segunda-feira, 19 de outubro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - IRMÃO MÁXIMO (RAFAEL) PEREA PINEDO

QUERIA SER PADRE. FICOU IRMÃO COADJUTOR 
Eis aqui outra história de vocação sacerdotal frustrada, embora não tão dolorosa quanto a do irmão Aniceto. Irmão Máximo – nome de religioso, pois na pia batismal recebeu o nome de Rafael – nasceu aos 24 de outubro de 1903, num lugarejo que nem escola tinha, chamado Múrita, na província de Burgos. Seus pais, Sandallo e Saturnina, cristãos fervorosos, deram-lhe piedosa formação religiosa. Desde cedo, Rafael ajudava à missa. Dos nove aos doze anos, morou com seus tios em outro povoado para poder ir à escola. Como no seu povoado, também ali era sempre ele o coroinha, a ninguém cedia o posto. Tempos depois de retornar a Múrita, dois missionários Redentoristas pregaram missão em um povoado vizinho. Padre Aniceto, bom caçador de vocações, convidou-o a ir com eles. Jogou como isca o fato de Rafael já ter no seminário um irmão, Eduardo, e um primo, Daniel.

EVANGELHO DO DIA 19 DE OUTUBRO

Evangelho segundo São Lucas 12,13-21. 
Naquele tempo, alguém, do meio da multidão, disse a Jesus: «Mestre, diz a meu irmão que reparta a herança comigo». Jesus respondeu-lhe: «Amigo, quem Me fez juiz ou árbitro das vossas partilhas?». Depois disse aos presentes: «Vede bem, guardai-vos de toda a avareza: a vida de uma pessoa não depende da abundância dos seus bens». E disse-lhes esta parábola: «O campo dum homem rico tinha produzido excelente colheita. Ele pensou consigo: "Que hei de fazer, pois não tenho onde guardar a minha colheita? Vou fazer assim: deitarei abaixo os meus celeiros para construir outros maiores, onde guardarei todo o meu trigo e os meus bens. Então poderei dizer a mim mesmo: minha alma, tens muitos bens em depósito para longos anos; descansa, come, bebe, regala-te". Mas Deus respondeu-lhe: "Insensato! Esta noite terás de entregar a tua alma. O que preparaste, para quem será?" Assim acontece a quem acumula para si, em vez de se tornar rico aos olhos de Deus». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Hildegard de Bingen 
(1098-1179) 
Abadessa beneditina e 
doutora da Igreja 
Livro das obras divinas, cap. 6 
Satisfaço-me com os bens de Deus, 
porque ponho a minha confiança nele 
[Santa Hildegarda apresenta uma visão 
em que o vício e a virtude dialogam entre si:] 
– Avareza: «Eu não sou parvo. Apodero-me de tudo, junto tudo dentro de mim, e quanto mais junto, mais tenho. Prefiro ter tudo aquilo de que preciso do que andar a pedir aos outros. Não está mal apoderarmo-nos do que foi acumulado por quem tem mais do que o necessário. Quando tiver tudo o que quero, já não me preocuparei em pedir coisas aos outros. E, quando me vir na posse de tudo o que desejei, estarei repleta de tudo o que amo. Então, não temerei ninguém e viverei feliz; não terei necessidade de pedir esmola. Há na minha dureza um saber astucioso: reivindico tudo para mim e ninguém pode enganar-me. Que risco corro, pois, perante as ameaças? Ninguém pode prejudicar-me. Não sou ladra nem salteadora, mas conquisto tudo o que desejo com a minha habilidade». – Contentamento puro: «Astúcia do inimigo! Rápida como um lobo na pilhagem, devoras como um abutre! Vives na dureza e esqueces Deus em todas as coisas, porque não confias nele. És dura, severa e impiedosa; não desejas o sucesso dos outros. Alimentas-te daquilo que pertence aos outros, pois nada te basta. Eu, pelo contrário, contento-me com as bênçãos de Deus e regozijo-me porque nele deposito a minha confiança. Abraço o Sol, pois é a minha alegria, a Lua, que amo, e o que eles fazem crescer me basta; porque haveria de desejar mais do que aquilo de que necessito? Sinto compaixão por todos, sou amável e útil a todos. Participo no banquete do rei, pois sou filho do rei».

