terça-feira, 7 de abril de 2026

ORAÇÕES - 07 DE ABRIL

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
7 – Terça-feira – Santos: João Batista de La Salle, Ursulina
Evangelho (Jo 20,11-18) “Maria estava do lado de fora do túmulo, chorando. Enquanto chorava, inclinou-se e olhou para dentro do túmulo.”
Desconsolada, Maria voltou ao túmulo. Viu dois anjos, viu alguém que chegava, e que ela não reconhecia. Tudo mudou quando foi chamada pelo nome: “Maria”. Sentiu-se pessoalmente reconhecida e reconheceu Jesus. É sempre de maneira pessoal que ele se manifesta a nós. Ela se abraça a ele. – Não me segures, pois precisas ir e anunciar aos meus irmãos que vou ser glorificado junto do Pai.
Oração
Senhor, é sempre de maneira pessoal que nos procurais; tendes sempre uma palavra pessoal para cada um. Quereis que sejamos comunidade, mas me conheceis e amais pessoalmente. Sou importante para vós. Tendes uma missão especial para mim, que eu não posso deixar de cumprir. Ajudai-me a levar a todos a mensagem: – Acreditem, eu encontrei o Senhor! Ele estávivo! Amém

segunda-feira, 6 de abril de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Manifestação aos pastores”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Povo de Deus
 
A celebração do Natal nos traz uma riqueza muito grande de ensinamentos. Jesus nasce em um povo que de séculos esperava o Messias prometido. Estava até descrito o lugar: “E tu, Belém... de ti sairá um que será o guia que apascentará Israel, o meu povo” (Mt 2,6). Nasce rodeado dos privilegiados de Deus: “É o resto de Israel que permaneceu fiel a Deus”. Belém é a cidade de Davi, colocando assim Jesus recém nascido na linha real, conforme a promessa feita a Davi (2Sm 7,16). Os pastores eram os últimos. Esses, chamados de resto, foram os que permaneceram fiéis a Deus, pois só Nele podiam por sua esperança. Os pastores recebem a notícia: “Nasceu para vós um Salvador, o Cristo Senhor” (Lc 2,11). Senhor significa Deus. O que nasce é Divino. Maria e José faziam parte desses fiéis. Nazaré, onde viviam, estava fora do circuito. De lá não vinha nada bom, como disse Natanael e como disseram os fariseus (Jo 1,46 e 7,41). Não é uma posição política, mas profundamente nascida do coração de Deus que escolheu os fracos, pois é seu defensor. A visita aos pastores, no campo, fora do ambiente do templo e da sinagoga abre uma visão da missão do Messias. Deus não despreza os poderosos, mas tem que assumir sozinho o cuidado dos abandonados. Aqueles não entenderam que o que receberam de Deus era para ser multiplicado em bem de todos. O poder e a riqueza bloqueiam a graça. As atividades terrenas podem obstruir o alegre anúncio. 
Nascido de uma mulher 
Jesus nasce de Maria. Quando o Anjo Gabriel faz o anúncio, diferentemente, ele se dirige diretamente à mulher, não ao homem. Por que? É a grande dignidade da mulher decidir a entrada de Deus no mundo. O pecado veio por Eva e a Graça por Maria. Vemos que José é dado como responsável, como esposo legítimo, tanto pela Mãe como pelo Filho. Já dizemos que pai é aquele que cria. Maria, assumindo a maternidade, entra em uma dimensão humana diferente, pois, não é somente mãe de uma criança, mas de uma criança que é Deus, o Filho Divino. Por isso pode e deve ser chamada Mãe de Deus. Se dissermos diferente, negamos a Divindade de Jesus. Perde-se todo o sentido de Salvador, pois Ele nos salva como Deus, na condição humana. Nele está a salvação. Não podemos ver na Santíssima Virgem Maria só os dons, mas o modelo acabado do fiel redimido. Ela se torna o modelo de definição por Deus, acolhendo sua vontade de Deus, participando de seu desígnio de salvação. “Ela conservava tudo em seu coração, meditando (Lc 2,19)” Ele é o cofre onde se guardam os tesouros de Deus. Dali ela tira tudo para a formação de seu Filho. A educação de Jesus não foi feita de milagres, mas de carinho de Mãe que colheu as riquezas de Deus em sua missão e transmitiu ao Filho e agora a nós os filhos. 
Bênção que permanece 
O Senhor ensinou a Moisés a abençoar o povo. O povo gosta de bênção. Assim o povo pode caminhar com a certeza da presença de Deus: “O Senhor te abençoe e te guarde! O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face, e se compadeça de ti. O Senhor volte para ti o seu rosto e te dê a paz” (Nm 6,24-27). Mais que derramar bênçãos, o Senhor se manifesta e mostra seu rosto. Ser abençoado é ter Deus que está voltado para nós. Queremos mais? Sua face e seu rosto estão voltados para nós. É o Deus Mãe que está atenta ao filho pequeno. Por isso a criança tem tanta liberdade em suas ações. “Tem quem cuida de mim”. Vemos o salmo do bom pastor. A bênção que fica conosco são os olhos do Senhor que ama. 
Leituras Números 6,22-17; 
Salmo 66; 
Gálatas 4,4-7; Lucas 2.16-21 
1. A visita aos pastores, fora do ambiente do templo abre uma visão da missão do Messias. 
2. Não podemos ver em Maria só os dons, mas o modelo acabado do fiel redimido. 
3. Ser abençoado é ter Deus que está voltado para nós. 
De pequenino... 
Jesus na manjedoura dá a maior lição da grandeza do ser humano: Grande em qualquer situação. Não é a casca que conta, mas a grandeza da semente que há. Dali em diante, Jesus, continuamente traz a lição do berço. O que aprendeu no berço, cocho dos animais, será sua vida. Muda o cocho, mas o coração é o mesmo. Ele sempre esteve com os pequenos. A idéia do tempo do Natal é justamente ver nas pequenas coisas um presépio no qual se manifesta a grandeza de Deus que é amor. 
Homilia da Solenidade da Mãe de Deus (01.01.2020)

