quarta-feira, 16 de setembro de 2026

ORAÇÕES - 16 DE SETEMBRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
16 – Quarta-feira – Santos: Cornélio, Cipriano, Edite
Evangelho (Lc 7,31-35) ”Com quem hei de comparar os homens desta geração? Com quem eles se parecem?”
Jesus falava dos que não aceitavam a mensagem do Batista, nem a sua. Nem daquele que diziam ser muito austero, nem de Jesus que acusavam de infiel aos mandamentos. Para aceitar a proposta de Deus, é preciso abandonar nossas ideias e preconceitos, e aceitar uma proposta de vida que parece absurda. É preciso que nos deixemos iluminar pelo Espírito, pela luz da fé, e nos entreguemos confiantes ao Senhor.
Oração
Senhor Jesus, reconheço que nem sempre é fácil aceitar vossas ideias e propostas de vida. Às vezes parecem exigentes demais, ou sem sentido. Tudo fica mais claro e fácil quando me abro à luz da fé, e me deixo conquistar por vós. Ajudai-me sempre, para resistir a quem me aponta outros caminhos. Ensinai-me a renunciar a tudo que me possa afastar de vós. Quero seguir-vos. Amém.

terça-feira, 15 de setembro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - Culto, Dimensão de Totalidade

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
O ser humano é espiritual
 
É próprio do homem, rezar. Ouvi, há tempos, que quiseram provar que o ser humano não é naturalmente religioso. É algo imposto. Então isolaram uma criança que não ouvisse falar nada de religião, Deus... etc... para provar essa inverdade. Um dia encontraram a criança ajoelhada em direção ao sol nascente que é uma bela imagem de Deus. O ser humano é incompleto sem a dimensão religiosa. Se ele fosse só matéria, seria diferente. Não sabemos a relação dos seres não humanos com Deus. Em sua pureza, tem seu modo de reagir. Como não é só matéria, tem o relacionamento com o Ser Superior. Deus fez o grande caminho para levar o homem e a mulher a encontrarem a riqueza do ser espiritual no culto, de modo particular no culto judaico, que praticou Jesus, e o culto em Cristo. Os tempos de Deus não são os nossos. Esse culto foi cristalizado na Igreja que realiza essa dimensão em plenitude, com tudo o que é necessário, enriquecido pela sabedoria dos povos. Há sempre a necessidade de abrir a todos essa riqueza. Mais ainda, o que falta muito é reconhecer a diferença e a complementaridade do feminino e do masculino. É um dos aspectos mais esquecidos da dimensão espiritual e sua concretização nas religiões e na fé cristã, por excelência. Deixando os outros de lado, a estrutura da fé cristã é masculinizada. Vemos Jesus e a samaritana. Os discípulos admiraram-se que estivesse conversando com uma mulher. 
Ser de comunhão espiritual 
Quanto mais o ser humano se desenvolve, mais percebe que está junto com outros. O ser humano é social por natureza. É dimensão fundamental. Essa dimensão se estabelece também no aspecto religioso. O ser humano não é amontoado de peças úteis à vida. Ele é um todo em que as partes e dimensões estão interligadas. Por isso, a vida espiritual é realizada em comunhão. O slogan “salva tua alma”, é correto, mas incompleto. “Sois corpo de Cristo e sois os seus membros, cada um por sua parte (1Cor 12,27). Somos Corpo e a imagem é clara, no ver de São Paulo, para mostrar a unidade e a diversidade. Todos unidos entre si e com Cristo. Todos necessários uns aos outros. Essa comunhão espiritual acontece também no culto. Não há individualismo no culto, na liturgia cristã. Temos a tendência de ver os outros como unidades desligadas. Estamos em profunda comunhão de vida e vida espiritual. Paulo até cobra a solicitude uns pelos outros. Não haja divisão, “mas os membros tenham igual solicitude uns pelos outros” (id 25). Solicitude até mais espiritual pois, como humanos, temos essa separação natural do ser. Como espiritual, a unidade é natural. Com Cristo fazemos parte uns dos outros. A celebração não é individual, celebramos como corpo e Corpo de Cristo. Cristo realiza a união com Ele. Cristo é tudo em todos. 
Rezar com a Igreja 
A Igreja é Corpo de Cristo e realiza visivelmente o culto que o Filho, no Espírito, presta ao Pai. Esse culto no-lo deu quando Se uniu à nossa humanidade. A parte visível do culto é a dimensão humana unida à dimensão espiritual, divina de Cristo. Por isso temos o culto perfeito e único, aquele que Cristo presta ao Pai. Na realidade não há diversidade de cultos, mas um único culto. São completos na medida em que se aproximam de Cristo. A liturgia da Igreja quer tornar visível esse culto espiritual através de seus ritos. Quanto mais traduzem a verdade do culto, mais perfeito é. Por isso, a liturgia deve corresponder também ao ser humano e não ser um depósito de ritos vazios.
ARTIGO PUBLICADO EM JANEIRO DE 2022

