quarta-feira, 2 de setembro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Preparai o Caminho”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
PADRE JOSÉ OSCAR BRANDÃO(+)
REDENTORISTAS NA PAZ DO SENHOR
Voz que clama
 
No calendário da liturgia temos três esquemas para os tempos maiores do ano litúrgico. Nesse ano somos conduzidos pela magnífica figura de João Batista. Podemos, assim, compreender um pouco mais o que significa “esperar a vinda de Cristo”. Temos sua vinda, nascido como homem no Natal; temos sua vinda no fim dos tempos e, nesse ano, contemplamos João anunciando sua vinda como enviado do Pai. João anuncia “que todas as pessoas verão a salvação de Deus” (Lc 3,6) na pessoa de Jesus que inicia seu ministério. Por aqui podemos ver o sentido amplo que tem a Vinda do Senhor. Ele sempre está vindo. Lucas apresenta João como o “maior entre os nascidos de mulher”, o maior profeta. Todos anunciaram o Messias. João O apresentou. Ele é como uma síntese das profecias e a resposta de Deus. A liturgia interpreta o texto do profeta Baruc sobre a maravilhosa restauração de Jerusalém. É uma profecia da restauração do mundo a partir da presença do Messias prometido. Para João, Ele não é mais uma promessa, mas a realização. Retomando o texto de Isaías (40,3-5), aplica essa preparação universal da vinda do Messias para a renovação do mundo. Lucas coloca uma solene abertura, situando a missão do Batista dentro da história do mundo: tempo de Tibério, Pôncio Pilatos, Filipe e os sumos sacerdotes. Jesus não é uma lenda. João não é um pregador alucinado. Manda preparar o caminho do Senhor, como preparamos agora sua segunda vinda e sua vinda na carne.
Completará a obra 
Normalmente, ficamos inseguros sobre a resposta que damos ao Senhor pelos bens que nos prodigalizou. Paulo conforta seus convertidos dando-lhes segurança: “Tenho a certeza de que aquele que começou em vós uma boa obra, há de levá-la à perfeição até o dia de Cristo Jesus” (Fl 1,6). Isso nos ensina que a vida cristã é uma busca permanente, um crescimento conquistado com paciência e esperança. Temos a ideia de que os inícios foram maravilhosos e os convertidos eram perfeitos. São como nós: precisavam crescer. Por isso diz: “Isso peço a Deus: que o vosso amor cresça sempre mais, em todo o conhecimento e experiência , para discernirdes o que é o melhor”. O resultado é claro: “Assim ficareis puros e sem defeito para o dia de Cristo, cheios do fruto da justiça que vem por Jesus Cristo” (Fl 1,6.9-10). A vida cristã é um crescimento permanente. Preparar os caminhos exige muito trabalho e muita mudança. Não é sofrimento, pois a leitura de Baruc continua dizendo que “as florestas e todas as árvores odoríferas darão sombra a Israel, por ordem de Deus” (Br 5,8). Todo o processo de vida cristã é suave, agradável e maravilhoso. 
O Senhor fez maravilhas 
João Batista anunciou a vinda do Messias como Salvador. E na celebração de hoje nos anima a viver intensamente a graça recebida. A Palavra de Deus faz uma leitura da vida cristã comparando-a à libertação do povo: “Quando o Senhor reconduziu nossos cativos, parecíamos sonhar. Encheu-se de sorriso nossa boca e nossos lábios de canções”. Falta alegria à nossa fé. Nós também recebemos tanta libertação. Sempre podemos clamar por novas maravilhas: “Mudai a nossa sorte, Senhor, como torrentes no deserto. Os que lançam as sementes entre lágrimas ceifarão com alegria. Refletindo a segunda vinda de Cristo, na expectativa da memória de sua primeira vinda, nós O acolhemos em nossa vida como Caminho, Verdade e Vida (Jo 14,6). 
Leituras: Baruc 5,1-9; Salmo 125; 
Filipenses 1,4-6.8-11; Lucas 3,1-6. 
1. João faz uma profecia da restauração do mundo a partir da presença do Messias 
2. A vida cristã é um crescimento permanente. 
3. Falta alegria a nossa fé. Nós também recebemos tanta libertação. 
Notícia velh
Falar que Jesus vai chegar, já furou o disco. Mas não veio coisíssima alguma. Que fazer? Ouvir de novo! Ouvir sempre a mesma notícia acaba sendo a declaração de sua verdade. É assim mesmo. Ele veio e a gente não viu? Ou a verdade já se realizou e nós não vimos? Ele sempre vem ao nosso encontro. Às vezes com tantos rumores, ou como o silencio. Ver é o problema. Vemos o que queremos. 
Homilia do 2º Domingo do Advento (05.12.2021)

