terça-feira, 28 de abril de 2026

ORAÇÕES - 28 DE ABRIL

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
28 – Terça-feira – Santos: Pedro Chanel, Valéria
Evangelho (Jo 10,22-30) “Os judeus disseram: – Se tu és o Messias, dize-nos abertamente. Jesus respondeu: – Já o disse, mas vós não acreditais.”
Os adversários viam como Jesus era, o que fazia e o que ensinava. A graça de Deus convidava-os interiormente a acreditar em Jesus. Eles, porém, resistiam. Estamos diante do mistério da liberdade. Nós também, por mais que Deus nos convide com sua graça, podemos resistir. É preciso pedir continuamente que o Senhor dobre nosso coração, e nos conserve perseverantes no seu caminho.
Oração
Senhor, iluminai meu coração, afastai de mim todas as ilusões, dai-me a graça de aceitar sempre vossos convites. Aumentai minha fé e minha esperança, ajudai-me a vos amar de todo o meu coração, acima de tudo e de todos. Sem vossa ajuda nada posso; mas com vosso auxílio posso acompanhar-vos até as últimas consequências. É isso que vos peço e espero de vossa bondade. Amém.

segunda-feira, 27 de abril de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Deus é o Amor”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Acolhei-nos!
 
A celebração da festa da Santíssima Trindade é diferente das outras do Ano Litúrgico. No Mistério Pascal celebramos os fatos da vida de Jesus. São acontecimentos. Hoje celebramos o maior mistério de nossa fé. Celebramos o Deus Trindade “professando a verdadeira fé, reconhecendo a glória da Trindade e adorando a Unidade onipotente” (coleta). Quem é Deus? O evangelista João escreve: “Deus ninguém jamais viu. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, este no-Lo deu a conhecer (Jo 1,18). Ver Jesus é ver o Pai (Jo 14,8-9). Então, só podemos conhecer a Deus através de suas obras. No correr da história Deus se manifestou como está escrito na carta aos Hebreus: “Muitas vezes e de modos diversos falou Deus, outrora a nossos pais pelos profetas; agora, nestes dias que são os últimos, falou-nos por meio de seu Filho” (Hb 1,1-2). Podemos conhecer Deus, não tanto por uma revelação, mas por suas ações de libertação. No plano da salvação sempre teve ações de misericórdia pelos necessitados. Deus nos criou para nos amar e nos acolheu para nos socorrer. O conhecimento de Deus se faz inverso. Começa por sentir que desceu para libertar. Daí se percebe que escolheu o povo e foi o Criador do mundo. Caminhou com o povo, atendendo assim ao pedido de Moisés no Sinai: “Se é verdade que gozo de teu favor, peço-te, caminha conosco” (Ex 34,9). A proclamação fundamental resume todo o mistério da salvação: “Deus Amou tanto o mundo que deu seu Filho unigênito para que não morra todo aquele que Nele crer, mas tenha a vida eterna” (Jo 3,16). 
Amor que se comunica 
Há quem diga que se fala muito do Deus misericordioso, mas se deixa de lado sua justiça. Certamente essa justiça é para ser feita aos outros. E para nós... só a bondade? Temos contas a pagar. Até de nós Ele tem toda misericórdia. Olhemos para a misericórdia que tem para conosco para aprendermos a sermos misericordiosos. É próprio do amor se difundir em atos de misericórdia. Misericórdia não é ter dó. Essa não resolve. São necessários atos concretos. O amor verdadeiro gera atitudes concretas em gestos de comunhão. Paulo exorta: “cultivai a concórdia, vivei em paz, e o Deus do amor e da paz estará convosco” (2Cor 13,11). Onde há amor, aí Deus está. Aqui devemos compreender que Jesus não veio fundar uma religião, mas implantar o amor que se tornasse uma onda que transformasse toda a realidade do mundo. Temos muito cuidado com as verdades da fé. Mas não há o mesmo empenho com as verdades do amor. Tiago é muito claro ao dizer que “Assim a fé, se não tiver obras, será morta em seu isolamento” (Tg 2,17). “A religião pura diante de Deus e nosso Pai, consiste em assistir os órfãos e as viúvas em suas tribulações e guardar-se livres da corrupção do mundo” (Tg 1,27). O amor se comunica em atos. 
Comunhão no Espírito 
A liturgia estimula “a professar a verdadeira fé, reconhecendo a glória da Trindade, adorando a Unidade onipotente” (Oração). O prefácio é um hino: “Proclamando que sois o Deus eterno e verdadeiro, adoramos cada uma das pessoas, na mesma natureza e igual majestade”. Nossa união ao Deus Amor é acolher esse amor transmitido por Jesus. Essa união não é um simples bem querer, mas o grande bem querer de Deus que vivemos no Espírito. Esse amor nos dá a certeza e a garantia de estar em Deus e poder chegar a Ele. Vivemos na terra, mas como vimos na Ascensão de Jesus, estamos já no Céu com Jesus, participando da comunhão com o Pai, o Filho e o Espírito. Essa comunhão é salvação. 
Leituras: Êxodo 34,4b-6.8-9; 
Cântico de Daniel, 3,52-56; 
2 Coríntios 13,11-13; João 3,16-18 
1. Podemos conhecer Deus, não só por revelação, mas por suas ações de libertação. 
2. O amor verdadeiro gera atitudes concretas em gestos de comunhão. 
3. Nossa união ao Deus Amor é acolher esse amor transmitido por Jesus. 
Assim dá certo 
Quando nos vemos enrolados e em confusão com os outros, pedimos a Deus que nos livre desses males. A resposta milagrosa imediatamente se faz presente. Deus não faz o milagre. Deixa que nós o façamos. Muito simples. Ser como Deus é: bondoso, de uma bondade que não tem limites nem confins. O milagre é fazer como Deus faz: ser misericordioso e gerar comunhão. Aí a gente não quer. Então... Para realizar uma renovação do mundo é necessário ser como é, Aquele que o fez. João nos ensina: andar como Ele andou, referindo-se a Jesus. Ser como Deus é, não é ser Deus com Ele, mas ter em nós aquelas mesmas qualidades que colocou em Jesus. Aí podemos adorar, louvar, bendizer, ficarmos felizes como Jesus fazia com seu Pai. 
Homilia na S. Trindade (07.06.2020)

