quarta-feira, 25 de março de 2026

ORAÇÕES - 25 DE MARÇO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
25 –Quarta-feira – Anunciação do Senhor
Evangelho (Lc 1,26-38)“O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus.”
Ao ouvir a mensagem do anjo, renovamos nossa aceitação de ponto central denossa fé: o Filho de Deus quis ser humano como nós, e participar de nossa vida em sua totalidade.Ele se fezcomo nós para fazer-nos como ele, participantesde sua divindade. Isso deve iluminar toda a nossa vida, orientar todas as nossas decisões, dar sentido a tudo que somos e procuramos ser filhas e filhos de Deus.
Oração
Senhor meu Deus, Pai, Filho e Espírito, eu vos adora e quero que sejais o centro de minha vida.Eu vos bendigo porque quisestes que, no Filho encarnado emnossa realidade humana, sejamos elevados a filhas e filhos, participante de vossa vida. Nunca o poderíamos imaginar nem esperar.Ajudai-nos a ver a grandeza de vossa misericórdia, a generosidade que vos levou a nos querer. Amém.

terça-feira, 24 de março de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Alegrias da salvação”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Alegrai-vos!
 
A temática do terceiro domingo do Advento abre à alegria do Natal mostrando que o Senhor está perto: “Alegrai-vos! O Senhor está perto”. A alegria é resultado da ação de Deus que sempre transforma as realidades humanas. Vemos essa realidade acontecer nas ações redentoras que Jesus 
realiza para com os muitos necessitados. Esta alegria da vinda do Senhor é descrita pela imagem da renovação da natureza. Deus vem para a recompensa. O povo que volta do exílio vem cheio de alegria pela libertação. A futura missão do Messias já é manifestada pela cura de cegos, de surdos, de aleijados e de mudos. É uma felicidade eterna. O nascimento de Jesus não é um fato da história que passou, mas um novo modo de viver no mundo. O Advento nos prepara para esse momento. Rezamos na oração da missa: “Dai-nos chegar às alegrias da salvação e celebrá-las sempre com intenso júbilo na solene liturgia”. O presépio é um símbolo. A celebração litúrgica é a memória atuante que realiza o mistério da Encarnação e Nascimento do Senhor. As celebrações têm como característica a profunda alegria da salvação: “Exulto de alegria no Senhor, e minha alma se regozija em Deus, meu Salvador, porque Ele me revestiu com vestes de salvação” (Is 61,11). Maria, ao cantar seu encantamento por Deus que a magnificara, retoma as palavras de Isaias (Lc 1,46-47): “Minha alma engrandece o Senhor e se alegrou o meu espírito em Deus me salvador” (Lc 1,46-47). Exultar é sempre um ato de culto, pois o júbilo é uma participação da vida celeste. 
Espera que fortalece 
São Tiago nos oferece um traço da espiritualidade desse tempo de espera que caracteriza o Advento. O Senhor virá no fim dos tempos, e vem no Natal de forma sacramental. Esperar exige paciência e firmeza. O apóstolo usa a imagem do lavrador que semeia e espera o fruto. Essa espera tem que se espelhar na paciência dos profetas que passaram por tantos sofrimentos e não chegaram ver cumprida sua profecia: “Muitos profetas quiseram ver o que vedes e não viram, ouvir o que ouvis e não ouviram” (Lc 10,24). A espera se sustenta com o espírito de pobre diante de Deus. Não de miséria, mas de desapego. Essa pobreza espiritual dá forças para colocar suas esperanças nas coisas que permanecem para sempre. Por isso esperamos o Senhor. Pobres diante de Deus se sustentam com as alegrias da salvação. A alegria passageira entristece. Alegria no Senhor fortalece a esperança. A alegria de Deus é força. 
Para ser profeta como João 
O Advento deste ano reflete sobre João Batista. Ele é o maior profeta. É dele que falam Escrituras: “Eis que envio o meu mensageiro à sua frente; Ele preparará o caminho diante de ti” (Mt 11,9-10). João quer saber se Jesus é o Messias prometido “És tu aquele que há de vir, ou devemos esperar outro? (Mt 1,3). Jesus mostra aos enviados, através dos seus milagres, ação de Deus no Messias: “Os cegos recuperam a vista, os paralíticos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e os pobres são evangelizados” (Mt 11,4-5). É a síntese da ação de Jesus. João é modelo para os profetas e evangelizadores: centrado no fundamental que é sua vida e mensagem voltadas para a missão. Por isso é desapegado, pois se vestia com peles e comia gafanhotos e mel silvestre. Nós nos perdemos no secundário e deixamos de lado o importante e que dá vida como Jesus. A salvação sempre nos vem após a libertação do desnecessário para a vida.
Leituras: Isaias 35,1-6a.10; 
Salmo 145;
Tiago 5,7-10; Mateus 11,2-11. 
1. O nascimento de Jesus não é um fato histórico, mas um novo modo de viver. 
2. O Senhor virá no fim dos tempos, e vem no Natal de forma sacramental. 
3. João é modelo para evangelizadores: sua vida e mensagem voltadas para a missão. 
Olhando pela fresta 
Voltados para o fim dos tempos, como vemos na reflexão do Advento, temos a impressão que vai ocorrer algo em breve. Por isso ficamos esperando, como que olhando por uma fresta para sermos os primeiros a ver. A ansiedade nos tira do rumo. É bom saber buscar o Senhor, mesmo que isso nos custe uma vida. A expectativa da vinda do Senhor, seja no Natal, seja no fim do mundo, seja em cada momento, constrói dentro de nós como que um lugar de permanente acolhimento. Pode chegar quando quiser que o cafezinho vai estar pronto. É uma satisfação poder ser feliz com antecipação. 
Homilia do 3º Domingo do Advento (15.12.2019)

