quinta-feira, 24 de setembro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Deus é bondoso”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Perdoar é bom
 
Em seu discurso inaugural, resumindo os pontos fundamentais da doutrina de Jesus, o Evangelista Lucas a sintetiza, acentuando o amor e a misericórdia. Mostra a dinâmica do Reino. Por que a primeira proposta é justamente o amor ao inimigo e perseguidores? Penso que esse foi o caminho percorrido por Jesus. Ele sempre foi perseguido, fizeram-lhe a mais ferrenha oposição. E suas primeiras palavras do alto da cruz foram para desculpar seus inimigos diante do Pai, por agirem por ignorância: “Pai, perdoai-lhes por que não sabem o que fazem” (Lc 23,34). São ignorantes porque estavam cegos pelo mal. Deu o exemplo. Essa atitude de amor. Jesus não cria mandamentos para o amor. Coloca no coração do cristão uma barreira contra toda atitude de ódio e desamor. Seguir Jesus é amar sempre e em todas as circunstâncias. Suas atitudes desmontam toda a possibilidade de ocorrer uma violência, um desamor. Não é possível outro caminho. Os pecadores fazem de outro modo. Ser cristão é ser diferente. O mundo cristão só o será ser for regido pelo amor de atitudes, não de teorias e de belas palavras. Jesus as circunstâncias concretas da vida. Nada justifica uma agressão. Toca coisas complicadas como as questões financeiras de empréstimo. Na verdade está quase a dizer: deixem que vos explores. Mas, por outro lado, Jesus não vê maldade nas atitudes das pessoas. É a necessidade. A vida de Jesus é o modelo: ninguém morreu pelos pecadores. Ele não se recusou e foi levado ao martírio pelos inimigos. 
O amor é concreto 
Jesus tem belas palavras sobre o amor. Mas no texto de hoje Ele põe em concreto, em situações do dia a dia da vida da comunidade. Mostra o amor aos inimigos, os que odeiam, maldizem. Vai ao mais duro que é a agressão, a exploração da vontade. E então diz que o amor deve ser como o amor que ele possui e não como os pagãos e pecadores. Não é para fazer o normal, mas ir além. A recompensa está justamente em não ter recompensa. A recompensa é ser filhos do altíssimo. “Assim sereis filhos do Altíssimo, porque Deus é bondoso também para com os ingratos e maus” (Lc 6,35). Jesus ensina a ser como Ele que diz: “Eu faço o que aprendi de meu Pai” ( ). Aprendemos do Pai, como Jesus aprendeu. O amor concreto, nas circunstâncias concretas, deve ser todo envolvido na misericórdia do Pai: “Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso” (id 36). A misericórdia não fará julgamentos, não condenará; saberá perdoar e doar. Daí sairá toda a recompensa de Deus. Deus nos medirá com a mesma que medirmos os outros. O evangelista deve ter vivido numa comunidade bem constituída nas condições humanas que precisavam de orientação. Seguir o modo do Pai deverá ser a vida da comunidade. 
Refletir a imagem 
Embora o de Paulo aos Coríntios não esteja colocado como explicação do Evangelho, ele nos dá uma referência muito boa para compreender o que é viver a Ressurreição no dia a dia. Diz: “Como já refletimos a imagem do homem terrestre, assim também refletiremos a imagem do homem celeste” (1Cor 15,49). A Ressurreição vai resplandecer no cristão a partir da vivência do Evangelho. Jesus venceu a morte. Nós vencemos o mal, quando vivemos o amor do Pai em nossos relacionamentos. O Evangelho não é uma teoria, mas é um dia a dia, nas atitudes que aprendemos do Pai. Se essa ressurreição não acontece no dia a dia, podemos duvidar que vá acontecer um dia. 
Leituras Samuel 26,2.7-9.12-13;22-23; 
Salmo 102; 
1 Coríntios, 15,45-49; Lucas 6,27-38 
1. O mundo cristão será cristão quando for regido pelo amor de atitudes, não de teorias. 
2. O amor todas as circunstâncias, deve ser todo envolvido na misericórdia do Pai. 
3. A Ressurreição vai resplandecer no cristão a partir da vivência do Evangelho. 
Receita prática 
Muito já foi escrito sobre espiritualidade, ensinamentos de Jesus, pastoral e tanta coisa mais. Mas parece que não se cutuca a onça com vara curta. Ficamos dando voltas. É curioso como, certas coisas de nossa fé são tão claras e gastamos tanto tempo e tanta coisa para justificar o contrário. Há grandiosos movimentos espirituais no correr da história para entender, explicar, e orientar o modo de viver cristão. Até cruzadas e guerras foram feitas. Tudo continuou o mesmo. Jesus com um tapa resolve tudo. Deu tapa na direita, mostra a face esquerda. E depois... morre a briga. É muito bonito como Jesus mostra esse momento da vida cristã. Ele resume tudo na passagem: como vosso Pai...Basta fazer, agir, organizar como o Pai faz. E Jesus é claro: é assim que eu faço.
Homilia do 7º Domingo Comum (20.02.2022)

