sábado, 20 de abril de 2024

REFLETINDO A PALAVRA - “As Escrituras e a Igreja”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Interpretando a Palavra
 
Há uma questão de doutrina a respeito da interpretação da Palavra de Deus: Por um lado há a doutrina de alguns que ensinam a livre interpretação dizendo que cada um tem a assistência do Espírito para interpretar. Podemos ver os resultados negativos. Isso não impede a compreensão individual da Palavra e o máximo proveito para a salvação. A doutrina da Igreja Católica ensina que a Palavra de Deus só pode ser interpretada na fé eclesial. Sem a fé, vivida no corpo da Igreja, não se tem uma interpretação autêntica. Quem orienta a compreensão, baseado na Tradição é o Magistério, isto é, o ensinamento da autoridade da Igreja. Este se baseia na Tradição e no Ensinamento dos Santos Padres, isto é, santos escritores antigos, com o estudo dos que são especialistas nas Escrituras. Não é uma ação particular, mas comunitária. Isso dá segurança ao conhecimento da Palavra. Por isso o primeiro passo é a fé. O conjunto da Escritura explica a Escritura. Não são textos isolados. Pegar a letra pela letra é fundamentalismo, como vemos em certas seitas cristãs e não cristãs. Santo Tomás, apoiado em Santo Agostinho, diz: “A letra do Evangelho também mata, se faltar a graça interior da fé que cura” (VD 29). Por que depender da Comunidade Igreja? Porque a Palavra foi escrita na comunidade. Alí é o lugar propício e mais fecundo para compreendê-la. A comunidade reunida para a celebração da liturgia acolhe a Palavra e a compreende. A Palavra celebrada é uma escola para compreendê-la. Não dispensa os esforços dos estudos e a vibração do coração para compreender.
Estudando a Palavra 
A interpretação exige fé, abertura do coração, mas não dispensa o estudo. Como é gostoso ouvir alguém que dedicou a vida ao estudo da Palavra de Deus! É Palavra de Deus na palavra humana. O estudioso da Palavra, guiado por sua inteligência e esforço de ouvir o Deus que fala nessas palavras, dá uma contribuição fundamental para todos os fiéis. O documento Verbum Domini ensina que a Sagrada Escritura deve ser lida com o mesmo espírito com que foi escrita” (DV 29). São Pedro ensina em sua carta que “nenhuma profecia da Escritura é de interpretação particular porque nenhuma profecia foi proferida pela vontade dos Homens. Inspirados pelo Espírito Santo é que os homens santos falaram de nome de Deus” (2Pd 1,20-21). Com o Concílio Vaticano II houve cresceu o interesse em aprender ler e viver a Palavra de Deus. Por isso não se deve deixar o estudo, pois ele nos ajuda a compreender melhor todas as coisas. Alguns acham difícil ler. Sem ler, vai ser sempre difícil. À medida que lemos e também estudamos, compreedemos sempre mais. 
Interpretação e vida 
Só interpreta bem as Escrituras quem as vive. A Palavra viva dentro de nós é diferente da palavra vista somente intelectualmente. Se a Palavra lida não me leva a conversão é porque não a lemos com sinceridade e coerência de vida. A fé do fiel vai conduzir a viver essa palavra com o coração aberto. Quando unimos a leitura à vida fica fácil compreender e interpretar, pois a Palavra nasceu no seio da comunidade e escrita por gente como nós, guiadas pelo Espírito. À medida que nossa vida vai se assemelhando ao texto, mais vivo ele se torna para nós e nós nos tornamos vivos para a comunidade. S. Gregório afirma: “As palavras divinas crescem juntamente com quem as lê”.
ARTIGO PUBLICADO EM DEZEMBRO DE 2012

