terça-feira, 22 de setembro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Fácil ser Feliz”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Benditos vós...
 
Deus, no alto do Monte Sinai, deu a Moisés os dez mandamentos que são a síntese de tudo que é amor. Tem-se a impressão de uma lei que é imposta, proibições que parecem cercear a vida. Essa mentalidade não pode obscurecer o grande carinho de Deus que cuida do que é humano. Os mandamentos abarcam o Divino e o humano. Jesus, novo Moisés, não sobe o monte, mas desce para o meio do povo. Mais que ensinar decretos, reconhece no coração dos humildes a bondade aprendida de Deus: “Bem-aventurados vós”. Lucas, diferentemente de Mateus, apresenta uma lista resumida. Resume tudo no coração do pobre, sofredor e perseguido por causa de Jesus. Esses recebem tudo o que Deus tem a nos oferecer: o Reino, a saciedade, o consolo e a recompensa. É uma síntese completa do que diz Mateus. Por outro lado, apresenta as maldições que sofrem os que confiam só na riqueza, na fartura, no divertimento e na vaidade. Esses são malditos. Podemos dizer infelizes. Não vivem em Deus. Jeremias explicita essa maldição: “Maldito o homem que confia no homem... e afasta seu coração do Senhor. Não floresce. É como planta no deserto” (Jr 17,5-6). E renova a esperança: “Bendito o homem que confia no Senhor, cuja esperança é o Senhor. É como a árvore plantada junto às águas” (id 7-8). O profeta apresenta uma realidade da natureza: as raízes buscam a água. Por isso não temem o calor, mantêm-se verde sempre e dão fruto. Assim é a vida cristã: buscar onde está a vida animada pela fé. 
Confia no Senhor 
O que significa confiar no Senhor? Mateus, quando anuncia as bem-aventuranças, diz que Jesus subiu o monte (Mt 5,1). O evangelho de Lucas coloca Jesus no meio do povo. Inspira confiança. Pela encarnação, Jesus está entre nós. No meio do povo. A fé é também uma questão da proximidade de coração. Jesus fala olhando nos olhos. O termo bem-aventurado, traduz-se abençoado, aquele que obteve o favor de Deus. Jesus não dá uma aula dizendo como devem ser, mas diz o que são: “Bem-aventurados vós”. Esse diálogo com o povo abre espaço a uma proximidade sempre maior dos discípulos. Podemos fazer uma leitura do coração dos discípulos de Jesus. Essa confiança Nele é porque Ele demonstrou confiança neles. Confiar no Senhor é acolher o Reino de Deus. Os que não confiam são os que perseguirão os discípulos, pois a recusa a Jesus vai penetrar seus corações. Por isso vemos essa ojeriza contra os cristãos católicos. Quando se diz: malditos, podemos dizer infelizes. O hebraico sempre trabalha com oposições. O que perdem esses infelizes? Sua consolação é passageira, a riqueza não sustenta o ser humano como um todo. Há outros infortúnios. A bajulação não sustenta o ser humano. Elogio falso não constrói. 
Garantia de ressurreição 
O texto sobre a Ressurreição, no conjunto da liturgia de hoje, não está colocado como parte do tema das bem-aventuranças. Mas podemos compreender que a ressurreição não é só um fato único que acontece no final de nossa história. É início da vida eterna. Ela está presente como vida para os que buscam viver as bem-aventuranças. Se não acreditamos na ressurreição dos mortos, também Cristo não ressuscitou. Sem a ressurreição de Cristo nossa fé não tem razão de ser. A Ressurreição não é um momento após o final de nossa vida. Ela vai acontecendo sempre mais, cada vez que vivemos as bem-aventuranças como caminho de ressurreição. 
Leituras:Jeremias 17,5-8; Salmo1 ; 
1Coríntios 15,12.16-20; Lucas 6,17.20-26. 
1. Lucas reconhece no coração dos humildes a bondade aprendida de Deus: 
2. Confiar no Senhor é acolher o Reino de Deus. 
3. A Ressurreição acontece cada vez que vivemos as bem-aventuranças. 
Felicidade de bolso furado 
Bolso furado mais perde do que guarda as coisas. Quando a gente quer dar uma de bom, a gente pisa e passa por cima. É como colocar a vida num bolso furado. É uma felicidade brocada. E acabamos levando. Poder não dura. Riqueza enferruja, alegrias passam. Tudo se evapora. É vida num bolso furado. Felicidade, quando não tem o coração cheio da bem-aventurança, é uma falsidade. Tudo falácia. É um depósito furado, uma caixa d’água rachada. Um banco falido. Tudo enferruja. Para viver bem, não é preciso muito. Para compartilhar é preciso de pouco. Para sorrir, basta um olhar de carinho. Para saciar é preciso um pouco do nada que somos. 
Homilia do 6º Domingo Comum (13.02.2022)

