segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Força e resistência”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA 
NA PAZ DO SENHOR
Mais espertos que o maligno
 
Estamos refletindo com o Papa Francisco sobre a santidade cristã. Ele nos deu a bela orientação em sua Exortação Apostólica chamada “Alegrai-vos e exultai” – Gaudete et exultate”. Vimos a questão do Maligno que pode nos atrapalhar muito nesse caminho. Refletiremos agora sobre os caminhos da vitória.Temos inimigos, para serem vencidos. Estamos confiantes, pois há tantos homens e mulheres que vivem essa situação e são vitoriosos. Ninguém é tentado acima de suas forças (1Cor 10,13). O Papa nos anima a estar despertos e confiantes. E escreve: “A Palavra de Deus convida-nos, explicitamente, a resistir ‘contra as maquinações do diabo’ (Ef 6,11) e a ‘apagar todas as setas incendiarias do maligno”’ (Ef 6,16) (GE 162). A luta continua. Todo caminho de santidade é uma luta constante. Já dizia Jó (Jo 7,30). Estamos acostumados a ouvir que, o que o Maligno deseja é justamente que desconheçamos sua presença. Ele não tem as armas que temos, pois “para a luta, temos as armas poderosas que o Senhor nos dá: a fé que se expressa na oração, a meditação da Palavra de Deus, a celebração da Missa, a adoração eucarística, a reconciliação sacramental, as obras de caridade, a vida comunitária, o compromisso missionário” (Id). São armas que estão ao alcance de todos e bem perto de nós. Como podemos dizer: perde a luta quem quer. Os males aumentam em nós na medida em que deixamos de usar os meios comuns da vivência da fé. Não precisamos de grandes arroubos de santidade. Bastam as coisas simples da vida cristã que abandonamos. 
Crescimento do amor 
“Neste caminho, o progresso no bem, o amadurecimento espiritual e o crescimento do amor são os melhores contrapesos ao mal” (GE163). O Papa Francisco nos dá receitas simples para vencer o mal. Uma doença se cura com a saúde. Um corpo sadio tem melhor recuperação. O amor é a saúde do fiel em suas batalhas. É preciso crescer. O que mais derrota é justamente a infantilidade espiritual. Como o corpo cresce, o espiritual também deve crescer. “Ninguém resiste... se se contenta com pouco, se deixa de sonhar com a oferta de maior dedicação ao Senhor; e, menos ainda, se cai num sentido de derrota” (Id). Descreve então que há exigências: “O caminho da santidade é uma fonte de paz e alegria que o Espírito nos dá, mas, ao mesmo tempo, exige que estejamos com “as lâmpadas acesas”(Lc 12,35). Pois, quem não se dá conta de cometer faltas graves contra a Lei de Deus, pode deixar-se cair numa espécie de entorpecimento ou sonolência e permaneçamos vigilantes: “Afastai-vos de toda a espécie de mal” (1Ts 5,22); “vigiai” (Mt 24, 42)...A tibieza que pouco a pouco se vai apoderando da sua vida espiritual a leva a ficar corroída e corrompida” (GE 164). 
Corrupção espiritual 
“A corrupção espiritual é pior que a queda dum pecador, porque se trata duma cegueira... em que tudo acaba por parecer lícito: o engano, a calúnia, o egoísmo o egocentrismo, já que “também Satanás se disfarça em anjo de luz” (2C 165). Jesus alerta-nos contra esta tentação insidiosa que nos faz escorregar até à corrupção: “Quem está de pé, veja de não cair” (1Cor 10,12). O Papa Francisco escolhe uma temática simples. Às vezes nos sentimos grandes demais em nossa sabedoria e acabamos fazendo o que fazem os que tem pouca instrução. O orgulho é um mal que nos leva a tantos males.
ARTIGO PUBLICADO EM MARÇO DE 2019

EVANGELHO DO DIA 09 DE FEVEREIRO

Evangelho segundo São Marcos 6,53-56. 
Naquele tempo, Jesus e os seus discípulos fizeram a travessia do lago e vieram para terra em Genesaré, onde aportaram. Quando saíram do barco, as pessoas reconheceram logo Jesus; então percorreram toda aquela região e começaram a trazer os doentes nos catres, para onde ouviam dizer que Ele estava. Nas aldeias, cidades ou casais onde Jesus entrasse, colocavam os enfermos nas praças públicas e pediam que os deixasse tocar-Lhe ao menos na orla do manto. E todos os que O tocavam ficavam curados. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Teresa de Ávila 
(1515-1582) 
Carmelita descalça, 
doutora da Igreja 
Caminho de Perfeição, cap. 34, 9-11 
«E todos os que O tocavam ficavam curados» 
Pois se, quando [Jesus] andava neste mundo, só o tocar as suas vestes sarava os enfermos, como duvidar, se temos fé, de que faça milagres estando assim dentro de nós [na comunhão eucarística], e de que nos dará o que Lhe pedirmos estando Ele em nossa casa (cf Ap 3,20)? Não costuma Sua Majestade pagar mal a pousada quando Lhe dão boa hospedagem. E, irmãs, se vos dá pena o não O ver com os olhos do corpo, tal não nos convém. Porque àqueles a quem vê que hão de tirar proveito da sua presença, Ele Se descobre e, ainda que O não vejam com os olhos do corpo, tem muitas maneiras de Se mostrar à alma por grandes sentimentos interiores e por diversas vias. Ficai-vos com Ele de boa vontade e não percais tão boa ocasião de a Ele vos dirigirdes, como é a hora depois de ter comungado.

