sexta-feira, 29 de maio de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Alegra-te, cheia de graça”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Eu te farei uma casa
 
O anúncio do Anjo não se refere somente a um nascimento. Todo o mistério de Cristo é único em diversas manifestações. Rezamos: “Conhecendo a Encarnação, cheguemos, por sua Paixão e Cruz, à glória da Ressurreição”. É o que contemplamos na promessa ao rei Davi. O homem pensa as coisas do homem. Deus vê mais longe e envolve o homem nas coisas de Dele. Entramos aqui numa grande profecia feita pelo próprio Deus. Davi quer construir uma casa para Deus, isto é, um templo. Desde a saída do Egito, no Sinai, o lugar do encontro com Deus era uma tenda onde estava a arca e onde se realizavam as orações e sacrifícios. Davi se preocupou, sobretudo, porque ele tinha uma casa e Deus não. Então decidiu fazer o templo. A resposta de Deus foi clara: Nunca precisei. E lhe dá em resposta um prêmio inaudito: “O Senhor te anuncia que te fará uma casa”... Tua casa e teu reino serão estáveis para sempre diante de mim. E teu trono será firme para sempre” (2 Sm 7,11.16). Casa, na linguagem do Senhor, é a permanência da casa real de Davi...O herdeiro desse trono será o próprio Filho de Deus, que é um rei eterno. O Reino eterno acolhe o novo povo proveniente de todos os povos. É a estabilidade e a abertura a todos os filhos de Deus de todos os tempos. E Jesus, em seu nascimento, é anotado como herdeiro: “...Será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor lhe dará o trono de Davi, seu pai; Ele reinará na casa de Jacó para sempre, e o seu reinado não terá fim” (Lc 1,32-33). A casa de Davi se identifica com o Reino de Deus, inaugurado pelo seu rei, Jesus. 
Casa de todos 
Encontramos um grande fechamento em Israel, considerando-se como o povo de Deus, sempre mais discriminando os outros povos. Jesus usa essa mentalidade quando atende aquela siro-fenícia chamando-a de “cachorrinho”. Ela replica dizendo que os cachorrinhos também comem as migalhas que caem da mesa dos donos. Jesus diz: “Grande é tua fé, seja-te feito como queres!” (Mt 15,21ss). A grande mensagem de Paulo revela o grande mistério: “Deus quer levar de todas as nações, para trazê-las à obediência da fé” (Rm 16,26). Jesus, o herdeiro de Davi, não é mais o privilegiado sucessor, mas é o Senhor de todos. É bom notarmos que o Reino é aberto a todos, sem um modelo exclusivo. É a grande riqueza que Deus pôs nos povos. Essa riqueza nos é apresentada no dia de Pentecostes. A lista dos povos ali apresentada não significa um encontro ocasional de estrangeiros. Sua localização indica todos os pontos do mundo. É a universalidade da salvação. No recenseamento de César, que levou Jesus a nascer em Belém, Jesus foi inscrito como um no império que dominava todos os povos. A casa de Davi que dura para sempre, é uma casa para todos. 
Faça-se em mim 
A espiritualidade da encarnação nos conduz a uma atitude de obediência. Maria acolhe o projeto de Deus sobre ela. Soube discernir e, vendo sua pequenez, distinguiu as escolhas de Deus: “Grandes coisas fez em mim o todo poderoso” (Lc 1,49). Assume o projeto de Deus e diz: “Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,38). Não disse: seja como Deus quer, mas “faça-se segundo a tua palavra”. Acolhe o projeto de Deus através daquele que o anuncia. Ela não disse: ‘Comigo, Deus não disse nada’. Aceitou as mediações que Deus usa. É lindo ver como o caminho da Encarnação penetra todas as realidades da fé. Deus usa o humano para que o Divino se estabeleça entre nós. Quanto mais humano, mais apto está para transmitir o que é divino. A dimensão simbólica se estabelece como doutrina. 
Leituras 2 Samuel 7,1-5.8b-12.14ª.16; 
Salmo 88; 
Romanos 16,25-27; Lucas 1,26-38 
1. O herdeiro desse trono será o próprio Filho de Deus, que é um rei eterno. 
2. É bom notarmos que o Reino é aberto para todos, sem um modelo exclusivo. 
3. A espiritualidade da encarnação nos conduz a uma atitude de obediência. 
4. Se fores realmente HUMANO, alcançarás a condição Divina.
Minha casinha 
Deus prometeu a Davi uma casa eterna – sua realeza. Jesus comprou tudo. E nós, com nossa pequenez, servimos só para lacaio nesse Reino? Parece complicado. Mas na verdade funciona assim. Minha casinha, pois não tenho um reino, ela tem tudo que esse reino tem, em tamanho pequeno. É como Jesus dizia: em semente. Mas cresce na medida de nosso empenho para que o grande Reino se desenvolva.
Homilia do 4º Domingo Comum (20.12.2020)

