quarta-feira, 12 de agosto de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - São José do Povo

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Padroeiro
 
São José aparece nas Sagradas Escrituras, silencioso e discreto. Assim está presente na devoção do povo. No Brasil, cinco milhões e setecentas mil pessoas têm o nome de José. (Com o nome de Maria, há mais de onze milhões). Notamos que não há barulho com esse nome. O nome José entra de mansinho, torna-se nome de cidade, lojas e tantos outros. A discrição de José está também em sua presença na Igreja. Somente com S. João XXIII que S. José é citado na prece eucarística romana (13.11.62). Estendido depois às outras preces eucarísticas. Esse padroeiro está presente, mas no silêncio. Certamente as pessoas pouco sabem quem ele foi. Essas figuras monumentais que vivem na simplicidade, são realmente os grandes porque são capazes de perceber os outros. Quem se humilha, diz Jesus, será exaltado (Lc 1411). Deus o exalta sem que seja necessário tirar sua condição de humilde servidor. Quem sabe fosse esta a formação que José dava ao garoto Jesus, pois a tendência a aparecer é dominante nas pessoas. Jesus mantém também essa simplicidade de não buscar aparecer, tanto que, muitas vezes, faz os milagres e manda que não faça publicidade, pois não fazia bonito para aparecer. Vendo as atitudes de Jesus podemos ler o que aprendeu dentro de casa. A Encarnação leva em conta também essas condições. É um exemplo para a Igreja quando busca mais aparecer do que fazer. Nossas atitudes eclesiásticas têm muito dessa mania de querer aparecer por roupas, títulos e poder. Que ganhamos com isso? Pura fumaça. Não era esse o sonho de José.
Participante 
O que tenho visto na vida da Igreja, nas comunidades e na vida religiosa um grande amor e respeito por S. José. Sempre há uma bela capela, uma bela imagem, uma presença querida. As comunidades, quando têm dificuldades financeiras apelam para S. José. Aí se queimam as velas. Dá-se a impressão que é dada a ele responsabilidade de não faltar o sustento. Sabemos que sempre se gasta muito.. É um socorro providente. Mas ainda é bastante silenciosa sua presença. Não mudou seu jeito de ser. Está presente, sempre com o Menino e o lírio. Esse lírio, que, de acordo com o evangelho apócrifo de Tiago, tem outro significado. José seria um viúvo, com filhos, que entrou como um dos pretendentes à jovem Maria, que vivia no templo. Cada um trazia seu bastão e deixava diante de Deus. O que florescesse, seria o escolhido de Deus. Isso não existiu. José era jovem. Deus crê no jovem. O escritor quis fazer uma adaptação do livro dos Números para a escolha de Aarão, como sacerdote (Nm 17,16-26). É o reconhecimento que José é o escolhido de Deus. Os fiéis têm também (agora menos) a devoção a S. José para ter uma boa morte, com os santos sacramentos. Contam-se muitos fatos maravilhosos dessa graça. 
Servo fiel 
São José, justo em todos os seus caminhos, acolhe Maria como esposa. Sua fidelidade a Deus o levou a querer romper do prometido casamento. Com isso manifestou sua a fidelidade a Deus. Ele era justo e aquilo estava errado. A partir da mensagem de Deus: “Não temas receber Maria como esposa, pois o que nela foi gerado vem do Espírito Santo” (Mt 2,20). A partir daí, foi fiel servidor de Maria e doe Jesus. Nós o vimos assumindo completamente a missão de esposo e de pai. Por que desaparece na vida pública de Jesus? Seu evangelho vivido já era conhecido e não haveria necessidade de citá-lo. O povo o conhecia e sabia de sua grandeza.
ARTIGO PUBLICADO EM SETEMBRO DE 2021

