terça-feira, 3 de março de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Ricos para Deus”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Rico diante de Deus
 
O sentido da vida flui como resultado das escolhas que fazemos. Jesus se põe como aquele que dá sentido e segurança para nossa vida e nossas atividades. Quanto mais nos desapegarmos, mais nos firmamos no único bem necessário. Deus nos abre as riquezas que a vida oferece. Maiores serão os dons se nos firmarmos no único necessário e referência: “Assim acontece àquele que ajunta tesouros para si mesmo e não é rico para Deus” (Lc 12,21). Aquele homem que teve grande colheita não soube dar sentido a tudo o que possuía. O risco dos bens materiais está justamente em não perceber que os bens podem contribuir para sua riqueza humana. Perde-se o sentido dos bens quando não sabemos construir uma riqueza maior, sendo rico para Deus. Jesus não condenou esses bens materiais, mas a insensatez no seu uso. É o que encontramos na leitura do livro do Eclesiastes. O homem que vive na ilusão da riqueza perde as outras dimensões da vida que podem ser enriquecedoras e dão sentido ao que foi produzido por um bom trabalho. A riqueza espiritual pode aumentar os frutos de nossos bens. Ser rico para Deus é multiplicar os bens na matemática de Deus: Quanto mais nos desapegarmos, mais possuímos e armazenamos a abundância e produzimos bens espirituais. Somos pó, como lemos no salmo. A cartilha do bem viver exclui a ganância, a soberba da abundância e o fausto do vazio. Jesus coloca aí a loucura e a incapacidade de bem administrar a vida. Os bons e os santos também morrem, podem ter bens, mas são desapegados e possuem a sabedoria. 
Buscar as coisas do alto 
Toda nossa vida cristã tem o sentido na ressurreição. A ressurreição final, quando seremos todos em Cristo, nos comunica a vitalidade para nosso dia a dia. Ela não nos tira da realidade em que vivemos, mas nos coloca na ressurreição que deve penetrar todas as realidades. Sendo batizados em Cristo somos ressuscitados com Ele. Temos assim a grande mudança de tudo em Cristo: “Se ressuscitastes com Cristo, esforçai-vos para alcançar as coisas do alto, onde está Cristo à direita de Deus... Aspirai às coisas celestes e não às terrestres. Vós morrestes e vossa vida está escondida, com Cristo em Deus” (Cl 3,1ss). Nossos celeiros espirituais foram feitos para guardar as riquezas de Cristo em nós. Somente aquele que já se despojou do homem velho e se revestiu do homem novo, que se renova segundo a imagem do seu criador, tem essa sabedoria (id). Ter fé nos leva a superar a vaidade dos bens, a loucura e o vazio dos bens materiais. Será sensato e rico diante Deus. Os bens materiais vividos em Cristo produzirão frutos muito maiores, pois o amor multiplica e não divide. Esses celeiros podem crescer ao infinito. 
Contar nossos dias 
O coração humano que busca Deus supera todo vazio e dá consistência a nossa vida. O salmo ensina a ver que a fragilidade da vida é pó. Somos nada, passamos. Por isso podemos suplicar: “Ensinai-nos contar nossos dias e dai sabedoria ao coração... Saciai-nos de manhã com vosso amor e exultaremos de alegria todo dia” (Sl 89). O cristão é diferente quando sabe viver bem as condições humanas com intensidade do amor. Tudo se multiplica. Somos chamados a tirar de nossa vida os vícios que nos destroem, pois já nos despojamos do homem velho e da sua maneira de agir. A comunidade cristã é o celeiro que precisa ser sempre maior para conter a riqueza da graça. A colheita dos bens espirituais exige sempre maiores celeiros para promover mais irmãos. Nossos dias cheios de sabedoria encherão os celeiros para a comunhão fraterna. 
Leituras: Eclesiástico 1,2; 2,21-23;Salmo 89;
Colossenses 3,1-5.9-11;Lucas 12,13-21. 
1. Quanto mais nos desapegarmos, mais nos firmamos no único bem necessário. 
2. A fé nos leva a superar a vaidade dos bens, a loucura e o vazio dos bens materiais. 
3. A colheita dos bens espirituais exige sempre maiores celeiros para promover mais irmãos. 
Segurando o Vento 
O livro do Eclesiastes tem ensinamentos que refletem bem o crescimento da Palavra de Deus no meio de uma sociedade não judaica. O autor sagrado está em busca. Para ele a vaidade das coisas lhes tira a consistência. É como segurar o vento. Ver as realidades e realizações sem consistência quer segurar o vento com as mãos. O jeito é fazer celeiros que recolhem vida para ser distribuída. O vento da vaidade e estupidez, passam por nós e nos deixam. 
Homilia do 18º Domingo Comum (04.08.2019)

