domingo, 2 de agosto de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - Pai na Obediência

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA N A PAZ DO SENHOR
Obediência que amadurece
 
Estamos lendo o que o Papa Francisco escreveu sobre S. José. Parece-me que conhecemos José por sua missão na família de Nazaré. Deus quis vir ao mundo numa família. Rompendo com os esquemas humanos, nos oferece o grande dom que é seu Filho. O mistério da Redenção foi realizado nas condições humanas, no seio famíliar. Tão humanas que só se podem compreender a partir da fé. Percebe-se nessa mensagem do Papa qual é o lugar de José nas Escrituras: Ele é o justo fiel. Ele poderia constar na lista dos antepassados notáveis, como lemos no Eclesiástico: “Façamos os elogios dos homens ilustres, que são nossos antepassados, em sua linhagem” (Eclo 44,1). São José educa Jesus na linhagem fiel dos antepassados do povo. Viviam a Aliança. José, homem da Palavra. Por aqui entendemos como Jesus conhecia bem as Escrituras. Era o pão de cada dia. Alimentava-se da Palavra. José entra na linha dos patriarcas. Reconhecemos Jesus como Deus-Homem, mas que vivia inteiramente como homem. Por isso, aprendeu de José a ser um homem fiel à Aliança de seu povo. Preparou Jesus para que assumisse sua missão, no meio de seu povo. José, como que encerra o tempo antigo e prepara Jesus para o novo. 
Sonhos de vida 
Deus o orientava pelos sonhos. Seus escolhidos estavam abertos a essa modalidade de Deus se manifestar. Esses sonhos não eram somente como sonhamos, mas eram o resultado da busca de Deus que acabava fazendo parte de sua natureza. José obedecia a Deus em tudo e sabia encontrar os caminhos de Deus. O Papa afirma: “De forma análoga a quanto fez Deus com Maria, manifestando-lhe o seu plano de salvação, também revelou a José os seus desígnios por meio de sonhos”. José obedece sempre. O sonho não dispensa a capacidade de José de resolver as questões com sua maturidade e experiência. É obediente quando, querendo “deixar secretamente Maria por causa da gravidez”, recebe o anúncio de que é obra do Espírito Santo. Assume imediatamente (Mt 1,24). Obedece imediatamente a ordem de fugir para o Egito (Mt 2,13), e de lá, voltar e ir para Nazaré (Mt 2,14-15; 21.22-23). Soube se ajustar à vida do povo, no caso do recenseamento, indo para Belém. E ali nasce o Filho de Deus, seu Menino (Lc 2,1-7). Jesus não foi um estranho na comunidade. Era um deles. Todos o conheciam, e sabiam quem era o pai. A grandeza da obediência de José foi conduzir o Filho de Deus a ser filho do homem. Muito humano.
Obediência que edifica 
O Papa Francisco salienta como vivia a Família de Nazaré a fé dos pais. Sua obediência à Lei estava unida a todo o povo de Israel: Os ritos da circuncisão de Jesus, da purificação de Maria depois do parto, da oferta do primogênito a Deus (Lc 2,21-24). Cumprir a vontade de Deus era o trilho da fé dessa família: Maria disse ao Anjo: “Eu sou a serva do Senhor; faça-se em mim, segundo a tua palavra” (Lc 1,38). Jesus diz no horto das Oliveiras: “Não a minha vontade, mas a tua seja feita” (Lc 22,42).“Em sua função de chefe de família, José ensinou Jesus a ser submisso aos pais (Lc 2,51), segundo o mandamento de Deus” (Ex 20,12). Assim foi a vida de Jesus na escola de Nazaré. Era tão grande esse hábito que, no encontro com a samaritana diz “Meu alimento é fazer a vontade do Pai e realizar sua obra” (Jo 4,34). Na carta aos Hebreus, lemos: “Aprende a obediência por aquilo que sofreu” (Hb 5,8). Diz o Papa: Assim exerceu sua paternidade e coopera no grande mistério da Redenção e é verdadeiramente ministro da salvação”. Grande José, rogai, por nós!.
ARTIGO PUBLICADO EM AGOSTO DE 2021