EVANGELHO DO DIA 24 DE SETEMBRO

Evangelho segundo São Lucas 9,7-9. 
Naquele tempo, o tetrarca Herodes ouviu dizer tudo o que Jesus fazia e andava perplexo, porque alguns diziam: «É João Batista que ressuscitou dos mortos». Outros diziam: «É Elias que reapareceu». E outros diziam ainda: «É um dos antigos profetas que ressuscitou». Mas Herodes disse: «A João mandei-o eu decapitar. Mas quem é este homem, de quem oiço dizer tais coisas?». E procurava ver Jesus. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Orígenes 
(185-253) 
Presbítero, teólogo 
Homilias sobre o Génesis 
«E procurava ver Jesus» 
O Sol e a Lua iluminam o nosso corpo; Cristo e a Igreja iluminam o nosso espírito. Isto é, iluminam-nos se não formos espiritualmente cegos; porque, do mesmo modo que o Sol e a Lua não deixam de derramar a sua claridade sobre os cegos, que, contudo, não podem acolher a luz, também Cristo envia a sua luz aos nossos espíritos, mas esta iluminação só tem lugar se a nossa cegueira não lhe puser obstáculos. Por isso, os cegos devem começar por seguir a Cristo gritando: «Filho de David, tem misericórdia de nós!» (Mt 9,27); e quando, graças a Ele, tiverem recuperado a vista, poderão ser iluminados com o esplendor da luz. Mas nem todos os que veem são iluminados de igual forma por Cristo; cada um o é na medida em que pode receber a luz (cf Lc 23,8 ss). Não é da mesma maneira que todos vamos a Ele, mas «conforme a capacidade de cada qual» (Mt 25,15).

24 de setembro - Beato Anton Martin Slomsek

Pensamos hoje, em particular, naquele que a Igreja proclama Beato: o Bispo de Maribor Anton Martin Slomsek, primeiro filho desta Nação eslovena a ser elevado à glória dos altares. No novo Beato refulgem, antes de tudo, os valores da santidade cristã. Ao seguir as pegadas de Cristo, ele fez-se bom Samaritano do povo esloveno. Atento às exigências da formação do clero e dos fiéis, com zelo apostólico que ainda hoje serve de exemplo para nós, não cessou de evangelizar animando as missões populares, suscitando numerosas confrarias, pregando exercícios espirituais e difundindo cânticos populares e escritos religiosos. Ele foi, no sentido mais genuíno da expressão, um pastor católico, ao qual os Superiores eclesiásticos confiaram importantes tarefas pastorais, também noutras regiões do Estado de então. Fiel e dócil à Igreja, Slomsek demonstrou-se profundamente aberto ao ecumenismo e foi um dos primeiros na Europa central a empenhar-se pela unidade dos cristãos.
Papa João Paulo II – Homilia de beatificação – 19 de setembro de 1999 

São Pacífico de San Severino Marche, sacerdote dos Frades Menores.

