terça-feira, 19 de maio de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Dai-nos amar”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Capacidade de síntese
 
Jesus caminha para a realização da vontade do Pai. O evangelista mostra, através das investidas dos inimigos, o núcleo de seu ensinamento. A questão agora é a fonte síntese de toda a lei. O que dá sentido a todo o ensinamento e prática da vida do povo de Deus? Jesus responde com os dois mandamentos: amar a Deus de todo o coração, de toda a alma e de todo o entendimento. É o homem todo. E já emenda: amarás o próximo como a ti mesmo. Toda lei e os profetas dependem desses dois mandamentos (Mt,22,40). Eles se resumem também a vida e missão de Jesus. As palavras sobre o maior mandamento são a síntese de tudo o que Deus quer para o mundo. Para isso enviou o Filho. Por elas podemos entender que Jesus está indicando o que significará sua Paixão. São elas que nos manifestam o Mistério Pascal em seu conteúdo. É bom notar que o amor a Deus só existe quando acontece no relacionamento com o próximo. Quando se buscam outros fundamentos para a fé cristã, como por exemplo, a tradição ou princípios espirituais, é porque queremos escamotear aquilo que nos compromete. Contemplemos os movimentos espirituais, as espiritualidades, os métodos de oração, as manias religiosas! Não se importam com o amor ao próximo. Não se trata de um amor espiritualizado. Tem que ser concreto, com as mãos na massa, sujando nossos pés. Comprometer-se com o próximo como se fosse um outro eu. É o único caminho para o Céu. Jesus dizia que “estreita é a porta e apertado o caminho que conduz à vida. E poucos são os que o encontram” (Mt 7,14). 
O grito do oprimido 
No livro do Êxodo, na secção do Código da Aliança, nos capítulos 21-23, há uma legislação voltada para os necessitados. Deus, como “parente do pobre”, o defende e protege através do próprio povo. Cuida do estrangeiro, do órfão e da viúva, dos endividados, e dos trabalhadores. O cuidado de Deus é como o da mãe que se levanta para ver se o filhinho está coberto. E ai de quem não respeitar o pobre que clamar a Deus. Começa pelo estrangeiro: “Não maltrateis o estrangeiro porque fostes estrangeiros” (Ex 22,20). É preciso compreender sua situação, pois Deus compreendeu a situação do povo oprimido. O órfão e a viúva eram os mais explorados por não terem direitos nem aonde recorrer, a não ser o coração ferido do Pai. Esse tem ouvidos apurados. E defenderá com rigor os pobres endividados: “Não se pode lhes cobrar juros”. O cuidado com aqueles que deram algo em penhor, vai ao ponto de Se preocupar que não passem frio. O que falta ao pobre está na conta de Deus que vai cobrar caro. “Se clamar por Mim, Eu o ouvirei porque sou misericordioso” (Id 21-26). Ele tem ouvidos atentos ao pobre. 
Fé que supera 
Paulo mantém um belo relacionamento com as comunidades que iniciou com sua pregação. Não atraia a si, mas a Cristo: “Vós vos tornastes imitadores nossos e do Senhor, acolhendo a Palavra com alegria do Espírito Santo, apesar de tantas tribulações” (1Ts 1,6). Assim se tornaram modelo e missionários; Sua fé levou muitos outros a abandonarem os ídolos e aderiram ao Deus Vivo. Desse modo podemos afirmar que as comunidades vivas são grandes e mais eficientes evangelizadoras. Por isso podemos ver como dizem os evangélicos: “venha à minha igreja”. Todos são responsáveis individualmente e em comunidade pela evangelização. A celebração eucarística é a primeira comunidade evangelizadora. Evangeliza renovando-se e se renova evangelizando. 
Leituras: Êxodo 22,20-26; Salmo 17; 
1 Tessalonicenses 1,5c-10; Mateus 22,34-40. 
1. O mandamento do amor é a síntese do que Deus quer. Para isso enviou o Filho. 
2. Deus, como “parente do pobre”, o defende e o protege através do próprio povo. 
3. A celebração eucarística é a primeira comunidade evangelizadora. 
Farra do amor 
Que farra! Ninguém fala isso do trabalho. O amor abre espaço a todo tipo de farra. O amor sustenta a alegria, sara as dores e conserta os estragos do ódio. É o que ensina Jesus sobre o maior mandamento. Resume toda a lei. Há quem ligue o amor a uma farra desordenada. Jesus liga o amor farrista ao cuidado com os muitos descuidos que temos com a pessoa dos necessitados, como lemos nos mandamentos do livro do Êxodo. Essa farra não só dá alegria como a multiplica. E o Pai diz amém. 
Homilia do 30º Domingo Comum (25.10.2020)

