segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Exemplo de humildade”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Abriu-me os ouvidos
 
A liturgia do Domingo de Ramos é festiva na primeira parte, celebrando a Entrada de Jesus em Jerusalém, aclamado como o Messias que vem em nome do Senhor. A seguir há o ritmo quaresmal voltado para a Paixão do Senhor. É o mistério pascal em uma síntese. O Messias sofredor é o Senhor ressuscitado. Isso nos leva a não vermos a Semana Santa só sob o signo da dor, mas também da glória. Compreendemos esse momento ao ouvir a leitura de Isaias com o poema do Servo de Deus que tem os ouvidos abertos para prestar atenção como discípulo. Obediência não é, em primeiro lugar, cumprir ordens. É ter a capacidade de ouvir e realizar o projeto de Deus para nossa vida, como o fez Jesus. É nessa obediência que encontra resistência para passar pelo sofrimento: “Ofereci as costas para me baterem e as faces para me arrancarem a barba”. Por isso “não me deixei abater o ânimo, conservei o rosto impassível como a pedra, porque sei que não serei humilhado” (Is 50,6-7). O salmo reflete o profundo sofrimento e abandono que Jesus sente na cruz: “Por que me abandonastes?” Mesmo assim se ergue e diz: “Anunciarei o vosso nome aos meus irmãos” (Sl 21). Ele assumiu a condição de escravo... Humilhou-se a Si mesmo, fazendo-Se obediente até à morte, e morte de cruz. Por isso Deus O exaltou” (Fl 2,6-11). Em Jesus o Pai quis dar exemplo de humildade (oração). Deus quis dar aos homens um exemplo de humildade... por isso quis que nosso Salvador se fizesse homem e morresse na cruz. Assim aprendamos para ressuscitar com Ele. É o único caminho válido para a fé cristã.
Palavras que são caminho 
Estamos acostumados a ouvir e a nos comover com a narrativa da Paixão de Jesus. Não basta a comoção que logo passa. Ela é um caminho de reflexão e um projeto de vida. As palavras pronunciadas por Jesus são um catecismo espiritual. O primeiro passo é o perdão aos inimigos. Esse é o projeto de paz e purificação. Ganha quem perdoa. É um passo grande na vivência do mistério de Cristo. Isso se concretiza no perdão ao ladrão que lhe diz: “Lembra-te de mim quando entrares no teu reinado” – “Em verdade te digo: ainda hoje estarsá comigo no Paraíso (Lc 23,42). A redenção é um ato total e completo. Não deixa para depois. Sofrer com Cristo é ter essa chave do paraíso. Com voz forte, em um grito diz: “Pai, em tuas mãos eu entrego o meu espírito”. O caminho espiritual de Jesus, que é seu Evangelho, está todo e sempre direcionado ao Pai. Sua morte é a escola de como servir e amar o Pai. É com todo vigor que Se entrega a Deus. Não há meias palavras. Jesus não vê sua morte como derrota. Ele a vê como a vitória que vence a morte, porque Ele a sofre já vivo no coração do Pai. Eis a tua Mãe, é o caminho da ternura implantado em sua Mãe. 
Por isso Deus O exaltou 
A morte não é o fim, mas o caminho para a vida. Sabemos que Jesus ansiava por esse momento. Disse: “Devo receber um batismo (morte) e como me angustio até que esteja consumado” (Lc 12,50). O desejo de Cristo de realizar a vontade do Pai O leva a buscá-la ansiosamente realizar esse projeto. Por que chegar ao extremo do amor? O Pai não queria o sofrimento do Filho. Mas o Filho sabe o que vai lhe acontecer porque há a grande recusa dos chefes. Isso Jesus descreve em suas parábolas e durante seu ministério está sempre em choque com esses homens que não entenderam o projeto de Aliança que lhes fora concedido. De beneficiários das promessas passaram a donos do projeto em proveito próprio. A morte de Jesus é sua vitória. Por isso Deus O exaltou (Fl 2,9). 
Leituras: Lucas 19,28-40; Isaias 50,4-7;
Salmo 121;
Filipenses 2,6-11; Lucas 23,6-11 
1. A obediência de Jesus o põe em atitude de total entrega ao Pai. 
2. As palavras de Jesus na Cruz são um caminho espiritual. 
3. Jesus realiza o desígnio do Pai porque sabe que Nele está seguro. 
A saga do jumento 
Jesus entrou em Jerusalém montado num jumentinho. Há parábolas que o põem em atitudes ridículas. Mas ele tem seu lugar no mistério de Jesus, pois o levou na gloriosa entrada na Cidade Santa. A inocência do animal o deixa animal. Mas cumpriu o que lhe cabia. Isso se torna para nós uma parábola. Podemos, mesmo não sabendo tanto o que está acontecendo em nossa vida, em nossas atitudes, mas fazemos o que devia ter sido feito. O que não ficará sem o reconhecimento. Certo que temos consciência, o que nos compromete mais. Em nossa fragilidade podemos não perceber tudo o que fazemos, mas nem por isso deixa de ser realizado o mistério de Deus em nossa vida. A obra não se concluirá só porque temos perfeição do que sabemos, mas sim perfeição com que a realizamos, mesmo sem entender tudo. Não existe ninguém sabido que entenda tudo e não há alguém tão frágil que não realize nada porque não entende nem sabe. 
Homilia do Domingos De Ramos (14.04.2019)

