sexta-feira, 21 de agosto de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Que eu veja”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
O homem que clama
 
A Palavra de Deus apresenta o milagre de um cego que implora a cura e, curado, segue Jesus. Cego e mendigo! Muita miséria em um homem só. Ele é a expressão de um mundo necessitado e perdido em suas desgraças. Podemos dizer que representa a escuridão do mundo e a dor da miséria. O mundo padece. E não tem saída. Bartimeu pergunta quem está passando. Quando disseram que era Jesus, ele pede misericórdia. Mandam que se cale e ele grita mais forte. Jesus o chama. Sua misericórdia se estende a todos, mas é atento a cada um. Não trata o povo como massa. Há um diálogo bonito: “Que queres que Eu te faça? – Mestre, que eu veja!” “Vai, tua fé te curou!” (Mc 10,51-52). Recuperou a vista e seguiu Jesus. O milagre nos leva a entender o caminho do seguimento de Jesus: Gritar do fundo da miséria. Ele é o Redentor de todos. Buscar Jesus é já começar a ver. O resultado da fé é segui-Lo. Esse processo é o modelo de salvação do mundo: Sentir a própria situação, ouvir Jesus que passa e gritar por Ele. Só em Jesus temos a salvação. Há duas atitudes nas pessoas: abafar o grito dos sofredores e fazer-se surdo diante de todos os sofrimentos. Por outro lado, ajudar a ir ao encontro de Jesus. E animar: “Coragem! Levanta-te! Jesus te chama”! (Id 49). A comunidade tem uma missão muito grande de animar a encontrá-Lo. A libertação sempre acontece vinda da parte de Deus. Lemos em Jeremias 31,7-9 a beleza da a(tirar este”a”) libertação do povo. E o salmo 125 narra a maravilha da libertação. É uma alegria.
Libertações 
A Palavra de Deus é animadora. Mesmo nos piores momentos há um raio de luz que dá a esperança. Nos desalentos do povo, os profetas animaram a buscar o Senhor, pois está sempre pronto a libertar. Lemos no salmo 106 (107) que retrata muito bem que o povo, em seus pecados, vai ao fundo do poço: “Gritaram ao Senhor na aflição e Ele os libertou da angústia” (Sl 106,6). A primeira leitura narra a libertação do povo escravizado durante 70 anos de exílio. E maravilhosamente Deus o libertou. As misericórdias de Deus são sempre sumamente superiores às fragilidades humanas. Basta ver que, para libertar o mundo do mal, não enviou um anjo, o que já seria bom, mas enviou seu Filho. Deus paga com justeza e ainda deixa uma grande gorjeta. Magnífico Deus. “Entre os gentios se dizia: maravilha fez com eles o Senhor” (Sl 125). Gera a alegria. O cego jogou o manto, deu salto e foi até Jesus. A fé tem uma dimensão profunda de alegria e não de sentimento de culpa pelos males praticados. Na missa antiga rezávamos o salmo que dizia: “Subirei ao altar de Deus, o Deus da minha alegria” (Sl 43,4). Tudo é festa. Lembramos a parábola do Pai bondoso e o filho perdido. “Convinha que fizéssemos festas, pois este meu filho estava perdido e foi encontrado” (Lc 15,32). A verdade por mais séria que seja, é razão de alegria. 
Cristo intercessor 
A Carta aos Hebreus captou o mistério da encarnação que penetra toda a vida de Cristo. Ela descreve o sacerdócio de Cristo voltado para as pessoas: “O sumo sacerdote é tirado do meio do povo e instituído em favor dos homens” (Hb 5,1). Reconhece que Cristo vive a fragilidade. Não é pecador, mas acolhe o pecador. “Sabe ter compaixão dos que estão na ignorância e no erro, porque ele mesmo está cercado de fraqueza” (Hb 5,2). A tentação não foi um momento de sua vida. Esteve sempre presente: “Meu Deus, por que me abandonastes”? (Sl 21,3). A fé que nos salvou (evangelho) nasce de sua força em Deus. 
Leituras: Jeremias 31,7-9; Salmo 125; 
Hebreus 5,1-6; Marcos 10,46-52 
1. A misericórdia de Deus se estende a todos, mas é atenta a cada um. 
2. As misericórdias de Deus são sempre sumamente superiores às fragilidades humanas. 
3. A tentação não foi um momento de sua vida. Ela esteve presente até o último momento. 
Escapei 
Eu estava num aperto danado e achei que dessa vez não tinha jeito de escapar. Mas, por um nada, como acender uma luz, tudo mudou, tudo ficou claro. Parecia que não tinha saída. Mas essa veio justamente do lugar menos esperado. Lembrei: “Quem libertou os judeus”? Um rei pagão que politicamente se realizou uma obra programada por Deus. Assim também nós recebemos dons de Deus, justamente de onde não se podia esperar. Para abrir uma porta grande e pesada, basta um giro da chave. Assim Deus faz... que bom... exultamos de alegria. Aí fazemos aquela festa. 
Homilia do 30º Domingo Comum (24.10.2021)

