segunda-feira, 17 de agosto de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Preferi a sabedoria”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
PADRE JOSÉ OSCAR BRANDÃO(+)
REDENTORISTAS NA PAZ DO SENHOR
A Deus tudo é possível
 
A prece da oração da Missa, chamada coleta, dá-nos uma direção para compreendermos a liturgia do dia de hoje: “Sempre nos preceda e acompanhe a graça, para que estejamos sempre atentos ao bem que devemos fazer”. Para fazer esse bem, precisamos da sabedoria. Assim contamos bem nossos dias. Quem nos orienta é a Palavra de Deus que nos conduz a seguir Jesus na busca da perfeição. O homem vai a Jesus e pergunta o que deve fazer para ser perfeito. “Jesus olhou para ele com amor”. Ele amava as pessoas e demonstrava que amava. Então vê possibilidade de lançar a rede: “Uma só coisa te falta: Vai, vende tudo o que tens, dá aos pobres, e terás um tesouro no céu. Depois vem e segue-me” (Mc 10,21). Ele se foi triste. Faltou o que? Sabedoria de arriscar tudo por Jesus. Tudo ou nada. Jesus se entristece, não porque não quis segui-Lo, mas por não ter sabedoria e ficar preso em tão pouco. Jesus comenta dolorosamente: “Como é difícil para os ricos entrar no Reino de Deus” (Id 23). A sabedoria pode nos levar a entender o valor dos bens materiais que não valem mais que o Reino. Como compreender isso? Deus dá essa capacidade. Quem deixou tudo, recebe 100 vezes mais (com perseguições) e depois, a vida eterna. O Salmo canta com beleza: “Ensinai-nos a contar bem os nossos dias, e dai ao nosso coração a sabedoria” (Sl 89). Recebemos tudo de Deus. Por que nos apegamos a ponto de perder tudo que Deus pode nos dar? Arriscar tudo não é insano. É garantido. Jesus acrescenta que temos tudo com perseguições, como Ele foi perseguido por ter tudo. 
A Palavra é viva
A Palavra vai além do que é dito e chega ao cerne do que deve ser. A Palavra saída da boca de Deus se identifica com o Filho enviado ao mundo como lemos em João capítulo I,1: “No princípio era a Palavra e a Palavra estava com Deus e a Palavra era Deus”. Por isso, essa Palavra é eficaz, pois é ação de Deus. A Palavra cria e salva. Jesus disse: “As palavras que Eu vos disse, são Espírito e Vida (Jo 6,63). A Palavra revela e se faz Vida. Jesus disse que Ele não julga. Quem julga é a Palavra: “A palavra que proferi é que o julgará no último dia” (Jo 12,48). A Palavra discerne e vai fundo dentro de nós. Não dá para escapar de sua luz. Prestar contas é ver o mal que fazemos a nós mesmos quando não seguimos a Palavra. “A ela devemos prestar contas” (Hb 4,13). Temos um longo caminho a fazer para compreender a Palavra de Deus como vida. Não é um livro de leitura a ser decorado ou uma lei a ser cumprida. É um encontro de duas pessoas no qual um pronuncia palavras, como Pedro diz: “A quem iremos, tu tens palavras de Vida Eterna” (Jo 6,68) e outro se doa: “Quem come minha carne e bebe o meu sangue, permanece em mim e Eu nele” (Jo 6,56). A Palavra e o pão são um só e dão a Vida. 
Amei a sabedoria 
Que a Palavra de Deus nos conduza. Seguir essa Palavra é sabedoria, pois nos abre à Sabedoria. O Sábio “preferiu a sabedoria...” Pois, “todos os bens me vieram com ela, pois uma riqueza incalculável está em suas mãos” (Sb 7,11). Por isso o salmo clama: “Ensinai-nos a contar os nossos dias, e dai ao nosso coração sabedoria”... e assim se torna fecundo o nosso trabalho” (Sl 89). Jesus, ao convidar o homem a ser prefeito, exige que se deixe tudo para ter tudo. Essa é a sabedoria. “É difícil entender essas palavras, mas para Deus não. “Para Deus tudo é possível” (Mc 10,27). Falta sabedoria à sociedade. Seguir Jesus é deixar todos os bens. Deixar é tirá-los de dentro de si e ali colocar a sabedoria que os multiplicará. 
Leituras: Sabedoria 7,7-11; Salmo 89; 
Hebreus 4,12-13;Marcos 10,17-30 
1. Jesus se entristece, porque o homem não tem sabedoria e fica preso em tão pouco. 
2. Temos um longo caminho a fazer para compreender a Palavra de Deus como vida. 
3. Seguir essa Palavra é sabedoria, pois nos abre à Sabedoria. 
Contando Moedas 
Quebrei o porquinho e tinha pouca moeda. Era tudo o que eu tinha. Era minha riqueza. Pouco, mas meu. O porquinho não engordou. Precisava colocar sempre outras moedas para ter muito. Aí aprendo a sabedoria de colocar coisas de valor na vida para poder ser e ter mais. Cada moeda da vida é um dom e uma escolha. Quando deixo o porquinho e arrisco a vida por algo que sustenta muito mais, posso contar moedas de grande valor. Não precisa mais de porquinho para guardar. Seguir Jesus quebrando o porquinho, acaba por nos dar tudo o que não compro com minhas moedas. 
Homilia do 28º Domingo Comum (10.10.2021)

