domingo, 14 de junho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Deus amou o mundo”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
PADRE JOSÉ OSCAR BRANDÂO(+)
REDENTORISTAS NA PAZ DO SENHOR!
A lei é perfeita 
No caminho da Páscoa, fazemos memória das alianças com as quais Deus se comprometeu com o homem que criara. Mas o homem rompeu seu compromisso pelo pecado. Deus não desiste de oferecer a participação de sua vida, chegando ao ponto de entregar o próprio Filho para uma nova e eterna aliança. No Sinai Se comprometeu: “Eu vos tomarei por meu povo e Eu serei vosso Deus” (Ex 6,7). Para viver esse relacionamento, Deus promulga a lei que é a base de toda a convivência humana. Os dez mandamentos são o conteúdo da aliança da parte do povo. A pertença a Deus corresponde a uma vida voltada para Ele como o único Senhor e para a convivência humana como extensão do amor a Deus. Nela estão os princípios de uma vida humana realizada e um relacionamento com Deus feito na maturidade da fé. Os dez mandamentos não são bloqueios ao ser humano, mas setas indicativas do melhor caminho. Envolve o homem todo em todas as suas atividades. Mais que imposição, é um dom. A lei é uma fonte de bênçãos. Os mandamentos referentes ao relacionamento humano são decorrência dos mandamentos referentes a Deus. Jesus diz não veio destruir a lei, mas cumprir, até mesmo o último pingo do i (Mt 5,17-18). A aliança do Sinai foi a constituição do povo. Deus prometeu uma descendência. Essa se realiza no povo eleito que tem por missão guardar a aliança. Jesus sintetiza essa lei no amor (Mt 22,39-40). Ele próprio é a maior manifestação da aliança com Deus e, em nosso lugar, a resposta perfeita do compromisso do povo. 
Templo do Corpo 
Quando Jesus entrou no templo, expressão máxima da presença de Deus e resposta do povo através do culto, encontrou-o cheio de desordem. Como fiel cumpridor da promessa, limpou o templo. Foi tão repentino que não deixou tempo para pensar. Esparramou tudo. Os discípulos entenderam depois: “O zelo por tua casa me devorará” (Sl 69,10 – Jo 2,17). A nova aliança não será realizada através de sacrifícios de animais como lemos em Gênesis na aliança com Noé 8, 20-22, com Abraão 15,1-18 e o povo Êxodo 24,4-8, mas no sangue no próprio sangue de Cristo (1Cr 11,25. Ele é a vítima imolada. Por isso diz: “Destruí esse templo e Eu o reedificarei em três dias... Ele falava do templo de seu corpo. Quando Jesus ressuscitou, os discípulos se lembraram do que Ele tinha dito e acreditaram na Escritura e na palavra Dele” (Jo 2,21-22). Ser aliança para os povos, era para Jesus seu sacrifício de entrega por todos e em nosso lugar. Ressuscitamos com Ele para que se realize em nós a aliança de acolhimento do desígnio de Deus de unir todos a Si. Vivendo o mandamento de Jesus, realizamos com Ele a redenção do mundo. 
Cristo Crucificado 
O centro de todo o mistério da vida de Deus em nós é Cristo Jesus. Paulo é claro nesse ensinamento: “Os judeus pedem sinais milagrosos, os gregos procuram sabedoria; nós porém pregamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e insensatez para os pagãos... para os que são chamados, é poder e sabedoria de Deus...” (1Cor 1,22-24). Cristo não pode ser enquadrado em nossa mentalidade e nem em nossa ideologia. Não podemos nos servir de Cristo, mas servir a Cristo. Para que seja verdadeiro e completo o anúncio, tem que ser fundado em Cristo. Por aí podemos ver o sucesso de Paulo. Pregou Cristo. Somente participamos de sua vida quando participamos de sua missão de aliança para os povos.
Leituras: Êxodo 20,1-17; Salmo 18; 
1 Coríntios 1,22-25; João 2,13-25. 
1. Os dez mandamentos não são bloqueios ao ser humano, mas setas que indicam o caminho. 
2. Ser aliança era para Jesus seu sacrifício de entrega por todos e em nosso lugar. 
3. Para que seja verdadeiro e completo o anúncio, tem que ser fundado em Cristo.
Faxina Total
Quando se resolve fazer uma faxina total é um carnaval sem música. Tudo é revirado. É uma batalha. E, apesar da confusão, deixa uma sensação de alegria. E de canseira. Foi o que Jesus fez no templo. Essa faxina, que não deu tempo de defesa, é um sinal do modo como se deve evangelizar: não dar tempo de meias medidas, de conversas inúteis, mas de uma mudança repentina e total. Não dá para ter meia fé...meio cristianismo. Os convertidos são radicais. Paulo vai para o chão direto. Ali dá seu golpe: “Quem és Tu, Senhor? Eu sou Jesus a quem tu persegues”, responde Jesus. Eu sei o Jesus que escolhi. Consertar a Igreja é dar uma faxina total, limpar de Pedro ao último fiel. Espanar o templo vivo que é Jesus, aquele que fazemos a nossa imagem. 
Homilia do 3º Domingo da Quaresma (27.03.2021)

