sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Pai amoroso”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Reerguestes o mundo decaído
 
A liturgia no Tempo Comum leva-nos a penetrar no Mistério de Cristo, guiados pelo Espírito. Não vivemos a monotonia de textos que se seguem. Mas é uma permanente catequese vivenciada como apropriação do texto bíblico para torná-lo. É a missão do pedagogo, como nos ensinam os antigos mestres da fé. Toda essa força renovadora da Palavra. A oração da missa (Coleta) nos leva vivenciar os bens espirituais, uma vez que já fomos libertados pra gozar as eternas alegrias, lembrando a libertação que nos foi concedida. O profeta Isaias nos ensina que Deus conforta com generosas graças e consolação. Jerusalém é como a mãe que alimenta com o leite de seus seios generosos para plena consolação. Jerusalém símbolo fundamenta para o povo. É uma mãe: A renovação vai trazer a paz. E diz: “Eis que farei correr para ela a paz como um rio e glória das nações como torrentes”. A seguir faz a comparação com mãe num texto cheio de ternura: “Sereis amamentados, carregados ao colo e acariciados sobre os joelhos. Tudo isso haveis de ver e o vosso coração exultará e vosso vigor se renovará como a relva do campo. A mão do Senhor se manifestará” (Is.66,12-14c). Essa linguagem pode parecer exagerada, mas as maravilhas do Senhor para seu povo seguem não um punhado de conceitos, mas muita força humana. O amor de Deus nos convence mais através dessas riquezas da maternidade do que um punhado de ideias. São boas, mas o escritor sagrado era mais e nos atinge onde necessitamos. É um amor de mãe, como dizia João Paulo I.
Missão dos discípulos 
Com esse pano de fundo o evangelho nos instrui como devemos agir na evangelização. É bonito ver como Jesus confia aos seus o primeiro anúncio do Reino. Querendo mostrar que as promessas são realizáveis em Jesus. Ele corresponde ao sonho do profeta de ter um mundo renovado a partir do amor do Pai na construção da paz. Os conselhos de Jesus nos levam a compreender a renovação que vai acontecer. Mesmo reconhece a ação de Deus em cada um de nós: “Todos vós que a Deus temeis, vinde escutar. “Vou contar-vos todo bem que ele me fez” Sl 65). Jesus envia setenta e dois discípulos que anunciam a presença atuante do Reino. Ele enviou esses discípulos, dois a dois. O testemunho é garantido pelo testemunho de duas pessoas. Não foram os apóstolos especificamente. Jesus dá, inclusive no evangelho proclamado hoje, a prática dos apóstolos em missão e anúncio de coisas práticas: Vão passar de casa em casa, comendo do que tiverem.. Vão levar a paz. Se não forem dignos, a paz volta. Quer dizer: não se perde o trabalho. Não estão passeando, por isso não devem ir de casa em casa. Não é somente uma visita, mas um momento de renovação, pois estão a serviço do Reino e devem exercer um ministério de cura: “Quando entrardes numa cidade e fordes bem recebidos, comei do que vos servirem e curai os doentes”.
Nova Criatura 
Nesse contexto de anúncio, Paulo como ministro da Palavra. Paulo nos leva a perceber os laços que há entre a missão e o missionário. Ele identifica sua missão com o evangelizador: identificar-se a Cristo Crucificado. Como Cristo está crucificado para o mundo. O que conta é criação nova. Paulo diz que traz em si as marcas de Cristo. As marcas são seus sofrimentos passados pelo evangelho. Se não tiverem identificação a Cristo sofredor, dificilmente poderá ser um discípulo anunciador do Evangelho. 
Leituras Isaias 66,10-14c; Salmo 65; 
Gálatas 6,14-18; Lucas 10,1-12.17-20. 
1. Jerusalém é como a mãe que alimenta com o leite de seus seios generosos para plena consolação. 
2. Ele enviou esses discípulos, dois a dois. O testemunho é garantido pelo testemunho de duas pessoas. 
3. Ele identifica sua missão com o evangelizador.
Afogando em um copo d’água 
Quando nos propomos a uma evangelização, trabalhamos com um modelo intelectual. Jesus nos propõe um modelo mais profundo porque nasce da natureza das pessoas, filhos a serem amamentados. Para mostrar o valor do que buscamos, nos entregamos a Cristo a sua missão, buscando fazer em nós o que Jesus fez nele: Trago em meu corpo as marcas de Jesus. Que significa? Podemos pensar em seus sofrimentos físicos, suas feridas, ou que tenha recebido os estigmas. Prefiro dizer que são as feridas que sofreram por Cristo. Essas são evangelizadoras. A força renovadora da pregação nos enviados de Jesus transborda. 
Homilia do 14º Domingo Comum (07.07.2019)

