terça-feira, 23 de junho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - É Páscoa do Senhor

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Vigília para o Senhor
 
Celebrada a Vigília Pascal entramos na alegria de 50 dias da Páscoa, como num grande domingo, no dizer de S. Atanásio. A Páscoa penetra a vida da Igreja em todos os seus segmentos. Podemos dizer que a Páscoa é uma festa permanente. A libertação se faz presente. Cada celebração é Páscoa. Cada ato de amor é Páscoa, pois passamos da morte para a vida. A ponta humana da Páscoa é o sair de si. Infelizmente não temos nem a prática, nem o conhecimento do sentido de vigília. Já pensamos logo no sono que vamos sentir. Mas passamos noitadas em tantas festas, sem problema de sono. É vigília, não é velório. Basta ver como realizar. Vamos tentar descobrir o sentido de Vigília para o Senhor. Naquela noite, o povo teve que sair às pressas para a libertação, tanto que a massa do pão ainda não estava ainda fermentada (Ex 12,39). Páscoa é passagem do Senhor. Deus mandou conservar o rito: “É o sacrifício da Páscoa para o Senhor, que passando, poupou as casas dos Israelitas, atacou o Egito e salvou nossas casas” (Ex 12,25-27). “Está expresso aí o valor do rito pascal: uma memória eficaz dos acontecimentos da salvação celebrada durante uma vigília”. Assim ensina o I Targum (livro hebraico): “A vinda do Messias se dará numa noite de Páscoa”. Olhando para o futuro, em uma noite como essa, o mundo chegará a seu fim. Na Páscoa cristã temos a mesma dimensão: “A memória-presença do mistério de Cristo que vence a morte. Estamos clamando pelo retorno do Senhor, como a volta do patrão da noite de núpcias, para abrir a porta, assim que ele bater” (Lc 12,35-36).
As quatro noites 
Na reflexão sobre a noite de Páscoa, temos o ensinamento sobre as “quatro noites”. Esse tema não é muito comentado, mas pode ampliar nossa reflexão. A primeira noite é aquela na qual Deus Se manifestou para criar o mundo. A Palavra de Deus a iluminou (Gn 1,2). A segunda noite é a aliança de Deus com Abraão com a promessa da terra aos descendentes (Gn 15,18). A terceira é a noite em que Deus se manifestou contra os egípcios protegendo os primogênitos hebreus. A quarta noite será quando o mundo, chegado a seu fim, será dissolvido. A memória pascal é criadora de um mundo novo. Com Jesus se supera a noite do mundo e se abre a luz de uma manhã para todo o universo. “E ouve tarde e manhã, primeiro dia” (Gn 1,3-5). É primeira característica. A segunda característica é a criação de um povo através do Filho Unigênito de Deus, Jesus, Primogênito do novo povo de Deus. Nele são renovadas todas as coisas. No Apocalipse João proclama: “Eis que faço novas todas as coisas” (Ap 21,5). A terceira característica é a ação libertadora. A saída do Egito é uma profecia da libertação do mal. A quarta é a que fazemos em cada celebração: “Vinde, Senhor Jesus!”. É tempo da espera. Podemos estar seguros que Ele fará nossa Páscoa definitiva. A Vigília é uma memória e uma espera. 
Mãe de todas as vigílias 
Os mestres da Igreja dos primeiros séculos, que chamamos de Santos Padres, tinham uma consciência profunda, vivencial e celebrativa da Vigília Pascal. S. Agostinho a chama de “Mãe de todas as vigílias”. A fé na Ressurreição era uma cultura. Pelos textos e ritos realizamos, na fé, o mistério da Ressurreição que se torna presente. Não absorvemos essa realidade. Não fazemos vigílias, mas podemos pensar em estar mais ligados ao pensamento da Ressurreição e vivê-la nas celebrações. Só compreenderemos quando assumimos o Mistério Pascal de Cristo, como vida de nossa vida. Senão, tudo é rito vazio.
ARTIGO PUBLICADO EM ABRIL DE 2021

