terça-feira, 9 de junho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - Das cinzas à Ressurreição

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
A caminho da Páscoa 
Cada ano a comunidade se reúne para dar início à caminhada para a Páscoa. Não nos cansamos de buscar o Senhor onde Ele se deixa encontrar. É em seu mistério pascal que podemos realizar nosso caminho de salvação. A celebração da Quaresma era muito discreta nos 300 primeiros anos da Igreja. Havia somente um jejum para a comunidade. Depois a Igreja começou a sentir a necessidade de um tempo maior. Pelos fins do século IV temos a instituição dos quarenta dias de jejum. Como não se jejua no domingo, a Quaresma se inicia na Quarta-feira de Cinzas. Note-se que são mais de 40 dias. Temos também a exigência do catecumenato a ser feito nesse tempo, com ritos próprios. Com o desconhecimento da liturgia, perdeu-se muito de seu sentido e se tornou devocional. A riqueza da Quaresma tira sua força e beleza em sua finalidade que é a celebração da Páscoa, na Vigília Pascal. Nela celebramos a Ressurreição no Batismo e na celebração da Eucaristia. A teologia, isto é, seus ensinamentos, devem ser encontrados nos textos das leituras e das orações do período. Temos a Campanha da Fraternidade que escolhe uma temática que tem um aspecto pascal. São orações e a dimensão da fraternidade está bem presente nas três dimensões do evangelho: oração, esmola e jejum. Esses três elementos atingem o ser humano em sua dimensão pessoal, espiritual e comunitária. O homem se prepara para que o Homem Novo, Jesus Cristo, possa renovar todo homem. 
Começando a Quaresma 
Ao iniciar a Quaresma podemos acolher o ensinamento da Igreja referente a esse momento: Diz a liturgia da Igreja: “O tempo da Quaresma visa preparar a celebração da Páscoa; a liturgia quaresmal, com efeito, dispõe para a celebração do mistério pascal tanto os catecúmenos, pelos diversos graus de iniciação cristã, como os fiéis pela comemoração do batismo e pela penitência” (Missal Romano e SC 109). São três finalidades: a preparação dos catecúmenos, a comemoração do próprio batismo e a dimensão penitencial. É tempo de uma conversão maior à vida cristã, e à vida da comunidade eclesial. O rito das cinzas, que tomou um aspecto devocional e, até supersticioso, desviou o sentido da celebração quaresmal. Podemos retomar o sentido oracional: tempo de mais oração, sobretudo na leitura da Palavra de Deus referente a esse tempo. É um tempo rico de leitura da Palavra escolhida para as celebrações. É tempo de jejum. Não somente deixar de comer, mas despojar-se de si mesmo para a abertura ao próximo. O jejum deve se estender às outras dimensões do ser humano. É bom retirar aquilo que impede o Mistério de Cristo penetrar nossa vida. A esmola é o fruto da oração e do jejum: com esse se pode conhecer a necessidade do homem e assumir como missão a redenção em todas as suas dimensões. 
O grito do homem 
É necessário profundo conhecimento do ser humano redimido por Cristo para poder compreender o mistério da Redenção. Cristo o redime em sua carência de Deus devido ao pecado, quer dizer, a separação de Deus. Cristo vem reatar esses laços e nos dar a possibilidade de nos unir com Deus em comunhão de vida com os irmãos. Foi para isso que realizou o Mistério Pascal. Podemos participar desse dom a partir de nossa conversão e mantê-la em contínuo crescimento. Por isso podemos dizer que Deus ouviu o grito do homem na sua miséria e continua a ouvi-lo em seus contínuos desvarios. Até o universo geme em dores de parto, na esperança de entrar na liberdade dos filhos de Deus (Rm 8,22.21).
ARTIGO PUBLICADO EM FEVEREIRO DE 2021