EVANGELHO DO DIA 24 DE MARÇO

Evangelho segundo São João 8,21-30. 
Naquele tempo, disse Jesus aos fariseus: «Eu vou partir. Haveis de procurar-Me e morrereis no vosso pecado. Vós não podeis ir para onde Eu vou». Diziam então os judeus: «Irá Ele matar-Se? Será por isso que Ele afirma: "Vós não podeis ir para onde Eu vou"?». Mas Jesus continuou, dizendo: «Vós sois cá de baixo, Eu sou lá de cima; vós sois deste mundo, Eu não sou deste mundo. Ora, Eu disse-vos que morrereis nos vossos pecados, porque, se não acreditardes que Eu sou, morrereis nos vossos pecados». Então perguntaram-Lhe: «Quem és Tu?». Respondeu-lhes Jesus: «Absolutamente aquilo que vos digo. Tenho muito que dizer e julgar a respeito de vós. Mas Aquele que Me enviou é verdadeiro e Eu comunico ao mundo o que Lhe ouvi». Eles não compreenderam que lhes falava do Pai. Disse-lhes então Jesus: «Quando levantardes o Filho do homem, então sabereis que Eu sou e que por Mim nada faço, mas falo como o Pai Me ensinou. Aquele que Me enviou está comigo: não Me deixou só, porque Eu faço sempre o que é do seu agrado». Enquanto Jesus dizia estas palavras, muitos acreditaram nele.
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santo Atanásio 
(295-373) 
Bispo de Alexandria, 
doutor da Igreja 
Sobre a Encarnação do Verbo, 21-22 
«Quando levantardes o Filho do homem, 
então sabereis que Eu sou» 
Alguém poderia perguntar: se Cristo vinha entregar o seu corpo à morte por todos, porque não o fez simplesmente como um homem, porque foi a ponto de o fazer crucificar? Poder-se-ia dizer que era mais conveniente para Ele abandonar o seu corpo com dignidade do que sofrer o ultraje de semelhante morte. Mas trata-se de uma objeção demasiado humana; ora, o que aconteceu ao Salvador é verdadeiramente divino e digno da sua divindade por várias razões. Primeiro, porque a morte que acontece aos homens lhes advém por causa da fraqueza da sua natureza; não podendo durar muito tempo, vão-se desintegrando: contraem doenças e, perdendo as forças, acabam por morrer. Mas o Senhor não é fraco; Ele é o Poder de Deus, Ele é a Palavra de Deus e a própria Vida. Se tivesse abandonado o seu corpo em privado, numa cama, à maneira dos homens, pensaríamos que não tinha nada a mais que os outros homens. Não convinha que o Senhor estivesse doente, Ele que curava as doenças dos outros. Mas então, porque não descartou Ele a morte como descartou a doença? Porque tinha um corpo precisamente para isso, e para não estorvar a ressurreição. Mas, poderá alguém dizer, Ele devia ter evitado as intrigas dos seus inimigos, mantendo o seu corpo completamente imortal. Mas também isso não era adequado ao Senhor. Tal como não era digno da Palavra de Deus, que era a Vida, dar a morte ao seu corpo por sua própria iniciativa, também não Lhe convinha fugir da morte dada por outros. Tal atitude não era uma fraqueza do Verbo, mas, dava-O a conhecer como Salvador e como Vida. O Salvador não veio extinguir a sua própria morte, mas a dos homens.

