terça-feira, 5 de maio de 2026

ORAÇÕES - 05 DE MAIO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
5 – Terça-feira – Santos: Silvano, Joviniano, Niceto
Evangelho (Jo 14,27-31a) “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; mas não a dou como o mundo. Não se perturbe nem se intimide o vosso coração.”
“Paz para você” era a saudação usada pelos judeus. Não foi só isso que Jesus disse ao se despedir. Ele não apenas desejou, ele deixou a paz, a sua paz, o conjunto de todo bem e de toda felicidade. Liberta-nos da perturbação, da incerteza, do medo e da tristeza. Nada disso tem sentido, porque ele está glorioso junto do Pai, mas também está ao nosso lado, em nosso coração. Não nos deixa.
Oração
Senhor Jesus, preciso sempre que me livreis da perturbação e do medo; preciso muito de vossa paz, da certeza de ser amado e perdoado, de ser protegido. Creio em vós, e vos aceito como meu Salvador, porque sois o Filho de Deus e tudo podeis, e também porque sois homem e me podeis compreender. Ficai sempre comigo, ou melhor, não permitais que vos abandone nem um instante. Amém. 

segunda-feira, 4 de maio de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “O Fermento do Reino”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Paciência do Reino
 
Sempre estamos falando do Reino de Deus. É preciso aprofundar sempre mais o sentido de nossa participação. O primeiro elemento é que o Reino cresce como a semente boa. Mas não é somente Ele quem planta boa sementes. O Maligno está sempre ocupado em plantar a semente maldita. O joio, em seu crescimento, parece o trigo. Os empregados se oferecem para arrancar o joio. Com isso arrancaria também o trigo. É o primeiro ensinamento. Escolhemos o Reino, mas ele vai crescer em meio das maldades do mundo. Não podemos separar. Dentro de nós temos essa situação. Isso não se arranca com a mão. É preciso paciência na prática do bem, tendo o mal semeado em nós. A força de crescimento do Reino é interna. Mesmo pequenina, pode crescer como uma grandiosa árvore. Podemos comparar com a semente do eucalipto que é um pozinho. Não depende de nós seu crescimento. E Jesus explica que essa força interior da semente é igual ao fermento. É a energia de Deus. Nós não a controlamos. É preciso paciência nesse crescimento. Semear uma planta é crer no seu crescimento. Mas não podemos espremer para que cresça logo. O crescimento vem de Deus. O Maligno semeia também e suas plantas crescem. Quanto mais crescem, mais difícil fica de acabar com elas. É preciso não deixar o Maligno trabalhar perto de nós. Depende muito de nossas opções. No final vem a separação, como se separa o joio do trigo. As sementes do Maligno vão para o fogo. 
O Espírito é por nós 
Temos dentro de nós essa batalha entre o bem e o mal. São nossas opções, não são externas a nós como algo que nos foi imposto. Temos em nós a tendência ao mal. Jesus nos anunciou o Reino. Escolhendo seu caminho vamos convivendo com nossas tendências ao mal. O mal cresce. Mas temos a presença do Espírito Santo que nos foi dado por Jesus: “O Espírito vem em socorro da nossa fraqueza. Pois não sabemos o que pedir nem como pedir; é o próprio Espírito que intercede em nosso favor, com gemidos inenarráveis” (Rm 8,26). Nossa fragilidade se torna força pela ação do Espírito Santo que nos foi dado em nosso Batismo. Se o mal atua em nós, temos a intercessão do Espírito. Ele implora o que não sabemos dizer. Não sabemos a língua de Deus, mas Ele a sabe, e o faz em nosso favor. O mal e o bem não se equiparam. “Aquele que penetra o íntimo dos corações sabe qual é a intenção do Espírito” (Id 27). A batalha interior se desenvolve na liberdade humana. Deus não força seus filhos a amá-Lo, mas lhes dá todas as condições para vencerem. Por isso podemos seguir o que disse o dono da lavoura de trigo: “Deixem crescer um e outro até à colheita... Direi aos que cortam o trigo: arrancai primeiro o joio e amarrai-o em feixe para ser queimado. Recolhei o trigo no meu celeiro” (Mt 13,30). 
O Reino é sabedoria 
O Livro da Sabedoria nos mostra como Deus age. O Deus vingador não cabe no ensinamento de Jesus. “Deus cuida de todas as coisas, não é injusto no julgamento; é indulgente”... “Julgas com clemência e nos governas com grande consideração”. Esse procedimento é o maior ensinamento para nosso agir: “Assim procedendo, ensinaste que o justo deve ser humano”. “Desse modo nos deu a esperança de que Deus concede o perdão aos pecadores” (Sb 12,13,16-19). O Reino de Deus dentro em nós é regido pela sabedoria generosa compassiva. Deus não nos castiga e até cura nossas feridas. Ele nos fortalece e nos conforta com a presença de seu Espírito. 
Leituras: Sabedoria 12,13.16-19; Salmo 85; 
Romanos 8,26-27;Mateus 13,24-43. 
1. É preciso paciência na prática do bem, sendo o mal semeado em nós. 
2. A fragilidade se torna força pela ação do Espírito que nos foi dado em nosso Batismo. 
3. O Deus vingador não cabe no ensinamento de Jesus.
Lavoura sem cerca 
Jesus gostava das sementes para suas explicações. Ele era um homem do campo. E entendia bem. Gostamos de ver o Jesus mestre, pregador, fazendo milagres etc... mas nos esquecemos que até os trinta anos foi um roceiro. Era filho do carpinteiro. Mas tinha seu lugar para plantar para o sustento da casa. Não havia supermercado. Comia-se o que plantava. Por isso Jesus usa parábolas que caiam bem no ouvido do povo que era como Ele. Fazendo a comparação com esse problema que o homem teve em sua plantação, diz que acontece conosco do mesmo modo, pois junto de boas sementes o inimigo planta as más. Com elas temos que conviver. Na verdade é até bom porque, batalhando contra as más tendências e males, podemos ficar fortes para fazer crescer o bem. Não tiramos com as unhas. Mas defendemos com unhas e dentes o bem que há em nós. 
Homilia do 16º Domingo Comum (19.07.2020)

