terça-feira, 10 de março de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “A riqueza que permanece”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
PADRE JOSÉ OSCAR BRANDÃO(✝︎)
REDENTORISTAS NA PAZ DO SENHOR
Bom administrador
 
Lucas nos apresenta os ensinamentos de Jesus sobre as questões de dinheiro, mostrando a maneira nova e segura de gerir os bens. Conta, para isso, a parábola do administrador espertalhão. O homem administrara mal os bens do patrão. Este pede uma séria prestação de contas. Vendo-se em dívida e apertado, apela para o costume de então, de tirar lucro com os negócios que fazia pelo patrão. É louvado por sua esperteza em se safar da situação. Jesus diz uma frase dura: “Os filhos desse mundo são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz”... “Fazei amigos como dinheiro da iniquidade, a fim que, no dia em que faltar, vos recebem nos tabernáculos eternos” (Lc 16,8-9). Por que são mais lerdos que os filhos das trevas? Porque não aproveitam o que possuem para fazer o bem na caridade. Assim disse Jesus: “Usai o dinheiro injusto para fazer amigos, pois, quando acabar, eles vos receberão nas moradas eternas!”... Por isso, se vós não sois fiéis no uso do dinheiro injusto, quem vos confiará o verdadeiro bem? ... Se não sois fiéis no que é dos outros, quem vos dará aquilo que é vosso?” (Lc 16,9.11-12). Os bens materiais são bons quando são destinados a “comprar o Céu”, isto é, quando usados para produzir o bem. É a economia espiritual que atinge o homem no seu todo. Jesus disse na casa de Lázaro que “pobres sempre tereis entre vós” (Mt, 26,11). Sempre haverá necessidades que nos empobreçam. Esse processo realizou Jesus que, sendo rico se fez pobre. Não se trata de tirar os bens do outro, mas que haja um saber partilhar. Nem pobre, nem rico, mas irmãos.
Dois senhores 
Temos a continuação da parábola com a afirmação: “Ninguém pode servir a dois senhores. Cristianismo sem a caridade é ideologia. Jesus sempre nos toca o coração para termos seu misericordioso. Vemos, pela leitura do livro de Amós, a que ponto se chega quando se vive na ganância. A maldade parece eterna. O homem, sem Deus é um animal pouco racional. É o que estamos vendo na sociedade. A ganância faz de seres inteligentes e muito competentes, verdadeiros monstros devoradores de tudo. Monstro é o que destrói o humano. Jesus ensina que o verdadeiramente humano é divino, como Ele foi. O mundo cresce em sabedoria, mas perde em humanidade. O verdadeiramente humano é terreno fértil para o divino. Basta ser como Deus: “Levanta da poeira o indigente e do lixo ele retira o pobrezinho, para fazê-lo assentar-se com nobres, assentar-se com os nobres de seu povo” (Sl 112). Os pobres podem ser nossos mestres em solidariedade. Sabem partilhar. O conhecimento pode inchar, mas a sabedoria nos faz crescer. Mesmo a Igreja e seus muitos departamentos podem viver a mentalidade consumista e exploradora, pior, do sagrado. 
Deus quer todos salvos 
Encontramos essas situações difíceis na sociedade, fruto da falta de fé ou da ganância, às vezes institucionalizadas. Paulo, na carta a Timóteo tem um remédio salutar: “Recomendo que se façam preces, e orações, súplica e ações de graças, por todos os homens; pelos que governam e por todos que ocupam altos cargos... Isso é bom e agradável a Deus” (1Tm 2,1-2). A oração é excelente remédio para todos. E estimula a rezar pelas autoridades, “para que possamos levar uma vida tranqüila e serena, com toda piedade e dignidade” (1Tm 2,2). Nós não fazemos a ligação de um noticiário que nos mostra tantos problemas e situações calamitosas, com a oração da comunidade. A prece dos fiéis na litúrgica pede que se apresentem as intenções locais. A liturgia é vida. 
Leituras: Amós 8,4-7; Salmo 112; 
1 Timóteo 1,1-8; Lucas 16,1-13
1. Os bens materiais são bons quando são destinados a “comprar o Céu”, fazer o bem. 
2. O mundo cresce em sabedoria, mas perde em humanidade.
3. Estimula a rezar pelas autoridades, para que possamos levar uma vida tranqüila. 
Sujeito ruim de negócio 
Hoje o ensinamento parece um final de mês quando só se fala naquilo que falta para completar o orçamento. Todo mundo é vítima de uma exploração, da situação, da falta de gestão. Vemos, no antigamente, o quanto já havia de reclamação sobre a maldade dos exploradores. Jesus passa para uma necessidade contrária: não se trata de explorar, mas de fazer render para o bem. Aqui está o nó da economia cristã. Nossos negócios vão alem de nosso território, vão até às colinas do Céu. Na medida em que aplicamos na terra para o bem dos outros, abrimos uma conta no Céu e adquirimos um bom território.
Homilia do 25º Domingo Comum (22.09.2019)

