domingo, 13 de setembro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - Batismo para valer

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Água 
Tudo que é de Deus é simples. Do nada, fez tudo. Do pouco faz demais. Ao enviar seu Filho, O fez pequenino. Para realizar o sacramento do Batismo, nascimento dos novos filhos usa um pouco de água. Mesmo que fosse um mar, seria pouco, como uma gota d’água. Deus em sua grandeza divina faz de cada um filho seu que participa de sua Divindade que não tem limites. Refletindo sobre o ritual do Batismo, vemos no rito da bênção da água, sua presença nos principais momentos da história da salvação. Deus criou as águas, separando-as do caos original. A partir daí temos vida. Quando quis renovar a face da terra cheia de maldades, manda o dilúvio que destrói a maldade e faz nascer um mundo novo. É símbolo do batismo que destrói o mal e gera a vida nova. Os filhos dos hebreus, escravos do Egito são salvos passando, a pé enxuto, através das águas do Mar Vermelho. Jesus foi batizado nas águas do Rio Jordão, santificando as águas do batismo para que pudesse gerar novos filhos. Águas que dão vida. Pregado na cruz, de seu lado aberto pela lança, fez jorrar sangue e água. Seu último ensinamento foi ordem para que os discípulos fossem por todo o mundo e fizessem discípulos seus todos os povos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-os a observar tudo quanto ensinou. Batizar significa mergulhar na água. Bela simbologia: a água lava e dá vida. A água do Batismo purifica do mal e dá vida nova. A verdade é expressa pelo símbolo. 
Eu creio 
No momento do rito Batismo é pedida a adesão aos princípios da fé que se tornam de verdade vida. A fé não é só a declaração de um princípio, mas é vida de Deus em nós e vida nossa em Deus. A simbologia da água, na qual somos mergulhados, mesmo simbolicamente em pouca quantidade, nos conduz a uma participação do mistério de Deus Trindade. A profissão de fé é direcionada ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Não se trata de perceber, mas de acolher que vivemos em Deus e Deus vive em nós. Mais que o ar que respiramos é a vida nova que vivemos. Crer é um novo modo de ser. Jesus é Deus. E o que vemos? O que viam? Nada mais que a fé que Aquele Homem é Deus. A fé nos leva a não criar obstáculos. Jesus vivia com seu Pai e o Espírito, como nós vivemos. O que poderemos ver é o resultado em nossas atitudes. Mesmo assim, na penumbra da fé. Ver o invisível é a maior abertura da visão. Não se trata de sombras, mas e a luz, como a luz da inteligência, que não vemos, sabemos e entendemos. É o amor que temos e tornamos presente nas condições humanas. O amor não se vê, se faz. Quando digo eu creio, eu vivo, como a vida que vivemos. Onde está a vida? Vivida! 
Pai Nosso 
O último momento do Batismo é a recitação do Pai Nosso. Por que fomos acolhidos como filhos, podemos ter certeza que a vida de Deus em nós, nos dá direito ao relacionamento amoroso. Esse Pai nosso do Batismo, mais que uma “reza”, é o início de um relacionamento dialogal amoroso com o Pai. Paulo nos diz: “E, porque sois filhos, enviou Deus ao nosso coração o Espírito do seu Filho, que clama Abba, Pai!” (Gl 4,6). Podemos chamar a Deus de Pai... Inicia-se, com esse Pai Nosso no rito Batismo, o direito de rezar, de falar com o Pai. Temos o modelo de Jesus que estava sempre em diálogo com o Pai querido. Mesmo no maior sofrimento tem a força de colocar tudo nas mãos do Pai: “Pai, em vossas mãos entrego meu Espírito” (Lc 23,44).
ARTIGO PUBLICADO EM JANEIRO DE 2022