EVANGELHO DO DIA 19 DE MAIO

Evangelho segundo São João 17,1-11a. 

Naquele tempo, Jesus ergueu os olhos ao Céu e disse: «Pai, chegou a hora. Glorifica o teu Filho, para que o teu Filho Te glorifique, e, pelo poder que Lhe deste sobre toda a criatura, Ele dê a vida eterna a todos os que Lhe confiaste. É esta a vida eterna: que Te conheçam a Ti, único Deus verdadeiro, e Aquele que enviaste, Jesus Cristo. Eu glorifiquei-Te sobre a Terra, consumando a obra que Me encarregaste de realizar. E agora, Pai, glorifica-Me junto de Ti mesmo com a glória que tinha em Ti, antes que houvesse mundo. Manifestei o teu nome aos homens que do mundo Me deste. Eram teus e Tu Mos deste, e eles guardam a tua palavra. Agora sabem que tudo quanto Me deste vem de Ti, porque lhes comuniquei as palavras que Me confiaste e eles receberam-nas: reconheceram verdadeiramente que saí de Ti e acreditaram que Me enviaste. É por eles que Eu rogo; não pelo mundo, mas por aqueles que Me deste, porque são teus. Tudo o que é meu é teu, e tudo o que é teu é meu; e neles sou glorificado. Eu já não estou no mundo, mas eles estão no mundo, enquanto Eu vou para Ti». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São John Henry Newman 
(1801-1890) 
Teólogo, 
fundador do Oratório em Inglaterra 
PPS, vol.6, n.º 10 
Eu estou sempre convosco até 
ao fim dos tempos» (Mt 28,20) 
O regresso de Cristo a seu Pai é simultaneamente uma fonte de pesar, por ser sinónimo da sua ausência, e uma fonte de alegria, por significar a sua presença. Estes paradoxos cristãos, que brotam da doutrina da ressurreição e da ascensão, são mencionados com frequência nas Escrituras: afligimo-nos, mas sem deixarmos de rejubilar, «como não tendo nada, mas possuindo tudo» (2Cor 6,10). Na verdade, é esta a nossa condição presente: perdemos a Cristo, e encontramo-lo; não O vemos e, apesar disso, podemos discerni-lo; estreitamos-Lhe os pés (cf Mt 28,9) e Ele diz-nos «Não Me detenhas» (Jo 20,17). Mas como? Tendo perdido a perceção sensível e consciente da sua pessoa, já não nos é possível vê-lo, ouvi-lo, falar-Lhe, segui-lo de terra em terra; no entanto, usufruímos espiritual, imaterial, interior, mental e realmente da sua visão e da sua posse, uma posse que tem maior realidade e maior presença do que os apóstolos jamais tiveram, precisamente por ser espiritual e invisível. Todos nós sabemos que, neste mundo, quanto mais perto de nós está um objeto, menos conseguimos aperceber-nos dele e compreendê-lo. Na Igreja, Cristo está tão perto de nós que não somos capazes sequer de O fixar com o olhar, ou de O distinguir. Apesar disso, Ele instala-Se em nós e, desse modo, toma posse da herança por Ele adquirida; não Se nos apresenta, e todavia atrai-nos a Si e faz de nós seus correligionários. Não O vemos; no entanto, pela fé, sentimos a sua presença, porque Ele está ao mesmo tempo acima de nós e em nós. Por conseguinte, sentimos pesar, porque não temos consciência dessa presença, e ao mesmo tempo alegria, porque sabemos quem possuímos: «Sem O terdes visto, vós O amais; sem O ver ainda, acreditais nele. E isto é para vós fonte de uma alegria inefável e gloriosa, porque conseguis o fim da vossa fé: a salvação das vossas almas» (1Pe 1,8-9).

