quarta-feira, 16 de setembro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Abriu o Livro”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Lugar da Palavra
 
No segundo domingo comum, lemos o evangelho das Bodas de Caná. É texto rico de ensinamentos. E nos fixamos na manifestação aos discípulos. Hoje vemos Jesus iniciar sua missão, na sinagoga de Nazaré. Proclama sua missão como realização da profecia de Isaias. Sempre movido pelo Espírito afirma que Nele se realiza a profecia, dizendo: “Hoje se realizou essa passagem da Escritura que acabais de ouvir” (Lc 4,21). Interessante é notar que a comunidade de Nazaré era pequena e pobre. Ali se realiza a Palavra. Nossas comunidades humildes são também lugar da total realização do hoje de Deus. Sempre Cristo é total em sua ação. Leremos o texto sobre a grande assembleia de Esdras e Neemias depois do retorno da Babilônia. Temos o lugar nobre, a introdução e leitura do livro da Lei e sua explicação. Cada comunidade que se reúne o faz para ouvir a Palavra. Disseram a todos: “Este é um dia consagrado ao Senhor vosso Deus” (Ne 8,9). Onde se reúne a comunidade e é lida a Palavra de Deus, é um dia consagrado ao Senhor. Por isso dizemos: “Domingo é dia do Senhor”. É dia da Palavra. É dia da comunidade se alegrar. É dia de alegria a ser comemorado. É dia do Senhor que é dia da comunidade e dia da família que continua a celebração em sua casa. Os gestos, as aclamações, os cantos são parte da alegria da Palavra. Teremos sempre uma proclamação e acolhimento da Palavra com consciência e alegria. As grandes e pequenas assembléias realizam a comunicação do Senhor. 
O livro aberto 
Abrir o livro na celebração da comunidade é um belo símbolo da celebração da Palavra. É a Palavra aprisionada que salta viva no meio da comunidade, com o mesmo vigor do momento em que foi proclamada. Ela reúne o povo como na assembleia de Neemias, como em Nazaré, como Jesus vivo proclamava. É o hoje de Deus. “A Palavra é viva e eficaz, mais penetrante que uma espada de dois gumes... Tudo está nu e descoberto a seus olhos. E a ela devemos prestar contas” (Hb 4,12-13). Quando é proclamada, é o hoje de Deus. Ela tem o vigor de quem a pronunciou, que é o próprio Deus, pela boca dos profetas e dos apóstolos. Ela toca os corações, como lemos nos textos. Ela promove o culto: “Esdras bendisse o Senhor, o grande Deus, e todo o povo respondeu, levantando as mãos: Amém! Amém! Depois se inclinaram e prostraram-se diante do Senhor” (Ne 8,6.8). A Palavra de Deus conforta o povo depois do sofrimento do exílio, anima a reconstrução da cidade e a retomada da vida do povo. A Palavra proclamada é como um rio represado como toma vida e fertiliza as margens. É necessária a abertura do coração e o conhecimento sempre maior de seu vigor em nós. 
A lei do Senhor é perfeita 
O salmo nos faz refletir a maravilha da Lei de Deus. Lei não é proibição, recriminação. A Lei é a Palavra de Deus que dá conforto, sabedoria, alegria, uma luz aos olhos. O temor do Senhor é puro. Feliz o povo que tem essa sabedoria. Jesus em Nazaré não proclama mandamento, mas abre o caminho para a vida. Ali leva aos corações o carinho de Deus. É todo o Corpo de Cristo que vive em união. Não temos dado atenção à essa condição de nossa vida de cristãos. Estamos unidos entre nós e com Cristo, cabeça do Corpo. A esse corpo estão unidos todos os filhos de Deus. Essa compreensão nos explica muitos elementos da vivência de nossa fé. A vida divina percorre as veias desse corpo. 
Leituras: Neemias 8,2-4ª. 5-6.8-10; Salmo 18b;
1 Cor 12,12-14.27; Lucas 1,1-4;4,14-21 
1. Cada comunidade que se reúne o faz para ouvir a Palavra.
2. Quando a Palavra é proclamada, se faz o hoje de Deus. 
3. A Vida Divina percorre as veias desse corpo. 
Nem todo palanque é política 
Todo mundo que sobe no palanque se dá uma de orador. E diz muita besteira. Há um orador que vale a pena: aquele que proclama a Palavra de Deus. São palavras de vida. Pena que nem sempre estamos falando a Palavra de Deus. Por quê? Porque não a vivemos com ardor. Vale a pena deixar que a Palavra de Deus passe por nós e chegue a todos. Assim o palanque não cai. A comunidade é sempre convocada a ouvir. O que vemos com os olhos vai para nossa memória. O que ouvimos com nossos ouvidos vai para o coração e pode modificar nossas vidas. Assim se alimenta todo o Corpo de Cristo.
Homilia do 3º Domingo Comum (23.01.2022)

