domingo, 5 de julho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Ascensão do Senhor”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Nossa vitória em Cristo
 
A oração da missa nos desvenda o mistério da Ascensão de Jesus em nosso favor: “Ascensão de vosso Filho já é nossa vitória... como membros de seu corpo, somos chamados na esperança a participar de sua glória”. Esse momento da vida de Cristo não é simplesmente um sair de cena, mas continuar sua missão com o envio do Espírito em Pentecostes. “Se Eu não for, o Espírito não virá a vós (Jo 16,7). É um único mistério que acontece em continuação da Ressurreição do Senhor. Não haveria o dom do Espírito, nem a condição humana completaria a Encarnação de Jesus em relação a nós. Ele Se encarnou para nos levar à participação da Divindade. Ascensão está em relação imediata com a Encarnação. Como o Filho participou de nossa humanidade, renascemos para o Céu assumindo a participação na Divindade. Estamos na Glória. Nossa humanidade está definitivamente presente, com Cristo, junto ao Pai, para sempre. Não falta senão conduzir o mundo para Cristo para chegarmos e à total glorificação (Ef 1,10). Desse modo Paulo exorta a conhecermos “qual é a esperança que seu chamado encerra, qual é a riqueza da glória da sua herança e, entre os santos e qual é a extraordinária grandeza do seu poder para nós, os que cremos” (Ef 1,17-19). Sem a Ascensão, a fé perderia toda sua dimensão de movimento para o Pai. Como o Cristo foi, Ele nos leva consigo em sua Humanidade e nos espera para que um dia essa condição seja glorificada juntamente com todo Universo. 
Temos uma missão 
Ele está conosco. E conosco está na continuação de sua missão no mundo. Ele que recebera todo o poder de proclamar e instaurar o Reino entre nós, deixa aos discípulos a continuação de sua missão. Não se trata de uma nova missão, mas a mesma, com o mesmo poder de salvação. A missão de Jesus continua nos discípulos. Não é uma empresa pessoal. É a mesma de Cristo. Os discípulos têm o poder de fazer o que Jesus fazia. Os sinais que comprovavam a missão dos discípulos era a garantia da verdade. Continuamos modificando as estruturas do mundo para que seja sempre o mundo querido por Deus. Quanto mais vamos aos carentes de Deus e de vida, mais o Evangelho se faz verdade no meio deles. O Pai O fez Senhor pela Ressurreição e Ascensão e Lhe deu o poder sobre os homens e sobre o mundo. Esse mesmo poder passa aos seus seguidores no exercício de sua missão. É a mesma missão com a presença permanente de Jesus e de seu Espírito. Tudo que se refere ao bem do ser humano faz parte do anúncio da Redenção. 
Comunhão entre o céu e a terra 
A Ascensão de Jesus não é um mistério que se acaba com sua subida ao Céu. Não é um fechar de cortinas e um encerrar o espetáculo. A oração depois da comunhão nos instrui sobre a continuação desse mistério: “Vós nos concedeis conviver na terra com as realidades do Céu. Fazei que nossos corações se voltem para o alto, onde está junto de vós a nossa humanidade”. Há uma permanente e frutuosa presença nossa no Céu, na Humanidade de Jesus, bem como, uma permanente insistência da presença Divina entre nós, que nos impulsiona à uma presença do Céu em nosso dia a dia. Somos cidadãos dos céus (Fl 3,20). Mas permanecemos na terra, produzindo os frutos que nascem dessa fecunda integração. Estamos em caminho ao futuro. É fruto da Encarnação. Ele levou nossa humanidade e nos deixou sua Divindade. 
Leituras: Atos 1,1-11; Salmo 46; 
Efésios 1,17-23;Marcos 16,15-20.
1. Como o Filho participou de nossa humanidade, assumimos a Divindade. 
2. Ele está conosco. E conosco está na continuação de sua missão no mundo. 
3. A Ascensão de Jesus não é um mistério que se acaba com sua subida ao Céu. 
Trem da alegria 
Esse trem realmente é da alegria. Jesus puxou a fila e todo mundo vai atrás para chegar à estação da casa do Pai. Que festa bonita vai ser. Gente de todo o canto. O trenzinho veio rangendo de tanta gente. Pudera! Era o Filho que saíra para vir ao mundo e agora volta trazendo todo mundo consigo. Quando Se fez homem, assumiu nossa humanidade. Agora que volta para o Céu, leva consigo nossa humanidade. Não só na sua carne, mas todo mundo que veste essa mesma carne...Com a vantagem que nós vestimos a sua Divindade.
Homilia da Ascensão do Senhor (16.05.2021)