EVANGELHO DO DIA 20 DE ABRIL

Evangelho segundo São João 6,60-69. 
Naquele tempo, muitos discípulos, ao ouvirem Jesus, disseram: «Estas palavras são duras. Quem pode escutá-las?». Jesus, conhecendo interiormente que os discípulos murmuravam por causa disso, perguntou-lhes: «Isto escandaliza-vos? E se virdes o Filho do homem subir para onde estava anteriormente? O espírito é que dá vida, a carne não serve de nada. As palavras que Eu vos disse são espírito e vida. Mas, entre vós, há alguns que não acreditam». Na verdade, Jesus bem sabia, desde o início, quais eram os que não acreditavam e quem era aquele que O havia de entregar. E acrescentou: «Por isso é que vos disse: ninguém pode vir a Mim, se não lhe for concedido por meu Pai». A partir de então, muitos dos discípulos afastaram-se e já não andavam com Ele. Jesus disse aos Doze: «Também vós quereis ir embora?». Respondeu-Lhe Simão Pedro: «Para quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. Nós acreditamos e sabemos que Tu és o Santo de Deus».
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Hildegard de Bingen 
(1098-1179) 
Abadessa beneditina e doutora da Igreja 
«Livro das Obras Divinas», cap. 6 
«O espírito é que dá vida, 
a carne não serve de nada» 
Desde o início até ao fim de cada ação, a alma deve venerar com igual zelo os sete dons do Espírito Santo. No início da sua ação, acolhe a sabedoria, que possui no fim do temor e conserva no meio da coragem - fortaleza de ânimo -, protege-se nas coisas celestes com o entendimento e o conselho e rodeia-se nas coisas terrenas de ciência e de piedade: estas devem ser acolhidas com grande respeito, pois são o seu apoio. Deve a alma, pois, começar por se abrir à sabedoria, para se encerrar, no final da sua ação, com a timidez e o pudor; no intervalo, arme-se de firmeza com o adorno do entendimento e do conselho, e fortaleça-se com a ciência e a piedade. O movimento da alma sensata e a ação do corpo de acordo com os seus cinco sentidos seguem um único e mesmo caminho, porque a alma não move o corpo mais do que ele pode realizar, e o corpo só trabalha de acordo com o que a alma põe em movimento. Os diferentes sentidos, por outro lado, não estão separados uns dos outros, mas apoiam-se mutuamente com grande firmeza e iluminam o homem todo, para o conduzir para cima ou para baixo, segundo as escolhas da sua alma. O conhecimento da alma provoca lágrimas de arrependimento, ao passo que os pecados a arrefecem. Pois a constância na justiça traz-lhe, para além das boas obras, o calor dos desejos superiores. As outras virtudes vêm em auxílio da constância para comunicar a cada crente o humor da santidade - a graça santificante: a alma é penetrada pelo orvalho e pelo calor do Espírito Santo, domina a carne e motiva-a a servir a Deus consigo. Depois, todos os órgãos interiores trazem a sua energia à alma humana, para a servir. Assim, quando a alma abandona o pecado para cumprir a justiça, eleva-se seguindo a razão.

20 de abril - Beata Clara Bosatta

Veja o grande amor que o Pai nos deu, que suscita nas almas a capacidade de repetir os gestos do Bom Pastor que dá a vida para a salvação do mundo! Sinal do amor de Deus, a Beata Clara Bosatta também era uma discípula do Beato Luigi Guanella, e participante de seu carisma e dedicação aos mais necessitados, em confiança total e firme na Divina Providência. Clara era um dom da Providência, recebeu uma formação piedosa na paróquia, onde foi chamada para dedicar-se às crianças abandonadas e aos idosos em solidão. Verdadeiramente providencial foi o seu encontro com Don Guanella, em cuja escola tornou-se disponível para a realização dos trabalhos de assistência espiritual e material para a consumação da sua energia. Com sua última doença, contraída no seu serviço aos sofredores, oferece como doação e sacrifício em favor dos mais necessitados. Em sua suavidade e fragilidade, na simplicidade das formas e na delicadeza do trato, Clara escondia a força indescritível de uma instituição de caridade verdadeiramente evangélica. Portanto, "Deus a levou - como testemunha Dom Guanella, seu diretor espiritual – pela viadas almas forte, via dura e perigosa, mas a guiou de modo que não colocasse um pé em falso. E ela não caiu, porque se rendeu com absoluta obediência à mão que a guiou.” 
Papa João Paulo II 
– Homilia de Beatificação – 21 de abril de 1991

Beato Anastasio Pankiewicz

No lugar de Hartheim, perto de Linz, na Áustria, quando era conduzido ao campo de concentração de Dachau, beato Anastasio Pankiewicz, presbítero da Ordem dos Irmãos Menores e mártir, que até à morte deu testemunho de sua fé contra um regime que oprimia a dignidade cristã (1942). Durante a II Guerra Mundial, na Polônia foram numerosas as vítimas da encarniçada perseguição nazista contra a Igreja. Também muitos outros cidadãos foram perseguidos e assassinados naquelas terríveis circunstâncias. Mas os 108 beatificados pelo Papa foram todos eles assassinados por ódio à fé cristã em diversas circunstâncias ou lugares, ou morreram como consequência dos sofrimentos infligidos pelo mesmo motivo nas cadeias e campos de concentração. A maioria dos sacerdotes morreram por não deixar de exercer seu ministério, apesar das ameaças; muitos destes mártires perderam a vida por defender os judeus; as religiosas, por seu lado, em seu serviço amoroso e silencioso, aceitaram com espírito de fé os sofrimentos e à morte. Todos foram em sentido estrito testemunhos da fé de Cristo. O Beato Anastasio Pankiewicz (1882-1942). Sacerdote professo, que havia ingressado na Ordem aos 17 anos de idade.