EVANGELHO DO DIA 15 DE SETEMBRO

Evangelho segundo São João 19,25-27. 
Naquele tempo, estavam junto à cruz de Jesus sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. Ao ver sua Mãe e o discípulo predileto, Jesus disse a sua Mãe: «Mulher, eis o teu filho». Depois disse ao discípulo: «Eis a tua Mãe». E, a partir daquela hora, o discípulo recebeu-a em sua casa. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Charles de Foucauld 
(1858-1916) 
Eremita e missionário no Saara 
Meditações sobre os Santos Evangelhos 
«Eis a tua Mãe» 
«Eis o teu filho», diz Nosso Senhor à Santíssima Virgem, dando-lhe todos os seres humanos como filhos, ordenando-lhe que tenha para todos um coração de Mãe. Ela cumpriu, e continuará a cumprir por toda a eternidade, com incomparável perfeição, esta ordem de Deus, como cumpriu todas as ordens que dele recebeu. Tenhamos, pois, a certeza absoluta de que ela tem um coração materno para cada ser humano, e recorramos a esta Mãe amada e omnipotente em todas as nossas necessidades com a mesma confiança que uma criança deposita na sua mãe, a uma Mãe que nos ama infinitamente mais do que qualquer mãe terrena poderia amar-nos, a uma Mãe que pode obter para nós de Deus absolutamente tudo o que é verdadeiramente bom para a nossa alma. «Eis a tua Mãe», diz o Senhor a cada alma. Todos devemos tratar a Santíssima Virgem como nossa Mãe, cumprindo com ela os deveres que um bom filho deve a Mãe tão boa: afeto, honra, serviço, confiança, em suma, tudo o que o próprio Senhor concedeu à Santíssima Virgem! Amemo-la, honremo-la, vamos ter com ela, conversemos com ela em oração; sirvamo-la, ajudando-a da melhor forma possível em todas as obras que ela favorece, em todas as que são realizadas em sua honra; tenhamos absoluta confiança nela e invoquemo-la sem hesitar com essa confiança em todas as nossas necessidades, em todos os nossos desejos, em todos os nossos empreendimentos, em todas as nossas obras, em todas as nossas ações. Sejamos filhos ternos, recordando que esse é um ponto essencial da obediência a Jesus e da imitação de Jesus: da obediência, porque Ele no-lo ordenou de maneira formal e solene do alto da cruz; e da imitação, porque Ele foi sempre um Filho modelar para sua Mãe.

São Nicomedes, mártir romano-Festa: 15 de setembro(†)Roma, século I.

Nicomedes, sacerdote romano, na época de Domiciano, século I, enterrava os cristãos, vítimas das perseguições. Por isso, foi preso, e, ao se recusar a oferecer sacrifícios aos deuses, foi assassinado e jogado no rio Tibre, em Roma. Seu corpo, recolhido por um clérigo, foi enterrado na Via Nomentana. 
Pertence ao grupo de mártires romanos da antiguidade cristã cuja existência e culto são mais bem atestados do que as informações sobre suas vidas. Sua memória está ligada à Via Nomentana, onde seu corpo foi sepultado em um antigo cemitério cristão. O Martirológio Romano o comemora em 15 de setembro como mártir de Roma e especifica que seu corpo, mantido no cemitério ao longo da Via Nomentana, foi honrado pelo Papa Bonifácio V com uma basílica sepulcral. As circunstâncias de seu martírio são transmitidas principalmente por uma Paixão segundo São Nereu e Santo Aquiles, provavelmente composta entre os séculos V e VI. De acordo com esse relato, Nicomedes era um sacerdote que havia dado um enterro cristão ao mártir Felicola.

