terça-feira, 29 de setembro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - Origens da Quaresma

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Uma história a contar
 
Pode-se conhecer a reforma da Quaresma decidida pelo Vaticano II, se conhecemos a história desse tempo litúrgico. Do contrário se pode continuar a desviar seu sentido litúrgico e espiritual. De acordo com os autores a celebração da Páscoa nos três primeiros séculos da vida da Igreja não tinha um período de preparação. Só havia o jejum nos dois dias precedentes. É bom notar que a organização da vida da Igreja e sua liturgia foram muito lentas. Não se tratava de renovar a graça do Batismo, pois viviam o tempo do testemunho pelo martírio. Era mais um prolongamento da alegria pascal por 50 dias. Depois do edito de Constantino em 313, começaram a sentir a necessidade de chamar os fiéis a uma maior coerência com o Batismo. Nascem as primeiras prescrições referentes à preparação para a Páscoa. No Oriente, encontramos acenos nos princípios do sec. IV, nas cartas pascais de S. Atanásio. Vale lembrar que Alexandria tinha a competência de estudar e comunicar às Igrejas a data da Páscoa. Ele escrevia às Igrejas dizendo que o simples fato de anunciar a data da Páscoa, já provocava uma grande alegria (330-347). Tempos bons! S. Cirilo de Jerusalém, em suas Catequeses mistagógicas, já se refere a esse período. Eusébio de Cesaréia escreve “a solenidade da Páscoa”. No Ocidente temos, no fim do século IV, o testemunho Etéria, na Espanha, em seu Itinerárium (ano 385), Santo Agostinho, para a África e Santo Ambrósio para Milão. Não se sabe como se formou em Roma. 
Formou-se progressivamente 
Em Roma há uma tradição bonita das “estações”. No século VI e VII, Papa Gregório Magno deu à Quaresma uma grande importância. Celebravam-se as estações. São dias de jejum e celebrações nas principais igrejas romanas. Perdeu-se o uso com o tempo. João XXIII deu impulso e atualmente se realizam as celebrações. O Papa abre a Quaresma na Igreja de Santa Sabina, muito antiga, que era a primeira estação. É curioso que o atual esquema de leituras segue, em parte, a tradição das leituras desse período. Os textos escolhidos tinham uma ligação com a igreja local. Por exemplo: Numa Igreja de S. João, que tinha um poço na entrada, usou o texto da samaritana. É muito interessante como se procurou conservar a tradição litúrgica. Os missais pré-conciliares trazem a indicação da “estação”. Agora se retomou essa tradição. É um modelo muito bom para as paróquias grandes e dioceses. A Quaresma pode se tornar uma grande missão. Pensando na descristianização, pode ajudar. É bom uma boa teologia da Quaresma para fugir de termas que são estranhos a seu conteúdo. Mesmo agora se trabalha mal sua finalidade.
Temas a recuperar 
A orientação fundamental para o tempo da Quaresma está na definição litúrgica que recupera o sentido original: “O tempo da Quaresma visa a preparação da Páscoa”. Precisamos purificar inclusive nossas boas idéias. A Campanha da Fraternidade, as penitências quaresmais, as tradições lindas, as devoções devem trazer essa mentalidade, do contrario não ajudam. Perdendo o sentido pascal, acaba por perder o valor desse tempo. As tradições sem essa direção perderam a razão por essa causa. As adaptações devem convergir para a compreensão da Ressurreição. A Paixão toca mais nossos sentimentos. Mas, sem a Ressurreição são vãos nosso sentimento, nossa pregação e nossa fé (1Cor 15,14-19).
ARTIGO PUBLICADO EM MARÇO DE 2022