EVANGELHO DO DIA 09 DE JUNHO

Evangelho segundo São Mateus 5,13-16. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Vós sois o sal da Terra. Mas se ele perder a força, com que há de salgar-se? Não serve para nada, senão para ser lançado fora e pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte; nem se acende uma lâmpada para a colocar debaixo do alqueire, mas sobre o candelabro, onde brilha para todos os que estão em casa. Assim deve brilhar a vossa luz diante dos homens, para que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem o vosso Pai que está nos Céus». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Hildegard de Bingen 
(1098-1179) 
Abadessa beneditina e 
doutora da Igreja 
O Livro das Obras Divinas, cap. 6 
A alma penetrada pela luz 
tal como o mundo é iluminado pelo Sol 
Os elementos do homem são todos distintos e seguem uma ordem determinada. A alma aparece como um fogo e, dentro dela, a razão é como uma luz. A alma é penetrada pela luz da razão tal como o mundo é iluminado pelo Sol; deste modo, pode prever e compreender, através da razão, todas as obras do homem. Quando é obscurecido por uma nuvem negra, escondido pelos relâmpagos, os trovões e as chuvas torrenciais, o Sol deixa de se ver; quando estes cessam, volta a irradiar a sua luz. O mesmo acontece com a alma do homem: quando está oprimida pelo corpo, age segundo os desejos da carne, e a luz interior da razão obscurece-se; pois a ira é como o relâmpago, a ganância como o trovão, e os desejos ilícitos da carne como chuvas torrenciais. Quando a penitência a purifica das suas aflições, brilha de novo na clareza da verdadeira luz, iluminada pela esperança da libertação e da salvação. A alma exala então a razão, tal como o fogo do Sol lança os seus raios e, através dela, discerne aquilo que é celeste e aquilo que é terreno. A alma do homem é fortalecida pelo fogo do Sol do Espírito Santo para realizar o bem, mas o frio da preguiça e da negligência enfraquecem-na. O fogo da perseverança e da contrição, combinando-se, fazem que o homem dê bons frutos, confortando-o e adornando-o em tudo o que é útil, para que nada o separe do serviço e do amor de Deus.

São Ricardo de Andria Bispo Festa: 9 de junho Século XII

Foi bispo de Andria durante o domínio normando. Presume-se que sua formação sacerdotal tenha ocorrido em uma abadia beneditina, talvez na França ou na Itália. Nomeado bispo pelo Papa Adriano IV entre 1157 e 1159, participou do Terceiro Concílio de Latrão em 1179 e se destacou por sua fervorosa atividade pastoral. Em 1196, transferiu as relíquias dos Santos Ponciano e Erasmo para Andria, fortalecendo sua devoção. A data precisa de sua morte é incerta, mas presume-se que tenha ocorrido em 9 de junho, em algum momento entre o final do século XII e o início do século XIII. Canonizado em 23 de abril após 1300, suas relíquias foram inicialmente colocadas no altar-mor da catedral, mas se perderam em 1348 devido a uma invasão. Encontradas em 1438, agora repousam em um precioso sarcófago de mármore na capela mais artística da catedral.
Emblema: Cajado pastoral 
Martirológio Romano: Em Andria, na Apúlia, São Ricardo, bispo, de origem inglesa e renomado por sua virtude, acolheu com honra as relíquias dos santos Erasmo e Pôntico.

09 de junho - Beato Luis Boccardo

Só mediante a caridade sobrenatural que brota sempre renovada do coração de Cristo, se pode explicar o prodigioso florescimento de santidade à qual se assiste ao longo dos dois mil anos de cristianismo. Um florescimento que no Piemonte, e na Arquidiocese de Turim em particular, conheceu uma estação singular, longa e feliz, em cujo contexto se situa bem o nosso novo Beato, o Cônego Luís Boccardo. Plasmado pelo Espírito de Cristo, o Beato Padre Luís é um modelo de dedicação evangélica que gerou a semente de um Instituto de vida consagrada, como expressão e escola de caridade, com as contemplativas "Filhas de Jesus Rei", inserido na Família das Irmãs de São Caetano, para as quais soube continuar a obra do irmão, o Beato Giovanni Boccardo. Sacerdote humilde, de grande coração, como o de Cristo que a todos acolhe no abraço da sua misericórdia foi durante trinta anos educador dos jovens sacerdotes no Colégio Eclesiástico junto do Santuário da Consolata e confessor assíduo e fiel.

