quinta-feira, 19 de março de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Deus dos vivos”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO DENHOR
Fé que vale uma vida
Próximos já do final do ano litúrgico, a Palavra de Deus nos leva a contemplar nosso futuro, não só nosso fim. É como esperar que se acendam as luzes do espetáculo definitivo. Não se trata de um fim que nos anule e provoque em nós uma desilusão e um viver sem esperança. “Nós esperamos novos céus e nova terra” (2 Pd 3,13). A partir desse estímulo podemos entender o ensinamento da Palavra que nos é dirigida. A leitura do segundo livro dos Macabeus e do evangelho de Lucas nos traz dois casos que parecem absurdos. Os dois livros de Macabeus relatam também a necessidade de resistir às novidades que o paganismo quer introduzir na vida do povo. Vemos o exemplo de resistência dos sete irmãos e sua mãe diante da imposição de comer carne de porco. Isso simbolizava que abandonavam a lei de Deus e aceitavam os costumes pagãos. É uma narrativa tremenda, mas admirável pela fortaleza diante do sofrimento para ser fiel a Deus. No evangelho temos uma discussão de Jesus com os saduceus que não acreditavam na ressurreição. Esses apresentam um caso de sete irmãos que, sucessivamente morrem após terem se casado com a mesma viúva, que também morre. Eles cumpriram a lei do levirato na qual, na morte de um irmão, outro deve se casar com ela para suscitar descendência ao falecido. Perguntam: Na vida futura de quem será esposa? Jesus responde: a vida futura não se rege pelos moldes dos mortais. Lá a condição é outra, como os Anjos. Não nega a vida presente. Afirma que lá se vive a vida de ressuscitados. Vivemos para Deus. 
Eterna e feliz esperança 
“Ao despertar, me saciará vossa presença e verei a vossa face” (Sl 16). Na caminhada rumo à ressurreição passamos pelo caminho de nossas decisões e opções. Por isso rezamos no salmo: “Inclinai vosso ouvido à minha prece, pois não existe falsidade nos meus lábios! Os meus passos eu firmei na vossa estrada e por isso os meus pés não vacilaram. Eu vos chamo porque me ouvis, inclinai o vosso ouvido e escutai-me” (Sl 16). O conhecimento de Deus e de seu carinho por sua frágil criatura nos garantem um futuro. Paulo diz aos tessalonicenses: “Que o Senhor dirija os vossos corações ao amor de Deus e à firme esperança em Cristo” (2Ts 2,5). A vida cristã não é a execução de preceitos, mas a confiança numa esperança que fundamenta nossas aspirações e nossa fé numa vida que continua. Aqui temos que tirar de nossa mente que nós viveremos nossa vida de novo, voltando para outro tempo em outras condições. Nossa fé não admite esse retorno. Passada nossa vida terrena, entramos na posse de uma vida que dura para sempre. A fé na ressurreição é fundamental. Temos certeza que teremos nosso encontro definitivo com Cristo. Para isso Ele morreu e ressuscitou. Nós viveremos unidos a Ele pela fé. 
Um mundo ressuscitado 
A ressurreição não é somente um fato espiritual, no fim da vida quando tudo estiver acabado. Ela penetra toda existência cristã e todo o universo. Paulo ensina que tudo será recapitulado em Cristo, isto é, todo o universo caminha para se unir a Cristo. Nele tudo tem sentido, Nele tudo se renova. Colocar o Evangelho no mundo é o mesmo que renová-lo à luz de Cristo. É através da vivência cristã, não como ideologia, mas como vida em Cristo. Todas as coisas deverão ser colocadas a serviço do homem e de Deus. Assim se renovam. Por isso não podemos fazer uma religião como uma prática individual e somente espiritualizada, mas que renove todas as coisas e pessoas. 
Leituras: 2º Livro dos Macabeus 7,1-2.9-14;
Salmo 16;
2Tessalonicenses 2,16-3,5; Lucas 20,27-38 
1. A Palavra de Deus nos leva a contemplar nosso futuro, não só nosso fim. 
2. Na caminhada rumo à ressurreição passamos pelo caminho de nossas decisões e opções. 
3. Colocar o Evangelho no mundo é o mesmo que renová-lo à luz de Cristo. 
Costelinha de Leitão 
Os sete irmãos e sua mãe foram trucidados por que recusavam comer carne de porco. Não se trata de não gostar. Aliás, os judeus e muçulmanos não comem carne de porco. Aqui era uma questão de fé. Comer a costelinha de leitão significava aceitar o culto pagão e deixar toda a lei de Deus. Então eles não fingem, não temem, pois amam a lei de Deus. Foram corajosos. A fé verdadeira nos leva a não necessitar dessas atitudes dolorosas, mas a deixar os pequenos leitões que vamos criando dentro de nós e por eles negamos todo o amor de Deus por nós, seu evangelho, a missão de Jesus, sua Igreja e tudo mais. Pequenas coisas, mas venenosas. Essas são mais difíceis de deixar que as grandes. Cuidemos de nosso chiqueirinho. 
Homilia do 32º Domingo Comum (10.11.2019)