Beato Timóteo Giaccardo presbítero, +1948

Em maio de 1908, José, nascido em Narzole, na província de Cuneo, em Itália, encontrou o futuro fundador da Família Paulina, padre Tiago Alberione, que, ao reconhecer nele dons de natureza e de graça, encaminhou-o para o sacerdócio no seminário de Alba. O padre Alberione, captando os “sinais dos tempos”, em 1914 fundou a congregação religiosa da Sociedade de São Paulo, depois o ramo feminino das filhas de são Paulo, para difundir a mensagem evangélica através dos meios de comunicação social. Em 1917, José Giaccardo ingressou na congregação paulina e tornou-se colaborador fidelíssimo do fundador. Ordenado sacerdote em 1919, viveu o espírito do Evangelho e o ensinamento de são Paulo com profunda e progressiva interioridade, desdobrando-se pelas congregações paulinas, em particular a terceira, nascida em 1924, as irmãs pias discípulas do Divino Mestre cujo reconhecimento jurídico teve um caminho difícil.

19 de outubro - Beato Jerzy Popieluszko

“Rezemos para que fiquemos livres do medo e da intimidação, mas principalmente do desejo de vingança e violência.” 
Pe. Popieluszko 
Em Varsóvia, capital da Polônia, foi beatificado no dia 6 de junho de 2010 aquele que é considerado um dos mártires do movimento pela democratização da Polônia, o sacerdote Jerzy Popieluszko, morto pelo governo comunista em 1984, foi alguém que “somente com as armas espirituais da verdade, da justiça e da caridade, procurou reivindicar a liberdade de consciência dos cidadãos e dos sacerdotes”, disse o prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, Dom Angelo Amato, que presidiu a Celebração. Padre Jerzy, “desde o início do seu serviço sacerdotal, com zelo pastoral e natural bondade atraía os fiéis a Cristo”, e “tinha a capacidade de unir as pessoas provenientes de diversos ambientes e grupos sociais já que por qualquer um nutria um profundo respeito”, disse o Arcebispo de Varsóvia, Dom Kazimierz Nycz.

Carta de Zélia a Luís

“Meu querido Luís, 
Chegamos ontem às quatro e meia da tarde. O meu irmão, que estava na estação à nossa espera, ficou radiante quando nos viu. Ele e a mulher fazem o quanto podem para nos arranjar distrações. Hoje, domingo, há uma bela recepção aqui em casa, à noite, em nossa homenagem. Amanhã, segunda-feira, haverá um grande banquete na casa da senhora Maudelond e, possivelmente, um passeio de carro à casa de campo da senhora Fournet. As pequenas andam encantadas. Se o tempo estivesse bom, seria para elas o auge da felicidade. Mas eu sou mais custosa de desarmar. Nada disso me interessa!

Santa Cleópatra, viúva – 19 de outubro

O nome deriva do grego Κλεοπατρα (Kleopatra), composto da κλεος (kleos) "glória", e πατρος (patros) "do pai": portanto o significado é “glória do pai". Este nome deve sua popularidade a Cleópatra VII, a rainha do Egito amante de Júlio Cesar e depois de Marco Antônio. O Martirológio Romano na sua última edição não menciona santa ou beata com este nome, porém o nome está presente na tradição da Igreja e a Bibliotheca Sanctorum contém duas santas com este nome. Uma, dita “viúva, é recordada no dia 19 de outubro; uma segunda, dita “de Tessalonica” nos Martirológios bizantinos é recordada em 1º de setembro. A Santa Cleópatra viúva egípcia é ligada ao culto do mártir São Varo. Ela e seu filho São João vieram da aldeia de Edras, atual Daraa, Síria, e foram contemporâneos do mártir São Varo No tempo de Maximiano Valério (250-310), imperador, o soldado Varo se interessou pela sorte de alguns eremitas do Egito que haviam sido aprisionados em decorrência da perseguição contra os cristãos.

Beata Sancha de Aragão, Virgem mercedária - 19 de outubro

Filha do Beato Jaime 1°, Rei de Aragão e cofundador da Ordem dos Mercedários, Sancha nasceu em Barcelona 
por volta do ano 1242.

