quinta-feira, 30 de abril de 2026

ORAÇÕES - 30 DE ABRIL

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado
30 – Quinta-feira – Santos: Pio V, Lourenço de Novara, Sofia.
Evangelho (Jo 13,16-20) “Em verdade vos digo, quem recebe aquele que eu enviar, me recebe a mim; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou”.
Todos nós, que conhecemos Jesus e somos seus discípulos, somos também seus enviados e representantes seus para levar a salvação a todos. Olhando para nossas limitações, essa missão mostra-se acima de nossas forças. Por isso mesmo Jesus garante que estará sempre conosco, de tal modo que quem aceitar nossa mensagem estará acolhendo a ele mesmo e ao Pai que o envia.
Oração
Senhor, porque estais conosco, guiando nossos passos e dizendo o que devemos anunciar, por isso tenho coragem de aceitar a missão que me confiais. Sei que por mim mesmo nada posso. Vós, porém, tudo podeis, podeis até usar-me para o bem. Cuidai de mim, para que minha vida não desminta o que digo; guardai-me para que não me perca depois de ter querido salvar a outros. Amém.

quarta-feira, 29 de abril de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “O Santíssimo Sacramento”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Graças e Louvores 
Entre nuvens de incenso, tilintar das campainhas, o brilho das vestes, os tapetes das ruas, o perfume das flores e o encanto de um ostensório, há uma Presença; louvamos e agradecemos um Deus que se faz presente em uma pequena hóstia. Mesmo se fosse do tamanho do universo, ela ainda seria pequena. Ali está o Senhor. O livro dos Cânticos dos Cânticos” canta: “Meu amado está do outro lado da parede” (Ct 2,9). Há sempre uma parede que esconde a Divindade. É a parede de nossa humanidade. Mas nada pode esconder a presença Daquele que, por amor, se dignou assumir nossa humanidade. Ele saltou o muro de nossa fragilidade e Se fez um de nós. Querendo deixar uma lembrança de sua presença, deixou-Se como alimento e presença misteriosa nos sinais sacramentais do pão e do vinho consagradas pela ação do Espírito Santo. Não quis vir ao mundo sem assumir nossa natureza. Não quer continuar entre nós, sem nossa natureza. Assim o Espírito que O gerou no seio de Maria, gera-O agora no pão partido. Diante dessa realidade nós louvamos e agradecemos e adoramos. Ele não precisa de nossos arranjos. Ele quer estar ali. “O Mestre está aí e te chama” (Jo 11,28). O povo de Deus, passando pelas diversas fases da história, chegou a um ponto de não compreender a Eucaristia e não participar o suficiente. Então se desenvolveu o culto eucarístico. Tem suas riquezas. Foi um desenvolvimento. Mas... também aqui é necessário uma permanente reflexão para a melhor expressão da fé e da piedade. 
Presença ressuscitada 
Com o tempo, o mistério da Ressurreição passou a ser um milagre que comprovava que era a Paixão de Jesus que salva. Com isso se levou a ver o Ressuscitado vivo presente na Eucaristia. Ali está o Cristo vivo. Como a liturgia se distanciou do povo, sendo feita em uma língua que não conhecia, a devoção ao Santíssimo se enriqueceu de beleza e piedade. Um mistério não anula o outro. A Eucaristia é o Cristo Vivo e Ressuscitado. É o alimento que sustenta a comunidade e une a comunidade num só corpo, unida ao Corpo de Cristo Ressuscitado na Glória e presente na Eucaristia. É triste ver como se desconhece essa presença. Quando é uma celebração solene, sentimos uma presença que atrai e anima. Mas... Ele é o mesmo que está no sacrário humilde, na capelinha esquecida, com risco de se danificar a sagrada Hóstia. Não há necessidade de sinos, incenso, roupas magníficas etc... Ali está o mesmo Senhor da Glória, “chamando, acolhendo todos os que O vêm visitar”. O amor presente na Eucaristia é muito louco. Sto. Afonso diz que somente um Deus louco de amor poderia inventar essa maneira de nos atrair. Ele está ali para nos mostrar o amor e nos atrair ao mesmo amor. 
Amor que atrai
Os santos cultivam profundo amor e respeito à Eucaristia. Por isso, além da presença em nós e nos outros, temos a presença no sacrário, mesmo humilde. Se não sou capaz de perceber ali Aquele que meu coração ama, e ter os mesmos sentimentos de fé, ainda não tenho fé na Eucaristia. É a fumaça ou o ouro do ostensório que me dão fé? O apreço à “Presença” deve nos levar a buscar sempre mais um relacionamento de fé e amizade. Poderemos aprofundar sempre mais a participação na Eucaristia e à evangelização, a partir deste sacramento. É próprio do amor difundir-se. Agradecemos a Deus a grande missão das comunidades de fazer Jesus sempre mais amado e adorado.
ARTIGO PUBLICADO EM JUNHO DE 2020

