terça-feira, 3 de novembro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - ANTÔNIO SOLARI. Oblato Redentorista

Nascimento: Ciávari (Itália) – 27 de janeiro de 1861. 
Por 1865 a família mudou-se para Argentina, Buenos Aires. Vive ambiente familiar de religiosidade, num meio anti-clerical. 
O Pai, em constantes viagens à Itália, ali morre em 1881. 
Seu irmão assume a família, tem um trabalho público. 
Fica doente e tem que abandonar.
Antônio entra a trabalhar em um escritório de advocacia, tendo o encardo de procurador. 
Assim sobe de posto. 
25 de outubro de 1883 – chegam os redentoristas a Argentina 
Oblato redentorista 
Oblato da Congregação dos padres redentoristas, terciário dominicano, sócio da Confraria do Santíssimo Sacramento da catedral, estava continuamente rodeado de pobres que socorria e instruía.

EVANGELHO DO DIA 03 DE NOVEMBRO

Evangelho segundo São Lucas 14,15-24. 
Naquele tempo, disse a Jesus um dos que estavam com Ele à mesa: «Feliz de quem tomar parte no banquete do Reino de Deus». Respondeu-lhe Jesus: «Certo homem preparou um grande banquete e convidou muita gente. À hora do festim, enviou um servo para dizer aos convidados: "Vinde, que está tudo pronto". Mas todos eles se foram desculpando. O primeiro disse: "Comprei um campo e preciso de ir vê-lo. Peço-te que me dispenses". Outro disse: "Comprei cinco juntas de bois e vou experimentá-las. Peço-te que me dispenses". E outro disse: "Casei-me e por isso não posso ir". Ao voltar, o servo contou tudo isso ao seu senhor. Então, o dono da casa indignou-se e disse ao servo: "Vai depressa pelas praças e ruas da cidade e traz para aqui os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos". No fim, o servo disse: "Senhor, as tuas ordens foram cumpridas, mas ainda há lugar". O dono da casa disse então ao servo: "Vai pelos caminhos e azinhagas e obriga toda a gente a entrar, para que a minha casa fique cheia. Porque eu vos digo que nenhum daqueles que foram convidados provará do meu banquete"».
Tradução litúrgica da Bíblia 
Divina Liturgia de São Basílio 
(século IV) 
Oração eucarística, I Parte 
«Vai pelos caminhos e azinhagas 
e obriga toda a gente a entrar 
para que a minha casa fique cheia» 
Santo, santo, Tu és verdadeiramente santo, Senhor nosso Deus, e não há limite para a grandeza da tua santidade. Tu dispuseste todas as coisas com correção e justeza. Modelaste o homem com o barro da terra, honraste-o com a imagem do próprio Deus, colocaste-o num paraíso de delícias, prometendo-lhe – se observasse os mandamentos – a imortalidade e o gozo dos bens eternos. Mas ele transgrediu os teus mandamentos, Deus verdadeiro, e, seduzido pela malícia da serpente, vítima do seu próprio pecado, submeteu-se à morte. Pelo teu justo juízo, foi expulso do Paraíso para este mundo, reenviado para a terra de onde havia sido tirado. Mas Tu dispuseste para ele, no teu Cristo, a salvação pelo novo nascimento, pois não rejeitaste para sempre a criatura que havias criado na tua bondade; velaste por ela de muitas maneiras, na grandeza da tua misericórdia. Enviaste profetas, fizeste milagres pelos santos que, em cada geração, Te foram agradáveis; deste-nos a Lei para nos socorrer; estabeleceste os anjos, para nos guardarem. E, ao chegar a plenitude dos tempos, falaste-nos no teu único Filho, por quem criaste o Universo; Ele, que é o esplendor da tua glória e a imagem da tua natureza; Ele, que tudo realiza pelo poder da sua palavra; Ele, que não preservou ciosamente a sua igualdade com Deus mas, sendo Deus desde toda a eternidade, veio à Terra, viveu com os homens, tomou carne na Virgem Maria, aceitou a condição de escravo, e assumiu o nosso corpo miserável, para nos tornar conformes ao seu corpo glorioso cf (Heb 1,2-3; Fil 2,6-7; 3,21). E, como foi pelo homem que o pecado entrou no mundo – e, pelo pecado, a morte –, agradou ao Filho único, a Ele que Se encontrava eternamente no teu seio, ó Pai, mas que nasceu de mulher, condenar o pecado na sua carne, a fim de que aqueles que haviam morrido em Adão tivessem a plenitude da vida em Cristo (cf Rom 5,12; 8,3). Enquanto viveu neste mundo, Ele deu-nos preceitos de salvação e desviou-nos do erro dos ídolos, levando-nos a conhecer-Te, a Ti, Deus verdadeiro. Desse modo, conquistou-nos para Si como povo escolhido, sacerdócio real, nação santa (cf 1Ped 2,9).

