domingo, 17 de maio de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Nossa Senhora Aparecida”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Sob o olhar de Maria
 
A liturgia da festa de Nossa Senhora Aparecida procura resumir todo sentido dessa preciosa imagem que se tornou centro de devoção à Mãe de Deus. Ela, cheia de beleza, como lemos no salmo, é a mãe que intercede em Caná e se arrisca pelo povo, como Ester. Mesmo sendo a Mulher gloriosa do Apocalipse, não deixa de ser a mãe do povo que acolhe os pequeninos, os humildes que correm o risco de serem engolidos pelo dragão. Por isso, podemos rezar na oração pós-comunhão, colocando toda a nação sob o olhar de Maria: “Nós vos suplicamos, ó Deus: Dai ao nosso povo, sob o olhar de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, irmanar-se nas tarefas de cada dia para a construção do vosso Reino”. Essa oração resume bem todo caminho da Igreja do Brasil. Ela é a Mãe querida de tantos necessitados. É uma devoção que quer todos os irmãos na construção de um Reino que penetre as estruturas sociais. Vemos no santuário gente de todos os cantos do país e de tantos níveis de vida social. Todos felizes na casa da Mãe. Certamente todos são tratados com igualdade, como irmãos. Tantas crianças, jovens, idosos, doentes. Tantos que fazem imensos sacrifícios ao virem a pé, a cavalo, de moto, bicicleta. Os testemunhos são sempre maravilhosos. As promessas mostram partes do corpo onde foram curados. Como não posso me entregar essa parte de meu corpo curado, entrego uma recordação que leva junto o coração. Ali não está uma vela que queima, mas um coração que arde. 
Fiel à sua vocação 
Notamos na oração um grande estímulo à vida nacional. Certamente que a devoção à querida Imagem não tem a ver com programas políticos. Ela foi encontrada providencialmente num momento doloroso de exploração dos trabalhadores das minas. Era a opressão da “coroa” na recolha dos quintos do ouro. É a leitura que fazemos após o fato. Naquele momento foram os humildes pescadores numa pesca difícil, pescando aquela que será a alegria de um povo. Os peixes se foram e ela ficou. Ela se torna mestra no caminho da construção de um povo aberto a uma maior vitalidade humana e espiritual. Nosso povo, miscigenado de diversas raças, tem nela seu modelo: negra de cor, cabelo de índia e tipo branco. É um povo feliz que sorri acima de seus padecimentos. Por isso ela também é sorridente. Crê num futuro sempre mais justo para todos. A vocação do povo é rezada na oração: “Fiel à sua vocação e vivendo na paz e na justiça”. O povo é pacífico, ama a participação, gosta da festa, chora com os que sofrem, sabe viver todas as gamas do sentimento. Esquece a maldade e sobrevive com o pouco que recebe. Sabe multiplicar. Não pode perder essa capacidade. Unidos aos pés de Maria, na casa da Mãe, se faz irmão. Infelizmente essa vocação não chegou ao coração dos que não sabem pescar, mas somente continuar a mentalidade da “Coroa” que arranca dos suores do povo o seu melhor ouro.
Pátria definitiva 
“No Céu, com minha Mãe estarei”. Todo esforço de transformar a terra num paraíso, não tem outro fim, que chegarmos todos à “Pátria definitiva”. “Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou" (Ap 21,4). Mesmo que o ateísmo continue campeando nosso povo, resta no fundo essa barca de salvação que é o amor a Nossa Senhora Aparecida. O dragão continua perseguindo a mulher, Mãe de Jesus, Igreja de Deus (Ap 12,13). E de muitos modos persegue os descendentes, os que observam os mandamentos de Deus e mantêm o testemunho de Jesus (Ap 12,17). Povo fiel herdará como recompensa a paz e a alegria.
ARTIGO PUBLICADO EM OUTUBRO DE 2020

