O mês de julho foi estabelecido pela Igreja como o mês consagrado ao Preciosíssimo Sangue de Jesus. A piedade cristã sempre manifestou, através dos séculos, especial devoção ao Sangue de Cristo derramado para a remissão dos pecados de todo o género humano, por ocasião da Paixão e Morte de Jesus e atravessando a história até hoje com Sua presença real no Sacramento da Eucaristia.
Desde tempos muito remotos, a devoção ao Preciosíssimo Sangue de Jesus sempre esteve presente e floresceu cada vez mais em meio ao clero e aos fiéis, através de solenidades, preces públicas e Ladainha própria, com o fim de pedir a Deus perdão dos pecados, afastar os fiéis dos justos cas-tigos, implorar as bênçãos do céu sobre os frutos da terra, e prover nossas ne-cessidades espirituais e temporais.
No século passado, foi São Gaspar de Búfalo admirável propagador desta insigne devoção, tendo o merecimento da aprovação da Santa Sé e por isto até hoje é conhecido como o "Apóstolo do Preciosíssimo Sangue". Foi por ordem do Papa Bento XIV que foram com-postos a missa e o ofício em honra ao Sangue de Jesus para finalmente ser estendida à Igreja Universal por decreto do Papa Pio IX.
O Papa João XXIII, cuja família desde a sua infância foi fiel devota ao Preciosíssimo Sangue, também perpetuou esta santa devoção, tendo logo no início de seu pontificado escrito a Carta Apostólica Inde a Primis, a fim de promover o seu culto, conforme fez menção o Papa João Paulo II em sua Carta Apostólica Angelus Domini, onde frisa o convite de João XXIII sobre o valor infinito daquele sangue, do qual "uma só gota pode salvar o mundo inteiro de qualquer culpa".
Mais perto de nós, podemos e devemos lembrar a Beata Alexandrina de Balasar a quem Jesus, não só para benefício da alma, mas também do corpo frágil desta, deixava cair-lhe no coração uma gota do seu Preciosíssimo Sangue. Foi a primeira vez, na histórias dos Santos, que Jesus utilizou este “remédio” salutar para reavivar o corpo e a alma de uma das suas almas-vítimas.
Sejamos, portanto, também devotos propagadores desta extraordinária e salutar prática da piedade cristã.
MOMENTOS OPORTUNOS
quarta-feira, 1 de julho de 2026
IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA
A festa litúrgica do Coração de Maria passou por muitas vicissitudes. De acordo com a história, houve primeiramente uma devoção privada ininterrupta, que não chegou a formas públicas oficiais.
Efectivamente, a primeira festa litúrgica do Coração de Maria foi celebrada a 8 de Fevereiro de 1648, na diocese de Autun (França). Em 1864, alguns bispos pedem ao Papa a consagração do mundo ao Coração de Maria, aduzindo como justificativa e motivo a realeza de Maria.
O pedido decisivo partiu de Fátima e do episcopado português, após ter sido pedido por Jesus à Beata Alexandrina, em Balasar desde 1935. Importante notar igualmente que o documento enviado de Fátima para pedir ao Papa esta consagração foi redigido pelo sacerdote Jesuíta Padre Mariano Pinho, então Director espiritual da Alexandrina Maria da Costa, de Balasar.
É bom saber, para que a história seja fiel aos acontecimentos, que a Beata Alexandrina de Balasar, tinha ela mesma escrito ao Santo Padre fazendo esse pedido, como consta no documento oficial da beatificação, que diz o seguinte:
«No ano de 1936 [Alexandrina] pediu ao Sumo Pontífice a Consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria, o que fez Pio XII no dia 31 de Outubro de 1942.»
Inesperadamente, a 31 de Outubro de 1942, Pio XII, na sua mensagem radiofónica em português, consagrava o mundo ao Coração de Maria.
