Nossa Senhora das Mercês é um dos títulos da Virgem Maria. Surgiu em 1218 quando São Pedro Nolasco, São Raimundo do Peñafort e o Rei Dom Jaime I da Espanha tiveram o mesmo sonho com a Virgem Maria. No sonho, ela pedir para que eles fundassem uma Ordem Religiosa que tivesse como objetivo libertar os cristãos escravizados pelos muçulmanos. Na época, os muçulmanos tinham invadido parte da Península Ibérica, prendendo e escravizando inúmeros cristãos. A recém criada Ordem passou a se chamar Ordem dos Mercedários em homenagem a Nossa Senhora das Mercês. Muitos membros da ordem chegaram a doar suas vidas pela libertação de cristãos que tinham sido escravizados. Por tudo isso, a imagem é rica em símbolos. Vamos conhece-los.
MOMENTOS OPORTUNOS
segunda-feira, 17 de agosto de 2026
ORAÇÕES - 17 DE AGOSTO
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
17 – Segunda-feira – Santos: Beatriz da Silva, Jacinto de Cracóvia
Evangelho
(Mt
19,16-22) “─ Mestre, que devo fazer de bom para possuir a vida eterna? ─ Por
que me perguntas sobre o que é bom? Um só é o Bom.”
Ao
que parece aquele homem queria que Jesus lhe indicasse regras de bondade e
justiça. Entendo que a resposta do Mestre foi: se queres ser bom e justo, se
queres a felicidade, procura a Deus, une-te a ele, ele é o Bom do qual provem
todo bem. Se estás com ele, tua vida será transformada; farás o que é certo,
serás justo. Se tens o Bom, ou antes, se és do Bom terás todo o bem.
Oração
Senhor
meu Deus, acredito que só em vós posso encontrar felicidade e paz. Somente vós
podeis levar-me pelos caminhos do bem. Quero estar sempre convosco, para que
tomeis conta de minha vida. Guardai-me em vossas mãos, não permitais que vos
abandone. Sem vós nada há de bom em mim, nem esperança nem paz. Fazei que eu
seja vosso; isso me basta e satisfaz. Amém.
domingo, 16 de agosto de 2026
REFLETINDO A PALAVRA - Nascida das águas
Vendo a longa fila de romeiros passando diante da imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, podemos nos perguntar o porquê dessa devoção. Diante da dificuldade de evangelização e formação do povo, estamos diante de uma Palavra de Deus. Temos consciência que a Palavra está no Livro Santo, mas se manifesta de tantos modos, pois “ela é viva e eficaz” (Hb 4,12). Como viva pode se manifestar de tantos modos. Ela não é a letra. A letra a manifesta. Contemplando essa imagem de terra cota, tirada do fundo de um rio, quebrada, separada da cabeça, podemos ouvir o que Deus quer nos dizer. É certo que a devoção deve ser sempre regida pela Palavra. O encontro da imagem já é milagroso pelos acontecimentos que ocorreram. Deus quer algo de nós quando faz um milagre. Corpo quebrado nos lembra o homem e a mulher, que marcados pelo pecado que os destroem e os leva ao fundo. Nada mais profundo que o mal! Por mais profundo que seja a desgraça, sempre há salvação. Quanto mais triste seja a destruição do ser humano, ele pode ser recomposto. Assim foram os fatos que acompanharam a imagem de N.S.Aparecida. Podemos dizer que a desgraça de um povo pode ser recuperada pelas mãos de simples homens. Sempre tende à recuperação. Deus não tem pressa, mas as necessidades têm. Os homens precisavam de peixe. Deus os conduz a um trabalho sofrido e vem em seu socorro com uma pesca milagrosa. Com persistência luta pela solução de seus problemas.