     A jovem princesa teve uma educação muito católica, que bem cedo a inspirou a abandonar o palácio real e as delícias deste mundo para o bem da Ordem das Mercês. Desejou ir à Terra Santa para visitar os lugares onde vivera Nosso Senhor, e percorrendo aquelas estradas de cidade em cidade, chegou a Jerusalém. Ali, levada por uma fé profunda, se colocou ao serviço do Hospital socorrendo os peregrinos pobres e necessitado. Modelo de várias virtudes e famosa por milagres que propiciou, faleceu no dia 19 de outubro de 1262, na jovem idade de 20 anos. Foi sepultada em Jerusalém próximo da Basílica do Santo Sepulcro. A Ordem a festeja no dia 19 de outubro.

Beata Inês de Jesus de Langeac, Dominicana - 19 de outubro

Inês de Jesus Galand nasceu em 17 de novembro de 1602 e teve uma vida curta, faleceu em 19 de outubro de 1634. Em Le Puy-en-Velay, França, seu pai, Pedro Galand, tinha uma pequena loja de facas; sua mãe chamava-se Guilhermina Massiote. Puy, desde a Idade Média, era um centro de peregrinações marianas entre as principais da França. Por isso Inês cresceu educada na oração. Desde o século XIII os religiosos dominicanos estavam presentes em Puy. A igreja de seu convento, São Tiago, ficava próxima da residência de Inês. Ela ia frequentemente rezar ali e encontrava os religiosos. Um deles, o Padre Panassière, tornou-se seu diretor espiritual. Aos sete anos Inês se consagrou a Maria Santíssima como escrava de amor. Aos nove anos começou a recitar o Ofício diariamente em honra ao Espírito Santo.

Santa Fridesvida de Oxford, Abadessa – 19 de outubro

Esta santa, também conhecida como Frithuswith, nasceu no Reino da Mércia, tradicionalmente em Oxford, mas talvez em Didcot. Era de nobre nascimento, nobreza de raça bem como de sentimentos: o pai dela, Dida de Eynsham, pequeno rei de uma região, que contribuiu muito para a expansão do monasticismo em seu reino construindo muitas igrejas de abadias. De acordo com sua esposa, Safrida, ele deixou a pequena aos cuidados de uma mulher santa chamado Aelfgith que cresceu com o lema "O que não é Deus não é nada", inclinando-a assim firmemente à vida espiritual. O pai mandou construir uma igreja para ela com um mosteiro adjacente onde a santa tomou o véu com 12 companheiras; em torno da abadia surgiu um conglomerado urbano e nela a Santa se retirou, levando uma vida de caridade e de amor pela reclusão. A história diz que o Conde de Leicester, Ælfgar se apaixonou por ela, por sua beleza, mas também visando sua riqueza, desejou casar-se com ela, mas tendo sido rejeitado, planejou sequestrá-la.

Santa Laura de Córdoba, Abadessa e Mártir - 19 de outubro

Laura pertencia a uma nobre família e era casada com um importante funcionário do emirado independente Cordobés. Ao enviuvar após seis de casamento, entrou no Mosteiro de Santa Maria de Cuteclara (¹), vizinho de Córdoba, chegando inclusive a ser abadessa em 856, sucedendo Santa Áurea, permanecendo no cargo por nove anos. Quando desatou uma perseguição muçulmana contra os cristãos, Laura proclamou publicamente sua Fé católica e o emir Muhammad I mandou prendê-la e açoitar. Ao verem que ela não renegava o Cristianismo, foi levada perante o tribunal islâmico, foi processada e condenada a morrer em um banho de óleo fervente. Depois de três horas de atrozes sofrimentos, entregou sua alma a Deus, no dia 19 de outubro de 864. Um antigo autor nos assegura que durante as três horas ela cantou louvores ao Senhor.

Frutuoso de Braga Bispo de Dume e de Braga, Santo († 665)

Foi padre no monasticismo hispânico,
viajante infatigável, fundador
de inúmeros mosteiros, 
bispo de Dume e de Braga.
Quase uns 90 anos depois de S. Martinho de Dume falecer, é S. Frutuoso que vem presidir na Sé de Braga, depois de, também como ele, ter estacionado na de Dume. E, como aquele, também Frutuoso procede de além-fronteiras, este último da diocese de Astorga. Tomou posse de Braga em 656. A vida monástica gozava então de honra e estima, como o refúgio ou terra privilegiada da virtude e cultivo da ciência, primariamente da ciência e cultura sagradas. Por isso, S. Frutuoso surge como o assíduo e incansável cultor do monaquismo e fundador de uns dez mosteiros.

