quinta-feira, 2 de abril de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - QUINTA-FEIRA SANTA

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
“Isso é o meu corpo que é dado por vós”
 
Iniciamos com esta celebração da “Ceia do Senhor”, o Tríduo Pascal da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor, centro do ano litúrgico. 
Nele Cristo realizou a obra da redenção humana e a perfeita glorificação de Deus.
Este Tríduo começa com a celebração da Quinta Feira Santa que lembra a Instituição da Eucaristia, do Sacerdócio e o mandamento novo do amor. 
As leituras proclamam a Páscoa histórica do povo hebreu que é ao mesmo tempo profética. 
Proclama também a Páscoa celebrada e realizada em e por Jesus e a Páscoa celebrada pela Igreja na missa, Eucaristia que fazemos em sua memória, como Êle mandou. 
O sangue do cordeiro passado nas portas salvou os primogênitos da morte e abriu caminho de libertação da escravidão. 
Paulo narra o que recebera já por tradição da comunidade. 
Da páscoa hebraica Jesus fizera um memorial de sua Páscoa de Cruz e Ressurreição. 
A comunidade compreendeu a mudança de sentido e de conteúdo. 
Agora quem salva e abre caminho de libertação é Jesus que com seu sangue é o novo cordeiro libertador. 
Jesus no evangelho dá o sentido de sua Eucaristia e da Páscoa que fará em si mesmo: ao celebrar a ceia lava os pés dos apóstolos.
E diz que devem fazer o mesmo. 
O que Cristo faz em sua morte é um serviço de amor à humanidade. 
Quando dá o pão e diz isto é meu corpo, dá o vinho e diz isto é meu sangue, diz também fazei em memória de mim. 
Com estas palavras e exemplo dá o conteúdo de sua Páscoa: um serviço de amor para a redenção de todos. 
Ele quer que sua memória permaneça ligada ao seu gesto de entrega total ao Pai pela humanidade que pecara. 
Não é somente uma redenção de pecado e basta, mas um redenção que transforma tudo em amor de serviço humilde aos irmãos. 
Eucaristia é Páscoa. 
Páscoa cristã é presença do amor de Jesus que redime e dá vida. 
Quinta feira Santa, dia da instituição da Eucaristia. 
Nós celebramos missa todos os dias. 
Por que não transformamos nosso mundo, se Jesus com uma única eucaristia realizada em seu corpo trouxe a vida ao mundo? 
Porque ali havia a entrega total do amor. 
O mandamento do amor é o fundamento da Eucaristia e do sacerdócio.
Jesus parte o pão e reparte. 
No momento em que no mundo houver a partilha do pão para o corpo, aí poderemos celebrar bem a Eucaristia. 
Se na Eucaristia aprendemos de fato a repartir o pão, o mundo será salvo. 
Cristo é também presença que permanece: 
Cada sacrário que tem a presença real de Jesus seja a fonte de nosso amor e nossa dedicação ao amor dos irmãos na adoração ao Amor que sempre nos ama. 
Agradeço a Deus ser sacerdote e por ter podido amar tanta gente neste meu ministério. 
Peço que, para viver a Eucaristia, nos esforcemos muito a fim de que todos sejamos fraternos e nos ajudemos a repartir a vida para que o mundo tenha vida. 
Cada gesto de amor constroi a Páscoa que dura para sempre.