03 de novembro - Beato Rupert Mayer

"Quando eles te levarem ao tribunal, não se preocupem... ", Continua a dizer Jesus aos seus apóstolos. Rupert Mayer sabia que desde 1933 suas homilias eram controladas pela polícia. Apesar disso, ele continuou anunciando a verdade como estava, nua e crua. Quando foi preso, declarou à Gestapo: "Declaro que, se fosse libertado, continuaria a pregar nas igrejas de Mônaco e em toda a Baviera, por razões de princípio, apesar da proibição de falar que me impuseram". Ele também não pôde permanecer em silêncio, assim como o apóstolo disse: "Ai de mim se eu não pregar o Evangelho!" (ICor 9,16 ) Nosso Beato estava pronto para enfrentar a prisão e o campo de concentração. No questionário, que o preencheu na prisão, escreveu: "Não me queixo do meu destino: não acho que seja uma pena, mas o coroamento da minha vida".

Beato Manuel Lozano Garrido – “Lolo”

Fiel leigo que soube irradiar em seu exemplo e seus escritos o amor a Deus, inclusive entre as enfermidades que o sujeitaram a uma cadeira de rodas durante quase 25 anos. Ao final de sua vida perdeu também a vista, mas continuou ganhando os corações para Cristo com sua alegria serena e sua fé inquebrantável. Os jornalistas poderão encontrar nele um testemunho eloquente do bem que se pode fazer quando a pena reflete a grandeza da alma e se coloca a serviço da verdade e das causas nobres.
Papa Bento XVI – 13 de junho de 2010
 Manuel Lozano Garrido, Lolo, nasceu em Linares – Espanha – em 1920. Aos 22 anos ele ficou numa cadeira de rodas devido a uma paralisia progressiva. A sua imobilidade foi total e nos seus últimos nove anos ficou cego.

Santa Odrada virgem -Festa: 3 de novembro

Nascimento-Morte: Scheps, Antuérpia, Bélgica - por volta do século VIII
 
Padroeira: Invocada contra doenças oculares e do gado, seca e outros males. 
Etimologia: De origem germânica, interpretada através de elementos que se referem à riqueza e ao conselho. 
Emblema: Cavalo branco, ramo ou cruz, fonte de água, carroça puxada por bois 
Martirológio Romano 
Em Alem, na Flandres, atualmente na Holanda, ocorreu o sepultamento de Santa Odrada, virgem. 
Ela é uma virgem venerada principalmente nas regiões históricas de Brabante e do Vale do Meuse, entre a atual Bélgica e os Países Baixos. Sua figura está ligada a Scheps, perto de Balen, tradicionalmente considerada seu local de origem, e a Alem, onde se desenvolveu um importante culto funerário. Sua festa é celebrada em 3 de novembro, enquanto algumas comunidades a comemoram em 5 de novembro.

Santa Ida (Idda) de Fischingen Dia da Festa: 3 de novembro

(†)Fischingen, Suíça, por volta de 1226
 
Etimologia: É um nome germânico antigo. 
Emblema: Veado com luzes nos chifres, corvo com anel, vestimenta religiosa. 
Martirológio Romano No mosteiro de Fischingen, no território da atual Suíça, viveu Santa Idda, uma freira enclausurada. Também chamada de Idda ou Ita de Fischingen e tradicionalmente associada aos Condes de Toggenburg, ela é uma das figuras mais conhecidas da devoção medieval no leste da Suíça. 
Seu dia de festa é 3 de novembro, e o principal centro de culto é o antigo mosteiro beneditino de Fischingen, no cantão de Thurgau. A tradição a apresenta como uma nobre injustamente acusada de infidelidade, que sobreviveu a uma queda do castelo e se refugiou para rezar perto do mosteiro.