EVANGELHO DO DIA 12 DE AGOSTO

Evangelho segundo São Mateus 18,15-20. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Se o teu irmão te ofender, vai ter com ele e repreende-o a sós. Se te escutar, terás ganhado o teu irmão. Se não te escutar, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão fique resolvida pela palavra de duas ou três testemunhas. Mas, se ele não lhes der ouvidos, comunica o caso à Igreja; e, se também não der ouvidos à Igreja, considera-o como um pagão ou um publicano. Em verdade vos digo: tudo o que ligardes na Terra será ligado no Céu; e tudo o que desligardes na Terra será desligado no Céu. Digo-vos ainda: se dois de vós se unirem na Terra para pedirem qualquer coisa, ser-lhes-á concedida por meu Pai que está nos Céus. Na verdade, onde estão dois ou três reunidos em meu nome, Eu estou no meio deles». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Teresa de Calcutá 
(1910-1997) 
Fundadora das Irmãs
 Missionárias da Caridade 
«Não há amor maior» 
«Tudo o que ligardes na Terra
 será ligado no Céu»: 
o sacramento da reconciliação 
No outro dia, alguém, um jornalista, fez-me uma pergunta estranha: – A Madre também se confessa? – Sim, confesso-me todas as semanas – respondi-lhe. – Deus deve ser muito exigente, para a Madre também ter de se confessar. Então disse-lhe: – Por vezes, o seu filho também se porta mal. O que é que o senhor faz quando ele lhe diz: «Paizinho, desculpa-me!» O que é que faz? Pega nele ao colo e dá-lhe um beijo. Porquê? Porque é a sua maneira de lhe dizer que o ama. Deus faz a mesma coisa. Ele ama-nos com ternura. Se tivermos pecado ou cometido alguma falta, façamos de maneira que isso nos ajude a aproximarmo-nos de Deus; digamos-Lhe com humildade: «Sei que não devia ter agido assim, mas ofereço-Te esta fraqueza». Se tivermos pecado, se tivermos cometido faltas, vamos ter com Ele e digamos-Lhe: «Desculpa, estou arrependido!». Deus é um pai que tem piedade. A sua misericórdia é maior do que os nossos pecados. Ele perdoar-nos-á.

São Gratiliano (Graciliano) Mártir Festa: 12 de agosto

(+)Falerii Novi (perto de Civita Castellana), 12 de agosto, século III-IV. 
Um jovem mártir da Tuscia romana, tradicionalmente venerado juntamente com Santa Felicisima, cuja festa é celebrada em 12 de agosto no Martirológio Romano. As informações sobre ele provêm exclusivamente de uma Paixão segundo a tradição, composta por volta do século VII, de natureza claramente lendária e influenciada por modelos narrativos hagiográficos anteriores. De acordo com essa tradição, Gratiliano era um jovem patrício de Falerii Novi que se converteu ao cristianismo por intermédio de Santo Eutizo de Ferento, o evangelizador da Etrúria suburbana. Preso durante as perseguições, recusou-se a renunciar à sua fé, apesar dos apelos de sua família, e foi condenado à decapitação juntamente com Felicisima, uma jovem que ele supostamente converteu e curou milagrosamente na prisão.

12 de agosto - Beato Boaventura García Paredes

Boaventura García Paredes nasceu nas Astúrias, Espanha, em 19 de abril de 1866. Foi batizado no mesmo dia de seu nascimento. De família pobre, humilde, trabalhadora e muito religiosa. Foram cinco irmãos. Outro, além dele, também foi sacerdote. Boaventura sentiu muito cedo em seu coração a vocação à vida religiosa e sacerdotal. Conheceu os frades dominicanos e, impactado por seu estilo de vida, decidiu entrar na Ordem. Ingressou no Colégio Dominicano de Corias, Astúrias, para iniciar seu postulantado. Começou os estudos, porém, dois anos depois teve que deixá-lo por motivos de saúde. Após recuperar-se, voltou a ingressar na Ordem, porém, não em Corias, mas em Ocaña, Toledo, no Colégio Apostólico do Convento de São Domingos. Este convento é muito importante para a história da Ordem na Espanha, pois, foi o único que permaneceu em pé após a desamortização de Mendizabal e, a partir dele, se pode levar a cabo posteriormente a restauração da Ordem na Espanha.

