quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “O tesouro do coração”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Conselhos que dão vida
Jesus descera da montanha com os apóstolos e encontrou os discípulos e a multidão que acorrera de todos os lados para ouvi-Lo e serem curados. Em poucas e práticas palavras faz seu ensinamento. Conhecia muito bem nossos relacionamentos e como nosso coração se embaralha por não saber seu lugar. Ele nos coloca diante de nós mesmos para que possamos nos conhecer e tomar atitudes coerentes na convivência fraterna. Aplica bem a situações concretas que se fixaram na comunidade: Um cego não pode guiar outro cego; o discípulo não é maior que o mestre; o cisco no olho do irmão; a árvore é reconhecida pelos frutos; não se colhe figo de espinheiro; o homem bom tira coisas boas de seu coração; a boca fala do que o coração está cheio. Podemos entender nesse texto evangélico a necessidade de ser bom na comunidade. Para guiar os outros é preciso ter sabedoria, como mestre. E exemplifica dizendo que, se não formos bons não daremos frutos bons. Somos um espinheiro. É preciso ter um bom coração para ser mestre. Esse sim, tem uma riqueza muito grande a contribuir na comunidade. Assim se tem uma vida como um cedro que floresce na casa do Senhor. A vida da comunidade não depende de boas estruturas, de boas reuniões e técnicas, que muito ajudam, mas da profundidade da vida de cada um de seus membros. Aprender o bem viver é dar vida ao próprio coração. Cada um reconhecendo as próprias limitações poderá dar uma excelente vida aos irmãos.
O coração cheio de vida 
Jesus, como conhecia a vida e o coração das pessoas e, sabia o que o homem tem em seu coração (Jo 2,24), tinha condições de falar com propriedade para rica a vida da comunidade. Não exige muito conhecimento, mas que sejamos capazes de criar uma excelente vida em comum. O escritor do livro do Eclesiástico também era conhecedor da pessoa e de seus relacionamentos, mostra que o homem se manifesta pela sua conversa. Por ela a pessoa se revela. Usa a bela imagem da peneira que separa o bom do ruim, separando os refugos. Os defeitos do homem se revelam no seu falar (Eclo 27,5). Esses eram provérbios que estavam na boca do povo. Jesus o usa: “O homem mau tira coisas más de seu mau tesouro. A boca fala do que o coração está cheio” (Lc 6,45). “Como o forno prova os vasos do oleiro, assim o homem é provado em sua conversa. A Palavra mostra o coração do homem” (Eclo 27,6-7). Regras não regulam uma comunidade, mas sim o coração. Jesus propõe as bem-aventuranças para que os seus possam viver intensamente a vida da comunidade. Procuramos fazer muitos esquemas de vida, mas somente as bem-aventuranças podem nos dar a certeza de um caminho seguro. 
A morte foi tragada 
Paulo encerra a primeira carta aos Coríntios com a reflexão sobre a certeza da ressurreição de Cristo, garantia de vitória sobre a morte e ressurreição de todos. O futuro de todos está garantido na simplicidade da vida nova, no corpo ressuscitado. Cristo venceu a morte. E essa não tem mais domínio, nem mesmo sobre o homem. Como personificasse a morte, diz que essa usou do pecado para que a morte dominasse. Ela espetava a humanidade. Paulo convida todos a “serem firmes e inabaláveis, empenhando-vos cada vez mais na obra do Senhor, certos de que as vossas fadigas não são em vão, no Senhor” (1Cor 15,58). A fé não é somente crer em uma doutrina, mas, dela, se deve tirar as direções da vida no cotidiano. Crer na ressurreição justifica ter um coração vivo no Senhor. 
Leituras: Eclesiástico 27,5-8; Salmo 91; 
1 Coríntios 15,54-58; Lc 5,39-45 
1. O texto do evangelho é um convite a sermos bons para que a comunidade seja boa. 
2. A pessoa fala do que tem no coração. Dali é que sai tudo o que o homem é. 
3. Crer na ressurreição justifica ter um coração vivo no Senhor. 
De boca fechada 
Às vezes a gente diz que uma pessoa é bela, mas não deixa que abra a boca, pois pode sair muita asneira. É o pensamento das leituras de hoje. Jesus é claro: A boca fala do que o coração está cheio (Lc 6,45) e o homem é provado pela sua conversa (Eclo 27,6). Diante dessa verdade, somos convidados a olhar nosso interior para que nossas palavras tenham direito a uma fonte melhor. Vivendo bem, as palavras se tornam um ensinamento. Quando dizemos que um pregador não consegue dizer nada, é porque seu coração não tem nada. Pior, só tem o que não precisa. 
Homilia do 8º Domingo Comum (03.03.2019)

