domingo, 27 de setembro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - Caminho da Páscoa

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Sacramento da Quaresma
Iniciamos a Quaresma. Se contarmos os dias, teremos 46 dias antes da Páscoa. São dias de penitência e jejum. Como no domingo não se faz jejum, é dia do Senhor. Então iniciamos esse período na Quarta feira de Cinzas. Por que cinzas? No início da Quaresma, os que iriam fazer a penitência pública na Quinta-Feira Santa, recebiam as cinzas. Com o tempo, toda a comunidade começou a participar com eles da penitência, recebendo as cinzas. Estas não têm valor sacramental. A Quaresma se envolveu de tantas tradições que acabou por tirar seu sentido fundamental que é a preparação para a Páscoa. Atualmente perdemos também o sentido de reflexão, concentração e respeito. Talvez devamos voltar ao fundamental da Quaresma que é a preparação para a Páscoa. Ela toma seu sentido do antigo o termo que a caracteriza que é Sacramento da Quaresma. A tradução do missal é falha, diz simplesmente: “Ao longo da Quaresma”. “Ela tem o valor de sacramento em uma visão mais ampla como uma ação em gestos e palavras cujo significado é dado pela Palavra de Deus e pela presença operante de Cristo” (A. Bergamini). O aspecto sacramento está na ação de Deus em nós, respondendo ao empenho pessoal de viver a Palavra. Como os cristãos viviam sua fé no mundo pagão, podemos, também nós, viver o mesmo em nosso mundo descristianizado. Não devemos chorar pelo mundo atual, mas pelo abandono do sentido fundamental desse tempo. 
Batismo e penitência 
É tempo batismal. A Páscoa não é só memorial da Ressurreição, mas é a ressurreição dos novos membros da Igreja que nascem das águas do batismo. A celebração pascal está voltada e se organizou para o batismo. Os catecúmenos, depois de sua preparação têm diversas celebrações durante a Quaresma. Note-se que a liturgia do ano A, faz parte da catequese batismal. Se há batismo de adultos na paróquia, deve ser usado o esquema do Ano A: Samaritana: Cristo é a água viva. Cego de nascença: Cristo é a luz. Ressurreição de Lázaro: Cristo é a Vida. Tudo voltado para o Batismo. A Penitência que é a renovação dos compromissos batismais se alimenta dessas palavras. A penitência está em auxílio da renovação interior na renovação dos compromissos batismais Os dois sacramentos caminham juntos. Estamos voltados para a vitória sobre o mal. Está em contínua conversão. É toda a Igreja que se renova. A Igreja está sempre em renovação que, sempre mais purificada, mais possa mostrar ao mundo a graça da Vida Nova nascida na Ressurreição e entregue a todos no Batismo. Sua renovação acontece quando assume essa vida. 
Espiritualidade da Quaresma 
Ouvimos na Quaresma a antífona: “Eis o tempo favorável, eis o dia da salvação”. Tempo de conversão evangélica não moral, mas uma conversão a Deus como se revela nas escolhas messiânicas de Cristo, pensar como Deus (Mt 4,1-11). O homem é movido pela santidade e pela bondade de Deus. Vive um processo permanente de conversão. Quaresma tempo de purificação e iluminação. Quanto mais é iluminado pela escuta da Pal
avra, tanto mais pode buscar viver como Cristo, vencendo os obstáculos do pecado, como Jesus o fez em toda sua vida como vemos em sua vitória sobre o demônio nas tentações que o atingiam. Ele foi tentado em tudo, como nos, exceto no pecado (Hb 4,15).
ARTIGO PUBLICADO EM FEVEREIRO DE 2022

