terça-feira, 26 de maio de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “João, o Batista”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Consolai, meu povo!
 
Fomos alertados à vigilância. Estamos nas mãos de Deus que nos modela. Nesse segundo domingo do Advento, recebemos o convite de renovação através das palavras do maior profeta: João Batista. Ele, concretamente, veio preparar o caminho do Senhor. Ele próprio é a mensagem realizada. Ele encarna a mensagem. Sua apresentação é a de um profeta forte, curtido no deserto, capaz de anunciar com segurança a chegada do Senhor. Em si, está pronto para receber o Senhor. Absorveu a Palavra e se tornou o mensageiro. Não um mensageiro de castigos ou ameaças, mas de consolo, como retrata Isaias: “Consolai, consolai, meu povo”! É o momento de preparar os caminhos para facilitar ao máximo a vinda do Consolador, o pastor carinhoso de suas ovelhas. A vinda do Senhor no fim dos tempos é para dar o prêmio a todos: “Quero ouvir o que o Senhor dirá: é a paz que ele vai anunciar... a salvação ,está perto dos que o temem” (Sl 84). A imagem de fim dos tempos que nos é passada se atenua com as promessas de consolação. Pedro nos escreve: “O que nós esperamos, de acordo com sua promessa, são novos céus e uma nova terra, onde habitará a justiça” (2Pd 3,13). O tempo do Advento nos alerta para não nos fixarmos em um Menino Jesus bonitinho, mas no bondoso Senhor que sempre vem ao nosso encontro. Agora vem para a transformação. 
Preparai o caminho! 
O povo de Deus pagou todos seus crimes com o exílio da Babilônia. O profeta vem proclamando que a salvação vem de Deus. Deus mesmo vem libertar. E faz a entrada triunfal de um Deus libertador: “Eis o vosso Deus, eis que o Senhor vem com poder, seu braço tudo domina: eis, com Ele, sua conquista, eis à sua frente a vitória” (Is 40,10). A volta do povo do exílio se tornou uma apoteose da força poderosa de Deus em favor de seu povo. Esse tempo do Advento nos prepara e nos dispõe a participar dessa vitória. Sempre temos visto as notícias sobre o fim com um castigo, uma desgraça. Não pensa assim o nosso Deus. Ele vem nos acolher com o prêmio em sua mão. A grande desgraça é não participar da glória de Deus. Por isso rezamos na coleta: “nós Vos pedimos, que nenhuma atividade terrena nos impeça de correr ao encontro do vosso Filho, mas instruídos pela vossa sabedoria, participemos da plenitude de sua vida”. Vemos que não se fala de Natal, mas da Vinda, da qual participamos. João Batista se torna o modelo também no desapego de todo o secundário para deixar-se penetrar da Palavra de Deus. João chega com uma pregação tão diferente dos profetas anteriores. Já eram mais de 300 anos que não aparecia um profeta. Sua profecia não é ao longe. Ele apresenta o Cordeiro, Servo de Deus, presente. 
Ele virá! 
“Deus vos ilumine com o Advento do seu Filho, em cuja vinda credes e cuja volta esperais, e derrame sobre vós as suas bênçãos”. Celebrar o Natal, a vinda na condição humana é, para nós, um momento de graça para compreendermos aquele que virá no fim dos tempos. Vê-Lo pequenino, tira todo o receio de ir a seu encontro quando vier para julgar. Essa noção nós sempre a cultivamos: Em Cefalú, na Sicilia, encontramos essa confirmação: “Feito homem, o Criador dos homens; feito Redentor, julga os humanos com o coração de Deus”. Deus, nosso Juiz, é nosso mais forte advogado. Ele conhece nosso coração, pois foi Ele quem o fez. Não invocamos nossos méritos, mas venha em nosso auxílio, vossa Misericórdia. 
Leituras: Isaías 40,1-5.9-11; Salmo 84; 
2 Pedro 3,8-14;Marcos 1,11-8. 
1. A imagem de fim dos tempos se atenua com as promessas de consolação. 
2. João Batista é modelo no desapego do secundário para deixar-se penetrar da Palavra. 
3. Vê-Lo pequenino, tira todo o receio de ir a seu encontro quando vier para julgar. 
Departamento de estradas 
As estradas invadiram o mundo. Há caminhos que foram feitos pelos burros, pois para atravessar a montanhas, os animais escolheram os melhores caminhos que são usados até o dia de hoje. Como a água, o animal faz seu caminho. Assim também fizeram os homens. Para aprender os caminhos de Deus buscamos nos mapas das Escrituras. Caminhos sejam planos, retos, fáceis e até sombreados. Os caminhos de Deus são feitos para Ele passar. Esses caminhos servem também a nós. A missão da Igreja, seguindo João Batista, é despojar-se do desnecessário. Assim as estradas não terão baixios, não terão elevações. Será um caminho bom, suave e nos levará logo a sua meta que é o coração de Deus. 
Homilia do 2º Domingo do Advento (06.12.2020)

