quinta-feira, 13 de agosto de 2026

REFLETINDO A PLAVRA - “Força da Palavra”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
O Espírito é para todos
 
Celebramos o dia da Bíblia, dia da Palavra escrita que alimenta a Palavra anunciada e vivida. Profetizar não é só falar o futuro. Ser profeta como Jesus, é anunciar a Palavra de Deus. Mostrar os caminhos de Deus. Falar em nome de Deus é ter capacidade de ouvir e segurança de anunciar. Jesus e Moisés, porque eram cheios do Espírito Santo, sabiam dar espaço para que Deus continuasse falando. Quem é do Espírito ouve a voz do Espírito onde Ele fala. Notamos que há muito fechamento na Igreja em ouvir o que fala o Espírito. Estamos bloqueando a Palavra porque toca nossos interesses e exige conversão. A Palavra anunciada está sempre exigindo mudanças radicais. A abertura à Palavra é condição para a mudança. O que nasceu do Espírito é do Espírito que é como o vento que sopra onde quer... Assim acontece com aquele que nasceu do Espírito (Jo 3,6.8). O mal que realizamos é opção pessoal e pode fazer muito mal aos outros, sobretudo aos humildes que Jesus chama de crianças; também a elas. Dizemos: sou livre, não admito censura. Certo! Mas quando prejudico as pessoas com meu mau procedimento ou ensinamento, eu devo suportar que me “tirem do ar”. Não é contra a liberdade. É respeito à liberdade do outro. Eu devo ser minha censura. Uma palavra ou atitude não boas ferem como balas. É mortífera. Podemos encontrar profetas cheios do Espírito Santo fora de nossos esquemas. Mas podemos encontrar falsos profetas entre os “bons” que só danificam. Melhor é jogar no fundo do mar, diz Jesus (Mc 9,42). A Palavra de Deus não tem dono. Seu dono é o Espírito Santo.
Responsabilidade de ser Palavra viva 
São Tiago faz uma séria advertência aos que abusam e exploram os pobres. O mal não é ter os bens, mas não saber viver a Palavra no meio das riquezas. Quando alguém se enriquece, a primeira coisa que faz é não ter mais tempo para Deus. Quem não dá tempo a Deus, não vai dar valor ao homem que consome sua vida no trabalho e lhe é negado o direito ao pagamento justo. O pobre gritará ao Senhor e Ele o ouvirá. Ser Palavra viva é deixar que o Espírito coloque nossa vida no caminho da Palavra de Deus vivida no concreto da vida. Preferimos uma religião distante da realidade. Por isso quem vive a Palavra é perseguido. A Palavra transforma nossas atitudes. Tiago toca em situações que se perpetuam: acúmulo de riqueza desmedida. A riqueza, diz Tiago, não pode ser fruto da exploração dos operários: “O salário dos trabalhadores que ceifaram vossos campos, e vós deixastes de pagar, está gritando, e o clamor chegou aos ouvidos do Senhor” (Tg 5,4). O luxo não enriquece. O que nos faz ricos é dar um copo d’água a quem nos pede (Mc 9.41). Jesus diz: “Se não sois fiéis no uso do dinheiro injusto, quem vos confiará o verdadeiro bem?”(Lc 16,11). 
Ajustando metas 
Jesus nos quer inteiros para Ele, pois só lhe damos pedaços. Nem o olho, nem o ouvido, nem os pés podem nos escandalizar, isto é, levar-nos ao mal. Não quer que nos mutilemos. Está dizendo que o pior escândalo, empecilho ao Reino de Deus vem de nós mesmos: de uma mão, de um pé e de um olho, isto é, das más ações, dos caminhos errados e do desejo de realidades más. Justamente aqui atua a conversão que atinge toda nossa vida. Se nos habituarmos em fazer o mal, poderemos preparar nossa ruína. Se buscarmos as boas ações, os bons caminhos e os bons projetos, construiremos o Reino de Deus e viveremos do Espírito que não é negado a ninguém. Celebrando o dia da Bíblia, tenhamos em nosso coração um lugar sagrado onde possamos guardar toda a semente da Palavra.
Leituras: Números 11,25-29; Salmo 18; 
Tiago 5,1-6; Marcos 9,38-43.45.47-48. 
1. A abertura à Palavra é condição para a mudança. 
2. Ser Palavra viva é deixar que o Espírito coloque nossa vida no caminho da Palavra. 
3. Jesus nos quer inteiros para Ele, pois só lhe damos pedaços. 
Conta de água 
Jesus estava sempre preocupado com que ninguém sofresse nada. Por que ele fala tanto do pobre, do doente, do faminto, da criança? Seu ambiente era repleto desses sofredores. Se em nosso mundo são tantos, imaginemos. Então Jesus se preocupa com a gostosura de um copo d’água. Ele dá uma satisfação muito grande. Como Ele não pode atender um por um, faz de nós suas mãos, seus pés, seus olhos, sua boca e seu coração misericordioso. Assim ninguém vai sofrer. E com tanto copo d’água, vai subir a conta. Oxalá! Mas quando colocamos como ponto de partida o necessitado, as soluções se fazem presentes. 
Homilia do 26º Domingo Comum (26.09.2021)

