sexta-feira, 3 de abril de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
“Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo” 
No Tríduo Pascal temos o primeiro dia que é a Celebração da Paixão e Morte do Senhor. 
É um dia em que não há missa, pois a missa de hoje é aquela do Calvário. 
Participamos da missa eterna onde Cristo, vítima, altar e sacerdote, se oferece ao Pai pelo mundo de todos os tempos.
Ele é o mediador da nova e eterna aliança concluída no seu sangue. 
Com este sangue lavou todas nossas culpas e em seu corpo, véu do novo santuário, entramos em aliança com Deus.
Pagou pelos nossos pecados. 
Resgatou-nos da dívida e por nos deu perfeita glória ao Pai e completa salvação a todos nós. 
Na celebração da Sexta feira Santa temos 4 partes: leituras, oração universal, adoração da Cruz, e comunhão eucarística.
A Palavra introduz-nos em todo o mistério da Paixão do Senhor para recordar e viver este dom de salvação realizado em Cristo. 
O profeta Isaias já nos explica quem é este que morre na cruz: é o servo sofredor, homem das dores, desfigurado, carregou nossos sofrimentos, por suas chagas ele nos cura. 
Deus se agradou de sua oferta e lhe dá a luz. 
Por Ele somos justificados. 
Jesus, em todo seu mistério de morte resume sua intenção nas palavras: 
-Pai, nas vossas mãos entrego meu espírito. 
Grande e santa vontade de Deus que Ele aceita e obedece ao extremo do amor pelo Pai e pelo mundo. 
A carta aos Hebreus descreve-o como o sacerdote que viveu em tudo nossa condição humana, menos o pecado, e assim se tornou capaz de compadecer-se de nossas dores. 
Por isso aproximemo-nos com confiança deste trono de graça onde poderemos receber ajuda no tempo oportuno. 
São palavras ricas de vida, pois nos trazem o amor total de Deus pela humanidade. 
Deus está morto! 
Este grito, no entendimento dos evangelistas, fez cair trevas sobre a terra, fender as rochas, e despertar os mortos. 
Céus e terra se aterrorizam diante de tamanho espetáculo de dor e de amor. 
Para salvar o servo, Deus não poupa seu Filho predileto e único. 
Por isso São Paulo vai dizer: 
-Gregos querem sabedoria, judeus querem milagres! Mas nós pregamos Cristo sacrificado. 
O que era loucura para os homens é sabedoria de Deus.
Somente nele encontramos salvação. 
No mundo vemos crescer o ateísmo, a maldade, a morte e descrença.
Fazemos religiões a nosso gosto, como os pagãos faziam deuses a sua imagem. 
Os deuses do poder, do prazer e do dinheiro aumentam seus domínios sob os mais diversos nomes, até falsificando a Deus, em nome de Deus. 
Mas nós, beijando a Cruz reverentemente.
Elevamos nossa oração por todas as necessidades do mundo e por todos os homens para que tenham vida tranquila, se convertam e vivam no amor e fraternidade. 
Recebendo nesta celebração a Eucaristia, reafirmamos nossa fé na morte de Cristo e na sua ressurreição. 
Celebramos a morte de Cristo com a presença de Cristo Ressuscitado, presente no meio de nós.
Nada mais nos resta fazer que abraçar sua cruz e caminhar por sua estrada de entrega ao Pai e aos irmãos, unidos à Mãe das Dores.

