domingo, 9 de agosto de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Perder pelo evangelho é ganhar!”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Uma fé que salva
 
Pedro fez a profissão de fé. Fé é um dom de Deus, como lemos em Mateus: “Não foi carne ou sangue que te revelaram isso, mas meu Pai que está nos Céus” (Mt 16,17). Crer significa aceitar Jesus como Homem-Deus. Ele se encarnou, morreu por nós e ressuscitou. Exige fé. Por isso, os outros acreditavam que Jesus fosse uma personagem do passado que voltara. Jesus pergunta a opinião do povo. Os discípulos dizem: “Uns dizem que Tu és João Batista (já morrera). Outros, que és Elias (Fora levado ao Céu e agora voltara). Outros ainda que és um dos profetas, também mortos”. “E vós, quem dizeis que Eu sou? Pedro respondeu: ‘Tu és o Messias’” (Mc 8,27-28). A proclamação de Pedro o coloca no caminho de Jesus. Por isso, a seguir, Jesus lhes mostra o que iria acontecer com Ele que é o sofredor, como o Servo (Is 50, 5-9ª). O profeta Isaias, em seu cântico sobre o Servo, mostra os sofrimentos do Servo. E relata também sua profunda união a Deus que lhe dá força: “Ao meu lado está quem me justifica” (Is. 50,8). A fé assume também essa condição de Servo sofredor e participa com Ele de seus sofrimentos, como nos disse Paulo: “Justiça que vem de Deus na base da fé. Esta consiste em conhecer a Cristo, experimentar a força de sua Ressurreição, ficar em comunhão com os seus sofrimentos, tornar-me semelhante a Ele em sua morte para ver se alcança a ressurreição de entre os mortos” (Fl 3,9-10). Jesus foi recusado por não corresponder a uma fé criada pelos homens. Ele que viveu a condição humana, tem condições de acolher o coração humano em sua fragilidade. É nessa condição que obtemos a salvação e a construímos. É um ganho sofrer com Jesus. 
Um dom de obediência 
A obediência é estar atento ao projeto de Deus. Abre para compreender e defender contra a tendência de recuar, mesmo nos momentos de duro sofrimento por estar no exercício da vontade de Deus. Assim o fez Jesus. Rezamos no salmo: “Nosso Deus é amor compaixão”. O salmo coloca a situação do fiel que esteve no fundo do poço quando tudo parecia ter chegado ao fim. Mas Deus o libertou. Deus salva os humildes sofredores humilhados. São sempre os pobres que chegam ao fim das forças. Grande mal é não saber viver essa situação como o caminho de Jesus. Quem rejeita e põe obstáculo a esse caminho é um satanás, que quer dizer, aquele que divide. Pedro queria desviar Jesus de seu caminho de fidelidade ao Pai: “Arreda-te de mim, satanás, porque não pensas as coisas de Deus, mas as dos homens” (Mc 8,33). O dom da obediência une o cristão ao caminho redentor de Jesus. É complicado ver Jesus dando aquele “pito” em Pedro. Falou demais. 
A fé que se mostra na caridade 
São Tiago enfrentou a interpretação errada sobre Paulo que diz que só a fé salva. Lutero ensina que não precisamos fazer mais nada. Tiago Afirma: “A fé, se não tiver obras, será morta em seu isolamento” (Tg 2,14-18). Certamente já havia discussão sobre isso. Mas Paulo ensina que a fé deve “agir na caridade” (Gl 5,6). Jesus realizou a verdade da fé na caridade. Mostrou que sua missão, de extrema caridade, passava pela morte e ressurreição que foram o sumo da fé expresso na caridade de sua doação. Para seguir Jesus, cada cristão deve deixar muitas coisas para ter tudo, isto é, salvar sua vida (Mc 8,35). Cristo manifestou sua caridade e sua entrega total, para dar a vida. Quem quiser tudo, tem que deixar tudo. Paulo afirma: Em nada me glorio, a não ser, da cruz de Cristo. Grande prova do amor. 
Leituras: Isaias 50,5-9b; Salmo 114;
Tiago 2,14-18; Marcos 8,27-35.
1. Jesus foi recusado por não corresponder a uma fé criada pelos homens. 
2. O dom da obediência une o cristão ao caminho redentor de Jesus. 
3. Cristo manifestou sua caridade e sua entrega total ao dar a vida por nós. 
Vazando da Cruz 
Temos o costume de usar o termo vazar quando queremos explicar que vamos saindo de mansinho. A Cruz sempre nos assusta. E fazemos o possível para tirar todos os sinais de cruz em nossa vida. Uma das piores pragas da espiritualidade atual é esconder a cruz, fugir da cruz, não aceitar e dizer que não sabemos rezar, por isso temos esses problemas. O verdadeiro santo não tem problema. Vamos ver na vida deles como é que anda isso. Muitos tiveram problemas imensos, souberam sobreviver porque se uniram à cruz de Jesus. A leitura do Evangelho disse claramente: “Se alguém quiser me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga” (Mc 8,35). Então, podemos estar longe da espiritualidade, quando estamos longe da cruz. Não é choradeira, mas é dor mesmo. Sem isso não tem Céu. 
Homilia do 24° Domingo Comum (12.09.2021)

