sexta-feira, 24 de julho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Bom Pastor”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Teve compaixão
 
O salmo que canta o Senhor como o pastor que sustenta, guia e prepara a mesa, retrata o coração de Deus, pastor de seu povo. Jesus traduz esse coração do Pai na realização de sua missão. Para resumir a vida de Jesus em poucas palavras, basta dizer: misericórdia e compaixão. Envolve todo sentimento de Jesus. Não se trata de ter dó, mas de assumir atitudes que resolvam. Por isso Jesus fazia milagres. Essas palavras são o conteúdo de seu ensinamento. Ao assumir sua encarnação, Jesus assume nossa condição humana. Sua atividade se resumia em deixar-se penetrar na vida do povo. A Igreja que continua sua missão, se não se impregnar desse sentimento como vida, não a realiza. Preferimos as idéias que as ações. É comum ouvir dizer de certas mentalidades que não podemos deixar de lado a justiça. Pedimos justiça para os outros. Peçamos que ela nos julgue também. A nossa justiça não tem sentimento. A de Jesus, aprendida de seu Pai, ela significa amor e santidade. Misericórdia não é um sentimento. É uma atitude que chama Jesus de o Bom Pastor. Está totalmente voltado para o bem das ovelhas. O descanso de Jesus se transformou em outro trabalho. O povo não perdoa nem pensa que Jesus precisa descansar e vai em busca do consolo, da cura do conforto. Esse é o descanso de Jesus, pois o povo não o cansava. O povo não é cansativo. 
Ai dos pastores 
Jesus é o bom pastor. O que lemos no profeta Jeremias, 23,1-6, tem o paralelo em Ezequiel 34,1-31: ambos profetizam contra os maus pastores do povo. Os reis eram considerados como os pastores do povo, no lugar de Deus. “A imagem do rei-pastor é antiga no patrimônio literário do Oriente. Jeremias aplicou aos reis de Israel, para lhes reprovar o mau cumprimento de suas funções e anunciar que Deus dará ao seu povo novos pastores, que o apascentarão na justiça” (Biblia de Jerusalém, comentário, pg 11,62). O mau pastor é aquele que, pode ter muita devoção, mas não tem o coração do Bom Pastor. É o que aprendemos da devoção ao Sagrado Coração. Sem isso, o culto se torna vazio. Os maus pastores, tanto da Igreja como da sociedade, pensam em si. Jeremias diz: “Ai dos mais pastores que deixam perder-se e dispersar-se o rebanho de minha pastagem... Vós dispersastes o meu rebanho e o afugentastes e não cuidastes de... Vou verificar e castigar as malícias de suas ações” (Jr 23,1-2). Santo Agostinho, no sermão 46, sobre os pastores, chama-os de “pastores que apascentam a si, não as ovelhas”... Os bons pastores “com liberalidade maior cumprem seu ofício de misericórdia. Podem e, o que podem, fazem”. As ovelhas são os pobres, os sofredores, os doentes e os sofridos... São os de Jesus. 
Novos pastores 
O profeta anuncia os novos pastores que seguem o modelo de Jesus. O pastor que ama seu povo tem criatividade. São pobres porque não exploram as ovelhas. Os outros se enriquecem e o povo permanece sofrido. Como Paulo ensina, leva todos à unidade. O bom pastor conhece as ovelhas e são conhecidos por elas. O Bom Pastor deu a vida por suas ovelhas. O bom pastor compromete sua vida para o bem das ovelhas. Só o será aquele que faz um caminho de santidade com Jesus. Quanto mais seu coração se une ao Coração de Jesus, mais terá as ovelhas em seu coração. Se não busca as ovelhas, não encontra o caminho que Jesus fazia. É na misericórdia que Ele nos salvou. 
Leituras: Jeremias 23,1-6;Salmo 22; 
Efésios 2,13-18;Marcos 6,3034 
1. Misericórdia não é um sentimento. É a atitude que se chama, em Jesus, o Bom Pastor. 
2. O mau pastor é aquele que não tem o coração do Bom Pastor. 
3. O bom pastor compromete sua vida para o bem das ovelhas. 
Aprendendo um ofício 
Como é belo esse ensinamento sobre Jesus, o bom Pastor. As ovelhas encantam, os prados verdes são relaxantes, o pastor transfere para o coração a bondade e o acolhimento. Dever ser bonito. Mas na verdade, um rebanho é uma peleja permanente. Tem de tudo, até os ataques de bichos e de gente. Como Jesus compreendeu seu ministério e tem a ousadia de se chamar de Bom Pastor. É um aprendizado muito exigente. A vida doada ao rebanho, fazendo disso o prazer a alegria, é o resultado desse aprendizado. Vemos em nossas comunidades, no nível religioso e nas estruturas da sociedade, como os “pastores políticos – administrativos” vêem as ovelhas só como boas de voto ou de número. Não é bom. É preciso aprender o ofício no Coração compassivo de Jesus. 
Homilia do 16º Domingo Comum (18.07.2021)