EVANGELHO DO DIA 05 DE JULHO

Evangelho segundo São Mateus 11,25-30. 
Naquele tempo, Jesus exclamou: «Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes, e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, Eu Te bendigo, porque assim foi do teu agrado. Tudo Me foi dado por meu Pai. Ninguém conhece o Filho senão o Pai e ninguém conhece o Pai senão o Filho, e aquele a quem o Filho O quiser revelar. Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e a minha carga é leve».
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Luis-Maria Grignion de Monfort
(1673-1716) 
Pregador, 
fundador de comunidades religiosas 
O amor da Sabedoria eterna, 15.17.65.70 
Deus deseja intensamente 
a amizade dos homens! 
«Como é profunda a riqueza, a sabedoria e a ciência de Deus!», exclama São Paulo (Rom 11,33). Que anjo suficientemente esclarecido, que homem suficientemente ousado empreenderá explicar-nos adequadamente a origem da Sabedoria? Ela é a ideia substancial e eterna da beleza divina, que foi mostrada a São João evangelista no admirável êxtase que teve na ilha de Patmos, que o levou a exclamar: «No princípio, existia o Verbo» – ou o Filho de Deus, ou a Sabedoria Eterna – «e o Verbo estava em Deus; e o Verbo era Deus» (João 1,1). Esta beleza eterna e sumamente amável tem um tal desejo pela amizade dos homens que escreveu um livro com o objetivo expresso de a conquistar, revelando-lhes as suas excelências e o desejo que deles tem. Este livro é uma espécie de carta de uma amante ao seu amado, para lhe conquistar o afeto. Os desejos que ali expressa pelo coração do homem são tão sinceros, a busca que faz da sua amizade tão terna, os seus chamamentos e votos tão amorosos que, ouvindo-a falar, diríamos que não é a Soberana do Céu e da Terra, mas que precisa do homem para ser feliz. Quantas vezes clamou, quando vivia neste mundo: «Vinde a Mim, vinde todos a Mim; sou Eu, não temais; porque tendes medo? Por serdes pecadores? Ah! São eles que Eu procuro; Eu sou amiga dos pecadores. É por vos terdes desviado do rebanho por vossa culpa? Ah! Eu sou o Bom Pastor. É por estardes sobrecarregados pelo pecado, cobertos de imundície, oprimidos pela tristeza? Ah! É precisamente por isso que deveis vir ter a Mim; pois Eu vos aliviarei dos vossos fardos, Eu vos consolarei».

05 de julho - Beato José Boissel

Quem disse que os padres são estrangeiros? Quem disse que os padres não são bons? Quem disse que somos traidores porque confessamos a religião dos padres? Padre Boissel está aqui, agora, morto diante de nós. Sua vida é a resposta para nossas perguntas e nossa fé. Se ele não é bom, porque o céu não o atingiu com um raio, a praga não o matou? Por que ele se movia com impaciência e solicitude para ajudar seus filhos na aldeia de Hat-I-Et? Era apenas o cuidado para com seus filhos, aqueles que ele amava, que o levava até eles, sem pensar em seu sangue, sua carne, sua vida. Vocês, pessoas notáveis, os professores que conheceram e acompanharam o Padre Boissel, sabem e lembram que ele era um homem bom, generoso com as pessoas, com os necessitados. Mesmo que ele fosse um homem direto com palavras e que "espirrasse forte", lembram-se de sua bondade, que ele construiu em todos os lugares que passou.

05 de julho - São Guilherme de Hirsau

Guilherme nasceu na Baviera, possivelmente por volta de 1030 e nada mais se sabe sobre suas origens. Como oblato, aos cuidados dos beneditinos, foi educado como monge na Abadia de Santo Emerão, uma igreja privada do bispo de Ratisbona, onde foi aluno do famoso Otlo de Santo Emerão. Acredita-se geralmente que foi lá que Guilherme ficou amigo de Ulrico de Zell, outro grande reformador dos mosteiros e santo, uma amizade que duraria até o fim de sua vida. Também na abadia, por volta de meados século XI, Guilherme escreveu tratados sobre astronomia e música, e seu conhecimento era considerado insuperável em sua época. No campo da astronomia, construiu diversos instrumentos, incluindo o relógio de sol que mostrava as variações dos corpos celestes, solstícios, equinócios e outros fenômenos siderais.