EVANGELHO DO DIA 02 DE ABRIL

Evangelho segundo São João 13,1-15. 
Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo para o Pai, Ele, que amara os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim. No decorrer da ceia, tendo já o Demónio metido no coração de Judas Iscariotes, filho de Simão, a ideia de O entregar, Jesus, sabendo que o Pai Lhe tinha dado toda a autoridade, sabendo que saíra de Deus e para Deus voltava, levantou-Se da mesa, tirou o manto e tomou uma toalha, que pôs à cintura. Depois, deitou água numa bacia e começou a lavar os pés aos discípulos e a enxugá-los com a toalha que pusera à cintura. Quando chegou a Simão Pedro, este disse-Lhe: «Senhor, Tu vais lavar-me os pés?». Jesus respondeu: «O que estou a fazer, não o podes entender agora, mas compreendê-lo-ás mais tarde». Pedro insistiu: «Nunca consentirei que me laves os pés». Jesus respondeu-lhe: «Se não tos lavar, não terás parte comigo». Simão Pedro replicou: «Senhor, então não somente os pés, mas também as mãos e a cabeça». Jesus respondeu-lhe: «Aquele que já tomou banho está limpo e não precisa de lavar senão os pés. Vós estais limpos, mas não todos». Jesus bem sabia quem O havia de entregar. Foi por isso que acrescentou: «Nem todos estais limpos». Depois de lhes lavar os pés, Jesus tomou o manto e pôs-Se de novo à mesa. Então disse-lhes: «Compreendeis o que vos fiz? Vós chamais-Me Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque o sou. Se Eu, que sou Mestre e Senhor, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros. Dei-vos o exemplo, para que, assim como Eu fiz, vós façais também». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Fulgêncio de Ruspas 
(467-532) 
Bispo no Norte de África 
«Contra Fabiano», 28, 16-21 
À hora do sacrifício, peçamos a graça da unidade 
«Visto que há um só pão, nós, embora sejamos muitos, formamos um só corpo, porque participamos do único pão», diz o apóstolo (1Cor 10,17). 
Para pedir que assim seja no momento do sacrifício, temos o salutar exemplo do nosso Salvador, que quis que pedíssemos, ao comemorarmos a sua morte, o que Ele mesmo, o verdadeiro Sacerdote, pediu por nós quando disse, à hora de morrer: «Pai santo, guarda em teu nome aqueles que Me deste, para que sejam um, assim como Nós somos um»; e acrescenta logo a seguir: «Não rogo só por eles, mas também por aqueles que hão de crer em mim, por meio da sua palavra, para que eles sejam todos um, como Tu, Pai, o és em Mim e Eu em Ti, para que também eles sejam um em Nós e o mundo acredite que Tu Me enviaste» (Jo 17,11.20-21). Assim, quando oferecemos o corpo e o sangue de Cristo, pedimos o que Ele pediu por nós quando Se dignou oferecer-Se por nós. Lede novamente o Evangelho e vereis que o nosso Redentor, tendo terminado esta oração, foi para o jardim onde os judeus O prenderam. E foi precisamente depois da Última Ceia, durante a qual deu aos seus discípulos o sacramento do seu corpo e do seu sangue, que o Salvador fez esta oração por quantos nele acreditam. Mostrou-nos assim que o que devemos pedir acima de tudo no momento do sacrifício é aquilo que Ele, o Pontífice supremo, Se dignou pedir quando instituiu este sacrifício. E recebemos aquilo que pedimos, isto é, a nossa unidade no Pai e no Filho, através da unidade da graça espiritual, que o Apóstolo nos ordena que preservemos cuidadosamente ao dizer: «Suportai-vos uns aos outros com caridade; empenhai-vos em manter a unidade de espírito, pelo vínculo da paz» (Ef 4,2-3).

02 de abril - Beato Mykolay (Nicolau) Charneckyj

Dom Mykolay (Nicolau) Charneckyj bispo ordinário de Leopoli na Ucrânia, nascido em 14 de dezembro de 1884 e falecido em Lviv em dois de abril de 1959, encabeça a lista dos vinte e cinco mártires cristãos ucranianos mortos em odium fidei pelo regime comunista após a queda da Rússia Czarista com a revolução bolchevique. Ele foi professor do Seminário Stalislaviv e diretor espiritual no mesmo, em 1919 entrou para a Congregação dos Missionários Redentoristas. No ano de 1926 é nomeado visitador apostólico para os greco-católicos de Volyn, cidade na qual as estruturas eclesiais estavam destruídas, em 1931 é nomeado ordinário para os católicos de rito bizantino-eslavo em território polonês. Ordenado bispo em oito de fevereiro do mesmo ano em Roma, preso por agentes da KGB em 11 de abril com muitos outros bispos greco-católicos. Condenado por cinco anos a fazer trabalhos forçados, passa anos na prisão, sofre inúmeras torturas e humilhações, durante todo este tempo jamais descuidou do trabalho pastoral dando apoio e suporte espiritual aos outros prisioneiros, que em grande maioria participavam da mesma injustiça e da mesma fé.

