segunda-feira, 24 de agosto de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “A Vida Ressurge”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Eles vivem
 
Por mais que não se creia na vida eterna, os mortos são uma presença permanente. Estão em nossa memória, como se estivessem aqui. Todos os povos tiveram seus ritos funerários como expressão dessa continuidade. A origem da celebração de Finados traduz,cristamente, essa mentalidade. Não se trata de culto aos mortos, mas culto com os mortos que vivem em Deus. Todo culto se refere a Deus que leva consigo tudo o que é criado por Ele. A celebração tem algo muito próprio: No mistério de Cristo, morto e ressuscitado, unimos os que deixaram essa vida e estão vivendo a glória que lhes é reservada. Glória é a manifestação de Deus. Quando falamos com Deus levamos tudo o que se nos refere. Rezar pelos mortos é falar com todos os que estão em Deus. É bom lembrar que, no que se refere à vida eterna, podemos dizer muito pouco. É outra dimensão. Penetramos nos Céus em Deus. Cuidado em querer organizar o “outro lado”. Temos muito que fazer aqui. Nosso Céu, agora, é o amor que dedicamos aos irmãos. Assim o salmo nos inspira: “Ao Senhor eu peço somente uma coisa, e só isso que eu desejo: habitar no santuário do Senhor por toda a minha vida; saborear a suavidade do Senhor e contemplá-lo em seu templo” (Sl 26). A primeira leitura nos descortina a grande mudança que o futuro nos prepara: “O Senhor dará neste monte, para todos os povos um banquete de ricas iguarias... Eliminará para sempre a morte e enxugará as lágrimas de todas as faces” (Is 25,6ª.7). Esse momento é de esperança. 
Jesus acolhe 
A liturgia desse dia é pouco “funeral”. Ela que vem nos ensinar o que significa o grande amor de Deus por nós, manifestado em Cristo: “A vontade do Pai que Me enviou é que Eu não perca nenhum daqueles que Ele me deu, mas os ressuscite no último dia” (Jo 6,39). E mais ainda: essa vontade de estar conosco, que motivou a Encarnação, se traduz em nos dar aquilo que seremos. João ensina: Deus nos manifestou seu amor chamando-nos de filhos, e de fato o somos. Quando Ele Se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque o veremos tal como Ele é (1Jo 3,1-2). Notamos quanto Jesus nos comunica de sua vida. Ele nos atrai e nos acolhe. Celebrar os mortos é reformular a vida em sua dimensão maior que é asua continuidade em Deus. João insiste: “Vede que grande presente de amor o Pai nos deu: de sermos Filhos de Deus! E nós o somos. Se o mundo não nos conhece é porque não conheceu o Pai” (Id 1). Celebrar os mortos não deve ser mais um dia aziago, de algo que não vai bem. Mas é se alegrar de poder ter junto de Deus, como celebramos no dia 1º, a imensidão daqueles que já vivem na glória. Celebrando, lembramos o que seremos. Penso que já é tempo de tirar da celebração de Finados o clima fúnebre. Certo que vem a saudade. Não podemos perder a dimensão de morte que a vida tem. É dor. A saudade dói. 
Por que rezamos pelos mortos 
A Igreja sempre rezou pelos mortos. Como era natural, não precisou explicar. Rezamos para sua purificação. Nós, católicos, cremos na Bíblia que ensina que somos Corpo de Cristo. Cristo é a Cabeça e nós os membros (1Cor 12,27). Se, como Igreja visível, somos um só corpo, quanto mais como Igreja Total, todos em Cristo, na unidade com o Pai. Na caminhada para o Pai, temos os membros mais frágeis que necessitam de nossa oração, nossa vida espiritual com Deus. Assim comunicamos Vida em Cristo. Não deixemos de rezar pelos mortos, porque um dia, nós também precisaremos de oração. Estamos em caminho. Santa Mônica dizia: “Lembre-se de mim no altar de Deus”.
ARTIGO PUBLICADO EM OUTUBRO DE 2021

