sexta-feira, 6 de março de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Porta Estreita”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Conversão que modifica
 
Vivemos uma batalha para conservar o corpo numa bela medida. Achamos que não ficamos velhos e teremos aquele corpo! Batalha dolorosa de poucos resultados. Mas Jesus nos coloca diante dos olhos uma portinha estreita que vai exigir esforço de uma terapia espiritual que nos leve a ter as condições de passar pela porta estreita. “Muitos tentarão entrar e não conseguirão” (Lc 13,24). Que porta estreita é essa? Jesus explica que “muitos tentarão entrar e não conseguirão... começareis a bater dizendo: Senhor, abre-nos a porta!.. Não sei de onde sois. Afastai-vos de mim vós que praticais a injustiça”. Vejamos o porquê: ‘Vós direis; nós comemos e bebemos diante de Ti e Tu ensinastes em nossas praças”. Não basta a religião exterior. E diz Jesus: “Não sei de onde sois. Afastai-vos de mim todos vós que praticais a injustiça” (Lc 13,22ss). Podemos entender que Jesus é a porta. Lembramos que diz “Eu sou a porta das ovelhas” (Jo 10,1-10). A religião tem atos exteriores, muitas obras, mas tudo tem que ser fundado Nele e em sua Palavra. Mesmo que falemos de Jesus, Ele é entrada para o Reino de Deus. Vejamos nossas comunidades, povo cristão, as associações e os movimentos que fazem muitas coisas, mas deixam de lado o evangelho e a pessoa de Jesus. Pelo nosso mal proceder, podemos estar “fora de forma” para fazer esse exercício espiritual de entrar. Se olharmos, veremos como Jesus e seu Evangelho estão distantes de nós e de nossas comunidades. A porta é Jesus e seu evangelho do amor. Há grupos que não fazem o mínimo de caridade... Será que passarão na porta? A porta do inferno é larga. 
Proclamar a salvação 
Continuando, Jesus diz algo que não combina com nosso modo de compreender a fé: “Virão homens do oriente e do ocidente, do norte e do sul e, tomarão lugar à mesa do Reino de Deus” (Lc 13,28). Poderão passar nessa porta e sentar para o banquete. Jesus faz eco à profecia de Isaias que anuncia a grande abertura a todos os povos. Isso não fazia parte da mentalidade do povo judeu: “Eu virei para reunir todos os povos e línguas; eles virão e verão minha glória” (Is 66,18). Há uma promessa: “Porei no meio deles um sinal e enviarei, dentre os que foram salvos, mensageiros aos povos... para as terras distantes e para aquelas que ainda não ouviram falar em mim e não viram a minha glória” (Id 19). O profeta diz que, como os filhos, levarão sua oferenda em vasos purificados para a casa do Senhor. Vai a um extremo absurdo: “Escolherei dentre eles alguns para serem sacerdotes e levitas” (Id 21). Para os judeus, os sacerdotes e levitas eram escolhidos só da família de Aarão e tribo de Levi. Tudo isso vem como fruto da proclamação da salvação. Muitos na Igreja ainda têm mentalidade fechada aos povos. O Oriente está respondendo ao Evangelho. 
Deixar-se educar 
Distante de nossa mentalidade atual que já dá seus frutos mudando certos termos. A Carta aos Hebreus diz claramente que não se trata de castigo, mas de educação: “É para vossa educação que sofreis”: Aqui podemos entender que as dificuldades para viver a fé geravam sofrimentos que a purificavam. “Meu filho, não desprezes a educação do Senhor, não desanimes quando Ele te repreende; pois o Senhor corrige a quem ama e castiga a quem aceita como filho” (Hb 12,5-7). Tentando uma tradução, podemos pensar que a comunidade precisa refletir sobre sua situação, meditar, fazer revisões sinceras e buscar caminhos melhores sem viver amargurados porque nossas idéias nem sempre vencem. É preciso um exercício de abertura à revisão e correção dos planos e da própria vida. 
Leituras Isaías 66,18-21;
Salmo 116; 
Hebreus 12,5-7.11-13. 
1. Nós em nossas comunidades estamos distantes de Jesus e de seu Evangelho 
2. Muitos na Igreja ainda têm mentalidade fechada aos povos.
3. A comunidade precisa refletir sobre sua situação, fazer revisões e buscar nos caminhos. 
Academia de emagrecimento espiritual
A gente fica feliz quando dá uma ajeitada nas gordurinhas e fica com o corpo bonito depois de um tempo de academia. É muito sofrimento. Não fazemos penitência e Deus nos tira de outro lado em nosso esforço de pegar forma. Assim também é o momento de pensarmos em olhar a balança da vida eterna. Aqui Jesus fala de porta. Na Idade Média havia um mosteiro que tinha na sala de refeições uma porta tão estreita que, se exagerasse na comida, não passava. Pode não ser verdade, mas temos que fazer o mesmo, queimando nossas gorduras espirituais e fazendo os exercícios que nos dão resistência e força espirituais. Ninguém vai ao Céu de graça. Tem que malhar. 
Homilia do 21º Domingo Comum (25.08.2019)