EVANGELHO DO DIA 26 DE MAIO

Evangelho segundo São Marcos 10,28-31. 
Naquele tempo, Pedro começou a dizer a Jesus: «Vê como nós deixámos tudo para Te seguir». Jesus respondeu: «Em verdade vos digo: todo aquele que tiver deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos ou terras por minha causa e por causa do evangelho receberá cem vezes mais, já neste mundo, em casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e terras, juntamente com perseguições, e, no mundo futuro, a vida eterna. Muitos dos primeiros serão os últimos e muitos dos últimos serão os primeiros». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São John Henry Newman 
(1801-1890) 
Teólogo, 
fundador do Oratório em Inglaterra 
Sermão «Os apelos divinos», PPS, vol 8, n.º 2 
«Nós deixámos tudo para Te seguir» 
Não somos chamados uma só vez, mas muitas vezes; Cristo chama-nos ao longo de toda a nossa vida. Chamou-nos primeiro pelo batismo e continua a chamar-nos; quer Lhe obedeçamos, quer não, Ele chama-nos na sua misericórdia. Se faltarmos às promessas batismais, Ele chama-nos ao arrependimento. Se nos esforçarmos por responder à nossa vocação, Ele chama-nos para irmos sempre mais além, de graça em graça, de santidade em santidade, enquanto nos for sendo concedida vida para tal. Abraão foi chamado a deixar a sua casa e o seu país (cf Gn 12,1), Pedro as suas redes (cf Mt 4,18), Mateus o seu emprego (cf Mt 9,9), Eliseu a sua propriedade (cf 1R 19,19), Natanael o seu recolhimento (cf Jo 1,47). Todos somos chamados sem cessar de uma coisa a outra, para ir sempre mais longe, sem lugar de repouso, mas subindo para o nosso repouso eterno e obedecendo a um apelo interior que nos prepara para ouvir o seguinte. Cristo chama-nos sem cessar, para nos justificar sem cessar; sem cessar, cada vez mais, Ele quer santificar-nos e glorificar-nos. Devíamos compreendê-lo, mas somos lentos a dar-nos conta dessa grande verdade – que Cristo caminha de alguma forma no meio de nós e que, com a sua mão, os seus olhos, a sua voz, nos faz sinal para que O sigamos. Não percebemos que o seu apelo tem lugar neste preciso momento; pensamos que teve lugar no tempo dos apóstolos, mas não acreditamos nele, não o ouvimos verdadeiramente para nós próprios.

26 de maio - São Pedro Sanz e Jordá

Pere Sans i Jordà (em castelhano Pedro Sanz e Jordá) nasceu em 1º de setembro de 1680, filho de Andres Sans e Catalina Jordà, na cidade de Ascó, na diocese de Tortosa (Espanha). Um tio, capelão da catedral de Lérida, tendo visto nele uma criança virtuosa e cheia de zelo cristão, queria cuidar de sua educação. Quando jovem, atraído pela vida religiosa, quiz entrar no convento dominicano de Lérida, onde fez sua profissão em 6 de julho de 1698 e foi ordenado sacerdote em 20 de setembro de 1704. Foi transferido, a pedido dele, para o convento de Sant'Ildefonso em Zaragoza, de observância mais rigorosa. Aos 32 anos, sentiu-se atraído pelo apelo missionário e pediu para ser enviado ao Extremo Oriente. Ele deixou a Espanha no meio de 1712 e chegou a Manila nas Filipinas no final de agosto de 1713, depois de duas longas paradas no México e nas Ilhas Marianas.

