domingo, 8 de fevereiro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Participar das coisas do Céu"

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Alimentai nosso espírito
 
A Quaresma tem um ritmo rico que nos mostra como viver a fé cristã, e qual é o resultado de nosso empenho e da graça de Deus sempre presente em nossa vida. Nessa Quaresma teremos a reflexão sobre as alianças de Deus com seu povo. Essas alianças têm sua máxima realização na pessoa de Jesus, em seu mistério Pascal, de sua morte e ressurreição. O primeiro domingo nos trouxe as tentações de Jesus. A tentação fez parte da vida de Jesus e faz parte da vida de seus discípulos que somos nós. Deixou um sentido de impotência ou risco diante do mal. No evangelho do segundo domingo temos o resultado da vitória sobre o mal por termos seguido Jesus. Ele sobe o monte e Se transfigura diante de seus discípulos. Essa cena maravilhosa nos remete à Ressurreição que nos anima na vitória contra o mal. Ali estão presentes Elias e Moisés, simbolizando a profecia e a lei. A nuvem envolve os discípulos. Significa a presença de Deus que dá garantia à missão do Filho. Não mais Moisés nem Elias serão os mestres do Povo, mas, de ora em diante, devem escutar o Filho: “Este é o meu Filho, o Escolhido. Escutai o que Ele diz” (Lc 9,35). Na oração da missa pedimos: “Alimentai nosso espírito com a vossa Palavra”. Abraão sentiu esse alimento na aliança que Deus fez com Ele prometendo uma grande descendência. Abraão vê a glorificação na multidão dos filhos como estrelas. Jesus mostrou sua glória como Pedro nos lembra em sua carta: “Pois Ele recebeu de Deus Pai honra e glória, quando uma voz vinda da sua glória lhe disse: ‘Este é meu Filho amado, em quem me comprazo’. Esta voz lhe foi dirigida do céu, ao estarmos com Ele no monte Santo” (2 Pd 9,17-19). 
Purificar o olhar da fé 
A fé não é somente o conhecimento espiritual de verdades eternas, mas exerce o papel purificador de nossa vida, de modo particular no modo de ver o mundo em todas suas realidades. Como estamos na Quaresma entendemos que o tempo é propício para revisar as muitas realidades que nos atingem. É tempo de purificação. Rezamos na oração da missa (coleta) “que seja purificado o olhar da nossa fé”. Esta nos levará a compreender que a fé não nos foi transmitida através de fábulas sutis, como nos diz Pedro, mas por termos sido testemunhas oculares de sua majestade (2 Pd 9,16), Na narrativa da aliança de Abraão, prometendo uma descendência, é realizado um sacrifício purificador, queimado com o fogo da presença de Deus. “Um braseiro fumegante e uma tocha de fogo passaram entre os animais divididos” (Gn 15,17). Purificar o olhar da fé é ver o mundo com os olhos de Deus, que são de misericórdia frutuosa. Ela gera filhos e um novo mundo, simbolizado na terra prometida: “Aos teus descendentes darei esta terra, desde o Egito ao Eufrates” (Id 18). 
Visão da glória 
Paulo em sua carta aos Filipenses nos ensina como vai se realizar a transformação de nosso corpo. Afirma primeiro que “somos cidadãos dos Céus, de onde aguardamos o nosso Salvador” (Fl 3,20). A condição não é uma dolorosa conquista de um futuro distante, mas o gozar desde já uma futura e garantida situação completamente renovada. Essa mudança se dá na “transformação de nosso corpo humilhado que Ele transformará semelhante ao seu corpo glorificado” (Id 21). Essa mudança Ele a fará “com o mesmo poder que tem de sujeitar a si todas as coisas” (id). Nessa condição estamos vivendo a aliança de Cristo Ressuscitado. Ele é transformado, não num brilho transitório, mas definitivo de glória. Por isso estamos na visão de sua glória, desde já, pois mudamos o mundo. 
Leituras: Gênesis 15,5-12.17-18; Salmo 26;
Filipenses 3,17-4,1;Lucas 9,28b,36. 
1. Alimentai nosso espírito com a vossa Palavra. 
2. Purificar o olhar da fé é ver o mundo com os olhos de Deus.
3. Por isso estamos na visão de sua glória, desde já, pois mudamos o mundo. 
Trocando de roupa 
Quando vemos uma pessoa vestida de padre, freira ou co uma túnica, temos sempre uma memória de santidade. Mas a roupa não faz o monge. Mas a gente não se desliga desse sinal exterior. Há os que pensam que a roupa e outros, os fazem melhores que os outros, tanto na Igreja, como nos negócios etc... Mas Jesus foi mais claro e quer que demonstremos a santidade pelas obras. Nada de lobo vestido de ovelha. Então vemos que Jesus tem essa modificação exterior quando deixa vir fora seu interior que era sua união ao Pai. Ele fez isso para que os discípulos não vissem em sua humanidade destruída pela morte como um fim. Sabiam que Ele era mais do que se via. A nós é dada a direção para nossa vida: que nossas boas obras sejam nossa roupa que faz brilhar o Deus que está em nossa vida. 
Homilia do 2º domingo da Quaresma (17.03.2019)

