quinta-feira, 27 de agosto de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Aprendei da figueira”!

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Minhas palavras não passarão
 
Chegando ao fim do Ano Litúrgico e início do Advento, entramos na temática do fim dos tempos. A segunda vinda de Cristo era uma expectativa forte na comunidade primitiva e se desenvolveu através da história. Atualmente, perdeu-se muito a noção de sua segunda vinda, para um termo mais vago, como Ele está vindo... sempre. O livro do Apocalipse e o Evangelho desenvolvem essa reflexão usando uma linguagem “apocalíptica”. Apocalipse significa revelação, isto é, descobrir o que está encoberto. Temos de distinguir a linguagem da realidade e da Palavra de Deus. O valor das palavras está no simbolismo que elas encerram. Temos que entrar no conhecimento dos símbolos para captar a mensagem. É por isso que Jesus diz: “O céu e a terra passarão, mas minhas palavras não passarão” (Mc 13,30). Aos que vivem temendo ou anunciando a hora, temos as palavras de Jesus que nos acalmam: “Quanto àquele dia e hora, ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, mas somente o Pai” (Id 32). Jesus quer ensinar que não é preciso esperar a hora, mas viver o momento presente olhando os sinais dos tempos para entender a ação de Deus. Deus não vem para destruir, mas para dar o prêmio e nos levar consigo (1Ts 4,17). Os textos querem nos afirmar a importância de nossa fé em Jesus. Trata-se de uma fé que modela a vida de acordo com o Reino de Deus que não é um futuro, mas um presente coerente com a Palavra de Jesus. Não é possível uma fé sem Jesus e sua palavra. 
Em Deus me refugio (Sl 15) 
Nossa vida cristã nos traz segurança. A fé é tudo. Mas, na verdade, vivemos sem um apoio e ficamos procurando coisas que nos garantam. Por isso elevamos nossa oração fervorosa: “Ó Senhor, sois minha herança e minha taça, meu destino está seguro em vossas mãos. Tenho sempre o Senhor ante meus olhos, pois se O tenho a meu lado não vacilo” (Sl15). A fé nos leva a um exercício permanente de buscar Deus em nossa vida. Para isso fazemos tantas coisas como que para nos garantir. Há gente que faz até “benzimento” de fechar o corpo. Alguns usam o texto de Paulo sobre a armadura do cristão: “Revesti-vos da armadura de Deus”. Lêem como se tivesse garantindo o corpo: “Cingi vossos rins com a verdade e revesti-vos da couraça da justiça. Calçai vossos pés com a preparação do evangelho da paz, empunhando o escudo da fé, ... tomai o capacete da salvação e a espada do Espírito que é a Palavra de Deus” (Fl 6,14-17). Não fecha o corpo, mas nos dá condições de lutar contra o mal com a verdade, a justiça, a salvação e a Palavra de Deus. Em toda batalha temos o refúgio em Deus: “Vós me ensinais o caminho da vida; junto a vós, felicidades sem limites, delícia eterna e alegria ao vosso lado”. 
Tornou perfeitos 
A Carta aos Hebreus nos oferece uma garantia em nossa fé. Será que seremos salvos? Onde se fundam nossas certezas e incdrtezas? Paulo usa a comparação do Cristo Sumo Sacerdote e o sacerdócio do Antigo Testamento. Este oferecia sacrifícios muitas vezes, incapazes de salvar. Cristo ofereceu um sacrifício único para o perdão dos pecados. Já estamos todos perdoados, pois “com esta única oferenda, levou à perfeição definitiva os que santifica. Ora, onde existe o perdão, já não se faz oferenda pelo pecado” (Hb 10,14). Já temos garantido o perdão. Vivemos a perfeição de Cristo, pois fomos redimidos em sua morte e ressurreição. Temos que acolher a graça com alegria. Vivemos pedindo um perdão que já recebemos. Basta aproveitar e viver a graça da vida nova conquistada por Cristo. 
Leituras: Daniel 12,1-3; Salmo 15; 
Hebreus 10,11-14.18; Marcos 13,24-32 
1. Deus não vem para destruir, mas para dar o prêmio e nos levar consigo (1Ts 4,17). 2. A fé nos leva a um exercício permanente de buscar Deus em nossa vida 3. Vivemos a perfeição de Cristo, pois fomos redimidos em sua morte e ressurreição. 4. A verdade, a justiça, o desejo de salvação e a Palavra de Deus, é o que nos capacita para lutar contra o mal.
No tempo em que as plantas falavam 
Temos em nossa mente aquela frase: “no tempo em que os bichos falavam”. Jesus nos alerta: “Aprendei, pois, da figueira esta parábola!” (Mc 13,28). Notamos que tudo fala, pois nossos ouvidos estão aprendendo lições permanentes do mundo, nas plantas, nas flores, nas estrela, na terra, nos rios, nas cascatas... Tanta coisa! Sempre aprendendo. Temos olhos para ver, ouvidos para ouvir, tato para tocar e coração para amar. O que a natureza nos fala? Há uma comunicação muito grande da própria natureza. Para nós são sons, são movimentos, são transmissões misteriosas dos seres. Por que não ouvimos o que dizem de Deus? O Evangelho das plantas foi notado pelo próprio Jesus: Olhai os lírios do campo! Olhai a figueira! Contemplai os campos maduros para a ceifa. Sabemos que podemos nos comunicar entre nós com a força e encanto da natureza. Ela mesma sofre por conta do nosso pecado (Rm 8,20ss). Sua redenção está próxima. Ele virá. E conosco todo universo caminhará para o Pai (Ef 1,10).
Homilia do 33º Domingo Comum (14.11.2021)

