sábado, 13 de junho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - Dimensões da Quaresma

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Batismo e Penitência
 
A Santa Quaresma tomou um ar sombrio, um pouco tétrico com muitas proibições: Os santos cobertos de roxo, sem música na celebração, nem flores. Era criado um clima próprio. Ajunte-se a isso o folclore que se formou, sobretudo na Sexta-Feira Santa. No Sábado Santo, cedo, já se fazia a Vigília Pascal. E já se queimava o Judas. O povo ficava na parte das procissões. A mentalidade agora deve chegar a fazer desse tempo uma renovação batismal. É tempo dos batismos de adultos. A comunidade vai viver a experiência do batismo: de livres do pecado, passamos a viver para Deus (Rm 6,4-10). O mistério de morte e da ressurreição de Jesus, ao qual nos unimos pelo batismo, atravessa todo esse tempo. Essa é a contribuição renovada. Se há adultos a serem batizados, devem fazer as celebrações do batismo em comunidade. Por outro lado temos a dimensão penitencial: São dois aspectos: despojar-se e abrir o coração e a vida para os outros. A Campanha da Fraternidade estimula o fiel a voltar-se a uma questão social onde os pobres são as vítimas. Para ir aos pobres é preciso sair de si. Essa é a pior penitência. É preciso desmontar a estrutura de pecado existente em nós e no mundo. Mudar o coração é a palavra da conversão. Trata-se da contínua conversão. Assim é feita a preparação para a renovação do batismo na noite da Vigília Pascal. Desse modo vivemos a Páscoa num processo de ressurreição dos nossos males. Há um longo caminho de catequese a ser feito a todo o povo de Deus. Só o faremos se nos deixamos catequizar pelo povo 
Dimensão eclesial 
A Santa Quaresma é também um tempo propício para a Igreja, povo de Deus que somos todos nós. A vida espiritual perdeu muito do sentido comunitário: Cada um salve sua alma; O pecado e a salvação são individuais. Criou-se uma cultura que influiu até nos ensinamentos fundamentais como é a identidade da Igreja. A Igreja é a união de todos em Cristo. Somos Corpo de Cristo e estamos uns unidos aos outros. A Vida de Cristo percorre todo esse organismo espiritual. Por outro lado, esse corpo de união de todos, é também um corpo sujeito ao pecado. A Igreja é santa e pecadora. Por isso, a Quaresma é tempo para a conversão individual e conversão de todo o corpo. O Vaticano II, na Sacrosanctum Concilium 110, ensina que “a penitência quaresmal não deve ser somente interna e individual, mas também externa e social”. Os pecados são públicos e assumidos por muita gente. A conversão deve penetrar as estruturas. Foi o que Jesus fez. Não negou o passado, mas iniciou um novo povo. Quando e sse povo peca...deve se converter e fazer ações coerentes de renovação. A Igreja deve promover essa renovação, como fazemos nas celebrações e na Campanha da Fraternidade.
Estações 
Havia um costume muito interessante na Quaresma da Roma antiga, na era cristã. Eram as estações. Cada dia da Quaresma era celebrada a Eucaristia numa das Igrejas. No livro de missa já anotava, por exemplo: Estação São João em Porta Latina. (não tem nada a ver com trem). Os textos da missa tinham referência ao local. Depois desapareceu. São João XXIII, Papa, começou a retornar a esse sistema. Atualmente se faz novamente. O Papa celebra a Quarta feira de Cinzas na Igreja de Santa Sabina. É algo que se poderia fazer nas comunidades da paróquia. Podemos dizer que as reuniões dos grupos de setores que se reúnem na Quaresma, podem corresponder a essas celebrações.
ARTIGO PUBLICADO EM FEVEREIRO DE 2021