EVANGELHO DO DIA 29 DE MAIO

Evangelho segundo São Marcos 11,11-26. 
Naquele tempo, Jesus, depois de ser aclamado pela multidão, entrou em Jerusalém e foi ao Templo. Observou tudo à sua volta e, como já era tarde, saiu para Betânia com os Doze. No dia seguinte, quando saíam de Betânia, Jesus sentiu fome. Viu então de longe uma figueira com folhas e foi ver se encontraria nela algum fruto. Mas, ao chegar junto dela, nada encontrou senão folhas, pois não era tempo de figos. Então, dirigindo-Se à figueira, disse: «Nunca mais alguém coma do teu fruto». E os discípulos escutavam. Chegaram a Jerusalém. Quando Jesus entrou no Templo, começou a expulsar os que ali vendiam e compravam: derrubou as mesas dos cambistas e os bancos dos vendedores de pombas e não deixava ninguém levar nada através do Templo. E ensinava-os, dizendo: «Não está escrito: "A minha casa será chamada casa de oração para todos os povos"? E vós fizestes dela um covil de ladrões». Os príncipes dos sacerdotes e os escribas souberam disto e procuravam maneira de o fazer morrer. Mas temiam Jesus, porque toda a multidão andava entusiasmada com a sua doutrina. Ao cair da noite, Jesus e os discípulos saíram da cidade. Na manhã seguinte, ao passarem perto da figueira, os discípulos viram-na seca até às raízes. Pedro recordou-se do que tinha acontecido na véspera e disse a Jesus: «Olha, Mestre. A figueira que amaldiçoaste secou». Jesus respondeu: «Tende fé em Deus. Em verdade vos digo: Se alguém disser a este monte: "Tira-te daí e lança-te no mar", e não hesitar em seu coração, mas acreditar que se vai cumprir o que diz, assim acontecerá. Por isso vos digo: Tudo o que pedirdes na oração, acreditai que já o recebestes e assim sucederá. E quando estiverdes a orar, se tiverdes alguma coisa contra alguém, perdoai, para que o vosso Pai que está nos Céus vos perdoe também as vossas faltas. Porque, se não perdoardes, também o vosso Pai que está no Céu não perdoará as vossas ofensas». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Jerónimo 
(347-420) 
Presbítero, 
tradutor da Bíblia, 
doutor da Igreja 
Homilias sobre o Evangelho
 de São Marcos, n.° 9 
«Não façais da casa de meu Pai 
casa de comércio» (Jo 2,16) 
«Quando Jesus entrou no Templo, 
começou a expulsar os que ali 
vendiam e compravam». 
Alguns espantam-se com a ressurreição de Lázaro, e ficam admirados com a ressurreição do filho da viúva; outros ficam estupefactos com outros milagres. Não há dúvida de que é admirável tornar a dar vida a um corpo morto. Mas eu fico mais impressionado com o acontecimento presente; pois que poder autorizou este homem, filho de um carpinteiro, um pobre sem morada fixa nem sítio onde repousar, sem exército que O protegesse, que não era chefe nem juiz, que poder O autorizou a expulsar, sozinho, multidão tão numerosa? E ninguém protestou, ninguém ousou resistir; pois ninguém ousou opor-se ao Filho que reparava a injúria feita a seu Pai. «Começou a expulsar os que ali vendiam e compravam». Se isto foi possível entre os judeus, porque não será, e com mais razão, entre nós? Se isto aconteceu no contexto da Lei, porque não acontece no contexto do Evangelho? Cristo, um pobre, expulsa os compradores e os vendedores, que são ricos; aquele que vende é expulso do mesmo modo que aquele que compra. Que ninguém diga: «Eu ofereço tudo o que possuo, faço oferendas aos sacerdotes como Deus ordenou». Lemos em São Mateus: «Recebestes de graça, dai de graça» (Mt 10,8): a graça de Deus não se vende, dá-se.