São Maron, o Eremita Festa:9 de fevereiro

A vida deste monge sírio, amigo de São João Crisóstomo, é muito pouco conhecida, embora ele tenha deixado uma marca indelével na história das Igrejas do Oriente - ainda hoje uma delas guarda no nome a sua memória. Sabe-se que era eremita e que passou toda a sua vida exposto a intempéries e totalmente entregue à oração, tendo tido uma grande influência no movimento monástico. Foi um verdadeiro mestre da vida espiritual, graças à sua fidelidade inquebrantável ao Senhor, e ensinava quantos lhe pediam conselho a combaterem as suas misérias espirituais, antes de tudo pelo recurso à oração. Um século depois da sua morte, um grande número de cristãos, fugindo à invasão árabe, reuniram-se no mosteiro de S. Maron e criaram uma Igreja autónoma que tomou o nome de Igreja Maronita.
(✝︎)Síria, por volta de 410 
"Agora me lembrarei de Maron, pois ele também honrou o coro dos santos. Enquanto os médicos prescrevem um remédio diferente para cada doença, o seu remédio era sempre o mesmo, comum a todos os santos: a oração. Ele curava não só as doenças do corpo, mas também as da alma: curava um da avareza, outro da ira, instruía este na temperança, aquele na justiça" (Teodoreto de Ciro).

09 de fevereiro - Beato Leopoldo de Alpandeire

A vida de Frei Leopoldo de Alpandeire não se distingue por obras estrepitosas, mas antes pela simplicidade e a fidelidade que punha em tudo o que fazia. Dele se pode dizer que foi em primeiro lugar um "homem de Deus", imbuído de seu Espírito. Era um frade esmoler e por isso andava todo o dia entre o povo. A sua posição não era a do poder, mas a de quem pede e deixa livre quem está à sua frente. Ele pedia a esmola para o sustento dos frades, deixava em troca a quem lhe dava, a serenidade, a paz, os dons do Espírito. O serviço de esmoler, como o fazia frei Leopoldo, desapareceu de todo, ou quase, na Ordem, mas é necessário descobrir outras formas para estar presente entre o povo como "menores". "Submissos a todos os homens deste mundo", reza São Francisco no Elogio das virtudes, para oferecer a ocasião de cumprir um gesto de partilha e oferecer a eles "a Sua paz", aquela paz do Senhor Jesus. Como? Envolvendo-os nas obras de caridade que muitos de nossos confrades iniciaram, pedindo-lhes que dediquem um pouco de seu tempo ao fazer e ao receber o bem. Da gratuidade no doar-se só pode nascer o agradecimento por aquilo que se recebeu. O beato Leopoldo faz parte dessa grande fileira de frades mendicantes que encarnaram na minoridade a pergunta de quem procura, a pergunta pelo Bom Deus que busca o homem porque lhe quer bem. Alpandeire, vilarejo minúsculo, escondido, como um ninho no coração da montanha, uma beleza natural. É a terra natal de nosso santo esmoler capuchinho, místico da humildade e do ocultamento, dom de Deus à humanidade que procura o seu destino. Seus pais, Diego Márquez Ayala e Jerônima Sánchez Jiménez, eram agricultores, simples e laboriosos e, como a maior parte do povo, trabalhavam duro para tornar fértil aquela terra rochosa da qual deviam tirar o sustento para a família.

Beato Mariano Scot (Muiredhac Marc Robartaigh)

Fundador e Abade em Ragensburgo.
Marianus Scottus (Muiredach, filho de Robartach) (fl. 1067–c.1080), monge beneditino e fundador do Schottenklöster de Regensburg no reinado do imperador Henrique IV, nasceu em Donegal no primeiro quarto do século XI. Ele pertencia à família Donegal que fornecia os guardiões hereditários da relíquia de São Colum Cille (qv) conhecida como Cathach, um saltério antigo que se acredita ter sido escrito pelo santo; seu parente Domnall (qv) (falecido em 1098), filho de Robartach, comarba (sucessor) de Colum Cille 1062–c.1094, foi um dos dois homens que encomendaram o santuário do Cathach, como atesta a inscrição.