EVANGELHO DO DIA 29 DE ABRIL

Evangelho segundo São Mateus 11,25-30. 
Naquele tempo, Jesus exclamou: «Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, Eu Te bendigo, porque assim foi do teu agrado. Tudo Me foi dado por meu Pai. Ninguém conhece o Filho senão o Pai e ninguém conhece o Pai senão o Filho, e aquele a quem o Filho O quiser revelar. Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e a minha carga é leve».
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Catarina de Sena 
(1347-1380) 
Terceira dominicana, 
doutora da Igreja,
copadroeira da Europa 
Prelúdio, n.º 1
A união com Deus e a salvação das almas 
Ao transcender-se a si mesma, uma alma atormentada por um profundo desejo da honra de Deus e da salvação das almas começa a exercitar-se durante algum tempo na prática das virtudes comuns e recolhe-se no santuário interior do autoconhecimento, a fim de melhor conhecer a bondade de Deus para com ela. Pois o amor segue o conhecimento e, ao amar, a alma procura seguir a verdade e revestir-se dela. Nada permite a uma criatura experimentar melhor esta verdade, nada a ilumina tanto como a oração humilde e contínua, fundamentada no conhecimento de si mesma e de Deus. A oração assim entendida e praticada une a alma a Deus. Seguindo os passos de Cristo crucificado, através do desejo, do afeto e da união de amor, a alma transforma-se. E foi precisamente isso que Cristo quis ensinar-nos ao dizer: «Quem Me ama guardará a minha palavra, e meu Pai o amará; Nós viremos a ele e faremos nele a nossa morada» (Jo 14,23); encontramos palavras semelhantes em muitas outras passagens. Uma vez que Cristo é a Verdade, estas palavras mostram-nos claramente que, através do amor, a alma se torna una com Ele. Para ilustrar isto com mais clareza, lembro-me de uma serva de Deus me ter contado que, num grande êxtase de espírito que experimentou durante a sua oração, Deus, rasgando os véus, lhe permitiu contemplar o amor que tem pelos seus servos, e lhe disse, entre outras coisas: «Abre o olhar da inteligência e olha para Mim: verás a dignidade e a beleza da minha criatura racional. Além da beleza que dei à alma, criando-a à minha imagem e semelhança, contempla aqueles que se revestiram da veste nupcial, isto é, da caridade, adornada com a multiplicidade das virtudes: estes são um comigo pelo amor».

Beata Itala Mela (Maria da Trindade) Oblata Beneditina

Festa:
29 de abril (28 de abril) 
(*)La Spezia, 28 de agosto de 1904
(+)29 de abril de 1957 
Um místico dedicado a aprofundar a dimensão trinitária da vida cristã: é assim que o testemunho de Itala Mela, nascido em La Spezia em 28 de agosto de 1904, pode ser resumido. Meus pais são professores do ensino fundamental com princípios sólidos, mas distantes da fé. Enquanto frequenta o ensino médio, a morte de seu irmão de nove anos a lança no desespero e na negação total da fé. Mas apenas dois anos depois, após um misterioso choque interior, ele começou uma nova vida sob o lema: "Senhor, se você está aí, torne-se conhecido". É o ponto de partida de uma jornada mística com o mistério da Trindade em seu centro. Ele faleceu em 29 de abril de 1957. Sua beatificação ocorreu em La Spezia em 10 de junho de 2017. "Senhor, se você se fez conhecido a nós": esta é a oração que brota em seu coração no momento em que seu ateísmo, orgulhosamente professado, começa a vacilar.

29 de abril - Beata Hanna Helena Chrzanowska

Hanna Helena Chrzanowska foi uma polonesa professa dos Oblatos Beneditinos, que serviu como enfermeira durante a Segunda Guerra Mundial, quando o regime nazista visava os poloneses, cuidou dos feridos e doentes durante todo o conflito e procurou minimizar o sofrimento em sua própria paróquia. Chrzanowska foi premiada com dois prestigiosos prêmios poloneses por suas boas obras e morreu em 1973, depois de quase uma década de luta contra o câncer. Ela nasceu em 7 de outubro de 1902 em Varsóvia, filha de Ignacy Chrzanowski e Wanda Szlenkier. Sua família possuía uma indústria (lado materno) e terras (lado paterno) que mantinham uma longa tradição de obras de caridade; seus pais eram bem conhecidos por isso em sua Polônia natal. As circunstâncias religiosas de sua casa também eram únicas, uma vez que metade era católica romana e a outra metade era protestante. Hanna era parente do Prêmio Nobel Henryk Sienkiewicz (do lado de seu pai) que era mais conhecido por escrever o romance Quo Vadis .