EVANGELHO DO DIA 13 DE SETEMBRO

Evangelho segundo São Mateus 18,21-35. 
Naquele tempo, Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou-Lhe: «Se meu irmão me ofender, quantas vezes deverei perdoar-lhe? Até sete vezes?». Jesus respondeu: «Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. Na verdade, o Reino de Deus pode comparar-se a um rei que quis ajustar contas com os seus servos. Logo de começo, apresentaram-lhe um homem que devia dez mil talentos. Não tendo com que pagar, o senhor mandou que fosse vendido, com a mulher, os filhos e tudo quanto possuía, para assim pagar a dívida. Então, o servo prostrou-se a seus pés, dizendo: "Senhor, concede-me um prazo e tudo te pagarei". Cheio de compaixão, o senhor daquele servo deu-lhe a liberdade e perdoou-lhe a dívida. Ao sair, o servo encontrou um dos seus companheiros, que lhe devia cem denários. Segurando-o, começou a apertar-lhe o pescoço, dizendo: "Paga o que me deves". Então, o companheiro caiu a seus pés e suplicou-lhe, dizendo: "Concede-me um prazo e pagar-te-ei". Ele, porém, não consentiu e mandou-o prender, até que pagasse tudo quanto devia. Testemunhas desta cena, os seus companheiros ficaram muito tristes e foram contar ao senhor tudo o que havia sucedido. Então, o senhor mandou-o chamar e disse: "Servo mau, perdoei-te tudo o que me devias, porque mo pediste. Não devias, também tu, compadecer-te do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?". E o senhor, indignado, entregou-o aos verdugos, até que pagasse tudo o que lhe devia. Assim procederá convosco meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar a seu irmão de todo o coração».
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Cipriano 
(200-258) 
Bispo de Cartago e mártir 
A oração do Senhor, 23-24 
«Perdoai-nos as nossas ofensas, 
assim como nós perdoamos 
a quem nos tem ofendido» 
O Senhor manda-nos a perdoar as dívidas aos nossos devedores, tal como Lhe pedimos que nos perdoe as nossas (cf Mt 6,12). Temos de saber que não podemos obter o que pedimos em relação aos nossos pecados se não fizermos o mesmo àqueles que pecaram para connosco; por isso, Cristo diz também: «Segundo a medida com que medirdes vos será medido» (Mt 7,2). E o servo que, depois de lhe ter sido perdoada a dívida, não quis perdoar a do seu companheiro foi lançado na prisão; porque não quis usar de clemência para com o seu companheiro, perdeu o que o seu senhor lhe oferecera. Cristo estabelece-o ainda com mais força nos seus preceitos, quando decreta: «E quando estiverdes a orar, se tiverdes alguma coisa contra alguém, perdoai, para que o vosso Pai que está nos Céus vos perdoe também as vossas faltas. Porque, se não perdoardes, também o vosso Pai que está no Céu não perdoará as vossas ofensas» (Mc 11,25-26). Quando Abel e Caim ofereceram os primeiros sacrifícios, não foi para as suas oferendas que Deus olhou, mas para o coração de um e outro (cf Gn 4,3s): aquele cuja oferenda Lhe agradou foi aquele cujo coração Lhe agradou. Abel, pacífico e justo, oferecendo o sacrifício a Deus na inocência, ensinou-nos a oferecer os nossos dons no altar com um coração simples, com sentido de justiça, concórdia e paz; pois, oferecendo o seu sacrifício a Deus com essas disposições, mereceu tornar-se ele próprio uma oferenda preciosa e dar o primeiro testemunho do martírio: pela glória do seu sangue, prefigurou a Paixão do Senhor, porque possuía a justiça e a paz do Senhor. São homens assim que são coroados pelo Senhor, e que, no dia do juízo, dele obterão justiça.

Cornélio, o Centurião Leigo, Mártir, Santo Séc. I

O centurião que veio 
pedir socorro a São Pedro.
As referências a este santo encontram-se nas Sagradas Escrituras onde afirmam: « Havia em Cesaréia um homem, por nome Cornélio, centurião da coorte que se chamava Itálica. Era religioso; ele e todos os de sua casa eram tementes a Deus. Dava muitas esmolas ao povo e orava constantemente. Este homem viu claramente numa visão, pela hora nona do dia, aproximar-se dele um anjo de Deus e o chamar: Cornélio! Cornélio fixou nele os olhos e, possuído de temor, perguntou: Que há, Senhor? O anjo replicou: As tuas orações e as tuas esmolas subiram à presença de Deus como uma oferta de lembrança. Agora envia homens a Jope e faze vir aqui um certo Simão, que tem por sobrenome Pedro.