EVANGELHO DO DIA 10 DE MARÇO

Evangelho segundo São Mateus 18,21-35. 
Naquele tempo, Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou-Lhe: «Se meu irmão me ofender, quantas vezes deverei perdoar-lhe? Até sete vezes?». Jesus respondeu: «Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. Na verdade, o Reino de Deus pode comparar-se a um rei que quis ajustar contas com os seus servos. Logo de começo, apresentaram-lhe um homem que devia dez mil talentos. Não tendo com que pagar, o senhor mandou que fosse vendido, com a mulher, os filhos e tudo quanto possuía, para assim pagar a dívida. Então, o servo prostrou-se a seus pés, dizendo: "Senhor, concede-me um prazo e tudo te pagarei". Cheio de compaixão, o senhor daquele servo deu-lhe a liberdade e perdoou-lhe a dívida. Ao sair, o servo encontrou um dos seus companheiros, que lhe devia cem denários. Segurando-o, começou a apertar-lhe o pescoço, dizendo: "Paga o que me deves". Então, o companheiro caiu a seus pés e suplicou-lhe, dizendo: "Concede-me um prazo e pagar-te-ei". Ele, porém, não consentiu e mandou-o prender, até que pagasse tudo quanto devia. Testemunhas desta cena, os seus companheiros ficaram muito tristes e foram contar ao senhor tudo o que havia sucedido. Então, o senhor mandou-o chamar e disse: "Servo mau, perdoei-te tudo o que me devias, porque mo pediste. Não devias, também tu, compadecer-te do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?". E o senhor, indignado, entregou-o aos verdugos, até que pagasse tudo o que lhe devia. Assim procederá convosco meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar a seu irmão de todo o coração».
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Teresa de Calcutá 
(1910-1997) 
Fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade 
«Um caminho simples» 
«Perdoai-nos as nossas ofensas, como nós
 perdoamos a quem nos tem ofendido» 
Todos os dias, antes de te deitares, deves fazer um exame de consciência (porque não sabes se no dia seguinte ainda estarás neste mundo!). Por maior que seja o mal que tiveres feito, deves empenhar-te em repará-lo, se for possível. Se, por exemplo, roubaste alguma coisa, deves devolvê-la. Se trataste mal alguém, tenta pedir-lhe desculpa sem demora. Se for impossível reparar, exprime a Deus a tua pena e o teu remorso. É muito importante que o faças, porque temos de ser capazes de contrição para nos tornarmos capazes de amar. Podes dizer, por exemplo: «Senhor, lamento muito ter-Te ofendido e prometo esforçar-me por não voltar a fazê-lo». Que impressão de bem-estar, de alívio, se tem então, sentindo o coração purificado! Recorda-te de que Deus é misericórdia. Ele é um Pai atencioso, disposto a tudo perdoar e a tudo esquecer, desde que nós procuremos fazer o mesmo com aqueles que nos ofenderam.

Santo Emiliano pastor eremita, séc. VI

Nos primeiros tempos da chegada dos visigodos à Península Ibérica, Milão (conhecido também por Emiliano), filho de pastores e pastor também, deixou seu ofício e foi viver junto do ermitão Félix [no castelo Bilíbio]. Instruído na doutrina e práticas ascéticas, teve uma vida de eremita nos montes Distercios. O bispo de Tarazona [Dídimo] ordenou-o sacerdote e pároco da Paróquia de Vergegio. Devido à sua grande caridade, os demais clérigos acusaram-no de desperdiçar os bens da igreja. Ele retirou-se de novo para vale do Suso como eremita. Aí formou-se ao seu redor uma comunidade de religiosos e religiosas. Morre no ano de 574 [durante o reinado de Leovigildo] com 101 anos. Os primeiros seguidores de São Milão formam o monastério de São Milão de Cogolla (pico mais alto da cadeia montanhosa) também conhecido por mosteiro de San Millán de Suso. Séculos mais tarde, o rei Garcia, que era muito devoto de São Milhão, quis levar os restos mortais do Santo, para onde se encontrava a corte. Os restos do Santo foram colocados numa carreta puxada por bois e assim empreenderam a viagem. Com a perda do seu patrono, o descontentamento dos monges foi grande. Os bois, quando chegaram perto do rio, pararam e já não quiseram voltar a andar e não houve forma de obrigá-los. O rei e toda a comitiva acharam que aquilo era um milagre, que São Milhão estava impondo a sua vontade de não passar dali e ser enterrado de novo noutro lugar. Foi então que o rei mandou construir o mosteiro, ao qual se chamou Yuso ("em baixo"), em contraposição com o de "em cima" (Suso). https://repositorio.unesp.br/server/api/core/bitstreams/cd5e4ec2-6278-4108-a5ba-2d646e415b75/content https://www.arautos.org/vida-dos-santos/santo-emiliano-do-cogolla-monge-140273 https://pt.wikipedia.org/wiki/Mosteiro_de_San_Mill%C3%A1n_de_Suso

