sábado, 25 de abril de 2026

ORAÇÕES - 25 DE ABRIL

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
25 – Sábado – Santos: Marcos, evangelista
Evangelho (Mc 16,15-20) “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura!”
Jesus enviou seus discípulos; primeiro os onze e depois todos os outros. Devem anunciar a boa notícia da salvação, e fazer que suas propostas se tornem realidade no modo de viver das pessoas, das famílias, da sociedade. Ele acompanha seus enviados, dá poder a suas palavras e a sua ação. Mais do que pelos prodígios, sua presença e seu poder tornam-se visíveis na transformação do mundo.
Oração
Senhor Jesus, estou feliz e contente por estar entre vossos discípulos. Fazei que eu viva cada vez mais do vosso jeito, que eu me torne continuação de vossa presença para a salvação de todos. Aceito e quero cumprir a missão que me confiais. Com minha vida e minhas palavras quero mostrar como é bom viver como ensinais, como é feliz quem vive em uma comunidade fraterna. Amém.

sexta-feira, 24 de abril de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Darei outro Defensor”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Não vos deixarei órfãos
 
Jesus sintetiza durante a santa Ceia, no dizer de João, todo seu ensinamento. Os discípulos podem Coompreender que o Mestre lhes passa, não somente um ensinamento, mas entrega-se a eles, como fez na Eucaristia. Faz uma grande revelação de Si mesmo. O evangelho de João concentra o núcleo do ensinamento de Jesus. Dizemos que Jesus dá o Espírito Santo. Aqui temos a revelação de quem é o Espírito Santo: “Se me amais, guardareis meus mandamentos, e eu rogarei ao Pai e Ele vos dará outro Defensor, para que permaneça sempre convoco: o Espírito da Verdade” (Jo 14,15-17). Por isso não ficaremos órfãos (Jo 14,18). É o Dom de Jesus, prometido cinco vezes durante a Ceia: Espírito da Verdade (Jo 14,16-17). É o mesmo que estava em Jesus. Está unido a Ele que diz: “Eu sou a Verdade”. Dará testemunho de Jesus, que não é uma verdade inacessível. Ele ensinará tudo. Nada ficará oculto. Mais ainda: Ele será a memória permanente. Nada se perdera de tudo o que foi dito e precisamos saber. Não precisamos de novas doutrinas. Vemos pela história como a verdade passa pelos tempos, sempre a mesma, explanada com clareza pela sabedoria da Igreja e de seus filhos. Jesus, o intercessor junto do Pai, dá-nos um defensor, o Espírito Santo. O mesmo testemunho que o Espírito dá, os fiéis darão, com sua garantia. Sempre será um questionador do mundo a respeito do pecado, da justiça e do julgamento (Id 7-11). Conduz à plena verdade, pois nos ensina o que recebeu do Filho (id 11-17). Nós cristãos, não temos consciência da ação do Espírito Santo como realizador da Igreja. 
Frutificar o sacramento pascal 
A oração da Pós-Comunhão faz um pedido que quer levar à prática os frutos da Ressurreição de Cristo: “Oh Deus, que pela Ressurreição de Cristo nos renovais para a vida eterna, fazei frutificar em nós o sacramento pascal e, infundi em nossos corações a força desse alimento salutar”. A Eucaristia nos faz participar no mistério da Ressurreição de Cristo, num momento espiritual, entramos em comunhão e somos conduzidos por este defensor à prática. Celebrar é viver. Em sua entrega ao Pai, Jesus levou-nos com Ele e se faz presente em nós quando O levamos em nossas ações. Assim ressuscitamos o mundo para que seja sempre de acordo com os sentimentos de Jesus. Jesus passou entre nós fazendo o bem. É sua garantia de Ressurreição. Sempre está seguro do que faz, porque faz o que o Pai quer, como vemos no Horto das Oliveiras: “Meu Pai, se é possível, que passe de mim este cálice, contudo, não seja como eu quero, mas como tu queres” (Mt 26,39). Frutificamos quando buscamos viver o Evangelho . Seus mandamentos não são pesados (1Jo 5,3). Não podemos olhar a Ressurreição de Jesus só como algo espiritual. Ela é vida. 
Vida que corresponda ao mistério
Rezamos na oração da coleta: “Ó Deus, dai-nos celebrar com fervor estes dias de júbilo em honra de Cristo ressuscitado, para que nossa vida corresponda sempre aos mistérios que recordamos”. O que vemos nessa oração? A celebração é louvor, mas vai também à vida. Como viver um mistério? “A vida corresponda ao mistério”. A primeira correspondência são os sacramentos. Eles penetram a vida com sua dinâmica redentora e mestra de vida. Vivemos a salvação e a levamos à vida, seguindo as significações do sacramento. Cristo fez o caminho da morte para a vida. Nós o realizamos em nossas ações tirando de nós o que é morte para plantar a vida. Como? Vivendo como Ele viveu no amor de permanente entrega aos irmãos. Para se entregar é preciso desprender-se de todo mal.
Leituras: Atos 8,5-8.14-17; Salmo 65; 
1 Pedro 3,15-18; João 14,15-21. 
1. Não temos consciência da ação do Espírito Santo como realizador e defensor da Igreja. 
2. A Eucaristia nos faz participar no mistério da Ressurreição de Cristo. Por ela somos conduzidos à prática. 
3. Os sacramentos penetram nossa vida com sua dinâmica redentora e mestra de vida. 
Vôo do Espírito 
Temos o costume de representar o Espírito Santo como uma pombinha. Na verdade o que representa o Espírito é o vôo da pomba. Esse belo movimento lembra o movimento do Espírito. Não depende de nós. Ele é fascinante e tudo penetra. Assim é a ação do Espírito Santo que paira sobre nós e nos envolve. Ele sempre esteve presente na Igreja, pois não depende dela. Ela nasce Dele e por Ele é sustentada, mesmo que não tenha consciência. É hora de nos abrirmos mais para conhecê-Lo e acolhê-Lo sempre mais. 
Homilia do 6º Domingo da Páscoa(17.05.20)

