sábado, 18 de abril de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Quinta-Feira Santa”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Consagra-os na Verdade!
 
A celebração memorável da Páscoa do Senhor é o maior momento da vida da comunidade cristã e dela nascem todos os outros momentos os quais se enchem de sentido e significação. Somos agraciados com um sempre maior conhecimento de Cristo e, podemos assim corresponder ao seu amor por uma vida santa (coleta da missa do 1º dom. da Quaresma). Cada cerimônia é memorial e formativa. Jesus continua sua missão através das celebrações. Temos o Tríduo Sacro. É um único Mistério em três momentos: Na Quinta-Feira Santa celebramos a memória da Ceia do Senhor. A seguir a Morte e, depois, a Ressurreição. São muitos os ensinamentos. Realiza em sinais o que vai realizar concretamente. É o momento da participação sacerdotal dos discípulos. É chegada sua hora de passar desse mundo para o Pai. Nesse contexto, o Senhor dá aos discípulos o dom que o Pai lhe dera. “Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o extremo do amor” (Jo, 13,1). Este amor é manifestado no lava-pés, quando, retiradas as vestes solenes, toma a toalha do escravo. Desvestir-se é um aceno à Paixão (Jo 19,23-24). É uma ruptura com a ceia antiga. Lavar os pés dos discípulos é explicado os termos “ter parte comigo”. Lembramos que Moisés lavou os filhos de Aarão para o sacerdócio (Lv 8,6). Quando Pedro recusa, Jesus lhe diz que, desse modo, não terás parte com Ele. É a fundamentação do “envio ao mundo” (Jo 17,18). Envia porque são consagrados pela Verdade (17). E diz: “Por eles a mim mesmo Me consagro para que sejam consagrados na verdade” (19). Lavar os pés, no serviço humilde, é expressão para ter parte com Ele.
É Páscoa do Senhor 
A Páscoa “é uma festa memorável em honra do Senhor” (Ex 12,14). Normalmente fazemos a festa para nós. Mas é para o Senhor. Festa é o grande reconhecimento da imensidão de benefícios que recebemos. No caso, o benefício da salvação maravilhosa. Como os judeus e mais ainda nós que cremos, podemos render graças ao Senhor, pois nos libertou com seu sangue, purificando-nos. Dá-nos vida como poupou os primogênitos e protege contra os inimigos que destroem nossa vida cristã. Ela nos coloca em relacionamento com o Deus generoso manifestado em Cristo. Sua vida, morte e ressurreição são transformadas numa festa ao Senhor. É o acolhimento total de sua vontade. Somos agregados a Ele em sua entrega agradecida em sacrifício de agradável odor. Por termos sido adotados como filhos, com a natureza do Filho Jesus, podemos participar de sua Páscoa que é nossa Páscoa. Seu sangue, como o do cordeiro, purifica nossas almas, nossas casas e afasta o inimigo que mente, negando a Verdade que é Cristo. 
Tomai e comei 
A Eucaristia é celebrada desde o início da comunidade cristã (At 2,42). Estava unida a uma refeição. Não era a ceia pascal, pois esta era celebrada uma vez só por ano. Permaneceram no mandato de Jesus de fazer como Ele fez, para proclamar sua morte até que Ele venha. Toda celebração clama pela vinda do Senhor. Quer dizer que não é uma comida especial, mas uma comida que está aberta à vinda do Senhor. Por isso em cada missa dizemos: “Anunciamos, Senhor, sua morte, proclamamos sua vida e buscamos a ceia definitiva no Reino Celeste. Rezamos: “Deus, que hoje nos renovastes pela ceia de vosso Filho, dai-nos ser eternamente saciados na ceia do seu Reino”. Vem Senhor Jesus! Que sua vinda nos ensine a viver o dom que nos destes de ter parte com o Senhor. Cada Eucaristia nos abre ao dom de ter e ser parte com Ele para realizar sua missão.
ARTIGO PUBLICADO EM ABRIL DE 2020

EVANGELHO DO DIA 18 DE ABRIL

Evangelho segundo São João 6,16-21. 
Ao cair da tarde, os discípulos de Jesus desceram até junto do mar, subiram para um barco e seguiram para a outra margem, em direção a Cafarnaum. Já fazia escuro e Jesus ainda não tinha ido ter com eles. Como o vento soprava forte, o mar ia-se encrespando. Tendo eles remado duas e meia a três milhas, viram Jesus aproximar-Se do barco, caminhando sobre o mar e tiveram medo. Mas Jesus disse-lhes: «Sou Eu. Não temais». Quiseram então recebê-lo no barco, mas logo o barco chegou à terra para onde se dirigiam. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Teresa Benedita da Cruz 
(Edith Stein) 
(1891-1942) 
Carmelita, mártir, 
co-padroeira da Europa 
Poema «A tempestade», 1940 
«Sou Eu. Não temais»
- Senhor, como são altas as ondas,
e escura a noite!
Não poderias dar-lhe alguma claridade?
É que velo solitária na noite!