EVANGELHO DO DIA 13 DE JUNHO

Evangelho segundo São Mateus 5,13-19. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Vós sois o sal da Terra. Mas se ele perder a força, com que há de salgar-se? Não serve para nada, senão para ser lançado fora e pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte; nem se acende uma lâmpada para a colocar debaixo do alqueire, mas sobre o candelabro, onde brilha para todos os que estão em casa. Assim deve brilhar a vossa luz diante dos homens, para que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem o vosso Pai que está nos Céus». Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim revogar, mas completar. Em verdade vos digo: antes que passem o céu e a Terra, não passará da Lei a mais pequena letra ou o mais pequeno sinal, sem que tudo se cumpra. Portanto, se alguém transgredir um só destes mandamentos, por mais pequenos que sejam, e ensinar assim aos homens, será o menor no Reino dos Céus. Mas aquele que os praticar e ensinar será grande no Reino dos Céus».
Tradução litúrgica da Bíblia 
Homilia atribuída a 
São Máximo de Turim(420) 
Bispo
(Kephas, vol. 1) 
«Vós sois o sal da terra. 
Vós sois a luz do mundo» 
O Senhor disse aos seus apóstolos: «Vós sois a luz do mundo». Como são justas as comparações que o Senhor emprega para designar os nossos pais na fé! Chama-lhes sal, a eles que nos ensinam a sabedoria de Deus, e luz, a eles que afastam dos nossos corações a cegueira e as trevas da incredulidade. Mas é justo que os apóstolos recebam o nome de luz, pois eles anunciam, na obscuridade do mundo, a claridade do Céu e o esplendor da eternidade. Pois não se tornou Pedro uma luz para o mundo inteiro e para todos os fiéis quando disse ao Senhor: «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo» (Mt 16,16)? Que maior claridade poderia o género humano receber do que ficar a saber por Pedro que o Filho de Deus vivo era o criador da sua luz? E São Paulo não é uma luz menor para o mundo: quando a Terra estava cega pelas trevas da maldade, ele subiu ao Céu (cf 2Cor 12,2) e, no seu regresso, revelou os mistérios do esplendor eterno. Foi por isso que não pôde esconder-se, qual cidade fundada no alto duma montanha, nem deixar que o escondessem, pois Cristo, pela luz da sua majestade, tinha-o incendiado como candeia cheia do óleo do Espírito Santo. Por isso, bem-amados, se, renunciando às ilusões deste mundo, queremos procurar o sabor da sabedoria de Deus, provemos o sal dos apóstolos.

São Fandila de Córdoba, Mártir-Festa:13 de junho

(†)13 de junho de 853
 
Nascido em Guadix (Granada), seus pais o enviaram para uma das escolas moçárabes de Córdoba, onde recebeu o hábito religioso no mosteiro de Tàbanos. Mais tarde, foi transferido para o mosteiro de San Salvador de Peñamelaria, nos arredores da cidade, e ordenado sacerdote a pedido de seus irmãos. Logo em seguida, quando eclodiu a perseguição do emir Maomé I em 852, Fandila (a quem Santo Eulógio ainda chama de efebo), intolerante com as constantes provocações dos cristãos, apresentou-se voluntariamente ao cádi (juiz muçulmano), perante o qual, com santa liberdade, denunciou a religião de Maomé. Preso e com o caso encaminhado ao emir, foi condenado à morte. Foi decapitado em 13 de junho de 853, e seu corpo foi pendurado na forca na margem esquerda do rio Guadalquivir.

13 de junho - Santo Eulógio de Alexandria

Eulógio foi monge e sacerdote em Antioquia. Já durante esse período, um traço marcante de sua personalidade vem à tona: o combate das heresias; para tanto, escreveu diversas cartas e obras se opondo às opiniões contrastantes à doutrina. Ele foi um dos maiores campeões da ortodoxia da época. Entre os anos 578 e 580 foi eleito Patriarca de Alexandria, estando à frente da igreja por cerca de trinta anos. Sua atuação foi muito importante contra os monofisitas, uma das tantas heresias da época, que defendiam a posição de Cristo ter apenas uma natureza e não duas (a divina e a humana).