EVANGELHO DO DIA 02 DE AGOSTO

Evangelho segundo São Mateus 14,13-21. 
Naquele tempo, quando Jesus ouviu dizer que João Batista tinha sido morto, retirou-Se num barco para um local deserto e afastado. Mas, logo que as multidões o souberam, deixando as suas cidades, seguiram-no por terra. Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e, cheio de compaixão, curou os seus doentes. Ao cair da tarde, os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram-Lhe: «Este local é deserto e a hora avançada. Manda embora toda esta gente, para que vá às aldeias comprar alimento». Mas Jesus respondeu-lhes: «Não precisam de se ir embora; dai-lhes vós de comer». Disseram-Lhe eles: «Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes». Disse Jesus: «Trazei-mos cá». Ordenou, então, à multidão que se sentasse na relva. Tomou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos ao Céu e recitou a bênção. Depois, partiu os pães e deu-os aos discípulos, e os discípulos deram-nos à multidão. Todos comeram e ficaram saciados. E, dos pedaços que sobraram, encheram doze cestos. Ora, os que comeram eram cerca de cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Romano o Melodista (560), 
compositor de hinos 
 Hino 24, sobre a multiplicação dos pães
 «Todos comeram e ficaram saciados» 
Vendo que o dia se punha, os apóstolos do Redentor foram ter com Ele e disseram-Lhe: «Este local é deserto e a hora avançada. Manda embora toda esta gente, para que vá às aldeias comprar alimento. Pois esta gente não é capaz de jejuar como nós, a quem Tu deste força para tal, porque és o Pão Celeste da imortalidade. Tu és, por natureza, o Salvador do mundo, e a todos ensinaste o conhecimento; alimentando o povo com palavras de verdade, guiaste os homens para o caminho da salvação, dando-lhes a conhecer a justiça. Eles alimentaram espiritualmente a alma, mas agora precisam de cuidar do corpo. Manda-os embora, pois estamos preocupados. Tu ensinaste os teus discípulos e apóstolos a terem compaixão de todos, porque és o Pão Celeste da imortalidade». Cristo ouviu estas palavras e respondeu-lhes: «Estais enganados, pois não sabeis que Eu sou o Criador do mundo. Eu velo pelo mundo e sei muito bem do que esta gente precisa: vejo que estão no deserto e que o Sol já se pôs, pois fui Eu quem lhe fixou o ciclo; sei o que é a exaustão desta gente e sei o que vou fazer por ela. Eu próprio serei remédio para esta fome, porque sou o Pão Celeste da imortalidade. Estais a pensar: "Quem alimentará esta multidão no deserto?" Pois bem, sabei claramente quem Eu sou, amigos: fui Eu que alimentei Israel no deserto e lhe dei pão vindo do Céu; num lugar árido, fiz que da rocha jorrasse água, e ainda lhes providenciei codornizes em abundância, porque sou o Pão Celeste da imortalidade». Multiplica em todos nós, ó Salvador, a tua misericórdia imensa; e, tal como saciaste a multidão no deserto com a tua sabedoria e a alimentaste com a tua força, sacia-nos a todos com a justiça, tornando-nos, Senhor, firmes na fé. Alimenta-nos, ó Deus compassivo; dá-nos a tua graça e o perdão dos nossos erros, pois Tu és o Cristo único, o misericordioso, o Pão Celeste da imortalidade.

São Gaudêncio de Évora mártir, séc. II

Nobre da cidade de Évora nos primeiros tempos do cristianismo, fazia maravilhas na conversão de todos pelo seu fervor. Perseguido, fugiu para a Suiça, onde continuou o seu apostolado, acabando por ser morto à flechada e punhalada num pinhal, perto de Vicosoprano. O culto das suas relíquias foi aprovado no século XVI. Fonte: João César das Neves, Os Santos de Portugal, Lisboa, Principia, 2006
Gaudêncio foi um fidalgo originário de Évora que viveu nos primeiros séculos do cristianismo. Empenhou-se na conversão dos seus compatriotas. Vindo a ser perseguido, escolheu o exilo em Val Bregaglia, onde pregou a idólatras e arianos. Acaba por ser ferido de morte com um machado num pinhal perto de Vicosoprano. O culto das suas relíquias foi aprovado no século XVI.

