quinta-feira, 2 de julho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Dia do Senhor”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SEN
HOR
Domingo dia do Senhor
 
O domingo já teve muito mais honra. Nem por isso precisamos perder sua riqueza na vida da Igreja. Ouvi dizer que os comunistas russos quiseram fazer uma semana de dez dias...não deu certo. O Criador, que fez o homem e a mulher, soube dar o ritmo. E o pôs sob lei sagrada (10 mandamentos) um dia de repouso. Era o sábado que foi sufocado com tantas leis humanas. A Igreja, a partir dos apóstolos, começou o mundo novo no primeiro dia da semana que passou a ser chamado dia do Senhor. A primeira criação termina no sábado. A segunda criação começa com a Ressurreição. O feriado é outro departamento. A celebração, desde o início, é o dia do Senhor. Razão: João, no Apocalipse diz: “Entrei em êxtase no dia do Senhor” (Ap 1,8). “O dia do Senhor é atribuído pelos cristãos ao dia que segue o sábado, já desde o primeiro século, até hoje”. Tertuliano o chama de Kyriaké, dia do Kýrios, do Cristo, o Senhor ressuscitado e glorificado, o dia Daquele que conheceu a morte e que é o Vivente para sempre, por todos os séculos (id 18). “Vemos que não fala da criação do mundo, não faz referência ao Deus Criador, mas a Cristo, o Senhor. O domingo é dia de Cristo por excelência, porque é o dia de sua Ressurreição. O culto cristão primitivo é centrado sobre Jesus morto e ressuscitado ao qual são atribuídos os títulos de glória como “Salvador” (At 5,27), Cristo (At 5,42) e Cristo Senhor (At 2,36)” (A Bergamini, Cristo Festa da Igreja, p 142-143). O cristianismo se desenvolveu no meio pagão e não judeu, por isso, o sábado não influiu. 
Domingo, dia da Ressurreição
O domingo é memorial do Mistério Pascal em sua totalidade. O oitavo dia foi o dia da presença do Ressuscitado e dia de Pentecostes. É o dia em que celebramos a presença de Cristo em seus mistérios de Ressurreição, da Ascensão e da efusão do Espírito. É dia da presença atual do Senhor entre seus discípulos reunidos em assembleia. É dia da espera da volta do Senhor glorioso; porque e dia da nova criação e da vinda do alto, é dia de ouvir a Palavra, como fez Jesus aos dois discípulos que iam a Emaús (Lc 24,25-27). Dia de celebrar os sacramentos pascais, como “partir o pão”, Eucaristia. É dia da celebração eucarística. Um pagão, chamado Plínio, escreve no ano 112, que os cristãos acusados e presos se reuniam num dia fixo, antes da aurora para cantar junto um hino a Cristo como Deus. São Justino (+ 165) diz as razões: “No dia chamado do sol, nos reunimos em um único lugar... fazemos a leitura das memórias dos apóstolos e dos escritos dos profetas... Reunimo-nos porque é o primeiro dia no qual Deus mudou as trevas e a matéria, fez o mundo, e no qual Jesus Cristo, nosso Salvador ressuscitou dos mortos”. Os mártires de Abitene, Tunísia, presos diziam: “Nós devemos celebrar o dia do Senhor. É nossa lei. Não podemos viver sem celebrar o dia do Senhor”. Não se falou de feriado. 
Páscoa semanal 
O povo de Deus nasceu do acontecimento pascal. É um acontecimento comunitário, tanto no antigo, como no novo povo. A Igreja se reúne para proclamar o fato que mudou o mundo. Para proclamar esse dom, reúne-se semanalmente. A Palavra de Deus congrega a comunidade na fé, junto com Cristo Ressuscitado. Antes de celebrar a Páscoa anual, já celebrava a Páscoa semanal. Nela se realiza o culto completo. Aqui se deveriam fazer todos os sacramentos que são a expressão da Ressurreição na vida. É dia da Assembleia no qual se celebra a totalidade do Mistério Pascal, inclusive a Segunda Vinda: Dizemos “Vinde, Senhor Jesus”. Estamos juntos para acolher o Senhor que vem.
ARTIGO PUBLICADO EM MAIO DE 2021