- Segura o leme com mãos firmes,
tem confiança, mantém a calma.
A tua barca é-Me preciosa,
a bom porto a levarei.

Mantém, sem desistires,
os olhos na bússola.
Ela ajuda-te a chegares ao destino
no meio da noite e da tempestade.

A agulha da bússola oscila, 
mas mostra segura a direção.
Ela te indicará o porto
aonde quero que arribes.

Tem confiança, mantém a calma: 
por noites e tempestades,
a vontade de Deus fiel te guiará,
se vigilante for teu coração.

São Perfeito de Córdoba, Mártir Festa: 18 de abril

(†)18 de abril de 850
 
Ele era padre, nascido em Córdoba, admirado pela amplitude e profundidade de seu conhecimento. Incitado a expressar sua opinião sobre a religião muçulmana e sobre Maomé, ele os atacou. Deixado à vontade por enquanto, foi acusado pouco depois por seus interlocutores como blasfemo perante o juiz; surpreso, como Álvaro relata, tentou se defender negando o fato, mas, preso, corajosamente confessou sua fé e, alguns meses depois, em 18 de abril de 850, morreu decapitado. Foi sepultado na basílica de San Acisclo, na escola da qual havia estudado. Seu martírio foi a causa imediata que provocou a longa sequência de martírios voluntários. São Eulogio descreveu seu martírio e o culto se desenvolveu imediatamente fora da Espanha. 
Martirológio Romano: Em Córdoba, na Andaluzia, Espanha, São Perfeito, sacerdote e mártir, que, por ter denunciado a doutrina muçulmana e professado firmemente a fé cristã, foi preso pelos mouros e depois perfurado pela espada.

São Galdino, bispo- Festa: 18 de abril

Em 1162, Galdino assistiu à destruição da sua cidade, Milão, por mãos de Frederico I Barbarossa, e aderiu a Alexandre III contra o antipapa Vitor VI. Ao ser criado Cardeal, tornou-se Arcebispo da cidade, onde contribuiu para reconstruí-la, física e espiritualmente, até à sua morte em 1176.
(*)Milão, 1096 - (✝︎)18 de abril de 1176 
Filho de pequenos nobres, Galdino nasceu em Milão e então iniciou a vida eclesiástica. Em 1160, ele era arcediago da catedral, e o encontramos com o arcebispo Oberto no acampamento dos milaneses. Em 1162, ele testemunhou a destruição da cidade ordenada pelo imperador Frederico I Barbarossa. Ele e o arcebispo apoiaram Alexandre III, eleito papa em 1159 por parte dos cardeais, enquanto outros elegeram o pró-alemão antipapa Ottaviano de' Monticelli com o nome de Vítor VI. Cisma na Igreja, portanto. Em 1165, Galdino foi nomeado cardeal e sucedeu Oberto na cadeira de Ambrósio. A cidade, no entanto, está em ruínas. Em 1167 começou a reconstrução, e um dos protagonistas foi ele. Ele reorganizou a Igreja na Lombardia e planejou auxílio para os muitos pobres.

Santa Anastácia de Egina, Viúva e Abadessa - 18 de abril

Há duas “Vitae”, substancialmente idênticas, uma grega e outra latina, que narram a vida de Santa Anastásia ou Atanásia. A grega é atribuída a Simão Metafraste; a latina é obra de Lippomano e de Surio, e consta da Acta SS. Augusti. Segundo a Vita, Anastácia viveu no século IX, na Ilha de Egina, Grécia. Ainda muito jovem se distinguia por suas virtudes. Desejava consagrar-se a Deus, mas, para obedecer aos pais, se casou. Seu esposo era um homem rico e jovem. Formaram um casal feliz até o falecimento do marido defendendo o porto de Egina, do qual os muçulmanos, vindos da Espanha, desejavam se apoderar. As leis da ilha forçavam as viúvas jovens a contrair novo casamento, pois ela estava despovoada devido à guerra. Seu novo esposo, mais rico do que o primeiro, era um homem bom e misericordioso com os pobres, como ela. Juntos se dedicavam à oração e a socorrer os indigentes. Depois de alguns anos, se separaram para se prepararem para a morte. Anastácia permaneceu em seu palácio, que transformou em convento, tendo sido eleita superiora (ou egumena, título dado na antiguidade ao leigo ou clérigo monástico eleito como dirigente do mosteiro; equivale a abade ou abadessa). As monjas tinham uma vida extremamente austera, e eram dirigidas por um habilidoso abade chamado Matias, que sugeriu que se mudassem para um lugar mais solitário: Tamia. Ali o mosteiro cresceu e prosperou.