EVANGELHO DO DIA 04 DE MAIO

Evangelho segundo São João 14,21-26. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Se alguém aceita os meus mandamentos e os cumpre, esse realmente Me ama. E quem Me ama será amado por meu Pai e Eu amá-lo-ei e manifestar-Me-ei a ele». Disse-Lhe Judas, não o Iscariotes: «Senhor, como é que Te vais manifestar a nós e não ao mundo?». Respondeu-lhe Jesus: «Quem Me ama guardará a minha palavra, e meu Pai o amará; Nós viremos a ele e faremos nele a nossa morada. Quem Me não ama não guarda a minha palavra. Ora, a palavra que ouvis não é minha, mas do Pai que Me enviou. Disse-vos estas coisas enquanto estava convosco. Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos recordará tudo o que Eu vos disse». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Beato Jan van Ruysbroeck 
(1293-1381) 
Cónego regular 
Bodas Espirituais, III 
«O Espírito Santo vos ensinará todas as coisas» 
A vida de contemplação é a vida do Céu. Com efeito, graças ao amor de união com Deus, o homem ultrapassa o seu ser de criatura, descobrindo e saboreando a opulência e as delícias do próprio Deus, que Ele deixa escorrer sem cessar para o ponto mais secreto do espírito humano, onde este é semelhante à nobreza de Deus. Quando o homem, recolhido e contemplativo, se une assim à sua imagem eterna e quando, nessa limpidez, graças ao Filho, encontra o seu lugar no seio do Pai, fica iluminado pela verdade divina. Porque é preciso saber que o Pai celestial, abismo vivo, está voltado, pelas suas obras e com tudo o que nele vive, para o Filho, sua eterna Sabedoria (cf Pr 8,22s); e essa mesma Sabedoria, com tudo o que nela vive, reflete-se, pelas suas obras, no Pai, isto é, no abismo de que saiu. Deste encontro brota a terceira Pessoa, aquele que está entre o Pai e o Filho, quer dizer, o Espírito Santo, o amor mútuo entre eles, que é um com os dois, numa mesma natureza. Esse amor abraça e atravessa com entusiasmo o Pai, o Filho e tudo o que neles vive, e fá-lo com tal opulência e tal alegria que todas as criaturas ficam reduzidas a um silêncio eterno. Porque a maravilha intocável que se esconde neste amor ultrapassará eternamente a compreensão de qualquer criatura. Quando reconhecemos esta maravilha e a saboreamos sem espanto, é porque o nosso espírito se encontra para lá de si mesmo e é um com o Espírito de Deus, saboreando e olhando sem medida, tal como Deus saboreia e olha a sua própria riqueza, na unidade da sua profundeza viva, segundo o seu modo incriado. Este delicioso encontro, que tem lugar em nós segundo o modo de Deus, é constantemente renovado. Porque, assim como o Pai olha sem cessar todas as coisas como novas no nascimento de seu Filho, assim elas são amadas de uma maneira nova pelo Pai e pelo Filho na efusão do Espírito Santo. Eis o encontro do Pai e do Filho, no qual nós somos amorosamente abraçados com um amor eterno, graças ao Espírito Santo.