05 de julho - Santo Atanásio Atonita

Santo Atanásio foi o organizador dos monastérios no Monte Athos, ele nasceu em Trebizonda, por volta do ano 920, filho de um Antioquino e recebeu no batismo o nome de Abraão. Fez seus estudos em Constantinopla, onde se tornou professor. Enquanto exercia nesta cidade o ofício de professor, conheceu São Miguel Maleinos e seu sobrinho Nicéforo Focas. Este último tornou-se, mais tarde, seu protetor, ao ocupar o trono imperial. Abraão tomou o hábito no Mosteiro que São Miguel dirigia, em Kimina de Bitínia, recebendo o nome de Atanásio. Ali viveu até o ano 958, mais ou menos. O Mosteiro de Kimina era uma «Lavra», isto é, uma série de celas isoladas, construídas em torno de uma igreja. Quando morreu Miguel Maleinos, Atanásio, prevendo que seria eleito abade, fugiu para o Monte Athos.

Santas Teresa Chen Jinxie y Rosa Chen Aixie, virgens e mártires chinesas – 5 de julho

Perto de Huangeryin, localidade na região de Ningjinxian, na província chinesa de Hebei, as santas irmãs Teresa Chen Jinxie e Rosa Chen Aixie, virgens e mártires, que durante a perseguição movida pelos «Yihetuan», para salvaguardarem a honra da virgindade e a sua fé cristã, resistiram corajosamente às bárbaras depravações e à feroz crueldade dos perseguidores e foram trespassadas pelos golpes das lanças dos seus verdugos. († 1900) Ambas pertenciam à comunidade cristã da aldeia de Tong-Kia-Tchoang. Quando a notícia chegou sobre algumas formas das atrocidades cometidas pelos Boxers, um grupo de fiéis da comunidade, incluindo as duas irmãs, foram colocados em um carro e partiram em direção a Tan Kyu, a povoação que os missionários haviam fortificado numa tentativa de defender os cristãos.

Santa Zoe Noiva e Mártir-Festa: 5 de julho

(†)Roma, ca. 286 
Nascida em Roma, Zoé era esposa do Beato Nicóstrato, um alto oficial romano, também mártir. Ela foi aprisionada pelo Imperador Diocleciano enquanto rezava no túmulo do Apóstolo Pedro, amarrada e lançada na prisão. Em seguida, sofreu o martírio suspensa pelo pescoço e pelos cabelos em uma árvore e sufocada pela fumaça que se formava a seus pés. Ela entregou seu espírito na confissão do Senhor, provavelmente no ano 286. Santa Zoé apareceu em edições anteriores do Martirológio Romano em 5 de julho, mas não na última promulgada por São João Paulo II. Segundo a lenda hagiográfica, ela é esposa de Nicóstrato, chefe da chancelaria imperial. Tendo ficado muda, não pôde curar-se por seis anos.

Santa Trifina Mártir Festa: 5 de julho

O Martirológio de Jerônimo comemora os mártires Agatão e Trifina na Sicília em 5 de julho, sem acrescentar mais nada. A notícia passou de lá para os martirológios históricos, para vários manuscritos sicilianos e para o Martirológio Romano. Destes mártires, tudo se desconhece, exceto as escassas informações que nos são fornecidas pelos martirológios. Lanzoni supôs que sob o nome de Agatão deveríamos reconhecer "o famoso mártir de Catânia Agathenis..., transformado em Agathonis por um copista inexperiente", hipótese também aceita por Delehaye no comentário ao Martirológio de Jerônimo. Também se cogitou que o mártir Agatão pudesse ser identificado com Agatão I, bispo de Lipari, mencionado nos Atos dos Santos. Alfio, Filadelfio e Cirino, que, fugindo para se salvar da perseguição, foram para Lentini, onde viveram escondidos em uma caverna perto da cidade, juntamente com Alessandro, um velho perseguidor convertido; esta suposição parece, no entanto, improvável, uma vez que os autores dos martirológios não conheciam os atos dos três mártires que vieram da Sicília para o Ocidente, através do Oriente.