EVANGELHO DO DIA 27 DE ABRIL

Evangelho segundo São João 10,11-18. 
Naquele tempo, disse Jesus: «Eu sou o Bom Pastor. O bom pastor dá a vida pelas suas ovelhas. O mercenário, como não é pastor, nem são suas as ovelhas, logo que vê vir o lobo, deixa as ovelhas e foge, enquanto o lobo as arrebata e dispersa. O mercenário não se preocupa com as ovelhas. Eu sou o Bom Pastor: conheço as minhas ovelhas, e as minhas ovelhas conhecem-Me, do mesmo modo que o Pai Me conhece e Eu conheço o Pai; Eu dou a vida pelas minhas ovelhas. Tenho ainda outras ovelhas que não são deste redil e preciso de as reunir; elas ouvirão a minha voz e haverá um só rebanho e um só Pastor. Por isso o Pai Me ama: porque dou a minha vida, para poder retomá-la. Ninguém Ma tira, sou Eu que a dou espontaneamente. Tenho o poder de a dar e de a retomar: foi este o mandamento que recebi de meu Pai».
Tradução litúrgica da Bíblia 
São João Clímaco 
(575-650) 
Monge do Monte Sinai 
«A Escada Santa» 
Pastor que segue o Pastor 
O verdadeiro pastor é aquele que, pela sua bondade, o seu zelo e a sua oração, é capaz de ir à procura das ovelhas que se extraviaram, devolvendo-as ao bom caminho. O piloto é aquele que, pela graça de Deus e o seu próprio esforço, obteve uma força espiritual que o torna capaz de arrancar o navio não apenas às correntes que o desviam, mas ao próprio abismo. O médico é aquele que conquistou a saúde do corpo e da alma e não precisa de remédios para eles. Um bom piloto salva o seu navio; o pastor vivifica e cura as ovelhas doentes. E, quando as ovelhas estão a pastar, que o pastor não deixe de recorrer à flauta da palavra, sobretudo quando o rebanho se prepara para dormir. Porque a coisa que o lobo mais teme é a flauta do pastor. Na medida em que as ovelhas sigam fielmente o pastor e façam progressos, nessa mesma medida este responderá por elas ao Senhor da casa. É a caridade que permite conhecer o verdadeiro pastor, uma vez que foi pela caridade que o grande Pastor quis ser crucificado.