13 de junho - Beato Geraldo de Claraval

O beato Geraldo era o irmão favorito do famoso São Bernardo de Claraval. Mais velho que ele, ele não estava entre aqueles, parentes e amigos jovens, que em 1112 entraram em Citeaux com o grande reformador. De uma natureza mais sincera, Gerardo preferia sua carreira militar, mas quando se viu gravemente ferido no cerco a Grancy e feito prisioneiro por um longo período, pôde refletir sobre qual era realmente sua vocação. Uma vez liberado, ele decidiu entrar no Citeaux para se tornar um monge sob a orientação de seu irmão Bernardo. Os dois então se mudaram com Clairvaux, na Borgonha, onde Geraldo foi nomeado como adjunto e deu provas de grande eficiência no governo dos assuntos internos do convento. Dizem que ele era particularmente hábil no trabalho manual, de modo que pedreiros, ferreiros, sapateiros, tecelões e operários se voltavam para ele em busca de conselhos e instruções.

Santa Felicula de Roma Mártir Festa: 13 de junho

Século IV
 
Os primeiros testemunhos sobre esta mártir romana podem ser encontrados no Martirológio de Geronimiano, onde sua figura é comemorada em três datas distintas. Entre elas, a data mais provável de seu martírio parece ser 14 de fevereiro, como sugerido pelo Sacramentário Gelasiano. Apesar da escassez de informações precisas sobre sua vida, a lenda diz que Felicola era meia-irmã de Petronila, a suposta filha do apóstolo Pedro. Recusando-se a renunciar à fé cristã por amor ao nobre Flaco, ela passou por uma longa provação de tortura e prisão, culminando com seu martírio e deposição na sétima milha da Via Ardeatina. 
Martirológio Romano: Em Roma, na sétima milha da Via Ardeatina, São Félix, mártir.

Beata Mariana Biernacka, Mãe de família e Mártir 13 de junho

No dia da festa de Santo Antônio de Pádua, grande figura da Cristandade, o calendário litúrgico também cita uma figura de nosso tempo: Mariana Biernacka. O ódio racial do nazismo provocou mais de cinco milhões de vítimas entre a população civil polonesa: muito religiosos, sacerdotes e leigos católicos. Principal figura do grupo de nove leigos é a Beata Mariana Biernacka, da diocese de Lomza, na Polônia. A história desta mulher é muito parecida com a de Santo Maximiliano Kolbe, franciscano, que foi canonizado por João Paulo II. Mariana nasceu em 1888 em Niemowicze, Grodno (Polônia), em uma família de cristãos ortodoxos e se converteu ao catolicismo aos 17 anos, em 1905, juntamente com seus familiares. Na idade de 20 anos casou-se com Ludwik Biernacki, e o casal teve seis filhos.

António de Lisboa Franciscano, Doutor de Igreja, Santo 1191-1231

Presbítero e doutor da Igreja, 
padroeiro secundário
 de Portugal († 1231).
“Martelo dos hereges” 
O grande taumaturgo de Pádua ― ou de Lisboa, sua cidade natal ― embora com uma curta existência terrena, tornou-se um dos santos mais populares do mundo, sendo venerado tanto no Oriente quanto no Ocidente “Doutor da Igreja”, “Martelo dos Hereges”, “Doutor Evangélico”, “Arca do Testamento”, “Santo de todo o mundo” ― são alguns dos títulos com que os Soberanos Pontífices honraram aquele cuja vida foi, no dizer de um de seus biógrafos, um milagre contínuo[1]. Natural de Lisboa onde nasceu em 1191 ou 1195, filho dos nobres Martinho de Bulhões e Teresa Taveira, o futuro santo recebeu no baptismo o nome de Fernando. De boa índole, inclinado à piedade e às coisas santas, sua formação espiritual e intelectual foi confiada aos cónegos da Catedral de Lisboa por seu pai, oficial no exército de D. Afonso.