EVANGELHO DO DIA 14 DE JUNHO

Evangelho segundo São Mateus 9,36-38.10,1-8. 
Naquele tempo, Jesus, ao ver as multidões, encheu-Se de compaixão, porque andavam fatigadas e abatidas, como ovelhas sem pastor. Jesus disse então aos seus discípulos: «A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara». Depois chamou a Si os seus doze discípulos e deu-lhes poder de expulsar os espíritos impuros e de curar todas as doenças e enfermidades. São estes os nomes dos doze apóstolos: primeiro, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão; Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu; Simão, o Cananeu, e Judas Iscariotes, que foi quem O entregou. Jesus enviou estes doze, dando-lhes as seguintes instruções: «Não sigais o caminho dos gentios, nem entreis em cidade de samaritanos. Jesus deu-lhes também as seguintes instruções: «Ide às ovelhas perdidas da casa de Israel. Pelo caminho, proclamai que está perto o Reino dos Céus. Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, sarai os leprosos, expulsai os demónios. Recebestes de graça, dai de graça. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São João Crisóstomo 
(345-407) 
Presbítero de Antioquia, 
bispo de Constantinopla, 
doutor da Igreja 
Homilia sobre a seara grande, 
10,2-3; PG 63, 519-521 
«A seara é grande» 
Todos os trabalhos do agricultor vão naturalmente dar à colheita. Então porque foi que Cristo disse que a colheita ainda estava no começo? A idolatria reinava em toda a Terra. [...] Por todo o lado se praticava a fornicação, o adultério, o deboche, a cupidez, roubos e guerras. [...] A Terra estava cheia de muitos males! Nenhuma semente tinha ainda sido lançada. Os espinhos, os cardos e as ervas daninhas que cobriam o chão ainda não tinham sido arrancados. Não se tinha ainda puxado a charrua nem traçado um sulco. Então como é que Jesus pode afirmar que a seara é grande? [...] Os apóstolos terão, muito provavelmente, ficado desconcertados: «Como poderemos sequer abrir a boca e manter-nos de pé diante de tantos homens? Como poderemos nós, os Onze, corrigir todos os habitantes da Terra? Saberemos, nós que somos tão ignorantes, abordar os sábios; nós, que nada temos, confrontar homens armados; nós, que somos subordinados, enfrentar as autoridades? Nós, que apenas sabemos uma língua, seremos capazes de discutir com os povos bárbaros, que falam outras línguas? Quem nos ouvirá, se nem compreendem o que dizemos?». Jesus não quer que estes raciocínios os mergulhem na confusão. Por isso, quando afirma que o evangelho é uma seara, é como se lhes dissesse: «Está tudo preparado. Eu envio-vos a colher o trigo maduro; podereis semear e colher no mesmo dia». Quando o agricultor sai de sua casa para ir fazer a ceifa, transborda de alegria e resplandece de felicidade. Não contempla as dores nem as dificuldades que poderá encontrar. «Emprestai-me a vossa língua», diz Cristo, «e vereis o trigo maduro entrar nos celeiros do rei». E acrescenta: «Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos» (Mt 28,20).

