quinta-feira, 9 de abril de 2026

São Máximo, Bispo Festa: 9 de abril † 282

Sacerdote zeloso, ele compartilhou o exílio com o bispo Dionísio, defendendo a fé em tempos difíceis. Eleito bispo de Alexandria em 265, guiou a Igreja com sabedoria, tornando-se um ponto de referência para os cristãos. Sua fama se espalhou por seu profundo conhecimento das Escrituras e de seus escritos teológicos. Ele morreu em 282. 
Martirógio Romano: Em Alexandria, Egito, São Máximo, bispo, que durante seu sacerdócio compartilhou exílio e confissão de fé com o Bispo São Dionísio, a quem posteriormente sucedeu. 
A figura de São Máximo, bispo de Alexandria, no Egito, emerge das névoas da história como um farol de fé e perseverança no século IV. As informações sobre ele são fragmentadas, dispersas entre as páginas de textos antigos e martirológios. No entanto, sua memória permanece viva na Igreja Católica, que o celebra como santo em 9 de abril. Nascimento e educação As notícias sobre o nascimento e a juventude de São Máximo estão envoltas em mistério. A data exata de seu nascimento não é conhecida, nem o local de origem. No entanto, é certo que ele viveu em Alexandria, Egito, uma cidade na época um centro florescente de cultura e cristianismo. Sua formação intelectual e espiritual provavelmente ocorreu nesta cidade, onde se destacou por sua perspicácia e devoção. 

São Ésio(Edésio) Mártir Festa: 9 de abril

Fratellodi Sant'Appiano era um homem de fé. Sob o imperador Maximino, ele ficou indignado quando o juiz entregou algumas virgens consagradas a Deus aos exploradores. Ele repreendeu o juiz por esse ato injusto e foi preso. Torturado para abjurar sua fé, Edesio permaneceu fiel a Cristo. O juiz, enfurecido com sua resistência, ordenou que ele se afogasse no mar. O martírio de Ésio ocorreu em 9 de abril. 
Martirológio Romano: No mesmo local, São Édesio, mártir, irmão de São Apiano e, sob o imperador Maximino, tendo repreendido abertamente o juiz por ter entregue aos exploradores algumas virgens consagradas a Deus, foi por essa razão preso pelos soldados, submetido à tortura e finalmente afogado no mar para Cristo Senhor. 
A figura de Santo Ésio, um mártir cristão do século IV, emerge das páginas do Martirológio Romano como um exemplo de fé inabalável e coragem diante da perseguição. Sua história, embora curta e fragmentada, nos oferece uma visão significativa da vida dos primeiros cristãos e de seu compromisso em defender os princípios de sua fé.

ORAÇÕES - 09 DE ABRIL

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
9 – Quinta-feira – Santos: Maria de Cléofas, Acácio, Demétrio
Evangelho (Lc 24,35-48) Então Jesus abriu a inteligência dos discípulos para entenderem as Escrituras...”
Tantas vezes nas sinagogas e no templo ouviram a leitura das Escrituras, em hebraico e na língua do povo. A Lei, os Profetas, os Sábios, era Deus que lhes falava de suas promessas.E eles esperavam um salvador poderoso, olibertador do povo. Acreditaram que Jesus era o salvador prometido. Mas, ele foi preso, condenado, crucificado. Tinham de se perguntar se tudo fora uma triste ilusão.
Oração
Senhor Jesus,só a experiênciade vossapresença real, palpável entre eles poderia trazê-los de volta para a realidade da fé. Não apenas vos viram, mas tiveram seucoração transformado, inundado de nova luz. É disso que preciso, Jesus: que venhais a mim, que me ilumineis. Conquistaimeu coração e poderei acreditar em vós, e amar-vos. Só assim minha vida poderá ter sentido. Amém.

quarta-feira, 8 de abril de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Brilhe a vossa luz”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Vocação fundamental
 