São José Maria Rúbio presbítero, +1929

Veio ao mundo em Dalías (Almería) no dia 22 de Julho de 1864. Dele disse o seu avô materno: "Eu morrerei, mas quem viver verá que este menino será um homem importante e que valerá muito para Deus". Frequentou a escola da freguesia natal e manifestava o gosto de ler as vidas dos santos. Um seu tio, Cónego, mandou-o estudar num Instituto de Bacharelato, mas descobrindo nele sinais de vocação sacerdotal, enviou-o para o Seminário diocesano de Almería. No Seminário de São Cecílio de Granada havia de terminar os estudos de filosofia, teologia e direito canónico. Foi ordenado no Seminário diocesano da Imaculada Conceição e de São Dâmaso, de Madrid, no dia 24 de Setembro de 1887, tendo sido incardinado nesta diocese. Na Capela da Virgem do Bom Conselho, na Catedral de Santo Isidro, celebrou a sua primeira Missa em 8 de Outubro seguinte. Em Toledo, obteve a Licenciatura em Teologia, em 1888, e Direito Canónico, em 1897.

04 de maio - Beato Salvador Emílio Moscoso

Os carrascos do Beato Salvador Emílio Moscoso, ao eliminá-lo, queriam atingir a fé católica. Mas foi uma tentativa fútil. O martírio desse heroico jesuíta, sempre vivo na memória orante da população, mostrou que a violência não é capaz de remover a fé das pessoas, nem de eliminar a presença da Igreja na sociedade. Quantas tentativas foram feitas na história da Igreja! No entanto, provado, ridicularizado, perseguido ao longo dos séculos, está mais vivo do que nunca. Devemos reconhecer que ainda hoje existem visões existenciais que tentam erradicar nosso povo de suas tradições culturais e religiosas. Concepções que não respeitam a dignidade da pessoa humana, a vida desde a concepção até o pôr do sol natural, a família e o casamento entre um homem e uma mulher.

Beato Tomás de Olera

Aos 21 setembro 2013, na Catedral de Bérgamo, o Cardeal Ângelo Amato, Prefeito da Congregação das Causas dos Santos, proclamou beato, Frei Tomás de Olera, um frade capuchinho que viveu entre os séculos XV e XVI. “Nós, acolhendo o desejo do nosso irmão Francesco Beschi, bispo de Bérgamo, de muitos outros irmãos no episcopado e de muitos fiéis, depois de ter recebido o parecer favorável da Congregação das Causas dos Santos, com nossa autoridade apostólica concedemos que o venerável Servo de Deus Tomás de Olera (no século Tomás Acerbis), leigo professo da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, que contemplando Cristo crucificado, tornou-se testemunha e zeloso catequista da alta caridade e divina Sabedoria, seja de agora em diante chamado Beato e que se possa celebrar a sua festa nos lugares e segundo as regras estabelecidas pelo Direito, cada ano em 04 de maio” São as palavras de Papa Francisco na carta apostólica lida sábado, 21 de setembro pelo Cardeal Ângelo Amato, na Catedral de Bérgamo, cheia de fiéis, ao início da celebração pela beatificação de Frei Tomás de Olera, da qual participaram numerosos frades capuchinhos, inclusive da Cúria geral com o Ministro geral e os Definidores.

