sexta-feira, 14 de agosto de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - Culto digno de S. José

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Culto bíblico
 
Prestar culto a S. José é a resposta que damos diante dos personagens que Deus associa a Si e estão unidos ao culto Divino. Não há culto que não seja a Deus, por Cristo no Espírito, na intercessão de seus santos. Deus é adorável em seus santos. Os santos são todos os que Deus amou e que O amaram nos irmãos. O amor a Deus não é só de pensamento. Como a Salvação foi na pessoa do Filho, o culto se torna real quando segue a Palavra de Deus. Jesus é a última Palavra de Deus ao mundo. Ele deixou claro o que o Pai espera de todos nós. Todo culto tem o fundamento bíblico. José cumpriu o projeto de Deus de acolher o Filho Divino que germinava no seio de sua esposa assumida. Cultuar José é tomar suas atitudes de obediência à comunicação de Deus por meio dos sonhos. Sonho não se trata só de uma realidade incontrolável quando estamos fora do consciente. É o acolhimento à inspiração que Deus que o homem percebe quando sabe identificar Deus nas realidades da vida. Era assim que os patriarcas agiam. Mesmo nós, não estamos distantes desta realidade. Podemos, como José, ser dóceis às inspirações do Espírito Santo no dia a dia. Discernimos o bem e o seguimos. Lembramos os sonhos de José do Egito. Sabia discernir os caminhos de Deus nos caminhos dos homens. Sabia ler sua vida como um caminho de Deus para a salvação de sua família. S. José está entre os patriarcas, mas também entre os primeiros discípulos. Quanto não terá aprendido de sei menino Jesus! 
Culto da Igreja 
A realização do que se celebra uma das características muito importante da liturgia. As palavras anunciam e o rito atualiza. É a manifestação do único mistério de Cristo em suas mais diferentes situações. Por isso é importante que o culto conduza sempre a atualizar, não somente lembrar. A memória é atualizante. Referente a S. José há os momentos litúrgicos e os momentos devocionais que decorrem da liturgia. Temos a celebração de um mês voltado à sua celebração. Nas quartas-feiras temos um dia da semana para essa memória. A Igreja oferece dois dias de celebração festiva: dia 19 de março, e dia 1º de maio, dia do trabalhador. Já no século IV S. Helena construiu-lhe uma capela em Belém. Por poucas notícias percebemos que o culto a S. José segue a vida da Igreja, continuando, como é de seu estilo, silencioso e discreto. A liturgia apresenta as missas votivas que podem ser usadas nos tempos comuns, como uma opção devocional litúrgica. Aliás, nós nos tornamos muito dependentes dos livretos que nos tolhem a liberdade de usar das riquezas da liturgia, como o caso das missas votivas. 
Culto do coração 
Somos sempre convocados a seguir o exemplo de S. José. Não há muito interesse em seguir essa recomendação, pois ela nos leva a viver na humildade, no silêncio, naquele papel simples de servir. Ele se cabe tão bem em todos os lugares que nos esquecemos de sua presença. Somos tocados pelo orgulho. Até na vida de santidade, temos a tentação de sermos diferentes. O orgulho é uma raiz daninha. Nós, no seio da Igreja, sobretudo os “bons”, os santos, são diferentes dos outros. Raiz do orgulho! Aqui temos o fundamento para um culto digno: imitá-lo em seu em sua discrição e escondimento. Assim ele pode educar o Filho de Deus e servir a sua querida esposa e mãe de todos nós. A discrição nos mostra a maturidade: não preciso aparecer para ser. Quanto mais maduro eu sou mais simples eu sou. Isto é: Viver o mistério de Deus no próprio jeito de ser. 
ARTIGO PIBLICADO EM SETEMBRO DE 2021

