quarta-feira, 10 de junho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Crede no Evangelho”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Conhecer Jesus Cristo
 
A Quaresma é um grande convite para reconhecer nossa condição humana de pecadores e tentados como Jesus o foi. Ela é também o sacramento pelo qual temos empenho de buscar Cristo e recebemos a resposta: “Pelo sinal sacramental da Quaresma, possamos progredir no conhecimento de Jesus Cristo e corresponder a seu amor por uma vida santa”. Viver bem esse tempo litúrgico nos leva a crescer no conhecimento e na resposta de amor. Quem conhece Jesus, sabe amá-lo. Esse primeiro domingo focaliza a tentação de Jesus. Marcos continua o texto com o anúncio de conversão proclamado por Jesus. Quaresma é tempo de conversão. Essa chamada deve nos acompanhar durante toda a Quaresma. Essa conversão é a recusa de tudo o que destrói em nós a Graça Divina da presença de Jesus e nos leva a praticar a fé com maior profundidade. Só conhecendo mais Jesus, podemos crescer no amor por Ele. Pedimos no salmo que o Senhor nos mostre seus caminhos e que sua verdade nos conduza (Sl 24). A oração pós-comunhão nos ensina “a desejar Cristo, pão vivo e verdadeiro, e viver de toda a palavra que sai de sua boca”. Conhecer Cristo e a força de sua ressurreição (Fl 3,10), colocam-nos em união sempre maior com o seu Mistério Pascal que é a meta da Quaresma. Que a Páscoa penetre a(à) Quaresma. 
Aliança da terra 
Essa Quaresma tem uma característica particular que é a temática da aliança. A redenção é o passo final das alianças de Deus com seu povo. Lemos: “Sangue da nova e eterna aliança”. Essa aliança tem suas raízes na criação do homem. Quando vem o Dilúvio, que a tudo destruiu, Deus faz uma aliança com Noé e com todo o mundo: “não haverá mais dilúvio”. E garante: “Este é o sinal da aliança que coloco entre mim e vós... ponho meu arco nas nuvens, como sinal de aliança entre Mim e a terra” (Gn 9,13). Chamamos aliança da terra porque Deus quer que o mundo cumpra sua missão de dar vida e beleza. Dizemos que os sinais de destruição que estão presentes no mundo são queridos por Deus. São provocados pelo ser humano que não toma conhecimento que Deus quer que esse mundo seja fonte de vida e felicidade. Na Quaresma, temos também como compromisso o cuidado do mundo, redimindo todas as suas dimensões. É certo que nem tudo depende de nós e nem somos culpados. Mas podemos colaborar com a restauração. O Saara, diz Heródoto, historiador grego, era um jardim florido. O que aconteceu? Há um país que plantou aonde(onde) o deserto entraria... não entrou. Podemos tomar atitudes de conversão que melhorem a vida do povo. Conversão não é só oração. É atitude. Assim podemos ressuscitar. 
Meu arco no céu. 
A aliança com a terra onde vivem as pessoas, é já um laço que nos une a Deus. Essa aliança tem um crescendo que vai nos levar à aliança em Jesus. Essa aliança com Noé, salvador da humanidade através da arca, chama-nos a cuidar do mundo como administradores da aliança que Deus fez. Jesus era integrado com a natureza: “olhai os lírios do campos... olhai os campos maduros para a ceifa... Usa a água e o pão para realizar os mistérios da salvação. Esse arco-íris simboliza que Deus não quer guerra conosco. Ele quer que todos tenham vida e a tenham em abundância (Jo 10,10). Ele é o Mestre que nos ensina a viver de bem com a terra e mais ainda com as pessoas, pois ensina o amor. Ficamos encantados vendo, depois de uma chuva, um belo arco-íris no céu. Deus achou tão bonito que escolheu como símbolo de sua vontade de paz. 
Leituras: Genesis 9,8-15; Salmo 24; 
1ª Pedro 3,18-22; Marcos 1,12-15. 
1. Viver bem a Quaresma nos leva a crescer no conhecimento e na resposta de amor. 
2. É aliança da terra porque Deus quer que ela cumpra sua missão de dar vida e beleza. 
3. A aliança com a terra onde vivem as pessoas é já um laço que nos une a Deus. 
Deus não é de briga 
A narrativa do dilúvio nos deixa uma questão: Por que Deus fez isso e de agora em diante não vai fazer de novo? Nós gostamos de chamar os castigos de Deus .... Para o outros. Uma hora vira para nosso lado. Mas não é esse o ensinamento. É pavorosa da destruição do mundo pelas águas. É maravilhosa a salvação da humanidade através da família de Noé, juntamente com os animais. Houve destruição. Mas no final encontramos um Deus bonzinho afirmando que não vai brigar mais, nem matar, nem destruir. Ele entrega sua arma de guerra, seu arco poderoso. Mais ainda: coloca-o no céu para servir de enfeite. Quando compramos um arco de índio, colocamos na parede. Não é para briga. Para Deus, acabou a briga. Temos um Deus bonzinho. 
Homilia do 1º Domingo da Quaresma (21.02.2021)