Beato Mosé Tovini

Na tarde de domingo, 17 de Setembro de 2006, celebrou-se a Santa Missa de beatificação do Padre Mosé Tovini, na Catedral de Bréscia (Itália), sacerdote oblato dessa Diocese. O novo Beato foi um homem humilde, preparado, generoso e bom, que dedicou toda a sua vida como educador e pastor no silêncio e no escondimento da vida quotidiana do Seminário e das paróquias. Definido "pedra preciosa do clero de Bréscia", Padre Mosé Tovini é uma figura contra a corrente, mas muito atual, pois num mundo que ama os refletores e a notoriedade ele ensina que a grandeza do homem reside no humilde serviço realizado diariamente com fidelidade e dedicação, sem se preocupar por aparecer mas por doar a vida, a exemplo de Cristo. Originário de Cividate Camuno, onde nasceu em 27 de Dezembro de 1877, teve como padrinho de batismo seu tio paterno, que certamente com o seu exemplo de vida evangélica influenciou muito as escolhas de Mosé.

Santos Primo e Feliciano Mártires-Festa: 9 de junho

Eram dois irmãos, nascidos na Sabina, martirizados sob as perseguições de Diocleciano e Maximiano. Seus restos mortais encontram-se entre os primeiros a serem transferidos para Roma, em 645, durante o pontificado de Teodoro, precisamente para a igreja de Santo Estêvão Protomártir, no Monte Célio. 
Irmãos originários de Sabina, martirizados durante as perseguições de Diocleciano e Maximiano, estiveram entre os primeiros cujos restos mortais, em 645, durante o pontificado de Teodoro I, foram transferidos para Roma, do quilômetro 15 da Via Nomentana, precisamente para a igreja de Santo Stefano Protomártire, no Monte Célio. 
Martirológio Romano: Em Roma, na altura do quilômetro 24 da Via Nomentana, os santos Primo e Feliciano, mártires.

Santa Tecla e suas companheiras, mártires-Festa: 9 de junho

Cinco mulheres devotas, possivelmente freiras, foram vítimas de uma brutal perseguição no Iraque do século IV. Sua história começou com a denúncia de um rico sacerdote, Paulo, por espiões que cobiçavam seus tesouros. Capturado e levado à presença do príncipe Narsai Tamsabur, Paulo, para reaver seus bens, renunciou à fé cristã. As cinco mulheres, porém, permaneceram firmes em sua devoção, recusando-se a ceder à pressão do tirano. Condenadas à morte, sofreram o martírio por decapitação em 31 de maio de 347, pelas mãos do próprio Paulo, cuja execução Tamsabur ordenara como preço para seu resgate. Mas a sede de poder do príncipe ainda não estava saciada: naquela mesma noite, ele mandou estrangular Paulo para garantir sua riqueza de uma vez por todas. 
Etimologia: Tecla = aquela que tem fama graças aos deuses ou também aquela que tem fama divina, do grego 
Emblema: Palmeira

Efrém o Sírio Diácono, Santo, Doutor de Igreja 306-373

Efrém nasceu no ano 306, bem no início do século IV, na cidade de Nisibi, actual Turquia. Cresceu em meio a graves conflitos de ordem religiosa, além das heresias que surgiam tentando abalar a unidade da Igreja. Mas todos eles só serviram de fermento para que sua fé em Cristo e sua ardente devoção à Virgem Maria vigorassem e se firmassem. O pai de Efrém era sacerdote pagão, embora sua mãe, cristã, defendesse a liberdade religiosa educando o filho dentro dos preceitos da palavra de Cristo. Ele foi educado na infância entre a dualidade do paganismo do pai e do cristianismo da mãe, pois o Edito de Milão, autorizando a liberdade de culto, só entrou em vigor quando ele já tinha sete anos de idade. Mas o patriarca da família jamais aceitou a fé professada pelo filho. Como não o venceu nem com a força, nem com argumentos, expulsou-o de casa. Efrém foi baptizado aos dezoito anos e viveu do seu próprio sustento, trabalhando num balneário local.

