segunda-feira, 15 de junho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Tempo favorável”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Cristo Modelo 
A liturgia da Quarta-feira de Cinzas, na carta de Paulo aos Coríntios, nos exorta: “No momento favorável, Eu te ouvi e, no dia da salvação Eu te socorri. É agora o momento favorável, é agora o dia da salvação” (2Cor 6,2). Deus nos dá muitas oportunidades. A Igreja se organizou para que houvesse condições de viver cada Páscoa sempre com maior preparação. Cristo nos mostra com sua vida, como viver com intensidade esse Mistério. Ele é sempre o modelo. O Mistério Pascal de Cristo não é somente o momento de sua Paixão e Ressurreição, mas é toda sua existência entre nós. Falando de Quaresma, parece que nos satisfazemos com o pouco que temos que fazer, sem procurar aprofundar o conhecimento de Cristo. Jesus é modelo a tomar. É certo que a Quaresma quer seguir Jesus em seus 40 dias de deserto. “Então Jesus foi levado pelo Espírito para o deserto para ser tentado pelo diabo” (Mt 4,1). É também o Espírito que nos conduz no caminho de Cristo na Quaresma. É o tempo em que o Espírito nos abre à escuta da Palavra e ao esvaziamento. “Por quarenta dias esteve jejuando. Depois teve fome” (2). O jejum é descrito nas tentações. Não jejuamos de alimento, mas nos esvaziamos. A solidão e o silêncio são características de Jesus: Mesmo no meio da multidão Ele tinha seu interior voltado para o essencial que era seu Pai. O esvaziamento é um seguimento de Jesus. 
O único necessário 
Nesses quarenta dias Jesus jejuou. E sentiu fome. Agora que Jesus deve assumir o anúncio do Reino e chegar à sua total entrega ao Pai pelos irmãos, Ele jejuou. Estava no deserto que não oferecia nada. A solidão e a fome nos tocam profundamente. Estar só nos faz vítimas de tantos “demônios”. As três tentações que o inimigo lhe faz atingem sua Pessoa toda e em todas as circunstâncias. É o desejo do ter, do prazer e do orgulho. Temos fome de tudo. Queremos todos os prazeres. Fazemo-nos donos de tudo, no orgulho e na vaidade. É o eu profundamente egoísta. Despojar-se de todas as coisas é o que nos enriquece, nos completa e nos faz plenos. O exercício de desapego, jejum total, nos torna abertos para Deus, pois Ele assume seu lugar em nós. Ele é o sustento, o gozo e o amor. Jesus sai tão despojado e tão pleno de Deus que todos vão dizer: “Ninguém jamais falou como esse homem” (Jo 7,46). Jesus dirá ao jovem: “uma só coisa te basta: “Vai vende tudo o que tens, dá aos pobres... vem e segue-me”(Mt 19,21). Normalmente damos coisas a Deus e não nos damos. O Pai não aceita concorrentes e cobra sempre de seu Filho a obediência: “Tudo o que O Pai fez, o Filho o faz igualmente” (Jo 5,19). 
Os Anjos O serviram 
Jesus sentiu fome. Não foi só de comida, mas de desejo de realizar sua missão. Aquele Jesus que todos conheciam como o carpinteiro, o Filho de José, sai totalmente outro, homem-missão. Suas palavras e atividades, seus milagres espantam quem o conhecia. Do Homem de Nazaré surge o Homem Filho de Deus que veio a este mundo para dar a vida em resgate de todos. Podemos também entender que Jesus é acolhido pela comunidade dos que creem. Ele disse aos discípulos que lhe ofereciam alimento: “Tenho para comer um alimento que vós não conheceis... o meu alimento é fazer a vontade Daquele que me enviou e realizar sua obra” (Jo 4,31-34). Viver a Quaresma é entrar na obra de Jesus. Assim podemos valorizar nossa Quaresma não como quarenta dias de calendário, mas tempo de viver nossa união ao Cristo que se entrega ao Pai pelo mundo.
ARTIGO PUBLICADO EM MARÇO DE 2021

