sexta-feira, 3 de julho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Permanecei no meu amor”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
A morada de Deus
 
A liturgia desse domingo nos remete à oração coleta da celebração: “Dai-nos celebrar com fervor esses dias de júbilo em honra do Cristo ressuscitado, para que nossa vida corresponda aos mistérios que recordamos”. A correspondência ao mistério celebrado e à vida em Cristo estão na verdade de que são um só mistério vivido na dimensão simbólica e em sua realização na vivência do amor fraterno. Simbólica enquanto podemos conhecer a vida de Deus em nós e no mundo através dos gestos sacramentais. São símbolos eficazes da graça. Realizamos os gestos sacramentais e Deus nos dá sua graça correspondente aos sinais. A vida de Deus em nós se manifesta através do amor fraterno que é expressão do amor colocado em nossos corações. Esse é o tempo de Deus: o amor. É como um espelho do Céu. “A glória de Deus a ilumina e sua lâmpada é Jesus, o Cordeiro” (Ap 21,23). O esplendor da Cidade Santa – Jerusalém Celeste – o Céu - está na glória de Deus manifestada em Cristo Ressuscitado. O povo judeu sentia a presença de Deus na cidade santa e o templo era seu orgulho. Com a vida de Cristo e sua Ressurreição se reconstrói essa cidade no coração do povo. Ela acolherá todos os eleitos. Quem são os eleitos? Os que constroem o templo de Deus em suas vidas e na comunidade. A comunidade é o templo de Deus no mundo. Sua luz é a vida dos fiéis, aqueles que, como Cristo, permanecem unidos ao Pai e aos irmãos. Precisamos fazer da Igreja uma luz diferente para o mundo. As estruturas humanas quando não são morada de Deus no mundo, são inúteis e perniciosas. 
A morada dos homens 
Jesus proclama a nova residência de Deus na morada dos homens: “Se alguém me ama, guardará minha palavra e meu Pai o amará e viremos a ele e nele estabeleceremos morada” (Jo 14, 23). O coração fraterno edifica a casa de Deus no mundo. Nela encontramos o Pai, o Filho e o Espírito. O Pai ama, O Filho é a Palavra e o Espírito é a memória do ensinamento. Abre o sentido e o conteúdo da Palavra expressa através de nossas categorias humanas. Recorda o que Jesus disse e edifica nossa vida de acordo com a Palavra. Assim o amor de Deus é permanente. Dessa casa de peregrinos, pois estamos de passagem, vamos à casa definitiva. Nela edificamos a Jerusalém celeste, feita de pedras preciosas que são o coração dos filhos de Deus. O amor fraterno fortalecerá os alicerces no ensinamento dos Apóstolos do Cordeiro. É a casa do amor fraterno. Onde há o amor de doação, ali Deus está. O amor não é um privilégio da instituição Igreja. É o fruto do Espírito derramado no mundo. Onde existe o amor, aí Deus está. Não nos interessa ter mais cristãos no mundo, mas que o amor penetre todos os segmentos da sociedade. Podemos ver que muitas ações sociais existente são como que continuação das obras de caridade das irmandades. 
Buscando caminhos 
Queremos uma vida serena na Igreja. Mas continuamos humanos e recebemos o Evangelho em nossa condição humana. Esse é o melhor chão para se semear a Palavra pois Cristo viveu essa condição como o melhor meio de fazer a revelação do Pai. As tensões na comunidade não querem demonstrar que não conseguiram ainda ser morada de Deus entre os homens. Na linha da Encarnação, Deus dirige seu povo através de homens e mulheres vivos e em crescimento. A comunidade é perfeita porque não tem problemas, mas porque tem a capacidade de ver os problemas e procurar a solução na fé animada pelo amor. O amor fraterno dá a certeza de que Deus fez sua morada em nós. Por isso produzimos frutos. 
Leituras:Atos 10,25-26.34-35.44-48; 
Salmo 97; 
1ª João 4,7-10; João15,9-11. 
1. A vida de Deus em nós se manifesta através do amor fraterno. 
2. O amor não é um privilégio da Igreja. É o fruto do Espírito derramado no mundo. 
3. Deus dirige seu povo através de homens e mulheres vivos e em crescimento. 
Deus quer uma casa 
Tá ruim o negócio imobiliário. Jesus escolheu a terminologia morada para expressar sua vida em nós. Quer nossa casa. Está difícil ser uma casa para Deus morar. Ele é muito exigente. Tem uma mobília grande e muito tareco. Temos casa. Mas não se ajusta às suas necessidades. Primeiro temos que sair de dentro para Ele poder entrar. Deus só entra em nós quando saímos de nós. Deus quer fazer muitas coisas, mas só faz através de nós. O Reino de Deus não é das alturas, mas das baixuras. Essa casinha que somos nós tem que ser aberta para todos. É uma invasão. Só confusão.
Homilia do 6º Domingo da Páscoa (09.05.2021)

