segunda-feira, 14 de setembro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Manifestação aos discípulos”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
PADRE JOSÉ OSCAR BRANDÃO(+)
REDENTORISTAS NA PAZ DO SENHOR
E os discípulos creram
 
O segundo domingo do Tempo Comum tem uma característica própria nos três ciclos (Anos A. B e C): usa o Evangelho de João. Depois inicia com o evangelista do ano. Nesse domingo lemos o evangelho das bodas de Caná. No final temos as palavras chaves: manifestou sua glória e os discípulos creram. São termos técnicos que João usa para explicitar a missão de Jesus. Seus sinais (não diz milagres) são para conduzir à fé. Esse é o domingo que abre o Tempo Comum. O mistério da Manifestação continua além do Tempo do Natal. A maior manifestação é a Ressurreição. A partir dela se funda a fé. Toda ação de Jesus manifesta sua glória para que todos creiam Nele. Na primeira leitura, de Isaias, Deus escolhe Jerusalém como esposa. Há sempre entre Deus e o povo relações de amor como matrimonial. Jesus é o Esposo que dá o vinho novo. É uma novidade total. Jesus, o esposo, é o vinho novo. A pequena comunidade é a esposa que bebe o vinho novo. A festa do casamento, provavelmente de parentes de Jesus, pode continuar. A nova família já toma o vinho novo. O papel de Maria, bem entendido, conforme as línguas semitas, significa que Jesus está a dizer: “Mãe, a gente sempre se entendeu”. Como se diz: basta um olhar. Por isso diz: “Fazei tudo o que Ele vos disser”. É papel de Maria, encaminhar a Jesus. No momento, a Igreja está sempre a conduzir a Jesus. Iniciando o Tempo Comum, temos um caminho a fazer; tomar o vinho novo que é servido em abundância. 
Diversidade de dons 
O vinho novo da festa do casamento de Caná agora é servido na qualidade dos dons dos comensais, aqueles que comem à mesa de Cristo. A leitura de 1ª Coríntios 12 nos traz uma questão do serviço fraterno entre as muitas questões apresentadas à sua orientação. Era uma comunidade culta, mas cheia de problemas e histórias. Por isso Paulo explica que cada um tem seus dons e deve usá-los para a comunidade. Isso leva a comunidade a se unir. Assim o Espírito Santo age para o bem da comunidade. Quanto mais se reconhece e usa um dom, maior é o crescimento da comunidade. Ninguém recebe para si, mas para colocar a serviço. Cada com é uma manifestação do Espírito Santo, como diz o texto: “A cada um é dada a manifestação do Espírito Santo em vista do bem comum.” Os dons são para a comunidade. Percebe-se que o Espírito Santo “se encarna” em cada um que põe a serviço de todos os dons que recebe do Espírito. “Todos esses dons os realiza o mesmo Espírito, que distribui a cada um conforme quer” (1Cor 12,11) As comunidades seriam mais ricas de(se) houvesse mais abertura mútua aos dons de cada um. 
Um mesmo Espírito 
Paulo, procurando a unidade da comunidade não fala primeiro dos dons, mas da unidade de todos em Cristo. Diz: “Há diversidade dos dons, mas um mesmo é o Espírito. Há diversidade de ministérios e atividades, mas um mesmo é o Senhor... mas um mesmo Deus que realiza todas as coisas em todos. A cada um é dada a manifestação do Espírito em vista do bem comum” (1Cr 12,4-7). Essa é a riqueza da comunidade. A comunidade é uma realidade viva. O Espírito Santo respeita cada um e promove. É o que vemos na leitura do evangelho de hoje: Maria usou seu dom de mãe: preocupou-se com a situação desagradável dos noivos. Não se meteu. Apresentou a Jesus sua preocupação. E logo, percebendo o que Jesus sentia, disse aos serventes: “Fazei o que ele disser”. Houve o milagre. Assim nasceu a nova comunidade do vinho novo 
Leituras: Isaias 62,1-5;Salmo 95; 
1 Coríntios 12,4-11; João 2,1-11. 
1. Jesus é o Esposo que dá o vinho novo. 
2. Cada com é uma manifestação do Espírito Santo. 
3. O Espírito Santo respeita cada um e promove. 
Beber sem tontear 
O povo vai à festa e mama para valer nas bebidas e comidas. Ainda mais que as coisas andam tão caras. É preciso aproveitar. É triste ver um embebedado. Com o vinho a festa continua e dando alegria da fé. A fé nos põe a serviço e nos dá a alegria de estar bebendo um vinho novo, bebendo um ritmo novo de vida. A alegria do serviço mútuo na comunidade é fruto do vinho novo. 
Homilia do 2º Domingo Comum (16.01.2022)