EVANGELHO DO DIA 24 DE ABRIL

Evangelho segundo São João 6,52-59. 
Naquele tempo, os judeus discutiam entre si: «Como pode Jesus dar-nos a sua carne a comer?». E Jesus disse-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e Eu o ressuscitarei no último dia. A minha carne é verdadeira comida e o meu sangue é verdadeira bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em Mim e Eu nele. Assim como o Pai, que vive, Me enviou e Eu vivo pelo Pai, também aquele que Me come viverá por Mim. Este é o pão que desceu do Céu; não é como o dos vossos pais, que o comeram e morreram: quem comer deste pão viverá eternamente». Assim falou Jesus, ao ensinar numa sinagoga, em Cafarnaum. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Catarina de Sena 
(1347-1380) 
Terceira dominicana, 
doutora da Igreja, 
copadroeira da Europa 
Reforma dos pastores, capítulo II, n.º 111
Receber na fé um tão 
grande mistério de amor 
[Santa Catarina ouviu Deus dizer-lhe:] Ó minha filha mais querida, abre bem o olhar do entendimento para contemplares o abismo da minha caridade. Não há criatura racional cujo coração não se parta sob a pressão do amor ao considerar, para além de todas as bênçãos de que vos cumulei, os benefícios que recebeis neste sacramento. Quem prova, vê e toca este sacramento? Os sentidos da alma. Com que olhar vê ela? Com o olhar do entendimento, se esse olhar for dotado da pupila da santíssima fé. Esse olhar vê, sob esta brancura, Deus inteiro e o Homem inteiro, a natureza divina unida à natureza humana, o corpo, a alma e o sangue de Cristo, a alma unida ao corpo, o corpo e a alma unidos à minha natureza divina, sem se separarem de Mim. E quem toca este sacramento? A mão do amor. Sim, é com esta mão que a alma toca o que o olhar do espírito viu e conheceu no sacramento pela fé; e toca com esta mão de amor, para averiguar aquilo que o intelecto viu e conheceu pela fé. Quem o saboreia? O paladar do santo desejo. O paladar do corpo saboreia o sabor do pão, e o paladar da alma, que é santo desejo, saboreia o Deus-Homem. Como vês, os sentidos do corpo são enganados, mas o sentido da alma está certo, por causa da luz e da certeza que ela possui em si mesma. Pois o olhar do intelecto viu através da pupila da santíssima fé; tendo visto, conhece, e depois toca com fé, com a mão do amor, aquilo que conheceu pela fé. Finalmente, através do paladar interior, através do desejo ardente, a alma saboreia aquilo que viu e tocou, o inefável amor da minha ardente caridade. Foi este Amor que se dignou convidá-la a receber tão grande mistério, com a graça que ele produz, neste sacramento.

