sábado, 16 de maio de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Traje da festa”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
O banquete do Reino
 
A imagem do banquete é usada nas Sagradas Escrituras como símbolo da comunhão com Deus e comunhão com as pessoas. O profeta Isaias ensina que Deus ... preparou o banquete aberto a todos. No Sinai Deus faz um banquete com os 70 anciãos (Ex 24,9-11). O banquete é sagrado porque Deus é sempre aquele que reúne. E se faz presente. Comer juntos é partilhar da mesma vida. Por isso Jesus institui a Eucaristia durante banquete pascal. E manda fazer em memória. O amor de Deus é permanente e nós participamos dele na Eucaristia. Ouvimos "Felizes os convidados para a Ceia do Senhor!” Na parábola, Deus, esposo de seu povo oferece a todos um grande banquete. Jesus é o Filho que, com sua missão, abre a casa do Pai para um banquete. O Reino é representado também por um banquete. Todos são chamados. Os servos (profetas) fazem o convite. Mas os primeiros convidados se recusam. O motivo da recusa se reduz às tendências básicas do ser humano: pão, poder e prazer: Comprei um campo, tenho cinco juntas de boi para experimentar, casei-me e não posso ir. Nossos interesses pessoais valem mais que o Reino. Então são convidados todos os que não contam na estrutura social religiosa, pobres e pagãos. Símbolo da missão. Todos recebem a veste da festa. Ao entrar para ver os convidados, o rei vê um homem que não está com a veste nupcial. É uma ofensa. Aceitar o convite do Reino é assumir com totalidade. Significa a perda da vida. Mas há uma profunda transformação de todos os males quando o Reino é implantado. 
O Senhor me conduz 
O salmo 22 coloca como ponto de chegada, os campos verdejantes e as águas repousantes. Um banquete de ovelha. Mas também confirma: “Preparais à minha frente uma mesa, bem à face do inimigo” (Sl 22). O salmo reconhece a presença do Pastor que conduziu o povo no deserto, no êxodo, não deixando faltar coisa alguma. Por isso pode ter confiança. Lembramos o discurso de Jesus como o bom Pastor (Jo 10). O relacionamento parte do mútuo conhecimento da ovelha e do pastor. Ela o segue porque sabe aonde Ele a conduz. Age no conhecimento e no afeto: “Meu cálice transborda” (Sl 22). O banquete maior é a convivência na casa do Senhor. Jesus Pastor não é o Rei que condena os que não aceitaram o convite, mas dá a vida pelas ovelhas e Se abre a todos. Vai atrás da ovelha perdida, cura as doentes e fortalece as sadias. Não usa do rebanho para seus interesses, mas para que tenham vida e a tenham em abundância (Jo, 10,10). A parábola tem a dimensão missionária: ir longe, sobretudo atrás dos pobres para abrir-lhes as riquezas do Reino que não é privilégio de ninguém como era entendido pelo ,povo da Antiga Aliança. 
Deus proverá 
Paulo, a partir de sua escolha do Reino na pessoa de Jesus, tudo faz por Ele e nada o impede de ser total em sua resposta: “Sei viver na miséria e na abundância”. E diz: “Tudo posso Naquele que me conforta” (Fl4,12). A fragilidade da evangelização e de nossa resposta, é porque é dada pela metade. Deus não precisa de resto. É o que vemos: Se der tempo eu participo, ajudo, assumo... mas não assume nunca. Falta conhecer a palavra de Jesus por completo: “Buscai o Reino de Deus e sua justiça e o resto vos será dado por acréscimo” (Mt 6,33). E se não der nada: “Somos servos inúteis, fizemos o que devia ser feito” (Lc 7,10). Não se trata de inutilidade, mas de valores. Servir o Reino preenche todas nossas necessidades. Paulo disse: “Deus proverá esplendidamente com sua riqueza a todas as necessidades” (Fl 4,18). 
Leituras: Isaias 25, 6-10ª;Salmo23(22) 
Filipenses 4,12-14.19-20;Mateus 22,1-14 
1. O motivo da recusa se reduz às tendências básicas do ser humano: pão, poder e prazer. 
2. Jesus é o Filho que, com sua missão, abre a casa do Pai para um banquete.
3. Servir o Reino preenche todas nossas necessidades.
Roupa errada 
Imaginou você aparecer de vermelho num velório? Até o defunto vai rir. Coisa triste é sair com a roupa errada. O texto final da parábola nos alerta que, para participar do Reino, é preciso estar com a roupa de festa. Quem ia a uma festa, recebia do dono uma roupa própria. Chic! A gente costuma dizer vestir a camisa do time quando se chama para assumir. Assumir o Reino como vida, vai exigir que seja na totalidade. Por isso a gente começa a escamotear quando chega a hora do “vamos ver”. É só ver nas comunidades: quando aparece um serviço, aparecem junto as desculpas... não posso...tenho um compromisso.... As desculpas dos personagens da parábola respondem aos nossos problemas. A displicência da resposta mostra a falta de definição. Jesus quer total adesão.
Homilia do 28º Domingo Comum (11.10.2020)