EVANGELHO DO DIA 27 DE FEVEREIRO

Evangelho segundo São Mateus 5,20-26. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Se a vossa justiça não superar a dos escribas e fariseus, não entrareis no reino dos Céus. Ouvistes que foi dito aos antigos: "Não matarás; quem matar será submetido a julgamento". Eu, porém, digo-vos: todo aquele que se irar contra o seu irmão será submetido a julgamento. Quem chamar imbecil a seu irmão será submetido ao Sinédrio, e quem lhe chamar louco será submetido à geena de fogo. Portanto, se fores apresentar a tua oferta ao altar e ali te recordares que o teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do altar, vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão e vem depois apresentar a tua oferta. Reconcilia-te com o teu adversário enquanto vais com ele a caminho, não seja caso que te entregue ao juiz, o juiz ao guarda, e sejas metido na prisão. Em verdade te digo: não sairás de lá enquanto não pagares o último centavo». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Fulgêncio de Ruspas 
(467-532) 
Bispo no Norte de África 
Contra Fabiano, 28, 16-21 
Peçamos ao Espírito Santo que nos dê 
a caridade do Senhor! 
Se compreenderes em que consiste a oferenda do sacrifício, compreenderás porque imploramos a vinda do Espírito Santo. Segundo o testemunho do apóstolo São Paulo, o sacrifício é oferecido para que a morte do Senhor seja proclamada, e revivida a memória daquele que deu a sua vida por nós. O próprio Senhor disse: «Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos amigos» (Jo 15,13). Por isso, uma vez que Cristo morreu por nós por amor, ao fazer memória da sua morte no momento do sacrifício, pedimos que, pela vinda do Espírito Santo, nos seja dado o amor; e suplicamos que, pelo mesmo amor que levou Cristo a deixar-Se crucificar por nós, também nós, tendo recebido a graça do Espírito Santo, sejamos crucificados para o mundo e imitemos a morte do nosso Senhor, para vivermos uma vida nova. Assim, todos os fiéis que amam a Deus e ao próximo, mesmo que não bebam o cálice de uma paixão corporal, bebem o cálice da caridade do Senhor. Pois bebemos o cálice do Senhor enquanto mantemos a santa caridade, sem a qual de nada serve entregar o corpo às chamas. O dom da caridade permite-nos ser verdadeiramente aquilo que celebramos misticamente no sacrifício. É por isso que pedimos que o Espírito Santo venha dar-nos a caridade.

São Besas Mártir Festa: 27 de fevereiro século III.

Durantea perseguição a Décio, o cristão Juliano e seu servo Cronó/Eunus foram martirizados em Alexandria. Um soldado chamado Besas, que repreendeu a população que insultou os mártires, foi denunciado, preso e decapitado. Seu martírio foi lembrado em vários martirológios, mas com datas e nomes diferentes. 
Martirológio Romano: No mesmo local, São Besas, mártir, que, como soldado, tentando conter aqueles que insultaram os mártires anteriores, foi denunciado ao juiz e, mantendo-se firme na fé, foi decapitado. 

27 de fevereiro - Beato Mark Barkworth

Mark Barkworth nasceu em 1572 em Searby, Lincolnshire. Ele estudou por um período em Oxford, embora não haja notícias de sua permanência lá. Ele foi recebido na Igreja Católica em Douai em 1593 por um jesuíta flamengo, o padre George, e entrou no colégio local, onde os candidatos para o sacerdócio inglês estavam estudando para retornar como missionários para sua terra natal. Por causa de uma epidemia de peste, foi enviado para Roma em 1596 e de lá para o Real Colégio de Sant'Albano em Valladolid, na Espanha, onde entrou em 28 de dezembro de 1596. Dizem que, enquanto viajava, teve uma visão de São Bento de Nurcia, que profetizou que morreria mártir com o hábito beneditino. Ordenado sacerdote no Colégio antes de julho de 1599, ele voltou como missionário na Inglaterra, juntamente com o padre Thomas Garnet. Ao longo do caminho, ele ficou no mosteiro beneditino de Hyrache em Navarra, onde seu desejo de se juntar à Ordem foi realizado: ele se tornou um Oblato Beneditino, obtendo o privilégio de emitir sua profissão no momento da morte. Fugindo dos huguenotes, ele foi preso enquanto ele estava chegando a sua cidade natal e jogado na prisão de Newgate, onde permaneceu por seis meses; de lá, ele foi transferido para a prisão de Bridewell. Nesse lugar, ele escreveu um apelo a Robert Cecil, assinando-se "George Barkworth". Durante os interrogatórios, ele se comportou de maneira corajosa e feliz.

