quinta-feira, 12 de março de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Aumenta nossa fé”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Tamanho da fé
 
O profeta Habacuc lamenta a violência, as iniquidades, a maldade, a destruição, a prepotência, a discórdia que só aumentam. Deus manda o profeta dizer: “A visão se refere a um prazo definido, mas tende para um desfecho, e não falhará. Se demorar, espera, pois ela virá com certeza e não tardará. Quem não é correto, vai morrer” (Hab 2,2-4).O profeta mostra que o mal está dominando e tem seus seguidores. Mas isso vai ter um fim. Podemos ver a história da humanidade. Essas situações são frequentes e estamos vivendo essa realidade. A pregação do profeta Habacuc é feita no tempo do profeta Jeremias que vê a mesma situação e diz claramente que deve haver uma conversão para que Deus poupe a cidade e o povo de serem destruídos. Do contrário, o castigo virá por conta da maldade e da desobediência à lei de Deus. Os idólatras da maldade e da corrupção foram todos para o exílio. Quem vai se salvar? O profeta responde: Vai sobreviver o justo que tem sua fé como riqueza e rumo da vida. Jesus avisa que a fé pequenina como uma semente, tem a força de vida que não vai ser destruída, pois o “justo viverá de sua fé” (Hab 2,4 e Lc 17,6). “Fé é dom de Deus e é Vida divina. Fé não é só uma atitude intelectual a uma verdade atraente. É adesão de amor, é amor. É uma confiança inabalável que leva a esperar na paciência que as realidades divinas se manifestem e se realizem nas situações limites da vida humana. Sem fé, pois, tudo é morte. Dizendo aumenta nossa fé. Os discípulos viam que sua fé era pouca. Jesus indica que a fé deve ser como a fé dos patriarcas. Ela deu rumos e base para o futuro. 
Reaviva o dom 
O dom da fé, dado e acolhido com alegria, necessita estar sempre ativado para que possa penetrar todas as nossas atitudes e decisões para que sejam realmente o depósito da fé e do amor (2Tm 1,13-14). Para superar as grandíssimas dificuldades que Habacuc enumera, o que não é mais do que um retrato do que acontece sempre por toda parte, temos nossa fé. Ela pode ser fraca e insuficiente aos nossos olhos. Jesus usa a comparação com a semente muito pequena. Lembramos a semente do eucalipto que é um pozinho ela contém em si a vida de uma grandiosa árvore. Ela tem a força de transportar para longe essa árvore. Não se trata de fazer esse “milagre”, mas perceber a força de Deus que age em nós. Ela pode nos sustentar até a entrega da própria vida, com vimos em tantos santos. Não só perdendo a vida, mas colocando-a a serviço. “Fé é responder e aderir com amor a Deus que chama a Si e a serviço dos irmãos. Ela é dom gratuito dado a todos. Trata-se de corresponder totalmente. A vida se torna então um prodígio” (Frederici). 
Servos inúteis 
O salmo 94 nos convida a “não fechar o coração e ouvir a voz do Senhor”. O grande chamado de Deus nos chama a não fechar o coração. Viver a fé é prestar um culto puro a Deus e nos colocar totalmente a um serviço gratuito como resposta à gratuidade de Deus. Não se trata de inutilidade, mas de totalidade da entrega no serviço. A graça que nos foi dada pela fé e anima toda nossa vida, foi totalmente gratuita. E a ela correspondemos, isso é, trabalhamos no campo de Deus, com toda a gratuidade. Jesus dizia: “De graça recebestes, de graça deveis dar” (Mt 10,8). A missão do apóstolo, como Jesus ensinava aos seus discípulos, é estar unido a Ele que em tudo Se doou. Trabalhamos em seu campo e Ele é nossa recompensa. A graça sempre nos acompanha em nosso operar as maravilhas que Deus nos concede. Não é pelo lucro que trabalhamos, mas pela graça. 
Leituras Habacuc 1,2-3;2,2-4; Salmo 94;
2 Timóteo 1,6-8.13-14; Lucas 17 5-10. 
1. “Fé é dom de Deus, e é Vida divina. Não é só uma atitude intelectual a uma verdade. 
2. Não se trata de fazer esse “milagre”, mas perceber a força de Deus que age em nós. 
3. “De graça recebestes, de graça deveis dar” (Mt 10,8).
Conversa de semente 
Às vezes ouvimos historinhas de árvores que conversam sobre seu futuro e outras. Hoje vamos ouvir uma sementinha falando com a grande árvore. Imaginemos o eucalipto. Pode chegar a 100 m de altura. Sua semente é minúscula e parece um pozinho. Então ela diz à poderosa árvore: Você é imensa. Mas saiba, sua grandona, que eu sou tudo que você é. A vida que sou, quando me abro é que dá todo seu tamanho. Assim, a fé, por menor que seja, sempre tem em si a totalidade do dom que Deus nos deu. Não há fé pequena, pois é participação da vida de Deus. 
Homilia do 27º Domingo Comum (06.10.19)

