segunda-feira, 1 de junho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - Bênção do Senhor

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
O Senhor te abençoe
 
O que pode significar pedir uma bênção? Iniciamos o ano com uma ordem e um desejo de bênção. Deus manda abençoar o povo. E nós queremos bênção. O que se espera desse ano? O atual trouxe suas grandes diferenças. Queremos outro que também terá sua diferença. Mas não tem nenhum à venda. Então, temos que nos voltar para o Pai e pedir sua bênção, quer dizer: “Fica conosco!” Ele quer estar presente. O que quer significar uma benção? Assim nos ensina o livro dos Números: “Ao abençoar os filhos de Israel, dizei-lhes: O Senhor te abençoe e te guarde. O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face, e se compadeça de ti! O Senhor volte para ti o seu rosto e te dê a paz!” (Nm 6,22-27). Essa bênção é tudo o que Deus quer oferecer e o que o homem tem necessidade. Devemos entender dessas palavras o que o homem espera de Deus. “Que faça brilhar sua face”: Haja entre Deus e nós um relacionamento tão próximo como de quem olha nos olhos. Deus olha todos. Por isso pedimos que faça brilhar sobre nós sua face. É brilho que atrai. O que pedimos, em nossa fragilidade, é que se compadeça de nós. Compadecer-se é olhar com ternura que abraça. Que não vire as costas para nós. Sabemos que sem Ele perdemos toda segurança. Olhar para nós é garantir a certeza do caminho. Assim podemos ficar em paz. Dar a bênção a alguém não é tirar algo de nós, mas dar o Deus que está em nós para amarmos com Ele. 
Abba, Pai! 
Jesus nos ensina a ser criança no relacionamento com Deus, chamando de Abba - Pai. Criancinha é a totalidade da ternura e do amor. O Abba de Jesus quer dizer Paizinho. O relacionamento com Deus do judaísmo, Jesus o modifica para o Deus carinho e cheio de ternura. Por que ter medo de Deus? Temos aqui o princípio de todo o relacionamento com Deus. Pena que a piedade levou para outros lados do intimismo e vazio, a pregação para o temor, a liturgia para o formalismo, a moral para o puritanismo. Na verdade, não temos nada de criança no relacionamento com Deus. Rezamos decorado ou lido. Não rezamos com o coração. E quem pode nos ensinar a nos relacionar com o Pai é justamente o Espírito Santo que intercede por nós com gemidos inefáveis (Rm 8,26-27). É a língua do Espírito, como o balbuciar da criança enquanto manifesta o carinho com quem a embala. Por isso, podemos pensar que a celebração que abre o ano é a Maternidade Divina. O ano começa no colo da Mãe. Temos aí a imagem dos pastores que vão ao presépio. É a expressão da ternura de Deus. Seus pequenos filhos humildes são os primeiros a ouvir o anúncio do nascimento. Para a sociedade não resolveu nada. Mas para o coração de Deus, a intenção de começar pelo lugar certo: no coração aberto. Ouviram o anúncio e foram ver. 
Cofre do Coração 
Ali, a Mãe, com o Menino deitado no cocho é a imagem da ternura. Os pastores são espontâneos com Maria: chegaram e contaram. Os que ouviam ficaram maravilhados. O encanto vai ao coração. E Maria, guardava esses fatos e meditava sobre eles em seu coração: o cofre da ternura. Ali está o triturador de tudo que se passava. Na ternura decantava lentamente as maravilhas de Deus. São as duas imagens para esse ano: a criança que balbucia a oração e ocoração que acolhe o que Deus fala através do que a vida traz. Essa é a grande bênção para o novo ano. Quem sabe podemos ter um ano diferente, ao menos dentro de nós. A vida é o que eu faço dela. Deixemos o Nenê Jesus agir em nós.
ARTIGO PUBLICADO EM JANEIRO DE 2021

