sábado, 29 de agosto de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - Jesus Cristo Rei do Universo

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Testemunha fiel
 
A festa de Cristo Rei surgiu para responder às necessidades da Igreja que perdia seu espaço diante das novas ideologias comunistas e outras: “A Primeira Guerra Mundial, em meio ao crescimento do comunismo na Rússia, por ocasião dos 1600 anos do Concílio de Nicéia (325), o Papa Pio XI instituiu a festa em 1925 através da encíclica Quas Primas. Sua primeira celebração aconteceu em 1926”. A festa toma novo sentido ao ser colocada no final do ano litúrgico. Perdeu o caráter político e se abriu à visão do universo que busca Cristo e por Ele é atraído com sua força divina: “Dando-nos a conhecer o mistério de sua vontade, conforme decisão que lhe aprouve tomar para levar o tempo à sua plenitude: a de, em Cristo, recapitular todas as coisas, as que estão nos céus e as que estão na terra” (Efésios 1,9-10). Para realizar essa missão de recapitular todo o universo. Isto é: levar todas as coisas para sua cabeça, seu princípio. A missão de Jesus não foi fundar uma religião nova. É a manifestação do Mistério de Deus para conduzi-lo a seu destino final que é o Criador. Os textos da liturgia, em Daniel e no Apocalipse, mostram essa figura magnífica do Filho do Homem. O Apocalipse O chama de testemunha fiel. Jesus não nega de ser rei, mas não desse mundo (Jo 18,36). “Ele é soberano dos reis da terra”. A Ele louvamos: “A Jesus, que nos ama, que por seu sangue nos libertou dos pecados e que fez de nós um reino, sacerdotes a seu Deus e Pai, a Ele a glória e o poder, em eternidade amém” (Ap 1,5-6) . 
Seu reino não dissolverá 
Na “guerra das religiões” esquecemos que o fundamental é a busca de Deus colocada no coração de cada um e sistematizada por grupos diferentes. A Igreja tem a missão de anunciar Jesus e sua Verdade. Podemos dizer que Deus e manifesta no coração humano onde Ele tem seu sacrário. Quando Jesus diz a Pilatos “Meu reino não é desse mundo...” está declarando sua verdade. E diz: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14,6). A vontade de Deus faz seu caminho e vai a sua última realização que é recapitular tudo em Si. Nós corremos o risco de querer implantar uma vida cristã a nosso modelo e não ao modelo de Cristo. Essa foi a tentação dos séculos. O Evangelho, nem sempre é o guia da vida cristã. É muito fácil buscar vida cristã segundo nosso modelo. Isso não nos compromete. Jesus tem seu jeito: Ele é vida doada. É triste ver as comunidades em total inércia. Só buscam uma missinha para se verem livres. Os santos foram os que se comprometeram com Jesus e com sua missão. Esse Reino de Jesus implantado não se dissolverá por conta de nossas fragilidades. Ele irá em frente no mundo, colocando em todos os corações a semente da fraternidade. Onde há amor, doação ao irmão, aí há o Reino de Deus. 
Testemunha da verdade 
Que é de Deus entende a missão de Jesus e a faz. Por isso responde a Pilatos: “Eu nasci e vim ao mundo para isso: para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz” (Jo 18,37). Pilatos perguntou: “O que é a verdade?” Mas não esperou a resposta. Ou reconheceu que Ele era a Verdade, pois disse aos judeus: “Não encontro Nele, crime nenhum” (Jo 18, 38). A vida cristã só é verdadeira se vive a Verdade de Jesus que é sua Pessoa e seu Evangelho. “Seus mandamentos não são pesados, pois todo o que nasceu de Deus vence o mundo. E esta é nossa vitória, a nossa fé” (1Jo 5,3-4). Pela fé, vivida na caridade (Gl 5,6). Assim somos testemunhas fiéis como Jesus. 
Leituras: Daniel 7,13-14; Salmo 92; 
Apocalipse 1,5-8;João 18,33b-37. 
1. A religião é manifestação do Mistério de Deus para conduzi-lo a seu destino, o Criador. 
2. É muito fácil buscar vida cristã ao nosso modelo. Isso não nos compromete. 
3. A vida cristã é verdadeira se vive a Verdade de Jesus que é sua Pessoa e seu Evangelho. 
Rei do Jogo 
No mundo há poucos reis, e penso que muitos inúteis e caros. Temos os quatro do baralho que causam muito barulho. Jesus declarando-Se Rei o faz de um modo em que o jogo se torna uma verdade que permanece. No jogo da vida buscamos o que nos garanta. Então é hora de buscar o rei do jogo, aquele que dá as cartas da vida. Nele, por Ele e com Ele podemos realizar o jogo da Verdade da qual Pilatos foge. Deu uma de filósofos, mas não entrou no jogo de Jesus. 
Homilia da Sol. de Cristo Rei (21.11.2021)