EVANGELHO DO DIA 12 DE MARÇO

Evangelho segundo São Lucas 11,14-23. 
Naquele tempo, Jesus estava a expulsar um demónio que era mudo. Logo que o demónio saiu, o mudo falou e a multidão ficou admirada. Mas alguns dos presentes disseram: «É por Belzebu, príncipe dos demónios, que Ele expulsa os demónios». Outros, para O experimentarem, pediam-Lhe um sinal do Céu. Mas Jesus, que conhecia os seus pensamentos, disse: «Todo o reino dividido contra si mesmo acaba em ruínas e cairá casa sobre casa. Se Satanás está dividido contra si mesmo, como subsistirá o seu reino? Vós dizeis que é por Belzebu que Eu expulso os demónios. Ora, se Eu expulso os demónios por Belzebu, por quem os expulsam os vossos discípulos? Por isso, eles mesmos serão os vossos juízes. Mas, se Eu expulso os demónios pelo dedo de Deus, então quer dizer que o Reino de Deus chegou até vós. Quando um homem forte e bem armado guarda o seu palácio, os seus bens estão em segurança. Mas, se aparece um mais forte do que ele e o vence, tira-lhe as armas em que confiava e distribui os seus despojos. Quem não está comigo, está contra Mim, e quem não junta comigo, dispersa. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Simeão o Novo Teólogo 
(949-1022)
Monge grego 
Catequese 27; SC 113, p. 116-118 
«Quem não junta comigo, dispersa» 
Os amigos de Deus, que O amam e O possuem em si mesmos como tesouro inviolável de todo o bem, recebem as injúrias e as humilhações com uma alegria e uma felicidade inexprimíveis (cf Mt 5,10-12). O seu amor redobra, e é um amor sincero por aqueles que os fazem sofrer tudo isso, como se fossem seus benfeitores. O Senhor Jesus, nosso Deus, que não conheceu queda alguma, foi atingido para que os pecadores que O imitam não só recebam o perdão, mas se tornem participantes na sua divindade através da sua obediência. Quem não aceita as afrontas na humildade do seu coração, quem tem vergonha de imitar os sofrimentos do Mestre, também Cristo terá vergonha dele na presença dos anjos (cf Lc 9,26). Ele foi esbofeteado, coberto de escarros, crucificado: estremecei, homens, tremei e suportai vós também as injúrias que Deus sofreu para nossa salvação. Deus é esbofeteado pelo último dos servos (cf Jo 18,22) para te dar um exemplo de vitória; e tu não aceitas o mesmo tratamento por parte de um dos teus semelhantes? Se tens vergonha de imitar Deus, como te regenerarás com Ele? Se, enquanto esperas, não fores paciente nos vexames, como serás glorificado com Ele no Reino dos Céus?

São Bernardo de Capua, Bispo Festa: 12 de março

Carinola, 1040 - 1109
 
Em alguns manuscritos de Cápua e Nápoles, é afirmado que Bernardo foi capelão de Ricardo (1090-1106), filho de Giordano, príncipe de Cápua, e que por seus méritos foi eleito bispo de Calinulum ou Carinula, hoje Carinola, na diocese de Sessa Aurunca. Ele teria transferido a sé episcopal de Forum Claudii (atual Ventaroli) para Calino, onde, sob Arachi, príncipe de Benevento, teria transportado as relíquias de um São Martino Hermit, do Monte Marsico.
Emblema: Equipe pastoral 
O Martirológio Romano menciona Bernardo como bispo e confessor em 12 de março, mas seu nome teria sido adicionado ao calendário capuano muito tarde. Bernardo é uma das figuras mais emergentes do século XI na terra da Campânia, que estava sob o principado da poderosa cidade de Cápua. Bernardo nasceu por volta do ano 1040, não se sabe exatamente onde, em qual cidade ou vila. Por causa do amor de Bernardo por Carìnola, acredita-se que ele tenha nascido em Carìnola em uma família nobre e respeitável. De descendência honesta e praticante, Bernardo já recebeu educação, fé e instrução cultural em sua família. Mas, para completar uma formação humana e social mais distinta e iniciá-lo em estudos humanísticos superiores, Bernardo foi enviado por seus pais à Abadia de Monte Cassino, então governada pela sabedoria e santidade do abade Desidério, que mais tarde se tornou Papa com o nome de Vítor III.