EVANGELHO DO DIA 03 DE ABRIL

Evangelho segundo São João 18,1-40.19,1-42. 
Naquele tempo, Jesus saiu com os seus discípulos para o outro lado da torrente do Cedron. Havia lá um jardim, onde Ele entrou com os seus discípulos. Judas, que O ia entregar, conhecia também o local, porque Jesus Se reunira lá muitas vezes com os discípulos. Tomando consigo uma companhia de soldados e alguns guardas, enviados pelos príncipes dos sacerdotes e pelos fariseus, Judas chegou ali, com archotes, lanternas e armas. Sabendo Jesus tudo o que Lhe ia acontecer, adiantou-Se e perguntou-lhes:«A quem buscais?». Eles responderam-Lhe: «A Jesus, o Nazareno». Jesus disse-lhes: «Sou Eu». Judas, que O ia entregar, também estava com eles. Quando Jesus lhes disse: «Sou Eu», recuaram e caíram por terra. Jesus perguntou-lhes novamente: «A quem buscais?». Eles responderam: «A Jesus, o Nazareno». Disse-lhes Jesus: «Já vos disse que sou Eu. Por isso, se é a Mim que buscais, deixai que estes se retirem». Assim se cumpriam as palavras que Ele tinha dito: «Daqueles que Me deste, não perdi nenhum». Então, Simão Pedro, que tinha uma espada, desembainhou-a e feriu um servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. O servo chamava-se Malco. Mas Jesus disse a Pedro: «Mete a tua espada na bainha. Não hei de beber o cálice que meu Pai Me deu?». Então, a companhia de soldados, o oficial e os guardas dos judeus apoderaram-se de Jesus e manietaram-no. Levaram-no primeiro a Anás, por ser sogro de Caifás, que era o sumo sacerdote nesse ano. Caifás é que tinha dado o seguinte conselho aos judeus: «Convém que morra um só homem pelo povo». Entretanto, Simão Pedro seguia Jesus com outro discípulo. Esse discípulo era conhecido do sumo sacerdote e entrou com Jesus no pátio do sumo sacerdote, enquanto Pedro ficava à porta, do lado de fora. Então o outro discípulo, conhecido do sumo sacerdote, falou à porteira e levou Pedro para dentro. A porteira disse a Pedro: «Tu não és dos discípulos desse homem?». Ele respondeu: «Não sou». Estavam ali presentes os servos e os guardas, que, por causa do frio, tinham acendido um braseiro e se aqueciam. Pedro também se encontrava com eles a aquecer-se. Entretanto, o sumo sacerdote interrogou Jesus acerca dos seus discípulos e da sua doutrina. Jesus respondeu-lhe: «Falei abertamente ao mundo. Sempre ensinei na sinagoga e no Templo, onde todos os judeus se reúnem, e não disse nada em segredo. Porque Me interrogas? Pergunta aos que Me ouviram o que lhes disse: eles bem sabem aquilo de que lhes falei». A estas palavras, um dos guardas que estava ali presente deu uma bofetada a Jesus e disse-Lhe: «É assim que respondes ao sumo sacerdote?». Jesus respondeu-lhe: «Se falei mal, mostra-Me em quê. Mas, se falei bem, porque Me bates?». Então Anás mandou Jesus, manietado, ao sumo sacerdote Caifás. Simão Pedro continuava ali a aquecer-se. Disseram-lhe então: «Tu não és também um dos seus discípulos?». Ele negou, dizendo: «Não sou». Replicou um dos servos do sumo sacerdote, parente daquele a quem Pedro cortara a orelha: «Então eu não te vi com Ele no jardim?». Pedro negou novamente, e logo um galo cantou. Depois, levaram Jesus da residência de Caifás ao pretório. Era de manhã cedo. Eles não entraram no pretório, para não se contaminarem e assim poderem comer a Páscoa. Pilatos veio cá fora ter com eles e perguntou-lhes: «Que acusação trazeis contra este homem?». Eles responderam-lhe: «Se não fosse malfeitor, não to entregávamos». Disse-lhes Pilatos: «Tomai-O vós próprios, e julgai-O segundo a vossa lei». Os judeus responderam: «Não nos é permitido dar a morte a ninguém». Assim se cumpriam as palavras que Jesus tinha dito, ao indicar de que morte ia morrer. Entretanto, Pilatos entrou novamente no pretório, chamou Jesus e perguntou-Lhe: «Tu és o Rei dos judeus?». Jesus respondeu-lhe: «É por ti que o dizes, ou foram outros que to disseram de Mim?». Disse-Lhe Pilatos: «Porventura eu sou judeu? O teu povo e os sumos sacerdotes é que Te entregaram a mim. Que fizeste?». Jesus respondeu: «O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas lutariam para que Eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui». Disse-Lhe Pilatos: «Então, Tu és Rei?». Jesus respondeu-lhe: «É como dizes: sou Rei. Para isso nasci e vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz». Disse-Lhe Pilatos: «Que é a verdade?». Dito isto, saiu novamente para fora e declarou aos judeus: «Não encontro neste homem culpa nenhuma. Mas vós estais habituados a que eu vos solte alguém pela Páscoa. Quereis que vos solte o Rei dos judeus?». Eles gritaram de novo: «Esse não. Antes Barrabás». Barrabás era um salteador. Então Pilatos mandou que levassem Jesus e O açoitassem. Os soldados teceram uma coroa de espinhos, colocaram-Lha na cabeça e envolveram Jesus num manto de púrpura. Depois aproximavam-se dele e diziam: «Salve, Rei dos judeus». E davam-Lhe bofetadas. Pilatos saiu novamente para fora e disse: «Eu vo-lo trago aqui fora, para saberdes que não encontro nele culpa nenhuma». Jesus saiu, trazendo a coroa de espinhos e o manto de púrpura. Pilatos disse-lhes: «Eis o homem». Quando viram Jesus, os príncipes dos sacerdotes e os guardas gritaram: «Crucifica-O! Crucifica-O!». Disse-lhes Pilatos: «Tomai-O vós mesmos e crucificai-O, que eu não encontro nele culpa alguma». Responderam-lhe os judeus: «Nós temos uma lei e, segundo a nossa lei, deve morrer, porque Se fez Filho de Deus». Quando Pilatos ouviu estas palavras, ficou assustado. Voltou a entrar no pretório e perguntou a Jesus: «Donde és Tu?». Mas Jesus não lhe deu resposta. Disse-Lhe então Pilatos: «Não me falas? Não sabes que tenho poder para Te soltar e para Te crucificar?». Jesus respondeu-lhe: «Nenhum poder terias sobre Mim, se não te fosse dado do alto. Por isso, quem Me entregou a ti tem maior pecado». A partir de então, Pilatos procurava libertar Jesus. Mas os judeus gritavam: «Se O libertares, não és amigo de César: todo aquele que se faz rei é contra César». Ao ouvir estas palavras, Pilatos trouxe Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado Lagedo, em hebraico Gabatá. Era a Preparação da Páscoa, por volta do meio-dia. Disse então aos judeus: «Eis o vosso Rei!». Mas eles gritaram: «À morte, à morte! Crucifica-O!». Disse-lhes Pilatos: «Hei de crucificar o vosso Rei?». Replicaram-lhe os príncipes dos sacerdotes: «Não temos outro rei senão César». Entregou-lhes então Jesus, para ser crucificado. E eles apoderaram-se de Jesus. Levando a cruz, Jesus saiu para o chamado Lugar do Calvário, que em hebraico se diz Gólgota. Ali O crucificaram, e com Ele mais dois: um de cada lado e Jesus no meio. Pilatos escreveu ainda um letreiro e colocou-o no alto da cruz; nele estava escrito: «Jesus, o Nazareno, Rei dos judeus». Muitos judeus leram esse letreiro, porque o lugar onde Jesus tinha sido crucificado era perto da cidade. Estava escrito em hebraico, grego e latim. Diziam então a Pilatos os príncipes dos sacerdotes dos judeus: «Não escrevas: "Rei dos judeus", mas que Ele afirmou: "Eu sou o Rei dos judeus"». Pilatos retorquiu: «O que escrevi está escrito». Quando crucificaram Jesus, os soldados tomaram as suas vestes, das quais fizeram quatro lotes, um para cada soldado, e ficaram também com a túnica. A túnica não tinha costura: era tecida de alto a baixo como um todo. Disseram uns aos outros: «Não a rasguemos, mas lancemos sortes, para ver de quem será». Assim se cumpria a Escritura: «Repartiram entre si as minhas vestes e deitaram sortes sobre a minha túnica». Foi o que fizeram os soldados. Estavam junto à cruz de Jesus sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. Ao ver sua Mãe e o discípulo predileto, Jesus disse a sua Mãe: «Mulher, eis o teu filho». Depois disse ao discípulo: «Eis a tua Mãe». E, a partir daquela hora, o discípulo recebeu-a em sua casa. Depois, sabendo que tudo estava consumado e para que se cumprisse a Escritura, Jesus disse: «Tenho sede». Estava ali um vaso cheio de vinagre. Prenderam a uma vara uma esponja embebida em vinagre e levaram-Lha à boca. Quando Jesus tomou o vinagre, exclamou: «Tudo está consumado». E, inclinando a cabeça, expirou. Por ser a Preparação da Páscoa, e para que os corpos não ficassem na cruz durante o sábado – era um grande dia, aquele sábado –, os judeus pediram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas e fossem retirados. Os soldados vieram e quebraram as pernas ao primeiro, depois ao outro que tinha sido crucificado com Ele. Ao chegarem a Jesus, vendo-O já morto, não Lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados trespassou-Lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água. Aquele que viu é que dá testemunho e o seu testemunho é verdadeiro. Ele sabe que diz a verdade, para que também vós acrediteis. Assim aconteceu para se cumprir a Escritura, que diz: «Nenhum osso lhe será quebrado». Diz ainda outra passagem da Escritura: «Hão de olhar para aquele que trespassaram». Depois disto, José de Arimateia, que era discípulo de Jesus, embora oculto por medo dos judeus, pediu licença a Pilatos para levar o corpo de Jesus. Pilatos permitiu-lho. José veio então tirar o corpo de Jesus. Veio também Nicodemos, aquele que, antes, tinha ido de noite ao encontro de Jesus. Trazia uma mistura de quase cem libras de mirra e aloés. Tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no em ligaduras juntamente com os perfumes, como é costume sepultar entre os judeus. No local em que Jesus tinha sido crucificado, havia um jardim e, no jardim, um sepulcro novo, no qual ainda ninguém fora sepultado. Foi aí que, por causa da Preparação dos judeus, porque o sepulcro ficava perto, depositaram Jesus. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Narsés Snorhali 
(1102-1173) 
Patriarca arménio 
 Jesus, Filho Unigénito do Pai, §§ 727-736; SC 203
«Quando chegaram ao lugar chamado Calvário, crucificaram-no, 
a Ele e aos malfeitores, um à direita e outro à esquerda» (Lc 23,33)
Ao contrário da árvore que gerou a morte, 
plantada no meio do Paraíso (cf Gn 3,3), 
Tu levaste aos ombros o madeiro da cruz 
e carregaste-o até ao lugar do Gólgota. 

