quarta-feira, 4 de março de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Coração de filhos”


PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
A fé dos pais Fé que constrói.
 
Essa foi sempre a noção de fé que atravessou a história do povo e se faz história da salvação. Nela a verdade se faz vida e a vida se faz história. Os que creram nas promessas fizeram a história e nos transmitiram como aprendizado e a experiência da fé. É belo ver o desfile dos antepassados que viveram da fé: “A fé é um modo de possuir o que se espera e convicção acerca de realidades que não se veem” (Hb11,1). A fé dá aos patriarcas (pais na fé) a certeza que se concretiza num acontecimento que faz a história. A história não é uma narrativa, mas um entrelaçar do humano e do Divino. Deus faz e o homem crê e realiza. Diz de Moisés que ele “caminhava como se visse o invisível” (Hb 11.27). Acontece assim que a fé tem na noite pascal o momento máximo da libertação que conduz à aliança no Sinai. Na noite da libertação, quando passou o Anjo do “terror” na matança dos primogênitos dos egípcios, puderam fazer um ato de fé no Deus que liberta e os consolida como povo: “Os piedosos filhos dos bons ofereceram sacrifícios secretamente e, de comum acordo, fizeram esse pacto divino: que os santos participariam solidariamente dos mesmos bens e dos mesmos perigos” (Hb 11,9). A aliança gestada naquela noite se torna uma memória permanente que dá fundamento ao que se segue. Assim nasce um povo que conserva a garantia da escolha de Deus e sua permanente presença a garantir sua existência. Aqui encontramos “aquela noite da libertação”. Lembramos que celebramos a Páscoa à noite e a Ressurreição de Jesus se dá à noite. Não dizemos que a noite gesta o dia. 
Na força do dever 
Diante da parábola dos empregados fiéis, percebemos a continuação da grandeza do tesouro que nos é confiado. Esse tesouro não é somente uma propriedade pessoal, mas é a comunidade toda que é o tesouro que nos foi confiado a guardar com responsabilidade, como partir em viagem, com vestes que davam leveza e segurança. É estar sempre prontos para a chegada imprevista do Senhor que está sempre vindo. Por isso, a vigilância é permanente como sabendo a hora em que o perigo vai chegar. Por aqui continuamos vendo que a noite é o momento de vigiar. Na história da oração da Igreja, de modo particular dos monges, a noite tem a predominância na organização da oração. De dia se trabalha, de noite se reza e se está vigilante. Pouco sono. Sempre despertos com as lâmpadas acesas e o óleo na vasilha. O prejuízo (castigo) pelo descuido aparece nos resultados pelo descuido e desatenção ao que nos foi confiado. Vemos Abraão caminhando sempre em busca da terra que iria receber como herança. Partiu sem saber para onde ia (Hb 11,8). Nós programamos os resultados. Os patriarcas buscavam, como deixando a Deus a hora de encontrar. Nós buscamos os sinais da obra de Deus. 
Garantir o tesouro no Pai 
Somos advertidos: “Não tenhais medo pequenino rebanho, pois foi do agrado do Pai a dar a vós o Reino”. O pouco que temos está garantido. Os poucos bens são vendidos e dados em esmola. A economia é outra. Os bens estão em bolsas que não se estragam. O tesouro está no Céu. Vemos os impérios econômicos do mundo. De repente desaparecem. O jogo é outro. O ladrão do mundo os consome. Não produziram frutos. Imagino os escravos hebreus, diante dos grandes monumentos egípcios que não passam de peça de museu. E os escravos são um pequeno rebanho assustado, mas vencedor. À medida que mandamos nossas reservas para esse depósito, nos sentimos garantidos. 
Leituras: Sabedoria 18,6-9;Salmo 32;
Hebreus 11,1-2.8-19; Lucas 12,32-48 
1. A história não é uma narrativa, mas um entrelaçar do humano e do Divino. 
2. A vigilância é permanente como sabendo a hora em que o perigo vai chegar. 
3. À medida que mandamos nossas reservas para o depósito, nos sentimos garantidos. 
Não tenho medo do escuro 
O mistério da noite sempre nos traz medo. Quantas histórias de assombração, sustos e visões que nos fizeram passar tanto medo. As noites, junto ao fogão, os peritos em contar os causos, deram vida ao anoitecer. O mistério da noite perdeu sua riqueza. Que sobrará disso? Fico maravilhado com este texto do Livro da Sabedoria sobre a noite da libertação. Havia um juramento de Deus e o povo esperou e creu. A Páscoa marcou a vida do povo. Fizeram de uma tradição antiga, um rito novo. Mudaram seu sentido e futuro. Agora a noite não é somente um rito, mas uma realidade. Somente a luz de Deus pode iluminar a noite. A noite gesta o dia. A noite da Páscoa gestou um povo novo. A Páscoa de Jesus ilumina o mundo. A noite nos traz a certeza do nascimento do dia. É um parto. Depois do pranto, vem a alegria. 
Homilia do 19º Domingo Comum (11.08.2019)

