domingo, 28 de junho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Fonte de água viva”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Liturgia batismal
 
Não estamos acostumados com batismos na Vigília Pascal. Assim a Vigília perde parte de sua força catequética. Mas ela foi instituída justamente para os batismos. Mas, na Igreja, há regiões onde há batismos de adultos. A Congregação Redentorista no Vietnam assumiu uma região e estão com 10.000 catecúmenos. Veja a notícia: (Gai Lai, Vietnam) – “A missão católica redentorista na minoria étnica J’Rai na província de Gia Lai recebeu com alegria 300 adultos para serem batizados durante a Vigília Pascal em 3 de abril de 2021”. No inicio do cristianismo batismo era feito por imersão. Em torno desse acontecimento foi idealizada uma liturgia, que chegou ao que temos. Toda celebração de Vigília Pascal deveria ter batismos. Por que? O Batismo realiza em nós a Páscoa de Jesus, através dos símbolos batismais. Mesmo que a água não seja tão abundante, a realidade é a mesma e realiza o mesmo sacramento. Uma gota d’água em Cristo é um mar. A liturgia batismal se iniciava com o catecumenato e a preparação durante os domingos da Quaresma, com leituras próprias como temos no ciclo do ano A. O batismo era feito por etapas. E pode-se fazer assim, acho que deveria. No Sábado Santo eram celebrados os ritos do batismo por imersão. Mergulhar na água é símbolo da morte. O sair da água, sinal de ressurreição. Assim nos unimos a Cristo em sua Páscoa. 
Sinal de libertação 
A temática da água é muito forte: vemos pelas leituras da criação, libertação do Egito pela passagem do Mar Vermelho. Como Cristo que morreu e ressuscitou. Assim também o que é batizado é sepultado na água, como morto e sepultado com Cristo. A identificação ritual com Cristo mostra-nos bem a força ritual do aspecto mistérico. Fazemos por símbolos, o que Cristo viveu em pessoa na realidade. Fazemos com ritos e palavras que explicitam o que Deus realiza em nós. É o que chamamos de Mistério – Sacramento. Mergulhar significa morrer com Cristo. Entrar nas águas significa lavar, purificar, como o povo fez através do Mar Vermelho: Mata o mal e lava as impurezas do pecado, liberta da escravidão de nosso Egito, salva da morte. Lembramos a morte dos primogênitos egípcios. Pelo sinal do sangue nas portas foram salvos os primogênitos hebreus. Assim, livres do pecado entramos no reino da Graça. 
Sinal de Ressurreição 
A Ressurreição de Cristo O tirou da morte, pois venceu a morte, e lhe deu a vida. Cristo não voltou à vida, como foi o caso do Lázaro, mas passou à Vida e não morre mais. Por isso diz que a Vida venceu a morte. Paulo escreve em 1ª Coríntios um tratado sobre a Ressurreição. Notamos o texto final: “A morte foi absorvida na vitória. Morte, onde está a tua vitória? Morte, onde está o teu aguilhão? O aguilhão da morte é o pecado” (1Cor 15,54-55). Em nós, o pecado causou a morte. Em nós a graça do Batismo, que vem da Ressurreição de Cristo, nos leva à Vida. Na morte de Jesus na cruz há um símbolo: De seu lado ab aberto pela lança saiu sangue e água. Água que purifica e mata a sede de Deus. As vestes brancas do Batismo são símbolo da graça e da vida nova que receberam. A luz lembra a fé que ilumina, aquece e purifica. O fogo da graça está em nós e não pode ser apagado pelo pecado. A água do batismo tem também o caráter matrimonial da Igreja; Cristo se entregou pela Igreja a fim de purificá-la com o banho da água e santificá-la pela Palavra. Havia um ritual do banho da noiva para apresentá-la ao noivo, no caso Cristo.
ARTIGO PUBLICADO EM ABRIL DE 2021