EVANGELHO DO DIA 16 DE FEVEREIRO

Evangelho segundo São Marcos 8,11-13.
Naquele tempo, apareceram alguns fariseus e começaram a discutir com Jesus. Para O porem à prova, pediam-Lhe um sinal do Céu. Jesus suspirou do fundo da alma e respondeu-lhes: «Porque pede esta geração um sinal? Em verdade vos digo: não se dará nenhum sinal a esta geração». Depois deixou-os, voltou a subir para o barco e foi para a outra margem do lago. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santo Hilário 
(315-367) 
Bispo de Poitiers, 
doutor da Igreja 
«Sobre a Santíssima Trindade», livro 12, 52-53 
«Porque pede esta geração um sinal?» 
Pai Santo, Deus Todo-poderoso, quando levanto para o teu céu a fraca luz dos meus olhos, poderei duvidar de que é o teu céu? Quando contemplo o caminho das estrelas, o seu regresso no ciclo anual, quando vejo as Plêiades, a Ursa Menor e a Estrela da Manhã, e considero como cada uma brilha no lugar que lhe foi assinalado, percebo, ó Deus, que estás aí, nesses astros que não compreendo. Quando vejo «o bramido das ondas caudalosas» (Sl 93,4), não compreendo a origem dessas águas, não compreendo sequer o que põe em movimento os seus fluxos e refluxos regulares, e no entanto, creio que existe uma causa – certamente impenetrável para mim – para estas realidades que ignoro, e também aí pressinto a tua presença. Se volto o meu espírito para a terra, que, pelo dinamismo de forças escondidas, decompõe todas as sementes que acolheu no seu seio, as faz germinar lentamente e as multiplica, e depois lhes permite crescerem, não encontro nada que possa compreender com a minha inteligência; mas esta ignorância ajuda-me a discernir-Te a Ti, porque, se não conheço a natureza posta ao meu serviço, reencontro-Te, no entanto, pelo facto de ela existir para minha utilização. Se me volto para mim, a experiência diz-me que não me conheço e admiro-Te tanto mais quanto sou para mim um desconhecido. De facto, mesmo que não os possa compreender, tenho a experiência dos movimentos do meu espírito que julga, destas operações, da sua vida, e esta experiência a Ti a devo, a Ti que me deste a partilhar esta natureza sensível que faz a minha felicidade, mesmo que a sua origem esteja para além da minha inteligência. Não me conheço a mim próprio, mas dentro de mim encontro-Te e, ao encontrar-Te, adoro-Te.

16 de fevereiro - Beato Nicola Paglia

O Beato Nicola Paglia nasceu em 1197, na cidade de Giovinazzo, em um edifício na antiga vila Giovinazzese, ainda hoje chamada de casa do santo. É para todos nós uma razão de gratidão a Deus por seu testemunho evangélico, razão de orgulho por seu luminoso exemplo, estímulo precioso para redescobrir a beleza da fé e referência para sua intercessão benevolente. De fato, o Beato Nicola nos foi dado precisamente por isso: porque, admirando seu exemplo e invocando sua proteção, nossa vida como cristãos fica colorida de esperança e você encontra o entusiasmo de correr em direção à plenitude. Quem é o Beato Nicola Paglia? O que as fontes dizem sobre ele? As notícias a respeito dele são escassas, mas suficientes para redescobri-lo como um grande homem, um verdadeiro pregador cristão. Sua grandeza humana foi reconhecida pelo Papa Gregório IX, que, tendo sentido sua profundidade, depositou no Beato "plena confiança na honestidade da vida, na ciência, na prudência e na ação ininterrupta". Precisamente por esse motivo, ele lhe confiou tarefas delicadas para a reforma dos mosteiros femininos e das comunidades masculinas. Certamente o Beato desenhou e desenvolveu suas virtudes em sua família, onde foi criado com grande cuidado por pais nobres. Ali ele aprendeu tanto o valor do sacrifício e da renúncia.

