sexta-feira, 5 de junho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “O tempo se completou”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Convertei-vos
O povo de Deus está sempre a caminho, buscando uma pátria. Os grandes guias sempre alertam para sair dos maus caminhos e buscar o Senhor. Abraão se fez peregrino por diversos lugares. O povo que saiu do Egito vagou, sob a direção de Moisés que caminhava “como visse o invisível” (Hb 11,27). Guiado pela presença de Deus buscava a terra prometida. Entre erros e acertos, o povo era guiado por juízes e profetas que sempre buscavam servir a Deus. A conversão era o refrão das pregações dos profetas: “Deixem o mau caminho! Estão sofrendo, diziam, porque pegaram caminhos errados. Haverá fartura se voltarem o coração para Deus”. O profeta Jonas é citado como exemplo dessa profecia. Como houve uma conversão concreta das obras más, o castigo foi afastado (Jn 5,5.10). Jesus inicia seu ministério com o convite à conversão. O que Deus tinha que fazer para preparar o povo já se completara: “O tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo” (Mc 1,15). A proximidade do Reino de Deus é a vida nova que Cristo nos traz com seu Evangelho. Mudam-se os caminhos. Exige-se uma conversão que vá ao fundo do coração. Não somente em atitudes exteriores, mas na nova orientação da vida. Por isso Paulo escreve: “Para mim Viver é Cristo” (Fl 1,21). A conversão é um processo permanente. Sempre temos caminhos novos para encontrar o melhor modo de servir ao Evangelho. 
Mostrai vossos caminhos! 
Para levar adiante essa obra de conversão, não depende somente de nós. Pedimos a Deus que nos instrua: “Mostrai-me, Senhor, vossos caminhos, e fazei-nos conhecer a vossa estrada! Vossa verdade me oriente e me conduza, porque sois o Deus da minha salvação” (Sl 24). Podemos invocar a Deus porque conhecemos sua piedade e retidão. Ele conduz ao bom caminho os pecadores. O salmista chega a pedir que Deus se lembre de sua bondade e de sua ternura que são eternas. Para levar adiante essa obra de anúncio do tempo novo, Jesus chama a si os apóstolos: “Passando à beira do mar viu Simão e André, seu irmão, que lançavam as redes, pois eram pescadores. Jesus lhes disse: “Segui-me e farei de vós, pescadores de homens!”(Mc 1,16). E chama os outros apóstolos. A resposta do evangelizador tem que ser total e imediata. O Reino se aceita por inteiro e imediatamente, pois há pressa em levar adiante essa obra de instauração de um Reino que tem dimensão de eternidade. Note-se que Jesus não tira os convidados do cotidiano de suas vidas, muda somente o conteúdo. Serão pescadores de homens. Podemos até pensar que o Reino não nos tira da realidade, mas dá a ela um novo conteúdo. Tudo em nós é convertido. Mudamos os caminhos, mas continuamos sendo nós mesmos. É a riqueza da fé cristã. Não se engessa em teorias ou ideologias. Mas põe um novo dinamismo. 
O tempo está abreviado 
Nosso tempo de conversão é urgente. O Reino não pode ser impedido pelas coisas da vida, de tal modo que elas se tornem mais importantes que a finalidade da vida. Vivemos do desnecessário e do inútil. Podemos fazer tudo e de tudo, mas “como se essas coisas não existissem e nós não possuíssemos nada. E os que usam do mundo, como se dele não estivessem gozando (1Cor 7,29-31). Jesus nos ensina a ter e não ter, e a ser e não ser: “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas. Não vos preocupeis com o dia de amanhã... Pois, ele se preocupará consigo mesmo ” (Mt 6,33). Não perdemos, só ganhamos em intensidade. 
Leituras: Jonas 3,1-5.10;Salmo 24; 
1 Coríntios 7,29-31; Marcos 1,14-20. 
1. A proximidade o Reino de Deus é a vida nova que Cristo nos traz com seu Evangelho. 
2. Jesus não tira os convidados do cotidiano de suas vidas, somente muda o conteúdo. 
3. Jesus nos ensina a ter e não ter, a ser e não ser. 
Sem desemprego 
Jesus começou a buscar gente para trabalhar com Ele e para Ele. Inicialmente era um grupo de doze. Doze significa plenitude. Depois se juntaram tantos outros que encontraram lugar junto aos doze e continuaram seu trabalho e missão. Ser chamado por Jesus é encontrar um emprego muito bom. Não tem aposentadoria, não tem hora de começar ou terminar. O pagamento não é organizado. Tem hora que recebe muito. Tem hora que não tem nada. Mas, tem gente querendo continuar e aumentar as vagas. Não vai faltar serviço. Enquanto existir um só homem na terra, haverá serviço. A empresa é boa e já comprovou. 
Homilia do 3º Domingo Comum (24.01.2021)