Pedro de Alcântara Religioso, Presbítero, Santo 1499-1562

Chamava-se Juan de Sanabria e nasceu em Alcántara (Espanha) em 1499. Juan estudou gramática na sua cidade natal. Depois, de 1511 a 1515, estudou artes liberais, filosofia e direito canónico em Salamanca. Em 1515 ingressou nos franciscanos e fez o noviciado no convento de S. Francisco de los Majarretes (Cáceres). Quando professou, mudou o nome de Juan para Pedro. Recibeu o subdiaconado ee 1522, o diaconado em 1523 e o sacerdócio em 1524. Não é fácil seguir as suas deslocações pelos conventos dos franciscanos descalços. Embora de alma contemplativa, viajou tanto como Santa Teresa de Ávila. Ocupou cargos importantes na sua província e é considerado o fundador de três conventos: Villanueva del Fresno em 1538, Tabladilla e Valverde de Leganés em 1540.

João de Brébeuf Sacerdote jesuíta, Mártir, Santo 1593-1649

Uma vida de evangelização 
coroada por um glorioso martírio. 
Exemplo para os católicos
 de todos os tempos. 
É bem conhecida de nossos leitores, portugueses e brasileiros, a epopeia evangelizadora dos jesuítas no Brasil, sobretudo a de Nóbrega e Anchieta. Nem todos, porém, têm ideia da amplidão da obra missionária levada a cabo pela Companhia de Jesus nos cinco continentes. A bem dizer, não há no mundo mar, deserto ou floresta por onde não tenham se embrenhado alegre e incansavelmente os filhos de Santo Inácio de Loyola, à procura de almas para salvar. 

Paulo da Cruz presbítero, penitente, santo +1775

Fundador da Congregação dos Passionistas.
Paulo Francisco Danei, italiano do Piemonte, nascido em 1694, é o fundador da Congregação dos Clérigos Descalços da Santa Cruz e da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Um título tão longo foi imediatamente simplificado pelo povo cristão, que resumiu no nome "passionistas" o carácter e a própria essência da nova instituição, cujos membros vivem, meditam e pregam a Paixão do Senhor. Paulo Francisco Danei, com a idade de dezanove anos, ouvindo um sermão sobre a Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, decidiu colocar-se ao seu serviço e pensou em executar imediatamente o seu programa, alistando-se como voluntário no exército que os venezianos estavam montando para uma expedição contra os turcos.

ORAÇÕES - 19 DE OUTUBRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
19 – Segunda – Santos: Paulo da Cruz, Pedro de Alcântara.
Evangelho (Lc 12,13-21) “Alguém disse a Jesus: – Mestre, dize ao meu irmão que reparta a herança comigo. Ele respondeu: – Quem me encarregou de julgar ou dividir vossos bens?”
Dizem que os rabinos às vezes decidiam essas questões entre as pessoas. Jesus, porém, recusou-se a ser mais do que o anunciador do Reino de Deus. É bom não misturar os diversos campos de nossa atividade, nem assumir responsabilidades demais. Principalmente devemos tomar cuidado com tudo quanto possa impedir ou atrapalhar nossa atividade de anúncio e evangelização.
Oração
Senhor Jesus, tenho procurado anunciar vossa mensagem e fazer que se ponham em prática vossas propostas de vida. Tenho ao mesmo tempo minhas responsabilidades profissionais, que também fazem parte de minha missão como discípulo vosso. Dai-me a sabedoria para me organizar e não assumir mais compromissos do que posso. E que em tudo eu procure apenas servir. Amém

domingo, 18 de outubro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - Vocação ao amor.