EVANGELHO DO DIA 28 DE JUNHO

Evangelho segundo São Mateus 10,37-42. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus apóstolos: «Quem ama o pai ou a mãe mais do que a Mim, não é digno de Mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a Mim, não é digno de Mim. Quem não toma a sua cruz para Me seguir não é digno de Mim. Quem encontrar a sua vida há de perdê-la; e quem perder a sua vida por minha causa há de encontrá-la. Quem vos recebe a Mim recebe; e quem Me recebe, recebe Aquele que Me enviou. Quem recebe um profeta por ele ser profeta receberá recompensa de profeta; e quem recebe um justo por ele ser justo receberá recompensa de justo. E se alguém der de beber, nem que seja um copo de água fresca, a um destes pequeninos, por ele ser meu discípulo, em verdade vos digo: não perderá a sua recompensa». 
Tradução litúrgica da Bíblia 

São João Crisóstomo 
(345-407) 
Presbítero de Antioquia, 
bispo de Constantinopla, 
doutor da Igreja 
 Homilias sobre os Atos dos Apóstolos, 
n.° 45; PG 60, 318 
«Quem vos recebe a Mim recebe» 
«Quem acolher em meu nome
uma criança como esta, 
acolhe-Me a Mim», diz o Senhor (Lc 9,48).
Quanto mais pequeno for esse irmão que se acolhe, mais Cristo estará presente nele. Porque, quando recebemos uma pessoa importante, é muitas vezes por vã glória que o fazemos; mas aquele que recebe um pequenino fá-lo com uma intenção pura e por Cristo. «Era peregrino e Me recolhestes», disse o Senhor; e ainda: «Quantas vezes o fizestes a um dos meus irmãos mais pequeninos, a Mim o fizestes» (Mt 25,35.40). Tratando-se de um crente e de um irmão, por mais pequeno que seja, é Cristo que com ele entra; abre, pois, a porta de tua casa e acolhe-O. «Quem recebe um profeta por ele ser profeta, receberá recompensa de profeta». Portanto, aquele que receber a Cristo receberá a recompensa da hospitalidade de Cristo. Não ponhas em causa estas palavras, confia nelas; pois Ele próprio no-lo disse: «Neles, sou Eu que apareço». E, para que não duvidasses, o Senhor decretou um castigo para aqueles que não O recebessem, e honras para os que O recebessem (cf Mt 25,31s); ora, não o faria se não fosse pessoalmente tocado pela honra ou pelo desprezo. «Acolheste-Me», diz, «em tua casa, Eu receber-te-ei no Reino de meu Pai; libertaste-Me da fome, Eu te libertarei dos teus pecados; visitaste-Me quando estava preso, Eu te farei conhecer a libertação; acolheste-Me quando era estrangeiro, Eu farei de ti um cidadão dos Céus; deste-Me pão, Eu te darei o Reino como herança e tua plena propriedade; ajudaste-Me em segredo, Eu proclamá-lo-ei publicamente, chamando-te meu benfeitor e a Mim teu devedor».

Beato Joaquim Senkivskyj, sacerdote e mártir-Festa: 28 de junho

(*)Haji Velyky, Ucrânia, 2 de julho de 1896 
(+)Drohobych, Ucrânia, 28 de junho de 1941 
Nasceu em 2 de maio de 1896, na aldeia ucraniana de Haji Velyky, na província de Ternopil. Após concluir seus estudos teológicos em Lviv, foi ordenado sacerdote em 4 de dezembro de 1921 e enviado para Innsbruck, onde continuou seus estudos e obteve o doutorado em teologia. Pouco depois, em 1923, ingressou no mosteiro de noviços da Ordem Basiliana de São Josafá, perto de Krekhiv. Após fazer seus primeiros votos, foi transferido para o mosteiro de Krasno Pushcha e, em seguida, para o mosteiro de Lavriv, também perto de Ternopil. Entre 1931 e 1938, ocupou vários cargos no seminário de Santo Onofre, em Lviv, e finalmente, em 1939, foi eleito proto-hegúmeno do mosteiro de Drohobych.