EVANGELHO DO DIA 21 DE AGOSTO

Evangelho segundo São Mateus 22,34-40
Naquele tempo, os fariseus, ouvindo dizer que Jesus tinha feito calar os saduceus, reuniram-se em grupo, e um doutor da Lei perguntou a Jesus, para O experimentar: «Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?». Jesus respondeu: «Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todo o teu espírito. Este é o maior e o primeiro mandamento. O segundo, porém, é semelhante a este: amarás o teu próximo como a ti mesmo. Nestes dois mandamentos se resumem toda a Lei e os profetas».
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santo Agostinho 
(354-430) 
Bispo de Hipona 
(norte de África), 
doutor da Igreja 
Sermão 34 sobre o Antigo Testamento 
Amar a Deus por Deus 
Não há ninguém que não ame alguma coisa; o que é preciso saber é que coisa ama. Não somos, pois, convidados a abster-nos de amar, mas a escolher aquilo que amamos. Ora, o que haveremos de escolher se não formos primeiramente escolhidos, pois só podemos amar se formos primeiramente amados? Ouçamos o apóstolo João: «Nós devemos amar, porque Deus nos amou primeiro» (1Jo 4,19). Vejamos como pode o homem amar a Deus e encontraremos que Deus o amou primeiro: Aquele que amamos deu-Se a Si mesmo, deu-Se a nós, dando-nos assim a fonte do amor. São Paulo diz-nos claramente o que Deus nos deu para amar; ouçamo-lo: «O amor de Deus foi derramado em nossos corações», afirma. Por quem? Terá sido por nós? Não. Então por quem? «Pelo Espírito Santo que nos foi dado» (Rm 5,5). Já que temos esta certeza, amemos a Deus por Deus. Ouçamos agora estas palavras de João, ainda mais explícitas: «Deus é amor: quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele» (1Jo 4,16). É pouco dizer que o amor vem de Deus; mas quem se atreveria a afirmar que «Deus é amor»? Quem o disse sabia o que estava dentro dele. Nós não vemos a Deus; se O amarmos, tê-lo-emos em nós. Ele oferece-Se-nos, bradando: «Amai-Me e ter-Me-eis em vós, porque não poderíeis amar-Me se não Me tivésseis em vós».

SANTA UMBELINA

Ela nasceu no castelo dos Fontaines de Dijon na França, filha de Tescelin Sorrel e Aleth de Montbard em 1092 e era irmã de São Bernardo Claraval, França. Casou-se e era socialmente popular. Umbelina visitava frequentemente o seu irmão e acabou sendo convertida por ele. Ela se tornou uma ardorosa devota da Paixão de Cristo e desejava entrar para um mosteiro. Logo depois recebeu permissão do seu marido, Guy de Marcy, para viverem separados e ela entrou para o Monastério Beneditino em Jully-Les-Nonnais e algum tempo depois ela se tornou Abadessa do Mosteiro. Diz à tradição que ela influenciou o irmão a escrever o “De Consideratione” que é considerado um tesouro de fé e várias de suas cartas demonstra uma extraordinária fé em Jesus e na Virgem Maria. Diz ainda a tradição que ela curava certas doenças apenas com sua benção e oração, inclusive doenças contagiosas sem nunca contrair nenhuma delas.