EVANGELHO DO DIA 24 DE JULHO

Evangelho segundo São Mateus 13,18-23. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Escutai o que significa a parábola do semeador: Quando um homem ouve a palavra do Reino e não a compreende, vem o Maligno e arrebata o que foi semeado no seu coração. Este é o que recebeu a semente ao longo do caminho. Aquele que recebeu a semente em sítios pedregosos é o que ouve a palavra e a acolhe de momento com alegria, mas não tem raiz em si mesmo, porque é inconstante, e, ao chegar a tribulação ou a perseguição por causa da palavra, sucumbe logo. Aquele que recebeu a semente entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo e a sedução da riqueza sufocam a palavra, que assim não dá fruto. E aquele que recebeu a palavra em boa terra é o que ouve a palavra e a compreende. Esse dá fruto e produz ora cem, ora sessenta, ora trinta por um». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São João Crisóstomo 
(345-407) 
Presbítero de Antioquia, 
bispo de Constantinopla, 
doutor da Igreja 
Homilia sobre Lázaro 
«Quem tem ouvidos, oiça» (Mt 13,43) 
Um semeador foi semear o seu grão e uma parte caiu ao longo do caminho, outra parte em terra boa. Três partes perderam-se, só uma deu fruto. Mas o semeador não deixou de semear o seu campo; bastou-lhe que uma parte fosse conservada para não suspender o seu trabalho. É impossível que o grão que eu lanço neste momento no meio de tão vasto auditório não venha a germinar. Se nem todos me escutarem, um terço me escutará; se não for um terço, será um décimo; se nem um décimo me escutasse, desde que um único membro desta numerosa assembleia me ouvisse, eu não deixaria de falar. A salvação de uma só ovelha não é pouca coisa. O Bom Pastor deixou as outras noventa e nove para ir a correr atrás da ovelha que se tinha perdido (cf Lc 15,4). Eu também não posso desprezar quem quer que seja. Mesmo que seja só um, é um homem, um ser querido por Deus. Mesmo que seja um escravo, não desdenharei dele; porque não procuro a condição social, mas o valor pessoal, não procuro o poder ou a servidão, mas o homem. Mesmo que só haja um, será sempre um homem, aquele para quem o Sol, o ar, as fontes e o mar foram criados, os profetas enviados, a Lei dada. Será sempre aquele ser por quem o Filho único de Deus Se fez homem. O meu Senhor foi imolado, o seu sangue foi derramado, e eu ousaria desprezar quem quer que fosse? Não, não deixarei de semear a palavra, mesmo que ninguém me escute. Sou médico, proponho o remédio. Devo ensinar, foi-me dada ordem de instruir, porque está escrito: «Nomeei-te sentinela da casa de Israel» (Ez 3,17).

Santas Nicetas e Aquilina Mártires na Lícia Festa: 24 de julho

Lícia, por volta de 250-253
 
Eles aparecem nos anais extremamente fantásticos de São Cristóvão e podem ser uma invenção pura do autor. Teriam sido enviados à prisão onde São Cristóvão estava detido para seduzi-lo e fazê-lo apostatar da fé cristã. Encontrando-o imerso em oração, foram eles próprios vencidos pela graça e professaram-se cristãos. Após uma série de façanhas — entre outras coisas, danificaram o templo pagão com um estratagema — foram decapitados. Tudo isso teria ocorrido sob o reinado de Décio (250-253) em uma cidade não identificada da Lícia. Os Sinaxários Bizantinos os comemoram em 9 de maio, juntamente com São Cristóvão, enquanto o Martirológio Romano lhes dedica um elogio em 24 de julho.
Etimologia: Niketas: do grego Niketas, vencedor; Aquilina: do latim Aquilinus, semelhante a uma águia ou perspicaz.
Emblema: Palma do martírio, por vezes representada juntamente com São Cristóvão num cenário de prisão.

