segunda-feira, 12 de outubro de 2026

EVANGELHO DO DIA 12 DE OUTUBRO

Evangelho segundo São Lucas 11,29-32. 
Naquele tempo, aglomerava-se uma grande multidão à volta de Jesus e Ele começou a dizer: «Esta geração é uma geração perversa: pede um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, senão o sinal de Jonas. Assim como Jonas foi um sinal para os habitantes de Nínive, assim o será também o Filho do homem para esta geração. No juízo final, a rainha do sul levantar-se-á com os homens desta geração e há de condená-los, porque veio dos confins da Terra para ouvir a sabedoria de Salomão; e aqui está quem é maior do que Salomão. No juízo final, os homens de Nínive levantar-se-ão com esta geração e hão de condená-la, porque fizeram penitência ao ouvir a pregação de Jonas; e aqui está quem é maior do que Jonas». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Cardeal Joseph Ratzinger 
(Bento XVI-Papa de 2005 a 2013) 
Retiro pregado no Vaticano, 1983 
«Jonas foi um sinal para 
os habitantes de Nínive» 
Os ninivitas acreditaram na mensagem daquele judeu e fizeram penitência. Para mim, a conversão dos ninivitas é um facto muito surpreendente: como puderam eles acreditar? Não encontro outra resposta senão a seguinte: ao escutarem a pregação de Jonas, reconheceram, muito simplesmente, que pelo menos a parte verificável daquela mensagem – a malícia da cidade – era grave; por isso, compreenderam que a conversão era a única possibilidade de salvarem a cidade. O desinteresse pessoal do mensageiro era o segundo elemento da credibilidade de Jonas: ele tinha vindo de longe para prestar um serviço que o expunha ao ridículo e do qual não podia certamente esperar qualquer vantagem pessoal. A tradição rabínica acrescenta ainda um outro elemento: Jonas ficara marcado pelos três dias e três noites passados no coração da terra, «na morada dos mortos» (Jn 2,3); os traços da sua experiência de morte eram visíveis e autenticavam as suas palavras. É impossível não nos questionarmos a este respeito: se viesse um novo Jonas, acreditaríamos nele? As nossas cidades acreditariam? Ainda hoje, Deus procura mensageiros de penitência para as grandes cidades, para os ninivitas modernos. Teremos nós a coragem, a fé profunda, a credibilidade necessárias para tocar os corações e abrir as portas à conversão?

Beato Carlo Acutis

Carlo Acutis comprovou que é possível a um jovem viver a santidade sendo original. Nascido em Londres em1991 foi com seus pais morar na Itália e desde a infância descobriu um caminho espiritual de amor a Jesus Eucarístico e buscou durante sua vida essa intimidade na Eucaristia. Com o tempo descobre a devoção a Nossa Senhora, mas continua a sua vida de jovem. Amigo e companheiro, destacou na caridade um sentimento que o levou a amar a todos em especial os mais pobres e excluídos. Ao descobrir a leucemia que o levou ao Hospital decidiu oferecer seu sofrimento pelo Papa Bento XVI e pela igreja. Faleceu nas primeiras horas do dia 12 de outubro de 2006, com apenas 15 anos.

Santo Edisto Mártir -Festa: 12 de outubro

Edisto, também conhecido como Orestes ou Aristo, mártir do século I, era é um escudeiro de Nero. Enquanto acompanhava o imperador, em Laurento, conheceu um presbítero local, que o converteu, e foi batizado por São Pedro. Segundo uma "passio" lendária, foi sepultado na Via Laurentina, em Roma.
Nascimento-morte: † Roma, Via Laurentina, Lácio, século I.
Etimologia: A origem e o significado do nome Edisto não estão estabelecidos com certeza; as formas Aristus, Heristus e Orestes estão ligadas à complexa transmissão medieval do nome do mártir. 