Sílvia de Roma Viúva, Religiosa, Santa ca. 520-ca. 590

Mãe de São Gregório Magno.
Sílvia era italiana, nascida em Roma em torno de 520, numa família de origem siciliana de cristãos praticantes e caridosos. Os dados sobre sua infância não são conhecidos. Porém a sua adolescência coincidiu com um difícil e turbulento período histórico, o declínio do Império Romano e a tomada do mesmo pelos bárbaros góticos. Ela entrou para a família dos Anici em 538, quando se casou com o senador Jordão. Essa família romana era muito rica e influente, e muitos nomes forneceu para a história do senado italiano. Sílvia foi residir na casa do marido, um palácio que ficava nas colinas do monte Célio, onde ele vivia com suas duas irmãs, Tarsila e Emiliana. O casal logo teve dois filhos. O primeiro foi Gregório, nascido em 540, e o segundo, que o próprio irmão citava com frequência, nunca teve citado o nome. As cunhadas Tarsila e Emiliana tornaram-se santas, incluídas no calendário da Igreja, E seu primogénito foi o grande papa Gregório Magno, santo, doutor da Igreja e a glória de Roma do século VI.

Humberto de Liège Bispo, Santo † 727

Bispo desta cidade belga. 
Era de família nobre. 
Foi ordenado bispo pelo papa Sérgio I.
Muito pouco se sabe sobre a vida de Humberto, que nasceu no ano 656. Pertencia a uma família da nobreza, pois seu pai, Beltrão, era rei da Aquitânia, hoje França. Desde a infância mostrou prazer pela caça, crescendo forte e muito valente neste esporte. Conta a tradição que ele, na juventude, salvou a vida do rei, seu pai, que fora atacado por uma fera, numa de suas habituais caçadas. Depois disso, foi enviado para estudar na Bélgica, mas seu pai, temendo que a corrupção daquela Corte pudesse envolver o jovem príncipe herdeiro, enviou-o aos cuidados do rei Pepino de Lotaríngia, Alemanha, que o preparou na carreira militar. Carreira tão cheia de sucessos que foi recompensado com um casamento. Para esposa, escolheu a filha do conde Dagoberto de Louvânia.

Alpais de Cudot Leiga, Mística, Santa † 1211

Humilde paisana e grande mística, 
cujo único alimento era a Eucaristia.
Nasceu em Cudot na diocese de Sens, França. Nascida de uma família pobre contraiu lepra desde cedo e mais tarde perdeu os movimentos dos braços e bem tarde, de suas pernas e parte de suas mãos. Era notável pela sua paciência, santidade e humil-dade. Tinha o dom da inédia ou seja vivia tendo como alimento apenas a Sagrada Comunhão, como testemunha um frade seu contemporâneo, Roberto Abolanz: “No ano 1180: existe actualmente na diocese de Sens, na aldeia de Cudot, uma jovem conhecida e beneficiando de grande renome. Não admira que assim seja, pois, nela resplandece uma admirável e incrível maravilha! A esta donzela foi dado por Deus um extraordinário dom: viver a sua vida corporal sem necessitar de alimento corporal; e esta situação dura à mais de dez anos: ela apenas recebe a Sagrada Comunhão uma vez por semana”.

Martinho de Porres Dominicano, Santo 1579-1639

Religioso dominicano peruviano, 
místico e taumaturgo.
Martinho de Lima, ou melhor, Marinho de Porres, conviveu com a injustiça social desde que nasceu, em 9 de dezembro de 1579, em Lima, no Peru. Filho de Juan de Porres, um cavaleiro espanhol, e de uma ex-escrava negra do Panamá, foi rejeitado pelo pai e pelos parentes por ser negro. Tanto que na sua certidão de baptismo constou "pai ignorado". O mesmo aconteceu com sua irmãzinha, filha do mesmo pai. Mas depois João de Porres regularizou a situação e viveu ainda algum tempo com os filhos, no Equador. Quando foi transferido para o Panamá como governador, deixou a menina aos cuidados de um parente e Martinho com a própria mãe, além de meios de sustento e para que estudasse um pouco. Aos oito anos de idade, Martinho tornou-se aprendiz de barbeiro-cirurgião, duas profissões de respeito na época, aprendendo numa farmácia algumas noções de medicina.

Um santuário para as almas no purgatório - Nossa Senhora de Montligeon

 O lugar deslumbra. Imagine você passeando pelos campos da Normandia, na França. E, ao fazer uma curva na estrada, você se depara com uma basílica imponente. Assim é o Santuário onde todos os dias, desde o século XIX, reza-se pelos fiéis defuntos. E onde as pessoas podem ouvir uma palavra de conforto pela perda de um ente querido.