ORAÇÕES - 01 DE JULHO
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
terça-feira, 30 de junho de 2026
REFLETINDO A PALAVRA - “Cristo, nossa Páscoa”
O termo mistério pascal já está presente nos autores primitivos da Igreja. Está unido ao sentido de mistério do Senhor. Mistério não é incompreensível, mas pode ser conhecido. Mistério é para ser vivido e não para esconder realidades espirituais. Deus não é fechamento. Deus é simples. Falando de Mistério Pascal, falamos de realidades humanas. A celebração da Páscoa não é só para a Igreja católica, mas “é festividade comum a todos os seres, enviada ao mundo da vontade do Pai, aurora divina de Cristo sobre a terra, solenidade perene dos anjos e dos arcanjos, vida imortal do mundo inteiro, alimento incorruptível para os homens, alma celeste de todas as coisas, iniciação sagrada do céu e da terra, anunciadora de mistérios antigos e novos” (Homilia de Melitão de Sardes – Dic. de Liturgia, Mistério Pascal). O mistério de Cristo está compreendido no conceito “Cristo, nossa Páscoa”. O termo traz em si tudo o que Cristo fez e é para nossa salvação. Participamos do mistério que se revela a nós através dos sacramentos. É o desígnio de Deus participado por nós. O termo “páscoa”, no Antigo Testamento, se refere ao rito da lua cheia da primavera e ao cordeiro imolado naquele momento pelos pastores. É muito anterior ao movimento hebreu. O termo páscoa indica também os saltos de dança dessa festa. Vemos na narrativa da morte dos primogênitos egípcios quando Deus saltou as portas dos hebreus (Ex 12,13.23.27). Por isso, se diz “comer a páscoa”, refeição onde era comido o cordeiro. Essa era a festa. A festa dos pastores se uniu à festa dos agricultores com o pão ázimo, para celebrar as colheitas
O mistério da Páscoa é Cristo
Os judeus, celebrando a Páscoa, comemoram a libertação do Egito, a passagem do Mar Vermelho, a promulgação da Lei de Deus e a entrada na terra prometida. É uma celebração memorial, isto é, não só se recorda, mas se torna atual de tal modo que cada um está presente no acontecimento. A Páscoa cristã é um ato redentor que atinge todos os tempos. Assim também vemos o Mistério de Cristo em sua Páscoa. Esse é o sentido de mistério memorial. Páscoa para todos os tempos. Por isso rezamos que “... e desceu à mansão dos mortos”, isto é, os que já morreram também esperavam a redenção que ocorre na Cruz e na Ressurreição. É o mesmo mistério do qual participamos vivendo e celebrando. A Páscoa é central na vida de todo o povo de Deus. O que era profecia torna-se realidade em Jesus em sua morte e ressurreição. Ele tem em Si todo o mistério de salvação que Deus nos ofereceu. Ele é a Páscoa. Realiza a profecia e confia a sua Igreja a contínua memória. Paulo identifica Jesus como o cordeiro imolado. Para ele, “a ação libertadora realizada por Deus em Cristo é o próprio acontecimento pascal”. Quando Jesus manda fazer o que fez, a Eucaristia recebe o sentido pascal. Concluímos que, quando dispomos nossa vida à ação libertadora de Deus, nós fazemos nossa Páscoa.
Nossa Páscoa
Temos que chegar à conclusão que o culto que celebramos não fazemos ritos, mas celebramos uma Pessoa. Como celebrar é memória, que mais que atualizar, torna presente um fato que é uma Pessoa, Jesus. É Páscoa sempre antiga e nova. Cristo é o mesmo ontem, hoje e sempre. A celebração nos coloca em união vital com a ação redentora de Cristo e também com sua Pessoa. Quando celebramos tomando o corpo e o Sangue de Cristo, não comemos um rito, mas nos alimentamos de uma Pessoa: “Quem comer minha carne e beber o meu sangue permanece em Mim e Eu nele” (Jo 6,56). Assim estamos realizando a Páscoa que é Cristo em seu mistério. Alimentar-se de Cristo é viver. A vida é Páscoa.
ARTIGO PUBLICADO EM ABRIL DE 2021
EVANGELHO DO DIA 30 DE JUNHO
Evangelho segundo São Mateus 8,23-27.
Naquele tempo, Jesus subiu para o barco e os discípulos acompanharam-no.
Entretanto, levantou-se no mar tão grande tormenta que as ondas cobriam o barco. Jesus dormia.
Aproximaram-se os discípulos e acordaram-no, dizendo: «Salva-nos, Senhor, que estamos perdidos».
Disse-lhes Jesus: «Porque temeis, homens de pouca fé?». Então levantou-Se, falou imperiosamente ao vento e ao mar e fez-se grande bonança.
Os homens ficaram admirados e disseram: «Quem é este homem, que até o vento e o mar Lhe obedecem?».