Santos Domnina (Donnina) de Anazarbo e Donnino Mártires Festa: 12 de outubro Século IV

Martirológio Romano:
Em Ainvarza, na Cilícia, na atual Turquia, Santa Domnina, mártir, que se diz ter sofrido muitas torturas sob o imperador Diocleciano e o governador Lícia e ter dado seu espírito a Deus na prisão. Não acreditamos que hoje em dia muitos cristãos sejam batizados com o nome de Donnino, um diminutivo do romano Dominus, ou seja, Senhor e mestre. Em italiano, portanto, Donnino significaria escudeiro e mestre. Mas se no cartório o nome de Donnino se tornou raro, ou mesmo desapareceu, esse não é o caso da toponímia. Gastone Imbrighi, em seu estudo muito interessante sobre os santos na toponímia italiana, registra nove cidades que levam o nome do santo de hoje: Cavaglia San Donnino, na província de Novara; San Donnino na província de Ancona, dois San Donnino na província de Reggio Emilia; um na província de Pesaro; um na província de Arezzo, um na província de Florença, um na província de Modena; um na província de Lucca.

VILFRIDO DE YORK Monge, Bispo, Santo (c.634-709)

Foi o obreiro incansável da união 
das igrejas  na Inglaterra do seu tempo.
Vilfrido nasceu em Ripon (Northumbria), e desde criança foi educado no mosteiro de Lindisfarne, de acordo com os usos celtas; foi depois para outro mosteiro para adoptar a observância romana. Após uma breve estadia em Canterbury, foi para Lyon, onde o bispo, Delfim, lhe ofereceu sua sobrinha em casamento, mas ele recusou porque tinha tomado a decisão de se entregar a Deus. Fez uma peregrinação a Roma, onde viveu de 653 a 657 e onde o papa São Martinho I o abençoou. Ali estudou as Escrituras e o direito eclesiástico com São Bonifácio. Voltou para Lyon, onde recebeu a tonsura das mãos Defim. Após a morte deste, escapou ele mesmo à morte por um estrangeiro, e voltou à pátria.

Serafim de Montegranaro Religioso Franciscano, Santo (1540-1604)

Religioso capuchinho italiano, 
canonizado
 pelo Papa Clemente XIII, em 1767.
Serafim nasceu em 1540, em Montegranaro, nas Marcas, Itália. Foram seus pais Jerónimo Rapagnano e Teodora Giovannuzzi. Eram de humilde condição e cristãos fervorosos. Dada a pobreza da sua família, trabalhou, durante algum tempo, como criado na casa de um lavrador, que lhe encomendou a guarda dos seus rebanhos. Como sucedeu com outros irmãos franciscanos seus contemporâneos, São Pascoal Bailão e São Félix de Cantalício, na solidão dos campos, sendo analfabeto, aprendeu a ler o grande livro da natureza e a levantar o espírito para Deus. Quando tinha 18 anos, bateu à porta do Convento dos Capuchinhos de Tolentino. Depois de algumas dificuldades, foi recebido na Ordem como religioso e fez o noviciado em Jesi.

NOSSA SENHORA DO PILAR

O título mais antigo de Nossa Senhora
 
O título de Nossa Senhora do Pilar é o mais antigo de Nossa Senhora, mesmo não sendo muito conhecido no Brasil. A basílica do Pilar, que fica em Zaragoza, uma cidade da Espanha, é um santuário privilegiado. Nossa Senhora do Pilar na tradição cristã Segundo a tradição cristã, o título de Nossa Senhora do Pilar tem origem há mais de 1900 anos. Ela diz que dia após dia aumentava a quantidade de cristãos que eram atraídos pelos milagres e pela pregação dos apóstolos. Porém, em perseguição contra a Santa Igreja, muitos cristãos eram presos, torturados e mortos pelos judeus. Com isso, os apóstolos, indignados, iniciaram a anunciar o evangelho para todos, conforme ordenou Nosso Senhor Jesus Cristo. 

