sábado, 21 de fevereiro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - De coração para coração

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Por onde passa o Amor
 
Celebramos a Solenidade do Sagrado Coração. É uma festa que tem seu início nas visões de Santa Margarida Maria Alacoque. Entrou para o mosteiro das Irmãs Visitandina. Jesus apareceu-lhe diversas vezes de 1673 até 1675, para falar sobre a devoção a seu Sagrado Coração. Em 1856, Papa Beato Pio IX estendeu a festa a toda a Igreja. A partir do reconhecimento da devoção que penetrou muito a(na) vida da Igreja, tanto que foram fundados centenas de congregações religiosas (e) movimentos espirituais. O auge da devoção são as doze promessas feitas a quem comungassem (comumgasse) as(às) nove sextas-feiras. Se perdesse uma, teria que reiniciar. Era um movimento muito grande nas paróquias. Devemos notar que é uma devoção nova. É meio complicado esse modo de agir. Vemos que é uma coisa nova. O Apostolado da Oração, em muitos lugares, ainda mantém a irmandade. A novena, como era feita, decaiu com as novas tendências da Igreja. Os Papas acompanharam a devoção. Em 1899, o Papa Leão XIII publicou a encíclica ‘Annum Sacrum’ sobre a consagração da humanidade ao Sagrado Coração de Jesus, que se realizou no mesmo ano. Do mesmo modo, Pio XI, em 1928, escreveu a encíclica ‘Miserentissimus Redemptor’, que trata da reparação que todos devemos ao Sagrado Coração. E o Papa Pio XII, em 1956, publicou a encíclica ‘Haurietis Aquas’, em referência ao culto ao Sagrado Coração. São João Paulo II em seu pontificado estabeleceu que na Solenidade do Sagrado Coração de Jesus se realize o Dia Mundial de Oração pela Santificação dos Sacerdotes.
Transformação da vida 
Jesus apareceu numerosas vezes a(à) Santa Margarida Maria Alacoque, de 1673 até 1675, para falar sobre a devoção ao seu Sagrado Coração. Dos colóquios de Santa Margarida com Jesus, surgiram as doze promessas. São elas: - A minha bênção permanecerá sobre as casas em que se achar exposta e venerada a imagem de meu Sagrado Coração - Eu darei aos devotos do meu Coração todas as graças necessárias a seu estado.- Estabelecerei e conservarei a paz em suas famílias.- Eu os consolarei em todas as suas aflições. - Serei seu refúgio seguro na vida e, principalmente, na hora da morte. - Lançarei bênçãos abundantes sobre todos os seus trabalhos e empreendimentos.- Os pecadores encontrarão em meu Coração fonte inesgotável de misericórdias.- As almas tíbias se tornarão fervorosas pela prática dessa devoção.- As almas fervorosas subirão em pouco tempo a uma alta perfeição. - Darei aos sacerdotes que praticarem essa devoção o poder de tocar os corações mais empedernidos. - As pessoas que propagarem esta devoção terão os seus nomes inscritos para sempre no meu Coração. - A todos os que comungarem nas primeiras sextas-feiras de nove meses consecutivos, darei a graça da perseverança final.
Transforma o mundo. 
Essa devoção tem a missão da oração. Trazem(Traz) a fita vermelha, os estandartes. Tanta beleza faz dos devotos uma força de oração para toda a Igreja. As preciosas promessas nos estimulam a fazer da união a esse Sagrado Coração, uma fonte de vida que jorra as graças divinas em nosso mundo ferido. Sem isso, a devoção não passa de um verniz de espiritualidade. Sendo fonte de amor, faz de nós canais para levar Jesus a todos os cantos. O amor não é um reservatório do amor, mas uma fonte que jorra do peito.
ARTIGO PUBLICADO EM MAIO DE 2019

EVANGELHO DO DIA 21 DE FEVEREIRO

Evangelho segundo São Lucas 5,27-32. 
Naquele tempo, Jesus viu um publicano chamado Levi sentado no posto de cobrança e disse-lhe: «Segue-Me». Ele, deixando tudo, levantou-se e seguiu Jesus. Levi ofereceu-Lhe um grande banquete em sua casa. Havia grande número de publicanos e de outras pessoas com eles à mesa. Os fariseus e os escribas murmuravam, dizendo aos discípulos: «Porque comeis e bebeis com os publicanos e os pecadores?». Então Jesus, tomando a palavra, disse-lhes: «Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes. Eu não vim chamar os justos, vim chamar os pecadores, para que se arrependam». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Liturgia latina 
Hino «Audi benigne Conditor»
«Eu não vim chamar os justos, vim chamar os pecadores»
Benigno Criador, ouvi clemente
as nossas orações e o nosso pranto;
neste sagrado tempo da Quaresma,
compadecido olhai-nos, ó Deus santo.

