terça-feira, 28 de julho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Dá-nos desse pão”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Sinal do pão
 
O evangelista João não narra a instituição da Eucaristia na Santa Ceia como os outros evangelistas. O motivo é simples. Já era do conhecimento das comunidades a prática da Ceia, chamada “Fração do Pão”. João escreve pelo ano 100. Em seu texto sobre o Pão da Vida dá o sentido da Eucaristia. No início do texto temos a afirmação: “Estava próxima a Páscoa dos judeus” (Jo 6,4). Dá-nos a dimensão pascal: “Antes da festa da Páscoa e a hora de passar para o Pai’ (Jo 13,1). Sem esse contexto, a revelação sobre o Pão da Vida, lembra só o milagre. Jesus, dizendo que tinham vindo atrás Dele por causa do pão, chama-lhes a atenção por terem visto o milagre do pão barato e abundante e não compreenderem o sinal. Disse: “Esforçai-vos pelo alimento que não perece e que permanece até à vida eterna, e que o Filho do Homem vos dará” (Id 27). Daqui em diante Jesus parte do milagre para Se apresentar como alimento que o Pai dará e marcou com seu selo, isto é, como sinal da Vida Divina que é o Espírito Santo. O povo entendeu que se devia fazer a obra de Deus. Crer na obra de Deus é aceitar Jesus: “A obra de Deus é que acrediteis Naquele que Ele enviou” (Id 29). É interessante a pergunta do povo a Jesus: “Que sinal realizas, para que possamos ver e crer em Ti? Que obra fazes”? Não compreenderam o sinal que Jesus lhes dera ao alimento a toda aquela multidão. É interessante que o texto tem uma progressão no sentido de crer em Jesus e depois compreender que Ele dá sua carne como alimento através no pão da Eucaristia. Comer pela fé e acreditar pelo alimento.
Pão do Céu 
A partir desse versículo começa a questão do sinal: “Que sinal Tu realizas para que possamos crer em Ti?” (Id 30). Sinal é a prova dada por Deus em favor de Jesus garantindo sua palavra afirmando que é Ele quem dá o pão que dá a vida eterna. Esse alimento quem o dará será o Filho do Homem. Esse foi marcado pelo selo de Deus (Id 27). Os judeus tiveram a prova do milagre que aprovou a obra de Moisés: “Nossos pais comeram o maná no deserto, como está na Escritura: ‘Pão do Céu deu-lhes de comer’”. A história do maná é fascinante. Não há uma explicação sobre a palavra “maná”. Um possível que venha do que o povo disse quando viu o maná (man’hu – que é isso?). Toda história do povo, mais que narrativa histórica é uma profecia sobre o Messias futuro. Jesus se põe nessa profecia. A palavra de Moisés foi garantida pelo milagre do maná. A palavra de Jesus afirma que dará um pão que dá vida eterna e mata toda fome. O maná não deu a vida para sempre. Crer em Jesus é ter a vida eterna. 
Verdadeiro pão 
“Meu Pai vos dá o verdadeiro pão do Céu” (Id 32). Esse pão é Jesus que foi dado pelo Pai para a vida do mundo. Então pedem: “Senhor, dá-nos sempre desse pão!”. Pensavam ainda no pão material. Jesus responde com a afirmação que atravessa todo o capítulo 6º: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede” (id 35). Esse Pão sustenta a vida em seu total. Temos aqui o alimento que dá vida ao mundo e aos corações. Temos a tendência de espiritualizar a Eucaristia a ponto de ficarmos nos louvores. Jesus põe a questão de sustentar a vida: “Quem vem a mim não terá mais fome, e quem crê em mim nunca mais terá sede” (Id 35). Sacia a sede e a fome de Deus presente em todo ser humano. Mas cuida da vida por completo: humano, psicológico e espiritual. O homem é um todo. Jesus nos alimenta em todas as dimensões. 
Leituras: Êxodo 16,2-4.12-15;Salmo 77;
Efésios 4,17.20-24; João 6,24-35. 
1. Esforçai-vos pelo alimento que não perece. 
2. A história do povo, mais que narrativa, é uma profecia sobre o Messias futuro. 
3. Deus cuida da vida humana, psicológica e espiritual. O homem é um todo. 
Dá um pedaço de pão! 
Quando se ouve um pedinte dizer “tem um pedaço de pão velho” nunca ousamos dizer: Pão velho, não tenho. Tenho só novo. Jesus é a novidade total. Deus sabe que pensamos com o estômago, por isso, ao apresentar Jesus de uma maneira tão maravilhosa, com o milagre da multiplicação, explicou por onde entendemos mais depressa. Falou pão, falou vida. Assim entendemos a Eucaristia: é pão que sustenta e nos dá vida. Por isso Jesus se fez Pão do Céu. É tão bom... o recheio do pão somos nós que somos a força desse alimento. 
Homilia do 18º Domingo Comum (01.08.21)

