quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “O Espírito discerne”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
A Sabedoria que educa
 
Em sua reflexão sobre o caminho da santidade na Exortação Gaudete et Exultate, o Papa Francisco nos auxilia a grande verdade do discernimento. Não se trata em resolver os grandes problemas que nos atingem, mas também as pequenas questões de nossa vida. Como estamos sempre envolvidos em tantas solicitações e vivemos tantos contatos, podemos nos perder no secundário e no prejudicial. Diante dessas realidades, o Papa faz a pergunta: “Como é possível saber se algo vem do Espírito Santo ou se deriva do espírito do mundo e do espírito maligno? A única forma é o discernimento” (GE 166). É um dom que devemos pedir, pois Deus quer nos oferecer sempre uma vida plena, mesmo nas pequenas coisas do dia a dia. É certo que nossa capacidade espiritual já tem elementos suficientes para o bem viver. Contudo, diante das realidades presentes que se aceleram, precisamos do dom do discernimento. “Se o pedirmos com confiança ao Espírito Santo e, ao mesmo tempo, nos esforçarmos por cultivá-lo com a oração, a reflexão, a leitura e o bom conselho, poderemos crescer nesta capacidade espiritual” (GE 166). A vida que levamos parece tão normal. Mas vivemos um perigo grande de nos tornamos escravos da situação e nos tornarmos marionetes. “Hoje em dia, tornou-se particularmente necessária a capacidade de discernimento, porque a vida atual oferece enormes possibilidades de ação e distração, sendo-nos apresentadas pelo mundo como se fossem todas válidas e boas. Todos, mas especialmente os jovens, estão sujeitos a um zapping constante” (GE 167).
Guardar o que é bom 
Devemos tirar da mente que exista um contínuo duelo entre Deus e o “diabinho”. O que nos move ao mal está em nós mesmos como restos do pecado original. São tendências contra as quais temos que lutar. O discernimento nos ajuda não só a vencer o mal, mas também a desbloquear a tendência que temos de nos acomodar e não assumirmos novidades que nos farão crescer no serviço ao mundo. O discernimento nos ajuda a sair da rigidez mental ou espiritual. Assim nos diz o Papa Francisco: “Noutras ocasiões as forças do mal nos induzem a não mudar, a deixar as coisas como estão, a optar pelo imobilismo e a rigidez e, assim, impedimos que atue o sopro do Espírito Santo” (GE 168). Dizemos que não temos lideranças novas no mundo. O motivo é a falta de discernimento do chamado do Espírito. “Somos livres, com a liberdade de Jesus, mas Ele nos chama a examinar o que há dentro de nós – desejos, angústias, temores, expectativas – e o que acontece fora de nós – os “sinais dos tempos”, para reconhecer os caminhos da liberdade plena: “examinai tudo, guardai o que é bom” (1Ts 5,21) (GE 168). O Espírito nos desamarra de nossos egoísmos. 
Sempre à luz do Senhor 
“O discernimento... é um instrumento de luta, para seguir melhor o Senhor. É sempre útil, para sermos capazes de reconhecer os tempos de Deus e a sua graça, para não desperdiçarmos as inspirações do Senhor e não ignorarmos o seu convite a crescer”. Temos a ideia de que bons são os grandes e os heróis. O que decide em nossa vida são as pequenas coisas. São os tijolos que, feitos de pequenos grãos, fazem as grandes construções. “Por isso, escreve o Papa: peço a todos os cristãos que não deixem de fazer cada dia, um diálogo com o Senhor que nos ama, um sincero exame de consciência. Ao mesmo tempo, o discernimento leva-nos a reconhecer os meios concretos que o Senhor predispõe, no seu misterioso plano de amor, para não ficarmos apenas pelas boas intenções” (GE 169).
ARTIGO PUBLICADO EM MARÇO DE 2019