Inácio Maloyan Bispo, Mártir, Beato 1869-1915

Turco, bispo de Mardina, mártir; 
beatificado em 2001.
Choukrallah Maloyan nasceu em Mardin, actualmente, Turquia, no dia 19 de Abril de 1869, filho de pais cristãos piedosos. Desde criança, dedicava-se a oração, a caridade e a penitência. Recebeu boa formação académica e religiosa, sendo fluente nas línguas árabe e turca. Descobrindo a sua inegável vocação para o sacerdócio, em 1883 o arcebispo da comunidade arménio-católica enviou-o para estudar a religião no Líbano. Estudos que foram interrompidos por cinco anos, quando voltou para cuidar da saúde na sua cidade natal. No ano de 1901, já curado, retomou os estudos de filosofia e teologia no Líbano. Tornou-se membro do Instituto do Clero Patriarcal de Bzommar e, em 1896, recebeu a ordenação sacerdotal, tomando o nome de Inácio, a exemplo do seu santo de devoção.
2ª APARIÇÃO – 13 DE JUNHO DE 1917. 
Aí pelas 11 horas saí de casa, passei por casa de meus tios onde a Jacinta e o Francisco me esperavam e lá vamos para a Cova da Iria à espera do momento desejado... Depois de rezar o terço com a Jacinta e Francisco e mais pessoas que estavam presentes (Conforme contou o Sr. Inácio António Marques, assistiram 40 pessoas!), vimos de novo o reflexo da luz que se aproximava (a que chamávamos relâmpago) e em seguida Nossa Senhora sobre a carrasqueira, em tudo igual a Maio. 
-Vossemecê que me quer? Perguntei.
- Quero que venhais aqui no dia 13 do mês que vem, que rezeis o terço todos os dias e que aprendam a ler. Depois direi o que quero. 
– Pedi a cura de um doente. 
– Se, se converter, curar-se-á durante o ano. 
– Queria Pedir-lhe para nos levar para o Céu. 
– Sim, a Jacinta e o Francisco levo-os em breve, mas tu ficas cá mais algum tempo. Jesus quer servir-Se de ti para me fazer conhecer e amar. Ele quer estabelecer no mundo a devoção ao Meu Imaculado Coração. A quem a aceita, prometer-lhe-ei a salvação e estas almas serão amadas de Deus, como flores colocadas por Mim para enfeitar o Seu Trono. 
– Fico cá sozinha? Perguntei com pena. 
– Não, filha! E tu sofres muito! Não desanimes. Eu nunca te deixarei. O Meu Imaculado Coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá até Deus. 
Foi no momento em que disse estes palavras, que abriu as mãos e nos comunicou, pela segunda vez, o reflexo dessa luz imensa. Nela nos víamos como que submergidos em Deus. A Jacinta e o Francisco parecia estarem na parte dessa luz que se elevava para o Céu, e eu, na que se espargia sobre a terra. À frente da palma da mão direita de Nossa Senhora estava um Coração cercado de espinhos que parecia estarem-Lhe cravados. Compreendemos que era o Imaculado Coração de Maria, ultrajado pelos pecados da humanidade que queria reparação. Eis ao que nos referíamos quando dizíamos que Nossa Senhora nos tinha revelado um segredo em Junho. Nossa Senhora não nos mandou ainda desta vez guardar segredo, mas sentíamos que Deus a isso nos movia.

ORAÇÕES - 13 DE JUNHO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
13 – Sábado – Imaculado Coração de Maria
Evangelho (Lc 2,41-51) “Meu filho, por que agiste assim conosco? Teu pai e eu te procurávamos angustiados.”
Maria abriu o coração, com um pingo de censura e um mar de amor. Como ninguém ela aprendeu com Jesus a amar sem cuidado, entregando-se nas mãos do Pai, sem pedir explicações. De coração aberto aprendia e aceitava os caminhos da vontade divina. Talvez preciso aprender a viver mais com o coração, e menos com ideias.
Oração
Senhor Jesus, mais que eu conhecestes vossa mãe Maria. Também quero conhecê-la mais, e aprender com ela como vos seguir. Isso me leva a pensar como as mães são importantes, como nos podem ajudar a vos conhecer. Abençoai todas as mães. Dai-lhe sabedoria e muito amor. Olhai pelas que sofrem com e por seus filhos. Amém.