EVANGELHO DO DIA 02 DE JULHO

Evangelho segundo São Mateus 9,1-8. 
Naquele tempo, Jesus subiu para um barco, atravessou o mar e foi para a cidade de Cafarnaum. Apresentaram-Lhe então um paralítico que jazia numa enxerga. Ao ver a fé daquela gente, Jesus disse ao paralítico: «Filho, tem confiança; os teus pecados estão perdoados». Alguns escribas disseram para consigo: «Este homem está a blasfemar». Mas Jesus, conhecendo os seus pensamentos, disse: «Porque pensais mal em vossos corações? Na verdade, que é mais fácil: dizer: "Os teus pecados estão perdoados" ou dizer: "Levanta-te e anda"? Pois bem. Para saberdes que o Filho do homem tem na Terra o poder de perdoar os pecados, levanta-te», disse Ele ao paralítico, «toma a tua enxerga e vai para casa». O homem levantou-se e foi para casa. Ao ver isto, a multidão ficou cheia de temor e glorificava a Deus por ter dado tal poder aos homens.
Tradução litúrgica da Bíblia
Isaac da Estrela (1171) 
Monge cisterciense 
Homilia 11, PL 194, 1728A–1729C 
«Não é só Deus que pode
 perdoar os pecados?» (Mc 2,7)
Há duas coisas que pertencem apenas a Deus: a honra de receber a confissão e o poder de perdoar. Devemos confessar-nos a Ele e esperar dele o perdão. Com efeito, perdoar os pecados pertence unicamente a Deus; por isso, apenas a Ele devemos confessá-los. Mas o Todo-Poderoso, o Altíssimo, tendo tomado uma esposa fraca e insignificante, fez dela uma rainha. E colocou-a a seu lado, ela que estava a seus pés; pois foi do seu lado que ela saiu e foi por aí que Ele a desposou (cf Gn 2,22; Jo 19,34). E, tal como tudo o que pertence ao Pai é do Filho e tudo o que é do Filho é do Pai, pela unidade da sua natureza (cf Jo 17,10), assim também o esposo deu todos os seus bens à esposa e tomou sobre Si tudo o que pertence à esposa, que uniu a Si mesmo e também a seu Pai. Foi por isso que o Esposo, que é uno com o Pai e uno com a esposa, lhe retirou tudo o que nela havia que não era próprio da sua natureza, fixando-o na cruz em que carregou os pecados dela, pregando-os ao madeiro e destruindo-os pelo madeiro. Ele assumiu o que era natural e próprio da esposa; e deu à esposa o que era divino e próprio dele. Deste modo, Ele partilha a fraqueza da esposa e os seus gemidos, e tudo é comum ao Esposo e à esposa: a honra de receber a confissão e o poder de perdoar. Tal é a razão desta frase: «Vai mostrar-te ao sacerdote» (Mc 1,44).

02 de julho - Beata Dove Kang Wan-su

Dove Kang Wan-suk nasceu de uma união ilegítima em 1761. Ela pertencia a uma das famílias nobres de Naepo, no antigo distrito de Chungcheong-do, na Coréia. Desde a infância ela era conhecida por sua sabedoria e honestidade: evitava fazer más ações ou mentir. Philip Hong Pil-ju, que será martirizado pela fé em 1801, é um dos seus enteados. Por causa de suas origens "não-oficiais", ela tem que aceitar ser uma segunda esposa para Hong Ji-yeong, um nobre da região de Deoksan. Imediatamente após o casamento, ela conhece a religião católica e começa a se interessar por ela. Obtém alguns livros católicos, medita e percebe a grandeza da mensagem cristã. Mesmo antes de começar o catecumenato, ela começa a acreditar em "Deus, mestre do céu e da terra e em sua religião. Isto dá mensagens corretas, por isso mesmo a sua doutrina deve estar correta".

Santos Processo e Martinianus, Mártires -Festa: 2 de julho

Venerados no dia do seu nascimento para a vida eterna, ambos foram os guardiões dos apóstolos Pedro e Paulo, durante a sua prisão no cárcere Mamertino, e convertidos por eles. Mártires, por causa da sua fé cristã, foram sepultados no cemitério de Dâmaso, na segunda milha da Via Aurélia, em Roma. 
Venerados em seu aniversário, Processus e Martinianus guardaram os apóstolos Pedro e Paulo durante seu encarceramento na Prisão Mamertina e foram convertidos por eles. Martirizados por sua fé cristã, estão sepultados no cemitério de Dâmaso, no segundo quilômetro da Via Aurélia, em Roma. 
Martirológio Romano: Em Roma, no cemitério de Dâmaso, no segundo quilômetro da Via Aurélia, os santos Processo e Martinianus, mártires.