Serva de Deus Lavínia Sernardi, Mãe de Família - 15 de setembro

“Tudo que conhecemos – escreve D. Vincenzo Catani em sua obra Os Santos da Igreja de Trento – devemos à pena de um padre do Oratório de São Filipe Neri, Pe. Venâncio Bevilacqua, que quando se encontrava em Fermo, em 1684, escreveu e imprimiu uma vida da Serva de Deus”. Lavínia nasceu no dia 2 de junho de 1588 em Grottammare, a Pérola do Adriático, Província de Ascoli Piceno (Itália). Naqueles anos era papa Sisto V que também nasceu naquela cidade em 13 de dezembro de 1521. A Serva de Deus era filha de Segismundo Sernardi e Emilia Tesei. Aparentemente Lavínia foi a primeira dos filhos, certamente era a mais velha de suas irmãs Angelella, Portia e Vincenza. Ela também tinha um irmão chamado Astolfo. A mãe de Emília assumiu a formação espiritual de Lavínia e educou-a com grande cuidado. No caminho da santidade Lavínia foi orientada por três sacerdotes que ela considerava como seus diretores espirituais: Pe. Vagnozzo Pica, sacerdote diocesano de Ripatransone e pároco da paróquia de Sto. Ângelo, na mesma cidade; Frei Nicolau Pallotta, franciscano de Monteprandone; e D. Jeronimo Leti, reitor da igreja do castelo de S. Bento.

Catarina de Génova Esposa, Religiosa, Mística, Santa 1447-1510

No século XV, os partidos guelfi e ghibellini eram os dominantes em Gênova, alternando-se no governo da cidade por meio de lutas sangrentas. Mas quando Catarina Fieschi nasceu, no ano de 1447, as famílias da Santa Catarina de Génovanobreza que pertenciam a essas facções políticas já conviviam em paz, que era mantida pelos casamentos acordados entre si. Ela também teve de submeter-se a essa situação, pois seus pais, Tiago e Francisca, fidalgos dos guelfi, a deram em casamen-to ao jovem Juliano, da aristocrata família Adorno, dos ghibellini. A união foi chamada de bizarra. Juliano era muito rico, mas irresponsável, desregrado, jogador e de carácter duvidoso, enquanto Catarina, com apenas dezesseis anos, era religiosa, sensível e muito caridosa, que, em vez de casar, desejava poder ter seguido a vida religiosa como sua irmã Limbânia o fizera. Ela viveu sob a influencia negativa do marido, divi-dida entre as futilidades da corte e as obras de cari-dade.

Beato Rolando (Orlando) de' Medici Eremita -Festa: 15 de setembro

(*)Milão, por volta de 1330
(+)Bargone, Salsomaggiore, Parma, 15 de setembro de 1386 
Poucas figuras do eremitismo italiano do século XIV preservaram uma imagem tão singular quanto o Beato Rolando de' Medici. Segundo uma antiga tradição hagiográfica, por volta de 1360, com cerca de trinta anos, ele abandonou sua vida anterior para se retirar para os bosques da região de Bargone, perto de Salsomaggiore, então sob o domínio da família Pallavicino. Durante vinte e seis anos, levou uma vida de extrema penitência, em silêncio quase absoluto, alimentando-se do que encontrava na natureza e dedicando-se à oração e à contemplação. Sua escolha pela vida eremítica tornou-se tão radical que atraiu incompreensão e, por vezes, violência daqueles que o encontraram. As informações sobre sua vida, contudo, são escassas e devem ser usadas com cautela. A principal fonte biográfica provém de um manuscrito preservado na Biblioteca Laurentiana, em Florença, copiado na segunda metade do século XV e atribuído a uma narrativa que se acredita ser mais antiga. A tradição o apresenta como membro de uma família milanesa chamada Médici, mas não há documentação suficiente para ligá-lo à famosa dinastia Médici de Florença.

