quinta-feira, 18 de junho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - A morte que dá vida”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Aliança do coração
 
A aliança do coração, proclamada por Jeremias, é um passo a mais no caminho para aliança feita no sangue de Jesus que é um “contrato” assinado pelo coração e não pelo sangue de vítimas animais. A lei foi dada no Sinai. Agora é proclamada no coração, montanha mais alta que o Sinai. Não escrita em pranchas de pedra, mas impressa no coração. Estabelece o contrato pelo conhecimento. Por isso o fiel vai pedir que Deus lhe dê um coração puro, um espírito decidido (Sl 50). É nesse coração que se fundamenta o relacionamento de Deus com seus filhos. É ali, no coração de Cristo, que se estabelece o altar do sacrifício dessa aliança, “pela obediência a Deus por aquilo que sofreu” (Hb 5,8). O sangue dessa aliança escorreu primeiro do coração. Depois, desse mesmo coração escorreu para ser vida: “De seu coração escorreu sangue e água” (Jo 19,34) que serão para os cristãos o Batismo e a Eucaristia. Recebendo esses sacramentos e vivendo-os, completamos o caminho longo das alianças de Deus com seu povo. Agora estão abertas a todos os povos. “Vós que outrora não éreis povo, agora sois povo de Deus” (1Pd 2,10). O profeta Jeremias afirma que essa aliança está na linha do sentimento e do conhecimento: “Imprimirei minha lei em suas entranhas, e hei de inscrevê-la em seu coração”. Ela concluirá como mútuo conhecimento de pertença: “Serei o seu Deus e eles serão o meu povo” (Jr 30,22). Jesus, autor dessa nova aliança, vive-a na sua entrega ao Pai e transmite-a a todos que o acolheram: “A todos que o acolheram, deu-lhes o poder se tornarem filhos Deus: aqueles que crêem em seu nome”(Jo 1,12). 
Caminhar com o mesmo amor 
Rezamos na oração da coleta : “Dai-nos, por vossa graça, caminhar com alegria na mesma caridade que levou vosso Filho a entregar-se à morte no seu amor pelo mundo”. É o amor redentor que fundamenta a nova aliança que nos abriu o caminho da redenção. Fomos salvos por amor e, somente no amor, podemos acolher os frutos da redenção. No Sinai, foram dados os dez mandamentos. Na ceia Jesus dá o novo mandamento, o seu mandamento: “Este é o meu preceito: amai-vos uns aos outros como eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos amigos” (Jo 15,12-13). Esse mandamento é o código da nova e eterna aliança. Ele é o fundamento do novo povo, como os dez mandamentos foram para o povo no Sinai. Daqui nasce o novo povo. Se fizermos diferentemente, estamos na situação daqueles que recusaram a pessoa de Jesus, sua doutrina e sua missão. O que desfibra a Igreja é a atitude de infidelidade que percorre todas as alianças. A Quaresma acentua a penitência, o jejum, a oração. Mas só têm sentido quando vivemos o amor. A Campanha da Fraternidade sempre buscou o gesto concreto. 
Queremos ver Jesus 
Os gregos querem ver Jesus. Ele então prorrompe numa grande proclamação de sua missão: “Chegou a hora em que o Filho do Homem vai ser glorificado. A glorificação é o cumprimento de sua missão na cruz. Elevar na cruz era sua glorificação. Entende sua vida entregue à morte, como a semente que só terá sentido, se morrer. Assim produz fruto. É o ensinamento sobre o sentido da vida: “Quem se apega a sua vida, perde-a. Mas quem faz pouca conta de sua vida neste mundo, conservá-la-á para a vida eterna. Somente assim que se pode se cristão. A Igreja só se realiza na entrega ao mundo. A vida é eucarística quando realiza as palavras: “Isso é meu corpo que é entregue por vós” 
Leituras Jeremias 31.31-34; Salmo 50;
Hebreus 5,7-9;João 12,20-33. 
1. É no coração de Cristo, que se estabelece o altar do sacrifício da nova aliança. 
2. Fomos salvos por amor e, somente no amor, podemos acolher os frutos da redenção. 
3. A Igreja só se realiza na entrega ao mundo. 
Negócio mal feito 
Deus não é um bom negociante, sobretudo com gente que não cumpre os compromissos. Os outros dão golpes Nele. Diversas vezes fez um acordo no qual se comprometeu totalmente com a outra parte que não cumpriu os acordos. Mas... não desistiu. Queria mesmo vender seu peixe. Vendeu diversas vezes. O que aconteceu foi que a outra parte não cumpriu o trato feito. Tiveram que pagar pesadas multas. Depois, com dó, Ele voltou e continuou favorecendo. Assim foi a história das alianças de Deus com seu povo. Moisés mesmo dizia: esse povo tem cabeça dura. Parece que só aprende apanhando. E apanhou bem. Voltavam atrás, por um tempo... depois se esqueciam. O profeta Jeremias leva a aliança para o centro da decisão que é o coração decidido por Deus. Aí vai funcionar, pois Jesus é essa nova aliança que cumpre o trato com o Pai e nos envolve. 
Homilia do 5º Domingo da Quaresma (21.03.2021)