São Pedro Canísio presbítero, doutor da Igreja, +1597

Pedro Canísio (1521-1597) é conhecido como o segundo apóstolo da Alemanha. É Doutor da Igreja. Seu nome original é Pieter Kanijs. Foi um teólogo jesuíta nascido nos Países Baixos. Foi chamado de "Martelo dos hereges" pela clareza e eloquência com que atacava a posição dos protestantes; está entre os iniciadores da imprensa católica. Ainda na luta pela defesa da Igreja Católica aconselhava: não firam, não humilhem, mas defendam a religião com toda a alma. São Pedro Canísio foi o segundo importante apostólo a levar a fé católica à Alemanha, sendo o primeiro São Bonifácio. É considerado o iniciador da imprensa católica e foi o primeiro a formar parte do "exército" dos jesuítas.

Bem-aventurada Catarina de Montenegro (Hosana de Kotor) Virgem Dominicana

Festa:
27 de abril 
(*)Kebeza, 1493 - (+)Kotor, 1565 
Nascida em Montenegro, filha de pais ortodoxos, passou a adolescência pastando o rebanho de sua família. Tornou-se católica e ingressou na Terceira Ordem Dominicana, viveu reclusa por 51 anos, oferecendo sua vida pela salvação do mundo. Ela morreu em Kotor (Kotor), na igreja de Santa Maria seu corpo é venerado. 
Martirológio Romano: Em Kotor, Montenegro, Bem-Aventurada Catarina, virgem, que, batizada na Igreja Ortodoxa, ingressou na Ordem de Penitência de São Domingos tomando o nome de Hosana; viveu em reclusão por cinquenta e um anos, imersa em contemplação divina e dedicada à oração de intercessão pelo povo cristão durante a invasão turca.

27 de abril - Beato Nicolás Roland

O mistério da Redenção, queridos irmãos e irmãs, que hoje recordamos com força. Sim, temos "um grande sumo sacerdote que penetrou os céus" (Hb 4, 14). É Jesus Cristo, crucificado, ressuscitado e vivo na glória. Ele foi o ânimo da vida de Nicolás Roland. Ao longo de sua vida, breve, mas de grande espiritualidade, ele deixou que o Senhor cumprisse através dele a sua missão de sumo sacerdote. Configurado à pessoa de Cristo, ele compartilhou o amor para com aqueles que o guiaram ao sacerdócio para "receber misericórdia" (Hb 4, 16): "O imenso amor de Jesus por você, costumava dizer, é ainda maior de sua infidelidade" . Essa fé e essa esperança, invencíveis no amor misericordioso do Verbo Encarnado, o levariam a fundar a Congregação das Irmãs do Santo Menino Jesus, dedicada ao apostolado da educação e da evangelização de crianças pobres. Ele afirmou essa verdade, de uma forma maravilhosa: "Os órfãos representam Jesus Cristo nos anos de sua infância."