26 de maio - Santo Eleutério - Papa

Santo Eleutério nasceu em Nicópolis, Épiro – Grécia, e foi o décimo terceiro Papa da Igreja Católica, entre 177 e 193. Ele sucedeu São Sotero como representante de Cristo na Terra e, ao fim de sua jornada terrena, foi sucedido pelo Papa Vítor I. Pouco sabemos sobre a sua vida. Ele viveu em um período que podemos chamar ainda de cristianismo primitivo, no qual os seguidores da fé cristã conviviam com muitas dificuldades porque eram perseguidos pelos pagãos dominantes da época. O seu pontificado foi inicialmente pacífico, pois o imperador Cômodo, embora odiado pela aristocracia romana, não perseguiu os cristãos. Segundo a tradição, Eleutério recebeu cartas de Lúcio, rei de uma parte da Bretanha, pedindo o envio de missionários para instruí-lo na fé cristã.

São Simítrio (Simétrio) de Roma Mártir Festa: 26 de maio † cerca de 159

Simétrio ou Simítrio era um presbítero romano, sepultado na catacumba de Santa Priscila, ao longo da Via Salária Nova, junto com outros 22 Companheiros. Provavelmente, todos foram martirizados nos últimos anos do império de Antonino Pio, talvez por volta do ano 159.
Simitrius, ou Simitrius, é um sacerdote romano enterrado no cemitério de Priscilla, ao longo da Via Salaria Nuova, junto com outros 22 companheiros, com quem provavelmente foi martirizado nos últimos anos do império de Antonino Pio, talvez por volta de 159. 
Martirógio Romano: Também em Roma, no cemitério de Priscila na Via Salaria Nuova, São Simétrio, mártir. https://www.santiebeati.it/dettaglio/54710

Santa Felicissima Mártir Festa: 26 de maio Terceiro e IV SÉCULOS.

Embora o Martirológio Jerônimo a registre como mártir em Todi (26 de maio) e Perugia (24 de novembro), sua figura permanece envolta em mistério devido à falta de confiabilidade de sua "passio", uma lenda que segue modelos hagiográficos já conhecidos. Apesar da escassa documentação histórica, Felicissima goza de grande devoção, como evidenciado pela disseminação de seu culto em vários lugares. Suas relíquias, inicialmente veneradas em Faleri (Úmbria), foram transportadas para Civita Castellana e depois para Viterbo, onde ainda repousam na igreja de San Sisto. A figura de Felicissima está entrelaçada com a de San Gratiliano, uma mártir com quem ela compartilha a veneração em Bassano di Sutri, da qual é a principal patrona. A igreja paroquial abriga uma relíquia do mártir, doada, segundo a tradição, pelo bispo de Civita Castellana em 1437. 
Martirógio Romano: Em Todi, na Úmbria, Santa Felicíssima, mártir. 

Beata Regintrude de Nonnberg Abadessa Festa: 26 de maio

† 750 ca. 
Figura enigmática entre as abadessas de Nonnberg, Regintrude emerge dos textos históricos como uma personalidade de grande profundidade, envolta em uma aura de mistério e devoção. Sua localização temporal é incerta, estimada no século VIII, e sua vida está entrelaçada com a fundação do mosteiro de Tittmoning, do qual se presume que ela tenha sido a benfeitora. No entanto, a fama de Regintrude transcende seu papel histórico. Atestada já no século XIV, a sua veneração de beata consolidou-se ao longo dos séculos, alimentada por obras de arte, miniaturas e inclusões litúrgicas. Um culto local, oficialmente autorizado em 1613, perpetua sua memória na comunidade de Nonnberg, onde seu aniversário ainda hoje é comemorado com ritos devocionais e obras de caridade. De acordo com o livro das confrarias de São Pedro de Salzburgo, Regintrude (ger. Regintrud) foi a quarta abadessa de Nonnberg.

