quinta-feira, 3 de setembro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - Imaculada Conceição

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Digna Habitação
 
Onde está Maria, está Jesus. Não separemos a Mãe do Filho. É belo ver o carinho e a devoção do povo cristão por aquela que nos deu o Filho de Deus encarnado. Sem Maria não haveria Encarnação. Deus quis assim. Poderia fazer de tantos modos, mas quis assim. Assim se dá a salvação. A celebração da Imaculada Conceição é uma oportunidade para vermos sua presença no mistério da salvação. Tenho muito receio das devoções, pois podem desviar a fé do verdadeiro sentido. É fácil saber discernir: Isso se dá quando corremos atrás do amor a Maria só para receber “graças” e “milagres”, sem nos comprometer com a verdade de seu mistério. Ela nos apresenta Jesus. O amor a Maria nos converte. Vemos o caminho que o Pai usou para nos dar Jesus: Escolheu para Ele uma “digna habitação”. Rezamos na coleta da missa: “Ó Deus, que preparastes uma digna habitação para o vosso Filho, pela imaculada conceição da Virgem Maria”. Ela foi preparada por Deus. Não tendo o pecado original pode gerar, como humana, o Filho de Deus. Jesus é o homem novo, sem o pecado, vivendo totalmente a condição humana. Teve uma mãe totalmente humana, no projeto de Deus, começando uma nova geração para o mundo. Mas permanece mulher, mãe, frágil, presente no povo de Deus, nas condições humanas de seu tempo. Por isso, ela permanece como a humanidade inteira que acolhe Jesus. E dela Jesus recebe toda a humanidade. Ele foi totalmente homem. O verdadeiro homem, Jesus, não vive sob o pecado. Por isso nasce de uma imaculada, sem pecado. 
Preservando-a do pecado 
Todo ser humano nasce com o pecado original. Jesus, não nasceu com o pecado, pois sua Mãe não teve o pecado original. Por isso não cometeu pecado. Como Maria é redimida antes da Paixão e Ressurreição de Jesus? Como poderia atuar a redenção, sem antes ter acontecido? A redenção é para todos os tempos, por isso pode Maria ser redimida antes de ter sido concebida. Por isso, para que o Filho nascesse sem o pecado, Deus a preservou de todo o pecado em previsão dos méritos de Cristo. Ela foi preservada. Aqui temos também um aspecto importante de nosso amor a Maria: considerá-la em seu dom de nos conceder Jesus e Nele, “a cura das feridas do pecado original, do qual Maria foi preservada de modo admirável ao ser concebida sem pecado” (Pós comunhão). Lemos em Efésios que nós também fomos predestinados a sermos santos e irrepreensíveis. Temos que, não pensar só nos dons a receber, mas viver livre do pecado. Se a mulher no paraíso cometeu o pecado, no Novo Testamento, a Mulher Maria não cometeu pecado, por bondade de Deus. A espiritualidade mariana envolve a vitória sobre o pecado e a construção do Reino. 
Intercessão 
Rezamos: “Concedei-nos chegar a Vós purificados também de toda culpa, por sua materna intercessão” (oração). Pedimos ainda: “Ao proclamarmos que a vossa graça a preservou de toda a culpa, livrai-nos, por sua intercessão, de todo o pecado” (Oferendas). A liturgia na festa nos coloca a missão de Maria como intercessora, para que sejamos livres do pecado. Esse é o maior louvor que fazemos a Maria: colocá-la no mistério da redenção como suplicante por seus filhos, para que sejam livres do pecado, que é a maior desgraça. Desse mal procedem todos os outros. Maria pisa na cabeça da serpente quando, juntamente com seu Filho, vence o mal dos filhos. Nesse pedido de Maria estão todos os outros.
ARTIGO PUBLICADO EM DEZEMBRO DE 2021