Santa Marta de Antioquia, leiga - 5 de julho

Martirológio Romano:
No Monte Admirável, na Síria, Santa Marta, mãe de São Simeão Estilita o Jovem. 
Marta nasceu na Antioquia no início do século VI. Embora tivesse feito voto de virgindade, casou-se com João, originário de Edessa, para obedecer aos pais e após ter tido uma revelação de São João Batista, que anunciou inclusive o nome do filho que ela daria à luz. Depois de alguns anos, após o falecimento do esposo, ela se dedicou com zelo à formação católica do filho, Simeão, que nascera em 520. Simeão se tornaria célebre por sua vida e sua atividade no Monte dos Milagres (ou Admirável), próximo de Antioquia. Um século mais tarde um autor, provavelmente um monge do convento de São Simeão, escreveu uma “Vida de Marta” que, ao narrar as suas maravilhas, supera a própria “Vida” do filho, que apareceu um pouco mais tarde. A obra é rica sobretudo de lugares comuns sobre sua virtude, contínuas aparições de São João Batista e de anjos, além de numerosos milagres. Um anjo anunciou a data de sua morte com um ano de antecedência e ela informou o filho a respeito, pedindo que ele a sepultasse no cemitério dos estrangeiros em Daphne, perto de Antioquia. Marta faleceu no dia 5 de julho de 551 e sua vontade foi respeitada quanto aos funerais. Informado sobre a morte da mãe, Simeão mandou exumar o seu corpo e o fez sepultar na abside da Igreja da Ssma. Trindade, à direita de sua coluna.

Santa Filomena Virgem Festa: 5 de julho

Em 1527 (1526)durante escavações sob o altar-mor de S. Lorenzo in Doliolo em Sanseverino Marche (a antiga Settempeda), foi encontrado o corpo de uma mulher com uma schedula (de difícil leitura) que afirmava ser o corpo de Santa Filomena da linhagem de Chiavelli, transferido pelo bispo de São Severino para aquela igreja na época dos reis godos (Totila). No mesmo ano, o Cardeal Ciocchi del Monte colocou o corpo sob o altar dedicado à santa. A festa, inicialmente celebrada em 5 de julho, data em que Filomena aparece no Martirológio Romano, foi posteriormente adiada para o primeiro domingo do mesmo mês. O corpo encontrado é verdadeiramente o de uma santa mártir? De um ponto de vista estritamente histórico, a resposta é negativa, visto que antes do século XVI não há menção ao nome, nem ao culto, nem ao corpo de uma santa Filomena em Sanseverino.

Santa Febronia venerada em Patti Festa: 5 de julho século IV

Patti , uma cidade siciliana, orgulha-se de ter entre seus cidadãos mais ilustres Santa Febronia, uma virgem e mártir que viveu no início do século IV d.C. Sua história, transmitida por uma antiga tradição oral, conta a de uma jovem nascida em uma família nobre pagã que, após se converter ao cristianismo, consagrou-se a Cristo fazendo voto de virgindade. Para escapar das exigências de seu pai e da perseguição imperial, Febronia refugiou-se nas cavernas de Mons Iovis, onde, no entanto, seu pai a alcançou e a matou. Seu corpo, milagrosamente transportado pelo mar, foi encontrado na costa de Minori por uma lavadeira. A partir daí, a devoção à santa se espalhou rapidamente, embora, devido a eventos históricos em Minori, ela tenha sido venerada como Santa Trofimena. As relíquias de Febronia foram doadas a Patti, que a elegeu sua padroeira.

Santa Ciprila (Cirila) de Cirene, Mártir - 5 de julho

Ciprila (ou Cirila) era uma cristã viúva de Cirene, cidade de Pentápolis, na Líbia. Na época de Diocleciano, ela teria recorrido ao Bispo Teodoro para ser curada de uma violenta e crônica dor de cabeça. O Bispo Teodoro estava então em liberdade vigiada e a curou, mantendo-a ao seu serviço junto com outras piedosas mulheres, Aroa e Lúcia. Após o martírio do bispo, a santa viúva foi convidada a sacrificar aos ídolos pagãos. Como tivesse recusado, colocaram-lhe nas mãos carvões ardentes e incenso, supondo que para escapar da dor ela os deixaria cair diante dos ídolos, simulando haver consumado o sacrifício pagão. Mas Ciprila foi mais forte e preferiu perder as mãos e por isso foi torturada e esvaiu em sangue até o martírio se consumar.