São Rinaldo, Bispo de Nocera Umbra-Festa:9 de fevereiro

Padroeiro desta cidade italiana. 
Todos os dias recebia à mesa, 
no seu palácio episcopal, doze pobres. 
Curou um leproso. 
(†)Nocera Umbra, 9 de fevereiro de 1217 Nascido em uma família de alta posição, estava destinado a cargos de autoridade e a uma educação elevada. Mas, aos vinte e poucos anos, decidiu que seu destino seria diferente, renunciando a todos os seus bens para viver como eremita no Monte Serrasanta, já conhecido como local de eremitérios. Contudo, sentiu necessidade de orientação nesse caminho espiritual e ingressou no mosteiro de Fonte Avellana, onde também serviu como prior. Em 1213, foi chamado para liderar a diocese de Nocera Umbra, mas isso não significou que renunciou ao hábito monástico, que se tornou a expressão visível de um pastor totalmente devotado a Deus e aos pobres. Faleceu perto de Nocera Umbra em 9 de fevereiro de 1217.
Etimologia: Rinaldo = conselheiro poderoso, do antigo germânico 
Emblema: Cajado pastoral 
Martirológio Romano: Em Nocera Umbra, São Rainaldo, bispo, anteriormente monge camaldulense de Fonte Avellana, que, enquanto exercia o ofício episcopal, preservou firmemente os hábitos da vida monástica.

Santa Apolônia Virgem e Mártir-Festa: 9 de fevereiro

O algoz golpeou-lhe as maxilas 
até lhe fazer cair todos os dentes. 
Alexandria, Egito,(†)ca. 249 
Sua morte é narrada na "História Eclesiástica" de Eusébio de Cesareia, que inclui uma carta de São Dionísio de Alexandria, testemunha dos eventos que cercaram a captura e morte de Apolônia. Em Alexandria, no ano 248, eclodiu uma perseguição popular contra os cristãos: em um dos ataques, Apolônia, uma virgem idosa dedicada a difundir o Evangelho em sua cidade, foi capturada. Arrancaram seus dentes e atearam fogo, ameaçando jogá-la nas chamas a menos que renunciasse à fé cristã, mas Apolônia escolheu se atirar na pira e morrer. 
Patrocínio: Dentistas, Doenças Dentárias 
Etimologia: Apollonia = sagrada para Apolo, do latim
Emblema: Lírio, Palmeira, Pinças 
Martirológio Romano: Em Alexandria, no Egito, comemoração de Santa Apolônia, virgem e mártir que, após inúmeras torturas cruéis nas mãos de seus perseguidores, recusando-se a proferir palavras sacrílegas, preferiu ser condenada à fogueira a renunciar à fé. 

Ana Catarina Emmerich Religiosa, Mística, Beata 1774-1824

Religiosa e mística alemã. 
Autora de diversos livros de “Visões”. 
Beatificada em 2004.
Nascimento e sua infância. 
Ana Catarina Emmerich, Religiosa Augustina, estigmática e extática, filha de camponeses pobres, mas piedosos, nasceu na aldeia de Flamsche, perto de Coesfeld na Diocese de Muster, em Westphalia Alemanha, no dia 8 de Setembro de 1774, foi baptizada no mesmo dia e morreu no dia 9 de fevereiro de 1824 na localidade de Dulmen. Desde a primeira infância, não cessou de receber do Céu uma direcção superior. Via frequentemente o Anjo da Guarda e brincava com o Menino Jesus, nos prados e no jardim. A Mãe de Deus, a Rainha do Céu, apresentava-se muitas vezes e também os Santos lhe eram bons e afectuosos amigos. Quando era criança, falava com toda a simplicidade dessas visões e fatos íntimos, pensando que as outras crianças vissem e experimentassem o mesmo; vendo, porém, que se admiravam das suas narrações, começou a guardar silêncio, pensando que era contra a modéstia falar dessas coisas. Ana Catarina tinha um génio alegre e amável; andava, porém, quase sempre calada e recolhida. Os pais, julgando que fosse por teimosia, tratavam-na com bastante rigor. Ela conta mais tarde: “Meus pais muitas vezes me censuravam, mas nunca me elogiavam; como, porém, eu ouvisse outros pais louvarem os filhos, julgava-me a pior criança do mundo”. Era, contudo, de uma grande delicadeza de consciência; a menor transgressão afligia-a tanto, que lhe perturbava a saúde. Quando fez a primeira confissão, sentia tanta contrição, que chorou alto e foi preciso levá-la para fora do confessionário. Na Primeira Comunhão, cheia de ardente amor, ofereceu-se de novo, sem reservas, ao seu Deus e Senhor.