Santa Honorina, Mártir - 27 de fevereiro

Martirológio Romano:
No território de Rouen na França, Santa Honorina, virgem e mártir 
Não há muitas informações sobre esta santa e as que existem são incertas. Uma tradição conservada na diocese de Rouen narra que Honorina, chamada da Normandia, sofreu o martírio pelas mãos dos pagãos sob Diocleciano (243-313) em Mélamare. O seu corpo foi lançado no Rio Sena e encalhou em Graville, onde foi recolhido e sepultado pelos cristãos, e seu túmulo deu início ao seu culto. Outra tradição diz que ela foi martirizada em Coulonces, vizinho das duas paróquias modernas dedicadas a ela. Em 876, devido à ameaça das invasões normandas, os monges que custodiavam suas relíquias transferiram-nas para o interior, na confluência do Rio Sena com o Oise, colocando-as na capela da fortaleza. Em 21 de junho de 1082, o castelo fortaleza de Conflans foi destruído e os monges decidiram construir uma igreja fora da muralha dedicada a Santa Honorina, cujas relíquias foram solenemente transportadas para ali na presença do bispo de Paris. Nos anos 1250, 1619 e 1752 foram efetuados reconhecimentos das relíquias; foi constituída uma Confraria em sua honra, que obteve indulgências especiais em 1690.

Santa Ana Line, Viúva, mártir inglesa – 27 de fevereiro

 Padroeira dos casais sem filhos, convertidos e viúvas

      Desde a instauração do anglicanismo pelo rei Henrique VIII, em 1531, os países da Comunidade Britânica viviam dias difíceis. Os católicos eram perseguidos, os sacerdotes ou eram expatriados ou condenados à morte. Muitos retornavam clandestinamente à Inglaterra para dar assistência religiosa aos leigos e corriam o risco de serem presos e condenados. Vários mosteiros e igrejas foram queimados. Foram anos de intensa perseguição e muitos foram os mártires da Fé católica, leigos e eclesiásticos. Tal situação perdurou ainda pelo século XVII.
     Ana viveu nesta época. Ela nasceu no ano de 1567 em Dunmow, no Condado de Essex, segunda filha de William Heigham e de Ana Alien. Ana havia se convertido ao catolicismo junto com seu irmão Guilherme. Depois de tentar sem sucesso fazê-la apostatar, o pai, um abastado e rigoroso calvinista, deserdou-a e ao irmão, e expulsou-os de casa.
     Pouco tempo depois, provavelmente em 1586, Ana desposou Roger Line, ele também um jovem católico convertido, deserdado pelo mesmo motivo. Mas Ana logo ficou sozinha e sem recursos, porque seu esposo e seu irmão foram presos quando assistiam à Missa, naquele tempo uma grave transgressão. Depois de pagarem uma multa, foram banidos do país. Roger foi para Flandres onde recebia uma pequena pensão do Rei da Espanha, Felipe II, parte da qual enviava para a esposa em Londres. Ana pode contar com aquele auxílio até 1594, ano da morte de Roger Line.

São Leandro de Sevilha

Nasceu em Cartagena, na Andaluzia. 
Sendo monge, foi nomeado bispo de Sevilha. 
Amigo de São Gregório Magno. 
Origens 
Desde a mocidade Leandro se destacava por ser uma pessoa de grande cultura e se passou a ser ainda mais conhecido quando entrou na Ordem de São Bento, em Hispalis, na Espanha. Se destacava tanto que, quando o bispo de Sevilha morreu, Leandro foi sagrado bispo, sendo muito bem aceito tanto pelo clero quanto pelo povo da cidade. 
Uma guerra espiritual contra os hereges 
Como bispo, Leandro precisou enfrentar os poderosos governantes que buscavam destruí-lo, pois, com seu exemplo e amizade conseguiu que Hermenegildo, filho primogênito do rei Leovegildo, se convertesse ao cristianismo. A conversão do príncipe significava, num futuro próximo, a conversão de todo o reino, incluindo muitos pagãos, o que deixava os hereges arianos furiosos, razão para quererem matá-lo. Dados históricos mostram que Dom Leandro escapou da morte graças à Providência Divina.