EVANGELHO DO DIA 17 DE MAIO

Evangelho segundo São Mateus 28,16-20. 
Naquele tempo, os onze discípulos partiram para a Galileia, em direção ao monte que Jesus lhes indicara. Quando O viram, adoraram-no; mas alguns ainda duvidaram. Jesus aproximou-Se e disse-lhes: «Todo o poder Me foi dado no Céu e na Terra. Ide e ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-as a cumprir tudo o que vos mandei. Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Isabel da Santíssima Trindade 
(1880-1906) 
Carmelita 
Carta 249 
A vida eterna já começou 
Lembra-se daquela passagem tão bela em que Jesus diz ao Pai que Ele Lhe deu autoridade sobre toda a carne a fim de que Ele lhe comunicasse a vida eterna? É isso que Ele quer fazer em si: a cada instante, quer que saia de si mesmo, que abandone todas as suas preocupações, que se retire para a solidão que Ele escolheu para Si no mais fundo do seu coração. Ele está sempre presente, mesmo que não O sinta; Ele está à sua espera e quer estabelecer consigo um comércio admirável, como cantamos na liturgia, uma intimidade de Esposo e esposa, a fim de o libertar, através deste contacto permanente, das suas fraquezas, dos seus pecados, de tudo o que o aflige. Pois Ele disse que não veio julgar, mas salvar. Nada deve parecer-lhe um obstáculo para ir ter com Ele. Não se preocupe com o facto de estar exaltado ou desanimado; é a lei do exílio passar assim de um estado para outro: isso o fará acreditar que Ele não muda, que, na sua bondade, Se inclina constantemente para si, a fim de o arrebatar e o firmar nele. Se, apesar de tudo, se sentir esmagado pelo vazio e a tristeza, una essa agonia à do Mestre no Jardim das Oliveiras, quando disse ao Pai: «Meu Pai, se é possível, passe de Mim este cálice» (Mt 26,39). Parece-lhe difícil esquecer-se de si próprio. Não se preocupe; se soubesse como é simples… Vou dar-lhe o meu «segredo»: pense neste Deus que habita em si, de quem é templo; são palavras de São Paulo, podemos acreditar nele. Pouco a pouco, a alma habitua-se a viver nessa doce companhia, compreende que tem dentro de si um pequeno Céu onde o Deus de amor estabeleceu a sua morada. Então, passa a respirar como que uma atmosfera divina; diria mesmo que apenas o seu corpo permanece neste mundo, porque a sua alma habita para além das nuvens e dos véus, com Aquele que é imutável. Não diga que isto não é para si, que é demasiado miserável; pelo contrário, essa é mais uma razão para ir ter com Aquele que salva. Não é olhando para esta miséria que seremos purificados, mas olhando para Aquele que é todo ele pureza e santidade.

17 de maio - Beato Ivan


"Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos seus amigos"
(Jo15, 13). 
Os mártires que hoje são declarados Beatos seguiram o Bom Pastor até ao fim. Que o seu testemunho não permaneça para vós simplesmente um orgulho: que ele se torne ao contrário um convite a imitá-los. Com o Batismo, cada cristão é chamado à santidade. Nem a todos é pedida, como a estes novos beatos mártires, a prova suprema da efusão do sangue. Mas a cada um é confiada a tarefa de seguir Cristo com generosidade quotidiana e fiel.
Papa João Paulo II – Homilia de Beatificação – 27 de junho de 2001 

São Victor o Mártir-Festa:17 de maio século IV

Sabemos, por meio de antigos testemunhos, que Vítor, mártir romano do século IV, foi enterrado no cemitério de Santa Basila, ao longo da Via Salária antiga. Às vezes, é recordado junto com outro mártir de origem egípcia: Santo Andrione de Alexandria, do qual, porém, se conhece apenas o nome. https://www.vaticannews.va/pt/santo-do-dia.html 
Sua história se entrelaça com a do mártir egípcio Adriano. As poucas informações que temos sobre São Victor provêm de fontes fragmentárias: o Martirológio Romano o menciona como um "mártir em Roma", enquanto o Itinerário de Salzburgo acrescenta que ele foi sepultado no cemitério de Basileia. A tradição conta a história de um Victor romano que se destacou por sua fé cristã durante as perseguições de Diocleciano. Preso e torturado, ele se recusou a renegar sua fé e foi decapitado. Martirológio Romano: Em Roma, na Via Salaria Antica, no cemitério de Basila, São Victor, mártir. São Victor, mártir romano comemorado em 17 de maio, emerge das brumas hagiográficas como uma figura enigmática.