24 de abril - Conversão de Santo Agostinho

“Tarde te amei, 
beleza sempre antiga 
e sempre nova, 
tarde te amei.” 
O momento da conversão na vida de Agostinho é dramático. Após anos de incertezas, resistência e confusão, ele encontra seu verdadeiro lar. Encontrando a si mesmo e a Deus, Agostinho encontrou a felicidade. A família agostiniana celebra com solenidade no dia 24 de abril a festa da conversão de Santo Agostinho, uma data com profundo sabor pascal que traça muito bem o processo vivido pelo santo: uma caminhada autenticamente pascal que culminaria com seu batismo na noite da Páscoa de 387, com a idade de 33 anos. O caminho percorrido pelo santo de Hipona até a fé católica foi longo, penoso e também tortuoso. Pode-se dizer, na verdade, de várias conversões de santo Agostinho. Outra maneira de ver a conversão do Bispo de Hipona é considerá-la como uma só conversão, mas vivida em várias etapas bem diferenciadas.

Santa Salomé, mãe dos Apóstolos João e Tiago - Festa 24 de abril

Santa Salomè, segundo o Martirológio Romano, que faz referência a ela com citações do Evangelho, foi, com Santa Maria de Cleofa (ela também comemorada em data moderna) e Santa Maria Madalena, uma das primeiras discípulas de Nosso Senhor que na manhã de Páscoa se dirigiram ao sepulcro e ouviram o anúncio da Ressurreição. Ela é mencionada no Evangelho de São Marcos (15, 40-41), como segue: E encontravam-se também ali algumas mulheres vindas de longe, entre as quais estavam Maria Madalena, e Maria mãe de Tiago menor e de José, e Salomé; as quais já o seguiam quando ele estava na Galileia. Bem como no seguinte trecho (Mc. 16, 1): E tendo passado o dia de sábado, Maria Madalena, e Maria, mãe de Tiago, e Salomé compraram aromas para irem embalsamar Jesus. A tradição identifica Santa Salomé com a mulher que por duas vezes é citada por São Mateus como a mulher de Zebedeu e mãe dos Apóstolos Tiago e João.

Santa Maria de Cleofas Festa: 24 de abril Sec. I

Esposa de Cleofas (mais tarde vulgarizada como Cleófasa), provavelmente era parente de Maria Santíssima. Seus filhos eram chamados de "irmãos" de Jesus, um termo semítico que também indicava primos. Ela também é conhecida como Maria Jacobi, porque é considerada a mãe de Tiago, conhecido como o Menor, que mais tarde foi bispo de Jerusalém. Ela fazia parte do grupo que seguia o Senhor por toda a Galileia e São João a apresenta entre o coro das "mulheres piedosas", com a Bem-Aventurada Virgem e Maria Madalena, aos pés de Jesus na cruz. Maria de Cleófas permaneceu no Calvário após a morte do Redentor, compareceu ao seu enterro, foi com as outras mulheres ao túmulo e pôde ver a ressurreição de Jesus. 
Etimologia: Maria = amada por Deus, pelo egípcio; senhora, pelo hebraico 
Martirológio Romano: Em Jerusalém, comemoração das santas mulheres Maria de Cleofas e Salomé, que junto com Maria Madalena vieram na manhã de Páscoa ao túmulo do Senhor para ungir seu corpo e foram as primeiras a ouvir o anúncio de sua ressurreição.