Santa Afra de Bréscia, mártir – 4 de maio

Esta é uma mártir de quem conhecemos muito pouco, e que em algumas oportunidades é confundida com Santa Afra de Augusta. Não obstante, ela é representada muitas vezes em obras de pintura por artistas que trabalharam na região de Bréscia, sempre com roupas suntuosas e com símbolos do seu martírio: a palma e a lâmina serrada. A “passio” escrita por autor desconhecido, não dá informação precisa sobre a identidade da santa, porém assinala que era esposa de um nobre da cidade de Bréscia, de nome Itálico. A “passio” depende de uma narrativa muito conhecida nos séculos VIII e IX. De acordo com o relato, Afra estava no anfiteatro para ver como iam ser torturados Faustino e Jovita, os quais, fazendo o Sinal da Cruz, frearam cinco touros selvagens que docemente se colocaram aos seus pés.

Beata Ângela Bartolomea dei Ranzi Agostiniana Festa: 4 de maio

Biografia 
A Beata Ângela Bartolomea Dei Ranzi, também conhecida como Bartolomea, foi uma reverenciada freira agostiniana do século 15 no convento da Beata Michela em Vercelli, Itália. Nascida em um ano não especificado, sua vida permanece envolta em mistério, com registros históricos limitados disponíveis. No entanto, seu legado como figura sagrada dentro da Igreja Católica é digno de nota. A Beata Ângela Bartolomea Dei Ranzi dedicou sua vida ao serviço de Deus por meio de sua vocação religiosa. Ela abraçou os valores e ensinamentos da ordem agostiniana, que enfatizava a comunidade, a educação e o serviço.

Gregório, o iluminador Bispo, Santo (ca. 257-332)

Gregório nasceu na cidade de Valarxabad, na Arménia, por volta do ano 257. Seu pai matou o rei da Arménia, seu parente, numa conspiração com o reino da Pérsia, que assumiu o poder. Os soldados arménios encontraram o assassino do monarca e o executaram com toda a família, excepto o filho de um ano de idade, Gregório. O rei persa assumiu o trono da Arménia, não sem antes matar toda a família real. Entretanto o príncipe sucessor, Tirídates, e sua irmã, ainda crianças, conseguiram ser poupados, sendo enviados para Roma, onde receberam uma educação pagã digna da nobreza da época. O pequeno monarca recebeu, também, esmerada formação militar, destacando-se pela valentia. Ao mesmo tempo, Gregório foi enviado para a Cesareia da Capadócia, onde recebeu educação e formação cristã. Aos vinte e dois anos, casou-se com uma jovem também cristã e teve dois filhos, Vertanes e Aristakes.

Ciríaco de Jerusalém Bispo, mártir e Santo (século IV)

Segundo um antigo texto da tradição cristã, do século IV, um hebreu de nome Judas teria ajudado nos trabalhos para encontrar a cruz de Cristo na cidade de Jerusalém, promovidos pelo bispo e pela rainha Helena, que era cristã e mãe do então imperador Constantino. Esse hebreu converteu-se e tornou-se um sacerdote, tomando o nome de Ciríaco, que em grego significa “Patrício”, nome comum entre os romanos. Mais tarde, após ter percorrido as estradas da Palestina, ele foi eleito bispo de Jerusalém, e aí teria sido martirizado, junto com sua mãe, chamada Ana, durante a perseguição de Juliano, o Apóstata. Essa seria a história de são Ciríaco, que comemoramos hoje, não fosse a marca profunda deixada por sua presença na cidade italiana de Ancona, em Nápoles. A explicação para isto encontra-se no Martirológio Romano, que associou os textos antigos e confirmou sua presença em ambas as cidades. A conclusão de sua trajectória exacta é o que veremos a seguir.