EVANGELHO DO DIA 04 DE FEVEREIRO

Evangelho segundo São Marcos 6,1-6. 
Naquele tempo, Jesus dirigiu-Se à sua terra e os discípulos acompanharam-no. Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Os numerosos ouvintes estavam admirados e diziam: «De onde Lhe vem tudo isto? Que sabedoria é esta que Lhe foi dada e os prodigiosos milagres feitos por suas mãos? Não é Ele o carpinteiro, Filho de Maria, e irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? E não estão as suas irmãs aqui entre nós?». E ficavam perplexos a seu respeito. Jesus disse-lhes: «Um profeta só é desprezado na sua terra, entre os seus parentes e em sua casa». E não podia ali fazer qualquer milagre; apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos. Estava admirado com a falta de fé daquela gente. E percorria as aldeias dos arredores, ensinando. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santo Atanásio 
(295-373) 
Bispo de Alexandria, 
doutor da Igreja 
Carta a Epicteto, 5-9 
«Não é Ele o carpinteiro, filho de Maria?» 
O Verbo, a Palavra eterna de Deus, «veio em auxílio dos descendentes de Abraão; por isso devia tornar-Se semelhante em tudo aos seus irmãos» (Heb 2,16-17) e de tomar um corpo semelhante ao nosso. Assim, Maria foi verdadeiramente necessária, para que Ele tomasse corpo nela, e oferecesse esse corpo por nós como seu. Gabriel tinha-lho anunciado em termos cuidadosamente escolhidos, pois não disse apenas: «Aquele que vais nascer em ti», mas: «Aquele que vai nascer de ti». Tudo isto se fez para que o Verbo, assumindo a nossa natureza e oferecendo-a em sacrifício, a tornasse totalmente sua. Em seguida, quis revestir-nos da sua própria natureza divina, razão pela qual São Paulo afirma: «É, de facto, necessário que este ser corruptível se revista de incorruptibilidade e que este ser mortal se revista de imortalidade» (1Cor 15,53). E tal não aconteceu de forma simulada, como supõem certos hereges: nem pensar nisso! O Salvador tornou-Se verdadeiramente homem, e foi daí que veio a salvação para todo o homem. A nossa salvação não é uma aparência, não é apenas para o corpo, mas para o homem todo, alma e corpo, e esta salvação veio do próprio Verbo. Aquele que veio de Maria era, pois, humano por natureza, segundo as Escrituras, e o corpo do Senhor era um verdadeiro corpo; sim, um verdadeiro corpo, porque era idêntico ao nosso, porque Maria é nossa irmã, visto que todos descendemos de Adão.

04 de fevereiro - Beato Justo Takayama Ukon

Entre os muitos santos da história da Igreja Japão (quarenta e dois santos e trezentos e noventa e três beatos, incluindo missionários europeus), todos os mártires mortos in odium fidei durante diversas vagas de perseguições, a história de Takayama é especial. Trata-se, com efeito, de um leigo, um político, um militar (era senhor feudal e samurai), que chegou à glória dos altares sem ter sido morto, mas por ter escolhido viver seguindo Cristo, pobre, obediente e crucificado. Ukon renunciou a uma posição social de alto nível, à nobreza e às riquezas, para permanecer fiel a Cristo e ao Evangelho. Ao nascer, entre 1552 e 1553, no castelo de Takayama, nas proximidades de Nara, recebeu o nome de Hikogoro Shigetomo; era filho de Takayama Zusho, que viria a tornar-se senhor do castelo de Sawa. Takayama é o nome de família, derivado do território da sua propriedade feudal. A sua casa pertencia à classe da nobreza, ou seja, dos daimyō, senhores de um castelo com as suas respetivas propriedades. Vinham imediatamente a seguir aos shogun (senhores de mais territórios, dos quais os vários daimyō eram fiéis aliados, colocando à sua disposição um exército e combatentes profissionais, os samurai) que muitas vezes entravam em guerra entre si para alargar as suas áreas de influência. Em 1563, o pai fora incumbido pelo seu shogun de julgar um missionário jesuíta, o padre Gaspar Videla, que anunciava o Evangelho precisamente em Quioto, futura cidade imperial.

04 de fevereiro - Santa Maria de Mattias

O seu mandamento é este: que creiamos... e nos amemos uns aos outros" (1 Jo 3, 23). O apóstolo João exorta a aceitar o amor infinito de Deus, que para a salvação do mundo enviou o seu Filho unigénito (cf. Jo 3, 16). Este amor exprimiu-se de modo sublime quando Cristo derramou o seu Sangue como "preço infinito de resgate" por toda a humanidade. Pelo mistério da Cruz foi conquistada interiormente Maria De Mattias, que colocou o Instituto das Irmãs Adoradoras do Sangue de Cristo "sob o estandarte do Sangue Divino". O amor a Jesus crucificado transformou-se nela em paixão pelas almas e em dedicação humilde aos irmãos, ao "querido próximo", como gostava de repetir. "Animemo-nos exortava a sofrer de bom grado por amor de Jesus que deu com tanto amor o seu sangue por nós. Comprometamo-nos em ganhar almas para o céu". Santa Maria De Mattias confia hoje esta mensagem aos seus filhos e às suas filhas espirituais, estimulando a todos a seguir até ao sacrifício da vida o Cordeiro imolado por nós. Papa João Paulo II – Homilia de Canonização – 18 de maio de 2003 Maria de Mattias nasceu em Vallecorsa, província de Frosinone em 4 de Fevereiro de 1805. Era a última aldeia do Estado Pontifício. Na sua família não faltavam riqueza e cultura, assim como uma profunda fé cristã. No diálogo com seu pai, aprendeu e interiorizou as verdades da fé e episódios da Sagrada Escritura que lhe lia desde a mais tenra idade.