EVANGELHO DO DIA 24 DE AGOSTO

Evangelho segundo São João 1,45-51. 
Naquele tempo, Filipe encontrou Natanael e disse-lhe: «Encontrámos Aquele de quem está escrito na Lei de Moisés e nos profetas. É Jesus de Nazaré, filho de José». Disse-lhe Natanael: «De Nazaré pode vir alguma coisa boa?» Filipe respondeu-lhe: «Vem ver». Jesus viu Natanael, que vinha ao seu encontro, e disse: «Eis um verdadeiro israelita, em quem não há fingimento». Perguntou-lhe Natanael: «De onde me conheces?» Jesus respondeu-lhe: «Antes que Filipe te chamasse, Eu vi-te quando estavas debaixo da figueira». Disse-lhe Natanael: «Mestre, Tu és o Filho de Deus, Tu és o Rei de Israel!». Jesus respondeu: «Porque te disse: "Eu vi-te debaixo da figueira", acreditas. Verás coisas maiores do que estas». E acrescentou: «Em verdade, em verdade vos digo: vereis o Céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Bento XVI 
Papa de 2005 a 2013 
Audiência geral de 04/10/06 
(trad. © Libreria Editrice Vaticana) 
«Vem ver»: 
o apóstolo Bartolomeu-Natanael 
conhece o Filho de Deus 
Tradicionalmente, o apóstolo Bartolomeu é identificado com Natanael: um nome que significa «Deus deu». Este Natanael provinha de Caná (cf Jo 21,2), portanto é possível que tenha sido testemunha do grande «sinal» realizado por Jesus naquele lugar (cf Jo 2,1-11). A identificação das duas personagens é provavelmente motivada pelo facto de este Natanael, no episódio de vocação narrada pelo evangelho de João, ser colocado ao lado de Filipe, isto é, no lugar que Bartolomeu ocupa nos elencos dos apóstolos narrados pelos outros evangelhos. Filipe tinha comunicado a este Natanael que encontrara «Aquele de quem está escrito na Lei de Moisés e nos profetas. É Jesus de Nazaré, filho de José». Como sabemos, Natanael tinha um forte preconceito: «De Nazaré pode vir alguma coisa boa?». Esta espécie de contestação é, à sua maneira, importante para nós. De facto, ela mostra-nos que segundo as expectativas judaicas, o Messias não podia provir de uma aldeia obscura como era precisamente Nazaré (cf Jo 7,42); mas, ao mesmo tempo, realça a liberdade de Deus, que surpreende as nossas expectativas fazendo-Se encontrar precisamente onde não O esperávamos. Por outro lado, sabemos que Jesus, na realidade, não era exclusivamente «de Nazaré», pois tinha nascido em Belém (cf Mt 2,1; Lc 2,4) e, em última análise, provinha do Céu, do Pai que está no Céu. A história de Natanael sugere-nos outra reflexão: na nossa relação com Jesus, não devemos contentar-nos com as palavras. Na sua resposta, Filipe faz um convite significativo: «Vem ver». O nosso conhecimento de Jesus precisa sobretudo de uma experiência viva: o testemunho de outrem é certamente importante, porque normalmente a nossa vida cristã começa com o anúncio, que chega até nós por obra de uma ou de várias testemunhas. Mas depois devemos deixar-nos envolver pessoalmente numa relação íntima e profunda com Jesus.

Beato Miroslav Bulesic

Devemos dizer que a beatificação de hoje de Don Miroslav Bulesic, sacerdote e mártir, é a festa da paz sobre a guerra, da fraternidade sobre a divisão, do perdão sobre o ódio, da caridade divina sobre a maldade humana. É uma mensagem positiva, evangélica, profundamente divina, que move nossos corações para fazer somente o bem. Don Miroslav praticou ao pé da letra as palavras de Jesus: "Este é o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros como eu vos amei" (Jo 15,12). Don Miroslav considerava a todos "amigos" e não "inimigo". O seu é um testemunho da caridade: "Ninguém tem maior amor do que dar a vida pelos seus amigos" (Jo 15:13). O Bulesic é um verdadeiro herói da Igreja na Croácia, que nos anos quarenta sofreu uma perseguição virulenta.

