quarta-feira, 13 de maio de 2026

Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento – 13 de maio

 A solenidade de Nossa Senhora do SS. Sacramento celebra-se no dia 13 de maio.
Imagem à qual São Pedro Julião Eymard (fundador dos Sacramentinos) tinha muita devoção. Igreja de São Cláudio, Roma
Um pouco da História:
     São Pedro Julião Eymard nasceu no norte da França, em Esère, no dia 4 de fevereiro de 1811, primeiro filho de um casal de simples comerciantes, profundamente religioso. Todos os dias sua mãe levava-o à igreja para receber a bênção eucarística. Assim, aos cinco anos de idade despontou sua vocação religiosa e sacerdotal.
     Padre Pedro Julião Eymard foi incansável, viajando por toda a França para levar sua mensagem eucarística. Como seu legado, além da nova Congregação, deixou inúmeros escritos sobre a espiritualidade eucarística.
     Muito doente, ele faleceu na sua cidade natal no dia 1º de agosto de 1868, com apenas cinquenta e sete anos de idade. Beatificado pelo Papa Pio XI em 1925, foi canonizado pelo Papa João XXIII em 1962. Na ocasião, foi designado que a memória litúrgica de São Pedro Julião Eymard deve ser celebrada em 2 de agosto, um dia após o de sua morte.
     Maria, como mãe, foi o tabernáculo vivo de Cristo Jesus, que Ela gerou, que Ela adorou, que Ela deu e manifestou aos homens, portanto o primeiro sacrário a transportar Jesus Eucarístico.
CONTINUA EM MAIS INFORMAÇÕES

História de Nossa Senhora de Fátima - 13 de maio

1.  Aparições do Anjo

Pelo que posso mais ou menos calcular, parece-me que foi em 1915 que se deu essa primeira aparição do que julgo ser o Anjo, que não ousou, por então, manifestar-se de todo. Pelo aspecto do tempo, penso que se deveram dar nos meses de Abril até Outubro – 1915.
Na encosta do cabeço que fica voltada para o Sul, ao tempo de rezar o terço na companhia de três companheiras, de nome Teresa Matias, Maria Rosa Matias, sua irmã e Maria Justino, do lugar da Casa Velha, vi que sobre o arvoredo do vale que se estendia a nossos pés pairava uma como que nuvem, mais branca que neve, algo transparente, com forma humana. As minhas companheiras perguntaram-me o que era. Respondi que não sabia. Em dias diferentes, repetiu-se mais duas vezes.Esta aparição deixou-me no espírito uma certa impressão que não sei explicar. Pouco e pouco, essa impressão ia-se desvanecendo; e creio que, se não são os factos que se lhe seguiram, com o tempo a viria a esquecer por completo.As datas não posso precisá-las com certeza, porque, nesse tempo, eu não sabia ainda contar os anos, nem os meses, nem mesmo os dias da semana. Parece-me, no entanto, que deveu ser na Primavera de 1916 que o Anjo nos apareceu a primeira vez na nossa Loca do Cabeço.Já disse, no escrito sobre a Jacinta, como subimos a encosta em procura dum abrigo e como foi, depois de aí merendar e rezar, que começámos a ver, a alguma distância, sobre as árvores que se estendiam em direcção ao Nascente, uma luz mais branca que a neve, com a forma dum jovem, transparente, mais brilhante que um cristal atravessado pelos raios do Sol. À medida que se aproximava, íamos-lhe distinguindo as feições. Estávamos surpreendidos e meios absortos. Não dizíamos palavra.
CONTINUA EM MAIS INFORMAÇÕES:

ORAÇÕES - 13 DE MAIO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
13 – Quarta-feira – N. Senhora de Fátima
Evangelho (Jo 16,12-15) “Quando, porém, vier o Espírito da Verdade, ele vos conduzirá à verdade plena.”
Como bom mestre, Jesus anunciou aos poucos sua mensagem, à medida da capacidade de seus discípulos. Nessa despedida final, anuncia que o Espírito continuará acompanhando sua comunidade, conforme as necessidades do momento, guiando-a para uma compreensão cada vez mais profunda de sua proposta. Essa presença do Espírito é que nos ajuda a crescer na fé e no amor.
Oração
Senhor, prometestes para nós a presença contínua do Espírito Santo. Fazei-nos dóceis a seus ensinamentos, disponíveis sempre para seguir seus impulsos. Em nossa vida pessoal ou de comunidade encontramos sempre novos desafios; por isso pedimos que o Espírito nos faça recordar de vossas palavras, e nos ilumine para as aplicar às dificuldades e dúvidas do presente. Amém.