São Sisínio, protomártir de Trentino-Festa: 29 de maio

(†)Val di Non, Trentino, 29 de maio de 397
 
Os três mártires de Trento vieram da Capadócia e foram martirizados no Trentino. São eles Alessandro (um porteiro), Sisinnio (um diácono) e Martirio (um leitor), ainda venerados em Trento. Vivendo no século IV, os três faziam parte do grupo de evangelizadores que vieram das comunidades cristãs do Mediterrâneo para difundir o Evangelho naquela península, que era uma ponte natural para o continente. A Itália cristã também deve sua fé a santos como eles: enviados pelo bispo de Milão, Ambrósio, ao bispo de Trento, Vigílio, foram queimados vivos diante do altar do deus Saturno. Em 1997, 1600 anos após seu martírio, suas relíquias percorreram as paróquias da diocese de Trento. (Avvenire)
Emblema:Palmeira 
Martirológio Romano: Em Val di Non, no Trentino, os santos mártires Sisínio, diácono, Martírio, leitor, e Alexandre, porteiro: de origem capadócia, fundaram uma igreja nesta região e introduziram o uso de hinos de louvor ao Senhor, acabando por ser mortos por alguns pagãos que ofereciam sacrifícios de purificação.

São Paulo VI, Papa

João Batista Montini nasceu em Concesio, uma cidadezinha nas proximidades de Brescia, em 26 de setembro de 1897, no seio de uma família católica, muito comprometida com a política e a sociedade. No outono de 1916, entrou para o seminário em Brescia e, quatro anos depois, recebeu a ordenação sacerdotal na catedral. Foi enviado a Roma para continuar a estudar filosofia, na Pontifícia Universidade Gregoriana, e Ciências Humanas na universidade estadual. Formou-se em Direito Canônico, em 1922, e em Direito Civil, em 1924.

Santa Bona , Virgem de Pisa Festa: 29 de maio

Pisa, 1155/6 - 120
No século XIII, houve um número crescente de santos. Essas mulheres cristãs, muitas vezes seculares, parecem se encaixar em um tipo de santidade feminina que não pertence a Bona. De fato, a santa de Pisa se distingue de outras figuras femininas por sua vocação desde criança; a escolha da virgindade e obediência absoluta aos seus superiores. Mas o que caracteriza Bona e o que a distancia muito de outros santos de seu tempo é a continuidade de suas viagens, que não falharão nem mesmo em períodos particularmente difíceis: Santiago de Compostela (que ela chegará nove vezes), San Michele al Gargano, Roma e a Terra Santa são seus destinos favoritos. Ao mesmo tempo, ela nunca negará o seu forte vínculo com Pisa e os seus habitantes e, em particular, com os cónegos regulares de Santo Agostinho de San Martino e com os monges de San Michele degli Scalzi: os numerosos milagres realizados pela santa de Pisa demonstram a sua grande atenção e solicitude, especialmente para com os mais débeis e pobres. Patrona: Hospedeiras 
Emblema: Cruz e a letra 
Martirológio Romano: Em Pisa, São Bona, virgem, que fazia peregrinações frequentes à Terra Santa, Roma e Compostela com devoção. 

Beata Elia de São Clemente, Monja carmelita

A Beata na adolescência
 
Uma vida simples, mas na qual podemos ver uma profunda experiência de Deus. Seus modelos, Santa Teresinha do Menino Jesus e, claro, a grande Santa Teresa. Mas foi com a primeira que ela mais se assemelhou. “O pensamento de que eu vivo para Ti, meu Deus, deve me fazer feliz em todos os eventos. Peço-Te, meu bom Jesus, com todo o meu coração a graça do desapego de todas as coisas deste mundo e viver apenas para Ti, de não desejar nada para mim, mas viver como se eu fosse sozinha no mundo”. “Dá-me graça, ó meu Deus, para penetrar nos segredos mais íntimos do teu Coração ardente, e viver aqui desconhecida para qualquer olhar humano vivo e até para mim mesma; faça que eu aja conduzida diretamente por Ti, fale inspirada por Ti, viva de Teu respiro, e as batidas do meu coração se fundam com as batidas divinas do Teu”.