EVANGELHO DO DIA 28 DE JULHO

Evangelho segundo São Mateus 13,36-43. 
Naquele tempo, Jesus deixou a multidão e foi para casa. Os discípulos aproximaram-se dele e disseram-Lhe: «Explica-nos a parábola do joio no campo». Jesus respondeu: «Aquele que semeia a boa semente é o Filho do homem, e o campo é o mundo. A boa semente são os filhos do Reino, o joio são os filhos do Maligno, e o inimigo que o semeou é o Diabo. A ceifa é o fim do mundo, e os ceifeiros são os anjos. Como o joio é apanhado e queimado no fogo, assim será no fim do mundo: o Filho do homem enviará os seus anjos, que tirarão do seu Reino todos os escandalosos e todos os que praticam a iniquidade, e hão de lançá-los na fornalha ardente; aí haverá choro e ranger de dentes. Então os justos brilharão como o sol no Reino do seu Pai. Quem tem ouvidos, oiça». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Homilia atribuída a São Macário (390) 
Monge do Egipto 
Homilias espirituais, n.º 51 
«Foi um inimigo que fez isso»(Mt 13,28) 
Escrevo-vos, irmãos bem amados, para que saibais que, desde o dia em que Adão foi criado até ao fim do mundo, o maligno fez e fará guerra constante aos santos (cf Ap 13,7). Contudo, são poucos os que se dão conta de que o saqueador das almas coabita com eles no seu corpo, muito perto da sua alma. Eles vivem na tribulação e não há neste mundo ninguém que os possa reconfortar. Por isso, erguem o olhar para o Céu e aí colocam a sua esperança, contando receber alguma coisa dentro de si próprios; desta forma, e graças à armadura do Espírito (cf Ef 6,13), vencerão. Com efeito, é do Céu que recebem a força, que permanece escondida aos olhos da carne; enquanto procurarem Deus com todo o seu coração, a força de Deus virá secretamente em seu auxílio a todo o momento. É precisamente porque tocam com o dedo a sua fraqueza, porque são incapazes de vencer, que solicitam ardentemente a armadura de Deus e, assim revestidos com o equipamento do Espírito para o combate (cf Ef 6,13), tornam-se vitoriosos. Sabei, pois, irmão bem amados, que, em todos os que preparam a sua alma para se tornarem terra boa para a semente celeste, o inimigo apressa-se a semear o seu joio. Sabei também que aqueles que não procuram o Senhor com todo o coração não são tentados por Satanás de forma tão evidente; é mais às escondidas e por manhas que ele tenta afastá-los de Deus. Mas agora, irmãos, tende coragem e não receeis. Não vos deixeis assustar com imaginações suscitadas pelo inimigo. Na oração, não vos entregueis a uma agitação confusa, multiplicando gritos sem nexo, mas acolhei a graça do Senhor na contrição e no arrependimento. Tende coragem, reconfortai-vos, resisti, preocupai-vos com a vossa alma, perseverai zelosamente na oração. Porque todos os que procuram Deus com verdade receberão na sua alma uma força divina e, recebendo essa unção celeste, sentirão em si o gozo e a doçura do mundo que há de vir. Que a paz do Senhor, aquela que esteve com todos os santos padres e os guardou das tentações, permaneça também convosco.

