terça-feira, 21 de julho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - Evangelização popular

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Missão de todos
 
Sempre me impressiona a capacidade do povo ao conduzir sua vida cristã e evangelizar com suas condições. A Igreja pode até não conseguir fazer uma evangelização conveniente. Deus não o abandona. O Espírito Santo suscita sempre meios maravilhosos. Ele está presente. As comunidades populares realizam algo impressionante que é colocar a Palavra de Deus em seus corações. Por isso sabem educar os filhos, têm coerência de vida, são capazes de construir uma família e viver comunidade praticando a fraternidade. O amor os anima. Por isso encontramos tanta gente santa em seu meio. É preciso acolher essa ação do Espírito entre eles. Estejamos atentos, pois quem despreza os pobres ofende seu Criador (Prov 17,5). O Espírito os evangeliza. E eles podem realizar o mesmo que fez a comunidade primitiva de Atos 2,42: “Eles eram assíduos ao ensinamento dos apóstolos, à comunhão fraterna, à fração do pão e às orações”. O povo fiel e simples, puro de coração, vive a Palavra de Deus em sua vida e, com sua “tradução de coração”, ensina o bom caminho aos filhos e conduz a vida da comunidade. O Espírito Santo ensina-os diretamente. É impressionante que sabem coisas que não aprenderam. São solidários e estão sempre presentes uns à vida dos outros. Lembramos os mutirões que eram feitos para se ajudarem. Sabem partilhar. Reúnem-se para os acontecimentos familiares. Participam das alegrias e gostam de rezar juntos. Vivi pouco essas realidades, mas pude ver. 
É uma Igreja viva 
Temos a experiência dos antigos que recebiam a visita dos padres uma vez por ano para as desobrigas. Vi na África, Angola, a resistência das comunidades durante os longos anos de guerra. As aldeias tinham seus líderes, os catequistas. Eram homens de grandíssima dignidade, às vezes, vestidos de farrapos. Eles conduziam a comunidade e faziam as celebrações. Nós podemos ver como nosso povo simples sabe, é adulto na fé, seguro na vivência do Evangelho e criativo no modo de colocar em ação sua fé. As belas tradições sustentaram sua união à Igreja de Cristo. O método era muito claro. Por exemplo: a festa de Reis, do Divino e outras: uma família acolhia a festa, organizava a Folia de Reis que ia de casa em casa cantando. Anunciavam a festa e, em sua cantoria, davam a catequese sobre o que se iria celebrar, por exemplo, o Natal. Levavam a Palavra de Deus por todas casas. Lembro-me de minha avó, ajoelhada na soleira da porta, acolhendo a bandeira de Reis da mão dos foliões. Depois se celebrava a festa com a reza de um terço e viviam a fraternidade na qual todos ajudavam. Marcou-me uma palavra de minha tia: “Eu chego à festa e já pego o avental”. Era tudo comum na alegria do serviço. 
Escola para a Igreja 
Certamente estamos seguros dos ensinamentos da Igreja, da renovação da liturgia e das reformas das devoções. Como realizar tudo isso? É preciso conhecer a alma do povo que é a mestra de toda a renovação e purificar o que possa ser danoso. Mas não se pode impor um rito, como se fez por séculos. Só se vai ao povo se partirmos dele. Há comunidades que perderam tudo que era popular e não receberam a formação para o novo. Destruir é fácil. Recompor é impossível. Pior ainda é jogar sobre o povo esquemas que não educam. Se formos estranhos aos lugares, maior cuidado devemos ter. É preciso renovar nosso modo de formar o povo em seu caminho.
ARTIGO PUBLICADO EM AGOSTO DE 2021