EVANGELHO DO DIA 03 DE SETEMBRO

Evangelho segundo São Lucas 5,1-11. 
Naquele tempo, estava a multidão aglomerada em volta de Jesus, para ouvir a palavra de Deus. Ele encontrava-Se na margem do lago de Genesaré e viu dois barcos estacionados no lago. Os pescadores tinham deixado os barcos e estavam a lavar as redes. Jesus subiu para um barco, que era de Simão, e pediu-lhe que se afastasse um pouco da terra. Depois sentou-Se e do barco pôs-Se a ensinar a multidão. Quando acabou de falar, disse a Simão: «Faz-te ao largo e lançai as redes para a pesca». Respondeu-Lhe Simão: «Mestre, andámos na faina toda a noite e não apanhámos nada. Mas, já que o dizes, lançarei as redes». Eles assim fizeram e apanharam tão grande quantidade de peixes que as redes começavam a romper-se. Fizeram sinal aos companheiros que estavam no outro barco para os virem ajudar; eles vieram e encheram ambos os barcos de tal modo que quase se afundavam. Ao ver o sucedido, Simão Pedro lançou-se aos pés de Jesus e disse-Lhe: «Senhor, afasta-Te de mim, que sou um homem pecador». Na verdade, o temor tinha-se apoderado dele e de todos os seus companheiros, por causa da pesca realizada. Isto mesmo sucedeu a Tiago e a João, filhos de Zebedeu, que eram companheiros de Simão. Jesus disse a Simão: «Não temas. Daqui em diante, serás pescador de homens». Tendo conduzido os barcos para terra, eles deixaram tudo e seguiram Jesus. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santo Agostinho 
(354-430) 
Bispo de Hipona 
(norte de África), 
doutor da Igreja 
Sermão 43, 5-6 
«Não temas. Daqui em diante, 
serás pescador de homens» 
Como é grande a bondade de Cristo! Pedro foi pescador; e, atualmente, um orador que seja capaz de compreender este pescador merece um grande elogio. Era por isso que o apóstolo Paulo dizia aos primeiros cristãos: «Considerai, pois, irmãos, a vossa vocação: humanamente falando, não há entre vós muitos sábios, nem muitos poderosos, nem muitos nobres. Mas Deus escolheu o que é louco aos olhos do mundo, para confundir os sábios; escolheu o que é fraco, para confundir o forte; escolheu o que é vil e desprezível, o que nada vale aos olhos do mundo, para reduzir a nada aquilo que vale» (1Cor 1, 26-28). Porque, se Cristo tivesse escolhido um orador, este poderia dizer: «Fui escolhido pela minha eloquência»; se tivesse escolhido um senador, este poderia dizer: «Fui escolhido por causa do meu cargo»: enfim, se tivesse escolhido um imperador, este poderia dizer: «Fui escolhido devido ao poder que tenho». Essas pessoas que esperem um pouco e tenham calma, pois não serão esquecidas nem rejeitadas; que esperem um pouco, porque poderiam glorificar-se do que são por si próprias. «Deem-me este pescador», disse Cristo, «deem-me este homem simples e sem instrução, deem-me aquele com quem o senador não se digna falar, mesmo quando lhe compra peixe. Sim, deem-me este homem; e, quando Eu o tiver preenchido, ver-se-á claramente que sou Eu que ajo. É certo que também concluirei a minha obra no senador, no orador e no imperador, mas a minha ação será mais evidente no pescador. O senador, o orador e o imperador podem gloriar-se daquilo que são; o pescador apenas pode gloriar-se de Cristo. Assim, será o pescador a ensinar-lhes a humildade que leva à salvação. Por isso, que ele seja o primeiro».