SANTO ONOFRE

Loucura do amor!
 
Conhecendo a vida de Santo Onofre, descobri uma espiritualidade diferente. Um homem que vive na absoluta solidão, parece, à primeira vista, totalmente desconectado com a realidade. Mas indo mais fundo pude ver o despojamento total, a confiança total, a entrega total. Largou tudo e confiou. Confiou que mesmo no deserto, onde aparentemente falta tudo, ele teria tudo. E teve. Teve como companhia a presença de Deus, a intimidade e dependência completa. Como os pássaros do céu deixou que Deus providenciasse tudo. Como é difícil para mim, hoje, vivendo em uma sociedade consumista, onde o ter é sempre crescente, entender este despojar-se! Como é difícil entender a vida no silêncio, quando vivo na sociedade do barulho! A vida de santo Onofre é mais um testemunho para mim: só Deus basta. Loucura? Sim. Loucura de amor. Loucura de fé.

Santo Aniceto Papa 20 de abril

Natural da Síria, Aniceto, Papa desde o ano 155, se preocupava com a data da Páscoa, comemorada, em dias diferentes, no Oriente e Ocidente. Por isso, convocou o Bispo de Esmirna, São Policarpo, a Roma. Ambos mantiveram relações amigáveis, mas a questão permaneceu em aberto. Aniceto faleceu em 166.
Nascido na Síria - Papa do ano 155 ao 166 
De origem síria, durante o seu pontificado recebeu em Roma o bispo de Esmirna, Policarpo, para discutir a data da Páscoa, celebrada no Ocidente sempre no domingo, e no Oriente no dia 14 de Nisan, seja qual for o dia em que caia. A questão permaneceu aberta. 
Etimologia: Aniceto = invencível, do grego 
Martirológio Romano: Em Roma, o Papa Santo Aniceto, de cuja irmandade gozava o ilustre convidado São Policarpo quando veio discutir com ele a determinação da data da Páscoa. 
Os cristãos nunca encontraram um acordo duradouro sobre a Páscoa, de modo a celebrá-la todos no mesmo dia. Um desentendimento eterno. O Papa Pio I (140-145) já tentou resolvê-lo estabelecendo para todos o primeiro domingo após a lua cheia da primavera. Mas os cristãos do Oriente têm uma data fixa: o dia 14 do mês lunar de Nisan, no qual começa a Páscoa judaica. Sucedendo a Pio I em 155, o Papa Aniceto tentou o caminho da concertação, encontrando-se em Roma com o bispo oriental Policarpo de Esmirna. Os dois discutem muito, não chegam a um acordo, mas separam-se em comunhão e em paz: Aniceto, aliás, reserva honras e atenção especiais ao bispo da Ásia (e futuro mártir).

Beata Oda (ou Odete) de Rivreulle, monja premostratense - 20 de abril

      Oda (ou Odete) nasceu no seio de uma família nobre do Brabante, Bélgica. Foi prometida por seus pais a um jovem de nobre origem, mas Oda não consentiu jamais na celebração do matrimônio. Forçada ao casamento, Odete recusa-o diante do padre e da multidão, para entrar no convento onde dedicará sua vida aos pobres.

     “Como vós estais tão ansioso para saber se estou pronta para tomar este jovem senhor como meu marido, respondo-lhe claramente: de jeito nenhum!” Tumulto na plateia, celebrante perplexo. Simon, o jovem prometido, sai furioso. E Odete é levada para casa sem cerimônia pelos pais, que estão furiosos e envergonhados com o escândalo causado pela filha no meio da igreja. O casamento está apenas adiado, eles pensam. Eles acabarão por convencê-la a se casar com um partido rico.
     A bela jovem entra em seu quarto, encontra uma espada e corta a ponta do nariz para garantir que ninguém mais a queira. A mãe desmaia, o pai acaba aceitando a determinação da filha. Ela quer se tornar freira. Ela finalmente entra em no mosteiro premostratense de Rivreulle (atualmente diocese de Tournai) em Brabante, onde leva uma vida exemplar e penitente. Por um momento afastada da comunidade, suspeita de ter contraído lepra, recuperou-se e juntou-se às irmãs que a escolheram como prioresa. Ela aceita esta função apenas porque lhe permite cuidar dos pobres que batem à porta do mosteiro.
 Todas as freiras lamentam sua morte, com menos de 25 anos, no dia de Páscoa de 1158, e foi sepultada na Abadia da Boa Esperança (2) (hoje seminário da diocese de Tournai, Bélgica), onde é venerada ainda atualmente. Suas relíquias estão em Tournai.