Tradução litúrgica da Bíblia
(1786-1859)
Presbítero,
Cura de Ars
Pensamentos escolhidos do Cura d'Ars
Sobre o bom uso das tentações
Assim como o bom soldado não tem medo do combate, assim também o bom cristão não tem medo da tentação. A maior tentação consiste em não ter tentações! Quase podemos considerar feliz aquele que tem tentações, pois esse é o momento da colheita espiritual, onde amontoamos bens para o Céu. Se estivéssemos bem penetrados da santa presença de Deus, teríamos grande facilidade em resistir ao inimigo. Com o pensamento: Deus está a ver-te!, nunca pecaríamos.
Houve uma santa que se queixou a Nosso Senhor depois de uma tentação, dizendo-Lhe: «Onde estáveis Vós, meu Jesus amabilíssimo, durante esta horrível tempestade?»; e Nosso Senhor respondeu-lhe: «Estava dentro do teu coração».
Santa Lucina Mártir, venerada em Rosate-Festa: 30 de junho
O corpo sagrado de Santa Lucina, provável mártir dos primeiros séculos da era cristã, é venerado na igreja de Santo Stefano in Rosate, na Arquidiocese de Milão, no altar do Crucifixo. Outra relíquia, do mesmo corpo, é venerada na igreja de Santa Lucina in Cortereggio di S. Giorgio Canavese (Turim).
Os restos mortais desta provável mártir, provenientes das Catacumbas de São Sebastião, na Via Ápia, em Roma, foram exumados em 1621 com a autorização do Papa Gregório XV e entregues a Massa Lubrense. No século XX, o Bispo de Sorrento, sob cuja jurisdição se encontrava Massa Lubrense, doou-os ao Cardeal Alfredo Ildefonso Schuster, Arcebispo de Milão, que tinha particular interesse em arqueologia sacra e no culto dos mártires (foi beatificado em 1996).
Por ocasião do Jubileu Extraordinário da Redenção, em 1933, Schuster decidiu doar algumas relíquias de mártires a diversas comunidades de sua vasta arquidiocese, que ele próprio considerava "um instrumento para a renovação da fé".
30 de junho - Beato Vasyl Vsevolod Velychkovskyj
Os servos de Deus, hoje inscritos no Álbum dos Beatos, representam todos os componentes da Comunidade eclesial: entre eles, encontram-se Bispos e sacerdotes, monges, monjas e leigos. Eles foram provados de muitas maneiras por parte dos seguidores das ideologias nefastas do nazismo e do comunismo.
Amparados pela graça divina, eles percorreram até ao fim o caminho da vitória.
É um caminho que passa através do perdão e da reconciliação; caminho que conduz à luz resplandecente da Páscoa, depois do sacrifício do Calvário. Estes nossos irmãos e irmãs são os representantes conhecidos de uma multidão de heróis anônimos, homens e mulheres, maridos e esposas, sacerdotes e consagrados, jovens e idosos que no decurso do século XX, o "século do martírio", enfrentaram a perseguição, a violência e a morte para não renunciar à sua fé.
Papa João Paulo II – Homilia de Beatificação – 27 de junho de 2001
30 de junho - Beato Januário Maria Sarnelli
"Santificar a Cristo como Senhor em vossos corações" (1 Pd 3, 15). Estas palavras da Carta de São Pedro também lançam luz sobre a intensa e frutuosa atividade apostólica que Januário Maria Sarnelli, redentorista, deixado tanto nas pregações às pessoas quanto nos seus numerosos escritos. A comunhão íntima e pessoal que teve com Cristo era a fonte constante de seu zelo pastoral incansável.
Sua vida humana e religiosa, como a de Santo Afonso Maria de Ligório de quem ele era um amigo e colaborador, foi expressa de uma forma particular, em uma acentuada sensibilidade em relação aos pobres, aproximou-os à luz da sua realidade como filhos de Deus.
Sua evangelização era caracterizada por grande dinamismo: ele foi capaz de conciliar o compromisso missionário com o de escritor e o ministério sacerdotal, não menos desafiador, conselheiro e guia espiritual. Enquanto prosseguia nos padrões culturais da época, o novo Beato nunca negligenciou a procurar formas renovadas de evangelização para enfrentar os desafios emergentes. E por que, apesar de ter vivido em um período histórico em muitos aspectos longe do nosso, Januário Maria Sarnelli pode ser encaminhado para a comunidade cristã de hoje, no limiar do novo milênio, como apóstolo que se abriu para receber toda inovação útil para um anúncio mais incisivo da mensagem perene de salvação.