Santo Aldemar de Bucchianico Religioso Festa: 24 de março

Beneditino, originalmente de Capua, após ter sido monge em Montecassino por alguns anos, foi nomeado, embora ainda diácono, reitor do mosteiro de San Lorenzo di Capua, construído pela princesa Aloara, viúva de Pandolfo Testa di Ferro, por volta de 982. A fama de santidade e os milagres que realizou ali levaram o abade Aligerno (949-86) a chamá-lo de volta a Monte Cassino. Uma grande discussão então surgiu entre a princesa e o abade; para separá-la, Aldemar fugiu para Boviano. Ali ele realizou milagres novamente: entre outras coisas, curou um cânone de uma doença grave; milagrosamente escapou do ataque de um homem, irritado com uma doação de terras feita por seu irmão ao Santo. Mais tarde, foi ordenado sacerdote. Fundou o mosteiro de S. Eufemia em Bucchianico, do qual foi abade. Depois, passou por vários lugares na diocese de Chieti, construindo outros mosteiros e evangelizando o povo. Enquanto visitava um dos mosteiros que fundou, foi atingido por uma febre perto da vila de Santa Martina. Ali morreu no final do século X ou nos primeiros anos do século XI. Seu corpo foi enterrado em Bucchianico. Aldemaro, um monge beneditino originário de Capua, após passar alguns anos em Montecassino e adquirir reputação de santidade pelos milagres realizados, foi nomeado reitor do mosteiro de San Lorenzo di Capua, construído pela princesa Aloara.

SANTO OSCAR ROMERO, MÁRTIR

Uma escolha “segura”
 
Em El Salvador, país caracterizado pela instabilidade econômica e desordens políticas, onde uma oligarquia rica governava um povo de maioria pobre e sem-terra, Óscar Arnulfo Romero y Galdámez, nascido em 1917, trabalhou como carpinteiro. Aos 13 anos, o jovem – tranquilo e estudioso – manifestou o desejo de ser sacerdote: entrou para o seminário e, mais tarde, foi enviado a Roma, para concluir seus estudos, onde recebeu a ordenação sacerdotal, em 1942. Ao voltar para seu país, Padre Romero foi pároco, reitor de seminário e, enfim, Bispo auxiliar, enquanto as nuvens se tornavam cada vez mais escuras, no horizonte político salvadorenho: forças governamentais, grupos paramilitares e guerrilhas eram sempre mais violentos. Vários grupos de pobres oprimidos começaram a se organizar para denunciar a miséria em que viviam. Neste clima, Romero foi nomeado Arcebispo de San Salvador, em 1977. A sua escolha era considerada "segura", pois como poderia um intelectual conservador, que falava de santidade, incomodar alguém?
Momento difícil 
Após três semanas da sua tomada de posse, o amigo de Dom Romero, Padre Rutilio Grande, que prestava assistência aos agricultores empobrecidos, foi assassinado junto com um camponês idoso e um menino, cujos corpos foram expostos na catedral.

Beata Maria Serafina do Sagrado Coração, Fundadora - 24 de março

 Clotilde Micheli nasceu em Imer (Trento) no dia 11 de setembro de 1849. Seus pais eram profundamente católicos. Com 3 anos, como era uso então, recebeu o Sacramento da Crisma em Fiera di Primiero, do bispo-príncipe de Trento Mons. Tschiderer. Aos 10 anos recebeu a Primeira Comunhão.

     No dia 2 de agosto de 1867, com 18 anos, quando estava em oração na igreja de Imer, Nossa Senhora manifestou-lhe que era a vontade de Deus que fosse fundado um instituto religioso com a finalidade especifica de adorar a Santíssima Trindade, com especial devoção a Nossa Senhora dos Anjos, estes modelos de oração e de serviço.
     Seguindo os conselhos de uma senhora sábia e prudente, Constança Piazza, Clotilde dirigiu-se para Veneza para se aconselhar com Mons. Domenico Agostini, futuro patriarca daquela cidade, que a aconselhou a iniciar a obra desejada por Deus, começando por redigir a Regra do Instituto. Mas temendo não conseguir levar adiante o projeto, Clotilde retornou a Imer.
    Em 1867, se transferiu para Pádua, onde permaneceu por nove anos, sendo dirigida por Mons. Ângelo Piacentini, professor do Seminário local, buscando compreender melhor a mensagem recebida.

Beata Berta(Bertranda) de Laon, Mãe de São Carlos Magno - 24 de março

Enquanto o filho, depois de tantos e tantos séculos, ainda é muito célebre, a mãe caiu no esquecimento da História. Trata-se da Beata Bertranda (ou Berta) de Laon, mãe do imperador São Carlos Magno. Tendo nascido em 726, foi esposa de Pepino, o Breve, e Rainha dos Francos. Ela faleceu em 12 de julho de 783 e foi enterrada em Saint-Denis, junto com o esposo, onde o seu túmulo, mandado restaurar pelo rei francês São Luís IX, leva como única inscrição "Berta, mater Caroli Magni". Os historiadores dizem que o grande imperador nutria uma ternura respeitosa por sua mãe e que ouvia os seus conselhos com certa deferência. Não sabemos nada de certo sobre as origens de Bertranda: segundo alguns era a filha de Cariberto, Conde de Laon, enquanto outros defendem que ela era filha de um imperador de Constantinopla. Porém, é do conhecimento de todos os historiadores como os reis dos Francos se preocupavam pouco com as origens mais ou menos ilustres de suas esposas; ninguém nunca se ocupou em descobrir verdadeiramente de onde veio a Rainha Berta, já que até mesmo a antiga poesia heroica e as várias legendas também deixam de fora a questão. Seu culto como "beata" tem um caráter estritamente local. Às vezes ela é conhecida como "Berta a Piedosa".