EVANGELHO DO DIA 16 DE SETEMBRO

Evangelho segundo São Lucas 7,31-35. 
Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «A quem hei de comparar os homens desta geração? Com quem se parecem? São como as crianças, que, sentadas na praça, falam umas com as outras, dizendo: "Tocámos flauta para vós e não dançastes, entoámos lamentações e não chorastes!" Porque veio João Batista, que não comia nem bebia vinho, e vós dizeis: "Tem o demónio com ele". Veio o Filho do homem, que come e bebe, e vós dizeis: "É um glutão e um ébrio, amigo de publicanos e pecadores". Mas a Sabedoria é justificada por todos os seus filhos». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Basílio 
(330-379) 
Monge, 
bispo de Cesareia da Capadócia, 
doutor da Igreja 
Grandes Regras monásticas, Prólogo 
Deus não Se cansa de 
nos chamar à conversão 
Até quando adiaremos obedecer a Cristo, que nos chama para o seu reino celeste? Quando nos decidiremos a purificar-nos? Não nos decidiremos a abandonar o nosso género habitual de vida, para seguir a fundo o Evangelho? Afirmamos desejar o reino de Deus, mas não nos preocupamos grandemente com os meios para o alcançar. E, apesar de não nos dedicarmos minimamente à observância dos mandamentos do Senhor, estamos convencidos, na vaidade do nosso espírito, de que somos dignos de receber a mesma recompensa que recebem aqueles que resistiram ao pecado até à morte. Mas quem é o homem que, tendo-se deitado em sua casa a dormir no tempo da sementeira, pode recolher braços cheios de espigas no tempo da colheita? Quem poderá fazer a vindima sem ter plantado e cultivado a vinha? Os frutos são para aqueles que trabalharam; as recompensas e as coroas, para aqueles que venceram. Foi jamais coroado atleta algum que não se tenha sequer despido para combater o adversário? E nem sequer basta vencer, é também necessário «competir segundo as regras» (2Tim 2,5), como diz o apóstolo Paulo, isto é, segundo os mandamentos que nos foram dados. Deus é bom, mas também é justo: o Senhor «ama a justiça e a retidão» (Sl 33,5); por isso, «Quero cantar a bondade e a justiça: a Vós, Senhor, entoarei salmos» (Sl 101,1). Vê com que discernimento usa o Senhor de misericórdia: não é misericordioso sem examinar, como não julga sem piedade, porque «justo e compassivo é o Senhor, o nosso Deus é misericordioso» (Sl 116,5). Não tenhamos, pois, uma ideia truncada de Deus; o seu amor por nós não deve ser um pretexto para sermos negligentes.

16 de setembro - São João Macias

São João Macias nasceu na Espanha, de família era pobre, mas abundante em bens espirituais e dons da graça. Perdeu seus pais muito cedo, e juntamente com a irmã foi criado por um tio. Assim que atingiu a idade da razão, foi-lhe confiado o cuidado do rebanho de sua casa. Desde pequenino ocupava seu tempo em rezar e meditar. Certo dia apareceu-lhe um menino de extraordinária beleza, que lhe disse: “Eu sou João Evangelista. Deus confiou-te à minha guarda por causa de tua piedade. Não tenhas, pois, medo algum”. O Evangelista disse-lhe também que algum dia o menino partiria para terras remotas, onde haveria de ser erigidos templos e altares em sua honra. Depois disso continuou a aparecer-lhe com frequência e com ele conversar. Entretido com Deus e seus santos nessa vida recolhida, virtuosa, calma e aprazível, João Macias acabava de completar 20 anos de idade.