NOSSA SENHORA DE APARECIDA Padroeira do Brasil

1. Conhecendo a nossa cultura
No ano de 2000 o povo brasileiro celebrou um grande acontecimento histórico: os seus primeiros 500 anos de existência. Este fato marcou a entrada do Brasil no novo milênio e levou muitos a fazerem a seguinte pergunta: hoje, passados estes cinco séculos, qual é a nossa identidade cultural? Quais são as nossas raízes? O que é "ser brasileiro"? Que coisa me faz "ser brasileiro" ? Quantas vezes não escutamos falar que o Brasil é o "País do Futebol"; o "País do samba e da alegria"; "O País do Carnaval"; ou que o brasileiro é o "rei do jeitinho", ou até mesmo que "Deus é brasileiro"? Isso é o que a gente mais ou menos escuta falar por aí, não é mesmo? Mas, por de trás destas frases tão populares, esconde-se um problema fundamental para nós brasileiros: conhecer, valorizar e transmitir a nossa mais autêntica identidade cultural.

REFLETINDO A PALAVRA - “Sorriso de Mãe”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
SACERDOTE REDENTORISTA
NA PAZ DO SENHOR
Beleza que salva 
Celebramos a festa de N. S. Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil. Para essa festa nós acolhemos todos os sentimentos do povo de Deus, que tanto a ama. Isso podemos constatar pelos 8 milhões de peregrinos e 30 milhões de visitantes do site do Santuário. Além dessa palavra que é o coração do povo, a Palavra de Deus quer nos orientar na compreensão e na vivência da festa, a partir da celebração litúrgica. A imagem santa é um símbolo muito bonito: É uma imagem sorridente, que mostra uma beleza interior muito grande. Por que sorri? Porque ama seu povo. É a expressão da misericórdia de Deus. Maria é uma janela por onde Deus sorri a seu povo, com terna misericórdia. Ao lermos o livro de Ester podemos sentir o que significa Maria para o povo cristão. Ester se propõe a arriscar a própria vida para salvar seu povo. A rainha não podia, sob pena de morte, comparecer diante do rei sem ser chamada. Ester vai ao rei e o conquista com sua beleza e graça de mulher. Arrisca-se por seu povo e pede: “Se ganhei as tuas boas graças, ó rei, e ser for de teu agrado, concede-me a vida – eis o meu pedido – e salva o meu povo – eis o meu desejo” (Est 5,3). A beleza da rainha garantiu-lhe a vida e salvou o povo sentenciado à morte. Maria conquistou o coração de Deus pela sua humilde beleza, “pois Deus olhou a humildade de sua serva”; Canta o salmo 44: “Majestosa a princesa real vem chegando, vestida de ricos brocados de ouro”. Por sua graça conquistou a salvação do povo: “Ela dará à luz um filho e tu O chamarás com o nome de Jesus, pois ele salvará o seu povo dos seus pecados” (Mt 1,21). “Ele será chamado Filho do Altíssimo” por obra do Espírito Santo. 
Sorriso que anima 
O coração da liturgia é o evangelho que narra o milagre da transformação da água em vinho nas bodas de Caná (Jo 2,1-11). O texto tem ricos significados do novo Reino e da nova vida. O vinho novo inaugura a hora de Jesus em que ele manifesta seu poder para a fé. A presença de Maria é anotada com uma finalidade muito grande: a importância de sua presença no mistério da Redenção. Não sem razão Maria estava em Caná. A razão dessa presença feminina e materna de Maria é continuar sendo a expressão carinhosa de Deus que se preocupa com detalhes do cotidiano. Maria disse aos serventes, com um sorriso: “Fazei tudo o que ele vos disser”. Mostra bem o quanto Filho e Mãe se entendiam. Maria anima-nos a buscar no Filho o vinho novo, para que a festa do amor não termine. O amor que temos por Deus e pelas pessoas é o resultado da Redenção, adiantada por Maria. 
