domingo, 10 de maio de 2026

Nossa Senhora de Fátima, graça e misericórdia

VIRGEM DE FÁTIMA NOS CONVOCA À VIVÊNCIA DO EVANGELHO, CENTRALIZADO NO MISTÉRIO DA EUCARISTIA 
Segundo as memórias da Irmã Lúcia, podemos dividir a mensagem de Fátima em três ciclos: Angélico, Mariano e Cordimariano. 
O Ciclo Angélico se deu em três momentos: quando o anjo se apresentou como o Anjo da Paz, depois como o Anjo de Portugal e, por fim, o Anjo da Eucaristia. 
Depois das aparições do anjo, no dia 13 de maio de 1917, começa o ciclo Mariano, quando a Santíssima Virgem Maria se apresentou mais brilhante do que o sol a três crianças: Lúcia, 10 anos, modelo de obediência e seus primos Francisco, 9, modelo de adoração e Jacinta, 7, modelo de acolhimento. Na Cova da Iria aconteceram seis aparições de Nossa Senhora do Rosário. 
A sexta, sendo somente para a Irmã Lúcia, assim como aquelas que ocorreram na Espanha, compondo o Ciclo Cordimariano. Em agosto, devido às perseguições que os Pastorinhos estavam sofrendo por causa da mensagem de Fátima, a Virgem do Rosário não pôde mais aparecer para eles na Cova da Iria. No dia 19 de agosto ela aparece a eles então no Valinhos. Algumas características em todos os ciclos: o mistério da Santíssima Trindade, a reparação, a oração, a oração do Santo Rosário, a conversão, a consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria. Enfim, por intermédio dos Pastorinhos, a Virgem de Fátima nos convoca à vivência do Evangelho, centralizado no mistério da Eucaristia. A mensagem de Fátima está a serviço da Boa Nova de Nosso Senhor Jesus Cristo. A Virgem Maria nos convida para vivermos a graça e a misericórdia. A mensagem de Fátima é dirigida ao mundo, por isso, lá é o Altar do Mundo. Expressão do Coração Imaculado de Maria que, no fim, irá triunfar é a jaculatória ensinada por Lúcia: “Ó Meu Jesus, perdoai-nos e livrai-nos do fogo do Inferno, levai as almas todas para o Céu; socorrei principalmente as que mais precisarem!” 
Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós!

LADAINHA A NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

Senhora de Fátima, rogai por nosso querido país. 
Senhora de Fátima, santificai o clero. 
Senhora de Fátima, aumenta o fervor dos católicos. 
Senhora de Fátima, guiai e inspirai a nossos governantes. 
Senhora de Fátima, ajudai aos que sofrem e em ti confiam. 
Senhora de Fátima, ajudai aos que te invocam. 
Senhora de Fátima, livrai-nos de todo perigo. 
Senhora de Fátima, ajudai-nos a resistir a tentação. 
Senhora de Fátima, obtém para nós aquilo que te suplicamos. 
Senhora de Fátima, regressa ao bom caminho a nossos irmãos que se tem afastado. 
Senhora de Fátima, perdoa nossos múltiplos pecados e ofensas. 
Senhora de Fátima, trazei a a humanidade aos pés do Divino Menino.
Senhora de Fátima, obtém a paz para o mundo. 
Oh! Maria, sem pecado concebida, rogai por nós que recorremos a vós.
Imaculado Coração de Maria, rogai por nós agora e a a hora de nossa morte. Amém. 
Oração: Oh! Deus de bondade e misericórdia infinita, te rogamos inflamai nossos corações para que renasçam em confiança em Tua querida Mãe, a quem invocamos sob o título de Nossa Senhora do Rosário e Nossa Senhora de Fátima. Concedei-nos por meio de sua poderosa intercessão as graças, espirituais e materiais, que necessitamos e pedimos. Por Jesus Cristo, Nosso Senhor. Amém.

NOSSA SENHORA - MÃE DE TODAS AS MÃES

SENHOR JESUS QUE EXPERIMENTASTE A ALEGRIA E O CONFORTO DE TER UMA MÃE AQUI NA TERRA E NO MOMENTO DA CRUZ NO-LA DEU POR MÃE. OBRIGADO SENHOR.
 
