domingo, 23 de agosto de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Amarás”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
De todo coração
 
Somente fala de amor quem sabe amar. E quem sabe amar, sabe o quanto tem para amar. Assim aprendemos de Jesus. Os judeus, em seu amor pelas Escrituras, procuravam qual seria o mandamento do qual surgiriam todos os outros. Nada fácil, pois os corações e as mentes não são iguais. Assim um senhor pergunta, depois de outros que tentavam derrubar Jesus: “Qual é o primeiro dos mandamentos” (Mc 12,28b). Qual é a fonte de toda a fé? Onde se apoia toda a Escritura? Onde os mandamentos se justificam? Jesus é claro e rápido. Não há o que discutir. Todos os dias, três vezes, o judeu fiel proclama: “O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e com toda a tua força!” (Id 29- 30). Declara a unicidade de Deus. Anuncia que o amor a Deus é total e envolve todas as dimensões do ser humano. Ele é único. Não há um Deus ao lado do outro. Ele não divide com nada e com ninguém. Ele é único. E o amor que exige é total, com todas as dimensões do ser todo humano: com todo coração, toda tua alma, todo o teu entendimento e com toda força. O ser humano é totalmente voltado para Deus. Não há outra nascente da vida nem da fé. Isso é a base, a fonte, o caminho, a direção e o fim de toda vida humana. Sem isso o ser humano jamais será completo. O judeu devia repetir esse mandamento de manhã, ao meio dia e à tarde. 
Amar como a si 
Jesus, em seu amor ao Pai, compreendia perfeitamente o sentido de amar a Deus. Sabia que o amor a Deus é fonte e direção de tudo o que fazemos. Por isso explica e dá o modo de amar: “E o segundo mandamento é; Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não existe outro mandamento maior que estes” (Mc 28b,31). Amar como a si mesmo é dar valor total à pessoa humana e que ela vive dessa fonte Divina para colocar o amor de Deus em ação no mundo. Deus ama o mundo, as pessoas as situações através de nós. Não há mundo sem amor. Pode se pensar mundo, mas não o é. O mundo é o amor e se dirige ao amor de Deus como Deus ama. Por isso Jesus ajunta: “E o segundo mandamento é “amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Amar a si é viver. Todo amor que é dedicado a Deus está dentro do amor ao próximo. Não como um objeto que se põe ao lado, mas unido na natureza, unido na ação, unido na direção. É como a união das duas naturezas em Cristo. Homem-Deus, união do diferente, mas união no ser. Assim é o amor. Deus ama com totalidade, só assim pode existir amor humano que nasce da Divindade. Jesus tinha razão e o homem concorda: “Disseste bem”! Assim é bom, assim o faremos! 
Um só amar
Quando dizemos que o amor a Deus e o amor ao próximo é um só, entendemos o modo de viver dos filhos de Deus. Amar o irmão com o mesmo amor com o qual se ama a Deus. E amar a Deus com o mesmo amor que se ama o próximo é o caminho espiritual da Igreja e de cada um. Importante ver que, para não incomodar não se compromete. Deixa de lado o amor se parte para uma vida espiritual sem o compromisso que Deus tendo para com o povo, sobretudo os necessitados. Os outros já estão resolvidos. Devem viver o mesmo amor. Quanto se rezou, se fez reunião, se dedicou a espiritualidades, mas se deixou de lado o amor concreto e ativo ao próximo, não acontece o amor de Deus, pois os dois mandamentos são um só. Quando Jesus fala igual diz o que ele é. Se amo ao próximo amo a Deus. Quando amo a Deus, eu o faço através do amor ao próximo. 
Leituras: Deuteronômio 6,2-6;Salmo 17;
Hebreus 7,23-28; Marcos 12,28b-34. 
1. Anuncia que o amor a Deus é total e envolve todas as dimensões do ser humano. 
2. Deus ama o mundo, as pessoas as situações através de nós. 
3. Amar a Deus com o mesmo amor que se ama ao próximo é o caminho espiritual da Igreja e de cada um. 
Comprar o pacote 
Quantas vezes fazemos algum “negócio”, compramos um pacote com muitas coisas dentro. Assim também, quando fazemos o negócio com Deus de crer, estamos comprando o pacote que inclui tudo o que Deus ama, de modo particular o próximo. Quando nos decidimos pelo próximo, estamos nos decidindo por Deus. Faz parte do pacote do amor. Quem fala de espiritualidade, de seguimento de Jesus, de santidade, de vida religiosa, sem comprar o pacote inteiro, está destruindo o projeto de Deus. Por isso podemos ver que tantas coisas vão mal. Façamos um negócio completo. 
Homilia do 31º Domingo Comum (31.10.2021)