EVANGELHO DO DIA 23 DE JUNHO

Evangelho segundo São Mateus 7,6.12-14. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis aos porcos as vossas pérolas, não vão eles calcá-las aos pés e voltar-se para vos despedaçarem. Portanto, o que quiserdes que os homens vos façam, fazei-lho vós também: esta é a Lei e os profetas». Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que leva à perdição e muitos são os que seguem por eles. Como é estreita a porta e apertado o caminho que conduz à vida e como são poucos aqueles que os encontram!». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São João Paulo II 
(1920-2005) 
Papa 
Discurso em Paris 03/06/1980 
«É estreita a porta e apertado 
o caminho que conduz à vida» 
Vim encorajar-vos no caminho do Evangelho, um caminho certamente estreito, mas caminho real, seguro, trilhado por gerações de cristãos, ensinado pelos santos. É o caminho pelo qual, exatamente como vós, se esforçam por caminhar os vossos irmãos em toda a Igreja. Este caminho não passa pela resignação, pela renúncia nem pelo desleixo. Não se coaduna com o enfraquecimento do sentido moral, e desejaria que a própria lei civil ajudasse a elevar o homem. Não aspira a enterrar-se, a passar despercebido, antes exige a audácia jubilosa dos apóstolos. Por isso, deita fora a pusilanimidade, mostrando-se absolutamente respeitoso para com os que não partilham do mesmo ideal. «Reconhece, ó cristão, a tua dignidade!», dizia o grande papa São Leão. E eu, seu indigno sucessor, digo-vo-lo a vós, meus irmãos e minhas irmãs: Reconhecei a vossa dignidade! Sede ciosos da vossa fé, do dom do Espírito que o Pai vos outorga. Vim para o meio de vós como um pobre, com a única riqueza da fé, peregrino do Evangelho. Dai à Igreja e ao mundo o exemplo da vossa fidelidade sem desfalecimento e do vosso zelo missionário. A minha visita tem de ser um apelo a um novo impulso perante as numerosas tarefas que apresentam diante de vós.

23 de junho - Beato Pedro Tiago de Pêsaro

Pedro, provavelmente, nasceu em Pêsaro no ano de 1447. Pouco se sabe sobre sua família, que alguns historiadores chamam de Gaspari. Ainda muito jovem entrou para a comunidade do Convento dos Agostinianos de Valmanente, primeira casa agostiniana fundada em 1238. Neste convento foi-lhe incutido o elemento carismático que o caracteriza: o estudo como caminho para a sabedoria, a virtude e o ministério apostólico. Após a conclusão do noviciado, emitiu sua profissão temporária e foi enviado para realizar os estudos necessários ao ministério sacerdotal e seguir uma carreira acadêmica de acordo com o rigoroso e exigente programa prescrito pela Ordem Agostiniana. Após a ordenação ao sacerdócio, foi inserido na vida conventual com o compromisso de continuar seus estudos e orientar os jovens estudantes da Ordem.

Santos Zacarias e Isabel, pais de São João Batista

“No tempo de Herodes, rei da Judeia, havia um sacerdote chamado Zacarias, que pertencia à classe sacerdotal de Abias; Isabel, sua mulher, também era descendente de Arão. Ambos eram justos aos olhos de Deus, obedecendo, de modo irrepreensível, todos os mandamentos e preceitos do Senhor. Mas, eles não tinham filhos, porque Isabel era estéril e ambos tinham idade avançada” (Lc 1, 5-7). Hoje, a Liturgia celebra a festa de um casal de Santos, o primeiro, depois de Maria e José, do qual falam as Escrituras. O Evangelho de Lucas começa, exatamente, com a história destes dois esposos, que eram justos diante de Deus, fiéis e observantes. Porém, tinham um espinho no coração por não poder conceber um filho. Naquela época, a esterilidade também era uma causa de marginalização.

Santa Eteldreda de Ely, Rainha e Abadessa - 23 de junho

Eteldreda (latim, Ediltrudis; inglês Audrey e Ethelthryth), era filha de Anna, rei da Anglia oriental, e de sua esposa Saewara. Seu pai era cristão e fez muito pela conversão do seu reino e do Wessex. Irmã das Santas Sexburga, Etelburga e Vitburga, ela nasceu em Exning em Suffolk. A sua vida transcorreu em grande parte na segunda metade do século VII (636-679), quando grande era o fervor dos Anglos, recentemente convertidos. Segundo o desejo dos pais, em 652, muito jovem, ela desposou Tondbert, Rei de Gyrne, com o qual viveu em perpétua continência. Três anos depois, enviuvou e retirou-se na Ilha de Ely, que havia recebido do marido como dote de núpcias. Ali viveu vida solitária por cinco anos, dedicando-se à oração a maior parte do seu tempo.