EVANGELHO DO DIA 16 DE MAIO

Evangelho segundo São João 16,23b-28. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Em verdade, em verdade vos digo: tudo o que pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vo-lo dará. Até agora não pedistes nada em meu nome: pedi e recebereis, para que a vossa alegria seja completa. Tenho-vos dito tudo isto em parábolas mas vai chegar a hora em que não vos falarei mais em parábolas: falar-vos-ei claramente do Pai. Nesse dia, pedireis em meu nome; e não vos digo que rogarei por vós ao Pai, pois o próprio Pai vos ama, porque vós Me amastes e acreditastes que Eu saí de Deus. Saí de Deus e vim ao mundo. Agora deixo o mundo e vou para o Pai». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santo Agostinho 
(354-430) 
Bispo de Hipona (norte de África), 
doutor da Igreja 
Carta 130 a Proba, 27-28: PL 33, 505-506 
Orar no Espírito com gemidos inefáveis 
Aquele que pede a Deus a única coisa que realmente importa e a procura (cf Sl 26,4) pode fazê-lo com certeza e confiança. Este bem único, a paz que excede todo o entendimento, não sabemos pedi-lo adequadamente na nossa oração. Pois aquilo que podemos imaginar da sua realidade não o conhecemos verdadeiramente; por outro lado, sabemos que tudo o que nos vem à mente e que rejeitamos, recusamos e condenamos não é o objeto da nossa busca, mesmo que ainda não tenhamos consciência do que esse objeto realmente representa. Portanto, existe em nós aquilo a que eu chamaria uma douta ignorância, instruída pelo Espírito de Deus, que sustenta a nossa fraqueza. Porque, depois de dizer: «Esperar o que não vemos é esperá-lo com perseverança», o Apóstolo acrescenta: «É assim que também o Espírito vem em auxílio da nossa fraqueza, pois não sabemos o que havemos de pedir, para rezarmos como deve ser; mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inefáveis. E Aquele que vê no íntimo dos corações conhece as aspirações do Espírito, pois é em conformidade com Deus que o Espírito intercede pelos cristãos» (Rm 8,25-27). Isto não deve ser entendido como se o Espírito Santo de Deus, que é o Deus imutável na Trindade e um só Deus com o Pai e o Filho, intercedesse pelos santos como alguém que não é Deus. Dizemos que Ele ora pelos santos porque os leva a orar: leva-os a orar com gemidos inefáveis, inspirando-lhes o desejo daquele grande bem, ainda desconhecido, que aguardamos com paciência.

São Luís Orione Sacerdote e fundador Festa: 12 de março (16 de maio)

(*)Pontecurone, Alessandria, 23 de junho de 1872
(+)Sanremo, Imperia, 12 de março de 1940 
Ele nasceu em Pontecurone, na diocese de Tortona, em 23 de junho de 1872. Aos 13 anos, ingressou nos Frades Menores de Voghera e, em 1886, ingressou no oratório de Turim fundado por São João Bosco. Três anos depois, chegou ao seminário de Tortona. Ele continuou seus estudos teológicos, ficando em um pequeno quarto acima da catedral. Lá, teve a oportunidade de se aproximar dos meninos a quem dava aulas de catecismo, mas seu quarto apertado não era suficiente, então o bispo lhe concedeu o uso do jardim do bispo. Em 3 de julho de 1892, o jovem clérigo Luigi Orione inaugurou o primeiro oratório dedicado a São Luís. Em 1893, ele abriu o colégio de San Bernardino. Em 1895, foi ordenado sacerdote. Havia muitas atividades às quais ele se dedicava. Ela fundou a Congregação dos Filhos da Providência Divina e os Pequenos Missionários da Caridade; as Eremitas da Divina Providência e as Irmãs do Santíssimo Sacramento. Ele enviou seus padres e freiras para a América Latina e Palestina já em 1914. Ele faleceu em Sanremo em 1940. O Papa João Paulo II proclamou-o Beato em 1980 e, finalmente, santo em 2004.
Etimologia: Louis = derivado de Clóvis 
Martirológio Romano: Em Sanremo, na Ligúria, São Luís Orione, sacerdote, fundador da Pequena Obra da Providência Divina para o bem dos jovens e de todos os marginalizados.