04 de fevereiro - Santo Aventino de Troyes

Aventino nasceu na Gallia, na segunda metade do quinto século, em Bourges. Graças à educação cristã recebida, desde jovem era apontado como um modelo de vida. Quando adolescente ele conheceu o Bispo São Lupo que no ano 451 tinha salvado a cidade da invasão de Átila, oferecendo-se como refém, para que o bárbaro invasor não entrasse em Troyes. O bispo o mantém com ele como colaborador. Juntos, os dois santos redimem inúmeros prisioneiros de guerra estrangeiros, tomando conta desses homens escravizados. Uma grande lenda foi desenvolvida em torno de Santo Aventino, que pode ser lido em Acta Sanctorum, em que nos é dito que ele teria terminado seus dias como um presbítéro eremita; entanto, parece que o Martirologio Romano preferiu se ater às notícias originais, como é apropriadamente transmitido por São Gregório de Tours em seu tratado "In Glory Confessorum", onde ele não menciona que Aventino se tornou padre. Em qualquer caso, é importante ter em mente essa extensão posterior, porque nas imagens do santo ele aparece revestido de ornamentos sacerdotais. Gregório de Tours nos diz que em certa ocasião, quando Santo Aventino foi tratar da libertação de um escravo, os patrões do escravo queriam enganar o santo e, como na história de Ananias e Safira dos Atos dos Apóstolos, acabaram morrendo; ele de um tipo de gangrena que nasce no dedo com o que jurou em falso, e ela de uma dor de cabeça.

São José (Desideri) de Leonessa Sacerdote Capuchinho Festa: 4 de fevereiro

Nascido em 1556, foi para Constantinopla, onde ajudou os cristãos prisioneiros turcos. Querendo anunciar o Evangelho ao sultão, foi preso, torturado e expulso. Na Itália, passando cidade por cidade, pregou a Boa Nova aos pobres, enfermos, encarcerados. Faleceu em Amatrice, em 1612.
(*)Leonessa, Rieti, 8 de janeiro de 1556 
(✝︎)Amatrice, Rieti, 4 de fevereiro de 1612 Ele nasceu em Leonessa, na região de Rieti, em 8 de janeiro de 1556. Eufranio ficou órfão quando criança e, aos dezesseis anos, ingressou no convento dos Capuchinhos de Assis; aos dezessete, pronunciou seus votos e adotou o nome de José. Ordenado sacerdote em 1580, dedicou-se à pregação. Mas seu sonho era a missão, um sonho que se realizou quando, aos trinta e um anos, foi enviado a Constantinopla, onde os bispos católicos haviam sido removidos e os fiéis restantes foram marginalizados: os capuchinhos lhes deram ajuda. Mas José vai além, tenta falar com o sultão Murad III, tenta invadir seu palácio, mas é preso: após ser amarrado a uma viga sob a qual um fogo arde por três dias, ele é expulso do país. Ele retornou à Itália e retomou sua pregação. Em cada vila que atravessou, deixou uma marca indelével: a ponto de muitas irmandades com seu nome terem nascido. Morreu em Amatrice em 4 de fevereiro de 1612, após uma doença dolorosa. Foi proclamado santo por Bento XIV em 1746.
Martirológio Romano: Em Amatri, no Lácio, São José de Leonessa, sacerdote da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, que ajudou prisioneiros cristãos em Constantinopla e, após sofrer severamente por pregar o Evangelho mesmo no palácio do Sultão, retornou à sua terra natal e brilhou sob os cuidados dos pobres.

História de Santa Verônica

Aquela que limpou o rosto de Cristo 
quando Ele caminhava para o Calvário. 
Chamava-se Serápia
Origens 
O nome “Verônica” tem origem latina e deriva de uma expressão: “vera ícone”, que significa imagem verdadeira. O nome é referência à imagem do rosto de Cristo que ficou impresso no véu com o qual Santa Verônica teria enxugado o rosto do Mestre todo ensanguentado. Tradições cristãs antiquíssimas a colocam entre as mulheres de Jerusalém às quais Jesus dirigiu um lamento quando caminhava para o Calvário (Lc 23, 27-31). Para alguns estudiosos, Verônica pode ter sido a mulher que sofrera 12 anos de uma hemorragia e que fora curada por Jesus (Lc 8, 41-48). 
Sexta estação da via sacra 
Desde os primórdios do cristianismo a Igreja acolheu a Tradição (com “T” maiúsculo) sobre Santa Verônica. Tanto, que o episódio do enxugamento da Sagrada Face de Jesus, realizado por ela, passou a ser a Sexta Estação da Via Sacra, que é rezada pelos cristãos há séculos. É a Tradição Oral incorporada à vida da igreja e dos fiéis. 