29 de abril - Santo Hugo de Cluny

Santo Hugo nasceu em 1024 na Borgonha francesa. Seu pai foi Dalmácio, conde de Semur, e sua mãe Adelaide. Dizem as crônicas que, estando ela para dar à luz, pediu a um sacerdote que celebrasse o Santo Sacrifício em sua intenção. No momento da elevação, o celebrante viu acima do cálice um menino de extrema beleza, o que foi para a mãe um presságio de que o filho que lhe estava por nascer seria um digno ministro do altar. O pai queria que Hugo seguisse as tradições da família, por isso, fez com que o menino fosse formado em todos os exercícios da juventude nobre daquele tempo, como domínio do cavalo, manejo de armas e prática de caçadas. Hugo, porém, sentia-se mais chamado a uma vida de piedade e de oração, de acordo com os desejos da mãe. Enfim ele obteve do pai o consentimento para fazer seus estudos junto a seu tio-avô, também chamado Hugo, Bispo de Auxerre. Foi ali que ele teve notícia da existência da Abadia de Cluny e de Santo Odilon, seu abade, bem como da vida piedosa e penitente que levavam os monges.

CATARINA DE SENA Dominicana, Virgem, Doutora da Igreja, Santa (1347-138)

A – SUA VIDA
1) - Nascimento e primeiros anos Catarina Benincasa nasceu na aldeia de Fontebranda (Sena-Itália), a 25 de Março de 1347. Era filha de Giácomo Benincasa e de Mona Lapa. Este casal teve 25 filhos, sendo a nossa Santa o 23 ou 24 (nasceram duas gémeas). Entre todos os seus irmãos, Catarina, foi a única dos filhos que sua mãe pôde amamentar com o leite materno. Seu pai, que exercia a procissão de tintureiro, embora não fosse rico, gozava dum modesto rendimento, era muito trabalhador e dedicado à família. Filha duma família cristã, principiou, desde tenra idade, a sentir grande tendência para a vida de piedade. Aos 5 anos, subia as escadas de joelhos, rezando a cada degrau, uma Ave-maria. Aos 6 anos, o Senhor quis mimoseá-la com a sua primeira manifestação sensí­vel: Cristo aparece-lhe sentado num trono, revestido com resplandecentes ornamentos pontificais, tendo a cabeça cingida com uma tiara papal, abençoando-a com a mão direita.

ORAÇÕES - 29 DE ABRIL

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
29 – Quarta-feira – Santa Catarina de Sena
Evangelho (Jo 12,44-50) “Eu vim ao mundo como luz, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas.”
A escuridão é símbolo da tristeza, do sofrimento, da escravidão e da morte. É a imagem muitas vezes usada na Bíblia para falar de nossa condição humana depois do pecado. Jesus veio viver nossa vida para nos libertar das trevas da ignorância e da maldade. Apresenta-se como a luz que pode dar sentido a nossa vida, alegria e esperança. Iluminados por ele, também nós podemos ser luz.
Oração
Senhor meu Deus, agradeço a vinda de vosso Filho para nos clarear a vida. Com sua vida e com suas palavras mostra-nos o caminho. E com sua graça ajuda-nos a avançar. Não permitais que, tendo recebido tantas luzes e tantas graças, eu ainda venha a preferir as trevas. Iluminai-me sempre, para que eu possa ajudar meus irmãos a enxergar o caminho do bem que nos leva até vós. Amém.

terça-feira, 28 de abril de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Somos seu povo”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Aliança que compromete
 
