sábado, 6 de junho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Ensinamento de Jesus”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Ensinamento com autoridade
 
O ministério na Galiléia reflete o texto de Mateus no início da pregação de Jesus (Mt 4,16), citando Isaias 9,2.: “O povo que vivia nas trevas viu uma grande luz”. Os milagres de Jesus davam autoridade. Ele faz o milagre no coração da vida espiritual do povo, durante a celebração da sinagoga. Ele anuncia e tira a maldade do meio do povo, simbolizada na expulsão de um demônio que dominava um homem. Ali satanás reconhece quem é Jesus: “Sei quem tu és: Tu és o santo de Deus”. Santo de Deus se dizia do Sumo Sacerdote que introduzia o povo no Lugar Santo. Jesus, pelo seu ministério leva o povo para Deus, pois Ele tem poder também sobre os demônios que o reconhecem. No evangelho de Marcos vemos tantas vezes expulsando o demônio. Jesus expulsa o demônio para dar lugar ao Espírito Santo. “Se expulso demônio pelo dedo de Deus, é que chegou a vós o Reino de Deus” (Lc 11,20). A autoridade de Jesus está em sua adesão plena ao projeto redentor do Pai. Guiado pelo Espírito anuncia o Reino para a conversão fundamental. O povo identifica em Jesus o profeta anunciado por Moisés no Deuteronômio: “Farei surgir para eles, do meio de seus irmãos, um profeta semelhante a ti. Porei na sua boca minhas palavra e ele lhe comunicará tudo o que eu lhe mandar (Dt 18,18). A pregação de Jesus vai ser acompanhada de milagres que a comprovam. Ele liberta o homem do demônio que amarra e destrói seu ser humana. Agora pode ouvir Jesus com liberdade. Assim, no mundo, há necessidade de tirar o demônio que deixa as pessoas presas, sem poder ouvir e optar. 
Não fecheis o vosso coração 
A palavra quer sempre a resposta obediente de um coração aberto a Deus; “Não fecheis os vossos corações como no deserto, em outrora vossos pais me provocaram, apesar de terem visto minhas obras” (Sl 94). O fechamento do coração impede o conhecimento do projeto apresentado por Jesus, obscurece a mente e impede a ação de Deus em nós. O profeta é mediador entre Deus e o povo. Jesus fez mediador. É a Ele que devemos ouvir. Não podemos buscar nosso futuro ou o sentido de nossa vida em pessoas que não buscam em Jesus como fonte primeira e última da vontade de Deus. Basta pensar em horóscopos, outras religiões que se dão o direito de ler futuro por meios escusos, longe da Palavra de Deus. Pensemos a um horóscopo, cartas, visões e outros. A fé nos manda ouvir Jesus e sua Palavra. Quem diz as palavras de Deus sem vivê-las não está apto a discernir onde Deus age. O profeta deve falar em nome de Deus, o que Deus quer. Diz Deus a Moisés: “O profeta que tiver a ousadia de dizer em meu nome alguma coisa que não lhe mandei... esse profeta deverá morrer” (Dt 18,20). Os anunciadores da Palavra de Deus, podemos “vender” a verdade. Não é esse o projeto de Deus a nosso respeito. 
Agradar o Senhor 
Quando falamos em fazer a vontade de Deus, podemos entrar por um só de obediência a coisas que nos são mandadas. Mas somos chamados a fazer a vontade de Deus nas coisas da vida. Havia no tempo de Paulo a idéia da volta próxima do Senhor. Então ensina que se deveria ficar preocupado primeiramente com essa volta, deixando de lado tudo o mais. Quer que tudo seja secundário. E diz, sobretudo, com respeito ao casamento. Não é contra, mas, quem está casado tem outros compromissos. Certamente Paulo, no atual contexto poderia muito bem dizer: “Viver bem casado é uma excelente maneira de preparar a vinda do Senhor.”
Leituras Deuteronômio 18,15-20; 
Salmo 94; 
1Coríntíos 7,32-35; Marcos 1,21 
1. A autoridade de Jesus está em sua adesão plena ao projeto redentor do Pai. 
2. O fechamento do coração impede o conhecimento do projeto apresentado por Jesus. 
3. Paulo diria: “Viver bem casado é uma maneira de preparar a vinda do Senhor. 
No B A BA de Jesus 
Quando fomos à escola aprendemos a ler. Ainda se aprendia o Beabá. É belo o aprendizado. Jesus passou por esse caminho. Seguiu o caminho de todo o menino que aprendia a ler. Jesus tinha um professor muito bom antes de entrar na escolinha de José e Maria. Seu Pai do Céu. Ele ensinava a conhecer seu coração, livro aberto, e tirar dele as belas palavras que nos animam. O povo ficava dependurado em seus lábios. Essa sabedoria ele transmite com palavras tão simples e explica com gestos tão bonitos que chamamos de milagres. Não dava o braço a torcer a quem não lia o mesmo livro que Ele. Esse era o diabo que confundia as pessoas. Jesus o manda embora e continua dando seu ensinamento.
Homilia do 4º Domingo Comum (31.01.2021)