EVANGELHO DO DIA 19 DE MARÇO

Evangelho segundo São Mateus 1,16.18-21.24a. 
Jacob gerou José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, chamado Cristo. O nascimento de Jesus deu-se do seguinte modo: Maria, sua Mãe, noiva de José, antes de terem vivido em comum, encontrara-se grávida por virtude do Espírito Santo. Mas José, seu esposo, que era justo e não queria difamá-la, resolveu repudiá-la em segredo. Tinha ele assim pensado, quando lhe apareceu num sonho o anjo do Senhor, que lhe disse: «José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que nela se gerou é fruto do Espírito Santo. Ela dará à luz um Filho, e tu pôr-Lhe-ás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados». Quando despertou do sono, José fez como lhe ordenara o anjo do Senhor. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Jose María Escrivá de Balaguer 
(1902-1975) 
Presbítero, fundador 
Homilia de 19/03/63 in «Cristo que passa», §§ 54-56 
A vocação de José 
Para São José, a vida de Jesus foi uma contínua descoberta da própria vocação. os primeiros anos [foram] cheios de circunstâncias aparentemente contrastantes: glorificação e fuga, majestade dos magos e pobreza da gruta, canto dos anjos e silêncio dos homens. Quando chega o momento de apresentar o Menino no Templo, José, que leva uma oferenda modesta, um par de rolas, ouve Simeão e Ana proclamarem que Jesus é o Messias. «O pai e a mãe do Menino Jesus estavam admirados com o que dele se dizia», relata São Lucas (2,33). Mais tarde, o Menino fica no Templo sem que Maria e José saibam, e, quando voltam a encontrá-lo depois de O procurarem durante três dias, o mesmo evangelista narra que «ficaram admirados» (2,48).

19 de março - Beato Isnardo de Chiampo

Religioso dominicano de Bolonha, Itália. Grande pregador, reconduziu a Deus grande número de pecadores e hereges, particularmente na região de Pavia. Fundou nesta cidade o convento de Santa Maria de Nazaré. Natural de Chiampo (Vicenza), Isnardo entrou na Ordem Dominicana em Bolonha, por volta de 1218. Ele fez a vestição, juntamente com o Beato Guala, distinguindo-se pela perfeita observância dos votos de pobreza, castidade e obediência. Um ano depois ele foi enviado a Milão, juntamente com o irmão Guala que é então eleito bispo de Brescia. Em 1230 ele foi transferido para Pavia, onde ele fez amizade com o bispo Redobaldo II que o nomeou para a igreja Dominicana de Santa Maria, em Nazaré. Seu convento, no entanto, estava fora da cidade, junto ao rio Tesino. Usando seus dons de mente e o coração, Isnardo converteu muitos pecadores e trabalhou em benefício dos pobres e sofredores. Como quando curou a perna de um paciente diante de um grupo de um incrédulos que zombavam de Deus. Sua fama se espalhou tão longe, chegando até a França, na Igreja de São Martinho de Tours e nas terras de Alexandria, Pavia, Bergamo, Peschiera, Brescia, Sirmione e Verona. Isnardo levou uma vida ascética muito dura, mas isso não o impediu de ter uma constituição forte, o que provocou comentários irônicos.

São José, Cônjuge da Bem-Aventurada Virgem Maria Festa: 19 de março

Essa celebração tem raízes bíblicas profundas; José é o último patriarca a receber as comunicações do Senhor pelo humilde caminho dos sonhos. Como o antigo José, ele é o homem justo e fiel (Mt 1:19) que Deus colocou como guardião de sua casa. Ele liga Jesus, o rei messiânico, à linhagem de Davi. Marido e pai adotivo de Mary, ele liderou a Sagrada Família em sua fuga e retorno do Egito, refazendo o caminho do Êxodo. Pio IX o declarou patrono da Igreja universal e João XXIII inseriu seu nome no Cânone Romano. 
Patrocínio: Pais, carpinteiros, trabalhadores, moribundos, tesoureiros, procuradores legais, pobres, exilados, aflitos
Etimologia: José = adicionado (na família), do hebraico
Emblema: Lírio 
Martirológio Romano: Solenidade de São José, marido da Bem-Aventurada Virgem Maria: um homem justo, nascido da descendência de Davi, foi pai do Filho de Deus Jesus Cristo, que queria ser chamado de filho de José e ser submetido a ele como filho de seu pai. A Igreja o venera com especial honra como patrono, colocado pelo Senhor para proteger sua família. 
No início das Escrituras está escrito: "No princípio Deus criou os céus e a terra" (Génesis 1:1); E o Catecismo explica: "Ele os criou ex nihilo, isto é, do nada." Duas coisas importantes são afirmadas: por um lado, a natureza contraditória do ser e a não existência do nada; e, por outro, a imobilidade e eternidade do Ser Divino.