sexta-feira, 12 de junho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Deus é por nós”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Transfigurou-se
 
Na Transfiguração de Jesus manifestou-se a maravilha de Deus em Jesus: Brilhante como o sol e branco como a neve. Ninguém poderia alvejar tanto suas vestes. Os discípulos contemplaram a beleza de Jesus como Deus. Essa visão é para contrapor à visão do homem das dores. Ali estava o que seria o Cristo Ressuscitado. Rezamos no prefácio: “Jesus, na montanha sagrada lhes mostra todo o seu esplendor... Ele nos ensina que, pela Paixão e Cruz chegará à glória da Ressurreição”. Iniciando a Quaresma com o clima da tentação, temos a certeza da glorificação. Já na terra pregustamos a glória futura. Pela pós-comunhão rezamos: “Nós nos empenhamos em render-Vos graças porque nos concedeis, ainda na terra, participar das coisas do céu”. A glorificação de Cristo é sinal de nossa glorificação. Essa luz deve iluminar o sentido de nossa Quaresma e fazer brilhar em nós a luz da Páscoa. Na aliança de Deus com Abraão, diante do mistério da vontade de Deus, o homem escolhido sente o peso do desconhecido, mas confia no Deus que não falha. Quando Isaac pergunta pela vítima do sacrifício, na escuridão de sua dor tem a força de dizer: “Deus providenciará” (Gn 22,8). A fidelidade de Abraão abre caminho para uma promessa de Deus: a descendência eterna. Na obediência são abençoadas todas as nações da terra (Gn 22,18). A maior bênção é a vinda do Filho ao mundo. É o sacrifício do Pai que dá o Filho. Deus não sente a dor de Abraão, mas o Filho é sacrificado em sua obediência. 
Guardei a fé 
Cantamos no salmo: “Guardei a fé, mesmo dizendo: é demais o sofrimento em minha vida” (Sl 115). Mesmo no sofrimento o fiel tem a certeza de que “Deus quebra as cadeias da escravidão” (Id). Deus é por nós. Paulo garante esse socorro: “Cristo que morreu, mais ainda, que ressuscitou e está à direita de Deus, intercedendo por nós” (Rm 8,34). Deus está sempre em aliança conosco. Nós podemos nos esquecer, mas Ele não Se esquece. A aliança com Abraão permanece e dela surgirão outras alianças, até chegar a Jesus. Com seu sangue Ele sela a aliança, nova e eterna. Ele é a garantia da fidelidade de Deus e nossa. Nele somos fiéis. Ele dá razão e conteúdo à fé. A fidelidade de Abraão foi a mesma de Jesus. Foram ao extremo. Por Ele temos tudo: “Se Deus é por nós, quem será contra nós? Deus, que não poupou seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, como não nos daria tudo junto com Ele?” (Rm 8,31-32). Abraão não poupou o Filho. Foi Deus quem o poupou em vista de sua fé. Numa caminhada espiritual, nós também temos que sacrificar nosso Isaac, aquilo que tanto amamos. Isaac seria um fracasso se Abraão negasse a obedecer. Nós temos nosso Isaac que não fará falta se o sacrificarmos. Só falta isso para nós. 
Visão da glória 
Com essa liturgia quaresmal da Transfiguração, somos convocados a nos voltarmos para a Páscoa que é nossa meta. E assim, vencido o pecado, possamos brilhar como novas criaturas renovadas pelo Batismo. Alimentados pela Palavra e pela oração, vivamos esse momento de graça como renovação de nossa aliança que já estava no seio de Abraão. A Eucaristia é sempre o momento de renovar e re-significar nossa vida. Rezamos: “Estas oferendas lavem nossos pecados e nos santifiquem para celebrarmos a Páscoa” (Oferendas). Levados pelo Espírito percorremos o caminho quaresmal como um dom da Graça do Cristo que se entrega por nós em cada Eucaristia. Os dois primeiros domingos não dão a direção. Os domingos que se seguem nos colocam em direção à Páscoa. 
Leituras Gênesis 22,1-2.9ª.10-13.15-18;
Romanos 8,31b-34; Marcos 9,2-10. 
1. Essa luz deve iluminar o sentido da Quaresma e fazer brilhar em nós a luz da Páscoa. 
2. Na caminhada espiritual, nós também temos que sacrificar nosso Isaac. 
3. Levados pelo Espírito percorremos o caminho quaresmal como um dom da Graça. 
Férias na montanha 
Pedro e os outros dois discípulos bem que imaginaram um passeio gratificante na bela montanha. Mas andaram se atrapalhando, pois já encontraram duas figuras do Antigo Testamento: Moisés e Elias, a lei e a profecia. E Jesus todo glorioso. Pedro quis logo armar umas tendas para que continuasse a maravilha que viam. Mas a maravilha maior foi a palavra do Pai: “Este é meu Filho amado, escutai o que Ele diz”. E a seguir entram na nuvem, que significa a presença de Deus. Os caminhos de Deus eram outros. De férias na montanha, encontraram uma montanha de mistérios que os deixaram apertados. Dali podem entender o sofrimento de Cristo e sua glorificação na Ressurreição. Pedro vai se lembrar disso por toda a vida, pois o narra na sua segunda carta: “Ele recebeu de Deus Pai honra e glória, quando uma voz vinda da sua glória lhe disse: ‘Este é meu Filho amado, em quem me comprazo’. Esta voz, nós a ouvimos quando Lhe foi dirigida do céu, ao estarmos com ele no monte santo” (2Pd 1,17-18).
Homilia do 2º Domingo da Quaresma (28.02.2021)

