quinta-feira, 23 de abril de 2026

EVANGELHO DO DIA - 23 DE ABRIL

Evangelho segundo São João 6,44-51. 
Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «Ninguém pode vir a Mim, se o Pai, que Me enviou, não o trouxer; e Eu ressuscitá-lo-ei no último dia. Está escrito no livro dos Profetas: "Serão todos instruídos por Deus". Todo aquele que ouve o Pai e recebe o seu ensino vem a Mim. Não porque alguém tenha visto o Pai; só Aquele que vem de junto de Deus viu o Pai. Em verdade, em verdade vos digo: quem acredita tem a vida eterna. Eu sou o pão da vida. No deserto, os vossos pais comeram o maná e morreram. Mas este pão é o que desce do Céu, para que não morra quem dele comer. Eu sou o pão vivo que desceu do Céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que Eu hei de dar é a minha carne, que Eu darei pela vida do mundo». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Pedro Damião 
(1007-1072) 
Eremita, bispo, doutor da Igreja
Sermão 45; PL 144,743 e 747 
«Este pão é o que desce do Céu, 
para que não morra quem dele comer» 
A Virgem Maria deu Jesus Cristo à luz, aqueceu-O nos seus braços, envolveu-O em panos e rodeou-O dos seus cuidados maternais. E é o corpo desse mesmo Jesus que hoje recebemos, é o seu sangue redentor que bebemos no sacramento do altar. É isso que a fé católica tem por verdadeiro, é isso que a Igreja ensina com fidelidade. A língua humana não é capaz de glorificar suficientemente aquela de quem tomou carne «o mediador entre Deus e os homens» (1Tim 2,5). O louvor humano não está à altura daquela de cujas entranhas puríssimas saiu o fruto que é o alimento das nossas almas, Aquele que diz de Si mesmo: «Eu sou o pão vivo que desceu do Céu. Quem comer deste pão viverá eternamente». Com efeito, nós fomos expulsos do paraíso de delícias por causa de um alimento, e é também por via de um alimento que reencontramos as alegrias do paraíso. Pelo alimento que Eva tomou, fomos condenados a um jejum eterno; pelo alimento que Maria nos deu, abriram-se para nós as portas do banquete celeste.

     Na bela cidade de Údine, Itália, nasceu Helena em 1396 (ou 1397), na família dos Valentini, senhores de Maniago. Foi uma adolescente de boas qualidades e de edificante  Muito jovem se casou, em 1414, com o nobre Antônio Cavalcanti; o casal teve três filhos e três filhas.
     Seu esposo faleceu em setembro de 1441, por causa de uma doença contraída enquanto desempenhava uma embaixada de sua cidade em Veneza. Ela então decidiu retirar-se do mundo e providenciou o que se fazia necessário à vida dos filhos.

JORGE da Capadocia Mártir, Santo (Século IV)

A existência do popularíssimo são Jorge, por vezes, foi colocada em dúvida. Talvez porque sua história sempre tenha sido mistura entre as tradições cristãs e lendas, difundidas pelos próprios fiéis espalhados entre os quatro cantos do planeta. Contudo encontramos na Palestina os registros oficiais de seu testemunho de fé. O seu túmulo está situado na cidade de Lida, próxima de Tel Aviv, Israel, onde foi decapitado no século IV, e é local de peregrinação desde essa época, não sendo interrompida nem mesmo durante o período das cruzadas. Ele foi escolhido como o padroeiro de Génova, de várias cidades da Espanha, Portugal, Lituânia e Inglaterra e um sem número de localidades no mundo todo. Até hoje, possui muitos devotos fervorosos em todos os países católicos, inclusive no Brasil.