Justíssimo juiz das nossas almas,
Vós conheceis a enfermidade humana:
voltando para Vós arrependidos,
pedimos vossa graça soberana.

Confessamos que somos pecadores, 
mas, em vez do castigo, perdoai-nos.
Por vosso nome santo e vossa glória, 
da nossa vil miséria libertai-nos.

Aceitai o jejum e a penitência

21 de fevereiro - São Robert Southwell

Robert Southwell nasceu no final de 1561, em Horsham, muito perto de Norwich, na Inglaterra. Era uma época de perseguição aos católicos, no entanto os Southwell mantêm, em seu castelo, um padre católico, pelo menos nos primeiros anos de Robert. Não sabemos o porquê, talvez, porque sua mãe fosse católica. A infância de Roberto é muito calma. Ele é o mais novo de uma família de oito filhos, cinco mulheres e três homens. Em tudo é semelhante aos outros filhos nobres da região. Em 1571 sua mãe Bridget passou muito tempo na casa de seu irmão Thomas Copley. Robert tem dez anos e vai com ela. Na costa sul da Inglaterra, o catolicismo é forte e a fé é praticada em muitas casas. Os padres chegam, celebram as missas, instruem e confessam. Pouco a pouco, Roberto começa a praticar a fé de sua mãe. Já se fala dos sacerdotes que estão sendo formados no continente, no Seminário fundado em Flandres por Sir William Allen, que foi exilado pela fé. Bridget, quando ele retorna a Horsham, deixa Roberto na casa da tia. Lá ele pode garantir a fé que você encontrou. Logo depois, Thomas Copley e sua família decidiram se exilar. Por fé é mais seguro viver no continente. Roberto se muda para morar com seu primo John Cotton localizado em uma enseada ao largo da costa de Warblington. A família Cotton é muito católica. O filho mais velho, Ricardo, é aluno de um colégio jesuíta na Bégica. Em 1576, Robert e seu primo John atravessam o Canal e passam para a França. De Paris, o agente leva-os a Flandres e entrega-os em segurança a Sir William Allen.

Santa Leonor, Rainha da Inglaterra Festa: 21 de fevereiro

(✝︎)Amesbury, 25 de junho de 1291
 
Nasceu em 1222, filha de Raimundo Berengário IV, Conde da Provença, e Beatriz de Saboia. Mulher de grande piedade e amante das letras, em 14 de janeiro de 1236 casou-se com o rei Henrique III da Inglaterra em Cantuária. Em sua nova residência inglesa, foi seguida por um grande número de parentes e compatriotas, que deixaram a Provença em busca de fortuna. Ela exerceu grande influência, tanto durante o reinado de Henrique quanto nos primeiros anos do reinado de seu filho Eduardo I. Ela retirou-se para a abadia beneditina de Amesbury, tomou o véu ali em 3 de julho de 1276 e viveu lá até sua morte em 25 de junho de 1291, sob o conceito de santidade. 
Etimologia: Eleonora = quem tem piedade, do grego; dimin. = Nora, Norina 
Em dois mil anos de cristianismo, infelizmente, não há muitos leigos leigos que tenham ascendido à glória dos altares, e entre eles a maioria estão cabeças coroadas de toda a Europa. Muitos soberanos foram aclamados santos por seu povo e a Igreja ratificou o culto que lhes foi prestado. Exemplos significativos são as sagradas rainhas francesas Clotilde, Radegonde, Blanche, Joana e Bathilde, assim como Matilde da Alemanha, Elizabeth de Portugal, Margarida da Escócia, Gladys do País de Gales, Bertha de Kent e Ethelburga da Nortúmbria. Beatriz da Suábia, Gisela da Hungria, Catarina da Borsnia e Hildegarda de Kempten, consorte de Carlos Magno, são veneradas como bem-aventuradas.

