sexta-feira, 20 de março de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Permanecendo firmes vencereis”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Coisas pavorosas
Como é costume entre os católicos, a reflexão do final do ano litúrgico é acompanhada dos discursos sobre o fim dos tempos. Usa a linguagem difícil que se chama apocalíptica. Esse tema agrada muito a quem gosta de mistério. Perdemos o sentido da esperança que foi infundido em nossos corações pela fé em Jesus. Para nós não existe o fim, mas o início do tempo definitivo. Além do mais, todos os sinais de fim de mundo, que são relatados, têm acontecido em todos os tempos e não foi o fim. Percebemos que Jesus quer nos relatar a vinda permanente do fim. Mas essas narrativas não perdem seu sentido. Dentro das revelações sobre o fim, há o aviso de Jesus sobre a perseguição dos justos. Antes do fim, os cristãos serão perseguidos. Atualmente as perseguições são muito maiores. Morrem mais mártires que nos tempos romanos. O cristão tem uma palavra tão forte que os perseguidores não têm como rebater: a palavra do Espírito Santo que fala em nós. Podemos assim anunciar a vida que dura para sempre. E para chegar lá, o profeta Malaquias diz: “Para vós que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, trazendo a salvação em suas asas” (Ml 3,20ª). Essa certeza torna sereno o temporal previsto para o fim. Podemos encontrar grupos e pessoas religiosas de nossos grupos que querem fazer espetáculo e ficam criando datas para o fim. Nem o Filho de Deus sabe. Por que? Para que saber? O Pai é quem sabe de seus tempos. Mas quer que seus filhos possam viver intensamente o fim, como uma vida nova que se aproxima.
Falsos profetas
“Cuidado para não serdes enganados, porque muitos virão em meu nome dizendo ‘Sou eu’ e ainda: ‘O tempo está próximo’. Não sigais essa gente! Quando ouvirdes falar de guerras e revoluções, não fiqueis apavorados’” (Lc 21,8-9). Jesus prevê e previne os seus contra os que conturbam as comunidades com pregações apavorantes. Os falsos profetas também são os pregadores ou orientadores que ensinam doutrinas pessoais ou ideologias políticas como se fossem verdades de fé. Assim atraem muitos. Pedro em sua carta alerta: “Haverá entre vós falsos mestres que trarão heresias perniciosas, negando o Senhor que o resgatou... muitos seguirão suas doutrinas dissolutas e por causas deles o caminho da verdade cairá em descrédito. Por avareza, procurarão, com discursos fingidos, fazer de vós objeto de negócios” (2Pd 2,1-2). No correr da história, a Igreja foi vítimaq desses tipos que desviaram muitos, até nações inteiras. Vemos, ainda hoje, os mesmos exploradores do povo se enriquecendo à custa das falsas doutrinas. O povo é muito tapeado. 
A Redenção está próxima
Paulo suspirava muito para estar com Cristo (2Cor 5,8), mas sabia igualmente de sua missão de continuar a evangelizar. Ele tem a expectativa de uma volta imediata de Cristo (1 Ts 4,17). Mas sabe organizar a vida da comunidade numa atividade para o próprio sustento. Ele próprio se sustentava e tinha até uma profissão: fabricante de tendas (At 18,3). Esperar a volta do Senhor é viver bem na comunidade, trabalhado. Nada de ociosidade. Para que trabalhar, se o Senhor vai voltar logo? Paulo responde: quem não quer trabalhar também não deve comer (1Ts 3,10). Usa a expressão: “Estão muito ocupados em não fazer nada”. E exorta: “Ordenamos e exortamos a estas pessoas que, trabalhando, comam na tranquilidade seu próprio pão” (Id 11.12). O discurso apocalíptico de Jesus se assenta muito bem para uma comunidade que vive intensamente sua vida na serenidade do trabalho. 
Leituras: Malaquias 3,19-20ª; Salmo 97; 
2 Tessalonicenses 3,7-12; Lucas 21,5019. 
1. Jesus quer nos relatar a vinda permanente do fim e não descrever como vai ser. 
2. A Igreja foi vítima de falsos profetas que desviaram muitos, até nações inteiras. 
3. Esperar a volta do Senhor é viver bem na comunidade, trabalhando. 
O mundo vai acabar 
Jesus fez um discurso que assustou muita gente. Assustar vai ser quando as coisas começarem a acontecer. Até que não vai assustar muito, pois a situação do mundo sempre foi muito calamitosa. Há gente que gosta desse tipo de sermão. Quantas vezes ouvimos desses que o mundo vai acabar logo. E já faz tempo que estão prometendo. Mas nada acontece. No início da Igreja se esperava o fim do mundo para logo. Mas o logo não chegou. Então esse assunto parece que morreu. Falar do fim não é jogar pedra no futuro, mas ver no presente como construímos nossa vida, como um sempre presente no Senhor. Não vivemos um mundo que se acaba, mas um mundo que se constrói. Paulo nos ensina a comer nosso pão com tranquilidade. 
Homilia do 32º Domingo Comum (17.11.2019)