12 de março - São Simeão o Novo Teólogo

Simeão o Novo Teólogo nasceu em 949 na Galácia, em Paflagônia (Ásia Menor), de uma família nobre da província. Ainda jovem, ele se transferiu para Constantinopla para empreender os estudos e entrar para o serviço do imperador. Mas se sentiu pouco atraído pela carreira civil que lhe era sugerida e, sob a influência das iluminações interiores que ia experimentando, começou a buscar uma pessoa que o orientasse no momento repleto de dúvidas e perplexidades que estava vivendo e que o ajudasse a progredir no caminho da união com Deus. Ele encontrou essa guia espiritual em Simeão o Piedoso (Eulabes), um simples monge do mosteiro Studion, em Constantinopla, que lhe deu para ler o tratado “A lei espiritual”, de Marcos o Monge. Nesse texto, Simeão o Novo Teólogo encontrou um ensinamento que o marcou muito: “Se você busca a cura espiritual – leu nele – esteja atento à sua consciência. Tudo o que ela lhe disser, faça e assim você encontrará o que lhe é útil”. Desde aquele momento – refere ele mesmo – nunca foi dormir sem perguntar-se se sua consciência tinha algo a censurar-lhe. Simeão entrou no mosteiro dos Estuditas, onde, no entanto, suas experiências místicas e sua extraordinária devoção ao pai espiritual lhe causaram dificuldades.

Papa Santo Inocêncio I-Festa: 12 de março

Natural de Albano, no Lácio, desde o início do seu Pontificado, Inocêncio sentiu-se chefe tanto da Igreja do Oriente como do Ocidente. Como Papa, teve que enfrentar o assédio de Roma, pelos visigodos de Alarico, e condenar com firmeza a heresia de Pelágio, no Concílio Milevitano. Faleceu em 417.
(*)Sec. IV - (✝︎)Roma, 28 de julho de 417 
(Papa de 22/12/401 a 12/03/417) 
Nativo de Albano, ele teve que enfrentar muitas invasões de bárbaros por Alarico e Atalulfo, que saquearam Roma duas vezes. Ele condenou a heresia de Pelágio. Ele sucedeu ao Papa Bonifácio I em 401, em uma situação histórica muito difícil devido à descida dos godos na Itália. Ele tentou salvar Roma concluindo uma trégua com Alarico e concordando em ir como seu embaixador a Ravena. No entanto, ele não conseguiu salvar a cidade, que foi saqueada em 410. Ele buscava fortalecer a primazia papal e suas cartas têm grande importância histórica e doutrinária, pois constituem o primeiro núcleo das coleções canônicas que serão elaboradas no futuro. Ele condenou formalmente Pelágio e seu discípulo Celestius no Concílio de Milevi em 416. Ele também estendeu sua atividade pastoral ao Oriente, exortando o povo de Constantinopla a seguir São João Crisóstomo e a viver em paz. 
Etimologia: Inocente = sem pecado, do latim 
Martirógio Romano: Em Roma, no cemitério de Pôncio, a deposição de São Inocêncio I, papa, que defendeu São João Crisóstomo, consolou Jerônimo e aprovou Agostinho.

Beata Justina Bezzoli Francucci, Virgem beneditina - 12 de março

Martirológio Romano:
Em Arezzo, na Toscana (Itália), Beata Justina Bezzoli Francucci, virgem da Ordem de São Bento e reclusa († 1319) 
Em Florença, no mosteiro beneditino de Santa Maria das Flores, em Lapo, se conserva e venera o corpo incorrupto da Beata Justina Bezzoli Francucci, aqui trazido do mosteiro do Espírito Santo de Arezzo em 1968. Desde 1938 a igreja do mosteiro é também uma paroquia. O coro das monjas é uma extensão da igreja e o centro é o Tabernáculo. Em 1350 as primeiras monjas ali se instalaram e em 13 de outubro daquele ano o bispo Santo Andrea Corsini consagrou o mosteiro com a Regra de Santo Agostinho e o título de Santa Maria das Flores, tornando-se a mais antiga igreja de Florença. Em 1808, as monjas tiveram que abandonar o mosteiro devido as leis de supressão das ordens religiosas. Os beneditinos depois se encarregaram dele em 1817. A urna com o corpo da Beata se encontra em uma parede que une as duas comunidades. Seu rosto pode ser visto através do vidro e parece nos convidar a dedicar um tempo adequado a oração. Descendente da nobre família Bezzoli Francucci, Justina nasceu em Arezzo entre 1257 e 1260. De caráter humilde e amável, cresceu adquirindo uma certa maturidade. Na casa do pai rico, na facilidade e comodidade, assimilava com a oração diária os sentimentos religiosos mais genuínos. Com frequência se privava de alimento e gostava de se retirar para rezar; sentiu-se atraída a consagrar-se a Deus, o que resultou na imediata negativa dos pais e sem apelação.