10 de março - Beato João José Lataste

Um dominicano de trinta e dois anos, sacerdote há 18 meses, entra pela primeira vez, em 15 de setembro de 1864, em uma prisão. O nome dele é João José Lataste. A prisão está localizada perto de Bordéus (França), a pequena cidade vinícola de sua infância. Há cerca de quatrocentas mulheres confinadas lá, divididas em três categorias, de acordo com a natureza e a duração da sentença. Enviado pelo Prior do convento de Bordéus, o padre Lataste vem pregar a essas mulheres durante um retiro de quatro dias: será uma experiência decisiva para a orientação de sua vida. Alcides Vital Lataste nasceu em Cadillac em 5 de setembro de 1832, sendo batizado no dia seguinte. Ele foi precedido por seis irmãos e irmãs. Seu pai, Vital, proprietário de algumas vinhas, também se dedica ao comércio de tecidos, o que lhe confere certo bem-estar. No final da escola primária, seus pais o matricularam no seminário menor em Bordéus. A atração que ele abriga pelo sacerdócio é contrariada por um sentimento muito forte de sua própria indignidade: "Não me atrevi a manifestar, tão grande que me pareceu a missão do sacerdote e tão indigno me sentia". Depois de alguns anos, eles o enviaram para a escola Pons e no final do terceiro ano, o superior escreve aos pais "que não acredita que o menino seja chamado ao estado eclesiástico". Desanimado, no ano seguinte, Alcides se deixa levar para longe de Deus... "Eu esqueci Deus, pouco a pouco, e meu amor pela Virgem diminuiu ... Acreditava mais facilmente que não tinha vocação, porque queria menos ter isso".

Beato Elias do Socorro Nieves

Aos discípulos, assombrados ante as dificuldades para entrar no Reino, Jesus adverte: «aos homens é impossível, mas a Deus não, pois a Deus tudo é possível» (Mc 10, 27). Acolheu esta mensagem o Padre Elias do Socorro Nieves, sacerdote agostiniano, que foi elevado à glória dos altares como mártir da fé. A total confiança em Deus e na Virgem do Socorro, de quem era muito devoto, caracterizou toda a sua vida e o seu ministério sacerdotal, exercido com abnegação e espírito de serviço, sem se deixar vencer pelos obstáculos, os sacrifícios ou o perigo. Este fiel religioso agostiniano soube transmitir a esperança em Cristo e na Providência divina. A vida e o martírio do Padre Nieves, que não quis abandonar os seus fiéis apesar do perigo que corria, são por si mesmos um convite a renovar a fé em Deus que tudo pode. Enfrentou a morte com integridade, abençoando os seus verdugos e dando testemunho da sua fé em Cristo. A Igreja no México conta hoje com um novo modelo de vida e poderoso intercessor, que o ajudará a renovar a sua vida cristã; os seus irmãos agostinianos têm mais um exemplo a imitar, na sua constante busca de Deus na fraternidade e no serviço ao Povo de Deus; para a Igreja inteira é uma demonstração eloquente dos frutos de santidade, que o poder da graça de Deus produz no seu seio. 
Papa João Paulo II - Homilia de beatificação 12 de outubro de 1997

São Simplicio Papa Festa: 10 de março Século V

Simplício governou a Igreja de 468 a 483 e viu a queda do Império Romano do Ocidente. No tumulto daqueles anos, enfrentou a heresia monofisista, que reconhecia a única natureza divina de Cristo. Reforçou a Igreja na Itália e defendeu o papado durante as desordens causadas pelas migrações bárbaras. 
(Papa de 03/03/468 a 10/03/483) 
Nascido em Tivoli, ele foi papa em um período atormentado da história ocidental que viu a queda do Império Romano do Ocidente, quando o bárbaro Odoacro, em 476, depôs o último imperador Rômulo Augustulo. Ao mesmo tempo, a Igreja Oriental estava preocupada com as consequências da heresia monofisita, que sustentava que em Cristo havia apenas a natureza divina. Poucas informações são disponíveis sobre Simplicio: ele tomou uma posição clara contra a heresia até mesmo contra o imperador oriental Zenão, estabeleceu mudanças de padres nas basílicas principais do cemitério e não apenas restaurou e dedicou igrejas em Roma, mas, respeitando a verdadeira arte, salvou os mosaicos pagãos da Igreja de Santo André da destruição. 
Etimologia: Simplicio = ingênuo, do latim 
Martirógio Romano: Em Roma, em São Pedro, São Simplício, papa, que, na época das invasões da Itália e Roma pelos bárbaros, confortou os aflitos, incentivou a unidade da Igreja e fortaleceu a fé.

Santa Maria-Eugênia de Jesus (Anna Milleret de Brou) Fundadora Festa: 10 de março

(*)Metz (França), 25 de agosto de 1817
(✝︎)Auteuil (Paris), 10 de março de 1898 
Anna Milleret de Brou nasceu em Metz (França) em 25 de agosto de 1817, em uma família de origem italiana. Após a morte de sua mãe em 1832, Anna passou por um período de forte apatia do qual foi abalada graças à pregação do Padre Lacordaire, durante a Quaresma de 1836. Incentivada pelos religiosos, Anna conheceu o abade Maria-Teodoro Comballot, que há muito desejava fundar uma comunidade de freiras para a educação das filhas da burguesia liberal. Após um período de "noviciado" e estudo de teologia, em 30 de abril de 1839 fundou a nova Congregação "Instituto da Assunção de Maria" em Paris. Em 1844, ela adotou o nome de Maria Eugênia di Gesù e assumiu a gestão da Obra até sua morte em 10 de março de 1898. (Avvenire) 
Etimologia: Maria = amada por Deus, pelo egípcio; senhora, pelo hebraico 
Martirógio Romano: Em Paris, França, Beata Maria Eugênia Milleret de Brou, virgem, fundadora da Congregação das Irmãs da Assunção para a educação cristã de jovens mulheres.