Jesus iniciou sua missão chamando discípulos, começando por Pedro e André, Tiago e João, no lago de Genesaret (Mt 4,18). O chamamento era para que estivessem com Ele. Assim poderiam continuar sua missão e presença no mundo. O texto de Mateus que vemos hoje segue o discurso das bem-aventuranças (não foi lido nesse ano por causa do dia da Apresentação do Senhor). Entende-se que aquele que vive o espírito das bem aventuranças é o verdadeiro discípulo. Desse modo o discípulo se torna sal que dá o tempero do mundo e alimenta a vida cristã no mundo. É luz que mostra caminhos e atrai. São as obras transbordam dos que seguem o caminho do Evangelho e atraem outros ao mesmo caminho. Por isso diz Jesus: “Brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus” (Mt 5,16). Podemos disfarçar e esconder o mal que temos em nós. Mas o bem, nada consegue ocultar. Tudo o que o Evangelho produziu em nosso coração é um testemunho vivo. Se não vivermos esse caminho, recebemos a dura explicação: “Se o sal perder seu sabor... não servirá para mais nada”... escondida não ilumina ninguém. E tudo permanece na escuridão. Jesus recomenda: “Assim brilhe também a vossa luz”. A luz do cristão vem de seu interior. A escolha de Jesus e seu Evangelho como vida é a fonte do sal e da luz de onde nasce essa luz interior. O milagre, nasce da atitude de vida. 
Coração aberto 
A luz que temos se mostra na atitude fundamental da vida cristã que é o amor que serve. As bem aventuranças mostram a opção interior. As obras são o resultado. A leitura de Isaias proclama de onde vem a luz: “Reparte o pão com o faminto, acolhe em casa o pobre e o estrangeiro... se destruíres teus instrumentos de opressão, e deixares os hábitos autoritários e a linguagem maldosa; se acolheres de coração aberto o indigente e prestares todo o socorro ao necessitado, nascerá a tua luz e tua vida obscura será como o meio dia” (Is 58,7.9-10). O coração aberto resulta em uma mudança interior e uma obra de socorro às muitas dimensões da miséria humana. Não se pode falar de fé cristã, adesão a Cristo e fé católica sem uma adesão completa à caridade. Todos os santos foram de extrema caridade. Deram suas vidas. Sair de si é a melhor maneira de encher-se de vida Divina e ser evangelizador. O texto de Isaias é uma leitura do Evangelho feita tantos séculos antes. Jesus aperfeiçoou dando a si mesmo na máxima caridade. “Não há maior amor do que dar a vida pelos amigos” (Jo 15.12). Não se trata de amigos “de farra ou de afeto”, mas de todos. Todos são amigos de Deus. Por isso conhecemos que Deus é o “filantropos” que ama as pessoas. Amor não é egoísta. O coração aberto não está nos sentimentos, mas deles se parte à ação. 
Humildade e simplicidade 
Notamos em Paulo um lado de “fraqueza”. Ele mesmo diz que ele foi com simplicidade. A palavra anunciada floresce quando é dada na simplicidade de vida e de palavras. Queremos impressionar pelo vigor. Paulo insiste que marca pela humildade. Deus não se impõe, propõe. É bom vermos que essas palavras têm efeito transformador. Não são acolhidas no medo ou na pressão dos argumentos ou apresentação. E diz: “Minhas palavras eram uma demonstração do poder do Espírito, para que a vossa fé se baseasse no poder de Deus e não na sabedoria dos homens” (1Cor 2,5). Há muitos modos de pressionar o povo, até na educada forma de celebrar. Os pobres sempre ficam fora. O coração aberto é humilde.
Leituras : Isaias 58,7-10;Salmo 111;
1Coríntíos 2,1-5; Mateus 5,13-16
1. A escolha de Jesus e seu Evangelho como vida é a fonte do sal e da luz 
2. O coração gera uma mudança interior e uma obra de socorro à miséria humana. 
3. A palavra anunciada floresce quando é dada na simplicidade de vida e de palavras. 
Pressão baixa 
Vivemos medindo a pressão. É um tal de sobe e desce que complica nossa vida. Com pressão baixa buscamos o sal. São muitos significados e explicações dessas palavras de Jesus. Ele pegou por onde toca a gente. Ele sabe o quanto é ruim estar com pressão baixa. Ruim quando nossa lâmpada de vida não gera luz. A resposta de Jesus às nossas carências está na palavra do profeta Isaias que indica o cuidado com os necessitados como fonte de luz. É tão simples que é difícil fazer. 
Homilia do 5º Domingo Comum (09.02.2020)

