segunda-feira, 13 de julho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “O Reino cresce”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
A Semente da Vida!
 
Jesus inicia sua pregação com o anúncio de algo totalmente novo: “Convertei-vos, porque o Reino de Deus está próximo” (Mt 4,17). Como bom agricultor que era, pois fala da vida das sementes e não das madeiras de sua carpintaria, compara o Reino com a semente delas. Diz: “Mas o agricultor não sabe como isso acontece” (Id 27). Também não sabemos como cresce o Reino de Deus. Por mais que nossas pastorais sejam eficientes, a força interior do Reino de se implantar no mundo, não está em nossas mãos. O crescimento do Reino é muito grande. Mas deve contar com nossa contribuição, “pois o homem lançou a semente à terra” (Id 26). A semente por si mesma tem o crescimento, mas se o homem não a põe na terra, “ela não morre e germina” (Jo 12,24), como diz Jesus, e não produz. No túmulo do faraó Tutancâmon havia trigo que estava ali a 4 mil anos ou mais. Foram semeados e nasceram. Por menor que seja a semente, ela tem toda a vida em si. Uma semente de eucalipto, que é um pozinho, pode chegar a ser uma árvore de grandíssimas alturas. O Reino de Deus pode depender do homem para ser anunciado, como o próprio Jesus o fez. Ele iniciou o anúncio e deixou a nós a missão de ir como fez com seus discípulos naquela experiência de irem dois a dois anunciando: “O Reino de Deus está próximo de vós (Lc 10,1). 
Força interior do Reino 
A história do povo de Israel é compreendida pelo profeta Ezequiel (17,22-24), como uma parábola. Ele usa a imagem da muda tirada de um cedro para ser transplantada para o monte de Israel. Era uma muda tirada do topo, preciosa, bonita e viçosa. E, plantada em Israel, produzirá folhagem e frutos. Ela abrigará os pássaros. Imagem bela para explicar a missão de Israel. Foi escolhido por Deus para ser o “missionário” de Deus para o mundo. Nele nasce o Filho de Deus que vai implantar o Reino definitivo. Reino de beleza e força únicas. Nesse Reino há o “ramo que brota de Jessé... o Espírito do Senhor repousará sobre Ele” (Is 11,1-10). Deus cuidou dessa planta de tal modo que ela foi suficiente para ser o espaço onde nasceu Jesus. E veio para todos os povos. A missão de Israel não foi com finalidade de si mesmo, mas de dar ao mundo o novo ramo que vai ser plantado e produzir frutos para a vida do mundo. Essa missão parece que não foi compreendida. Mas árvore cresceu e abrigou pássaros de todos os povos. Assim cresce o Reino de Deus. O Reino é maior que a Igreja e acolhe filhos de todos os povos. A Igreja promove seu acolhimento por todo o mundo. “Ide por todo mundo, proclamai o evangelho a toda criatura” (Mc 16,5).
Caminhar na fé 
O salmo 91 nos canta a beleza do justo que cresce como o Reino: “O justo cresce como a palmeira, florirá igual ao cedro que há no Líbano”. E salienta a vitalidade que possuem: “Mesmo no tempo da velhice darão frutos, cheios de seiva e de folhas verdejantes” (Sl 91). O Reino é uma força divina, mas está intimamente ligado aos filhos de Deus que o fazem produzir frutos no mundo. Por isso, por menores que sejam as ações e os gestos em favor do Reino, eles têm grande força divina de crescimento. Tudo o que é feito pelo Reino tem seu efeito muito superior ao que foi produzido. Não podemos ter medo dos pequenos gestos, pois, como a semente, tem em si toda a vida da árvore frondosa do Reino. Cada ação da Igreja em vista do Reino sempre tem o resultado que Deus lhe oferece. 
Leituras: Ezequiel 17,22-24; Salmo 91; 
2ª Coríntios 5,6-10;Marcos 4,26-34. 
1. A semente, por menor que seja, tem toda a vida da árvore em si. 
2. Israel foi escolhido por Deus para ser o porta voz de Deus para o mundo. 
3. Tudo o que é feito pelo Reino tem seu efeito muito superior ao que foi produzido. 
Tamanho não é documento 
Quando vemos algo pequeno e com cara de sem futuro, menosprezamos. Quando vemos uma semente muito pequena, não cremos que dali possa surgir uma árvore frondosa. É o que vemos no Reino de Deus. Sempre é uma “merrequinha” quando se vê. O que valem nossas comunidades. Às vezes um punhadinho de gente. Mas, o que conta não é a casca, mas o grande conteúdo do Reino. Basta ver como a Igreja nasceu em certos países. Um de boa vontade conheceu a Igreja e levou a semente. Hoje são países de muitos cristãos. É o que vemos na evangelização dos apóstolos. Mesmo que tenham feito muito, era um nada no império romano. Onde está o império? E a Igreja cresceu.
Homilia do 11º Domingo Comum (13.06.2021)