Papa João Paulo II – Homilia de Beatificação – 12 de maio de 1996
Santa Erentrudes, Abadessa - 30 de junho
Em Salzburgo, na Baviera, atualmente na Áustria, Santa Erentrudes, primeira abadessa do mosteiro de Nonnberg e sobrinha de São Ruperto, a quem ajudou na evangelização com obras e orações. († c. 718)
Erentrudes (ou Erentraud, também conhecida como Erendruda) era originária da região de Worms (Palatinado). Foi chamada pelo Bispo de Juvanum (atual Salzburgo, Áustria), São Ruperto de Salzburgo, seu tio e diretor espiritual, para fundar em Nonnberg um mosteiro de religiosas, do qual veio a ser a primeira abadessa.
Colaborou com os trabalhos apostólicos do bispo com a oração e cuidando da educação da juventude feminina. Como abadessa introduziu a regularidade monástica, privilegiando a vida de oração, da qual era um exemplo.
Martírio dos Primeiros Cristãos de Roma
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| Jean-Léon Gerone, A última oração dos mártires cristãos, 1883, The Walters Art Gallery, Baltimore |
Marcial de Limoges Bispo, Santo Século III
São Marçal era bispo de Limoges no século III. Não temos informações precisas sobre suas origens, data de nascimento e morte nem dos actos de seu bispado. Tudo o que sabemos dele é de Gregório de Tours.
Durante o consulado de Décio e de Grato, sete bispos foram enviados de Roma para a Gália para pregar o Evangelho. Gatien foi mandado para Tours, Trofimo para Arles, Paulo para Narbonne, Saturnino para Toulouse, Denis para Paris, Austromoine para Cler-mont e Marçal para Limoges. Marçal estava sempre acompanhado de dois padres trazidos por ele do Oriente, então pensa-se que ele também tenha vindo de lá. Ele foi bem sucedido na conversão dos habitantes de Limoges, onde foi sempre venerado.
A imaginação popular, criadora de lendas, logo transformou São Marçal em um apóstolo do século I.
Raimundo Lulo Religioso franciscano, Mártir, Bem-aventurado ca. 1235-ca. 1315
Raimundo Lulo nasceu por volta de 1235 em Palma de Maiorca, nas ilhas Baleares. Nascido no seio de uma Raimundo Lulo, Leigo franciscano, bem-aventuradofamília abastada, Raimundo consagrou toda a sua fortuna ― quando seus pais faleceram ― à evangeli-zação.
Efectivamente, inflamado do zelo das almas, entrou na Ordem Franciscana Secular, tratou da fundação de um colégio onde vieram estudar os futuros mis-sionários, os quais ali aprendiam as línguas árabe e hebraica, visto que estes numerosos “estudantes” eram destinados à propagação da fé cristã nos países muçulmanos e em Israel.
Homem de grande cultura, considerado por muitos como “um dos maiores génios da Idade Média, e sem dúvida o espírito mais original do seu tempo”, Raimundo Lulo viajou muito e encontrou-se mesmo, durante a sua vida com três Papas, para solicitar o apoio destes às suas iniciativas que nem sempre foram das mais felizes.
ORAÇÕES - 30 DE JUNHO
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
30 – Terça-feira – Santos: Primeiros Mártires de
Roma, Lucina
Evangelho
(Mt
8,23-27) “Eis que houve uma grande tempestade no mar... Jesus, porém, dormia.”
Essa
passagem sempre me chamou a atenção. Por que haveria Jesus de estar dormindo,
quanto todos os outros estavam bem despertos a enfrentar a ventania? Imagino
que queria ensinar aos discípulos e a nós que o importante é ele estar no
barco, não faz mal se estiver ou parecer estar dormindo. Se acreditamos que
está sempre conosco, teremos mais coragem para enfrentar a vida.