San Giovanni, Abade de Gorze Festa: 27 de fevereiro † 976

Abade em Gorze onde o seu predecessor 
o obrigou a moderar as suas penitências. 
Este Santo foi encarregado duma missão 
junto do rei muçulmano de Córdova.
Nascidona Lorena, concluiu seus primeiros estudos em Metz e Saint-Mihiel. Quando seu pai morreu, ele teve que cuidar dos bens da família. Fundou um grupo de monges regulares e recebeu a abadia de Gorze, que restaurou. Foi enviado em uma missão pelo califa de Córdoba e, com a morte de Einoldo, tornou-se abade de Gorze. Ele morreu em 976. 
Etimologia: João = o Senhor é benéfico, dom do Senhor, do hebraico 
Emblema: Equipe pastoral 
João de Gorze, nascido na Lorena, filho de ricos agricultores por volta do ano 900, concluiu seus primeiros estudos em Metz e Saint-Mihiel. Quando seu pai morreu, ele foi obrigado a cuidar da administração dos bens da família. Quando seus irmãos puderam assumir essa tarefa, ele foi nomeado vigário de uma igreja por um cavalheiro vizinho. Mais tarde, João entrou em contato com o mosteiro feminino de São Pedro de Metz, onde foi impressionado pela devoção de uma jovem freira vestindo uma camisa de cabelo. A partir desse momento, decidiu se dedicar à penitência e ao estudo, e com alguns companheiros fundou um grupo de monges regulares. Em 933, João recebeu do bispo de Metz a abadia de Gorze, que estava em estado de abandono.

São Gregório de Narek Abade e Doutor da Igreja Festa: 27 de fevereiro

(*)Andzevatsik, Turquia, cerca de 950
(✝︎)Narek, Turquia cerca de 1005 
O monge Gregório de Narek foi um distinto teólogo, poeta e escritor religioso armênio. Suas obras incluem um comentário sobre o Cântico dos Cânticos, numerosos panegerics (incluindo um em homenagem a Nossa Senhora) e uma coleção de 95 orações em forma poética chamada "Narek", inspirado no nome do mosteiro onde ele morava. Sua teologia apresenta aspectos importantes da Mariologia, incluindo a previsão do dogma da Imaculada Conceição, proclamado mais de oitocentos anos depois. Em 12 de abril de 2015, o Papa Francisco o declarou "Doutor da Igreja Universal" com a Carta Apostólica "quibus sanctus Gregorius Narecensis Doctor Ecclesiae universalis renuntiatur". Em 2021, o mesmo Pontífice inscreveu São Gregório de Narek no Calendário Romano Geral em 27 de fevereiro com o grau de memorial opcional. 
Martirógio Romano: São Gregório de Narek, abade, doutor dos armênios e da Igreja, distinto-se por doutrina, escritos e ciência mística.

Gabriel de N. S. das Dores Seminarista passionista, Santo 1838-1862

Jovem passionista em Morrovalle (Itália). 
Morreu aos vinte anos e é o 
padroeiro dos jovens seminaristas, 
noviços e escolásticos.
Gabriel de Nossa Senhora das Dores, a quem Leão XIII chamava o São Luís Gonzaga de nossos dias, nasceu em Assis a 1 de Março de 1838, filho de Sante Possenti di Terni e Inês Frisciotti. No mesmo dia que viu a luz do mundo, recebeu a graça do baptismo, na mesma pia, em que foi baptizado o grande patriarca S. Francisco, na Igreja de S. Rufino. O pai do Santo, já com vinte e dois anos era governador da cidade de Urbânia, cargo que sucessivamente veio a ocupar em S. Ginésio, Corinaldo, Cingoli e Assis. Como um dos magistrados dos Estados Pontifícios, gozava de grande estima do Papa Pio IX e Leão XIII honrava-o com sua sincera amizade. A mãe era de nobre família de Civitanova d’Ancona. Estes dois cônjuges apresentavam modelos de esposos cristãos, vivendo no santo temor de Deus, unidos no vínculo de respeito e amor fidelíssimo, que só a morte era capaz de solver. Deus abençoou esta santa união com treze filhos, dos quais Gabriel era o undécimo. Este, no baptismo recebeu nome de Francisco, em homenagem a seu avô e ao Seráfico de Assis. Dando testemunho da educação que recebiam na família, no Processo da beatificação do Servo de Deus, os seus irmãos declararam: “Nós fomos educados com o máximo cuidado, no que diz respeito à piedade e à instrução. Nossa mãe era piedosíssima e nos educou segundo as máximas da nossa santa Religião”.