EVANGELHO DO DIA 06 DE ABRIL

Evangelho segundo São Mateus 28,8-15. 
Naquele tempo, Maria Madalena e a outra Maria, que tinham ido ao túmulo do Senhor, afastaram-se a toda a pressa, cheias de temor e de grande alegria, e correram a levar aos discípulos a notícia da Ressurreição. Entretanto, Jesus saiu ao seu encontro e saudou-as. Elas aproximaram-se, abraçaram-Lhe os pés e prostraram-se diante dele. Disse-lhes então Jesus: «Não temais. Ide avisar os meus irmãos que devem ir para a Galileia. Lá Me verão». Enquanto elas iam a caminho, alguns dos guardas foram à cidade participar aos príncipes dos sacerdotes tudo o que tinha acontecido. Estes reuniram-se com os anciãos e, depois de terem deliberado, deram aos soldados uma soma avultada de dinheiro, com esta recomendação: «Dizei: "Os discípulos vieram de noite roubá-lo, enquanto nós estávamos a dormir". Se isto chegar aos ouvidos do governador, nós o convenceremos e faremos que vos deixem em paz». Eles receberam o dinheiro e fizeram como lhes tinham ensinado. Foi este o boato que se divulgou entre os judeus até ao dia de hoje. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Pedro Crisólogo 
(406-450) 
Bispo de Ravena, doutor da Igreja 
Sermão 76, 2-3; CCL 24A, 465-467 
«Ide avisar os meus irmãos que 
devem ir para a Galileia. Lá Me verão» 
O anjo tinha dito às mulheres: «Ele ressuscitou dos mortos e vai adiante de vós para a Galileia. Lá O vereis» (Mt 28,7). Ao dizer isto, não era a Maria Madalena e à outra Maria que o anjo se dirigia mas, nestas duas mulheres, era a Igreja que ele enviava em missão, era a Esposa que o anjo enviava ao encontro do Esposo. Quando elas se afastam, o Senhor vem ao seu encontro e saúda-as, dizendo: «Salve!» Ele dissera aos discípulos: «Não vos demoreis a saudar alguém pelo caminho» (Lc 10,4); nesse caso, como pode ir ao encontro destas mulheres e cumprimentá-las tão jubilosamente? Ele não espera que O reconheçam, não procura ser identificado, não Se presta a que Lhe façam perguntas, mas apressa-Se, cheio de ímpeto, a ir ao encontro delas. É a força do amor, que é mais forte do que tudo, que passa por cima de tudo. Ao saudar a Igreja, é a Si mesmo que Cristo saúda, pois fê-la sua, ela tornou-se sua carne, ela tornou-se o seu corpo, como atesta o apóstolo Paulo: «Ele é a cabeça da Igreja, que é o seu corpo» (Col 1,18). Sim, é de facto a Igreja, em toda a sua plenitude, que aquelas duas mulheres personificam. Quando Ele encontra estas mulheres, elas estão já num estádio de maturidade da fé: dominaram as suas fragilidades, e concentram-se no mistério, procurando o Senhor com todo o fervor da sua fé. Por isso, merecem que o Senhor Se lhes ofereça, indo ao seu encontro e dizendo-lhes: «Salve!» O Senhor não só consente que O toquem, mas também que O agarrem, segundo a medida do amor que Lhe têm. Estas mulheres são, na Igreja, o modelo dos mensageiros da Boa Nova.