Catarina da Suécia Princesa, Santa 1330-1381

FILHA DE SANTA BRÍGIDA
 
Catarina era a quarta dos oito filhos de Santa Brígida e de Ulphon, Príncipe da Nerícia, na Suécia, e nasceu por volta do ano 1330. Tendo por mãe uma santa, e por pai um homem piedoso e temente a Deus, Catarina mostrou desde cedo inclinação para a virtude. Ainda pequena foi entregue a uma virtuosa abadessa para ser instruída na ciência e na virtude. O demónio tinha tanto ódio da menina, que uma noite, quando sua tutora estava na igreja para cantar as Matinas, tomando a forma de um touro o inimigo da salvação jogou com os chifres a menina fora da cama, querendo matá-la. Acudindo a abadessa aos gritos de Catarina, encontrou-a prostrada por terra. O demónio então apareceu à abadessa e disse-lhe: "Com que gosto eu teria acabado com ela, se Deus me tivesse dado licença". Deus, que preparava Catarina para uma grande santidade, não queria que ela se entretivesse com os jogos infantis próprios à sua idade. Certo dia, quando ela tinha sete anos, distraiu-se muito com outras meninas, brincando com bonecas. À noite, em sonhos, demónios apareceram-lhe em forma de bonecas, e açoitaram-na tão duramente, que ela desistiu desde então de qualquer recreação própria à idade.

DIOGO JOSÉ DE CADIZ Presbítero, Beato 1743-1801

Beato Diogo José de Cádiz, cujo nome civil era José Francisco João Maria, nasceu em Cádiz, na Espanha, no dia 30 de março de 1743. Seus pais, José Lopez Carmaño e Maria de Ocaña y Garcia, eram de família nobre. Ficou órfão de mãe aos 5 anos de idade e sofreu muito com a madrasta. Ainda criança dizia: “Quando eu for grande, serei capuchinho, anunciarei o Evangelho, pegarei numa cruz e forçarei o mundo a chorar. Quero ser capuchinho, missionário e santo”. Exteriormente tinha todas as qualidades: bela aparência, belo rosto, nobreza de alma e trato afável. Apenas a sua inteligência era meio curta, o que conseguiu superar através de fervorosa oração e esforço pessoal. Os capuchinhos o receberam no noviciado. Depois, como estudante, manifestará inclinação para literatura, o que o levará ao domínio da língua materna. Mas será na teologia, num estudo apaixonante, que o seu pensamento ganhará altos vôos e a sua vida profundidade. Diogo José de Cádiz foi ordenado sacerdote a 24 de maio de 1766. Por seis anos se deu ao estudo da bíblia e dos livros devotos e lutou contra o iluminismo francês da época. Ele, sem dúvida, foi o maior, mais fecundo e o mais popular pregador dos capuchinhos da Espanha. Não temia confrontos com ninguém. Era veemente e inquieto como um São Vicente Ferrer; procurado e louvado como um novo Santo António. Enfim, era eloquentíssimo e santo. Em 1768 pregou em Ubrique com sucesso.

Maria Karlowska Religiosa, Fundadora, Beata (1865-1935)

Polaca, fundadora das Irmãs do 
Bom Pastor da Divina Providência, 
para o apostolado junto das prostitutas. 
Foi beatificada em 1997.
Maria Karlowska é uma polaca nascida em 1865 no seio de uma família muito religiosa e numerosa — ela era a décima primeira do casal — nos territórios ocupados pela Prússia (Pomerânea) Ficou órfã de seus pais quando tinha 17 anos, viajando pouco depois para Berlim no intuito de ali aprender o ofício de costureira. Naquela idade ela ainda não pensava tornar-se religiosa: ela precisa de trabalhar para ajudar seus irmãos e irmãs. Voltando para a terra natal, ali exerceu uma acção caridosa tornando-se uma verdadeira samaritana no meio das mulheres tocadas pela grande miséria social e moral. Em Novembro de 1892, Maria encontrou pela primeira vez uma prostituta; este encontro foi decisivo para a sua vocação, porque a partir de então toda a sua energia será concentrada nestas mulheres que Maria quer ajudar para que saiam do “buraco” onde voluntariamente ou involuntariamente se tinham precipitado, e de cortar os laços que as retinham naquela vida.

