sábado, 25 de julho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - Com o Coração de Pai

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
José nos Evangelhos
 
São José não tem nenhuma fala nos Evangelhos. Não é necessário falar muito. José não é um silencioso ausente. Mas muito presente. Não fala por palavras, mas por atos que falam tudo o que é preciso. Os olhos falam, as mãos falam, as atitudes manifestam o que se quer dizer. É como nosso povo simples. Fala pouco, porque em pouco dizem tudo. Como era a vida em Nazaré? O que conversavam? Como se entendiam? Não é mistério porque os silêncios do homem se revelam nas ações. Nesta reflexão que faremos, procuraremos ler o texto do Papa Francisco e dizer alguma palavra. Assim escreve o Papa Francisco querendo fazer uma síntese: “Com coração de pai: assim José amou a Jesus, designado nos quatro Evangelhos como «o filho de José»” (Lc 4,22). São dois pontos que resumem tudo: Era o pai porque amava com o coração de pai. Podemos até levar adiante uma afirmação que ele ama com o Coração do Pai do Céu. Quis ser para o Menino como que uma presença permanente e visível do Pai do Céu. Para Jesus, na condição humana, a dimensão do amor do Pai se dava através da presença amorosa de José. Jesus amava o Pai espelhado na pessoa de José. Os evangelistas, tantos anos depois, não temem dizer aos cristãos que José era o pai. Do mesmo modo José se apresentava como o pai desse Menino. O Homem Jesus, em sua condição, aprendeu a se dirigir ao Pai, através de José que era para Ele a imagem do Pai. A Encarnação se dá através de Maria. Mas ela é continuada também através de José, pois ele a tomou como esposa. 
Que pai sou eu? 
“Ele fez como o Anjo havia dito e recebeu Maria como sua esposa” (Mt 1,24). Como a Divindade de Jesus ficou no silêncio, Assim o modo da paternidade ficou em silêncio. Homem de seu povo, soube completar a encarnação de Jesus no seu povo. Cumpriu sua missão de pai e esposo dentro do projeto de Deus. Ele era um homem “justo” (Mt 1,19), isto é, sabia viver sua condição diante de Deus. Qual seria o sentido do casamento de José na Encarnação de Jesus? Soube compreender como João evangelista diz: “Os que crêem, não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus” (Jo 1,21). O evangelista Mateus (1,19), chamando-o de justo, diz que não quis denunciar Maria, mas repudiá-la sem comprometê-la. Sendo que o Filho era de Deus, resolveu-se a questão da paternidade e satisfez seu respeito por Maria. A dizer “tu lhe darás o nome de Jesus” comunica que o filho é de Deus e José, o pai, lhe dá a paternidade, pois era o pai quem dava o nome ao filho. E assim será dito pelo povo: “Não é Ele o filho de José?”(Lc 4,22). 
Evangelho vivido
Não sabemos como foi a compreensão dos primeiros cristãos em relação a José. A doutrina foi esclarecida muito tempo depois. Podemos compreender que houve uma memória muito boa desse homem. A maioria não conheceu, pois deve ter partido bem antes de Jesus Se manifestar. Era o carpinteiro de Nazaré. A preocupação depois da Ressurreição era o anúncio. E logo vem a perseguição e até a dispersão dos cristãos de Jerusalém. Não havia muitos que O tenham conhecido. A reflexão que a comunidade conservou foi sua personalidade junto a Jesus. Podemos comparar o interesse por José como temos hoje. Não nos preocupamos com a pessoa, mas com a devoção. No início a questão era a pessoa de Jesus, não tanto a descrição dos fatos. Agora podemos aprofundar.
ARTIGO PUBLICADO EM JULHO DE 2021