03 de setembro - São Marino

No ano 257, dois cristãos chamados Marino e Leone, vindos da ilha de Rab, na Dalmácia, chegaram a Rimini atraídos pela oportunidade de trabalhar como pedreiros. Marino, chegou à região de Monte Titano em busca de pedras para trabalhar, ficou fascinado pelo majestoso Monte e frequentemente ia para lá, além de recolher pedras, para realizar a missão de converter a população de Rimini ao cristianismo. Foi por isso que uma mulher má a acusou de ser seu marido e de professar o cristianismo. Marino foi forçado a refugiar-se na floresta de Monte Titano, que ele conhecia muito bem, para escapar das perseguições do imperador Diocleciano. No entanto, a mulher, nas garras do diabo, o encontrou igualmente e confirmou suas acusações. Marino não encontrou outra defesa senão o seu jejum e suas orações, até que o milagre aconteceu: a mulher se arrependeu e voltou a Rimini, tecendo os louvores a Marino e desmentindo todas as falsas acusações.

Santa Febe (Phoebe), Coadjutora de São Paulo - 3 de setembro

São Paulo ele mesmo é a fonte, tão ilustre quanto lacônica, sobre esta Santa. Dele ficamos sabendo que Febe (1) tinha uma incumbência eclesiástica junto à comunidade cristã de Kenchris, pequena cidade portuária ao leste de Corinto, no istmo do mesmo nome. Ela desempenhava o ofício de oráxovo (ministra), termo que foi dado pela primeira vez a uma mulher na Igreja nascente. De tais mulheres parece São Paulo tratar em I Tim. 5, 9 sg, onde são postas em relevo as qualidades familiares e morais necessárias às viúvas para serem eleitas: “seja escolhida a viúva (para o serviço da Igreja) com não menos de sessenta anos, que tenha sido mulher dum só marido, que tenha reputação de boas obras: se educou bem os seus filhos, se praticou a hospitalidade, se lavou os pés dos santos, se acudiu aos atribulados, se praticou toda a obra boa”.

Santa Basilissa de Nicomédia, Virgem e mártir - 3 de setembro

Martirológio Romano:
Em Nicomédia, na Bitínia, moderna Turquia, Santa Basilissa, virgem e mártir. 
Com poucas palavras o Martirológio Romano cita hoje a virgem e mártir Santa Basilissa de Nicomédia, morta na Bitínia no início do século IV. O Sinassário de Constantinopla menciona o martírio de Basilissa, na Nicomédia, a 3 de setembro, durante a perseguição de Diocleciano. A Passio grega, escrita por Nicéforo Gregoras, é um documento de carater oratório com detalhes biográficos que portanto não merecem muita consideração. No entanto, há provas de que a veneração pela Santa era ainda muito viva no sec. XIV em Constantinopla, especialmente no Mosteiro de Blacherne. A Santa era particularmente invocada pelas jovens mães que não conseguiam amamentar seus filhos. O Sinassário Alexandrino de Miguel, Bispo de Atrib e Malig, também indica a memória de Basilissa a 3 de setembro.

Tecla da Turquia Virgem, Mártir,Santa séc. III

Não se sabe exactamente se foi em Isaúria ou na Licaónia, Turquia, o local onde a virgem mártir Tecla nasceu. O que se sabe é que é uma das figuras mais importantes dos tempos apostólicos, muito celebrada entre os gregos. Tudo começou quando, um dia, ao ouvir uma conversa sobre o valor da castidade entre o apóstolo Paulo e seu anfitrião Onesíforo, a jovem e pagã Tecla foi tocada no coração pelo discurso do santo. Ficou tão impressionada que, naquele exacto momento, resolveu não mais se casar. Mas o faria muito em breve, pois havia sido prometida a um jovem de nome Tamiris. Quando a jovem resolveu desmanchar o casamento, tanto sua família como a do noivo fizeram de tudo para demovê-la da ideia. Tecla, porém, se manteve firme na convicção de se converter. Isso despertou a ira de seu noivo Tamiris que conseguiu a prisão e a tortura de São Paulo por influenciar a jovem, o que eles consideravam ser uma atitude demoníaca por parte do apóstolo.