EVANGELHO DO DIA 01 DE JUNHO

Evangelho segundo São Marcos 12,1-12. 
Naquele tempo, Jesus começou a falar em parábolas aos príncipes dos sacerdotes, aos escribas e aos anciãos: «Um homem plantou uma vinha. Cercou-a com uma sebe, construiu um lagar e ergueu uma torre. Depois arrendou-a a uns vinhateiros e partiu para longe. Quando chegou o tempo, enviou um servo aos vinhateiros para receber deles uma parte dos frutos da vinha. Os vinhateiros apoderaram-se do servo, espancaram-no e mandaram-no sem nada. Enviou-lhes de novo outro servo. Também lhe bateram na cabeça e insultaram-no. Enviou-lhes ainda outro, que eles mataram. Enviou-lhes muitos mais e eles espancaram uns e mataram outros. O homem tinha ainda alguém para enviar: o seu querido filho; e enviou-o por último, dizendo consigo: "Respeitarão o meu filho". Mas aqueles vinhateiros disseram entre si: "Este é o herdeiro. Vamos matá-lo e a herança será nossa". Apoderaram-se dele, mataram-no e lançaram-no fora da vinha. Que fará então o dono da vinha? Virá ele próprio para exterminar os vinhateiros e entregará a outros a sua vinha. Não lestes esta passagem da Escritura: "A pedra rejeitada pelos construtores tornou-se pedra angular. Isto veio do Senhor e é admirável aos nossos olhos"?» Procuraram então prender Jesus, pois compreenderam que tinha dito para eles a parábola. Mas tiveram receio da multidão e por isso deixaram-no e foram-se embora. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Boaventura 
(1221-1274) 
Franciscano, doutor da Igreja 
A vinha mística, c. 5, 4-5 
(erradamente atribuído a 
São Bernardo) 
«Eu sou a videira verdadeira»
 (Jo 15, 1)
Doce Jesus, em que estado Te vejo! Tão doce e tão cheio de amor, quem Te condenou a uma morte tão amarga? Único Salvador das nossas feridas antigas, quem assim Te leva a sofrer essas feridas que, para além de cruéis, são ignominiosas? Doce videira, bom Jesus, eis o fruto que Te dá a tua vinha. Até este dia das tuas núpcias, esperaste pacientemente que ela produzisse uvas e ela não Te deu senão abrolhos (cf Is 5,6). Coroou-Te de espinhos e cercou-te dos espinhos dos seus pecados. Como se tornou amarga, esta vinha que já não é tua, mas se tornou uma vinha estranha; que Te renegou, gritando: «Não temos outro rei senão César!» (Jo 19,15). Depois de Te terem expulsado da vinha, da tua cidade e tua herança, estes vinhateiros deram-Te a morte; não de um só golpe, mas depois de Te terem afligido com o longo tormento da cruz e Te terem torturado com os golpes dos chicotes e dos cravos. Senhor Jesus, Tu próprio entregas a tua alma à morte; ninguém Ta pode tirar, és Tu que a dás (cf Jo 10,18). Que troca admirável! O Rei dá-Se como escravo, Deus pelo homem, o Criador por aquele que criou, o inocente pelos culpados.

Beata Hildegarda Burjan

"Queridos irmãos e irmãs, hoje em Viena está sendo proclamada Beata, Hildegarda Burjan que viveu no século XIX e fundou a sociedade das Irmãs da Caridade Social. Aclamemos ao Senhor por este testemunho do Evangelho. Ela que foi: esposa, mãe, política, pioneira do serviço social na Áustria e testemunho de amor aos irmãos, principalmente os mais pobres.”
 
Papa Bento XVI – 31 de janeiro de 2012 
Hildegarda nasceu no seio de uma família judia de classe média alta que não praticava nenhuma religião. Aos seis anos viu da janela de seu quarto, monjas rezando no jardim de um mosteiro vizinho à sua casa. Queria saber quem eram e o que faziam. A mãe respondeu que eram monjas e que estavam rezando para seu Deus. Então falou: “Se essas mulheres tão bonitas estão rezando para Deus, então Deus deve ser bonito e como deve ser bonito quando se pode rezar a Deus!”

01 de junho - São Teobaldo Roggeri

São Teobaldo nasceu por volta de 1100 em Vicoforte, então chamado Vico, na província de Asti, e pertencia à família Roggeri, da pequena nobreza local. Ainda criança, ficou órfão de ambos os pais. Com a idade de doze anos, sozinho, mudou-se para Alba, onde passou a trabalhar na oficina de um sapateiro que o recebeu em sua casa. Quando seu benfeitor morreu, a viúva lhe disse que gostaria de vê-lo casado com sua filha Virida, Teobaldo, recusou-se e foi como um peregrino a Santiago de Compostela, mendigando de porta em porta. Voltando a Alba, ele decidiu fazer-se carregador, considerado o mais humilde entre os ofícios. Com a renda limitada de seu trabalho, ele ajudava os pobres, dormindo ao ar livre no adro da aldeia. Um dia, arrependido de ter reagido a uma ofensa, como penitência, começou a dormir na pedra da escadaria da igreja de San Lorenzo, onde também servia como sacristão.