Imagem mensagem
Houve alguém ou um fato que quebrou a imagem. Ela é muito frágil. Foi colocada nas águas por não ter uma solução no momento. As águas recolhem nossas fragilidades e podem recuperar-nos pelas mãos dos fracos. Como imagem retrata alguém, ela passa pela restauração. É um estímulo a nossa permanente recuperação. Mesmo passando pela pesada destruição, foi recuperada. Quando damos a Deus nossos cacos, temos quem nos recupere, se lhe dermos todos os pedaços. Ela é um retrato da beleza de Deus. O belo nos estimula a nos transformarmos na mesma beleza. Contemplando a Mãe de Jesus, saída das mãos de Deus, podemos entender que o barro cozido traz uma sombra da beleza divina. A beleza é relativa a quem ama. Ela é a expressão do Deus que ama. Por isso, desde o início, houve esse carinho do povo pela imagem, no que ela representa. A beleza de Deus nos cura. Recuperamos nossa imagem, sempre mais ao original. O que justifica os milhões que por aqui passam, senão a beleza de Deus estampada em Nossa Senhora, em sua imagem? Podemos recolher a mensagem como um estímulo a sermos nós também, sempre mais, reflexos da beleza de Deus, mesmo em nosso corpo quebrado.
Força de um símbolo
A imagem de Nossa Senhora Aparecida é um símbolo. Sua realidade material é terra trabalhada pela arte de um homem e cozida ao forno. O coração humano que busca Deus, foi capaz de fazer dela um símbolo que nos une com a realidade espiritual, sem que ela deixe de ser matéria. O símbolo é um meio de encontrar Deus, a Virgem Maria e os Santos. A linguagem humana vai além das palavras. Deus, quando quis vir ao encontro do homem, se fez condição humana. Essa condição de Encarnação nos leva a perceber na imagem de Nossa Senhora Aparecida, um caminho para Deus. Ela também tinha em seus braços o Deus feito homem. Assim podemos nos aproximar dela e nos encontrar com Deus. Veneramos a Virgem Maria que intercede por nós e adoramos o Senhor.
ARTIGO PUBLICADO EM OUTUBRO DE 2021
EVANGELHO DO DIA 16 DE AGOSTO
Evangelho segundo São Mateus 15,21-28.
Naquele tempo, Jesus retirou-Se para os lados de Tiro e Sidónia.
Então, uma mulher cananeia, vinda daqueles arredores, começou a gritar: «Senhor, Filho de David, tem compaixão de mim. Minha filha está cruelmente atormentada por um demónio».
Mas Jesus não lhe respondeu uma palavra. Os discípulos aproximaram-se e pediram-Lhe: «Atende-a, porque ela vem a gritar atrás de nós».
Jesus respondeu: «Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel».
Mas a mulher veio prostrar-se diante dele, dizendo: «Socorre-me, Senhor».
Ele respondeu: «Não é justo que se tome o pão dos filhos para o lançar aos cachorrinhos».
Mas ela insistiu: «É verdade, Senhor; mas também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa de seus donos».
Então, Jesus respondeu-lhe: «Mulher, é grande a tua fé. Faça-se como desejas». E, a partir daquele momento, a sua filha ficou curada.
Tradução litúrgica da Bíblia
(1300-1361)
Dominicano de Estrasburgo
Sermão 9
«Mulher, é grande a tua fé»
«Senhor, Filho de David, tem compaixão de mim»: é um apelo de uma força imensa; um gemido que vem como que de uma profundidade sem fim. Ele ultrapassa em muito a natureza: é o próprio Espírito Santo que profere em nós esse gemido» (cf Rom 8, 26). Mas Jesus diz-lhe: «Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel». E o que faz ela, quando assim acossada? Penetra ainda mais profundamente no abismo. Prostrando-se e humilhando-se, mantém a confiança e diz: «É verdade, Senhor; mas também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa de seus donos».
Ah! Se também vós pudésseis penetrar tão verdadeiramente no fundo da verdade, não através de comentários sábios, palavras complexas ou mesmo dos sentidos, mas no fundo de vós mesmos! Nem Deus nem qualquer criatura conseguiria desprezar-vos, aniquilar-vos, se permanecêsseis na verdade, na humildade confiante. Poderiam sujeitar-vos a afrontas, ao desprezo e a recusas grosseiras, que vós não deixaríeis de perseverar, de insistir, animados por uma confiança total, e o vosso zelo iria sempre em aumento. É disto que tudo depende, e quem chega a este ponto é bem sucedido. Só estes caminhos conduzem, na verdade e sem qualquer estação intermédia, a Deus. Mas poucos conseguem permanecer nesta grande humildade, com perseverança, com uma segurança total e verdadeira, como esta pobre mulher fez.