EVANGELHO DO DIA 14 DE SETEMBRO

Evangelho segundo São João 3,13-17. 
Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: «Ninguém subiu ao Céu senão Aquele que desceu do Céu: o Filho do homem. Assim como Moisés elevou a serpente no deserto, também o Filho do homem será elevado, para que todo aquele que acredita tenha nele a vida eterna». Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito, para que todo o homem que acredita nele não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele».
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Isabel da Santíssima Trindade 
(1880-1906) 
Carmelita 
Poesia 114 
A habitação da alma que ama 
Onde habitava Ele, senão na dor? 
Na dor imensa, na dor suprema? 
Esta é a morada da alma que ama 
e conforma a sua vida com a do Salvador. 

Não temas a dor, pois ela é promessa de amor. 
Refugia-te por inteiro à sombra da cruz, 
pois Aquele que ela sustenta te dará luz. 
Ele te fortalecerá para lutares dia a dia.

Santa Placila (Ælia Flaccilla) Imperatriz - 14 de setembro

Santa Placila, forma italiana do nome grego Plakilla, como é relatado pela respeitável Bibliotheca Sanctorum, é a imperatriz conhecida no mundo latino com o nome de Ælia Flaccilla, primeira esposa de São Teodósio I o Grande. Como o marido, ela também era de origem espanhola, talvez filha de Cláudio Antônio, prefeito de Gaul e cônsul no ano 382. O casamento de Teodósio e Placila foi celebrado por volta do ano 376. Pelo fim do ano seguinte nasceu o primeiro filho do casal, Santo Arcádio, que deveria herdar o império do Oriente, e nos anos sucessivos Placila deu à luz outros dois filhos: Honório, em 384, depois imperador do Ocidente, e Pulquéria, falecida em tenra idade. Placila faleceu prematuramente pouco depois, em 385, provavelmente devido a complicações após este último parto. São Gregório de Nissa, seu hagiógrafo, declarou expressamente que ela deu a Teodósio somente três filhos.

Santa Notburga de Eben, Doméstica - 14 de setembro

Nasceu em 1265 em Rattenberg (Tirol Norte). Foi doméstica e cozinheira no vizinho Castelo de Rottenburg. Filha de uma família de lavradores sem fortuna do Tirol, foi educada nos princípios católicos. Aos dezessete anos foi admitida como cozinheira no palácio do Conde Henrique de Rottenburg. Henrique e Jutta, sua esposa, grandes esmoleres, designaram Notburga como sua despenseira para com os pobres que chegavam a toda hora em seu palácio. Ela distribuía generosamente aos pobres tudo aquilo que sobejava da mesa dos patrões. Ela também doava aos pobres o seu próprio alimento, especialmente às sextas-feiras. Seis anos viveu com os condes; com a morte deles tudo mudou para Notburga.