EVANGELHO DO DIA 03 DE MARÇO

Evangelho segundo São Mateus 23,1-12. 
Naquele tempo, Jesus falou à multidão e aos discípulos, dizendo: «Na cadeira de Moisés sentaram-se os escribas e os fariseus. Fazei e observai tudo quanto vos disserem, mas não imiteis as suas obras, porque eles dizem e não fazem. Atam fardos pesados e põem-nos aos ombros dos homens, mas eles nem com o dedo os querem mover. Tudo o que fazem é para serem vistos pelos homens: alargam os filactérios e ampliam as borlas; gostam do primeiro lugar nos banquetes e dos primeiros assentos nas sinagogas, das saudações nas praças públicas e que os tratem por mestres. Vós, porém, não vos deixeis tratar por mestres, porque um só é o vosso Mestre e vós sois todos irmãos. Na Terra, não chameis a ninguém vosso pai, porque um só é o vosso pai, o Pai celeste. Nem vos deixeis tratar por doutores, porque um só é o vosso doutor, o Messias. Aquele que for o maior entre vós será o vosso servo. Quem se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Pascácio Radbert (849) 
Monge beneditino 
Comentário sobre o Evangelho de Mateus 10,23 
«Se Eu, que sou Mestre e Senhor, 
vos lavei os pés, também vós deveis 
lavar os pés uns aos outros» (Jo 13,14) 
«Quem se humilha será exaltado». 
Cristo não Se limitou a dizer aos seus discípulos que não permitissem que lhes chamassem mestres e que não ocupassem os primeiros lugares nos banquetes nem recebessem qualquer outra honra; deu Ele próprio o exemplo e o modelo da humildade na sua pessoa. Se é certo que o nome de mestre não Lhe era dado por complacência, mas por direito natural, pois «nele tudo subsiste» (cf Col 1,17), pela sua assunção de carne mortal comunicou-nos um ensinamento que nos conduz a todos à verdadeira vida; e, porque Ele é maior que nós, reconciliou-nos com Deus (cf Rm 5,10). Foi como se nos dissesse: não ameis as honrarias, não desejeis que vos chamem mestres, do mesmo modo que «Eu não procuro a minha glória; há Alguém que a procura e faz justiça» (Jo 8,50). Fixai os olhos em Mim, porque «o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida pela redenção dos homens» (Mt 20,28). Nesta passagem do Evangelho, o Senhor não instrui apenas os seus discípulos, mas também os chefes da Igreja, prescrevendo a todos que não se deixem levar pela avidez na procura de honrarias. Pelo contrário, quem quiser tornar-se grande seja o primeiro a fazer-se, como Ele, servo de todos (cf Mt 20,26-27).

Santos Marino e Astério mártires, +260

Não havia sinais de perseguição contra os cristãos em qualquer parte do Império, escreve Eusébio, quando vagou o lugar de centurião em Cesareia da Palestina. Um oficial cristão, chamado Marino, tinha todas as probabilidades de ser nomeado, mas apareceu um rival que alegou a existência duma lei antiga, segundo a qual ninguém podia ser nomeado centurião sem oferecer um sacrifício. Não recorrendo a qualquer subterfúgio, Marino confessou a sua fé. Foi-lhe concedido em consequência o prazo de três horas para escolher entre a apostasia e a morte. Ao sair do pretório, encontrou o bispo Teotecno que o levou à igreja e, apontando-lhe para a espada e para o Evangelho, o incitou a fazer uma escolha digna de cristão. 0 oficial colocou logo as mãos sobre o livro santo. A seguir, o bispo despediu-se dizendo: "Conta com a graça de Deus para permaneceres fiel à tua escolha e mereceres as recompensas prometidas pelo Evangelho". Passadas as três horas, Marino apresentou-se diante dos chefes e declarou que não podia prestar ao imperador um culto que só era devido a Deus. Foi, por isso, decapitado imediatamente. Astério, estendendo a capa, envolveu nela o corpo e a cabeça de S. Marino. Pondo tudo aos ombros, levou a enterrar os despojos do mártir. Esta ação valeu-lhe também a ele a coroa do martírio. Isto pelo ano de 260. 
Santos de Cada Dia - Editorial A.O. - Braga