Adalberto de Praga Bispo, Mártir, Santo (939-997)

Nasceu em 956 na Bohemia com nome de Voytech. Seu pai era um rico e independente governante do principado de Zlican, que rivalizava com Praga. Adalberto era um homem bem-educado, tendo estudado durante cerca de dez anos (970-80) em Magdeburgo, sob a orientação de Santo Adalberto de Magdeburgo. Com a morte de seu mentor, ele tomou o nome Adalberto. Superdotado e diligente, Adal-berto logo se tornou conhecido em toda a Europa. Em 980 Adalberto concluiu com êxito os seus es-tudos na escola de Magdeburgo e voltou então para Praga, onde foi ordenado sacerdote. Em 981 mor-reram, seu pai, príncipe Slavník, e o seu mentor, Santo Adalberto de Magdeburgo. Em 982, ainda sem ter completado trinta anos de idade, Adalberto foi feito bispo de Praga. Embora Adalberto descendesse de família rica e pudesse ter conforto e luxo, alegadamente, “viveu de maneira pobre por sua própria vontade”. Era conhecido por “praticar a caridade”, pela austeridade, serviço ze-loso à Igreja.

Egídio de Assis-Discípulo de São Francisco, clérigo da Primeira Ordem, Beato (+1262)

Dos primeiros companheiros de Francisco de Assis nenhum lhe era mais caro ao coração do que um irmão muito simples que ele chamava “nosso cavaleiro da Távola Redonda”. Jovem de uma piedade e de uma pureza de vida singulares, Egídio admirava seu concidadão Francisco à distância, mas não ousava aproximar-se dele, até o dia em que soube que seus amigos Bernardo e Pedro tinham-se tornado seus companheiros, decididos a viver com ele uma vida de pobreza. Egídio imediatamente resolveu fazer o mesmo. Ao sair da cidade, encontrou-se com seu mestre e os dois estavam absorvidos na conversa, quando foram abordados por uma mendiga. “Dá-lhe o teu casaco” – disse-lhe São Francisco, ao se dar conta de que nenhum deles tinha dinheiro. E o candidato a discípulo prontamente obedeceu. O teste foi suficiente: no dia seguinte, Egídio recebeu o hábito. Primeiramente ficou com Francisco, acompanhando-o em suas viagens de evangelização pela Marca de Ancona e outras regiões não distantes de Assis, mas um sermão em que o Fundador exortou os discípulos a saírem pelo mundo afora, levou Egídio a fazer uma peregrinação a Compostela.

Helena de Udine Viúva, Religiosa, Beata (ca. 1396-1458)

Helena Valentini nasceu em 1396 (ou 1397) em Udine, Itália, na família dos Valentini, senhores de Maniago, e se casou em 1414 com o nobre António Cavalcanti; o casal teve seis filhos. Tendo ficado viúva em 1441, decidiu retirar-se do mundo e, sob a influência da palavra vibrante do agostiniano Ângelo de São Severino, se fez terceira agostiniana. Depois de ter emitido a profissão, até 1446 continuou a viver na casa deixada para ela pelo marido, quando foi morar com a irmã Perfeita, ela também terceira agostiniana. Levou sempre uma vida de penitência e de rigorosa mortificação, alimentando-se quase que somente de pão e água, dormindo sobre um duro leito de pedras recoberto de uma fina camada de palhas, flagelando-se continuamente e caminhando com trinta e três pedras nos sapatos “por causa do amor que tive aos bailes e danças que no mundo frequentei ofendendo ao meu Senhor, e pelo amor que levou o meu terno Jesus a caminhar durante trinta e três anos no mundo por amor de mim”.

Teresa Maria da Cruz Religiosa, Fundadora, Beata (1846-1910)

Religiosa, fundadora (1846-1910), 
da Congregação das Carmelitas 
de Santa Teresa.
Teresa Adelaide Cesina Manetti nasceu numa família humilde em San Martino, em Campo Bisenzio (Florença, Itália), em 2 de março de 1846. Chamavam-na familiarmente “Bettina”. Ficou órfã de pai muito cedo e logo conheceu a dureza da vida. Apesar disso, ajudava os pobres, privando-se até do que lhe era mais necessário. Em 1872, juntamente com algumas amigas, retirou-se numa casinha no campo onde “oravam, traba-lhavam e reuniam algumas jovens para educá-las com boas leituras e ensinar-lhes a doutrina cristã”. Em 16 de julho de 1876, foram admitidas na Ordem Terceira do Carmelo Teresiano, e mudou o seu nome para Teresa Maria da Cruz. Em 1877, recebeu as primeiras órfãs, cujo número foi crescendo dia a dia. Aquelas meninas abandonadas eram o seu “maior tesouro”.