EVANGELHO DO DIA 14 DE AGOSTO

Evangelho segundo São Mateus 19,3-12. 
Naquele tempo, aproximaram-se de Jesus alguns fariseus para O porem à prova e disseram-Lhe: «É permitido ao homem repudiar a sua esposa por qualquer motivo?». Jesus respondeu: «Não lestes que o Criador, no princípio, os fez homem e mulher e disse: "Por isso o homem deixará pai e mãe para se unir à sua esposa e serão os dois uma só carne"? Deste modo, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o homem o que Deus uniu». Eles objetaram: «Porque ordenou, então, Moisés que se desse um certificado de divórcio para se repudiar a mulher?». Jesus respondeu-lhes: «Foi por causa da dureza do vosso coração que Moisés vos permitiu repudiar as vossas mulheres. Mas no princípio não foi assim. E Eu digo-vos: Quem repudiar a sua mulher, a não ser em caso de união ilegítima, e casar com outra, comete adultério». Disseram-Lhe os discípulos: «Se é esta a situação do homem em relação à mulher, não é conveniente casar-se». Jesus respondeu-lhes: «Nem todos compreendem esta linguagem, senão aquele a quem é concedido. Na verdade, há eunucos que nasceram assim do seio materno, outros que foram feitos pelos homens e outros que se tornaram eunucos por causa do Reino dos Céus. Quem puder compreender, compreenda». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Bento XVI 
Papa de 2005 a 2013 
Encíclica «Deus charitas est», §9-11
«E serão os dois uma só carne» 
A relação de Deus com Israel é ilustrada através das metáforas do noivado e do matrimónio; consequentemente, a idolatria é adultério e prostituição. O erôs de Deus pelo homem – como dissemos – é ao mesmo tempo totalmente agapê. O amor apaixonado de Deus pelo seu povo – pelo homem – é ao mesmo tempo um amor que perdoa. Na Bíblia encontrarmo-nos diante de uma imagem estritamente metafísica de Deus: Deus é absolutamente a fonte originária de todo o ser; mas este princípio criador de todas as coisas – o Logos, a razão primordial – é, ao mesmo tempo, um amante com toda a paixão de um verdadeiro amor. Deste modo, o erôs é enobrecido ao máximo, mas simultaneamente tão purificado que se funde com a agapê. A primeira novidade da fé bíblica consiste na imagem de Deus; a segunda, essencialmente ligada a ela, encontramo-la na imagem do homem. A narração bíblica da criação fala da solidão do primeiro homem, Adão, querendo Deus pôr a seu lado um auxílio. A ideia de que o homem está de algum modo incompleto, constitutivamente a caminho a fim de encontrar no outro a parte que falta para a sua totalidade, isto é, a ideia de que só na comunhão com o outro sexo pode tornar-se completo, está sem dúvida presente. E, deste modo, a narração bíblica conclui com uma profecia sobre Adão: «Por isso, o homem deixará pai e mãe, para se unir à sua mulher, e os dois serão uma só carne» (Gn 2,24). Aqui há dois aspetos importantes: primeiro, o erôs está de certo modo enraizado na própria natureza do homem; Adão anda à procura e deixa o pai e a mãe para encontrar a mulher; só no seu conjunto é que eles representam a totalidade humana, tornando-se «uma só carne». Não menos importante é o segundo aspeto: numa orientação baseada na criação, o erôs impele o homem para o matrimónio, para uma ligação caracterizada pela unicidade e para sempre; é assim, e somente assim, que se realiza a sua finalidade íntima. À imagem do Deus monoteísta corresponde o matrimónio monogâmico. O matrimónio baseado num amor exclusivo e definitivo torna-se o ícone do relacionamento de Deus com o seu povo e, vice-versa, o modo de Deus amar torna-se a medida do amor humano.

São Marcelo de Apamea, Bispo e Mártir Festa: 14 de agosto

(†)Apameia, Síria, c. 390
 
São Marcelo, bispo de Apameia, na Síria, foi morto por pagãos, enfurecidos por ele ter promovido a demolição de vários templos, em conformidade com o édito promulgado pelo imperador São Teodósio I, o Grande. 
Etimologia: Marcello, diminutivo de Marco = nascido em março, sagrado para Marte, do latim 
Martirológio Romano: Em Apameia, na Síria, São Marcelo, bispo e mártir, foi morto pela fúria dos pagãos por ter destruído um templo dedicado a Júpiter. 
O imperador Teodósio I, o Grande, chamado por Graciano para governar o Império Romano do Oriente, prosseguiu com seu projeto mesmo após a morte: estabelecer um Estado religiosamente unido e coeso, objetivo que tentou alcançar, por vezes, impondo a religião cristã em todo o império.

