sexta-feira, 12 de junho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Deus é por nós”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Transfigurou-se
 
Na Transfiguração de Jesus manifestou-se a maravilha de Deus em Jesus: Brilhante como o sol e branco como a neve. Ninguém poderia alvejar tanto suas vestes. Os discípulos contemplaram a beleza de Jesus como Deus. Essa visão é para contrapor à visão do homem das dores. Ali estava o que seria o Cristo Ressuscitado. Rezamos no prefácio: “Jesus, na montanha sagrada lhes mostra todo o seu esplendor... Ele nos ensina que, pela Paixão e Cruz chegará à glória da Ressurreição”. Iniciando a Quaresma com o clima da tentação, temos a certeza da glorificação. Já na terra pregustamos a glória futura. Pela pós-comunhão rezamos: “Nós nos empenhamos em render-Vos graças porque nos concedeis, ainda na terra, participar das coisas do céu”. A glorificação de Cristo é sinal de nossa glorificação. Essa luz deve iluminar o sentido de nossa Quaresma e fazer brilhar em nós a luz da Páscoa. Na aliança de Deus com Abraão, diante do mistério da vontade de Deus, o homem escolhido sente o peso do desconhecido, mas confia no Deus que não falha. Quando Isaac pergunta pela vítima do sacrifício, na escuridão de sua dor tem a força de dizer: “Deus providenciará” (Gn 22,8). A fidelidade de Abraão abre caminho para uma promessa de Deus: a descendência eterna. Na obediência são abençoadas todas as nações da terra (Gn 22,18). A maior bênção é a vinda do Filho ao mundo. É o sacrifício do Pai que dá o Filho. Deus não sente a dor de Abraão, mas o Filho é sacrificado em sua obediência. 
Guardei a fé 
Cantamos no salmo: “Guardei a fé, mesmo dizendo: é demais o sofrimento em minha vida” (Sl 115). Mesmo no sofrimento o fiel tem a certeza de que “Deus quebra as cadeias da escravidão” (Id). Deus é por nós. Paulo garante esse socorro: “Cristo que morreu, mais ainda, que ressuscitou e está à direita de Deus, intercedendo por nós” (Rm 8,34). Deus está sempre em aliança conosco. Nós podemos nos esquecer, mas Ele não Se esquece. A aliança com Abraão permanece e dela surgirão outras alianças, até chegar a Jesus. Com seu sangue Ele sela a aliança, nova e eterna. Ele é a garantia da fidelidade de Deus e nossa. Nele somos fiéis. Ele dá razão e conteúdo à fé. A fidelidade de Abraão foi a mesma de Jesus. Foram ao extremo. Por Ele temos tudo: “Se Deus é por nós, quem será contra nós? Deus, que não poupou seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, como não nos daria tudo junto com Ele?” (Rm 8,31-32). Abraão não poupou o Filho. Foi Deus quem o poupou em vista de sua fé. Numa caminhada espiritual, nós também temos que sacrificar nosso Isaac, aquilo que tanto amamos. Isaac seria um fracasso se Abraão negasse a obedecer. Nós temos nosso Isaac que não fará falta se o sacrificarmos. Só falta isso para nós. 
Visão da glória 
Com essa liturgia quaresmal da Transfiguração, somos convocados a nos voltarmos para a Páscoa que é nossa meta. E assim, vencido o pecado, possamos brilhar como novas criaturas renovadas pelo Batismo. Alimentados pela Palavra e pela oração, vivamos esse momento de graça como renovação de nossa aliança que já estava no seio de Abraão. A Eucaristia é sempre o momento de renovar e re-significar nossa vida. Rezamos: “Estas oferendas lavem nossos pecados e nos santifiquem para celebrarmos a Páscoa” (Oferendas). Levados pelo Espírito percorremos o caminho quaresmal como um dom da Graça do Cristo que se entrega por nós em cada Eucaristia. Os dois primeiros domingos não dão a direção. Os domingos que se seguem nos colocam em direção à Páscoa. 
Leituras Gênesis 22,1-2.9ª.10-13.15-18;
Romanos 8,31b-34; Marcos 9,2-10. 
1. Essa luz deve iluminar o sentido da Quaresma e fazer brilhar em nós a luz da Páscoa. 
2. Na caminhada espiritual, nós também temos que sacrificar nosso Isaac. 
3. Levados pelo Espírito percorremos o caminho quaresmal como um dom da Graça. 
Férias na montanha 
Pedro e os outros dois discípulos bem que imaginaram um passeio gratificante na bela montanha. Mas andaram se atrapalhando, pois já encontraram duas figuras do Antigo Testamento: Moisés e Elias, a lei e a profecia. E Jesus todo glorioso. Pedro quis logo armar umas tendas para que continuasse a maravilha que viam. Mas a maravilha maior foi a palavra do Pai: “Este é meu Filho amado, escutai o que Ele diz”. E a seguir entram na nuvem, que significa a presença de Deus. Os caminhos de Deus eram outros. De férias na montanha, encontraram uma montanha de mistérios que os deixaram apertados. Dali podem entender o sofrimento de Cristo e sua glorificação na Ressurreição. Pedro vai se lembrar disso por toda a vida, pois o narra na sua segunda carta: “Ele recebeu de Deus Pai honra e glória, quando uma voz vinda da sua glória lhe disse: ‘Este é meu Filho amado, em quem me comprazo’. Esta voz, nós a ouvimos quando Lhe foi dirigida do céu, ao estarmos com ele no monte santo” (2Pd 1,17-18).
Homilia do 2º Domingo da Quaresma (28.02.2021)