São Simeão de Jerusalém Bispo e mártir Festa: 27 de abril

As notícias que temos sobre São Simeão nos foram transmitidas, antes de tudo, por Santo Hegésipo, um dos primeiros escritores cristãos, provavelmente de origem palestina, que chegou a Roma, em meados do século II; depois, também por Eusébio de Cesareia, que, em sua “História Eclesiástica”, diz que foi o "segundo Bispo” de Jerusalém, sucessor de Tiago de Alfeu, chamado Tiago Menor, morto em 63. 
Uma identidade controversa 
São discordantes as origens de São Simeão, que, segundo a tradição, teve uma vida muito longa, chegando a 120 anos de idade. Alguns dizem que era um dos 70 discípulos de Jesus - cujo nome não é citado no Evangelho de Lucas -; ele era um dos dois discípulos que encontrou o Senhor a caminho de Emaús, sem o reconhecer logo. Segundo outras fontes, ele era filho de um destes dois, ou seja, de Cléofas. Segundo outros, enfim, também seria um parente próximo de Jesus, tanto que Eusébio de Cesareia o menciona como "primo do Salvador". 

Beata Maria Antonia Bandrés y Elósegui, Religiosa - Festa 27 de abril

Foi a primeira flor de santidade a desabrochar na Congregação das Filhas de Jesus fundada por Santa Cândida Maria de Jesus Cipitria em Salamanca, em 1871. Maria Antonia Bandrés y Elósegui nasceu em Tolosa (Guipúzcoa, Espanha), no dia 6 de maio de 1898, a segunda de 15 filhos do advogado Raimundo Bandrés e de Teresa Elósegui, em família era chamada Antoninha. Naquele lar a fé e a caridade eram vividas com empenho. Dona Teresa era uma mulher exemplar e santa que soube ajudar seus filhos a crescer em tudo, porém especialmente no amor a Deus, a Maria Santíssima e aos pobres e necessitados. A saúde de Antoninha era um pouco frágil; seus pais tiveram com ela cuidados especiais. A debilidade e o excessivo zelo dos seus parentes ajudaram a acentuar naquela menina um caráter sensível até a suscetibilidade, que nos primeiros anos chegou a preocupar Dona Teresa: “Que menina fastidiosa! Quanto vai sofrer com esse caráter!” E sofreu mesmo, porém sem que o sorriso se apagasse de seus lábios. Recebeu os primeiros estudos com as irmãs de seu confessor o Pe. Ilario Oscoz.

Zita de Lucca leiga, padroeira dos domésticos, santa (1218-1278)

Santa Zita nasceu em 1218, em Monsagrati, nos arredores da cidade de Lucca no seio de uma família muito devota. A sua irmã mais velha entrou para um convento de Cister et um seu tio foi eremita e morreu com fama de santidade. Filha de camponeses, aos 12 anos foi trabalhar como empregada doméstica na casa de uma rica família, e aí permaneceu durante 48 anos, ou seja até morrer. Extremamente devota, perguntava-se sempre a si mesma: “Isto agrada ao Senhor?” Ou: “Isto desagrada a Jesus?”. Esta preocupação de sempre fazer a vontade diva tornara-se para ela quase uma obsessão. Tendo sempre, em todas as ocasiões e situações, demonstrado um grande amor para com o próximo, foi-lhe confiado o encargo de distribuir as esmolas cada sexta-feira. E dava do seu pouco, da sua comida, das suas roupas, daquilo que possuía, das suas parcas economias.

Pedro de Armengol Mercedário, Santo (+ 1304)

De vagabundo e salteador que era 
tornou-se missionário e santo. 
Foi ageaciado com um extraordinário 
milagre da Virgem Maria.
Nasceu São Pedro de Armengol em meados do século XIII, na Catalunha, sendo então o mais novo rebento da ilustre família dos Condes de Urgel. Seus pais eram minto chegados ao rei de Aragão, o soberano daquela região ibérica, frequentando com liberdade a Corte. Nessa atmosfera de alta nobreza, o menino Pedro recebeu esmerada educação. Mas, à medida que foi crescendo, ao invés de permanecer nos bons ambientes e de se deixar influenciar pelos ditames e pela moral da Igreja Católica, foi decaindo nos costumes e na piedade. Passou a conviver com más companhias e se desviou das sendas do bem. Em vão, os pais fizeram todo o possível para retê-lo. Pedro se desclassificou a tal ponto que abandonou a casa paterna, embrenhou-se no meio da última ralé de bandidos, de sem-vergonhas, e ali se perdeu completamente. Com o tempo, chegou a se tornar chefe de uma quadrilha de salteadores de estrada. Ladrão perigoso, assassino e fugitivo, se a polícia real o apanhasse, certamente seria morto. 