EVANGELHO DO DIA 25 DE JULHO

Evangelho segundo São Mateus 20,20-28.
Naquele tempo, a mãe dos filhos de Zebedeu aproximou-se de Jesus com os filhos e prostrou-se para Lhe fazer um pedido. Jesus perguntou-lhe: «Que queres?». Ela disse-Lhe: «Ordena que estes meus dois filhos se sentem no teu Reino, um à tua direita e outro à tua esquerda». Jesus respondeu: «Não sabeis o que estais a pedir. Podeis beber o cálice que Eu hei de beber?». Eles disseram: «Podemos». Então Jesus declarou-lhes: «Bebereis do meu cálice. Mas sentar-se à minha direita e à minha esquerda não pertence a Mim concedê-lo; é para aqueles a quem meu Pai o designou». Os outros dez, que tinham escutado, indignaram-se com os dois irmãos. Mas Jesus chamou-os e disse-lhes: «Sabeis que os chefes das nações exercem domínio sobre elas e os grandes fazem sentir sobre elas o seu poder. Não deve ser assim entre vós. Quem entre vós quiser tornar-se grande, seja vosso servo e quem entre vós quiser ser o primeiro, seja vosso escravo. Será como o Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida pela redenção dos homens». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Bento XVI 
Papa de 2005 a 2013 
 Audiência geral do dia 21/6/06
 (© copyright Libreria Editrice Vaticana)
 «Bebereis do meu cálice» 
Tiago, filho de Zebedeu, chamado Tiago Maior, pertence, juntamente com Pedro e João, ao grupo dos três discípulos privilegiados que foram admitidos por Jesus em momentos importantes da sua vida. Ele pôde participar, juntamente com Pedro e João, no momento da agonia de Jesus no horto do Getsémani e no acontecimento da Transfiguração de Jesus. Trata-se portanto de situações muito diversas uma da outra: num caso, Tiago com os outros dois Apóstolos experimenta a glória do Senhor, vê-O em diálogo com Moisés e Elias, vê transparecer o esplendor divino de Jesus; no outro, encontra-se diante do sofrimento e da humilhação, vê com os próprios olhos como o Filho de Deus Se humilha, tornando-Se obediente até à morte. Certamente a segunda experiência constitui para ele ocasião de uma maturação na fé, para corrigir a interpretação unilateral, triunfalista da primeira: teve de entrever que o Messias, esperado pelo povo judaico como um triunfador, na realidade não era só circundado de honra e de glória, mas também de sofrimentos e fraqueza. A glória de Cristo realiza-se precisamente na cruz, na participação dos nossos sofrimentos. Esta maturação da fé foi realizada pelo Espírito Santo no Pentecostes, de forma que Tiago, quando chegou o momento do testemunho supremo, não se retirou. No início dos anos 40 do século I, o rei Herodes Agripa, sobrinho de Herodes o Grande, como nos informa Lucas, «começou a perseguir alguns membros da Igreja. Mandou matar à espada Tiago, irmão de João» (At 12,1-2) Portanto, de São Tiago podemos aprender muitas coisas: a abertura para aceitar a chamada do Senhor também quando nos pede que deixemos a barca das nossas seguranças humanas, o entusiasmo em segui-lo pelos caminhos que Ele nos indica, para além de qualquer presunção ilusória, a disponibilidade para testemunhá-lo com coragem, se for necessário, até ao sacrifício supremo da vida. Assim, Tiago Maior apresenta-se diante de nós como exemplo eloquente de adesão generosa a Cristo. Ele, que inicialmente tinha pedido, através de sua mãe, para se sentar com o irmão ao lado do Mestre no seu Reino, foi precisamente o primeiro a beber o cálice da Paixão, a partilhar com os apóstolos o martírio.
Evangelho Quotidiano

25 de julho - Beato Darío Acosta Zurita

Entre os mártires de Cristo Rei que foram beatificados em 20 de novembro de 2005, havia dez leigos e três sacerdotes, entre eles um sacerdote recém ordenado, carinhosamente chamado pelos seus fiéis: Padre Darío. Ele nasceu em Naolinco, Veracruz, no seio de uma família camponesa modesta e se chamava Ángel Darío. A revolução anticlerical mexicana não o impediu de entrar no seminário, como estudante externo e tornar-se padre em 1931. Sua primeira designação foi a paróquia de Assunção de Veracruz, como vigário cooperativo. Desde a sua chegada a Veracruz, foi notável para as pessoas o seu fervor e gentileza, a sua preocupação pela catequese das crianças e a dedicação ao sacramento da reconciliação.