Doroteia da Capadócia Virgem, Mártir, Santa † 304

A Igreja festeja hoje o dia de uma das mais gloriosas esposas de Jesus Cristo: A vida e ainda mais a morte desta Santa é uma prova da verdade que vemos estampada na história da Igreja: que Deus se serve de preferência da fraqueza, para confundir os fortes. É a mulher cristã que, destinada a esmagar a cabeça de Satanás, dá provas de um heroísmo que dificilmente encontramos entre os homens. Daí o ódio que Satanás vota à mulher cristã, ódio este fundado no medo e na convicção da impotência dos seus esforços. Doroteia, filha de um senador romano, nasceu em Cesareia, na Capadócia. De educação distintíssima, Doroteia aliava à riqueza dotes invejáveis, naturais e sobrenaturais. Tinha o governador Fabrício recebido ordens imperiais para exterminar a religião cristã. Uma das primeiras vítimas foi Doroteia.

Gregório Magno Papa, Doutor da Igreja, Santo 540-604

Baluarte da Idade Média nascente 
Doutor da Igreja, um dos 
maiores Papas da História, 
dirigiu a Barca de Pedro com rara habilidade
e deu rumo à conturbada época em que viveu. 
“Gregório é certamente uma das mais notáveis figuras da história eclesiástica. Exerceu em vários aspectos uma significativa influência na doutrina, organização e disciplina da Igreja Católica. A ele devemos olhar, para a explicação da situação religiosa da Idade Média; com efeito, não se levando em conta seu trabalho, a evolução da forma da Cristandade medieval seria quase inexplicável. Tanto quanto o moderno sistema católico é um legítimo desenvolvimento do catolicismo medieval, não sem razão Gregório deve também ser chamado seu pai.

Brígida de Jesus Morello Religiosa, Fundadora, Beata +1679

Jovem viúva de Génova
e depois fundadora das Ursulinas 
de Maria Imaculada em Placência. 
Beatificada em 1998.
A chamada à santidade no seguimento fiel do Evangelho também foi vivida com grande intensidade, mesmo se numa época e em circunstâncias diferentes, pela beata Brígida de Jesus Morello, Fundadora das Irmãs Ursulinas de Maria Imaculada. Tendo vivido num século em que o papel feminino ainda era pouco reconhecido, Brígida de Jesus Morello é testemunha dos autênticos valores da mulher e resplandece também na nossa época como exemplo luminoso do específico contributo que a mulher, quer na vida civil quer na religiosa, pode oferecer à Comunidade cristã e à sociedade. Este seu empenho de solidariedade para com os irmãos era expressão duma intensa vida espiritual, enriquecida de «Imolou-se pelo bem da Igreja» particulares experiências místicas.

ORAÇÕES - 03 DE SETEMBRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
3 – Quinta-feira – Santos: Gregório Magno, Aristeu, Basilissa
Evangelho (Lc 5,1-11) “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca”. Simão respondeu: “Mestre, nós trabalhamos a noite inteira e nada pescamos.”
Ao que parece, Pedro e companheiros pescavam mais à noite. Por isso, não compreendiam por que Jesus queria uma pescaria de manhã quando, além do mais, estavam cansados. Acho que o Mestre queria ensinar-lhes que nem sempre o que Deus nos pede parece ajuizado e o melhor para nós. E mais: que deviam ter confiança nele, mesmo quando tudo parecer sem nenhum sentido.
Oração
Senhor Jesus, já aprendi que estais sempre a nos surpreender. Muitas vezes o que me parece plano perfeito acaba em fracasso; e oque parecia improvável deu muito   certo. Tenho de aprender a confiar em vós, e sair para a pesca quando e onde quiserdes. Dai-me prudência confiante, coragem humilde, iniciativa sábia. E não fiqueis só no leme, mas ajudai-me também com o remo. Amém.