São Sansão, Abade e Bispo de Dol-Festa: 28 de julho

(*)País de Gales, ca. 485
(+)Dol, Bretanha, França, 565 
Sansão nasceu por volta de 485 no País de Gales. O santo abade Iltud (falecido em 540) o acolheu em sua escola em Llanilltud Fawr, no País de Gales, juntamente com Gildas, o Sábio. Foi ordenado sacerdote pelo bispo Dubricius; desejando maior reclusão, deixou o mosteiro de Santo Iltud e retirou-se para o mosteiro do abade Pirone, na ilha de Caldey, no Canal da Mancha. Ali, ocupou o cargo de tesoureiro e depois de abade, mas não por muito tempo; alguns irlandeses que passavam por ali o convenceram a retornar à sua terra natal, o País de Gales. Foi ordenado bispo em 522 por Dubricius. Percorrendo vários mosteiros, realizou milagres e converteu pagãos ainda apegados à idolatria na costa galesa. Tendo embarcado para uma nova fundação na atual costa francesa, desembarcou na foz do rio Guyoult, onde curou a esposa e a filha de um proprietário de terras chamado Privatus, que doou terras para a fundação de um mosteiro em Dol.

Beata Maria Teresa Kowalska virgem e mártir, +1941 Celebrado a 28 De Julho

Nasceu em Varsóvia em 1902. Desconhece-se o nome e a profissão dos seus pais. Recebeu a sua primeira Comunhão no dia 21 de Junho de 1915, e o sacramento da Confirmação no dia 21 de Maio de 1920. O seu pai, simpatizante socialista, foi para a União Soviética na década de 1920 com grande parte da família. Aos 21 anos, recebe a graça da vocação religiosa. Ingressou no Mosteiro das Clarissas Capuchinhas de Przasnysz no dia 23 de Janeiro de 1923. Tomou o hábito no dia 12 de Agosto de 1923 e recebeu o nome de Maria Teresa do Menino Jesus. Emitiu a sua primeira profissão no dia 15 de Agosto de 1924 e a profissão perpétua no dia 26 de Julho de 1928. Era uma pessoa delicada e doente, mas disponível para todos e para tudo. No Mosteiro servia a Deus com devoção e piedade. Com o seu modo de ser conquistava o carinho de todos, diz uma das irmãs.

28 de julho - Beato Stanley Francis Rother

“O martírio do Beato Stanley Francis Rother nos enche de tristeza, mas também estamos felizes em ver a bondade, generosidade e coragem de um grande homem de fé. Ele foi uma luz autêntica para a Igreja e para o mundo, porque não odiou, mas amou, não destruiu, mas construiu. O Beato Stanley Rother é um testemunho para nós, testemunhas e missionários do Evangelho. A sociedade precisa dessa fonte de bem”. 
Cardeal Angelo Amato – Homilia de Beatificação – 23 de setembro de 2017 
Stanley Francis Rother nasceu em uma pequena cidade chamada Okarche, localizada no estado de Oklahoma, onde a religião, a educação e as granjas eram os pilares da sociedade. Em sua juventude teve uma vida simples e trabalhava na granja da sua família.

Beata Clara (Sancha de Maiorca), Rainha - 28 de julho

Segundo a Crônica piniatense, Sancha era a segunda filha do Rei de Maiorca, Tiago II, e foi casada com o Rei de Nápoles, Roberto de Anjou. Em 17 de junho de 1304, em Rossiglione, Sancha desposou Roberto de Anjou, o filho mais velho de Carlos II de Anjou e de Maria Arpad da Hungria, herdeiro do trono de Nápoles. Roberto perdera, na idade de 27 anos (1302) a sua primeira esposa, Iolanda de Aragão, filha de Pedro III de Aragão e de Constância de Hohenstaufen. À morte de Carlos II, ocorrida em 5 de maio de 1309, Roberto sucedeu-o no trono e Sancha tornou-se assim rainha até a morte do marido. Sancha recebeu do marido o senhorio de Potenza, Venosa, Lanciano, Alessa e San Angelo no dia 2 de agosto de 1311. A piedosa rainha mandou construir em Nápoles o convento de Santa Clara com uma esplêndida igreja anexa.

