segunda-feira, 18 de maio de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “De quem é a imagem”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Deus é o Senhor
 
Jesus se aproxima do fim de seu ministério. O evangelista resume questões fundamentais que lhe eram propostas: uma é questão de política religiosa, o imposto ao imperador, outra é de moral, o matrimônio, uma espiritual, o maior mandamento e a sua divindade. Os inimigos de tendências diferentes se ajuntam para comprometê-lo a tomar partido contra o imperador, contra o imposto ou contra o povo que não admitia esse imposto. Para fazer o mal os inimigos se combinam. Jesus pede uma moeda e pergunta: “De quem é a imagem e a inscrição?” - “De César”, respondem. E Jesus, sabendo que era uma armadilha, responde: “Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. Essa frase já recebeu muitos sentidos. Até se falou que se refere à separação de Igreja e Estado. Nós nos fixamos na resposta de Jesus. Mas seu sentido é mais amplo. Pode-se partir dos termos imagem e inscrição da moeda. O império aceita a imagem do imperador. E até lhe fazem templos, como um culto a um deus. Todos aceitam sua política, sua ordem econômica e devolvem uma parte do dinheiro recebido de César como tributo exigido. Trata-se de restituir a César o que veio de César (Imperador). Mas a grandeza de um rei é estar a serviço de Deus, como nos apresenta a primeira leitura. É estar a serviço de Deus, como nos apresenta o texto de Isaías. Deus é o Senhor que tudo comanda: “Eu sou o Senhor, não existe outro: fora de mim não há deus”. O imperador não é dono do mundo. 
De quem é a imagem? 
Na moeda estava cunhada a imagem (ícone) do imperador. Jesus pergunta: “De quem é a imagem?” Jesus escapa da armação que lhe fazem e conduz o assunto a declarar-Se Senhor e todos como imagem de Deus. Essa temática é muito rica. Deus fez o homem a sua imagem e semelhança. Com o sopro lhe deu a existência (Gn 2,7) destinada à vida imortal. O imperador, através de sua imagem, não é o dono do mundo. Deus criou tudo e a terra é sua. Também Cesar, seu dinheiro, sua imagem, sua inscrição e seu tributo pertencem a Deus. O selo de Deus está marcado na testa dos homens. Nele pôs o selo de seu Filho (Jo 6,27). Tudo deve ser restituído a Deus. Com isso não está descartada a autoridade humana constituída para o bem do povo e que tem sua origem em Deus. Não dispensa a restituição do tributo à autoridade. Estando sujeito à autoridade deve saber que César não é autônomo. Ele também tem que prestar contas a Deus. Esse complexo de autoridade, como poder, está presente também nas autoridades eclesiásticas e naqueles que os cercam. Jesus nos mostra muito bem o que é o serviço do poder. Este deve estar a serviço da glória de Deus. O salmo convida a todas as nações que dêem ao Senhor poder e glória (Sl 95).
Fraternidade apostólica 
Paulo em suas cartas chega aos cumes da sabedoria cristã. Mas não sai da realidade humana. Fala de coisas humanas como lemos hoje: “Damos graças a Deus por todos vós, lembrando-vos sempre em nossas orações... recordamos a atuação de vossa fé, o esforço de vossa caridade e a firmeza da vossa esperança” (1Ts 1,2-3). É uma comunidade cheia do Espírito Santo que, no dizer de Paulo, foi seu evangelizador: “O evangelho chegou até vós, não somente por meio de palavras, mas também mediante a força que é o Espírito Santo; e isso com abundância” (Id 5b). Mesmo sabendo do poder do Espírito Santo, Paulo não deixa de se comprometer afetivamente com essa comunidade (1Ts 2,17). O afeto deve permear todos os aspectos da evangelização. A fé atinge a pessoa toda em todas as suas dimensões. 
Leituras: Isaias 45,1.4-6; Salmo 95;
1 Tessalonicenses 1,1-5b; Mateus 22,15-21. 
1. A grandeza de um rei é estar a serviço de Deus. 
2. A autoridade humana que é constituída para o bem do povo, tem sua origem em Deus. 
3. O afeto deve permear todos os aspectos da evangelização e as dimensões do homem. 
Rei da cocada 
Temos muitos tipos de reis desde a Inglaterra até ao rei do carnaval, o Momo. Jesus não Se gloria de ser rei, a não ser para declarar a verdade. Ele responde a Pilatos que pergunta se Ele é rei. Responde “tu o dizes”, isto é: você que está falando. E diz que seu reino não é desse mundo. Pior é que gostamos de ser rei na Igreja. O Papa usava uma tríplice coroa. Outros, se não usam coroa, fazem o que os reis faziam e querem essas glórias. Ele foi rei coroado na cruz. Ali sim, estão as insígnias reais. Todo o poder que Je
sus concede é o de servir. Para esse, não tem partido político. Nem a concorrência é grande. Os que têm vida, são os que se doam.
Homilia do 29º Domingo Comum (18.10.2020)