Santa Agripina, virgem e mártir - 23 de junho

Agripina, cujo nome é por certo de ilustre memória na antiga onomástica romana, é muito venerada pelos católicos na Sicília e, em menor grau, na Grécia. A tradição nos fala de uma mulher de nobre ascendência que havia consagrado sua virgindade a Cristo e vivia reclusa em sua casa, porém realizando obras de caridade com todos os que batiam à sua porta. Durante a perseguição de Valeriano (257-260), escandalizada com as matanças de cristãos, pediu uma audiência com o imperador e, por ser de ilustre família, foi recebida. Levada a presença de Valeriano recriminou-o duramente por sua conduta com a comunidade cristã e instou-o a se converter se não queria ir para o fogo eterno junto com seus deuses. Quando o césar a impeliu a sacrificar aos deuses, ela se negou corajosamente, o que o levou a mandar castigá-la.

Beata Maria Rafaela (Santina) Cimatti, Virgem – 23 de junho

Esta religiosa desenvolveu com inteligência e serenidade um serviço constante e heroico em favor dos aflitos e dos doentes. 
“Quando não estava atenta no cuidado dos enfermos, rezava diante do Santíssimo Sacramento e suas mãos, quando não estavam a serviço do próximo, 
desfiavam as contas do Rosário”. 
Santina Cimatti nasceu em Faenza, no dia 6 de junho de 1861. Seu pai era agricultor e a mãe tecelã. Foi dotada pela natureza de um rosto sorridente, sereno e de belas feições, iluminado por olhos profundos. Como a família logo precisou do seu trabalho, pode dedicar pouco tempo aos estudos. Para ajudar na economia familiar, ajudava a mãe como tecelã, ou se ocupava nos trabalhos da casa. Após a morte do pai em 1882, Santina assumiu a educação dos irmãos e também era catequista na sua paróquia.

Beata Maria de Oignies, Fundadora das Beguinas Festa: 23 de junho

Liège, Bélgica, por volta de 1177 - 1213
 
Marie d'Oignies, beguina e mística, nasceu em Liège por volta de 1177, em uma família rica. Casou-se aos 14 anos, mas mais tarde decidiu, juntamente com o marido, dedicar-se a uma vida apostólica de castidade e caridade, trabalhando em uma colônia de leprosos. Aos 30 anos, em 1207, retirou-se para uma comunidade de freiras e irmãos leigos, liderada por um grupo de sacerdotes, entre eles Jacques de Vitry, o futuro Cardeal de Acre, na Palestina, e patrono do movimento beguino. Marie exerceu uma profunda influência espiritual sobre Jacques, que escreveu sua biografia e a ajudou a fundar sua comunidade autossuficiente de beguinas e begardos. Apesar das acusações de heresia que seriam feitas contra o movimento nos anos seguintes, Maria sempre foi muito ortodoxa em suas crenças, a ponto de apoiar com entusiasmo a Cruzada contra os Cátaros em 1209. Em 1212, diz-se que Maria recebeu os estigmas, 12 anos antes de São Francisco. Ela morreu em 1213, aos 36 anos.
Martirológio Romano: Em Oignies, ainda em Hainaut, no território da atual França, a bem-aventurada Maria, rica em dons místicos, com o consentimento do marido, viveu em reclusão numa cela e fundou e regulamentou o Instituto chamado Beguinas.

Santos Mártires de Nicomédia Festa: 23 de junho

(†)Nicomédia, 303
 
Eles são um dos quatro grupos de mártires do Helesponto, que morreram em 303 durante a perseguição de Diocleciano e são comemorados em quatro datas diferentes. Nicomédia era a residência de Diocleciano, que, ao se tornar imperador, além de exaltar os antigos cultos romanos, foi o autor de uma das maiores perseguições contra os cristãos. O primeiro a sofrer o martírio foi São Pedro de Nicomédia, que servia no palácio do imperador. Diocleciano queria que o castigo do cristão, que se recusou a realizar as oferendas rituais às divindades de Roma, servisse de advertência a todos os outros cristãos de sua cidade. Pedaços da carne de Pedro foram arrancados e vinagre foi derramado sobre suas feridas. Pedro foi então condenado à fogueira. O comportamento heroico do mártir inspirou serenidade e coragem nos outros vinte mil cristãos de Nicomédia, que, poucos dias depois, testemunharam sua fé em Cristo com suas próprias vidas. (Avvenire) 
Martirológio Romano: Comemoração dos muitos santos mártires de Nicomédia que, tendo se refugiado nas montanhas e cavernas durante o reinado do Imperador Diocleciano, sofreram o martírio com serena alma por sua fé em Cristo.