EVANGELHO DO DIA 13 DE JULHO

Evangelho segundo São Mateus 10,34-42.11,1. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus apóstolos: «Não penseis que Eu vim trazer a paz à terra. Não vim trazer a paz, mas a espada. De facto, vim separar o filho de seu pai, a filha de sua mãe, a nora de sua sogra, de maneira que os inimigos do homem são os de sua casa. Quem ama o pai ou a mãe mais do que a Mim não é digno de Mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a Mim não é digno de Mim. Quem não toma a sua cruz para Me seguir não é digno de Mim. Quem encontrar a sua vida há de perdê-la; e quem perder a sua vida por minha causa há de encontrá-la. Quem vos recebe a Mim recebe; e quem Me recebe, recebe Aquele que Me enviou. Quem recebe um profeta por ele ser profeta receberá recompensa de profeta; e quem recebe um justo por ele ser justo receberá recompensa de justo. E se alguém der de beber, nem que seja um copo de água fresca, a um destes pequeninos, por ele ser meu discípulo, em verdade vos digo: não perderá a sua recompensa». Depois de ter dado estas instruções aos seus doze discípulos, Jesus partiu dali, para ir ensinar e pregar nas cidades daquela gente. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São João Crisóstomo
(345-407) 
Presbítero de Antioquia, 
bispo de Constantinopla, 
doutor da Igreja 
Homilia 45 sobre os Atos dos Apóstolos; 
PG 60, 318-320
«E se alguém der de beber, nem que seja um copo de água fresca, não perderá a sua recompensa». 
«Era peregrino e Me recolhestes», 
diz Jesus (Mt 25,35); e ainda: 
«Quantas vezes o fizestes a um dos meus irmãos mais pequeninos, a Mim o fizestes» (Mt 25,40). 
Tratando-se de um crente e de um irmão, mesmo que seja o mais pequeno de todos, é Cristo que entra com ele: abre a tua casa e recebe-o. «Quem recebe um profeta por ele ser profeta receberá recompensa de profeta». Eis os sentimentos que devemos ter ao receber um estrangeiro: a prontidão, a alegria, a generosidade. O estrangeiro é sempre tímido e envergonhado; se o anfitrião não o receber com alegria, retira-se sentindo-se desprezado, pois é pior ser recebido dessa forma do que não ser recebido. Tem, pois, uma casa onde Cristo encontre morada; diz: «Eis o quarto de Cristo. Eis a morada que Lhe está reservada». Mesmo que seja muito simples, Ele não a desdenhará. Cristo está nu, é peregrino; só precisa de um teto. Dá-Lhe ao menos isso; não sejas cruel e desumano. Tu, que demonstras tanto ardor pelos bens materiais, não fiques frio perante as riquezas do espírito. Tens lugar para o teu carro e não tens lugar para Cristo vagabundo? Abraão recebeu os estrangeiros no local onde morava (cf Gn 18), e sua mulher tratou-os como se fosse a serva e eles os senhores; nem um nem outro sabiam que recebiam Cristo, que acolhiam anjos, pois se o tivessem sabido, ter-se-iam despojado de tudo. Nós, que sabemos reconhecer Cristo, demonstremos ainda mais prontidão que os que pensavam receber apenas homens.