Gilberto de Sempringham Sacerdote, Fundador, Santo 1083-1189

Sacerdote, é o decano dos santos ingleses. 
Foi fundador da única Ordem totalmente inglesa.
Ele é o decano dos santos ingleses. Foi fundador da única Ordem totalmente inglesa, tanto pela origem do seu nascimento quanto pela trajectória de sua vida sacerdotal. Gilberto era filho do nobre normando Juscelino, que se estabeleceu na Inglaterra depois dela ter ficado sob o domínio de Guilherme, o Conquistador. A sua infância transcorreu, toda ela, nas propriedades paternas da cidade de Sempringham, onde nasceu em 1083. Lá, Gilberto iniciou seus estudos, concluídos depois em Paris. Retornando à sua pátria, Gilberto se dedicou à educação dos jovens e se ordenou sacerdote em 1130. Também, foi o ano que fundou, na própria Sempringham, um mosteiro feminino que colocou sob as regras beneditinas. Na realidade desejava que fossem dirigidas pelos "cistercienses", Ordem recém-criada pelo amigo Bernardo de Claraval, que a Igreja também honra. O Papa, porém, preferiu vê-las sob a guarda de uma congregação mais antiga. Depois, Gilberto fundou um mosteiro masculino que submeteu às mesmas Regras e direcção espiritual dada às religiosas.

Joana de Valois Princesse, Rainha, Religieuse, Sainte 1294-1352

Santa Joana de Valois.
Mosteiro das Anunciadas de Balsamanso
 – Portugal século XVIII
 
Casada aos doze anos com Luís XII de França, 
que a repudiou.
Tornou-se religiosa e fundou em Bourges 
a Ordem das Anunciadas.
Predileta de Maria Santíssima 
 Santa Joana de Valois, filha, irmã e esposa de Reis, era disforme, quase anã e corcunda. Foi desprezada pelo pai, rejeitada pelo esposo e teve seu casamento declarado nulo. Exemplo heróico de paciência e perseverança, tornou-se a fundadora de uma congregação religiosa Foi grande o choque e desgosto de Luís XI, da França, ao saber que sua esposa, Charlotte de Savoia, em vez do robusto e belo menino que ele esperava, deu-lhe uma filha. E ainda mais, feia, disforme, diminuta, raquítica. Por isso, praticamente desde o primeiro instante, desprezou o novo pequenino ser. A Rainha, pelo contrário, boa e piedosa, com terna solicitude formou sua pequena Joana na via da sabedoria cristã, tendo a satisfação de ver que a menina recebia com precoce avidez tudo o que ia na linha da virtude. Assim, “aos cinco anos, pedia à governante que a conduzisse à igreja; e já, pelas suas palavras e exemplos, edificava seu irmão Carlos, e Ana, sua irmã, que com ela foram educados no castelo de Amboise”.

João de Brito Jesuíta, Missionário, Mártir, Santo (1647 - 1693)

Jesuíta português martirizado na Índia.
Filho de Salvador de Brito Pereira, de Vila Viçosa, trincheiro-mor do senhor D. João IV, e de Dona Brites de Portalegre, nasceu João de Brito, em Lisboa, na calçada de S. André (Costa do Castelo), no primeiro de Março de 1647. De ascendência fidalga, deste menino cujo seu destino natural era ser pagem na Corte. O país vivia então uma prolongada guerra com Espanha, em resultado da restauração da Independência (1640). João de Brito já entrado na adolescência, é vítima de uma grave enfermidade. A sua cura marcou uma viragem na sua vida, dado que para dar cumprimento à promessa de sua mãe, teve que vestir o hábito de S. Francisco Xavier. No ano que sobe ao trono D. Afonso VI, 1662, a 17 de Dezembro, entra no noviciado da Companhia de Jesus em Lisboa. Faz estudos em Évora e Coimbra, será professor no Colégio de Santo Antão, em Lisboa, mas o sonho dele é a Índia. No ano de 1668, pede ao Superior Geral que o deixe ser missionário. Entretanto, passam os anos, consolida-se a vocação, ordenado sacerdote (1673) e recebe com alegria o mandato de partir as missões da Índia, não obstante a intervenção do núncio apostólico, solicitado por influências da Corte movidas a rogos de sua mãe.

ORAÇÕES - 04 DE FEVEREIRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
4 – Quarta-feira – Santos: José de Leonissa, Remberto
Evangelho (Mc 6,1-6) Este homem não é o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, de Joset, de Judas e de Simão? Suas irmãs não moram aqui conosco?”
Os de Nazaré admiraram a sabedoria de Jesus e seus milagres. Mas, não o queriam aceitar como o Enviado de Deus, porque não conseguiam entender que o poder divino pudesse manifestar-se numa pessoa comum, que todos conheciam, que era um carpinteiro, alguém que tinha andado e andava pelas suas ruelas. Só pela fé poderemos percebe a ação de Deus nas coisas comuns da vida.
Oração
Senhor meu Deus, aumentai em mim a fé, para que vos possa ver agindo no meu dia a dia, manifestando-vos nos que vivem comigo. Confio em vosso poder e em vosso amor, e conto com vossa ajuda para viver cada vez mais como Jesus ensinou. Fazei que também eu possa, com meus atos e palavras, ser uma bênção de salvação para todos. Ficai comigo em todos os meus momentos. Amém.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Santidade e comunidade”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Construindo em comunidade
 