Miguel Febres Cordero Religioso das Escolas Cristãs, Santo 1854-1910

Equatoriano. Religioso dos 
Irmãos das Escolas Cristãs;
membro da Academia nacional
e laureado da Academia francesa. 
Canonizado em 1984.
Miguel Febres Cordero Munoz nasceu em Cuenca, Equador, em 7 de novembro de 1854, foi filho de um professor universitário e seu avô foi um general do exército, venerado como herói nacional. Aos cinco anos de idade, Nossa Senhora lhe apareceu durante um sonho e desde então decidiu que seria um sacerdote. Três anos depois, sentiu novamente a presença da Virgem Maria quando foi protegido milagrosamente de ser morto por um touro selvagem. Aos nove anos ingressou no colégio da congregação dos Irmãos da Escola Cristãs de la Sale, que chegara recentemente ao Equador. Quatro anos mais tarde, se juntou aos irmãos iniciando seu noviciado, com a benção dos seus pais, que de imediato fizeram oposição. Tornou-se um sacerdote educador famoso, dotado de notável inteligência. Aos dezassete anos publicou seu primeiro livro pedagógico, que acabou sendo adoptado pelo governo. Esta função considerada a mais nobre e rendosa missão para a Igreja e para a pátria, ele exerceu durante trinta e dois anos, na cidade de Quito. Padre Miguel se firmou no meio intelectual como filósofo, pedagogo, teólogo e escritor de vários livros de gramática, manuais de geografia, história, religião e literatura. Foi eleito em 1892, membro da Academia Equatoriana da Língua, em seguida foi agraciado também pelas Academias da Espanha, França e Venezuela, chegando a trabalhar em Paris, Bélgica e Espanha.

Nossa Senhora da Piedade - 9 de fevereiro

Nossa Senhora da Piedade, entalhada em 1600,
 foi colocada em uma capela.
No ano de 1632, durante a guerra dos 30 anos,
soldados suecos protestantes
queimaram a capela e
jogaram a imagem no pântano.
 
  Um pastor do vilarejo de Sielenbach (Alemanha) a encontrou parcialmente queimada e deteriorada. Ele a colocou na parte oca de uma pereira. A peregrinação mariana teve início após duas curas milagrosas em 1659 e 1660, ocorridas diante da Pietà colocada no oco da pereira. Muitos ex-votos fornecem informações sobre graças recebidas ali desde então. Ainda hoje uma parte do tronco da pereira pode ser vista no altar-mor.
Igreja e Mosteiro de Maria Birnbaum
     Para dar a esta imagem milagrosa um cenário digno, Philipp Jakob von Kaltenthal, comandante da Ordem Teutônica no vizinho distrito de Blumenthal, ergueu, entre 1661 e 1668, o antigo edifício barroco em torno dapereira, que lembra uma igreja russa, projetado por Constantin Pader. A igreja foi dedicada às Sete Dores de Maria Santíssima. A imagem está localizada no altar-mor.
     A igreja de peregrinação de “Nossa Senhora na pereira" (Maria Birnbaum) é a primeira igreja no norte dos Alpes com cúpula lembrando edifícios bizantinos, mas a influência italiana na construção do santuário e do mosteiro teve um papel importante.

ORAÇÕES - 09 DE FEVEREIRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
9 – Segunda-feira – Santos: Alexandre de Roma, Apolônia, Donato
Evangelho (Mc 6,53-56) “... chegaram a Genesaré e amarraram a barca. Logo que desceram da barca, as pessoas imediatamente reconheceram Jesus.”
Os discípulos tinham visto a multiplicação dos pães e dos peixes, e depois Jesus que caminhava sobre as águas e acalmava o mar. Deviam estar muito impressionados. E ainda viram como o povo acorria até ele, e como os doentes eram curados. Tinham necessariamente de se perguntar quem afinal era esse Jesus. Estavam prontos para crer quando ele se apresentou como  o Filho de Deus.
Oração
Senhor Jesus, vendo a transformação que causastes no mundo dos homens, vendo o que fizestes em minha própria vida, tenho de reconhecer vosso poder e vossa bondade. Creio em vós, Senhor, entrego-me a vós e espero de vós a felicidade. Libertai-me do mal e de minhas pobres limitações, para que seja o que esperais de mim. Tudo espero de vós, e de nada preciso ter medo. Amém.

domingo, 8 de fevereiro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Participar das coisas do Céu"

