terça-feira, 8 de setembro de 2026

Frederico Ozanam Leigo, Beato (1813-1853)

Leigo, promotor das Conferências
 de São Vicente de Paulo.
Frederico Ozanam nasceu a 23 de Abril de 1813, em Milão (Itália). Filho de Jean-Antoine, médico prestigioso, cuja fama profissional não o impedia de assistir doentes indigentes, com o mesmo cuidado e afabilidade reservados aos pacientes da alta condição social, e de Marie Ozanam, também dedicada à assistência dos pobres e enfermos. Frederico respira desde o nascimento o profundo espírito de caridade compartilhado pelos seus pais. Depois de uma infância muito protegida em Lião, Frederico entra no colégio em 1822 para começar os estudos secundários. Estudante brilhante e leitor insaciável, aos 17 anos conhece várias línguas: grego, latim, italiano e alemão, e inicia um curso de hebraico e sânscrito. De espírito sensível e preocupado, é apaixonado pelo estudo da Filosofia, consumindo-se com frequência numa investigação existencial e espiritual, que jamais abandonará.

Santa Maria na sua Natividade Celebrado a 8 De Setembro

Natividade de Nossa Senhora
 
A Natividade de Nossa Senhora é a festa de seu nascimento. É celebrada desde o início do cristianismo, no Oriente. E, no Ocidente, desde o século VII. O profundo significado desta festa é o próprio Filho de Deus, nascido de Maria para ser o nosso Salvador. No seu Sermão do Nascimento da Mãe de Deus, o Pe. António Vieira diz: "Perguntai aos enfermos para que nasce esta Celestial Menina. Dir-vos-ão que nasce para Senhora da Saúde; perguntai aos pobres, dirão que nasce para Senhora dos Remédios; perguntai aos desamparados, dirão que nasce para Senhora do Amparo; perguntai aos desconsolados, dirão que nasce para Senhora da Consolação; perguntai aos tristes, dirão que nasce para Senhora dos Prazeres; perguntai aos desesperados, dirão que nasce para Senhora da Esperança; os cegos dirão que nasce para Senhora da Luz; os discordes: para Senhora da Paz; os desencaminhados: para Senhora da Guia; os cativos: para Senhora do Livramento; os cercados: para Senhora da Vitória. Dirão os pleiteantes que nasce para Senhora do Bom Despacho; os navegantes: para Senhora da Boa Viagem; os temerosos da sua fortuna: para Senhora do Bom Sucesso; os desconfiados da vida: para Senhora da Boa Morte; os pecadores todos: para Senhora da Graça; e todos os seus devotos: para Senhora da Glória. E se todas estas vozes se unirem em uma só voz, dirão que nasce para ser Maria e Mãe de Jesus". (Apud José Leite, S. J.).

Nossa Senhora do Monte Serrate

“Nossa Senhora do Monte, 
que estais no monte a rezar, 
pedi por nós, vossos filhos, 
que não vos cessam de amar.” (Hino)  
Foi tocado pela graça que Inácio de Loyola dirigiu-se a Barcelona e retirando-se na solidão de Manresa pendurou sua espada e prostou-se aos pés da Virgem de Montserrat. Foi também aos pés da Ssma. Virgem que Inácio traçou as linhas gerais de seu célebre livro “Exercícios Espirituais”. Outros tantos santos estiveram em Barcelona e no majestoso Santuário de Nossa Senhora de Montserrat, encontraram as respostas de tantos anseios, entre eles destacamos: São João de Matha, São José de Calasanz, São Vicente Ferrer, São Pedro Claver etc. 
Origem da Devoção 
O culto a Virgem Senhora do Montserrat remonta aos primeiros tempos do cristianismo e faz referencia ao apóstolo São Pedro, que segundo a tradição, levou em sua viagem a península Ibérica uma imagem da Virgem Maria, esculpida em madeira e conhecida como a Senhora Jerusalemitana. Pelo ano de 546, na Cataluña, ao sul da Espanha, um monge chamado Querino, fundou um rudimentar mosteiro consagrado a referida imagem, que alguns séculos antes, fora trazida por São Pedro.No tempo das invasões, pelos árabes a imagem foi escondida numa caverna e só encontrada dois séculos depois por pastores da região, que a levaram de volta ao mosteiro em solene procissão.