José Cafasso Director espiritual de Dom Bosco, Santo 1811-1860

Trabalhando sem nenhum alarde, 
o Pe. Cafasso realizou 
um extraordinário apostolado 
ao combater os erros da época; 
constituiu-se num esteio para 
a formação dos sacerdotes. 
José Cafasso nasceu em Castelnuovo d’Asti (hoje Castelnuovo Dom Bosco) em 1811. Uma sua irmã foi mãe de outro santo, São José Alamano, fundador da comunidade dos Padres da Consolata. Desde pequeno José era chamado pelos seus concidadãos de il Santeto, por causa de sua atracção para a virtude e coisas santas. Aos 16 anos entrou para o seminário e vestiu por primeira vez a sotaina. Assim o descreve Dom Bosco, que o encontrou nessa idade: “De pequena estatura, olhos brilhantes, ar afável e rosto angelical”.

Bento Menni Sacerdote, Religioso, Santo (1841-1914)

Angelo Hércules Menni nasceu no dia 11 de março de 1841, em Milão, na Itália, sendo o quinto dos quinze irmãos. A família do casal de negociantes Luiz e Luíza era de cristãos fervorosos, onde se rezava o Rosário todas as noites, se praticava a caridade e todos os sacramentos. Foi esse ambiente familiar, somado a quatro episódios, que fizeram o jovem Angelo optar por tornar-se um sacerdote. Foram eles: a oração diária diante de um quadro de Maria, a Santíssima Mãe de Jesus; alguns exercícios espirituais aos dezassete anos de idade; os conselhos de um eremita de sua cidade natal; e o exemplo dos irmãos de São João de Deus tratando os soldados que chegavam à estação de Milão, feridos na batalha de Magenta, serviço que ele próprio praticou. Aos dezanove anos de idade, entrou na Ordem Hospitaleira de São João de Deus, trocando o nome de baptismo pelo de Bento. Iniciou os estudos filosóficos e teológicos no Seminário de Lodi e depois foi concluí-los no Colégio Romano, actual Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.

ORAÇÕES - 23 DE JUNHO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
23 – Terça-feira – Santos: José Cafasso, Edeltrudes, Agripina
Evangelho (Mt 7,6.12-14) “Por que observas o cisco no olho do teu irmão, e não prestas atenção à trave que está no teu próprio olho?”
Ao que parece Jesus estava usando um provérbio popular de seu tempo. Como em geral acontece, também esse vai direto à realidade vivida. Todos temos percepção aguçada mesmo para as menores falhas do próximo, mas não temos sensibilidade nem para nossos maiores defeitos e pecados. Por isso Jesus cobra de nós coerência e sinceridade, para não vivermos na falsidade da mentira.
Oração
Senhor, de vez em quando preciso que alguém me lembre dessa minha falha. Ajudai-me, para que sempre saiba o que é certo e o que é errado, no meu procedimento e no dos outros. Que eu não disfarce os defeitos meus e deles. Afinal, só nos podemos corrigir se vivermos na sinceridade e na verdade. Dai-nos também a força para corrigir o que está errado e melhorar o que está certo. Amem.