EVANGELHO DO DIA 12 DE JUNHO

Evangelho segundo São Mateus 11,25-30. 
Naquele tempo, Jesus exclamou: «Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes, e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, Eu Te bendigo, porque assim foi do teu agrado. Tudo Me foi dado por meu Pai. Ninguém conhece o Filho senão o Pai e ninguém conhece o Pai senão o Filho, e aquele a quem o Filho O quiser revelar. Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e a minha carga é leve».
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Cláudio de la Colombière 
(1641-1682) 
Jesuíta 
No Sagrado Coração de Jesus 
«Hão de olhar para aqueles
 que trespassaram» (Jo 19,37) 
O divino Coração arde de amor pelos homens, sempre aberto a derramar sobre eles toda a sorte de graças e bênçãos, sempre comovido com os nossos males, desejando sempre partilhar connosco os seus tesouros e dar-Se a nós, sempre pronto a acolher-nos e a servir-nos de refúgio, de morada e de paraíso, já nesta vida. Apesar de tudo isto, apenas encontra nos corações dos homens dureza, esquecimento, desprezo e ingratidão: ama, mas não é amado, e o seu amor nem sequer é reconhecido, porque as pessoas não se dignam receber as dádivas com que o demonstra, nem a ouvir as ternas e secretas declarações que Ele gostaria de dirigir aos nossos corações. Sagrado Coração de Jesus, ensinai-me o perfeito esquecimento de mim mesmo, pois este é o único caminho para entrar em Vós. Uma vez que tudo o que eu fizer no futuro será para Vós, concedei-me que não faça nada que não seja digno de Vós. Ensinai-me o que devo fazer para alcançar a pureza do vosso amor, do qual me inspirastes o desejo. Sinto em mim uma grande vontade de Vos agradar e uma grande impotência para tal sem uma grande luz e uma ajuda muito especial, que só posso esperar de Vós. Fazei em mim a vossa vontade, Senhor; eu resisto, sei-o bem; mas gostaria muito, parece-me, de não resistir. Cabe-Vos a Vós tudo fazer, divino Coração de Jesus Cristo. Só Vós tereis toda a glória da minha santificação, se eu me tornar santo: isto parece-me mais claro do que o dia; será uma grande glória para Vós, e é só por isso que desejo a perfeição. Assim seja.