EVANGELHO DO DIA 20 DE MARÇO

Evangelho segundo São João 7,1-2.10.25-30. 
Naquele tempo, Jesus percorria a Galileia, evitando andar pela Judeia, porque os judeus procuravam dar-Lhe a morte. Estava próxima a festa dos Tabernáculos. Quando os seus parentes subiram a Jerusalém, para irem à festa, Ele subiu também, não às claras, mas em segredo. Diziam então algumas pessoas de Jerusalém: «Não é este homem que procuram matar? Vede como fala abertamente e não Lhe dizem nada. Teriam os chefes reconhecido que Ele é o Messias? Mas nós sabemos de onde é este homem, e, quando o Messias vier, ninguém sabe de onde Ele é». Então, em alta voz, Jesus ensinava no Templo, dizendo: «Vós Me conheceis e sabeis de onde Eu sou! No entanto, Eu não vim por minha própria vontade e é verdadeiro Aquele que Me enviou e que vós não conheceis. Mas Eu conheço-O, porque dele venho e foi Ele que Me enviou». Procuravam então prender Jesus, mas ninguém Lhe deitou a mão, porque ainda não chegara a sua hora. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Bernardo 
(1091-1153) 
Monge cisterciense, doutor da Igreja 
24.º sermão sobre o Cântico dos Cânticos 
As árvores conhecem-se pelos seus frutos 
Se acreditais em Cristo, praticai as obras de Cristo, para que a vossa fé seja viva. O amor animará essa fé, as ações serão a prova dela. Se pretendeis habitar em Cristo, tendes de caminhar seguindo os seus passos; ora, procurar a glória, invejar os que são felizes neste mundo, dizer mal dos ausentes e pagar o mal com o mal não são as coisas que Deus fez. Dizeis que conheceis a Deus, mas as vossas obras negam esse conhecimento: «Este povo aproxima-se de Mim só com palavras e honra-Me só com os lábios, pois o seu coração está longe de Mim», diz a Escritura (Is 29,13). A fé, mesmo reta, não chega para fazer um santo, um homem reto, se não opera no amor; aquele que não tem amor é incapaz de amar a Esposa, a Igreja de Cristo. E, sem a fé, as obras, mesmo se realizadas com retidão, também não podem tornar um coração reto. Um homem que não agrada a Deus não é reto; ora, diz a Epístola aos Hebreus: «Sem a fé, não é possível agradar a Deus» (Heb 11,6). Àquele que não agrada a Deus, Deus não pode agradar-lhe; mas aquele a quem Deus agrada não sabe desagradar a Deus. E àquele a quem Deus não agrada, também a Igreja-Esposa lhe não agrada. Como poderá, pois, ser reto aquele que não ama nem a Deus nem à sua Igreja, à qual foi dito: os justos sabem amar-te? Ao santo não basta a fé sem as obras, nem as obras sem a fé. Irmãos, nós que cremos em Cristo, temos de tentar seguir um caminho reto. Elevemos a Deus os nossos corações e as nossas mãos, a fim de sermos considerados inteiramente retos, confirmando por atos de integridade a retidão da nossa fé, amando a Igreja-Esposa e sendo amados pelo Esposo, Nosso Senhor Jesus Cristo, bendito de Deus por todos os séculos.
https://www.evangelhoquotidiano.org/PT/gospel

SÃO TEODÓSIO

Nasceu na Turquia em 423, e desde pequeno, por influência paterna, lia com muito fervor as Sagradas Escrituras. Seguindo o exemplo de Abraão, o santo decidiu deixar suas riquezas e sua família, para peregrinar a Jerusalém, Belém e Nazaré, e em seguida tornar-se religioso. São Teodósio foi viver não muito longe de Belém, e teve como guia espiritual o abade Longinos. Após ser ordenado sacerdote, recebeu a ordem de encarregar-se do culto de um templo localizado entre Jerusalém e Belém. O santo realizou seu trabalho com muita sabedoria e humildade, e foi testemunho de uma vida santa e cheia de oração, o que motivou a outros jovens a tornarem-se religiosos, e mais adiante, a fundação de três conventos nas proximidades de Belém. Uma de suas preocupações era a de que os jovens tivessem sempre presente o pensamento sobre a morte, sobre a finitude da matéria e o quão efêmero é o ser humano em sua matéria. Por isso, um dia, fez com que seus discípulos cavassem um túmulo; depois, pondo-se no meio deles, disse-lhes sorrindo : “Eis aqui, pronto, o lugar do repouso ; quem de nós vai consagrá-la?” Um padre, chamado Basílio, ajoelhou-se e disse : “Queira abençoar-me, meu Pai, serei eu!”