EVANGELHO DO DIA 15 DE JUNHO

Evangelho segundo São Mateus 5,38-42. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Ouvistes que foi dito aos antigos: "Olho por olho e dente por dente". Eu, porém, digo-vos: não resistais ao homem mau. Mas, se alguém te bater na face direita, oferece-lhe também a esquerda. Se alguém quiser levar-te ao tribunal para ficar com a tua túnica, deixa-lhe também o manto. Se alguém te obrigar a acompanhá-lo durante uma milha, acompanha-o durante duas. Dá a quem te pedir e não voltes as costas a quem te pede emprestado». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Teresinha do Menino Jesus 
(1873-1897) 
Carmelita, 
doutora da Igreja 
Poemas «Viver de amor» 
«Por que te amo, Maria» 
«Deixa-lhe também o manto» 
Viver do Amor é dar sem olhar 
Sem neste mundo exigir um salário. 
Ah! Eu dou sem contar, 
Pois sei que quem ama é perdulário! 
Ao Coração divino, que transborda ternura, 
Dei tudo. 
Corro meus dias ligeira, sem dor nem fraqueza 
Nada mais tendo que esta minha riqueza: 
Viver do Amor. 

Viver do Amor é banir o temor, 
Riscando a lembrança dos erros passados. 
De meus pecados não vejo nem cor, 
Com amor inflamante foram perdoados! 
Ó doce fornalha, ó divina chama, 
Morada que elejo com todo o fulgor, 
Canto em teu fogo, e sou eu quem clama (cf Dn 3,51): 
«Vivo de Amor!» 

«Viver do Amor, que estranha loucura!», 
O mundo me diz. «Cessai de cantar! 
Os perfumes e a vida futura 
Com utilidade os deveis empregar!» 
Amar-Te, Jesus, se é perda, é ganho fecundo! 
Para sempre são teus meus perfumes, 
Senhor, Quero cantar ao deixar este mundo: 
«Morro de Amor!» 
 Amar é tudo dar e dar-se a si mesmo.

15 de junho - São Luís Maria Palazzolo

Luís Maria Palazzolo nasceu a 10 de dezembro de 1827 em Bérgamo e foi o último de oito irmãos, dos quais só ele sobreviveu: a mortalidade infantil era então muito grande, porque as vacinas e os antibióticos ainda não existiam. Em 1837 ficou órfão de pai e recebeu de sua piedosa mãe, uma educação voltada para a caridade para com os pobres e doentes. Luís teve a felicidade de ter excelentes diretores espirituais, que o dirigiram para a vida consagrada. Foi ordenado sacerdote pelo Bispo de Bérgamo a 23 de junho de 1850 e quase a seguir se envolveu no apostolado na paróquia de Santo Alexandre in Colonne, no oratório instalado nesta localidade “la Foppa” e depois na igreja de São Bernardino da qual foi nomeado abade em 1855. Durante os anos seguintes, ele fundou a Congregação das “Irmãs Pobres”, com a colaboração de Teresa Gabrieli, mulher experimentada e de grande fé, que veio a ser a primeira Superiora da nova comunidade.

15 de junho - Beato Clemente Vismara

O padre Clemente viveu de maneira extraordinária o ordinário. Doando-se a si mesmo, dia após dia, durante 65 longos anos na então Birmânia (atual Myanmar), aonde chegara em 1924. Para ele existe uma via mestra para testemunhar o Evangelho: doar-se aos outros, até ao fundo, gratuitamente e com alegria. “Um missionário que não dá a sua vida é inútil, não é nada”, escreve em 1959. “Os pagãos exigem a pele, somente a pele, toda a pele, caso contrário não acreditarão em nós de forma alguma. Mesmo que seja um herói de barba rija, se não der a sua alma, é supérflua a barba rija, falso o herói.” Clemente Vismara nasceu em Agrate Brianza (Itália) em 6 de setembro de 1897. Ficou órfão e em 1913 entrou no Seminário São Pedro de Seveso, onde amadureceu a decisão de se tornar missionário, entrando no Instituto das Missões Exteriores de Milão, hoje Pontifício Instituto das Missões Exteriores (PIME).