21 de agosto - Beato Raimundo Peiró Victorí

No lugar do Morrot, perto de Barcelona, ​​na Espanha, Beato Raimundo Peiró Victorí, sacerdote da Ordem dos Pregadores e mártir, que na perseguição contra a igreja, seguindo com fidelidade as palavras de Cristo, através de sua morte chegou a vida gloriosa. Ele nasceu em 7 de março de 1891 em Aiguafreda (Barcelona), estudou a educação primária com os Padres da Sagrada Família de seu povoado. Quando completou 15 anos, foi para o convento de São João Batista de Corias (Astúrias), onde vestiu o hábito da Ordem dos Pregadores e em 1911 fez a profissão solene. Recentemente designado ao convento de Santo Estevão de Salamanca pediu para fazer parte do grupo de restauradores da Província de Aragão. Nessa Província, ele e cursou teologia e foi ordenado sacerdote em 1915. Ele ensinou humanidades aos noviços de Solsona e depois em Calanda.

Santa Bassa, mártir e seus filhos, os Santos Mártires Teogônio, Agápio e Pisto (século IV)

A Santa Mártir Bassa e seus filhos Teógnio, Agápio e Pisto (do gr. "Θεόγνιος, Αγάπιος και Πιστός", [Zeógnios, Agápios ke Pistós]) viveu na cidade de Edessa, na Macedônia, e foi casada com um padre pagão. Desde a infância, ela foi criada na fé cristã, que passou para seus filhos. Durante o reinado do imperador Maximiano Galério (305-311 d.C.), o marido denunciou sua esposa e três filhos ao vigário procônsul. Depois de confessar que era cristã, Vicario trancou-a e seus dois filhos mais velhos na prisão. Teógnio, o filho mais velho, estava suspenso no ar e seu peito cruelmente espancado. Eles também arrancaram suas unhas, mas ela bravamente suportou tudo clamando a Deus. Sua mãe Bassa o encorajou a aguentar até o fim.

Santa Ciríaca de Roma, Virgem e Mártir

Nascimento
Roma 
Morte 249 
Causa da morte Pena de morte 
Informações religiosas 
Canonização Pré-congregação 
Festividade 21 de agosto (Igreja Católica); 19 de maio (Igrejas Ortodoxas e Orientais) 
Ciríaca de Roma, também conhecida como Dominica, foi uma viúva romana e anfitriã de São Lourenço, que sofreu o martírio. São Lourenço usava sua casa em Roma para dar comida aos pobres. Ciriaca sofreu o martírio por meio de açoites. 
Vida 
Ciríaca era uma rica viúva romana que deu abrigo a cristãos perseguidos. São Lourenço usava sua casa em Roma para dar comida aos pobres. Após sua morte, ele levou seus restos mortais para uma catacumba que havia sido escavada em uma colina em terras de sua propriedade.

Beata Beatriz de Roelas Virgem Mercedária Festa: 21 de agosto

(†)Sevilha, Espanha, 1580 
Fundadora com outras irmãs do mosteiro da Assunção de Sevilha (Espanha), a Beata Beatriz de Roelas, era muito famosa pela sua oração e pelo espírito de penitência. Ele terminou sua vida terrena no ano de 1580 no mesmo mosteiro e agora merecidamente se alegra no Senhor. A Ordem celebra-o no dia 21 de agosto.
A Beata Beatriz de Roelas, também conhecida como Beatriz de Roelas, foi uma figura proeminente na Igreja Católica, particularmente como freira mercedária. Ela é reverenciada por suas contribuições significativas para a fundação e desenvolvimento do Mosteiro da Assunção em Sevilha, Espanha. Nascida em um ano desconhecido, Beatriz dedicou sua vida a servir a Deus e seguir os ensinamentos da fé católica. Embora informações limitadas estejam disponíveis sobre sua infância, seu comprometimento com a vida religiosa a levou a se juntar à Ordem Mercedária, cujos membros eram devotados à redenção de cativos cristãos mantidos por muçulmanos.