Gregório Magno Papa, Doutor da Igreja, Santo (540-604)

Um dos mais geniais escritores cristãos do seu tempo.
Baluarte da Idade Média nascente!
Doutor da Igreja, um dos maiores Papas da História,
dirigiu a Barca de Pedro com rara habilidade 
e deu rumo à conturbada época em que viveu. 
“Gregório é certamente uma das mais notáveis figuras da história eclesiástica. Exerceu em vários aspectos uma significativa influência na doutrina, organização e disciplina da Igreja Católica. A ele devemos olhar, para a explicação da situação religiosa da Idade Média; com efeito, não se levando em conta seu trabalho, a evolução da forma da Cristandade medieval seria quase inexplicável. Tanto quanto o moderno sistema católico é um legítimo desenvolvimento do catolicismo medieval, não sem razão Gregório deve também ser chamado seu pai. Quase todos os princípios directivos do subsequente Catolicismo são encontrados, pelo menos em gérmen, em Gregório Magno”[1]. Ele “merece o glorioso título de Magno por todas as razões que podem elevar um homem acima de seus semelhantes: porque foi magno em nobreza e por todas as qualidades que vêm do nascimento e dos ancestrais; magno nos privilégios da graça com que o Céu o cumulou; magno nas maravilhas que Deus operou por seu intermédio; e magno pelas dignidades de Cardeal, de Legado, de Papa, para as quais a divina Providência e seus méritos o elevaram”[2].

Serafina(Josefina) de Geminiano Leiga, Virgem, Santa 1238-1253


Ela teve uma vida breve, 
mas de intensa religiosidade. 
Serafina(Josefina) era devota de 
São Gregório Magno.
São Geminiano é uma pequena, mas belíssima, cidade medieval, situada na região da Toscana, Itália. Essa cidade é curiosamente cercada por numerosas torres. No passado, as famílias nobres mandavam construir torres como símbolo de poder e riqueza. Assim, quanto mais alta ou mais bonita fosse a torre, mais aristocrata era essa família. A nobre família Ciardi também mandou erguer sua torre, mas, não foi ela que eternizou o nome da família, foi sua filha Serafina, a pequena e frágil "Fina", como era chamada. Santa Serafina de S. Geminiano Santa Serafina recebendo a visão de S. Gregório Magno Serafina nasceu no ano de 1238, seus pais, Impéria e Câmbio Ciardi, nessa época, eram nobres decadentes. Ela teve uma vida breve, mas de intensa religiosidade. Sempre foi uma menina modesta, pura, bondosa e caridosa para com todos. Com receio que, pela sua inocência, alguém pudesse se aproveitar dela, seus pais sempre a alertavam quanto aos perigos mundanos. Por isso, se acentuou nela um maior amor à pureza, tanto que resolveu consagrar sua virgindade a Cristo, que desejava como único esposo. Serafina tinha dez anos de idade, quando adoeceu gravemente.

Ângela Salawa Doméstica, Terceira Franciscana, Beata (1881-1922)

Terceira Franciscana de Cracóvia, doméstica. 
Foi beatificada por João Paulo II em 1991. 
Ao longo dos séculos, muitas Beatas e Santas da Igreja Católica exerceram a profissão de empregada doméstica durante um tempo mais ou menos longo. Elas levaram às famílias em que trabalhavam, e aos fiéis em geral, o exemplo das virtudes católicas. Muitas delas deixaram sua ocupação para entrar em alguma Congregação religiosa, algumas se tornaram fundadoras de Institutos, ou ainda membro de alguma Ordem Terceira. Entretanto, algumas permaneceram em sua profissão até o fim da vida, santificando-se nas provações inerentes ao cargo, aceitando com alegria a posição que ocupavam dentro das casas em que trabalhavam, atraindo a admiração de seus patrões, e, em muitos casos, levando-os à conversão, fazendo também um apostolado intenso junto aos mais necessitados. Tais foram: Santa Zita (1218-1278), empregada doméstica de Lucca (Itália), padroeira da cidade e nomeada padroeira das domésticas por Pio XII em 26 de Setembro de 1953, festejada no dia 27 de Abril, e a Beata Ângela (Aniela) Salawa, cuja vida veremos em seguida. A décima primeira dos doze filhos de Bartolomeu Salawa e de Eva Bochenek nasceu em Siepraw, próximo de Cracóvia, Polónia, no dia 9 de Setembro de 1881.

Luís Orione Sacerdote, Fundador, Santo (1872-1940)