Santa Monegunda, Venerada em Tours

Monegunda de Tours, madre e 
anacoreta francesa do século VI . 
(*)Chartres, França, 515 
(+)Tours , 2 de julho de 570) 
Monegunda casou-se e teve duas filhas, que morreram ainda bebês, o que a mergulhou em uma depressão que, temia, sobrepujaria sua dor, fazendo-a concentrar-se em si mesma, o que ela conseguiu superar, preenchendo o vazio de sua vida com a presença de Deus, para o qual escolheu uma vida de eremita. Com o apoio do marido, ela construiu um quarto onde pudesse dedicar sua vida à solidão e à oração. O quarto estava mobiliado apenas com uma esteira, na qual ela descansava brevemente. Sua única comida era um pouco de pão de aveia e água. Depois de vários anos nesse estilo de vida, Monegunda ganhou tal fama e reputação de santidade que, para evitá-la, decidiu se mudar para Tours, na Nêustria , onde construiu um eremitério perto do túmulo de São Martinho de Tours , seguindo sua mesma regra de vida.

Beata Eugênia Joubert, Religiosa - 2 de julho

Filha de Pedro Joubert e Antônia Celle, ricos viticultores, nasceu no dia 11 de fevereiro de 1876 em Yssingeaux (Le Puy), na França, a quarta de oito filhos. Até aos 16 anos seguiu um longo percurso de educação civil e religiosa: estudou nas Irmãs Ursulinas de Monistral, onde também recebeu sua primeira comunhão em 1888; nas Irmãs de São José de sua cidade Yssingeaux e em 1889-1892, no Colégio de Santa Maria de Le Puy, conduzidas pelas Irmãs de Notre Dame. Em 1895, aos 19 anos, aconselhada pelo seu diretor espiritual, Padre Rubussier, sacerdote jesuíta, entrou no Instituto da Sagrada Família do Sagrado Coração, fundada por ele e pela Madre Maria Inácia Melin, Instituto destinado ao ensino da catequese, sobretudo aos mais pobres e mais abandonados. Eugênia fez o noviciado em Saint-Denis (1896), e sua profissão religiosa em 1897, dedicando-se completamente ao apostolado e ao ensino do catecismo aos meninos e meninas.

Bem-aventurado Pedro de Luxemburgo Bispo Festa: 2 de julho

(*)Ligny-en-Barrois, França, 20 de julho de 1369
(+)Villeneuve-les-Avignon, França, 2 de julho de 1387 
Nasceu em 20 de julho de 1359, em Ligny-en-Barrois, perto de Nancy, o sexto filho de Guy de Luxemburgo e Mahaut de Châtillon. Órfão de ambos os pais, foi educado por sua tia, Jeanne de Châtillon, em Saint-Pol. Em 1377, matriculou-se no Colégio de Navarra, em Paris, onde conheceu o teólogo Pierre d'Ailly. Em 1378, foi nomeado cônego de Paris pelo antipapa Clemente VII; tinha apenas oito anos de idade. O próprio Clemente VII o nomeou, em 1382, cônego de Cambrai e arquidiácono de Dreux e Bruxelas. Em 10 de fevereiro de 1384, nomeou-o bispo de Metz e, em 15 de abril do ano seguinte, criou-o cardeal. Pedro assumiu a sé episcopal, mas em 1385 renunciou devido a conflitos entre o antipapa e o papa legitimamente eleito, Urbano VI.

Bernardino Realino Presbítero, Santo 1520-1616

Bernardino nasceu em Capri (Itália) em 1530. Profissional do Direito, à sólida competência unia extraordinária formação humanística. De temperamento optimista, alegre, respeitador dos outros e Bernardin Realino, Presbítero, Santoinclinado à beneficência, entrou para o noviciado dos jesuítas em Nápoles aos 34 anos. Trabalhou depois por 10 anos naquela cidade, pregando, catequizando, dedicando-se aos doentes, aos pobres e encarcerados. Com Bernardino Realino (1530-1616) aconteceu um facto talvez único na historia dos santos: ainda em vida foi nomeado padroeiro da cidade de Lecce. Ao espalhar-se a notícia de que o padre Bernardinho estava morrendo, o prefeito da cidade reuniu a câmara e dirigiu-se ao colégio dos jesuítas.