Clamamos à Tua mãe nesse momento para que abençoe a todas as mães… Nossa Senhora, Mãe de todas as mães, nós queremos oferecer nossas mães e consagrá-las, por isso receba-as no Teu manto materno… (Diga o nome da sua mãe) Que as mães biológicas, uma vez tendo gerado a vida, se empenhem em gerar para a graça. Que as mães do coração possam compreender, aceitar e educar os filhos na fé de Deus e da Igreja. Pedimos também Mãe, pelas mulheres que desejam a gravidez e o dom da maternidade. Dai-lhes a graça do dom da vida. Nossa Senhora, Mãe de todas as mães, fazei com que as mães a tomem como exemplo de dedicação, amor e zelo na educação dos filhos. Nossa Senhora, Mãe de todas as mães, abençoai e santificai as mães aqui na Terra trazendo saúde, paz, serenidade na tribulação, discernimento nos ensinamentos e testemunhos de fé. Nossa Senhora, Mãe de todas as mães, para aquelas que já partiram pedimos, através de Teu filho por elas: que tenham o descanso eterno e a luz perpétua. Ó Mãe de todas as mães, certos da tua intercessão, queremos também pedir para nossa salvação e discipulado do teu Filho, dai-nos essa graça que necessitamos. (Coloque a sua intenção) Ó Nossa Senhora, Mãe de todas as mães, junto a teu Filho, interceda por nós e que nada nos possa tirar do seu redil, nos faça obedientes a teu Filho, atentos à Palavra, aos Mandamentos e estejamos sempre abertos a receber a misericórdia de que necessitamos para segui-Lo com fidelidade. 
Nossa Senhora, Mãe das mães, rogai por nós. Amém. 
Padre Reginaldo Manzotti

ORAÇÕES - 10 DE MAIO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
10 – 6º Domingo da Páscoa
Evangelho (Jo 14,15-21) “Quem acolhe e observa os meus mandamentos, esse me ama.”
Aos que abraçam seu jeito de viver, Jesus promete seu amor e o do Pai. Esse é um amor transformador, que nos leva sempre mais para frente e para o alto. É também um amor que leva ao conhecimento mútuo: porque nos ama, Jesus revela-se a nós e leva-nos a conhecê-lo através do contato direto. Trata-se de um amor pessoal; a cada um o Senhor gratuitamente concede esse conhecimento pessoal na medida de sua vontade. Quanto mais deixamos de opor obstáculos a seu amor, mais seremos capazes de o amar e conhecer. Crescemos no conhecimento de Jesus na medida de nosso crescimento no amor. Vivemos pedindo tanta coisa a Deus, seria bom se pedíssemos principalmente que nos faça crescer no amor a ele. Tudo o mais é secundário.
Oração
Senhor, preciso que tomeis conta de meu coração para eu viver como Jesus, vosso Filho, me ensinou. Sei que me amais, e agradeço esse amor, muito maior do que eu poderia esperar. Peço, cheio de confiança, que aumenteis o meu amor por vós, para de algum modo retribuir o amor que me mostrais. Se me ajudais a vos amar, poderei assimilar vossas propostas e vivê-las na prática. Se me amais e me dais a graça de vos amar, tenho tudo que preciso para ser feliz. Quero conhecer Jesus mais de perto e sei que só o poderei conhecer muito se o muito amar. Aumentai minha união com vosso Filho, e ajudai-me a deixar tudo que possa diminuir minha amizade com ele. Amém.