Santa Eufémia virgem e mártir, +300

Nasceu na Calcedónia, numa cidade perto de Constantinopla, numa família nobre e respeitável; foi criada nos ideais cristãos, que faziam dela um exemplo de virtude e beleza junto dos habitantes. Frequentou a escola, por isso nas suas imagens aparece com um manto de estudante (da época). Durante o reinado do Imperador Diocleciano, que proibia batizados, ela foi acusada e, tendo recusado a casar com um herói da cidade, foi presa com outros cristãos. Torturada de maneira cruel, onde era usada uma roda de moinho, sempre se manteve fiel à sua fé e manteve intacta a sua decisão de nunca trair a Deus. Entregaram-na aos leões, que acabaram por matá-la, mas não danificaram o seu corpo nem a comeram, deitando-se a seu lado como que a protegê-la de mais sofrimentos. Era o dia 16 de Setembro do ano 304 AD, tinha ela somente 15 anos de idade.

São João Nepomuceno, presbítero e mártir de Praga

Duas histórias deste Santo e um final, com o martírio, que não muda, em nenhum dos casos. Sua segunda história, talvez, pouco nobre e cruel, é o pano de fundo da primeira, institucional e até brutal. Qualquer que seja o índice de confiabilidade histórica de ambas, a figura deste jovem sacerdote resplandece nos dois lados da moeda. Este Santo é como aqueles que, dificilmente, nada se sabe - porque escolheram servir a Deus de modo imperceptível -, mas souberam demonstrar grande caráter e sólida coragem, quando se tratava de defender a Igreja e quando seus Sacramentos corriam perigo. 
Luz na sombra 
O jovem sacerdote, chamado João, era um boêmio de Nepomuk, lugar onde nasceu em 1330; segundo algumas fontes, ele nasceu por volta de 1345, mas manteve o nome de "Nepomuceno", ao longo dos séculos. A história principal narra que foi um homem intelectual - graduou-se em Direito Canônico, em Pádua, no ano 1387 - mas também era uma pessoa que não usava sua vocação para fazer carreira. Foi pároco, exerceu vários encargos eclesiásticos e foi nomeado canônico da Catedral de São Víctor, mas sem seus benefícios decorrentes. No entanto, uma estrela brilhou, sobretudo, no escuro: em 1393, o arcebispo de Praga quis que aquele sacerdote fosse seu Vigário geral. Mesmo contra a sua vontade, João se destacou por seus méritos, entre os quais o de ser um brilhante pregador. Como tal, foi chamado à corte pelo rei Wenceslau IV. Tudo parecia perfeito, mas não era.

Santas Alexandra, Cláudia e comp. mártires de Amiso – 20 de março

Segundo um texto do Sinassario Constantinopolitano, no tempo do imperador Maximiano (309 – 313), sete mulheres se apresentaram ao governador de Amiso (moderna Turquia) professando sua fé cristã e reprovando a sua crueldade e injustiça na condenação dos cristãos. Alexandra, Cláudia, Eufrásia, Matrona, Juliana, Eufêmia e Teodósia, estes eram os seus nomes. Elas foram presas imediatamente. Como tivessem resistido às pressões para negar sua fé, foram flageladas e lançadas em uma fornalha ardente. Quatro dos nomes acima: Alexandra, Cláudia, Eufrásia e Matrona aparecem em outro grupo, este mais confiável, de São Teodoto de Ancira, como pertencente a um grupo de sete virgens. Estudo hagiográficos nos levam a deduzir que o grupo de Alexandra e companheiras de Amiso é uma duplicação do grupo formado por Tecusa e companheiras de Ancira, e erroneamente atribuído a Amiso. Entretanto, Santa Claudia é celebrada há muitos séculos no dia 20 de março. Segundo relatos, um cristão também martirizado como estas virgens, Teodoto, era curador de Ancira e foi o responsável pelo sepultamento de Cláudia e Alexandra. Ele evitou que seus restos fossem queimados, como era ordem dos imperadores romanos, que mandavam queimar os corpos para que não fossem sepultados e lembrados. Os restos mortais de Santa Cláudia foram recuperados e levados para Malus e suas relíquias foram transladadas para uma capela com o seu nome. Seu túmulo tornou-se local de peregrinação e vários milagres foram creditados à sua intercessão. Ela é muito venerada na Grécia e na Rússia. No Martirológio Romano estas Santas mártires são comemoradas no dia 20 de março. 