EVANGELHO DO DIA 08 DE ABRIL

Evangelho segundo São Lucas 24,13-35
Dois dos discípulos de Jesus iam a caminho duma povoação chamada Emaús, que ficava a duas léguas de Jerusalém. Conversavam entre si sobre tudo o que tinha sucedido. Enquanto falavam e discutiam, Jesus aproximou-Se deles e pôs-Se com eles a caminho. Mas os seus olhos estavam impedidos de O reconhecerem. Ele perguntou-lhes. «Que palavras são essas que trocais entre vós pelo caminho?». Pararam, com ar muito triste, e um deles, chamado Cléofas, respondeu: «Tu és o único habitante de Jerusalém a ignorar o que lá se passou nestes dias». E Ele perguntou: «Que foi?». Responderam-Lhe: «O que se refere a Jesus de Nazaré, profeta poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo; e como os príncipes dos sacerdotes e os nossos chefes O entregaram para ser condenado à morte e crucificado. Nós esperávamos que fosse Ele quem havia de libertar Israel. Mas, afinal, é já o terceiro dia depois que isto aconteceu. É verdade que algumas mulheres do nosso grupo nos sobressaltaram: foram de madrugada ao sepulcro, não encontraram o corpo de Jesus e vieram dizer que lhes tinham aparecido uns anjos a anunciar que Ele estava vivo. Alguns dos nossos foram ao sepulcro e encontraram tudo como as mulheres tinham dito. Mas a Ele não O viram». Então Jesus disse-lhes: «Homens sem inteligência e lentos de espírito para acreditar em tudo o que os profetas anunciaram! Não tinha o Messias de sofrer tudo isso para entrar na sua glória?». Depois, começando por Moisés e passando pelos profetas, explicou-lhes em todas as Escrituras o que Lhe dizia respeito. Ao chegarem perto da povoação para onde iam, Jesus fez menção de ir para diante. Mas eles convenceram-no a ficar, dizendo: «Fica connosco, porque o dia está a terminar e vem caindo a noite». Jesus entrou e ficou com eles. E quando Se pôs à mesa, tomou o pão, recitou a bênção, partiu-o e entregou-lho. Nesse momento abriram-se-lhes os olhos e reconheceram-no. Mas Ele desapareceu da sua presença. Disseram então um para o outro: «Não ardia cá dentro o nosso coração, quando Ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?». Partiram imediatamente de regresso a Jerusalém e encontraram reunidos os Onze e os que estavam com eles, que diziam: «Na verdade, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão». E eles contaram o que tinha acontecido no caminho e como O tinham reconhecido ao partir o pão. 
Tradução litúrgica da Bíblia
Santo Agostinho 
(354-430) 
Bispo de Hipona
(norte de África), 
doutor da Igreja 
Sermão 235, 1-3; PL 38, 118-119 
«Pôs-Se com eles a caminho» 
Depois da ressurreição, o Senhor Jesus encontrou no caminho dois dos seus discípulos, que conversavam sobre o que tinha acontecido. Ao vê-los tão tristes, perguntou-lhes: «Que palavras são essas que trocais entre vós pelo caminho?». Esta passagem do Evangelho traz-nos uma grande lição, se soubermos compreendê-la: Jesus aparece, mostra-Se aos discípulos e não é reconhecido; o Mestre põe-Se com eles a caminho, e é Ele próprio o caminho (cf Jo 14,6), mas eles não estão ainda no verdadeiro caminho: quando Jesus os encontra, tinham perdido o caminho. Enquanto morava com eles, antes da Paixão, tinha-lhes anunciado os sofrimentos por que passaria, a sua morte, a sua ressurreição ao terceiro dia; tudo lhes anunciara, mas a sua morte fizera-os perder a memória. «Nós esperávamos que fosse Ele quem havia de libertar Israel». Como, discípulos, esperáveis e já não esperais? Apesar de Cristo estar vivo, a esperança está morta em vós? Sim, Cristo está vivo; mas Cristo vivo encontrou mortos os corações dos discípulos. Surge diante dos seus olhos, e eles não se apercebem; mostra-Se, e continua escondido deles. Caminha com eles e parece segui-los, mas é Ele quem os conduz. Eles veem-no mas não O reconhecem, porque «os seus olhos estavam impedidos de O reconhecerem». A ausência do Senhor não é uma ausência. Crê somente, e Aquele que não vês estará contigo.

Santa Cacilda princesa moura, eremita, +1007

Nasceu em Toledo na Espanha em 1050 e era filha de um rei mouro de Toledo, que odiava qualquer coisa relacionada com Jesus Cristo. Cacilda secretamente visitava os cativos cristãos, alimentava-os e cuidava dos doentes. Acredita-se que escapou de contrair varias doenças por milagre e ainda que levava rosas no colo e ao chegar à prisão as rosas se transformavam em pães com os quais ela alimentavam os cristãos presos. Diz ainda a tradição, que quando os guardas a surpreendiam com pães, esses transformavam-se em rosas. Isto acabou enfurecendo o seu pai que ordenou a sua prisão e a mandou torturar para que renegasse a sua fé. Ela conseguiu escapar milagrosamente e foi ser uma eremita anacoreta perto de Briviesca, em Burgos e com muita alegria aí foi batizada. Ela é muito venerada em Burgos, Toledo e Saragoça. Na arte litúrgica ela é representada como uma jovem sarracena, carregando rosas no colo e as vezes com pães que se transformam em rosas. Ela é invocada em tempos de guerra. https://www.evangelhoquotidiano.org/PT/display-saint/54741f7c-6436-4773-8bc5-0950f51de47a

08 de abril - Beato Agostinho Jeong Yak-jong

Agostinho Jeong Yak-jong nasceu em 1760 em Majae, em uma família de estudiosos conhecidos. Ele aprendeu sobre o catolicismo dois anos após sua introdução na Coréia, com seu irmão mais velho e, uma vez que o assimilou profundamente a fé cristã, recebeu o batismo. Para praticar sua religião de maneira mais pacífica, Agostinho mudou-se para Bunwon. Naquela época, seus irmãos começaram a se desapegar gradualmente da Igreja, mas ele fez esforços ainda maiores: mantinha contatos frequentes com os fiéis das aldeias vizinhas e os convidava para ir a sua casa para aprender o catecismo; além disso, participou ativamente de atividades eclesiais. Quando, no final de 1794, o padre Giacomo Zhou Wen-mo, missionário chinês, chegou ilegalmente à Coréia, Agostinho foi a Seul para encontrá-lo e receber os sacramentos, dedicando-se a ajudar ele e os outros fiéis. As primeiras pessoas que ele evangelizou foram sua esposa Cecilia e seus filhos Carlo, Paolo e Elisabetta. Apaixonado pela doutrina cristã, ele a resumiu em um catecismo de dois volumes em sua língua nativa, facilmente compreendidos por todos. Quando a perseguição explodiu em 1801, ele imediatamente encabeçou a lista de procurados.