Macário de Jerusalém Bispo, Santo + 335

Essa Jerusalém, da época de Macário,
já não existe, visto que em 135, 
ela foi de novo completamente 
destruída pelos romanos.
Seu nome, Macário, tem um significado interessante, quer dizer: "feliz", "iluminado". São poucos os dados registrados sobre sua origem e de boa parte de sua vida. Mas, A sua actuação foi singular para a Igreja de Roma quando se tornou bispo de Jerusalém, cidade santa para os hebreus, lugar do único Templo erguido ao único Deus; e para os cristãos, lugar da Crucificação e da Ressurreição de Jesus Cristo. Essa Jerusalém, da época de Macário, não existe mais. Já no ano 70, após ter dominado uma insurreição anti-romana, o futuro imperador Tito havia destruído o Templo. Porém, no ano 135, depois de outra revolta, essa no tempo do imperador Adriano, a mesma cidade foi colocada no chão, perdendo inclusive seu próprio nome. Nas suas ruínas ergueram uma colónia romana chamada "Aelia Capitolina", com seu Capitólio, construído no lugar exacto da sepultura de Jesus. Macário viveu um momento importantíssimo como bispo. Após a última perseguição anticristã, ordenada e depois suspensa pelo imperador Galério, entre os anos 305 a 311. Foram os seus sucessores, Constantino e Licínio, que concederam aos cristãos plena liberdade para praticarem sua fé, para celebrarem seu culto e também, para construírem suas igrejas.

João Ogilvie Presbítero, Mártir, Santo 1579-1615

Sacerdote jesuíta inglês 
martirizado quando das perseguições 
organizadas por Isabel I da Inglaterra.
João Ogilvie nasceu na Escócia, em 1579 numa localidade de Aberdeenshire ou de Banflhshire, duma nobre família que aderiu à separação da Igreja da Inglaterra com a de Roma. Educado numa rígida doutrina calvinista, João, com treze anos, foi enviado para a França e Alemanha por causa dos estudos. Aí, ao deparar-se com o testemunho de vida dos católicos, converteu-se à religião católica e entrou no colégio escocês de Douai, transferindo-se em 1595 para Lovaina, onde teve como mestre o famoso Cornélio Lápido. Prosseguiu os estudos em Ratisbona no colégio dos beneditinos escoceses (1598), depois junto aos jesuítas em Omutz, onde foi admitido no noviciado da Companhia de Jesus em Brunn (Morávia) em 1599. Estudou em diversos lugares e recebeu a ordenação sacerdotal em Paris no ano de 1610. Pediu várias vezes para lhe ser concedido trabalhar na Escócia.

ORAÇÕES - 10 DE MARÇO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
10 – Terça-feira – Santos: Dinis, Crescêncio, Simplício
Evangelho (Mt 18,21-35) “Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: “Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?”
Pedro achava que estava sendo generoso, dispondo-se a perdoar algumas vezes. Mas Jesus disse que devemos perdoar sempre, tantas vezes quantas nosso irmão pecar contra nós. E dá a razão: Deus sempre nos perdoa, e nós estamos sempre precisando de seu perdão. Nosso amor, para ser amor, tem de ser sem limites. E nosso amor é do tamanho de nossa capacidade de perdoar ao irmão.
Oração
Senhor, para mim não é fácil perdoar, porque meu amor é mesquinho, e eu me deixo dominar por sentimentos e emoções. Aumentai minha capacidade de amar, e não me deixarei levar pelo ódio e pelos ressentimentos. Se me ajudais a perdoar, meu perdão acabará sendo uma bênção para meu irmão, e poderei ser instrumento vosso para sua salvação. Fazei-me sinal de vosso amor. Amém.

segunda-feira, 9 de março de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Amar como Pai”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SEMHOR
Ovelha perdida
 