Beata Maria Angélica Mastroti de Papasidero - 26 de maio

Maria Angélica viveu em odor de santidade. Aos seis anos uma tuberculose imobilizou-a por 13 anos. Quando todos esperavam por seu fim iminente foi milagrosamente curada era 1870. O seu sofrimento entretanto não cessou: um cálculo na bexiga lhe causou um sofrimento indescritível até 1873, quando uma segunda intervenção sobrenatural a libertou do mal. Mas, o seu desejo de expiação a fez mortificar seu corpo fazendo uso de cilícios, camas de espinhos e longos jejuns. Sua vida ascética resultou em êxtases frequentes durante os quais conversava com Nossa Senhora e o Filho que a Virgem tinha nos braços. O envolvimento espiritual também teve consequências físicas. Com efeito, uma ferida se abriu espontaneamente no seu lado, de onde o sangue jorrava muitas vezes, e jamais foi curada.

Filipe Néri Bispo, Fundador, Santo (1515-1595)

"Contanto que os meninos não pratiquem o mal, eu ficaria contente até se eles me quebrassem paus na cabeça." Há maior boa vontade em colocar no caminho correto as crianças abandonadas do que nessa disposição? A frase bem-humorada é de Filipe Néri, que assim respondia quando reclamavam do barulho que seus pequenos abandonados faziam, enquanto aprendiam com ele ensinamentos religiosos e sociais. Nascido em Florença, Itália, em 21 de julho de 1515, Filipe Rómolo Néri pertencia a uma família rica: o pai, Francisco, era tabelião e a mãe, Lucrécia, morreu cedo. Junto com a irmã Elisabete, foi educado pela madrasta. Filipe, na infância, surpreendia pela alegria, bondade, lealdade e inteligência, virtudes que ele soube cultivar até o fim da vida.

Maria Ana de Jesus Paredes Religiosa franciscana, Santa 1618-1645

Maria Ana nasceu no dia 31 de outubro de 1618, em Quito, capital do Equador. Sua família era rica: o pai, Jerónimo Paredes e Flores, era um capitão espanhol e a mãe, Mariana Jaramillo, pertencia à nobreza. A pequena ficou órfã dos pais aos quatro anos de idade e quem assumiu sua educação foi a mais velha de suas sete irmãs, Jerónima, casada com o capitão Cosme de Miranda, os quais educaram a menina como própria filha. Ela logo começou a despertar para a religião, tornando-se devota fervorosa de Jesus e da Virgem Maria. Muito inteligente e prendada, gostava das aulas de canto, onde aprendia as músicas religiosas, depois entoadas durante as orações. Orientada espiritualmente pelo jesuíta João Camacho, aos oito anos recebeu a primeira comunhão e quis fazer voto de virgindade perpétua, sendo de pronto atendida.

Nossa Senhora das Milicias

Nossa Senhora a Cavalo,
Patrona da cidade de Scicli, Sicília

     Segundo a tradição católica, em 1091, na planície de Donnalucata, perto de Scicli, na Sicília, os sarracenos estavam prestes a desembarcar em Isola Bella, então sob domínio normando com Ruggero D'Altavilla à frente. Os sarracenos, liderados pelo emir Belcane, queriam resgatar os tributos da ilha, tornando-a assim uma região que lhes pertenceria. Assim que chegaram às margens de Donnalucata, os ciclitanos e os normandos, povos católicos, invocaram a ajuda da Virgem, que apareceu em um cavalo branco disfarçada de gloriosa guerreira, derrotando os sarracenos e libertando a Sicília.
     A tradição é confirmada pelos Códigos Ciclitanos. No entanto, Nossa Senhora não aparece em um cavalo branco, mas em uma nuvem tão brilhante quanto o sol. Os normandos participam da batalha, ao lado do povo de Scicli, mas a presença de Ruggero D'Altavilla não é conhecida
     Sem saber a data exata da aparição, os fiéis católicos ciclitanos veneram a Virgem no último sábado de maio; foi originalmente comemorada nos dias próximos à Páscoa, conforme decreto mencionado abaixo.