Beato Augusto Czartoryski

"Como são amáveis as tuas moradas, ó Senhor do universo! A minha alma suspira e tem saudades dos átrios do Senhor... Um dia em teus átrios vale por mil" (Sl 84, 2.11). O beato Augusto Czartoryski escreveu estas palavras do Salmo como lema de vida sobre a pequena imagem da primeira Missa. Nelas está contido o arrebatamento de um homem que, seguindo a voz do chamado, descobre a beleza do ministério sacerdotal. Ressoa nelas o eco das diversas opções que deve fazer quem descobre a vontade de Deus e deseja cumpri-la. Augusto Czartoryski, jovem príncipe, elaborou um método eficaz de discernimento dos desígnios divinos. Apresentava a Deus na oração todas as perguntas e perplexidades principais e, depois, em espírito de obediência seguia os conselhos dos seus guias espirituais. Compreendeu assim a sua vocação de empreender a vida pobre para servir os mais pequeninos. O mesmo método permitiu-lhe, ao longo de toda a sua vida, realizar tais opções, podendo nós hoje dizer que ele realizou os desígnios da Providência Divina de maneira heroica. Desejo deixar o exemplo da sua santidade sobretudo aos jovens, que hoje procuram a maneira para decifrar a vontade de Deus em relação à sua vida e desejam comportar-se todos os dias em fidelidade à palavra divina. Meus queridos jovens amigos, aprendei do beato Augusto a pedir ardentemente na oração a luz do Espírito Santo e guias sábias, para que possais conhecer o plano divino na vossa vida e sede capazes de caminhar sempre pelos caminhos da santidade. 
Homilia de Beatificação – Papa João Paulo II – 25 de abril de 2004

São Dionísio de Corinto, Bispo Festa: 8 de abril

Dionísio era dotado de um grande conhecimento da Palavra de Deus e de grande eloquência. Tornou-se bispo da sua cidade, Corinto, no segundo século, quando a primazia da Igreja de Roma, na qual acreditava, ainda não tinha sido estabelecida, como testemunham oito cartas que escreveu às Igrejas locais. 
Foi nomeado bispo de sua cidade. Os poucos registros certos que temos dele remontam a São Jerônimo e especialmente a Eusébio de Cesareia. Eusébio preservou fragmentos interessantes de oito de suas cartas, enviadas à Igreja de Atenas, de Lacedemônio, de Amastri no Ponto e de Cnossos em Creta. Esses fragmentos, embora careçam de informações sobre São Dionísio, são, no entanto, documentos importantes e únicos. A partir deles obtemos informações valiosas sobre a religiosidade de algumas cidades e regiões, durante o pontificado de S. Sotere. Dionísio é lembrado como mártir no Martirológio Romano, mas também não há informações certas sobre sua morte. 
Etimologia: Dionísio = consagrado a Dionísio (ele é o deus Baco) 
Emblema: Equipe pastoral 
Martirológio Romano: Comemoração de São Dionísio, bispo de Corinto, que, dotado de admirável conhecimento da palavra de Deus, instruiu os fiéis de sua cidade pregando e também os bispos de outras cidades e províncias por cartas.

Beata Libânia de Busano, Abadessa - 8 de abril

Ela nasceu em Barbania, filha de Armerico (ou Emerico), senhor de Barbania, Corio, Busano, Rocca e Rivara, e descendente dos antigos duques lombardos. Emerico nomeou Libânia como co-senhora de Rivara, mas esta aos 15 anos recusou casar-se e fugiu para São Benigno de Fruttuaria, onde recebeu o hábito beneditino das mãos de São Guilherme de Volpiano (*), fundador da abadia. Seu pai fundou para ela e suas companheiras o mosteiro de Busano, dedicado a São Tomás e dependente da Abadia de Fruttuaria. Libânia se tornou a abadessa. O mosteiro teve entre seus hospedes ilustres Inês, mãe do Imperador Henrique IV. Diz-se que estando perto de seu fim, um anjo veio para sua cela e a levou para a igreja, onde "a alma se separou do corpo de puro amor". Quando ela morreu, em 8 de abril de 1064, foi enterrada em um lugar secreto dentro da igreja de São Tomás para evitar a desfiguração a fim de colher relíquias. No claustro, perto da igreja, há uma inscrição: "Aceita, ó terra, as cinzas da benigna virgem abadessa Libânia, ornamento da fé, tributo de louvor, filha de Emerico". Do mosteiro de Busano restam atualmente escassos vestígios. 
Etimologia: Libânia, do latim Libanius: “do monte Líbano”. Há quem prenda ao grego libanos: “incenso”; do hebraico lebonáh: “o branco”, isto é, “o monte branco”. 