Maria Gabriela Sagheddu Religiosa Trapistina, Beata (1914-1939)

Maria Sagheddu (1914-1939) nasceu em Dorgali, na Sardenha, de uma família de pastores. As testemunhas de sua infância e adolescência falam-nos de um carácter teimoso, crítico, contestador, rebelde, mas também com forte senso do dever, de fidelidade, de obediência, embora com aparências contraditórias: "obedecia res-mungando, mas era submissa", "dizia não, porém ia logo", dizem dela. O que todos notaram foi a mudança que nela se realizou aos dezoito anos: pouco a pouco, tornou-se dócil e desapareceram os impulsos de ira; assumiu um perfil reflexivo e austero, dócil e reservado; aumentou o seu espírito de oração e de caridade; adquiriu uma nova sen-sibilidade eclesial e apostólica; entrou para a Acção Católica. Surgiu nela a radicalidade da "escuta" que se abandona totalmente à vontade Deus.

ORAÇÕES - 23 DE ABRIL

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
23 – Quinta-feira – Santos: Jorge, Adalberto de Praga
Evangelho (Jo 6,44-51) “Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o atrair; e eu o ressuscitarei no último dia.”
A idéia deve ser importante, porque Jesus insiste: não podemos ir a ele se não formos atraídos pelo Pai. Só podemos crer se formos levados, arrastados, seduzidos por ele. Temos de ser instruídos por ele, moldados interiormente, educados por ele para poder compreender sua linguagem e a linguagem de seu Filho. Jesus, o Filho Encarnado, irá por sua vez levar-nos ao conhecimento do Pai.
Oração
Pai, entrego-me em vossas mãos, modelai-me, educai-me para que possa entender Jesus e aceitar seu jeito de viver. Fazei que eu esteja ligado a ele como o ramo à videira. Assim poderei produzir frutos, poderei amar e fazer o bem. Livrai-me da minha inconstância, para que jamais me separe de Jesus, que é fonte, pão e água para mim. Pai, que todos descubram em Jesus o salvador. Amém.

quarta-feira, 22 de abril de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Vida em abundância”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Eu sou a porta
 