EVANGELHO DO DIA 06 DE MARÇO

Evangelho segundo São Mateus 21,33-43.45-46. 
Naquele tempo, disse Jesus aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo: «Ouvi outra parábola. Havia um proprietário que plantou uma vinha, cercou-a com uma sebe, cavou nela um lagar e levantou uma torre; depois, arrendou-a a uns vinhateiros e partiu para longe. Quando chegou a época das colheitas, mandou os seus servos aos vinhateiros para receber os frutos. Os vinhateiros, porém, lançando mão dos servos, espancaram um, mataram outro, e a outro apedrejaram-no. Tornou ele a mandar outros servos, em maior número que os primeiros, e eles trataram-nos do mesmo modo. Por fim, mandou-lhes o seu próprio filho, pensando: "Respeitarão o meu filho". Mas os vinhateiros, ao verem o filho, disseram entre si: "Este é o herdeiro; vamos matá-lo e ficaremos com a sua herança". Agarraram-no, levaram-no para fora da vinha e mataram-no. Quando vier o dono da vinha, que fará àqueles vinhateiros?». Os príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo responderam-Lhe: «Mandará matar sem piedade esses malvados e arrendará a vinha a outros vinhateiros, que lhe entreguem os frutos a seu tempo». Disse-lhes Jesus: «Nunca lestes na Escritura: "A pedra rejeitada pelos construtores tornou-se a pedra angular; tudo isto veio do Senhor e é admirável aos nossos olhos"? Por isso vos digo: ser-vos-á tirado o Reino de Deus e dado a um povo que produza os seus frutos». Ao ouvirem as parábolas de Jesus, os príncipes dos sacerdotes e os fariseus compreenderam que falava deles e queriam prendê-lo; mas tiveram medo do povo, que O considerava profeta. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Basílio
(330-379) 
Monge, 
bispo de Cesareia da Capadócia, 
doutor da Igreja 
Homilia 5 sobre o Hexâmeron, 6 
Dar fruto 
O Senhor está permanentemente a comparar a alma humana com uma vinha: «O meu amigo possuía uma vinha numa fértil colina» (Is 5,1); «plantou uma vinha, cercou-a com uma sebe» (Mt 21,33). É, evidentemente, à alma humana que Jesus chama a sua vinha, foi ela que Ele cercou, qual sebe, com a segurança que proporcionam os seus mandamentos e a proteção dos seus anjos, porque «O anjo do Senhor protege os que O temem» (Sl 34,8). Em seguida, ergueu em nosso redor uma paliçada, estabelecendo na Igreja «em primeiro lugar apóstolos, em segundo profetas, em terceiro doutores» (1Cor 12,28). Finalmente, através dos exemplos dos homens santos do passado, eleva-nos os pensamentos, não os deixando cair por terra, onde mereceriam ser pisados. Ele deseja que os abraços da caridade, quais sarmentos de uma vinha, nos liguem ao nosso próximo e nos levem a repousar nele; mantendo o impulso que nos conduzirá ao Céu, elevar-nos-emos como vinhas trepadeiras até aos mais altos cumes. O Senhor também nos pede que consintamos em ser podados. Ora, uma alma é podada quando afasta para longe de si os cuidados do mundo, que são um fardo para o nosso coração; assim, aquele que afasta de si mesmo o amor carnal e a ligação às riquezas, ou que tem por detestável e desprezível a paixão pela miserável vanglória foi, por assim dizer, podado, e voltou a respirar, liberto do fardo inútil das preocupações deste mundo. Mas – e mantendo ainda a linha da parábola – não podemos produzir apenas lenha, ou seja, viver com ostentação, ou procurar os louvores dos de fora. Temos de dar fruto, reservando as nossas obras para as mostrarmos ao verdadeiro agricultor (cf Jo 15,1).

