sábado, 9 de maio de 2026

ORAÇÕES - 09 DE MAIO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
9 – Sábado – Santos: Hermas, Pacômio, Gerôncio
Evangelho (Jo 15,18-21) ”Se o mundo vos odeia, sabei que primeiro odiou a mim. Se fôsseis do mundo, gostaria do que lhe pertence.”
Como sempre os cristãos (e outros que procuraram viver na paz de Deus) são incompreendido e perseguidos por quem segue caminhos opostos. Reconhecemos que estão errados, mas não os odiamos nem condenamos. Pedimos que Deus os ilumine para que sejam felizes como nós. E procuramos fazer tudo para os ajudar.
Oração
Senhor Jesus, ajudai-me a ter em mente o que dissestes na cruz. Peço vossa misericórdia para os que ainda não vos conhecem, nem nos reconhecem como irmãos. Trazei-os para junto de vós, para que eles e nós possamos viver como irmãos. Que possam ver em nós um amor grande, que os seduza, e cheguem à paz. Amém.

sexta-feira, 8 de maio de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Assunção de Maria”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
O Senhor fez maravilhas
 
A Assunção de Maria coroa os dogmas da Mãe de Jesus. Por ela, podemos conhecer o que Deus quis para a Mãe de seu Filho. E ainda, o que Deus quer para cada um de nós. O que realizou em Maria é projeto para todos os cristãos. Ela é a primeira depois de Cristo a atingir o que Deus, por bondade, quer para todos. Os dogmas são verdades em que se devem crer sem erro. Fazem parte do Mistério de Cristo. Deus quis Maria assim. Esse dogma da Assunção não foi inventado. Ele está descrito no começo da Igreja, em sua tradição. Dá a impressão que é o primeiro que a comunidade declarou como verdade de fé. Ali, rodeada dos apóstolos, passa à vida do Céu. Como a Jesus, “não convinha que seu corpo conhecesse a corrupção” (At 2,31). O evangelho apócrifo de Tiago lembra o fato de Tomé que, ausente na morte, ainda quis ver o corpo de Maria, na sepultura. Constatam o fato de sua elevação ao Céu. Essa foi a fé dos primeiros cristãos. O dogma foi declarado em 1950 por Pio XII, como reconhecimento daquilo que já era conhecido. A Assunção decorre das maravilhas feitas por Deus nessa Mulher: Concebida sem pecado, Virgem, Mãe de Deus. Sua união com Deus a fez privilegiada. Ela diz: “O Todo Poderoso fez em mim grandes coisas” (Lc 1,49). Ser cheia da graça de Deus (Lc 1,28) a torna distribuidora dessas graças a todo o povo de Deus, sobretudo, aos mais abandonados. Por ela entendemos que devemos fazer uma renovação do mundo a partir do Evangelho. 
Todos em Cristo revivem 
 Assunção de Maria não é só uma questão pessoal de privilégio, mas a realização de todo o projeto de Redenção realizado por Jesus. São Paulo nos confirma essa realidade quando nos diz: “Como em Adão todos morrem, assim também em Cristo todos reviverão. Porém, cada qual segundo uma ordem determinada: Em primeiro lugar, Cristo como primícias; depois, os que pertencem a Cristo, por ocasião de sua vinda” (1Cor 15,22-23). Nessa ordem de Ressurreição, Maria, por um privilégio, recebe o dom total da redenção realizando nela também a ressurreição final. Ela faz o caminho de todas as criaturas. Jesus, nela, realiza a vitória sobre a morte. Nela vence o inimigo e garante a vitória para todos. Se uma já realizou todo o caminho, abre para todos a certeza da vitória final. A base da Assunção é a Ressurreição de Jesus. Nela, Deus estende sua misericórdia a todos. Nela realiza salmo: “Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto: Esquecei vosso povo e a casa paterna! Que o Rei se encante com vossa beleza! Prestai-lhe homenagem: é vosso Senhor” (Sl. 44). Por isso o Anjo a chama de “cheia de graça” (Lc 11,28). Isabel lhe diz: “Bem-Aventurada Aquela que acreditou porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu” (Lc 1,45).
Dragão quer devorar 
O dragão, figura do mal no Apocalipse, está sempre presente junto da Mulher. Eva foi enganada pela serpente primitiva, o mesmo dragão que ronda no final dos tempos. No paraíso está a mulher para gerar para o mundo. No fim dos tempos, a Mulher, Mãe, está para dar à luz uma nova humanidade. A Mulher está para gerar o Filho que vai reger o mundo. O dragão quer devorá-Lo. A história sempre esteve cheia de dragões prontos a devorar o Filho e os filhos da Mulher – Igreja e da Mulher da Redenção. Será que a ojeriza de determinadas seitas contra Maria, não será a presença do dragão que quer devorar a Mãe e o Filho? Deus a leva para o refúgio que é o coração dos filhos. O coração dos filhos acolhe a Mãe. Ela, elevada aos Céus, leva no seu seio os filhos redimidos. 
Leituras: Apocalipse 11,19ª; 121,3-6ª.10ab; 
Salmo 44;1ª
Coríntios 15,20-27ª; Lucas 1,39-56. 
1. O que realizou em Maria é projeto para todos os cristãos. 
2. A base e o sentido do dogma da Assunção de Maria é a Ressurreição de Jesus. 
3. Maria, elevada aos Céus, leva no seu seio os filhos redimidos.
Festa da Mãe 
O que a gente não faz para participar das festas de nossas mães? Toda festa nos introduz no mistério da alegria de Maria no Céu. Uma festa na terra repica no Céu. Essa integração de Céu e terra numa celebração é um mistério muito compreensível. Deus é nossa alegria. Nas festas de Maria podemos saborear a alegria do Céu. Para uma festa de mãe trazemos muito carinho. É o que sentimos por Maria. Sua subida ao Céu é uma garantia de nossa futura caminhada final para iniciar a vida que dura parda sempre. Maria está sempre presente em nossas vidas. Entender de Jesus é bom, mas difícil. Entender de Maria, basta ter coração. Não precisa explicação. Comida de mãe já tem o tempero que agrada. O que é de Maria sempre nos agrada e convida a voltar. 
Homilia da Assunção de Maria (16.08.2020)