Santa Maria Miguel do Santíssimo Sacramento Desmaisières Virgem, fundadora-Festa: 24 de agosto

(*)Madri, Espanha, 1 de janeiro de 1809
(+)Valência, Espanha, 24 de agosto de 1865 
María Micaela Desmaisières y López de Dicastillo nasceu em Madri, em 1º de janeiro de 1809, em uma família nobre. Recebeu uma educação condizente com sua posição social, o que lhe permitiu ingressar na alta sociedade madrilenha. Dividida entre os deveres inerentes à sua condição social e a religiosidade que a atraía, iniciou uma intensa jornada ascética e caritativa. Um encontro com uma jovem sifilítica no Hospital de San Juan de Dios, em Madri, abriu seus olhos para o sofrimento de mulheres e meninas vítimas da prostituição, que corriam o risco de retornar às ruas após serem libertadas. Ela abriu uma casa para elas, com a intenção de servir como internato e refúgio, mas teve que partir após um ano a pedido de seu irmão, um diplomata de carreira, para cuidar da esposa.

Santa Joana Antida Thouret virgem, +1826

Joana Antida Thouret nasceu perto de Besançon, na França, no dia 27 de novembro de 1765. Francisco e Cláudia eram seus pais, tiveram quatro filhos e ela foi a primeira. Joana cresceu muito bonita, de natureza melancólica, tinha a saúde delicada, um caráter gentil e era muito caridosa. Desde a infância manifestou sua vocação religiosa. Tinha vinte e dois anos de idade, quando foi fazer seu noviciado no Convento das Irmãs da Caridade de São Vicente de Paulo, em Paris. Naquela época era normal a noviça ser submetida aos trabalhos pesados da comunidade. Assim foi com Joana que, em função da mudança de clima e do grande esforço físico, acabou adoecendo gravemente. Temendo ser enviada de volta para a casa paterna, rezou muito pedindo a Deus para cura-la. Foi atendida através de uma dedicada enfermeira que a tratou com medicação especial. Em 1788 recebeu o hábito religioso das vicentinas. Depois disso, Joana andou pelo mundo pregando a palavra de Deus, fazendo caridade, tratando dos doentes, mas principalmente sendo perseguida. Havia estourado a Revolução na França, o clima anticlerical tornava a vida dos religiosos um verdadeiro terror. Muitos sacerdotes, religiosos e fiéis a Igreja foram denunciados, perseguidos, torturados e condenados à morte por guilhotina.

Santa Emília de Vialar, Fundadora - 24 de agosto

 Em agosto de 1835 um navio francês atracava majestosamente no porto de Argel, “a cidade branca". Ao som de marchas militares, entre gritos da multidão e o estrondo da artilharia, quatro humildes religiosas desembarcam e passam pela fila de soldados que apresentam armas. Entretanto, aquelas honrosas demonstrações não eram para elas. Toda aquela movimentação era causada pela chegada do novo governador geral, Mal. Clauzel, que havia vindo no mesmo navio.   Com ele também fizera a travessia o Barão de Vialar, irmão de Emília, fundadora de uma nascente instituição, as Irmãs de São José da Aparição, que nos primeiros passos de sua existência já se sente com brios para levar à África maometana a mensagem de Cristo, “desfraldando diante dela todas as formas da caridade”. Emília de Vialar havia nascido na graciosa cidade de Gaillac, banhada pelas águas do Tarn, no Languedoc. A cerimônia do batismo foi celebrada no dia 12 de setembro de 1797 na igreja paroquial de São Pedro, sem a alegria dos sinos, pois por ordem do Comitê da Saúde Pública eles haviam sido fundidos, convertendo-se em canhões.   Emília era a mais velha dos três filhos.