Santa Restituta, Mãe de Sto. Eusébio de Vercelli - 17 de maio

Um hagiógrafo desconhecido escreveu no século VIII uma biografia de Santo Eusébio, o primeiro bispo de Vercelli, porém natural da Sardenha. Tal escrito sustenta que a mãe do santo chamava-se Restituta. Ela também nasceu na Sardenha, na segunda metade do século III. Após a morte de seu marido, morto por ódio à fé cristã, ela decidiu deixar a ilha e foi para Roma levando consigo seus dois filhos, que foram batizados pelo papa Santo Eusébio. Em homenagem a ele, as crianças receberam o nome de Eusébio e Eusébia. Eusébio foi o primeiro a receber o cargo episcopal no Piemonte, enquanto sua irmã fundou o ramo feminino do famoso mosteiro de Vercelli. Restituta mais tarde voltou para a Sardenha e próximo de Cagliari enfrentou o mesmo destino de seu marido, o martírio, na primeira metade do século IV. Em 1607 escavações foram realizadas naquela cidade, e foi confirmada a existência de duas capelas em que eram mantidas uma imagem e as relíquias de Santa Restituta. Alguns historiadores, no entanto, referem estes restos à outra santa do mesmo nome, mártir próximo de Cartago sob o procônsul Antonino, cujas relíquias foram trazidas para a Sardenha por alguns refugiados que escaparam dos estragos feitos pelos vândalos. A festa das duas santas homônimas é colocada no mesmo dia: 17 de maio. 

Santa Restituta de Teniza, Mártir - 17 de maio

Santa Restituta de Teniza nasceu em Cartago ou em Teniza (hoje conhecida como Ras Djebel, Tunísia) e foi martirizada durante a perseguição de Diocleciano. Não temos dados históricos precisos sobre o local exato e o ano do seu martírio. Ela às vezes é considerada um dos Mártires de Abitina, um grupo de mártires do Norte Africano que inclui Dativo, Saturnino e outros. Uma antiga legenda medieval, recontada posteriormente por Pedro Subdiácono no século X, e semelhante às legendas associadas às Santas Devota, Reparata e Torpes de Pisa, afirma que depois de ter sido horrivelmente torturada Restituta foi colocada em um barco em chamas carregado de estopa e resina. Restituta saiu ilesa do fogo e rogou pela ajuda de Deus.

Santa Júlia Salzano Virgem, fundadora-Festa: 17 de maio

(*)Santa Maria Capua Vetere, Caserta, 13 de outubro de 1846 
(+)Casoria, Nápoles, 17 de maio de 1929 Giulia Salzano passou a vida, a partir dos dezenove anos, na cidade de Casoria, na província de Nápole
s, onde fora designada para ser professora primária. Contudo, não se limitou ao ensino, dedicando-se também à propagação do catecismo. Juntamente com algumas companheiras, fundou as Irmãs Catequistas do Sagrado Coração, com a missão de tornar Deus conhecido e amado por todos. Faleceu em Casoria, em 17 de maio de 1929, aos 83 anos. Beatificada em Roma, em 27 de abril de 2003, foi canonizada em 17 de outubro de 2010. Seus restos mortais são venerados na cripta sob a igreja da Casa Mãe das Irmãs Catequistas do Sagrado Coração, em Casoria, na Piazza Giovanni Pisa, 20. 
Martirológio Romano: Em Casoria, perto de Nápoles, na Campânia, a Beata Giulia Salzano, virgem, fundou a Congregação das Irmãs Catequistas do Sagrado Coração de Jesus para o ensino da doutrina cristã e a difusão da devoção à Eucaristia.

Beata Isabel Crivelli de Milão, Clarissa – 17 de maio

A Beata Isabel Crivelli de Milão é uma Clarissa que viveu entre os séculos XV e XVI. Sabemos muito pouco sobre ela. Conta-se que Isabel Crivelli foi uma das freiras mais famosas do mosteiro de Santo Apolinário de Milão. De fato, no martirológio franciscano ela é lembrada com estas palavras: "abstinentia ed ecstatica oratione exornata" (em tradução livre, adornada com abstinência e êxtase na oração). Santo Apolinário de Milão foi um mosteiro franciscano feminino da Ordem das Clarissas, localizado na Porta Romana na cidade de Milão. Em 1223, o arcebispo Enrico I Settala concedeu um terreno para a construção do convento perto da igreja de Santo Apolinário, permitindo que as freiras entrassem no mosteiro em 1224. Além disso, o bispo doou as relíquias de São Fausto e São Lourenço. Santo Apolinário foi o primeiro mosteiro de claustros franciscanos fundado na cidade de Milão.