ORAÇÕES - 24 DE MARÇO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
24– Terça-feira – Santos: Adelmar, Diogo José de Cádiz, Catarina da Suécia
Evangelho (Jo 8,21-30) “Perguntaram-lhe: “Quem és tu, então?” Jesus respondeu: “O que vos digo desde o começo.”
Os que não acreditavam em Jesus perguntaram-lhe quem ele era. Em vez de dizer sou isto ou aquilo, Cristo disse: – Já faz tempo que me conheceis. Pelo que vistes e ouvistes, pelo meu jeito de ser e de agir, podeis saber quem eu sou. Jesus não é uma idéia que caiba numa definição. É uma pessoa concreta, alguém que só podemos conhecer por nosso contato direto, na amizade e na fé.
Oração
Senhor, vós me procurastes, a iniciativa foi vossa. Vós me conquistastes, por isso creio que sois meu amigo, meu salvador, meu Deus. Ajudai-me a me entregar cada vez mais, para vos conhecer sempre mais. Fazei de mim discípulo que continue vossa presença entre meus irmãos, para que também eles vejam como é bom estar convosco, e como podeis de fato dar-nos a felicidade. Amém.

segunda-feira, 23 de março de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Imaculada Mãe”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DI SENHOR
Cheia da Graça
 
A celebração da Imaculada Conceição é colocada no início do Advento para nos ajudar a compreender Maria no cumprimento de sua missão na História da Salvação. Há um elemento que não deve faltar na reflexão desse dia: Maria é o ponto de chegada do povo de Deus na preparação para a vinda do Messias. Ele é a flor do Jardim do Éden cuja semente veio no coração de Adão e Eva e brotou no jardim do mundo pecador. Paulo escreve aos Gálatas: “Quando chegou a plenitude dos tempos, enviou Deus o seu Filho, nascido de uma mulher, nascido sob a lei...” (Gl 4,4). A flor imaculada nos dá o Fruto Bendito. É o amor de Deus pelo homem pecador. Deus não desiste de nós. Por isso nos apresenta a Mãe de seu Filho como maior dignidade do ser humano e do universo. Pela ação de Deus, do humano nasce o Divino. Em Abraão Deus escolhera uma esposa, o povo. Mesmo em suas infidelidades não perdeu as promessas, pois Ele é fiel. O povo se prostituiu com deuses. Mas Deus a retomou e disse: “Você é bela, minha amiga, em ti não existe mancha” (Ct 4,7). Assim se realiza a profecia: Maria é a toda bela, “cheia da graça de Deus” (Lc 1,28). É a primeira luz que nos faz ver o Paraíso. A leitura do texto de Gênesis ensina a inimizade entre a serpente (o mal) e a mulher (Maria) e seu descendente, o Cristo. O salmo canta a força do braço de Deus que fez prodígios. (Sl 97). Não é uma festa de um dogma, ou de um privilégio de Maria, mas celebração da redenção de todos em Cristo que “preservou Maria de todo pecado, em previsão dos méritos de Cristo” (Oração da coleta) 
Santos e irrepreensíveis 
Maria é a única livre do pecado. A carta aos Efésios nos lembra que “Deus nos escolhe para sermos santos e irrepreensíveis aos seus olhos no amor” (Ef 1,4). O projeto de Deus acontecido em Maria é para todos nós. Ela cooperou com a graça que lhe foi concedida. Modelo de todos nós na execução do projeto de Deus. Rezamos no prefácio: “A fim de preparar para vosso Filho, mãe que fosse digna Dele, preservastes a Virgem Maria da mancha do pecado original, enriquecendo-a com a plenitude da graça”. A graça que Maria recebeu interessa a todo o povo chamado a chegar a Deus, “purificados de toda culpa, por sua materna intercessão” (Oração). Entramos na questão da intercessão de Maria. Ela, recebendo a graça de ser preservada do pecado pelos méritos de Cristo, intercede como Mãe por seus filhos. Sua proteção e intercessão nos estimulam a buscar sempre mais a correspondência com a graça de filhos que recebemos no batismo a partir da purificação pelas águas. Unimo-nos a ela na Eucaristia que nos cura e purifica. Para essa purificação temos os sacramentos que não são só gestos rituais, mas dons de Deus para nossa santificação. Não os recebemos porque somos bons, mas porque precisamos de vida. 
Eis a serva 
Na Encarnação vemos concretizado o projeto de Deus que quis “preparar para seu Filho, uma Mãe que fosse digna Dele, preservou-a de toda a mancha de pecado, enriquecendo-a com a plenitude da Graça. Todo o mistério da Encarnação passa pela cooperação de Maria que dá o seu sim “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,28). Não basta ser purificado do pecado. A vitória só será completa se nos colocarmos a serviço. A pureza não é um dom só a ser louvado, mas é a força de Deus que penetra o mundo, para que se torne sempre mais, morada de Deus, como o seio de Maria. Essa bela festa é a proposta de mundo novo. 
Leituras: Gênesis 3,9-15.20; Salmo 97; 
Efésios 1,3-6.11-12; Lucas 1,26-38 
1. A Imaculada é a primeira luz que nos faz ver o Paraíso. 
2. Unimo-nos a ela na Eucaristia que nos cura e purifica. 
3. Todo o mistério da Encarnação passa pela cooperação e total entrega de Maria. 
Segredos de Mãe 
Há quem diga que falamos muito de Maria. Mas S. Bernardo diz: “De Maria, nunquam satis”. De Maria, nunca falamos demais. Ela tem um segredo de Mãe. Sempre tem uma receita nova, tirada da manga. É tão bom saber disso. Pelo lado que chegarmos nós a encontramos sempre a mesma tanto na sua grandeza, como na sua humildade. Grandeza da parte de Deus e humildade de sua parte. Há os que não gostam dela. É a marca terrível do desconhecimento dos caminhos de Deus. Para vir ao mundo quis nascer de Maria. Tinha outras? Essa fora agraciada desde sua concepção para dar a seu Filho total independência do mal e a possibilidade de um mundo diferente a partir do coração do Filho amado do Pai.
Homilia da Festa da Imaculada Conceição (08.12.2019)