EVANGELHO DO DIA - 11 DE FEVEREIRO

Evangelho segundo São Marcos 7,14-23. 
Naquele tempo, Jesus chamou de novo para junto de Si a multidão e disse-lhes: «Escutai-Me e procurai compreender. Não há nada fora do homem que ao entrar nele o possa tornar impuro. O que sai do homem é que o torna impuro. Se alguém tem ouvidos para ouvir, oiça». Quando Jesus, ao deixar a multidão, entrou em casa, os discípulos perguntaram-Lhe o sentido da parábola. Ele respondeu-lhes: «Vós também não entendestes? Não compreendeis que tudo o que de fora entra no homem não pode torná-lo impuro, porque não entra no coração, mas no ventre, e depois vai parar à fossa?». Assim, Jesus declarava puros todos os alimentos. E continuou: «O que sai do homem é que o torna impuro; porque do interior dos homens é que saem as más intenções: imoralidades, roubos, assassínios, adultérios, ambições, injustiças, fraudes, devassidão, inveja, difamação, orgulho, insensatez. Todos estes vícios saem do interior do homem e são eles que o tornam impuro». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Cirilo de Jerusalém 
(313-350)
Bispo de Jerusalém, 
doutor da Igreja 
Catequese batismal n.º 2, 1-2 
O mal provém do interior do coração do homem 
O mal deliberado é fruto da premeditação; ora, nós pecamos indubitavelmente com premeditação, como afirma claramente o profeta: «Eu te plantei como vinha escolhida, planta de boa qualidade; como degeneraste em sarmento bastardo, ó videira estranha?» (Jr 2,21). Boa planta, mau fruto: o mal vem da premeditação. O culpado não é aquele que planta, mas a videira será consumida pelo fogo, uma vez que, tendo sido plantada para dar bons frutos, deu voluntariamente frutos maus. «Deus criou os homens retos, eles, porém, procuraram maquinações sem fim», observa o Eclesiastes (7,29). «Na verdade, nós somos obra de Deus, criados em Jesus Cristo, em vista das boas obras», diz o apóstolo (Ef 2,10). Portanto, o Criador, que é bom, criou para boas obras, mas a criatura, seguindo uma escolha própria, voltou-se para o mal. O pecado é, pois, um mal terrível, como dissemos; mas não é incurável: terrível para quem se apega a ele, é fácil de curar para quem, por meio da penitência, se separa dele. Mas então, o que é o pecado? É um animal? É um demónio? Qual é a sua origem? Não se trata, ó homem, de um inimigo que te ataca de fora, mas de uma produção má que cresce a partir de ti. Se olhares com olhos francos, não terás concupiscência; se guardares o que te pertence e não tomares o que é dos outros, a avareza cairá por terra; se pensares no juízo, nem a fornicação, nem o adultério, nem o homicídio, nem qualquer tipo de desobediência prevalecerão em ti. Quando, porém, te esqueces de Deus, começas a pensar no mal e a cometer a iniquidade.

SANTA SOTERA, VIRGEM E MÁRTIR, NA VIA ÁPIA

Santo Ambrósio, o célebre pastor da Igreja de Milão, que era sobrinho-neto desta Santa, felicitava sua família por ter produzido esta ilustre mártir e a considerava o seu mais belo ornamento. Ele celebrava o martírio de sua parente que descendia como ele da gens Aurelia (1) Sotera contava entre seus ancestrais com uma longa linhagem de cônsules, prefeitos e governadores de províncias. Mas sua verdadeira glória consiste em ter desprezado, por amor de Jesus Cristo, a nobreza de nascimento, o brilho de sua beleza, as vantagens da fortuna, enfim, todos os seus bens, que atraem os desejos dos mundanos. Ela fez o sacrifício de sua virgindade a Deus e, como sua grande beleza a expunha a grandes perigos, ela negligenciava o cuidado de sua aparência e dispensava o uso de todo ornamento criado para atrair a atenção. Foi assim que ela se preparou para dar um glorioso testemunho da divindade de Jesus Cristo. A ocasião se apresentou imediatamente após a publicação dos editos bárbaros que Diocleciano e Maximiano promulgaram contra os fieis. Sotera foi aprisionada, conduzida diante dos magistrados, que fizeram com que ela fosse rudemente golpeada no rosto.

Santa Elisa (ou Eloísa) Reclusa Festa: 11 de fevereiro (†)cerca de 1060

Nascida de origem francesa, ela foi esposa do Conde Hugo de Meulan e depois de outro homem. Mulher religiosa e piedosa, ela doou parte de seus bens à abadia beneditina de Coulombs. Após a morte de seu segundo marido, ela se retirou para o claustro da mesma abadia, onde viveu em oração e meditação até sua morte antes de 1060. Ela foi enterrada na cripta da abadia, mas seu túmulo se perdeu no século XVII. 
Etimologia: Héloise (como Louis, de quem é feminino) = derivado de Clóvis 
Pertencente a uma família nobre francesa, Elisa (Heloise, lat. Helvisa) foi esposa do Conde Hugo de Meulan, conhecido como "Cabeça de Urso", de quem logo ficou viúva. Mulher muito religiosa e de grande piedade, doou uma parte considerável das propriedades herdadas de seu marido à abadia beneditina de Notre-Dame de Coulombs (perto de Nogent-le-Roi, na diocese de Chartres), cujo abade Berengário recebeu dela em 1033 as duas igrejas paroquiais de Lainville e Montreuil-sur-Epte, com as receitas relativas e metade das terras anexadas, conforme comprovado pelo documento de cessão, confirmado naquele mesmo ano pelo Conde Galerano di Meulan, que tinha essas igrejas como feudo.