24 de julho - Beato Cândido Castán São José

Cândido Castán São José nasceu em Benifayó, província e diocese de Valência, em 5 de agosto de 1894. Ele era pai de família e durante vários anos viveu com sua esposa e filhos em Pozuelo de Alarcón (Madrid), na província de São José. Empregado das ferrovias da Companhia del Nord da Espanha, estudara no colegial do Colégio dos Frades do Sacre Cuore, em Miranda de Ebro, onde seu pai fora enviado como capataz. Mais tarde, ele se dedicou aos estudos especializados relacionados ao campo ferroviário. Em 1936 ele servia na empresa como chefe do escritório. Tinha dois filhos, Teresa de quinze, e José María de sete anos. Um cristão consistente, um militante católico, ele era na época presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Católicos. Como ele era presidente dos trabalhadores ferroviários católicos, seção de Madrid-Nord, e filiados ao movimento de Adoração Eucarística da noite.

Beato Modestino de Jesus e Maria

"Tu, Senhor, és a minha esperança, minha confiança desde a minha mocidade"(Sl 71, 5). Assim canta a Igreja, sempre animada pelo sopro do Espírito Santo. Assim repete o Beato Modestino de Jesus e Maria, hoje, sacerdote da Ordem dos Frades Menores, uma testemunha única para a misericórdia de Deus e criador de esperança no Sul da Itália, na primeira metade do século passado. Para ele, Deus, o Pai teve o prazer de revelar, desde os anos da infância, os mistérios do reino dos céus(cf. Mt 11, 25), fazendo-o descobrir o verdadeiro valor da pessoa, que é implementado na adesão generosa com os pobres crucificados com Cristo e no dom de si aos outros. Vivendo em uma sociedade marcada pela marginalização e sofrimento moral, Modestino sabia como compartilhar plenamente as expectativas e ansiedades dos fracos, respondendo à necessidade profunda de Deus presente em nossos irmãos sedentos de justiça e de amor.

Beata Maria dos Anjos de São José (Marciana Valtierra Tordesillas) Virgem e Mártir Festa: 24 de julho

(*)Getafe, Madrid, 6 de março de 1905
(+)Guadalajara, Espanha, 24 de julho de 1936 
Marciana Valtierra Tordesillas, natural de Getafe, perto de Madrid, sentiu um chamado para a vida enclausurada entre as Carmelitas Descalças, mas teve que esperar para cuidar de sua família. Em 14 de julho de 1929, ingressou no mosteiro de San José, em Guadalajara, adotando o nome de Maria degli Angeli de San José. Humilde e prestativa, era dotada de muitas qualidades humanas e espirituais. Pouco depois do início da Guerra Civil Espanhola, sua comunidade se dispersou e ela, vestida com roupas civis e junto com suas companheiras freiras, Irmã Maria del Pilar de San Francisco Borgia e Irmã Teresa do Menino Jesus e San Juan de la Cruz, buscou refúgio em outro lugar. Em 24 de julho de 1936, no entanto, as três freiras foram surpreendidas por um grupo de milicianos, que abriram fogo contra elas assim que saíram do prédio onde haviam se abrigado: Irmã Maria degli Angeli foi morta quase instantaneamente. Ela e suas companheiras foram as primeiras mártires mortas durante a Guerra Civil Espanhola a serem beatificadas, em 29 de março de 1987, na Basílica de São Pedro, em Roma. Seus restos mortais são venerados no Mosteiro Carmelita de San José, em Guadalajara, na Calle Ingeniero Mariño, 8. 
Martirológio Romano: Em Guadalajara, na Espanha, as Beatas Maria del Pilar de São Francisco Bórgia (Tiago) Martínez García, Teresa do Menino Jesus (Eusébia) García García e Mariangela de São José (Marciana) Voltierra Tordesilhas, virgens da Ordem dos Carmelitas Descalços e mártires, que em tempos de perseguição alcançaram a coroa do martírio aclamando com alegria Cristo Esposo.