Margarida de Cortona Viúva, Penitente franciscana, Santa (1247-1297)

Santa Margarida, natural de Alviano na Toscana, tem o sobrenome de Cortona, cidade onde passou grande parte da vida e
morreu. Menina de 8 anos, apenas, perde a mãe, que a tinha educado com todo o cuidado. A perda da mãe foi o princípio da infelicidade da pobre órfã. Não havendo quem lhe guiasse os passos e de certo modo substituísse o cuidado e a vigilância materna, Margarida viu-se em breve rodeada de elementos que pessimamente a influíram na formação do carácter. Bonita, atraente, de temperamento jovial e expansivo, deu ouvidos às vãs lisonjas e fúteis amabilidades, e abriu as portas do coração à vaidade. Em vão o pai avisou-a do perigo que corria. Esses bons conselhos foram dados a ouvidos surdos. Dezasseis anos contava Margarida, quando abandonou secretamente a casa paterna, procurando a companhia de um jovem fidalgo, com quem viveu ilícita e criminosamente pelo espaço de nove anos, em Montepulciano. Deus, que permitira esta triste queda, não perdeu de vista a ovelhinha desgarrada. A consciência não deixou de fazer-lhe reclamos, com insistência cada vez mais acentuada.

Pascoal Baylon Franciscano, Santo (1540-1592)

Pascoal Baylon nasceu na cidade de Torre Hermosa, na Espanha, em 16 de maio de 1540. Filho de uma família humilde, foi pastor de ovelhas desde muito jovem e, aos dezoito anos, seguindo sua vocação, tentou ser admitido no convento franciscano de Santa Maria de Loreto. Sua primeira tentativa foi frustrada, mas, em 1564, após recusar uma grande herança de um rico senhor que havia sido curado por ele e por causa dos seus dons carismáticos, ele pôde ingressar na Ordem. Pascoal, por humildade, permaneceu um simples irmão leigo, exercendo as funções de porteiro e ajudante dos serviços gerais. Bom, caridoso e obediente às regras da Ordem, fazia penitência constante, alimentando-se muito pouco e mantendo-se em constante oração. Por causa de sua origem pobre, não possuía nenhuma formação intelectual, porém era rico em dons transmitidos pelo Espírito Santo, possuindo uma sabedoria inata. Era tão carismático que a ele recorriam ilustres personalidades para aconselhamento, até mesmo o seu provincial, que lhe confiou a tarefa perigosa de levar documentos importantes para Paris. Essa viagem Pascoal fez a pé, descalço e com o hábito de franciscano, arriscando ser morto pelos calvinistas.

Gema Galgani Religiosa passionista, Mística, Santa (1878-1903)

De uma pureza angelical e 
enorme devoção a Nossa Senhora, 
essa jovem participou, de modo místico, 
de praticamente todos os atos da 
Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo 
Santa Gema Galgani, que faleceu no início do século XX, aos 25 anos, foi favorecida por toda sorte de carismas, como os estigmas da Paixão, a coroa de espinhos, a flagelação e o suor de sangue. Teve freqüentes êxtases, espírito de profecia, discernimento dos espíritos e visões de Nosso Senhor, de sua Mãe Santíssima, de São Gabriel e da Virgem Dolorosa, e uma incrível familiaridade com o Anjo da Guarda. Foi constantemente atacada pelo demônio, que lhe aparecia em forma humana ou de animais. Enfim, teve o matrimônio místico com Nosso Senhor Jesus Cristo e morreu como vítima expiatória pelos pecados do mundo. “Toda a vida de Gema foi em síntese uma vida de união com Deus, de sofrimento com Jesus Cristo e de zelo ardente pela salvação das almas.