Santo Eusébio de Roma Sacerdote-Festa: 14 de agosto

(*)Roma ca. 319
(+)Roma, 14 de agosto de 353 ca. 
Santo Eusébio é testemunha do difícil período que se seguiu ao Concílio de Niceia. Sua figura está presente durante a controvérsia ariana, quando o imperador Constâncio II tentou exercer forte influência sobre a vida eclesiástica, favorecendo bispos pró-arianos. Segundo a antiga tradição hagiográfica, Eusébio repreendeu abertamente o Papa Libério por sua excessiva fraqueza diante da pressão imperial. Por esse motivo, foi aprisionado em um pequeno quarto, onde passou aproximadamente sete meses em oração e penitência até sua morte, ocorrida por volta de 14 de agosto de 353. Sua memória foi preservada graças ao culto que se desenvolveu na igreja de Eusébio, uma das mais antigas de Roma, construída no Monte Esquilino e já atestada no século IV. Alguns detalhes de sua vida apresentam dificuldades cronológicas e são objeto de debate entre os estudiosos.

São Fachtna (ou Fachanan) Bispo de Ross-Festa: 14 de agosto

(†)Ross (atual Rosscarbery), Irlanda, c. 590
Como bispo e abade, ele combinou o rigor da contemplação com a excelência acadêmica, transformando seu assentamento em uma encruzilhada internacional conhecida como Ross Ailithir, ou "Ross dos Peregrinos". Discípulo dos grandes mestres de seu tempo, Fachtna dedicou sua vida à educação de gerações de monges e clérigos, lançando as bases para uma diocese que manteria sua identidade por séculos. Embora fontes hagiográficas tenham entrelaçado sua história com eventos miraculosos e lendas tribais, o núcleo documentado de sua vida retrata um incansável organizador eclesiástico e um intelectual profundamente enraizado no tecido social de Münster. Sua memória é celebrada em 14 de agosto.

Beato Alberto Pandoni

Bispo de Placência e depois de Ferrare, 
onde o seu zelo provocou o ódio dos herejes.
 PRANDONI ou Pandoni Alberto 
(*)Brescia, por volta de 1200 
(+)Ferrara, 14 de agosto de 1274. 
Da nobre família bresciana Prandoni dedicou-se aos estudos eclesiásticos e Campi, na "Dell'historia ecclesiastica di Piacenza", diz que foi mestre e doutor sem especificar se era em teologia ou em direito canônico. Durante as lutas religiosas da época escreveu um tratado em defesa da liberdade da Igreja e da autoridade do Sumo Pontífice contra o imperador Frederico II (ca. 1240). Pertencente ao clero bresciano e talvez cônego agostiniano, passou a fazer parte da "família" do cardeal Prenestino, seu predecessor no bispado de Piacenza, e provavelmente esteve na corte papal adquirindo habilidades comerciais que, junto com a santidade e a doutrina, levaram ele, de subdiácono apostólico e capelão do Papa Inocêncio IV, à nomeação em 14 de março de 1244 como bispo de Piacenza.

Beato Sante Brancorsini de Urbino

Nome: Beato Sante Brancorsini de Urbino 
Título: Franciscano 
Nome cristão: Giansante Brancorsini 
Nascimento: 1343, Montefabri 
Morte: 14 de agosto de 1394, Montebaroccio 
Recorrência: 14 de agosto 
Martirológio: edição de 2004 
Tipologia: Comemoração
Beatificação: 11 de agosto de 1770, Roma, Papa Clemente XIV 
Frade converso franciscano, cujo corpo se conservou incorrupto. 
Giansante, como foi batizado, nasceu em Montefabbri, na região de Marche, em 1343, em uma família nobre. Frequentou o liceu em Urbino e foi forçado a uma carreira jurídico-militar que nunca teria gostado porque o seu único desejo era seguir o seu espírito contemplativo.