Antonina de Niceia Mártir, Santa (século IV)

Antonina é o feminino do antigo nome latino Antonius, derivado provavelmente do grego Antionos, que significa "nascido antes". É um dos nomes mais difundidos entre os povos latinos, que ganhou muitos adeptos entre os cristãos. Mas, antes de Cristo, era muito comum também. Hoje festejamos a santa mártir Antonina, que morreu em Niceia, na Bitínia, actual Turquia, no final do século III. No Martirológio Romano, ela foi citada três vezes: dia 01 de março, 04 de maio e 12 de junho, e cada vez de maneira diferente, como se fossem três pessoas distintas. Vejamos porque. No século XVI, o cardeal e bibliotecário do Vaticano, César Barónio, unificou os calendários litúrgicos da Igreja, a pedido do Papa Clemente VIII, com os Santos comemorados em datas diferentes no mundo cristão. A Igreja dos primeiros séculos foi exclusivamente evangelizadora.

Floriano de Mantem militar, mártir, santo (século IV)

O mais antigo registro sobre Floriano foi encontrado num documento de doação datado do século VIII, através do qual o presbítero Reginolfo oferecia para a Igreja algumas propriedades de terras dentre as quais, “as do lugar aonde foi enterrado o precioso mártir Floriano”. Floriano viveu na cidade de Mantem, próxima de Kems, Alemanha. Nesta época, Diocleciano era o imperador e Aquilino o comandante do exército romano, na região do Danúbio, actual Áustria, onde existiam numerosas colónias do Império e vários batalhões de soldados que faziam sua defesa. Floriano era um militar desses batalhões. Os legionários romanos cristãos foram muito importantes, porque levaram a fé de Cristo às regiões mais remotas do Império Romano, pagando por esta difusão com a própria vida. Famosos e numerosos foram os mártires que pertenceram à essas legiões, mortos sob a perseguição do imperador Diocleciano, no início do século IV. Dentre eles encontramos Floriano e seus companheiros.

Beato Jorge Haydock e 84 companheiros, mártires ingleses

No dia 22 de Novembro de 1987, festa de Cristo Rei, João Paulo II elevou às honras dos altares 63 sacerdotes e 22 leigos que deram a vida por Jesus Cristo e pela Santa Igreja. “Sofreram o martírio na Inglaterra, entre os anos 1584 e 1679, em virtude de uma lei do Parlamento inglês contra os Jesuítas e contra quantos foram.ordenados no estrangeiro e depois retomaram à Inglaterra; os leigos foram trucidados porque oferece ram colaboração e assistência aos sacerdotes”. Eis uma parte da homilia do Santo Padre: “Tomás More o mais inglês dos santos, declarou no cadafalso: "Morre o bom servo do Rei, mas primeiro o servo de Deus". Deste modo dava testemunho da primazia do Reino. Hoje declaramos Beatos outros oitenta e cinco mártires: da Inglaterra, da Escócia e de Gales, e um da Irlanda. Cada um deles escolheu ser "primeiro servo de Deus". Eles abraçaram a morte conscientemente e da melhor vontade, por amor de Cristo e da Igreja.

João Martinho Moye Sacerdote, Fundador, Beato (1730-1793)

Sacerdote francês, fundador da
Congregação das Irmãs da Providência. 
Beatificado pelo Papa Pio XII 
em 21 de Novembro de 1954.
João Martinho Moye nasceu em Cutting, França, a 27 de Janeiro de 1730, sendo baptizado no dia seguinte, na igrejinha da Aldeia. Aos 24 anos foi ordenado sacerdote diocesano. Trabalhou em algumas Paróquias da Diocese de Metz. Austero, zeloso, logo manifestou raras qualidades, como Director Espiritual. Impressionado pela falta de conhecimento religioso em que viviam as crianças, atraiu almas de boa vontade e fundou uma primeira escola em Vigy (França), no dia 14 de Janeiro de 1762, que entregou a Margarida Lecomte: era a semente da Congregação das Irmãs da Providência e que hoje se estende em vários países. Teve de enfrentar muitas dificuldades e incompreensões. Um dia, vendo em perigo sua obra, entregou-a nas mãos da Virgem Maria Auxiliadora. A sua obra estava salva.