São Bernardo de Menton (ou de Aosta)Sacerdote Festa: 15 de junho

Bernardo nasceu em Aosta por volta de 1020. O agostiniano fundou um mosteiro na Suíça, no alto da montanha, hoje conhecida como Grão São Bernardo, para dar assistência aos peregrinos que ali passavam. Bernardo foi também um grande pregador contra os maus costumes do clero e o abandono dos fiéis. 
(*)Menthon-Saint-Bernard, Saboia, início do século XI
(+)Novara, 12 de junho de 1081 
Desde 1923, ele é o santo padroeiro dos alpinistas, dando nome a duas famosas passagens alpinas e até mesmo à charmosa raça de cães conhecida por seu barril de resgate na montanha. Trata-se de São Bernardo de Menton, que, no entanto, não nasceu na cidade de Saboia, como consta em uma crônica do século XV, mas em Aosta, por volta de 1020. Tendo se tornado arquidiácono e depois agostiniano, foi incumbido de restaurar a passagem conhecida como "Mons Jovis". Conta-se que, para isso, teve que lutar contra as exigências de um demônio, acabando por jogá-lo de um penhasco. O que se sabe com certeza é que, partindo da abadia suíça de Bourg-Saint-Pierre, fundou um mosteiro no topo do que hoje é a Passagem do Grande São Bernardo. A 2.470 metros de altitude, é um local de descanso e acolhimento para viajantes e peregrinos, além de ser o lugar habitado mais alto da Europa. Atribui-se também ao santo a construção do mosteiro no topo da Passagem do Pequeno São Bernardo. Ele morreu em Novara em 1081. 
Patrono: Montanhistas, Alpinistas (Pio XI - 1923) 
Etimologia: Bernardo = ousado como um urso, do alemão
Emblema: Bastão de Montanha, Cão 
Martirológio Romano: Em Mont-Joux, no Valais, São Bernardo de Menton, sacerdote, cônego e arquidiácono de Aosta, viveu muitos anos entre os picos dos Alpes, onde construiu um renomado mosteiro e dois refúgios para viajantes, que ainda hoje levam seu nome.

Santa Benilde de Córdoba, viúva e mártir - 15 de junho

Martirológio Romano:
Em Córdoba, na Andaluzia, Espanha, Santa Benilde, mártir, morta em idade bem avançada durante a perseguição dos mouros. 
Corria o ano de 853 quando se desencadeou uma perseguição dos mouros contra os cristãos. Há tempos os muçulmanos havia invadido a Espanha e de tempos em tempos faziam leis para combater o aumento do catolicismo no país. Santo Eulógio conta que no dia seguinte ao martírio dos Santos Anastásio, Feliz e Digna, Benilde se apresentou aos juízes. Apesar de sua idade avançada, a viúva Benilde encheu-se de coragem evangélica, ergueu sua voz contra a tirania. Compareceu diante do juiz muçulmano na mesquita de Córdoba e proclamou que preferia a fé à vida e ao silêncio cúmplice com aquela tirania. Seu gesto claro, generoso e valente lhe custou a vida. Foi decapitada e suas cinzas foram dispersas, como as daqueles três mártires citados.

Santa Bárbara Cui Lianzhi Mártir-Festa:15 de junho

(†)China, 15 de junho de 1900
 
Mãe de uma família que morreu devido a torturas cruéis durante as perseguições na China. Ela viveu uma vida simples, dedicada à família e à fé. Quando os cristãos foram perseguidos, ela não teve medo de professar sua religião, tornando-se um exemplo para sua comunidade. Presa em 1900, enfrentou tortura e julgamento, mas permaneceu fiel a Deus. Em 15 de junho de 1900, foi martirizada. Martirológio Romano: Na cidade de Liushuitao, no território de Qianshengzhuang, na província de Hebei, na China, Santa Bárbara Cui Lianzhi, mártir, que, tendo seu filho já sido morto, buscou refúgio fugindo à noite, mas foi capturada pelos inimigos dos cristãos e morreu sob as mais cruéis torturas.