02 de agosto -Beato João de Rieti (Agostiniano)

Havia um jovem na cidade de Rieti, chamado João. Simples, humilde e sempre alegre, seguia a vida comum na alimentação e em tudo que se refere à vida da comunidade. Era irrepreensivelmente social, mas em sua vida particular era muito diferente. Servia com muito amor e caridade a todos os irmãos. Ninguém jamais ouviu de seus lábios nem uma palavra, nem pôde observar uma ação que ferisse o amor fraterno. Foi atencioso para com todos, especialmente para com os doentes e os hóspedes, colocando o que tinha à sua disposição, e cheio de caridade atendia a todos com alegria. De bom grado e com suma diligência ajudava a missa de todos os sacerdotes que se apresentavam. Este irmão costumava retirar-se sozinho ao horto do convento e, via-se quando voltava, que tinha chorado. Perguntado, certa vez, sobre o motivo de suas lágrimas, respondeu: “Vejo que as plantas, as árvores, as aves e a terra com seus frutos, obedecem a Deus; e os homens, aos quais foi prometida a vida eterna por sua obediência, desprezam os mandamentos do Criador. Por isso choro e gemo”.

02 de agosto - Beato Justino Maria da Santíssima Trindade

Justino, nascido no dia 18 de janeiro de 1891, em Pianura de Nápoles, filho de Luis Russolillo e Josefina Simpatia, desde os primeiros anos da sua vida sente um forte e claro chamado de Deus ao sacerdócio. Jovem inteligente e perspicaz, Justino se distingue entre os seus companheiros pelo empenho no estudo e pela excepcional piedade. Acompanha suas tias na escola e recebe lições particulares delas e do pároco. Aos cinco anos de idade faz a Primeira Comunhão e se encanta com Jesus Eucarístico. Aos dez anos de idade entra no seminário de Pozzuoli, sua diocese de origem, e supera brilhantemente os exames exigidos para ser admitido na segunda série ginasial. Justino nunca duvidou da sua vocação, porém mais de uma vez teve medo de não poder segui-la por causa da pobreza da sua numerosa família e das doenças que o acompanharam por toda a sua vida.

Santa Centola, mártir - 2 de agosto

     Segundo o Ano Cristão, Centola nasceu em Toledo, de pais nobres e pagãos. Desde pequena, por seu próprio raciocínio e observação da realidade, sobretudo pela graça divina, compreendeu a falsidade da idolatria. Assim, abraçou em segredo a fé cristã com tudo o que isto significa: oração, caridade, sacrifícios, anúncio de Nosso Senhor Jesus Cristo. Seu pai tentou fazê-la abandonar a nova fé e voltar à fé de seus pais. Promessas, presentes, ameaças, nada pode “separá-la de Jesus Cristo, cujo amor se havia apoderado de seu coração inteiramente”. Sentindo muito, fugiu de sua casa chegando a Soris ou Siaria (atualmente Sierro), terra que pertencia ao antigo bispado de Burgos, embora não à cidade. Ali se hospedou na casa de uma senhora cristã chamada Helena.

Santa Alfreda de Crowland, Monja Beneditina - 2 de agosto

    Alfreda (ou Elfthritha, Ælfleda, Æfthryth, Alfritha, Etheldreda) foi uma reclusa da Abadia de Crowland, Inglaterra. Nasceu no século VIII na Mércia, um dos três reinos anglo-saxões fundados nos séculos V-VI pela antiga população germânica dos Anglos, de quem deriva o nome atual da Inglaterra (England = terra dos Anglos). Alfreda ou Eteldreda era a bela filha de Offa da Mércia (+ 796), um dos mais poderosos dos reis anglo-saxões e conquistador de vários contemporâneos, e de Coenthryth. O seu nome é mencionado entre os filhos do Rei Offa em um “privilégio” concedido ao soberano no ano de 787. Offa tinha sua corte em Sutton Walls, Herefordshire, para onde foi, no ano 793, o Rei Etelberto da Anglia Oriental, outro reino fundado pelos Anglos, firmar seu noivado com a jovem Eteldreda. A rainha Coenthryth pensou que o visitante desejava tomar o trono de Mércia e persuadiu Offa a matá-lo.