EVANGELHO DO DIA 05 DE JUNHO

Evangelho segundo São Marcos 12,35-37. Naquele tempo, Jesus ensinava no Templo, dizendo: «Como podem os escribas dizer que o Messias é filho de David? O próprio David afirmou, sob a ação do Espírito Santo: "Disse o Senhor ao meu Senhor: 'Senta-Te à minha direita, até que Eu faça dos teus inimigos escabelo dos meus pés’". O próprio David Lhe chama Senhor. Como pode ser seu filho?». E a numerosa multidão escutava com prazer o que Jesus dizia. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Catecismo da Igreja Católica 
§449-451 
«O próprio David Lhe chama Senhor» 
Na versão grega dos livros do Antigo Testamento, o nome inefável com o qual Deus Se revelou a Moisés, Iahweh, é traduzido por Kýrios [Senhor]. «Senhor» torna-se, desde então, o nome mais habitual para designar a própria divindade do Deus de Israel. É neste sentido forte que o Novo Testamento utiliza o título de Senhor para o Pai, mas também – e aí está a novidade – para Jesus, assim reconhecido como o próprio Deus. O próprio Jesus Se atribui de maneira velada este título quando discute com os fariseus o sentido do Salmo 110, bem como, de modo explícito, quando Se dirige aos seus apóstolos. Ao longo de toda a sua vida pública, os seus gestos de domínio sobre a natureza, sobre as doenças, sobre os demónios, sobre a morte e o pecado demonstravam a sua soberania divina. É muito frequente, nos Evangelhos, as pessoas dirigirem-se a Jesus chamando-Lhe Senhor. Este título exprime o respeito e a confiança dos que se aproximam de Jesus esperando que Ele os ajude e os cure; sob a moção do Espírito Santo, ele exprime o reconhecimento do mistério divino de Jesus e, no encontro com Jesus ressuscitado, transforma-se numa expressão de adoração: «Meu Senhor e meu Deus!» (Jo 20,28); assume então uma conotação de amor e afeição que se tornará peculiar à tradição cristã: «É o Senhor!» (Jo 21,7). Ao atribuir a Jesus o título divino de Senhor, as primeiras confissões de fé da Igreja afirmam, desde o início, que o poder, a honra e a glória devidos a Deus Pai cabem também a Jesus, por Ele ser «de condição divina» (Fil 2,6), e o Pai ter manifestado esta soberania de Jesus ressuscitando-O dos mortos e exaltando-O na sua glória. Desde o principio da história cristã, a afirmação do senhorio de Jesus sobre o mundo e sobre a história significa também o reconhecimento de que o homem não deve submeter a sua liberdade pessoal de maneira absoluta a nenhum poder terreno, mas somente a Deus Pai e ao Senhor Jesus Cristo: César não é o Senhor. A Igreja crê que a chave, o centro e o fim de toda a história humana se encontram no seu Senhor e Mestre. A oração cristã é marcada pelo título «Senhor», quer se trate do convite à oração: «o Senhor esteja convosco», da conclusão da oração: «por Jesus Cristo nosso Senhor», ou ainda do grito cheio de confiança e de esperança: «Maran atha!» («o Senhor vem!») ou «Marana tha!» («Vem, Senhor!») (1Cor 16,22): «Amém, vem, Senhor Jesus!» (Ap 2,20).