Beata Albertina Berkenbrock, Virgem e mártir - 15 de junho

A virtude da pureza, hoje tão vilipendiada e até ridicularizada, é uma das virtudes mais queridas e valorizadas por Nosso Senhor e Nossa Senhora. A Igreja não poderia agir diferentemente deles. Desde o início, nos primeiros séculos do Cristianismo, a virgindade consagrada ao Senhor teve sempre lugar de destaque. 
     Jesus mesmo, em uma das "bem-aventuranças" disse: "bem-aventurados os puros, pois, verão a Deus". Deus é a infinita pureza, a infinita santidade.
     A Igreja considera como verdadeiro martírio pela fé quem, na defesa de sua pureza, virgindade e/ou castidade, deu a própria vida, testemunhando, assim, a firmeza de seus propósitos e a esperança que tem de um dia possuir os bens eternos, que não terão fim jamais. 
     Lembramos hoje do martírio de Albertina Berkenbrock.

Santa Margarida Maria Alacoque e o Sagrado Coração de Jesus

      Margarida Maria Alacoque nasceu em 22 de julho de 1647, em L'Hautecour, região da Borgonha, na França. Seu pai, Claudio de Alacoque, era juiz e tabelião, e morreu quando Margarida ainda era muito jovem. Após a morte do pai, Margarida foi morar com o tio, Toussant. Ela e a mãe, Felisberta de Alacoque sofreram muito com essa mudança. Ela passou necessidade, pois seus parentes não eram generosos e não lhe permitiam ingressar no convento, como era seu desejo. Recebeu sua 1ª Comunhão aos 9 anos de idade e, aos 22, a Crisma. Conta-se que, para confessar-se, escrevia seus pecados num papel, para não se esquecer de nada. Em 24 de junho de 1673, aos 25 anos, Margarida Maria teve sua primeira visão do Sagrado Coração de Jesus, fato que se repetiria por mais dois anos, a cada primeira-sexta feira do mês.

São Vito, o Mártir Adolescente Festa: 15 de junho

(*)Mazara del Vallo (Trapani), século III
(+)Lucânia, 15 de junho de 303 
Suas origens são desconhecidas, embora uma "Paixão" sem valor histórico afirme que ele nasceu na Sicília, filho de um pai pagão, e que foi preso por sete anos por ser cristão. A única informação confiável sobre ele encontra-se no Martirológio de São Geromínio, que afirma que Vito viveu na Lucânia. Extremamente popular na Idade Média, ele foi incluído no grupo dos Santos Auxiliares, santos cuja intercessão era considerada muito eficaz em ocasiões específicas e para curar certas doenças. Era invocado para afastar a letargia, a mordida de animais venenosos ou raivosos e a "dança de São Vito". Reza a lenda que Vito, quando criança, curou o filho de Diocleciano, seu contemporâneo, que sofria de epilepsia. Patrocínio: Dançarinos, Epilépticos 
Etimologia: Vito = talvez forte, viril, que tem vida em si mesmo, do latim 
Emblema: Palmeira 
Martirológio Romano: Na Basilicata, São Vito, mártir.

Santa Germana Cousin, Virgem-Festa:15 de junho

(*)Pibrac, França, c. 1570 
(+)15 de junho de 1601 
Nascida em 1570 numa pequena aldeia a poucos quilômetros de Toulouse, filha de humildes trabalhadores, permaneceu uma pobre pastora por toda a vida. Com uma má formação congênita no membro superior direito e uma constituição frágil, logo contraiu escrófula, uma doença crônica que a afligiu por toda a vida. Perdeu a mãe pouco depois do nascimento, o pai casou-se novamente e ela ficou isolada em casa. Era enviada para pastorear os rebanhos e quase sempre tinha que dormir no estábulo. Tudo isso, porém, era aceito com extrema humildade e não a impedia de demonstrar grande caridade para com seus companheiros, em sua maioria jovens pastores e pastoras. Sua fé era forte, construída sobre o pouco que aprendera sobre Deus e a Virgem Maria na paróquia. Ia à missa todos os dias, rezava o Rosário e o Ângelus diariamente. Os habitantes de Pibrac, sua aldeia natal, por isso, a chamavam de "a fanática" e zombavam dela.

