Uns falam da prática do bem, outros de evitar o mal.
Onde estão os fundamentos?
De fato há muita dificuldade de entender onde se localiza a vida cristã. Já nascemos dentro de uma comunidade cristã, muito definida, com uma tradição que é passada naturalmente. Há vantagens, mas alguns noções essenciais acabam por ser prejudicados ou pelo esquecimento, ou porque nos envolvemos com outros dados e obscurecemos partes importantes da Palavra de Deus. Um destes perigos se referem justamente aos fundamentos da vida cristã. No evangelho do domingo passado (Lucas 12,13-21), Jesus fala do perigo das riquezas. E explica que o perigo é ajuntar tesouros para si e não ser rico diante de Deus. Falamos do perigo e não apresentamos a solução fundamental da vida cristã que é ser rico para Deus. Não queremos com isso criar uma mentalidade consumista da vida cristã: vou fazer coisas boas, amontoar rezas, orações e atividades e assim estou bem. Certo que devemos fazer isso também, mas o fundamento está naquela grande riqueza que diz a segunda leitura: (Col 3,3): “Vossa vida está escondida com Cristo em Deus”. O fundamento da vida cristã é estarmos em Deus. Nisto está a riqueza que devemos fazer crescer em tudo o que fizermos. Assim o bem que fazemos não é amontoar produtos espirituais, mas estar ligado à fonte da vida porque estamos unidos à seiva de vida que é Cristo escondido em Deus. Aqui temos que mudar muito nosso modo de conceber a vida cristã. Há muita leviandade em se compreender a vida cristã: ou nos satisfazemos com três ou quatro quireras, ou compreendemos esta vida a partir do lado negativo, isto é do pecado, do mal e do tentador. A leviandade é não se importar com o profundo da vida espiritual. O negativo é só pensar no pecado, no demônio e em sua ação em nós. Temos que fugir dos dois males. E o modo de superar estes perigos é o conhecimento de quem somos nós: pela encarnação e redenção, estamos “misturados” com Deus. Mesmo que eu esteja fora Dele, Ele está dentro em mim. A vida deve ser a partir dele. Daí surge a necessidade de procurar as coisas boas que Deus realiza em mim. E estas logicamente são um tesouro imenso. À medida em que vou me abrindo à esta vida de Deus em mim minhas ações tomam sentido e o mal que há em mim se dilui automaticamente. Cura-se uma planta murcha com a água viva.
MOMENTOS OPORTUNOS
quinta-feira, 15 de outubro de 2026
EVANGELHO DO DIA 15 DE OUTUBRO
Naquele tempo, disse o Senhor aos doutores da lei: «Ai de vós, porque edificais os túmulos dos profetas, quando foram os vossos pais que os mataram.
Assim dais testemunho e aprovação às obras dos vossos pais, porque eles mataram-nos e vós levantais os monumentos.
É por isso que a Sabedoria de Deus disse: "Eu lhes enviarei profetas e apóstolos; e eles hão de matar uns e perseguir outros".
Mas Deus vai pedir contas a esta geração do sangue de todos os profetas, que foi derramado desde a criação do mundo,
desde o sangue de Abel até ao sangue de Zacarias, que pereceu entre o altar e o Santuário. Sim, Eu vos digo que se pedirão contas a esta geração.
Ai de vós, doutores da lei, porque tirastes a chave da ciência: vós não entrastes e impedistes os que queriam entrar!».
Quando Jesus saiu dali, os escribas e os fariseus começaram a persegui-lo terrivelmente e a provocá-lo com perguntas sobre muitas coisas,
armando-Lhe ciladas, para O surpreenderem nalguma palavra da sua boca.