4 de junho - Beato Cosme Spessotto (Sante)

A vida de padre Cosme Spessotto, também conhecido como Sante, foi dedicada a Deus e ao anúncio do Evangelho. Nascido em 28 de janeiro de 1923, em uma família numerosa em Mansuè, uma pequena cidade na província de Treviso, na Itália, ele sentiu o chamado do Senhor em seu coração desde muito jovem. Aos 12 anos, ingressou no seminário franciscano. Em 27 de junho de 1948, dia em que é comemorada a festa de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, ele foi ordenado sacerdote na Basílica de Nossa Senhora da Saúde, em Veneza. Padre Cosme confiou seu sacerdócio a Maria e expressou seu desejo de ir como missionário na China.

Beata Castora Gabrielli Esposa Franciscana e Terciária Festa: 14 de junho

(*)Gubbio(+)Macerata, 14 de junho de 1391
 
Nascidaem uma família nobre e casada muito jovem com o jurista Santuccio Sansoneri, Castora teve que enfrentar um casamento difícil, marcado pelo mau tratamento do marido. No entanto, ela nunca cedeu ao desespero, encontrando conforto na oração e no amor por Deus. Viúva, distribuiu seus bens aos pobres e se consagrou à vida religiosa, vestindo o hábito da Terceira Ordem Franciscana. Ela passou o resto da vida em penitência e oração, dedicando-se a obras de caridade e conquistando a reputação de santa pelos milagres que realizou. Ela morreu em 14 de junho de 1391 em Macerata e seu corpo foi transferido para a igreja de San Francesco in Sant'Angelo in Vado, onde ainda é venerada hoje como padroeira de casamentos difíceis.

14 de junho - São Metódio

Os gregos professam uma grande devoção a São Metódio, Patriarca de Constantinopla, devido ao importante papel que desempenhou na luta contra os iconoclastas, por sua decisiva contribuição para a sua derrota final, bem como pela sua resistência heroica diante das perseguições que sofreu e, portanto, é honrado com os títulos do "Confessor" e "o Grande". Metódio, que era natural de Sicília, em Siracusa, sua cidade natal, recebeu uma excelente educação e transferiu-se para Constantinopla com objetivo de obter um posto na corte. Lá, porém, ele conheceu um monge por quem passou a ter um grande afeto e, movido por seu aconselhamento espiritual, decidiu deixar o mundo e entrar para a vida religiosa. Construiu, mais tarde, um monastério na ilha de Kios, e quando apenas começava a formar a sua comunidade, foi chamado à Constantinopla pelo então Patriarca Nicéforo.

Beata Constância de Castro y Osório, Terciária franciscana - 14 de junho

Constância de Castro y Osorio nasceu em Viveiro (Lugo, Espanha) na nobre família dos Condes de Lemos. Esposou o valoroso capitão Rui Diaz de Andrade, senhor de São Pantaleão das Vinhas (Betanzos), que morreu heroicamente na guerra contra Granada, combatendo pelo Rei São Fernando III, provavelmente entre 1245 e 1250. Antes de morrer, Rui enviou a sua esposa uma carta escrita em galego, a maneira de testamento, em que dava a ela e a seu filho Heitor, caso ele morresse em batalha, os seus bens para que ela os administrasse. A carta estava datada de 13 de agosto de 1250. Constância permaneceu viúva durante 40 anos; tomou o hábito da Ordem Terceira de São Francisco e se dedicou à oração e à caridade. Após uma vida de oração e de exercícios de piedade, faleceu em odor de santidade em data desconhecida. Foi sepultada na Capela da Cruz, no convento de São Francisco de Viveiro, que já existia em 1258. Em 1611, quando seria transladado, seu corpo foi encontrado incorrupto.