Beata Gherardesca Vedova, monja camaldulense Festa: 29 de maio

(*)Pisa, c. 1200 -(+) c. 1270 
Nasceu em Pisa por volta de 1200 e se casou muito jovem. Cristã fervorosa e modelo de noiva, sem filhos como resultado de visões celestiais, ela convenceu o marido a se tornar monge no mosteiro camaldulense de San Savino em Pisa, e depois também se aposentou como reclusa oblata em uma cela do mesmo mosteiro. Aqui, louvando e conversando com o Senhor, ele alcançou os mais altos graus de contemplação. Gherardesca finalmente morreu perto de Pisa por volta do ano 1270. Na "História da antiga cidade de Pisa" não faltam as devidas referências à Beata Gherardesca Pisana dos Condes Gherardesca, uma monja camaldulense. O Martyrologium Romanum a comemora como "abençoada" em 29 de maio, enquanto de acordo com a Menologia Camaldulense ela é considerada uma "santa" com uma festa em 9 de junho. Etimologia: Gherardesca = lança em negrito, do germânico 
Martirológio Romano: Em Pisa, a Beata Gherardesca, viúva, que passou a vida em uma cela ao lado do mosteiro camaldulense de San Savino, dedicada aos louvores a Deus e à intimidade com o Senhor. 

São Maximino de Trier, Bispo Festa: 29 de maio

(*)Silly, Bélgica, final do século III
(+)Poitiers, França, 12 de setembro de 349 
Ele foi bispo de Trier durante o reinado dos filhos de Constantino, o Grande, e um ferrenho opositor do arianismo. Deu asilo a seu amigo e companheiro Santo Atanásio em Trier, de 335 a 337. Faleceu ao retornar de uma viagem a Constantinopla. Seu sucessor, São Paulino, transferiu seus restos mortais para Trier em 29 de maio de 353. Uma abadia beneditina foi construída sobre seu túmulo no século VI, que mais tarde se tornou a Abadia Imperial de São Maximino. A igreja de São João foi posteriormente dedicada a ele. Sua cabeça é hoje preservada na igreja paroquial do bairro de Trier-Pfalzel, em Trier.

Félix de Nicósia Frade capuchinho, Santo (1715-1888)

Nasceu do matrimónio de Filipe Amoroso e Carmela Pirro, em Nicósia (Itália), a 5 de Novembro de 1715. A família era pobre mas muito religiosa. A proximidade do convento dos Capuchinhos deu-lhe a possibilidade de frequentar aquela comunidade, conhecer os religiosos e admirar o seu estilo de vida. Ao frequentar o convento sentia-se cada vez mais fortemente atraído por aquela vida: alegria na austeridade, liberdade na pobreza, penitência, oração, caridade e espírito missionário. Quando completou vinte anos pediu ao Superior do Convento de Nicósia para interceder junto do Padre Provincial de Messina a fim de que pudesse ser acolhido na Ordem como leigo porque, dado que era analfabeto, não podia ser admitido como clérigo, mas sobretudo porque aquele estado mais condizia à sua índole humilde e simples. Recebeu resposta negativa não só então mas também às repetidas solicitações nos oito anos sucessivos.

José Gerard Sacerdote, Beato (1831-1914)

Padre José Gerard nasceu perto de Nancy, França, na pequena cidade de Bouxières-aux-Chènes em 12 de Março de 1831. Passou a infância na fazenda da família e com a ajuda do pároco pôde iniciar os estudos para o sacerdócio. Durante os dois anos que esteve no seminário de Nancy, ficou impressionado com as narrativas das obras missionárias e em 1851 juntou-se aos Missionários Oblatos de Maria Imaculada. Foi ordenado diácono pelo fundador, Santo Eugénio de Mazenod, que aos 22 anos enviou Joseph Gerard para a missão de Natal na África do Sul. Em Maio de 1853, o diácono José Gerard chegou ao seu território missionário e nunca mais voltou à França.