Tradução litúrgica da Bíblia
Severino de Gabala(408)
Bispo da Síria
Homilia sobre Caim e Abel
«Um sangue de aspersão
que fala com voz mais eloquente
que a do sangue de Abel» (Heb 12, 24)
Caim e Abel pareciam honrar a Deus com culto idêntico, mas na realidade apresentavam as suas oferendas com disposições bem diferentes: as do mais velho eram um simples dom, enquanto as do mais novo davam testemunho da sua reverência e piedade. Daí nasceram os sentimentos de inveja, que resultaram no assassínio de Abel (cf Gn 4,3s).
Vejo no santo Abel a imagem de Cristo. Claro que o Salvador é o Justo por excelência, mas, de entre todos os homens da Antiga Aliança, o príncipe da justiça é Abel. Aliás, o próprio Salvador colocou Abel à cabeça da linha dos justos quando disse aos Judeus: «Deus vai pedir contas a esta geração do sangue de todos os profetas, que foi derramado desde a criação do mundo, desde o sangue de Abel até ao sangue de Zacarias, que pereceu entre o altar e o santuário.»
Coisa admirável: porque foi o primeiro a combater pela justiça, Abel teve a honra de ser o primeiro a sofrer pela piedade; ele é verdadeiramente a prefiguração de Cristo, que foi condenado à morte por causa da verdade. De facto, o sangue de Abel anuncia o sangue de Cristo: ele clama à terra (cf Gn 4,10). O sangue do Senhor também clama, mas o sangue de Abel era suplicante, enquanto o de Cristo opera a reconciliação com o mundo. O apóstolo Paulo, lembrando um e outro, declara a superioridade do sangue de Cristo: «Vós aproximastes-vos do monte Sião, da cidade do Deus vivo, a Jerusalém celeste, de muitos milhares de anjos em reunião festiva, de uma assembleia de primogénitos inscritos no Céu, de Deus, Juiz do Universo, dos espíritos dos justos que atingiram a perfeição e de Jesus, mediador da nova aliança, e de um sangue de aspersão que fala com voz mais eloquente que a do sangue de Abel» (Heb 12,22-24). Sim, este sangue fala, suplica pelos pecadores, intercede pelo mundo. O sangue de Cristo purifica realmente o mundo; o sangue de Cristo é a redenção dos homens.
15 de outubro - Beato Narciso Basté Basté
Narciso Basté Basté nasceu em San Andrés de Palomar, Barcelona, Espanha, aos 16 de dezembro de 1866. Na paróquia do Sagrado Coração de Jesus, ingressou na Congregação Mariana da Imaculada Conceição e São Luiz Gonzaga. Nela, conhece a Espiritualidade Inaciana, que o deixou impressionado.
Foi aluno do curso de Direito da Universidade de Barcelona, onde se formou em 1890. Neste mesmo ano, com 24 anos, ingressa na Companhia de Jesus. Em 1899, é ordenado sacerdote e realiza sua profissão perpétua em 1901.
Foi destinado por seus superiores à Casa Professa de Valência, onde residiu de outubro de 1901 até a dissolução da Companhia na Espanha, em janeiro de 1932. Foi o diretor espiritual da Congregação Mariana de Nossa Senhora dos Anjos e São Luiz Gonzaga, do Patronato de Menores de Valência, a mais numerosa Congregação Mariana da cidade.
Beata Filipa de Chantemilan – 15 de outubro
Contemporânea de Santa Joana d’Arc, ela teve uma vida mais calma e menos trágica. "Ao mesmo tempo", disse o Sr. Chevalier, "que Deus suscitava a virgem Lorena para livrar Orleans e a França do jugo dos ingleses, enviou à Vienne, outrora chamada cidade santa, uma virgem de Forez (*) para edificar com seus exemplos, e trazer de volta a piedade por suas virtudes e para embalsamar depois com o perfume de sua memória”. Estas palavras caracterizam bem a vida de Filipa de Chantemilan.
Filipa nasceu por volta de 1412 no Castelo de Changy, Forez (Loire), na diocese de Clermont. Seu pai João de Chantemilan (Campteliman, Champ de Milan; italiano da Campo Milano) morreu pouco tempo depois de seu nascimento, e sua mãe Joana de Vernay a educou com sábia firmeza, assumindo temporariamente a função de governadora de Changy.