sábado, 9 de maio de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Tu és o Messias”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Quem dizeis que Eu sou?
Esse texto não é uma curiosidade que Jesus manifesta aos discípulos, mas uma situação até constrangedora para Ele. Estando já a meio caminho de seu ministério, é ainda desconhecido. Ele é identificado com pessoas que já morreram. Depois de milagres e tanta pregação, não foi ainda compreendido. Então quer saber a opinião dos discípulos. E Pedro responde em nome de todos: “Tu és o Messias (Cristo), Filho de Deus Vivo” (Mt 16.16). Por que em Cesareia de Filipe? Um sacerdote, pároco atua naquela região, comentou que ali havia um templo dedicado a um filho de um deus. Na fé dos discípulos, Jesus é o Filho do Deus Vivo. Jesus coloca nessa profissão de fé de Pedro o fundamento da obra apostólica. É uma revelação de Deus. A fé vem de Deus. Mas é proclamada pelo homem e serve de base para a construção da Igreja. Esse grupo de discípulos são as primeiras pedras do edifício. Somente nessa fé podemos ter o verdadeiro encontro com Deus. Pedro recebe as “chaves do Reino dos Céus” (Mt 16,19). Jesus, com todo poder, dá a Pedro todo o poder que será ratificado nos Céus. A Igreja é continuação da missão de Jesus. É no processo da Encarnação que se fundamenta sua ação. Cristo se manifestou na condição humana. A Igreja continua na condição humana tendo poder de realizar as coisas celestes. Os doze e os seus sucessores recebem o dom de realizar plenamente o projeto de Deus. Jesus manda que se espere sua hora que é a Paixão e a Ressurreição e o dom do Espírito. 
Estaca firme 
A profissão de fé de Pedro, revelada pelo Pai, é a pedra fundamental do edifício da Igreja. O homem participa da obra da redenção. No livro de Isaias há uma palavra como profecia na pessoa de Eliacim. Dentro da crise em que vivia as autoridades do tempo, o profeta o apresenta como um escolhido que terá a autoridade de governo. Ele “leva aos ombros a chave da casa de Davi”. Diz “que ele abrirá e ninguém poderá fechar; ele fechará, e ninguém poderá abrir” (Is 2,19-23). É o mesmo texto que Jesus usa referindo-se ao poder deu a Pedro. Sabemos que o poder de Jesus não se refere a um comando autoritário, mas de serviço (Jo 13,14). A autoridade é de Cristo, partilhada pelos apóstolos e seus sucessores. Também sucessores no serviço. O profeta diz que fixará Eliacim como uma estaca em um lugar seguro. A estabilidade do escolhido é o “trono de glória na casa de seu Pai” (Is. 2,23). O poder-serviço de Pedro no Colégio Apostólico é estável e garantido da parte de Deus. Nas condições humanas sofre da instabilidade. No poder de Cristo não. Rezamos no Salmo: “Senhor, vossa bondade é para sempre! Eu vos peço: não deixeis inacabada esta obra que fizeram vossas mãos” (Sl 137). 
Fixemos o coração 
O texto de Paulo na carta aos Romanos nos traz uma bela doxologia na qual se abisma no mistério da ciência de Deus. Somente poderemos entender corretamente a profecia de Eliacim, retomada por Jesus em relação a Pedro, se nos mergulharmos na sabedoria de Deus. Ela é o lugar seguro onde a estaca de nossa vida de fé se firma e onde podemos tomar as decisões de modo seguro. Nela estamos ligados às coisas do Céu. Por ela reconhecemos em nós o Deus que age e nos impulsiona. Por ela a Igreja se garante, mesmo sendo pecadora. A fragilidade de Pedro, reconhecida claramente nos evangelhos, não o desautoriza em seu poder, pois age em nome de Cristo e em sua pessoa. Nossa profissão de fé é frágil, mas é segura, sustenta nossa vida e nos liga ao Céu.
Leituras: Isaías 22,19-23;Salmo 137;
Romanos 11,33-36; Mateus 16,13-20. 
1. Somente nessa fé, proclamada por Pedro, podemos ter o verdadeiro encontro com Deus. 
2. A profissão de fé de Pedro, revelada pelo Pai, é a pedra fundamental da Igreja. 
3. Nossa profissão de fé, frágil, mas segura, sustenta nossa vida e nos liga ao Céu. 
Prego na Areia 
Dizemos: “Está firme, como prego na areia”. É uma bobeira, mas, no contexto do texto de hoje podemos pensar que reflete uma inconstância muito grande na vivência da fé. Pedro, com sua profissão de fé, dá a resposta completa a Jesus: “Tu és o Messias, o Filho de Deus Vivo”. Essa é a firmeza da fé. Lembramos que o profeta Isaias falava de um grande homem que iria salvar a situação do povo, que ele enterra como uma estaca num lugar seguro. A nós compete ter firmeza de fé e definir a vida por princípios que sejam duráveis e seguros como um prego num lugar firme. 
Homilia do 21º Domingo Comum (23.08.2020)