EVANGELHO DO DIA 12 DE JUNHO

Evangelho segundo São Mateus 11,25-30. 
Naquele tempo, Jesus exclamou: «Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes, e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, Eu Te bendigo, porque assim foi do teu agrado. Tudo Me foi dado por meu Pai. Ninguém conhece o Filho senão o Pai e ninguém conhece o Pai senão o Filho, e aquele a quem o Filho O quiser revelar. Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e a minha carga é leve».
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Cláudio de la Colombière 
(1641-1682) 
Jesuíta 
No Sagrado Coração de Jesus 
«Hão de olhar para aqueles
 que trespassaram» (Jo 19,37) 
O divino Coração arde de amor pelos homens, sempre aberto a derramar sobre eles toda a sorte de graças e bênçãos, sempre comovido com os nossos males, desejando sempre partilhar connosco os seus tesouros e dar-Se a nós, sempre pronto a acolher-nos e a servir-nos de refúgio, de morada e de paraíso, já nesta vida. Apesar de tudo isto, apenas encontra nos corações dos homens dureza, esquecimento, desprezo e ingratidão: ama, mas não é amado, e o seu amor nem sequer é reconhecido, porque as pessoas não se dignam receber as dádivas com que o demonstra, nem a ouvir as ternas e secretas declarações que Ele gostaria de dirigir aos nossos corações. Sagrado Coração de Jesus, ensinai-me o perfeito esquecimento de mim mesmo, pois este é o único caminho para entrar em Vós. Uma vez que tudo o que eu fizer no futuro será para Vós, concedei-me que não faça nada que não seja digno de Vós. Ensinai-me o que devo fazer para alcançar a pureza do vosso amor, do qual me inspirastes o desejo. Sinto em mim uma grande vontade de Vos agradar e uma grande impotência para tal sem uma grande luz e uma ajuda muito especial, que só posso esperar de Vós. Fazei em mim a vossa vontade, Senhor; eu resisto, sei-o bem; mas gostaria muito, parece-me, de não resistir. Cabe-Vos a Vós tudo fazer, divino Coração de Jesus Cristo. Só Vós tereis toda a glória da minha santificação, se eu me tornar santo: isto parece-me mais claro do que o dia; será uma grande glória para Vós, e é só por isso que desejo a perfeição. Assim seja.