Rafael Arnáiz Barón Noviço cisterciense, Santo (1911-1938)

Noviço cisterciense em Santo Isidro, 
beatificado em 1992, por João Paulo II e 
canonizado por Bento XVI 
a 11 de outubro de 2009
Monge espanhol canonizado domingo, 11 de outubro de 2009 pelo Papa Bento XVI. Nasceu em Burgos (Espanha) em 1911. Ali mesmo foi à escola com os padres jesuítas. Depois começou a estudar na Escola Superior de Arquitectura de Madrid. Seus tios, os duques de Maqueda, influenciaram no crescimento de sua fé. Uma juventude alegre e pura Em 1932 realizou alguns exercícios espirituais onde descobriu que Deus lhe pedia que se fizesse monge trapista. Tinha 23 anos quando foi aceito no mosteiro de São Isidro de Dueñas. Ali viveu uma vida monacal cheia de alegria no meio de sacrifícios e abnegações, onde, segundo ele, cada dia tinha um encanto diferente.

OS MILAGRES DE NOSSA SENHORA DO MONTE SERRAT

Assim como os querubins da Arca eram vistos como o trono de Deus ( Ex 25,22; I Sam 4,4; II Sam 6,2;  I Cr 13,6; Is 37,16; Heb 9,5), as imagens de Maria nos recordam que ela foi o trono de Deus na terra. 

1- MILAGRE DO ENCONTRO DA IMAGEM

O culto a Virgem Senhora do Montserrat remonta aos primeiros tempos do cristianismo e faz referencia ao apóstolo São Pedro, que segundo a tradição, levou em sua viagem a península Ibérica uma imagem da Virgem Maria, esculpida em madeira e conhecida como a Senhora Jerusalemitana.
Pelo ano de 546, na Cataluña, ao sul da Espanha, um monge chamado Querino, fundou um rudimentar mosteiro consagrado a referida imagem, que alguns séculos antes, fora trazida por São Pedro.

Nossa Senhora de Monserrate, padroeira da Catalunha.

Nossa Senhora de Monserrate ou Virgem Negra de Montserrat (em catalão, Mare de Déu de Montserrat[3], que significa "Mãe de Deus do Monte Serreado"[4]) é uma imagem de Maria, a mãe de Jesus Cristo, localizada no Mosteiro de Montserrat, no município de Monistrol de Montserrat, na província de Barcelona, na Catalunha, na Espanha. É conhecida popularmente como La Moreneta ("A Morena"). 
Lenda 
Segundo a lenda, a imagem teria sido construída por São Lucas e levada ao seu atual local, o Montserrat, na Catalunha, por São Pedro no ano 50. No século VIII, durante a invasão muçulmana da Península Ibérica, teria sido escondida por devotos numa caverna. A imagem teria sido reencontrada somente no ano 880, por um grupo de crianças. Um bispo teria, então, tentado levá-la para a cidade de Manresa, mas a imagem teria se tornado pesadíssima, impedindo seu translado. O bispo teria interpretado o fato como um milagre e como um sinal de que a imagem deveria permanecer no local. Teria, então, sido construído o Mosteiro de Santa Maria de Montserrat no local, para abrigar a imagem.
Estudos científicos 
Estudos científicos indicam que a imagem foi esculpida no século XII. 
Padroeira da Catalunha 
Em 1881, Nossa Senhora de Monserrate se tornou a padroeira oficial da Catalunha.