António Maria Schwartz Sacerdote piarista, Beato 1852-1929

Anton, para nós António nasceu na humilde e cristã família Schwartz, no dia 28 de fevereiro de 1852, em Baden, Áustria Era o quarto dos treze filhos, seu pai era um simples operário, sem profissão definida, enquanto sua mãe cuidava da casa e dos filhos, que estudavam na escola paroquial dessa cidade. Aos quinze anos ficou órfão de pai, vivendo uma grave crise pessoal, que durou dois anos. Em 1869, recuperado, foi estudar na escola popular gratuita dos padres piaristas. Alí conheceu a obra do fundador São José Calasanz, tornando-se um seu devoto extremado. Mas três anos depois, as atividades das escolas pias e da própria Ordem, foi suspensa na Áustria. Para completar sua formação, ingressou no seminário diocesano, pois queria seguir a vida religiosa. Nessa época passou por duas graves enfermidades, ambas curadas, segundo ele, por intercessão de Nossa Senhora. Em 1875 ordenou-se sacerdote e assumiu o segundo nome.

Beato Pasquale Penades Jornet sacerdote e mártir -Festa: 15 de setembro

(*)Montaverner, Espanha, 3 de janeiro de 1894
(+)Puerto de Cárcer, Espanha, 15 de setembro de 1936 
Nasceu em Montaverner, na província de Valência, em 3 de janeiro de 1894. Desde a adolescência, direcionou sua vida para o sacerdócio e frequentou o Colégio de Vocações Eclesiais de Valência. Ordenado sacerdote em 1921, atuou em diversas comunidades da região valenciana e também em Campos de Arenoso, na atual província de Castellón. Sua última designação foi em Bélgida, onde serviu como pároco. Os testemunhos coletados durante seu julgamento recordam sua humildade, simplicidade de maneiras, austeridade de vida e especial atenção aos pobres. Em 1936, com o início da perseguição religiosa ligada à Guerra Civil Espanhola, o culto católico foi interrompido e Penadés foi forçado a deixar Bélgida. Refugiou-se em sua cidade natal, Montaverner, com sua família.

Beato Paolo Manna, sacerdote PIME -Festa: 15 de setembro (16 de janeiro)

(*)Avellino, 16 de janeiro de 1872
(+)Nápoles, 15 de setembro de 1952 
Paolo Manna nasceu em Avellino, em 16 de janeiro de 1872. Em setembro de 1891, ingressou no Seminário do Instituto para as Missões Estrangeiras de Milão como estudante de teologia. Foi ordenado sacerdote em 19 de maio de 1894, na Catedral de Milão. Destinado à missão de Toungoo, na Birmânia (atual Myanmar), teve que ser repatriado em 1907 por motivos de saúde. A partir de então, dedicou-se inteiramente à difusão do ideal missionário, por meio de suas palavras e escritos, entre os quais se destaca o volume "Operarii autem pauci". Em 1916, fundou a União Missionária do Clero. Em 1924, tornou-se Superior Geral do Instituto para as Missões Estrangeiras de Milão. Sob sua liderança, dois anos depois, o instituto fundiu-se com o Seminário Missionário de Roma, tornando-se o Pontifício Instituto para as Missões Estrangeiras (PIME).

NOSSA SENHORA DAS DORES

Acompanhar Nossa Senhora em todas as fases de sua vida terrestre, admirar os altos desígnios de Deus na pessoa sacrossanta de sua Mãe é sempre delícia para um coração devoto à SS. Virgem. Mais apropriada não podia ser a nossa meditação das dores, senão ocupando-nos com os sete dolorosos lances de sua existência terrena, ou propriamente “as sete dores”, a saber:

15 DE SETEMBRO, DIA DEDICADO A NOSSA SENHORA DAS DORES, VIRGEM MARIA DOLOROSA

As Promessas aos devotos de Nossa Senhora das Dores,
Santa Brígida diz-nos, nas suas revelações aprovadas pela Igreja Católica, que Nossa Senhora lhe prometeu conceder sete graças a quem rezar cada dia, sete Ave-Marias em honra de suas principais "Sete dores" e Lágrimas, meditando sobre as mesmas. 
Eis as promessas: 
1ª - Porei a paz em suas famílias. 
2ª - Serão iluminados sobre os Divinos Mistérios. 
3ª - Consolá-los-ei em suas penas e acompanhá-los-ei nos seus trabalhos.
4ª - Conceder-lhes-ei tudo o que me pedirem, contanto que não se oponha à vontade de meu adorável Divino Filho e à santificação de suas almas. 
5ª - Defendê-los-ei nos combates espirituais contra o inimigo infernal e protegê-los-ei em todos os instantes da vida. 
6ª - Assistir-lhes-ei visivelmente no momento da morte e verão o rosto de Sua Mãe Santíssima. 
7ª - Obtive de Meu Filho que, os que propagarem esta devoção (às minhas Lágrimas e Dores) sejam transladados desta vida terrena à felicidade eterna, diretamente, pois ser-lhe-ão apagados todos os seus pecados e o Meu filho e Eu seremos a sua eterna consolação e alegria. 

ORAÇÕES - 15 DE SETEMBRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
15 – Terça-feira – N. Senhora das Dores
Evangelho (Jo 19,25-27) “Perto da cruz de Jesus, estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena.”
É discreta nos evangelhos a presença de Maria. Depois das narrativas da infância, nós a encontramos no milagre de Cana e quando uma vez está à procura de seu filho. Depois só a vemos presente no momento final, ao pé da cruz. Mesmo assim é fácil perceber como sua vida está intimamente unida à de Jesus, como primeira discípula e fiel colaboradora em sua obra de redenção.
Oração
Senhor, eu vos peço que, por intercessão de Maria, eu também esteja sempre intimamente unido a vós na participação da mesma vida divina. E que também esteja totalmente disponível para colaborar convosco na redenção da humanidade. Ajudai-me a imitar sua generosidade e sua prontidão no ouvir e pôr em prática vossa palavra. Dai-me um grande amor filial a Maria vossa mãe. Amém.

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Manifestação aos discípulos”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
PADRE JOSÉ OSCAR BRANDÃO(+)
REDENTORISTAS NA PAZ DO SENHOR
E os discípulos creram
 