São Celestino I papa, +432

São Celestino I foi um papa de origem romana, cujo pontificado durou desde 422 até à data de sua morte, em 27 de Setembro de 432. Combateu as heresías de Pelágio e de Nestório (Patriarca de Constantinopla), a quem excomungou, após a sua condenação no Concílio de Roma (430) e no Concílio de Éfeso (431). De acordo com Nestório, Jesus não era Deus quando nasceu e, portanto, Maria não era Mãe de Deus, mas apenas Mãe de Cristo. Foi o primeiro Papa a enviar missionários para a Escócia. Enviou S. Patrício à Irlanda e S. Germano à Bretanha, com intuito de se aproximar mais com a Cristandade Romana. É com este Papa que, pela primeira vez, se cita o "bastão pastoral". https://www.evangelhoquotidiano.org/PT/display-saint/01e912a5-3983-4158-9ab6-c8c858c14451 
Eleito em 10 de setembro de 422, 
nasceu na Campânia, no sul da Itália. 
Amigo e contemporâneo, santo Agostinho, 
bispo de Hipona. 
Convocou o Concílio de Éfeso, em 431.
O papa Celestino I, eleito em 10 de setembro de 422, nasceu na Campânia, no sul da Itália. Considerado um governante de atitude, foi também um pioneiro em muitos aspectos. Enfrentou as graves questões da época de tal maneira que passou para a história, embora o seu mandato tenha durado apenas uma década. Era um período de reconstrução para Roma, que fora quase destruída pela invasão dos bárbaros, liderados por Alarico.

06 de abril - Santo Eutíquio de Constantinopla

Santo Eutíquio nasceu na Frigia e seu pai, Alexandre, era um general sob o famoso comandante trácio-bizantino Belisário. Estudou em Constantinopla e foi tonsurado monge no monastério de Amaseia aos trinta anos. No ano de 552, foi enviado como representante de seu bispo à Constantinopla. Sua atuação em Constantinopla atraiu a atenção de Justiniano. Como um arquimandrita em Constantinopla, Eutíquio era muito respeitado pelo Patriarca Menas e, no dia em que ele morreu, Eutíquio foi escolhido por Justiniano para sucedê-lo. O Papa Vigílio estava em Constantinopla quando Eutíquio se tornou patriarca e, assim que eleito, Eutíquio enviou-lhe o anúncio de praxe e uma profissão de fé completamente ortodoxa da igreja (que, na época, estava unificada). Ao mesmo tempo, o Papa pediu-lhe que convocasse e presidisse um novo concílio para lidar com a controvérsia dos Três Capítulos. Vigílio, porém, retirou depois seu consentimento para a realização do encontro que, apesar disso, acabou se realizando em 5 de maio de 554 em Constantinopla, com Eutíquio dividindo as honras da assembleia com Apolinário, Patriarca de Alexandria, e Domno III, Patriarca de Antioquia. Na segunda sessão, o Papa se desculpou, por motivos de saúde, abandonou o concílio. A subscrição de Eutíquio aos atos deste concílio, que depois seria reconhecido como sendo o segundo concílio de Constantinopla (e como o quinto concílio ecumênico), é um sumário dos decretos contra os Três Capítulos.

Santa Platônides-Festa: 6 de abril

A figura de Platônides é comemorada em 6 de abril nas menéias bizantinas sem qualquer informação adicional. Ao lado dela, dois mártires anônimos de Ascalão, cuja memória é celebrada no mesmo dia, oferecem apenas o detalhe de seu singular martírio: enterrados até a cintura. A confusão é ainda mais agravada pela comemoração, dois dias antes, de outro Platão, abade do mosteiro de Studion, às vezes associado a "dois outros em paz" em vez dos três santos habituais. O erudito Barônio, influenciado por um menológio do Cardeal Sirleto, une Platônides (erroneamente identificado como um homem) e os dois mártires anônimos em um único elogio, criando uma tríade incerta de mártires de Ascalão. 
Os menaeos bizantinos anunciam a memória de Platônides em 6 de abril, mas não fornecem nenhuma informação sobre ela, nem o dístico heroico em sua homenagem oferece qualquer informação. Após esse anúncio, os mesmos menaeos acrescentam o de dois mártires anônimos de Ascalão, na Palestina, cujo dístico afirma apenas que morreram após serem enterrados até a cintura.