Castrense de Cartagena Bispo, Mártir, Santo + 450

Nasceu nesta cidade do norte da África,
actual Tunísia.
Foi mais tarde bispo da cidade italiana de Sessa,
depois de ter sido deportado pelo rei Genserico.
Castrense viveu no século V, era cristão e bispo de Cartagena, actual Tunísia, África. Durante a invasão dos Vândalos, comandados pelo rei Genserico, ele foi lançado ao mar, junto com outros sacerdotes e fiéis, dentro de um velho navio desprovido de velas, remos e leme. Com certeza, o intuito era que morressem afogados, mas milagrosamente ele sobreviveu, desembarcando na costa italiana, próxima a Nápoles. Pelos registros, ele retomou sua missão apostólica e logo se tornou bispo de Castel Volturno. Depois, de acordo com o antiquíssimo "Calendário Marmóreo" de Nápoles, ele também foi eleito bispo de Sessa, aceitando a difícil tarefa de conduzir os dois rebanhos, os quais guiou com amor e zelo paternal. Castrense era humilde e carismático, penitente e caridoso, durante a sua vida patrocinou dois episódios prodigiosos, registrados nos arquivos da Igreja: libertou um homem possesso pelo demónio e salvou um navio cheio de passageiros de uma grande tempestade. Assim, a fama de santidade já o acompanhava, quando morreu como mártir de Jesus Cristo, em 11 de fevereiro de 450, em Sessa, Nápoles. Logo passou a ser venerado pela população em toda Campânia e em muitas outras cidades, inclusive na África.

Gregório II Pape, Santo 669-731

Papa de 715 a 731). 
Reconstruiu diversos mosteiros e
enviou São Bonifácio em missão.
Gregório nasceu no ano de 669. Pertencia a uma família cristã da nobreza romana, o pai era senador e a mãe uma nobre, que se dedicava à caridade. Ele teve uma educação esmerada junto à cúria de Roma. Muito culto, era respeitado pelo clero Ocidental e Oriental. Além da conduta recta, sabia unir sua fé inabalável com as aptidões inatas de administrador e diplomata. Tanto que, o papa Constantino I pediu que ele o acompanhasse à capital Constantinopla, para tentar resolver junto ao imperador do Oriente, Leão II, que se tornara iconoclasta, a grave questão das imagens. Escolhido para o pontificado em 19 de Maio de 715, Gregório II governou a Igreja durante dezasseis anos. Neste longo período, administrou seu rebanho com generosidade e sabedoria, consolidando a posição da Igreja no cenário político e religioso. Em 719, enviou são Bonifácio à Alemanha e nos anos seguintes encorajou e apoiou a sua missão apostólica. Incentivou a vida monástica e enfrentou com firmeza, o imperador Leão II, que com um decreto proibia o culto das imagens, o qual, provocou um levante das províncias da Itália contra o exército que marchava para Roma. Gregório não se intimidou, mas para evitar um confronto com os muçulmanos, mandou consertar as muralhas de Roma.

São Pascoal I Papa Festa: 11 de fevereiro (✝︎)824

Papa de 25/01/817 a 11/02/824
Pascoal I, abade da basílica de Santo Estêvão, foi consagrado em 25 de janeiro de 817. Foi Papa de 817 a 11 de fevereiro de 824. Ele foi consagrado em 25 de janeiro de 817, ou seja, nem mesmo um dia após a morte de seu predecessor. Durante seu pontificado, promoveu as primeiras missõe
s aos países escandinavos. Ele mandou reconstruir a Igreja de Santa Cecília. Pascal I foi responsável pelas primeiras intervenções sociais, além de duas executadas. Ele foi declarado santo porque, segundo a lenda, durante uma missa entrou em "transe" e revelou o local exato do enterro de Santa Cecília e seu marido Valeirano, martirizado durante o Império Romano. Os corpos foram extraídos do cemitério de San Callisto. Pascal morreu em 11 de fevereiro de 824, o povo romano, apesar de seu interesse social, impediu o sepultamento de São Pedro e acredita-se que seus restos mortais repousam na basílica romana de Santa Prassede. 
Martirógio Romano: Também em Roma, foi deposto São Pascual I, papa, que retirou das catacumbas muitos corpos de santos mártires, que desejava transferir no desejo de serem venerados, colocando-os com toda honra em várias igrejas de Roma.