EVANGELHO DO DIA 09 DE MAIO

Evangelho segundo São João 15,18-21. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Se o mundo vos odeia, sabei que primeiro Me odiou a Mim. Se fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu. Mas porque não sois do mundo, pois a minha escolha vos separou do mundo, é por isso que o mundo vos odeia. Lembrai-vos das palavras que Eu vos disse: "O servo não é mais do que o seu senhor". Se Me perseguiram a Mim, também vos perseguirão a vós. Se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa. Mas tudo isto vos farão por causa do meu nome, porque não conhecem Aquele que Me enviou».
Tradução litúrgica da Bíblia 
Orígenes(185-253) 
Presbítero, teólogo 
Exortação ao martírio, 41-42 
«Se o mundo vos odeia, sabei 
que primeiro Me odiou a Mim» 
Se, ao passarmos da descrença à fé, passámos «da morte à vida» (Jo 5,24), não nos espantemos se o mundo nos odiar. Porque os que não passaram da morte à vida, mas permanecem na morte, não podem amar os que passaram da morada tenebrosa da morte para os edifícios «de pedras vivas» (1Ped 2,5) onde reina a luz da vida. Para nós, cristãos, chegou o tempo de nos gloriarmos, porque está dito: «Gloriamo-nos nas nossas tribulações, porque sabemos que a tribulação produz a constância, a constância, a virtude sólida, a virtude sólida, a esperança; ora, a esperança não engana, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo» (Rom 5,3-5). «Assim como abundam em nós os sofrimentos de Cristo, também por Cristo abunda a nossa consolação» (2Cor 1,5). Acolhamos, pois, com grande fervor os sofrimentos de Cristo; que eles nos sejam grandemente concedidos, se queremos ser grandemente consolados, uma vez que todos os que choram serão consolados (cf Mt 5,5). Os que participarem nos sofrimentos participarão também na consolação, em proporção com os sofrimentos, pelos quais participam em Cristo. Aprendei do Apóstolo, que dizia, cheio de confiança: «Sabemos que, participando nos sofrimentos, também participareis na consolação» (2Cor 1,7).

São Gerontius de Cervia, Bispo Festa: 9 de maio

(†) cerca de 501
 
 Águas do norteem Cervia no início do século V. Sua formação o levou ao sacerdócio. Eleito Bispo de Cervia na segunda metade do século V, destacou-se por sua solicitude pelos fiéis e pela defesa da fé ortodoxa. Ele se opôs ao arianismo, pregando a verdadeira fé e inspirando muitos cristãos. Mártir por volta de 501 em Cagli, é venerado como o santo padroeiro da cidade. 
Conselho de Curadores: Cagli 
Martirológio Romano: Em Calleg, nas Marcas, na Via Flaminia, trânsito de São Gerôncio, bispo de Cervia, que neste lugar é transmitido foi cruelmente morto ao retornar de um Sínodo celebrado em Roma. 

Santo Hérmas de Roma Festa: 9 de maio

São Paulo lhe envia suas saudações na carta aos Romanos (16:14). Esse nome, uma forma abreviada dos nomes próprios gregos Hermágoras, Hermodóro, Hermógeno, é um derivado de Hermes, o deus Mercúrio. Hermas, embora vivesse em Roma, devia ser de origem helênica. Seu dia festivo é celebrado em 9 de maio pelo Martirológio Romano. Os gregos o celebram em 8 de março ou 4 de novembro e o nomeiam bispo de Filipópolis, na Trácia. Orígenes, Eusébio e Jerônimo o identificam com o autor de O Pastor, mas essa opinião, baseada na simples semelhança dos nomes, agora é geralmente rejeitada. Acredita-se que o autor de O Pastor seja irmão do Papa Pio I, que viveu por volta de 150. 
Martirológio Romano: Comemoração de São Hérmas, mencionado por São Paulo, Apóstolo, na Carta aos Romanos.