Nazário e Celso Mártires, Santos (século I)

Nazário nasceu em Roma, ainda no primeiro século da era cristã. O pai era um pagão e chamava-se Africano. A mãe, de nome Perpétua, era uma católica fervorosa. Enquanto ele desejava tornar o filho um sacerdote a serviço de um dos muitos deuses pagãos, ela o queria temente a Deus, no seguimento de Cristo, por isso o educou dentro da religião católica. Assim, com apenas nove anos de idade, o menino pediu para ser batizado, definindo a questão e sendo atendido pelo pai, que algum tempo depois também se converteu. Nazário foi batizado pelas mãos do próprio papa são Lino, o primeiro sucessor de são Pedro, que fez dele um dos seus auxiliares diretos. Ingressou no exército romano e com ele percorreu toda a Itália, onde também pregava o Evangelho. Mas, ao ser descoberto, foi levado à presença do imperador, que o mandou prender.

São Vítor I, Papa e Mártir-Festa: 28 de julho( † )199

(Papa de 189 a 199)
 
O décimo quarto Papa, foi eleito em 189 e faleceu dez anos depois. Durante os primeiros cinco anos de seu pontificado, seu interlocutor foi o Imperador Cômodo, que, graças ao apoio de sua favorita Márcia, uma simpatizante, não renovou a perseguição aos cristãos. De fato, decidiu libertar os cristãos condenados à deportação para as minas da Sardenha. Foi um tenaz defensor da pureza da fé e, para esse fim, condenou os diversos movimentos heréticos que atacavam a Trindade. Em particular, o adocionismo, pregado em Roma por Teodato, conhecido como "o curtidor", segundo o qual Jesus era um homem adotado por Deus e elevado à categoria de divindade. No campo litúrgico, opôs-se às Igrejas "quartodecimanas", para as quais a Páscoa deveria ser celebrada no décimo quarto mês de março, independentemente do dia da semana. Pouco se sabe sobre a morte do Papa Vítor I, mas como a segunda metade de seu pontificado coincidiu com as perseguições anticristãs do Imperador Septímio Severo, é quase certo que ele foi martirizado. (Avvenire) 
Emblema: Palmeira 
Martirológio Romano: Em Roma, São Vítor I, Papa, africano, estabeleceu que a Santa Páscoa fosse celebrada por todas as Igrejas no domingo seguinte à Páscoa judaica.

Inocêncio I Papa e Santo + 417

Inocêncio I era italiano, nasceu em Albano, uma província romana do Lazio. Ele foi eleito no ano 401 e governou a Igreja por dezasseis anos, num período dos mais difíceis para o cristianismo. A sua primeira actividade pastoral foi uma intervenção directa no Oriente, exortando a população de Constantinopla a seguir as orientações do seu bispo, são João Crisóstomo, e assim viver em paz. Mas um dos maiores traumas de seu pontificado foi a invasão e o saque de Roma, cometidos pelos bárbaros godos, liderados por Alarico. Roma estava cercada por eles desde o ano 408 e só não tinha sido invadida graças às intervenções do papa junto a Alarico. Pressionado pelo invasor, e tentando salvar a vida dos cidadãos romanos, Inocêncio viajou até a diocese de Ravena, onde se escondia o medroso imperador Honório.