EVANGELHO DO DIA 04 DE MARÇO

Evangelho segundo São Mateus 20,17-28
Naquele tempo, enquanto Jesus subia para Jerusalém, chamou à parte os Doze e, durante o caminho, disse-lhes: «Vamos subir a Jerusalém e o Filho do homem vai ser entregue aos príncipes dos sacerdotes e aos escribas, que O condenarão à morte e O entregarão aos gentios, para ser por eles escarnecido, açoitado e crucificado. Mas, ao terceiro dia, Ele ressuscitará». Então, a mãe dos filhos de Zebedeu aproximou-se de Jesus com os filhos e prostrou-se para Lhe fazer um pedido. Jesus perguntou-lhe: «Que queres?». Ela disse-Lhe: «Ordena que estes meus dois filhos se sentem no teu Reino, um à tua direita e outro à tua esquerda». Jesus respondeu: «Não sabeis o que estais a pedir. Podeis beber o cálice que Eu hei de beber?». Eles disseram: «Podemos». Então Jesus declarou-lhes: «Bebereis do meu cálice. Mas sentar-se à minha direita e à minha esquerda não pertence a Mim concedê-lo; é para aqueles a quem meu Pai o designou». Os outros dez, que tinham escutado, indignaram-se com os dois irmãos. Mas Jesus chamou-os e disse-lhes: «Sabeis que os chefes das nações exercem domínio sobre elas e os grandes fazem sentir sobre elas o seu poder. Não deve ser assim entre vós. Quem entre vós quiser tornar-se grande, seja vosso servo e quem entre vós quiser ser o primeiro, seja vosso escravo. Será como o Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida pela redenção dos homens». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santo Agostinho (354-430) 
Bispo de Hipona (norte de África), 
doutor da Igreja 
Discursos sobre os Salmos, Sl 126 
«Todo aquele que se exalta será humilhado 
e quem se humilha será exaltado» (Lc 18,14) 
«De nada vos serve levantar antes da luz» 
diz o Salmo (126,2)
Assim eram os filhos de Zebedeu, que, antes de terem suportado a humilhação, à semelhança do Senhor na sua Paixão, já tinham escolhido os seus lugares: um à sua esquerda e outro à sua direita: queriam levantar-se antes da luz. [...] Pedro também se levantou antes da luz, quando deu ao Senhor o conselho de não sofrer por nós. De facto, o Senhor tinha falado da sua Paixão e das humilhações que sofreria para nos salvar, e Pedro, que anteriormente tinha confessado que Jesus era o Filho de Deus, sentindo-se horrorizado com a ideia da sua morte, disse-Lhe: «Deus Te livre de tal, Senhor! Isso não há de acontecer!»: queria levantar-se antes da aurora e dar conselhos à luz. E o que fez o Senhor? Fê-lo levantar-se depois da luz dizendo-lhe: «Vai-te daqui, Satanás!» (Mt 16,22-23), passa para trás para que Eu vá à tua frente e tu Me sigas; vem após Mim, em vez de tentares mostrar-Me o caminho pelo qual queres seguir. Porque quereis, ó filhos de Zebedeu, levantar-vos antes do dia? Eis a questão que temos de lhes colocar; e eles não ficarão irritados, porque estas coisas estão escritas a seu respeito a fim de que nós saibamos guardar-nos do orgulho em que eles caíram. Para quê querer levantar-se antes do dia? É um esforço vão. Quereis exaltar-vos antes de serdes humilhados? O vosso Senhor, que é a vossa luz, humilhou-Se a Si próprio para ser exaltado. Escutai o que diz Paulo: «Ele, que era de condição divina, não Se valeu da sua igualdade com Deus, mas aniquilou-Se a Si próprio. Assumindo a condição de servo, tornou-Se semelhante aos homens. Aparecendo como homem, humilhou-Se ainda mais, obedecendo até à morte, e morte de cruz. Por isso, Deus O exaltou» (Fil 2,6-9).