EVANGELHO DO DIA 03 DE JULHO

Evangelho segundo São João 20,24-29. 
Naquele tempo, Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. Disseram-lhe os outros discípulos: «Vimos o Senhor». Mas ele respondeu-lhes: «Se não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, se não meter o dedo no lugar dos cravos e a mão no seu lado, não acreditarei». Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez em casa e Tomé com eles. Veio Jesus, estando as portas fechadas, apresentou-Se no meio deles e disse: «A paz esteja convosco». Depois disse a Tomé: «Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; aproxima a tua mão e mete-a no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente». Tomé respondeu-Lhe: «Meu Senhor e meu Deus!». Disse-lhe Jesus: «Porque Me viste, acreditaste; felizes os que acreditam sem terem visto».
Tradução litúrgica da Bíblia 
Bento XVI 
Papa de 2005 a 2013 
Audiência geral de 27/09/06 
(trad. DC 2367, p. 958 © Libreria Editrice Vaticana) 
São Tomé quer seguir Cristo para onde quer que Ele vá e compreender tudo o que Ele diz Quando Jesus, num momento crítico da sua vida, decidiu ir a Betânia para ressuscitar Lázaro, aproximando-Se assim perigosamente de Jerusalém (cf Mc 10,32), Tomé disse aos seus condiscípulos: «Vamos nós também, para morrermos com Ele» (Jo 11,16). 
Esta sua determinação em seguir o Mestre é deveras exemplar e oferece-nos um precioso ensinamento: revela a disponibilidade total para aderir a Jesus, até identificar o próprio destino com o dele e querer partilhar com Ele a prova suprema da morte. De facto, quando os Evangelhos usam o verbo «seguir» é para significar que para onde Ele Se dirige, para lá deve ir também o seu discípulo. Deste modo, a vida cristã define-se como uma vida com Jesus Cristo: morrer juntos, viver juntos, estar no seu coração como Ele está no nosso. Uma segunda intervenção de Tomé está registada na Última Ceia. Naquela ocasião Jesus, predizendo a sua partida iminente, anuncia que vai preparar um lugar para os discípulos, para que eles estejam onde Ele estiver; e esclarece: «Para onde Eu vou, conheceis o caminho»; é então que Tomé intervém e diz: «Senhor, não sabemos para onde vais: como podemos conhecer o caminho?». Estas palavras proporcionam a Jesus a ocasião para proferir a célebre definição: «Eu sou o caminho, a verdade e a vida» (Jo 14,4-6). Tomé é, portanto, o primeiro a quem é feita esta revelação, mas ela é válida também para todos nós Ao mesmo tempo, a sua pergunta confere-nos o direito, por assim dizer, de pedir explicações a Jesus. Muitas vezes, não O compreendemos; tenhamos a coragem de Lhe dizer: não te compreendo, Senhor, ouve-me, ajuda-me a compreender. Desta forma, com esta franqueza, que é o verdadeiro modo de rezar, de falar com Jesus, exprimimos a insuficiência da nossa capacidade de compreender, ao mesmo tempo que nos colocamos na atitude confiante de quem espera luz e força daquele que é capaz de as conceder.

SANTO EUTÍQUIO

 
Eutíquio foi condenado ao martírio no IV século. Após uma privação prolongada de comida e sono, foi finalmente lançado em um precipício. As notícias que temos sobre ele se encontram no epitáfio, colocado pelo Papa Dâmaso sobre seu túmulo, no cemitério de São Sebastião, na Via Ápia, em Roma. 