Santa Valentina Mártir Festa: 25 de julho

(†)Cesareia Marítima, Palestina, 25 de julho de 308/309
Uma jovem cristã, ela enfrentou seu julgamento perante o governador Firmiliano com extraordinária coragem. Segundo o relato de Eusébio, ao receber a ordem de sacrificar aos deuses, reagiu com um gesto dramático: chutou o altar destinado aos sacrifícios pagãos. Por isso, foi submetida a cruéis torturas e finalmente condenada à fogueira junto com a virgem Teia. No mesmo dia, o mártir Paulo foi decapitado após ter recebido permissão para rezar por todos os presentes. A memória litúrgica da Igreja, portanto, comemora um pequeno grupo de mártires unidos pelo mesmo testemunho de fé. 

Santa Olímpia (Olimpíada) Viúva Festa: 25 de julho (†)408

Ela nasceu por volta de 361 em uma família rica de Constantinopla. Órfã desde jovem, foi confiada aos cuidados de Teodósia, irmã do bispo de Icônio, Santo Anfíloco, para sua educação. Desde muito jovem, Olímpia foi instruída nas Sagradas Escrituras. Imitando Santa Melânia, dedicou-se à mortificação e, embora pudesse ter aspirado a uma posição brilhante na corte imperial, manteve-se distante dela. Em 384-85, casou-se, mas após apenas vinte meses, seu marido faleceu; o imperador Teodósio, o Grande, quis casá-la novamente com um primo seu, mas Olímpia recusou. Para vencer sua resistência, Teodósio confiscou todos os seus bens, que lhe foram devolvidos em 391. Olímpia aproveitou, então, essa oportunidade para fundar diversas obras de caridade.

Santa Glodesinda, Abadessa – 25 de julho

De acordo com antiga Passio, Glodesinda (também conhecida como Glodesindis, Glodesind, Godesludis) viveu sob Childeberto II e Teodeberto II. Nasceu em 578 filha do duque Wintrom, nobre da corte da Austrasia (e que talvez tenha sido assassinado pela rainha Brunilda em 598) e Godila. Muito jovem dedicou sua virgindade a Deus. Um homem ilustre, Oboleno, foi-lhe imposto como esposo pela família. Pouco antes do casamento ser concluído, Oboleno foi chamado pelo rei e decapitado após um ano de prisão. A razão não é declarada, mas pode significar que ele cometeu um grande sacrilégio. Sua morte salvou-a de um primeiro casamento. Ela então recusou um segundo matrimônio e se refugiou em Metz, na Igreja de Santo Estêvão, local que possuía (e ainda possui) uma relíquia daquele santo, portanto um refúgio sagrado.

Beata Maria Teresa do Menino Jesus (Mieczyslawa Kowalska) Virgem e mártir Festa: 25 de julho

(*)Varsóvia, Polônia, 1902 
(+)Dzialdowo, Polônia, 25 de julho de 1941 
Teresa do Menino Jesus nasceu em Varsóvia em 1902. Recebeu o hábito das Clarissas Capuchinhas no convento de Przasnysz em 12 de agosto de 1923. No ano seguinte, em 15 de agosto de 1924, emitiu os votos temporários e os votos perpétuos em 1927. Apesar da doença que a afligia, sempre foi muito gentil com todos. Era conhecida por seu espírito de oração e laboriosidade. Em 2 de abril de 1942, os alemães invadiram o convento, prenderam todas as freiras e as transferiram para o campo de concentração de Działdowo. Ela morreu ex aerumnis carceris em 25 de julho de 1941. Ofereceu seus sofrimentos a Deus para obter a libertação das freiras, que foram libertadas duas semanas após sua morte.