Santa Antusa, Virgem, Princesa Imperial - Festa 18 de abril

A princesa Antusa nasceu cerca de 750 em Constantinopla, filha do imperador do Oriente, Constantino V Coprônimo, e da imperatriz Irene. Seu nome foi uma homenagem à Santa homônima de Onoriade (venerada no dia 27 de julho, fundadora de mosteiros masculinos e femininos, perseguida por causa da iconoclastia), que tinha vaticinado o feliz êxito da gravidez difícil da imperatriz. A princesa foi levada à piedade pela mãe, que cedo a deixou órfã. Após a morte da mãe, ela e seu irmão gêmeo, Leão, permaneceram na corte do seu ímpio pai. Antusa, porém, perseverou na verdadeira fé e cedo consagrou a Deus a sua virgindade. Constantino V Coprônimo (718-775), imperador do Oriente de 741 a 755, filho de Leão III, continuou a obra de seu pai. Em 751, entretanto, perdeu o exarcado de Ravenna. Depois, as intervenções de Pepino e de Carlos Magno fizeram fracassar seus projetos de reconquista da Península Italiana, e as dissidências religiosas com o Papado provocaram sua ruptura com Roma. No interior do império, a sua política administrativa trouxe uma real prosperidade a monarquia, mas a questão iconoclasta perturbou profundamente o seu reinado. O Concílio de Hieria, de 754, composto basicamente por bispos iconoclastas, condenou o culto de imagens e aprovou as novas leis religiosas e um novo patriarca, também iconoclasta. Seguiu-se uma campanha para remover imagens de igrejas e uma perseguição a monges que em sua maioria eram iconófilos.

Maria da Encarnação Bárbara Avrillot Acarie (1566-1618)

Ela nasceu em Paris, no dia 1o de fevereiro de 1566, e se chamava Bárbara Avrillot, filha do senhor de Champstreaux, riquíssimo, influente na corte francesa e na vida religiosa por ser um homem muito devoto, assim como sua descendência. Como era costume na época, apenas adolescente Bárbara foi enviada às Irmãs Menores da Humildade de Nossa Senhora, que habitavam nas proximidades. Regressou à família aos catorze anos e não pôde op-tar pela vida religiosa, pois aos dezesseis anos foi entregue como esposa ao visconde de Villemor, Pedro Acária, senhor de muitas terras, muito atuante na política da corte e cuja influência era tão forte quan-to à de sua família, possuidor de costumes sérios e seguidor dos preceitos cristãos. Tiveram seis filhos. O rei Henrique IV, após desfazer a Liga política à qual seu marido pertencia, mandou-o para o exílio e confiscou-lhe todos os bens. Foram quatro anos de várias atribulações financeiras e aflição de espírito. Porém Bárbara não se abateu, tomou a defesa do marido, não se detendo até provar a inocência dele e reaver todos os bens. Foi com essa fibra que educou os filhos com generosidade, no respeito e no serviço aos mais pobres, doentes e mais desamparados. Ensinou-os a viver de maneira simples, sóbria, modesta, e no amor à verdade, pois a verdade é Cristo.

Luca Passi Sacerdote, Beato (1789-1866)

Sacerdote italiano, promotor da 
Obra de Santa Doroteia e dos 
adoradores do Santíssimo Sacramento.
O servo de Deus Dom Luca Passi desde a sua juventude alimentou as aspirações apostólicas e missionárias, pelas quais se consagrou ao serviço do Senhor e foi testemunha fiel da caridade evangélica, especialmente na acção formativa humano-social e moral da juventude. O primeiro de onze filhos, nasceu em Bergamo em 22 de Janeiro de 1789 filho de Enrico e Caterina Corner, uma mulher de alta estima que o educou para as virtudes cristãs, enquanto seu pai era professor de seus estudos escolares e preparação para os Sacramentos da Confissão e Primeira Comunhão. No final do século XVIII, quando Bergamo entrou abruptamente em contacto com as ideias revolucionárias francesas, o conde Enrico, para proteger seus filhos, mudou a família para sua vila rural em Calcinate. Ali estava também o palácio do tio Dom Marco Celio Passi, que em 1798 se tornou um lar permanente para os seminaristas de Bérgamo quando o seminário foi suprimido. O tio, vigário geral da diocese, foi um exemplo brilhante para seus sobrinhos e três deles o seguiram na vida sacerdotal: Luca, Marco Celio e Giuseppe. Luca e Marco, quase contemporâneos, no seminário destacaram-se pela piedade, devoção a Nossa Senhora, compromisso com o estudo, observância das regras, exercício da correcção fraterna entre os companheiros, fervorosa vida espiritual.