Santa Sara Kali, Padroeira do Povo Cigano (Séc. I), 20 de Abril

Existem diversas lendas a respeito da origem de Santa Sara. Algumas falam que ela seria serva e parteira de Maria, e que Jesus a teria em alta estima por tê-Lo trazido ao mundo. Outras, que era serva de Maria Madalena. Seu centro de culto é a cidade de Saintes-Maries-sur-Mer, na França, onde ela teria chegado junto com a irmã de Maria, mãe de Jesus, Maria Salomé, mãe dos apóstolos Tiago e João, Maria madalena, Marta, Lázaro e Maximino. Eles teriam sido jogados no mar em um barco sem remos nem provisões, e Sara teria rezado e prometido que se chegassem a salvo em algum lugar ela passaria o resto de seus dias com a cabeça coberta por um lenço. Eles depois disso chegaram a Saintes-Maries, onde algumas lendas dizem, foram amparadas por um grupo de ciganos. O epíteto Kali significa "negra", porque sua tez é escura. A sua imagem é coberta de lenços, sendo ela uma protetora da maternidade. Mulheres (romi) que não conseguem engravidar e mulheres que pedem por um bom parto, ao terem seus pedidos atendidos, depositam aos seus pés um lenço (diklô). Centenas de lenços se acumulam aos seus pés.

MARCELINO DE EMBRUN Bispo, Santo (+ 374)

Com Domingos e Vicente, Marcelino viera da África para evangelizar os Alpes franceses. Enviou os dois companheiros para os Baixos Alpes, reservando para si Embrun e os Altos Alpes. Construiu uma igreja nesta cidade e convidou santo Eusébio de Verceil (piemonte) a vir consagrá-la. Este santo fê-lo e conferiu a Marcelino a sagração episcopal. Narra-se que, regressando duma excursão apostólica, Marcelino encontrou umas mulas que transportavam trigo. Um dos almocreves praguejava contra uma que morrera de esgotamento. “Ah! Exclama ele agarrando o Bispo, aqui está quem me vai livrar de dificuldades”. Marcelino deixou que o oprimissem, tomou a carga e levou-a, substituindo a mula. Mas quando os cristãos o viram chegar naquele preparo, quiseram fazer em postas o velhaco que assim tinha tratado o pastor que a eles chegara; mas este não deixou tal coisa: “Não lhe façam mal nenhum, disse, porque só me fez bem. Não me permitiu imitar um pouco Aquele que tomou sobre si os nossos pecados e quis levar a cruz da nossa salvação?” Está claro que um amor assim a Nosso Senhor não podia deixar de fazer de Marcelino um grande convertedor. A todos os seus méritos deve acrescentar-se o de combater o arianismo, que desejava Constante I impor ao Ocidente. Teve de fugir muitas vezes para os montes, a fim de escapar aos funcionários imperiais, encarregados de o prender. A morte de Constâncio (+ 361) restituiu-lhe a liberdade. S. Marcelino morreu a 13 de Abril de 374.

TEODORO DE AMASEA Presbítero, Bispo, Santo † 613

Presbítero e depois Bispo de Anastasiópolis.
A história em que a vida de Teodoro se insere é mergulhada num verdadeiro palco romântico, já iniciando pelo seu nome que quer dizer “dom de Deus”. O seu guia seria S. Jorge, o santo guerreiro, que era também o santo por excelência da sua mãe, que nele depositou a sua fé por ter salvado Teodoro no seu parto difícil. Ainda menino, procurava locais que pudessem dar-lhe a paz para a sua meditação e oração. Um pouco mais crescido, escavou acima da capela de S. Jorge uma gruta que o abrigava longe de todos e perto de Deus. Foi iniciando desta maneira a sua vida religiosa que conseguiu atrair a multidão que curiosa e desejosa dos seus actos. Não tardaria e Teodoro seria ordenado sacerdote por um bispo da vizinha cidade de Anastasiópolis, o que intensificaria a sua vida de penitências. O povo novamente tomou o seu partido e elegeu-o como bispo de Anastasiópolis. Nesse novo cargo permaneceu dez anos sempre pedindo para ser substituído, o que foi concedido pelo Imperador e pelo patriarca de Constantinopla que lhe restituíram a sua pequena condição – grande – de monge. Era querido e amado pelo povo que o perseguia a fim de pedir as orações e as intervenções do santo que tantos milagres fazia. Partiu para o Céu em 613 concretizando os seus ideais e espalhando a palavra de Deus por onde passava.