Coração da unidade 
A imagem de N. S. Aparecida é um ícone da nação brasileira. Traz em si as marcas das três raças que compõem nosso povo. Ela é negra de cor, traços brancos e cabelos de índio. Um povo a ser protegido. Maria estimula a nação a proteger seu filho pois há um dragão de maldade, injustiça e violência que o quer devorar. Na miscigenação das três raças, com características tão marcantes de persistência em viver, disposição de participar e de alegria festiva ao acolher. O texto da oração convida a realizar nossa vocação de paz e de justiça. Que esse símbolo da unidade nacional seja sempre uma bandeira a desbravar os sertões da maldade e a implantar uma pátria para todos os brasileiros. Maria sorri a seu povo e lhe dá esperança. Essa festa celebra o coração espiritual do povo brasileiro que tanto ama a Deus, ama Nossa Senhora e quer amar os irmãos de todas as raças e cores. Ela é um ícone do povo brasileiro.
Leituras:Ester 5,1b-2; 7,2b-3; Salmo 44; 
Apocalipse 12,1.5.13ª.15-16; João 2,1-11. 
1. Celebrando a festa de N. S. Aparecida, celebramos o coração de todo o povo de Deus que a venera e celebra. A imagem é sorridente. A liturgia reassume esse símbolo e indica que Maria é uma janela pela qual Deus sorri a seu povo. É o que lemos no livro de Ester que com sua beleza salva a si e a seu povo. Maria é a bela que atrai o coração de Deus que dá a salvação ao povo, pois seu Filho é o Salvador. 
2. Nas bodas de Caná Maria está presente. Não sem razão está ali. Ela, com sua presença feminina e materna, continua sendo a expressão carinhosa de Deus que se preocupa com o cotidiano da vida de seus filhos. Maria anima-nos a buscar no Filho o vinho novo, para que a festa do amor não termine. 
3. A Imagem de N. S. Aparecida é o ícone da nação brasileira. Traz em si as marcas das três raças que compõem o povo: negro, branco e índio. A leitura do Apocalipse mostra a mulher perseguida pelo dragão que quer lhe devorar o filho. Assim, Maria é modelo da nação que deve proteger seus filhos do dragão da maldade, da injustiça e da violência. O texto da oração nos dá a bandeira a desbravar o sertão da maldade e implantar uma pátria de paz para todos os brasileiros.
Mãe com “S” 
A Mãe Aparecida, Nossa Senhora, tem uma imagem interessante: é sorridente. Normalmente as imagens são sérias. Sorridentes são poucas. Esculpir um sorriso não é tão fácil. O artista que esculpiu a estátua de N. S. Aparecida tinha uma alma linda, pois conseguiu expressá-la na imagem pescada no rio, aquela que hoje está no altar. As leituras da liturgia da festa traduzem esse sentimento de doce ternura, terna misericórdia e compaixão. Ester tem compaixão de seu povo e assume o risco de vida para libertá-lo. Maria, nas bodas de Caná, está docemente preocupada com a situação dos noivos e com ternura pede a Jesus que resolva a situação. Ela continua sempre amorosamente sorridente ao romeiro que a visita em seu santuário. Precisamos de seu sorriso para ser mais ternos com as pessoas. Amar Nossa Senhora é ser um pouco do que ela é. Homilia da festa de N. S. Aparecida 
EM 12 DE OUTUBRO DE 2007 