Beata Maria do Carmo Sallés y Baranguera, Fundadora - Festejada 25 de julho

A Beata nasceu em Vic (Barcelona) no dia 9 de abril de 1848, filha de José Sallés e Francisca Barangueras, casal profundamente católico Tendo sua família se transferido para Manresa, frequentou o Colégio das religiosas da Companhia de Maria, recebendo uma educação religiosa e civil, sobretudo uma espiritualidade mariana, que a fez receber com grande alegria a proclamação do dogma da Imaculada Conceição. Aos 16 anos expressou o desejo de tornar-se religiosa, enfrentando a insatisfação dos pais que desejavam que ela se inclinasse ao matrimônio. Em 1869, ingressou no noviciado das Adoradoras, que se dedicavam à recuperação de mulheres marginais pela delinqüência ou prostituição.

Tiago Apóstolo Mártir, Santo Século I

Tiago, filho de Alfeu, é identificado nos evangelhos como "irmão do Senhor", termo usado para designar parentesco de primos. Governou a Igreja de Jerusalém e foi chamado de "o Menor" para não ser confundido com são Tiago, o Maior, que era irmão de são João. Os evangelhos só falam dele nas listas dos apóstolos. Porém tal falta de informação foi compensada pelas fartas referências à sua acção e personalidade contidas nos Actos dos Apóstolos e na Carta de são Paulo aos Gálatas, que nos permitem saber que Tiago era, com são Pedro, a principal figura da Igreja. São Paulo chega a citar seu nome em primeiro lugar, dizendo: "Tiago, Pedro e João, considerados colunas da Igreja" (Gl. 2,9). Foi com ele que Paulo, depois de convertido, se encontrou em Jerusalém. Dizem as Escrituras que Tiago sempre teve atenção e carinho especiais de Jesus Cristo.

São Cristóvão Mártir na Lícia-Festa: 25 de julho

(+)aproximadamente 250
 
São Cristóvão, martirizado na Lícia em 250, durante a perseguição do imperador Décio, foi um dos "quatorze santos ajudantes", aquele que carregou uma criança nos ombros, que mais tarde se revelou ser Jesus. O texto mais antigo de seus Atos data do século VIII. Uma inscrição de 452 menciona uma basílica dedicada a Cristóvão na Bitínia. Cristóvão foi um dos santos mais venerados na Idade Média; seu culto difundiu-se especialmente na Áustria, Dalmácia e Espanha. Igrejas e mosteiros foram construídos em sua honra tanto no Oriente quanto no Ocidente. (Avvenire) 
Clientela: Peregrinos, Motoristas, Viajantes, Ferroviários, Condutores de Bondes, Motoristas de Automóveis.
Etimologia: Cristoforo = portador de Cristo, do grego
Emblema:Palmeira 
Martirológio Romano: Na Lícia, na atual Turquia, São Cristóvão, mártir.

João Soreth Fundador da Ordem Terceira do Carmo, Beato 1394-1471

Nasceu este ilustre Carmelita em Caen, cidade da Normandia, França, no ano de 1394. Desde criança floresceu na devoção a Nossa Senhora do Carmo, vindo a entrar na sua Ordem. Estudou na Universidade de Paris, depois de feita a Profissão na Ordem do Carmo. Ordenado sacerdote foi professor na sua Universidade. Eleito Prior Geral da Ordem, exerceu o cargo até à morte por mandato do Papa. É considerado o fundador das Irmãs Carmelitas e da Ordem Terceira, hoje conhecida por Ordem Secular do Carmo. A estas comunidades, já existentes, mas sem Regra, deu-lhes forma canónica. Levou pessoalmente a proposta ao Papa pedindo que a aprovasse, e, ao mesmo tempo, obteve a aprovação dos estatutos e leis e o reconhecimento da Ordem Terceira do Carmo, composta por homens e mulheres que no mundo vivem a sua vida normal, embora ligados espiritualmente à Ordem.

