quarta-feira, 21 de outubro de 2026

IRMÃOS NICESIO E GREGÓRIO-DOIS IRMÃOS A CAMINHO DO MARTÍRIO

IRMÃO NICÉSIO
Quando estourou a guerra, fazia apenas dois anos que irmão Nicesio havia chegado a Madri, e nesses dois anos, com a humildade que lhe era característica, exerceu o cargo de hortelão. Pouco saía do convento, pouca gente conhecia. Juntos, irmão Gregório e irmão Nicesio, no dia 20 de julho abandonaram o convento e abrigaram-se na casa de dona Trinidad Bru, viúva e mãe do padre Lino, diocesano e amicíssimo dos Redentoristas, que só não entrou na Congregação por ser filho único e ter de cuidar da mãe. Morreu, também como mártir, sem realizar seu sonho. Ali viveram em paz, desfrutando do ambiente de carinho daquela família, até 27 de julho, dia em que o porteiro do prédio, acompanhado de um motorista, bateu à porta de dona Trinidad intimando-a, de forma autoritária, a tirar do prédio os dois religiosos.

EVANGELHO DO DIA 21 DE OUTUBRO

Evangelho segundo São Lucas 12,39-48. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Compreendei isto: se o dono da casa soubesse a que hora viria o ladrão, não o deixaria arrombar a sua casa. Estai vós também preparados, porque, na hora em que não pensais, virá o Filho do homem». Disse Pedro a Jesus: «Senhor, é para nós que dizes esta parábola, ou também para todos os outros?». O Senhor respondeu: «Quem é o administrador fiel e prudente que o senhor estabelecerá à frente da sua casa, para dar devidamente a cada um a sua ração de trigo? Feliz o servo a quem o senhor, ao chegar, encontrar assim ocupado. Em verdade vos digo que o porá à frente de todos os seus bens. Mas se aquele servo disser consigo mesmo: "O meu senhor tarda em vir"; e começar a bater em servos e servas, a comer, a beber e a embriagar-se, o senhor daquele servo chegará no dia em que menos espera e a horas que ele não sabe; ele o expulsará e fará que tenha a sorte dos infiéis. O servo que, conhecendo a vontade do seu senhor, não se preparou ou não cumpriu a sua vontade, levará muitas vergastadas. Aquele, porém, que, sem a conhecer, tenha feito ações que mereçam vergastadas, levará apenas algumas. A quem muito foi dado, muito será exigido; a quem muito foi confiado, mais se lhe pedirá». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Teresa de Calcutá 
(1910-1997) 
Fundadora das Irmãs 
Missionárias da Caridade 
«Uma coisa bela para Deus» 
«Feliz o servo a quem o senhor, 
ao chegar, encontrar assim ocupado» 
Senhor muito amado, faz que eu possa ver-Te, hoje e em cada dia, na pessoa dos teus doentes e, ao cuidar deles, servir-Te a Ti. Se Te esconderes sob o rosto desagradável dos coléricos, dos descontentes, dos arrogantes, faz que, ainda assim, eu Te reconheça e diga: «Jesus, Tu és o meu paciente, que belo é servir-Te». Senhor, dá-me essa fé que vê claramente e o meu trabalho nunca mais será monótono, e terei uma alegria transbordante quando me prestar aos caprichos e corresponder aos desejos dos teus pobres sofredores. Meu Deus, uma vez que Tu és, Jesus, o meu paciente, digna-Te ser também para mim um Jesus de paciência, indulgente com as minhas faltas e tendo em conta a minha intenção, que é amar-Te e servir-Te na pessoa de cada um dos teus doentes. Senhor aumenta a minha fé (cf Lc 17,5), e abençoa os meus esforços e as minhas tarefas, agora e sempre.