Conforta a minha alma, caída no pecado, 
sob carga tão pesada! 
Conforta-a, graças ao «jugo suave» 
e ao «fardo leve» da cruz (Mt 11,30). 

Em sexta-feira, às três horas, 
o dia em que o primeiro homem foi seduzido, 
Tu, Senhor, foste pregado na cruz, 
ao mesmo tempo que o malfeitor e o ladrão. 

Tuas mãos, que haviam criado a Terra, 
estendeste sobre a cruz, ao contrário 
das de Adão e Eva, estendidas para a árvore 
da qual foram colher a morte. 

A mim, pecador como eles, e até muito mais 
do que eles, perdoa, Senhor, os delitos, 
como já lhes perdoaste na região 
de onde foi banida toda a esperança (cf 1Ped 3,19). 

Com a tua subida à cruz, 
apagaste toda a transgressão humana
e ao inimigo da nossa natureza
nela cravaste para sempre. 

Fortalece-me sob a proteção 
desse Santo Sinal, sempre vencedor, 
e, mal ele apareça a oriente (cf Mt 24,27.30) 
ilumina-me com a sua luz! 

Ao ladrão que estava à tua direita 
abriste as portas do Paraíso; 
assim Te lembres de mim quando vieres 
na realeza de teu Pai! (cf Mt 26,64) 

Assim eu próprio possa um dia 
ouvir proclamar a sentença que faz exultar: 
«Hoje mesmo estarás comigo 
no jardim do Éden, tua primeira pátria» (cf Lc 23,43; Gn 2,8)!

03 de abril - São José, o Hinógrafo

“O Filho do Pai...surgiu para nós... 
para dar a luz aos que estavam nas trevas 
e reunir os dispersos.
Portanto, louvamos a gloriosa Teotókos” 
A vida de São José, o Hinógrafo foi escrita por outro monge chamado Teófano, considerado seu discípulo e sucessor. Segundo esse escrito, José teria nascido no ano 816 na Sicília de pais devotos cristãos, chamados Plotino e Ágata. Após a morte deles, e em virtude das invasões dos árabes, se refugiou com sua família na região sul da Grécia, em Tessalônica. Com quinze anos de idade tomou o hábito monástico no mosteiro de Latomia. Ordenado presbítero rumou para Constantinopla onde viveu na igreja de Santo Antipa. Era o período da iconoclastia, isto é, da crise que havia deflagrado uma luta no Oriente cristão sobre a possibilidade ou não da veneração às imagens: os iconoclastas defendiam a tese que as imagens não deveriam ser usadas, posto que davam margem à idolatria. É por esse motivo, que José será mandado à Roma para buscar o apoio do papa Gregório IV em favor da luta de seu grupo contra essa posição radical. Infelizmente, o navio em que viajava foi assaltado por piratas árabes: além de não chegar à Roma, José foi conduzido até a ilha de Creta como escravo, onde os iconoclastas o mantiveram preso por seis anos.