ORAÇÕES - 12 DE OUTUBRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
12 – Segunda – Nossa Senhora Aparecida
Evangelho (Jo 2,1-11) ”Houve um casamento em Caná da Galileia. A mãe de Jesus estava presente. Também Jesus e seus discípulos tinham sido convidados.”
Maria e Jesus aceitaram o convite, e foram para a festa de casamento. E viveram momentos alegres. Tenho certeza que continuam a se alegrar com nossas festas, quando vivemos os momentos de alegria que Deus no oferece. Que eles nos ensinem a viver a festa de nosso encontro com nossos irmãos e irmãs, partilhando alegrias e esperanças. E não deixem faltar-nos o vinho novo.
Oração
Senhor Jesus, fico a vos imaginar na festa, com Maria ao vosso lado. Havia a música ritmada, a comida, os parentes e amigos, a troca de notícias e saudades. Ensinai-nos a viver e saborear a festa de nossos encontros, não só na oração e na eucaristia. Mas também nos momentos festivos e alegres, que nascem de nosso amor fraterno. São adiantamento do que prometeis. Amém.

domingo, 11 de outubro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “O discípulo que Jesus amava”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Lendo os evangelhos sempre vejo João dizer: o discípulo que Jesus amava! Não existe uma discriminação? Por que não se fala o mesmo dos outros? João, quando fala de si no seu evangelho não cita seu nome, mas simplesmente aquilo que o identificava no grupo dos apóstolos: aquele que Jesus amava. Não amava os outros? Jesus dava a cada um o tratamento que lhe era especial. Amava cada um do modo que cada um queria ser amado. A discriminação é desprezar um pelo outro. Por exemplo: Jesus tinham um modo de tratar Judas que os outros não sabiam. Havia coisas que os outros não entendiam. Basta ver a última ceia quando Judas sai da sala. Com João, o tratamento era conhecido de todos: João era jovem (quantos anos? 15, 18?). Era cheio de vida e entusiasmo. Era bravo, tanto que Jesus chamava-o, como também a seu irmão Tiago, de Boanerges, filhos do trovão. Numa cidade samaritana onde não queriam receber Jesus, eles pediram para fazer descer fogo do céu sobre a cidade. Parece-nos ouvir Jesus dizer a João: Joãozinho, calma! devagar! João era como que a sombra de Jesus. Estava em todas. Nos momentos mais selecionados de Jesus, quando não queria ninguém por perto, levava consigo Pedro, Tiago e João. Testemunha escolhida, querida, amada. João bebia as palavras de Jesus e mais as palavras, a própria pessoa de Jesus. Quando escreve sua carta ele diz: "o que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com nossos olhos, o que contemplamos, e o que nossas mãos apalparam do Verbo da vida, nós a vimos e lhes damos testemunho e vos anunciamos esta Vida eterna...o que vimos e ouvimos nos vo-lo anunciamos para que estejais em comunhão conosco" (1 Jo.1.1-3). E está ali, ao pé da Cruz tocando o sangue, expressão do amor: "tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao extremo do amor" (Jo 13,1). Está sempre ao lado. Na ceia pode recostar a cabeça no peito de Jesus e ouvir sobre o traidor. Era uma proximidade palpável (aquele que nossas mãos tocaram). João pegava toda a mensagem de Jesus como que através do contato pessoal. É ele que vai falar tanto do amor. Ele viu este amor em Jesus, conheceu Jesus como o Amor do Pai, comunhão com o Pai. E se sentiu envolvido por este amor. Para ele, existir era ser amado por Jesus. Sua identidade era o amor de Jesus que estava nele. Quando Madalena anuncia a ressurreição ele corre ao túmulo. Ele o reconhecia: na pesca milagrosa ele diz: “é o Senhor!” Este amor que era sua identidade torna-se sua pregação: "filhinhos, não amemos só com palavras” (1 Jo.18). Amar é permanecer nele. No quadro da Semana Santa não existe somente o mal. Existe o amor de tantos por Jesus. Somos chamados a partilhar!