Beata Maria Ana Mogas Fontcuberta, Fundadora - 3 de julho

Seus pais, Lourenço Mogas e Madalena Fontcuberta, eram abastados proprietários de terras. Maria Ana Peregrina Mogas nasceu em Carró de Vall (Granollers, Barcelona, Espanha) no dia 13 de janeiro de 1827 e foi batizada no dia seguinte. Educada pela família numa vida cristã coerente, frequentou com proveito a escola elementar. A serenidade da família foi abalada em 1834 com o falecimento do pai, seguida pela da mãe em 1840. Sua tia e madrinha, Maria Mogas, levou-a para Barcelona, onde continuou seus estudos.Por volta de 1848, Maria Ana, que era orientada a uma vida piedosa e ao apostolado paroquial, se uniu a um grupo de noviças capuchinhas exclaustradas pela perseguição antirreligiosa daquele tempo, as quais tinham a intenção de constituir um centro para a educação da juventude.

Tomé, Apóstolo Século I

Embora na nossa memória a presença de são Tomé faça sempre pensar em incredulidade e nos lembre daqueles que "precisam ver para crer", a sua importância não se resume a permitir a inclusão na Bíblia da dúvida humana. Ela nos remete, também, a outras fraquezas naturais do ser humano, como a aflição e a necessidade de clareza e pé no chão. Mas, e principalmente, mostra a aceitação dessas fraquezas por Deus e seu Filho no projecto de sua vinda para nossa salvação. São três as grandes passagens do apóstolo Tomé no livro sagrado. A primeira é quando Jesus é chamado para voltar à Judeia e acudir Lázaro. O seu grupo tenta impedir que se arrisque, pois havia ameaças dos inimigos e Jesus poderia ser apedrejado. Mas ele disse que iria assim mesmo e, aflito, Tomé intima os demais: "Então vamos também e morramos com ele!"

Santo Anatólio, Patriarca de Constantinopla Festa: 3 de julho

(†)Constantinopla, 3 de julho de 458
 
Santo Anatólio, Patriarca de Constantinopla, professou firmemente a verdadeira fé nas duas naturezas de Cristo, conforme expressa no volume enviado a Flaviano pelo Papa São Leão Magno, e assegurou que ela também fosse professada no Concílio de Calcedônia. No entanto, persistiram dúvidas quanto à sua aceitação da consagração episcopal por um bispo monofisista. 
Etimologia:Anatólio =Derivado do termo grego "Anatolius", o nome está relacionado ao conceito de "nascente" ou "oriente".
Martirológio Romano: Em Constantinopla, Santo Anatólio, bispo, professou a verdadeira fé nas duas naturezas de Cristo, expressa pelo Papa São Leão Magno em sua carta a Flaviano, e trabalhou para que ela fosse reafirmada no Concílio de Calcedônia.

Leão II Papa, Santo + 683

O papa Leão II era filho de um médico chamado Paulo e nasceu na Sicília. Os outros poucos dados que temos sobre ele foram extraídos do seu curto período à frente do governo da Igreja de Roma, quase onze meses. Em 681, ele já estava em Roma, onde exercia a função de esmoler-mor da Igreja. Era um homem extremamente culto, eloquente, professor de ciências, profundo conhecedor de literatura eclesiástica. Além de falar fluentemente o grego e o latim, era especialista em canto e salmodia. Por tudo isso os historiadores entendem que ele deve ter sido um mestre em alguma escola teológica cristã, de seu tempo e sua região. Foi eleito dias após a morte do papa Ágato.

03 de julho - São Raimundo Gayrard

Raimundo Gayrard nasceu em Tolouse, na França, por volta da metade do século XI. Segundo a tradição, São Raimundo foi colocado a serviço da igreja de São Saturnino, exercitando-se no ministério do canto. Não obstante seu serviço na igreja, ele permaneceu como simples leigo. Narra-se que São Raimundo contraiu um matrimônio, mas sua esposa veio a falecer logo após as núpcias. Provando uma grande tristeza, ele tomou então a decisão de não mais se casar, dedicando sua vida ao total serviço do próximo, verdadeiro salvador de seus concidadãos, ele construiu duas pontes sobre os Hers, cujas frequentes inundações eram um obstáculo à passagem de homens e mercadorias. Distribuiu seus bens entre os pobres e fundou um pequeno centro de caridade, voltado à hospedagem dos mais pobres. Sua obra mais importante foi a reconstrução da igreja de São Saturnino, pois tendo alguma competência na área da arquitetura, São Raimundo acabou assumindo a direção do canteiro de obras, dando um grande impulso à reconstrução da igreja. A um certo ponto, sua vida foi inteiramente devotada à essa construção, a ponto de pedir aos cônegos de poder ser aceito entre eles. Ao final, os cônegos não só o aceitaram, como o elegeram superior do capítulo. Infelizmente ele não pôde ver sua obra terminada, já que no dia 3 de julho de 1118, ele entregava sua alma para Deus. Após os funerais, ele foi sepultado no asilo que havia fundado. Logo, muitas notícias de milagres ocorridos junto ao seu túmulo começaram a se espalhar, de modo que grande número de peregrinos acorria a esse local em visitação devota. Em 1652, o Papa Inocêncio III reconheceu oficialmente seu culto de veneração.