Beato Severiano Baranyk, sacerdote e mártir Festa: 28 de junho

(*)Uhniv, Ucrânia, 18 de julho de 1889
(+)Drohobych, Ucrânia, 28 de junho de 1941 
Nasceu em 18 de julho de 1889. Em 24 de setembro de 1904, ingressou no seminário da Ordem Basiliana de São Josafá, perto de Krekhiv, professou seus votos perpétuos em 21 de setembro de 1910 e foi finalmente ordenado sacerdote em 14 de fevereiro de 1915. Em 1932, foi eleito abade do mosteiro basiliano em Drohobych, na província de Lviv. Dedicou-se particularmente ao trabalho com jovens e era conhecido como um zeloso pai espiritual. Em 26 de junho de 1941, foi preso pela NKVD e transferido para a prisão municipal de Drohobych. A partir desse momento, ninguém mais o viu vivo. Após a retirada dos bolcheviques, a população iniciou uma busca, e seu corpo torturado e mutilado foi encontrado na prisão.

São Paulo I Papa-Festa: 28 de junho-(†)767

Paulo, caso único na Igreja, foi o primeiro Papa a suceder seu irmão, Estêvão II, também Papa, após seu falecimento, no século VIII. Este homem bondoso governou a Igreja, cujas terras foram invadidas pelos Lombardos, mas recebeu ajuda dos Francos. Paulo I salvou muitas relíquias cristãs dos saques.
Paulo, único na Igreja, foi o primeiro Papa a suceder um irmão Pontífice. Isso aconteceu no século VIII, após a morte de Estêvão II. Homem de caráter afável, governou a Igreja em cujas terras os lombardos assolavam o país. Trabalhou para estabelecer o papado independente da autoridade do imperador bizantino, apoiando o rei dos francos. Construiu diversas igrejas e oratórios e salvou muitas relíquias cristãs da pilhagem.

Santa Potamiena de Alexandria Festa: 28 de junho

Alexandria,(†)ca. 202
 
Eusébio de Cesareia, em sua "História Eclesiástica", narra a história de Orígenes, um jovem teólogo cristão que, durante a perseguição de Septímio Severo, se destacou por seu zelo em ensinar a fé aos pagãos. Entre seus discípulos, Eusébio registra sete que sofreram o martírio, oferecendo um relato detalhado da história de Basílides, um soldado convertido ao cristianismo graças ao heroísmo da virgem Potamena. Basílides, inicialmente fascinado pela fé cristã, mas ainda hesitante em ser batizado, testemunhou o martírio de Potamena e foi profundamente tocado por sua fé inabalável. A própria morte dela o levou a confessar sua fé cristã, e ele próprio foi martirizado pouco depois. Eusébio enfatiza a intercessão de Potamena em favor de Basílides, destacando a crença da Igreja primitiva no poder intercessor dos santos.

Santa Maria Du Zhaozhi Mártir Festa: 28 de junho

(†)28 de junho de 1900 
Ela era uma mulher cristã que viveu na China na segunda metade do século XIX. Era uma mãe devota e apoiadora de seu filho padre. Quando perseguidores tentaram capturar cristãos, Maria se recusou a fugir e abandonar sua fé. Junto com seu filho, ela escolheu enfrentar o martírio em vez de renunciar a Deus. 
Martirológio Romano: Na localidade de Jieshuiwang, perto da cidade de Shenxian, na mesma província, Santa Maria Du Zhaozhi, mártir, que, mãe de um sacerdote, desistiu de fugir para não trair a fé de Cristo e serenamente submeteu sua cabeça ao machado de seus inimigos.

Irineu de Lyon Bispo, Mártir, Santo + 166

Santo Irineu era discípulo de São Policarpo, bispo de Esmirna, e quase contemporâneo dos apóstolos. Era sacerdote de Lyon, quando o santo bispo Potino ali foi martirizado pela metade do segundo século, com um grande número de fiéis. Esses mártires, consultados pelos cristãos da Ásia Menor, se haviam cabalmente pronunciado contra a heresia dos montanistas. Mas como não ignorassem que todas as Igrejas do mundo estão obrigadas a concordar com a Igreja Romana, escreveram ao Papa Eleutério que ocupava, então, o lugar de príncipe dos Apóstolos. Escolheram para levar as cartas a Roma o mais ilustre personagem do clero de Lyon e Viena, Santo Irineu, que recomendaram vivamente ao Papa, louvando seu zelo pela lei de Jesus Cristo.