O Milagre Eucarístico de Amsterdã, Holanda, 1345

    A Procissão Silenciosa dos Católicos pelas ruas de Amsterdã e rua Kalver hoje nos lembra o Milagre Eucarístico de Amsterdã. Durante esta peregrinação silenciosa e noturna em meados de março, os fiéis católicos de Amsterdã, toda a Holanda do Norte e até mesmo outras partes da Holanda lembram o milagre eucarístico e a presença real de Cristo na Santa Eucaristia.
     O Stille Omgang comemora o Milagre de Amsterdã em 15 de março de 1345. O Milagre aconteceu em Amsterdã, capital dos Países Baixos, na época uma pequena cidade de pescadores à margem do rio Amstel, na quarta-feira após a festa do Papa e Doutor da Igreja São Gregório Magno, em 1345.
     No dia 12 de março de 1345, alguns dias antes da Páscoa, um moribundo na Rua Kalver, Ysbrand Dommer, pressentindo que a sua vida chegava ao fim, mandou chamar o pároco da igreja de Oude Kerk para receber o Santo Viático. Porém, após a saída do sacerdote, o doente vomitou todo o alimento que consumira antes, inclusive a Hóstia, numa bacia, e o vômito foi jogado na lareira acesa, de acordo com os regulamentos litúrgicos da Igreja.

Santo Profeta Eliseu Festa: 14 de junho (†)790 a.C.

Um rico proprietário de terras, originalmente de Abelmeula, seu nome, que significa "Deus salva", responde bem à missão realizada entre o povo de Israel, sob o reinado de Joram (853-842 a.C.), Jeú (842-815 a.C.), Jeoahaz (814-798 a.C.) e Joas (798-783). Eliseu era um homem determinado e isso é demonstrado pela prontidão com que respondeu ao gesto simbólico de Elias que, por ordem de Yahweh, o consagrou como profeta e seu sucessor. Eliseu participou ativamente dos assuntos políticos de seu povo por meio do carisma de sua profecia e pode ser considerado o mais taumaturgico dos profetas do Antigo Testamento. Na verdade, as Escrituras recordam uma longa série de milagres que ele realizou: ao estender o manto de Elias, ele dividiu as águas do Jordão; ele tornou a água de Jericó potável; ele trouxe de volta à vida o filho da mulher Shunammita que o hospedava; ele multiplicou os pães alimentando cem pessoas.

Santos Anastácio, Félix e Digna Mártires Festa: 14 de junho † 853

Eles se veneram juntos, por terem sido martirizados no mesmo dia, 14 de junho de 853, em Córdoba, durante a perseguição a Maomé I. Anastácio, monge e depois padre, profundamente afetado pelo martírio sofrido em Córdoba, em 13 de junho, por Santa Fandila, enfrentou corajosamente os carrascos, repreendendo-os pelo crime e confessando sua fé: os muçulmanos o decapitaram. Ao mesmo tempo, Félix, um monge de Alcalá, vindo de Getúlia e passando por Córdoba, foi decapitado. Na noite do mesmo dia, a virgem Digna, freira de Tábanos, que por humildade queria ser chamada de Íngua, teve uma visão de Santa Águeta, que, oferecendo-lhe uma rosa vermelha, a exortou a sofrer por Cristo: Digna deixou o mosteiro e, inflamada por zelo sagrado, repreendeu o juiz pelas execuções de Anastácio e Félix, culpado apenas de ter adorado o verdadeiro Deus e confessado a Trindade. Essa intrepidez lhe rendeu o martírio: seu corpo, assim como o dos outros mártires, foi pendurado em um poste. A notícia de que, após a cremação, as cinzas dos três santos foram espalhadas, é duvidosa.

