terça-feira, 17 de março de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Esperamos Nele”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Celebração dos mortos
Santo Agostinho relata em seu livro, “As Confissões”, os últimos diálogos que teve com sua mãe, Santa Mônica. Não era um diálogo filosófico, era a filosofia da vida que cultuavam com simplicidade. Falavam da vida futura, depois de ter conquistado, em vida, a alegria de ver os resultados de suas preces por seu filho sem fé. Agora o tinha na fé e até mais, no ministério. Ela se sentiu mal e, entre outras coisas, disse que não se preocupassem em enterrá-la fora da pátria. Mas pedia que se lembrassem dela no altar de Deus nas celebrações. Ela nasceu em 332 e morreu 387. Viveu 56 anos. Vejamos que estamos no início do Cristianismo. Havia já a liberdade para o culto cristão (a.313). Mas era muito cedo para haver tantas doutrinas estabelecidas. Por que pede que reze por ela no altar de Deus? Já havia uma consciência clara da utilidade da oração pelos mortos, sobretudo durante a Eucaristia. Na verdade, Santa Mônica, conhecia o culto pelos mortos na sociedade romana, chamado refrigerium (descanso). Era uma refeição feita junto ao túmulo do falecido. Não era novidade falar de orações pelos mortos. Dizemos: “Dai-lhes, Senhor, o descanso eterno”. Que tenham um lugar de descanso (refrigério) e paz. A Ressurreição de Jesus nos dá a segurança que Ele ressuscitará os que morreram. Não foi logo que se começou a fazer uma oração especial. Mas era algo normal rezar pelos mortos. Como a partir do século IV se celebravam todos os santos mártires e, que se estabilizou no dia primeiro de novembro, a partir do ano 1000 e tomou o dois de novembro como dia de fazer memória de todos os falecidos.
Morte que conduz à vida 
Meditando a celebração podemos encontrar sustento para nossa vida que parece tão frágil. Por que viver? Para morrer? A morte está presente. A Palavra de Deus nos mostra igualmente que a morte tem seu sentido na vida que ela dá. Lemos que Jesus explica que a vida eterna é uma decisão do Pai para todos: “Esta é a vontade do meu Pai: que toda a pessoa que vê o Filho e Nele crê tenha a vida eterna e, Eu o ressuscitarei no último dia” (Jo 6,40). A missão de Jesus é conduzir todos à Vida que dura para sempre. Por isso a morte tem a ver com a vida que segue. Rezar pelos mortos é crer na vida de todos. Rezamos pelos mortos porque cremos no Corpo de Cristo que une a todos. Os membros mais fortes fortalecem os mais fracos. A noção de Corpo Místico de Cristo justifica a intercessão dos Santos e nossa intercessão pelos mortos. É uma coisa de família. Queremos a vida plena para todos. Não sabemos detalhes da vida dos que foram. Se necessitam de nossa oração para seu descanso, nós o fazemos, como toda a história da Igreja traduz. 
Enquanto esperamos a glória que leva à vida 
O salmo 26 nos leva a rezar essa verdade quando coloca em nossos lábios: “Ao Senhor eu peço somente uma coisa e, é só isto que eu desejo: habitar no santuário do Senhor por toda a minha vida”. A leitura de Isaías nos ensina: “Ele removerá, neste monte, a ponta da cadeia que ligava todos os povos, a teia em que tinha envolvido todas as nações” (Is 25,7). Toda oração pelos mortos está nos colocando em caminhada segura para esse encontro com o Senhor: “Escutai com bondade as nossas preces e aumentai a nossa fé no Cristo ressuscitado, para que seja mais viva a nossa esperança na ressurreição dos vossos filhos e filhas” (Oração). Crendo na Ressurreição manifestamos nossa fé na força da oração pelos mortos que vivem essa passagem terrena para a vida celeste. Não deixemos de rezar pelos mortos. Um dia outros rezarão por nós.
ARTIGO PUBLICADO EM OUTUBRO DE 2019