Leão II Papa, Santo + 683

O papa Leão II era filho de um médico chamado Paulo e nasceu na Sicília. Os outros poucos dados que temos sobre ele foram extraídos do seu curto período à frente do governo da Igreja de Roma, quase onze meses. Em 681, ele já estava em Roma, onde exercia a função de esmoler-mor da Igreja. Era um homem extremamente culto, eloquente, professor de ciências, profundo conhecedor de literatura eclesiástica. Além de falar fluentemente o grego e o latim, era especialista em canto e salmodia. Por tudo isso os historiadores entendem que ele deve ter sido um mestre em alguma escola teológica cristã, de seu tempo e sua região. Foi eleito dias após a morte do papa Ágato.

Vicência Gerosa Religiosa, Fundadora, Santa 1784-1847

Religiosa e fundadora do Instituto 
das Irmãs de Maria Menina.
Catarina Gerosa nasceu em 29 de outubro de 1784, em Lovere, no norte da Itália. Reservada e tímida, viveu Vicência Gerosa, fundadora, santaum período da sua infância atrás do balcão do pequeno comércio da família. De saúde muito débil, não podia estudar. Modesta e caridosa, vivia uma espiritualidade simples, desenvolvida na missa, que frequentava todos os dias. Os anos seguintes à invasão napoleónica da Itália mudaram sua vida. A crise económica levou à morte primeiro seu pai, depois sua irmã Francisca e, por último, em 1814, também sua mãe. Apesar da tragédia pessoal, com ânimo e fé inabalável, Gerosa aceitou tudo com resignação. Confiante em Deus, sofreu no silêncio do seu coração, encontrando forças na oração e na penitência.

Imaculado Coração da Bem-Aventurada Virgem Maria

Festa: Sábado após o segundo domingo de Pentecostes (celebração móvel) - Memorial
 
O primeiro promotor da festa litúrgica do Imaculado Coração de Maria foi São João Eudes, que começou a celebrá-la com os religiosos de sua congregação por volta de 1643. Em 1668, a festa e os textos litúrgicos foram aprovados pelo cardeal legado para toda a França. Somente após a introdução da festa do Coração de Jesus, em 1765, foi concedida a faculdade, aqui e ali, de celebrar a do Coração de Maria, que até mesmo o Missal Romano de 1814 ainda lista entre as festas "pro aliquibus locis". O culto ao Imaculado Coração de Maria recebeu um forte impulso após as aparições de Fátima em 1917. Foi em Fátima que Nossa Senhora prometeu: "por fim, meu Imaculado Coração triunfará". Em 1944, o Venerável Pio XII estendeu esta memória mariana de origem devocional à Igreja, situando-a em 22 de agosto, oitava da Assunção. Apenas dois anos antes, o Papa Pacelli havia consagrado a Igreja e a humanidade ao Imaculado Coração de Maria, uma consagração renovada por São João Paulo II em 13 de maio de 1982. A reforma litúrgica após o Concílio Vaticano II transferiu essa memória para o sábado após a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, como facultativa. Foi São João Paulo II quem a tornou obrigatória. Em 25 de março de 2022, o Papa Francisco consagrou o povo ucraniano e russo em particular ao Coração de Maria. Esta celebração nos convida a meditar sobre o mistério de Cristo e da Virgem em sua interioridade e profundidade. Maria, que guarda as palavras e as ações do Senhor, meditando-as em seu coração (Lc 2,19), é a morada do Espírito Santo, a sede da sabedoria (Lc 1,35), a imagem e o modelo da Igreja que escuta e testemunha a mensagem do Senhor. 
Martirológio Romano: Memória do Imaculado Coração da Bem-Aventurada Virgem Maria: guardando em seu coração a memória dos mistérios da salvação realizados em seu Filho, ela esperava com confiança seu cumprimento em Cristo.