Beata Elisabete de Hoven, Monja cisterciense - 15 de outubro
A Abadia de Steinfeld, situada a 15 quilômetros de Hoven, Alemanha, era dirigida pelos religiosos premostratenses.
Santo Hermano José (*), religioso daquele mosteiro, conheceu assim Elisabete, monja cisterciense, de quem escreveu a vida, infelizmente perdida. Tudo que se sabe dela se encontra na Vita daquele santo, escrita por um de seus confrades de Steinfeld, que inclusive conheceu também Elisabete. Ele a chamou de “luz e flor de nosso tempo” e referiu-se às visões com as quais ela foi favorecida. Com as suas orações obteve a graça de ver um religioso de Steinfeld que havia falecido há pouco, para interrogá-lo sobre os méritos de Santo Hermano José. A resposta obtida foi que ele era um homem de grande virtude.
Outra visão foi contada ao autor pela própria Elisabete.
Beata Aurélia de Regensburg Reclusa Festa: 15 de outubro
De acordo com a lenda coletada por M. Rader (Bavaria Sancta, II, Ingolstadt 1581, p. 166), Aurélia, filha de Hugo Capeto, para não se casar com um nobre a quem havia sido prometida, abandonou a casa de seu pai e fugiu para Regensburg, onde o abade de St. Emmeran lhe deu permissão para morar no mosteiro de St. Andrew. Aurélia viveu lá por cerca de cinquenta anos e morreu em 1027. No dia 15 de outubro, aniversário de sua morte, os monges de S. Emmerano acenderam velas diante de sua imagem: o que, talvez, lhe valeu o título de beata ou santa. Parece que a lenda se originou de uma inscrição funerária romana pagã. O túmulo de hoje, com a figura do bem-aventurado, é uma obra artística do século XIV. Esta Aurélia não deve ser confundida com a Aurélia venerada em Estrasburgo (Argentoratum ou Argentina) e Bregenz (Bri-gantium). Aurélia, que nunca teve culto público, é lembrada nos martirológios beneditinos em 15 de outubro.
Autor: Alfonso M. Zimmermann
Fonte: Bibliotheca Sanctorum
Santa Sofia (ou Suia ou Sulina) Virgem e mártir Festa: 15 de outubro Cagliari, século III
Segundo a tradição, ela nasceu em Cagliari no final do século III em uma família nobre. Em sua juventude, deu testemunho de sua fé cristã, então combatida pelas autoridades. Ela foi julgada aos 15 anos porque era cristã. Suia foi vítima da perseguição de Diocleciano, junto com duas companheiras: Cecília e Ginia. A cripta da catedral de Cagliari, juntamente com as de outros mártires da Sardenha, também preserva suas relíquias, que teriam sido encontradas em 1526. A festa em homenagem à santa é celebrada de maneira particular em Morgongiori nos dias de hoje. Para acompanhar a estátua de Santa Suia, que está coberta de objetos preciosos, acontece uma longa procissão no dia 16 de outubro, durante a qual os fiéis cantam canções e orações na língua da Sardenha. (Avvenire)
Emblema: Palma
Antiga mártir da Sardenha venerada em Morgongiori e Decimoputzu.
Santa Fortunata Mártir venerada em Patria Festa: 15 de outubro
O Martirológio Hieronímio em 12 ou 15 de outubro comemora Fortunata a Patria (hoje Torre di Patria), na Campânia. O Martirológio Romano, a partir de 14 de outubro, menciona o martírio de Fortunata em Cesaréia da Palestina durante a perseguição de Diocleciano e acrescenta que seu corpo foi posteriormente transportado para Nápoles, na Campânia. Esta última notícia vem de uma passio tardia do século X, devido a um certo padre Autperto, na qual associa Fortunata a outros três mártires: Carponio, Evaristo e Prisciano e a data de 14 de outubro deriva do calendário de mármore de Nápoles. Como os dados de Autperto são incontroláveis, Fortunata Lanzoni propôs ver em Fortunata o santo africano nomeado por São Paulo. Cipriano, cujas relíquias teriam sido transferidas para Pátria, depois para Nápoles.