EVANGELHO DO DIA 17 DE MARÇO

Evangelho segundo São João 5,1-16. 
Naquele tempo, por ocasião de uma festa dos judeus, Jesus subiu a Jerusalém. Existe em Jerusalém, junto à porta das ovelhas, uma piscina, chamada, em hebraico, Betsatá, que tem cinco pórticos. Ali jazia um grande número de enfermos, cegos, coxos e paralíticos. Estava ali também um homem, enfermo havia trinta e oito anos. Ao vê-lo deitado, e sabendo que estava assim há muito tempo, Jesus perguntou-lhe: «Queres ser curado?». O enfermo respondeu-Lhe: «Senhor, não tenho ninguém que me introduza na piscina quando a água é agitada; enquanto eu vou, outro desce antes de mim». Disse-lhe Jesus: «Levanta-te, toma a tua enxerga e anda». No mesmo instante, o homem ficou são, tomou a sua enxerga e começou a caminhar. Ora, aquele dia era sábado. Diziam os judeus àquele que tinha sido curado: «Hoje é sábado, não podes levar a tua enxerga». Mas ele respondeu-lhes: «Aquele que me curou, disse-me: "Toma a tua enxerga e anda"». Perguntaram-lhe então: «Quem é que te disse: "Toma a tua enxerga e anda"?». Mas o homem que tinha sido curado não sabia quem era, porque Jesus tinha-Se afastado da multidão que estava naquele local. Mais tarde, Jesus encontrou-o no Templo e disse-lhe: «Agora estás são. Não voltes a pecar, para que não te suceda coisa pior». O homem foi então dizer aos judeus que era Jesus quem o tinha curado. Desde então, os judeus começaram a perseguir Jesus, por fazer isto num dia de sábado. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Jean Tauler
(1300-1361) 
Dominicano de Estrasburgo 
Sermão 8 
«Levanta-te, toma a tua enxerga e anda» 
Nosso Senhor foi à piscina de Betsatá; encontrou um homem doente há trinta e oito anos, e disse-lhe: «Queres ser curado?» Meus filhos, reparai bem que este doente permaneceu ali longos anos: é que ele não estava destinado à morte, mas a servir a glória de Deus (cf Jo 11, 4). Oh, se quiséssemos esforçar-nos por compreender, em espírito de verdadeira paciência, o ensinamento profundo contido no facto de o doente ter esperado trinta e oito anos que Deus o curasse e lhe ordenasse que se fosse embora! Este ensinamento destina-se àquelas pessoas que, mudando ligeiramente de vida e não vendo produzir-se de imediato as grandes coisas que esperavam dessa mudança, creem estar tudo perdido e se queixam de Deus como se Ele as tratasse injustamente. São poucos os homens que possuem a nobre virtude de se abandonarem e se resignarem, que se aceitam como são e suportam a própria enfermidade, os próprios obstáculos e as próprias tentações, até que o Senhor os cure. Que poder e que autoridade são dados a este homem! Na verdade, é a ele que é dito: «Levanta-te, não podes continuar deitado, sai triunfante desse cativeiro, sê salvo e caminha em total liberdade; levarás a tua enxerga, ou seja, aquilo em que eras levado, e deves erguê-la e levá-la com autoridade e força». Aquele que o Senhor libertar será bem libertado, andará cheio de alegria e, após longa espera, obterá uma liberdade maravilhosa; aquela mesma liberdade de que são privados todos aqueles que julgam libertar-se a si mesmos quando quebram os laços antes do tempo.

São Paulo de Chipre Monge e mártir Festa: 17 de março

(†)aproximadamente 760/770.
 
Apesar
da confusão historiográfica gerada por Barônio, que associou erroneamente o mártir Paulo ao período iconoclasta de Constantino V Coprónimo, a verdadeira identidade e o contexto histórico de seu martírio emergem dos Atos de Santo Estêvão, o Jovem. Esses documentos revelam que Paulo, um monge de Chipre, sofreu torturas atroces e morte pelas mãos do governador Teófanes Lardotiro por volta de 760, devido à sua lealdade ao culto das imagens. Sua história, narrada por Antônio, confrade de Estêvão, oferece um vívido retrato das perseguições iconoclastas e da resistência tenaz aos cristãos.
Martirológio Romano: Na ilha de Chipre, São Paulo, um monge que, por defender o culto às imagens sagradas, foi queimado em chamas. 

Beata Bárbara Maix religiosa, +1873

Bárbara nasceu em Viena, Áustria, no dia 27 de junho de 1818, filha mais nova de José Maix (funcionário no palácio do imperador Ferdinand) e de Rosália Mauritz. Foi educada na fé cristã, no espírito de fortaleza e perseverança perante os desafios. Viveu entre o luxo do palácio e a pobreza da sua família e a sua infância foi marcada pela falta de saúde. Desde criança Bárbara começou a sentir um certo desejo missionário e profético. Ao aperceber-se das dificuldades em que viviam as mulheres e as crianças, naquela época, Bárbara, juntamente com outras jovens, iniciou “Projeto das Irmãs do Imaculado Coração de Maria” cujo objetivo era dar assistência às jovens desempregadas. Em 1848, durante a Revolução Francesa, houve uma verdadeira perseguição às Ordens Religiosas o que levou Bárbara e às suas 21 companheiras a partirem para o Brasil.