São José, Esposo Da Santíssima Virgem Maria, Padroeiro da Igreja do Universo

Homem justo
 
A primeira definição de José, que encontramos no Evangelho de Mateus, é “homem justo”. O noivo de Maria, diante da inexplicável gravidez da sua noiva, não pensa no próprio orgulho ou na sua dignidade ferida: pelo contrário, pensa salvar Maria da malvadez das pessoas, da lapidação à qual podia ser condenada. Ele não quis repudiá-la, publicamente, mas deixá-la em segredo. Porém, naquela sua angústia compreensível e naquele sofrimento, o amor de Deus vem ao seu encontro através de um Anjo que veio aliviá-lo e a sugerir-lhe a escolha mais justa de não ter medo: “Não temas receber a Maria, tua esposa, porque o que nela está gerado é obra do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus”. 
Homem obediente 
Um Anjo acompanha José nos momentos mais difíceis da sua vida; a sua atitude, diante das palavras do Mensageiro celeste, foi de confiante obediência: recebe Maria como sua esposa! E, depois do nascimento de Jesus, o Anjo volta a advertir-lhe sobre o perigo da perseguição de Herodes; então, de noite, ele fugiu com a sua família para o Egito, um país estrangeiro, onde deveria começar tudo de novo e procurar um trabalho.

Beata Sibilina Biscossi, Dominicana - 19 de março

A Beata Sibilina Biscossi, nasceu em Pavia em 1287, e era órfã de pai e mãe. Ela perdeu os pais, Umberto Biscossi e Onore de Vezzi, ainda jovem. Nascida na honrada família Biscossi, desde os primeiros anos demostrou grande inclinação à piedade. Apenas teve forças para trabalhar, foi colocada a serviço. Aos doze anos, atingida por uma dolorosa enfermidade, ficou totalmente cega. Se bem que a menina aceitasse com resignação a dolorosa prova, não cessou de rogar a Deus a recuperação da visão, tão necessária a ela que tinha que conseguir o pão de cada dia com o trabalho de suas mãos. Ela teve então a sorte de encontrar as freiras da Ordem Terceira de São Domingos, que se compadeceram e a levaram consigo. Sibilina logo percebeu que aquele era o mundo para o qual ela estava destinada e então decidiu fazer os votos. Não pesava a sua condição e, apesar da cegueira, desempenhava as suas tarefas com dedicação e vontade, uma convicção acima de tudo lhe abria espaço no pensamento: para lhe permitir cumprir a sua missão com maior proveito, tinha a certeza de que São Domingos concederia a ela visão. Ela esperou o dia da festa do santo, mas o milagre não aconteceu. Um pouco de tristeza, um pouco de cansaço, o fato é que Sibilina desmaiou diante da estátua do santo: viu São Domingos vir ao seu encontro, estendendo a mão e arrastando-a por milhares de horrores que ela percebida sem vê-los: "Na eternidade, filha querida" - disse o santo no final - "você terá que suportar as trevas, para depois desfrutar da luz eterna". O Santo Patriarca Domingos lhe mostrou uma luz tão maravilhosa, que a fez desejar para sempre aquela luz e nenhuma outra coisa deste mundo.

João Buralli de Parma Franciscano, Beato (1209-1289)

Franciscano italiano, 
ministro da Ordem Francesa 
e vários emissários do Papa.
João Buralli de Parma nasceu em Parma em 1209 e já se encontrava ensinando lógica quando, com a idade de vinte e cinco anos, entrou na ordem franciscana. Foi enviado a Paris para prosseguir os seus estudos e, depois de ter sido ordenado, foi enviado a ensinar e pregar em Bolonha, Nápoles e Roma. A sua eloquência arrastava multidões aos seus sermões e grandes personagens se congregavam para o escutar. Afirmou-se que em 1245, quando o Papa Inocêncio IV convocou o primeiro Concílio geral de Lyon, João foi designado para representar a Crescêncio, o superior geral, que devido às suas enfermidades estava incapacitado para ir, mas isto é inexacto: o frade que foi ao concílio chamava-se Boaventura de Isco. João, por seu lado, aquele mesmo ano viajou para Paris para ensinar “Sentenças” na Universidade, e em 1247, foi eleito superior geral da ordem. A tarefa que tinha ante si era excessivamente difícil, pois muitos abusos e um espírito de rivalidade se haviam introduzido, devido à relaxada observância do irmão Elias. Afortunadamente, possuímos uma descrição de primeira mão das actividades do Beato João, escrita por seu concidadão, o irmão Salimbene, que esteve ligado intimamente a ele durante largo tempo.