EVANGELHO DO DIA 29 DE AGOSTO

Evangelho segundo São Marcos 6,17-29. 
Naquele tempo, o rei Herodes mandara prender João e algemá-lo no cárcere, por causa de Herodíades, a mulher do seu irmão Filipe, que ele tinha tomado por esposa. João dizia a Herodes: «Não podes ter contigo a mulher do teu irmão». Herodíades odiava João Batista e queria dar-lhe a morte, mas não podia, porque Herodes respeitava João, sabendo que era justo e santo, e por isso o protegia. Quando o ouvia, ficava perturbado, mas escutava-o com prazer. Entretanto, chegou um dia oportuno, quando Herodes, no seu aniversário natalício, ofereceu um banquete aos grandes da corte, aos oficiais e às principais personalidades da Galileia. Entrou então a filha de Herodíades, que dançou e agradou a Herodes e aos convidados. O rei disse à jovem: «Pede-me o que desejares e eu to darei». E fez este juramento: «Dar-te-ei o que me pedires, ainda que seja a metade do meu reino». Ela saiu e perguntou à mãe: «Que hei de pedir?». A mãe respondeu-lhe: «Pede a cabeça de João Batista». Ela voltou apressadamente à presença do rei e fez-lhe este pedido: «Quero que me dês sem demora, num prato, a cabeça de João Batista». O rei ficou consternado, mas, por causa do juramento e dos convidados, não quis recusar o pedido. E mandou imediatamente um guarda, com ordem de trazer a cabeça de João. O guarda foi à cadeia, cortou a cabeça de João e trouxe-a num prato. A jovem recebeu-a e entregou-a à mãe. Quando os discípulos de João souberam a notícia, foram buscar o seu cadáver e deram-lhe sepultura. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Lansperge o Cartuxo 
(1489-1539) 
Religioso e teólogo 
Sermão para a Degolação de São João Batista, 
Opera Omnia, t.2, p. 514s 
«Bem-aventurados os que sofrem 
perseguição por amor da justiça» (Mt 5,10) 
A morte de Cristo está na origem de uma multidão incontável de crentes. Pelo poder desse mesmo Jesus e graças à sua bondade, a preciosa morte dos seus mártires e dos seus santos fez nascer uma grande multidão de cristãos. Com efeito, a perseguição dos tiranos e o assassínio injustificado de inocentes não conseguiu aniquilar a religião cristã; pelo contrário, sempre foi uma fonte de grande crescimento. Temos o exemplo de São João, que batizou Cristo e cujo santo martírio hoje festejamos. Com efeito, Herodes, rei infiel, quis, por fidelidade ao seu juramento, apagar completamente da memória dos homens a lembrança de João; ora, não só João não foi aniquilado, como milhares de homens, inflamados pelo seu exemplo, acolheram a morte com alegria por amor à justiça e à verdade. Quem é o cristão digno desse nome que não venera hoje João, aquele que batizou o Senhor? Em todo o mundo, os cristãos celebram a sua memória, todas as gerações o proclamam bem-aventurado e as suas virtudes enchem a Igreja de perfume. João não viveu só para si e não morreu só para si.

Beata Teresa Bracco, Virgem e Mártir -Festa: 29 de agosto

(*)Santa Giulia, Dego, Savona, 24 de fevereiro de 1924
(+)29 de agosto de 1944 
Ela viveu uma vida simples no campo, distinguindo-se pelas virtudes familiares, pela piedade e por uma rara modéstia cristã. Seu desenvolvimento espiritual ocorreu sob a orientação do pároco, Padre Natale Olivieri. São Domingos Sávio, a quem era devota, a inspirou a tomar a suprema decisão: "Antes cometer um pecado, prefiro morrer". O ataque alemão de 28 de agosto de 1944 deu-lhe a oportunidade de concretizar esse propósito heroico. Sequestrada por um soldado alemão, tentou primeiro escapar de suas intenções brutais levando-o para perto de casas, mas, impedida, escolheu entregar a própria vida a perder a virtude tão zelosamente guardada por amor a Deus. Seu corpo torturado foi encontrado em 30 de agosto.