São Crescêncio de Roma , Criança, Mártir -Festa: 14 de setembro

A única fonte biográfica sobre Crescentius são os Acta recebidos de Baronio ab Ecclesia Perusina, preservados na Biblioteca Vallicelliana em uma cópia do século XVII e publicados nos Acta Sanctorum. Esses Acta foram escritos na Toscana, provavelmente quando o corpo de Crescentius foi transferido para Siena em 1058. Crescentius, de uma família nobre romana, foi batizado com seus pais pelo sacerdote Epigmenius (24 de março). Durante a perseguição de Diocleciano, a família refugiou-se em Perugia, onde seu pai, Eutimio, faleceu. Trazido de volta a Roma, embora tivesse apenas onze anos, por sua fé cristã, Crescentius foi decapitado na Via Salaria, fora do portão. No cemitério de Priscilla, na Via Salaria, um mártir chamado Crescentius (Crescenzione ou Crescenziano) é lembrado nos itinerários romanos medievais, e algumas inscrições em grafite, evidências de sua veneração, foram descobertas no século passado.

São Materno de Colônia, Bispo -Festa: 14 de setembro

(+)Colônia, Alemanha, 14 de setembro (data tradicional), século IV
Bispo de uma das cidades mais importantes do Império Romano às margens do Reno, sua existência é atestada por antigos martirológios e pela tradição eclesiástica local, embora os detalhes biográficos tenham sobrevivido de forma fragmentária e frequentemente misturados a elementos lendários. Nos séculos III e IV, Colônia era um centro estratégico de suma importância: sede do governador da Germânia Inferior, cidade fortificada, porto fluvial e encruzilhada de comércio e cultura. Nesse contexto complexo, onde o mundo romano entrava em contato com os povos germânicos, Materno exerceu seu ministério episcopal.

São Pedro II de Tarantasia Bispo-Festa:14 de setembro

(*)Saint-Maurice-de-l'Exil, França, 1102
(+)Bellevaux, França, 14 de setembro de 1174 
Monge do mosteiro cisterciense de Bellevaux, fundou o mosteiro de Tamié. Distinguiu-se pela sua estrita observância da Regra. Depois, a pedido do próprio São Bernardo, aceitou o bispado de Tarentaise. Ali, lutou pelos direitos da Santa Sé e pela paz da Igreja, restabeleceu o hospício de Grand-Saint-Bernard, construiu vários outros e, por fim, retirou-se para Bellevaux, onde faleceu em 1174. 
Martirológio Romano:No mosteiro de Beauvale, no território de Besançon, na França, faleceu São Pedro, que, de abade cisterciense, passou a governar com zelo ardente a sé de Moûtiers, para a qual fora elevado, promovendo fervorosamente a concórdia entre os povos.

Santo Alberto de Jerusalém (Alberto Avogadro dos Condes de Sabbioneta) , Bispo e Mártir -Festa: 14 de setembro

(*)Castel Gualtieri, Parma, 1149
(+)San Giovanni d'Acri, Palestina, 14 de setembro de 1214 
Nascido por volta de meados do século XII na cidade de Castel Gualtieri, na Emília-Romanha (Itália), ingressou na Ordem dos Cônegos Regulares da Santa Cruz de Mortara (Pavia) e tornou-se Prior em 1180. Bispo de Bobbio em 1184, foi transferido no ano seguinte para Vercelli, que governou por vinte anos. Durante esse período, desempenhou missões de importância nacional e internacional com firmeza e prudência. Mediou a paz entre as cidades de Pavia e Milão em 1194 e entre as cidades de Parma e Piacenza cinco anos depois. Em 1191, celebrou um sínodo diocesano de grande importância por seu papel disciplinar, que continuou a servir de guia até os tempos modernos. Também desenvolveu extensa atividade legislativa em nome de ordens religiosas: ditou os estatutos para os cônegos de Biella e foi um dos conselheiros da regra dos Humiliati.

São Gabriel Taurino Dufresse, Bispo e Mártir -Festa: 14 de setembro

(*)Lezoux, França, 8 de dezembro de 1750
(+)Chengdu, China, 14 de setembro de 1815
Jean-Gabriel-Taurin Dufresse, sacerdote e membro da Sociedade para as Missões Estrangeiras de Paris, partiu para a China um ano após sua ordenação. Foi preso diversas vezes enquanto tentava difundir o Evangelho na província de Sichuan. Consagrado bispo e posteriormente nomeado vigário apostólico de Sichuan, convocou um sínodo e supervisionou a formação do clero local, sem jamais se vangloriar de qualquer sucesso na evangelização. Espionado pelo governo chinês, foi preso e decapitado em 14 de dezembro de 1815, após mais de quarenta anos de atividade apostólica. Beatificado em 27 de maio de 1900 por Leão XIII, está entre os 120 mártires em solo chinês canonizados por São João Paulo II em 1º de outubro de 2000. Seus restos mortais são venerados na cripta da igreja do Seminário para as Missões Estrangeiras, na Rue du Bac, 128, em Paris.

“EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ”

“Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, para que todos os que nEle crerem tenham a vida eterna” (Jo 3,14-15)
Se não houvesse a cruz, Cristo não seria crucificado nem teria atraído todos a si!
A festa da Exaltação da Santa Cruz é a festa da Exaltação do Cristo vencedor da morte e do pecado por seu corpo dado e sangue derramado no alto da cruz. Para o cristianismo a cruz é o símbolo maior de fé, com cujos traços todos nós nos persignamos desde o momento do levantar até o deitar a cada dia. Na cerimônia batismal o primeiro sinal de acolhida à criança recém-nascida é o sinal-da-cruz traçado em sua fronte pelo Padre, Pais e Padrinhos, sinalando-a para sempre com a marca de Cristo. A cruz recorda o Cristo crucificado, o sacrifício de sua Paixão, o seu martírio que nos deu a salvação. Por isso é que, desde tempos antiquíssimos, a Igreja passou a celebrar, exaltar e venerar a Cruz, inclusive, como símbolo da árvore da vida que se contrapõe à árvore do pecado no paraíso, e símbolo mais perfeito da serpente de bronze que Moisés levantou no deserto para curar os israelitas picados pelas cobras porque O Filho do Homem nela levantado cura o homem todo e todos os homens, o corpo e a alma dos que nEle crêem e lhes dá a vida eterna. A serpente do paraíso trouxe a infelicidade a este mundo com o engodo da igualdade divina com que incitou os pais da humanidade a comerem o fruto da árvore proibida (Gn 3,17-19), e as do deserto provocaram a morte dos filhos de Israel que reclamavam contra Deus e contra Moisés (Nm 21, 4-6).

Exaltação da Santa Cruz - símbolo da vitória de Jesus - 14 de setembro

Símbolo revelador da vitória de Jesus sobre o pecado, a morte e o demônio; também na Cruz encontramos o maior sinal do amor de Deus
 
Nos reunimos com todos os santos, neste dia, para exaltar a Santa Cruz, que é fonte de santidade e símbolo revelador da vitória de Jesus sobre o pecado, a morte e o demônio; também na Cruz encontramos o maior sinal do amor de Deus, por isso : “Nós, porém, pregamos um Messias crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os pagãos” (I Cor 1,23). Esta festividade está ligada à dedicação de duas importantes basílicas construídas em Jerusalém por ordem de Constantino, filho de Santa Helena. Uma, construída sobre o Monte do Gólgota e outra, no lugar em que Cristo Jesus foi sepultado e ressuscitado pelo poder de Deus. A dedicação destas duas basílicas remonta ao ano 335, quando a Santa Cruz foi exaltada ou apresentada aos fiéis. Encontrada por Santa Helena, foi roubada pelos persas e resgatada pelo imperador Heráclio. Graças a Deus a Cruz está guardada na tradição e no coração de cada verdadeiro cristão, por isso neste dia, a Igreja nos convida a rezarmos:“Do Rei avança o estandarte, fulge o mistério da Cruz, onde por nós suspenso o autor da vida, Jesus. Do lado morto de Cristo, ao golpe que lhe vibravam, para lavar meu pecado o sangue e a água jorravam. Árvore esplêndida bela de rubra púrpura ornada dos santos membros tocar digna só tu foste achada”. “Viva Jesus! Viva a Santa Cruz!” 
Santa Cruz, sede a nossa salvação!