Beato João Nepomuceno Zegri e Moreno

A vida do Padre Zegri é um desafio para todos os que seguimos sua espiritualidade, não tanto pelo que fez, mas sobretudo porque soube amar à maneira de Deus, oferecendo o Evangelho da caridade aos mais necessitados. Ele nos revelou que a ternura e a misericórdia de Deus se tornam realidade no coração dos seres humanos, pelo mistério da Redenção do Filho e caminhando com Ele. Ele fez caminho de discipulado entregando-se total e exclusivamente a Jesus Cristo crucificado, como podemos ler no seu testamento espiritual, vivendo suas mesmas atitudes e sentimentos, oferecendo-se totalmente a Ele para o bem da humanidade; perdoando àqueles que o caluniaram, não levando em conta o mal e criando laços de comunhão, de encontro e de relação; construindo uma nova humanidade em aras da caridade mais delicada e amando a Maria, a mulher nova, que sustentou sua vida na fé e sua fé no mistério de Deus. João Nepomuceno Zegri e Moreno, fundador da Congregação religiosa das Irmãs Mercedárias da Caridade, nasceu em Granada, no dia 11 de outubro de 1831, no seio de uma família cristã. Seus pais deram-lhe uma esmerada e cuidadosa educação. Forjaram sua rica personalidade nos valores humano evangélicos, fazendo dele um verdadeiro cristão, comprometido com a causa de Jesus Cristo e dos pobres, desde sua juventude.

17 de março - São Gabriel Lalemant

São Gabriel Lalemant, mártir canadense, nasceu em 03 de outubro de 1610 em Paris, na França, no seio de uma distinta família, seu pai era um jurista e ele foi o terceiro de seis filhos. Ele e mais quatro irmãos seguiram a vida religiosa. Desde jovem ocultava uma alma generosa e ardente, sob um aspecto frágil. Entrou na Companhia de Jesus em 1630 e pediu para ser enviado às missões da Nova Franca, antigo nome do Canadá, o que lhe foi negado pela fragilidade de sua saúde. Ordenado sacerdote em 1838, mais uma vez pediu permissão de seus superiores para empregar toda sua vida a serviço dos indígenas, mas foi enviado para ensinar no colégio de Moulins e depois no de Bugres. Em 1646 pode realizar seu maior desejo e em 20 de setembro chegou a Quebec. Seu tio, o qual era padre e superior de toda a missão, conhecendo a natureza frágil e sensível do sobrinho, reteve-o na cidade por dois anos até conceder-lhe um companheiro, o Pe. João Brébeuf, enviando-os a aldeia de Santo Inácio, Hurânia. Assim que chegou aplicou-se a aprender a difícil língua e fez tamanho progresso que não duvidaram que Deus quisesse realmente servir-se dele naquele lugar. Seu martírio aconteceu em 1649, quando 1.200 iroqueses atacaram o assentamento de Santo Inácio.

São João Sarkander, presbítero e mártir

Dia 20 de dezembro de 1576: João Sarkander nasceu em Skoczów, na Silésia. Quando jovem, estudou no colégio jesuíta de Olomouc, na Universidade de Praga e fez faculdade de Teologia em Graz. Ele queria se casar, mas antes do casamento, sua noiva faleceu. Depois do período de luto, completou seus estudos de Teologia e, com 32 anos de idade, foi ordenado sacerdote. Em 1616, João foi nomeado pároco de Holešov. Naquele tempo, iniciou-se um período de fortes tensões, por causa da revolta dos nobres da Boêmia, de maioria protestante, contra o Império da Áustria. Os jesuítas deixam Holešov e, logo depois, em 1619, João Sarkander fez uma peregrinação a Częstochowa.
Martírio 
Permaneceu na Polônia por cinco meses e, depois, voltou para Holešov, enquanto a Morávia era palco de devastações e saques pelas tropas polonesas. Holešov foi poupada porque os fiéis, em procissão eucarística, guiados pelo Padre João Sarkander, foram ao encontro dos soldados poloneses. Este sacerdote da Morávia era acusado de espionagem, em favor do rei polonês, que interveio, com suas tropas, para apoiar o imperador da Áustria. João passou por interrogatórios e por cruéis e prolongadas torturas. Após um mês de sofrimento, faleceu na prisão aos 46 anos. Era o dia 17 de março de 1620. 