Pio X Papa, Santo 1835-1914

Papa de 1903 a 1914. 
O seu catecismo foi um dos 
mais utilizados pela cristandade. 
Giuseppe Sarto (este era seu nome) nasceu em Riese (Treviso), em 1835, de família camponesa. Após os estudos no Seminário de Pádua, foi ordenado sacerdote, aos 23 anos. Primeiramente, foi vice-pároco em Tombolo, depois pároco em Salzano, e mais tarde cônego da catedral de Treviso, com o cargo de chanceler episcopal e diretor espiritual do seminário diocesano. Nesses anos de rica e generosa experiência pastoral, o futuro pontífice mostrou esse profundo amor a Cristo e à Igreja, essa humildade e simplicidade e essa grande caridade pelos mais necessitados, que foram características de toda a sua vida. Em 1884, foi nomeado bispo de Mantua e, em 1893, patriarca de Veneza. No dia 4 de agosto de 1903, foi eleito Papa, ministério que aceitou com hesitação, porque não se considerava à altura de uma tarefa como essa.

Sidónio Apolinário Bispo, Santo-423-480

Bispo de Clermont na Alvérnia 
(agora França), 
cidade da qual foi também governador.
Caio Sólio Apolinário Sidônio (em latim Gaius Sollius Sidonius Apollinaris); nasceu em Lugdunum [actual Lyon], em 430 vindo a falecer em Clermont-Ferrand em 486), poeta, alto funcionário do Império Romano, bispo e santo da Igreja Católica, foi "o autor individual sobrevivente mais importante da Gália do quinto século". A amplitude dos seus conhecimentos o tornaram centro da vida pública de sua época. Era de descendência nobre, com pai e avô cristãos e prefeitos do pretório da Gália. Também ele foi educado na religião cristã, recebendo dos gramáticos e retores gauleses uma brilhante educação. Casou-se por volta de 452 com Papianilla, filha de Avito, que era então cônsul e depois foi proclamado imperador romano do Ocidente em 455, que ergueu no Fórum de Trajano uma estátua de seu genro e deu-lhe o título de conde.

Beata Vitória Rasoamanarive, Viúva e princesa de Madagáscar - 21 de agosto

Leiga malgaxe. 
Foi educada na escola das 
Irmãs de São José de Cluny 
A Beata Vitória Rasoamanarive, nasceu em 1848 na cidade de Tananarive na grande Ilha de Madagáscar (*), e pertencia a uma das mais poderosas famílias dos Hovas: seu avô materno foi primeiro ministro por vinte anos quando era rainha Ranavalona (1832-1852) e era irmã de Rainilaiarivony, que exerceu a mesma função por mais de 30 anos, de 1864 a 1895. Segundo o uso do país, foi adotada pelo irmão mais velho do pai, de quem se sabe pouco; o tio Rainimaharavo era comandante geral do exército malgaxe. Rasoamanarive (este era seu nome original) cresceu recebendo, principalmente da mãe, uma ótima educação moral e seguia a religião idolátrica dos seus ancestrais. Mas quando alguns missionários franceses chegaram a Madagáscar, e se estabeleceram em Tananarive, ela ingressou na escola das Irmãs de São José de Cluny, abraçou a fé católica e no dia de Todos os Santos de 1863 foi batizada, recebendo o nome de Vitória.