Beata Janete (Giannetta), Vidente da Aparição de Nossa Senhora em Caravaggio - 26 de maio

 A Aparição de Nossa Senhora de Caravaggio

     O município de Caravaggio, terra da Aparição, se encontrava nos limites dos estados de Milão e Veneza, e na divisa de três dioceses: Cremona, Milão e Bergamo. Ano de 1432, época marcada por divisões políticas e religiosas. Além disso, teatro da segunda guerra entre a República de Veneza e o Ducado de Milão, que passou para o poder dos venezianos em 1431. Pouco antes da aparição, em 1432, uma batalha entre os dois estados assustou o país.
     Neste cenário de desolação, às 17 horas da segunda-feira, 26 de maio de 1432, Nossa Senhora aparece a uma camponesa. A história conta que a mulher, de 32 anos, era tida como piedosa e sofredora. A causa era o marido, Francisco Varoli, um ex-soldado conhecido pelo mau caráter e por bater na esposa. Maltratada e humilhada, Janete Varoli (Giannetta, em italiano) colhia erva em um prado próximo, chamado Mezzolengo, distante 2 km de Caravaggio.

NOSSA SENHORA DO CARAVAGGIO

Nossa Senhora de Caravaggio é um título dado à mãe de Jesus, Maria, que segundo a tradição católica apareceu na localidade de Caravaggio, na Itália, no ano 1432.O seu maior santuário brasileiro está na cidade de Farroupilha, no Rio Grande do Sul.
A aparição acontece em meio a divisões
A história relatada abaixo é atribuída à fé católica. O município de Caravaggio, terra da aparição, se encontrava nos limites dos estados de Milão e Veneza e na divisa de três dioceses: CremonaMilão e Bérgamo. Ano de 1432, época marcada por divisões políticas e religiosas, ódio, heresias, assolada por bandidos e agitada por facções, traições e crimes. Além disso, teatro da segunda guerra entre a República de Veneza e o ducado de Milão, passou para o poder dos venezianos em 1431. Pouco antes da aparição, em 1432, uma batalha entre os dois estados assustou o país.
Neste cenário de desolação, às 17 horas da segunda-feira, 26 de maio de 1432, acontece a aparição de Nossa Senhora a uma camponesa. A história conta que a mulher, de 32 anos, era tida como piedosa e sofredora. A causa era o marido, Francisco Varoli, um ex-soldado conhecido pelo mau caráter e por bater na esposa. Maltratada e humilhada, Joaneta Varoli colhia pasto em um prado próximo, chamado Mezzolengo, distante 2 km de Caravaggio.Entre lágrimas e orações, Joaneta avistou uma senhora que na sua descrição parecia uma rainha, mas que se mostrava cheia de bondade. Dizia-lhe que não tivesse medo, mandou que se ajoelhasse para receber uma grande mensagem. A senhora anuncia-se como “Nossa Senhora” e diz: “Tenho conseguido afastar do povo cristão os merecidos e iminentes castigos da Divina Justiça, e venho anunciar a Paz”.

ORAÇÕES - 26 DE MAIO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
26 – Terça-feira – São Filipe Neri
Evangelho (Mc 10,28-31) Pedro começou a dizer a Jesus: − Eis que nós deixamos tudo e te seguimos.”
undo Mateus (19,27) Pedro continuou dizendo: – Que recompensa teremos? Deixando de lado certa pretensão de Pedro, Jesus promete que seus seguidores terão a recompensa da paz com Deus e da convivência fraterna na comunidade de seus seguidores. Não em algum mundo de fantasia, mas num mundo onde não lhes faltarão jamais as dificuldade e perseguições. Jesus não engana.
Oração
Senhor Jesus, se me ajudais, que eu aceite o convite ou desafio. Um pouco antes dissestes que para Deus tudo é possível (Mc 10,27). Tomai, então, conta de meu coração, mudai-o, ocupai todos os seus espaços, para que vos possa seguir por onde me quiserdes levar. Aceito a recompensa que me prometeis. Se vos tenho a vós e aos irmãos, nada me falta para ser feliz à espera da felicidade. Amém. 