Beata Maria Encarnação Rosal, Fundadora – 24 de agosto

Maria Vicenta Rosal nasceu em Quetzaltenango, Guatemala, em 26 de outubro de 1820, num lar cristão e cresceu num ambiente de profunda fé. Seus pais, Manuel Encarnación Rosal e Gertudis Leocadia Vásquez, deram o melhor de si para dar-lhe a formação e a cultura que combinavam com as características de um lar cristão e da sociedade guatemalteca em que viviam.   Ela aprendeu com seus pais e irmãos mais velhos “a fé como um modo de viver, que é a piedade filial para com Deus, a orientação amorosa a Cristo na Eucaristia”, uma profunda devoção a Nossa Senhora e grande caridade os pobres e necessitados, a quem ela costumava ajudar generosamente. Aos 15 anos, Vicenta fez amizade com uma menina hondurenha, Manuela Arbizú, que movida pela graça de Deus, falou a Vicenta com grande entusiasmo sobre o ideal de servir a Deus na vida consagrada, e inesperadamente, ela mencionou as freiras de Belém. O nome de Belém atraiu a atenção de Vicenta. Depois de obter as respostas para todas as suas perguntas sobre a vida das freiras, ela consultou seus pais e o diretor espiritual. Viajou pela Guatemala a fim de cumprir seu desejo de ser consagrada a Deus. Ela chegou a Beaterio de Belém em 1 de janeiro de 1838.

Bartolomeu de Cana Apóstolo, Santo + 51

Bartolomeu, também chamado Natanael, foi um dos doze primeiros apóstolos de Jesus. É assim descrito nos evangelhos de João, Mateus, Marcos e Lucas, e também nos Atos dos Apóstolos. Bartolomeu nasceu em Caná, na Galiléia, uma pequena aldeia a quatorze quilômetros de Nazaré. Era filho do agricultor Tholmai. No Evangelho, ele também é chamado de Natanael. Em hebraico, a palavra "bar" que dizer "filho" e "tholmai" significa "agricultor". Por isso os historiadores são unânimes em afirmar que Bartolomeu-Natanael trata-se de uma só pessoa. Seu melhor amigo era Filipe e ambos eram viajantes. Foi o apóstolo Filipe que o apresentou ao Messias. Até esse seu primeiro encontro com Jesus, Bartolomeu era cético e, às vezes, irônico com relação às coisas de Deus. Porém, depois de convertido, tornou-se um dos apóstolos mais ativos e presentes na vida pública de Jesus. Mas a melhor descrição que temos de Bartolomeu foi feita pelo próprio Mestre: "Aqui está um verdadeiro israelita, no qual não há fingimento".

ORAÇÕES - 24 DE AGOSTO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
24 – Segunda-feira – Santos: Bartolomeu, apóstolo, Emília, Maria Micaela
Evangelho (Jo 1,45-51) “Filipe encontrou Natanael e disse-lhe: – Encontramos aquele de quem Moisés escreveu na Lei, e também os profetas: Jesus de Nazaré, o filho de José”.
Filipe é muito explícito; deixa claro que está falando de Jesus, filho de José, de alguém que muitos conheciam. Diz, porém, que esse filho de José é alguém especial, aquele que foi anunciado por Moisés e pelos profetas. Nas palavras de Filipe transparece a alegria de quem fez um grande descoberta, e encontrou resposta para o que esperava e vinha procurando havia muito, muito tempo.
Oração
Senhor, dai-me essa sede de vós que existia no coração de Filipe. Iluminai meu coração para que vos conheça e reconheça cada vez mais intimamente. Que minha alegria por vos encontrar seja contagiante, e eu saiba anunciar-vos a outros como o Salvador esperado. Ajudai-me a viver do vosso jeito, e eu vos poderei fazer conhecido não só por palavras, mas por toda minha vida. Amém.

domingo, 23 de agosto de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Amarás”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
De todo coração
 