Santo Estatício(Eustácio) de Antioquia Bispo Festa: 21 de fevereiro

Bispo de Bereia e depois de Antioquia. 
Um dos heróis do combate contra o arianismo. 
Morreu no exílio. 
(†)Trajanópolis, Trácia, c. 338 
São Eustácio, bispo de Antioquia na época do imperador ariano Constâncio, por sua posição em defesa da fé católica, foi exilado para Traianópolis, na Trácia, onde morreu por volta de 338. 
Etimologia: Eustácio = quem está bem, do latim Eustácio, retirado do grego Eystàtios 
Martirológio Romano: Comemoração de São Eustáquio, bispo de Antioquia, que, ilustre por sua doutrina, sob o imperador ariano Constâncio, foi exilado em Tuzla, na Trácia, por ter defendido a fé católica e aqui repousou no Senhor.
Nativo de Sida, na Panfília, Eustathius era um homem eloquente, erudito e virtuoso, segundo o que nos foi transmitido. Nomeado bispo da cidade síria de Beroia, merecia, por volta de 324, ser elevado à sé de Antioquia, que então ainda ocupava o terceiro lugar mais importante na hierarquia da Igreja universal, atrás apenas de Roma e Alexandria. No ano seguinte, foi recebido com todas as honras no Concílio de Niceia, onde se destacou por sua total oposição ao arianismo. Como chefe da Igreja de Antioquia, também tinha jurisdição sobre as dioceses vizinhas, nas quais instalou bispos dignos de instruir e guiar seus rebanhos.

Santa Irene, Virgem

Virgem consagrada em Roma.
 
Santa Irene era irmã do Papa São Dâmaso. Quando Irene morreu em Roma aos 20 anos, e foi sepultada no cemitério de Calisto, na Via Ápia, o irmão dedicou-lhe o seguinte epitáfio, que julgamos poder traduzir do latim desta maneira: “Descansam agora neste túmulo os restos de quem se consagrou a Deus. Esta é irmã de Dâmaso: se perguntas o seu nome, chamava-se Irene. Estando em vida consagrou-se a Cristo, para que até o exterior patenteasse o mérito da virgindade. Não chegou a completar 20 invernos, mas à idade adiantaram-se insignes costumes, e a piedade veneranda da jovem antecipou-se ao propósito do espírito. Deu magníficos frutos nos mais belos anos. A ti me refiro, irmã, agora certificada de quanto te amei. Ao saíres do corpo, deixaste-me um rico penhor, tu que, ao conseguires a melhor parte, a pátria do céu, longe te temeres a morte, livremente entraste nos céus. Eu, porém, senti dor, ao ver partir tal companhia da vida. Mas agora, ao vir Deus ao teu encontro, lembra-te de nós, tu virgem, a fim de a recordação de ti me trazer luz mediante o Senhor”. 
Fonte: Santos de cada dia, Pe. José Leite, S.J., 3ª. Ed. Editorial A. O. Braga 

Pedro Damião Prebítero, Doutor da Igreja, Santo 1007-1072

Bispo, Cardeal e Doutor da Igreja. 
Grande devoto da Virgem Maria.
Pedro nasceu em Ravena, em 1007. Teve uma infância muito sofrida, ficou órfão muito cedo e foi criado de forma improvisada pelos irmãos que eram em grande número. Mesmo assim, o irmão mais velho, Damião, acabou por se responsabilizar sozinho por seus estudos. Estudou em Ravena, Faenza e Pádua e depois de ter ensinado em Parma, ingressou no mosteiro camaldulense de Fonte Avelana, na Úmbria, que se tornou o centro de suas atividades reformadoras. Pedro, em retribuição à seu irmão Damião, assumiu também o seu nome ao se ordenar sacerdote. Pedro Damião, aos vinte e um anos, então na Ordem Camaldulense, por seus méritos logo tornou o superior diretor.

Beato Noël Pinot (1747-1794).