EVANGELHO DO DIA 13 DE AGOSTO

Evangelho segundo São Mateus 18,21-35.19,1. 
Naquele tempo, Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou-Lhe: «Se meu irmão me ofender, quantas vezes deverei perdoar-lhe? Até sete vezes?». Jesus respondeu: «Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. Na verdade, o Reino de Deus pode comparar-se a um rei que quis ajustar contas com os seus servos. Logo de começo, apresentaram-lhe um homem que devia dez mil talentos. Não tendo com que pagar, o senhor mandou que fosse vendido, com a mulher, os filhos e tudo quanto possuía, para assim pagar a dívida. Então, o servo prostrou-se a seus pés, dizendo: "Senhor, concede-me um prazo e tudo te pagarei". Cheio de compaixão, o senhor daquele servo deu-lhe a liberdade e perdoou-lhe a dívida. Ao sair, o servo encontrou um dos seus companheiros, que lhe devia cem denários. Segurando-o, começou a apertar-lhe o pescoço, dizendo: "Paga o que me deves". Então, o companheiro caiu a seus pés e suplicou-lhe, dizendo: "Concede-me um prazo e pagar-te-ei". Ele, porém, não consentiu e mandou-o prender, até que pagasse tudo quanto devia. Testemunhas desta cena, os seus companheiros ficaram muito tristes e foram contar ao senhor tudo o que havia sucedido. Então, o senhor mandou-o chamar e disse: "Servo mau, perdoei-te tudo o que me devias, porque mo pediste. Não devias, também tu, compadecer-te do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?". E o senhor, indignado, entregou-o aos verdugos, até que pagasse tudo o que lhe devia. Assim procederá convosco meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar a seu irmão de todo o coração». Quando Jesus acabou de dizer estas palavras, partiu da Galileia e foi para o território da Judeia, além do Jordão.
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santo Agostinho 
(354-430) 
Bispo de Hipona 
(norte de África), 
doutor da Igreja 
Sermão 83 
«Assim procederá convosco
 meu Pai celeste, 
se cada um de vós não perdoar 
a seu irmão de todo o coração» 
Todo o homem é devedor de Deus e todo o homem tem no seu irmão um devedor. De facto, só não tem dívidas com Deus quem não se encontra em pecado; e só não terá seu irmão por devedor quem nunca tiver sido ofendido por ninguém. Todos os homens são, pois, devedores e credores em simultâneo. Um mendigo pede-te esmola a ti, e tu és mendigo de Deus, porque todos somos, quando Lhe rezamos, mendigos de Deus: prostramo-nos à porta do nosso Pai de família (cf Lc 11,5s), suplicando-Lhe e lamentando-nos, desejosos de receber dele uma graça, e essa graça, é o próprio Deus. O que te pede o mendigo? Pede-te pão. E tu, o que pedes tu a Deus? Pedes Cristo, que disse: «Eu sou o pão vivo que desceu do céu» (Jo 6,51). Quereis ser perdoados? Perdoai: «Perdoai e sereis perdoados». Quereis receber? «Dai e dar-se-vos-á (Lc 6,37-38). Estejamos prontos para perdoar todas as faltas que cometerem contra nós, se queremos que Deus nos perdoe as nossas. Sim, verdadeiramente, se considerássemos os nossos pecados e passássemos em revista as faltas que cometemos, não sei se poderíamos adormecer sem sentir todo o peso da nossa dívida. Por isso, todos os dias apresentamos a Deus os nossos pedidos, todos os dias Lhe chegam aos ouvidos as orações que fazemos, todos os dias nos prostramos, dizendo: «Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido». Que dívidas queres que te sejam perdoadas? Todas, ou uma parte? Vais certamente responder: todas. Pois então, faz o mesmo com os teus devedores.