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
No Ano Vocacional temos refletido sobre os mais diversos aspectos da vocação. 
Hoje refletimos sobre a VOCAÇÃO RELIGIOSA.
A partir do Batismo temos sempre diante dos olhos o grande apelo de Deus a uma grandíssima vocação: o amor. No amor nós nos definimos sobre nosso lugar na Igreja. Como cristãos somos vocacionados ao amor. Nosso lugar na Igreja responde à pergunta? Onde posso amar mais e melhor? Sem esta pergunta somos profissionais e não vocacionados. E para responder ao onde vamos amar, temos que olhar para onde olha Jesus. Como Ele, temos diante dos olhos a imensidão dos sofredores. Por isso Ele dizia: “Tenho compaixão deste povo”. A vocação religiosa responder a esta compaixão. Viver como Jesus vivia. Jesus não impõe o modo de segui-lo, mas pede o amor. Os religiosos têm um modo particular de ouvir seu chamado que se caracteriza em segui-lo como Ele viveu. Um casado segue Jesus perfeitamente, mas no casamento. Mas Jesus não foi casado. Alguns recebem o convite de viver como Ele viveu: celibatário, sem bens e na obediência ao Pai. E, para viver este modo tão particular, reúnem-se em comunidade. “Todos tinham um só coração e uma só alma. “”Tinham tudo em comum”. O Papa João II, no documento sobre a Vida Consagrada (n. 22), afirma que a vida religiosa é um vivo memorial do ser e do agir do Cristo vivendo o modo que escolheu para viver. Ela torna presente o amor de Jesus pelos pobres e humilhados. Deus chama os religiosos para amar os que Jesus amava. Quando falamos de vocação religiosa, pensamos nos conventos. Jesus pensava nos sofredores, pobres, humilhados e abandonados. Todos os fundadores procuraram ajudar infelizes. O carisma dado a uma congregação é uma espiritualidade e uma obra pelos necessitados que sustenta esta espiritualidade e dá garantia de fidelidade ao projeto do Espírito Santo. Para realizar este carisma, os religiosos professam a pessoa de Jesus, quer dizer, identificam-se com Ele na sua pessoa e na sua missão. Unidos a Ele, amamos aqueles que ele amava. Seguir Jesus casto, pobre e obediente. O convite que Jesus nos faz de continuá-lo presente no mundo tem um modo: viver do jeito que vivia. Ser celibatário (solteiro) pelo Reino de Deus é dedicar nossa capacidade de amar e ser amado àqueles que nos foram confiados. Ser pobre como Jesus, é não ter nada. Ser pobre, e ter somente o necessário, é estar livre e desimpedido para dedicar-se à missão que nos confiou. Ser obediente como Ele, é colocar nossas energias e vontade a serviço da missão, unindo nossas forças na fraternidade. Unidos numa comunidade, vivemos a presença de Jesus em nosso meio e transformamos nossa vida de fraternidade no primeiro testemunho do evangelho. Neste caminho fazemos nossa trajetória de santidade e damos o testemunho pela vida e pelas obras que realizamos. Claro que nem sempre fazemos o que devíamos. Neste caso perdemos nossa força de evangelização. Pedimos a todos os fiéis que sejam nossos irmãos e nos corrijam quando nos afastamos de nossa missão. Certamente nosso testemunho, às vezes não é entendido, Mas pedimos perdão quando falhamos. Cremos que Jesus nos pode levar a ser sempre mais seus sinais e testemunhas no mundo de hoje. https://padreluizcarlos.wordpress.com/