São Lúcio I, papa, mártir, +254

Num único ano de pontificado, o governo de São Lúcio foi marcado por um período de fortes perseguições. O tratamento injusto e cruel infligido pelo então imperador Valeriano, teve como consequência o seu exílio. Mas, ao retornar, teve de sustentar luta fortíssima, desta vez, contra hereges denominados "novacianos". A sua determinação, zelo apostólico, plena convicção e fé em defesa da doutrina de Cristo, culminou com o seu martírio e quando o conduziarn para ele, encomendou a Igreja e os fiéis dela a seu arcediago Estêvão, que lhe veio a suceder no pontificado. Descansou no Senhor no dia 4 de Marco do ano de 254, sendo sepultado no cemitério de Calisto. Data desta época, a morte de Nereu de Chipre, um perigoso agitador que ambicionava o trono Pontifício, e que maquinou inúmeros estratagemas para conquistar seguidores. Documentos apócrifos ditam a sua morte por envenenamento com recurso de Cicuta, poderoso veneno. Neste mesmo local e época, foram martirizados outros novecentos santos mártires, cujos corpos foram depositados nas catacumbas de Santa Cecília, vítimas da intolerância romana.
Santos de Cada Dia - Editorial A.O. - Braga
† 254 (Papa de 25/06/253 a 05/03/254) 
Roman. Ele teria sofrido a perseguição do imperador Trebonius Gallus e teria sido exilado. De volta a Roma, ele se opôs ao rigorismo dos novacianos que recusavam a readmissão na Igreja dos lapsi, cristãos que haviam adorado ídolos para evitar perseguição. Lúcio estabelece sua reintegração na comunidade após práticas penitenciais. Seu pontificado durou cerca de nove meses. Provavelmente foi sepultado no cemitério de San Callisto, na Via Ápia. Etimologia: Lúcio = brilhante, reluzente, do latim 
Martirológio Romano: Em Roma, na Via Ápia, no cemitério de Caliste, deposição de São Lúcio, papa, que, sucessor de São Cornélio, sofreu exílio por fé em Cristo e, como testemunho distinto da fé, enfrentou as dificuldades de seu tempo com moderação e prudência. 
Ele subiu ao trono papal em 25 de junho de 253, poucos dias após a morte de seu predecessor Cornélio. Não se sabe como, mas apesar de seu breve pontificado, conseguiu emitir o decreto pelo qual: "... cada padre precisava ser acompanhado por dois padres e três diáconos... como testemunho do comportamento de todos". Seu papado, após a morte do imperador Treboniano Galo e o evento de Valeriano, deveria ser considerado bastante tranquilo diante das perseguições. Após um breve exílio, Lúcio foi autorizado a retornar a Roma. Morreu de morte natural e foi sepultado na cripta de São Calisto ou talvez Santa Cecília. Primeiro declarado santo por seu martírio, Lúcio foi posteriormente apagado do Calendário Universal da Igreja. 
Autor: Franco Prevato

Beato Zoltan Lajos Meszlenyi

Perseguido e morto pela revolução comunista na Hungria, Dom Zoltan: «Confrontado com o dilema fidelidade ou traição», segundo a expressão de Dom Amato, «confirma fortemente sua fidelidade ao Evangelho». Seus perseguidores comunistas, desde o mais alto grau do Estado até os seus guardas, eram animados pelo odium fidei, «o ódio a Deus e à Igreja. As trevas do mal que não aceitam a luz do bem». Zoltan Lajos Meszlenyi nasceu em 2 de janeiro de 1892, em Hatvan, na Hungria, numa família profundamente cristã. Entrou para o Seminário de Esztergom e, em seguida, foi enviado a Roma para prosseguir seus estudos eclesiásticos. Estudou na Pontifícia Universidade Gregoriana, onde foi diplomado em Direito Canônico e onde também fez Doutorado em Filosofia e Teologia. Ao longo de seus estudos romanos, foi ordenado padre, em 28 de outubro de 1915. No seu retorno à Hungria, em 1917, suas capacidades intelectuais e seu vasto conhecimento em línguas estrangeiras (além do grego e do latim, ele dominava o inglês, o alemão, o italiano e o francês) permitiram que ele fosse designado para assumir o escritório central do arcebispado de Esztergom. O bispo Dom Janos Csernoch, que também era bispo Primaz da Hungria, havia sido nomeado para este cargo em 1912, e nele permaneceu até 1927.

04 de março - São João Antônio Farina

Hoje a Igreja põe à nossa frente modelos como os novos Santos que, precisamente mediante as obras de uma generosa dedicação a Deus e aos irmãos, serviram, cada um no seu âmbito, o reino de Deus e dele se tornaram herdeiros. Cada um deles respondeu com extraordinária criatividade ao mandamento do amor de Deus e do próximo. Dedicaram-se incansavelmente ao serviço dos últimos, assistindo indigentes, doentes, idosos e peregrinos. A sua predileção pelos pequeninos e pelos pobres era o reflexo e a medida do amor incondicional a Deus. Com efeito, procuraram e descobriram a caridade na relação forte e pessoal com Deus, da qual se liberta o amor verdadeiro ao próximo. Por isso, no momento do juízo, ouviram este doce convite: «Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo» (Mt 25, 34). Com o rito de canonização, confessamos mais uma vez o mistério do reino de Deus e honramos Cristo Rei, Pastor cheio de amor pelo seu rebanho. Que os novos Santos, com o seu exemplo e a sua intercessão, façam crescer em nós a alegria de caminhar pela vereda do Evangelho, a decisão de o assumir como a bússola da nossa vida.