Joel (profeta)

Joel (em hebraico: יוֹאֵל; romaniz.: Yōw'êl; em siríaco: ܝܘܐܝܠ; romaniz.: Yu il) foi um profeta do antigo Israel, o segundo dos doze profetas menores e o autor do Livro de Joel. Ele é mencionado pelo nome apenas uma vez na Bíblia Hebraica, na introdução de seu próprio livro, como o filho de Petuel. O nome de Joel combina o nome da aliança de Deus, YHWH (ou Javé), e El (Deus), e tem sido traduzido como «aquele para quem YHWH é Deus», isto é, um adorador de YHWH.
Biografia 
As datas de sua vida são desconhecidas; ele pode ter vivido em qualquer lugar entre os séculos IX e V a.C., dependendo da contemporaneidade de seu livro. A menção no livro dos gregos não auxilia os estudiosos de alguma forma na datação do texto, desde que os gregos tornaram-se conhecidos por terem tido acesso a Judá em eras micênicas (c. 1600–1100 a.C.).

Santa Teresa de Jesus dos Andes virgem, +1920

Joana Fernandez Solar nasceu em Santiago do Chile no dia 13 de Julho de 1900. Desde a sua adolescência viveu fascinada por Jesus. Entrou para o mosteiro das Carmelitas Descalças de Los Andes, no dia 7 de Maio de 1919, com o nome de Teresa de Jesus. Morreu no dia 12 de abril do ano seguinte, aos 19 anos de idade, depois de ter feito profissão religiosa antes de completar o noviciado, em vista do perigo de morte. Foi canonizada, no dia 21 de março de 1993 pelo papa João Paulo II e por ele proposta como um modelo para a juventude. É a primeira flor de santidade da nação chilena e do Carmelo Descalço da América Latina.

13 de julho - Beato Ferdinando Maria Baccilieri

O presbítero Ferdinando Maria Baccilieri foi um zeloso operário na vinha do Senhor através do ministério paroquial, que exerceu com um estilo de vida íntegro. De pobre "pároco de aldeia", como gostava de se definir, orientou as almas através duma pregação vigorosa, na qual exprimia a sua profunda convicção interior. Desta forma, tornou-se ícone vivo do Bom Pastor. Terciário da Ordem dos Servos de Maria, com uma devoção intensa e filial a Nossa Senhora, sobretudo à Virgem das Dores, quis inserir o nome de Maria no próprio título da família religiosa por ele fundada, as "Irmãs Servas de Maria de Galeazza". Agora o Beato Fernando Maria canta no céu, como escutamos no trecho do profeta Isaías, o seu "cântico de amor" pela vinha do Senhor. 
Papa João Paulo II – Homilia de Beatificação – 03 de outubro de 1999

São Silas - Silvano, discípulo dos Apóstolos Festa: 13 de julho

Silvano, que tinha o apelido de Silas, é mencionado nos Atos dos Apóstolos como um dos "homens eminentes" da Igreja de Jerusalém. Como profeta, pregou em Antioquia; acompanhou São Paulo em suas viagens e ajudou São Pedro a escrever suas encíclicas. Faleceu, talvez, como mártir, na Macedônia.
Silvano, apelidado de Silas, é mencionado nos Atos dos Apóstolos como um dos "homens eminentes" da Igreja de Jerusalém. Ele pregou em Antioquia como profeta, acompanhou São Paulo em suas viagens e ajudou São Pedro a escrever suas encíclicas; morreu, talvez como mártir, na Macedônia. 
Martirológio Romano: Comemoração de São Silas, que, destinado pelos Apóstolos às Igrejas dos Gentios juntamente com os Santos Paulo e Barnabé, permeado pela graça de Deus, exerceu seu ministério sem cessar.