Santa Maria Isabel Hesselblad, Virgem Fundadora Festa: 24 de abril

(*)Faglavik, Suécia, 4 de junho de 1870
(+)Roma, 24 de abril de 1957 
Elisabeth Hesselblad, nascida na Suécia em uma família luterana, começou no ensino fundamental a sentir a fissura entre as Igrejas em si mesma, começando a rezar para poder encontrar a "verdadeira Dobra" da qual havia lido no Evangelho. Ela partiu para procurar trabalho nos Estados Unidos, mas adoeceu após desembarcar. Uma vez curada, para cumprir um voto, dedicou-se como enfermeira ao cuidado dos doentes no Hospital Roosevelt, em Nova York. Guiada pelo jesuíta Padre Johann Georg Hagen, aprofundou seu conhecimento da doutrina católica e recebeu o batismo em 15 de agosto de 1902. No ano seguinte, chegou a Roma e, visitando a casa onde Santa Brígida da Suécia havia vivido, entendeu que precisava continuar seu trabalho. Foi então recebida pelos carmelitas que guardavam o local na época e, com a permissão do Papa Pio X, usou o hábito brigittino.

Fiel de Sigmaringa Frade capuchinho, Mártir, Santo (1577-1622)

Fiel, chamado no baptismo Marco Rey, nasceu em Sigmaringa, na Alemanha, em 1577. Estudou Direito em Friburgo e exerceu advocacia com tal amor à justiça que foi chamado o "advogado dos pobres". Era um cristão recto e piedoso, um advogado justo e cheio de caridade, assumindo sempre gratuitamente a defesa dos necessitados. Pode ser comparado, neste âmbito, a São Ivo da Bretanha, Santo Afonso Maria de Ligório e Santo André Avelino. Aos 35 anos, para evitar os perigos morais que comportava a sua carreira, deixou as leis e decidiu seguir outra vocação. Disse alguém que ele teria deixado a sua profissão de advogado pelo medo que tinha de vir a cair em alguma daquelas injustiças que parecem inevitáveis nesta profissão. Fez-se capuchinho em Friburgo onde tinha frequentado os estudos de Direito. Impôs-se a si mesmo viver em obediência, pobreza, humildade, com espírito de penitência, de austeridade e de sacrificada renúncia. Foi ordenado presbítero em 1612, tornando-se um grande pregador da Palavra de Deus. Eleito Guardião do Convento de Weltkirchen, na Suiça, entregou-se fervorosamente ao apostolado num momento particularmente difícil da vida da Igreja.

Maria Eufrásia Pelletier Religiosa, Fundadora, Santa (1796-1868)

Baptizada com o nome de Rosa Virgínia Pelletier, ela nasceu na ilha de Noirmontier, região da Vandea, França, no dia 31 de julho de 1796. Cresceu onde foi o centro da Revolução Francesa, sendo educada pelas ursulinas de Chavanhe e, depois, frequentou o Ins-tituto da Associação Cristã de Tours. Aos dezasseis anos, entrou no mosteiro de Tours, na Ordem de Nossa Senhora da Caridade do Refúgio, fundada, em 1641, por são João Eudes, destinada à reabilitação das jovens e das mulheres em perigo moral e para a reeducação cristã de todas que lá pediam abrigo e protecção. Em 1817, fez os votos de profissão de fé e tomou o nome de Maria de Santa Eufrásia e, aos vinte e nove anos, foi nomeada superiora desse mosteiro. Ali fundou a Obra das "Madalenas", onde as moças que voltavam para o caminho correcto podiam aderir à vida religiosa, nos moldes das carmelitas, seguindo relativamente o Regulamento, vestindo o hábito e tendo uma ala própria no mosteiro.