03 de março - Beato Inocêncio de Berzo

O Beato Inocêncio era filho de Pedro Scalvinoni e de Francisca Poli. Nasceu no dia 19 de março de 1844 em Nardo, Vale de Canônica, em Bréscia, na Itália. Foi batizado com o nome de João. Seus pais eram muito pobres, mas ricos de espírito cristão, sempre abandonados nas mãos do Senhor e confiados em sua divina providência. Oração, trabalho e amor mútuo era o programa de vida e ninguém ia dormir na família sem haver participado na reza coletiva do santo Rosário. Em tal ambiente deu início a sua formação interior que o levaria logo à santidade. Quando contava apenas três meses ficou órfão de pai, vítima de enfermidade. De sua mãe aprende logo o santo temor de Deus, uma devoção filial à Santíssima Virgem e um delicado amor à pureza. Aos nove anos, o bispo diocesano (de Bréscia) lhe dava a primeira comunhão, que recebeu com indescritível contentamento e candura. Seus olhinhos vivos se cravavam no tabernáculo e na sagrada espécie com a fé consciente do adulto, como se visse a presença real do Senhor. Mas aquele primeiro abraço eucarístico parecia assinalar uma transformação fundamental. O que lhe havia dito Jesus? Pronto se desvelaria o segredo quando um dia disse todo feliz a sua mãe que o Senhor lhe chama. Notícia que ela acolhe com emoção e lágrimas, dando profundas graças a Deus pela predileção tão singular: a vocação ao sacerdócio.

03 de março - Beata Maria Concepción Cabrera Arias de Armida

"Extraordinária no meio do extraordinário": assim é recordada Maria Concepción Cabrera Arias de Armida, conhecida por todos como "Conchita", nasceu em San Luis Potosí, México, em 8 de dezembro de 1862, no seio de uma família abastada na cidade de são Luís Potosi, México. Seus pais Otavio Cabrera Lacavex e Clara Arias Rivera, eram de posição abastada, mas simples. Contando com 21 anos de idade assinou compromisso com Francisco Armida, contraindo casamentos na igreja do Carmen no dia 8 de novembro de 1884. O casamento teve entre 1885 e 1899 nove filhos. No dia 17 de setembro de 1901 morre Francisco Armida. Conceição Cabrera se dedicou, após ficar viúva, ao estudo e ao apoio do estudo de seus filhos, nunca entrou para a vida religiosa. A sua primeira obra foi o apostolado da cruz em 1895, para aquelas pessoas que desejavam santificar os atos da sua vida. Foi uma menina simples e comum, nobre e levada como qualquer outra criança, referindo a si mesma dizia: "desobedeci aos meus pais, batia nos meus irmãos, roubava-lhes o doce e a fruta", no entanto tinha um amor especial à Eucaristia.

Santa Teresa Eustochium Verzeri Virgem, Fundadora Festa: 3 de março

(*)Bérgamo, 31 de julho de 1801
(✝︎)Brescia, 3 de março de 1852 
Nasceu em 31 de julho de 1801 em Bérgamo. A mais velha dos sete filhos de Antonio Verzeri e da Condessa Elena Pedrocca-Grumelli, Teresa fez seus primeiros estudos em casa, orientada pelo cônego Giuseppe Benaglio. Mais tarde, a encontramos com as freiras beneditinas de Santa Grata, em Bérgamo. São períodos de grande turbulência interna e pesquisa. Teresa deixou o mosteiro para dedicar sua vida e seu compromisso ao mundo. Em 8 de fevereiro de 1831, junto com o cônego Benaglio, fundou a Congregação das Filhas do Sagrado Coração de Jesus. Eles serão educadores e guias de meninas pobres, órfãs e abandonadas. Quando a cônona Benaglio morreu em 1836, ela ficou sobrecarregada com os esforços da formação dos religiosos, das constituições e das relações com Roma. Uma obra impressionante, evidenciada por volumes sobre os deveres das freiras, pelas constituições e pelas mais de 3.500 cartas que ela escreve pessoalmente. Ele faleceu em Brescia em 3 de março de 1852. (Avvenire) 
Etimologia: Teresa = caçadora, do grego; ou mulher amável e forte, do alemão 
Martirológio Romano: Em Brescia, Santa Teresa Eustóquio (Ignácia) Verzeri, virgem, fundadora do Instituto das Filhas do Sagrado Coração de Jesus.

Santa Piamun do Egito, virgem Festa: 3 de março Século IV.

Ela é uma santa egípcia do século IV que viveu uma vida de santidade e profecia. Quando os habitantes de uma aldeia próxima ameaçaram atacar sua aldeia, Piamun orou pela paz e os inimigos foram misteriosamente detidos. Os inimigos, cientes do poder de Piamun, pediram paz e as duas vilas viveram em paz para sempre. Em 3 de março, os meneianos bizantinos anunciam a memória de Piamun com um dístico de elogio, mas sem fornecer nenhuma informação biográfica. Esse santo, que não é comemorado em nenhum outro lugar, é conhecido por Palladio, que dedica um capítulo de sua Historia Lausiaca a ela, o que sugere que ela viveu na segunda metade do século IV no Egito, como a história indica. Piamun morava com a mãe, trabalhava na tecelagem de linho e alimentava apenas à noite; A santidade de sua vida lhe rendeu o dom da profecia. Por ocasião de uma enchente do Nilo, os habitantes de uma vila próxima entraram em conflito com os do país do santo e estavam se preparando para ocupá-la. Piamun, alertado sobre os planos do inimigo, tentou convencer os padres da aldeia a interceder com eles para poupar seus concidadãos, mas os padres não tiveram coragem e pediram a Piamun que fosse ela mesma.