Santo Esdras, sacerdote do Antigo Testamento Festa: 13 de julho

Esdras era o sacerdote mencionado nos livros 15° e 16° da Bíblia. Após o fim da escravidão babilônica, o Povo de Israel voltou para seu país, mas os anos de cativeiro enfraqueceram sua fé. Esdras se esforçou para restaurar a unidade dos Judeus, a "nação sagrada" da Aliança.
Século V a.C. 
Os livros 15 e 16 da Bíblia levam seu nome; os dois livros parecem ser uma única obra, talvez do mesmo autor, publicada no século III a.C. Esdras, de linhagem sacerdotal, é apresentado como um "escriba especialista na lei de Moisés".

Santa Myrope de Chios Mártir Dia da Festa: 13 de julho † 250

Martirológio Romano:
Na ilha de Quios, no Mar Egeu, São Myrópe, mártir. 
Desta santa mulher, conhecemos apenas os breves avisos a ela dedicados na sinaxária e nas meneias bizantinas, tanto em 2 (ou 4) de dezembro quanto em 13 de julho, e o que é relatado na passio abreviada (retirada de uma mesologia do século X) publicada por B. Latysev. Originária da ilha de Quios, Mirope fez uma viagem a Éfeso, de onde trouxe unguentos milagrosos, coletados dos corpos dos apóstolos e mártires, com os quais curou os doentes. Dessa prática piedosa, seu nome foi derivado. Ao retornar à ilha de Quios, ela recolheu o corpo de Santo Isidoro, recentemente martirizado durante a perseguição de Décio (249-251), e o escondeu consigo. Mas, como essa ação levou à prisão de vários inocentes, Mirope se apresentou às autoridades.

Beata Madalena da Mãe de Deus (Elisabeth Verchière) Virgem do Sacramento, mártir Dia da Festa: 13 de julho

(*)Bollène, França, 2 de janeiro de 1769
(+)Orange, França, 13 de julho de 1794 
Martirológio Romano: Em Orange, França, a Beata Madalena da Mãe de Deus (Elisabeth) Verchière e cinco companheiras, virgens e mártires na mesma perseguição.
[Seus nomes são: Beata Teresa Henrique da Anunciação Faurie, Ana André de Santo Alexis Minutte, Marianne de São Francisco Lambert, Marianne de Santa Francisca Depeyre e Maria Anastácia de São Gervásio de Roquard.] Nascida em Bollène em 2 de janeiro de 1769, ingressou no convento dos Sacramentinos daquela cidade e ali fez sua profissão em 21 de fevereiro de 1790. Durante a Revolução, foi expulsa do convento, mas ela e suas companheiras continuaram a viver em comunidade em uma casa particular em sua cidade natal.

Venerável Madre Maria do Carmo da Santíssima Trindade, Madre Carminha de Tremembé – 13 de julho

Carmem Catarina Bueno nasceu em Itu/SP, a 25 de novembro de 1898, festa de Santa Catarina de Alexandria. Seus pais eram Teotônio Bueno e Maria do Carmo Bauer Bueno, que apenas contava quinze anos ao dar à luz a sua primogênita. Da mãe herdou o caráter decidido, temperamento ardoroso. Do pai, a alma de artista. Ao dar-lhe à luz, a jovem mãe esteve com a saúde abalada. “Nhá Cota” (apelido afetuoso dado a D. Maria Justina Camargo Bueno) pediu para cuidar da recém-nascida em Campinas, como fizera com o filho adotivo, Teotônio. A 12 de fevereiro de 1899 foi batizada da Matriz Velha, pelo Pároco Pe. Manuel Ribas D’Ávila. Como padrinhos teve Nhá Cota e seu esposo Comendador Francisco de Paula Bueno. Em Campinas continuou a morar com os pais adotivos, feliz porque muito querida. Em Itu, o lar de seus pais se enriquece com a chegada de outros irmãozinhos: Esther (1901), Francisco (1902), Zey (1904), Dácio (1906) e José (1909). Aos três anos a menina desaparece de casa e quando enfim a encontram, na Matriz Velha, está de joelhos, no altar do Sagrado Coração de Jesus.