EVANGELHO DO DIA 09 DE AGOSTO

Evangelho segundo São Mateus 14,22-33. 
Depois de ter saciado a fome à multidão, Jesus obrigou os discípulos a subir para o barco e a esperá-lo na outra margem, enquanto Ele despedia a multidão. Logo que a despediu, subiu a um monte, para orar a sós. Ao cair da tarde, estava ali sozinho. O barco ia já no meio do mar, açoitado pelas ondas, pois o vento era contrário. Na quarta vigília da noite, Jesus foi ter com eles, caminhando sobre o mar. Os discípulos, vendo-O a caminhar sobre o mar, assustaram-se, pensando que fosse um fantasma. E gritaram cheios de medo. Mas logo Jesus lhes dirigiu a palavra, dizendo: «Tende confiança. Sou Eu. Não temais». Respondeu-Lhe Pedro: «Se és Tu, Senhor, manda-me ir ter contigo sobre as águas». «Vem!», disse Jesus. Então, Pedro desceu do barco e caminhou sobre as águas, para ir ter com Jesus. Mas, sentindo a violência do vento e começando a afundar-se, gritou: «Salva-me, Senhor!». Jesus estendeu-lhe logo a mão e segurou-o. Depois, disse-lhe: «Homem de pouca fé, porque duvidaste?». Logo que subiram para o barco, o vento amainou. Então, os que estavam no barco prostraram-se diante de Jesus, e disseram-Lhe: «Tu és verdadeiramente o Filho de Deus». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
 
Venerável Pio XII 
(1876-1958) 
Papa 
Discurso de 28/04/1935 
no encerramento 
do Jubileu da Redenção 
A Igreja, vitoriosa
 das tempestades 
A nossa esperança, assim como a nossa fé, que é a sua substância e realidade, está no Céu, e aí permanece fixada; mas ela é o sustento da nossa vida neste mundo. Se, em nome de Cristo e da sua cruz, os coros dos anjos cantam no Céu, diante do trono de Deus: «Glória, honra, salvação e bênção», aqui na Terra, a Igreja dos fiéis, ainda peregrinos, deposita toda a sua esperança na cruz. «Ó cruz, nossa salvação e única esperança!». O oceano da humanidade está em turbilhão; os povos, como ondas, erguem-se e chocam entre si, movidos pelos ventos das paixões sociais e políticas; os rios e as praias da paz são castigados e abalados por ondas violentas. Quem mandará nos ventos e nas tempestades? Quem silenciará os seus assobios e a sua fúria? Não tenhais medo, meus irmãos. Sobre as ondas e as tempestades, à sombra dos tabernáculos, caminha o Senhor do Céu e da Terra; não, Ele não passará indiferente pelo nosso barco à deriva, mas virá ter connosco e dirá: «Tende confiança. Sou Eu. Não temais». Pois não prometeu Ele que estaria connosco até ao fim dos tempos? Não acreditamos nele? Talvez não O conheçamos. Ah, que Ele não tenha de dizer de nós, depois de ter passado tanto tempo connosco: «Há tanto tempo que estou convosco e não Me conheces?» (Jo 14,9). Estamos perdidos no meio da tempestade que agita o oceano da sociedade e das nações, mas a nossa confiança e a nossa esperança residem na cruz de Cristo, que se mantém firme no meio das convulsões do mundo. É ela a âncora que, nas ondas revoltas, dá segurança ao barco da Igreja e da nossa alma, que se dirige para o porto dos bens supremos e invisíveis; é ela a âncora firmemente fixada em Deus e nas suas promessas infalíveis.