José de Anchieta Jesuíta, Missionário, Beato 1534-1597

José de Anchieta nasceu no dia 19 de março de 1534, na cidade de São Cristóvão da Laguna, na ilha de Tenerife, do arquipélago das Canárias, Espanha. Foi educado na ilha até os quatorze anos de idade. Depois, seus pais, descendentes de nobres, decidiram que ele continuaria sua formação na Universidade de Coimbra, em Portugal. Era um jovem inteligente, alegre, estimado e querido por todos. Exímio escritor, sempre se confessou influenciado pelos escritos de são Francisco Xavier. Amava a poesia e mais ainda, gostava de declamar. Por causa da voz doce e melodiosa, era chamado pelos companheiros de “canarinho”. Mas também tinha forte inclinação para a solidão. Tinha o hábito de recolher-se na sua cela ou de retirar-se para um local ermo a fim de dedicar-se à oração e à contemplação.

Ana Maria Taigi Leiga, Visionária, Beata 1769-1837

Talvez não houve em toda Roma, durante o século dezanove, uma mulher mais notável que Ana Maria Taigi, a abnegada e trabalhadora esposa de um criado e mãe exemplar de muitos filhos, que foi honrada com a particular estima de três sucessivos Pontífices e cuja pobre casa foi o centro de reunião para muitos altos personagens da Igreja e do Estado que buscavam sua intercessão, seu conselho e sua opinião, nas coisas de Deus. Ana Maria Antónia Gesualda, nasceu em 29 de Maio de 1769, em Siena, onde seu pai era boticário. A família perdeu seus bens e reduzida à pobreza, emigrou a Roma, onde os pais de Ana trabalharam no serviço doméstico nas casas particulares, enquanto que a jovem se internava em uma instituição que se encarregava de educar as crianças sem recursos. À idade de treze anos, Ana começou a ganhar o pão de seu trabalho. Durante algum tempo esteve empregada em uma fábrica de tecidos de seda e depois entrou ao serviço de uma nobre dama em seu palácio.

ORAÇÕES - 09 DE JUNHO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
9 – Terça-feira – Santos: José de Anchieta, Ricardo, Diana
Evangelho (Mt 5,13-16) “Assim também brilhe a vossa luz, para que vejam as vossas boas obras.”
Não somos discípulos de Jesus só para o seguir, mas também para ajudar outros a encontrá-lo e seguir. Precisamos conhecê-lo de fato e a fundo, e procurar viver como ele. Se assim formos felizes, outros hão de procurá-lo para ser felizes. Se ainda for preciso, então iremos falar sobre ele, com linguagem que possam entender.
Oração
Senhor Jesus, não devo fazer nada para ser admirado. Mas não devo ter medo ou vergonha de viver como ensinais. Ajudai-me a ter coragem de parecer discípulo vosso e explicar que sois importante para mim. Ensinai-me a anunciar o evangelho na linguagem de homens e mulheres de hoje, e responder a suas perguntas. Amém.