EVANGELHO DO DIA 10 DE JUNHO

Evangelho segundo São Lucas 2,8-14. 
Havia naquela região uns pastores que viviam nos campos e guardavam de noite os rebanhos. O anjo do Senhor aproximou-se deles, e a glória do Senhor cercou-os de luz; e eles tiveram grande medo. Disse-lhes o anjo: «Não temais, porque vos anuncio uma grande alegria para todo o povo: nasceu-vos hoje, na cidade de David, um Salvador, que é Cristo Senhor. Isto vos servirá de sinal: encontrareis um Menino recém-nascido, envolto em panos e deitado numa manjedoura». Imediatamente juntou-se ao anjo uma multidão do exército celeste, que louvava a Deus, dizendo: «Glória a Deus nas alturas e paz na Terra aos homens por Ele amados». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Catecismo da Igreja Católica 
§ 328-332 
«O anjo do Senhor aproximou-se deles» 
A existência dos seres espirituais, não corpóreos, a que a Sagrada Escritura chama habitualmente anjos, é uma verdade de fé. O testemunho da Escritura a este respeito é tão claro quanto a unanimidade da Tradição. Santo Agostinho diz acerca deles: «Anjo (mensageiro) é a designação do encargo, não da natureza. Se perguntares pela designação da natureza, é um espírito; se perguntares pelo encargo, é um anjo: é espírito por aquilo que é, é anjo por aquilo que faz». Por todo o seu ser, os anjos são servidores e mensageiros de Deus. Porque contemplam «constantemente a face de meu Pai que está nos Céus» (Mt 18,10), são «poderosos executores da sua palavra, obedientes ao som da sua palavra» (Sl 103,20). Como criaturas puramente espirituais, são dotados de inteligência e de vontade: são criaturas pessoais e imortais, que superam em perfeição todas as criaturas visíveis. Disto dá testemunho o fulgor da sua glória. Cristo é o centro do mundo angélico; os anjos são seus: «Quando o Filho do homem vier na sua glória com todos os seus anjos» (Mt 25,31). São seus, porque foram criados por Ele e para Ele: «Pois nele foram criadas todas as coisas, nos Céus e na Terra, as visíveis e as invisíveis: tronos, dominações, principados, potestades; tudo foi criado por Ele e para Ele» (Col 1,16); são seus, mais ainda, porque Ele os fez mensageiros do seu projeto de salvação: «Porventura não são todos eles espíritos servidores, enviados ao serviço dos que devem herdar a salvação?» (Heb 1,14).

Santo Itamar, Bispo-Festa: 10 de junho

(†)aproximadamente 664/666
 
Ele foi o primeiro inglês a receber a consagração episcopal. Originário de Kent, foi escolhido para ser o sucessor de São Paulino (falecido em 10 de outubro de 644) na sé de Rochester por Santo Honório, Arcebispo de Cantuária, que também o consagrou. Segundo Beda (cujo relato foi posteriormente elaborado por Guilherme de Malmesbury), ele igualou seus predecessores Justino e Paulino em doutrina. Em 12 de março de 655, consagrou o inglês Fritona, que adotou o nome de Deusdedit, como Arcebispo de Cantuária. Beda afirma que o santo bispo faleceu pouco depois, mas não se sabe quando: provavelmente no mesmo ano que Deusdedit (falecido em 14 de julho de 664), visto que Itamar foi uma das testemunhas de um privilégio concedido por Wulfer, rei da Mércia, em 664. Martirológio Romano: Em Rochester, na Inglaterra,