A DÚVIDA DE JOSÉ FOI ESCLARECIDA

PADRE CLÓVIS DE JESUS
BOVO, REDENTORISTA
VICE-POSTULADOR DA CAUSA
VENERÁVEL PADRE PELÁGIO SAUTER
MISSIONÁRIO REDENTORISTA
Conhecemos muito bem como se deu o nascimento de nosso Salvador. O evangelista apresentara os ascendentes de José, todos gerados de modo natural e ordinário. O nascimento de Jesus se deu de modo prodigioso. Maria estava desposada com José. Era já considerada sua verdadeira esposa. No período deste noivado, a noiva que não fosse viúva ficava ainda um ano na casa de seus pais, embora já pertencesse ao esposo. Só depois é que o esposo a levava para sua casa e era celebrada a festa das núpcias. Antes de morar com José, ela engravidou por obra do Espírito Santo,. O fato se deu antes da realização do casamento propriamente dito. A concepção do Verbo Divino se realizou por obra do Espírito Santo. Dele provêm as manifestações de caridade e santificação. Não houve intervenção de causa natural. José homem justo que era, não encontrando explicação para o fato de sua gravidez, decidira deixar Maria. Homem justo, resolve tomar a atitude que mais lhe parecia razoável.
- Eis que surge o Anjo do Senhor! - 
José procura uma solução para o problema e queria resolvê-lo do modo mais secreto possível. Encontra-se diante de um mistério. Como homem virtuoso, quer fazer justiça e, para consegui-la, age com prudência. Enquanto imaginava uma solução, o Anjo do Senhor veio até ele em sonho e a situação foi esclarecida. José foi pai adotivo. É então que José fica sabendo que sua esposa é a Virgem privilegiada, anunciada pelo profeta Isaías (7, 14): O profeta Isaías profetizara que Maria teria um filho, cujo nome seria designado por Deus. Este nome foi revelado a José: “Jesus!” É palavra hebraica: Deus é salvação! Deus é auxiliador e salvador! Deus é redentor. Jesus é o portador da salvação!
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8 DE SETEMBRO - NATIVIDADE DE MARIA

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO
REDENTORISTA
VICE-POSTULADOR DA CAUSA
VENERÁVEL PADRE PELÁGIO
MISSIONÁRIO REDENTORISTA
Hoje Deus começa a executar seu plano eterno, pois era necessário que se construísse a casa, antes que o rei descesse para habitá-la. Esta casa, que é o seio puríssimo de Maria, está sustentada pelas sete sete colunas que são os sete dons do Espírito Santo, concedidos a ela em plenitude.Precisamente nove meses depois de comemorar a Imaculada Conceição da Virgem, a Igreja celebra o seu nascimento. Assim se exprimiu o famoso orador.
Padre Antônio Vieira num de seus sermões: 
"Quereis saber quão... digno de ser festejado é o nascimento desta celestial Menina? Escutai para que nasceu: 
Os enfermos dirão que nasceu para ser a Senhora da Saúde. 
Os pobres dirão que nasceu para ser a Senhora dos Remédios. 
Os desamparados, e dirão que nasceu para ser a Senhora do Amparo. 
Os desconsolados que nasceu para ser a Senhora da Consolação. 
Os tristes, e dirão que nasceu para ser a Senhora dos Prazeres. 
Os desesperados que nasceu para ser a Senhora da Esperança. 
Os cegos dirão que nasceu a Senhora da Luz; os brigados, a Senhora da Paz; os desencaminhados, a Senhora da Guia; os nascituros, a Senhora do Livramento; os cercados, a Senhora da Vitória; os navegantes, a Senhora da Boa Viagem; os pecadores todos, a Senhora das Graças; todos os seus devotos, a Senhora da Glória. 
E se todas estas vozes se unirem numa só voz, dirão que nasceu para ser Maria e Mãe de Jesus" (Sermão do Nascimento da Mãe de Deus).
Oração: Imaculada Maria Menina, roga por nós!
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Pe. Antônio Vieira

Natividade de Nossa Senhora - 8 de setembro


     Do nascimento da gloriosíssima Mãe de Deus, Maria, Senhora nossa, a Santa Igreja tem, em uma antífona, estas palavras: “Vossa natividade, ó Virgem e Mãe de Deus, trouxe gozo e alegria ao mundo inteiro. Porque de vós nasceu o Sol de justiça, Cristo nosso Deus, o qual, desfazendo a maldição (debaixo da qual estávamos compreendidos), lançou sua copiosa bênção sobre nós e, vencendo e matando a morte, nos deu a vida sempiterna e perdurável”. Com efeito, “festejando solenemente o nascimento da Virgem Maria, a Igreja canta a aurora da Redenção, a aparição, no mundo, daquela que devia ser a Mãe do Salvador”.