São Pedro De Jesus Maldonado-Padre Lucero, mártir -11 de fevereiro

Sacerdote mexicano, devoto 
do Santíssimo Sacramento. 
Mártir. Canonizado em 2000 
e festejado com os seus companheiros a 21 de Maio.
(*)Chihuahua, México, 15 de junho de 1892 
(✝︎)11 de fevereiro de 1937 
Ele nasceu na cidade de Chihuahua, Chih. (Arquidiocese de Chihuahua) em 15 de junho de 1892. Pároco de Santa Isabella, Chihuahua. Padre apaixonado por Jesus no Sacramento, ele era um animador exaustivo de muitas rodadas de adoração noturna entre os paroquianos que lhe eram confiados. A perseguição religiosa que prejudicou o centro da República Mexicana de 1926 a 1929 aparentemente anulou os pactos do presidente Emilio Portes Gil. No Estado de Chihuahua, a perseguição foi mais severa a partir de 1931, quando o governo começou a aplicar drasticamente as leis anticatólicas. Em 10 de fevereiro de 1937, Quarta-feira de Cinzas, celebrou a Eucaristia, distribuiu as cinzas e dedicou-se à confissão. De repente, um grupo de homens armados apareceu para prendê-lo. Padre Pedro pegou um relicário com hóstias consagradas e seguiu seus sequestradores. Quando chegaram à presidência municipal, tanto políticos quanto policiais começaram a insultá-lo e espancá-lo.

Santa Maria -Nossa Senhora Aparecida

Comemoramos hoje a Solenidade da Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, cuja imagem foi encontrada no Rio Paraíba pelos pescadores da região no ano de 1717, o vigário de Guaratinguetá na ocasião era o Padre José Alves Vilela (1715 a 1745). No início, a pequena imagem da Senhora da Conceição foi levada para a casa de um dos pescadores, Filipe Cardoso. Em 1737, foi edificada num oratório e prestavam-lhe culto os moradores das redondezas. Em 1745 foi construída uma igreja em sua homenagem. Em 24 de Junho de 1888, o templo foi solenemente benzido e, hoje, é chamado de "básilica velha". A monumental basílica actual foi consagrada pelo Papa João Paulo II no dia 04 de Julho de 1980.

Santa Maria - NOSSA SENHORA DE LOURDES

 "Cristo morreu por todos a fim de que aqueles que vivem, não vivam mais para si, mas por Aquele que morreu e ressuscitou por eles" 2Cor 5,15

Hoje, o mundo inteiro venera Nossa Senhora, sob o título de Nossa Senhora de Lourdes. Lembramos o que se chama "aparição de Nossa Senhora", ou aparições que se repetiram de 11 de Fevereiro até 16 de Julho.
O grande teólogo e pesquisador de Lourdes, o Padre Laurentin, examinou as 14 aparições centrais e as mensagens sobre Nossa Senhora, "toda cheia de graça e concebida sem pecado original", pelos méritos de Cristo.
O hino "Louvando Maria" ressoa em quase todas as peregrinações do mundo, atraindo pessoas que queiram levar, como Nossa Senhora, Cristo aos homens.

As aparições de Lourdes - 11 de fevereiro

     As aparições de Nossa Senhora de Lourdes começaram no dia 11 de fevereiro de 1858, quando Bernadete Soubirous, camponesa com 14 anos, foi questionada por sua mãe, pois afirmava ter visto uma "dama" na gruta de Massabielle, cerca de uma milha da cidade, enquanto ela estava recolhendo lenha com a irmã e uma amiga. A "dama" também apareceu em outras ocasiões para Bernadete até os dezessete anos.
     Bernadete Soubirous foi canonizada como santa, por suas visões da Virgem Maria. A primeira aparição da "Senhora", relatada por Bernadete foi em 11 de fevereiro. O Papa Pio IX autorizou o bispo local permitir a veneração da Virgem Maria em Lourdes, em 1862.
Em 11 de Fevereiro de 1858, Bernadete Soubirous foi, com a irmã Toinette e Jeanne Abadie, recolher um pouco de lenha, a fim de vendê-la e poder comprar pão. Quando ela tirou os sapatos e as meias para atravessar a água, junto à da gruta de Massabielle, ela ouviu o som de duas rajadas de vento, mas as árvores e os arbustos não se mexiam. Bernadete viu uma luz na gruta e uma menina, tão pequena como ela, vestida de branco, com uma faixa-azul presa em sua cintura com um rosário em suas mãos em oração e rosas de ouro amarelo, uma em cada pé. Bernadete tentou manter isso em segredo, mas Toinette disse a mãe. Por essa razão ela e sua irmã receberam castigo corporal pela sua história. Três dias depois, Bernadete voltou à gruta com as outras duas meninas. Ela levou água benta para utilizar na aparição, a fim testá-la e saber se não "era maligna", porém a visão apenas inclinou a cabeça com gratidão quando a água foi dada a ela.