16 de agosto - Beato Henrique de Almazora
Henrique nasceu em Almazora, aos 16 de março de 1913, sendo batizado no mesmo dia na igreja paroquial. Era filho de Vicente Garcia e Conceição Beltrán. Ele viveu a sua infância num ambiente profundamente religioso. Disse Vicente Beltrán, seu tio que “em sua infância era o que se diz, um anjo. O menino não saía da igreja; empregava o tempo entre a igreja, a escola e a casa paterna”.
Aos 14 anos ingressou no Seminário Seráfico de Massamagrel. Recebeu o hábito capuchinho aos 13 de agosto de 1928, em Ollería, das mãos de frei Eloy de Orihuela. Emitiu a profissão temporária a 1º de setembro de 1929, em Ollería, e a perpétua, aos 17 de setembro de 1935, em Orihuela.
A Revolução surpreendeu-o quando era ainda diácono e se preparava para receber o sacerdócio. “Era de temperamento jovial e dócil”. Entre seus companheiros religiosos “gozava de fama de piedoso.
Beata Hugolina de Vercelli, Virgem e eremita - 16 de agosto
Hugolina nasceu em Vercelli no seio da nobre e poderosa família De Cassami (ou De Cassinis, segundo estudos recentes). Era filha única e bem cedo se destacou por sua prática da caridade ao próximo, a oração constante, a perfeita adesão aos ensinamentos transmitidos por sua piedosa mãe. A jovem tinha um amor especial pelos peregrinos, que naquele tempo eram numerosos. Quando ficava sabendo que a meta era a Terra Santa, lhes dava dinheiro para a viagem. Aos 14 anos, ao morrer sua mãe, seu pai quis seduzi-la, mas graças a sua oração conseguiu guiar seu pai na senda correta. De qualquer forma, o equilíbrio familiar ficou prejudicado e Hugolina confiou à uma senhora de nome Libera seu desejo de servir ao Senhor na oração, vivendo retirada do mundo. Esta senhora lhe disse que meditasse sobre sua decisão e que esperasse um sinal do céu.
Santa Serena de Roma Imperatriz Dia da Festa: 16 de agosto
Até a edição anterior do 'Martyrologium Romanum', Santa Serena, presumível esposa do imperador Diocleciano (243-313), era incluída como celebração em 16 de agosto, como anteriormente incluído por Adônis († 875), arcebispo de Vienne, em seu 'Martirológio' e, posteriormente, em Martirológios subsequentes, até o 'Romano' mencionado acima.
Na edição de hoje, ela não é mais mencionada, o motivo para isso advém da grande incerteza quanto a ela como esposa de Diocleciano. De fato, Lactâncio (Lúcio Cecílio, séculos III-IV), um escritor cristão latino que viveu na época e na corte de Diocleciano, afirma em seu "De mortibus persecutorem" que sua esposa e filha se chamavam Prisca e Valéria e que eram forçadas a realizar ritos pagãos.
SANTA ROSA FAN HUI, Leiga, Catequista e Mártir (na China) *
Nós católicos, mesmo os latino-americanos, demos um costume (talvez por causa de padre missionários vindos da Europa) de cultuar mais santos e santas de origem européia: italianos, franceses, espanhóis, portugueses, alemães, etc. Desconhecemos, às vezes, por completo que já temos muitos santos e santas latino-americanos, mexicanos, africanos e asiáticos (chineses, japoneses e coreanos). Hoje, o site santos, beatos, veneráveis e servos de Deus traz um resumo da história de Santa Rosa Fan Hui, uma santa virgem e mártir chinesa.
A jovem Wang Hoei (mais tarde Rosa) vivia feliz na província chinesa de Hebei, na sua aldeia, relativamente próxima de Pequim, quando o século XX lhe restavam já dois telejornais.
Estêvão da Hungria Rei, Santo 975-1038
O povo húngaro estava destinado
pela Providência Divina a ser evangelizado
e convertido por um dos seus líderes,
que se tornaria seu primeiro Rei,
Santo Estêvão, o Rei Apostólico,
cuja festa comemoramos
no dia 16 deste mês.