Beata Joana de Aza, mãe de São Domingos de Gusmão – 2 de agosto

Não se tem muita informação sobre Joana de Aza - que alguns chamam de santa e outros de beata. O que se sabe principalmente é que foi mãe do grande São Domingos de Gusmão e que era uma mulher virtuosa, muito compassiva. Seu pai era D. Garcia Garcés, senhor do condado de Aza, marechal-mor de Castela e tutor do rei Afonso VIII, e sua mãe Da. Sancha Bermúdez de Trastamara. Joana nasceu, portanto, no seio de uma família nobre, várias vezes entrelaçada com a casa real de Castela. Seu ano de nascimento deve ter sido 1140. Aos vinte anos Joana de Aza se casou com D. Félix Ruiz de Gusmão, senhor de Caleruega. Dante saudou este nobre consórcio no seu Paraíso. Os seus nomes estavam cheios de simbolismos: Félix, "feliz", Joana, "o senhor é a sua graça". O casal vivia em Calaruega e ali nasceram seus filhos.

ESTEVÃO Papa, Mártir, Santo-(+)257

Papa. Sofreu o martírio em 257. 
Foi decapitado por ordem 
do Imperador romano.
Santo Estevão foi o sucessor de São Lúcio, cuja história não muito difere da sua em relação às fortes perseguições sofridas, também em curto espaço de tempo (2 anos), infligidas também pelo imperador Valeriano. Sua dedicação e empenho em manter a mesma linha de seu predecessor, ou seja, inflexibilidade nas questões relativas à sua fé e ao seu fiel apostolado, fizeram que da mesma forma, recebesse a coroa do martírio pelas mãos do imperador tirano. Filho de Júlio, nasceu no final do segundo século e, apesar de haver poucos relatos acerca da sua infância, todas as evidências confirmam que pertencia nesta época já a uma família cristã. Sua dedicação aos estudos das letras humanas e divinas, particularmente à vida dos Santos, fez com que em curto espaço de tempo, atingisse grau de especial distinção entre os fiéis de Roma. Era jovem quando foi admitido ao clero.

Eusébio de Vercelli Bispo, Santo 283-371

Eusébio nasceu na ilha da Sardenha, no ano 283. Depois da morte do seu pai, em testemunho da fé em Cristo, durante a perseguição do imperador Diocleciano, sua mãe levou-o para completar os estudos eclesiásticos em Roma. Assim, muito jovem, Eusébio entrou para o clero, sendo ordenado sacerdote. Aos poucos, foi ganhando a admiração do povo cristão e do papa Júlio I, que o consagrou bispo da diocese de Vercelli em 345. Nessa condição, participou do Concílio de Milão em 355, no qual os bispos adeptos da doutrina ariana tentaram forçá-lo a votar pela condenação do bispo de Alexandria, santo Atanásio. Eusébio, além de discordar do arianismo considerou a votação uma covardia, pois Atanásio, sempre um fiel guardião da verdadeira doutrina católica, estava ausente e não podia defender-se. Como ficou contra a condenação, ele e outros bispos foram condenados ao exílio na Palestina.

Pedro Julião Eymard Sacerdote, Fundador, Santo 1811-1868

Sacerdote francês, fundador 
da Congregação dos Padres 
do Santíssimo Sacramento.
Pedro Julião Eymard nasceu no norte da França, em Esère, no dia 4 de fevereiro de 1811, primeiro filho de um casal de simples comerciantes, profundamente religioso. Todos os dias, sua mãe levava-o à igreja, para receber a bênção eucarística. Assim, aos cinco anos de idade, despontou sua vocação religiosa e sacerdotal. Mas encontrou a objeção do seu pai. Apesar de muito religioso, ele não concordou com a decisão do filho, porque precisava da sua ajuda no trabalho, para sustentar a casa. Além disto, não tinha condições de pagar as despesas dos estudos no seminário. Diante desses fatos, só lhe restava rezar muito enquanto trabalhava e, às escondidas, estudar o latim. Em 1834, conseguiu realizar o seu sonho, recebendo a ordenação sacerdotal na sua própria diocese de origem.