Maria Micaela do Santíssimo Sacramento Religiosa, Fundadora, Santa 1809-1865

Micaela nasceu em Madrid no dia 1 de Janeiro de 1809. Nobre e generosa como o seu pai, piedosa e caritativa como a sua mãe, óptimos alicerces para o controvertido trabalho em favor das mulheres que viviam da prostituição. Para elas abre a sua primeira casa no dia 21 de Abril de 1845. Como com qualquer pessoa, o seu caminho de santidade não foi fácil. O Espírito Santo faz a sua parte nuns exercícios espirituais decisivos, em Abril de 1847, assim como na festa do Pentecostes do mesmo ano, brindando-a com uma graça extraordinária. Ela vai titubeando, entre obras de caridade e a vida mundana que a sua classe social exige; as cortes de Paris e Bruxelas abrem-lhe as suas portas, juntamente com o seu irmão Diego, embaixador de Espanha nos anos 47 e 48 respectivamente.

ORAÇÕES - 15 DE JUNHO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado. 
15 – Segunda-feira – Santos: Vito, Bv. Albertina Berkenbrock
Evangelho (Mt 5,38-42) “Ouvistes o que dito: – Olho por olho e dente por dente! Eu, porém, vos digo..,”
Mais uma vez Jesus mostra a diferença entre suas propostas e as ideias correntes. Não podemos vingar-nos, não devemos enfrentar a violência com violência, nem sempre devemos defender a todo custo nossos direitos, muitas vezes é melhor ser generoso, mesmo sofrendo algum prejuízo. No final, a vitória será sempre dos pacíficos e dos não violentos. Por mais incrível que isso pareça.
Oração
Senhor, ao ouvir essas palavras é impossível não lembrar como suportastes as oposições, a prisão, as injustiças, a morte. Ainda que a simples previsão disso tudo vos apertasse o coração. Eu também fico apavorado só de pensar em seguir esses vossos ensinamentos. Vós exigis muito de nós, Senhor. Só com uma ajuda forte poderemos ter a coragem de agir assim como ensinais. Amém