ORAÇÕES - 27 DE ABRIL

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
27 – Segunda-feira – Santos: Zita, Tertuliano
Evangelho (Jo 10,11-18) Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas.”
Jesus continua usando a comparação do pastor e do rebanho. Hoje essa comparação não significa muito para nós. Mas podemos entender facilmente que Jesus é indispensável para nós. Ele se interessa por nós porque nos ama, e por amor ele chega a dar a vida por nós. Ele que salvar a todos. Ele pode salvar, porque ele tem a vida em si mesmo, e pode por isso fazer-nos viver para sempre.
Oração
Senhor, por amor é que me quisestes salvar e fazer feliz, libertando-me do poder do mal e do egoísmo. Para me salvar vivestes a nossa vida, e aceitastes até mesmo a morte para ser fiel ao Pai e a nós. Prendei-me a vós com os laços do amor, não permitais que vos abandone. Olhai, Senhor, para tantos que ainda não vos conhecem. Arrastai-os, para que formemos uma só família. Amém. 

domingo, 26 de abril de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Recebei o Espírito Santo”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Santificais a Igreja 
A palavra Pentecostes significa cinquenta dias. Festa depois da Páscoa. Os judeus celebravam uma festa cinquenta dias depois do segundo dia da Páscoa. É chamada também festa das colheitas dos grãos. Lembra o período do deserto, no qual os judeus no Sinai recebem a lei e são constituídos como um povo. Com a Páscoa temos a libertação e a vida nova. Em Pentecostes inicia o novo povo. É a primavera do Espírito. A festa está intimamente ligada à Páscoa, pois a Ressurreição no Espírito se torna primavera do amor no Espírito. Por isso, celebrando a festa da Vinda do Espírito Santo, celebramos também a vida da Igreja que é santificada por Ele. Por isso rezamos: “Ó Deus, que pelo mistério da festa de hoje, santificais a vossa igreja inteira em todos os povos e nações”. Não estamos lembrando um acontecimento. Estamos vivendo esse momento da História da Salvação que acontece conosco agora. E pedimos: “Derramai por toda a extensão do mundo os dons do Espírito”. O sentido memorial significa atualização. Nós nos fazemos presente ao acontecimento real. O histórico aconteceu. A vinda do Espírito acontece hoje e em cada celebração. Nada fazemos sem o Espírito (1Cor 12,3b). O texto enumera o país de origem das pessoas presentes no momento. Podemos ver que a localização dos diversos povos faz um círculo em torno de Jerusalém. Não mais a cidade, mas a Igreja está em todos os povos. E é santificada hoje pelo Espírito. Todas as línguas e culturas podem receber o anúncio do Evangelho. 
Realizai as maravilhas 
Pedimos na oração: “Derramai em toda extensão do mundo os dons do Espírito e renovai no coração dos fiéis as maravilhas que operastes no início da pregação do Evangelho”. É o projeto salvador de Deus que o Espírito Santo leve o Mistério Pascal de Cristo a acontecer em todos os povos. As maravilhas operadas não são dons pessoais, mas dons a serviço da humanidade. Jesus diz naquela noite de Páscoa: “A paz esteja convoco!” A paz, o Shalom de Deus, compreende tudo o que há de bom e Deus nos oferece. Por que repete a saudação? Não era uma paz somente para os discípulos ali presentes, mas aberta a todos. “A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados”. Cabe a nós implantar, pela ação do Espírito, uma reconciliação universal. Participamos ativamente da ação do Espírito na renovação do mundo, missão que o Pai confiou a Jesus que a faz no Espírito. “A quem não perdoardes os pecados, eles serão retidos”. Não que o Espírito negue o perdão, mas, sem a mudança os pecados permanecem. As maravilhas renovadas não são somente dons especiais, mas a capacidade de provocar a conversão do coração a todos. 
Há diversidade de dons
O Espírito que nos foi dado nos dá tantos dons. “A cada um é dada uma manifestação do Espírito, para o bem comum. Como os membros do corpo, cada um tem uma função para todo o corpo. Pena que os dons atualmente são vistos como adereços espirituais que nos fazem maiores. Maior é aquele que serve, disse Jesus (Lc 22,27-29). Embora sendo muitos, formamos um só corpo, pois bebemos do mesmo Espírito (1Cor 12,13). A Igreja necessita sempre do Espírito para realizar sua missão. Quando não somos capazes de ouvir o Espírito e colocar os dons a serviço, não somos capazes de servir à Igreja na obra da evangelização. Fazemos feudos espirituais, e “rasgamos a túnica inconsútil de Jesus”. A unidade no Corpo de Cristo, quando ferida, torna-se um escândalo e um mal. 
Leituras Atos 2,1-12; Salmo 103; 
1 Coríntios 12,3b-7.12-13;João 20,19-23 
1. Celebramos a vida da Igreja que é santificada pelo Espírito.
2. É projeto de Deus que o Espírito leve a vida de Cristo a acontecer em todos os povos. 
3. A Igreja necessita sempre do Espírito para realizar sua missão. 
O fogo cai, cai... 
O corpo de bombeiros do Céu, a todo vapor (não usava petróleo) baixa à terra para apagar um grande incêndio. Era fogo para todo lado. Na cabeça de muitos havia uma chama perigosa e outros pedindo que eles fossem incendiados. Era muita confusão. Aí um meio cambaleante diz: Não estamos de fogo. É o Espírito prometido: “Derramarei o meu Espírito sobre toda carne” (Jl 3,1-5). Aí acalmaram. Mas até hoje estão de prontidão, pois a todo o momento esse Espírito está botando fogo em algum lugar. Celebrar Pentecostes é entrar nesse fogo que, como a sarça de Moisés, queima sem consumir  .
Homilia da Solenidade de Pentecostes (31.05.20)