Oração
Senhor,
hoje quero renovar minha confiança em vós, agarrar-me a essa certeza tranquilizadora
de vossa presença. Livrai-me da confiança demasiada em mim mesmo, pois ela é
que me faz esquecer que dependo totalmente de vós, e, quando falha, me leva a
pensar que me abandonastes. Agradeço vossa presença discreta, determinante para
minha vida continuar no rumo certo. Amém
segunda-feira, 29 de junho de 2026
REFLETINDO A PALAVRA - “Fortaleza do Pastor”
A parábola do bom pastor revela não somente a ternura de Jesus, mas, sobretudo que essa ternura é revelação do Pai. Deus disse a Moisés seu nome: “Eu Sou o que Sou”. Jesus dizendo “Eu Sou”, revela sua condição Divina. E também revelação do Ser bondoso de Deus expresso por Jesus que veio dar a vida, não como um mercenário que foge (Jo 10,11-12). A relação de Jesus com suas ovelhas é através da bondade Divina que conhece com amor total suas ovelhas. Nesse relacionamento de aliança há conhecimento e bondade, pois é o bom Pastor. As alianças de Deus foram feitas no amor que se doa. As ovelhas também conhecem seu parceiro da aliança. É o que Paulo diz: “Sei em quem confiei” (2Tm 1,12). O relacionamento de amor reflete também o conhecimento matrimonial que há entre Deus e seu povo que gera sempre novos filhos. Quem entrou nesse relacionamento de aliança, como relacionamento de conhecimento e amor, se une com Jesus e seu Pai no Espírito Santo. Esse relacionamento se abre a outros que serão buscados pelo Pastor: “A vontade do meu Pai é que eu não perca nenhum daqueles que Ele me deu” (Jo 6,39). É a razão universal da redenção e fundamento da missão, como lemos no discurso de Pedro aos chefes do povo: “É pelo nome de Jesus... que este homem está curado” (At 4,10). Os verdes campos estão abertos a todos. Ele é a pedra angular que a todos sustenta (Sl 117). O bom Pastor é o modelo de toda ação da Igreja: ter o relacionamento que retoma o amor de Jesus que conhece suas ovelhas. Não é para se fechar num pequeno rebanho, sem ousadia.
Somos filhos
São João, em sua primeira epístola, em outra linguagem, reescreve a parábola do bom Pastor. O rebanho são os filhos de Deus. Ser ovelha de Jesus é uma maravilha... Ser filho é um presente de Deus: “Vede que grande presente de amor o Pai nos deu: de sermos chamados filhos de Deus! E nós o somos!” (1Jo 3,1). De rebanho, passamos à Família de Deus. “Se o mundo não nos conhece, é porque não conheceu o Pai” (id 1). O mundo não nos conhece porque não participa do mútuo conhecimento entre o pastor e a ovelha, do Pai com os filhos. Jesus coloca na relação com as ovelhas, o conhecimento que tem do Pai: “Conheço minhas ovelhas, e elas me conhecem, assim como o Pai me conhece e Eu conheço o Pai” (id 15). O conhecimento confere a Jesus a segurança de dar a vida pelas ovelhas: “Eu dou minha vida pelas ovelhas” (id). Sua entrega na morte está unida a sua vida com as ovelhas. Jesus é nosso defensor: Em 1Jo 2,1: “Mas, se alguém pecar, temos outro defensor junto do Pai, Jesus Cristo, o Justo”. O bom Pastor dá a vida pelas ovelhas.
Pedra angular
O bom Pastor se torna o fundamento para os que O seguem. Pedro, diante dos chefes, acusa-os fortemente a falta cometida por desprezarem Jesus e O terem condenado: “É pelo nome de Cristo... Aquele que vós crucificastes e que Deus ressuscitou dos mortos, que esse homem está curado”. Foi em sua pessoa, em seu nome. “A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se pedra angular” (118,7). “Em nenhum outro há salvação. Só por Ele somos salvos” (At 4,11-12). O que vemos nos apóstolos é a firmeza de fé na pessoa de Jesus. Com isso, superam toda a fragilidade que sentiam antes da Ressurreição. O tentador tem muitos modos de nos tirar dessa meta. Apoiamo-nos em tantas coisas espirituais, menos em Jesus. A pregação dos apóstolos insiste em fazer parte do Rebanho – Igreja, conhecer Jesus Cristo e segui-Lo. Assim está firmado nessa pedra angular,
Leituras: Atos 4,8-12; Salmo 117;
1 João 3,1-2; João 10,11-18
1. O bom Pastor é o modelo de toda ação da Igreja.
2. O mundo não nos conhece porque não participa do conhecimento entre pastor e ovelha.
3. Apoiamo-nos em tantas coisas espirituais, menos em Jesus.
Cheiro de pastor
Papa Francisco insiste que o pastor tenha o cheiro das ovelhas. Mas as ovelhas também têm que ter em sua memória o cheiro do Pastor. E por isso segue. Lemos na Palavra: seguirei no odor dos teus perfumes. Para quem ama, mau odor é perfume. O pastor conduz as ovelhas também pelo seu perfume pessoal. Perfume é sempre um caminho para entrar em um coração.