Sacerdote francês que exerceu
 o seu apostolado em Angers. 
Ali foi guilhotinado durante 
a terrível Revolução francesa. 
Antes que lhe cortem a cabeça, disse ainda: 
“Introibo ad altare Dei”.
Sacerdote Pinot e Mártir de Natal Abençoado 
FESTA: 21 de fevereiro 
(*)Angers, França, 19 de dezembro de 1747 
(✝︎)21 de fevereiro de 1794 
O pároco de Louroux-Béconnais durante a Revolução Francesa, Noel Pinot recusou-se a jurar a constituição civil do clero e começou a exercer o ministério sacerdotal clandestinamente. Enquanto se preparava para celebrar a Santa Missa, foi capturado e, ainda vestido com as vestes sagradas, foi levado até a guilhotina. Ele subiu para celebrar o sacrifício de si mesmo recitando o salmo com o qual iniciou a Missa: "Introibo ad altare Dei". O corpo do mártir foi jogado na vala comum do antigo convento da Visitação de Angers. O Papa Pio XI o beatificou em 31 de outubro de 1926.
Patronato: Paróquia 
Martirógio Romano: Em Angers, na França, o Beato Natal Pinot, padre e mártir: pároco, durante a Revolução Francesa, enquanto se preparava para celebrar a missa, foi preso e, vestido com zombarias com paramentos sagrados, foi levado até o cadafalso e até o altar do sacrifício.

21 de fevereiro - Beata Maria Enriqueta Dominici

(Maria Henriqueta 1829-1894). 
Religiosa e depois superiora das 
Irmãs de Santa Ana e da Providência. 
Beatificada em 1978.
Toda a Igreja está em festa hoje, porque pode apresentar à veneração e imitação de seus filhos e filhas uma nova Beata: Maria Enriqueta Dominici das Irmãs de Santa Ana e da Providência. À primeira vista, a vida terrena da Beata Maria Enriqueta parece a vida normal de uma freira que viveu na segunda metade do século XIX, e, portanto, vinculada e condicionada por uma mentalidade que atualmente pareceria superada. Mas logo que nos adentramos no aprofundamento e contemplação da sua alma, descobrimos uma riqueza, fertilidade e modernidade que nos fascinam e nos atraem. Neste levantamento nos ajudam tanto os testemunhos de pessoas que conheceram e viveram por anos ao seu lado, como a Autobiografia e Diário, escrito por ordem do diretor espiritual, e suas muitas cartas que estão preservadas. Maria Enriqueta Dominici foi principalmente uma mulher, uma freira que tinha experimentado de maneira forte a sensação de fragilidade essencial do ser humano e do senso de grandeza absoluta e transcendência de Deus.

ORAÇÕES - 21 DE FEVEREIRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
21 – Sábado – Santos: Pedro Damião, Sérvulo, Fortunato
Evangelho (Lc 5,27-32) “Os fariseus e mestres da Lei murmuravam e diziam: – – Por que vós comeis e bebeis com os cobradores de impostos e com os pecadores?”
Pelo jeito os discípulos estavam à vontade, achando muito natural o comportamento de Jesus. Já estavam pensando como ele, e já estavam cada vez mais longe dos mestres da lei. Esta é uma boa ocasião para eu examinar até que ponto penso como Jesus, e quanto ainda sou influenciado por pensamentos rigorosos e pouco cristãos quando tenho de avaliar o comportamento de outros.
Oração
Senhor, dai-me uma fidelidade total a vossa vontade e uma compreensão exata de vossas palavras. Quanto a isso, que eu não faça concessões; mas que não queira impor a outros o que é apenas meu modo de pensar. Aliás, preciso de ajuda para ser mais rigoroso comigo mesmo, e mais tolerante com meus irmãos. Colocai muito amor em meu coração, e terei sempre a sabedoria para decidir. Amém.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - Repartindo o Pão