Sagrado Coração de Jesus

Festa: Sexta-feira após o segundo domingo depois de Pentecostes
 - Solenidade 
 A preocupação do Senhor com a ovelha perdida é relembrada na liturgia do Sagrado Coração de Jesus. O bom pastor tem todo o seu coração voltado para as suas ovelhas, não para si mesmo. Ele provê as suas necessidades, cura as suas feridas e protege-as dos animais selvagens. Ele conhece cada ovelha pelo nome e, quando as conduz ao pasto, chama-as uma a uma. Ele cuida especialmente da ovelha perdida, não poupando esforços pela alegria de a encontrar. Uma ovelha perdida está completamente indefesa; pode cair num fosso ou ficar presa em sarças. Mas é precisamente nesse momento, em meio ao perigo, que descobre o quão precioso é o seu pastor: depois de a encontrar, ele a carrega alegremente de volta ao aprisco nos ombros. Se um lobo se aproxima, o bom pastor não foge, mas arrisca até a própria vida pelas suas ovelhas. Nesses momentos, o coração do bom pastor se revela. 
Martirológio Romano: Solenidade do Sacratíssimo Coração de Jesus, que, manso e humilde de coração, exaltado na cruz, se tornou fonte de vida e amor, da qual todos os povos beberão.

Beato Francisco Kesy e quatro companheiros mártires

II Guerra Mundial 
Em 1 de setembro de 1939, Hitler invadiu a Polônia, iniciando a Segunda Guerra Mundial. A casa salesiana de Poznan, na rua Wroniecka, foi ocupada e transformada em um depósito de soldados alemães. Os jovens continuaram a se reunir nos jardins fora da cidade e nos bosques próximos. Numerosas associações secretas surgiram. 
Prisão e martírio 
Em setembro de 1940, Francesco Kesy e quatro jovens oratorianos foram presos sob acusação de pertencer a uma organização ilegal. Eles foram levados para a temível Fortaleza VII, perto de Poznan, onde foram torturados e interrogados. Mais tarde, foram transferidos para várias outras prisões, onde nem sempre tiveram a sorte de estar juntos. Regressados ​​a Poznan, foram julgados e acusados ​​de alta traição e sentenciados à morte. Eles foram martirizados em Dresden em 24 de agosto de 1942. 

12 de junho - São Gaspar Luiz Bertoni

“Tudo se resume em servir a Deus, 
custe o que custar”.
Gaspar Bertoni, filho de Francisco e de Brunora Ravelli, nasceu no dia 9 de outubro de 1777, em Verona, na Itália. Foi batizado no dia seguinte pelo tio, Pe. Tiago. Seus pais pertenciam a famílias de vida cristã exemplar e de condições econômicas razoáveis. Após a morte de sua irmãzinha, Gaspar, como filho único, recebeu ótima educação no lar e nas escolas municipais que frequentou; naquele tempo, estas eram dirigidas por jesuítas. A primeira comunhão, aos onze anos, foi para Bertoni uma experiência inesquecível. Ele decidiu ingressar no seminário com dezoito anos, frequentando o curso de teologia como aluno externo. Quando cursava o primeiro ano de teologia, o exército francês invadiu a cidade de Verona, ocasionando muitas desgraças e sofrimentos na vida do povo durante vinte anos.