Fernando de Portugal “Infante Santo” 1402-1443

Príncipe, filho de D. João I 
e de Dona Filipa de Lencastre, 
morreu prisioneiro dos mouros 
no norte da África.
O Beato Fernando de Portugal, dito o Infante Santo (29 se Setembro de 1402 – 5 de Junho de 1443), foi um príncipe de Portugal da Dinastia de Avis. Fernando era o oitavo filho do rei João I de Portugal e de sua mulher Filipa de Lencastre, o mais novo dos membros da Ínclita Geração. Fernando cedo se mostrou interessado na questão religiosa e, ainda muito jovem, foi ordenado Grão Mestre da Ordem de Avis pelo seu pai. Por ser o irmão mais novo, não tem acesso, como os mais velhos, a tantas riquezas, e intenta pôr-se ao serviço do Papa, do Imperador, ou de outro soberano europeu para ganhar prestígio e prebendas. Por motivação dos irmãos mais velhos acaba por desistir, virando as suas atenções para a luta em Marrocos, da qual lhe poderia vir imensa fortuna.

Nhá-Chica Leiga, Beata + 1895

“É a primeira bem-aventurada negra do Brasil. Leiga, ela não pertencia a nenhuma ordem religiosa. Analfabeta, não lia a Bíblia, mas aplicava no dia-a-dia o amor ao próximo e a caridade, o que a fez ser conhecida como
 'Mãe dos Pobres'”.
Francisca de Paula de Jesus, a Nhá Chica, é a primeira bem-aventurada negra do Brasil. Leiga, ela não pertencia a nenhuma ordem religiosa. Analfabeta, não lia a Bíblia, mas aplicava no dia-a-dia o amor ao próximo e a caridade, o que a fez ser conhecida como “Mãe dos Pobres”. Nhá Chica nasceu em São João Del Rei (MG) mas viveu a maior parte da sua vida em Baependi (MG), onde morreu no dia 14 de Junho de 1895. Desde então, os relatos de cura por intercessão de Nhá Chica são vários.

Imaculado Coração da Bem-Aventurada Virgem Maria

Festa: Sábado após o segundo domingo 
após o Pentecostes (celebração móvel)
O primeiro promotor da festa litúrgica do Imaculado Coração de Maria foi São João Eudes, que começou a celebrá-la com os religiosos de sua congregação por volta de 1643. Em 1668, as festas e os textos litúrgicos foram aprovados pelo legado cardinal para toda a França. Foi somente após a introdução da festa do Coração de Jesus, em 1765, que a faculdade de celebrar a festa do Coração de Maria foi concedida aqui e ali, e mesmo o Missal Romano de 1814 ainda a incluía entre as festas "pro aliquibus locis". O culto ao Imaculado Coração de Maria recebeu um forte impulso após as aparições de Fátima de 1917. Foi precisamente em Fátima que Nossa Senhora prometeu: "Por fim triunfará o Meu Imaculado Coração". Em 1944 o Venerável Pio XII estendeu à Igreja toda esta memória mariana de origem devocional, colocando-a no dia 22 de agosto, a oitava da Assunção. Apenas dois anos antes, o Papa Pacelli havia consagrado a Igreja e o gênero humano ao Imaculado Coração de Maria, consagração renovada por São João Paulo II em 13 de maio de 1982. A reforma litúrgica que se seguiu ao Cecílio Vaticano II transferiu este memorial para o sábado após a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, como opcional. Foi São João Paulo II quem a tornou obrigatória.