ORAÇÕES - 08 DE SETEMBRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
8 – Terça-feira – Natividade de Nossa Senhora
Evangelho (Mt 1,18-23) A origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, e, antes de viverem juntos, ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo.”
Logo no início de seu anúncio da salvação, Mateus diz que o salvador, que ele nos convida a aceitar, é mais que um homem. É o Filho de Deus. Ou aceitamos isso, ou não terá sentido o que nos dirá depois. Serão loucuras as promessas e as exigências que Jesus de Nazaré nos fizer. A fonte e a base de nossa vida cristã é o dom da fé, a aceitação do Filho de Deus humanado entre nós.
Oração
Senhor Jesus, filho de Deus e filho de Maria, creio que sois a palavra de Deus que nos salva e nos dá a vida, a verdadeira, a definitiva para a qual nos criastes. Não sois apenas homem, e por isso nos podeis salvar; mas sois homem, e conheceis por experiencia nossa vida, alegrias e tristezas. Alegro-me porque viestes estar conosco, para estarmos convosco por toda a eternidade. Amém. 

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - É Natal

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHO
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Celebrando o Natal
 
Havia um direito de se celebrar três missas no dia de Natal. Direito muito antigo, aprendido dos Papas. O Papa celebrava três missas: A missa da meia-noite na Santa Maria Maior, pois ali há uma relíquia da manjedoura. Voltando para o Vaticano celebrava uma missa para a comunidade grega, de manhazinha. Era a missa de Santa Anastácia, pois os gregos celebravam o Natal no dia 6 de janeiro. Ao meio dia celebrava na sua Igreja, São Pedro. Mudados os tempos, ficou o direito a todos. Agora não há essa questão, mas temos três formulários, além do formulário da vigília. A Igreja se concentra no mistério da Encarnação,que é a Manifestação do Senhor. É o tempo do Natal que vai até o primeiro domingo do Tempo Comum que é o Batismo. No Segundo Domingo Comum temos a manifestação de Jesus aos discípulos. Nesse tempo do Natal estamos ao mistério da Manifestação. Isso fundamental para a fé cristã. Deus Se fez presente no mundo, visível na pessoa do Filho. Deus não enviou alguém em seu Nome. Quem se encarna é o Filho, que é um com o Pai. Jesus diz a Felipe: “Quem me viu, viu o Pai” (Jo 14,9). Natal é mais que uma criança adormecida num berço. É a presença de Deus entre nós, na pessoa do Filho. Celebrar o Natal é acolher a Manifestação de Deus. Zacarias disse: “Sol nascente que nos veio visitar” (Lc, 1,78). Perdemos a realidade da presença em nossa carne mortal. É mais fácil se comprometer com uma religião aérea. Cremos num Deus encarnado. 
Temas que recorrem 
Temos preocupação em buscar um caminho de espiritualidade. O grande “Santo de Deus” fez o caminho de seu ingresso no mundo. Espiritualidade é seguir esses textos para ter uma espiritualidade pura. O Evangelho é sempre o caminho para tudo na fé. Os textos das missas do Natal nos trazem diversos temas que nos orientam. Na missa do dia 24 temos o cântico de Zacarias: “Deus nos visita... sol nascente que nasce do alto para iluminar os que jazem nas trevas”. O evangelho da noite nos revela a ternura: “Maria deu à luz seu Filho primogênito, O enfaixou e O colocou na manjedoura”. Depois os anjos anunciam aos pastores a grande alegria: nasceu para vós um Salvador. Quando se celebram as três missas, na missa da manhã rezamos a visita dos pastores e na missa da tarde, refletimos com João a verdade da Encarnação. Seguimos com a festa da Mãe de Deus, dos Magos do Oriente e do Batismo de Jesus. Esse é o caminho da vida humana de Jesus e nosso caminho espiritual. Vamos a Belém e, como os pastores, ver o Menino e contar o anúncio dos Anjos. E “Maria conservava todas essas coisas em seu coração” 
Tempo do Natal 
No tempo do Natal o ar se envolve de ternura. Num ambiente frio, com neve há outro caminho. No calor de dezembro, podemos ter uma alegria muito grande do encontro de família, de presentes aos familiares, amigos e pobres. Sair de si é a melhor maneira de se ver e se encontrar. Acontece o Natal quando nascemos para os outros. Já houve, nas comunidades tempos melhores de promoção à caridade. Os redentoristas, Dom Carlinhos, Padre Viana e Padre Daniel (falecido já) criaram a novena de Natal em família. Tornou-se um modo de ser Igreja e de celebrar o Natal. Era um momento de confraternização e celebração em família. A Encarnação nos leva a encarnar nossa vida e nossa fé. Sem ir ao ser humano, não chegamos ao Filho de Deus que Se encarnou.
ARTIGO PUBLICADO EM DEZEMBRO DE 2021