INÊS DE MONTEPULCIANO Religiosa, mística, santa 1268-1317

Ela nasceu em Gracchiano-Vecchio, Toscania, Itália em 1268.Inês era muito simples e alguns das mais conhecidas lendas aconteceram em sua infância. A começar pelo seu nascimento quando sua casa foi cercada por muitas luzes em um tempo onde não havia luz eléctrica. Em sua infância ela foi especialmente marcada por dedicação a Deus: ela passava horas recitando o Padre Nosso e Ave Marias no canto de seu quarto. Quando atingiu 6 anos ela já pedia aos seus pais que queria entrar em um convento. Quando eles disseram a ela que era muito jovem ela implorou que eles mudassem para Montepulciano de modo que ela pudesse fazer visitas mais frequentes ao convento de lá. Por causa da instabilidade política, seu pai estava com receio de mudar de um lugar seguro, mas permitiu que ela visitasse com mais frequência as freiras. Em uma de suas visitas um evento ocorreu que todos os autores dizem que teria sido profético. Inês estava em Montepulciano com sua mãe e com uma mulher da casa, quando elas passaram por uma colina onde havia um bordel e um bando de corvos, voando baixo, atacaram a garota. Bicando eles conseguiram arranhar a menina antes que as mulheres pudessem afasta-los. Surpresas com o ataque mas seguras de si elas disseram que o ataque devia ser coisa do demónio que ressentia a pureza da pequena Inês a qual um dia os afastaria daquela colina.

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 20 DE ABRIL

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
20 – Sábado – Santos: Antonino, Marcelino de Embrun
Evangelho(Jo 6,60-69) “Muitos dos discípulosde Jesus, que o escutaram,disseram: “Esta palavra é dura. Quemconsegue escutá-la?”
Que foi que Jesus disse que os espantou? Sem esquecer a referência à eucaristia, o que os desafiou foi a frase: “Assim como o Pai, que vive, me enviou e eu vivo pelo Pai, assim também quem de mim se alimenta viverá por mim.” Não acreditavam que ele fosse o Filho de Deus, nem que nossa única esperança de salvação e de vida é nossa união com ele, nossa participação em sua vida divina.
Oração
Senhor Jesus, eles entenderam o quanto exigíeis deles, e não quiseram reconhecer-vos como Salvador, Filho de Deus. Confiaram mais em si mesmos. Não quero segui-los. Creio em vós, confio em vós. Coloco em vosso poder e bondade toda minha esperança. Mudai-me, transformai minha vida, fazei-me participar de vossa vida divina, à espera da plena realização de vossas promessas. Amém.

sexta-feira, 19 de abril de 2024

REFLETINDO A PALAVRA - “Epifania do Senhor”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Manifestação do Senhor
 