ORAÇÕES - 03 DE JULHO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
3 – Sexta-feira Santos: Tomé, Anatólio, Leão II
Evangelho (Jo 20,24-29) “Se eu não vir a marca dos pregos ... e não puser a mão no seu lado, não acreditarei.”
Tomé não acreditou porque viu e tocou nas chagas do ressuscitado, mas porque Jesus ressuscitado tocou em seu coração. Desapareceram as dúvidas, brilhou a tranquila certeza da fé firme e inexplicável como o amor. Só posso crer em Jesus porque me amou primeiro e me faz amá-lo. Quero pedir que aumente meu amor.
Oração
Senhor Jesus, só na fé eu vos encontro, reconheço e amo. A iniciativa não foi minha, vós é que viestes procurar-me e libertar. Se ainda tentar resistir, vencei-me e tomai conta de minha vida e de meu futuro. Não sei por onde e para onde quereis levar-me. Sei apenas que posso confiar; antes de me procurar, morrestes por mim. Amém.

quinta-feira, 2 de julho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Dia do Senhor”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SEN
HOR
Domingo dia do Senhor
 
O domingo já teve muito mais honra. Nem por isso precisamos perder sua riqueza na vida da Igreja. Ouvi dizer que os comunistas russos quiseram fazer uma semana de dez dias...não deu certo. O Criador, que fez o homem e a mulher, soube dar o ritmo. E o pôs sob lei sagrada (10 mandamentos) um dia de repouso. Era o sábado que foi sufocado com tantas leis humanas. A Igreja, a partir dos apóstolos, começou o mundo novo no primeiro dia da semana que passou a ser chamado dia do Senhor. A primeira criação termina no sábado. A segunda criação começa com a Ressurreição. O feriado é outro departamento. A celebração, desde o início, é o dia do Senhor. Razão: João, no Apocalipse diz: “Entrei em êxtase no dia do Senhor” (Ap 1,8). “O dia do Senhor é atribuído pelos cristãos ao dia que segue o sábado, já desde o primeiro século, até hoje”. Tertuliano o chama de Kyriaké, dia do Kýrios, do Cristo, o Senhor ressuscitado e glorificado, o dia Daquele que conheceu a morte e que é o Vivente para sempre, por todos os séculos (id 18). “Vemos que não fala da criação do mundo, não faz referência ao Deus Criador, mas a Cristo, o Senhor. O domingo é dia de Cristo por excelência, porque é o dia de sua Ressurreição. O culto cristão primitivo é centrado sobre Jesus morto e ressuscitado ao qual são atribuídos os títulos de glória como “Salvador” (At 5,27), Cristo (At 5,42) e Cristo Senhor (At 2,36)” (A Bergamini, Cristo Festa da Igreja, p 142-143). O cristianismo se desenvolveu no meio pagão e não judeu, por isso, o sábado não influiu. 
Domingo, dia da Ressurreição
O domingo é memorial do Mistério Pascal em sua totalidade. O oitavo dia foi o dia da presença do Ressuscitado e dia de Pentecostes. É o dia em que celebramos a presença de Cristo em seus mistérios de Ressurreição, da Ascensão e da efusão do Espírito. É dia da presença atual do Senhor entre seus discípulos reunidos em assembleia. É dia da espera da volta do Senhor glorioso; porque e dia da nova criação e da vinda do alto, é dia de ouvir a Palavra, como fez Jesus aos dois discípulos que iam a Emaús (Lc 24,25-27). Dia de celebrar os sacramentos pascais, como “partir o pão”, Eucaristia. É dia da celebração eucarística. Um pagão, chamado Plínio, escreve no ano 112, que os cristãos acusados e presos se reuniam num dia fixo, antes da aurora para cantar junto um hino a Cristo como Deus. São Justino (+ 165) diz as razões: “No dia chamado do sol, nos reunimos em um único lugar... fazemos a leitura das memórias dos apóstolos e dos escritos dos profetas... Reunimo-nos porque é o primeiro dia no qual Deus mudou as trevas e a matéria, fez o mundo, e no qual Jesus Cristo, nosso Salvador ressuscitou dos mortos”. Os mártires de Abitene, Tunísia, presos diziam: “Nós devemos celebrar o dia do Senhor. É nossa lei. Não podemos viver sem celebrar o dia do Senhor”. Não se falou de feriado. 
Páscoa semanal 
O povo de Deus nasceu do acontecimento pascal. É um acontecimento comunitário, tanto no antigo, como no novo povo. A Igreja se reúne para proclamar o fato que mudou o mundo. Para proclamar esse dom, reúne-se semanalmente. A Palavra de Deus congrega a comunidade na fé, junto com Cristo Ressuscitado. Antes de celebrar a Páscoa anual, já celebrava a Páscoa semanal. Nela se realiza o culto completo. Aqui se deveriam fazer todos os sacramentos que são a expressão da Ressurreição na vida. É dia da Assembleia no qual se celebra a totalidade do Mistério Pascal, inclusive a Segunda Vinda: Dizemos “Vinde, Senhor Jesus”. Estamos juntos para acolher o Senhor que vem.
ARTIGO PUBLICADO EM MAIO DE 2021