Zeferino Gimenez Malla Leigo, Mártir, Beato 1861-1936

Leigo, vítima da guerra civil espanhola.
Zeferino Gimenez Malla nasceu na Catalunha, Espanha, em 26 de agosto de 1861. Descendia do povo cigano daquela localidade, que chamava o menino de “El Pelé”. A família vivia na pobreza, que se intensificou quando o pai a abandonou para ficar com outra mulher. Por isso Zeferino não pôde ir à escola, precisou ajudar no sustento da casa, confeccionando e vendendo cestas de vime. Quando completou vinte anos, transferiu-se para Barbastro e ali se casou com Teresa Gimenez Castro, ao modo cigano, sem rito religioso. O casal não pôde ter filhos, então resolveram adotar Pepita, uma sobrinha de Teresa. Zeferino não tinha uma profissão fixa, era habilidoso com cavalos e mulas, mas tornou-se um comerciante autônomo depois de um episódio que encantou toda Barbastro.

Nossa Senhora de Akita, 47 anos depois

Akita, guardiã de nova advertência
No dia 3 de junho de 1624, Masakage, filho do senhor feudal da região de Akita, mandou queimar vivos nesta cidade 32 cristãos. Talvez o fato de ter sido regada pelo sangue de mártires explique a predileção de Nossa Senhora por Akita, onde mais tarde a Mãe de Deus escolheria a Irmã Agnes para transmitir no Oriente um derradeiro apelo à conversão, porquanto no Ocidente a Mensagem de Fátima não tivera a aceitação devida.
Aliás, a ligação de Akita com Fátima é notória. Houve uma primeira aparição do anjo à Irmã Agnes, em 1969, paralela à havida em 1917 aos três pastorinhos. O celeste emissário também rezou com ela o Terço e ensinou-lhe a mesma oração que por ocasião da segunda parte do segredo Nossa Senhora ensinara aos videntes da Cova da Iria: “Quando rezais o Terço, dizei depois de cada mistério: ‘Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o Céu, principalmente aquelas que mais precisarem’”.4

ORAÇÕES - 02 DE AGOSTO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
2 – 18º Domingo do Tempo Comum
Evangelho (Mt 14,13-21) Em seguida partiu os pães, e os deu aos discípulos. Os discípulos os distribuíram às multidões.”
Jesus apresenta-se como o Pão, a fonte, o alimento da vida nova (Jo 6,30-50), sem o qual não há nem esperança nem vida para ninguém. E ele quer nossa colaboração para levar esse pão a todos, sem excluir ninguém. Ele não quer a colaboração apenas de alguns escolhidos e enviados em missão especial: que a colaboração de todos os seus discípulos, mulheres e homens, de todas as idades e classes. Alimentdos por ele, devemos sair e levá-lo a todos que pudermos alcançar. E não devemos levar apenas doutrinas e ideias, mas, unidos a ele na participação da mesma vida, podemos levar a todos a sua presença, luz, fermento de transformação, esperança, alegria e paz. E não podemos dizer que não sabemos o que e o como fazer; se estamos dispostos a ouvi-lo, ele nos ensinará o caminho.
Oração
Senhor Jesus, creio que sois para mim pão de vida e salvação. Creio que estais sempre comigo na caminhada, pronto a saciar minha fome e matar minha sede. Agradeço vossa bondade, que não mereço, e quero cumprir a missão que me confiais. Com vossa ajuda, certo que estareis sempre comigo, quero convidar todos que puder a vos conhecer, a vos aceitar como salvador e mestre de vida. Perdoai-me, porque ainda me preocupo muito pouco com a salvação de meus irmãos. Quero mudar e fazer um pouco mais par vos anunciar.Sei que nem sempre será fácil. E tenho certeza que muitas vezes até ficarei sem jeito de falar de vós, ao ver como sou tão pouco corajoso e disposto a vos seguir. Perdoai-me, porque muitas vezes meu exemplo de vida não ajuda meus irmãos a vos encontrar. Com vossa ajuda hoje ainda tentarei fazer alguma coisa. Amém.

sábado, 1 de agosto de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Maria no Céu”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Assunção, uma necessidade!
 