terça-feira, 12 de maio de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “O Senhor é bondoso”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Perdoa por inteiro
No contexto do “discurso sobre a Igreja”, Jesus anuncia esse programa de renovação do mundo que é a fraternidade. É preciso tornar-se pequenino, respeitar o outro, corrigir na fraternidade, unir-se para que Deus esteja em nosso meio e, ter o perdão ilimitado, como lemos na parábola do devedor implacável. Todo o capítulo 18 trata desse assunto. A liturgia apresenta-nos o Deus bondoso, como lemos no salmo102: “Quanto os céus se elevam, tanto é grande o seu amor aos que o temem; quanto dista o nascente do poente, tanto afasta para longe nossos crimes” (Sl 102). A parábola nos retrata como Deus perdoa mostrando um caso de grandes proporções. Um rei acerta as contas com os governadores. Como sabemos, os estados vivem endividados. O que lhe devia muito recebeu uma compaixão total: “Perdoou toda dívida”. Não parcelou. Esse indivíduo suplicou piedade. E foi ouvido. Mas não teve a mesma piedade com quem lhe devia algumas moedas. Então o rei o condenou. Assim fará o Pai do Céu conosco se não perdoarmos de coração. Acho que estamos em má situação, pois temos muita dificuldade de perdoar. Dizemos: “Perdoo, mas não esqueço”. Deus esquece. Assim responde à pergunta de Pedro: “Quantas vezes devo perdoar: até sete vezes? (Mt 18,21). Daí para frente não tem mais perdão. Queremos o perdão total de Deus, mas não sabemos ser como Deus que perdoa totalmente. O tema do perdão é fundamental na fé cristã, pois Jesus foi a expressão máxima do perdão de Deus. O perdão deve penetrar a Igreja e o mundo. 
O mal faz mal
No livro do Eclesiástico encontramos um desenvolvimento do tema do perdão e as consequências ruins da falta de perdão. Faz muito mal para a gente: “O rancor e a raiva são coisas detestáveis... Quem se vingar, encontrará a vingança do Senhor, que pedirá severas contas dos seus pecados...” (Eclo 27,33.28,1). Se perdoar, quando orar terá o perdão dos pecados. Se guardar raiva, como poderá pedir a Deus a cura?... Se não tem compaixão do seu semelhante, como poderá pedir perdão dos pecados? O autor sagrado ainda acrescenta remédios para a cura desse mal: “Lembra-te de teu fim e deixa de odiar; pensa na destruição e na morte e persevera nos mandamentos. Pensa nos mandamentos e não guardes rancor do teu próximo. Pensa na aliança do Altíssimo e não leves em conta a falta alheia” (Eclo 28,6-9). Somente um bom relacionamento com Deus, como Vida, possibilitará viver como Ele é, e vive. O Salmo descreve esse Senhor: “Ele perdoa toda a culpa e te cura toda enfermidade... e te cerca de carinho e compreensão”. O autor do salmo descreve Deus como muito educado: “Não fica repetindo suas queixas, não guarda rancor...”. Seu amor é maior que a distância entre o céu e a terra” (Sl 102). Como nos ama, ensina a amar. 
Vivos para o Senhor. 
Paulo, na Carta aos Romanos, embora o texto não esteja voltado para esse tema, nos dá um fundamento dessa vida em amor. Ele é o Senhor também do amor. Ele é o Vivo que é a fonte da vida e para quem vivemos: “Ninguém vive para si mesmo, ou morre para si mesmo... é para o Senhor que vivemos e morremos”... Pois, pertencemos ao Senhor. Sua vida e morte foi exatamente para que Ele fosse “Senhor dos vivos e dos mortos” (Rm 14,7-9). O mandamento do amor que é um só na mesma intenção e intensidade é o fundamento de tudo. “Pois Deus é amor” (1Jo 4,16). A fé mostra sua obra no amor (Gl 5,6). A obra é o amor em todas suas dimensões e conotações. Não é bem isso que nos preocupa. 
Leituras: Eclesiástico 27,33-28,9; 
Salmo 102; 
Romanos 14,7-9; Mateus 18,21-36. 
1. Queremos o perdão total de Deus, mas não sabemos perdoar totalmente, como Deus. 
2. O bom relacionamento com Deus, como vida, possibilitará viver como Ele é e vive. 
3. O mandamento do amor que é um só na intenção e intensidade é o fundamento de tudo.
Bão de matemática 
Pedro resolveu fazer um teste de matemática em Jesus e acabou errando a conta. Perguntou: “Quantas vezes devo perdoar se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?” Jesus responde: “Não só sete vezes, mas setenta vezes sete”. Quer dizer sempre. A matemática do perdão sempre dá o mesmo resultado: infinito. Este ensinamento Jesus nos deixa vem da sua capacidade de ser totalmente expressão do amor total e irrestrito do Pai. Esse é o pensamento da liturgia da Palavra desse domingo. Não há como escapar. O que acontece é que a gente gosta de brigar e ficar brigado. Complicou muito. Se tivermos que perdoar os inimigos, é sinal que inimigos existem. 
Homilia do 24º Domingo Comum (13.09.2020)