Beata Sancia (Giovannina) Virgem Szymkowiak -Festa: 29 de agosto

(*)Ostrów Wielkopolski, 10 de julho de 1910
(+)Poznan, Polônia, 29 de agosto de 1942 
Giovanna Szymkowiak nasceu em 10 de julho de 1910, em Możdżanow, Polônia. Desde a infância até os estudos universitários, dedicou-se ao apostolado da juventude, mantendo o desejo de consagrar sua vida inteiramente a Deus. Em 1934, durante uma peregrinação a Lourdes, decidiu ingressar na Congregação das Oblatas do Sagrado Coração de Jesus em Montluçon, onde permaneceu por pouco tempo devido à pressão da família para retornar à Polônia. Em 1936, ingressou na Congregação das Filhas da Mãe das Dores ("Seraficas"). Aparentemente, levava uma vida simples e cotidiana, mas escondia uma comunhão extraordinária e profunda com Deus, sempre pronta a qualquer sacrifício e humilhação para expiar seus pecados e os da humanidade.

Beata Filippa Guidoni, freira -Festa: 29 de agosto

(†)Arezzo, 29 de agosto, primeiras décadas do século XIV.
Nascida em Arezzo, no seio da família nobre Guidoni, Filippa ingressou na comunidade das chamadas Santucce, o movimento monástico feminino que surgiu no século XIII em torno da Beata Santuccia Terebotti de Gubbio e que se espalhou por toda a região de Arezzo. Filippa viveu no mosteiro de Santa Maria di Valverde, onde a tradição a recorda como uma freira leiga, particularmente devotada à humildade, pureza e mortificação. Sua figura é significativa sobretudo pela precocidade do culto local. Estudos sobre a religiosidade feminina em Arezzo no final da Idade Média atestam que Filippa já era venerada como santa no início do século XIV e que seu culto também era reconhecido nos círculos cívicos da cidade. O Estatuto Municipal de Arezzo de 1327 é um testemunho particularmente importante dessa veneração. Contudo, as informações sobre sua vida permanecem escassas. Não sabemos com certeza o ano de seu nascimento ou morte. A data de 29 de agosto é tradicionalmente associada à sua morte, situada nas primeiras décadas do século XIV. Seu corpo, inicialmente sepultado em Santa Maria di Valverde, acompanhou os destinos da comunidade monástica em subsequentes transferências e continuou sendo objeto de veneração.

Santa Eufrásia Eluvathingal, Carmelita - 29 de agosto

Nasceu no dia 7 de outubro de 1877 na aldeia de Kattoor (Índia), na paróquia de Edathuruthy, que formava parte do então vicariato de Trichur (posteriormente passou a ser diocese e foi dividida) e que atualmente pertence à diocese de Irinjalakuda. Era filha de Antony e Kunjethy de Eluvathingal Cherpukara, uma rica família católica do rito siro-malabar. Foi batizada com o nome de Rosa. Desde pequena, por influência de sua mãe, mulher muito piedosa, começou a exercitar-se nas virtudes. Na idade de nove anos consagrou a Deus sua virgindade. Contra a vontade de seu pai, na idade de doze anos ingressou no internato das religiosas da Congregação da Mãe do Carmelo de Koonammavu. Depois da reorganização dos vicariatos apostólicos realizada no ano 1896, no dia 9 de maio de 1897 as religiosas e as aspirantes do vicariato de Trichur se trasladaram de Koonammavu para Ambazhakkad.

Beata Bronislava de Kamien, Virgem Premonstratense -Festa: 29 de agosto

(*)Kamień Śląski, Alta Silésia, por volta de 1200-1203
(+)Zwierzyniec perto de Cracóvia, 29 de agosto de 1259
Nascida na Alta Silésia por volta de 1200-1203, ela provinha de uma família aristocrática e, segundo uma tradição bem estabelecida, embora não totalmente documentada em todos os seus detalhes, pertencia à família Odrowąż, a mesma à qual estavam ligados São Jacinto e o Beato Ceslau. Ainda jovem, ingressou no mosteiro das cônegas premonstratenses de Zwierzyniec, perto de Cracóvia, onde passou mais de quarenta anos. Sua figura está especialmente ligada à meditação sobre a Paixão de Cristo, à devoção à cruz, à vida contemplativa e ao auxílio aos que sofrem.