EVANGELHO DO DIA 27 DE SETEMBRO

Evangelho segundo São Mateus 21,28-32. 
Naquele tempo, disse Jesus aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo: «Que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Foi ter com o primeiro e disse-lhe: "Filho, vai hoje trabalhar na vinha". Mas ele respondeu-lhe: "Não quero". Depois, porém, arrependeu-se e foi. O homem dirigiu-se ao segundo filho e falou-lhe do mesmo modo. Ele respondeu: "Eu vou, Senhor". Mas de facto não foi. Qual dos dois fez a vontade ao pai?». Eles responderam-Lhe: «O primeiro». Jesus disse-lhes: «Em verdade vos digo: Os publicanos e as mulheres de má vida irão diante de vós para o Reino de Deus. João Batista veio até vós, ensinando-vos o caminho da justiça, e não acreditastes nele; mas os publicanos e as mulheres de má vida acreditaram. E vós, que bem o vistes, não vos arrependestes, acreditando nele». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Hildegard de Bingen 
(1098-1179) 
Abadessa beneditina 
e doutora da Igreja 
«Livro das obras divinas», cap. 6 
A obediência, fundamento de todas as obras divinas! [Santa Hildegarda apresenta uma visão onde o vício e a virtude conversam entre si:] 
– Desobediência: «Porque havemos de seguir os preceitos dos outros? Ao fazê-lo, ignoramos aquilo que somos: filósofos credíveis, que sabemos mais do que os outros. Porque não havemos de fazer aquilo que sabemos? Sei muito bem que aquilo que eu decido é certo, útil e proveitoso; aquilo que vejo, que toco e que compreendo: é isso que devo fazer». 
– Obediência: «Ao obedecer, estou ligada a Ele; quando Deus criou todas as coisas através do seu Verbo, quando disse "Fiat", eu era o olho da criação e, por ordem de Deus, vigiava; e foi assim que tudo foi criado. Mas, quando o primeiro anjo começou a viver, não tardou a opor-se a Deus, e eu disse que as suas obras não sobreviveriam, pois ele queria ser diferente; tentou até atacar-me e morder-me, mas não prevaleceu. Eu sou o fundamento de todas as obras divinas, sou o mesmo que a alma é para o corpo. Assim como a vontade do homem realiza o que ele deseja, eu sou a vontade de Deus, cumprindo tudo o que Deus empreende. Eu não toco, não quero nem desejo nada que não esteja em Deus. Tu és como as folhas mortas e como elas serás varrida».

27 de setembro - Beato Frei Fidelis de Puzol

Os testemunhos que chegaram até nós falam de pessoas honestas e exemplares, cujo martírio selou uma vida repleta de trabalho, oração e compromisso religioso nas suas famílias, paróquias e congregações religiosas. Muitos deles gozavam já em vida de fama de santidade entre os seus coetâneos. Pode dizer-se que os seus comportamentos exemplares foram como que uma preparação para essa confissão suprema da fé que é o martírio. Quantos exemplos de serenidade e esperança cristã! Todos estes novos Beatos e muitos outros mártires anónimos pagaram com o seu sangue o ódio à fé e à Igreja, desencadeado com a perseguição religiosa e o rebentar da guerra civil, essa grande tragédia vivida na Espanha durante o século XX. Ao longo daqueles terríveis anos muitos sacerdotes, religiosos e leigos foram assassinados simplesmente por serem membros ativos da Igreja. Os novos beatos que hoje sobem aos altares não estiveram implicados em lutas políticas ou ideológicas, nem quiseram entrar nelas.

Beatas Maria do Monte Carmelo, Rosa e Madalena Fradera Ferragutcasas, Virgens e mártires - 27 de setembro

Estas 3 religiosas da Congregação das Missionárias do Coração de Maria de Mataró eram também irmãs due o exemplo de imolação e sacrifício destas três religiosas católicas nunca se apague da memória dos cristãos! 
Irmã Carmem Fradera Ferragutcasas
     Nasceu a 25 de outubro de 1895. Foi batizada a 27 de outubro de 1895 na igreja paroquial de S. Martinho de Riudarenes (Girona, Espanha). Ingressou na Congregação em julho de 1921 em Barcelona.
Irmã Rosa Fradera Ferragutcasas 
Nasceu a 20 de novembro de 1900. Foi batizada a 21 de novembro de 1900 na igreja paroquial de S. Martinho de Riudarenes (Girona, Espanha). Ingressou na Congregação em dezembro de 1922 em Barcelona.
Irmã Madalena Fradera Ferragutcasas
     Nasceu a 12 de dezembro de 1902. Foi batizada a 16 de dezembro de 1902 na igreja paroquial de S. Martinho de Riudarenes (Girona, Espanha). Ingressou na Congregação em dezembro de 1922 em Barcelona.