Sagrado Coração de Jesus

Festa: Sexta-feira após o segundo domingo depois de Pentecostes
 - Solenidade 
 A preocupação do Senhor com a ovelha perdida é relembrada na liturgia do Sagrado Coração de Jesus. O bom pastor tem todo o seu coração voltado para as suas ovelhas, não para si mesmo. Ele provê as suas necessidades, cura as suas feridas e protege-as dos animais selvagens. Ele conhece cada ovelha pelo nome e, quando as conduz ao pasto, chama-as uma a uma. Ele cuida especialmente da ovelha perdida, não poupando esforços pela alegria de a encontrar. Uma ovelha perdida está completamente indefesa; pode cair num fosso ou ficar presa em sarças. Mas é precisamente nesse momento, em meio ao perigo, que descobre o quão precioso é o seu pastor: depois de a encontrar, ele a carrega alegremente de volta ao aprisco nos ombros. Se um lobo se aproxima, o bom pastor não foge, mas arrisca até a própria vida pelas suas ovelhas. Nesses momentos, o coração do bom pastor se revela. 
Martirológio Romano: Solenidade do Sacratíssimo Coração de Jesus, que, manso e humilde de coração, exaltado na cruz, se tornou fonte de vida e amor, da qual todos os povos beberão.

Beato Francisco Kesy e quatro companheiros mártires

II Guerra Mundial 
Em 1 de setembro de 1939, Hitler invadiu a Polônia, iniciando a Segunda Guerra Mundial. A casa salesiana de Poznan, na rua Wroniecka, foi ocupada e transformada em um depósito de soldados alemães. Os jovens continuaram a se reunir nos jardins fora da cidade e nos bosques próximos. Numerosas associações secretas surgiram. 
Prisão e martírio 
Em setembro de 1940, Francesco Kesy e quatro jovens oratorianos foram presos sob acusação de pertencer a uma organização ilegal. Eles foram levados para a temível Fortaleza VII, perto de Poznan, onde foram torturados e interrogados. Mais tarde, foram transferidos para várias outras prisões, onde nem sempre tiveram a sorte de estar juntos. Regressados ​​a Poznan, foram julgados e acusados ​​de alta traição e sentenciados à morte. Eles foram martirizados em Dresden em 24 de agosto de 1942. 

12 de junho - São Gaspar Luiz Bertoni

“Tudo se resume em servir a Deus, 
custe o que custar”.
Gaspar Bertoni, filho de Francisco e de Brunora Ravelli, nasceu no dia 9 de outubro de 1777, em Verona, na Itália. Foi batizado no dia seguinte pelo tio, Pe. Tiago. Seus pais pertenciam a famílias de vida cristã exemplar e de condições econômicas razoáveis. Após a morte de sua irmãzinha, Gaspar, como filho único, recebeu ótima educação no lar e nas escolas municipais que frequentou; naquele tempo, estas eram dirigidas por jesuítas. A primeira comunhão, aos onze anos, foi para Bertoni uma experiência inesquecível. Ele decidiu ingressar no seminário com dezoito anos, frequentando o curso de teologia como aluno externo. Quando cursava o primeiro ano de teologia, o exército francês invadiu a cidade de Verona, ocasionando muitas desgraças e sofrimentos na vida do povo durante vinte anos.

São Leão III Papa Festa: 12 de junho

Leão, que governou a Igreja entre 795 e 816, combateu a heresia, segundo a qual Jesus, como homem, era apenas filho adotivo de Deus; comprometeu-se muito na defesa da questão do Credo chamada "Filioque". Em 25 de dezembro 800, Papa Leão III coroou Carlos Magno, imperador do Sacro Império Romano. 
(†)Roma, 12 de junho de 816 
(Papa de 27/12/795 a 12/06/816) 
Leão III lutou contra a heresia segundo a qual Jesus, como homem, é apenas o filho adotivo de Deus. Ele também se preocupou profundamente com a chamada questão do "Filioque" no Credo: "qui ex Patre Filioque procedit", relativa ao Espírito Santo. Foi ele quem, em 25 de dezembro de 800, coroou Carlos Magno, rei dos francos, como Imperador do Sacro Império Romano. 
Martirológio Romano: Em Roma, na Basílica de São Pedro, São Leão III, Papa, que conferiu a coroa do Império Romano a Carlos Magno, rei dos Francos, e se esforçou por todos os meios para defender a verdadeira fé e a dignidade divina do Filho de Deus.