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Uma história para contar
 
Bela a festa do Santíssimo Sacramento! É a que marca de modo inteiro a vida da Igreja e dos que realmente vivem os sagrados mistérios que nos foram confiados por Jesus. Mas esses mistérios estão marcados pelos tempos. Cada época tem uma perda ou um ganho. Por exemplo: No tempo em que não havia missa vespertina, isto é à tarde, era feita a “reza” com bênção do Santíssimo. No momento da bênção se batia o sino. Onde havia respeito, as pessoas paravam, silenciavam e recebiam a bênção. Depois que o sino silenciava, a vida continuava. Agora mudou. Temos a celebração da missa. O respeito pela Eucaristia, por quem conhecia, era muito grande. Agora se perdeu muito a noção do Sagrado. O reconhecimento da presença do Senhor na Eucaristia é uma fineza de amor que vem em primeiro da parte do Pai em nos dar o Filho que Se nos dá, em forma de pão, sua carne e seu sangue para nossa salvação. Os modos como a Igreja e o povo manifestaram esse ato de fé correspondem a tempos determinados. Há os que querem que seja só de um jeito. As coisas mudam. Não pode mudar o conteúdo. Sobre esse se sente que não há tanta atenção. Conservemos o que é fundamental, a partir do Evangelho e interpretado pelo tempo em que se vive. Lembro, de menino, de uma única pessoa ir à comunhão na grande missa das 10 h no domingo. Agora, a bem dizer, todos comungam. Mais antigamente, não se comungava na missa, mas na Capela do Santíssimo. O culto do Santíssimo era distinto da missa. É preciso conhecer mais para interpretar melhor. 
Ver o mundo na Eucaristia 
Além das condições pessoais para receber a Eucaristia como alimento para nossa “alma”, temos que perceber que é uma missão que recebemos. Comemos o Pão da Vida para que seja vida. Nos milagres da multiplicação Jesus pensou no povo que estava com Ele a três dias sem comer... (Mt 15,32). A multiplicação é a maior riqueza da Eucaristia. Multiplica-se e dá sabor a tudo. Lembremos o Maná: “A teu povo, ao contrário, nutristes com um alimento dos Anjos, proporcionando-lhe, dos céus, graciosamente um pão de mil sabores, a gosto de todos. Este sustento manifestava a teus filhos tua doçura, pois servia ao desejo de quem o tomava e se convertia naquilo que cada qual queria” (Sab 16,20). Recebemos a Eucaristia, Cristo vivo em forma de pão, que podemos chamar de vida para o mundo. Quando iremos reconhecer que estamos unidos a Ele nessa mutua alimentação: Ele nos dá a vida de Deus e nós damos vida de Deus ao mundo. A educação espiritual é fundamental para levarmos a Eucaristia ao mundo. 
Adoremos!!! 
Santo Afonso nos escreveu um livro muito pequeno para a visita ao Santíssimo, em 1745 para um encontro pessoal com Jesus Eucaristia. Um confrade meu disse ter visto o Santo Padre Pio tirar esse livro do bolso para rezar. É um instrumento que instrui e ajuda a rezar. Perdemos o sentido da adoração. Adorar é contemplar amando. Assim, não só nas solenes bênçãos do Santíssimo adoramos, mas nos muitos sacrários do mundo e do coração humano. Quem ama vê. Pena que o cuidado com a Eucaristia não demonstra o amor e a fé que possuímos. Muita solenidade em certos atos e nada no real da vida de nossas comunidades, sacrários abandonados e descuidados. Os modos não precisam exagerar, mas devem corresponder à fé e ao amor. Ele não é amuleto de nossa fé. É o Senhor que amamos e queremos ser seus sacrários vivos no mundo. Um mundo eucaristizado é um mundo de irmãos onde não há nenhum abandonado.
ARTIGO PUBLICADO EM ABRIL DE 2019