EVANGELHO DO DIA 08 DE MAIO

Evangelho segundo São João 15,12-17.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «É este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros, como Eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos amigos. Vós sois meus amigos, se fizerdes o que Eu vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas chamo-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi a meu Pai. Não fostes vós que Me escolhestes; fui Eu que vos escolhi e destinei, para que vades e deis fruto e o vosso fruto permaneça. E assim, tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vo-lo concederá. O que vos mando é que vos ameis uns aos outros». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santo Aelredo de Rievaulx 
(1110-1167) 
Monge cisterciense 
A amizade espiritual, 2 
«Chamo-vos amigos» 
Entre os valores humanos, não há nada que seja mais sagrado desejar, nada que seja mais útil procurar, nada que seja mais difícil de encontrar, nada que seja mais doce experimentar, nada que seja mais frutífero possuir do que a amizade. A amizade dá frutos nesta vida, na vida de hoje, mas também na vida futura; a sua doçura tempera todas as virtudes; a sua força vence os vícios; ela atenua a adversidade e modera a prosperidade. Que alegria, que segurança, que encanto ter alguém com quem falar sem receio, como quem fala consigo próprio; alguém a quem confessar sem medo os próprios pecados, a quem revelar sem vergonha o próprio progresso espiritual, a quem confiar todos os segredos do coração e a quem revelar os projetos! Não há remédio mais poderoso, mais eficaz ou mais excelente para as nossas feridas, em tudo o que nos acontece aqui na terra, do que ter alguém que se compadeça de todas as nossas deceções e se apresse a felicitar-nos pelos nossos sucessos; como diz o Apóstolo (cf Gal 6,2), dois amigos apoiam-se mutuamente, carregam os fardos um do outro, ou melhor, cada um acha o seu fardo mais leve do que o do amigo. A amizade é um grau próximo da perfeição, que consiste no amor e no conhecimento de Deus: quando uma pessoa se torna amiga de outra, torna-se amiga de Deus, segundo a palavra do Salvador no Evangelho: «Já não vos chamo servos, mas chamo-vos amigos».