Marcos de Montegallo Fundador, Beato (1425-1496)

Frade Menor Italiano, 
fundador dos Montes de Piedade.
Marcos de Montegallo nasceu em 1425 em Fonditore, povoado da comuna de Montegallo, onde seu pai, Claro de Marchio, se havia retirado por alguns anos para fugir das ferozes facções que açoitavam a Ascoli Piceno. Regressou a esta cidade para facilitar os es-tudos a Marcos, que cedo passou a Universidade de Perusa e daqui a Bolonha, onde se doutorou em Leis e Medicina. Em Ascoli exerceu um tempo a profissão de médico. Para satisfazer os desejos de seu pai, em 1451 casou-se com Clara Tibaldeschi, nobre mulher, com a qual viveu em continência. À morte de seu pai, no ano seguinte, de comum acordo os esposos abra-çaram a vida religiosa, ela acolhida entre as clarissas do mosteiro de Santa Clara das Damas Pobres em Ascoli, ele no convento dos Irmãos Menores de Fa-briano. Feito o noviciado em Fabriano, foi superior em São Severino, logo em seguida começou a missão de pregador, sob a direcção do grande co-irmão e conterrâneo São Jaime de la Marca. As principais chagas de seu século eram as guerras civis e a usura. Cheio de compaixão pelo pobre que caía nas garras dos usurários, Marco estabeleceu casas onde os que não tinham dinheiro podiam obter emprestado o que necessitassem, com uma pequena garantia e às vezes sem ela.

João Turchan Franciscano, Mártir, Beato (1879-1942)

Sacerdote francês, martirizado pela Gestapo
 no campo de concentração de Dachau.
João Turchan nascem a 19 se Setembro de 1879 em Biskupice, perto de Cracóvia na parte da Polónia que pertencia ao império austro-húngaro. Em 1899 João entrou no convento dos franciscanos reformados e pronunciou os seus votos solenes em 1903 no mosteiro de Santo André Apóstolo em Lemberg (Lvov, hoje na Ucrânia). Tomou então o nome de irmão Narciso. Depois dos estudos de filosofia em Cracóvia e d teologia em Lvov (Lemberg), foi ordenado sacerdote em 1906 por Monsenhor Jozef Bilczewski, canonizado pelo Papa Bento XVI em 2005. João viveu em numerosos mosteiros e nomeadamente em Rava Rousska, em Wieliczce (1908-1912), onde ele se ocupou de catecismo e da paróquia de São Clemente. Foi igualmente capelão de hospital entre 1915 e 1924; viveu em Jaroslaw, Cracóvia, etc... Na “nova Polónia” reunificada, participou no movimento de reorganização dos conventos. Foi também Superior do convento de Rava Rousska entre 1930 e 1933. Em 1936 foi nomeado Superior do convento de Wloclawek, na Cujavie a 140 km de Varsóvia.

Marcelo Callo Jovem leigo, Mártir, Beato (1921-1945)

Jovem francês d'Acção Católica, 
martirizado pelos nazistas, durante 
a segunda guerra mundial (1939-1945), 
no campo de concentração de Mathausen .
A 19 de Março de 1945 morria num campo de concentração alemão um jovem francês que impressionou vivamente o coronel Tibodo, apesar de ele já ter assistido à morte de milhares de prisioneiros. Mas este prisioneiro era diferente. “Marcelo tinha o olhar de um santo”, repetirá depois o coronel com insistência e emoção. Quem era aquele recluso de 23 anos? Marcelo Callo, o segundo de nove filhos de um casal profundamente cristão, nasceu em Rennes (França), a 6 de Dezembro de 1921. Por causa das precárias condições de família, aos 13 anos deixa os estudos e começa a trabalhar como aprendiz de tipógrafo. Um ano antes tinha sido admitido nos escuteiros e em 1936 inscreveu-se na Acção Católica. Estas duas associações marcaram profundamente a alma de Marcelo. Tornaram-no mais atento às necessidades dos outros e inspiraram-no a ser missionário. Movido pela graça divina e pelo desejo de ser apóstolo, não hesita em dar o passo decisivo que o levará, sem ele suspeitar, ao martírio e às honras dos altares. Com a invasão da França pelas tropas hitlerianas durante a segunda guerra mundial, milhares de jovens franceses foram convocados para trabalhar nas fábricas de armas na Alemanha.