EVANGELHO DO DIA 11 DE OUTUBRO

Evangelho segundo São Mateus 22,1-14.
Naquele tempo, Jesus dirigiu-Se de novo aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo e, falando em parábolas, disse-lhes: «O Reino dos Céus pode comparar-se a um rei que preparou um banquete nupcial para o seu filho. Mandou os servos chamar os convidados para as bodas, mas eles não quiseram vir. Mandou ainda outros servos, ordenando-lhes: "Dizei aos convidados: preparei o meu banquete, os bois e cevados foram abatidos, tudo está pronto, vinde às bodas". Mas eles, sem fazerem caso, foram um para o seu campo e outro para o seu negócio; os outros apoderaram-se dos servos, trataram-nos mal e mataram-nos. O rei ficou muito indignado e enviou os seus exércitos, que acabaram com aqueles assassinos e incendiaram a cidade. Disse, então, aos servos: "O banquete está pronto, mas os convidados não eram dignos. Ide às encruzilhadas dos caminhos e convidai para as bodas todos os que encontrardes". Então os servos, saindo pelos caminhos, reuniram todos os que encontraram, maus e bons. E a sala do banquete encheu-se de convidados. O rei, quando entrou para ver os convidados, viu um homem que não estava vestido com o traje nupcial e disse-lhe: "Amigo, como entraste aqui sem o traje nupcial?". Mas ele ficou calado. O rei disse, então, aos servos: "Amarrai-lhe os pés e as mãos e lançai-o às trevas exteriores; aí, haverá choro e ranger de dentes". Na verdade, muitos são os chamados, mas poucos os escolhidos». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Jean Tauler 
(1300-1361) 
Dominicano de Estrasburgo 
Sermão 74, em louvor de Santa Córdula 
«Vinde às bodas» 
«Dizei aos convidados: 
preparei o meu banquete, 
tudo está pronto, vinde às bodas». 
Mas os convidados esquivaram-se: foram «um para o seu campo, outro para o seu negócio». Esta incrível azáfama, esta agitação contínua, reviram o mundo e são, infelizmente, por demais evidentes em todo o lado. O que possuímos de vestuário, de comida, de fazenda e de tantas outras coisas é de tal modo prodigioso que a nossa cabeça começa a andar à roda: metade do que temos seria mais do que suficiente. Esta vida é uma passagem para a eternidade. Temos de resistir com todas as forças a esta exuberância de movimentação e de variedade, a tudo aquilo que não constitui uma necessidade absoluta, e recolhermo-nos dentro de nós, considerando a nossa vocação, como e de que modo o Senhor nos chama, um à contemplação íntima, outro à vida ativa, outro à paz interior, no silêncio da penumbra divina e na unidade do espírito. E mesmo a estes últimos, Deus chama-os, a seu bel-prazer, umas vezes à ação exterior, outras à interior, embora o homem raramente permaneça atento a esse chamamento. Também não está certo que quem é chamado interiormente ao nobre e calmo silêncio queira por isso mesmo abster-se de fazer obras de caridade. O Evangelho relata-nos que o Mestre descobriu um dos convivas sentado à mesa do festim sem o traje de núpcias. O traje que lhe faltava era a caridade divina, pura e verdadeira, essa intenção genuína de, ao procurar a Deus, excluir qualquer ponta de amor-próprio e tudo o que Lhe seja alheio, e só a Ele querer. A esses que só procuram a si próprios Nosso Senhor diz: «Amigo, como entraste aqui sem o traje da verdadeira caridade?», uma vez que procuraram mais os dons de Deus do que o próprio Deus.

Santa Zenaide, Mártir – 11 de outubro

Irmã de Santa Filonila e sobrinha de São Paulo. Ela e sua irmã são as primeiras mulheres cristãs a exercerem a medicina. São intercessoras pelas enfermidades do corpo e da alma; foram as primeiras médicas cristãs após São Lucas, o Evangelista, e as primeiras santas Anárgiras, classificação aplicada a alguns santos cristãos que não aceitavam pagamentos por suas boas obras. Isto inclui médicos cristãos que, em oposição direta à prática da época, atendiam aos doentes sem cobrar nada. As irmãs Zenaide (às vezes chamada de Zenaíde, Zinaída ou Zinaíde) e Filonila nasceram em Tarso, na região chamada Cilícia, que ficava na Ásia Menor, atual Turquia. A Tradição cristã nos atesta que as duas eram sobrinhas do grande Apóstolo Paulo, também de Tarso.

Alexandre Sauli Bispo, Santo 1530-1592

Barnabita milanês, bispo na Córsega.
Luminar da Igreja, modelo de Pastor 
No século XVI surgiram grandes santos, como Santo Alexandre Sauli, Superior Geral dos Barnabitas, Bispo de Aléria, na Córsega, e de Pavia, na Itália, que levaram avante a Contra-Reforma. Eles não só combateram os erros de Lutero e seus sequazes, mas empreenderam uma autêntica reforma na vida da Igreja.
Alexandre nasceu em 1530, em Milão, oriundo de uma das mais ilustres famílias genovesas que enriqueceram a Igreja com Cardeais e Bispos notáveis por seus talentos e piedade. O brasão de sua família existia até há pouco em facha-das de hospitas e igrejas que a ela deviam sua existência.