EVANGELHO DO DIA 27 DE AGOSTO

Evangelho segundo São Mateus 24,42-51. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Vigiai, porque não sabeis em que dia virá o vosso Senhor. Compreendei isto: se o dono da casa soubesse a que horas da noite viria o ladrão, estaria vigilante e não deixaria arrombar a sua casa. Por isso, estai vós também preparados, porque na hora em que menos pensais, virá o Filho do homem. Quem é o servo fiel e prudente, que o senhor pôs à frente da sua casa, para lhe dar o alimento em tempo oportuno? Feliz aquele servo que o senhor, ao chegar, encontrar procedendo assim. Em verdade vos digo que lhe confiará a administração de todos os seus bens. Mas se o servo for mau e disser consigo: "O meu senhor demora-se", e começar a espancar os companheiros e a comer e beber com os ébrios, quando o senhor daquele servo chegar, em dia que ele não espera e à hora que ele não pensa, expulsá-lo-á e lhe dará a sorte dos hipócritas. Aí haverá choro e ranger de dentes». 
Tradução litúrgica da Bíblia Santa 
Teresa de Calcutá 
(1910-1997) 
Fundadora das 
Irmãs Missionárias da Caridade 
«Jesus, a Palavra», cap. 10 
«Feliz aquele servo que o senhor, ao chegar, 
encontrar procedendo assim.» 
Se às vezes temos a impressão de que o Mestre Se ausentou, não será por nos termos afastado desta ou daquela irmã? Uma coisa nos garantirá sempre o Céu: os atos de caridade e a gentileza com que tivermos preenchido a nossa vida. Nunca saberemos o bem que um simples sorriso pode fazer. Dizemos aos outros que Deus é grande, compreensivo e indulgente: seremos nós a prova viva disso mesmo? Eles verão realmente essa grandeza, essa compreensão e essa indulgência em nós?

Beato Domingos da Mãe de Deus Barbieri, sacerdote passionista-Festa: 27 de agosto

(*)Viterbo, 22 de junho de 1792
(+)Reading, Inglaterra, 27 de agosto de 1849 
Nascido em Viterbo em 1792, Domenico Barbieri ingressou na Ordem dos Passionistas aos 22 anos, adotando o nome religioso de Domenico della Madre di Dio. Ordenado sacerdote, iniciou seu trabalho de pregação na Itália, mas principalmente na Inglaterra, onde reconduziu muitos fiéis e ministros à fé católica, incluindo John Henry Newman. Foi muito apreciado pelos Papas Leão XIII, que o conheceu pessoalmente quando era núncio em Bruxelas, e Pio X, que o mencionou em uma carta de 1911. Era um homem de vasta erudição, como demonstram suas muitas obras filosóficas, teológicas e ascéticas. Faleceu em Reading em 1849 e está sepultado em Sutton-Oak, no retiro de Santa Ana, perto de Liverpool. (Avvenire) 
Etimologia: Domingos = consagrado ao Senhor, do latim
Martirológio Romano: Em Reading, na Inglaterra, o Beato Domingos da Mãe de Deus Barberi, sacerdote da Congregação da Paixão, dedicado à restauração da unidade cristã, acolheu muitos fiéis de volta à Igreja Católica.