Santo Honorato de Amiens, Bispo-Festa: 16 de maio (†)cerca de 600

Bispo de Amiens, ele está presente na "Passio dos Santos Fusciatto e Vittorico", onde oficia a invenção de seus corpos. Mencionado nos sacramentários e enriquecido com milagres na "Vida", diz-se que Honoratus morreu em Portus e foi enterrado em Amiens. Ele se tornou o santo padroeiro dos padeiros, talvez por causa do milagre eucarístico. Iconograficamente, ele é representado com um retábulo de padeiro e três pães. 
Patrocínio: Padeiros, confeiteiros 
Emblema: Pá do Padeiro 
Martirógio Romano: Em Amiens, no território da Neustria, França, Santo Honorato, bispo. 
Honoratus seria o terceiro bispo de Amiens, segundo o catálogo episcopal da cidade; Mas essa localização não é certa, pois o autor agrupou visivelmente no topo do lugar, aleatoriamente, cinco bispos venerados como santos. De qualquer forma, Honorato é atestado pela passio de ss. Fusciatto e Vittorico.

16 de maio - Beato Vladimir Ghika

Existem três aspectos da caridade pastoral do nosso Beato. O primeiro diz respeito ao seu coração ecumênico. Ele sonhava com a unidade da Igreja. Para ele, o Oriente e o Ocidente eram os dois pulmões da única Igreja de Cristo. Para isso, ele teve o privilégio - excepcional na época - do biritualismo. Ele propôs a santidade como um meio indispensável para promover a unidade dos cristãos. Em uma conferência de 1904, ele disse: "Esta é a hora do fascínio da santidade, da santidade claramente visível, da luz colocada no candelabro. Santidade de um amor imaculado por todos os nossos irmãos, sobretudo pelos nossos irmãos separados, sem rancor racial, sem ressentimentos históricos, sem muito tempo reprimido". Ele promoveu o ecumenismo das obras, vendo no exercício da caridade o lugar de nobre emulação entre todos os cristãos. O ecumenismo tinha que ser fundado no apostolado do amor, respeitando a liberdade e a boa-fé dos outros e evitando polêmicas inúteis e danosas.

16 de maio - Santo Alípio e São Possídio (Agostinianos)

Alípio e Possídio são dois nomes intimamente ligados ao de Aurélio Agostinho, como religiosos e como bispos. Eles são os dois melhores representantes da herança monástica de Santo Agostinho. Toda a vida - desde jovens até a maturidade - buscando a Verdade: Deus! Santo Alípio e São Possídio quase não aparecem na História. Eles estão como que ofuscados pelo esplendor do grande doutor e batalhador da Igreja, Santo Agostinho. Ambos são contemporâneos e procedem do mesmo lugar, a África romana, ou seja, a faixa no norte do continente africano que os romanos haviam conquistado, impondo sua cultura e modo de vida. Alípio e Possídio serão as mãos de Santo Agostinho em seus trabalhos mais árduos e comprometidos. Quem nos fornece os dados sobre estes dois personagens é o próprio Agostinho. O relacionamento entre eles era muito profundo e ia além das responsabilidades com o povo de Deus. Alípio nasceu em Tagaste (hoje Souk Ahras, na atual Argélia), uma cidade na província romana da Numídia, no norte da África.