Maria Soledade Torres Acosta Religiosa, Fundadora, Santa 1826-1887

Religiosa e fundadora da 
Congregação das Servas de Maria.
A 5 de Fevereiro de 1950 foi beatificada a venerável Madre Soledade Torres Acosta, fundadora das Religiosas guardas de doentes, Servas de Maria. Refere-se o nome Soledade a Maria Santíssima na Paixão do seu Divino Filho. Nasceu em Madri, a 2 de Dezembro de 1826, e morreu também em Madrid, a 11 de Outubro de 1887. Viveu numa Espanha perturbada pelos conflitos entre absolutistas e liberais, que produziram às vezes para a Igreja anos custosos. Os pais, Francisco Torres e Antónia Acosta, eram pequenos comerciantes. A criança foi batizada como Bibiana-Antónia-Manuela. Quando, chegando aos 25 anos, pensava na vida dominicana, Dom Miguel Martínez, sacerdote do bairro populoso de Chamberi, conquistou-a para a sociedade de religiosas, guardas de doentes, que projetava organizar.

Angelo José Roncalli Papa João XXIII, Santo 1881-1963 papa de 1958 à 1963

Cardeal e Papa. 
Eleito a 28 de Outubro de 1958, 
faleceu, depois de ter convocado 
o Concílio do Vaticano II, 
no dia 3 de Junho de 1963.
Nasceu no dia 25 de Novembro de 1881 em Sotto il Monte, diocese e província de Bérgamo (Itália), e nesse mesmo dia foi baptizado com o nome de Angelo Giuseppe; foi o quarto de treze irmãos, nascidos numa família de camponeses e de tipo patriarcal. Ao seu tio Xavier, ele mesmo atribuirá a sua primeira e fundamental formação religiosa. O clima religioso da família e a fervorosa vida paroquial foram a primeira escola de vida cristã, que marcou a sua fisionomia espiritual. Ingressou no Seminário de Bérgamo, onde estudou até ao segundo ano de teologia. Ali começou a redigir os seus escritos espirituais, que depois foram recolhidos no "Diário da alma".

Nossa Senhora de Vandoma

A origem da invocação do culto de Nossa Senhora de Vandoma na cidade do Porto anda estreitamente ligada a França. A seu respeito há uma tradição que diz o seguinte: aí pelos finais do século X aportou à foz do rio Douro uma armada de gascões (oriundos da Gasconha, em França) que eram conduzidos por D. Moninho Viegas. Com eles viajou Ónego ou Nónego que era bispo de Vendôme, em França e que veio a ser o XIV bispo do Porto. Trazia consigo a imagem de Nossa Senhora de Vandoma que mandou colocar num oratório por cima da porta principal de entrada na cidade e que por isso se passou a chamar Porta de Vandoma. A imagem está agora recolhida na Sé Catedral e continua a figurar no brasão da cidade de que Nossa Senhora de Vandoma é padroeira.

ORAÇÕES - 11 DE OUTUBRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
11 – 28º Domingo do Tempo Comum –
Evangelho (Mt 22,1-14) “Quando o rei entrou para ver os convidados, achou um homem sem o traje de festa e perguntou-lhe: – Amigo, como entraste aqui sem o traje de festa?’
A parábola contada fala da aceitação ou da rejeição do convite para a salvação que Deus faz a todos. Dirigia-se, em primeiro lugar, aos que não aceitavam a palavra de Jesus, mas queriam continuar presos ao passado e a suas ideias. Mas também nos coloca diante de uma decisão, da qual não podemos fugir: acreditar ou não, aceitar ou rejeitar a proposta de uma vida nova e de uma nova esperança. O final da parábola aplica-a às comunidades do tempo de Mateus, mas também à nossa realidade. Não basta aceitar o evangelho, nem o seguir apenas em parte. É preciso vestir a roupa de festa e conservá-la, continuar a participar fiel e alegremente da festa do Senhor. E podemos concluir: na verdade, Deus não nos exclui de sua festa. Nós a deixamos.
Oração
Senhor Jesus, jamais poderei agradecer como devo o convite que me fizestes e continuais fazendo. Vós me ofereceis agora e para sempre uma vida de felicidade e paz, que nunca poderia esperar. Vós me convidais para uma festa, para participar de vossa vida, da vossa união com o Pai. Aceito, Senhor, e quero estar sempre convosco. Não permitais que ainda vos abandone para correr atrás de ilusões. Livrai-me de tudo que possa afastar-me de vós. Tomai conta de minha vida, mostrai-me o que quereis de mim, e dai-me a coragem de vos seguir na alegria. Reconheço que não vos tenho sido tão fiel; ajudai-me, pois, a me deixar envolver totalmente por vós, sem medo e sem reservas. E ajudai-nos a nós todos a não faltar à vossa grande festa. Amém.

sábado, 10 de outubro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - Santidade é a Vocação fundamental.