EVANGELHO DO DIA 06 DE JUNHO

Evangelho segundo São Marcos 12,38-44. 
Naquele tempo, Jesus ensinava a multidão, dizendo: «Acautelai-vos dos escribas, que gostam de exibir longas vestes, de receber cumprimentos nas praças, de ocupar os primeiros assentos nas sinagogas e os primeiros lugares nos banquetes. Devoram as casas das viúvas com pretexto de fazerem longas rezas. Estes receberão uma sentença mais severa». Jesus sentou-Se em frente da arca do tesouro a observar como a multidão deitava o dinheiro na caixa. Muitos ricos deitavam quantias avultadas. Veio uma pobre viúva e deitou duas pequenas moedas, isto é, um quadrante. Jesus chamou os discípulos e disse-lhes: «Em verdade vos digo: esta pobre viúva deitou na caixa mais do que todos os outros. Eles deitaram do que lhes sobrava, mas ela, na sua pobreza, ofereceu tudo o que tinha, tudo o que possuía para viver».
Tradução litúrgica da Bíblia 
Youssef Bousnaya 
(869-979) 
Monge sírio 
Vida e doutrina de
 Rabban Youssef Bousnaya, 
por Jean Bar Kaldoum 
«Veio uma pobre viúva» 
A misericórdia merece ser louvada não só pela abundância de dádivas, mas sobretudo quando procede de um pensamento bom e misericordioso. Há pessoas que muito dão e muito distribuem, mas não são tidas por misericordiosas aos olhos de Deus, e há pessoas que nada têm, nada possuem, mas têm piedade por todos no seu coração. Estas são consideradas seres verdadeiramente misericordiosos aos olhos de Deus, e de facto são-no. Portanto não digas: «Nada tenho para dar aos pobres»; não te angusties pensando que por esse motivo não podes ser misericordioso. Se tens alguma coisa, dá o que tens; se nada tens, dá, ainda que seja apenas um pão seco, fá-lo com intenção verdadeiramente misericordiosa, e tal será considerado por Deus um ato de misericórdia perfeita. Nosso Senhor não louvou os que punham muito na caixa das esmolas; louvou a viúva, por ter deitado as duas moedas que conseguira poupar na sua vida de indigência, oferecendo-as em gratuidade, com um pensamento bom, para o tesouro de Cristo. O homem que no seu coração tem piedade dos seus semelhantes é misericordioso aos olhos de Deus; mais vale uma boa intenção sem efeitos visíveis do que a abundância de obras magníficas, mas realizadas sem boa intenção.

06 de junho - São Gerardo Tintore de Monza

O ano de nascimento de Gerardo não é conhecido com certeza: segundo alguns historiadores, foi o ano de 1134. O nome "Tintore" ou "dei Tintori" significa "tintureiro" ou "dos tintureiros" e muito provavelmente se refere à ocupação de seus ancestrais. Sua família era rica, mas não nobre. Após a morte de seu pai, Gerardo usou sua herança para fundar um hospital para a ajuda dos pobres e doentes. O hospital foi aparentemente estabelecido na casa de Gerardo, que ficava na margem esquerda do rio Lambro, perto da ponte agora chamada "San Gerardino" e da igreja do mesmo nome. Até então, os hospitais que surgiram na Europa tinham sido fundados, a maioria, por obra de religiosos. Mas o de Monza, sua cidade natal, em 1174, quem o fez nascer foi ele, Gerardo Tintori.