Santa Verona de Mainz, Abadessa -Festa: 29 de agosto

(*)Renânia, Reino Franco Oriental, início do século IX 
(+)Mainz, Alemanha, 870 ou por volta de 900 
Gêmea de Santa Verona de Lembeek e filha, segundo a lenda, do rei carolíngio Luís, o Germânico, Verona é uma figura que transita entre a história e a memória: nenhuma fonte contemporânea a menciona, contudo, seu culto deixou vestígios tangíveis no solo, na toponímia e na devoção de Brabante. Reza a lenda que ela renunciou ao casamento e ao namoro, partiu em busca do túmulo de seu irmão, guiada por sinais misteriosos e uma carroça de bois, tomou o véu, fundou mosteiros e tornou-se abadessa. Morreu em Mainz em 870, e seu corpo, trazido de volta a Brabante após uma jornada prodigiosa, foi sepultado na colina de Vronenberg, na atual Leefdaal, onde uma pequena igreja foi construída por volta de 900, tornando-se posteriormente a capela românica de Santa Verona. Ela é invocada contra febres e representada como uma abadessa com um báculo e um livro.

Santa Sabina Mártir-Festa: 29 de agosto século II

Uma patrícia romana do século II, morta em desprezo à fé da mesma maneira: decapitada. Em sua "Paixão", lemos que ela era uma nobre pagã, esposa do senador Valentim, que se converteu ao cristianismo sob a influência de sua serva Serápia. Com ela, desceu às catacumbas à noite, onde os cristãos se reuniam clandestinamente para escapar da perseguição imperial. Quando Serápia foi capturada e espancada até a morte, Sabina também emergiu e sofreu o martírio por volta do ano 120. As relíquias das duas mártires, juntamente com as de Alexandre, Eventius e Teódulo, estão localizadas na Basílica de Santa Sabina, no Monte Aventino, fundada em 425 por Pedro da Ilíria, sobre os restos de um antigo "Título Sabino" (talvez a santa, além de ser sua padroeira, tenha sido sua fundadora e protetora). Diz-se que São Domingos fundou sua ordem ali. Sua cela, transformada em capela, ainda pode ser visitada.

Santa Maria da Cruz (Joana Jugan), fundadora das Irmãzinhas dos Pobres. Festa: 29 de agosto

(*)Cancale, França, 25 de outubro de 1792
(+)La Tour-St-Joseph, França, 29 de agosto de 1879 
No dia do martírio de João Batista, a Igreja também comemora a Beata Jeanne-Marie de la Croix, fundadora das Irmãzinhas dos Pobres. Ela nasceu Jeanne Jugan em Cancale, França, em 1792. Seu pai, pescador, morreu no mar quando ela tinha quatro anos. Trabalhou como criada em um castelo e começou a desenvolver sua vocação: ajudar idosos solitários. Aos 25 anos, deixou a aldeia e ingressou no hospital de Saint-Servan como enfermeira. Nesse ínterim, juntou-se à Ordem Terceira da Madre Admirável, fundada por São João Eudes. Com sua amiga Françoise Aubert, alugou uma casa e começou a acolher idosos solitários e doentes. Este foi o núcleo da Congregação. Devido a desentendimentos, foi posteriormente destituída de seu cargo de superiora e passou seus últimos anos como mendicante. Faleceu em 1879 e foi beatificada em 1982.

Santa Beatriz de Nazaré-Festa: 29 de agosto

(*)Tienen, Bélgica, por volta de 1200
(+)Nazaré perto de Lier, 29 de agosto de 1268 
Nascida em Tienen por volta de 1200, em uma família burguesa abastada, recebeu uma educação excepcionalmente completa para uma mulher de sua época e passou a vida em algumas das mais importantes comunidades cistercienses femininas de Brabante. Após uma experiência com as beguinas de Zoutleeuw, ingressou no mosteiro de Bloemendaal, passou por La Ramée e Maagdendaal e, finalmente, participou da fundação da Abadia de Nazaré, perto de Lier, onde se tornou priora. Sua importância, no entanto, vai além da dimensão estritamente monástica. Beatriz é mais lembrada por Van seven manieren van heiliger minnen, geralmente traduzido como As Sete Formas de Amar Santamente, um dos textos fundamentais do misticismo em neerlandês médio e uma das primeiras obras de prosa religiosa nessa língua.