Justino de Roma Padre da Igreja, Mártir e Santo 103-164

Filósofo palestino, autor de duas Apologias
do Diálogo com Tryphon, mártir.
Justino nasceu na cidade de Flávia Neápolis, na Samaria, Palestina, no ano 103, início do século II, quando o cristianismo ainda se estruturava como religião católica. Tinha origem latina e seu pai se chamava Prisco. Ele foi educado e se formou nas melhores escolas do seu tempo, cursando filosofia e especializando-se nas teorias de Platão. Tinha alma de eremita e abandonou a civilização para viver na solidão. Diz a tradição que foi nessa fase de isolamento que recebeu a visita de um misterioso ancião, que lhe falou sobre o Evangelho, as profecias e seu cumprimento com a Paixão de Jesus, abalando suas convicções e depois desaparecendo misteriosamente.

João Baptista Scalabrini Sacerdote, Fundador, Santo 1839-1905

Bispo de Piecenza, fundador 
dos 
missionários de São Carlos Borromeu, 
beatificado em 1997 (1839-1905).
João Batista Scalabrini, nasceu perto de Como, Itália, em 8 de julho de 1839. A sua família era humilde, honesta e cristã. Ele desejou tornar-se padre e entrou no seminário diocesano, no qual se distinguiu pela inteligência e perseverança. Foi ordenado sacerdote em 1863. Iniciou o apostolado como professor do seminário e colaborador em paróquias da região. Possuía alma de missionário, mas não conseguiu realizar sua vontade de ser um deles na Índia. Scalabrini foi designado pároco da paróquia urbana de São Bartolomeu em 1871. Seu ministério foi marcante e priorizou a catequese da infância e da juventude. Atento aos inúmeros problemas sociais do seu tempo, escreveu vários livros e publicou até um catecismo.

Aníbal Maria di Francia Sacerdote, Fundador, Beato (1851-1927)

Aníbal Maria Di Francia nasceu em Messina (Itália) aos 5 de julho de 1851. Foram seus pais, a nobre senhora Anna Toscano e o cavalheiro Francisco, marquês de S. Catarina de Jonio, vice-cônsul pontifício e capitão honorário da marinha. Aníbal, terceiro de quatro filhos, ficou órfão aos 15 meses pela morte prematura do pai. A amarga experiência infundiu no animo precoce do menino, uma particular ternura e um especial amor para com os órfãos e crianças abandonadas que caracterizaram não só a sua vida, mas todo o seu sistema educativo. Desenvolveu grande amor a Jesus Sacramentado, tanto que recebeu autorização — excepcional naquele tempo — de comungar diariamente. Muito jovem ainda, diante de Jesus Sacramentado solenemente exposto, recebeu a graça especial que podemos definir como a inteligência do Rogate (Rogai): «A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai [Rogate], pois, ao dono da colheita que mande trabalhadores para a sua colheita» (Mt 9, 38; Lc 10, 2).

Virgem Maria Mãe da Igreja Festa: Segunda-feira depois de Pentecostes (celebração móvel)

Em 21 de novembro de 1964, no final da terceira sessão do Concílio Vaticano II, declarou a Bem-Aventurada Virgem Maria “Mãe da Igreja, isto é, de todo o povo cristão, tanto dos fiéis como dos Pastores, que a chamam de amorosa Mãe". A Sé Apostólica, portanto, por ocasião do Ano Santo da Reconciliação (1975), propôs uma missa votiva em honra de Maria Santíssima, Mãe da Igreja, posteriormente incluída no Missal Romano; deu também a faculdade de acrescentar a invocação deste título na Litanie Lauretane (1980). O Papa Francisco, considerando cuidadosamente como a promoção desta devoção pode favorecer o crescimento do sentido materno da Igreja, bem como da genuína piedade mariana, estabeleceu em 2018 que a memória da Bem-Aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja, fosse celebrada pelo Calendário Romano na segunda-feira após Pentecostes.

ORAÇÕES - 01 DE JUNHO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
1 – Segunda-feira – Santos: Justino, Cândida, Herculano de Piegaro
Evangelho (Mc 12,1-12) “Um homem plantou uma vinha, cercou-a ... Depois ar­rendou-a a alguns agricultores, e viajou para longe.”
Seus adversários entenderam o que Jesus queria dizer-lhes: Deus confiara-lhes o povo, mas eles, por tantos motivos, não corresponderam à confiança do Senhor. E seriam cobrados. De um modo ou de outro, também a mim Deus confiou uma vinha, e espera que a faça produzir frutos. Não sou responsável somente por mim mesmo, mas por todos aqueles que o Senhor confiou a meus cuidados.
Oração
Senhor meu Deus, no vosso mundo tenho meu lugar e a tarefa especial que me confiastes. Pequena ou grande, vistosa ou escondida, vós a entregastes a mim, e só eu a posso cumprir. Conheço minhas limitações. Peço, então, que me ilumineis, dando-me a sabedoria, a coragem e a alegria que preciso para não falhar. Reconheço que já vos decepcionei. Perdoai-me minhas falhas. Amém.