Beata Francisca Javier de Rafelbuñol, Religiosa e mártir - 27 de setembro

Martirológio Romano:
Em Gilet, na província de Valência, Espanha, beatas mártires Francisca Javier (Maria Fenollosa Alcayna), religiosa da Ordem Terceira de Capuchinhas da Sagrada Família, e Hermínia Martínez Amigó, mãe de família, que confirmaram com seu sangue sua fidelidade ao Senhor durante a perseguição religiosa de 1936. 
Francisca Javier nasceu em Rafelbuñol-Valência (Espanha), em 24 de maio de 1901. Foi batizada com o nome de Maria. Seus pais, José Fenollosa e Maria Rosa Alcayna eram humildes agricultores, ambos pertencentes à Ordem Terceira de São Francisco. A família era formada pelos pais e dez filhos, e viviam todos sob a doutrina cristã. Neste ambiente religioso transcorreu a infância e a juventude de Francisca Javier, enquanto frequentava a escola do povoado, onde realizou estudos primários.

27 de setembro - Beata Hermínia Martinez Amigo

As revoluções e as guerras mundiais dos últimos séculos produziram mais mártires do que todo o passado da Igreja. A Revolução Francesa em 1789; a Revolução Comunista na Rússia em 1917; a Revolução Mexicana de 1939; a Revolução Espanhola de 1936 a 1939, além do nazismo, fizeram milhares de mártires. Alguns historiadores afirmam que “em toda a história da Igreja universal não há um único precedente, nem sequer nas perseguições romanas, do sacrifício sangrento, em pouco mais de um semestre, de doze bispos, quatro mil sacerdotes e mais de dois mil religiosos”. Os mártires eram torturados terrivelmente antes de serem mortos. Uns eram espancados, outros tinham os olhos vazados, sofriam queimaduras, choques elétricos; as monjas sofriam abusos sexuais, e outros suplícios; fruto do ódio marxista contra a religião. Os horrores foram piores que os dos tempos bárbaros.

Bem-aventurada Clara da Ressurreição Virgem Mercedária

Festa: 27 de setembro
 
A Beata Clara da Ressurreição, freira mercedária do Mosteiro da Assunção em Sevilha, Espanha, foi um exemplo para suas companheiras de austeridade, contemplação e outras virtudes. Ela também se destacou por realizar inúmeros milagres e, mantendo sempre a mente voltada para as coisas divinas, adormeceu em santidade no beijo do Senhor. A Ordem celebra sua festa em 27 de setembro.

Santa Hiltrudes de Liessies, Virgem - 27 de setembro

No cenóbio de Liessies, 
no Hainaut da Austrásia, 
também na atual França, 
Santa Hiltrudes, virgem, 
que viveu piedosamente retirada 
com seu irmão Gontardo, abade. (†d.800) 
Uma Vita Hiltrudis, escrita entre 1050 e 1090 por um monge de Waulsort (Bélgica), se baseou numa tradição monástica anterior ao ano de 850, sem, contudo, ter comprovação histórica, pois parece que os documentos foram queimados pelos Normandos quando estes invadiram a região. Santa Hiltrudes é mencionada em um Sacramentário de Liessies do século XII. Hiltrudes era filha de Ada, uma nobre franca e de Vilberto, Conde de Poitou, que possuía terras entre a França e a Bélgica, e era irmã de Gontardo e de Berta.

Santos Adolfo e João de Córdoba Mártires -Festa: 27 de setembro

(†)Córdoba, Andaluzia, Espanha, 27 de setembro, entre 822 e 825
 
Eles eram dois irmãos cristãos de origem sevilhana, comemorados como mártires em Córdoba na primeira metade do século IX, durante o reinado do emir omíada 'Abd al-Rahman II. Sua história pertence à fase inicial da história dos mártires cristãos de Córdoba e precede em várias décadas a temporada de martírios mais conhecida que ocorreu entre 850 e 859. As informações disponíveis provêm principalmente da tradição hagiográfica cordovesa ligada aos escritos de Santo Eulógio, que atribui os dois irmãos a um pai muçulmano e uma mãe cristã, Artemia. Segundo essa tradição, Adolfo e João professaram publicamente a fé cristã e foram mortos pelas autoridades muçulmanas.