Martírio de São João Batista -Festa: 29 de agosto- século I

Massimo Stanzione:
 Degolação de São João Baptista.
Museu do Prado, Madrid.
Evangelho e Tradição
 
Esta festa do martírio de São João Baptista teve a sua origem no século V, na França; e no século VI, em Roma. Está ligada — segundo certos historiadores — à dedicação da igreja construída em Sebaste, na Samaria, sobre o que é considerado como sendo o túmulo do santo Precursor de Jesus Cristo. 

ORAÇÕES - 29 DE AGOSTO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
29 – Sábado – Martírio de S. João Batista
Evangelho (Mc 6,17-29) “Herodes temia João; sabia que ele era justo e santo, e o protegia. Gostava de ouvi-lo, embora ficasse embaraçado quando o escutava,”
Dois elogios dão-nos ideia da grandeza de João. O de Jesus, dizendo que não existia ninguém maior que o profeta, e a admiração de Herodes, que o reconhecia como justo e santo. A grandeza de João decorre da graça do Senhor que o escolheu gratuitamente, enriquecendo-o com seus dons, e da sua fidelidade à missão recebida. João foi até o fim coerente com as certezas de sua fé.
Oração
Senhor Jesus, vendo a fidelidade de João, percebo quanto ainda me falta para ser de fato um seguidor vosso. Quando tudo vai bem, facilmente me esqueço de vós; quando surgem dificuldades, logo desanimo, achando que me abandonastes. Aumentai minha fé, para que minha entrega a vós seja mais generosa. E nos momentos mais difíceis, segurai-me firme para que não vos deixe. Amém
              