EVANGELHO DO DIA 18 DE JUNHO

Evangelho segundo São Mateus 6,7-15. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Quando orardes, não digais muitas palavras, como os pagãos, porque pensam que serão atendidos por falarem muito. Não sejais como eles, porque o vosso Pai bem sabe do que precisais, antes de vós Lho pedirdes. Orai assim: "Pai nosso, que estais nos Céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino; seja feita a vossa vontade, assim na Terra como no Céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido; e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal". Porque, se perdoardes aos homens as suas faltas, também o vosso Pai celeste vos perdoará. Mas, se não perdoardes aos homens, também o vosso Pai não vos perdoará as vossas faltas». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São João Cassiano 
(c. 360-435) 
Fundador de mosteiro em Marselha 
Sobre a oração, XXI; SC 54 
O pão nosso de cada dia nos dai hoje» 
«O pão nosso de cada dia nos dai hoje», dai-nos o pão supersubstancial (epousion). Este adjetivo exprime a nobreza e o carácter da substância deste pão, que o elevam acima de todas as substâncias e fazem que, pela sua grandeza e sublime santidade, ele ultrapasse todas as criaturas; por outro lado, pedimos que ele nos seja dado hoje, exprimindo a sua utilidade, pois sem este pão não podemos viver um dia que seja da nossa vida espiritual. A palavra «hoje» mostra, com efeito, que devemos alimentar-nos dele diariamente, que não basta tê-lo recebido ontem se não nos for dado também hoje. A necessidade diária há de ser um lembrete para fazermos esta oração em todos os momentos! Não há um único dia em que não precisemos de comer deste pão, para fortalecer o coração do nosso homem interior. Mas «hoje» também pode ser entendido como referindo esta vida presente: dai-nos este pão enquanto estamos neste mundo; sabemos que, no mundo futuro, o dareis também àqueles que o merecerem, mas pedimos-vos que no-lo concedais já hoje, porque quem não o recebe nesta vida não pode participar dele na outra.

Santo Amandus de Bordéus, Bispo - Festa:18 de junho - século V

Nascido na segunda metade do século IV, foi educado pelo bispo São Delfino, a quem sucedeu em 404. Seu fervor apostólico manifestou-se contra os pagãos e as influências priscilianistas de origem peninsular; segundo Venâncio Fortunato e Gregório de Tours, contou com o apoio de São Severino (fre. Seurin) nessa obra, a ponto de considerar justo ceder-lhe suas funções, que retomou após a morte deste. Durante seu sacerdócio, Amando preparou São Paulino de Nola para o batismo, a quem manteve grande afeição, como evidenciado por algumas cartas. Também manteve correspondência com São Jerônimo. Faleceu por volta de 432 e foi sepultado na igreja de São Severino. Sua festa litúrgica é celebrada em 18 de junho.
Martirológio Romano: Em Bordéus, na Aquitânia, França, Santo Amandus, bispo, instruiu-o na doutrina da verdade e batizou São Paulino de Nola, que frequentemente o louvava.