MADALENA DE CANOSSA (1774-1835)

Virgem Fundadora da Família Canossiana
Filhos e Filhas da Caridade 
Madalena de Canossa, uma mulher que acreditou no amor do Senhor Jesus e, enviada pelo seu Espírito entre os irmãos mais necessitados, os serve com coração de mãe e forvor de apóstola. Nasce em Verona no dia 1° de março de 1774, de família nobre e rica, terceira de seis irmãos. Através de tapas dolorosas, como a morte do pai, o segundo casamento da mãe, a doença, a incompreensão, o Senhor a guia por estradas imprevisíveis que Madalena tenta, com esforço, percorrer. 

São Desidério(Desiderato) de Bourges Bispo Festa: 8 de maio

(†)8 de maio de 550
 
Ele nasceu perto de Soissons e tinha um irmão, Deodato, um mártir. Após algum tempo na corte como guardião do selo real, sob os reis Clotário e Childeberto, em 544, sucedendo São Arcádio, tornou-se o vigésimo terceiro bispo de Bourges. Em 549, esteve presente no quinto concílio de Orléans e no segundo de Auvergne, onde os erros de Nestório e Eutiques foram condenados e algumas regulamentações sobre disciplina eclesiástica foram estabelecidas. Ele fundou a basílica de São Sinforiano, que recebeu o nome de São Ursino, quando seu sucessor, Probaniano, trouxe para lá as relíquias do primeiro bispo de Bourges. Acredita-se que ele tenha morrido em 8 de maio de 550 e foi sepultado na igreja de Sant'Ursino. Ele é celebrado em 12 de maio no Proper Bourges, no dia 13 no de Moulins. 
Martirológio Romano: Em Bourges, na região da Aquitânia, França, São Desidério, bispo, que foi primeiro o guardião dos selos do rei e dotou esta Igreja com as relíquias dos mártires.

São Pedro de Tarantásia

São Pedro de Tarantásia, também conhecido como São Pedro II de Tarantásia, nasceu por volta de 1101, possivelmente na região de Saint-Maurice d'Agaune, na Suíça. Sua família era nobre e influente, mas desde cedo, Pedro demonstrou uma forte inclinação para a vida religiosa e para a busca da humildade e da pobreza evangélica. Ele se tornou monge na Abadia de Bonnevaux, perto de Grenoble, onde rapidamente se destacou por sua piedade, inteligência e espírito de oração. Como abade do mosteiro cisterciense de Moutiers, demonstrou um profundo zelo pastoral por seus monges e pela população local. São Pedro de Tarantásia é reconhecido por seu profundo zelo pastoral, sua incansável busca pela unidade da Igreja e sua notável humildade. Ele foi eleito arcebispo de Tarantásia, na região da Saboia (atual França), e sua vida foi marcada por um profundo zelo pastoral, uma incansável busca pela unidade da Igreja e uma notável humildade. 
Congregação das Irmãs Franciscanas de Ingolstadt

