quarta-feira, 6 de maio de 2026

ORAÇÕES - 06 DE MAIO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado
6 – Quarta-feira – Santos: Benta, Heliodoro, Idiberto.
Evangelho (Jo 15,1-8) O ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira...”
Nós podemos conhecer a verdade e fazer o bem nãos ó porque Deus nos ajuda. Deus faz muito mais por nós: ele nos une a Jesus, ele nos faz participantes de sua vida divina. Enquanto estamos unidos a Jesus, vivemos da sua vida: temos a verdade e a bondade que vêm de Deus. E podemos crescer no bem e produzir bons frutos.
Oração
Senhor Jesus, sei que, quando me deixei unir a vós, eu nasci de novo, renasci do alto. Posso conhecer-vos e amar de um modo, posso seguir-vos no bem e na verdade. Ajudai-me a me lembrar sempre dessa vida que me tornais possível. Não quero confiar em mim, mas só no vosso amor misericordioso. Guardai-me, Senhor.

terça-feira, 5 de maio de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Tu és meu tesouro”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Mapa do tesouro
 
Jesus, para ensinar a opção total por Ele, nos faz três comparações: o tesouro, a pérola e a rede. Tem que vender tudo, pois pela metade não resolve nada. Se estamos apegados a pouca coisa, estamos presos a isso. Presos por pouco, mas presos. “Onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração. Há dentro de cada um o anseio de encontrar um tesouro em seu caminho. Isso mudaria sua vida. Quantas histórias existem nesse sentido. Jesus mostra que esse anseio está presente em todos. E apresenta qual o tesouro que pode ser encontrado: O Reino dos Céus é como um tesouro, como uma pérola, pelo qual vale entregar tudo. Existe o tudo quando não resta nada. A opção pelo Reino só existe se for total. Se não se vende tudo o que se tem, não haverá com que adquirir a pérola, ou o campo. É a seleção que acontece durante toda a vida e vai ocorrer também no final. O mapa do tesouro está bem desenhado nos ensinamentos de Jesus. Paulo nos apresenta as condições: “Tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados para a salvação de acordo com o projeto de Deus... serem conformes a imagem de seu Filho” (Rm 8,29). O processo de busca do Reino vai junto com a frágil condição humana. É o que ouvimos na parábola do joio. A escolha se faz pela capacidade de saber crescer no meio das dificuldades como lemos no evangelho do joio e do trigo (Mt 13,24ss). Vender tudo pelo tesouro é a opção fundamental por Cristo. Nesta se vive em um processo de contínua conversão, pois somos pecadores. 
Conforme imagem do Filho 
Salomão, tão agraciado por Deus, faz uma oração maravilhosa quando Deus lhe oferece tudo: “Dá-me um coração compreensivo, capaz de governar o teu povo e de discernir entre o bem e o mal”. Quis somente a sabedoria. Deus diz: “Pediste sabedoria para praticar a justiça, vou satisfazer o teu pedido” (1Rs 3,11-12). Ele escolheu o tesouro. Pena que não foi fiel até o fim. É preciso o constante discernimento, como escolher os peixes da rede. Aproveita-se o que for bom e, o resto joga-se fora. É a parábola: Vende-se tudo o que se tem para comprar a pedra preciosa. Essa escolha é secundada pela carta de Paulo aos Romanos: “Sabemos que tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus... Aqueles que Deus contemplou com seu amor, a esses, Ele predestinou a serem conformes a imagem de seu Filho” (Rm 8,29). O tesouro escolhido não é algo exterior, mas nos transforma sempre mais em Cristo. Esse é o tesouro maior: “Cristo em nós, esperança da Glória” (Cl 1,27). O salmo nos coloca a sabedoria na observância da Palavra: “É esta a parte que escolhi por minha herança: observando vossas palavras” (Sl 118). 
Coisas novas e velhas 
Nessa opção definitiva de nossa vida, depois de encontrar o tesouro, continuamos vivendo nossa realidade humana e estamos rodeados de muitas opiniões, mesmo no mundo religioso. Aqui temos o ensinamento de Jesus: “O mestre da lei que se torna discípulo do Reino dos Céus, é como um pai de família que tira de seu tesouro coisas novas e velhas” (Mt 13,52). A verdade é sempre nova e os novos conhecimentos têm raízes profundas. O Reino é cheio de surpresas que nos estimulam a viver sempre melhor o tesouro encontrado. Por isso rezamos na oração pós-comunhão: “Usemos de tal modo os bens que passam que possamos abraçar os que não passam” (Oração). Por isso rezamos no salmo: “É esta parte que escolhi como herança: Observar vossas palavras, ó Senhor” (Sl 118). 
Leituras 1Reis 3,5.7-12; Salmo 118;
Romanos 8,28-30;Mateus 13,44-52. 
1. Se não se vende tudo o que se tem, não haverá com que adquirir a pérola ou o campo. 
2. O tesouro escolhido não é algo exterior, mas nos transforma sempre mais em Cristo. 
3. A verdade é sempre nova e os novos conhecimentos têm raízes profundas. 
Acheeeeiiii! 
Há dentro de nós um sonho de achar um tesouro, ou algo precioso. Sonho de ficar rico sem trabalhar. Jesus, sabendo disso, compara a busca de um tesouro com a busca do Reino de Deus. Só se tem esse tesouro se entregamos tudo por ele. São Geraldo, passando um dia por um bosque, encontrou um rapaz vasculhando o lugar. No diálogo soube o que estava fazendo. Então Geraldo, muito vivo, falou para o rapaz que ele sabia o lugar. Entrou um pouco no bosque, colocou o crucifixo no chão e disse: Aqui está o tesouro que vale todos os tesouros do mundo. Não sei se o rapaz gostou da troca. Mas, se era inteligente como Geraldo, deve ter amado muito.
Homilia do 17º Domingo Comum (26.07.2020)