O tempo pascal nos convida a conhecer Jesus. Não basta saber que está no Céu glorioso, mas que continua na terra como Caminho, Verdade e Vida. O próprio Jesus não se define a si mesmo com belas idéias, mas com muitas imagens que, aos poucos, vão dando uma visão de seu ser e missão. É também um meio de compreendê-Lo e perceber como nos relacionar com Ele. O texto de João é rico em simbolismos. Uma dessas boas imagens é a do pastor, como lemos no salmo 22 e na continuação desse evangelho (Jo 10,11), como também, a imagem da porta das ovelhas (Jo 10,7). É através da porta que entramos em um ambiente. É através Dele que se atinge o lugar sagrado como era no templo. Por ela chegamos a Deus. A porta é o pastor das ovelhas. Por Ele se passa e por Ele se chega a Deus. Ser porta é ser o ingresso imediato a Deus. A porta é o único acesso possível ao redil. É um ingresso da casa de Deus. Quem entra pela porta é o pastor. “A esse o porteiro abre, elas escutam e seguem porque conhecem sua voz. Ele chama as ovelhas pelo nome e as conduz para fora... e caminha à sua frente, e as ovelhas o seguem porque conhecem sua voz” (Jo 10,3-4). Nota-se o relacionamento de conhecimento existente entre a ovelha e o pastor. Elas o seguem porque conhecem a sua voz. Conhecem e estabelecem com um relacionamento de ovelhas que seguem o pastor, pois conhecem sua voz. Chamar pelo nome significa a permanente convivência de vida, vida de salvação. Estabelece-se um relacionamento que provém do mútuo conhecimento e de convivência. Relação de amor. 
Eu sou o bom pastor 
Chamamos esse domingo do o “Domingo do Bom Pastor”. As diversas orações retomam esse pensamento: “Que o rebanho possa atingir, apesar de sua fraqueza, a fortaleza do Pastor” (Oração). O salmo retrata o Bom Pastor que conduz e introduz em belos prados, águas frescas, restaura as forças, guia no caminho seguro, conduz por lugares tenebrosos, prepara uma mesa, unge a cabeça e leva para a casa onde viverá por tempos infinitos. Esse retrato do bom pastor é uma pintura da grande ventura de quem encontrou o Pastor. A pregação dos apóstolos tem vigor que converte. Essa salvação se dá por ouvir um anúncio fundado na experiência pessoal que os apóstolos tiveram em Jesus ressuscitado. O Batismo foi essa água fresca que brotou do lado aberto do Cristo e inundou de fertilidade o campo do mundo. A celebração é o momento de abrir às ovelhas as riquezas conquistadas pela entrega de Cristo por suas ovelhas que “estavam desgarradas, mas que agora voltaram ao Pastor e guarda de suas vidas” (1Pd 2,25). Agora, o povo de Deus, Igreja, pode dizer com o salmo: “Felicidade e todo bem hão de seguir-me, por toda minha vida: na casa do Senhor, habitarei pelos séculos infinitos” (Sl 22).
Convertei-vos 
O anúncio de Jesus se inicia com uma chamada à conversão: “Convertei-vos, porque o Reino de Deus está próximo” (Mt 4,17). É preciso converter-se para crer em Jesus. No primeiro discurso, no dia de Pentecostes, Pedro diz aos que abriram seu coração e disseram: “Irmãos, o que devemos fazer?” Pedro respondeu: “Convertei-vos e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para o perdão dos vossos pecados. E vós recebereis o dom do Espírito Santo” (At 2,37-38). A partir dessa conversão e do batismo, reúne-se a primeira comunidade. Jesus completa: “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10). Esse é o fruto da conversão. 
Leituras: Atos 2,14ª.36-41;Salmo 22;
1 Pedro 2,20b-25; João 10,1-10 
1. Chamar pelo nome significa a permanente convivência de vida, vida de salvação. 
2. A celebração é o momento de abrir às ovelhas as riquezas conquistadas por Cristo. 
3. É preciso converter-se para crer em Jesus. 
Bom de música 
Quando dizemos que as ovelhas ouvem sua voz e atendem ao chamado de seu nome, lembra-nos que o pastor sempre tem uma flautinha com uma música particular para se identificar diante do rebanho. Cada ovelha conhece o pastor também pela sua música. Jesus faz essa bela comparação. Para poder segui-lo é preciso ser bom de música. Lemos no Apocalipse que eles cantavam uma música que ninguém podia cantar, a não ser os 144 mil que foram resgatados da terra (Ap 14,3). Esse canto se aprende depois que se passa pela Porta e são conduzidos pelo Pastor.orta e são conduzidos pelo Pastor.              
Homilia do 4º Domingo da Páscoa (03.05.2020)