Sabina Petrilli Religiosa, Beata 1851-1923

Nasceu em Sena em 29 de agosto de 1851, segunda filha de Celso e Matilde Venturini. Aos 15 anos se inscreveu na Congregação das Filhas de Maria e é rapidamente eleita presidente. Dentro de um ano fez o seu primeiro voto de virgindade. Em 1869 é recebida pelo Papa Pio IX que a exorta a seguir a norma de Santa Catarina de Sena. Em 15 de agosto de 1873 na capelinha da casa com outras cinco companheiras ela toma o voto de castidade, obediência e pobreza na presença do confessor e com a aprovação do Mons. Enrico Bindi que concede a primeira licença para iniciar uma obra em beneficio dos pobres. A nova família religiosa recebe o nome de Congregação das Irmãs dos Pobres de Santa Catarina de Siena. Em 1881 Madre Sabina inicia a fundação do Convento em Viterbo e em 1903 a primeira missão em Belém, no Brasil. A Constituição da Congregação, já enviada ao pontífice, é aprovada em 17 de junho de 1906. Sucessivamente Madre Sabina toma o voto de “não negar voluntariamente ao Senhor”, o voto de “perfeita obediência” e ao Director Espiritual o voto de “não lamentar-se deliberadamente de nenhum sofrimento externo e interno”e o voto de “completo abandono ao vontade do Senhor”. Savina Petrilli faleceu em 18 de abril de 1923 as 17:20 horas.

ORAÇÕES - 18 DE ABRIL

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
18– Sábado – Santos: Maria da Encarnação, Faustino, Galdino
Evangelho (Jo 6,16-21) “Já estava escuro e Jesus ainda não viera encontrá-los. O mar se agitava, porque soprava um vento forte.”
Ao cair da tarde os discípulos estavam cansados, mas ainda precisavam remar. Vento, mar agitado, e Jesus não estava com eles. Viram um vulto que se aproximava no escuro, andando sobre a água, e ficaram com medo. Jesus disse: “Não tenham medo, sou eu”. O evangelho não conta se depois comentaram o acontecido. O certo é que puderam perceber que Jesus era alguém especial.
Oração
Senhor Jesus, nas horas difíceis, quando mar se agita e o vento sopra, percebemos quanto precisamos de vós. Pensamos que estais longe, ficamos com medo achando que não vos importais. Mas, como dissestes, não precisamos ter medo, porque vós sois quem sois, o Filho de Deus, e podeis ajudar-nos. Estais sempre conosco, e por isso a viagem sempre será curta e o mar sem perigo. Amém.

sexta-feira, 17 de abril de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Ramos e cruz”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Teu Rei vem a ti
 