Maria Úrsula Ledochowska Religiosa, Fundadora, Santa 1865-1939

"Soubesse só amar! Arder, consumar-se no amor" ― assim escreveu Júlia Ledóchowska antes dos votos religiosos aos 24 anos de idade. No dia da sua Profissão, mudou o nome para Maria Úrsula de Jesus, que tomou aquelas palavras como orientação para toda a sua vida. Na sua família houve vários homens de Estado, militares, eclesiásticos e pessoas consagradas, comprometidas na história da Europa e da Igreja. Outros dos seus irmãos escolheram a vida consagrada e Maria Teresa foi beatificada em 1975; tinha fundado o Sodalício de São Pedro Claver e o seu irmão Vladimiro, foi Superior-Geral dos Jesuítas. Nos vinte e cinco anos de vida no convento, em Cracóvia, Maria Úrsula atraiu as atenções com o seu amor ao Senhor, pelo talento educativo e sensibilidade perante as necessidades dos jovens, nas difíceis condições sociais, políticas e morais daquele tempo.

Nossa Senhora Auxiliadora, História da Invocação

     Nos primeiros séculos, a Santa Igreja, guiada pelo Espírito Santo, tratou com muita discrição tudo quanto se referia a Santa Mãe de Deus, para que Ela não fosse confundida com uma deusa por aqueles povos recentemente convertidos dos erros do paganismo.
     Ainda assim, há muitas evidências de uma devoção a Ela já nos primeiros séculos. Temos, entre muitos outros, um fragmento de uma oração dirigida a Ela, uma representação da Virgem com o Menino nas catacumbas de Priscila, em Roma, uma placa do século III representando a visita dos Reis Magos, um prato dourado do século IV retratando Maria SSma. e os Santos Apóstolos Pedro e Paulo (vide abaixo).
     As invocações com que os católicos a Ela se dirigem, honram e cultuam são inúmeras. A invocação de Auxilium Christianorum, entretanto, tem uma conotação especial: Ela é invocada e sempre intervém quando há uma batalha que parece pender para o lado dos inimigos da Cristandade. Poderíamos dizer que Ela é um General que sabe táticas de guerra...
     O primeiro Padre da Igreja que chamou a Virgem Maria de “Auxiliadora” foi São João Crisóstomo, arcebispo de Constantinopla no ano 345 em Constantinopla. Ele invocou o auxílio de Maria para enfrentar as invasões de búlgaros e tártaros, que punham em risco a Cristandade no Oriente. O santo disse: “Tu, Maria, é o auxílio potentíssimo de Deus”.

Nossa Senhora, Rainha dos Apóstolos, 29 de Maio

A invocação a Maria como Rainha dos Apóstolos não é recente, pois já existia nas Ladainhas Loretanas, instituídas por São Gregório Magno no século VII, atualizadas posteriormente. É também bastante conhecido nos meios artísticos um mosaico bizantino do século XII, na igreja do Torcello (Itália), no qual a Mãe de Deus aparece de pé com o Menino Jesus ao colo, rodeada pelos doze apóstolos. Através da história, a Santíssima Virgem tem-se manifestado sempre como Mãe, Mestra e Rainha dos Apóstolos, atendendo solícita às súplicas de todos aqueles que de qualquer maneira trabalham para o anúncio da mensagem do Evangelho e a expansão do Reino de Deus. São Vicente Pallotti o fundador da Sociedade do Apostolado Católico, colocou a sua obra missionária sob a tutela da Rainha dos Apóstolos, a fim de que os seus filhos, unidos em sincera e profunda devoção a Maria, com Ela e por Ela alcançassem as luzes e graças do Espírito Santo para tornarem-se destemidos propagadores do Reino de Cristo. Também o Padre Tiago Alberione, fundador da "Família Paulina" (família formada de cinco congregações e três institutos), quis colocar as congregações sob a proteção de São Paulo Apóstolo e sob o olhar de Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos. 