EVANGELHO DO DIA 22 DE ABRIL

Evangelho segundo São João 6,35-40. 
Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «Eu sou o pão da vida. Quem vem a Mim nunca mais terá fome e quem acredita em Mim nunca mais terá sede. No entanto, como vos disse, embora tivésseis visto, não acreditais. Todos aqueles que o Pai Me dá virão a Mim e àqueles que vêm a Mim não os rejeitarei, porque desci do Céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que Me enviou. E a vontade daquele que Me enviou é esta: que Eu não perca nenhum dos que Ele Me deu, mas os ressuscite no último dia. De facto, é esta a vontade de meu Pai: que todo aquele que vê o Filho e acredita nele tenha a vida eterna; e Eu o ressuscitarei no último dia». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Hildegard de Bingen 
(1098-1179)
Abadessa beneditina 
e doutora da Igreja 
Livro das obras divinas, capítulo 6 
Deus previu desde toda a eternidade 
que o homem se uniria a Ele 
As almas racionais têm origem no Deus verdadeiro: têm de escolher o que lhes convém e de rejeitar o que desagrada a Deus, pois conhecem o bem e o mal no seu íntimo. Deus, que é único, concebeu na energia do seu coração uma obra precisa e singular, e multiplicou magnificamente essa obra. Pois Deus é um fogo vivo, um fogo pelo qual as almas respiram, um fogo que existia antes do princípio, que é a origem e o tempo dos tempos. A vontade de Deus permeia inteiramente o mundo perecível, nele inspirando o termo do mundo, que é a eternidade. A omnipotência de Deus possui a plenitude de uma temperança feita de equilíbrio; não tem princípio nem fim, e tem um alcance que lhe permite realizar tudo o que deseja, sem nenhuma exceção. À perfeição que permite ao poder de Deus tudo subjugar está unido o amor, que é uma espécie de tranquilidade na ação; pois o amor cumpre na perfeição a vontade de Deus — que é a fonte da paz. Mas o amor assume diferentes formas, tão numerosas como as virtudes que operam no homem: o amor é a fonte de todo o bem. O homem tem de dirigir todas as intenções do seu coração para este verdadeiro sol. É neste olhar amoroso que a presciência de Deus se manifesta: o amor e a presciência estão em harmonia. A pessoa que escolhe submeter-se ao amor ama aquilo que há em Deus, contempla Deus na pureza da sua fé e nada Lhe oferece que seja mortal, mas conhece desde já nas alegrias celestiais, e Deus previu desde toda a eternidade que este homem se uniria a Ele.

Santos Miles, Aborsam (Abrosimo) e Mártires do Sinai na Pérsia Festa: 22 de abril

As informações sobre esses santos mártires, embora não compuam uma biografia completa, delineiam suas figuras com eloquência vívida. Miles, um valente soldado do exército persa, professou abertamente sua fé em Cristo, desafiando as leis da época que puniam severamente a conversão ao cristianismo. Sua integridade e coragem inspiraram muitos companheiros soldados, semeando fé em um terreno árido de perseguição. Aborsam (Abrosimus), um fervoroso diácono, dedicou-se a servir à Igreja e a espalhar o Evangelho entre os persas, atraindo a atenção das autoridades hostis. Preso e submetido a torturas atrozes, Aborsam permaneceu firme em sua fé, oferecendo um exemplo de resistência heroica. Sinai, um jovem de alma nobre, atraído pela luz do cristianismo, converteu-se à fé em Cristo. Sua perseverança tenaz, apesar das pressões e ameaças que sofreu, o levou a enfrentar o martírio com serenidade destemida. Miles, Aborsam e Sinai foram conduzidos ao cadafalso e submetidos a várias torturas, suportando cada sofrimento com firmeza estoica. 
Emblema: Palma 

São Leônidas Mártir, pai de Orígenes Festa: 22 de abril

O pai de Orígenes, Leônidas, um distinto professor de Alexandria, sofreu martírio sob Septímio Severo em 204, deixando órfão seu filho de dezessete anos, que já demonstrava um ardor precoce pelos estudos bíblicos. Eusébio de Cesareia, um historiador eclesiástico, narra em grande detalhe a educação dada por Leônidas ao jovem Orígenes, enfatizando o amor e a veneração de seu pai pela devoção inicial do filho. A tradição hagiográfica grega coloca Leônidas entre um grupo de mártires celebrados em 5 de junho, mas com pouco rigor histórico. O Martirológio Romano o homenageia em 22 de abril, embora a identificação com o mártir de Corinto presente no Hierônimo seja incerta. 
Etimologia: Leonidas = semelhante ao leão, forte, do grego
Emblema: Palma 
Martirológio Romano: Em Alexandria, Egito, em comemoração de São Leônidas, mártir, que sob o imperador Septímio Severo foi perfurado pela espada por fé em Cristo, deixando Orígenes, seu filho, ainda criança.