EVANGELHO DO DIA 18 DE MAIO

Evangelho segundo São João 16,29-33. 
Naquele tempo, disseram os discípulos a Jesus: «De facto, agora falas abertamente, sem enigmas. Agora vemos que sabes tudo e não precisas que ninguém Te faça perguntas. Por isso acreditamos que saíste de Deus». Respondeu-lhes Jesus: «Agora acreditais? Vai chegar a hora — e já chegou— em que sereis dispersos, cada um para seu lado, e Me deixareis só; mas Eu não estou só, porque o Pai está comigo. Digo-vos isto, para que em Mim tenhais a paz. No mundo, sofrereis tribulações. Mas tende confiança: Eu venci o mundo». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São João Paulo II 
(1920-2005) 
Papa 
Mensagem para o Dia Mundial da Paz 2002, §9-10
«No mundo, sofrereis tribulações. 
Mas tende confiança: 
Eu venci o mundo» 
As famílias, os grupos, os Estados, a própria Comunidade internacional, necessitam de abrir-se ao perdão para restaurar os laços interrompidos, superar situações estéreis de mútua condenação, vencer a tentação de excluir os outros, negando-lhes a possibilidade de apelo. A capacidade de perdão está na base de cada projeto de uma sociedade futura mais justa e solidária. Pelo contrário, a falta de perdão, especialmente quando alimenta o prolongamento de conflitos, impõe custos enormes ao desenvolvimento dos povos: os recursos são destinados à corrida aos armamentos, às despesas de guerra, às consequências das represálias económicas. Deste modo, acabam por faltar os recursos financeiros necessários para gerar desenvolvimento, paz e justiça. Quantos sofrimentos padece a humanidade por não saber reconciliar-se, e quantos atrasos por não saber perdoar! A paz é a condição do desenvolvimento, mas a paz verdadeira só é possível somente com o perdão. A proposta do perdão não é de imediata compreensão nem de fácil aceitação; é uma mensagem de certo modo paradoxal. De facto, o perdão implica sempre uma aparente perda a curto prazo; mas garante, a longo prazo, um lucro real. Com a violência passa-se exatamente o contrário: opta-se por um lucro de vencimento imediato, mas que prepara para depois uma perda real e permanente. À primeira vista, o perdão pode parecer uma fraqueza, mas não o é; ele pressupõe, tanto para ser concedido como para ser aceite, uma força espiritual e uma coragem moral a toda a prova. Em vez de humilhar a pessoa, o perdão leva-a a um humanismo mais pleno e mais rico, capaz de refletir em si um raio do esplendor do Criador.

Santa Rafaela Maria virgem, fundadora, +1925

Nasceu em Córdova, Espanha, no ano de 1850. Juntamente com sua irmã de sangue, Dolores, fundou a Congregação das Escravas do Sagrado Coração de Jesus, dedicada à adoração ao Santíssimo Sacramento e ao cuidado das crianças. Sta. Rafaela ocupou o cargo de madre superiora e sua irmã – e cofundadora –, o de ecónoma geral. Em 1893, a irmã de Sta. Rafaela começou a difundir entre as conselheiras da ordem a ideia de que Sta. Rafaela Maria, por não ser apta para as questões económicas, também não deveria continuar a governar a congregação, como de facto aconteceu: Sta. Rafaela deixou o cargo, que foi ocupado pela irmã; esta foi superiora durante 10 anos. Nos 32 anos de vida que lhe restavam, esta grande serva de Deus viveu uma profunda humildade, realizando as tarefas de que a encarregavam sempre com muito amor e obediência, na graça de Deus; foi uma verdadeira adoradora do Santíssimo Sacramento. Sta. Rafaela Maria morreu em 1925, em Roma, tendo sido sepultada na sede da congregação nessa cidade. Foi canonizada em 1977, pelo papa Paulo VI. http://www.cancaonova.com/portal/