PEDRO POVEDA CASTROVERDE Sacerdote, Fundador, Mártir, Santo 1874-1936

Nasceu em Linares (Jaén) em 3 de Dezembro de 1874, onde recebeu o Baptismo uma semana depois e a Confirmação em 5 de Abril de 1875. Era ainda muito novo quando sentiu a atracção pelo sacerdócio e, aos dez anos, manifestou o seu desejo de entrar no Seminário, mas só o conseguiu depois de terminar o segundo curso de Bacharelato e com a condição de ter, ao mesmo tempo, estudos civis e eclesiásticos. Em 1893 obteve o Bacharelato, mas nele ia crescendo, também, a caridade para com os pobres dos arredores da cidade e pelos numerosos emigrantes que trabalhavam nas minas da região. Por dificuldades económicas da famíla, aliadas à enfermidade do pai, transferiu-se para o Seminário de Guadix (Granada), onde lhe foi concedida uma bolsa de estudos pelo Bispo da Diocese.

Afonsa da Imaculada Conceição a primeira indiana canonizada 1910-1946

Ana Muttathupadathu nasceu em uma aldeia de Kudamalur, na Índia.
 Ingressou no noviciado das religiosas clarissas em 1927. 
A sua campa é visitada por numerosos cristãos, hindus e muçulmanos.
Annakutty (diminutivo de Ana) Muttathupadathu nasceu em uma aldeia de Kudamalur, na Índia, a 19 de agosto de 1910. Seu batismo foi feito no rito católico siro-malabar. Foi ela a última de cinco filhos, em uma família cristã de origem nobre. Tendo ficado órfã de mãe aos três meses de idade, foi criada por uma tia materna, recebendo a educação de um tio sacerdote. A avó materna a iniciou na fé, incutindo-lhe o amor pela oração já na primeira infância, pois com a idade de 5 anos já conduzia aos orações nocturnas em sua casa, costume do rito oriental ao qual a família pertencia.

ORAÇÕES - 28 DE JULHO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
28 – Terça-feiraSantos: Sansão, Eustádio, Décio
Evangelho (Monte 13,36-43) “A boa semente são os que pertencem ao Reino. O joio são os que pertencem ao Maligno.”
Deus é muito respeitoso da liberdade humana. E também muito paciente com nossas maldades. Sempre nos dá tempo de mudar nossa vida, sabe esperar até a última hora, não lança logo sobre nós castigos e condenações. Eu não sou tolerante assim. Vivo querendo exterminar da terra os pecadores. Sem me lembrar que, se Deus não fosse misericordioso, não haveria salvação para mim.
Oração
Senhor, agradeço vossa paciência e vossa bondade de pai. Estais sempre a me esperar, que abandone os maus caminhos e volte para vós. Sois tolerante comigo, que tão pouco correspondo a vossos favores. Tende misericórdia de mim, perdoai meus pecados, levai-me afinal de volta para vós de modo que não vos seja tão ingrato. Guardai-me convosco para sempre. Amém.

segunda-feira, 27 de julho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - São José nos Evangelhos