EVANGELHO DO DIA 05 DE MAIO

Evangelho segundo São João 14,27-31a. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como a dá o mundo. Não se perturbe nem intimide o vosso coração. Ouvistes que Eu vos disse: vou partir, mas voltarei para junto de vós. Se Me amásseis, ficaríeis contentes por Eu ir para o Pai, porque o Pai é maior do que Eu. Disse-vo-lo agora, antes de acontecer, para que, quando acontecer, acrediteis». Já não falarei muito convosco, porque vai chegar o príncipe deste mundo. Ele nada pode contra Mim, mas é para que o mundo saiba que amo o Pai e faço como o Pai Me ordenou».
Tradução litúrgica da Bíblia 
Jean Tauler 
(1300-1361) 
Dominicano de Estrasburgo 
Sermão 23, para o domingo depois da Ascensão
«Deixo-vos a paz; dou-vos a minha paz» 
Na provação, o homem que não quer nem deseja sinceramente se não a Deus deve refugiar-se nele e esperar com paciência que a paz regresse. Quem sabe onde e como agradará a Deus voltar a cumulá-lo dos seus dons? Coloca-te pacientemente ao abrigo da vontade divina, que vale cem vezes mais do que os impulsos de uma virtude brilhante. Porque os dons de Deus não são o próprio Deus, e só sele devemos gozar, e não dos seus dons. Mas a nossa natureza é de tal maneira ávida, de tal maneira voltada para si mesma, que se insinua por toda a parte, apoderando-se daquilo que não lhe pertence, e manchando assim os dons de Deus, impedindo a nobre ação de Deus. Mergulha, pois, em Cristo, na sua pobreza e na sua pureza, na sua obediência, no seu amor e em todas as suas virtudes. Foi nele que foram concedidos ao homem os dons do Espírito Santo, a fé, a esperança e a caridade, a verdade, a alegria e a paz interiores, no Espírito Santo. É também nele que se encontra o abandono e a suave paciência, e tudo se recebe de Deus com um coração semelhante. Tudo quanto Deus Se permite decretar, seja prosperidade ou adversidade, alegria ou dor, tudo isso concorre para o bem do homem (cf Rom 8,28). A menor das coisas que acontecem ao homem é eternamente vista por Deus, preexiste nele, acontece como Ele a quis e não de outra forma. Estejamos pois em paz, essa paz em todas as coisas que só se aprende no verdadeiro desprendimento e na vida interior. Tal é a herança do homem nobre que está solidamente fixado no repouso da alma em Deus, no desejo de Deus, que ilumina todas as coisas; tudo isso é purificado passando por Cristo.