Seguindo os ensinamentos do Papa Francisco em sua exortação apostólica Gaudete et Exultate (GE), refletimos hoje sobre santidade e comunidade. É claro em seu ensinamento, que a vida espiritual é uma opção pessoal que deve ser vivida na comunidade. O fundamento dessa verdade está nas palavras de Paulo: “Vós sois o corpo de Cristo e sois os seus membros, cada um por sua parte” (1Cor 12,27). Juntos somos fortes na batalha contra o mal que está em nós e no mundo: “É muito difícil lutar contra a própria concupiscência e contra as ciladas e tentações do demônio e do mundo egoísta, se estivermos isolados... Se estivermos sozinhos, facilmente perdemos o sentido da realidade, a clareza interior, e sucumbimos” (GE 140). A seguir, o Papa Francisco dá diversos exemplos de santos que viveram em comunidade e deram a vida em comunidade. E afirma que a santificação é um caminho comunitário. Mesmo se o grupo for difícil, já é caminho, pois exige muito e desenvolve muitas virtudes. Sozinhos podemos nos tornar egoístas. Vejamos que tipo de espiritualidade nos foi passada no correr da história. Que os outros eram empecilhos. Havia uma frase que dizia: “Quanto mais fui para o meio dos homens, menos homem me tornei”. Por que não dizer diferente: “Quanto mais fui para o meio das pessoas, mais perto de Deus elas chegaram”. Somos realmente fracos e tudo nos atinge? Nosso bem faz bem aos outros. Temos uma contribuição a dar a partir dos dons que recebemos do Espírito Santo. 
Comunidade e Eucaristia 
O Papa Francisco retoma ensinamentos de São João Paulo II sobre a relação da comunidade cristã e a Eucaristia: “A comunidade é chamada a criar aquele “espaço teologal no qual se pode experimentar a presença mística do Senhor ressuscitado”. Quem nos faz corpo de Cristo é a Eucaristia. Não é possível crescer na vida cristã sem a Eucaristia. “Partilhar a Palavra e celebrar juntos nos torna mais irmãos e nos transforma pouco a pouco em comunidade santa e missionária” (GE 142). A espiritualidade está em acolher o Espírito que Deus nos dá e corresponder aos dons que recebemos. Eles são dons, mas também uma obrigação. É na Eucaristia que podemos crescer Naquele que é a razão de nossa fé. Jesus viveu sua missão de Redentor na comunidade. Tinha seus momentos de oração com o Pai, mas estava sempre com os discípulos, participando de sua vida e sua simplicidade, nos pequenos gestos da vida. Assim O vemos em Nazaré com a família e depois em sua missão. Não vivia de gestos bombásticos, mas do dia a dia, nos detalhes da vida. Ser humano é um requisito para a ntidade. Os santos que vemos viveram como vivemos. O que faz a diferença é que uniam sua vida à busca de Deus e do amor fraterno.
Detalhes do amor 
A comunidade na qual vivemos nossa opção cristã, seja nossa família, paróquia e outros, é o lugar onde podemos realizar o projeto de santificação. A tendência é fugir do povo. Mas o povo é a terra fértil da santificação. Santidade não é ideologia espiritual. O que fazemos de espiritualidade, quando não serve para o povo de Deus, também pode não ser útil para nós. Santidade não é fachada. Diz o Papa Francisco: “A comunidade, que guarda os pequenos detalhes do amor e na qual os membros cuidam uns dos outros e formam um espaço aberto e evangelizador, é lugar da presença do Ressuscitado que a vai santificando segundo o projeto do Pai” (GE 145). Nosso caminho de santificação não pode deixar de nos identificar com aquele desejo de Jesus: ‘Que todos sejam um só, como Tu, Pai, estás em Mim e Eu em Ti”’ (Jo 17,21).
ARTIGO PUBLICADO EM FEVEREIRO DE 2019