Beata Francisca Ana das Dores de Maria (1781-1855)

Religiosa espanhola.
Fundou, aos setenta anos, uma nova 
Congregação dedicada à caridade 
e ao ensino do catecismo
ambém na vida da beata Francisca-Ana das Dores de Maria vemos refletidos os ensinamentos que hoje Jesus nos dá no Evangelho. Dada a binomial riqueza e pobreza, Francisca-Ana escolheu a pobreza e excluiu do projeto da sua vida cristã e consagrada a riqueza, porque ela sabia que podia levá-la para longe de Deus. Ela doava o pouco que produzia em suas terras para servir a paróquia e aos necessitados: "O Senhor dá o pão aos famintos. . . o Senhor sustém o órfão e a viúva ". Francisca-Ana ao longo de sua vida obedeceu a vontade de Deus. A vontade divina é por vezes difícil de discernir: quando nova quer ser freira e seu pai a impede. Francisca-Ana pai vê nessa recusa a vontade de Deus que não a quer uma freira em um convento, sua consagração será em sua própria casa através de uma vida dedicada à oração, mortificação e de apostolado. Quando aos quarenta anos está sozinha no mundo após a morte de seus pais e irmãos, seja por obediência ao seu diretor espiritual, seja porque a situação sociopolíticas de sua nação não aconselhava isso, as circunstâncias adia a realização de seu ideal de consagrar-se a Deus por meio dos votos religiosos até quase o fim de sua vida, quando conta com setenta anos e funda em sua própria casa um convento de caridade.

Beata Maria de Jesus Deluil Martiny

Religiosa marselhesa, fundadora das 
Irmãs do Sagrado Coração de Jesus, 
para a adoração e reparação. 
Assassinada por um jardineiro, em Marselha. 
Filha de um brilhante advogado e excelente católico, sua mãe era descendente da Venerável Ana Madalena Remuzat, a visitandina que durante a peste de 1720 havia conseguido que Marselha se consagrasse ao Coração de Jesus. Assim, a devoção ao Sagrado Coração era considerada "patrimônio familiar". Madre Maria de Jesus foi uma religiosa, uma contemplativa, mas não vivia nas nuvens, fora do mundo. Nem era ignorante ou ingênua. A família e o ambiente do qual provém lhe abriram os olhos a tudo. Assim, o quadro que traça nesta carta de 8 de dezembro de 1882 é completo, a visão da História do mundo é lúcida, com um conhecimento claro de quanto gera na sociedade a rebelião contra Cristo e a Sua Igreja. Na segunda parte da carta, ela escreve: "Ao ver o triunfo do erro, a aparente legalidade com que se quer legitimar tanto mal, deveríamos nos desesperar do presente e do futuro? Não, irmãs, nunca! Jesus venceu satanás e o mundo! A Jesus Cristo pertence todo poder; ao ouvir o seu Nome todos os joelhos se dobram, inclusive nos abismos.

Maria Caridade Brader Religiosa, Fundadora, Beata 1860-1943

Franciscana suiça que exerceu 
o seu ministério no Equador e na Colômbia. 
Fundou a Congregação das 
Franciscanas de Maria Imaculada. 
Beatificada em 2003.
Maria Caridade Brader é também conhecida como Maria Josafá Carolina Brader, Madre Caritas, Maria Caridade do Amor do Espírito Santo. Nasceu em 14 de agosto de 1860 em Kaltbrunn, Suíça como Maria Josafa Carolina Brader. Filha única de José Sebastião Brader e Maria Anna Carolina Zahner. Educada em uma família piedosa, ela era conhecida como uma menina muito inteligente e recebeu a melhor educação que os seus pais podiam dar. Seus pais tinham grandes planos para o seu futuro, mas em vez de continuar os estudos ela sentiu um forte chamado para a vida religiosa e entrou para o convento franciscano em Maria Jilf, Alstatten em 1º de Outubro de 1880, tomando o nome de Maria da Caridade do Amor de Espírito Santo, e fez seus votos definitivos em 22 de Agosto de 1882. Ela foi inicialmente designada como professora.

ORAÇÕES - 27 DE FEVEREIRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
27– Sexta-feira – Santos: Leandro de Sevilha, Valdomiro, Besas
Evangelho (Mt 5,20-26) “Se a vossa justiça não for maior que a justiça dos mestres da Lei e dos fariseus, vós não entrareis no Reino dos Céus.”
A justiça de escriba e fariseu está no legalismo e nas exterioridades. A justiça, a bondade do Reino dos Céus, nasce do interior do coração, é procura sincera do bem, é busca de Deus, é amor fraterno ativo. Por isso mesmo temos de estar continuamente à procura dessa justiça, pois que nunca podemos dizer que já a vivemos o suficiente. A cada momento temos de estar à escuta de Deus.
Oração
Senhor meu Deus, ainda estou longe de viver as propostas do evangelho de Jesus. Preciso cuidar mais da purificação de meu coração e de minhas intenções. Estou longe de ser guiado pelo amor a vós e pela dedicação a meus irmãos. O egoísmo ainda é muito forte. Minha esperança é que me ajudeis a superar a inércia que me impede de vos procurar. Vinde e socorrei-me. Amém.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Santos Pedro e Paulo”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Pais na fé.
 