domingo, 31 de maio de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Uma família sagrada”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Todas as famílias são sagradas
 
Com família não se faz poesia, se acolhe um dom. É um retrato divino numa revelação humana. Passado o Natal temos diversas festas que continuam a acolher o Mistério da Encarnação do Filho de Deus. Assim temos uma revelação sobre o projeto de Deus, seu desígnio de salvação, feito à altura das pessoas. Deus não está lá no alto incensado por Anjos. Ele não realiza uma salvação espiritual distante da realidade. Ele é o Emanuel, o Deus Conosco. Pelo fato de se encarnar, Jesus não perde sua Divindade, mas age totalmente como humano. Menos no pecado (Hb 4,15). O prefácio do Natal nos faz cantar: “No momento em que vosso Filho assume nossa fraqueza, a natureza humana recebe uma incomparável dignidade: ao tornar-se um de nós, nos tornamos eternos”. Entendo que a salvação é individual, mas, sua consistência se estabelece na comunidade, e essa tem como realização na família, pois ali se pode viver o mandamento do amor que se sustenta na reciprocidade. O amor exige um objeto concreto: amar a Deus e o outro com concretização do amor. A família se torna sagrada, pois é, como que a célula mãe da Igreja. Ela é a Igreja viva. Não são os problemas que qualificam a família, mas o dom de Deus. Nela há espaço para um real e permanente espaço para o mandamento do amor. É lugar da presença de Deus. É o primeiro sacrário de sua presença: “Onde dois ou três estão reunidos em meu nome, eu estarei no meio deles” (Mt 18,20). Ela é a realização do projeto de Jesus: amai-vos. 
Enfeites do lar cristão 
As reflexões da liturgia estão centradas na imitação da Sagrada Família, como vemos também no ofício das leituras, no discurso de Paulo VI na casa de Nazaré... Muito bonito. Na oração rezamos: “Concedei-nos imitar em nossos lares suas virtudes, para que, unidos pelos laços do amor, possamos chegar um dia às alegrias da vossa casa”. Tanto a primeira leitura do Eclesiástico (3,3ss), quanto a carta aos Colossenses nos apresentam as virtudes cristãs da família. O amor é concreto e tem modalidades. No Evangelho lemos o texto da apresentação de Jesus no templo. José e Maria cumprem as determinações sobre os primogênitos. Maria entra realiza a purificação. A família é um dom que deve ser realizado como compromisso. O fato de terem em seus braços o Senhor do Universo, não deixam de viver no universo que os acolheram. Podemos cantar diante da família: “Aqui é Natal! Aqui é Belém”. Certamente muitas vezes as famílias cristãs, que são muito simples, vivem a mesma realidade que José e Maria enfrentaram ao chegar em Belém. Quanta gente está sempre emigrando. Quantas famílias vivem na humildade o amor profundo de Nazaré. As virtudes são como flores que brotam de um ramo saudável.
Não tenham medo
Podemos até ver que o amor se difunde e se organiza de muitos modos. Mas não podemos ter medo de amar como se amou em Nazaré. É o modelo. A família não se desfaz por mudanças históricas. Permanece com uma missão, como foi a de José e Maria: “E o Menino crescia, torna
va-se robusto, enchia-se de sabedoria e a graça de Deus estava com Ele” (Lc 1,40). Cada filho é educado, como se fosse Jesus. Dentro de cada casa está um ou mais filhos de Deus. A santidade está na atitude de fazer de seu lar, um lar capaz de levar o filho a crescer como Jesus crescia. “E Jesus lhes era submisso” (Lc 2,51). O tempo passa e Jesus quer crescer dentro de uma família. Não são os costumes ou as ideias que fazem o mundo novo. Mas a graça de Deus que é eterna.
Leituras: Eclesiástico 3,3-7.14-17ª; Salmo 127;
 Colossenses 3, 12-21; Lucas 2,22-40.
 1. Não são os problemas que qualificam a família, mas o dom de Deus. 
2. O fato de terem em seus braços o Senhor do Universo, não deixam de viver no universo. 
3. Não são as ideias que fazem o mundo novo. Mas a graça de Deus que sempre nova. 
A família vai bem. Obrigado. 
A casa do vizinho pegando fogo e a gente não tem água para apagar. Vivemos momentos pouco familiares. Mas... ai de quem toca na minha família. É a velha moda: casinha de sapé... lá no morro, com dois coqueiros. Família é um sonho gostoso que se tem e que dá dor de cabeça. Quer mais do que Maria e José que viveram? Quanto sobressalto. Parece que eles têm tudo de atrapalhado que passamos. Não tenhamos medo de acabar a família. Quando queremos desfazer, acabamos primeiro. Família não é cultura. É vida. Homilia da Solenidade da Sagrada Família (27.12.20)

