sexta-feira, 13 de março de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “A Senhora Aparecida”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Mãe conhecida 
Há muitos modos de ver e conhecer uma realidade. Quando nos aproximamos de Nossa Senhora Aparecida, podemos conhecê-la sempre de um modo novo. Penso que além do que já sabemos, vamos ver também o aspecto simbólico. Esse não esvazia o conhecimento e a realidade, mas nos abre sempre a maior compreensão e veneração. A imagem é como uma fonte que sempre jorra água nova. Assim vamos conhecendo mais e amando melhor. O simbolismo da imagem começa em seu encontro nas águas. Ela parte do desconhecido. Não sabemos sua origem. Depois de feita a imagem, deve ter havido um caminho bonito entre as pessoas. O porquê se encontra ali, já nos abre o caminho da Providência. É a Mãe que se adianta aos filhos. Ali ela os esperava. Tirar das águas turvas torna-se um ensinamento. “Nada é impossível àquele que crê” (Mc 9,23). No momento difícil de um trabalho infrutuoso ela se manifesta. “Deus vem em socorro de nossa fraqueza (Rm 8,26). Ao retirar das águas o corpo quebrado de uma imagem sem cabeça e, a seguir o encontro da cabeça, pequenina, que não foi levada pelas águas, viram a presença da Mãe que conheciam, “enviada por Deus”. A seguir, a pesca milagrosa. Como em Caná, a Mãe disse: “Eles não tem mais vinho”. Aqui diz: “Eles não têm peixe”. Esse acontecimento simboliza a contínua atenção de Deus para com seus filhos em necessidade e o faz também pela intercessão da Mãe de seu Filho que veio para que “todos tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10). Os pescadores reconhecem a Mãe que os ajuda. 
Milagres que falam 
Conhecemos a série de milagres que ocorrem nos inícios do culto à Mãe de Deus e Mãe de seus filhos pobres. O socorro milagroso que Nossa Senhora Aparecida, não sei quando começou a ter esse belo nome, se dirige aos pobres necessitados. Sejam as velas que se apagam e acendem, seja o escravo libertado das correntes, seja a menina cega, seja menino afogando-se no rio, o homem e a onça. Os milagres sempre trazem uma resposta a uma situação de grave emergência. Essa emergência se multiplica pela vida com tantos outros nomes. Os milagres significam libertar de situações sem solução. A luz das velas lembra a fé que, às vezes se apagam e acendem. É preciso crer com consistência. As correntes que caem significam para nós a libertação dos males, sobretudo espirituais que o encontro com Nossa Senhora nos ajuda a viver livres e servir a Deus como o fez o escravo. Ela nos abre os olhos, como à menina cega, para vermos o caminho de Deus na Igreja. Como a Igreja é bonita em seus caminhos de libertação da cegueira que nos impede de ver o Reino de Deus acontecendo no mundo. A Igreja, que tem em seu seio a Virgem Mãe, é uma luz nova para nossos olhos. A Mãe socorre nos momentos em que pedimos socorro, como o menino que se afogava e o homem salvo da onça. Grita que a Mãe corre para socorrer imediatamente. Tão celestial e tão humana. Nada de Deus é estranho ao amor.
O cavalo não reza 
Chegamos ao fato do incrédulo que queria entrar a cavalo dentro da igreja de Nossa Senhora Aparecida, basílica antiga. Queria mostrar seu desprezo. Ao forçar o cavalo a subir os poucos degraus, teve a surpresa de ver seu cavalo imóvel preso à pedra do degrau. Assim o homem entra com respeito e veneração, vendo a ação de Deus através do animal. É um chamado muito claro a percebermos que a criação participa da bondade de Deus que através de Maria estende sua bênção a toda a criação. Lembramos que há tantas romarias a cavalo. É a participação da natureza no amor a Nossa Senhora Aparecida.
ARTIGO PUBLICADO EM OUTUBRO DE 2019