Santo Ubaldo Baldassini, Bispo-Festa: 16 de maio

Ubaldo nasceu na Alemanha entre 1084/85. Ao tornar-se órfão, transferiu-se para Gúbio, na Itália, onde foi Prior e, depois, Bispo por 31 anos; salvou a cidade em vários períodos de crise, chegando a convencer Frederico Barbarossa a acabar com o assédio. Santo Ubaldo foi canonizado em 1192.
(*)Gubbio, Perugia, 1084/5
(+)16 de maio de 1160 
Pertencente a uma família nobre originalmente da Alemanha. Logo órfão de ambos os pais, Ubaldo foi criado por um tio de mesmo nome que cuidou de sua educação religiosa e intelectual. Ordenado sacerdote em 1114, alguns anos depois Ubaldo foi eleito prior de sua reitoria, cuja disciplina e costumes reformou. A fama de seu nome e de suas virtudes se espalhou para além de sua cidade, tanto que Perugia, em 1126, o proclamou seu bispo. Ubaldo, no entanto, sem tal honra, foi imediatamente a Roma pedir ao Papa Honório II que fosse isento desse cargo, obtendo um perdão. O bispo Ubaldo governou a diocese de Gubbio por 31 anos, durante os quais superou com prazer adversidades e obstáculos, conseguindo dobrar seus inimigos com gentileza e apaziguá-los com mansidão de alma. O Missal Romano de 1962 (Vetus Ordo) prescreve o dia 16 de maio como a festa da terceira classe. 
Etimologia: Ubaldo = espírito em negrito, do alemão Emblema: Equipe pastoral 
Martirológio Romano: Em Gubbio, na Úmbria, São Ubaldo, bispo, que trabalhou pela renovação da vida comunitária do clero.

Santo Alexandre, bispo de Jerusalém e mártir

De família pagã, Alexandre recebeu uma formação cultural diligente. Frequentou vários movimentos religiosos e filosóficos da época e converteu-se ao cristianismo. Deixou a Capadócia e transferiu-se para Alexandria, no Egito, onde prosperava a escola Didaskaleion, dirigida por Panteno siciliano, e, depois, por Clemente alexandrino. A seguir, foi para Jerusalém, em 212, onde foi coadjutor do Bispo, de quem, mais tarde, foi sucessor. 
O "caso" Orígenes 
Alexandre guiou Jerusalém como pastor atencioso, sobretudo, com as necessidades culturais das suas ovelhas. Na Cidade Santa, fundou uma biblioteca e uma escola, inspirando-se no modelo daquela Alexandrina. Durante seu episcopado, teve que se ocupar com a rivalidade entre o teólogo Orígenes - que já conhecia em Alexandria - e seus superiores. De fato, Orígenes recebeu do Bispo de Alexandria o encargo de dirigir uma escola de catecismo. Porém, o teólogo começou a ensinar também ciências profanas – sobretudo filosofia – ciente de que, especialmente, o ensino da religião precisava de um maior aprofundamento cultural.

Simão Stock Carmelita, Santo (1165-1265)

Recebeu o escapulário das mãos
da Virgem Maria (1165-1265).
Simão nasceu em 1165, no castelo da família em Kent, Inglaterra. O seu pai era governador local, e tinha parentesco com a casa real do seu país. A família, cristã e pia, proporcionou-lhe uma formação intelectual e religiosa aprimorada. Aluno aplicado e inteligente, freqüentou o colégio de Oxford desde os sete anos de idade. Mesmo sendo conduzido para uma carreira que trouxesse glórias terrenas, o que Simão desejava era poder seguir a vida religiosa: para servir a Deus, para a glória de Deus. Aos doze anos, deixou o castelo paterno para viver como eremita. Retirou-se para o interior da floresta perto de Oxford, e nela viveu sua existência consagrada ao Senhor. A morada escolhida era o velho tronco oco de um carvalho. Logo essa notícia se empalhou e o estranho monge passou a ser chamado de Simão “Stock”. Assim ele viveu por vinte anos, empenhado na contemplação, na oração e penitência.