Beata Joana Véron, Virgem e mártir de 1794 - 20 de março

Joana Véron nasceu em Quelaines no dia 6 de agosto de 1766. Ela professou seus votos religiosos na Congregação das Irmãs da Caridade de Nossa Senhora de Evron, dedicada à educação de jovens e às várias obras de caridade. Por seu característico hábito cinza as irmãs eram conhecidas como "as irmãzinhas cinza". Ela foi enviada para Saint-Pierre-des-Landes para auxiliar Irmã Francisca Tréhet na gestão da escola paroquial fundada por ela para o ensino e também para ajudar os doentes. Joana se destacou por sua ternura para com o próximo, sua bondade e caridade. Se avizinhavam, porém, tempos nada tranquilos para a Igreja e para toda a nação francesa. Com o advento da Revolução, apesar de não haver reclamações ou queixas contra as duas Irmãs, no entanto elas foram colocadas em uma lista de pessoas condenadas à guilhotina, para serem depois presas entre o final de fevereiro e o início de março de 1794. Ambas foram detidas em Ernée, Irmã Francisca foi para a prisão, enquanto a Irmã Joana foi levada para o hospital, pois estava gravemente enferma.

Martinho de Dume Bispo de Dume e depois de Braga (ca. 518-579)

Nascido na Panónia entre 518-525 e falecido em 579, foi Bispo da diocese de Braga e fundador do mosteiro de Dume, tendo-se revelado um dos principais instigadores do movimento monacal e da cristianização nesta região da Península. Foi autor de um conjunto de pequenos tratados de conteúdo eminente-mente ético, entre os quais a Formula vitae honestae, durante muitos séculos atribuído a Séneca, o qual constitui também um dos pri-meiros tratados, escritos entre nós, da corrente literária de "espelho de príncipes", que tanta fortuna viria a alcançar na Idade Média. Destacou-se também pela recompilação das sentenças dos Padres do Deserto (Aegyptiorum Patrum Sententiae), que prolongou numa série de escritos de espiritualidade monacal, anteci-pando-se a Sto. Isidoro e Tajón, e também pelo seu De correctione rusticorum, que marcará o rumo tomado pela pastoral da igreja, sobretudo após o concílio toledano III (589). A sua obra principal, a Formula vitae honestae, dedicada ao rei dos Suevos, é elaborada se-guindo apenas os preceitos da razão natural, sem recurso à moral revelada e, portanto, sem apoio na exegese bíblica, facto pouco comum entre os autores cristãos.

Ambrósio Sansedoni de Sena Dominicano, Beato (1220-1286)

Estudo em Paris e depois na Alemanha 
e teve como professor, o futuro santo, 
Alberto Magno.
Ambrósio Sansedoni, nasceu no majestoso palácio da sua nobre família, no ano 1220, na cidade de Sena, Itália. Segundo a tradição, parece que ele nasceu disforme, com algumas imperfeições nas pernas e braços, por este motivo foi confiado a uma ama de leite, que o mantinha fora do palácio, pois a família se envergonhava da sua condição. Mas, esta senhora, muito cristã e piedosa, cuidou dele com carinho e afeição. Todos os dias, ela o levava nos braços, cobrindo inclusive o seu rosto, à igreja, onde rezava com fervor, para que o menino fosse curado. Certa vez, um peregrino disse à ama de leite: "Mulher, não escondas o rosto desta criança, porque será a luz e a glória desta cidade". Não passou muito tempo Ambrósio foi curado milagrosamente. Tinha pouco mais de três anos, quando retornou ao palácio e ao seio da família. Depois, aos dezassete anos, abandonou tudo para ingressar na Ordem dos Padres Predicadores Dominicanos. O noviciado e os primeiros estudos, ele completou em Sena, depois fez o aperfeiçoamento, em 1245, na diocese de Paris e de lá seguiu para a Alemanha, na diocese de Colônia.

Maria Josefina Sancho de Guerra Religiosa, Fundadora, Santa (1842-1912)

Maria Josefina era a primogénita de Barnabé Sancho, serralheiro, e de Petra de Guerra, doméstica. Nasceu em Vitória, Espanha, no dia 07 de Setembro de 1842, tendo recebido o baptismo no dia seguinte. Ficou órfã de pai muito cedo e foi sua mãe que a preparou para a Primeira Comunhão, recebida aos dez anos. Completou a sua formação e educação em Madrid na casa de alguns parentes, e desde muito cedo começou a demonstrar uma grande devoção à Eucaristia e a Nossa Senhora, uma forte sensibilidade em relação aos pobres e aos doentes e uma inclinação para a vida interior. Regressou a Vitória aos dezoito anos e logo manifestou à sua mãe o desejo de entrar num mosteiro, pois se sentia atraída pela vida de clausura. Mais tarde, costumava dizer: "Nasci com a vocação religiosa". Foi assim que decidiu entrar no Instituto Servas de Maria, recentemente fundado em Madrid por madre Soledade Torres Acosta. Com a aproximação da época de fazer sua profissão de fé, foi assaltada por graves dúvidas e incertezas sobre sua efectiva chamada para aquele Instituto. Admitiu essa disposição à vários confessores, chegando até a dizer que tinha se enganado quanto à própria vocação. Mas, os constantes contactos com o arcebispo de Saragoça, futuro Santo, António Maria Claret e as conversas serenas com madre Soledade Torres Acosta, amadureceram nela a possibilidade de fundar uma nova família religiosa, que se dedicasse aos doentes, em casa ou nos hospitais.