João Francisco Régis presbítero, santo + 1640

Numa França que acabava de sair das ruínas provocadas pelas guerras de religião que haviam ensanguentado o final do século XVI, São João Francisco Régis surgiu como um homem providencial, chamado por Deus a dar nova força e coragem a um inteiro povo deixado de parte e abandonado a si mesmo. Quando a situação nos campos e nas cidades das regiões de Vivarais e de Velay era verdadei-ramente desastrosa, João Francisco partiu pelos caminhos à procura da ovelha tresmalhada. Me-diante a simplicidade da sua palavra e uma caridade ilimitada, sensibilizava o coração dos pequeninos e dos humildes para os elevar ao amor de Deus e os guiar na sequela de Cristo. O seu ministério de pregador e de confessor ganhou rapidamente grande renome. Ele sabia levar a paz às almas e às cidades, a reconciliação às famílias, convencido do poder das palavras de Cristo: «Dou-vos a minha paz. A paz que vos dou não é a paz que o mundo dá» (Jo 14, 27).

Julião Maunoir Sacerdote Jesuíta, Missionário na Bretanha, Beato 1606-1683

Sacerdote jesuíta, 
evangelizador da Bretanha (França).
Nascido em 1606, o Beato Julião Maunoir fez os estudos em Rennes, França, e depois entrou na Companhia de Jesus em Paris, em 1625. Em Quimper, o venerável Miguel Le Nobletz impeliu-o a continuar o apostolado na Baixa Bretanha, onde a assistência religiosa estava nessa época muito descuidada. Em três dias, segundo se diz, por intercessão da Virgem Maria, aprendeu o Padre Maunoir a língua bretã e consagrou-se imediatamente ao ensino do catecismo na região. De 1634 a 1638 terminou os estudos teológicos em Bourges e, quando se propunha ir para as missões do Canadá, foi atacado por doença grave. Nesse momento, fez o voto de se consagrar às missões da Bretanha, se recuperasse a saúde.

Beato António Baldinucci : Sacerdote, (1665-1717)

Era um padre e missionário jesuíta italiano, 
 mais conhecido por seus métodos
incomuns de conduzir missões. 
Vida 
Baldinucci nasceu em Florença, filho do historiador da arte e biógrafo Filippo Baldinucci. Ele frequentou a escola jesuíta de Florença e foi atraído para o sacerdócio. Inicialmente, ele considerou seguir seu irmão mais velho na Ordem Dominicana, mas ele entrou no noviciado da Companhia de Jesus em 21 de abril de 1681, e foi ordenado sacerdote em 28 de outubro de 1695. Ele foi então enviado para estudar teologia no Colégio Romano. Ele realizou seu ensino regencial nas escolas jesuítas em Terni e Roma. Ele foi admitido ao quarto voto da Sociedade em 15 de agosto de 1698. Baldinucci queria se tornar um missionário na Ásia, mas sua saúde precária o impediu de seguir esse caminho.

Traslado da preciosa veste da SantíssimaTheotokos (Nossa Senhora) em Vlajerna, 02 de Julho

Na época do Imperador Leão I (457-474), dois irmãos empreenderam uma peregrinação à Terra Santa, hospedando-se na casa de uma viúva de idade já avançada, Nesta casa havia um pequeno altar improvisado e os dois irmãos tomaram conhecimento de que ali muitos milagres aconteciam, Insistiram então com a mulher para que lhes contasse como isso acontecia. A mulher, por fim, revelou que guardava num cofre um presente da Santa Mãe de Deus (Theotokos), Nossa Senhora, disse ela, no transcurso de sua existência, era assistida por duas mulheres virgens que a ajudavam, Antes da sua Dormição, a Mãe de Deus ofereceu a cada uma delas um presente como bênção. Ela, a viúva, como fazia parte da família de uma destas duas virgens, tinha recebido este presente como herança, depois de o mesmo ter atravessado gerações. Este presente (veste) da Theotokos foi, mais tarde, trasladado dentro de um cofre de ouro pelo então Patriarca Juvenal de Jerusalém à Igreja de Vlajerna, localizada no subúrbio da área nordeste de Constantinopla, construída pela Rainha Pulcheria, filha do Imperador Arcadio e esposa do imperador Markiano (451-457), A Igreja de Vlajerna sofreu um incêndio no ano 1070, tendo sido reconstruída anos mais tarde, Por descuido, um segundo incêndio atingiu a Igreja em 19 de janeiro de 1434, Após estes incidentes, foi conservada como um lugar de oração.