Bento Menni Sacerdote, Religioso, Santo (1841-1914)

Sacerdote italiano, religioso hospitaleiro,
foi,a pedido do bem-aventurado Papa Pio IX,
o restaurador da
 Ordem Hospitaleira na Espanha.
Angelo Hércules Menni nasceu no dia 11 de março de 1841, em Milão, na Itália, sendo o quinto dos quinze irmãos. A família do casal de negociantes Luiz e Luíza era de cristãos fervorosos, onde se rezava o Rosário todas as noites, se praticava a caridade e todos os sacramentos. Foi esse ambiente familiar, somado a quatro episódios, que fizeram o jovem Angelo optar por tornar-se um sacerdote. Foram eles: a oração diária diante de um quadro de Maria, a Santíssima Mãe de Jesus; alguns exercícios espirituais aos dezassete anos de idade; os conselhos de um eremita de sua cidade natal; e o exemplo dos irmãos de São João de Deus tratando os soldados que chegavam à estação de Milão, feridos na batalha de Magenta, serviço que ele próprio praticou. Aos dezanove anos de idade, entrou na Ordem Hospitaleira de São João de Deus, trocando o nome de baptismo pelo de Bento.

Maria, esposa fidelíssima do Espírito Santo

 A Virgem Maria é a Esposa do Espírito Santo! Quanto mais uma alma invoca Maria, mais descerá sobre ela o Espírito Santo. 
     “Tendo-a encontrado numa alma, o Espírito Santo, seu Esposo, voa para lá, entra plenamente e comunica-se a essa alma abundantemente e na mesma medida em que ela dá lugar a Maria.
     “Uma das grandes razões por que o Espírito Santo não opera agora maravilhas retumbantes nas almas é que não encontra nelas uma união bastante íntima com a sua fiel e indissolúvel esposa. Digo inseparável esposa porque desde que este Amor substancial do Pai e do Filho desposou Maria para produzir Jesus Cristo, Cabeça dos eleitos, e Jesus Cristo nos eleitos, nunca mais a repudiou, porque Ela foi sempre fiel e fecunda”.

ORAÇÕES - 24 DE ABRIL

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
24 – Sexta-feira – Santos: Fidélis de Sigmaringa, Honório
Evangelho (Jo 6,52-59) “Quem come minha carne e bebe meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia.”
João escreve para comunidades que celebravam a Eucaristia. Podemos, pois, ver dois aspectos nas palavras de Jesus. Na linguagem bíblica, carne e sangue são a pessoa concretamente existente. Participar da Eucaristia, comer sua carne e beber seu sangue, é unir-se a Cristo de maneira íntima, assimilar sua pessoa, viver de sua vida. Só tem sentido participar da Eucaristia se o aceitamos.
Oração
Senhor, eu agradeço essa vossa entrega total em meu favor. Sto. Afonso dizia que foi um amor louco que vos levou a isso. Diante de amor tão grande, tenho de responder com o maior amor que puder. Nada vos posso dar em troca, posso apenas aceitar a vossa oferta, como faminto e sedento que precisa desesperadamente de vós. Creio, Senhor, que sois o pão que me pode dar a vida. Amém.