ORAÇÕES - 29 DE MAIO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
29 – Sexta-feira – Santos: Maximino, Cirilo de Cesareia, Sisínio
Evangelho (Mc 11,11-26) “Ele viu uma figueira coberta de folhas e foi até lá ver se encontrava algum fruto ... encontrou só folhas, pois não era tempo de figos.”
Temos no trecho três temas distintos: a maldição da figueira, a purificação do Templo, e o poder da oração. Como não era tempo de figos, podemos dizer que Jesus realizou uma ação simbólica, como os antigos profetas. Estaria condenando a esterilidade dos que se apegam à letra da Lei, e lembrando-nos que, tendo recebido tantas graças de Deus, temos de produzir muitos frutos
.Oração
Senhor Jesus, reconheço que não basta a folhagem das aparências. Minha vida precisa ter conteúdo, não basta parecer; tenho de ser discípulo e seguidor na vida real; não bastam palavras, tenho de produzir frutos. Preciso de vossa ajuda para começar afinal a viver como ensinais, preciso que leveis meu coração para o rumo certo. Assim irei aproveitar mais o tempo que me dais. Amém.

quinta-feira, 28 de maio de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Alegrai-vos!”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Seu nome era João
 
Advento com São João Batista. 
João prepara os caminhos do Senhor e mostra presente a ação de Deus em Jesus que vem proclamar o Ano da Graça do Senhor. É o tempo de Deus agir em sua misericórdia. O nome João, Iohanan, é sua missão de misericórdia. Por isso se acentua a misericórdia de Deus; É o sinal da alegria da intervenção de Deus. Seu anúncio é para dar testemunho da luz para que todos cheguem à fé por meio dele. Viver na fé é viver na Luz. Mostra que a Luz que ilumina todo homem que vem a esse mundo é Jesus. Somente por meio Dele é que poderemos ter a luz que nos abre ao conhecimento de Deus. O texto de Isaías mostra esse tempo como o tempo de remissão total e o tempo da libertação dos pobres de todas suas cadeias e feridas. É a boa nova que agora vai dirigir os caminhos do mundo. O júbilo do profeta foi vivido por João que viu e apresentou o Messias prometido. Todo aquele que crê, torna-se uma luz e um anúncio desse tempo novo. Isso é estar “revestido com as vestes da salvação e envolvido com o manto da justiça”. Deus escolhe os pequenos para realizar suas grandes obras. Maria canta: “Ele viu a pequenez de sua serva” (Lc 1,48). João faz parte dos pequeninos, mesmo sendo um profeta de fogo, como Elias. Pequeno porque se põe ao serviço de preparar os caminhos. Ele aplaina os caminhos do Senhor. Para o retorno do povo libertado, o profeta anuncia uma bela estrada no deserto para que o povo faça com facilidade o caminho de retorno à pátria. Agora João se vê preparando o povo para o encontro com o Messias.
Estai sempre alegres 
A temática desse domingo é a alegria.
A vinda do Senhor nos atiça ao júbilo de sua presença. Deus mesmo vai nos santificar em tudo: alma, espírito e corpo (1Ts 5,23). É o homem em todas suas dimensões. Não existe, na mentalidade de Paulo, santificação da alma. Mas sim do homem inteiro em tudo o que ele é e lhe pertence. Tudo isso para nos conservamos para a vinda do Senhor. Ele realiza em nós a santidade que é júbilo. A alegria é o resultado da purificação da presença de Jesus no meio de nós. Nele tudo é santificador. Santificar é colocar-se a serviço do bem. Por isso, a temática do domingo clama para a alegria. O cristão é sempre alegre. Diz-se que um santo triste é um triste santo. Vemos aí a passagem da vida comum à vida junto do Senhor que vem. É a temática que envolve o tempo de Natal. João Batista é um santo da vida madura de Jesus. Mas seu nascimento foi de grande alegria para todo o povo, pois indicava que Deus o visitava. Sua missão profética despertou o sentimento de que Deus continua falando. Celebrar o Advento é retomar o vigor da ação de Deus que é sempre rico em seus dons. 
Celebrar com júbilo 
A oração pede a Deus “que o fiel possa chegar às alegrias da Salvação e celebrá-las sempre com intenso júbilo na solene liturgia”. A liturgia é o momento de entrar em contato com o mistério ocorrido e agora celebrado. Não há distância entre o celebrado e o vivido. A finalidade da celebração é tornar presente aquilo que cremos pela fé. Não há uma distância entre o fato e a celebração. “Fazei isso em memória de mim”. A memória é atualizadora do acontecimento e traz em si toda a graça reservada a esse mistério. Por isso o Mistério da Vinda futura e a Vinda na carne se tornam presentes. O ano litúrgico não é uma simples memória de acontecimentos, mas memória que torna vivos os acontecimentos. Celebrar é fazer-se presente, como o mistério se faz presente a nós. 
Leituras: Isaias 61,1-2ª.10-11; Cântico Lucas 1.;
1Tessalonicenses 5,16-24; João 1,6-8.19-28. 
1. Todo aquele que crê, torna-se uma luz e um anúncio desse tempo novo. 
2. A alegria é o resultado da purificação da presença de Jesus no meio de nós. 
3. A finalidade da celebração é tornar presente aquilo que cremos pela fé.
A festa não acaba 
Chegados a esse tempo, temos um sabor de festa. Parece que tudo quer explicar que coisa boa vai acontecer. São poucos dias, mas de muita agitação que mexem com o coração. O Natal não acaba. É sempre vida nova que vai brotando. O Natal vem pra ficar no coração, mesmo que mudem os dias. Quem descobre sua beleza, não perde o jeito. Celebrar é gostar de viver. Viver o Natal é descobrir a fonte que jorra. 
Homilia do 3º Domingo do Advento (13.12.2020)