EVANGELHO DO DIA 20 DE FEVEREIRO

Evangelho segundo São Mateus 9,14-15. 
Naquele tempo, os discípulos de João Batista foram ter com Jesus e perguntaram-Lhe: «Por que motivo nós e os fariseus jejuamos e os teus discípulos não jejuam?». Jesus respondeu-lhes: «Podem os companheiros do esposo ficar de luto enquanto o esposo estiver com eles? Dias virão em que o esposo lhes será tirado e nessa altura hão de jejuar».
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Bernardo 
(1091-1153) 
Monge cisterciense, 
doutor da Igreja 
Sermão 1 para o primeiro dia da Quaresma, 1, 3, 6 
«Nessa altura hão de jejuar» 
É natural que o jejum de Cristo seja vulgar entre os cristãos. É natural que os membros imitem a Cabeça (cf Col 1,18). Se recebemos os bens desta Cabeça, não suportaremos também os seus males? Quereremos rejeitar a sua tristeza e participar apenas das suas alegrias? Se é assim, estamos a mostrar-nos indignos de fazer corpo com esta Cabeça. Porque tudo o que Ele sofreu foi por nós. Se nos repugna colaborar na obra da nossa salvação, não estamos a ser seus colaboradores. Jejuar com Cristo é pouca coisa para quem quer sentar-se com ele à mesa do Pai. Feliz o membro que tiver aderido em tudo a esta Cabeça e a tiver seguido para onde quer que ela vá (cf Ap 14,4). Pois, se dela fosse cortado e separado, seria imediatamente privado do sopro da vida. Para mim, aderir completamente a Ti é um bem, ó Cabeça gloriosa e bendita por todos os séculos, perante a qual até os anjos se inclinam com cobiça (cf 1Ped 1,12). Seguir-Te-ei para onde quer que vás. Se passares pelo fogo, não me separarei de Ti, e não temerei nenhum mal, porque Tu estás comigo (cf Sl 22,4). Tu carregas as minhas dores e sofres por mim. Tu foste o primeiro a passar pela porta estreita do sofrimento, para abrires uma grande passagem aos membros que Te seguem. Quem nos separará do amor de Cristo? (cf Rom 8,35). Este amor é o perfume que desce da cabeça sobre a barba, que desce depois sobre a gola da veste, para a olear até ao mais pequeno fio (cf Sl 132,2). Na Cabeça encontra-se a plenitude da graça, e dela recebemos tudo. Na Cabeça está toda a misericórdia, na Cabeça, um excesso de perfumes espirituais, como está escrito: «Deus ungiu-te com o óleo da alegria» (Sl 45,8). E nós, o que nos pede o Evangelho no início desta quaresma? «Quando jejuares, perfuma a cabeça» (Mt 6,17). Admirável condescendência!

São Zenóbio, sacerdote e mártir Festa: 20 de fevereiro

Zenóbio, sacerdote da Igreja de Sidon, é homenageado no 'Martirológio Romano' em 20 de fevereiro em uma única celebração junto com os bispos e mártires Tirânio, Silvão, Peleu e Nilo, todos da Fenícia. Eles sofreram martírio durante a perseguição de Diocleciano, mas em diferentes momentos e lugares: Silvão, bispo, foi alimentado por feras selvagens em Emesa, Tirânio, bispo de Tiro, foi lançado no rio Orontes em Antioquia e transportado para o mar, e Zenóbio, sacerdote e famoso médico, morreu enquanto seus quadris eram despojados de sua carne. 
Etimologia: Zenóbio = poder de Júpiter, do grego 
Emblema: Palma 
Martirológio Romano: Comemoração dos cinco abençoados mártires, que, sob o imperador Diocleciano, foram mortos em Tiro, na Fenícia, hoje no Líbano: primeiro despedaçados por todo o corpo com flagelos, depois despidos e colocados na arena e expostos a feras de vários tipos, demonstraram em seus corpos juvenis uma firmeza firme e inabalável; um deles em particular, nem mesmo com vinte anos, sem correntes, abriu os braços em forma de cruz, dirigiu orações a Deus; todos, inicialmente intocados pelas feras, embora instigados, foram finalmente perfurados pela espada.

São Francisco Marto vidente de Fátima, +1919

Francisco, nascido numa povoação chamada Aljustrel, pertencente à paróquia de Fátima, em Portugal, no dia 11 de Junho de 1908, era filho de Manuel Pedro Marto e de Olímpia de Jesus Marto, modestos agricultores e bons cristãos; no dia 20 do mesmo mês, recebido o baptismo, tornou-se membro do povo da nova aliança. De carácter dócil e condescendente, recebeu com fruto a boa educação que os pais lhe deram. Em casa, começou a conhecer e a amar a Deus, a rezar, a participar nas sagradas funções paroquiais, a ajudar o próximo necessitado, a ser sincero, justo, obediente e diligente. Viveu em paz com todos, quer adultos quer da mesma idade. Não se irritava quando o contrariavam e nos jogos não encontrava dificuldades em se adequar à vontade dos outros. Era sensível à beleza da natureza, que contemplava com sensibilidade e admiração; deleitava-se com a solidão dos montes e ficava extasiado perante o nascer e pôr do sol. Chamava ao sol «candeia de Nosso Senhor» e enchia-se de alegria ao aparecerem as estrelas que designava «candeias dos Anjos».