Santos Antônio Primaldo e companheiros, Mártires de Otranto-Festa: 14 de agosto


† Otranto, 14 de agosto de 1480
De 28 de julho a 11 de agosto de 1480, os turcos comandados por Gedik Achmet Pasha sitiaram a cidade de Otranto, na Puglia. Em 12 de agosto, após entrarem à força na cidade, assassinaram o arcebispo Stefano Pendinelli e os fiéis reunidos na catedral. No dia seguinte, prenderam os cerca de oitocentos homens sobreviventes, com idades a partir de quinze anos. Os habitantes foram levados para a colina de Minerva, nas proximidades, e forçados a fazer uma escolha: morrer ou renunciar a Cristo. Um tecelão idoso, Antonio Pezzulla, respondeu em nome de todos que teriam preferido a morte: ele foi o primeiro a ser decapitado, razão pela qual recebeu o apelido de Primaldo.

Beata Elisabetta Renzi, Virgem e Fundadora Festa: 14 de agosto

(*)Saludecio, Rimini, 19 de novembro de 1786 
(+)14 de agosto de 1859 
Elisabetta Renzi nasceu em Saludecio (RN) em 19 de novembro de 1786, em uma família abastada: seu pai, Giambattista Renzi, era avaliador, e sua mãe, Vittoria Boni, pertencia a uma família nobre de Urbino. Em 1791, a família mudou-se para Mondaino (RN). De acordo com o costume da época, ainda jovem, foi confiada às freiras Clarissas para receber uma educação humana e cristã adequada. Aos 21 anos, pediu para ingressar no Mosteiro Agostiniano de Pietrarubbia (PU). Em 1810, Napoleão suprimiu o mosteiro, e Elisabetta, a contragosto, foi obrigada a retornar para sua família. Passou quatorze anos em busca de respostas e angústia interior. Certo dia, enquanto cavalgava, foi derrubada do cavalo por um animal desgovernado. Levantou-se ilesa e interpretou a queda como um sinal de um chamado divino. Ela consultou seu diretor espiritual, Dom Vitale Corbucci, que a tranquilizou, indicando-lhe Coriano (Rimini), onde havia um "Conservatório", uma escola para as meninas mais pobres. Elisabetta chegou a Coriano em 29 de abril de 1824 e, em 1839, fundou a Congregação das Pias Mestras de Nossa Senhora das Dores. Ela faleceu em 14 de agosto de 1859 e foi beatificada pelo Papa João Paulo II em 1989.

Maximiliano Maria Kolbe Franciscano, Sacerdote, Fundador, Mártir, Santo 1894-1941

Presbítero e mártir. 
O carisma do apostolado de padre Kolbe
 foi marcado pelo amor infinito a Maria 
e pelas suas iniciativas na imprensa religiosa.
Maximiliano Maria Kolbe nasceu no dia 8 de janeiro de 1894, na Polónia, e foi baptizado com o nome de Raimundo. Sua família era pobre, de humildes operários, mas muito rica de religiosidade. Ingressou no Seminário franciscano da Ordem dos Frades Menores Conventuais aos treze anos de idade, logo demonstrando sua verdadeira vocação religiosa. No colégio, foi um estudante brilhante e actuante. Na época, manifestou seu zelo e amor a Maria fundando o apostolado mariano "Milícia da Imaculada". Concluiu os estudos em Roma, onde foi ordenado sacerdote, em 1918, e tomou o nome de Maximiliano Maria.

ORAÇÕES 14 DE AGOSTO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
14 – Sexta-feira – S. Maximiliano Maria Kolbe
Evangelho (Mt 19,3-12) “Os discípulos disseram a Jesus: “Se a situação do homem com a mulher é assim, não vale a pena casar-se”.
Essa foi a reação dos discípulos quando Jesus disse que o amor entre homem e mulher é para sempre. A resposta de Jesus foi clara: “Nem todos são capazes de entender isso, a não ser aqueles a quem é concedido.” Sem uma graça especial de Deus, o amor indissolúvel não é possível. Só olhando para o amor de Cristo por nós, é que um homem e uma mulher podem querer amar-se assim.
Oração
Senhor, eu vos louvo e a vós agradeço o amor que colocais no coração de tantos irmãos e irmãs. Eu vos peço por todos os casados, que seu amor seja grande, alegre e paciente. Que eles se amem tanto, que seu amor me ajude a entender um pouco mais vosso amor fiel e compassivo por todos nós. Dai-lhes a fidelidade alegre, guardai-os das armadilhas da facilidade descompromissada. Amém. 

