quarta-feira, 5 de agosto de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Puros de coração”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Fonte da vida
 
O evangelista Marcos traz um aspecto da pregação de Jesus que parece não ter importância. Fala de lavar os pratos... e muitas outras coisas que constituía o mais importante para os fariseus e oprimiam a vida do povo. E Jesus é não contra. Não aceita por valorizam mais que o mandamento de Deus buscando mais a tradição. Isso é muito oportuno para nós, pois há modos de viver a fé que se baseiam só no exterior, e não no que une o coração com Deus. Não convertem o coração. A Jesus interessa a fonte das atitudes. O que suja os homens é o que sai do mau coração e não os ritos exteriores. Esses são necessários, mas não em primeiro lugar. Isso tem muito na fé cristã, seja católica, seja evangélica. As devoções que não envolvem a pureza do coração devem ser revistas. O coração será fonte da vida quando estiver ali a fé em Cristo e o amor a Deus e a seus mandamentos. Jesus liberta-nos desse mal e nos dá os critérios para aquilo que fazemos em nossa fé. Há casos de pessoas que, se ficarem sem uma medalhinha de Nossa Senhora, se sentem inseguros. Mas não se preocupam com os mandamentos. Pode até ajudar, mas se buscarmos a Palavra de Deus e os sacramentos. Por isso disse Moisés: “Nada acrescentareis, nada tirareis à palavra que vos digo, mas guardai os mandamentos do Senhor, vosso Deus que vos prescrevo” (Dt 4,2). Cuidado com o tradicional, só por ser tradicional. Cuidado com o que é avançado, só por ser avançado. É preciso ver o coração. A verdadeira pureza purifica-nos desses males. Jesus liberta dessas prisões, para a pureza da vida pela fé, como nos apresenta o salmo 14. 
Deus está no outro 
Perguntamos: como podemos ter certeza da pureza de nosso coração? Descobrir Jesus nos leva a descobrir o outro. Esta é a religião pura. Tiago, que era muito concreto, diz: “A religião pura e sem mancha diante de Deus Pai é esta: assistir os órfãos e viúvas em suas tribulações e não se deixar contaminar pelo mundo” (Tg 1,27). É isso que faz a diferença na fé: Não é um punhado de verdade, mas uma atitude de vida. Basta seguir Jesus: Deu a vida para que todos tenham a vida e a tenham em abundância. Numa comunidade onde há abandonados, seja na pobreza humana ou na pobreza espiritual, ela não está cumprindo seu dever, ou pior, não tem a vida de Jesus. Esta não é só um dado espiritual, mas se concretiza no amor e no serviço. Assim estamos servindo e amando a Deus, pois o amor de Deus é fonte do amor que se realiza no amor ao próximo. Quando se iniciou a comunidade cristã, era fundamental o serviço aos pobres, que não havia no judaísmo, nem no paganismo. Havia muita viúva abandonada. Os pobres eram uma grande massa sem o mínimo recurso. A Igreja sempre foi e sempre será dos pobres. Que Deus fortifique nosso coração e nos leve a servi-lo em nossos irmãos 
Praticantes da Palavra 
Somos responsáveis por um cuidado sempre maior ao evangelizar, pois a Palavra tem origem Divina. A Palavra é acolhida para ser vivida. Pelo fato de conhecermos pouco a Palavra, procuramos viver o secundário que não nos compromete. Tiago é firme: “Recebei com humildade a palavra que em vós foi implantada, e que é capaz de salvar as vossas almas” (Tg 1,21b). É preciso fazer a união do culto e vida. Viver a fé não é cumprir leis, mas a Lei de Deus. Essa dará vigor às leis da vida sem que o nosso coração produza obras más ou vazias. Assim se manifesta a fé através das obras (Tg 2,17). 
Leituras: Deuteronômio 4,1-2.6-8; Salmo 14; 
Tiago 1,17-18.21b-22.27; Marcos 7,1-8.14-15.21-23 
1. As devoções que não envolvem a pureza do coração devem ser revistas. 
2. A fé não é um punhado de verdades, mas um dom que leva a uma atitude de vida. 
3. Se conhecermos pouco a Palavra, vivemos o secundário que não nos compromete. 
Saco de lixo 
O coração humano tem facilidade de virar saco de lixo quando vai armazenando o que não precisa para a felicidade. Daquela sujeira não sai nada de bom. Que pena que o coração humano seja feito para saco de lixo. Dali saem só cheiros maus e ratazanas. Horrível. ` Jesus pode ser um excelente lixeiro para tirar fora o ruim e aproveitar para colocar coisas boas. A água limpa purifica as sujeiras. A graça limpa os corações. É do coração que saem os males diz Jesus. Por isso a purificação e limpeza darão bons resultados. Tendo um coração renovado pela Palavra de Deus, pelo acolhimento das indicações espirituais, o coração se torna uma fonte de boas obras.
Homilia do 22º Domingo Comum (29.08.2021)