São Pedro Calungsod, Catequista e Mártir Festa: 2 de abril

(*)Ginatilan, Filipinas, 1654 
(✝︎)Guam, Ilhas Marianas, 2 de abril de 1672
Jovemcatequista filipino martirizado no século XVII. Em 1668, missionários jesuítas chegaram às Ilhas Marianas, enfrentando dificuldades ambientais e desconfiança. Apesar disso, conseguiram inúmeras conversões. Um curandeiro chinês, Choco, alimentou a desconfiança dos missionários, acusando-os de envenenar crianças com a água do batismo. A calúnia encontrou terreno fértil entre alguns nativos, desencadeando perseguição. Em 2 de abril de 1672, em Tomhom, Pedro e o Padre Diego Luis de San Vitores foram mortos por Matapang e Hirao, instigados por Choco. 
Martirógio Romano: Na vila de Tomhom, na ilha de Guam, na Oceania, os beatos mártires Diego Luigi de San Vitores, sacerdote da Companhia de Jesus, e Peter Calungsod, catequista, cruelmente assassinados por ódio à fé cristã e lançados ao mar por alguns apóstatas e alguns seguidores indígenas de superstições pagãs. 
Mesmo com uma "farsa", alguém pode ser condenado à morte: isso acontece hoje, como aconteceu há mais de três séculos e certamente até antes. Mas a "farsa" em questão é uma daquelas gananciosas, segundo um furo jornalístico moderno: a água usada pelos missionários para batizar crianças é envenenada, por isso muitos morrem imediatamente após o batismo.

02 de abril - São Francisco Coll

São Paulo recorda-nos que "a Palavra de Deus é viva e eficaz" (Hb 4, 12). Nela, o Pai, que está no céu, conversa amorosamente com os seus filhos de todos os tempos, dando-lhes a conhecer o seu amor infinito e, deste modo, estimula-os, conforta-os e oferece-lhes o seu desígnio de salvação para a humanidade e para cada pessoa. Consciente disto, São Francisco Coll dedicou-se abnegadamente na sua propagação, cumprindo assim fielmente a sua vocação na Ordem dos Pregadores, na qual emitiu a profissão. A sua paixão foi pregar, em grande parte de modo itinerante e seguindo a forma de "missões regulares", com a finalidade de anunciar e reavivar nos povoados e cidades da Catalunha a Palavra de Deus, facilitando assim o encontro profundo dos povos com Ele. Um encontro que leva à conversão do coração, a receber com alegria a graça divina e a manter um diálogo constante com nosso Senhor mediante a oração. Por isso, a sua atividade evangelizadora incluía uma grande entrega ao sacramento da Reconciliação, uma especial ênfase na Eucaristia e uma insistência constante na oração.

Santa Teodósia (ou Teodora) de Tiro, virgem e mártir - 2 de abril

Martirológio Romano:
No mesmo lugar, paixão de Santa Teodósia, virgem de Tiro, que na mesma perseguição, tendo saudado os santos confessores da fé que estavam diante do tribunal e pedido a eles que ao chegar ao Senhor se lembrassem dela, foi aprisionada pelos soldados e conduzida diante do governador, que ordenou fosse ela torturada com atrozes suplícios e finalmente lançada ao mar (c. †307).
As informações sobre esta mártir nos chegaram pelo historiador Eusébio de Cesareia. Em sua obra Os mártires da Palestina o martírio da Santa é narrado. Entre os mártires da Palestina que Eusébio de Cesareia conheceu pessoalmente e cujos sofrimentos descreveu, há dois de tenra idade que impressionaram especialmente o escritor. Um, era Anfiano, jovem de 20 anos, e outra era uma jovem de 18 anos, chamada Teodósia. Eusébio descreve assim seu triunfo: No quinto ano de perseguição, no quarto dia depois das nonas de abril, que era a festa da Ressurreição do Senhor, chegou a Cesareia uma jovem muito santa e piedosa, chamada Teodósia, originária de Tiro. Teodósia se aproximou de uns prisioneiros que estavam esperando a sentença de morte diante do pretório, com a intenção de saudá-los e provavelmente também pedir-lhes que não se esquecessem dela ao chegar à presença de Deus.