13 de agosto - Santa Dulce dos Pobres

 

Irmã Dulce morreu em 13 de março de 1992, pouco tempo antes de completar 78 anos. A fragilidade com que viveu os últimos 30 anos da sua vida, com a saúde abalada seriamente - tinha 70% da capacidade respiratória comprometida - não impediu que ela construísse e mantivesse uma das maiores e mais respeitadas instituições filantrópicas do país, batendo de porta em porta pelas ruas de Salvador, nos mercados, feiras livres ou nos gabinetes de governadores, prefeitos, secretários, presidentes da República, sempre com a determinação de quem fez da própria vida um instrumento vivo da fé.

13 de agosto - Beatos Mártires Claretianos de Babastro

O martírio dos 51 Missionários Filhos do Imaculado Coração de Maria (Claretianos) de Barbastro aconteceu durante os dias 2, 12, 13, 15 e 18 de agosto de 1936. A comunidade claretiana de Barbastro estava composta por 60 Missionários: 9 Padres, 12 Irmãos e 39 Estudantes prontos para receberem a ordenação sacerdotal. Na segunda feira, dia 20 de julho de 1936 a casa foi assaltada e revistada, sem nenhum sucesso, em busca de armas. Foram detidos todos seus membros. O Superior, Pe. Felipe de Jesus Munárriz, o Formador dos Estudantes, Pe. João Díaz e o Administrador, Pe. Leôncio Pérez, foram levados diretamente ao cárcere municipal. Os idosos e enfermos foram transladados ao Asilo ou Hospital. Os demais foram conduzidos ao colégio dos Escolápios, em cujo salão de atos ficaram fechados até o dia da execução.

Beatos Josep Tápies e seis Companheiros

“Os sete mártires sacerdotes da diocese de Urgell, Josep Tápies Sirvant, Pasqual Araguás Guárdia, Silvestre Arnau Pasqüet, Josep Boher Foix, Francesc Castells Brenuy, Pere Martret Moles e Josep Joan Perot Juanmartí, que hoje são declarados beatos, não só não atraiçoaram o Senhor mas, ao contrário, durante a sua vida difundiram incansavelmente o Reino de Deus. Desempenharam o ministério de párocos ou de sacerdotes dedicados à pastoral na paróquia de Pobla de Segur e em lugares vizinhos, dedicando-se completamente à tarefa da evangelização e procurando zelosamente a santificação das pessoas que a eles tinham sido confiadas. Souberam coroar a sua fidelidade a Jesus Cristo, a ponto de derramar o seu sangue, quando, no dia 14 de Agosto de 1936, na hora suprema, em fila diante do pelotão de execução, em uníssono aclamaram Deus com o grito Viva Cristo Rei! 
Cardeal José Saraiva Martins – Homilia de Beatificação – 29 de outubro de 2005