segunda-feira, 8 de junho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Sede meus imitadores”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR!
Quero! Fica curado!
Jesus continua seu caminho de evangelização. Mais que ensinar verdades, manifesta a compaixão do Pai. O leproso chega perto de Jesus e diz: “‘Se queres tens o poder de curar-me’. Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão, tocou nele e disse: Eu quero, fica curado!” Quando diz que sentiu grande compaixão, usa o verbo que indica o movimento do íntimo, envolvimento do amor interno, vindo das entranhas como uma mãe amorosa sente pelos filhos. Essa cena tem algo que passa despercebido. Jesus tocou o leproso. Por que no final do texto diz que “Jesus não podia mais entrar publicamente numa cidade; ficava fora, em lugares desertos. E de toda parte vinham procurá-Lo” (Mc 1,45). Ao tocar o leproso, assume o seu mal, e Se põe voluntariamente fora da assembleia orante, no templo ou na sinagoga. Pela lei sobre a lepra, ele fica nas mesmas condições de leproso diante da lei. O leproso de acordo com a lei do Levítico (13-14), devia andar de vestes rasgadas, cabeça descoberta, com lábio superior coberto, gritando: “Impuro ! Impuro”!, fica impuro enquanto for leproso, fica separado, fora dos lugares habitados. Só o sacerdote teria autorização de examiná-lo e dar um decreto de cura. Jesus se impôs essa situação ao tocar o leproso. Jesus não somente se entrega na cruz, mas se compromete com a situação de todos os doentes e pecadores. Sempre se misturando, como lemos na parábola da ovelha perdida. Por que criticavam? Porque estava misturado com os pecadores. Fazia-se igual (Lc 15,1-7). Não são os sacerdotes que liberam Jesus de sua exclusão, mas o povo que não tomou conhecimento da lei. 
A lepra do mal 
O lindo salmo 31 é uma bela expressão da situação do homem pecador, sua decisão de mudar de vida e louvar a Deus pelo perdão recebido. E estimula a não ser como o jumento que tem que ser freado com a rédea. O pecador diz: “Enquanto fiquei calado mirraram-se-me os ossos, entre contínuos gemidos”. O mal faz sofrer. Corrói o coração. “Então eu disse: Confessarei o meu pecado”. Reconhecer o próprio pecado já é sinal de vitória contra o mal. Reconhece o quanto Deus faz bem para nós ao perdoar-nos. É como o leproso, que feliz da vida, conta para todo mundo o bem que lhe fez sair do seu pecado. Por isso: “Ó justos, alegrai-vos no Senhor! Exultai-vos, retos de coração” (Sl.31). Esse salmo, no contexto da cura do leproso, nos convida a manifestar a Jesus nossa situação dolorosa do mal. A pior doença é aquela que a gente silencia e não cura. Ela mata. A luta contra o mal e o pecado parece ter se cansado. Não adianta mais. Chegamos ao ponto de dizer que o mal é o certo, o certo é o errado. Em todos os meios o erro é aplaudido e imposto aos inocentes.
Tudo para a glória 
A vida da graça leva tudo em sua força redentora. Nada no mundo é mau por princípio. Os cristãos eram rodeados de ataques pelo que comiam... Havia muito alimento proibido por leis criadas pelo homem. Paulo diz que tudo é bom, e “quer comais, quer bebais, quer façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus”. Paulo se põe como exemplo nessa situação de proibições inúteis: “Não escandalizar ninguém”. O que fizermos pode contribuir para a salvação ou até prejudicar o irmão. Assim aprendera de Cristo que ficou fora da cidade, para não escandalizar. Jesus condena essa legislação, mas insiste sobre o dever de não escandalizar os fracos. 
Leituras: Levítico 13,1-2.44-46;Salmo 31; 
1Coríntios 10.31-11,1; Marcos 1,40-45. 
1. Jesus não somente se entrega na cruz, mas se compromete com os doentes e pecadores. 
2. Reconhece o quanto Deus faz bem para nós ao perdoar-nos. 
3. A vida da graça leva tudo em sua força redentora. 
Ver com as mãos 
Jesus fazia os milagres dos mais diversos jeitos. Um deles era tocando as pessoas. Parece que aí lembra o sentimento que temos de ver com as mãos. Se eu não puser a mão, não vi direito. Os cegos veem os objetos tocando. Jesus curou o leproso tocando-o. Ele ficou curado. Agora temos que cuidar de nossos toques, pois podem transmitir vírus. Jesus convida, depois da pandemia, a tocar as pessoas para que sintam sua presença. É mais que simplesmente dizer, ver, olhar. Tocar é comprometer-se. O comprometimento de Jesus com o leproso foi tal que o leproso se curou e Jesus ficou cumprindo uma lei que havia: quem toca um leproso é tido também como leproso. Jesus não teve medo. Ficava fora das cidades porque essa era a lei para o leproso e quem o tocava. Ele se comprometeu. 
Homilia do 6º Domingo Comum (14.02.2021)