16 de fevereiro - Beato Mariano Arciero

A história de Mariano Arciero é a de um filho de humildes camponeses que, com compromisso, se elevará à reputação de "biblioteca de Deus", por seu profundo conhecimento teológico. Outra conquista foi ter sido conhecido como "o Apóstolo da Calabria", por seu ensino em Cassano all'Ionio (Cosenza). O Beato Marciano Arciero nasceu em Contursi em 26 de fevereiro de 1707; sua família era muito pobre, então ele passou oito anos trabalhando na na casa da família Parisio, onde um dos seus membros, Don Emanuele, o tomou sob seus cuidados pessoais, fazendo-o colaborar em suas missões, para ensinar o catecismo às crianças. Aos 22 anos, ele se mudou para Nápoles, participou do Congregação Eucarística, fundada pelo jesuíta Francesco Pavone di Catanzaro e que tomou o nome de "Conferência", matriculando-se em 21 de dezembro de 1729. No Colégio Massimo dos Jesuítas, estudou literatura e filosofia, enquanto Don Emanuele Parisio ensinou-lhe teologia e lhe deu um patrimônio, ajudando para que fosse ordenado sacerdote em 22 de dezembro de 1731. Pouco tempo depois, Dom Mariano Arciero tornou-se um modelo para o clero napolitano, por sua inclinação à caridade, cultivada desde os primeiros anos de sua juventude, ele era um apóstolo ativo nas fundações, nos becos, no hospital e no arsenal.

16 de fevereiro - Beato Simão de Cássia (Agostiniano)

As características da santidade do beato Simão são o amor à contemplação, a simplicidade em viver o Evangelho e a obediência religiosa. Como frade agostiniano promoveu a comunidade tendo como fundamento o amor cristão. Ele ficou conhecido também pelo poder de sua pregação e o desejo de formar Cristo em todas as pessoas. Apesar de sua fama, sua humildade não o permitiu aceitar qualquer posição de autoridade e poder, seja na Igreja ou na Ordem Agostiniana. Pertencente à família Fidati (ele também é conhecido como Simão de Fidati), o beato Simão nasceu em Cássia, Itália, em fins do século XIII, ao redor do ano 1295. Depois de um breve interesse pela literatura profana, seu interesse e energia migraram para assuntos puramente religiosos e espirituais. Ele vestiu o hábito agostiniano quando era ainda muito jovem. Durante toda sua vida se consagrou à pregação, especialmente em terra toscana. Censor franco e impetuoso de pecados habituais, sua severidade também se estendia a quantos buscavam sua companhia ou sua amizade, a quem às vezes tratava com aspereza. Apesar disto, sua palavra, cheia de ardor e paixão, fascinava sempre seus ouvintes.

16 de fevereiro - Beato Luís Antônio Rosa Ormières

Ontem em Oviedo, na Espanha, foi proclamado Beato o sacerdote Luís António Rosa Ormières. Tendo vivido no século XIX, consumiu as suas tantas qualidades humanas e espirituais ao serviço da educação, e por isso fundou a Congregação das Irmãs do Santo Anjo da Guarda. O seu exemplo e a sua intercessão ajudem sobretudo quantos trabalham na escola e no campo educativo. 
Papa Francisco – 23 de abril de 2017 
 O Padre Ormières nasceu em 14 de julho de 1809 em Quillán, pequena cidade dos Pireneus franceses do Departamento de Aude, em plena época pós-Revolução Francesa. Sua família era profundamente cristã. Em casa recebeu com atenção e carinho os primeiros ensinamentos que marcaram o seu caráter. Segundo o testemunho de parentes e amigos, herdou do pai “um ânimo sincero e leal, uma grande inteligência” e uma natureza “muito engenhosa e jovial, devido a qual encontrava sempre anedotas e brincadeiras para que todos rissem”; e da mãe “uma fé profunda”, juntamente com uma formação religiosa sólida e o gosto pela leitura. Estudou no Seminário de Carcassome. Logo seus Superiores descobriram nele uma decidida vocação pedagógica, sendo então nomeado professor do Seminário Maior.

Santa Juliana de Nicomédia, Virgem e mártir -Festa: 16 de fevereiro

Nicomédia, c. 285 - 305
 
Nasceu por volta de 285 em Nicomédia, atualmente Izmit,M Turquia. Em sua família de origem, ela era a única cristã. Seu pai, em particular, era um zeloso seguidor dos deuses pagãos. Aos nove anos, ela seria prometida ao prefeito da cidade, um pagão chamado Eleusius. De acordo com os acordos alcançados pelas duas famílias, o casamento seria celebrado quando Giuliana completasse 18 anos. Mas naquele dia a jovem disse que só aceitaria se Eleusius fosse batizado. Ela então foi denunciada pelo próprio namorado como cristã praticante. Presa, ela não voltou atrás em sua decisão mesmo após a sentença de morte. Ela foi então decapitada por volta de 305, na época de Maximiano. A iconografia frequentemente a retrata junto com um demônio que a atormenta, mas não faltam representações das torturas que sofreu em vida, como ser pendurada pelos cabelos ou atormentada pelo fogo.
Etimologia: Juliana = pertencente à 'gens Julia', uma ilustre família romana, do latim 
Emblema: Palma 
Martirógio Romano: Na Campânia, Santa Juliana, virgem e mártir.