Celebramos os dois apóstolos Pedro e Paulo. Conhecemos muito pouco dos demais apóstolos. Há tradições que relatam a batalha destes apóstolos. Tomé, por exemplo é considerado evangelizador na Índia. Há lugares tidos como seus túmulos. Alguns foram trazidos nos primeiros no tempo das cruzadas para salvar suas relíquias. Temos por exemplo São Tiago de Compostela. As relíquias dos santos antigos nem sempre são garantidas. O que vale é nosso carinho para com esses companheiros de Jesus na primeira hora. Os Apóstolos Pedro e Paulo foram martirizados em Roma e sobre seus túmulos foram construídas grandes basílicas. Pedro e Paulo são muito venerados em toda a Igreja. São homens que empenharam suas vidas no anúncio da fé em Jesus Cristo e seu Evangelho. Paulo, mais preparado, formado com muita ciência do judaísmo e sua presença no Império Romano. Pedro era um homem simples, forte e trabalhador. Entusiasmado no seguimento de Jesus assume a missão. A fé que professamos nasce do dom da fé que esses dois apóstolos viveram com intensidade e ensinaram com clareza. Professamos a de Pedro e de Paulo. Rezamos na oração da Missa: “Concedei à vossa Igreja seguir em tudo os ensinamentos destes apóstolos que nos deram as primícias da fé” 
Faces da Igreja 
Lemos no prefácio: “Hoje nos dais a alegria de festejar os Apóstolos São Pedro e São Paulo. Pedro o primeiro a proclamar a fé, fundou a Igreja primitiva sobre a herança de Israel. Paulo, mestre e doutor das nações, anunciou-lhes o Evangelho da Salvação. Por diferentes meios, os dois congregaram a única família de Cristo e, unidos pela coroa do martírio... recebem hoje igual veneração”. A Igreja cresce de modos diferentes. Imaginemos isso num tempo em que tiveram de formar a Igreja. Pedro anunciou aos judeus e criou o modo de viver a fé a partir de Jesus na tradição de Israel. Esse modo de ser durou por séculos e deixou sua marca em toda a Igreja. Podemos pensar, por exemplo, na Eucaristia que parte da ceia pascal judaica. Paulo soube conservar o fundamental da fé vivida em Jerusalém. Os pagãos não conheciam a bíblia. Sua fé cresce no mundo pagão, no império grandioso, mas não perde sua consistência. Paulo não aceitava forçar os pagãos convertidos a viverem as tradições judaicas. Vemos aí sua sabedoria de, sem perder a integridade da fé dos cristãos vindos do judaísmo, fazer crescer a Igreja, da qual nascemos. Seria muito precioso, num mundo pluralista, continuar a fé dos antigos e dar nossa contribuição para seu crescimento. Nos últimos séculos se bloqueou toda a iniciativa, e em coisas que não fazem parte da fé. A Igreja tem muitas faces. 
Guiados pelo Espírito 
Moisés, ao enfrentar o faraó e dirigir o povo, caminha “como se visse o invisível” (Hb 11 27). Paulo e Pedro anunciaram Cristo, Messias prometido, e abriram caminhos para os que viriam depois. Pedro foi capaz de superar a pressão dos que não queriam a conversão dos pagãos e a obrigatoriedade de seguirem as tradições judaicas, como lemos em Atos capítulo 10. Sentiu a presença do Espírito que desceu sobre eles como em Pentecostes. Paulo abre caminhos e perfaz os caminhos da Ásia Menor, atual Turquia, e faz discípulos. Foi perseguido pelos falsos irmãos. Atualmente temos dificuldade de ouvir o que o Espírito fala às Igrejas. Onde se calou no Espírito, a Igreja fenece. 
Leituras: Atos 1-11; Salmo 33; 
2 Timóteo 4,6-8.17-18; Mateus 16,17-18
1. Pedro e Paulo são homens que empenharam suas vidas no anúncio da fé em Jesus 
2. Por diferentes meios, os dois congregaram a única família de Cristo. 
3 Paulo e Pedro anunciaram o Messias prometido, e abriram caminhos para os (que) viriam. 
Os santos também brigam. 
Sempre vemos os santos acabadinhos, perfeitos, modelos de todas as virtude e impecáveis. É bem assim que se faz um santo. Eles lentamente foram construindo a vida nova em suas atitudes. Os santos são pessoas normais e têm direito de ter seu temperamento. Lendo os Atos dos Apóstolos vemos que o relacionamento entre Pedro e Paulo não deixava de ter alguma farpa. Paulo foi perseguidor dos que seguiam Jesus. Era homem perigoso e conhecedor da fé judaica. Teve o encontro com Jesus que o escolheu como apóstolo. O relacionamento entre os que vinham do paganismo e os que vinham do judaísmo era tenso. Paulo defendia que os pagãos não precisavam seguir as tradições judaicas. Pedro andou pisando em duas canoas e Paulo chamou sua atenção dizendo que o procedimento não era correto. Paulo era firme na idéia de pregar a verdade. Por isso vai a Jerusalém para ver se seu ensinamento correspondia ao que eles ensinavam.
Homilia da Solenidade De Pedro e Paulo (30.06.2019)