Beata Chiara Fey Fundadora Festa: 8 de maio

(*)Aachen, Alemanha, 11 de abril de 1815 
(+)Simpelveld, Holanda, 8 de maio de 1894 
Clara Fey nasceu em Aachen, Alemanha, em 11 de abril de 1815. Como filha de um dono de fiação, logo entrou em contato com o processo de industrialização em andamento na Alemanha e com as condições miseráveis dos trabalhadores, especialmente das crianças. Com a ajuda de seu irmão Andreas, um padre diocesano, ele abriu uma escola gratuita para crianças pobres, à qual foi adicionada uma escola interna. Ansiosa para dar sua vida a Deus através da educação de crianças abandonadas, junto com três companheiras fundou as Irmãs do Menino Jesus Pobre. Devido à perseguição religiosa do Kulturkampf, ele teve que transferir o generalato para Simpelveld, na Holanda, onde morreu em 8 de maio de 1894. Ela foi beatificada em 5 de maio de 2018, sob o pontificado do Papa Francisco. Seu memorial litúrgico ocorre em 8 de maio, aniversário de seu nascimento no Céu.

08 de maio - Beata Miriam Teresa Demjanovich

A vida da Irmã Miriam Teresa prova-nos que a união da alma a Deus na contemplação é a fonte de todo o apostolado autêntico, que a oração não está reservada a pessoas de elite mas é uma necessidade de todo o cristão na fidelidade ao seu batismo. Teresa Demjanovich nasceu no dia 26 de março de 1901 em Bayonne, Nova Jersey, Estados Unidos. Era a mais nova de sete filhos de Alexander Demjanovich e Joana Suchy, originários da Eslováquia, e emigraram para os Estados Unidos. Recebeu o batismo, a confirmação e a primeira comunhão no rito bizantino rutênio de que seus pais eram fieis praticantes. Teresa completou sua educação primária na idade de 11 anos e recebeu o diploma da escola secundária em 1917, nesse tempo ela desejava ser carmelita, porém permaneceu em casa para cuidar de sua mãe que se encontrava enferma.

São Arsênio Diácono Festa: 8 de maio sec. IV/V

Na época do imperador Teodósio, entre os séculos IV e V, a Igreja de Roma contava, entre seus diáconos, certo Arsênio. Em um determinado momento da sua vida, retirou-se para o Monte Scete, no Egito, onde se tornou anacoreta, ou seja, um eremita que se dedica à contemplação e à ascese.
Na época do imperador Teodósio, entre os séculos IV e V, a Igreja de Roma tinha entre seus diáconos um certo Arsenius, que em certo momento de sua vida se retirou para o Egito, perto do Monte Scetes, e tornou-se anacoreta, ou seja, eremita dedicado à contemplação e às práticas ascéticas.
Martirógio Romano: No Monte Scete, no Egito, São Arsênio, que era, segundo a tradição, diácono da Igreja de Roma; retirou-se para uma vida solitária no tempo do imperador Teodósio, cheio de todas as virtudes e entregou seu espírito a Deus.

São Vítor, mártir de Milão

Vítor era proveniente da Mauritânia e, como ele, também seus dois companheiros: Narbor e Félix. O exército imperial de Maximiano, que os chamava Moros, os destina à tropa de Milão. Era o período da virada entre o III e o IV séculos, durante o qual houve uma grande limpeza dentro do exército: os cristãos não eram bem vindos e os três tinham-se convertido recentemente. Embora fossem leais ao imperador e o obedeciam em sua carreira civil e militar, mas não queriam ter que escolher entre ele e Deus. 
Deus acima do comando do imperador 
Vítor foi preso por sua objeção de consciência. Ele ficou trancado na sua cela, diversos dias, sem comer e beber, até ser levado ao hipódromo do circo - atual Porta Ticinesa – diante do próprio imperador e do seu conselheiro Anulino. Mas, também diante deles, permaneceu firme na sua decisão de não oferecer sacrifícios aos ídolos. Levado novamente à prisão, na Porta Romana, passou por terríveis torturas, que o Senhor o ajudou a suportar e aliviar a sua dor. Narbor e Félix, também presos por se recusarem a renunciar, foram levados para Lodi, onde sofreram o martírio.