EVANGELHO DO DIA 08 DE FEVEREIRO

Evangelho segundo São Mateus 5,13-16. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Vós sois o sal da Terra. Mas se ele perder a força, com que há de salgar-se? Não serve para nada, senão para ser lançado fora e pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte; nem se acende uma lâmpada para a colocar debaixo do alqueire, mas sobre o candelabro, onde brilha para todos os que estão em casa. Assim deve brilhar a vossa luz diante dos homens, para que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem o vosso Pai que está nos Céus». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Hildegard de Bingen 
(1098-1179) 
Abadessa beneditina,
doutora da Igreja 
Livro das obras divinas, cap. 6 
Os verdadeiros crentes são a luz do mundo 
Nas expansões do seu coração, os verdadeiros fiéis consideram a grandeza da omnipotência divina, constatam a instabilidade do seu espírito e a debilidade do seu coração, e moderam todos os seus atos, a fim de não perderem o equilíbrio, excedendo a justa medida nas necessidades superiores ou inferiores, conforme a recomendação de São Paulo aos seus fiéis: «Fazei tudo sem murmurar nem discutir, para serdes irrepreensíveis e puros, filhos de Deus sem mancha, no meio duma geração perversa e depravada, onde brilhais como estrelas no mundo, ostentando firmemente a palavra da vida» (Fl 2,14-16). O homem está como que numa encruzilhada: se procurar na luz a salvação que vem de Deus, obtê-la-á; se escolher o mal, seguirá o demónio para o castigo. Com efeito, o homem deve suportar a sua natureza e todas as suas obras sem murmúrios, sem as deformações do pecado, sem contestações, comportando-se como um verdadeiro crente. Se amar o bem e odiar o mal, não porá em risco a sua libertação no dia do juízo final, altura em que será separado de todas as criaturas que se desviaram do bem, abraçando o mal. Aqueles que assim operam, procurando não ferir ninguém, vivem como filhos de Deus, na simplicidade das suas boas obras, evitando murmúrios, contestações e emoções negativas, que são típicos do mundo comum. Insensíveis às armadilhas da sedução, incentivam a estima daqueles que se congratulam pelo sua coragem no meio de uma geração depravada e perversa. Na perfeição da sua verdadeira fé, brilham como os astros cuja missão é iluminar o mundo, conforme a decisão do Criador do Universo; e, através de uma doutrina que encarna na vida, converterão muitos homens a Deus: foi assim que o Filho de Deus, que era sem pecado, iluminou a todos.

08 de fevereiro - Beata Esperança de Jesus

Madre Esperança tinha uma “fé ilimitada” com a qual “atravessou as escuras galeria do mal, da incompreensão e da humilhação, saindo purificada e fortalecida em seus propósitos”. Cardeal Ângelo Amato A Madre Esperança de Jesus nasceu em Vereda del Molino, Murcia (Espanha) no dia 30 de setembro de 1893, seu nome de batismo foi Maria Josefa Alhama Valera, era a mais velha de nove irmãos de uma humilde família de Siscar e viviam em uma pequena casa construída com barro. Devido à sua situação de pobreza, não recebeu uma educação escolar. Desde muito jovem serviu na casa de um rico comerciante de Santomera, onde seus filhos lhe ensinaram a ler e escrever, a religiosa sempre recordou este gesto e estava agradecida por isso. Dos fatos que marcaram sua infância, destacam-se a misteriosa visita que a pequenina recebeu aos doze anos: “Estava na casa do tio Padre, ouvi tocar a campainha, desci e vi uma freira muito bonita, que nunca tinha visto antes. Fiquei admirada por ver que não trazia sacola para receber esmola; pensei, de fato, que fosse uma freira mendicante e lhe disse logo: ‘Irmã, onde guarda as coisas que lhe dou se nem sacola tem?’ E ela respondeu: ‘Menina, não foi para isso que vim’! ‘Mas deverá estar cansada da viagem? Pegue uma cadeira’. ‘Não estou cansada’. ‘Com este calor, deverá ter sede!’ ‘Não tenho sede’. ‘Então o quer de mim?’ E, ela me disse: ‘ Vê, menina: eu vim lhe dizer da parte do bom Deus que tu deverás começar onde eu terminei’. E me falou demoradamente da devoção ao Amor Misericordioso que eu teria de difundir por todo o mundo.Depois de certo momento, me virei e a freira não estava mais”. Esta religiosa era santa Teresinha do Menino Jesus.