Jesus era recriminado por viver misturado com os pecadores. Para Ele não valia o provérbio: “Diga-me com quem andas, e direi quem tu és”. Podemos até dizer o contrário: Diga-me com quem andas que conhecerei que és como teu Pai’. Ele faz, o que faz o Pai: “O Filho, por si mesmo, nada pode fazer, mas só aquilo que vê o Pai fazer; tudo o que Ele faz o Filho o faz igualmente” (Jo 5,19). Assim entendemos por que tem essa preferência em estar com os “pecadores”. Eles são as ovelhas perdidas e o filho extraviado. O próprio Paulo, na carta a Timóteo, diz que ele era o perseguidor e, foi designado para o maior serviço de evangelização. E ajunta: “Cristo veio ao mundo para salvar os pecadores. Eu sou o primeiro deles”! Não se trata de um desprezo e exclusão dos justos, fariseus e escribas que viviam a lei com perfeição. Não entendendo a vontade do Pai, se puseram contra o Filho. Assim Jesus, com a parábola do filho perdido que é acolhido com festas, ensina que a salvação é para quem precisa. Vemos que no livro do Êxodo, no caso do bezerro de ouro, pecado com o qual o povo rejeita o Deus que o tirara do Egito, por ter colocado sua glória numa imagem de um bezerro que come capim (Sl 105,20). Moisés convence Deus a não destruir o povo. A conversão é motivo de festa no Céu: “Haverá mais alegria no Céu por um só pecador que se converte, do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão” (Lc 15,7). Na Igreja que privilegiamos os bons e desprezamos os “ruins” aos nossos olhos. Somos chamados a ter a atitude de Jesus, que é a de seu Pai. 
Este teu irmão 
Na parábola do filho perdido há um diálogo importante que nos faz ver sua continuação alertando os fariseus para que eles acolham os pecadores. O pai acolhe. O filho mais velho, que viveu sempre junto do Pai, não percebeu a riqueza que tinha em mãos. Viveu com o pai e não percebeu que tinha tudo e quanto era querido. Recusa, como os fariseus, a participar da festa da volta. Ele acusa o pai dizendo: “Esse teu filho que gastou ... teus bens, fazes festa”. O pai lhe devolve a fraternidade: “Esse teu irmão estava perdido e foi encontrado. É preciso festejar e alegrar-nos, porque ele estava morto e tornou a viver” (Lc 15,29-32). Pelo fato de ter se perdido, não perde o direito de ser amado. O filho mais velho é a figura dos fariseus que não aceitam a atitude de Jesus para com os pecadores. Diz Jesus: Vocês procuram até achar uma ovelha ou uma moeda perdidas . Mais alegria há no céu por um só pecador que se converte do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão (Id 7). As pastorais de nossas igrejas privilegiam os bons que não dão um passo. A Igreja não os despreza. Infelizmente não há uma opção clara e decidida pelos “pecadores” e pobres. Deveria acontecer que todos os “santos e bons” movessem-se em favor dos necessitados. Pior é que dizem que é política. Deus não desiste. 
Encontrei misericórdia 
Paulo, na primeira carta a Timóteo, diz que foi buscado por Deus que teve confiança nele para designá-lo a seu serviço. Ele era um bom judeu e fariseu convicto e fiel. Ele blasfemava, insultava e perseguia os cristãos. Cristo veio ao mundo para salvar os pecadores. E eu sou o primeiro deles! Mesmo que a trajetória de Paulo seja única e diferenciada, tem consciência de ser uma ovelha perdida. Mais que perdido é convicto de estar no caminho certo. A misericórdia de Deus o desperta para Cristo. Perseguindo os cristãos, perseguia Cristo. É bom vermos nosso caminho pessoal de encontro com Cristo. 
Leituras: Êxodo 32,7-11.13-14;Salmo 50; 
1 Timóteo 1,12-17;Lucas 15,1-32
1. Jesus, com a parábola do filho perdido, ensina que a salvação é para quem precisa. 
2. A atitude do filho mais velho reflete o comportamento dos fariseus que não aceitam a atitude de Jesus. 
3. Paulo tem consciência de ser uma ovelha perdida. E escolhida para o ministério. 
O bezerro fez a festa 
Os empregados, não estavam entendendo o assunto. Ele tem valor só porque que vai haver um churrasco. O empregado diz: Seu pai mandou matar um novilho gordo. É interessante ver a alegria do empregado pela festa. Vai sobrar para eles também. Sabem que é porque o pai recuperou o filho com saúde. Tudo concorre para manifestar a alegria da salvação. É festa no Céu, é festa na terra. Toda a parábola mostra qual é a missão de Jesus e é também uma indicação de como devemos nos envolver com Ele na salvação dos abandonados. Sem isso, não passamos de fariseus bons, mas que não entendem o projeto de Jesus. A Igreja tem dificuldades de assumir esse projeto. Poderíamos sanar tantos males. E haveria alegria. 
Homilia do 24º Domingo Comum (15.09.2019)

EVANGELHO DO DIA 09 DE MARÇO

Evangelho segundo São Lucas 4,24-30. 
Naquele tempo, Jesus veio a Nazaré e falou ao povo na sinagoga, dizendo: «Em verdade vos digo: Nenhum profeta é bem recebido na sua terra. Em verdade vos digo que havia em Israel muitas viúvas no tempo do profeta Elias, quando o céu se fechou durante três anos e seis meses e houve uma grande fome em toda a Terra; contudo, Elias não foi enviado a nenhuma delas, mas a uma viúva de Sarepta, na região da Sidónia. Havia em Israel muitos leprosos no tempo do profeta Eliseu; contudo, nenhum deles foi curado, mas apenas o sírio Naamã». Ao ouvirem estas palavras, todos ficaram furiosos na sinagoga. Levantaram-se, expulsaram Jesus da cidade e levaram-no até ao cimo da colina sobre a qual a cidade estava edificada, a fim de O precipitarem dali abaixo. Mas Jesus, passando pelo meio deles, seguiu o seu caminho. 
Tradução litúrgica da Bíblia 

Guilherme de Saint-Thierry 

(1085-1148)