Bem-aventurado Umberto(Humberto) III de Saboia, Conde Festa: 4 de março

Humberto cresceu no amor à oração, à penitência e ao desprezo pela vida mundana e teria preferido dedicar a sua vida ao monacato, ao invés de reinar por 40 anos no século XII. Juntando-se ao partido dos guelfos, trabalhou com afinco pela Abadia de Hautecombe, onde foi enterrado.
(✝︎)Chambéry, Saboia, 4 de março de 1188 
Ele concedeu direitos e doações aos mosteiros e desempenhou papel decisivo na organização da abadia de Altacomba. Diz-se que ele teria preferido ser monge em vez de soberano. Teve quatro esposas: Faide de Toulouse, que morreu em 1154, Gertrudes de Flandres (casamento anulado), Clemence de Zharinghen, que morreu em 1162, e Beatriz de Macon. Com a morte de sua terceira esposa, ele se retirou para Hautecombe, mas depois mudou de ideia e, de sua quarta esposa, finalmente teve um herdeiro masculino. Ele apoiou o partido guelfo do Papa Alexandre III contra os gibelinos do imperador Frederico Barbarossa. A consequência foi a invasão de seus estados duas vezes: em 1174, Susa foi executada pela espada e fogo e, em 1187, Henrique VI o baniu do império e tomou a maior parte de seus domínios, restando apenas os vales de Susa e Aosta. Morreu em Chambéry em 1189. Ele foi o primeiro príncipe enterrado em Hautecombe. 
Emblema: Coroa, Cetro 
Martirológio Romano: Em Chambéry, em Saboia, o Beato Umberto, terceiro Conde de Saboia, que foi forçado a deixar o claustro para cuidar dos assuntos públicos, praticou a vida monástica com maior dedicação, à qual mais tarde retornou.

Beata Plácida Viel - 4 de março

Eulália Vitória Viel nasceu no dia 26 de setembro de 1815 na família de Hervé Viel, numa localidade chamada Val Vacher, no centro do Val de Sairé, França. Batizada no dia do seu nascimento, Eulália Vitória Jacqueline, chamavam-na costumeiramente de Vitória, em lembrança de uma irmãzinha falecida muito cedo, e que tinha este mesmo prenome. A sua numerosa família, que contava com onze filhos, vivia discretamente. Vitória frequentava a escola do vilarejo e ajudava seus pais com os trabalhos no campo e em casa. Fez sua Primeira Comunhão antes da idade permitida, pois foi considerada, pelo pároco de Quettehou e pelo abade Lepoitevin de Duranville, apta a receber a Eucaristia. Segundo suas próprias palavras, este lhe teria dito: “Não sei, querida criança, o que Nosso Senhor lhe pedirá, mas estou persuadido de que Ele tem planos particularíssimos para a sua alma, planos para os quais é preciso, desde agora, preparar você para que possa respondê-los, amando Jesus de todo o seu coração e procurando sempre cumprir Sua adorável vontade”. A fim de seguir o aprendizado normal das meninas daquela época, seus pais puseram-na para aprender corte e costura junto a uma costureira do burgo, Madame Gilles, onde Vitória permaneceu apenas alguns meses, voltando então para a fazenda da família. Vitória era uma mocinha muito saudável, robusta, de personalidade agradável, alegre, mas às vezes tímida e um pouco reservada. Durante toda a sua adolescência, ela levou a sério a missão de ensinar o Catecismo às crianças do local, ensinando-lhes também diversas canções.

Beata Maria Luísa (Madre Saint-Louis), Esposa, Mãe, Viúva, Fundadora - 4 de março

 Maria Luísa Elisabeth de Lamoignon nasceu em Paris, França, no dia 3 de outubro de 1763. Seu pai era então Guarda dos Selos da França sob Luís XVI. Ela tinha três irmãs e quatro irmãos. Crescendo em uma família aristocrática, ela recebeu uma boa educação.

     O Padre Plácido Levé, jesuíta, que foi seu primeiro biografo, escrevia em 1857: “Muito jovem, aos prazeres brilhantes que atraiam suas irmãs, ela preferia uma vida retirada e estudiosa. A oração era o principal atrativo e o mais caro alimento de sua alma. O estudo era sua maior ocupação. Seu espírito vivo e penetrante se abria sem dificuldade a todo o conhecimento. Ela cultivava as artes com o mesmo sucesso e o mesmo gosto. Aluna de Rameau, este a admirava e ia à sua casa, dizia ele, não para aperfeiçoá-la na arte do cravo, mas para ouvi-la tocar e se exercitar com ela”.
     O Cardeal Amato se recorda da vocação especial desta nova Beata: “A Beata Madre Saint-Louis fez frutificar os seus dotes naturais e da graça, falando a língua da caridade evangélica, que convida concretamente a dar de comer aos famintos, de beber aos sedentos, a servir e a ajudar os pobres, instruir os ignorantes, educar os pequenos nas vias da virtude”. 

Casimiro da Polónia Príncipe, Santo (1458-1484)

Permaneceu sempre fiel 
quanto à sua virgindade. 
Faleceu aos vinte e cinco anos.
Casimiro nasceu na Croácia no dia 3 de outubro de 1458 e era o décimo terceiro filho do rei da Polónia, Casimiro IV, e da rainha Elisabete d'Asburgo. Ele poderia muito bem colocar sobre a cabeça uma coroa e reinar sobre um território, como todos os seus doze irmãos o fizeram. Porém, apesar de possuir os títulos de príncipe da Polónia e grão-duque da Lituânia, não seguiu esse caminho. Desde pequeno abriu mão do luxo da corte, suas ricas festas e todas as facilidades que a nobreza proporcionava. Fez voto de castidade e vivia na simplicidade do seu quarto, que transformou numa cela como a de um eremita, dedicando-se à oração, disciplina, penitência e solidão. Quando os húngaros se rebelaram contra o seu rei, Mateus Corvino, e ofereceram ao jovem príncipe Casimiro, então com treze anos, a coroa, ele a renunciou tão logo soube que seu pai havia se declarado contra a deposição daquele rei e a imposição pela força de outro, no caso ele. O príncipe tinha de fato apenas uma ambição, se é que assim pode ser chamada, dedicar-se ao ideal da vida monástica. Entretanto não fugia dos deveres políticos, tendo ajudado o pai nos negócios do reino desde os dezassete anos, principalmente nos problemas referentes à Lituânia, onde era muito querido pelo povo.