EVANGELHO DO DIA 02 DE JULHO

Evangelho segundo São Mateus 9,1-8. 
Naquele tempo, Jesus subiu para um barco, atravessou o mar e foi para a cidade de Cafarnaum. Apresentaram-Lhe então um paralítico que jazia numa enxerga. Ao ver a fé daquela gente, Jesus disse ao paralítico: «Filho, tem confiança; os teus pecados estão perdoados». Alguns escribas disseram para consigo: «Este homem está a blasfemar». Mas Jesus, conhecendo os seus pensamentos, disse: «Porque pensais mal em vossos corações? Na verdade, que é mais fácil: dizer: "Os teus pecados estão perdoados" ou dizer: "Levanta-te e anda"? Pois bem. Para saberdes que o Filho do homem tem na Terra o poder de perdoar os pecados, levanta-te», disse Ele ao paralítico, «toma a tua enxerga e vai para casa». O homem levantou-se e foi para casa. Ao ver isto, a multidão ficou cheia de temor e glorificava a Deus por ter dado tal poder aos homens.
Tradução litúrgica da Bíblia
Isaac da Estrela (1171) 
Monge cisterciense 
Homilia 11, PL 194, 1728A–1729C 
«Não é só Deus que pode
 perdoar os pecados?» (Mc 2,7)
Há duas coisas que pertencem apenas a Deus: a honra de receber a confissão e o poder de perdoar. Devemos confessar-nos a Ele e esperar dele o perdão. Com efeito, perdoar os pecados pertence unicamente a Deus; por isso, apenas a Ele devemos confessá-los. Mas o Todo-Poderoso, o Altíssimo, tendo tomado uma esposa fraca e insignificante, fez dela uma rainha. E colocou-a a seu lado, ela que estava a seus pés; pois foi do seu lado que ela saiu e foi por aí que Ele a desposou (cf Gn 2,22; Jo 19,34). E, tal como tudo o que pertence ao Pai é do Filho e tudo o que é do Filho é do Pai, pela unidade da sua natureza (cf Jo 17,10), assim também o esposo deu todos os seus bens à esposa e tomou sobre Si tudo o que pertence à esposa, que uniu a Si mesmo e também a seu Pai. Foi por isso que o Esposo, que é uno com o Pai e uno com a esposa, lhe retirou tudo o que nela havia que não era próprio da sua natureza, fixando-o na cruz em que carregou os pecados dela, pregando-os ao madeiro e destruindo-os pelo madeiro. Ele assumiu o que era natural e próprio da esposa; e deu à esposa o que era divino e próprio dele. Deste modo, Ele partilha a fraqueza da esposa e os seus gemidos, e tudo é comum ao Esposo e à esposa: a honra de receber a confissão e o poder de perdoar. Tal é a razão desta frase: «Vai mostrar-te ao sacerdote» (Mc 1,44).