     O nascimento do Santuário está ligado à história de um padre, o Padre Paul-Joseph Buguet. Dois anos antes de ser nomeado pároco da pequena cidade de La Chapelle, o Padre Buguet, ainda jovem sacerdote, estava profundamente aflito por três falecimentos que tinham ocorrido em sua família.
     No dia 1 de novembro de 1876, seu irmão Augusto foi esmagado pela queda de um sino da Igreja de Nossa Senhora de Mortagne. “E sua alma?” pensava então o jovem padre. Esse acidente trágico foi seguido pela morte de duas sobrinhas, de 12 e 16 anos. “A necessidade de aliviar as almas do purgatório... É preciso que eu trabalhe por libertar essas almas”, anotou ele em seu diário.

ORAÇÕES - 03 DE NOVEMBRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
3 – Terça-feira –S. Martinho de Lima
Evangelho (Lc 14,15-24) “Um homem ... na hora do banquete, mandou seu empregado dizer aos convidados ‒ Vinde, pois tudo está pronto.”
A salvação, a felicidade que Deus nos oferece não é uma imposição. É como o convite para um banquete. É convite que chega no tempo escolhido por ele, e que devemos aceitar imediata e livremente. Temos de lhe dar preferência acima de tudo. A festa da salvação vai acontecer infalivelmente, porque assim Deus resolveu. O que pode acontecer é ficarmos fora, por nossa própria culpa.
Oração
Antes de tudo, Senhor, quero agradecer o convite que me fazeis, e que renovastes tantas vezes apesar de minhas recusas. Dai-me a graça de entregar-me totalmente a vós, aceitando com alegria vosso chamado. Creio que só em vós posso encontrar felicidade. Não permitais que eu seja levado por medo ou por falsas esperanças. Quero estar para sempre convosco. Amém.

segunda-feira, 2 de novembro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - IR. MACEL VAN Viet-Nam.

Primeira infância
 
Ir. Marcel Van (Joaquim Nguyen Tan Van), nasceu no dia 15 de março de 1928, em uma família cristã. Seu pai, Joaquim Triet era alfaiate e sua mãe Ana Maria, trabalhava no campo de arroz e era parteira. Criança formada com carinho e muita piedade. Ele era alegre, gentil e brincalhão. Sua irmã Ana Lê, lhe foi de grande alegria no seu nascimento. Atualmente é uma quase octogenária irmã redentorista no Canadá. O desenvolvimento espiritual do menino, que por sinal era muito pequeno, se faz com serenidade e muita profundidade sob a orientação da mãe e de uma das avós. Era apaixonado pelas brincadeiras, deixando mesmo a refeição, mas ao toque do sino deixava tudo. Gostava de rezar o terço e brincar de fazer procissões, como é muito a gosto dos vietnamitas. Depois do nascimento da irmã, quando tinha 4 anos, é levado para a casa da tia para ajudar na educação. O ambiente não é o mesmo da casa materna, onde a religião era em menor conta. A tia lhes contava a história do santos.