Beata Maria de São José Alvarado, Fundadora venezuelana - Festa 2 de abril

Laura Evangelista Alvarado Cardozo, conhecida como a Madre Maria de São José, ou simplesmente como Madre Maria, nasceu em Choroní, Estado Aragua, na Venezuela, em 25 de abril de 1875. Maria de São José era filha do Coronel Clemente Alvarado e de Dona Margarida Cardozo, de quem herdou seu amor fervoroso a Cristo e a Eucaristia. Iniciou seus estudos no seu povoado natal, porém se mudou com a família para Maracay, onde terminaria seus estudos. Aos 13 anos de idade, no dia 8 de dezembro de 1888, recebeu a Primeira Comunhão, fazendo seus primeiros votos, consagrando-se assim ao senhor. Desde então começava sua vida religiosa. Em 1892, aos dezessete anos, foi-lhe imposto o santo escapulário da Virgem do Carmo. Antes de cumprir 18 anos, se dedicava à preparação de crianças para a Primeira Comunhão. Em 1893, o sacerdote Justo Vicente López Aveledo fundou a Sociedade das Filhas de Maria e Laura passa a formar parte dela, renovando assim seus primeiros votos. Muito cedo Laura demonstrou sua devoção a Deus e sua força espiritual.

Beata Elisabetta Vendramini, Virgem e fundadora Festa: 2 de abril

(*)Bassano del Grappa, Vicenza, 9 de abril de 1790
(✝︎)Pádua, 2 de abril de 1860 
Nascida em Bassano del Grappa em 9 de abril de 1790, Elisabetta Vendramini estudou com as Irmãs Agostinianas. Aos 22 anos, superando a resistência dos pais, ela ficou noiva de um garoto de Ferrara de origens humildes. Mas pouco antes do casamento, aos 27 anos, ela rompeu o relacionamento e foi dar aulas no orfanato dos Terciários Franciscanos, onde o Superior a humilhou repetidamente. Assim, Elisabetta mudou-se para o instituto Esposti em Pádua, que recebia crianças abandonadas. Mas ele ficou lá apenas um ano, nós ficamos até 1828, e depois se mudou para a "Casa da Polícia". Com um colega de classe, abriu uma escola gratuita para crianças abandonadas, idosos e enfermos, e começou a receber jovens mulheres sob o nome de franciscanos elisabetanos. A partir de 1835, os elisabetanos se multiplicaram e abriram escolas, ajudando os marginalizados e os idosos. Elizabeth faleceu em 2 de abril de 1860, antes que a congregação obtivesse reconhecimento canônico. João Paulo II a beatificou em 4 de novembro de 1990. (Avvenire) 
Etimologia: Elizabeth = Deus é meu juramento, do hebraico
Martirológio Romano: Em Pádua, a Beata Elizabeth Vendramini, virgem, que dedicou sua vida aos pobres e, após superar muitas adversidades, fundou o Instituto das Irmãs Isabelinas da Terceira Ordem de São Francisco.

Maria Egípcia Penitente, Santa (343-422)

Maria do Egipto foi canonizada como penitente porque escolheu essa forma de expiar os pecados cometidos numa vida de vícios mundanos. Entregou-se muito jovem ao mundo dos prazeres, sem regra nem moral. Ela morreu em 431, mas temos sua confissão feita no deserto, um ano antes de morrer, ao monge Zózimo, também ele canonizado mais tarde. Nessa ocasião, ainda estava vagando penitente pelo deserto, era já uma senhora e contou ao monge sua história. Disse que fugiu de casa aos doze anos e se instalou em Alexandria, no Egipto, vivendo de sua beleza e sedução, arrastando dezenas de almas ao torvelinho do vício. Vida que levou durante dezassete anos, até o dia de sua conversão, que ocorreu de forma muito significativa. Por diversão e curiosidade fútil, Maria decidiu acompanhar os romeiros que se dirigiam à Terra Santa para a "Festa da Santa Cruz". Ao chegar à porta da igreja, entretanto, não conseguiu entrar. A multidão passava por ela e ia para o interior do templo sem nenhum problema, mas ela não conseguia pisar no solo sagrado. Uma força invisível a mantinha do lado de fora e, por mais que tentasse, suas pernas não obedeciam a seu comando. Ela teve, então, um pensamento que lhe atingiu a mente como um raio. Uma voz lhe disse que seus pecados a tinham tornado indigna de comparecer diante de Deus, o que a fez chorar amargamente.