Santos Elias, Jeremias, Isaías, Samuel e Daniel e companheiros mártires Festa: 16 de fevereiro

Jovens egípcios cuja existência
 
nos é conhecida graças a 
Santo Eusébio de Cesareia. 
Mártires. 
(†)Cesareia da Palestina, 16 de fevereiro de 310
Durantea perseguição de Diocleciano, os cristãos egípcios Elias, Jeremias, Isaías, Samuel e Daniel, converteram-se ao cristianismo e adotaram os nomes dos profetas bíblicos, foram para a Cilícia, uma região do sul da Turquia, para visitar e confortar outros neófitos condenados ao trabalho forçado nas minas. Presos pelo governador Firmiliano, foram cruelmente torturados e finalmente perfurados pela espada em Cesareia, na Palestina, sob o imperador Galério Maximiano.
Martirógio Romano: Em Cesareia, na Palestina, os santos mártires Elias, Jeremias, Isaías, Samuel e Daniel: cristãos do Egito, por terem espontaneamente cuidado dos confessores da fé condenados às minas na Cilícia, foram presos e pelo governador Firmiliano, sob o imperador Galério Maximiano, cruelmente torturados e finalmente perfurados pela espada. Após receberem também a coroa do martírio, Pamfílio, o sacerdote, Valente, diácono de Jerusalém, e Paulo, natural da cidade de Jamnia, que já havia passado dois anos na prisão, além de Porfirio, servo de Pamfílio, Seleuco da Capadócia, avançaram no exército, Teodúlo, o idoso servo do governador Firmiliano, e finalmente Juliano da Capadócia, que, tendo retornado justamente naquele momento de uma viagem, Após beijar os corpos dos mártires, revelou-se cristão e, por ordem do governador, foi queimado sobre um fogo lento.

Santo Honesto de Nimes

Companheiro de São Saturnino 
Evangelizador da Navarra e da Biscaia. 
Santo Honesto foi um pregador e padre cristão de Nîmes do século III . Em algumas fontes hagiográficas e santas ele aparece como Santo Honesto de Pamplona . O que todos parecem concordar é sua estreita ligação com São Saturnino de Toulouse , de quem se acreditava ser discípulo, e com a primeira cristianização de Pompaelo , Pompeiópolis ou Pamplona, como várias fontes mencionam a então cidade romana. 
Hagiografia 
Honesto era originalmente de Nimes , nobre segundo a lenda. Embora não haja provas documentais que confirmem os fatos, a tradição oral diz que ele foi batizado por Saturnino de Tolosa, que, vindo de Roma, iniciava sua jornada de pregação. Juntos, eles continuaram sua jornada para evangelizar a Gália . Em Carcassonne , o prefeito romano os aprisionou, mas um anjo os libertou. Honesto continuou até Pompaelo (atual Pamplona), onde conseguiu atrair o senador Firmo ( Firmus ), que morava na cidade ou arredores, ou era um dos membros da classe dominante da área (que naquela época geralmente residia nas cidades), provavelmente por meio de sua esposa Eugênia.

Felipa Mareri Religiosa, Abadessa, Beata 1200-1236

Religiosa e depois Abadessa Clarissa. 
Foi dirigida pelo Beato Rogério de Todi.
Felipa pertenceu à nobre família dos Mareri. Nasceu em 1200, no castelo situado no povoado de São Pedro do Molito, nos arredores de Rieti, em Nápoles, Itália. Este pequeno burgo, no período medieval, foi passagem obrigatória da estrada que de Assis levava a Roma. Certo dia, neste castelo, a baronesa Felipa Mareri se encontrou com Francisco de Assis, que com o ardor da sua palavra a convenceu, como tinha acontecido algum tempo antes com Clara de Assis, a abandonar as riquezas da casa de sua família, para se dedicar inteiramente ao Senhor. Durante quatro anos, Felipa fez do iluminado irmão Francisco o seu orientador espiritual. Depois deste período, tomou a resolução de se consagrar a Deus, com tanta determinação que nem as pressões dos parentes, nem as ameaças do irmão Tomás, nem os pedidos dos pretendentes, a fizeram mudar de ideia. Inclusive, teve de seguir o exemplo de Clara de Assis e fugiu de casa. Com algumas companheiras se refugiou numa gruta nas proximidades da propriedade dos Mareri, hoje chamada “Gruta de Santa Felipa”.