Santa Camila de Auxerre - 3 de março

Camila, chamada Camila d’Écoulives, Camila de Auxerre ou Santa Camila, segundo a legenda era originária de uma rica família de Civitavecchia, na Itália. Com suas quatro irmãs (ou primas) Porcaria, Máxima, Palaia e Magnancia, ela se dirigiu a Ravena atraída pelo renome do bispo Germano de Auxerre. São Germano fora eleito bispo de Auxerre em 418. Além de bispo, São Germano era diplomata e viajante. Ele morreu em Ravena durante uma missão junto à imperatriz romana Galla Placídia em 448. Convertidas pela pregação do bispo, as cinco fizeram voto de virgindade em suas mãos. As cinco irmãs o assistiram nos seus últimos momentos. Quando o bispo morreu, em 31 de julho de 448, elas decidiram acompanhar o cortejo que levaria seu corpo de Ravena a Auxerre. O corpo do bispo foi solenemente transladado para ser sepultado em Auxerre, no oratório de São Maurício, origem da Abadia de São Germano. Durante o cortejo, numerosos milagres foram relatados pelos habitantes das aldeias que eram visitadas. Mas a viagem era penosa, Magnancia e Palaia morreram sucessivamente nas cidades da região da Borgonha que receberam os seus nomes.

Santa Artelaide, Virgem - 3 de março

Martirológio Romano:
Em Benevento, Santa Artelaide, virgem. 
Na Acta Sanctorum da Biblioteca Capitular de Benevento Mario Diacono escreve sobre Artelaide, e foi publicada por Stefano Borgia em sua História da Cidade Papal de Benevento, onde fala sobre as viagens da santa. As notícias da santa também são encontradas nas cartas da igreja Metropolitana de Benevento e na placa comemorativa de 1338. Graças a estes escritos tomamos conhecimento que a jovem mandou construir em San Luca uma edícula de Nossa Senhora das Graças. A igreja de San Luca mais tarde foi dedicada a santa. Artelaide aparece nas atas (I, p. 116, nn. 718-20), das quais se ignora a origem e a época, contêm muitos elementos legendários. Segundo o que é narrado nelas, Artelaide era filha do pró cônsul Lúcio e de Santa Antusa. Pró cônsul era o maior posto civil na corte, correspondia praticamente ao cargo de 1º ministro do imperador Justiniano. Tendo o imperador Justiniano ouvido falar da beleza da filha de Lúcio, queria dá-la como esposa a alguém da sua corte, mas Artelaide tinha feito o voto de virgindade, o que levou sua mãe a confiá-la a três servidores com o encargo de conduzi-la à Itália, junto ao tio, o general bizantino Narses Patricius, governador de Benevento. Durante a viagem a jovenzinha foi abordada por ladrões e seus domésticos fugiram.

Cunegunda da Baviera Rainha, Santa (988-1039)

Casou-se com Henrique, duque da Baviera, 
que era católico e, em 1002, 
tornou-se rei da Alemanha.
Cunegonda viveu na realeza. Nasceu no ano 988, era filha de Sigfredo, conde de Luxemburgo e Asdvige, que transmitiu pessoalmente à ela os profundos ensinamentos cristãos. Desde pequena a menina desejava se tornar religiosa. Porém casou-se com Henrique, duque da Baviera, que era católico e em 1002 se tornou rei da Alemanha. Em 1014 o casal real recebeu a coroa imperial das mãos do Papa Bento VIII, em Roma. Para o povo, foi um tempo de paz e prosperidade. O casal ficou famoso pela felicidade que proporcionava aos seus súditos, o que chamou a atenção dos inimigos do reino e do imperador. Mas também porque a população e a corte diziam que eles haviam feito um "matrimonio de São José", o que equivale viver em união apenas como bons irmãos. Verdade ou não, o fato é que Henrique percebeu que a esposa não podia ter filhos e decidiu ficar com ela, sem usar o direito do repúdio público para dissolver o casamento, como era legítimo na Alemanha e cuja situação era tolerada por Roma. Mais tarde, os inimigos da corte espalharam uma forte calúnia contra a imperatriz, dizendo que ela havia traído seu marido. A princípio os dois não se importaram, mas os boatos começaram a rondar o próprio palácio e Cunegonda resolveu acabar com a maledicência.