ORAÇÕES - 19 DE MARÇO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
19 – Quinta-feira – S. José, Esposo da Virgem Maria
Evangelho (Mt 1,16.18-21.24a) “José, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo.”
José amava ternamente Maria e era por ela amado: estavam ligados pela aliança matrimonial. Posso imaginar a angústia que tomou conta de seu coração. Não entendia o que estava acontecendo, não sabia como devia agir. Deve ter orado intensamente, pedindo que Deus o iluminasse. Que alívio imenso quando, afinal, o Senhor lhe falou ao coração, devolvendo-lhe a paz e a alegria de sua vida.
Oração
Senhor, alegro-me com José, que se alegrou tanto ao receber essa resposta que de novo punha ordem em sua vida. Olhando para o esposo de Maria, tenho um bom modelo para mim. Ele era homem justo, que vivia na mais total fidelidade a vós e aos irmãos; era realista e sabia que tudo está em vossas mãos; era paciente, era tudo que eu deveria ser para corresponder a vossa graça. Amém. 

quarta-feira, 18 de março de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Bem-aventurados”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Intercessores numerosos
 
Alguém comentou que ultimamente só os papas ficam santos. Não é bem verdade, pois, agora é que os papas são santos. Não é verdade, pois temos muitas beatificações e canonizações nos últimos tempos. Esse fato não tira a força da festa de hoje, dia em que comemoramos todos aqueles fiéis e mesmo fora da Igreja, que viveram uma vida de amor à justiça na caridade. A festa atual quer lembrar todos, inclusive nossos parentes e amigos que agradaram a Deus. São poucos declarados santos. E os outros? Não são santos? São tão santos quanto os declarados. Aliás, santidade não tem tamanho. Esses são colocados como exemplo, modelo e estímulo à santidade. Reflete-se no dia de hoje a grande chamada de todos à santidade, como lemos no capítulo V da Lumen Gentium. Todos podem ser santos. S. Afonso diz: Todos podem ser santos na condição em que vivem. Por isso a santidade é aberta a todos. A liturgia de hoje quer “celebrar numa só festa o mérito de todos os santos” (Oração). A santidade do povo de Deus não se faz por gestos grandiosos, como temos em muitos santos, mas pela simplicidade de vida dedicada e carregada como uma cruz seja nos trabalhos, seja nos sofrimentos. Ela se faz de modo particular através das pequenas coisas de cada dia. São os santos do silêncio da vida. Só Deus sabe o que passam e o que sofrem. Quanta gente dedicada aos irmãos no escondimento. São pais e mães que lutam pela sobrevivência da família. São aqueles que se entregam a missões de cuidado dos necessitados. São aqueles do silêncio ou da atividade pela vida do mundo.
Felizes todos vós 
Jesus já deu a receita desse caminho simples da santidade quando, reunindo em torno de si seus discípulos, fez o discurso das bem-aventuranças. Ali está a síntese de tudo de bom que o ser humano pode fazer. É a felicidade dos filhos na casa do Pai. Jesus é o modelo acabado desse projeto de santidade. São as bem-aventuranças. É caminho de todo aquele que busca Deus. Esse caminho está direcionado a Deus, mas passa pelo irmão. Todo homem e mulher podem realizá-las em sua vida. Compreendemos que Jesus está a dizer: “Façam como eu faço”. É necessário um grande exercício de purificação de nossa vida espiritual, pois está eivada de inutilidades. Para fugir do compromisso com a humildade, foram criados, ao longo da história tantos métodos de espiritualidade, fórmulas religiosas, modelos ricos de reflexão, mas vazios desse ensinamento de Jesus. Nossa fé fica vazia quando a fazemos fora desse natural cristão. Insistem-se nas longas horas de oração, nas penitências até violentas e textos complicados de reflexão espiritual. Santa Teresinha o descobriu como a pequena via, mas cheia de vida. As oito bem aventuranças são outros tantos nomes do amor. O Papa Francisco é um modelo dessa simplicidade.
Somos filhos de Deus 
Justifica-se esse ensinamento de Jesus quando lemos a carta de S. João dizendo que somos filhos de Deus. Se somos filhos, estamos na mesma condição de Jesus que é o Filho amado do Pai. “Quando Jesus se manifestar, seremos semelhantes a Ele porque O veremos tal como Ele é” (1Jo 3,2). Seremos se tivermos sido semelhantes a Ele na prática do Evangelho. Notamos que as palavras do Evangelho não são o caminho do cristão. Buscam-se outras coisas porque não nos comprometem. O amor não é pesado nem difícil, mas empenha a vida em sua totalidade, como foi para Jesus que foi até o extremo do amor. E por isso mesmo Ele foi pregado na cruz. A cruz não é a dor, mas o amor. 
Leituras: Apocalipse 7,2-4.9-14;
Salmo 23; 
1João 3,1-3; Mateus 5,1-12 
1. Santo Afonso dizia que todos podem ser santos na condição em que vivem. 
2. Nas bem-aventuranças está a síntese de tudo de bom que o ser humano possa fazer. 
3. O amor não é pesado nem difícil, mas empenha a vida
Receita de Jesus
Hoje em dia tem receita pra tudo. Jesus não ficou para trás. Não só traz uma receita para a vida em Deus, mas o único caminho para chegar ao Céu. A receita é boa porque traz tudo que é preciso para ser completa. Todas as receitas têm algo de bom. Mas, as bem-aventuranças têm tudo para a vida ser plena e sadia. Jesus toca o essencial. Muita gente e mesmo santa propôs muitos caminhos de santidade. Certo que contém muito do essencial. Mas os aprendizes pegam só detalhes. Dá-se a impressão que as Sagradas Escrituras não são a base da vida. Sem isso, não conseguimos. Jesus apresenta a receita completa para a felicidade. 
Homilia de Todos os Santos (03.11.2019)