São Nicécio de Vienne Bispo Festa: 5 de maio V sec.

Na lista de bispos da diocese de Vienne, em alguns casos ele ocupa o décimo quarto lugar, em outros o décimo sexto. Segundo alguns, isso acontece em San Nettario, enquanto para outros em San Claudio. Ele faz parte dessa lista desses quarenta santos bispos de Vienne. Não sabemos nada sobre ele. Todos os estudiosos concordam que ele governou a diocese em meados do século V, como foi mencionado em 449. Diz-se que ele mandou construir uma igreja em homenagem a São Martinho, o terceiro bispo de Vienne.
Martirológio Romano: Em Vienne, na Gália Lugdunensa, atualmente na França, São Nicécio, bispo. 
A posição de São Nicécio na lista de bispos de Vienne varia: em alguns casos ocupa o décimo quarto lugar, em outros o décimo sexto.

05 de maio - Beatos Vicente Soler e companheiros (Agostinianos)

Entre 25 de julho e 15 de agosto de 1936, sete freis da Ordem dos Agostinianos Recoletos sacrificaram suas vidas por Cristo nas ruas de Motril durante a Guerra Civil Espanhola. Junto com os freis Agostinianos Recoletos, um sacerdote diocesano foi martirizado. Os santos são os «verdadeiros adoradores de Deus»: homens e mulheres que, como a samaritana, encontraram Cristo e descobriram, graças a Ele, o sentido da vida. Eles experimentaram pessoalmente aquilo que diz o apóstolo Paulo na segunda Leitura: «O amor de Deus foi derramado em nossos corações, pelo Espírito Santo que nos foi concedido» (Rm 5, 5). Também nos novos Beatos a graça do Batismo trouxe a plenitude do seu fruto. Eles beberam a tal ponto da fonte do amor de Cristo, que por ela foram intimamente transformados e, por sua vez, se tornaram fontes transbordantes para a sede de muitos irmãos e irmãs, encontrados ao longo da estrada da vida. «Justificados, pois, pela fé, tenhamos paz com Deus e nos gloriemos, apoiados na esperança da glória de Deus» (Rm 5, 1-2).

05 de maio - São Gotardo de Hildesheim

São Gotardo de Hildesheim (no original em língua alemã, Godehard von Hildesheim) nasceu em Ritenbach, na Baviera em 5 de dezembro de 960. Seus pais, profundamente cristãos, notaram, desde cedo, existir no menino algo de extraordinário. Desde pequeno ele demonstrou ser vocacionado à vida religiosa-sacerdotal. Tinha o costume de sair de casa e ir até à igreja do mosteiro para acompanhar a missa. Os pais, temendo que lhe acontecesse algum acidente no trajeto da casa até o mosteiro, por ser ainda muito pequeno, deram ordem aos criados que deixassem as portas da casa fechadas durante o dia. Mas o menino, quando viu que a porta estava fechada impedindo que fosse à igreja, começou a chorar, fazendo com que os pais o acompanhassem na missa.

Santas Teutéria e Tosca, Virgens eremitas - 5 de maio

SANTA TEUTÉRIA
De acordo com uma história do século XVI, escrita pelo bispo de Verona, Agostinho Valier, Teutéria nasceu de uma nobre família anglo-saxônica entre os séculos VII e VIII, se converteu ao Cristianismo, cresceu significativamente no caminho da santidade, quando um rei pagão, Osvaldo, começou a assediá-la. Teutéria foi então forçada a fugir para a Itália para escapar dele. Indo para Verona, escondeu-se junto à irmã de Prócolo, bispo, a virgem Tusca (Tosca), para escapar das buscas do rei. Tosca ou Tusca, nome original, era uma virgem que levava vida de eremita em Verona e gozava da devoção à sua espiritualidade pelos fieis. Teutéria decidiu viver em comunhão com Tosca até a morte, considerando-a sua dirigente espiritual. O culto a Teutéria está documentado desde o sec. VIII. Em 750, o bispo Hanno fez a dedicação de uma igreja em sua honra; em 1161 o bispo Ognibene autorizou um reconhecimento de suas relíquias para colocá-las na nova basílica consagrada em 14 de setembro de 1161.