São Rafael Guízar y Valência

O evangelho que ouvimos - "Aqui estamos nós que deixamos tudo e Te seguimos" (Mc 10, 28) - ajuda-nos a compreender a figura de São Rafael Guízar y Valencia, Bispo de Veracruz na querida nação mexicana, como um exemplo dos que deixaram tudo para "seguir Jesus". Este Santo foi fiel à palavra divina, "viva e eficaz", que penetra no mais profundo do espírito (Hb 4, 12). Imitando Cristo pobre, desprendeu-se dos seus bens e nunca aceitou favores dos poderosos, ou então oferecia-os em seguida. Por isso recebeu "o cêntuplo" e, desta forma, pôde ajudar os pobres, inclusive entre "perseguições" sem trégua (Mc 10, 30).

São Cláudio de Condat Abade-Bispo Festa: 6 de junho (†)703

São Cláudio é um dos Santos mais ilustres da França, apesar de sabermos pouco sobre a sua vida. Nasceu em Salins e, depois, se tornou Cônego da catedral de Besançon, da qual foi Arcebispo. Após alguns anos, retirou-se para o mosteiro de Condat, onde foi abade por 55 anos, até à sua morte, em 703.
Ele está entre os santos mais ilustres da França, apesar de muito pouco se saber sobre ele. Cláudio nasceu em Salins, tornando-se posteriormente cônego da catedral de Besançon, onde mais tarde se tornaria arcebispo. Alguns anos depois, retirou-se para o mosteiro de Condat, que, como abade, governou por 55 anos antes de falecer em 703. 
Martirológio Romano: No maciço do Jura, São Cláudio, que se acredita ter sido bispo e abade do mosteiro de Condat.

Bem-aventurada Isabel da Hungria, Dominicana-Festa: 6 de junho

(*)Buda, Hungria, 1292 
(+)Toss, Suíça, 6 de junho de 1338 
Ela nasceu por volta de 1292 em Buda, filha do último rei da Hungria da dinastia Árpád, André III, e da rainha Fenena da Polônia. Educada em Viena, ficou noiva do rei Venceslau da Boêmia, mas aos treze anos ingressou no convento dominicano em Toss, na Suíça, onde faleceu em 6 de junho de 1338. Seu culto ainda não é reconhecido oficialmente. Sua biografia foi compilada por sua companheira freira, Elizabeth Stagel. Isabel da Hungria, venerada como Beata, nasceu em Buda, Hungria, por volta de 1292. Era filha do rei André III, último governante da dinastia Árpád, e da rainha Fenena da Polônia. Sua infância foi marcada pelo conforto e privilégios típicos de sua nobre linhagem. Contudo, um destino inesperado a aguardava. Aos treze anos, Isabel foi prometida em casamento ao rei Venceslau da Boêmia.

Santa Paulina de Roma e seus pais, mártires - Festejada 6 de junho

Santos Paulina, Artêmis e Cândida,
afresco do séc. XIV, Regio Emilia, Itáli
a
A existência desta mártir é mencionada em muitas hagiografias antigas, junto com Artemio e Cândida. Eles são comemorados no dia 6 de junho no Martirologio Romano, baseando-se este na "Paixão de Pedro e Marcelino" que conta que Artemio era o guardião da prisão romana onde estavam aprisionados os cristãos e futuros mártires chamados Pedro e Marcelino. Artemio tinha uma filha chamada Paulina que estava possuída pelo demônio. Pedro prometeu libertar sua filha se ele se convertesse ao Cristianismo. Artemio não aceitou, pois pensava que o santo mártir estivesse louco.

Norberto de Xauten Bispo, Fundador, Santo 1080-1134

Norberto nasceu, por volta de 1080, em Xauten, na Alemanha. Filho mais novo de uma família da nobreza, podia escolher entre a carreira militar e a religiosa. Norberto escolheu a segunda, mas buscou apenas prazeres e luxos, como faziam muitos nobres da Europa. Circulava em altas rodas, vestindo riquíssimas roupas da moda, dedicando-se a caçadas e à vida da corte, até que um dia foi atingido por um raio, quando cavalgava no bosque. Seu cavalo morreu e, quando o jovem nobre despertou do desmaio, ouviu uma voz que lhe dizia para abandonar a vida mundana e praticar a virtude para salvar sua alma. Entendeu o acontecido como um presságio para uma conversa com Deus. A partir daquele instante, abandonou a família, amigos, posses e a vida dos prazeres. Passou a percorrer, na solidão, com os pés descalços e roupa de penitente, os caminhos da Alemanha, Bélgica e França.