Santo Ágapito I Papa Festa: 22 de abril † 536

Agapito, Papa por quase um ano, foi enviado pelo rei dos Godos a Constantinopla para dissuadir o imperador Justiniano de retomar a Itália. A missão faliu, mas, em compensação, o Pontífice conseguiu uma nova derrota da heresia monofisista. Santo Agapito faleceu no caminho de volta a Roma, em 536.
(Papa de 13/05/535 a 22/04/536) 
Foi eleito Papa em 13 de maio de 535, mas seu pontificado durou pouco mais de onze meses. Um período durante o qual o imperador oriental Justiniano conseguiu conquistar a parte restante do Oriente Médio e grande parte do nordeste da África, anteriormente o reino dos Godos. Depois, enviou seu general Belisário para a Itália: desembarcando na Sicília, dirigiu suas tropas em direção a Nápoles e, de lá, preparou-se para lançar o ataque final a Roma.

Santa Alexandra e companheiras - Mártires em Nicomédia Festa: 22 de abril

O nome Alessandra é o feminino de Alessandro; deriva do grego 'Aléxandros' e significa "protetor dos homens". O nome sempre foi usado desde os tempos antigos e a versão masculina inclui dois reis do Épiro, três reis da Macedônia, dois reis da Síria, um imperador romano, oito papas, mais de 40 santos, três reis da Escócia, três imperadores da Rússia, etc. Na versão feminina, o nome Alexandra foi usado por seis rainhas e imperatrizes, também por cinco mártires cristãos, curiosamente sempre incluídos em tantos grupos de mártires. O mais conhecido deles é o de Amiso (Alexandra, Claudia, Euphrasia, Matrona, Juliana, Euphemia e Theodosia) celebrado em 20 de março; depois, há o grupo dos mártires de Ancara (Tecusa, Giulitta e outros) celebrado em 18 de maio; depois há o grupo de Ancira, o grupo de Antioquia e, finalmente, o grupo de Nicomédia de que falamos nestas notas.

São Caius Papa Festa: 22 de abril (†)296

(Papa de 17/12/283 a 22/04/296)
 
Sobre o Papa Caio (assim como sobre o Papa Soter, que é sempre lembrado hoje) temos poucas informações certas. Dizia-se dele que era parente de Diocleciano e também tio de uma Santa Susana não identificada. Ele também foi responsável pela estruturação definitiva das ordens abaixo do episcopado. Mas isso é uma notícia não verificável, enquanto seu martírio parece estar excluído, porque - no trono de Pedro de 283 a 296 - ele morreu antes que Diocleciano desencadeasse a perseguição em 303. (Avvenire)
Etimologia: Caio = feliz, feliz, do latim 
Martirológio Romano: Em Roma, no cemitério de Calisto na Via Ápia, deposição de São Caio, papa, que, tendo fugido da perseguição ao imperador Diocleciano, morreu confessor da fé. 

Sotero de Roma Papa, Mártir (+ 296)

São Sotero foi o 12º papa entre 166 e 174.
 
De origem grega, Sotero nasceu em Nápoles. Conhece-se muito pouco deste papa, a não ser que seu pontificado foi marcado por seu zelo pela doutrina e pelas obras sociais. Tradicionalmente é lembrado pelos católicos por ter en-viado esmolas para muitas igrejas em todas as cidades onde os cristãos eram perseguidos. O pontificado de Sotero coincide com o governo romano de Marco Aurélio, o “imperador filósofo”, sob o qual foram cruelmente perseguidos os cristãos. Datam dessa época os martírios de Felicidade e Perpétua, de Justino, de Policarpo de Esmirna — todos estes canonizados pela Igreja — e de milhares de fiéis. De uma carta de Dionísio, bispo de Corinto: “precisamos e apreciamos hoje a grande caridade do papa Sotero para com os perseguidos, seus cuidados paternais em época tão difícil”. Durante o seu pontificado, opôs-se com rigor aos hereges montanistas, cuja expansão representava um perigo iminente para a verdadeira fé.