ORAÇÕES - 21 DE AGOSTO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
21 – Sexta-feira – Santos: Pio X, Ciríaca, Humbelina  
Evangelho (Mt 22,34-40) “Jesus respondeu: ─ Amarás o Senhor teu Deus de todo o coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento!”
Os mestres encontravam na Lei mais de seiscentos mandamentos, e gostavam de discutir qual seria o mais importante. Jesus responde: “colocar a Deus em primeiro lugar na vida”. E aponta logo o segundo: “amar o próximo como a si mesmo”. Parece e é muito simples. Mas exige tudo de nós: orientar toda a nossa vida para Deus, e fazer todo o possível para o bem e a felicidade do próximo.
Oração
Senhor, já aprendi a resposta, já assimilei a ideia. Agora preciso de vossa ajuda para viver assim, amando-vos acima de tudo e de todos, e tudo fazendo para a felicidade de meus irmãos. Conquistai meu coração, ensinai-me a amar. Afastai de mim tudo que me possa separar de vós. Fazei-me atento e compassivo com meu próximo, pronto sempre a perdoar e a pedir perdão. Amém.

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - Mãe do povo

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Mãe conhece os filhos
 
A Igreja ensina que o povo, no seu conjunto, não erra. Há diversas regras para a garantia da fé: a Escritura, a Sagrada Tradição; os Pais da Igreja (santos mestres antigos), os ensinamentos dos Papas, a Sagrada Liturgia e a Fé do Povo. Esses elementos estão unidos entre si. O que um ensina, está em consonância com os outros. Quando ouvimos que o povo em seu conjunto não erra. Podemos perceber a profundidade do ensinamento, mesmo que as palavras sejam simples. É muito triste ver determinadas seitas tirando a fé do povo. Como o protestantismo trouxe a Europa ao ateísmo, temo que, a invasão das seitas, leve o querido povo ao ateísmo popular. Os santuários preservam esse aspecto da fé popular. Ele se expressa naturalmente. Os símbolos preenchem muito a formulação das verdades. O homem é simbólico. Os símbolos falam mais claro. O povo sempre diz: a casa da Mãe, da Mãezinha. É o sentido da Igreja que Maria representa: é a casa de Deus para todos. A Mãe é acolhedora. Ela sabe como acolher os filhos. Eles vêm com muita alegria. A Igreja é casa de todos. Não tem partidos, nem discriminação de pessoas, evita-se destacar os importantes. Há o respeito às autoridades, mas não é partidário. O conceito da mãe que acolhe é muito claro quando vemos as imensas filas para passar diante da Imagem. Na realidade, por experiência, o símbolo tem algo mais que um símbolo frio. O calor humano expressa o calor da Mãe que acolhe. Se a imagem é um símbolo. Mas, para Jesus e sua Mãe, nós somos uma realidade. O símbolo explica a realidade. 
Gestos humanos da fé 
Como dizemos que gostamos de ver com as mãos, a fé do povo também se expressa em gestos. Vemos as muitas promessas. Criticamos, mas nos esquecemos que elas partem do coração e do modo como esse coração entende. Ouvi um pastor, “importante”, dizer que esse povo que vem a Aparecida troca uma vela de dez centímetros pela bíblia. Conforme uso a bíblia é idolatria. É usar do sagrado, a Palavra de Deus, como instrumento e não como caminho de vida. Eu creio e expresso a fé através de meios humanos. Até o pão e o vinho se tornam o corpo do Senhor. Uma vela acesa é expressão da fé. Não precisa de palavras. Fazer uma promessa é mostrar o agradecimento. É uma atitude penitencial que perdoa. Fazer uma oferta é como se entregar pessoalmente. Não é um dízimo que arranca o pão da boca do pobre. Não se mede pelo valor, mas pelo coração. Jesus falou da oferta da viúva que deu tudo o que tinha para comer. Muito maior atitude que dos ricaços que deram do resto. Uma romaria a pé, a cavalo, ou seja, como for, é uma atitude de caminhada para Deus. Seu valor se mede pelo que está no coração da pessoa. Não despreze o humilde. 
Carinho de Deus 
O povo feliz no santuário tem a certeza de que está na presença de Deus e na presença de sua Mãe querida. Tenho visto sua alegria por estar aqui. É um povo feliz. Fizeram longas viagens, desde o Rio Grande do Sul, como Nordeste. Veio agradecer. Sinal que já sentiram a presença de Deus. Perguntamos tantas vezes: “Quem veio agradecer?” É muito mais do que quem veio para pedir uma graça especial. Sabem reconhecer. Já ouvi crentes evangélicos que receberam milagres. Deus quer cuidar de seus filhos. Nossa Senhora cumpre essa missão. Não tenhamos medo de fazer promessa. São Paulo cortou os cabelos, pois fizeram uma promessa de cortar os cabelos (At 18,18). Nesse tempo era consagrado a Deus (nazireu). O povo de Deus não erra na sua fé e a expressa em gestos.
ARTIGO PUBLICADO EM OUTUBRO DE 2021