EVANGELHO DO DIA 17 DE AGOSTO

Evangelho segundo São Mateus 19,16-22. 
Naquele tempo, aproximou-se de Jesus um jovem, que Lhe perguntou: «Mestre, que hei de fazer de bom para ter a vida eterna?». Jesus respondeu-lhe: «Porque Me interrogas sobre o que é bom? Bom é um só. Mas se queres entrar na vida, guarda os mandamentos». Ele perguntou: «Que mandamentos?». Jesus respondeu-lhe: «Não matarás, não cometerás adultério; não furtarás; não levantarás falso testemunho; honra pai e mãe; ama o teu próximo como a ti mesmo». Disse-lhe o jovem: «Tudo isso tenho eu guardado. Que me falta ainda?». Jesus respondeu-lhe: «Se queres ser perfeito, vende o que tens e dá-o aos pobres e terás um tesouro nos Céus. Depois, vem e segue-Me». Ao ouvir estas palavras, o jovem retirou-se entristecido, porque tinha muitos bens. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Narrativa de três companheiros
de São Francisco de Assis 
(1244) §§ 27-29 
A alegria do despojamento espiritual 
Um dia, em segredo, Bernardo aproximou-se de Francisco, que ainda não tinha nenhum companheiro. «Irmão», disse-lhe, «por amor ao meu Senhor, que mos confiou, quero distribuir todos os meus bens da maneira que te pareça mais adequada». Francisco respondeu: «Amanhã iremos à igreja e o livro dos Evangelhos revelar-nos-á o que Senhor ensina aos seus discípulos». Na manhã seguinte, levantaram-se e, acompanhados por outro homem chamado Pedro, que também desejava tornar-se irmão, foram até à igreja. Entraram para orar e, porque não tinham tido instrução nem sabiam onde encontrar as palavras do Evangelho sobre a renúncia ao mundo, pediram ao Senhor que Se dignasse revelar-lhes a sua vontade quando abrissem o livro. Terminada a oração, Francisco tomou o livro fechado e, ajoelhando-se diante do altar, abriu-o. O primeiro texto que leu apresentava este conselho do Senhor: «Se queres ser perfeito, vende o que tens e dá-o aos pobres e terás um tesouro nos Céus». Francisco regozijou-se com esta descoberta e deu graças a Deus. Mas, como tinha verdadeira devoção pela Santíssima Trindade, quis ter a confirmação através de um triplo testemunho; por isso, abriu o livro pela segunda e pela terceira vez. Na segunda vez, leu: «Não leveis nada para o caminho» (Lc 9,3) e na terceira: «Se alguém quiser vir comigo, renuncie a si mesmo» (Lc 9,23). Francisco disse: «Irmãos, eis a nossa vida e a nossa regra, e de todos os que quiserem juntar-se ao nosso grupo. Ide e fazei tudo o que aqui ouvistes!». Bernardo, que era muito rico, foi vender tudo o que possuía e obteve uma grande soma de dinheiro, que distribuiu na sua totalidade pelos pobres da cidade. A partir deste momento, os três viveram segundo a regra do santo Evangelho que o Senhor lhes tinha mostrado; como diz São Francisco no seu testamento: «Foi o próprio Senhor que me revelou que eu devia viver segundo a forma do santo Evangelho».