EVANGELHO DO DIA 12 DE MAIO

Evangelho segundo São João 16,5-11. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Agora vou para Aquele que Me enviou e nenhum de vós Me pergunta: "para onde vais?". Mas por Eu vos ter dito estas coisas, o vosso coração encheu-se de tristeza. No entanto, Eu digo-vos a verdade: é do vosso interesse que Eu vá. Se Eu não for, o Paráclito não virá a vós; mas se Eu for, Eu vo-lo enviarei. Quando Ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do julgamento: do pecado, porque não acreditam em Mim; da justiça, porque vou para o Pai e não Me vereis mais; do julgamento, porque o príncipe deste mundo já está condenado». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Catarina de Sena 
(1347-1380) 
Terceira dominicana, 
doutora da Igreja, 
copadroeira da Europa 
Carta 98 aos religiosos de Cervaia, n.º 52 
Cristo deu-nos o Espírito Santo 
Coragem, meus irmãos, não nos deixemos abater pelos pecados que cometemos, nem por qualquer ilusão, ou qualquer tentação do demónio. Mesmo que o caminho seja árduo e lamacento, Cristo, o nosso médico, deu-nos um remédio para todas as nossas enfermidades, um batismo de sangue e de fogo, no qual a alma é purificada e lavada de todos os seus pecados, e que consome e destrói todas as tentações e ilusões do demónio. Enquanto vive na prisão corruptível do seu corpo, o homem experimenta uma lei perversa, que o convida e o tenta constantemente a pecar; mas a doce bondade de Deus deu-lhe um remédio contínuo, que lhe fortalece a razão e a liberdade: o fogo do Espírito Santo, que nunca se extingue e que derrama continuamente a sua graça e os seus benefícios, para que todos os dias possamos aplicar a nós próprios este doce batismo, que não nos é dado por mérito, mas pela graça. Assim, quando a alma olha para dentro de si e vê este tesouro e este fogo do Espírito Santo, fica tão embriagada pelo amor do seu Criador que renuncia inteiramente a si própria. Ela vê e considera apenas o seu nada e a bondade de Deus para com ela; e, vendo que essa bondade infinita nada mais deseja além do seu bem, o seu amor a Deus torna-se perfeito: não tem mais nenhum pensamento ou afeto, e não consegue refrear o impulso do seu desejo, mas corre sem fardos nem grilhões, porque está liberta de todos os obstáculos que poderiam travá-la.