EVANGELHO DO DIA 26 DE ABRIL

Evangelho segundo São João 10,1-10. 
Naquele tempo, disse Jesus: «Em verdade, em verdade vos digo: aquele que não entra no aprisco das ovelhas pela porta, mas entra por outro lado, é ladrão e salteador. Mas aquele que entra pela porta é o pastor das ovelhas. O porteiro abre-lhe a porta e as ovelhas conhecem a sua voz. Ele chama cada uma delas pelo seu nome e leva-as para fora. Depois de ter feito sair todas as que lhe pertencem, caminha à sua frente; e as ovelhas seguem-no, porque conhecem a sua voz. Se for um estranho, não o seguem, mas fogem dele, porque não conhecem a voz dos estranhos». Jesus apresentou-lhes esta comparação, mas eles não compreenderam o que queria dizer. Jesus continuou: «Em verdade, em verdade vos digo: Eu sou a porta das ovelhas. Aqueles que vieram antes de Mim são ladrões e salteadores, mas as ovelhas não os escutaram. Eu sou a porta. Quem entrar por Mim será salvo: é como a ovelha que entra e sai do aprisco e encontra pastagem. O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir. Eu vim para que as minhas ovelhas tenham vida e a tenham em abundância». 
Tradução litúrgica da Bíblia
Guilherme de Saint-Thierry
(1085-1148) 
Monge beneditino, depois cisterciense 
Orações meditativas, VI, 6-10 
«Em verdade, em verdade vos digo: 
Eu sou a porta das ovelhas» 
Não foi somente a João, teu discípulo bem-amado, que foi mostrada a porta aberta no Céu (cf Ap 4,1); Tu declaraste-o a todos, publicamente: «Eu sou a porta; quem entrar por Mim será salvo». Tu és a porta. Nós, que estamos na terra, vemos a grande porta aberta no Céu; mas de que nos aproveita, se não podemos subir às alturas? Paulo responde: «Aquele que desceu é o mesmo que subiu» (Ef 4,10). E quem é Ele? É Aquele que é o Amor. De facto, Senhor, o amor que está em nós sobe às alturas, sobe até Ti, porque o amor que está em Ti veio até nós. Porque nos amaste, desceste até junto de nós; amando-Te, nós elevar-nos-emos às alturas, até Ti. Pois Tu mesmo disseste: «Eu sou a porta», peço-Te que Te abras a nós, para nos mostrares com maior evidência de que morada és a porta. Já dissemos que a morada de que és a porta é o Céu, onde mora o Pai, sobre quem lemos: «O Senhor tem nos Céus o seu trono» (Sl 10,4). É por isso que ninguém pode ir ao Pai senão por Ti (cf Jo 14,6), que és a porta. Para Ti tendemos, pois, a Ti aspiramos. Responde, peço-Te: «Mestre, onde moras?» (Jo 1,38). E Tu respondes: «Eu estou no Pai e o Pai está em Mim» (Jo 14,11); e, noutro passo: «Nesse dia reconhecereis que Eu estou no Pai e que vós estais em Mim e Eu em vós» (Jo 14,20). A tua morada é o Pai, e Tu és a morada do Pai; e nós também somos tua morada, e Tu a nossa.