Oportuna de Séez Virgem, Abadessa, Santa († 770)

Oportuna foi irmã de Crodegango, bispo de Seez[1], 
e sobrinha de Lantilda, abadessa de um convento 
de beneditinas em Almeneches. 
Nascida no castelo de Exmes, perto de Argentano, jovem ainda, conseguiu dos pais a permissão para consagrar-se ao Senhor. Assim, deixou o castelo, as comodidades e o convívio dos seus e foi encerrar-se num pequeno mosteiro nas vizinhanças de Alme-neches. Oportuna caminhou rapidamente pela senda da perfeição. Num átimo, conquistou o coração da co-munidade toda. Humilde, sincera e prestativa, a todos encantava e edificava. Quando a abadessa faleceu, a jovem religiosa foi escolhida, por unanimidade, para preencher a vaga. A princípio, um tanto alarmada com a responsa-bilidade da direcção da abadia, hesitou. Mas, depois de alguns dias de acurada reflexão, diante de uma revelação, capacitou-se de que a escolha fora diri-gida pela vontade de Deus. E aceitou. Agora como superiora, pensava Oportuna, era mister redobrar as mortificações, para dar exemplo às re-ligiosas. E atirou-se de corpo e alma, à oração e à contemplação. E sendo muito severa consigo mesma, era caridosíssima com as filhas. Recebeu, então, do alto, o dom dos milagres. Um deles, refere-se ao guarda-florestal da região e o burrico do mosteiro.

Senhorinha de Basto Religiosa, Santa (Século X)

Nasceu em 924, provavelmente em Vieira do Minho. Senhorinha não era o seu nome de baptismo mas um epíteto carinhoso que lhe dava seu pai, o conde de Basto. Fez-se monja aos 15 anos, recusando um nobre preten-dente, e aos 36 anos era abadessa do mosteiro de Vieira que então era próspero. Este mosteiro foi abandonado a quando da extinção das ordens religiosas em Portugal no século XIX, e poucos anos depois, completamente em ruínas (1912), acabou por ser completamente demolido, ficando apenas a igreja que se tornou então igreja paroquial. A sua vida foi cheia de manifestações do amor e da gran-deza de Deus, tendo-lhe sido atribuídos numerosos mila-gres ainda antes da sua morte, ocorrida a 22 de Abril de 982. O seu túmulo foi ao longo da Idade Média grande centro de peregrinações, contando-se entre os grandes devotos da santa os reis D. Sancho I e D. Pedro I. A igreja de S. Victor, em Braga, encerra um notável conjunto de azulejos alusivos à vida de Santa Senhorinha.

Nossa Senhora, Mãe da Companhia de Jesus

No dia 22 de abril, jesuítas e inacianos de todo o mundo festejam o dia de Nossa Senhora, Mãe da Companhia de Jesus. 
Mas, por que celebrar esse dia? 
O que ela representa para a Companhia e para cada pessoa que segue a espiritualidade inaciana? 
A pedido do portal Jesuítas Brasil, o padre José Ramón Fernández de la Cigoña, SJ, nos conta como Maria sempre esteve presente na caminhada de Inácio de Loyola e da Companhia de Jesus. Confira: “No dia 22 de abril, celebramos a Festa de Nossa Senhora, Mãe da Companhia de Jesus, pois, em dia como hoje, Inácio de Loyola e cinco companheiros – Salmerón, Laínez, Broet, Jay e Codure – fizeram seus votos no altar de Nossa Senhora, na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, em Roma (Itália). Nossa Senhora sempre esteve presente na vida de Santo Inácio. No início da sua conversão, ele peregrinou à pequena igreja de Nossa Senhora de Arántzazu e, diante de uma pequena imagem de Maria, fez voto de castidade. Mais tarde, no Santuário de Nossa Senhora de Montserrat, entregou sua vida passada e desregrada ao deixar sobre o altar sua espada e adaga. Era véspera da festa da Anunciação do Senhor, 24 de março de 1521. Anos depois, Inácio e seus primeiros companheiros fizeram seus votos no dia da Assunção de Nossa Senhora, em 15 de agosto de 1534, na Basílica do Sagrado Coração, em Paris (França). Inácio ainda celebrou sua primeira missa como padre na Basílica de Santa Maria a Maior, em Roma. 
Enfim, no dia 22 de abril de 1541, o compromisso definitivo na Companhia de Jesus, foi numa capela de Nossa Senhora…”