Monge beneditino, 
depois cisterciense 
A Contemplação de Deus, 12; SC 61 bis
«Havia em Israel muitas viúvas» 
Senhor, a minha alma miserável está nua, gelada e transida; ela deseja ser aquecida ao calor do teu amor. Na imensidade do meu deserto, na vastidão da vaidade do meu coração, não apanho ramos como a viúva de Sarepta, mas apenas uns galhos, a fim de preparar a minha comida com um punhado de farinha e a vasilha de azeite, e depois entrar em minha casa e morrer (cf 1Rs 17,10ss) – ou melhor, não, não morrerei assim tão depressa; não, Senhor, «não morrerei, mas hei de viver para anunciar as obras do Senhor» (Sl 118,17). Permaneço, pois, na minha morada solitária e abro a boca para Ti, Senhor, procurando alento. Por vezes, Tu pões-me qualquer coisa na boca do coração, mas não permites que eu saiba o que é. É certo que sinto um sabor tão doce e tão delicioso, tão reconfortante que já não quero mais nada. Mas Tu não permites que eu compreenda, nem com a vista, nem com a inteligência; gostaria de retê-la, de a ruminar, de a saborear, mas ela passa depressa. Aprendo pela experiência o que dizes sobre o Espírito no Evangelho: «Não sabes de onde vem nem para onde vai. O Espírito sopra onde quer» (Jo 3,8). Descubro em mim que Ele não sopra quando eu quero, mas quando Ele quer. Devo elevar os olhos somente para Ti, para Ti que és a «fonte de vida», e «na tua luz, verei a luz» (cf Sl 36,10). Para Ti, Senhor, é para Ti que os meus olhos se voltam. Mas quanto tempo mais tardarás, durante quanto mais tempo se inclinará a minha alma para Ti, miserável, ansiosa, sem fôlego? Peço-Te: esconde-me ao abrigo da tua face, guarda-me das maquinações dos homens; esconde-me no teu tabernáculo das línguas provocadoras (cf Sl 31,21).

Santos Quirino e Candido, Mártires-Festa: 9 de março Século IV.

Na Armênia do século IV, quarenta soldados cristãos, incluindo Candido e Quirino, sofreram um martírio atroz por sua fé: expostos nus em um lago congelado durante uma noite gelada. Eles se recusaram a abjurar, testemunhando seu amor por Deus e esperança pela vida eterna. Na manhã seguinte, todos, exceto o mais novo, morreram. Sua mãe o carregou nos braços entre os corpos de seus companheiros até seu último suspiro. Seus corpos, deitados juntos, são um símbolo de coragem e perseverança. Quirino e Cândido são dois santos mártires venerados como padroeiros em Montaldo di Castro. Em Montaldo di Castro há uma urna que contém dois crânios cobertos de cera com alguns ossos e uma ampola. Essa urna é guardada no altar-mor da paróquia e, no dia da festa, eles são levados em procissão pelas ruas da cidade.

Santos Quarenta Mártires de Sebaste -Festa: 9 de março

Quarenta soldados santos, pertencentes a diferentes partes da Capadócia, foram presos, em 320, durante as perseguições de Licínio, por terem-se convertido à religião cristã. Deixados nus no frio invernal, em Sebaste, na Armênia, preferiram morrer congelados a renunciar à sua fé. https://www.vaticannews.va/pt/santo-do-dia.html
Sebaste (Armênia), † 320 
São quarenta soldados santos de diferentes partes da Capadócia, presos em 320 durante as perseguições a Licínio por se converterem à religião cristã. Deixados nus no frio do inverno de Sebaste, Armênia, eles preferem morrer de frio a apostatar pela fé. 
Martirológio Romano: Perto de Sivas, na antiga Armênia, paixão dos santos quarenta soldados da Capadócia, que, companheiros não de sangue, mas de fé e obediência à vontade do Pai celestial, na época do imperador Licínio, após sofrerem prisão e torturas cruéis, durante o inverno muito frio, foram forçados a permanecer nus à noite ao ar livre em um lago congelado e, tendo quebrado as pernas, assim completaram seu martírio.

Santa Catarina de Bolonha, Mística - 9 de março

      Clarissa e escritora mística, Catarina nasceu em Bolonha, no dia 8 de setembro de 1413 e morreu na mesma cidade em 9 de março de 1463. Filha de Benvinda Mamellini e de João Vigri, Catarina foi educada na corte de Ferrara, como dama de companhia de Margarida, filha de Nicolau III, marquês D’Este, a serviço de quem estava seu pai como diplomata. Nossa Senhora, um dia, aparecendo a João Vigri, disse-lhe: - Tua filha será um grande e luminoso farol para o mundo!

     Na corte de Ferrara Catarina prosseguiu o estudo de literatura e das artes plásticas; um manuscrito pintado por ela, que já pertenceu a Pio IX, é atualmente reconhecido entre os tesouros de Oxford.
     Aos treze anos de idade, após ter ficado órfã de pai e depois do casamento de Margarida com Roberto Malatesta de Rimini, Catarina voltou para casa determinada a se juntar ao pequeno grupo de donzelas devotas que estavam vivendo em comunidade e seguindo a regra da Ordem Terceira de Santo Agostinho na cidade vizinha de Ferrara.
     Foi exatamente na corte de Ferrara, num ambiente moralmente deturpado, que a semente da vocação religiosa germinou no coração de Catarina. Deixando a mãe, uma irmã e um irmão, ingressou no mosteiro de Terciárias Agostinianas (1427) aos catorze anos. Era uma comunidade fundada por uma grande dama de Ferrara, Lúcia Mascaroni que na época a dirigia.