São Leopoldo (Bogdano) de Castelnuovo Mandic Sacerdote capuchinho Festa: 30 de julho (12 de maio)

(*)Castelo de Kotor, Croácia, 12 de maio de 1866
(+)Pádua, 30 de julho de 1942 
Nascido em 12 de maio de 1866 em Castelnuovo, no sul da Dalmácia, aos dezesseis anos ingressou nos Capuchinhos de Veneza. De baixa estatura, curvado e com a saúde debilitada, ele é um dos santos mais recentes da Igreja Católica. Ingressou nos Capuchinhos, colaborando na reunificação com a Igreja Ortodoxa. Esse desejo, no entanto, não foi realizado, pois nos mosteiros onde foi designado ele foi encarregado de outras tarefas. Dedicou-se acima de tudo ao ministério da Confissão e, em particular, a confessar outros padres. A partir de 1906, ele realizou essa tarefa em Pádua. É apreciado por sua suavidade extraordinária. Sua saúde foi se deteriorando gradualmente, mas enquanto pôde não deixou de absolver em nome de Deus e de dirigir palavras de encorajamento àqueles que se aproximavam dele. Ele faleceu em 30 de julho de 1942. Seu túmulo, aberto após vinte e quatro anos, revela seu corpo completamente intacto. Paulo VI o beatificou em 1976. Finalmente, João Paulo II o canonizou em 1983. (Avvenire) 
Patronato: Pacientes com câncer 
Etimologia: Leopold = distinto, do alemão 
Martirológio Romano: Em Pádua, São Leopoldo (Bogdano) da Castronuovo Mandic, sacerdote da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, que ardeu de zelo pela unidade cristã e dedicou toda a sua vida ao ministério da reconciliação.

12 de maio - Beato Álvaro del Portillo e Diez de Sollano

O Beato Álvaro del Portillo nasceu em Madri (Espanha) em 11 de março de 1914, em uma família numerosa com profundas raízes cristãs. Foi técnico de obras públicas, doutor em engenharia civil e doutor em letras (seção de história) e em direito canônico. Desde 1935, faz parte do Opus Dei, instituição da Igreja Católica fundada em 1928 por São Josemaria Escrivá, e tenta viver sempre a vocação cristã com lealdade e fidelidade, no trabalho e no cumprimento dos deveres diários, aproximando seus colegas, colegas e muitas outras almas de Deus. Em 25 de junho de 1944, ele foi ordenado sacerdote e, desde então, trabalha no cumprimento do ministério pastoral. A 15 de setembro de 1975, no congresso geral convocado após a morte do fundador, D. Álvaro del Portillo foi eleito para lhe suceder à frente do Opus Dei. Em 28 de novembro de 1982, quando S. João Paulo II erigiu o Opus Dei como prelatura pessoal, nomeou-o Prelado.

12 de maio - Beato Guilherme Tirry (Agostiniano)

O sacerdote agostiniano Guilherme Terry deu sua vida pela fé Católica quando os reformadores protestantes tentaram impor sua religião ao povo irlandês. Traído por cinco moedas de prata, ele próprio foi acusado de traição à pátria e condenado à pena de morte por enforcamento. A história do nosso beato é a história do pastor que permanece em seu posto quando ele poderia ter fugido, sabendo que ele estava colocando sua vida em perigo. 
"Minha alma, louva ao Senhor". 
E como podemos deixar de cantar os louvores dos dezessete mártires irlandeses que estão sendo beatificados hoje? Todos foram fiéis testemunhas que permaneceram firmes em sua lealdade a Cristo e sua Igreja ao ponto de extrema dificuldade e do sacrifício final de suas vidas. Todos os setores do povo de Deus estão representados entre os dezessete Servos de Deus: Bispos, sacerdotes seculares e religiosos, um irmão religioso e seis leigos.

São Germano de Constantinopla, bispo

Germano, filho do senador Justiniano, nasceu por volta de 634, em Constantinopla. Recebeu formação clerical; tornou-se decano da famosa Basílica de Santa Sofia; destacou-se pela promoção do Sínodo Trulano, em 692, no qual foram reiteradas todas as decisões doutrinárias, tomadas por todos os Concílios celebrados até então. Este Santo destacou-se ainda, sobretudo, por defender a pureza da fé. A propósito, eis as esplêndidas palavras que o Papa Bento XVI pronunciou sobre São Germano, na Audiência Geral de 29 de abril de 2009: “Este Santo quer transmitir-nos, hoje, três coisas: a visibilidade de Deus no mundo e na Igreja, que devemos captar e absorver; a segunda, a beleza e a dignidade da liturgia; a terceira, amar a Igreja. Na Igreja, Deus fala conosco e ‘caminha conosco'". 