17 de agosto - Beata Leopoldina Naudet

Em Verona, foi proclamada Beata Leopoldina Naudet, fundadora das Irmãs da Sagrada Família. Cresceu na corte de Habsburgo, primeiro em Florença e depois em Viena, e desde da meninice teve uma forte vocação para a oração, mas também para o serviço educativo. Consagrou-se a Deus e, através de várias experiências, conseguiu formar em Verona uma nova comunidade religiosa, sob a proteção da Sagrada Família, ainda hoje viva na Igreja. Unamo-nos à sua alegria e à sua ação de graças! 
Papa Francisco – 30 de abril de 2017 
Leopoldina Naudet nasceu em Florença 31 maio de 1773 filha de pai francês e de mãe alemã, ambos a serviço dos arque-duques de Lorena. Aos três anos, Leopoldina fica órfã da mãe e, em 1778, quando tinha cinco anos, foi enviada ao mosteiro do Castelo de São Frediano do convento de S. José.

Santo Eusébio Papa-Festa:17 de agosto(+)309

Papa por alguns meses, a partir de abril de 309, dedicou-se aos lápsi, aqueles que haviam renunciado à fé por causa da perseguição, mas pediam a readmissão. Eram liderados por Heráclito, que não queria castigos reparatórios. A dissensão acabou em sangue por Massêncio. Eusébio foi exilado e morreu. 
(Papa de 18/04/309 a 17/08/309) Grego. Ele teve que lidar com o problema dos chamados "apóstatas", como eram chamados aqueles que haviam renunciado à fé cristã durante as perseguições. Martirológio Romano: Na Sicília, aniversário da morte de Santo Eusébio, Papa, que, valente testemunha de Cristo, foi deportado pelo Imperador Maxêncio para esta ilha, onde, exilado de sua pátria terrena, mereceu a entrada em sua pátria celestial; seu corpo foi trasladado para Roma e colocado no cemitério de Calisto.

Santa Joana da Cruz Delanouë, Fundadora - 17 de agosto

Joana Delanouë nasceu em Saumur, cidade às margens do Rio Loire, no dia 18 de junho de 1668, a última de uma família de doze filhos. Seus pais possuíam uma loja de armarinho perto do santuário de Nossa Senhora de Ardilliers. Ela perdeu o pai aos seis anos e apesar de sua pouca idade ajudava a mãe a tocar a loja para sustentar toda a família.Já mocinha, faz o comércio prosperar, com a simpatia, gentileza e rapidez com que serve toda a clientela. Quando ia nos seus vinte e cinco anos, morreu-lhe a mãe, ficando ela com o estabelecimento familiar e veio a mostrar-se nele comerciante habilidosa e ávida de ganhos. As suas qualidades são notáveis: inteligente, ativa, infatigável.

Santa Beatriz de Silva Meneses Virgem e Fundadora-Festa: 17 de agosto

(*)Campo Maior, Portugal, c. 1424
(+)Toledo, Espanha, 17 de agosto de 1790 
Beatriz de Silva Meneses nasceu por volta de 1424 em Campo Mayor, Portugal, em uma família nobre aparentada com a casa real portuguesa. Como dama de companhia, acompanhou a Infanta Isabel de Portugal, prometida em casamento ao Rei D. João II de Castela. Sua beleza e virtude atraíram os nobres castelhanos, mas também despertaram o ciúme de Isabel, que a trancou em um baú por três dias. Uma vez libertada, deixou a corte e partiu para Toledo, com a intenção de fundar uma nova ordem religiosa que defendesse a Imaculada Conceição da Virgem Maria. Por cerca de trinta anos, viveu como interna no convento cisterciense de São Domingos.

São Jacinto, presbítero, apóstolo da Polónia, +1257

Data da festa: 17 de agosto
São Jacinto foi um dos primeiros membros dos Dominicanos (Ordem dos Pregadores) e o "apóstolo do Norte", sendo também chamado o "Apóstolo da Polónia". Hyacinth nasceu na nobreza em 1185 no castelo de Lanka, em Kamin, na Silésia, Polónia, e recebeu uma educação impressionante, tornando-se Doutor em Direito e em Divindade antes de viajar para Roma com o seu tio, Ivo Konski, Bispo de Cracóvia. Em Roma, conheceu S. Domingos e decidiu entrar imediatamente para a Ordem dos Pregadores, recebendo o seu hábito do próprio Domingos em 1220. Depois do noviciado, fez a profissão religiosa e foi nomeado superior do pequeno grupo de missionários enviados à Polónia para pregar.