08 de fevereiro - Santo Estevâo de Grandmont

Estevão nasceu em Thiers, em 1046 era filho do visconde feudal local; aos doze anos, acompanhou o pai em uma peregrinação ao túmulo de São Nicolau em Bari, mas quando chegou, ficou doente, e seu pai foi forçado a confiá-lo aos cuidados do arcebispo de Benevento, Milone. Por doze anos, ele ficou com o arcebispo e, assim, teve a oportunidade de aprender sobre a vida de um grupo de eremitas da Calábria. Impressionado com o exemplo, ele decidiu imitá-los: ele teve seu projeto aprovado pelo papa Alexandre II e, depois de mais quatro anos, retornou ao seu país natal. No entanto, essa primeira parte da Vida é insegura e contraditória em datas, porque, de fato, as relíquias de São Nicolau foram transportadas para Bari em 1087, enquanto Milone foi arcebispo de Benevento de 1074 a 1076; além disso, o relato diz que Stefano se tornou um eremita em Muret. Em 1076, aos 30 anos, ele abandonou sua herança para viver como eremita nas montanhas Ambazac, em Limousin. Estevão ficou lá por quarenta e seis anos, levando uma vida de extrema austeridade. Os discípulos também chegaram e, no final de sua vida, a comunidade mudou-se para um mosteiro em Muret, onde ele levou uma vida de extrema pobreza, semelhante em regra aos cartuxos e aos camaldolenses (de acordo com Estevão, não havia necessidade de um novo regra escrita, uma vez que não existe outra regra senão o Evangelho de Cristo). Estevão, comparando seu estilo de vida ao de uma prisão, disse a seus discípulos: Se você vier aqui, será pregado na cruz e perderá seu poder acima dos olhos, acima da boca e acima dos outros membros, ...., se você for a um grande mosteiro com belos edifícios, encontrará animais e grandes propriedades, mas aqui você só terá pobreza e cruz.

Santa Cointa(Quinta), Virgem e Mártir - 8 de fevereiro

Cointa (Coynta ou Quinta), pertence ao grupo que o Martirológio de Floro menciona em 20 de fevereiro com o título geral de "os Mártires de Alexandria". A fonte de informação de Floro é o historiador Eusébio, mas segundo ele, o escritor de "Vetus romanum" (ou seja, Adón) distribuiu por sua conta os mártires do grupo em muitos dias do ano. Assim, encontramos Metras ou Metrano em 31 de janeiro, encontramos Cointa e depois encontraremos Apolônia ou Apolila. Segundo Adón, o Martirológio Romano menciona o nome de Cointa no dia 8 de fevereiro, com uma nota manifestamente inspirada em Eusébio ("Hist. Eccl.", L.6, c. 41). O mesmo nome aparecia um pouco mudado em outras datas, por exemplo, Greven também nomeia Tonita ou Cointa, virgem e mártir da Alexandria, no dia 15 de janeiro. Em outro lugar, Cointa figura no dia 21 de agosto, como “nobre de Alexandria”. O célebre historiador eclesiástico Eusébio de Cesaréia cita uma carta do Bispo de Alexandria, São Dionísio, a Fabiano, Bispo de Antioquia, sobre o derramamento de sangue de muitos mártires em Alexandria do Egito, sob o Imperador Décio. A passagem de Eusébio é um extrato daquela carta que narra os combates heroicos dos mártires naquela cidade durante a perseguição de Décio. "Os perseguidores - diz a carta - conduziram uma mulher cristã, que se chamava Quinta, ao templo pagão e queriam forçá-la a adorar os ídolos.

Santo Honorato de Milão, Bispo-Festa: 8 de fevereiro -† 571

Bispo de Milão de 560 a 571, amava sua diocese e desejava paz. Quando os lombardos de Alboin entraram em Milão em 569, ele se mudou com parte do clero para Gênova, para proteger a população da violência dos bárbaros. Seu gesto foi inspirado no de Eusébio, bispo de Milão cem anos antes, que havia deixado a cidade com a chegada de Átila. Infelizmente, Honorato morreu alguns meses após sua fuga e o perigo lombardo continuou por décadas. Atualmente, ele repousa na basílica de Sant'Eustorgio. 
Martirógio Romano: Em Milão, deposição de São Honorato, bispo, que, sob ameaça da invasão lombarda, salvou grande parte da população ao buscar refúgio em Gênova. 
Santo Honórato, vigésimo nono bispo de Milão (560-571). Sua festa é em 8 de fevereiro, mas foi celebrada por algum tempo no dia 26 do mesmo mês. Ele amava sua diocese e se alegrava quando, acompanhando seus convidados para visitar a basílica de San Lorenzo, exclamavam: "Ela supera em beleza quase todas as igrejas da Itália". Ele desejava a paz e, quando os lombardos de Alboin entraram em Milão em 3 de setembro de 569, mudou-se com parte do clero para Gênova. Ele pensava que o bárbaro não se enfurecia contra a população, os pobres, que lhe foram confiados como pastores.