João Nepomuceno Sacerdote, Mártir, Santo (1330-1383)

João nasceu em 1330, em Nepomuk, na Boêmia, atual República Checa. Apesar de os pais serem pobres e ter idade avançada, João conseguiu formar-se doutor em teologia e direito canônico na universidade de Praga, uma das mais modernas e avançadas da época, fundada pelo rei Carlos IV. Mas desde muito cedo João sabia que sua verdadeira vocação era o sacerdócio, a pregação. Quando, finalmente, recebeu a unção sacerdotal, pôde colocar em prática o seu talento de orador sacro, e o fez de forma tão brilhante que foi convidado a ser capelão e confessor na corte, onde teve muito trabalho, pois o rei Venceslau IV era uma pessoa difícil e de mau caráter. Mas a rainha e imperatriz Joana da Baviera era muito pia, bondosa e caridosa, e o tomou para diretor espiritual e confessor particular. Não se sabe exatamente como foi seu martírio e como tudo ocorreu, mas o rei Venceslau, que desejava controlar a Igreja, não estava satisfeito com a possível chegada de um novo bispo, enviado por Roma a pedido da rainha. A tradição lembra, porém, que o rei teria exigido que João violasse o segredo da confissão da rainha, coisa a que ele se negou e, por isso, foi torturado e morto.

André Bobola Sacerdote, Mártir, Santo (1591-1657)

Filho de pais nobres, cristãos e poloneses, André nasceu no dia 30 de novembro de 1591, na cidade de Sandomir. Aos vinte anos, ingressou no seminário dos jesuítas de Vilna, actual Vilnius, Lituânia. Lá se ordenou sacerdote em 1622, com o desejo único de evangelizar, mas acabou se tornando enfermeiro durante uma epidemia de cólera, dando prioridade a esse trabalho. Depois foi eleito superior em Bobruik, percorrendo a região por vinte anos, com seu apostolado de pregação e evangelização. O sacerdócio era um risco contínuo nesse território devastado pelas frequentes guerras entre poloneses, lituanos, russos "brancos" e "moscovis", suecos e cossacos. Esses nômades foram também para a Polônia, que tentava controlar o ingresso com normas rígidas de permissão, sem interromper, contudo, os confrontos sangrentos. Além do conflito político, havia o religioso entre os católicos romanos; os cristãos orientais, divididos entre si; e os grupos da Reforma. É nesse cenário que padre Bobola marcou sua presença de fé tranqüila e pacífica, alicerçada pelo estudo e pelo gosto pessoal pelos diálogos e debates vigorosos com as demais pessoas.

Maria Luísa Trichet Co-fundadora, Beata (1684-1759)

Maria Luísa Trichet (ou Maria Luísa de Jesus), com São Luís Maria Grignion de Montfort, é a co-fundadora da Congregação das religiosas chamadas “Filhas da Sabedoria”. Nasceu em Poitiers (França), no dia 7 de maio de 1684, tendo sido baptizada no mesmo dia. Filha de uma família de oito filhos, recebeu sólida educação cristã, tanto no seio da família, quanto na escola. Aos 17 anos, encontrou-se pela primeira vez com S. Luís Maria Grignion de Montfort, que acabara de ser nomeado como capelão do hospital de Poitiers. Sua fama de pregador e de confessor, já era notável entre a juventude daquela região. Espontaneamente, Maria Luísa ofereceu seus serviços ao hospital. Ela consagra uma boa parte de seu tempo, aos pobres e aos enfermos. Diante da sua dedicação, São Luís prontamente a pediu para que ali permanecesse.

ORAÇÕES - 16 DE MAIO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
16 – Sábado – Santos: João Nepomuceno, Honorato, Luís Orione
Evangelho (Jo 16,23b-28) “Se pedirdes ao Pai alguma coisa em meu nome, ele vos atenderá... pedi, e recebereis; para que a vossa alegria seja completa.”
Participamos da vida de Jesus, por isso somos como que uma só pessoa com ele. Quando oramos, ele ora conosco; quando oramos, oram conosco todos que estão unidos a Jesus. Por isso o Pai sempre nos ouve, sempre cuida de nós e de nossa felicidade, porque está ouvindo o pedido de seu próprio Filho. Peçamos que o Pai nos dê o que quiser para nós, e nossa alegria será completa.
Oração
Senhor, eu vos agradeço por me terdes unido a vós para participar de vossa vida. Esse o maior favor que me poderíeis fazer, o maior bem que eu poderia imaginar. Uno-me a vossa oração, peço ao Pai a felicidade e a paz para mim e para todos. Que ele faça de nós uma só família fraterna, sem divisões, vivendo a alegria possível nesta terra, à espera da perfeita alegria que nos espera. Amém.

sexta-feira, 15 de maio de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “O Reino vos será tirado”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
O Senhor plantou uma vinha
 