EVANGELHO DO DIA 18 DE MARÇO

Evangelho segundo São João 5,17-30. 
Naquele tempo, disse Jesus aos judeus: «Meu Pai trabalha incessantemente e Eu também trabalho em todo o tempo». Esta afirmação era mais um motivo para os judeus quererem dar-Lhe a morte: não só por violar o sábado, mas também por chamar a Deus seu Pai, fazendo-Se igual a Deus. Então Jesus tomou a palavra e disse-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: o Filho nada pode fazer por Si próprio, mas só aquilo que viu fazer ao Pai; e tudo o que o Pai faz também o Filho o faz igualmente. Porque o Pai ama o Filho e Lhe manifesta tudo quanto faz; e há de manifestar-Lhe coisas maiores que estas, de modo que ficareis admirados. Assim como o Pai ressuscita os mortos e lhes dá vida, assim o Filho dá vida a quem Ele quer. O Pai não julga ninguém: entregou ao Filho o poder de tudo julgar, para que todos honrem o Filho, como honram o Pai. Quem não honra o Filho, não honra o Pai que O enviou. Em verdade, em verdade, vos digo: quem ouve a minha palavra e acredita naquele que Me enviou, tem a vida eterna e não será condenado, porque passou da morte à vida. Em verdade, em verdade, vos digo: aproxima-se a hora – e já chegou – em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus; e os que a ouvirem, viverão. Assim como o Pai tem a vida em Si mesmo, assim também concedeu ao Filho que tivesse a vida em Si mesmo; e deu-Lhe o poder de julgar, porque é o Filho do homem. Não vos admireis do que estou a dizer, porque vai chegar a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. Os que tiverem praticado boas obras irão para a ressurreição dos vivos e os que tiverem praticado o mal para a ressurreição dos condenados. Eu não posso fazer nada por Mim próprio; julgo segundo o que oiço e o meu juízo é justo, porque não procuro fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que Me enviou».
Tradução litúrgica da Bíblia 
São John Henry Newman 
(1801-1890) 
Teólogo, 
fundador do Oratório em Inglaterra 
Sermão 
«Cristo manifestado em Memória», PPS t. 4, nº 17
«Meu Pai trabalha intensamente e 
Eu também trabalho em todo o tempo» 
Se observarmos o comportamento do Salvador durante a sua vida mortal, vemos que ocultava propositadamente o conhecimento da sua identidade de Filho de Deus e que, no entanto, ao mesmo tempo a revelava. Aparentemente queria que a apreciássemos, mas não naquela altura – como se as suas palavras devessem permanecer válidas desde logo, mas também devessem esperar um certo tempo para ser esclarecidas; como se devessem esperar a sua vinda, que traria à luz, a um tempo, Cristo e as suas palavras. Ele estava entre os seus discípulos «como aquele que serve» (Lc 22,27). Aparentemente, foi só depois da sua ressurreição, e especialmente depois da sua ascensão, quando o Espírito Santo desceu, que os apóstolos entenderam quem era Aquele que tinha estado com eles. Muitas vezes, tanto na Escritura como no mundo, não nos apercebemos da presença de Deus no próprio instante em que ela está em nós; só mais tarde, quando olhamos para trás, reconhecemos o que aconteceu anteriormente. Maravilhosa providência, que opera de forma tão silenciosa apesar de ser tão eficaz, tão constante, e sobretudo infalível! É isto que é completamente desconcertante para o poder de Satanás, que é incapaz de identificar a mão de Deus no desenrolar dos acontecimentos; os seus múltiplos recursos são inúteis diante do silêncio majestoso e sereno, da calma imperturbável e santa que reina na providência de Deus. A mão de Deus vela constantemente pelos seus e condu-los por um caminho que eles não conhecem. Eles apenas podem crer; o que não conseguem ver agora, vê-lo-ão depois. E, por esta fé, colaboram com as intenções de Deus.