Santos Dasio, Zoticus e Caio (Gaius) Mártires em Nicomédia Festa: 21 de outubro

( †)Nicomédia, Bitínia, hoje İzmit, Turquia, 303
 
Etimologia: A etimologia da palavra Dasio é incerta; Zotico deriva do grego zōtikós, que significa 'vital', 'cheio de vida'; Caio deriva do latim Gaius, cuja etimologia original é incerta.
Martirológio Romano Em Nicomédia, na Bitínia, atual Turquia, os santos Dásio, Zótico e Caio, servos de Diocleciano, injustamente acusados ​​de incendiar o palácio imperial, foram condenados à morte e afogados no mar com pesadas pedras amarradas ao pescoço. 
Eles são lembrados como três mártires cristãos de Nicomédia, na Bitínia, mortos durante a perseguição de Diocleciano no início do século IV. Fontes litúrgicas antigas associam consistentemente seus nomes à cidade de Nicomédia, enquanto uma breve Paixão segundo São Jorge e as subsequentes Sinaxárias bizantinas transmitem a história de seu martírio.

21 de outubro - São Pedro Yu Tae-cho

Desde os primeiros séculos, sempre foi muito difícil conhecer a vida dos mártires porque, apesar de serem o grupo mais importante de santos, os cristãos muitas vezes não consideraram mais apropriado transmitir numerosos detalhes sobre sua existência terrena, seu cotidiano de cristão. Em vez disso, enfatizavam o testemunho extremo da fé cristã que levou à doação de seu próprio sangue. Este problema às vezes também existe para os mártires da era moderna, especialmente os que viveram em terras distantes, falando de europeus e possivelmente mortos em uma idade jovem. Assim também São Pedro Yu Tae-chol, de nacionalidade coreana, e martirizado com apenas 13 anos de idade. Pedro nasceu em 1826 em Ipjeong, perto de Seul, capital da hoje Coréia do Sul. Com apenas treze anos, talvez nem isso porque não conhecemos o exato dia de seu nascimento, ele foi preso em Seul pelos inimigos da fé cristã.

Santa Zaira, Mártir – 21 de outubro

As informações sobre Santa Zaira são poucas, na verdade quase nenhuma; ela não é mencionada nos textos oficiais da Igreja, talvez tenha aparecido em alguma edição anterior ao Martirológio Romano, que a partir do século XVI, quando foi feito o primeiro rascunho, teve várias atualizações. No entanto, no catálogo atual dos onomásticos, ela é citada como martirizada na Espanha durante a ocupação dos mouros e lembrada em 21 de outubro. Não se sabe outra coisa sobre a figura desta santa, mas, ao fazer algumas reflexões, podemos deduzir que ela deve pelo menos ter existido. O seu nome deriva do árabe Zahirah e significa "a rosa" e ocorre frequentemente na literatura oriental, também na forma de Zara. A ocupação dos mouros na Espanha durou de 711 a 1212 na maior parte do país, somente sendo completamente banida apenas em 1492, com a perda de Granada.

Santa Odília Virgem, Mártir Festa: 21 de outubro

(†)Colônia, Renânia do Norte-Vestfália, Alemanha, 
data não documentada 
Etimologia: Do germânico antigo uodil, 'herança, patrimônio', ou da raiz ot, 'riqueza, posse'. 
Emblema: Coroa, estandarte e cenas de martírio e transladação das relíquias. 
Ela é venerada como virgem e mártir pertencente ao grupo das Companheiras de Santa Úrsula, tradicionalmente martirizadas em Colônia. Ao contrário de Úrsula, sua figura individual surge relativamente tarde nas tradições associadas aos mártires de Colônia. Seu nome aparece na literatura sobre as Companheiras de Úrsula pelo menos desde o final do século XII, quando é incluída entre as virgens do grupo; no final do século XIII, desenvolveu-se uma lenda independente, ligada à descoberta de suas supostas relíquias e sua transladação para os Portadores da Cruz de Huy em 1287. A partir de então, Odília tornou-se a principal padroeira da Ordem da Santa Cruz, e seu culto desenvolveu-se especialmente na região do rio Meuse.