Já bastante activo antes mesmo de ser ordenado sacerdote, 
fundou a Obra da Divina Providência, 
para a formação dos pobres 
e a Comunidade das Irmãs Missionárias da Caridade. 
Foi canonizado em 2004, pelo Papa João Paulo II.
Luís Orione nasceu em Pontecurone, um pequeno município na Diocese de Tortona, no Norte da Itália, no dia 23 de junho de 1872. Aos treze anos foi recebido como Aspirante num Convento Franciscano em Voghera, uma cidade próxima na Região de Pavia; saiu um ano depois devido a doença. De 1886 a 1889 foi aluno de Dom Bosco no Oratório Salesiano de Valdocco em Turim. No dia 16 de outubro de 1889 entrou no Seminário Diocesano de Tortona. Ainda jovem seminarista se dedicava a obras de solidariedade para com os necessitados, participando da «Sociedade de Socorro Mútuo São Marciano» e das Conferências Vicentinas. No dia três de Julho de 1892 abriu seu primeiro Oratório, um centro de educação cristã e de recreação para os meninos pobres. No ano seguinte, no dia 15 de Outubro de 1893, Orione um seminarista de 21 anos, fundou no Bairro de São Bernardino um Colégio, com escola em regime de internato, para rapazes de famílias pobres. No dia 13 de abril de 1895, Luís Orione foi ordenado sacerdote e, no mesmo dia, o bispo deu a batina a seis alunos do Colégio com vocação sacerdotal. Numa seqüência rápida, o Pe. Luís Orione abriu novas fundações em Mornico Losana na Região de Pavia, em Noto na Sicília, em Sanremo e em Roma.

ORAÇÕES - 12 DE MARÇO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
12 – Quinta-feira – Santos: Bernardo de Cápua, Inocêncio I, Gregório I
Evangelho (Lc 11,14-23) “Quem não está comigo está contra mim. E quem não recolhe comigo dispersa”.
Eram muitos os que não tinham coragem de tomar uma decisão diante de Jesus, apesar de seu jeito de ser, de suas palavras e de seus milagres. Não é possível crer e não crer, confiar e não confiar. Jesus quer nossa adesão total, quer que o reconheçamos como nosso único salvador e nossa única esperança. Ele nos fala ao coração, ele nos convida e atrai: podemos tranquilamente confiar nele.
Oração
Senhor Jesus, creio em vós, creio que sois meu único salvador. Por isso coloco em vós toda a minha confiança. Sem vós nada e ninguém me poderá ajudar. Confio em vós porque sois o Filho de Deus, e por isso me podeis transformar, libertar do mal e da mentira, e levar para a verdade e o amor. De novo eu vos escolho e aceito como Senhor, e prometo seguir-vos agora e sempre. Amém.

quarta-feira, 11 de março de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “A justiça do Reino”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Deus ouve
 
A Palavra de Deus nos faz uma descrição muito clara e sempre atual da justiça de Deus e da justiça humana. Essas estão sempre presente na sociedade. Ela nos questiona sobre nossas atitudes. Não podemos dizer: “Isso não vale para mim”. Somos questionados não pelo que possuímos, mas pelo olhar míope diante das realidades. É muito triste ver só a si mesmo. É impossível dar um passo adiante no projeto humano de ser fraterno. Não basta ser social. O texto do profeta Amós, homem experiente de humanidade, relata a atitude dos ricos de seu tempo, de modo particular em Samaria. Jesus tem diante dos olhos a situação dos ricos e dos pobres. O rico “se vestia com roupas finas e elegantes e fazia festas esplêndidas todos os dias” (Lc 16,19). O profeta relata a vida folgada dos ricos de Samaria. Eram nababos. Só o prazer e a vida fácil. A riqueza lhes proporciona a vida folgada. A primeira leitura descreve como viviam esses ricos. O problema não se trata de terem riqueza, mas de não se preocuparem com a ruína do povo. O povo estava destruído. Não era problema dos “gozadores” (Am 6,6). Deus ouve o clamor dos fracos que os leva ao louvor: “O Senhor é fiel para sempre, faz justiça aos oprimidos, dá alimento aos famintos, é o Senhor quem liberta os cativos. Ampara o órfão e a viúva” (Sl 145). É o Senhor que acolhe Lázaro. Na língua hebraica, esse nome significa: aquele que Deus ouve. Os olhos de Deus buscam os que sofrem. Deus é o responsável “jurídico” porque, amorosamente os toma sob seu cuidado (145,7). Lázaro morre e é levado pelos anjos ao seio de Abraão, o Céu. 
Inversão de valores 
Lázaro vai para o Céu e, o rico foi enterrado... no meio dos tormentos, viu Abraão e Lázaro ao seu lado (23). Abraão mostra a mudança de lado: “Filho, lembra-te que tu recebeste teus bens durante a vida e Lázaro, por sua vez os males. Agora ele encontra aqui consolo e tu és atormentado. A seguir o texto tem um diálogo no qual o rico, vendo a impossibilidade de ser aliviado, pede a Abraão que mande Lázaro para avisar os familiares para preveni-los. O texto mostra que não há essa possibilidade de refazer a vida depois da morte, pois é definitivo. Também mostra que não há esse trânsito entre Céu e terra e inferno. Mas a palavra que se torna solução para o rumo certo da vida, como diz o rico condenado ao inferno: se um morto for a eles, se converterão. Abraão dá a resposta clara: “Se não escutam Moisés e os profetas, eles não acreditarão, mesmo que alguém ressuscite dos mortos” (Lc 16,23-31). A conversão verdadeira não se dá pelo medo, mas pela Palavra de Deus. Só ela pode tocar os corações e provocar a mudança. Os pobres não foram levados para o exílio. E continuam a esperança do Messias. 
O caminho do justo 
Todos nós passamos as lutas por meio da fé viva. Paulo formara seus colaboradores na firmeza da fé, não deixa de insistir com Timóteo para viver bem: “Tu, que és um homem de Deus, foge das coisas perversas, procura a justiça, a piedade, a fé, o amor, a firmeza a mansidão... guarda teu mandato íntegro e sem mancha até a manifestação gloriosa de Cristo (1 Tm 6, 11.14). Todos vivemos as mesmas situações dos profetas. Jesus toma esse tema em sua parábola. O grande problema é não ver a situação do povo. O rico dos banquetes nem deve ter visto Lázaro na porta. O desconhecimento da realidade do povo é um assassinato programado e apoiado pelos donos do mundo. É um mal que não se cura. A insensibilidade do homem para com o sofrimento do pobre é um dele aos olhos de Deus. 
Leituras: 6,1,1ª.4-7;Salmo 145;
1 Timóteo 6,11-16;Lucas 16,19-31. 
1. O problema não é ter riqueza, mas de não se preocupar com a ruína do povo na pobreza. 
2. Só a Palavra de Deus pode tocar os corações e provocar a mudança. 
3. O desconhecimento da realidade do povo é um assassinato programado e apoiado pelos donos do mundo. 
Miopia espiritual 
Como é triste ser cego. Pior é ser cego de olhos abertos. Não se ver, nem se julgar, é sinal de um triste fim. “Lembra-te de teu fim e viverás, e jamais pecarás” (Eclo 7,36). A festa dos ricos impressionava por sua fartura. Os cães conheciam Lázaro. Pobre sempre tem cachorro. Lambiam suas feridas para sua cura. Era seu único remédio. O que os folgados não faziam, faziam os cães. A parábola de Jesus é um ensinamento sobre a coerência de vida e o fim último do homem e sua situação. Não acreditamos mais nessa linguagem de inferno. Mas é bom prevenir, pois, pode ser que, chegando lá ele exista. Melhor prevenir e se educar pela palavra de Deus. 
Homilia do 26º Domingo Comum (29.09.2019)