18 de maio - São Venâncio de Camerino

Venâncio de Camerino é o padroeiro de Camerino, Itália. Segundo a tradição cristã, Venâncio tinha apenas 15 anos de idade quando foi torturado e decapitado durante a perseguição de Décio. Foram martirizados com ele outros dez cristãos, incluindo o padre Porfírio, o tutor de Venâncio, e Leôncio, o bispo de Camerino. Era o dia 18 de maio do ano 250. Procurado pelas autoridades pagãs da cidade, e ameaçado com torturas e morte se não voltasse ao culto dos deuses pagãos, por ordem dos éditos imperiais. Venâncio, adolescente pela idade, mas de forte personalidade, se recusa a obedecer e, então, é submetido a inúmeras torturas. Antes de ser morto, Venâncio foi flagelado, queimado com tochas, pendurado de cabeça para baixo sobre uma fogueira, teve seus dentes arrancados e sua mandíbula, quebrada, foi atirado aos leões e jogado de um desfiladeiro. As atas do seu martírio narram, ainda, que quando começou a perseguição aos cristãos, ele conseguiu escapar por um breve período de Camerino, e se escondeu em Raiano, onde também há uma igreja dedicada a ele. Venâncio foi enterrado fora da muralha da cidade, onde uma basílica foi construída no século V e depois reconstruída muitas vezes ao longo dos séculos.

São Felice(Felix) da Cantalice Capuchinho-Festa:18 de maio

São Félix Porro nasceu em Cantalice (Rieti), certamente em 1515. Tornando-se Capuchinho, foi um frade pesquisador e místico, e esmoleiro em Roma, por 40 anos, até à sua morte. Félix, amigo de Felipe Neri e Sisto V, teve uma intensa vida de oração e caridade. Foi canonizado por Clemente XI, em 1712.
(+)Roma, 18 de maio de 1587 
Felice Porro nasceu em Cantalice (Rieti), quase certamente em 1515; ainda muito jovem, mudou-se para Cittaducale, onde serviu na família Picchi como pastor e fazendeiro. Em 1544, decidiu se entregar ao desejo de se tornar capuchinho. Após seu noviciado em Fiuggi, em 1545, fez seus votos no convento de San Giovanni Campano. Depois, permaneceu por pouco mais de dois anos nos conventos de Tivoli e Viterbo-Palanzana e depois mudou-se para o convento romano de San Bonaventura (Santa Croce dei Lucchesi sob o Quirinale), onde, pelos quarenta anos restantes, foi mendigo para seus confrades. Tinha um temperamento místico, dormia mal duas ou três horas e passava o resto da noite em oração. Nas ruas de Roma, ajudava os doentes e os pobres: muito devoto a Maria, era chamado de "frade Deo gratias" por sua saudação habitual. Foi canonizado por Clemente XI em 1712. 
Etimologia: Felice = conteúdo, do latim 
Martirológio Romano: Em Roma, São Félix de Cantalícia, religioso da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, de admirável austeridade e simplicidade, que por quarenta anos se dedicou a coletar esmolas, espalhando paz e caridade ao seu redor.