Santa Letizia Virgem e mártir Festa: 21 de outubro

Nascimento-óbito: 
† Colônia, Renânia do Norte-Vestfália, Alemanha, data não documentada 
Patrona: Ayerbe, na província de Huesca, Aragão, Espanha.
Etimologia: Do latim Laetitia, 'alegria', 'satisfação'. 
Ela é uma figura hagiográfica de natureza particularmente incerta, venerada principalmente em Ayerbe, Aragão, onde, desde o século XVI, seu culto está ligado a uma relíquia identificada como a cabeça da santa. As informações sobre sua vida são extremamente escassas e não nos permitem estabelecer com certeza nem o período de sua existência nem as circunstâncias de sua morte. A tradição a apresenta como uma virgem mártir de Colônia e, em algumas reconstruções posteriores, como uma das companheiras de Santa Úrsula.

Santa Córdula Mártir em Colônia Festa: 21 de outubro

(*)Bretanha (✝︎)Colônia, c. 304.
 
Santa Córdula, companheira de São Úrsula, segue em hagiografia a lendária história do martírio da grande virgem de Brettone. Talvez não haja santo mais representado na arte dos séculos passados do que São Paulo. Úrsula, seu martírio sofrido junto com seus numerosos companheiros, sempre estimulou a imaginação dos artistas. De acordo com uma primeira 'passio' escrita por volta de 975, a piedosa e bela filha de um rei bretão consagrou sua virgindade a Deus, a época de sua vida é o século IV; mas ela foi pedida em casamento por Erterio, filho de um rei pagão. Como sua recusa teria provocado uma guerra, Úrsula, aconselhada por uma visão angelical, pediu uma prorrogação de três anos, fazendo com que seu noivo prometesse que ele se converteria ao cristianismo.

Santa Celina Mãe de São Remígio - Festa: 21 de outubro

Etimologia:
Celina = habitante do céu, do latim 
Martirológio Romano: Perto de Laon também na França, Santa Cilínia, mãe dos santos bispos Princípio de Soissons e Remígio de Reims. As informações em torno de Celina são escassas e lendárias, conhecidas sobretudo por ter sido mãe de S. Remigius, bispo de Reims. Segundo a história do pseudo Fortunato, retomado e ampliado posteriormente por Hincmar de Reims, Celina deu à luz milagrosamente Remígio, porque já tinha idade muito avançada; imediatamente depois, ele devolveu a visão ao eremita Montano, que havia profetizado três vezes o advento do santo bispo, untando seus olhos escuros com algumas gotas de leite. O ano 458 é o terminus post quem deve ser colocado a morte do santo; ela foi enterrada onde morava, perto de Laon, provavelmente em Cerny; mas suas relíquias foram destruídas durante a Revolução Francesa.

Santa Celina de Meaux, Virgem - 21 de outubro

Nenhum documento contemporâneo desta Santa permite verificar a autenticidade dos episódios biográficos que foram primeiramente recolhidos por Usuardo, retomados posteriormente por Fulcan de Meaux no século XI, e citados finalmente por Tillemont. Celina, uma donzela de nobre origem, vivia na cidade de Meaux, onde Santa Genoveva se deteve algum tempo durante uma de suas viagens fora de Paris. Admirada com as virtudes de Santa Genoveva, Celina lhe pede para tomar o hábito das virgens. Santa Genoveva a incentiva e a jovem tomou o hábito. Seu noivo, furioso, se opunha a este projeto e quando soube que a jovem já havia se consagrado a Deus, promete recorrer a violência para raptá-la. Genoveva e Celina se refugiam na igreja, onde o batistério se fechou milagrosamente sobre elas.