EVANGELHO DO DIA 02 DE NOVEMBRO

Evangelho segundo São Mateus 25,31-46.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Quando o Filho do homem vier na sua glória com todos os seus anjos, sentar-Se-á no seu trono glorioso. Todas as nações se reunirão na sua presença, e Ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos; e colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda. Então, o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: "Vinde, benditos de meu Pai; recebei como herança o Reino que vos está preparado desde a criação do mundo. Porque tive fome e destes-Me de comer; tive sede e destes-Me de beber; era peregrino e Me recolhestes; não tinha roupa e Me vestistes; estive doente e viestes visitar-Me; estava na prisão e fostes ver-Me". Então, os justos dir-Lhe-ão: "Senhor, quando é que Te vimos com fome e Te demos de comer, ou com sede e Te demos de beber? Quando é que Te vimos peregrino e Te recolhemos, ou sem roupa e Te vestimos? Quando é que Te vimos doente ou na prisão e Te fomos ver?". E o Rei responder-lhes-á: "Em verdade vos digo, quantas vezes o fizestes a um dos meus irmãos mais pequeninos, a Mim o fizestes". Dirá então aos que estiverem à sua esquerda: "Afastai-vos de Mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e os seus anjos. Porque tive fome e não Me destes de comer; tive sede e não Me destes de beber; era peregrino e não Me recolhestes; estava sem roupa e não Me vestistes; estive doente e na prisão e não Me fostes visitar". Então também eles Lhe hão de perguntar: "Senhor, quando é que Te vimos com fome ou com sede, peregrino ou sem roupa, doente ou na prisão, e não Te prestámos assistência?". E Ele lhes responderá: "Em verdade vos digo, quantas vezes o deixastes de fazer a um dos meus irmãos mais pequeninos, também a Mim o deixastes de fazer". Estes irão para o suplício eterno, e os justos para a vida eterna». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Faustina Kowalska 
(1905-1938) 
Religiosa 
Diário (Fátima, Marianos da
 Imaculada Conceição, 2003), § 1743 
Na tua misericórdia, 
dás-nos a vida eterna! 
Deus, por vossa misericórdia Vos dignastes chamar do nada à existência o género humano e com liberalidade lhe concedestes a natureza e a graça. Mas isso não foi suficiente para a vossa bondade; Vós, Senhor, em vossa misericórdia, nos dais a vida eterna: admitis-nos à bem-aventurança eterna e a participar da vossa vida interior; e fazei-lo unicamente por vossa misericórdia. Assim, concedeis-nos a vossa graça unicamente porque sois bom e cheio de amor. Não éramos absolutamente nada necessários à vossa beatitude; todavia, Vós, Senhor, quereis repartir essa vossa felicidade connosco. O homem, porém, não perseverou durante a prova, e poderíeis tê-lo castigado, como aos anjos, com o afastamento eterno; mas aí surgiu a misericórdia, comoveram-se as vossas entranhas com grande compaixão, e prometestes Vós mesmo restaurar a nossa salvação. Foi graças ao inconcebível abismo da vossa compaixão que não nos castigastes, como merecíamos; bendita seja a vossa misericórdia, Senhor, por todos os séculos a glorificaremos! E assombraram-se os anjos com a grandeza da misericórdia que demonstrastes para com os homens...

Santa Vinifrida de Gales, Virgem e monja - 2 de novembro

Martirológio Romano:
Perto da fonte na localidade Holywell em Gales, Santa Vinifrida, virgem, venerada como ilustre monja. 
Santa Vinifrida (Gwenfrewi, Winifred ou Winifrid) foi uma monja do século VII no País de Gales, Reino Unido. De acordo com a legenda, era a única filha de Thevith rico conselheiro do rei. Foi discípula de seu tio materno, São Beuno, o mais famoso dos santos de Gwynedd. Os pais de Vinifrida doaram um terreno para que São Beuno construísse uma igreja e um mosteiro. E ficaram muito satisfeitos quando souberam que a jovem desejava tornar-se monja. Um domingo, estando ela sozinha em sua casa, enquanto seus pais tinham ido à Missa, Caradoc, filho de um príncipe da vizinhança, tendo estado a caçar, parou ali em busca de água.

Beata Margarida da Lorena, Duquesa, Mãe de família, viúva, Clarissa - 2 de novembro

  •  
    Margarida nasceu no Castelo de Vaudémont, próximo de Nancy, em 1463. Era filha de Iolanda de Anjou, descendente de São Luís IX de França, e de Henrique de Vaudémont, Duque da Lorena. Ela passou sua infância em Nancy. Jovem órfã, ela foi confiada ao seu avô materno, Renato de Anjou, Rei de Provença, que procurou dar a ela uma boa educação católica. Quando tinha 10 anos, durante um passeio no bosque, Margarida se escondeu com algumas amigas, causando apreensão entre as pessoas do séquito. Encontrada antes do anoitecer, confessou que tinha querido se dar a vida eremítica. As pessoas do seu convívio não ficaram surpresas, pois sabiam que o avô fazia com que a menina lesse a Vida dos Padres do deserto e a Legende Dorée.

Marciano de Chalcis, Eremita, Santo-data incerta

Nascido em Cyrrhus , na Síria. Marciano deixou a corte do Imperador e desistiu de uma brilhante carreira militar, para levar um vida de eremita no deserto de Chalcis, que fica entre a Antióquia e o Eufrates. Ele escolheu e mais remota região do deserto e vivia em uma cela propositadamente pequena que não podia nem ficar de pé nem deitado sem se dobrar. Em breve sua reputação como homem santo começou a se espalhar e dois ilustres discípulos se apresentaram : Euzebius e Agapitus e logo vários outros se seguiram. Marciano e os outros monges construíram uma pequena casa e Euzebius foi indicado como Abade. São Marciano era considerado o homem dos milagres, embora tentasse esconder seus dons. Ele não escutava pedidos para sua miraculosa intervenção.