20 de fevereiro - Beata Júlia Rodzinska

No dia 13 de junho de 1999, João Paulo II beatificou em Varsóvia, durante sua sétima viagem apostólica a Polônia, 108 mártires vítimas da perseguição contra a Igreja polonesa durante a ocupação alemã nazista de 1939 a 1945. O ódio racial forjado pelo nazismo provocou mais de cinco milhões de vítimas entre a população civil polonesa, muitos deles eram religiosos, sacerdotes, bispos e leigos católicos. Compilando informações e testemunhos foi possível abrir vários processos de beatificação. O primeiro foi aberto pelo bispo de Wloclawek, onde um grande número de vítimas padeceu o martírio. A este processo confluíram outros e o número de Servos de Deus, que inicialmente era de 92, paulatinamente chegou a 108. Dentre estes nomes se destaca no dia de hoje o da religiosa professa dominicana Maria Júlia Rodzinska, que nasceu em 16 de março de 1899 em Nawojowa, Malopolskie, Polônia e que na pia batismal recebeu o nome de Estanislava Maria José. Ela cresceu em um ambiente familiar muito religioso, seus pais eram ativos na paróquia, colaborando nas missas e no coral. Com oito anos de idade perde sua mãe e seu pai morre quando ela completa dez anos. Ficando órfã, ela e sua irmã foram acolhidas pelas irmãs dominicanas. Iingressou na Ordem Dominicana no ano de 1916 e realizou sua profissão solene em 5 de agosto de 1924.

São Leão de Catânia, Bispo Festa: 20 de fevereiro

Leão nasceu em Ravena, no ano 720, e se tornou monge beneditino. Nomeado bispo de Catânia, opôs-se às leis iconoclastas do Império Bizantino, que obrigavam a destruição de imagens sagradas. Forçado a viver como eremita nas montanhas, depois de muitos anos retornou a Catania, onde faleceu em 789. 
(†)Catânia, 20 de fevereiro de 789 
Leão nasceu em Ravena, em 720 d.C. Ainda jovem, ingressou na ordem dos monges beneditinos e mudou-se para Reggio Calabria. Ali permaneceu até ser eleito bispo de Catânia. Diz-se que o povo de Catânia, tendo que eleger um novo bispo, teve um sonho de um anjo em que Leão morava em Reggio Calabria e que seria a pessoa certa. Inicialmente, Leo, não se considerando digno, recusou, mas após muita insistência, aceitou. Naqueles anos, a destruição das imagens sagradas — o "iconoclasmo" ocorria por todo o Império Bizantino. Aqueles que não obedeceram ao édito que proibia ícones foram presos. Leo se opôs a essa lei. Por essa razão, o governador da Sicília ordenou sua prisão e Leão foi forçado a se refugiar nas montanhas. Após muitos anos, retornou a Catânia, onde retomou sua sede episcopal e onde morreu em 20 de fevereiro de 789. 
Martirológio Romano: Em Catânia, São Leão, bispo, que providenciou um compromisso singular com o cuidado dos pobres.

São Serapião Mártir Festa: 20 de fevereiro Alexandria, Egito, século III.

Martirizado em Alexandria.
Deslocaram-lhe os membros e 
depois foi atirado duma janela. 
Nascidono século III d.C., Serapião era um cristão de Alexandria, no Egito, que, durante a perseguição a Décio, foi submetido a torturas cruéis. 
Segundo o Martirológio Romano, Serapião foi submetido pela primeira vez a tortura que quebrou todas as articulações de seus membros. Depois, ele foi jogado dos andares superiores de sua casa. 
Martirológio Romano: Em Alexandria, Egito, comemoração de São Serapião, mártir, que, sob o imperador Décio, foi submetido a torturas tão cruéis que primeiro todas as articulações de seus membros foram quebradas e depois ele foi jogado dos andares superiores de sua casa. 
Em 20 de fevereiro, a Igreja celebra a memória de São Serapião, um mártir alexandrino que sofreu martírio sob o imperador Décio, no século III. Serapion era um jovem cristão que vivia em Alexandria, Egito.