EVANGELHO DO DIA 29 DE SETEMBRO

Evangelho segundo São João 1,47-51. 
Naquele tempo, Jesus viu Natanael, que vinha ao seu encontro, e disse: «Eis um verdadeiro israelita, em quem não há fingimento». Perguntou-lhe Natanael: «De onde me conheces?» Jesus respondeu-lhe: «Antes que Filipe te chamasse, Eu vi-te quando estavas debaixo da figueira». Disse-lhe Natanael: «Mestre, Tu és o Filho de Deus, Tu és o Rei de Israel!». Jesus respondeu: «Porque te disse: "Eu vi-te debaixo da figueira", acreditas. Verás coisas maiores do que estas». E acrescentou: «Em verdade, em verdade vos digo: vereis o Céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Cirilo de Jerusalém 
(313-350) 
Bispo de Jerusalém, 
doutor da Igreja 
Catequese batismal n.º 16, 22.23 
«O Espírito Santo penetra
 todas as coisas, 
até o que há de mais
 profundo em Deus» (1Cor 2,10) 
Grande, poderoso nos seus dons, admirável: assim é o Espírito Santo. Viste o seu poder estender-se a todo o mundo; não permaneças, pois, na Terra, mas eleva-te ao Céu, eleva-te em pensamento ao primeiro Céu e vê as incontáveis miríades de anjos. Esforça-se por te elevares ainda mais através das reflexão, e vê também os arcanjos, vê também os espíritos, vê as virtudes, vê as dominações. Pois o Chefe supremo de todos esses espíritos, o Senhor e santificador, é o Paráclito. Entre os homens, Elias, Eliseu, Isaías, todos precisam dele; entre os anjos, Miguel e Gabriel, precisam dele. Não há criatura que seja igual a Ele em honra, pois as várias categorias de anjos e todos os seus exércitos reunidos não se comparam ao Espírito Santo: a bondade infinita do Paráclito eclipsa todos estes seres. Ele são enviados para um ministério, ao passo que Ele perscruta as profundezas de Deus, como diz o Apóstolo: «O Espírito Santo penetra todas as coisas, até o que há de mais profundo em Deus» (1Cor 2,10). De facto, quem conhece os pensamentos de um homem a não ser o seu próprio espírito? Da mesma forma, ninguém conhece os pensamentos de Deus a não ser o Espírito de Deus.

29 de setembro - São João de Dukla

Estas palavras do profeta Isaías, propostas na primeira Leitura, foram lidas por Jesus na sinagoga de Nazaré no início da Sua atividade pública: O Espírito do Senhor repousa sobre Mim, porque o Senhor Me ungiu. Enviou-Me a levar a boa nova aos que sofrem; a curar os de coração despedaçado, a anunciar a anistia aos cativos, e a liberdade aos prisioneiros; proclamar um ano de graça da parte do Senhor. Naquele dia, na sinagoga, Jesus anunciou o seu cumprimento: o Espírito Santo consagrara com a unção precisamente a Ele, em vista da Sua missão messiânica. Mas aquelas palavras têm um valor que se estende também a todos aqueles que são chamados e enviados por Deus para continuar a missão de Cristo. Elas, portanto, podem referir-se certamente também a João de Dukla, que hoje me é dado incluir entre os Santos da Igreja. Dou graças a Deus, porque a canonização do Beato João de Dukla pode ter lugar na sua terra natal.

29 de setembro - Beato Francisco de Paula Castelló i Aleu

Não menos edificante foi o testemunho dos demais mártires, como o jovem Francisco Castellói i Aleu, de vinte e dois anos, químico de profissão e membro da Ação Católica que, consciente da gravidade do momento não se escondeu, mas ofereceu a sua juventude em sacrifício de amor a Deus e aos irmãos, deixando-nos três cartas, exemplo de fortaleza, generosidade, serenidade e alegria, escritas poucos momentos antes de morrer, às suas irmãs, ao seu diretor espiritual e àquela que fora sua noiva. 
Papa João Paulo II
– Homilia de Beatificação – 
11 de março de 2001 
Francisco de Paula Castelló i Aleu nasceu em Alicante (Espanha) em 19 de abril de 1914. Seu pai morreu quando ele era apenas um bebê e sua mãe, professora, cristã exemplar e excelente educadora, encarregou-se da família.