Carlos Antônio Divini nasceu em São Severino, nas Marcas, em 1653. Ainda jovem e órfão, entrou para os Frades Menores, recebendo o nome de Frei Pacífico, onde prestou um longo e apaixonado serviço apostólico à sua região. Cada vez mais frágil de saúde, faleceu em 1721 e canonizado em 1836. 
Festa: 24 de setembro 
(*)San Severino Marche, Macerata, 1º de março de 1653
(+)24 de setembro de 1721 
Após a morte de seus pais, foi criado por seu tio materno, arquidiácono da Catedral de San Severino. Aos dezessete anos, ingressou na Ordem dos Frades Menores sob o nome de Irmão Pacífico. Tendo se tornado vigário do convento de San Severino, foi posteriormente transferido para o convento de Forano, onde alternou entre oração e apostolado.

Beata Encarnação Gil Valls, Virgem e mártir - 24 de setembro

Encarnação Gil Valls, leiga, nasceu em Onteniente (Valência) em 27 de janeiro de 1888, foi batizada no mesmo dia e confirmada em 24 de maio de 1893. Ela recebeu sua primeira comunhão em 1899 na igreja paroquial de Santa Maria. Cresceu no seio de uma família cristã que lhe proporcionou uma esmerada educação. Ficou órfã em sua juventude e pensou então em entrar em um mosteiro, porém preferiu ficar no mundo para atender seu irmão Gaspar, sacerdote. Professora de escola primária em Albuixech e Beniarrés, na província de Valência, e uma mulher de oração, passava para seus alunos a fé em Deus. Em Onteniente, colaborou muito com seu irmão nas obras de apostolado. Ingressou na Ação Católica e em outras associações apostólicas, especialmente aquelas de adoração da Eucaristia; foi também um catequista muito eficaz.

Geraldo da Hungria Bispo, Mártir, Santo + 1046

Geraldo nasceu em Veneza – então república poderosa – em 980, no seio de uma família crente e respeitadora das Leis divinas. No seio da mesma recebeu a educação básica e, quando mais crescido, foi estudar numa escola dos beneditinos, onde recebeu uma excelente formação tanto prática, como religiosa, que o levou a ter pelas almas um zelo muito particular, que o levou a optar pela vida religiosa na Ordem beneditina. Mais tarde foi eleito Abade da mesma Ordem e desempenhou este encargo com grande proveito para todos os frades que lhe tinham sido confiados. Querendo levar mais longe o seu zelo pelas coisas de Deus, viajou com alguns dos seus monges até à Terra Santa, para ali visitar os sítios que Jesus tinha pisado durante a sua vida terrena. Terminada esta peregrinação, iniciaram a viajem de retorno e passaram pela Hungria, país ainda na habitado pelos bárbaros, mas governado por um santo Rei.

São Vicente Maria Strambi modelo de missionário

Entrou à Congregação passionista e 
foi nomeado bispo de
 Macerata e Tolentino. 
Confessor do Papa Leão XII, 
ofereceu sua vida por esse Pontífice. 
Sua festa comemora-se 
no dia 24 de setembro. 
Vicente nasceu em Cività Vecchia, na Itália, em 1º de janeiro de 1745. Educado cristãmente, ordenou-se sacerdote em 1767, sendo designado prefeito e depois reitor de seminário, apesar de sua pouca idade. Desejando dedicar-se à evangelização, na vida religiosa, dois anos depois entrou para a Congregação dos Passionistas, fundada pouco tempo antes por São Paulo da Cruz, ainda vivo nessa ocasião. Na soledade dos retiros passionistas, entregou-se à oração e à mortificação, a fim de preparar-se para a vida missionária. São Paulo da Cruz, reconhecendo-lhe a virtude, procurou infundir-lhe seu espírito, pois a ele confiou o futuro de sua Congregação.