05 de junho - São Franco de Assergi

São Franco nasceu em Roio (L'Aquila), sob o pontificado do Papa Adriano IV (1154-1159), no seio de uma família de camponeses ricos. Sob a liderança de um padre da cidade, Palmerio, ele fez seus primeiros estudos e, então, entrou no mosteiro beneditino de São João Batista de Lucoli, onde permaneceu por vinte anos, após esse tempo, deixou o convento para viver como eremita. O primeiro período passou na mata de Lucoli, alimentando-se de "ervas e sementes de maça selvagem". No segundo, o mais incerto, ele vagou aqui e ali na cadeia central dos Montes Apeninos, que culmina no cume de Velino; depois passou para a cadeia do Gran Sasso. O terceiro período passou nas montanhas de Assergi: cinco anos em Vasto, quinze nas montanhas de Sabine.

05 de junho - Beata Margarida Lúcia Szewczyk

Lucia Szewczyk nasceu em 1828 em uma família polonesa em Wolyn (atual Ucrânia). Em sua infância, ela perdeu seus pais e foi criada por sua meia-irmã mais velha. Sempre sentindo o chamado à vida religiosa, aos 20 anos, ingressou na Ordem Terciária de São Francisco de Assis. Devido à situação política na Polônia ocupada, ela não podia se juntar formalmente a nenhuma congregação religiosa. Para fortalecer sua fé e amor a Deus, em 1870, Lucia realizou uma peregrinação à Terra Santa onde durante dois anos se ocupou do cuidado desinteressado dos peregrinos doentes. Profundamente comovida com essa experiência, decidiu dedicar sua vida a ajudar os pobres, os idosos e os doentes. Declarou seu desejo ao confessor, ao padre Honorato Kozminski, que aprovou sua decisão e a incentivou a começar seu trabalho.

Santas Valeria e companheiras, Mártires de Cesareia - Festa 5 de junho

No Martirológio Romano, as Santas Valéria, Zenaide, Círia e Márcia são comemoradas no dia 5 de junho. 
Estas mártires de Cesareia da Palestina sofreram muitas torturas que culminaram na sua gloriosa morte. 
Os antigos Sinassários (*) relatam que Círia, Valéria e Márcia tendo conhecido a religião cristã deixaram o paganismo e depois de terem sido preparadas receberam o batismo. A adesão à Fé as transformou e passaram a viver em jejuns, orações e penitências.

Bonifácio de Mainz Bispo, Santo 672-754

Pertencendo a uma rica família de nobres ingleses, ao nascer, em 672 ou 673, em Devonshire, recebeu o nome de Winfrid. Como era o costume da época, foi entregue ao mosteiro dos beneditinos ainda na infância para receber boa educação e formação religiosa. Logo, Winfrid percebeu que sua vocação era o seguimento de Cristo. Aos dezanove anos professou as regras na abadia de Exeter, iniciando o apostolado como professor de regras monásticas primeiro nesta mesma abadia, depois na de Nurslig. Em seguida, decidiu iniciar seu trabalho missionário para a evangelização dos povos germânicos do além Reno, mas por questões políticas entre o duque Radbod, um pagão, e o rei cristão Carlos Martel, os resultados foram frustrantes. Em 718, fez, então, uma peregrinação a Roma, onde, em audiência com o papa Gregório II, conseguiu seu apoio para reiniciar sua missão na Alemanha.

São Doroteu de Tiro, Bispo e Mártir-Festa: 5 de junho

São Doroteu, bispo de Tiro, na Fenícia, logo após ser ordenado sacerdote, sofreu inúmeros sofrimentos na época do imperador Diocleciano e, finalmente, tendo sobrevivido até a época de Juliano, pôde coroar sua venerável velhice com o martírio na Trácia, aos cento e sete anos de idade.
Martirológio Romano: Em Tiro, na Fenícia, atual Líbano, São Doroteu, bispo, que já como sacerdote sofreu muito sob o imperador Diocleciano e, tendo sobrevivido até a época de Juliano, sob o império deste último, aos cento e sete anos de idade, teria honrado sua venerável velhice com o martírio na Trácia.