ORAÇÕES - 28 DE JUNHO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
28 – Domingo – 13º Domingo do Tempo Comum
Evangelho (Mt 16,13-19) “─ Quem as pessoas dizem ser o Filho do Homem? ─ Alguns dizem que és João Batista...”
Se naquele tempo já eram muitas e contrastantes as opiniões sobre Jesus, hoje são ainda mais numerosas. Há tantos livros nas bibliotecas, tantos filmes, tantos artigos na imprensa, tantas páginas na internet, tantos conferencistas e pregadores, e outras tantas maneiras de interpretar sua pessoa. Se nós o vemos como o Filho de Deus Encarnado para nos salvar, não estamos seguindo opiniões humanas, que jamais podem chegar à sua verdade. Somos guiados pelo dom de Deus, que nos atrai e nos leva à aceitação da fé. Precisamos que esse dom nos seja conservado continuamente, e isso devemos pedir sempre. Só assim poderemos conhecer e reconhecer Jesus no mistério de sua divindade e de sua humanidade. Essa a nossa felicidade.
Oração
Senhor, hoje quero agradecer o dom da fé, essa luz sobrenatural, esse impulso, essa atração que me leva para vós. Não consigo entender plenamente vossa realidade, mas a abraço como quem se deixa inundar pelo esplendor do sol. Não vos compreendo, mas vós me compreendeis e envolveis totalmente, e podeis transformar-me, fazendo-me participante de vosso conhecimento divino. Creio que sois o Filho de Deus, essa é uma certeza em minha vida, que dá sentido para minhas lutas e minhas procuras. Em vós eu coloco toda a minha confiança e esperança. Tudo e todos podem faltar-me; vós, porém, jamais me abandonareis. Vós sois meu Salvador, e estais sempre comigo para me amparar. Convosco eu quero estar sempre. Amém

sábado, 27 de junho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Sou Eu mesmo”!