São Miguel Arcanjo

«À medida que nos aproximávamos daquele grupo,
 comecei a ouvir o coro: 
"Maria, intercedei por nós", 
como também "Miguel”, “Pedro” 
e “Todos os Santos"». (Purgatório, 49-51) 
Estes são os versículos do Purgatório de Dante, no Canto XIII. O Poeta vagueia comovido entre as almas dos invejosos, enquanto a área do círculo, onde se desenvolve a cena, é invadida por vozes misteriosas, que recordam exemplos de caridade. Das sombras atormentadas também se elevam ladainhas. Imploram a intercessão da Virgem e, logo depois dela – e antes de Pedro e de Todos os Santos – invocam o nome de “Miguel”. Quando cita o Arcanjo no capítulo 51, o autor da Comédia, no Canto precedente, acabava de ver o outro anjo, definido «a mais nobre das criaturas», caindo «do céu e despencando como um raio».

São Gabriel Arcanjo

"Ave, cheia de graça, 
o Senhor está contigo... 
Eis que conceberás um filho 
e lhe darás o nome de Jesus. 
Ele será grande e será chamado
 Filho do Altíssimo" (cf. Lc 1,26-38)! 
Este anúncio do Arcanjo Gabriel a Maria é o mais conhecido na história. A tradição da Igreja identifica, no anúncio do Anjo à Virgem e no seu dócil acolhimento da vontade divina, o momento em que Deus assumiu a natureza humana: "O Verbo se fez carne" (cf. Jo 1,14). Trata-se da Anunciação, que a Igreja celebra no dia 25 de março do calendário litúrgico. O Anjo Gabriel revelou ainda a Maria: "O Espírito Santo virá sobre ti e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. Portanto, aquele que nascerá de ti será Santo e chamado Filho de Deus". No Evangelho de Lucas, lemos "foi enviado"; logo, o Arcanjo Gabriel é o mensageiro de Deus, encarregado de explicar à "Virgem, prometida a um homem da casa de Davi, chamado José", o modo com o qual Deus deveria se encarnar.

São Rafael Arcanjo

Na Bíblia, há todo um livro que apresenta o arcanjo Rafael como protagonista. Ele era companheiro de Tobias, o jovem filho de Tobit e Ana, encarregado, por seu pai, de realizar uma missão delicada: devia empreender uma dura viagem, não isenta de perigos. 
O grande coração de Tobit 
A história do arcanjo Rafael é narrada no Livro de Tobias, na época da revolta dos Macabeus. Tobit, pai do menino, era um homem generoso, que se esforçou, durante o período da deportação assíria, para aliviar o sofrimento dos seus compatriotas; dividiu seus bens com os mais pobres, era pródigo nas esmolas e pagava pontualmente o dízimo, com o que ganhava das suas terras e do seu gado; sua piedade o levava a arcar até com o enterro de cadáveres abandonados. As vicissitudes da vida o fizeram, de repente, perder todos os bens e, depois de um gesto de caridade, até a visão. Naquelas alturas, Tobit pediu ajuda ao seu filho.

Santas Ripsima, Gaiana e comp., Mártires na Armênia – 29 de setembro

                     

A vida destas santas, bem como a de São Gregório o Iluminador, também chamado São Gregório Armênio (1), são recordadas nas fontes da tradição armênia. As Actas destas virgens apresentam pormenores extravagantes, mas não há dúvida de que a veneração a estas virgens e mártires existe desde tempos imemoriais na Armênia. Ripsima é venerada no Egito com o nome de "Arepsima" (ver Analecta Bollandiana, vol. XIV (1927), pp. 157 e 395), como também nos textos em árabe e no Martirológio Sírio de Rabban Silba.

Santa Greca Virgem e Mártir-Festa: Último domingo de setembro

(†)Decimomannu, Cagliari, Sardenha,
por volta de 304 
Ela é uma figura da tradição cristã do sul da Sardenha, particularmente ligada a Decimomannu, onde seu culto é documentado desde pelo menos o século XIV. A tradição a apresenta como uma jovem cristã que viveu durante a perseguição de Diocleciano e foi martirizada em 304, após tortura e decapitação. A documentação histórica, no entanto, exige maior cautela: nenhuma Paixão antiga sobreviveu para confirmar as circunstâncias de seu martírio, e a famosa inscrição funerária descoberta em Decimomannu no século XVI, embora considerada antiga e cristã, não qualifica a falecida como mártir. A inscrição, na verdade, comemora uma jovem chamada Greca e indica sua idade na época da morte, enquanto o título de mártir aparece explicitamente em fontes medievais apenas muitos séculos depois. A história de Santa Greca deve, portanto, ser interpretada distinguindo-se a possível existência histórica da jovem cristã, a subsequente identificação de sua memória como mártir e o desenvolvimento de um culto particularmente enraizado na região de Decimomannu. 