Santas Mártires de Ancira e seu devoto, São Teódoto – 18 de maio

Martirológio Romano: Em Ankara, na Galacia, na moderna Turquia, santos mártires Teódoto e as virgens Tecusa, Alessandra, Cláudia, Faina, Eufrásia, Matrona e Julita; estas últimas foram obrigadas pelo governador a serem expostas num lugar infame, permanecendo intactas; depois foram lançadas num lago com pedras amarradas ao pescoço.
     As Atas destes mártires são consideradas autênticas por seu estilo, linguagem e sobretudo por sua antiguidade provada. As cópias mais antigas procedem dos mosteiros de São Sabas (*), onde este martírio era comemorado.
     Em Ancira (atual Ankara, Turquia), durante a perseguição de Diocleciano (284-305), viviam um estalajadeiro chamado Teódoto e sete virgens, todas provectas, chamadas Tecusa, Alessandra, Cláudia, Faina, Eufrásia, Matrona e Julita. O estalajadeiro Teódoto, convertido por Tecusa, tornara-se seu filho espiritual.
     Teódoto era um bom cristão que, em tempos de perseguição escondia os perseguidos em sua própria casa. Principalmente se esmerou em caridade durante o período em que governava Teotecno, cujo empenho em destruir o Cristianismo em Ancira era feroz.  

João I Papa e Santo (+ 526)

João nasceu em Túsculo, uma província da Itália. Foi eleito sucessor do Papa Hormisdas, em 523, e costuma ser identificado como João Diácono, autor da epístola "Ad Senartun", importante para a história da liturgia baptismal. É reconhecido também pela autoria de "A Fé Católica", transmitida pelos antigos, entre as obras do filósofo e mártir São Severino Boécio, cujo trabalho exerceu grande influencia sobre São Tomás dÁquino. Vejamos qual foi a situação herdada pelo Papa João I. O Papa Hormisdas e o imperador Justino, tinham feito cessar o cisma entre Roma e Constantinopla, que iniciara em 484, com o então imperador Zenão, através do que parecia impossível: um acordo entre católicos e arianos. Com esse esquema obtivera bons resultados político, pois os godos eram arianos. Porém, no final de 524, o imperador Justino publicou um decreto ordenando o fechamento das igrejas arianas de Constantinopla e a exclusão dos arianos de toda a função civil e militar. Roma era então governada pelo imperador Teodorico, o grande, o rei dos bárbaros arianos que tinha invadido a Itália. Ele obrigou o Papa João I a viajar à Constantinopla para solicitar ao imperador Justino a revogação daquele decreto.

Guilherme I de Tolosa Leigo, Beato (768-812)

Gulherme I de Tolosa, foi o segundo conde de Tolosa (Toulouse) de 790 a 806. Seu nome é conhecido em francês como Guillaume d’Orange. Guilherme nasceu no norte da atual França e era primo do rei franco Carlos Magno, uma vez que sua mãe, Auda, era provavelmente filha de Carlos Martel. Seu pai foi Teodorico I, conde de Autun. Guilherme passou a juventude na corte de Carlos Magno, e em 790 foi feito conde de Tolosa. À frente do condado, Guilherme enfrentou os vascones e os mouros que nessa época dominavam a maior parte da Península Ibérica.

Félix de Cantalício Frade capuchinho, Santo (1515-1587)

Morreu tendo uma visão da Santíssima Virgem
Félix Porro nasceu na pequena província agrícola de Cantalício, Rieti, Itália, em 1515. Filho de uma família muito modesta de camponeses, teve de trabalhar desde a tenra idade, não podendo estudar. Na adolescência, transferiu-se para Cittaducale, para trabalhar como pastor e lavrador numa rica propriedade. Alimentava sua vocação à austeridade de vida, solidariedade ao próximo, lendo a vida dos Padres, o Evangelho e praticando a oração contemplativa, associada à penitência constante e à caridade cristã. Aos trinta anos de idade entrou para os capuchinhos. E, em 1545, depois de completar um ano de noviciado, emitiu a profissão dos votos religiosos no pequeno convento de Monte São João. Ele pertenceu à primeira geração dos capuchinhos. Os primeiros anos de vida religiosa passou entre os conventos de Monte São João, Tívoli e Palanzana de Viterbo, para depois, no final de 1547, se transferir, definitivamente, para o convento de São Boaventura, em Roma, sede principal da Ordem, onde viveu mais quarenta anos, sendo chamado de frei Félix de Cantalício.