Santos Nereu e Aquileu, mártires, na via Ardeatina

O martírio destes dois soldados romanos passou para a história com o Papa São Dâmaso, que, no século IV, escreveu uma epígrafe, em sua homenagem, revelando a sua identidade. Assim, ele transmitiu esta triste história à posteridade. 
Conversão, obra da glória de Cristo 
Nereu e Aquiles eram pretorianos, ou seja, guardas militares romanos, que têm a tarefa especial de proteger de perto o imperador. Neste caso específico, provavelmente serviram Diocleciano, por cujas mãos morreram anos depois. Em certo momento, cansados de cumprir ordens de morte e de obedecer apenas por medo das consequências, os dois Santos soldados foram iluminados pela glória de Deus e, finalmente, abriram os olhos. Assim, desertaram, abandonaram seus escudos, as armaduras e seus dardos sujos de sangue.

Santa Rictrude de Marchiennes, Esposa, Abadessa - 12 de maio

     Santa Rictrude nasceu na Gasconha em 612, em uma família tão rica quanto devota. Bem jovem teve como diretor espiritual Santo Amando de Maastricht, que estava exilado naquela região pelo Rei Dagoberto, a quem tinha condenado a conduta licenciosa. Naquele período, Amando vivia como hóspede da família de Rictrude e a partir daquela casa o santo franco iniciou sua obra de evangelização da Gasconha.
     Um outro nobre franco, Adalbaldo (ou Adalberto), Duque de Douai, chegou também àquela região, ganhando logo o favor do Rei Clóvis II, e, apesar da oposição dos nobres bascos, obteve a mão de Rictrude em casamento.
     O casal foi viver em Ostrevant, nas Flandres, e tiveram quatro filhos, todos eles venerados como santos: Adalsinda, Closinda, Mauroncio e Eusébia (*).
     Amando os visitava com frequência; o casal levava uma vida “devota e feliz”, como descreve o seu biógrafo, Hucbaldo, em Vita Rictrudis, escrita em 907, a pedido da Abadia de Marchiennes.

Beata Imelda Lambertini, Virgem, Padroeira da Primeira Comunhão e dos Primeiros Comungantes – 12 de maio

 
   Imelda Lambertini pertencia a uma nobre família da Bolonha, Itália. Nasceu provavelmente no ano de 1320. Era filha do Conde Egano Lambertini e de sua segunda esposa, Castora Galluzzi; no batismo a menina recebeu o nome de Maria Madalena.
     Seus pais eram muito piedosos e amavam sua filha mais do que tudo no mundo. Eles percebiam que embora a menina lhes devotasse também um grande afeto, não era feita para este mundo. Frequentemente sua mãe a encontrava ajoelhada em algum canto do palácio em profunda oração. Toda vez que as pessoas falavam de Deus seus olhos brilhavam. E seus pais notaram que várias vezes, quando se mencionava Jesus no Santíssimo Sacramento, sua face se tornava quase transparente. Ela desejava ardentemente fazer a Primeira Comunhão, mas ela não tinha ainda a idade exigida na época.

Beata Joana de Portugal, Princesa e Dominicana - 12 de maio

Esta princesa faleceu quando as cortes europeias eram grandes responsáveis pela expansão dos costumes renascentistas, enquanto dando prestígios aos intelectuais que lançavam as ideias da Renascença, aos juristas que plasmavam o Estado absolutista, e levando uma vida esplêndida, luxuosa, no meio das delícias, esquecidos do fim último de sua vocação de ser exemplo para as classes inferiores.
     Durante muito tempo esta princesa praticou a virtude da mortificação na própria corte, a ponto de tomar como emblema a coroa de espinhos de Nosso Senhor Jesus Cristo. Sua atitude entrava em choque com todas as tendências da época e repercutiu, nesse período já adiantado da Renascença, como uma espécie de reminiscência da Idade Média.
     Também dentro do convento o modo como ela praticava as virtudes religiosas era um agir contra, pois as religiosas viviam de um modo muito relaxado naquele tempo. Era uma época de grande decadência das ordens religiosas.