EVANGELHO DO DIA 02 DE SETEMBRO

Evangelho segundo São Lucas 4,38-44. 
Naquele tempo, Jesus saiu da sinagoga e entrou em casa de Simão. A sogra de Simão estava com febre muito alta e pediram a Jesus que fizesse alguma coisa por ela. Jesus, aproximando-Se da sua cabeceira, falou imperiosamente à febre, e a febre deixou-a. Ela levantou-se e começou logo a servi-los. Ao pôr do sol, todos os que tinham doentes com diversas enfermidades traziam-nos a Jesus e Jesus, impondo as mãos sobre cada um deles, curava-os. De muitos deles saíam demónios, que diziam em altos gritos: «Tu és o Filho de Deus». Mas Jesus, em tom severo, impedia-os de falar, porque sabiam que Ele era o Messias. Ao romper do dia, Jesus dirigiu-Se a um lugar deserto. A multidão foi à procura dele e, tendo-O encontrado, queria retê-lo, para que não os deixasse. Mas Jesus disse-lhes: «Tenho de ir também às outras cidades anunciar a boa nova do Reino de Deus, porque para isto fui enviado». E pregava pelas sinagogas da Judeia.
Tradução litúrgica da Bíblia 
Guilherme de Saint-Thierry 
(1085-1148) 
Monge beneditino, depois cisterciense 
Meditações 
«Dirigiu-Se a um lugar deserto» 
Tu, meu refúgio e minha força, leva-me, como outrora levaste o teu servo Moisés, ao interior do teu deserto, ao lugar onde a sarça arde sem se consumir (cf Ex 3), onde a alma, invadida pelo fogo do Espírito Santo, se torna ardente sem se consumir, mas purificando-se. Leva-me a esse lugar onde não é possível permanecer e por onde não se avança sem antes se terem desatado as correias dos entraves carnais, onde, não sendo possível ver Aquele que é, se pode ouvi-lo dizer: «Eu sou Aquele que sou!» Nesse lugar, temos de cobrir o rosto para não ver o Senhor face a face (cf 1Rs 19,13), mas também temos de nos esforçar por escutar com humildade e obediência, para discernir o que Deus nos diz no interior do coração. Enquanto espero, esconde-me, Senhor, no recôndito da tua tenda (cf Sl 26,5) no dia da desgraça; esconde-me ao abrigo da tua face longe das línguas provocadoras (cf Sl 30,21), porque me impuseste o teu jugo suave e o teu fardo leve (cf Mt 11,30). E, quando me fazes medir a distância entre o teu serviço e o do mundo, perguntas-me com voz terna e doce se é melhor servir-Te a Ti, o Deus vivo, do que a deuses estranhos (2Cr 12,8). Então, eu adoro essa mão que pesa sobre mim e exclamo: «Demasiado tempo fui dominado por outros senhores! Só a Ti desejo pertencer, porque o teu braço me mantém erguido!».

Beato Francisco José de la Rochefoucauld, Bispo e Mártir-Festa: 2 de setembro

(*)Angoulême, França, 1736
(+)Paris, 2 de setembro de 1792 
Nascido em Angoulême em 1736, recebeu sua educação no Seminário de Saint-Sulpice, em Paris, e iniciou uma carreira eclesiástica que o levou, em 1772, à Sé de Beauvais. Conde-Bispo e Par da França, participou da vida pública durante os últimos anos do Antigo Regime e, em 1789, foi eleito Deputado do Clero nos Estados Gerais pelo Bailiado de Clermont-en-Beauvaisis. A Revolução Francesa transformou radicalmente sua vida. Confrontado com a Constituição Civil do Clero, recusou o juramento imposto aos sacerdotes e defendeu a comunhão com a Igreja de Roma. Após deixar Beauvais, buscou refúgio com seu irmão Pierre-Louis, Bispo de Saintes. Preso no verão de 1792, foi confinado ao antigo convento carmelita em Paris.