São Marciano(Marte) de Tortona Bispo e mártir Festa: 6 de março

(†)Tortona, Alessandria, 122
 
Marciano (ou Marte) é indicado pela tradição como protobispo de Tortona (Alessandria), diocese da qual é patrono. De família pagã, foi convertido por São Barnabé, companheiro de São Paulo e depois confirmado na fé por São Siro, bispo de Pavia. Por 45 anos pastor de Tortona, ele morreria mártir sob o imperador Adriano entre 117 e 138. De alguns documentos do século VIII que falam dele, ele não parece ser um bispo. Foi Valafrido Estrabão quem, por ocasião da construção de uma igreja em homenagem ao santo, o indicou como o primeiro bispo da comunidade dertonense e mártir. As relíquias, encontradas na margem esquerda do Scrivia pelo bispo São Inocêncio (seu sucessor no século IV), estão na catedral de Tortona. O osso de um dedo indicador foi preservado desde o final do século XVII em Genola (Cuneo), da qual ele também é o santo padroeiro. (Avvenire)
Mecenato(Patrono): Tortona (AL), Genola (CN) 
Emblema: Palm, Mith, Pastoral 
Martirológio Romano: Em Tortona, no Piemonte, São Marciano, venerado como bispo e mártir. O martírio de São Marte ocorreu, segundo a tradição, no ano 122 durante o império de Adriano, pelo prefeito Saprizio.

Santo Olegário bispo, +1136

Olegário nasceu em Barcelona, no ano de 1060, filho de Olegário e Gila, ambos muito ilustres pela nobreza e pela piedade que lhe proporcionaram sábios mestres, que o instruíssem, tanto nas letras corno na virtude. Ainda jovem, o Olegário manifestou desejo entregar-se inteiramente ao serviço do Senhor e os seus pais ofereceram-no a Deus por intercessão da ilustre mártir santa Eulália, na catedral de Santa Cruz, à qual fizeram doação duma rica propriedade que possuíam no condado de Vich. Admitido entre os cónegos da referida catedral, aos dezassete anos de idade, foi nomeado pouco depois deão daquele cabido. Porém, Olegário resolveu entrar para o mosteiro de Santo Adrião fundado pouco tempo antes para os cónegos regulares de Santo Agostinho. Devido às suas qualidades, pouco tempo depois tornou-se prior do mosteiro. Quando o bispo de Barcelona, D. Raimundo, morreu sucedeu-lhe Olegário o que foi muito aplaudido tanto pelo clero como pelo povo. Só Olegário reprovou tão aplaudida eleição e, resolvido a não aceitar aquela alta dignidade, fugiu secretamente para França durante a noite. O sentimento que em Barcelona causou a fuga do santo cobriu a cidade de luto. De imediato o conde Barcelona partiu para Roma a fim de que o papa obrigasse Olegário a aceitar o bispado.

06 de março - Quarenta Santos Mártires da Síria

Três grandes santos da igreja escreveram sobre uma história realmente impressionante de amor a Cristo e de martírio. Gregório de Nissa (séc. IV) escreveu sobre a festa que a igreja em seu tempo criou para celebrar a memória dos 40 mártires. Alguns de seus sermões falam desses mártires. Santo Éfrem da Síria também citou os 40 mártires em seus escritos. Várias desses hinos e poesias foram dedicados aos 40 mártires. Éfrem viveu numa cidade chamada Edessa, cerca de 350 quilômetros ao sul de Sevaste, local onde os 40 foram mortos por amor a Cristo. No ano 320, milhares de cristãos se espalhavam pelo Império Romano. Apesar de toda perseguição, o número dos cristãos só aumentava. Havia cristãos em todas as esferas da sociedade. Inclusive nas forças armadas, obrigatória para todos os cidadãos do império. Era comum a religião entre os soldados. Em cada local onde as legiões de soldados romanos se encontrava haviam lugares de culto.

06 de março - São Codregando de Metz

Codregando nasceu em 712 em Hesbaye, perto de Liege, na Bélgica, de uma família nobre, possivelmente filho de Sigramnus, conde de Hesbaye , e Landrada , filha de Lambert II, conde de Hesbaye . Landrada era irmã de Rotrude de Hesbaye, primeira esposa de Carlos Martello. Seus pais, de origem franca, o fizeram estudar na abadia de Saint-Trond. Jovem bonito, excelente linguista, muito educado, foi notado por Carlo Martello por suas grandes habilidades, que o nomeou chefe do corpo diplomático e jurídico a seu serviço. Com a morte de Carlo Martello, seu sucessor Carlos Magno no ano de 742, também o nomeou bispo de Metz. No entanto, Codregando ainda era secular e, portanto, tinha que receber ordenação diaconal, ordenação sacerdotal e consagração episcopal. Ele também manteve seu cargo político e explorou o prestígio alcançado pelo exercício dos dois cargos usando toda a sua influência para praticar o bem. Como embaixador de Rei Pepino no Papa Estêvão II, Codregando se envolveu diretamente com a derrota dos lombardos na Itália, a passagem para a Igreja do exarcado de Ravena e outros territórios e a mesma coroação de Pepino, que ocorreu em 754. Codregando realizou uma profunda reforma do clero, que estava naquele período em profunda crise moral.