13 de agosto - São Benildo

Hoje celebramos São Benildo, e podemos nos perguntar: o que de especial fez este Irmão? Muitos diriam: nada de especial! Não escreveu brilhante obra, nem sofreu martírio, não fundou nenhuma congregação religiosa, tampouco foi enviado a cruzar o Oceano como missionário. Na verdade foi professor, jardineiro, cozinheiro, diretor de escola e de comunidade religiosa. E isto, tantos Irmãos fazem... Mas não foi o que ele fez, foi o modo como fez. Todas as suas atividades estavam envolvidas de profundo zelo, dedicação, amor... Fazia tudo como se fosse a primeira e a última vez e nisto encontrou o caminho para a santidade. Se alguém duvida da validade deste caminho, experimente passar vinte anos na mesma atividade, no mesmo lugar, sem novidades, mas ainda assim doar-se generosa e alegremente, cada dia, até o fim, e no último dia ainda pedir perdão e reconhecer que poderia ter sido melhor.

São Máximo, o Confessor , Teólogo Bizantino Festa: 13 de agosto

(*)Constantinopla, 580
(+)Schemaris (Lazica), 13 de agosto de 662 
Ele nasceu em Constantinopla, por volta de 580, em uma família nobre. Recebeu uma educação completa e serviu na corte imperial. Em 613, retirou-se para o mosteiro de Crisópolis. Mais tarde, foi encontrado na África, onde se opôs aos documentos sobre a única energia ou vontade em Cristo, com os quais os imperadores de Constantinopla buscavam acomodar os monófitos, comprometendo a integridade da natureza humana de Jesus. Em 645, realizou um debate público em Cartago que resultou em sua completa vitória. Em seguida, mudou-se para Roma, onde participou do Concílio de Latrão, que reafirmou a doutrina das duas energias ou vontades em Cristo. Em reação, o imperador mandou prender o Papa Martinho I e Máximo, transferindo-os para o Oriente.

SANTA FILOMENA

Filomena, mártir cristã?
 
O culto de Santa Filomena, acompanhado por todos os interrogativos sobre a sua identidade, tiveram origem em Roma, em 25 de maio de 1802, durante as escavações na Catacumba de Santa Priscila, na Via Salaria. Na época, foram descobertos os ossos de uma jovem, de treze ou quatorze anos de idade, e uma ampola contendo um líquido, que, se pensava, fosse o sangue da Santa. O lóculo estava fechado por três lajes de terracota, sobre a qual estava escrito: “LUMENA PAZ TE CUM FI”. Pensava-se que, por negligência, tivesse sido invertida a ordem dos três fragmentos, que remontavam entre os séculos III e o IV d.C. e que deveriam ser lidos assim: “PAX TE / CUM FI / LUMENA”, isto é, “A paz esteja contigo, Filomena”. Além do mais, os diversos sinais decorativos, em volta do nome, – sobretudo a palma e as lanças – levaram a atribuir estes ossos a uma mártir cristã dos primeiros séculos. Na época, de fato, achava-se que a maior parte dos corpos presentes nas Catacumbas remontava às perseguições do período apostólico.

São João Berchmans, jesuíta

“Faça bem o que deve fazer e, 
ao máximo, as mínimas coisas”! 
João, primogênito de cinco filhos, nasceu em uma humilde família de curtidores de couro flamengo. Com apenas 10 anos, sua mãe ficou gravemente doente: primeiro, foi confiada aos cuidados dos tios e, depois, internada em um asilo. No entanto, João tinha ideias claras: queria ser sacerdote. Começou a estudar latim na escola Diest, mas o dinheiro era pouco e teve deixar para aprender uma profissão. Na verdade, o autor desta escolha foi seu pai, que não queria que seguisse a sua vocação. Todavia, em contato direto com um filho Santo, seu pai mudou de ideia e aceitou que se tornasse sacerdote, logo após a morte da sua esposa, em 1616. Aqui, a Providência divina entrou em ação: o rapaz começou a prestar serviço na casa do Cônego Froymont, em Malines, onde, como tutor, assistia às jovens crianças da nobreza, ganhando o suficiente para continuar seus estudos.