CATARINA MARIA DREXEL Religiosa, Fundadora, Santa (1858-1955)

Uma das Beatas agora canonizadas por João Paulo II nasceu em Filadélfia, no Estado da Pensilvânia (E.U.A.), em 26 de Novembro de 1858. Chamava-se Catarina Drexel, filha de um famoso banqueiro. Seus pais fizeram-lhe ver que a riqueza era dada para o bem de todos, e por isso devia ser repartida com os outros. Durante uma viagem com a família ao Oeste americano, Catarina, ainda jovem, deu-se conta da miséria em que viviam os indígenas da América. Esta experiência acendeu nela o desejo de fazer qualquer coisa para aliviar as condições da sua vida e caracterizou o seu empenhamento pessoal e financeiro para o sustento das missões e dos missionários nos Estados Unidos em favor dos índios. Quando se encontrou com o Papa Leão XIII e lhe pediu missionários para trabalhar com os índios a quem ela ajudava, ele sugeriu-lhe a ideia de ela mesma se tornar missionária. Catarina consultou o seu director espiritual e logo tomou a decisão de se entregar totalmente a Deus, juntamente com a sua herança, ao serviço dos índios e dos afro-americanos. Assim, a sua riqueza tornou-se pobreza em espírito, que caracterizou a sua vida. Fez a profissão religiosa em 12 de Fevereiro de 1891, fundando depois as Irmãs do Santíssimo Sacramento, com a finalidade de difundir a mensagem do Evangelho e a vida eucarística entre os índios e os afro-americanos.

ORAÇÕES - 03 DE MARÇO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
3 – Terça-feira – Santos: Marino, Márcia, Lucíolo
Evangelho (Mt 23,1-12) “Os mestres e os fariseus podem interpretar a lei de Moisés. Deveis fazer e observar o que eles dizem. Mas não imiteis suas ações!”
Jesus aponta a seus discípulos duas falhas que devem evitar: a incoerência e a vaidade. A incoerência de quem aumenta arbitrariamente as exigências do evangelho, mas não vive com a austeridade que apregoa. E a vaidade, o fazer o bem procurando prestígio, fama e vantagens. Não importa saber que falha seja maior. Tenho é de procurar evitar a todo custo esse falso procedimento.
Oração
Senhor, ajudai-me a viver o evangelho de modo que, por minha vida, eu o possa ensinar aos outros. Dai-me compreensão e paciência, não exigindo logo a perfeição de todos. Que eu tenha com eles pelo menos a mesma tolerância que tenho comigo. Livrai-me da vaidade tola, da vontade de aparecer e ser louvado. Que eu me contente com apenas fazer o bem por vosso amor. Amém.

segunda-feira, 2 de março de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Jesus estava rezando”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Eu gritei e me escutastes
 