02 de setembro - Beatos João Maria du Lau d'Allemand e seus 190 companheiros

Comemoramos hoje os mártires trucidados no dia 02 de setembro de 1792 por uma turba enfurecida durante a Revolução Francesa. eles estavam presos no cárcere do Carmo - um antigo convento transformado prisão - depois deles terem sido condenados à morte sob a acusação de serem "inimigos da pátria" por terem se recusado a prestar juramento à Constituição Civil do Clero, condenada pelo papa. Esta Constituição separava a Igreja da França da Igreja de Roma - era cismática - e por isso os católicos não a aceitavam. Foram sacrificados 3 bispos, 127 sacerdotes, 56 religiosos e cinco leigos. Um dos leigos, Carlos de la Calmette, testemunhou o martírio gritando: "Pertencemos à Igreja Católica Apostólica Romana". 

02 de setembro - São Salomão Leclercq

Os Santos são homens e mulheres que se entranham profundamente no mistério da oração. Homens e mulheres que lutam mediante a oração, deixando rezar e lutar neles o Espírito Santo; lutam até ao fim, com todas as suas forças; e vencem, mas não sozinhos: o Senhor vence neles e com eles. Também estas sete testemunhas, que hoje foram canonizadas, travaram o bom combate da fé e do amor através da oração. Por isso permaneceram firmes na fé, com o coração generoso e fiel. Que Deus nos conceda também a nós, pelo exemplo e intercessão delas, ser homens e mulheres de oração; gritar a Deus dia e noite, sem nos cansarmos; deixar que o Espírito Santo reze em nós, e orar apoiando-nos mutuamente para permanecermos com os braços erguidos, até que vença a Misericórdia Divina. 
Papa Francisco – Homilia de Canonização – 16 de outubro de 2016

São Zenão e seus filhos, mártires em Nicomédia. -Festa: 2 de setembro

São Zeno, pai, e seus dois filhos, Concórdio e Teodoro, foram alvos do último imperador romano, declaradamente pagão, Juliano o Apóstata, que quis interromper seu caminho para o cristianismo. O martírio deles, entre história e lenda, foi narrado por uma antiga passio latina.
(†)Nicomédia, Bitínia, atual Turquia, por volta de 2 de setembro de 362 
O "Martirológio Romano" situa a memória dos santos Zenão e seus filhos Concórdio e Teodoro, mártires de Nicomédia, em 2 de setembro. Essa informação, por sua vez, foi extraída de um antigo breviário capuano que continha uma lendária "paixão" em latim. Eles foram vítimas da perseguição de Juliano, o Apóstata. Pouco mais se sabe; o mesmo grupo, juntamente com outros mártires ou com nomes quase idênticos, como Cosconius e Concordius, é mencionado no mesmo dia, 2 de setembro, tanto no "Martirológio Jerônimo" do século IV quanto no "Martirológio Sírio", gerando alguma confusão e opiniões divergentes entre os estudiosos.

Santa Margarida de Louvain, Virgem mártir - 2 de setembro

Margarida nasceu em Louvain, Flandres, em 1207. Seus pais pertenciam à classe trabalhadora. Desde sua infância ele deu provas de um admirável caráter e de rara modéstia. Sua mãe era uma mulher virtuosa que a criou no amor de Deus. A menina crescia simples e inocente, ao mesmo tempo doce e graciosa, era a alegria de seus pais. Aquele era um tempo de vida interior, de fé forte. Era a época das peregrinações. As pessoas iam de Roma a Jerusalém, os lugares onde repousavam as relíquias dos santos eram visitados. Muitas pessoas não acreditavam que suas vidas estivessem completas sem antes ir à Terra Santa. Margarida tinha em Louvain um parente dono, com sua esposa, de uma pousada especialmente destinada ao uso dos peregrinos. Era chamada de São Jorge, e ficava na Rua de la Monnaie, quase diante da Rua de la Librairie. O hoteleiro era conhecido apenas pelo seu nome, Amando, pois naquele tempo o nome de família era coisa rara. Este homem, que tinha sua alma ligada às coisas de Deus, se ocupava somente de obras de caridade. 