Leonardo Murialdo Sacerdote salesiano, Fundador, Santo (1828-1900)

Leonardo Murialdo nasce em Turim no ano de 1828, oitavo filho de uma família rica. Órfão de pai com apenas quatro anos, recebe, contudo uma ótima educação cristã no colégio dos Escolápios de Savona. Na juventude, atravessa uma profunda crise espiritual que o levará à conversão e à descoberta da vocação sacerdotal. Inicia em Turim os estudos filosóficos e teológicos. Começa a trabalhar, nesses anos, no oratório do Anjo da Guarda, dirigido pelo primo, o teólogo Roberto Murialdo. Graças a essa colaboração toca com as mãos as problemáticas da juventude de Turim: meninos de rua, encarcerados, limpadores de chaminés, serventes de bar. Em 1851 é ordenado sacerdote. Começa a trabalhar em estreito contato também com o Padre Cafasso e com Dom Bosco, e deste último aceita a direção do Oratório São Luís. Leonardo respira o sistema preventivo, encarna-o e aplica-o em todas as suas futuras obras educativas.

Blandina Merten Religiosa, Beata (1883-1918)

Nona de dez irmãos, nasceu em Düppenweiler (Alemanha), a 10 de Julho de 1883. Foi baptizada dois dias após o nascimento com o nome de Maria Madalena. Foram seus pais João Merten e Catarina Winter, agricultores humildes, mas muito estimados por suas virtudes cristãs. Na família predominava a educação religiosa. Eram práticas habituais o Terço, a Missa e os Sacramentos. Aos 12 anos, Maria Madalena, segundo o costume da época, fez a Primeira Comunhão e recebeu o Crisma pouco depois. A partir deste momento a devoção à Eucaristia influiria beneficamente em toda a sua vida. Tendo logrado com alta classificação o diplo-ma de professora, entrou a leccionar por diversas escolas entre 1902 e 1908. Tornou-se verdadeiramente um modelo de mestra católica pela bondade e saber, pela prudência e dedicação. Entretanto, o "vem e segue-Me" do Divino Mestre ecoou em boa hora na sua alma bem disposta.

MARIA JOSEFA DO CORAÇÃO DE JESUS Fundadora das Servas de Jesus da Caridade (1842-1912)

Santa Maria Josefa nasceu em Vitória (Espanha), em 7 de Setembro de 1842, tendo recebido o baptismo no dia seguinte. Ficou órfã de pai muito cedo e foi sua mãe que a preparou para a Primeira Comunhão, recebida aos dez anos. Completou a sua formação e educação em Madrid na casa de alguns parentes, e desde muito cedo começou a demonstrar uma grande devoção à Eucaristia e a Nossa Senhora, uma forte sensibilidade em relação aos pobres e aos doentes e uma inclinação para a vida interior. Regressou a Vitória aos 18 anos e logo manifestou à sua mãe o desejo de entrar num mosteiro, pois se sentia atraída pela vida de clausura. Mais tarde, costumava dizer: "Nasci com a vocação religiosa". Depois de algumas dúvidas e incertezas, tendo consultado o Arcebispo de Saragoça, futuro Sto. António M. Claret e depois de vários contactos com a Madre Soledade Torres Acosta, decidiu criar uma nova família religiosa, que se dedicasse aos doentes, em casa ou nos hospitais.

Nossa Senhora de Buglose

Tendo Joana d’Albret (*) ordenado a destruição dos oratórios das zonas rurais, alegando que só serviam para tolas superstições, a imagem de Nossa Senhora venerada numa capela erigida à margem direita do rio Adour, a 12 km de Dax, só pôde ser salva do incêndio e escondida, mas só muito tempo depois foi encontrada. Em 1620, um pastor local, ao perceber que um de seus bois lambia um objeto, descobriu a estátua da Virgem. Para transportá-la até a igreja da aldeia, a estátua foi amarrada aos bois, que se recusaram a andar e permaneceram no local. Isto foi considerado como um sinal da vontade de Deus. Deste pormenor se originou o título dado à imagem, formado de duas palavras gregas significando “langue de boeuf” (língua de boi), daí Buglose. O lugar também tomou este nome. A excepcional veneração dos habitantes de Landes pelo “seu” santuário mariano de Buglose teve origem naquela “invenção”, no início do século XVII, nos pântanos mouros, da imagem da Virgem com o Menino. Um modesto oratório - a Capela dos Milagres - havia sido erguido no local da descoberta, mas, a partir de 1622, uma igreja suficientemente maior teve que ser construída a alguma distância para acomodar os já numerosos peregrinos, e missionários foram enviados lá para atender os fiéis. Após um breve eclipse durante o período da funesta revolução francesa, que viu a igreja ser destruída e a casa dos missionários vendida como propriedade nacional, a corrente de devoção retomou seu desenvolvimento, mas a casa não pôde ser resgatada até 1844.