Nossa Senhora de Lourdes – 11 de fevereiro

  
     A devoção à Nossa Senhora de Lourdes é muito conhecida, senão no mundo inteiro, numa boa parte dele. Mas, o que ainda deveria ser conhecido por muitos, principalmente por aqueles que se consideram devotos, é o conteúdo das mensagens reveladas pela Virgem à Santa Bernadete. 
     A história das Aparições de Nossa Senhora em Lourdes é bastante conhecida, mas recordemo-nos dela em um breve relato:
     Na então alAdeia de Lourdes, região francesa dos Altos Pirineus, em 11 de fevereiro de 1858, a jovem Bernadette Soubirous, de 14 anos, indo apanhar lenha às margens do Rio Gave, viu pela primeira vez, na reentrância de um rochedo, uma gruta chamada massabielle, uma “Senhora”. Essa primeira aparição foi seguida de outras 17.

Nossa Senhora de Lourdes – 11 de fevereiro

   Sobre a Aparição de Lourdes, há um ponto a respeito do qual toda insistência é pouca e é a seguinte: Nas aparições de Lourdes, Nossa Senhora indicou a Santa Bernadete Soubirous um lugar no chão que parecia normal, e disse a ela que escavasse aquele lugar porque encontraria uma fonte.
     É das águas dessa fonte que resultaram muitos milagres. Esse fato foi visto por um grande número de pessoas que, em torno da gruta de Lourdes, assistiam a visão. As pessoas viram que em determinado momento Santa Bernadete começou a arranhar o chão com as próprias mãos, e que saía um olhinho de água, aliás lamacento.
O fato, geologicamente é insignificante. Mas é interessante porque ela teve uma revelação. Santa Bernadete não podia adivinhar que dessa água sairia a famosa Fonte de Lourdes, na qual há mais de cem anos as pessoas se têm banhado e têm recebido milagres.
     Portanto, desde que em 1858 Nossa Senhora apareceu em Lourdes vem fazendo milagres sem cessar. Ininterruptamente e em quantidades incontáveis há mais de 160 anos!
     O ateísmo deblaterou e a Igreja criou o Departamento Médico de Lourdes para avaliar os numerosos casos de curas milagrosas relatados.
     Tal departamento engaja médicos e cientistas que após sucessivos e muito exigentes processos declaram se a cura considerada milagrosa é explicável pela ciência ou não.

Nossa Senhora de Lourdes – 11 de fevereiro (continuação)

 O milagre de Théa Angele

     Caso típico em Lourdes foi o de Théa Angele (foto), jovem alemã atingida por arteriosclerose em placa, que chegou quase moribunda a Lourdes em 17 de maio de 1950.
     Seu corpo repelia tudo que lhe davam. Ela subsistia com soro endovenoso, pesava 34 quilos, estava inconsciente e quadriplégica. Seu único movimento eram espasmos dos olhos e da mandíbula. Acreditou-se que morreria em plena viagem. Um sacerdote administrou-lhe a Extrema Unção, achando que ela já era cadáver.
     ― “Como pode se enviar ao exterior uma moribunda que têm que fazer uma viagem de 30 horas”, protestou um de seus médicos na cidade de Colônia quando soube da vontade da doente.
Em Lourdes, após o quarto banho consecutivo, sorriu e falou pela primeira vez, dizendo: - “Agora posso falar tudo, e estou com uma fome terrível”. E comeu com apetite.
     No dia seguinte foi levada ao Bureau Médico, onde a paralisia acabou de se dissipar diante dos médicos. No outro dia, após mais dois banhos, venceu a fraqueza e caminhou até a capela do asilo.
     O milagre é acompanhado de uma conversão espiritual. Théa fez-se religiosa como várias miraculadas, mas outras, e numerosas, foram mães de família.
     Geralmente os miraculados atingiram grande longevidade, embora um tenha morrido com 44 anos num acidente. Com muita frequência eles voltam a Lourdes para trabalhar como benévolos na assistência aos doentes.

