sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “A força da graça”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Discernimento é graça
Nosso querido Papa Francisco nos instrui sobre o caminho da santidade. Para isso escreveu a bela exortação apostólica “Gaudete et Exultate” – Alegrai-vos e Exultai (GE). Vamos continuar na reflexão sobre o discernimento. Como somos também espirituais, não somente carnais, refletimos as maravilhas do ser humano, também em sua dimensão espiritual. A Igreja demorou um pouco para assumir as novas ciências. Mas corre o risco de dispensar as ciências espirituais. Assim afirma no documento: “É verdade que o discernimento espiritual não exclui as contribuições de sabedorias humanas, existenciais, psicológicas, sociológicas ou morais; mas transcende-as. Não bastam as normas sábias da Igreja. Lembremo-nos sempre de que o discernimento é uma graça” (GE 170). Embora inclua as ciências, “está em jogo o sentido da minha vida, diante do Pai que me conhece e ama, aquele sentido verdadeiro para o qual posso orientar a minha existência e que ninguém conhece melhor do que Ele... Em suma, o discernimento leva à própria fonte da vida que não morre, isto é, conhecer o Pai, o único Deus verdadeiro e, a quem Ele enviou, Jesus Cristo (Jo 17,3). É um dom sobrenatural. O Papa Francisco insiste que esse dom é dado a todos. Sabemos que os humildes têm grande sabedoria e discernem muito bem os caminhos de Deus, tanto que são eles os destinatários mais imediatos da revelação de Deus, como lemos em Mateus: “Eu Te louvo, ó Pai....porque ocultastes esses mistérios de Deus aos sábios e doutores e os revelastes aos pequeninos” (Mt 11,25). Não porque recuse, mas porque eles estão fechados. Não são pequeninos, nem humildes. 
A força da oração 
Sabemos que o Senhor está sempre a nos falar sempre de muitos modos, através das pessoas, dos acontecimentos, da natureza etc... E continua o Papa dizendo “que não é possível prescindir do silêncio da oração prolongada para perceber aquela linguagem, para interpretar o significado real das inspirações que julgamos ter recebido, para acalmar ansiedades e recompor o conjunto da própria vida à luz de Deus”(GE 171). Agindo assim podemos garantir que vivemos a partir do Espírito de Deus. Essa chamada que recebemos nos ajuda a discernir também nossa vida espiritual. Nem sempre ela corresponde ao que o Senhor espera de nós. E também nos dá a possibilidade de abrir nossa fragilidade numa súplica garantida: “Fala Senhor!” Queremos sempre ouvir o que o Senhor quer falar, mas preferimos escamotear e dar nossas respostas satisfazendo nossos interesses espirituais. É preciso disposição em ouvir. Diz: “Somente quem está disposto a escutar é que tem a liberdade de renunciar ao seu ponto de vista parcial e insuficiente, aos seus hábitos, aos seus esquemas” (GE 172). Quem está disposto a dizer “fala Senhor”, deve estar disposto a ouvir o que pode não estar em nossos projetos pessoais. Deus pode ter coisas melhores. 
Tesouro da Igreja 
Continuando a reflexão, o Papa Francisco lembra que tal escuta é ao Evangelho como último critério e ao Magistério que o guarda, procurando encontrar no tesouro da Igreja aquilo que pode ser mais fecundo para o “hoje” da salvação (GE 173). Não se trata de voltar ao passado como única fonte, pois o Evangelho é vivo hoje. No passado essas respostas eram atuais. Hoje temos outras situações. A rigidez está fora do caminho do Espírito que nos foi dado pelo Ressuscitado. É sempre um hoje. Isso pode nos levar a fugir da realidade para viva do Evangelho e do Espírito que fala à Igreja. Ele é força e graça.
ARTIGO PUBLICADO EM MARÇO DE 2019