São Leão III Papa Festa: 12 de junho

Leão, que governou a Igreja entre 795 e 816, combateu a heresia, segundo a qual Jesus, como homem, era apenas filho adotivo de Deus; comprometeu-se muito na defesa da questão do Credo chamada "Filioque". Em 25 de dezembro 800, Papa Leão III coroou Carlos Magno, imperador do Sacro Império Romano. 
(†)Roma, 12 de junho de 816 
(Papa de 27/12/795 a 12/06/816) 
Leão III lutou contra a heresia segundo a qual Jesus, como homem, é apenas o filho adotivo de Deus. Ele também se preocupou profundamente com a chamada questão do "Filioque" no Credo: "qui ex Patre Filioque procedit", relativa ao Espírito Santo. Foi ele quem, em 25 de dezembro de 800, coroou Carlos Magno, rei dos francos, como Imperador do Sacro Império Romano. 
Martirológio Romano: Em Roma, na Basílica de São Pedro, São Leão III, Papa, que conferiu a coroa do Império Romano a Carlos Magno, rei dos Francos, e se esforçou por todos os meios para defender a verdadeira fé e a dignidade divina do Filho de Deus.

Beata Maria Cândida da Eucaristia, Carmelita Descalça - Festa 12 de junho

      Nasceu no dia 16 de janeiro de 1884, em Catanzaro (Itália), cidade para onde a família, originária de Palermo, se transferiu por um breve período de tempo devido ao trabalho do pai, Pedro Barba, que era Conselheiro do Tribunal de 1ª Instância; foi batizada três dias depois com o nome de Maria Barba. Sua mãe chamava-se Joana Florena. Maria era a décima de doze filhos. Quando a menina completou dois anos, a família retornou para a capital siciliana e ali Maria viveu a sua juventude. Aos quinze anos manifestou a sua vocação religiosa à qual seus pais, apesar de serem profundamente religiosos, se opuseram com determinação. De fato, Maria teve que esperar quase vinte anos para poder realizar a sua aspiração, demonstrando, nestes anos de expectativa e de sofrimento interior, uma força de ânimo surpreendente e uma fidelidade incomum. Depois da morte de sua mãe, seguindo o conselho do Cardeal Alessandro Lualdi, entrou finalmente no Mosteiro das Carmelitas Descalças de Ragusa, que tinha surgido havia pouco tempo e era muito pobre.

Beata Flórida (Lucrécia Elena) Cevoli, Virgem Clarissa-Festa:12 de junho

(*)Pisa, 11 de novembro de 1685
(+)Città di Castello, Perugia, 12 de junho de 1767 Nascida em Pisa, em 1685, em uma família aristocrática, aos 18 anos escolheu a vida enclausurada no mosteiro das Clarissas Capuchinhas em Città di Castello. Apesar das dificuldades iniciais de adaptação, sua vocação a sustentou e a levou a se tornar Irmã Florida. Dotada de uma personalidade forte e habilidades de liderança, ocupou importantes cargos dentro do mosteiro, tornando-se vigária e depois abadessa em 1727. Destacou-se por sua humildade, realizando até mesmo as tarefas mais humildes, e por sua tenacidade, demonstrada na construção de um novo mosteiro em Mercatello sul Metauro. Promovendo a beatificação de sua mestra Verônica Giuliani, Irmã Florida era amada e estimada por todos por sua simplicidade e profunda fé. Faleceu em 1767 e foi beatificada em 1993 pelo Papa João Paulo II. 
Martirológio Romano: Em Città di Castello, na Úmbria, a Beata Florida (Lucrezia Elena) Cevoli, virgem da Ordem das Clarissas, que, embora coberta de feridas por todo o corpo, desempenhou com diligência e empenho as tarefas que lhe foram confiadas.

Onofre Eremita Santo Século IV

Onofre foi um eremita que viveu no Egipto no final do século IV e início do século V. Ele foi encontrado por um abade chamado Pafúncio. Acostumado a fazer visitas a alguns eremitas na região de Tebaida, esse abade empreendeu sua peregrinação a fim de descobrir se também seria chamado a vivê-la. Pafúncio perambulou no deserto durante vinte e um dias, quando, totalmente exausto e sem forças, caiu ao chão. Nesse instante, viu aparecer uma figura que o fez estremecer: era um homem idoso, de cabelos e barbas que desciam até o chão, recoberto de pêlos tal qual um animal, usando uma tanga de folhas. Era comum os eremitas serem encontrados com tal aspecto, pois viviam sozinhos no isolamento do deserto e eram vistos apenas pelos anjos. No final, ficavam despidos porque qualquer vestimenta era difícil de ser encontrada e reposta.