Santa Gala de Roma, Matrona - 6 de abril

Gala era filha do Consul Aurélio Memmio Simmaco, membro do senado, um inteligente e virtuoso patrício de Roma, que por muitos anos foi conselheiro do Rei Teodorico, que entretanto o fez matar em Ravena (525) sob infundadas suspeitas de traição. Santa Gala foi entregue como esposa a um jovem patrício de quem não se conhece o nome. Tendo enviuvado um ano depois, embora fosse estimulada pelos parentes a contrair novas núpcias, preferiu se consagrar a Deus, inicialmente no exercício das obras de misericórdia e depois se retirando em um mosteiro nas proximidades da basílica vaticana de São Pedro. Ali viveu, afirma São Gregório Magno, muitos anos “na simplicidade do coração, dedicada à oração, distribuindo grandes esmolas aos pobres”. A decisão da jovem suscitou uma salutar impressão em Roma e se difundiu largamente. Da Sardenha, onde se encontrava em exílio pela segunda vez, São Fulgêncio de Ruspe (que tinha tido ocasião de conhecer a família da santa em Roma) lhe enviou uma belíssima carta, quase um pequeno tratado em 21 capítulos ("De statu viduarum”), no qual a confirma na decisão tomada e lhe dá conselhos ascéticos.

Beata Catarina Morigi de Pallanza - 6 de abril

Martirológio:
No mosteiro de Santa Maria no Sagrado Monte junto a Varese, a Beata Catarina de Pallanza, virgem, que juntamente com suas companheiras praticou vida eremítica sob a regra de Santo Agostinho. 
Entre os santos venerados pela Igreja de Milão estão as Beatas Catarina de Pallanza e Juliana de Busto que deram origem à experiência monástica das eremitas da Ordem de Santo Ambrósio ad Nemus de Santa Maria do Monte junto a Varese, comumente chamada Ermida Ambrosiana. Já antes de 1400, há séculos havia um local de culto à Virgem Maria, um santuário ligado pela tradição a Santo Ambrósio: ali o Santo Bispo havia derrotado o último grupo de arianos. Neste lugar importante para a história da Igreja de Milão, as duas mulheres vão viver a sua consagração virginal ao Senhor. A primeira foi Catarina, nascida em Pallanza, da nobre família dos Morigi, que muito criança ficou órfã devido a uma epidemia que colheu seus pais e irmãos. Acolhida por Catarina del Silenzio de Milão, foi formada em uma intensa vida espiritual, o que bem cedo a levou a se consagrar totalmente a Deus. Sentindo que o Senhor lhe indicava o Sagrado Monte de Varese como o local de sua oração, ali se uniu aos eremitas que viviam ao lado do santuário mariano que, segundo a tradição, fora fundado por Santo Ambrósio. Pouco depois, após uma terrível epidemia, todos os eremitas morreram e Catarina, em 24 de abril de 1452, decidiu continuar sozinha o caminho eremítico, entregando-se a intensa contemplação da Paixão de Cristo.

Marcelino de Cartago Leigo, Mártir, Santo (+ 411)

Funcionário romano 
amigo de Santo Agostinho!
Marcelino foi um sábio e dedicado religioso, amigo e discípulo de Agostinho, bispo de Hipona, depois canonizado e declarado doutor da Igreja. Entretanto, Marcelino acabou sendo vítima de um dos lamentáveis cismas que dividiram o cristianismo. Foram influências políticas, como o donatismo, que levaram esse honrado cristão à condenação e ao martírio. Tudo teve início muitos anos antes, em 310. O imperador Diocleciano ordenara ao povo a entrega e queima de todos os livros sagrados. Quem obedeceu, passou a ser considerado traidor da Igreja. Naquele ano, Ceciliano foi eleito bispo de Cartago, mas teve sua eleição contestada por ter sido referendada por um grupo de bispos traidores, os mesmos que entregaram os livros sagrados.