EVANGELHO DO DIA 05 DE AGOSTO

Evangelho segundo São Mateus 15,21-28. 
Naquele tempo, Jesus retirou-Se para os lados de Tiro e Sidónia. Então, uma mulher cananeia, vinda daqueles arredores, começou a gritar: «Senhor, Filho de David, tem compaixão de mim. Minha filha está cruelmente atormentada por um demónio». Mas Jesus não lhe respondeu uma palavra. Os discípulos aproximaram-se e pediram-Lhe: «Atende-a, porque ela vem a gritar atrás de nós». Jesus respondeu: «Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel». Mas a mulher veio prostrar-se diante dele, dizendo: «Socorre-me, Senhor». Ele respondeu: «Não é justo que se tome o pão dos filhos para o lançar aos cachorrinhos». Mas ela insistiu: «É verdade, Senhor; mas também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa de seus donos». Então, Jesus respondeu-lhe: «Mulher, é grande a tua fé. Faça-se como desejas». E, a partir daquele momento, a sua filha ficou curada. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Cardeal Joseph Ratzinger 
(Bento XVI Papa de 2005 a 2013) 
Retiro pregado ao Vaticano, 1983 
«Meu Senhor, nosso único Rei, 
vinde socorrer-me, porque estou só e não tenho outro auxílio
 senão Vós» (Est 14,3) 
No evangelho, Jesus convida-nos à oração: «Pedi e dar-se-vos-á, procurai e encontrareis, batei à porta e abrir-se-vos-á» (Mt 7,7). Estas palavras de Jesus são preciosíssimas, porque exprimem a verdadeira relação entre Deus e o homem, e porque respondem a um problema fundamental de toda a história das religiões e da nossa vida pessoal: será justo e bom pedir alguma coisa a Deus? Ou a única resposta correspondente à transcendência e à grandeza de Deus é glorificá-lo, adorá-lo, dar-Lhe graças, numa oração que será, por conseguinte, desapegada? Jesus ignora este receio. Jesus não ensina uma religião para elites, totalmente desinteressada. A ideia de Deus que Jesus nos ensina é diferente: o seu Deus é muito humano, um Deus bom e poderoso. A religião de Jesus é muito humana, muito simples, é a religião dos simples: «Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes, e as revelaste aos pequeninos» (Mt 11,25). Os pequeninos, os que têm necessidade da ajuda de Deus e o dizem, compreendem muito melhor a verdade do que os inteligentes, que, recusando a oração de súplica e aceitando apenas o louvor desinteressado de Deus, constroem uma autossuficiência do homem que não corresponde à sua indigência, tal como é expressa nas palavras de Ester: «Vinde socorrer-me, porque estou só» (Est 14,3). Por trás desta nobre atitude que não quer incomodar Deus com os nossos pequenos males, esconde-se a seguinte dúvida: terá Deus poder para responder às realidades da nossa vida, poderá Deus mudar as nossas situações e entrar na realidade da nossa vida terrena? Se Deus não atua, se não tem poder sobre os acontecimentos concretos da nossa vida, como é que continua a ser Deus? Mas, se Deus é amor, o amor não encontrará uma possibilidade de responder à esperança daquele que ama? Se Deus é amor, e se Ele não pudesse ajudar-nos na nossa vida concreta, o amor não seria o poder maior deste mundo.

São Cassiano de Autun Bispo Festa: 5 de agosto

(†)Autun, França, século IV.
 
São Cassiano de Autun foi um bispo do século IV venerado pela Igreja Católica, com uma festa litúrgica celebrada em 5 de agosto. Sua existência histórica é atestada por fontes antigas e fidedignas, principalmente o Martirológio de São Jerônimo e a obra De gloria confessorum, de Gregório de Tours. Este último, escrito no final do século VI, testemunha ter visto pessoalmente seu túmulo em Autun, na Gália Lugdunense, destino de peregrinações para fiéis em busca de cura. Cassiano sucedeu São Retício, bispo presente no Concílio de Arles em 314, situando assim seu episcopado na primeira metade do século IV. Embora os dados históricos sejam escassos, sua figura emerge como a de um pastor sólido, um ponto de referência para a comunidade cristã de Autun durante um período de transição e consolidação da fé.