Henrique II Imperador, Santo 973-1024

Henrique, primogénito do duque da Baviera, nasceu num belíssimo castelo às margens do rio Danúbio, em 973, e recebeu o mesmo nome do seu pai. Veio ao mundo para reinar, desfrutando de todos os títulos e benesses que uma corte imperial pode proporcionar ao seu futuro soberano, com os luxos e diversões em abundância. Por isso foi uma grata surpresa para os súditos verem que o jovem se resguardou da perdição pela esmerada criação dada por sua mãe. Seu pai, antes conhecido como "o briguento", abriu seu coração à orientação da esposa, católica fervorosa, que anos depois seu apelido foi mudado para "o pacífico". Assim, seus filhos receberam educação correcta e religiosamente conduzida nos ensinamentos de Cristo. Um dos irmãos de Henrique, Bruno, foi o primeiro a abandonar o conforto da corte para tornar-se padre e, depois, bispo de Augusta.

Clélia Barbieri Religiosa, Fundadora, Mística, Santa 1847-1870

Bolonhesa, fundadora das Religiosas mínimas de Nossa Senhora das Dores
 ao serviço dos deserdados. 
Morreu com 23 anos. 
Clélia Barbieri nasceu no dia 13 de fevereiro de 1847, na vila Le Budrie, da cidade de São João de Persiceto, na Itália. Os pais, José e Jacinta, muito religiosos, baptizaram a menina no mesmo dia do nascimento. Recebeu o crisma aos nove anos de idade e, sob a acção do Espírito Santo, fez da família e da paróquia escola de vida e palavra de santidade. A primeira comunhão, dois anos depois, deu-lhe um ânimo só atingido pelas criaturas santificadas. Em 1862, entrou para o núcleo das "operárias da doutrina cristã", no qual sempre foi a mais dedicada e sensível à situação da Igreja, submetida, naqueles anos, a duras provas. Sua existência foi breve, mas resplandecente de amor a Deus e à Virgem Maria.

Mariano de Jesus Euse Hoyos presbítero 1845-1926

Sacerdote colombiano beatificado. 
A sua vida era muito pobre,
 austera e mortificada. 
A sua fama de santidade já se difundira na região, antes mesmo da sua morte.
Nasceu em Yarumal (Colômbia), a 14 de Outubro de 1845. Os primeiros estudos foram feitos no seio da própria família, pois os seus pais não confiavam no ensino das escolas públicas, que eram hostis à Igreja. Quando aos 16 anos se manifestou o desejo de ser sacerdote, ele foi confiado à solicitude do seu tio, pároco de Girardota, que lhe deu as primeiras orientações para a vida sacerdotal. Depois de ter frequentado o Seminário de Medellín, recebeu a Ordenação sacerdotal no dia 14 de Julho de 1872. Iniciou o ministério na paróquia de São Pedro, como coadjutor do seu tio, e depois foi transferido para Yarumal e, em seguida, para a Paróquia de Angostura, onde ajudava o pároco já idoso.

CARLOS MANUEL CECÍLIO RODRÍGUEZ Leigo, Beato 1918-1963

Carlos interessava-se por tudo: artes, filosofia, religião, música sacra e natureza. 
Traduzia artigos, que depois publicava, dedicando incontáveis horas de trabalho a esta actividade de divulgação 
da palavra de Deus. 
Foi beatificado em 2001.
Leigo, nasceu em Caguas (Porto Rico), no dia 22 de Novembro de 1918 e foi baptizado a 4 de Maio de 1919. Quando Carlos tinha seis anos de idade, um incêndio devastou a modesta habitação do seu pai, destruindo a propriedade da sua família, que assim foi obrigada a transferir-se para a casa dos avós maternos. A sua mãe tinha a virtude da alegria serena, iluminada pela fé, fruto da sua familiaridade com o Senhor na Eucaristia quotidiana. Daqui Carlos recebeu as suas primeiras lições na fé católica e na sua vivência coerente no seio do núcleo familiar.