*****
Geysa, quarto Duque dos hunos ou húngaros, ainda bárbaro e pagão, teve a feli cidade de casar-se com a virtuosa Sarolta, filha do Duque de Giula, que aos encantos femininos unia os da virtude. Como uma nova Clotilde, empenhou-se ela com sucesso na conversão do marido, que com muitos de seus nobres, recebeu o baptismo.
Essa conversão, embora sincera, não foi suficiente para fazê-lo cessar de vez com os costumes bárbaros, e sobretudo para torná-lo modelo diante de seus súditos.
São Roque,Terciário Franciscano-Festa: 16 de agosto
(+)Angera, Varese, 16 de agosto de 1376/1379
As fontes sobre ele são imprecisas e envoltas em lendas. Em peregrinação a Roma, após doar todos os seus bens aos pobres, conta-se que parou em Acquapendente, dedicando-se a cuidar das vítimas da peste e realizando curas milagrosas que difundiram sua fama. Vagando pelo centro da Itália, dedicou-se a obras de caridade e assistência, promovendo conversões constantes. Diz-se que morreu na prisão, após ser detido perto de Angera por soldados sob suspeita de espionagem. Invocado no campo contra doenças do gado e desastres naturais, seu culto se espalhou extraordinariamente pelo norte da Itália, ligado em particular ao seu papel como protetor contra a peste.
Beata Pietra de São José Pérez Florido (Ana Josefa) Fundadora-Festa: 16 de agosto
(+)Barcelona, Espanha, 16 de agosto de 1906
A Beata Piedra de San José Pérez Florido, uma virgem espanhola, dedicou-se ao cuidado de idosos abandonados e fundou a Congregação das Irmãs Mães dos Abandonados e de São José da Montanha. João Paulo II a beatificou em 16 de outubro de 1994.
Martirológio Romano: Em Barcelona, Espanha, a beata Pietre de San Giuseppe (Anna Giuseppa) Pérez Florido, virgem, ofereceu solicitamente assistência a idosos solitários e fundou a Congregação das Irmãs Mães dos Abandonados.
16 De Agosto: Trasladação De Edessa Para Constantinopla Da Imagem «Aquiropita» De Nosso Senhor Jesus Cristo (944)
Segundo a tradição, o primeiro ícone de Jesus Cristo surgiu durante sua vida terrena. Faz-se referência a esta imagem como a «Sagrada Face», ou melhor, «O ícone não feito por mãos humanas». A tradição relata que, durante o tempo do Salvador, Abgar, o governante de Edessa, sofria de lepra. Embora nunca tenha visto o Salvador, Abgar acreditava em Jesus como o Filho de Deus por ter ouvido falar sobre os grandes milagres realizados por ele, e lhe teria escrito uma carta pedindo para que fosse curá-lo, a qual enviou à Palestina através do seu próprio retratista e pintor Ananias, tendo lhe encomendado também um retrato (pintura) do Divino Mestre. No entanto, quando Ananias chegou a Jerusalém e viu o Senhor, lhe foi impossível aproximar-se dele devido à grande multidão que o cercava.
ORAÇÕES 16 DE AGOSTO
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
16
– Domingo – Assunção
de Nossa Senhora
Evangelho
(Lc
1,39-56) “A minha alma engrandece o Senhor, e meu espírito alegra-se em Deus, meu Salvador, porque olhou para sua pequena serva.”
Maria
reconhece o favor de Deus, louva-o, alegra-se, e sabe que sua felicidade será
reconhecida por todos, anuncia que o Senhor olha para os pobres e fracos, e
deles cuida. Não posso deixar de reconhecer os favores e graças que Deus me
concede. Para louvá-lo e agradecer-lhe, em minha oração mais vezes devo
relembrar tudo que me oferece, vida, amor e possibilidade de amar, dons,
facilidades, as pequenas e grandes alegria da vida, e esperança. A mãe de Jesus
ensina-me que preciso reconhecer que sou pobre e pequeno, mas que Deus é grande,
e com ele posso mudar muita coisa no mundo, porque ele está ao lado dos
pequenos, pobres e sofredores. Com Maria, cheio de alegria e confiança posso deixar
que Deus faça em mim grandes coisas.