São Getúlio Mártir-Festa: 10 de junho

Águas em Gabii, uma antiga cidade sabina destruída pelos bárbaros. Sua figura está ligada à de sua esposa, Sinforosa, e seus sete filhos. Segundo a lenda, Getúlio foi martirizado sob o imperador Adriano, juntamente com seus companheiros, Amâncio, Cerealis e Primitivo. A "Paixão" narra que ele foi torturado sendo queimado na fogueira, mas as chamas não o atingiram e ele foi decapitado. As relíquias de Getúlio tiveram uma história conturbada. Recolhidas por sua esposa, Sinforosa, e sepultadas em "Capris in Sabina", foram posteriormente transferidas para a Abadia de Farfa para protegê-las dos sarracenos. Em seguida, o território de "Corte San Getulio" passou para o município de Montopoli, enquanto as relíquias do santo acabaram em Roma, na igreja de Sant'Angelo in Pescheria. De lá, foram doadas em parte aos jesuítas e em parte levadas para a Índia, Espanha e diversas igrejas romanas. Para pôr fim a essa dispersão, em 1587 as relíquias de Getúlio foram reunidas em um sarcófago de mármore, onde repousam até hoje. 
Emblema: Palmeira

10 de junho - Beato Eustaquio Kugler

Eustáquio nasceu a 15 de Janeiro de 1867, sendo o sexto filho da família Kugler, nascido em Neuhaus, uma longínqua aldeia bávara com 200 habitantes, no seio de uma família de camponeses. Foi batizado no mesmo dia em que nasceu com o nome de José, na igreja paroquial de Nittenau, distante uma hora de caminho da sua terra natal, um caminho que ele percorreria diariamente para frequentar a escola. Foi nesta cidade que entrou na Ordem Hospitaleira a 15 de Janeiro de 1893, dia em que completava 26 anos. O Irmão Estáquio Kugler teve muita dificuldade em entrar na Ordem por sofrer de uma ferida numa das pernas por acidente na queda de um andaime. A ferida teimava em não fechar e só cicatrizou quando trabalhava como ferreiro no Centro de deficientes mentais de Reichenbach dos Irmãos de São João de Deus.

10 de junho - Beato Edward Poppe

Edward João Maria Poppe nasceu na Temsche na Bélgica em 1890 em uma família modesta, o terceiro de onze filhos; teve uma educação muito religiosa em casa, continuou com os Irmãos da Caridade, com quem fez um estudos primários. Aos quinze anos entrou no seminário, sendo exemplo e inspiração para outros estudantes. Ele serviu o serviço militar em Leuven em 1910 e, ao mesmo tempo, ele ingressou na faculdade de filosofia na Universidade Católica daquela cidade. O serviço militar deu-lhe a oportunidade de descobrir sua vocação para o sacerdócio, apesar de tantas dificuldades, dedicando-se a um apostolado inteligente e frutífero entre os soldados, espalhando a devoção à Eucaristia e a Nossa Senhora, dos quais se tornará um grande propagador entre crianças e os sacerdotes.

São Landrico, Bispo de Paris Festa: 10 de junho

Landrico, vigésimo oitavo Bispo de Paris, dedicou sua vida à ajuda dos pobres no território francês, chegando até a vender os objetos sagrados para matar a sua fome. Construiu também um hospital, ao lado da catedral, para prestar assistência aos indigentes. Faleceu por volta do ano 657.
(†)aproximadamente 656/7 
Como vigésimo oitavo bispo de Paris, Landrico dedicou-se a auxiliar os pobres no território da Nêustria, chegando ao ponto de vender mobiliário da igreja para alimentá-los. Ele também construiu um hospital ao lado da catedral, dedicado ao cuidado dos pobres. Faleceu por volta de 657. 
Martirológio Romano: Em Paris, no território da Nêustria, também na França, viveu São Landrico, bispo, que teria vendido os objetos sagrados e construído um hospital ao lado da catedral para auxiliar os pobres em tempos de fome.