Beato Ladislau Goral, bispo e mártir Festa: 26 de abril

(*)Stoczek, Polônia, 1º de maio de 1898
(+)Sachsenhausen, Alemanha, abril de 1945 
Wladyslaw Goral, bispo auxiliar de Lublin, foi vítima dos nazistas em ódio à sua fé cristã. O Papa João Paulo II, em 13 de junho de 1999, o elevou ao honore dos altares junto com outras 107 vítimas da mesma perseguição. 
Martirológio Romano: No campo de prisioneiros de Sachsenhausen, na Alemanha, o Beato Stanislaus Kubista, sacerdote da Sociedade do Verbo Divino e mártir, que, durante a ocupação militar da Polônia em tempo de guerra por um regime hostil a Deus, exalou seu espírito nesta prisão em meio a torturas atrozes. Junto com ele, comemoramos o Beato Ladislau Goral, bispo auxiliar de Lublin, que no mesmo local e durante a mesma perseguição defendeu corajosamente a dignidade e a fé humanas, morrendo na prisão de doença em um dia desconhecido.

26 de abril - Santo Estevão de Perm

Estevão nasceu por volta de 1340 numa cidadezinha russa encravada nos montes Urais. Sua família era cristã; seu pai chamava-se Simeão e sua mãe Maria. Sob influência de sua mãe, demonstrou desde o início de sua vida um grande zelo pelo serviço à Igreja. Ajudava seu pai durante os ofícios e aprendeu a ler as Sagradas Escrituras, cumprindo o papel também de leitor. Já na juventude, aceitou os votos monásticos no mosteiro de Rostov, construído em homenagem a São Gregório, o teólogo. O mosteiro era famoso por sua coleção de livros, e Estevão, desejando ler os Santos Padres no idioma original, aprendeu a língua grega. Quando em sua juventude, sempre teve contato com o povo zyriano, e agora seu coração ardia pelo desejo de levar-lhes a Palavra de Deus.

São Rafael Arnáiz Barón

"E, à medida que nos vamos desprendendo de tanto amor desordenado às criaturas, e a nós mesmos, me parece que nos vamos acercando mais e mais ao único amor, ao único desejo, ao único anelo desta vida, à verdadeira santidade que é Deus."
Sua alma atingia aquela indiferença recomendada por Santo Inácio, pela qual o homem nada deseja para si e deixa-se levar pelo beneplácito divino. Uma única paixão dominava-lhe o coração: Deus! Rafael Arnáiz Barón nasceu em Burgos, Espanha, no dia 9 de abril de 1911, no seio de uma família burguesa profundamente católica. Desde a infância manifestava um caráter contemplativo, que se expressava sobretudo, através da pintura.

Beata Alda de Siena, Viúva - 26 de abril

Alda nasceu em Siena, no dia 28 de fevereiro de 1245, filha do nobre Pedro Francisco Ponzi e de Inês Bulgarini, a quem Deus havia mostrado em sonho que escolhera a criança para Si. Após ter sido educada e instruída com todo cuidado, foi dada por esposa a um homem “virtutibus ornatissimus” - ornado de virtudes - Bindo Bellanti, do qual, porém, não teve filhos. Depois da morte prematura do marido, Alda vestiu o hábito da Ordem Terceira dos Humilhados, e se dedicou mais do que anteriormente à penitência em uma pequena propriedade, onde realizou milagres, teve êxtases e visões. Ela teve visões de Jesus realizando as ações registradas nos Evangelhos, Alda renunciou à sua ermida e foi viver e trabalhar num hospital para cuidar dos doentes.