Beata Maria Cândida da Eucaristia, Carmelita Descalça - Festa 12 de junho

      Nasceu no dia 16 de janeiro de 1884, em Catanzaro (Itália), cidade para onde a família, originária de Palermo, se transferiu por um breve período de tempo devido ao trabalho do pai, Pedro Barba, que era Conselheiro do Tribunal de 1ª Instância; foi batizada três dias depois com o nome de Maria Barba. Sua mãe chamava-se Joana Florena. Maria era a décima de doze filhos. Quando a menina completou dois anos, a família retornou para a capital siciliana e ali Maria viveu a sua juventude. Aos quinze anos manifestou a sua vocação religiosa à qual seus pais, apesar de serem profundamente religiosos, se opuseram com determinação. De fato, Maria teve que esperar quase vinte anos para poder realizar a sua aspiração, demonstrando, nestes anos de expectativa e de sofrimento interior, uma força de ânimo surpreendente e uma fidelidade incomum. Depois da morte de sua mãe, seguindo o conselho do Cardeal Alessandro Lualdi, entrou finalmente no Mosteiro das Carmelitas Descalças de Ragusa, que tinha surgido havia pouco tempo e era muito pobre.

Beata Flórida (Lucrécia Elena) Cevoli, Virgem Clarissa-Festa:12 de junho

(*)Pisa, 11 de novembro de 1685
(+)Città di Castello, Perugia, 12 de junho de 1767 Nascida em Pisa, em 1685, em uma família aristocrática, aos 18 anos escolheu a vida enclausurada no mosteiro das Clarissas Capuchinhas em Città di Castello. Apesar das dificuldades iniciais de adaptação, sua vocação a sustentou e a levou a se tornar Irmã Florida. Dotada de uma personalidade forte e habilidades de liderança, ocupou importantes cargos dentro do mosteiro, tornando-se vigária e depois abadessa em 1727. Destacou-se por sua humildade, realizando até mesmo as tarefas mais humildes, e por sua tenacidade, demonstrada na construção de um novo mosteiro em Mercatello sul Metauro. Promovendo a beatificação de sua mestra Verônica Giuliani, Irmã Florida era amada e estimada por todos por sua simplicidade e profunda fé. Faleceu em 1767 e foi beatificada em 1993 pelo Papa João Paulo II. 
Martirológio Romano: Em Città di Castello, na Úmbria, a Beata Florida (Lucrezia Elena) Cevoli, virgem da Ordem das Clarissas, que, embora coberta de feridas por todo o corpo, desempenhou com diligência e empenho as tarefas que lhe foram confiadas.

Onofre Eremita Santo Século IV

Onofre foi um eremita que viveu no Egipto no final do século IV e início do século V. Ele foi encontrado por um abade chamado Pafúncio. Acostumado a fazer visitas a alguns eremitas na região de Tebaida, esse abade empreendeu sua peregrinação a fim de descobrir se também seria chamado a vivê-la. Pafúncio perambulou no deserto durante vinte e um dias, quando, totalmente exausto e sem forças, caiu ao chão. Nesse instante, viu aparecer uma figura que o fez estremecer: era um homem idoso, de cabelos e barbas que desciam até o chão, recoberto de pêlos tal qual um animal, usando uma tanga de folhas. Era comum os eremitas serem encontrados com tal aspecto, pois viviam sozinhos no isolamento do deserto e eram vistos apenas pelos anjos. No final, ficavam despidos porque qualquer vestimenta era difícil de ser encontrada e reposta.