São Narciso de Girona, bispo e mártir Festa: 18 de março

(†)Girona, Espanha, 29 de outubro de 307
 
Sua vida é narrada em vários martirológios, como o de Usuardo e, segundo essas fontes, muitas vezes pouco confiáveis por serem repletas de dados fabulosos e contradições, Narciso nasceu em Gerunda em uma família nobre. Tornou-se pregador e, junto com seu diácono Felix, visitou a região alpina e, em particular, os Grisões, na Suíça e na Alemanha. Estabelecendo-se em Augsburg, converteu a prostituta Afra (que mais tarde se tornou santa e mártir) e outras mulheres da mesma condição. Ele então retornou a Girona, cidade da qual se supostamente era bispo, onde foi martirizado em 29 de outubro de 307 junto com seu diácono e outros fiéis no mesmo local onde mais tarde foi construída a Igreja de Sant Feliu. É celebrado em 29 de outubro. O Martirógio Romano, até a última edição anterior ao Concílio Vaticano II, o citou em 18 de março. Padroeiro de Girona, é invocado contra cavalos, vespas, moscas e mosquitos.

Santo Anselmo II de Lucca (ou da Baggio) Bispo Festa: 18 de março

Anselmo foi um dos homens mais cultos do seu tempo. Guiado pelo seu tio homônimo, que foi Papa Alexandre II, tornou-se Bispo de Lucca em 1074. Rejeitando as regalias de Henrique IV, renovou a vida espiritual e monacal. Faleceu em Mântua, em 1086, onde era venerado. No ano seguinte já era Santo. 
(✝︎)Mântua, 18 de março de 1086 
Anselmo da Baggio, um milanês, nascido por volta de 1035, recebeu uma sólida formação literária, filosófica, jurídica e teológica. Sob a orientação de seu tio Anselmo, o futuro Papa Alexandre II, desenvolveu uma paixão viva pela reforma da Igreja. Eleito bispo de Lucca em 1073, foi ordenado pelo Papa Gregório VII, de quem foi um colaborador convicto e incansável. Movido por grande zelo pastoral, promoveu a renovação da vida litúrgica e espiritual da diocese de Lucca, iniciando uma corajosa reforma da vida do clero; mas foi forçado ao exílio por seus opositores. Ele encontrou refúgio com Matilde de Canossa, de quem se tornou conselheiro espiritual.

Cirilo de Jerusalém Padre e Doutor da igreja, Santo (315-386)

Desde o início dos tempos cristãos a heresia se infiltrara na Igreja, mas, foi no século IV, que ocorreram as do arianismo e do nestorianismo causando profundas divisões. Cirilo viveu nesse período em Jerusalém, perto de onde nascera em 315, de pais cristãos e bem situados financeiramente. Muito preparado, desde a infância, nas Sagradas Escrituras e nas matérias humanísticas, em 345, foi ordenado sacerdote. Em 348, foi consagrado, bispo de Jerusalém. Ocupou o cargo durante aproximadamente trinta e cinco anos, dezesseis dos quais passou no exílio, em três ocasiões diferentes. A primeira porque o bispo Acácio, de grande influencia na Igreja, cuja obra foi citada por São Jerônimo, acusou Cirilo de heresia. A segunda por ordem do imperador Constâncio que entendeu ser Cirílo realmente um simpatizante dos hereges, mas em sua defesa atuaram os bispos, Atanásio e Hilário, ambos Padres da Igreja assim como o próprio bispo Cirilo o é. A terceira, foi a mais longa , porque o imperador Valente, este sim herege, decidiu mandar de volta ao exílio todos os bispos anistiados, fato que fez Cirilo peregrinar durante onze anos, por várias cidades da Ásia, até a morte do soberano, em 378. O seu trabalho, entretanto resistiu a tudo e chegou até nossos dias e especialmente porque ele sabia ensinar o Evangelho, como poucos.

EDUARDO II Rei, Mártir, Santo (+ 978)

Rei inglês, traiçoeiramente assassinado
por ordem de sua madrasta, 
a qual mais tarde se arrependeu 
e passou o resto da sua vida num convento.
Eduardo, filho mais velho de Eadgar, o Pacífico, rei da Inglaterra, e de Etelfleda que o rei desposara em egundo matrimónio, foi baptizado por São Dunstano. Pouco depois do seu nascimento, a mãe morreu-lhe e Eadgar contraiu terceiras núpcias com Elfrida, de quem teve outro filho, que ficou a chamar-se Etelredo. Mostrando Eduardo favoráveis disposições, foi-lhe dada educação digna para herdeiro do trono. Tinha aproximadamente doze anos quando lhe morreu o pai. Houve divisões entre os príncipes ingleses por causa do sucessor no trono. Formou-se um partido fomentado por Etelredo; pretextou-se ter Eduardo um carácter violento, chegando mesmo a bater nos seus servidores. Mas Dunstan, ajudado por Osvaldo, sentiu-se feliz conseguindo fazer que prevalecessem os direitos de Eduardo; sagrou-o na presença de todos os senhores e tomou a responsabilidade em favor do seu pupilo. Este, por seu lado, sempre dócil aos conselhos de Dunstan, mostrou-se piedoso, afável, cheio de doçura e de bondade; e deu provas duma sabedoria adiantada e de grande pureza de costumes.