EVANGELHO DO DIA 03 DE FEVEREIRO

Evangelho segundo São Marcos 5,21-43. 
Naquele tempo, depois de Jesus ter atravessado de barco para a outra margem do lago, reuniu-se uma grande multidão à sua volta, e Ele deteve-Se à beira-mar. Chegou então um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo. Ao ver Jesus, caiu a seus pés e suplicou-Lhe com insistência: «A minha filha está a morrer. Vem impor-lhe as mãos, para que se salve e viva». Jesus foi com ele, seguido por grande multidão, que O apertava de todos os lados. Ora, certa mulher que tinha um fluxo de sangue havia doze anos, que sofrera muito nas mãos de vários médicos e gastara todos os seus bens, sem ter obtido qualquer resultado, antes piorava cada vez mais, tendo ouvido falar de Jesus, veio por entre a multidão e tocou-Lhe por detrás no manto, dizendo consigo: «Se eu, ao menos, tocar nas suas vestes, ficarei curada». No mesmo instante estancou o fluxo de sangue e sentiu no seu corpo que estava curada da doença. Jesus notou logo que saíra uma força de Si mesmo. Voltou-Se para a multidão e perguntou: «Quem tocou nas minhas vestes?». Os discípulos responderam-Lhe: «Vês a multidão que Te aperta e perguntas: "Quem Me tocou?"». Mas Jesus olhou em volta, para ver quem O tinha tocado. A mulher, assustada e a tremer, por saber o que lhe tinha acontecido, veio prostrar-se diante de Jesus e disse-Lhe a verdade. Jesus respondeu-lhe: «Minha filha, a tua fé te salvou». Ainda Ele falava, quando vieram dizer da casa do chefe da sinagoga: «A tua filha morreu. Porque estás ainda a importunar o Mestre?». Mas Jesus, ouvindo estas palavras, disse ao chefe da sinagoga: «Não temas; basta que tenhas fé». E não deixou que ninguém O acompanhasse, a não ser Pedro, Tiago e João, irmão de Tiago. Quando chegaram a casa do chefe da sinagoga, Jesus encontrou grande alvoroço, com gente que chorava e gritava. Ao entrar, perguntou-lhes: «Porquê todo este alarido e tantas lamentações? A menina não morreu; está a dormir». Riram-se dele. Jesus, depois de os ter mandado sair a todos, levando consigo apenas o pai da menina e os que vinham com Ele, entrou no local onde jazia a menina, pegou-lhe na mão e disse: «Talitha Kum», que significa: «Menina, Eu te ordeno: levanta-te». Ela ergueu-se imediatamente e começou a andar, pois já tinha doze anos. Ficaram todos muito maravilhados. Jesus recomendou-lhes insistentemente que ninguém soubesse do caso e mandou dar de comer à menina. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santo Hilário 
(315-367) 
Bispo de Poitiers, 
doutor da Igreja 
Comentário ao Evangelho de Mateus 
«A menina não morreu; está a dormir» 
Este chefe [da sinagoga] pode ser visto como representante da Lei de Moisés, que, orando pela multidão que a referida Lei tinha alimentado para Cristo, pregando a expectativa da sua vinda, pede ao Senhor que dê vida a uma morta. O Senhor prometeu-lhe ajuda e, para o tranquilizar, seguiu-o. Mas a multidão dos pagãos pecadores foi primeiramente salva com os apóstolos. O dom da vida era devido em primeiro lugar à eleição predestinada pela Lei, mas antes disso, na imagem da mulher, a salvação chegou aos publicanos e aos pecadores. É por isso que esta mulher confia que, aproximando-se do local por onde o Senhor passará, será curada do seu fluxo de sangue pelo contacto com as vestes do Senhor. Ela tem pressa, na sua fé, de Lhe tocar a orla do manto, isto é, de alcançar, na companhia dos apóstolos, o dom do Espírito Santo, que sai do corpo de Cristo à maneira de uma força. Em pouco tempo, ficou curada. Assim, a saúde destinada a uma foi dada também a outra, a quem o Senhor louvou a fé e a perseverança, porque o que tinha sido preparado para Israel foi acolhido pelos povos das nações. O poder curativo do Senhor, contido no seu corpo, chegava também à fímbria das suas vestes. Com efeito, Deus não é divisível nem possível de conter, para Se poder encerrar num corpo; Ele distribui os seus dons no Espírito, mas não é divisível nos seus dons. O seu poder é alcançável pela fé em qualquer lado porque esse poder está em toda a parte e de lado nenhum está ausente. O corpo que tomou não limitou o seu poder; este é que tomou a fragilidade de um corpo para o redimir. E este poder é de tal maneira ilimitado e generoso, que a obra da salvação dos homens estava presente nas franjas das vestes de Cristo. O Senhor entra em seguida na casa do chefe, ou seja, na sinagoga, e muitos troçaram dele, pois não acreditavam que Deus estivesse num homem, e riram-se ao ouvirem pregar a ressurreição dos mortos. Mas, tomando a mão da menina, o Senhor voltou a dar vida àquela cuja morte não era, para Ele, senão um sono.

São Celerino de Cartago Mártir Festa: 3 de fevereiro

(†)3 de fevereiro de 280
 
Um africano de Cartago, neto dos santos Lourenço, Inácio e Celerina. Preso em Roma durante a perseguição a Décio, destacou-se por sua fé indomável e foi libertado, talvez por sua pouca idade. Trabalhou pela readmissão dos "caídos" Numeria e Candida e, após obter o perdão por eles do bispo Luciano, foi para Cartago. Lá, foi nomeado leitor pela Igreja Cartaginesa, talvez com vista a um futuro sacerdócio. Ele morreu de morte natural em 3 de fevereiro de 280. 
Martirológio Romano: Em Cartago, na atual Tunísia, São Celerino, leitor e mártir: na prisão, não vencido por correntes, espadas e várias torturas, confessou Cristo, seguindo os passos de sua avó Celerina, que há muito fora coroada pelo martírio, de seu tio paterno Lorenzo e de seu tio materno Inácio, que, antes soldados ativos na vida militar, depois se tornaram uma verdadeira milícia de Deus, obtiveram, por sua gloriosa paixão, a palma e a coroa do Senhor. 
Africano, provavelmente de Cartago, pertencia à família dos santos mártires Lourenço, Inácio e Celerina, respectivamente seu tio paterno, seu tio materno e sua avó, cujo dies natalis é celebrado anualmente pela Igreja cartaginesa. No início da perseguição a Decius (janeiro de 250), Celerino estava em Roma.