EVANGELHO DO DIA 26 DE FEVEREIRO

Evangelho segundo São Mateus 7,7-12. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Pedi e dar-se-vos-á, procurai e encontrareis, batei à porta e abrir-se-vos-á. Porque todo aquele que pede, recebe, quem procura, encontra e a quem bate à porta, abrir-se-á. Qual de vós dará uma pedra a um filho que lhe pede pão, ou uma serpente se lhe pedir peixe? Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o vosso Pai que está nos Céus as dará àqueles que Lhas pedem! Portanto, o que quiserdes que os homens vos façam, fazei-lho vós também: esta é a Lei e os profetas». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Tertuliano 
(155-220) 
Teólogo 
«Sobre a oração», 28-29 
Poderá Deus recusar a oração que se eleva a Ele? 
«Vai chegar a hora em que os verdadeiros adoradores hão de adorar o Pai em espírito e verdade» (Jo 4,23), e Ele deseja tais adoradores. Nós somos verdadeiros adoradores e verdadeiros sacerdotes quando oramos em espírito, oferecendo nossa oração a Deus em sacrifício, como vítima que Lhe agrada, que Ele aceita, que Ele previamente pediu e escolheu. Esta vítima, consagrada de todo o coração, alimentada pela fé, elevada na verdade, íntegra pela inocência e coroada pela caridade, é essa que devemos levar ao altar de Deus com um séquito de boas ações, entre salmos e hinos, e por ela obteremos tudo da parte de Deus. Poderá Deus recusar alguma coisa à oração que sobe até Ele em espírito e verdade, quando foi Ele próprio que a exigiu? Nós lemos, ouvimos dizer e cremos nas inúmeras provas da sua eficácia! A oração antiga já libertava do fogo, das feras e da fome; e, contudo, ainda não tinha recebido de Cristo a forma devida. Quão mais eficaz não será a oração cristã! Ela não faz descer o anjo que proporciona orvalho no meio das chamas, não fecha a boca dos leões, não leva alimento aos famintos, não suprime as paixões dos sentidos pela graça; mas ensina a paciência aos que sofrem, dando-lhes uma fé que lhes permite compreender aquilo que o Senhor reserva aos que sofrem pelo nome de Deus. [...] Todas as criaturas rezam: os rebanhos e as feras rezam e dobram os joelhos, e não é por acaso que, ao sair dos estábulos e das tocas, fazem vibrar o ar com os seus gritos, cada qual conforme a sua natureza. Até as aves que voam no céu estendem as asas em forma de cruz, dizendo alguma coisa que se assemelha a uma oração. Que mais dizer sobre o dever da oração? O próprio Senhor rezou, a Ele a glória e o poder pelos séculos dos séculos.

São Faustinio, Bispo de Bolonha Festa: 26 de fevereiro

Segundo a tradição, Faustiniano foi o segundo Bispo de Bolonha. Com suas pregações corajosas, fortaleceu e desenvolveu a Igreja, apesar das perseguições desencadeadas pelo imperador Diocleciano, no início do século IV. Exortou os cristãos a professar a sua fé, a custo de pagar com a vida. 
Bolonha, século IV 
Segundo Bispo de Bolonha. Com sua pregação corajosa, fortaleceu e fez a Igreja crescer, apesar das perseguições desencadeadas pelo imperador Diocleciano no início do século IV. Ele incentiva os cristãos a professarem sua fé, mesmo que isso signifique pagar pessoalmente. 
Etimologia: Faustiniano= (como Fausto) propícia, favorável, do latim 
Emblema: Palma 
Martirológio Romano: Em Bolonha, São Faustinio, bispo, que fortaleceu e fez a Igreja oprimida pela perseguição cresceu com a palavra da pregação. 
São Faustinio, segundo a lista mais antigo dos bispos da arquidiocese de Bolonha, ou seja, a chamada "Lista do Reno" anterior ao século XIV, está em segundo lugar; Essa informação também é apoiada por uma inscrição em caracteres góticos, anterior a 1494, onde lemos que os s. Zama foi o primeiro bispo e São Faustiniano