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Que vocação mais bela do que ser gerado à vida e poder ir construindo dia a dia a grande resposta ao Criador que me fez alma vivente impregnado de seu Espírito? Deus fez o homem alma vivente e soprou sobre em seu rosto o Espírito . Com isso Ele nos deu tudo. Cada fibra de meu corpo, cada célula é uma síntese perfeita deste gesto de amor. É a vocação à vida.
Mas não para aí. 
Chamou-me a ser construtor do mundo com Ele. Diz Deus: “crescei e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a” (Gn 1,28). Submeter, mesmo que tenha no texto original o sentido de esmagar com o pé, podemos entende-lo como endereçar para a plena realização. E os fez homem e mulher. Eis a grande complementaridade! É a vocação ao amor. Dentro destas vocações podemos escolher nosso lugar onde amar mais e melhor. É a vocação a um estado de vida e à uma profissão. O amor doado é o mesmo, o modo de realiza-lo está na liberdade de cada um. 
Mas não para aí. 
A vocação que dá unidade e coesão a todas as vocações é a aquela tão bem vivida pelo Verbo de Deus, Jesus Cristo. É a vocação à permanente união com o Pai, no seio da Trindade Santa. Nela fomos introduzidos pelo Filho Bendito e alimentados pelo Espírito Santo de Amor. É a vocação à santidade. Ser santo não é um privilégio, mas um dever de todos, em qualquer estado de vida em que vivam, em qualquer profissão e qualquer circunstância. Nada obstrui o caminho da santidade, nem mesmo o pecado, pois ele pode se tornar um estímulo a maior santidade. Só Deus é bom, diz Jesus na parábola do Pai Misericordioso, a parábola do filho pródigo. Somos santos nele. Esta vocação à santidade é aquele sempre se sentir chamado a unir-se mais e mais ao Senhor de nossas vidas. 
Partindo da festa da Assunção, podemos tirar um modelo e um estímulo para nosso caminho. Assim como Maria foi para o Céu em corpo e alma, assim também nós podemos ir, pois ela foi por primeiro depois de Cristo. Ela puxou a fila daqueles que querem ser fiéis. Ela continua a nos ajudar a ser fiéis. Ela continua a interceder por nós, rezando por nós para sermos fiéis e santos. Meu santo irmão e minha santa irmã, nada lhes falta para ter todos os meios para adquirir a santidade. Esta não é privilégio de poucos, mas obrigação de todos. Todos podem ter o Deus santo e bom em si, como vida de sua vida. Podem tê-lo totalmente. Aproveite, pois esta vocação é magnífica. Maria, Mãe de todos nós, animai-nos à santidade.

EVANGELHO DO DIA 10 DE OUTUBRO

Evangelho segundo São Lucas 11,27-28. 
Naquele tempo, enquanto Jesus falava à multidão, uma mulher levantou a voz no meio da multidão e disse: «Feliz aquela que Te trouxe no seu ventre e Te amamentou ao seu peito». Mas Jesus respondeu: «Mais felizes são os que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Maximiliano Kolbe 
(1894-1941) 
Franciscano, mártir 
Conferência de 13/06/1933 
«Minha mãe e meus irmãos 
são aqueles que ouvem a palavra de Deus 
e a põem em prática» (Lc 8,21) 
Deus quer servir-Se de instrumentos para fazer as suas obras. Deus, que nos deu uma vontade livre, quer que O sirvamos livremente como instrumentos, ajustando a nossa vontade à sua, do mesmo modo que sua Santíssima Mãe, quando diz: «Eis a escrava do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra» (Lc 1,38). A expressão «faça-se em mim» deve ressoar constantemente nos nossos lábios, pois entre a vontade da Imaculada e a nossa deve existir uma harmonia completa. Deixemo-nos conduzir por Maria e nada teremos a temer.