Rosa de Viterbo Religiosa franciscana, Santa 1234-1252

Rosa viveu numa época de grandes confrontos, entre os poderes do pontificado e do imperador, somados aos conflitos civis provocados por duas famílias que disputavam o governo da cidade de Viterbo. Ela nasceu nesta cidade num dia incerto do ano de 1234. Os pais, João e Catarina, eram cristãos fervorosos. A família possuía uma boa propriedade na vizinha Santa Maria de Poggio, vivendo com conforto da agricultura. Envolta por antigas tradições e sem dados oficiais que comprovem os factos narrados, a vida de Rosa foi breve e fora do comum. Como sua mãe, Catarina, trabalhava com as Irmãs Clarissas do mosteiro da cidade, Rosa recebeu a influência da espiritualidade franciscana, ainda muito pequena. Ela era uma criança carismática, possuía dons especiais e um amor incondicional ao Senhor e a Virgem Maria. Dizem que com apenas três anos de idade transformava pães em rosas e aos sete, pregava nas praças, convertendo multidões. Aos doze anos ingressou na Ordem Terceira de São Francisco, por causa de uma visão em que Nossa Senhora assim lhe determinava. No ano de 1247 a cidade de Viterbo, fiel ao Papa, caiu nas mãos do imperador Frederico II, um herege, que negava a autoridade do Papa e o poder do Sacerdote de perdoar os pecados e consagrar. Rosa teve outra visão, desta vez com Cristo que estava com o coração em chamas.

Coleta de Corbie Religiosa reformadora, Santa 1381-1447

Reformadora das Clarissas 
– começando por Besançon (França) –, 
onde foi admitida e consagrada 
pelo Papa Bento XIII; taumaturga.
Nascida em 13 de Janeiro de 1381, em Corbie, na região francesa de Amiens, Nicoleta Boilet, apelidada de Coleta, recebeu este nome em homenagem a são Nicolau. Seus pais estavam com a idade avançada e sem filhos quando pediram pela intercessão desta graça ao santo, do qual eram devotos. O pai era um artista abastado, que trabalhou no mosteiro beneditino de Corbie, onde a família viveu por alguns anos. A educação e o convívio religioso ali recebidos influenciaram muito na espiritualidade de Coleta, que nunca mais se afastou da religião e contribuiu vigorosamente para a construção e afirmação da Igreja Católica. Aos dezoito anos ficou órfã. Distribuiu os bens aos pobres para viver reclusa na Ordem terceira de São Francisco. Neste período teve uma visão de Cristo que lhe deu a incumbiu de reformar as Clarissas. No início, resistiu em cumprir a missão que tão claramente lhe foi dada. Mas, depois de ficar muda e cega por alguns dias, entendeu que era um sinal pela sua desobediência, e aconselhada pelo frei Henrique Baume, irmão menor, se apresentou ao papa Bento XIII, que estava em Nice, e lhe expôs a vontade de Deus.

ORAÇÕES - 06 DE MARÇO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
6 – Sexta-feira – Santos: Marciano, Rosa de Viterbo
Evangelho (Mt 21,33-43.45-46)Os sumos sacerdotes e fariseus ouviram as parábolas de Jesus, e compreenderam que estava falando deles.”
Vamos olhar apenas para um entre osmuitos significados da parábola. Enviar ofilho foi o último recurso do pai, na tentativa de conseguir que os arrendatários cumprissem suas obrigações. Jesus apresenta-se como esse filho enviado,última oportunidade de volta para o bem. Será rejeitado e morto por muitos. Mas a vitória será dele, não vitória humana, mas divina: salvação para quem o aceita.
Oração
Senhor Jesus, creio que quereis salvar-me do mal, dar-me vida e felicidade.Colocais ao meu alcance tudo quanto preciso para viver no bem e na verdade. Ajudai-me a aproveitar ao máximo as oportunidade que me dais, espirituais e temporais. E ajudai-me a cuidar de meusirmãos e irmãs, e aajuda-los a vos conhecer e seguir. Ajudai-nos,a produzir os frutos que esperais de nós. Amém.

quinta-feira, 5 de março de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Mãe no Céu”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Primícias dos que morreram
 