19 de maio - Beato Rafael Luis Rafiringa

Beato Rafael Luis Rafiringa, religioso dos Irmãos das Escolas Cristãs, que, convertido do paganismo, manteve a presença e a vitalidade da Igreja em Madagascar quando todos os sacerdotes foram expulsos. Nasceu em Antananarivo, Madagascar, em 1856, filho de um funcionário da rainha. A vida do Beato na infância, transcorreu em um marco tradicional, em seguida sofreu a influência franco-inglesa e, por fim, totalmente francesa. A realidade sócio-política em que viveu torna-o num verdadeiro e significativo intérprete da evolução ocorrida no seu país. Rafael Luis Rafiringa reflete o novo espírito malgaxe formado a partir da vivência tradicional e da abertura à novidade trazida pela presença inglesa e francesa. A sua vida toca várias realidades que deixaram marcas positivas muito importantes: paganismo, cristianismo, escolar, literário, político e até judicial.

19 de maio - Beatos Clemente de Ósimo e Agostinho de Tarano (Agostinianos)

Ambos foram líderes da Ordem Agostiniana: Clemente era conhecido pelo seu espírito de caridade, seu amor pela simplicidade e pelo modo próprio de ser agostiniano; e Agostinho era conhecido pela sua humildade, seu zelo pela observância da vida religiosa e seu amor à contemplação. Ambos ocuparam o cargo de Prior Geral da Ordem quando esta estava em seu início. Obra conjunta dos dois beatos foi a revisão das Constituições da Ordem. Tal feito os tornou célebres na história da Ordem. Seu culto foi confirmado por Clemente XIII: o do beato Clemente em 1759 e o do beato Agostinho em 1761.

Santos Partênio e Calogero Martiri-Festa: 19 de maio(†)304

Estes dois Santos, sepultados na catacumba de São Calisto, em Roma, foram martirizados no ano 304 e celebrados pela Liturgia no seu “dies natalis”. Provavelmente, eram irmãos, de origem armênia e eunucos. Certo Emiliano, no seu leito de morte, lhes confiou a sua filha Anatólia Calista.
Esses dois mártires que morreram em 304 estão sepultados no cemitério de San Calisto, em Roma, lembrados no dia de seu deus natal: provavelmente são dois irmãos de origem armênia, eunucos de um certo Emiliano que, em seu leito de morte, lhes confiou sua filha Anatólia Callista. Martirológio Romano: Também em Roma, os santos Partênio e Calogero, mártires que, sob o imperador Diocleciano, deram testemunho distinto a Cristo. A Depositio Martyrum lembra, em 19 de maio e com data consular de 304, Calogero e Partônio como enterrados no cemitério de Calisto.

Santo Urbano I, papa

Uma colina separa a cidade de Chieti, nos Abruços, da aldeia de Bucchianico. Em meados do ano 1300, as duas localidades tomaram parte de uma das muitas guerras fronteiriças. Chieti decidiu que estava na hora de atacar e envolveu os habitantes da pequena aldeia, obstinadamente apinhados dentro e ao redor do castelo, com vista para o vale. «Certo dia, – narra a história, que muito deve à lenda - um exército, talvez de mercenários, avançou para Bucchianico, com intenções facilmente compreensíveis pelos vigias da aldeia. Os habitantes eram poucos, mas seu comandante militar, o "sargento", teve uma ideia genial: pediu aos poucos homens, dizem também às mulheres, para usar couraças ou qualquer tipo de armadura e começar a se mover dentro do castelo e ao lado da colina, sem interrupção. Os invasores notam de longe aquele vai e vem, que parecia um gigantesco exército em manobra, e desistem das suas intenções beligerantes».