segunda-feira, 25 de maio de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Convertei-nos”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Voltai-vos para nós
 
Começamos o tempo do Advento. Nele celebramos a Segunda Vinda de Cristo e sua Vinda no Natal. É um dos mistérios da Redenção. É o fechamento de toda obra de Jesus no que se refere à vida dos homens. Ele veio trazer a salvação. Pensamos nessa Vinda somente como o final dos tempos. Assim perdemos a dimensão de uma Vinda permanente ao nosso encontro. Após a reflexão da gloriosa Vinda, voltamos nosso coração à primeira Vinda como homem. É a criança que nasce em Belém. Temos dois tempos no Advento: Refletimos a Segunda Vinda e contemplamos a primeira em seu nascimento. É o chamado à vigilância. Vigiar é estar vivo e pronto para assumir Cristo como Dom do Pai. Esperar é agir com boas obras: Rezamos: “Concedei a vossos fiéis o ardente desejo de possuir o Reino celeste, para que, acorrendo com as boas obras ao encontro do Cristo que vem, sejamos reunidos à sua direita na comunidade dos justos” (Coleta). A segunda Vinda estimula a vida da comunidade na prática das boas obras. As boas obras clamam pela presença do Senhor, mesmo que sejamos marcados pelo pecado. Não as fazemos sem o Senhor. Rezamos no salmo: “Voltai-Vos para nós, Senhor” (Sl 79). O fiel promete: “Nunca mais vos deixaremos, Senhor Deus! Dai-nos vida e louvaremos vosso nome”. A conversão não é somente um arrependimento, mas é o direcionamento da vida: Estamos sempre voltados para Ele. Israel sempre acolhia as visitas de Deus. Zacarias diz: “O Senhor visitou o seu povo e nos libertou” (Lc 1,68). Jesus foi a maior visita de Deus. 
Tu, nosso oleiro 
Esperar é nos deixar nas mãos de Deus que nos trabalha como o oleiro. Ao nos formar acolheu nosso barro e nos trabalhou. Somos obra de suas mãos. “Fomos enriquecidos em tudo” (1Cor 1,5). A vigilância nos coloca sempre nas mãos de Deus que nos prepara para ir ao encontro de seu Filho. Quer que sejamos sua imagem e tenhamos sua estatura: “... Até que todos nós alcancemos a unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, o estado do Homem Perfeito à medida da estatura da plenitude de Cristo” (Ef.4,13). Nesse processo de vigilância e expectativa, Deus trabalha sua criatura humana para formar em cada uma seu Filho. Espiritualidade é deixar-se formar, como o barro nas mãos do oleiro que faz e refaz. Na condição de barro vemos nossa fragilidade: “Todos nós nos tornamos imundície, e todas as nossas boas obras são como um pano sujo; murchamos todos como folhas, e nossas maldades empurram-nos como o vento” (Is 64,5). O sentimento de fragilidade leva o fiel a sentir o resultado de suas atitudes. Mesmo assim continua nas mãos de Deus: “Senhor, Tu és nosso Pai, nos somos o barro; Tu, nosso oleiro, e nos todos, obras de tuas mãos” (id 7). Na dimensão da vigilância tem que se ver a fragilidade. 
Vigiai 
Pelo fato de Jesus estimular à vigilância, podemos perceber que a atenção deve ser permanente. Não vivemos a fé somente em certos horários. Ela não é uma etapa, é um modo de vida. Não vivemos a fé como um programa para determinados momentos. Ela nos assume como um todo, todo tempo. Dormir não se trata do descansar, mas de dormir em serviço. A atividade da Igreja deve penetrar todos os seguimentos da vida e do mundo, não como uma religião que se impõe, mas como uma orientação para todos os momentos. É simples. “Onde há amor e caridade, Deus aí está”. É como um rosário. O que une os grãos é o fio, fazendo-as uma unidade. Vigiemos pois. 
Leituras Isaías 63,16b-17.19b; 64,2b-7;
Salmo 79;
1Coríntios 1,3-9; Marcos 13,33-37. 
1. A conversão não é somente um arrependimento, mas é o direcionamento da vida. 
2. No processo de vigilância Deus trabalha a criatura para formar seu Filho em cada uma. 
3. Não vivemos a fé somente em certos horários. Ela não é uma etapa, é um modo de vida. 
Sai de baixo! 
Quando se fala de fim de mundo e das coisas que vem do alto, dá a impressão que a gente tem que se abaixar para não cair alguma coisa na cabeça. O que nos vai cair na cabeça quando o Senhor vier? Mas, o que interessa não é o que vem de cima (o que vem de cima é Deus quem manda), mas o que vai debaixo, o que se manda para o alto. Isso não tem perigo. Mandamos nossa capacidade de fazer boas obras que nos mantém vigilantes. 
Homilia do 1º Domingo do Advento (29.11.2020)