ORAÇÕES - 04 DE MARÇO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
4 – Quarta-feira – Santos: Casimiro, Arcádio, Eugênio
Evangelho (Mt 20,17-28) “Eis que estamos subindo para Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos sumos sacerdotes e aos mestres da Lei...”
Jesus não queria iludir seus discípulos, e por isso muitas vezes disse-lhes qual seria seu fim. Não lhes prometia lugar de honra, poder e riqueza num reino a ser instaurado em Jerusalém. Pelo contrário, dizia que deveriam “beber o cálice” da derrota e da morte. Não podemos ser discípulos seus se procuramos ou prometemos honra, poder e prosperidade. Ele nos leva por bem outro caminho.
Oração
Senhor, creio que sois meu salvador, e que tudo fazeis para minha felicidade. É verdade que nem sempre compreendo os caminhos por onde me levais. Mas confio em vosso poder misericordioso, e tenho certeza que tudo dará certo. Levai-me, então por onde quiserdes, contanto que me deis a força de vos acompanhar. Não permitais que vos abandone à procura de outros caminhos. Amém.

terça-feira, 3 de março de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Ricos para Deus”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Rico diante de Deus
 
O sentido da vida flui como resultado das escolhas que fazemos. Jesus se põe como aquele que dá sentido e segurança para nossa vida e nossas atividades. Quanto mais nos desapegarmos, mais nos firmamos no único bem necessário. Deus nos abre as riquezas que a vida oferece. Maiores serão os dons se nos firmarmos no único necessário e referência: “Assim acontece àquele que ajunta tesouros para si mesmo e não é rico para Deus” (Lc 12,21). Aquele homem que teve grande colheita não soube dar sentido a tudo o que possuía. O risco dos bens materiais está justamente em não perceber que os bens podem contribuir para sua riqueza humana. Perde-se o sentido dos bens quando não sabemos construir uma riqueza maior, sendo rico para Deus. Jesus não condenou esses bens materiais, mas a insensatez no seu uso. É o que encontramos na leitura do livro do Eclesiastes. O homem que vive na ilusão da riqueza perde as outras dimensões da vida que podem ser enriquecedoras e dão sentido ao que foi produzido por um bom trabalho. A riqueza espiritual pode aumentar os frutos de nossos bens. Ser rico para Deus é multiplicar os bens na matemática de Deus: Quanto mais nos desapegarmos, mais possuímos e armazenamos a abundância e produzimos bens espirituais. Somos pó, como lemos no salmo. A cartilha do bem viver exclui a ganância, a soberba da abundância e o fausto do vazio. Jesus coloca aí a loucura e a incapacidade de bem administrar a vida. Os bons e os santos também morrem, podem ter bens, mas são desapegados e possuem a sabedoria. 
Buscar as coisas do alto 
Toda nossa vida cristã tem o sentido na ressurreição. A ressurreição final, quando seremos todos em Cristo, nos comunica a vitalidade para nosso dia a dia. Ela não nos tira da realidade em que vivemos, mas nos coloca na ressurreição que deve penetrar todas as realidades. Sendo batizados em Cristo somos ressuscitados com Ele. Temos assim a grande mudança de tudo em Cristo: “Se ressuscitastes com Cristo, esforçai-vos para alcançar as coisas do alto, onde está Cristo à direita de Deus... Aspirai às coisas celestes e não às terrestres. Vós morrestes e vossa vida está escondida, com Cristo em Deus” (Cl 3,1ss). Nossos celeiros espirituais foram feitos para guardar as riquezas de Cristo em nós. Somente aquele que já se despojou do homem velho e se revestiu do homem novo, que se renova segundo a imagem do seu criador, tem essa sabedoria (id). Ter fé nos leva a superar a vaidade dos bens, a loucura e o vazio dos bens materiais. Será sensato e rico diante Deus. Os bens materiais vividos em Cristo produzirão frutos muito maiores, pois o amor multiplica e não divide. Esses celeiros podem crescer ao infinito. 
Contar nossos dias 
O coração humano que busca Deus supera todo vazio e dá consistência a nossa vida. O salmo ensina a ver que a fragilidade da vida é pó. Somos nada, passamos. Por isso podemos suplicar: “Ensinai-nos contar nossos dias e dai sabedoria ao coração... Saciai-nos de manhã com vosso amor e exultaremos de alegria todo dia” (Sl 89). O cristão é diferente quando sabe viver bem as condições humanas com intensidade do amor. Tudo se multiplica. Somos chamados a tirar de nossa vida os vícios que nos destroem, pois já nos despojamos do homem velho e da sua maneira de agir. A comunidade cristã é o celeiro que precisa ser sempre maior para conter a riqueza da graça. A colheita dos bens espirituais exige sempre maiores celeiros para promover mais irmãos. Nossos dias cheios de sabedoria encherão os celeiros para a comunhão fraterna. 
Leituras: Eclesiástico 1,2; 2,21-23;Salmo 89;
Colossenses 3,1-5.9-11;Lucas 12,13-21. 
1. Quanto mais nos desapegarmos, mais nos firmamos no único bem necessário. 
2. A fé nos leva a superar a vaidade dos bens, a loucura e o vazio dos bens materiais. 
3. A colheita dos bens espirituais exige sempre maiores celeiros para promover mais irmãos. 
Segurando o Vento 
O livro do Eclesiastes tem ensinamentos que refletem bem o crescimento da Palavra de Deus no meio de uma sociedade não judaica. O autor sagrado está em busca. Para ele a vaidade das coisas lhes tira a consistência. É como segurar o vento. Ver as realidades e realizações sem consistência quer segurar o vento com as mãos. O jeito é fazer celeiros que recolhem vida para ser distribuída. O vento da vaidade e estupidez, passam por nós e nos deixam. 
Homilia do 18º Domingo Comum (04.08.2019)