03 de fevereiro - Beato Estêvão Bellesini (Agostiniano)

O beato Estêvão viveu em tempos difíceis. Depois que, em sua região, o governo suprimiu as casas religiosas, ele dedicou-se intensamente à atividade docente. Apesar do ambiente adverso à religião, o beato Estêvão tornou-se o sustentáculo da vida comum, o pai dos pobres e o consolador dos aflitos. Modelo de pároco santo, Estêvão foi beatificado por São Pio X oito dias antes do Santo Cura D’Ars. Assim, ele foi o primeiro pároco na História da Igreja a ser elevado à honra dos altares. O beato Estêvão Bellesini nasceu em Trento, em 25 de novembro de 1774 de família de classe média. Seu pai se chamava José Bellesini e era notário em Trento e descendente de antiga família espanhola; sua mãe se chamava Maria Orsola Meichlpeck, de ilustre casa belga. Quando nasceu, o beato Estevão recebeu o nome de Luís. Alegre, saudável, aplicado e piedoso, Luis passou a infância e parte da adolescência junto aos pais, estudando em escolas locais. Dele só temos notícias quando, aos 17 anos, conseguiu convencer o pai a deixá-lo entrar no noviciado agostiniano do convento de São Marcos, no qual seu tio materno era superior. Mudou, então, seu nome para Estevão. De Trento foi para o noviciado em Bolonha. Um ano depois fez sua profissão solene. Professou na Ordem Agostiniana a 31 de maio de 1794. Depois de uma breve estada em Roma, retornou a Bolonha, onde estudou filosofia e teologia. Ali recebeu o subdiaconato. Porém, a tormenta revolucionária que sacudia a França penetrou nos Estados Pontifícios com as tropas de Napoleão. No final de 1796 foi proclamada a república em Bolonha. Os frades foram expulsos, e seus bens confiscados.

Santa Vereburga de Chester, 3 de fevereiro

 

Princesa pagã meio feroz, princesa cristã meio gentil
     Beneditina, padroeira de Chester, abadessa de Weedon, Trentham, Hanbury, Minster em Sheppy e Ely, nascida em Staffordshire no início do século VII; morreu em Trentham, 3 de fevereiro de 699 ou 700.
     Sua mãe era Santa Ermenilda, filha de Ercomberto, rei de Kent, e Santa Sexburga, e seu pai, Wulfhere, filho de Penda, o mais feroz dos reis da Mércia. Santa Vereburga uniu assim em suas veias o sangue de duas raças muito diferentes: uma ferozmente cruel e pagã; a outra um tipo de valor gentil e santidade cristã. Nela, da mesma forma, centrou-se o sangue real de todos os principais reis saxões, enquanto seu pai, no assassinato de seu irmão mais velho, Peada, que havia se convertido ao cristianismo, sucedeu ao maior reino da heptarquia.
Da esquerda para a direita: Santa Eteldreda e Santa Vitburga, irmãs de Santa Sexburga; Sta. Vereburga, neta de Sta. Sexburga. Todas as três estão incorruptas, embora o túmulo de Sta. Vereburga tenha sido destruído sob Henrique VIII.

Brás de Sebaste Bispo, Mártir, Santo + 316

Bispo e mártir. 
Um dos quatorze santos auxiliares.
 Invocado para os males de garganta.
Esse tão querido e conhecido santo, nasceu em uma família rica, recebeu uma excelente educação cristã vindo a tornar-se bispo de Sebaste, Capadócia, actual Arménia quando ainda era bem jovem. Juntamente com seu trabalho religioso, era médico e nas duas tarefas procurava estar ao lado tanto dos pobres e quanto dos ricos, a qualquer hora do dia ou da noite. Como profissional na medicina usava dos seus conhecimentos médicos para resgatar a saúde do corpo, mas também a da alma, pois se ocupava de evangelizar os pacientes. No tempo de Brás aconteceu uma forte perseguição religiosa, por isto como Santo Bispo procurou exortar seus fiéis à firmeza da fé. Por sua vez, o santo de hoje, que era testemunho de segurança em Deus, retirou-se para um lugar solitário a fim de continuar governando aquela Igreja, porém ao ser descoberto por soldados disse: “Sede benditos, vós me trazeis uma boa-nova: que Jesus Cristo quer que o meu corpo seja imolado como hóstia de louvor”. Os homens que o caçavam descobriram um caverna cercada de animais selvagens que estavam doentes.