Santa Mônica, Mãe de Santo Agostinho -Festa: 27 de agosto

Mãe de Santo Agostinho, 
que muito implorou de Deus
 a conversão do filho. 
(*)Tagaste, atual Song-Ahras, Argélia, 331
(+)Ostia, Roma, 27 de agosto de 387 
Nascida em 331 em Tagaste (atual Argélia) em uma família cristã, ela se casou com Patrício, um pagão de personalidade difícil. Com paciência e dedicação, conseguiu convertê-lo antes de sua morte. Viúva aos 39 anos, criou seus filhos sozinha, incluindo Agostinho, um homem inteligente, porém rebelde. Ele a fez sofrer ao rejeitar a educação cristã e adotar uma religião oriental. Mônica nunca deixou de rezar por ele, mesmo quando ele partiu para a Itália, deixando-a para trás. Ela o perdoou e se juntou a ele. Em Milão, graças em parte ao seu encontro com Santo Ambrósio, Agostinho mudou de vida. Mônica, finalmente em paz, viu seu filho se converter e ser batizado.

Beata Francesca Pinzokere Mártir -Festa: 27 de agosto

(†)Nagasaki, 17 de agosto de 1627
 
Ela foi uma das cristãs japonesas do século XVII que defenderam a fé católica durante uma das mais duras perseguições da história missionária. Pouco se sabe sobre sua vida, mas ela retrata uma leiga viúva que ingressou na Ordem Terceira de São Domingos e continuou a viver sua fé em uma época em que a simples colaboração com missionários poderia resultar em pena de morte. Em Nagasaki, ela ofereceu hospitalidade a padres dominicanos que atuavam clandestinamente em auxílio às comunidades cristãs. Por isso, foi presa e condenada à fogueira. Morreu como mártir em 1627, juntamente com outros membros da Ordem Terceira Dominicana e da Ordem Terceira Franciscana. Sua história é documentada principalmente pelos testemunhos do grupo de 205 mártires do Japão, beatificados por Pio IX em 1867.

Beata Maria del Pilar Izquierdo Árvore, Fundadora -Festa: 27 de agosto

(*)Saragoça, Espanha, 27 de julho de 1906
(+)San Sebastian, Espanha, 27 de agosto de 1945 
Ela nasceu em Saragoça, em 1906, numa família pobre, mas profundamente cristã. Sua vida foi marcada, desde a adolescência, por graves problemas de saúde, culminando em paraplegia e cegueira em 1927, o que a obrigou a passar mais de uma década entre hospitais e sua modesta casa familiar. Foi durante sua doença que ela desenvolveu um plano para uma obra dedicada a reproduzir a vida ativa de Cristo na sociedade por meio de obras de misericórdia. Em 8 de dezembro de 1939, após mais de dez anos de imobilidade, Maria Pilar experimentou uma cura repentina que fontes eclesiásticas descreveram como extraordinária e que mais tarde seria examinada em seu processo de beatificação.

Beato Gabriel Maria (1462-1532), religioso e fundador da Ordem da Anunciada, em honra da Santíssima Virgem.

O CREDO DE MARIA, de acordo com a doutrina mariana de muitos santos (por São Gabriel da Virgem Dolorosa). Hoje, o site "Santos, Beatos, Veneráveis e Servos de Deus" trás aos nossos leitores este belíssimo "Credo de Maria", feito por São Gabriel da Virgem Dolorosa, passionista, com uma coletânea de citações, revelações, meditações e ditames mariológicos que servirão para aumentar ainda mais nossa devoção à Bem-Aventurada Sempre Virgem Maria, Mãe de Deus, e ver o quão grande e incomensurável é sua dignidade. Peço que o divulguem em suas famílias, rodas de amigos, grupos de oração, pastorais paroquiais e/ou diocesanas, em fim, a todos os católicos que, por o serem, tem por dever o amor e a honra da Virgem Santíssima.
1.Creio, ó Maria, que, como Vós mesma revelastes a Santa Brígida, sois Rainha do céu, Mãe de misericórdia, alegria dos justos e guia dos pecadores arrependidos; e que não há homem tão perverso que, enquanto viva, não tenhais misericórdia dele; e que ninguém abandonou tanto a Deus, que, se vos invoca, não possa voltar a Deus e encontrar perdão, enquanto que sempre será um desgraçado aquele que, podendo, não recorra a Vós.