EVANGELHO DO DIA 13 DE FEVEREIRO

Evangelho segundo São Marcos 7,31-37. 
Naquele tempo, Jesus deixou de novo a região de Tiro e, passando por Sidónia, veio para o mar da Galileia, atravessando o território da Decápole. Trouxeram-Lhe então um surdo que mal podia falar e suplicaram-Lhe que impusesse as mãos sobre ele. Jesus, afastando-Se com ele da multidão, meteu-lhe os dedos nos ouvidos e com saliva tocou-lhe a língua. Depois, erguendo os olhos ao céu, suspirou e disse-lhe: «Effathá», que quer dizer «Abre-te». Imediatamente se abriram os ouvidos do homem, soltou-se-lhe a prisão da língua e começou a falar corretamente. Jesus recomendou que não contassem nada a ninguém. Mas, quanto mais lho recomendava, tanto mais intensamente eles o apregoavam. Cheios de assombro, diziam: «Tudo o que faz é admirável: faz que os surdos oiçam e que os mudos falem».
Tradução Litúrgica da Bíblia 
Jean Tauler 
(1300-1361) 
Dominicano de Estrasburgo 
Sermão 49, 1.º para o 12.º domingo depois 
da Santíssima Trindade 
«Tudo o que faz é admirável: 
faz que os surdos oiçam e que os mudos falem» 
Temos de examinar de perto o que torna um homem surdo. Por ter escutado as insinuações do inimigo, por ter ouvido as suas palavras, o primeiro casal dos nossos antepassados foi o primeiro a ficar surdo. E nós também, a seguir a eles, de modo que já não conseguimos ouvir ou compreender as inspirações amorosas do Verbo Eterno. E, no entanto, sabemos bem que o Verbo Eterno está no fundo do nosso ser, mais inefavelmente perto de nós e em nós do que o nosso próprio ser, na nossa própria natureza, nos nossos pensamentos; nada que possamos nomear, dizer ou compreender está tão perto de nós e nos está tão intimamente presente como o Verbo Eterno. E o Verbo fala no homem sem cessar. Mas o homem não consegue ouvi-lo, devido à grande surdez que o aflige. Do mesmo modo, foi de tal maneira atingido nas suas outras faculdades que também se tornou mudo e já não se conhece a si próprio. Se quisesse falar do seu interior, não conseguiria fazê-lo, pois não sabe qual é a sua situação e não reconhece o seu próprio modo de ser. O que é então esse murmurar incomodativo do inimigo? É toda a desordem cujo reflexo ele te mostra e te persuade a aceitar, servindo-se do amor ou da busca das coisas criadas, deste mundo e de tudo o que lhe está ligado: bens, honrarias, até mesmo amigos e pais, até a tua própria natureza, resumindo, tudo o que te traz o gosto dos bens deste mundo decaído. É disso tudo que é composto o seu murmurar. Então, Nosso Senhor vem, mete o seu dedo sagrado no ouvido do homem e aplica-lhe saliva na língua, permitindo-lhe recuperar a palavra.

Santa Hermenilda de Ely, abadessa Festa: 13 de fevereiro Século VII.

Princesa anglo-saxã do século VII, ela foi rainha da Mércia e mãe de dois filhos, Santa Vereburga e Coenred. Após a morte do marido em 675, ela abraçou a vida religiosa beneditina e tornou-se abadessa de Minster-in-Sheppey. Mais tarde, juntou-se à sua mãe, Santa Seaxburh, no Mosteiro de Ely, onde foi designada para o papel de abadessa. Sua filha Vereburga também se tornou freira em Ely. Não resta nenhum documento sobre sua vida, mas seu nome é mencionado em um estatuto de 699 junto com outras três abadessas. Santa Eormenhild (Ermenilda, Ermenildis ou Ermengild) é uma abadessa que viveu no século VII. Seu nome é mencionado nas diferentes versões das genealogias incluídas na lenda real de Kent, escrita nos séculos XI e XII. Nesses textos, ela é mencionada como filha do rei Eorcenbertht de Kent e de Santa Seaxburh de Ely, esposa de Wulfhere de Mércia, com quem teve dois filhos, Santa Wearburh (Vereburga) e Coenred. Após a morte de seu marido em 675, Hermenilde decidiu abraçar a vida religiosa beneditina. Ela ingressou no mosteiro e tornou-se abadessa de Minster-in-Sheppey quando sua mãe, Santa Sexburga, foi liderar a comunidade de Ely. Mais tarde, juntou-se à mãe no Mosteiro de Ely e recebeu o cargo de abadessa. Sua filha, Santa Vereburga, também se tornou freira em Ely. Não restam documentos sobre sua vida.

Santa Catarina de Ricci religiosa, +1590

Durante a difusão das ideias de Lutero na Europa nasceu, em 1522, Alexandra na nobre família Ricci de Florença. Aos sete anos, foi entregue à educação das irmãs beneditinas em Prato, que despertaram nela o gosto pela vida monástica. Quando voltou para casa, manteve os costumes do convento. Apesar do plano dos pais para a casarem com um jovem de Florença, conseguiu permissão para abraçar a vida religiosa. Ingressou com alegria no mosteiro dominicano de Prato, adotando o nome de Catarina, em honra a Santa Catarina de Sena, e dedicou-se ao crescimento nas virtudes, especialmente a humildade. Aos 25 anos, tornou-se mestra das noviças e, mais tarde, superiora, cargo que exerceu quase sem interrupção por 42 anos. Conduzia a comunidade com equilíbrio, firmeza e doçura, através do exemplo. Tinha profunda devoção a Jesus Crucificado e, ao meditar sobre a Paixão, recebia dons místicos, entrando em êxtase das tardes de quinta-feira até as de sexta, compartilhando espiritualmente das dores de Cristo. Apesar das experiências místicas, permaneceu simples e acessível, sendo procurada como conselheira espiritual por sacerdotes, bispos, cardeais e papas, como Marcelo II, Clemente VIII, Leão XI e São Pio V. Correspondia-se também com São Carlos Borromeu e São Filipe Néri.