Oração
Senhor
meu Deus, com Maria a mãe de Jesus, quero louvar-vos e bendizer. Tenho tanto a
agradecer. A vida, a família, o amor, o conhecimento, a natureza amiga e
severa, a fé, a esperança de uma vida para sempre na felicidade da paz. Bendito
sejais, porque sois poderoso e misericordioso, acima de nossas fraquezas, mas
acolhedor e bom. Alegro-me, porque nos criastes por amor, e ao longo dos tempos
nos levais paciente, para que em vosso Filho Jesus, nosso irmão, possamos
chegar à plenitude para a qual nos chamais. Olhai por nós, Senhor, livrai-nos
de opressões e injustiças, cuidai dos pobres e frágeis. Não permitais que
cedamos ao medo, à maldade e à mentira. Guiai-nos pelo caminho do presente, tão
novo que nos desorienta. Amém.
sábado, 15 de agosto de 2026
REFLETINDO A PALAVRA - “Deus os fez assim”
“O coração humano é o paraíso de Deus”, diz Santo Afonso de Liguori. Se, para Deus ser feliz, basta um coração humano, podemos pensar que o ser humano, nascido do coração de Deus, possa encontrar toda a felicidade em si, e no outro do qual é parte. Os ossos mantêm a pessoa de pé. E o coração torna-a capaz de fazer a vida caminhar. A vida matrimonial, o casal, está em íntima união com o coração de Deus, isto é, em seu amor. Ela oferece a melhor condição para que o projeto de comunhão do ser humano com Deus possa se realizar: amor que se entrega e amor que acolhe e gera comunhão. A vida espiritual individual tem muito de maravilhoso. Mas é o matrimônio que oferece o que há de melhor. É o melhor caminho: realiza o amor. Deus não erra em seus projetos. Deus viu o homem no Paraíso dando nome aos animais, mas não encontrando quem o completasse, disse: “Não é bom que o homem esteja só” (Gn 2,18). E o homem diz ao ver a mulher: “É osso dos meus ossos, carne de minha carne” (Gn 2, 23). Por que aquele sono de Adão? Um será para o outro, sempre, uma fonte de eterna descoberta. Nenhum sabe como Deus fez o outro. Por isso se trata de acolhimento e não de poder. O texto tem muita sabedoria a ser descoberta. Sto. Agostinho diz que Deus não tirou o osso do pé para que o homem não a pisasse; não tirou da cabeça para que se sentisse dono ou dona, mas tirou o osso da costela, que tem também o significado de amor para que correspondesse ao coração. Quanta sabedoria. Quem define o ser do casamento é Deus que o fez. Não são as ideologias do mundo.
Dureza do coração
É necessário ser um casamento na fé e no amor. Aí sim, ele se torna um lugar da manifestação do projeto de Deus. Não basta ajuntar. Por isso Jesus proclama: “Não separe o homem o que Deus uniu” (Mc 10,9). Por isso o divórcio não tem lugar nem desculpa no ensinamento de Jesus. Moisés, como diz Jesus, quanto a esse mandamento: “foi por causa da dureza de vosso coração que Moisés vos escreveu este mandamento” (Mc 10,5). Temos experiências felizes de casamento e também muita dor e desencanto. Casamento é uma vocação natural; há uma atração natural. Mas há também a opção espiritual, isto é, sacramento. Outra questão é a situação dos que se casam na Igreja só por uma festa. Não foi casamento. O que acontece que faz um casamento infeliz? Penso que o maior erro é casar para ser feliz, completar-se etc... O que dá certo é casar para fazer o outro feliz. Aí se realiza. O mandamento do amor constitui o cerne do casamento. Ele é participa no mistério da Redenção de Jesus. É sacramento. Nele está presente o amor com que Jesus se entregou. O prazer da alegria se dá também no espiritual.
Os pequeninos
A colocação do texto sobre as crianças ao lado da questão do divórcio, parece ser uma intenção mais profunda do evangelista. Não porque o casamento vá gerar crianças, mas que o carinho de Jesus pelas crianças pode nos ensinar algo sobre o casamento. Somente com o coração de crianças e seu amor espontâneo que se pode levar avante a missão de um casal. A criança é aberta ao dar e ao receber. Existe egoísmo que pode ser vencido. A Carta aos Hebreus diz que Jesus não se envergonha de chamá-los irmãos, pois tanto Jesus como nós descendemos do mesmo ancestral, o Pai (Hb 2,11). A abertura um ao outro, não é um dom pessoal, mas uma opção que se funda em Cristo.