EVANGELHO DO DIA 31 DE MAIO

Evangelho segundo São João 3,16-18. 
Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: «Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito, para que todo o homem que acredita nele não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele». Quem acredita nele não é condenado, mas quem não acredita nele já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho Unigénito de Deus». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Gregório de Nazianzo 
(330-390) 
Bispo, doutor da Igreja 
Poemas dogmáticos, secção I, I-II 
Um só Deus, Pai, Filho e Espírito Santo,
envolto em eternidade! 
Há um só Deus, que não tem princípio nem causa, que não pode ser limitado por alguém anterior a Ele ou por um ser que venha depois dele. Um Deus envolto em eternidade, infinito, Pai grandioso de um único Filho que é bom e grande, e que Ele gera sem nenhum elemento carnal, pois é espírito. Deus único e outro, mas não outro na sua divindade, esse é o Verbo de Deus. Ele é a marca do Pai, o Filho único daquele que é sem princípio, o único do único e seu igual. Enquanto este último permanece inteiramente Pai, Ele, o Filho, é o autor e senhor do mundo, a força e o pensamento do Pai. Tremamos diante da grandeza do Espírito que também é Deus e por meio de quem conheci a Deus. Ele é manifestamente Deus e faz nascer Deus neste mundo. Ele é omnipotente, distribui os diversos dons, inspira os cânticos do coro dos bem-aventurados; Ele dá vida aos seres celestes e terrenos, tem o seu trono nas alturas, vem do Pai; Ele é a força divina, age pelo seu próprio movimento, não é Filho porque o Pai excelente tem um único Filho cheio de bondade – mas não está fora da divindade invisível e possui igual glória.

31 de maio - Beato Nicolau Barré

O povo que estava acampado no deserto tinha sede (Ex17,3). O espetáculo do povo espiritualmente sedento estava também sob o olhar de Nicolau Barré, da Ordem dos Mínimos. O seu ministério colocava-o continuamente em contato com pessoas que, vivendo no deserto da ignorância religiosa, corriam o perigo de ir beber na fonte corrompida de algumas ideias do seu tempo. Eis por que ele sentiu o dever de se tornar um mestre espiritual e um educador para todos aqueles que alcançava com a sua ação pastoral. Para ampliar o seu raio de ação, fundou uma nova família religiosa, as Irmãs do Menino Jesus, com a missão de evangelizar e educar a juventude abandonada, a fim de lhe revelar o amor de Deus e comunicar em plenitude a Vida divina, e de contribuir para a edificação das pessoas. O novo Beato não cessou de enraizar a sua missão na contemplação do mistério da Encarnação, pois Deus sacia a sede daqueles que vivem em intimidade com Ele. Mostrou que uma ação feita em nome de Deus não podia deixar de unir a Deus, e que a santificação passa também através do apostolado. Nicolau Barré convida cada um de nós a ter confiança no Espírito Santo, que guia o Seu povo no caminho do abandono a Deus, da abnegação, da humildade, da perseverança mesmo nas provações mais difíceis. Essa atitude abre à alegria da caminhada rumo à experiência da ação poderosa de Deus vivo. 
Papa João Paulo II - Homilia de Beatificação - 07 de março de 1999.

São Félix de Nicósia, religioso capuchinho Festa: 31 de maio

Félix era analfabeto, mas "doutor" em humildade. O frade capuchinho, do século XVIII, era porteiro, sapateiro, enfermeiro em seu convento. Fora, pedia esmola, ensinava o catecismo às crianças. Faleceu em 1787 e foi canonizado em 2005, por Bento XVI. 
(*), 5 de novembro de 1715
(+)Nicósia, 31 de maio de 1787 
São Félix de Nicósia (nascido Giacomo Amoroso), um leigo italiano da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos (1715-1787). Por mais de quarenta anos, serviu como mendicante em um apostolado itinerante. Analfabeto, possuía o conhecimento da caridade e da humildade. 
Martirológio Romano: Em Nicósia, na Sicília, o Beato Felice (Giacomo) Amoroso, um religioso que, após ser rejeitado por dez anos, finalmente ingressou na Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, onde realizou os mais humildes serviços com simplicidade e pureza de coração.