Santos Teodota, Evódio, Hermógenes e Callisto, Mártires-Festa: 2 de setembro

Emblema:
Palma 
Martirológio Romano: Em Niceia, também na Bitínia, a paixão de Santa Teodota com seus filhos Evódio, Hermógenes e Callisto. 
Nos martirológios latinos de 25 de abril é apresentado o elogio a esses três santos irmãos, mártires em Siracusa; no grego Menei, por outro lado, os encontramos comemorados em 1 e às vezes 2 de setembro, e na Menologia do Card. Sirleto no dia 11 do mesmo mês. É relatado que eles eram irmãos germânicos, que foram acusados como cristãos do presidente da província e condenados a sofrer a morte pela espada por volta de 303-304. Este elogio e esta notícia levantam muitas questões. Em vez de Siracusa, alguns códices colocam seu martírio em Cesaréia: mas se essa atribuição é comumente rejeitada, hoje a tese de que eles são mártires de Nicéia, para serem identificados com os três filhos de São Francisco. Teodota, cujo elogio lemos no Martirológio Romano em 2 de agosto.

Ingrid Elovsdotter Religiosa, Santa + 1282

Ingrid nasceu perto da metade do século XIII, na nobre família Elovsdotter, na Suécia. Cristãos fervorosos, os pais deram a ela e aos outros filhos, uma educação digna dos fidalgos e no rigoroso seguimento de Cristo. A menina desde os primeiros anos de vida se mostrou muito virtuosa, amável, caridosa e pia, surpreendendo a todos com seu cândido ideal religioso. No início da adolescência, como era costume da época, teve de contrair um riquíssimo casamento. Mesmo contrariando sua vocação, ela aceitou tudo com humilde resignação, mas não deixou que o mundo de luxo, futilidades e poder contaminassem sua alma, apesar de ter de conviver nele. Continuou serenamente a cuidar das obras de caridade que fundara para os pobres e doentes abandonados, os quais atendia pessoalmente. Possuindo dons especiais de profecia e cura, gozava entre a população da fama de santidade. Ingrid enviuvou pouco tempo depois.

Pedro Renato Rogue Sacerdote, Mártir da Eucaristia, Beato 1758-1796

Sacerdote, vítima da Revolução Francesa
Pedro Renato Rogue nasceu em Vannes (França) a 11 de Junho de 1758, rua da Moeda. Foi baptizado no mesmo dia, na catedral da mesma cidade. Seu pai morreu durante uma viagem e não chegou a conhecer seu filho. A viúva instalou-se então na Praça des Lices, naquela cidade francesa. Aos 17 anos, Pedro terminou os seus brilhantes estudos no Colégio de Santo Ivo. Em 1776, entrou no Grande Seminário. Para acederem mais rapidamente à catedral, tinha sido aberta uma porta que tomou o nome de Porta de S. João. Este seminário tinha sido confiado pelo bispo aos Lazaristas (Congregação da Missão) em 1702. Esta Comunidade religiosa tinha a seu encargo a paróquia de Nossa Senhora du Mené. Pedro Rogue foi ordenado sacerdote a 21 de Setembro de 1782 na igreja de Nossa Senhor du Mené por Mons. Sebastião Miguel Amelot e de seguida nomeado director espiritual dos Retiros para Mulheres.

MARCELO SPINOLA y Maestre Bispo, Cardeal, Fundador, Beato 1835-1906

Bispo e depois Cardeal 
Arcebispo de Sevilha
Marcelo Spínola y Maestre nasceu a 14 de Janeiro de 1835 na ilha de S. Fernando, diocese de Cádiz (Espanha). Teve como pais o Marquês Dom João Spínola e Dona Antónia Maestre Osorno. A 29 de Junho de 1856 obteve a licenciatura de Direito na universidade de Sevilha. Estabeleceu então um gabinete em Huelva, para serviço gratuito dos pobres, e exerceu ali como advogado até que passou para Sanlúcar de Barrameda, por causa da mudança de seu pai, comandante da Marinha. Foi ordenado sacerdote em 21 de Maio de 1864, em Sevilha. Celebrou a primeira Missa na igreja de S. Filipe Neri da mesma cidade, a 3 de Junho do mesmo ano, festividade do Sagrado Coração de Jesus. Durante os primeiros anos exerceu o seu ministério como capelão da igreja de Nossa Senhora das Mercês, em Sanlúcar de Barrameda.