Santa Godoleva : Mandada assassinar pelo marido, (+ 1070).

Mártir da fidelidade conjugal 
Godoleva, oriunda de nobre família francesa, possuidora de excelentes qualidades físicas e morais, era casada com Bertoldo, nobre fidalgo da Holanda. Fidalgo de nome e de sangue, não o era de coração. O amor e a amizade, que aparentava antes, logo depois do dia do casamento transformaram-se em antipatia e ódio. Neste ódio via-se secundado pela mãe, que tudo fazia para amargurar o coração da jovem nora, a ponto de expulsá-la de casa. tendo todo o apoio do filho, aconselhou-o que desse a Godoleva uma moradia própria, á parte, que a obrigasse a viver inteiramente separada do marido e da família do mesmo. Godoleva, educada na escola de Cristo, embora sofresse profundamente com um tratamento tão injusto e ímpio, levou a cruz com a resignação, oferecendo os sofrimentos pela conversão daqueles que a maltratavam.

António Maria Zacaria Sacerdote, Fundador dos Barnabitas, Santo 1502-1539

É próprio dos grandes corações colocar-se ao serviço dos outros sem recompensa, combater não em vista do pagamento.” São as palavras que António Maria, pertencente à rica família dos Zacaria, de origem genovesa, dirigia aos jovens voluntários, que seguindo o seu exemplo, se dedicavam ao apostolado pela promoção da vida cristã nas famílias. António tinha nascido em Cremona em 1502. Sua mãe ficou viúva com 18 anos de idade, rejeitou segundas núpcias só para dedicar-se totalmente à educação do filho. Os bons frutos não tardaram. Um dia, voltando da escola, António estava sem o manto de lã: havia-o colocado nas costas de um pobre que estava tremendo de frio.

ORAÇÕES - 05 DE JULHO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
5 – 14º Domingo do Tempo Comum
Evangelho (Mt 11,25-30) “Vinde a mim, todos que estais cansados e carregados de fardos, e eu vos darei descanso.”
Muitas vezes olhamos para o evangelho como se fosse um peso, uma obrigação que só aceitamos porque não temos outra possibilidade. E o pior é que muitas vezes assim é que o apresentamos a outras pessoas, como uma lei, que poderia ser mais fácil se Deus quisesse, mas que é pesada para nos pôr à prova. Não é assim que Jesus fala de suas propostas para nós. Ele não veio para dificultar, mas para facilitar a felicidade. Ele o diz claramente: “Vinde a mim, todos vós, que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei comigo, porque sou manso e humilde de coração, e vós encontrareis descanso. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.”
Oração
Senhor Jesus, eu vos procuro porque preciso de salvação, preciso de alguém que me livre de minhas fraquezas e misérias. Preciso de perdão para minhas muitas falhas. Sem vós, não tenho rumo na vida, não saberia para que viver. Vós me podeis dar as certezas de que preciso, coragem e paciência para continuar caminhando. Enfrento desenganos e sofrimentos, quase sempre por minha própria culpa, e por isso procuro repouso junto de vós. Quero aprender convosco a viver na simplicidade e na paz. Senhor Jesus, preciso de vós, porque não apenas me ensinais o caminho, mas me dais a possibilidade de caminhar, unindo-me a vós, fazendo-me participante de vossa divindade. Sei que, em vez de me pôr um peso às costas, me levareis nos braços. Amém.

sábado, 4 de julho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Tempo Pascal”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Cinquenta dias
 