EVANGELHO DO DIA 07 DE SETEMBRO

Evangelho segundo São Lucas 6,6-11. 
Naquele tempo, Jesus entrou numa sinagoga a um sábado e começou a ensinar. Estava lá um homem com a mão direita paralítica. Os escribas e fariseus observavam Jesus, para verem se Ele ia curar ao sábado e encontrarem assim um pretexto para O acusarem. Mas Jesus, conhecendo os seus pensamentos, disse ao homem que tinha a mão paralítica: «Levanta-te e põe-te de pé, aí no meio». O homem levantou-se e ficou de pé. Depois Jesus disse-lhes: «Eu pergunto-vos se é permitido ao sábado fazer bem ou fazer mal, salvar a vida ou tirá-la». Então olhou para todos à sua volta e disse ao homem: «Estende a mão». Ele assim fez e a mão ficou curada. Os escribas e fariseus ficaram furiosos e começaram a falar entre si do que haviam de fazer a Jesus. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santo Ambrósio 
(340-397) 
Bispo de Milão, 
doutor da Igreja 
Comentário sobre o Evangelho de São Lucas, V, 39
«Estava lá um homem 
com a mão direita paralítica» 
O Senhor impregnou com a seiva salutar das boas obras a mão que Adão estendera para colher os frutos da árvore proibida, para que, estando ressequida pelo erro, fosse curada pelas boas obras. Naquela ocasião, Cristo ataca os seus adversários, que com falsas interpretações violavam os princípios da Lei; julgavam eles que o sábado devia ser observado como dia de descanso, não sendo permitido o trabalho, nem sequer para a realização de boas obras. Mas a Lei prefigurou no presente o aspeto do futuro onde, seguramente, será o mal a não trabalhar, não o bem. Ouviste, pois, as palavras do Senhor: «Estende a mão». É este o remédio para todo o homem; e tu, que crês ter a mão sã, toma cuidado para que a avareza, o sacrilégio, não a paralise. Estende-a pois, sempre: estende-a a esse pobre que te implora auxílio, estende-a para ajudares o teu próximo, para socorreres a viúva, para arrancares da injustiça aquele que vês submetido a imerecida vexação; estende-a a Deus, pelos teus pecados. Assim se deve estender a mão; e assim ela será curada.

Santos Estêvão Pongraez e companheiros presbíteros, mártires, +1619

O Padre Estêvão Pongráez nasceu no Castelo de Alvincz, na Transilvânia em 1584. Entrou na Companhia de Jesus em 1602 e estudou na Boémia e na Áustria. Foi enviado para Košice (atualmente na Eslováquia) quatro anos após a sua ordenação. No início do século XVII, e durante a vigência do conflito religioso entre católicos e protestantes que então grassava, Košice era um reduto de calvinistas húngaros. Os poucos católicos que viviam na cidade ou nas suas imediações estavam sem padre há algum tempo, o que levou o representante do rei na cidade a pedir o envio de dois sacerdotes jesuítas para acompanharem a comunidade. Foram escolhidos o padre Estêvão Pongráez e o padre Melchior Grodziecki.

07 de setembro - Beato Inácio Klopotowski

O padre Klopotowski, atento à voz de Deus, a reconhecendo, acima de tudo, na oração e nas circunstâncias concretas da vida, não se contentava em satisfazer as necessidades básicas dos mais pobres, mas também queria ajudá-los espiritualmente, preocupando-se ao mesmo tempo pela sua situação cultural. Sua vida estava polarizada em torno da Eucaristia. O rosário era para ele um elemento importante da piedade mariana. Em particular, quando a Polônia foi libertada da Rússia, promoveu incansavelmente a educação cristã de crianças e jovens, defendendo com determinação o papel da mãe no lar e seu papel insubstituível na educação das crianças e na transmissão das primeiras noções de a fé. Inácio Klopotowski nasceu em 20 de julho de 1866 em Korzeniówka, na Polônia.