EVANGELHO DO DIA 13 DE MARÇO

Evangelho segundo São Marcos 12,28b-34. 
Naquele tempo, aproximou-se de Jesus um escriba e perguntou-Lhe: «Qual é o primeiro de todos os mandamentos?». Jesus respondeu: «O primeiro é este: "Escuta, Israel: O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu entendimento e com todas as tuas forças". O segundo é este: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo". Não há nenhum mandamento maior que estes». Disse-Lhe o escriba: «Muito bem, Mestre! Tens razão quando dizes: Deus é único e não há outro além dele. Amá-lo com todo o coração, com toda a inteligência e com todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo, vale mais do que todos os holocaustos e sacrifícios». Ao ver que o escriba dera uma resposta inteligente, Jesus disse-lhe: «Não estás longe do reino de Deus». E ninguém mais se atrevia a interrogá-lo.
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santo António de Lisboa 
(1195-1231)
Franciscano, doutor da Igreja 
Sermão do Domingo depois da Páscoa 
Pedir o amor ao Pai 
«Se pedirdes alguma coisa ao Pai em meu nome, 
Ele vo-la dará» (Jo 16,23). 
O Pai é Deus; nós somos seus filhos 
e dizemos-Lhe todos os dias: 
«Pai nosso, que estais nos Céus…».
Por isso, nós, os filhos, devemos pedir alguma coisa ao Pai, a saber: o amor. De facto, tudo o que existe é nada sem o amor de Deus. Amar a Deus é, pois, o que devemos pedir. Amemos a Deus como o filhote da cegonha ama o seu pai; de facto, diz-se que a cria da cegonha ama tanto o pai que, quando este envelhece, o consola e o alimenta. Também nós devemos consolar o nosso Pai neste mundo que envelhece: reconfortá-lo nos seus membros fracos e doentes; alimentá-lo nos pobres e nos necessitados. «Em verdade vos digo, quantas vezes o fizestes a um dos meus irmãos mais pequeninos, a Mim o fizestes», disse Jesus (cf Mt 25,40). Se pedirmos amor, o Pai, que é amor, dar-nos-á aquilo que Ele próprio é: Amor.

Santos Rodrigo e Salomão, mártires, +857

Rodrigo nasceu no bispado de Córdova. Veio a ser padre zeloso e muito culto em ciências eclesiásticas. Desejando o Senhor acrisolar-lhe a virtude, dispôs ou permitiu que entre dois irmãos seus, que professavam religiões diferentes, se travasse acalorada disputa. Interveio Rodrigo com desejo de os apaziguar; mas tão maltratado foi pelo irmão muçulmano, que recebeu muitas feridas e perdeu os sentidos. O agressor divulgou por toda a parte que Rodrigo se apartara da religião de Jesus Cristo. O caluniado retirou-se para a serra, levando vida de contemplativo. Mas um dia, vindo à cidade para se prover de alimentos, foi visto e denunciado pelo desumano irmão. Sendo interrogado pelo juiz sobre a religião que professava, respondeu: "Nasci cristão, e cristão hei de morrer". 0 juiz não quis ouvir mais nada, e mandou-o imediatamente para uma enxovia. Nela encontrou este a Salomão, preso pela mesma gloriosa causa. Tao estreita foi a amizade que se estabeleceu entre os dois, que fizeram promessa de morrer juntos pelo sacrossanto nome de Jesus Cristo; e converteram o cárcere em oratório, onde ambos bendiziam ao Senhor. Sabendo isto o juiz, mandou separá-los; e dias depois, baldados todos os esforços para os levar a renegarem a fé, condenou-os à morte.

13 de março - Beato Agnelo de Pisa

O Beato Agnelo de Pisa nascido em Pisa em 1194, foi admitido à ordem dos irmãos menores por São Francisco, quando o pobrezinho de Assis passou por Veneza. É considerado uma glória de Pisa, e também de Oxford, onde morreu em 1236. Percorrer o itinerário, assinalado pelos seus pés descalços, entre o Arno e o Tamisa, é seguir uma das trilhas mais importantes da difusão do franciscanismo na Europa. Sendo ainda jovem, conheceu São Francisco na região de Veneza, e logo se sentiu atraído, como muitos outros, pela palavra e pelo exemplo do santo. Seguindo-o, descalço, por amor da Dama Pobreza, desde cedo mostrou dotes de ótimo organizador e realizador, sem ofender a profunda modéstia de autêntico franciscano, que conservou durante toda a vida. Por isso, apesar da pouca idade, foi enviado à França pelo mesmo São Francisco, com um grupo de irmãos incumbidos de fundar os primeiros conventos franciscanos em Paris. Frei Agnelo foi o primeiro “Custódio”, como então se designava o responsável das casas ali fundadas, cargo em que deu provas de prudente zelo e exemplar governo. Daí que no capítulo geral de 1223 o santo fundador lhe tenha encomendado uma tarefa ainda mais árdua, que era a de conquistar espiritualmente um outro país, a Inglaterra, fundando lá uma Província franciscana. Frei Agnelo desembarcou em Dover com oito confrades a 10 de setembro de 1224.