João de Sahagún Sacerdote, Religioso, Santo 1430-1479

12 JUNHO
 
João Gonzáles de Castrillo, filho de nobres e cristãos, nasceu em 1430 na cidade de Sahagún, reino de León, Espanha. Estudou na sua cidade natal com os monges beneditinos da Abadia de São Facundo, recebendo a ordenação sacerdotal em 1453. O Arcebispo de Burgos nomeou-o seu pajem e, depois, cônego e capelão da diocese. Depois da morte do bispo, João doou todos os seus bens, menos uma residência, onde construiu a capela de Santa Inês, em Burgos. Devoto da Santíssima Eucaristia, celebrava a Missa diariamente, ministrando o Sacramento, pregando para a população pobre e ignorante. Esta era sua maneira de catequizar. Mas depois João afastou-se para cursar teologia na faculdade de Salamanca. Porém, antes de retornar à sua diocese, deixou sua marca nesta cidade.

Lourenço Salvi Sacerdote passionista, Beato 1782-1856

Coube a Lourenço Maria Salvi viver tempos conturbados, na sua Itália. Menino ainda, pois nascera em 1782, assistiu à campanha de Napoleão Bonaparte que invadiu e agitou a sua pátria e, mais tarde, pôde ser testemunha da prisão de Pio VII e padecer, pois já era religioso passionista, na sua própria carne, o encerramento das casas de ordens religiosas e institutos eclesiais e a proibição do uso de hábitos fradescos ou monásticos. Seus pais eram muito piedosos. Deram-lhe, por isso, uma educação esmerada. Frequentou, quando jovem, o Colégio Romano dos Jesuítas até aos 17 anos, onde teve como professor particular o religioso camaldulence, Mauro Cappellari, eleito papa com o nome de Gregório XVI, em 1831.

Ludovico Mzyk Presbítero, e companheiros mártires, Beato (+1940)

Presbítero polaco, 
martirizado pelos nazistas
 ao mesmo tempo que outros 
sacerdotes do mesmo país.
O Pe. Ludovico (Ludwik) Mzyk, Verbita, nasceu a 22 de Abril de 1905, na Polónia. Em Março de 1918 entrou Ludovico (Ludwik) Mzyk, Verbita, mártirpara o Seminário Menor dos Padres Verbitas em Nysa (Casa de Santa Cruz – na época, ficava no território alemão), onde se formou em 1926. Em seguida, entrou no noviciado da Congregação do Verbo Divino em St. Augustin, perto de Bonn, na Alemanha. Fez os primeiros votos em 1928. Após ter terminado os estudos da Filosofia, foi enviado para Roma, para estudar Teologia. Foi ordenado sacerdote em 30 de Outubro de 1932. No verão de 1935 foi para Chludowo (perto de Poznan), na Polónia, onde os Verbitas estavam inaugurando o primeiro noviciado.

Consagração ao Imaculado Coração de Maria

Ó RAINHA DO SANTÍSSIMO ROSÁRIO, AUXILIO DOS CRISTÃOS, REFUGIO DO GÊNERO HUMANO, VENCEDORA DE TODAS AS BATALHAS DE DEUS! 
Ante vosso Trono nos prostramos suplicantes, seguros de impetrar misericórdia e de alcançar graça e oportuno auxílio e defesa nas presentes calamidades, não por nossos méritos, mas sim unicamente pela imensa bondade de vosso maternal Coração. Nesta hora trágica da história humana, a Vós, a vosso Imaculado Coração, nos entregamos e nos consagramos, não apenas em união com a Santa Igreja, corpo místico de vosso Filho Jesus, que sofre e sangra em tantas partes e de tantos modos atribulada, mas sim também com todo o mundo dilacerado por atrozes discórdias, abrasado em um incêndio de ódio, vítima de suas próprias iniquidades. Que vos comovam tantas ruínas materiais e morais, tantas dores, tantas angustias de pais e mães, de esposos, de irmãos, de crianças inocentes; Tantas vidas cortadas em flor, tantos corpos despedaçados na horrenda carnificina, tantas almas torturadas e agonizantes, tantas em perigo de perderem-se eternamente.