ORAÇÕES - 14 DE JUNHO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.  
14 – 11º Domingo do Tempo Comum
Evangelho (Mt 9,36-10,8) “A roça a ser colhida é grande, mas os trabalhadores são poucos.”
A realidade vista por Jesus continua ainda agora. Há muitos, homens e mulheres, cansados, abatidos, desorientados e sofredores, que não sabem como viver e que felicidade procurar. Só Deus pode enviar quem os ajude a encontrar nele, Jesus, a salvação e a resposta para suas angústias. Peçamos ao Senhor que envie muitos para a colheita, pois a semeadura ele já fez. Peçamos que ele envie muitos e muitas, de todas as idades, profissões e condições, casados e solteiros. Peçamos que o Senhor inquiete o coração de todos, também o nosso, para que vejamos a nossa responsabilidade e passemos a fazer o necessário para ajudar tantos que procuram o caminho. Sempre ouvimos que faltam vocações para o ministério, mas o mais urgente é sermos cristãos e cristãs comprometidos com o evangelho.
Oração
Senhor Jesus, presto pouca atenção ao mundo ao meu redor. E por isso vivo tranquilo, sem ver o sofrimento, a angústia de tanta gente que procura libertar-se do mal. Quase sempre vejo apenas pecadores e pecadoras, e não acredito que estejam, com toda boa vontade, querendo acertar o passo e encontrar a Deus. Dai-me um pouco de vossa misericórdia, e ensinai-me a sofrer com os que procuram, sem saber que a vós é que estão procurando. Ponde em meu coração e em meus lábios o que lhes devo dizer, as principalmente levai-me a fazer por eles tudo que puder. Não deixeis que essa seja minha última preocupação, depois de todas as outras que me parecem tão importantes. Não quero faltar ao chamado que me fazeis. Amém.

sábado, 13 de junho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - Dimensões da Quaresma

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Batismo e Penitência
 
A Santa Quaresma tomou um ar sombrio, um pouco tétrico com muitas proibições: Os santos cobertos de roxo, sem música na celebração, nem flores. Era criado um clima próprio. Ajunte-se a isso o folclore que se formou, sobretudo na Sexta-Feira Santa. No Sábado Santo, cedo, já se fazia a Vigília Pascal. E já se queimava o Judas. O povo ficava na parte das procissões. A mentalidade agora deve chegar a fazer desse tempo uma renovação batismal. É tempo dos batismos de adultos. A comunidade vai viver a experiência do batismo: de livres do pecado, passamos a viver para Deus (Rm 6,4-10). O mistério de morte e da ressurreição de Jesus, ao qual nos unimos pelo batismo, atravessa todo esse tempo. Essa é a contribuição renovada. Se há adultos a serem batizados, devem fazer as celebrações do batismo em comunidade. Por outro lado temos a dimensão penitencial: São dois aspectos: despojar-se e abrir o coração e a vida para os outros. A Campanha da Fraternidade estimula o fiel a voltar-se a uma questão social onde os pobres são as vítimas. Para ir aos pobres é preciso sair de si. Essa é a pior penitência. É preciso desmontar a estrutura de pecado existente em nós e no mundo. Mudar o coração é a palavra da conversão. Trata-se da contínua conversão. Assim é feita a preparação para a renovação do batismo na noite da Vigília Pascal. Desse modo vivemos a Páscoa num processo de ressurreição dos nossos males. Há um longo caminho de catequese a ser feito a todo o povo de Deus. Só o faremos se nos deixamos catequizar pelo povo 
Dimensão eclesial 
A Santa Quaresma é também um tempo propício para a Igreja, povo de Deus que somos todos nós. A vida espiritual perdeu muito do sentido comunitário: Cada um salve sua alma; O pecado e a salvação são individuais. Criou-se uma cultura que influiu até nos ensinamentos fundamentais como é a identidade da Igreja. A Igreja é a união de todos em Cristo. Somos Corpo de Cristo e estamos uns unidos aos outros. A Vida de Cristo percorre todo esse organismo espiritual. Por outro lado, esse corpo de união de todos, é também um corpo sujeito ao pecado. A Igreja é santa e pecadora. Por isso, a Quaresma é tempo para a conversão individual e conversão de todo o corpo. O Vaticano II, na Sacrosanctum Concilium 110, ensina que “a penitência quaresmal não deve ser somente interna e individual, mas também externa e social”. Os pecados são públicos e assumidos por muita gente. A conversão deve penetrar as estruturas. Foi o que Jesus fez. Não negou o passado, mas iniciou um novo povo. Quando e sse povo peca...deve se converter e fazer ações coerentes de renovação. A Igreja deve promover essa renovação, como fazemos nas celebrações e na Campanha da Fraternidade.
Estações 
Havia um costume muito interessante na Quaresma da Roma antiga, na era cristã. Eram as estações. Cada dia da Quaresma era celebrada a Eucaristia numa das Igrejas. No livro de missa já anotava, por exemplo: Estação São João em Porta Latina. (não tem nada a ver com trem). Os textos da missa tinham referência ao local. Depois desapareceu. São João XXIII, Papa, começou a retornar a esse sistema. Atualmente se faz novamente. O Papa celebra a Quarta feira de Cinzas na Igreja de Santa Sabina. É algo que se poderia fazer nas comunidades da paróquia. Podemos dizer que as reuniões dos grupos de setores que se reúnem na Quaresma, podem corresponder a essas celebrações.
ARTIGO PUBLICADO EM FEVEREIRO DE 2021