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Abriu-lhes a inteligência
No Tempo Pascal temos cinquenta dias para podermos penetrar no conhecimento de Jesus Ressuscitado. Os discípulos tiveram as dificuldades para reconhecerem Jesus depois de sua morte e sepultura. Aqui está a prova que não inventaram a Ressurreição, pois se mostraram apavorados com sua presença nos primeiros momentos. Jesus Se põe no meio deles. Chegaram a pensar que era um fantasma. Jesus Se identifica mostrando suas mãos e seus pés. O Ressuscitado tem o corpo como tivera antes entre eles. A alegria era tanta que não acreditavam... Para provar, Jesus pede alguma coisa para comer. Dão-lhe um pedaço de peixe assado que Ele come diante deles. E diz sou Eu mesmo! (Lc 24,41-42). Jesus continua o mesmo. Comer é prova de um vivo. Assim seremos nós. Não bastava aceitar que estava vivo, mas Ele tinha que tocar suas inteligências para entrarem na nova vida e no novo conhecimento de Jesus: “Abriu-lhes a inteligência” (Id 45). Não basta vê-Lo, é preciso entender a Escritura. A partir desta, compreendem o próprio Jesus. Por esta compreensão deles, compreendemos hoje. É o resultado da missão a eles confiada. Passam então a ser testemunhas audazes de um Vivo. Não temos uma religião de um morto distinto, mas de um grandioso vivo. O grande problema que vivemos é não ter Jesus vivo como fundamento de nossa vida. Crendo num Vivo, somos testemunhas. Eu me pergunto por que não conseguimos convencer. O que falta em nós? O que falta no outro? Por que não O vimos, não O compreendemos? Um caminho seria aceitar e compreender o testemunho que dão desse Vivo. Acreditamos no testemunho dos apóstolos e de seus companheiros. 
Anúncio na verdade 
Jesus abriu-lhes a inteligência para compreenderem as Escrituras. É nelas que encontramos a explicação desse momento de Ressurreição. Pedro explica: “Deus cumpriu o que havia anunciado pela boca de todos os profetas que seu Cristo haveria de sofrer”. E convida: “Arrependei-vos, portanto, e convertei-vos, para que vossos pecados sejam perdoados” (At 3,18-19). Lendo as narrativas dos Atos dos Apóstolos, pensamos que tudo aconteceu num estalar de dedos. Penso que a boa notícia foi lenta, mas convincente e transformadora. Os apóstolos também tiveram que crescer. Por isso podemos nos dar tempo de lentamente entender. Paulo mesmo passou um tempo com as comunidades nabatéias, no deserto, (Gl 1,17) para aprofundar sua ressurreição espiritual. Examinando nossas condições atuais em nossa fé, temos que procurar compreender e aceitar com mais coragem o testemunho dos Apóstolos. É belo ver que nós, que não vimos, cremos com a mesma fé. A fé nos faz acreditar e ver. Assim se pode fazer mais claro o caminho. 
Jesus defensor 
Obedecendo aos mandamentos, sabemos que conhecemos a Deus. Jesus será sempre o defensor quando pecamos: “Se alguém pecar, temos junto do Pai um Defensor: Jesus Cristo”. “Se guardamos sua palavra, o amor de Deus é plenamente realizado” (1Jo 2,1-5). A fé na Ressurreição de Jesus realiza nossa ressurreição espiritual, que antecederá a nossa ressurreição para Deus. A espiritualidade vivida na fé e na celebração nos renova e nos torna testemunhas da Ressurreição, como um mistério que se realiza no hoje de Deus. Jesus se manifestava no oitavo dia, dia da celebração. Assim continua. Manifesta-se ao partir do pão aos discípulos. É um gesto e uma atitude de vida. A fé na Ressurreição nos leva a assumir a ressurreição do mundo e percebê-la na celebração e no ato de amor.
Leituras:Atos 3,13-15.17-19;
Salmo 4;
1João,2,1-5;Lucas 24,35-48 
1. Não temos uma religião de um distinto morto, mas de um grandioso vivo. 
2. É belo ver que nós, que não vimos, cremos com a mesma fé. 
3. A fé na Ressurreição realiza em nós uma renovação espiritual. 
Fantasmas da fé 
Os discípulos tinham um coração forte. Ali, fechados pelo medo que chegasse alguém, de repente Jesus se põe, do nada, no meio deles. Imaginemos a condição humana desses homens. O susto e a alegria! É magnífico ver Jesus de novo. Isso lhes deu um vigor que atinge até nós hoje. Quem sabe a gente devesse fazer um curso de “pluft, o Fantasminha”, para, sentindo-O em nós, poderíamos comunicar Jesus vivo no meio das pessoas. Como acontecerá que creiam? Quando deixamos Jesus Vivo transparecer em nós. 
Homilia do 3º Domingo da Páscoa (18.04.2021)