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Relatos bíblicos
 
Em seu ensinamento sobre S. José, o Papa Francisco faz uma retomada de todos os textos que falam de José. É a única fonte que temos. Lemos: Profissão: Era um humilde carpinteiro (Mt 13,55). Estado civil: Desposado com Maria (Mt 1,18; Lc 1,27). Conceito: Um «homem justo» (Mt 1,19), sempre pronto a cumprir a vontade de Deus manifestada na sua Lei (Lc 2,22.27.39). Comunicação com Deus: Através de quatro sonhos (Mt 1, 20; 2, 13.19.22). Fatos: Depois duma viagem longa e cansativa de Nazaré a Belém, viu o Messias nascer num estábulo, «por não haver lugar para eles» (Lc 2,7) dentro de casa. Foi testemunha da adoração dos pastores (Lc 2,8-20) e dos Magos (Mt 2,1-12), que representavam o povo de Israel e os povos pagãos. Atitudes: Teve a coragem de assumir a paternidade legal de Jesus, a quem deu o nome revelado pelo anjo: dar-Lhe-ás «o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados» (Mt 1,21). Dar o nome a uma pessoa ou a uma coisa significava conseguir pertença, como fez Adão na narração do Gênesis (2,19-20). Fatos: No Templo, quarenta dias depois do nascimento, José, juntamente com Maria, – ofereceu o Menino ao Senhor e ouviu a profecia que Simeão fez a respeito de Jesus e Maria (Lc 2,22-35). Situações difíceis: Para defender Jesus de Herodes, residiu no Egito (Mt 2,13-18). Regressado, viveu na pequena Nazaré, na Galiléia – de onde «não saia nenhum profeta» (Jo 7, 52); durante uma peregrinação a Jerusalém perderam Jesus e, angustiados, andaram à sua procura, encontrando-O após três dias no Templo discutindo com os doutores da Lei (Lc 2,41-50). 
Com o coração do Papa 
Percebe-se como o Papa Francisco leu com carinho todas essas passagens da Escritura sobre S. José. Esse Papa não tem medo de ser gente e deixar falar o coração e não a biblioteca. Lembrando que está comemorando um gesto do Papa Beato Pio IX, recorda que “nenhum santo ocupa tanto espaço no magistério pontifício como S. José”. Pio IX o declara “Padroeiro da Igreja Católica”. Pio XII apresentou-o como “Padroeiro dos Operários”. São João Paulo II, declara-o como “Guardião do Redentor”. O povo, mais prático, o chama de “padroeiro da boa morte”. No Brasil, no censo de 2010, havia 5,7 milhões de pessoas com o nome de José. Ele é o banco para onde acorrem os responsáveis das finanças na Igreja, quando se rapa o fundo do cofre. Com o coração cheio de simplicidade, comemorando os 150 anos da declaração de São José como Padroeiro da Igreja Católica, assim escreve: “Para partilhar convosco algumas reflexões pessoais sobre esta figura extraordinária, tão próxima da condição humana de cada um de nós”. 
Presente no meio do povo 
O Papa Francisco escreve, como bom devoto, “que todos podem encontrar nele –que passa despercebido, o homem da presença quotidiana, discreta e escondida - um intercessor e um guia nos momentos de dificuldade”. Dá a impressão que São José está do nosso lado, é um dos nossos e não um santo distante, num altar. Faz também um paralelo com os que, na pandemia, dedicaram-se silenciosamente, pela maré de infectados e no meio de tantos mortos. Seus nomes não são lembrados. Mas eles foram decisivos para a salvação de tanta gente. Diz também: “São José lembra-nos que todos aqueles que estão, aparentemente escondidos ou em segundo plano, têm um protagonismo sem paralelo na história da salvação. A todos eles, dirijo uma palavra de reconhecimento e gratidão”.
ARTIGO PUBLICADO EM JULHO DE 2021