18 de junho - São Calógero

De acordo com a tradição, Calógero nasceu por volta de 466 em Calcedônia no Bósforo, uma cidade da Trácia antiga. Quando criança, ele jejuou, orou e estudou as Escrituras e chegou a Roma em peregrinação, recebendo do Papa Felix III ( 483-492), autorização para viver sozinho em um lugar desconhecido. Lá ele teve uma visão de inspiração, que lhe mostrou que necessitava evangelizar a Sicília; retornando ao Papa e recebe permissão para viajar para a ilha, com o colega Filipe Onófrio e Archileone, para libertar as pessoas dos demônios e adoração dos deuses pagãos. Enquanto Filipe Onófrio e Archileone foram para Palermo, Calógero parou em Lipari, Ilhas Eólias, onde permaneceu a convite dos moradores por alguns anos, pregando o Evangelho e ensinando-os a receber os benefícios das águas termais para cura de suas doenças, ainda hoje, uma importante fonte termal leva seu nome. Durante a sua estada na ilha de Lipari, também teve a visão da morte do rei Teodorico († 526), ​​que nos últimos anos tinha começado a perseguir os latinos que consideravam uma ameaça para o seu reino.

Santos Marcos e Marcelino, Mártires de Roma-Festa: 18 de junho

Marcos e Marceliano, talvez irmãos de sangue, mas, certamente, irmãos no martírio, foram detidos, no ano 304, pelo prefeito Cromácio, que lhes concedeu um mês para negar a fé. Ao rejeitarem, foram martirizados e sepultados na Catacumba de Balbina, na Via Ardeatina.
(†)cerca de 304 
Talvez irmãos de sangue, mas certamente irmãos no martírio, Marco e Marceliano foram presos em 304 pelo prefeito Cromácio, que lhes deu um mês para renunciarem à sua fé. Como se recusaram, foram martirizados e sepultados no cemitério de Balbina, na Via Ardeatina. 
Martirológio Romano: Em Roma, no cemitério de Balbina, na Via Ardeatina, os santos Marcos e Marcelino, mártires durante a perseguição do imperador Diocleciano, tornaram-se irmãos pelo mesmo martírio.

Ciríaco e Paula, Santos Mártires, 18 de junho

Martirológio Romano
: Na África, Santos Ciríaco e Paula, mártires ( † cs IV). Breve biografia Segundo o "Martirológio de Usuardo", trata-se de dois irmãos que sofreram o martírio em Málaga durante a perseguição de Diocleciano. 
Foram apedrejados até a morte. O "Martirológio Jerônimo" situa a cidade de Thomis, no Ponto, como o local do martírio de Paulo Ciríaco. Em seu calendário, Racemundo situa a cidade em Cartagena; no entanto, um texto do século X encontrado em San Pedro de Cardeña situa sua paixão na cidade africana de Tremeta, sob o domínio de Diocleciano.

Santa Marina

Santa Marina ou São Marino? 
A santa que se vestiu de homem 
para viver com o pai 
Um documentário lançado recentemente joga nova luz à Santa Marina, santa católica que se disfarçou de monge para poder ingressar num mosteiro. Segundo Leide Jacob, a diretora do filme (que é um curta-metragem), a obra "traz uma oportunidade de a igreja revisitar esse passado e de recontar essas histórias", afirmou ao site Jornalistas Livres. O filme tem causado alguma polêmica e recebeu uma nota de repúdio da Arquidiocese de São Paulo. 
A história de Santa Marina 
Santa Marina viveu no século VI, no Líbano. Órfã de mãe, ela foi criada pelo pai, que era um cristão fervoroso que resolveu ingressar num mosteiro quando ficou viúvo. O homem, que se chamava Eugênio, colocou sua filha sob os cuidados de um parente.

Santa Isabel de Schönau, Religiosa e mística - 18 de junho

       Isabel nasceu, com grande probabilidade, em Bonn, na Renânia, em 1129. Tinha apenas 12 anos quando os pais (dos quais se conhece apenas o nome do pai, Hartwig), a entregaram às monjas da abadia beneditina de Schönau, no Reno, próximo de Sankt Goarshausen, onde ela fez a profissão religiosa em 1147. Dez anos mais tarde foi eleita Superiora das monjas, que não tinham abadessa, pois dependiam do abade, que era então Egberto (+ 1184), irmão de Isabel. Este sempre exerceu grande influência sobre Isabel e foi seu conselheiro espiritual e seu primeiro biógrafo. Isabel tinha ainda outro irmão, Rogério, premostratense, que foi preboste em Pòhlde (Saxônia), e um sobrinho, Simão, que também se tornou abade de Schönau.