08 de fevereiro - Beata Josefina Gabriella Bonino

Religiosa fundadora das
 Irmãs da Sagrada Família. 
Beatificada em 1995.
O amor de Cristo Bom Pastor encontrou uma expressão única na vida de Josefina Gabriella Bonino, fundadora das Irmãs da Sagrada Família de Savigliano. Seu carisma era de caridade familiar, aprendido e praticado sobretudo vivendo com os pais até a idade adulta e depois seguindo o chamado do Senhor na vida consagrada. Da família como Igreja doméstica para a comunidade religiosa como uma família espiritual, a fim de resumir sua rota humilde, escondida, mas portadora de um valor inestimável: o da família, um ambiente extraordinário de amor nas coisas comuns. Josefina Gabriella, filha exemplar - ajudou seu pai e sua mãe até a morte - tornou-se mãe de inúmeras meninas e moças sem família. Sua proposta de vida, prolongada no Instituto, constitui uma mensagem muito atual para a nossa sociedade: todo homem que vem ao mundo tem fome de amor e não de pão e tem direito a uma família e a comunidade cristã é chamada a ir ao encontro das situações de necessidade que inevitavelmente surgem. Papa João Paulo II – Homilia de Beatificação – 07 de maio de 1995 A vocação religiosa da Beata Josefina Gabriella Bonino foi uma feliz combinação da oração contemplativa e do compromisso ativo na vinha do Senhor, entre as pessoas e para as pessoas.

Jerónimo Emiliano Convertido e penitente, Santo 1481-1537

Ex-militar. Fundou em Somasca 
uma congregação de clérigos 
destinada a ajudar os órfãos e as prostitutas.
A Providência serviu-se do extraordinário espírito de penitência de um pecador para fazer germinar prodigiosa obra de amparo aos pobres, órfãos e doentes, bem como recuperação de mulheres de má vida 
Para opor-se às nefastas influências do Renascimento e do protestantismo no século XVI, a Providência suscitou uma plêiade de grandes Santos que agiram nos mais variados campos da actividade humana. Um deles foi São Jerónimo Emiliani, do patriciado de Veneza, senador da República, militar brilhante e valoroso, que tudo deixou para amparar e dar formação cristã aos órfãos das inúmeras guerras e pestes do tempo. Sua festa comemora-se a 8 de fevereiro. Oriundo de uma família nobre que havia já dado ilustres membros à Igreja, ao Senado e às armas da Sereníssima República de Veneza, Jerónimo nasceu naquela cidade marítima em 1481. Seu pai, senador, tinha pouco tempo para dedicar à sua educação, que foi entregue à sua mãe. Piedosa e meiga, Dona Eleonora soube incutir no coração do menino profundas sementes de Religião, que mais tarde dariam fruto. Mas foi o nobre amor às armas, herdado de seus antepassados, que teve a preferência do pequeno Jerónimo, de tal sorte que já aos 15 anos, pouco depois de perder o pai, ele se alistava no exército da República veneziana.

JOSEFINA BAKHITA Religiosa sudanesa, Santa (1869-1947)

Escrava sudanesa resgatada pelo cônsul italiano.
Religiosa canossiana em Schio (Itália).
Primeira sudanesa canonizada (2000).
Irmã Josefina Bakhita nasceu no Sudão (África), em 1869 e morreu em Schio (Vicenza-Itália) em 1947. Flor africana, que conheceu a angústia do rapto e da escravidão, abriu-se admiravelmente à graça junto das Filhas de Santa Madalena de Canossa, na Itália. 
A irmã morena 
Em Schio, onde viveu por muitos anos, todos ainda a chamam«a nossa Irmã Morena». O processo para a causa de Canonização iniciou-se doze anos após a sua morte e no dia 1 de dezembro de 1978, a Igreja emanava o Decreto sobre a heroicidade das suas virtudes. A Providência Divina que «cuida das flores do campo e dos pássaros do céu», guiou esta escrava sudanesa, através de inumeráveis e indizíveis sofrimentos, à liberdade humana e àquela da fé, até a consagração de toda a sua vida a Deus, para o advento do Reino. 
Na escravidão Bakhita não é o nome recebido de seus pais ao nascer. O susto provado no dia em que foi raptada, provocou-lhe alguns profundos lapsos de memória. A terrível experiência a fizera esquecer também o próprio nome. Bakhita, que significa «afortunada», é o nome que lhe foi imposto por seus raptores. Vendida e comprada várias vezes nos mercados de El Obeid e de Cartum, conheceu as humilhações, os sofrimentos físicos e morais da escravidão.