ORAÇÕES - 13 DE JULHO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
13 – Segunda-feiraSantos: Henrique I, Angelina de Marsciano, Joel
Evangelho (Mt 10,34-11,1) Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim, não é digno de mim. Quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim, não é digno de mim.”
Mateus aplica a todos o que Jesus dizia de seus seguidores e enviados. Diante de sua proposta é preciso decisão e resposta total e definitiva, acima de todas as escolhas possíveis. Nem os laços de afeto mais profundo podem interpor-se entrenós e ele. Mas, não esqueçamos que quanto mais o amamos, mais saberemos amar.
Oração
Senhor Jesus, à primeira vista vossas palavras me assustam. Vejo, porém, que entre seguir-vos e amar os meus não existe  oposição. Ajudai-me a vos amar muito, a vos colocar em primeiro lugar, e saberei amar os meus. Ensinai-me a amar os meus, e saberei amar-vos como quereis ser amado, porque o amor nunca separa. Amém.

domingo, 12 de julho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Tempo mais que comum”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Todo o Mistério
 
Encerramos as festas pascais. Entramos no Tempo Comum. São 34 semanas. Pequena parte delas vem depois do Tempo do Natal e antes da Quaresma. Nesse tempo não temos celebração de um mistério particular de Cristo, mas é celebrado o mistério de Cristo como um todo. É o tempo em que celebramos, sobretudo, a Páscoa Dominical. Cada domingo é dia do Senhor. Primeiro temos o Domingo, a Páscoa Semanal e, só depois, a Páscoa anual. Os pagãos eram excessivamente festivos. A vida cristã, como festa em Cristo, vive-se como um todo, o tempo todo. A sabedoria da Igreja em suas celebrações está em meditar as muitas faces do Evangelho que nos são oferecidas. Nesse tempo celebramos as festas de Nossa Senhora e dos santos. Elas são frutos de Cristo na vida do povo. Maria e os santos são frutos benditos da Redenção. Nesse tempo também nos é dada a possibilidade de um contato maior com a Palavra de Deus no seu todo. Na liturgia se lê 90% da Bíblia, o que não tivemos nas liturgias anteriores. Há um elemento importante que é a santificação das horas do dia, como a manhã e o entardecer. Os mistérios de Cristo são vividos no dia a dia, tendo sempre o cume no Domingo, dia do Senhor. É uma catequese permanente. Santo Agostinho diz que é a Páscoa diária dos cristãos. Cresceu assim o culto dos mártires e as devoções de aplicar à sexta-feira, a Paixão, o sábado à Nossa Senhora e também o memorial da natureza, como eram as Rogações, com a bênção dos campos e das colheitas, elementos que perdemos na liturgia renovada. O mundo mudou. 
Formação do povo de Deus 
O Tempo Comum é oportuno para a formação do povo de Deus. Um primeiro elemento é o valor do tempo cristão. Esse tem uma referência ao mistério de Cristo e à história da Salvação. É a grande questão: A celebração está desligada da vida. Por isso, a celebração não chega à vida, nem a vida vai à celebração. O tempo físico, como temos na Liturgia das Horas, encontra sempre seu sentido redentor. Por exemplo: o amanhecer nos traz a memória da Ressurreição, como o entardecer, a Paixão e a instituição da Eucaristia. É notável que a espiritualidade que estamos vivendo busca sua fonte em elementos até suspeitos, ou pouco evangélicos. Na liturgia temos a leitura permanente das Escrituras. A missa diária tem grande força de espiritualidade, não só pelos mistérios de Cristo, mas pela formação permanente que nos é dada. Ao menos, se não for presencial, que seja pessoal. Os santos eram fiéis à sua missa diária, como podemos ver no jovem Beato Carlo Acutis, recentemente beatificado. Ela não é um dever, é um dom. Temos nossas velhinhas de missa diária, tantos anos seguidos. Quanta graça recebida. 
Momento de graça 
A Eucaristia é a Páscoa cotidiana. Tudo o que Cristo fez para nossa redenção e santificação está presente em cada Eucaristia. A Páscoa é eterna não só porque para sempre, uma vez acontecida, mas que está sempre presente, pois é vida de Cristo em nós. O dia do cristão é Páscoa cotidiana. Ela é o alimento que dá vitalidade à monotonia de nossos dias. Não só porque aconteceu uma celebração, mas porque Cristo continua conosco a “concelebrar a vida” como “concelebramos” sua Páscoa em nossa vida. Ainda não fomos capazes de trazer a celebração para a vida, por isso temos dificuldade de levar a vida para a celebração. Podemos resumir dizendo que cada ato cristão é Páscoa. O amor é a Páscoa que fica. Vamos além da celebração.
ARTIGO PUBLICADO EM JUNHO DE 2021