A vida espiritual acontece dentro das condições humanas que nos assustam e ao mesmo tempo nos maravilham por sua presença em nosso cotidiano. Temos o sentimento de distância de Deus, ao mesmo tempo sentimos a necessidade de um contato mais aberto e próximo a partir da condição humana. Assim vencemos a barreira do medo da divindade. Jesus com seu exemplo e ensinamento nos ensina pedir com insistência, com a parábola do amigo chato que pede pão para seu hóspede. Insiste tanto que acaba tirando o amigo de seu sossego conseguindo o que precisa. Os evangelistas nos trazem muitos momentos nos quais Jesus faz suas orações. Os discípulos veem Jesus rezar. Isso deve ter marcado muito suas vidas. Pedem a Jesus que os ensine a rezar como João ensinara seus discípulos. Jesus dá a instrução, oferecendo um pequeno texto no qual está presente uma síntese do conteúdo. A oração escrita ou decorada é enriquecida de temas que nos abrem as portas do Céu. Os textos usados na liturgia salientam a oração de petição. Deus sabe o precisamos, mesmo antes de Lho pedirmos. Primeiramente a oração está ligada ao profundo de nosso coração que suplica, pede, insiste com uma confiança ilimitada. Abraão (Gn 18,20-32) conversa com Deus ao modo de um negociante e o freguês. Conversar o preço. Santo Afonso, doutor da oração, diz que rezar é falar com Deus como um amigo fala com o amigo. A urgência nos leva também a tratar Deus como um amigo muito íntimo. O Antigo Testamento mostrava um Deus exigente. Jesus ensina a oração do Pai Nosso. Era o seu modo de rezar. 
Oração é riqueza 
Jesus ensina seu modo de falar com o Pai. O amigo pode se cansar e, com enfado, dar o pão que o amigo necessita. Jesus dá o exemplo de confiar as coisas nas mãos de Deus. Ele é o bom Pai e nos ensina a fazer como Ele faz. E mostra que em todas as coisas, o Pai é melhor que nós que somos maus. É imediata a resposta a nossa oração. Jesus sabia como o Pai ouvia sua oração: “Pedi e recebereis; procurai e encontrareis; batei e vos será aberto. Quem pede, recebe; quem procura, encontra; e, a quem bate, se abrirá” (Lc 11,1-13). Afirma também e, com certeza, que Deus dará tudo o que nosso coração pede. Jesus lembra ainda que nós fazemos tudo bem. Assim não daremos “outras coisas” aos filhos, mesmo nós que somos maus. Sabemos o que os filhos precisam: “Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do Céu dará o Espírito Santo aos que o pedirem” (Lc 11,11-13). O final do texto parece desmontar a palavra de Jesus. Tudo que pedirmos receberemos. Paulo nos coloca a grande verdade do Cristo que realizou nossa redenção. 
Direito de pedir 
Por que o texto muda a direção afirmando que o Pai dará Espírito Santo aos que o pedirem. Nós sabemos dar coisas boas. O Pai supera a todos, dando o que lhe é o bom, o Espírito Santo. O Pai deu-nos o direito de receber o Dom maior que é o Espírito Santo. Com Ele nos dá todas as coisas. A atitude de pedir ao Pai significa que estamos fazendo o caminho permanente da redenção que o Pai realiza em nós. O salmo descreve a ação de graças pelos benefícios recebidos, sempre maiores que nossos pedidos. Agradece pelo amor com que fomos tratados. Temos um pedido especial a fazer: “completai em mim a obra começada. Senhor, vossa bondade é para sempre”... Lembramos que Deus quer estar conosco. Quer falar conosco como a filhos queridos que pedem sobretudo o Espírito. 
Leituras: Gênesis 18,20-32; Salmo 137; 
Colossenses 2,12-14; Lucas 11,1-13 
1. Deus sabe o que precisamos, mesmo antes de Lho pedirmos.
2. Ele é o bom Pai. Ele nos ensina a fazer como Ele faz. 
3. O Pai supera a todos, dando o que lhe é o bom, o Espírito Santo. 
Deus ama o chato 
Encontramos sempre novos caminhos para o conhecimento de nossa fé. Mesmo tendo ensinado que a pureza e a sublimidade da oração, Jesus ensina a viver a fé e a segurança em Deus. Jesus ensina como modelo e que oferece sempre novos meios que vão entrando no povo de Deus. É o que vemos hoje em seu ensinamento. Primeiro dá o exemplo, depois dá em testamento seu modo de orar, que é o que ensina aos discípulos. Primeira regra é ter coragem de buscar o que precisa. E dá o exemplo do amigo que bate à porta do amigo para lhe dar pão a sua visita. É um diálogo constrangedor. Jesus dá o modelo de sua oração: pedir insistentemente. O camarada é chato e consegue o que quer. Mesmo que o outro dê o pão para satisfazer a necessidade do amigo, mostrou que nossa oração deve ser insistente. Certamente a parábola é o que acontecia em sua vida humana. Deus garante que é bondoso. Nem precisa tanto empenho. Por isso Jesus quer ser sempre buscado para realizar as nossas verdadeiras necessidades. Não reclame depois, querido Pai, se soubermos aproveitar esta chance.
Homilia do 17º Domingo Comum (28.07.2019)

EVANGELHO DO DIA 02 DE MARÇO

Evangelho segundo São Lucas 6,36-38. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Sede misericordiosos, como o vosso Pai é misericordioso. Não julgueis e não sereis julgados. Não condeneis e não sereis condenados. Perdoai e sereis perdoados. Dai e dar-se-vos-á; deitar-vos-ão no regaço uma boa medida, calcada, sacudida, a transbordar. A medida que usardes com os outros será usada também convosco». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São João-Maria Vianney
(1786-1859) 
Presbítero, 
Cura de Ars 
Sermão para o 11.º domingo depois do Pentecostes 
«Não julgueis e não sereis julgados» 
Meus irmãos, como ousamos julgar e condenar alguém, mesmo que tenhamos visto essa pessoa cometer um pecado? Aquele que ontem era pecador pode ser hoje um santo penitente. Quando virmos o nosso próximo fazer mal, digamos: «Ai de mim, se Deus não me tivesse concedido mais graças que a ele, eu poderia ter feito ainda pior». Sim, meus irmãos, o juízo temerário traz consigo, inevitavelmente, a ruína e a perda da caridade cristã. Diz-nos Nosso Senhor: «Não julgueis e não sereis julgados. A medida que usardes com os outros será usada também convosco». Além disso, meus irmãos, qual de nós gostaria que as suas ações e as suas palavras fossem julgadas com severidade? Ninguém. Nosso Senhor não disse: «O que quiserdes que os homens vos façam, fazei-lho vós também» (Mt 7,12)? Quantos pecados não cometemos desta maneira, meus irmãos! Ai de nós! E quantos há que não têm consciência deles e, consequentemente, nunca os confessaram! Meu Deus, quantas pessoas são condenadas por falta de instrução ou reflexão sobre o a maneira como vivem!