03 de abril - Beata Maria Teresa Casini

A Fundadora das Irmãs Oblatas do Sagrado Coração de Jesus teve uma vida simples, sem eventos excepcionais, entre dois conventos: de Frascati e Roma. Em sua história, como tantas outras, ela conseguiu emergir por causa dos valores das suas obras concretas, de instituições e intuições pastorais. Madre Casini teve a intuição de que poderia ajudar os sacerdotes em sua missão. Por isso, dedicou toda a sua obra para sustentar a santidade sacerdotal, garantir a formação das vocações sacerdotais, antes de entrarem para o seminário, e a assistência aos sacerdotes necessitados. Maria Teresa Casini nasceu nos Castelli Romani (municípios italianos da província de Roma), em uma cidade chamada Frascati, região do Lácio, em 27 de outubro de 1864, a primogênita do casal formado pelo engenheiro Tomas Casini e por Melania Rayner. Aos dez anos ficou órfão de pai, seu primeiro e eficaz educador, e teve que mudar-se com sua mãe para Grottaferrata, onde seus avós maternos tinham se radicado definitivamente. Em 1875 foi aluna do Colégio de Santa Rufina, em Roma, onde descobriu um vivo desejo de consagrar-se a Deus.

São João I de Nápoles, Bispo - Festa: 3 de abril

João, Bispo de Nápoles, destacou-se, em um período bastante turbulento, por ter transferido os restos mortais de São Januário de Agro Marciano para o cemitério suburbano. São João faleceu na noite de Sábado Santo, no ano 432, enquanto começava a celebração litúrgica, foi sepultado no dia de Páscoa. 
(†)2 de abril de 432 
Foi bispo de Nápoles em um período particularmente turbulento. Giovanni é lembrado por ter transferido os restos mortais de San Gennaro do Agro Marciano para o cemitério suburbano. Ele morreu na noite do Sábado Santo de 432, enquanto a celebração litúrgica começava, e foi sepultado na festa da Páscoa. 
Martirológio Romano: Em Nápoles, São João, bispo, que morreu na Santa Noite da Páscoa enquanto celebrava os mistérios sagrados e, acompanhado por uma multidão de fiéis e neófitos, foi deposto no dia da Solenidade da Ressurreição do Senhor. 
Ele é o décimo quarto da série de bispos napolitanos: sucedeu Sant'Orso em 414, pontificando até 432 em um período histórico turbulento do ponto de vista político e religioso.

Sixto I Papa (115-125), Mártir, Santo († 125)

Era filho de pastores romanos e 
foi o sétimo sucessor de São Pedro.
O imperador Trajano, no final do seu reinado, julgou que devia diminuir a própria política de perseguição nos combates ao cristianismo, também porque a "infâmia" de ser cristão servia, mais frequentemente, para resolver atritos políticos ou familiares do que para dirimir questões religiosas. Tal clima de "tolerância" disfarçada, que não mudou nem mesmo os métodos e as perseguições, prosseguiu até no governo do imperador Adriano, o qual escreveu ao procônsul da Ásia: "Se um faz as acusações e demonstra que os cristãos estão operando contra as leis, então a culpa deve ser punida segundo a sua gravidade. Mas se alguém se aproveita deste pretexto para caluniar, então é este último que deve ser punido". Nessa realidade, elegeu-se Xisto I, filho de pastores romanos, que se tornou o sétimo sucessor do trono de são Pedro, em 115. Seu governo combateu com veemência as doutrinas maléficas dos gnósticos, ou seja, os princípios da existência seriam transmitidos através do "conhecimento revelado" por inúmeras potências celestes, que feriam todos os fundamentos da religião de Cristo.

Engrácia de Braga Virgem e Mártir, Santa († 303)

Terá nascido em Braga, segundo alguns autores que o atestam. Os pais — sem a terem previamente consultado — tinham-na prometido em casamento a um nobre mouro dos que nesses tempos longínquos dominavam o território peninsular; mas Engrácia, fiel ao voto de virgindade que tinha feito à Jesus, fugiu para Castela, para evitar o casamento. O noivo, sentindo-se gravemente ultrajado e vítima de tremenda humilhação, perseguiu-a sem relaxe até perto da cidade de Carbajales de Alba, na província de Zamora e, tendo-a ali encontrado, lançou-lhe mão e decapitou-a sem piedade — assim ela não poderia pertencer a outro qualquer, pensava ele — e lançou a cabeça, e o corpo depois numa lagoa que o rio Guadiana forma perto da cidade de Badajoz. Torna-se aqui evidente o que mais tarde dirá santa Teresa de Ávila: “Quem de verdade começa a servir ao Senhor, o menos que Lhe pode oferecer, é a vida”[1]. Assim fez Engrácia: preferiu perder a vida, oferecendo-a ao Senhor do que perder a virgindade e mentir a Deus. Ou ainda, como no-lo afirma o grande santo que foi e é santo António de Lisboa: “O sopro humano é a vida dos corpos; o sopro divino é a vida dos espíritos.