Francisca Romana Viúva, Religiosa, Santa (1384-1440)

Esposa e mãe; depois religiosa 
e fundadora das Oblatas de São Bento.
Santidade em todos os estados de vida 
Esta santa foi exemplo de donzela católica, esposa, mãe, viúva, religiosa, e um prodígio de graça e santidade. Ainda na vida teve mistérios desvendados de além-túmulo, sendo favorecido pelas visões do Inferno, Purgatório e Céu, bem como pela presença visível de seu Anjo da Guarda. Recebeu também a protecção de um Arcanjo, e depois de uma Potestade.
Francisca, nascida em 1384 de uma alta família do patriciado romano, recebeu a formação católica de mãe, mas foi dirigida nas vias da santidade pelo Divino Espírito Santo. De virgindade original, não concebido senão em consagrar-se exclusivamente a Deus. Aos 12 anos fez voto de ser religiosa. Mas não era esse o desígnio de Deus, pelo menos naquele momento. E assim, aconselhado pelo diretor espiritual, teve que aceitar o matrimônio proposto por seu pai com o jovem Lourenço Ponziani, também de alto estirpe e boa disposição para a virtude. Apesar de sua pouca idade, a jovem esposa se comprometeu em estudar o gênio do marido, para com ele viver em perfeita harmonia conjugal.

Nossa Senhora da Piedade de Sielenbach – 9 de março

Nossa Senhora da Piedade, entalhada em 1600, 
foi colocada em uma capela. 
No ano de 1632, durante a guerra dos 30 anos, 
soldados suecos protestantes queimaram a capela
 e jogaram a imagem no pântano.
     Um pastor do vilarejo de Sielenbach (Alemanha) a encontrou parcialmente queimada e deteriorada. Ele a colocou na parte oca de uma pereira. A peregrinação mariana teve início após duas curas milagrosas em 1659 e 1660, ocorridas diante da Pietà colocada no oco da pereira. Muitos ex votos fornecem informações sobre graças recebidas ali desde então. Ainda hoje uma parte do tronco da pereira pode ser vista no altar-mor.

Domingos Sávio Seminarista Salesiano, Santo (1842-1857)

O MAIS JOVEM SANTO NÃO MÁRTIR DA IGREJA
Falecendo com apenas 15 anos, aliou inocência 
e pureza angélicas à sabedoria de homem maduro,
 alcançando a heroicidade das virtudes 
O primeiro e mais abalizado biógrafo de São Domingos Sávio foi seu diretor espiritual e mestre, o grande São João Bosco. Dele extraímos os dados para este artigo. Filho de Carlos Sávio e Brígida Agagliate, Domingos Sávio nasceu em Riva, vila de Castelnuovo de Asti, em 2 de abril de 1842. Desde pequeno foi dotado “de uma índole doce e de um coração formado para a piedade, aprendeu com extraordinária facilidade as orações da manhã e da noite, que rezava já quando tinha apenas quatro anos de idade”. Certo dia, durante um almoço em sua casa oferecido a um visitante, não tendo este rezado antes de começar a comer, Domingos pegou seu prato e retirou-se a um canto. Seu pai perguntou-lhe depois por que fizera isso. Ele respondeu: “Não me atrevo a pôr-me à mesa com uma pessoa que começa a comer como o fazem os bichos”. Quando tinha cinco anos, ia à igreja com sua mãe; sua atitude devota chamava a atenção de todos. Se o templo estava ainda fechado, ajoelhava-se junto à porta, e aí ficava orando até que fosse aberto, não lhe importando se chovia ou nevava, se fazia calor ou frio. Nessa idade, aprendeu a ajudar a Missa, o que fazia com muita devoção, apesar da dificuldade que tinha para transportar o enorme missal.

ORAÇÕES - 09 DE MARÇO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
9 – Segunda-feira – Santos: Francisca Romana, Cândido, Gregório de Nissa.
Evangelho (Lc 4,24-30)E no tempo do profeta Eliseu, havia muitos leprosos em Israel. Contudo, nenhum deles foi curado, mas sim Naamã, o sírio.”
A seus patrícios de Nazaré, que se julgavam com direito a um tratamento especial, Jesus lembra que diante de Deus não existem privilegiados. Todos são igualmente necessitados de misericórdia, e tratados com o mesmo amor gratuito. Tenho de me perguntar se tenho isso bem claro diante de mim. Reconheço minha pobreza enecessidade de salvação? Até que ponto isso guia minha vida?
Oração
Senhor Jesus, não discutistes com os de Nazaré: apenasfostes embora, e os deixastes em sua confiança enganadora. Nãoquero que me deixeis, porque sem vós não posso ser justoe feliz.Tomai conta de minha vida. Só levado por vós, em tudo, a cada momento, poderei viver a vida que oPai planejou para mim. Não leveis em conta se, de vez em quando, pareço esquecer-vos. Amém.