São Leandro de Sevilha, Bispo Festa: 13 de março

Leandro nasceu em Cartagena e tinha três irmãos: Florentina, Fulgêncio e Isidoro, todos santos. Leandro, monge beneditino, converteu a dinastia real visigótica do arianismo. Como Bispo de Sevilha, em 589, convocou o Concílio de Toledo para sancionar a histórica conversão. Faleceu no ano 600.
https://www.vaticannews.va/pt/santo-do-dia.html (*)Cartagena, Espanha, aprox. 545 
(✝︎)Sevilha, ca. 600 
Nascido em uma antiga família romana, Leandro nasceu em Cartagena por volta de 540. Seu pai Xaveriano morreu ainda jovem e coube a ele cuidar de seus irmãos Florentina, Fulgentius e Isidore, que todos escolheram o estado religioso e se tornaram santos. Isidoro, em particular, com suas 'Etimologias', se tornará um dos escritores mais famosos da Idade Média. Leandro também se tornou monge e, por volta de 577-578, foi nomeado bispo de Sevilha. Na Espanha, os visigodos, em sua maioria arianos, estão no poder há mais de um século. Com sua pregação, Leandro obteve inúmeras conversões e, entre os convertidos, também estava Ermenegildo, filho do rei Leovigildo.

São Sabino Mártir no Egito Festa: 13 de março † Egito, 287

Sabino nasceu em Minya, Egito. Tendo-se convertido ao cristianismo, teve que deixar sua casa e seus bens para se esconder fora da cidade, junto com outros cristãos, perseguidos pelo governador Ário. Ao ser descoberto o seu esconderijo, no ano 303, foi preso, torturado e jogado no rio. https://www.vaticannews.va/pt/santo-do-dia.html 
Nascido em Minya, Egito, e convertido ao cristianismo, São Sabino precisa deixar sua casa e pertences para se esconder fora da cidade com outros cristãos perseguidos pelo governador Ário. Em 303, quando o local de esconderijo foi descoberto, ele foi preso, torturado e jogado no rio. 
Martirógio Romano: Em Minya, no Egito, São Sabino, mártir, que, após muito sofrer, finalmente morreu foi lançado no rio.

Santos Macedônio, Patrícia e Modesta de Nicomédia Mártires - Festa: 13 de março

Na cidade de Nicomédia, sob a perseguição de Diocleciano, Macedônio, um padre, sua esposa Patrícia e sua filha Modesta sofreram o martírio por sua fé inabalável. Macedônio, um homem de fé e retidão, liderou sua família com amor. Patrizia, uma mulher virtuosa, educou Modesta nos princípios cristãos. Sua casa era um refúgio de paz e caridade. Apesar da tortura, eles não negaram sua fé. Macedônio resistiu à pressão do governador, Patrícia encorajou sua filha e Modesta permaneceu firme em sua fé. 
Martirológio Romano: Em Nicomédia, na Bitínia, na atual Turquia, os santos mártires Macedônio, sacerdote, Patrícia, sua esposa, e Modesta, sua filha. 
Na cidade de Nicomédia, na Bitínia, região da actual Turquia, durante um período indeterminado entre os séculos III e IV, resplandeceu a fé de uma família cristã: Macedónio, sacerdote, a sua esposa Patrícia e a sua filha Modesta. Unidos por um profundo amor a Deus e ao próximo, enfrentaram com coragem e firmeza as perseguições ordenadas pelo imperador romano. Macedônio, um homem de profunda fé e retidão, liderou sua família com sabedoria e ensinou-lhes a palavra de Deus. 

Santa Judite de Hildesheim, Abadessa - 13 de março

Judite era irmã de São Bernoardo de Hildesheim Há poucas notícias sobre sua vida. Mas, a julgar pelas virtudes de seu santo irmão, ela deve ter sido uma grande abadessa. O obituário da Igreja de São Miguel de Hildesheim indica o dia 13 de março como a data de seu falecimento. Seu túmulo foi objeto da veneração dos fieis e em 1497 foi feita uma exumação de suas relíquias. Entretanto, todos os indícios de culto desapareceram com a Pseudo-Reforma Protestante. 
Etimologia: Judite = zeladora de Deus, do hebraico. 
Ela era irmã de São Bernward, Duque de Hildesheim, que faleceu em 1022. O obituário de São Miguel de Hildesheim, relativamente recente, indica 13 de março como a data de sua morte.