EVANGELHO DO DIA 27 DE JUNHO

Evangelho segundo São Mateus 8,5-17. 
Naquele tempo, ao entrar Jesus em Cafarnaum, aproximou-se dele um centurião, que Lhe suplicou, dizendo: «Senhor, o meu servo jaz em casa paralítico e sofre horrivelmente». Disse-lhe Jesus: «Eu irei curá-lo». Mas o centurião respondeu-Lhe: «Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa; mas diz uma só palavra e o meu servo ficará curado. Porque eu, que não passo dum subalterno, tenho soldados sob as minhas ordens. Digo a um: "Vai!", e ele vai; a outro: "Vem!", e ele vem; e ao meu servo: "Faz isto!", e ele faz». Ao ouvi-lo, Jesus ficou admirado e disse àqueles que O seguiam: «Em verdade vos digo: não encontrei ninguém em Israel com tão grande fé. Por isso vos digo: do Oriente e do Ocidente virão muitos sentar-se à mesa, com Abraão, Isaac e Jacob, no Reino dos Céus». ao passo que os filhos do reino serão lançados nas trevas exteriores, onde haverá choro e ranger de dentes». Depois Jesus disse ao centurião: «Vai para casa. Seja feito conforme acreditaste». E, naquela hora, o servo ficou curado. Quando Jesus entrou na casa de Pedro, viu que a sogra dele estava de cama com febre. Tocou-lhe na mão e a febre deixou-a; ela então levantou-se e começou a servi-los. Ao cair da tarde, trouxeram-Lhe muitos possessos. Jesus expulsou os espíritos com uma palavra e curou todos os doentes. Assim se cumpria o que o profeta Isaías anunciara, dizendo: «Tomou sobre Si as nossas enfermidades e suportou as nossas doenças».
Tradução litúrgica da Bíblia 
Concílio Vaticano II 
Constituição «Gaudium et Spes», 
sobre a Igreja no mundo atual § 22 
«Do Oriente e do Ocidente virão muitos 
sentar-se à mesa no Reino dos Céus» 
«Imagem de Deus invisível» (Col 1,15) 
Cristo é o homem perfeito, que restitui aos filhos de Adão a semelhança divina, deformada desde o primeiro pecado. Pois que a natureza humana foi nele assumida, e não destruída, também em nós foi ela elevada a sublime dignidade. Porque, pela sua encarnação, o Filho de Deus uniu-Se de certo modo a cada homem. Trabalhou com mãos humanas, pensou com uma inteligência humana, agiu com uma vontade humana, amou com um coração humano. Nascido da Virgem Maria, tornou-Se verdadeiramente um de nós, semelhante a nós em tudo, exceto no pecado (cf Heb 4,15). O cristão, tornado conforme à imagem do Filho, que é o primogénito entre a multidão dos irmãos (cf Rom 8,29), recebe «as primícias do Espírito» (Rom 8,23), que o tornam capaz de cumprir a lei nova do amor. Por meio deste Espírito, «penhor da nossa herança» (Ef 1,14), o homem todo é renovado interiormente, até à «libertação do nosso corpo» (Rom 8,23). É verdade que, para o cristão, é uma necessidade e um dever lutar contra o mal através de muitas tribulações, e sofrer a morte; mas, associado ao mistério pascal, e configurado à morte de Cristo, vai ao encontro da ressurreição, fortalecido pela esperança. E o que fica dito não vale só para os cristãos, mas para todos os homens de boa vontade, em cujos corações a graça opera ocultamente. Com efeito, já que Cristo morreu por todos (cf Rom 8,32) e a vocação última de todos os homens é realmente uma só, a saber, a divina, o Espírito Santo a todos dá a possibilidade de se associarem a este mistério pascal por um modo só de Deus conhecido.

27 de junho - Beato Ioan Suciu

No dia 02 de junho de 2019, 
o Papa Francisco beatificou na Romênia, 
sete bispos greco-católicos mártires, 
entre eles o Bispo Ioan Suciu (1907-1953). 
Ioan Suciu foi bispo auxiliar de Oradea Mare e posteriormente Administrador Apostólico da Arquidiocese de Alba Iulia e Fagaras, juntamente com o Bispo Valeriu Traian Frenţiu. Nasceu em 4 de dezembro de 1907 em Blaj, em uma família de antiga tradição greco-católica. Ele recebeu o Batismo e a Confirmação vinte dias após o nascimento. Frequentou o ensino fundamental e médio em Blaj e em 1925, obteve seu diploma de ensino médio na escola secundária San Basilio Magno na mesma cidade. Nesse instituto, tornou-se amigo de Tit Liviu Chinezu, que o complementava no caráter: se Ioan era impulsivo, o outro era mais calmo e pensativo.

Maria Pia Mastena (1881-1951)

Maria nasceu em Verona e, com 20 anos, entrou para a Congregação das Irmãs da Misericórdia, mas continuou a lecionar. Após fazer uma experiência de sete meses, na clausura das Cistercienses, em 1932 fundou as Religiosas da Santa Face, para "fazer o rosto de Cristo sorrir entre os homens". 
MARIA PIA MASTENA nasceu em Bovolone, na província de Verona, Itália, aos 7 de dezembro de 1881. Dos pais da beata as testemunhas falam como de ótimos cristãos e muito fervorosos na prática religiosa e no exercício da caridade. Dos quatro irmãos, o último, Tarcísio, entrou na Ordem dos Frades Capuchinhos e morreu também ele com fama de santidade. A futura beata, aos 19 de março de 1891, recebeu com grande fervor a primeira comunhão, por ocasião da qual emitiu privadamente o voto de castidade. Aos 29 de agosto recebeu o sacramento da Confirmação.