EVANGELHO DO DIA 11 DE MARÇO

Evangelho segundo São Mateus 5,17-19. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Não penseis que vim revogar a Lei ou os profetas; não vim revogar, mas completar. Em verdade vos digo: antes que passem o céu e a Terra, não passará da Lei a mais pequena letra ou o mais pequeno sinal, sem que tudo se cumpra. Portanto, se alguém transgredir um só destes mandamentos, por mais pequenos que sejam, e ensinar assim aos homens, será o menor no Reino dos Céus. Mas aquele que os praticar e ensinar será grande no Reino dos Céus». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Catecismo da Igreja Católica 
§§ 1961-1967 
«Não penseis que vim revogar a Lei ou os profetas; 
não vim revogar, mas completar» 
Deus, nosso Criador e nosso Redentor, escolheu Israel como seu povo e revelou-lhe a sua Lei, preparando assim a vinda de Cristo. A Lei antiga é o primeiro estádio da lei revelada. As suas prescrições morais estão compendiadas nos dez mandamentos. Os preceitos do Decálogo assentam os alicerces da vocação do homem, feito à imagem de Deus: proíbem o que é contrário ao amor de Deus e do próximo e prescrevem o que lhe é essencial. O Decálogo é uma luz oferecida à consciência de todo o homem, para lhe manifestar o apelo e os caminhos de Deus e o proteger contra o mal: Deus «escreveu nas tábuas da Lei o que os homens não liam nos seus corações» (Santo Agostinho). Segundo a tradição cristã, a Lei santa, espiritual e boa, é ainda imperfeita (cf Rom 7,12s). Como um pedagogo (cf Gal 3,24), mostra o que se deve fazer; mas, por si, não dá a força, a graça do Espírito, para ser cumprida. Por causa do pecado, que não pode anular, não deixa de ser uma lei de escravidão. A Lei antiga é uma preparação para o Evangelho. A Lei nova ou Lei evangélica é a perfeição, na Terra, da Lei divina, natural e revelada. É obra de Cristo e tem a sua expressão, de modo particular, no sermão da montanha. É também obra do Espírito Santo e, por Ele, torna-se a lei interior da caridade: «Estabelecerei uma nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá. Hei de imprimir as minhas leis no seu espírito e gravá-las no seu coração; Eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo» (Heb 8,8-10). A Lei nova é a graça do Espírito Santo, dada aos fiéis pela fé em Cristo. Ela cumpre, apura, ultrapassa e leva à perfeição a Lei antiga. Nas bem-aventuranças, cumpre as promessas divinas, elevando-as e ordenando-as ao «Reino dos céus» (cf Mt 5,3s). Esta lei dirige-se àqueles que estão dispostos a acolher com fé esta esperança nova: os pobres, os humildes, os aflitos, os corações puros, os perseguidos por causa de Cristo, traçando assim os surpreendentes caminhos do Reino.