EVANGELHO DO DIA 13 DE JUNHO

Evangelho segundo São Mateus 5,13-19. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Vós sois o sal da Terra. Mas se ele perder a força, com que há de salgar-se? Não serve para nada, senão para ser lançado fora e pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte; nem se acende uma lâmpada para a colocar debaixo do alqueire, mas sobre o candelabro, onde brilha para todos os que estão em casa. Assim deve brilhar a vossa luz diante dos homens, para que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem o vosso Pai que está nos Céus». Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim revogar, mas completar. Em verdade vos digo: antes que passem o céu e a Terra, não passará da Lei a mais pequena letra ou o mais pequeno sinal, sem que tudo se cumpra. Portanto, se alguém transgredir um só destes mandamentos, por mais pequenos que sejam, e ensinar assim aos homens, será o menor no Reino dos Céus. Mas aquele que os praticar e ensinar será grande no Reino dos Céus».
Tradução litúrgica da Bíblia 
Homilia atribuída a 
São Máximo de Turim(420) 
Bispo
(Kephas, vol. 1) 
«Vós sois o sal da terra. 
Vós sois a luz do mundo» 
O Senhor disse aos seus apóstolos: «Vós sois a luz do mundo». Como são justas as comparações que o Senhor emprega para designar os nossos pais na fé! Chama-lhes sal, a eles que nos ensinam a sabedoria de Deus, e luz, a eles que afastam dos nossos corações a cegueira e as trevas da incredulidade. Mas é justo que os apóstolos recebam o nome de luz, pois eles anunciam, na obscuridade do mundo, a claridade do Céu e o esplendor da eternidade. Pois não se tornou Pedro uma luz para o mundo inteiro e para todos os fiéis quando disse ao Senhor: «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo» (Mt 16,16)? Que maior claridade poderia o género humano receber do que ficar a saber por Pedro que o Filho de Deus vivo era o criador da sua luz? E São Paulo não é uma luz menor para o mundo: quando a Terra estava cega pelas trevas da maldade, ele subiu ao Céu (cf 2Cor 12,2) e, no seu regresso, revelou os mistérios do esplendor eterno. Foi por isso que não pôde esconder-se, qual cidade fundada no alto duma montanha, nem deixar que o escondessem, pois Cristo, pela luz da sua majestade, tinha-o incendiado como candeia cheia do óleo do Espírito Santo. Por isso, bem-amados, se, renunciando às ilusões deste mundo, queremos procurar o sabor da sabedoria de Deus, provemos o sal dos apóstolos.