RITA AMADA DE JESUS Fundadora da Congregação Jesus, Maria José, Beata (1848-1913)

Rita Amada de Jesus, viu a luz do dia a 5 de Março de 1848 num pequeno povoado da paróquia de Ribafeita, Diocese de Viseu – Portugal. Com muito poucos dias de idade recebe o baptismo e foi-lhe dado o nome de Rita Lopes de Almeida. Cresceu num ambiente familiar muito piedoso onde à noite se fazia leitura espiritual e, desde criança, manifestou ela mesma uma especial devoção por Jesus Sacramentado, por Nossa Senhora, por S. José e carinho pelo Papa que, por essas alturas vivia vida atribulada, a ponto de se ver exilado e, poucos anos depois espoliado dos Estados Pontifícios. A maçonaria, que em Portugal, na década de trinta se apoderou dos bens eclesiásticos, mandara encerrar todas as casas Religiosas masculinas e nas femininas proibia a admissão de qualquer Noviça, concorreu para o cristianismo perder alguma vitalidade.

Joana Matilde Gabriel (Colomba Gabriel) Religiosa, Fundadora, Beata 1858-1926

Religiosa, fundadora das 
Irmãs Beneditinas da Caridade.
Joana Matilde Gabriel nasceu no seio de uma família da baixa nobreza de Stanislawow, na Polónia (actualmente faz parte da Ucrânia), a 3 de Maio de 1858. Recebeu uma sólida formação, primeiramente no seio mesmo da sua família e depois em Lwow (Lemberg, nessa época). Joana Matilde foi nomeada professora na Ordem beneditina e, depois de algum tempo na prática deste mister, pediu para entrar no convento das Irmãs beneditinas de Lwow. Foi ali que ela pronunciou solenemente os seus votos religiosos em 1882, tomando então o nome da humilde santa Colomba de Sens. Os anos foram passando e ela acabou por ser eleita Abadessa da sua comunidade, mas pouco a pouco o desejo de responder à sua vocação impôs-lhe a resignação do seu cargo. Algumas dissenções internas aconteceram então, o que a levou a deixar o mosteiro em 1900.

NOSSA SENHORA DAS MERCÊS

A invocação ou nome de Nossa Senhora das Mercês é uma a mais entre as muitas que são dadas à única Virgem Maria, mãe de Jesus Cristo e, por isso, mãe espiritual de cada cristão e de toda Igreja. Esta invocação das Mercês data aproximadamente de 1218, quando os maometanos dominavam parte da península Ibérica e faziam incursões às terras, praianas da França e Itália e nos mares assaltavam as embarcações para, de toda forma que podiam, roubar, matar e levar para o cativeiro da África, os homens, mulheres e crianças que encontravam. Os cristãos capturados eram submetidos a trabalhos forçados e à dura escravidão (daí as correntes nas mãos dos anjinhos aos pés de Nossa Senhora das Mercês), da qual podiam livrar-se, renunciando a fé Católica e abraçando as doutrinas e costumes muçulmanos.

HOJE É CELEBRADA NOSSA SENHORA DAS MERCÊS, A VIRGEM DA MISERICÓRDIA

- Neste dia 24 de setembro é celebrada Nossa Senhora das Mercês, que significa “misericórdia”, devoção que remonta ao século XIII, quando a Virgem apareceu a São Pedro Nolasco e o encorajou a seguir libertando os cristãos escravos. 

Considerada no início padroeira oficial das Forças Armadas, Nossa Senhora das Mercês é cultuada no Peru desde o século XVI. Era invoca da como padroeira especial de Lima, a capital do país, mas logo seus colonizadores a proclamaram padroeira de toda a nação peruana. A festa anual de Nossa Senhora das Mercês acontece com grande pompa no dia 24 de setembro de cada ano.

ORAÇÕES - 24 DE SETEMBRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
24 – Quinta-feira – Santos: Nossa Senhora das Mercês, Germaro
Evangelho (Lc 9,7-9) “Hero­des disse: ─ Eu mandei degolar João. Quem é esse homem, sobre quem ouço falar essas coisas? E procurava ver Jesus.”
Ao narrar a condenação de Jesus, Lucas irá falar novamente desse homem: “Herodes ficou muito contente ao ver Jesus, pois havia muito tempo desejava vê-lo. Já ouvira falar a seu respeito e esperava vê-lo fazer algum milagre.” Era um interesse de pura curiosidade. Só encontra Jesus pela fé quem o procura por ele mesmo, porque se reconhece pecador, necessitado de salvação.
Oração
Senhor Jesus, agradeço o dom da fé que me levou até vós, e fez que vos reconhecesse como meu único salvador. Aumentai a minha fé e a minha fidelidade a vós. Quero seguir sempre o caminho que me mostrais, e para isso preciso de vossa ajuda contínua. Nos momentos de dúvida, iluminai-me; nos desânimos, dai-me força; dai-me a alegria que mostre como é bom vos seguir. Amém.