João Crisóstomo Bispo, Doutor da Igreja, Santo 309-407

João Crisóstomo foi um grande orador do seu tempo. Todos os escritos dizem que multidões se juntavam ao redor do púlpito onde estivesse discursando. Tinha o dom da oratória e muita cultura, uma soma muito valiosa para a pregação do cristianismo. João nasceu no ano 309 em Antioquia, na Síria, Ásia Menor, procedente de família muito rica considerada pela sociedade e pelo Estado. Seu pai era comandante de tropas imperiais no oriente, um cargo que cedo causou sua morte. Mas a sua mãe Antusa, piedosa e caridosa, agora Santa, providenciou para o filho ser educado pelos maiores mestres do seu tempo, tanto científicos quanto religiosos, não prejudicando sua formação. O menino, desde pequeno, já demonstrava a vocação religiosa, grande inteligência e dons especias. Só não se tornou eremita no deserto por insistência da mãe. Mas, depois que ela morreu, já conhecido pela sabedoria, prudência e pela oratória eloqüente, foi viver na companhia de um monge no deserto, durante quatro anos. Passou mais dois, retirado numa gruta sozinho, estudando as sagradas escrituras e, então, considerou-se pronto. Voltou para Antioquia e se ordenou sacerdote. Sua cidade vivia a efervescência de uma revolta contra o Imperador Teodósio I. O povo quebrava estátuas do imperador e de membros de sua família. Teodósio, em troca, agia ferozmente contra tudo e contra todos.

Maurílio de Angers Bispo, Santo + 453

Insigne bispo desta cidade francesa. 
Tinha especial carinho pelos camponeses,
 sobretudo os mais pobres.
Maurílio nasceu na segunda metade do século IV, em Milão, na Itália. Na juventude, viajou para a Gália, agora França, atraído pela fama do bispo mais ilustre de sua época, Martinho de Tours. Naquela época, a região da Gália tinha muito pouco conhecimento do Evangelho. Já existiam vários bispos destacados pelas cidades, mas o cristianismo era um fenômeno particularmente urbano e poucos camponeses tinham acesso aos ensinamentos. A finalidade da missão de Maurílio era essa. Após sua ordenação sacerdotal, saiu em missão para evangelizar os camponeses dos campos mais distantes das cidades. Então, Maurílio entregou-se, de corpo e alma, à vida de pregação, sempre pronto a ajudar os pobres e doentes.

Santo Amato de Remiremont, Abade -Festa: 13 de setembro

Fundador dum mosteiro perto de 
Remiremont na região dos Vosges (França). 
Nascido em Grenoble entre 565 e 570, filho de Heliodoro, um nobre romano. Ingressou no mosteiro de Agaunum, no Valais, em 581, e foi ordenado sacerdote. Permaneceu lá por 30 anos antes de se retirar como eremita. Fundou o mosteiro duplo de Habend, nos Vosges, juntamente com Santo Eustácio. Amatus faleceu em 13 de setembro. Apareceu diversas vezes após a sua morte, realizando muitos milagres. Seus restos mortais foram trasladados para a igreja de Santa Maria. Desde 670, sua festa é celebrada em 13 de setembro. São Leão IX reconheceu suas relíquias em 3 de dezembro de 1049. Amatus é venerado sobretudo em Grenoble e Saint-Dié. (Avvenire) 
Etimologia: Beloved = querido, apreciado, do latim Emblema: Cajado pastoral 
Martirológio Romano: Nas montanhas dos Vosges, na Nêustria, também na França, Santo Amato, sacerdote e abade, distinguiu-se pela sua austeridade, jejum e desejo de solidão, governando sabiamente o mosteiro de Habend, que fundou juntamente com São Romário.

