sexta-feira, 26 de junho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Reacendeis a fé”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Meu Senhor e meu Deus
 
A celebração do Tempo Pascal é importante para fortalecer nossa fé no Cristo vivo. Aquele que estava morto agora está vivo, é o Vivente. A evangelização dos apóstolos partia sempre desse ponto: da experiência de Cristo Vivo. Mesmo Paulo, que não era dos discípulos de Jesus, afirma essa experiência pessoal: “Em último lugar, apareceu também a mim como a um abortado” (1Cor 15,8), no sentido de não merecer. Acolhemos essa experiência, e de certo modo, a fazemos, porque cremos. Sem isso, pregamos uma religião e não uma fé. Os apóstolos se sentiam fortes e enfrentavam aqueles que tinham matado o Mestre e o faziam com o risco das próprias vidas. Nada os detinham. Tomé se torna um exemplo da fé. Ele duvidou da Ressurreição. Quando fez a experiência do Ressuscitado, foi ao ponto mais alto da fé: “Meu Senhor e meu Deus”! (Jo 20,28). E Jesus acrescenta que crer no testemunho dos apóstolos é maior que a fé de Tomé que precisou tocar. Todos nós temos que chegar ao momento em que Tomé chegou: a fé não só na Ressurreição, pois ele O tocava com as mãos, mas na divindade do Ressuscitado: “Meu Senhor e meu Deus” (Jo 20,28). Fé maior tem quem crê sem ver, sem tocar. Aceitamos o testemunho dos apóstolos sem nos questionar de sua veracidade. A aparição de Jesus dá o Espírito Santo. É o Espírito que desperta em nós a fé. Se é fé verdadeira, a vida se torna verdadeira e testemunha Jesus. 
Nossa vitória 
“Essa é a vitória que vence o mundo: a nossa fé; Quem é o vencedor do mundo, senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus?” (1Jo 5,4-5). A fé é uma adesão a um dom espiritual. Mas que se realiza e concretiza na vida, pois a Encarnação de Jesus, de certo modo, continua naquele que crê. Fé não é um princípio abstrato. É um dom de Deus para fazer um mundo novo que nos insira totalmente na Vida Divina. É assumir Deus na vida, pois fomos assumidos por Ele. Jesus realizou a redenção espiritual na condição humana. Morreu na condição humana que estava unida à sua Divindade. Assim teve a vitória sobre a morte. Seu ser humano foi morto, mas ressuscitado pelo Ser Divino, na condição do Homem Novo. Crendo, fazemos essa passagem. A adesão humana torna-se Divina pela participação em Deus. Assim temos a vitória de Jesus sobre a morte e sobre o mal. Nós o realizamos em processo. Temos que levar a opção espiritual ao concreto da vida. Essa ação transformadora é realizada pelo Espírito Santo. Recebemos o Espírito Santo como os apóstolos para o perdão, mais ainda para a reconciliação do Universo e de nosso coração. Essa reconciliação é unir a fé à vida, o espiritual ao material. Chamando Cristo de pedra angular (Sl 117), estamos dizendo que não podemos fazer da fé, da Igreja e do mundo sem Cristo. A fé nos une a Ele e com Ele mudamos o mundo. 
Crer sem ver 
Na trilha do anúncio da Ressurreição aparece o anúncio da comunidade como resultado do desígnio salvador de Deus em Cristo. Já no início de seu ministério, como diz Marcos, “Chamou a si o que Ele quis, e eles foram até Ele. E constituiu Doze, para que ficassem com Ele, para enviá-los a pregar” (Mc 3,13-14). No início do ministério já constitui a comunidade e a missão. No início do novo povo, constitui a comunidade para a vida e a missão. “A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma” (At 4,32). Como viviam? “Eles se mostravam assíduos aos ensinamentos dos apóstolos, à comunhão fraterna, à fração do pão e às orações” (At 2,42). Isso é viver a Ressurreição. 
Leituras:Atos 4,32-35; Salmo 117;
1Jo 5,1-6; João 20,19-31 
1. Acolhemos experiência de Cristo ressuscitado e a fazemos, porque cremos. 
2. A fé um dom de Deus para fazer um mundo novo que nos insira na Vida Divina. 
3. No anúncio da Ressurreição aparece o anúncio da comunidade como resultado do desígnio salvador de Deus em Cristo 
Ajuntamento sem vírus 
Vivemos um momento de tanto cuidado para não ajuntar as pessoas. Isso passa. Amanhã estaremos todos agarradinhos sem medo de vírus. A Ressurreição fez muita confusão. Foi um tal de gente trombar naquele dia. Afinal era para perder a cabeça mesmo. Façamos uma comparação. Se um familiar desaparece (nem precisa ter morrido) e consegue voltar, É uma alegria muito grande. Agora, depois de morto, aparecer no meio, todo alegre. Deve ter tido algum que tentou fugir. Mas a alegria foi muito grande. Juntos ali continuaram a missão formando comunidades unidas e atuantes. Quem acreditou entrou nesse grupo, nesse corpo de vida. Jesus também aparece sempre. Como estamos acostumados não nos assustamos. 
Homilia do 2º Domingo da Páscoa (11.04.2021)