Santa Faustina( Fausta)de Cizico, Mártir - 10 de junho

Santa Faustina é venerada na igreja de São Miguel Arcanjo de Palma Campania desde 1839. Foi complexa a transladação dos espólios da Santa de Roma a Palma. Francisco Dello Iacono, cônego de Palma, pediu ao Papa Gregório XVI os restos de uma mártir santa. Com um breve de 31 de julho de 1839, o pontífice permitiu que do relicário romano fosse levado, para ser transportada para Palma, a cabeça da virgem e mártir Faustina. Os sagrados espólios já haviam sido exumados por ordem do Papa Leão XII; eles haviam sido descobertos em 1830 na catacumba de São Calixto em Roma. Deste relicário de culto e de martírio foi exumada a cabeça da mártir de 13 anos, cujo nome em vida fora Faustina, segundo o que havia escrito na pedra que ocultava o local: FANA, abreviação de Faustina.

Santa Isabel Guillen Virgem Mercedária Festa: 10 de junho

† 1300
 
Renunciando ao matrimônio, Santa Isabel Guillén quis consagrar-se inteiramente a Deus, recebendo o hábito branco das Mercedárias no convento de Barcelona. Ela levou uma vida de penitência, oração e união íntima, buscando apenas agradar a Cristo, o Esposo. Aos 30 anos, foi acometida por uma febre que a consumiu lentamente com torturas dolorosas e, famosa por seus milagres, com estas palavras: "Desejo dissolver-me e estar em Cristo", foi gloriosamente às bodas eternas no ano de 1300. Seu corpo foi sepultado perto do altar-mor da igreja do convento de Santa Eulália, onde sua memória ainda está viva. A Ordem a celebra em 10 de junho. https://www.santiebeati.it/dettaglio/94342

Beata Diana degli Andalò,Virgem-Festa:10 de junho (8 e 9 de junho)

Diana de Andaló (abreviação do nome do nobre pai: Andrea Lovello), é uma das mais características e simpáticas figuras das origens da Ordem Dominicana. Ajudou na fundação do convento de Bolonha. Quando São Domingos procurou um campo mais amplo para as atividades de sua Ordem na Itália, elegeu de maneira muito especial a região da Bolonha, porque previa que sua famosa Universidade haveria de prover-lhe as pessoas que necessitava recrutar. Diana, a filha única da família d’Andaló, uma piedosa jovem que desde a chegada dos Pregadores havia escutado seus sermões com profunda emoção, apoiou o Beato Reginaldo de Orleans, um dos padres pregadores mandados por São Domingos a Bolonha, na compra da localidade de Vigne, ao lado da igreja de São Nicolau, a futura igreja de São Domingos.

Anjo de Portugal

O Anjo e as crianças
 
Nossa Senhora preferiu, entre todos os países da Terra, a nossa Pátria, no século vinte, para transmitir ao mundo em guerra uma mensagem de salvação. Escolheu três crianças simples, puras e generosas, de Fátima, para Seus interlocutores: Lúcia, Francisco e Jacinta. Em 1916, um ano antes das aparições, veio o Anjo de Portugal prepará-las para o encontro com a Virgem. Lúcia refere-nos três visitas: duas na Loca do Cabeço e uma junto ao poço do quintal da sua família. Meditemos e rezemos muitas vezes as orações que lhes ensinou:«Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos...» e «Santíssima Trindade, Pai, Filho, Espírito Santo, adoro-Vos profundamente...». Não nos deixemos levar por seduções que nos oferecem uma vida de sonho, prazer e felicidade mas no fim causam desilusão, sofrimento e angústia. A solução está em Deus. Confiando unicamente n’Ele e oferecendo-Lhe o nosso coração, teremos a paz e felicidade que ansiosamente desejamos.

Santa Oliva de Palermo, Virgem e Mártir-Festa:10 de junho-Século X

Ela é venerada em Palermo como mártir cristã, mas sua história é incerta. Sua história, narrada em lendas, conta sobre um martírio na África durante o século V. Na ausência de provas concretas, sua história se baseia em relatos orais. Reza a lenda que uma nobre jovem cristã foi exilada e torturada por sua fé. Intrépida diante da tortura, Oliva acabou sendo decapitada. Seu corpo foi levado de volta a Palermo e sepultado em um local misterioso. Culto difundido em Palermo desde o século XIV, Oliva tornou-se a padroeira da cidade em 1606. Em 1981, ela foi removida do calendário oficial, mas sua veneração local continua, especialmente em Pettineo, Raffadali e Túnis, onde há uma catedral dedicada a ela.