Bem-aventurado João de La Verna (ou de Fermo) Festa: 9 de agosto

(*)Fermo, 1259 
(+)Monte della Verna, 9 de agosto de 1322 
Pregador dos Frades Menores, realizou um extenso trabalho de evangelização na Toscana. Após se retirar para La Verna, teve visões e êxtases, e recebeu o dom da profecia.
Martirológio Romano: No Monte Verna, na Toscana, o Beato João de Fermo, sacerdote da Ordem dos Frades Menores, viveu em solidão, domando seu corpo com o jejum e um admirável espírito de penitência. 
A vida do Beato João de La Verna também é narrada nos "Fioretti di San Francesco". O Beato João de La Verna nasceu em Fermo (AP) em 1259, numa família abastada. Aos dez anos, foi confiado aos Cônegos Regulares de Santo Agostinho, mas seu desejo por uma vida reclusa e penitencial o levou a ingressar na Ordem dos Frades Menores.

09 de agosto - Beato Florentino Asensio Barroso

Florentino Asensio Barroso, bispo da diocese de Barbastro – Espanha, for barbaramente assassinado, pelo ódio fé católica. Ele nasceu em Villasexmir (Valladolid) a 16 de outubro de 1877. Foi ordenado sacerdote em 1901. Em 1935 foi nomeado pela Santa Sé Bispo da diocese de Barbastro. No dia 19 de julho de 1936, no Comite dos milicianos (comunistas e anarquistas) informaram-lhe que ficaria preso na sua residência episcopal. No dia 23 foi transferido para o colégio, transformado em prisão, dos padres Escolápios, onde foi submetido a humilhações, escárnios e insultos sem fim. Na noite de 8 de agosto, foi chamado a comparecer perante a farsa que era o tribunal popular, criado pelos comunistas.

Beato Franz Jagerstatter

“A peculiaridade do nosso beato está contida no seu martírio (1943), inserido no contexto histórico particularmente trágico do período do III Reich, durante a segunda guerra mundial. O beato Franz era um homem do nosso tempo, um homem normal, com alguns defeitos e até por um certo período, com um estilo de vida bastante leviano e mundano. Contudo, seguindo a sua vocação e com a graça de Deus conseguiu colocar a vontade de Deus acima de tudo, chegando, após longas lutas internas a uma vida extraordinária de testemunho cristão. Pelas suas convicções de fé enfrentou a morte. O seu caminho é um desafio e um encorajamento para todos os cristãos que podem tomar o seu exemplo, para viver com coerência e empenho radical a própria fé, também até às extremas consequências se for necessário.

São Romano(Romão) Mártir de Roma Festa: 9 de agosto

Foi um soldado convertido pela piedade de um torturado. A história da fé deste mártir romano começou e terminou rapidamente: enquanto assistia à tortura de São Lourenço, aproveitou para se aproximar com uma jarra de água e pediu-lhe o Batismo. Foi chicoteado e, gritando "sou cristão!", morreu. 
Numerosos testemunhos válidos confirmam o antigo culto de São Romano, o Mártir, indissociavelmente ligado ao martírio de São Lourenço, o Diácono. A antiga "Passio Polychronii" narra que o legionário Romano, ao presenciar o martírio de São Lourenço na fogueira, converteu-se ao cristianismo e o exortou a rezar por ele, dizendo-lhe que vira um anjo que aliviara seus tormentos. Enquanto isso, Décio, o procurador, enfurecido com a resistência de Lourenço, suspendeu seu tormento, e Romano, tentando agir secretamente, aproximou-se dele e ofereceu-lhe um jarro de água, suplicando-lhe que o batizasse.

Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein) Virgem e Mártir Festa: 9 de agosto

(*)Breslau, Polônia, 12 de outubro de 1891
(+)Auschwitz, Polônia, 9 de agosto de 1942 
Edith Stein nasceu em Breslau, capital da Silésia prussiana, em 12 de outubro de 1891, em uma família judaico-alemã. Criada nos valores da religião judaica, aos 14 anos abandonou a fé ancestral e tornou-se agnóstica. Estudou filosofia em Göttingen, tornando-se discípula de Edmund Husserl, fundador da escola fenomenológica. Ganhou reputação como uma filósofa brilhante. Em 1921, converteu-se ao catolicismo, recebendo o batismo em 1922. Lecionou por oito anos em Speyer (de 1923 a 1931). Em 1932, foi nomeada para lecionar no Instituto Pedagógico de Münster, na Vestfália, mas suas atividades docentes foram suspensas após cerca de um ano devido às leis raciais. Em 1933, realizando um antigo desejo, ingressou no convento carmelita de Colônia como postulante.

Santa Cândida Maria de Jesus (Giovanna Giuseppa Cipitria y Barriola) Fundadora-Festa: 9 de agosto

(*)Andoain, Guipúzcoa, Espanha, 31 de maio de 1845
(+)Salamanca, Espanha, 9 de agosto de 1912 
Nascida no País Basco, em uma família pobre, recebeu uma educação muito limitada, mas desde a adolescência desenvolveu uma notável sensibilidade religiosa e extraordinárias habilidades organizacionais. Convencida de que a educação era um dos meios mais eficazes de renovar a sociedade, fundou a Congregação das Filhas de Jesus em Salamanca, em 1871, dedicada à educação integral de crianças e jovens, com especial atenção às meninas e moças. Apesar de enfrentar dificuldades financeiras, desconfiança e obstáculos institucionais, conduziu o novo instituto com serenidade e tenacidade até que este obtivesse o reconhecimento pontifício. Ao falecer, deixou uma congregação consolidada e em constante expansão. Foi beatificada por São João Paulo II em 1996 e canonizada por Bento XVI em 2010.

Santa Mariana (Bárbara) Cope Religiosa-Festa: 9 de agosto

(*)Heppenheim, Alemanha, 23 de janeiro de 1838
(+)Molokai, Havaí, 9 de agosto de 1918 
Barbara Cope, que emigrou para os Estados Unidos ainda criança, ingressou na Ordem Terceira Franciscana de Siracusa sob o nome de Irmã Mariana; ela também serviu como superiora geral. Quando o bispo de Honolulu, nas Ilhas Sandwich (atual Havaí), solicitou a ajuda de suas irmãs para cuidar de leprosos, Madre Mariana escolheu seis delas e partiu com elas para a colônia de leprosos de Molokai. Ela colaborou com o governo local na fundação de escolas e hospitais e, como leprosa entre leprosos, auxiliou o Padre Damião de Veuster, que faleceu em 1889 e foi canonizado em 2009. Madre Mariana, contudo, faleceu aos oitenta anos, em 1918. Beatificada em 14 de maio de 2005, sob o pontificado do Papa Bento XVI, foi canonizada por ele em 21 de outubro de 2012: ela é a primeira santa franciscana da América do Norte e a décima primeira entre os santos dos atuais Estados Unidos da América.