Santa Gertrudes de Nivelles, Abadessa - 17 de março

Santa Gertrudes nasceu em 626. Era filha caçula de Pepino de Landen, nobre de grande poder no Brabante, prefeito do palácio nos reinados de Clotário II, Dagoberto e Sigeberto, e avoengo de Carlos Magno. A Beata Ida (ou Ita) d'Aquitânia era sua mãe. Sua irmã, Santa Begga, casou-se com o filho mais velho de Arnolfo de Metz, e tornou-se abadessa de Andenne após a morte do esposo. Desde cedo Gertrudes devotou-se à oração, afastava-se das festas e dedicava-se ao estudo, sendo muito culta. Quando tinha cerca de 10 anos de idade seu pai convidou o Rei Dagoberto e alguns nobres para um banquete. Naquela ocasião, ela foi pedida em casamento para o filho do Duque da Austrásia. Com decisão ela respondeu que não o desposaria, nem tão pouco qualquer outro homem, pois somente Jesus Cristo seria o seu Esposo. Com a morte de Pepino em 639, e seguindo o conselho de Santo Amando, Bispo de Maastrich, Ida transformou seu palácio de Nivelles em um mosteiro, onde ela e sua filha Gertrudes se consagraram a Deus. Gertrudes recebeu o véu de virgem consagrada das mãos do próprio Bispo de Maastrich. O mosteiro seguia a regra de São Columbano, o grande precursor dos monges evangelizadores irlandeses, e tornou-se famoso por sua hospitalidade aos peregrinos. Ida e Gertrudes tornaram-se grandes amigas de dois santos irlandeses, os irmãos São Follian e São Ultan, quando eles se hospedaram no mosteiro como peregrinos. Eles estavam indo de Roma a Peronne, onde o irmão deles, São Furseus, estava enterrado.

Patrício da Irlanda Bispo, Santo (377-461)

Em quase três décadas converteu
praticamente toda a Irlanda.
Há poucos dados sobre a origem de Patrício, mas os que temos foram tirados do seu livro autobiográfico “Confissão”. Nele, Patrício diz ter nascido numa vila de seu pai, situada na Inglaterra ou Escócia, no ano 377. Era filho de Calpurnius, e neto de um padre e apesar de ter nascido cristão, só na adolescência passou a se dedicar à religião, e aos estudos. Aos dezesseis anos, foi raptado por piratas irlandeses e vendido como escravo. Levado para a Irlanda foi obrigado a executar duros trabalhos em meio a um povo rude e pagão. Por duas vezes Patrício tentou a fuga, até que na terceira vez conseguiu se libertar. Embarcou para a Grã-Bretanha e depois para as Gálias, atual França, onde freqüentou vários mosteiros e se habilitou para a vida monástica e missionária. A princípio, acompanhou São Germano do mosteiro de Auxerre, numa missão apostólica na Grã-Bretanha. Mas seu destino parecia mesmo ligado à Irlanda, mesmo porque sua alma piedosa desejava evangelizar aquela nação pagã, que o escravizara. Quando faleceu o Bispo Paládio, responsável pela missão no país, o Papa Celestino I o convocou para dar segmento à missão. Foi consagrado bispo e viajou para a "Ilha Verde", no ano 432. Sua obra naquelas terras ficará eternamente gravada na História da Igreja Católica e da própria Humanidade, pois mudou o destino de todo um povo.

Gertrudes de Nivelles Religiosa, Santa (626-659)

Gertrudes nasceu no povoado de Brabante, na cidade de Nivelles, Bélgica, no ano 626. Seu pai era Pepino de Landen, um homem rico e influente, descendente de Carlos Magno. Sua mãe era Ida, nobre e muito religiosa, que depois da morte do marido, fundou o duplo mosteiro de Nivelles, masculino e feminino, dos quais foi a abadessa até a morte. As filhas Gertrudes e Begga também fizeram os votos e vestiram o hábito, passando a viver no mosteiro, ao seu lado. Após a morte da abadessa, Gertrudes foi eleita a sucessora, tinha apenas vinte anos de idade. Mas, como o poder não a atraia, delegou-o a um dos monges, que passou a administrar ambos os mosteiros, enquanto ela ficou apenas com o título. Gertrudes reservou para si a tarefa de instruir Irmãos e Irmãs, preparando-os na fé e motivando-os para a difusão da Palavra de Cristo. Isso significava um enorme esforço de sua parte pois viviam numa época de ignorância, e superstições. Um eclipse, por exemplo, era considerado um fenômeno sobrenatural e motivo de alarde para todos os camponeses, mesmo os instruídos na fé cristã. Ela iniciou com vigor um grande processo de reformulação de ambos os mosteiros, chamando, da Irlanda, monges teólogos, os mais versados nas Sagradas Escrituras, para fundamentar essa reciclagem.