Beatos Mártires Irlandeses

17 Mártires, padres e leigos irlandeses que, por sua fé católica, foram executados no Reino da Irlanda entre 1579 e 1681, quando devido à excomunhão imposta aos reis da Inglaterra, tanto Henrique VIII quanto Elizabeth I, por não autorizarem seu divórcio de Catarina de Aragão para se casar com Ana Bolena, assim o rei deixou a autoridade eclesiástica do Papa e do Igreja Católica para impor sua própria religião, a anglicana. Ao mesmo tempo, a sujeição da Irlanda ao domínio inglês foi forjada, onde a resistência irlandesa à Inglaterra ocorreu por meio das rebeliões de Desmond. apoiado pela Igreja Católica e Gregório XIII, sendo derrotado e finalmente subjugado militarmente, e mais tarde tanto civil quanto religiosamente, de modo que as leis e costumes ingleses foram impostos a eles. Várias execuções ocorreram na Irlanda, em vários lugares, como Dublin, Wexford e outros locais da ilha. 

São Vicente de Paulo coluna da Igreja e do Estado

Amparou pobres e nobres empobrecidos, 
foi conselheiro de soberanos, 
defendeu a Igreja 
contra as heresias da época. 
— Quanto tens em caixa? 
— O necessário para alimentar a comunidade durante um dia.
— Isto quer dizer quanto? 
— Cinquenta escudos. 
— Ah, bem! 
—Dê-me, pois estou precisando. 
E lá se foram os cinquenta últimos escudos, para os nobres da Lorena. O elitista francês que desta maneira raspou a caixa da Instituição para dar o dinheiro aos nobres empobrecidos da Lorena, nasceu em Dax, próximo da Espanha, em 24 de abril de 1581. Sabe-se que São Vicente de Paulo era de família humilde, e que trilhou descalço os caminhos, cuidando dos seus animais. Sua infância é praticamente desconhecida.

Walsingham, a Loreto Inglesa - Nossa Senhora de Walsingham

Na Sra de Walsingham

     
     Walsingham é o principal título com que Nossa Senhora há cerca de mil anos vem aspergindo suas graças no Reino Unido, a partir do priorado agostiniano situado na região de mesmo nome, fundado em 1016. 
     Localiza-se o santuário apoucos quilômetros do Mar do Norte, numa das renomadas campinas verdejantes e ajardinadas da Inglaterra, no território de Norfolk, cujos Duques constituíram uma grande estirpe que manteve a fidelidade a Roma, em meio à generalizada apostasia anglicana. Em 1016 já vivia Santo Eduardo I o Confessor, e poucos anos antes havia reinado seu tio, Santo Eduardo o Mártir.
     Desde o início, os insignes favores concedidos por Nossa Senhora naquele santuário tornaram-no objeto de frequentes peregrinações, que partiam de toda a Inglaterra e até do Continente europeu.

ORAÇÕES - 27 DE SETEMBRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
27 – 26º Domingo do Tempo Comum
Evangelho (Mt 21,28-32) “Um homem tinha dois filhos. Disse a um: − Filho, vai trabalhar na vinha! Ele respondeu: − Não quero. Mas depois mudou de ideia e foi.”
Fariseus, sacerdotes e escribas julgavam-se os puros, justos e santos. E pior, consideravam todos os outros como pecadores. Ao que parece assim era com um bom número deles. Mas, e nós? Eu pelo menos tenho de reconhecer que muitas vezes penso e ajo como eles. Fecho os olhos e vejo como avalio certas pessoas: não católicos, assaltantes, drogados, prostitutas, homossexuais... precisa continuar a lista? Como os julgo? Sou irmão para eles, acredito que talvez não tenham tanta culpa, e que ainda podem voltar ao bom caminho? Tenho de acreditar que Deus está trabalhando no coração de cada um deles, com toda a paciência e um imenso amor.Mas, votando a mim: devo pedir sempre que Deus me ajude para,  pelo menos  num segundo momento, acabar fazendo o que ele me pede.
Oração
Senhor, de fato, muitas vezes tenho sido como esse segundo irmão aparentemente certinho, cheio de bons propósitos, mas sem muita vida. Antes de mais nada, tenho é de pedir perdão. Com vossa graça quero ter mais coerência em meu jeito de viver, pondo em prática o que digo aceitar como evangelho. E depois, ainda devo pedir perdão para meu modo de julgar o próximo, não acreditando em sua boa vontade, sem levar em conta as desculpas que pode ter. Aumentai minha fé no poder transformador de vossa graça, capaz de vencer ainda que seja no último instante. Dai a esses irmãos e irmãs infelizes as oportunidades de que precisam, ponde muita gente boa em seu caminho, enchei seu coração com vosso Espírito, para que encontrem felicidade e paz. Amém                                                         