Bem-aventurada Cristina, a Virgem Admirável Festa: 24 de julho

(*)Brustem, perto de Sint-Truiden (atual Bélgica), por volta de 1150-1160 
(+)Sint-Truiden (Saint-Trond, Bélgica), 24 de julho de 1224 A Vida de Cristina, escrita por Tomás de Cantimpré por volta de 1232, é muito contestada quanto ao seu valor histórico, apesar de certas concordâncias com testemunhos de Jacques de Vitry. Uma simples pastora, por volta de 1182, após um ataque cataléptico, a santa decidiu dedicar-se a Deus através de uma vida de penitência. Ela não parece ter pertencido a uma comunidade de beguinas: era uma daquelas mulheres piedosas que viviam isoladas e que eram frequentemente encontradas no início do século XIII. Retirou-se primeiro para o castelo de Looz, depois para Saint-Trond, onde morreu no convento de Santa Catarina. A Vida atribui-lhe uma série de feitos extraordinários, especialmente casos de levitação que superam todos os outros conhecidos; mas se esses feitos de fato ocorreram, testemunhariam antes uma certa morbidez. Suas relíquias, antes preservadas em Nonnemielen, encontram-se atualmente na igreja redentorista de Saint-Trond. 
Etimologia: Cristina deriva do latim Christianus e significa 'pertencente a Cristo', 'seguidora de Cristo'. 
Emblema: Caixão ou esquife, chamas, pássaros, árvores, asas, êxtase, levitação, almas no Purgatório. 
Martirológio Romano: Em Sint-Truiden, em Brabante, na atual Bélgica, a bem-aventurada virgem Cristina, chamada de Milagrosa, porque nela, através da mortificação do corpo e êxtases místicos, o Senhor operou maravilhas.

Santa Cristina de Bolsena, Virgem e Mártir Dia da Festa: 24 de julho

(+)Bolsena, século IV
 
As diversas versões da "Paixão" de Cristina são conflitantes. As versões gregas dizem que ela era originária de Tiro, as latinas de Bolsena. Apoiando esta segunda hipótese está o fato de que, na cidade do Lácio — da qual a santa é padroeira —, um cemitério subterrâneo se desenvolveu ao redor do túmulo de uma Cristina mártir desde o século IV. A história da "Paixão" é considerada fabulosa e narra a trajetória de uma menina de onze anos que foi trancada em uma torre pelo pai com doze criadas para preservar sua beleza. Na realidade, essa medida foi adotada por seu pai, Urbano, um oficial do imperador, para forçar a filha a renunciar à fé que havia abraçado: o cristianismo. Após a morte do pai — que já havia torturado a filha diversas vezes para obrigá-la a retornar aos antigos cultos — as autoridades se tornaram ainda mais cruéis, condenando-a à morte. (Avvenire) 
Padroeira: Millers 
Etimologia: Cristina = seguidora de Cristo 
Emblema: Palmeira, Roda 
Martirológio Romano: Em Bolsena, no Lácio, Santa Cristina, virgem e mártir.

Luísa de Sabóia Viúva, Religiosa clarissa, Beata 1453-1503

A Beata Luísa de Sabóia, que se santificou no casamento e depois entre as clarissas de Orbe, era de linhagem régia pelo pai, o beato Amadeu IX, duque de Sabóia, e pela mãe, Iolanda. Veio ao mundo no dia dos Santos Inocentes. Brilhou depressa pela humildade e pelos bons modos com todos. Notabilizou-se por conservar de memória as pregações, orações e Sagrada escritura. Desejava fazer-se Religiosa, mas julgou-se obrigada a obedecer ao seu tutor, o rei Luís XI, e casou-se com Hugo de Châlons, em 1479. Era ele óptimo cristão, contava uns 22 anos e prestou-se a que a sua residência se regesse pela moral mais estrita. Dançava-se nela algumas vezes, mas sem os donos tomarem parte activa. Nas vigílias das festas de Nossa senhora, dizia Luísa, 365 Ave-Marias. Pela festa das Onze mil virgens, 11 000. Rezava muitas vezes o saltério. Confessava-se frequentemente e comungava nas festas.