ORAÇÕES - 08 DE FEVEREIRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
8 – 5º Domingo do Tempo Comum
Evangelho (Mt 5,13-16) “Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal perde seu sabor, com que poderá salgar-se?
Todos sabemos que o sal preserva da corrupção e dá sabor aos alimentos. Isso já bastaria para nos fazer perceber o tamanho de nossa responsabilidade. Há mais, porém. Na antiguidade, entre muitos povos, o sal simbolizava o alimento partilhado, a amizade entre as pessoas. E mais. Entre os hebreus (Lv 2,13) e também entre outros povos, devia-se salgar o que era oferecido em sacrifício a Deus. Dar sabor, conservar, unir, tornar a oferta agradável: para isso servia o sal. Se somos o sal da terra, para isso temos de servir. Se ainda falta solidariedade, amizade e partilha no mundo, se tantos ideais apodrecem ao nosso redor, se a vida perde sabor, não será talvez por ainda não sermos, ou já não sermos, o sal que deveríamos ser? E não esqueçamos que só o poder de Cristo pode fazer-nos sal novamente.
Oração
Senhor, fico honrado e espantado com a missão que me confiais. Ajudai-me, então, a afastar a corrupção do pecado, mas principalmente fazei que minha presença possa dar sabor à vida dos que me rodeiam. Dai-me muito amor, para ser em toda parte fator de união entre meus irmãos. Auxiliai-me com a vossa graça, para que eu viva de tal modo que todos os meus atos e pensamentos sejam uma oferta agradável para vós. Ajudai-me, para que em toda a parte seja sal, de sabor inconfundível, sempre com o gosto da verdade e da sinceridade. Sem querer adocicar a vida, ardendo nas feridas para as curar. Para isso, Senhor, aumentai minha união convosco, ajudai-me para que minha vida seja coerente com minha fé. E, na medida necessária, purificai-me. Amém.

sábado, 7 de fevereiro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “A luta contínua”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Luta permanente
 
Iniciamos a leitura do capítulo V da Exortação Apostólica - Gaudete et Exultate - de Papa Francisco sobre a santidade. Nela o Papa analisa o processo da santidade à qual somos chamados. Esta Exortação nos ensina como viver. Constata que “a vida cristã é uma luta permanente. Requer-se força e coragem para resistir às tentações do demônio e anunciar o Evangelho” (GE 158). Não é peso, mas é um esforço organizado para libertar-nos dos males e organizar a vida espiritual a partir da graça. Esta deve penetrar a vida e orientar as atitudes. O Papa aprofunda o conhecimento dessa batalha dizendo que não “se trata apenas de uma luta contra o mundo e a mentalidade mundana”. Não é também a luta contra a própria fragilidade e defeitos. “Mas é a luta constante contra o demônio, que é o príncipe do mal” (GE 159). Dizem que a grande vitória do demônio é convencer-nos de que ele não existe. Essa vitória é possível. Jesus dizia que “via Satanás cair do céu como um relâmpago” (Lc 10,18). Claro que essa questão não está ligada ao modo como estamos acostumados a ver apresentado Satanás. Sua personificação pode prejudicar a compreensão do mal que nos cerca e nos invade. Vemos através da história quantas figuras temos de tentador, a partir da serpente que tentou Eva. Fazemos caricatura do diabo, mas ele continua sua ação no mundo usando os filhos de Deus. Corremos o risco de ficarmos no folclórico a respeito do Maligno e descuidarmo-nos de sua realidade e ação no mundo. As tentações de Jesus mostram claro que o mal nos ataca através do ter, do poder e do prazer.
Remédio para a carne
Rezamos no Pai Nosso professando a existência do mal que nos cerca: “Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do Maligno” (ou do mal) (Mt 6,13). Na Ceia Jesus reza: “Não peço que os tires do mundo, mas que os guarde do Maligno (ou do mal) (Jo 17,15). Jesus sofreu a tentação, como lemos na carta aos Hebreus: “Ele mesmo foi provado em tudo como nós, com exceção do pecado” (Hb 4,15). Não se trata de um mito ou de um folclore. Faz parte da condição humana passar pela tentação do mal. O Papa Francisco chama atenção: “Não admitiremos a existência do demônio, se nos obstinarmos a olhar a vida com critérios empíricos e sem uma perspectiva sobrenatural” (GE 160). Como entender o mal que praticamos, que destrói tanta gente, somente como questões humanas? O combate com o “inimigo” não se faz somente com instrumentos humanos, mas com a força da graça. A tentação é forte. Por isso somos chamados à prática espiritual como dizia Jesus: “tem certo tipo de demônio que só com muito jejum e oração pode ser tirado” (Mt 17,21). O empenho na caridade ocupa nosso tempo, fortalece nossa disposição e nos leva a vencer os males: “Se teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer, se tiver sede, dá-lhe de beber....Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem” (Rm 12,20-21).
Sabor da fruta 
A tentação tem sabor agradável e desperta desejos dos olhos (Gn 3,6). São Pedro diz em sua carta que o adversário ”como um leão a rugir, anda a rondar-vos, procurando a quem devorar. Resisti-lhe firmes na fé” (1Ped 5,8-9). O Papa Francisco lembra: “Então, não pensemos que seja um mito, uma representação, um símbolo, uma figura ou uma ideia” (GE 161). Encontramos a tentação no belo jardim de Deus que é o mundo. Deus disse a Caim: “Se praticares o bem, sem dúvida alguma poderás reabilitar-te. Mas se procederes mal, o pecado está a tua porta, espreitando-te; mas tu deverás dominá-lo” (Gn 4,7).
ARTIGO PUBLICADO EM MARÇO DE 2019