sábado, 26 de setembro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “O justo produz frutos”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
O homem é justo
 
A Palavra de Deus, nesse domingo, faz a descrição do homem justo. Vimos no 7º Domingo Comum como servir a Deus com intensidade, fazendo como Ele faz. Foi assim que viveu Jesus. Temos nos textos de hoje, muitas imagens que descrevem essa realidade. Jesus inicia mostrando que o homem precisa ter o conhecimento, simbolizado na capacidade de enxergar bem para poder orientar os outros: “Um cego não pode ser guia de outro cego. Os dois podem ir para o buraco” (Lc 6,39). A pessoa necessita conhecer bem o caminho de Jesus para poder conduzir os outros. Semelhante é a parábola da árvore que produz fruto bom. O interior bom e saudável produzirá frutos bons. Bela é a comparação: “O homem bom tira coisas boas do tesouro de seu coração” (Lc 6,45). Não há outro caminho que viver bem e com intensidade, a Palavra de Deus. Ela é luz, é alimento, é descanso. É necessária decisão de viver o Reino de Deus. Isto nos torna bons para a transmissão da verdade do Evangelho. Não se trata de algo só intelectual, longe do alcance do povo, mas da escola da vida. As coisas boas estão no coração. O interior, onde estão os tesouros conquistados na luta do dia a dia, é uma fonte de vida para os outros. Aqui se reclama a formação a ser dada para todos os fiéis. Sobretudo, os que têm influência na comunidade. É necessária riqueza interior! A formação da comunidade e das lideranças deve ser prioridade em todos os ambientes. 
Justo que cresce 
A Palavra ensina, com imagens de seu dia a dia. Assim as pessoas podem compreender. Assim compara com o crescimento: “O justo crescerá como a palmeira, florirá igual ao cedro que há no Líbano; na casa do Senhor estão plantados, nos átrios de meu Deus florescerão. “O fruto revela como foi cultivada a árvore. Assim a palavra mostra o coração do homem” (Eclo 27,7). Formado pela Palavra sempre dará frutos. É como uma árvore, que mesmo antiga, cheia de brocas e pragas. Diz o salmo: “Mesmo no tempo da velhice darão frutos, cheios de seiva e de folhas verdejantes” (Sl 91). O autor sagrado usa mais um símbolo diferente sobre a vida do justo: “Quando a gente sacode a peneira, ficam nela só os refugos” (Eclo 27,5). Convivemos com uma constante renovação de nossa vida e de nossa fé. O salmo primeiro fala do vento que leva as palhas secas. O justo cresce na medida em que é capaz de se desfazer do inútil, do vazio e do desprezível. É o processo permanente de conversão que cobra os desbastes, as podas necessárias, mesmo aquelas que nos parecem exagero quando tiramos folhas e galhos bonitos para dar mais vigor à planta. A conversão se dirige sempre aquilo que é obstáculo ao crescimento do Reino em nós. Assim podemos compreender as palavras de Jesus sobre” o bom tesouro do coração” 
Tesouro do coração
“O homem bom tira coisas boas do bom tesouro de seu coração”. Paulo nos anima com a força da Ressurreição que vence o ser corrupto, aquele que vive da morte. Um dia seremos revestidos da imortalidade. Assim será o fim da morte: “Ó morte, onde está tua vitória? Onde está teu aguilhão? O aguilhão da morte é o pecado” (1Cor 15,56). Vencendo tudo o que é de mal poderemos participar dessa vitória. Essa vitória sobre o mal se conquista com a a vitalidade do homem bom. Não são esplêndidas vitórias. É a grande vitória do dia a dia, fortificando-se na seiva da árvore e fortalecendo pela permanente capacidade de produzir bons frutos que enriquece o coração. 
Leituras: Eclesiástico 27,5-8; Salmo 91; 
1 Coríntios 15,54-58; Lucas 6,39-45. 
1. O interior, onde estão os tesouros conquistados na luta do dia a dia, é uma fonte de vida. 
2. A conversão sempre atinge aquilo que é obstáculo ao crescimento do Reino em nós. 
3. Vencendo tudo o que é de mal poderemos participar dessa vitória sobre a morte. 
Banco do coração 
O banco do coração, a riqueza acumulada por tantas experiências e definições de vida. É um banco que pode ser assaltado sem tocar o alarme e juntar polícia. É um banco aberto e disponível para todos. Que maravilha é o coração humano que nos oferece tanta coisa boa. Imaginemos se não tivéssemos esse coração. De que viveríamos. Esse coração é tão importante que se compara ao de carne, sem o qual não existiríamos. Como assaltar esse banco? Basta saber que o nosso sempre aceita novos depósitos, novos lucros e novas iniciativas. Assim podemos ir buscando nos outros aquilo que nos enriquece. 
Homilia do 8º Domingo Comum (27.02.2022)