Beato Gabriel-Maria (Gilbert Nicolas), sacerdote franciscano -Festa: 27 de agosto

(*)Riom, França, por volta de 1460 
(+)Rodez, França, 27 de agosto de 1532 
Sacerdote professo da Ordem dos Frades Menores e cofundador da Ordem da Santíssima Anunciação da Bem-Aventurada Virgem Maria, ele representa uma figura religiosa culta e multifacetada que, com paciência e perseverança, impulsionou significativamente o crescimento da espiritualidade da família franciscana. Trabalhou movido pelo desejo de restaurá-la à autenticidade de suas origens e foi um pregador cativante, testemunha ocular daquilo que professava. O Papa Leão XIV reconheceu suas virtudes heroicas e decretou sua beatificação em 21 de fevereiro de 2026. O Beato Gabriel-Maria (nascido Gilbert Nicolas) nasceu em Riom, Auvergne, França, cerca de 20 km ao norte de Clermont-Ferrand, por volta de 1460. Pouco se sabe sobre sua família: pode ter tido um irmão e uma irmã. Sua vocação não foi precoce.

ORAÇÕES - 27 DE AGOSTO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
27 – Quinta-feira – Santos: Mônica, Eulália, Antusa Menor
Evangelho (Mt 24,42-51) ”Ficai atentos! porque não sabeis em que dia virá o Senhor.”
Jesus diz que precisamos estar atentos e preparados para suas passagens por nossa vida, e para a hora final. Preciso estar atento também aos momentos do dia a dia, para não me deixar levar por ímpetos de cólera, momentos de desânimo, faltas de atenção com os irmãos, e falhas semelhantes. Sem esquecer que preciso aproveitar agradecido os bons momentos que o Senhor me concede.
Oração
Senhor meu Deus, nem sempre estou atento à vida, e facilmente me deixo levar pela rotina. Deixo-me apanhar por pequenas infidelidades a vós e aos irmãos. Ou não percebo as oportunidades que me ofereceis para crescer, ou não saboreio os bons momentos que me proporcionais. Ajudai-me a estar atento, ciente que me envolveis. E que lembre sempre para onde vou. Amém.