Santa Eusébia Virgem de Vercelli Festa: 15 de outubro Século IV
Até a abolição do rito de Eusébio, que ocorreu no século XVI, Santa Eusébia era celebrada em Vercelli em 15 de outubro e também foi celebrada por algum tempo depois. Seu nome, no entanto, é recorrente no "Kalendarium de more Eusebiano pro Ecclesia Vercellensi", publicado no século XVII por um historiador local. Infelizmente nada mais se sabe sobre ela, os escritores municipais a consideravam irmã do grande protobispo de Vercelli, Santo Eusébio († 1º de agosto de 371), então Eusébia também viveu no século IV. Ela colaborou com seu santo irmão na fundação de uma comunidade de virgens em Vercelli, da qual foi a primeira superiora; Nove ou dez mármores com inscrições funerárias de freiras eusébias são preservados do antigo mosteiro, sendo o mais antigo o da freira Zenóbia, que morreu em 471. Santa Eusébia, cujo nome deriva do grego 'Eysebés' e significa "piedoso, religioso", também é lembrado em 21 de junho, de acordo com alguns catálogos.
Autor: Antonio Borrelli
Santa Aurélia de Estrasburgo – 15 de outubro
Documentos autênticos do século X atestam a existência, fora dos muros de Estrasburgo, de uma igreja dedicada a Santa Aurélia, datando de uma era consideravelmente anterior. Uma cripta, na igreja, guardava as relíquias da santa, muito venerada pela população, que durante a Idade Média costumava invocá-la contra a febre.
Mais tarde, na época das revoltas religiosas despertadas pela Reforma Protestante, a igreja, que havia sido erguida como uma paróquia da cidade desde o século XI, passou para os luteranos, que em 1524 profanaram o túmulo da santa e dispersaram as relíquias, mas não conseguiram extinguir o culto, que ainda está vivo até hoje.
A essas notícias podem ser adicionadas a história de Walafrid Strabo, de acordo com a qual São Columbano, deixou Zuscenil na companhia de São Gallo, seu discípulo, chegou a Bregenz no Lago Constança (610-11) e encontrou lá uma igreja em más condições dedicada a Santa Aurélia.
Santa Madalena de Nagasaki Mártir-Festa: 15 de outubro
(*)Nishizaka, Japão, 1611
(+)Nagasaki, Japão, 15 de outubro de 1634
Emblema:
Palmeira
Martirológio Romano
Em Nagasaki, no Japão, Santa Madalena, virgem e mártir, de espírito forte tanto na promoção da fé quanto na resistência à tortura na forca por treze dias sob o reinado do Imperador Yemitsu.
Nasceu em 1611 perto de Nagasaki. Filha de nobres cristãos martirizados por sua fé, descrita como frágil, delicada e bela, consagrou-se a Deus, guiada espiritualmente pelos Beatos Francisco de Jesus e Vicente de Santo Antônio, agostinianos recoletos, que a admitiram como terciária. Enquanto isso, a perseguição contra os cristãos tornava-se cada vez mais intensa, a ponto de, em 1629, ser obrigada a refugiar-se nas montanhas, auxiliando os cristãos perseguidos, visitando os doentes, batizando crianças e consolando os maltratados.
Santa Tecla de Kitzingen, Abadessa - 15 de outubro
Abadessa beneditina de Kitzingen e Ochsenfurt, a data de seu nascimento é desconhecida; faleceu em Kitzingen cerca de 790, ou mais tarde.