Pedro de Verona Grande Inquisidor, Taumaturgo, Mártir, Santo (1205-1252)

“Dotado de raro carisma de pregador 
e convertedor de hereges, 
esse extraordinário frade dominicano libertou, 
por meio de uma Cruzada,
toda a Toscana da heresia dos maniqueus, 
sendo por eles martirizado.”
No domingo, 5 de abril de 1252, dois frades dominicanos viajavam pela estrada que liga as cidade de Como e Milão, na Itália. Enquanto caminhavam, iam rezando o Saltério. De repente, saindo da mata, dois homens os atacaram, desferindo sobre um deles terrível golpe de maça. O frade caiu por terra e, lentamente, molhando dois dedos no próprio sangue, escreveu no chão: “CREDO”. Mal tinha acabado a escrita, cravaram-lhe um punhal no coração. Morto o grande inimigo de sua seita – seita dos cátaros ou maniqueus – os dois hereges lançaram-se sobre o outro dominicano que, de joelhos, rezava, matando-o no mesmo instante. Esses frades assassinados tão barbaramente eram dois filhos espirituais de São Domingos. Um deles, Pedro de Verona, o Inquisidor-mor de toda a Itália, era tão grande pregador e polemista, que os hereges tinham sido obrigados a proibir seus correligionários de ouvi-lo devido ao número de conversões; o outro, era seu companheiro, Frei Domingos. São Pedro de Verona tinha tal fama de santidade, que foi canonizado no mesmo ano de sua morte. Sua festa é comemorada no dia 4 do corrente.

Zeferino Agostini sacerdote, fundador, beato (1813-1896)

Pároco de valor 
e fundador de uma comunidade feminina.
Zeferino Agostini nasceu em Verona, Itália, no dia 24 de Setembro de 1813. Terminados os estudos teológicos no Seminário diocesano, recebeu a Ordenação sacerdotal a 11 de Março de 1837, tendo iniciado o seu ministério como Vigário cooperador na Paróquia dos Santos Nazário e Celso e Assistente do Oratório dos jovens e da catequese. Exerceu também a função de Vice-Chanceler da Cúria e acompanhou o Bispo de Verona em várias visitas pastorais. Em 1845 assumiu a função de pároco da vasta paróquia dos Santos Nazário e Celso, cargo que o Pe. Agostini exerceu durante 51 anos com incansável dedicação, empenhando-se na própria santificação e no trabalho pastoral em favor das almas. No decorrer desses anos não faltaram momentos difíceis e dolorosos, tais como aqueles das três guerras (1848, 1859 e 1866), quando se dedicou ao cuidado dos feridos e, em 1855, também dos afectados pela epidemia da cólera. A sua vida sacerdotal caracterizou-se ainda como fundador, não por uma opção programada mas devido a uma série de circunstâncias, que o levaram a realizar um desígnio de Deus. De facto, para ter uma ajuda na acção pastoral, especialmente para a população feminina, recorreu a institutos religiosos já existentes, como o das Filhas da Caridade Canossianas.

MIGUEL RUA Sacerdote salesiano, Beato (1837-1910)

Miguel Rua nasce em Turim no dia 9 de junho de 1837. Último de 9 filhos, perde o pai aos oito anos. Estudou com os Irmãos das Escolas Cristãs até à terceira série elementar. Deveria começar a trabalhar na Real Fábrica de Armas de Turim, onde o pai era operário, mas Dom Bosco – que aos domingos ia confessar na escola – propôs-lhe continuar os estudos com ele, garantindo-lhe que a Providência pensaria nas despesas. Certo dia, Dom Bosco distribuía algumas medalhas aos seus meninos. Miguel era o último da fila e chegou atrasado, mas ouviu Dom Bosco dizer: "Toma, Miguelzinho!". O padre, porém, não lhe estava dando nada, mas acrescentou: "Nós dois faremos tudo meio a meio", e assim foi de fato. Colaborador da Companhia da Imaculada com Domingos Sávio, foi aluno modelo, apóstolo entre os colegas. Dom Bosco lhe disse: "Preciso de ajuda. Farei com que recebas a veste dos clérigos; estás de acordo?". "De acordo!", respondeu. Em 25 de março de 1855, nos aposentos de Dom Bosco, nas mãos do fundador, fez os votos de pobreza, castidade e obediência. Era o primeiro Salesiano. Começa a trabalhar intensamente: ensina matemática e religião; assiste no refeitório, no pátio, na capela; tarde da noite, copia numa bela caligrafia as cartas e as publicações de Dom Bosco, e, enfim, estuda para ser padre. Tinha apenas 17 anos! É-lhe entregue também a direção do oratório festivo São Luís.