EVANGELHO DO DIA 27 DE JULHO

Evangelho segundo São Mateus 13,31-35. 
Naquele tempo, Jesus disse ainda à multidão a seguinte parábola: «O Reino dos Céus pode comparar-se ao grão de mostarda que um homem tomou e semeou no seu campo. Sendo a menor de todas as sementes, depois de crescer, é a maior de todas as plantas da horta e torna-se árvore, de modo que as aves do céu vêm abrigar-se nos seus ramos». Disse-lhes outra parábola: «O Reino dos Céus pode comparar-se ao fermento que uma mulher toma e mistura em três medidas de farinha, até ficar tudo levedado». Tudo isto disse Jesus em parábolas, e sem parábolas nada lhes dizia, a fim de se cumprir o que fora anunciado pelo profeta, que disse: «Abrirei a minha boca em parábolas, proclamarei verdades ocultas desde a criação do mundo». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Máximo de Turim (420) 
Bispo 
 Homilia 111;PL 57, 511 
O fermento do mundo 
Lemos no evangelho: «Se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica só; mas, se morrer, dará muito fruto» (Jo 12,24). O Senhor Jesus é o grão de trigo, mas também é o fermento. Ao vir ao mundo, homem e só, o Senhor Jesus deu a todos os homens a possibilidade de se tornarem aquilo que Ele próprio é: quem se une ao fermento de Cristo torna-se fermento, útil a si mesmo e benéfico para todos; esse homem será salvo e salvará outros. Antes de ser espalhado num monte de farinha, o fermento é moído, esmagado, esfarelado, completamente dissolvido – mas é então que reúne, numa única fermentação, os inúmeros grãos dispersos de farinha, convertendo em corpo sólido uma substância que, em si mesma, era tão insubstancial como o pó. Em suma, faz daquilo que parecia não ser mais do que vã dispersão uma massa útil. Assim também o Senhor Jesus Cristo, fermento do mundo, foi quebrado por muitos sofrimentos, dilacerado e destruído, e a sua seiva, isto é, o seu precioso sangue, foi derramado por nós, para que, ao misturar-se com Ele, a humanidade dispersa fosse fortalecida. E nós, que éramos como a farinha das nações, estamos agora reunidos como fermento; nós, que jazíamos miseravelmente espalhados pelo mundo, dispersos e esmagados, estamos agora unidos ao corpo de Cristo pelo poder da sua Paixão.

São Simeão Estilita

A história de Simeão, que, entre outras coisas, teve o mérito de levar o tipo de eremitério estilita ao cristianismo oriental, chegou até nós graças ao testemunho ocular do seu amigo Teodoreto, Bispo de Ciro. Filho de pastores, nasceu e viveu entre a Cilícia e a Síria, passando sua infância entre os rebanhos. 
A chamada em sonho 
Certo dia, o menino Simeão não pôde levar as ovelhas para o pasto porque havia muita neve. Então, entrou em uma igreja e ficou comovido pela passagem evangélica das Bem-Aventuranças. Daí, perguntou a um senhor idoso, como fazer para viver daquela maneira. O homem respondeu-lhe que era preciso abandonar tudo e se dedicar só Deus, sem saber que Simeão o levaria a sério e viveria literalmente. Uma vez, enquanto rezava, para que o Senhor lhe mostrasse a sua Vontade, adormeceu e sonhou que estava escavando o alicerce para uma casa. A voz lhe recomendava para "escavar sempre mais a fundo!". Quando, enfim, chegou à profundidade certa, ouviu ainda: "Muito bem, agora você poderá construir o edifício da altura que quiser".

Santa Natália e comp., mártires de Córdoba - 27 de julho

Em 711, um exército muçulmano vindo do Norte da África conquistou a Ibéria visigótica cristã. Sob o seu líder, Tárique (Tariq ibn Ziyad), eles desembarcaram em Gibraltar e colocaram a maior parte da Península Ibérica sob o jugo do Islã numa campanha que durou oito anos. A região foi rebatizada de Al-Andalus pelos novos líderes. Quando os califas omiadas foram depostos pelos abássidas em Damasco em 750 d.C., os sobreviventes da dinastia se mudaram para Córdoba e ali passaram a governar um emirado, tornando a cidade um centro da cultura islâmica ibérica. Uma vez conquistada a Ibéria, a sharia (lei islâmica) foi imposta em todo o território. Os cristãos e os judeus eram chamados de dhimmis ("povos do livro") e estavam sujeitos à jizyah, um imposto pago por pessoa, que os permitia viver sob o regime islâmico. Sob a sharia, a blasfêmia contra o Islã, seja por muçulmanos ou dhimmis, e a apostasia eram motivos suficientes para a pena de morte.