Santa Clara da Cruz (de Montefalco) Virgem-Festa: 17 de agosto

(*)Montefalco, Perugia, 1268
(+)Montefalco, 17 de agosto de 1308 
Santa Clara nasceu em Montefalco (Perugia) em 1268. Aos seis anos, ingressou na prisão onde sua irmã Giovanna vivia com várias companheiras, numa vida de grande austeridade. Em 1290, a prisão foi transformada em mosteiro, seguindo a Regra de Santo Agostinho. Após a morte de sua irmã Giovanna, em 22 de novembro de 1291, Clara da Cruz foi eleita superiora do mosteiro, cargo que ocupou até sua morte, em 17 de agosto de 1308. Dotada dos dons espirituais da sabedoria infusa e do discernimento, defendeu com paixão a ortodoxia da fé contra as insidiosas heresias. Serviu como conselheira espiritual de figuras influentes da Igreja e da sociedade da época.

NOSSA SENHORA DAS MERCÊS (Significado)

 
Nossa Senhora das Mercês é um dos títulos da Virgem Maria. Surgiu em 1218 quando São Pedro Nolasco, São Raimundo do Peñafort e o Rei Dom Jaime I da Espanha tiveram o mesmo sonho com a Virgem Maria. No sonho, ela pedir para que eles fundassem uma Ordem Religiosa que tivesse como objetivo libertar os cristãos escravizados pelos muçulmanos. Na época, os muçulmanos tinham invadido parte da Península Ibérica, prendendo e escravizando inúmeros cristãos. A recém criada Ordem passou a se chamar Ordem dos Mercedários em homenagem a Nossa Senhora das Mercês. Muitos membros da ordem chegaram a doar suas vidas pela libertação de cristãos que tinham sido escravizados. Por tudo isso, a imagem é rica em símbolos. Vamos conhece-los. 

ORAÇÕES - 17 DE AGOSTO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
17 – Segunda-feira – Santos: Beatriz da Silva, Jacinto de Cracóvia
Evangelho (Mt 19,16-22) “─ Mestre, que devo fazer de bom para possuir a vida eterna? ─ Por que me perguntas sobre o que é bom? Um só é o Bom.”
Ao que parece aquele homem queria que Jesus lhe indicasse regras de bondade e justiça. Entendo que a resposta do Mestre foi: se queres ser bom e justo, se queres a felicidade, procura a Deus, une-te a ele, ele é o Bom do qual provem todo bem. Se estás com ele, tua vida será transformada; farás o que é certo, serás justo. Se tens o Bom, ou antes, se és do Bom terás todo o bem.
Oração
Senhor meu Deus, acredito que só em vós posso encontrar felicidade e paz. Somente vós podeis levar-me pelos caminhos do bem. Quero estar sempre convosco, para que tomeis conta de minha vida. Guardai-me em vossas mãos, não permitais que vos abandone. Sem vós nada há de bom em mim, nem esperança nem paz. Fazei que eu seja vosso; isso me basta e satisfaz. Amém.

domingo, 16 de agosto de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - Nascida das águas