Ricardo de Chichester Bispo e Confessor, Santo († 1253)

Bispo desta cidade inglesa. 
Foi ordenado sacerdote 
quando já tinha 45 anos. 
Foi amigo e discípulo e 
sucessor de São Ricardo Riche.
São Ricardo Bachedine nasceu na Inglaterra em 1197, já em meio a uma tragédia familiar: os pais, que eram nobres e ricos, de repente caíram na miséria. Logo depois, morreram e deixaram-lhe como herança muitas dívidas e um casal de irmãos. Por isso Ricardo teve de deixar os estudos com os beneditinos em Worcester e voltou para casa para ajudar a restaurar as finanças. A situação melhorou e ele voltou para os estudos, deixando as propriedades aos cuidados de um bom administrador, resguardando, assim, os irmãos de qualquer imprevisto. São Ricardo completou sua formação na Universidade de Oxford, onde foi eleito reitor. Desde então, começou sua actuação em prol da Igreja, pois eram anos de grande corrupção moral. O povo, ignorante e supersticioso, aceitava passivamente a vida devassa dos nobres e do clero, que há muito estava afastado da disciplina monástica. Ricardo, ao contrário, vivia com austeridade e passou a lutar por uma reforma geral nos meios católicos, para com isso elevar o nível de vida do povo, tanto material quanto espiritual. Na universidade, favoreceu a aceitação dos frades franciscanos e dominicanos, que aos poucos instituíram a volta da disciplina e da humildade entre os religiosos e seus agregados.

LUÍS SCROSOPPI Presbítero, Fundador, Santo (1804 - 1884)

Luís Scrosoppi nasce aos 4 de agosto de 1804, em Údine, cidade do Friuli, no Norte da Itália. Cresce num ambiente familiar rico de fé e caridade cristã. Aos doze anos inicia o caminho do sacerdócio, frequentando o seminário diocesano de Údine e em 1827 é ordenado sacerdote; ao seu lado estão os irmãos Carlos e João Baptista, ambos sacerdotes. O ambiente paupérrimo do Friuli de 1800, debilitado pela carestia, guerras e epidemias, são para Luís como um apelo para assumir os cuidados dos fracos: dedica-se com outros sacerdotes e um grupo de jovens professoras, à acolhida e à educação das "derelitas", as jovens mais sozinhas e abandonadas de Údine e dos arredores. Para elas coloca à disposição os seus bens, as suas energias, o seu afecto; não economiza nada de si e quando as necessidades são mais constrangedoras vai pedir esmolas: ele tem confiança na ajuda das pessoas e sobre tudo confia no Senhor. A sua vida, de fato, é uma expressão palpável da grande confiança na Providência divina. Assim escreve, a respeito da obra de caridade na qual está envolvido: "A Providência de Deus, que dispõe os ânimos e rende os corações para favorecer as suas obras, foi a única fonte da existência deste Instituto... aquela amorosa Providência, que não deixa confundir quem nela confia". Não perde ocasião para infundir esta confiança e serenidade nas meninas acolhidas e nas jovens senhoras que se dedicam à sua educação. Estas são chamadas "mestras" porque são hábeis no trabalho de costura e de bordado, mas são também aptas para ensinar a "escrever, ler e fazer contas", como se costumava dizer.

O JULGAMENTO MAIS INJUSTO DA HISTÓRIA

Amanheceu sexta feira. Pilatos, envergando a toga romana para o grande julgamento daquele dia, fizera-se rodear dos membros do Conselho e da soldadesca. Levantara-se de mau humor. Aqueles dias de festa obrigavam-no a ficar atento, em vista das constantes perturbações da ordem.Eis a primeira vítima que lhe trazem: Jesus de Nazaré. Acusavam-no de ser revolucionário, de conspirar contra o governo romano, de pretender e cobiçar o trono imperial, etc. Mandaram-no à sua presença vestindo um trapo de manto vermelho, símbolo do poder real, para que o submetesse a julgamento sumário. Mas Pilatos não parecia ver naquele homem, a marca de um rebelde e conspirador. Soltá-lo? Mas sob que pretexto? Lembrou-se então de que, por ocasião da Páscoa, era costume libertar algum prisioneiro ou condenado à morte.Ora, no cárcere havia um tal Barrabás, responsável por diversos homicídios, e muito temido pelo povo. Sem dúvida alguma, pediriam a liberdade de Jesus, se Pilatos mandasse escolher entre um e outro. Por isso ordenou: Tragam-me aqui Barrabás.Ele veio, escoltado pelos soldados, mãos amarradas e semblante ameaçador. Os dois ficaram voltados para a populaça. Que contraste, porém: Jesus, a própria inocência; e Barrabás, o padrão da maldade. Qual destes dois vocês querem que eu solte? Barrabás, o criminoso? Ou Jesus, o Messias? A multidão, certamente, açulada pelos chefes do povo, respondeu: Barrabás!Inacreditável! 

Santas Ágape, Quiônia e Irene, Mártires em Tessalônica – 3 e 5 de abril

Estas três irmãs nasceram no século IV, época do imperador romano Diocleciano, considerado o mais sanguinário perseguidor dos cristãos, e que "proibia que as pessoas portassem ou guardassem escritos que pregassem o Cristianismo". Todos os livros "deveriam ser entregues às autoridades para serem queimados. Ágape (amor), Irene (paz) e Quiônia (pureza), pertenciam a uma família pagã da Tessalônica, mas elas se converteram e possuíam vários livros da Sagrada Escritura, e passaram a pregar o cristianismo". As três irmãs foram denunciadas, e em sua casa "foram encontradas várias Bíblias", por isso passaram a ser "perseguidas, e deveriam ser levadas ao interrogatório diante do governador da Macedônia, Dulcério". Deveriam, como os demais cristãos, submeter-se ao "intenso interrogatório, para renegar a fé em Cristo". E só se salvariam se idolatrassem aqueles que os cristãos consideravam falsos deuses, oferecendo publicamente comida e incenso a eles, e queimando as suas Bíblias. Quando os cristãos se negavam a renunciar a sua fé, geralmente eram queimados vivos, junto com a Bíblia. Ágape e Quiônia foram encontradas antes. Presas e interrogadas, negaram-se a adorar os deuses a que os cristãos alegavam serem falsos e confirmaram sua fé.