ORAÇÕES - 17 DE MARÇO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
17 – Terça-feira – Santos: Patrício, José de Arimateia, Paulo de Constantinopla.
Evangelho (Jo 5,1-16) “Eis que estás curado. Não voltes a pecar, para que não te aconteça coisa pior.”
Jesus não apenas curou o corpo daquele homem, mas também tocou seu coração e libertou-o do pecado. A cura corporal era um sinal da cura espiritual, muito mais importante. O homem podia alegrar-se porque estava curado. Mas Jesus lembra-lhe que o mais importante é que não torne a pecar, é que não volte atrás afastando-se de Deus. Foi para livrar-nos da escravidão do pecado que ele veio.
Oração
Senhor, hoje quero pedir saúde para mim e para todos. Ajudai-nos para que todos possam ter os recursos necessários para uma vida saudável; ajudai-nos a dar o atendimento devido aos enfermos. Fazei que jamais nos esqueçamos de procurar a saúde espiritual, o crescimento e o amadurecimento na vida nova que nos ofereceis. Livrai-nos do pecado e de tudo que nos afasta de vós. Amém.

segunda-feira, 16 de março de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “O grito do humilde”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Subir ao templo
 
Continuando sua catequese, depois de explicar que a oração deve ser incessante, Jesus nos faz ver o núcleo da oração: a que nasce do coração. Dois homens sobem ao templo para orar. O templo era a casa de Deus. Ali era o lugar da oração. Jesus, sem desqualificar a função do templo, coloca a oração no templo do coração. Um era fariseu e outro publicano. O fariseu era um observante da lei e cumpria todos os mandamentos com perfeição: Ele toma a posição correta de se rezar: Em pé, rezando no seu íntimo. Agradece por não ser como os outros homens. Seu agradecimento por não cometer o pecado, passa por diversos mandamentos. Agradece sua fidelidade à lei e à aliança. Tem pureza em seus procedimentos, não rouba, faz justiça, não come adultério, cumpre os preceitos do jejum, jejuando duas vezes por semana, paga o dízimo. Mas comete um erro brutal: não sou como os outros homens, por exemplo, como esse publicano. Sua oração ofende os olhos de Deus por julgar o outro. O publicano não vai ao templo para desfilar. Ele é judeu, como o fariseu, mas é cúmplice com o invasor romano. Pelo lucro que recebe, é encarregado de cobrar os pesados impostos para império romano. Por isso eram odiados e desprezados pelo povo. Lembramos que Jesus era amigo dos pecadores e publicanos. Era um crime. O publicano está distante. Toma uma atitude humilde e reza em silêncio sinceramente arrependido. Tem vergonha e bate no peito em sinal de dor e pede do fundo de sua miséria: “Tem piedade de mim que sou pecador” (Sl 50,3).
Quem se exalta será humilhado 
Jesus fala forte: “Eu vos digo: este último voltou para casa justificado, o outro, não. Pois quem se eleva será humilhado e, quem se humilha será elevado” (Lc 18,14). Ser justificado é ser readmitido à amizade Divina. A humildade é a elevação a Deus. O orgulho, mesmo fazendo boas coisas, como é o caso do fariseu, destrói a amizade Divina. Aqui Jesus revela o que acontece com Ele mesmo em sua humilhação, como lemos na carta aos Filipenses 2,5-11. Foi ao máximo da humilhação para um ser divino que se fez inferior a todos, indo até à morte. Por isso Deus o exaltou e lhe deu um nome que está acima de todo nome, isto é, o nome Divino. O Homem humilhado é elevado. Na parábola, Jesus não desfaz do fariseu pelo bem que faz, mas por se colocar acima do fraco pecador. Isso acontece muito em nossas comunidades na busca pelo poder. Existem os que se julgam puros, santos e ungidos. E têm a ousadia de dizer que o outro não é ungido. Quem é dono do Espírito? Ele é silencioso, pois age no cerne do amor-humildade, aquele que se põe a serviço. Assim foram nossos santos. Olhem, a Ir. Dulce foi puro amor e humildade.
Paulo e seu Senhor 
Palavras finais mostrando sua vida cheia do Senhor e por isso repleta de uma entrega total ao seu ministério de evangelizar até ao sangue derramado. Ele se une a seu Senhor no sacrifício. É sua identificação com seu Redentor. Diz: “Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé”(2Tm 4,7). Espera a recompensa que será dada a ele e a quem fizer o caminho de Cristo. Foi abandonado pelos seus. Mas ele tem sempre a presença de Cristo: “O Senhor esteve ao meu lado e me deu forças; e fez com que a mensagem fosse anunciada por mim integralmente, e ouvida por todas as nações” (Id 17). Paulo fala de sua boa obra na humildade do publicano. Na Eucaristia, o Senhor nos educa a termos a atitude humilde de ficarmos ocultos para que a vida seja dada a todos. 
Leituras; Eclesiástico 35,15b-17. 20-22ª; 
Salmo 33;
2Timóteo 4,6-8.16-18;Lucas 18,9-14. 
1. Jesus, sem desqualificar a função do templo, coloca a oração no templo do coração. 
2. A humildade é a elevação a Deus. 
3. Paulo se une a seu Senhor no sacrifício. É sua identificação com seu Redentor. 
Cheio de si, vazio de Deus 
Quando se faz uma pintura do fariseu e o publicano, o fariseu é sempre pintado barrigudo. E olha que jejuava duas vezes por semana. O texto da parábola tem um ensinamento claro sobre a necessidade da humildade, não de palavras, mas de vida, como em Jesus. O fariseu todo empinado, se mostra orgulhoso do bem que faz. O publicano, grande pecador, se mostra todo humilde pelo reconhecimento de sua situação triste de pecador público. Todo mudo sabia que ele não era bom, pois era opressor do povo em benefício dos romanos. Sendo humilde se coloca numa atitude de conversão pelo pedido de perdão sincero. A batalha cristã, como a de Paulo, nos leva até à boca do leão. Mas Deus está sempre de nosso lado. Por isso não há necessidade de empinar o bico. 
Homilia do 30º Domingo Comum (27.10.2019)