Francisco Palau Carmelita, Fundador, Beato 1811-1872

Carmelita espanhol. 
Fundou duas congregações religiosas: 
As Irmãs Carmelitas Missionárias 
e Irmãs Carmelitas Missionárias Teresianas.
Nasceu em Espanha, Catalunha no dia 29 de Dezembro de 1811, dia em que também foi baptizado. Sua família era pobre, porém, muito cristã e piedosa. Foi Crismado em 11 de Abril de 1817 e aos 17 anos, ocasião em que ingressou no Seminário diocesano de Lérida, onde cursou por quatro anos os estudos de filosofia e teologia. Ali permaneceu até o ano de 1832, quando optou em ingressar para o Convento dos Padres Carmelitas de Barcelona. Assume o postulantado no dia 23 de Outubro e, no dia 15 de Novembro do ano seguinte (1833), faz a sua profissão religiosa como Carmelita Descalço. Foi ordenado Diácono em 1834 e, dois anos depois, ordenado sacerdote na catedral de Barbastro, por D. Diego Fort Puig, bispo da Diocese. A espiritualidade e personalidade do padre Palau se caracteriza por intensas lutas, largas e penosas buscas de pacificação durante quase toda a sua vida. Empenha-se pela paz entre os homens, que na época se debatiam em lutas fraticidas; pregou a verdade, para desterrar a ignorância, causa de tantos desmandos; a liberdade, numa Espanha que, dizendo-se "liberal", perseguia implacavelmente a Igreja. Foi como carmelita e sacerdote que não só trabalhou, mas comprometeu-se radicalmente na busca de solução dos problemas de seu tempo, o que lhe resultou sérias perseguições. Em consequência de suas opiniões religiosas e políticas, foi perseguido e exilado.

José Bilczewski Bispo, Santo (1860-1923)

Bispo, nasceu em Wilamowice, na Polónia. 
Foi professor universitário e foi depois 
nomeado Arcebispo de Leópolis para o rito latino.
Nasceu no dia 26 de Abril de 1860 em Wilamowice (Polónia). Era o primeiro dos nove filhos de Francisco e Ana Fajkisz, uma família de camponeses, onde desde cedo aprendeu as orações e as primeiras noções do catecismo, fazendo nascer nele a fé viva que o acompanhará durante toda a vida. Em 1872, terminados os estudos primários, os pais mandaram José ao ginásio na cidade de Wadowice, onde muitos anos mais tarde estudou também João Paulo II. Ele dedicou-se com muito empenho aos estudos, obtendo óptimos resultados. Nesse período participava quotidianamente e com devoção nas celebrações na igreja paroquial e decidiu entrar no Seminário Diocesano de Cracóvia, onde desenvolveu ainda mais o espírito de devoção, aprofundando a sua formação humana e espiritual. Recebeu a Ordenação sacerdotal a 6 de Julho de 1884.

ORAÇÕES - 20 DE MARÇO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
20 – Sexta-feira – Santos: Martinho de Braga, Teodósio, Alexandra
Evangelho (Jo 7,1-2.10.25-30) “Depois disso, Jesus percorria a Galileia; não queria transitar pela Judéia, pois os judeus procuravam matá-lo.”
Jesus sabia que era perigoso ir para a Judéia. Por isso e porque era prudente, viajou ocultamente. Mesmo assim os adversários o localizaram. Diziam que ele não podia ser o Messias, porque todos sabiam de onde era. Jesus deixa claro que ele era muito mais do que podiam saber, não era um simples profeta vindo da Galileia. Vinha de mais alto, vinha do Pai, que só ele como Filho podia conhecer.
Oração
Senhor, creio que sois meu companheiro de humanidade, e isso me alegra. Mas creio também que sois muito mais que o simples homem de Nazaré. Sois Deus, o Filho igual ao Pai. E como conheceis intimamente o Pai e o Espírito, podeis revelar-me um pouco da vida da Trindade, e podeis fazer-me participar dessa vida divina. Transformado pelo vosso poder já não sou apenas humano. Amém.