EVANGELHO DO DIA 12 DE JULHO

Evangelho segundo São Mateus 13,1-23. 
Naquele dia, Jesus saiu de casa e foi sentar-Se à beira-mar. Reuniu-se à sua volta tão grande multidão que teve de subir para um barco e sentar-Se, enquanto a multidão ficava na margem. Disse muitas coisas em parábolas, nestes termos: «Saiu o semeador a semear. Quando semeava, caíram algumas sementes ao longo do caminho: vieram as aves e comeram-nas. Outras caíram em sítios pedregosos, onde não havia muita terra, e logo nasceram, porque a terra era pouco profunda; mas, depois de nascer o sol, queimaram-se e secaram, por não terem raiz. Outras caíram entre espinhos, e os espinhos cresceram e afogaram-nas. Outras caíram em boa terra e deram fruto: umas, cem; outras, sessenta; outras, trinta por um. Quem tem ouvidos, oiça». Os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram-Lhe: «Porque lhes falas em parábolas?». Jesus respondeu: «Porque a vós é dado conhecer os mistérios do Reino dos Céus, mas a eles não. Pois àquele que tem, dar-se-á e terá em abundância; mas àquele que não tem, até o pouco que tem lhe será tirado. É por isso que lhes falo em parábolas, porque veem sem ver e ouvem sem ouvir nem entender. Neles se cumpre a profecia de Isaías que diz: "Ouvindo ouvireis, mas sem compreender; olhando olhareis, mas sem ver. Porque o coração deste povo tornou-se duro: endureceram os seus ouvidos e fecharam os seus olhos, para não acontecer que, vendo com os olhos e ouvindo com os ouvidos e compreendendo com o coração, se convertam e Eu os cure". Quanto a vós, felizes os vossos olhos porque veem e os vossos ouvidos porque ouvem! Em verdade vos digo: muitos profetas e justos desejaram ver o que vós vedes e não viram, e ouvir o que vós ouvis e não ouviram. Escutai, então, o que significa a parábola do semeador: Quando um homem ouve a palavra do Reino e não a compreende, vem o Maligno e arrebata o que foi semeado no seu coração. Este é o que recebeu a semente ao longo do caminho. Aquele que recebeu a semente em sítios pedregosos é o que ouve a palavra e a acolhe de momento com alegria, mas não tem raiz em si mesmo, porque é inconstante, e, ao chegar a tribulação ou a perseguição por causa da palavra, sucumbe logo. Aquele que recebeu a semente entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo e a sedução da riqueza sufocam a palavra, que assim não dá fruto. E aquele que recebeu a palavra em boa terra é o que ouve a palavra e a compreende. Esse dá fruto e produz ora cem, ora sessenta, ora trinta por um». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Bernardo 
(1091-1153) 
Monge cisterciense, 
doutor da Igreja 
Sermão para a Natividade de Maria 
«O Aqueduto», §§13, 18 
O Semeador semeia a Palavra 
Irmãos, esforcemo-nos para que a Palavra saída da boca do Pai, que chegou a nós por intermédio da Virgem Maria, não regresse vazia (cf Is 55,11), mas Lhe devolvamos graça por graça através desta mesma Virgem. Tragamos sem cessar ao espírito a lembrança do Pai enquanto estamos reduzidos a suspirar pela sua presença: devolvamos os fluxos da graça à sua fonte, para que eles voltem mais abundantes. Se tendes o Senhor no espírito, não vos caleis, não fiqueis em silêncio a seu respeito. Aqueles que já vivem na sua presença não têm necessidade desta advertência; mas os que vivem ainda na fé devem ser exortados a não responder a Deus pelo silêncio. Porque «Deus fala de paz ao seu povo e aos seus fiéis» (Sl 85,9), que já não voltarão aos seus desvarios. Ele ouve aqueles que O ouvem; Ele falará aos que Lhe falam, mas ficará em silêncio se ficais em silêncio, se não O glorificais. «Pus sentinelas, que nem de dia nem de noite deixarão de repetir: "Vós, os que tudo recordais ao Senhor, não repouseis! Não O deixeis descansar, até que dê a Jerusalém a estabilidade, e faça dela a glória da Terra"» (Is 62,6-7). Mas, seja qual for a oferenda que apresenteis a Deus, lembrai-vos de a confiar a Maria, para que a graça suba à sua fonte pelo mesmo canal que no-la trouxe. Cuidai em oferecer a Deus o pouco que tendes e dai-Lho pelas mãos de Maria, essas mãos puríssimas, que são dignas de receber o melhor acolhimento.