EVANGELHO DO DIA 25 DE MAIO

Evangelho segundo São João 19,25-34. 
Naquele tempo, estavam junto à cruz de Jesus sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. Ao ver sua Mãe e o discípulo predileto, Jesus disse a sua Mãe: «Mulher, eis o teu filho». Depois disse ao discípulo: «Eis a tua Mãe». E, a partir daquela hora, o discípulo recebeu-a em sua casa. Depois, sabendo que tudo estava consumado e para que se cumprisse a Escritura, Jesus disse: «Tenho sede». Estava ali um vaso cheio de vinagre. Prenderam a uma vara uma esponja embebida em vinagre e levaram-Lha à boca. Quando Jesus tomou o vinagre, exclamou: «Tudo está consumado». E, inclinando a cabeça, expirou. Por ser a Preparação da Páscoa, e para que os corpos não ficassem na cruz durante o sábado – era um grande dia, aquele sábado –, os judeus pediram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas e fossem retirados. Os soldados vieram e quebraram as pernas ao primeiro, depois ao outro que tinha sido crucificado com Ele. Ao chegarem a Jesus, vendo-O já morto, não Lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados trespassou-Lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Catarina de Sena 
(1347-1380) 
Terceira dominicana, 
doutora da Igreja, 
copadroeira da Europa 
Maria, terra fecunda 
Ó Maria, portadora do fogo divino! 
Ó Maria, Maria, templo da Trindade, ó Maria, portadora do fogo, Maria, dispensadora da misericórdia, Maria, que fizeste brotar o fruto divino! Maria, redentora, em certo sentido, do género humano (pois não foi o sofrimento da tua carne, no Verbo, que salvou o mundo?)! Cristo foi redentor pela sua Paixão; tu foste-o pela dor do corpo e da alma. Ó Maria! Mar tranquilo, dispensadora da paz, Maria, terra fértil! Tu és a nova árvore que trouxe a flor fragrante do Verbo, o Filho Unigénito de Deus. Em ti, terra fértil, foi semeado o Verbo. Tu és a terra e a árvore. Ó Maria, carro de fogo, tu trouxeste em ti o fogo oculto e velado sob as cinzas da tua humanidade. Ó Maria, dulcíssimo amor, em ti está escrito o Verbo que nos dá a doutrina da vida; tu és a tábua na qual está gravada esta doutrina. Mal foi impresso em ti, este Verbo carregou a cruz do santo desejo, que foi como que enxertada nele. Mal foi concebido, já estava dominado pelo desejo de morrer pela salvação dos homens, pelos quais encarnou. E foi uma grande cruz, carregar durante tanto tempo um desejo que Ele teria querido realizar imediatamente.