MARCELINO JOSÉ BENTO CHAMPAGNAT fundador do Instituto dos Irmãos Maristas, Santo 1789-1840

Marcelino José Bento Champagnat, penúltimo de 10 filhos, nasceu a 20 de maio de 1789 em Marlhes, próximo de Santo Estêvão (Loire, França) e foi baptizado no dia seguinte, festa da Ascensão do Senhor. O pai, João Baptista, homem recto, conciliador e convicto defensor dos ideais de liberdade, igualdade e fraternidade, expostos pela Revolução aos olhos do povo, foi chamado a exercer todas as responsabilidades municipais no período do Terror e do Directório. Mas não inteiramente devotado aos decretos republicanos, fechava os olhos sobre os desertores, sobre os padres refractários, e hospedava em casa a irmã religiosa da Congregação de S. José. Marcelino aprendeu do pai o amor ao trabalho e a coragem. A mãe, Maria Chirat, e a tia freira cultivaram-lhe a piedade, a caridade cristã, a devoção mariana.

Nossa Senhora visita Santa Isabel e a Devoção dos cinco primeiros sábados

     O Evangelho de São Lucas narra que a Virgem Maria, após receber a notícia sobre a concepção de sua prima, “levantou-se e foi com pressa para a região montanhosa, para uma cidade de Judá, e ela entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel” (Lucas 1, 39-40).
     Nossa Senhora recebeu a mensagem da gravidez de Santa Isabel quando residia em Nazaré; Santa Isabel morava em Ein Karem na época, e a distância entre as duas aldeias é de aproximadamente 150 quilômetros. 
     Ein Karem fica nos arredores de Jerusalém a 754 m acima do nível do mar, enquanto Nazaré está a 346 m. Portanto, Maria Santíssima teve que enfrentar um íngreme percurso. Além disso, o caminho tinha muitos perigos ocultos. O caminho de terra que cruzava a região montanhosa era um local para os bandidos que surpreenderiam os viajantes desavisados.

Santa Margarida Maria Alacoque e o Coração de Jesus - Mês de junho, mês do Sagrado Coração de Jesus


10 Conselhos de Santa Margarida para 
se aproximar do Coração de Jesus
    Santa Margarida Maria Alacoque, conhecida como Esposa do Coração de Jesus, deixou alguns conselhos para nos aproximarmos do símbolo do Amor de Deus. Eles foram essenciais para a vida dela, assim veio a se tornar merecedora das Promessas do Coração de Jesus, as quais são sempre solenes. E podem ser essenciais para a vida de muitos.

ORAÇÕES - 06 DE JUNHO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
6 – Sábado – Santos: Norberto, Marcelino Champagnat, Paulina.
Evangelho (Mc 12,38-44) “Todos deram do que tinham de sobra; ela tudo aquilo que possuía para viver”.
Deus não exige muito de nós; exige apenas tudo. Tudo quanto podemos fazer, muito ou pouco. Isso é amá-lo acima e todas as coisas. Ele nos ama a cada um como se fosse único, e dá-nos a possibilidade de amá-lo como ele quer. Preciso levar isso em conta ao tomar minhas decisões. Talvez assim comece a ser mais generoso.
Oração
Senhor meu Deus, existo porque me amais e quereis que participe de vossa vida divina. Agradeço tanta bondade, e peço que me ajudeis a vos amar o máximo que puder, colocando-vos em primeiro lugar em minha vida. Sei que pouco vos tenho amado, nem me deixo levar por vossos convites. Perdoai minha ingratidão. Amém.