EVANGELHO DO DIA 26 DE JUNHO

Evangelho segundo São Mateus 8,1-4. 
Ao descer Jesus do monte, seguia-O uma grande multidão. Veio então prostrar-se diante dele um leproso, que Lhe disse: «Senhor, se quiseres, podes curar-me». Jesus estendeu a mão e tocou-o, dizendo: «Eu quero: fica curado». E imediatamente ficou curado da lepra. Disse-lhe Jesus: «Não digas nada a ninguém; mas vai mostrar-te ao sacerdote e apresenta a oferta que Moisés ordenou, para que lhes sirva de testemunho». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Bento XVI 
Papa de 2005 a 2013 
Encíclica «Spe Salvi», 36 
(trad. © copyright Libreria Editrice Vaticana) 
«Eu quero: fica curado» 
Tal como o agir, também o sofrimento [sob todas as suas formas] faz parte da existência humana. Este deriva, por um lado, da nossa finitude e, por outro, da súmula de erros que se acumularam ao longo da história e que ainda hoje não cessa de aumentar. É preciso, obviamente, fazer tudo o que é possível para atenuar o sofrimento: impedir, na medida do possível, o sofrimento dos inocentes; amenizar as dores; ajudar a superar os sofrimentos psíquicos. Tudo isto são deveres, tanto de justiça como de amor, que se inserem nas exigências fundamentais da existência cristã e de todas as vidas verdadeiramente humanas. Na luta contra a dor física, conseguiram-se realizar grandes progressos; mas o sofrimento dos inocentes e também os sofrimentos psíquicos aumentaram no decurso destas últimas décadas. Sim, devemos fazer tudo para superar o sofrimento, mas eliminá-lo completamente do mundo não está nas nossas possibilidades humanas, simplesmente porque não podemos ultrapassar a nossa finitude e porque nenhum de nós é capaz de eliminar o poder do mal, do erro, que – como constatámos – é uma fonte contínua de sofrimento. Isto só Deus o poderia fazer: só um Deus que entra pessoalmente na história, tornando-Se homem e sofrendo nela. Nós sabemos que este Deus existe e que, por isso, este poder que «tira o pecado do mundo» (Jo 1,29) está presente no mundo. Foi pela fé na existência deste poder que surgiu na história a esperança da cura do mundo.