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Alimentai nosso espírito
 
A Quaresma tem um ritmo rico que nos mostra como viver a fé cristã, e qual é o resultado de nosso empenho e da graça de Deus sempre presente em nossa vida. Nessa Quaresma teremos a reflexão sobre as alianças de Deus com seu povo. Essas alianças têm sua máxima realização na pessoa de Jesus, em seu mistério Pascal, de sua morte e ressurreição. O primeiro domingo nos trouxe as tentações de Jesus. A tentação fez parte da vida de Jesus e faz parte da vida de seus discípulos que somos nós. Deixou um sentido de impotência ou risco diante do mal. No evangelho do segundo domingo temos o resultado da vitória sobre o mal por termos seguido Jesus. Ele sobe o monte e Se transfigura diante de seus discípulos. Essa cena maravilhosa nos remete à Ressurreição que nos anima na vitória contra o mal. Ali estão presentes Elias e Moisés, simbolizando a profecia e a lei. A nuvem envolve os discípulos. Significa a presença de Deus que dá garantia à missão do Filho. Não mais Moisés nem Elias serão os mestres do Povo, mas, de ora em diante, devem escutar o Filho: “Este é o meu Filho, o Escolhido. Escutai o que Ele diz” (Lc 9,35). Na oração da missa pedimos: “Alimentai nosso espírito com a vossa Palavra”. Abraão sentiu esse alimento na aliança que Deus fez com Ele prometendo uma grande descendência. Abraão vê a glorificação na multidão dos filhos como estrelas. Jesus mostrou sua glória como Pedro nos lembra em sua carta: “Pois Ele recebeu de Deus Pai honra e glória, quando uma voz vinda da sua glória lhe disse: ‘Este é meu Filho amado, em quem me comprazo’. Esta voz lhe foi dirigida do céu, ao estarmos com Ele no monte Santo” (2 Pd 9,17-19). 
Purificar o olhar da fé 
A fé não é somente o conhecimento espiritual de verdades eternas, mas exerce o papel purificador de nossa vida, de modo particular no modo de ver o mundo em todas suas realidades. Como estamos na Quaresma entendemos que o tempo é propício para revisar as muitas realidades que nos atingem. É tempo de purificação. Rezamos na oração da missa (coleta) “que seja purificado o olhar da nossa fé”. Esta nos levará a compreender que a fé não nos foi transmitida através de fábulas sutis, como nos diz Pedro, mas por termos sido testemunhas oculares de sua majestade (2 Pd 9,16), Na narrativa da aliança de Abraão, prometendo uma descendência, é realizado um sacrifício purificador, queimado com o fogo da presença de Deus. “Um braseiro fumegante e uma tocha de fogo passaram entre os animais divididos” (Gn 15,17). Purificar o olhar da fé é ver o mundo com os olhos de Deus, que são de misericórdia frutuosa. Ela gera filhos e um novo mundo, simbolizado na terra prometida: “Aos teus descendentes darei esta terra, desde o Egito ao Eufrates” (Id 18). 
Visão da glória 
Paulo em sua carta aos Filipenses nos ensina como vai se realizar a transformação de nosso corpo. Afirma primeiro que “somos cidadãos dos Céus, de onde aguardamos o nosso Salvador” (Fl 3,20). A condição não é uma dolorosa conquista de um futuro distante, mas o gozar desde já uma futura e garantida situação completamente renovada. Essa mudança se dá na “transformação de nosso corpo humilhado que Ele transformará semelhante ao seu corpo glorificado” (Id 21). Essa mudança Ele a fará “com o mesmo poder que tem de sujeitar a si todas as coisas” (id). Nessa condição estamos vivendo a aliança de Cristo Ressuscitado. Ele é transformado, não num brilho transitório, mas definitivo de glória. Por isso estamos na visão de sua glória, desde já, pois mudamos o mundo. 
Leituras: Gênesis 15,5-12.17-18; Salmo 26;
Filipenses 3,17-4,1;Lucas 9,28b,36. 
1. Alimentai nosso espírito com a vossa Palavra. 
2. Purificar o olhar da fé é ver o mundo com os olhos de Deus.
3. Por isso estamos na visão de sua glória, desde já, pois mudamos o mundo. 
Trocando de roupa 
Quando vemos uma pessoa vestida de padre, freira ou co uma túnica, temos sempre uma memória de santidade. Mas a roupa não faz o monge. Mas a gente não se desliga desse sinal exterior. Há os que pensam que a roupa e outros, os fazem melhores que os outros, tanto na Igreja, como nos negócios etc... Mas Jesus foi mais claro e quer que demonstremos a santidade pelas obras. Nada de lobo vestido de ovelha. Então vemos que Jesus tem essa modificação exterior quando deixa vir fora seu interior que era sua união ao Pai. Ele fez isso para que os discípulos não vissem em sua humanidade destruída pela morte como um fim. Sabiam que Ele era mais do que se via. A nós é dada a direção para nossa vida: que nossas boas obras sejam nossa roupa que faz brilhar o Deus que está em nossa vida. 
Homilia do 2º domingo da Quaresma (17.03.2019)