Santa Pudenziana de Roma, Virgem e mártir-Festa: 19 de maio

(†)cerca de 155
 
As informações sobre sua vida vêm principalmente da "Gesta", um texto hagiográfico escrito entre os séculos V e VI. Segundo esse relato, Pudentiana era filha de Pudens, um rico senador romano que se converteu ao cristianismo. Sua casa, localizada no Esquiline, tornou-se um importante ponto de encontro para a comunidade cristã primitiva, chegando a sediar a pregação de São Pedro e São Paulo. A "Gesta" narra que Pudenziana, que ficou órfã, dedicou sua vida à fé e à caridade, realizando milagres e conversões. Ela sofreu martírio durante a perseguição de Antonino Pio, por volta de 155 d.C., sendo decapitada. 
Emblema: Palma 
Seu nome combinado com o de s. Praxedes, um mártir romano e sua irmã, aparece nos itinerários do século VII, dos quais parece que eram venerados por peregrinos no cemitério de Priscila na Via Salaria.

Santa Maria Bernarda Bütler, Fundadora - 19 de mai

Verena Bütler nasceu e foi batizada em Auw (cantão de Argovia, Suíça) no dia 28 de maio de 1848. Era a quarta filha de Henrique e de Catarina Bütler, camponeses humildes e católicos praticantes. Ao concluir o ensino escolar básico, se dedicou aos afazeres domésticos e ao trabalho no campo. Fez uma tentativa de vida religiosa, mas ao perceber que Deus não a chamava a viver naquele local, voltou para a casa paterna, onde se entregou ao trabalho, à oração e ao apostolado, alimentando sempre sua vocação. Finalmente, no dia 12 de novembro de 1867, aos 19 anos de idade, ingressou no mosteiro das Irmãs Capuchinhas de Maria Hilf, de vida contemplativa, em Altstätten, próximo de Saint Gallen, ao norte da Suíça. Em 4 de maio de 1868 vestiu o hábito franciscano, tomando o nome religioso de Maria Bernarda do Sagrado Coração de Maria.

Beata Pina Suriano, Leiga - 19 de maio

Nasceu em Partinico (Itália), centro agrícola da província de Palermo, a 18 de fevereiro de 1915; foi batizada no dia 6 de março com o nome de Giuseppina (Josefina em português), mas será sempre conhecida com o diminutivo: Pina. Os seus jovens pais, José e Graziela Costantino, viviam dos modestos proventos do trabalho nos campos; a família era profundamente religiosa o que refletia no ânimo sereno de Pina. De índole dócil e submissa, interessava-se pelas coisas simples da vida relacionadas com o sentido religioso que será, ao longo de toda a sua vida, o primeiro dos seus interesses. Pina recebeu em família a primeira educação moral e religiosa, que depois foi aperfeiçoada, a partir dos 4 anos de idade, quando entrou no asilo das Irmãs "Collegine de San Antonio".

Beata Humiliana Cerchi, Viúva e Terciária Franciscana - 19 de ma

Martirológio Romano:
Em Florença, Beata Humiliana, da Ordem Terceira de São Francisco, que suportou com paciência e mansidão muitos maus tratos do esposo e, tendo enviuvado, se dedicou inteiramente à oração e às obras de caridade († 1246). 
Os Cerchi, guelfos da parte branca, eram uma família ilustre: um irmão de Humiliana ocupou cargos públicos importantes. Era época de lutas infinitas, mesmo dentro das muralhas da cidade. O vizinho podia ser um inimigo e, portanto, cada casa rica tinha a sua torre. Os guelfos eram leais ao Papa e os gibelinos ao imperador alemão. Na verdade, mais do que por motivos políticos se lutava por motivos econômicos; ricos comerciantes e nobres que disputam o poder. Em Florença, as lutas começaram com a morte de Buondelmonte, no domingo de Páscoa de 1215.

Ivo Hélory de Kermartin Apóstolo da Bretanha, Santo 1253-1303

Bispo francês, evangelizador da Bretanha.
Ivo, ou melhor, Yves Hélory de Kermartin, filho de um nobre, nasceu em 17 de outubro de 1253, no castelo da família, na Baixa Bretanha, França. Educado e orientado por sua mãe, muito religiosa, até a idade de catorze anos, recebeu uma sólida formação religiosa e cultural. Nessa ocasião, decidiu continuar os estudos em Paris, acompanhado de seu professor, João de Kernhoz. Os próximos doze anos foram dedicados aos estudos de teologia e filosofia na escola de são Boaventura e de direito civil e canónico, cursados na cidade de Orléans, junto ao famoso jurista Pierre de la Chapelle. Era muito respeitado no meio académico, por sua aplicação nos estudos e devido à sua vida de piedade muito intensa.