EVANGELHO DO DIA 23 DE MARÇO

Evangelho segundo São João 8,1-11. 
Naquele tempo, Jesus foi para o monte das Oliveiras. Mas, de manhã cedo, apareceu outra vez no Templo, e todo o povo se aproximou dele. Então sentou-Se e começou a ensinar. Os escribas e os fariseus apresentaram a Jesus uma mulher surpreendida em adultério, colocaram-na no meio dos presentes e disseram a Jesus: «Mestre, esta mulher foi surpreendida em flagrante adultério. Na Lei, Moisés mandou-nos apedrejar tais mulheres. Tu, que dizes?». Falavam assim para Lhe armarem uma cilada e terem pretexto para O acusar. Mas Jesus inclinou-Se e começou a escrever com o dedo no chão. Como persistiam em interrogá-lo, ergueu-Se e disse-lhes: «Quem de entre vós estiver sem pecado atire a primeira pedra». Inclinou-Se novamente e continuou a escrever no chão. Eles, porém, quando ouviram tais palavras, foram saindo um após outro, a começar pelos mais velhos, e ficou só Jesus e a mulher, que estava no meio. Jesus ergueu-Se e disse-lhe: «Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou?». Ela respondeu: «Ninguém, Senhor». Disse então Jesus: «Nem Eu te condeno. Vai e não tornes a pecar». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Simeão o Novo Teólogo 
(949-1022)
Monge grego 
Hino 45 
«Nem Eu te condeno. 
Eu sou a luz do mundo» (Jo 8, 11-12) 
Ó meu Deus, que amas perdoar, meu Criador, faz descer sobre mim o fulgor da tua luz inacessível para que ela encha de alegria meu coração. Ah! não Te irrites! Ah! não me abandones! Faz resplandecer a minha alma com a tua luz, porque a tua Luz, ó meu Deus, és Tu. Afastei-me do caminho reto, do caminho de Deus, e caí lamentavelmente da glória que me tinha sido dada. Fui despojado da veste luminosa, da veste de Deus, caído nas trevas, nas trevas permaneço, e nem sequer sei que estou privado da Luz. Porque, se Tu brilhaste no alto, se apareceste na obscuridade, se vieste ao mundo, ó Misericordioso, se quiseste viver com os homens, segundo a nossa condição, por amor ao homem, se disseste que eras a luz do mundo (cf Jo 8,12) e, ainda assim, nós não Te vimos, não seremos nós totalmente cegos e mais desgraçados do que os próprios cegos, ó meu Cristo? Mas Tu, que és todos os bens, Tu os dás sem cessar aos teus servos, aos que veem a tua luz. Quem Te possui realmente possui tudo em Ti. Que eu não seja privado de Ti, Mestre! Que eu não seja privado de Ti, Criador! Que eu não seja privado de Ti, Misericordioso, eu que sou um pobre estrangeiro. Peço-Te: dá-me um lugar junto de Ti, mesmo que eu tenha multiplicado meus pecados mais que todos os homens. Aceita a minha oração como a do publicano (cf Lc 18,13), como a da prostituta (cf Lc 7,38), Mestre, ainda que eu não chore como ela. Pois Tu és a nascente da piedade, fonte da misericórdia e rio da bondade, tem piedade de mim! Sim, Tu que tiveste as mãos e os pés pregados na cruz, que tiveste o lado trespassado pela lança, ó Todo-Compassivo, tem piedade de mim e arranca-me ao fogo eterno. Que nesse dia eu me erga sem condenação diante de Ti, para ser acolhido na sala das tuas núpcias, em que partilharei a tua felicidade, meu bom Mestre, numa alegria inexprimível, por todos os séculos. Ámen!