EVANGELHO DO DIA 23 DE AGOSTO

Evangelho segundo São Mateus 16,13-20. 
Naquele tempo, Jesus foi para os lados de Cesareia de Filipe e perguntou aos seus discípulos: «Quem dizem os homens que é o Filho do homem?». Eles responderam: «Uns dizem que é João Batista, outros que é Elias, outros que é Jeremias ou algum dos profetas». Jesus perguntou: «E vós, quem dizeis que Eu sou?». Então, Simão Pedro tomou a palavra e disse: «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo». Jesus respondeu-lhe: «Feliz de ti, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne e o sangue que to revelaram, mas sim meu Pai que está nos Céus. Também Eu te digo: tu és Pedro; sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do Inferno não prevalecerão contra ela. Dar-te-ei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que ligares na Terra será ligado nos Céus, e tudo o que desligares na Terra será desligado nos Céus». Então, Jesus ordenou aos discípulos que não dissessem a ninguém que Ele era o Messias. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Catarina de Sena 
(1347-1380) 
Terceira dominicana, 
doutora da Igreja, 
copadroeira da Europa 
Carta 86 a Nicola d'Osimo, n.º 40 
Construir o edifício da própria alma 
Caríssimo e amadíssimo pai em Cristo Jesus, eu, Catarina, serva e escrava dos servos de Jesus Cristo, escrevo-vos no seu precioso sangue, com o desejo de vos ver como pedra firme, alicerçada no manso Jesus, a pedra inabalável. Pai amado, haverá coisa melhor e mais doce do que construir o edifício da nossa alma? Sim, é verdadeiramente doce ter encontrado a pedra, o arquiteto e o artesão necessários para este edifício. Não há melhor arquiteto que o Pai eterno, em quem habitam a sabedoria, a bondade e o conhecimento infinitos! O nosso Deus é Aquele que é; todas as coisas que existem provêm dele; Ele é o Senhor que cria tudo o que é útil e que apenas deseja a nossa santificação. Tudo o que Ele dá ou permite é para nosso bem, para nos purificar dos nossos pecados ou para aumentar dentro de nós a graça e a perfeição. Ele é um Mestre manso, pois sabe edificar e dá-nos aquilo de que necessitamos. Tínhamos perdido a graça pelo pecado cometido e Ele veio unir-Se a nós e enxertar-Se na nossa natureza; entregou-Se inteiramente a nós, pois o seu poder está no seu Filho. Também fez dele um artífice, dando-Lhe o seu poder; fez dele pedra, como diz São Paulo: «O rochedo era Cristo» (1Cor 10,4). Fez dele servo e construtor do edifício, pois a caridade, o amor inefável com que deu a sua vida e o seu sangue preparou a argamassa, e agora nada nos faltará. Alegremo-nos, pois, e exultemos, porque temos um bom arquiteto, uma pedra excelente e um construtor que nos cimentou com o seu sangue; e a sua obra é tão forte que nem o demónio, nem as criaturas, nem o granizo, nem a tempestade, nem o vento poderão jamais derrubar este edifício, a não ser que nós consintamos.

Beato Bernardo de Ófida

O beato Bernardo de Ófida nasceu no dia 7 de Novembro de 1604, em Ófida, nas Marcas de Ancona, na diocese de Ascoli, da humilde família dos Parani. Em criança dedicou-se a guardar rebanhos. Aos 22 anos foi recebido na Ordem dos Capuchinhos, no Convento de Corinaldo, onde fez a profissão religiosa no ano de 1627. Depois, no Convento, exerceu o ofício de enfermeiro, esmoleiro, cozinheiro, encarregado do quintal e porteiro, servindo, assim, os seus irmãos. Distinguiu-se sempre pela sua caridade alegre e generosa, que lhe permitiu transformar todo o seu trabalho no mais eficaz dos apostolados. Aos 65 anos foi enviado para o Convento de Ófida, onde prosseguiu o seu trabalho de esmoleiro com muita alegria, vendo em tal ofício uma penitência e uma atividade apostólica muito proveitosa para as pessoas. O bispo de Ascoli, tendo sabido que os Superiores pensavam mudá-lo de Convento, foi ter com eles pedindo que o deixassem ali, pois, com a sua vida de irmão simples e com uma vida tão evangélica e franciscana, fazia mais do que muitos missionários.