Santa Gudena, mártir de Cartago – 27 de junho

A forma como se escreve o nome de Gudena varia muito segundo a fonte aonde é citada. É possível encontrar as grafias Giddina, Guddenas, Guddentes, Guddina e até na forma masculina: Giddinus, Gaudentes. Não existe muita informação sobre a vida de Santa Gudena. O martirológico Lionês resume seus dados, registrando que seu martírio ocorreu em Cartago, na atual Tunísia, norte da África, em 27 de junho de 203. Especifica ainda que foi morta na perseguição aos cristãos decretada Lúcio Septímio Severo, imperador romano de 193 a 211, e Rufino era o nome do procônsul que a condenou à morte. Descreve os tormentos que sofreu: torção dos membros, lacerações do corpo com pregos de ferro, abusos na prisão e finalmente a decapitação.

Beata Margarida Bays, Terciaria Franciscana - 27 de junho

Margarida Bays nasceu em La Pierraz, paróquia de Siviriez, no Cantão de Friburgo, Suíça, em 8 de setembro de 1815, segunda dos sete filhos de José Bays e de Maria Josefina Morel, agricultores e bons cristãos. Dotada de vivacidade e de inteligência excepcional, frequentou por 3-4 anos a escola de Chavennes-les-Forts, aprendendo a ler e a escrever. Desde pequena demonstrou particular inclinação para a contemplação, deixando de brincar com suas companheiras para se retirar no silêncio da oração. Aos 11 anos foi admitida à Primeira Comunhão na paróquia de Siviriez. Aos 15 anos fez um período de aprendizado como costureira, profissão que exerceu por toda sua vida seja em casa, seja nas famílias vizinhas. Margarida descartou a possibilidade de tornar-se religiosa, preferindo permanecer solteira e santificando-se no seio da família e junto à paroquia, onde praticamente ficou toda a vida.

Cirilo de Alexandria Bispo, Padre e Doutor da Igreja, Santo 370-444

Cirilo nasceu no ano de 370, no Egipto. Era sobrinho de Teófilo, bispo de Alexandria, e substituiu o tio na importante diocese do Oriente de 412 até 444, quando faleceu aos setenta e quatro anos de idade. Foram trinta e dois anos de episcopado, durante os quais exerceu forte liderança na Igreja, devido à rara associação de um acurado e profundo conhecimento teológico e de uma humildade e simplicidade próprias do pastor de almas. Deixou muitos escritos e firmou a posição da Igreja no Oriente. Primeiro, resolveu o problema com os judeus que habitavam a cidade: ou deixavam de atacar a religião católica ou deviam mudar-se da cidade. Depois, foi fechando as igrejas onde não se professava o verdadeiro cristianismo. Mas sua grande obra foi mesmo a defesa do dogma de Maria, como a Mãe de Deus.

Ladislau da Hungria Rei, Santo 1041-1095

Príncipe de vida exemplar, 
rigoroso contra toda injustiça, 
caritativo, paciente e fervoroso, 
modelo de como se pode 
praticar a virtude heróica no trono 
A Idade Média, tempo em que a filosofia do Evangelho governava os povos, deu frutos de santidade maiores do que em qualquer outra época. Para só falar no campo civil, vemos grandes santos desde o cimo da escala social até o mais baixo dela: imperadores, reis, duques e até pastores e empregadas domésticas. São Ladislau, rei da Hungria, pertence ao número dos que praticaram no trono a virtude em grau heróico, sendo modelo para seus súbditos e para os fiéis em geral. Era filho do rei Bela e neto de um primo-irmão do rei Santo Estêvão, da Hungria. Nasceu em 1041 na Polónia, onde se havia refugiado seu pai para fugir das violências de Pedro, o Germânico, sucessor de Santo Estêvão. Sua mãe, filha do duque Mesco, deu profunda formação religiosa a ele e a seu irmão Geisa. Morto Pedro, o Germânico, subiu ao trono da Hungria André, irmão mais velho de Bela e tio de Ladislau.