EVANGELHO DO DIA 08 DE JUNHO

Evangelho segundo São Mateus 5,1-12. 
Naquele tempo, ao ver as multidões, Jesus subiu ao monte e sentou-Se. Rodearam-no os discípulos, e Ele começou a ensiná-los, dizendo: 
«Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus. 
Bem-aventurados os humildes, porque possuirão a Terra.
Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. 
Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. 
Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.
Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. 
Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. 
Bem-aventurados sereis quando, por minha causa, vos insultarem, vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós. 
Alegrai-vos e exultai, porque é grande nos Céus a vossa recompensa. Assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Beato Guerric de Igny 
(1080-1157) 
Abade cisterciense 
Sermão para a Festa de 
Todos os Santos, 3.5-6 
«Deles é o Reino dos Céus» 
«Bem-aventurados os pobres em espírito, 
porque deles é o Reino dos Céus». 
Sim, bem-aventurados aqueles que rejeitam os fardos deste mundo, desprovidos de valor, mas cheios de peso; aqueles que não querem ser ricos, a não ser pela posse do Criador do mundo, e só por Ele; aqueles que, nada tendo, por Ele tudo possuem (cf 2Cor 6,10). De facto, quem possui Aquele que tudo contém e de tudo dispõe, a esse nada lhe falta, pois Deus é parte da sua herança (cf Nm 18,20). «Nada falta aos que O temem» (Sl 34,10): Deus dá-lhes tudo o que sabe ser-lhes necessário; e dar-Se-lhes-á a Si próprio um dia, para que encontrem a alegria. Glorifiquemo-nos, pois, meus irmãos, pelo facto de sermos pobres por Cristo, e esforcemo-nos por ser humildes com Cristo. Pois não há coisa mais detestável nem mais miserável que um pobre orgulhoso. «O Reino de Deus não é uma questão de comer e beber, mas de justiça, paz e alegria no Espírito Santo» (Rom 14,17). Se sentimos que temos tudo isto em nós, proclamemos com segurança que o Reino de Deus está dentro de nós (cf Lc 17,21); ora, aquilo que está dentro de nós pertence-nos verdadeiramente e ninguém no-lo pode arrancar. É por isso que, quando proclama a bem-aventurança dos pobres, o Senhor não diz: «Deles será o Reino dos Céus», mas: «Deles é o Reino dos Céus»; não é deles só por um direito firmemente estabelecido, mas também por um penhor inteiramente seguro, que já é uma experiência da felicidade perfeita. E não apenas porque o reino foi preparado para eles desde o começo do mundo (cf Mt 25,34), mas também porque eles já começaram a entrar na sua posse: eles já possuem o tesouro celeste em vasos de barro (cf 2Cor 4,7), já trazem a Deus no seu corpo e no seu coração.

São Clodolfo (Clodulfo) de Metz Bispo-Festa: 8 de junho(†)cerca de 660

Clodolfo e seu irmão Anseg eram filhos de Santo Arnulfo, bispo de Metz, e de Doda, que se tornou freira quando seu marido se tornou sacerdote. Os dois irmãos, assim como seu pai antes deles, ocuparam altos cargos na corte dos reis da Austrásia. Anseg casou-se com Begga, filha de Pepino de Landen, tornando-se ancestral dos reis carolíngios da França. Quando o sucessor de Arnulfo na sé episcopal de Metz faleceu, Clodolfo, que era leigo e levava uma vida devota e santa, foi eleito em seu lugar. Como bispo, governou a diocese com sabedoria por quarenta anos, distribuindo grandes esmolas e gozando de muito respeito. Acredita-se que tenha escrito uma biografia de seu pai, Arnulfo, e viveu até os noventa e um anos. Na França, é conhecido como Cloud para distingui-lo de São Clodoldo e Clou (7 de setembro). 
Martirológio Romano: Em Metz, na Austrásia, atualmente na França, São Clodolfo, bispo, filho de Santo Arnulfo e conselheiro do rei. Filho de Santo Arnulfo, Bispo de Metz, e Doda, Clodolfo (Clou ou Nuvem) cresceu num ambiente imbuído de valores religiosos e compromisso comunitário.