Juliano de Santo Agostinho Religioso franciscano, Beato (+ 1606)

O Beato Juliano Martinet, descendente de uma longa linhagem de cavalheiros franceses, nasceu na cidade castelhana de Medinaceli, onde sua família vivia em um tal estado de pobreza, que para ela foi motivo de alegria poder colocá-lo como aprendiz de alfaiate durante a sua infância. Mas, ainda muito jovem, pediu para ser admitido no convento franciscano de sua cidade natal, onde lhe permitiram provar sua vocação. Os exercícios devocionais extraordinários e as estranhas austeridades a que se submetia foram olhados com desconfiança por seus superiores que, julgando-o mentalmente desequilibrado, despediram-no como inadaptado. De Medinaceli ele foi para Santorcaz, onde exerceu sua profissão até travar conhecimento com o Frei Francisco Torrez, um franciscano que realizava uma missão naquela região.

Teresa Margarida Redi (do Coração de Jesus) Religiosa, Santa (1747-1770)

Ana Maria Redi nasceu na Itália, na cidade de Arezzo, de nobre família, na vigília da Festa de Nossa Senhora do Carmo, dia 15 de Julho de 1747. Seus pais, Inácio Fernando Maria Redi e Maria Camila Ballati, tiveram 13 filhos, Ana Maria foi a segunda. Teve três irmãs religiosas e dois irmãos sacerdotes. Foi alma contemplativa desde menina. Frequentemente enchia-se de entusiasmo e questionava: “Diga-me, quem é esse Deus?” Desde muito pequenina, gostava de colher flores para oferecê-las a Jesus. Na adolescência, procurava exercitar cada dia uma virtude. Na juventude, gostava de rezar diante do sacrário, onde dizia palpitar não só o Amor, mas o Coração do Amor. Aos nove anos, junto com a irmã, Eleonora Catarina, foi mandada para Florença para receber formação com as Beneditinas de Santa Apolónia. Recebeu a Primeira Comunhão no dia da Assunção de 1757. Após ter lido a vida de Santa Margarida Maria Alacoque nasceu nela uma grande devoção ao Sagrado Coração. Tinha 17 anos quando ouviu uma voz que lhe dizia: «Sou Teresa de Jesus e quero-te entre as minhas filhas». Foi o seu chamamento ao Carmelo, à «casa dos Anjos», como gostava de chamar os conventos de carmelitas, assim como Santa Teresa de Jesus lhes chamava «pombais de Nossa Senhora».

Júlia Billiart Religiosa, Fundadora, Santa (1751-1815)

Júlia Billiart nasceu no dia 12 de julho de 1751, em Cuvilly, na França. De origem modesta, desde cedo Júlia revelou-se uma menina especial, privilegiada por Deus ― amiga de todos, alegria da família. Com apenas 8 anos, exerceu com encanto o ministério da catequese e possuía uma maneira especial de narrar e explicar passagens bíblicas, de tal forma que todos os que ouviam admiravam-se de sua profunda convicção quando falava da bondade de Deus. Ainda não havia completado 20 anos, quando um tiro de fuzil atentou a vida do pai. O susto foi tão grande que traumatizou fortemente a menina, resultando, mais tarde, em paralisia, que ela suportou durante 22 anos, sendo depois milagrosamente curada. Em 1789, quando irrompeu a Revolução Francesa, Júlia com sabedoria de ser e de pensar, foi perseguida e obrigada a fugir de sua cidade natal para não ser morta. Em 1793, em Compiègne, Júlia teve uma visão: aos pés de uma grande cruz, ela viu um grupo de mulheres vestindo roupas estranhas e escutou uma voz: "Eis as filhas que te darei num Instituto que será marcado com minha cruz".

Domingos do Santíssimo Sacramento (Domingos Iturrate Zubero) Presbítero Trinitário, Beato (1901-1927)

Domingos nasceu em Dima, Vizcaya, Espanha, em 11 de maio de 1901. Seus pais eram lavradores no vilarejo de Biteriño. Era o primeiro de uma numerosa família de 11 filhos e filhas. A educação cristã e sua inclinação aos actos de piedade o conduziram a pedir ao pároco que o admitisse como coroinha. Mesmo ficando seu vilarejo bem distante da paróquia, não faltava nem um só dia ao seu encontro com o Senhor. Sentindo-se chamado por Deus para uma vida de seguimento radical a Jesus, pede para ser admitido no convento Trinitário de Algorta (Vizcaya). Seu mestre dá este testemunho sobre sua vida de aspirante: “Vi nele um adolescente humilde, devoto, obediente, recolhido, equilibrado, alegre, sensato”. É belo dizer isso, mas custou muito a Domingos adquirir estas virtudes. Tinha já 16 anos completos quando, no dia 11 de Dezembro de 1917, foi admitido ao noviciado, que foi feito no santuário de Nossa Senhora Bem Aparecida (Marrón-Santander). Um lugar de incomparável beleza natural. Um grande mirante que se desponta sobre La Vega del Asón. Sua santidade se ia revelando. Alguns começam a chamá-lo “o santinho”. Sobressai-se, de modo especial, por sua piedade, modéstia, amor à pobreza e à obediência. Jesus Sacramentado é seu novo nome na Ordem.