ORAÇÕES - 11 DE FEVEREIRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
11 – Quarta-feira – Nossa Senhora de Lourdes, S. Lúcio
Evangelho (Mc 7,14-23) “Jesus disse: ‒ É do coração humano que saem as más intenções, imoralidades, roubos, assassínios, adultérios, ambições...”
Para os fariseus havia muitas coisas, alimentos e até profissões, que tornavam a pessoa impura, indigna de Deus. Jesus afasta essas ideias e ensina que só o pecado e a maldade do coração é que nos tornam impuros e afastados de Deus. Isso nos convida a ter um cuidado especial com nosso coração, isto é, com nossas afetos, inclinações e decisões. Não nos prendamos com exterioridades.
Oração
Senhor Jesus, não permitais que eu volte a me prender a exterioridades sem valor. Tornai-me atento a sempre procurar a verdade, a justiça e o amor, e a não dar importância demais às convenções humanas. Principalmente ensinai-me a não exigir dos outros o que vós mesmo não exigis, e a ser tolerante com usos e costumes diferentes dos meus. Assim será mais fácil viver em paz. Amém.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

O FARISEU E O COBRADOR DE IMPOSTOS

A parábola do fariseu e o publicano -Lucas 18:9-14
"Dois homens subiram ao templo para orar; um era fariseu e o outro, publicano. O fariseu, em pé, orava no íntimo: 'Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens: ladrões, corruptos, adúlteros; nem mesmo como este publicano. Jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho'. "Mas o publicano ficou a distância. Ele nem ousava olhar para o céu, mas batendo no peito, dizia: 'Deus, tem misericórdia de mim, que sou pecador'. "Eu digo que este homem, e não o outro, foi para casa justificado diante de Deus. Pois quem se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado". 

Na parábola dos dois homens que oravam no Templo (Lucas 18:9-14), o texto, contrariamente ao que pode parecer, não fala de ricos e pobres, visto que o Publicano, cobrador de impostos, pode muito possivelmente ter adquirido grande riqueza graças à sua ocupação. Tão pouco se trata de desapego aos bens materiais, pois é precisamente disso que o fariseu se vangloria, ao orar “de pé”, em atitude pública e confiante, enumerando suas virtudes e práticas religiosas.

REFLETINDO A PALAVRA - “Eu vi a aflição de meu povo!”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Um Deus presente
 