Ricardo Pampuri Hospitalário, Santo (1897-1930)

Em 1897, no dia 2 de Agosto, nasce em Trivolzio (Pavia) o décimo e penúltimo filho de Inocente Pampuri e Ângela Campari. Foi baptizado no dia seguinte com o nome de Hermínio Filippo. Matricula-se na Faculdade de Medicina da Universidade de Pavia em 1915, mas a 1 de Abril de 1917 inicia o serviço militar, sendo enviado três meses depois para a frente de combate, agregado aos serviços de saúde. No dia 6 de Julho de 1921 alcança a licenciatura em Medicina, com a máxima classificação. Participa numa peregrinação a Lurdes, na companhia dos tios, com paragem em Paray-le-Monial e em Ars. Cresce a ideia de seguir a vida religiosa, com o auxílio do P. Ricardo Beretta, seu conhecido desde 1923. A 6 de Junho de 1927 pede ingresso na Ordem Hospitaleira de São João de Deus. No dia 22 de Junho entra na Ordem como postulante e no dia 21 de Outubro ingressa no noviciado e toma o nome de Ricardo. Faz os votos temporários no dia 24 de Outubro de 1928. É encarregado do gabinete de dentista.

ORAÇÕES - 04 DE MAIO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado. 
4 – Segunda-feira – Santos: Floriano, Pelágia, Gregório de Venucchio 
Evangelho (Jo 14,21-26) “Judas - não o Iscariotes - disse-lhe: – Senhor, como se explica que te manifestarás a nós e não ao mundo?”
Jesus afirma que se manifestará a quem o ama e ao Pai. É por amor que Deus se manifesta, se revela, afasta o céus que impedem conhecê-lo. É só no amor e por amor que podemos acolher essa manifestação. O mundo, os que não amam, não podem acolher e entender o Cristo, e estão fechado à manifestação do Espírito. Se quero conhecer e compreender Jesus, preciso abrir-me ao amor.
Oração
Senhor Jesus, eu vos quero conhecer para vos amar, eu vos quero amar para vos conhecer. Preciso que me ensineis a amar, e que me transformeis para vos poder amar. Mudai-me, convertei a direção de minha vida; só vós o podeis fazer. Perdoai minhas resistências e meu medo de me entregar a vós. Apesar de mim mesmo, dai-me a vida nova, a salvação que vem de vós e do Espírito. Amém.

domingo, 3 de maio de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Palavra...Palavra”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Semeando a semente
 