EVANGELHO DO DIA 26 DE SETEMBRO

Evangelho segundo São Lucas 9,43b-45. 
Naquele tempo, estavam todos admirados com tudo o que Jesus fazia. Então Ele disse aos discípulos: «Escutai bem o que vou dizer-vos. O Filho do homem vai ser entregue às mãos dos homens». Eles, porém, não compreendiam aquelas palavras; eram misteriosas para eles e não as entendiam. Mas tinham medo de O interrogar sobre tal assunto. 
Tradução litúrgica da Bíblia
São Gregório Magno
(540-604) 
Papa, doutor da Igreja 
Livro XIII, SC 
Receber e anunciar 
a Paixão do nosso Redentor 
Foi verdadeiramente sem a menor iniquidade nas mãos que sofreu Aquele que «não cometeu pecado algum e na sua boca não se encontrou mentira» (1Pe 2,22); e, no entanto, Ele suportou o sofrimento da cruz pela nossa redenção. Só Ele, apenas Ele, elevou a Deus orações puras, pois no próprio sofrimento da sua Paixão orou pelos seus perseguidores, dizendo: «Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem» (Lc 23,34). Que maior pureza de oração será concebível do que estender a misericórdia da intercessão aos próprios responsáveis ​​pelo sofrimento em que a pessoa se encontra? «Ó terra, não ocultes o meu sangue, nem sufoques os meus clamores» (Jb 16,18). Sabemos que esta terra não oculta o sangue do nosso Redentor, pois, ao receber o preço da sua redenção, os pecadores confessam-no, cantam-no e esforçam-se por dá-lo a conhecer ao seu próximo. E a terra não ocultou o seu sangue, pois a Santa Igreja levou o mistério da sua redenção a todos os pontos do mundo. Assim, pois, se desejamos que o sacramento da Paixão do Senhor não permaneça vão em nós, temos o dever de imitar aquilo que recebemos e de anunciar aos outros aquilo que veneramos. Com efeito, o seu grito ficará oculto em nós se a língua calar aquilo em que a alma acreditou. Para que isso não aconteça, cada um de nós deve dar a conhecer o mistério da sua regeneração da melhor maneira possível àqueles que o rodeiam.