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Preparai o Caminho”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
PADRE JOSÉ OSCAR BRANDÃO(+)
REDENTORISTAS NA PAZ DO SENHOR
Voz que clama
 
No calendário da liturgia temos três esquemas para os tempos maiores do ano litúrgico. Nesse ano somos conduzidos pela magnífica figura de João Batista. Podemos, assim, compreender um pouco mais o que significa “esperar a vinda de Cristo”. Temos sua vinda, nascido como homem no Natal; temos sua vinda no fim dos tempos e, nesse ano, contemplamos João anunciando sua vinda como enviado do Pai. João anuncia “que todas as pessoas verão a salvação de Deus” (Lc 3,6) na pessoa de Jesus que inicia seu ministério. Por aqui podemos ver o sentido amplo que tem a Vinda do Senhor. Ele sempre está vindo. Lucas apresenta João como o “maior entre os nascidos de mulher”, o maior profeta. Todos anunciaram o Messias. João O apresentou. Ele é como uma síntese das profecias e a resposta de Deus. A liturgia interpreta o texto do profeta Baruc sobre a maravilhosa restauração de Jerusalém. É uma profecia da restauração do mundo a partir da presença do Messias prometido. Para João, Ele não é mais uma promessa, mas a realização. Retomando o texto de Isaías (40,3-5), aplica essa preparação universal da vinda do Messias para a renovação do mundo. Lucas coloca uma solene abertura, situando a missão do Batista dentro da história do mundo: tempo de Tibério, Pôncio Pilatos, Filipe e os sumos sacerdotes. Jesus não é uma lenda. João não é um pregador alucinado. Manda preparar o caminho do Senhor, como preparamos agora sua segunda vinda e sua vinda na carne.
Completará a obra 
Normalmente, ficamos inseguros sobre a resposta que damos ao Senhor pelos bens que nos prodigalizou. Paulo conforta seus convertidos dando-lhes segurança: “Tenho a certeza de que aquele que começou em vós uma boa obra, há de levá-la à perfeição até o dia de Cristo Jesus” (Fl 1,6). Isso nos ensina que a vida cristã é uma busca permanente, um crescimento conquistado com paciência e esperança. Temos a ideia de que os inícios foram maravilhosos e os convertidos eram perfeitos. São como nós: precisavam crescer. Por isso diz: “Isso peço a Deus: que o vosso amor cresça sempre mais, em todo o conhecimento e experiência , para discernirdes o que é o melhor”. O resultado é claro: “Assim ficareis puros e sem defeito para o dia de Cristo, cheios do fruto da justiça que vem por Jesus Cristo” (Fl 1,6.9-10). A vida cristã é um crescimento permanente. Preparar os caminhos exige muito trabalho e muita mudança. Não é sofrimento, pois a leitura de Baruc continua dizendo que “as florestas e todas as árvores odoríferas darão sombra a Israel, por ordem de Deus” (Br 5,8). Todo o processo de vida cristã é suave, agradável e maravilhoso. 
O Senhor fez maravilhas 
João Batista anunciou a vinda do Messias como Salvador. E na celebração de hoje nos anima a viver intensamente a graça recebida. A Palavra de Deus faz uma leitura da vida cristã comparando-a à libertação do povo: “Quando o Senhor reconduziu nossos cativos, parecíamos sonhar. Encheu-se de sorriso nossa boca e nossos lábios de canções”. Falta alegria à nossa fé. Nós também recebemos tanta libertação. Sempre podemos clamar por novas maravilhas: “Mudai a nossa sorte, Senhor, como torrentes no deserto. Os que lançam as sementes entre lágrimas ceifarão com alegria. Refletindo a segunda vinda de Cristo, na expectativa da memória de sua primeira vinda, nós O acolhemos em nossa vida como Caminho, Verdade e Vida (Jo 14,6). 
Leituras: Baruc 5,1-9; Salmo 125; 
Filipenses 1,4-6.8-11; Lucas 3,1-6. 
1. João faz uma profecia da restauração do mundo a partir da presença do Messias 
2. A vida cristã é um crescimento permanente. 
3. Falta alegria a nossa fé. Nós também recebemos tanta libertação. 
Notícia velh
Falar que Jesus vai chegar, já furou o disco. Mas não veio coisíssima alguma. Que fazer? Ouvir de novo! Ouvir sempre a mesma notícia acaba sendo a declaração de sua verdade. É assim mesmo. Ele veio e a gente não viu? Ou a verdade já se realizou e nós não vimos? Ele sempre vem ao nosso encontro. Às vezes com tantos rumores, ou como o silencio. Ver é o problema. Vemos o que queremos. 
Homilia do 2º Domingo do Advento (05.12.2021)