Beato Ladislau Findysz, sacerdote e mártir-Festa: 23 de agosto

(*)Kroscienko Nizne, Polônia, 13 de dezembro de 1907
(+)Nowy Zmigród, Polônia, 21 de agosto de 1964 
Ele nasceu em Kroscienko Nizne, perto de Krosno, na Polônia, em 13 de dezembro de 1907. Foi ordenado sacerdote em 19 de junho de 1932, em Przemyśl. Em 1942, foi nomeado pároco em Nowy Zmigród. Durante e após a Segunda Guerra Mundial, dedicou-se generosamente à assistência espiritual e material de todos os habitantes de sua paróquia, independentemente de sua nacionalidade ou religião. Durante os anos do Concílio Vaticano II, iniciou sua atividade pastoral de "obras conciliares de bondade", exortando do púlpito e por meio de cartas de apelo à renovação da vida cristã. As autoridades comunistas responderam ao seu zeloso trabalho pastoral com numerosas perseguições. Em 17 de dezembro de 1963, foi condenado a dois anos e seis meses de prisão sob a acusação de "forçar os fiéis a práticas religiosas". Na prisão, foi submetido a abusos e humilhações físicas, psicológicas e espirituais.

23 de agosto - Beato João Maria da Cruz

O Beato João Maria da Cruz nasceu no dia 25 de setembro de 1891 em San Esteban de los Patos (Ávila, Espanha), numa família de agricultores, muito simples e rica em virtudes cristãs. Era o primogênito de 15 irmãos e recebeu o nome de Mariano. Porém, já nos tempos de infância sentia-se chamado a seguir a Cristo como sacerdote, o que veio a acontecer alguns anos mais tarde, tornando-se pároco diocesano. Tendo-se tornado religioso na Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus, tomou o nome de João Maria da Cruz, como será posteriormente conhecido. Dotado de profundo zelo apostólico e foi também o “anjo protetor” do Seminário Dehoniano de Puente La Reina e promotor vocacional da Congregação na Espanha. Padre João viveu como padre itinerante, porque tinha a difícil missão de percorrer cidades e aldeias angariando fundos e recrutando candidatos para as escolas da Congregação.

São Filipe Benizi

São Filipe Benizi, o mais ilustre e o mais ardente propagador da Congregação dos Servitas na Itália nasceu no seio de uma nobre família de Florência em 15 de agosto de 1233. Aos 13 anos foi viver em Paris para estudar medicina. De Paris passou a Pádua onde aos 19 anos obteve o grau de doutor em medicina e filosofia, retornando a sua cidade natal e exercendo por um ano sua profissão. Durante esse tempo, estudou as Sagradas Escrituras e orava frequentemente diante de um crucifixo do templo de Fiésole para obter a luz do céu sobre sua vocação. Suas orações deram fruto, e estando um dia orando no templo do Fiésole, escutou uma voz que vinha do crucifixo e que o convidava a ficar sob o amparo da Santíssima Virgem na Ordem dos Servitas. Filipe dirigiu-se ao convento de Santa Maria de Cafaggio e, lá chegando, pediu para falar com o prior. Era então prior do convento, padre Bonfilio, que o recebeu.

Santos Ciríaco, Máximo, Arquelau e companheiros mártires Festa: 23 de agosto

Estes mártires foram descobertos e assassinados em Óstia, pelo vigário Úlpio Rômolo, enviado de Cláudio. O Bispo Ciríaco e o diácono Arquelau realizaram milagres e obtiveram muitas conversões e batizados entre os pagãos. Além deles, também o presbítero São Máximo foi martirizado em Óstia.
(+)Ostia, Lácio, terceiro século. 
Seus nomes, inscritos no Martirológio Romano, representam o núcleo de uma comunidade cristã primitiva que floresceu em um ambiente urbano cosmopolita. No entanto, além de sua comemoração litúrgica, as informações biográficas sobre eles escapam de uma rigorosa verificação histórica.