Santa Radegundes, Rainha de França e Monja - 13 de agosto

Filha de Bertário, rei da Turíngia (atual Alemanha), Santa Radegundes nasceu por volta de 518, e viveu numa região de florestas profundas e verdes vales. Ela passou seus primeiros anos em meio às turbulências que devastaram o reino ainda pagão. Duas vezes prisioneira, ela assistiu ao assassinato dos pais e dos parentes mais chegados. Seu tio, Hermanfrido, matara seu pai para ficar com a porção do reino que cabia a este. Pediu o auxílio de Thierry, rei dos francos, para livrar-se do irmão e ficar só no governo da Turíngia. Depois, Hermanfrido não quis cumprir a promessa que fizera a seu aliado de partilhar com ele os domínios conquistados. E a Providência serviu-se disso para castigar o fratricida. Thierry, unindo-se a seu irmão Clotário, rei de Soissons, invadiu e devastou a Turíngia, matou seu rei, e levou para a França algumas vítimas ilustres e ricos despojos. Na partilha, Clotário quis ficar com Radegundes, então com dez anos de idade, mas muito amadurecida pelo sofrimento. Radegundes foi levada para a França, a Saint-Quentin, depois a Athies.

Santa Irene (Piroska da Hungria) Imperatriz Festa: 13 de agosto

(*)Hungria, século XI 
(+)Bizâncio, 13 de agosto de 1134 
 Emblema: Palma 
Irene nasceu no século XI na Hungria, sendo filha de St. Ladislau, rei da Hungria; ela foi pedida em casamento pelo imperador Aleixo I Comneno e sua esposa Irene, por seu filho João, que se tornou imperador do Oriente com o nome de João II (1118-1143). Ele se casou por volta de 1105; Os menólogos orientais dizem que ela era rica em virtudes, especialmente por sua caridade para com os pobres e seu interesse pelas obras de caridade da capital. Alegou-se que foi ela quem mandou construir o famoso mosteiro de Cristo 'Pantocrator' em Bizâncio, enquanto seu marido estava envolvido em guerras, expulsando os turcos do Helesponto e conquistando a Anatólia; esta notícia também é confirmada por um escritor da época, Ginnamos.

Santa Concórdia Mártir Festa: 13 de agosto

Há notícias da mártir em uma lista de mártires de 354, que a coloca no contexto do martírio de Santo Hipólito, um padre romano. Os restos mortais do santo são sepultados na igreja paroquial de Ponzano Superiore, município de Santo Stefano Magra, na província de La Spezia. Sob um altar com vidro, você pode ver os restos bem preservados cobertos com brocados de 1500; parece que os restos mortais foram encontrados no porto romano de Luni e, por várias vicissitudes, chegaram até Ponzano. Ela é venerada de modo particular na Concordia sulla Secchia. Um altar é dedicado a ele na igreja paroquial. 
Emblema: Palma 
Santa Concórdia, de acordo com o Martirológio Romano, foi a enfermeira de Hipólito de Roma (entre outras coisas, o autor de um "cânone" da liturgia eucarística que ainda está em voga hoje; o terceiro dos cânones atuais) que morreu, após contrastes vivos com os Papas Calixto (217-222) e Pôncio (230-235), junto com este último na Sardenha porque ambos foram condenados ad metalla (ou seja, na mina) pelo imperador Maximino, o Trácio, durante uma perseguição política e não religiosa.