ORAÇÕES - 03 DE ABRIL

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
3 – Sexta-feira Santa – Paixão do Senhor
Evangelho (Jo 18,1-19,42)Ele tomou o vinagre e disse: –Tudo está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.”
“Tudo está consumado” é a ultima palavra de Jesus. Não significa apenas que o fim tinha chegado, mas que tudo fora cumprido, que a obediência ao Pai fora completa, que o amor fora levado ao extremo. Jesus “entregou o espírito”, entregou voluntariamente sua vida, e assim também nos “entregou o Espírito” da vidanova. O Filho de Deus, vivendo e morrendo como nós, dá-nos a vida nova.
Oração
Senhor Jesus, coloco-me diante de vossa cruz, vejo o extremo a que chegastespara ser fiel ao Pai e a mim. Só vós podeis amar-me assim, e só vós podeis amando-me dar-me a vida nova. Ajudai-me avos dar em resposta todo o amorque esperais de mim.Não permitais que ainda vos seja infiel e pouco vos ame. Não sei o que esperais de mim; peço apenas a coragem de vos seguir. Amém.

quinta-feira, 2 de abril de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - QUINTA-FEIRA SANTA

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
“Isso é o meu corpo que é dado por vós”
 
Iniciamos com esta celebração da “Ceia do Senhor”, o Tríduo Pascal da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor, centro do ano litúrgico. 
Nele Cristo realizou a obra da redenção humana e a perfeita glorificação de Deus.
Este Tríduo começa com a celebração da Quinta Feira Santa que lembra a Instituição da Eucaristia, do Sacerdócio e o mandamento novo do amor. 
As leituras proclamam a Páscoa histórica do povo hebreu que é ao mesmo tempo profética. 
Proclama também a Páscoa celebrada e realizada em e por Jesus e a Páscoa celebrada pela Igreja na missa, Eucaristia que fazemos em sua memória, como Êle mandou. 
O sangue do cordeiro passado nas portas salvou os primogênitos da morte e abriu caminho de libertação da escravidão. 
Paulo narra o que recebera já por tradição da comunidade. 
Da páscoa hebraica Jesus fizera um memorial de sua Páscoa de Cruz e Ressurreição. 
A comunidade compreendeu a mudança de sentido e de conteúdo. 
Agora quem salva e abre caminho de libertação é Jesus que com seu sangue é o novo cordeiro libertador. 
Jesus no evangelho dá o sentido de sua Eucaristia e da Páscoa que fará em si mesmo: ao celebrar a ceia lava os pés dos apóstolos.
E diz que devem fazer o mesmo. 
O que Cristo faz em sua morte é um serviço de amor à humanidade. 
Quando dá o pão e diz isto é meu corpo, dá o vinho e diz isto é meu sangue, diz também fazei em memória de mim. 
Com estas palavras e exemplo dá o conteúdo de sua Páscoa: um serviço de amor para a redenção de todos. 
Ele quer que sua memória permaneça ligada ao seu gesto de entrega total ao Pai pela humanidade que pecara. 
Não é somente uma redenção de pecado e basta, mas um redenção que transforma tudo em amor de serviço humilde aos irmãos. 
Eucaristia é Páscoa. 
Páscoa cristã é presença do amor de Jesus que redime e dá vida. 
Quinta feira Santa, dia da instituição da Eucaristia. 
Nós celebramos missa todos os dias. 
Por que não transformamos nosso mundo, se Jesus com uma única eucaristia realizada em seu corpo trouxe a vida ao mundo? 
Porque ali havia a entrega total do amor. 
O mandamento do amor é o fundamento da Eucaristia e do sacerdócio.
Jesus parte o pão e reparte. 
No momento em que no mundo houver a partilha do pão para o corpo, aí poderemos celebrar bem a Eucaristia. 
Se na Eucaristia aprendemos de fato a repartir o pão, o mundo será salvo. 
Cristo é também presença que permanece: 
Cada sacrário que tem a presença real de Jesus seja a fonte de nosso amor e nossa dedicação ao amor dos irmãos na adoração ao Amor que sempre nos ama. 
Agradeço a Deus ser sacerdote e por ter podido amar tanta gente neste meu ministério. 
Peço que, para viver a Eucaristia, nos esforcemos muito a fim de que todos sejamos fraternos e nos ajudemos a repartir a vida para que o mundo tenha vida. 
Cada gesto de amor constroi a Páscoa que dura para sempre.