Oscar de Corbie (Anscário) Monge beneditino, Santo 800-865

Apóstolo na Dinamarca e na Suécia. 
Bispo de Hamburgo e de Bremen.
Óscar, desde pequeno conviveu com os monges beneditinos da cidade de Corbie, onde nasceu em 800, na França. Na infância, estudou no colégio do mosteiro, onde regressou, mais tarde, para se tornar um monge e professor interno. Aos vinte e três anos, foi exercer esta função na Saxónia. Nesta região era conhecido como Anscário. Começou a se destacar quando o novo rei da Dinamarca, em 826, o convidou a instalar uma missão evangelizadora, para conversão dos seus súbditos, quase todos pagãos. Ele aproveitou bem esta oportunidade, obtendo sucesso no início. Mas, o rei, um ano depois, foi deposto e exilado. Óscar o seguiu e abandonou a Dinamarca. Em 829, foi enviado como missionário para a Suécia, junto com o monge Vitimaro. Nesta corte, Óscar converteu e baptizou o rei, que os autorizou pregar livremente o Evangelho aos raros cristãos do lugar. Após um ano e meio de trabalho os resultados pareciam mostrar boas bases. Por isto, o papa Gregório IV, o designou como seu delegado na Alemanha, onde o imperador Ludovico, o Pio, que era filho e sucessor de Carlos Magno, desejava criar na diocese de Hamburgo uma nova estrutura eclesiástica. Óscar aceitou a excelente oportunidade de ampliar as fronteiras da evangelização e em 831, foi consagrado o arcebispo de Hamburgo. Assim, pode dar maior estabilidade à missão na Suécia, consagrando seu companheiro, monge Vitimaro, o bispo daquela diocese.

Santa Maria de Santo Inácio (Claudina Thevenet) Virgem e fundadora Festa: 3 de fevereiro

Religiosa, fundadora em Lyon da 
Congregação de Jesus e Maria. 
Canonizada em 1993. 
(*)Lyon, 30 de março de 1774
(✝︎)Lyon, 3 de fevereiro de 1837 
Ela nasceu em Lyon em 30 de março de 1774; até os 15 anos, Claudina Thevenet estudou na Abadia de Saint-Pierre-les-Nonnais. Uma adolescência, a dela, vivida no período de terror da Revolução Francesa que lhe custou a perda de dois irmãos. Ela testemunha a execução, mas, seguindo o exemplo dos dois homens que perdoam os torturadores, decide trabalhar pelo bem dos pobres e órfãos. Em 1816, colaborou na criação do Instituto da União Piedosa do Sagrado Coração de Jesus; depois, em 1818, fundou a Congregação das Religiosas de Jesus e Maria, dedicada à educação das meninas. Na região de Lyon, um internato é aberto para jovens de famílias boas e órfãos. Em 1835, sua saúde piorou, mas Claudina não abandonou seus compromissos. Dois anos depois, em 3 de fevereiro, faleceu em Lyon. Madre Maria Teresa de Santo Inácio (nome que adotou em sua profissão religiosa) foi beatificada por João Paulo II em 4 de outubro de 1981 e canonizada em 21 de março de 1993. (Avvenire) 
Martirológio Romano: Em Lyon, França, Santa Maria de Santo Inácio (Claudina) Thévenet, virgem, que se moveu pela caridade e fortaleza, fundou a Congregação das Irmãs dos Sagrados Corações de Jesus e Maria para a formação cristã das jovens, especialmente das pobres.

Ana Maria Rivier Religiosa, Fundadora, Beata 1768-1838

Religiosa, fundadora das 
Irmãs da Apresentação de Maria.
Maria Rivier, Marinette para os seus familiares, nasceu a 19 de Dezembro de 1768 em Montpezat, França. Por volta dos dezasseis meses, no fim de Abril de 1770, Marinette dá uma queda e fica enferma. A senhora Rivier, mulher de uma grande fé, recorre à Virgem Maria. Todos os dias, leva a Marinette para junto da estátua de Nossa Senhora da Piedade, Capela que fica perto da sua casa. Pouco depois, a menina, que vê a mãe rezar, adquire uma certeza inabalável: A Santíssima Virgem há-de curar-me! Deixada sozinha aos pés de Maria com o Filho morto nos braços, Marinette contempla. Secretamente, este mistério de amor louco imprime-se no seu coração. Finalmente, a 8 de Setembro de 1774, Marinette começa repentinamente a andar! Estes quatro anos de escolaridade junto de Maria, marcarão para sempre a vida de Maria Rivier. Ela obtém tudo da Virgem Maria. Quando rebenta a Revolução Francesa, todo o acto religioso se torna suspeito. Maria Rivier convoca em segredo as assembleias de Domingo. Ela, embora muito prudente, permanece a apóstola com coração de fogo! Em 1794, a povoação de Thueyts chama-a. Parte como verdadeira missionária. Em breve, quatro jovens juntam-se a ela e deixam-se abrasar pelo fogo do Evangelho. Numa época em que todos os conventos se fecham, Maria Rivier vai abrir o seu.