Beata Gertrudes de Altenberg, Abadessa premostratense - 13 de agosto

Gertrudes veio ao mundo no dia 29 de setembro de 1227, algumas semanas após a morte de seu pai, Luís IV, Landgrave da Turíngia, na cruzada. Recebeu o nome de sua avó materna, Gertrudes da Merania, esposa do Rei André II da Hungria. Sua mãe, Santa Isabel de Hungria, ensinou-a a rezar e a ler desde pequena, recebendo assim uma profunda educação religiosa. Devido a conflitos familiares e sucessórios, após a morte de Luís IV os dois irmãos do falecido monarca afastaram a Santa Isabel e tomaram à força a custódia de seu filho. Santa Isabel abandonou o palácio abraçando uma vida de pobreza e humildade, enviando Gertrudes, ainda menina, para o convento das monjas premostratenses junto a Wetzlar, em Altenberg. Isabel morreu poucos anos após o nascimento de Gertrudes; a comunidade de Altenberg lembrava-se sempre das suas visitas, ao longo das quais ela tinha costume de tricotar em companhia das irmãs.

São Pôncio, Papa, Mártir e Santo Hipólito, Sacerdote, Mártir Festa: 13 de agosto

(†)Sardenha, 19 de novembro de 235
 
 Pôncio, papa de 230 a 235, e Hipólito, sacerdote condenados pelo imperador Maximino a trabalhos forçados nas minas da Sardenha (235), morreram ali devido a maus-tratos. A transladação de Pôncio para a cripta dos Papas no cemitério de Calisto e de Hipólito para a da Via Tiburtina, em Roma, em 13 de agosto, é atestada pela 'Depositio Martyrum' (354). O rito ordinário romano comemora-o em 13 de agosto, juntamente com Santo Hipólito, enquanto o rito extraordinário comemora-o em 19 de novembro. 
Emblema: Palmeira 
Martirológio Romano: Os santos mártires Pôncio, papa, e Hipólito, sacerdote, foram deportados juntos para a Sardenha, onde cumpriram pena comum e, aparentemente, foram coroados com uma única coroa. 
Seus corpos foram finalmente sepultados em Roma, o primeiro no cemitério de Calisto e o segundo no cemitério da Via Tiburtina.

São Cassiano de Ímola Mártir Festa: 13 de agosto

 
Aproximadamente 240 - 303/305 
Os primeiros registros de Cassiano são feitos por Prudêncio, no início do século V. Em sua viagem a Roma, Prudêncio parou no Fórum Cornélio (Ímola) e venerou os restos mortais do mártir, guardados em um sarcófago sobre o qual estavam representados diversos episódios de seu martírio. O ano de seu martírio e a punição que sofreu são desconhecidos. A versão transmitida por Prudêncio, segundo a qual Cassiano, que era professor de profissão, foi condenado à morte por seus próprios alunos com os estiletes usados ​​para gravar suas tabuletas, é considerada pouco confiável. Se essa tradição fosse verdadeira, sugeriria um martírio sofrido não pelas mãos de um magistrado romano, mas como parte de levantes populares.

ORAÇÕES - 13 DE AGOSTO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
13– Quinta-feira – Sta. Dulce dos Pobres
Evangelho (Mt 18,21-19,1) “Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?”
Pedro perguntou quantas vezes devia perdoar. Quis ser generoso e propôs sete vezes. Jesus diz que é pouco perdoar sete vezes: é preciso perdoar sempre, infinitas vezes. E falou do homem que recebeu o perdão de uma grande dívida. Mas, não soube perdoar ao companheiro que lhe devia muito menos. O Pai nos perdoa, também devemos perdoar tudo, não só algumas coisas.
Oração
A primeira condição para perdoar é reconhecer que o outro nos ofendeu ou prejudicou. Por isso não podemos deixar de perdoar, apelando para o mal que ele nos fez. Senhor, não é fácil perdoar, como também não é fácil amar quem nos ofendeu. Preciso de vossa ajuda para amar e perdoar. Dai-me um coração misericordioso, para vencer as mágoas e os desejos de desforra. Amém.