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - Pensando santidade

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Santidade, coisa de humanos
 
A temática da santidade é muito vasta e diversificada. O grande risco é não chegarmos a uma espiritualidade com veias humanas. Espiritualidade é a manifestação da santidade de Deus em nós, nas condições humanas. Os santos, depois de colocados no altar, são magníficos. Não eram assim no cotidiano. Eram humanos. E em condições humanas. Se não é humano, não é santo. Se formos ver os santos que estão em nossos altares, sabemos que foram pessoas extraordinárias. Mas nos esquecemos de seu ser humano. Eram pessoas normais. Tinham defeitos, até mais que nós. O provérbio sobre os santos é interessante: “Viver com um santo no Céu é uma glória. Viver com um santo na terra é outra história”. Todos nós somos humanos. O que têm de especial? Buscam viver a vida cristã, trabalhando para vencer o que é mau, dedicando-se a Deus numa condição concreta. Eles têm pecados, mas tem a conversão e a busca constante de Deus. Com o tempo, depois de suas mortes, esses defeitos vão desaparecendo e fica só a ação de Deus em suas vidas. Esses santos dos quais falamos maravilhas não foram seres fora da realidade. Cada um tem sua maneira de ser. Têm até defeitos e jeitos que atrapalham. Por isso temos que correr de certas espiritualidades que anulam o ser humano. Quanto mais humanos, mais aptos para viver a graça de Deus, que foi feita para humanos. Por isso temos que ter olhos espirituais para ver Deus agindo nessas pessoas. 
O espiritual à altura do coração 
Não é fácil ser santo. Por outro lado, é muito fácil ser santo. Quem é santo? Você! Ela! Ele! Nós! Isso porque vivemos a graça de Deus em nossa condição. Viver a graça é ter a capacidade de amar que provém de Deus. Amar é nosso querer bem. A primeira exigência é ser humano, pois os nossos santos vivem no meio de nós. Gente de nossa gente. Quem é o santo? Olhemos para o povo que vive essa situação dolorosa da vida com simplicidade, lutas e empenho. Imaginemos uma mãe de família na batalha pelo pão de cada dia. Normalmente o marido já sumiu. Ou pai que vê, com o coração apertado, a situação exigente. Sobre o pobre não dá para fazer poesia, é rosário de dores. Mas há no coração uma alegria. Pior é pensar que o santo é o que está protegido num convento, que vive em orações, palavras e vestes bonitas. Certo que também eles. Mas vamos buscar o homem e a mulher que são como Jesus. Jesus não foi aceito porque era humano demais. Temos belas imagens de Jesus. Mas o homem de Nazaré era humano. Por isso, a espiritualidade tem que estar à altura do coração, isto é, coisa de gente. Na história temos santo para todo gosto. O que Jesus apresenta é a espiritualidade que vivia: as bem-aventuranças. Aqueles que parecem extravagantes foram feitos assim pela fantasia popular. 
Espiritualidade das mãos. 
O santo nos compromete a viver o que ele viveu buscando Jesus e os irmãos. Não encontramos santos que tenham sido distantes do povo. Mesmo que fossem de classe alta, eles sabiam buscar os pobres. Sem pobre ninguém fica santo. Santidade buscada com as mãos estendidas aos irmãos. Devemos ter o cuidado com os pobres, mas também ter um coração pobre, aberto às necessidades de todos. Jesus sintetiza essa verdade nas palavras da última Ceia: “Estou entre vós, como aquele que serve” (Lc 22,27). Mais que dar coisas, dar-se como serviço aos que necessitam. Esse serviço envolve toda a vida da sociedade. Se fizer bem às pessoas, é vida espiritual. Não há carimbo nem etiqueta.
ARTIGO PUBLICADO EM NOVEMBRO DE 2021

EVANGELHO DO DIA 26 DE AGOSTO

Evangelho segundo São Mateus 23,27-32. 
Naquele tempo, disse Jesus: «Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, porque sois semelhantes a sepulcros caiados: por fora parecem belos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e de toda a podridão. Assim sois vós também: por fora pareceis justos aos olhos dos homens, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e maldade. Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, porque edificais os sepulcros dos profetas e ornamentais os túmulos dos justos; e dizeis: "Se tivéssemos vivido no tempo dos nossos pais, não teríamos sido cúmplices na morte dos profetas". Assim dais testemunho contra vós mesmos, confessando que sois os filhos daqueles que mataram os profetas. Completai, então, a obra dos vossos pais». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Bernardo
(1091-1153) 
Monge cisterciense, 
doutor da Igreja
2.º sermão para o 1.º dia da Quaresma,
5; PL 183, 172-174 
«Criai em mim, ó Deus, 
um coração puro» (Sl 51,12)
«Rasgai o vosso coração e não os vossos vestidos», diz o profeta (Jl 2,13). 
Aquele que tiver uma vontade particularmente submissa à teimosia rasgue o seu coração com a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus. Rasgue-o e reduza-o a pó, porque só podemos converter-nos ao Senhor de coração partido. Escuta um homem que Deus considerou ser de acordo com o seu coração: «O meu coração está firme, ó Deus, o meu coração está firme» (Sl 57,8): firme para a adversidade, firme para a prosperidade, pronto para as coisas humildes, pronto para aquelas que são elevadas, pronto para o que ordenares. «O meu coração está firme, ó Deus, o meu coração está firme». E dizia ainda o rei David, a propósito dos pecadores : «O seu coração tornou-se insensível, mas eu deleito-me na tua lei» (Sl 119,70). A dureza de coração e a obstinação do espírito provêm de meditarmos na nossa própria vontade em vez de meditarmos na lei de Deus.