Charbel Makhlouf Monge capuchinho, Santo 1828-1898

Paz de alma, silêncio e solidão
 
No Líbano, cujos majestosos cedros e míticas montanhas foram tantas vezes louvados pela Sagrada Escritura, brilhou, em pleno século XIX, um dos maiores anacoretas da história da Igreja. Desde os primórdios do Cristianismo, reluziram no firmamento da Igreja homens e mulheres orantes que passavam a vida na contemplação e no silêncio, absortos somente em Deus. Despojados por completo das preocupações terrenas, tinham a alma fixada num único fim: vacare Deo — descansar em Deus, dar-se a Deus. Retrocedamos quase dois séculos e viajemos, em busca de uma dessas almas, a um país de escarpados montes cujas maravilhas foram inúmeras vezes pro-clamadas nos Livros Sagrados: o Líbano. Foi ali onde, em 1828, na aldeia de Beqaa Kafra, nascera à sombra dos cedros centenários o pequeno Youssef Makhlouf.

Santa Cunegundes Rainha da Polônia, Virgem Clarissa Dia da Festa: 24 de julho

(*)Budapeste, Hungria, 1224 
(+)Stary Sącz, Polônia, 25 de julho de 1292 
Filha do rei Béla IV da Hungria, Kunigunde (ou Kinga, em húngaro) casou-se com Boleslau, príncipe de Cracóvia, em 1239. Ambos viveram vidas castas, embora seu marido inicialmente discordasse dela. Após a morte dele, em 1279, Kunigunde ingressou na Ordem das Clarissas no Mosteiro de Stary Sącz, que ela mesma fundara. Ali, distinguiu-se pela oração e penitência. Tendo-se tornado abadessa do mosteiro, dedicou-se ao cuidado dos pobres e enfermos. Em 11 de junho de 1690, seu culto foi confirmado pelo Papa Alexandre VIII. São João Paulo II a canonizou em 16 de junho de 1999, na esplanada em frente ao mosteiro das Clarissas em Stary Sącz. 
Padroeira: Polônia, Lituânia, trabalhadores de minas de sal
Emblema: Coroa, Cetro 
Martirológio Romano: Em Stary Sącz, perto de Tarnów, na Polônia, Santa Cunegonda, filha do rei da Hungria, dada em casamento ao duque Boleslau, manteve sua virgindade com ele e, após ficar viúva, professou a regra de Santa Clara no mosteiro que fundou.

ORAÇÕES - 24 DE JULHO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
24 – Sexta-feiraSantos: Sarbélio Makhluf, Ursino, Niceta, Luísa de Saboia
Evangelho (Mt 13,18-23)A semente que caiu em boa terra é aquele que ouve a palavra e a compreende. Esse produz fruto.”
O Evangelho é anunciado a todos. Mas, nem todos o acolhem; e os que o acolhem nem todos o acolhem do mesmo modo. Nossa aceitação e nosso empenho pode ser maior ou menor. O importante é que procuremos viver correspondendo da melhor maneira possível à graça que Deus concede a cada um conforme sua livre vontade. Seremos julgados conforme o dom que recebemos.
Oração
Senhor, agradeço a oportunidade que tenho de conhecer o Evangelho. Perdoai-me, porque nem sempre correspondi às graças que me destes. Muitas vezes deixei-me levar por minhas próprias ideias e procurei o caminho mais fácil. Não quero continuar assim. Ajudai-me a estar sempre disposto a vou ouvir e a seguir vossa palavra. Preciso de vós, não me abandoneis como mereço. Amém.

quinta-feira, 23 de julho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - Com o Coração do Pai