02 de março - Beato Engelmar (Hubert) Unzeitig

O cardeal Angelo Amato, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, presidiu a cerimônia de beatificação do padre alemão Engelmar (Hubert) Unzeitig, que morreu em 1945 no campo de concentração nazista de Dachau com apenas 34 anos de idade, no sábado, 24 de setembro de 2016, em Würzburg, na Baviera. No domingo, 25 de setembro o Papa Francisco se lembra dele no Angelus: "Ontem, em Würzburg (Alemanha), foi proclamado beato Engelmar Unzeitig, sacerdote da Congregação dos Missionários de Mariannhill. Morto por ódio à fé no campo de concentração de Dachau, ele contrapôs ao ódio o amor, respondeu à ferocidade com a mansidão. O seu exemplo nos ajude a ser testemunhas de caridade e de esperança também no meio das tribulações". Nascido em 1 de março de 1911 em Greifendorf, na atual República Tcheca, Hubert Unzeitig - torna-se religioso – e quer partir como missionário. Vocação adulta, entra no seminário aos 18 anos. Ordenado sacerdote em 15 de agosto de 1939, aos 28 anos, escolheu como lema "Se ninguém mais quiser ir, eu vou". Ele realiza seu ministério na Áustria. Independentemente dos riscos, ele denunciava o regime nazista do púlpito e convidava os católicos a permanecerem fiéis a Deus e a resistirem às mentiras do Terceiro Reich. Em 21 de abril de 1941, ele foi preso lá pela Gestapo.

02 de março - Beato Carlos, o Bom

Carlos, aclamado pelo povo como “o Bom”, era filho de São Canuto, rei da Dinamarca. Órfão de pai com apenas cinco anos de idade, pela mãe, Adélia de Flandres, foi conduzido para a corte do avô, o conde de Flandres, que se fixava em Bruges. Moço, foi armado cavaleiro, e, com um tio, Roberto, tomou parte numa das cruzadas contra os infiéis na Terra Santa. De volta, coberto de glória, esperava-o o poder: um primo germânico, Balduíno, que sucedera ao conde de Flandres, legava-lhe o condado. Homem que amava profundamente a justiça e que tinha predileção muito especial pelos oprimidos, pelos pobrezinhos, dos quais era pai e protetor, Carlos conquistou, num átimo, o apelido de o Bom. Assistia o conde, todos os dias, à santa Missa, e quando podia, às vésperas, na igreja de São Pedro de Gand. Tinha sempre, ao lado, três religiosos, doutores em teologia, que todas as noites, depois do jantar, lhe explicavam um ou dois capítulos da Bíblia, lições que ouvia com grande interesse e singular prazer. E tanto amava a Deus, que proibiu aos súditos jurar pelo seu santo nome: quem o fizesse, estava sujeito a perder, conforme a maior ou menor gravidade do caso, uma das mãos ou um pé. Justiceiro por excelência, era o terror dos maus dos que oprimiam os pobres, extorquiam viúvas e perseguiam órfãos.

02 de março - São Lucas Casali de Nicósia

São Lucas Casali provavelmente nasceu na cidade de Nicósia, na Sicília , então província bizantina, no século IX. Isso pode ser concluído porque se afirma que Lucas viveu no tempo anterior ao domínio muçulmano da Sicília, no século X. Esta informação vem do "Vita" escrito por um monge chamado Bono, cujo original foi perdido com o tempo. Portanto, sua data de nascimento não é conhecida com a máxima certeza. Aos 12 anos, Lucas foi recebido por um monge no mosteiro de Santa Maria Latina de Agira, onde passou a adolescência, adotou o hábito monástico e foi ordenado sacerdote. Não se sabe com certeza se pertencia à Ordem dos Monges da Basílica ou aos Beneditinos . Ele cresceu e viveu dotado de virtudes espirituais e a população de fiéis ia de bom grado ao mosteiro para consultá-lo. Ele foi eleito abade de Agira, por ser muito admirado por suas virtudes, incluindo o Dom de conselho, mas recusou o cargo por humildade, os monges não desistiram e pediram ao papa para intervir, depois Luca Casali aceitou a obediência. Os anos se passaram, nos quais ele demonstrou grande aptidão e prudência no ofício de abade, até ser atingido pela cegueira; mas essa séria limitação, especialmente para aqueles tempos, não o bloqueou e ele continuou a realizar seu apostolado, sendo acompanhado em seus movimentos pelos confrades.

Nossa Senhora das Aparições - Dia da Festa 2 de março

O Abade Orsini escreveu: "Nossa Senhora das Aparições, em Madri, assim chamada porque, no ano de 1449, a Santíssima Virgem apareceu durante oito dias seguintes a uma jovem chamada Yves, e ordenou-lhe que construísse uma igreja em sua honra, no local onde ela deveria encontrar uma cruz plantada para Nossa Senhora". 