13 de fevereiro - Beato James Alfred Miller

James nasceu, prematuramente, em 21 de setembro de 1944, em Wisconsin, EUA, no seio de uma família de agricultores. Estudou em uma escolinha, perto da sua casa, e, depois, na cidade de Stevens Point, onde encontrou, pela primeira vez, os Irmãos das Escolas Cristãs. Em 1959, fez o noviciado em Missouri e, em 1962, recebeu o hábito religioso, tornando-se Irmão Leo-William. Mas, mais tarde, voltou a usar seu primeiro James Alfred. Após três anos, na Escola Secundária de Cretin, no Minnesota, ensinou espanhol, inglês e religião. Em 1969, ao emitir os votos Perpétuos, foi enviado para a missão dos Irmãos das Escolas Cristãs, em Bluefields, Nicarágua, onde, em 1974, foi diretor e supervisor da construção de novas escolas rurais. No entanto, na época da revolução Sandinista, seus Superiores pediram que ele deixasse a Nicarágua, em julho de 1979, pois temiam que, trabalhar sob o governo de Somoza, poderia correr risco de vida. Por isso, Jaime voltou para os Estados Unidos, onde foi novamente professor em Cretin, onde escreveu: “Estou entediado aqui e ansioso para voltar para a América Latina".

Beata Eustoquia Bellini, Virgem beneditina - 13 de fevereiro

Seu nascimento não foi legítimo: Lucrecia Bellini nasceu em Pádua, em 1444, de uma freira do mosteiro beneditino de São Prosdócimo e de Bartolomeu Bellini. Com quatro anos o demônio tomou posse de seu corpo, sem tolher-lhe o uso da razão, atormentando-a praticamente por toda a sua vida. Aos sete anos foi confiada aos monges de São Prosdócimo, que administravam no mosteiro uma espécie de internato. A conduta da comunidade não era exatamente exemplar, mas Lucrecia às diversões mundanas preferia o retiro, o trabalho e a oração; era muito devota de Nossa Senhora, de São Jerônimo e de São Lucas. Em 1460 o Bispo Jacopo Zeno, após a morte da abadessa, tentou impor uma maior disciplina no mosteiro, mas tanto as monjas como as pensionistas voltaram para suas casas, só permanecendo Lucrecia Bellini. Em substituição, vieram as monjas beneditinas do convento de Santa Maria da Misericórdia, sob a orientação da abadessa Justina de Lazzara. Lucrécia, então com 18 anos, pediu para entrar naquela Ordem e, em 15 de janeiro de 1461, recebeu o negro hábito beneditino tomando o nome de Eustoquia. O demônio, que por algum tempo a havia deixado em paz, voltou de novo ao seu corpo, obrigando-a a fazer atos contrários à Regra, fazendo-a agir em atos tão barulhentos e violentos, que as Irmãs ficavam aterrorizadas e tiveram que amarrá-la por vários dias a uma coluna. Mas a paz durou pouco, depois que Eustoquia foi libertada a abadessa adoeceu de uma doença estranha e ela foi culpada, quase a consideravam uma hipócrita bruxa; foi trancada em uma prisão durante três meses a pão e água.

Beata Cristina de Spoleto, Leiga Penitente - 13 de fevereiro

O início da vida desta figura singular de mulher pode muito bem se colocar quando, por volta de 1430, ela decide mudar de vida, abandonar a família e os locais nos quais havia vivido, e vestir o hábito secular das Agostinianas. Daquele momento em diante sua existência foi uma permanente peregrinação em busca de um local para viver no esquecimento. Permaneceu próximo de alguns mosteiros agostinianos não ingressando jamais em nenhum deles. A vida de oração, de mortificação, mas sobretudo as obras de misericórdia junto aos necessitados, a obrigavam a se afastar todas as vezes que percebia ser objeto de atenção. Em 1457, visitou os locais santos de Assis e de Roma, para depois se dirigir à Terra Santa em companhia de outra terciária. No retorno, chegou a Spoleto onde permaneceu por um breve período, dedicando-se ao cuidado dos doentes no hospital da cidade. Nesta cidade, embora ainda muito jovem, faleceu no dia 13 de fevereiro de 1458, com fama de santidade. O seu corpo foi sepultado sob as expensas da comuna de Spoleto na igreja agostiniana de São Nicolau. Numerosas graças e milagres atribuídos à sua intercessão contribuíram para difundir e a aumentar o seu culto, iniciado imediatamente após sua morte, o que levou Gregório XVI a ratificá-lo proclamando-a Beata em 1834. Os hagiógrafos são concordes quanto aos dados relativos à sua vida após a decisão de vestir o hábito de terceira agostiniana.