A liturgia do 15º domingo é encantadora tanto em sua poesia humana, como em sua dimensão Divina. É a Palavra de Deus. A palavra é sempre uma poesia tocada pela harpa do coração. Quando quem toca a música é a Palavra viva, Deus visita seu mundo através da Palavra. Jesus conta uma parábola nascida de seus olhos que contemplavam os campos enquanto falava ao povo. Dizia: Olhem lá o homem que está semeando. Joga a semente, como que a esmo. Assim ela se espalha por lugares diferentes. O costume do tempo era jogar a semente sobre a terra e depois vir com o arado de madeira e revolver a terra para que a semente pudesse germinar. Assim ela cai em lugares férteis e também em outros, como entre os espinhos, pelo caminho onde o povo passa, sobre lugares pedregosos e em terra boa. De acordo com a terra é a produção. Nem todas as sementes têm resultado bom. Aqui temos uma questão dura: “Quem tem ouvidos, ouça!”. Ouvir indica a compreensão da pessoa como um todo. Assim leva à realização em ações frutuosas. Ouvir é colocar em prática com docilidade. Os discípulos perguntam: “Por que fala em parábola ao povo?”. Somente quando a gente é discípulo, isto é, ouve o Semeador, é que a Palavra vai ao coração. Esse campo recebe também a Palavra da Vida que tem o vigor da chuva que cumpre sua missão, como diz Isaias. Esse campo é o campo de Deus. Deus visita com suas chuvas. A natureza responde na alegria do Semeador: “As colinas se enfeitam de alegria, e os campos de rebanhos, os vales se revestem de trigais: tudo canta de alegria!” (Sl 64). 
Semeando a Palavra 
Assim Jesus explica essa parábola do Reino: Quem não está interessado é como a estrada na qual o Maligno pisa e leva o que foi semeado. O que recebe a semente sobre as pedras é o que recebe com alegria, mas é superficial. Quando chega o sofrimento, fica sem fruta. O que recebe entre os espinhos, isto é, preocupações e riquezas, ouve sem atenção e não leva a produzir fruto. Ficam palavras vazias, mesmo se bonitas. Finalmente a terra boa que produz fruto. Assume e toma as atitudes coerentes com a Palavra. Temos aí o resultado de plenitude. Se eu der tudo o que posso, sempre sou cem por cento. Deus semeia sempre sua Palavra. A palavra anunciada tem a força do Deus que a pronunciou. O homem que a recebe é convidado a estar sempre preparando sua terra, pois é garantida a chuva no tempo certo. Podemos fazer aqui uma ligação da leitura com o salmo. É belo ver o salmista que, unido à natureza, dá-lhe vida de louvor. A natureza de Deus revela o esplendor de sua ação que semeia vida por onde passa: “Tudo canta de alegria”. A natureza é uma festa.
Libertando o Universo 
Respeitando a natureza, nós a transformamos em um anúncio permanente da grandeza de Deus. Aqui temos o conhecimento da união da natureza com a obra da redenção. Deus redime o Universo. Não é só poesia. O pecado do homem atinge a natureza porque lhe tira a capacidade criadora de ser vida. Ela espera ansiosamente pela sua libertação. A redenção de Jesus, vivida no mundo, liberta a natureza conduzindo-a a sua missão de dar vida. Quanto mais venço o pecado, mais a natureza vive. O pecado tem uma influência universal. Faz mal a tudo. A natureza vai enxugar suas lágrimas e se unirá ao mundo da graça no altar do sacrifício. O pão e vinho são o Corpo e Sangue do Senhor. Esta é a ressurreição dos filhos de Deus que ressuscitará o mundo. É o Paraíso. Temos aí o sentido espiritual da ecologia que pode transformar-nos diante desse dom. 
Leituras: Isaias 55,1-11; Salmo 64; 
Romanos 8,18-23; Mateus 13,1-23. 
1. Quando a gente é discípulo, isto é, ouve o Semeador, é que a Palavra vai ao coração.
2. A palavra anunciada tem a força do Deus que a pronunciou.
3. A redenção vivida no mundo liberta a natureza conduzindo-a a sua missão de ser vida. 
Aparelho de ouvido 
É tão difícil começar a não ouvir. Perde-se o contato com o mundo, pois dificulta ir ao coração. Pela vista colhemos o mundo. Pelo ouvido semeamos no coração. Jesus, no evangelho de hoje, mostra que entendia muito bem da vida do povo, pois ele participava del. Tantas vezes teria feito isso. Jesus fala e alguns não ouvem. Estão com ouvidos ruins. O aparelho de ouvido é a boa vontade de estar aberto e aproveitar o máximo do que é semeado. Não se trata de um concurso de quem consegue ouvir mais, mas quem se abre por inteiro. O resultado compete a Deus. Se eu fizer o que posso, sempre chego a cem por cento. 
Homilia do 15º Domingo Comum (12.07.2020)