EVANGELHO DO DIA 03 DE MARÇO

Evangelho segundo São Mateus 23,1-12. 
Naquele tempo, Jesus falou à multidão e aos discípulos, dizendo: «Na cadeira de Moisés sentaram-se os escribas e os fariseus. Fazei e observai tudo quanto vos disserem, mas não imiteis as suas obras, porque eles dizem e não fazem. Atam fardos pesados e põem-nos aos ombros dos homens, mas eles nem com o dedo os querem mover. Tudo o que fazem é para serem vistos pelos homens: alargam os filactérios e ampliam as borlas; gostam do primeiro lugar nos banquetes e dos primeiros assentos nas sinagogas, das saudações nas praças públicas e que os tratem por mestres. Vós, porém, não vos deixeis tratar por mestres, porque um só é o vosso Mestre e vós sois todos irmãos. Na Terra, não chameis a ninguém vosso pai, porque um só é o vosso pai, o Pai celeste. Nem vos deixeis tratar por doutores, porque um só é o vosso doutor, o Messias. Aquele que for o maior entre vós será o vosso servo. Quem se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Pascácio Radbert (849) 
Monge beneditino 
Comentário sobre o Evangelho de Mateus 10,23 
«Se Eu, que sou Mestre e Senhor, 
vos lavei os pés, também vós deveis 
lavar os pés uns aos outros» (Jo 13,14) 
«Quem se humilha será exaltado». 
Cristo não Se limitou a dizer aos seus discípulos que não permitissem que lhes chamassem mestres e que não ocupassem os primeiros lugares nos banquetes nem recebessem qualquer outra honra; deu Ele próprio o exemplo e o modelo da humildade na sua pessoa. Se é certo que o nome de mestre não Lhe era dado por complacência, mas por direito natural, pois «nele tudo subsiste» (cf Col 1,17), pela sua assunção de carne mortal comunicou-nos um ensinamento que nos conduz a todos à verdadeira vida; e, porque Ele é maior que nós, reconciliou-nos com Deus (cf Rm 5,10). Foi como se nos dissesse: não ameis as honrarias, não desejeis que vos chamem mestres, do mesmo modo que «Eu não procuro a minha glória; há Alguém que a procura e faz justiça» (Jo 8,50). Fixai os olhos em Mim, porque «o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida pela redenção dos homens» (Mt 20,28). Nesta passagem do Evangelho, o Senhor não instrui apenas os seus discípulos, mas também os chefes da Igreja, prescrevendo a todos que não se deixem levar pela avidez na procura de honrarias. Pelo contrário, quem quiser tornar-se grande seja o primeiro a fazer-se, como Ele, servo de todos (cf Mt 20,26-27).

Santos Marino e Astério mártires, +260

Não havia sinais de perseguição contra os cristãos em qualquer parte do Império, escreve Eusébio, quando vagou o lugar de centurião em Cesareia da Palestina. Um oficial cristão, chamado Marino, tinha todas as probabilidades de ser nomeado, mas apareceu um rival que alegou a existência duma lei antiga, segundo a qual ninguém podia ser nomeado centurião sem oferecer um sacrifício. Não recorrendo a qualquer subterfúgio, Marino confessou a sua fé. Foi-lhe concedido em consequência o prazo de três horas para escolher entre a apostasia e a morte. Ao sair do pretório, encontrou o bispo Teotecno que o levou à igreja e, apontando-lhe para a espada e para o Evangelho, o incitou a fazer uma escolha digna de cristão. 0 oficial colocou logo as mãos sobre o livro santo. A seguir, o bispo despediu-se dizendo: "Conta com a graça de Deus para permaneceres fiel à tua escolha e mereceres as recompensas prometidas pelo Evangelho". Passadas as três horas, Marino apresentou-se diante dos chefes e declarou que não podia prestar ao imperador um culto que só era devido a Deus. Foi, por isso, decapitado imediatamente. Astério, estendendo a capa, envolveu nela o corpo e a cabeça de S. Marino. Pondo tudo aos ombros, levou a enterrar os despojos do mártir. Esta ação valeu-lhe também a ele a coroa do martírio. Isto pelo ano de 260. 
Santos de Cada Dia - Editorial A.O. - Braga