Hilarião de Chipre Eremita, Santo 291-372

Nasceu em Tebata, na Palestina;
foi eremita 
e morreu na ilha de Chipre.
Nos primeiros séculos da história cristã, não havia conventos na Palestina, até a chegada de Hilarião. Filho de pagãos, nasceu no ano 291, em Tebata, na Palestina. Na idade adequada, foi enviado para estudar na Alexandria, no Egipto. Lá, teve influência de Áquila, fez muitos contactos com cristãos, estudou a religião e converteu-se ao cristianismo. Tornou-se um verdadeiro cristão. Vivia em oração e nas mais duras penitências, desejando purificar-se para alcançar a santidade. Decepcionado com a futilidade de vida urbana de Alexandria, foi para o deserto de Tebaida, onde se juntou à comunidade do monge Antão, famoso pela extraordinária experiência de vida santa no deserto. Com ele aprendeu a base da vida eremítica: orações contemplativas, duras mortificações e severas penitências, para comungar com Deus, purificar-se e, assim, alcançar a santidade.

Santa Úrsula e companheiras + 383

Úrsula nasceu no ano 362, filha dos reis da Cornúbia, na Inglaterra. Era uma linda menina, meiga, inteligente e caridosa. Cresceu muito ligada à religião, seguindo os princípios da fé e amor em Cristo. A fama de sua beleza espalhou-se e logo os pedidos de casamento surgiram. Mas por motivos políticos seu pai aceitou a proposta feita pelo duque Conanus, pagão, oficial de um grande exército amigo. Quando soube que o pretendente não era cristão, Úrsula primeiro recusou, mas depois, devendo obediência a seu pai e rei, aceitou, com a condição de esperar três anos, período que achou suficiente para o duque converter-se ou desistir da aliança.

Gaspar del Bufalo Sacerdote, Fundador, Santo 1786-1837

Presbítero, fundador do 
Instituto dos Padres do 
Preciosíssimo Sangue.
Nasceu em Roma aos 6 de Janeiro de 1786. Na sua alocução por ocasião da Canonização deste santo, Pio XII declarou: “Na gloriosa falange dos Santos, que a terra romana deu à Igreja, Gaspar Del Bufalo resplandeceu com especial fulgor. Desde seus mais tenros anos, a proteção de São Francisco Xavier para ter obtido para ele, da Parte de Deus, uma extraordinária profusão de dons sobrenaturais. Ainda estudante, entregava-se com assiduidade às obras de caridade e assistência, especialmente ao ensino da doutrina cristã, às crianças e aos pobres. Seguindo os passos de São João Batista de Rossi, fez voltar ao seu vigor primitivo a piedosa obra de São Galla e fundou, pouco depois, o Oratório de Santa Maria in Vincis. Mas seu apostolado em Roma foi interrompido pela invasão das tropas napoleónicas: tendo recusado prestar juramento de fidelidade a um poder hostil aos direitos da igreja, sofreu o exílio e a prisão.

CARLOS DA ÁUSTRIA Imperador, Beato (1887-1922)

Morreu na ilha da Madeira, 
onde vivia o seu desterro.
Carlos de Áustria nasceu a 17 de Agosto no Castelo de Persenbeug na região da Áustria Inferior. Os seus pais eram o Arquiduque Otto e a Princesa Maria Josefina de Saxónia, filha do último Rei de Saxónia. O Imperador Francisco José I era o tio-avô de Carlos. Carlos recebeu uma educação expressamente católica e até ao fim da adolescência é acompanhado com a oração de um grupo de pessoas, uma vez que uma religiosa estigmatizada lhe tinha profetizado grandes sofrimentos e ataques contra ele. Daqui teria origem, depois da morte de Carlos, a «Liga de oração do imperador Carlos para a paz dos povos», que em 1963 se torna numa comunidade de oração reconhecida pela Igreja. Bem cedo cresceu em Carlos um grande amor pela Santa Eucaristia e pelo Coração de Jesus.