Beato Inocêncio XI (Benedetto Odescalchi) Papa Festa: 12 de agosto

Bento Odescalchi tornou-se Papa Inocêncio XI em 1676. Grande reformador dos costumes, lutou contra abusos, nepotismo e escravidão. O terrível assédio de Viena ocorreu durante o seu Pontificado. Ao perceber a periculosidade da ameaça turca, instituiu a Santa Liga para defender o Cristianismo. 
(*)Como, 19 de maio de 1611
(+)Roma, 12 de agosto de 1689 
(Papa de 4 de outubro de 1676 a 12 de agosto de 1689)
Nascido em Como, iniciou um grande esforço de moralização, proibindo a usura e impondo normas austeras aos bispos. Condenou a doutrina do "quietismo" do padre espanhol Miguel de Molinos. 
Etimologia: Inocente = sem pecado, do latim 
Martirológio Romano: Em Roma, o bem-aventurado Inocêncio XI, papa, que governou sabiamente a Igreja, embora provado por grandes dores e tribulações.

Santa Lélia, Virgem-Festa: 12 de agosto Irlanda, século VI

Virgem que viveu entre os séculos V e VI na Ilha Esmeralda, sua memória chegou até nós através de uma complexa teia de tradições locais, nomes de lugares e comemorações litúrgicas que testemunham a veneração que ela desfrutava, especialmente na região de Munster. A escassez de informações documentais sobre sua vida é compensada pela persistência de seu culto, particularmente na diocese de Limerick, onde ela é venerada como co-padroeira juntamente com São Munchin. Uma igreja católica em Ballynanty leva seu nome, e o antigo povoado de Killeely (Cill Liaile) preserva a memória de sua ligação com esses lugares. A tradição popular afirma que ela era irmã de São Munchin e descendente do Príncipe Cairthenn, batizada por São Patrício, mas tais informações pertencem mais ao âmbito da devoção do que à história documentada. 
Etimologia: Do latim 'laeta' (feliz, alegre); possível derivação do irlandês 'Liadhain'. 
Emblema: Hábito monástico, véu, cruz, livro. 
Martirológio Romano: Também na Irlanda, numa cela que leva o seu nome, Santa Lélia, virgem.

Santa Cecília de Remiremont, abadessa-Festa: 12 de agosto século VII

Filha de Romarico, dedicou-se, juntamente com a irmã Azaltrude, à vida de clausura no mosteiro de Remiremont, que o pai lhes tinha construído na Lotaríngia. Cecília foi por muito tempo abadessa do mosteiro e, ao morrer, imediatamente desfrutou de uma reputação de santidade. Sua vida deve ser colocada no século VII. É particularmente invocado para doenças oculares. A Ordem Beneditina celebra-o no dia 12 de agosto. Filha de b. Romanérica, ela decidiu, com sua irmã Azaltrude, renunciar ao mundo: seu pai construiu para eles o mosteiro de Remiremont, na Lotaríngia (século VII), do qual Cecília foi abadessa por muito tempo. Ela é invocada sobretudo por pacientes oftalmológicos, o que, talvez, lhe valeu os nomes de Cecília e Chiara, enquanto originalmente ela se chamava Gegoberga ou Sigeberga. Os documentos que a lembram estão atrasados. É comemorado em 12 de agosto. 
Autor: Ambrogio Mancone 
Fonte: Bibliotheca Sanctorum

Beata Vitória Diez y Bustos de Molina, Virgem e mártir - 12 de agosto

Martirológio:
Na cidade de Hornachuelos perto de Córdoba na Espanha, Beata Vitória Diez y Bustos de Molina, virgem e mártir, que, professora no Instituto Teresiano, no início das hostilidades contra a Igreja confessou sua fé cristã e foi martirizada enquanto incentivava os outros a fazer o mesmo.
Vitória era filha única e talvez um pouco sufocada pelo amor de seu pai José Diez Moreno e de sua mãe Victoria Bustos de Molina. Ela nasceu em Sevilha em 11 de novembro de 1903, cresceu com estes pais super protetores, cada vez mais preocupados com a fragilidade de sua constituição, internamente dividida entre um senso de dever para com a sua família e um desejo missionário que a cada ano se torna mais insistente. Ao custo de não poucos sacrifícios, os pais, de condição modesta, fizeram-na estudar e ela se diplomou professora em 1923. Vitória tinha notáveis qualidades artísticas que a levaram a estudar seis anos na Escola de Artes e Ofícios de Sevilha, mas ela era sobretudo mestra e gostava que a chamassem assim.