Francisco de Paula Franciscano, Fundador, Santo 1416-1519

Fundador da Ordem dos Mínimos.
Francisco era filho de lavradores, nasceu na Calábria em 1416, num povoado chamado Paula. Aos 13 anos, ingressou no convento dos franciscanos. Em 1435, deixou o convento, seguido por alguns discípulos, para fundar a ordem dos Mínimos ou ordem dos Eremitas de São Francisco. Aos três votos habitualmente firmados pelos franciscanos - pobreza, castidade e obediência - São Francisco acrescentou mais um, o do jejum quaresmal. O mosteiro da ordem foi construído em 1454, em Cosenza, do qual foi nomeado superior. São Francisco era conhecido pelos milagres que o acompanhavam. Certa vez, por não ter como atravessar o estreito de Messina, devido à recusa dos barqueiros, estendeu o seu manto sobre as águas alcançando, dessa maneira, o porto. Numa outra ocasião, o rei da França, Luís XI, pediu ao papa que lhe fosse enviado o frei calabrês para curá-lo de uma grave doença. São Francisco de Paula esteve com o rei e convenceu-o a reconciliar-se com Deus para ter uma morte tranquila. Antes de morrer, o rei Luís XI pediu ao frei que fosse o director espiritual do seu filho Carlos VIII, próximo sucessor do trono da França. Devido à sua fama, São Francisco de Paula atraiu muitos jovens à vocação religiosa. São Francisco de Paula partiu para junto de Deus no dia 02 de abril de 1519, numa sexta-feira santa, aos 91 anos de idade. Foi canonizado pelo papa Leão X doze anos após a sua morte e é o padroeiro dos marinheiros.

ORAÇÕES - 02 DE ABRIL

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
2 – Quinta-feiraSanta – Ceia do Senhor
Evangelho (Jo 13,1-15) Jesus sabia que tinha chegado a sua hora de passar deste mundo para o Pai; tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim.”
O texto original permite-nosler também:“...amou-os ao máximo”. Amou-nos como só um deus pode amar, com amor extremo, com amor que jamais poderíamos esperar.O amor de Jesus é gratuito, não o merecemos. É amor que nos inquieta e desafia, ao qual só podemos responder muito pobremente amando-o o mais que pudermos. Ou melhor, com todo o amor que só Deus nos pode dar.
Oração
Senhor Jesus, vós nos amastes e amais muito mais do que podemos imaginar. Por amor quisestes viver como nós, enfrentando as mesmas agruras, e fostes fiel a esse amor até a morte na cruz. A tanto amor, só posso responder com o maior amor que me for possível. E só vós me podeis ensinar esse amor. Ensinai-me, pois, a vos amar de fato, a vos seguir fielmente sempre e em tudo. Amém.

quarta-feira, 1 de abril de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - QUARTA-FEIRA SANTA

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
“O discípulo que Jesus amava”
 
Lendo os evangelhos sempre vejo João dizer: o discípulo que Jesus amava! Não existe uma discriminação? Por que não se fala o mesmo dos outros? 
João, quando fala de si no seu evangelho não cita seu nome, mas simplesmente aquilo que o identificava no grupo dos apóstolos: aquele que Jesus amava. Não amava os outros? Jesus dava a cada um o tratamento que lhe era especial. Amava cada um do modo que cada um queria ser amado. A discriminação é desprezar um pelo outro. Por exemplo: Jesus tinham um modo de tratar Judas que os outros não sabiam. Havia coisas que os outros não entendiam. Basta ver a última ceia quando Judas sai da sala.
Com João, o tratamento era conhecido de todos: João era jovem (quantos anos? 15, 18?). Era cheio de vida e entusiasmo. Era bravo, tanto que Jesus chamava-o, como também a seu irmão Tiago, de Boanerges, filhos do trovão. Numa cidade samaritana onde não queriam receber Jesus, eles pediram para fazer descer fogo do céu sobre a cidade. Parece-nos ouvir Jesus dizer a João: Joãozinho, calma! devagar! 
João era como que a sombra de Jesus. Estava em todas. Nos momentos mais selecionados de Jesus, quando não queria ninguém por perto, levava consigo Pedro, Tiago e João. Testemunha escolhida, querida, amada. João bebia as palavras de Jesus e mais as palavras, a própria pessoa de Jesus. Quando escreve sua carta ele diz: "o que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com nossos olhos, o que contemplamos, e o que nossas mãos apalparam do Verbo da vida, nós a vimos e lhes damos testemunho e vos anunciamos esta Vida eterna...o que vimos e ouvimos nos vo-lo anunciamos para que estejais em comunhão conosco" (1 Jo.1.1-3). E está ali, ao pé da Cruz tocando o sangue, expressão do amor: "tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao extremo do amor" (Jo 13,1). 
Está sempre ao lado. Na ceia pode recostar a cabeça no peito de Jesus e ouvir sobre o traidor. Era uma proximidade palpável (aquele que nossas mãos tocaram). 
João pegava toda a mensagem de Jesus como que através do contato pessoal. É ele que vai falar tanto do amor. Ele viu este amor em Jesus, conheceu Jesus como o Amor do Pai, comunhão com o Pai. E se sentiu envolvido por este amor. Para ele, existir era ser amado por Jesus. Sua identidade era o amor de Jesus que estava nele. Quando Madalena anuncia a ressurreição ele corre ao túmulo. Ele o reconhecia: na pesca milagrosa ele diz: “é o Senhor!” Este amor que era sua identidade torna-se sua pregação: "filhinhos, não amemos só com palavras” (1 Jo.18). Amar é permanecer nele. 
No quadro da Semana Santa não existe somente o mal. Existe o amor de tantos por Jesus. Somos chamados a partilhar!