Santa Batista (Camilla) Varano Abadessa Clarissa-Festa: 31 de maio(30 de maio)

(*)Camerino, Macerata, 9 de abril de 1458
(+)31 de maio de 1524 
Camila nasceu em 9 de abril de 1458, em Camerino, filha ilegítima de Giulio Cesare da Varano, senhor de Camerino. Criada e educada na corte do pai, lutou para cumprir o voto que fizera na infância — de derramar uma lágrima todas as sextas-feiras em meditação sobre a Paixão de Jesus — mas conseguiu graças à sua força de vontade. Por volta dos dezoito anos, sentiu-se cada vez mais atraída pela vida religiosa, mas ainda se sentia incapaz de servir a Deus plenamente. Finalmente, em 14 de novembro de 1481, ingressou no mosteiro das Clarissas de Santa Clara (também conhecido como Clarissas) em Urbino, adotando o nome de Irmã Battista.

Santa Petronila Virgem e Mártir Festa: 31 de maio século I

Mesmo sobre Santa Petronila, como sobre muitos santos dos primeiros séculos, apesar de seu culto difundido, temos poucas informações. O que se sabe com certeza é que ela foi sepultada no cemitério de Domitila, perto ou dentro da Basílica subterrânea das catacumbas: fontes arqueológicas indicam a evidência mais antiga em um afresco do século IV, ainda existente em uma cuba atrás da abside da basílica subterrânea, construída pelo Papa Sirício entre 390 e 395, que retrata Veneranda sendo conduzida ao paraíso, de mãos dadas com uma jovem, ao lado da qual está escrito "Petronella Mart(yr)". De acordo com a "Paixão" dos Santos Nereu e Aquiles, composta no século VI, Petronila era filha de São Pedro e morreu de morte natural, portanto não como mártir, como indica o afresco. O corpo de Petronila permaneceu no cemitério de Domitila, em Roma, até 757, quando o Papa Paulo I o transportou, juntamente com o sarcófago que o continha, para a Basílica Vaticana .
Etimologia: Petronilla = de um lugar pedregoso, do latim
Emblema: Chaves, Palma 
Martirológio Romano: Em Roma, no cemitério de Domitila, na Via Ardeatina, Santa Petronila, virgem e mártir.

Visitação da Bem-aventurada Virgem Maria - 31 de maio

     Na Festa da Visitação de Nossa Senhora, o segundo mistério gozoso do Rosário, também a Festa do 'Magnificat', se estende e expande a alegria messiânica da salvação. Maria, Arca da Nova Aliança, é recebida por Isabel como a Mãe do Senhor. A Visitação é o encontro entre a jovem mãe, Maria, a serva do Senhor, e o antigo símbolo de Israel expectante, Isabel. A solicitude amorosa de Maria, com a sua viagem apressada, expressa o ato de caridade. João, que pulou no ventre de sua mãe, já começa sua missão precursora. O calendário litúrgico leva em conta a narrativa do Evangelho que coloca a visitação dentro dos três meses da Anunciação e o nascimento de João Batista. (M. Rom.)

ORAÇÕES - 31 DE MAIO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
31 – Domingo da Santíssima Trindade
Evangelho (Jo 3,16-18) “Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna.”
A criação do universo, as maravilhas que nos cercam, o fervilhar da vida, nossa existência com tantas possibilidades, tudo manifesta o amor de nosso Deus. Ele não se fecha; abre-se, projeta-se, partilha seu ser. E não apenas isso: não nos criou apenas para esta realidade limitada apesar de bela. Criou-nos para nos fazer participantes de sua vida, de sua própria maneira de ser. Deu-nos seu Filho, que veio participar de nossa realidade, para nos fazer participantes de sua vida divina. E não desistiu e não desiste de nós, mesmo quando o abandonamos. Não se conforma quando rejeitamos a vida, mas incansável nos procura para que aceitemos a felicidade que nos oferece, e tenhamos a vida eterna. Não temos desculpa se rejeitamos tanto amor.
Oração
Senhor meu Deus, eu vos adoro e reconheço que em tudo dependo de vós: sou filho de vosso amor e de vossa misericórdia. Tudo recebi e recebo de vós, vivo porque me mantendes na existência, vivo como que mergulhado em vós, envolto em vós, sustentado pelo vosso sopro de vida. Agradeço a vida que me dais. E mais ainda agradeço a vida nova que me ofereceis unindo-me a vosso Filho, Jesus, meu Salvador. Por ele me fazeis viver, conhecer e amar de um modo todo novo, infinitamente acima do que eu poderia fazer apenas como vossa criatura. Não aconteça, Senhor, que tendo sido tão amado e tão privilegiado, eu ainda vos abandone, rejeite a felicidade e a vida para abraçar a morte e a solidão separado de vós. Amém.