quinta-feira, 19 de março de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Deus dos vivos”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO DENHOR
Fé que vale uma vida
Próximos já do final do ano litúrgico, a Palavra de Deus nos leva a contemplar nosso futuro, não só nosso fim. É como esperar que se acendam as luzes do espetáculo definitivo. Não se trata de um fim que nos anule e provoque em nós uma desilusão e um viver sem esperança. “Nós esperamos novos céus e nova terra” (2 Pd 3,13). A partir desse estímulo podemos entender o ensinamento da Palavra que nos é dirigida. A leitura do segundo livro dos Macabeus e do evangelho de Lucas nos traz dois casos que parecem absurdos. Os dois livros de Macabeus relatam também a necessidade de resistir às novidades que o paganismo quer introduzir na vida do povo. Vemos o exemplo de resistência dos sete irmãos e sua mãe diante da imposição de comer carne de porco. Isso simbolizava que abandonavam a lei de Deus e aceitavam os costumes pagãos. É uma narrativa tremenda, mas admirável pela fortaleza diante do sofrimento para ser fiel a Deus. No evangelho temos uma discussão de Jesus com os saduceus que não acreditavam na ressurreição. Esses apresentam um caso de sete irmãos que, sucessivamente morrem após terem se casado com a mesma viúva, que também morre. Eles cumpriram a lei do levirato na qual, na morte de um irmão, outro deve se casar com ela para suscitar descendência ao falecido. Perguntam: Na vida futura de quem será esposa? Jesus responde: a vida futura não se rege pelos moldes dos mortais. Lá a condição é outra, como os Anjos. Não nega a vida presente. Afirma que lá se vive a vida de ressuscitados. Vivemos para Deus. 
Eterna e feliz esperança 
“Ao despertar, me saciará vossa presença e verei a vossa face” (Sl 16). Na caminhada rumo à ressurreição passamos pelo caminho de nossas decisões e opções. Por isso rezamos no salmo: “Inclinai vosso ouvido à minha prece, pois não existe falsidade nos meus lábios! Os meus passos eu firmei na vossa estrada e por isso os meus pés não vacilaram. Eu vos chamo porque me ouvis, inclinai o vosso ouvido e escutai-me” (Sl 16). O conhecimento de Deus e de seu carinho por sua frágil criatura nos garantem um futuro. Paulo diz aos tessalonicenses: “Que o Senhor dirija os vossos corações ao amor de Deus e à firme esperança em Cristo” (2Ts 2,5). A vida cristã não é a execução de preceitos, mas a confiança numa esperança que fundamenta nossas aspirações e nossa fé numa vida que continua. Aqui temos que tirar de nossa mente que nós viveremos nossa vida de novo, voltando para outro tempo em outras condições. Nossa fé não admite esse retorno. Passada nossa vida terrena, entramos na posse de uma vida que dura para sempre. A fé na ressurreição é fundamental. Temos certeza que teremos nosso encontro definitivo com Cristo. Para isso Ele morreu e ressuscitou. Nós viveremos unidos a Ele pela fé. 
Um mundo ressuscitado 
A ressurreição não é somente um fato espiritual, no fim da vida quando tudo estiver acabado. Ela penetra toda existência cristã e todo o universo. Paulo ensina que tudo será recapitulado em Cristo, isto é, todo o universo caminha para se unir a Cristo. Nele tudo tem sentido, Nele tudo se renova. Colocar o Evangelho no mundo é o mesmo que renová-lo à luz de Cristo. É através da vivência cristã, não como ideologia, mas como vida em Cristo. Todas as coisas deverão ser colocadas a serviço do homem e de Deus. Assim se renovam. Por isso não podemos fazer uma religião como uma prática individual e somente espiritualizada, mas que renove todas as coisas e pessoas. 
Leituras: 2º Livro dos Macabeus 7,1-2.9-14;
Salmo 16;
2Tessalonicenses 2,16-3,5; Lucas 20,27-38 
1. A Palavra de Deus nos leva a contemplar nosso futuro, não só nosso fim. 
2. Na caminhada rumo à ressurreição passamos pelo caminho de nossas decisões e opções. 
3. Colocar o Evangelho no mundo é o mesmo que renová-lo à luz de Cristo. 
Costelinha de Leitão 
Os sete irmãos e sua mãe foram trucidados por que recusavam comer carne de porco. Não se trata de não gostar. Aliás, os judeus e muçulmanos não comem carne de porco. Aqui era uma questão de fé. Comer a costelinha de leitão significava aceitar o culto pagão e deixar toda a lei de Deus. Então eles não fingem, não temem, pois amam a lei de Deus. Foram corajosos. A fé verdadeira nos leva a não necessitar dessas atitudes dolorosas, mas a deixar os pequenos leitões que vamos criando dentro de nós e por eles negamos todo o amor de Deus por nós, seu evangelho, a missão de Jesus, sua Igreja e tudo mais. Pequenas coisas, mas venenosas. Essas são mais difíceis de deixar que as grandes. Cuidemos de nosso chiqueirinho. 
Homilia do 32º Domingo Comum (10.11.2019)