EVANGELHO DO DIA 08 DE FEVEREIRO

Evangelho segundo São Mateus 5,13-16. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Vós sois o sal da Terra. Mas se ele perder a força, com que há de salgar-se? Não serve para nada, senão para ser lançado fora e pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte; nem se acende uma lâmpada para a colocar debaixo do alqueire, mas sobre o candelabro, onde brilha para todos os que estão em casa. Assim deve brilhar a vossa luz diante dos homens, para que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem o vosso Pai que está nos Céus». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Hildegard de Bingen 
(1098-1179) 
Abadessa beneditina,
doutora da Igreja 
Livro das obras divinas, cap. 6 
Os verdadeiros crentes são a luz do mundo 
Nas expansões do seu coração, os verdadeiros fiéis consideram a grandeza da omnipotência divina, constatam a instabilidade do seu espírito e a debilidade do seu coração, e moderam todos os seus atos, a fim de não perderem o equilíbrio, excedendo a justa medida nas necessidades superiores ou inferiores, conforme a recomendação de São Paulo aos seus fiéis: «Fazei tudo sem murmurar nem discutir, para serdes irrepreensíveis e puros, filhos de Deus sem mancha, no meio duma geração perversa e depravada, onde brilhais como estrelas no mundo, ostentando firmemente a palavra da vida» (Fl 2,14-16). O homem está como que numa encruzilhada: se procurar na luz a salvação que vem de Deus, obtê-la-á; se escolher o mal, seguirá o demónio para o castigo. Com efeito, o homem deve suportar a sua natureza e todas as suas obras sem murmúrios, sem as deformações do pecado, sem contestações, comportando-se como um verdadeiro crente. Se amar o bem e odiar o mal, não porá em risco a sua libertação no dia do juízo final, altura em que será separado de todas as criaturas que se desviaram do bem, abraçando o mal. Aqueles que assim operam, procurando não ferir ninguém, vivem como filhos de Deus, na simplicidade das suas boas obras, evitando murmúrios, contestações e emoções negativas, que são típicos do mundo comum. Insensíveis às armadilhas da sedução, incentivam a estima daqueles que se congratulam pelo sua coragem no meio de uma geração depravada e perversa. Na perfeição da sua verdadeira fé, brilham como os astros cuja missão é iluminar o mundo, conforme a decisão do Criador do Universo; e, através de uma doutrina que encarna na vida, converterão muitos homens a Deus: foi assim que o Filho de Deus, que era sem pecado, iluminou a todos.

08 de fevereiro - Beata Esperança de Jesus

Madre Esperança tinha uma “fé ilimitada” com a qual “atravessou as escuras galeria do mal, da incompreensão e da humilhação, saindo purificada e fortalecida em seus propósitos”. Cardeal Ângelo Amato A Madre Esperança de Jesus nasceu em Vereda del Molino, Murcia (Espanha) no dia 30 de setembro de 1893, seu nome de batismo foi Maria Josefa Alhama Valera, era a mais velha de nove irmãos de uma humilde família de Siscar e viviam em uma pequena casa construída com barro. Devido à sua situação de pobreza, não recebeu uma educação escolar. Desde muito jovem serviu na casa de um rico comerciante de Santomera, onde seus filhos lhe ensinaram a ler e escrever, a religiosa sempre recordou este gesto e estava agradecida por isso. Dos fatos que marcaram sua infância, destacam-se a misteriosa visita que a pequenina recebeu aos doze anos: “Estava na casa do tio Padre, ouvi tocar a campainha, desci e vi uma freira muito bonita, que nunca tinha visto antes. Fiquei admirada por ver que não trazia sacola para receber esmola; pensei, de fato, que fosse uma freira mendicante e lhe disse logo: ‘Irmã, onde guarda as coisas que lhe dou se nem sacola tem?’ E ela respondeu: ‘Menina, não foi para isso que vim’! ‘Mas deverá estar cansada da viagem? Pegue uma cadeira’. ‘Não estou cansada’. ‘Com este calor, deverá ter sede!’ ‘Não tenho sede’. ‘Então o quer de mim?’ E, ela me disse: ‘ Vê, menina: eu vim lhe dizer da parte do bom Deus que tu deverás começar onde eu terminei’. E me falou demoradamente da devoção ao Amor Misericordioso que eu teria de difundir por todo o mundo.Depois de certo momento, me virei e a freira não estava mais”. Esta religiosa era santa Teresinha do Menino Jesus.