São Zózimo, Bispo e Confessor

Nascido na Sicília, Zózimo, com sete anos, foi levado ao mosteiro de Santa Lúcia, em Siracusa, pelos pais. Era, então, abade daquela casa, o bom Fausto, que o recebeu com carinho. Diante de tanta virtude, o abade, um dia, encarregou o novo membro da comunidade da guarda do túmulo da santa mártir Lúcia. Zózimo sentia imensas saudades da família. E, uma noite, às escondidas, saudosíssimo, deixou o mosteiro e partiu.Quando chegou, os pais admiraram-se de vê-lo de volta e, interrogando-o, descobriram que o filho deixara o mosteiro sem consentimento superior. Imediatamente, encaminharam-no ao abade. E Zózimo, que do abade Fausto esperava dura repreensão, recebeu exepcional carinho. Naquela noite, Santa Lúcia, apareceu-lhe em sonhos. E, recriminando-lhe a falta de constância, a infidelidade, fez com que o santo se compenetrasse do seu estado.

São Fermin(Firmin), Abade de Amiens Festa: 11 de março

Em 11 de março, o Martirógio Romano menciona um Firminus, um abade santo da região de Amiens, sem fornecer mais detalhes. A história não conhece nenhum abade com esse nome neste lugar; pode-se, portanto, pensar que houve confusão tanto com os dois bispos de Amiens, chamados Firmin, quanto com Fermano, abade de Fermo nas Marcas.
Etimologia: Firmin = constante, firme em propósito, do latim
Emblema: Equipe pastoral 
Em 11 de março, o Martirológio Romano homenageia um santo chamado Fermin, referido como abade na região de Amiens. No entanto, sua existência permanece envolta em mistério. 
Uma identidade incerta 
A escassez de informações históricas dificulta delinear um perfil preciso do Abade de San Fermín. Não há informações sobre seu local de nascimento ou data de morte, nem sobre atos específicos que caracterizaram sua vida e ministério. A única certeza é sua veneração como abade na região de Amiens, França. 
Hipóteses e possíveis confusões 
A ausência de evidências históricas levou a várias hipóteses sobre sua identidade. Uma teoria sugere que pode ser um erro de transcrição, confundindo-o com um dos dois bispos de Amiens, ambos chamados Firmin. Outra hipótese o identifica com Fermano, abade de Fermo na região das Marcas, que viveu em uma época posterior. 

São Ramiro, abade, mártir, +555

Os suevos, estabelecidos no antigo reino da Galiza, adeptos da heresia ariana, procederam contra os católicos com mais rigor talvez do que os pagãos. Reuniram um conciliábulo em Leão no tempo em que se encontrava ali São Vicente — abade do mosteiro dos Santos Cláudio, Lupércio e Vitérico, um dos mais vigorosos defensores da Divindade de Jesus Cristo, que era o ponto principal da renhida controvérsia. Citado por estes a comparecer no conciliábulo, com intenção de o obrigarem a subscrever a impiedade da seita, o insigne prelado apresentou-se e, cheio de valor, não só condenou a execrável blasfémia com energia inexcedível, mas declarou aos hereges que nem creria nem confessaria jamais outra fé senão a definida no 1° concilio de Niceia, por cuja defesa estava pronto a dar a vida.

11 de março - Beato Mattia Pal Prennushi

Pal Prennushi nasceu em Shkoder, Albânia, em 2 de outubro de 1881. Foi educado em uma escola missionária dirigida por monges franciscanos em sua cidade. O estilo de vida sagrado praticado por seus monges educadores deu uma impressão profunda a esse adolescente. Depois de terminar o colegial, Prennushi seguiu sua vocação e tornou-se franciscano, adotando o nome de Irmão Mattia (Matias). Para se tornar sacerdote, o irmão Mattia foi enviado à Áustria para estudar Teologia na Faculdade de Teologia Católica da Universidade de Graz. Sua educação foi concluída em 1904 e ele foi ordenado sacerdote. Nesse mesmo ano, o jovem padre retornou à Albânia. Em sua terra natal, o padre Mattia Prennushi trabalhou para servir as pessoas na região montanhosa do norte da Albânia. As pessoas imediatamente se apaixonaram por um pastor de fé simples, humilde e entusiasta. Nesta região remota, Pe. Prennushi será sempre lembrado por seus esforços para erradicar a cultura Gjakmarrja (a tradição de vingança sangrenta entre famílias no norte da Albânia, semelhante à tradição da vingança na Itália). Antes da Primeira Guerra dos Balcãs, em 1911, o Padre Prennushi foi capturado pelo Exército Sérvio. Ele foi condenado à morte por participar ativamente da luta pela independência da Albânia. Prennushi só foi libertado após os esforços de negociação do padre Gjergj Fishta, um franciscano albanês que era respeitado pelos sérvios. A Primeira Guerra dos Balcãs, que durou de 8 de outubro de 1912 a 30 de maio de 1913, foi a primeira guerra de dois períodos da Guerra dos Balcãs.

