![]() |
| PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+) PADRE JOSÉ OSCAR BRANDÃO(+) REDENTORISTAS NA PAZ DO SENHOR |
No calendário da liturgia temos três esquemas para os tempos maiores do ano litúrgico. Nesse ano somos conduzidos pela magnífica figura de João Batista. Podemos, assim, compreender um pouco mais o que significa “esperar a vinda de Cristo”. Temos sua vinda, nascido como homem no Natal; temos sua vinda no fim dos tempos e, nesse ano, contemplamos João anunciando sua vinda como enviado do Pai. João anuncia “que todas as pessoas verão a salvação de Deus” (Lc 3,6) na pessoa de Jesus que inicia seu ministério. Por aqui podemos ver o sentido amplo que tem a Vinda do Senhor. Ele sempre está vindo. Lucas apresenta João como o “maior entre os nascidos de mulher”, o maior profeta. Todos anunciaram o Messias. João O apresentou. Ele é como uma síntese das profecias e a resposta de Deus. A liturgia interpreta o texto do profeta Baruc sobre a maravilhosa restauração de Jerusalém. É uma profecia da restauração do mundo a partir da presença do Messias prometido. Para João, Ele não é mais uma promessa, mas a realização. Retomando o texto de Isaías (40,3-5), aplica essa preparação universal da vinda do Messias para a renovação do mundo. Lucas coloca uma solene abertura, situando a missão do Batista dentro da história do mundo: tempo de Tibério, Pôncio Pilatos, Filipe e os sumos sacerdotes. Jesus não é uma lenda. João não é um pregador alucinado. Manda preparar o caminho do Senhor, como preparamos agora sua segunda vinda e sua vinda na carne.
Completará a obra
Normalmente, ficamos inseguros sobre a resposta que damos ao Senhor pelos bens que nos prodigalizou. Paulo conforta seus convertidos dando-lhes segurança: “Tenho a certeza de que aquele que começou em vós uma boa obra, há de levá-la à perfeição até o dia de Cristo Jesus” (Fl 1,6). Isso nos ensina que a vida cristã é uma busca permanente, um crescimento conquistado com paciência e esperança. Temos a ideia de que os inícios foram maravilhosos e os convertidos eram perfeitos. São como nós: precisavam crescer. Por isso diz: “Isso peço a Deus: que o vosso amor cresça sempre mais, em todo o conhecimento e experiência , para discernirdes o que é o melhor”. O resultado é claro: “Assim ficareis puros e sem defeito para o dia de Cristo, cheios do fruto da justiça que vem por Jesus Cristo” (Fl 1,6.9-10). A vida cristã é um crescimento permanente. Preparar os caminhos exige muito trabalho e muita mudança. Não é sofrimento, pois a leitura de Baruc continua dizendo que “as florestas e todas as árvores odoríferas darão sombra a Israel, por ordem de Deus” (Br 5,8). Todo o processo de vida cristã é suave, agradável e maravilhoso.
O Senhor fez maravilhas
João Batista anunciou a vinda do Messias como Salvador. E na celebração de hoje nos anima a viver intensamente a graça recebida. A Palavra de Deus faz uma leitura da vida cristã comparando-a à libertação do povo: “Quando o Senhor reconduziu nossos cativos, parecíamos sonhar. Encheu-se de sorriso nossa boca e nossos lábios de canções”. Falta alegria à nossa fé. Nós também recebemos tanta libertação. Sempre podemos clamar por novas maravilhas: “Mudai a nossa sorte, Senhor, como torrentes no deserto. Os que lançam as sementes entre lágrimas ceifarão com alegria. Refletindo a segunda vinda de Cristo, na expectativa da memória de sua primeira vinda, nós O acolhemos em nossa vida como Caminho, Verdade e Vida (Jo 14,6).
Leituras: Baruc 5,1-9; Salmo 125;
Filipenses 1,4-6.8-11; Lucas 3,1-6.
1. João faz uma profecia da restauração do mundo a partir da presença do Messias
2. A vida cristã é um crescimento permanente.
3. Falta alegria a nossa fé. Nós também recebemos tanta libertação.
Notícia velha
Falar que Jesus vai chegar, já furou o disco. Mas não veio coisíssima alguma. Que fazer? Ouvir de novo! Ouvir sempre a mesma notícia acaba sendo a declaração de sua verdade. É assim mesmo.
Ele veio e a gente não viu? Ou a verdade já se realizou e nós não vimos? Ele sempre vem ao nosso encontro. Às vezes com tantos rumores, ou como o silencio. Ver é o problema. Vemos o que queremos.
Homilia do 2º Domingo do Advento (05.12.2021)













.jpg)