25 de maio - Beato Mykola Cehelskyj

Mykola Cehelskyj nasceu em 17 de dezembro de 1896 na vila ucraniana de Strusiv, perto de Ternopil. Em 1923, ele se formou no departamento de teologia da universidade de Lviv e foi ordenado sacerdote dois anos depois, em 5 de abril de 1925, pelo metropolitano André Shaptytsky, tornando-se padre diocesano do rito bizantino da Arquieparquia ucraniana de Lviv. Confiada a ele a paróquia da vila de Soroko, ele era um padre zeloso que cuidava da vida espiritual, educação e bem-estar de seus paroquianos. Devem a ele a construção da igreja e a superação de muitas dificuldades que as comunidades católicas estavam enfrentando, porque o triunfo da Rússia na Segunda Guerra Mundial a tornou mais forte, e assim começou a atuar para o desaparecimento da Igreja Greco-Católica. O governo russo queria intimidá-lo, mas o Beato não deixou o cumprimento de seus deveres sacerdotais e na afirmação de sua fé católica.

25 de maio - Beatos Mario Vergara e Isidoro Ngei Ko Lat

Em 24 de maio de 2016, na Catedral de Aversa, o missionário do Pontifício Instituto das Missões Exteriores (PIME) Padre Mario Vergara e o catequista leigo Isidoro Ngei Ko Lat, mortos por ódio à Fé na Birmânia, em maio de 1950, foram beatificados. O rito de beatificação dos dois mártires foi celebrado na diocese da qual o Padre Mário era originário e foi presidido pelo Prefeito da Congregação das Causas dos Santos, Cardeal Angelo Amato. O Papa Francisco recordou os mártires: “Beatos Mário Vergara, sacerdote do PIME, e Isidoro Ngei Ko Lat, fiel leigo e catequista, mortos por ódio à fé cristã em 1950 na Birmânia. Que sua fidelidade heroica a Cristo possa servir de encorajamento e exemplo aos missionários e especialmente aos catequistas que, nas terras de missão, desempenham uma obra apostólica preciosa e insubstituível, pela qual a Igreja inteira lhes está grata”.

Santa Maria Madalena de Pazzi, Mística Carmelita - 25 de maio

     Em 25 de maio de 2007, celebrou-se o quarto centenário da morte de Santa Maria Madalena de Pazzi (1566-1607), carmelita florentina e mestre de vida espiritual. Tamanha era a fama de sua santidade entre o povo e o clero, que muito cedo, em 1611, deu-se início a seu processo de beatificação. Importantes estudiosos afirmam que “Maria Madalena de Pazzi, ao lado de Ângela de Foligno e de Catarina de Sena, é, entre as italianas, a escritora espiritual mais conhecida”.
     Numa das famílias de maior destaque da nobreza florentina, Catarina nasceu em 2 de abril de 1566, segunda filha de Maria Buondelmonti e Camillo di Geri de’ Pazzi. Em dois períodos (de 1574 a 1578 e de 1580 a 1581), foi educanda em San Giovannino pelas Cavaleiras de Malta.

Beda o Venerável Monge, Douto da Igreja e Santo (672-735)

Todas as informações que temos sobre o extraordinário Beda foram escritas por ele mesmo no livro “História da Inglaterra”, um dos mais raros e completos registros da formação do povo inglês antes do século VIII, narradas assim: “Eu, Beda, servo de Cristo e sacerdote, e monge do mosteiro de São Pedro e São Paulo, da Inglaterra, nasci neste país. Aos sete anos, fui levado ao mosteiro para ser educado pelos monges. Desde então, passei toda a minha vida no mosteiro, e me dediquei sobretudo ao estudo da Sagrada Escritura. Além de cantar e rezar na Igreja, minha maior alegria foi poder dedicar-me a aprender, a ensinar e a escrever. Aos dezanove anos, recebi o diaconato e aos trinta, o sacerdócio. Todos os momentos livres eu os dediquei a buscar explicações da Sagrada Escritura, especialmente extraídas dos escritos dos santos Padres”.