08 de fevereiro - Santo Estevâo de Grandmont

Estevão nasceu em Thiers, em 1046 era filho do visconde feudal local; aos doze anos, acompanhou o pai em uma peregrinação ao túmulo de São Nicolau em Bari, mas quando chegou, ficou doente, e seu pai foi forçado a confiá-lo aos cuidados do arcebispo de Benevento, Milone. Por doze anos, ele ficou com o arcebispo e, assim, teve a oportunidade de aprender sobre a vida de um grupo de eremitas da Calábria. Impressionado com o exemplo, ele decidiu imitá-los: ele teve seu projeto aprovado pelo papa Alexandre II e, depois de mais quatro anos, retornou ao seu país natal. No entanto, essa primeira parte da Vida é insegura e contraditória em datas, porque, de fato, as relíquias de São Nicolau foram transportadas para Bari em 1087, enquanto Milone foi arcebispo de Benevento de 1074 a 1076; além disso, o relato diz que Stefano se tornou um eremita em Muret. Em 1076, aos 30 anos, ele abandonou sua herança para viver como eremita nas montanhas Ambazac, em Limousin. Estevão ficou lá por quarenta e seis anos, levando uma vida de extrema austeridade. Os discípulos também chegaram e, no final de sua vida, a comunidade mudou-se para um mosteiro em Muret, onde ele levou uma vida de extrema pobreza, semelhante em regra aos cartuxos e aos camaldolenses (de acordo com Estevão, não havia necessidade de um novo regra escrita, uma vez que não existe outra regra senão o Evangelho de Cristo). Estevão, comparando seu estilo de vida ao de uma prisão, disse a seus discípulos: Se você vier aqui, será pregado na cruz e perderá seu poder acima dos olhos, acima da boca e acima dos outros membros, ...., se você for a um grande mosteiro com belos edifícios, encontrará animais e grandes propriedades, mas aqui você só terá pobreza e cruz.

Santa Cointa(Quinta), Virgem e Mártir - 8 de fevereiro

Cointa (Coynta ou Quinta), pertence ao grupo que o Martirológio de Floro menciona em 20 de fevereiro com o título geral de "os Mártires de Alexandria". A fonte de informação de Floro é o historiador Eusébio, mas segundo ele, o escritor de "Vetus romanum" (ou seja, Adón) distribuiu por sua conta os mártires do grupo em muitos dias do ano. Assim, encontramos Metras ou Metrano em 31 de janeiro, encontramos Cointa e depois encontraremos Apolônia ou Apolila. Segundo Adón, o Martirológio Romano menciona o nome de Cointa no dia 8 de fevereiro, com uma nota manifestamente inspirada em Eusébio ("Hist. Eccl.", L.6, c. 41). O mesmo nome aparecia um pouco mudado em outras datas, por exemplo, Greven também nomeia Tonita ou Cointa, virgem e mártir da Alexandria, no dia 15 de janeiro. Em outro lugar, Cointa figura no dia 21 de agosto, como “nobre de Alexandria”. O célebre historiador eclesiástico Eusébio de Cesaréia cita uma carta do Bispo de Alexandria, São Dionísio, a Fabiano, Bispo de Antioquia, sobre o derramamento de sangue de muitos mártires em Alexandria do Egito, sob o Imperador Décio. A passagem de Eusébio é um extrato daquela carta que narra os combates heroicos dos mártires naquela cidade durante a perseguição de Décio. "Os perseguidores - diz a carta - conduziram uma mulher cristã, que se chamava Quinta, ao templo pagão e queriam forçá-la a adorar os ídolos.

Santo Honorato de Milão, Bispo-Festa: 8 de fevereiro -† 571

Bispo de Milão de 560 a 571, amava sua diocese e desejava paz. Quando os lombardos de Alboin entraram em Milão em 569, ele se mudou com parte do clero para Gênova, para proteger a população da violência dos bárbaros. Seu gesto foi inspirado no de Eusébio, bispo de Milão cem anos antes, que havia deixado a cidade com a chegada de Átila. Infelizmente, Honorato morreu alguns meses após sua fuga e o perigo lombardo continuou por décadas. Atualmente, ele repousa na basílica de Sant'Eustorgio. 
Martirógio Romano: Em Milão, deposição de São Honorato, bispo, que, sob ameaça da invasão lombarda, salvou grande parte da população ao buscar refúgio em Gênova. 
Santo Honórato, vigésimo nono bispo de Milão (560-571). Sua festa é em 8 de fevereiro, mas foi celebrada por algum tempo no dia 26 do mesmo mês. Ele amava sua diocese e se alegrava quando, acompanhando seus convidados para visitar a basílica de San Lorenzo, exclamavam: "Ela supera em beleza quase todas as igrejas da Itália". Ele desejava a paz e, quando os lombardos de Alboin entraram em Milão em 3 de setembro de 569, mudou-se com parte do clero para Gênova. Ele pensava que o bárbaro não se enfurecia contra a população, os pobres, que lhe foram confiados como pastores.