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

REFLETINDO A PLAVRA - “Força da Palavra”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
O Espírito é para todos
 
Celebramos o dia da Bíblia, dia da Palavra escrita que alimenta a Palavra anunciada e vivida. Profetizar não é só falar o futuro. Ser profeta como Jesus, é anunciar a Palavra de Deus. Mostrar os caminhos de Deus. Falar em nome de Deus é ter capacidade de ouvir e segurança de anunciar. Jesus e Moisés, porque eram cheios do Espírito Santo, sabiam dar espaço para que Deus continuasse falando. Quem é do Espírito ouve a voz do Espírito onde Ele fala. Notamos que há muito fechamento na Igreja em ouvir o que fala o Espírito. Estamos bloqueando a Palavra porque toca nossos interesses e exige conversão. A Palavra anunciada está sempre exigindo mudanças radicais. A abertura à Palavra é condição para a mudança. O que nasceu do Espírito é do Espírito que é como o vento que sopra onde quer... Assim acontece com aquele que nasceu do Espírito (Jo 3,6.8). O mal que realizamos é opção pessoal e pode fazer muito mal aos outros, sobretudo aos humildes que Jesus chama de crianças; também a elas. Dizemos: sou livre, não admito censura. Certo! Mas quando prejudico as pessoas com meu mau procedimento ou ensinamento, eu devo suportar que me “tirem do ar”. Não é contra a liberdade. É respeito à liberdade do outro. Eu devo ser minha censura. Uma palavra ou atitude não boas ferem como balas. É mortífera. Podemos encontrar profetas cheios do Espírito Santo fora de nossos esquemas. Mas podemos encontrar falsos profetas entre os “bons” que só danificam. Melhor é jogar no fundo do mar, diz Jesus (Mc 9,42). A Palavra de Deus não tem dono. Seu dono é o Espírito Santo.
Responsabilidade de ser Palavra viva 
São Tiago faz uma séria advertência aos que abusam e exploram os pobres. O mal não é ter os bens, mas não saber viver a Palavra no meio das riquezas. Quando alguém se enriquece, a primeira coisa que faz é não ter mais tempo para Deus. Quem não dá tempo a Deus, não vai dar valor ao homem que consome sua vida no trabalho e lhe é negado o direito ao pagamento justo. O pobre gritará ao Senhor e Ele o ouvirá. Ser Palavra viva é deixar que o Espírito coloque nossa vida no caminho da Palavra de Deus vivida no concreto da vida. Preferimos uma religião distante da realidade. Por isso quem vive a Palavra é perseguido. A Palavra transforma nossas atitudes. Tiago toca em situações que se perpetuam: acúmulo de riqueza desmedida. A riqueza, diz Tiago, não pode ser fruto da exploração dos operários: “O salário dos trabalhadores que ceifaram vossos campos, e vós deixastes de pagar, está gritando, e o clamor chegou aos ouvidos do Senhor” (Tg 5,4). O luxo não enriquece. O que nos faz ricos é dar um copo d’água a quem nos pede (Mc 9.41). Jesus diz: “Se não sois fiéis no uso do dinheiro injusto, quem vos confiará o verdadeiro bem?”(Lc 16,11). 
Ajustando metas 
Jesus nos quer inteiros para Ele, pois só lhe damos pedaços. Nem o olho, nem o ouvido, nem os pés podem nos escandalizar, isto é, levar-nos ao mal. Não quer que nos mutilemos. Está dizendo que o pior escândalo, empecilho ao Reino de Deus vem de nós mesmos: de uma mão, de um pé e de um olho, isto é, das más ações, dos caminhos errados e do desejo de realidades más. Justamente aqui atua a conversão que atinge toda nossa vida. Se nos habituarmos em fazer o mal, poderemos preparar nossa ruína. Se buscarmos as boas ações, os bons caminhos e os bons projetos, construiremos o Reino de Deus e viveremos do Espírito que não é negado a ninguém. Celebrando o dia da Bíblia, tenhamos em nosso coração um lugar sagrado onde possamos guardar toda a semente da Palavra.
Leituras: Números 11,25-29; Salmo 18; 
Tiago 5,1-6; Marcos 9,38-43.45.47-48. 
1. A abertura à Palavra é condição para a mudança. 
2. Ser Palavra viva é deixar que o Espírito coloque nossa vida no caminho da Palavra. 
3. Jesus nos quer inteiros para Ele, pois só lhe damos pedaços. 
Conta de água 
Jesus estava sempre preocupado com que ninguém sofresse nada. Por que ele fala tanto do pobre, do doente, do faminto, da criança? Seu ambiente era repleto desses sofredores. Se em nosso mundo são tantos, imaginemos. Então Jesus se preocupa com a gostosura de um copo d’água. Ele dá uma satisfação muito grande. Como Ele não pode atender um por um, faz de nós suas mãos, seus pés, seus olhos, sua boca e seu coração misericordioso. Assim ninguém vai sofrer. E com tanto copo d’água, vai subir a conta. Oxalá! Mas quando colocamos como ponto de partida o necessitado, as soluções se fazem presentes. 
Homilia do 26º Domingo Comum (26.09.2021)