Deus é sempre fiel às suas alianças. Ele promete e cumpre. E não volta atrás quando o parceiro, chamado homem ou povo, não cumpre sua parte. A oração da missa nos leva a pedir: “Dai-nos o socorro da vossa graça, para que possamos querer e agir conforme vossa vontade, seguindo os vossos mandamentos”. Os mandamentos são o código da aliança do Sinai. Deus desperta no povo a certeza que encontramos no salmo: “Sabei que o Senhor, só Ele, é Deus. Ele mesmo nos fez e somos seus, nós somos seu povo e seu rebanho”(Sl 99). A consciência de ser povo vem dos cuidados que Deus teve para com ele todo o tempo. Deus, quando fala na montanha, manda que Moisés diga ao povo como Deus tratou os egípcios por causa Dele. E Se compara à águia: “Vistes o que Eu fiz aos egípcios, e como vos levei sobre asas de águia e vos trouxe a Mim”. Então cobra obediência aos mandamentos para que seja seu povo: “Se ouvirdes a minha voz e guardardes minha aliança, sereis para mim a porção escolhida dentre os povos... E vós sereis para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa” (Êx19,4-5). Os castigos aconteceram para corrigir a rota do povo. Jesus usou de misericórdia para com o povo dando-lhe continuadores de sua missão de constituir um povo fundado na bondade de Deus que salva e cura. Por isso é importante ver os sentimentos que Jesus nutria pelo povo sofrido: “Vendo as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam cansadas e abatidas, como ovelhas que não têm pastor” (Mt 9,36). Ele tem o coração do Pai que salvou o povo. 
Missão de continuar Jesus 
Moisés narra a bondade com que Deus o constituiu como povo. No evangelho temos o mesmo tema. Os apóstolos são escolhidos e enviados para cuidar do povo da nova aliança. Não será um povo voltado a um cuidado de Deus, mas a um cuidado dos apóstolos em união com Jesus que continua a por em ação a misericórdia e a compaixão pelos sofredores. Isso é fundamental na caminhada do novo povo: “Anunciai que o Reino de Deus está próximo”. Os sinais são claros: “Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios”. Tudo é um presente de Deus “De graça recebestes, de graça deveis dar” (Mt 10,7-8). O povo é convocado, não cobrado. A resposta é o reconhecimento da ação de Deus através daqueles que creram em Jesus. Crer não é aceitar uma doutrina, mas um modo de vida. A vida é o primeiro destino do anúncio de Jesus. Preferimos uma doutrina perfeita que não alimenta uma vida para que seja perfeita. O que Deus fez ao seu povo, os discípulos deverão fazer para levar adiante as promessas de Jesus que se cumpre no povo. Ele foi fiel e quer fidelidade. 
Reconciliados 
“Deus nos reconciliou com Ele pela morte de seu Filho. Quanto mais agora, estando já reconciliados, seremos salvos por sua vida” (Rm 5,10). Esta é a grande prova do amor de Deus por nós: “A prova de que Deus nos ama é que Cristo morreu por nós, quando ainda éramos pecadores” (Id 8). Os egípcios pagaram caro a libertação do povo. Jesus assume sobre Si, o que era para nós. Vemos como se estabelece o amor de Deus: não em palavras, mas em atitudes concretas, primeiro em seu Filho e depois, através de seus seguidores que continuarão cuidando das pessoas, sobretudo dos humildes. Todo o povo de Deus é continuador desse amor gratuito do Pai em Cristo. Não fomos feitos para constituir um povo socialmente, mas para ser um povo que atinge todos pelo amor, uma nação santa.
Leituras Êxodo 19,2-6ª;Salmo 99; 
Romanos 5,6-11;Mateus 9,36-10,8. 
1. A consciência de ser povo vem dos cuidados que Deus teve para com ele todo o tempo. 
2. Crer não é aceitar uma doutrina, mas um modo de vida. 
3. Todo o povo de Deus é continuador desse amor gratuito do Pai em Cristo. 
No fritar dos ovos
É na vida concreta que vamos entender o que significa todo ensinamento de Jesus. É no fritar dos ovos que vemos o que está acontecendo. Tudo o que Deus fez pelo povo escolhido foi continuado por Jesus que assume as atitudes do Pai e passa aos discípulos. Os benefícios de Deus ao povo foram grandiosos. Mas os egípcios pagaram caro com tantas pragas e com a perda de um exército. Os benefícios para nós, os que acreditam, foram pagos na conta de Jesus. Paulo diz: “quando éramos ainda fracos, Cristo morreu pelos ímpios em tempo marcado... A prova de que Deus nos ama é que Cristo morreu por nós, quando éramos ainda pecadores” (Rm 5,6.8). Pensamos que, assumindo a vida de Cristo em nós, levaremos sobre nós também muitos sofrimentos para que os fracos sejam recuperados. 
Homilia do 11º Domingo Comum (14.06.2020)