EVANGELHO DO DIA 16 DE MARÇO

Evangelho segundo São João 4,43-54.
Naquele tempo, Jesus saiu da Samaria e foi para a Galileia. Ele próprio tinha declarado que um profeta nunca era apreciado na sua terra. Ao chegar à Galileia, foi recebido pelos galileus, porque tinham visto quanto Ele fizera em Jerusalém, por ocasião da festa, a que também eles tinham assistido. Jesus voltou novamente a Caná da Galileia, onde convertera a água em vinho. Havia em Cafarnaum um funcionário real cujo filho se encontrava doente. Quando ouviu dizer que Jesus viera da Judeia para a Galileia, foi ter com Ele e pediu-Lhe que descesse a curar o seu filho, que estava a morrer. Jesus disse-lhe: «Se não virdes sinais e prodígios, não acreditareis». O funcionário insistiu: «Senhor, desce, antes que meu filho morra». Jesus respondeu-lhe: «Vai, que o teu filho vive». O homem acreditou nas palavras que Jesus lhe tinha dito e pôs-se a caminho. Já ele descia, quando os servos vieram ao seu encontro e lhe disseram que o filho vivia. Perguntou-lhes então a que horas tinha melhorado. Eles responderam-lhe: «Foi ontem à uma da tarde que a febre o deixou». Então o pai verificou que àquela hora Jesus lhe tinha dito: «O teu filho vive». E acreditou, ele e todos os de sua casa. Foi este o segundo milagre que Jesus realizou, ao voltar da Judeia para a Galileia. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Balduíno de Ford (1190) 
Abade cisterciense, 
depois bispo 
Homilia 6; PL 204, 451-453
(trad: Breviário) 
A palavra de Deus é viva e eficaz 
«A Palavra de Deus é viva e eficaz, e mais afiada que uma espada de dois gumes» (Heb 4,12). Aos que buscam a Cristo, que é a Palavra, o poder e a sabedoria de Deus, fica bem declarada nesta expressão da Escritura toda a grandeza, força e sabedoria daquele que é a verdadeira Palavra de Deus. Esta Palavra, eterna como o Pai desde o princípio (cf Jo 1,1), foi revelada no devido tempo aos apóstolos e por eles anunciada aos povos e humildemente acolhida com fé. Esta Palavra de Deus é viva, porque o Pai Lhe comunicou o poder de ter a vida em Si mesma, tal como Ele tem a vida em Si mesmo (cf Jo 5,26). Por esta razão, ela não somente é viva, mas é a própria vida, como de Si mesma proclama: «Eu sou o caminho, a verdade e a vida» (Jo 14,6). Precisamente porque esta Palavra é a vida, é viva e vivificante. De facto, assim como o Pai ressuscita os mortos e dá a vida, assim também o Filho dá a vida a quem quer (cf Jo 5,21); Ele dá a vida quando chama o morto do sepulcro, dizendo: «Lázaro, sai para fora» (Jo 11,43). Quando esta Palavra é anunciada mediante a voz do pregador, transmite, pela voz que se ouve exteriormente, a voz que opera interiormente, e que chama os mortos à vida, para renascerem na alegria dos filhos de Abraão (cf Mt 3,9). Portanto, esta Palavra é viva no coração do Pai, é viva na boca do pregador, é viva no coração de quem crê e ama.