O perfume de uma coisa, uma situação, uma pessoa amada se impregna em nós e se torna uma memória agradável que atinge o coração. O perfume de Jesus tem cheiro de irmão. Por isso nós o encontramos nas pessoas.
Homilia do 4º Domingo da Páscoa (25.04.2021)
EVANGELHO DO DIA 29 DE JUNHO
Evangelho segundo São Mateus 16,13-19.
Naquele tempo, Jesus foi para os lados de Cesareia de Filipe e perguntou aos seus discípulos: «Quem dizem os homens que é o Filho do homem?».
Eles responderam: «Uns dizem que é João Batista, outros que é Elias, outros que é Jeremias ou algum dos profetas».
Jesus perguntou: «E vós, quem dizeis que Eu sou?».
Então, Simão Pedro tomou a palavra e disse: «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo».
Jesus respondeu-lhe: «Feliz de ti, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne e o sangue que to revelaram, mas sim meu Pai que está nos Céus.
Também Eu te digo: tu és Pedro; sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do Inferno não prevalecerão contra ela.
Dar-te-ei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que ligares na Terra será ligado nos Céus, e tudo o que desligares na Terra será desligado nos Céus».
Tradução litúrgica da Bíblia
(1091-1153)
Monge cisterciense,
doutor da Igreja
3.º sermão para a festa dos santos apóstolos Pedro e Paulo
«Sou o menor dos apóstolos
e não sou digno
de ser chamado apóstolo» (1Cor 15,9)
É com razão, irmãos, que a Igreja aplica aos santos apóstolos Pedro e Paulo estas palavras do Sábio: «Foram homens virtuosos e as suas obras não foram esquecidas. Na sua descendência permanece a excelente herança que deles nasceu» (Sir 44,10-11). Sim, podemos, com propriedade, chamar-lhes homens de misericórdia; porque eles obtiveram misericórdia para si próprios, porque estão cheios de misericórdia, e porque foi na sua misericórdia que Deus no-los deu.
Vede, com efeito, que misericórdia obtiveram. Se interrogardes o apóstolo São Paulo sobre este assunto, ele dir-vos-á: «A a mim que tinha sido blasfemo, perseguidor e violento. Mas alcancei misericórdia, porque agi por ignorância, quando ainda era descrente» (1Tim 1,13). De facto, pensemos no mal que ele fez aos cristãos de Jerusalém e aos de toda a Judeia! Quanto ao bem-aventurado Pedro, tenho outra coisa a dizer-vos, e coisa tão sublime quanto única. Com efeito, se Paulo pecou, fê-lo sem o saber, porque não tinha fé; Pedro, pelo contrário, tinha os olhos bem abertos no momento da queda (cf Mt 26,69s). Mas «onde aumentou o pecado, superabundou a graça» (Rom 5,20). [...] Se São Pedro pôde elevar-se a um tal grau de santidade depois de uma queda tão pesada, quem poderá desesperar a partir de então, por pouco que queira sair de seus pecados? Atentai no que diz o Evangelho: «saindo, chorou amargamente» (Mt 26,75).
Ouvistes que misericórdia obtiveram os apóstolos; de então em diante, nenhum de vós será esmagado pelas faltas passadas. Se pecaste, não pecou Paulo ainda mais? Se caíste, não caiu Pedro de maneira bem mais grave do que tu? Ora, um e outro, pela penitência, não só obtiveram a salvação, como se tornaram grandes santos, e mesmo ministros da salvação, mestres da santidade. Faz portanto o mesmo, irmão, pois é por ti que a Escritura lhes chama «homens de misericórdia».
Beato Raimundo Lulio
Diga-me, louco de amor
se o seu amado não te ama mais,
o que você faria então?
Eu continuaria amando
para não morrer.
Porque não amar é morrer.
Amar é viver ".