Santas Fosca e Maura, Martires - 13 de fevereiro

A Passio dessas duas santas narra que Fosca, nascida de uma família pagã de Ravena, aos 15 anos se sentiu inspirada a tornar-se cristã. Ela confidenciou à sua ama, Maura, o desejo de se tornar cristã. Juntas procuraram o sacerdote Ermolao que as ensinou na fé e as batizou. Nenhuma das tentativas de seu pai, Siroi, de induzi-la a voltar à fé de seus pais alcançou resultado. Fosca foi denunciada ao prefeito Quinziano, mas os homens enviados para prendê-la encontraram-na com um anjo e não obtiveram sucesso em seu objetivo. Então, Fosca e Maura se apresentaram espontaneamente a Quinziano, foram processadas, cruelmente torturadas e finalmente decapitadas em 13 de fevereiro. Seus corpos foram atirados ao mar, milagrosamente recolhidos e sepultados em costas longínquas por mãos piedosas. Séculos depois, a região onde seus corpos haviam sido sepultados foi ocupada por pagãos (árabes).

Martiniano de Cesareia Monge, Eremita, Santo + 400

Eremita perto de Cesareia na Palestina. 
Para fugir duma tentação grave, 
meteu os pés no fogo. 
Morreu em Atenas.
Martiniano era um monge eremita, mas acabou se tornando um andarilho para que o pecado nunca o achasse "em endereço fixo". Martiniano era natural da Cesaréia, na Palestina, nasceu no século quatro. Desde a tenra idade decidiu ligar sua vida à Deus e aos dezoito anos ingressou numa comunidade de eremitas, não muito distante da sua cidade, onde se entregou à vida reclusa e viveu durante sete anos. A fama de sua sabedoria percorreu a Palestina e Martiniano passou a ser procurado por gente de todo o país que lhe pedia conselhos, orientação espiritual, a cura de doenças e até a expulsão de maus espíritos. Ganhou fama de santidade e essa fama atraiu Cloé, uma jovem cortesã. Cloé era milionária, bela e conhecida como uma mulher de costumes arrojados e pouco recomendáveis. Fez uma espécie de aposta em seu círculo de amizades e afirmou que faria o casto monge se perder. Trocou suas roupas luxuosas por farrapos e procurou Martiniano, pedindo abrigo. Ele deixou que entrasse, acomodou-a e foi para os aposentos do fundo da casa, onde rezou entoando cânticos de louvor ao Senhor, antes de se recolher para dormir. Mesmo assim, Cloé não desistiu. Pela manhã trocara os farrapos por uma roupa muito sensual, aguardando o ingresso do monge nos aposentos internos da casa. O que logo aconteceu, ela então utilizou argumentos espertos tentando seduzir Martiniano, mas, ao invés disso, acabou sendo convertida por ele. Cloé a partir de então, se recolheu ao convento de Santa Paula, em Belém, passando ali o resto de seus dias.

Benigno de Todi Presbítero, Mártir, Santo século III

Muito interessante a história do culto deste Santo de nome Benigno, até porque o seu próprio nome é um adjectivo que significa “bom”, “benevolente”, “benéfico”, portanto, um atributo concedido a todos os Santos. No Calendário Litúrgico da Igreja, são vários os personagens festejados com este nome, cerca de dezoito, entre mártires, bispos, sacerdotes, monges e ermitãos. Entretanto, o primeiro Benigno a ser venerado, foi o que nasceu e viveu em Todi, na região da Úmbria, próxima de Roma, no início do Cristianismo. Os registros confirmam que era um sacerdote muito querido, sendo considerado por sua rectidão de carácter e bondade. Padre Benigno enfrentou corajosamente o martírio durante a última perseguição do imperador Maximiano. Segundo a tradição, ele estava sendo conduzido à Roma para ser jogado às feras, quando morreu, em consequência das incessantes torturas a que foi submetido. O fato teria ocorrido na estrada vizinha à cidade de Vicus Martis, onde seu corpo que ali fora abandonado, foi recolhido e sepultado secretamente pelos cristãos, que o acompanhavam à distância e assistiram ao seu testemunho. Anos depois, quando os cristãos puderam deixar a clandestinidade, no lugar onde Benigno esteve sepultado, foi construída uma igreja e um mosteiro beneditino, e com o passar dos tempos a região se tornou uma pequena cidade chamada Priorado de São Benigno.