Antonia Mesina Mártir da Pureza, Beata (1919-1935)

Nos dias actuais temos muitas jovens enfrentando a concupiscência de homens sem temor de Deus, cegos de paixão insana, e que sofrem até a morte para defender a sua pureza. A defesa extrema da pureza actualmente faz alguns sorrirem, resultado de um relaxamento dos costumes e de uma liberdade sem freios entre muitos jovens. A pureza, entretanto, era um bem e uma virtude que todas as jovens católicas tinham como um dom natural a defender e preservar para um amor mais completo e abençoado no Sacramento do Matrimónio, ou como um dom a oferecer a Deus em uma vida consagrada. Em 1947, ao beatificar a jovem mártir da pureza Maria Goretti (1890-1902), o Papa Pio XII quis indicá-la às jovens como exemplo de defesa extrema e heróica da pureza, e a proclamou Santa em 1950, durante o Ano Santo.

ORAÇÕES - 17 DE MAIO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
17 – Domingo – Ascensão do Senhor
Evangelho (Mt 28,16-20) “Ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os no nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.”
Depois daqueles dias passados com Jesus ressuscitado, os discípulos estavam preparados para um novo tempo, em que não teriam a presença visível do Senhor. Dalí em diante teriam de começar uma nova caminhada, cheia de surpresas e obstáculos, desilusões e vitórias, confiados apenas na presença oculta do Salvador. Começava para eles o nosso tempo, o tempo da fé. Recebem uma missão que será sua vida: conquistar discípulos, formá-los para uma vida nova. Devem ir ao mundo, aos povos todos para de todos formar um só. Devem mergulhar, batizar esses novos discípulos na vida da Trindade, na pessoa do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Unidos a Cristo e por ele enviados, serão os formadores do novo povo de Deus, povo fraterno e livre.
Oração
Senhor, imagino que os discípulos sentiram muita falta de vossa presença, e muitas vezes se terão lembrado dessa despedida e da missão recebida. Só puderam ir até o fim porque acreditaram de fato em vossa promessa. No íntimo do coração sabiam que estáveis sempre a seu lado. Ou melhor, sabiam que estáveis neles e eles estavam em vós. É dessa mesma fé que eu também preciso, Senhor, para ter a coragem de continuar, mesmo quando parece não haver caminho. Creio que estais comigo, agindo em mim para minha salvação, e através de mim para a salvação dos que me confiastes. Fazei que essa certeza seja a alegria de minha vida, a coragem nos momentos difíceis e a esperança quando estiver chegando o fim da estrada. Ficai conosco, Senhor. Amém.

sábado, 16 de maio de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Traje da festa”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
O banquete do Reino
 