EVANGELHO DO DIA 01 DE ABRIL

Evangelho segundo São Mateus 26,14-25. 
Naquele tempo, um dos Doze, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os príncipes dos sacerdotes e disse-lhes: «Que estais dispostos a dar-me para vos entregar Jesus?». Eles garantiram-lhe trinta moedas de prata. E a partir de então, Judas procurava uma oportunidade para O entregar. No primeiro dia dos Ázimos, os discípulos foram ter com Jesus e perguntaram-Lhe: «Onde queres que façamos os preparativos para comer a Páscoa?». Ele respondeu: «Ide à cidade, a casa de tal pessoa, e dizei-lhe: "O Mestre manda dizer: o meu tempo está próximo. É em tua casa que Eu quero celebrar a Páscoa com os meus discípulos"». Os discípulos fizeram como Jesus lhes tinha mandado e prepararam a Páscoa. Ao cair da noite, sentou-Se à mesa com os Doze. Enquanto comiam, declarou: «Em verdade vos digo: um de vós há de entregar-Me». Profundamente entristecidos, começou cada um a perguntar-Lhe: «Serei eu, Senhor?». Jesus respondeu: «Aquele que meteu comigo a mão no prato é que há de entregar-Me. O Filho do homem vai partir, como está escrito acerca dele. Mas ai daquele por quem o Filho do homem vai ser entregue! Melhor seria para esse homem não ter nascido». Judas, que O ia entregar, tomou a palavra e perguntou: «Serei eu, Mestre?». Respondeu Jesus: «Tu o disseste». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Teresa Benedita da Cruz 
(Edith Stein) 
(1891-1942) 
Carmelita, mártir, 
co-padroeira da Europa 
A oração da Igreja 
«Onde queres que façamos os preparativos 
para comer a Páscoa?» 
Sabemos pelos relatos evangélicos que Cristo rezou como um judeu crente e fiel à Lei, pronunciando as antigas orações de bênção, que ainda hoje se dizem, pelo pão, pelo vinho e pelos frutos da terra, como mostram as narrações da Última Ceia, totalmente consagrada à execução de uma das obrigações religiosas mais santas: a solene refeição da Páscoa, que comemorava a libertação da servidão do Egito. É talvez aqui que nos é dada a visão mais profunda da oração de Cristo, como chave que nos introduz na oração de toda a Igreja. A bênção e a partilha do pão e do vinho faziam parte do rito da refeição pascal. Mas tanto uma como a outra recebem aqui um sentido inteiramente novo: aqui nasce a vida da Igreja. É certo que é apenas no Pentecostes que Ela nasce como comunidade espiritual e visível; mas aqui, na Ceia, realiza-se o enxerto da vara na cepa que torna possível a efusão do Espírito. As antigas orações de bênção tornaram-se, na boca de Cristo, palavras criadoras de vida. Os frutos da terra tornaram-se a sua carne e o seu sangue, cheios da sua vida. A Páscoa da Antiga Aliança tornou-se a Páscoa da Nova Aliança.