Santa Antusa de Onoriade, Virgem, fundadora – 27 de julho

Martiriológio Romano:
Na cidade de Mantineion, perto de Eskihisar, em Onoriade, na atual Turquia, a Santa Antusa, uma virgem que como freira foi espancada com as varas e condenada ao exílio sob o imperador Constantino Coprônimo por defender o culto de imagens sagradas e, finalmente, voltando para casa, morreu em paz. 
Sob o nome de Antusa (Anthusa), há cinco santas, todas orientais dos primeiros séculos do Cristianismo; três também são mártires. A mais famosa é Santa Antusa de Constantinopla, princesa imperial filha de Constantino V Coprônimo; mas ligado a ela há a Santa Antusa, quase contemporânea, que é comemorada neste dia. Ela nasceu no início do século VIII, provavelmente na Oroniade (província da Anatólia, na costa do Mar Negro). Seus pais eram Estrategio e Febronia, e por muitos anos ela viveu na solidão de acordo com os ensinamentos do monge eremita Sisinio.

Bem-aventurada Maria da Paixão (Maria Grazia Tarallo) Religiosa Festa: 27 de julho

(*)Barra, Nápoles, 23 de setembro de 1866
(+)San Giorgio a Cremano, Nápoles, 27 de julho de 1912
Maria Grazia Tarallo nasceu em Barra, hoje um bairro de Nápoles, em 23 de setembro de 1866. Desde cedo, desejava tornar-se freira, mas aos 23 anos, seu pai a obrigou a contrair matrimônio com Raffaele Aruta. Após a cerimônia civil, o noivo apresentou os primeiros sintomas da tuberculose que mais tarde o levaria à morte. Maria Grazia pôde então realizar seu sonho: ingressou na Congregação das Irmãs Crucificadas de Jesus no Santíssimo Sacramento, hoje Irmãs Crucificadas Adoradoras da Eucaristia, e adotou o nome de Irmã Maria della Passione. Dotada de carismas excepcionais, mas ao mesmo tempo atormentada por perseguições diabólicas, Irmã Maria della Passione dedicou-se inteiramente à santificação dos sacerdotes e ao arrependimento dos pecadores.

Beata Maria Clemenza de Jesus Crucificado (Elena Staszewska) Virgem e Mártir Dia da Festa: 27 de julho

(*)Zloczew, Polônia, 30 de julho de 1890 
(+) Auschwitz, Polônia, 27 de julho de 1943 
A Beata Maria Clemensa de Jesus Crucificado (nascida Elena Staszewska), membro professo da Ordem de Santa Úrsula da União Romana, nasceu em Zloczew, Polônia, em 30 de julho de 1890 e morreu em Auschwitz-Birkenau, Alemanha (hoje Polônia), em 27 de julho de 1943. Ela foi beatificada por João Paulo II em Varsóvia, Polônia, em 13 de junho de 1999, junto com outros 107 mártires poloneses.
Martirológio Romano: Em Auschwitz, perto de Cracóvia, na Polônia, a Beata Maria Clemente di Gesù Crocifisso Staszewska, virgem da Ordem de Santa Úrsula e mártir que, durante a guerra, foi relegada por sua fé à prisão desumana deste campo de extermínio, morreu exausta pela tortura.

Beata Lúcia Bufalari, Agostiniana - 27 de julho

Martirológio Romano:
Em Amélia, na Úmbria, Beata Lúcia Bufalari, virgem, irmã do Beato João de Rieti, das Oblatas da Ordem de Santo Agostinho, insigne por seu espírito de penitência e zelo pelas almas. 
Uma tradição secular, embora não baseada em documentos, diz que a Beata nasceu em Porchiano del Monte, uma aldeia a poucos quilômetros de Amélia, na Úmbria, Itália, onde, em meados do século XIII, fora construído o convento dos Agostinianos, cuja espiritualidade certamente atraiu a jovem Lúcia e também seu irmão, João. Este ingressou no convento e logo se mudou para Rieti, onde morreu muito jovem, e é conhecido com o nome de Beato João de Rieti (festa em 1º de agosto). As mais antigas fontes históricas à disposição para traçar um esboço biográfico da vida da Beata Lúcia são “Os Séculos Agostinianos” de Luís Torelli, usado mais tarde por Ludovico Jacobilli, mas ambos parecem se alimentar mais de estereótipos do que de eventos históricos.