Dormição de Santa Anna, Mãe da Santa Mãe de Deus, 25 de Julho

Santa Anna, mãe da Santa Mãe de Deus, era descendente da tribo de Leví. Seu pai era um sacerdote de nome Matzán, e sua mãe Maria. Anna tinha duas irmãs, uma com o mesmo nome de sua mãe, Maria, e a outra chamada Sovín. Maria teve uma filha, de nome Salomé; Soví também teve uma filha, Elizabeth, e Ana concebeu a Santíssima Virgem Maria, Santa’Anna foi digna de ter a honra e a felicidade de conceber esta única filha que se tornou a Mãe do Salvador do mundo. Terminado o período de amamentação de Maria, Anna consagrou a Deus a sua filha, e passou o resto de sua vida em jejum e orações, praticando a caridade para com os pobres e desvalidos. Ao final dos seus dias, em paz entregou a Deus a sua alma, recebendo como herança bondades eternas que o Senhor mesmo assegurou quando disse que «os justos, ainda em vida, desfrutarão da eternidade».

ORAÇÕES - 25 DE JULHO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
25 – Sábado Santos: Tiago Maior, Cristóvão, Valentina
Evangelho (Mt 20,20-28) “Vós sabeis que os chefes das nações têm poder sobre elas e os grandes as oprimem. Entre vós não deverá ser assim.”
Essas palavras de Jesus apontam para uma característica dos discípulos de Jesus e de sua igreja. Entre nós não pode haver dominação, vaidades ou ambição. Nem títulos, nem patentes, mas apenas serviço, disponibilidade. Difícil? Talvez seja tempo de começar a me converter, e de orar pedindo que o Senhor nos ajude a todos.
Oração
Senhor Jesus, falta muito para eu ser discípulo vosso como quereis. Ainda procuro os primeiros lugares, mando, prestígio e posição, na família, no trabalho, na igreja. Ajudai-me na conversão, e ajudai também vossa igreja, para que seja perfeita comunidade de irmãos, e comunidade de serviço à humanidade, sem pretensões. Amém.

sexta-feira, 24 de julho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Bom Pastor”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Teve compaixão
 