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

O restauro da imagem e de uma vida de fé

Ao longo de 33 dias, incluindo sábados e domingos, Maria Helena trabalhou no restauro, mas antes, apesar de naquele momento não ter extrema devoção por Nossa Senhora, pediu a ajuda da Padroeira do Brasil 
Arquivo Pessoal/Maria Helena Chartuni 
Em 16 de maio de 1978, na Basílica Velha em Aparecida (SP), algo inimaginável aconteceu: um jovem, visivelmente transtornado, pegou a imagem de Nossa Senhora Aparecida e a atirou no chão, deixando-a despedaçada em mais de 200 partes. 
Diante do fato, os padres redentoristas buscaram ajuda no Museu Vaticano, mas foram orientados a procurar o Museu de Arte de São Paulo para o restauro da imagem. À época, lá trabalhava como chefe do Departamento de Restauração a artista plástica Maria Helena Chartuni, a quem coube a tarefa do restauro. 
“Quando vi o estado em que estava a imagem, realmente eu levei um susto interiormente”, disse Maria Helena ao O SÃO PAULO. “Na hora, pensei que era um trabalho muito complicado, difícil de fazer, não só pelo restauro em si, mas por tudo que envolvia a imagem, em especial o fato de Nossa Senhora Aparecida ser a Padroeira do Brasil. Fiquei com muito medo, mas eu tinha que fazer o trabalho”, recordou. 
Primeira restauração 
Ao longo de 33 dias, incluindo sábados e domingos, Maria Helena trabalhou no restauro, mas antes, apesar de naquele momento não ter extrema devoção por Nossa Senhora, pediu a ajuda da Padroeira do Brasil.
“Quando esse restauro chegou na minha vida, não tive aquela emoção de um devoto, e foi até melhor, porque com uma distância do objeto a ser restaurado, você pode lidar melhor com ele. No entanto, eu sentia que durante o restauro aconteciam fatos estranhos, como pedaços pequenos que eu pegava ao ‘acaso’ e achava o lugar certo para colocá-los. Eu tinha pedido a Nossa Senhora, sozinha, antes de começar a restaurar: ‘eu estou com problema. Você me deu esse problema para resolver, e eu gostaria que você me ajudasse”, contou. 
Inicialmente, Maria Helena classificou as partes da imagem e depois fez a reconstrução de 165 pedaços que puderam ser colados. “O que não deu para colar, porque estava quase em estado de pó, eu coloquei com a cola dentro da imagem, pois a imagem é oca. Usei esse critério porque é uma imagem de culto. Se fosse uma imagem comum, eu não teria feito todos esses detalhes, eu teria parado em alguns lugares, como, por exemplo, no rosto, em que faltava a parte direita, que não foi encontrada. Foram feitas três partes para não ficar com buracos: a parte direita do rosto com um olho, uma parte do cabelo e uma parte do cotovelo, em baixo”, detalhou. 
A restauradora afirmou que só teve plena noção do que representava aquele restauro quando a imagem retornou a Aparecida, em 19 de agosto daquele ano. “Se formou um corredor humano ao longo de todo caminho da avenida Paulista, também na via Dutra toda até a entrada de Aparecida. Todo mundo se emocionava, rezava, chorava, e aquilo realmente me tocou”. 
A restauração da fé - A12 
Passados quase 40 anos do restauro, Maria Helena tem convicção que não só a imagem de Nossa Senhora Aparecida foi restaurada em 1978. “Ela realmente restaurou a minha vida!”, garante. 
Os detalhes desses restauros – o da imagem e o pessoal – estão no livro “A história de dois restauros – Meu encontro com Nossa Senhora Aparecida” (Editora Santuário, 2016), escrito por Maria Helena também com o objetivo de contar a verdadeira história do que aconteceu e do que sentiu, dado que, ao longo do tempo, algumas versões surgiram, nem sempre correspondendo fielmente aos fatos.
Hoje devota de Nossa Senhora Aparecida, a Artista Plástica é enfática em afirmar que não venera nem adora a imagem de terracota que reconstruiu ou qualquer outra. “Não acho correto venerar a imagem física, mas sim o que ela representa, que é muito maior, mais misterioso e grandioso que a imagem”, disse, acreditando, também, que não foi por acaso que teve a missão de restaurar a imagem da Padroeira do Brasil.
“Quando essa imagem foi achada no rio Paraíba Sul, ela veio para dar algum recado espiritual e deu, porque se fosse um marketing católico já teria desaparecido. Não se sustenta por tantos anos uma coisa superficial que não tenha a mão de Deus. E na minha vida foi a mesma coisa: ela não veio por acaso. Tudo é plano de Deus e a gente vai entender só depois que acontece”, concluiu. 
(Texto publicado no O SÃO PAULO em outubro de 2017)