Edith Stein Religiosa carmelita, Mártir e Santa 1891-1942

Virgem e mártir, padroeira da Europa.
Edith Stein nasceu a 12 de Outubro de 1891, no seio de uma família de judeus. A cidade que a viu nascer chama-se Breslau, na Alemanha. Apaixonadíssima pela busca e conhecimento da verdade, procurou-a com toda a força da sua alma, desde a sua juventude. Não encontrou a verdade, nem na religião judaica nem na filosofia que entretanto estudou e ensinou como professora na Universidade de Gottingen. Um dia, encontrando o Livro da Vida, escrito pela Nossa Santa Madre Teresa de Jesus, exclamou entusiasmada: «Esta é a verdade!», e não parou de ler enquanto não terminou o livro. Baptizou-se em 1922, tomando o nome de Teresa. Em 1933 entrou no Carmelo da Cidade de Colónia, tomando o nome de Teresa Benedita da Cruz; pois, como dizia, foi Santa Teresa quem a despertou para a Verdade e, em S. João da Cruz, nosso pai, encontrou a perfeita vivência do mistério da Paixão, a razão do seu viver.

Carlos Maria Leisner Sacerdote, Mártir, Beato 1915-1945

Sacerdote ordenado por um bispo francês num campo de concentração onde foi vítima de maus tratos, vindo a morrer pouco depois de ser libertado 
pelos Aliados.
Karl Leisner, o primeiro membro do Movimento de Schoenstatt a ser beatificado. o Papa João Paulo II o beatifica em 23 de junho de 1993. Ele nasce em 28 de fevereiro de 1915, em Rees, Alemanha. Vai para Schoenstatt, pela primeira vez, em 1933, onde inicia seus estudos de Teologia no Seminário de Münster, no ano de 1934. Carlos Leisner torna-se dirigente da juventude masculina de Schoenstatt, da diocese de Münster, e deseja ser sacerdote. Escreve em seu diário: “Cristo, tu és minha paixão!” Sua liderança e influência entre os jovens coloca em perigo sua vida, pois, o nazismo passa a vê-lo como um perigo, um impedimento, para que os jovens sigam os ideais nazistas.

ORAÇÕES - 09 DE AGOSTO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
9 – 19º Domingo do Tempo Comum
Evangelho (Mt 14,22-33) “Mas, Pedro, quando sentiu o vento, ficou com medo, começou a afundar e gritou: – Senhor, salva-me!”
Por que Jesus mandou os discípulos embora, meio às pressas, quando o povo ainda estava ali, certamente a falar do que todos tinham visto? Acho que eles também não o entendiam. É verdade, começavam a ficar confiantes em si mesmos, Pedro talvez mais que os outros. Mas, veio a ventania no mar, e começaram a se preocupar. E por que Pedro quis ir ao encontro de Jesus caminhando sobre a água? Ao nos contar tudo isso Mateus, ou melhor, o Senhor quis dizer-me alguma coisa que me ajudasse na vida. Várias vezes já voltei a esse texto, mas ainda me parece misterioso. Talvez Jesus queira que aprenda a servir, sem ficar preso ao posto e aos elogios, e aceitar sair na hora certa. Talvez que, para confiar nele, precise não confiar em mim. Talvez...
Oração
Senhor meu Deus, agradeço o me terdes chamado para vos amar e servir. Vossa bondade quer que eu coopere para a salvação e a felicidade de meus irmãos. Renovo minha entrega em vossas mãos, fazei de mim o que vos aprouver, aumentai minha disponibilidade. Que ponha minha confiança em vós e não em mim. Mostrai-me o que fazer e como o fazer para ajudar muitos a vos conhecer e amar. Ajudai-me no desempenho dos encargos que me confiastes. Mas, que eu não me aproveite deles para dominar ou tirar vantagens. E também que não me apegue a eles, nem me julgue indispensável. Dai-me a humidade de me afastar na hora certa e de, na outra barca, continuar fazendo o que possa. Amém.

sábado, 8 de agosto de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “José, Pai intercessor”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Imitar com amor
 