EVANGELHO DO DIA 22 DE SETEMBRO

Evangelho segundo São Lucas 8,19-21. 
Naquele tempo, vieram ter com Jesus sua Mãe e seus irmãos, mas não podiam chegar junto dele por causa da multidão. Então disseram-Lhe: «Tua Mãe e teus irmãos estão lá fora e querem ver-Te». Mas Jesus respondeu-lhes: «Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Guilherme de Saint-Thierry 
(1085-1148) 
Monge beneditino, depois cisterciense 
A contemplação de Deus, 2-3 
«Diz-me o coração:
 "Procurai a sua face". 
Não escondais de mim o vosso rosto» (Sl 27, 8-9) Sou insolente e temerário, e Tu és o meu auxílio e amparo constantes, Tu, que nunca Te cansas! Mas é o amor do teu amor que me impele a procurar a tua face. Tu vês-me e eu não Te vejo; mas deste-me o desejo de Ti, e deste-me tudo o que em mim Te agrada. E perdoas imediatamente a este cego que corre em direção a Ti, estendes-lhe a mão assim que o vês tropeçar. Mas eis que a voz do teu testemunho me ressoa no fundo da alma, respondendo ao meu anseio. Ela ressoa, tudo agitando dentro de mim, e os meus olhos interiores ficam cegos com o brilho fulgurante da tua verdade. Ela recorda-me que o homem não pode ver-Te e continuar vivo (cf Ex 33,20). No abismo do meu pecado, ainda não consegui morrer para mim mesmo a fim de viver unicamente para Ti (cf 2Cor 5,15); contudo, segundo a tua palavra e por um dom que vem de Ti, apoio-me na rocha da fé em Ti, a fé cristã, neste lugar que está verdadeiramente perto de Ti (cf Ex 33,21). Apoiado nesta fé, sou paciente, tanto quanto me é possível, enquanto espero, e abraço a tua mão direita, que me sustenta e me protege (cf Sab 5,16). Por vezes, quando contemplo e me esforço por ver, vejo – de costas (cf Ex 33,23) – Aquele que me olha; vejo a humildade da vida humana de Cristo, teu Filho, que passa. Aguardo o dia em que removerás a mão que me tapa (cf Ex 33,22) e me darás a graça que ilumina, para que um dia, finalmente, morto para mim mesmo e vivo para Ti, com o véu afastado do rosto, comece a ver o teu rosto descoberto.

Santo Emmeram de Regensburg, Abade e Mártir -Festa: 22 de setembro

(†)Cerca de 690
 
Possivelmente originário de Poitiers, o bispo Emmeram chegou a Regensburg, na Baviera, em 645. Ele foi morto a caminho de Roma. Um importante mosteiro beneditino recebeu o seu nome. Ele é o santo padroeiro da diocese de Regensburg. 
Martirológio Romano: Em Regensburg, na Baviera, Alemanha, Santo Emmeramus, bispo, foi morto por sua fé em Cristo. 
Emmeran, ou Emmerammo (Haimhram), um monge e bispo regional, deixou o reino franco no final do século VII rumo a Regensburg, onde foi recebido benevolamente pelo duque Teodósio. Teodósio desejava mantê-lo como bispo de seu território ou, pelo menos, como abade do mosteiro. Não se sabe por quanto tempo Emmeran exerceu seu ministério pastoral na corte do duque, nem se fundou um mosteiro perto da igreja de São Jorge.