02 de julho - Beata Dove Kang Wan-su

Dove Kang Wan-suk nasceu de uma união ilegítima em 1761. Ela pertencia a uma das famílias nobres de Naepo, no antigo distrito de Chungcheong-do, na Coréia. Desde a infância ela era conhecida por sua sabedoria e honestidade: evitava fazer más ações ou mentir. Philip Hong Pil-ju, que será martirizado pela fé em 1801, é um dos seus enteados. Por causa de suas origens "não-oficiais", ela tem que aceitar ser uma segunda esposa para Hong Ji-yeong, um nobre da região de Deoksan. Imediatamente após o casamento, ela conhece a religião católica e começa a se interessar por ela. Obtém alguns livros católicos, medita e percebe a grandeza da mensagem cristã. Mesmo antes de começar o catecumenato, ela começa a acreditar em "Deus, mestre do céu e da terra e em sua religião. Isto dá mensagens corretas, por isso mesmo a sua doutrina deve estar correta".

Santos Processo e Martinianus, Mártires -Festa: 2 de julho

Venerados no dia do seu nascimento para a vida eterna, ambos foram os guardiões dos apóstolos Pedro e Paulo, durante a sua prisão no cárcere Mamertino, e convertidos por eles. Mártires, por causa da sua fé cristã, foram sepultados no cemitério de Dâmaso, na segunda milha da Via Aurélia, em Roma. 
Venerados em seu aniversário, Processus e Martinianus guardaram os apóstolos Pedro e Paulo durante seu encarceramento na Prisão Mamertina e foram convertidos por eles. Martirizados por sua fé cristã, estão sepultados no cemitério de Dâmaso, no segundo quilômetro da Via Aurélia, em Roma. 
Martirológio Romano: Em Roma, no cemitério de Dâmaso, no segundo quilômetro da Via Aurélia, os santos Processo e Martinianus, mártires.

Santa Monegunda, Venerada em Tours

Monegunda de Tours, madre e 
anacoreta francesa do século VI . 
(*)Chartres, França, 515 
(+)Tours , 2 de julho de 570) 
Monegunda casou-se e teve duas filhas, que morreram ainda bebês, o que a mergulhou em uma depressão que, temia, sobrepujaria sua dor, fazendo-a concentrar-se em si mesma, o que ela conseguiu superar, preenchendo o vazio de sua vida com a presença de Deus, para o qual escolheu uma vida de eremita. Com o apoio do marido, ela construiu um quarto onde pudesse dedicar sua vida à solidão e à oração. O quarto estava mobiliado apenas com uma esteira, na qual ela descansava brevemente. Sua única comida era um pouco de pão de aveia e água. Depois de vários anos nesse estilo de vida, Monegunda ganhou tal fama e reputação de santidade que, para evitá-la, decidiu se mudar para Tours, na Nêustria , onde construiu um eremitério perto do túmulo de São Martinho de Tours , seguindo sua mesma regra de vida.

Beata Eugênia Joubert, Religiosa - 2 de julho

Filha de Pedro Joubert e Antônia Celle, ricos viticultores, nasceu no dia 11 de fevereiro de 1876 em Yssingeaux (Le Puy), na França, a quarta de oito filhos. Até aos 16 anos seguiu um longo percurso de educação civil e religiosa: estudou nas Irmãs Ursulinas de Monistral, onde também recebeu sua primeira comunhão em 1888; nas Irmãs de São José de sua cidade Yssingeaux e em 1889-1892, no Colégio de Santa Maria de Le Puy, conduzidas pelas Irmãs de Notre Dame. Em 1895, aos 19 anos, aconselhada pelo seu diretor espiritual, Padre Rubussier, sacerdote jesuíta, entrou no Instituto da Sagrada Família do Sagrado Coração, fundada por ele e pela Madre Maria Inácia Melin, Instituto destinado ao ensino da catequese, sobretudo aos mais pobres e mais abandonados. Eugênia fez o noviciado em Saint-Denis (1896), e sua profissão religiosa em 1897, dedicando-se completamente ao apostolado e ao ensino do catecismo aos meninos e meninas.