São Doroteu de Gaza Asceta-Festa: 5 de junho-Século VI

Monge de Gaza e escritor ascético do século VI, Doroteu nasceu em Antioquia, no início do século VI, em uma família rica e verdadeiramente cristã. Sua única paixão na juventude era o estudo. Por volta de 525, decidiu abraçar a vida religiosa e ingressou no mosteiro fundado e dirigido pelo Abade Séridos, perto de Gaza, onde viviam os famosos Barsanúfio e João, o Profeta, grandes mestres da vida espiritual. Por volta de 540, após a prisão de Barsanúfio e o falecimento do Abade Séridos e de João, o Profeta, Doroteu deixou o mosteiro e, pouco depois, fundou outro entre Gaza e Maiuma, onde passou o resto da vida. Monge palestino e prolífico escritor ascético do século VI, Doroteu nasceu em Antioquia, no início do século XV, em uma família rica e profundamente cristã.

ORAÇÕES - 05 DE JUNHO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
5 – Sexta-feira – São Bonifácio
Evangelho (Mc 12,35-37) “Jesus ensinava no Templo ... E uma grande multidão escutava-o com prazer.”
Fico pensando como de fato era encantador ouvir Jesus falar. Transmitia paz, confiança, e convidava a crescer e a ser mais feliz. Não fico com inveja dos antigos, porque acredito que ele continua entre nós, falando-nos as mesmas coisas. Basta que lhe preste atenção, ouça o que me diz, confie nele e aceite seus desafios. Ainda me diz o que está no evangelho, só que de jeito diferente.
Oração
Senhor Jesus, creio que estais presente entre nós, participando de nossa vida e guiando-nos. Fazei-me atento a vossa presença, pronto a vos escutar e a vos seguir como discípulo. Confio em vós, que não me abandonareis, apesar de minhas falhas. Hoje eu vos quero pedir mais entusiasmo e mais alegria, para vos servir melhor e para ser de maior ajuda para meus irmãos de caminhada. Amém.

quinta-feira, 4 de junho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Encontramos o Messias”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
PADRE JOSÉ OSCAR BRANDÃO(+)
REDENTORISTAS NA PAZ DO SENHOR
Manifestação aos discípulos
 
