Padre Lucero, mártir -11 de fevereiro

Sacerdote mexicano, devoto 
do Santíssimo Sacramento. 
Mártir. Canonizado em 2000 
e festejado com os seus companheiros a 21 de Maio.
(*)Chihuahua, México, 15 de junho de 1892 
(✝︎)11 de fevereiro de 1937 
Ele nasceu na cidade de Chihuahua, Chih. (Arquidiocese de Chihuahua) em 15 de junho de 1892. Pároco de Santa Isabella, Chihuahua. Padre apaixonado por Jesus no Sacramento, ele era um animador exaustivo de muitas rodadas de adoração noturna entre os paroquianos que lhe eram confiados. A perseguição religiosa que prejudicou o centro da República Mexicana de 1926 a 1929 aparentemente anulou os pactos do presidente Emilio Portes Gil. No Estado de Chihuahua, a perseguição foi mais severa a partir de 1931, quando o governo começou a aplicar drasticamente as leis anticatólicas. Em 10 de fevereiro de 1937, Quarta-feira de Cinzas, celebrou a Eucaristia, distribuiu as cinzas e dedicou-se à confissão. De repente, um grupo de homens armados apareceu para prendê-lo. Padre Pedro pegou um relicário com hóstias consagradas e seguiu seus sequestradores. Quando chegaram à presidência municipal, tanto políticos quanto policiais começaram a insultá-lo e espancá-lo.