Bem-aventurado Papa Vítor III-Festa: 16 de setembro

Vítor, de origem lombarda, foi abade em Monte Cassino, por 30 anos, antes de ser eleito Papa. Encontrou uma Roma destruída, metade nas mãos do antipapa. Em apenas cinco meses de Pontificado, fez de tudo para reconstruí-la, infligiu excomunhões e convoco um Concílio em Benevento. Faleceu em 1087. 
(*)Benevento, c. 1027 
(+)Montecassino, 16 de setembro de 1087
Dauferio, que se tornou monge sob o nome de Desiderio e mais tarde Papa Vítor III, foi uma das figuras mais importantes da vida eclesiástica do sul da Itália no século XI.

Beata Teresa Cejudo Redondo, Cooperadora salesiana, mártir - 16 de setembro

Teresa nasceu em Pozoblanco (Córdoba). Estudou no Colégio das religiosas Concepcionistas. Casou-se com o arquiteto João Caballero Cabrera em 1925 e teve uma filha. Foi exemplo de esposa e de mãe. Como leiga católica, foi presidente das Mulheres da Ação Católica, das Conferências de São Vicente de Paula e das Marias dos Sacrários. Além dessas funções, era uma ativa cooperadora salesiana. Em julho de 1936, quando as perseguições religiosas começaram, se ofereceu ao Senhor como vítima para o triunfo de sua causa. Seis dias depois do assassinato do pároco, o Beato D. Antônio Rodríguez Blanco, em 22 de agosto de 1936, foi detida por sua condição de católica ativa. Depois de despedir-se de sua família, foi conduzida a prisão. Ali se manteve serena e tranquila, animando todos os que estavam na prisão e dando um exemplo de sublime caridade.

Santas Einbetta, Vorbetta e Vilbetta Virgens-Festa: 16 de setembro

Mecenato:
Maranza (BZ) 
Virgem de Saint Aubet, virgem de Saint Cupet, virgem de Saint Guère. Da lenda de Karl Hofer (1929): "Três princesas que fugiram para as montanhas diante da ameaça de invasão dos hunos, chegaram primeiro a Lazfons onde, em troca de suas boas obras em favor dos habitantes, coletaram zombarias e insultos, razão pela qual decidiram partir. Quando, diante da subida ao planalto de Maranza sob um sol escaldante, sentiram sua força a ponto de não aguentarem mais, elevaram uma intensa oração ao bom Deus.

Santa Ludmila, Duquesa e Mártir da Boêmia - 16 de setembro

Neste ano ocorrerão as celebrações dos 1.100 anos do martírio de Santa Ludmila, a primeira Santa boêmia e avó do Príncipe São Venceslau. Haverá muitos eventos comemorativos em toda a República Tcheca, mas o ponto alto será em 18 de setembro de 2021, na cidade de Tetin, perto de Praga, o local do martírio da Santa. Santa Ludmila, é a padroeira dos educadores cristãos e mães de famílias. A mãe é de fato a primeira educadora, por ensinar e dar exemplo a seus filhos, formando assim o primeiro núcleo importante de sua personalidade futura. Aqueles que estiveram em Praga certamente se lembrarão, entre outras inúmeras obras monumentais, da enorme Praça das Venceslas, estrategicamente localizada entre a Cidade Velha e a Cidade Nova e um símbolo dos destinos nacionais, bem como da identidade tcheca na história moderna. Ao lado do Museu Nacional está o monumento equestre do padroeiro São Venceslau (905 ca.- 935), propagador do cristianismo na Boêmia e assassinado jovem por seu irmão diabólico Boleslau.

Santa Inocência,Virgem e Mártir-Festa: 16 de setembro

(*)Rimini, século III 
(+)Rimini, 16 de setembro, cerca de 303 
Segundo a tradição, Inocência, nascida em uma família nobre e rica, foi martirizada em Rimini pelo imperador Diocleciano aos dezesseis anos, no século IV. Em nossa diocese, existem vestígios muito antigos do culto a essa mártir. A paróquia de Monte Tauro ainda hoje é dedicada a ela. A maior parte das informações atuais provém do volume “Della storia civile e sacra riminese”, de L. Tonini, Rimini, 1856. A obra relata que o culto à mártir Inocência está documentado de forma confiável em um período anterior à literatura hagiográfica lendária subsequente. De fato, uma capela de Santa Inocência, ou “monastério”, existente no centro religioso de Rimini, perto da sede do bispado, é mencionada já em um documento datado de 6 de maio de 996 (Privilégio de Oto III ao Bispo Uberto) e em uma bula do Papa Lúcio II datada de 21 de maio de 1144. Além disso, no século XIV, acreditava-se que a santa mártir estivesse sepultada ali, e os “Estatutos” locais prescreviam que, em seu dia festivo, 16 de setembro, fosse feita a oferta de um pálio; porém, nos séculos subsequentes, surgiram dúvidas quanto à existência do túmulo ou arca de Santa Inocência.