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - Celebração Memorial

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Memória de Mim
 
Temos visto as realidades da vida cristã. Elas sempre nos levam à vida do dia a dia, não permitindo que as palavras fiquem somente em palavras. Ouvimos, rezamos, e celebramos em todas as missas as sagradas palavras: “Fazei isto em memória de mim”, como nos comunicou Paulo quando ensina aos coríntios sobre a Ceia do Senhor. E já era uma tradição firme na comunidade: “O que recebi vos transmiti.... Isto é o meu corpo que é partido por vós... fazei isto em memória de mim” ...quanto ao cálice: “todas as vezes que o beberdes, fazei-o em memória de mim. Todas as vezes que comeis desse pão ou bebeis do cálice, anunciais a morte do Senhor até que Ele venha”(1Cor 11,23-27). Ele nos traz, não só representa o sacrifício, o sacrifício da cruz, para que sua memória permanecesse para sempre, até sua volta. O termo memória passou por muitas compreensões no correr dos séculos. Agora foi reafirmado com segurança. Não se trata somente de dizer o que se faz, mas o que se deve viver. Memorial que torna real o que é apresentado. O tema foi muito trabalhado por muitos e de diversas denominações cristãs. É fundamental para a vida da Igreja, pois é na Eucaristia que ela se realiza. Por isso, não podemos ficar somente num ato de fé, mas numa celebração do Mistério de Cristo que penetra a vida dos cristãos. Por isso, passar do assistir a missa para vivê-la, é mudança radical na vida cristã. Enquanto a Eucaristia não for vida de nossa vida, não estaremos celebrando de modo condizente. 
Corpo dado, sangue derramado 
Fazemos um ato de fé na Eucaristia, no momento da consagração da Missa. Reverenciamos e adoramos o Santíssimo, pois sabemos que é o Corpo do Senhor. Quando Jesus disse essas palavras, Ele estava iniciando sua caminhada para sua entrega. O Mistério não é só algo proclamado, mas realizado. A devoção mal informada afastou a fé da vida. Certamente não esgotaremos o conhecimento de tão grande dom. Ele é a realização de todo o projeto de Deus de Se comunicar à humanidade. Isso o faz através do Filho em seu mistério de entrega para a Vida. É o movimento Divino. Não basta a veneração. Há aquele que preside, mas a celebração é de todos. Ao participarmos desse momento, entramos no movimento realizado por Jesus. Quando ouvimos “Corpo que é dado, Sangue que é derramado”, estamos participando do mistério para que seja feito também por nós e em nós. É nosso corpo que é entregue. É nosso sangue que é derramado. Não narramos o Mistério Pascal de Jesus, mas o realizamos. Assim se atualiza para nós e no mundo, a salvação. Celebrar tem também a característica de “imitar” pela memória. Realizamos o mesmo passo. 
Vivendo a Memória 
Fazer memória não é só lembrar. Não é somente um ato intelectual. Mas um modo de vida. Quando fazemos a memória eucarística, torna presente o Senhor. A Eucaristia continua na vida, pois levamos conosco o Senhor e O fazemos presente. Somos memórias vivas. Lembramos as palavras de Jesus: “Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estarei no meio deles” (Mt 18,20). Cristo está em nós, não é como uma jóia escondida, mas como um sol que nasce. Doar a vida é celebrar a Eucaristia no dia a dia. Fazer memória é trazer, pela vida, a presença daquele que nos amou se por nós se entregou. Quando dizemos meu corpo por vós entregue é nossa entrega como a de Cristo que foi fiel até o fim.
ARTIGO PUBLICADO EM FEVEREIRO DE 2022