Nossa Senhora de Akita, 47 anos depois

Akita, guardiã de nova advertência
No dia 3 de junho de 1624, Masakage, filho do senhor feudal da região de Akita, mandou queimar vivos nesta cidade 32 cristãos. Talvez o fato de ter sido regada pelo sangue de mártires explique a predileção de Nossa Senhora por Akita, onde mais tarde a Mãe de Deus escolheria a Irmã Agnes para transmitir no Oriente um derradeiro apelo à conversão, porquanto no Ocidente a Mensagem de Fátima não tivera a aceitação devida.
Aliás, a ligação de Akita com Fátima é notória. Houve uma primeira aparição do anjo à Irmã Agnes, em 1969, paralela à havida em 1917 aos três pastorinhos. O celeste emissário também rezou com ela o Terço e ensinou-lhe a mesma oração que por ocasião da segunda parte do segredo Nossa Senhora ensinara aos videntes da Cova da Iria: “Quando rezais o Terço, dizei depois de cada mistério: ‘Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o Céu, principalmente aquelas que mais precisarem’”.4
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ORAÇÕES - 02 DE SETEMBRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
2 – Quarta-feira – Santos: Bv. Apolinário Morel, Bv. Severino Girauld
Evangelho (Lc 4,38-44) Ao pôr do sol, todos os que tinham doentes atingidos por diversos males, os levaram a Jesus. Jesus punha as mãos em cada um deles e os curava.”
Nos evangelhos vemos que Jesus curava muitos. Isso mostrava seu poder e confirmava seu anúncio de salvação. Mas, essas curas mostravam também sua compreensão de nossas fraquezas e sua compaixão ao ver nosso sofrimento. Ele tinha experimentado, e sabia o que é sofrer. Posso pedir que tenha pena de nós todos. Devo, porém, aprender com ele a cuidar dos que sofrem.
Oração
Senhor Jesus, sei que nos amais, compreendeis nossas dores, e podeis aliviar nosso sofrimento. Vede quanto sofrimento e quanta angústia nos hospitais e nas ruas. Ajudai-nos, a nós e aos nossos governantes, a fazer o necessário para que a vida não seja peso para ninguém. Aumentai a sabedoria e o amor dos que cuidam de nossa saúde e tudo fazem para aliviar nossa dor. Amém.

terça-feira, 1 de setembro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Um mistério a celebrar”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Ano litúrgico
 
Cada celebração é única e está dentro de um contexto muito definido que se chama Ano Litúrgico. Este dá, à comunidade que celebra, o sentido e o modo de compreender a graça que Deus oferece em cada dom. É importante saber que cada ato litúrgico é igual aos outros de seu gênero, mas profundamente diferente no sentido da celebração do Mistério que é sempre o mesmo e sempre novo. O mesmo acontece com o Ano Litúrgico no qual se desencadeiam os mistérios celebrados. Sempre os mesmos e sempre novos. Novo por quê? Porque a graça de Deus é sempre nova. O sentido da história dos gregos era cíclico. Tudo retorna. Isso é uma etapa de sua filosofia. No sentido hebraico, o tempo é continuo. No sentido cristão é espiral. Sempre o mesmo, mas sempre indo à frente como uma escada em caracol. É sempre a mesma, mas estamos mais à frente contemplando sempre um aspecto novo. Não podemos dizer: “Vai à missa de novo?” Não! Ela é sempre outra. É o mistério: sempre antigo e sempre novo. Deus eterno e imutável, mas não é estático. É vida, sempre gerando vida. O Ano Litúrgico não é um calendário. O calendário dispõe as celebrações. Entramos no mistério do tempo que sempre gera vida. Não se trata de virar uma página, mas de contemplar e viver o mistério do Deus Salvador que Se manifesta em Cristo na comunidade celebrante. “Cada tempo litúrgico tem sua teologia que se estabelece a partir dos textos. Não é um acúmulo de ideias, mas uma graça concreta de comunhão com o mistério que nos é oferecido em determinado tempo litúrgico” (El Ano Litúrgico – J. Castellano, p 53). 
Um pouco da história 
O ano litúrgico não nasceu de um decreto, de uma reunião ou de um estudo. Brotou a partir da experiência viva das comunidades. Muitas celebrações têm sua fonte nas celebrações bíblicas. O que determina são a condições humanas, teológicas e culturais. O ano litúrgico, como a liturgia, está sempre em movimento. Faz parte da vida das pessoas. A história da renovação se inicia com a descoberta dos livros litúrgicos antigos. No século XIX estudou-se o termo sacramento em seu original que era “misterion”, a partir do conceito grego. No culto mistérico, o “devoto” realizava uma cerimônia “imitando” o que estava no mito (história antiga). Não se trata de algo incompreensível. Os ritos levavam a pessoa viver aquilo que se mostrava no mito. Os gestos explicavam. A palavra “sacramento” foi uma tradução de mistério. Nele nós realizamos ritos e acontece conosco o que os ritos explicam. A graça não está sujeita ao rito, mas o rito a torna clara. Nossa participação nos ritos acolhe o que a graça realiza em nós. O rito descreve e a graça realiza. 
A fé sustenta 
As festas do calendário têm origens diferentes: Há festas que celebram os mistérios da vida de Jesus. Celebram fatos que aconteceram como Natal, Páscoa, Ascensão e outros. Há festas que vêm de um dogma, como a Trindade, Eucaristia... Há também aquelas que provêm de tradições da piedade como as Dores de Maria. Há celebrações dos Santos, Anjos, Nossa Senhora, e mesmo devoções particulares. Na história sempre aconteceram ajustes no calendário, como foi feito depois do Vaticano II, na reforma litúrgica. Foram tirados santos cuja existência é duvidosa, ou santos que são desconhecidos atualmente. No calendário privilegiaram-se os santos de maior tradição e mais universalidade, santos novos e países de fé recente, como Coreia, Vietnam... Os ritos orientais trazem tradições diferentes que não são contrárias, mas têm outra maneira de compreender.
ARTIGO PUBLICADO EM NOVEMBRO DE 2021