ORAÇÕES - 08 DE ABRIL

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
8 – Quarta-feira – Santos: Edésio, Máxima
Evangelho (Lc 24,13-35) “Naquele mesmo dia, dois discípulos de Jesus iam para um povoado chamado Emaús... Conversavam sobre o acontecido.”
Dois discípulos iam para Emaús (por acaso não seria um casal que voltava para casa?). Dominados pela tristeza tentavam entender o que acontecera. A presença de Jesus transforma toda aquela caminhada. Quando chegam em casa, quando o Senhor aceita o convite para ficar com eles, já eram bem diferentes dos que tinham saído meio furtivamente lá de Jerusalém. Afinal entendiam.
Oração
Senhor, não é preciso que a tarde esteja caindo para vos convidar a ficar comigo. Preciso de vós na caminhada, em casa, sempre e em toda a parte. Só com vossa presença não estou sozinho, mesmo perdido ou só na multidão. Sabeis dar sentido à minha vida, renovar minha esperança e minha alegria. Acompanhai-me, parti sempre o pão para mim, e meu coração terá tudo que precisa. Amém.

terça-feira, 7 de abril de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Apresentação do Senhor”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Consagrado ao Senhor
 
A celebração da Apresentação do Senhor ao templo é revestida de muita solenidade no Oriente. Entre nós tem pouco mais que a celebração da bênção das velas. É um momento forte de contemplar a Manifestação do Senhor. Cristo é a luz da vida. A luz é vida. Nas celebrações da Manifestação os escolhidos (pobres pastores, Magos, judeus e discípulos) vão até o Menino que é a verdadeira luz. Agora é o Menino que vai ao templo de seu Pai. É como se viesse tomar posse do que é seu: “Ó portas, levantai vossos frontões! Elevai-vos bem mais alto antigas portas, a fim de que o Rei da glória possa entrar” (Sl 23). Ele é o prometido por Deus. Ele vem purificar pelo fogo e pela soda. Purificação para o culto perfeito (Ml 3,2-4). Jesus, primogênito, é consagrado ao Senhor. Pertence a Deus como todos os primogênitos. Esse gesto de apresentá-los ao templo e oferecer um sacrifício é o momento de resgate dos primogênitos. Com a morte dos primogênitos do Egito, poupando os primogênitos hebreus, esses passaram a pertencer a Deus. O sacrifício oferecido os devolve. Ser consagrado significa a posse total de Deus sobre a pessoa. Esse consagrado é reconhecido pelo justo Simeão que o toma nos braços e louva Deus pela salvação. Esse consagrado levará todos ao discernimento. Ninguém fica indiferente diante de Deus. A festa das luzes, de tradição muito antiga, leva-nos a perceber que somos consagrados a Deus pelo batismo e participamos das condições de Jesus. Com Ele podemos receber e participar da salvação do mundo. Com Ele vamos ao templo na permanente oferta a Deus.
Sofreu a tentação
Corremos o risco de entender Jesus e sua missão como algo totalmente distante da condição humana. Até preferimos, porque nos compromete menos. A Carta aos Hebreus ensina que “Ele devia ser em tudo semelhante aos irmãos”... “Ele não veio ocupar-se com os anjos, mas com a descendência de Abraão”... “Tendo Ele próprio sofrido ao ser tentado, é capaz de socorrer os que agora sofrem a tentação” (Hb 2,14-18). Somos ajudados assim a compreender a condição de Jesus entre nós. Ser em tudo igual aos irmãos anima a que nos aproximemos Dele com a confiança de quem conhece nossas condições. Isso nos faz perceber que é na condição humana que vamos viver a salvação. É muito mais fácil e nos compromete menos, se tirarmos a fé e a vida cristã de sua condição de continuar o Redentor e sua missão. Uma Igreja que perde o contato com o povo de que é feita, perde sua finalidade e sua força transformadora. É mais fácil, pois não nos compromete com o ser humano. Por isso vemos que o Reino perde sua força evangelizadora porque nada tem a ver com o homem em sua realidade. Somos todos irmãos de Cristo e entre nós.
Vimos a salvação 
O santo homem Simeão era um homem justo, era movido pelo Espírito Santo. O Espírito lhe havia anunciado que não morreria antes de ter visto o Messias que vem do Senhor (Lc 2,32). Tem consciência do momento e diz: “... Meus olhos viram a salvação que preparaste para todos os povos” (id 30). Essa salvação nos é dada por Jesus, levando consigo toda a condição humana. Ele cresceu. Não nasceu pronto, desenvolveu-se: “Voltaram para a Galiléia, para Nazaré, sua cidade. O menino crescia e tornava-se forte, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava com Ele” (Id 39-40). É o grande projeto de Deus: seu Filho crescer. Encontramos aqui o projeto fundamental para nós que acolhemos o Reino de Deus: Crescer em sabedoria e graça diante de Deus e dos homens. Por isso é fundamental viver como Jesus viveu, crescendo em todas as dimensões. 
Leitura: Malaquias 3,1-4; Salmo 23; 
Hebreus 2,14-18; Lucas 2,22-40 
1. Ser consagrado significa a posse total de Deus sobre a pessoa. 
2. Uma Igreja que perde o contato com o povo, perde sua força transformadora. 
3. O projeto fundamental para nós que acolhemos o Reino de Deus: Crescer em todas as dimensões do ser humano. 
Sabão que santifica 
Entre os títulos e nomes dados ao Messias, temos esse especial: potassa dos lavadeiros. Não eram lavadeiras. É o sabão de cinza. Como não existia soda, usava-se (e chegou até nós) a soda natural da cinza. Podemos entender que a purificação que Jesus quer fazer vai fundo no coração de cada pessoa. Penetra. Como um fogo, purifica pelo calor. Um mundo purificado vai ser mais saudável. Jesus participa da condição humana de fragilidade e graça. Podemos fazer nossa parte. 
Homilia da Apresentação do Senhor (02.02.2020)