sábado, 30 de maio de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - Era uma vez um Menino

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Disse que era berço
 
Curiosamente, a homilia do Natal não “cola”. Não se chega ao conteúdo de um texto que seja interessante. A pregação parece que derrapa na quantidade dos temas. Somos como crianças que olham numa vitrine de brinquedos. Quero todos e, às vezes, não leva nenhum. É bonito o Natal, Ele encanta e basta! “Quando o mistério é muito grande não se ousa desobedecer”. Não sabemos detalhes daquela viagem a Belém. A cidade estava lotada. Ouvimos o evangelista escrever: “Não havia lugar para eles na sala”. As casas tinham uma sala maior, mais bonita, onde se reunia a família para quase tudo. Outros ambientes eram só funcionais, como a gruta que, provavelmente era ou algo natural, ou escavado, onde se guardavam coisas como cereais e os poucos animais. Só sobrou ali para eles. Pode ser que houvesse mais gente. Ali... os humildes viajantes se recostaram e chegou a hora do parto. Como foi, não é caso, mas precisava um lugar para por o Menino. Falamos manjedoura, lugar do animal comer. Era cocho mesmo. Em meio a outros lugares, aquele era o bom. Não era uma gruta fria, pois havia animais que transmitiam o calor. O berço podia ser de ouro ou madeira. O que acolhe é o amor. Simples como eram, o simples lhes era o suficiente. Ali...Meu Deus! Como podia ser assim? Séculos de esperança se resolvem naquele coxo. Sem palavras... sem questões. Ali estava Ele. O Esperado das nações. Quem sabe essa seja a melhor maneira de compreender a realização das promessas. Quando um cocho vira berço, o coração pequeno vira trono do Senhor que nasce. 
Como o sol 
Já imaginaram um Natal no escuro? O que vemos é a quantidade de lampadinhas piscando para todo lado. Há muita luz nessa noite. Os pastores dos campos de Belém estão guardando seus rebanhos. “O anjo do Senhor apareceu-lhes e a glória do Senhor os envolveu com sua luz... Diz: ‘Eis que eu vos anuncio uma grande alegria, que será para todo o povo’” (Lc 2,9-10). O anúncio do nascimento se deu em grande luz. É aquela pequena chama que brilha no interior de uma “gruta”. São Leão Magno, Papa (440-461), escreveu os textos da liturgia da noite de Natal. Ele estava iluminado, pois colocou luz abundante em todo o texto: “Ó Deus que fizestes resplandecer esta noite santa com a claridade da verdadeira luz, concedei que, tendo vislumbrado na terra este mistério, possamos gozar no céu de sua plenitude” (Oração). O profeta diz: “O povo, que andava na escuridão, viu uma grande luz; para os que habitavam nas sombras da morte, uma luz resplandeceu” (Is. 9,1). Luz unida à alegria. Os anjos dizem: “Eis que vos anuncio uma grande alegria”. O profeta Isaias comenta: “Fizestes crescer a alegria e aumentastes a felicidade” (id 2). O sol que é luz, é símbolo da luz que é sol para o mundo. Aquele presépio abre a felicidade.
Mordiscavam 
Tanta luz num Pequenino envolto em faixas e deitado num cocho. Certo que tudo era tão normal. Os pastores, acolhendo o anúncio do Anjo, são os primeiros a ver o Menino. Os que não eram vistos, veem por primeiro. S. Afonso, apaixonado pelo amor que ilumina o presépio, diz que os pastores chegam tímidos e vão se aproximando para ver o Menino. E Maria O dá para eles segurarem. Virou festa. Beijam, mordiscam suas gordurinhas e O acariciam. É um Deus que não teme o calor humano. É o Deus que nos faz falta na Igreja, nas comunidades... o calor humano que é o melhor modo de manifestar o amor Divino. Fazemos um protesto: “Tiraram a carne de nosso Deus”. Ele passou por tudo que é nosso. E por isso nos entende e ama de um jeito gostoso.
ARTIGO PUBLICADO EM DEZEMBRO DE 2020