O segundo domingo do Tempo Comum tem uma característica própria nos três ciclos (Anos A. B e C): usa o Evangelho de João. Depois inicia com o evangelista do ano. Nesse domingo lemos o evangelho das bodas de Caná. No final temos as palavras chaves: manifestou sua glória e os discípulos creram. São termos técnicos que João usa para explicitar a missão de Jesus. Seus sinais (não diz milagres) são para conduzir à fé. Esse é o domingo que abre o Tempo Comum. O mistério da Manifestação continua além do Tempo do Natal. A maior manifestação é a Ressurreição. A partir dela se funda a fé. Toda ação de Jesus manifesta sua glória para que todos creiam Nele. Na primeira leitura, de Isaias, Deus escolhe Jerusalém como esposa. Há sempre entre Deus e o povo relações de amor como matrimonial. Jesus é o Esposo que dá o vinho novo. É uma novidade total. Jesus, o esposo, é o vinho novo. A pequena comunidade é a esposa que bebe o vinho novo. A festa do casamento, provavelmente de parentes de Jesus, pode continuar. A nova família já toma o vinho novo. O papel de Maria, bem entendido, conforme as línguas semitas, significa que Jesus está a dizer: “Mãe, a gente sempre se entendeu”. Como se diz: basta um olhar. Por isso diz: “Fazei tudo o que Ele vos disser”. É papel de Maria, encaminhar a Jesus. No momento, a Igreja está sempre a conduzir a Jesus. Iniciando o Tempo Comum, temos um caminho a fazer; tomar o vinho novo que é servido em abundância. 
Diversidade de dons 
O vinho novo da festa do casamento de Caná agora é servido na qualidade dos dons dos comensais, aqueles que comem à mesa de Cristo. A leitura de 1ª Coríntios 12 nos traz uma questão do serviço fraterno entre as muitas questões apresentadas à sua orientação. Era uma comunidade culta, mas cheia de problemas e histórias. Por isso Paulo explica que cada um tem seus dons e deve usá-los para a comunidade. Isso leva a comunidade a se unir. Assim o Espírito Santo age para o bem da comunidade. Quanto mais se reconhece e usa um dom, maior é o crescimento da comunidade. Ninguém recebe para si, mas para colocar a serviço. Cada com é uma manifestação do Espírito Santo, como diz o texto: “A cada um é dada a manifestação do Espírito Santo em vista do bem comum.” Os dons são para a comunidade. Percebe-se que o Espírito Santo “se encarna” em cada um que põe a serviço de todos os dons que recebe do Espírito. “Todos esses dons os realiza o mesmo Espírito, que distribui a cada um conforme quer” (1Cor 12,11) As comunidades seriam mais ricas de(se) houvesse mais abertura mútua aos dons de cada um. 
Um mesmo Espírito 
Paulo, procurando a unidade da comunidade não fala primeiro dos dons, mas da unidade de todos em Cristo. Diz: “Há diversidade dos dons, mas um mesmo é o Espírito. Há diversidade de ministérios e atividades, mas um mesmo é o Senhor... mas um mesmo Deus que realiza todas as coisas em todos. A cada um é dada a manifestação do Espírito em vista do bem comum” (1Cr 12,4-7). Essa é a riqueza da comunidade. A comunidade é uma realidade viva. O Espírito Santo respeita cada um e promove. É o que vemos na leitura do evangelho de hoje: Maria usou seu dom de mãe: preocupou-se com a situação desagradável dos noivos. Não se meteu. Apresentou a Jesus sua preocupação. E logo, percebendo o que Jesus sentia, disse aos serventes: “Fazei o que ele disser”. Houve o milagre. Assim nasceu a nova comunidade do vinho novo 
Leituras: Isaias 62,1-5;Salmo 95; 
1 Coríntios 12,4-11; João 2,1-11. 
1. Jesus é o Esposo que dá o vinho novo. 
2. Cada com é uma manifestação do Espírito Santo. 
3. O Espírito Santo respeita cada um e promove. 
Beber sem tontear 
O povo vai à festa e mama para valer nas bebidas e comidas. Ainda mais que as coisas andam tão caras. É preciso aproveitar. É triste ver um embebedado. Com o vinho a festa continua e dando alegria da fé. A fé nos põe a serviço e nos dá a alegria de estar bebendo um vinho novo, bebendo um ritmo novo de vida. A alegria do serviço mútuo na comunidade é fruto do vinho novo. 
Homilia do 2º Domingo Comum (16.01.2022)

EVANGELHO DO DIA 14 DE SETEMBRO

Evangelho segundo São João 3,13-17. 
Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: «Ninguém subiu ao Céu senão Aquele que desceu do Céu: o Filho do homem. Assim como Moisés elevou a serpente no deserto, também o Filho do homem será elevado, para que todo aquele que acredita tenha nele a vida eterna». Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito, para que todo o homem que acredita nele não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele».
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Isabel da Santíssima Trindade 
(1880-1906) 
Carmelita 
Poesia 114 
A habitação da alma que ama 
Onde habitava Ele, senão na dor? 
Na dor imensa, na dor suprema? 
Esta é a morada da alma que ama 
e conforma a sua vida com a do Salvador. 

Não temas a dor, pois ela é promessa de amor. 
Refugia-te por inteiro à sombra da cruz, 
pois Aquele que ela sustenta te dará luz. 
Ele te fortalecerá para lutares dia a dia.