Santa Prisca ou Priscila, Protomártir romana - 5 de maio

      No dia 3 de maio de 1616, sendo então Arcebispo de Cagliari D. Francisco Desquivel, quando estavam sendo feitas escavações para encontrar o túmulo de São Esperate, descobriu-se também a sepultura de Santa Prisca (ou Priscila), Virgem e Mártir.
     Sobre seu túmulo havia uma inscrição que apenas mencionava que ela dera sua vida em sacrifício pela causa da Fé.  A lápide que cobria seu sarcófago continha a seguinte inscrição: “+ D(E)D(ICAVIMUS) F(IDE)L(I) MART(YRI) PRISCE NIMIS N(OBIS) D(ILECTAE)”, que traduzida significa: DEDICAMOS (ESTE SEPÚLCRO) À FIEL MÁRTIR PRISCA POR NÓS ARDENTEMENTE AMADA.
     Segundo a interpretação dos descobridores, esta epígrafe deve ter sido colocada pelo Bispo de Cagliari, Brumasio, no início do século VI.

Santa Irene (ou Erina) de Lecce, Virgem e mártir - 5 de maio

Santa venerada na cidade de Lecce, Itália, cuja existência é cercada de legenda; estudos sobre ela se restringem a uma Vita abreviada constante do Menológio de Basílio, do século X. Irene, que em Lecce é chamada de Erina, era filha de um pequeno senhor de nome Licinius, que zeloso da beleza da filhinha a encerrou numa torre quando esta tinha seis anos, vigiada por treze servos. Deus a instruiu no coração sobre a doutrina cristã e São Timóteo, discípulo de São Paulo, a batizou. Ela quebrou todos os ídolos que o pai lhe dera para serem adorados. O pai, tomado pela ira, amarrou-a sobre um cavalo zangado para fazê-la morrer, mas milagrosamente Irene se salvou, enquanto o pai morreu devido as consequências de uma mordida na mão dada pelo mesmo cavalo. A jovem cristã obteve com suas orações a ressurreição do pai, o qual, com toda a família e cerca de três mil pagãos, se converteu ao cristianismo.

Beata Catarina Cittadini, Fundadora – 5 de maio

«Se o grão de trigo não morre ...» (Jo 12, 24). 
Esta palavra do Evangelho pode ser aplicada ao pé da letra a Catarina Cittadini, fundadora das Irmãs Ursulinas de São Jerônimo de Somasca, falecida no dia 5 de maio de 1857, antes de o Instituto receber a aprovação canônica. Com efeito, no dia 14 de dezembro do mesmo ano, o Bispo de Bérgamo, Dom Speranza, aprovava o Instituto e, no dia seguinte, as sete primeiras companheiras da Fundadora emitiam os votos religiosos. Deste modo originou-se no tempo, e para o serviço da Igreja, a Congregação das Irmãs Ursulinas de São Jerônimo de Somasca, fundada pelas irmãs Catarina e Judite Cittadini. * Catarina Cittadini nasceu em Bérgamo no dia 28 de setembro de 1801, seus pais foram Giovanni Bautista e Margherita Lanzan; foi batizada em 30 de setembro na igreja paroquial de São Alexandre em Columna. Em 1808, ficou órfã de mãe e abandonada por seu pai; Catarina e sua irmã Judite, nascida em 1803, são acolhidas em um orfanato do Conventino de Bérgamo.

Máximo de Jerusalém Bispo, Santo († 351)

Máximo foi o terceiro bispo de Jerusalém. Sucedeu a são Macário em 331. São Máximo, antes do episcopado, notabilizara-se como cristão perfeito, sofrendo as perseguições que em 303 se levantavam contra a Igreja. Durante esta, perdeu o olho direito e foi provavelmente mutilado na perna direita. São Macário nomeou-o bispo de Dióspolis, mas o povo pediu que ficasse em Jerusalém, o que aconteceu, vindo naturalmente a suceder a são Macário, quando este faleceu em 331. Sabe-se que ordenou sacerdote são Cirilo de Jerusalém, pregador exímio e grande evangelizador dessa época remota, o qual viria mais tarde a suceder-lhe, visto que o seu “talento e eloquência o designaram de maneira natural aos sufrágios do clero e do povo quando a morte de Máximo tornou vaga a sede episcopal” de Jerusalém no ano 351. Com a ciência e a santidade, Máximo contribuíra para as decisões do primeiro Concílio de Niceia, celebrado no ano de 325.