EVANGELHO DO DIA 18 DE OUTUBRO

Evangelho segundo São Mateus 22,15-21. 
Naquele tempo, os fariseus reuniram-se para deliberar sobre a maneira de surpreender Jesus no que dissesse. Enviaram-Lhe alguns dos seus discípulos, juntamente com os herodianos, e disseram-Lhe: «Mestre, sabemos que és sincero e que ensinas, segundo a verdade, o caminho de Deus, sem Te deixares influenciar por ninguém, pois não fazes aceção de pessoas. Diz-nos o teu parecer: É lícito ou não pagar tributo a César?». Jesus, conhecendo a sua malícia, respondeu: «Porque Me tentais, hipócritas? Mostrai-Me a moeda do tributo». Eles apresentaram-Lhe um denário, e Jesus perguntou: «De quem é esta imagem e esta inscrição?». Eles responderam: «De César». Disse-lhes Jesus: «Então, dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus».
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Catarina de Sena 
(1347-1380) 
Terceira dominicana, 
doutora da Igreja, 
copadroeira da Europa 
Diálogos, cap. 13 
«De quem é esta imagem?» 
Fazendo-Se homem, Deus restaura em nós a imagem da Trindade Amor eterno, peço-To em graça, tem misericórdia do teu povo, em nome da caridade eterna que Te levou a criar o homem à tua imagem e semelhança (cf Gn 1,26). Só o fizeste, ó Trindade eterna, porque querias levar o homem a participar de Ti. Foi por isso que lhe deste a memória, para que se lembre das tuas mercês e possa assim participar do teu poder, ó Pai eterno; foi por isso que lhe deste a inteligência, para que possa compreender a tua bondade e assim participar da sabedoria do teu Filho único; foi por isso que lhe deste a vontade, para que possa amar o que vê e o que conhece da tua verdade e assim participe no amor do teu Espírito Santo. O que Te levou a dar tão grande dignidade ao homem? O amor inesgotável com que olhas a tua criatura em Ti mesmo. [Mas,] por causa do pecado, ela perdeu a sua dignidade. Então Tu, levado por esse mesmo fogo com que nos criaste, deste-nos o Verbo, o teu Filho único. Ele cumpriu a tua vontade, Pai eterno, quando O revestiste da nossa humanidade, à imagem e semelhança da nossa natureza. Ó abismo de caridade! Que coração poderá deixar de ceder ao teu amor, vendo o Altíssimo juntar-Se à baixeza da nossa humanidade? Nós somos a tua imagem, e tu és a nossa, pela união que consumaste no homem, ocultando a tua divindade no barro de Adão (cf Gn 2,7). O que Te levou a fazê-lo? O amor! Tu, que és Deus, fizeste-Te homem, e o homem tornou-se Deus. Rogo-Te, por esse amor inefável, que tenhas misericórdia das tuas criaturas.

Beata Margarida Tornielli de Novara, Clarissa – 18 de outubro

Margarida, nascida em Novara, consagrou-se ao Senhor na ordem das Clarissas no mosteiro local das Filhas de Santa Clara. Brilhou na vida religiosa por sua perfeição, ganhando o título de beata; é lembrada em 18 de outubro. A Beata Margarida Tornielli de Novara é uma Clarissa que viveu no século XV. Sabemos apenas que era de Novara e que havia entrado no mosteiro local de Santa Clara. O mosteiro foi construído por volta de 1460 pela Beata Concórdia Tornielli, sua irmã, que se retirou com suas irmãs Lucida e Margarida. O mosteiro, após vários eventos, e depois de também receber as freiras de Santa Inês, sofreu o destino de muitos outros conventos e foi suprimido em 1810.

Lucas Evangelista, Santo-Século I

São Lucas nasceu, provavelmente, em Antioquia da Síria. Foi amigo e companheiro de São Paulo, apóstolo, na tarefa da propagação do Evangelho de Jesus Cristo. Toda a sua ciência médica e literária colocou à disposição do grande apóstolo. Entregou-lhe a sua pessoa e seguiu-o por toda a parte. Pertencente a uma família pagã, Lucas converteu-se ao cristianismo. Segundo São Paulo, era médico: “Saúdam-vos, Lucas, o médico amado e Demas" (Colossenses 4,14).

Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Shoenstatt - 18 de outubro

Na Capelinha de São Miguel, no vale de Schoenstatt, em Valendar junto ao Reno, a 18 de Outubro de 1914, o Padre José Kentenich fez uma conferência à Congregação Mariana do Seminário de Schoenstatt, em que revelou uma “secreta ideia predilecta”. A “ideia predilecta”, que ele considerou “quase demasiado ousada para o público, mas não demasiado audaz” para a pequena comunidade da Congregação, era na sua essência a seguinte: “Não seria possível que a Capelinha da nossa Congregação chegue a ser ao mesmo tempo o nosso Tabor, onde se manifeste a glória de Maria? Acção apostólica maior não poderia sem dúvida realizar, nem aos nossos vindouros, herança mais preciosa legar, do que mover Nossa Senhora e Soberana a estabelecer aqui dum modo especial o seu trono, para distribuir os seus tesouros e operar milagres de graça”. Com estas palavras o Padre Kentenich apresentou aos jovens membros da Congregação o programa de oração e sacrifício “para fazer suave violência” à Mãe de Deus, a fim de que Ela se digne eleger a Capelinha de São Miguel como seu lugar de graças, origem e centro de um Movimento de Renovação e de Educação religioso-moral. Como chegou o Padre Kentenich a esta ideia?