Desde o início de nossa fé encontramos na tradição da comunidade os primeiros rudimentos da fé. Lembramos que os textos bíblicos do Novo Testamento são posteriores. Eles também acolhem a tradição, como diz Lucas em seu evangelho (Lc 1,1-4). Diz que foi se informar com as testemunhas de confiança. O texto do Evangelho leva em conta a tradição. O que já era do conhecimento permaneceu na tradição ao lado o texto evangélico. Os católicos acolhem a tradição como parte da Palavra de Deus. O centro de todo anúncio é a Ressurreição de Jesus. Nela tudo se explica e completa. Para entender essa verdade (dogma) cristã que afirma a Assunção de Maria, temos que partir de sua participação no mistério de Cristo: “Cristo ressuscitou como primícias dos que morreram... como em Adão todos morrem, assim também em Cristo todos reviverão... Em primeiro lugar Cristo... depois os que pertencem a Cristo, por ocasião de sua vinda” (1Cor 15,20-27). Como Maria foi redimida já em sua concepção, em vista dos méritos de Cristo, permanece unida a Ele também em sua ressurreição. Esse momento da sua glorificação pela Assunção decorre da Ressurreição. O Papa Pio XII não define como se dá o fim de Maria. Não sabemos nada, além das tradições apócrifas. O Papa diz: “Pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que: a imaculada Mãe de Deus, a sempre virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial" (MUNIFICENTISSIMUS DEUS, 44). O Papa não criou essa verdade, ele a reconheceu como verdade reconhecida desde os inícios do Cristianismo e mostra os documentos. 
Ó Mãe do Senhor 
Maria esteve e está unida ao Mistério de Cristo em todos os seus momentos. Mãe não deixa de ser mãe. Pela maternidade Maria permanece unida a Cristo e, com ela, todos o filhos de Deus. Humildemente Maria reconhece, com humildade, essa participação: “O Senhor olhou para a humildade de sua serva. Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada, porque o Todo Poderoso fez grandes coisas em meu favor” (Lc 14-55). Maria não se faz grande, mas objeto do amor de Deus. Mas reconhece sua missão na Igreja e no Céu. Reconhece a ação de Deus por ela e, por ela a todo o povo. É humilde e aceita a obra do Senhor. O louvor que todas as gerações lhe dirigem como uma criatura unida ao projeto salvador de Deus a toda humanidade. Está unida à salvação de todos, derrubando os poderosos dos tronos e elevando os humildes. Sua elevação é a elevação de todo o povo. Maria deveria seguir Jesus na ressurreição e ascensão, pois é dom que nela, concede a todos. Está garantida nossa ressurreição, pois uma do povo já completou o caminho. 
Intercessora 
Quando rezamos, rogai por nós, santa Mãe de Deus, não estamos desviando a missão do Cristo único mediador. Porque rezamos uns pelos outros, fazemos súplicas, pedimos milagres e louvamos. Como Corpo de Cristo, estamos unidos a Ele em todo seu mistério, inclusive sua intercessão e mediação. Os membros acompanham o corpo. Por isso rezamos pelos outros. Maria faz parte do Corpo Total de Cristo. Por isso pode rezar por nós e receber nosso culto. Enquanto fazemos parte desse Corpo de Cristo, estamos unidos também a Maria, e a todos os fiéis, em todas as missões desse Corpo. Não tenhamos medo de rezar a Nossa Senhora, conversando com ela como Jesus o fazia, pois somos filhos com Ele. Se somos irmãos, somos filhos. Logicamente é preciso purificar esse belo culto de formas incoerentes. Assim evitamos que se desfaça essa beleza que é Maria. 
Leituras: Apocalipse 11,19ª;12m1.3.-6ab; 
Salmo 44;
1Coríntios 15,20-27ª; Lucas 1,39-56. 
1. Para entender a Assunção de Maria, sua participação no mistério de Cristo. 
2. Maria esteve e está unida ao Mistério de Cristo em todos os seus momentos. 
3. Maria faz parte do Corpo Total de Cristo. Pode rezar por nós e receber nosso culto. 
Mãezinha do Céu 
Sentimos uma profunda alegria em podemos lembrar de Nossa Senhora como Mãezinha do Céu. É o eterno coração de criança. Que bom lembrar que essa mãe tem muitos filhinhos. É uma creche celestial. Por isso não podemos perder as belas tradições de chamar Maria de Mãezinha, expressão da ternura, acolhimento e contínuo cuidado. Não é à toa que Deus quis que não faltasse ternura no Céu. Todas as belezas da santidade não conseguem atrair se não for umedecida de ternura. É o que nos ensinaram: Pede à Mãe que o Filho atende. Jesus já tinha muito serviço com essa redenção. Deixou à Mãe, cuidar ternura. 
Homilia da Assunção de Maria (18.08.2019)

EVANGELHO DO DIA 05 DE MARÇO

Evangelho segundo São Lucas 16,19-31. 