EVANGELHO DO DIA 02 DE ABRIL

Evangelho segundo São João 13,1-15. 
Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo para o Pai, Ele, que amara os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim. No decorrer da ceia, tendo já o Demónio metido no coração de Judas Iscariotes, filho de Simão, a ideia de O entregar, Jesus, sabendo que o Pai Lhe tinha dado toda a autoridade, sabendo que saíra de Deus e para Deus voltava, levantou-Se da mesa, tirou o manto e tomou uma toalha, que pôs à cintura. Depois, deitou água numa bacia e começou a lavar os pés aos discípulos e a enxugá-los com a toalha que pusera à cintura. Quando chegou a Simão Pedro, este disse-Lhe: «Senhor, Tu vais lavar-me os pés?». Jesus respondeu: «O que estou a fazer, não o podes entender agora, mas compreendê-lo-ás mais tarde». Pedro insistiu: «Nunca consentirei que me laves os pés». Jesus respondeu-lhe: «Se não tos lavar, não terás parte comigo». Simão Pedro replicou: «Senhor, então não somente os pés, mas também as mãos e a cabeça». Jesus respondeu-lhe: «Aquele que já tomou banho está limpo e não precisa de lavar senão os pés. Vós estais limpos, mas não todos». Jesus bem sabia quem O havia de entregar. Foi por isso que acrescentou: «Nem todos estais limpos». Depois de lhes lavar os pés, Jesus tomou o manto e pôs-Se de novo à mesa. Então disse-lhes: «Compreendeis o que vos fiz? Vós chamais-Me Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque o sou. Se Eu, que sou Mestre e Senhor, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros. Dei-vos o exemplo, para que, assim como Eu fiz, vós façais também». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Fulgêncio de Ruspas 
(467-532) 
Bispo no Norte de África 
«Contra Fabiano», 28, 16-21 
À hora do sacrifício, peçamos a graça da unidade 
«Visto que há um só pão, nós, embora sejamos muitos, formamos um só corpo, porque participamos do único pão», diz o apóstolo (1Cor 10,17). 
Para pedir que assim seja no momento do sacrifício, temos o salutar exemplo do nosso Salvador, que quis que pedíssemos, ao comemorarmos a sua morte, o que Ele mesmo, o verdadeiro Sacerdote, pediu por nós quando disse, à hora de morrer: «Pai santo, guarda em teu nome aqueles que Me deste, para que sejam um, assim como Nós somos um»; e acrescenta logo a seguir: «Não rogo só por eles, mas também por aqueles que hão de crer em mim, por meio da sua palavra, para que eles sejam todos um, como Tu, Pai, o és em Mim e Eu em Ti, para que também eles sejam um em Nós e o mundo acredite que Tu Me enviaste» (Jo 17,11.20-21). Assim, quando oferecemos o corpo e o sangue de Cristo, pedimos o que Ele pediu por nós quando Se dignou oferecer-Se por nós. Lede novamente o Evangelho e vereis que o nosso Redentor, tendo terminado esta oração, foi para o jardim onde os judeus O prenderam. E foi precisamente depois da Última Ceia, durante a qual deu aos seus discípulos o sacramento do seu corpo e do seu sangue, que o Salvador fez esta oração por quantos nele acreditam. Mostrou-nos assim que o que devemos pedir acima de tudo no momento do sacrifício é aquilo que Ele, o Pontífice supremo, Se dignou pedir quando instituiu este sacrifício. E recebemos aquilo que pedimos, isto é, a nossa unidade no Pai e no Filho, através da unidade da graça espiritual, que o Apóstolo nos ordena que preservemos cuidadosamente ao dizer: «Suportai-vos uns aos outros com caridade; empenhai-vos em manter a unidade de espírito, pelo vínculo da paz» (Ef 4,2-3).

02 de abril - Beato Mykolay (Nicolau) Charneckyj

Dom Mykolay (Nicolau) Charneckyj bispo ordinário de Leopoli na Ucrânia, nascido em 14 de dezembro de 1884 e falecido em Lviv em dois de abril de 1959, encabeça a lista dos vinte e cinco mártires cristãos ucranianos mortos em odium fidei pelo regime comunista após a queda da Rússia Czarista com a revolução bolchevique. Ele foi professor do Seminário Stalislaviv e diretor espiritual no mesmo, em 1919 entrou para a Congregação dos Missionários Redentoristas. No ano de 1926 é nomeado visitador apostólico para os greco-católicos de Volyn, cidade na qual as estruturas eclesiais estavam destruídas, em 1931 é nomeado ordinário para os católicos de rito bizantino-eslavo em território polonês. Ordenado bispo em oito de fevereiro do mesmo ano em Roma, preso por agentes da KGB em 11 de abril com muitos outros bispos greco-católicos. Condenado por cinco anos a fazer trabalhos forçados, passa anos na prisão, sofre inúmeras torturas e humilhações, durante todo este tempo jamais descuidou do trabalho pastoral dando apoio e suporte espiritual aos outros prisioneiros, que em grande maioria participavam da mesma injustiça e da mesma fé.

São Pedro Calungsod, Catequista e Mártir Festa: 2 de abril

(*)Ginatilan, Filipinas, 1654 
(✝︎)Guam, Ilhas Marianas, 2 de abril de 1672
Jovemcatequista filipino martirizado no século XVII. Em 1668, missionários jesuítas chegaram às Ilhas Marianas, enfrentando dificuldades ambientais e desconfiança. Apesar disso, conseguiram inúmeras conversões. Um curandeiro chinês, Choco, alimentou a desconfiança dos missionários, acusando-os de envenenar crianças com a água do batismo. A calúnia encontrou terreno fértil entre alguns nativos, desencadeando perseguição. Em 2 de abril de 1672, em Tomhom, Pedro e o Padre Diego Luis de San Vitores foram mortos por Matapang e Hirao, instigados por Choco. 
Martirógio Romano: Na vila de Tomhom, na ilha de Guam, na Oceania, os beatos mártires Diego Luigi de San Vitores, sacerdote da Companhia de Jesus, e Peter Calungsod, catequista, cruelmente assassinados por ódio à fé cristã e lançados ao mar por alguns apóstatas e alguns seguidores indígenas de superstições pagãs. 
Mesmo com uma "farsa", alguém pode ser condenado à morte: isso acontece hoje, como aconteceu há mais de três séculos e certamente até antes. Mas a "farsa" em questão é uma daquelas gananciosas, segundo um furo jornalístico moderno: a água usada pelos missionários para batizar crianças é envenenada, por isso muitos morrem imediatamente após o batismo.