Beata Francisca Tréhet, Mártir na Revolução Francesa

Martirológio Romano:
Em Ernée, no território de Mayenne, a Beata Francisca Tréhet, virgem da Congregação da Caridade e mártir, que se entregou com toda a diligência à instrução das crianças e aos cuidados dos doentes, e durante a Revolução Francesa foi guilhotinada, completando assim seu glorioso martírio por Cristo.
Francisca nasceu em Saint-Mars-sur-la-Futale (França) em 8 de abril de 1756 no seio de uma família de agricultores. Professou seus votos religiosos na Congregação das irmãs da Caridade de Nossa Senhora d’Evron, uma congregação dedicada à educação das jovens e às obras de caridade. Por causa da cor cinza de seu hábito eram chamadas de “as pequenas irmãs cinzas”. Por volta do ano de 1783, Francisca foi enviada a Saint-Pierre-des-Landes para aí abrir uma escola paroquial. Logo pôde contar também com a ajuda de uma coirmã, a religiosa Joana Véron. Além de se dedicarem ao ensino, davam uma válida assistência aos doentes. Quando a Revolução Francesa eclodiu, uma lei de 17 de abril de 1791 exigia que todos os professores jurassem a Constituição Civil do Clero. Ela se recusou e perdeu sua posição como professora, mas continuou a servir como catequista e a visitar os doentes. Na escola, ela continuou a ter a valiosa cooperação da Beata Joana Véron, que seria martirizada poucos dias depois dela. Ambas foram presas no final de fevereiro de 1794.

Santa Cristina da Pérsia, Mártir – 13 de março

Cristina (em siríaco: ܟܪܣܛܝܢܐ, Kresṭīnā),[1] nascida Yazdoi (fl. século VI), foi uma nobre persa sassânica e cristã venerada após sua morte como virgem mártir. Cristina era de Karka d’Beth Slokh, na região de Beth Garmai. [2][3] Seu pai, Yazdin, filho de Mihrzbiroi, era o governador de Nísibis. Ela se converteu do zoroastrismo para a Igreja Católica do Oriente. Ela foi morta por se recusar a consumar seu casamento com um nobre e foi venerada como uma virgem mártir. [2][4] De acordo com um martirológio grego, ela foi espancada até a morte com varas. [2] A data exata de sua morte é desconhecida, mas provavelmente foi durante o reinado de Cosroes (531-579). [3][5] Não muito depois de sua morte, Babai, o Grande (falecido em 628) escreveu sua biografia em siríaco. Hoje, apenas o prefácio sobrevive. Como Babai lista todas as obras hagiográficas que ele havia escrito até aquele momento em sua biografia de Jorge de Izla (martirizado em 615), ele deve ter escrito a biografia de Cristina após essa data. [4][3] De acordo com Babai, ela era chamada de Yazdoi "quando era pagã", mas "em seu novo nascimento de adoção como um símbolo de vida, escolheu ser chamada de Cristina, um nome que não passará". [1] Cristina é comemorada em 13 de março na Igreja Católica. [2]

Nicéforo de Antioquia Bispo, Santo (+ 260)

Ele pediu para morrer no lugar 
de um sacerdote apóstata e 
pousou ele mesmo, com alegria, 
a sua cabeça em cima do cepo, 
para que lha cortassem.
No tempo em que o ímpio Valeriano assolava a Igreja de Cristo, destacou-se um activo sacerdote de nome Saprício. Seu operoso zelo havia atraído a si um jovem leigo chamado Nicéforo, o qual, no decurso do tempo, se tornou um valioso e indispensável auxiliar. Certo dia eles se desentenderam... Terrível e inesperado, como o estrépito de um trovão numa manhã clara e sem nuvens, ressoou por todo o Império Romano o anúncio da nova perseguição aos cristãos, decretada por Valeriano. À sangrenta e implacável perseguição desencadeada pelo falecido imperador Décio — que havia sonhado com ressuscitar o velho e desacreditado culto pagão — seguira-se um período de paz e tranquilidade para a Igreja. Desde sua ascensão ao trono, em 253, Valeriano dera mostras de simpatia e até benevolência para com aquela religião que crescia sem cessar e cujos seguidores enfrentavam os tormentos e a morte com uma valentia desconcertante. Entretanto, transcorridos quatro anos, essa benignidade subitamente cedeu lugar ao ódio, e em 257 um tirânico decreto foi promulgado contra a Santa Igreja de Deus: todos os bispos, presbíteros e diáconos deviam sacrificar aos ídolos, sob pena de desterro, e as reuniões para celebrar o culto cristão eram proibidas sob pena de morte.