José Allamano Sacerdote, Fundador, Beato 1851-1926

Sobrinho de São José Cafasso;
 aluno de São João Bosco; 
fundador do Instituto das 
Missões da Consolata.
Beatificado em 1990.
Ele nasceu em Castelnuovo d'Asti, Itália, em 21 de janeiro de 1851. Também a cidade natal de São João Bosco, "o apóstolo da juventude"; e de seu tio São José Cafasso, irmão de sua mãe. Ambos foram seus orientadores e educadores desde a infância. Assim, José Allamano viveu no seio de uma família extremamente cristã. Com vontade própria e decidido, ingressou no Oratório do Seminário Diocesano de Turim, onde recebeu a ordenação sacerdotal aos 22 anos e se formou em teologia um ano depois. Com 25 anos, foi convocado para continuar no mesmo seminário, como Director espiritual, demonstrando ter, apesar de jovem, excelentes qualidades de formador. Repetiu e inculcou, biblicamente aos noviços, a seguinte frase: "Fazer bem o Bem". Quando padre Allamano foi nomeado Reitor do conceituado Santuário Mariano da "Consolata", tinha apenas 29 anos e permaneceu na função durante quarenta e seis anos, quando faleceu. A "Consolata" se tornou o campo de acção para todas as suas actividades sacerdotais. Muito atento, e com a mente aberta às necessidades e exigências pastorais do seu tempo, direccionou todas as iniciativas da diocese em favor da promoção da acção social da Igreja, da imprensa católica, da defesa e assistência ao clero, das associações operárias.

Santo Onésimo, Discípulo de São Paulo, Mártir-Festa: 15 de fevereiro

Escravo em Colossi, depois de roubar seu patrão, Filêmon, discípulo de São Paulo, fugiu para Roma. Ali, conheceu o Apóstolo dos Gentios, prisioneiro, que o converteu e o enviou de volta a Filêmon, pedindo-lhe para recebê-lo, não mais como escravo, mas como irmão Onésimo evangelizou a Ásia Menor. 
Frígia (Ásia Menor), Século I d.C
Quase não há notícias dele. Era um jovem escravo que vivia em Colossae e que, tendo roubado seu senhor Filémão, fugiu para Roma. Lá, ele conheceu S. Paulo, um prisioneiro, que o converteu e o batizou. Temos essa notícia de s. Paulo, que escreveu uma carta a Filemão, oferecendo-se para devolver o que havia roubado e pedindo perdão e libertação para o escravo. O "Martirógio Romano" fala de seu martírio, reunindo uma tradição segundo a qual Onesimus, consagrado bispo por São Paulo, que o deixou em Éfeso como substituto de Timóteo, morreu apedrejado em Roma, aparentemente sob Domiciano.
Emblema: Palma
Martirológio Romano: Comemoração do Beato Onésimo, a quem São Paulo Apóstolo recebeu como escravo fugitivo e gerou acorrentado como filho na fé de Cristo, como ele mesmo escreveu a seu senhor Filémão.

ORAÇÕES - 16 DE FEVEREIRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
16 – Segunda-feira – Santos: Elias, Jeremias, Daniel
Evangelho (Mc 8,11-13) E, deixando-os, Jesus entrou de novo na barca e se dirigiu para a outra margem.”
Para aceitar suas palavras, os adversários exigiam um milagre de Jesus, que lhes garantisse sua missão divina. Sua exigência pode até parecer razoável, se não levamos em conta que internamente Deus lhes estava falando ao coração, atraindo e iluminando. Deus era alguém que lhes falava no seu íntimo; tinham de decidir se queriam confiar nesse alguém, numa decisão pessoal, só por amor.
Oração
Senhor meu Deus, não vos peço milagres. Basta-me vossa palavra, desde que me concedais o dom da fé e conquisteis meu coração. Agradeço e peço que me deis sempre a graça de acreditar. Hoje vos quero pedir por todos que têm dificuldade em crer. Ajudai-os a vencer os preconceitos, e a se libertar do orgulho. Sem saber, eles precisam de vós; dai-lhes a certeza que só vós podeis dar. Amém.

domingo, 15 de fevereiro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “O dom e a cruz”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
A lógica do dom e da cruz
 