quinta-feira, 23 de abril de 2026

RELETINDO A PALAVRA - “Não se perturbem”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Eu sou o Caminho 
São João nos traz em seu evangelho, como que o derramar do coração de Jesus cheio de ternura pelos seus “filhinhos”. Ali o discípulo amado bebeu da própria fonte as riquezas de nossa fé. Primeiramente garante que não os esquecerá. E mais: “Vou preparar-vos um lugar” (Jo 14,2). Quando estiver pronto esse lugar, virá buscá-los para estar com Ele, pois já conhecem o caminho. Tomé questiona: “Não sabemos para onde vais. Como poderemos conhecer o caminho” (Id 5). A resposta ecoa pela Igreja como base para tudo. Jesus responde: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim” (id 5). Fé cristã só se realiza em Jesus. Não há outra opção, pois existe uma única fé. Uns estão mais próximos e outros distantes. Jesus não é uma ideia, um conhecimento. Ele é a Verdade Viva. Há verdades escritas, mas Ele as torna vivas. É o único caminho para o Pai. Há gente que se blasona de ser ateu, ou ter uma religião própria ou... ou... Mas o mínimo que tenha (pois todos tem) está unido a Jesus. Assim está unido ao Pai, pois é o único Caminho. Ele é o caminho. Vimos que Ele é a Porta. Só por Ele se entra na fé, se vai ao Pai e se vai ao mundo. A centralidade de Jesus é fundamental. Há muita espiritualidade, muita devoção a santos, novenas, orações milagrosas, medalhas, correntes... Tudo bom, mas se Jesus não for o centro e o caminho, não vai haver a Vida. Ele é a Vida. Se crermos e o temos como centro, temos a Vida. Essa Vida se manifesta nas obras. Suas obras manifestavam a vida que Ele tinha junto ao Pai. 
Igreja de pedras viva 
Pedro apresenta mais uma aspecto de Cristo: Ele é a pedra angular. Nós somos pedra vivas: “Vós, como pedras vivas, formai um edifício espiritual, um sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus, por Jesus Cristo” (1Pd 2,5). Há em nossa fé um sentido de continuação do que Cristo era e fazia. Jesus disse em sua primeira aparição depois da Ressurreição: “Como o Pai me enviou, Eu vos envio” (Jo 20,21). Também diz: “Essa continuação não se refere somente aos apóstolos. Jesus rezou: “Não rogo somente por eles (apóstolos), mas pelos que, por meio de sua palavra, crerão em mim” (Jo 17,20). Tudo que estava em Cristo para nossa salvação está na Igreja em seus sacramentos e em seus fiéis. A Igreja não é um edifício de tijolos, mas de pessoas. Cristo é o fundamento de todo esse edifício. Como pedras vivas, diz Pedro: “Vós sois raça escolhida, o sacerdócio do Reino, a nação santa, o povo que ele conquistou para proclamar as obras admiráveis daquele que vos chamou das trevas para a luz maravilhosa” (id. 9). 
Igreja é serviço 
A Igreja é espiritual e continua a Encarnação de Cristo. Mas está ainda nas condições humanas, como foi Jesus. Deve usar todos os meios para evangelizar e levar todos a viver e a construir o Reino de Deus na terra. Vive a condição humana e se organiza criando serviços e usando os dons que o Espírito concede. Por isso podemos entender o porquê da instituição de homens que se dediquem à caridade. São escolhidos sete “homens de boa fama, repletos do Espírito Santo e sabedoria” (At 6,3). Recebem a imposição das mãos. Por que os apóstolos criam esse ministério que se firmou como parte do sacerdócio de Cristo? Para que pudessem se dedicar inteiramente à oração e ao serviço da Palavra. Essa dimensão é essencial no exercício do sacerdócio. Por oração podemos entender a celebração dos sacramentos, e também como seguimento do Cristo Orante.
Leituras: Atos 6,1-7;Salmo 32; 
1 Pedro, 2,4-9; João 14,1-12 
1. Fé cristã só se realiza em Jesus. 
2. Tudo que estava em Cristo para nossa salvação está na Igreja em seus sacramentos. 3. A Igreja deve usar todos os meios para evangelizar e a construir o Reino de Deus. 
Atalho que deu certo 
Diz-se que nem sempre o atalho encurta caminho. Para ir para o Pai não existe caminho mais curto que coma etapas. Há um só caminho: Jesus. Ele mesmo disse: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim” (Jo 10,6). Tem razão de ser assim, pois Ele foi o enviado do Pai para a salvação. Ele tem o mapa do caminho, tem as indicações e o sustento. É claro que é bom fazer outros caminhos que não comprometam a vida, como comprometeu a vida de até o extremo. Fazer uma religião a nosso modelo é mais fácil, mas é um caminho perigoso. Quer saber como discernir? Jesus responde: “Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduz à perdição” (Mt 7,13). Jesus fez um atalho nesse caminho largo. Deu certo. 
Homilia do 5º Domingo da Páscoa (10.05.2020) https://padreluizcarlos.wordpress.com/