ORAÇÕES - 02 DE JULHO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.

quarta-feira, 1 de julho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Creiamos em Jesus”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Permanecei em mim 
Celebrando a Páscoa de Jesus, é bom nos perguntarmos se sabemos o que é Páscoa. Usamos a saudação de “Feliz Páscoa” quando ainda não é parte de nossa vida, mas somente um dia do calendário. Ela é a fonte de tudo o que somos e sabemos sobre salvação e Igreja. Paulo insiste: “Cristo é nossa Páscoa” (1Cor 5,7). O sacrifício do cordeiro purificava do pecado. Cristo, Cordeiro de Deus, com seu sacrifício, purificou-nos de todo o pecado e instaurou uma vida nova. O fermento novo nos faz massa nova. Não massa cujo fermento é o mal. Como vivemos essa nova vida? Jesus nos conta a bela parábola da videira e seus ramos. Como um ramo tem vida? Permanecendo unido à videira para dar fruto: “Permanecei em mim e Eu permanecerei em vós. Como os ramos não podem dar fruto por si mesmo, se não permanecerem na videira, assim também vós, não podereis dar fruto se não permanecerdes em Mim... sem Mim nada podeis fazer” (Jo 15,4-5). Páscoa permanente é a união a Cristo. Assim damos frutos, como é o desejo do Pai. Essa é a glorificação e o culto que podemos fazer (Id7). O projeto de vida cristã consiste na permanente união a Cristo. Assim Cristo produz frutos em nós e através de nós que somos galhos unidos ao tronco. Tudo o que fazemos é Cristo que faz em nós: O ramo que corta essa ligação seca e é queimado. Essa união ao tronco nos dá uma garantia de força da oração: “Pedi o que quiserdes e vos será dado” (Id 7). É a oração na força de Cristo vida. 
Guardar os mandamentos 
João, em sua carta, nos convida a amar “em ações e em verdade”. Nisso não há pecado porque Deus é maior e conhece nosso coração. “Se nossa consciência (coração) não nos acusa, temos confiança em Deus que é maior que nosso coração e conhece todas as coisas” (1Jo 3,19-21). Temos certeza de sermos ouvidos no que pedirmos, pois temos confiança junto de Deus. Por que será que tanto no evangelho, como na leitura há essa insistência de pedir e ser ouvido. Somos carentes e necessitamos até de coisas humanas. Mais ainda das espirituais. Os pedidos devem estar em torno da união ao tronco que é Cristo e dos frutos do Reino que possamos produzir. O que significa permanecer unido ao tronco, senão “observar os mandamentos fazemos o que é de seu agrado”? O mandamento é claro: “Este é o seu mandamento: que creiamos no nome (na Pessoa) do seu Filho, Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros” (1Jo 23). “Quem guarda os mandamentos permanece em Deus e Deus com Ele. Que Ele permanece conosco, sabemo-lo pelo Espírito que nos Ele nos deu” (Id 24). 
Liberdade que salva 
Rezamos na oração da missa: “Concedei aos que creem no Cristo, a liberdade verdadeira e a herança eterna”. Paulo que fora perseguidor, por um magnífico dom da graça, acolhera totalmente a fé em Cristo. Lentamente foi conhecendo o Evangelho e assumindo fortemente a missão de evangelizar. Esse processo de libertação o transforma. Quem conhece evangelho não deixa de dar a vida por Cristo. Em Jerusalém Barnabé o introduz no grupo apostólico. Imediatamente começa a perseguição. Paulo, à medida que vai se unindo a Cristo se torna maior apóstolo. Ele mesmo diz que trabalhou mais que os outros apóstolos (1Cor 1,15-10). A liberdade de se dar totalmente a Cristo o faz livre em relação a todos e pode assim assumir a evangelização dos pagãos. A liberdade dada pela fé em Cristo o transforma de judeu fiel seguidor das tradições, em um livre seguidor de Cristo. 
Leituras: Atos 9,26-31; Salmo 21; 
1João 3,18-24; João 15,1-8. 
1. Páscoa permanente é a união a Cristo. 
2. Temos certeza de sermos ouvidos, pois temos confiança junto de Deus. 
3. Quem conhece evangelho não deixa de dar a vida por Cristo. 
Quebrando galho 
Quando encontramos, em situações difíceis, um quebra-galho resolve bem nossos problemas. Quebrar galho é remendo. Jesus não é um quebra-galho de nossa vida. Nós somos o galho. Ele nos quebra para nos unirmos a Ele. Assim unidos temos vida e damos frutos. Ele nos ajuda, quebra nosso galho quando nossa vida não tem sentido, pois não está unida a seu sentido, o sentido que dá vida. A ressurreição de Jesus trouxe uma nova vida. Trouxe a Vida. Essa quebra nossa fraqueza e nos une como testemunhas da Vida que dura.
Homilia do 5º Domingo da Páscoa (02.05.2021)