Santa Joana Francisca Fremiot de Chantal, Religiosa-Festa: 12 de agosto

(*)Dijon, França, 1572
(+)Moulins, França, 13 de dezembro de 1641 
A vida de Jeanne Frémiot está indissoluvelmente ligada à figura de Francisco de Sales, seu diretor e guia espiritual, de quem ela foi tanto seguidora quanto inspiração e colaboradora. Nascida em Dijon em 1572, aos vinte anos casou-se com o Barão de Chantal, com quem teve numerosos filhos. Viúva, sentiu cada vez mais o desejo de se afastar do mundo e dedicar-se a Deus. Sob a orientação de Francisco de Sales, fundou uma nova instituição dedicada à Visitação, voltada para o cuidado dos enfermos. O Instituto se espalhou rapidamente por toda a Saboia e França. Jeanne, que se tornou Irmã Francisca, logo foi seguida por inúmeras jovens, as Visitandinas, como as freiras do Instituto eram universalmente conhecidas. Antes de sua morte em Moulins, em 13 de dezembro de 1641, existiam 75 casas da Visitação, quase todas fundadas por ela.

Beatriz da Silva Fundadora da Ordem da Imaculada Conceição, Santa 1424-1492

A família
 
"...educada num profundo espírito e virtudes cristãs." De nobilíssima família portuguesa, Beatriz da Silva e Menezes, nasceu na graciosa e ensolarada vila alentejana de Campo Maior, no ano de 1424. Filha de D. Rui Gomes da Silva, Alcaide Mor da já mencionada vila de Campo Maior e Ouguela e de Dona Isabel de Menezes, que era filha de D. Pedro de Menezes que foi Governador da Praça de Ceuta, nessa altura pertencente à coroa dos reis de Portugal. Os pais de Beatriz pertenciam à primeira nobreza e estavam ainda aparentados com a família real. Beatriz passou a sua infância e adolescência nesta nobre vila, rodeada do carinho de seus pais que a educaram num profundo espírito e virtudes cristãs. Foi a oitava de doze irmãos: Pedro, Fernando, Diogo, Afonso, João (Beato Amadeu da Silva, fundador do ramo franciscano dos frades Amadeus, hoje extinto), Branca, Guiomar, Beatriz, Maria, Leonor, Catarina e Méscia.

AMADEU da Silva Menezes Franciscano, Beato (1420-1482)

Irmão de santa Beatriz da Silva, 
sacerdote franciscano, † 1482.
O Bem-aventurado Amadeu da Silva Menezes, filho de D. Rui Gomes da Silva, Alcaide de Campo Maior e D. Isabel de Menezes, Condessa de Portalegre, filha do Conde de Vila Real, nasceu em 1420. Tinha por irmã Santa Beatriz da Silva Menezes. Aos vinte anos, retirou-se para o mosteiro de Guadalupe, na Espanha, célebre mosteiro onde a Virgem Maria apareceu. Ele não se retirou para ali, para viver uma vida tranquila, bem pelo contrário: ele sonhava com façanhas heróicas e perigosas, onde pudesse sofrer o martírio. Talvez por isso mesmo, foi para Granada, grande centro árabe, com o desejo de converter os muçulmanos ou de morre pela fé. Tudo o que conseguiu foi ser espancado e deixado como morto. Desde que restabelecido, foi de novo conduzido ao convento de onde saíra. Sempre motivado pelo mesmo desejo, tentou embarcar para a Africa, mas uma tempestade fê-lo voltar às costas portuguesas.

ORAÇÕES - 12 DE AGOSTO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
12– Quarta-feira – Santos: Joana Francisca de Chantal, Graciliano
Evangelho (Mt 18,15-20) Se teu irmão pecar, vai corrigi-lo, mas em particular, a sós contigo! Se ele te ouvir, tu ganhaste o teu irmão.”
Mateus usa uma palavra de Jesus para orientar sua comunidade. Se um irmão da comunidade pecar, cair no erro, é preciso ajudá-lo a reconhecer seu erro e voltar ao caminho. Todos nós podemos cair e errar. Mesmo assim devemos ajudar nosso irmão de modo certo: discretamente, com bondade e amor, sem acusar ou humilhar.
Oração
Senhor Jesus, para mim é fácil notar e apontar erros de meu irmão. Mas nem sempre o amo o bastante para tentar ajudá-lo a perceber seu erro e voltam ao bem. Dai-me a coragem humilde necessária e o jeito certo de o fazer na hora certa. E ajudai-me também a aceitar sem retrucar, mas agradecendo, o amor de quem me corrige. Amém.