09 de maio - Beata Carmen Rendiles Martínez

Madre Carmen Rendiles Martínez, fundadora da Congregação Servos de Jesus na Venezuela foi a terceira Beata do país, e nos ensina com seu exemplo de vida a superar as adversidades e a nos aproximar do amor de Deus. Ela nasceu em Caracas em 11 de agosto de 1903, era a terceira de nove irmãos em uma família com uma tradição religiosa profundamente enraizada, na qual incutiam um senso de dever e amor pelos outros. Apesar de ter vindo ao mundo sem o braço esquerdo, a Madre Carmen cresceu entre seus irmãos com independência e espírito de liderança, o que ajudou todos os membros de sua família a enfrentarem no melhor espírito os obstáculos que nunca impediram a Madre Carmen de desenvolver e destacar-se em sua família e vida social. Com apenas quinze anos ela já expressava um profundo desejo de dedicar sua vida a Deus. Uma fraqueza pulmonar durante sua adolescência separou-a por alguns meses da vida social para recuperar sua saúde e dedicar-se à oração.

Santa Luísa de Marillac, co-fundadora das Filhas da Caridade

Do "não" ao "sim". 
A vida de Santa Luísa de Marillac pode ser resumida, simbolicamente, neste percurso: "Não", porque era filha natural de um nobre francês e, como ilegítima, não tinha direito a títulos nobres; "Não", porque, desde pequenina, aspirava a uma vida consagrada, mas, seu pedido para entrar em um convento foi rejeitado; "Não", porque não se casou por opção, mas por acordo. No entanto, foram precisamente estes "não" que suscitaram, na alma de Luísa, a força de um "sim", revolucionário para a época: um “sim” em prol da caridade feminina ativa no mundo, dos pobres e necessitados, sem seu fechamento em clausuras ou conventos.

Santo Isaías, profeta

Isaías nasceu em uma nobre tribo de Israel, em 770 a.C. Foi enviado por Deus para revelar, ao Povo infiel e pecador, a fidelidade e a salvação do Senhor, em cumprimento da promessa que Deus fez a Davi. Este grande profeta viveu, segundo a tradição, por mais de um século; suas profecias envolveram cerca de cinquenta anos da história de Jerusalém.
A chamada de Deus deu-se em um sonho 
Os caminhos do Senhor são infinitos, assim como a maneira com a qual Ele nos chama para servi-Lo. No caso de Isaías, Deus apareceu-lhe em sonho para confiar-lhe a sua missão. O futuro profeta viu o Senhor sentado em um grande trono no Templo, circundado por querubins. Um deles pegou um carvão ardente do altar e com ele tocou a boca de Isaías, "purificando-a" do pecado. Assim, Deus tomou a palavra e convidou Isaías a pregar a verdade ao Povo escolhido.

Pacómio Fundador da vida monástica, Santo (287-347)

Pacómio nasceu no Egipto, em 287, na Tebaida. Filho de pais pagãos, cheios de superstições e idolatrias, desde a infância mostrou grande aversão a tudo isso. Aos vinte anos de idade foi convocado para o exército imperial e acabou ficando prisioneiro em Tebes. Foi quando fez o seu primeiro contacto com os cristãos, cuja religião até então lhe era desconhecida. À noite, na prisão, recebeu um pouco de alimento de alguns cristãos, que, escondidos, conseguiram entrar. Comovido com esse gesto de pessoas desconhecidas, perguntou quem havia mandado que fizessem aquilo e eles responderam: “Deus que está no céu”. Nessa noite, Pacómio rezou com eles para esse Deus, sentindo já nas primeiras palavras ouvidas que esta seria a sua doutrina. O Evangelho o tocou de tal forma que ele se converteu e voltou para o Egipto, onde recebeu o baptismo.

Catarina de Bolonha Clarissa, Santa (1413-1463)

Santa Catarina é também conhecida como Catarina de Virgi ou Vigni. Nasceu em 8 de setembro de 1413 em Bolonha, Itália, sendo ela filha de um diplomata ao serviço do marquês de Ferrara. Diz a tradição que seu pai recebera em visões o anúncio do nascimento da filha. Quando completou 11 anos de idade, foi escolhida para ser a dama de companhia da recém casada filha do marquês, compartilhando com ela o seu aprimoramento educacional. Isso durou até completar 14 anos, idade em que decidiu abandonar a corte para abraçar a vida religiosa. Ingressou na Ordem Franciscana como Irmã das Clarissas Pobres, onde obteve sucessivos progressos espirituais e admiração por ser fiel cumpridora dos preceitos de Deus e da Igreja. Por sua conduta exemplaríssima tornou-se uma das grandes santas da Idade Média. Através da intercessão do Papa Nicolau V foi erigida uma clausura no convento das Clarissas em Ferrara, onde Catarina foi eleita Madre Superiora.