Beata Virgem Carmelita Maria de Jesus Lopez de Rivas -Festa: 13 de setembro

(*)Tartanedo, Guadalajara, Espanha, 18 de agosto de 1560
(+)Toledo, Espanha, 13 de setembro de 1640 
Nasceu em Tartanedo, na província espanhola de Guadalajara, em 18 de agosto de 1560. Órfã aos quatro anos de idade, foi criada no ambiente familiar de Molina de Aragón e, ainda adolescente, desenvolveu o desejo de se consagrar na Ordem Carmelita reformada por Teresa de Jesus. Ingressou no mosteiro das Carmelitas Descalças em Toledo em 1577 e fez seus votos em 8 de setembro de 1578. A própria Teresa, que tinha especial respeito por ela, chamava-a carinhosamente de "El Letradillo", reconhecendo seu bom senso e preparo espiritual. Por mais de sessenta anos, Maria de Jesus permaneceu ligada ao mosteiro de Toledo, ocupando diversos cargos, incluindo sacristã, ama, mestra de noviças, subprioresa e priora. Em 1600, foi destituída do cargo de priora após acusações que posteriormente se provaram infundadas. Ela suportou as consequências desse caso por cerca de vinte anos, até sua reabilitação pública e reeleição unânime como priora em 1624. Sua espiritualidade era profundamente cristocêntrica, com particular atenção à Paixão, à Eucaristia, à humanidade de Cristo e à vida litúrgica. Ela morreu em Toledo em 13 de setembro de 1640, aos oitenta anos de idade. Foi beatificada por Paulo VI em 14 de novembro de 1976. 
Etimologia: Maria, a forma latina de Miriam, deriva do hebraico Miryam; a etimologia permanece debatida e recebeu diversas interpretações ao longo dos séculos. 
Emblema: Hábito das Monjas Carmelitas Descalças, livro e referências à Paixão de Cristo. 
Martirológio Romano: Em Toledo, na Espanha, a Beata Maria de Jesús López de Rivas, virgem da Ordem das Carmelitas Descalças, que aderiu plenamente em corpo e espírito à Paixão do Senhor, sempre humilde e paciente em todas as coisas. 

Quinta Aparição de Nossa Senhora de Fátima - 13 de setembro de 1917

     Na Quinta aparição de Nossa Senhora, como das outras vezes, uma série de fenômenos atmosféricos foram observados pelas pessoas que tinham ido à Cova da Iria.
     Calculou-se que estavam presentes entre 15 e 20 mil pessoas.
     O súbito refrescar da atmosfera, o empalidecer do sol até o ponto de se verem as estrelas, uma espécie de chuva como que de pétalas ou flocos de neve, que desapareciam antes de pousarem na terra.
     E desta vez, foi notado um globo luminoso que se movia lenta e majestosamente pelo céu de um para outro. E que, no final da aparição, moveu-se em sentido contrário.
     Os três pastorinhos notaram, como de costume, o reflexo de uma luz e, a seguir, viram Nossa Senhora sobre a azinheira.

ORAÇÕES - 13 DE SETEMBRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
13 – 24º Domingo do Tempo Comum
Evangelho (Mt 18,21-35) “Não devias tu também ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?”
Conheço de cor essa palavra de Jesus. E acho que fico tão sem jeito como os discípulos e outros ouvintes do Mestre. Todos nos vemos retratados no servo sem misericórdia nem compaixão. Conhecemos a bondade de Deus, sua prontidão em nos perdoar ao menor sinal de arrependimento. Muitas e muitas vezes experimentamos seu perdão amoroso e compassivo. Mesmo assim, ainda não aprendi a perdoar, pelo menos a não perdoar logo. Discuto longamente se meu próximo de fato está arrependido, faço questão que reconheça seu erro e me peça perdão, ainda que isso lhe custe constrangimento. E quando afinal perdoo, se é que perdoo, assumo ares de juiz misericordioso, e não de irmão igualmente culpado. Não há dúvida; preciso urgentemente de conversão e perdão.
Oração
Senhor, reconheço minhas quedas e meus pecados. Muitas vezes e de muitos modos eu vos abandonei. Vós, porém, jamais me abandonastes, mas sempre me procurastes e atraístes para que a vós eu voltasse. Agradeço tanta bondade e tanta misericórdia comigo. Mas, Senhor, apesar de perdoado tantas vezes, ainda tenho dificuldade em perdoar meus irmãos, pelos quais me julgo prejudicado ou ofendido. Mudai meu coração, dai-me a graça de perdoar. Curai minhas mágoas, acalmai meus sentimentos, fazei que o amor acabe vencendo em mim. Hoje quero pedir por todos que, de um jeito ou de outro, me ofenderam ou fizeram sofrer. Tocai também o coração deles, para que também me perdoem, e assim reconciliados possamos estar sempre entre vossos filhos. Amém.

sábado, 12 de setembro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Filho amado”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Batismo do Senhor
 