terça-feira, 11 de agosto de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Maior é o que serve”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Acolhendo os pequenos
 
Jesus desconstrói aquilo que pode danificar a pureza de seu ensinamento. Surpreende os discípulos em suas pretensões, pois estavam ainda na visão de um reino messiânico igual aos outros. Já estavam escolhendo os lugares para definir quem é o maior. No momento em que Jesus instruía, justamente sobre o que iria acontecer com Ele, revelando sua condição de Messias sofredor, eles falam a linguagem do poder. Jesus, contudo, fala a linguagem da humildade e do serviço: “Se alguém quer ser o primeiro, que seja aquele que serve a todos” (Mc 9,35). Isso é comum na Igreja. Falamos uma língua e Jesus outra. O Evangelho não nos penetra. Por isso perdemos a consistência de fidelidade a Cristo. Colocando-se como o menor que serve a todos, convida a que descubram a sabedoria de serem os servidores de todos: “Se alguém quiser ser o primeiro, seja o último e aquele que serve a todos” (Mc 9,35). Por essa palavra Jesus está dando o sentido de seu sofrimento e morte. Ele se faz o menor, mais abatido, e por isso é o Senhor. Ser o maior é servir os pequeninos. Acolher os pequenos por causa de Jesus é acolhê-Lo. Mais ainda, quem recebe Jesus, recebe Aquele que O enviou, o Pai. Jesus Se preocupa muito com os sofredores e pequeninos. E dá isso como missão da Igreja que continua sua vida e missão. Insistimos em cuidar de quem não precisa. E esses não continuam voltados para si e para o poder no mundo. Se pensássemos como Jesus, a Igreja seria diferente. O testemunho que damos não convence. Dizemos uma coisa e fazemos outra. 
Nascente das maldades 
Quando não seguimos os passos de Jesus na vida cristã, acontecem os males. Tiago diz que as guerras e lutas entre as pessoas nascem do coração onde guerreiam nossos prazeres, nascem da cobiça e da avidez. Até nossa oração perde a eficácia porque queremos receber de Deus para gastar com nossos interesses mesquinhos. Podemos nos lembrar que nossas orações são sempre para coisas materiais ou simplesmente humanas. Tiago diz: “vossos prazeres”. Oração não é o diálogo com Deus, e não pensamos no bem dos outros quando nos dirigimos a Deus. Diferentemente acontece com a sabedoria que é “pacífica, indulgente, conciliadora, cheia de misericórdia e de bons frutos, isenta de parcialidade e de hipocrisia” (Tg 3,17). O coração pacificado pelo serviço fraterno aos frágeis produz um fruto de justiça semeado por quem promove a paz. O mal põe raízes profundas que escravizam e geram sempre maiores maldades. Por isso, Tiago aconselha a buscar a sabedoria que vem do alto, aquela que vivia Jesus: fazer a vontade do Pai que é a salvação de todos. A oração de Jesus se dirigia ao Pai no profundo agradecimento e reconhecimento da presença Divina em sua vida. A oração O colocava sempre no caminho da vontade do Pai (Mc 14,36). 
O injusto e o justo 
Jesus anuncia aos discípulos seu caminho de Paixão (Mc 9,31). Esse momento, sem explicação humana, corresponde ao que o livro da Sabedoria fala sobre o justo e o injusto. A presença do justo, o santo, provoca a consciência das pessoas que querem abafar o mal que possuem. Assim se dá a perseguição ao Filho de Deus. Essas palavras são repetidas pelos judeus quando Jesus está na Cruz: “Se Tu és o Filho de Deus, desce da cruz” (Mt 27,40). O justo confia em Deus e não cobra milagres. Deixa que se cumpra a vontade do Pai. Não pede milagre, mas confia. Não vivemos de milagres. Só o amor pode mudar o coração humano. 
Leituras: Sabedoria 2, 12.17-20; 
Salmo 53;
Tiago 2,30-37; Marcos 9,30-37. 
1. Se pensássemos como Jesus, a Igreja seria diferente. 
2. O coração pacificado pelo serviço fraterno produz um fruto de justiça. 
3. O justo confia em Deus e não cobra milagres. 
Escolinha de Jesus 
Jesus instruía os discípulos a partir de situações que eles próprios criavam. Hoje temos o caso da instrução de Jesus sobre a base de toda a vida que nos transmitia. Eles discutiam sobre o poder e Jesus fala da força do poder que tem o serviço, sobretudo, aos pequenos. Assim, vemos em Jesus que nos dá a maior lição de amor quando se entrega na Cruz. Ali foi o máximo do serviço e o máximo do poder. O serviço tem poder de levar todos a servirem com maior vigor para que todos tenham vida e a tenham em abundância (Jo 10,10).
Homilia do 25º Domingo Comum (19.09.2021)