EVANGELHO DO DIA 21 DE JULHO

Evangelho segundo São Mateus 12,46-50. 
Naquele tempo, enquanto Jesus estava a falar à multidão, chegaram sua Mãe e seus irmãos. Ficaram do lado de fora e queriam falar-Lhe. Alguém Lhe disse: «Tua Mãe e teus irmãos estão lá fora e querem falar contigo». Mas Jesus respondeu a quem O avisou: «Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?». E apontando para os discípulos, disse: «Estes são a minha mãe e os meus irmãos: todo aquele que fizer a vontade de meu Pai que está nos Céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Gertrudes de Helfta 
(1256-1301) 
Monja beneditina 
O Arauto, livro IV, SC 255 
Fazer a vontade do Espírito 
Gertrudes ouviu atentamente a epístola (2Cor 6,1-10), a fim de escolher, entre as virtudes enumeradas, as que eram mais úteis para imitar e ensinar aos outros; mas, como não recebia qualquer iluminação a este respeito no seu espírito, disse ao Senhor: «Ensina-me, meu dulcíssimo amado, quais são as virtudes graças às quais posso servir-Te de forma a agradar-Te de modo particular, uma vez que, infelizmente, não sou capaz de me dedicar cada dia a uma delas com um esforço extraordinário». O Senhor respondeu: «Repara bem que, no meio das virtudes, se encontram inseridas estas palavras: “pelo Espírito de santidade” (cf 2Cor 6,6). Sendo o Espírito uma vontade reta, procura acima de tudo possuir uma vontade reta. Desse modo, poderás alcançar o brilho e a perfeição específica de todas as virtudes, porque a vontade, por si só, vale mais do que tudo o que se poderia realizar ou adquirir por meio dos atos. Aquele cuja vontade procura ultrapassar os louvores das criaturas, dar-Me graças, amar-Me, compadecer-se das minhas dores e exercitar-se na virtude da maneira mais perfeita possível, esse será amplamente recompensado pela minha divina generosidade, como homem algum poderia jamais ser recompensando pelas suas obras». Então, o Espírito Santo, o Paráclito, avançando para o meio e colocando-Se diante da alma, começou a inundar com o maravilhoso brilho do seu esplendor divino a parte central, onde a alma pode ver, sem disfarces, a enormidade da sua própria vilania. E a alma, totalmente despojada de toda a vilania por ação da claridade divina, teve a felicidade de ser imersa na fonte viva da luz que não se apaga.

21 de julho - Beata Lucrécia Garcia Solanas

Lucrécia Garcia Solanas nasceu em Aniñon, perto de Zaragoza - Espanha, no dia 13 de agosto de 1866. Em 9 de outubro de 1910 casou-se com José Gaudi Negre, que faleceu em 1926. Não se sabe se tiveram filhos. Desde então ela passou a viver no convento das monjas do Instituto das Descalças Mínimas de São Francisco de Paula, em Barcelona, em uma casa fora da clausura, para ficar próxima de sua irmã, Madre Maria de Montserrat. Sempre à disposição das monjas, atuava como porteira recebendo as mensagens para elas; era mediadora entre o mosteiro e o mundo exterior. Muito piedosa, se habituara a seguir as orações da comunidade. Sua história foi recentemente relatada pelo Monsenhor Vicente Cárcel Ortí, historiador e autor de vários livros que contam a história de católicos perseguidos na Espanha.

21 de julho - Santo Alberico Crescitelli

Alberico nasceu em Altavilla Irpina, Itália, em 1863. Em 1880, ingressou no seminário missionário dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, em Roma. Esse seminário unir-se-ia ao seminário para as Missões exteriores, de Milão, em 1926, formando o Pontifício Instituto das Missões Exteriores, o PIME. Alberico foi ordenado padre em julho de 1887. Naquele ano, uma forte epidemia de cólera atingiu mais de 300 pessoas (e deixou mais de cem mortos) em sua cidade natal. O missionário aí se expôs ao contágio, ajudando e levando o conforto da religião aos infectados e consolando enlutados. (Na China, mais tarde, ficou sabendo que a comuna de Irpina lhe concedera uma medalha, em reconhecimento ao bem praticado durante a epidemia). Em Roma, Alberico e o coirmão Vincenzo Colli receberam a destinação: a China meridional. Leão XIII recebeu-os e os abençoou.Eles embarcaram em Marselha (França), em abril de 1888, rumo a Xangai.