EVANGELHO DO DIA 19 DE MARÇO

Evangelho segundo São Mateus 1,16.18-21.24a. 
Jacob gerou José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, chamado Cristo. O nascimento de Jesus deu-se do seguinte modo: Maria, sua Mãe, noiva de José, antes de terem vivido em comum, encontrara-se grávida por virtude do Espírito Santo. Mas José, seu esposo, que era justo e não queria difamá-la, resolveu repudiá-la em segredo. Tinha ele assim pensado, quando lhe apareceu num sonho o anjo do Senhor, que lhe disse: «José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que nela se gerou é fruto do Espírito Santo. Ela dará à luz um Filho, e tu pôr-Lhe-ás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados». Quando despertou do sono, José fez como lhe ordenara o anjo do Senhor. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Jose María Escrivá de Balaguer 
(1902-1975) 
Presbítero, fundador 
Homilia de 19/03/63 in «Cristo que passa», §§ 54-56 
A vocação de José 
Para São José, a vida de Jesus foi uma contínua descoberta da própria vocação. os primeiros anos [foram] cheios de circunstâncias aparentemente contrastantes: glorificação e fuga, majestade dos magos e pobreza da gruta, canto dos anjos e silêncio dos homens. Quando chega o momento de apresentar o Menino no Templo, José, que leva uma oferenda modesta, um par de rolas, ouve Simeão e Ana proclamarem que Jesus é o Messias. «O pai e a mãe do Menino Jesus estavam admirados com o que dele se dizia», relata São Lucas (2,33). Mais tarde, o Menino fica no Templo sem que Maria e José saibam, e, quando voltam a encontrá-lo depois de O procurarem durante três dias, o mesmo evangelista narra que «ficaram admirados» (2,48).

19 de março - Beato Isnardo de Chiampo

Religioso dominicano de Bolonha, Itália. Grande pregador, reconduziu a Deus grande número de pecadores e hereges, particularmente na região de Pavia. Fundou nesta cidade o convento de Santa Maria de Nazaré. Natural de Chiampo (Vicenza), Isnardo entrou na Ordem Dominicana em Bolonha, por volta de 1218. Ele fez a vestição, juntamente com o Beato Guala, distinguindo-se pela perfeita observância dos votos de pobreza, castidade e obediência. Um ano depois ele foi enviado a Milão, juntamente com o irmão Guala que é então eleito bispo de Brescia. Em 1230 ele foi transferido para Pavia, onde ele fez amizade com o bispo Redobaldo II que o nomeou para a igreja Dominicana de Santa Maria, em Nazaré. Seu convento, no entanto, estava fora da cidade, junto ao rio Tesino. Usando seus dons de mente e o coração, Isnardo converteu muitos pecadores e trabalhou em benefício dos pobres e sofredores. Como quando curou a perna de um paciente diante de um grupo de um incrédulos que zombavam de Deus. Sua fama se espalhou tão longe, chegando até a França, na Igreja de São Martinho de Tours e nas terras de Alexandria, Pavia, Bergamo, Peschiera, Brescia, Sirmione e Verona. Isnardo levou uma vida ascética muito dura, mas isso não o impediu de ter uma constituição forte, o que provocou comentários irônicos.

São José, Cônjuge da Bem-Aventurada Virgem Maria Festa: 19 de março

Essa celebração tem raízes bíblicas profundas; José é o último patriarca a receber as comunicações do Senhor pelo humilde caminho dos sonhos. Como o antigo José, ele é o homem justo e fiel (Mt 1:19) que Deus colocou como guardião de sua casa. Ele liga Jesus, o rei messiânico, à linhagem de Davi. Marido e pai adotivo de Mary, ele liderou a Sagrada Família em sua fuga e retorno do Egito, refazendo o caminho do Êxodo. Pio IX o declarou patrono da Igreja universal e João XXIII inseriu seu nome no Cânone Romano. 
Patrocínio: Pais, carpinteiros, trabalhadores, moribundos, tesoureiros, procuradores legais, pobres, exilados, aflitos
Etimologia: José = adicionado (na família), do hebraico
Emblema: Lírio 
Martirológio Romano: Solenidade de São José, marido da Bem-Aventurada Virgem Maria: um homem justo, nascido da descendência de Davi, foi pai do Filho de Deus Jesus Cristo, que queria ser chamado de filho de José e ser submetido a ele como filho de seu pai. A Igreja o venera com especial honra como patrono, colocado pelo Senhor para proteger sua família. 
No início das Escrituras está escrito: "No princípio Deus criou os céus e a terra" (Génesis 1:1); E o Catecismo explica: "Ele os criou ex nihilo, isto é, do nada." Duas coisas importantes são afirmadas: por um lado, a natureza contraditória do ser e a não existência do nada; e, por outro, a imobilidade e eternidade do Ser Divino.