Santa Alena de Forest, Virgem e Mártir 18 de junho

(*)Dielbeek (Bruxelas-Bélgica) aprox. 620
(+)Forest (Bélgica), 17 de junho de 640 
Alena (Elena) nasceu de pais pagãos em Dielbeek, perto de Bruxelas, por volta de 620 e teria sido batizada secretamente pela família na igreja de Forest. Este acontecimento provocou a ira de seu pai, que parece ter sido um rei do país, que ordenou aos seus soldados que o prendessem ao retornar da igreja e o colocassem diante dele. Diz-se que, durante a captura e enquanto ele era arrastado à força, um dos soldados quebrou o braço, e Alena, em consequência do ferimento, morreu em 17 de junho de 640. Ela foi sepultada na mesma floresta, no local onde um convento beneditino havia sido construído em 1105. Seu corpo foi exumado em 1193 pelo abade de Afflighem, Godescalco, e em 1582 foi selado em um caixão de prata e colocado em um novo altar construído no coro das freiras. O dia festivo de Santa Alena dos Bosques é 18 de junho e geralmente cai no domingo anterior a 24 de junho. 
Autor: Antonio Borrelli 
Traduzido para VS de: santiebeati.it 

Beata Marina de Spoleto Agostiniana Festa: 18 de junho

Século XIII
Nascida em Espoleto, pouco antes de meados do século XIII, Vallarina Petruccini ingressou ainda muito jovem no mosteiro das Cônegas Regulares de Santo Agostinho, chamado Santa Maria da Estrela, com o nome de Marina; permaneceu lá por alguns anos, mas seu desejo era entregar-se a uma vida ainda mais rígida e, em 1265, fundou o mosteiro de São Mateus, sempre sob a regra agostiniana. Levou uma vida inteiramente dedicada à oração e à penitência, um exemplo maravilhoso para toda a Comunidade. Morreu em 18 de junho de um ano por volta de 1300; seu corpo permaneceu incorrupto e os reconhecimentos e trasladações ocorreram em 1471, 1548 e 1639, porém não teve um culto oficial.
Etimologia: Marina = mulher do mar, do latim

Beata Hosana Andreasi de Mântua - 18 de junho

A Beata Hosana Andreasi nasceu no magnífico palácio de uma nobilíssima família italiana (sua mãe era uma Gonzaga). Aos cinco anos, enquanto caminhava nas margens do Pó, ouviu distintamente uma voz clara e firme que lhe diz: "A vida e a morte consistem em amar a Deus". A criança entra em êxtase e sente-se levada até o Céu por um esplêndido anjo. Este lhe mostra a hierarquia do Céu e diz: "Para entrar no Céu é necessário que a Deus muito se ame. Vê, todas as coisas cantam-lhe a glória e proclamam aos homens: ama-O, ama-O, Ele a tudo criou para que O amem!" A partir dessa experiência, nasce nela um grande desejo de estudar teologia. O pai se opõe como algo que não é adequado para uma criança. Mas Hosana reza. Em resposta às suas orações a Nossa Senhora, esta começa a aparecer em pessoa e da-lhe aulas.

Gregório Barbarigo Cardeal, Santo 1625-1697

Gregório Barbarigo nasceu em Veneza, no dia 16 de Setembro de 1625. Oriundo de uma família aristocrata, rica, famosa e piedosa de Veneza, ele pôde por isso receber uma sólida e integral formação religiosa e intelectual. Fazia parte da Congregação Mariano. Aos dezoito anos, ele já era secretário do embaixador de Veneza. Em 1648, viajou com o embaixador veneziano Alvise Contarini ao Congresso de Münster, na Alemanha, para as negociações do Tratado de Vestefália que pôs fim à sangrenta Guerra dos Trinta Anos. Durante o congresso, ele conheceu o núncio apostólico Fábio Chigi, que o orientou para o sacerdócio. Completou os seus estudos na Universidade de Pádua. Foi ordenado sacerdote em 1655. Nesse mesmo ano, foi nomeado cónego de Pádua e prelado da Casa pontifícia pelo Papa Alexandre VII (ou Fabio Chigi). Sendo conselheiro e próximo do Papa, ele tornou-se também referendário do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica.