segunda-feira, 22 de junho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Aleluia! Ressuscitou!”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Viu e acreditou 
Páscoa de Jesus! O acontecimento único na história se torna para nós o maior momento. Falar de Ressurreição de Jesus é um desafio porque não a colocamos em nossa vida. É bonito ver como os apóstolos viveram intensamente esse momento. Viveram, pois viram o Vivo. Não dá para imaginar o que passou no coração de cada apóstolo e cada discípulo que viveu com Jesus. Depois do terror daquela morte vem esplendor da vida. Ver o túmulo vazio para João era a certeza da ressurreição. Por que as mulheres foram as primeiras? A Igreja é a testemunha fundamental da Ressurreição. Crer é mais que ver. Os soldados viram o momento e contaram aos chefes do povo que os subornaram para que mentissem dizendo que o corpo fora roubado. Se mentiram é porque sabiam da verdade. Sabiam, mas não tiveram fé. A fé transformou os discípulos. Celebrando os mistérios da Ressurreição vivemos o mesmo drama entre o ver e o crer. Crer supõe a certeza que leva à adequação da vida ao que acreditamos. Enquanto não passamos a Ressurreição para a vida não acreditamos ainda. A Ressurreição chega à vida pela celebração da comunidade. Ela é uma continuada encarnação e se torna sacramento da Ressurreição. O texto proclamado discerne a verdade e a torna presente pela ação do Espírito que age naquele que crê. Jesus Se manifestava sempre no 8º dia. O domingo era o dia da comunidade. É nela que conhecemos e acolhemos a presença Daquele que foi tragado pela morte e a tragou. As celebrações não são meros ritos, mas sacramentos da Vida, Morte e Ressurreição de Jesus.
Nós comemos com Ele 
A certeza da Ressurreição fez parte da vida normal dos discípulos. Ele não foi visto por todo povo, mas somente por nós, que somos as testemunhas que Deus já havia escolhido “nós que comemos e bebemos com Jesus, depois que ressuscitou dos mortos” (At 10,4041). O comer e beber juntos, vai além de uma simples refeição. Está a dizer vivemos o cotidiano com Ele, normalmente. Essa é a fonte que nos transmite a verdade da Ressurreição. Deus escolheu algumas testemunhas para comunicar o fato. É belo, na fé, acolher o testemunho de homens humildes e sem conhecimentos raros, mas nascidos de uma fé autêntica daqueles que conviveram com Ele. O que toca a pessoa que ouve o testemunho, não são as palavras, mas a fé que é implantada no coração. Não entenderíamos como a fé se difundiu e se estabilizou em tantos povos. Quem sabe a fragilidade de nossas comunidades, nossas instituições e vida estejam justamente na falta de acolher o testemunho. Vivemos, não a partir da fé, mas de nossos interesses. Só através do acolhimento do testemunho dos apóstolos que poderemos renovar nossas comunidades. A Ressurreição não se reduz a um ato litúrgico, mas na fé que o faz. 
Vida do alto 
A aceitação do anúncio não fica no intelecto espiritual, mas vai às mãos: “Se ressuscitastes com Cristo, esforçai-vos por alcançar as coisas do alto... aspirai às coisas celestes e não às terrestres ”(Cl 3,1-2). A vida do cristão tem os pés no céu, mas tem as mãos na terra onde continua a vida de Jesus como nos escreve Pedro: “Ele andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os que estavam dominados pelo demônio; porque Deus estava com Ele” (At 10,38). Embora não possamos explicar a Ressurreição por uma visão pessoal, mas podemos demonstrar sua realidade pelo que somos capazes de mudar no mundo e na realidade em que vivemos.
Leituras:Atos 10,34ª.37-43;Salmo 117; 
Colossenses 3,1-4; Jo 20,1-9 
1. Enquanto não passamos da Ressurreição para a vida não acreditamos ainda. 
2. O que toca a pessoa não são as palavras, mas a fé que é implantada no coração. 
3. A aceitação do anúncio não fica no intelecto espiritual, mas vai às mãos. 
Brincadeira! 
Depois Jesus apareceu a Madalena que foi anunciar aos discípulos que estavam chorosos. Não acreditaram (Mc 16,10). Pedro e João correm ao túmulo. O defunto sumiu. A outra o confunde com o jardineiro. As mulheres encontrando o túmulo vazio voltam e o encontram no caminho. Vão contar e não acreditam. Os dois que iam para Emaús não o reconhecem. De repente Jesus se põe no meio do grupo reunido. A alegria era tanta que parecia brincadeira. Não acreditavam. Jesus pede um pedaço algo para comer para mostrar que não era fantasma! Diz: Fantasma não tem carne e ossos como tenho. Assa peixe na margem do lago. Deve ter sido linda a alegria deles. Depois de terem esse encontro com Ele, não poderiam fazer mais nada que contar para todos os que foram chamados à fé. Bonito que acreditaram. A fé tem algo humano. Quem sabe a fé seja tão pouca no mundo porque não temos essa fé na Ressurreição. Ninguém vai ficar sabendo que Jesus existe, se não contarmos. 
Homilia do Domingo de Páscoa (04.04.2021)