EVANGELHO DO DIA 01 DE JULHO

Evangelho segundo São Mateus 8,28-34. 
Naquele tempo, quando Jesus chegou à região dos gadarenos, na outra margem do lago, vieram ao seu encontro, saindo dos túmulos, dois endemoninhados. Eram tão furiosos que ninguém se atrevia a passar por aquele caminho. E disseram aos gritos: «Que tens que ver connosco, Filho de Deus? Vieste aqui para nos atormentar antes do tempo?». Ora, perto dali, andava a pastar uma grande vara de porcos. Os demónios suplicavam a Jesus, dizendo: «Se nos expulsas, manda-nos para a vara de porcos». Jesus respondeu-lhes: «Então ide». Eles saíram e foram para os porcos. Então, os porcos precipitaram-se pelo despenhadeiro abaixo e afogaram-se no lago. Os guardadores fugiram e foram à cidade contar tudo o que acontecera, incluindo o caso dos endemoninhados. Toda a cidade saiu ao encontro de Jesus. Quando O viram, pediram-Lhe que Se retirasse do seu território. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Concílio Vaticano II 
Constituição sobre a Igreja no mundo contemporâneo
(Gaudium et spes), 
§§ 9-10 - Copyright © Libreria Editrice Vaticana 
«Pediram-Lhe que Se retirasse do seu território» 
O mundo atual apresenta-se, assim, simultaneamente poderoso e débil, capaz do melhor e do pior, tendo patente diante de si o caminho da liberdade ou da servidão, do progresso ou da regressão, da fraternidade ou do ódio. E o homem torna-se consciente de que a ele compete dirigir as forças que suscitou, e que tanto o podem esmagar como servir. Por isso se interroga a si mesmo. Na verdade, os desequilíbrios de que sofre o mundo atual estão ligados àquele desequilíbrio fundamental que radica no coração do homem. Porque no íntimo do próprio homem muitos elementos se combatem. Enquanto, por uma parte, ele se experimenta, como criatura que é, multiplamente limitado, por outra sente-se ilimitado nos seus desejos, e chamado a uma vida superior. Atraído por muitas solicitações, vê-se obrigado a escolher entre elas e a renunciar a algumas. Mais ainda, fraco e pecador, faz muitas vezes aquilo que não quer e não realiza o que desejaria fazer (cf Rom 7,15). Sofre assim em si mesmo a divisão, da qual tantas e tão grandes discórdias se originam para a sociedade. [...] Perante a evolução atual do mundo, cada dia são mais numerosos os que põem ou sentem com nova acuidade as questões fundamentais: O que é o homem? Qual o sentido da dor, do mal e da morte, que, apesar do enorme progresso alcançado, continuam a existir? Para que servem essas vitórias, ganhas a tão grande preço? O que pode o homem dar à sociedade, e que coisas pode dela receber? O que há para além desta vida terrena? A Igreja, por sua parte, acredita que Jesus Cristo, morto e ressuscitado por todos, oferece aos homens, pelo seu Espírito, a luz e a força para poderem corresponder à sua altíssima vocação; nem foi dado aos homens sob o céu outro nome, no qual devam ser salvos (cf At 4,12). Acredita também que a chave, o centro e o fim de toda a história humana se encontram no seu Senhor e mestre. E afirma, além disso, que, subjacentes a todas as transformações, há muitas coisas que não mudam, cujo último fundamento é Cristo, o mesmo ontem, hoje e para sempre (cf Heb 13,8).