Pancrácio de Roma Mártir, Santo (+ 304)

As catacumbas romanas atraem devotos e turistas de todo o mundo. Ali estão enterrados os santos dos primeiros anos do catolicismo. Entre eles, do adolescente Pancrácio, com as inscrições confirmando o seu martírio. Pancrácio nasceu em Roma, filho de pais cristãos, nobres, ricos e amigos do imperador Diocleciano. Órfão, ainda muito criança foi morar com um tio chamado Dionísio. Com o seu apoio conseguiu estudar em Roma, indo morar na mesma casa onde fazia seu retiro o papa Marcelino, que respeitava Pancrácio por sua modéstia, doçura, piedade e profunda fé. Mas como a perseguição de Diocleciano não dava tréguas a cristão nenhum, Pancrácio, então com catorze anos de idade, e seu tio Dionísio foram denunciados e levados a júri. O tio foi imediatamente morto. Pancrácio ainda mereceu uma certa consideração do imperador. Afinal, estava na flor da idade e era filho de alguém que havia sido seu amigo.

Epifânio de Salamina Bispo, Padre de Igreja, Santo (310-403)

Santo Epifânio nasceu em Besandulk, pequeno povoado nos arredores de Eleuterópolis da Palestina, no ano 310. Como preparação para o estudo das Sagradas Escrituras, aprendeu, desde jovem, as línguas hebraica, copta, síria, grega e latina. O contacto frequente com os anacoretas, aos quais visitava regularmente, despertou nele a inclinação para a vida religiosa, que abraçou desde muito jovem. Ainda que um de seus hagiógrafos afirme que tenha tomado o hábito na Palestina, o certo é que se transferiu pouco depois para o Egipto para aperfeiçoar-se na disciplina ascética, no seio de alguma das comunidades do deserto. No ano 333 retornou à Palestina onde foi ordenado sacerdote. Em Eleuterópolis, fundou e dirigiu um mosteiro. Dedicou-se aos estudos e à oração. Pode-se dizer que, a maioria dos livros importantes da época passou pelas mãos de Santo Epifânio.

Joana de Portugal Princesa, Religiosa, Santa (1542-1490)

Santa Joana nasceu no dia 6 de fevereiro de 1452. Era filha de Dom Afonso V, rei de Portugal. Órfã de mãe aos 15 anos, tomou os encargos do governo da casa real. Filha primogênita do rei D. Afonso V, possuía grande beleza e personalidade marcante. Exerceu a regência do Reino quando seu pai foi à frente de uma esquadra conquistar Arzila e Tânger, na África. Desejosa de se consagrar a Deus na Ordem dominicana, precisou vencer a resistência do pai e de seu irmão D. João (futuro D. João II) que desejavam um casamento vantajoso para ela. Embora pretendida por muitos príncipes, entre eles o filho de Luis XI da França, para espanto de todos, em 1471 recolheu-se temporariamente no mosteiro de Odívelos. Conseguiu ingressar no convento dominicano de Aveiro, mas devido a sua frágil saúde viu-se impedida. Continuou passando no convento a maior parte do seu tempo, conservando o hábito religioso ; mesmo quando estava fora do convento praticava eximiamente a regra da Ordem.