Santos Abúndio e Ireneu, mártires, na via Tiburtina

Sabe-se pouco sobre a vida destes dois mártires, mas muito sobre a sua morte: foram jogados em uma cloaca, durante a perseguição de Valeriano, por terem dado uma sepultura digna ao corpo da mártir Concórdia. Foram enterrados no cemitério de São Lourenço, em Roma, e venerados desde o século VII. 
Santos Irineu e Abbondius, mártires em Roma 
Festa: 23 de agosto 
Martirológio Romano: Em Roma, no cemitério de San Lorenzo, na Via Tiburtina, foram sepultados os Santos Abbondio e Irineu, mártires. 
O Martirológio de Hieronymia os menciona em 23 de agosto, enquanto o Romano, seguindo Beda, os menciona no dia 26 do mesmo mês, acrescentando que pereceram durante a perseguição de Valeriano, jogados no esgoto por terem supervisionado o sepultamento da mártir Concórdia.

Santa Tydfil, Mártir - Festejada 23 de agosto

Tydfil (Tudful), filha do Rei Brychan, foi morta pelos pagãos em Merthyr Tydfil, no Glamorganshire, cerca do ano 480. Ela é patrona não apenas da igreja de Merthyr Tydfil, mas também de Llysronydd (hoje Lisworney) e de Port Talbot, na mesma região de Glamorganshire. Tydfil casou-se com um líder do oeste do País de Gales, na região hoje conhecida como Pembrokeshire. Quando seu marido morreu, ou foi assassinado, abraçou uma vida de castidade. Tydfil escolheu para sua morada o vale do Rio Taff povoado por agricultores celtas e suas famílias. Ela ficou conhecida por sua compaixão e sua habilidade no cuidado dos doentes tanto humanos como dos animais. Ela estabeleceu uma das primeiras comunidades monásticas britânicas, liderando um pequeno grupo de homens e mulheres. Ela construiu um recinto em torno de uma igreja de madeira, prática comum então. Seu convento incluia um hospital e demais depências necessárias para a vida em comum.

Beatas Rosária (Piera Maria Vittoria) Quintana Argos e Serafina (Emanuela Giusta) Fernandez Ibero Virgens e mártires Feriado: 23 de agosto

Pedra Maria Vitoria Quintana Argos nasceu em 13 de maio de 1866, na cidade de Soano, na província de Santander (Espanha), filha de Antônio Quintana Cuesta e Luísa de Argos Cabanzón. Em 1889 ingressou na Congregação das Irmãs Terciárias dos Capuchinhos da Sagrada Família, fundada por Luigi Amigó y Ferrer (1854-1934). Fez profissão religiosa temporária em 1891 e perpetuou sua profissão em 1896. Foi superiora em várias casas, mestre de noviças, conselheira geral (1896-1914), superiora geral (1914-1926) e vigária geral de 1926 até a morte. Tinha caráter sereno e afável. Sua fé, caridade, fidelidade a Deus e vocação para a pobreza, humildade eram suas virtudes características. Na ocasião da eclosão da Revolução na Espanha, ela estava na casa do noviciado de Masamagrell (Valencia), juntamente com a superiora local Emanuela Giusta Fernández Ibero (Irmã Serafina Maria da Ochovi). As duas foram presas por serem religiosas e assassinadas na noite seguinte.

Zaqueu de Jerusalém Discípulo de Jesus, Bispo século I

Zaqueu é um personagem do Novo Testamento, 
que parece ter sido, segundo vários escritores, 
bispo de Jerusalém. 
Ele aparece pela primeira vez citado por São Lucas, no seu Evangelho: Tendo Jesus entrado em Jericó, atravessava a cidade. Havia ali um homem chamado Zaqueu, que era chefe dos publicanos, e rico; este procurava ver quem era Jesus, porém não o podia conseguir por causa da multidão, porque era de baixa estatura. Correndo adiante, subiu a um sicômoro a fim de vê-lo, porque estava para passar por ali. Quando Jesus chegou àquele lugar, olhou para cima e disse-lhe: Zaqueu, desce depressa; porque importa que eu fique hoje em tua casa. (Lc. 19, 1-5)