Somente fala de amor quem sabe amar. E quem sabe amar, sabe o quanto tem para amar. Assim aprendemos de Jesus. Os judeus, em seu amor pelas Escrituras, procuravam qual seria o mandamento do qual surgiriam todos os outros. Nada fácil, pois os corações e as mentes não são iguais. Assim um senhor pergunta, depois de outros que tentavam derrubar Jesus: “Qual é o primeiro dos mandamentos” (Mc 12,28b). Qual é a fonte de toda a fé? Onde se apoia toda a Escritura? Onde os mandamentos se justificam? Jesus é claro e rápido. Não há o que discutir. Todos os dias, três vezes, o judeu fiel proclama: “O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e com toda a tua força!” (Id 29- 30). Declara a unicidade de Deus. Anuncia que o amor a Deus é total e envolve todas as dimensões do ser humano. Ele é único. Não há um Deus ao lado do outro. Ele não divide com nada e com ninguém. Ele é único. E o amor que exige é total, com todas as dimensões do ser todo humano: com todo coração, toda tua alma, todo o teu entendimento e com toda força. O ser humano é totalmente voltado para Deus. Não há outra nascente da vida nem da fé. Isso é a base, a fonte, o caminho, a direção e o fim de toda vida humana. Sem isso o ser humano jamais será completo. O judeu devia repetir esse mandamento de manhã, ao meio dia e à tarde. 
Amar como a si 
Jesus, em seu amor ao Pai, compreendia perfeitamente o sentido de amar a Deus. Sabia que o amor a Deus é fonte e direção de tudo o que fazemos. Por isso explica e dá o modo de amar: “E o segundo mandamento é; Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não existe outro mandamento maior que estes” (Mc 28b,31). Amar como a si mesmo é dar valor total à pessoa humana e que ela vive dessa fonte Divina para colocar o amor de Deus em ação no mundo. Deus ama o mundo, as pessoas as situações através de nós. Não há mundo sem amor. Pode se pensar mundo, mas não o é. O mundo é o amor e se dirige ao amor de Deus como Deus ama. Por isso Jesus ajunta: “E o segundo mandamento é “amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Amar a si é viver. Todo amor que é dedicado a Deus está dentro do amor ao próximo. Não como um objeto que se põe ao lado, mas unido na natureza, unido na ação, unido na direção. É como a união das duas naturezas em Cristo. Homem-Deus, união do diferente, mas união no ser. Assim é o amor. Deus ama com totalidade, só assim pode existir amor humano que nasce da Divindade. Jesus tinha razão e o homem concorda: “Disseste bem”! Assim é bom, assim o faremos! 
Um só amar
Quando dizemos que o amor a Deus e o amor ao próximo é um só, entendemos o modo de viver dos filhos de Deus. Amar o irmão com o mesmo amor com o qual se ama a Deus. E amar a Deus com o mesmo amor que se ama o próximo é o caminho espiritual da Igreja e de cada um. Importante ver que, para não incomodar não se compromete. Deixa de lado o amor se parte para uma vida espiritual sem o compromisso que Deus tendo para com o povo, sobretudo os necessitados. Os outros já estão resolvidos. Devem viver o mesmo amor. Quanto se rezou, se fez reunião, se dedicou a espiritualidades, mas se deixou de lado o amor concreto e ativo ao próximo, não acontece o amor de Deus, pois os dois mandamentos são um só. Quando Jesus fala igual diz o que ele é. Se amo ao próximo amo a Deus. Quando amo a Deus, eu o faço através do amor ao próximo. 
Leituras: Deuteronômio 6,2-6;Salmo 17;
Hebreus 7,23-28; Marcos 12,28b-34. 
1. Anuncia que o amor a Deus é total e envolve todas as dimensões do ser humano. 
2. Deus ama o mundo, as pessoas as situações através de nós. 
3. Amar a Deus com o mesmo amor que se ama ao próximo é o caminho espiritual da Igreja e de cada um. 
Comprar o pacote 
Quantas vezes fazemos algum “negócio”, compramos um pacote com muitas coisas dentro. Assim também, quando fazemos o negócio com Deus de crer, estamos comprando o pacote que inclui tudo o que Deus ama, de modo particular o próximo. Quando nos decidimos pelo próximo, estamos nos decidindo por Deus. Faz parte do pacote do amor. Quem fala de espiritualidade, de seguimento de Jesus, de santidade, de vida religiosa, sem comprar o pacote inteiro, está destruindo o projeto de Deus. Por isso podemos ver que tantas coisas vão mal. Façamos um negócio completo. 
Homilia do 31º Domingo Comum (31.10.2021)