EVANGELHO DO DIA 07 DE ABRIL

Evangelho segundo São João 20,11-18. 
Naquele tempo, Maria Madalena estava a chorar junto do sepulcro. Enquanto chorava, debruçou-se para dentro do sepulcro e viu dois anjos vestidos de branco, sentados, um à cabeceira e outro aos pés, onde estivera deitado o corpo de Jesus. Os anjos perguntaram a Maria: «Mulher, porque choras?». Ela respondeu-lhes: «Porque levaram o meu Senhor e não sei onde O puseram». Dito isto, voltou-se para trás e viu Jesus de pé, sem saber que era Ele. Disse-lhe Jesus: «Mulher, porque choras? A quem procuras?». Pensando que era o jardineiro, ela respondeu-Lhe: «Senhor, se foste tu que O levaste, diz-me onde O puseste, para eu O ir buscar». Disse-lhe Jesus: «Maria!». Ela voltou-se e respondeu em hebraico: «Rabuni!», que quer dizer: «Mestre!». Jesus disse-lhe: «Não Me detenhas, porque ainda não subi para o Pai. Vai ter com os meus irmãos e diz-lhes que vou subir para o meu Pai e vosso Pai, para o meu Deus e vosso Deus». Maria Madalena foi anunciar aos discípulos: «Vi o Senhor». E contou-lhes o que Ele lhe tinha dito. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Máximo de Turim  
Bispo (420)
Sermão 39 a 
«Vai ter com os meus irmãos e diz-lhes que vou subir 
para o meu Pai e vosso Pai» 
Depois da ressurreição, Maria Madalena, imaginando-O prisioneiro da terra, vai ao sepulcro à procura do Senhor, esquecida de que Ele havia prometido regressar dos mortos ao terceiro dia. A sua fé, humilde mas ignorante, leva-a a procurar aquilo que não sabe e a esquecer aquilo que aprendeu; está pronta para a adoração, mas a sua fé é ainda imperfeita. Está mais preocupada com as feridas que o Senhor sofreu na carne do que com a glória da sua ressurreição. Chora porque ama a Cristo e aflige-se por não encontrar o seu corpo, pois imagina morto Aquele que já reinava. Assim, a bem-aventurada Madalena foi censurada por ter demorado a acreditar (cf Lc 24,5-7), pois tardou a reconhecer o Senhor. Por isso, o Salvador diz-lhe: «Não Me detenhas, porque ainda não subi para o Pai», ou seja, porque queres tocar-Me, tu, que Me procuras por entre os túmulos porque não acreditas que Eu tenha subido para junto do Pai, tu que Me procuras nos infernos porque duvidas de que Eu tenha regressado ao Céu, tu, que Me procuras entre os mortos porque não esperas ver-Me vivo à direita do Pai? É por isso que lhe diz: «Ainda não subi para o Pai», quer dizer, para ti ainda não subiu para o Pai Aquele que a tua fé ainda retém no sepulcro. Quem quiser tocar o Senhor deve de antemão colocá-lo à direita de Deus pela fé, e deve ter o seu coração no Céu, em vez de O procurar entre os mortos, uma vez que o Senhor subiu para o Pai e está sempre com o Pai: «O Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus» (Jo 1,1). São Paulo ensina-nos a procurar o Salvador no Céu, dizendo: «Aspirai às coisas do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus» (Cl 3,1); e, para que não façamos como Maria Madalena, acrescenta: «Afeiçoai-vos às coisas do alto e não às da Terra» (Cl 3,2). Assim, pois, se quisermos encontrar o Salvador e tocar-Lhe, não é na terra nem debaixo dela, segundo a carne, que devemos indagar por Ele, mas na glória da divina majestade.