Como vamos viver nessa situação, até angustiante, diante dessa parábola? Achamos que o Evangelho serve bem para os outros. Nós mesmos tomamos as atitudes dos chefes do povo, dizendo que isso não é para nós. Essa parábola resume a história do povo de Deus, a vinha predileta do Senhor. Durante toda a história de Israel, a vinha foi um sinônimo de povo de Deus que produz frutos. Rezamos no salmo: “A vinha do Senhor é a casa de Israel”. Povos foram desalojados para dar lugar a seu povo. Quando o povo sofria perseguição e destruição, o povo reclamava: “Por que lhe destruístes a cerca?...Voltai-vos para nós...visitai a vossa vinha e protegei-a” (Sl 79) . Entra também a súplica pela conversão para que Deus retome sua vinha: “Nunca mais vos deixaremos... Dai-nos vida, e louvaremos vosso nome... Se voltardes para nós seremos salvos!” (Sl 79). Isaías proclama a beleza dessa vinha e o desencanto dos resultados. O profeta narra o carinho com que Deus cuidou desse povo, como o homem que cuidou de sua vinha. A parábola de Jesus foi perfeitamente compreendida pelos chefes do povo. Deus, mandou através da história, muitos servos para buscar o fruto do povo. Eram os profetas. Todos foram mortos. Por fim, mandou o Filho que teve a mesma sorte. Os chefes do povo se fizeram donos da vinha e queriam os frutos para si. Matam até o Filho para que tudo seja só deles. Essa atitude se repete de tantas maneiras no povo de Deus, chamado Igreja. Parece um mal que não tem cura. E tantos são os “servos” que são perseguidos dentro da própria Igreja.
Jesus, pedra angular 
Jesus é a vítima, mas também o Senhor. Completando a série de seus crimes contra os profetas enviados por Deus, os Sumos Sacerdotes e os anciãos do povo, rejeitam Jesus e O lançam fora da vinha. Jesus foi morto fora das muralhas. O Reino que Deus lhes confiou pela aliança só é realizado por Ele. Pela sua Ressurreição é agora a pedra angular que dá sustentação ao novo povo, à nova vinha. Jesus, tendo assumido sua condição de Senhor e Mestre, vai dar ao Pai o fruto que Lhe pertence. Como Filho, entrega ao Pai o que produziu sua plantação. Igualmente podemos pensar e nos perguntar, se a Igreja do momento, não faz a mesma obra dos vinhateiros sufocando o crescimento das pessoas, e não as conduzindo ao Pai. Vemos igualmente aqui, o risco de uma religião sem frutos. Parece muito a vinha que bem cuidada só produziu uvas selvagens. Estamos levando o povo da herança que Deus nos confiou a nós ou ao Pai? É necessário um grandíssimo despojamento dos que têm a responsabilidade do povo: Sair de si, de seu mundo, de suas pretensões de poder e de suas figuras deixando de lado os preferidos de Deus. Aquele que tem Cristo como sua pedra angular será a base do mundo novo querido por Jesus. 
Ocupai-vos com o verdadeiro 
Paulo nos oferece uma possibilidade e um modo de viver produzindo frutos para Deus. É na simplicidade que está o vigor da vinha. A primeira orientação é não preocupar-se com nada, confiando-se à vontade Divina. Recomenda-se uma vida de oração. Nesse relacionamento cresce a paz de Deus que ultrapassa todo o entendimento. Ela guardará os corações e os pensamentos em Jesus (Fl 4,6-7). Vejamos como Paulo vê a comunidade Igreja: “Ocupai-vos com tudo que é verdadeiro, respeitável, justo, puro amável, honroso, tudo que e virtude” (id 8). O vigor e o fruto da vinha estão na vida simples do cristão que vive sua fé. Assim os frutos amadurecerão na vida de cada um e serão entregues a Deus Pai. 
Leituras Isaias 5,1-7; Salmo 79; 
Filipenses 4,6-9; Mateus 21,33-43 
1. Nós mesmos tomamos as atitudes dos chefes do povo dizendo que isso não é para nós. 
2. Pela Ressurreição é agora a pedra angular que dá sustentação à nova vinha. 
3. O vigor e o fruto da vinha estão na vida simples do cristão que vive sua fé. 
Perdemos a roça 
Nós somos práticos em aplicar a bíblia aos outros e esquecemos que podemos estar incluídos nessa acusação de Jesus: “O Reino vos será tirado e entregue a um povo que produzirá frutos” (Mt 21,43). Dizemos que os crentes crescem por todos os lados e que em cada garagem há uma igreja. Há outras razões. Mas o que fazemos por nossa fé. Países inteiros que eram católicos ficaram ateus. Pergunto: como eram os bispos, os cardeais, os padres, os leigos dessas comunidades? Quem é que vai às periferias e se gasta pelos necessitados? Como os padres, as paróquias recebem os pobres? As donas e donos do pedaço não abrem espaço. Pensamos só em nós, em nossos esquemas, em nossas tradições e não somos capazes de reformar. Ai de quem muda uma cadeira do lugar. O Brasil está entrando por esse caminho de ateísmo. As classes populares, depois dessa onda crente vai ficar atéia...Que fazemos? 
Homilia do 27º Domingo Comum (04.10.2020)