EVANGELHO DO DIA 22 DE JUNHO

Evangelho segundo São Mateus 7,1-5. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Não julgueis e não sereis julgados. Segundo o julgamento que fizerdes sereis julgados, segundo a medida com que medirdes vos será medido. Porque olhas o argueiro que o teu irmão tem na vista e não reparas na trave que está na tua? Como poderás dizer a teu irmão: "Deixa-me tirar o argueiro que tens na vista" enquanto a trave está na tua? Hipócrita, tira primeiro a trave da tua vista e então verás bem para tirar o argueiro da vista do teu irmão». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Doroteu de Gaza (c. 500) 
Monge na Palestina 
Instruções VII, 79, 81-82 
«Tira primeiro a trave da tua vista» 
Procuremos perceber, irmãos, porque é que umas vezes ouvimos uma observação desagradável e a deixamos passar como se nada fosse, sem nos perturbarmos, e outras vezes ficamos imediatamente perturbados por ela. Qual será a razão dessa diferença? Haverá uma única razão ou várias? Da minha parte, vejo muitas, mas uma só, por assim dizer, dá origem a todas as outras. A causa desta perturbação, se a examinarmos com atenção, é sempre a nossa incapacidade de nos acusarmos. Daí provém todo este fardo e o facto de não termos descanso. Não admira que todos os santos digam que este é o único caminho. Vemos claramente que nunca ninguém encontrou descanso seguindo outra via e, no entanto, continuamos a pensar que é possível viver uma vida reta sem nunca nos termos por responsáveis de nada! Na verdade, mesmo que alguém pratique mil boas obras, se não se mantiver neste caminho, nunca deixará de causar sofrimento e de sofrer, desperdiçando assim todos os seus esforços. Também acontece que um irmão que julga estar em paz se sente perturbado por uma palavra áspera que lhe é dirigida por outro, e julga que essa perturbação se justifica, pois diz para si mesmo: «Se este irmão não tivesse vindo falar comigo e incomodar-me, eu não teria pecado». Isto é uma ilusão, um falso raciocínio. Terá sido aquele que proferiu a palavra que suscitou nele a paixão? Pelo contrário, limitou-se a revelar-lhe a paixão que já existia dentro dele, para que se pudesse arrepender, se assim desejasse.

22 de junho - Santo Albano da Inglaterra

Albano é o primeiro mártir cristão da Inglaterra, onde prestou serviço no exército romano, como soldado. Albano, cuja origem talvez fosse romana, residia em Verulamium, a cidade-fortaleza construída pelos romanos a sudeste da ilha britânica, perto do rio Ver. Sendo um pagão, não tinha nada a temer quando chegou à ilha a perseguição anticristã, possivelmente a decretada pelo imperador Sétimo Severo e não a do seu sucessor Diocleciano, como alguns historiadores acreditam. Albano, certo dia, viu chegar em sua casa um daqueles homens cristãos perseguidos. Ele o acolheu e escondeu. Observou que o homem estava em estado de prece contínua, em vigília noite e dia. Então, começaram a conversar e Albano conheceu a verdade da fé cristã. Tocado pela graça de Deus, converteu-se. Tornou-se um cristão, justamente naquele momento de risco de morte tão sério. Dias depois, alguns soldados foram à casa de Albano fazer uma rigorosa busca, porque souberam que ele escondia um cristão.

Papa Inocêncio V (Pedro de Tarantasia)Santo-Festa: 22 de junho

Pedro de Tarentaise, no civil, nasceu em Savoia e se tornou dominicano. Este pregador era tão culto que chegou a ser chamado "doctor famosissimus". Como arcebispo de Lyon, lutou para a união das Igrejas separadas de Roma. Eleito Papa como Inocêncio V, em 1276, morreu logo depois de alguns meses. 
(*)Tarentaise, 1224 - Roma, 1276 
(Papa de 22/02/1276 a 22/06/1276) 
Nascido em Saboia, Pedro de Tarentaise ingressou no convento de Santiago de Compostela, em Paris, pouco depois dos 15 anos, onde obteve o título de mestre em teologia e lecionou com brilhantismo, conquistando o título de "doutor famoso". Serviu duas vezes como prior provincial da França. Em 1272, foi arcebispo de Lyon e, no ano seguinte, nomeado cardeal. Em 1276, foi eleito papa. Durante seu curtíssimo pontificado, demonstrou prodigiosa atividade, especialmente em suas tentativas de alcançar a união com as Igrejas separadas de Roma. 