Fechamos com o evangelho de hoje o Ciclo da Manifestação. João apresenta Jesus para os dois discípulos. Nas bodas de Caná, “manifestou-se sua glória e os discípulos creram Nele”. A própria celebração litúrgica faz essa unidade, como rezamos nas vésperas do dia da Epifania: “Celebramos neste dias três mistérios: Hoje a estrela guia os Magos até o presépio. Hoje a água se faz vinho para as bodas. Hoje Cristo no Jordão é batizado para salvar-nos”. Nesse domingo, não lemos evangelho das bodas de Caná, mas um texto sobre João Batista apresentando Jesus. Os discípulos crêem e O seguem. Jesus, ao iniciar sua missão segue o esquema: “passou, viu, e chamou”. A passagem de Jesus é sempre uma manifestação de sua pessoa. Vemos como os discípulos deixam tudo, imediatamente. Jesus não permite delongas ou ficar enrolando. Podemos chamar esse domingo de vocacional: Deus chama Samuel, Jesus chama os dois discípulos dizendo “vinde e vede”, Paulo diz que quem adere ao Senhor, torna-se com Ele um só espírito. É tudo um processo. Seguir Jesus é fazer corpo com Ele e com os que O seguem. Cada chamamento conduz a uma missão. André noticia a Pedro o encontro com o Messias. Eles permaneceram com Ele aquele dia, diz o evangelho. Eram quatro da tarde. O dia começava ao cair da tarde. Houve uma convivência prolongada. 
Cordeiro de Deus 
Por que Jesus é chamado de Cordeiro? Não houve dúvida dos discípulos. Seguiram Jesus. João Batista diz: Eis o Cordeiro de Deus. Cordeiro em aramaico é tália; é um termo muito rico de significado. Além do animal significa rapaz, rapaz de confiança, servo. E um mesmo pedaço de pão. Há um rito oriental que chama a hóstia de cordeiro. O cordeiro está presente na vida do povo como parte dos bens; está ligado aos sacrifícios do templo; É com ele que se faz a ceia pascal. Jesus é identificado com o Cordeiro, que vai mudo para a morte. No templo os cordeiros eram sacrificados para o perdão dos pecados e para o louvor. Jesus é chamado de o Cordeiro que tira o pecado do mundo. Contemplemos o Cordeiro do Apocalipse que, em seu sacrifício, conquistou a vitória decisiva. No Céu, conforme o Apocalipse, um rio de água da vida saia do trono de Deus e do Cordeiro (22,1). Ele é a lâmpada do céu: “A cidade do Céu não precisa de sol ou lua para a iluminar, pois a glória de Deus a ilumina, e sua lâmpada é o Cordeiro”. Temos a imagem de Jesus como Cordeiro ferido, morto, mas ressuscitado glorioso. Todos são convidados para o banquete das núpcias do Cordeiro com a Igreja (Ap 19,9) que é a união total de todos com Cristo. João, ao apresentar Jesus, não o faz como um primo pouco conhecido, mas como Aquele que vem da parte do Pai para uma missão. A Esse os discípulos seguiram. 
Fazer a vontade 
Deus chamou Samuel que respondeu imediatamente. Os discípulos, à indicação de João, seguem Jesus e perguntam onde mora. Ele diz: “vinde e vede”. Essas respostas imediatas são um aspecto do seguimento de Jesus, como Ele o fazia como o mais importante. Assim rezamos no salmo 39: “Eis que venho”, sobre mim está escrito no livro: “Com prazer faço a vossa vontade, Guardo no meu coração a vossa lei” (Sl 39). Podemos fazer tantas coisas no Reino de Deus, criar maravilhas, mas a primeira condição é “fazer a vontade de Deus”. Se a vontade de Deus é que eu me recolha em silêncio, e eu o cumpro, faço mais do que se fizesse muitas coisas boas por minha vontade. Assim fez Jesus. 
Leituras 1 Samuel 3,3b-10.19; 
Salmo 39;João 1,35-42. 
1. A passagem de Jesus é sempre uma manifestação de sua pessoa. 
2. João apresenta Jesus como Aquele que vem da parte do Pai para uma missão. 
3. Podemos fazer tantas coisas pelo Reino. Mas a condição é “fazer a vontade de Deus”. 
Curiosidade também dá certo 
A gente fala que curiosidade também mata. Mas, tem hora que dá certo, pois quem procura acha tanta coisa boa. É pior a situação de quem acha que o que está aí já basta. Até os bichinhos têm curiosidade. É o jeito de aprender e crescer. Esses dois que seguiram Jesus depois da indicação de João Batista, deram uma de curiosos. João indicou e eles foram atrás. Jesus cismou daqueles dois e perguntou o que queriam. Diante da pergunta, vem uma resposta meio atordoada. Não sabiam o que queriam. Mestre, onde moras? Jesus não deu endereço. Mas convidou para ir ver. A prosa foi longe. Imaginemos: Onde era? Não importa. Já estavam lá. O que falaram? E ficaram aquele dia, sendo que já eram quatro da tarde. E o dia começava às seis. Então jantaram, conversaram. Jesus os introduz na sua vida e pessoa. Por isso, no dia seguinte podem afirmar: “Encontramos o Messias”! E logo levam Pedro para conhecê-Lo. Também recebe uma missão. 
Homilia do 2º Domingo Comum (17.01.2021)