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Lendo uma história
 
Vendo a longa fila de romeiros passando diante da imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, podemos nos perguntar o porquê dessa devoção. Diante da dificuldade de evangelização e formação do povo, estamos diante de uma Palavra de Deus. Temos consciência que a Palavra está no Livro Santo, mas se manifesta de tantos modos, pois “ela é viva e eficaz” (Hb 4,12). Como viva pode se manifestar de tantos modos. Ela não é a letra. A letra a manifesta. Contemplando essa imagem de terra cota, tirada do fundo de um rio, quebrada, separada da cabeça, podemos ouvir o que Deus quer nos dizer. É certo que a devoção deve ser sempre regida pela Palavra. O encontro da imagem já é milagroso pelos acontecimentos que ocorreram. Deus quer algo de nós quando faz um milagre. Corpo quebrado nos lembra o homem e a mulher, que marcados pelo pecado que os destroem e os leva ao fundo. Nada mais profundo que o mal! Por mais profundo que seja a desgraça, sempre há salvação. Quanto mais triste seja a destruição do ser humano, ele pode ser recomposto. Assim foram os fatos que acompanharam a imagem de N.S.Aparecida. Podemos dizer que a desgraça de um povo pode ser recuperada pelas mãos de simples homens. Sempre tende à recuperação. Deus não tem pressa, mas as necessidades têm. Os homens precisavam de peixe. Deus os conduz a um trabalho sofrido e vem em seu socorro com uma pesca milagrosa. Com persistência luta pela solução de seus problemas. 
Imagem mensagem 
Houve alguém ou um fato que quebrou a imagem. Ela é muito frágil. Foi colocada nas águas por não ter uma solução no momento. As águas recolhem nossas fragilidades e podem recuperar-nos pelas mãos dos fracos. Como imagem retrata alguém, ela passa pela restauração. É um estímulo a nossa permanente recuperação. Mesmo passando pela pesada destruição, foi recuperada. Quando damos a Deus nossos cacos, temos quem nos recupere, se lhe dermos todos os pedaços. Ela é um retrato da beleza de Deus. O belo nos estimula a nos transformarmos na mesma beleza. Contemplando a Mãe de Jesus, saída das mãos de Deus, podemos entender que o barro cozido traz uma sombra da beleza divina. A beleza é relativa a quem ama. Ela é a expressão do Deus que ama. Por isso, desde o início, houve esse carinho do povo pela imagem, no que ela representa. A beleza de Deus nos cura. Recuperamos nossa imagem, sempre mais ao original. O que justifica os milhões que por aqui passam, senão a beleza de Deus estampada em Nossa Senhora, em sua imagem? Podemos recolher a mensagem como um estímulo a sermos nós também, sempre mais, reflexos da beleza de Deus, mesmo em nosso corpo quebrado. 
Força de um símbolo 
A imagem de Nossa Senhora Aparecida é um símbolo. Sua realidade material é terra trabalhada pela arte de um homem e cozida ao forno. O coração humano que busca Deus, foi capaz de fazer dela um símbolo que nos une com a realidade espiritual, sem que ela deixe de ser matéria. O símbolo é um meio de encontrar Deus, a Virgem Maria e os Santos. A linguagem humana vai além das palavras. Deus, quando quis vir ao encontro do homem, se fez condição humana. Essa condição de Encarnação nos leva a perceber na imagem de Nossa Senhora Aparecida, um caminho para Deus. Ela também tinha em seus braços o Deus feito homem. Assim podemos nos aproximar dela e nos encontrar com Deus. Veneramos a Virgem Maria que intercede por nós e adoramos o Senhor.
ARTIGO PUBLICADO EM OUTUBRO DE 2021

EVANGELHO DO DIA 16 DE AGOSTO

Evangelho segundo São Mateus 15,21-28. 
Naquele tempo, Jesus retirou-Se para os lados de Tiro e Sidónia. Então, uma mulher cananeia, vinda daqueles arredores, começou a gritar: «Senhor, Filho de David, tem compaixão de mim. Minha filha está cruelmente atormentada por um demónio». Mas Jesus não lhe respondeu uma palavra. Os discípulos aproximaram-se e pediram-Lhe: «Atende-a, porque ela vem a gritar atrás de nós». Jesus respondeu: «Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel». Mas a mulher veio prostrar-se diante dele, dizendo: «Socorre-me, Senhor». Ele respondeu: «Não é justo que se tome o pão dos filhos para o lançar aos cachorrinhos». Mas ela insistiu: «É verdade, Senhor; mas também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa de seus donos». Então, Jesus respondeu-lhe: «Mulher, é grande a tua fé. Faça-se como desejas». E, a partir daquele momento, a sua filha ficou curada. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Jean Tauler 
(1300-1361) 
Dominicano de Estrasburgo 
Sermão 9 
«Mulher, é grande a tua fé» 
«Senhor, Filho de David, tem compaixão de mim»: é um apelo de uma força imensa; um gemido que vem como que de uma profundidade sem fim. Ele ultrapassa em muito a natureza: é o próprio Espírito Santo que profere em nós esse gemido» (cf Rom 8, 26). Mas Jesus diz-lhe: «Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel». E o que faz ela, quando assim acossada? Penetra ainda mais profundamente no abismo. Prostrando-se e humilhando-se, mantém a confiança e diz: «É verdade, Senhor; mas também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa de seus donos». Ah! Se também vós pudésseis penetrar tão verdadeiramente no fundo da verdade, não através de comentários sábios, palavras complexas ou mesmo dos sentidos, mas no fundo de vós mesmos! Nem Deus nem qualquer criatura conseguiria desprezar-vos, aniquilar-vos, se permanecêsseis na verdade, na humildade confiante. Poderiam sujeitar-vos a afrontas, ao desprezo e a recusas grosseiras, que vós não deixaríeis de perseverar, de insistir, animados por uma confiança total, e o vosso zelo iria sempre em aumento. É disto que tudo depende, e quem chega a este ponto é bem sucedido. Só estes caminhos conduzem, na verdade e sem qualquer estação intermédia, a Deus. Mas poucos conseguem permanecer nesta grande humildade, com perseverança, com uma segurança total e verdadeira, como esta pobre mulher fez.