Santa Eugênia da Alsácia ou de Hohenbourg, Abadessa - 16 de setembro

Eugênia nasceu em uma família principesca por volta do fim do século VII em Obernai, França. Seu era pai Adalberto, Duque da Alsácia, e sua mãe Gerlinda, de uma família não menos importante que a de seu pai. Eugênia teve também uma irmã, Santa Atala. Eugênia recebeu do céu um coração terno e sensível e cheio de boas inclinações para a virtude. Embora tudo concorresse para que ela se voltasse para as coisas do mundo - a nobreza de sua raça, os bens de seus pais, a beleza e a sabedoria, a doçura de seu caráter e as graças de seu espírito - a Providência desejava que todos esses dons fossem usados para a maior glória de Deus. Bem jovem ela prometeu consagrar a Deus sua vida e desejava viver a pobreza, dedicando-se a socorrer os doentes, consolar os aflitos e proteger os fracos. Ao completar 15 anos, data marcada por sua tia Santa Odília, fundadora da Abadia de Hohenbourg, para sua consagração pública a Nosso Senhor, Adalberto e Gerlinda a abençoaram e acompanhada por eles ela se dirigiu para Hohenbourg.

Santa Eufêmia de Orense, Mártir

Nascimento
Século II, 119 ou 120-Gallaecia (Roma Antiga), Bayonne (Espanha) ou Braga (Portugal)
Morte Segundo século ou 10 de julho de 138. Lobios (Espanha) 
Pai Lúcio Castélio Severo 
Atributos Palma e anel 
Venerada em Igreja Católica 
Mecenato co-padroeira de Orense na época medieval junto com Santa María Madre e San Martín de Tours 
Santa Eufêmia de Orense, conhecida simplesmente como Santa Eufêmia (119 ou 120 - 10 de julho de 138 ou antes), foi uma santa que morreu martirizada no tempo do imperador Adriano. Devido à escassez e origem duvidosa dos dados hagiográficos, Santa Eufêmia não aparece entre os santos oficiais que aparecem no martirológio, sendo às vezes confundida com Santa Eufêmia de Calcedônia.

Santa Eufêmia de Calcedônia Mártir Festa: 16 de setembro

Mecenato:
Rovinj d'Istria 
Etimologia: Eufêmia = falando bem, aclamado, do grego
Emblema: Palma 
Martirológio Romano: Em Calcedônia, na Bitínia, na atual Turquia, Santa Eufêmia, virgem e mártir, que sob o imperador Diocleciano e o procônsul Prisco, tendo superado muitas torturas por Cristo, chegou com árduo combate à coroa da glória. 
Ela é a famosa mártir de Calcedônia, em cuja basílica ocorreu o que foi chamado de Grande Concílio em 451-52. A data exata de seu martírio é testemunhada pelos Fasti Vindobonenses priores: "Diocleciano VII et Maximiano V. His cons. ecclesiae demolitae sunt et libri dominici combusti sunt et passa est sancta Eufemia XVI kal. Octobris". Portanto, Eufêmia consumou seu martírio em 16 de setembro de 303.

Santa Edith de Wilton, Princesa e Abadessa - 16 de setembro

Muito do que sabemos sobre a vida de Edith foi documentado por seu hagiógrafo, Goscelin, quase um século após sua morte. Goscelin de Saint-Bertin foi um monge beneditino de origem flamenga e, por volta de 1080, escreveu a hagiografia de Edith. Sua 'Legend of Edith' consistia em duas partes: a Vita Edithe (sobre a vida de Edith) e a Translatio, que tratava dos eventos após sua morte. Diz-se que grande parte da informação na hagiografia de Edith foi obtida por Goscelin de histórias orais transmitidas pelas freiras da Abadia de Wilton. Os conventos anglo-saxões eram importantes centros de educação feminina que davam a suas habitantes – tanto as freiras quanto as leigas que lá foram educadas antes de se casarem – acesso a oportunidades de aprendizado.