A grande viagem da vida de Jesus começou em Belém, passou por Nazaré, Galiléia e agora, passando por Betfagé, indo ao Monte das Oliveiras. Pelos profetas sabemos que o Senhor virá por aí no seu terrível dia (Zc 14,4). Ali acontece sua subida aos Céus. A entrada de Jesus na cidade lembra os projetos de Deus sobre o mundo: “Dizei à filha de Sião (Jerusalém): Eis que o teu rei vem a ti, manso e montando num jumento” (Mt 21,5). Rei manso que vai destruir as armas e reunir o povo na paz. A expressão filha de Sião indica a esposa, a futura mãe de muitos filhos, esposa do rei, esposa gloriosa, esposa bendita e feliz. O rei vem pessoalmente. Ele será seu numa aliança nupcial fiel e divina. É o Grande Rei (Sl 47,3) que vem de seu trono celeste para tomar posse de sua cidade (Tomás Frederici). “Não é um rei terrível com armas, mas o maravilho rei pacífico que destrói todos os projetos de guerra”. A jumenta é mansa e está amamentando um jumentinho que acompanha a mãe na entrada solene. É um rei manso e humilde de coração. Os discípulos estendem suas vestes e os ramos para que ele passe. É aclamado como Rei Messiânico. A aclamação tem a conotação de Divindade – Aquele que vem. É nome Divino. Encontra-se presente nesse momento a aclamação do salmo 23,7 “Levantai, portas, vossos frontões, elevai-vos antigos portais, para que entre o Rei da Glória”. A entrada de Jesus em Jerusalém não pode ficar só num fato festoso, mas penetrar todo o mistério do Deus que vem tomar posse de sua cidade para constituir um novo Reino.
Fez-se escravo 
Após a festa da entrada, a liturgia assume o caráter de séria tristeza. É uma compenetração do mistério sob o prisma da dor da qual participamos pelos nossos sentimentos e atitudes durante a celebração. A leitura da “Paixão” nos leva a buscar os porquês de um momento tão doloroso. Mas é preciso reter firme que o Crucificado é o mesmo Ressuscitado. A Paixão e Morte fazem parte da vida do Messias de Deus. “Ele esvaziou-se a Si mesmo, assumindo a condição de escravo e tornando-se obediente até à morte e morte de cruz” (Fl 2,7-8). A condição de escravo é a condição de todo homem que se deixa escravizar pelo mal. O sofrimento de Jesus não é somente dor física, mas dor espiritual. Sente-se tão unido ao homem que se coloca na condição de separação do Pai que “O abandona”. A primeira morte de Jesus vem em sua condição espiritual que será completada pela sua condição sofredora de homem frágil que assumiu o pecado da humanidade. “Aquele que não conhecera pecado, Deus o fez pecado por causa de nós, a fim de que, por Ele, nos tornemos justiça de Deus” (2Cor 5,21). Tornar-se pecado pode ser entendido como ser solidário com o gênero humano. O termo pecado significa também ser sacrifício e vítima pelo pecado (Biblia de Jerusalém). Temos que ir além da dor física. 
Não sairei humilhado
O profeta Isaías, no canto do servo sofredor, proclama a certeza que Jesus carrega todo seu sofrimento: “Conservei o rosto impassível como pedra, porque sei que não serei humilhado” (Is 50,7). Mesmo clamando “Meu Deus, por que me abandonastes” (Sl 21 –Mt 27,46), Jesus mantém a certeza na presença do Pai que O acolhe sempre, arranca um grande brado e entrega sua alma a Deus. Somente o Filho de Deus pode chegar inteiro a esse momento. Ele leva consigo a humanidade que não perde sua esperança. É a semente da Páscoa que germina no Filho e em todos. O mundo não pode apagar essa chama. 
Leituras Mateus 21,1-12;Isaias 50,4-7;
Salmo 21;
Filipenses 2,6-11; Mateus, 27,11-54 
1. A entrada de Jesus em Jerusalém não é só festa, mas vem tomar posse de sua cidade. 
2. A leitura da “Paixão” nos leva a buscar os porquês de um momento tão doloroso. 
3. Jesus mantém a certeza na presença do Pai que O acolhe sempre. 
Era mesmo? 
O final do Evangelho de Mateus traz a declaração de fé do oficial que comandara a crucifixão de Jesus: “Ele era mesmo Filho de Deus”. A fé se abre a partir do mal que fizera. Ele cumpria ordens, mas Jesus realizava sua missão. Quem não tinha a fé poderia dizer: “Ele era filho de Deus?”... Tanto que diziam: “Se tu és o Filho de Deus, desce da cruz” (Mt 27,40). É a conversa que o demônio usara nas tentações de Jesus no deserto. Nós podemos ficar com essa dúvida quando vemos as muitas situações que passamos: Se é tão Divino, porque não interfere em nossa vida. Ele pode responder: fui tão Divino que tive a ousadia de ser humano e passar pelo que passei. Podemos, com Jesus,assim passar por nossos problemas sem perder a direção de Deus 
Homilia do Domingo de Ramos (05.04.2020)

EVANGELHO DO DIA 17 DE ABRIL

Evangelho segundo São João 6,1-15. 
Naquele tempo, Jesus partiu para o outro lado do mar da Galileia, também chamado de Tiberíades. Seguia-O numerosa multidão, por ver os milagres que Ele realizava nos doentes. Jesus subiu a um monte e sentou-Se aí com os seus discípulos. Estava próxima a Páscoa, a festa dos judeus. Erguendo os olhos e vendo que uma grande multidão vinha ao seu encontro, Jesus disse a Filipe: «Onde havemos de comprar pão para lhes dar de comer?». Dizia isto para o experimentar, pois Ele bem sabia o que ia fazer. Respondeu-Lhe Filipe: «Duzentos denários de pão não chegam para dar um bocadinho a cada um». Disse-Lhe um dos discípulos, André, irmão de Simão Pedro: «Está aqui um rapazito que tem cinco pães de cevada e dois peixes. Mas que é isso para tanta gente?». Jesus respondeu: «Mandai-os sentar». Havia muita erva naquele lugar, e os homens sentaram-se em número de uns cinco mil. Então, Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu-os aos que estavam sentados, fazendo o mesmo com os peixes; e comeram quanto quiseram. Quando ficaram saciados, Jesus disse aos discípulos: «Recolhei os bocados que sobraram, para que nada se perca». Recolheram-nos e encheram doze cestos com os bocados dos cinco pães de cevada que sobraram aos que tinham comido. Quando viram o milagre que Jesus fizera, aqueles homens começaram a dizer: «Este é, na verdade, o Profeta que estava para vir ao mundo». Mas Jesus, sabendo que viriam buscá-lo para O fazerem rei, retirou-Se novamente, sozinho, para o monte.
Tradução litúrgica da Bíblia 
Cardeal Joseph Ratzinger 
(Bento XVI Papa de 2005 a 2013) 
Meditationen zur Karwoche, 1969
«Dai-lhes vós de comer» (Mt 14,16) 
No pão da eucaristia, recebemos a multiplicação inesgotável dos pães do amor de Jesus Cristo, que é suficientemente rico para saciar a fome de todos os séculos, e que procura assim a colocar-nos, também a nós, ao serviço desta multiplicação dos pães. Os poucos pães de cevada da nossa vida poderão parecer inúteis, mas o Senhor precisa deles e pede-no-los. Tal como a própria Igreja, também os sacramentos são fruto do grão de trigo que morre (cf Jo 12,24). Para os receber, temos de entrar no movimento de onde eles provêm. Este movimento consiste em nos perdermos a nós próprios, sem o que não nos podemos encontrar: «Quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; mas quem perder a vida por causa de Mim e do Evangelho salvá-la-á» (Mc 8,35). Esta palavra do Senhor é a fórmula fundamental da vida cristã; a forma característica da vida cristã vem-lhe da cruz. A abertura cristã ao mundo, tão enaltecida atualmente, só pode encontrar o seu verdadeiro modelo no lado aberto do Senhor (cf Jo 19,34), expressão deste amor radical, que é o único capaz de salvar. Do lado perfurado de Jesus crucificado saíram sangue e água. Aquilo que é, à primeira vista, sinal de morte, sinal do mais completo fracasso, constitui ao mesmo tempo um começo novo: o Crucificado ressuscita e não morre. Das profundezas da morte surgiu a promessa da vida eterna. Por cima da cruz de Jesus Cristo resplandece já a claridade vitoriosa da manhã de Páscoa. É por isso que viver com Ele sob o signo da cruz é sinónimo de viver sob a promessa da alegria pascal.