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
150 anos de proteção
 
Vamos iniciar a reflexão sobre um documento que Papa Francisco escreveu comemorando os 150 anos da declaração do Papa Pio IX declarando São José como Padroeiro da Igreja dia 08 de dezembro de 1870, cujo título é: (Com o Coração do Pai – Patris Corde). O Papa Francisco diz que quer “deixar a boca falar da abundância do coração”. Não é um tratado, mas uma reflexão de filho. Pio IX escrevera: “Agora, nesses tempos tristíssimos em que a Igreja, atacada de todos os lados pelos inimigos... os Veneráveis Bispos de todo o mundo católico dirigiram ao Sumo Pontífice as suas súplicas e as dos fiéis por eles guiados, solicitando que se dignasse constituir São José como Patrono da Igreja Católica. Tendo depois, no Sacro Concílio Ecumênico do Vaticano I, insistentemente renovado as suas solicitações e desejos, o Santíssimo Senhor Nosso Papa Pio IX, ... para confiar a si mesmo e os fiéis ao patrocínio do Santo Patriarca José, quis satisfazer os desejos dos Excelentíssimos Bispos e solenemente declarou-o Patrono da Igreja Católica, ordenando que a sua festa, marcada em 19 de março, seja de agora em diante celebrada com rito solene”. Celebrando os 150 anos dessa declaração, o Papa Francisco escreveu: “Para partilhar convosco algumas reflexões pessoais sobre esta figura extraordinária, tão próxima da condição humana de cada um de nós”. Declarar São José Patrono é reconhecer seu permanente lugar e sua missão em nossa vida cristã. 
Patrono da Igreja Universal 
Papa Francisco afirma: “Depois de Maria, a Mãe de Deus, nenhum Santo ocupa tanto espaço no magistério pontifício como José, seu esposo. Os meus antecessores aprofundaram a mensagem contida nos poucos dados transmitidos pelos Evangelhos para realçar ainda mais o seu papel central na história da salvação: o Beato Pio IX declarou-o «Padroeiro da Igreja Católica», o Venerável Pio XII apresentou-o como «Padroeiro dos Operários»; e São João Paulo II, como «Guardião do Redentor». O povo invoca-o como «padroeiro da boa morte». São José já é tudo isso e muito mais, por ser aquele que foi tido como o pai de Jesus. Mas é bom para os cristãos reconhecerem a presença desse homem em sua vida. Temos que ver que o Papa não quis arranjar mais um serviço para S. José, mas lembrar aos cristãos o que Deus fez a esse homem simples, mas vigoroso em prol da Igreja e dos fiéis. Ele foi o primeiro acreditar nessa missão. Acolhendo e cuidando do filho que era Filho de Deus e de sua Mãe, está acolhendo todos os irmãos. É um cristão especial. Ele está na linha dos patriarcas. O evangelho fala pouco dele, pois já se sabia quem era. 
O povo devoto 
Podemos perguntar qual a razão que S. José aparecer tão pouco na bíblia? O Evangelho anuncia a missão de Jesus, passa seus ensinamentos para a Salvação. Como Maria, ele cumpriu sua missão e viveu o Evangelho Vivo. Os textos do Evangelho não falam do que é obvio e já conhecido e vivido pela comunidade primitiva. Está unido à infância de Jesus. Este é reconhecido como seu filho. Dá a impressão que ele é o primeiro fiel a viver os ensinamentos de Jesus. Com Maria, formou o coração e a mente humana desse Menino. Ensinaram como Jesus deveria ser em sua missão. Vemos aí seu lugar privilegiado no Mistério de Jesus. Não é só uma devoção, mas um conhecimento e reconhecimento de sua missão. Ele se liga ao Pai em seu ministério como pai de Jesus.
ARTIGO PUBLICADO EM JULHO DE 2021