No Batismo de Jesus continuamos a Manifestação do Senhor. Desta vez é apresentado pelo Pai aos judeus no rio Jordão, no momento em que João batiza Jesus. O batismo de João está na tradição dos banhos de purificação com compromisso de vida moral, como se fazia para os prosélitos. Agora se trata de uma conversão em vista da vinda do Senhor. Para João é uma expressão de penitência para a conversão do coração como vemos em sua pregação: “Convertei-vos porque o Reino de Deus está próximo”. Mateus escreve: “Nesse tempo, veio Jesus da Galiléia ao Jordão à procura de João, a fim de ser batizado por ele” (Mt 3,13). Entre as muitas interpretações do batismo de Jesus, está a concepção de que Ele é designado oficialmente como Messias, profeta e servo. Ali o Filho é apresentado pelo Pai. Ali recebe o Espírito em plenitude. Por que Jesus vem para ser batizado? É desejoso que o Reino de Deus se instaure. Como parte do povo, também Se prepara. Ele vem como povo, e como realizador. Nos evangelhos vemos Jesus praticando esse tipo de batismo do povo, como João. “Se bem que Ele não batizasse, mas seus discípulos” (Jo 4,2). Jesus também recebeu o batismo e, enquanto rezava, o céu se abriu e o Espírito Santo desceu sobre Jesus em forma visível, como pomba. E do céu veio uma voz: “Tu és o meu Filho amado, em Ti ponho o meu bem querer” (Lc l,21-22). O Espírito assume Jesus no amor do Pai e no caminho de missão que era levar a todos ao bem querer do Pai. Realizará a profecia do Servo do Senhor (Is 42,1ss). 
Passou fazendo o bem 
Os cristãos vindos do judaísmo questionavam Pedro por ter entrado em casa de um pagão. Pedro narrou todo o fato da visão que tivera e como o Espírito Santo tinha sido dado aos pagãos, antes mesmo do Batismo. E diz: “Pode-se negar a graça do Batismo a esses que, como nós, receberam o Espírito Santo?” (At 10 47). Nesse texto vemos que o Espírito Santo abre as portas da fé aos pagãos. No anúncio a Cornélio, Pedro conta a história de Jesus. E recorda o que disse na casa de Cornélio: “Depois do batismo Deus ungiu o com o Espírito Santo e com poder e Ele andou por toda a parte, fazendo o bem e curando a todos os que estavam dominados pelo demônio; porque Deus estava com Ele” (At 10, 38). “A vida cristã é uma fé atuando na caridade” (Gl 5,6). São Paulo não fala que só a fé salva. Mas fala da caridade, como Jesus fazia. A unção do Espírito, no batismo, quando o Pai Lhe faz a grandiosa declaração de seu amor: “Tú és meu Filho amado, em Ti ponho o meu bem querer” (At 3,21-22). O batismo é a manifestação do amor do Pai para cada filho que lhe predileto. Esse amor gera amor. 
Espírito de todos batizados 
No evangelho Lucas narra que Jesus é sempre conduzido pelo Espírito e que batizará com o Espírito Santo e o fogo (Mt 3,11). Este texto difícil pode ser interpretado pelo que segue em Mateus: “A pá está em sua mão: vai limpar a sua eira e recolher seu trigo no celeiro: mas, quanto à palha, vai queimá-la num fogo inextinguível”. É a purificação espiritual que dá vida e purificação que queima e que tira toda a impureza para que se possa realizar a missão de Jesus. Ele veio sobre Jesus no momento do Batismo dando-lhe a missão redentora. Pelo batismo iniciamos um processo de purificação e missão.
Leituras: Isaías 42,1-4.6-7; Salmo 28;
Atos 10,34-38; Lucas 3,15-16.21-22. 
1. O Espírito assume Jesus no amor do Pai e na missão de levar a todos o amor do Pai. 
2. São Paulo não fala que só a fé salva. Mas fala da caridade, como Jesus fazia. 
3. No evangelho de Lucas vemos Jesus sempre sendo conduzido pelo Espírito. 
Mergulho no profundo 
O batismo sempre realiza um grande milagre de vida. Batizar significa mergulhar na água. Vemos que ninguém morre afogado. Algumas crianças choram outras se divertem. Todo mundo acha lindo. Deus mais ainda. É mais um bacurizinho para a casa. O batismo não afoga porque o poço profundo é o Pai no qual somos inseridos, mergulhados até sumir no fundo. É o mergulho em Deus. Que coisa boa. Que temperatura amena. Nunca mais Deus dispensa a gente. Por isso, vamos nadar de braçadas em tanto amor. 
Homilia do Batismo do Senhor (09.01.2022)