São José, Esposo Da Santíssima Virgem Maria, Padroeiro da Igreja do Universo

Homem justo
 
A primeira definição de José, que encontramos no Evangelho de Mateus, é “homem justo”. O noivo de Maria, diante da inexplicável gravidez da sua noiva, não pensa no próprio orgulho ou na sua dignidade ferida: pelo contrário, pensa salvar Maria da malvadez das pessoas, da lapidação à qual podia ser condenada. Ele não quis repudiá-la, publicamente, mas deixá-la em segredo. Porém, naquela sua angústia compreensível e naquele sofrimento, o amor de Deus vem ao seu encontro através de um Anjo que veio aliviá-lo e a sugerir-lhe a escolha mais justa de não ter medo: “Não temas receber a Maria, tua esposa, porque o que nela está gerado é obra do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus”. 
Homem obediente 
Um Anjo acompanha José nos momentos mais difíceis da sua vida; a sua atitude, diante das palavras do Mensageiro celeste, foi de confiante obediência: recebe Maria como sua esposa! E, depois do nascimento de Jesus, o Anjo volta a advertir-lhe sobre o perigo da perseguição de Herodes; então, de noite, ele fugiu com a sua família para o Egito, um país estrangeiro, onde deveria começar tudo de novo e procurar um trabalho.

Beata Sibilina Biscossi, Dominicana - 19 de março

A Beata Sibilina Biscossi, nasceu em Pavia em 1287, e era órfã de pai e mãe. Ela perdeu os pais, Umberto Biscossi e Onore de Vezzi, ainda jovem. Nascida na honrada família Biscossi, desde os primeiros anos demostrou grande inclinação à piedade. Apenas teve forças para trabalhar, foi colocada a serviço. Aos doze anos, atingida por uma dolorosa enfermidade, ficou totalmente cega. Se bem que a menina aceitasse com resignação a dolorosa prova, não cessou de rogar a Deus a recuperação da visão, tão necessária a ela que tinha que conseguir o pão de cada dia com o trabalho de suas mãos. Ela teve então a sorte de encontrar as freiras da Ordem Terceira de São Domingos, que se compadeceram e a levaram consigo. Sibilina logo percebeu que aquele era o mundo para o qual ela estava destinada e então decidiu fazer os votos. Não pesava a sua condição e, apesar da cegueira, desempenhava as suas tarefas com dedicação e vontade, uma convicção acima de tudo lhe abria espaço no pensamento: para lhe permitir cumprir a sua missão com maior proveito, tinha a certeza de que São Domingos concederia a ela visão. Ela esperou o dia da festa do santo, mas o milagre não aconteceu. Um pouco de tristeza, um pouco de cansaço, o fato é que Sibilina desmaiou diante da estátua do santo: viu São Domingos vir ao seu encontro, estendendo a mão e arrastando-a por milhares de horrores que ela percebida sem vê-los: "Na eternidade, filha querida" - disse o santo no final - "você terá que suportar as trevas, para depois desfrutar da luz eterna". O Santo Patriarca Domingos lhe mostrou uma luz tão maravilhosa, que a fez desejar para sempre aquela luz e nenhuma outra coisa deste mundo.

João Buralli de Parma Franciscano, Beato (1209-1289)

Franciscano italiano, 
ministro da Ordem Francesa 
e vários emissários do Papa.
João Buralli de Parma nasceu em Parma em 1209 e já se encontrava ensinando lógica quando, com a idade de vinte e cinco anos, entrou na ordem franciscana. Foi enviado a Paris para prosseguir os seus estudos e, depois de ter sido ordenado, foi enviado a ensinar e pregar em Bolonha, Nápoles e Roma. A sua eloquência arrastava multidões aos seus sermões e grandes personagens se congregavam para o escutar. Afirmou-se que em 1245, quando o Papa Inocêncio IV convocou o primeiro Concílio geral de Lyon, João foi designado para representar a Crescêncio, o superior geral, que devido às suas enfermidades estava incapacitado para ir, mas isto é inexacto: o frade que foi ao concílio chamava-se Boaventura de Isco. João, por seu lado, aquele mesmo ano viajou para Paris para ensinar “Sentenças” na Universidade, e em 1247, foi eleito superior geral da ordem. A tarefa que tinha ante si era excessivamente difícil, pois muitos abusos e um espírito de rivalidade se haviam introduzido, devido à relaxada observância do irmão Elias. Afortunadamente, possuímos uma descrição de primeira mão das actividades do Beato João, escrita por seu concidadão, o irmão Salimbene, que esteve ligado intimamente a ele durante largo tempo.