Chegamos, com este texto, à última reflexão do Papa Francisco na Exortação Apostólica “Gaudete et Exultate”= (Alegrai-vos e Exultai), sobre a Chamado à Santidade no Mundo Atual. Ele nos oferece um vasto panorama sobre essa realidade. Encerramos com o ensinamento sobre a “lógica do dom e da cruz”. Discernir exige a paciência e a cruz. Diz: “A condição essencial para avançar no discernimento é educar-se para a paciência de Deus e os seus tempos, que nunca são os nossos” (GE174). Insiste na lógica da cruz: “Além disso, requer-se generosidade, porque ‘a felicidade não é deste mundo, ‘é a nossa lógica’, como dizia São Boaventura, referindo-se à cruz. Quando uma pessoa assume esta dinâmica, não deixa anestesiar sua consciência e abre-se generosamente ao discernimento” (Id). Discernir não para tirar proveito para própria vida, mas para reconhecer como podemos cumprir melhor a missão que nos foi confiada no Batismo e, isto implica estar disposto a fazer renúncias até dar tudo, comenta o Papa. O discernimento nos coloca na lógica da cruz que sintetiza a aceitação completa do plano divino de Salvação. Entramos em outro mundo com outras dinâmicas que nos colocam numa vida que atingem o homem em todo seu ser. Discernir é também abrir-se ao mistério da cruz que não se resume na dor, mas na capacidade de ir até o fim na opção pelo bem, por Deus, e pelos outros. 
Decisão e força 
Escolher os caminhos da vida na presença de Deus nos leva a penetrar todos os espaços de nossa vida, diz o Papa. Com isso temos a certeza que nossa decisão nos levará a crescer muito e dar mais a Deus, mesmo quando estamos em dificuldades. É nelas que nos fortalecemos. É um treinamento que nos dá força espiritual. Quem lutar, se fortalece e consegue maiores forças para enfrentar as cruzes. Notamos a importância de um contato com Deus que se faz na oração e, sobretudo, na prática do Evangelho que é o meio de exercitar-se na luta. Mas não somos heróis invencíveis. Somos frágeis e temos medos. Temos receio de que a força da graça penetre nos recônditos de nossa vida. O orgulho nos impede de deixar Deus agir. É necessário o discernimento para tirarmos esses empecilhos do orgulho e da vaidade. Ter medo de ser fraco não nos torna fortes. Assim escreve o Papa Francisco: “Mas é necessário pedir ao Espírito Santo que nos liberte e expulse aquele medo que nos leva a negar-Lhe a entrada em alguns aspetos da nossa vida... Ele não quer entrar em nós para mutilar ou enfraquecer, mas para levar-nos à perfeição. Isto mostra-nos que o discernimento não é uma auto-análise presunçosa, uma introspecção egoísta, mas uma verdadeira saída de nós mesmos para o mistério de Deus, que nos ajuda a viver a missão para a qual nos chamou a bem dos irmãos” (GE 175). 
Ave Maria 
O Papa Francisco encerra suas reflexões com Maria porque Ela viveu como ninguém as bem-aventuranças de Jesus. “É aquela que nos mostra o caminho da santidade e nos acompanha. E, quando caímos, não aceita deixar-nos por terra e, às vezes, leva-nos nos seus braços sem nos julgar. Conversar com Ela consola-nos, liberta-nos, santifica-nos. A Mãe não necessita de muitas palavras... É suficiente sussurrar uma vez e outra: Ave Maria...” (GE 176). E completa: “Espero que estas páginas sejam úteis para que toda a Igreja se dedique a promover o desejo e a busca da santidade. Peçamos ao Espírito Santo que infunda em nós um desejo intenso de sermos santos para a maior glória de Deus; e animemo-nos uns aos outros neste propósito. Assim, compartilharemos uma felicidade que o mundo não poderá tirar-nos.
ARTIGO PUBLICADO EM ABRIL DE 2019