EVANGELHO DO DIA 02 DE SETEMBRO

Evangelho segundo São Lucas 4,38-44. 
Naquele tempo, Jesus saiu da sinagoga e entrou em casa de Simão. A sogra de Simão estava com febre muito alta e pediram a Jesus que fizesse alguma coisa por ela. Jesus, aproximando-Se da sua cabeceira, falou imperiosamente à febre, e a febre deixou-a. Ela levantou-se e começou logo a servi-los. Ao pôr do sol, todos os que tinham doentes com diversas enfermidades traziam-nos a Jesus e Jesus, impondo as mãos sobre cada um deles, curava-os. De muitos deles saíam demónios, que diziam em altos gritos: «Tu és o Filho de Deus». Mas Jesus, em tom severo, impedia-os de falar, porque sabiam que Ele era o Messias. Ao romper do dia, Jesus dirigiu-Se a um lugar deserto. A multidão foi à procura dele e, tendo-O encontrado, queria retê-lo, para que não os deixasse. Mas Jesus disse-lhes: «Tenho de ir também às outras cidades anunciar a boa nova do Reino de Deus, porque para isto fui enviado». E pregava pelas sinagogas da Judeia.
Tradução litúrgica da Bíblia 
Guilherme de Saint-Thierry 
(1085-1148) 
Monge beneditino, depois cisterciense 
Meditações 
«Dirigiu-Se a um lugar deserto» 
Tu, meu refúgio e minha força, leva-me, como outrora levaste o teu servo Moisés, ao interior do teu deserto, ao lugar onde a sarça arde sem se consumir (cf Ex 3), onde a alma, invadida pelo fogo do Espírito Santo, se torna ardente sem se consumir, mas purificando-se. Leva-me a esse lugar onde não é possível permanecer e por onde não se avança sem antes se terem desatado as correias dos entraves carnais, onde, não sendo possível ver Aquele que é, se pode ouvi-lo dizer: «Eu sou Aquele que sou!» Nesse lugar, temos de cobrir o rosto para não ver o Senhor face a face (cf 1Rs 19,13), mas também temos de nos esforçar por escutar com humildade e obediência, para discernir o que Deus nos diz no interior do coração. Enquanto espero, esconde-me, Senhor, no recôndito da tua tenda (cf Sl 26,5) no dia da desgraça; esconde-me ao abrigo da tua face longe das línguas provocadoras (cf Sl 30,21), porque me impuseste o teu jugo suave e o teu fardo leve (cf Mt 11,30). E, quando me fazes medir a distância entre o teu serviço e o do mundo, perguntas-me com voz terna e doce se é melhor servir-Te a Ti, o Deus vivo, do que a deuses estranhos (2Cr 12,8). Então, eu adoro essa mão que pesa sobre mim e exclamo: «Demasiado tempo fui dominado por outros senhores! Só a Ti desejo pertencer, porque o teu braço me mantém erguido!».

Beato Francisco José de la Rochefoucauld, Bispo e Mártir-Festa: 2 de setembro

(*)Angoulême, França, 1736
(+)Paris, 2 de setembro de 1792 
Nascido em Angoulême em 1736, recebeu sua educação no Seminário de Saint-Sulpice, em Paris, e iniciou uma carreira eclesiástica que o levou, em 1772, à Sé de Beauvais. Conde-Bispo e Par da França, participou da vida pública durante os últimos anos do Antigo Regime e, em 1789, foi eleito Deputado do Clero nos Estados Gerais pelo Bailiado de Clermont-en-Beauvaisis. A Revolução Francesa transformou radicalmente sua vida. Confrontado com a Constituição Civil do Clero, recusou o juramento imposto aos sacerdotes e defendeu a comunhão com a Igreja de Roma. Após deixar Beauvais, buscou refúgio com seu irmão Pierre-Louis, Bispo de Saintes. Preso no verão de 1792, foi confinado ao antigo convento carmelita em Paris.