Bem-aventurado Pedro de Luxemburgo Bispo Festa: 2 de julho

(*)Ligny-en-Barrois, França, 20 de julho de 1369
(+)Villeneuve-les-Avignon, França, 2 de julho de 1387 
Nasceu em 20 de julho de 1359, em Ligny-en-Barrois, perto de Nancy, o sexto filho de Guy de Luxemburgo e Mahaut de Châtillon. Órfão de ambos os pais, foi educado por sua tia, Jeanne de Châtillon, em Saint-Pol. Em 1377, matriculou-se no Colégio de Navarra, em Paris, onde conheceu o teólogo Pierre d'Ailly. Em 1378, foi nomeado cônego de Paris pelo antipapa Clemente VII; tinha apenas oito anos de idade. O próprio Clemente VII o nomeou, em 1382, cônego de Cambrai e arquidiácono de Dreux e Bruxelas. Em 10 de fevereiro de 1384, nomeou-o bispo de Metz e, em 15 de abril do ano seguinte, criou-o cardeal. Pedro assumiu a sé episcopal, mas em 1385 renunciou devido a conflitos entre o antipapa e o papa legitimamente eleito, Urbano VI.

Bernardino Realino Presbítero, Santo 1520-1616

Bernardino nasceu em Capri (Itália) em 1530. Profissional do Direito, à sólida competência unia extraordinária formação humanística. De temperamento optimista, alegre, respeitador dos outros e Bernardin Realino, Presbítero, Santoinclinado à beneficência, entrou para o noviciado dos jesuítas em Nápoles aos 34 anos. Trabalhou depois por 10 anos naquela cidade, pregando, catequizando, dedicando-se aos doentes, aos pobres e encarcerados. Com Bernardino Realino (1530-1616) aconteceu um facto talvez único na historia dos santos: ainda em vida foi nomeado padroeiro da cidade de Lecce. Ao espalhar-se a notícia de que o padre Bernardinho estava morrendo, o prefeito da cidade reuniu a câmara e dirigiu-se ao colégio dos jesuítas.

João Francisco Régis presbítero, santo + 1640

Numa França que acabava de sair das ruínas provocadas pelas guerras de religião que haviam ensanguentado o final do século XVI, São João Francisco Régis surgiu como um homem providencial, chamado por Deus a dar nova força e coragem a um inteiro povo deixado de parte e abandonado a si mesmo. Quando a situação nos campos e nas cidades das regiões de Vivarais e de Velay era verdadei-ramente desastrosa, João Francisco partiu pelos caminhos à procura da ovelha tresmalhada. Me-diante a simplicidade da sua palavra e uma caridade ilimitada, sensibilizava o coração dos pequeninos e dos humildes para os elevar ao amor de Deus e os guiar na sequela de Cristo. O seu ministério de pregador e de confessor ganhou rapidamente grande renome. Ele sabia levar a paz às almas e às cidades, a reconciliação às famílias, convencido do poder das palavras de Cristo: «Dou-vos a minha paz. A paz que vos dou não é a paz que o mundo dá» (Jo 14, 27).

Julião Maunoir Sacerdote Jesuíta, Missionário na Bretanha, Beato 1606-1683

Sacerdote jesuíta, 
evangelizador da Bretanha (França).
Nascido em 1606, o Beato Julião Maunoir fez os estudos em Rennes, França, e depois entrou na Companhia de Jesus em Paris, em 1625. Em Quimper, o venerável Miguel Le Nobletz impeliu-o a continuar o apostolado na Baixa Bretanha, onde a assistência religiosa estava nessa época muito descuidada. Em três dias, segundo se diz, por intercessão da Virgem Maria, aprendeu o Padre Maunoir a língua bretã e consagrou-se imediatamente ao ensino do catecismo na região. De 1634 a 1638 terminou os estudos teológicos em Bourges e, quando se propunha ir para as missões do Canadá, foi atacado por doença grave. Nesse momento, fez o voto de se consagrar às missões da Bretanha, se recuperasse a saúde.

Beato António Baldinucci : Sacerdote, (1665-1717)

Era um padre e missionário jesuíta italiano, 
 mais conhecido por seus métodos
incomuns de conduzir missões. 
Vida 
Baldinucci nasceu em Florença, filho do historiador da arte e biógrafo Filippo Baldinucci. Ele frequentou a escola jesuíta de Florença e foi atraído para o sacerdócio. Inicialmente, ele considerou seguir seu irmão mais velho na Ordem Dominicana, mas ele entrou no noviciado da Companhia de Jesus em 21 de abril de 1681, e foi ordenado sacerdote em 28 de outubro de 1695. Ele foi então enviado para estudar teologia no Colégio Romano. Ele realizou seu ensino regencial nas escolas jesuítas em Terni e Roma. Ele foi admitido ao quarto voto da Sociedade em 15 de agosto de 1698. Baldinucci queria se tornar um missionário na Ásia, mas sua saúde precária o impediu de seguir esse caminho.