Pedro Celestino Beneditino, Fundador, Papa e Santo (1215-1296)

Pedro nasceu em 1215, na província de Isernia, Itália, de pais camponeses com muitos filhos. Segundo os escritos, decidiu que seria religioso aos seis anos de idade, quando revelou esse desejo à mãe. Cresceu estudando com os beneditinos de Faifoli. Assim que terminou os estudos, retirou-se para um local ermo, onde viveu por alguns anos. Depois foi para Roma, recebendo o sacerdócio em 1239. Entrou para a Ordem beneditina e, com licença do abade, voltou para a vida de eremita. Assumiu, então, o nome de Pedro de Morrone, pois foi viver no sopé do morro do mesmo nome, onde levantou uma cela, vivendo de penitências e orações contemplativas. Em 1251, fundou, com a colaboração de dois companheiros, um convento. Rapidamente, sob a direcção de Pedro, o convento abrigava cada vez mais seguidores.

Agostinho Novello Agostiniano, Beato (1240-1309)

Sacerdote agostiniano. 
Foi nomeado pelo papa Nicolau IV 
para o cargo de penitente apostólico 
e seu confessor particular.
Mateus nasceu na cidade de Termini Imerese, antiga Terano, na Sicília, Itália, pelo ano 1240. Era filho de um alto funcionário daquela corte, e foi enviado pelos pais à Universidade de Bolonha para estudar direito civil e eclesiástico. Um dos seus companheiros de estudos foi o futuro rei Manfredi, do reino da Sicília, o qual, ao assumir o trono pela morte de seu pai, mandou chamar o amigo para ser seu chanceler. Nessa corte, Mateus se distinguiu pela notável cultura e humildade. Em 1266, o rei Manfredi morreu num combate, e Mateus teve de fugir, mesmo ferido como estava. Sentindo o chamado de Deus, decidiu mudar de vi-da, mas ocultando sua origem e cultura. Foi procurar acolhida no convento dos agostinianos de Sena, no qual vestiu o hábito como um simples irmão leigo, tomando o nome de Agostinho.

Crispim de Viterbo Capuchinho, Santo (1668-1750)

Pedro nasceu em Viterbo, em 13 de novembro de 1668, na Itália. Era filho de Ubaldo Fioretti e Márcia, que, viúva, já tinha uma filha. Porém Ubaldo também faleceu logo depois, deixando Pedro órfão ainda muito pequeno. Assim, Márcia, novamente viúva, casou-se com o irmão de Ubaldo, o sapateiro Francisco, do qual as crianças eram muito afeiçoadas. Francisco, assumindo o lugar paterno, encaminhou o menino para estudar na escola dos padres jesuítas e o fez seu aprendiz na sapataria. Entretanto, Pedro demonstrava uma vocação religiosa muito forte, sendo fervoroso devoto de Jesus Cristo e de Maria. Em 1693, vestiu o hábito dos capuchinhos, tomando o nome de frei Crispim de Viterbo, em homenagem ao santo padroeiro dos sapateiros. Até 1710, serviu em vários mosteiros de Tolfa, Roma e Albano, quando foi, definitivamente, para Orvietto. Versátil, exerceu várias funções, como cozinheiro, enfermeiro, encarregado da horta e, além disso, passou a esmolar de porta em porta. Foram quarenta anos de vida de humildade, penitência e alegria, contagiando a todos que tiveram a felicidade de sua convivência e conselho.