REFLETINDO A PALAVRA - Santo é gente

PE.LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
O humano e santidade
 
Temos a mentalidade de que um santo é tão diferente que concluímos não ser para nós. Santidade é para poucos heróis. Faz-se tanta fantasia sobre a santidade que ela se torna impossível para os “pobres pecadores”. Os santos têm pecados, têm defeitos, têm manias, têm dificuldades e são “piores” que nós. Só depois que vemos sua santidade. Estamos tropeçando em pessoas santas. O santo tem luta como qualquer um. Em vida, só percebemos sua santidade, se tivermos capacidade de perceber sua batalha. O povo de Deus é santo e pecador. Certamente temos pessoas luminares, especiais etc... Mas quanto mais humano, mais pronto está para viver grande santidade. Por isso a santidade pertence ao povo. O modelo é sempre Jesus que era extremamente humano. Leonardo Boff disse há tempo: “Jesus era tão humano que os discípulos entenderam que só podia ser divino”. Ser humano, com todas as riquezas e fragilidades é condição necessária para a santidade. Deus nos fez assim. Quanto se condenou nossa humanidade como empecilho para viver a graça de Deus. O que consideramos frágil, também foi feito por Deus e é caminho de santidade. Temos muita reflexão espiritual, grupos de espiritualidade que anulam o ser humano. Não é santidade. É de se duvidar que exista santidade em certas maneiras de viver a vida cristã.
Condição humana 
A Escritura nos diz que Deus fez o homem de barro, como um oleiro que faz um objeto, remodela, trabalha com suas mãos. Somos o barro nas mãos de Deus. O barro não é desprezível, sua condição sem firmeza é necessária para se formar o objeto. De uma pedra, pouco se pode mudar. Deus é nosso oleiro e nos molda. Somente estaremos firmes quando cozidos pelo fogo do Espírito e apresentados ao Pai. Assim foi Jesus. Cresceu como homem. É até melhor pensá-lo pouco humano, pois facilita a buscarmos fora de nós o caminho para Deus. Onde não está. Ser humano compromete nossa vida com a vida dos irmãos, pois fomos feitos para a fraternidade. É justamente o fato de estarmos juntos que fortalece e nos ensina a sair de nosso eu para o nós, onde somos irmãos comprometidos. A humildade de nossa carne e de nossa condição de sempre crescer é o melhor caminho. Jesus não impõe nada aos discípulos. Ele propõe seu caminho através de parábolas, breves ensinamentos, simplicidade de vida e de relacionamentos. Santidade é um dom para o povo de Deus e não um caminho especial para alguns escolhidos. Todos são santos por dom de Deus e pelo esforço pessoal. Todos podem. Há pouco santo gente do povo. Só bispo, padre e freira. E os casais? O casamento é o caminho normal de santidade feito por Deus.
Seguir o modo de Jesus 
É muito simples viver a santidade: basta viver como Jesus viveu, fazendo a vontade do Pai. Esta vontade está clara: “O Pai não quer que Eu perca nenhum daqueles que Ele me deu, mas o ressuscite no último dia” (Jo 6,36). A santidade de Jesus era sua permanente união ao Pai que estava oculta pelo véu da Encarnação. Essa se manifestava através de uma vida dedicada totalmente, até o extremo, àqueles que o Pai lhe confiou, que somos todos nós. Não há homem que esteja fora do amor de Jesus. A santidade está aqui. Preferimos outras que não nos comprometem. Jesus é claro na sua opção; “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10). Santidade que vemos nos grandes santos realmente se deu em sair de si para viver para os outros, em tudo. Cada um de seu jeito e em suas condições. É um caminho aberto a todos. Fora desse, não há outro. Vida doada, santidade completa.
ARTIGO PUBLICADO EM NOVEMBRO DE 2021

EVANGELHO DO DIA 28 DE AGOSTO

Evangelho segundo São Mateus 25,1-13. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: «O Reino dos Céus pode comparar-se a dez virgens, que, tomando as suas lâmpadas, foram ao encontro do esposo. Cinco eram insensatas e cinco eram prudentes. As insensatas, ao tomarem as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo, enquanto as prudentes, com as lâmpadas, levaram azeite nas almotolias. Como o esposo se demorava, começaram todas a dormitar e adormeceram. No meio da noite, ouviu-se um brado: "Aí vem o esposo; ide ao seu encontro". Então, as virgens levantaram-se todas e começaram a preparar as lâmpadas. As insensatas disseram às prudentes: "Dai-nos do vosso azeite, que as nossas lâmpadas estão a apagar-se". Mas as prudentes responderam: "Talvez não chegue para nós e para vós. Ide antes comprá-lo aos vendedores". Mas, enquanto foram comprá-lo, chegou o esposo. As que estavam preparadas entraram com ele para o banquete nupcial; e a porta fechou-se. Mais tarde, chegaram também as outras virgens e disseram: "Senhor, senhor, abre-nos a porta". Mas ele respondeu: "Em verdade vos digo: não vos conheço". Portanto, vigiai, porque não sabeis o dia nem a hora».
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Gregório Magno 
(540-604) 
Papa, doutor da Igreja 
Homilias sobre os Evangelhos, 12 
«As nossas lâmpadas estão a apagar-se» 
«As insensatas, ao tomarem as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo, enquanto as prudentes, com as lâmpadas, levaram azeite nas almotolias». 
O azeite designa aqui o esplendor da glória; as almotolias são os nossos corações, onde guardamos todos os nossos pensamentos. As virgens prudentes levam azeite nas almotolias, porque guardam na sua consciência todo o esplendor da sua glória, como diz São Paulo: «Este é o nosso motivo de glória: o testemunho da nossa consciência» (2Cor 1,12). As virgens insensatas, pelo contrário, não levam azeite consigo porque não guardam a sua glória no segredo do seu coração, isto é, fazem-na depender dos louvores dos outros. «No meio da noite ouviu-se um brado: "Aí vem o esposo; ide ao seu encontro"». Todas as virgens se levantaram. Mas as candeias das virgens insensatas apagaram-se, porque as suas obras, que de fora pareciam resplandecentes aos olhos dos homens, por dentro não eram mais do que trevas; e não receberam de Deus nenhuma recompensa, pois já tinham recebido dos homens os louvores que as satisfaziam.