22 de setembro - São Paulo Chong Ha-sang

Paulo Chong Ha-sang, heroico leigo coreano, nasceu em 1795 em Mahyan, o pai Agostinho e seu irmão Charles foram martirizados em 1801, ficando assim, a sua família reduzida: por ele, sua mãe e sua irmã Cecilia Elizabeth. Na mesma ocasião, depois de serem presos e privados de todos os bem, eles foram forçados a ir viver como hóspedes na casa de um parente, perdendo contato com a comunidade cristã. Mesmo assim, eles não se acovardaram e assim que foi possível, Paulo – com cerca de vinte anos, sua mãe e irmã, mudaram-se para Seul, onde se juntaram a comunidade cristã, dedicando-se ao serviço dos mais pobres. Por pelo menos quinze vezes ele foi à China, na cidade de Pequim, em viagens feitas a pé, árduas e sofridas, impulsionado pelo heroísmo de uma verdadeira fé, professada apesar dos perigos graves.

Mártires da Revolução Espanhola de 1936 - 22 de setembro

Beata Maria da Purificação Vidal Pastor, Virgem e mártir
Maria da Purificação Vidal Pastor nasceu em Alcira (Valencia) em 14 de setembro de 1892 e foi batizada em 20 do mesmo mês e ano na igreja de Santa Catarina. Professora, de família abastada, aderiu à Ação Católica e a outras associações apostólicas, se dedicando a formação da juventude operária e ao cuidado dos doentes. Durante a perseguição religiosa intensificou ainda mais sua atividade apostólica e a defesa da religião. Ainda que era previsto o seu martírio, permaneceu em Alcira. Havia afirmado: “Se devo morrer, que o meu sangue lave os pecados de outrem”. Foi aprisionada juntamente com suas duas irmãs. Sofreram o martírio no dia 22 de setembro de 1936 em Corbera, gritando: “Viva Cristo Rei!”. A sua beatificação foi celebrada pelo Papa João Paulo II em 11 de março de 2001.

Santa Salaberga Abadessa Festa: 22 de setembro

(✝︎)Laon, França, 22 de setembro de 665 
Martirológio Romano: Em Laon, na Nêustria, também na França, Santa Salaberga, abadessa, que se diz ter sido curada da cegueira por São Columbano e iniciada por ele no serviço de Deus. 
Salaberga nasceu perto de Laon em uma família muito ilustre e foi educada em casa com seus irmãos para evitar que ela fosse infectada pelos hereges Bonosiaci. Tão conhecida era a fama de seus pais Gondovino e Sarethruda, que o abade de Luxeuil Santo Eustácio quis visitá-los. Eles o apresentaram apenas a seus dois filhos Leudovino e Fulcru, explicando que eles tinham uma filhinha que sofria de metrorragia, causa de grande fraqueza. Na oração do santo Salaberga foi curado e pôde retomar os jogos e estudos. Uma bela adolescente com todas as graças, ela foi dada em casamento a um jovem de boa família, Richraen, que a deixou viúva depois de apenas dois meses.

Santa Mártir Emérita Festa: 22 de setembro Século III.

 
Em um martirológio em Brescia, Santa Digna Merita foi comemorada junto com duas crianças em 17 de junho, como mártir, na igreja de Sant'Afra. Diz-se que pereceu na época do imperador Adriano (117-138) e que teve seu sepultamento primitivo na igreja dos Santos Faustino e Giovita. F. Caraffa escreve "que as circunstâncias e as semelhanças com a notícia da passio de Degna e Emerita tornam muito provável que se possa presumir que se trata da translação de alguma relíquia da mártir Emerita, estranhamente transformada em Digna Merita, e enriquecida com sua própria lenda".