Bem-aventurado Jordão da Saxônia, sacerdote dominicano -Festa: 13 de fevereiro

Sacerdote dominicano alemão 
que deu uma grande expansão à Ordem 
depois de São Domingos. 
Morreu num naufrágio quando 
voltava da Terra Santa. 
(*)Vestfália, 1175/1185 
(✝︎)Attalia, 13 de fevereiro de 1237 
O Bem-aventurado Jordão da Saxônia, sucessor de São Domingos como Mestre Geral da Ordem dos Pregadores, nos ajuda a refletir sobre a importância de trazer a Palavra de Deus entre os homens: na verdade, ela não apenas abre o coração, mas molda a história. Isso é demonstrado pela vitalidade da obra de Giordano, que atravessou a Europa em nome do carisma dominicano, nutrindo as raízes culturais e religiosas de todo o continente. Nascido por volta de 1175 na Vestfália, foi para Paris para seus estudos; aqui, em 1219, conheceu São Domingos, por quem ficou fascinado, decidindo compartilhar seu carisma: assumiu o hábito dominicano em 1220 e dois anos depois foi eleito mestre geral, o primeiro sucessor do próprio Domingos. Manteve a Ordem até sua morte em 1237, ao retornar da Terra Santa: durante seu ministério, viu a família dominicana crescer dez vezes. 
Martirológio Romano: Perto de Ptolemais, hoje Akko na Palestina, trânsito do Beato Jordão da Saxônia, sacerdote da Ordem dos Pregadores, que, sucessor de São Domingos e seu imitador, propagou a Ordem com grande comprometimento e morreu em um naufrágio.

ORAÇÕES - 13 DE FEVEREIRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
13 – Sexta-feira – Santos: Benigno, Estêvão de Rieti, Ermelinda
Evangelho (Mc 7,31-37) “Trouxeram então um homem surdo, que falava com dificuldade, e pediram que Jesus lhe impusesse a mão.”
Penso que Marcos escolheu esse milagre, entre tantos, por um motivo especial.Fala de um homem que não ouvia e mal podia comunicar-se, fechado em si.Guardou até a palavra usada por Jesus: “Efatá!”, abre-te! O poder de Jesus rompeu seu isolamento:  agora podia conviver. Foi isso que Jesus veio fazer: romper as barreiras entre nós, fazer-nos capazes de nos comunicar, abrir-nos para o amor.
Oração
Senhor Jesus, reconheço que ainda sou muito  fechado em mim mesmo e em minhas preocupações. Preciso olhar mais para os outros e suas necessidades, e também procurá-los em minha própria necessidade. Ajudai-me a ser humilde, para procurar ajuda, e generoso para ajudar. Fazei-me capaz de ouvir meus irmãos. Dai-me palavras sábias para os ajudar.E que nada nos separe. Amém. 

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “E começaram a festa”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Alegria da salvação
 