ORAÇÕES - 14 DE SETEMBRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
14 – Segunda-feira – Exaltação da Sta. Cruz
Evangelho (Jo 3,13-17) Pois Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna.”
Por amor Deus criou o mundo, o universo e os homens, para que, em união com seu Filho Encarnado, tivessem vida e sentido. Se queremos vida que tenha sentido, nós a podemos encontrar deixando-nos unir a Cristo pelo favor divino, entregando-nos a ele pela fé. Seremos libertados da mentira e da morte e podemos encontrar felicidade e paz, unidos a ele na sua vida e na sua morte.
Oração
Senhor Jesus, sois o Filho de Deus e sois meu irmão de humanidade, sois Palavra de vida e sois Jesus de Nazaré. Creio e confio em vós, aceito vosso amor e quero amar-vos e seguir. Purificai-me de todo mal e da desesperança. Curai-me, levantai-me, fazei-me viver, pois somente vós o podeis fazer. Não permitais que me perca, depois de tanto terdes feito por mim. Vigiai-me de perto. Amém.

domingo, 13 de setembro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - Batismo para valer

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Água 
Tudo que é de Deus é simples. Do nada, fez tudo. Do pouco faz demais. Ao enviar seu Filho, O fez pequenino. Para realizar o sacramento do Batismo, nascimento dos novos filhos usa um pouco de água. Mesmo que fosse um mar, seria pouco, como uma gota d’água. Deus em sua grandeza divina faz de cada um filho seu que participa de sua Divindade que não tem limites. Refletindo sobre o ritual do Batismo, vemos no rito da bênção da água, sua presença nos principais momentos da história da salvação. Deus criou as águas, separando-as do caos original. A partir daí temos vida. Quando quis renovar a face da terra cheia de maldades, manda o dilúvio que destrói a maldade e faz nascer um mundo novo. É símbolo do batismo que destrói o mal e gera a vida nova. Os filhos dos hebreus, escravos do Egito são salvos passando, a pé enxuto, através das águas do Mar Vermelho. Jesus foi batizado nas águas do Rio Jordão, santificando as águas do batismo para que pudesse gerar novos filhos. Águas que dão vida. Pregado na cruz, de seu lado aberto pela lança, fez jorrar sangue e água. Seu último ensinamento foi ordem para que os discípulos fossem por todo o mundo e fizessem discípulos seus todos os povos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-os a observar tudo quanto ensinou. Batizar significa mergulhar na água. Bela simbologia: a água lava e dá vida. A água do Batismo purifica do mal e dá vida nova. A verdade é expressa pelo símbolo. 
Eu creio 
No momento do rito Batismo é pedida a adesão aos princípios da fé que se tornam de verdade vida. A fé não é só a declaração de um princípio, mas é vida de Deus em nós e vida nossa em Deus. A simbologia da água, na qual somos mergulhados, mesmo simbolicamente em pouca quantidade, nos conduz a uma participação do mistério de Deus Trindade. A profissão de fé é direcionada ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Não se trata de perceber, mas de acolher que vivemos em Deus e Deus vive em nós. Mais que o ar que respiramos é a vida nova que vivemos. Crer é um novo modo de ser. Jesus é Deus. E o que vemos? O que viam? Nada mais que a fé que Aquele Homem é Deus. A fé nos leva a não criar obstáculos. Jesus vivia com seu Pai e o Espírito, como nós vivemos. O que poderemos ver é o resultado em nossas atitudes. Mesmo assim, na penumbra da fé. Ver o invisível é a maior abertura da visão. Não se trata de sombras, mas e a luz, como a luz da inteligência, que não vemos, sabemos e entendemos. É o amor que temos e tornamos presente nas condições humanas. O amor não se vê, se faz. Quando digo eu creio, eu vivo, como a vida que vivemos. Onde está a vida? Vivida! 
Pai Nosso 
O último momento do Batismo é a recitação do Pai Nosso. Por que fomos acolhidos como filhos, podemos ter certeza que a vida de Deus em nós, nos dá direito ao relacionamento amoroso. Esse Pai nosso do Batismo, mais que uma “reza”, é o início de um relacionamento dialogal amoroso com o Pai. Paulo nos diz: “E, porque sois filhos, enviou Deus ao nosso coração o Espírito do seu Filho, que clama Abba, Pai!” (Gl 4,6). Podemos chamar a Deus de Pai... Inicia-se, com esse Pai Nosso no rito Batismo, o direito de rezar, de falar com o Pai. Temos o modelo de Jesus que estava sempre em diálogo com o Pai querido. Mesmo no maior sofrimento tem a força de colocar tudo nas mãos do Pai: “Pai, em vossas mãos entrego meu Espírito” (Lc 23,44).
ARTIGO PUBLICADO EM JANEIRO DE 2022