16 de agosto - Beato Henrique de Almazora

Henrique nasceu em Almazora, aos 16 de março de 1913, sendo batizado no mesmo dia na igreja paroquial. Era filho de Vicente Garcia e Conceição Beltrán. Ele viveu a sua infância num ambiente profundamente religioso. Disse Vicente Beltrán, seu tio que “em sua infância era o que se diz, um anjo. O menino não saía da igreja; empregava o tempo entre a igreja, a escola e a casa paterna”. Aos 14 anos ingressou no Seminário Seráfico de Massamagrel. Recebeu o hábito capuchinho aos 13 de agosto de 1928, em Ollería, das mãos de frei Eloy de Orihuela. Emitiu a profissão temporária a 1º de setembro de 1929, em Ollería, e a perpétua, aos 17 de setembro de 1935, em Orihuela. A Revolução surpreendeu-o quando era ainda diácono e se preparava para receber o sacerdócio. “Era de temperamento jovial e dócil”. Entre seus companheiros religiosos “gozava de fama de piedoso.

Beata Hugolina de Vercelli, Virgem e eremita - 16 de agosto

Hugolina nasceu em Vercelli no seio da nobre e poderosa família De Cassami (ou De Cassinis, segundo estudos recentes). Era filha única e bem cedo se destacou por sua prática da caridade ao próximo, a oração constante, a perfeita adesão aos ensinamentos transmitidos por sua piedosa mãe. A jovem tinha um amor especial pelos peregrinos, que naquele tempo eram numerosos. Quando ficava sabendo que a meta era a Terra Santa, lhes dava dinheiro para a viagem. Aos 14 anos, ao morrer sua mãe, seu pai quis seduzi-la, mas graças a sua oração conseguiu guiar seu pai na senda correta. De qualquer forma, o equilíbrio familiar ficou prejudicado e Hugolina confiou à uma senhora de nome Libera seu desejo de servir ao Senhor na oração, vivendo retirada do mundo. Esta senhora lhe disse que meditasse sobre sua decisão e que esperasse um sinal do céu.

Santa Serena de Roma Imperatriz Dia da Festa: 16 de agosto

Roma, início do século IV 
Até a edição anterior do 'Martyrologium Romanum', Santa Serena, presumível esposa do imperador Diocleciano (243-313), era incluída como celebração em 16 de agosto, como anteriormente incluído por Adônis († 875), arcebispo de Vienne, em seu 'Martirológio' e, posteriormente, em Martirológios subsequentes, até o 'Romano' mencionado acima. 
Na edição de hoje, ela não é mais mencionada, o motivo para isso advém da grande incerteza quanto a ela como esposa de Diocleciano. De fato, Lactâncio (Lúcio Cecílio, séculos III-IV), um escritor cristão latino que viveu na época e na corte de Diocleciano, afirma em seu "De mortibus persecutorem" que sua esposa e filha se chamavam Prisca e Valéria e que eram forçadas a realizar ritos pagãos.