EVANGELHO DO DIA 04 DE JUNHO

Evangelho segundo São João 6,51-58. 
Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «Eu sou o pão vivo descido do Céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que Eu hei de dar é a minha carne, que Eu darei pela vida do mundo» Os judeus discutiam entre si: «Como pode Ele dar-nos a sua carne a comer?». Jesus disse-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e Eu o ressuscitarei no último dia. A minha carne é verdadeira comida e o meu sangue é verdadeira bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em Mim e Eu nele. Assim como o Pai, que vive, Me enviou e Eu vivo pelo Pai, também aquele que Me come viverá por Mim. Este é o pão que desceu do Céu; não é como aquele que os vossos pais comeram, e morreram; quem comer deste pão viverá eternamente». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São João-Maria Vianney 
(1786-1859) 
Presbítero, 
Cura de Ars 
Sermão para o 6.º domingo 
depois do Pentecostes 
A grande felicidade de receber Jesus! 
Qual de nós, meus irmãos, poderia ter jamais concebido que Jesus levaria o seu amor pelas suas criaturas ao ponto de lhes dar o seu adorável Corpo e o seu precioso Sangue para alimento da alma, se não fosse Ele próprio a dizer-no-lo? Meus irmãos, uma alma alimentar-se do seu Salvador!... E quantas vezes quiser!... Ó abismo de bondade e de amor de Deus pelas suas criaturas!... Diz-nos São Paulo, meus irmãos, que o Salvador, ao assumir a nossa carne, ocultou a sua divindade e levou a humilhação até à aniquilação. Mas, ao instituir o adorável sacramento da Eucaristia, velou a sua humanidade, revelando apenas as suas entranhas de misericórdia. Meus irmãos, vede aquilo de que é capaz o amor de Deus pelas suas criaturas!... Não, meus irmãos, de todos os sacramentos, nenhum pode ser comparado ao da Eucaristia. Diz-nos São João que Jesus, tendo amado os seus até ao fim (cf Jo 13,1), descobriu maneira de subir aos céus sem deixar a Terra: tomou o pão nas suas santas e veneráveis ​​mãos, abençoou-o e transformou-o no seu Corpo; tomou o vinho e transformou-o no seu precioso Sangue; e deu a todos os padres, na pessoa dos seus apóstolos, o poder de fazerem o mesmo milagre sempre que pronunciassem as mesmas palavras, para que, através deste milagre de amor, Ele pudesse permanecer connosco, alimentar-nos, consolar-nos e fazer-nos companhia. Meus irmãos, que felicidade é para um cristão aspirar à sublime honra de ser alimentado pelo pão dos anjos!... Ah, meus irmãos, se compreendêssemos a grandeza da felicidade que temos em receber Jesus Cristo, não trabalharíamos continuamente para a merecer?

4 de junho - Beato José María Gran Cirera

José María Gran Cirera nascido em Barcelona (Espanha) em 27 de abril de 1945, fez sua primeira profissão na Congregação dos Missionários do Sagrado Coração em 8 de setembro de 1966 e profissão perpétua em 8 de setembro de 1969. Foi ordenado sacerdote em 9 de junho de 1972 em Valladolid. Após um período de serviço pastoral em Valência, em 1975. A seu pedido, foi enviado para a Guatemala, onde exerceu seu ministério em Santa Cruz del Quiché, até 1978. A guerra civil já havia começado. Durante cinco anos, ele cuidou de três paróquias na diocese de Quiché e, em 1978, foi transferido para o norte, para a mesma diocese, para Chajul.

04 de junho - Beato Pacífico Ramati de Cerano

Pacífico Ramati nasceu no ano de 1424 em Cerano, na cidade de Novara, Itália. Muito cedo ficou órfão dos pais, sendo educado e formado pelo Superior dos beneditinos do Mosteiro de São Lorenzo de Novara. Após a morte do seu benfeitor beneditino, ele decidiu seguir a vida religiosa, mas preferiu ingressar para a Ordem dos Frades Menores, no convento de São Nazário, dos ilustres João Capristano e Bernardino de Siena, hoje ambos santos da Igreja. Em 1444, com vinte e um anos de idade e no ano da morte de São Bernardino, tomou o hábito franciscano. Em seguida foi enviado para completar os estudos à Universidade de Sorbonne, em Paris, regressando para a Itália com o título de Doutor. Desde então, dedicou-se à pregação e percorreu inúmeras regiões da Itália entre os anos de 1445 e 1471, com tal êxito que era considerado “um novo São Bernardino”.