Beata Mariana de Jesus (Navarro), Religiosa Mercedária - 17 de abril

Ana Maria Guevara Navarro Romero, conhecida como Mariana de Jesus (Madrid, 1565-1624) foi uma freira espanhola da Ordem das Mercês e não deve ser confundida com Santa Mariana de Jesus, do século XVII, religiosa equatoriana chamada o Lírio de Quito, ou Ana de Jesus, religiosa de Valladolid do final do século XVI e cujo processo de beatificação está em curso em Roma. Mariana de Jesus nasceu em Madrid em 17 de janeiro de 1565, no seio de uma família rica associada aos círculos judiciais. Seu pai era um negociante de peles ao serviço do Rei Filipe III. Mariana cedo se sentiu atraída para a vida religiosa. Para fazê-la aceitar o matrimônio, o pai a colocou na cozinha sob o controle de uma serva de caráter difícil; depois da morte da mãe, a esta humilhação veio ajuntar-se os maus tratos por parte da mulher que seu pai desposara. Mariana, entretanto, manteve-se inabalável no seu propósito. Obrigada a viver na casa paterna, passou nela uma vida de retiro e de rigorosas austeridades. Deus a encheu de favores extraordinários. Naquele período, Mariana era dirigida no caminho da perfeição pelo padre mercedário João Batista Gonzales, tendo ele feito isto até sua morte em 1598. Em 1598, ela retirou-se como penitente na ermida de Santa Bárbara da capital do reino, ajudada pelo religioso mercedário e outras pessoas piedosas. Em 1606 entrou para a Ordem das Mercês, ali recebendo em 1613, o hábito de terceira.

Santos Simeão Bar Sabba'e, Ustaziade e companheiros Mártires na Pérsia

Em 324, Simeão, conhecido como Bar Sabbá, tornou-se Bispo de Selêucia, na Pérsia. Vinte anos depois, o rei Sapor II retomou as perseguições contra os cristãos, das quais Simeão foi vítima, junto com alguns companheiros e com o eunuco da sala real, Usthazade, que se converteu antes do martírio.
Festa: 17 de abril 
Pérsia, 341-344 
São Simeão, conhecido como Bar Sabba'e ou "filho do fulleiro", foi nomeado bispo (católico) de Selêucia-Ctesifonte na Pérsia, após a deposição do bispo anterior em 324. Quando, em 340, o rei persa Shapur II reacendeu as ferozes perseguições contra os cristãos, não hesitou em impor a eles o pagamento dobrado dos impostos e decretar o fechamento de todos os locais de culto. Vendo a pobreza da maioria das pessoas, Simeão recusou-se a receber o dinheiro solicitado e, por isso, foi preso. Levado diante do rei, ele não queria se prostrar diante dele, nem adorar o deus sol, e isso constituiu um pretexto para as autoridades prenderem-no com cem pessoas. Simeão também conseguiu recuperar a fé cristã Usthazade, eunuco do salão real e educador do próprio soberano, que mais tarde foi martirizado. Simeão permaneceu preso por muito tempo com mais de cem companheiros, bispos, padres e membros de várias ordens religiosas e, finalmente, foi decapitado por último após ver todos os seus companheiros massacrados diante de seus olhos. (Avvenire) 