As festas natalinas fazem memória da Manifestação do Senhor que é um Mistério celebrado em diversos momentos. A palavra HOJE percorre as orações. Rezamos na Liturgia das Horas a bela antífona do Magníficat: “Recordamos neste dia três mistérios: Hoje a estrela conduziu os Magos até o presépio; Hoje a água se faz vinho nas Bodas de Caná. Hoje Cristo no Jordão é batizado para salvar-nos”. Temos assim a unidade das celebrações do Natal, Epifania, Batismo e Bodas de Caná, no Hoje de Deus. Salientamos a unidade do Mistério Pascal de Cristo que envolve sua obra salvadora como um todo. Natal é Páscoa vista como Manifestação do Senhor. Agora O vemos ressuscitado e, um dia, O contemplaremos face a face. Este mistério de redenção é para todos os povos e não só para um povo exclusivo. Paulo escreveu que lhe foi dada a graça de revelar este mistério oculto há séculos, isto é, os pagãos são admitidos à mesma herança (Ef 3,2-6). Os Magos, cumprindo a profecia, vão a Jerusalém que se torna a luz para os povos. Mas a Luz é Jesus que atrai e manifesta a glória de Deus. Os Magos seguem uma estrela. Esta não é um astro, mas responde à profecia de Balaão: “Eu vejo – não agora, eu o contemplo – mas não de perto. Um astro procedente de Jacó se torna chefe, um cetro se levanta procedente de Israel” (Nm 24,17). A estrela, no pensamento hebraico, era sinal do Filho do Homem. Esta estrela é sinal da busca constante dos sábios que, mesmo pagãos conheciam as Escrituras e se deixaram guiar por elas. O oriente de onde vêm os Magos refere-se a regiões de Damasco. Serem três e de raças e continentes diferentes é interpretação muito posterior. 
Atitudes de sabedoria 
É grande sabedoria, como a dos Magos, saber procurar e conhecer Jesus, mas também saber fugir dos Herodes do mundo. Os Magos ensinam abrir os tesouros para ofertar a Deus e abrir os tesouros de Deus a todos os povos. Uma religião de sacristia voltada para si mesma é um assassinato do desejo de Deus de ir a todos com a boa nova. É uma triste ilusão achar que, com uma Igreja cheia, já se cumpriu sua missão, quando fora dela há multidões famintas de Deus ou Dele esquecidos. O Concílio abriu a Igreja ao mundo e a todas as culturas. Infelizmente se procura fazer dela uma instituição a serviço do poder de filosofias e ideologias pouco cristãs. Temos diante de nós um mundo a salvar. Os Magos ensinam que, depois de encontrar Jesus, encontramos caminhos novos. 
Presentes que são uma lição 
Jesus estará sempre dando a alegria da salvação. É a alegria que sacia. Para tanto temos como base os evangelhos, palavra que significa anúncio alegre. Herodes não conhecia as Escrituras. Chamou os sacerdotes que a sabiam de cor. O importante é reconhecer Jesus e adorá-Lo. O poder é um veneno cruel. Os Magos estão a convidar a Igreja a se abrir para as culturas e às riquezas dos povos e não continuar impondo um único modo de ser que nem sempre é evangélico, mas político e ideológico. Os presentes significam a abertura ao senhorio de Cristo, sua Divindade e sua Paixão dolorosa que nos redimiu. A meta de tudo é a adoração do Senhor, reconhecendo no Menino, o Deus que se manifesta. A celebração é sempre um laboratório da fé que nos ensina a buscar todos. Experimentamos na celebração e o realizamos na vida. 
Leituras: Isaías 60,1-6; Salmo 71; 
Efésios 3,2-3ª.5-6; Mateus2,1-12. 
1. Celebramos a Manifestação do Senhor no Natal, Epifania, Batismo e Bodas de Caná como um único Mistério. O Mistério Pascal de Cristo é único e acontece o mesmo na Manifestação e na Páscoa. Cristo veio para todos os povos. Os Magos expressam essa verdade. 
2. É sabedoria, como a dos Magos, saber procurar e abrir os tesouros a Deus e Deus a todos os povos. O Concílio abriu a Igreja a todos os povos e culturas. A Igreja não está a serviço nem de uma filosofia nem de uma ideologia. Temos um desafio missionário e ecumênico. Depois de encontrar Jesus encontramos novos caminhos. 
3. Jesus será sempre a alegria da salvação. Não basta conhecer as Escrituras, mas reconhecer Jesus e adorá-lo. Os magos ensinam a Igreja a se abrir às culturas e às riqueza dos povos e não impor um único modo de ser. A celebração nos ensina a buscar todos. 
A festa de todos 
Estamos no tempo da Manifestação do Senhor. Perguntamos: Para quem Deus veio ao mundo na pessoa de seu Filho? Jesus nasceu para todos. Vimos que veio para os pobres e humildes como vimos na noite de Natal. No Batismo veremos que Ele se revela aos judeus. No casamento em Caná, Ele se manifesta aos discípulos. Na festa de hoje celebramos sua Manifestação a todos os povos. Esta é o grande mistério revelado: Deus veio para todos. A gente costuma falar: vem para minha igreja ou para meu grupo. Deus diz: vamos a todos. Herodes quis cortar esse caminho, mas os homens sábios, ao conhecer Jesus, entenderam que era para levá-Lo para todos. Não podemos colocar cercas na vontade de Deus de ir a todos. Ele vai, mesmo a gente atrapalhando. 
Homilia da Epifania do Senhor (06.01.2013)