EVANGELHO DO DIA 07 DE FEVEREIRO

Evangelho segundo São João 19,28-37. 
Naquele tempo, sabendo que tudo estava consumado e para que se cumprisse a Escritura, Jesus disse: «Tenho sede». Estava ali um vaso cheio de vinagre. Prenderam a uma vara uma esponja embebida em vinagre e levaram-Lha à boca. Quando Jesus tomou o vinagre, exclamou: «Tudo está consumado». E, inclinando a cabeça, expirou. Por ser a Preparação da Páscoa, e para que os corpos não ficassem na cruz durante o sábado – era um grande dia, aquele sábado –, os judeus pediram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas e fossem retirados. Os soldados vieram e quebraram as pernas ao primeiro, depois ao outro que tinha sido crucificado com Ele. Ao chegarem a Jesus, vendo-O já morto, não Lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados trespassou-Lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água. Aquele que viu é que dá testemunho e o seu testemunho é verdadeiro. Ele sabe que diz a verdade, para que também vós acrediteis. Assim aconteceu para se cumprir a Escritura, que diz: «Nenhum osso lhe será quebrado». Diz ainda outra passagem da Escritura: «Hão de olhar para aquele que trespassaram». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Boaventura 
(1221-1274) 
Franciscano, 
doutor da Igreja 
 A Árvore da Vida, 29-30. Opera omnia 8, 79 
Eis o coração que tanto amou os homens 
Contempla, ó homem que foste salvo, Aquele que por ti foi pregado na cruz. Levanta-te, tu que amas a Cristo, sê «como a pomba que faz o ninho na borda dos precipícios» (Jer 48,28); aí, como o passarinho que encontrou a sua morada (cf Sl 84,4), vigiarás permanentemente, e como a toutinegra abrigarás os teus filhinhos e estenderás a boca para beber água «das fontes da salvação» (Is 12,3). Com efeito, essa é a fonte que, brotando no meio do Éden, se divide em quatro braços (cf Gn 2,10) e cujas águas, derramadas nos corações dos fiéis, irrigam e fecundam a Terra. Corre, pois, até essa fonte de vida e de luz com vivo desejo, sejas tu quem fores, e, no teu amor a Deus, grita-Lhe com toda a força do teu coração: «Ó beleza inefável do Altíssimo, esplendor puríssimo da luz eterna, vida que vivificas toda a vida, claridade que iluminas toda a luz e conservas em eterno fulgor os diversos astros que brilham diante do trono da tua divindade desde o início dos tempos! Ó torrente eterna e inacessível, límpida e suave, cuja fonte está escondida aos olhos de todos os mortais! A tua profundeza é sem fundo, a tua altura sem limites, a tua largura sem margens, a tua pureza sem qualquer mancha. É de Ti que emana o rio que "alegra a cidade de Deus" (Sl 46,5), para que Te cantemos hinos de ação de graças, "entre as vozes de louvor e de alegria da multidão em festa" (Sl 42,5), pois sabemos por experiência que "em Ti está a fonte da vida e é na tua luz que vemos a luz" (Sl 36,10)».

07 de fevereiro - Beato Alfredo Cremonesi

Alfredo nasceu em Ripalta Cuerina, diocese de Cremona, em 16 de maio de 1902. Desde pequeno, foi acometido pela doença de linfatismo, que parecia que iria levá-lo à morte em breve tempo. Pelo contrário, por intermédio de Santa Teresina do Menino Jesus, como ele mesmo afirma, ficou completamente curado. Esta intervenção milagrosa suscitou no menino o desejo de tornar-se missionário, apóstolo do Evangelho entre os não cristãos. Alfredo foi ordenado sacerdote aos 23 anos de idade, em 12 de outubro de 1924, e, durante um ano, foi professor no Seminário de Gênova. A seguir, realizando seu sonho, foi enviado como missionário a Taungngu, na Birmânia. Ao despedir-se de seus pais, disse-lhes: "nos vemos no Paraíso", pensando que nunca mais voltaria para casa, para seguir sua vocação de apóstolo do Evangelho. De fato, ele nunca mais regressou ao seu país.