Naquele tempo, disse Jesus aos fariseus: «Havia um homem rico, que se vestia de púrpura e linho fino e se banqueteava esplendidamente todos os dias. Um pobre chamado Lázaro jazia junto do seu portão, coberto de chagas. Bem desejava ele saciar-se com os restos caídos da mesa do rico; mas até os cães vinham lamber-lhe as chagas. Ora, sucedeu que o pobre morreu e foi colocado pelos anjos ao lado de Abraão. Morreu também o rico e foi sepultado. Na mansão dos mortos, estando em tormentos, levantou os olhos e viu Abraão com Lázaro a seu lado. Então, ergueu a voz e disse: "Pai Abraão, tem compaixão de mim. Envia Lázaro, para que molhe em água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nestas chamas". Abraão respondeu-lhe: "Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em vida, e Lázaro apenas os males. Por isso, agora ele encontra-se aqui consolado, enquanto tu és atormentado. Além disso, há entre nós e vós um grande abismo, de modo que, se alguém quisesse passar daqui para junto de vós, ou daí para junto de nós, não não poderia fazê-lo". O rico exclamou: "Então peço-te, ó pai, que mandes Lázaro à minha casa paterna, pois tenho cinco irmãos, para que os previna, a fim de que não venham também para este lugar de tormento". Disse-lhe Abraão: "Eles têm Moisés e os profetas: que os oiçam". Mas ele insistiu: "Não, pai Abraão. Se algum dos mortos for ter com eles, arrepender-se-ão". Abraão respondeu-lhe: "Se não dão ouvidos a Moisés nem aos profetas, também não se deixarão convencer se alguém ressuscitar dos mortos"». 

Tradução litúrgica da Bíblia 

São (Padre) Pio de Pietrelcina 
(1887-1968) 
Capuchinho 
Palavras do Padre Pio 
Ó almas santas, dai-me água fresca! 
Suporta o teu exílio, pois ele é a vontade de Deus. 
Que grande ganho ele será para ti! Viverei nesta vida, ó meu Jesus, e a esperança e o silêncio serão a minha força enquanto durar esta vida miserável. Acende no meu coração, Tu, meu Criador e meu Deus, esta bela chama do teu amor. Ó centro único de toda a minha felicidade, ó meu Deus, quanto mais tempo terei de esperar? Bem vês, Senhor, que o meu mal não tem remédio. Quando, Senhor, quando? Até quando? Ó almas santas, que, livres de todos os tormentos, já sois felizes no Céu, nessa torrente de supremas delícias, como invejo a vossa felicidade! Ai de mim! Por piedade, pois estais tão perto da fonte da vida, já que me vedes morrer de sede neste mundo, concedei-me um pouco dessa água fresca. Ah! Almas afortunadas, confesso que gastei mal os meus talentos, que guardei mal uma pedra que é tão preciosa. Mas louvado seja Deus! Sinto, no entanto, que há remédio para esta falta. Almas benditas, fazei-me o favor de me ajudar! Também eu, uma vez que não encontrei aquilo de que a minha alma necessitava no repouso e na noite, também eu me levantarei como a noiva no Cântico dos Cânticos e buscarei Aquele que a minha alma ama: «Levantar-me-ei e percorrerei a cidade, pelas ruas e pelas praças, procurando aquele que o meu coração ama» (Cant 3,2); e sempre O buscarei, buscá-lo-ei em todas as coisas e não pararei até O encontrar à entrada do seu reino.

05 de março - Beato Lazër Shantoja

Lazër Shantoja, padre da diocese de Scutari, primeiro foi sacerdote em uma aldeia das montanhas, depois como secretário do arcebispo de Scutari. Dotado de uma alma sensível, expressava-se no estudo de piano, na tradução de poetas estrangeiros e em suas composições pessoais. Exilado na Suíça durante os anos do governo do rei Zog I, ele sentiu uma forte nostalgia por seu país, retornando depois de mais de quinze anos. Ele era impopular com o novo regime comunista, foi torturado e, finalmente, em 5 de março de 1945, morto com um tiro de pistola na nuca. Incluído no grupo dos 38 mártires mortos na Albânia durante o regime comunista, foi beatificado em Scutari em 5 de novembro de 2016. Lazër Shantoja nasceu em Scutari na Albânia em 2 de setembro de 1892. Estimulado pelo exemplo de um de seus tios, ele percebeu que tinha que se tornar um sacerdote: estudou no seminário de sua cidade, conduzido pelos pais jesuítas. Continuou seus estudos em Innsbruck, na Áustria, onde aprendeu alemão. Vivaz e curioso, ele seguiu de perto as tentativas do povo albanês de libertar-se da dominação do império otomano. Ao mesmo tempo, ele continuou a estudar piano e se aventurou em suas primeiras composições literárias. Depois que foi ordenado sacerdote em 1920, voltou para a Albânia e imediatamente foi nomeado pároco de Sheldija, uma aldeia montanhosa a leste de Shkoder.