Chegamos ao final da carta apostólica “Patris Corde” do Papa Francisco, uma comemoração dos 150 anos da declaração de Pio IX declarando S. José Patrono da Igreja Universal. Foi um momento feliz de procurarmos acolher um ensinamento profundo em sua realidade, fácil na sua compreensão e, melhor ainda, propício para aumentar nosso amor ao Santo Patriarca, José. E diz a finalidade da carta: “O objetivo desta carta apostólica é aumentar o amor por este grande Santo, para nos sentirmos impelidos a implorar a sua intercessão e para imitarmos as suas virtudes e o seu desvelo”. Três motivos de sua carta: aumentar o amor, implorar sua intercessão e imitar suas virtudes e desvelo. A missão de S. José é “interceder por nós diante de Deus, como fizeram os patriarcas Abraão, Moisés e como faz Jesus “único mediador” (1Tm 2,5), que junto do Pai é nosso “Advogado” (1Jo 2,1), “vive para sempre a interceder por nós” (Hb 7,25). “Os santos ajudam os fiéis a “tender à perfeição do próprio estado” (LG 42). Jesus diz igualmente: “Aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração” (Mt 11,29). Sua intercessão e a imitação, que podemos fazer, são o caminho dessa espiritualidade. Normalmente queremos líderes falantes e eloqüentes. José é silencioso. Age sem precisar aparecer. Poderia ter passado despercebido, mas é eloquente no serviço. Em tão grande posição, tem tão grande simplicidade. Vivemos num mundo e numa Igreja onde o desfile e a posição em destaque parecem ser uma necessidade. 
Imitação de José 
Paulo diz: “Sede meus imitadores, como eu sou de Cristo” (1Cor 11,1). Imitar Cristo vai além de fazer as mesmas coisas ou ter o mesmo pensamento. Leva-nos a buscar também a união espiritual a ponto de podermos dizer como Paulo: “Eu vivo, mas já não sou eu que vivo, pois é Cristo que vive em mim. Minha vida presente na carne, eu a vivo pela fé no Filho de Deus que me amou e se entregou por mim” (Gal 2,20). Diz o comentário (Bíblia de Jerusalém”): “Cristo torna-se, de certo modo, o sujeito de todas a ações vitais do cristão”. José não toma posse de nosso interior, mas nossas ações se unem num só conhecimento de Jesus. Imitar José, como ele imitava Jesus, sem deixar de ser seu pai e educá-Lo. Havia uma união de mútua imitação. Ele imitava Jesus em sua abertura ao Pai: “Não sabíeis que devo estar na casa de meu Pai” (Lc 2,49). José aprendia o amor de Jesus ao Pai e Jesus aprendia dele, ser o homem que Deus queria para salvar a humanidade. Jesus era um retrato de José. Podemos afirmar que, quem via Jesus, identificava seu pai. Por isso, falam tanto que era filho de José. Jesus dizia: “Quem me vê, vê o Pai” Vê também o pai da terra. 
Rezamos com o Papa 
“Só nos resta implorar, de São José, a graça das graças: a nossa conversão. Dirijamos-lhe nossa oração: Salve guardião do Redentor e esposo da Virgem Maria! A vós, Deus confiou o seu Filho; em vós, Maria depositou a sua confiança; convosco, Cristo tornou-Se homem. Ó Bem-aventurado José, mostrai-vos pai também para nós e guiai-nos no caminho da vida. Alcançai-nos graça, misericórdia e coragem,e defendei-nos do mal. Roma, em São João de Latrão, na Solenidade da Imaculada Conceição da Bem-Aventurada Virgem Maria, 8 de dezembro do ano de 2020, oitavo do meu pontificado”. Francisco Assim podemos concluir essa leitura refletida do ensinamento do Papa sobre São José.
ARTIGO PUBLICADO EM SETEMBRO DE 2021