EVANGELHO DO DIA 13 DE SETEMBRO

Evangelho segundo São Mateus 18,21-35. 
Naquele tempo, Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou-Lhe: «Se meu irmão me ofender, quantas vezes deverei perdoar-lhe? Até sete vezes?». Jesus respondeu: «Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. Na verdade, o Reino de Deus pode comparar-se a um rei que quis ajustar contas com os seus servos. Logo de começo, apresentaram-lhe um homem que devia dez mil talentos. Não tendo com que pagar, o senhor mandou que fosse vendido, com a mulher, os filhos e tudo quanto possuía, para assim pagar a dívida. Então, o servo prostrou-se a seus pés, dizendo: "Senhor, concede-me um prazo e tudo te pagarei". Cheio de compaixão, o senhor daquele servo deu-lhe a liberdade e perdoou-lhe a dívida. Ao sair, o servo encontrou um dos seus companheiros, que lhe devia cem denários. Segurando-o, começou a apertar-lhe o pescoço, dizendo: "Paga o que me deves". Então, o companheiro caiu a seus pés e suplicou-lhe, dizendo: "Concede-me um prazo e pagar-te-ei". Ele, porém, não consentiu e mandou-o prender, até que pagasse tudo quanto devia. Testemunhas desta cena, os seus companheiros ficaram muito tristes e foram contar ao senhor tudo o que havia sucedido. Então, o senhor mandou-o chamar e disse: "Servo mau, perdoei-te tudo o que me devias, porque mo pediste. Não devias, também tu, compadecer-te do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?". E o senhor, indignado, entregou-o aos verdugos, até que pagasse tudo o que lhe devia. Assim procederá convosco meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar a seu irmão de todo o coração».
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Cipriano 
(200-258) 
Bispo de Cartago e mártir 
A oração do Senhor, 23-24 
«Perdoai-nos as nossas ofensas, 
assim como nós perdoamos 
a quem nos tem ofendido» 
O Senhor manda-nos a perdoar as dívidas aos nossos devedores, tal como Lhe pedimos que nos perdoe as nossas (cf Mt 6,12). Temos de saber que não podemos obter o que pedimos em relação aos nossos pecados se não fizermos o mesmo àqueles que pecaram para connosco; por isso, Cristo diz também: «Segundo a medida com que medirdes vos será medido» (Mt 7,2). E o servo que, depois de lhe ter sido perdoada a dívida, não quis perdoar a do seu companheiro foi lançado na prisão; porque não quis usar de clemência para com o seu companheiro, perdeu o que o seu senhor lhe oferecera. Cristo estabelece-o ainda com mais força nos seus preceitos, quando decreta: «E quando estiverdes a orar, se tiverdes alguma coisa contra alguém, perdoai, para que o vosso Pai que está nos Céus vos perdoe também as vossas faltas. Porque, se não perdoardes, também o vosso Pai que está no Céu não perdoará as vossas ofensas» (Mc 11,25-26). Quando Abel e Caim ofereceram os primeiros sacrifícios, não foi para as suas oferendas que Deus olhou, mas para o coração de um e outro (cf Gn 4,3s): aquele cuja oferenda Lhe agradou foi aquele cujo coração Lhe agradou. Abel, pacífico e justo, oferecendo o sacrifício a Deus na inocência, ensinou-nos a oferecer os nossos dons no altar com um coração simples, com sentido de justiça, concórdia e paz; pois, oferecendo o seu sacrifício a Deus com essas disposições, mereceu tornar-se ele próprio uma oferenda preciosa e dar o primeiro testemunho do martírio: pela glória do seu sangue, prefigurou a Paixão do Senhor, porque possuía a justiça e a paz do Senhor. São homens assim que são coroados pelo Senhor, e que, no dia do juízo, dele obterão justiça.