A festa da Páscoa é o centro da vida e das celebrações cristãs. A Quaresma nos encaminha como um processo de libertação. Assim é fecunda nossa participação no Mistério de Cristo Morto e Ressuscitado. Pensamos a Páscoa como um único dia, como se fosse um só momento fechado. A liturgia anuncia uma celebração de cinquenta dias. Cinquenta dias, em grego, se diz Pentecostes. Não é somente o domingo de Pentecostes que é a festa da vinda do Espírito Santo. Mais que um dia, é um tempo. Na celebração do dia de Pentecostes encerra-se o período de cinquenta dias depois da Páscoa. Já na tradição judaica é rica de significados. Existia a celebração da festa das colheitas. Depois se tornou a festa memorial do acontecimento salvífico da Aliança do Sinai. A festa cristã de Pentecostes, sempre teve o significado de efusão do Espírito Santo com sentido de dom universal. Desde os inícios da Igreja, nos séculos III e IV, volta-se a atenção também para segunda vinda e para a grande alegria da comunidade por causa da Páscoa. Não entendemos bem, mas essa alegria nos é dada pela celebração pascal. Por isso salientamos a celebração luz do círio, imagem de Cristo vivo e do canto aleluia (Louvores a Deus). Parece-me mais uma alegria que recebemos, do que uma alegria que provocamos. Parece-me também que temos como dom do Espírito somente no dia de Pentecostes. Por isso o tempo pascal fica diluído. Há uma espiritualidade própria na qual predomina também a alegria do Espírito. 
Alegrias da Páscoa 
Os cinquenta dias nos abrem ao dom da Páscoa que não é só a vida nova, mas é também o dom do Espírito que vem do Cristo Ressuscitado. Na primeira aparição aos discípulos Jesus diz, soprando sobre eles: “Recebei o Espírito Santo” (Jo 20,22). Dividimos esse tempo como se só fosse calendário. Mas há um conjunto de realidades que, mesmo distintas, formam uma unidade. Todo o mistério da redenção é único e se manifesta de modos diferentes. Além das celebrações, a graça se manifesta na celebração dos batismos. É o tempo propício para serem batizados filhos de Deus. Depois de serem preparados, durante a Quaresma, havia diversos ritos que culminavam na noite da Vigília Pascal com o Batismo, a Crisma e a Eucaristia. Ficavam com as vestes batismais durante toda a semana da Páscoa. Os batismos eram feitos também na festa de Pentecostes. Assim, agora, podemos manter essa tradição com os batismos no tempo pascal. Como nos renovamos pela Páscoa, mantemos a alegria de ressuscitarmos sempre com Cristo. Estimula também a esperarmos a vinda do Senhor, sobretudo aquela que acontece no dia a dia. 
Tempo que nos ensina 
Os textos da liturgia são uma escola para compreendermos o Mistério Pascal de Cristo. Desses textos entendemos esse tempo. É um tempo dedicado, tanto aos apóstolos como a nós, de compreender essa renovação. Jesus aparece diversas vezes aos discípulos e os instrui até o dia da Ascensão: “Jesus foi levado para o Céu depois de ter dado instruções pelo Espírito Santo aos apóstolos”(At 1,2). Ele continua ensinar a partir da liturgia. Os cristãos são sempre criancinhas que devem continuamente aprender. Aprende-se pela vida e pela instrução. A celebração da Eucaristia, e a quem pode, do Ofício Divino, levam-nos a essa mistagógica fundamental da vida cristã: celebrar para aprender e aprender para celebrar melhor. E, crendo, somos estimulados a conhecer melhor. A leitura recomendada para esse tempo é os Atos dos Apóstolos. Aliás, como é feito desde os inícios da Igreja.
ARTIGO PUBLICADO EM MAIO DE 2021