Nossa alegria de Jesus ter ressuscitado e subido aos Céus como Senhor e Criador de do Universo, deixa ainda uma ponta de insegurança: E nós? Poderemos um dia entrar no Paraíso com todo o peso dos pecados que temos? Sabemos “que o corpo corruptível torna pesada a alma” (Sb 9,15). Jesus sempre nos dá certezas que nos confortam. Uma delas é a Assunção de Maria. Além de ser um privilégio magnífico daquela que gerou o Deus feito homem, Ela esteve totalmente unida a Ele por ser sua mãe e discípula e pertencer a seu corpo místico; Ela é garantia que o Céu é para todos. Podemos entrar no Céu. Na Encarnação, Jesus se uniu totalmente a sua Mãe. Ele tomou dela a natureza, e Ela recebeu Dele a graça e a Vida Divina. Não iria sofrer a corrupção aquela que gerou a Vida. Isabel a proclamou Bendita e Mãe do Senhor. A união à Divindade do Filho e à sua Humanidade justifica que tenha levado para junto de si, aquela que em nada se separou Dele. Essa condição de Maria não é narrada pela Escritura, mas pela Santa Tradição. A Tradição foi o campo onde foi semeada e cresceu a Palavra de Deus dos Evangelhos e das Cartas. O próprio Lucas diz que, ao escrever o Evangelho e Atos, fez uma pesquisa acurada de tudo desde o princípio (Lc 1,3). Os informantes eram “os que desde o princípio foram testemunhas oculares e ministros da Palavra” (At 1,2). A tradição da fé na Assunção de Maria foi testemunhada pelos que estavam ali, viram e deixaram a lembrança. 
Meta de todo humano 
A descrição do acontecimento, como nos narra o evangelho apócrifo de Tiago, não é garantida, pois ele é posterior, datando do século III, quando o texto dos evangelhos e a tradição já estavam consolidados. O Papa Pio XII, ao proclamar como dogma em 1º de novembro de 1950, não fez mais que confirmar uma verdade já comum. Tem a garantia da fé do povo que é critério de fé (Sensus Fidelium). O Papa escreveu a todos os bispos e suas dioceses, perguntando se concordavam com a proclamação do dogma. Houve a resposta positiva. Nesse dogma não só contém a verdade de um dom da Mãe de Deus, mas confirma que todos os que crêem, têm uma meta segura que é o Céu. Todos podemos chegar ao Céu e fazer da vida uma antecâmara do Paraíso. Maria estimula “a buscar as coisas do alto” (Cl 3,1), como Jesus Ressuscitado. É pela noção de Corpo Místico de Cristo, como nos ensina Paulo: “Vós sois o Corpo de Cristo e sois seus membros, cada um por sua parte” (1Cor 12,27). A ligação de amor por Maria e sua importância em nossa vida, não se faz por devoção mas por necessidade de fé em Cristo, de cujo Corpo Total fazemos parte. 
Devoção evangelizada 
A devoção deve consistir, não tanto em obter graças, mas, sobretudo, em fazer como Maria fez. Somos filhos que imitam a Mãe e sentem, da parte dela, a necessidade de cumprir sua missão de ser Mãe dos filhos de Deus, pois em Cristo somos todos irmãos. Nossa união com nossa querida Mãe não se faz só através de nossa devoção, mas a partir do conhecimento espiritual e de uma fé manifestada. Como irmãos de Cristo, temos com Ele a mesma filiação à Maria. Continuamos a Encarnação. Por isso, não é condenado nenhum tipo de devoção, pois responde a nosso jeito, mas temos que crescer na fé e fazer como Maria fazia para educar seu Filho, seguindo sua Palavra e assumindo nosso lugar na Igreja.
Leituras: Apocalipse 11,19ª;12,1.3-6ª10ab;
Salmo 44;
1Coríntios15,20-27ª; Lucas 1,39-56 
1. Essa condição de Maria não é narrada pela Escritura, mas pela Santa Tradição. 
2. Todos podemos chegar ao Céu e fazer da vida uma antecâmara do Paraíso. 
3. Nossa união à Maria se faz através da nossa devoção e pelo conhecimento espiritual. 
Medo de altura 
Nossa querida Mãe subiu ao Céu. Mas tem elevador? Qual é o elevador que o santo usa? Como é que a gente não vê? Mas não podemos esquecer que nós o usamos sempre. Sobe andar, desce andar... estamos indo e voltando. Ele se chama Graça do Céu. Nele vamos subindo. A gente falha, mas continuamos o caminho. Quando falamos que Nossa Senhora foi para o Céu de corpo e alma, estamos descrevendo nosso caminho. Vamos chegar lá. Tudo que ela faz, podemos fazer também. Afinal é a mãe que estimula os filhotinhos. 
Homilia da Assunção de Maria (15.08.2021)