07 de fevereiro - Beata Clara Ludovica Szczęsna

Madre Clara Szczęsna foi adornada de virtudes heroicas e era um autêntico exemplo de amor a Jesus e ao seu Coração misericordioso. Uma de suas coirmãs testemunha: “A nossa Madre nos iluminava com as suas virtudes e, sobretudo, nos edificava com a piedade e a humildade”. Outra Irmã, que a sucedeu na direção geral da Congregação, Madre Ignacia, afirma que a sua atitude era fundada em uma fé robusta, herdada da sua família, em uma viva esperança, que se manifestava na calma e na submissão à vontade de Deus, e no amor, que se evidenciava no zelo pela glória de Deus e na solicitude do serviço ao próximo”. 
Cardeal Ângelo Amato – 27 de setembro de 2015 
Ludovica Szczęsna nasceu em 18 de julho de 1863, em Cieszki, na diocese polonesa de Płock, a última de seis filhos de uma família pobre, mas piedosa. Sua mãe a levava sempre para rezar diante da uma imagem de Nossa Senhora milagrosa. Com 17 anos, rejeitou a proposta de casar.

07 de fevereiro - Beato Anselmo Polanco (Agostiniano)

"Irmão, servo de Deus, praticou a fé." 
Estas palavras do Apóstolo Paulo encontram seu cumprimento nos novos Beatos Anselmo Polanco, Bispo de Teruel, e Felipe Ripoll, seu Vigário Geral. 
Anselmo Polanco, um religioso agostiniano, escolheu como lema episcopal: 
"É de bom grado gastar e ser gasto para as vossas almas”. 
Como uma premonição no dia da sua entrada na diocese disse: "Eu vim para dar minha vida por minhas ovelhas". Portanto, juntamente com Felipe Ripoll, ele queria ficar ao lado de seu rebanho no meio dos perigos e somente pela força foi separado dela. Os novos Beatos, confrontados com a escolha de abandonar as exigências da fé ou morrer por ela, fortalecidos pela graça de Deus, colocaram o próprio destino em suas mãos. Os mártires renunciaram à sua defesa, não porque eles davam pouco valor à vida, mas por seu amor total por Jesus Cristo. Os habitantes de Teruel, os de Palencia e os Agostinianos regozijam-se hoje com toda a Igreja por esta beatificação. 
Papa João Paulo II - Homilia de beatificação 
01 outubro de 1995 

São Ricardo, Rei dos Ingleses:Dia festivo: 7 de fevereiro-† Lucca, 722

Ricardo, nobre inglês do século VIII, foi pai de três santos: Vilibaldo, Vunibaldo e Valburga, evangelizadores na Alemanha. Este homem de oração tinha grande veneração pela Sagrada Família. Ao peregrinar a Roma, faleceu no caminho de volta, em Luca, onde foi sepultado na igreja de São Frediano. 
A tradição atribui-lhe o título de rei, embora provavelmente fosse apenas de família nobre, originária de Wessex. O que se sabe com certeza é que Ricardo foi pai de três santos: Willibald, mais tarde bispo de Eichstatt, Wunibald, abade de Heidenheim, e Walburga. Com os dois primeiros, Ricardo partiu em peregrinação para Roma em 720, atravessando o Canal da Mancha, subindo o Sena até Rouen e visitando vários santuários franceses. Sua jornada terminou em Lucca em 722, enquanto, como peregrino, seguia para os túmulos dos Apóstolos em Roma.
Etimologia: Riccardo = poderoso e rico, do provençal
Martirológio Romano: Em Lucca, o sepultamento de São Ricardo, pai dos Santos Willibald e Walburg, que, em peregrinação da Inglaterra a Roma com seus filhos, faleceu durante a viagem.

Beata Ana Maria Adorni – 7 de fevereiro

Nascida em 19 de junho de 1805 em Fivizzano, no território da atual diocese de Pontremoli, Ana Maria teve como pais Mateus Adorni e Antonia Zanetti, cristãos piedosos, que quatro dias após seu nascimento tiveram sua filha regenerada em Cristo pelo Batismo, educando-a de acordo com os ensinamentos da fé. Ansiosa para anunciar o nome de Cristo, aos sete anos, ela saiu de casa com uma companheira, com a intenção de chegar às Índias para salvar almas. Imediatamente de volta a casa, ela foi formada especialmente por sua mãe para dirigir sua vida de acordo com o Evangelho. Aos 15 anos, sofreu com a morte de seu pai. Queria ser monja capuchinha, mas se submeteu à vontade de sua mãe e casou-se em 18 de outubro de 1826 com Antônio Domenico Botti, adido da Casa Ducal de Parma, a quem deu seis filhos, todos mortos em uma idade precoce, com exceção de Leopoldo, que abraçou a vida monástica na Ordem Beneditina. "Basta amar muito", dizia a futura beata sobre o matrimônio. "Todos os maridos seriam bons se as mulheres fossem sempre detalhistas e prestativas", dizia. "Ela acreditava que os filhos eram um dom, verdadeiramente os formou para que fossem ao céu, no sentido da oração, fé, do passar deste mundo para a casa do Pai", disse seu postulador.