NOSSA SENHORA DO SAMEIRO (BRAGA - PORTUGAL)

Em 14 de Junho de 1637, o então Arcebispo de Braga jurou solenemente defender o privilégio da Imaculada Conceição da Virgem Nossa Senhora, mais de duzentos anos antes de a Igreja definir o seu dogma. Na mesma data de 1863, foi benzida e lançada a primeira pedra de um monumento em honra de Maria Imaculada, no alto do monte Sameiro, sobranceiro à cidade. O monumento era um amplo quadrado com uma coluna encimada por uma bela estátua de mármore da padroeira. Só em Agosto de 1880 foi benzida uma capela, junto ao monumento, que receberia a imagem que ainda hoje lá se venera, esculpida em Roma e benzida pelo Papa Pio IX. O actual templo, que alberga a mesma imagem, foi iniciado dez anos depois e elevado por Paulo VI à categoria de Basílica.

Beata Mercedes Maria de Jesus Molina, Fundadora - 12 de junho

O povo católico do Equador e a Igreja universal podem venerar com alegria duas “flores” nascidas naquele país: a “Açucena de Quito”, Santa Mariana de Jesus, e a “Rosa de Guayas”, como carinhosamente é conhecida a Beata Mercedes de Jesus. O perfume de santidade dessas duas flores, de poderosa intercessão celestial, é exemplo e estímulo para uma autêntica vida católica.

     Mercedes se destaca não só por seus dotes espirituais e religiosos, mas também por suas qualidades de grande dama, transmitidos por meio de uma vida ativa e profundamente contemplativa, institucionalizados pelo cumprimento de sua missão de fundadora de uma família religiosa na Igreja do Equador, as Irmãs Marianitas, e por seu legado: “ser amor misericordioso onde há dor humana”.

Santa Adelaide de Schaerbeek, Virgem cisterciense - 12 de junho

Esta Santa, também conhecida como Alice ou Aleide, nasceu em Schaerbeek, perto de Bruxelas, no Brabante, moderna Bélgica, na primeira metade do século XIII. Desde a infância, esta criança graciosa se fez notar pelo espírito penetrante, memória feliz e um grande amor a Deus. Aos sete anos foi recebida na abadia cisterciense de Cambre para ser educada e instruída, como era costume na época, e aplicou-se, sobretudo, no princípio, à humildade; mostrava-se simples, afável, prudente e corajosa. Com a idade de 9 anos começou a fazer milagres. Com o passar dos anos, vestiu o hábito monástico, sua virtude cresceu e Adelaide teve uma visão divina em que lhe foi dada por Deus uma cruz de ouro, em sinal de acerbíssimos sofrimentos que ela deveria sofrer. O Senhor a submeteu a uma prova terrível: Adelaide contraiu a lepra logo após a profissão, doença que a consumiu durante muitos anos, reduzindo-a a um corpo purulento; foi separada da comunidade e instalada numa cabanazinha que sobreviveu à destruição da abadia pelos calvinistas.