Santa Ida (Ita), Viúva e Monja de Nivelles - 8 de maio

O nome "Ida" já aparece na mitologia grega, em que designa uma montanha da ilha de Creta, que, de acordo com o mito, Gaia, a deusa da terra, ia esconder Júpiter criança de seu pai Saturno, o comedor voraz de tudo e até mesmo de seus próprios filhos. Na verdade a santa venerada hoje recebeu o nome germânico "Itta", que só mais tarde foi tratado como "Ida". Ida pertencia ao povo dos francos, que na época ainda era um povo de rudes guerreiros. Filha de Arnoaldo, conde da Aquitânia, ainda muito jovem se casou com o Pepino de Landen, prefeito do palácio do rei Dagoberto II da Austrásia e, portanto, um dos maiores dignitários do reino. Ida era irmã de Santo Modoaldo, Bispo de Trier, e da abadessa Santa Severa. Além de Grimoaldo, seu filho primogênito, que sucedeu seu pai Pepino, Ida teve duas filhas: Begga e Gertrudes. Suas filhas foram abadessas de Andenne-sur-Meuse e de Nivelles, e também são reverenciadas como santas. Os cuidados com a família não impediram Ida de cumprir seus compromissos espirituais.

Acácio da Capadócia Militar, Mártir, Santo (+ 304)

Centurião, martirizado em Constantinopla;
padroeiro de Squillace.
Acácio era um centurião da Capadócia, atual Turquia, do exército romano da cidade de Trácia, que, após ser acusado pelo tribuno Firmo e pelo procônsul Bibiano de ser cristão e sofrer ásperas torturas e cruéis tormentos, foi decapitado em Bizâncio sob as ordens dos imperadores Diocleciano e Maximiano, no ano 304. O imperador Constantino, o Grande, construiu uma igreja-santuário em sua honra em Karía de Constantinopla, de cuja cidade santo Acácio se tornou o padroeiro. Isso há pelo menos treze séculos. Ele é, também, o padroeiro da diocese de Squillace, atualmente Catanzaro-Squillace, Itália. O corpo do mártir é guardado e venerado em uma monumental capela da catedral de Squillace, onde um braço foi trazido pelo bispo, em 1584, de Guadavalle, sua cidade natal, da qual também foi eleito padroeiro. Suas relíquias foram levadas também para Cuenca de Ávila, na Espanha, procedentes de Squillace. É venerado entre os santos auxiliadores em diversas cidades da Europa Setentrional. Sua festa é celebrada no dia 8 de maio pela Igreja ocidental.

BONIFÁCIO IV Papa e Confessor, Santo (550-615)

Bonifácio IV nasceu em Valério, nos Abruzzos, filho de João, médico, tendo professado a vida monástica em São Sebastião de Roma. Eleito Papa em 607, no dia 23 de Agosto, foi sagrado a 15 de Setembro do mesmo ano, sucedendo a Bonifácio III, depois dum intervalo de mais de dez meses. A 27 de Fevereiro de 610, reuniu em Roma um sínodo dos bispos da Itália, no qual se tratou da vida e do repouso dos monges. A presença do bispo de Londres, Melito, deu motivo a que se discorresse, então que se podia elevar à dignidade sacerdotal os monges que tivessem as qualidades necessárias, e que nada impediria que fossem empregados no ministério de ligar e desligar. Destarte, pôs-se um termo aos costumes celtas.

Bento II Papa, Santo (610-685)

Papa de 684 a 685, nascido em Roma, que substituiu o papa Leão II. Consagrado onze meses após a morte de seu antecessor em virtude das dificuldades em fazer chegar a informação a Constantinopla e conseguir a anuência do imperador, costume da época. Desde a infância no serviço divino, era versadíssimo nas cerimónias, nas Escrituras e no canto religioso. Inicialmente o pontífices lutou contra essa prepotência imperial e conseguiu livrar a Igreja dessa imposição através de um edito do imperador Constantino Pogonato, o qual rezava que “o clero e povo de Roma deviam proceder sempre, e sem demora, à eleição e consagração do Papa”. A renúncia de Constantino a esses direitos antigos, foi uma consequência de seus sentimentos religiosos sinceros.