05 de agosto - Beato Salvio Huix Miralpeix

“Peço-vos, Senhor, a graça de querer sofrer sempre qualquer tribulação, trabalho ou enfermidade, incluso a morte, e derramar o sangue se for necessário para sustentar e defender a honra de vosso Sagrado Evangelho. Confirmai-vos, este propósito, e com vossa Virtude divina, fazei eficaz e perseverante esta minha promessa”. Salvio Huix nasceu no dia 22 de dezembro de 1877, em Santa Margarita de Vellors, Girona, Espanha. Sua família, camponesa e católica tradicional, tinha razoavelmente boas condições e se mantinha repetindo boas práticas como a Missa diária, o Rosário, as visitas ao Santíssimo Sacramento e às práticas de devoção ao Sagrado Coração de Jesus e ao Imaculado Coração de Maria. Havia sempre padres visitando a casa, bem como alguns sacerdotes na família. Por isso, o jovem Savio não surpreendeu ninguém ao anunciar sua intenção de oferecer-se como um candidato ao sacerdócio, saindo de casa para o seminário menor local quando tinha 10 anos de idade.

05 de agosto - Beato Frederico Janssoone

Homem de intenso trabalho e grande piedade, conhecido como "o Vendedor de Deus", já que era comerciante antes de ingressar na vida religiosa, e colocou a serviço do Evangelho sua intensidade de trabalho. Criou a "Coleta da Sexta-Feira Santa para a Terra Santa." Nasceu na localidade francesa de Ghyvelde em 19 de novembro de 1838. Seus pais eram honrados camponeses que gozavam de boa posição econômica. Coerentes com sua fé católica, a promoveram em seus numerosos filhos. Assim, Frederico, sendo um adolescente, viu no sacerdócio o mais apreciado ideal para sua vida. E depois de cursar os estudos no colégio de Hazebrouck e no Instituto de Nossa Senhora das Dunas, de Dunquerque, ingressou no seminário. Tinha boa base, porque, quando fez sua Primeira Comunhão na idade de 14 anos, havia recebido uma intensa e larga formação. Na ocasião, fazia quatro anos que seu pai havia morrido.

05 de agosto - Santo Emídio

Santo Emídio é muito venerado na Itália, sobretudo porque é considerado protetor contra os terremotos, enchentes e grandes chuvas. Pela mesma razão, seu culto se popularizou muito nos últimos anos nas cidades de Los Angeles e São Francisco, zonas onde também acontecem fortes e frequentes terremotos. Segundo as "atas" Emídio era um alemão originário do Treveris. Nasceu em 278, de origem nobre, converteu-se ao cristianismo e foi batizado aos 23 anos de idade, quando mudou-se para Roma junto de seus amigos Euplo, Germano e Valentino, na época do Papa Marcelo I. Ele então começou a estudar as Sagradas Escrituras se tornando um bom conhecedor da Palavra e começou sua vida como pregador.

Santo Osvaldo da Nortúmbria, Rei e Mártir Festa: 5 de agosto

Maserfield, na Inglaterra, mais tarde tornou-se Oswestry, em honra ao mártir Osvaldo: rei da Nortúmbria, famoso em artes marciais, mas, sobretudo, amante da paz; divulgou implacavelmente a fé cristã na região e foi assassinado, por causa da sua fé em Cristo, enquanto lutava contra os pagãos.
(+)Maserfield (Shropshire), 642 
Oswald, nascido em 604, era filho do rei Æthelfrith da Nortúmbria. Quando o reino foi conquistado pelo rei Edwin, Oswald e sua família refugiaram-se na Escócia, onde ele abraçou a fé cristã. Após a morte de Edwin em 633, ele retornou à Nortúmbria, derrotou o rei britânico Cadwalla em batalha e recuperou o trono. Conta-se que, antes do início da batalha, Oswald ergueu uma cruz de madeira e reuniu seus soldados em oração pela vitória. Após a batalha vitoriosa, o rei chamou um bispo para pregar o Evangelho no reino da Nortúmbria.