EVANGELHO DO DIA 11 DE AGOSTO

Evangelho segundo São Mateus 18,1-5.10.12-14. 
Naquela hora, os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram-Lhe: «Quem é o maior no Reino dos Céus?». Jesus chamou uma criança, colocou-a no meio deles e disse-lhes: «Em verdade vos digo: se não vos converterdes e não vos tornardes como as crianças, não entrareis no Reino dos Céus. Quem for humilde como esta criança, esse será o maior no Reino dos Céus. E quem acolher em meu nome uma criança como esta, acolhe-Me a Mim. Vede bem. Não desprezeis um só destes pequeninos. Eu vos digo que os seus anjos veem constantemente o rosto de meu Pai que está nos Céus». Jesus disse ainda: «Que vos parece? Se um homem tiver cem ovelhas e uma delas se tresmalhar, não deixará as noventa e nove nos montes para ir procurar a que anda tresmalhada? E, se chegar a encontrá-la, em verdade vos digo que se alegra mais por causa dela do que pelas noventa e nove que não se tresmalharam. Assim também, não é da vontade de meu Pai que está nos Céus que se perca um só destes pequeninos». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São João-Maria Vianney 
(1786-1859) 
Presbítero, 
Cura de Ars 
Pensamentos escolhidos 
A união com Deus 
Deus não precisa de nós. Se nos manda rezar, é porque nos quer felizes e só podemos ser felizes na oração. Quando nos vê chegar, inclina o seu coração para a sua criaturinha, como um pai que se ajoelha para ouvir o filho pequeno falar com Ele. De manhã, devemos fazer como as crianças no berço: assim que abrem os olhos, imediatamente procuram a mãe. Há duas coisas que nos unem ao Senhor e nos conduzem à salvação: a oração e os sacramentos. Todos os que se tornaram santos frequentaram os sacramentos e elevaram a alma a Deus através da oração.

Santa Lélia, Virgem – 11 de agosto

Martirológio: Na Irlanda, em uma cidade que leva seu nome, Santa Lélia, virgem     

Algumas dioceses irlandesas, incluindo principalmente a de Limerick, comemoram atualmente Santa Lélia, celebração relatada também no novo Martirológio Romano que a tinha excluído em edições anteriores.  Há incerteza quanto ao local e a época que a santa teria vivido. Parece que ela era de origem irlandesa e sua existência deveria ser colocada aproximadamente no século VI. Finalmente, parece atribuível a ela o estabelecimento de um número de casas religiosas na província de Munster. Às vezes Lélia também é identificada com Santa Liadhain de Dalcassia, bisneta do príncipe Cairthenn, batizado perto de Singland por São Patrício, Apóstolo da ilha celta. Ela deu o nome à Killeely (Cill Liadaini), cidade no condado de Limerick. 

11 de agosto - São Gaugerico de Cambrai

São Gaugerico, Bispo e fundador, também chamada Gery ou Gau, nasceu em meados do século VI em Yvoi, uma pequena cidade belga nas Ardenas e era filho de Gaudêncio e Austadiola, cidadãos romanos. Desde sua juventude, levou uma vida piedosa e temente a Deus, e tudo parecia combinado para se preparar para a vida religiosa com zelo e devoção que mais tarde iria abraçar. Durante uma de suas visitas Episcopais, São Magnerico, bispo de Trier, ficou encantado com conduta exemplar do jovem e concebeu a ideia para recrutá-lo para servir nas linhas de seu clero. Gaugerico, dizem seus biógrafos, ainda não tinha sido ordenado diácono e já sabia recitar todo o Saltério de cor. Quando foi ordenado por São Magnerico, foi enviado para Trier, na Alemanha, Em 586 ao ver que a Diocese de Cambrai-Arras ficou vaga, e foi chamado para ocupá-la. O Rei Childeberto II consentiu e instruiu Egidius, Metropolita de Reims, para consagrar o novo bispo.