01 de abril - Beato Giuseppe Girotti

Religioso dominicano, professo sacerdote da Ordem dos Pregadores e mártir, que morreu em odium fidei no campo de concentração de Dachau, na Alemanha. Reduzido a um esqueleto vivo, foi visto com o rosário na mão, "um cadáver" que ainda sabia consolar e absolver aqueles que o abordavam. Sacerdote aos 25 anos, Giuseppe Girotti, nascido em Alba - Itália - em 19 de julho de 1905, em uma família muito pobre, de caráter vivo e brilhante no intelecto, depois de estudos bíblicos em Jerusalém e Roma, foi professor de literatura sagrada em Turim. Sempre caridoso com os mais pobres, com a suspensão do ensino em 1939, trabalhou de todas as maneiras para ajudar os judeus e acabou preso e deportado para Dachau, onde sobreviveu entre humilhação e sofrimentos, por apenas seis meses. Seu ministério não terminou na "cadeira" porque o padre Girotti tinha uma grande sensibilidade social: voluntariamente e generosamente ele se dedicou ao serviço dos mais necessitados e no hospício dos pobres de Turim e em várias outras atividades de caridade. Com a reviravolta dos eventos da Segunda Guerra Mundial, o padre Girotti tornou-se o animador e organizador de uma vasta rede de ajuda aos judeus: ele trabalhou para encontrar esconderijos seguros para muitos deles, mas também a maneira de ter documentos de identidade com a possibilidade de expatriação.

01 de abril - Beata Sofia Czeska-Maciejowska

Madre Sofia Czeska nasceu em 1584, terceira filha de Mateusz Maciejewski e Lubowiecka Katarzyna Maciejewska. A família relativamente abastada vivia em Cracóvia. Era uma família grande - cinco homens e quatro mulheres - todos criados em um ambiente religioso. Sofia foi a terceira. Com a idade de 16 anos Sofia se casou com Jan Czeski. Após 6 anos de um casamento sem filhos, ficou viúva. Um dia, ao sair da igreja e a caminho de casa, foi abordada por um homem que queria forçá-la ao casamento. Quando ela recusou, o homem se casou com sua irmã Ana. Apesar de sua juventude, ela não se casou novamente e dedicou sua vida às obras de misericórdia. Naquela época, ela testemunhou a guerra, a epidemia, as enchentes, as colheitas ruins, a fome, por isso testemunhou a morte de muitas pessoas. Sofia decidiu cuidar das meninas, especialmente dos órfãos e das famílias pobres. De 1621 a 1627, usando seus próprios recursos, ela fundou um lar para elas, chamado Casa da Apresentação da Santíssima Virgem Maria. Em 31 de maio de 1627, ela recebeu a aprovação oficial do Bispo de para esta fundação. Este foi o começo da primeira escola para meninas na Polônia. Para continuar o seu trabalho, uma congregação de Irmãs foi estabelecida. A constituição do Instituto foi aprovada em 13 de janeiro 1660 pelo Bispo de Cracóvia, não muito tempo depois da morte de Madre Sofia.

01 de abril - Beato Anacleto González Flores

Anacleto González Flores e nove leigos mártires de Jalisco, que morreram defendendo a fé durante a “guerra Cristera” desatada no México pela perseguição maçônica, foram beatificados em 20 de novembro de 2005. Anacleto González Flores, nasceu em Tepatitlán, Jalisco – México - em 13 de julho de 1889. Membro de uma família pobre e numerosa, trabalhou desde muito pequeno para ajudar no sustento familiar. Entretanto, seu amor pela cultura e seu desejo de formar-se para defender a fé ante as agressões anticlericais maçônicas, levou-o a titular-se de advogado em 1922, ano em que contraiu matrimônio. Dedicou-se a ensinar história e literatura em colégios particulares de Guadalajara e em 1925 foi presidente e fundador da “União Popular de Jalisco”. Desde 1926 lutou arduamente por que não se realizasse a rebelião armada, pois sempre se opôs à violência contra as agressões anticatólicas. Pelo contrário, foi um bem-sucedido promotor do “boicote” proclamado pelos católicos contra meios de comunicação e negócios maçônicos. Seu exemplo e seus ensinos o converteram em uma figura simbólica amplamente reconhecida e respeitada pela revolução Cristera; por isso foi feito prisioneiro em 1º de abril de 1927, uma primeira sexta-feira de mês. Logo ao ser capturado, Anacleto começou a ser brutalmente torturado para que revelasse o lugar onde se ocultava o Bispo Orozco e Jiménez.