Osana de Mântua Religiosa, Beata 1449-1505

As informações que temos da Beata Osana de Mântua vêm-nos de dois contemporâneos que a conheceram e escreveram imediatamente depois de sua morte. Uma das biografias foi lavrada pelo mestre da Ordem Dominicana e por um Teólogo muito notável, Silvestre de Ferrara (1505) e outra (1507) pelo monge Jerónimo de Olivetan (beneditino reformado) que, nos últimos anos da vida de Osana, tornou-se seu confidente e guia espiritual. Sua biografia consiste pela maior parte em registro detalhado de conversações Osana com seu director espiritual. Jerónimo diz que Osana era muito relutante, mesmo com ele, em que confiava completamente, para falar de suas experiências espirituais; mas descreve repetidamente como ele paciente a manteve, mediante questionamentos e busca de informações que guardou para si, cujo fim, como ele diz, servia para suas próprias “consolações espirituais e fonte de inspiração”.

ORAÇÕES - 18 DE JUNHO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
18 – Quinta-feira – Santos: Amando de Bordéus, Isabel, Marina
Evangelho (Mt 6,7-15)Se não perdoardes aos homens, vosso Pai também não perdoará as faltas que vós cometestes.”
Jesus ensina-me a orar, falando a Deus como a um Pai quer nos quer felizes, e pedindo que me perdoe os erros. Termina por dizer que Deus não perdoará meus pecados se não perdoo a meu irmão. Se não lhe perdoar, não poderei estar em paz com Deus. Não é fácil perdoar. Preciso pedir a ajuda divina que mude este meu coração.
Oração
Senhor meu Deus, estou sempre a cair e a faltar com o amor que vos devo. Preciso de vosso perdão misericordioso, que me liberte do mal, e me leve de volta para vós. Dai-me um pouco de vossa misericórdia, para que eu seja capaz de perdoar a meus irmãos que fizeram, ou penso que me fizeram algum mal. Mudai meu coração. Amém.

quarta-feira, 17 de junho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - Pastoral da Quaresma

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Para o bem de todos
 
O que não é mais o mesmo, insiste em manter as mesmas coisas. A Igreja tem o início na pessoa de Jesus que envia o Espírito para que os apóstolos pudessem evangelizar todo mundo com sua autoridade. São continuação de Jesus e de seu poder. Assim nos escreve S. Mateus: “Ide, portanto, e fazei que todas as nações se tornem discípulos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-as a observar tudo quanto vos ordeneis. E eis que estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos” (Mt 28,19-20). Dessa palavra a Igreja fez o seu caminho, procurando sempre o que é melhor para o seguimento de Jesus. Cada época deu sua contribuição. Sempre se convertendo, buscando o melhor modo de compreender a fé e vivê-la na comunidade. A pastoral da renovação parte do conhecimento da Palavra de Deus, da tradição da fé e da necessidade dos tempos. A Igreja não pode se identificar com um modelo humano, mas contribuir para que ele corresponda à resposta que podemos dar a Deus no contexto humano. Por isso, a Igreja sempre se renova (Karl Barth 1947). O que fortalece o conteúdo da fé é sempre apresentá-lo com mais clareza. Não podemos ser medida para Deus. Procura-se o bem do povo de Deus, sem perder a clareza da doutrina. Por isso, o que era bom um dia, nem sempre é bom para todos os dias. A Quaresma, que passou por muitas épocas, trouxe consigo bens a serem mantidos e outros a serem deixados. Ela não existe para si, mas tem a finalidade promover a conversão. Renovamos as promessas do Batismo pelo qual somos inseridos em Cristo. O que nosso tempo tem contribuído para a melhor preparação para a Páscoa?
Páscoa da Ressurreição 
O jejum, a oração e a esmola atravessam os tempos como características da Quaresma. Mas evoluiu para uma compreensão mais aprofundada. Quanto ao jejum: passar fome, muita gente passa, mas não é jejum. A esmola não é só distribuir bens, mas promover a vida em seu sentido integral. Oração não só rezar individualmente, mas tem a dimensão comunitária. Jesus nos salvou individualmente, mas também como parte de um corpo. O Brasil fez uma belíssima adaptação através das reuniões de setores para a vivência comunitária da oração e reflexão da Campanha da Fraternidade, que não existe em outras partes da Igreja. Partimos então para o comunitário, não só individual. É justamente o caminho do Concílio Vaticano II. A dimensão de Páscoa é integrante da Quaresma. Não era antes. Podemos lembrar que o povo todo ia à procissão do Senhor Morto. Mas poucos à celebração da Vigília Pascal, que é fundamental. Não descartou a procissão, mas encaminhou para o fundamental que é a Ressurreição do Senhor. Perdemos valores, mas ganhamos outros. Todos os elementos da piedade popular provêm de uma época em que a liturgia era coisa de padre, rezada em latim. Belezas infinitas. Mas o povo não fazia parte. Cada tempo tem o dever de acolher e o direito de criar o melhor para expressar o mistério. 
Dimensão batismal 
A celebração da Quaresma nasceu da celebração dos batismos dos catecúmenos na Vigília Pascal que é a celebração da Ressurreição que acontece em quem é batizado. Para esse momento foi composta, pelos tempos, uma liturgia própria. Foram feitos belíssimos batistérios, já nos tempos das “Domus Ecclesiae” quando não havia ainda igrejas, mas a celebração “na casa da comunidade”. Os fiéis se uniam aos batizandos acompanhando na preparação e na celebração. Nós, que não vivemos essa realidade. Mudamos o sentido para a renovação do batismo e a retomada da vivência da fé.
ARTIGO PUBLICADO EM MARÇO DE 2021