Beato Giovanni Dominici, Bispo Dominicano-Festa:10 de junho

(*)Florença, 1355
(+)Budapeste, Hungria, 10 de junho de 1419 
Giovanni Banchini, ou Bacchini, mais conhecido como "Dominici", foi uma figura proeminente na vida eclesiástica entre os séculos XIV e XV. Foi o braço direito do Beato Raimundo de Cápua na reforma da Ordem Dominicana. Aos 17 anos, ingressou na ordem dos frades pregadores do convento de Santa Maria Novella, em Florença, cidade onde nascera em 1355. Envolveu o convento de San Domenico, em Veneza, na reforma e fundou um convento de estrita observância em Fiesole. Em 1408, foi nomeado arcebispo de Ragusa e cardeal pelo Papa Gregório XII. Tornou-se seu conselheiro, a ponto de convencê-lo a abdicar.

Beata Amada de Bolonha, freira da Ordem dos Pregadores

Nasceu em Roma no início do século XIII e 
faleceu em Bolonha, Itália, no mesmo século. 
A Confirmação de Culto, 
equivalente à sua beatificação, 
foi concedida pelo Papa Leão XIII 
em 24 de dezembro de 1891. 
Ela é celebrada em 10 de junho. 
Durante a transladação e reconhecimento das relíquias de Diana de Andalò, realizada em 1510 no mosteiro bolonhês de Santa Inês, três corpos foram encontrados no mesmo túmulo, dois dos quais foram atribuídos, respectivamente, a Diana e Cecília. O terceiro, que não foi identificado na época, foi atribuído na transladação subsequente de 1584 à Irmã Amada, uma suposta freira que havia vindo com outras religiosas em 1224, a convite do Beato Jordão da Saxônia, do mosteiro de São Sisto para o convento de Santa Inês para estabelecer a vida dominicana. Esta identificação, evidentemente baseada em Galvano Fiamma, carece de confirmação. O culto a Diana, Cecília e Amada foi aprovado em 24 de dezembro de 1891 pelo Papa Leão XIII, e a festa foi instituída em 9 de junho.

ORAÇÕES - 10 DE JUNHO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
10 – Quarta-feira – Santos: Getúlio, Itamar, Luciliano
Evangelho (Mt 5,17-19) ”Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas. Não vim para abolir, mas para dar-lhes cumprimento.”
Mateus escrevia para as primeiras comunidades, que ainda seguiam a Lei antiga. Dizia-lhes que seus mandamentos não deviam ser desprezados por quem quisesse abraçar a salvação. Mas, com a vinda de Jesus, Deus levava seu povo mais para a frente, para um jeito mais perfeito de viver. Não podemos ficar presos ao passado.
Oração
Senhor Jesus, vejo que não posso abandonar o caminho que ensinastes. Mas veja também que vos devo acompanhar, quando levais vossa igreja para respostas a necessidades de nossos tempos. Confio em vós. Continuais conosco a nos orientar, no caminho da verdade e na unidade do amor. Quero estar sempre convosco e com meus irmãos. Não deixeis que vos abandone. Amém.

terça-feira, 9 de junho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - Das cinzas à Ressurreição