Hilário de Arles Bispo, Santo (ca. 403-ca. 449)

Hilário era certamente originário do sul da Gália (actual França) e nasceu no seio de uma família que certos afirmam pagã, por volta do ano 403. Na sua juventude foi funcionário do governo. Durante essa mesma juventude encontrou no Bispo de Arles, Santo Honorato (426-430) – que parece ter tido quaisquer laços de parentesco com ele –, um interlocutor atento e um instrutor paciente que acabou por convencê-lo dos benefícios espirituais que poderia tirar da religião católica, convertendo-se verdadeiramente, o que acabou por acontecer. Mais tarde, tomou o hábito no então já famoso Mosteiro de Lerins – fundado por Santo Honorato e situado numa pequena ilha ao largo de Marselha – que tantos santos deu à Igreja. Ali recebeu uma instrução digna dos melhores, que em breve lhe iria ser de grande utilidade. Santo Honorato, já velhinho, foi busca-lo a Lerins, para que o ajudasse e assim viveram juntos durante alguns anos. Quando o velho Bispo faleceu, Hilário tomou o caminho de Lerins, mas antes mesmo de abordar a ilha, recebeu ordem de voltar a Arles, visto ter sido designado Bispo daquela cidade (430-449).

Ângelo de Jerusalem Carmelita, Mártir, Santo (1185-1220)

Uma tradição muito antiga nos trás a luz sobre a vida de Ângelo. Os registros indicam que ele nasceu em 1185, na cidade de Jerusalém, de pais judeus pela religião, chamados José e Maria, nomes muito comuns na região. E que eles se converteram após Nossa Senhora ter avisado Ângelo, durante as orações, que ele teria um irmão, o que lhes parecia impossível, porque seus pais eram idosos. Mas isso aconteceu. Emocionados, receberam o batismo junto com a criança, à qual deram o nome de João. Mais tarde, ele também vestiu o hábito carmelita. Ângelo viveu em muitos conventos da Palestina e da Ásia Menor. Recebeu muitas graças do Senhor, sobretudo o dom da profecia e dos milagres, depois de viver cinco anos no monte Carmelo, mesmo lugar onde viveu o profeta Elias. Entrou para a Ordem do Carmo quando tinha apenas dezoito anos e, em 1213, foi ordenado sacerdote. Ainda segundo a tradição, Ângelo saiu do monte Carmelo com os primeiros carmelitas que foram para Roma a fim de obter do papa Honório III a aprovação da Regra do Carmelo, e depois imigraram para a Sicília.

Núncio Sulprizio Leigo, Santo (1817-1836)

Jovem confessor, 
modelo da juventude operária.
Foi beatificado por São Paulo VI
a 1 de Dezembro de 1963 
canonizado pelo Papa Francisco 
em 14 de Outubro de 2018.
A 540 metros acima do nível do mar, nas encostas do Monte Picca, a aldeia de Pescosansonesco, na província de Pescara, estende-se em diferentes níveis até ao contraforte rochoso. Ali, dos jovens cônjuges Domenico Sulprizio, sapateiro, e Rosa Luciani, fiandeira, nasceu em 13 de Abril de 1817, domingo “in albis”, uma criança que, batizada antes do pôr do sol do mesmo dia, se chamava Núncio. Só o registo dos baptismos — o livro dos filhos de Deus — da sua paróquia, durante longos anos terá o seu nome: desconhecido dos poderosos, mas conhecido e amado por Deus. Aos três anos, os seus pais o acolheram ao Bispo de Sulmona, Mons. Francesco Tiberi, em visita pastoral à vizinha cidade de Popoli, a confirmar: era 16 de maio de 1820, a única data feliz da sua infância, porque mais tarde só teria de sofrer.