EVANGELHO DO DIA 17 DE JUNHO

Evangelho segundo São Mateus 6,1-6.16-18. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Tende cuidado em não praticar as vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles. Aliás, não tereis nenhuma recompensa do vosso Pai que está nos Céus. Assim, quando deres esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas, nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa. Quando deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a direita, para que a tua esmola fique em segredo; e teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa. Quando rezardes, não sejais como os hipócritas, porque eles gostam de orar de pé, nas sinagogas e nas esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa. Tu, porém, quando rezares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora a teu Pai em segredo; e teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa. Quando jejuardes, não tomeis um ar sombrio, como os hipócritas, que desfiguram o rosto, para mostrarem aos homens que jejuam. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa. Tu, porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto, para que os homens não percebam que jejuas, mas apenas o teu Pai, que está presente em segredo; e teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa».
Tradução litúrgica da Bíblia 
São John Henry Newman 
(1801-1890) 
Teólogo, 
fundador do Oratório em Inglaterra 
Sermão «Times of Private Prayer», 
PPS, t. 1, n.° 19 
«Tu, porém, quando rezares,
entra no teu quarto, 
fecha a porta e ora a teu Pai em segredo» 
Aqueles que buscam o Deus invisível, buscam-no no seu coração e nos seus pensamentos secretos, e não nas palavras barulhentas, como se Ele estivesse longe deles. Têm o costume de se retirar para onde não haja olhos humanos que os vejam; para onde, humildes e cheios de fé, podem encontrar Aquele que está perto do seu caminho, junto do seu leito, e vê todas as suas atitudes. E Deus, que sonda os corações, os recompensará no último dia. A oração feita em segredo, segundo a vontade de Deus, é conservada como um tesouro no seu Livro da Vida (cf Sl 68,29). Talvez essa oração tenha requerido uma resposta neste mundo e não a teve; talvez o próprio que a formulou se tenha esquecido dela e o mundo nunca tenha sabido da sua existência. Mas Deus recorda-a para sempre; e no último dia, quando os livros forem abertos (cf Dn 7,10; Ap 20,12), essa oração será revelada e recompensada diante de todo o mundo. […] Sabemos bem que devemos estar em oração e meditação, em certo sentido, durante todo o dia (cf Lc 18,1); mas devemos rezar de maneiras determinadas a certas horas do dia. Mesmo que não sejam absolutamente necessárias à oração privada, estas horas e estas fórmulas precisas são uma grande ajuda; e Nosso Senhor ordena-nos que as façamos quando diz: «Tu, porém, quando rezares, entra no teu quarto…». Até Nosso Senhor tinha momentos privilegiados para a comunhão com Deus. É verdade que os seus pensamentos eram um contínuo ofício divino oferecido ao Pai, mas, além disso, «subiu a um monte, para orar a sós» e «passou a noite a orar a Deus» (Mt 14,23; Lc 6,12). É preciso insistir neste dever de respeitar momentos precisos para a oração pessoal e privada, porque, no meio das preocupações e das tensões da vida, temos muitas vezes tendência para nos esquecer dela, e este dever é bem mais importante do que habitualmente o consideram até aqueles que o cumprem.