ORAÇÕES - 12 DE JUNHO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
12 – Sexta-feira – Sagrado Coração de Jesus
Evangelho (Mt 11,25-30) “...ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho...”
Conhecer o Pai e o Filho é muito mais que ter informações e conhecer doutrinas e definições. Jesus fala de encontro entre pessoas que se abrem. O Pai e Filho se conhecem plenamente. E só os podemos conhecer porque se revelam a nós, por amor misericordioso, entranhado. E para conhecer, também nós precisamos amar.
Oração
Senhor Jesus, hoje quero pedir-vos como Filipe: “mostra-nos o Pai” (Jo 14,80. Sei o que respondestes, e por isso vos peço: fazei que vos conheça pessoalmente, mesmo sem vos ver, mas de coração. Que me deixe assimilar por vós, que viva por vós, e me entregue ao Pai. Ajudai-me a me entregar pela fé, esperança e amor. Amém.

quinta-feira, 11 de junho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - Quaresma hoje

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Reforma litúrgica
 
A liturgia sempre passou por renovação. Um princípio da reforma atual foi levar a liturgia ao melhor ponto de sua história, que foi o século VIII. Assim também a Semana Santa. Pio XII fez a primeiras mudanças. O chamado missal de São Pio V, tão venerável e antigo, tem sua base em documentos, mas não tão antigos. Pio V diz que a reforma foi feita na base dos documentos “de nossa biblioteca”. Até o momento do Concílio já haviam sido descobertos documentos muito mais antigos, como são os textos do sacramentário Veronense que tem os primeiros textos litúrgicos para as celebrações. Depois seguem outros. Do ponto de vista histórico, o missal do Vaticano II busca uma tradição muito mais antiga, à qual a reforma de Pio V não tinha acesso. Sobre a Quaresma seu ensinamento é ascético, reduzindo a penitência da Quaresma ao jejum, do qual enumera os frutos. A grande diferença está na dimensão de Mistério Pascal de Cristo que domina o tempo da Quaresma renovada. A penitência, no missal antigo era vista somente em seu aspecto ascético. A reforma eliminou as orações que só insistiam no jejum e na mortificação corporal que reduzia a ascese só à diminuição dos alimentos. Agora salientam os aspectos positivos como a oração e o exercício da caridade. Aliás, não deixar de compreender Precisamos lembrar que tudo era em latim e em voz baixa. O povo fez a sua devoção.
Características atuais 
Primeiramente os textos são bem mais abundantes. Isso favorece a diversidade das temáticas. Insiste-se na conversão como caminho para a Páscoa, o exercício da caridade, o perdão dos irmãos, a oração e o jejum do pecado. A observância exterior deve ser acompanhada com a renovação do espírito. A celebração penitencial é sinal sacramental de nossa conversão. A penitência quaresmal é vista como um caminho para a Páscoa e participação no Mistério Pascal de Cristo. Essa se exprime nas obras de caridade, no perdão, na oração e no jejum. É tempo de renovação, com um verdadeiro empenho de conversão. O que faz maior diferença é a intensificação da presença da Páscoa que dá sentido e significado a tudo o que é realizado nesse tempo. Certamente estamos vendo que aquele ambiente de seriedade e despojamento não interfere mais na sociedade. Já dizia o profeta: “O jejum que quero é esse: acabar com as prisões injustas, desfazer as correntes do jugo... repartir a comida com quem tem fome; dar abrigo aos infelizes sem asilo; vestir os maltrapilhos. Não se desviar do semelhante” (Is 58,6-7). Percebemos que o profeta está muito mais adiantado que nossa época. 
Quaresma, um sacramento! 
Sete são os sacramentos. Nem mais nem menos. Cada sacramento deriva da ação redentora de Cristo. A Igreja se faz sacramento de Cristo ao celebrá-los, unida a seu Redentor que penetra todas as realidades da fé. Por isso, a Quaresma é chamada de sacramento, pois, seus gestos e palavras têm a presença de Cristo que no mistério de sua morte e ressurreição, sua Páscoa, nos libertou do mal e nos introduz no reino de sua graça. Por isso, a Páscoa que preparamos dá sentido à toda a preparação e está presente em seu início e na sua execução. Toda ação litúrgica é ação de Cristo Vivo. O que celebramos proclama essa presença e a torna atuante em nossa vida. A mentalidade pascal é a linguagem dos grandes escritores antigos. Ao retornar ao ensinamento dos antigos mestres, nos tempos do Concílio se retornou à melhor tradição da Igreja.
ARTIGO PUBLICADO EM FEVEREIRO DE 2021