EVANGELHO DO DIA 01 DE AGOSTO

Evangelho segundo São Mateus 14,1-12. 
Naquele tempo, o tetrarca Herodes ouviu falar da fama de Jesus e disse aos seus familiares: «Esse homem é João Batista, que ressuscitou dos mortos. Por isso é que nele se exercem tais poderes miraculosos». De facto, Herodes tinha mandado prender João e algemá-lo no cárcere, por causa de Herodíades, a mulher de seu irmão Filipe. Porque João dizia constantemente a Herodes: «Não te é permitido tê-la por mulher». E, embora quisesse dar-lhe a morte, tinha receio da multidão, que o considerava como profeta. Ocorreu entretanto o aniversário de Herodes e a filha de Herodíades dançou diante dos convidados. Agradou de tal maneira a Herodes, que este lhe prometeu com juramento dar-lhe o que ela pedisse. Instigada pela mãe, ela respondeu: «Dá-me agora mesmo num prato a cabeça de João Batista». O rei ficou consternado, mas, por causa do juramento e dos convidados, ordenou que lha dessem e mandou decapitar João no cárcere. A cabeça foi trazida num prato e entregue à jovem, que a levou a sua mãe. Os discípulos de João vieram buscar o seu cadáver e deram-lhe sepultura. Depois foram dar a notícia a Jesus. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São João Damasceno 
(675-749) 
Monge, teólogo, 
doutor da Igreja 
 «A fé ortodoxa», I, 1 
Herodes procurava ver Jesus 
«A Deus, nunca ninguém O viu. O Filho Unigénito, que está no seio do Pai, é que O deu a conhecer» (Jo 1,18). O divino é inexprimível e incompreensível. «Ninguém conhece o Filho senão o Pai e ninguém conhece o Pai senão o Filho, e aquele a quem o Filho O quiser revelar» (Mt 11,27), e também o Espírito Santo conhece aquilo que é de Deus. Mas, após este primeiro e bem-aventurado conhecimento divino, nunca mais ninguém conheceu a Deus, a não ser aquele a quem o próprio Deus Se revelou. Contudo, Deus não nos deixou na total ignorância, pois todos temos, semeado por Ele, o conhecimento de que existe um Deus. A própria criação, pela sua coesão e a sua ordem, proclama a magnificência da natureza divina (cf Rom 1,20). Em seguida, a Lei e os profetas, e depois o seu Filho único, o Senhor, «o nosso Deus e Salvador Jesus Cristo» (2Ped 1,1), manifestaram-nos o conhecimento de Deus, segundo aquilo que podemos alcançar. É por isso que aceitamos, conhecemos e aplicamos a nossa devoção a tudo aquilo que nos foi transmitido pela Lei e pelos profetas, pelos apóstolos e pelos evangelistas, e não procuramos nada que esteja para além disso. Deus é bom e provê a todo o bem. Dado que Ele sabe tudo e provê ao que convém a cada um, revelou-nos aquilo que é útil para nós conhecermos e calou aquilo que não podemos comportar. Contentemo-nos com isso e nisso permaneçamos.