ORAÇÕES - 18 DE MAIO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
18 – Segunda-feira – Santos: João I, Cláudia
Evangelho (Jo 16,29-33) “Disse-vos estas coisas para que tenhais paz em mim. No mundo, tereis tribulações. Mas tende coragem! Eu venci o mundo!”
Jesus tinha anunciado aos discípulos as dificuldades que haveriam de enfrentar. Eles disseram que acreditavam nele, mas o Mestre lembrou que apesar disso o iriam abandonar. Encorajou-os, porém, dizendo que apesar de tudo podiam colocar nele sua confiança, e podiam olhar com coragem o futuro. Isso porque dele, apesar das aparências, será a vitória final sobre os poderes do mal.
Oração
Senhor, bem que preciso dessa vossa palavra, pois vejo que o mal parece triunfar por toda parte. Preciso dessa certeza e dessa esperança que me transmitis. É bom poder contar com vossa vitória certa. Não estou só; estais comigo para me proteger e amparar, para me dar a paz e a tranquilidade que busco tanto. Renovo hoje minha confiança em vosso amor poderoso. Amém. 

domingo, 17 de maio de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Nossa Senhora Aparecida”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Sob o olhar de Maria
 
A liturgia da festa de Nossa Senhora Aparecida procura resumir todo sentido dessa preciosa imagem que se tornou centro de devoção à Mãe de Deus. Ela, cheia de beleza, como lemos no salmo, é a mãe que intercede em Caná e se arrisca pelo povo, como Ester. Mesmo sendo a Mulher gloriosa do Apocalipse, não deixa de ser a mãe do povo que acolhe os pequeninos, os humildes que correm o risco de serem engolidos pelo dragão. Por isso, podemos rezar na oração pós-comunhão, colocando toda a nação sob o olhar de Maria: “Nós vos suplicamos, ó Deus: Dai ao nosso povo, sob o olhar de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, irmanar-se nas tarefas de cada dia para a construção do vosso Reino”. Essa oração resume bem todo caminho da Igreja do Brasil. Ela é a Mãe querida de tantos necessitados. É uma devoção que quer todos os irmãos na construção de um Reino que penetre as estruturas sociais. Vemos no santuário gente de todos os cantos do país e de tantos níveis de vida social. Todos felizes na casa da Mãe. Certamente todos são tratados com igualdade, como irmãos. Tantas crianças, jovens, idosos, doentes. Tantos que fazem imensos sacrifícios ao virem a pé, a cavalo, de moto, bicicleta. Os testemunhos são sempre maravilhosos. As promessas mostram partes do corpo onde foram curados. Como não posso me entregar essa parte de meu corpo curado, entrego uma recordação que leva junto o coração. Ali não está uma vela que queima, mas um coração que arde. 
Fiel à sua vocação 
Notamos na oração um grande estímulo à vida nacional. Certamente que a devoção à querida Imagem não tem a ver com programas políticos. Ela foi encontrada providencialmente num momento doloroso de exploração dos trabalhadores das minas. Era a opressão da “coroa” na recolha dos quintos do ouro. É a leitura que fazemos após o fato. Naquele momento foram os humildes pescadores numa pesca difícil, pescando aquela que será a alegria de um povo. Os peixes se foram e ela ficou. Ela se torna mestra no caminho da construção de um povo aberto a uma maior vitalidade humana e espiritual. Nosso povo, miscigenado de diversas raças, tem nela seu modelo: negra de cor, cabelo de índia e tipo branco. É um povo feliz que sorri acima de seus padecimentos. Por isso ela também é sorridente. Crê num futuro sempre mais justo para todos. A vocação do povo é rezada na oração: “Fiel à sua vocação e vivendo na paz e na justiça”. O povo é pacífico, ama a participação, gosta da festa, chora com os que sofrem, sabe viver todas as gamas do sentimento. Esquece a maldade e sobrevive com o pouco que recebe. Sabe multiplicar. Não pode perder essa capacidade. Unidos aos pés de Maria, na casa da Mãe, se faz irmão. Infelizmente essa vocação não chegou ao coração dos que não sabem pescar, mas somente continuar a mentalidade da “Coroa” que arranca dos suores do povo o seu melhor ouro.
Pátria definitiva 
“No Céu, com minha Mãe estarei”. Todo esforço de transformar a terra num paraíso, não tem outro fim, que chegarmos todos à “Pátria definitiva”. “Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou" (Ap 21,4). Mesmo que o ateísmo continue campeando nosso povo, resta no fundo essa barca de salvação que é o amor a Nossa Senhora Aparecida. O dragão continua perseguindo a mulher, Mãe de Jesus, Igreja de Deus (Ap 12,13). E de muitos modos persegue os descendentes, os que observam os mandamentos de Deus e mantêm o testemunho de Jesus (Ap 12,17). Povo fiel herdará como recompensa a paz e a alegria.
ARTIGO PUBLICADO EM OUTUBRO DE 2020