São Bonifácio, o apóstolo da Alemanha, manteve uma correspondência constante com a comunidade de Wimborne, Dorset, e obteve da abadessa, Santa Tetta, em 748-49, que uma colônia monástica fosse enviada para a Alemanha. Entre essas freiras, uma das mais ilustres em santidade e aprendizagem foi Tecla, parente de Santa Lioba, que ela acompanhou desde Wimborne e sob cujo governo ela viveu por algum tempo em Tauberbischofsheim, até São Bonifácio nomeá-la abadessa da recém-fundada Abadia de Ochsenfurt.
Mais tarde, com a morte de Santa Adelaide (ou Haldelonga), fundadora e primeira abadessa de Kitzingen, ela foi indicada para dirigir aquela abadia, mantendo o governo de Ochsenfurt.
Teresa de Ávila Carmelita, Santa, Doutora da Igreja 1515-1582
e doutora da Igreja.
Os seus escritos
são obras-primas
da literatura mística.
Santa Teresa nasceu em Ávila, na Espanha, no ano de 1515. A educação que os pais deram a ela e ao irmão Roderico, foi a mais sólida possível. Acostumada desde pequena à leitura de bons livros, o espírito da menina não conhecia maior encanto que o da vida dos santos mártires. Tanto a impressionou esta leitura que, desejosa de encontrar o martírio, combinou com o irmão a fuga da casa paterna, plano que realmente tentaram executar, mas que se tornou irrealizável, dada a vigilância dos pais.
A ideia e o desejo do martírio ficaram, entretanto, profundamente gravados no coração da menina. Quando tinha 12 anos, perdeu a boa mãe. Prostrada diante da imagem de Nossa Senhora, exclamou: “Mãe de misericórdia, a vós escolho para serdes minha Mãe. Aceitai esta pobre orfãzinha no número das vossas filhas”.
ORAÇÕES - 15 DE OUTUBRO
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
15 – Quinta-feira – Santos: Teresa d’Ávila, Eutímio
Evangelho
(Lc
11,47-54) “Ai de vós, mestres da
Lei; tomastes a chave da ciência. Vós mesmos
não entrastes, e ainda impedistes os que queriam entrar.”
Eles
se apresentavam como intérpretes da lei de Deus. E em muitos casos apresentavam
como lei divina suas ideias e os mandamentos de tradições e costumes humanos. Jesus
dizia que assim não se abriam para um jeito novo de viver, e impediam que
outros o fizessem. Não posso impor aos outros meu modo de pensar e de agir,
como se fossem palavra e lei de Deus para todos.
Oração
Senhor
Jesus, como vosso discípulo, de um modo ou de outro tenho a responsabilidade de
ajudar outros a vos seguir. Ajudai-me a apresentar-lhes vosso evangelho na sua
pureza, sem nada omitir nem acrescentar. Que eu não lhes imponha minhas
devoções ou práticas pessoais. Ajudai-me a ser livre e a me prender ao que
importa, agindo e orando da melhor maneira que puder. Amém.