Maria Teresa de Jesus Religiosa, Fundadora, Beata (1797-1879)

Carolina Francisca Gerhardinger nasceu em 20 de junho de 1797 no subúrbio da cidade de Regensburg-Stadtamhof, na Alemanha. Pertencia a uma família de classe média muito religiosa e com ela aprendeu desde cedo os valores humanos e cristãos. Carolina estudou na escola das Irmãs de Notre Dame, mas durante o governo napoleónico as instituições religiosas foram suspensas, inclusive essa na Alemanha. Por isso o bispo decidiu escolher as três melhores alunas e formá-las professoras, para dar continuidade ao ensino das crianças daquela comunidade. Carolina foi escolhida por ser muito aplicada e responsável nos seus deveres de filha e aluna. Ainda muito jovem, recebeu o diploma de professora primária, começando o trabalho de educadora de crianças e jovens, função que exerceu até 1833. Nessa época, a restrição napoleónica foi suspensa e as instituições religiosas puderam retomar a tarefa do ensino.

Maria Domenica Mazzarello Religiosa salesiana, Santa 1837-1881

Maria Doménica Mazzarello nasceu em 9 de maio de 1837, em Mornese, Itália. Filha de camponeses, era a primogénita de dez filhos e aprendera a trabalhar duro, ajudando a mãe, Maria, nos trabalhos de casa e o pai, José, nos vinhedos, até que a irmã Felicina pôde substituí-la em casa. Os pais eram cristãos fervorosos, muito preocupados com a educação dos filhos, e se dedicaram especialmente à primogénita. Para isso contaram com a ajuda de padre Domingos Pestarino, que teve forte influência na formação espiritual de Maria Doménica. No dia 9 de dezembro de 1855, nasceu em Mornese a Pia Sociedade das Filhas da Imaculada, composta por moças escolhidas a dedo por dom Pestarino. Maria Doménica, então com dezoito anos, era uma delas. Esse grupo se distinguiu pela dedicação às meninas mais desprotegidas, pela preocupação com a catequese e com o acompanhamento às mães cristãs. Entre elas, Maria Doménica sobressaía, pela alegria e pela liderança que exercia.

Estêvão Grelewski Sacerdote, Mártir, Beato (1899-1941)

Sacerdote da reitoria de Radom, 
na Polónia, 
nasceu 3 de julho de 1899 em Dwikozy, 
e morreu de fome em Dachau
 a 9 maio de 1941.
Estêvão Grelewski nasceu 3 de Julho de 1899 em Dwikozy. Estudou no Seminário de Sandomierz (Sandomir) até 1916, entrando depois para a Universidade Católica de Lublin. Foi ordenado sacerdote em 1921. Em seguida, fez Doutorado em Direito Canónico na Faculdade Católica de Estrasburgo, na França, obtendo o grau de Doutor em 1924. Padre Estêvão se ocupava das paróquias polacas da Alsácia, onde viviam grupos de operários imigrantes polacos. Quando voltou para a Polónia, tornou-se secretário-geral da Acção Católica Operária de Radom, próximo a Sandomir. Ele escrevia artigos para diversas publicações na Polónia e se correspondia em alemão e em francês com outros intelectuais católicos que viviam no exterior.