EVANGELHO DO DIA 15 DE FEVEREIRO

Evangelho segundo São Mateus 5,17-37. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Não penseis que vim revogar a Lei ou os profetas; não vim revogar, mas completar. Em verdade vos digo: antes que passem o céu e a Terra, não passará da Lei a mais pequena letra ou o mais pequeno sinal, sem que tudo se cumpra. Portanto, se alguém transgredir um só destes mandamentos, por mais pequenos que sejam, e ensinar assim aos homens, será o menor no Reino dos Céus. Mas aquele que os praticar e ensinar será grande no Reino dos Céus». Porque Eu vos digo: se a vossa justiça não superar a dos escribas e fariseus, não entrareis no Reino dos Céus. Ouvistes que foi dito aos antigos: "Não matarás; quem matar será submetido a julgamento". Eu, porém, digo-vos: todo aquele que se irar contra o seu irmão será submetido a julgamento. Quem chamar imbecil a seu irmão será submetido ao Sinédrio, e quem lhe chamar louco será submetido à geena de fogo. Portanto, se fores apresentar a tua oferta ao altar e ali te recordares que o teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do altar, vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão e vem depois apresentar a tua oferta. Reconcilia-te com o teu adversário enquanto vais com ele a caminho, não seja caso que te entregue ao juiz, o juiz ao guarda, e sejas metido na prisão. Em verdade te digo: não sairás de lá enquanto não pagares o último centavo». Ouvistes que foi dito: "Não cometerás adultério". Mas Eu digo-vos: todo aquele que tiver olhado para uma mulher com maus desejos já cometeu adultério com ela em seu coração. Se o teu olho direito é para ti ocasião de pecado, arranca-o e lança-o para longe de ti, porque é melhor perder-se um só dos teus membros do que todo o teu corpo ser lançado na geena. E se a tua mão direita é para ti ocasião de pecado, corta-a e lança-a para longe de ti, porque é melhor perder-se um só dos teus membros do que todo o teu corpo ser lançado na geena. Também foi dito: "Quem repudiar sua mulher dê-lhe um certificado de repúdio". Mas Eu digo-vos: todo aquele que repudiar a sua mulher, a não ser em caso de união ilegítima, expõe-na a cometer adultério. E aquele que se casar com uma repudiada comete adultério». Ouvistes ainda que foi dito aos antigos: "Não faltarás ao que tiveres jurado, mas cumprirás diante do Senhor o que juraste". Eu, porém, digo-vos que não jureis em caso algum: nem pelo Céu, que é o trono de Deus; nem pela Terra, que é o escabelo dos seus pés; nem por Jerusalém, que é a cidade do grande Rei. Também não jures pela tua cabeça, porque não podes fazer branco ou preto um só cabelo. A vossa linguagem deve ser: "Sim, sim; não, não". O que passa disto vem do Maligno».
Tradução litúrgica da Bíblia 
São João Crisóstomo
(345-407) 
Presbítero de Antioquia, 
bispo de Constantinopla, 
doutor da Igreja 
Homilia XVI, 3 
Jesus Cristo, cumprimento perfeito da lei 
Depois de dizer: «Não penseis que vim revogar a Lei ou os profetas», e de reforçar a sua afirmação acrescentando: «Não vim revogar, mas completar», não contente com isso, Jesus insiste ainda mais com estas palavras: «Em verdade vos digo: antes que passem o céu e a Terra, não passará da Lei a mais pequena letra ou o mais pequeno sinal, sem que tudo se cumpra». É como se tivesse dito: é impossível que a lei não seja cumprida; pelo contrário, ela será necessariamente observada até à mais pequena letra. Foi isso que Jesus Cristo fez, cumprindo-a na perfeição. E não é sem razão que faz alusão à transformação do mundo; é para elevar o espírito dos seus ouvintes e fazê-los compreender que era com justiça que queria conduzi-los a um caminho mais perfeito, uma vez que toda a criação estava destinada a sofrer uma transformação, e o género humano chamado a outra pátria e a uma vida mais sublime. Ouvi o resto: «Eu vos digo: se a vossa justiça não superar a dos escribas e fariseus, não entrareis no Reino dos Céus». Não era ter uma justiça abundante fazer o que os fariseus faziam. A abundância de justiça consistia em não ceder à cólera nem lançar olhares impuros a uma mulher. Mas por que razão chama Ele pequenos a esses preceitos tão grandes e elevados? Porque era o seu autor. E, como Se humilhava em tudo e nunca falava de Si mesmo senão com grande modéstia, tem a mesma atitude ao falar dos seus preceitos, para nos ensinar a ser humildes em todas as coisas. Além disso, como poderia ser suspeito de estabelecer novas leis, procura afastar essa suspeita com a humildade das suas palavras.

15 de fevereiro - Mártires da Igreja Copta do Egito

Os 21 coptas egípcios foram sequestrados na Líbia no início de janeiro de 2015, e o vídeo da decapitação foi colocado na internet pelos sites jihadistas dia 15 de fevereiro sucessivo. Depois de apenas uma semana do massacre, o patriarca copta ortodoxo Tawadros II inscreveu os 21 mártires degolados no Synaxarium, o livro dos mártires da Igreja copta, estabelecendo 15 de fevereiro como data para celebrar a sua memória.