São Máximo de Nola Bispo-Dia festivo: 7 de fevereiro-século III

Primeiro bispo da cidade campaniana, foi um homem de fé e caridade que fez tudo o que pôde para proteger seus fiéis durante a perseguição de Décio. Reduzido à beira da morte pela fome e pelo frio, foi salvo por São Félix, que o reanimou com o suco de uma uva milagrosa e o confiou aos cuidados de uma mulher piedosa. Máximo morreu em 7 de fevereiro de um ano não especificado do século III, e seu túmulo tornou-se local de peregrinação. Seu corpo foi roubado de Benevento em 715 para salvá-lo de ataques armados e, posteriormente, confiado aos monges de Montevergine. 
Martirológio Romano: Em Nola, na Campânia, São Máximo, bispo, que em tempos de perseguição governou a Igreja desta cidade e, após uma longa vida, morreu em paz. 
Ele é o primeiro bispo da antiga Igreja de Nola, da qual temos informações certas, embora indiretas. Sua memória está intimamente ligada à de outro santo de Mola, mais renomado, Félix, o Sacerdote, celebrado por São Paulino em sua obra clássica Carmina Natalicia. O Martirológio Romano estabeleceu sua comemoração, desconhecida até a Antiguidade, em 15 de janeiro, precisamente por ser posterior à festa de São Félix, enquanto a Igreja de Nola o celebra em 7 de fevereiro.

Santa Juliana Viúva-Dia festivo:7 de fevereiro-século IV


Virgem que viveu e morreu em Florença (Itália). 
O relicário de São Petrônio em Bolonha retrata Santa Juliana, uma nobre viúva bolonhesa que doou sua riqueza para a construção da igreja de Santo Stefano. A identificação dessa santa é controversa, mas é possível que se trate de uma nobre viúva bolonhesa que doou sua riqueza para a construção da igreja, embora não seja possível estabelecer com certeza se é a mesma mulher que auxiliou na remoção dos corpos dos protomártires bolonheses e construiu a Basílica de São Lourenço em Florença. 
Martirológio Romano: Em Florença, Santa Juliana, viúva. 
O precioso relicário de São Petrônio, preservado no museu de Santo Stefano, retrata a cena de Santa Juliana doando ao futuro padroeiro de Bolonha o necessário para a fundação e construção da igreja. A identificação dessa santa é controversa: alguns estudiosos acreditam ser Anicia Juliana, cunhada de Petrônio, enquanto outros defendem que se trata de Juliana de Florença, amiga de Ambrósio. A tradição bolonhesa afirma que Juliana era uma viúva nobre da cidade que doou sua riqueza para a construção de Santo Stefano. O autor da Vida de São Petrônio, do século XIII, declara que a santa construiu a igreja em honra de Jesus Cristo e que seu corpo está sepultado na capela dedicada a ela.

São Lourenço Maiorano, Bispo de Siponto-Dia festivo: 7 de fevereiro

Bispo em Siponto (Itália) no tempo da aparição 
de São Miguel Arcanjo no Monte Gargano. 
Mandou ali construir uma capela em sua honra.
(*)Constantinopla, século V
(✝︎)Siponto, Manfredonia, 
7 de fevereiro de 545 ca. Nascido em Constantinopla, foi eleito bispo de Siponto, cidade estratégica devido à sua posição no litoral. Em 490, o Arcanjo Miguel apareceu a um senhor do Monte Gargano, convidando-o a consagrar uma gruta ao culto cristão. No ano seguinte, Lourenço buscou o conselho do Papa Gelásio I, que lhe ordenou que ocupasse a gruta e a consagrasse. Ele morreu em Siponto em 7 de fevereiro, provavelmente em 545. 
Martirológio Romano: Em Manfredonia, na Apúlia, São Lourenço, bispo. 
A figura do santo bispo de Siponto deu origem a duas versões de sua "Vita", que se sobrepuseram ao longo do tempo, gerando alguma confusão, especialmente quanto à época de sua origem. Mesmo renomados hagiógrafos, como Jean Bolland, jesuíta belga do século XVII que fundou a Companhia de Jesus responsável pela publicação dos "Acta Sanctorum", conhecida como Companhia de Jesus, e Francesco Lanzoni de Faenza (1862-1929), especialista em dioceses italianas antigas, discordaram sobre qual das duas versões era cronologicamente a mais antiga e qual era a mais verídica.