São Moisés, o Anacoreta Etíope (de Scetis) Festa: 28 de agosto

(†)Scetis, Egito, cerca de 407
 
As fontes o apresentam primeiro como escravo ou servo de um oficial, depois como um homem violento, viciado em roubo e líder de um bando de ladrões. Sua conversão não foi um incidente isolado, mas o início de uma longa e difícil jornada ascética no deserto de Scetis. Ali, Moisés tornou-se monge, discípulo de anciãos experientes na vida espiritual e, após anos de luta contra suas paixões, sacerdote e líder de uma comunidade de discípulos. Sua experiência é narrada principalmente por Paládio na Historia Lausiaca e, de diferentes formas, nos Apophthegmata Patrum e em Sozomen. Sua figura está ligada sobretudo à radicalidade de sua conversão, à luta contra a violência e à prática da humildade. A tradição lhe atribui inúmeros ditos nos quais ele repete o convite a não julgar os outros e a reconhecer primeiro os próprios pecados. Ele morreu em Scetis, segundo Paládio, aos setenta e cinco anos de idade. A tradição monástica relaciona sua morte à incursão de saqueadores do deserto, geralmente situada por volta de 407.

Santo Hermes Mártir em Roma -Festa: 28 de agosto Roma, século III.

De origem grega, Hermes chegou a Roma no século III e tornou-se cidadão romano. Nomeado Prefeito, converteu-se ao cristianismo com sua esposa, filhos, irmã e milhares de escravos. Por isso, foi preso, por ordem de Trajano, que enviou Aureliano a Roma, onde mandou o tribuno Quirino assassiná-lo. 
Seu nome aparece nas fontes mais fidedignas do século IV, desde a Depositio Martyrum até o Martirológio de São Jerônimo, e o Papa Dâmaso I dedicou-lhe um de seus famosos epigramas em escrita filocaliana. Contudo, quase nada sabemos com certeza sobre sua vida terrena. Hagiografias posteriores o retratam como prefeito de Roma sob o imperador Trajano, convertido pelo Papa Alexandre I juntamente com sua esposa, filhos, irmã e 1.250 escravos: uma narrativa evocativa, mas historicamente insustentável, contradita pela arqueologia que situa seu martírio no século III.

Santa Joaquina de Vedruna, Viúva e Fundadora - 28 de agosto

Joaquina de Vedruna nasceu em Barcelona, Espanha, em 16 de abril de 1783. Seu pai, Lorenzo de Vedruna, era rico e alto funcionário do governo. Sua família era muito católica. Alguns setores da Igreja procuraram ocultar a origem aristocrática da família Vedruna, mas um documento demonstra isto irrefutavelmente. Desde muito pequena Joaquina tinha muita devoção ao Menino Jesus e as almas benditas do Purgatório. Algo que a caracterizou desde os primeiros anos foi um grande amor à limpeza. Não tolerava manchas em suas roupas. E isto a levou a não tolerar também manchas de pecado em sua alma. Em 1799 Joaquina casou-se com um advogado e proprietário de terras de Vic, Teodoro de Mas, com quem teve nove filhos. Quando Napoleão invadiu a Espanha, o esposo de Joaquina alistou-se no exército para defender sua pátria e participou valorosamente em cinco batalhas contra os invasores.

Santa Florentina, Virgem

Florentina de Cartagena, 
amplamente conhecida como Santa Florentina, 
chamada também de Florência
(em latim: Florentia) 
é uma santa venerada pela Igreja Católica. 
Nascida em meados do século VI em Cartagena, 
na região da Hispânia, 
ela e a família era cristãs engajadas 
na disseminação do cristianismo. 
História 
Florentina era irmã de três bispos ibéricos na época do reino visigótico, Leandro & Isidoro de Sevilha e Fulgêncio de Ruspe, e consagrou sua virgindade a Deus. Todos os quatro acabaram canonizados. Ela era mais nova que Leandro, o futuro arcebispo de Sevilha, mas mais nova que Isidoro, que o sucederia. Antes de ser elevado ao episcopado, Leandro havia sido monge e foi por influência sua que Florentina abraçou a vida ascética. Ela se associou com diversas outras virgens que desejavam abandonar a vida mundana e juntas formaram uma comunidade religiosa.