15 de fevereiro - Beatos Gregorio e Camila Díez Blanco e Eliseo Garcia

No dia 10 de novembro de 2018 foram beatificados 16 mártires espanhóis, também havia três leigos entre os novos Beatos, que foram lembrados pelo Papa Francisco no Angelus de domingo, para nos mostrar o caminho da santidade: Todos estes novos Beatos foram assassinados por causa da sua fé, em diferentes lugares e datas, durante a guerra e a perseguição religiosa do século passado na Espanha. Louvemos ao Senhor por estas suas corajosas testemunhas, e um aplauso a elas!
Eram eles, Gregorio Díez Blanco e sua irmã Camila, e no dia do martírio estava com eles o jovem Eliseo Moradillo García, que viera a Barcelona em busca de trabalho e foi convidado por um tempo na casa da Congregação.
Gregorio Díez Blanco nasceu em Nidáguila (Burgos) em 24 de dezembro de 1899. Foi batizado no mesmo dia de seu nascimento e confirmado em 1903. Por motivos de trabalho, mudou-se para Barcelona e trabalhou na empresa de bondes. Ele se casou com Paulina Díez Anidobro e tiveram quatro filhos. Paulina morreu em 24 de março de 1930, por esse motivo Camila, irmã de Gregorio, trabalhava como dona de casa e o ajudava a educar seus filhos. Quando a guerra civil eclodiu, ele não hesitou em receber os religiosos que solicitaram abrigo. Foi à prisão de Sant Feliu, pondo em perigo sua vida, para solicitar a libertação dos religiosos de San Pedro ad Víncula ali detidos. 
Em 15 de fevereiro de 1937, ele foi preso em sua casa com três religiosos, Camila e Eliseo. Todos eles foram executados no Rabassada e jogados em uma vala comum. Ele era um católico fervoroso, praticava hospitalidade, justiça e amor ao próximo. Responsável em seu trabalho, pai amoroso, buscou a educação humana e religiosa de seus filhos.

15 de fevereiro - Beato Miguel Sopocko

“De maneira especial saúdo hoje os participantes da beatificação que hoje se realiza na Polônia, em Bialystok, do Servo de Deus Padre Miguel Sopocko, confessor e diretor espiritual de Santa Faustina Kowalska. Por sugestão dele, no seu conhecido “Diário” ela descreveu as suas experiências místicas e as aparições de Jesus Misericordioso. Também graças aos empenhos dele foi pintada e apresentada ao mundo a conhecida imagem com a legenda: “Jesus, eu confio em Vós”. O Servo de Deus deu-se a conhecer como zeloso sacerdote, professor e educador, promotor do culto da Divina misericórdia. Associo-me à alegria das arquidioceses de Bialystok e de Vilna e de todos fiéis no mundo a quem é próxima a mensagem de Jesus Misericordioso. Com essa beatificação certamente se alegra, na casa do Pai, o meu amado predecessor, o Servo de Deus João Paulo II. Foi ele que confiou o mundo à Divina misericórdia. Por isso repito o seu voto: Que Deus rico em misericórdia abençoe a Vós todos”. 
Papa Bento XVI – Angelus – 28 de setembro de 2008

Faustino e Jovita Leigos, Mártires, Santos Século II

Dois irmãos, um sacerdote 
e o outro Diácono. 
Martirizados em Bréscia (Itália).
Faustino nasceu em 90, Jovita em 96, na cidade e Bréscia, na Lombardia, Itália. Eram cristãos e foram martirizados no século II, durante os tempos sangrentos das perseguições. Os outros dados sobre eles nos foram transmitidos pela tradição, pois quase todos os registros eram queimados ou confiscados durante as inúmeras perseguições contra a Igreja dos primeiros séculos. Segundo os devotos eles eram irmãos e pregavam livremente a religião apesar das perseguições decretadas pelos imperadores: Trajano e Adriano. As prisões estavam repletas de cristãos que se não renegassem a fé publicamente eram martirizados. E na Lombardia a situação não era diferente. Isto preocupava o bispo Apolónio da Bréscia, que precisava de confessores e sacerdotes que exortassem o ânimo e a fé dos cristãos, para se manterem firmes nas orações. Secretamente, o bispo ordenou Faustino sacerdote e Jovita diácono, que continuaram no meio da comunidade operando milagres, convertendo pagão e destruindo os ídolos. Acusados pelo prefeito, foram espancados, submetidos a atrozes torturas, mas sobreviveram a tudo.

Santa Georgina ou Georgette, Virgem - Festejada 15 de fevereiro

Virgem. Duas pombas acompanharam o seu caixão
 e voaram depois para o Céu.
São Gregório de Tours (m. 594 ca.) conhecia muito bem a história da região de Clermont-Ferrand, no Auvergne, França, pois nasceu e passou muitos anos naquela cidade. Tinha portanto um bom conhecimento das tradições relativas a existência e as virtudes de Santa Georgina (De Gloria confessorum, XXXIV), de quem foi quase contemporâneo. E o que sabemos desta Santa é o que foi transmitido por ele.
     No início do século VI, Georgina vivia em Clermont-Ferrand "religiosa atque devota Deo". Retirou-se para uma aldeia dos arredores para ficar em maior recolhimento e poder oferecer a Deus "as suas oferendas de louvor". Jejuava todos os dias e rezava quase sem cessar.
     Por ocasião de sua morte (ca. 500), quando seu corpo era transportado em direção a igreja para ali serem feitas as orações fúnebres, um bando de pombas acompanhou-lhe os santos despojos desde a casa mortuária, e durante o ofício escondeu-se no telhado. Logo que o cortejo se encaminhou para o cemitério, as aves tornaram a aparecer e pairavam por cima dos despojos da Santa até estes descerem à terra. Depois, subiram para o céu.