São Masêncio (Maxêncio) Abade em Poitou Festa: 26 de junho

(†)26 de junho de 515
 
Nascido em Agde (França) com o nome de Adjutor, recebeu sua educação de São Severo. Após um período de eremitério, estabeleceu-se no mosteiro do Abade Agapito em Poitou, onde adotou o nome de Maxêncio e foi eleito abade. Gregório de Tours descreveu suas virtudes exemplares: devoto à oração, vigilante, assíduo em seu jejum, generoso na caridade, humilde, cheio de caridade, casto e irrepreensível em sua conduta. Sua reputação de santidade era tamanha que atraiu a atenção de Clóvis I, Rei dos Francos, que o encontrou durante uma campanha militar. Segundo a tradição, Maxêncio curou milagrosamente o braço de um soldado que o ameaçara com uma espada. Além de seu dom para realizar milagres, diversas fontes relatam sua habilidade de domesticar pássaros selvagens, a ponto de ser frequentemente retratado rodeado por eles. Morreu com mais de setenta e seis anos, provavelmente em 515. 
Martirológio Romano: No território de Poitiers, na Aquitânia, atual França, viveu São Maxêncio, abade, renomado por suas virtudes.

26 de junho - Beato André Jacinto Longhin

“Chamei-te pelo nome" (Is 45, 4).
 
As palavras com que o profeta Isaías indica a missão confiada por Deus aos seus próprios eleitos exprimem bem a vocação de André Jacinto Longhin, humilde capuchinho que, durante 32 anos, foi Bispo da Diocese de Treviso, no alvorecer no século passado, do século XX. Ele foi um Pastor simples e pobre, humilde e generoso, sempre disponível para com o próximo, segundo a mais autêntica tradição capuchinha. Chamavam-lhe o Bispo das coisas essenciais. Numa época assinalada por acontecimentos dramáticos e dolorosos, mostrou-se como um pai para os sacerdotes e como um pastor zeloso pelas pessoas, pondo-se sempre ao lado dos seus fiéis, especialmente nos momentos de dificuldade e de perigo. Assim, antecipou aquilo que o Concílio Vaticano II havia de realçar, indicando na evangelização “um dos principais deveres dos Bispos”. 
Papa João Paulo II – Homilia de Beatificação - 20 de outubro de 2002

26 de junho - Beato Tiago de Ghazir

O Beato Tiago de Ghazir que vem ao nosso encontro hoje e nos confirma a validade de uma mensagem que a Igreja desde tempos imemoráveis consolidou e transmitiu às várias gerações que se seguiram nos dois mil anos da sua história: a única forma de felicidade possível é exatamente a santidade. Uma mensagem decisiva a qual somos convidados a reconhecer nas vidas e nos rostos dos Santos e Beatos que com a sua obra contínua contribuem para formar o mais verdadeiro e precioso tesouro "da Igreja e de quantos estão em busca da verdade e da perfeição evangélica" (Bento XVI). O dom de um novo Beato à Igreja libanesa é um sinal de esperança nas extraordinárias possibilidades deste amado país, de profundas raízes bíblicas. Ao olhar para o Beato Tiago, podemos descobrir e fazer crescer e amadurecer os germes de santidade que estão em nós.

26 de junho - São Sigismundo Gorazdowski

O santo Sigismundo Gorazdowski 
se tornou famoso pela devoção 
fundada na celebração e 
na adoração da Eucaristia. 
Viver a oferta de Cristo estimulou-o 
a dedicar-se aos doentes, aos pobres 
e aos necessitados. 
Papa Bento XVI – Homilia de Canonização – 23 de outubro de 2005 
Sigismundo Gorazdowski nasceu em Sanok (Polônia), a primeiro de novembro de mil oitocentos e quarenta e cinco, numa família, onde se valorizava e respeitava muito os princípios da religião católica. De saúde frágil desde a infância, desejou ajudar aos outros doentes e por isso, após concluir o ensino de segundo grau, entrou na faculdade de direito da Universidade de Lwow. Já estudante de segundo ano, descobriu a vocação para o sacerdócio, interrompendo o curso de direito, entrou para o Seminário Maior em Lwow.