Miguel, Gabriel e Rafael Arcanjos

O mês de setembro tornou-se o mais festivo para os cristãos, pois a Igreja unificou a celebração dos três arcanjos mais famosos da história do catolicismo e das religiões: Miguel, Gabriel e Rafael, para o dia 29 de setembro, data em que se comemorava apenas o primeiro. Esses três arcanjos, representam a alta hierarquia dos anjos-chefes, o selecto grupo dos sete espíritos puros que atendem ao torno de Deus e são seus "mensageiros dos “Decretos Divinos”, aqui na Terra. Miguel, que significa “Ninguém é como Deus”, ou “Semelhança de Deus” é considerado o Príncipe guardião e guerreiro, Defensor do trono celeste e do povo de Deus.

Beato Nicolau de Força Palena, sacerdote e fundador -Festa: 29 de setembro

(*)Forca Palena, Chieti, 10 de setembro de 1349 
(+)Roma, 1 de outubro de 1449 
Ele foi um sacerdote e eremita de Abruzzo que viveu entre os séculos XIV e XV, mais lembrado por fundar comunidades eremíticas e por seu papel na formação da Congregação dos Pobres Eremitas de São Jerônimo. Originário de Forca, perto de Palena, exerceu inicialmente seu ministério sacerdotal na diocese de Sulmona e posteriormente se estabeleceu em Roma, onde ingressou em uma comunidade de eremitas liderada por Rainaldo di Piedemonte. Ao longo de sua longa vida, promoveu assentamentos religiosos em Nápoles, Florença e Roma, fundando por fim o eremitério de Sant'Onofrio no Janículo, que se tornaria o centro mais importante de sua memória. No entanto, as reconstruções biográficas apresentam algumas lacunas: não há uma Vita contemporânea, e vários relatos tradicionais, incluindo sua filiação à Ordem Terceira Franciscana, não podem ser considerados certos. As fontes documentais papais, contudo, permitem acompanhar com certa precisão a atividade de sua comunidade nas últimas décadas de sua vida. O culto, atestado desde cedo e oficialmente reconhecido em 1771, está hoje incluído no calendário do Martirológio Romano, em 29 de setembro.

ORAÇÕES - 29 DE SETEMBRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
29 – Terça-feira – S. Miguel, Gabriel e Rafael
Evangelho (Jo 1,47-51) “Jesus viu Natanael que vinha para ele e comentou: – Aí vem um israelita de verdade, um homem sem falsidade.”
Entre os elogios feitos por Jesus destaca-se este a Natanael. Disse que ele era um verdadeiro filho do povo de Deus, que se deixava guiar pelo Senhor. Reconheceu que era um homem de coração puro, sem falsidade, verdadeiro e fiel. Falando assim, ele me convida a ser como Natanael, a viver plenamente  a vida nova no povo de Deus, na verdade, sem falsidade, fiel e sincero.
Oração
Senhor Jesus, vós me conheceis melhor que eu, sabeis minhas fraquezas e pecados, e como tento viver como ensinais. Peço muitas vezes, e  por isso vos peço perdão. Ajudai-me a viver como quereis, com mais amor, mais verdade, de coração aberto para vós e para meus irmãos. Não sei de quanto  tempo ainda disponho, mas quero vivê-lo a vos seguir, meu mestre e meu amigo. Amém.