EVANGELHO DO DIA 17 DE MAIO

Evangelho segundo São Mateus 28,16-20. 
Naquele tempo, os onze discípulos partiram para a Galileia, em direção ao monte que Jesus lhes indicara. Quando O viram, adoraram-no; mas alguns ainda duvidaram. Jesus aproximou-Se e disse-lhes: «Todo o poder Me foi dado no Céu e na Terra. Ide e ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-as a cumprir tudo o que vos mandei. Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Isabel da Santíssima Trindade 
(1880-1906) 
Carmelita 
Carta 249 
A vida eterna já começou 
Lembra-se daquela passagem tão bela em que Jesus diz ao Pai que Ele Lhe deu autoridade sobre toda a carne a fim de que Ele lhe comunicasse a vida eterna? É isso que Ele quer fazer em si: a cada instante, quer que saia de si mesmo, que abandone todas as suas preocupações, que se retire para a solidão que Ele escolheu para Si no mais fundo do seu coração. Ele está sempre presente, mesmo que não O sinta; Ele está à sua espera e quer estabelecer consigo um comércio admirável, como cantamos na liturgia, uma intimidade de Esposo e esposa, a fim de o libertar, através deste contacto permanente, das suas fraquezas, dos seus pecados, de tudo o que o aflige. Pois Ele disse que não veio julgar, mas salvar. Nada deve parecer-lhe um obstáculo para ir ter com Ele. Não se preocupe com o facto de estar exaltado ou desanimado; é a lei do exílio passar assim de um estado para outro: isso o fará acreditar que Ele não muda, que, na sua bondade, Se inclina constantemente para si, a fim de o arrebatar e o firmar nele. Se, apesar de tudo, se sentir esmagado pelo vazio e a tristeza, una essa agonia à do Mestre no Jardim das Oliveiras, quando disse ao Pai: «Meu Pai, se é possível, passe de Mim este cálice» (Mt 26,39). Parece-lhe difícil esquecer-se de si próprio. Não se preocupe; se soubesse como é simples… Vou dar-lhe o meu «segredo»: pense neste Deus que habita em si, de quem é templo; são palavras de São Paulo, podemos acreditar nele. Pouco a pouco, a alma habitua-se a viver nessa doce companhia, compreende que tem dentro de si um pequeno Céu onde o Deus de amor estabeleceu a sua morada. Então, passa a respirar como que uma atmosfera divina; diria mesmo que apenas o seu corpo permanece neste mundo, porque a sua alma habita para além das nuvens e dos véus, com Aquele que é imutável. Não diga que isto não é para si, que é demasiado miserável; pelo contrário, essa é mais uma razão para ir ter com Aquele que salva. Não é olhando para esta miséria que seremos purificados, mas olhando para Aquele que é todo ele pureza e santidade.