quarta-feira, 14 de outubro de 2026
A FÉ
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| PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+) PADRE JOSÉ OSCAR BRANDÃO(+) REDENTORISTAS NA PAZ DO SENHOR |
Esta explicação da fé como um salto no escuro não corresponde ao ensinamento da Sagrada Escritura. Fé é um salto sim, mas um salto no seguro. São Paulo diz: “Sei em quem acreditei”. O seguro não significa absoluta clareza, pois a fé está ligada à esperança, uma vez que a carta aos Hebreus confirma: “fé é o modo de já possuir o que se espera, a convicção acerca de realidade que não se veem” (Heb 1,1). A própria carta aos Hebreus no capítulo 11 diz-nos que esta fé foi a vida e o caminho dos patriarcas e, assim, é o nosso caminho. Ela tem as características de ser estímulo a caminhar, de ser meta a se atingir e meio de viver. “Sem ela é impossível ser agradável a Deus, pois aquele que se aproxima de Deus deve crer que Ele existe e que recompensa os que o procuram. Foi nela que Abel ofereceu os frutos foi morto e nela seu sangue ainda fala. Por ela Abraão partiu para uma terra, sem saber para onde ia. Sara teve um filho na sua velhice. Nesta fé Abraão oferece seu filho Isaac em sacrifício. Nesta fé Moisés foi oculto pelos pais para não ser morto. Por ela Moisés tira o povo do Egito e resiste como se visse o invisível. Foi por ela que os líderes do povo, perseguidos, lutando pela libertação, levaram vida errante vestidos de peles, oprimidos e maltratados. Eles, de quem a terra não era digna, vagavam pelos desertos e pelas montanhas, pelas grutas e cavernas da terra”. A fé, mesmo na maior escuridão a fé é visível e dá a direção e segurança no caminho, mesmo doloroso. Nesta caminhada ela se torna uma obra concreta. São Tiago diz que a fé tem que ser acompanhada das obras. Não basta dizer sou católico ou crente, se minhas obras não mostram isso. Ela empenha a vida. Só a fé salva, diz Paulo. Tiago explica que fé significa agir pelas obras. Foi por isso que certos grupos tiraram a carta de Tiago da Bíblia. Entenderam que isso significaria dizer: fé na igreja e fora por minha conta, como eu quero. Ela interfere diretamente na vida através do Evangelho de Jesus. Vencer as tentações da fé é difícil, pois a tentação é suave e gostosa. E pelo fato de ser boa e suave, muitos caem quando chega o momento da crise.
EVANGELHO DO DIA 14 DE OUTUBRO
Evangelho segundo São Lucas 11,42-46.
Naquele tempo, disse o Senhor: «Ai de vós, fariseus, porque pagais o dízimo da hortelã, da arruda e de todas as hortaliças, mas desprezais a justiça e o amor de Deus! Devíeis praticar estas coisas, sem omitir aquelas.
Ai de vós, fariseus, porque gostais do primeiro lugar nas sinagogas e das saudações na praça pública!
Ai de vós, porque sois como sepulcros disfarçados, sobre os quais passamos sem o saber!».
Então um dos doutores da lei tomou a palavra e disse a Jesus: «Mestre, ao dizeres essas palavras também nos insultas a nós».
Jesus respondeu: «Ai de vós também, doutores da lei, porque impondes aos homens fardos insuportáveis e vós próprios nem com um só dedo tocais nesses fardos!».
Tradução litúrgica da Bíblia
(1858-1923)
Abade
O zelo bom
O zelo amargo dos fariseus
Há formas de zelo mau que tomam a aparência de zelo bom. É o caso, por exemplo, do zelo dos fariseus, que cumpriam rigorosamente a lei exterior. A origem deste zelo amargo não é o amor a Deus e ao próximo, mas o orgulho. Os que a ele se entregam estão cheios de uma estima desordenada pela sua própria perfeição, não concebendo outro ideal para além do seu: tudo o que não esteja de acordo com esse ideal é necessariamente censurado. Tais pessoas pretendem submeter todas as coisas à sua maneira de ver e de fazer – daí as dissensões. Este zelo desemboca no ódio.
Vede com que aspereza os fariseus, animados por este zelo, perseguiam o Senhor, colocando-Lhe perguntas insidiosas, preparando-Lhe armadilhas e emboscadas, não tendo interesse em conhecer a verdade, mas apenas em apanhar Cristo em falta. Vede como O pressionam, como O provocam a condenar a mulher adúltera: «Na Lei, Moisés mandou-nos apedrejar tais mulheres. Tu, que dizes?» (Jo 8,5). Vede como Lhe censuram o facto de fazer curas ao sábado (cf Lc 6,7); como criticam os discípulos por apanharem espigas no dia do repouso (cf Mt 12,2); como se escandalizam ao verem que o divino Mestre come com publicanos e pecadores (cf Mt 9,2): são tudo manifestações deste zelo amargo, tantas vezes acompanhado de hipocrisia.