Santa Maria do Egito

De uma grande pecadora, 
a santa Maria se transformou, 
com a ajuda de Deus, numa grande justa, 
numa das maiores santas e nos deixou 
um grande exemplo de penitencia. 
 Santa Maria do Egito viveu em meados do V século e começo do VI. A sua juventude não foi nada promissora: ela tinha somente 12 anos, quando saiu de sua casa em Alexandria, e ficando livre do controle dos pais, jovem e inexperiente como era se envolveu com a vida devassa. Não havia ninguém quem podia detê-la e tinha muitos sedutores e muitas tentações em volta dela. Assim, ela passou 17 anos nesta vida de luxúria e prostituição, até que Deus misericordioso providenciou a sua penitencia. Aconteceu isto assim: Por força curiosidade, Maria se juntou a um grupo de peregrinos, que estavam se dirigindo para a Terra Santa. Durante a viagem no navio, a Maria não parava de seduzir os romeiros e a pecar. Ela mesma narra sua experiência: O dia sagrado da Exaltação da Cruz despontou, enquanto eu ainda estava à caça de jovens.

Santos Venâncio e companheiros Mártires na Dalmácia e na Ístria Festa: 1º de abril Século III-IV

Venâncio, bispo de Salona, atual Croácia, viveu entre os séculos III e IV; é venerado junto com os Santos Anastácio, Mauro, Pauliniano, Télio, Estério, Septímio, Antioquiano e Graiano, seus companheiros de martírio, que, como ele, também eram provenientes da Dalmácia e da Ístria.
Bispo da cidade de Salona, atual Croácia, São Venâncio, que viveu entre os séculos III e IV, é venerado junto com os santos Anastácio, Mauro, Pauliniano, Télio, Estério, Septímio, Antioquia e Graiano, seus companheiros de martírio, como ele vindos da Dalmácia e da Ístria. Martirológio Romano: Em Roma, comemoração dos santos mártires Venâncio, bispo, e seus companheiros da Dalmácia e da Ístria, Anastácio, Mauro, Pauliniano, Télio, Astério, Sétimo, Antioquia e Gaiano, a quem a Igreja honra com louvor comum.

Santas Ágape e Mártires de Chionia em Tessalônica Festa: 1º de abril

(†)Tessalônica, 304
 
Mártires em Tessalônica sofreram seu destino durante as perseguições de Diocleciano. O martírio delas, narrado em um documento que amplifica testemunhos genuínos, nos oferece um vislumbre da fé inabalável dessas mulheres diante do poder imperial. Presos por se recusarem a comer carne sacrificada aos deuses, Ágape e Quiônia professaram sua fé em Cristo e foram condenados a serem queimados na fogueira. Irene, descoberta em posse de livros cristãos, sofreu um destino mais cruel: despida e levada para um bordel, ela milagrosamente permaneceu intacta. Recusando-se a abjurar, foi condenada à morte. 
Emblema: Palma 
Martirológio Romano: Em Tessalônica, na Macedônia, atualmente na Grécia, os santos Agape e Chionia, virgens e mártires, que durante a perseguição ao imperador Diocleciano, tendo se recusado a comer carne de animais sacrificados a ídolos, foram entregues ao governador Dulcezio e condenados a serem queimados na fogueira. 

Valério de Auvergne Monge, Santo 565-619

Monge, discípulo de São Columbano. 
Fundou vários conventos na Gália, hoje França. 
Uma cidade francesa perpetua o seu nome 
(Saint-Valéry-en-Caux).
Valério nasceu no ano 565, em Auvergne, na França. Sua família era muito pobre e ele trabalhava no campo. Ainda pequeno, tinha uma enorme sede de saber e, para aprender a ler e escrever, ele mesmo foi procurar um professor, e pediu que lhe ensinasse o alfabeto. Mais depressa do que qualquer outro de sua idade, Valério já dominava a escrita e a leitura. Após conhecer a Sagrada Escritura, procurou um parente sacerdote que vivia num mosteiro próximo. Passou ali alguns dias, percebeu sua vocação para a vida religiosa e pediu seu ingresso naquela comunidade. Depois de um bom tempo realizando várias tarefas internas, foi aceito e recebeu as ordens sacerdotais. Pouco depois, mudou-se para um mosteiro sob a direcção espiritual de Columbano, o grande evangelizador da Gália, actual França, que depois foi canonizado, onde aconteceu seu primeiro prodígio. Designado para cuidar da horta do convento, sem nenhum produto a não ser com o trabalho de suas próprias mãos, acabou com as pragas que assolavam anualmente as plantações. Tornou-se tão conhecido na região e tão respeitado internamente que foi testado em sua humildade.