A tônica da celebração de hoje é a alegria que já está anunciada na antífona de Entrada: “Alegra-te Jerusalém!... Vós que estais tristes, exultai de alegria. Saciai-vos com a abundância de suas consolações”. Esse quarto domingo é chamado de “Laetare” é o domingo da alegria, como lemos também no terceiro domingo do Advento. São os primeiros raios da alegria da festa que se aproxima, como lemos na oração da missa: “Concedei ao povo cristão correr ao encontro das festas que se aproximam, cheio de fervor e exultando de fé”. Podemos ver essa alegria na parábola do Pai amoroso e o filho perdido que chamamos de “filho pródigo” quando diz ao irmão que “era preciso festejar e alegrar-nos, porque este teu irmão estava perdido e foi encontrado” (Lc 15,32). A parábola do Pai amoroso nos traduz bem o sentido da redenção: O homem perdido pelo pecado, caído na extrema miséria, cai em si mesmo e se vê necessitado de salvação. O Pai envia o Filho para buscar a ovelha perdida. Cristo trabalha o coração do homem para que vá para Deus. O Pai é como o pai da parábola. Espera a criatura que se perdeu. Ansioso manda tantos meios de redenção. Se o homem vai ao profundo da miséria é para pensar na riqueza de vida da casa do Pai. Por mais que seja profunda sua situação pecadora, não haverá jamais um obstáculo para o retorno à casa paterna. Ele é filho, faz parte da família. O irmão que não o quer receber são aqueles que não aceitam que o Pai seja generoso, como é o caso dos fariseus que negavam a Jesus o direito de acolher os pecadores. Essa é a alegria de Jesus. 
Nova criatura 
Paulo nos escreve: “Se alguém está em Cristo, é uma criatura nova. O mundo velho desapareceu. Tudo agora é novo. E tudo vem de Deus, que por Cristo nos reconciliou consigo e nos confiou o ministério da reconciliação” (2Cor 5,17-18). A reconciliação realiza o grande desígnio de Deus de redenção. Em Cristo fomos reconciliados com o Pai. Mais ainda: Deus nos confiou esse ministério de reconciliação para levarmos tantos a serem novas criaturas. Diz o Apóstolo Paulo: “Em nome de Cristo suplicamos: ‘Deixai-vos reconciliar com Deus” (2Cor 5,20). É importante sabermos que estamos, depois de reconciliados com Deus, em união ao ministério de Reconciliação de Jesus colaborando na reconciliação dos homens. Deus quer precisar de nós para essa missão. Ser nova criatura é ter a vida nova que nos foi dada pela Ressurreição de Cristo e unir-nos ao Cristo que está sempre em missão no mundo. Por isso, a última ordem de Jesus foi: “Ide por todo mundo, proclamai o Evangelho a toda criatura” (Mc 16,15). 
Terra nova 
Com a entrada na terra prometida realizou-se a promessa feita a Moisés de libertar o povo e conduzi-lo a uma terra onde manam leite e mel (Ex 3,8).Toda caminhada no deserto, passando para muitos sofrimentos foi para atravessar o Jordão e entrar na terra prometida. O povo de Deus celebra a Páscoa na terra prometida. Já comem os produtos da terra. Tudo é novo. Não vivem mais do milagre do Maná que deixou de cair do Céu. Puderam comprovar quão suave é o Senhor (Sl 33). A conquista da terra simboliza o novo mundo onde os fiéis redimidos vivem. A Páscoa de Jesus abre também a vida em uma terra nova, a do alto, para onde foi conduzido o povo dos redimidos. É a festa que o Pai oferece pela chegada do filho recuperado. É a vida do alto onde vivem as novas criaturas que passaram o mar das águas do Batismo e participam com Cristo da festa que o Pai oferece. 
Leituras: Josué 5,9ª.10-12; Salmo 33; 
2 Coríntios 5,17-21; Lucas 15,1-3.11-32 
1. A tônica da celebração é a alegria da salvação do Pai que acolhe o filho perdido. 
2. Recebemos a reconciliação e participamos de sua obra. 
3. A entrada na terra prometida é o prenúncio da redenção que nos dá um novo mundo. 
Essa festa eu não perco 
O domingo é de festa. Os judeus chegam à terra prometida. O pai bondoso dá uma festaça para o filho que volta depois de ter gasto tudo o que tinha recebido de herança. As criaturas são novas. É festa para todo gosto. Eu não vou perder nenhuma. Não sou judeu, mas, se estamos aqui foi porque estiveram lá. Não somos perdidos, mas aproveitamos a alegria do pai. E somos novos, podemos aproveitar bem as festas. A festa da Páscoa resume todas essas festas e ainda propõe outras mais. Fazer a Páscoa é abrir um calendário de festas. A alegria da festa permanece, pois é festa que domina o coração e não é somente exterior. O coração alegre alegra um corpo inteiro. 
Homilia do 4º Domingo da Quaresma (31.03.2019)

EVANGELHO DO DIA 12 DE FEVEREIRO

Evangelho segundo São Marcos 7,24-30. 
Naquele tempo, Jesus dirigiu-Se para a região de Tiro e Sidónia. Entrou numa casa e não queria que ninguém o soubesse. Mas não pôde passar despercebido, pois logo uma mulher, cuja filha tinha um espírito impuro, ao ouvir falar dele, veio prostrar-se a seus pés. A mulher era pagã, siro-fenícia de nascimento, e pediu-Lhe que expulsasse o demónio de sua filha. Mas Jesus respondeu-lhe: «Deixa primeiro que os filhos estejam saciados, pois não está certo tirar o pão dos filhos para o lançar aos cachorrinhos». Ela, porém, disse: «Senhor, também é verdade que os cachorrinhos comem debaixo da mesa as migalhas das crianças». Então Jesus respondeu-lhe: «Dizes muito bem. Podes voltar para casa, porque o demónio já saiu da tua filha». Ela voltou para casa e encontrou a criança deitada na cama. O demónio tinha saído. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Guigues o Cartuxo 
(1083-1136) 
Prior da Grande Cartuxa
Carta sobre a vida contemplativa, 6-7 
«Ela veio prostrar-se a seus pés» 
«Senhor, que só Te deixas ver pelos corações puros (cf Mt 5,8), eu procuro, na leitura e na meditação, encontrar a verdadeira pureza do coração e a forma de a obter, a fim de, graças a ela, Te conhecer, por pouco que seja. Procurei o teu rosto, Senhor, procurei o teu rosto (cf Sl 26,8). Meditei muito dentro do meu coração, e um fogo se iluminou na minha meditação: o desejo de Te conhecer melhor. Quando partes para mim o pão da Sagrada Escritura, reconheço-Te nessa fração de pão (cf Lc 24,30-35); e quanto melhor Te conheço, mais desejo conhecer-Te, não só no sentido do texto, mas no sabor da experiência. Não o peço, Senhor, pelos meus méritos, mas por causa da tua misericórdia. Devo confessar que sou realmente pecador e indigno, mas "também é verdade que os cachorrinhos comem debaixo da mesa as migalhas das crianças". Dá-me portanto, Senhor, em fiança pela herança futura, ao menos uma gota da chuva celeste para refrescar a minha sede, pois estou sequioso de amor». 
É através deste tipo de discursos que a alma chama pelo seu Esposo. E o Senhor, que olha pelos justos e não Se limita a ouvir as suas preces, mas está presente nessa oração, não espera pelo final. Ele interrompe o discurso a meio, aparece de repente, vem rapidamente ao encontro da alma que O deseja, fluindo no doce orvalho do céu como perfume de grande preço. Ele recria a alma fatigada, alimenta a que tem fome, fortifica a sua fragilidade, reaviva-a mortificando-a através de um admirável esquecimento de si própria, torna-a sóbria ao inebriá-la.