São Pedro Nguyen Van Luu Sacerdote e mártir Festa: 7 de abril

Faz parte dos 117 mártires do Vietnam canonizados 19 de Junho de 1988. Nos primeiros anos de evangelização do Viet-nam, a semente da fé foi misturada com o sangue dos Mártires. Ao longo de mais de cem anos, esse sangue foi derramado, tanto pelos membros do clero local, que assim se uniram ao clero missionário, como pelos leigos recem-convertidos e massacrados por aplicação de mais de cinquenta decretos que contra eles foram produzidos.
(Fonte: Mártires do Vietnam, 1745-1862, site do Vaticano, "A Igreja do Vietnam fecundada pelo sangue dos mártires" ) 
(*)Gò Vấp, Vietnã, c. 1812 
(✝︎)Mỹ Tho, Vietnã, 7 de abril de 1861
Nascido em Gò Vấp, Vietnã, por volta de 1812, desde jovem manifestou uma profunda devoção religiosa. Iniciou seus estudos sacerdotais no seminário de Penang, Malásia, e foi ordenado sacerdote em 1842. Enviado para a Cochinchina, no sul do Vietnã, ele realizou um ministério zeloso, dedicando-se à pregação, administração dos sacramentos e conforto dos fiéis. Em 1861, durante a perseguição a Tu Duc, foi preso e preso por sua fé inabalável. Recusando abjurar o cristianismo, Peter Nguyen Van Luu foi condenado à morte e decapitado em 7 de abril de 1861. 
Martirológio Romano: Na Cochinchina, hoje Vietnã, São Pedro Nguyen Van Luu, sacerdote e mártir, que, condenado à morte sob o imperador Tu Đuc, morreu alegremente no cadafalso.

07 de abril - Santo Hegesipo

Santo Hegesipo, é considerado o primeiro escritor cristão da época pós apostólica, viveu por volta do ano 110 a 180. O martirológio romano a ele se refere nestes termos: “Viveu em Roma, do papado de Aniceto até o papado de Eleutério; compôs com linguagem simples uma história da Igreja, da Paixão do Senhor até o seu tempo”. Pelo que se sabe, ele era um judeu que aceitou Jesus como o Messias esperado, tornando-se cristão. Da Palestina ele teria se transferido primeiro para Corinto e, depois, para Roma. Na cidade das sete colinas ele viveu por um período de vinte anos (157-177 d.C.), posteriormente se transferiu para o Oriente onde morreu, já ancião, provavelmente na cidade santa de Jerusalém (há outras fontes que dão como local de sua morte a cidade de Roma). Suas “Memórias” gozaram de grande popularidade e traziam elementos de história eclesiástica relativos particularmente à igreja de Jerusalém. Seus escritos são de grande importância para a história da Igrejas. Escre­veu cinco livros de Memórias, contra os gnósticos, infelizmente, a sua monumental obra está perdida, porém, no livro História Eclesiástica, Eusébio de Cesareia (265 a 339) citou alguns trechos do tratado de Hegesipo, que ainda não havia desaparecido. No livro V de suas “Memórias”, escreveu Hegesipo: “Sucessor na direção da Congregação é, junto com os apóstolos, Tiago, o irmão do Senhor.

Beata Ursulina de Parma, Virgem - 7 de abril

A Beata Ursulina, como São Vicente Ferrer, Santa Coleta e outras grandes almas que floresceram naquele período lutuoso da Igreja e da História, foi o anjo protetor colocado por Deus no mundo para que estendesse suas brancas asas, e voando em direção ao céu mostrasse aos homens o caminho da verdadeira felicidade. Ursulina era filha de Pedro Veneri e de Bertolina. Manuscritos conservados no Arquivo de Estado de Parma e no de Siena, redigidos por seu confessor, testemunham a intensa vida espiritual de Ursulina e o seu dom de contemplação. Como oblata beneditina, foi próxima dos beneditinos dos mosteiros de Parma, mas não pertenceu a nenhum instituto monástico. Sua vida transcorreu durante o problema do cisma de Avignon que angustiava a Igreja. Duas vezes ela foi a Avignon acompanhada da mãe para convencer Clemente VII a por fim à divisão na Igreja, sem êxitos positivos. Toda a vida da Beata Ursulina de Parma está impregnada de feitos sobrenaturais. As celestiais aparições e o milagre se alternam na vida da Beata durante sua peregrinação pela terra. O narrador, como na vida de São Patrício, apóstolo de Irlanda, caminha de maravilha em maravilha.