03 de março - Beato Inocêncio de Berzo

O Beato Inocêncio era filho de Pedro Scalvinoni e de Francisca Poli. Nasceu no dia 19 de março de 1844 em Nardo, Vale de Canônica, em Bréscia, na Itália. Foi batizado com o nome de João. Seus pais eram muito pobres, mas ricos de espírito cristão, sempre abandonados nas mãos do Senhor e confiados em sua divina providência. Oração, trabalho e amor mútuo era o programa de vida e ninguém ia dormir na família sem haver participado na reza coletiva do santo Rosário. Em tal ambiente deu início a sua formação interior que o levaria logo à santidade. Quando contava apenas três meses ficou órfão de pai, vítima de enfermidade. De sua mãe aprende logo o santo temor de Deus, uma devoção filial à Santíssima Virgem e um delicado amor à pureza. Aos nove anos, o bispo diocesano (de Bréscia) lhe dava a primeira comunhão, que recebeu com indescritível contentamento e candura. Seus olhinhos vivos se cravavam no tabernáculo e na sagrada espécie com a fé consciente do adulto, como se visse a presença real do Senhor. Mas aquele primeiro abraço eucarístico parecia assinalar uma transformação fundamental. O que lhe havia dito Jesus? Pronto se desvelaria o segredo quando um dia disse todo feliz a sua mãe que o Senhor lhe chama. Notícia que ela acolhe com emoção e lágrimas, dando profundas graças a Deus pela predileção tão singular: a vocação ao sacerdócio.

03 de março - Beata Maria Concepción Cabrera Arias de Armida

"Extraordinária no meio do extraordinário": assim é recordada Maria Concepción Cabrera Arias de Armida, conhecida por todos como "Conchita", nasceu em San Luis Potosí, México, em 8 de dezembro de 1862, no seio de uma família abastada na cidade de são Luís Potosi, México. Seus pais Otavio Cabrera Lacavex e Clara Arias Rivera, eram de posição abastada, mas simples. Contando com 21 anos de idade assinou compromisso com Francisco Armida, contraindo casamentos na igreja do Carmen no dia 8 de novembro de 1884. O casamento teve entre 1885 e 1899 nove filhos. No dia 17 de setembro de 1901 morre Francisco Armida. Conceição Cabrera se dedicou, após ficar viúva, ao estudo e ao apoio do estudo de seus filhos, nunca entrou para a vida religiosa. A sua primeira obra foi o apostolado da cruz em 1895, para aquelas pessoas que desejavam santificar os atos da sua vida. Foi uma menina simples e comum, nobre e levada como qualquer outra criança, referindo a si mesma dizia: "desobedeci aos meus pais, batia nos meus irmãos, roubava-lhes o doce e a fruta", no entanto tinha um amor especial à Eucaristia.

Santa Teresa Eustochium Verzeri Virgem, Fundadora Festa: 3 de março

(*)Bérgamo, 31 de julho de 1801
(✝︎)Brescia, 3 de março de 1852 
Nasceu em 31 de julho de 1801 em Bérgamo. A mais velha dos sete filhos de Antonio Verzeri e da Condessa Elena Pedrocca-Grumelli, Teresa fez seus primeiros estudos em casa, orientada pelo cônego Giuseppe Benaglio. Mais tarde, a encontramos com as freiras beneditinas de Santa Grata, em Bérgamo. São períodos de grande turbulência interna e pesquisa. Teresa deixou o mosteiro para dedicar sua vida e seu compromisso ao mundo. Em 8 de fevereiro de 1831, junto com o cônego Benaglio, fundou a Congregação das Filhas do Sagrado Coração de Jesus. Eles serão educadores e guias de meninas pobres, órfãs e abandonadas. Quando a cônona Benaglio morreu em 1836, ela ficou sobrecarregada com os esforços da formação dos religiosos, das constituições e das relações com Roma. Uma obra impressionante, evidenciada por volumes sobre os deveres das freiras, pelas constituições e pelas mais de 3.500 cartas que ela escreve pessoalmente. Ele faleceu em Brescia em 3 de março de 1852. (Avvenire) 
Etimologia: Teresa = caçadora, do grego; ou mulher amável e forte, do alemão 
Martirológio Romano: Em Brescia, Santa Teresa Eustóquio (Ignácia) Verzeri, virgem, fundadora do Instituto das Filhas do Sagrado Coração de Jesus.

Santa Piamun do Egito, virgem Festa: 3 de março Século IV.