17 de maio - Beato Ivan


"Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos seus amigos"
(Jo15, 13). 
Os mártires que hoje são declarados Beatos seguiram o Bom Pastor até ao fim. Que o seu testemunho não permaneça para vós simplesmente um orgulho: que ele se torne ao contrário um convite a imitá-los. Com o Batismo, cada cristão é chamado à santidade. Nem a todos é pedida, como a estes novos beatos mártires, a prova suprema da efusão do sangue. Mas a cada um é confiada a tarefa de seguir Cristo com generosidade quotidiana e fiel.
Papa João Paulo II – Homilia de Beatificação – 27 de junho de 2001 

São Victor o Mártir-Festa:17 de maio século IV

Sabemos, por meio de antigos testemunhos, que Vítor, mártir romano do século IV, foi enterrado no cemitério de Santa Basila, ao longo da Via Salária antiga. Às vezes, é recordado junto com outro mártir de origem egípcia: Santo Andrione de Alexandria, do qual, porém, se conhece apenas o nome. https://www.vaticannews.va/pt/santo-do-dia.html 
Sua história se entrelaça com a do mártir egípcio Adriano. As poucas informações que temos sobre São Victor provêm de fontes fragmentárias: o Martirológio Romano o menciona como um "mártir em Roma", enquanto o Itinerário de Salzburgo acrescenta que ele foi sepultado no cemitério de Basileia. A tradição conta a história de um Victor romano que se destacou por sua fé cristã durante as perseguições de Diocleciano. Preso e torturado, ele se recusou a renegar sua fé e foi decapitado. Martirológio Romano: Em Roma, na Via Salaria Antica, no cemitério de Basila, São Victor, mártir. São Victor, mártir romano comemorado em 17 de maio, emerge das brumas hagiográficas como uma figura enigmática.

Santa Restituta, Mãe de Sto. Eusébio de Vercelli - 17 de maio

Um hagiógrafo desconhecido escreveu no século VIII uma biografia de Santo Eusébio, o primeiro bispo de Vercelli, porém natural da Sardenha. Tal escrito sustenta que a mãe do santo chamava-se Restituta. Ela também nasceu na Sardenha, na segunda metade do século III. Após a morte de seu marido, morto por ódio à fé cristã, ela decidiu deixar a ilha e foi para Roma levando consigo seus dois filhos, que foram batizados pelo papa Santo Eusébio. Em homenagem a ele, as crianças receberam o nome de Eusébio e Eusébia. Eusébio foi o primeiro a receber o cargo episcopal no Piemonte, enquanto sua irmã fundou o ramo feminino do famoso mosteiro de Vercelli. Restituta mais tarde voltou para a Sardenha e próximo de Cagliari enfrentou o mesmo destino de seu marido, o martírio, na primeira metade do século IV. Em 1607 escavações foram realizadas naquela cidade, e foi confirmada a existência de duas capelas em que eram mantidas uma imagem e as relíquias de Santa Restituta. Alguns historiadores, no entanto, referem estes restos à outra santa do mesmo nome, mártir próximo de Cartago sob o procônsul Antonino, cujas relíquias foram trazidas para a Sardenha por alguns refugiados que escaparam dos estragos feitos pelos vândalos. A festa das duas santas homônimas é colocada no mesmo dia: 17 de maio. 

Santa Restituta de Teniza, Mártir - 17 de maio

Santa Restituta de Teniza nasceu em Cartago ou em Teniza (hoje conhecida como Ras Djebel, Tunísia) e foi martirizada durante a perseguição de Diocleciano. Não temos dados históricos precisos sobre o local exato e o ano do seu martírio. Ela às vezes é considerada um dos Mártires de Abitina, um grupo de mártires do Norte Africano que inclui Dativo, Saturnino e outros. Uma antiga legenda medieval, recontada posteriormente por Pedro Subdiácono no século X, e semelhante às legendas associadas às Santas Devota, Reparata e Torpes de Pisa, afirma que depois de ter sido horrivelmente torturada Restituta foi colocada em um barco em chamas carregado de estopa e resina. Restituta saiu ilesa do fogo e rogou pela ajuda de Deus.