EVANGELHO DO DIA 23 DE AGOSTO

Evangelho segundo São Mateus 16,13-20. 
Naquele tempo, Jesus foi para os lados de Cesareia de Filipe e perguntou aos seus discípulos: «Quem dizem os homens que é o Filho do homem?». Eles responderam: «Uns dizem que é João Batista, outros que é Elias, outros que é Jeremias ou algum dos profetas». Jesus perguntou: «E vós, quem dizeis que Eu sou?». Então, Simão Pedro tomou a palavra e disse: «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo». Jesus respondeu-lhe: «Feliz de ti, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne e o sangue que to revelaram, mas sim meu Pai que está nos Céus. Também Eu te digo: tu és Pedro; sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do Inferno não prevalecerão contra ela. Dar-te-ei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que ligares na Terra será ligado nos Céus, e tudo o que desligares na Terra será desligado nos Céus». Então, Jesus ordenou aos discípulos que não dissessem a ninguém que Ele era o Messias. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Catarina de Sena 
(1347-1380) 
Terceira dominicana, 
doutora da Igreja, 
copadroeira da Europa 
Carta 86 a Nicola d'Osimo, n.º 40 
Construir o edifício da própria alma 
Caríssimo e amadíssimo pai em Cristo Jesus, eu, Catarina, serva e escrava dos servos de Jesus Cristo, escrevo-vos no seu precioso sangue, com o desejo de vos ver como pedra firme, alicerçada no manso Jesus, a pedra inabalável. Pai amado, haverá coisa melhor e mais doce do que construir o edifício da nossa alma? Sim, é verdadeiramente doce ter encontrado a pedra, o arquiteto e o artesão necessários para este edifício. Não há melhor arquiteto que o Pai eterno, em quem habitam a sabedoria, a bondade e o conhecimento infinitos! O nosso Deus é Aquele que é; todas as coisas que existem provêm dele; Ele é o Senhor que cria tudo o que é útil e que apenas deseja a nossa santificação. Tudo o que Ele dá ou permite é para nosso bem, para nos purificar dos nossos pecados ou para aumentar dentro de nós a graça e a perfeição. Ele é um Mestre manso, pois sabe edificar e dá-nos aquilo de que necessitamos. Tínhamos perdido a graça pelo pecado cometido e Ele veio unir-Se a nós e enxertar-Se na nossa natureza; entregou-Se inteiramente a nós, pois o seu poder está no seu Filho. Também fez dele um artífice, dando-Lhe o seu poder; fez dele pedra, como diz São Paulo: «O rochedo era Cristo» (1Cor 10,4). Fez dele servo e construtor do edifício, pois a caridade, o amor inefável com que deu a sua vida e o seu sangue preparou a argamassa, e agora nada nos faltará. Alegremo-nos, pois, e exultemos, porque temos um bom arquiteto, uma pedra excelente e um construtor que nos cimentou com o seu sangue; e a sua obra é tão forte que nem o demónio, nem as criaturas, nem o granizo, nem a tempestade, nem o vento poderão jamais derrubar este edifício, a não ser que nós consintamos.

Beato Bernardo de Ófida

O beato Bernardo de Ófida nasceu no dia 7 de Novembro de 1604, em Ófida, nas Marcas de Ancona, na diocese de Ascoli, da humilde família dos Parani. Em criança dedicou-se a guardar rebanhos. Aos 22 anos foi recebido na Ordem dos Capuchinhos, no Convento de Corinaldo, onde fez a profissão religiosa no ano de 1627. Depois, no Convento, exerceu o ofício de enfermeiro, esmoleiro, cozinheiro, encarregado do quintal e porteiro, servindo, assim, os seus irmãos. Distinguiu-se sempre pela sua caridade alegre e generosa, que lhe permitiu transformar todo o seu trabalho no mais eficaz dos apostolados. Aos 65 anos foi enviado para o Convento de Ófida, onde prosseguiu o seu trabalho de esmoleiro com muita alegria, vendo em tal ofício uma penitência e uma atividade apostólica muito proveitosa para as pessoas. O bispo de Ascoli, tendo sabido que os Superiores pensavam mudá-lo de Convento, foi ter com eles pedindo que o deixassem ali, pois, com a sua vida de irmão simples e com uma vida tão evangélica e franciscana, fazia mais do que muitos missionários.