EVANGELHO DO DIA 15 DE MAIO

Evangelho segundo São João 16,20-23a. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Em verdade, em verdade vos digo: chorareis e lamentar-vos-eis, enquanto o mundo se alegrará. Estareis tristes, mas a vossa tristeza converter-se-á em alegria. A mulher, quando está para ser mãe, sente angústia, porque chegou a sua hora. Mas depois que deu à luz um filho, já não se lembra do sofrimento, pela alegria de ter dado um homem ao mundo. Também vós agora estais tristes; mas Eu hei de ver-vos de novo e o vosso coração se alegrará e ninguém vos poderá tirar a vossa alegria. Nesse dia, não Me fareis nenhuma pergunta».
Tradução litúrgica da Bíblia
São João Crisóstomo
(345-407) 
Presbítero de Antioquia, 
bispo de Constantinopla, 
doutor da Igreja 
Homilia 1 sobre a Primeira Carta aos Tessalonicenses
«Também vós vos sentis agora tristes, 
mas Eu hei-de ver-vos de novo! 
E ninguém vos poderá tirar a vossa alegria» 
«Tornastes-vos imitadores nossos e do Senhor», diz Paulo. Como? «Recebendo a palavra no meio de muitas tribulações, com a alegria do Espírito Santo» (1Tes 1,6). Não foi somente nas tribulações, foi no meio de tribulações, no meio de sofrimentos sem fim. Podeis constatá-lo nos Atos dos Apóstolos, onde vemos como se acicatou a perseguição contra eles, como os seus inimigos os denunciaram aos magistrados e sublevaram a cidade. Eles sofreram tribulações, e não se pode dizer que tenham permanecido fiéis com pena e gemendo; não, foram-no com grande alegria, pois os apóstolos tinham-lhes dado o exemplo: «Cheios de alegria, por terem merecido ser ultrajados por causa do nome de Jesus» (At 5,41). É isto que é verdadeiramente admirável! Já é muito sofrer tribulações com paciência; mas alegrar-se com elas é mostrar que se é superior à natureza humana e que já se tem, por assim dizer, um corpo impassível. Mas como é que eles foram imitadores de Cristo? Pelo facto de também Ele ter sofrido sem soltar uma queixa, com alegria, porque era de sua vontade que Se encontrava em semelhantes tribulações. Foi por nós que Ele Se humilhou, adiantando-Se aos escarros, às bofetadas, à própria cruz; e alegrando-Se de tal maneira, que chamava a tudo isso a sua glória, dizendo: «Pai, glorifica-Me» (Jo 17,5).

Santa Joana de Lestonnac viuva, religiosa, fundadora, +1640

Foi a fundadora da Companhia de Maria, uma ordem religiosa que tinha como missão educar as jovens da época. Nasceu em 1556, num período em que a Igreja vivia grandes conflitos. Seu pai, católico fervoroso e membro do Parlamento de Bordéus, era conselheiro do rei de França; sua mãe, de confissão calvinista, era irmã do filósofo humanista Michel de Montaigne. Casou-se em 1572, com Gaston de Montferrand, com o qual conviveu até 1602 e teve sete filhos. Quando viúva, após perder dois de seus filhos, Joana de Lestonnac entrou para o mosteiro cisterciense em Toulouse, mas por problemas de saúde não pode continuar na vida monástica. Voltou para Bordéus e mais tarde fundou a ordem religiosa Companhia de Maria com o objetivo de levar o catolicismo através do ensino educacional. A ordem que fundou recebeu aprovação pontifícia em 1607. Em 19 de setembro de 1834 Joana de Lestonnac foi declarada venerável. Em 23 de setembro de 1900, ocorre a beatificação de Joana de Lestonnac.