Santa Basília Mártir Festa: 22 de setembro

Etimologia:
Basilia = rainha, real, do grego 
Emblema: Palma 
Martirológio Romano: Em Roma, na antiga Via Salaria, deposição de São Basilla, mártir, sob os imperadores Diocleciano e Maximiano.
Seu nome aparece em 16 de agosto no manuscrito Sens (século X) do Martirológio Hierônimo. Há também menção de um lugar chamado Sainte-Bazile em dois mapas de 1216 e 1285. Ela é, sem dúvida, Santa Basília, padroeira de Couvert, perto de Juaye-Mondaye, na diocese de Bayeux. Nenhuma outra notícia dela chegou até nós além de seu martírio, sofrido pela fé e pela disseminação de seu culto. De acordo com uma lenda, sete fontes jorraram milagrosamente nos lugares tocados por sua cabeça proeminente. Não deve ser confundido com a Sasilia cujas relíquias, trazidas para Roma, estão no Hotel Dieu em Bayeux. 
Autor: Pierre Villette 
Fonte: Bibliotheca Sanctorum 
Santa Basília

Tomás de Vilanova Agostiniano, Santo 1486-1555

O anti-Lutero
 
Quase na mesma época em que um ex-frade agostiniano, Martinho Lutero, pervertia a Alemanha com sua pseudo-reforma, outro agostiniano, São Tomás de Vilanova, promovia com firmeza a verdadeira reforma religiosa e de costumes na Espanha 
São Tomás de Vilanova nasceu em Fuenllana (Espanha) no ano de 1488 e criou-se em Villanueva de los Infantes, de onde tomou seu nome ao entrar na Ordem dos Agostinianos. Seus pais, Alonso Tomás Garcia e Lucia Martinez de Castellanos, emulavam nas obras de caridade. Socorriam a toda espécie de necessidades e eram conhecidos na região como “os santos esmoleres”. Tomás herdou dos pais essa virtude. Dava a seus coleguinhas mais necessitados tudo o que podia, inclusive suas próprias vestes e calçados. Um dia em que os pais não estavam em casa, chegaram seis pobres pedindo esmola. O menino, não encontrando nada para dar-lhes, foi ao galinheiro e pegou seis franguinhos, dando a cada um dos pobres um destes.

Catarina de Génova Esposa, Religiosa, Mística, Santa (1447-1510)

No século XV, os partidos guelfi e ghibellini eram os dominantes em Gênova, alternando-se no governo da cidade por meio de lutas sangrentas. Mas quando Catarina Fieschi nasceu, no ano de 1447, as famílias da nobreza que pertenciam a essas facções políticas já conviviam em paz, que era mantida pelos casamentos acordados entre si. Ela também teve de submeter-se a essa situação, pois seus pais, Tiago e Francisca, fidalgos dos guelfi, a deram em casamento ao jovem Juliano, da aristocrata família Adorno, dos ghibellini. A união foi chamada de bizarra. Juliano era muito rico, mas irresponsável, desregrado, jogador e de caráter duvidoso, enquanto Catarina, com apenas dezesseis anos, era religiosa, sensível e muito caridosa, que, em vez de casar, desejava poder ter seguido a vida religiosa como sua irmã Limbânia o fizera. Ela viveu sob a influencia negativa do marido, dividida entre as futilidades da corte e as obras de caridade.

Maurício e companheiros, Leigo, Mártir e Santo Século III

Diocleciano, assim que foi aclamado imperador, no ano 284, imediatamente nomeou Maximiano Hercúleo governador do Ocidente, com a incumbência de entrar em combate contra os gálicos, agora chamados franceses, os quais já haviam dado início à luta armada para vingarem-se da morte de Carino, filho do até então imperador, que fora assassinado pelo sanguinário Diocleciano por ocasião da sua tomada do poder. No alto Egito, foi recrutado um batalhão de soldados cristãos, conhecidos como “a legião de soldados cristãos da Tebaida”, chefiados pelo comandante Maurício.