Beato Ladislau Findysz, sacerdote e mártir-Festa: 23 de agosto

(*)Kroscienko Nizne, Polônia, 13 de dezembro de 1907
(+)Nowy Zmigród, Polônia, 21 de agosto de 1964 
Ele nasceu em Kroscienko Nizne, perto de Krosno, na Polônia, em 13 de dezembro de 1907. Foi ordenado sacerdote em 19 de junho de 1932, em Przemyśl. Em 1942, foi nomeado pároco em Nowy Zmigród. Durante e após a Segunda Guerra Mundial, dedicou-se generosamente à assistência espiritual e material de todos os habitantes de sua paróquia, independentemente de sua nacionalidade ou religião. Durante os anos do Concílio Vaticano II, iniciou sua atividade pastoral de "obras conciliares de bondade", exortando do púlpito e por meio de cartas de apelo à renovação da vida cristã. As autoridades comunistas responderam ao seu zeloso trabalho pastoral com numerosas perseguições. Em 17 de dezembro de 1963, foi condenado a dois anos e seis meses de prisão sob a acusação de "forçar os fiéis a práticas religiosas". Na prisão, foi submetido a abusos e humilhações físicas, psicológicas e espirituais.

23 de agosto - Beato João Maria da Cruz

O Beato João Maria da Cruz nasceu no dia 25 de setembro de 1891 em San Esteban de los Patos (Ávila, Espanha), numa família de agricultores, muito simples e rica em virtudes cristãs. Era o primogênito de 15 irmãos e recebeu o nome de Mariano. Porém, já nos tempos de infância sentia-se chamado a seguir a Cristo como sacerdote, o que veio a acontecer alguns anos mais tarde, tornando-se pároco diocesano. Tendo-se tornado religioso na Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus, tomou o nome de João Maria da Cruz, como será posteriormente conhecido. Dotado de profundo zelo apostólico e foi também o “anjo protetor” do Seminário Dehoniano de Puente La Reina e promotor vocacional da Congregação na Espanha. Padre João viveu como padre itinerante, porque tinha a difícil missão de percorrer cidades e aldeias angariando fundos e recrutando candidatos para as escolas da Congregação.

São Filipe Benizi

São Filipe Benizi, o mais ilustre e o mais ardente propagador da Congregação dos Servitas na Itália nasceu no seio de uma nobre família de Florência em 15 de agosto de 1233. Aos 13 anos foi viver em Paris para estudar medicina. De Paris passou a Pádua onde aos 19 anos obteve o grau de doutor em medicina e filosofia, retornando a sua cidade natal e exercendo por um ano sua profissão. Durante esse tempo, estudou as Sagradas Escrituras e orava frequentemente diante de um crucifixo do templo de Fiésole para obter a luz do céu sobre sua vocação. Suas orações deram fruto, e estando um dia orando no templo do Fiésole, escutou uma voz que vinha do crucifixo e que o convidava a ficar sob o amparo da Santíssima Virgem na Ordem dos Servitas. Filipe dirigiu-se ao convento de Santa Maria de Cafaggio e, lá chegando, pediu para falar com o prior. Era então prior do convento, padre Bonfilio, que o recebeu.

Santos Ciríaco, Máximo, Arquelau e companheiros mártires Festa: 23 de agosto

Estes mártires foram descobertos e assassinados em Óstia, pelo vigário Úlpio Rômolo, enviado de Cláudio. O Bispo Ciríaco e o diácono Arquelau realizaram milagres e obtiveram muitas conversões e batizados entre os pagãos. Além deles, também o presbítero São Máximo foi martirizado em Óstia.
(+)Ostia, Lácio, terceiro século. 
Seus nomes, inscritos no Martirológio Romano, representam o núcleo de uma comunidade cristã primitiva que floresceu em um ambiente urbano cosmopolita. No entanto, além de sua comemoração litúrgica, as informações biográficas sobre eles escapam de uma rigorosa verificação histórica.