 

São Tibúrcio Mártir Festa: 11 de agosto

Entre os primeiros mártires cristãos, Tibúrcio foi sepultado no cemitério “ad Duas Lauros”, na Via Labicana, em Roma, como narram os Itinerários do século VII. O Papa São Dâmaso enalteceu as virtudes heroicas deste Santo, cuja parte do seu corpo é venerada no altar-mor da igreja de Santo Apolinário.
(†)Roma, por volta de 286 
Sabemos com certeza sobre ele apenas o que as fontes epigráficas e litúrgicas mais antigas nos fornecem: seu nome, a data de sua morte e o local de seu sepultamento no cemitério "ad Duas Lauros", no terceiro quilômetro da Via Labicana. Contudo, essa aparente escassez de informações não impediu que a devoção popular e a tradição hagiográfica construíssem em torno dele uma narrativa rica em eventos, milagres e ensinamentos espirituais.

Santa Rusticola de Arles, abadessa-Festa: 11 de agosto

(*)Vaison, França, por volta de 556
(+)Arles, França, 11 de agosto de 632 
Santa Rusticola, também conhecida como Márcia, governou o convento de São João em Arles por quase sessenta anos, vivendo durante um dos períodos mais turbulentos da Provença merovíngia. Nascida por volta de 556 em uma rica família galo-romana perto de Vaison, foi sequestrada ainda criança por um pretendente que cobiçava sua herança, mas foi libertada graças à intervenção da abadessa Liliola e do bispo Siágrio de Autun. Refugiando-se no mosteiro fundado por São Cesário, tornou-se abadessa em 575. Seu longo reinado foi marcado pelo rigor monástico, envolvimento direto nos eventos políticos da época — foi acusada de conspirar contra o rei Clotário II em 613 — e uma profunda vida de oração. Faleceu em 11 de agosto de 632, com aproximadamente setenta e sete anos, deixando para trás um mosteiro bem estabelecido e uma tradição espiritual que seria transmitida por meio de sua Vita, escrita uma geração após sua morte pelo sacerdote Florentius.

Santa Digna(Degna)Venerada em Todi Festa: 11 de agosto

(†)Villa San Faustino, Massa Martana, 303
 
Venerada como virgem e eremita, sua história se passa no século III, época em que o cristianismo enraizou no interior e nos vales dos Apeninos por meio do austero testemunho de mulheres e homens dedicados à contemplação. Embora as informações históricas sobre ela sejam escassas e careçam de uma Passio detalhada, o culto a Degna deixou marcas profundas e indeléveis no território de Todi. Protetora da cidade de Todi, como outras figuras locais gloriosas, ela personifica o arquétipo do eremitismo feminino cristão primitivo, uma forma de consagração total que antecipa o florescimento subsequente do monasticismo. 
Etimologia: Digno deriva do latim Dignus e significa excelente, estimado 
Emblema: Manto de eremita, lírio, relicário em forma de mão erguida.

Santa Attracta, abadessa-Festa:11 de agosto

(*)Ulster, Irlanda, século V
(+)Killaraght (Condado de Sligo), Irlanda, século VI. 
As hagiografias descrevem Attracta como filha de um chefe tribal do Ulster, que desde a infância expressou o desejo de se dedicar a Deus. Seus pais, ávidos por um casamento vantajoso, opuseram-se à sua vocação, mas a jovem nobre fugiu de casa com dois servos fiéis para seguir seu chamado. Segundo a tradição, São Patrício pessoalmente lhe impôs o véu monástico em Coolavin, confiando-lhe a liderança de uma comunidade de mulheres consagradas. Mais tarde, Attracta fundou o mosteiro de Killaraght às margens do Lough Gara, com um hospício anexo para peregrinos que sobreviveria por quase um milênio. A tradição lhe atribui inúmeros milagres: diz-se que ela carregou lenha em veados selvagens para desafiar um rei opressor, usou seus próprios cabelos como cordas milagrosas, libertou a população de um monstro feroz e abriu as águas do lago para salvar um exército sitiado.