EVANGELHO DO DIA 08 DE AGOSTO

Evangelho segundo São Mateus 17,14-20. 
Naquele tempo, aproximou-se de Jesus um homem, que se ajoelhou diante dele e Lhe disse: «Senhor, tem compaixão do meu filho, porque é epilético e sofre muito; cai frequentemente no fogo e muitas vezes na água. Apresentei-o aos teus discípulos, mas eles não puderam curá-lo». Jesus respondeu: «Ó geração incrédula e perversa! Até quando estarei convosco? Até quando terei de vos suportar? Trazei-mo aqui». Jesus ameaçou o demónio, que saiu do menino, e este ficou curado a partir daquele momento. Então, os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram-Lhe em particular: «Por que motivo não pudemos nós expulsá-lo?». Jesus respondeu-lhes: «Por causa da vossa pouca fé. Em verdade vos digo: se tiverdes fé comparável a um grão de mostarda, direis a este monte: "Muda-te daqui para acolá", e ele há de mudar-se. E nada vos será impossível». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Cirilo de Jerusalém 
(313-350) 
Bispo de Jerusalém, 
doutor da Igreja 
Catequeses em Jerusalém, 
n.º 5, 12-13; PG 33, 520-524 
(trad. Breviário, rev.) 
A transmissão do credo 
Na instrução e profissão da tua fé, abraça e conserva sempre e só aquela que a Igreja agora te entrega, e que está fundamentada em toda a Escritura. Nem todos podem ler a Escritura, uns porque não sabem e outros porque estão demasiado ocupados. Por isso, a fim de que ninguém pereça por causa da ignorância, resumimos todos os dogmas da fé nos poucos versículos do credo. Conserva em tua memória estas palavras tão simples que ouves agora, e a seu tempo buscarás na Escritura o fundamento de cada um dos artigos. Esse símbolo da fé não foi composto segundo o parecer dos homens; as verdades que ele contém foram selecionadas entre os pontos mais importantes de toda a Escritura, e resumem toda a doutrina da fé. E, assim como a semente de mostarda, apesar de ser um grão tão pequeno, contém em gérmen muitos ramos (cf Mt 13,32), também o símbolo da fé condensa em breves palavras o núcleo de toda a Revelação, contida tanto no Antigo como no Novo Testamento. Portanto, irmãos, conservai cuidadosamente a tradição que agora recebeis e gravai-a profundamente em vossos corações (cf 2Cor 3,3). Diz o Apóstolo: «Ordeno-te na presença de Deus, que dá a vida a todas as coisas, e de Cristo Jesus, que deu testemunho da verdade diante de Pôncio Pilatos: guarda o mandamento do Senhor, sem mancha e acima de toda a censura, até à aparição de Nosso Senhor Jesus Cristo» (1Tim 6,13-14).

Santo Emiliano de Cízico, Bispo e Mártir Festa: 8 de agosto † 815/820

Ele sucedeu Nicolau no episcopado no final do século VIII e destacou-se não apenas por seu conhecimento, mas também por sua bondade e misericórdia. Em 815, participou da conferência convocada pelo imperador iconoclasta Leão, o Armênio (813-20), sobre a veneração de imagens, durante a qual manifestou sua fé, declarando veementemente que o imperador era incompetente para julgar tal assunto: "Se a questão é eclesiástica, que seja discutida na igreja, segundo o costume, e não no palácio imperial". Por essa firmeza, foi enviado ao exílio, onde morreu em um ano não especificado. É lembrado nos menologias, menaeas e sinaxários gregos em 8 de agosto e 8 de janeiro como mártir ou confessor. Na primeira data, também é comemorado no Martirológio Romano. 

Beato Giovanni Felton, leigo casado, mártir. -Festa: 8 de agosto

(*)Norfolk, Inglaterra, antes de 1566
(+)Londres, Inglaterra, 8 de agosto de 1570 
Originário de Norfolk, ele vivia com sua família na Abadia de Bermondsey, perto de Southwark. Tendo recebido uma cópia da bula de excomunhão da Rainha Elizabeth do banqueiro florentino em Londres, Ridolfo Ridolfi, e sendo incumbido de torná-la pública, ele estava pronto, independentemente do risco que corria, e a pendurou na porta do palácio do bispo [cismático] de Londres em 25 de maio de 1570. Este ato ousado mergulhou a cidade em tumulto, mas ele, embora instado a fugir, permaneceu em casa aguardando a prisão e o martírio desejado.