sexta-feira, 5 de junho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “O tempo se completou”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Convertei-vos
O povo de Deus está sempre a caminho, buscando uma pátria. Os grandes guias sempre alertam para sair dos maus caminhos e buscar o Senhor. Abraão se fez peregrino por diversos lugares. O povo que saiu do Egito vagou, sob a direção de Moisés que caminhava “como visse o invisível” (Hb 11,27). Guiado pela presença de Deus buscava a terra prometida. Entre erros e acertos, o povo era guiado por juízes e profetas que sempre buscavam servir a Deus. A conversão era o refrão das pregações dos profetas: “Deixem o mau caminho! Estão sofrendo, diziam, porque pegaram caminhos errados. Haverá fartura se voltarem o coração para Deus”. O profeta Jonas é citado como exemplo dessa profecia. Como houve uma conversão concreta das obras más, o castigo foi afastado (Jn 5,5.10). Jesus inicia seu ministério com o convite à conversão. O que Deus tinha que fazer para preparar o povo já se completara: “O tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo” (Mc 1,15). A proximidade do Reino de Deus é a vida nova que Cristo nos traz com seu Evangelho. Mudam-se os caminhos. Exige-se uma conversão que vá ao fundo do coração. Não somente em atitudes exteriores, mas na nova orientação da vida. Por isso Paulo escreve: “Para mim Viver é Cristo” (Fl 1,21). A conversão é um processo permanente. Sempre temos caminhos novos para encontrar o melhor modo de servir ao Evangelho. 
Mostrai vossos caminhos! 
Para levar adiante essa obra de conversão, não depende somente de nós. Pedimos a Deus que nos instrua: “Mostrai-me, Senhor, vossos caminhos, e fazei-nos conhecer a vossa estrada! Vossa verdade me oriente e me conduza, porque sois o Deus da minha salvação” (Sl 24). Podemos invocar a Deus porque conhecemos sua piedade e retidão. Ele conduz ao bom caminho os pecadores. O salmista chega a pedir que Deus se lembre de sua bondade e de sua ternura que são eternas. Para levar adiante essa obra de anúncio do tempo novo, Jesus chama a si os apóstolos: “Passando à beira do mar viu Simão e André, seu irmão, que lançavam as redes, pois eram pescadores. Jesus lhes disse: “Segui-me e farei de vós, pescadores de homens!”(Mc 1,16). E chama os outros apóstolos. A resposta do evangelizador tem que ser total e imediata. O Reino se aceita por inteiro e imediatamente, pois há pressa em levar adiante essa obra de instauração de um Reino que tem dimensão de eternidade. Note-se que Jesus não tira os convidados do cotidiano de suas vidas, muda somente o conteúdo. Serão pescadores de homens. Podemos até pensar que o Reino não nos tira da realidade, mas dá a ela um novo conteúdo. Tudo em nós é convertido. Mudamos os caminhos, mas continuamos sendo nós mesmos. É a riqueza da fé cristã. Não se engessa em teorias ou ideologias. Mas põe um novo dinamismo. 
O tempo está abreviado 
Nosso tempo de conversão é urgente. O Reino não pode ser impedido pelas coisas da vida, de tal modo que elas se tornem mais importantes que a finalidade da vida. Vivemos do desnecessário e do inútil. Podemos fazer tudo e de tudo, mas “como se essas coisas não existissem e nós não possuíssemos nada. E os que usam do mundo, como se dele não estivessem gozando (1Cor 7,29-31). Jesus nos ensina a ter e não ter, e a ser e não ser: “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas. Não vos preocupeis com o dia de amanhã... Pois, ele se preocupará consigo mesmo ” (Mt 6,33). Não perdemos, só ganhamos em intensidade. 
Leituras: Jonas 3,1-5.10;Salmo 24; 
1 Coríntios 7,29-31; Marcos 1,14-20. 
1. A proximidade o Reino de Deus é a vida nova que Cristo nos traz com seu Evangelho. 
2. Jesus não tira os convidados do cotidiano de suas vidas, somente muda o conteúdo. 
3. Jesus nos ensina a ter e não ter, a ser e não ser. 
Sem desemprego 
Jesus começou a buscar gente para trabalhar com Ele e para Ele. Inicialmente era um grupo de doze. Doze significa plenitude. Depois se juntaram tantos outros que encontraram lugar junto aos doze e continuaram seu trabalho e missão. Ser chamado por Jesus é encontrar um emprego muito bom. Não tem aposentadoria, não tem hora de começar ou terminar. O pagamento não é organizado. Tem hora que recebe muito. Tem hora que não tem nada. Mas, tem gente querendo continuar e aumentar as vagas. Não vai faltar serviço. Enquanto existir um só homem na terra, haverá serviço. A empresa é boa e já comprovou. 
Homilia do 3º Domingo Comum (24.01.2021)