EVANGELHO DO DIA 19 DE ABRIL

Evangelho segundo São João 6,52-59. 
Naquele tempo, os judeus discutiam entre si: «Como pode Jesus dar-nos a sua carne a comer?». E Jesus disse-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e Eu o ressuscitarei no último dia. A minha carne é verdadeira comida e o meu sangue é verdadeira bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em Mim e Eu nele. Assim como o Pai, que vive, Me enviou e Eu vivo pelo Pai, também aquele que Me come viverá por Mim. Este é o pão que desceu do Céu; não é como o dos vossos pais, que o comeram e morreram: quem comer deste pão viverá eternamente». Assim falou Jesus, ao ensinar numa sinagoga, em Cafarnaum. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Cirilo de Jerusalém 
(313-350) 
Bispo de Jerusalém, doutor da Igreja 
4.ª catequese mistagógica, 1,4-6.9 
Seja a fé a garantir-te que recebes o 
pão do Céu e o cálice da salvação! 
Naquele tempo, Cristo disse: «Se não comerdes a carne do Filho do homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós». Mas eles não ouviram estas palavras espiritualmente e foram-se embora escandalizados, julgando que o Senhor os tinha convidado para uma refeição comum. Já no Antigo Testamento havia os pães da proposição. Mas deixou de ser necessário oferecer o pão da Antiga Aliança. Na Nova Aliança, temos o pão do Céu e o cálice da salvação (cf Sl 115,13), que santificam a alma e o corpo. De facto, tal como o pão se acorda com o corpo, assim o Verbo se harmoniza com a alma. Portanto, não te detenhas no pão e no vinho como se fossem apenas isso, porque, segundo a afirmação do Mestre, eles são corpo e sangue. Seja qual for a perceção dos sentidos, que a fé seja o teu conforto. Não julgues a realidade pelo seu sabor, mas pela fé. O que aprendeste dá-te esta certeza: o que parece pão não é pão – embora tenha sabor a pão –, mas o corpo de Cristo; e o que parece vinho não é vinho – embora o gosto o queira afirmar –, mas o sangue de Cristo.

Santa Maria da Encarnação VIÚVA, RELIGIOSA, +1613

Hoje comemoramos Santa Maria da Encarnação, nascida a 1 de janeiro de 1565, em Paris. O seu nome de batismo era Bárbara. Casou-se aos 16 anos, com Pedro Acário, que um homem rico, com quem teve seis filhos. Quando o marido foi exilado e os seus bens confiscados, defendeu-o até provar sua inocência. Sempre ensinou aos filhos o amor à verdade, o respeito aos mais pobres e desvalidos, e a viver de maneira simples, sóbria, modesta e temente a Deus, ensinando o espírito de sacrifício e a força de vontade perante as dificuldades. Com o seu exemplo fez com que os infelizes, os aflitos, os doentes, os encarcerados encontrassem amparo e proteção. Quando o esposo morreu, em 1613, ingressou na Ordem das Carmelitas, jurando obediência à própria filha, eleita abadessa do convento de Amiens. Morreu no convento carmelita de Pontoise, a 7 de fevereiro de 1618, tendo passado os seus últimos dias num leito de dor.

19 de abril - Beato Conrado Miliani

O Beato Conrado nasceu em 18 de setembro de 1234 em Ascoli Piceno, Itália. Ele fazia parte de uma conhecida família de ancestrais ilustres: os Miliani. Um de seus amigos de infância foi Jerônimo Masci, futuro superior geral da Ordem Franciscana e Papa (Nicolau IV). Dizem que Conrado pressentiu o futuro que aguardava seu companheiro porque, quando criança, ele às vezes se ajoelhava diante de Jerônimo. E como esse gesto era apreciado por outras pessoas que, naturalmente, queriam saber o que o estava guiando, ele naturalmente explicava que via nele o sucessor de Pedro. Ele até vislumbrou em suas mãos as chaves, símbolo da Igreja, uma apreciação que só poderia vir de cima. Assim, ambos compartilhavam a vocação para a vida franciscana, vestiram o hábito da Ordem ao mesmo tempo no convento de Ascoli, e seguiram uma formação paralela realizando seu noviciado em Assis. Mas a Providência estava preparando Jerônimo para incorporar as missões do governo que marcaram o início de dois caminhos divergentes entre esses irmãos. Agora, unidos sempre pelo ideal de Cristo, e na mesma vocação, não deixaram de estar no coração um do outro. Enquanto a vida de Jerónimo seguia por outro caminho, Conrado mudou-se para Peruggia, onde recebeu o seu doutorado, ensinou teologia e dedicou-se a evangelizar.