SÃO FÉLIX IV, PAPA

Félix IV (em latim: Felix IV); (Benevento, 11 de outubro de 466 - Roma, 22 de setembro de 530) foi o Papa da Igreja Católica de 12 de julho de 526 até a data de sua morte. Morreu em 22 de setembro de 530. Nasceu em Benevento. Designado por Teodorico, o Grande, demonstrou tal lealdade à Igreja que o rei ostrogodo o repudiou e o desterrou. Construiu em Roma a Basílica dos Santos Cosme e Damião, e condenou o semipelagianismo numa carta a São Cesário de Arles, que no II Concílio de Orange em 529, converteu em cánones. À beira da morte, pediu ao clero que elegesse o arcediago Bonifácio para que lhe sucedesse. Com sua morte, os cristãos tiveram liberdade de culto.

Beato José Calasanz e companheiros, mártires, +1648.

Beato José Calasanz Marqués nasceu em Azanuy. Homem de coração e grande trabalhador, preocupou-se, até ao fim, com a salvação dos seus irmãos. Entre 1936 e 1939, a Espanha esteve envolta numa dramática e sangrenta guerra civil: um conflito carregado de lutas antagónicas ideológicas. Houve também danos para a Igreja espanhola, que sofreu, especialmente por parte de forças anarquistas e milícias, uma perseguição violenta. Foram massacrados milhares de sacerdotes, religiosos e leigos, só porque eram cristãos. Entre estes cristãos contam-se inúmeros membros da família salesiana: 39 sacerdotes, 22 clérigos, 24 coadjutores, duas filhas de Maria Auxiliadora, quatro salesianos cooperadores, três aspirantes salesianos e um colaborador leigo, 95 no total. Foram iniciadas três causas distintas de martírio, que depois resultaram em duas: para o grupo de Valencia – 32 mártires – liderado por Dom José Calasanz, e para os dois grupos de Sevilha e Madrid – 63 mártires – liderado por Dom Enrico Saiz Aparicio.

Santo Inácio de Santhià (Lorenzo Maurizio Belvisotti) sacerdote capuchinho -Festa: 22 de setembro

(*)Santhià, Vercelli, 5 de junho de 1686
(+)Torino, 22 de setembro de 1770 
Lorenzo Maurizio Belvisotti, nascido em Santhià (Vercelli) em 1686, foi ordenado sacerdote em 1710. Entrou em contato com os jesuítas, mas em 1716 ingressou na Ordem dos Capuchinhos de Chieri com a intenção de se tornar missionário. Após 13 anos de serviço como mestre de noviços em Mondovì e um período no convento de Turim, Ignazio, como era conhecido enquanto monge, foi enviado por seus superiores para confortar os soldados do exército da Saboia feridos pela invasão franco-espanhola nos hospitais de Asti, Alessandria e Vinovo. Após a guerra, o convento de Monte dei Cappuccini, em Turim, o acolheu de volta para o último longo período de sua vida (1747-1770). Ali passou 23 anos confortando espiritualmente tanto os pobres quanto as figuras proeminentes do Reino.

Beato João Maria da Cruz 22 de setembro, Memória SCJ

O Beato Juan María de la Cruz (nome de batismo, Mariano García Méndez) nasceu em San Esteban de los Patos (Ávila) em 25 de setembro de 1891, batizado em 27 de setembro e, após dois anos, crismado em 13 de abril de 1893. Ele foi o primeiro de quinze filhos e recebeu uma excelente formação religiosa de seus pais. Aos 10 anos de idade ele sentiu um forte desejo de se tornar padre. Foi aceito como estudante externo no seminário de Ávila (1903-1907). Ele imediatamente fez cursos de filosofia e teologia, que completou em 1916, com excelentes notas, deixando uma memória de conduta exemplar entre seus companheiros. Durante este período, ele teve uma breve experiência com os dominicanos em Ávila, em 1913. Ele foi ordenado padre em 18 de março de 1916. Suas primeiras paróquias foram Hernansancho e San Juan de la Encinilla, onde demonstrou grande amor por seu ministério pastoral e penitencial.