Santos Abúndio e Ireneu, mártires, na via Tiburtina

Sabe-se pouco sobre a vida destes dois mártires, mas muito sobre a sua morte: foram jogados em uma cloaca, durante a perseguição de Valeriano, por terem dado uma sepultura digna ao corpo da mártir Concórdia. Foram enterrados no cemitério de São Lourenço, em Roma, e venerados desde o século VII. 
Santos Irineu e Abbondius, mártires em Roma 
Festa: 23 de agosto 
Martirológio Romano: Em Roma, no cemitério de San Lorenzo, na Via Tiburtina, foram sepultados os Santos Abbondio e Irineu, mártires. 
O Martirológio de Hieronymia os menciona em 23 de agosto, enquanto o Romano, seguindo Beda, os menciona no dia 26 do mesmo mês, acrescentando que pereceram durante a perseguição de Valeriano, jogados no esgoto por terem supervisionado o sepultamento da mártir Concórdia.

Santa Tydfil, Mártir - Festejada 23 de agosto

Tydfil (Tudful), filha do Rei Brychan, foi morta pelos pagãos em Merthyr Tydfil, no Glamorganshire, cerca do ano 480. Ela é patrona não apenas da igreja de Merthyr Tydfil, mas também de Llysronydd (hoje Lisworney) e de Port Talbot, na mesma região de Glamorganshire. Tydfil casou-se com um líder do oeste do País de Gales, na região hoje conhecida como Pembrokeshire. Quando seu marido morreu, ou foi assassinado, abraçou uma vida de castidade. Tydfil escolheu para sua morada o vale do Rio Taff povoado por agricultores celtas e suas famílias. Ela ficou conhecida por sua compaixão e sua habilidade no cuidado dos doentes tanto humanos como dos animais. Ela estabeleceu uma das primeiras comunidades monásticas britânicas, liderando um pequeno grupo de homens e mulheres. Ela construiu um recinto em torno de uma igreja de madeira, prática comum então. Seu convento incluia um hospital e demais depências necessárias para a vida em comum.

Beatas Rosária (Piera Maria Vittoria) Quintana Argos e Serafina (Emanuela Giusta) Fernandez Ibero Virgens e mártires Feriado: 23 de agosto

Pedra Maria Vitoria Quintana Argos nasceu em 13 de maio de 1866, na cidade de Soano, na província de Santander (Espanha), filha de Antônio Quintana Cuesta e Luísa de Argos Cabanzón. Em 1889 ingressou na Congregação das Irmãs Terciárias dos Capuchinhos da Sagrada Família, fundada por Luigi Amigó y Ferrer (1854-1934). Fez profissão religiosa temporária em 1891 e perpetuou sua profissão em 1896. Foi superiora em várias casas, mestre de noviças, conselheira geral (1896-1914), superiora geral (1914-1926) e vigária geral de 1926 até a morte. Tinha caráter sereno e afável. Sua fé, caridade, fidelidade a Deus e vocação para a pobreza, humildade eram suas virtudes características. Na ocasião da eclosão da Revolução na Espanha, ela estava na casa do noviciado de Masamagrell (Valencia), juntamente com a superiora local Emanuela Giusta Fernández Ibero (Irmã Serafina Maria da Ochovi). As duas foram presas por serem religiosas e assassinadas na noite seguinte.

Zaqueu de Jerusalém Discípulo de Jesus, Bispo século I

Zaqueu é um personagem do Novo Testamento, 
que parece ter sido, segundo vários escritores, 
bispo de Jerusalém. 
Ele aparece pela primeira vez citado por São Lucas, no seu Evangelho: Tendo Jesus entrado em Jericó, atravessava a cidade. Havia ali um homem chamado Zaqueu, que era chefe dos publicanos, e rico; este procurava ver quem era Jesus, porém não o podia conseguir por causa da multidão, porque era de baixa estatura. Correndo adiante, subiu a um sicômoro a fim de vê-lo, porque estava para passar por ali. Quando Jesus chegou àquele lugar, olhou para cima e disse-lhe: Zaqueu, desce depressa; porque importa que eu fique hoje em tua casa. (Lc. 19, 1-5)