Beata Madalena Fontaine e comp. mártires - Festa 26 de junho

 

     Estas quatro mártires eram Irmãs da Caridade de São Vicente de Paulo, no convento de Arrás. Foram: Beata Madalena Fontaine, de 71 anos; Beata Francisca Lanel, de 42 anos; Beata Teresa Fantou, de 47; Beata Juana Gerard, de 42.
     Filha de uma boa família temente a Deus, Maria Madalena Fontaine nasceu em Etrépagny, França, a 22 de abril de 1723. Chamada por Deus a vida religiosa na família de São Vicente de Paulo, no dia 9 de julho de 1748, iniciou na Casa-Mãe das Filhas da Caridade, em Paris, os exercícios do Seminário.
     Logo manifestou um desejo de perfeição, uma retidão de espírito e uma firmeza de vontade e não tardaram em designá-la para Superiora da “Casa da Caridade” em Arrás, fundada no tempo de SãoVicente de Paulo e de Santa Luisa de Marillac.
     Havendo triunfado a lúgubre Revolução Francesa em 1789, logo começaram as medidas de perseguição contra a Igreja e as congregações religiosas que atingiram a Casa da Caridade de Arras, mas não fizeram a Irmã Fontaine perder a serenidade e a prudência.

Beata Maria Josefina de Jesus Crucificado, Carmelita - 26 de junho

Josefina Catanea nasceu no dia 18 de fevereiro de 1894, em Nápoles, no seio da nobre família dos marqueses Grimaldi. Desde pequena mostrou uma predileção particular pelos pobres e os mais necessitados, destinando-lhes o dinheiro que lhe davam para brinquedos ou merendas, e ajudando a duas velhinhas que viviam sozinhas. O exemplo de sua avó e de sua mãe foi a escola onde aprendeu a conhecer Jesus e a se enamorar dEle. Tinha uma devoção particular pela Eucaristia e pela Virgem Maria, o que demonstrava rezando o Rosário. Depois de terminados os estudos, em 10 de março de 1918, superando a oposição de sua mãe e de seus familiares, ingressou no Carmelo de Santa Maria, em "Ponti Rossi", lugar assim chamado porque ali se encontravam as ruínas de um aqueduto romano.

João e Paulo Mártires, Santos (século IV)

João e Paulo eram nobres, de família enraizada no poder do Império Romano e viveram no século IV. Possuíam uma casa no Monte Célio, dentro da cidade de Roma, tudo indicando que essa seria a cidade de suas origens. Ambos ocupavam cargos importantes no governo de Constâncio, filho do imperador Constantino. Como bons cristãos, usavam a fortuna e a influência que possuíam para beneficiar os pobres da cidade. Por esse motivo tornaram-se conhecidos dos marginalizados, abandonados e desvalidos. Tal fama, no entanto, acabou por prejudicá-los, pois, quando assumiu o imperador Juliano, apóstata convicto e ferrenho, os dois tiveram de abandonar a vida pública por pressão do monarca. Mas o que o imperador queria mesmo é que João e Paulo, abandonassem a fé cristã e adorassem os deuses romanos. Afinal, dois cristãos tão populares como eles certamente eram exemplos a serem seguidos pelos habitantes em geral.

Paio da Galiza Leigo, mártir, Santo +925

Menino de 13 anos martirizado
 pelos muçulmanos († 925)
São Paio (ou Pelágio) era natural da Galiza e sobrinho de Hermígio, bispo de Tui. Nasceu no início do séc. X. Tendo participado, como pajem, na dura batalha que opôs Ordonho II de Leão a Abdemarrão III, emir de Córdova, foi feito prisioneiro e levado para esta cidade. As negociações entre as partes permitiram a libertação do bispo Hermígio, mas Paio teve de ficar como refém, apesar de ser ainda muito novo. A sua formosura despertou sentimentos de desejo tanto no rei como num dos seus filhos, que tudo fizeram para o seduzir. A todos resistiu o jovem, o que exacerbou a ira do rei que o mandou torturar até que cedesse aos seus apetites. No entanto, a fortaleza de ânimo de Paio foi superior à violência dos algozes que o despedaçaram e acabaram por lançá-lo ao rio Guadalquivir. Tinha 13 anos de idade.