ORAÇÕES - 05 DE MAIO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
5 – Terça-feira – Santos: Silvano, Joviniano, Niceto
Evangelho (Jo 14,27-31a) “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; mas não a dou como o mundo. Não se perturbe nem se intimide o vosso coração.”
“Paz para você” era a saudação usada pelos judeus. Não foi só isso que Jesus disse ao se despedir. Ele não apenas desejou, ele deixou a paz, a sua paz, o conjunto de todo bem e de toda felicidade. Liberta-nos da perturbação, da incerteza, do medo e da tristeza. Nada disso tem sentido, porque ele está glorioso junto do Pai, mas também está ao nosso lado, em nosso coração. Não nos deixa.
Oração
Senhor Jesus, preciso sempre que me livreis da perturbação e do medo; preciso muito de vossa paz, da certeza de ser amado e perdoado, de ser protegido. Creio em vós, e vos aceito como meu Salvador, porque sois o Filho de Deus e tudo podeis, e também porque sois homem e me podeis compreender. Ficai sempre comigo, ou melhor, não permitais que vos abandone nem um instante. Amém. 

segunda-feira, 4 de maio de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “O Fermento do Reino”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Paciência do Reino
 
Sempre estamos falando do Reino de Deus. É preciso aprofundar sempre mais o sentido de nossa participação. O primeiro elemento é que o Reino cresce como a semente boa. Mas não é somente Ele quem planta boa sementes. O Maligno está sempre ocupado em plantar a semente maldita. O joio, em seu crescimento, parece o trigo. Os empregados se oferecem para arrancar o joio. Com isso arrancaria também o trigo. É o primeiro ensinamento. Escolhemos o Reino, mas ele vai crescer em meio das maldades do mundo. Não podemos separar. Dentro de nós temos essa situação. Isso não se arranca com a mão. É preciso paciência na prática do bem, tendo o mal semeado em nós. A força de crescimento do Reino é interna. Mesmo pequenina, pode crescer como uma grandiosa árvore. Podemos comparar com a semente do eucalipto que é um pozinho. Não depende de nós seu crescimento. E Jesus explica que essa força interior da semente é igual ao fermento. É a energia de Deus. Nós não a controlamos. É preciso paciência nesse crescimento. Semear uma planta é crer no seu crescimento. Mas não podemos espremer para que cresça logo. O crescimento vem de Deus. O Maligno semeia também e suas plantas crescem. Quanto mais crescem, mais difícil fica de acabar com elas. É preciso não deixar o Maligno trabalhar perto de nós. Depende muito de nossas opções. No final vem a separação, como se separa o joio do trigo. As sementes do Maligno vão para o fogo. 
O Espírito é por nós 
Temos dentro de nós essa batalha entre o bem e o mal. São nossas opções, não são externas a nós como algo que nos foi imposto. Temos em nós a tendência ao mal. Jesus nos anunciou o Reino. Escolhendo seu caminho vamos convivendo com nossas tendências ao mal. O mal cresce. Mas temos a presença do Espírito Santo que nos foi dado por Jesus: “O Espírito vem em socorro da nossa fraqueza. Pois não sabemos o que pedir nem como pedir; é o próprio Espírito que intercede em nosso favor, com gemidos inenarráveis” (Rm 8,26). Nossa fragilidade se torna força pela ação do Espírito Santo que nos foi dado em nosso Batismo. Se o mal atua em nós, temos a intercessão do Espírito. Ele implora o que não sabemos dizer. Não sabemos a língua de Deus, mas Ele a sabe, e o faz em nosso favor. O mal e o bem não se equiparam. “Aquele que penetra o íntimo dos corações sabe qual é a intenção do Espírito” (Id 27). A batalha interior se desenvolve na liberdade humana. Deus não força seus filhos a amá-Lo, mas lhes dá todas as condições para vencerem. Por isso podemos seguir o que disse o dono da lavoura de trigo: “Deixem crescer um e outro até à colheita... Direi aos que cortam o trigo: arrancai primeiro o joio e amarrai-o em feixe para ser queimado. Recolhei o trigo no meu celeiro” (Mt 13,30). 
O Reino é sabedoria 
O Livro da Sabedoria nos mostra como Deus age. O Deus vingador não cabe no ensinamento de Jesus. “Deus cuida de todas as coisas, não é injusto no julgamento; é indulgente”... “Julgas com clemência e nos governas com grande consideração”. Esse procedimento é o maior ensinamento para nosso agir: “Assim procedendo, ensinaste que o justo deve ser humano”. “Desse modo nos deu a esperança de que Deus concede o perdão aos pecadores” (Sb 12,13,16-19). O Reino de Deus dentro em nós é regido pela sabedoria generosa compassiva. Deus não nos castiga e até cura nossas feridas. Ele nos fortalece e nos conforta com a presença de seu Espírito. 
Leituras: Sabedoria 12,13.16-19; Salmo 85; 
Romanos 8,26-27;Mateus 13,24-43. 
1. É preciso paciência na prática do bem, sendo o mal semeado em nós. 
2. A fragilidade se torna força pela ação do Espírito que nos foi dado em nosso Batismo. 
3. O Deus vingador não cabe no ensinamento de Jesus.
Lavoura sem cerca 
Jesus gostava das sementes para suas explicações. Ele era um homem do campo. E entendia bem. Gostamos de ver o Jesus mestre, pregador, fazendo milagres etc... mas nos esquecemos que até os trinta anos foi um roceiro. Era filho do carpinteiro. Mas tinha seu lugar para plantar para o sustento da casa. Não havia supermercado. Comia-se o que plantava. Por isso Jesus usa parábolas que caiam bem no ouvido do povo que era como Ele. Fazendo a comparação com esse problema que o homem teve em sua plantação, diz que acontece conosco do mesmo modo, pois junto de boas sementes o inimigo planta as más. Com elas temos que conviver. Na verdade é até bom porque, batalhando contra as más tendências e males, podemos ficar fortes para fazer crescer o bem. Não tiramos com as unhas. Mas defendemos com unhas e dentes o bem que há em nós. 
Homilia do 16º Domingo Comum (19.07.2020)