Santos Domécio, Pélagia, Áquila, Eparquia e Teodósia Mártires Festa: 23 de março

A Menologia Bizantina, publicada por ordem do imperador Basílio, afirma: "Dometius Christi martyr, tyrannidem exercente Juliano Apostata, fuit e Frígia oriundus". O Martirológio Romano, que comemora Dometius em 23 de março, sugere vagamente que seu martírio ocorreu em Cesareia da Palestina. Ele mesmo teria provocado sua própria prisão, atacando os erros do paganismo em uma reunião pública em honra aos deuses. Ele foi preso, torturado, decapitado. Outras fontes hagiográficas bizantinas acrescentam companheiros a Domécio, que no Martirológio Romano são listados na seguinte sequência: Pelágia, Águia, Eparquia, Teodósia; mas essa lista, com a ajuda da leitura dos Sinaxários, deve ser alterada da seguinte forma: Pelagia, Aquila "eparha" (portanto, não nome de pessoa, Eparchio, mas de autoridade e dignidade, como governador) e Teodósio (não Teodósio). Deve-se lembrar que um Dometius também é mencionado no Martirológio Romano de 7 de agosto, mas ele é diferente do nosso: ele, na verdade, é de origem frígia, enquanto o outro é persa. 
Emblema: Palma

Beato Álvaro del Portillo

“Obrigado, Perdão, Ajuda-me mais!”
São palavras que nos aproximam da realidade da vida interior do Beato Álvaro del Portillo e do seu trato com o Senhor, e que também podem ajudar-nos a nós a dar um novo impulso à nossa própria vida cristã. Em primeiro lugar, Obrigado. É a reação imediata e espontânea que a alma sente perante a bondade de Deus. Não poderia ser de outro modo pois Ele sempre nos precede. Por muito que nos esforcemos, seu amor chega sempre antes, nos toca e acaricia primeiro, nos antecede sempre. Álvaro del Portillo era consciente dos muitos dons que Deus lhe concedeu, e dava graças a Deus por essa manifestação de amor paterno. Mas não ficou nisso; o reconhecimento do amor do Senhor despertou no seu coração desejos de segui-lo com maior entrega e generosidade, e de viver uma vida de humilde serviço aos demais. Destacava-se especialmente o seu amor à Igreja, esposa de Cristo, à qual serviu com um coração despojado de interesses mundanos, longe da discórdia, acolhedor para com todos e buscando sempre o lado positivo nos demais, o que une, o que constrói. Nunca uma queixa ou crítica, nem sequer nos momentos especialmente difíceis, quando, como aprendeu de São Josemaria, respondia sempre com a oração, o perdão, a compreensão, a caridade sincera. Perdão. Frequentemente manifestava que se via diante de Deus com as mãos vazias, incapaz de corresponder a tanta generosidade.

Beata Anunciada Cocchetti, Virgem e Fundadora – 23 de março

Fundadora das Irmãs de Santa Doroteia de Cemmo, Anunciada Cocchetti nasceu em Rovato (Brescia) no dia 9 de maio de 1800; aos sete anos ficou órfã e foi a avó paterna quem cuidou dela, não deixando faltar-lhe amor e carinho, educando-a para altos ideais. Foram seus diretores e guia espirituais no crescimento humano e cristão os padres da paróquia e em particular o Pe. Luca Passi. Aos 17 anos Anunciada abriu uma escola para meninas pobres da cidade em sua casa. Aos 22 anos formou-se professora tornando-se a primeira professora de Rovato. Naquele tempo teve oportunidade de conhecer Santa Madalena de Canossa, com a intenção de realizar a ideia de abrir uma casa de sua congregação na área de Brescia. Madalena intuiu que a jovem Anunciada estava destinada a um caminho diferente e lhe predisse. Em 1824, quando Anunciada tinha 24 anos, sua avó morreu e o tio Carlos, tutor dos outros três irmãos órfãos, um homem de negócios e de política, quis que Anunciada também se juntasse a ele em Milão, onde permaneceu por seis anos, cultivando a ideia de um bom casamento para ela, procurando assim dissuadi-la de suas inclinações religiosas. Mas Anunciada, ganhando novas experiências, não renunciou à sua vocação que era cada vez mais evidente, uma vez que ela foi convidada por Santa Madalena de Canossa para ingressar entre suas filhas.

Marcos de Montegalo Franciscano, Beato (1425-1496)

Sacerdote da Primeira Ordem Franciscana. 
Seu culto foi aprovado por Gregório XVI 
em 20 de setembro de 1839.
Marcos nasceu em 1425 em Fonditore, povoado da comuna de Montegallo, onde seu pai, Claro de Marchio, havia se aposentado há alguns anos para fugir das ferozes facções que atacaram Ascoli Piceno. Regressou a esta cidade para facilitar os estudos de Marcos, que logo foi para a Universidade de Perusa e daqui para Bolonha, onde se doutorou em Direito e Medicina. Em Ascoli exerceu a profissão de médico durante algum tempo. Para satisfazer os desejos do pai, em 1451 ele se casou com Clara Tibaldeschi, uma mulher nobre, com quem viveu na continência. Com a morte do pai, no ano seguinte, por mútuo acordo os esposos abraçaram a vida religiosa, ela foi acohida entre as Clarissas do mosteiro de Santa Clara das Damas Pobres de Ascoli, ele no convento dos Frades Menores de Fabriano. Depois do noviciado em Fabriano, foi superior em São Severino, depois começou a missão de pregador, sob a orientação do grande confrade e conterrâneo São Jaime de la Marca. As principais pragas de seu século foram as guerras civis e a usura. Cheio de compaixão pelos pobres que caíam nas garras dos usurários, Marco estabeleceu casas onde quem não tinha dinheiro podia pedir emprestado o que precisava, com uma pequena garantia e às vezes sem.