Beato Emerico de Quart, Bispo de Aosta Festa: 1º de agosto

(*)Quart, Aosta, meados do século XIII
(+)Aosta, 1 de setembro de 1313 
Nascido na poderosa família dos senhores de Quart, em meados do século XIII, renunciou aos privilégios de sua posição para se dedicar ao estudo da teologia e a uma vida de contemplação. Eleito bispo de Aosta em 1301, governou a diocese com grande equilíbrio, promovendo a educação do clero, a disciplina eclesiástica e o auxílio aos pobres. Convocou o sínodo diocesano de 1307, instituiu a festa da Imaculada Conceição na diocese e compilou o precioso Liber Censuum, documento fundamental para a compreensão da sociedade feudal do Vale de Aosta. Sua reputação de santidade se espalhou imediatamente após sua morte, alimentada pela memória de sua austeridade e pelos numerosos eventos considerados milagrosos. Seu culto, mantido ininterruptamente pelo povo e pelo clero local, foi oficialmente confirmado pelo Papa Leão XIII em 1881. 
Etimologia: Do germânico Heimrich, composto por heim (casa, pátria) e rik (poderoso, senhor), significando poderoso em sua casa ou senhor da pátria. 
Emblema: Mitra, báculo, livro, vestes episcopais; por vezes representado em oração na ermida de Valsainte. 
Martirológio Romano: Em Aosta, o Beato Emerico de Quart, bispo, notável pela austeridade de sua vida e sua dedicação à salvação das almas.

São Pedro Fabro, presbítero jesuíta

Pedro Fabro era um homem muito devoto, - embora esta sua atitude não suscite, hoje, muito interesse, - mas era admirado, no seu tempo, por ser uma pessoa de caráter humano e espiritual não comum. Desde há 500 anos, Pedro Fabro é considerado “apóstolo” do Evangelho, do Papa e do carisma nascente dos Jesuítas, que propagou por todos os lugares e em suas muitas viagens. 
Inácio, o Papa e Lutero 
Inácio Fabro estudou em Paris e foi professor, por dois anos, na Universidade “La Sapienza” de Roma. No entanto, a sua doutrina era apropriada tanto para os cultos quanto para os analfabetos. Para ele não fez muita diferença deixar o prestígio acadêmico para dar catecismo, a pedido do Papa, no interior da região italiana de Parma. Não fez também nenhuma diferença, mais tarde, a obedecer ao Papa, que o enviou à Alemanha como ponte de diálogo entra a Igreja e o protestantismo de Lutero. Fabro foi um jesuíta apaixonado pelo novo estilo de vida inaugurado por Santo Inácio, tornando-se o primeiro sacerdote da Companhia, em maio de 1534. Em 15 de agosto do ano seguinte, com o fundador da Ordem dos Jesuítas e outros cinco companheiros, fez o famoso voto em Montmartre: viver em pobreza e ir a Jerusalém, estando sempre à disposição do Papa.

Beata Maria Estela do Ssmo. Sacramento e 10 comp., Mártires - Festa 1 agosto

Bem-aventurada Maria Estela do Santíssimo Sacramento (Adelaide Mardosewicz) Virgem e Mártir 
Festa: 1º de agosto 
(*)Ciasnówka, Bielorrússia, 14 de dezembro de 1888 
(+Navahrudak, Bielorrússia, 1 de agosto de 1943 
Nascida em 14 de dezembro de 1888, na aldeia de Ciasnówka, condado de Nieśwież (atual Bielorrússia, diocese de Mińsk-Mohylew), filha de Julian Mardosewicz e Jadwiga Kolendo, ingressou na escola da Congregação em Vilnius em 1910. Após obter seu diploma de professora, iniciou seu noviciado na Itália em 22 de outubro de 1911 e, depois de fazer seus primeiros votos em 5 de agosto de 1913, retornou à sua terra natal.

Beata Clara, venerada em Orléans, freira cisterciense. Festa: 1º de agosto

(†)Orléans, França, século XII
 
Presumivelmente vivendo no século XII, durante o auge da expansão da Ordem Cisterciense sob a influência do carisma de Bernardo de Claraval, sua existência está envolta em uma aura de mistério que a historiografia moderna se esforça para decifrar com absoluta certeza. Lembrada como virgem e reclusa, sua festa litúrgica é celebrada em 1º de agosto. As informações sobre sua vida chegam até nós exclusivamente por meio de referências hagiográficas posteriores, particularmente as do hagiógrafo Castellano e do erudito Calemoto, que atestam seu culto no Convento de Nossa Senhora, na diocese de Orléans. Apesar da ausência de documentos contemporâneos e da destruição de suas relíquias devido à guerra, a tradição preservou a memória de uma mulher que escolheu a radicalidade do silêncio e do afastamento do mundo. 
Etimologia: Do latim clarus, que significa brilhante, ilustre, claro. 
Emblema: Hábito cisterciense (túnica branca com escapulário preto), atitude de oração ou reclusão.