EVANGELHO DO DIA 23 DE JULHO

Evangelho segundo São João 15,1-8. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Eu sou a verdadeira vide e meu Pai é o agricultor. Ele corta todo o ramo que está em Mim e não dá fruto e limpa todo aquele que dá fruto, para que dê ainda mais fruto. Vós já estais limpos, por causa da palavra que vos anunciei. Permanecei em Mim e Eu permanecerei em vós. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, assim também vós, se não permanecerdes em Mim. Eu sou a videira, vós sois os ramos. Se alguém permanece em Mim e Eu nele, esse dá muito fruto, porque sem Mim nada podeis fazer. Se alguém não permanece em Mim, será lançado fora, como o ramo, e secará. Esses ramos, apanham-nos, lançam-nos ao fogo e eles ardem. Se permanecerdes em Mim e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes e ser-vos-á concedido. A glória de meu Pai é que deis muito fruto. Então vos tornareis meus discípulos». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Brígida da Suécia 
(1303-1373) 
Mãe de família, 
depois religiosa, 
copadroeira da Europa 
Oração atribuída a Santa Brígida 
Felizes os vossos olhos porque veem e os vossos ouvidos porque ouvem! Bendito sejas, Jesus meu Senhor, que predisseste a tua morte antes da hora; que, na Última Ceia, consagraste maravilhosamente, com pão material, o teu Corpo que nos redimiu; que o deste por amor aos apóstolos em memória da tua preciosa Paixão; que, lavando-lhes os pés com as tuas santíssimas e nobres mãos, humildemente lhes deste um modelo de humildade. Louvor eterno a Ti, Jesus meu Senhor, por aquela hora em que sofreste na cruz por nós, pecadores, a maior amargura e a mais extrema angústia; porque os sofrimentos lancinantes das tuas chagas afligiram gravemente a tua alma e trespassaram cruelmente o teu sagrado coração; finalmente, o teu coração estalou, entregaste o espírito e, inclinando a cabeça, humildemente Te rendeste nas mãos de Deus teu Pai; então, o teu corpo sentiu o frio da morte. Bendito sejas, Jesus meu Senhor, que para nossa salvação permitiste que o teu lado e o teu coração fossem trespassados ​​pela lança, e que fizeste jorrar do teu lado o teu precioso sangue para nos redimir. Glória a Ti, Jesus meu Senhor, porque quisestes que o teu corpo bendito fosse retirado da cruz pelos teus amigos e depositado nos braços de tua Mãe dolorosa; e porque permitiste que ela o envolvesse em panos, para ser colocado no túmulo e guardado por soldados. Honra eterna a Ti, Jesus meu Senhor, que ressuscitaste dos mortos ao terceiro dia; que Te manifestaste, vivo, às testemunhas que escolheste; que, passados ​​quarenta dias, subiste aos céus à vista de muitos e aí estabeleceste honrosamente os teus amigos que libertaste do inferno. Eterna alegria e louvor a Ti, Jesus meu Senhor, que enviaste o Espírito Santo ao coração dos teus discípulos e neles desenvolveste um amor infinito a Deus. Bendito sejas, digno de louvor e de glória para sempre, Jesus meu Senhor, que reinas no teu reino celeste na glória da tua divindade, vivendo corporalmente com os santíssimos membros que recebeste da carne da Virgem. E assim virás no dia do juízo para julgar as almas de todos, vivos e mortos. Tu, que vives e reinas com o Pai e o Espírito Santo pelos séculos dos séculos. Amém.

23 de julho - Beata Filomena de São Francisco de Paula

Irmã Filomena de São Francisco de Paula nasceu em 28 de setembro de 1895 em Barcelona, ​​filha do trabalhador Francisco Ballesta e Carmen Gelmà. Foi batizada em 1º de outubro do mesmo ano, com o nome de Ana Rosa Teresa Ballesta e Gelmà. Com a morte de seus pais, foi mantida em um orfanato até 1916, comportando-se de maneira exemplar e se aproximando dos sacramentos. Aos dezoito anos, ela pediu para entrar no convento dos Mínimos como uma oblata e irmã conversa: ela fez sua primeira profissão em 14 de novembro de 1916, levando o nome de Irmã Filomena de São Francisco de Paula; em novembro de 1920 ela fez seus votos solenes. Juntamente com Ir. Maria de Sant'Enrico, ela foi designada como irmã cozinheira.

23 de julho - São João Cassiano

São João Cassiano nasceu aproximadamente no ano de 360 possivelmente no Império Romano do Leste, na Cítia Menor (atualmente Romênia). Ainda jovem ingressou no mosteiro de Belém, na Palestina. Depois ele viajou pelo Egito visitando vários mosteiros. No mosteiro de Constantinopla foi consagrado diácono por São João Crisóstomo, o Patriarca de Constantinopla, de quem se tornou amigo. Quando Crisóstomo foi exilado, no ano de 404, João Cassiano foi enviado a Roma para pleitear sua causa diante do Papa Inocêncio I. Posteriormente, Cassiano fundou seu próprio mosteiro, no ano 410, no estilo egípcio perto de Marselha, na França. Conhecido como Abadia de São Vítor, que foi um dos primeiros mosteiros masculinos, e o de São Salvador, feminino, ambos servindo de modelo para o desenvolvimento do período monástico ocidental.