EVANGELHO DO DIA 05 DE JUNHO

Evangelho segundo São Marcos 12,35-37. Naquele tempo, Jesus ensinava no Templo, dizendo: «Como podem os escribas dizer que o Messias é filho de David? O próprio David afirmou, sob a ação do Espírito Santo: "Disse o Senhor ao meu Senhor: 'Senta-Te à minha direita, até que Eu faça dos teus inimigos escabelo dos meus pés’". O próprio David Lhe chama Senhor. Como pode ser seu filho?». E a numerosa multidão escutava com prazer o que Jesus dizia. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Catecismo da Igreja Católica 
§449-451 
«O próprio David Lhe chama Senhor» 
Na versão grega dos livros do Antigo Testamento, o nome inefável com o qual Deus Se revelou a Moisés, Iahweh, é traduzido por Kýrios [Senhor]. «Senhor» torna-se, desde então, o nome mais habitual para designar a própria divindade do Deus de Israel. É neste sentido forte que o Novo Testamento utiliza o título de Senhor para o Pai, mas também – e aí está a novidade – para Jesus, assim reconhecido como o próprio Deus. O próprio Jesus Se atribui de maneira velada este título quando discute com os fariseus o sentido do Salmo 110, bem como, de modo explícito, quando Se dirige aos seus apóstolos. Ao longo de toda a sua vida pública, os seus gestos de domínio sobre a natureza, sobre as doenças, sobre os demónios, sobre a morte e o pecado demonstravam a sua soberania divina. É muito frequente, nos Evangelhos, as pessoas dirigirem-se a Jesus chamando-Lhe Senhor. Este título exprime o respeito e a confiança dos que se aproximam de Jesus esperando que Ele os ajude e os cure; sob a moção do Espírito Santo, ele exprime o reconhecimento do mistério divino de Jesus e, no encontro com Jesus ressuscitado, transforma-se numa expressão de adoração: «Meu Senhor e meu Deus!» (Jo 20,28); assume então uma conotação de amor e afeição que se tornará peculiar à tradição cristã: «É o Senhor!» (Jo 21,7). Ao atribuir a Jesus o título divino de Senhor, as primeiras confissões de fé da Igreja afirmam, desde o início, que o poder, a honra e a glória devidos a Deus Pai cabem também a Jesus, por Ele ser «de condição divina» (Fil 2,6), e o Pai ter manifestado esta soberania de Jesus ressuscitando-O dos mortos e exaltando-O na sua glória. Desde o principio da história cristã, a afirmação do senhorio de Jesus sobre o mundo e sobre a história significa também o reconhecimento de que o homem não deve submeter a sua liberdade pessoal de maneira absoluta a nenhum poder terreno, mas somente a Deus Pai e ao Senhor Jesus Cristo: César não é o Senhor. A Igreja crê que a chave, o centro e o fim de toda a história humana se encontram no seu Senhor e Mestre. A oração cristã é marcada pelo título «Senhor», quer se trate do convite à oração: «o Senhor esteja convosco», da conclusão da oração: «por Jesus Cristo nosso Senhor», ou ainda do grito cheio de confiança e de esperança: «Maran atha!» («o Senhor vem!») ou «Marana tha!» («Vem, Senhor!») (1Cor 16,22): «Amém, vem, Senhor Jesus!» (Ap 2,20).

05 de junho - São Franco de Assergi

São Franco nasceu em Roio (L'Aquila), sob o pontificado do Papa Adriano IV (1154-1159), no seio de uma família de camponeses ricos. Sob a liderança de um padre da cidade, Palmerio, ele fez seus primeiros estudos e, então, entrou no mosteiro beneditino de São João Batista de Lucoli, onde permaneceu por vinte anos, após esse tempo, deixou o convento para viver como eremita. O primeiro período passou na mata de Lucoli, alimentando-se de "ervas e sementes de maça selvagem". No segundo, o mais incerto, ele vagou aqui e ali na cadeia central dos Montes Apeninos, que culmina no cume de Velino; depois passou para a cadeia do Gran Sasso. O terceiro período passou nas montanhas de Assergi: cinco anos em Vasto, quinze nas montanhas de Sabine.