São Roberto de Molesme, Abade de Citeaux-Festa: 17 de abril

Roberto, monge em Molesme, França, queria uma estreita observância da Regra beneditina, em contraposição dos seus confrades. Em 1098, fundou uma nova abadia em Cîteaux, cujos monges, mais tarde, seriam chamados Cistercienses. Faleceu em 1111 e foi canonizado, um século depois, por Honório III. 
(*)Troyes, França, c. 1024
(✝︎)Molesme, França, 21 de março de 1111 
São Roberto de Molesme era como o grão de trigo que deve morrer para dar fruto, e sua "morte" ocorreu nas mãos de seus próprios confrades. Na verdade, quando Molesme foi fundado, ele se viu cercado por inúmeros irmãos, que já não alimentavam a mesma aspiração que ele de renunciar à riqueza e ao prestígio. Ele então tentou fundar uma nova fundação: fez isso em Cîteaux com a colaboração do inglês Santo Estêvão Harding, mas seus irmãos invejosos o fizeram retornar a Molesme, sem permitir que realizasse as reformas necessárias. Talvez tenha sido precisamente seu sacrifício, semelhante ao de Abraão, que permitiu primeiro a Stephen Harding e depois, acima de tudo, ao grande São Bernardo iniciar e consolidar a experiência reformadora de Cîteaux, com sua vida pobre e austera, em uma rigorosa fidelidade à regra beneditina, cujo convite para se sustentar com o trabalho de suas próprias mãos também foi aceito. 
Etimologia: Roberto = brilhando com glória, do alemão
Emblema: Equipe pastoral 
Martirológio Romano: No mosteiro de Molesme, na França, São Roberto, abade, que, em busca de uma vida monástica mais simples e austera, já incansável fundador e reitor de mosteiros, além de guia de eremitas e distinto reformador de disciplina regular, fundou um mosteiro cisterciense, do qual foi o primeiro abade e, depois, retornando a Molesme como abade, ali descansou em paz.

Beata Clara Gambacorti, Viúva, Abadessa dominicana – 17 de abril

Martirológio Romano:
Em Pisa, na Toscana, Beata Clara Gambacorta que, ao perder seu esposo muito jovem, aconselhada por Santa Catarina de Siena fundou o mosteiro de São Domingos sob uma regra austera e dirigiu com prudência e caridade as Irmãs, distinguindo-se por haver perdoado o assassino de seu pai e de seus irmãos. 
A Beata Clara era filha de Pedro Gambacorta, que chegou a ser praticamente o senhor da República de Pisa. Clara nasceu em 1362; seu irmão, o Beato Pedro de Pisa (17 de junho), era sete anos mais velho. Pensando no futuro de sua filha, que em família era chamada de Dora, apócope de Teodora, seu pai a prometeu em casamento a Simão de Massa, rico herdeiro, embora a menina tivesse apenas 7 anos. Apesar da tenra idade, Dora costumava tirar o anel de noivado durante a missa e murmurava: “Senhor, Tu sabes que o único amor que eu quero é o Teu”. Quando os pais a enviaram para a casa de seu esposo, aos doze anos de idade, ela já havia começado sua vida de mortificação. Sua sogra mostrou-se amável com ela, mas quando percebeu que era demasiado generosa com os pobres, proibiu sua entrada na despensa da casa. Desejosa de praticar de algum modo a caridade, Dora se uniu a um grupo de senhoras que assistiam aos enfermos e tomou a seu encargo uma pobre mulher cancerosa. A vida matrimonial de Dora durou muito pouco tempo: tanto ela como seu esposo foram vítimas de uma epidemia na qual seu marido perdeu a vida.

Aniceto Papa, Mártir e Santo (+ 166)

Aniceto nasceu na Síria e foi sucessor do papa são Pio I, em 155, no tempo em que Antonio era o imperador romano. Entretanto, além da perseguição sistemática por parte do Império, o papa Aniceto teve de enfrentar, também, cismas internos que abalaram o cristianismo. A começar por Valentim, passando por Marcelina, que fundou a seita dos carpocratitas, considerada muito imoral pela Igreja, e chegando a Marcion, um propagador, com dotes de publicitário, que arregimentou muita gente, e muitos outros. Sem contar a questão da celebração da Páscoa. Todos eles formaram seitas paralelas dentro do catolicismo, dividindo e confundindo os fiéis e até colocando-os contra a autoridade do papa, desrespeitando a Igreja de Roma. Contudo o papa Aniceto tinha um auxiliar excepcional, Policarpo, que depois também se tornou um santo pelo testemunho da fé, e o ajudou a enfrentar todas essas dificuldades. Policarpo exerceu, também, um papel fundamental para que pagãos se convertessem, por testemunhar que a Igreja de Roma era igual à de Jerusalém. Outro de seus auxiliares foi Hegesipo, que escreveu um livro defendendo o papa Aniceto e provando que ele, sim, seguia a doutrina cristã correta, e não os integrantes das seitas paralelas. Mesmo com tão excelente ajuda, o papa Aniceto teve uma árdua missão durante os quase onze anos de seu pontificado, morrendo no ano 166, quase aniquilado pela luta diária em favor da Igreja. Embora tenha morrido num período de perseguição aos cristãos, a Igreja não cita a sua morte como a de um mártir.