EVANGELHO DO DIA 20 DE AGOSTO

Evangelho segundo São Mateus 22,1-14. 
Naquele tempo, Jesus dirigiu-Se de novo aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo e, falando em parábolas, disse-lhes: «O Reino dos Céus pode comparar-se a um rei que preparou um banquete nupcial para o seu filho. Mandou os servos chamar os convidados para as bodas, mas eles não quiseram vir. Mandou ainda outros servos, ordenando-lhes: "Dizei aos convidados: preparei o meu banquete, os bois e cevados foram abatidos, tudo está pronto, vinde às bodas". Mas eles, sem fazerem caso, foram um para o seu campo e outro para o seu negócio; os outros apoderaram-se dos servos, trataram-nos mal e mataram-nos. O rei ficou muito indignado e enviou os seus exércitos, que acabaram com aqueles assassinos e incendiaram a cidade. Disse, então, aos servos: "O banquete está pronto, mas os convidados não eram dignos. Ide às encruzilhadas dos caminhos e convidai para as bodas todos os que encontrardes". Então os servos, saindo pelos caminhos, reuniram todos os que encontraram, maus e bons. E a sala do banquete encheu-se de convidados. O rei, quando entrou para ver os convidados, viu um homem que não estava vestido com o traje nupcial e disse-lhe: "Amigo, como entraste aqui sem o traje nupcial?". Mas ele ficou calado. O rei disse, então, aos servos: "Amarrai-lhe os pés e as mãos e lançai-o às trevas exteriores; aí, haverá choro e ranger de dentes". Na verdade, muitos são os chamados, mas poucos os escolhidos». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Gregório de Nissa 
(335-395) 
Monge, bispo 
O traje das virtudes 
A veste nupcial 
«O aroma dos teus vestidos é como o aroma do Líbano» (Ct 4,11). O sentido profundo destas palavras mostra-nos o objetivo da vida virtuosa, que é a semelhança com Deus; é por isso que as almas virtuosas se esforçam por adquirir pureza de alma e desprendimento de todos os afetos sensuais, para que a excelência das suas vidas revele a marca da natureza divina. Mas a vida virtuosa não tem um só aspeto nem uma forma única; pois assim como na confeção de um tecido se cria uma peça de vestuário tecendo muitos fios, uns esticados verticalmente, outros dispostos horizontalmente, assim também na vida virtuosa a tecelagem ocorre necessariamente através da interação de muitos elementos. São estes fios que o Apóstolo enumera quando, descrevendo aquilo que contribui para a tecelagem das obras puras, fala de «caridade, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade» (Gal 5,22) e outras virtudes que adornam aquele que se esvaziou da vida corruptível e terrena para se revestir da incorruptibilidade celeste (cf 1Cor 15,53). É este, pois, o sentido destas palavras do Cântico dos Cânticos; é como se [o autor sagrado] estivesse a dizer: em ti, minha Esposa, o revestimento das virtudes é uma imitação da beatitude divina, que te torna semelhante ao Ser inacessível pela pureza e a libertação das paixões.