Salvador de Horta Franciscano professo, Santo (1520-1567)

Franciscano espanhol, taumaturgo. 
Teve de ser várias vezes mudado de mosteiro, 
por causa dos milagres que operava.
Nos princípios do século XVI viviam na aldeia de Bruñola, da diocese de Gerona, dois esposos jovens, proprietários de uma quinta chamada Masdevall, e regularmente ricos e bons cristãos. O porvir se apresentava a seus olhos aprazível e cheio de esperanças; mas por circunstâncias que ignoramos, os dois esposos viram-se completamente arruinados, e dali a pouco tiveram de ser admitidos por caridade, enfermos e sem recursos, no hospício de Santa Coloma de Farnés. Sem embargo, como diz o apóstolo São Paulo, aos que amam a Deus tudo lhes vem a parar em bem; as provas cristãmente sobrelevadas se convertem num manancial de riquezas eternas para o céu, e até podem, se assim o permite o Senhor, atrair bênçãos nesta terra. Havendo recobrado a saúde os dois enfermos, pediram às autoridades de Santa Coloma que lhes permitissem consagrar-se ao serviço do hospital. Concedeu-se-lhes este favor e dedicaram-se a ajudar aos pobres e aos enfermos com alegria e com exemplar caridade cristã. Por então, quer dizer, em 1520, lhes concedeu o Senhor um filho de bênção, a que puseram por nome Salvador, o qual, andando o tempo, obraria incontáveis milagres. Deram-lhe cristianíssima educação e o menino se mostrou desde sua infância modelo de obediência e de piedade. Chegado à idade da adolescência, Salvador foi enviado a Barcelona com sua irmã Blasa e foi colocado como aprendiz de sapateiro, mas ignoramos se chegou a aprender completamente o ofício.

Marta Amada Le Bouteiller Religiosa, Beata (1816-1883)

Religiosa francesa das Irmãs das 
Escolas Cristãs da Misericórdia. 
Beatificada em 1990.
Marta (Amada Adélia) Le Bouteiller nasceu no bairro La Henrière da cidade de Saint-Lô (França), de uma família que possuía pequenos prédios e se dedicava à arte de tecer. Os pais confiaram a sua educação às Religiosas de Nossa Senhora do Monte Carmelo. Tocou por sorte à menina ter por preceptora uma santa religiosa, que usava repetir esta jaculatória: “Da negligência das tuas inspirações, livra-nos, Senhor”. Marta Amada, aos 25 anos, resolveu abraçar a vida consagrada. João Paulo II, na homilia de beatificação, a 4 de Novembro de 1990, assim retrata a fisionomia espiritual da religiosa: “Desejosa de se doar totalmente ao Senhor e aos outros, ela entrou na Congregação fundada por Santa Maria Madalena Postel e, ao longo das suas ocupações quotidianas na cozinha, na quinta, nos campos e na despensa, teve uma vida de união com Deus, realizando ‘de maneira grande as coisas pequenas’, seguindo uma máxima querida à Fundadora: ‘Façamos o maior bem possível, ocultando-donos o mais possível’. A Irmã Marta soube encontrar na sua vida oculta com Cristo, a alma do seu apostolado de bondade: “Quem está em Mim e Eu nele, esse dá muito fruto; porque sem Mim nada podíeis fazer’ (Jo 15, 5).

Mariana Donati Celestina da Mãe de Deus Fundadora, Beata (1848-1925)

Religiosa italiana , fundadora da 
Congregação das Filhas Pobres 
de São José de Calasanz . 
Beatificada por Bento XVI em 2008.
Mariana Donati nasceu em 26 de Outubro de 1848 em Florença, Itália. Desde jovenzita tinha consagrado o seu coração a Deus e ao serviço da Igreja. Em Florença encontrou o P Celestino Zini, esculápio, Provincial de Toscana, que foi seu director espiritual e a ajudou a orientar sua vida. Aos 40 anos, imbuída de espírito calasanciano, iniciou definitivamente sua obra que se chamaria Congregação das Filhas Pobres de São José de Calasanz, dedicada a atender a meninos abandonados e de famílias desestruturadas para os educar “com coração de mãe”. Ao fundar a nova Congregação em 1889, Mariana tomou o nome de Celestina da Mãe de Deus; suas companheiras começaram a chamá-la afectuosamente «madrinha» e assim seguem nomeando-a hoje as Calasancianas quando falam de sua Fundadora. No mesmo ano León XIII consagrou pessoalmente como bispo Frei Zini na Basílica de São Pedro, nomeando-o arcebispo de Sena. Quando morreu passados três anos, outros esculápios apoiaram a nascente Congregação: Mário Ricci, Giovanni Giovanozzi, Alfonso ML Mistrangelo… Monsenhor Zini dirigiu numerosos escritos às religiosas calasancianas.