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
A caminho da Páscoa 
Cada ano a comunidade se reúne para dar início à caminhada para a Páscoa. Não nos cansamos de buscar o Senhor onde Ele se deixa encontrar. É em seu mistério pascal que podemos realizar nosso caminho de salvação. A celebração da Quaresma era muito discreta nos 300 primeiros anos da Igreja. Havia somente um jejum para a comunidade. Depois a Igreja começou a sentir a necessidade de um tempo maior. Pelos fins do século IV temos a instituição dos quarenta dias de jejum. Como não se jejua no domingo, a Quaresma se inicia na Quarta-feira de Cinzas. Note-se que são mais de 40 dias. Temos também a exigência do catecumenato a ser feito nesse tempo, com ritos próprios. Com o desconhecimento da liturgia, perdeu-se muito de seu sentido e se tornou devocional. A riqueza da Quaresma tira sua força e beleza em sua finalidade que é a celebração da Páscoa, na Vigília Pascal. Nela celebramos a Ressurreição no Batismo e na celebração da Eucaristia. A teologia, isto é, seus ensinamentos, devem ser encontrados nos textos das leituras e das orações do período. Temos a Campanha da Fraternidade que escolhe uma temática que tem um aspecto pascal. São orações e a dimensão da fraternidade está bem presente nas três dimensões do evangelho: oração, esmola e jejum. Esses três elementos atingem o ser humano em sua dimensão pessoal, espiritual e comunitária. O homem se prepara para que o Homem Novo, Jesus Cristo, possa renovar todo homem. 
Começando a Quaresma 
Ao iniciar a Quaresma podemos acolher o ensinamento da Igreja referente a esse momento: Diz a liturgia da Igreja: “O tempo da Quaresma visa preparar a celebração da Páscoa; a liturgia quaresmal, com efeito, dispõe para a celebração do mistério pascal tanto os catecúmenos, pelos diversos graus de iniciação cristã, como os fiéis pela comemoração do batismo e pela penitência” (Missal Romano e SC 109). São três finalidades: a preparação dos catecúmenos, a comemoração do próprio batismo e a dimensão penitencial. É tempo de uma conversão maior à vida cristã, e à vida da comunidade eclesial. O rito das cinzas, que tomou um aspecto devocional e, até supersticioso, desviou o sentido da celebração quaresmal. Podemos retomar o sentido oracional: tempo de mais oração, sobretudo na leitura da Palavra de Deus referente a esse tempo. É um tempo rico de leitura da Palavra escolhida para as celebrações. É tempo de jejum. Não somente deixar de comer, mas despojar-se de si mesmo para a abertura ao próximo. O jejum deve se estender às outras dimensões do ser humano. É bom retirar aquilo que impede o Mistério de Cristo penetrar nossa vida. A esmola é o fruto da oração e do jejum: com esse se pode conhecer a necessidade do homem e assumir como missão a redenção em todas as suas dimensões. 
O grito do homem 
É necessário profundo conhecimento do ser humano redimido por Cristo para poder compreender o mistério da Redenção. Cristo o redime em sua carência de Deus devido ao pecado, quer dizer, a separação de Deus. Cristo vem reatar esses laços e nos dar a possibilidade de nos unir com Deus em comunhão de vida com os irmãos. Foi para isso que realizou o Mistério Pascal. Podemos participar desse dom a partir de nossa conversão e mantê-la em contínuo crescimento. Por isso podemos dizer que Deus ouviu o grito do homem na sua miséria e continua a ouvi-lo em seus contínuos desvarios. Até o universo geme em dores de parto, na esperança de entrar na liberdade dos filhos de Deus (Rm 8,22.21).
ARTIGO PUBLICADO EM FEVEREIRO DE 2021

EVANGELHO DO DIA 09 DE JUNHO

Evangelho segundo São Mateus 5,13-16. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Vós sois o sal da Terra. Mas se ele perder a força, com que há de salgar-se? Não serve para nada, senão para ser lançado fora e pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte; nem se acende uma lâmpada para a colocar debaixo do alqueire, mas sobre o candelabro, onde brilha para todos os que estão em casa. Assim deve brilhar a vossa luz diante dos homens, para que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem o vosso Pai que está nos Céus». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Hildegard de Bingen 
(1098-1179) 
Abadessa beneditina e 
doutora da Igreja 
O Livro das Obras Divinas, cap. 6 
A alma penetrada pela luz 
tal como o mundo é iluminado pelo Sol 
Os elementos do homem são todos distintos e seguem uma ordem determinada. A alma aparece como um fogo e, dentro dela, a razão é como uma luz. A alma é penetrada pela luz da razão tal como o mundo é iluminado pelo Sol; deste modo, pode prever e compreender, através da razão, todas as obras do homem. Quando é obscurecido por uma nuvem negra, escondido pelos relâmpagos, os trovões e as chuvas torrenciais, o Sol deixa de se ver; quando estes cessam, volta a irradiar a sua luz. O mesmo acontece com a alma do homem: quando está oprimida pelo corpo, age segundo os desejos da carne, e a luz interior da razão obscurece-se; pois a ira é como o relâmpago, a ganância como o trovão, e os desejos ilícitos da carne como chuvas torrenciais. Quando a penitência a purifica das suas aflições, brilha de novo na clareza da verdadeira luz, iluminada pela esperança da libertação e da salvação. A alma exala então a razão, tal como o fogo do Sol lança os seus raios e, através dela, discerne aquilo que é celeste e aquilo que é terreno. A alma do homem é fortalecida pelo fogo do Sol do Espírito Santo para realizar o bem, mas o frio da preguiça e da negligência enfraquecem-na. O fogo da perseverança e da contrição, combinando-se, fazem que o homem dê bons frutos, confortando-o e adornando-o em tudo o que é útil, para que nada o separe do serviço e do amor de Deus.