Santo Ezequiel, profeta

«A mão do Senhor desceu sobre mim. Ele me arrebatou em espírito e me colocou no meio de uma planície, que estava coberta de ossos; fez-me circular em todos os sentidos no meio desses ossos numerosos que jaziam na superfície. Vi que estavam inteiramente secos. Disse-me o Senhor: “Filho do homem, poderiam esses ossos retornar à vida?”. “Senhor Javé – respondi –, só vós o sabeis.” Ele disse-me então: “Profere um oráculo sobre esses ossos. Ossos dessecados, lhes dirás, escutem a palavra do Senhor"» (Ez 37, 1-4). Segundo a cultura judaica, o termo "profeta" não significa somente quem tem o poder de prever o futuro, mas ainda mais quem tem um profundo conhecimento da vontade divina e da sua presença no mundo: uma pessoa de moral e retidão cristalinas. Ezequiel, um dos quatro Profetas, definidos "maiores" no Antigo Testamento, não era uma exceção: foi o mais difícil na linguagem e o mais eficaz nos simbolismos. 

Santa Práxeda de Roma, Virgem e mártir - 21 de julho

Pouco se sabe de Santa Práxeda. Segundo a legenda, Práxeda foi uma virgem romana, filha de São Pudencio (que provavelmente foi batizado por São Pedro), «amiga dos Apóstolos» e irmã de Santa Pudenciana. Práxeda e Pudenciana, junto com o presbítero Pastor e o Papa Pio I (140-154), construíram um batistério na casa de seu pai e ali começaram a batizar os pagãos. Pudenciana morreu aos 16 anos, martirizada, e está enterrada junto a seu pai, São Pudencio, nas catacumbas de Priscila, na Via Salaria. Depois de muitos anos enterrando cristãos mutilados, visitando os prisioneiros e vendo o sofrimento daqueles que amava, Práxeda morreu no dia 21 de julho de 159.

São Daniel, o Profeta Festa: 21 de julho

Daniel, o último dos quatro chamados profetas maiores, judeu, provavelmente nascido em Jerusalém em uma família nobre, talvez aparentada com os reis de Judá, foi deportado para a Babilônia entre 606 e 605 a.C. Lá, foi escolhido, juntamente com outros três jovens nobres judeus (Hanaías, Azarias e Misael), para ser admitido na corte do rei e desempenhar funções oficiais honorárias. Daniel impressionou o rei com sua inteligência e retidão, a ponto de ser nomeado príncipe da Babilônia e prefeito de todos os sábios do reino. Na corte babilônica, Daniel se destacou como um poderoso oráculo e um juiz justo.

Lourenço de Brindisi Capuchinho, Doutor da Igreja, Santo 1559-1621

Júlio César ― nome de baptismo do Santo – nasceu em Brindisi a 22 de julho de 1559, filho de Guilherme Russo e Isabel Masella, casal modelarmente religioso, que desde o berço lhe incutiu o temor e o amor de Deus. Aos oito anos de idade perdeu o pai; pouco depois foi admitido na escola dos meninos oblatos, espécie de pequeno seminário dos frades franciscanos, onde sua inteligência invulgar, fidelíssima memória e aplicação ao estudo o fizeram notar por parte de mestres e condiscípulos. Adolescente, foi morar com o tio paterno, Padre Rossi, em Veneza. Este dirigia uma escola privada para alunos que seguiam o curso na Universidade de São Marcos e logo descobriu no sobrinho o tesouro que lhe fora confiado. Não hesitou em incentivá-lo na via da santificação e no desejo de abraçar a vida religiosa.