02 de setembro - Beatos João Maria du Lau d'Allemand e seus 190 companheiros

Comemoramos hoje os mártires trucidados no dia 02 de setembro de 1792 por uma turba enfurecida durante a Revolução Francesa. eles estavam presos no cárcere do Carmo - um antigo convento transformado prisão - depois deles terem sido condenados à morte sob a acusação de serem "inimigos da pátria" por terem se recusado a prestar juramento à Constituição Civil do Clero, condenada pelo papa. Esta Constituição separava a Igreja da França da Igreja de Roma - era cismática - e por isso os católicos não a aceitavam. Foram sacrificados 3 bispos, 127 sacerdotes, 56 religiosos e cinco leigos. Um dos leigos, Carlos de la Calmette, testemunhou o martírio gritando: "Pertencemos à Igreja Católica Apostólica Romana". 

02 de setembro - São Salomão Leclercq

Os Santos são homens e mulheres que se entranham profundamente no mistério da oração. Homens e mulheres que lutam mediante a oração, deixando rezar e lutar neles o Espírito Santo; lutam até ao fim, com todas as suas forças; e vencem, mas não sozinhos: o Senhor vence neles e com eles. Também estas sete testemunhas, que hoje foram canonizadas, travaram o bom combate da fé e do amor através da oração. Por isso permaneceram firmes na fé, com o coração generoso e fiel. Que Deus nos conceda também a nós, pelo exemplo e intercessão delas, ser homens e mulheres de oração; gritar a Deus dia e noite, sem nos cansarmos; deixar que o Espírito Santo reze em nós, e orar apoiando-nos mutuamente para permanecermos com os braços erguidos, até que vença a Misericórdia Divina. 
Papa Francisco – Homilia de Canonização – 16 de outubro de 2016

São Zenão e seus filhos, mártires em Nicomédia. -Festa: 2 de setembro

São Zeno, pai, e seus dois filhos, Concórdio e Teodoro, foram alvos do último imperador romano, declaradamente pagão, Juliano o Apóstata, que quis interromper seu caminho para o cristianismo. O martírio deles, entre história e lenda, foi narrado por uma antiga passio latina.
(†)Nicomédia, Bitínia, atual Turquia, por volta de 2 de setembro de 362 
O "Martirológio Romano" situa a memória dos santos Zenão e seus filhos Concórdio e Teodoro, mártires de Nicomédia, em 2 de setembro. Essa informação, por sua vez, foi extraída de um antigo breviário capuano que continha uma lendária "paixão" em latim. Eles foram vítimas da perseguição de Juliano, o Apóstata. Pouco mais se sabe; o mesmo grupo, juntamente com outros mártires ou com nomes quase idênticos, como Cosconius e Concordius, é mencionado no mesmo dia, 2 de setembro, tanto no "Martirológio Jerônimo" do século IV quanto no "Martirológio Sírio", gerando alguma confusão e opiniões divergentes entre os estudiosos.