EVANGELHO DO DIA 12 DE SETEMBRO

Evangelho segundo São Lucas 6,43-49. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Não há árvore boa que dê mau fruto, nem árvore má que dê bom fruto. Cada árvore conhece-se pelo seu fruto: não se colhem figos dos espinheiros, nem se apanham uvas das sarças. O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem; e o homem mau, da sua maldade tira o mal; pois a boca fala do que transborda do coração. Porque Me chamais "Senhor! Senhor!", mas não fazeis o que vos digo? Vou mostrar-vos a quem se assemelha todo aquele que vem ter comigo, ouve as minhas palavras e as põe em prática. É semelhante a um homem que, para construir a casa, escavou, aprofundou e assentou os alicerces sobre a rocha. Quando veio uma cheia, a torrente irrompeu contra aquela casa, mas não a pôde abalar, porque estava bem construída. Mas aquele que ouve as minhas palavras e não as põe em prática é semelhante a um homem que construiu a casa sobre a terra, sem alicerces. A torrente irrompeu contra aquela casa, que imediatamente desabou; e foi grande a sua ruína». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Gertrudes de Helfta
(1256-1301) 
Monja beneditina 
O Arauto, Livro III; SC 143 
Ter como único desejo
a vontade de Deus 
Pelo texto onde Isaías afirma que glorificaremos a Deus não seguindo os nossos próprios caminhos (cf Is 58,6-14), Gertrudes compreendeu que quem, refletindo previamente sobre o que vai fazer ou dizer e vendo que não tem qualquer utilidade, refreia esse impulso, colhe um tríplice benefício. Em primeiro lugar, é-lhe dado encontrar em Deus suaves delícias. Em segundo lugar, os maus pensamentos têm menos domínio sobre a pessoa. Em terceiro lugar, na vida eterna, o Filho de Deus conceder-lhe-á uma participação mais abundante nos frutos daquela eminente santidade de vida que a capacitou para enfrentar as tentações com imponente nobreza e a triunfar gloriosamente sobre elas. Diz também o profeta: «Com Ele vem o seu prémio, precede-O a sua recompensa» (Is 40,10), o que a fez compreender que o próprio Senhor é, no seu amor, a recompensa dos seus eleitos, prodigalizando-Se com tal ternura que a alma que O ama pode verdadeiramente dizer que, por efeito da sua bondade extrema, foi recompensada muito para além de todo o mérito; pois, tendo-se entregado inteiramente à divina Providência e não desejando em cada ação senão a vontade de Deus, Deus lhe concede ser já, por assim dizer, perfeita diante dele. Gertrudes compreendeu que quem, fazendo sincera penitência por tudo o que tiver cometido ou omitido, se dispõe, de coração reto, a obedecer aos preceitos de Deus, será verdadeiramente santificado na presença de Deus. Finalmente, com o texto: «Cantai ao Senhor um cântico novo» (Is 42,10), compreendeu que quem coloca no seu cântico o impulso da doação interior, esse canta ao Senhor um cântico novo; pois, pelo próprio facto de ter recebido de Deus a graça de voltar para Ele os impulsos do seu coração, o novo ato que daí resulta será agradável a Deus.

São Selésio de Alexandria

São Selésio de Alexandria é um dos mártires cristãos celebrados no dia 12 de setembro em Alexandria, Egito. Ele foi afogado no mar durante o tempo do Imperador Maximino pela sua confissão de fé em Cristo. 
Quem foi São Selésio? 
São Selésio é um dos mártires que sofreram por sua fé, sendo afogado no mar. Ele é lembrado juntamente com outros mártires da mesma época e local, como Hieronídes, Leôncio, Serapião, Valeriano e Estratão. 