As Sagradas Escrituras usam muitos símbolos para explicar a Palavra de Deus. A árvore que produz fruto significa o fiel crente em Deus que, plantado à beira d’água tem vida e produz abundantes frutos. Deus cobra bons resultados. Escolhera para Si um povo para que pudesse levar adiante a grande obra da salvação. Ele sempre toma a “iniciativa”, como lemos na manifestação de Deus a Moisés no monte Horeb (Ex 3,1-8ª.13-15). Ali o chama a assumir a missão de tirar o povo do Egito, onde os filhos de Abraão, os judeus, sofriam horrível escravidão. Porque fizera a promessa aos pais (Abraão, Isaac e Jacó), não os abandona. Assim é toda sua história: sempre, em seus sofrimentos, é libertado por Deus de modo maravilhoso. É um Deus presente, não porque o povo mereça, mas porque há uma aliança que sustenta essa vontade salvadora. É o que rezamos no salmo: “O Senhor é indulgente e favorável, é paciente, é bondoso e compassivo. Quanto os céus por sobre a terra se elevam, tanto é grande seu amor aos que O temem” (Sl 102). Mesmo que o povo se distancie por seus pecados, Deus não se cansa de perdoar: “Ele te perdoa toda a culpa e cura toda a tua enfermidade; da sepultura Ele salva a tua vida e te cerca de carinho e compaixão” (Id). Se grandiosa foi a libertação do Egito, grandiosa deveria ser a correspondência. Vivemos esse momento de Quaresma refletindo sobre os caminhos de Deus na história do povo. É momento de certificar que estamos nessa história e repetimos a correspondência a que fomos chamados. A Palavra de Deus se faz plena em nós. 
Deus desceu e viu 
As Escrituras afirmam que as manifestações de Deus são sempre gestos de libertação, sobretudo dos fracos e humildes. É um Deus que liberta e salva. Em suas escolhas está sempre embutido um gesto de libertação. “O Senhor é bondoso e compassivo” (Sl 102). É certo que preferimos um Deus vingativo. Certamente em relação aos outros. Somos maus e queremos colocar em Deus nossos sentimentos. A revelação de Deus a Moisés demonstra sua decisão sobre os sofredores no Egito: “Eu vi, ouvi, desci para levar o povo para uma terra boa”. A atitude de Deus para com o povo se repete em tantos momentos da história. A própria encarnação de Jesus é, em vista da redenção da humanidade de um Egito, muito pior que é a escravidão do pecado. Seu nome reflete o pensamento “Deus é salvação”. A parábola do bom samaritano retoma o caminho de Deus: “Viu o homem caído, desceu do seu cavalo, cuidou do homem e levou para a hospedaria, e prometeu voltar para cuidar” (Lc 10,25-37). Quem acolhe o Evangelho acolhe também a mentalidade de Deus expressa na história e manifestada em Jesus. Deus cobra de nós atitudes iguais. A figueira que não produz fruto deve ser arrancada. Deus ainda é paciente, dá os auxílios necessários. Mas, se não dermos frutos, poderemos ser cortados (Lc 13,9). 
Cuidado para não cair 
Paulo é muito claro dizendo que dos judeus que saíram do Egito depois de verem os milagres de libertação que Deus fizera por eles, na passagem do Mar Vermelho e no deserto, não entraram na terra prometida por causa de seus pecados de murmuração contra Deus. E diz: “Quem julga estar de pé, tome cuidado para não cair” (1Cor 10,1-12). A escolha de Moisés, homem fraco, que nem falava direito, abre para nós possibilidades imensas de produzirmos frutos de salvação para o mundo. Deus escolhe o que é desprezível para confundir os fortes, como o fez com Maria, com os apóstolos e nós hoje. 
Leituras: Êxodo 3,1-8ª.13-15;Salmo 102; 
1Coríntios 10,1-6.10.12; Lucas 13,1-9. 
1. Se grandiosa foi a libertação do Egito, grandiosa deveria ser a correspondência. 
2. Quem acolhe o Evangelho acolhe a mentalidade de Deus manifestada em Jesus. 
3. Não repitamos o erro dos judeus que murmuraram e não entraram na Terra prometida. 
Limpando o jardim 
Deus deu ao homem o cuidado do Jardim do Paraíso. Com o pecado fica responsável de deixar em dia seu jardim interior que é o paraíso de Deus (Sto. Afonso). Deus quer fruta boa, como Jesus buscou frutos numa figueira, fora do tempo. Sempre quer os frutos de nossa dedicação ao Evangelho na comunidade. Ele continua bondoso, dando ainda chances para chegarmos em uma terrinha ao pé dá árvore de nossa vida para que possamos produzir fruto. Não esperemos que sejamos cortados. Muito fez por nós. Espera que correspondamos. Deus faz milagres, mas das possibilidades que nos deu, cuidemos nós. A Quaresma é a oportunidade que temos de levar adiante nossa caminhada de libertação do mal e da produção de frutos sadios para a mesa do mundo.
Homilia do 3º Domingo da Quaresma (24.03.2019)