Pierina Morosini Leiga, Mártir, Beata (1931-1957)

Vítima para guardar a sua pureza!
Pierina nasceu em Fiobbio (Bergamo) em 7 de janeiro de 1931, sendo a mais velha de nove filhos de Rocco e Sara Noris. Concluiu o ensino básico mas viu-se obrigada a abandonar os estudos, nos quais foi excelente, mas, na sequência da doença do pai, o seu trabalho representava a principal forma de apoio à família. Ela praticou por um tempo como costureira e aos quinze anos ela conseguiu um emprego em uma fábrica têxtil local. Integrou um grupo da Acção Católica e participou em todas as actividades da paróquia, dedicando-se sobretudo ao ensino do catecismo e à visita aos enfermos. Ela também estava intensamente comprometida com a promoção de vocações para o seminário local e missões estrangeiras. Recebia a comunhão todos os dias, dando sinais incomuns de devoção, levantando-se todas as manhãs às quatro para rezar e assistir à missa antes de começar o trabalho. Ela queria se tornar religiosa para poder trabalhar em uma missão no exterior, mas tinha que continuar a se dedicar ao sustento da família. Tornou-se membro da Ordem Terceira Franciscana e dos Filhas de Maria. Seus colegas de trabalho apreciaram muito sua consciência, sua natureza amigável para com todos.

ORAÇÕES - 06 DE ABRIL

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
6 – Segunda-feira – Santos: Celestino, Catarina de Pallanza, Diógenes.
Evangelho (Mt 28,8-15) “As mulheres partiram depressa do sepulcro. Estavam com medo, mas correram com grande alegria, para dar a notícia aos discípulos.”
Elas estavam com medo; era o temor,oespanto que se apodera de nós diante do inesperado e divino.Mas, também cheias de alegria; ainda não sabiam como, mas bastava saber que Jesus estavavivo. E logo estavam diante dele, que as saudava como era costume: “Alegrai-vos!” É a saudação, a mensagem do Ressuscitado para nós. Eleestá aqui:não há lugar para o medo ou a tristeza.
Oração
Senhor Jesus,acolho vossa saudaçãoe alegro-me convosco. Vencestes a morte e prometeis que convosco também a poderei vencer. Creio em vós, entrego-me confiante à vossa misericórdia. Nada importa se pela frente houver lutas, sofrimentos e desenganos. Estareis sempre a meu lado, a meapoiare dizer quea vida não é breve. É eterna, para sempre, na eternidade do amor. Amém.

domingo, 5 de abril de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - DOMINGO DE PÁSCOA

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
“Cristo não está aqui, ressuscitou!”
 
Os judeus saíram do Egito às pressas, de noite, não podendo levar nada, a não ser a massa do pão não fermentada. Puderam compreender que acontecia algo muito grande, mas tiveram toda sua história para ir todos os anos tirando deste fato novos conhecimentos e novas riquezas. Assim, no contexto litúrgico e vivencial desta celebração vivemos o mesmo fato. Jesus, de noite passou da morte para a vida, ressuscitando para uma vida totalmente nova. E deu-nos a participar desta vida. Assim, nós também, todos os anos tiramos deste fato novos conhecimentos e uma vida sempre novos. 
As leituras do domingo de Páscoa trazem-nos de um modo simples, a narração de um fato tão grande. Madalena vai ao sepulcro. Volta toda apavorada dizendo que tinham levado o corpo de seu Senhor. Pedro e João vão correndo e vêem e crêem. Ele não foi tirado, ressuscitou. Ali está o túmulo vazio, estão os panos. São testemunhos, mas a prova é a fé. Ele aparece para eles neste domingo, não como um morto, mas um vivo que se alimenta e entra em diálogo com eles. Justamente isso Pedro dirá no seu primeiro discurso ao povo, no dia de Pentecostes. Pedro faz uma síntese da história de Jesus: “passou entre nós fazendo o bem! Foi morto e agora ressuscitou. Nós o vimos e somos testemunhas destas coisas, nós que comemos e bebemos com Ele depois de sua ressurreição. Isso foi para a remissão dos pecados”. A segunda leitura é muito clara: se vocês acreditam, vivam agora a vida do alto, pois pelo batismo, fostes inseridos em Cristo, mortos com Ele e ressuscitados com Ele. 
O cristianismo encontra na sua origem uma pedra selada com um defunto perigoso dentro. A força da morte dominara o Senhor da vida. Rompendo a pedra e as portas dos infernos, o Senhor ressuscitado abre o caminho para a vida para todos, pois agora Ele é a vida. Inicialmente não tem explicação para os fatos acontecidos. Pedro e João, as mulheres e os demais apóstolos não conseguem entender o que se passa. Somente o dom da fé, dado pelo Espírito Santo, pode abre suas inteligências à compreensão superior. Assim também é para nós. Não conseguimos entender e nem passar esta verdade para nossa vida. Somente com a fé infundida em nós no Batismo e no cotidiano da vida é que compreendemos esta verdade e a transformamos em vida. Não se trata de saber explicar, mas sim acolher e viver. Nós temos esta fé, pois do contrário não poderíamos de modo nenhum viver a vida cristã nas dificuldades e glórias desta vida. 
Crendo e celebrando o mistério da Páscoa anualmente e cada dia, nós realizamos em nós este mesmo mistério e podemos receber a Ressurreição que Ele nos oferece. Com a fé no Ressuscitado podemos dizer como Pedro: “somos testemunhas destas coisas”. Desejamos a todos uma boa e santa Páscoa. Que os frutos da Ressurreição permaneçam em sua vida. Cristo está vivo no meio de Nós.