domingo, 14 de junho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Deus amou o mundo”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
PADRE JOSÉ OSCAR BRANDÂO(+)
REDENTORISTAS NA PAZ DO SENHOR!
A lei é perfeita 
No caminho da Páscoa, fazemos memória das alianças com as quais Deus se comprometeu com o homem que criara. Mas o homem rompeu seu compromisso pelo pecado. Deus não desiste de oferecer a participação de sua vida, chegando ao ponto de entregar o próprio Filho para uma nova e eterna aliança. No Sinai Se comprometeu: “Eu vos tomarei por meu povo e Eu serei vosso Deus” (Ex 6,7). Para viver esse relacionamento, Deus promulga a lei que é a base de toda a convivência humana. Os dez mandamentos são o conteúdo da aliança da parte do povo. A pertença a Deus corresponde a uma vida voltada para Ele como o único Senhor e para a convivência humana como extensão do amor a Deus. Nela estão os princípios de uma vida humana realizada e um relacionamento com Deus feito na maturidade da fé. Os dez mandamentos não são bloqueios ao ser humano, mas setas indicativas do melhor caminho. Envolve o homem todo em todas as suas atividades. Mais que imposição, é um dom. A lei é uma fonte de bênçãos. Os mandamentos referentes ao relacionamento humano são decorrência dos mandamentos referentes a Deus. Jesus diz não veio destruir a lei, mas cumprir, até mesmo o último pingo do i (Mt 5,17-18). A aliança do Sinai foi a constituição do povo. Deus prometeu uma descendência. Essa se realiza no povo eleito que tem por missão guardar a aliança. Jesus sintetiza essa lei no amor (Mt 22,39-40). Ele próprio é a maior manifestação da aliança com Deus e, em nosso lugar, a resposta perfeita do compromisso do povo. 
Templo do Corpo 
Quando Jesus entrou no templo, expressão máxima da presença de Deus e resposta do povo através do culto, encontrou-o cheio de desordem. Como fiel cumpridor da promessa, limpou o templo. Foi tão repentino que não deixou tempo para pensar. Esparramou tudo. Os discípulos entenderam depois: “O zelo por tua casa me devorará” (Sl 69,10 – Jo 2,17). A nova aliança não será realizada através de sacrifícios de animais como lemos em Gênesis na aliança com Noé 8, 20-22, com Abraão 15,1-18 e o povo Êxodo 24,4-8, mas no sangue no próprio sangue de Cristo (1Cr 11,25. Ele é a vítima imolada. Por isso diz: “Destruí esse templo e Eu o reedificarei em três dias... Ele falava do templo de seu corpo. Quando Jesus ressuscitou, os discípulos se lembraram do que Ele tinha dito e acreditaram na Escritura e na palavra Dele” (Jo 2,21-22). Ser aliança para os povos, era para Jesus seu sacrifício de entrega por todos e em nosso lugar. Ressuscitamos com Ele para que se realize em nós a aliança de acolhimento do desígnio de Deus de unir todos a Si. Vivendo o mandamento de Jesus, realizamos com Ele a redenção do mundo. 
Cristo Crucificado 
O centro de todo o mistério da vida de Deus em nós é Cristo Jesus. Paulo é claro nesse ensinamento: “Os judeus pedem sinais milagrosos, os gregos procuram sabedoria; nós porém pregamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e insensatez para os pagãos... para os que são chamados, é poder e sabedoria de Deus...” (1Cor 1,22-24). Cristo não pode ser enquadrado em nossa mentalidade e nem em nossa ideologia. Não podemos nos servir de Cristo, mas servir a Cristo. Para que seja verdadeiro e completo o anúncio, tem que ser fundado em Cristo. Por aí podemos ver o sucesso de Paulo. Pregou Cristo. Somente participamos de sua vida quando participamos de sua missão de aliança para os povos.
Leituras: Êxodo 20,1-17; Salmo 18; 
1 Coríntios 1,22-25; João 2,13-25. 
1. Os dez mandamentos não são bloqueios ao ser humano, mas setas que indicam o caminho. 
2. Ser aliança era para Jesus seu sacrifício de entrega por todos e em nosso lugar. 
3. Para que seja verdadeiro e completo o anúncio, tem que ser fundado em Cristo.
Faxina Total
Quando se resolve fazer uma faxina total é um carnaval sem música. Tudo é revirado. É uma batalha. E, apesar da confusão, deixa uma sensação de alegria. E de canseira. Foi o que Jesus fez no templo. Essa faxina, que não deu tempo de defesa, é um sinal do modo como se deve evangelizar: não dar tempo de meias medidas, de conversas inúteis, mas de uma mudança repentina e total. Não dá para ter meia fé...meio cristianismo. Os convertidos são radicais. Paulo vai para o chão direto. Ali dá seu golpe: “Quem és Tu, Senhor? Eu sou Jesus a quem tu persegues”, responde Jesus. Eu sei o Jesus que escolhi. Consertar a Igreja é dar uma faxina total, limpar de Pedro ao último fiel. Espanar o templo vivo que é Jesus, aquele que fazemos a nossa imagem. 
Homilia do 3º Domingo da Quaresma (27.03.2021)