Leituras: Gênesis 2,18-24; Salmo 27;
Hebreus 2,9-11; Marcos 10,2-12.
1. A vida matrimonial está em íntima união com o coração de Deus, isto é, em seu amor.
2. O casamento na fé e no amor. Só assim é lugar da manifestação do projeto de Deus.
3. Com o coração de crianças e seu amor, pode-se levar avante a missão de um casal.
Casamento de Boneca
Nas brincadeiras de crianças existem batizados de boneca, casamentos etc... É um meio de pensarem já em sua futura sina. Só que as bonecas são ocas, de plástico, sem cérebro. Pior de tudo, não diferem muito de alguns casamentos que são feitos em nossas Igrejas. É bonito, correm lágrimas... Mas muitos não resistem nem à lua de mel. Certamente que não podemos duvidar da boa von
tade de nossos jovens. Mas falta chegar ao conhecimento do dom que recebem. Deus não recusa sua bênção. Deus é maior que nosso coração. Quem sabe, um assim, se assumem, podem chegar a um belo futuro. Há necessidade de buscar uma fórmula melhor para que os casais possam compreender o sentido maravilhoso dessa condição humana tão rica. Mas como?
tade de nossos jovens. Mas falta chegar ao conhecimento do dom que recebem. Deus não recusa sua bênção. Deus é maior que nosso coração. Quem sabe, um assim, se assumem, podem chegar a um belo futuro. Há necessidade de buscar uma fórmula melhor para que os casais possam compreender o sentido maravilhoso dessa condição humana tão rica. Mas como?
Homilia do 27º Domingo Comum (03.10.2021)
EVANGELHO DO DIA 15 DE AGOSTO
Evangelho segundo São Lucas 1,39-56.
Naqueles dias, Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se apressadamente para a montanha, em direção a uma cidade de Judá.
Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel.
Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino exultou-lhe no seio. Isabel ficou cheia do Espírito Santo
e exclamou em alta voz: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre.
Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor?
Na verdade, logo que chegou aos meus ouvidos a voz da tua saudação, o menino exultou de alegria no meu seio.
Bem-aventurada aquela que acreditou no cumprimento de tudo quanto lhe foi dito da parte do Senhor».
Maria disse então:
«A minha alma glorifica o Senhor
e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador,
porque pôs os olhos na humildade da sua serva,
de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações.
O Todo-poderoso fez em mim maravilhas,
Santo é o seu nome.
A sua misericórdia se estende de geração em geração
sobre aqueles que O temem.
Manifestou o poder do seu braço e dispersou os soberbos.
Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes.
Aos famintos encheu de bens
e aos ricos despediu de mãos vazias.
Acolheu a Israel, seu servo,
lembrado da sua misericórdia,
como tinha prometido a nossos pais,
a Abraão e à sua descendência para sempre».
Maria ficou junto de Isabel cerca de três meses e depois regressou a sua casa.
Tradução litúrgica da Bíblia
(1858-1923)
Abade
A Virgem Maria e os sacerdotes
Em Cisto, filho da Rainha do Céu
Qual é o fundamento desta bendita certeza de sermos filhos da Rainha do Céu? É, acima de tudo, o dogma da nossa incorporação em Cristo como membros.
Uma mulher não é mãe quando se torna fonte de vida para outro? Quando comunica a vida de que ela própria usufrui? Na ordem sobrenatural, de onde provém a vida divina que temos em nós, esta vida que não está destinada a terminar com a morte como a vida corporal, mas a florescer em glória na eternidade? Eva deu-nos a vida segundo a natureza e o pecado; mas a vida da graça desceu até nós por meio de Maria. Maria é a nova Eva, unida pela sua predestinação ao novo Adão. Quão eficaz não foi a sua cooperação na obra da redenção! Na anunciação, como já dissemos, foi ao seu consentimento que Deus quis, de certo modo, subordinar a vinda de seu Filho. A Virgem Maria tornou-se assim a criatura privilegiada que a todos comunica o dom de Deus, a vida sobrenatural; ela aceitou a sua maternidade segundo a amplitude das intenções de Deus. Ora, o desígnio de Deus incluía que ela não fosse apenas mãe de Cristo, mas também de todos os membros de Cristo.