EVANGELHO DO DIA 28 DE ABRIL

Evangelho segundo São João 10,22-30. 
Naquele tempo, celebrava-se em Jerusalém a festa da Dedicação do Templo. Era inverno e Jesus passeava no templo, sob o Pórtico de Salomão. Então, os judeus rodearam-no e disseram: «Até quando nos vais trazer em suspenso? Se és o Messias, diz-nos claramente». Jesus respondeu-lhes: «Já vo-lo disse, mas não acreditais. As obras que Eu faço em nome de meu Pai dão testemunho de Mim. Mas vós não acreditais, porque não sois das minhas ovelhas. As minhas ovelhas escutam a minha voz: Eu conheço as minhas ovelhas e elas seguem-Me. Eu dou-lhes a vida eterna e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão. Meu Pai, que Mas deu, é maior do que todos, e ninguém pode arrebatar nada da mão do Pai. Eu e o Pai somos um só». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Teresa de Calcutá 
(1910-1997) 
Fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade 
«Não há amor maior» 
«As minhas ovelhas escutam a minha voz» 
Se não souberes rezar, certamente terás dificuldade em o fazer. Temos de nos ajudar a rezar: em primeiro lugar, recorrendo ao silêncio, porque não podemos pôr-nos na presença de Deus se não praticarmos o silêncio, tanto interior como exterior. Não é fácil fazer silêncio dentro de nós mesmos, mas é um esforço indispensável. Só no silêncio encontraremos um novo poder e verdadeira unidade: o poder de Deus tornar-se-á nosso, para fazermos todas as coisas como devem ser feitas; e o mesmo se aplica à unidade dos nossos pensamentos com os seus pensamentos, das nossas orações com as suas orações, das nossas ações com as suas ações, da nossa vida com a sua vida. A unidade é fruto da oração, da humildade, do amor. É no silêncio do coração que Deus fala; se te colocares diante de Deus no silêncio e na oração, Deus falar-te-á. E então saberás que não és nada. Só quando conheceres o teu nada, o teu vazio, é que Deus pode encher-te de Si mesmo. As almas dos grandes orantes são almas de grande silêncio. O silêncio faz-nos ver as coisas com outros olhos. Precisamos do silêncio para tocar as almas dos outros: o essencial não é o que nós dizemos, mas o que Deus diz - o que Ele nos diz a nós e o que diz através de nós. Nesse silêncio, Ele nos escutará, falará à nossa alma e nós escutaremos a sua voz.

28 de abril - Beata Maria Felícia de Jesus Sacramentado - Chiquitunga

 dia 23 de junho de 2018, foi um grande dia para o Paraguai e para o Carmelo. No estádio do Club Porteño foi proclamada beata Maria Felícia de Jesus Sacramentado (Chiquitunga). A foi presidida pelo Cardeal Angelo Amato, Perfeito da Congregação para a causa dos Santos; que apresentou a Chiquitunga na sua homilia como uma “jovem culta e santa, entusiasta da sua fé e da sua vocação de consagrada”. Uma santa que “convida hoje as suas irmãs a sentirem-se orgulhosas da sua vocação e alegres na sua quotidiana entrega ao Senhor”. Uma santa que “nos convida a todos a viver a nossa existência cristã e inspira a juventude paraguaia a viver fiel ao amor de Deus”. Maria Felicia Guggiari Echeverría nasceu em Villarrica, em 12 de janeiro de 1925. Era fisicamente pequena, motivo pelo qual o seu pai apelidou-a, carinhosamente, de “Chiquitunga” (pequerrucha, em guarani). A sua mãe contou que, num dia de muito frio, Chiquitunga voltou da escola a tremer de frio porque tinha dado o seu agasalho a uma menina pobre.

Santa Valéria, São Vital e filhos, mártires de Ravena - 28 de abril

São Vital teve uma vasta representação na arte: a ele é dedicada a Basílica de São Vital em Ravena, com seus magníficos mosaicos, e a igreja de mesmo nome em Veneza, onde ele é apresentado vestido como um soldado a cavalo levantando uma bandeira, com espada, lança e maça, instrumento do martírio de sua esposa Valéria. Ainda é dedicada a ele a igreja de São Vital em Roma, com afrescos narrando seu martírio. As primeiras informações que temos de Vital e Valéria estão contidas em um livreto escrito por Filipe, chamado 'servus Christi’, que apresentava os mais antigos grupos de vida cristã em Milão, e que foi encontrado perto da cabeça dos corpos dos mártires Gervásio e Protásio, encontrados por Santo Ambrósio, em 396. O livreto, além de narrar o martírio dos dois irmãos, também descreve o de seus pais, Vital e Valéria, e do médico Ursicino, natural de Ligúria, mas talvez trabalhando em Ravena, os quais viveram e morreram no século III.