Comemoração de todos os fiéis falecidos 2 de novembro

Piedade pelos mortos remonta aos primórdios da humanidade. Na era cristã, desde o tempo das catacumbas, a arte funerária alimentou a esperança dos fiéis. Em Roma, com comovente simplicidade, os cristãos representavam a figura de Lázaro na parede do nicho onde estava sepultado um dos seus familiares. Quase como se quisesse dizer: Assim como Jesus chorou por seu amigo Lázaro e o trouxe de volta à vida, ele também fará isso por este seu discípulo! A comemoração litúrgica de todos os fiéis falecidos, porém, tomou forma no século IX em ambiente monástico. A esperança cristã encontra o seu fundamento na Bíblia, na bondade e na misericórdia invencíveis de Deus: «Sei que o meu Redentor está vivo e que permanecerá no pó por último!», exclama Jó no meio da sua história atormentada. Portanto, o destino final do homem não é a dissolução no pó, mas sim, tendo passado pelas trevas da morte, a visão de Deus. O tema é retomado com força expressiva pelo apóstolo Paulo que situa a morte-ressurreição de Jesus em uma sucessão não disjuntável. Os discípulos são chamados à mesma experiência, aliás, toda a sua existência traz os estigmas do mistério pascal, é guiada pelo Espírito do Ressuscitado. É por isso que os fiéis rezam pelos seus entes queridos falecidos e confiam na sua intercessão. Finalmente, eles têm a esperança de se juntarem a eles no céu para se juntarem aos eleitos no louvor da glória de Deus. 
Martirológio Romano: Comemoração de todos os fiéis defuntos, em que a Santa Madre Igreja, já solícita em celebrar com o devido louvor todos os seus filhos que se alegram no céu, tem o cuidado de interceder junto de Deus pelas almas de todos aqueles que precederam no sinal de fé e adormeceram na esperança da ressurreição e por todos aqueles cuja fé, desde o princípio do mundo, só Deus conhece, para que purificados de toda mancha de pecado, tendo entrado na comunhão da vida celestial, possam desfrutar da visão da bem-aventurança eterna.

ORAÇÕES - 02 DE NOVEMBRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
2 – Segunda-feira –Dia de Finados
Evangelho (Lc 12,35-40) “Sede como empregados que estão esperando seu senhor voltar de uma festa de casamento.”
A comparação feita por Jesus é clara Somos totalmente dependentes de Deus, que nos dá o que quer, que vem a nós quando quer; não lhe podemos marcar a hora que nos for mais conveniente. Isso quer dizer que temos de estar sempre atentos, prontos para acolher seus chamados e receber seus dons, sempre à escuta do que nos quer dizer. Não podemos perder sua passagem.
Oração
Jesus, reconheço minha total dependência de vosso poder e de vossa bondade. Por mim mesmo nada posso. Preciso de orientação, de ajuda, de apoio, principalmente nos momentos mais difíceis da vida. Não sei o que me reserva o futuro. Por isso vos peço que eu esteja sempre atento à vossa presença, às vossas palavras e convites, pronto a prestar conta de minha vida. Amém.

domingo, 1 de novembro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - MARIA CELESTE CROSTAROSA-Serva de Deus.

Maria Celeste (nome de família Julia Crostarosa) nasceu em Nápoles, terra de uma beleza extraordinária e contrastes trágicos. Sua gente apaixonada como vulcão; alegre como o sol e sonhadora como o mar. O Sol está presente em sua espiritualidade como imagem da vida do Cristo em quem crê e nele vive, e lhe faz dizer: “... outra vez lhe foi dado a entender como Jesus Cristo é o nosso sol divino na luz da eterna glória no céu, e como ele é, semelhantemente, o Sol interior da alma justa”. E ainda: “No contemplar o céu e sua amplidão, era-lhe comunicado interiormente pelo Senhor, o reconhecimento da imensidão de Deus sem limites no seu ser incriado e eterno”. Do sol que surge pela manhã, passa ao Cristo ressuscitado: “Jesus morre para viver ressuscitado nas suas criaturas por semelhança e vida da verdadeira VIDA”. Maria Celeste viveu intensamente o plano de salvação. Como mulher, soube superar as dificuldades de seu tempo, e sua obra merece um lugar de relevo na história da espiritualidade cristã. Possuía dotes para o governo, era firme nas decisões, entusiasta no empreendimento de sua obra; com notável capacidades de análise e síntese, coragem, e um ardor que se acentuava mais nas dificuldades e obstáculos, encontrava meios geniais para não desistir de realizar o que o Senhor lhe pedia.