EVANGELHO DO DIA 13 DE AGOSTO

Evangelho segundo São Mateus 18,21-35.19,1. 
Naquele tempo, Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou-Lhe: «Se meu irmão me ofender, quantas vezes deverei perdoar-lhe? Até sete vezes?». Jesus respondeu: «Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. Na verdade, o Reino de Deus pode comparar-se a um rei que quis ajustar contas com os seus servos. Logo de começo, apresentaram-lhe um homem que devia dez mil talentos. Não tendo com que pagar, o senhor mandou que fosse vendido, com a mulher, os filhos e tudo quanto possuía, para assim pagar a dívida. Então, o servo prostrou-se a seus pés, dizendo: "Senhor, concede-me um prazo e tudo te pagarei". Cheio de compaixão, o senhor daquele servo deu-lhe a liberdade e perdoou-lhe a dívida. Ao sair, o servo encontrou um dos seus companheiros, que lhe devia cem denários. Segurando-o, começou a apertar-lhe o pescoço, dizendo: "Paga o que me deves". Então, o companheiro caiu a seus pés e suplicou-lhe, dizendo: "Concede-me um prazo e pagar-te-ei". Ele, porém, não consentiu e mandou-o prender, até que pagasse tudo quanto devia. Testemunhas desta cena, os seus companheiros ficaram muito tristes e foram contar ao senhor tudo o que havia sucedido. Então, o senhor mandou-o chamar e disse: "Servo mau, perdoei-te tudo o que me devias, porque mo pediste. Não devias, também tu, compadecer-te do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?". E o senhor, indignado, entregou-o aos verdugos, até que pagasse tudo o que lhe devia. Assim procederá convosco meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar a seu irmão de todo o coração». Quando Jesus acabou de dizer estas palavras, partiu da Galileia e foi para o território da Judeia, além do Jordão.
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santo Agostinho 
(354-430) 
Bispo de Hipona 
(norte de África), 
doutor da Igreja 
Sermão 83 
«Assim procederá convosco
 meu Pai celeste, 
se cada um de vós não perdoar 
a seu irmão de todo o coração» 
Todo o homem é devedor de Deus e todo o homem tem no seu irmão um devedor. De facto, só não tem dívidas com Deus quem não se encontra em pecado; e só não terá seu irmão por devedor quem nunca tiver sido ofendido por ninguém. Todos os homens são, pois, devedores e credores em simultâneo. Um mendigo pede-te esmola a ti, e tu és mendigo de Deus, porque todos somos, quando Lhe rezamos, mendigos de Deus: prostramo-nos à porta do nosso Pai de família (cf Lc 11,5s), suplicando-Lhe e lamentando-nos, desejosos de receber dele uma graça, e essa graça, é o próprio Deus. O que te pede o mendigo? Pede-te pão. E tu, o que pedes tu a Deus? Pedes Cristo, que disse: «Eu sou o pão vivo que desceu do céu» (Jo 6,51). Quereis ser perdoados? Perdoai: «Perdoai e sereis perdoados». Quereis receber? «Dai e dar-se-vos-á (Lc 6,37-38). Estejamos prontos para perdoar todas as faltas que cometerem contra nós, se queremos que Deus nos perdoe as nossas. Sim, verdadeiramente, se considerássemos os nossos pecados e passássemos em revista as faltas que cometemos, não sei se poderíamos adormecer sem sentir todo o peso da nossa dívida. Por isso, todos os dias apresentamos a Deus os nossos pedidos, todos os dias Lhe chegam aos ouvidos as orações que fazemos, todos os dias nos prostramos, dizendo: «Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido». Que dívidas queres que te sejam perdoadas? Todas, ou uma parte? Vais certamente responder: todas. Pois então, faz o mesmo com os teus devedores.