Santa Gianna Beretta Molla, Mãe, Esposa, Médica – 28 de abril

     Gianna era ardorosa defensora da vida, sobretudo das crianças, nascituras ou já nascidas. Defendia corajosamente o direito de a criança nascer. Dizia: "O médico não se deve intrometer... O direito à vida da criança é igual ao direito à vida da mãe. O médico não pode decidir. É pecado matar no seio materno!"
      Gianna Beretta nasceu em Magenta (Milão, Itália) aos 4 de outubro de 1922, dia de São Francisco de Assis, filha de Alberto Beretta e Maria Michelli, ambos da Ordem Franciscana Secular; era a 12ª filha do casal Beretta.
     Desde muito pequena, Gianna acompanhava sua mãe à Missa diária e – no fervor da norma dada pelo Papa São Pio X para que as crianças pudessem receber o Senhor Jesus na Eucaristia – e devido ao cuidado em seus estudos religiosos por seus pais e sua irmã mais velha Amélia, Gianna foi autorizada a fazer sua 1ª. Comunhão aos 5 anos e meio. Em 4 de abril de 1948 ela recebeu sua 1ª. Comunhão na paróquia de Santa Grata em Bérgamo. Dois anos depois, ela foi confirmada na Catedral. A partir daí, Gianna ia à missa e recebia a Comunhão diariamente, qualquer que fosse o clima ou seus estudos.

Luís Maria Grignion de Montfort Sacerdote, Fundador, Santo (1673-1716)

Um dos missionários 
mais conhecidos da devoção mariana ,
incansável pregador da sagrada 
escravidão de amor a Maria Santíssima, 
apóstolo da Contra-Revolução 
*****
Segundo dos 18 filhos do advogado João Batista e de Joana Roberto de la Vizeule, Luís Grignion nasceu em 3 de janeiro de 1673, em Montfort-la-Cane (hoje Montfort-sur-Meu), na Bretanha. Por devoção a Nossa Senhora, no crisma acrescentou ao seu nome o de Maria. Luís herdou do pai um temperamento colérico e arrebatado, e dirá depois que "custava-lhe mais vencer sua veemência e a paixão da cólera que todas as demais juntas".

Maria Luísa Trichet Co-fundadora, Beata (1684-1759)

Maria Luísa Trichet (ou Maria Luísa de Jesus), com São Luís Maria Grignion de Montfort, é a co-fundadora da Congregação das religiosas chamadas “Filhas da Sabedoria”. Nasceu em Poitiers (França), no dia 7 de maio de 1684, tendo sido baptizada no mesmo dia. Filha de uma família de oito filhos, recebeu sólida educação cristã, tanto no seio da família, quanto na escola. Aos 17 anos, encontrou-se pela primeira vez com S. Luís Maria Grignion de Montfort, que acabara de ser nomeado como capelão do hospital de Poitiers. Sua fama de pregador e de confessor, já era notável entre a juventude daquela região. Espontaneamente, Maria Luísa ofereceu seus serviços ao hospital. Ela consagra uma boa parte de seu tempo, aos pobres e aos enfer-mos. Diante da sua dedicação, São Luís prontamente a pediu para que ali permanecesse. A este convite, Maria Luísa respondeu com sua entrega total.

Pedro Chanel Sacerdote, Primeiro mártir da Oceânia, Santo (1803-1841)

Pedro nasceu no dia 12 de Julho de 1803, na pequena Cuet, França. Levado pelas mãos do zeloso pároco, iniciou os estudos no seminário local e, em 1824, foi para o de Bourg, onde três anos depois se ordenou sacerdote. Desde jovem, queria ser missionário evangelizador, mas primeiro teve de trabalhar como pároco de Amberieu e Gex, pois havia carência de padres em sua pátria. Juntou-se a outros padres que tinham a mesma vocação e trabalhavam sob uma nova congregação, a dos maristas, dos quais foi um dos primeiros membros, e logo conseguiu embarcar para a Oceânia, em 1827, na companhia de um irmão leigo, Nicézio. Foi um trabalho lento e paciente. Os costumes eram muito diferentes, a cultura tão antagónica à do Ocidente, que ele primeiro teve de entender o povo para depois pregar a palavra de Cristo. Porém, assim que iniciou a evangelização, muitos jovens passaram a procurá-lo. O trabalho foi se expandindo e, logo, grande parte da população havia se convertido. Ao perceber que vários membros de sua família haviam aderido ao cristianismo, Musumuso, o genro do cacique, matou Pedro Chanel a bordoadas de tacape.