Laura Montoya Religiosa, Fundadora, Santa (1874-1949)

Beatificada em 25 de abril de 2004 
e canonizada a 12 de maio de 2013, 
pelo Papa Francisco.
A Madre Laura Montoya Upequi, mestra de missão na América Latina, servidora da verdade e da luz do Evangelho, nasceu em Jericó, Antioquia, pequena povoação colombiana, a 26 de Maio de 1874, no lar de João da Cruz Montoya e Dolores Upegui, uma família profundamente cristã. Recebeu as águas regeneradoras do baptismo quatro horas depois do seu nascimento. O sacerdote lhe deu o nome de Maria Laura de Jesus. Dois anos tinha Laura quando seu pai foi assassinado, em cruenta guerra fratricida por defender a religião e a pátria. Deixou a sua esposa e seus três filhos em orfandade e dura pobreza, a confiscação dos bens por parte de seus inimigos.

José “Pino” Puglisi Sacerdote, Mártir da mafia 1937-1993

Foi beatificado em 
25 de maio de 2013, em Palermo. 
A cerimónia foi presidida pelo 
Cardeal Salvatore De Giorgi, 
em nome do Papa Francisco.
A Memória litúrgica foi definida, de acordo com a Carta Apostólica, 21 de outubro, o dia do baptismo dom Puglisi porque a 15 de setembro, o dia do seu nascimento e do seu martírio, a Igreja celebra a memória de Nossa Senhora das Sete Dores. Giuseppe Puglisi, dito Pino Puglisi ou "3P" (Padre Pino Puglisi), o terceiro de quatro filhos, nasceu em Palermo, a 15 de Setembro de 1937 e foi baptizado em 21 de outubro. A sua família é modesta: seu pai é sapateiro e sua mãe costureira. Em 1953, aos 16 anos, entrou para o seminário diocesano de Palermo onde foi ordenado sacerdote pelo cardeal Ernesto Ruffini a 2 de julho de 1960, no santuário de Nossa Senhora dos Remédios.

ORAÇÕES - 21 DE OUTUBRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
21 – Quarta-feira – Santos: Celina, Úrsula, Dásio
Evangelho (Lc 12,39-48) “A quem muito foi dado, muito será pedido; a quem muito foi confiado, muito mais será exigido!”
Recebi muito, tenho de dizer que sou um privilegiado, com bens materiais, culturais e espirituais. Sem nenhum merecimento meu. Tenho de agradecer, não só com palavras, mas com a vida. Preciso procurar fazer sempre Deus quer de mim. E de modo especial ele quer que me coloque a serviço de meus irmãos, de todos e em tudo. Não será fácil, mas sempre possível, se pedir sua ajuda.
Oração
Senhor meu Deus, Jesus vosso Filho, mostrou-me com sua vida como devo viver. Para vos servir e para ser feliz. Quero seguir seu jeito de pensar e agir. Mas, sabeis que sou fraco e volúvel. Logo me deixo levar pela vida e esqueço o que me ajudastes a decidir. Socorrei-me, pois; ajudai-me, dando-me coragem e teimosia para tentar sempre de novo. Espero chegar até onde quereis. Amém.

terça-feira, 20 de outubro de 2026

IRMÃO ANICETO LIZASOAIN LIZASO

MÁRTIR NO CORAÇÃO E NO CORPO
 
 Aniceto nasceu em Iruñeta, Navarra, aos 16 de abril de 1877. Tinha aproximadamente 12 anos quando ingressou no Seminário Menor Redentorista de El Espino, com o desejo de ser padre. O pouco que se sabe desses doze anos anteriores à sua entrada no Seminário foi o que o pároco de Iruñeta conseguiu colher dos colegas de Aniceto ainda vivos em 1944, quando padre Lucas Pérez escreveu-lhe pedindo informações sobre a infância de nosso mártir: “Era um bom menino, obediente, piedoso, respeitoso com seus pais e os mais idosos, bom companheiro nos jogos, que eram sempre decentes, e sempre demonstrou muita vocação ao estado religioso”. Podemos dizer que o irmão Aniceto foi o irmão dos dois martírios: o do coração e o do corpo. O primeiro foi devido ao fato de, tendo iniciado os estudos com o ardente desejo de ser sacerdote, ter sido chamado a desistir já muito próximo de alcançar a meta. Fez a profissão religiosa como corista em 15 de outubro de 1896. Em seguida, foi para Astorga e iniciou os estudos maiores; cursou toda a Filosofia e grande parte da Teologia. Já bem próximo de conseguir seu sonho, veio a decepção: os Superiores lhe comunicam que, “por debilidade de cabeça”, não podia receber as Ordens maiores. Davam-lhe a opção de voltar para o mundo ou ser irmão coadjutor se quisesse permanecer na Congregação.