Cornélio de Roma Papa, Santo + 253

Devido à violência da perseguição de Décio, a sede pontifical de Roma esteve vacante por mais de doze meses depois do martírio do Papa São Fabiano, até que o sacerdote Cornélio foi eleito Papa. Entretanto, os primeiros problemas do novo Papa surgiram nem tanto do poder secular mas mais ainda das dissensões internas, mesmo se estas tinham a sua origem na mesma perseguição. Com efeito, ele teve igualmente de se opor ao cisma de Novaciano : este não aceitava que aqueles que durante a perseguição tinham apostatado, fossem de novo reintegrados no seio da comunidade cristã, mesmo depois de pedirem perdão : não podiam ser perdoados, dizia o cismático. Neste período os cristãos se deviam apresentar ao magistrado e requerer o libellus, isto é, um certificado que os declarasse cidadãos dignos, precedendo naturalmente a simples formalidade de jogar alguns grãos de incenso no braseiro diante de um ídolo. A essa apostasia obrigatória muitos fugiram com astúcia corrompendo certos funcionários, que, mediante quantias de dinheiro, lhes concediam tais certificados.

Cipriano de Cartago Advogado, Bispo, Mártir, Padre e Doutor de Igreja ca. 210-258

Na série de nossas catequeses sobre as grandes personalidades da Igreja antiga, chegamos hoje a um excelente bispo africano do século III, São Cipriano, «o primeiro bispo que na África alcançou a coroa do martírio». Sua fama, como testemunha o diácono Pôncio, o primeiro em escrever sua vida, está também ligada à criação literária e à atividade pastoral dos treze anos que se passaram entre sua conversão e o martírio (cf. «Vida» 19, 1; 1,1). Nascido em Cartago no seio de uma rica família pagã, depois de uma juventude dissipada, Cipriano se converte ao cristianismo aos 35 anos. Ele mesmo narra seu itinerário espiritual: «Quando ainda jazia como em uma noite escura, escreve meses depois de seu batismo, me parecia sumamente difícil e fatigoso realizar o que me propunha a misericórdia de Deus… Estava ligado a muitíssimos erros de minha vida passada, e não cria que pudesse libertar-me, até o ponto de que seguia os vícios e favorecia meus maus desejos…

ORAÇÕES - 16 DE SETEMBRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
16 – Quarta-feira – Santos: Cornélio, Cipriano, Edite
Evangelho (Lc 7,31-35) ”Com quem hei de comparar os homens desta geração? Com quem eles se parecem?”
Jesus falava dos que não aceitavam a mensagem do Batista, nem a sua. Nem daquele que diziam ser muito austero, nem de Jesus que acusavam de infiel aos mandamentos. Para aceitar a proposta de Deus, é preciso abandonar nossas ideias e preconceitos, e aceitar uma proposta de vida que parece absurda. É preciso que nos deixemos iluminar pelo Espírito, pela luz da fé, e nos entreguemos confiantes ao Senhor.
Oração
Senhor Jesus, reconheço que nem sempre é fácil aceitar vossas ideias e propostas de vida. Às vezes parecem exigentes demais, ou sem sentido. Tudo fica mais claro e fácil quando me abro à luz da fé, e me deixo conquistar por vós. Ajudai-me sempre, para resistir a quem me aponta outros caminhos. Ensinai-me a renunciar a tudo que me possa afastar de vós. Quero seguir-vos. Amém.

terça-feira, 15 de setembro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - Culto, Dimensão de Totalidade