02 de abril - São Francisco Coll

São Paulo recorda-nos que "a Palavra de Deus é viva e eficaz" (Hb 4, 12). Nela, o Pai, que está no céu, conversa amorosamente com os seus filhos de todos os tempos, dando-lhes a conhecer o seu amor infinito e, deste modo, estimula-os, conforta-os e oferece-lhes o seu desígnio de salvação para a humanidade e para cada pessoa. Consciente disto, São Francisco Coll dedicou-se abnegadamente na sua propagação, cumprindo assim fielmente a sua vocação na Ordem dos Pregadores, na qual emitiu a profissão. A sua paixão foi pregar, em grande parte de modo itinerante e seguindo a forma de "missões regulares", com a finalidade de anunciar e reavivar nos povoados e cidades da Catalunha a Palavra de Deus, facilitando assim o encontro profundo dos povos com Ele. Um encontro que leva à conversão do coração, a receber com alegria a graça divina e a manter um diálogo constante com nosso Senhor mediante a oração. Por isso, a sua atividade evangelizadora incluía uma grande entrega ao sacramento da Reconciliação, uma especial ênfase na Eucaristia e uma insistência constante na oração.

Santa Teodósia (ou Teodora) de Tiro, virgem e mártir - 2 de abril

Martirológio Romano:
No mesmo lugar, paixão de Santa Teodósia, virgem de Tiro, que na mesma perseguição, tendo saudado os santos confessores da fé que estavam diante do tribunal e pedido a eles que ao chegar ao Senhor se lembrassem dela, foi aprisionada pelos soldados e conduzida diante do governador, que ordenou fosse ela torturada com atrozes suplícios e finalmente lançada ao mar (c. †307).
As informações sobre esta mártir nos chegaram pelo historiador Eusébio de Cesareia. Em sua obra Os mártires da Palestina o martírio da Santa é narrado. Entre os mártires da Palestina que Eusébio de Cesareia conheceu pessoalmente e cujos sofrimentos descreveu, há dois de tenra idade que impressionaram especialmente o escritor. Um, era Anfiano, jovem de 20 anos, e outra era uma jovem de 18 anos, chamada Teodósia. Eusébio descreve assim seu triunfo: No quinto ano de perseguição, no quarto dia depois das nonas de abril, que era a festa da Ressurreição do Senhor, chegou a Cesareia uma jovem muito santa e piedosa, chamada Teodósia, originária de Tiro. Teodósia se aproximou de uns prisioneiros que estavam esperando a sentença de morte diante do pretório, com a intenção de saudá-los e provavelmente também pedir-lhes que não se esquecessem dela ao chegar à presença de Deus.

Beata Maria de São José Alvarado, Fundadora venezuelana - Festa 2 de abril

Laura Evangelista Alvarado Cardozo, conhecida como a Madre Maria de São José, ou simplesmente como Madre Maria, nasceu em Choroní, Estado Aragua, na Venezuela, em 25 de abril de 1875. Maria de São José era filha do Coronel Clemente Alvarado e de Dona Margarida Cardozo, de quem herdou seu amor fervoroso a Cristo e a Eucaristia. Iniciou seus estudos no seu povoado natal, porém se mudou com a família para Maracay, onde terminaria seus estudos. Aos 13 anos de idade, no dia 8 de dezembro de 1888, recebeu a Primeira Comunhão, fazendo seus primeiros votos, consagrando-se assim ao senhor. Desde então começava sua vida religiosa. Em 1892, aos dezessete anos, foi-lhe imposto o santo escapulário da Virgem do Carmo. Antes de cumprir 18 anos, se dedicava à preparação de crianças para a Primeira Comunhão. Em 1893, o sacerdote Justo Vicente López Aveledo fundou a Sociedade das Filhas de Maria e Laura passa a formar parte dela, renovando assim seus primeiros votos. Muito cedo Laura demonstrou sua devoção a Deus e sua força espiritual.

Beata Elisabetta Vendramini, Virgem e fundadora Festa: 2 de abril

(*)Bassano del Grappa, Vicenza, 9 de abril de 1790
(✝︎)Pádua, 2 de abril de 1860 
Nascida em Bassano del Grappa em 9 de abril de 1790, Elisabetta Vendramini estudou com as Irmãs Agostinianas. Aos 22 anos, superando a resistência dos pais, ela ficou noiva de um garoto de Ferrara de origens humildes. Mas pouco antes do casamento, aos 27 anos, ela rompeu o relacionamento e foi dar aulas no orfanato dos Terciários Franciscanos, onde o Superior a humilhou repetidamente. Assim, Elisabetta mudou-se para o instituto Esposti em Pádua, que recebia crianças abandonadas. Mas ele ficou lá apenas um ano, nós ficamos até 1828, e depois se mudou para a "Casa da Polícia". Com um colega de classe, abriu uma escola gratuita para crianças abandonadas, idosos e enfermos, e começou a receber jovens mulheres sob o nome de franciscanos elisabetanos. A partir de 1835, os elisabetanos se multiplicaram e abriram escolas, ajudando os marginalizados e os idosos. Elizabeth faleceu em 2 de abril de 1860, antes que a congregação obtivesse reconhecimento canônico. João Paulo II a beatificou em 4 de novembro de 1990. (Avvenire) 
Etimologia: Elizabeth = Deus é meu juramento, do hebraico
Martirológio Romano: Em Pádua, a Beata Elizabeth Vendramini, virgem, que dedicou sua vida aos pobres e, após superar muitas adversidades, fundou o Instituto das Irmãs Isabelinas da Terceira Ordem de São Francisco.