SANTA ROSA FAN HUI, Leiga, Catequista e Mártir (na China) *

Nós católicos, mesmo os latino-americanos, demos um costume (talvez por causa de padre missionários vindos da Europa) de cultuar mais santos e santas de origem européia: italianos, franceses, espanhóis, portugueses, alemães, etc. Desconhecemos, às vezes, por completo que já temos muitos santos e santas latino-americanos, mexicanos, africanos e asiáticos (chineses, japoneses e coreanos). Hoje, o site santos, beatos, veneráveis e servos de Deus traz um resumo da história de Santa Rosa Fan Hui, uma santa virgem e mártir chinesa.
 
A jovem Wang Hoei (mais tarde Rosa) vivia feliz na província chinesa de Hebei, na sua aldeia, relativamente próxima de Pequim, quando o século XX lhe restavam já dois telejornais.

Estêvão da Hungria Rei, Santo 975-1038

Rei modelar e grande Apóstolo 
O povo húngaro estava destinado 
pela Providência Divina a ser evangelizado 
e convertido por um dos seus líderes,
 que se tornaria seu primeiro Rei, 
Santo Estêvão, o Rei Apostólico, 
cuja festa comemoramos
 no dia 16 deste mês.
 ***** 
Geysa, quarto Duque dos hunos ou húngaros, ainda bárbaro e pagão, teve a feli cidade de casar-se com a virtuosa Sarolta, filha do Duque de Giula, que aos encantos femininos unia os da virtude. Como uma nova Clotilde, empenhou-se ela com sucesso na conversão do marido, que com muitos de seus nobres, recebeu o baptismo. Essa conversão, embora sincera, não foi suficiente para fazê-lo cessar de vez com os costumes bárbaros, e sobretudo para torná-lo modelo diante de seus súditos.

São Roque,Terciário Franciscano-Festa: 16 de agosto

(*)Montpellier, França, 1345/1350 
(+)Angera, Varese, 16 de agosto de 1376/1379 
As fontes sobre ele são imprecisas e envoltas em lendas. Em peregrinação a Roma, após doar todos os seus bens aos pobres, conta-se que parou em Acquapendente, dedicando-se a cuidar das vítimas da peste e realizando curas milagrosas que difundiram sua fama. Vagando pelo centro da Itália, dedicou-se a obras de caridade e assistência, promovendo conversões constantes. Diz-se que morreu na prisão, após ser detido perto de Angera por soldados sob suspeita de espionagem. Invocado no campo contra doenças do gado e desastres naturais, seu culto se espalhou extraordinariamente pelo norte da Itália, ligado em particular ao seu papel como protetor contra a peste.

Beata Pietra de São José Pérez Florido (Ana Josefa) Fundadora-Festa: 16 de agosto

(*)Valle de Abdalajis, Espanha, 7 de dezembro de 1845
(+)Barcelona, Espanha, 16 de agosto de 1906 
A Beata Piedra de San José Pérez Florido, uma virgem espanhola, dedicou-se ao cuidado de idosos abandonados e fundou a Congregação das Irmãs Mães dos Abandonados e de São José da Montanha. João Paulo II a beatificou em 16 de outubro de 1994. 
Martirológio Romano: Em Barcelona, Espanha, a beata Pietre de San Giuseppe (Anna Giuseppa) Pérez Florido, virgem, ofereceu solicitamente assistência a idosos solitários e fundou a Congregação das Irmãs Mães dos Abandonados. 

16 De Agosto: Trasladação De Edessa Para Constantinopla Da Imagem «Aquiropita» De Nosso Senhor Jesus Cristo (944)

Segundo a tradição, o primeiro ícone de Jesus Cristo surgiu durante sua vida terrena. Faz-se referência a esta imagem como a «Sagrada Face», ou melhor, «O ícone não feito por mãos humanas». A tradição relata que, durante o tempo do Salvador, Abgar, o governante de Edessa, sofria de lepra. Embora nunca tenha visto o Salvador, Abgar acreditava em Jesus como o Filho de Deus por ter ouvido falar sobre os grandes milagres realizados por ele, e lhe teria escrito uma carta pedindo para que fosse curá-lo, a qual enviou à Palestina através do seu próprio retratista e pintor Ananias, tendo lhe encomendado também um retrato (pintura) do Divino Mestre. No entanto, quando Ananias chegou a Jerusalém e viu o Senhor, lhe foi impossível aproximar-se dele devido à grande multidão que o cercava.