Beato Jeremias de Valacchia

Nascido na Romênia em uma família de cristãos em meio a inúmeros pagãos, sonhava em ir para a Itália, onde “acharia os melhores cristãos do mundo”. Assim, aos 22 anos parte para a Itália e entre os capuchinhos descobre seu lugar e sua vocação: cuidar dos enfermos, pobres e necessitados. Ser totalmente servo de todos era sua missão e sua oração era um agradecimento: “Senhor, eu te dou graças porque sempre estive servindo e nunca fui servido, sempre fui súdito e nunca mandei em ninguém”. O Beato Jeremias de Valacchia, batizado com o nome de Jon Stoika, nasceu a 29 de junho de 1556, em Tzazo, na Romênia, no seio de uma família que se distinguia pela sua fé católica numa região marcada pela heresia. Deixou sua terra natal e, caminhando por lugares e países desconhecidos, chegou a a Raguza e depois, por mar, a Bari. Por fim, a Itália!… A desilusão não podia ser mais pungente e amarga. Eram aqueles «os bons cristãos», de que lhe falara seu pai e sua mãe? Quantas blasfêmias, quantas intrigas, quantas discórdias! Desiludido, apenas lhe restava regressar de novo à sua terra. Dirige-se ao porto para embarcar, mas um velho misterioso deteve-o: «Jon, para onde vais? Bari não ê toda a Itália.

05 de março - São Gerásimo

São Gerásimo, pertencia a uma rica família e nasceu na Província de Lícia, Ásia Menor, onde abraçou a vida de eremita. Logo mudou-se para a Palestina e, por algum tempo, ficou sob a influência de heresias, mas Santo Eutímio o devolveu à verdadeira fé. Mais tarde, parece ter estado em várias comunidades da Tebaida, retornando, finalmente para a Palestina onde se tornou um amigo próximo de São João, o silencioso, de São Savas, de São Teoctisto e de Santo Atanásio de Jerusalém. Eram tantos os que o seguiam que o santo fundou um monastério com sessenta células, próximo da Jordânia e um convento para os iniciantes. Seus monges observavam rigorosamente o silêncio, dormiam em camas de junco e nunca acendiam fogo no interior das celas, mesmo que as portas tivessem de ser mantidas sempre abertas. Alimentavam-se normalmente de pão, tâmaras e água, e dividiam o tempo entre a oração e o trabalho manual. A cada monge era atribuída uma tarefa específica que deveria estar pronta no sábado seguinte. Embora a regra já fosse muito severa, São Gerásimo a fazia ainda mais rigorosa para si próprio, e nunca deixou de fazer penitência em reparação por sua queda na heresia eutiquiana. Conta-se que, durante a Quaresma, o seu único alimento era a Eucaristia. Santo Eutímio lhe dedicava tal estima que lhe enviava, através dos seus discípulos, aqueles de seus seguidores que se sentiam chamados à mais alta perfeição.

São Focas

Focas era um modesto camponês de Sínope, próximo ao mar Negro no início do século IV. Para entendermos o seu martírio, convém lembrar que, na extremidade do Império Romano, a perseguição ao cristianismo desencadeada por Dioclesiano golpeava indistintamente grandes e pequenos: do bispo ao intelectual, até o camponês mais humilde. Quando a perseguição dos cristãos é decretada, Focas não altera seu procedimento, não foge, continua a sua vida como sempre, como se a perseguição não tivesse nada a ver com ele, porque uma de suas características mais fortes é a serenidade ou assim dizendo, o sangue frio. Focas trabalhava como agricultor e jardineiro, e o seu nome figurava na relação dos cristãos indiciados e condenados que deveriam ter a sentença de morte executada em domicílio. Apenas sendo identificado era executado. Um dia os soldados que o procuravam, e tinham ordens para matá-lo, mas que não o conheciam, chegaram à sua casa e disseram que procuram o cristão de nome Focas, que seria executado. Focas era muito hospitaleiro e, como de costume, os convidou a entrar, serviu o almoço e os hospedou naquela noite e, enquanto eles dormiam, cavou a cova para o seu enterro. 

Santo Adriano de Cesareia, Mártir Festa: 5 de março † 309

Nasceu perto de Rovigo, em 309. Desde a sua juventude, comprometeu-se com a evangelização, que o levou a Cesareia, na Palestina, para ajudar as populações que sofriam de escassez e perseguições. Identificado, foi martirizado naquela cidade, junto com Santo Eubulo, durante o império de Diocleciano.
Nascido perto de Rovigo, desde jovem ele se comprometeu com a evangelização que o levaria a Cesareia, Palestina, para apoiar as populações locais exaustas pela fome e perseguição. Identificado, foi martirizado nessa mesma cidade junto com São Eubulo durante o império de Diocleciano.
Etimologia: Adriano = natural de Adria-Rovigo 
Emblema: Palma 
Martirógio Romano: Em Cesareia, na Palestina, São Adriano, mártir, que, durante a perseguição ao imperador Diocleciano, no dia em que os habitantes celebravam a festa da Fortuna, por ordem do governador Firmiliano, foi primeiro lançado a um leão e depois massacrado com a espada por sua fé em Cristo.