São Bessário eremita, séc. IV

Bessário viveu no Egito, no século IV. Ele vivia no deserto, em total contemplação divina. Procurou viver literalmente a pobreza evangélica, despojando-se de todos os bens materiais. Podemos dizer que Bessário foi o precurssor da espiritualidade evangélica, sobretudo a pobreza, vivida por São Francisco de Assis. Bessário vivia as Sete Obras de Misericórdia, corporal e espiritual. Levava uma vida autenticamente cristã. Ao encontrar um pobre, não tendo como ajudá-lo, vendeu seu “evangeliário” e deu o dinheiro ao homem. Seu discípulo perguntou-lhe: “Que fizeste de teu livro?” Ele respondeu: “Vendi-o! Sim, vendi o livro em que se lê: ‘Vende tudo o que tens e dá aos pobres!’”. https://www.facebook.com/Catolicos.de.Crateus/photos/a.625872690802843/2340686142654814/?type=3

17 de junho - Beato Paulo Burali

Scipione é o nome de batismo, nasceu em Itri, Diocese de Gaetre em 1511. Tendo como pais, Paulo e Victória Oliveres, teve também quatro irmãos, sendo Paulo o segundo e o primeiro filho, João Batista, foi Abade de Santo Erasmo, em Itri. Na sua infância, era um menino piedoso, com uma inclinação particular de amor e solidão, mas possuía um caráter doce e amável no trato e no diálogo com os demais. Dedicava-se a oração, frequentava os sacramentos e assistia com frequência ao sacrifício eucarístico na Igreja de Santa Maria da Misericórdia. Destaca-se também sua infância que, ele possuía um amor especial aos pobres e a seu pedido, o pai deixou sempre a dispensa aberta para acolher os famintos.

Beato José Maria Cassant

O Padre José Maria depositou sempre a sua confiança em Deus, na contemplação do mistério da Paixão e na união com Cristo presente na Eucaristia. Assim, ele impregnava-se do amor de Deus, abandonando-se a Ele, "a única felicidade da terra", e desapegando-se dos bens do mundo, no silêncio da Trapa. No meio das provações, com o olhar fixo em Cristo, oferecia os seus sofrimentos pelo Senhor e pela Igreja. Possam os nossos contemporâneos, especialmente os contemplativos e os doentes, descobrir no seu exemplo o mistério da oração, que eleva o mundo a Deus e que revigora nos momentos de prova! 
Papa João Paulo II – Homilia de Beatificação – 03 de outubro de 2004

17 de junho - Santo Her

Santo Hervê, segundo a lenda, era filho de Hyarnion, menestrel, membro da corte do Rei Childeberto I e de Rivanone. Seu pai, piedoso e casto homem, deixou a corte do rei Childeberto para retirar-se à terra natal, a Bretanha. A caminho, adormeceu, e um anjo apareceu a ele em sonhos, ordenando-lhe que se casasse com uma jovem, a pura Rivanone. Desperto, impressionando pelo sonho, Hyarnion não tardou encontrar a mulher que o anjo lhe propusera. Do casamento de ambos nasceu Hervê, cego. Menino predestinado, buscou com avidez a solidão. Quando seu pai morreu, Rivanona confiou a criança a um homem santo chamado Artian. Mais tarde, Hervé mudou-se para seu tio, que tinha uma pequena comunidade monástica em Plouvien, onde ele experimentou todos os tipos de trabalho na fazenda.