Eufrásia do Egipto Virgem, Santa (380-412)

Nasceu no ano 380, na Ásia Menor 
e cresceu 
durante o reinado do imperador Teodósio, 
de quem seus pais eram parentes.
Eufrásia, cujo nome em grego significa alegria, nasceu no ano 380, na Ásia Menor e cresceu durante o reinado do imperador Teodósio, de quem seus pais eram parentes. Portanto, foi educada para viver na corte, rodeada pelos prazeres e luxos. Mas, nunca se sentiu atraída por nada disso, mesmo porque, seus pais também viviam na humildade, apesar da fortuna que possuíam. Depois que ela nasceu, filha única, o casal decidiu fazer voto de castidade. Desejavam viver como irmãos, para melhor se dedicarem a Deus. Quanto à jovem, desde pequena fazia jejuns e orações que chegavam a durar alguns dias. Com a morte de seu pai, a sua mãe que começou a ser cortejada, resolveu se retirar para o Egipto. Lá, com sua fortuna, também intensificou a caridade da família, levando com frequência Eufrásia em suas visitas aos conventos e hospitais que ajudava a manter. Numa dessas visitas a um convento, quando Eufrásia tinha apenas sete anos, ela pediu para não voltar para casa. Queria ficar definitivamente ali. Os registros mostram que, apesar da pouca idade, acompanhava as religiosas em todos os seus afazeres com disciplina e pontualidade, que chegavam a impressionar por sua maturidade.

Maria Rita de Souza Pontes (Irmã Dulce) Religiosa, Beata (1914-1992)

Nasceu na Bahia (Brasil).
Fundou a União Operária São Francisco,
primeiro movimento cristão operário de Salvador.
Recebeu a visita do Papa João Paulo II.
Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes nasceu no dia 26 de maio de 1914, na Bahia, Brasil. Era a segunda filha do casal, Augusto Lopes Pontes, e Dulce Souza Brito, que já tinha quatro outros filhos. Sua mãe morreu aos vinte e seis anos, quando ela tinha apenas seis anos de idade, porém, teve uma infância feliz, com os irmãos e os parentes, que procuravam compensar a grande perda. Certo dia, a menina foi com uma tia materna visitar os pobres de um convento. Foi diante de tanta privação e sofrimento que a pequena decidiu: "Quero ser freira e dedicar minha vida aos pobres". E isso ela nunca esqueceu. Maria Rita se desenvolveu pouco fisicamente, tornou-se uma mulher pequenina e de aparência muito frágil. Mas aos dezenove anos, após diplomar-se professora, ingressou na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, em Sergipe e, aos vinte anos, fez sua profissão religiosa, assumindo o nome de Irmã Dulce, em homenagem à mãe.

ORAÇÕES - 13 DE MARÇO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
13 – Sexta-feira – Santos: Modesta, Cristina, Eufrásia, Rodrigo
Evangelho (Mc 12,28b-34) Um escriba aproximou-se de Jesus e perguntou: – – Qual é o primeiro de todos os mandamentos?”
Mudando a pergunta: que é o mais importante na vida? É pergunta à qual não podemos fugir, porque da resposta depende nossa orientação de vida. Jesus responde da forma mais simples: amar a Deus e amar o próximo. Amar é reconhecer a bondade de Deus e do próximo; é alegrar-se com a bondade de Deus e querer todo bem para o próximo. Afinal, fomo criados por amor e para o amor.
Oração
Senhor Jesus, acho que pelo menos em parte entendi vossa resposta, e quero viver como vivestes e me ensinastes a viver. Amar a Deus, reconhecer sua bondade, entregar-me a ele, não parece tão difícil. Mas, preciso muito de vossa ajuda para amar meus irmãos, mesmo vendo suas limitações, e perdoar-lhes tudo. Mudai meu coração, para eu amar de fato a vós e a meus irmãos. Amém. 

quinta-feira, 12 de março de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Aumenta nossa fé”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Tamanho da fé
 