Santa Placila (Ælia Flaccilla) Imperatriz - 14 de setembro

Santa Placila, forma italiana do nome grego Plakilla, como é relatado pela respeitável Bibliotheca Sanctorum, é a imperatriz conhecida no mundo latino com o nome de Ælia Flaccilla, primeira esposa de São Teodósio I o Grande. Como o marido, ela também era de origem espanhola, talvez filha de Cláudio Antônio, prefeito de Gaul e cônsul no ano 382. O casamento de Teodósio e Placila foi celebrado por volta do ano 376. Pelo fim do ano seguinte nasceu o primeiro filho do casal, Santo Arcádio, que deveria herdar o império do Oriente, e nos anos sucessivos Placila deu à luz outros dois filhos: Honório, em 384, depois imperador do Ocidente, e Pulquéria, falecida em tenra idade. Placila faleceu prematuramente pouco depois, em 385, provavelmente devido a complicações após este último parto. São Gregório de Nissa, seu hagiógrafo, declarou expressamente que ela deu a Teodósio somente três filhos.

Santa Notburga de Eben, Doméstica - 14 de setembro

Nasceu em 1265 em Rattenberg (Tirol Norte). Foi doméstica e cozinheira no vizinho Castelo de Rottenburg. Filha de uma família de lavradores sem fortuna do Tirol, foi educada nos princípios católicos. Aos dezessete anos foi admitida como cozinheira no palácio do Conde Henrique de Rottenburg. Henrique e Jutta, sua esposa, grandes esmoleres, designaram Notburga como sua despenseira para com os pobres que chegavam a toda hora em seu palácio. Ela distribuía generosamente aos pobres tudo aquilo que sobejava da mesa dos patrões. Ela também doava aos pobres o seu próprio alimento, especialmente às sextas-feiras. Seis anos viveu com os condes; com a morte deles tudo mudou para Notburga.

São Crescêncio de Roma , Criança, Mártir -Festa: 14 de setembro

A única fonte biográfica sobre Crescentius são os Acta recebidos de Baronio ab Ecclesia Perusina, preservados na Biblioteca Vallicelliana em uma cópia do século XVII e publicados nos Acta Sanctorum. Esses Acta foram escritos na Toscana, provavelmente quando o corpo de Crescentius foi transferido para Siena em 1058. Crescentius, de uma família nobre romana, foi batizado com seus pais pelo sacerdote Epigmenius (24 de março). Durante a perseguição de Diocleciano, a família refugiou-se em Perugia, onde seu pai, Eutimio, faleceu. Trazido de volta a Roma, embora tivesse apenas onze anos, por sua fé cristã, Crescentius foi decapitado na Via Salaria, fora do portão. No cemitério de Priscilla, na Via Salaria, um mártir chamado Crescentius (Crescenzione ou Crescenziano) é lembrado nos itinerários romanos medievais, e algumas inscrições em grafite, evidências de sua veneração, foram descobertas no século passado.

São Materno de Colônia, Bispo -Festa: 14 de setembro

(+)Colônia, Alemanha, 14 de setembro (data tradicional), século IV
Bispo de uma das cidades mais importantes do Império Romano às margens do Reno, sua existência é atestada por antigos martirológios e pela tradição eclesiástica local, embora os detalhes biográficos tenham sobrevivido de forma fragmentária e frequentemente misturados a elementos lendários. Nos séculos III e IV, Colônia era um centro estratégico de suma importância: sede do governador da Germânia Inferior, cidade fortificada, porto fluvial e encruzilhada de comércio e cultura. Nesse contexto complexo, onde o mundo romano entrava em contato com os povos germânicos, Materno exerceu seu ministério episcopal.

São Pedro II de Tarantasia Bispo-Festa:14 de setembro

(*)Saint-Maurice-de-l'Exil, França, 1102
(+)Bellevaux, França, 14 de setembro de 1174 
Monge do mosteiro cisterciense de Bellevaux, fundou o mosteiro de Tamié. Distinguiu-se pela sua estrita observância da Regra. Depois, a pedido do próprio São Bernardo, aceitou o bispado de Tarentaise. Ali, lutou pelos direitos da Santa Sé e pela paz da Igreja, restabeleceu o hospício de Grand-Saint-Bernard, construiu vários outros e, por fim, retirou-se para Bellevaux, onde faleceu em 1174. 
Martirológio Romano:No mosteiro de Beauvale, no território de Besançon, na França, faleceu São Pedro, que, de abade cisterciense, passou a governar com zelo ardente a sé de Moûtiers, para a qual fora elevado, promovendo fervorosamente a concórdia entre os povos.