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
O ser humano é espiritual
 
É próprio do homem, rezar. Ouvi, há tempos, que quiseram provar que o ser humano não é naturalmente religioso. É algo imposto. Então isolaram uma criança que não ouvisse falar nada de religião, Deus... etc... para provar essa inverdade. Um dia encontraram a criança ajoelhada em direção ao sol nascente que é uma bela imagem de Deus. O ser humano é incompleto sem a dimensão religiosa. Se ele fosse só matéria, seria diferente. Não sabemos a relação dos seres não humanos com Deus. Em sua pureza, tem seu modo de reagir. Como não é só matéria, tem o relacionamento com o Ser Superior. Deus fez o grande caminho para levar o homem e a mulher a encontrarem a riqueza do ser espiritual no culto, de modo particular no culto judaico, que praticou Jesus, e o culto em Cristo. Os tempos de Deus não são os nossos. Esse culto foi cristalizado na Igreja que realiza essa dimensão em plenitude, com tudo o que é necessário, enriquecido pela sabedoria dos povos. Há sempre a necessidade de abrir a todos essa riqueza. Mais ainda, o que falta muito é reconhecer a diferença e a complementaridade do feminino e do masculino. É um dos aspectos mais esquecidos da dimensão espiritual e sua concretização nas religiões e na fé cristã, por excelência. Deixando os outros de lado, a estrutura da fé cristã é masculinizada. Vemos Jesus e a samaritana. Os discípulos admiraram-se que estivesse conversando com uma mulher. 
Ser de comunhão espiritual 
Quanto mais o ser humano se desenvolve, mais percebe que está junto com outros. O ser humano é social por natureza. É dimensão fundamental. Essa dimensão se estabelece também no aspecto religioso. O ser humano não é amontoado de peças úteis à vida. Ele é um todo em que as partes e dimensões estão interligadas. Por isso, a vida espiritual é realizada em comunhão. O slogan “salva tua alma”, é correto, mas incompleto. “Sois corpo de Cristo e sois os seus membros, cada um por sua parte (1Cor 12,27). Somos Corpo e a imagem é clara, no ver de São Paulo, para mostrar a unidade e a diversidade. Todos unidos entre si e com Cristo. Todos necessários uns aos outros. Essa comunhão espiritual acontece também no culto. Não há individualismo no culto, na liturgia cristã. Temos a tendência de ver os outros como unidades desligadas. Estamos em profunda comunhão de vida e vida espiritual. Paulo até cobra a solicitude uns pelos outros. Não haja divisão, “mas os membros tenham igual solicitude uns pelos outros” (id 25). Solicitude até mais espiritual pois, como humanos, temos essa separação natural do ser. Como espiritual, a unidade é natural. Com Cristo fazemos parte uns dos outros. A celebração não é individual, celebramos como corpo e Corpo de Cristo. Cristo realiza a união com Ele. Cristo é tudo em todos. 
Rezar com a Igreja 
A Igreja é Corpo de Cristo e realiza visivelmente o culto que o Filho, no Espírito, presta ao Pai. Esse culto no-lo deu quando Se uniu à nossa humanidade. A parte visível do culto é a dimensão humana unida à dimensão espiritual, divina de Cristo. Por isso temos o culto perfeito e único, aquele que Cristo presta ao Pai. Na realidade não há diversidade de cultos, mas um único culto. São completos na medida em que se aproximam de Cristo. A liturgia da Igreja quer tornar visível esse culto espiritual através de seus ritos. Quanto mais traduzem a verdade do culto, mais perfeito é. Por isso, a liturgia deve corresponder também ao ser humano e não ser um depósito de ritos vazios.
ARTIGO PUBLICADO EM JANEIRO DE 2022

EVANGELHO DO DIA 15 DE SETEMBRO

Evangelho segundo São João 19,25-27. 
Naquele tempo, estavam junto à cruz de Jesus sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. Ao ver sua Mãe e o discípulo predileto, Jesus disse a sua Mãe: «Mulher, eis o teu filho». Depois disse ao discípulo: «Eis a tua Mãe». E, a partir daquela hora, o discípulo recebeu-a em sua casa. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Charles de Foucauld 
(1858-1916) 
Eremita e missionário no Saara 
Meditações sobre os Santos Evangelhos 
«Eis a tua Mãe» 
«Eis o teu filho», diz Nosso Senhor à Santíssima Virgem, dando-lhe todos os seres humanos como filhos, ordenando-lhe que tenha para todos um coração de Mãe. Ela cumpriu, e continuará a cumprir por toda a eternidade, com incomparável perfeição, esta ordem de Deus, como cumpriu todas as ordens que dele recebeu. Tenhamos, pois, a certeza absoluta de que ela tem um coração materno para cada ser humano, e recorramos a esta Mãe amada e omnipotente em todas as nossas necessidades com a mesma confiança que uma criança deposita na sua mãe, a uma Mãe que nos ama infinitamente mais do que qualquer mãe terrena poderia amar-nos, a uma Mãe que pode obter para nós de Deus absolutamente tudo o que é verdadeiramente bom para a nossa alma. «Eis a tua Mãe», diz o Senhor a cada alma. Todos devemos tratar a Santíssima Virgem como nossa Mãe, cumprindo com ela os deveres que um bom filho deve a Mãe tão boa: afeto, honra, serviço, confiança, em suma, tudo o que o próprio Senhor concedeu à Santíssima Virgem! Amemo-la, honremo-la, vamos ter com ela, conversemos com ela em oração; sirvamo-la, ajudando-a da melhor forma possível em todas as obras que ela favorece, em todas as que são realizadas em sua honra; tenhamos absoluta confiança nela e invoquemo-la sem hesitar com essa confiança em todas as nossas necessidades, em todos os nossos desejos, em todos os nossos empreendimentos, em todas as nossas obras, em todas as nossas ações. Sejamos filhos ternos, recordando que esse é um ponto essencial da obediência a Jesus e da imitação de Jesus: da obediência, porque Ele no-lo ordenou de maneira formal e solene do alto da cruz; e da imitação, porque Ele foi sempre um Filho modelar para sua Mãe.