O profeta Habacuc lamenta a violência, as iniquidades, a maldade, a destruição, a prepotência, a discórdia que só aumentam. Deus manda o profeta dizer: “A visão se refere a um prazo definido, mas tende para um desfecho, e não falhará. Se demorar, espera, pois ela virá com certeza e não tardará. Quem não é correto, vai morrer” (Hab 2,2-4).O profeta mostra que o mal está dominando e tem seus seguidores. Mas isso vai ter um fim. Podemos ver a história da humanidade. Essas situações são frequentes e estamos vivendo essa realidade. A pregação do profeta Habacuc é feita no tempo do profeta Jeremias que vê a mesma situação e diz claramente que deve haver uma conversão para que Deus poupe a cidade e o povo de serem destruídos. Do contrário, o castigo virá por conta da maldade e da desobediência à lei de Deus. Os idólatras da maldade e da corrupção foram todos para o exílio. Quem vai se salvar? O profeta responde: Vai sobreviver o justo que tem sua fé como riqueza e rumo da vida. Jesus avisa que a fé pequenina como uma semente, tem a força de vida que não vai ser destruída, pois o “justo viverá de sua fé” (Hab 2,4 e Lc 17,6). “Fé é dom de Deus e é Vida divina. Fé não é só uma atitude intelectual a uma verdade atraente. É adesão de amor, é amor. É uma confiança inabalável que leva a esperar na paciência que as realidades divinas se manifestem e se realizem nas situações limites da vida humana. Sem fé, pois, tudo é morte. Dizendo aumenta nossa fé. Os discípulos viam que sua fé era pouca. Jesus indica que a fé deve ser como a fé dos patriarcas. Ela deu rumos e base para o futuro. 
Reaviva o dom 
O dom da fé, dado e acolhido com alegria, necessita estar sempre ativado para que possa penetrar todas as nossas atitudes e decisões para que sejam realmente o depósito da fé e do amor (2Tm 1,13-14). Para superar as grandíssimas dificuldades que Habacuc enumera, o que não é mais do que um retrato do que acontece sempre por toda parte, temos nossa fé. Ela pode ser fraca e insuficiente aos nossos olhos. Jesus usa a comparação com a semente muito pequena. Lembramos a semente do eucalipto que é um pozinho ela contém em si a vida de uma grandiosa árvore. Ela tem a força de transportar para longe essa árvore. Não se trata de fazer esse “milagre”, mas perceber a força de Deus que age em nós. Ela pode nos sustentar até a entrega da própria vida, com vimos em tantos santos. Não só perdendo a vida, mas colocando-a a serviço. “Fé é responder e aderir com amor a Deus que chama a Si e a serviço dos irmãos. Ela é dom gratuito dado a todos. Trata-se de corresponder totalmente. A vida se torna então um prodígio” (Frederici). 
Servos inúteis 
O salmo 94 nos convida a “não fechar o coração e ouvir a voz do Senhor”. O grande chamado de Deus nos chama a não fechar o coração. Viver a fé é prestar um culto puro a Deus e nos colocar totalmente a um serviço gratuito como resposta à gratuidade de Deus. Não se trata de inutilidade, mas de totalidade da entrega no serviço. A graça que nos foi dada pela fé e anima toda nossa vida, foi totalmente gratuita. E a ela correspondemos, isso é, trabalhamos no campo de Deus, com toda a gratuidade. Jesus dizia: “De graça recebestes, de graça deveis dar” (Mt 10,8). A missão do apóstolo, como Jesus ensinava aos seus discípulos, é estar unido a Ele que em tudo Se doou. Trabalhamos em seu campo e Ele é nossa recompensa. A graça sempre nos acompanha em nosso operar as maravilhas que Deus nos concede. Não é pelo lucro que trabalhamos, mas pela graça. 
Leituras Habacuc 1,2-3;2,2-4; Salmo 94;
2 Timóteo 1,6-8.13-14; Lucas 17 5-10. 
1. “Fé é dom de Deus, e é Vida divina. Não é só uma atitude intelectual a uma verdade. 
2. Não se trata de fazer esse “milagre”, mas perceber a força de Deus que age em nós. 
3. “De graça recebestes, de graça deveis dar” (Mt 10,8).
Conversa de semente 
Às vezes ouvimos historinhas de árvores que conversam sobre seu futuro e outras. Hoje vamos ouvir uma sementinha falando com a grande árvore. Imaginemos o eucalipto. Pode chegar a 100 m de altura. Sua semente é minúscula e parece um pozinho. Então ela diz à poderosa árvore: Você é imensa. Mas saiba, sua grandona, que eu sou tudo que você é. A vida que sou, quando me abro é que dá todo seu tamanho. Assim, a fé, por menor que seja, sempre tem em si a totalidade do dom que Deus nos deu. Não há fé pequena, pois é participação da vida de Deus. 
Homilia do 27º Domingo Comum (06.10.19)