EVANGELHO DO DIA 05 DE ABRIL

Evangelho segundo São João 20,1-9.
 
No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi de manhãzinha, ainda escuro, ao sepulcro e viu a pedra retirada do sepulcro. Correu então e foi ter com Simão Pedro e com o discípulo predileto de Jesus e disse-lhes: «Levaram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde O puseram». Pedro partiu com o outro discípulo e foram ambos ao sepulcro. Corriam os dois juntos, mas o outro discípulo antecipou-se, correndo mais depressa do que Pedro, e chegou primeiro ao sepulcro. Debruçando-se, viu as ligaduras no chão, mas não entrou. Entretanto, chegou também Simão Pedro, que o seguira. Entrou no sepulcro e viu as ligaduras no chão e o sudário que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não com as ligaduras, mas enrolado à parte. Entrou também o outro discípulo, que chegara primeiro ao sepulcro, viu e acreditou. Na verdade, ainda não tinham entendido a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar dos mortos. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Livro das Horas do Sinai (século IX) 
Cânone em honra da cruz e da ressurreição, SC 486 
Tu, Senhor, és bendito por cima de todos os louvores! 
Tu suportas os golpes na tua natureza carnal, Cristo, verdadeiro homem, para libertar Adão da corrupção, pois foste Tu, Salvador, que, sem união carnal, assumiste a sua natureza e, pregando-a na cruz, a salvaste: por isso, cantamos sem cessar: Bendito sejas acima de todo o louvor, Deus de nossos pais e nosso Deus. Diante de mim, colocaste dois guardiões para proteger a árvore da vida, depois de eu ter provado da árvore da corrupção no Éden; mas vais agora fazê-la desabrochar, a esta árvore sobre a qual puseste as tuas mãos divinas, qual caminho que conduz ao gozo da vida imortal. Bendito sejas acima de todo o louvor, Deus de nossos pais e nosso Deus. O sol estava envolto em trevas quando Te viu, Cristo, o verdadeiro Sol, passar pelas portas fechadas do Hades; então, penetrando nas trevas subterrâneas, a luz da verdade fez brilhar o Dia eterno para todos os que jaziam nas trevas. Bendito sejas acima de todo o louvor, Deus de nossos pais e nosso Deus.

Santa Irene de Salônico, Virgem e Mártir - 5 de abril

Santa Irene e suas irmãs!
Martirológio:
Em Salônica, na Macedônia, agora na Grécia, Santa Irene, virgem e mártir, que ignorou o decreto de Diocleciano que proibia manter escondidos os livros sagrados, foi levada para um lupanar e em seguida queimada na fogueira por ordem do governador Dulcério, o qual já infringira o martírio às suas irmãs Ágape e Quiônia. 
Irene nasceu, segundo alegam as legendas, no século IV, época do imperador romano Diocleciano, considerado o mais sanguinário perseguidor dos cristãos, e que "proibia que as pessoas portassem ou guardassem escritos que pregassem o Cristianismo". Todos os livros "deveriam ser entregues às autoridades para serem queimados”. Irene, ainda jovem, junto com suas irmãs, Ágape (Amor) e Quiônia (Pureza), pertenciam a uma família pagã da Tessalônica, mas elas se converteram e possuíam vários livros da Sagrada Escritura, e passaram a pregar o Cristianismo. O martírio destas três jovens irmãs é contado em um documento que é uma versão um pouco ampliada de testemunhos genuínos.