26 de setembro - Beato Luís Tezza

Luís Tezza, nasceu em 1º de novembro de 1841, na cidade de Conegliano, na Itália. Sua família era muito religiosa e gozava de boa situação financeira. Seus pais chamavam-se Augusto e Catarina Nedwiedt, sendo seu pai médico e sua mãe uma santa dona de casa. Devido questões de trabalho de Augusto, a família muda-se para Veneza, ele foi exercer medicina no hospital São João e São Paulo de Veneza. Passado um ano e meio, Augusto novamente é transferido, foi para um município de Veneza, para onde levou sua família. O pequeno Luís amava e admirava muito seu pai, pois era um homem muito bom. No exercício de sua profissão foi capaz de curar e confortar a muitas pessoas doentes. O exemplo dele mais tarde refletiu na vida do filho. Quando Luís tinha oito anos de idade, seu pai faleceu, e com a morte de Augusto, o pequeno Luís e sua mãe retornam para a cidade natal,

São Senador de Albano Mártir -Festa: 26 de setembro

Sabe-se pouco ou nada sobre a vida de Senador. Provavelmente, era um mártir dos primeiros séculos da era Cristã. Segundo algumas fontes, era natural de Albano, no Lácio, porque, naquele lugar famoso, ao longo da Via Ápia, havia uma igreja a ele dedicada, na qual se realizavam grandes prodígios.
Ele é um mártir cristão venerado em Albano, na região dos Montes Albanos, e comemorado pela Igreja em 26 de setembro. Pertence ao grupo de mártires das comunidades cristãs da Itália central, cuja memória ancestral preservou o nome e o local de culto, mas não uma biografia completa. Não se conhecem com certeza as datas de seu nascimento e morte, nem as circunstâncias de seu martírio, nem o período exato em que viveu.

Beatas Maria do Refúgio (Teresa Rosat Balasch) e Maria do Calvário (Josephine Romero Clariana) Virgens e mártires Festa: 26 de setembro

(†) Valência, Espanha, 26 para 27 de setembro de 1936
Madre Maria do Refúgio (Teresa Rosat Balasch) e Irmã Maria do Calvário (Josefa Romero Clariana) foram duas religiosas da Congregação das Irmãs da Doutrina Cristã. Após o início da Guerra Civil Espanhola, eles deixaram o internato de Carlet, perto de Valência, onde moravam, para se refugiar na casa de um amigo e uma irmã, respectivamente. Capturados pelos revolucionários, eles passaram o tempo de sua prisão fazendo roupas para os milicianos que lutavam no front. Retiradas da prisão na noite de 26 para 27 de setembro de 1936, foram fuziladas, antecipando assim o martírio de sua superiora geral, Madre Ângela de São José (Francisca Desamparados Honorata Lloret Martí) e quatorze irmãs, mortas em 20 de novembro de 1936.

BEATA MARIA JORDÁ BOTELLA 26 de setembro 1936

Em Benifallín, na província de Alicante, também na Espanha, a Beata Maria Jordá Botella, virgem e mártir, que combateu o bom combate de Cristo na perseguição. Nascido em Alcoy, província de Alicante, em 26 de janeiro de 1905 e é batizada com o nome de María del Pilar, geralmente usando o nome de Maria. Estudante do São Vicente de Paulo, recebe uma cuidadosa Educação cristã. Aos 11 anos é admitida como Filha de Maria, cujos deveres ele cumpriu com grande cuidado. Ela então embarcou no Colegio de la Pureza, em Onteniente. No final do período de sua formação, ele retorna casa e leva uma vida exemplar, militando na Ação e em outras associações, como o Conselho de Administração das Comunidades Católicas, Obreras de San Mauro, no qual demonstrou grande zelo apostólico e um magnífico sentido social cristão, fazendo um grande bem ao redor deles.

Beata María del Olvido Noguera. Virgem e Mártir

María del Olvido Noguera, uma ex-aluna claretiana da escola María Inmaculada em Carcaixent, morreu como mártir na Guerra Civil Espanhola em 1936. O motivo fundamental de sua morte foi sua fé em Deus, em quem ele acreditou, proclamou e confessou com sua própria vida. A festa da Mártir Maria do Esquecimento é celebrada junto com os mártires valencianos, os Beatos José Aparicio Sanz e duzentos e trinta e dois Companheiros, todos os anos no dia 22 de setembro. Ele nasceu em Carcagente em 30 de dezembro de 1903. Foi batizada na paróquia da Assunção em 4 de janeiro de 1904 e, em 22 de abril de 1909, foi confirmada por Dom Guisáosla. Fez sua primeira comunhão em 2 de junho de 1912 na Capela da Escola Maria Imaculada dos Missionários Claretianos, onde era estudante. María del Olvido era uma jovem alegre, amigável e solidária.