domingo, 8 de março de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “O desapego liberta”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Assumir com responsabilidade
 
Jesus diz aos que O querem seguir, que devem assumir com responsabilidade e que façam uma escolha bem pensada. Para seguir tem que deixar tudo, até a própria vida. Deve deixar a família. O deixar não significa não amar mais, mas amar mais aquele que o chamou. Depois faz a comparação do sujeito que começa fazer uma torre e não dá conta de acabar. Não pensou se tinha o suficiente para construir. Pensamos hoje que fazemos a opção por Jesus, mas há um mundo de coisas que nos impedem que seja completa e total. Jesus não nos quer pela metade. O mesmo se diz do rei que vai fazer guerra e não vê que está em pior condição que o outro. Esse ensinamento aos discípulos é muito claro sobre a totalidade de entrega que se exige para o seguimento de Jesus e de seu Evangelho. E acrescenta: “Do mesmo modo, portanto, qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo” (Lc 14,33). Deixar muitas coisas por Jesus não resolve, temos que deixar tudo. Não se trata só de bens temporais e família. O mais difícil é deixar a própria vida, o próprio modo de pensar, as opções que fazemos, os nossos projetos pessoais. Se não queremos assumir com totalidade, não conseguimos seguir. Vamos atrás, mas não seguimos. É o que estamos vendo na Igreja na qual tudo que nos toca vem em primeiro lugar, deixando o Evangelho de lado. Podemos afirmar que o nosso pecado é a falta de radicalidade. É o que vemos na carta de Paulo a Filemon. Paulo é radical não ficando com o escravo. Pede radicalidade de tê-lo como irmão na fé. 
A sabedoria ensina 
A fragilidade humana diante da grandeza de Deus e de seu mistério, parece não ter condições de conhecer os desígnios de Deus. A grandeza de Deus nos deixa pequenos. Somos fracos no pensamento. O corpo torna pesada a alma, nossa argila oprime a mente. Não sabemos nem o que está perto de nós, como investigar os céus? Deus nos responde que a Sabedoria que nos é dada pelo seu Santo Espírito abre esse caminho. A Sabedoria de Deus nos salva. Essa Sabedoria revelada na pessoa de Jesus nos abre o conhecimento das coisas de Deus. O seguimento total de Jesus, mesmo que tenhamos o peso na alma e a argila que oprime, pode ser realizado em nossa fragilidade. Não somos deuses. Deus nos fez de barro para sermos moldados. Cabe a nós, ao iniciar nosso caminho de seguimento de Jesus, reconhecer nossa fragilidade e ir aprendendo o que a Sabedoria ensina. Por isso o salmo nos ensina a rezar: “Ensinai-nos a contar nossos dias e, dai ao nosso coração sabedoria... Saciai-nos de manhã com vosso amor e, exultaremos de alegria todo dia... tornai fecundo, ó Senhor, nosso trabalho” (Sl 89). Assim vencemos.
O direito à liberdade cristã 
Paulo faz um jogo de palavras. Onésimo, em grego, significa útil. Esse escravo fugido e convertido por Paulo vai voltar a seu dono, não mais como escravo, mas como irmão querido, pois Filêmon é cristão. Paulo o manda de volta, com o pedido que ele venha ajudá-lo. Sabe que ele é útil para Filêmon, por isso o reenvia. Gostaria de tê-lo consigo para ajudá-lo na prisão. Mas respeita o direito de Filemon. Diz-se que Paulo não fala contra a escravidão. Ele vê de modo diferente. Como cristãos vão ser irmãos e se tratarem assim como convertidos no Senhor. É um novo modo de viver. Respeita o direito do senhor. Unindo os textos, entendemos que a Sabedoria vencerá também as dificuldades que podemos encontrar nos problemas de cada dia. Nada está oculto aos olhos de Deus (Hb 4,13). 
Leituras Sabedoria 9,13-18;Salmo 89; 
Filemon 9b-10.12-17; Lucas 14,25-33 
1. Deixar muitas coisas por Jesus não resolve, temos que deixar tudo. 
2. A Sabedoria revelada na pessoa de Jesus nos abre o conhecimento das coisas de Deus. 
3. Como cristãos, vão ser irmãos e se tratarem assim como convertidos no Senhor. 
Negou fogo
Jesus, com essas parábolas dos que não pensam bem antes de tomar uma atitude, nos dá um estímulo de entrar para valer quando fazemos a escolha para segui-lo. Se quero de verdade aceitar seu convite, entrar com tudo. Mas não se pode assumir pela metade. Os santos assumiram totalmente. Os exemplos são muitos. O exemplo maior é do próprio Jesus que não fez por menos em sua entrega total ao Pai, até às últimas consequências. Ele é o modelo. Pensou bem em sua decisão de encarnação, pois não arredou pé em nada. Mesmo quando se sentiu abandonado pelo Pai. Nós afinamos no primeiro aperto e damos meia volta em nossas atitudes. Por aí podemos ver a fragilidade de nossas opções. Quem realmente escolheu bem e assumiu, fez muito pelo Reino. 
Homilia do 23º Domingo Comum (08.09.2019)