12 de setembro - São Francisco Ch'oe Kyong-hwan

Francisco Ch'oe Kyong-hwan nasceu em 1804 perto da cidade de Taraekkol na Coréia do Sul. Seu avô, Ch'oe Han-il, foi o primeiro membro de sua grande e próspera família para ser batizado em 1787. Devido à ausência, por muitos anos, de um sacerdote, os católicos do lugar que eles estavam era apenas no nome, dedicando-se a práticas desleais e superstições de vários tipos. Incapaz de suportar mais esta situação, Francisco exortou seus irmãos a deixar sua aldeia natal e se mudou com eles para a capital Seoul. Por razões desconhecidas, ele se envolveu em questões legais e perdeu a maior parte de suas propriedades. Sem busca de vingança, ele e sua família mudaram-se novamente, para uma aldeia no Monte Suri, em Kwach'on, província de Kyonggi.

Beata Maria Luísa Angélica Prósperi, Mística, Abadessa Beneditina - 12 de setembro

Em Trévi, cidade da Úmbria, região da Itália, 
Maria Luísa (Gertrudes Prósperi), 
abadessa da Ordem de São Bento, 
dotada de experiências
espirituais extraordinárias 
e generosidade para com os necessitados. 
Sobre si mesma, Maria Luísa Prosperi escreveu: "Desde meus primeiros anos sempre desejei fazer grandes coisas por amor ao meu Deus". Ela viveu em uma época difícil para a Igreja, durante a era napoleônica, que durou de 1799 a 1815, quando a Igreja estava sendo vista como chegando ao fim de sua existência. Claro que isso não aconteceu, e o Império Napoleônico estava de fato chegando ao fim, mas os tempos eram difíceis, no entanto, para aqueles que aspiravam a viver sua fé católica ao máximo. O mosteiro onde Madre Maria Luísa Prósperi viveu foi fundado em Trévi em 1344.

São Guy(Guido) de Anderlecht Peregrino Festa: 12 de setembro

(† )Por volta de 1012
 
Ele é um dos santos mais venerados da Bélgica. Nascido em uma família camponesa na região de Brabante, foi inicialmente sacristão em uma igreja em Laken, perto de Bruxelas. Depois, tornou-se comerciante, com o objetivo de ajudar os pobres, mas o primeiro navio que construiu afundou no Sena. Decidiu então vestir-se de peregrino. Durante sete anos, viajou pelas estradas tortuosas da Europa e além. Visitou Roma e Jerusalém. Em seu retorno da longa peregrinação, foi acolhido por um padre em Anderlecht, onde faleceu pouco depois, em 12 de setembro de 1012. Numerosos milagres ocorreram em seu túmulo, e o culto a Guido cresceu rapidamente. Seus restos mortais estão sepultados na Colegiada de Anderlecht. A iconografia geralmente retrata Guido como um peregrino ou com vestes camponesas.

Bem-aventurado Apolinário Franco

Sacerdote e mártir no Japão, da Primeira Ordem (+1622). Beatificado por Pio IX no dia 7 de julho de 1867. Apolinário Franco nasceu em Aguilar do Campo, de pais nobres e virtuosos. Ele completou seus estudos na famosa Universidade de Salamanca, onde recebeu seu doutorado, e depois tomou o hábito franciscano entre os Frades Menores. Foi um religioso austero e de alta contemplação. Ele foi o pregador mais renomado em Castilla la Vieja, quando em 1600 obteve de seus superiores licença para partir às missões das Filipinas com seus 50 confrades. De lá, ele foi para o Japão, onde seu zelo e santidade apostólica produziram muitos frutos. Em 1614 veio o decreto de perseguição contra os cristãos, mas ele permaneceu no cargo, aliás, foi nomeado Ministro Provincial do Japão.

Santíssimo Nome de Maria, Senhora Nossa – 12 de setembro

O Feliz Nascimento de 
Maria Santíssima Senhora Nossa 
     Sua Mãe, Ana, ... recebeu aviso do Senhor que chegara a hora do parto. Ouviu sua voz cheia de gozo do Divino Espírito, e prostrada em oração pediu ao Senhor que a assistisse com sua graça e proteção para o feliz sucesso de sua maternidade.
     Sentiu o natural movimento que acontece em tal caso, e a mais que ditosa menina Maria foi, por virtude e providência divina, arrebatada num altíssimo êxtase. Abstraída de todas as operações sensitivas, nasceu ao mundo sem o conhecer pelos sentidos, pois por eles poderia ter notado, já que possuía o uso da razão. O poder do Altíssimo dispôs por daquele modo para que a princesa do céu não percebesse o próprio nascimento.