O salmo que canta o Senhor como o pastor que sustenta, guia e prepara a mesa, retrata o coração de Deus, pastor de seu povo. Jesus traduz esse coração do Pai na realização de sua missão. Para resumir a vida de Jesus em poucas palavras, basta dizer: misericórdia e compaixão. Envolve todo sentimento de Jesus. Não se trata de ter dó, mas de assumir atitudes que resolvam. Por isso Jesus fazia milagres. Essas palavras são o conteúdo de seu ensinamento. Ao assumir sua encarnação, Jesus assume nossa condição humana. Sua atividade se resumia em deixar-se penetrar na vida do povo. A Igreja que continua sua missão, se não se impregnar desse sentimento como vida, não a realiza. Preferimos as idéias que as ações. É comum ouvir dizer de certas mentalidades que não podemos deixar de lado a justiça. Pedimos justiça para os outros. Peçamos que ela nos julgue também. A nossa justiça não tem sentimento. A de Jesus, aprendida de seu Pai, ela significa amor e santidade. Misericórdia não é um sentimento. É uma atitude que chama Jesus de o Bom Pastor. Está totalmente voltado para o bem das ovelhas. O descanso de Jesus se transformou em outro trabalho. O povo não perdoa nem pensa que Jesus precisa descansar e vai em busca do consolo, da cura do conforto. Esse é o descanso de Jesus, pois o povo não o cansava. O povo não é cansativo. 
Ai dos pastores 
Jesus é o bom pastor. O que lemos no profeta Jeremias, 23,1-6, tem o paralelo em Ezequiel 34,1-31: ambos profetizam contra os maus pastores do povo. Os reis eram considerados como os pastores do povo, no lugar de Deus. “A imagem do rei-pastor é antiga no patrimônio literário do Oriente. Jeremias aplicou aos reis de Israel, para lhes reprovar o mau cumprimento de suas funções e anunciar que Deus dará ao seu povo novos pastores, que o apascentarão na justiça” (Biblia de Jerusalém, comentário, pg 11,62). O mau pastor é aquele que, pode ter muita devoção, mas não tem o coração do Bom Pastor. É o que aprendemos da devoção ao Sagrado Coração. Sem isso, o culto se torna vazio. Os maus pastores, tanto da Igreja como da sociedade, pensam em si. Jeremias diz: “Ai dos mais pastores que deixam perder-se e dispersar-se o rebanho de minha pastagem... Vós dispersastes o meu rebanho e o afugentastes e não cuidastes de... Vou verificar e castigar as malícias de suas ações” (Jr 23,1-2). Santo Agostinho, no sermão 46, sobre os pastores, chama-os de “pastores que apascentam a si, não as ovelhas”... Os bons pastores “com liberalidade maior cumprem seu ofício de misericórdia. Podem e, o que podem, fazem”. As ovelhas são os pobres, os sofredores, os doentes e os sofridos... São os de Jesus. 
Novos pastores 
O profeta anuncia os novos pastores que seguem o modelo de Jesus. O pastor que ama seu povo tem criatividade. São pobres porque não exploram as ovelhas. Os outros se enriquecem e o povo permanece sofrido. Como Paulo ensina, leva todos à unidade. O bom pastor conhece as ovelhas e são conhecidos por elas. O Bom Pastor deu a vida por suas ovelhas. O bom pastor compromete sua vida para o bem das ovelhas. Só o será aquele que faz um caminho de santidade com Jesus. Quanto mais seu coração se une ao Coração de Jesus, mais terá as ovelhas em seu coração. Se não busca as ovelhas, não encontra o caminho que Jesus fazia. É na misericórdia que Ele nos salvou. 
Leituras: Jeremias 23,1-6;Salmo 22; 
Efésios 2,13-18;Marcos 6,3034 
1. Misericórdia não é um sentimento. É a atitude que se chama, em Jesus, o Bom Pastor. 
2. O mau pastor é aquele que não tem o coração do Bom Pastor. 
3. O bom pastor compromete sua vida para o bem das ovelhas. 
Aprendendo um ofício 
Como é belo esse ensinamento sobre Jesus, o bom Pastor. As ovelhas encantam, os prados verdes são relaxantes, o pastor transfere para o coração a bondade e o acolhimento. Dever ser bonito. Mas na verdade, um rebanho é uma peleja permanente. Tem de tudo, até os ataques de bichos e de gente. Como Jesus compreendeu seu ministério e tem a ousadia de se chamar de Bom Pastor. É um aprendizado muito exigente. A vida doada ao rebanho, fazendo disso o prazer a alegria, é o resultado desse aprendizado. Vemos em nossas comunidades, no nível religioso e nas estruturas da sociedade, como os “pastores políticos – administrativos” vêem as ovelhas só como boas de voto ou de número. Não é bom. É preciso aprender o ofício no Coração compassivo de Jesus. 
Homilia do 16º Domingo Comum (18.07.2021)

EVANGELHO DO DIA 24 DE JULHO

Evangelho segundo São Mateus 13,18-23. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Escutai o que significa a parábola do semeador: Quando um homem ouve a palavra do Reino e não a compreende, vem o Maligno e arrebata o que foi semeado no seu coração. Este é o que recebeu a semente ao longo do caminho. Aquele que recebeu a semente em sítios pedregosos é o que ouve a palavra e a acolhe de momento com alegria, mas não tem raiz em si mesmo, porque é inconstante, e, ao chegar a tribulação ou a perseguição por causa da palavra, sucumbe logo. Aquele que recebeu a semente entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo e a sedução da riqueza sufocam a palavra, que assim não dá fruto. E aquele que recebeu a palavra em boa terra é o que ouve a palavra e a compreende. Esse dá fruto e produz ora cem, ora sessenta, ora trinta por um». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São João Crisóstomo 
(345-407) 
Presbítero de Antioquia, 
bispo de Constantinopla, 
doutor da Igreja 
Homilia sobre Lázaro 
«Quem tem ouvidos, oiça» (Mt 13,43) 
Um semeador foi semear o seu grão e uma parte caiu ao longo do caminho, outra parte em terra boa. Três partes perderam-se, só uma deu fruto. Mas o semeador não deixou de semear o seu campo; bastou-lhe que uma parte fosse conservada para não suspender o seu trabalho. É impossível que o grão que eu lanço neste momento no meio de tão vasto auditório não venha a germinar. Se nem todos me escutarem, um terço me escutará; se não for um terço, será um décimo; se nem um décimo me escutasse, desde que um único membro desta numerosa assembleia me ouvisse, eu não deixaria de falar. A salvação de uma só ovelha não é pouca coisa. O Bom Pastor deixou as outras noventa e nove para ir a correr atrás da ovelha que se tinha perdido (cf Lc 15,4). Eu também não posso desprezar quem quer que seja. Mesmo que seja só um, é um homem, um ser querido por Deus. Mesmo que seja um escravo, não desdenharei dele; porque não procuro a condição social, mas o valor pessoal, não procuro o poder ou a servidão, mas o homem. Mesmo que só haja um, será sempre um homem, aquele para quem o Sol, o ar, as fontes e o mar foram criados, os profetas enviados, a Lei dada. Será sempre aquele ser por quem o Filho único de Deus Se fez homem. O meu Senhor foi imolado, o seu sangue foi derramado, e eu ousaria desprezar quem quer que fosse? Não, não deixarei de semear a palavra, mesmo que ninguém me escute. Sou médico, proponho o remédio. Devo ensinar, foi-me dada ordem de instruir, porque está escrito: «Nomeei-te sentinela da casa de Israel» (Ez 3,17).