MARIA ANA DE JESUS ROMERO Religiosa mercedária, Beata (1565-1624)

Maria Ana Navarro de Guevara y Romero nasceu em Madrid em 17 de Janeiro de 1565, no seio de uma família rica que estava relacionada comos círculos cortesãos. Seu pai era um peleiro no serviço do rei Filipe II. Mariana foi rapidamente atraída pela vida religiosa. Com a idade de 22 anos já tinha decidido de entrar num convento, apesar da forte oposição de seu pai — que, cedo viúvo, tinha voltado a casar — e de sua madrasta, que tinham arranjado o seu casamento com um jovem. No entanto, de pouco servíramos intentos por parte dos pais para impedirem a sua vocação. Diz a lenda que chegou a desfigurar o rosto e a cortou o cabelo, de maneira a ser rejeitada por seu noivo. Em 1598 retirou-se como penitente na ermida de santa Bárbara na capital do reino. Foi ali ajudada por Frei João Baptista do Santíssimo Sacramento, religioso mercedário e reformador da Ordem, que foi seu Director espiritual até à morte, e também por outras pessoas piedosas. Estabeleceu a sua morada numa pequena casa, vizinha do convento dos mercedários descalços, onde passou vários anos dedicando-se à oração e à penitência, assim como ao serviço dos pobres e necessitados da cidade.

Catarina Tekakwitha Leiga, Santa (1656-1680)

Kateri Tekakwitha, para nós Catarina, foi a primeira americana pele-vermelha a ter sua santidade reconhecida pela Igreja. Ela nasceu no ano de 1656, perto da cidade de Port Orange, no Canadá. Seu pai era o chefe indígena da nação Mohawks, um pagão. Enquanto sua mãe era uma índia cristã, catequizada pelos jesuítas, que fora raptada e levada para outra tribo, onde teve de unir-se a esse chefe. Não pôde baptizar a filha com nome da santa de sua devoção, mas era só por ele que a chamava: Catarina. O costume indígena determina que o chefe escolha o nome de todas as crianças de sua nação. Por isso seu pai escolheu Tekakwitha, que significa "aquela que coloca as coisas nos lugares", mostrando que ambas, consideradas estrangeiras, haviam sido totalmente aceitas por seu povo. Viveu com os pais até os quatro anos, quando ficou órfã. Na ocasião, sobreviveu a uma epidemia de varíola, porém ficou parcialmente cega, com o rosto desfigurado pelas marcas da doença e a saúde enfraquecida por toda a vida. O novo chefe, que era seu tio, acolheu-a e ela passou a ajudar a tia no cuidado da casa. Na residência pagã, sofreu pressões e foi muito maltratada. Catarina, que havia sido catequizada pela mãe, amava Jesus e obedecia à moral cristã, rezando regularmente.

Luciano Botovasoa Leigo, Mártir, Beato (1908-1947)

Leigo africano, martirizado em ódio à fé. 
Foi beatificado em 15 de Abril de 2018
 em Madagáscar.
Luciano Botovasoa nasceu em 1908 em Vohipeno, na Província de Fianarantsoa, uma pequena cidade perto da costa sudeste de Madagáscar, onde os missionários chegaram em 1899. Primeiro de nove filhos, frequentou o Colégio São José de Ambozontany, dirigido pela Companhia de Jesus, sendo baptizado aos 14 anos na paróquia de Vohipeno em 15 de Abril de 1922, Domingo de Páscoa. No mesmo dia ele fez sua Primeira Comunhão e no ano seguinte recebeu a Confirmação. Em 1928, ao concluir os estudos, obteve o diploma de habilitação ao ensino e, já no mês de Outubro do mesmo ano, tornou-se professor paroquial de Vohipeno, fazendo seu o lema da Companhia de Jesus: “Ad maiorem Dei gloriam”.(Para a maior glória de Deus) Em 10 de Outubro de 1930, casou-se com Suzanne (Suzana) na igreja paroquial de Vohipeno e, em 2 de Setembro do ano seguinte, nasceu Vincent de Paul Hermann, o primeiro dos seus oito filhos, dos quais apenas cinco sobreviveram.