Beato José Olallo Valdés (1820-1889)

O Servo de Deus Venerável José Olallo Valdés nasceu em Havana, Ilha de Cuba, em 12 de fevereiro de 1820. Filho de pais desconhecidos, foi confiado à Casa Cuna San José em Havana, onde, no mesmo dia, 15 de março de 1820, recebeu o batismo. Ele viveu e foi educado na mesma Casa Cuna até os 7 anos de idade, e depois na Casa da Caridade, mostrando-se um menino sério e responsável; aos 13-14 anos, ingressou na Ordem Hospitalária de São João de Deus, na comunidade do hospital dos Santos Filipe e São Tiago, em Havana. Superando os obstáculos que pareciam impedir sua vocação, ele permaneceu firme em sua decisão, tornando sua profissão de religioso hospitalário. Em abril de 1835, foi designado para a cidade de Porto Príncipe (hoje Camagüey), juntando-se à comunidade do Hospital de San Juan de Dios, onde se dedicou pelo resto da vida ao serviço dos doentes, segundo o estilo de San Juan de Dios; Em 54 anos, ele esteve ausente do hospital por apenas uma noite, e por motivos além de seu controle. De enfermeira assistente, aos 25 anos tornou-se o "Enfermeiro Sênior do hospital e, em 1856, Superior da Comunidade. Viveu diante de grandes sacrifícios e dificuldades, mas sempre com retidão e força de espírito: sua vida dedicada à hospitalidade não foi afetada durante o período da supressão das Ordens Religiosas pelos governos liberais espanhóis, embora isso também envolvesse a confiscação de bens eclesiásticos.

12 de fevereiro - Beato Paulo de Barletta

O ano de nascimento do Beato Paulo de Barletta é desconhecido para nós, assim como sua família. Podemos reunir as informações que temos sobre ele nas crônicas da Ordem Agostiniana, das quais ele era membro. Ele entrou na ordem de Santo Agostinho quando jovem e, gradualmente, seu desejo de viver com maior perfeição cresceu tanto que ele se afastou de sua terra natal para "ir aonde ninguém o conhecia pessoalmente, senão somente Deus". De fato, sabendo do voto da Observância, que naquele momento estava sendo conduzido na Província Portuguesa da Ordem, ele obteve uma licença do Superior Geral Frade Perozino para se mudar para lá. De caráter jovial, mas particularmente dedicado à oração e à penitência, viveu intensamente o relacionamento com o Mistério da paixão e da morte de Jesus. Mas, apesar da estima criada ao seu redor, devido a mal-entendidos, não faltaram perseguições por parte do prior do convento, que ele sabia aceitar com paciência e alegria evangélica. Tendo provado sua inocência, para reabilitar seu nome, o próprio Prior escreveu cartas edificantes, endereçadas a várias partes da Província, nas quais divulgou as grandes virtudes deste homem de Deus, daquilo que sofrera injustamente e paciência admirável. que, sem se desculpar, o tolerara. Enviado como missionário à ilha de São Thomé, nas Índias Orientais, trabalhou incansavelmente para espalhar o Evangelho. Frei Paolo aceitou sua última doença com resignação, vista como mais purificação.

Santos Saturnino e Companheiros, mártires de Abissínia, África

Tratam-se de 49 cristãos, presos em 304, por terem participado de uma Missa dominical. Foram torturados, mas não negaram à sua fé. Um deles, interrogado por que havia desobedecido, respondeu: "Sine dominico non possumus": "Não podemos viver sem celebrar o dia do Senhor". https://www.vaticannews.va/pt/santo-do-dia.html 
Santos Mártires de Abitene 
Festa: 12 de fevereiro 
† Cartago, 304 d.C. 
Não é realmente possível viver sem celebrar o Senhor, porque desistir dele seria como cortar as raízes de uma planta, secar uma fonte que nutre um povo. Essa consciência animou os 49 santos mártires (incluindo 19 mulheres) de Abitiania, uma cidade na África Proconsular, diante do perseguidor. Naqueles anos - a história se passa entre o final do século III e o início do século IV - o imperador Diocleciano desencadeou uma dura repressão contra os cristãos, forçando o clero a entregar os livros sagrados e proibindo as reuniões.