ORAÇÕES - 28 DE ABRIL

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
28 – Terça-feira – Santos: Pedro Chanel, Valéria
Evangelho (Jo 10,22-30) “Os judeus disseram: – Se tu és o Messias, dize-nos abertamente. Jesus respondeu: – Já o disse, mas vós não acreditais.”
Os adversários viam como Jesus era, o que fazia e o que ensinava. A graça de Deus convidava-os interiormente a acreditar em Jesus. Eles, porém, resistiam. Estamos diante do mistério da liberdade. Nós também, por mais que Deus nos convide com sua graça, podemos resistir. É preciso pedir continuamente que o Senhor dobre nosso coração, e nos conserve perseverantes no seu caminho.
Oração
Senhor, iluminai meu coração, afastai de mim todas as ilusões, dai-me a graça de aceitar sempre vossos convites. Aumentai minha fé e minha esperança, ajudai-me a vos amar de todo o meu coração, acima de tudo e de todos. Sem vossa ajuda nada posso; mas com vosso auxílio posso acompanhar-vos até as últimas consequências. É isso que vos peço e espero de vossa bondade. Amém.

segunda-feira, 27 de abril de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Deus é o Amor”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Acolhei-nos!
 
A celebração da festa da Santíssima Trindade é diferente das outras do Ano Litúrgico. No Mistério Pascal celebramos os fatos da vida de Jesus. São acontecimentos. Hoje celebramos o maior mistério de nossa fé. Celebramos o Deus Trindade “professando a verdadeira fé, reconhecendo a glória da Trindade e adorando a Unidade onipotente” (coleta). Quem é Deus? O evangelista João escreve: “Deus ninguém jamais viu. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, este no-Lo deu a conhecer (Jo 1,18). Ver Jesus é ver o Pai (Jo 14,8-9). Então, só podemos conhecer a Deus através de suas obras. No correr da história Deus se manifestou como está escrito na carta aos Hebreus: “Muitas vezes e de modos diversos falou Deus, outrora a nossos pais pelos profetas; agora, nestes dias que são os últimos, falou-nos por meio de seu Filho” (Hb 1,1-2). Podemos conhecer Deus, não tanto por uma revelação, mas por suas ações de libertação. No plano da salvação sempre teve ações de misericórdia pelos necessitados. Deus nos criou para nos amar e nos acolheu para nos socorrer. O conhecimento de Deus se faz inverso. Começa por sentir que desceu para libertar. Daí se percebe que escolheu o povo e foi o Criador do mundo. Caminhou com o povo, atendendo assim ao pedido de Moisés no Sinai: “Se é verdade que gozo de teu favor, peço-te, caminha conosco” (Ex 34,9). A proclamação fundamental resume todo o mistério da salvação: “Deus Amou tanto o mundo que deu seu Filho unigênito para que não morra todo aquele que Nele crer, mas tenha a vida eterna” (Jo 3,16). 
Amor que se comunica 
Há quem diga que se fala muito do Deus misericordioso, mas se deixa de lado sua justiça. Certamente essa justiça é para ser feita aos outros. E para nós... só a bondade? Temos contas a pagar. Até de nós Ele tem toda misericórdia. Olhemos para a misericórdia que tem para conosco para aprendermos a sermos misericordiosos. É próprio do amor se difundir em atos de misericórdia. Misericórdia não é ter dó. Essa não resolve. São necessários atos concretos. O amor verdadeiro gera atitudes concretas em gestos de comunhão. Paulo exorta: “cultivai a concórdia, vivei em paz, e o Deus do amor e da paz estará convosco” (2Cor 13,11). Onde há amor, aí Deus está. Aqui devemos compreender que Jesus não veio fundar uma religião, mas implantar o amor que se tornasse uma onda que transformasse toda a realidade do mundo. Temos muito cuidado com as verdades da fé. Mas não há o mesmo empenho com as verdades do amor. Tiago é muito claro ao dizer que “Assim a fé, se não tiver obras, será morta em seu isolamento” (Tg 2,17). “A religião pura diante de Deus e nosso Pai, consiste em assistir os órfãos e as viúvas em suas tribulações e guardar-se livres da corrupção do mundo” (Tg 1,27). O amor se comunica em atos. 
Comunhão no Espírito 
A liturgia estimula “a professar a verdadeira fé, reconhecendo a glória da Trindade, adorando a Unidade onipotente” (Oração). O prefácio é um hino: “Proclamando que sois o Deus eterno e verdadeiro, adoramos cada uma das pessoas, na mesma natureza e igual majestade”. Nossa união ao Deus Amor é acolher esse amor transmitido por Jesus. Essa união não é um simples bem querer, mas o grande bem querer de Deus que vivemos no Espírito. Esse amor nos dá a certeza e a garantia de estar em Deus e poder chegar a Ele. Vivemos na terra, mas como vimos na Ascensão de Jesus, estamos já no Céu com Jesus, participando da comunhão com o Pai, o Filho e o Espírito. Essa comunhão é salvação. 
Leituras: Êxodo 34,4b-6.8-9; 
Cântico de Daniel, 3,52-56; 
2 Coríntios 13,11-13; João 3,16-18 
1. Podemos conhecer Deus, não só por revelação, mas por suas ações de libertação. 
2. O amor verdadeiro gera atitudes concretas em gestos de comunhão. 
3. Nossa união ao Deus Amor é acolher esse amor transmitido por Jesus. 
Assim dá certo 
Quando nos vemos enrolados e em confusão com os outros, pedimos a Deus que nos livre desses males. A resposta milagrosa imediatamente se faz presente. Deus não faz o milagre. Deixa que nós o façamos. Muito simples. Ser como Deus é: bondoso, de uma bondade que não tem limites nem confins. O milagre é fazer como Deus faz: ser misericordioso e gerar comunhão. Aí a gente não quer. Então... Para realizar uma renovação do mundo é necessário ser como é, Aquele que o fez. João nos ensina: andar como Ele andou, referindo-se a Jesus. Ser como Deus é, não é ser Deus com Ele, mas ter em nós aquelas mesmas qualidades que colocou em Jesus. Aí podemos adorar, louvar, bendizer, ficarmos felizes como Jesus fazia com seu Pai. 
Homilia na S. Trindade (07.06.2020)