13 de agosto - Santa Dulce dos Pobres

 

Irmã Dulce morreu em 13 de março de 1992, pouco tempo antes de completar 78 anos. A fragilidade com que viveu os últimos 30 anos da sua vida, com a saúde abalada seriamente - tinha 70% da capacidade respiratória comprometida - não impediu que ela construísse e mantivesse uma das maiores e mais respeitadas instituições filantrópicas do país, batendo de porta em porta pelas ruas de Salvador, nos mercados, feiras livres ou nos gabinetes de governadores, prefeitos, secretários, presidentes da República, sempre com a determinação de quem fez da própria vida um instrumento vivo da fé.

13 de agosto - Beatos Mártires Claretianos de Babastro

O martírio dos 51 Missionários Filhos do Imaculado Coração de Maria (Claretianos) de Barbastro aconteceu durante os dias 2, 12, 13, 15 e 18 de agosto de 1936. A comunidade claretiana de Barbastro estava composta por 60 Missionários: 9 Padres, 12 Irmãos e 39 Estudantes prontos para receberem a ordenação sacerdotal. Na segunda feira, dia 20 de julho de 1936 a casa foi assaltada e revistada, sem nenhum sucesso, em busca de armas. Foram detidos todos seus membros. O Superior, Pe. Felipe de Jesus Munárriz, o Formador dos Estudantes, Pe. João Díaz e o Administrador, Pe. Leôncio Pérez, foram levados diretamente ao cárcere municipal. Os idosos e enfermos foram transladados ao Asilo ou Hospital. Os demais foram conduzidos ao colégio dos Escolápios, em cujo salão de atos ficaram fechados até o dia da execução.

Beatos Josep Tápies e seis Companheiros

“Os sete mártires sacerdotes da diocese de Urgell, Josep Tápies Sirvant, Pasqual Araguás Guárdia, Silvestre Arnau Pasqüet, Josep Boher Foix, Francesc Castells Brenuy, Pere Martret Moles e Josep Joan Perot Juanmartí, que hoje são declarados beatos, não só não atraiçoaram o Senhor mas, ao contrário, durante a sua vida difundiram incansavelmente o Reino de Deus. Desempenharam o ministério de párocos ou de sacerdotes dedicados à pastoral na paróquia de Pobla de Segur e em lugares vizinhos, dedicando-se completamente à tarefa da evangelização e procurando zelosamente a santificação das pessoas que a eles tinham sido confiadas. Souberam coroar a sua fidelidade a Jesus Cristo, a ponto de derramar o seu sangue, quando, no dia 14 de Agosto de 1936, na hora suprema, em fila diante do pelotão de execução, em uníssono aclamaram Deus com o grito Viva Cristo Rei! 
Cardeal José Saraiva Martins – Homilia de Beatificação – 29 de outubro de 2005