EVANGELHO DO DIA 23 DE SETEMBRO

Evangelho segundo São Lucas 9,1-6. 
Naquele tempo, Jesus chamou os doze apóstolos e deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demónios e para curarem todas as doenças. Depois enviou-os a proclamar o Reino de Deus e a curar os enfermos. E disse-lhes: «Não leveis nada para o caminho: nem cajado, nem alforge, nem pão, nem dinheiro, e não leveis duas túnicas. Quando entrardes em alguma casa, ficai nela até partirdes dali. Se alguns não vos receberem, ao sair dessa cidade, sacudi o pó dos vossos pés, como testemunho contra eles». Os apóstolos partiram e foram de terra em terra a anunciar a boa nova e a realizar curas por toda a parte. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Charles de Foucauld 
(1858-1916) 
Eremita e missionário no Saara 
Carta a Joseph Hours, 3 de maio de 1912 
«Enviou-os» 
Ser apóstolo, mas por que meios? Por aqueles que o Senhor põe à disposição de cada um: os padres têm os respetivos superiores, que lhes dizem o que devem fazer. Os leigos devem ser apóstolos com todos aqueles a quem conseguem chegar: parentes e amigos, mas não só eles; a caridade não é estreita, alcança todos aqueles que o Coração de Jesus abraça. Por que meios? Pelos melhores, tendo em conta aqueles a quem se dirigem: com todos aqueles com quem se relacionam, sem exceção, pela bondade, a ternura, o afeto fraterno, o exemplo de virtude, a humildade e a doçura, sempre atraentes e tão cristãs. Com alguns, sem lhes dizer nunca uma palavra sobre Deus ou sobre religião, tendo paciência como Deus tem paciência, sendo bom como Deus é bom, sendo um irmão terno e rezando. Com outros, falando-lhes de Deus na medida em que conseguem atingir; quando chegam à ideia de buscar a verdade pelo estudo da religião, pondo-os em contacto com um sacerdote bem escolhido e capaz de lhes fazer bem. Sobretudo, vendo em cada homem um irmão.

23 de setembro - Beato Francisco de Paula Victor

Ter um pároco negro em 1852, no auge da escravidão no Brasil, bem demonstra os grandes passos que já se davam no povo de Deus e na Igreja antes de existirem as leis que acabariam com o flagelo da escravidão no nosso país. Filho de Dona Lourença Justiniana de Jesus, o menino Francisco de Paula Victor foi batizado oito dias após o seu nascimento pelo padre Antônio Manoel Teixeira. Escravo, Victor não viveu como escravo. Graças a Senhora Marianna Bárbara Ferreira, que dava dignidade para os seus escravos, tomou o menino Francisco como afilhado e sob a sua generosidade o proveu de leitura, o ensinou a escrever, a tocar piano e a aprender ao francês, tendo como preceptor o Reverendo Padre Joaquim Ferreira de Coimbra, conhecido como Padre Mestre. Francisco de Paula Victor foi alfaiate. Com a ajuda de sua madrinha Dona Marianna Bárbara Ferreira, o Padre Antônio Felipe de Araújo, então pároco da Campanha da Princesa da Beira informou ao Bispo de Mariana, Dom Antônio Ferreira Viçoso, que o jovem Francisco de Paula Victor queria entrar no Seminário, mesmo sabendo que naquela época havia algumas dificuldades por causa de sua cor e por ser filho de pai desconhecido, ou seja, filho “de mãe solteira”.

23 de setembro - Santos Cristóvão, Antônio e João (Protomártires do México)

Há um último aspecto que o Evangelho destaca: o vestido dos convidados, que é indispensável. Com efeito, não basta responder uma vez ao convite, dizer sim e… chega! Mas é preciso vestir o costume próprio, é preciso o hábito do amor vivido cada dia. Porque não se pode dizer Senhor, Senhor, sem viver e praticar a vontade de Deus. Precisamos de nos revestir cada dia do seu amor, de renovar cada dia a opção de Deus. Os Santos canonizados hoje, sobretudo os numerosos Mártires, indicam-nos esta estrada. Eles não disseram sim ao amor com palavras e por um certo tempo, mas com a vida e até ao fim. O seu hábito diário foi o amor de Jesus, aquele amor louco que nos amou até ao fim, que deixou o seu perdão e as suas vestes a quem O crucificava.