São Ricardo de Andria Bispo Festa: 9 de junho Século XII

Foi bispo de Andria durante o domínio normando. Presume-se que sua formação sacerdotal tenha ocorrido em uma abadia beneditina, talvez na França ou na Itália. Nomeado bispo pelo Papa Adriano IV entre 1157 e 1159, participou do Terceiro Concílio de Latrão em 1179 e se destacou por sua fervorosa atividade pastoral. Em 1196, transferiu as relíquias dos Santos Ponciano e Erasmo para Andria, fortalecendo sua devoção. A data precisa de sua morte é incerta, mas presume-se que tenha ocorrido em 9 de junho, em algum momento entre o final do século XII e o início do século XIII. Canonizado em 23 de abril após 1300, suas relíquias foram inicialmente colocadas no altar-mor da catedral, mas se perderam em 1348 devido a uma invasão. Encontradas em 1438, agora repousam em um precioso sarcófago de mármore na capela mais artística da catedral.
Emblema: Cajado pastoral 
Martirológio Romano: Em Andria, na Apúlia, São Ricardo, bispo, de origem inglesa e renomado por sua virtude, acolheu com honra as relíquias dos santos Erasmo e Pôntico.

09 de junho - Beato Luis Boccardo

Só mediante a caridade sobrenatural que brota sempre renovada do coração de Cristo, se pode explicar o prodigioso florescimento de santidade à qual se assiste ao longo dos dois mil anos de cristianismo. Um florescimento que no Piemonte, e na Arquidiocese de Turim em particular, conheceu uma estação singular, longa e feliz, em cujo contexto se situa bem o nosso novo Beato, o Cônego Luís Boccardo. Plasmado pelo Espírito de Cristo, o Beato Padre Luís é um modelo de dedicação evangélica que gerou a semente de um Instituto de vida consagrada, como expressão e escola de caridade, com as contemplativas "Filhas de Jesus Rei", inserido na Família das Irmãs de São Caetano, para as quais soube continuar a obra do irmão, o Beato Giovanni Boccardo. Sacerdote humilde, de grande coração, como o de Cristo que a todos acolhe no abraço da sua misericórdia foi durante trinta anos educador dos jovens sacerdotes no Colégio Eclesiástico junto do Santuário da Consolata e confessor assíduo e fiel.

Beato Mosé Tovini

Na tarde de domingo, 17 de Setembro de 2006, celebrou-se a Santa Missa de beatificação do Padre Mosé Tovini, na Catedral de Bréscia (Itália), sacerdote oblato dessa Diocese. O novo Beato foi um homem humilde, preparado, generoso e bom, que dedicou toda a sua vida como educador e pastor no silêncio e no escondimento da vida quotidiana do Seminário e das paróquias. Definido "pedra preciosa do clero de Bréscia", Padre Mosé Tovini é uma figura contra a corrente, mas muito atual, pois num mundo que ama os refletores e a notoriedade ele ensina que a grandeza do homem reside no humilde serviço realizado diariamente com fidelidade e dedicação, sem se preocupar por aparecer mas por doar a vida, a exemplo de Cristo. Originário de Cividate Camuno, onde nasceu em 27 de Dezembro de 1877, teve como padrinho de batismo seu tio paterno, que certamente com o seu exemplo de vida evangélica influenciou muito as escolhas de Mosé.