Beata Verônica Antal, Terciária Franciscana, mártir -Festa: 26 de agosto

(*)Nisiporeşti, Roménia, 7 de dezembro de 1935
(+)Hălăuceşti, Roménia, 24 de agosto de 1958 
Verônica Antal nasceu na aldeia de Nisiporeşti em 7 de dezembro de 1935, filha de camponeses. Foi criada na fé por sua avó, Zarafina. Ela desejava se tornar freira entre as Irmãs Missionárias Franciscanas de Assis, mas o regime comunista, que chegou ao poder em 1948, suprimiu todos os institutos religiosos. Aos quinze anos, tornou-se terciária franciscana e também ingressou na Milícia da Imaculada. Nesse mesmo período, fez um voto de castidade em segredo. Na noite de 24 de agosto de 1958, ela retornava da paróquia de Hălăuceşti, que frequentava e onde participara da celebração da Crisma.

Beatos Luiz Beltrami Quattrocchi e Maria Corsini Beltrami Quattrocchi

Na história da Igreja foi um acontecimento inédito. Um casal do século XX declarado beato, os filhos presentes na cerimônia de beatificação dos pais, dois deles sacerdotes concelebravam com João Paulo II, tudo isso na mesma Igreja onde cem anos atrás os pais deram-se um ao outro em matrimônio. Estamos falando de Luigi e Maria Beltrame Quattrocchi, declarados beatos por João Paulo II no dia 21 de outubro de 2001. A vida desse casal é um sinal vivo do que afirma o Concílio Vaticano II sobre a vocação de todos os fiéis leigos à santidade, especificando que os cônjuges devem procurar esse objetivo seguindo o seu próprio caminho. Para eles a fidelidade ao Evangelho e a heroicidade das virtudes foram relevadas a partir da sua existência como cônjuges e como pais.

26 de agosto - Beato Zeferino Namuncurá

“É a primeira vez que se faz uma beatificação em uma grande cidade, mas sobre um povo pequeno, porém grandíssimo por esta multidão de amigos de Zeferino, significa recordar e valorizar profundamente as antigas tradições do povo mapuche, audaz e indômito. Ao mesmo tempo, ele nos ajuda a descobrir a fecundidade do Evangelho, que nunca destrói os valores autênticos que existem em uma cultura, mas os assume, purifica e aperfeiçoa. A própria vida do novo beato é como uma parábola desta profunda dívida; Zeferino jamais esqueceu que eram mapuche, com efeito, seu ideal supremo era ser útil a seu povo.” 
Cardeal Tarcisio Bertone – Homilia de Beatificação – 
11 de novembro de 2007 

26 de agosto - São Liberato, São Bonifácio e Companheiros

Santo Agostinho fundou diversos mosteiros no norte da África, onde numerosos seguidores dos ideais agostinianos da comunidade de vida monástica viveram. Após 34 anos da morte do Bispo de Hipona, a vida dos seguidores de Agostinho mudaria bruscamente: as invasões na África romana - em primeiro lugar dos vândalos e depois dos árabes - destruíram as fundações monásticas agostinianas. Em 484, no reinado de Hunerico, o rei vândalo, publicou um edito ordenando a dissolução de todos os mosteiros católicos na região sob seu domínio e que os monges e monjas fossem entregues aos mouros. Os sete membros do mosteiro de Gafsa, na Tunísia, foram capturados, levados a força para Cartago por causa da recusa em renunciar sua fé. Juntos responderam: “Um só Senhor, uma só fé, um só batismo. Guardai o que prometeis. Haveis de perecer com vossas riquezas. Quanto a nós, ninguém poderá apagar de nossas frontes o sinal que o Criador, no batismo, dignou-se gravar como propriedade da Santíssima Trindade”. Eram eles: o diácono Bonifácio, o subdiácono Servo, o subdiácono Rústico, o abade Liberato, e os monges Rogato, Sétimo e Máximo. Eram sete como os irmãos Macabeus.

Santo Alexandre de Bergamo Mártir Festa: 26 de agosto século IV

Entre os séculos III e IV, Alexandre pertencia ao comando da Legião de Tebas. Transferido para o Ocidente, recebeu ordens de rastrear e entregar os cristãos. Mas, visto que ele também era um convertido, não aceitou e desertou. Foi preso e martirizado em Bergamo, de onde hoje é Padroeiro.
Padroeiro de Bergamo, viveu entre os séculos III e IV. Após servir como comandante de um século da Legião Tebana, destacada principalmente no Oriente, foi transferido para o Ocidente. Recebeu ordens para procurar cristãos que estavam sendo perseguidos.