Santas Nicetas e Aquilina Mártires na Lícia Festa: 24 de julho

Lícia, por volta de 250-253
 
Eles aparecem nos anais extremamente fantásticos de São Cristóvão e podem ser uma invenção pura do autor. Teriam sido enviados à prisão onde São Cristóvão estava detido para seduzi-lo e fazê-lo apostatar da fé cristã. Encontrando-o imerso em oração, foram eles próprios vencidos pela graça e professaram-se cristãos. Após uma série de façanhas — entre outras coisas, danificaram o templo pagão com um estratagema — foram decapitados. Tudo isso teria ocorrido sob o reinado de Décio (250-253) em uma cidade não identificada da Lícia. Os Sinaxários Bizantinos os comemoram em 9 de maio, juntamente com São Cristóvão, enquanto o Martirológio Romano lhes dedica um elogio em 24 de julho.
Etimologia: Niketas: do grego Niketas, vencedor; Aquilina: do latim Aquilinus, semelhante a uma águia ou perspicaz.
Emblema: Palma do martírio, por vezes representada juntamente com São Cristóvão num cenário de prisão.

24 de julho - Beato Cândido Castán São José

Cândido Castán São José nasceu em Benifayó, província e diocese de Valência, em 5 de agosto de 1894. Ele era pai de família e durante vários anos viveu com sua esposa e filhos em Pozuelo de Alarcón (Madrid), na província de São José. Empregado das ferrovias da Companhia del Nord da Espanha, estudara no colegial do Colégio dos Frades do Sacre Cuore, em Miranda de Ebro, onde seu pai fora enviado como capataz. Mais tarde, ele se dedicou aos estudos especializados relacionados ao campo ferroviário. Em 1936 ele servia na empresa como chefe do escritório. Tinha dois filhos, Teresa de quinze, e José María de sete anos. Um cristão consistente, um militante católico, ele era na época presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Católicos. Como ele era presidente dos trabalhadores ferroviários católicos, seção de Madrid-Nord, e filiados ao movimento de Adoração Eucarística da noite.

Beato Modestino de Jesus e Maria

"Tu, Senhor, és a minha esperança, minha confiança desde a minha mocidade"(Sl 71, 5). Assim canta a Igreja, sempre animada pelo sopro do Espírito Santo. Assim repete o Beato Modestino de Jesus e Maria, hoje, sacerdote da Ordem dos Frades Menores, uma testemunha única para a misericórdia de Deus e criador de esperança no Sul da Itália, na primeira metade do século passado. Para ele, Deus, o Pai teve o prazer de revelar, desde os anos da infância, os mistérios do reino dos céus(cf. Mt 11, 25), fazendo-o descobrir o verdadeiro valor da pessoa, que é implementado na adesão generosa com os pobres crucificados com Cristo e no dom de si aos outros. Vivendo em uma sociedade marcada pela marginalização e sofrimento moral, Modestino sabia como compartilhar plenamente as expectativas e ansiedades dos fracos, respondendo à necessidade profunda de Deus presente em nossos irmãos sedentos de justiça e de amor.