A imagem do banquete é usada nas Sagradas Escrituras como símbolo da comunhão com Deus e comunhão com as pessoas. O profeta Isaias ensina que Deus ... preparou o banquete aberto a todos. No Sinai Deus faz um banquete com os 70 anciãos (Ex 24,9-11). O banquete é sagrado porque Deus é sempre aquele que reúne. E se faz presente. Comer juntos é partilhar da mesma vida. Por isso Jesus institui a Eucaristia durante banquete pascal. E manda fazer em memória. O amor de Deus é permanente e nós participamos dele na Eucaristia. Ouvimos "Felizes os convidados para a Ceia do Senhor!” Na parábola, Deus, esposo de seu povo oferece a todos um grande banquete. Jesus é o Filho que, com sua missão, abre a casa do Pai para um banquete. O Reino é representado também por um banquete. Todos são chamados. Os servos (profetas) fazem o convite. Mas os primeiros convidados se recusam. O motivo da recusa se reduz às tendências básicas do ser humano: pão, poder e prazer: Comprei um campo, tenho cinco juntas de boi para experimentar, casei-me e não posso ir. Nossos interesses pessoais valem mais que o Reino. Então são convidados todos os que não contam na estrutura social religiosa, pobres e pagãos. Símbolo da missão. Todos recebem a veste da festa. Ao entrar para ver os convidados, o rei vê um homem que não está com a veste nupcial. É uma ofensa. Aceitar o convite do Reino é assumir com totalidade. Significa a perda da vida. Mas há uma profunda transformação de todos os males quando o Reino é implantado. 
O Senhor me conduz 
O salmo 22 coloca como ponto de chegada, os campos verdejantes e as águas repousantes. Um banquete de ovelha. Mas também confirma: “Preparais à minha frente uma mesa, bem à face do inimigo” (Sl 22). O salmo reconhece a presença do Pastor que conduziu o povo no deserto, no êxodo, não deixando faltar coisa alguma. Por isso pode ter confiança. Lembramos o discurso de Jesus como o bom Pastor (Jo 10). O relacionamento parte do mútuo conhecimento da ovelha e do pastor. Ela o segue porque sabe aonde Ele a conduz. Age no conhecimento e no afeto: “Meu cálice transborda” (Sl 22). O banquete maior é a convivência na casa do Senhor. Jesus Pastor não é o Rei que condena os que não aceitaram o convite, mas dá a vida pelas ovelhas e Se abre a todos. Vai atrás da ovelha perdida, cura as doentes e fortalece as sadias. Não usa do rebanho para seus interesses, mas para que tenham vida e a tenham em abundância (Jo, 10,10). A parábola tem a dimensão missionária: ir longe, sobretudo atrás dos pobres para abrir-lhes as riquezas do Reino que não é privilégio de ninguém como era entendido pelo ,povo da Antiga Aliança. 
Deus proverá 
Paulo, a partir de sua escolha do Reino na pessoa de Jesus, tudo faz por Ele e nada o impede de ser total em sua resposta: “Sei viver na miséria e na abundância”. E diz: “Tudo posso Naquele que me conforta” (Fl4,12). A fragilidade da evangelização e de nossa resposta, é porque é dada pela metade. Deus não precisa de resto. É o que vemos: Se der tempo eu participo, ajudo, assumo... mas não assume nunca. Falta conhecer a palavra de Jesus por completo: “Buscai o Reino de Deus e sua justiça e o resto vos será dado por acréscimo” (Mt 6,33). E se não der nada: “Somos servos inúteis, fizemos o que devia ser feito” (Lc 7,10). Não se trata de inutilidade, mas de valores. Servir o Reino preenche todas nossas necessidades. Paulo disse: “Deus proverá esplendidamente com sua riqueza a todas as necessidades” (Fl 4,18). 
Leituras: Isaias 25, 6-10ª;Salmo23(22) 
Filipenses 4,12-14.19-20;Mateus 22,1-14 
1. O motivo da recusa se reduz às tendências básicas do ser humano: pão, poder e prazer. 
2. Jesus é o Filho que, com sua missão, abre a casa do Pai para um banquete.
3. Servir o Reino preenche todas nossas necessidades.
Roupa errada 
Imaginou você aparecer de vermelho num velório? Até o defunto vai rir. Coisa triste é sair com a roupa errada. O texto final da parábola nos alerta que, para participar do Reino, é preciso estar com a roupa de festa. Quem ia a uma festa, recebia do dono uma roupa própria. Chic! A gente costuma dizer vestir a camisa do time quando se chama para assumir. Assumir o Reino como vida, vai exigir que seja na totalidade. Por isso a gente começa a escamotear quando chega a hora do “vamos ver”. É só ver nas comunidades: quando aparece um serviço, aparecem junto as desculpas... não posso...tenho um compromisso.... As desculpas dos personagens da parábola respondem aos nossos problemas. A displicência da resposta mostra a falta de definição. Jesus quer total adesão.
Homilia do 28º Domingo Comum (11.10.2020)