Beata Margarida Maria López de Maturana, Fundadora - Festejada 23 de julho

     Nasceu em Bilbao em 25 de julho de 1884. Foi batizada com o nome de Pilar. Teve uma irmã gêmea, Leonor, com quem manteve toda a vida uma relação afetiva e espiritual muito intensa. Em 1901, seus pais decidiram mandá-la para o colégio interno das Monjas Mercedárias em Bérriz, pois queriam afastá-la de um noivo que eles não aceitavam. Depois de passar um ano e meio em Bérriz, regressou à casa paterna. O noivo voltou a visitá-la, mas tudo havia mudado... Em Bérriz Margarida descobrira que Deus a chamava para entregar toda sua vida a Jesus e aos demais. Seus familiares, acreditando ser mais uma de suas loucuras juvenis, lhe dizem que esperasse, que pensasse... Porém ela, firme e decidida, entrou no convento de Bérriz no ano seguinte. Aos 19 anos, no dia 10 de agosto de 1903, ingressou no Mosteiro de Clausura das Irmãs Mercedárias de Bérriz, tomando o nome de Margarida Maria.

Beata Joana de Orvieto, Dominicana - 23 de julho

Martirológio Romano:
Em Orvieto, cidade da Toscana, Beata Joana, virgem, terciária dominicana, ilustre por sua caridade e paciência.
Joana, mais conhecida como Vanna, nasceu em Carnaiola, próximo de Orvieto, em 1264. Como ficasse órfão aos cinco anos, suas companheiras de brincadeira procuraram assustá-la dizendo que não tinha quem olhasse por ela e que morreria de fome. Porém a menina respondeu sem se intimidar: “Eu tenho um pai melhor do que o vosso”. As crianças perguntaram o que significava isto e Joana levou-as até a igreja e lhes mostrou uma imagem do Anjo da Guarda: “Eis aqui o meu pai e a minha mãe, com ele estarei menos abandonada do que vocês. Ele velará por mim”.

SANTO APOLINÁRIO

O nome, o culto, e a glória de Santo Apolinário são legados que recebemos da história, e também da arte de Ravena, a capital do Império Bizantino no Ocidente, no período de meados do século I e século II. Lá, existem duas grandiosas igrejas dedicadas a santo Apolinário, ambas célebres na história da arte e do cristianismo. Na igreja nova de Santo Apolinário, no centro da cidade, encontramos o célebre mosaico representativo, mais extenso do que um quarteirão, com todos os mártires e as virgens. No destaque, encontra-se santo Apolinário. Na outra igreja, fora da cidade, está o outro esplendido mosaico, no qual, pela primeira vez, a figura de um santo, e não a de Cristo, ocupa o centro de uma composição, circundado por duas fileiras de ovelhas. Apolinário, o primeiro bispo de Ravena, segundo a tradição, teria sua origem no Oriente.

Brígida, da Suécia religiosa, Mística, Santa (1302-1372)

O que o Salvador disse a Nicodemos: O espírito sopre onde quer, o mundo cristão o viu, pelos fins do século XIV em Santa Brígida, da Suécia e Santa Catarina de Siena. Aquela nasceu nos confins extremos da Suécia, na província de Upland, no domínio de Finstad, não longe de Upsala, então capital de todo o reino. Nasceu no começo do século XIV, no ano de 1302. Seu nome é propriamente Birgida, transforma em Brígida pelo uso comum. Sua família era mas mais ilustres; tinha parentesco próximo com a família real e descendia dos antigos reis do país. Nela a piedade era hereditária, como a nobreza. O avô, o bisavô e o trisavô do pai de Brígida, por devoção aos mistérios da Paixão do Salvador, fizeram uma peregrinação a Jerusalém e aos outros santos lugares, que Jesus Cristo ilustrou com sua presença. O príncipe Birger, seu pai, juiz ou governador da província de Upland, era homem cheio de piedade e de virtude.