ORAÇÕES - 22 DE SETEMBRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
22 – Terça-feira – Santos: Focas, Santino, Emerano
Evangelho (Lc 8,19-21) “Jesus disse: – Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a Palavra de Deus, e a põem em prática.”
Jesus viveu intensamente nossa humanidade, nossos afetos e sentimentos. Amava sua mãe, amava seus parentes. Exatamente essa ligação de Jesus com os seus pode ajudar-nos a perceber a união que ele quer na comunidade de seus discípulos. Aliás, chega mesmo a dizer que esses laços da fraternidade evangélica devem ser até mais intensos e estreitos que nossos laços familiares.
Oração
Senhor Jesus, a primeira comunidade de discípulos vossos que conheci foi minha família. Ali comecei a vos conhecer, e ali comecei a conhecer a igreja, a comunidade mais ampla de vossos discípulos. Duas coisas quero pedir. Que minha família se una cada vez mais na caridade, no amor novo que vem de vós. E que vossa igreja seja cada vez mais uma família unida ao vosso redor. Amém

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - Tempos da liturgia

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORITA NA PAZ DO SENHOR
Um calendário a viver 
Quando falamos de calendário, podemos pensar que não passa de uma folhinha. Aprofundando, descobrimos que é o retrato vivo de nosso caminho espiritual de Igreja. Fazemos tantas fotos da vida. No calendário estão as fotos e as datas das celebrações. O calendário é o caminho espiritual a ser percorrido durante o círculo de um ano. Passamos pelas diversas etapas do Ano Litúrgico, não tanto para ter conhecimento do que acontece, mas para assumir caminhos que nos levarão a viver o mistério em sua integridade. Mudança de um ano não é uma repetição, mas um caminho novo. Serão realizadas as mesmas festas, as mesmas cerimônias e vividas as mesmas inspirações. Mas é tudo novo na vivência do mesmo mistério. Todo o dia somos novos, em uma nova vida. Uma missa nunca é a mesma. Um evangelho proclamado não é o mesmo. O que dá vida sempre nova é o Deus que fala por meio dele. Se nos abrirmos à novidade, Deus sempre fala de modo sempre novo. A celebração é um encontro sempre novo. É justamente aqui que perdemos a riqueza das celebrações. Somos sempre novos porque nos abrimos ao Deus que nos fala sempre de modo novo. Assim o calendário é um retrato estático, mas um caminho animado pelo Espírito Santo que é quem faz nosso culto, nossa celebração ir a Deus. Como rezamos em Cristo e por Cristo, estamos sempre na unidade do Espírito Santo. Toda celebração é a escada de Jacó “pela qual os anjos descem e sobem” (Gn 28,11-19). 
As cores da oração 
Quando preparamos uma celebração, fazemos bem tudo o que é preciso. E usamos diversos elementos. Tudo em nós celebra. Cada elemento nos atinge em um sentido diferente: os olhos, pela beleza; os ouvidos, pela música; o tato, pelos movimentos; odor, pela respiração. Nossa celebração transformou-se um estático ouvir. Conhecendo as danças litúrgicas dos povos africanos, percebemos como o corpo reza. É a escada do louvor: pela palavra se reza a oração, canta-se a oração e pelo movimento, dança-se a oração. É todo corpo que reza, não só a mente. As cores da liturgia atingem nossos olhos e nos dão o humor espiritual a viver naquela celebração: alegria pelo branco, esperança pelo verde, reflexão pelo roxo, amor e sangue oferecido pelo vermelho e pelo Espírito Santo. Ternura mariana pelo azul. Alegria festiva pelo dourado. Cada oração tem seu humor espiritual. O preto era usado para a morte, mas foi substituído pelo roxo. Os sentidos participam da celebração. Toda a ornamentação e o perfume das flores e do incenso coroam a integridade da oração. Deus responde através também dos sentidos. A oração envolve o ser humano que se comunica e recebe a resposta de Deus na totalidade do ser. Cantar ou ouvir o canto é penetrar o coração que fala na beleza da música e da voz.
Corpo que celebra 
A celebração não é um fato intelectual somente, mas assume a pessoa no seu todo. Os gestos completam a extensão da oração. Sentar-se para ouvir, ajoelhar-se para mostrar a contrição, movimentar-se em direção ao altar que é a busca permanente das águas vivas. Prostrar-se (raro) revela a intensidade d
a entrega e do acolhimento. Abraçar-se realiza a fraternidade. Aplaudir expressa a alegria do amém. Os sentimentos nos levam a interiorizar tudo o que Deus nos fala. Tanto os sentimentos que trazemos como os que recebemos do Pai, no gozo espiritual, completam a mística do encontro em Cristo, entre os irmãos, na força do Espírito que sustenta nosso corpo frágil e aberto a Deus.
ARTIGO PUBLICADO EM FEVEREIRO DE 2022