São Fandila de Córdoba, Mártir-Festa:13 de junho

(†)13 de junho de 853
 
Nascido em Guadix (Granada), seus pais o enviaram para uma das escolas moçárabes de Córdoba, onde recebeu o hábito religioso no mosteiro de Tàbanos. Mais tarde, foi transferido para o mosteiro de San Salvador de Peñamelaria, nos arredores da cidade, e ordenado sacerdote a pedido de seus irmãos. Logo em seguida, quando eclodiu a perseguição do emir Maomé I em 852, Fandila (a quem Santo Eulógio ainda chama de efebo), intolerante com as constantes provocações dos cristãos, apresentou-se voluntariamente ao cádi (juiz muçulmano), perante o qual, com santa liberdade, denunciou a religião de Maomé. Preso e com o caso encaminhado ao emir, foi condenado à morte. Foi decapitado em 13 de junho de 853, e seu corpo foi pendurado na forca na margem esquerda do rio Guadalquivir.

13 de junho - Santo Eulógio de Alexandria

Eulógio foi monge e sacerdote em Antioquia. Já durante esse período, um traço marcante de sua personalidade vem à tona: o combate das heresias; para tanto, escreveu diversas cartas e obras se opondo às opiniões contrastantes à doutrina. Ele foi um dos maiores campeões da ortodoxia da época. Entre os anos 578 e 580 foi eleito Patriarca de Alexandria, estando à frente da igreja por cerca de trinta anos. Sua atuação foi muito importante contra os monofisitas, uma das tantas heresias da época, que defendiam a posição de Cristo ter apenas uma natureza e não duas (a divina e a humana).

13 de junho - Beato Geraldo de Claraval

O beato Geraldo era o irmão favorito do famoso São Bernardo de Claraval. Mais velho que ele, ele não estava entre aqueles, parentes e amigos jovens, que em 1112 entraram em Citeaux com o grande reformador. De uma natureza mais sincera, Gerardo preferia sua carreira militar, mas quando se viu gravemente ferido no cerco a Grancy e feito prisioneiro por um longo período, pôde refletir sobre qual era realmente sua vocação. Uma vez liberado, ele decidiu entrar no Citeaux para se tornar um monge sob a orientação de seu irmão Bernardo. Os dois então se mudaram com Clairvaux, na Borgonha, onde Geraldo foi nomeado como adjunto e deu provas de grande eficiência no governo dos assuntos internos do convento. Dizem que ele era particularmente hábil no trabalho manual, de modo que pedreiros, ferreiros, sapateiros, tecelões e operários se voltavam para ele em busca de conselhos e instruções.

Santa Felicula de Roma Mártir Festa: 13 de junho

Século IV
 
Os primeiros testemunhos sobre esta mártir romana podem ser encontrados no Martirológio de Geronimiano, onde sua figura é comemorada em três datas distintas. Entre elas, a data mais provável de seu martírio parece ser 14 de fevereiro, como sugerido pelo Sacramentário Gelasiano. Apesar da escassez de informações precisas sobre sua vida, a lenda diz que Felicola era meia-irmã de Petronila, a suposta filha do apóstolo Pedro. Recusando-se a renunciar à fé cristã por amor ao nobre Flaco, ela passou por uma longa provação de tortura e prisão, culminando com seu martírio e deposição na sétima milha da Via Ardeatina. 
Martirológio Romano: Em Roma, na sétima milha da Via Ardeatina, São Félix, mártir.

Beata Mariana Biernacka, Mãe de família e Mártir 13 de junho

No dia da festa de Santo Antônio de Pádua, grande figura da Cristandade, o calendário litúrgico também cita uma figura de nosso tempo: Mariana Biernacka. O ódio racial do nazismo provocou mais de cinco milhões de vítimas entre a população civil polonesa: muito religiosos, sacerdotes e leigos católicos. Principal figura do grupo de nove leigos é a Beata Mariana Biernacka, da diocese de Lomza, na Polônia. A história desta mulher é muito parecida com a de Santo Maximiliano Kolbe, franciscano, que foi canonizado por João Paulo II. Mariana nasceu em 1888 em Niemowicze, Grodno (Polônia), em uma família de cristãos ortodoxos e se converteu ao catolicismo aos 17 anos, em 1905, juntamente com seus familiares. Na idade de 20 anos casou-se com Ludwik Biernacki, e o casal teve seis filhos.