Santa Nonna, esposa-Festa: 5 de agosto

(+)5 de agosto de 374
 
Hoje, o Martyrolognum Romanum comemora Santa Nonna, esposa do bispo Gregório, o Velho. Eles tiveram vários filhos, incluindo os santos Gregório Nazianzeno, o Teólogo, César e Gorgônia. Seu culto está centrado perto de Nazianzo, na Capadócia. 
Martirológio Romano: Em Nazianzo, na Capadócia, na atual Turquia, Santa Nonna, esposa do santo bispo Gregório, o Velho, e mãe dos santos Gregório, o Teólogo, Cesário e Gorgônia. 
Santa Nonna nasceu no final do século III e recebeu educação cristã de seus pais. Casou-se com um membro da seita judaico-pagã dos Hipsistas, adoradores do Todo-Poderoso, e logo o converteu ao cristianismo. Ele, que mais tarde se tornou sacerdote e até bispo, já que a prática de clérigos casados ​​era comum no Oriente, é conhecido e venerado como São Gregório, o Velho.

Santa Margarida de Cesolo (a Picena) Dia da Festa: 5 de agosto

(†)5 de agosto de 1395
 
Santa Margarida, conhecida como a "Descalça", nasceu em 1325 em Cesolo, um povoado de San Severino Marche (MC). Seus pais, de origem humilde e dedicados à agricultura, deram-lhe uma profunda educação cristã. Aos 15 anos, enquanto cuidava do rebanho, Jesus lhe apareceu na forma de um peregrino pobre. O peregrino pediu comida, e a menina ofereceu-lhe o único pão que tinha. Voltando para casa com fome, perguntou à mãe se ela tinha algo para lhe dar para comer; a mãe respondeu que não tinha nada. Margarida implorou-lhe que olhasse na amassadeira; a mãe concordou com o seu pedido e, para sua surpresa, encontrou-a cheia de pão, o suficiente para satisfazer as necessidades da família e dos pobres da vizinhança. Não querendo contrariar os desejos dos pais, a santa concordou em casar-se com um jovem da cidade. Teve uma filha, a quem criou segundo os princípios cristãos. Após a morte do marido, ela decidiu dedicar toda a sua vida ao serviço dos pobres, à oração e à penitência.

Dedicação da Basílica de Santa Maria Maior Festa: 5 de agosto

Esta memória está ligada à dedicação da Basílica de Santa Maria Maior, no Monte Esquilino, em Roma, considerada o mais antigo santuário mariano do Ocidente. Foi erguida sobre o antigo edifício liberiano pelo Papa Sisto III (432-440), que a dedicou a Deus e à Virgem, solenemente proclamada Mãe de Deus pelo Concílio de Éfeso (431). (Missal Romano)
Martirológio Romano: Dedicação da Basílica de Santa Maria Maior, construída no Monte Esquilino, em Roma, que o Papa Sisto III ofereceu ao povo de Deus em memória do Concílio de Éfeso, no qual a Virgem Maria foi proclamada Mãe de Deus.

Dedicação da Basílica de Santa Maria Maior - Nossa Senhora das Neves

Imagem de Nossa Senhora das Neves,
que talvez seja mais antiga que se conhece,
e que se diz que foi um quadro pintado por São Lucas
No ano de 363 vivia em Roma um ilustre descendente de nobre família romana, o qual, não possuindo herdeiros, resolveu, em combinação com a esposa, consagrar sua imensa fortuna à glória de Deus e em honra a Santíssima Virgem Maria. Na noite de 4 para 5 de agosto estava pensando seriamente no assunto, quando a Rainha do Céu apareceu-lhe em sonhos e disse-lhe:
- "Edificar-me-eis uma basílica na colina de Roma que amanhã aparecerá coberta de neve"
Ora, nos dias 4 e 5 de agosto, é a época de maior calor na Itália. Mas no dia seguinte, devido a um estupendo milagre, o monte Esquilino estava coberto de neve. A população da cidade acudiu ao lugar do prodígio e até mesmo o Papa Libério que recebeu a mesma revelação também em sonho, acompanhado de todo o clero, para lá se dirigiu. Logo depois de iniciada a construção, a basílica foi denominada de Nossa Senhora das Neves, devido ao fenômeno climático. Este templo, no entanto, é conhecido universalmente pelo nome de Santa Maria Maior (Basilica di Santa Maria Maggiore) por ser a mais importante entre todas as Igrejas de Roma dedicadas à Virgem Santíssima. É a primeira Igreja dedicada a Virgem Maria no Ocidente, e uma das mais belas e adornadas de toda a cidade. Abriga entre outras coisas um relicário com um pedaço da manjedoura do menino Jesus.