Cornélio, o Centurião Leigo, Mártir, Santo Séc. I

O centurião que veio 
pedir socorro a São Pedro.
As referências a este santo encontram-se nas Sagradas Escrituras onde afirmam: « Havia em Cesaréia um homem, por nome Cornélio, centurião da coorte que se chamava Itálica. Era religioso; ele e todos os de sua casa eram tementes a Deus. Dava muitas esmolas ao povo e orava constantemente. Este homem viu claramente numa visão, pela hora nona do dia, aproximar-se dele um anjo de Deus e o chamar: Cornélio! Cornélio fixou nele os olhos e, possuído de temor, perguntou: Que há, Senhor? O anjo replicou: As tuas orações e as tuas esmolas subiram à presença de Deus como uma oferta de lembrança. Agora envia homens a Jope e faze vir aqui um certo Simão, que tem por sobrenome Pedro.

João Crisóstomo Bispo, Doutor da Igreja, Santo 309-407

João Crisóstomo foi um grande orador do seu tempo. Todos os escritos dizem que multidões se juntavam ao redor do púlpito onde estivesse discursando. Tinha o dom da oratória e muita cultura, uma soma muito valiosa para a pregação do cristianismo. João nasceu no ano 309 em Antioquia, na Síria, Ásia Menor, procedente de família muito rica considerada pela sociedade e pelo Estado. Seu pai era comandante de tropas imperiais no oriente, um cargo que cedo causou sua morte. Mas a sua mãe Antusa, piedosa e caridosa, agora Santa, providenciou para o filho ser educado pelos maiores mestres do seu tempo, tanto científicos quanto religiosos, não prejudicando sua formação. O menino, desde pequeno, já demonstrava a vocação religiosa, grande inteligência e dons especias. Só não se tornou eremita no deserto por insistência da mãe. Mas, depois que ela morreu, já conhecido pela sabedoria, prudência e pela oratória eloqüente, foi viver na companhia de um monge no deserto, durante quatro anos. Passou mais dois, retirado numa gruta sozinho, estudando as sagradas escrituras e, então, considerou-se pronto. Voltou para Antioquia e se ordenou sacerdote. Sua cidade vivia a efervescência de uma revolta contra o Imperador Teodósio I. O povo quebrava estátuas do imperador e de membros de sua família. Teodósio, em troca, agia ferozmente contra tudo e contra todos.

Maurílio de Angers Bispo, Santo + 453

Insigne bispo desta cidade francesa. 
Tinha especial carinho pelos camponeses,
 sobretudo os mais pobres.
Maurílio nasceu na segunda metade do século IV, em Milão, na Itália. Na juventude, viajou para a Gália, agora França, atraído pela fama do bispo mais ilustre de sua época, Martinho de Tours. Naquela época, a região da Gália tinha muito pouco conhecimento do Evangelho. Já existiam vários bispos destacados pelas cidades, mas o cristianismo era um fenômeno particularmente urbano e poucos camponeses tinham acesso aos ensinamentos. A finalidade da missão de Maurílio era essa. Após sua ordenação sacerdotal, saiu em missão para evangelizar os camponeses dos campos mais distantes das cidades. Então, Maurílio entregou-se, de corpo e alma, à vida de pregação, sempre pronto a ajudar os pobres e doentes.