EVANGELHO DO DIA 28 DE MAIO

Evangelho segundo São Marcos 10,46-52. 
Naquele tempo, quando Jesus ia a sair de Jericó com os discípulos e uma grande multidão, estava um cego, chamado Bartimeu, filho de Timeu, a pedir esmola à beira do caminho. Ao ouvir dizer que era Jesus de Nazaré que passava, começou a gritar: «Jesus, Filho de David, tem piedade de mim». Muitos repreendiam-no para que se calasse. Mas ele gritava cada vez mais: «Filho de David, tem piedade de mim». Jesus parou e disse: «Chamai-o». Chamaram então o cego e disseram-lhe: «Coragem! Levanta-te, que Ele está a chamar-te». O cego atirou fora a capa, deu um salto e foi ter com Jesus. Jesus perguntou-lhe: «Que queres que Eu te faça?». O cego respondeu-Lhe: «Mestre, que eu veja». Jesus disse-lhe: «Vai: a tua fé te salvou». Logo ele recuperou a vista e seguiu Jesus pelo caminho. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Jean Tauler 
(1300-1361) 
Dominicano de Estrasburgo 
Sermão 10 
«Logo ele recuperou a vista e 
seguiu Jesus pelo caminho» 
«Eu sou a luz do mundo» (Jo 8,12). 
Ele é a luz que dá brilho a todas as luzes da Terra: às luzes materiais, como o Sol, a Lua, as estrelas e os sentidos físicos do homem; e à luz espiritual, à inteligência do homem, graças à qual todas as criaturas devem refluir para a sua origem. Sem este refluxo, estas luzes criadas são, em si mesmas, verdadeiras trevas, comparadas com a luz autêntica por essência, que é luz para todo o mundo. O Senhor recomenda-nos: «Renuncia à tua luz, que é trevas em comparação com a minha luz, e que Me é contrária, porque Eu sou a verdadeira luz e quero dar-te, em troca das tuas trevas, a minha luz eterna, a fim de que ela te pertença como Me pertence a Mim mesmo, e de que tu tenhas o meu ser, a minha vida, a minha felicidade e a minha alegria». Qual é, então, o caminho mais curto que conduz a verdadeira luz? Tal caminho consiste em renunciar verdadeiramente a si mesmo, em amar só a Deus e só a Ele ter em vista, em não querer em coisa alguma o próprio interesse, mas desejar e procurar somente a honra e a glória de Deus, em esperar tudo imediatamente de Deus e, sem desvio nem intermediário, a Ele remeter todas as coisas, venham de onde vierem, a fim de que haja entre Deus e nós um fluxo e um refluxo imediatos: eis o verdadeiro caminho, o caminho reto.