NOSSA SENHORA DA ÁFRICA

A devoção a Nossa Senhora de África teria nascido a partir da presença portuguesa em Ceuta. Com efeito, o mais antigo lugar de culto com esta designação encontra-se naquela cidade do norte de África e a sua construção inicial data do século XV. O edifício, hoje santuário, foi reconstruído no século XVIII e nele se venera uma imagem, aparentemente bizantina, que uma tradição liga ao imperador Justiniano e ao gover-nador desta província, Procópio. A invasão muçul-mana teria interrompido o seu culto. Outra tradição liga-a ao Infante D. Henrique, que a teria oferecido a Ceuta com o pedido para que todos os sábados se rezasse por sua alma. A tradição da “sabatina”, ainda hoje viva em Ceuta, poderia ter tal origem. A imagem tem na mão um bastão com nós, oferecido pelo último governador português de Ceuta.

ORAÇÕES - 05 DE AGOSTO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado. 
5 – Quarta-feira – Santos: Cassiano, Emídio, Osvaldo
Evangelho (Mt 15,21-28) “Diante disso, Jesus lhe disse: – Mulher, grande é a tua fé! Seja feito como tu queres!”
A mulher pagã seguia Jesus a gritar, pedindo a cura da filha. Jesus parecia não ouvir, e depois como que não quis atender seu pedido. Por que? Penso que ele queria ensinar aos discípulos, e a mim, que temos fé quando reconhecemos nossa necessidade de ajuda, e confiamos em seu poder divino. Quando acreditamos que pode fazer coisas impossíveis para nós, até mudar nosso coração.
Oração
Senhor Jesus, sei e reconheço que sou frágil. Por mim não sou capaz de chegar à felicidade, nem de ajudar outros a consegui-la. Preciso de vós, só vossa misericórdia poderá salvar-me. Creio em vosso poder e em vossa bondade divina, e a vós me entrego. Quero viver como vivestes e ensinastes. Não permitais que vos deixe. Amém.

terça-feira, 4 de agosto de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - José, Pai Trabalhador

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Pai Carpinteiro
 
Em sua reflexão na comemoração dos 150 anos da proclamação de S. José, como patrono da Igreja, pelo Papa Pio IX, o Papa Francisco se volta para algo importante: José, pai trabalhador, o carpinteiro. É fundamental para a devoção a S. José, não o tirar de sua realidade. As imagens e pinturas de nosso santo trazem a lembrança de seu trabalho. Às vezes com Jesus, o menor aprendiz, O trabalho de José servirá para identificar Jesus como “o Filho do carpinteiro” (Mt 13,55). Notemos também que esse trabalho não esgotava a atividade de José. A família tinha que tirar o alimento também na plantação de sobrevivência. Sabemos disso pelo tanto que Jesus cita a vida do campo, das plantas, da família na realidade em que viveram, que era a vida de todos os poucos habitantes de animais, das sementes... Ali estão os três em função. Quando voltaremos a pensar a sagrada Nazaré em sua normalidade? O Papa leva José a seu mundo. Nesse ponto relembra a encíclica de Leão XIII (15.05.91) na qual trata da questão dos operários no início da industrialização: “São José era um carpinteiro que trabalhou honestamente para garantir o sustento da sua família. Com ele, Jesus aprendeu o valor, a dignidade e a alegria do que significa comer o pão, fruto do próprio trabalho”. O trabalho foi a escola de Jesus. Não ser educado no trabalho e numa escola é deficiente, penso eu. Como no tempo do Papa Leão XIII, nosso tempo que carece de uma reflexão sobre a dignidade do trabalho e do trabalhador. Não basta uma devoção para justificar o amor a esse patriarca. É necessário refletir como ele viveu, para vivermos melhor. 
No mundo atual 
O Papa lembra que, em nosso tempo, o trabalho é uma questão urgente pelo desemprego que vivemos. “É necessário tomar renovada consciência do trabalho que dignifica e do qual José é o patrono”. “Esta nos leva a redescobrir a união do trabalho com a obra da salvação, oportunidade para apressar a vinda do Reino, desenvolver as próprias potencialidade e qualidade, colocando-as a serviço da sociedade e da comunhão”. A seguir mostra o bem que faz o trabalho à família, e o mal que ocorre quando não há trabalho. O sustento sustenta a dignidade. O trabalho tem também uma dimensão espiritual: “A pessoa que trabalha, seja qual for a sua tarefa, colabora com o próprio Deus, torna-se em certa medida, criadora do mundo que a rodeia”. E continua dizendo que no momento atual, com todos os problemas que vivemos e viveremos, há uma necessidade de “redescobrir o valor, a importância e a necessidade do trabalho para dar origem a uma nova «normalidade», em que “ninguém seja excluído”. Os planos de Deus são claros. 
Deus trabalhou 
Relembra o Papa: “O trabalho de São José lembra-nos que o próprio Deus feito homem não desdenhou o trabalho” Jesus afirma: “Meu Pai trabalha sempre. Eu também trabalho” (Jo 5,17). E comenta: “A perda de trabalho que afeta tantos irmãos e irmãs, tem aumentado nos últimos meses devido à pandemia de Covid-19. Isso deve ser um apelo a revermos as nossas prioridades. Peçamos a São José Operário que encontremos vias onde nos possamos comprometer até se dizer: nenhum jovem, nenhuma pessoa, nenhuma família sem trabalho”. O lucro não é a primeira meta num mundo justo.
ARTIGO PUBLICADO EM AGOSTO DE 2021