EVANGELHO DO DIA 12 DE MARÇO

Evangelho segundo São Lucas 11,14-23. 
Naquele tempo, Jesus estava a expulsar um demónio que era mudo. Logo que o demónio saiu, o mudo falou e a multidão ficou admirada. Mas alguns dos presentes disseram: «É por Belzebu, príncipe dos demónios, que Ele expulsa os demónios». Outros, para O experimentarem, pediam-Lhe um sinal do Céu. Mas Jesus, que conhecia os seus pensamentos, disse: «Todo o reino dividido contra si mesmo acaba em ruínas e cairá casa sobre casa. Se Satanás está dividido contra si mesmo, como subsistirá o seu reino? Vós dizeis que é por Belzebu que Eu expulso os demónios. Ora, se Eu expulso os demónios por Belzebu, por quem os expulsam os vossos discípulos? Por isso, eles mesmos serão os vossos juízes. Mas, se Eu expulso os demónios pelo dedo de Deus, então quer dizer que o Reino de Deus chegou até vós. Quando um homem forte e bem armado guarda o seu palácio, os seus bens estão em segurança. Mas, se aparece um mais forte do que ele e o vence, tira-lhe as armas em que confiava e distribui os seus despojos. Quem não está comigo, está contra Mim, e quem não junta comigo, dispersa. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Simeão o Novo Teólogo 
(949-1022)
Monge grego 
Catequese 27; SC 113, p. 116-118 
«Quem não junta comigo, dispersa» 
Os amigos de Deus, que O amam e O possuem em si mesmos como tesouro inviolável de todo o bem, recebem as injúrias e as humilhações com uma alegria e uma felicidade inexprimíveis (cf Mt 5,10-12). O seu amor redobra, e é um amor sincero por aqueles que os fazem sofrer tudo isso, como se fossem seus benfeitores. O Senhor Jesus, nosso Deus, que não conheceu queda alguma, foi atingido para que os pecadores que O imitam não só recebam o perdão, mas se tornem participantes na sua divindade através da sua obediência. Quem não aceita as afrontas na humildade do seu coração, quem tem vergonha de imitar os sofrimentos do Mestre, também Cristo terá vergonha dele na presença dos anjos (cf Lc 9,26). Ele foi esbofeteado, coberto de escarros, crucificado: estremecei, homens, tremei e suportai vós também as injúrias que Deus sofreu para nossa salvação. Deus é esbofeteado pelo último dos servos (cf Jo 18,22) para te dar um exemplo de vitória; e tu não aceitas o mesmo tratamento por parte de um dos teus semelhantes? Se tens vergonha de imitar Deus, como te regenerarás com Ele? Se, enquanto esperas, não fores paciente nos vexames, como serás glorificado com Ele no Reino dos Céus?

São Bernardo de Capua, Bispo Festa: 12 de março

Carinola, 1040 - 1109
 
Em alguns manuscritos de Cápua e Nápoles, é afirmado que Bernardo foi capelão de Ricardo (1090-1106), filho de Giordano, príncipe de Cápua, e que por seus méritos foi eleito bispo de Calinulum ou Carinula, hoje Carinola, na diocese de Sessa Aurunca. Ele teria transferido a sé episcopal de Forum Claudii (atual Ventaroli) para Calino, onde, sob Arachi, príncipe de Benevento, teria transportado as relíquias de um São Martino Hermit, do Monte Marsico.
Emblema: Equipe pastoral 
O Martirológio Romano menciona Bernardo como bispo e confessor em 12 de março, mas seu nome teria sido adicionado ao calendário capuano muito tarde. Bernardo é uma das figuras mais emergentes do século XI na terra da Campânia, que estava sob o principado da poderosa cidade de Cápua. Bernardo nasceu por volta do ano 1040, não se sabe exatamente onde, em qual cidade ou vila. Por causa do amor de Bernardo por Carìnola, acredita-se que ele tenha nascido em Carìnola em uma família nobre e respeitável. De descendência honesta e praticante, Bernardo já recebeu educação, fé e instrução cultural em sua família. Mas, para completar uma formação humana e social mais distinta e iniciá-lo em estudos humanísticos superiores, Bernardo foi enviado por seus pais à Abadia de Monte Cassino, então governada pela sabedoria e santidade do abade Desidério, que mais tarde se tornou Papa com o nome de Vítor III.