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - São José do Povo

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Padroeiro
 
São José aparece nas Sagradas Escrituras, silencioso e discreto. Assim está presente na devoção do povo. No Brasil, cinco milhões e setecentas mil pessoas têm o nome de José. (Com o nome de Maria, há mais de onze milhões). Notamos que não há barulho com esse nome. O nome José entra de mansinho, torna-se nome de cidade, lojas e tantos outros. A discrição de José está também em sua presença na Igreja. Somente com S. João XXIII que S. José é citado na prece eucarística romana (13.11.62). Estendido depois às outras preces eucarísticas. Esse padroeiro está presente, mas no silêncio. Certamente as pessoas pouco sabem quem ele foi. Essas figuras monumentais que vivem na simplicidade, são realmente os grandes porque são capazes de perceber os outros. Quem se humilha, diz Jesus, será exaltado (Lc 1411). Deus o exalta sem que seja necessário tirar sua condição de humilde servidor. Quem sabe fosse esta a formação que José dava ao garoto Jesus, pois a tendência a aparecer é dominante nas pessoas. Jesus mantém também essa simplicidade de não buscar aparecer, tanto que, muitas vezes, faz os milagres e manda que não faça publicidade, pois não fazia bonito para aparecer. Vendo as atitudes de Jesus podemos ler o que aprendeu dentro de casa. A Encarnação leva em conta também essas condições. É um exemplo para a Igreja quando busca mais aparecer do que fazer. Nossas atitudes eclesiásticas têm muito dessa mania de querer aparecer por roupas, títulos e poder. Que ganhamos com isso? Pura fumaça. Não era esse o sonho de José.
Participante 
O que tenho visto na vida da Igreja, nas comunidades e na vida religiosa um grande amor e respeito por S. José. Sempre há uma bela capela, uma bela imagem, uma presença querida. As comunidades, quando têm dificuldades financeiras apelam para S. José. Aí se queimam as velas. Dá-se a impressão que é dada a ele responsabilidade de não faltar o sustento. Sabemos que sempre se gasta muito.. É um socorro providente. Mas ainda é bastante silenciosa sua presença. Não mudou seu jeito de ser. Está presente, sempre com o Menino e o lírio. Esse lírio, que, de acordo com o evangelho apócrifo de Tiago, tem outro significado. José seria um viúvo, com filhos, que entrou como um dos pretendentes à jovem Maria, que vivia no templo. Cada um trazia seu bastão e deixava diante de Deus. O que florescesse, seria o escolhido de Deus. Isso não existiu. José era jovem. Deus crê no jovem. O escritor quis fazer uma adaptação do livro dos Números para a escolha de Aarão, como sacerdote (Nm 17,16-26). É o reconhecimento que José é o escolhido de Deus. Os fiéis têm também (agora menos) a devoção a S. José para ter uma boa morte, com os santos sacramentos. Contam-se muitos fatos maravilhosos dessa graça. 
Servo fiel 
São José, justo em todos os seus caminhos, acolhe Maria como esposa. Sua fidelidade a Deus o levou a querer romper do prometido casamento. Com isso manifestou sua a fidelidade a Deus. Ele era justo e aquilo estava errado. A partir da mensagem de Deus: “Não temas receber Maria como esposa, pois o que nela foi gerado vem do Espírito Santo” (Mt 2,20). A partir daí, foi fiel servidor de Maria e doe Jesus. Nós o vimos assumindo completamente a missão de esposo e de pai. Por que desaparece na vida pública de Jesus? Seu evangelho vivido já era conhecido e não haveria necessidade de citá-lo. O povo o conhecia e sabia de sua grandeza.
ARTIGO PUBLICADO EM SETEMBRO DE 2021