EVANGELHO DO DIA 04 DE AGOSTO

Evangelho segundo São Mateus 15,1-2.10-14. 
Naquele tempo, aproximaram-se de Jesus alguns fariseus e escribas, vindos de Jerusalém, e perguntaram-Lhe: «Porque desobedecem os teus discípulos à tradição dos antigos e não lavam as mãos antes de comer?». Jesus chamou a multidão para junto de Si e disse-lhes: «Ouvi-Me e procurai compreender: não é o que entra na boca que torna o homem impuro. O que sai da boca é que o torna impuro». Então, os discípulos aproximaram-se e disseram-Lhe: «Sabes que os fariseus ficaram ofendidos ao ouvirem as tuas palavras?». Mas Jesus respondeu-lhes: «Toda a planta que não foi plantada por meu Pai será arrancada. Deixai-os. São cegos a guiarem cegos. E, se um cego guia outro cego, acabam por cair ambos numa cova». 
Tradução litúrgica da Bíblia
São João da Cruz 
(1542-1591) 
Carmelita descalço, 
doutor da Igreja 
Máximas 
«Criai em mim, ó Deus,
 um coração puro» (Sl 50,12) 
A pureza do coração corresponde ao grau de amor e de graça de Deus; assim, quando o nosso Salvador chama bem-aventurados àqueles que têm o coração puro (cf Mt 5,8), está a referir-Se àqueles que estão cheios de amor, porque a beatitude é-nos dada segundo o grau do nosso amor. Aquele que ama verdadeiramente a Deus não cora diante do mundo por aquilo que faz para Deus, não o esconde com atrapalhação, ainda que o mundo inteiro venha a condená-lo. Aquele que ama verdadeiramente a Deus vê como um ganho e uma recompensa a perda de todas as coisas criadas, e até a perda de si próprio por amor a Deus. Aquele que trabalha para Deus com um amor puro não só não se perturba por ser visto pelos homens, como também não age de forma a ser visto por Deus. É coisa grande exercitarmo-nos muito na prática do amor santo, porque a alma que atinge a perfeição e a consumação do amor não tardará, seja nesta vida, seja na outra, a ver o rosto de Deus. Aquele que tem o coração puro aproveita igualmente a elevação e a humilhação para se tornar sempre mais puro, enquanto o coração impuro apenas se serve dele para produzir ainda mais frutos de impureza. O coração derrama sobre todas as coisas um saboroso conhecimento de Deus, casto, puro, espiritual, cheio de alegria e de amor.