EVANGELHO DO DIA 04 DE JULHO

Evangelho segundo São Mateus 9,14-17. 
Naquele tempo, os discípulos de João Batista foram ter com Jesus e perguntaram-Lhe: «Por que motivo nós e os fariseus jejuamos e os teus discípulos não jejuam?». Jesus respondeu-lhes: «Podem os companheiros do esposo ficar de luto enquanto o esposo estiver com eles? Dias virão em que o esposo lhes será tirado e nessa altura hão de jejuar». Ninguém põe remendo de pano novo em vestido velho, porque o remendo repuxa o vestido e o rasgão fica maior. Nem se deita vinho novo em odres velhos; aliás, os odres rebentam, derrama-se o vinho e perdem-se os odres. Mas deita-se o vinho novo em odres novos e assim ambas as coisas se conservam». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Pedro Crisólogo
(406-450) 
Bispo de Ravena, 
doutor da Igreja 
 Sermão 31 
O jejum dos amigos do noivo
«Por que motivo nós e os fariseus 
jejuamos e os teus discípulos
 não jejuam?» 
Porquê? Porque, para vós, o jejum é uma prática da lei, não é um oferecimento espontâneo. Ora, em si mesmo, o jejum não tem valor; o que conta é a intenção de quem jejua. Que proveito pensais ganhar jejuando contrariados e forçados? O jejum é um arado maravilhoso para lavrar o campo da santidade: converte os corações, desenraíza o mal, arranca o pecado, enterra o vício, semeia a caridade, mantém a fecundidade e prepara a colheita da inocência. Ora, os discípulos de Cristo estão posicionados no coração do campo maduro da santidade: recolhem molhos de virtudes e gozam do pão da nova colheita; por conseguinte, não podem praticar os jejuns prescritos. «Por que motivo os teus discípulos não jejuam?» O Senhor responde-lhes: «Podem os companheiros do esposo ficar de luto, enquanto o esposo estiver com eles?». Aquele que toma mulher põe o jejum de lado, abandona a austeridade; entrega-se totalmente à alegria, participa nos banquetes; mostra-se afetuoso, delicado e alegre: faz tudo o que a sua afeição pela esposa lhe inspira. Cristo celebrava as suas núpcias com a Igreja: por isso, tomava parte nas refeições, não recusava convites; cheio de benevolência e amor, mostrava-Se humano, acessível, amável, pois desejava unir o homem a Deus e fazer dos seus companheiros membros da família divina.

04 de julho - Beato Pedro Kasui Kibe

Em 24 de novembro de 2008, em Nagasaki, foi celebrada a primeira beatificação em terras japonesas, na qual, não obstante o clima severo, tomaram parte 30.000 fiéis. Como delegado do Papa estava o cardeal José Saraiva Martins, prefeito emérito da Congregação para as Causas dos Santos. Apesar do mau tempo, um dia belíssimo para a Igreja no Japão naquele 24 de novembro de 2008, no qual 188 mártires japoneses juntaram-se aos 395 Beatos e 42 Santos com os quais a Igreja local já podia se orgulhar. Mas desta vez a emoção era ainda mais forte porque, pela primeira vez a cerimônia era celebrada no Japão e precisamente em Nagasaki, uma cidade no arquipélago onde vivem dois terços da comunidade católica local. Há muito havia terminada a era dos "kakure kirisitan", os "cristãos escondidos" de um dos países onde os fiéis pagaram um dos mais altos preços em sangue da história recente e não só, como no caso dos 188, todos martirizados entre 1603 e 1639, em diferentes cidades.

Beato José Kowalski

José Kowalski nasceu em Rzeszów, Polônia, no dia 13 de março de 1911, filho de Wojciech e Sofia Barowiec, o sétimo de nove irmãos. Seus pais, católicos praticantes, eram agricultores, proprietários de um modesto sítio. Depois da escola primária, foi inscrito no colégio salesiano de Oswiecim (Auschwitz). José distinguiu-se logo pelo empenho no estudo e no serviço e pela alegria sincera. Inscreveu-se na Companhia da Imaculada e na Associação Missionária, tornando-se depois seu presidente. Enamorou-se literalmente do carisma salesiano e do seu Fundador, do qual procurou seguir o exemplo em tudo: empenho na animação alegre das festas religiosas e civis, presença apostólica junto aos colegas e, em particular, o primado da vida espiritual.

04 de julho - Santo Antônio Daniel

Santo Antônio Daniel foi um missionário jesuíta em Sainte-Marie entre os índios hurons e um dos mártires norte-americanos. Nasceu em Dieppe em 27 de maio de 1601, era um estudante de Direito que resolver abandonar a faculdade e entrar para a Companhia de Jesus em Rouen, em 1621, onde tornou-se professor de turmas júnior no mesmo colégio, no período de 1623 a 1627, sendo, neste último ano, enviado para o colégio de Clermont em Paris, onde acabou por estudar Teologia. Ordenou-se sacerdote em 1630 e ficou lecionando no College at Eu. Após sua ordenação, em 1632, partiu em missão para o Canadá, na região conhecida como Arcádia, onde trabalhou evangelizando os índios hurons, com seu companheiro, o Padre Ambroise. Chegaram à baía de Santa Anne, em Cape Breton onde ministraram, por um ano, para os jesuítas que haviam se estabelecido no território.