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Se tu és o Filho de Deus”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Crescer no conhecimento de Cristo
 
Iniciamos a Quaresma com dois domingos que descrevem ao cristão sua realidade, já vivida em Cristo: a tentação do pecado e a glória transfiguração. A tentação faz parte da vida cristã. Ser tentado não é um mal, não deixar-se vencer pela tentação é a vitória o cristão, em Cristo que foi “tentado em tudo, menos no pecado “(Hb 4,15)”. Fruto da vitória é a transfiguração de Cristo, como vemos no 2º domingo da Quaresma. Vemos assim o destino desse tempo. Essa vitória é nossa fé (1 Jo 5,4). Por isso a oração nos ensina que a vivência da palavra desse tempo nos leva ao conhecimento mais aprofundado de Cristo e uma correspondência. O judeu fiel foi ensinado a entregar os primeiros frutos da terra como reconhecimento da ação de Deus em sua vida. É a profissão de fé desse povo libertado da escravidão e tão beneficiado na terra nova “onde corre leite e mel”. Jesus, ao ser tentado e vencendo a tentação, está em nosso lugar. Santo Agostinho diz: “Nele fomos tentados e Nele vencemos o demônio”. A tentação de Jesus não se refere tanto a um fato, mas a uma realidade. As três tentações atingem o ser humano em sua realidade total. A resposta à tentação pela Palavra, pela humildade e pela adoração, levam o homem a vencer Satanás, como Jesus o fez. O demônio diz a Jesus: “Se tu és o Filho de Deus”. Jesus não usa sua condição de Filho de Deus para Si. E nos oferece este instrumento de vitória que Ele usou: Palavra de Deus, humildade de não tentar a Deus e a adoração: “Só a Deus servirás” 
Corresponder a seu amor 
Jesus vence a tentação do pão, do poder e do prazer com a Palavra de Deus, com a humildade e com a adoração. É a síntese da vitória sobre o mal. Essas foram as tentações de Jesus durante toda sua vida. Os sofrimentos que passava colocavam-Lhe a pergunta: que Filho de Deus sou Eu? A Divindade estava oculta sob o véu da humanidade. O demônio se afastou de Jesus para voltar no tempo oportuno. Isso foi toda sua vida. Sobretudo na hora da morte. Os inimigos (outros demônios), diziam-lhe quando estava na cruz: “Se és o Filho de Deus, desce da cruz” (Mt 27,40). Na medida em que conhecemos Cristo podemos deixar que Ele viva e cresça em nós. Como Cristo cresce em nós? Quando fazemos o que Ele fez. Esse é o chamado aos seus discípulos: “Vinde!” Nossa compreensão de santidade está mais em atos a fazer, do que atitudes a cultivar. As atitudes serão sempre moldadas a partir de sua entrega ao Pai através dos humildes. O tempo da Quaresma nos abre uma reflexão pascal. A Quaresma perdeu essa dimensão e ficou no estilo de seriedade, penitência sem buscar o que é ressuscitar com Cristo. Paulo diz: “Se confessares Jesus como Senhor e no teu coração, creres que Deus o Ressuscitou dos mortos, serás salvo” (Rm 10,9).
Desarmar as ciladas 
Nesse caminho de tentação podemos estar seguros da presença e proteção de Deus. Sempre pensamos que tudo depende de nós. E nos esquecemos da proteção e amparo de Deus. O povo de Deus se sentia agraciado por tanta libertação e proteção através de admiráveis prodígios. São os mesmos que recebemos em modos diferentes. Deus sempre é para todos. Nesse sentido o salmo reflete o quanto é bom habitar ao abrigo e sombra do altíssimo. Está protegido contra o mal e toda a desgraça. O salmista compara essa proteção com anjos que nos levam pelas mãos para guardar, não tropeçar e passar sobre as feras. Diz Deus: “Ao invocar-me hei de ouvi-lo, e atendê-lo, e a seu lado eu estarei em suas dores”. 
Leituras: Deuteronômio26,4-10; 
Salmo 90;
Romanos 10,8-13; Lucas 4,1-13. 
1. As três tentações atingem o ser humano em sua realidade total 
2. Nossa compreensão de santidade está mais em atos a fazer, do que atitudes a cultivar. 
3. O salmo reflete o quanto é bom habitar ao abrigo e sombra do altíssimo. 
Diabo sem imaginação 
Só porque é diabo, pensa que pode atacar qualquer um. E justamente quem: Jesus. Além do mais Jesus dá o esquema de colocar o “dito” no seu lugar. Vemos nos Evangelhos quanto aparece a figura do diabo sendo desalojado por Jesus. E ele reconhece: “Tu és o Filho de Deus”. As tentações de Jesus refletem a sábia ignorância do diabo, tentando justamente onde Jesus era o mais fiel: na Palavra, na Adoração ao Pai e na humildade. 
Homilia do 1º Domingo da Quaresma (06.03.2022)