04 de agosto - Beato Henrique Krzysztofik

Se hoje nos alegramos pela beatificação de 108 Mártires clérigos e leigos, fazemo-lo antes de mais porque eles são o testemunho da vitória de Cristo, o dom que restitui a esperança. Enquanto realizamos este ato solene, num certo sentido revive em nós a certeza de que, independentemente das circunstâncias, podemos obter a vitória plena em tudo, graças Àquele que nos amou. Os Beatos mártires bradam aos nossos corações: Crede que Deus é amor! Acreditai n'Ele, no bem e no mal! Despertai a esperança em vós! Que esta dê em vós o fruto da fidelidade a Deus em cada provação! 
Papa João Paulo II – Homilia de Beatificação – 13 de junho de 1999

Santos Crescenzo e Justino Mártires Festa: 4 de agosto

Pouco se sabe sobre estes dois clérigos romanos, sepultados em uma igreja ao longo da Via Tiburtina. Segundo algumas fontes, Crescêncio era um leitor, enquanto Justino se dedicava às obras de caridade, como enterrar os mártires cristãos. Ele mesmo foi martirizado na época de Cláudio.
(+)Roma, período incerto (século I ou III)
O Martirológio de São Jerônimo e o Liber Pontificalis atestam sua existência histórica: Crescencion era leitor da comunidade romana, e Justino dedicou-se ao sepultamento piedoso dos mártires.

Beata Berta, abadessa de Cavriglia Festa: Primeiro domingo de agosto

(*)1106 - (+)1163
 
Nascida em 1106, Berta ingressou ainda jovem no mosteiro beneditino vallombrosano de Santa Felicita, em Florença, onde se destacou por sua grande santidade. Em 1153, o geral da Ordem Vallombrosana, o Beato Gualdo Gualdi, a escolheu para lhe confiar a tarefa de reformar o mosteiro de Cavriglia, na província de Arezzo. Berta mudou-se para esse novo lugar, onde revitalizou o mosteiro espiritual e numericamente, com maior observância da Regra. Após dez anos como abadessa, em 1163, durante a Quaresma, pressentiu seu fim terreno; na Quinta-feira Santa, participou da liturgia solene, lavando os pés de suas freiras; na Sexta-feira Santa, participou com grande fervor dos ritos da cruz; e no Sábado Santo, reunindo as freiras, exortou-as pela última vez a permanecerem unidas em oração e caridade. Faleceu durante a noite.

Beata Cecília Cesarini Virgem Festa: 4 de agosto

(*)Roma, por volta de 1200
(+)Bolonha, 1260 
Diana degli Andalò (Bolonha, c. 1200 – 10 de junho de 1236) e Cecilia Cesarini (Roma, c. 1200 – Bolonha, 1260) são figuras proeminentes no florescimento da virgindade que acompanhou a presença de São Domingos na cidade de Bolonha. Diana, sob os cuidados do Patriarca, fez votos de castidade, pobreza e obediência. Outras freiras se reuniram ao seu redor, incluindo a Beata Cecilia. A correspondência de Diana com o Beato Giordano di Sassonia, um dos primeiros companheiros do Fundador da Ordem dos Pregadores, documenta o fervor dessa primeira comunidade no coração de Bolonha, enquanto Cecilia é creditada com uma maravilhosa descrição de São Domingos. O culto das duas virgens dominicanas foi confirmado por Leão XIII. 
Martirológio Romano: Em Bolonha, a bem-aventurada Cecília, virgem, que recebeu o hábito monástico de São Domingos, de cujo rosto e espírito foi uma testemunha fidelíssima.

Santa Ia Mártir na Pérsia Festa: 4 de agosto

(†)Pérsia, região do Huzistão, 5 de agosto de 362
Ia, mártir persa do século IV, deportada da região fronteiriça de Beth-Zaydé juntamente com milhares de outros fiéis, distinguiu-se não só pela sua fé inabalável, mas também pelo seu zelo missionário ardente e incansável. Apesar das duras condições do seu aprisionamento e da distância da sua terra natal, continuou a confortar os seus companheiros de sofrimento e a pregar o Evangelho, atraindo a hostilidade das autoridades locais e dos sacerdotes zoroastrianos. O seu martírio, caracterizado por torturas prolongadas e decapitação final, está documentado numa Paixão segundo São João em grego, que reelabora textos siríacos antigos com requinte narrativo. O seu culto, antigo e extraordinariamente difundido, encontrou particular veneração em Constantinopla, onde as suas relíquias foram transladadas e guardadas num santuário dedicado, mais tarde restaurado por ordem de Justiniano. 
Etimologia: O nome Ia deriva do grego e significa 'violeta' ou 'amor-perfeito'. 
Emblema: Palma do martírio, por vezes representada com uma flor violeta ou durante tortura. 
Martirológio Romano: Na Pérsia, Santa Ia, mártir sob o reinado do Rei Sabor II.