11 de março - Beato Cipriano Nika

O Cardeal Angelo Amato, presidiu a beatificação de 38 mártires, torturados e assassinados durante a ditadura comunista nos anos 40. Um regime ateu que matou católicos, ortodoxos e muçulmanos. Entre os novos Beatos estão dois bispos, 21 sacerdotes diocesanos, 7 franciscanos, 3 jesuítas, um seminarista e quatro leigos. O Arcebispo de Scutari, Dom Angelo Massafra, recorda seus testemunhos: “Os mártires viveram as suas vidas, no entanto sofrendo injustamente, pois todos foram colocados na prisão e acusados injustamente de serem inimigos do povo, de serem sabotadores, de serem encrenqueiros, de serem espiões do Vaticano, etc; eram injustamente colocados na prisão também por uma palavra que fosse...havia este clima de terror que realmente desumanizou parte do povo albanês. E muitos foram assassinados, não somente da Igreja Católica, mas também muitos outros; mesmo que o ditador tenha se voltado sobretudo contra a Igreja Católica, matando a maior parte dos padres de então, colocando-os na prisão...alguns morreram também durante as torturas...”. Dentre os mártires albaneses beatificados, encontramos Padre Dedë (correspondente ao Domenico italiano) Nika que nasceu em Scutari, Albânia, em 19 de julho de 1900. Ele ficou órfão aos cinco anos de idade e frequentou o ensino fundamental e médio na escola mantidas pelos Frades Menores em sua cidade, então, como todos aqueles que queriam ir ao sacerdócio, foi enviado para estudar Teologia na Áustria.

Santa Rosina de Wenglingen, Virgem, mártir - 11 de março

 Embora poucos sejam os dados sobre esta mártir, Rosina é uma das santas mais populares santas ​​em algumas partes da Alemanha. Diferentes fontes dizem que ela morreu nos anos 400, ou em torno de 1000. Venerada no sul da Baviera, não está claro se isso implica que ela viveu na região.

     Em um relato sobre a procissão levada a cabo em 1769 para a festa de "Corpus Christi" em Miesbach, a santa foi representada em um quadro vivo, o que é reservado para os santos mais populares.
     Ao mesmo tempo, devemos considerar que celebrações dedicadas a ela no dia 11 de março existem há séculos e a data ainda hoje é conservada em Wenglingen, Bavária.
     Quanto à sua vida, nada se sabe sobre ela; provavelmente viveu no século IV como uma virgem, ou como uma virgem mártir. É por isso que ela está representada no altar mor da igreja de Wenglingen, na diocese de Augsburg, com a palma tradicional e a espada. Às vezes ela é considerada como uma mártir ermitã no bosque. Nas pesquisas históricas Rosina é confundida por vezes com uma Santa Eufrosina, ou com Santa Rufina.
     Desde o século XIII ela é padroeira da cidade de Wenglingen. Nos séculos XVIII e XIX seu culto se tornou cada vez maior, o que resultou no fato de que muitas meninas recebessem seu nome; as muitas imagens religiosas populares também testemunham este fenômeno.

Sofrónio de Jerusalém Asceta, Filósofo, Santo (+638)

Bispo, grande defensor da ortodoxia na Igreja. 
Os seus escritos são muito apreciados, 
mesmo se ele não faz parte dos Padres da Igreja.
Vida e obras 
Sofrónio tinha ascendência árabe e era um professor de retórica. Ele se tornou um asceta no Egipto em 580 e depois entrou para o Mosteiro de São Teodósio, nas redondezas de Belém. Ele acompanhou o cronista João Mosco em suas viagens pelos principais centros urbanos da Ásia Menor, Egipto e Roma, o que acabou lhe rendendo a homenagem de João, que dedicou a ele o seu tratado sobre a vida religiosa, Leimõn ho Leimõnon (em grego: “O Campo Espiritual”). Eles são celebrados juntos na mesma data. Com a morte de Mosco em Roma (619), Sofrónio acompanhou o traslado de seu corpo até Jerusalém para um enterro monástico. Ele viajou até Alexandria e para Constantinopla (633) para persuadir os respectivos patriarcas a renunciarem ao monotelismo, uma doutrina herética que ensinava que Jesus teria uma única vontade, a divina, excluindo assim a vontade humana na Sua encarnação. As extensas obras de Sofrónio sobre o assunto se perderam todas.