Beata Helena Duglioli Dall’Olio Viúva - 23 de setembro

A Santa Igreja apresenta um modelo admirável de viuvez católica passada na oração fervorosa e nas obras de caridade ao conceder a beatificação a Helena Dall'Olio. Helena nasceu em Bolonha (Itália) no ano de 1472, filha de Silvério Duglioli, notário, e de Pentesilea Boccaferri.católica e manifestou uma precoce propensão para a vida oculta, a oração, o empenho nas obras de caridade. Embora aos 15 anos tivesse manifestado o propósito de emitir o voto de virgindade e desejasse entrar no mosteiro das Clarissas de Corpus Domini, por imposição da mãe foi dada por esposa ao notário Benedito Dall'Olio, de 40 anos.

Beata Bernardina Maria Jablonska, Fundadora - 23 de setembro

A Irmã Bernardina Maria Jablonska nasceu no dia 5 de agosto de 1878, na pequena aldeia de Pizuny em Narol, na Diocese de hoje de Zamoœæ Lubaczów. A beleza de sua paisagem nativa teve uma grande influência em sua mente sensível e ajudou a formar uma personalidade gentil e propensa à graça de Deus. Viva, inteligente, cheia de alegria, cresceu cercada pelo amor dos pais, permanecendo por um longo tempo única filha. Seus pais eram pequenos proprietários respeitados e estimados pelos seus vizinhos. Como a escola ficava distante de sua casa, os pais confiaram-na a professores particulares. Aos 15 anos, sua infância feliz foi subitamente interrompida pela morte de sua mãe. A menina mudou completamente, ela se sentiu sozinha e perdida, evitava a companhia de seus parentes, se apartava buscando a solidão. A mãe, profundamente religiosa, teve uma grande influência sobre a filha, transmitindo-lhe de um modo especial a veneração do Santíssimo Sacramento e a afeição filial à Mãe de Deus.

Santa Ulpia Vitória, mártir venerada em Chiusi, Itália – 23 de setembro

Desde 1634, foram encontradas em Chiusi as catacumbas de Santa Mustiola (século III); no ano de 1848, à estas catacumbas foram adicionadas as de Santa Catarina, localizadas sob uma colina, ao longo da Via Cassia. Destas catacumbas foram extraídos alguns "corpos santos", incluindo o de Ulpia. Seu túmulo foi localizado no canto da parede de fundo do cubículo, no ponto onde começa o corredor marcado com o número 10 no plano ligado a uma dissertação sobre o tema, realizada pelo arqueólogo Domenico Bartolini, em 10 de julho de 1852. Várias e discordantes foram as suposições feitas pelos diversos estudiosos sobre as origens, a época e as atividades realizadas em vida por esta suposta mártir.

Santa Isabel , mãe de João Batista. Dia da festa: 23 de setembro Judeia, Palestina, século I a.C.

Ela é uma das figuras femininas mais importantes no relato da infância de Jesus, segundo o Evangelho de Lucas, embora as informações diretamente relacionadas à sua vida estejam concentradas quase exclusivamente no primeiro capítulo do terceiro Evangelho. Esposa do sacerdote Zacarias e mãe de João Batista, ela é apresentada como uma das filhas de Aarão e como uma mulher justa perante Deus, juntamente com seu marido. O casal, já idoso e sem filhos, recebe o anúncio do nascimento de João, destinado a ser o precursor do Messias. O momento mais significativo da presença de Isabel no Novo Testamento, contudo, é o seu encontro com Maria, sua parente, durante a Visitação: Isabel reconhece o filho que Maria dá à luz como o "Senhor" e profere uma bênção que a tradição cristã preservou como um dos textos fundamentais da devoção mariana. O Evangelho não especifica o grau de parentesco entre as duas mulheres nem o local exato de sua residência. A identificação com a atual Ain Karem e numerosos detalhes de sua vida pertencem à tradição cristã posterior e devem ser distinguidos da documentação evangélica.