05 de junho - Beata Margarida Lúcia Szewczyk

Lucia Szewczyk nasceu em 1828 em uma família polonesa em Wolyn (atual Ucrânia). Em sua infância, ela perdeu seus pais e foi criada por sua meia-irmã mais velha. Sempre sentindo o chamado à vida religiosa, aos 20 anos, ingressou na Ordem Terciária de São Francisco de Assis. Devido à situação política na Polônia ocupada, ela não podia se juntar formalmente a nenhuma congregação religiosa. Para fortalecer sua fé e amor a Deus, em 1870, Lucia realizou uma peregrinação à Terra Santa onde durante dois anos se ocupou do cuidado desinteressado dos peregrinos doentes. Profundamente comovida com essa experiência, decidiu dedicar sua vida a ajudar os pobres, os idosos e os doentes. Declarou seu desejo ao confessor, ao padre Honorato Kozminski, que aprovou sua decisão e a incentivou a começar seu trabalho.

Santas Valeria e companheiras, Mártires de Cesareia - Festa 5 de junho

No Martirológio Romano, as Santas Valéria, Zenaide, Círia e Márcia são comemoradas no dia 5 de junho. 
Estas mártires de Cesareia da Palestina sofreram muitas torturas que culminaram na sua gloriosa morte. 
Os antigos Sinassários (*) relatam que Círia, Valéria e Márcia tendo conhecido a religião cristã deixaram o paganismo e depois de terem sido preparadas receberam o batismo. A adesão à Fé as transformou e passaram a viver em jejuns, orações e penitências.

Bonifácio de Mainz Bispo, Santo 672-754

Pertencendo a uma rica família de nobres ingleses, ao nascer, em 672 ou 673, em Devonshire, recebeu o nome de Winfrid. Como era o costume da época, foi entregue ao mosteiro dos beneditinos ainda na infância para receber boa educação e formação religiosa. Logo, Winfrid percebeu que sua vocação era o seguimento de Cristo. Aos dezanove anos professou as regras na abadia de Exeter, iniciando o apostolado como professor de regras monásticas primeiro nesta mesma abadia, depois na de Nurslig. Em seguida, decidiu iniciar seu trabalho missionário para a evangelização dos povos germânicos do além Reno, mas por questões políticas entre o duque Radbod, um pagão, e o rei cristão Carlos Martel, os resultados foram frustrantes. Em 718, fez, então, uma peregrinação a Roma, onde, em audiência com o papa Gregório II, conseguiu seu apoio para reiniciar sua missão na Alemanha.

São Doroteu de Tiro, Bispo e Mártir-Festa: 5 de junho

São Doroteu, bispo de Tiro, na Fenícia, logo após ser ordenado sacerdote, sofreu inúmeros sofrimentos na época do imperador Diocleciano e, finalmente, tendo sobrevivido até a época de Juliano, pôde coroar sua venerável velhice com o martírio na Trácia, aos cento e sete anos de idade.
Martirológio Romano: Em Tiro, na Fenícia, atual Líbano, São Doroteu, bispo, que já como sacerdote sofreu muito sob o imperador Diocleciano e, tendo sobrevivido até a época de Juliano, sob o império deste último, aos cento e sete anos de idade, teria honrado sua venerável velhice com o martírio na Trácia.

São Doroteu de Gaza Asceta-Festa: 5 de junho-Século VI

Monge de Gaza e escritor ascético do século VI, Doroteu nasceu em Antioquia, no início do século VI, em uma família rica e verdadeiramente cristã. Sua única paixão na juventude era o estudo. Por volta de 525, decidiu abraçar a vida religiosa e ingressou no mosteiro fundado e dirigido pelo Abade Séridos, perto de Gaza, onde viviam os famosos Barsanúfio e João, o Profeta, grandes mestres da vida espiritual. Por volta de 540, após a prisão de Barsanúfio e o falecimento do Abade Séridos e de João, o Profeta, Doroteu deixou o mosteiro e, pouco depois, fundou outro entre Gaza e Maiuma, onde passou o resto da vida. Monge palestino e prolífico escritor ascético do século VI, Doroteu nasceu em Antioquia, no início do século XV, em uma família rica e profundamente cristã.