EVANGELHO DO DIA 16 DE MAIO

Evangelho segundo São João 16,23b-28. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Em verdade, em verdade vos digo: tudo o que pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vo-lo dará. Até agora não pedistes nada em meu nome: pedi e recebereis, para que a vossa alegria seja completa. Tenho-vos dito tudo isto em parábolas mas vai chegar a hora em que não vos falarei mais em parábolas: falar-vos-ei claramente do Pai. Nesse dia, pedireis em meu nome; e não vos digo que rogarei por vós ao Pai, pois o próprio Pai vos ama, porque vós Me amastes e acreditastes que Eu saí de Deus. Saí de Deus e vim ao mundo. Agora deixo o mundo e vou para o Pai». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santo Agostinho 
(354-430) 
Bispo de Hipona (norte de África), 
doutor da Igreja 
Carta 130 a Proba, 27-28: PL 33, 505-506 
Orar no Espírito com gemidos inefáveis 
Aquele que pede a Deus a única coisa que realmente importa e a procura (cf Sl 26,4) pode fazê-lo com certeza e confiança. Este bem único, a paz que excede todo o entendimento, não sabemos pedi-lo adequadamente na nossa oração. Pois aquilo que podemos imaginar da sua realidade não o conhecemos verdadeiramente; por outro lado, sabemos que tudo o que nos vem à mente e que rejeitamos, recusamos e condenamos não é o objeto da nossa busca, mesmo que ainda não tenhamos consciência do que esse objeto realmente representa. Portanto, existe em nós aquilo a que eu chamaria uma douta ignorância, instruída pelo Espírito de Deus, que sustenta a nossa fraqueza. Porque, depois de dizer: «Esperar o que não vemos é esperá-lo com perseverança», o Apóstolo acrescenta: «É assim que também o Espírito vem em auxílio da nossa fraqueza, pois não sabemos o que havemos de pedir, para rezarmos como deve ser; mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inefáveis. E Aquele que vê no íntimo dos corações conhece as aspirações do Espírito, pois é em conformidade com Deus que o Espírito intercede pelos cristãos» (Rm 8,25-27). Isto não deve ser entendido como se o Espírito Santo de Deus, que é o Deus imutável na Trindade e um só Deus com o Pai e o Filho, intercedesse pelos santos como alguém que não é Deus. Dizemos que Ele ora pelos santos porque os leva a orar: leva-os a orar com gemidos inefáveis, inspirando-lhes o desejo daquele grande bem, ainda desconhecido, que aguardamos com paciência.

São Luís Orione Sacerdote e fundador Festa: 12 de março (16 de maio)

(*)Pontecurone, Alessandria, 23 de junho de 1872
(+)Sanremo, Imperia, 12 de março de 1940 
Ele nasceu em Pontecurone, na diocese de Tortona, em 23 de junho de 1872. Aos 13 anos, ingressou nos Frades Menores de Voghera e, em 1886, ingressou no oratório de Turim fundado por São João Bosco. Três anos depois, chegou ao seminário de Tortona. Ele continuou seus estudos teológicos, ficando em um pequeno quarto acima da catedral. Lá, teve a oportunidade de se aproximar dos meninos a quem dava aulas de catecismo, mas seu quarto apertado não era suficiente, então o bispo lhe concedeu o uso do jardim do bispo. Em 3 de julho de 1892, o jovem clérigo Luigi Orione inaugurou o primeiro oratório dedicado a São Luís. Em 1893, ele abriu o colégio de San Bernardino. Em 1895, foi ordenado sacerdote. Havia muitas atividades às quais ele se dedicava. Ela fundou a Congregação dos Filhos da Providência Divina e os Pequenos Missionários da Caridade; as Eremitas da Divina Providência e as Irmãs do Santíssimo Sacramento. Ele enviou seus padres e freiras para a América Latina e Palestina já em 1914. Ele faleceu em Sanremo em 1940. O Papa João Paulo II proclamou-o Beato em 1980 e, finalmente, santo em 2004.
Etimologia: Louis = derivado de Clóvis 
Martirológio Romano: Em Sanremo, na Ligúria, São Luís Orione, sacerdote, fundador da Pequena Obra da Providência Divina para o bem dos jovens e de todos os marginalizados.

Santo Honorato de Amiens, Bispo-Festa: 16 de maio (†)cerca de 600

Bispo de Amiens, ele está presente na "Passio dos Santos Fusciatto e Vittorico", onde oficia a invenção de seus corpos. Mencionado nos sacramentários e enriquecido com milagres na "Vida", diz-se que Honoratus morreu em Portus e foi enterrado em Amiens. Ele se tornou o santo padroeiro dos padeiros, talvez por causa do milagre eucarístico. Iconograficamente, ele é representado com um retábulo de padeiro e três pães. 
Patrocínio: Padeiros, confeiteiros 
Emblema: Pá do Padeiro 
Martirógio Romano: Em Amiens, no território da Neustria, França, Santo Honorato, bispo. 
Honoratus seria o terceiro bispo de Amiens, segundo o catálogo episcopal da cidade; Mas essa localização não é certa, pois o autor agrupou visivelmente no topo do lugar, aleatoriamente, cinco bispos venerados como santos. De qualquer forma, Honorato é atestado pela passio de ss. Fusciatto e Vittorico.