    Cubas de la Sagra é um município da Espanha na província e comunidade autónoma de Madrid. As aparições aprovadas de Nossa Senhora em 1449 que ocorreram lá são agora quase inexplicavelmente desconhecidas, mal mencionadas de passagem, ou tratadas como uma lenda em alguns livros, se é que são reconhecidas como um ponto em algum mapa antigo. É verdade que as hostes de Napoleão saquearam e destruíram o santuário e o mosteiro ali construídos, e que a guerra de 1936 não deixou pedra sobre pedra, mas a memória do que aconteceu lá em 1449 não deve ser esquecida, pelo menos pelos católicos. 
     No ano de 1449, Cubas era apenas uma vila com uma igreja simples dedicada a Santo André. A população de Cubas, no entanto, vivia bastante esquecida de seus deveres para com Deus, e seus pecados eram tantos que parecia até mesmo para eles que a mão de Deus deveria estar pairando sobre a terra, pronta para puni-los. 
     As Crônicas falam então de uma jovem de 12 anos chamada Inês (às vezes Yves ou Agnes) que era apenas de origem humilde. Ainda assim, havia algo nela que a tornava diferente das outras garotas de sua idade. Ela jejuava, confessava regularmente e rezava diariamente os 15 mistérios do Rosário. Talvez sua profunda fé e religiosidade possam explicar o que aconteceu a seguir. 

Simplício de Tivoli Papa, Santo + 483

Nasceu em Tivoli. 
Conviveu com Papa Leão Magno 
e sucedeu ao Papa Hilário. 
Foi protogonista da queda 
do Império Romano.
Simplício nasceu na cidade italiana de Tivoli e seu pai se chamava Castino. Depois disso, os dados que temos dele se referem ao período que exerceu a direcção da Igreja, aliás uma fase muito difícil da História da Humanidade: a queda do Império Romano. Ao contrário do que se podia esperar, teve um dos pontificados mais longos do seu tempo, quinze anos, de 468 a 483. Nessa época, Roma, depois de resistir às invasões de godos, visigodos, hunos, vândalos e outros povos bárbaros, acabou sucumbindo aos hérulos, chefiados pelo rei Odoacro, que era adepto do arianismo e depôs o imperador Rômulo Augusto. A partir daí, conquistadores de todos os tipos se instalaram, depredaram, destruíram e repartiram aquele Império, tido como o centro do mundo. Roma, que era sua capital, sobreviveu. Nesse melancólico final, a única autoridade moral restante, a que ficou do lado do povo e acolheu, socorreu, escondeu e ajudou a enfrentar o terror, foi a do Papa Simplício. Ele fazia parte do clero romano e foi eleito para suceder o Papa Hilário. Tinha larga experiência no serviço pastoral e social da Igreja e uma vantagem: ter convivido com o Papa Leão Magno, depois proclamado santo e doutor da Igreja, que deteve a invasão de Átila, o rei dos bárbaros hunos.

Inês de Praga princesa, religiosa fundadora, santa (1205-1282)

Também conhecida como Santa Agnes de Praga. Nasceu em 1205 em Praga, República Tcheca. Era filha do Rei da Bohemia, hoje República Tcheca e foi educada em Trebniz pelas freiras Cistercienses. Era apenas uma garota e já demonstrava fervor e desejo de se consagrar a Deus e viver intensamente a fé cristã. Por ser muito jovem e bonita não foram raros os rapazes que desejavam desposá-la. Porem, os seus planos para o futuro eram outros. Inês recusava a todos com gentileza declarando que o seu único compromisso era com Jesus. Porem um dos homens que deseja te-la como esposa era o Imperador Frederico II. Ele era o mais insistente dos pretendentes chegando às vezes a abordá-la para pedi-la em casamento. Como Inês percebeu que apenas suas palavras não seriam suficientes, passou a entregar-se a suas orações com mais fervor, e provar a ele e a todos que a desejassem desviá-la do seu caminho que Deus era o seu maior desejo. Mas eram tantos os que vinham interceder a favor do Imperador que Inês viu-se obrigada a escrever ao Papa Gregório IX para que intercedesse por ela e a ajudasse a livrar-se desse tormento. O Papa ficou admirado com a tenacidade e a fé de Santa Inês e enviou um de seus mais hábeis assessores para pessoalmente defender Inês, desencorajando o Imperador apaixonado. A firmeza com que o religioso e Santa Inês explicaram o que significava consagrar-se a Deus finalmente convenceram a Frederico II a renunciar o seu amor de homem, e ele tornou-se inclusive uma pessoa de fé inabalável.