EVANGELHO DO DIA - 23 DE ABRIL

Evangelho segundo São João 6,44-51. 
Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «Ninguém pode vir a Mim, se o Pai, que Me enviou, não o trouxer; e Eu ressuscitá-lo-ei no último dia. Está escrito no livro dos Profetas: "Serão todos instruídos por Deus". Todo aquele que ouve o Pai e recebe o seu ensino vem a Mim. Não porque alguém tenha visto o Pai; só Aquele que vem de junto de Deus viu o Pai. Em verdade, em verdade vos digo: quem acredita tem a vida eterna. Eu sou o pão da vida. No deserto, os vossos pais comeram o maná e morreram. Mas este pão é o que desce do Céu, para que não morra quem dele comer. Eu sou o pão vivo que desceu do Céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que Eu hei de dar é a minha carne, que Eu darei pela vida do mundo». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Pedro Damião 
(1007-1072) 
Eremita, bispo, doutor da Igreja
Sermão 45; PL 144,743 e 747 
«Este pão é o que desce do Céu, 
para que não morra quem dele comer» 
A Virgem Maria deu Jesus Cristo à luz, aqueceu-O nos seus braços, envolveu-O em panos e rodeou-O dos seus cuidados maternais. E é o corpo desse mesmo Jesus que hoje recebemos, é o seu sangue redentor que bebemos no sacramento do altar. É isso que a fé católica tem por verdadeiro, é isso que a Igreja ensina com fidelidade. A língua humana não é capaz de glorificar suficientemente aquela de quem tomou carne «o mediador entre Deus e os homens» (1Tim 2,5). O louvor humano não está à altura daquela de cujas entranhas puríssimas saiu o fruto que é o alimento das nossas almas, Aquele que diz de Si mesmo: «Eu sou o pão vivo que desceu do Céu. Quem comer deste pão viverá eternamente». Com efeito, nós fomos expulsos do paraíso de delícias por causa de um alimento, e é também por via de um alimento que reencontramos as alegrias do paraíso. Pelo alimento que Eva tomou, fomos condenados a um jejum eterno; pelo alimento que Maria nos deu, abriram-se para nós as portas do banquete celeste.

     Na bela cidade de Údine, Itália, nasceu Helena em 1396 (ou 1397), na família dos Valentini, senhores de Maniago. Foi uma adolescente de boas qualidades e de edificante  Muito jovem se casou, em 1414, com o nobre Antônio Cavalcanti; o casal teve três filhos e três filhas.
     Seu esposo faleceu em setembro de 1441, por causa de uma doença contraída enquanto desempenhava uma embaixada de sua cidade em Veneza. Ela então decidiu retirar-se do mundo e providenciou o que se fazia necessário à vida dos filhos.

JORGE da Capadocia Mártir, Santo (Século IV)

A existência do popularíssimo são Jorge, por vezes, foi colocada em dúvida. Talvez porque sua história sempre tenha sido mistura entre as tradições cristãs e lendas, difundidas pelos próprios fiéis espalhados entre os quatro cantos do planeta. Contudo encontramos na Palestina os registros oficiais de seu testemunho de fé. O seu túmulo está situado na cidade de Lida, próxima de Tel Aviv, Israel, onde foi decapitado no século IV, e é local de peregrinação desde essa época, não sendo interrompida nem mesmo durante o período das cruzadas. Ele foi escolhido como o padroeiro de Génova, de várias cidades da Espanha, Portugal, Lituânia e Inglaterra e um sem número de localidades no mundo todo. Até hoje, possui muitos devotos fervorosos em todos os países católicos, inclusive no Brasil.

Adalberto de Praga Bispo, Mártir, Santo (939-997)

Nasceu em 956 na Bohemia com nome de Voytech. Seu pai era um rico e independente governante do principado de Zlican, que rivalizava com Praga. Adalberto era um homem bem-educado, tendo estudado durante cerca de dez anos (970-80) em Magdeburgo, sob a orientação de Santo Adalberto de Magdeburgo. Com a morte de seu mentor, ele tomou o nome Adalberto. Superdotado e diligente, Adal-berto logo se tornou conhecido em toda a Europa. Em 980 Adalberto concluiu com êxito os seus es-tudos na escola de Magdeburgo e voltou então para Praga, onde foi ordenado sacerdote. Em 981 mor-reram, seu pai, príncipe Slavník, e o seu mentor, Santo Adalberto de Magdeburgo. Em 982, ainda sem ter completado trinta anos de idade, Adalberto foi feito bispo de Praga. Embora Adalberto descendesse de família rica e pudesse ter conforto e luxo, alegadamente, “viveu de maneira pobre por sua própria vontade”. Era conhecido por “praticar a caridade”, pela austeridade, serviço ze-loso à Igreja.