ORAÇÕES - 09 DE MAIO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
9 – Sábado – Santos: Hermas, Pacômio, Gerôncio
Evangelho (Jo 15,18-21) ”Se o mundo vos odeia, sabei que primeiro odiou a mim. Se fôsseis do mundo, gostaria do que lhe pertence.”
Como sempre os cristãos (e outros que procuraram viver na paz de Deus) são incompreendido e perseguidos por quem segue caminhos opostos. Reconhecemos que estão errados, mas não os odiamos nem condenamos. Pedimos que Deus os ilumine para que sejam felizes como nós. E procuramos fazer tudo para os ajudar.
Oração
Senhor Jesus, ajudai-me a ter em mente o que dissestes na cruz. Peço vossa misericórdia para os que ainda não vos conhecem, nem nos reconhecem como irmãos. Trazei-os para junto de vós, para que eles e nós possamos viver como irmãos. Que possam ver em nós um amor grande, que os seduza, e cheguem à paz. Amém.

sexta-feira, 8 de maio de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Assunção de Maria”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
O Senhor fez maravilhas
 
A Assunção de Maria coroa os dogmas da Mãe de Jesus. Por ela, podemos conhecer o que Deus quis para a Mãe de seu Filho. E ainda, o que Deus quer para cada um de nós. O que realizou em Maria é projeto para todos os cristãos. Ela é a primeira depois de Cristo a atingir o que Deus, por bondade, quer para todos. Os dogmas são verdades em que se devem crer sem erro. Fazem parte do Mistério de Cristo. Deus quis Maria assim. Esse dogma da Assunção não foi inventado. Ele está descrito no começo da Igreja, em sua tradição. Dá a impressão que é o primeiro que a comunidade declarou como verdade de fé. Ali, rodeada dos apóstolos, passa à vida do Céu. Como a Jesus, “não convinha que seu corpo conhecesse a corrupção” (At 2,31). O evangelho apócrifo de Tiago lembra o fato de Tomé que, ausente na morte, ainda quis ver o corpo de Maria, na sepultura. Constatam o fato de sua elevação ao Céu. Essa foi a fé dos primeiros cristãos. O dogma foi declarado em 1950 por Pio XII, como reconhecimento daquilo que já era conhecido. A Assunção decorre das maravilhas feitas por Deus nessa Mulher: Concebida sem pecado, Virgem, Mãe de Deus. Sua união com Deus a fez privilegiada. Ela diz: “O Todo Poderoso fez em mim grandes coisas” (Lc 1,49). Ser cheia da graça de Deus (Lc 1,28) a torna distribuidora dessas graças a todo o povo de Deus, sobretudo, aos mais abandonados. Por ela entendemos que devemos fazer uma renovação do mundo a partir do Evangelho. 
Todos em Cristo revivem 
 Assunção de Maria não é só uma questão pessoal de privilégio, mas a realização de todo o projeto de Redenção realizado por Jesus. São Paulo nos confirma essa realidade quando nos diz: “Como em Adão todos morrem, assim também em Cristo todos reviverão. Porém, cada qual segundo uma ordem determinada: Em primeiro lugar, Cristo como primícias; depois, os que pertencem a Cristo, por ocasião de sua vinda” (1Cor 15,22-23). Nessa ordem de Ressurreição, Maria, por um privilégio, recebe o dom total da redenção realizando nela também a ressurreição final. Ela faz o caminho de todas as criaturas. Jesus, nela, realiza a vitória sobre a morte. Nela vence o inimigo e garante a vitória para todos. Se uma já realizou todo o caminho, abre para todos a certeza da vitória final. A base da Assunção é a Ressurreição de Jesus. Nela, Deus estende sua misericórdia a todos. Nela realiza salmo: “Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto: Esquecei vosso povo e a casa paterna! Que o Rei se encante com vossa beleza! Prestai-lhe homenagem: é vosso Senhor” (Sl. 44). Por isso o Anjo a chama de “cheia de graça” (Lc 11,28). Isabel lhe diz: “Bem-Aventurada Aquela que acreditou porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu” (Lc 1,45).
Dragão quer devorar 
O dragão, figura do mal no Apocalipse, está sempre presente junto da Mulher. Eva foi enganada pela serpente primitiva, o mesmo dragão que ronda no final dos tempos. No paraíso está a mulher para gerar para o mundo. No fim dos tempos, a Mulher, Mãe, está para dar à luz uma nova humanidade. A Mulher está para gerar o Filho que vai reger o mundo. O dragão quer devorá-Lo. A história sempre esteve cheia de dragões prontos a devorar o Filho e os filhos da Mulher – Igreja e da Mulher da Redenção. Será que a ojeriza de determinadas seitas contra Maria, não será a presença do dragão que quer devorar a Mãe e o Filho? Deus a leva para o refúgio que é o coração dos filhos. O coração dos filhos acolhe a Mãe. Ela, elevada aos Céus, leva no seu seio os filhos redimidos. 
Leituras: Apocalipse 11,19ª; 121,3-6ª.10ab; 
Salmo 44;1ª
Coríntios 15,20-27ª; Lucas 1,39-56. 
1. O que realizou em Maria é projeto para todos os cristãos. 
2. A base e o sentido do dogma da Assunção de Maria é a Ressurreição de Jesus. 
3. Maria, elevada aos Céus, leva no seu seio os filhos redimidos.
Festa da Mãe 
O que a gente não faz para participar das festas de nossas mães? Toda festa nos introduz no mistério da alegria de Maria no Céu. Uma festa na terra repica no Céu. Essa integração de Céu e terra numa celebração é um mistério muito compreensível. Deus é nossa alegria. Nas festas de Maria podemos saborear a alegria do Céu. Para uma festa de mãe trazemos muito carinho. É o que sentimos por Maria. Sua subida ao Céu é uma garantia de nossa futura caminhada final para iniciar a vida que dura parda sempre. Maria está sempre presente em nossas vidas. Entender de Jesus é bom, mas difícil. Entender de Maria, basta ter coração. Não precisa explicação. Comida de mãe já tem o tempero que agrada. O que é de Maria sempre nos agrada e convida a voltar. 
Homilia da Assunção de Maria (16.08.2020)