Maria Catarina de Santo Agostinho Religiosa, Beata (1632-1668)

Descendente de duas famílias nobres de Cotentin (França), Maria Catarina de Santo Agostinho, no século Catherine Simon de Longpré, nasceu e foi baptizada a 3 de maio de 1632, em Saint-Sauveur-le-Vicomte, no actual departamento da Mancha, na França. Seu pai Jacques Simon de Longpré, era advogado e sua mãe, Francisca Jourdan de Launay, era filha de um lugar-tenente civil e penal. A educação da menina foi confiada a seus avós maternos. Os Jourdan tinham em sua casa uma espécie de hospital onde recebiam e tratavam os pobres e os doentes. Catarina ali recebeu uma grande influência da parte de São João Eudes (1601-1680) e outros religiosos que frequentavam aquela Instituição. Em 1642, num escrito assinado com o próprio sangue, ela consagrou-se à Santíssima Virgem. No ano seguinte fez três votos: tomar a Santíssima Virgem como mãe, não cometer nenhum pecado mortal e viver uma castidade perpétua.

Francisca Ulrika Nisch Religiosa, Mística, Beata (1882-1913)

Francisca (Franziska) Nisch nasceu de uma relação fora do casamento, em 1882, pois recusaram a seus pais a autorização para se casarem, o que aconteceu mais tarde. Ela veio ao mundo num pequeno vilarejo de Souabe Oberdorf-Mittelbiberach (Alemanha). A pequena «Franzi» foi criada por sua avó e por sua madrinha, que lhe dispensaram todo o afeto que ela não encontrou junto a seu pai, que era muito duro com ela, mas a quem ela sempre obedecia. Na escola, Franzi quase não se destacava, um pouco «bobinha», freqüentemente quebrando as coisas, solitária, simples, piedosa e sempre amável. Como sua família era pobre, Franzi, junto com seus irmãos e irmãs mais novos, conseguiam arrecadar alguns donativos junto às pessoas das redondezas: pão, ovos, frutas. Sempre adoentada, ela falta muito às aulas e seus resultados acabam não sendo muito bons. Após terminar os estudos primários, Franziska, já aos doze anos, foi transferida para diversos lugares.

NOSSA SENHORA MEDIANEIRA

1. Entre os títulos atribuídos a Maria no culto da Igreja, o capítulo VIII da Lumen Gentium recorda o de “Medianeira”. Embora alguns Padres conciliares não compartilhassem plenamente essa escolha (cf. Acta Synodalia III, 8, 163’164), este apelativo foi inserido de igual modo na Constituição Dogmática sobre a Igreja, como confirmação do valor da verdade que ele exprime. Teve-se, porém, o cuidado de não o ligar a nenhuma particular teologia da mediação, mas de o elencar apenas entre os outros títulos reconhecidos a Maria. O texto conciliar, além disso, refere-se já ao conteúdo do título de “Medianeira” quando afirma que Maria, “com a sua multiforme intercessão, continua a alcançar-nos os dons da salvação eterna” (LG, 62). Como recordo na Encíclica Redemptoris mater, “a mediação de Maria está intimamente ligada à sua maternidade e possui um carácter especificamente maternal, que a distingue da mediação das outras criaturas” (n. 38). Deste ponto de vista, Ela é única no seu género e singularmente eficaz. 
2. Às dificuldades manifestadas por alguns Padres conciliares acerca do termo “Medianeira”, o mesmo Con-cílio cuidou de responder, afirmando que Maria é “para nós a Mãe na ordem da graça” (LG, 61). Recordamos que a mediação de Maria se qualifica fundamentalmente pela sua maternidade divina. O reconhecimento do papel de Medianeira está, além disso, implícito na expressão “nossa Mãe”, que propõe a doutrina da mediação Maria-na, pondo em evidência a maternidade. Por fim, o título “Mãe na ordem da graça” esclarece que a Virgem coo-pera com Cristo no renascimento espiritual da huma-nidade. 