José Maria Robles Hurtado Sacerdote, Mártir, Santo 1888-1927

Sacerdote mexicano, 
muito devoto 
do Sagrado Coração de Jesus; 
mártir durante a perseguição antireligiosa mexicana.
A condição da Igreja no México foi muito difícil desde que entrou em vigor, em 5 de fevereiro de 1917, a nova Constituição anticlerical e anti-religiosa, depois do longo período de ditadura que a antecedeu. O clero católico foi objecto de perseguições, ora mais ora menos intensas, com muitos religiosos, leigos e sacerdotes sendo brutalmente assassinados, exclusivamente por serem cristãos. Diga-se, mesmo, que não existia processo, o julgamento era instantâneo e a sentença sumária. Dentre esses mártires encontramos padre José Maria Robles Hurtado. Ele nasceu em Mascota, Jalisco, na diocese de Tepic, no dia 3 de maio de 1888.

Josemaria Escriva de Balaguer Sacerdote, Fundador, Santo 1902-1975

Josemaría Escrivá de Balaguer nasceu em Barbastro, Huesca, na Espanha, no dia 9 de janeiro de 1902. Os pais, José e Dolores, tiveram seis filhos, sendo que as três meninas mais novas morreram ainda criança. O casal deu aos filhos uma profunda educação cristã. Em 1915, a indústria de tecido do pai faliu e a família mudou-se para Logronho, onde havia mais trabalho. Nessa cidade, Josemaría reconheceu sua vocação religiosa. Intuiu que Deus desejava algo dele, depois de observar na neve algumas pegadas dos pés descalços de um frade. Em vez de ficar tentando descobrir o que ele lhe pedia, decidiu primeiro tornar-se sacerdote. Ingressou no seminário de Saragoça, onde também cursou direito como aluno voluntário. Seu pai morreu em 1924, e ele se viu como chefe de família. No ano seguinte, recebeu a ordenação sacerdotal e foi exercer o seu ministério numa paróquia rural e, depois, em Saragoça também. Com autorização do seu bispo, em 1927 foi para Madri, com o objetivo de formar-se em direito.

ORAÇÕES - 26 DE JUNHO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
26 – -Sexta-feira – Santos: Alexandre e Maxêncio
Evangelho (Mt 8,1-4) “Um leproso aproximou-se e ajoelhou-se diante dele, dizendo: – Senhor, se queres, tu tens o poder de me purificar”.
Aquele doente não podia, por lei, aproximar-se das pessoas. Mas aproximou-se de Jesus e prestou-lhe homenagem: ajoelhou-se diante dele. Sua confiança no Mestre era total: se queres, podes curar-me. Quem nos dera ter essa confiança plena quando oramos. Não que Deus faça o que pedimos, mas que sempre fará o que for melhor para nós. Ele nos ama muito mais que qualquer pai ou mãe.
Oração
Senhor Jesus, eu também me ajoelho diante de vós. Sois meu Senhor e meu Deus. Podeis curar-me de meus males, do corpo e da alma. Venho, pois, a vós implorando salvação. Purificai meu coração, curai as muitas chagas que o pecado deixou em mim; cuidai de mim e livrai-me do perigo. Confio em vosso poder misericordioso, e sei que sempre fareis o que for melhor para mim. Amém.

quinta-feira, 25 de junho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - Cristo, Luz do mundo