EVANGELHO DO DIA 10 DE FEVEREIRO

Evangelho segundo São Marcos 7,1-13. 
Naquele tempo, reuniu-se à volta de Jesus um grupo de fariseus e alguns escribas que tinham vindo de Jerusalém. Viram que alguns dos discípulos de Jesus comiam com as mãos impuras, isto é, sem as lavar. Na verdade, os fariseus e os judeus em geral só comem depois de lavar cuidadosamente as mãos, conforme a tradição dos antigos. Ao voltarem da praça pública, não comem sem antes se terem lavado. E seguem muitos outros costumes a que se prenderam por tradição, como lavar os copos, os jarros e as vasilhas de cobre. Os fariseus e os escribas perguntaram a Jesus: «Porque não seguem os teus discípulos a tradição dos antigos, e comem sem lavar as mãos?». Jesus respondeu-lhes: «Bem profetizou Isaías a respeito de vós, hipócritas, como está escrito: "Este povo honra-Me com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim. É vão o culto que Me prestam, e as doutrinas que ensinam não passam de preceitos humanos". Vós deixais de lado o mandamento de Deus, para vos prenderdes à tradição dos homens». Jesus acrescentou: «Sabeis muito bem desprezar o mandamento de Deus, para observar a vossa tradição. Porque Moisés disse: "Honra teu pai e tua mãe"; e ainda: "Quem amaldiçoar o seu pai ou a sua mãe deve morrer". Mas vós dizeis que se alguém tiver bens para ajudar os seus pais necessitados, mas declarar esses bens como oferta sagrada, nesse caso fica dispensado de ajudar o pai ou a mãe. Deste modo anulais a palavra de Deus com a tradição que transmitis. E fazeis muitas coisas deste género». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Tomás de Aquino 
(1225-1274) 
Teólogo dominicano, 
doutor da Igreja 
 Oração diante do crucifixo 
«Este povo honra-Me com os lábios, 
mas o seu coração está longe de Mim» 
Que eu não deseje nada fora de Ti. Concede-me frequentemente que eleve o meu coração até Ti e, quando fraquejar, que me arrependa da minha falta com pesar, com o firme propósito de me corrigir. Concede-me, Senhor Deus, um coração vigilante, que nenhum pensamento estranho afaste para longe de Ti; um coração nobre, que nenhuma afeição indigna abata; um coração reto, que nenhuma intenção equivoca desvie; um coração firme, que nenhuma adversidade quebre; um coração livre, que nenhuma paixão violenta domine. Confere-me, Senhor meu Deus, uma inteligência que Te conheça, um ardor que Te procure, uma sabedoria que Te encontre, uma vida que Te agrade, uma perseverança que Te espere com confiança e uma confiança que por fim Te possua. Confere-me pela penitência ser atribulado com aquilo que Tu suportaste, usar no caminho da tua proteção pela graça, gozar das tuas alegrias, sobretudo na pátria pela glória.

São Silvano de Terracina Bispo Festa: 10 de fevereiro

Fugindo da perseguição aos vândalos, Silvano e seu pai Eleuthério, vindos do Norte da África, estabeleceram-se em Terracina, onde Silvano foi eleito bispo em 443. Ele morreu mártir após apenas nove meses de episcopado, e sua memória é transmitida por uma antiga igreja e mosteiro que levam seu nome, localizados fora de Terracina, aos pés do Monte Leano. Seu nome, ao longo dos séculos, foi transmitido em diferentes variantes, incluindo Silvino, Salviano, Salviniano e Silviano. 
Etimologia: Silvanus = habitante da floresta, homem da floresta, selvagem, do latim 
Emblema: Equipe pastoral 
Martirógio Romano: Perto de Terracina, hoje no Lácio, São Silvano, bispo. 
Diz a lenda que Silvano fugiu do Norte da África com seu pai Eleutherius, devido à perseguição dos vândalos, estabelecendo-se em Terracina, o antigo 'Anxur' dos Volscos. Em 443, após a morte do bispo João, Silvano (Silviano) foi chamado para sucedê-lo, mas permaneceu vivo por apenas nove meses e, depois dele, seu pai Eleutherius foi eleito. Um posterior do 'Martirológio Jerônimo' em 10 de fevereiro traz "Em Terracina o nascimento (ou seja, a morte) de s. Silvano bispo e confessor"; Esse título de 'confessor' foi inicialmente dado a confessores da fé, ou seja, aos mártires, o que nos faz pensar que São Silvano morreu mártir, levando também em conta a brevidade de seu episcopado e sua ainda jovem idade.

10 de fevereiro - Beato Mikel Beltoja

As últimas palavras do Beato Padre Mikel Beltoja, na noite antes de ser levado da prisão, foram estas: "Jesus Cristo meu Senhor, dai-me a última força, Santa Maria minha mãe eterna pela última vez peço-lhe, perdoe meus irmãos e tenha misericórdia deles, porque eles não sabem o que estão fazendo. Perdoa-lhes ó Cristo, Senhor ajuda a Albânia a ser salva desses criminosos... Madonna Mãe de Cristo e do mundo inteiro, ore ao seu filho e nosso Senhor Jesus Cristo que me acolha no reino dos céus, nas tuas mãos abençoadas entrego meu espírito. Viva a Albânia e Viva Cristo!" Mikel Beltoja nasceu em Beltoje, um subúrbio a dois quilômetros ao sul de Scutari, na Albânia em 9 de maio de 1935. Ainda criança, ele viveu a progressiva e sistemática ateização da sociedade albanesa, mas permaneceu fiel ao que recebeu com o batismo. Como muitos jovens do comunismo, especialmente no segundo e terceiro estágios de perseguição, ele estudou clandestinamente para o sacerdócio e foi ordenado em Scutari em 8 de dezembro de 1961 por Monsenhor Ernest Çoba, que supervisionou pessoalmente sua formação.