São Bernardo Tolomei, Fundador dos Olivetanos-Festa: 20 de agosto

(+)Siena, 1272 - 20 de agosto de 1348
 
Giovanni (seu nome de batismo) ingressou na Ordem dos Disciplinantes de Santa Maria, uma associação leiga dedicada à oração e à caridade. Por volta dos 40 anos, sua vida mudou: ele deixou tudo para trás e se retirou para os arredores da cidade, para Accona, uma região rural deserta e inculta, aninhada entre colinas de argila. Ali, ele e alguns amigos cavaram cavernas para viver como eremitas. Após alguns anos, os eremitas decidiram se unir, vivendo em comunidade na colina do Monte Oliveto, perto de Buonconvento, a sudeste de Siena. Ali, o mosteiro de Santa Maria foi fundado em 1319, seguindo a Regra Beneditina. Bernardo elegeu seu amigo Patrizio Patrizi como seu primeiro abade, mas este foi então obrigado a obedecer aos monges, que o queriam como seu líder até a morte.

São Samuel, Juiz e Profeta de Israel Festa: 20 de agosto

A história de Samuel, primeiro profeta e último Juiz de Israel, é narrada no primeiro livro da Bíblia, que traz seu nome. Nascido por volta de 1070 a.C., era destinado ao sacerdócio. O Senhor lhe apareceu e lhe pediu para ungir, antes, Saul e, depois, o rei Davi, de cuja estipe nasceu Jesus.
(*)Rama, Palestina, 1070 a.C. 
(+)cerca de 1012 a.C. 
Samuel ocupa uma posição fundamental na história bíblica de Israel. Sua figura marca a transição da antiga organização tribal para a monarquia, e ele combina três funções em uma só pessoa: profeta, juiz e líder religioso do povo. Sua história é narrada principalmente nos primeiros capítulos do Primeiro Livro de Samuel, onde ele aparece primeiro como o filho esperado e consagrado a Deus por sua mãe Ana, depois como o jovem que ouve o chamado divino no santuário de Siló e, finalmente, como o homem através do qual Israel entra na era da monarquia.

Beata Maria Climent Mateu, Virgem e mártir - 20 de agosto

Nasceu em Játiva no dia 13 de março de 1887 no seio de uma piedosa família. Seu tio Joaquim Clement era vigário da paroquia de Santa Tecla, e desde pequena a iniciou na vida espiritual intensa: uma hora de oração, missa e comunhão diária. Desde jovem apresentou uma espiritualidade robusta. Decidiu ser uma apóstola secular, vivendo com intensidade sua condição de membro da Ação Católica e fazendo quanto bem podia ao seu redor. Terciaria franciscana, Maria dos Sacrários, membro do Apostolado da Oração e da Adoração Noturna, tinha a Eucaristia como centro de sua vida espiritual, amando também singularmente a Liturgia e o decoro da casa de Deus. Era intensamente devota da Virgem Maria, fomentando a obra do Rosário Perpétuo. Sua vida interior se direcionava nas obras sociais, como o Apostolado Social da mulher, o Sindicato Católico Feminino, dirigindo a Caixa Dotal e a Mutualidade de Enfermas do mesmo. Ela era de economia modesta, porém tinha habilidade para tirar fundos das pessoas a fim de sustentar as obras sociais que desenvolvia.