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Celebração da luz
 
A imagem mais viva de Cristo ressuscitado é o Círio Pascal. Não é a grande vela acesa mas um fogo vivo. Infelizmente não é percebido o valor de um símbolo vivo, o fogo. A representação não pode se reduzir a imagem do Ressuscitado à matéria morta. A celebração pascal se iniciou com a bênção do fogo novo. Tradicionalmente, o fogo era aceso a partir da faísca tirada da pedra. Com ela se acendia a fogueira. O fogo tirado da pedra significa Cristo Luz que sai do túmulo de pedra para iluminar o mundo. Ele é a Pedra angular e nossa luz vem Dele próprio. Na oração de bênção do fogo se diz: “Ó Deus, que pelo vosso Filho trouxestes àqueles que crêem os o clarão de vossa luz”. Depois se prepara o Círio Pascal desenhando sobre a cera símbolos que o expliquem: Jesus nos remiu pela cruz. Traça-se uma cruz dizendo: Cristo ontem e hoje. Princípio e fim. Colocam-se as letras gregas: “Alfa e Ômega, o princípio e o fim”. Cristo penetra universo e os tempos. A seguir colocam-se os algarismos do ano corrente dizendo: “A Ele o tempo, e a eternidade, a glória e o poder pelos séculos sem fim”. Jesus está sempre presente na história. Colocam-se cinco grãos de incenso no círio com uma súplica: “Por suas santas chagas, suas chagas gloriosas, o Cristo Senhor, nos proteja e nos guarde”. Então o círio é aceso. É uma imagem viva de Cristo que entra na igreja escura, como no mundo. Ele é o sinal de Cristo glorioso. E por isso é louvado e incensado. 
Homens tocha 
Vimos tudo isso na celebração. É um modelo de catequese. Vive-se o símbolo, depois se conhece seu significado. A luz entra pela igreja escura iluminando lentamente num processo de se acenderem as velas dos fiéis por etapa até chegar ao altar. Então se acendem todas as luzes. É Cristo que ilumina o mundo. É uma luz que cresce até à claridade total. Essas cerimônias e seu sentido vêm da tradição primitiva. Enquanto, no batistério, eram celebrados os batismos, a comunidade, na igreja, acendia suas lâmpadas e surge a luz maior, o círio, para passarem a vigília em leituras e cantos, esperando a chegada dos neófitos (novos iluminados pela graça do batismo) para a terceira parte de seu batismo que é a participação na Eucaristia. É o sacramento do batismo na sua legítima unidade: Batismo-Crisma-Eucaristia. A luz de cada fiel é um símbolo de participação na vida – luz de Cristo. Cada fiel é luz. É uma tocha vida que ilumina e aquece. Liturgia é viver e celebrar. O círio pascal permanece aceso em todas as celebrações da liturgia durante todo o tempo pascal. Depois é usado nos sacramentos do Batismo, da Crisma e dos funerais. Fora disso não é correto seu uso e perde seu sentido simbólico. 
Luz nos olhos
Não somente nos identificamos com Cristo em sua Ressurreição, mas começamos a ver os sinais de Ressurreição pelo mundo, como Jesus os via. Perguntamos: o que Jesus via do alto da Cruz. Via as dores do mundo. Sua oitava palavra, alto brado, se unia a todas as dores do universo. Mas o que via quando sobre o túmulo passava para a vida de ressuscitado? O mundo é bom e traz os sinais de sua Ressurreição. Temos a mesma luz em nossos olhos depois que nos unimos a Jesus vivo e ressuscitado. Vemos as sementes de Ressurreição presentes no mundo. Não esperemos que levemos ao mundo a novidade do Evangelho Vivo. Nós poderemos despertá-los e acolhê-los lá onde Ele os pôs. Não podemos ficar só em sua cruz e morte.
ARTIGO PUBLICADO EM ABRIL DE 2021