Beato Antero Mateo Garcia Ferroviere, mártir -Festa: 8 de agosto

(*)Valdevimbre, Espanha, 4 de março de 1875
(+)San Andrés de Palomar, Espanha, 8 de agosto de 1936
Antero Mateo Garcia, designado líder do grupo, era casado e pai de oito filhos, dois dos quais religiosos. Funcionário ferroviário, era um verdadeiro representante da classe trabalhadora. Quando jovem, sonhava em estudar e tornar-se padre, mas a situação financeira de seus pais o impediu, pois era o mais velho de nove irmãos. Mudou-se para Barcelona para trabalhar e entrou em contato com os Dominicanos, cuja igreja frequentava. Ele e sua esposa ingressaram então na Ordem Terceira. Era um grande devoto da Eucaristia e do Rosário, que rezava fielmente com sua família. Com a perseguição religiosa em Barcelona, foi ameaçado em seu local de trabalho.

Santos Ciríaco, Largo, Esmeralda e companheiros, mártires Festa: 8 de agosto

Estes três Santos prestavam assistência aos cristãos prisioneiros, destinados ao trabalho forçado para a construção das Termas de Diocleciano. Ao serem descobertos, foram presos e realizavam milagres. Por isso, foram martirizados pelo imperador Maximiano, em 306, e sepultados na Via Ostiense. 
† Roma, 306
São Ciríaco foi martirizado em Roma, juntamente com seus companheiros Largo, Mêmia, Crescente, Juliana e Esmeraldo.

Santa Maria da Cruz (Maria Helena MacKillop) , Virgem, Fundadora -Festa: 8 de agosto

(*)Fitzroy, Austrália, 15 de janeiro de 1842 
(+)Sydney, Austrália, 8 de agosto de 1909 
Aos 18 anos, em 1860, Mary Helen Mackillop era professora em Penola, uma pequena cidade no sul da Austrália. Ela trabalhava com o pároco, Padre Julian Tenison Woods, e com ele, fundou as duas primeiras escolas católicas que ofereciam educação gratuita. Logo encontrou um grupo de jovens mulheres dispostas a se tornarem professoras sem remuneração e, com elas, juntamente com o Padre Woods, fundou o primeiro núcleo das Irmãs de São José do Sagrado Coração de Jesus, conhecidas simplesmente como Josefinas. Em 1868, o bispo local concedeu aprovação diocesana ao novo Instituto, para o qual o Padre Woods escreveu a Regra.

Beata Maria do Menino Jesus Badillou y Bullit e 4 companheiras, mártires piaristas-Festa: 8 de agosto

(†)El Saler perto de Valência, Espanha, 8 de agosto de 1936
A Beata Maria do Menino Jesus Badillou y Bullit e quatro companheiras eram cinco religiosas do Instituto das Filhas de Maria das Pias Escolares, conhecidas como Piaristas, que foram assassinadas durante a perseguição religiosa que acompanhou a Guerra Civil Espanhola. Sua história representa um testemunho da vida consagrada das mulheres na Espanha da década de 1930, caracterizada por seu compromisso com a educação de jovens mulheres e sua fidelidade à vocação, mesmo em um período de violência e profundas divisões sociais. As cinco freiras pertenciam à comunidade Piarista de Valência, dedicada à educação e formação cristã de meninas. Quando a situação política se deteriorou em 1936 e muitas comunidades religiosas foram afetadas pela perseguição, elas foram obrigadas a abandonar a escola e buscaram refúgio em casas de famílias amigas. Capturadas por causa de sua religião, foram levadas para a região de Saler, perto de Valência, onde foram assassinadas em 8 de agosto de 1936. 
Emblema: Hábito religioso piarista, palma do martírio.
Martirológio Romano: Em Valência, também na Espanha, a Beata Maria do Menino Jesus Baldillou y Bullit e suas companheiras, virgens do Instituto das Filhas de Maria das Pias Escolas e mártires, que na mesma perseguição, sob a violência dos inimigos da Igreja, foram gloriosamente ao encontro de Cristo Esposo.