Beato Francisco Aranha, religioso, mártir, +1583

Padre jesuíta, natural da arquidiocese de Braga, que morreu em Salcete, perto de Goa, em 1583, no exercício da sua missão evangelizadora. 
Francisco Aranha-Devoto 
Falecimento: 25/07/1583 
Nacionalidade (local de nascimento): Portugal 
Francisco Aranha (1551-1583) nasceu em Portugal, provavelmente em Braga. Transferido para Goa, onde um tio seu tinha sido o primeiro arcebispo, entrou na Companhia de Jesus como irmão em 1 de novembro de 1571. Suas duas primeiras missões foram nas escolas de Cochim e Goa. Por volta de 1577 foi designado para a missão de Salsette, onde se dedicou à construção de igrejas e capelas.

Beato Nicolau de Gesturi (Giovanni Medda) monge capuchinho-Festa: 8 de junho

(*)Gèsturi, Cagliari, 5 de agosto de 1882
(+)Cagliari, 8 de junho de 1958 
A figura humilde de um mendicante. Elevado à glória dos altares por João Paulo II. Esta é a história do Frei Nicola da Gesturi, nascido Giovanni Medda (1882-1958), que passou toda a sua vida entre sua cidade natal (Gesturi, na Arquidiocese de Oristano) e o convento em Cagliari. Sua vocação era o que hoje chamaríamos de "adulta": órfão desde jovem, viveu uma vida muito simples, trabalhando como agricultor. Cada vez mais atraído por uma vida inteiramente dedicada ao Senhor, bateu à porta dos Capuchinhos aos 29 anos, um homem muito maduro para a sua época. Vestindo o hábito, desempenhou a humilde função de mendicante por 34 anos. Sem qualquer destaque externo, mas auxiliando espiritualmente um grande número de pessoas. Com seu exemplo de virtude e bondade, incentivou muitos a praticar a caridade para com os pobres. Ele morreu em 1958, aos 76 anos. O Papa Wojtyla o beatificou em 3 de outubro de 1999. (Avvenire) 
Martirológio Romano:Em Cagliari, o Beato Nicola (Giovanni) Medda da Gesturi, religioso da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, que, sempre pronto a ajudar os necessitados, com seu exemplo de virtude e bondade, encorajou muitos a demonstrar caridade para com os pobres.

Beato Estevão Sándor

“Estevão Sándor era um salesiano leigo, exemplar no serviço aos jovens, no oratório e na educação profissional. Quando o regime comunista fechou todas as obras católicas, - disse o Papa - ele enfrentou a perseguição com coragem, e foi morto aos 39 anos. Vamos nos unir à ação de graças da Família Salesiana e da Igreja húngara.”
 
Papa Francisco 
Angelus 20 de outubro de 2013 
Estevão Sándor nasceu em Szolnok, Hungria, no dia 26 de novembro de 1914, filho de Estevão e Maria Fekete, primeiro de três irmãos. O pai era funcionário nas Ferrovias do Estado. A mãe era dona-de-casa. Ambos passaram aos filhos uma religiosidade profunda.

São Medardo, Bispo Festa: 8 de junho

Alguns de seus milagres ajudaram os ladrões que o estavam roubando. Talvez, tenha sido esta sua generosidade a inspirar Víctor Hugo a escrever seu Myriel "Os miseráveis". São Medardo era filho de um dos conquistadores francos da Gália. Tornou-se Bispo da atual Saint-Quentin e faleceu em 561.
(*)Vermandois, França, ? 
(+)Saint-Quentin, França, aprox. 560 
Seu pai foi um dos conquistadores francos da Gália. Sua mãe pertencia a uma família galo-romana: uma das nobres do povo "conquistado". Medardo fazia parte da primeira geração "francesa", nascida da fusão das duas linhagens. Depois de estudar em Viromandensium (atual Saint-Quentin), foi ordenado sacerdote e ficou famoso por diversos milagres que lhe foram atribuídos.