19 de maio de 1853: A aparição da Virgem das Dores

     Era a tarde do dia 19 de maio de 1853.
    Veronica, como sempre, está nos campos com a intenção de pastar suas ovelhas. O céu lentamente se torna coberto de nuvens e se torna escuro. Raios e trovões criam uma atmosfera de medo. A menina, na companhia de seu irmão Tista (o irmão mais novo João Batista), empurra as ovelhas em direção a uma cabana onde ela pretende se abrigar. De repente, uma senhora vestida de branco aparece diante de Veronica...
     Na colina, a uma curta distância da Casetta (*), a chuva cai. Tista já reunira as ovelhas e corria com elas para o refúgio, enquanto sua irmã está parada. É estranho que ali, ao lado daquela senhora, não chovia. Por quê? O que é tudo isto?  Ouçamos a narração do evento sensacional da própria boca da garota:
     “Eu estava no lugar chamado La Casetta, cuidando das ovelhas, eram mais de trinta, e comigo estava meu irmão João Batista de 7 - 8 anos, a quem eu dissera que se abrigasse, como ele fez, em uma cabana próxima, quando começou a cair a chuva, e eu estava direcionando as ovelhas para a cabana acima mencionada, para me refugiar junto com meu irmão e, enquanto isso, para não ficar molhada, cobri minha cabeça com minha própria túnica, dobrando-a. Ao me preparar para ir à cabana, vi uma senhora na minha frente, o topo da minha cabeça chegava na altura do coração dela. A senhora estava virada de costas. Quando me chamou, ela me fez ajoelhar um pouco para trás do lado direito, à uma distância que nos separava, de modo que onde terminava o ombro direito da senhora começa o meu lado esquerdo e via sua bochecha direita e parte do olho: aquela pequena parte do rosto era muito bonita.

ORAÇÕES - 19 DE MAIO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
19 – Terça-feira – Santos: Crispim de Viterbo, Prudenciana, Ivo.
Evangelho (Jo 17,1-11a) “A vida eterna é esta: que eles te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e àquele que tu enviaste, Jesus Cristo.”
A salvação, a vida que dura para sempre, a participação na vida divina consiste em conhecer a Deus e Cristo, seu enviado. Não se trata de um simples conhecimento teórico, mas de um conhecimento pessoal. Temos a vida eterna se reconhecemos Deus como Pai, Jesus como nosso salvador, colocando-os em primeiro lugar em nossa vida, entregando-nos a eles da forma mais completa.
Oração
Senhor, creio que sois um só Deus em três pessoas, creio que Jesus é o Filho encarnado em nossa humanidade. Creio que dependo totalmente de vós para existir, para viver, para ser feliz. Entrego-me a vós. Purificai-me de todo o mal, conservai-me na participação de vossa vida divina. Unido a Jesus, quero ser continuação de sua presença. Amém.

segunda-feira, 18 de maio de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “De quem é a imagem”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Deus é o Senhor
 