Santo Eleuthérius de Constantinopla Mártir-Festa: 20 de fevereiro-século II.

Bispo de Constantinopla. 
Martirizado pelos adversários 
que combatia heroicamente.
Segundo a tradição, Eleuthério foi um senador romano que, após abraçar o cristianismo, foi forçado a fugir de Constantinopla devido às perseguições do imperador Maximiano Galério. Ele encontrou refúgio em Tarsia, na Bitínia, onde foi martirizado por decapitação. 
Emblema: Palma 
Hoje, o Martirológio Romano comemora dois bispos com o mesmo nome: Santo Eleutherius de Constantinopla, que governou a Igreja Bizantina em um período não especificado (início do século II ou mesmo final do século V), e Santo Eleutherius, bispo de Tournai, na Bélgica. As fontes sobre a vida de Santo Eleuterio, bispo de Constantinopla, são escassas e incertas, tanto que nem sequer se sabe ao certo a qual século ele pertence. Segundo o Martirológio Romano, Eleutherius foi um senador romano que, após abraçar a fé cristã, foi forçado a fugir de Constantinopla devido às perseguições do imperador Maximiano Galério. Ele encontrou refúgio em Tarsia, na Bitínia (atual Turquia), onde foi martirizado por decapitação.

Euquério de Orleans Bispo, Santo † 738

Monge em Jumières (França) 
e depois Bispo de Orleans. 
Foi exilado em Colónia 
e depois em Liège,
 por causa de calúnias. 
Morreu em Saint-Trond (Bélgica).
A França foi a terra deste grande Santo, que nasceu de pais virtuosíssimos, que deram ao filho uma educação esmerada, sobre a base de princípios cristãos. Antes de dar à luz o menino, a mãe já o dedicara a Deus. De boa inteligência, Euquério ocupou sempre um dos primeiros lugares entre os condiscípulos. Cedo se acostumou a ler um ou outro trecho da Escritura. Certa vez leu as palavras de São Paulo (I. Cor. 7, 29, 31.) “O tempo é breve! O que resta é que, não só os que têm mulheres, sejam como se as não tivessem, mas também os que choram, como se não chorassem; e os que usam deste mundo, como se dele não usassem; porque a figura deste mundo passa”. Impressionado e iluminado por estas palavras, conheceu a vaidade do mundo e resolveu dizer-lhe adeus, entrando numa ordem religiosa. Fez-se religioso no convento de Jumièges, na diocese de Rouen. Chegou a um grau tão alto de virtude e santidade que foi eleito sucessor do Bispo, quando este, seu tio do lado paterno, morreu.

Beata Amada de Assis, Clarissa - 20 de fevereiro

SANTA CLARA E MONJAS
Sobrinha de Santa Clara. 
Religiosa clarissa em Assis.
Esta sobrinha de Santa Clara nasceu em Assis em fins do ano 1200. Havia sido destinada ao casamento com um nobre de sua cidade natal; orgulhosa de sua beleza, levava uma vida frívola. Ao visitar sua tia no Convento de São Damião, ficou impressionada com a sua humilde e serena pobreza. Mudou de ideais, renunciou ao casamento e em 1213 ingressou no Mosteiro de São Damião. O Martirológio Franciscano a recorda com este elogio: "Quae puritate et innocentia vitae ferventique in Christum sponsum amore excelluit". (Sua vida de pureza e inocência se distinguiu no ardente amor a Cristo Esposo.) Devido às severas penitências que se infringia adoeceu de hidropisia: por treze meses sofreu de uma tosse violenta e foi curada por sua santa tia com um simples Sinal da Cruz. Presente na morte de Santa Clara, foi por esta interpelada, conforme narra Celano, com estas palavras: "Vides tu, filia, regem gloriae quem ego aspicio?" (Tu vês, ó filha, o rei da glória que eu vejo?)