São Nestor (Bispo de Magido, Mártir)

Pólio, governador de Panfilia e Frígia durante o reinado de Décio, a fim de cair nas graças do imperador, aplica cruelmente seu edito de perseguição aos cristãos. Nestor, bispo de Magido, gozava de grande estima entre os cristãos e os pagãos, e compreendeu que era necessário buscar lugares de refúgio para seus fiéis. Recusando-se se ocultar, o Bispo esperou tranqüilamente sua hora de martírio, e quando estava em oração, oficiais da justiça foram a seu encontro. Após um extenso interrogatório e ameaças de tortura, o Bispo foi enviado ao governador, em Perga. O governador tratou de convencer o santo -primeiro com elogios e depois com ameaças- de que renegasse a religião cristã, mas Nestor manteve-se firme no Senhor, sendo enviado ao potro, onde o carrasco desgarrava a pele das costas com o garfo. Diante da firme negativa do santo de adorar aos pagãos, o governador o condenou a morrer na cruz, onde o santo ainda teve forças para incentivar e exortar aos cristãos que o rodeavam. Sua morte foi um verdadeiro triunfo porque quando o Bispo expirou suas últimas palavras, tanto cristãos como pagãos se ajoelharam para rezar e louvar a Jesus.

ALEXANDRE DE ALEXANDRIA Bispo, Santo 250-328

Bispo que com o seu diácono Atanásio, 
denunciou os erros do arianismo 
que veio a ser condenado no Concílio de Niceia.
Entre os numerosos santos com este nome, o patriarca Alexandre, que nasceu no ano de 250, merece lugar de honra especial. Alexandre que nasceu em 250. Homem de profunda cultura, unida ao zelo e bondade, Alexandre foi eleito bispo em 312, para a importante sede da Igreja em Alexandria, no Egipto. Um dos primeiros cuidados, deste bispo de sessenta anos, foi o da formação e da escolha dos religiosos entre homens de comprovada virtude. Deu início à construção da igreja de são Theonas, a maior da cidade e foi um dos protagonistas da luta contra a heresia de Ário, chamada ariana. Ário, que tinha sido ordenado sacerdote pelo bispo Aquiles, parece ter sido o responsável pela indicação e divulgação do nome de Alexandre para a nova eleição. Foi considerado um homem arrojado para a época, pois usava todos os meios possíveis de comunicação para a divulgação de suas ideias. Até que começou a espalhar entre os fiéis e religiosos uma doutrina que não concebia a divindade de Cristo. Considerava apenas o Pai como Deus, enquanto que Cristo não era divino, mas apenas um ser humano, superior aos demais. Alexandre lutou contra o crescimento da doutrina de Ário em Alexandria convocando sínodos locais e o Concílio de Alexandria em 321, que acabou por expulsá-lo da região.

Porfírio de Gaza Bispo, Santo + 421

Nasceu em Tessalónica da Macedónia. 
Eremita em Scété e depois na Palestina. 
Bispo de Gaza.
São Porfírio, o vigoroso destruidor da idolatria, nasceu em Tessalónica, na Macedónia. Instruído nas ciências, tendo a idade de 25 anos, retirou-se para a solidão de Scete, onde passou cinco anos numa gruta, nas proximidades do Jordão. A insalubridade do lugar causou-lhe grande mal à saúde, e doente chegou a Jerusalém, onde teve a notícia da morte dos pais. Em sua companhia achava-se um jovem de nome Marco. A este incumbiu de receber a herança e distribuir o dinheiro entre os pobres, o que se fez. Porfírio, não tendo reservado nada para si, viveu sempre pobre. Na visita diária aos Santos Lugares teve uma vez um desmaio que se transformou em visão. Apareceu-lhe Nosso Senhor na Cruz e com ele o Bom Ladrão. Jesus Cristo deu a este um sinal de ajudar Porfírio a levantar-se do chão. O Bom Ladrão estendeu-lhe a mão e disse: “Agradece a teu Salvador tua cura”. No mesmo momento Jesus Cristo desceu da Cruz e entregou-lhe a mesma, com a recomendação de guardá-la bem. Quando o Santo voltou a si, notou que estava perfeitamente curado. O sentido das palavras de Cristo, porém ficou-lhe enigmático, até que o Bispo de Jerusalém o ordenou e o nomeou guarda do santo Lenho.