Rosa de Lima Religiosa franciscana, Santa 1586-1617

Padroeira da América Latina
Isabel Flores y de Oliva era o nome de baptismo de Santa Rosa de Lima que nasceu em 1586 em Lima, Peru. Os seus pais eram espanhois, que se haviam mudado para a rica colónia do Peru. O nome Rosa foi-lhe dado carinhosamente por uma empregada índia, Mariana, pois a mulher, maravilhada pela extraordinária beleza da menina, exclamou admirada: “A menina é bonita como uma rosa!” Levada à miséria com a sua família, ganhou a vida com duro trabalho da lavoura e costura, até alta noite. Aos vinte anos, ingressou na Ordem Terceira de São Francisco, pediu e obteve licença de fazer os votos religiosos em sua própria casa, como terceira dominicana. Construiu para si uma pequena cela no fundo do quintal da casa de seus pais. A cama era um saco de estopa, levando uma vida de austeridade, de mortificação, de abandono à vontade de Deus.

ORAÇÕES - 23 DE AGOSTO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
23 – 21º Domingo do Tempo Comum
Evangelho (Mt 16,13-20) “– E vós, quem dizeis que eu sou?” Simão Pedro respondeu: – Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”.
Jesus já estava havia bastante tempo com os doze, que o acompanhavam mais de perto e mais frequentemente. Já sabiam muito de seu modo de pensar e de suas propostas. O futuro começava a se delinear, e era tempo de coloca-los diante de uma decisão: – e vós, quem dizeis que eu sou? Não sabemos o que os outros pensavam ou disseram. Mas, a resposta de Pedro foi clara: tu és o rei prometido e esperado, o salvador do povo. E indo além: tu és o filho do Deus vivo; não está apenas repetindo o mesmo com outras palavras. Nessa declaração de fé temos também o compromisso do discípulo. Se reconheço que Jesus é para mim Messias, Rei, Senhor e salvação, devo viver de acordo, entregando-me totalmente a ele e seguindo-o em tudo e sempre.
Oração
Senhor Jesus, para mim não sois apenas alguém admirável, bom e sábio. Creio que sois o Filho de Deus, e homem como nós. Foi por vós e para vós que fomos criados, para chegar à felicidade e à realização por nossa união vital convosco. Sois o princípio, o ponto mais alto, a cabeça, a razão e o sentido para nós humanos e para tudo que existe. Sois a resposta para todas as nossas pobrezas, para todas as nossas esperanças. Vós fazeis nossa libertação, vós sois nossa vida. E sois também nosso companheiro de caminho, capaz de compreender nossos sentimentos, porque os vivestes. Sois nosso Deus próximo, manifestação da misericórdia do Pai. Jesus, meu Senhor e meu Irmão, quero estar convosco, porque só vós sois salvação para nós. Amém.

sábado, 22 de agosto de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Tudo com Maria”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Nada sem Maria
 