Ela é uma santa egípcia do século IV que viveu uma vida de santidade e profecia. Quando os habitantes de uma aldeia próxima ameaçaram atacar sua aldeia, Piamun orou pela paz e os inimigos foram misteriosamente detidos. Os inimigos, cientes do poder de Piamun, pediram paz e as duas vilas viveram em paz para sempre. Em 3 de março, os meneianos bizantinos anunciam a memória de Piamun com um dístico de elogio, mas sem fornecer nenhuma informação biográfica. Esse santo, que não é comemorado em nenhum outro lugar, é conhecido por Palladio, que dedica um capítulo de sua Historia Lausiaca a ela, o que sugere que ela viveu na segunda metade do século IV no Egito, como a história indica. Piamun morava com a mãe, trabalhava na tecelagem de linho e alimentava apenas à noite; A santidade de sua vida lhe rendeu o dom da profecia. Por ocasião de uma enchente do Nilo, os habitantes de uma vila próxima entraram em conflito com os do país do santo e estavam se preparando para ocupá-la. Piamun, alertado sobre os planos do inimigo, tentou convencer os padres da aldeia a interceder com eles para poupar seus concidadãos, mas os padres não tiveram coragem e pediram a Piamun que fosse ela mesma.

Santa Camila de Auxerre - 3 de março

Camila, chamada Camila d’Écoulives, Camila de Auxerre ou Santa Camila, segundo a legenda era originária de uma rica família de Civitavecchia, na Itália. Com suas quatro irmãs (ou primas) Porcaria, Máxima, Palaia e Magnancia, ela se dirigiu a Ravena atraída pelo renome do bispo Germano de Auxerre. São Germano fora eleito bispo de Auxerre em 418. Além de bispo, São Germano era diplomata e viajante. Ele morreu em Ravena durante uma missão junto à imperatriz romana Galla Placídia em 448. Convertidas pela pregação do bispo, as cinco fizeram voto de virgindade em suas mãos. As cinco irmãs o assistiram nos seus últimos momentos. Quando o bispo morreu, em 31 de julho de 448, elas decidiram acompanhar o cortejo que levaria seu corpo de Ravena a Auxerre. O corpo do bispo foi solenemente transladado para ser sepultado em Auxerre, no oratório de São Maurício, origem da Abadia de São Germano. Durante o cortejo, numerosos milagres foram relatados pelos habitantes das aldeias que eram visitadas. Mas a viagem era penosa, Magnancia e Palaia morreram sucessivamente nas cidades da região da Borgonha que receberam os seus nomes.

Santa Artelaide, Virgem - 3 de março

Martirológio Romano:
Em Benevento, Santa Artelaide, virgem. 
Na Acta Sanctorum da Biblioteca Capitular de Benevento Mario Diacono escreve sobre Artelaide, e foi publicada por Stefano Borgia em sua História da Cidade Papal de Benevento, onde fala sobre as viagens da santa. As notícias da santa também são encontradas nas cartas da igreja Metropolitana de Benevento e na placa comemorativa de 1338. Graças a estes escritos tomamos conhecimento que a jovem mandou construir em San Luca uma edícula de Nossa Senhora das Graças. A igreja de San Luca mais tarde foi dedicada a santa. Artelaide aparece nas atas (I, p. 116, nn. 718-20), das quais se ignora a origem e a época, contêm muitos elementos legendários. Segundo o que é narrado nelas, Artelaide era filha do pró cônsul Lúcio e de Santa Antusa. Pró cônsul era o maior posto civil na corte, correspondia praticamente ao cargo de 1º ministro do imperador Justiniano. Tendo o imperador Justiniano ouvido falar da beleza da filha de Lúcio, queria dá-la como esposa a alguém da sua corte, mas Artelaide tinha feito o voto de virgindade, o que levou sua mãe a confiá-la a três servidores com o encargo de conduzi-la à Itália, junto ao tio, o general bizantino Narses Patricius, governador de Benevento. Durante a viagem a jovenzinha foi abordada por ladrões e seus domésticos fugiram.

Cunegunda da Baviera Rainha, Santa (988-1039)

Casou-se com Henrique, duque da Baviera, 
que era católico e, em 1002, 
tornou-se rei da Alemanha.
Cunegonda viveu na realeza. Nasceu no ano 988, era filha de Sigfredo, conde de Luxemburgo e Asdvige, que transmitiu pessoalmente à ela os profundos ensinamentos cristãos. Desde pequena a menina desejava se tornar religiosa. Porém casou-se com Henrique, duque da Baviera, que era católico e em 1002 se tornou rei da Alemanha. Em 1014 o casal real recebeu a coroa imperial das mãos do Papa Bento VIII, em Roma. Para o povo, foi um tempo de paz e prosperidade. O casal ficou famoso pela felicidade que proporcionava aos seus súditos, o que chamou a atenção dos inimigos do reino e do imperador. Mas também porque a população e a corte diziam que eles haviam feito um "matrimonio de São José", o que equivale viver em união apenas como bons irmãos. Verdade ou não, o fato é que Henrique percebeu que a esposa não podia ter filhos e decidiu ficar com ela, sem usar o direito do repúdio público para dissolver o casamento, como era legítimo na Alemanha e cuja situação era tolerada por Roma. Mais tarde, os inimigos da corte espalharam uma forte calúnia contra a imperatriz, dizendo que ela havia traído seu marido. A princípio os dois não se importaram, mas os boatos começaram a rondar o próprio palácio e Cunegonda resolveu acabar com a maledicência.