Beato João Baptista Mazzucconi

Nasceu em uma família profundamente cristã, seus pais tinham uma fábrica e eram muito estimados pela sua generosidade. Eles tiveram doze filhos, três dos quais se tornaram sacerdotes e quatro das filhas foram freiras. João, o nono filho, foi ordenado sacerdote em 1850 e, em seguida, entrou no Seminário das Missões Estrangeiras fundada recentemente (atualmente conhecido sob o título de PIME: Pontifício Instituto das Missões Estrangeiras). Com ele os aspirantes missionários são seis e começam uma preparação intensa, mas incompleta dado a região para onde serão enviados: a Oceânia. Em Março de 1852, embarcam em Londres com destino à Austrália cinco padres: Paulo Reina, Carlos Soleri, Timoleon Raimondi, Angel Ambrosoli e João Mazzucconi, juntamente com os catequistas Luís Tacchini e José Corti.

07 de setembro - São Clodoaldo

Filho do rei de Orleans, Clodoaldo nasceu por volta do ano 520, era neto do primeiro rei da França, que foi convertido ao cristianismo por obra de sua santa esposa Clotilde, e recebeu sólida formação. Tinha três anos quando perdeu seu pai, ficando sob a tutela de sua piedosa avó. Mas, a infância de Clodoaldo foi tristemente marcada pelo horroroso massacre de seus irmãos por obra de pagãos rebeldes e inimigos políticos do pai. Clodoaldo foi conservado oculto por alguns homens fiéis ao rei, e pôde salvar-se da chacina. Chegando à idade adulta, após ter desempenhado na corte ofícios e cargos de importância, Clodoaldo não pensou em vingança contra os assassinos dos irmãos nem sequer pensou em empunhar a espada, a fim de recuperar os direitos legais e governar em lugar do pai.

Beata Maria Bourbon de Amiens Clarissa -Festa: 7 de setembro

(†)Amiens, França, por volta de 1445
 
Nascida de sangue real dos Bourbons, uma das dinastias capetianas mais antigas e prestigiosas, Maria escolheu renunciar aos privilégios de nascimento para abraçar a vida contemplativa no mosteiro das Clarissas de Amiens, fundado em janeiro de 1445. Sua existência é conhecida principalmente através da obra do padre franciscano Artur de Moustier, que no século XVII a recordou com estas palavras: "regio sanguine nata, ingenti vitae sanctinomia refulsit" — nascida de sangue real, ela resplandeceu com grande santidade de vida. Embora as informações biográficas sejam escassas e a documentação histórica limitada, emerge o perfil de uma nobre que soube traduzir sua vocação religiosa em uma escolha radical de pobreza evangélica.

Beata Ascensão de São José Calasanz (Lloret Marco) Virgem e Mártir -Festa: 7 de setembro

(*)Gandia, Espanha, 21 de maio de 1979
(+Tavernes de Valldigna, 7 de setembro de 1936 
Ela nasceu em Gandia, em 21 de maio de 1879. Em 6 de dezembro de 1898, ingressou no noviciado das Irmãs Carmelitas da Caridade em Vic. Após diversas designações, a última foi em Benejama. Era conhecida por sua discrição: vivia em reclusão, sempre pronta para qualquer sacrifício. Foi martirizada junto com seu irmão, um piarista, na propriedade da família em La Maqueta (Valência), onde haviam se refugiado, em 7 de setembro de 1936. Foi beatificada em 11 de março de 2001 pelo Papa João Paulo II. 
Martirológio Romano: Na cidade de Gandía, no território de Valência, Espanha, a Beata Ascensa de São José Calasanz Lloret Marco, virgem do Instituto das Irmãs Carmelitas da Caridade e mártir, que, em tempo de perseguição, completou sua luta pela fé.

Santa Regina de Alise, Virgem e mártir - 7 de setembro

No ano de 252, uma jovem gaulesa de dezesseis anos chamada Regina (em francês Reine), convertida ao cristianismo, apascentava suas ovelhas aos pés do Monte Auxois, local atualmente chamado Alise. Sua mãe morrera durante o parto e seu pai era pagão. O governador romano da Gália, Olibrius (ou Olimbrius), tentou seduzi-la, mas ela resistiu e recusou inclusive o casamento para não abjurar sua fé. Ela foi martirizada e decapitada. A partir do século seguinte um culto se desenvolveu. Seu corpo foi transferido para fora da cidade de Alise, num local onde foi construída uma basílica sobre o seu túmulo. Entre os milagres obtidos por sua intercessão, está a cura de uma criança de nome Heriboldo, que sofria com uma forte febre; também há a cura de um homem de Réome obtida por meio da aplicação de um pedaço de madeira da maca da santa, bem como a cura de um frade e de um cego.