São Flávio Clemente, Cônsul e Mártir-Festa: 22 de junho

Flávio Clemente, pertencente à família Flávia de Rieti e sobrinho do imperador Vespasiano, tornou-se cônsul no ano 95. Casou-se com Flávia Domitila e, ao se converter ao cristianismo, foi envolvido nas perseguições de Domiciano, que o condenou à morte com a falsa acusação de ateísmo.
Aproximadamente entre 50 d.C. e 95 d.C. 
Membro da gens flaviana, originário de Rieti e sobrinho do imperador Vespasiano, Flávio Clemente tornou-se cônsul em 95. Casado com Flávia Domitila, converteu-se ao cristianismo e, por isso, foi alvo das perseguições de Domiciano, que o condenou à morte sob a falsa acusação de ateísmo. Em 1725, algumas de suas supostas relíquias foram encontradas na igreja de São Clemente, o Papa, no Latrão. 
Martirológio Romano: Em Roma, comemora-se São Flávio Clemente, mártir, que foi morto pelo imperador Domiciano, de quem fora colega no consulado, sob a acusação de ateísmo, mas na realidade por sua fé em Cristo.

Beata Altrude de Roma Virgem, Terciária franciscana - 22 de junho

Na vida da Beata Margarida Colonna é relatado que tendo chegado a Roma com o irmão cardeal para venerar as relíquias dos Apóstolos, desejou visitar uma santa mulher chamada Altrude, que vivia consagrada a Deus em sua própria casa usando o hábito da Ordem Terceira de São Francisco, e ficou admirada das suas virtudes. Altrude morreu cerca de 1280. Sua festa é celebrada em 22 de junho.
Bem-aventurada Altrude de Roma , Virgem Terciária Franciscana 
Dia da Festa: 22 de junho 
(†)ca. 1280 
Na Vida da Beata Margherita Colonna, conta-se que, tendo vindo a Roma com seu irmão, o cardeal, para venerar as relíquias dos Apóstolos, ela desejou visitar uma santa chamada Altrude, que vivia consagrada a Deus em sua própria casa, vestindo o hábito da Ordem Terceira de São Francisco, e ficou admirada com suas virtudes.

Paulino de Nola Bispo, Santo 353-431

Santo Agostinho não era ainda mais que sacerdote, quando recebeu uma carta encantadora de suavidade, elegância, amizade e louvores, da parte de ilustre senador e cônsul romano, que, com a mulher, acabava de abraçar a vida monástica. A carta estava acompanhada de um pão bento, em sinal de união. No cabeçalho estava escrito: Ao Senhor Agostinho, irmão unânime e venerável, Paulino e Teresa, pecadores. Tratava-se de São Paulino, nascido em Bordéus, em 353. Contava uma longa lista de senadores na família, tanto do lado paterno como do lado materno. Seu pai, Pôncio Paulino, era prefeito do pretório nas Gálias, e primeiro magistrado do império do Oriente. A esta nobre nascença Paulino ajuntava um espírito elevado e penetrante, um génio rico e fecundo, uma facilidade maravilhosa de exprimir-se. Cultivou tais predicados desde a infância, por um estudo assíduo dos diferentes ramos da literatura.

João Fisher Bispo, Mártir, Santo 1469-1535

São João Fisher nasceu em Beverley, na cidade de Yorkshire, na Inglaterra, no ano de 1469. Órfão de pai ainda pequeno, aos catorze anos era o mais destacado estudante do Colégio São Miguel. Quando completou vinte anos, era professor daquele colégio. Em seguida, ingressou na famosa Universidade de Cambridge. Dois anos depois, recebeu o diploma de doutor com louvor, foi ordenado sacerdote e nomeado vice-reitor da referida universidade. Quando a rainha Margareth, viúva pela terceira vez, decidiu deixar a corte e ingressar num mosteiro, foi ele que escolheu para ser seu director espiritual. Distribuiu sua fortuna entre várias instituições, destinando grande parte à Universidade de Cambridge. Na mesma ocasião, São João Fisher era eleito chanceler da universidade, cargo que manteve até morrer.