Beata Umbelina, Abadessa cisterciense - Festejada 12 de fevereiro

     Única irmã de São Bernardo de Claraval (que tinha outros cinco irmãos), Umbelina nasceu por volta de 1092 no Castelo de Fontaine-les-Dijon.
     Ela ficou conhecida pelos colóquios que mantinha com seu célebre irmão, narrados em todas as "Vidas" de São Bernardo. Nelas pode-se conhecer toda dor de São Bernardo por ocasião da morte de seu irmão, o Beato Gerardo, e da própria Umbelina.
     Um ano mais jovem que o irmão, parece que Umbelina se assemelhava muito com ele quanto à beleza física, mas também provavelmente quanto ao caráter.
     Quando seu pai e seus seis irmãos se consagraram a Deus na Abadia de Citeaux (*), na Borgonha, para levarem uma vida piedosa e exemplar, ela se casou com Guido de Marcy, irmão da Duquesa de Lorena, e, possuindo uma grande fortuna, levava uma vida frívola e mundana.
     Algum tempo depois, Umbelina resolveu fazer uma visita a Bernardo perto de Claraval, ostentando seus atavios e escoltada por grande séquito. Bernardo recusou recebê-la se ela não prometesse seguir os seus conselhos, isto é, mudar de vida, abandonando todo luxo.
     Debulhada em lágrimas, ela porém teve forças para responder: “Eu posso ser uma pecadora, mas foi por pessoas como eu que Cristo morreu, e é porque sou uma pecadora que eu preciso da ajuda dos homens piedosos”.

São Ethelwold de Lindisfarne, Bispo Festa: 12 de fevereiro Séculos VII a VIII.

Nascidoentre os séculos VII e VIII, foi discípulo de São Cuthbert. Ao ingressar no mosteiro de Melrose, tornou-se primeiro provost e depois abade. Em 721, após a morte do bispo Ealfrid, foi eleito bispo de Lindisfarne. Ele morreu por volta do ano 740 e foi sepultado na catedral. Suas relíquias, junto com as de São Cuthbert e outros santos, foram transferidas para a Escócia em 875, depois para Chester em 883 e, finalmente, para Durham em 995. São Ethelwold (Aediluualdus) é um bispo que viveu entre os séculos VII e VIII. Lembrado como discípulo de São Cuthbert, tornou-se religioso e ingressou no mosteiro de Melrose. Nessa comunidade, tornou-se primeiro provedor e depois abade. Em 721, após a morte do bispo Ealfrid, foi eleito bispo de Lindisfarne. Acredita-se que ele tenha morrido por volta do ano 740. Após seu funeral, foi sepultado na catedral. No ano de 875, suas relíquias, junto com as de São Cuthbert e outros santos, foram transferidas para a Escócia. Treze anos depois, em 883, as relíquias foram trazidas primeiro para Chester e, em 995, para Durham. Embora não seja conhecida uma festa para esse santo bispo, em alguns martirológios sua memória é fixada em 12 de fevereiro. 
Autor: Mauro Bonato 
Abade em Melrose e depois Bispo de Lindisfarne. Era muito admirado por São Beda, o Venerável.

Santo Antônio Cauleas, Patriarca de Constantinopla Festa: 12 de fevereiro

(†)Constantinopla, c. 901
 
Nascidoperto de Constantinopla no século IX, ingressou no mosteiro aos doze anos e tornou-se abade. Em 893, foi eleito patriarca de Constantinopla em um período de grande confusão, após o imperador ter expulsado os legítimos patriarcas Inácio e Fócio. Antônio conseguiu persuadir os seguidores de Inácio a reconhecer sua legitimidade, obtendo assim a reconciliação das duas facções e a pacificação da Igreja. Ele morreu pouco depois, em 901. 
Martirológio Romano: Em Constantinopla, Santo Antônio, conhecido como Cauléas, bispo, que na época do imperador Leão VI trabalhou arduamente para fortalecer a paz e a unidade na Igreja. 
Santo Antônio Cauleas nasceu perto de Constantinopla, em um lugar onde seus pais haviam se retirado por medo de perseguição iconoclasta. Com a morte de sua mãe Antônio, então com apenas doze anos, ele entrou em um mosteiro na capital imperial bizantina, do qual logo se tornou abade com o nome de "Antonio II Cauleas" (tendo sido precedido por Antonio I Cassimatas, 821-837). O pai de Antonio também entrou no mosteiro mais tarde e recebeu o hábito religioso diretamente das mãos do filho. A Igreja Oriental vivia naquela época em grande confusão, após o imperador ter expulsado o legítimo patriarca constantinopolitano São Inácio (23 de outubro) e, em 867, ter imposto o famoso Fócio ao trono episcopal. No entanto, ele também foi forçado a deixar a cadeira patriarcal em 886, provavelmente pressionado pelo novo imperador Leão VI, que queria instalar seu irmão mais novo Estêvão.