14 de outubro - Beato Gonçalo de Lagos (Agostiniano)
Gonçalo de Lagos tornou-se um eminente teólogo dedicando sua vida a pregar e instruir crianças e pessoas simples ou sem instrução. Como superior nas comunidades religiosas, ele exerceu com amor o serviço da autoridade.
Na cidade de Faro ele é o protetor dos pescadores e patrono da juventude.
Ele nasceu por volta de 1360, na pequena cidade de Lagos, sul de Portugal. Filho de pescadores e pescador também ele, enquanto visitava uma das igrejas agostinianas de Lisboa sentiu o chamado à vida na clausura. Em 1380 vestiu o hábito dos filhos de Santo Agostinho.
Na Ordem rapidamente se distinguiu pelo amor ao estudo, se bem que, por espírito de humildade, chegado o momento, não quis aceitar o magistério em Teologia.
Uma vez ordenado sacerdote foi muito apreciado tanto pela pregação como por sua entrega ao trabalho pastoral e à cura de almas.
De maneira particular, encantava-lhe poder ensinar as verdades da fé a trabalhadores e pessoas simples ou sem instrução.
14 de outubro - São Fortunato de Todi
Tudo o que sabemos sobre São Fortunato de Todi está contido nos Diálogos do Papa São Gregório Magno, que, no entanto, tendo dito que Fortunato foi "venerabilis vitae vir" se limita a expor alguns milagres operados por ele.
Alguns desses prodígios lhe foram relatados por Julian, que tinham sido "muito íntimo" do prelado de Todi e morrera "em um tempo não muito longe" em Roma, onde ele havia exercido o cargo de "defensor ecclesiae", outros milagres foram narrados por um certo "mendigo Senex" um nativo de Todi, que conhecera o santo bispo quando era bem novo.
Esta passagem indica que Fortunato ocupou a sede da cidade da Úmbria antes de 553, ano em que os godos, definitivamente derrotados, abandonaram a Itália.
São Fortunato foi bispo de Todi (Itália) e grande exorcista.
Beata Ana Maria Aranda Riera, virgem e mártir – 14 de outubro
Martirológio Romano: Em Picadero de Paterna, na região espanhola de Valencia, Beata Ana Maria Aranda Riera, virgem e mártir, que durante a perseguição contra a fé derramou seu sangue por Cristo.
Ana Maria nasceu em Denia, na província de Alicante, em 24 de janeiro de 1888, no seio de uma família abastada que cuidou muito de sua educação. Estudou no colégio das Irmãs Carmelitas. Piedosa desde muito jovem, atuou com muito zelo nas Filhas de Maria, na Ação Católica e na associação de São Vicente de Paula.
Era muito devota da Eucaristia e da Virgem Maria; assistia diariamente a Santa Missa e Comungava.
Nunca fizera mal a ninguém, nem dera motivo de que alguém a odiasse; por causa de seu catolicismo profundo e de sua decidida defesa dos direitos da Igreja foi levada para a prisão de mulheres de Valencia quando chegou a revolução de 1936.
Santa Manequilde, Virgem-Festa: 14 de outubro
Figura enigmática do cristianismo primitivo na França medieval, São Manequilde continua sendo uma inspiração para muitos. Sua vida, embora envolta em uma certa nebulosa histórica, revela uma profunda devoção e dedicação à fé que a tornam um exemplo de virtude. Este artigo explora a vida, obra e legado dessa santa, desvendando os poucos dados históricos disponíveis sobre sua existência e seu importante papel na história da Igreja.
Nascimento e primeiros anos
Detalhes sobre o nascimento e a infância de São Manequilde são escassos e fragmentários. As informações disponíveis focam principalmente em tradições orais e registros locais de culto. A data exata de seu nascimento não é conhecida, nem o contexto social em que cresceu.
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