EVANGELHO DO DIA 03 DE MAIO

Evangelho segundo São João 14,1-12. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Não se perturbe o vosso coração. Se acreditais em Deus, acreditai também em Mim. Em casa de meu Pai há muitas moradas; se assim não fosse, Eu vos teria dito que vou preparar-vos um lugar? Quando Eu for preparar-vos um lugar, virei novamente para vos levar comigo, para que, onde Eu estou, estejais vós também. Para onde Eu vou, conheceis o caminho». Disse-Lhe Tomé: «Senhor, não sabemos para onde vais: como podemos conhecer o caminho?». Respondeu-lhe Jesus: «Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por Mim». Se Me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai. Mas desde agora já O conheceis e já O vistes». Disse-Lhe Filipe: «Senhor, mostra-nos o Pai e isto nos basta». Respondeu-lhe Jesus: «Há tanto tempo que estou convosco e não Me conheces, Filipe? Quem Me vê, vê o Pai. Como podes tu dizer: "Mostra-nos o Pai"? Não acreditas que Eu estou no Pai e o Pai está em Mim? As palavras que Eu vos digo, não as digo por Mim próprio; mas é o Pai, permanecendo em Mim, que faz as obras. Acreditai-Me: Eu estou no Pai e o Pai está em Mim; acreditai ao menos pelas minhas obras. Em verdade, em verdade vos digo: quem acredita em Mim fará também as obras que Eu faço e fará obras ainda maiores, porque Eu vou para o Pai. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Beato Maria Eugénio do Menino Jesus
(1894-1967) 
Carmelita, fundador de Notre Dame de Vie 
«O bom Jesus» 
Como entrar no seio da Trindade 
Durante a sua vida pública, Nosso Senhor revela e explica progressivamente a sua mediação: «Eu sou o caminho, a verdade e a vida», diz (Jo 14,6). Filho de Deus, gerado eternamente como Verbo do Pai e revelado no tempo como Verbo Encarnado, Jesus transporta em Si a luz incriada que é Deus e toda a luz que Deus quis manifestar ao mundo, a vida que está dentro da Trindade e a vida que Deus deseja derramar nas almas. Nele estão todos os tesouros da sabedoria e da graça, e é da sua plenitude que nós os recebemos. A nossa graça é filial; esta é uma nota essencial. Recebemos um espírito filial «pelo qual exclamamos: "Abbá, Pai"» (Rm 8,15). No seio da Santíssima Trindade, ou somos filhos ou não somos. Ora, o Pai tem apenas um Filho, o seu Verbo. O ritmo eterno da vida no interior da Santíssima Trindade é imutável: Deus Pai, através do seu autoconhecimento, gera o Verbo que O exprime; o Pai e o Filho, através de uma espiração comum de amor, dão origem ao Espírito Santo. Nem os séculos nem a eternidade alterarão este movimento. Como podemos nós entrar nele e participar nele, como exige a nossa vocação sobrenatural? Só através de uma adoção e de uma ligação tal, que cria uma certa unidade com uma das Pessoas divinas. O Verbo encarnou, assumiu uma humanidade que atraiu a Si, cativa feliz, para a glória que o Verbo tinha antes de o mundo existir. Através desta santa humanidade de Cristo, o Verbo alcança e atrai todos os que se deixam alcançar pela sua graça. O Cristo inteiro, difuso e completo, é colocado, pela sua unidade com o Verbo, sob a paternidade eternamente fecunda do Pai da luz e da misericórdia, e com Ele espira o amor do Espírito Santo, o qual, sendo Espírito do Pai e do Filho, se torna, consequentemente, o Espírito da Igreja e nosso.

03 de maio - Santo Estanislau Kazimierczyk

"Santo Estanislau Kazimierczyk, religioso do século XV, pode ser também para nós exemplo e intercessor. Toda a sua vida estava vinculada à Eucaristia. Em primeiro lugar na igreja do Corpus Domini em Kazimierz, na hodierna Cracóvia onde, ao lado da mãe e do pai, aprendeu a fé e a piedade; onde emitiu os votos religiosos na Congregação dos Cônegos Regulares; e onde trabalhou como sacerdote e educador atento ao cuidado dos necessitados. Porém, estava ligado de maneira particular à Eucaristia, através do amor fervoroso por Cristo presente sob as espécies do pão e do vinho; vivendo o mistério da morte e da ressurreição, que se cumpre na Santa Missa de modo incruento; através da prática do amor ao próximo, cuja fonte e sinal é a Comunhão." 
Papa Bento XVI – Homilia de Canonização – 
17 de outubro de 2010 

03 de maio - Santo Alexandre I - Papa

Nascido em Roma, por volta do ano 75, Alexandre foi o sexto papa da Igreja Católica, sucedendo a Evaristo, contando com apenas 30 anos de idade. Era de família nobre, bem conhecido na esfera política e apesar de sua juventude exercia forte influência sobre as pessoas. Era um homem com firmeza de personalidade, mas muito piedoso e de reconhecida santidade. Alexandre instituiu a utilização de água benta para aspersão nas casas, costume até hoje preservado na Igreja. Estabeleceu também que na consagração se usasse pão sem fermento e decretou, que antes da consagração do vinho, este fosse misturado com água, demonstrando, assim, a união de Cristo com a Igreja. Acrescentou à celebração da missa as palavras qui pridie quam pateretur (que no dia anterior Ele Sofreu).