Egídio de Assis-Discípulo de São Francisco, clérigo da Primeira Ordem, Beato (+1262)

Dos primeiros companheiros de Francisco de Assis nenhum lhe era mais caro ao coração do que um irmão muito simples que ele chamava “nosso cavaleiro da Távola Redonda”. Jovem de uma piedade e de uma pureza de vida singulares, Egídio admirava seu concidadão Francisco à distância, mas não ousava aproximar-se dele, até o dia em que soube que seus amigos Bernardo e Pedro tinham-se tornado seus companheiros, decididos a viver com ele uma vida de pobreza. Egídio imediatamente resolveu fazer o mesmo. Ao sair da cidade, encontrou-se com seu mestre e os dois estavam absorvidos na conversa, quando foram abordados por uma mendiga. “Dá-lhe o teu casaco” – disse-lhe São Francisco, ao se dar conta de que nenhum deles tinha dinheiro. E o candidato a discípulo prontamente obedeceu. O teste foi suficiente: no dia seguinte, Egídio recebeu o hábito. Primeiramente ficou com Francisco, acompanhando-o em suas viagens de evangelização pela Marca de Ancona e outras regiões não distantes de Assis, mas um sermão em que o Fundador exortou os discípulos a saírem pelo mundo afora, levou Egídio a fazer uma peregrinação a Compostela.

Helena de Udine Viúva, Religiosa, Beata (ca. 1396-1458)

Helena Valentini nasceu em 1396 (ou 1397) em Udine, Itália, na família dos Valentini, senhores de Maniago, e se casou em 1414 com o nobre António Cavalcanti; o casal teve seis filhos. Tendo ficado viúva em 1441, decidiu retirar-se do mundo e, sob a influência da palavra vibrante do agostiniano Ângelo de São Severino, se fez terceira agostiniana. Depois de ter emitido a profissão, até 1446 continuou a viver na casa deixada para ela pelo marido, quando foi morar com a irmã Perfeita, ela também terceira agostiniana. Levou sempre uma vida de penitência e de rigorosa mortificação, alimentando-se quase que somente de pão e água, dormindo sobre um duro leito de pedras recoberto de uma fina camada de palhas, flagelando-se continuamente e caminhando com trinta e três pedras nos sapatos “por causa do amor que tive aos bailes e danças que no mundo frequentei ofendendo ao meu Senhor, e pelo amor que levou o meu terno Jesus a caminhar durante trinta e três anos no mundo por amor de mim”.

Teresa Maria da Cruz Religiosa, Fundadora, Beata (1846-1910)

Religiosa, fundadora (1846-1910), 
da Congregação das Carmelitas 
de Santa Teresa.
Teresa Adelaide Cesina Manetti nasceu numa família humilde em San Martino, em Campo Bisenzio (Florença, Itália), em 2 de março de 1846. Chamavam-na familiarmente “Bettina”. Ficou órfã de pai muito cedo e logo conheceu a dureza da vida. Apesar disso, ajudava os pobres, privando-se até do que lhe era mais necessário. Em 1872, juntamente com algumas amigas, retirou-se numa casinha no campo onde “oravam, traba-lhavam e reuniam algumas jovens para educá-las com boas leituras e ensinar-lhes a doutrina cristã”. Em 16 de julho de 1876, foram admitidas na Ordem Terceira do Carmelo Teresiano, e mudou o seu nome para Teresa Maria da Cruz. Em 1877, recebeu as primeiras órfãs, cujo número foi crescendo dia a dia. Aquelas meninas abandonadas eram o seu “maior tesouro”.