EVANGELHO DO DIA 14 DE JUNHO

Evangelho segundo São Mateus 9,36-38.10,1-8. 
Naquele tempo, Jesus, ao ver as multidões, encheu-Se de compaixão, porque andavam fatigadas e abatidas, como ovelhas sem pastor. Jesus disse então aos seus discípulos: «A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara». Depois chamou a Si os seus doze discípulos e deu-lhes poder de expulsar os espíritos impuros e de curar todas as doenças e enfermidades. São estes os nomes dos doze apóstolos: primeiro, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão; Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu; Simão, o Cananeu, e Judas Iscariotes, que foi quem O entregou. Jesus enviou estes doze, dando-lhes as seguintes instruções: «Não sigais o caminho dos gentios, nem entreis em cidade de samaritanos. Jesus deu-lhes também as seguintes instruções: «Ide às ovelhas perdidas da casa de Israel. Pelo caminho, proclamai que está perto o Reino dos Céus. Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, sarai os leprosos, expulsai os demónios. Recebestes de graça, dai de graça. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São João Crisóstomo 
(345-407) 
Presbítero de Antioquia, 
bispo de Constantinopla, 
doutor da Igreja 
Homilia sobre a seara grande, 
10,2-3; PG 63, 519-521 
«A seara é grande» 
Todos os trabalhos do agricultor vão naturalmente dar à colheita. Então porque foi que Cristo disse que a colheita ainda estava no começo? A idolatria reinava em toda a Terra. [...] Por todo o lado se praticava a fornicação, o adultério, o deboche, a cupidez, roubos e guerras. [...] A Terra estava cheia de muitos males! Nenhuma semente tinha ainda sido lançada. Os espinhos, os cardos e as ervas daninhas que cobriam o chão ainda não tinham sido arrancados. Não se tinha ainda puxado a charrua nem traçado um sulco. Então como é que Jesus pode afirmar que a seara é grande? [...] Os apóstolos terão, muito provavelmente, ficado desconcertados: «Como poderemos sequer abrir a boca e manter-nos de pé diante de tantos homens? Como poderemos nós, os Onze, corrigir todos os habitantes da Terra? Saberemos, nós que somos tão ignorantes, abordar os sábios; nós, que nada temos, confrontar homens armados; nós, que somos subordinados, enfrentar as autoridades? Nós, que apenas sabemos uma língua, seremos capazes de discutir com os povos bárbaros, que falam outras línguas? Quem nos ouvirá, se nem compreendem o que dizemos?». Jesus não quer que estes raciocínios os mergulhem na confusão. Por isso, quando afirma que o evangelho é uma seara, é como se lhes dissesse: «Está tudo preparado. Eu envio-vos a colher o trigo maduro; podereis semear e colher no mesmo dia». Quando o agricultor sai de sua casa para ir fazer a ceifa, transborda de alegria e resplandece de felicidade. Não contempla as dores nem as dificuldades que poderá encontrar. «Emprestai-me a vossa língua», diz Cristo, «e vereis o trigo maduro entrar nos celeiros do rei». E acrescenta: «Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos» (Mt 28,20).

4 de junho - Beato Cosme Spessotto (Sante)

A vida de padre Cosme Spessotto, também conhecido como Sante, foi dedicada a Deus e ao anúncio do Evangelho. Nascido em 28 de janeiro de 1923, em uma família numerosa em Mansuè, uma pequena cidade na província de Treviso, na Itália, ele sentiu o chamado do Senhor em seu coração desde muito jovem. Aos 12 anos, ingressou no seminário franciscano. Em 27 de junho de 1948, dia em que é comemorada a festa de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, ele foi ordenado sacerdote na Basílica de Nossa Senhora da Saúde, em Veneza. Padre Cosme confiou seu sacerdócio a Maria e expressou seu desejo de ir como missionário na China.