EVANGELHO DO DIA 21 DE SETEMBRO

Evangelho segundo São Mateus 9,9-13. 
Naquele tempo, Jesus ia a passar, quando viu um homem chamado Mateus, sentado no posto de cobrança dos impostos, e disse-lhe: «Segue-Me». Ele levantou-se e seguiu Jesus. Um dia em que Jesus estava à mesa em casa de Mateus, muitos publicanos e pecadores vieram sentar-se com Ele e os seus discípulos. Vendo isto, os fariseus diziam aos discípulos: «Por que motivo é que o vosso Mestre come com os publicanos e os pecadores?». Jesus ouviu-os e respondeu: «Não são os que têm saúde que precisam do médico, mas sim os doentes. Ide aprender o que significa: "Prefiro a misericórdia ao sacrifício". Porque Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Jean Tauler 
(1300-1361) 
Dominicano de Estrasburgo 
Sermão 64 
«Ele levantou-se e seguiu Jesus» 
Nosso Senhor disse a São Mateus: «Segue-Me». Este santo amável é um modelo para todos os homens: tinha sido um grande pecador, de acordo com o que o evangelho diz dele, mas tornou-se um dos maiores amigos de Deus. Porque Nosso Senhor falou-lhe no fundo do seu ser, e ele abandonou tudo para seguir o Mestre. Seguir a Deus na verdade; para isso, temos de abandonar verdadeira e completamente todas as coisas que não são Deus, sejam elas quais forem. Deus ama os corações; não Lhe interessa aquilo que é exterior, mas quer de nós uma devoção interior viva. Esta devoção tem em si mais verdade do que se eu fizesse as orações de todos os homens, ou cantasse com tal intensidade que o meu canto subisse aos céus; tem mais verdade do que tudo o que eu possa fazer exteriormente, em jejuns, vigílias e outras práticas.

21 de setembro - Beato Marco de Modena

Marco da Modena, nascido em Moncogno na primeira metade do século XV pertencia à nobre família Scalabrini, e foi um dos grandes pregadores que surgiu entre os dominicanos naquele século. Ele tomou o hábito religioso em sua cidade natal. Tendo recebido dos Superiores a tarefa de pregar, graças à sua cultura e sabedoria, ele viajou para muitas partes da Itália, convertendo muitas pessoas com suas próprias palavras e testemunho de santidade. Temos muitos relatos de suas pregações na cidade de Pesaro, que o recebeu por muitos anos (em documentos há vestígios de 1481 a 1493), no antigo convento dominicano, que o tinha como prior de grande prudência e caridade, tanto que muitos, considerando-o já um santo, recorriam a ele. Certa vez, uma mulher se jogou a seus pés, implorando-lhe que trouxesse de volta à vida seu recém-falecido bebê.

São Pânfilo de Roma Mártir Festa: 21 de setembro

Como muitos protomártires, sabemos apenas que Pânfilo foi enterrado ao longo da Via Salária Antiga, em Roma, e já era venerado no século VII. Introduzido no Martirológio de Usuardo, seu corpo pode ter sido trasladado para a igreja romana de São Silvestre “in Capite”.
As fontes mais antigas e únicas que o mencionam são os Itinerários do século VII, que indicam seu sepultamento em um cemitério na antiga Via Salaria (entrada próxima à atual Via Paisiello), redescoberto e ilustrado cientificamente por Enrico Josi. Não existem informações biográficas sobre o santo, o que impossibilita determinar quem ele era ou quando foi martirizado. Usuard o incluiu em seu Martirológio em 21 de setembro, provavelmente extraindo-o do Martirológio de Gellone, do qual passou para o Martirológio Romano.