EXPEDITO DA ARMÉNIA Leigo, Mártir, Santo Século IV

Santo Expedito foi martirizado na Arménia. Ele era militar, foi decapitado no dia 19 de abril de 303, sob o imperador Dioclesiano, que subira ao trono de Roma em 284. Levava uma vida devassa; mas um dia, tocado pela graça de Deus, vendo uma grande luz, tudo mudou em sua vida. Foi então que lhe apareceu o Espírito do mal, em forma de corvo, e lhe segredou “cras....! cras....! cras....!” palavra latina que quer dizer : “Amanhã...! amanhã...! amanhã...!, isto é ― Deixe para amanhã! Não tenha pressa! Adie sua conversão!” Mas Santo Expedito, pisoteando o corvo, esmagou-o, gritando: “HODIE! Quer dizer: HOJE! Nada de protelações! É pra já!” É por isto que o Santo Expedito é invocado nos casos que exige solução imediata, nos negócios em que qualquer demora poderia causar prejuízo. No Brasil, sobretudo, Santo Expedito é invocado nos negócios, o santo da “ultima hora”, num sim, sem adiamentos. Origem histórica: Mártir de Metilene, é pouco conhecido dos historiadores, mas sua existência é certa. Santo Expedito, segundo a tradição, era arménio, não se conhecendo o lugar de seu nascimento, mas parece provável que seja Metilene, localidade onde sofreu seu martírio. A Arménia é uma região da Ásia Ocidental, situada ao Sul do Cálcaso, entre o Mar Negro e o Mar Cáspio, nas margens dos Rios Tigre e Eufrates. Essa região foi sempre considerada uma terra de predilecção.

LEÃO IX Papa e Santo 1002-1054

Bruno nasceu no ano 1002 na nobre família dos Dagsburgo, ou Asburgo, como ficou sendo grafado depois, e veio ao mundo com algumas manchas no corpo, como que predestinado, naquele início de segundo milênio. Sua mãe, santa Heilwiges, era uma católica fervorosa, viu que a pele do menino apresentava, ao nascer, muitas manchas vermelhas, formando cruzes por todo o corpo. Ficou na casa paterna, freqüentada pela nobreza da corte, até os cinco anos de idade, quando sua mãe o confiou ao bispo de Toul, Bertoldo, que, com o passar dos anos, o fez doutorar em direito canônico. Ordenando-se sacerdote, foi atuar junto ao seu primo Conrado, que tinha posição de destaque no Império, ali trabalhando pela religião e pela comunidade, cuidando de complicadas tarefas administrativas. Seu trabalho o fez ser eleito bispo de Trèves em 1026, quando implantou e desenvolveu uma reforma profunda nos conventos e na própria forma de evangelização na sua diocese. Está registrado que, paralelamente ao trabalho desenvolvido em favor da Igreja nas altas rodas do governo e da sociedade, Bruno mantinha, ao mesmo tempo, uma atitude disciplinada e fervorosa quanto aos preceitos da caridade.

EMA DA SAXÓNIA Leiga e Santa + 1040

Ema da Saxónia morreu em 19 de abril de 1040. No mosteiro de São Ludgero, na Alemanha, inexplicavelmente longe da Saxônia, conserva-se uma relíquia desta santa: uma mão prodigiosamente intacta. Ela, de origem alemã, nasceu no berço de uma família muito religiosa e cristã. Era irmã de Meginverco, bispo da cidade de Paderborn, que também se tornou santo. Muito nova foi dada em matrimónio para Ludgero, conde da Saxônia, que a deixou viúva um ano depois do enlace. Muito devota, bonita, rica e sem filhos, não desejou se casar novamente. E se manteve constante em seu novo projeto de vida, que foi a total dedicação às obras de caridade. "A mulher estéril", diz a Bíblia, "será mãe de muitos filhos." Assim foi com Ema. Generosa nas doações e no atendimento ao próximo, mas austera e intransigente consigo mesma, procurou a perfeição no difícil estado de viuvez, uma condição bastante incômoda para uma mulher que ficou só e muito rica. Ela, entretanto, potenciou sua fecundidade espiritual e administrou seu património em benefício dos pobres e órfãos por meio das instituições assistenciais.

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 19 DE ABRIL

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
19 – Sexta-feira – Santos: Sócrates, Gálata, Expedito
Evangelho(Jo 6,52-59)“Em verdade, em verdade vos digo, se não comerdes acarne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós.”
É fácil perceber que João quer ajudar-nos a perceber o sentido da Eucaristia.Comer e beber é assimilaro necessário para a vida; é transformar e ser transformado.Para ter a vida nova precisamos comer e beber, assimilar carne e sangue, a humanidade real do Filho. Viver a Eucaristiaé unir-nos à humanidade de Jesus, para participar de sua divindade, e chegar à vida plena que o Pai oferece.
Oração
Senhor Jesus, creio que estais entre nós de modo especial quando nos reunimos para viver a Eucaristia.Ajudai-nos a renovar e intensificar nossa união convosco e entre vós, sempre que renovamos o que nos mandastes fazer. Que ao partilhar vosso corpo e vosso sangue, deixemo-nos transformar por vossa humanidade, para viver de vossa divindade.Esperando a vida eterna que prometeis. Amém.