Santa Madelberta, abadessa -Festa: 7 de setembro

(*)Hainaut, norte da França (atual Bélgica), século VII
(+)Maubeuge, França (ou Cousolre), 7 de setembro de 705
Filha de São Vicente de Soignies e Santa Valdetrude, Madelberta sucedeu sua irmã Valdetrude em 696 como terceira abadessa do mosteiro de Maubeuge, fundado por sua tia, Santa Aldergunde. Ela faleceu, após nove anos de abadessaria, por volta de 705. A Vita Madelbertae está ligada ao ciclo das abadessas de Maubeuge: ao adaptar as Vitae das Salpi de Hainaut e vinculá-las à família carolíngia, os biógrafos esperavam glorificar suas heroínas. O autor anônimo da Vita de Madelberta conhece apenas sua família, sua abadia em Maubeuge e dois milagres: a cura de um surdo e de uma criança aleijada. Contudo, ele disfarça sua ignorância apropriando-se da história lendária de Santa Aldergunde. Disso, pode-se deduzir que ele era um clérigo de Maubeuge escrevendo dois séculos após a morte da santa, daí sua falta de informações. O fato de a Vita Madelbertae datar do início do século X é comprovado pelo seu estilo e, sobretudo, pela sua inspiração na Vita Aldegundis secunda (final do século IX) e pela sua citação na Vita Gisleni (século X) e na Vita Vincentii (século XI).

Santa Caríssima de Albi,virgem-Dia da Festa: 7 de setembro

Martirológio Romano:
Em Albi, na Aquitânia, também na França, Santa Caríssima, uma virgem enclausurada.
Elementos da biografia de Caríssima (em francês: Carissime, Carême, Chresme) (narrada, com base na tradição popular, por Sulpício de Bourges no século XI) são lendários. Tendo abandonado o mundo para escapar do casamento, diz-se que ela viveu uma vida solitária em reclusão num mosteiro em Tarn, perto da aldeia de Vieux, perto de Eugênio de Cartago, que lá foi exilado e morreu em 505. O seu culto, florescente no século XII, caiu no esquecimento com a Guerra dos Cem Anos. Em 1494, o bispo Luís de Amboise mandou transportar as relíquias de Caríssima e de outros santos locais para um sarcófago sob o altar-mor da Catedral de Albi. Caríssima é lembrada apenas em Albi e nos martirológios galicanos, em 7 de setembro.
Autor: René Wasselynck 
Fonte: Biblioteca Sanctorum

Regina de Alésia Virgem, Mártir, Santa século III

Regina ou Reine, seu nome no idioma natal, viveu no século III, em Alise, antiga Gália, França. O seu nascimento foi marcado por uma tragédia familiar, especialmente para ela, porque sua mãe morreu durante o parto. Por essa razão, a criança precisou de uma ama de leite, no caso uma cristã. Foi ela que a inspirou nos caminhos da verdadeira fé e da virtude. Quando adolescente a própria Regina pediu para ser batizada no Cristianismo, embora o ambiente em sua casa fosse pagão. A cada dia se tornava mais piedosa e tinha a convicção de que queria ser esposa de Cristo. Nunca aceitava o cortejo dos rapazes que queriam desposá-la, tanto por sua beleza física como por suas virtudes e atitudes, que sempre eram exemplares. Ela simplesmente se afastava de todos, preferindo passar a maior parte do seu tempo reclusa em seu quarto em oração e penitência.

Vicente de Santo António, Presbítero, Mártir, Beato 1590-1629

Sacerdote agostiniano, 
martirizado no Japão em 1629.
Nasceu em 1590. em Albufeira, no Algarve. Seus pais, António Simões e Catarina Pereira, educaram-no na piedade e nos bons costumes e mandaram-no estudar para Lisboa, onde foi, os estudos terminados, ordenado sacerdote com 27 anos. Só quatro anos mais tarde, já no México, para onde tinha partido como missionário, ingressou na Ordem de Santo Agostinho. Feita a profissão, sentiu o desejo de ser missionário em terras japonesas, o que ocorreu em 1923. Aí mudou de nome e de aspecto: tornou-se caixeiro ambulante, pregando nas casas que lhe abriam as portas, consolando os perseguidos, convertendo os gentios. Apesar do seu disfarce, foi preso seis anos mais tarde e condenado à morte. Resistiu admiravelmente a todos os tormentos e acabou queimado pelas chamas de uma fogueira.