Beata Castora Gabrielli Esposa Franciscana e Terciária Festa: 14 de junho

(*)Gubbio(+)Macerata, 14 de junho de 1391
 
Nascidaem uma família nobre e casada muito jovem com o jurista Santuccio Sansoneri, Castora teve que enfrentar um casamento difícil, marcado pelo mau tratamento do marido. No entanto, ela nunca cedeu ao desespero, encontrando conforto na oração e no amor por Deus. Viúva, distribuiu seus bens aos pobres e se consagrou à vida religiosa, vestindo o hábito da Terceira Ordem Franciscana. Ela passou o resto da vida em penitência e oração, dedicando-se a obras de caridade e conquistando a reputação de santa pelos milagres que realizou. Ela morreu em 14 de junho de 1391 em Macerata e seu corpo foi transferido para a igreja de San Francesco in Sant'Angelo in Vado, onde ainda é venerada hoje como padroeira de casamentos difíceis.

14 de junho - São Metódio

Os gregos professam uma grande devoção a São Metódio, Patriarca de Constantinopla, devido ao importante papel que desempenhou na luta contra os iconoclastas, por sua decisiva contribuição para a sua derrota final, bem como pela sua resistência heroica diante das perseguições que sofreu e, portanto, é honrado com os títulos do "Confessor" e "o Grande". Metódio, que era natural de Sicília, em Siracusa, sua cidade natal, recebeu uma excelente educação e transferiu-se para Constantinopla com objetivo de obter um posto na corte. Lá, porém, ele conheceu um monge por quem passou a ter um grande afeto e, movido por seu aconselhamento espiritual, decidiu deixar o mundo e entrar para a vida religiosa. Construiu, mais tarde, um monastério na ilha de Kios, e quando apenas começava a formar a sua comunidade, foi chamado à Constantinopla pelo então Patriarca Nicéforo.

Beata Constância de Castro y Osório, Terciária franciscana - 14 de junho

Constância de Castro y Osorio nasceu em Viveiro (Lugo, Espanha) na nobre família dos Condes de Lemos. Esposou o valoroso capitão Rui Diaz de Andrade, senhor de São Pantaleão das Vinhas (Betanzos), que morreu heroicamente na guerra contra Granada, combatendo pelo Rei São Fernando III, provavelmente entre 1245 e 1250. Antes de morrer, Rui enviou a sua esposa uma carta escrita em galego, a maneira de testamento, em que dava a ela e a seu filho Heitor, caso ele morresse em batalha, os seus bens para que ela os administrasse. A carta estava datada de 13 de agosto de 1250. Constância permaneceu viúva durante 40 anos; tomou o hábito da Ordem Terceira de São Francisco e se dedicou à oração e à caridade. Após uma vida de oração e de exercícios de piedade, faleceu em odor de santidade em data desconhecida. Foi sepultada na Capela da Cruz, no convento de São Francisco de Viveiro, que já existia em 1258. Em 1611, quando seria transladado, seu corpo foi encontrado incorrupto.

O Milagre Eucarístico de Amsterdã, Holanda, 1345

    A Procissão Silenciosa dos Católicos pelas ruas de Amsterdã e rua Kalver hoje nos lembra o Milagre Eucarístico de Amsterdã. Durante esta peregrinação silenciosa e noturna em meados de março, os fiéis católicos de Amsterdã, toda a Holanda do Norte e até mesmo outras partes da Holanda lembram o milagre eucarístico e a presença real de Cristo na Santa Eucaristia.
     O Stille Omgang comemora o Milagre de Amsterdã em 15 de março de 1345. O Milagre aconteceu em Amsterdã, capital dos Países Baixos, na época uma pequena cidade de pescadores à margem do rio Amstel, na quarta-feira após a festa do Papa e Doutor da Igreja São Gregório Magno, em 1345.
     No dia 12 de março de 1345, alguns dias antes da Páscoa, um moribundo na Rua Kalver, Ysbrand Dommer, pressentindo que a sua vida chegava ao fim, mandou chamar o pároco da igreja de Oude Kerk para receber o Santo Viático. Porém, após a saída do sacerdote, o doente vomitou todo o alimento que consumira antes, inclusive a Hóstia, numa bacia, e o vômito foi jogado na lareira acesa, de acordo com os regulamentos litúrgicos da Igreja.