Santo Abraão eremita, séc. IV

A dar crédito às Atas de Abraão, a existência deste santo eremita foi muito acidentada. Nascido junto de Edessa, na Mesopotâmia, de família abastada, prometeram-no em casamento, ainda novíssimo, a uma jovem muito rica. E, a seguir, obrigaram-no a casar-se com ela. As bodas duraram sete dias, mas, à última hora, Abraão fugiu e foi esconder-se numa grande cabana, cujas entradas tapou, deixando apenas um postigo por onde lhe passavam a comida. Verificando que não podiam contar com ele, os parentes da esposa deixaram-no levar em paz a vida de oração e penitência para que era chamado. Dez anos depois, o bispo de Edessa tirou-o do retiro à força e, depois de o ordenar sacerdote, mandou-o evangelizar uma aldeia pagã chamada Beth-Kiduna, onde até então nenhum missionário conseguira fazer conversões. Abraão construiu lá uma igreja e destruiu todos os ídolos encontrados. Este zelo acarretou-lhe toda a espécie de maus-tratos; suportou-os com paciência e, à força de perseverança e bons exemplos, acabou por converter e batizar todos os habitantes de Beth-Kiduna. Prolongou ainda a sua estadia entre eles durante um ano, a fim de os fortificar na fé; e, a seguir, depois de pedir a Deus lhes mandasse outro pastor melhor do que ele, deixou-os sem se despedir e voltou para o seu retiro.

16 de março - Beato Torello

De acordo com uma antiga biografia anônima, o Beato Torello nasceu em Poppi (Toscana) em 1202 de pais piedosos e devotos que o educaram no temor de Deus. Ficando órfão muito cedo, em sua juventude, ele passou anos em inquietude, entre o vício e o ócio. Um dia ele estava jogando com os amigos quando um galo pousou do seu ombro e cantou alto por três vezes. Para Torello o som foi como um chamado a despertar. E assim, com cerca de vinte anos, ele decidiu mudar sua vida. Por esta razão ele foi ao abade de São Fedele, convento valumbrosano localizado na cidade de Poppi, confessar e prometer uma vida de recolhimento e oração. Sua conversão foi tão profunda que, em vez de permanecer em sua própria casa, decidiu se retirar como um eremita nas florestas de Casentino, construiu uma cabana em um lugar chamado Avellaneto, onde permaneceu em confinamento solitário por quase sessenta anos. Em Avellaneto, durante cerca de 60 anos, Torello levou uma vida austera de contemplação. Muitos milagres foram atribuídos a Torello nesse período, os mais famosos são aqueles que dizem respeito a um lobo: um lobo feroz de nome Manino, líder de um matilha que aterrorizou a Casentino causando inúmeras vítimas entre as crianças, que foi domado por Torello com suas orações. Torello quando se sentiu perto da morte, ele voltou para o abade de São Fedele pedindo pelos sacramentos e externando o desejo de ser enterrado na igreja do mosteiro.

16 de março - Beato João Cacciafronte Sordi

O Beato João Cacciafronte Sordi nasceu em Cremona por volta de 1125, filho de Evangelista Sordi e Berta Persico, ambos de origem muito nobre; ainda em tenra idade, perdeu o pai, sua mãe se casou novamente com o nobre Adam Cacciafronte, que o amava como um filho, dando-lhe o nome; ele foi educado de maneira excelente pelos dois pais, recebendo formação religiosa e cultural. Aos dezesseis anos ele entrou na abadia beneditina de São Lorenzo em Cremona como monge beneditino; ao longo dos anos, suas qualidades e virtudes foram cada vez mais evidentes, conquistando a simpatia de seus superiores e confrades. Ele foi nomeado Prior do pequeno mosteiro de São Vittore, dependente da abadia de São Lorenzo e depois abade da mesma grande abadia de Cremona. Naqueles anos, o cisma eclodiu na Igreja, com a eleição do antipapa Vittor IV (1159-1164), apoiado por Federico Barbarossa, contra o legítimo papa Alexandre III (1159-1181), que se opôs ao poder imperial, apoiando o Liga dos Municípios da Lombardia, que neutralizou a invasão das tropas de Barbarossa.

São João de Brébeuf

Não há no mundo mar, deserto ou floresta por onde não tenham se embrenhado alegre e incansavelmente os filhos de Santo Inácio de Loyola, à procura de almas para salvar. Um deles é São João de Brébeuf, sacerdote e mártir. São João de Brébeuf nasceu em 1593, na França. Entrou para a Companhia de Jesus, tornando-se Jesuíta no dia em que completava 29 anos. Em 1625, junto com um grupo de missionários, partiu para o Canadá, com a missão era evangelizar os índios algonquinos. Impressionado pelo ardor e dedicação do jovem missionário, escreveu seu superior: "O Pe. Brébeuf é o homem escolhido por Deus para estas terras". A região dos grandes lagos, nos confins entre os Estados Unidos e o Canadá, era habitada no século XVII por tribos, que não conheciam o Evangelho. Nossos irmãos enfrentaram as dificuldades próprias da adaptação nas terras diferentes, climas, línguas e principalmente tribos indígenas guerreiras, que faziam da missão um perigo, mas assim mesmo, os santos missionários preferiram arriscar a vida por Jesus para chegar à região dos índios algonquinos, a cerca de quatro mil quilômetros de Québec, Canadá.