São Nicomedes, mártir romano-Festa: 15 de setembro(†)Roma, século I.

Nicomedes, sacerdote romano, na época de Domiciano, século I, enterrava os cristãos, vítimas das perseguições. Por isso, foi preso, e, ao se recusar a oferecer sacrifícios aos deuses, foi assassinado e jogado no rio Tibre, em Roma. Seu corpo, recolhido por um clérigo, foi enterrado na Via Nomentana. 
Pertence ao grupo de mártires romanos da antiguidade cristã cuja existência e culto são mais bem atestados do que as informações sobre suas vidas. Sua memória está ligada à Via Nomentana, onde seu corpo foi sepultado em um antigo cemitério cristão. O Martirológio Romano o comemora em 15 de setembro como mártir de Roma e especifica que seu corpo, mantido no cemitério ao longo da Via Nomentana, foi honrado pelo Papa Bonifácio V com uma basílica sepulcral. As circunstâncias de seu martírio são transmitidas principalmente por uma Paixão segundo São Nereu e Santo Aquiles, provavelmente composta entre os séculos V e VI. De acordo com esse relato, Nicomedes era um sacerdote que havia dado um enterro cristão ao mártir Felicola.

Serva de Deus Lavínia Sernardi, Mãe de Família - 15 de setembro

“Tudo que conhecemos – escreve D. Vincenzo Catani em sua obra Os Santos da Igreja de Trento – devemos à pena de um padre do Oratório de São Filipe Neri, Pe. Venâncio Bevilacqua, que quando se encontrava em Fermo, em 1684, escreveu e imprimiu uma vida da Serva de Deus”. Lavínia nasceu no dia 2 de junho de 1588 em Grottammare, a Pérola do Adriático, Província de Ascoli Piceno (Itália). Naqueles anos era papa Sisto V que também nasceu naquela cidade em 13 de dezembro de 1521. A Serva de Deus era filha de Segismundo Sernardi e Emilia Tesei. Aparentemente Lavínia foi a primeira dos filhos, certamente era a mais velha de suas irmãs Angelella, Portia e Vincenza. Ela também tinha um irmão chamado Astolfo. A mãe de Emília assumiu a formação espiritual de Lavínia e educou-a com grande cuidado. No caminho da santidade Lavínia foi orientada por três sacerdotes que ela considerava como seus diretores espirituais: Pe. Vagnozzo Pica, sacerdote diocesano de Ripatransone e pároco da paróquia de Sto. Ângelo, na mesma cidade; Frei Nicolau Pallotta, franciscano de Monteprandone; e D. Jeronimo Leti, reitor da igreja do castelo de S. Bento.

Catarina de Génova Esposa, Religiosa, Mística, Santa 1447-1510

No século XV, os partidos guelfi e ghibellini eram os dominantes em Gênova, alternando-se no governo da cidade por meio de lutas sangrentas. Mas quando Catarina Fieschi nasceu, no ano de 1447, as famílias da Santa Catarina de Génovanobreza que pertenciam a essas facções políticas já conviviam em paz, que era mantida pelos casamentos acordados entre si. Ela também teve de submeter-se a essa situação, pois seus pais, Tiago e Francisca, fidalgos dos guelfi, a deram em casamen-to ao jovem Juliano, da aristocrata família Adorno, dos ghibellini. A união foi chamada de bizarra. Juliano era muito rico, mas irresponsável, desregrado, jogador e de carácter duvidoso, enquanto Catarina, com apenas dezesseis anos, era religiosa, sensível e muito caridosa, que, em vez de casar, desejava poder ter seguido a vida religiosa como sua irmã Limbânia o fizera. Ela viveu sob a influencia negativa do marido, divi-dida entre as futilidades da corte e as obras de cari-dade.