São Maximiliano de Roma Mártir-Festa: 26 de agosto

Não há notícias hagiográficas sobre São Maximiliano, mártir romano do século I. Sabe-se apenas que os peregrinos, desde o século VII, o veneravam no cemitério de Bassila, ao longo da Via Salaria antiga. Segundo algumas fontes, a sepultura encontrava-se dentro da pequena basílica de Santo Hermes. 
Roma, período não especificado (séculos I-III) 
O primeiro registro dele encontra-se no Martirológio de São Jerônimo, que o comemora em 26 de agosto. Peregrinos do século VII veneravam seu túmulo no cemitério de Bassilla, na antiga Via Salaria, e o autor da Notitia Ecclesiarum atesta que ele se localizava na pequena basílica dedicada a São Hermes. Infelizmente, hoje não se conhece nem seu túmulo nem qualquer outra informação sobre seu martírio, pois nenhum memorial hagiográfico foi dedicado a ele. 
Etimologia: Do latim Maximilianus, derivado de Maximus, 'o maior'. 
Emblema: Palma do martírio, espada, vestes romanas.
Martirológio Romano: Em Roma, na antiga Via Salária, no cemitério de Basileia, São Maximiliano, mártir.

Santa Joana Isabel Bichier des Ages - 26 de agosto

Santo André Humberto Fournet nasceu em Saint Pierre de Maillé, no Poitou, França, no ano 1752. Santa Joana Isabel Bichier des Ages, sua compatriota, nasceu no castelo de Ages, em 5 de julho de 1773. Estas datas são de importância, pois se ambos não tivessem enfrentado os perigos da Revolução Francesa, suas vidas teriam sido totalmente diferentes. Ele teria sido um bom sacerdote, mas que logo seria esquecido por não ter deixado um traço marcante; ela seria uma esposa fiel ou uma boa religiosa, mas seus méritos não ultrapassariam os limites do seu povoado ou os muros de um claustro. Eles, todavia, se tornaram conhecidos por uma obra esplêndida.     

Beata Maria de los Angeles Ginard Martì Virgem e Mártir-Festa: 26 de agosto

(*)Lluchmayor, Maiorca, Ilhas Baleares, 3 de abril de 1894
(+)Dehesa de la Villa, Madrid, 26 de agosto de 1936 
Irmã Maria de los Angeles, nascida Angela Ginard Martí, freira professa da Congregação das Irmãs Zelosas pela Adoração Eucarística, nasceu em 3 de abril de 1894, na cidade de Lluchmayor, Diocese de Maiorca, Espanha. Foi morta em Dehesa de la Villa, um subúrbio de Madri, Espanha, em 1936, vítima de perseguição religiosa durante a Guerra Civil Espanhola. Seu martírio foi reconhecido "in odium fidei" em 19 de abril de 2004, e ela foi beatificada em 29 de outubro de 2005, na Basílica de São Pedro, sob o pontificado de Bento XVI. 
Emblema: Palmeira

Beata Lourença (Leocádia) Harasymiv, Virgem e mártir - 26 de agosto

Em Kharsk, próximo de Tomsk, na região russa da Sibéria, Beata Lourença (Leocádia) Harasymiv, virgem da Congregação das Religiosas de São José, que, durante o regime de opressão perpetrado em sua pátria pelos perseguidores da fé, foi conduzida àquele campo de concentração, onde com sua morte gloriosa uniu à pureza de sua vida a perseverança na fé. 
Leocádia Harasymiv nasceu em Rudnyku, região de Lvov, Ucrânia, no dia 17 de agosto de 1911. Teve uma educação católica e em maio de 1932 ingressou na Congregação das Religiosas de São José. Dois anos depois, emitiu os seus primeiros votos assumindo o nome religioso de Lourença. Dedicava-se aos trabalhos religiosos e sociais próprios de sua família religiosa. Com a chegada do regime comunista, junto com a Beata Olímpia Bidá, substituiu junto aos fiéis a atenção religiosa supressa pelos revolucionários com a prisão dos sacerdotes e o consequente desaparecimento destes nos campos de concentração soviéticos.