São Julião de Rimini

Existem algumas fontes que falam deste mártir, padroeiro da cidade de Rimini e são todas do século XIV. Em Rimini sua igreja, não é de grandes proporções, provavelmente foi construída sobre um templo pagão do qual a primeira menção é de 816, em seguida, foi reconstruída em sua forma atual, no século XVI e terminada em 1797 pelos monges beneditinos da Cassinese. É nesta igreja que estão concentradas as obras de arte de maior valor, descrevendo São Julião como mártir, e que representam as fases do seu martírio e os eventos ligados a ele, nela está também o caixão com o seu corpo; em especial, é de grande importância o retábulo, trabalhado por Bittino de Faenza de 1409, com os painéis que contam a sua história. Julião era um jovem de dezoito anos nascido em Istria, era filho de um senador romano pagão e sua mãe chamava-se Asclepiodora, cristã, que o educou na sua fé. Não escondendo que era cristão foi preso durante a perseguição de Décio (200-251), que em 249 ordenou a sétima perseguição aos cristãos em todo o império. Aparece nos painéis na Igreja a figura da sua mãe Asclepiodora, que o encoraja durante o interrogatório feito por Martian, procônsul da cidade e também na execução do martírio na mesma cidade.

Santos Hiliário e Tatiano Mártires Festa: 16 de março

Documentos antigos datam o martírio do Bispo Hilário e do diácono Taciano no ano 284. Suas relíquias, conservadas em Aquileia, foram transladadas para Grado, por temor dos Lombardos. A eles foi dedicada uma igreja que, depois, se tornou catedral, na cidade de Gorizia, da qual são padroeiros.
O nome de Hilário (Hilarius ou Ellarus), associado a Tatian no Martirológio Jerônimo, coincide com o do segundo bispo dos catelogos aquileianos. Uma antiga tradição diz que o bispo Hilario e o diácono Tatian sofreram martírio sob Numeriano em 16 de março de 284. Em Aquileia, um martírio octogonal foi dedicado a Hilário, provavelmente construído já no século IV. No final do século VI, por medo dos lombardos, o patriarca Paulo refugiou-se em Grado, trazendo para lá os corpos dos santos mártires, incluindo os de Hilário e Tatiano. Uma igreja foi dedicada a Gorizia no início do século XIII, que se tornou a igreja paroquial da cidade por volta de 1460 e, após a supressão do patriarcado de Aquileia, a catedral da nova arquidiocese foi erguida em 1751. Os próprios mártires são venerados como os principais padroeiros da cidade de Gorizia. (Avvenire)
Martirógio Romano: Em Aquileia, atualmente em Friuli, os santos Hilário, bispo, e Tatian, mártires.

Santa Eusébia, Abadessa de Hamage - 16 de março

Aqui estão os dados essenciais relativos a Eusébia, que podem ser obtidos nestas fontes: Sabe-se essencialmente da Vita Rictrudis, sua mãe, que Ubaldo, monge de Santo Amando, escreveu em 907. A partir dela o autor da Vita Eusebiae tentou desenvolver os detalhes próprios de sua biografada. Há também uma métrica Vita Eusebiae do século X ou XI. De acordo com L. Van der Essen, as duas obras construídas em um plano aproximadamente semelhante devem-se a João de Santo Amando, que viveu por volta do ano 1000. No século XII, foram escritos os Miracula sanctae Eusebiae. Rictrude e Adalberto tiveram quatro filhos, incluindo Eusébia, que teve como madrinha a rainha Nantilde, que lhe deu as terras de Verny, perto de Soissons, na França. Com a morte de seu marido, Rictrude retirou-se com suas filhas para o mosteiro de Marchiennes-sur-la-Shoes. Eusébia tinha oito anos quando acompanhou a mãe para a sua fundação de Marchiennes. Gertrudes, sua avó, que governava a Abadia de Hamage, quis ter Eusébia junto de si. Santa Rictrudes, soube que Eusébia seria a abadessa após a morte de sua avó, então fez de tudo para ela ser bem formada antes, pois tinha apenas 12 anos. Ela foi chamada a voltar para junto de sua mãe, que fora elevada à Abadessa de Marchiennes.