Nossa Senhora de Luján, Padroeira da Argentina e do Uruguai – 8 de maio

     Um imigrante português, Antônio Faria, fazendeiro de Sumampa, no território de Córdoba do Tucumán, muito devoto de Nossa Senhora, estava construindo na região uma pequena Capela. Esse pequeno santuário seria em honra a Imaculada Conceição, e sua imagem foi encomendada junto a outro imigrante português, esse por sua vez morador no Brasil. Como eram muitos amigos, foram enviadas duas imagens da Santíssima Virgem, a solicitada (da Imaculada Conceição) e da Mãe de Deus (Nossa Senhora com o Menino Jesus nos braços).
     Na viagem para entregá-las, já no interior da Argentina, a comitiva teve que parar para descansar nas terras da propriedade de um terceiro imigrante português, o Sr. Rosendo, à pouca distância do Rio Luján.
     Era o mês de maio. Na manhã do dia seguinte, quando quiseram continuar viagem os animais não se moviam. Os bois, que até o dia anterior puxavam normalmente a carroça com os caixotes das imagens, agora negavam-se a andar! Os condutores açoitavam os animas com insistência, porém em vão, não se moviam dali.
CONTINUA EM MAIS INFORMAÇÕES

08 de maio - Nossa Senhora do Rosário de Pompéia

A cidade romana de Pompéia, ao sul de Nápoles, foi destruída pelo vulcão Vesúvio, no ano 79. As ruínas permaneceram soterradas sob dez metros de cinzas até o início do século XVII, quando foram encontradas. Os trabalhos arqueológicos sistemáticos, realizados até hoje, só começaram quase duzentos anos depois da descoberta. Próximo ao local, a cerca de cinco minutos, existe o chamado Vale de Pompéia. Nele, à sombra do velho vulcão adormecido, foi erguido um santuário dedicado à Nossa Senhora do Rosário, que deu vida à nova cidade de Pompéia, mais conhecida como: "Cidade da Caridade", ou melhor ainda, "Cidade de Maria". Bartolo e Padre Radente, seu diretor espiritual, começaram a procurar uma imagem de Nossa Senhora do Rosário para a igreja paroquial. Certo dia uma religiosa apresentou uma pintura com a imagem de Nossa Senhora com o Menino Jesus no colo entregando o Rosário para São Domingos de Gusmão e Santa Rosa de Lima. Contudo, a imagem estava danificada. À falta de melhor, a estampa, enrolada num tecido ordinário, foi colocada sobre uma carroça carregada de lixo que se destinava a Pompéia. O bispo de Nola, Dom José Formisano, impressionado com a conversão do povo através do Rosário, incentivou a construção de uma nova igreja mais próxima do local.

ORAÇÕES - 08 DE MAIO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
8 – Sexta-feira – Santos: Desiderato, Madalena de Canossa
Evangelho (Jo 15,12-17) “Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. Já não vos chamo servos...”
O relacionamento de Jesus conosco, seus discípulos, é um relacionamento de amizade. Ainda que ele seja nosso Deus e Salvador, participamos da sua vida divina e ele participa de nossa humanidade. E estamos ligados por amor mútuo e gratuito. Por isso ele pode pedir nossa obediência apelando para a amizade que nos une a ele. Por isso nosso relacionamento com ele não é de temor.
Oração
Senhor Jesus, tenho de ficar surpreso ao ver que me tratais como amigo, apesar de serdes meu Mestre e Filho de Deus. Agradeço vossa amizade e alegro-me sabendo que sou amado por vós. Tudo que vos peço é que eu, de minha parte, vos ame como devo, o máximo possível. Dai-me esse amor que esperais de mim, pois somente vós podeis conquistar e transformar meu coração. Amém.