08 de fevereiro - Beata Josefina Gabriella Bonino

Religiosa fundadora das
 Irmãs da Sagrada Família. 
Beatificada em 1995.
O amor de Cristo Bom Pastor encontrou uma expressão única na vida de Josefina Gabriella Bonino, fundadora das Irmãs da Sagrada Família de Savigliano. Seu carisma era de caridade familiar, aprendido e praticado sobretudo vivendo com os pais até a idade adulta e depois seguindo o chamado do Senhor na vida consagrada. Da família como Igreja doméstica para a comunidade religiosa como uma família espiritual, a fim de resumir sua rota humilde, escondida, mas portadora de um valor inestimável: o da família, um ambiente extraordinário de amor nas coisas comuns. Josefina Gabriella, filha exemplar - ajudou seu pai e sua mãe até a morte - tornou-se mãe de inúmeras meninas e moças sem família. Sua proposta de vida, prolongada no Instituto, constitui uma mensagem muito atual para a nossa sociedade: todo homem que vem ao mundo tem fome de amor e não de pão e tem direito a uma família e a comunidade cristã é chamada a ir ao encontro das situações de necessidade que inevitavelmente surgem. Papa João Paulo II – Homilia de Beatificação – 07 de maio de 1995 A vocação religiosa da Beata Josefina Gabriella Bonino foi uma feliz combinação da oração contemplativa e do compromisso ativo na vinha do Senhor, entre as pessoas e para as pessoas.

Jerónimo Emiliano Convertido e penitente, Santo 1481-1537

Ex-militar. Fundou em Somasca 
uma congregação de clérigos 
destinada a ajudar os órfãos e as prostitutas.
A Providência serviu-se do extraordinário espírito de penitência de um pecador para fazer germinar prodigiosa obra de amparo aos pobres, órfãos e doentes, bem como recuperação de mulheres de má vida 
Para opor-se às nefastas influências do Renascimento e do protestantismo no século XVI, a Providência suscitou uma plêiade de grandes Santos que agiram nos mais variados campos da actividade humana. Um deles foi São Jerónimo Emiliani, do patriciado de Veneza, senador da República, militar brilhante e valoroso, que tudo deixou para amparar e dar formação cristã aos órfãos das inúmeras guerras e pestes do tempo. Sua festa comemora-se a 8 de fevereiro. Oriundo de uma família nobre que havia já dado ilustres membros à Igreja, ao Senado e às armas da Sereníssima República de Veneza, Jerónimo nasceu naquela cidade marítima em 1481. Seu pai, senador, tinha pouco tempo para dedicar à sua educação, que foi entregue à sua mãe. Piedosa e meiga, Dona Eleonora soube incutir no coração do menino profundas sementes de Religião, que mais tarde dariam fruto. Mas foi o nobre amor às armas, herdado de seus antepassados, que teve a preferência do pequeno Jerónimo, de tal sorte que já aos 15 anos, pouco depois de perder o pai, ele se alistava no exército da República veneziana.

JOSEFINA BAKHITA Religiosa sudanesa, Santa (1869-1947)

Escrava sudanesa resgatada pelo cônsul italiano.
Religiosa canossiana em Schio (Itália).
Primeira sudanesa canonizada (2000).
Irmã Josefina Bakhita nasceu no Sudão (África), em 1869 e morreu em Schio (Vicenza-Itália) em 1947. Flor africana, que conheceu a angústia do rapto e da escravidão, abriu-se admiravelmente à graça junto das Filhas de Santa Madalena de Canossa, na Itália. 
A irmã morena 
Em Schio, onde viveu por muitos anos, todos ainda a chamam«a nossa Irmã Morena». O processo para a causa de Canonização iniciou-se doze anos após a sua morte e no dia 1 de dezembro de 1978, a Igreja emanava o Decreto sobre a heroicidade das suas virtudes. A Providência Divina que «cuida das flores do campo e dos pássaros do céu», guiou esta escrava sudanesa, através de inumeráveis e indizíveis sofrimentos, à liberdade humana e àquela da fé, até a consagração de toda a sua vida a Deus, para o advento do Reino. 
Na escravidão Bakhita não é o nome recebido de seus pais ao nascer. O susto provado no dia em que foi raptada, provocou-lhe alguns profundos lapsos de memória. A terrível experiência a fizera esquecer também o próprio nome. Bakhita, que significa «afortunada», é o nome que lhe foi imposto por seus raptores. Vendida e comprada várias vezes nos mercados de El Obeid e de Cartum, conheceu as humilhações, os sofrimentos físicos e morais da escravidão.