SANTÍSSIMO NOME DE MARIA – 12 de Setembro -PADRE VIEIRA

Na ocasião em que Sua Santidade instituiu a festa universal do mesmo Santíssimo Nome 
Só vos digo que invoqueis o nome de Maria quando tiverdes necessidade dele: quando vos sobrevier algum desgosto, alguma pena, alguma tristeza: quando vos molestarem os achaques do corpo, ou vos não molestarem os da alma: quando vos faltar o necessário para a vida, ou despejardes o supérfluo para a vaidade: quando os pais, os filhos, os irmãos, os parentes se esquecerem das obrigações do sangue: quando vo-lo desejarem beber a vingança, o ódio, a emulação, a inveja: quando os inimigos vos perseguirem e os amigos desampararem, e de onde semeastes benefícios, colherdes ingratidões e agravos: quando os maiores vos faltarem com a justiça, os menores com o respeito, e todos com a proximidade: quando vos inchar o mundo, vos lisonjear a carne, e vos tentar o demônio, que será sempre e em tudo: quando vos virdes em alguma dúvida, ou perplexidade, em que vos não saibais resolver, nem tomar conselho: quando vos não desenganar a morte alheia, e vos enganar a própria, sem vos lembrar a conta de quanto e como tendes vivido, e ainda esperais viver: quando amanhecer o dia, sem saberdes se haveis de anoitecer, e quando vos recolherdes à noite, sem saber se haveis de chegar a manhã: finalmente, em todos os trabalhos, em todas as aflições, em todos os perigos, em todos os temores, e em todos os desejos e pretensões, porque nenhum de nós conhece o que lhe convém: em todos os sucessos prósperos ou adversos, e muito mais nos prósperos, que são os mais falsos e inconstantes: e em todos os casos e acidentes súbitos da vida, da honra, da fazenda e principalmente nos da consciência, que em todos anda arriscada, e com ela a salvação. E como todas estas coisas, e cada uma delas necessitamos de luz, alento e remédio mais que humano; se em todas e cada uma recorremos à proteção e amparo da Mãe das misericórdias, não haverá dia, nem hora, nem momento, que não invoquemos o nome de Maria.
Sermão do Padre Antínio Vieira:
 “Maria, a Estrela do Mar”.

7 Características do Santo Nome de Maria – 12 de setembro

     Por volta do século XVIII adeptos da heresia jansenista começaram a divulgar que a devoção à Santa Maria era uma superstição. Santo Afonso Maria de Ligório, Doutor da Igreja, saiu em defesa da Mãe de Deus e publicou seu famoso livro “As Glórias de Maria”.
     Podemos encontrar no capítulo 10 desta obra, as 7 importantes características do Santo Nome de Maria que todo cristão sempre deve recordar: 
1. Nome Santo
     “O nome augusto de Maria, como Mãe de Deus, não era coisa terrena, ou inventada pela mente humana ou escolhido por decisão humana, como acontece com todos os outros nomes que são impostos. Este nome foi escolhido pelo céu e imposto pelo arranjo divino, como evidenciou São Jerônimo, Santo Epifânio e outros santos”. 

ORAÇÕES - 12 DE SETEMBRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
12 – Sábado – Santos: Guido de Anderlecht, Selésio, Vitória Fornari
Evangelho (Lc 6,43-49) “O homem bom tira coisas boas do bom tesouro do seu coração. Mas o homem mau tira coisas más do seu mau tesouro, pois sua boca fala do que o coração está cheio.”
Jesus disse que a qualidade do fruto depende da qualidade da árvore. E logo faz a aplicação à nossa vida. Se temos no coração um tesouro de bondade, de justiça e de verdade, serão boas nossas palavras e ações. Seremos uma bênção para todos ao nosso redor. Seremos fonte de paz, de união e de alegria. Mas não posso esquecer que só Deus pode dar-me um coração justo e bom.
Oração
Senhor, purificai meu interior, dai-me um coração novo, guiado pela verdade e pelo amor. Só vós podeis livrar-me do pecado, da tristeza e do egoísmo. Reconheço que preciso de vós, e preciso também da ajuda de meus irmãos e irmãs. Fazei que eles sejam uma bênção para mim, e que eu seja bênção para eles. Ajudai-nos a levar a salvação para todos com quem nos encontrarmos. Amém.