Jesus se aproxima do fim de seu ministério. O evangelista resume questões fundamentais que lhe eram propostas: uma é questão de política religiosa, o imposto ao imperador, outra é de moral, o matrimônio, uma espiritual, o maior mandamento e a sua divindade. Os inimigos de tendências diferentes se ajuntam para comprometê-lo a tomar partido contra o imperador, contra o imposto ou contra o povo que não admitia esse imposto. Para fazer o mal os inimigos se combinam. Jesus pede uma moeda e pergunta: “De quem é a imagem e a inscrição?” - “De César”, respondem. E Jesus, sabendo que era uma armadilha, responde: “Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. Essa frase já recebeu muitos sentidos. Até se falou que se refere à separação de Igreja e Estado. Nós nos fixamos na resposta de Jesus. Mas seu sentido é mais amplo. Pode-se partir dos termos imagem e inscrição da moeda. O império aceita a imagem do imperador. E até lhe fazem templos, como um culto a um deus. Todos aceitam sua política, sua ordem econômica e devolvem uma parte do dinheiro recebido de César como tributo exigido. Trata-se de restituir a César o que veio de César (Imperador). Mas a grandeza de um rei é estar a serviço de Deus, como nos apresenta a primeira leitura. É estar a serviço de Deus, como nos apresenta o texto de Isaías. Deus é o Senhor que tudo comanda: “Eu sou o Senhor, não existe outro: fora de mim não há deus”. O imperador não é dono do mundo. 
De quem é a imagem? 
Na moeda estava cunhada a imagem (ícone) do imperador. Jesus pergunta: “De quem é a imagem?” Jesus escapa da armação que lhe fazem e conduz o assunto a declarar-Se Senhor e todos como imagem de Deus. Essa temática é muito rica. Deus fez o homem a sua imagem e semelhança. Com o sopro lhe deu a existência (Gn 2,7) destinada à vida imortal. O imperador, através de sua imagem, não é o dono do mundo. Deus criou tudo e a terra é sua. Também Cesar, seu dinheiro, sua imagem, sua inscrição e seu tributo pertencem a Deus. O selo de Deus está marcado na testa dos homens. Nele pôs o selo de seu Filho (Jo 6,27). Tudo deve ser restituído a Deus. Com isso não está descartada a autoridade humana constituída para o bem do povo e que tem sua origem em Deus. Não dispensa a restituição do tributo à autoridade. Estando sujeito à autoridade deve saber que César não é autônomo. Ele também tem que prestar contas a Deus. Esse complexo de autoridade, como poder, está presente também nas autoridades eclesiásticas e naqueles que os cercam. Jesus nos mostra muito bem o que é o serviço do poder. Este deve estar a serviço da glória de Deus. O salmo convida a todas as nações que dêem ao Senhor poder e glória (Sl 95).
Fraternidade apostólica 
Paulo em suas cartas chega aos cumes da sabedoria cristã. Mas não sai da realidade humana. Fala de coisas humanas como lemos hoje: “Damos graças a Deus por todos vós, lembrando-vos sempre em nossas orações... recordamos a atuação de vossa fé, o esforço de vossa caridade e a firmeza da vossa esperança” (1Ts 1,2-3). É uma comunidade cheia do Espírito Santo que, no dizer de Paulo, foi seu evangelizador: “O evangelho chegou até vós, não somente por meio de palavras, mas também mediante a força que é o Espírito Santo; e isso com abundância” (Id 5b). Mesmo sabendo do poder do Espírito Santo, Paulo não deixa de se comprometer afetivamente com essa comunidade (1Ts 2,17). O afeto deve permear todos os aspectos da evangelização. A fé atinge a pessoa toda em todas as suas dimensões. 
Leituras: Isaias 45,1.4-6; Salmo 95;
1 Tessalonicenses 1,1-5b; Mateus 22,15-21. 
1. A grandeza de um rei é estar a serviço de Deus. 
2. A autoridade humana que é constituída para o bem do povo, tem sua origem em Deus. 
3. O afeto deve permear todos os aspectos da evangelização e as dimensões do homem. 
Rei da cocada 
Temos muitos tipos de reis desde a Inglaterra até ao rei do carnaval, o Momo. Jesus não Se gloria de ser rei, a não ser para declarar a verdade. Ele responde a Pilatos que pergunta se Ele é rei. Responde “tu o dizes”, isto é: você que está falando. E diz que seu reino não é desse mundo. Pior é que gostamos de ser rei na Igreja. O Papa usava uma tríplice coroa. Outros, se não usam coroa, fazem o que os reis faziam e querem essas glórias. Ele foi rei coroado na cruz. Ali sim, estão as insígnias reais. Todo o poder que Je
sus concede é o de servir. Para esse, não tem partido político. Nem a concorrência é grande. Os que têm vida, são os que se doam.
Homilia do 29º Domingo Comum (18.10.2020)