EVANGELHO DO DIA 01 DE SETEMBRO

Evangelho segundo São Lucas 4,31-37. 
Naquele tempo, Jesus desceu a Cafarnaum, cidade da Galileia, e ali ensinava aos sábados. Todos se maravilhavam com a sua doutrina, porque falava com autoridade. Encontrava-se então na sinagoga um homem que tinha um espírito de demónio impuro, que bradou com voz forte: «Ah! Que tens que ver connosco, Jesus de Nazaré? Vieste para nos destruir? Eu sei quem Tu és: o Santo de Deus». Disse-lhe Jesus em tom severo: «Cala-te e sai desse homem». O demónio, depois de o ter arremessado para o meio dos presentes, saiu dele sem lhe fazer mal nenhum. Todos se encheram de assombro e diziam entre si: «Que palavra esta! Ordena com autoridade e poder aos espíritos impuros e eles saem!». E a fama de Jesus espalhava-se por todos os lugares da região. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São João Cassiano
(360-435) 
Fundador de mosteiro em Marselha 
Sobre os principados, XXV; SC 54 
Que o temor e a caridade de Deus 
nos protejam do demónio! 
Ninguém pode ser chamado pai dos espíritos a não ser Deus, que os criou quando Lhe aprouve; os homens só têm direito ao título de pais da nossa carne. Assim sendo, o diabo, criatura espiritual, angélica e originalmente boa, não teve outro pai senão Deus, que lhe deu a existência. Mas encheu-se de orgulho e disse no seu coração: «Subirei acima das nuvens e serei semelhante ao Altíssimo» (Is 14,14), tornando-se assim mentiroso e não permanecendo na verdade (cf Jo 8,44). Extraindo a falsidade do seu próprio fundo, ele não é apenas mentiroso, é o pai da mentira, como percebemos quando promete a divindade ao homem: «Sereis como deuses» (Gn 3,5), diz, pois não permaneceu na verdade. Além disso, torna-se assassino desde o princípio, pois introduz Adão na mortalidade e, como instigador do crime, faz que Abel pereça às mãos de seu irmão. Oremos, pois, ao Senhor para que o seu temor e a sua caridade que não morre perseverem inabalavelmente em nós; eles nos tornarão sábios em todas as coisas e nos manterão a salvo dos golpes do demónio. Com tais guardiões, é impossível cair nas armadilhas da morte. É esta precisamente a diferença que separa os perfeitos dos imperfeitos: nos primeiros, a caridade está profundamente enraizada e atingiu, por assim dizer, um desenvolvimento mais maduro; por isso, possui uma constância mais inabalável e mantém-nos com maior firmeza e facilidade na santidade; pelo contrário, estando menos firmemente estabelecida e tendo mais facilidade em arrefecer nos segundos, permite que sejam apanhados com mais frequência nas redes do pecado.