EVANGELHO DO DIA 28 DE SETEMBRO

Evangelho segundo São Lucas 9,46-50. 
Naquele tempo, houve uma discussão entre os discípulos sobre qual deles seria o maior. Mas Jesus, que lhes conhecia os sentimentos íntimos, tomou uma criança, colocou-a junto de Si e disse-lhes: «Quem acolher em meu nome uma criança como esta, acolhe-Me a Mim; e quem Me acolher, acolhe Aquele que Me enviou. Na verdade, quem for o mais pequeno entre vós, esse é que será o maior». João tomou a palavra e disse: «Mestre, vimos um homem expulsar os demónios em teu nome e quisemos impedi-lo, porque ele não anda connosco». Mas Jesus respondeu-lhe: «Não lho proibais, pois quem não é contra vós é por vós». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São João Cassiano 
(360-435)
Fundador de mosteiro em Marselha 
Conferência n.° 15, 6-7 
«Quem for o mais pequeno entre vós, 
esse é que será o maior» 
«Vinde», diz Cristo aos seus discípulos, «e aprendei de Mim», não certamente a expulsar os demónios pelo poder do Céu, nem a curar os leprosos, nem a dar luz aos cegos, nem a reanimar os mortos; mas, diz Ele, «aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração» (Mt 11,29). Aí está, efetivamente, o que todos podem aprender e praticar. Não é necessário fazer revelações e milagres, nem é vantajoso para todos, e também não é concedido a todos. Pois a humildade é a mestra de todas as virtudes, o fundamento inabalável do edifício celestial, o dom próprio e magnífico do Salvador. Aquele que o possui poderá fazer, sem perigo de causar estranheza, todos os milagres que Cristo operou, porque procura imitar o Senhor manso, não na sublimidade dos seus prodígios, mas na virtude da paciência e da humildade. Em contrapartida, quem se sente impaciente por se impor aos espíritos impuros, por dar saúde aos doentes, por mostrar às multidões sinais maravilhosos, bem pode invocar o nome de Cristo no meio de toda a sua ostentação, que será sempre estranho a Cristo, porque a sua alma orgulhosa não segue o mestre da humildade. Eis o legado que o Senhor deixou aos seus discípulos aquando do seu regresso para junto do Pai: «Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros como Eu vos amei»; e acrescenta de imediato: «Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros» (Jo 13,34-35). É bem certo que, quanto menos mansos e humildes formos, menos cumpriremos este amor.

28 de setembro - Beato Bernardino de Feltre

Martinho, como foi chamado no batismo, nasceu em 1439, em Tomo, lugarejo minúsculo, distante alguns quilômetros de Feltre, na Itália. Foi o primogênito de dez irmãos, todos filhos do nobre e abastado Donato Tomitano e de Corona Rambaldoni. Criança precoce, ávido de leituras, Martinho se mostrou dotado de grande memória desde os primeiros estudos, tanto que aos onze anos lia e falava corretamente o latim. Cresceu numa família bem estruturada e de nível cultural elevado e, assim, conseguiu adquirir um espírito de discernimento diante de comportamentos sociais da época. Também em Pádua, onde estudou Direito, fez-se admirar pela seriedade de sua conduta e acuidade de suas reflexões. Profundamente tocado pela morte repentina de três de seus professores universitários, pelos quais sentia-se profundamente amado e ao mesmo tempo conquistado pela pregação que São Tiago das Marcas fazia na catedral de Pádua, Martinho interrompeu os estudos a 14 de maio de 1456 e tomou o hábito dos Frades Menores no Convento de São Francisco das mãos de Frei Tiago.