EVANGELHO DO DIA 27 DE ABRIL

Evangelho segundo São João 10,11-18. 
Naquele tempo, disse Jesus: «Eu sou o Bom Pastor. O bom pastor dá a vida pelas suas ovelhas. O mercenário, como não é pastor, nem são suas as ovelhas, logo que vê vir o lobo, deixa as ovelhas e foge, enquanto o lobo as arrebata e dispersa. O mercenário não se preocupa com as ovelhas. Eu sou o Bom Pastor: conheço as minhas ovelhas, e as minhas ovelhas conhecem-Me, do mesmo modo que o Pai Me conhece e Eu conheço o Pai; Eu dou a vida pelas minhas ovelhas. Tenho ainda outras ovelhas que não são deste redil e preciso de as reunir; elas ouvirão a minha voz e haverá um só rebanho e um só Pastor. Por isso o Pai Me ama: porque dou a minha vida, para poder retomá-la. Ninguém Ma tira, sou Eu que a dou espontaneamente. Tenho o poder de a dar e de a retomar: foi este o mandamento que recebi de meu Pai».
Tradução litúrgica da Bíblia 
São João Clímaco 
(575-650) 
Monge do Monte Sinai 
«A Escada Santa» 
Pastor que segue o Pastor 
O verdadeiro pastor é aquele que, pela sua bondade, o seu zelo e a sua oração, é capaz de ir à procura das ovelhas que se extraviaram, devolvendo-as ao bom caminho. O piloto é aquele que, pela graça de Deus e o seu próprio esforço, obteve uma força espiritual que o torna capaz de arrancar o navio não apenas às correntes que o desviam, mas ao próprio abismo. O médico é aquele que conquistou a saúde do corpo e da alma e não precisa de remédios para eles. Um bom piloto salva o seu navio; o pastor vivifica e cura as ovelhas doentes. E, quando as ovelhas estão a pastar, que o pastor não deixe de recorrer à flauta da palavra, sobretudo quando o rebanho se prepara para dormir. Porque a coisa que o lobo mais teme é a flauta do pastor. Na medida em que as ovelhas sigam fielmente o pastor e façam progressos, nessa mesma medida este responderá por elas ao Senhor da casa. É a caridade que permite conhecer o verdadeiro pastor, uma vez que foi pela caridade que o grande Pastor quis ser crucificado.

São Pedro Canísio presbítero, doutor da Igreja, +1597

Pedro Canísio (1521-1597) é conhecido como o segundo apóstolo da Alemanha. É Doutor da Igreja. Seu nome original é Pieter Kanijs. Foi um teólogo jesuíta nascido nos Países Baixos. Foi chamado de "Martelo dos hereges" pela clareza e eloquência com que atacava a posição dos protestantes; está entre os iniciadores da imprensa católica. Ainda na luta pela defesa da Igreja Católica aconselhava: não firam, não humilhem, mas defendam a religião com toda a alma. São Pedro Canísio foi o segundo importante apostólo a levar a fé católica à Alemanha, sendo o primeiro São Bonifácio. É considerado o iniciador da imprensa católica e foi o primeiro a formar parte do "exército" dos jesuítas.