EVANGELHO DO DIA 30 DE MAIO

Evangelho segundo São Marcos 11,27-33. 
Naquele tempo, Jesus e os discípulos foram de novo a Jerusalém. Quando Ele andava no Templo, aproximaram-se os príncipes dos sacerdotes, os escribas e os anciãos, que Lhe perguntaram: «Com que autoridade fazes isto? Quem Te deu autoridade para o fazeres?» Jesus respondeu: «Vou fazer-vos só uma pergunta. Respondei-Me e Eu vos direi com que autoridade faço isto. O batismo de João era do Céu ou dos homens? Respondei-Me». Eles começaram a discorrer, dizendo entre si: «Se dissermos: "É do Céu", Ele dirá: "Então porque não acreditastes nele?" Vamos dizer-Lhe que é dos homens?». Mas eles temiam a multidão, pois todos pensavam que João era realmente um profeta. Então responderam: «Não sabemos». Disse-lhes Jesus: «Também Eu não vos digo com que autoridade faço isto». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santo Atanásio 
(295-373) 
Bispo de Alexandria, 
doutor da Igreja 
Discurso contra os Arianos, 2, 78-79 
«Quem Te deu autoridade
 para o fazeres?» 
A Sabedoria pessoal de Deus, o seu único Filho, criou e realizou todas as coisas. Com efeito, diz o salmo: «Tudo fizestes com sabedoria» (104,24). Tal como o nosso discurso humano é imagem da Palavra, que é o Filho de Deus (cf Jo 1,1), assim também a nossa sabedoria é imagem deste Verbo, que é a Sabedoria em pessoa. Porque temos nela a capacidade de conhecer e de pensar, somos capazes de receber a Sabedoria criadora, por meio da qual podemos conhecer o Pai: «Quem confessa o Filho reconhece também o Pai» (1Jo 2,23), e ainda: «Quem Me recebe, recebe Aquele que Me enviou» (Mt 10,40). «Uma vez que o mundo, por meio da sua sabedoria, não reconheceu a Deus na sabedoria divina, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da mensagem que pregamos» (1Cor 1,21). Ora, Deus já não quer ser conhecido, como nos tempos antigos, por meio de imagens e sombras da Sabedoria, mas quis que a verdadeira Sabedoria em pessoa adotasse carne, Se tornasse homem e sofresse a morte de cruz, para que, no futuro, todos os crentes possam ser salvos pela fé nesta Sabedoria encarnada. É ela, portanto, a Sabedoria de Deus. Anteriormente, era conhecida pela sua imagem nas coisas criadas, dando assim a conhecer o Pai; mas depois tornou-Se carne, como diz São João (cf 1,14), esta Sabedoria que é o Verbo. E, após ter «destruído a morte» (1Cor 15,26) e salvado a humanidade, manifestou-Se a Si mesma de forma mais clara e, por Si, manifestou o Pai; razão pela qual pôde dizer: «Que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e Aquele que enviaste, Jesus Cristo» (Jo 17,3). Toda a Terra ficou cheia do seu conhecimento, porque só há um conhecimento: o do Pai por meio do Filho, e o do Filho a partir do Pai. O Pai põe a sua alegria nele, e o Filho regozija-Se com a mesma alegria no Pai, como está dito: «Eu estava a seu lado como arquiteto, cheia de júbilo, dia após dia, deleitando-me continuamente na sua presença» (Prov 8,30).

Beato Carlos Liviero

Deus manifestou-se também a nós, nos nossos tempos, e transmitiu aqui o seu Espírito porque os seus Apóstolos nos tinham anunciado, nas nossas casas, naquela sucessão viva e ininterrupta que desde o cenáculo de Jerusalém alcançou este povo que Deus amou com o coração daquele pastor santo que agora com alegria inefável a Igreja nos convida a chamar Beato: é Carlos Liviero! Amigo de Deus e Profeta: são estas as características da fisionomia do Beato Carlos, bispo desta amada diocese, que surpreendem particularmente. Amigo de Deus: o que são os santos senão os amigos de Deus? São amigos porque o conhecem, amam, encontram, seguem, partilham com Ele alegrias e esperanças. A amizade requer reciprocidade e resposta: tudo isto Carlos Liviero viveu em relação ao seu Deus com experiência absoluta e comprometedora de comunhão e de amor, daquele amor a que o Evangelho desta solene celebração exorta: "Se alguém me tem amor, há de guardar a minha palavra; e o meu Pai o amará, e nós viremos a ele e nele faremos morada" (Jo 14,23).