Santa Maria De Mattias, Fundadora – 20 de agosto

Maria De Mattias nasceu em Vallecorsa, a cidade mais ao sul dos Estados Papais, na província de Frosinone, em 4 de fevereiro de 1805, filha mais velha de uma distinta família. Seu pai foi um educador excepcional que a ensinava a rezar e a amar a Sagrada Escritura. Ele formava seu coração com narrativas bíblicas que a encantavam. Mais tarde, tornou-se seu confidente e guia. Foi ele quem a fez compreender, na sua adolescência, o significado profundo do Cordeiro Pascal, como simbologia de Jesus que foi conduzido à morte e verteu seu Sangue para a salvação da Humanidade. E a jovem concluiu que ela também devia consumir-se completamente, se necessário até o derramamento de sangue, para levar Jesus a todos. Sem educação formal e sem contatos externos, por causa de sua classe social, Maria passou sua infância e início da adolescência retirada e focada em sua beleza. Mas quando ela chegou a adolescência, começou a procurar o significado de sua vida. Impetuosa, vivíssima e um pouco vaidosa, aos 16 anos foi favorecida com uma especial inspiração da Santíssima Virgem, compreendeu a vaidade e a transitoriedade dos prazeres do mundo e começou por renunciar a joias e a adornos pelo ideal de uma vida dedicada a Deus e aos irmãos.

Santa Laura Corpo Sagrado Festa: 20 de agosto

As relíquias da mártir Santa Laura são veneradas na Igreja de Nossa Senhora da Misericórdia (Santa Maria del Trebbio), perto do convento dos Frades Menores em Pollenza (MC), para onde foram levadas em 1846 das catacumbas romanas. Sua festa litúrgica é celebrada em 20 de agosto. A mártir Santa Laura é venerada na Igreja de Nossa Senhora da Misericórdia (Santa Maria del Trebbio), perto do convento dos Frades Menores em Pollenza (MC). Construída entre 1580 e 1587 para servir de local de repouso digno para Nossa Senhora da Misericórdia, cuja imagem está pintada na parede de um tabernáculo erguido no bairro anteriormente conhecido como Trivio, a igreja possuía duas casas contíguas com um pequeno pátio frontal. Em 1877, o Padre Domenico Pierucci construiu uma igreja maior, acrescentando posteriormente um coro, sacristia e duas capelas laterais.

São Bernardo de Claraval, Abade e Doutor da Igreja Festa: 20 de agosto

Abade e doutor da Igreja. 
Foi o pregador da II Cruzada 
a pedido do seu amigo, o Papa Urbano II.
(*)Dijon, França, 1090
(+)Clairvaux, 20 de agosto de 1153 
Bernardo, depois de Roberto, Alberico e Estêvão, foi o pai da Ordem Cisterciense. A obediência e o bem da Igreja frequentemente o levavam a abandonar a quietude monástica para se dedicar às questões políticas e religiosas mais prementes de seu tempo. Mestre na orientação espiritual e educador de gerações de santos, seus sermões, comentando a Bíblia e a liturgia, deixaram um legado excepcional de teologia monástica, voltado mais para a experiência do mistério do que para a ciência. Ele inspirou uma profunda devoção pela humanidade de Cristo e da Virgem Maria. 

São Filiberto de Jumieges, Abade Festa: 20 de agosto

Religioso, nativo da Gasconha. 
Fundou o mosteiro de Jumières, 
onde chegaram a conviver 900 frades
Filiberto, abade de Jumièges e Noirmoutier, nasceu na Gasconha por volta de 616. Em 636, ingressou no mosteiro de Rebais, perto de Coulommiers (Seine-et-Marne), que seu amigo Audoen havia fundado recentemente. Por volta de 650, Filiberto foi eleito abade. De lá, começou a visitar os principais mosteiros da Île-de-France, Borgonha e Itália, particularmente Luxeuil e Bobbio. Ao final dessa jornada, dirigiu-se a Rouen, onde seu amigo Audoen era arcebispo desde 641, e fundou o mosteiro de Jumièges às margens do Sena. Em 676, entrou em conflito com o mordomo do palácio, Ebroin, e após um período de residência supervisionada, foi para Poitiers encontrar-se com o bispo Ansoald, que lhe concedeu uma ilha na costa da Vendée, onde fundou o mosteiro de Noirmoutier. Após a morte de Ebroin (683) e talvez também a de Audoen (684), Filiberto pôde retornar a Jumièges.