12 de março - São Simeão o Novo Teólogo

Simeão o Novo Teólogo nasceu em 949 na Galácia, em Paflagônia (Ásia Menor), de uma família nobre da província. Ainda jovem, ele se transferiu para Constantinopla para empreender os estudos e entrar para o serviço do imperador. Mas se sentiu pouco atraído pela carreira civil que lhe era sugerida e, sob a influência das iluminações interiores que ia experimentando, começou a buscar uma pessoa que o orientasse no momento repleto de dúvidas e perplexidades que estava vivendo e que o ajudasse a progredir no caminho da união com Deus. Ele encontrou essa guia espiritual em Simeão o Piedoso (Eulabes), um simples monge do mosteiro Studion, em Constantinopla, que lhe deu para ler o tratado “A lei espiritual”, de Marcos o Monge. Nesse texto, Simeão o Novo Teólogo encontrou um ensinamento que o marcou muito: “Se você busca a cura espiritual – leu nele – esteja atento à sua consciência. Tudo o que ela lhe disser, faça e assim você encontrará o que lhe é útil”. Desde aquele momento – refere ele mesmo – nunca foi dormir sem perguntar-se se sua consciência tinha algo a censurar-lhe. Simeão entrou no mosteiro dos Estuditas, onde, no entanto, suas experiências místicas e sua extraordinária devoção ao pai espiritual lhe causaram dificuldades.

Papa Santo Inocêncio I-Festa: 12 de março

Natural de Albano, no Lácio, desde o início do seu Pontificado, Inocêncio sentiu-se chefe tanto da Igreja do Oriente como do Ocidente. Como Papa, teve que enfrentar o assédio de Roma, pelos visigodos de Alarico, e condenar com firmeza a heresia de Pelágio, no Concílio Milevitano. Faleceu em 417.
(*)Sec. IV - (✝︎)Roma, 28 de julho de 417 
(Papa de 22/12/401 a 12/03/417) 
Nativo de Albano, ele teve que enfrentar muitas invasões de bárbaros por Alarico e Atalulfo, que saquearam Roma duas vezes. Ele condenou a heresia de Pelágio. Ele sucedeu ao Papa Bonifácio I em 401, em uma situação histórica muito difícil devido à descida dos godos na Itália. Ele tentou salvar Roma concluindo uma trégua com Alarico e concordando em ir como seu embaixador a Ravena. No entanto, ele não conseguiu salvar a cidade, que foi saqueada em 410. Ele buscava fortalecer a primazia papal e suas cartas têm grande importância histórica e doutrinária, pois constituem o primeiro núcleo das coleções canônicas que serão elaboradas no futuro. Ele condenou formalmente Pelágio e seu discípulo Celestius no Concílio de Milevi em 416. Ele também estendeu sua atividade pastoral ao Oriente, exortando o povo de Constantinopla a seguir São João Crisóstomo e a viver em paz. 
Etimologia: Inocente = sem pecado, do latim 
Martirógio Romano: Em Roma, no cemitério de Pôncio, a deposição de São Inocêncio I, papa, que defendeu São João Crisóstomo, consolou Jerônimo e aprovou Agostinho.

Beata Justina Bezzoli Francucci, Virgem beneditina - 12 de março

Martirológio Romano:
Em Arezzo, na Toscana (Itália), Beata Justina Bezzoli Francucci, virgem da Ordem de São Bento e reclusa († 1319) 
Em Florença, no mosteiro beneditino de Santa Maria das Flores, em Lapo, se conserva e venera o corpo incorrupto da Beata Justina Bezzoli Francucci, aqui trazido do mosteiro do Espírito Santo de Arezzo em 1968. Desde 1938 a igreja do mosteiro é também uma paroquia. O coro das monjas é uma extensão da igreja e o centro é o Tabernáculo. Em 1350 as primeiras monjas ali se instalaram e em 13 de outubro daquele ano o bispo Santo Andrea Corsini consagrou o mosteiro com a Regra de Santo Agostinho e o título de Santa Maria das Flores, tornando-se a mais antiga igreja de Florença. Em 1808, as monjas tiveram que abandonar o mosteiro devido as leis de supressão das ordens religiosas. Os beneditinos depois se encarregaram dele em 1817. A urna com o corpo da Beata se encontra em uma parede que une as duas comunidades. Seu rosto pode ser visto através do vidro e parece nos convidar a dedicar um tempo adequado a oração. Descendente da nobre família Bezzoli Francucci, Justina nasceu em Arezzo entre 1257 e 1260. De caráter humilde e amável, cresceu adquirindo uma certa maturidade. Na casa do pai rico, na facilidade e comodidade, assimilava com a oração diária os sentimentos religiosos mais genuínos. Com frequência se privava de alimento e gostava de se retirar para rezar; sentiu-se atraída a consagrar-se a Deus, o que resultou na imediata negativa dos pais e sem apelação.