Beata Madalena da Conceição, Virgem mercedária - 8 de junho

A Beata Madalena da Conceição, cognominada de ‘a Menor’, era monja do Mosteiro Mercedário da Assunção de Sevilha, no sudoeste da Espanha. A vida toda manifestou grande caridade e devoção pelas almas do Purgatório com uma admirável constância na oração. Na hora da sua morte foi alegrada pela visita de Nossa Senhora e, com tantos méritos, atingiu a felicidade eterna. A Ordem a festeja no dia 8 de junho. * A Ordem da Mercê foi fundada, por assim dizer, em pleno campo de batalha contra os mouros, e contou mais cavaleiros do que clérigos em sua origem. Estando os cristãos escravizados pelos mouros na Espanha, parece que Deus compadeceu-se daqueles infelizes, expostos a perder a fé e a inocência e sujeitos a toda espécie de maus tratos. Em 1218, São Pedro Nolasco, São Raimundo de Peñaforte e Jaime I, rei de Aragão, verificaram que cada um tinha tido a mesma visão: Nossa Senhora apareceu a um rei, a um pensador, como era São Raimundo de Peñaforte, e a um guerreiro como São Pedro Nolasco, e aos três recomendou a mesma coisa, que fundassem uma ordem para libertar os cativos.

Beata Maria do Divino Coração de Jesus - 8 de junho

     No dia 1º de novembro de 1975, Maria Droste Zu Vischering, que em religião se chamou Irmã Maria do Divino Coração de Jesus, era beatificada por Paulo VI.
     A beatificação da Irmã Maria do Divino Coração, glória da benemérita Congregação de Nossa Senhora da Caridade do Bom Pastor, alemã por nascimento e portuguesa de coração, tem para Portugal especial significado. Ela dedicou a Portugal, por chamamento divino, o melhor da sua curta vida.
     Filha dos Condes Droste Zu Vischering, nasceu em Münster, na Vestefália (Alemanha), a 8 de setembro de 1863. Passou a infância no Castelo de Darfeld, não longe daquela cidade, no seio duma família profundamente cristã.   
     No mundo, chamava-se ela Condessa Maria Droste zu Vischering. Sua estirpe destacava-se há séculos pela fidelidade à Igreja e ao Papa, em cujo serviço nunca recusava qualquer esforço ou sacrifício. Foram Cardeais, Bispos e governantes os ilustres ancestrais de Maria. E ela própria coroou, com sua sublime virtude, os feitos heroicos dos que a precederam no sinal da Fé.
     Maria bebeu a devoção ao Sagrado Coração de Jesus com o leite materno. Já seus pais a viviam intensamente e souberam-na comunicar aos seus filhos e familiares. Foi numa vida de felicidade, de pureza e de austeridade que ela se preparou para a mais intima e mística união esponsal com o Coração de Jesus. “Desde a mais tenra idade, escreve ela, senti a dita de ser filha da Santa Igreja”.
     Maria tinha encanto pelos inocentes brinquedos infantis e era amiga de pular, correr e montar a cavalo na companhia dos pais e irmãos. Uma companheira de escola dizia a seu respeito: “No pátio do recreio, ninguém corria mais do que ela, ninguém jogava a bola tão alto e tão bem como ela. Mas quando o sino anunciava o fim do jogo, a mais serena e a mais tranquila de todas era Maria”.
     Esta alma inocente fora atraída pelo Sagrado Coração de Jesus. Para ela, a devoção ao adorável Coração se fundia na devoção ao Santíssimo Sacramento, conforme ela própria de­clara: “Nunca pude separar a devoção ao Coração de Jesus da devoção ao Santíssimo Sacramento; e nunca serei capaz de explicar como e quanto o Sagrado Coração de Jesus se dignou favorecer-me no Santíssimo Sacramento da Eucaristia”.