28 de setembro - Beato Luis Monza

Nasceu no dia 22 de Junho de 1898 em Cislago (Itália) em uma família extremamente pobre, cuja única riqueza era a fé e o trabalho. Em Setembro de 1913 partiu para o Instituto missionário salesiano de Penango Monferrato, nos arredores de Asti. A 16 de Janeiro de 1917 o seu pai faleceu. Logo depois, Luís foi chamado às armas. Após o final da guerra retomou os estudos sendo ordenado Sacerdote em Setembro de 1925. Exerceu o seu cargo dedicando-se à evangelização, ao exercício da caridade e à formação da comunidade. Fundou três importantes grupos: a schola cantorum, a filodramática e a sociedade desportiva "Viribus unitis". Em 1926 após uma série de provocações da parte de um grupo fascista, tiveram início numerosas violências contra o grupo Viribus unitis que, não obstante a mediação do Pe. Luís, culminaram com a prisão de oito jovens do oratório. Também ele foi preso e passou quatro meses no cárcere.

28 de setembro - São Simão de Rojas

O mistério pascal, o paradigma da vocação à santidade, era o centro da vida de Simão de Rojas, ilustre religioso da Ordem da Santíssima Trindade, que agora é elevado à honra dos altares. Ele fez suas, as palavras de Cristo que ouvimos no Evangelho: "Quem ama a sua vida perdê-la-á, e quem odeia a sua vida neste mundo, conservá-la-á para a vida eterna” (Jo 12, 25). São Simão de Rojas deu pleno sentido à sua vida, como cristão e como sacerdote, na contemplação do mistério do amor de Deus. Fiel ao carisma redentor e misericordioso de sua ordem, o "Padre Rojas" - como era conhecido familiarmente pelo povo - era muito sensível às necessidades do próximo, especialmente os pobres e marginalizados, assim como os cristãos presos por causa de sua fé. Os pobres, por sua vez, viram nele o protetor, defensor e pai. Eles viram nele um testemunho tão visível e concreto da pobreza, que o consideravam como um deles, totalmente assimilado aos seus sofrimentos e necessidades.

Beata Amália Abad Casasempere, Mãe de família e mártir - 28 de setembro

Amália Abad Casasempere nasceu em 11 de dezembro de 1897 em Alcoy, Alicante, na Espanha. Foi batizada no mesmo dia na paróquia do seu povoado; foi crismada em 6 de outubro de 1906 e recebeu a 1ª Comunhão em 22 de maio de 1907. Amália foi educada nos valores da fé e cresceu, como muitas jovens da sua geração, em meio às dificuldades políticas daquelas primeiras décadas do século XX, na Espanha. Em 6 de setembro de 1924, casou-se com o capitão do exército Luís Maestre Vidal, preocupando-se doravante em ser uma boa esposa e criar o ambiente adequado para criar os filhos que Deus lhes concederia. Nada levava a crer que, após a alegria do nascimento dos seus três filhos, e depois de três anos de matrimônio, Amália ficaria viúva. Ela teve que ser forte e nos momentos de fraqueza confiava seus filhos à Virgem Maria. Sabia que a fé era o maior tesouro que poderia lhes dar e educou-os num ambiente de piedade e generosidade.

Santa Líoba (ou Leoba), Abadessa – 28 de setembro

A participação ativa das religiosas nas missões estrangeiras se desenvolveu tanto nos séculos XIX, XX e atual, que chegamos a considerá-la como uma inovação moderna. Mas tal, entretanto, não é verdadeiro, pois apesar de algumas diferenças de métodos, devidas ao aparecimento de congregações ativas sem clausura, o mesmo sistema de missões era praticado no início da evangelização dos bárbaros na Europa  Como exemplo, basta citar a solicitude missionária de São Bonifácio a qual corresponderam Santas Líoba, Tecla, Valburga e muitas outras que, deixando sua tranquila Abadia de Wimborne, na Inglaterra, transladaram-se para as terras selvagens dos pagãos alemães.

Santa Eustóquia (Júlia), virgem – 28 de setembro


Santa Eustóquia, junto à sua mãe,
ouve orientação de São Jerônimo
Júlia Eustóquio ou Eustóquia (em latim: Iulia Eustochium/Eustochia) foi uma nobre romana do século IV, celebrada pela Igreja no dia 28 de setembro. 
Eustóquia nasceu em Roma em 368. Era filha de Paula (Santa Paula Romana) e Júlio Toxócio, ambos da alta aristocracia romana; era irmã mais nova de Bresila, sobrinha de Júlio Festo Himécio e Pretextata, tia de Paula e parente de Fúria.