Beata Maria dos Anjos de São José (Marciana Valtierra Tordesillas) Virgem e Mártir Festa: 24 de julho

(*)Getafe, Madrid, 6 de março de 1905
(+)Guadalajara, Espanha, 24 de julho de 1936 
Marciana Valtierra Tordesillas, natural de Getafe, perto de Madrid, sentiu um chamado para a vida enclausurada entre as Carmelitas Descalças, mas teve que esperar para cuidar de sua família. Em 14 de julho de 1929, ingressou no mosteiro de San José, em Guadalajara, adotando o nome de Maria degli Angeli de San José. Humilde e prestativa, era dotada de muitas qualidades humanas e espirituais. Pouco depois do início da Guerra Civil Espanhola, sua comunidade se dispersou e ela, vestida com roupas civis e junto com suas companheiras freiras, Irmã Maria del Pilar de San Francisco Borgia e Irmã Teresa do Menino Jesus e San Juan de la Cruz, buscou refúgio em outro lugar. Em 24 de julho de 1936, no entanto, as três freiras foram surpreendidas por um grupo de milicianos, que abriram fogo contra elas assim que saíram do prédio onde haviam se abrigado: Irmã Maria degli Angeli foi morta quase instantaneamente. Ela e suas companheiras foram as primeiras mártires mortas durante a Guerra Civil Espanhola a serem beatificadas, em 29 de março de 1987, na Basílica de São Pedro, em Roma. Seus restos mortais são venerados no Mosteiro Carmelita de San José, em Guadalajara, na Calle Ingeniero Mariño, 8. 
Martirológio Romano: Em Guadalajara, na Espanha, as Beatas Maria del Pilar de São Francisco Bórgia (Tiago) Martínez García, Teresa do Menino Jesus (Eusébia) García García e Mariangela de São José (Marciana) Voltierra Tordesilhas, virgens da Ordem dos Carmelitas Descalços e mártires, que em tempos de perseguição alcançaram a coroa do martírio aclamando com alegria Cristo Esposo.

Bem-aventurada Cristina, a Virgem Admirável Festa: 24 de julho

(*)Brustem, perto de Sint-Truiden (atual Bélgica), por volta de 1150-1160 
(+)Sint-Truiden (Saint-Trond, Bélgica), 24 de julho de 1224 A Vida de Cristina, escrita por Tomás de Cantimpré por volta de 1232, é muito contestada quanto ao seu valor histórico, apesar de certas concordâncias com testemunhos de Jacques de Vitry. Uma simples pastora, por volta de 1182, após um ataque cataléptico, a santa decidiu dedicar-se a Deus através de uma vida de penitência. Ela não parece ter pertencido a uma comunidade de beguinas: era uma daquelas mulheres piedosas que viviam isoladas e que eram frequentemente encontradas no início do século XIII. Retirou-se primeiro para o castelo de Looz, depois para Saint-Trond, onde morreu no convento de Santa Catarina. A Vida atribui-lhe uma série de feitos extraordinários, especialmente casos de levitação que superam todos os outros conhecidos; mas se esses feitos de fato ocorreram, testemunhariam antes uma certa morbidez. Suas relíquias, antes preservadas em Nonnemielen, encontram-se atualmente na igreja redentorista de Saint-Trond. 
Etimologia: Cristina deriva do latim Christianus e significa 'pertencente a Cristo', 'seguidora de Cristo'. 
Emblema: Caixão ou esquife, chamas, pássaros, árvores, asas, êxtase, levitação, almas no Purgatório. 
Martirológio Romano: Em Sint-Truiden, em Brabante, na atual Bélgica, a bem-aventurada virgem Cristina, chamada de Milagrosa, porque nela, através da mortificação do corpo e êxtases místicos, o Senhor operou maravilhas.