Conhecido como "Doctor Illuminatus" (Doutor Iluminado)ou "Doctor Inspiratus"n (Doutor Inspirado). Outro dos seus apelidos era o de "Arabicus Christianus" (Árabe Cristão).
Proveniente de uma família de boa situação financeira, eram seus pais Amat Lull e Isabel d' Erill, Raimundo casou aos 22 anos com Blanca Picany, e deste matrimônio nasceram dois filhos: Domingos e Madalena.
Depois de uma vida mundana que o levou a abandonar a mulher e os filhos, nos 30 anos de sua vida na Corte, redigia um poema a um amor ilícito.
Santas Maria Du Tianshi e Madalena Du Fengju, Mártires chinesas MR
Martirológio Romano: No território de Dujiadun, próximo de Shenxian, as santas mártires Maria Du Tianshi e Madalena Du Fengju, sua filha, que na mesma perseguição foram tiradas do local em que se haviam escondido, morrendo por causa de sua fé em Cristo, a segunda lançada ainda viva no sepulcro.
Na solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, a Igreja também se recorda de alguns mártires de dezenove séculos depois, os quais fazem parte dos 120 chineses canonizados em outubro de 2000.
Por muitos séculos, até nos dias atuais, os cristãos chineses têm sido vítimas de perseguições violentas que atingiram um ápice no ano de 1900, com a assim chamada “revolta dos Boxers”. Na metade do mês de junho esses revoltosos atingiram Shenxian, vicariato apostólico chinês confiado aos cuidados pastorais dos Jesuítas.
Santa Ema de Gurk, Condessa e monja - Festejada 29 de junho
A vida de Ema de Gurk teve de ser rastreada pela História com o raciocínio de um pesquisador, contando com poucos traços seguros e interpretando as mais diversas e seculares tradições austríacas. Os registros afirmam que seus pais eram nobres cristãos e que ela nasceu em 980, na cidade de Karnten, Áustria. Levava o título de Condessa de Friesach-Zeltschach desde seu nascimento e foi apresentada à corte imperial de Bamberg por Santa Cunegunda. Ema contraiu núpcias com o Conde Guilherme de Sanngau, que pertencia a mais rica nobreza do Ducado da Carintia, uma belíssima região das montanhas austríacas, com quem teve dois filhos: Hartwig e Guilherme. No mesmo dia perdeu seu esposo e seus filhos, que foram assassinados.
Beata Salomé de Niederaltaich, Reclusa - 29 de junho
Judite, filha do rei da Inglaterra, decidiu abraçar a fé cristã na prática da solidão e intensos sacrifícios por amor a Nosso Senhor. Tudo teve início quando Salomé, parenta próxima do rei, decidiu oferecer a Deus o seu amor abandonando a corte real. A sua formosura era o reflexo das belas virtudes que lhe adornavam a alma.
Duas empregadas dedicadas e fiéis notando na senhora mudança muito grande e querendo saber os motivos de seu recolhimento, interpelaram-na. Salomé, com suas santas argumentações, acabou despertando nelas igual desejo de pertencer só a Deus e de se afastarem do mundo. De comum acordo, e sem se despedirem de pessoa alguma, empreenderam uma viagem à Terra Santa, onde, com muita devoção, visitaram os Santos Lugares.
Salomé, que acompanhava o Divino Esposo no caminho de dor até o Monte Calvário, teve de percorrer ainda outro caminho, ainda mais doloroso para ela.
Pedro de Roma Apóstolo, Papa, Mártir, Santo Século I
I. SIMÃO PEDRO, como a maior parte dos seguidores de Jesus, era natural de Betsaida, cidade da Galiléia, às margens do lago de Genesaré. Era pescador, como o resto da família. Conheceu Jesus por intermédio de seu irmão André, que pouco tempo antes, talvez naquele mesmo dia, tinha passado uma tarde inteira em companhia de Cristo, juntamente com João. André não guardou para si o tesouro que tinha encontrado, “mas, cheio de alegria, correu a contar ao seu irmão o bem que tinha recebido”[1].
Pedro chegou à presença do Mestre. Intuitus eum Iesus… “Jesus, fitando-o…” O Mestre cravou o olhar no recém-chegado e penetrou até o mais íntimo do seu coração. Como teríamos gostado de contemplar esse olhar de Cristo, capaz de mudar a vida de uma pessoa!
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