Lúcia Filippini Leiga, Fundadora, Santa 1672-1732

Lúcia nasceu no dia 13 de janeiro de 1672, em Corneto Tarquínia, proximidades de Roma, numa família honrada e abastada. Quando ainda tinha um ano de idade, Lúcia perdeu a mãe e alguns anos mais tarde, o pai. Ela foi entregue, para ser formada e educada, às Irmãs beneditinas e junto delas a menina descobriu o dom que tinha para ensinar. Muito dedicada aos estudos da Sagrada Escritura, e com a alma cheia de caridade, tomou para si, ainda no início da adolescência a função de ensinar o catecismo às crianças. Tantos eram os pequenos que a procuravam e tão cativante era sua forma de transmitir a Palavra do Senhor, que logo o padre do local a nomeou oficialmente a catequista paroquial. Certo dia, passou pela sua cidade o cardeal Marcantonio Barbarigo, que conheceu Lúcia, reconheceu sua vocação e levou-a para acabar seus estudos com as Irmãs clarissas. Preparada, foi colocada na liderança de uma missão que ele julgava essencial para corrigir os costumes cristãos de sua diocese: fundar escolas católicas em diversas cidades.

«Os últimos dias da Virgem Maria»

Santo Epifanio (+403) – Grande batalhador contra heresias. Natural da Palestina, homem culto, foi superior de uma comunidade monástica em Euleterópolis (Judéia) e depois Bispo de Salamina, na Ilha de Chipre, foi defensor da Virgindade Perpétua de Maria «Voltando-se o Senhor, viu o discípulo a quem amava e lhe disse, a respeito de Maria: 'Eis aí tua Mãe'; e então à Mãe: 'Eis aí teu filho'» (Jo 19,26). Ora, se Maria tivesse filhos, ou se seu esposo ainda estivesse vivo, por que o Senhor a confiaria a João, ou João a ela? Mas, e também por que não a confiou a Pedro, a André, a Mateus, a Bartolomeu? Fê-lo a João, por causa de sua virgindade. A ele foi que disse: "Eis aí tua mãe". Não sendo mãe corporal de João, o Senhor queria significar ser ela a mãe ou o princípio da virgindade: dela procedeu a Vida. Nesse intuito dirigiu-se a João, que era estranho, que não era parente, a fim de indicar que sua Mãe devia ser honrada. Dela, na verdade, o Senhor nascera quanto ao corpo; sua encarnação não fora aparente, mas real.

Milagre mariano protege fundador de faculdade

Mais de 150 anos depois, os estudantes continuam dedicados a Nossa Senhora, recebendo uma ajuda verdadeiramente surpreendente da Mãe de Deus
     O padre pioneiro Henry Lemke escreveu em suas memórias sobre um incidente em 1856, em que ele se perdeu em uma tempestade perto do rio Missouri, onde o campus está localizado hoje. Luterano convertido ao Catolicismo, ele sempre permanecera morno em relação a Maria. Mas não nesse dia.
     “Pedi a Ela que me mostrasse um sinal de que Ela realmente era a ‘protetora dos cristãos'”, escreveu o sacerdote.
     Assim que fez sua oração, uma luz apareceu no horizonte. Ele correu em direção a ela e descobriu que era uma lanterna pendurada na janela de uma casa de campo, onde encontrou abrigo da tempestade. A mãe e a filha que moravam lá disseram-lhe que uma “dama vestida de branco” aparecera para a criança durante a noite. Ela despertou a mãe, que pendurou a lanterna.

ORAÇÕES - 12 DE MAIO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
12 – Terça-feira – Santos: Nereu, Aquiles, Pancrácio, Leopoldo Mandic
Evangelho (Jo 16,5-11) “Porque vos disse isto, a tristeza encheu os vossos corações.”
Ainda na sua despedida Jesus percebe a tristeza dos discípulos. Sem muitas explicações, diz que sua morte e sua glorificação junto do Pai tornam possível o envio do Espírito Defensor, Intercessor, Consolador. Esse Espírito há de agir no coração dos discípulos, e assim todos poderão ver qual o caminho do bem e da felicidade. Sua vida nova mostrará que de fato o poder do mal foi vencido pelo poder de Jesus.
Oração
Senhor, agradeço a ação do Espírito no coração de meus irmãos e irmãs. Com sua vida, cheia de amor e de generosidade, eles me mostram vosso poder e vossa bondade, fortalecem minha fé e minha esperança. Vendo como vivem, sinto-me animado a viver do mesmo jeito. Com eles aprendo o que é bom e como é possível ser feliz. Eles me amam, apóiam e ajudam. Senhor, bendito sejais pelo que fazeis na vida de meus irmãos. Amém.