Beata Joana Irrizaldi, Virgem mercedária - 5 de março

A vida religiosa da Beata Joana Irrizaldi, monja mercedária, transcorreu no Mosteiro de São José em Nalan, pequena cidade das Astúrias, na Espanha, onde deu testemunho de uma Fé exemplar em Nosso Senhor Jesus Cristo. Ela ficou notabilizada pelo seguinte milagre: tendo que se dirigir a outro local, como faltasse uma embarcação para levá-la, estendeu um véu sobre as ondas do mar, saltou sobre ele e foi transportada sobre as águas sem que molhasse sequer os pés. Ao término de sua vida terrena, o seu corpo foi sepultado no mosteiro. A Ordem a festeja no dia 5 de março. 
Fontes: 

Teófilo de Cesareia Bispo, Santo (séculos I e II)

Um dos mais ilustres bispos d
Igreja do Oriente, durante o século II. 
Era bispo de Cesareia na Palestina 
quando surgiram as dificuldades 
de fixar a data da Páscoa.
Para chegar a data padrão da comemoração da Ressurreição do Senhor, foram necessários muitos estudos. Um dos responsáveis para que a data não se confundisse com comemorações de outras religiões foi Teófilo, o bispo da Cesareia, na Palestina. Essa informação nos foi passada através de outro bispo da Cesareia, Eusébio, que relatou na sua História Eclesiástica, no século V, ter sido Teófilo um dos mais influentes e importantes representante daquela diocese cristã oriental. Nessa época, primeiros tempos do cristianismo, eram muitas as igrejas antigas da Ásia que ainda comemoravam a Páscoa como os judeus, onde no primeiro dia da primeira lua cheia de Março imolavam seus cordeiros, para ofertarem à Deus. Contudo, para o catolicismo, a Páscoa deveria marcar apenas o mistério da Ressurreição do Senhor. Foi aí que o bispo Teófilo interferiu com toda a força e autoridade, pois tinha sido contemporâneo dos primeiros Apóstolos e deles recebera a indicação da data correcta. Mantendo sua fidelidade ao Papa Vítor I, organizou um sínodo na Palestina, com os mais respeitados bispos e clérigos, para tratarem a delicada e importante questão. Todos ouviram suas explicações e sua posição foi aceita e oficializada num documento chamado: carta sinodal.

João José da Cruz Religioso, Sacerdote, Santo (1654-1734)

Sacerdote, religioso da 
Ordem dos Menores descalços. 
Foi dotado por Deus de diversos carismas, 
entre os quais o de ler nas consciências, 
de levitar e ainda o da bilocação.
Nasceu na ilha de Ischia com o nome de Carlos Caetano Calosirto, aos 15 de Agosto de 1654, na cidade de Ponte, Itália, filho do nobre José e de Laura. Recebeu os ensinamentos básicos e os alicerces religiosos frequentando os colégios dos padres agostinianos, na própria ilha. Aos quinze anos optou pela vida religiosa pela grande vocação que sentia, ingressando na Ordem dos Franciscanos descalços da Reforma de São Pedro de Alcântara, conhecidos também como alcantarinos, pela austeridade das Regras dessa comunidade, dependentes do convento de Santa Lúcia, em Nápoles. Tomou o nome de João José da Cruz e fez o noviciado sob a orientação monástica do padre José Robles. Em 1671 foi enviando com mais onze sacerdotes, dos quais ele era o mais jovem, para o Piedimonte d'Alife para construírem um convento. Diante das dificuldades encontradas no local não hesitou em juntar as pedras com suas próprias mãos, depois usando cal, madeira e um enxadão fez os alicerces.

ORAÇÕES - 05 DE MARÇO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
5 – Quinta-feira – Santos: Eusébio, Domingos Sávio
Evangelho (Lc 16,19-31) “Quando o pobre morreu, os anjos levaram-no para junto de Abraão. Morreu também o rico e foi enterrado.”
A história contada por Jesus responde a duas perguntas: riqueza é sinal de bondade recompensada por Deus? é na riqueza de agora que está a felicidade? O rico da parábola não é bom: só pensa em gozar a vida, sem pensar nos outros. Lázaro chegou à felicidade apesar de sua miséria, porque era bom. Nem toda riqueza é bênção de Deus, e toda a felicidade está na bondade e na justiça.
Oração
Senhor, não mereço os bens que me dais. Agradeço vossa bondade, e peço que me ensineis a partilhar tudo com meus irmãos. Dai-me o necessário, mas ensinai-me também que a felicidade é possível mesmo na doença e na pobreza. Não permitais que me apegue às coisas desta terra, nem que ponha só nelas a minha felicidade. Conservai meu coração livre e aberto para vos acolher. Amém.