Falar sobre Nossa Senhora é um privilégio. Desde as narrativas evangélicas, a história nos traz uma quantidade imensa de textos retratando a personagem humana mais importante depois de Jesus. Todos os santos souberam colocá-la em suas vidas e em suas obras. Isso, sem dizer dos artistas. Ultimamente, com o Concílio Vaticano II, nós a vemos no coração da Igreja, não como uma devoção, mas como presença no mistério de Cristo. A Lumen Gentium nos descobre essa riqueza. Temos a seguir o Marialis Cultus de Paulo VI. É bonito ver como os Papas, em seus documentos, sempre terminam com uma referência a Maria. Nisso, Papa Francisco manifesta uma devoção muito carinhosa. Não sai de casa sem tomar a bênção da Mãe. Quando volta, vai diretamente até a Basílica S. Maria Maior, para agradecer a viagem. Faz parte da vida da Igreja, ter sempre Maria em tudo o que se diz espiritual. Ela está sempre presente ao lado de Jesus. Não se trata de um exagero. É algo natural. O povo não erra. O Ser humano tem mãe. Viva ou morta é minha mãe. Jesus, que foi humano em tudo (menos no pecado), tem sempre junto de Si sua mãe. E continua sendo. Não sei porque alguns tipos religiosos recusam essa presença tão natural. O modo de prestar o culto deve ser feito de tal modo que Jesus esteja sempre no centro. 
Nada sem Jesus 
Essa questão mariana não perturba a fidelidade a Jesus. E até a estimula. Não se pode perder de vista a centralidade de Jesus. Essa centralidade em que tudo se refere a Ele e por Ele ao Pai, acontece quando procuramos não só ter uma devoção, mas viver a vida cristã a partir do Evangelho. Eu posso ser muito devoto, com sinais exteriores, mesmo fazendo uma longa romaria, mas não ter uma vida cristã como Jesus nos apresenta e manifesta também através da Igreja. Fundamentalmente é o amor ao próximo. É a coerência cristã. Aqui se pode atrapalhar a “verdadeira devoção”. Não basta gostar de Nossa Senhora, mas gostar dela em Jesus. Não se trata essa questão com os métodos humanos, pois Deus é quem costura os corações. A devoção a Maria é uma garantia de estarmos em Jesus. Esclarecendo essa devoção, temos que fazê-la sempre com o olhar a Jesus. Maria nos conduz a Cristo e Cristo nos conduz ao Pai. Viver o Evangelho como Maria viveu é o melhor caminho para que Jesus sempre esteja no centro. Para ela, Jesus era o centro de sua vida. Assim desenvolvia sua vida e suas atividades, na total simplicidade de quem ama. Seguindo Jesus, sigo-O, naturalmente, com Maria. Buscamos a simplicidade de Jesus no relacionamento com sua Mãe. A devoção não é um arroubo interior, mas é ação em Cristo. 
Ensinando a amar 
Tenho a impressão que a devoção está sempre voltada para o que eu preciso: bênçãos, graças, milagres, resolução de problemas etc... tudo se ajusta bem, pois para Deus não é o esquema que funciona, mas o amor. Por isso, é bom e necessário buscar Maria e, com ela, encontrarmos Jesus. Mesmo que não saibamos explicar, o amor que temos nos ajuda a entender. Amor são gestos e não palavras. Quanto mais somos capazes de levar o amor de Jesus a todos, compreenderemos melhor o que significa amar Nossa Senhora e ser um devoto. Nós vemos que cristãos pouco se dedicam ao amor concreto pelas pessoas necessitadas. É fácil fazer um culto bonito, mas vazio de conteúdo espiritual que só é real no amor. Isso podemos ver na Palavra de Deus. Como Deus não quer um culto sem Justiça, Maria também segue Jesus. Mas...mesmo que não entendamos tudo, façamos esse culto com muito amor.
ARTIGO PUBLICADO EM OUTUBRO DE 2021

EVANGELHO DO DIA 22 DE AGOSTO

Evangelho segundo São Mateus 23,1-12. 
Naquele tempo, Jesus falou à multidão e aos discípulos, dizendo: «Na cadeira de Moisés sentaram-se os escribas e os fariseus. Fazei e observai tudo quanto vos disserem, mas não imiteis as suas obras, porque eles dizem e não fazem. Atam fardos pesados e põem-nos aos ombros dos homens, mas eles nem com o dedo os querem mover. Tudo o que fazem é para serem vistos pelos homens: alargam os filactérios e ampliam as borlas; gostam do primeiro lugar nos banquetes e dos primeiros assentos nas sinagogas, das saudações nas praças públicas e que os tratem por mestres. Vós, porém, não vos deixeis tratar por mestres, porque um só é o vosso Mestre e vós sois todos irmãos. Na Terra, não chameis a ninguém vosso pai, porque um só é o vosso pai, o Pai celeste. Nem vos deixeis tratar por doutores, porque um só é o vosso doutor, o Messias. Aquele que for o maior entre vós será o vosso servo. Quem se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São (Padre) Pio de Pietrelcina 
(1887-1968) 
Capuchinho 
T 54 
«Quem se humilha será exaltado» 
Não pares de fazer atos de humildade e de amor a Deus e aos homens; porque Deus fala aos de coração humilde na sua presença e enriquece-os com os seus dons. Se Deus te reservar os sofrimentos de seu Filho e quiser que conheças a tua fraqueza, é preferível seres humilde do que perderes a coragem. Quando a tua fragilidade te fizer cair, eleva a Deus uma oração de abandono e de esperança, e agradece ao Senhor todas as graças com que Ele te enriquece.