EVANGELHO DO DIA 04 DE MAIO

Evangelho segundo São João 14,21-26. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Se alguém aceita os meus mandamentos e os cumpre, esse realmente Me ama. E quem Me ama será amado por meu Pai e Eu amá-lo-ei e manifestar-Me-ei a ele». Disse-Lhe Judas, não o Iscariotes: «Senhor, como é que Te vais manifestar a nós e não ao mundo?». Respondeu-lhe Jesus: «Quem Me ama guardará a minha palavra, e meu Pai o amará; Nós viremos a ele e faremos nele a nossa morada. Quem Me não ama não guarda a minha palavra. Ora, a palavra que ouvis não é minha, mas do Pai que Me enviou. Disse-vos estas coisas enquanto estava convosco. Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos recordará tudo o que Eu vos disse». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Beato Jan van Ruysbroeck 
(1293-1381) 
Cónego regular 
Bodas Espirituais, III 
«O Espírito Santo vos ensinará todas as coisas» 
A vida de contemplação é a vida do Céu. Com efeito, graças ao amor de união com Deus, o homem ultrapassa o seu ser de criatura, descobrindo e saboreando a opulência e as delícias do próprio Deus, que Ele deixa escorrer sem cessar para o ponto mais secreto do espírito humano, onde este é semelhante à nobreza de Deus. Quando o homem, recolhido e contemplativo, se une assim à sua imagem eterna e quando, nessa limpidez, graças ao Filho, encontra o seu lugar no seio do Pai, fica iluminado pela verdade divina. Porque é preciso saber que o Pai celestial, abismo vivo, está voltado, pelas suas obras e com tudo o que nele vive, para o Filho, sua eterna Sabedoria (cf Pr 8,22s); e essa mesma Sabedoria, com tudo o que nela vive, reflete-se, pelas suas obras, no Pai, isto é, no abismo de que saiu. Deste encontro brota a terceira Pessoa, aquele que está entre o Pai e o Filho, quer dizer, o Espírito Santo, o amor mútuo entre eles, que é um com os dois, numa mesma natureza. Esse amor abraça e atravessa com entusiasmo o Pai, o Filho e tudo o que neles vive, e fá-lo com tal opulência e tal alegria que todas as criaturas ficam reduzidas a um silêncio eterno. Porque a maravilha intocável que se esconde neste amor ultrapassará eternamente a compreensão de qualquer criatura. Quando reconhecemos esta maravilha e a saboreamos sem espanto, é porque o nosso espírito se encontra para lá de si mesmo e é um com o Espírito de Deus, saboreando e olhando sem medida, tal como Deus saboreia e olha a sua própria riqueza, na unidade da sua profundeza viva, segundo o seu modo incriado. Este delicioso encontro, que tem lugar em nós segundo o modo de Deus, é constantemente renovado. Porque, assim como o Pai olha sem cessar todas as coisas como novas no nascimento de seu Filho, assim elas são amadas de uma maneira nova pelo Pai e pelo Filho na efusão do Espírito Santo. Eis o encontro do Pai e do Filho, no qual nós somos amorosamente abraçados com um amor eterno, graças ao Espírito Santo.