Santa Viúva de Ferbuta, mártir na Pérsia-Festa: 5 de abril

(†)9 de abril de 342
 
Sua figura como uma virgem consagrada ou viúva, irmã do famoso mártir Simeão Bar-Sabbàeé, emerge das páginas da Historia Ecclesiastica de Sozomeno, embora obscurecida por imprecisões e lendas. Acusada de envenenar a rainha persa e condenada à morte junto com seus dois companheiros, sofreu martírio por meio da serra, oferecendo sua vida em testemunho da fé cristã. A data de seu martírio, que varia entre os vários martirológios, oscila entre 19 de março e 5 de maio, enquanto o local permanece incerto, talvez coincidindo com a cidade persa de Selêucia. Sua história, entrelaçada com a do irmão e cheia de detalhes curiosos, como a vã esperança da rainha de se curar dos feitiços ao passar pelos membros rasgados dos mártires. 
Martirológio Romano: Em Selaudia, na Pérsia, Santa Ferbuta, viúva, irmã do bispo São Simeão e sob o reinado de Sabor II, sofreu martírio junto com sua serva. 
Ocorre muitas vezes tanto em martirológios orientais quanto ocidentais sob diferentes datas e nomes: Pherbutha, Thermutha, Thermo, Derphuta, Tartufa, Tbarbo; esta última variante é a mais próxima do original persa. A principal, porém muito poluída, fonte de sua vida é a Historia Ecclesiastica de Sozomeno, à qual comentaristas posteriores acrescentaram outras imprecisões.

Santa Catarina Thomas, Virgem agostiniana - 5 de abril

Catarina Thomas, que nasceu no povoado de Valdemuzza e morreu em Palma, passou toda sua vida na Ilha de Mayorca (Baleares). Ela veio à luz no dia 1 de maio de 1531; seu pai, Jaime Thomas e sua mãe, Marquesina Gallará, eram modestos camponês, mas em sua casa se respirava uma fé simples e profunda. Como não tinha a coroa do Rosário, Catarina aprendeu a rezar a Ave-Maria contando as folhas de um raminho de oliveira. Estava habituada a andar descalça mesmo sobre os cardos espinhosos, pois a tinham ensinado que dos pequenos ferimentos se podia aprender o significado do sofrimento. Tinha como protetora especial a santa virgem e mártir que tinha seu nome. Sua mãe lhe ensinava as verdades da fé, tanto que aos 4 anos, quando começou a frequentar as aulas que eram dadas pelo pároco, como mandava o recém Concilio de Trento, ela já sabia o catecismo e mais do que aprender ela passou a ensinar outras crianças com seu conhecimento e luzes. Seus pais morreram quando a menina tinha somente sete anos, sem deixar-lhe nada de herança. Contam-se coisas muito tristes sobre os maus tratos que ela sofria na casa de um tio paterno, aos cuidados de quem tinha ficado, até mesmo os criados a sobrecarregavam de trabalhos.

Juliana de Cornillon Virgem, Religiosa, Santa (1193-1258)

Instigadora da festa do “Corpo de Deus”
Santa Juliana nasceu no ano de 1193, numa aldeia denominada Retinne, situada próxima à cidade de Liège, na Bélgica. Conviveu pouco tempo com os pais, pois ficou órfã com apenas cinco anos de idade. Em decorrência disso, Juliana e sua irmã Inês, foram confiadas aos cuidados das irmãs agostinianas em Monte Cornillon, onde receberam esmerada educação e viveram piedosamente. Quando completou 14 anos de idade, ingressou definitivamente na comunidade das irmãs agostinianas. Desde a mais tenra infância, sempre nutriu muito amor, possuindo em grau elevadíssimo, admirável devoção ao Sacramento da Eucaristia. Deus a preparava e lhe infundia grandes conhecimentos, além do que se tornaria ela um instrumento em Suas mãos para a missão de difundir o valor da Sagrada Eucaristia. Um dia, no ano de 1208, Juliana quando em oração, teve a visão de um astro, semelhante à lua cheia brilhante, mas com uma pequena incisão preta. Temendo estar sendo vítima de uma ilusão maligna, suplicou ardorosamente ao Divino Mestre que lhe esclarecesse tais visões, as quais passaram a se repetir, consecutivamente, todos os dias. Somente após dois anos foi que Nosso Senhor revelou-lhe o significado: “A lua representa a Igreja e suas festas, e a incisura significa a falta da solenidade, cuja instituição eu desejo, para despertar a fé dos povos e para o bem espiritual dos Meus eleitos. Quero que uma festa especial seja estabelecida em honra ao Sacramento do Meu Corpo e do Meu Sangue.”