01 de julho - Santo Atilano Cruz Alvarado

Atilano Cruz Alvarado nasceu em Teocaltiche em 5 de outubro de 1901. Ele tinha ascendência indígena, e sua família professava a fé católica. Quando criança, cuidou do gado até que seus pais o levaram a Teocaltiche para aprender a ler e escrever. Em 1918, ingressou no Seminário do Conselho da mesma cidade e, dois anos depois, foi transferido para Guadalajara. Foi ordenado sacerdote em 24 de julho de 1927, quando ser sacerdote era considerado o maior crime que um mexicano poderia cometer. Com uma alegria transbordante, estendeu as mãos para que fossem consagradas sob o céu azul de uma ravina de Jalisco, onde o arcebispo e o seminarista estavam escondidos. Ele exerceu seu ministério nas piores circunstâncias sem falhar; ao contrário, recebeu o crédito por seu pedido, obediência e piedade.

01 de julho - Beatos Tullio Maruzzo e Luis Obdulio Arroyo Navarro

Padre Tullio Maruzzo nasceu em Lapio, município de Arcugnano (Vicenza), em 23 de julho de 1929, foi batizado com o nome de Marcelo. Educado em uma família profundamente cristã, em 1939, ingressou na escola dos Frades Menores de Veneto, em Chiampo. Fez sua profissão solene em 1951. Foi ordenado sacerdote em 21 de junho de 1953. Padre Maruzzo chegou à Guatemala em janeiro de 1960, procedente da Itália. Serviu em diferentes paróquias até que foi enviado à San José, que contava com 50 aldeias. O sacerdote as visitava pelo menos três vezes por ano. Era simpático, não rechaçava ninguém e passava muitas horas ouvindo os camponeses e os conhecia pelo seu nome. Sem radicalismo, sem alarde, mas de forma pacifica, humilde e serviçal, soube realizar na sua vida e sobretudo na sua morte a figura do bom Pastor.

01 de julho - Beato Inácio Falzon

O Servo de Deus Inácio Falzon também nutria uma enorme paixão pela pregação do Evangelho e pelo ensinamento da fé católica. Também ele colocou os seus inúmeros talentos e a sua formação intelectual ao serviço do trabalho catequético. O Apóstolo Paulo escreveu: "Dê cada um segundo o impulso do seu coração, sem tristeza nem constrangimento, pois Deus ama quem dá com alegria" (2 Cor 9, 7). O Beato Inácio foi um daqueles que deu em abundância e com alegria; e as pessoas encontravam nele não apenas uma energia ilimitada, mas também profunda paz e júbilo. Ele renunciou ao sucesso mundano para o qual o seu currículo o preparara, a fim de servir o bem espiritual dos outros, inclusivamente dos inúmeros soldados e marinheiros britânicos que nessa época se encontravam estacionados em Malta.

Beata Assunta Marchetti

“A bem-aventurada Assunta foi uma mulher muito forte e empreendedora; como jovem, nada lhe faltava para ter uma boa posição na sua comunidade local, na Itália. No entanto, motivada por sua fé em Deus e pelo amor ao próximo, ela abandonou tudo, inclusive sua pátria e as seguranças que tinha, para seguir a vocação religiosa e missionária, dedicando a vida aos migrantes, sobretudo pobres e doentes, aos órfãos e desamparados… Para eles foi “mãe” solícita, que, trabalhou muito para não lhes deixar faltar nada… Sua vida foi inteiramente orientada pela caridade de Cristo, que ardia no seu coração, e que lhe ajudava a ver em cada pessoa um filho de Deus, um irmão e uma irmã, imagem e semelhança do próprio Jesus Cristo. No poema à caridade, da 1ª Carta aos Coríntios (13,1-13), São Paulo convida a buscar o caminho melhor e a virtude mais alta na vida cristã; e esse caminho e virtude consistem em amar como Jesus Cristo amou: amor de caridade, de doação sem medida e sem interesse pessoal, ao ponto de entregar inteiramente a vida pelo próximo.

01 de julho - São Justino Orona Madrigal

Justino Orona Madrigal nasceu em Atoyac, (México) em 14 de abril de 1877, era de uma família extremamente pobre. Ele completou seus primeiros estudos em Zapotlán, em seguida, entrou no seminário de Guadalajara (1894). Depois de sua ordenação (1904), serviu como pároco em Poncitán, Encarnación, Jalisco e Cuquío. Apesar de viver em uma atmosfera de anticlericalismo e indiferença religiosa, ele era um padre exemplar. Fundador da Congregação Religiosa das Irmãs Clarissas do Sagrado Coração. Sua vida foi marcada pela cruz, mas ele sempre permaneceu gentil e generoso. Em uma ocasião, ele escreveu: "Aqueles que seguem o caminho da dor com fidelidade podem subir com segurança ao céu".