Santos Emílio, Felice, Príamo e Feliciano, mártires venerados na Sardenha

Dia festivo: 28 de maio
 
Eles são comemorados no Geronimiano e em outros martirológios antigos em 28 de maio. Mas Príamo representa Primo e Felice é identificado com Feliciano: dois autênticos mártires romanos de 9 de junho. Nada se sabe sobre Emílio. A indicação da Sardenha como local do martírio é um erro. É verdade que as relíquias de Príamo, Luciano (uma corruptela de Feliciano) e Emiliano (uma variante de Emílio) foram encontradas nesta ilha em 1620. A veneração a Emílio é difundida na Sardenha. A diocese de Bosa o tem como seu principal padroeiro, juntamente com Príamo; Belvi conserva uma estátua de madeira dele do século XVI e tinha uma antiga pequena igreja dedicada a ele, abandonada no início do século XVII e reconstruída em 1926. Na província de Cagliari, a vila de Sestu tem uma igreja em honra de São Gemiliano (uma variante de Emílio), que data de cerca de 1260; outra cidade, Samassi, tem uma de cerca de 1290.
Etimologia: Emilio = cortês ou emulador, do latim 
Emblema: Palma

Santa Maria Ana de Paredes virgem, +1645

Santa Maria Ana de Paredes nasceu em Quito, Equador, no dia 31 de Outubro de 1618. Órfã de pai aos quatro anos e de mãe dois anos mais tarde. Foi educada pela irmã mais velha. Jovem ainda, foi iniciada nos Exercícios de Santo Inácio de Loyola. Por várias vezes tentou abraçar a vida religiosa, quer como missionária no meio aos índios, quer como reclusa em algum convento. Por fim, foi apoiada pelos irmãos, que lhe deram alguns aposentos da casa, que Santa Maria Ana transformou em clausura. Passou ali a vida inteira recolhida, dedicando-se à penitência e à oração, saindo apenas para assistir à missa e para ajudar os pobres, os necessitados e consolar os infelizes. Em 1645, ofereceu a sua vida pelas vítimas da epidemia que assolava a cidade de Quito. Caindo gravemente enferma, morreu nesse mesmo ano. Foi canonizada por Pio XII, em 1950. É a primeira santa do Equador. Foi proclamada também heroína nacional.

28 de maio - Beato Iuliu Hossu

Iuliu Hossu nasceu em 30 de janeiro de 1885 em Milaşul Mare, então Áustria-Hungria, hoje Romênia, era filho de um padre greco-católico. Ele estudou os temas de Filosofia e Teologia Católica em Budapeste, Viena e Roma, e em 27 de março de 1910, recebeu do bispo Basílio Hossu, seu tio (seu pai Ioan e Basil eram primos) o sacramento de Ordens Sagradas. A partir de 1911 ele realizou várias tarefas ao serviço do Bispo de Gherla, no período de 1914-1917 ele foi um capelão militar para os soldados romenos no exército austro-húngaro. Em 21 de abril de 1917 foi nomeado bispo de Gherla, Armenopoli, Szamos-Újvár para os fiéis do rito bizantino-romeno. A consagração episcopal aconteceu em 4 de dezembro de 1917.

28 de maio - Beata Maria Serafina do Sagrado Coração

Clotilde Micheli nasceu em Imer (Trento) no dia 11 de setembro de 1849. Seus pais eram profundamente católicos. Com 03 anos, como era uso então, recebeu o Sacramento da Crisma e aos 10 anos recebeu a Primeira Comunhão. No dia 2 de agosto de 1867, com 18 anos, quando estava em oração na igreja de Imer, Nossa Senhora manifestou-lhe que era a vontade de Deus que fosse fundado um instituto religioso com a finalidade específica de adorar a Santíssima Trindade, com especial devoção a Nossa Senhora dos Anjos, estes, modelos de oração e de serviço. Seguindo os conselhos de uma senhora sábia e prudente, Constança Piazza, Clotilde dirigiu-se para Veneza para se aconselhar com Monsenhor Domenico Agostini, futuro patriarca daquela cidade, que a aconselhou a iniciar a obra desejada por Deus, começando por redigir a Regra do Instituto.