04 de junho - Beato Francisco Pianzola

“Francisco Pianzola, sacerdote animado por um ardente espírito evangélico, que soube ir ao encontro das pobrezas espirituais do seu tempo, com um corajoso estilo missionário, atento aos mais distantes e particularmente aos jovens”. Papa Bento XVI 
O Beato Francisco Pianzola nasceu em Sartirana Lomellina, na província de Pavia (Itália) em 5 de Outubro de 1881, Francisco desde a infância conheceu o trabalho e sofrimento dos agricultores, trabalhadores agrícolas e, especialmente, dos produtores de arroz que vêm de longe para encontrar trabalho Lomellina. Menino piedoso, aberto e pensativo, estudou no Seminário de Vigevano (Pavia) e em 16 de março de 1907 foi ordenado sacerdote. A paixão de ser anunciador do Evangelho em sua terra, preferindo os pobres, os humildes, os esquecidos dos campos, e das fábricas, fez com que ele tivesse o impulso de fazer uma pregação itinerante, dirigida principalmente ao povo e a juventude.

04 de junho - Beato Tiago de Viterbo (Agostiniano)

Tiago é reconhecido tanto pela sua inteligência quanto pela sua piedade, é um testemunho de que o amor de Deus se mostra e se concretiza no serviço às pessoas através da responsabilidade do amor no seio da Igreja. Seus escritos refletem os ensinamentos de Santo Agostinho e seu amor pela Igreja. Em seu modo de viver, ele seguiu os ideais de Agostinho. Descendente de uma nobre família, Tiago nasceu na cidade italiana de Viterbo por volta de 1255. Pouco se sabe de sua vida quando era jovem, exceto de que ingressou na Ordem Agostiniana em 1270 ou 1272, na sua cidade natal e vestiu o hábito no convento da Santíssima Trindade, em Viterbo. Na Ordem Agostiniana ele logo começou a se distinguir academicamente, o que lhe trouxe, com o tempo, amplo reconhecimento e responsabilidades de alto nível.

04 de junho - São Filippo Smaldone

"Não se pode educar uma criança surda sem amá-la" 
São Filippo Smaldone, filho da Itália meridional, soube conciliar na sua vida as melhores virtudes próprias da sua terra. Sacerdote de coração grande, alimentado pela oração constante e pela adoração eucarística, foi, sobretudo, testemunha e servo da caridade, que manifestava de modo eminente no serviço aos pobres, em particular aos surdos-mudos, aos quais se dedicou totalmente. A obra que ele iniciou continua graças à Congregação das Irmãs Salesianas dos Sagrados Corações por ele fundada, e que está difundida em diversas partes da Itália e do mundo. São Filippo Smaldone via refletida nos surdos-mudos a imagem de Jesus e costumava repetir que, assim como nos prostramos diante do Santíssimo Sacramento, também é preciso ajoelhar-nos diante de um surdo-mudo. Aceitemos do seu exemplo o convite para considerar sempre indissolúveis o amor à Eucaristia e o amor ao próximo. Aliás, só podemos obter a verdadeira capacidade de amar os irmãos no encontro com o Senhor no sacramento da Eucaristia. 
Papa Bento XVI – Homilia de Canonização – 15 de outubro de 2006