Santo Amato de Remiremont, Abade -Festa: 13 de setembro

Fundador dum mosteiro perto de 
Remiremont na região dos Vosges (França). 
Nascido em Grenoble entre 565 e 570, filho de Heliodoro, um nobre romano. Ingressou no mosteiro de Agaunum, no Valais, em 581, e foi ordenado sacerdote. Permaneceu lá por 30 anos antes de se retirar como eremita. Fundou o mosteiro duplo de Habend, nos Vosges, juntamente com Santo Eustácio. Amatus faleceu em 13 de setembro. Apareceu diversas vezes após a sua morte, realizando muitos milagres. Seus restos mortais foram trasladados para a igreja de Santa Maria. Desde 670, sua festa é celebrada em 13 de setembro. São Leão IX reconheceu suas relíquias em 3 de dezembro de 1049. Amatus é venerado sobretudo em Grenoble e Saint-Dié. (Avvenire) 
Etimologia: Beloved = querido, apreciado, do latim Emblema: Cajado pastoral 
Martirológio Romano: Nas montanhas dos Vosges, na Nêustria, também na França, Santo Amato, sacerdote e abade, distinguiu-se pela sua austeridade, jejum e desejo de solidão, governando sabiamente o mosteiro de Habend, que fundou juntamente com São Romário.

Beata Virgem Carmelita Maria de Jesus Lopez de Rivas -Festa: 13 de setembro

(*)Tartanedo, Guadalajara, Espanha, 18 de agosto de 1560
(+)Toledo, Espanha, 13 de setembro de 1640 
Nasceu em Tartanedo, na província espanhola de Guadalajara, em 18 de agosto de 1560. Órfã aos quatro anos de idade, foi criada no ambiente familiar de Molina de Aragón e, ainda adolescente, desenvolveu o desejo de se consagrar na Ordem Carmelita reformada por Teresa de Jesus. Ingressou no mosteiro das Carmelitas Descalças em Toledo em 1577 e fez seus votos em 8 de setembro de 1578. A própria Teresa, que tinha especial respeito por ela, chamava-a carinhosamente de "El Letradillo", reconhecendo seu bom senso e preparo espiritual. Por mais de sessenta anos, Maria de Jesus permaneceu ligada ao mosteiro de Toledo, ocupando diversos cargos, incluindo sacristã, ama, mestra de noviças, subprioresa e priora. Em 1600, foi destituída do cargo de priora após acusações que posteriormente se provaram infundadas. Ela suportou as consequências desse caso por cerca de vinte anos, até sua reabilitação pública e reeleição unânime como priora em 1624. Sua espiritualidade era profundamente cristocêntrica, com particular atenção à Paixão, à Eucaristia, à humanidade de Cristo e à vida litúrgica. Ela morreu em Toledo em 13 de setembro de 1640, aos oitenta anos de idade. Foi beatificada por Paulo VI em 14 de novembro de 1976. 
Etimologia: Maria, a forma latina de Miriam, deriva do hebraico Miryam; a etimologia permanece debatida e recebeu diversas interpretações ao longo dos séculos. 
Emblema: Hábito das Monjas Carmelitas Descalças, livro e referências à Paixão de Cristo. 
Martirológio Romano: Em Toledo, na Espanha, a Beata Maria de Jesús López de Rivas, virgem da Ordem das Carmelitas Descalças, que aderiu plenamente em corpo e espírito à Paixão do Senhor, sempre humilde e paciente em todas as coisas. 

Quinta Aparição de Nossa Senhora de Fátima - 13 de setembro de 1917

     Na Quinta aparição de Nossa Senhora, como das outras vezes, uma série de fenômenos atmosféricos foram observados pelas pessoas que tinham ido à Cova da Iria.
     Calculou-se que estavam presentes entre 15 e 20 mil pessoas.
     O súbito refrescar da atmosfera, o empalidecer do sol até o ponto de se verem as estrelas, uma espécie de chuva como que de pétalas ou flocos de neve, que desapareciam antes de pousarem na terra.
     E desta vez, foi notado um globo luminoso que se movia lenta e majestosamente pelo céu de um para outro. E que, no final da aparição, moveu-se em sentido contrário.
     Os três pastorinhos notaram, como de costume, o reflexo de uma luz e, a seguir, viram Nossa Senhora sobre a azinheira.