15 de maio - Santo Elesbão (Caleb de Axum)

Elesbão era rei da Etiópia, onde reinou no período de 495 a 531. Segundo a tradição, era descendente do Rei Salomão e da Rainha de Sabá. Sua vida está ligada à história dos mártires de Nagran no ano de 523, uma cidade localizada no que é o atual Iemen. Nessa localidade houve uma revolta contra o príncipe cristão Aretas, e ele, sua esposa e quatro filhas, assim como centenas de outros cristãos, foram martirizados pelo rei judeu Dunnas. Diante do assassínio da família real, por motivações religiosas, os bispos da região imploraram ao rei de Axum, Elesbão que fizesse justiça aos mártires e trouxesse nova ordem à cidade. Cumprindo seu dever de rei, Elesbão conquistou Nagran e desbaratou todos os inimigos, tomando posse até mesmo da fortaleza onde estavam instalados. Venceu a guerra contra Dunaas, possivelmente em 524/525, restabelecendo a fé e colocando no trono do reino de Dunaas um rei cristão, Esimifeu Após sua vitória Elesbão continuou à frente de seu reino ainda por um bom tempo.

15 de maio - Beato André Abellon

André nasceu em São Maximino, no ano de 1375. Ainda jovem, entrou no convento dos dominicanos daquela cidade, onde estudou com grande afinco e sendo reconhecido pelos grandes resultados. De São Maximino, enviaram-no a Marselha, e ali, ensinou as artes liberais por algum tempo. Concluído o curso de teologia, feito em Tolosa, em Montpellier, lecionou filosofia. Em junho de 1403, o bem-aventurado André foi encarregado pelo capítulo da ordem de ler as sentenças no convento de Avinhão. Aos 21 de Setembro de 1409, era mestre de teologia. Dez anos mais tarde, foi eleito prior do convento de São Maximino, para lhe proceder a reforma, em pouco tempo obteve excelentes resultados. Durante o priorado, André tratou de dotar o convento com rendas estáveis: obteve de Luís II de Anjou parte de um legado e da rainha Iolanda de Aragão uma renda de duzentos florins; de dois moinhos que mandara construir em Nossa Senhora de Claux, arrecadava grandes quantias para o sustento da Casa.

15 de maio - Santo Aquiles, Taumaturgo

Aquiles nasceu na Capadócia em uma família aristocrática, ele cresceu e formou-se durante o reinado de Constantino I, o Grande (280-327). Seus pais estavam preocupados em dar-lhe uma formação e educação, de acordo com os ensinamentos mais avançados dos sábios e filósofos dos pagãos, seguindo as práticas de piedade e caridade sugeridas pelo cristianismo, que estava se estabelecendo, apesar da perseguição. Com a morte dos pais, Aquiles distribuiu seus bens aos pobres e foi para a Palestina, primeira etapa de sua peregrinação, orou no Santo Sepulcro, e em seguida, embarcou para Roma para buscar consolo junto dos túmulos dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e depois, partindo de Roma e começou a evangelizar regiões inteiras, levando multidões de pagãos à fé cristã. Durante as suas viagens missionárias, chegou a Larissa, a cidade da Tessália (região da Grécia); nessa altura, o lugar do bispo estava vago, de modo que o clero e o povo, por unanimidade, ofereceram a cadeira ao convidado ilustre.

São Torquato, bispo de Guádix

Torquato viveu entre os séculos III e IV e foi o primeiro Bispo da cidade de Acci, hoje Guadix, na Espanha. Segundo algumas fontes, era confessor, e, segundo outras, mártir. É recordado como o primeiro dos Sete “viri” espanhóis, Bispos de diversas cidades do sul da Espanha, venerados como Santos. 
São Torcato de Acci ou São Torquato foi um santo e missionário cristão que evangelizou a cidade de Acci, identificada como a atual Guadix, no sul da Península Ibérica, mais exatamente na província de Granada, Andaluzia, tendo sido seu primeiro bispo. A tradição católica sustenta que Torcato foi o primeiro dos sete varões apostólicos[1][2]. https://pt.wikipedia.org/wiki/Torcato_de_Acci