EVANGELHO DO DIA 25 DE JUNHO

Evangelho segundo São Mateus 7,21-29. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Nem todo aquele que Me diz "Senhor, Senhor" entrará no Reino dos Céus, mas só aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos Céus. Muitos Me dirão no dia do Juízo: "Senhor, não foi em teu nome que profetizámos e em teu nome que expulsámos demónios e em teu nome que fizemos tantos milagres?". Então lhes direi bem alto: "Nunca vos conheci. Apartai-vos de Mim, vós que praticais a iniquidade". Todo aquele que ouve as minhas palavras e as põe em prática é como o homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as torrentes e sopraram os ventos contra aquela casa; mas ela não caiu, porque estava fundada sobre a rocha. Mas todo aquele que ouve as minhas palavras e não as põe em prática é como o homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, vieram as torrentes e sopraram os ventos contra aquela casa; ela desmoronou-se e foi grande a sua ruína». Quando Jesus acabou de falar, a multidão estava admirada com a sua doutrina, porque a ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São João-Maria Vianney 
(1786-1859) 
Presbítero, 
Cura de Ars 
Temos de ser santos ou réprobos 
A santidade não consiste 
em fazer coisas grandes 
Para se dispensarem de se esforçar por alcançar a santidade, coisa que seria certamente demasiado perturbadora para o seu modo de vida, os mundanos querem fazer crer que, para ser santo, é preciso realizar feitos extraordinários, dedicar-se a práticas devocionais imponentes, abraçar grandes austeridades, jejuar extensivamente, abandonar o mundo, ir para o deserto e passar dias e noites em oração. Tudo isso é muito bom, sem dúvida; na verdade, é o caminho que muitos santos trilharam, mas não é o que Deus pede a todos. Não, não é isso que a nossa santa religião nos exige. Pelo contrário, ela diz-nos: «Olhai para o Céu e vede se aqueles que ocupam os lugares mais altos realizaram, todos eles, feitos maravilhosos. Onde estão os milagres da Virgem Santíssima, de São João Batista, de São José?» Escutai: o próprio Jesus Cristo afirmou que, no dia do juízo, muitos clamarão: «Senhor, não foi em teu nome que profetizámos e em teu nome que expulsámos demónios e em teu nome que fizemos tantos milagres?»; e o justo juiz lhes responderá: «Apartai-vos de Mim, vós que praticais a iniquidade». Quer dizer que destes ordens ao mar, mas não conseguistes controlar as vossas paixões? Libertastes os possessos de demónios, mas não guardastes os meus mandamentos? Ide, miseráveis, para o fogo eterno! Fizestes grandes coisas, mas nada fizestes para vos salvar e merecer o meu amor. Como vedes, a santidade não consiste em fazer grandes coisas, mas em guardar fielmente os mandamentos de Deus e cumprir os deveres do estado em que o bom Deus nos colocou.

Santo Adalberto de Egmond, Diácono e Abade-Festa: 25 de junho-século VIII

Suas origens são incertas: alguns levantam a hipótese de uma linhagem real, identificando-o com Adalberto de Echternach ou mesmo com o rei Etelberto de Kent. Essas hipóteses, contudo, são infundadas. Mais provável é a identificação com o Adalberto que assinou um diploma de Pepino para São Willibrord em 714. Diácono e fundador de uma igreja em Egmond, sua data de falecimento permanece desconhecida, mas posterior a 714, se a identificação estiver correta. Numerosos milagres lhe foram atribuídos, relatados na "Vita" e em outro escrito de Egmond. O culto a Adalberto remonta ao século X: ele era venerado em Egmond, onde a tradição indica seu sepultamento, e nas dioceses de Trier e Colônia. Suas relíquias, guardadas em um relicário artístico no século X, foram redescobertas no século XIX e agora são conservadas na igreja paroquial de Egmond. 
Etimologia: Adalberto = de nobreza ilustre, do alemão
Martirológio Romano: Em Egmond, na Frísia, atual Holanda, Santo Adalberto, diácono e abade, auxiliou São Willibrord na evangelização.