São Terentiano, Bispo e Mártir -Festa: 1º de setembro

(†)Todi, Perugia, 1º de setembro de 138
 
Não existem dados biográficos confiáveis ​​sobre Terentiano: como seu nome é claramente de origem latina, os historiadores favorecem uma origem romana. Ele foi uma figura importante na disseminação do cristianismo na antiga Tússia. A partir do estudo de numerosas inscrições romanas em pedra, o hagiógrafo Monsenhor Zaffarami data a chegada da gens Terentia (à qual Terentiano teria pertencido) ao território da antiga Tússia no início do século II. Terentiano foi eleito bispo de Todi em idade avançada. O procônsul Letiano — instigado por Flaco, sacerdote do templo de Júpiter — o acusou de praticar artes mágicas. Terentiano foi então preso e levado a julgamento. Apesar da tortura a que foi submetido, Terentiano não renunciou à sua fé. Segundo a tradição, sua língua foi amputada, mas foi o próprio Letiano quem ficou mudo, falecendo pouco depois.

São Josué, o Patriarca Festa: 1º de setembro século XII a.C.

O jovem Josué cumpriu seu aprendizado a serviço de Moisés. Adquiriu experiência e conhecimento, tornando-se um homem repleto do espírito de sabedoria. Devido a essa sabedoria e docilidade, mereceu se tornar o sucessor de Moisés, aquele que conduziria o povo à terra prometida. A travessia do Jordão foi mais uma procissão litúrgica, liderada por Josué, do que um ato militar. No centro do evento estava a Arca carregada pelos sacerdotes. Assim que tocaram a água, ela se dividiu para permitir que o povo atravessasse em terra seca. A conquista de Jericó também foi apresentada como um ato litúrgico, com os sacerdotes como protagonistas.

Beato José Samsó e Elías, sacerdote e mártir-Festa: 1º de setembro

(*)Castellbisbal, Barcelona, Espanha, 17 de janeiro de 1877
(+)Mataró, 1 de setembro de 1936 
Em 23 de janeiro de 2010, José Samsó i Elías, sacerdote catalão e mártir morto durante a Guerra Civil Espanhola, foi beatificado em Barcelona. Nascido em Castellbisbal, Espanha, em 17 de janeiro de 1887, em uma família de boa posição, decidiu entrar para o seminário e tornar-se sacerdote. Durante os anos de perseguição religiosa na Espanha, serviu como pároco da Basílica de Santa Maria de Mataró, uma bela igreja do século XVI com fachada medieval e neorromânica, localizada no coração do bairro Maresme, em Barcelona.

Santo Egídio, abade

De eremita a abade
 
O túmulo de Santo Egídio, venerado em uma abadia, na região francesa de Nîmes, remonta, provavelmente, à época merovíngia, embora a sua inscrição não seja anterior ao século X, data em que foi composta a Vida do santo abade, permeada de prodígios. Parte-se daqui, para se tentar reconstruir a vida de Egídio, cuja lenda mais popular indica que tenha vindo de Atenas, para viver como eremita, em um bosque junto à foz do rio Ródano, na França meridional, a fim de se entregar, com maior dedicação, ao serviço de Deus; transcorria o tempo em oração, vivendo com austeridade e jejuns; nutria-se de ervas, raízes e frutos selváticos; dormia na terra nua e seu travesseiro era uma rocha. Enternecido com por tantos sacrifícios, o Senhor teria mandado a Egídio uma cerva, para fornecer-lhe leite, todos os dias. Entretanto, durante uma caça, o eremita foi descoberto por Flávio, rei dos Gotos, que se simpatizou por ele.

Beata Maria Carmen Moreno Benítez Virgem e Mártir Festa: 1º de setembro

(*)Villamartin, Espanha, 24 de agosto de 1885
(+)Barcelona, Espanha, 6 de setembro de 1936 
Em 1936, no início da Guerra Civil Espanhola, a Irmã Carmen e a Irmã Amparo estavam juntas na mesma comunidade das Filhas de Maria Auxiliadora, a primeira como vigária e a segunda como administradora geral. A comunidade era composta por freiras, noviças e internas que, diante do grave perigo, foram aconselhadas por suas superioras a irem para a casa de parentes, vestirem roupas civis e partirem para a Itália o mais rápido possível. A Irmã Carmen e a Irmã Amparo, porém, optaram por ficar para cuidar de uma freira que havia acabado de passar por uma cirurgia de câncer, mas na noite de 1º de setembro, as três foram presas. Ao amanhecer do dia 6 de setembro, as portas da cela se abriram: a paciente foi libertada, enquanto as outras duas freiras foram levadas para o hipódromo da cidade, perto do mar, onde foram fuziladas. São João Paulo II as beatificou em 11 de março de 2001.