EVANGELHO DO DIA 18 DE MAIO

Evangelho segundo São João 16,29-33. 
Naquele tempo, disseram os discípulos a Jesus: «De facto, agora falas abertamente, sem enigmas. Agora vemos que sabes tudo e não precisas que ninguém Te faça perguntas. Por isso acreditamos que saíste de Deus». Respondeu-lhes Jesus: «Agora acreditais? Vai chegar a hora — e já chegou— em que sereis dispersos, cada um para seu lado, e Me deixareis só; mas Eu não estou só, porque o Pai está comigo. Digo-vos isto, para que em Mim tenhais a paz. No mundo, sofrereis tribulações. Mas tende confiança: Eu venci o mundo». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São João Paulo II 
(1920-2005) 
Papa 
Mensagem para o Dia Mundial da Paz 2002, §9-10
«No mundo, sofrereis tribulações. 
Mas tende confiança: 
Eu venci o mundo» 
As famílias, os grupos, os Estados, a própria Comunidade internacional, necessitam de abrir-se ao perdão para restaurar os laços interrompidos, superar situações estéreis de mútua condenação, vencer a tentação de excluir os outros, negando-lhes a possibilidade de apelo. A capacidade de perdão está na base de cada projeto de uma sociedade futura mais justa e solidária. Pelo contrário, a falta de perdão, especialmente quando alimenta o prolongamento de conflitos, impõe custos enormes ao desenvolvimento dos povos: os recursos são destinados à corrida aos armamentos, às despesas de guerra, às consequências das represálias económicas. Deste modo, acabam por faltar os recursos financeiros necessários para gerar desenvolvimento, paz e justiça. Quantos sofrimentos padece a humanidade por não saber reconciliar-se, e quantos atrasos por não saber perdoar! A paz é a condição do desenvolvimento, mas a paz verdadeira só é possível somente com o perdão. A proposta do perdão não é de imediata compreensão nem de fácil aceitação; é uma mensagem de certo modo paradoxal. De facto, o perdão implica sempre uma aparente perda a curto prazo; mas garante, a longo prazo, um lucro real. Com a violência passa-se exatamente o contrário: opta-se por um lucro de vencimento imediato, mas que prepara para depois uma perda real e permanente. À primeira vista, o perdão pode parecer uma fraqueza, mas não o é; ele pressupõe, tanto para ser concedido como para ser aceite, uma força espiritual e uma coragem moral a toda a prova. Em vez de humilhar a pessoa, o perdão leva-a a um humanismo mais pleno e mais rico, capaz de refletir em si um raio do esplendor do Criador.

Santa Rafaela Maria virgem, fundadora, +1925

Nasceu em Córdova, Espanha, no ano de 1850. Juntamente com sua irmã de sangue, Dolores, fundou a Congregação das Escravas do Sagrado Coração de Jesus, dedicada à adoração ao Santíssimo Sacramento e ao cuidado das crianças. Sta. Rafaela ocupou o cargo de madre superiora e sua irmã – e cofundadora –, o de ecónoma geral. Em 1893, a irmã de Sta. Rafaela começou a difundir entre as conselheiras da ordem a ideia de que Sta. Rafaela Maria, por não ser apta para as questões económicas, também não deveria continuar a governar a congregação, como de facto aconteceu: Sta. Rafaela deixou o cargo, que foi ocupado pela irmã; esta foi superiora durante 10 anos. Nos 32 anos de vida que lhe restavam, esta grande serva de Deus viveu uma profunda humildade, realizando as tarefas de que a encarregavam sempre com muito amor e obediência, na graça de Deus; foi uma verdadeira adoradora do Santíssimo Sacramento. Sta. Rafaela Maria morreu em 1925, em Roma, tendo sido sepultada na sede da congregação nessa cidade. Foi canonizada em 1977, pelo papa Paulo VI. http://www.cancaonova.com/portal/

18 de maio - São Venâncio de Camerino

Venâncio de Camerino é o padroeiro de Camerino, Itália. Segundo a tradição cristã, Venâncio tinha apenas 15 anos de idade quando foi torturado e decapitado durante a perseguição de Décio. Foram martirizados com ele outros dez cristãos, incluindo o padre Porfírio, o tutor de Venâncio, e Leôncio, o bispo de Camerino. Era o dia 18 de maio do ano 250. Procurado pelas autoridades pagãs da cidade, e ameaçado com torturas e morte se não voltasse ao culto dos deuses pagãos, por ordem dos éditos imperiais. Venâncio, adolescente pela idade, mas de forte personalidade, se recusa a obedecer e, então, é submetido a inúmeras torturas. Antes de ser morto, Venâncio foi flagelado, queimado com tochas, pendurado de cabeça para baixo sobre uma fogueira, teve seus dentes arrancados e sua mandíbula, quebrada, foi atirado aos leões e jogado de um desfiladeiro. As atas do seu martírio narram, ainda, que quando começou a perseguição aos cristãos, ele conseguiu escapar por um breve período de Camerino, e se escondeu em Raiano, onde também há uma igreja dedicada a ele. Venâncio foi enterrado fora da muralha da cidade, onde uma basílica foi construída no século V e depois reconstruída muitas vezes ao longo dos séculos.