EVANGELHO DO DIA 11 DE JUNHO

Evangelho segundo São Mateus 10,7-13. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus apóstolos: «Ide e proclamai que está próximo o Reino dos Céus. Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, sarai os leprosos, expulsai os demónios. Recebestes de graça, dai de graça. Não adquirais ouro, prata ou cobre, para guardardes nas vossas bolsas; nem alforge para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem cajado; porque o trabalhador merece o seu sustento. Quando entrardes em alguma cidade ou aldeia, procurai saber de alguém que seja digno e ficai em sua casa até partirdes daquele lugar. Ao entrardes na casa, saudai-a, e se for digna, desça a vossa paz sobre ela; mas se não for digna, volte para vós a vossa paz». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São João Paulo II 
(1920-2005) 
Papa 
«A Missão do Redentor» 
«Ide e proclamai que 
está próximo o Reino dos Céus» 
Se olharmos superficialmente o nosso mundo, ficaremos impressionados com muitos factos negativos, que podem conduzir-nos ao pessimismo. Mas esse sentimento é injustificado, pois temos fé em Deus, Pai e Senhor, na sua bondade e na sua misericórdia. À medida que nos aproximamos do terceiro milénio da Redenção, Deus vai preparando para o cristianismo uma grande primavera que já se vê despontar. Na verdade, seja no mundo não cristão, seja no mundo da cristandade antiga, os povos têm tendência para se aproximar progressivamente dos ideais e dos valores evangélicos, tendência essa que a Igreja se esforça por favorecer. Manifesta-se hoje entre os povos uma nova convergência em torno desses valores: a recusa da violência e da guerra, o respeito pela pessoa humana e pelos seus direitos, a sede de liberdade, de justiça e de fraternidade, a tendência a ultrapassar os racismos e os nacionalismos, a afirmação da dignidade da mulher e a sua valorização. A esperança cristã dá-nos forças para nos comprometermos a fundo na nova evangelização e na missão universal e leva-nos a rezar como Jesus nos ensinou: «Venha a nós o vosso reino; seja feita a vossa vontade, assim na Terra como no Céu» (Mt 6,10). Os homens que esperam Cristo são ainda em número incalculável; os espaços humanos e culturais ainda não atingidos pelo anúncio do Evangelho ou em que a Igreja não está presente são extremamente vastos, a ponto de exigirem a união de todas as suas forças. Quando se prepara para celebrar o Jubileu do ano 2000, toda a Igreja está ainda mais comprometida num novo advento missionário. Devemos alimentar em nós a paixão apostólica de transmitir aos outros a luz e a alegria da fé, e formar todo o povo de Deus para este ideal.

São Parísio, sacerdote camaldulense Festa: 11 de junho

(*)Bolonha, 1151
(+)Treviso, 11 de junho de 1267 
São Parisius foi um monge, eremita e sacerdote da Ordem Camaldulense. Dedicou 72 anos de sua vida interior à plenitude de sua vida interior como diretor espiritual das monjas. Realizou inúmeros milagres em vida e após a morte. O santo faleceu perto de Treviso em 11 de junho de 1267, com a venerável idade de 108 anos. Nesta data, ele é comemorado no Martirológio Romano e no Menológio Camaldulense. Patrocínio: Treviso 
Martirológio Romano: Em Treviso, São Parisius, sacerdote da Ordem Camaldulense, que durante setenta e sete anos ofereceu direção espiritual às freiras com conselhos salutares, falecendo aos cento e oito anos de idade.