São José Maria Rúbio presbítero, +1929

Veio ao mundo em Dalías (Almería) no dia 22 de Julho de 1864. Dele disse o seu avô materno: "Eu morrerei, mas quem viver verá que este menino será um homem importante e que valerá muito para Deus". Frequentou a escola da freguesia natal e manifestava o gosto de ler as vidas dos santos. Um seu tio, Cónego, mandou-o estudar num Instituto de Bacharelato, mas descobrindo nele sinais de vocação sacerdotal, enviou-o para o Seminário diocesano de Almería. No Seminário de São Cecílio de Granada havia de terminar os estudos de filosofia, teologia e direito canónico. Foi ordenado no Seminário diocesano da Imaculada Conceição e de São Dâmaso, de Madrid, no dia 24 de Setembro de 1887, tendo sido incardinado nesta diocese. Na Capela da Virgem do Bom Conselho, na Catedral de Santo Isidro, celebrou a sua primeira Missa em 8 de Outubro seguinte. Em Toledo, obteve a Licenciatura em Teologia, em 1888, e Direito Canónico, em 1897.

04 de maio - Beato Salvador Emílio Moscoso

Os carrascos do Beato Salvador Emílio Moscoso, ao eliminá-lo, queriam atingir a fé católica. Mas foi uma tentativa fútil. O martírio desse heroico jesuíta, sempre vivo na memória orante da população, mostrou que a violência não é capaz de remover a fé das pessoas, nem de eliminar a presença da Igreja na sociedade. Quantas tentativas foram feitas na história da Igreja! No entanto, provado, ridicularizado, perseguido ao longo dos séculos, está mais vivo do que nunca. Devemos reconhecer que ainda hoje existem visões existenciais que tentam erradicar nosso povo de suas tradições culturais e religiosas. Concepções que não respeitam a dignidade da pessoa humana, a vida desde a concepção até o pôr do sol natural, a família e o casamento entre um homem e uma mulher.

Beato Tomás de Olera

Aos 21 setembro 2013, na Catedral de Bérgamo, o Cardeal Ângelo Amato, Prefeito da Congregação das Causas dos Santos, proclamou beato, Frei Tomás de Olera, um frade capuchinho que viveu entre os séculos XV e XVI. “Nós, acolhendo o desejo do nosso irmão Francesco Beschi, bispo de Bérgamo, de muitos outros irmãos no episcopado e de muitos fiéis, depois de ter recebido o parecer favorável da Congregação das Causas dos Santos, com nossa autoridade apostólica concedemos que o venerável Servo de Deus Tomás de Olera (no século Tomás Acerbis), leigo professo da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, que contemplando Cristo crucificado, tornou-se testemunha e zeloso catequista da alta caridade e divina Sabedoria, seja de agora em diante chamado Beato e que se possa celebrar a sua festa nos lugares e segundo as regras estabelecidas pelo Direito, cada ano em 04 de maio” São as palavras de Papa Francisco na carta apostólica lida sábado, 21 de setembro pelo Cardeal Ângelo Amato, na Catedral de Bérgamo, cheia de fiéis, ao início da celebração pela beatificação de Frei Tomás de Olera, da qual participaram numerosos frades capuchinhos, inclusive da Cúria geral com o Ministro geral e os Definidores.