São Quirino de Tivoli,Mártir-Festa:4 de junho(†)309

Pouco se sabe sobre Quirino, também chamado de Tívoli, onde seus restos mortais descansam na Basílica de São Lourenço. Presume-se que foi bispo de Siscia, na Croácia; foi preso em 309, durante as perseguições de Diocleciano, conseguindo converter seu carcereiro, antes de ser martirizado. 
Pouco se sabe sobre Quirino, conhecido como Quirino de Tivoli porque seus restos mortais repousavam na Basílica de San Lorenzo. Acredita-se que ele tenha sido bispo de Siscia, na Croácia: preso em 309 durante as perseguições de Diocleciano, conseguiu converter seu carcereiro antes de ser martirizado. 
Etimologia: Quirinus = armado com uma lança, apelido de Rômulo 
Emblema: Palmeira 

Beata Menda Isategui, Virgem mercedária - 4 de junho

Ilustre religiosa mercedária e glória do Mosteiro de Santa Maria da Piedade, em Marquina-Jeméin, no país Basco (Espanha), a Beata Menda Isategui viveu por 80 anos na oração e na austeridade. Deus lhe concedeu o dom da cura, as suas orações recuperavam a saúde dos doentes quando os remédios eram impotentes. 
     A Beata se alimentava e se sustentava quase exclusivamente do alimento eucarístico, porque para suas refeições se contentava com poucos legumes. Sofreu grandes provas por parte do demônio, que a tentava continuamente fazendo surgir em seu coração horríveis dúvidas.
     Provada por muitas enfermidades, finalmente descansou e, assistida por anjos à chegada do Esposo divino, com Ele entrou na glória eterna.
     O mosteiro de Santa Maria da Piedade em Marquina-Jeméin é um lugar realmente encantador no país Basco, é lugar de passagem do Caminho de Santiago que vai pela costa até a Galiza e é lugar de descanso para milhares de peregrinos todos os anos.
     Entre os monumentos mais importantes de Marquina encontramos o convento e a igreja das Mercês do século XVII e XVIII com um magnífico retábulo feito por Alexandre Valdivieso. Um dos monumentos mais visitados de Marquina é a igreja tipo salão com três naves de Santa Maria da Assunção de Jémein.
     A Ordem festeja a Beata no dia 4 de junho.

Clotilde de França Rainha, Santa-475/545

Clotilde nasceu em Lyon, França, no ano 475, filha do rei ariano Childerico de Borgonha. Mais tarde, o rei, junto com a esposa e três dos seus cinco filhos, foi assassinado pelo próprio irmão, que lhe tomou o trono. Duas princesas foram poupadas, uma era Clotilde. A menina foi entregue a uma tia, que a educou na religião católica. Cresceu muito bonita, delicada, gentil, dotada de grande inteligência e sabedoria. Clovis, rei dos francos, encantou-se por ela. Foi aconselhado pelos bispos católicos do seu reino a pedir a mão de Clotilde. Ela aceitou e tornou-se a rainha dos francos. Ao lado do marido, pagão, irascível, ambicioso e guerreiro, Clotilde representava a gentileza, a bondade e a piedade cristã. Imbuída da vontade de fazer o rei tornar-se cristão, para que ele fosse mais justo com seus súditos oprimidos e parasse com as conquistas sangrentas, ela iniciou sua obra de paciência, de persuasão e de bom exemplo católico. Clovis, de facto, amava muito a esposa.

São Pedro de Verona

Pedro de Verona, também conhecido como Pedro Mártir (Verona, ca. 1205 – Seveso, 6 de abril de 1252) foi um frade dominicano, inquisidor e mártir italiano do século XIII. É venerado como santo católico. 
Biografia 
Nasceu na cidade de Verona em uma família cátara. Frequentou uma escola católica e mais tarde a Universidade de Bolonha. Pedro entrou para a Ordem dos Dominicanos e tornou-se célebre pregador por todo o norte e Itália central. De 1230 em diante, Pedro pregou contra a heresia e, especialmente o Catarismo que conhecia bem e tinha muitos adeptos no norte da Itália do século XIII. Catarismo era uma forma de dualismo, também chamado de maniqueísmo, e rejeitava a autoridade do Papa e muitos ensinamentos cristãos.