EVANGELHO DO DIA 12 DE AGOSTO

Evangelho segundo São Mateus 18,15-20. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Se o teu irmão te ofender, vai ter com ele e repreende-o a sós. Se te escutar, terás ganhado o teu irmão. Se não te escutar, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão fique resolvida pela palavra de duas ou três testemunhas. Mas, se ele não lhes der ouvidos, comunica o caso à Igreja; e, se também não der ouvidos à Igreja, considera-o como um pagão ou um publicano. Em verdade vos digo: tudo o que ligardes na Terra será ligado no Céu; e tudo o que desligardes na Terra será desligado no Céu. Digo-vos ainda: se dois de vós se unirem na Terra para pedirem qualquer coisa, ser-lhes-á concedida por meu Pai que está nos Céus. Na verdade, onde estão dois ou três reunidos em meu nome, Eu estou no meio deles». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Teresa de Calcutá 
(1910-1997) 
Fundadora das Irmãs
 Missionárias da Caridade 
«Não há amor maior» 
«Tudo o que ligardes na Terra
 será ligado no Céu»: 
o sacramento da reconciliação 
No outro dia, alguém, um jornalista, fez-me uma pergunta estranha: – A Madre também se confessa? – Sim, confesso-me todas as semanas – respondi-lhe. – Deus deve ser muito exigente, para a Madre também ter de se confessar. Então disse-lhe: – Por vezes, o seu filho também se porta mal. O que é que o senhor faz quando ele lhe diz: «Paizinho, desculpa-me!» O que é que faz? Pega nele ao colo e dá-lhe um beijo. Porquê? Porque é a sua maneira de lhe dizer que o ama. Deus faz a mesma coisa. Ele ama-nos com ternura. Se tivermos pecado ou cometido alguma falta, façamos de maneira que isso nos ajude a aproximarmo-nos de Deus; digamos-Lhe com humildade: «Sei que não devia ter agido assim, mas ofereço-Te esta fraqueza». Se tivermos pecado, se tivermos cometido faltas, vamos ter com Ele e digamos-Lhe: «Desculpa, estou arrependido!». Deus é um pai que tem piedade. A sua misericórdia é maior do que os nossos pecados. Ele perdoar-nos-á.

São Gratiliano (Graciliano) Mártir Festa: 12 de agosto

(+)Falerii Novi (perto de Civita Castellana), 12 de agosto, século III-IV. 
Um jovem mártir da Tuscia romana, tradicionalmente venerado juntamente com Santa Felicisima, cuja festa é celebrada em 12 de agosto no Martirológio Romano. As informações sobre ele provêm exclusivamente de uma Paixão segundo a tradição, composta por volta do século VII, de natureza claramente lendária e influenciada por modelos narrativos hagiográficos anteriores. De acordo com essa tradição, Gratiliano era um jovem patrício de Falerii Novi que se converteu ao cristianismo por intermédio de Santo Eutizo de Ferento, o evangelizador da Etrúria suburbana. Preso durante as perseguições, recusou-se a renunciar à sua fé, apesar dos apelos de sua família, e foi condenado à decapitação juntamente com Felicisima, uma jovem que ele supostamente converteu e curou milagrosamente na prisão.

12 de agosto - Beato Boaventura García Paredes

Boaventura García Paredes nasceu nas Astúrias, Espanha, em 19 de abril de 1866. Foi batizado no mesmo dia de seu nascimento. De família pobre, humilde, trabalhadora e muito religiosa. Foram cinco irmãos. Outro, além dele, também foi sacerdote. Boaventura sentiu muito cedo em seu coração a vocação à vida religiosa e sacerdotal. Conheceu os frades dominicanos e, impactado por seu estilo de vida, decidiu entrar na Ordem. Ingressou no Colégio Dominicano de Corias, Astúrias, para iniciar seu postulantado. Começou os estudos, porém, dois anos depois teve que deixá-lo por motivos de saúde. Após recuperar-se, voltou a ingressar na Ordem, porém, não em Corias, mas em Ocaña, Toledo, no Colégio Apostólico do Convento de São Domingos. Este convento é muito importante para a história da Ordem na Espanha, pois, foi o único que permaneceu em pé após a desamortização de Mendizabal e, a partir dele, se pode levar a cabo posteriormente a restauração da Ordem na Espanha.