22 de agosto - Beato Bernardo Peroni de Offida

O Amor que se manifestava no seu rosto estimulava à oração. O Amor que lhe era doado na Eucaristia ele o restituía carregando os fardos pesados de quem se encontrava cansado pelo caminho, pacificando as desavenças de quem não se sentia mais irmão, acudindo as fadigas e as dores de quem jazia doente acamado. E ninguém resistia à sua candura, à sua bondade, ao seu grito angustiado: “Permaneçam com Deus! Temam a Deus! Amem a Deus! Fujam do pecado! Sejam bondosos"! Bernardo Peroni de Offida nasceu em Vila de Appignano, nas vizinhanças de Offida, terceiro de oito filhos, aos 07 de novembro de 1604, e o pai José o levou no mesmo dia para ser batizado na antiga igreja de Santa Maria da Roca, fora dos muros. Domingos (assim se chamava) cresceu forte e robusto no campo onde viveu sua infância e juventude. Aos 15 anos, em 1619, passou da guarda do rebanho para a guarda dos bois e começou a mexer com o arado.

22 de agosto - São João Wall

João Wall nasceu de uma família boa, estável e bastante cristã. Em 1641 ingressou no colégio de Donai (Portugal), onde recebeu a ordenação sacerdotal em 1645. Após cumprir um curto período de missão pelas regiões da Inglaterra, retornou a Donai a fim de receber o hábito dos Irmãos Menores no convento de São Boaventura, onde obteve o nome religioso de Frei Joaquim de Santa Ana. Dedicou-se com muito amor à missão de difundir o catolicismo pela Inglaterra, estabelecendo-se em Harvington Hall, no condado de Worcester; ali exerceu por mais de 22 anos suas funções sacerdotais. Em dezembro de 1678, foi capturado como conspirador papista sob a liderança de Titus Oates. João Wall se recusou decididamente a prestar juramento de supremacia - renegando a autoridade do Papa - sendo por isso recolhido na prisão de Worcester.

São Timóteo Mártir de Roma-Festa: 22 de agosto

Era confundido com o homônimo discípulo mais conhecido de São Paulo. Temos poucas notícias sobre Timóteo, que morreu mártir na Via Ostiense, em Roma. Uma das histórias, extraídas dos "Atos do Papa Silvestre", o descreve como um ardoroso pregador do Evangelho, preso e morto por Tarquínio em 303. 
(*)Antioquia da Síria, primeiras décadas do século III
(+)Roma, início do século IV. 
Celebrado em 22 de agosto, este mártir não deve ser confundido com o homônimo e muito mais famoso discípulo de São Paulo, Bispo de Éfeso, mas pertence ao vasto e silencioso coro de testemunhas da fé que banharam o solo de Roma com seu sangue.

São Sinforiano de Autun, Jovem Mártir -Festa: 22 de agosto

(†)Autun, Gália, França, final do século II 
ao século III ou por volta de 257 
Ele é um dos mártires mais antigos ligados à Igreja de Autun, na antiga Gália. As informações sobre sua vida provêm principalmente da Passio Symphoriani, uma fonte hagiográfica compilada vários séculos após os acontecimentos, e dos testemunhos de autores cristãos da Antiguidade Tardia. Por essa razão, alguns detalhes tradicionais, embora profundamente enraizados no culto ao mártir, não podem ser considerados historicamente certos. Segundo a tradição, Symphorian pertencia a uma nobre família cristã de Autun e ainda era jovem quando foi preso por se recusar a participar do culto público à deusa Cibele, a Magna Mater venerada na cidade. Levado perante o magistrado romano Heráclio, professou abertamente sua fé e recusou a ordem de prestar homenagem à divindade.

Filipe Benício Sacerdote Servita, Santo 1233-1285

Religioso da ordem dos servitas, 
nativo de Florença, na Itália.
Filipe Benício nasceu no dia 15 de agosto de 1233, no seio de uma rica família da nobreza, em Florença, Itália. Aos treze anos, foi enviado, com seu preceptor, a Paris para estudar medicina. Voltou e foi para a Universidade de Pádua, onde, aos dezenove anos, formou-se em filosofia e medicina. Depois, durante um ano, exerceu a profissão na sua cidade natal. Devoto de Maria e muito religioso, possuía, também, sólida formação religiosa. Nesse período de estabelecimento profissional, passou a freqüentar a igreja do mosteiro e com os religiosos aprofundou o estudo das Sagradas Escrituras. Logo suas orações frutificaram e recebeu o chamado para a vida religiosa. Filipe contou que tudo aconteceu diante do crucifixo de Jesus: uma luz veio do céu e uma voz mandou-o servir ao Senhor, na Ordem dos Servitas.