José Oriol grande taumaturgo de Barcelona, Santo (1650-1702)

Grande taumaturgo de Barcelona.
Os elementos lhe obedeciam e, à sua voz, 
as doenças mais renitentes desapareciam. 
Possuía também o dom da profecia e lia nos corações. 
Foi num pobre lar de Barcelona, na Espanha, que José Oriol nasceu em novembro de 1650. Aos 18 meses perdeu o pai, e sua mãe voltou a casar-se com um honrado e piedoso sapateiro, que adoptou o pequeno órfão como seu próprio filho. Os capelães de Santa Maria del Mar cuidaram da educação do menino, que, além de acolitar as Missas, era encarregado também da manutenção dos altares. O pequeno José desincumbia-se desses encargos com tanta piedade e espírito sobrenatural, que seus benfeitores reconheceram nele a vocação sacerdotal. Incumbiram-se de encaminhá-lo à Universidade de Barcelona para os estudos prévios à ordenação sacerdotal. Entrementes, sua mãe, pela segunda vez viúva, caíra na miséria e não podia arcar com nenhuma despesa do filho. Foi sua ama e madrinha quem, embora também muito pobre, ofereceu-lhe um pequeno quarto para morar, sacrificando-se para ajudar a prosseguir seus estudos aquele adolescente, a quem amava como a um filho. Aluno exemplar, José fez tão rápidos progressos nos estudos como já fizera na virtude.

Turíbio de Mongrovejo Bispo de Lima, Santo (1538-1606)

Espanhol, presidente leigo do tribunal da Inquisição,
 bispo de Lima, protector dos índios 
e organizador da Igreja na América latina.
Turíbio Alfonso de Mongrovejo nasceu na cidade de Majorca de Campos, Leon, na Espanha, em 1538, no seio de uma família nobre e rica. Estudou em Valadolid, Salamanca e Santiago de Compostela, licenciado em direito e foi membro da Inquisição. Sua vida era pautada pela honestidade e lisura, mas, jamais poderia suspeitar que Deus o chamaria para um grande ministério. Quando então foi nomeado Arcebispo para a América espanhola, pelo Papa Gregório XIII, atendendo um pedido do rei Felipe II, da Espanha, que tinha muita estima por Turíbio. O mais curioso é que ele teve de receber uma a uma todas as ordens de uma só vez até finalizar com a do sacerdócio, para em 1580, ser consagrado Arcebispo da Cidade dos Reis, chamada depois Lima, atual capital do Peru, aos quarenta anos de idade. Isso ocorreu porque apesar de ser tonsurado, isto é, ter o cabelo cortado como os padres, ainda não pertencia ao clero. E, foi assim que surgiu um dos maiores apóstolos da Igreja, muitas vezes comparado a Santo Ambrósio. Chegando à América espanhola em 1581, ficou espantado com a miséria espiritual e material em que viviam os índios. Aprendeu sua língua e passou a defendê-los contra os colonizadores, que os exploravam e maltratavam. Era venerado pelos fiéis e considerado um defensor enérgico da justiça, diante dos opressores.

Rafqa Pietra Choboq Ar-Rayès Religiosa, Santa (1832-1914)

Religiosa libanesa da congregação das 
Irmãs Filhas de Maria em Bifkaya (Líbano). 
Canonizada por João Paulo II em 2001.
No dia 20 de Junho de 1832, na cidade de Himlaya, Líbano, nasceu a menina Boutroussyeh, que em português significa: Pedrinha. Quando se tornou religiosa adoptou o nome de Rafka, ou Rebeca que era o nome de sua mãe, falecida quando ela tinha sete anos. Rebeca era filha única e seu pai empobreceu muito após a morte da esposa. Aos onze anos ela foi servir uma família libanesa na, na Síria. Após quatro anos voltou para casa, pois seu pai havia se casado novamente. Pedrinha ficou muito confusa e angustiada com o seu possível matrimónio. Uma tarde foi a igreja rezar para que Nossa Senhora a ajudasse na decisão do caminho a seguir. A noite sonhou e ouviu uma voz que lhe dizia para entregar sua vida a Cristo. Decidiu ser religiosa. Saiu de casa contrariando a família e se apresentou à congregação das Irmãs Filhas de Maria em Bifkaya. A congregação a acolheu como postulante, era o ano de 1853. Rebeca, três anos depois, completava o noviciado pronunciando os votos e se formando professora. Foi enviada como missionária e professora nos povoados pobres para catequizar e alfabetizar crianças e adultos carentes.