13 de agosto - São Benildo

Hoje celebramos São Benildo, e podemos nos perguntar: o que de especial fez este Irmão? Muitos diriam: nada de especial! Não escreveu brilhante obra, nem sofreu martírio, não fundou nenhuma congregação religiosa, tampouco foi enviado a cruzar o Oceano como missionário. Na verdade foi professor, jardineiro, cozinheiro, diretor de escola e de comunidade religiosa. E isto, tantos Irmãos fazem... Mas não foi o que ele fez, foi o modo como fez. Todas as suas atividades estavam envolvidas de profundo zelo, dedicação, amor... Fazia tudo como se fosse a primeira e a última vez e nisto encontrou o caminho para a santidade. Se alguém duvida da validade deste caminho, experimente passar vinte anos na mesma atividade, no mesmo lugar, sem novidades, mas ainda assim doar-se generosa e alegremente, cada dia, até o fim, e no último dia ainda pedir perdão e reconhecer que poderia ter sido melhor.

São Máximo, o Confessor , Teólogo Bizantino Festa: 13 de agosto

(*)Constantinopla, 580
(+)Schemaris (Lazica), 13 de agosto de 662 
Ele nasceu em Constantinopla, por volta de 580, em uma família nobre. Recebeu uma educação completa e serviu na corte imperial. Em 613, retirou-se para o mosteiro de Crisópolis. Mais tarde, foi encontrado na África, onde se opôs aos documentos sobre a única energia ou vontade em Cristo, com os quais os imperadores de Constantinopla buscavam acomodar os monófitos, comprometendo a integridade da natureza humana de Jesus. Em 645, realizou um debate público em Cartago que resultou em sua completa vitória. Em seguida, mudou-se para Roma, onde participou do Concílio de Latrão, que reafirmou a doutrina das duas energias ou vontades em Cristo. Em reação, o imperador mandou prender o Papa Martinho I e Máximo, transferindo-os para o Oriente.

SANTA FILOMENA

Filomena, mártir cristã?
 
O culto de Santa Filomena, acompanhado por todos os interrogativos sobre a sua identidade, tiveram origem em Roma, em 25 de maio de 1802, durante as escavações na Catacumba de Santa Priscila, na Via Salaria. Na época, foram descobertos os ossos de uma jovem, de treze ou quatorze anos de idade, e uma ampola contendo um líquido, que, se pensava, fosse o sangue da Santa. O lóculo estava fechado por três lajes de terracota, sobre a qual estava escrito: “LUMENA PAZ TE CUM FI”. Pensava-se que, por negligência, tivesse sido invertida a ordem dos três fragmentos, que remontavam entre os séculos III e o IV d.C. e que deveriam ser lidos assim: “PAX TE / CUM FI / LUMENA”, isto é, “A paz esteja contigo, Filomena”. Além do mais, os diversos sinais decorativos, em volta do nome, – sobretudo a palma e as lanças – levaram a atribuir estes ossos a uma mártir cristã dos primeiros séculos. Na época, de fato, achava-se que a maior parte dos corpos presentes nas Catacumbas remontava às perseguições do período apostólico.

São João Berchmans, jesuíta

“Faça bem o que deve fazer e, 
ao máximo, as mínimas coisas”! 
João, primogênito de cinco filhos, nasceu em uma humilde família de curtidores de couro flamengo. Com apenas 10 anos, sua mãe ficou gravemente doente: primeiro, foi confiada aos cuidados dos tios e, depois, internada em um asilo. No entanto, João tinha ideias claras: queria ser sacerdote. Começou a estudar latim na escola Diest, mas o dinheiro era pouco e teve deixar para aprender uma profissão. Na verdade, o autor desta escolha foi seu pai, que não queria que seguisse a sua vocação. Todavia, em contato direto com um filho Santo, seu pai mudou de ideia e aceitou que se tornasse sacerdote, logo após a morte da sua esposa, em 1616. Aqui, a Providência divina entrou em ação: o rapaz começou a prestar serviço na casa do Cônego Froymont, em Malines, onde, como tutor, assistia às jovens crianças da nobreza, ganhando o suficiente para continuar seus estudos.