16 de maio - Beato Vladimir Ghika

Existem três aspectos da caridade pastoral do nosso Beato. O primeiro diz respeito ao seu coração ecumênico. Ele sonhava com a unidade da Igreja. Para ele, o Oriente e o Ocidente eram os dois pulmões da única Igreja de Cristo. Para isso, ele teve o privilégio - excepcional na época - do biritualismo. Ele propôs a santidade como um meio indispensável para promover a unidade dos cristãos. Em uma conferência de 1904, ele disse: "Esta é a hora do fascínio da santidade, da santidade claramente visível, da luz colocada no candelabro. Santidade de um amor imaculado por todos os nossos irmãos, sobretudo pelos nossos irmãos separados, sem rancor racial, sem ressentimentos históricos, sem muito tempo reprimido". Ele promoveu o ecumenismo das obras, vendo no exercício da caridade o lugar de nobre emulação entre todos os cristãos. O ecumenismo tinha que ser fundado no apostolado do amor, respeitando a liberdade e a boa-fé dos outros e evitando polêmicas inúteis e danosas.

16 de maio - Santo Alípio e São Possídio (Agostinianos)

Alípio e Possídio são dois nomes intimamente ligados ao de Aurélio Agostinho, como religiosos e como bispos. Eles são os dois melhores representantes da herança monástica de Santo Agostinho. Toda a vida - desde jovens até a maturidade - buscando a Verdade: Deus! Santo Alípio e São Possídio quase não aparecem na História. Eles estão como que ofuscados pelo esplendor do grande doutor e batalhador da Igreja, Santo Agostinho. Ambos são contemporâneos e procedem do mesmo lugar, a África romana, ou seja, a faixa no norte do continente africano que os romanos haviam conquistado, impondo sua cultura e modo de vida. Alípio e Possídio serão as mãos de Santo Agostinho em seus trabalhos mais árduos e comprometidos. Quem nos fornece os dados sobre estes dois personagens é o próprio Agostinho. O relacionamento entre eles era muito profundo e ia além das responsabilidades com o povo de Deus. Alípio nasceu em Tagaste (hoje Souk Ahras, na atual Argélia), uma cidade na província romana da Numídia, no norte da África.

Santo Ubaldo Baldassini, Bispo-Festa: 16 de maio

Ubaldo nasceu na Alemanha entre 1084/85. Ao tornar-se órfão, transferiu-se para Gúbio, na Itália, onde foi Prior e, depois, Bispo por 31 anos; salvou a cidade em vários períodos de crise, chegando a convencer Frederico Barbarossa a acabar com o assédio. Santo Ubaldo foi canonizado em 1192.
(*)Gubbio, Perugia, 1084/5
(+)16 de maio de 1160 
Pertencente a uma família nobre originalmente da Alemanha. Logo órfão de ambos os pais, Ubaldo foi criado por um tio de mesmo nome que cuidou de sua educação religiosa e intelectual. Ordenado sacerdote em 1114, alguns anos depois Ubaldo foi eleito prior de sua reitoria, cuja disciplina e costumes reformou. A fama de seu nome e de suas virtudes se espalhou para além de sua cidade, tanto que Perugia, em 1126, o proclamou seu bispo. Ubaldo, no entanto, sem tal honra, foi imediatamente a Roma pedir ao Papa Honório II que fosse isento desse cargo, obtendo um perdão. O bispo Ubaldo governou a diocese de Gubbio por 31 anos, durante os quais superou com prazer adversidades e obstáculos, conseguindo dobrar seus inimigos com gentileza e apaziguá-los com mansidão de alma. O Missal Romano de 1962 (Vetus Ordo) prescreve o dia 16 de maio como a festa da terceira classe. 
Etimologia: Ubaldo = espírito em negrito, do alemão Emblema: Equipe pastoral 
Martirológio Romano: Em Gubbio, na Úmbria, São Ubaldo, bispo, que trabalhou pela renovação da vida comunitária do clero.