25 de junho - Santos Domingos Henares e Francisco Do Hien Chiéu

Francisco Do Hien
São Domingos Henares bispo missionário dominicano e seu catequista Francisco Do Hien Chiéu fazem parte do glorioso grupo de 64 mártires vietnamitas e chineses beatificados por Leão XIII em 07 de maio de1900 e do grupo de 117 mártires canonizados pelo Papa São João Paulo II em 19 de junho de 1988. Domingos nasceu em Baena, na diocese de Córdoba (Espanha), em 19 de dezembro de 1765, de pais pobres. Ainda jovem, o Senhor o chamou para servi-lo na Ordem dos Frades Pregadores, da qual vestiu o hábito no convento de Santa Croce, em Granada em 1783. Sentindo o desejo de consagrar sua vida às missões, assim que fez sua profissão religiosa, tornou-se afiliado à província dominicana das Filipinas, à qual foi confiada a evangelização do leste de Tonkin (Vietnã). Depois de se preparar para o apostolado no famoso convento de Ocana, Domingos partiu de Cádiz em 1785 com outros confrades, incluindo Santo Ignazio Delgado y Cebriàn, e chegou às Filipinas em 9 de julho de 1786, após uma longa e árdua jornada.

25 de junho - São Domingos de Henares

"A vida dos justos estão nas mãos de Deus" (Sab 3, 1). O livro da Sabedoria proclama esta verdade maravilhosa que enche de tanta luz o evento que celebramos hoje. Sim. "As vidas dos justos está nas mãos de Deus e não sofrerão tormentos." Pode parecer que estas palavras não correspondem à realidade histórica: os mártires sofreram tormentos, e em que medida! Mas o autor inspirado desenvolve seus pensamentos: "Aparentemente estão mortos aos olhos dos insensatos: seu desenlace é julgado como uma desgraça. E sua morte como uma destruição, quando na verdade estão na paz!" (Sab 3, 2-4). Santos mártires! Mártires vietnamitas! Testemunhas da vitória de Cristo sobre a morte! Testemunhas da imortalidade da vocação do homem. 
Papa João Paulo II – 18 de junho de 1988 – Homilia de Canonização

São Guilherme, abade, fundador do Mosteiro de Montevergine

Guilherme tinha os pés torturados de tanto andar. Seu destino era Santiago de Compostela e, depois, um dia, a Terra Santa. Às vezes, 14 anos são suficientes para escolher a vida que se quer viver, renunciado àquela que se tem. Assim foi Guilherme, um adolescente de Vercelli. Com 14 anos, fez uma coisa semelhante àquela que Francesco faria em Assis, mais de cem anos depois. Deixou a vida opulenta riqueza da sua família, renunciou ao título nobiliário, vestiu um saio rude e partiu descalço e sozinho. Compostela torna-se uma etapa obrigatória de peregrinação para o homem do primeiro Milênio. Por volta do ano 1099, Guilherme partiu para o Santuário espanhol: fez cinco anos de caminhada, de pão e água, de cilício, dormindo no chão, de colóquio íntimo com Deus e de ardente anúncio do Evangelho ao longo do caminho.

Santa Tigris ou Tecla de Maurienne, Virgem e eremita - 25 de junho

Martirológio Romano:
Em Maurienne, na Saboia, Santa Tigris, virgem, que se dedicou a propagar ali com grande zelo o culto a São João, o Precursor. Século VI. 
O vale francês de Maurienne é conhecido geralmente como “berceu de la Maison de Saboia” (como dizem as inscrições na estrada), quer dizer, “o berço da Casa de Saboia”. Este condado foi de fato a primeira possessão de Humberto Biancamano, fundador de Saboia, cujos restos ainda descansam na catedral da capital do vale, São João de Maurienne. Não é por acaso que a cidade tem este nome: tem relação com a Santa celebrada hoje, Tigris, às vezes chamada de Tecla. Tigris ou Tecla era natural de Valloires, aldeia de Maurienne, na Saboia (França). Junto com sua irmã Pigmenia peregrinou à Terra Santa e à Alexandria do Egito, onde manteve contato com várias experiências de vida eremítica.