Santa Margarida de Louvain, Virgem mártir - 2 de setembro

Margarida nasceu em Louvain, Flandres, em 1207. Seus pais pertenciam à classe trabalhadora. Desde sua infância ele deu provas de um admirável caráter e de rara modéstia. Sua mãe era uma mulher virtuosa que a criou no amor de Deus. A menina crescia simples e inocente, ao mesmo tempo doce e graciosa, era a alegria de seus pais. Aquele era um tempo de vida interior, de fé forte. Era a época das peregrinações. As pessoas iam de Roma a Jerusalém, os lugares onde repousavam as relíquias dos santos eram visitados. Muitas pessoas não acreditavam que suas vidas estivessem completas sem antes ir à Terra Santa. Margarida tinha em Louvain um parente dono, com sua esposa, de uma pousada especialmente destinada ao uso dos peregrinos. Era chamada de São Jorge, e ficava na Rua de la Monnaie, quase diante da Rua de la Librairie. O hoteleiro era conhecido apenas pelo seu nome, Amando, pois naquele tempo o nome de família era coisa rara. Este homem, que tinha sua alma ligada às coisas de Deus, se ocupava somente de obras de caridade. 

Santos Teodota, Evódio, Hermógenes e Callisto, Mártires-Festa: 2 de setembro

Emblema:
Palma 
Martirológio Romano: Em Niceia, também na Bitínia, a paixão de Santa Teodota com seus filhos Evódio, Hermógenes e Callisto. 
Nos martirológios latinos de 25 de abril é apresentado o elogio a esses três santos irmãos, mártires em Siracusa; no grego Menei, por outro lado, os encontramos comemorados em 1 e às vezes 2 de setembro, e na Menologia do Card. Sirleto no dia 11 do mesmo mês. É relatado que eles eram irmãos germânicos, que foram acusados como cristãos do presidente da província e condenados a sofrer a morte pela espada por volta de 303-304. Este elogio e esta notícia levantam muitas questões. Em vez de Siracusa, alguns códices colocam seu martírio em Cesaréia: mas se essa atribuição é comumente rejeitada, hoje a tese de que eles são mártires de Nicéia, para serem identificados com os três filhos de São Francisco. Teodota, cujo elogio lemos no Martirológio Romano em 2 de agosto.

Ingrid Elovsdotter Religiosa, Santa + 1282

Ingrid nasceu perto da metade do século XIII, na nobre família Elovsdotter, na Suécia. Cristãos fervorosos, os pais deram a ela e aos outros filhos, uma educação digna dos fidalgos e no rigoroso seguimento de Cristo. A menina desde os primeiros anos de vida se mostrou muito virtuosa, amável, caridosa e pia, surpreendendo a todos com seu cândido ideal religioso. No início da adolescência, como era costume da época, teve de contrair um riquíssimo casamento. Mesmo contrariando sua vocação, ela aceitou tudo com humilde resignação, mas não deixou que o mundo de luxo, futilidades e poder contaminassem sua alma, apesar de ter de conviver nele. Continuou serenamente a cuidar das obras de caridade que fundara para os pobres e doentes abandonados, os quais atendia pessoalmente. Possuindo dons especiais de profecia e cura, gozava entre a população da fama de santidade. Ingrid enviuvou pouco tempo depois.

Pedro Renato Rogue Sacerdote, Mártir da Eucaristia, Beato 1758-1796

Sacerdote, vítima da Revolução Francesa
Pedro Renato Rogue nasceu em Vannes (França) a 11 de Junho de 1758, rua da Moeda. Foi baptizado no mesmo dia, na catedral da mesma cidade. Seu pai morreu durante uma viagem e não chegou a conhecer seu filho. A viúva instalou-se então na Praça des Lices, naquela cidade francesa. Aos 17 anos, Pedro terminou os seus brilhantes estudos no Colégio de Santo Ivo. Em 1776, entrou no Grande Seminário. Para acederem mais rapidamente à catedral, tinha sido aberta uma porta que tomou o nome de Porta de S. João. Este seminário tinha sido confiado pelo bispo aos Lazaristas (Congregação da Missão) em 1702. Esta Comunidade religiosa tinha a seu encargo a paróquia de Nossa Senhora du Mené. Pedro Rogue foi ordenado sacerdote a 21 de Setembro de 1782 na igreja de Nossa Senhor du Mené por Mons. Sebastião Miguel Amelot e de seguida nomeado director espiritual dos Retiros para Mulheres.