EVANGELHO DO DIA 20 DE OUTUBRO

Evangelho segundo São Lucas 12,35-38. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Tende os rins cingidos e as lâmpadas acesas. Sede como homens que esperam o seu senhor voltar do casamento, para lhe abrirem logo a porta quando chegar e bater. Felizes esses servos que o senhor, ao chegar, encontrar vigilantes. Em verdade vos digo: cingir-se-á e mandará que se sentem à mesa e, passando diante deles, os servirá. Se vier à meia-noite ou de madrugada, felizes serão se assim os encontrar. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Jean Tauler 
(1300-1361) 
Dominicano de Estrasburgo 
Sermão 77, para a festa de um confessor 
«Estai vós também preparados, 
porque na hora em que menos pensais, 
virá o Filho do homem» (Mt 24,44) 
Estas palavras significam: deveis estar despertos e vigilantes, porque não sabeis o momento em que o senhor voltará da boda. Porque, assim que entra no homem um sentimento de orgulho, de autocomplacência ou de vontade própria, logo o inimigo aparece e lhe corta o tesouro precioso das suas boas obras. Meus filhos! Vereis muitas pessoas que fizeram grandes obras e adquiriram grande reputação, mas a quem a presunção despojou de tudo. Esses virão depois dos outros homens, dos pobres e simples, que ninguém aprecia em razão do seu exterior e das suas obras; porque se abaixam com humildade, estes últimos serão colocados acima dos outros. Por isso, preparai-vos com uma alma vigilante e, de olhos abertos, vereis a verdade pura. «Tende os rins cingidos e as lâmpadas acesas». Há aqui três pontos a observar. Primeiro: os rins devem ser cingidos como quem está a ser bem amarrado com uma corda para ser levado contra a sua vontade, ou como um cavalo com freio; esses rins são os prazeres dos sentidos, que devemos atar e reprimir. Segundo: deveis ter na mão as lâmpadas acesas, quer dizer, obras de amor; as vossas mãos nunca devem parar de fazer o trabalho da caridade verdadeira e ardente. Terceiro: deveis esperar o Senhor quando Ele voltar da boda: «Cingir-se-á e mandará que se sentem à mesa e, passando diante deles, os servirá». Essa boda de onde o senhor regressa tem lugar no mais íntimo da alma, no seu âmago, onde se encontra a nobre imagem. Que contacto mais íntimo tem a alma com Deus nesse âmago e Deus com ela, e que obra maravilhosa Deus faz aí! Que gozo e que alegria encontra!

Beato Contardo Ferrini profissional católico, +1902

Contardo Ferrini nasceu em Milão, na Itália, em 1859. Educado numa família profundamente cristã, passou a sua mocidade entre a escola, a família e a igreja. Já como doutor em Direito, o jovem Contardo Ferrini foi para Berlim e lá entrou em debate aberto com o protestantismo partilhando a Verdade guardada pela Igreja Católica. Terminando os estudos de pós-graduação em Berlim, Contardo volta a Itália onde deu mostra do seu profundo amor a Deus, ao próximo e aos estudos; por isso, amava e era amado pelos alunos que o admiravam. O Bem-Aventurado Contardo Ferrini escreveu cerca de 200 artigos de carácter científico que expressaram com clareza a sua busca de Deus através da ciência e, assim, soube fazer da sua cátedra de mestre um fecundo apostolado.