EVANGELHO DO DIA 08 DE MAIO

Evangelho segundo São João 15,12-17.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «É este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros, como Eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos amigos. Vós sois meus amigos, se fizerdes o que Eu vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas chamo-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi a meu Pai. Não fostes vós que Me escolhestes; fui Eu que vos escolhi e destinei, para que vades e deis fruto e o vosso fruto permaneça. E assim, tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vo-lo concederá. O que vos mando é que vos ameis uns aos outros». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santo Aelredo de Rievaulx 
(1110-1167) 
Monge cisterciense 
A amizade espiritual, 2 
«Chamo-vos amigos» 
Entre os valores humanos, não há nada que seja mais sagrado desejar, nada que seja mais útil procurar, nada que seja mais difícil de encontrar, nada que seja mais doce experimentar, nada que seja mais frutífero possuir do que a amizade. A amizade dá frutos nesta vida, na vida de hoje, mas também na vida futura; a sua doçura tempera todas as virtudes; a sua força vence os vícios; ela atenua a adversidade e modera a prosperidade. Que alegria, que segurança, que encanto ter alguém com quem falar sem receio, como quem fala consigo próprio; alguém a quem confessar sem medo os próprios pecados, a quem revelar sem vergonha o próprio progresso espiritual, a quem confiar todos os segredos do coração e a quem revelar os projetos! Não há remédio mais poderoso, mais eficaz ou mais excelente para as nossas feridas, em tudo o que nos acontece aqui na terra, do que ter alguém que se compadeça de todas as nossas deceções e se apresse a felicitar-nos pelos nossos sucessos; como diz o Apóstolo (cf Gal 6,2), dois amigos apoiam-se mutuamente, carregam os fardos um do outro, ou melhor, cada um acha o seu fardo mais leve do que o do amigo. A amizade é um grau próximo da perfeição, que consiste no amor e no conhecimento de Deus: quando uma pessoa se torna amiga de outra, torna-se amiga de Deus, segundo a palavra do Salvador no Evangelho: «Já não vos chamo servos, mas chamo-vos amigos».

MADALENA DE CANOSSA (1774-1835)

Virgem Fundadora da Família Canossiana
Filhos e Filhas da Caridade 
Madalena de Canossa, uma mulher que acreditou no amor do Senhor Jesus e, enviada pelo seu Espírito entre os irmãos mais necessitados, os serve com coração de mãe e forvor de apóstola. Nasce em Verona no dia 1° de março de 1774, de família nobre e rica, terceira de seis irmãos. Através de tapas dolorosas, como a morte do pai, o segundo casamento da mãe, a doença, a incompreensão, o Senhor a guia por estradas imprevisíveis que Madalena tenta, com esforço, percorrer.