Santos Luis e Zélia Martin esposos e pais de Santa Teresinha

Os pais de Santa Teresinha do Menino Jesus viveram uma vida exemplar como cristãos, como casal e como pais preocupados com a santidade dos seus filhos. Ambos de nacionalidade francesa, Luís Martin nasceu em Bordéus, em 1823, e Zélia Guerín mais a norte, em Saint-Denis-sur-Sarthon, em 1831. Inicialmente, tentam os dois seguir a vida religiosa, embora sem sucesso. Luís, por não saber latim, não foi aceite no Hospício do Grande São Bernardo, dos Agostinianos, nos Alpes suíços. E Zélia viu recusada a sua entrada na ordem das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, possivelmente devido à sua frágil saúde.

12 de julho - Santo Inácio Clemente Delgado

A tradição da Comunidade vietnamita nos lembra que a história do martírio desta Igreja desde suas origens é muito ampla e complexa. A partir de 1533, isto é, desde o início da pregação cristã no Sudeste Asiático, a Igreja no Vietnã sofreu, ao longo de três séculos, várias perseguições que tiveram êxito, com algumas tréguas, como as que atingiram a Igreja no Ocidente em primeiros três séculos de vida. Milhares de cristãos foram enviados ao martírio, e muitos são aqueles que morreram nas montanhas, nas florestas, nos territórios insalubres onde foram exilados. Como se lembrar de todos eles? Mesmo se nos limitássemos aos canonizados hoje, não poderíamos nos alongar em cada um deles. São 117, incluindo oito bispos, cinquenta sacerdotes, cinquenta e nove leigos, e entre eles encontramos uma mulher, Agnese Le Thi Thành, mãe de seis filhos. 
Papa João Paulo II – Homilia de Canonização – 19 de junho de 1988 

Santos Nabor e Félix Mártires Festa: 12 de julho século IV

De origem norte-africana, os soldados Nabor e Félix chegaram a Milão, no século IV, para servir o exército de Maximiliano. Convertidos ao cristianismo, foram expulsos das fileiras militares e martirizados em Lódi. Seus restos mortais foram transferidos para a Basílica de Santo Ambrósio, em 1799. 
Nabor e Félix eram dois soldados de origem norte-africana que chegaram a Milão no século IV para servir no exército de Maximiano. Converteram-se ao cristianismo e foram executados em Lodi Vecchio (Laus Pompeia) por deserção. Tratava-se, na verdade, de um expurgo de cristãos das fileiras militares. Seus corpos foram levados para a basílica milanesa conhecida como Basílica Naboriana.