Ao aceitarmos ser filhos de Maria, entramos plenamente nos desígnios misericordiosos do Senhor. Pois não fomos predestinados pelo Pai para sermos conformes à imagem do seu Filho? (cf Rm 8,29) Que grande consolo! Através da nossa veneração e do nosso amor a Maria, aperfeiçoamos gradualmente a nossa semelhança com o Salvador.
Santo Alípio de Tagaste, Bispo-Festa: 15 de agosto
(+)Hipopótamo ou Tagaste, 429 ou 430
Ele foi um dos amigos e colaboradores mais próximos de Santo Agostinho e uma das figuras mais influentes da Igreja africana entre os séculos IV e V. Sua história pessoal está quase inteiramente entrelaçada com a do grande bispo de Hipona: compartilharam os estudos, a adesão ao maniqueísmo, a conversão ao cristianismo, o batismo em Milão em 387 por Santo Ambrósio e, posteriormente, a escolha da vida monástica. Tendo se tornado bispo de sua cidade natal, Tagaste, por volta de 394, exerceu seu ministério episcopal por aproximadamente quarenta anos, distinguindo-se na reforma do clero, na promoção da vida monástica e na defesa da fé católica contra o donatismo e o pelagianismo.
15 de agosto - São Jacinto de Cracóvia
São Jacinto nasceu em 1183 na Polônia, entre as cidades de Breslau e Cracóvia (antiga Kramien). Seu nome de batismo é Jacko, que quer dizer João. Alguns biógrafos dizem que pertencia a piedosa família Odrovaz, da pequena nobreza local.
Por volta do ano de 1218, ingressou na Ordem Dominicana em Roma, retornando à sua terra logo em seguida. Na Polônia fundou diversos conventos como os de Breslau, Sandomir e Dantzig, tendo criado no ano de 1228 a Província Dominicana Polaca, cuja influência dominicana alcançou a Rússia, os Balcãs, a Prússia e a Lituânia. Percorreu aproximadamente quatro mil léguas anunciando o Evangelho.
Desde cedo, aprendeu a bondade e a caridade, despertando, assim, sua vocação religiosa.
Beato Isidoro Bakanja - Mártir do Escapulário
“Um homem de fé heroica, Isidoro Bakanja, jovem leigo do Congo. Como batizado, chamado a difundir a Boa Nova, foi capaz de compartilhar sua fé e testemunhar a Cristo com tal convicção que, a seus companheiros de equipe, apareceu como um daqueles fiéis leigos que são catequistas valentes. Sim, o Beato Isidoro, totalmente fiel às promessas de seu batismo, era realmente um catequista, trabalhou generosamente para "a Igreja na África e sua missão evangelizadora".
Papa João Paulo II – Homilia de Beatificação –
24 de abril de 1994
Presume-se que o jovem congolês de nome Isidoro Bakanja, nasceu entre 1885 e 1890, em Bokendela, no seio de uma família da tribo Boangi.
Santo Estanislau Kostka, Noviço Jesuíta -Festa: 15 de agosto
(+)Roma, 15 de agosto de 1568
Estanislau Kostka, nascido em 1550, pertencia a uma família nobre. Aos treze anos, foi enviado para estudar em Viena, na escola jesuíta, que mais tarde foi requisitada pelo Imperador da Áustria. Estanislau, embora confinado a alojamentos temporários, manteve-se devoto e diligente. Durante uma grave doença, amadureceu o desejo de ingressar na Companhia de Jesus. Assim, fugiu de Viena para Dillingen. Apesar da reação do pai, o jovem permaneceu irredutível. Foi para Roma para o noviciado. Faleceu na Festa da Assunção, aos dezoito anos, em 1568. Foi o primeiro beato da Companhia de Jesus. (Avvenire)
Bem-aventuradas Isabel e Maria do Paraíso, Virgens Mercedárias
No mosteiro de Santa Maria ad Argamasilla, as duas freiras mercedárias, as Beatas Isabel e Maria do Paraíso, irmãs, amaram juntas a Cristo como seu Esposo. Tendo vivido em austeridade e penitência, adornadas com lírios e virtudes preciosas, elas partiram para suas núpcias celestiais. Seus corpos foram sepultados na igreja do mosteiro.
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