ORAÇÕES - 21 DE JULHO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
21 – Terça-feiraSantos: Lourenço de Bríndise, Praxedes
Evangelho (Monte 12,46-50) “Todo aquele que faz a vontade do meu Pai ... esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe.”
Foi o que disse Jesus quando disseram que sua mãe e seus irmãos queriam falar com ele. Ele não os amava pouco, mas queria ensinar que acima do afetos deve estar nossa entrega a Deus. Essa é uma decisão que, uma vez ou outra, temos de tomar. Precisamos estar preparados. Temos de orar e pedir sempre que Deus nos ajude nesses momentos difíceis, para que não vacilemos.
Oração
Senhor Jesus, dissestes outras vezes que temos de vos amar mais do que a nossos pais, parentes e amigos. E, na verdade, só assim os podemos amar como devemos. Por isso eu vos peço ensinai-me a amar como se deve, a querer o bem dos que amo, sua felicidade agora e para sempre. Dai-me clareza, para que os afetos não me levem a querer apossar-me dos que deveria amar. Amém.

segunda-feira, 20 de julho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Pedras de alicerce"

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Homens para Jesus
 
Encarnação une toda ação de Deus para nossa salvação. Esta é a participação na Vida Divina. Ela não é só o nascimento de uma linda criança. Encarnação foi a maior manifestação que Deus fez à humanidade. Veio pessoalmente na pessoa de seu Filho Jesus, Homem-Deus. Essa é a base de toda a vida cristã. Aqui está a diferença entre crença e fé. A única explicação acessível é a afirmação: No seu imenso amor, fez-se homem para nos levar a participar de sua Divindade. Dizem os grandes mestres da fé que, o que era visível em Jesus enquanto homem, está presente nos sacramentos. Esse foi modo como Deus escolheu para dar continuidade a Jesus entre nós. Pedro, pela sua fé, recebe as “chaves” do Reino dos Céus (Mt 16,19). Paulo recebe a missão: “Esse homem é para mim um vaso escolhido para levar o meu nome diante dos gentios, dos reis e dos filhos de Israel” (At 9,15). Tem o poder – missão – serviço que Jesus lhes transmite. Então podemos entender que esses homens, Pedro e Paulo, continuam a missão de Jesus na condição humana. Temos que acolher que o humano é o meio que Deus assumiu para nos comunicar o Divino. Assim, Pedro e Paulo, e todos que estão na linha de seu ministério realizam a continuada Encarnação. Como expressão do ser de Jesus, tem também sua missão. Sobre essas pedras Jesus edificou sua Igreja. Não podemos dizer que Jesus deu a fé e nós fizemos a Igreja. A fé passa pelo mesmo caminho de Jesus. Caminho da humanidade. Não existe uma fé por aí. 
Fé que edifica 
Celebramos Pedro e Paulo, unidos na mesma fé e na mesma entrega a Cristo em sua morte, fundaram a Igreja. Cantamos no prefácio: “Hoje festejamos Pedro e Paulo. Pedro, o primeiro a proclamar a fé, fundou a Igreja primitiva sobre a herança de Israel. Paulo, mestre e doutor das nações, anunciou-lhes o Evangelho da Salvação”. A memória conjunta desses dois apóstolos quer quebrar qualquer divisão da Igreja como uma sendo judaica e outra dos gentios. No Concílio de Jerusalém pudemos ver como se criaram dois modos de ser Igreja. E não era problema: Os judeus cristãos viveriam como judeus crentes em Cristo. Os pagãos viveriam sua fé no mundo pagão. Certo que se edificaram também sobre a Palavra de Deus, mas não nas tradições judaicas. E viveram muito bem, inclusive numa extremada caridade de ajuda. Os pagãos que se fizeram cristãos, amavam ajudar os pobres de Jerusalém. É um ensinamento muito grande para nós que queremos uma camisa de força e uma estreita obediência a detalhes secundários. Estamos no regime judaico? A oração final da Eucaristia nos alerta sobre como viver na Igreja: “Viver de tal modo na vossa Igreja que, perseverando na fração do pão e na doutrina dos apóstolos, e enraizados no vosso amor, sejamos um só coração e uma só alma” (Pós-Comunhão). 
O Senhor ao meu lado 
Podemos aprender dos dois apóstolos como sobreviveram nas grandes tempestades que tiveram que enfrentar. Sua paixão por Cristo levava-os sempre a superar: Paulo diz: “O Senhor esteve ao meu lado e meu deu força” (2Tm 4,17). Pedro, saindo milagrosamente da prisão diz: “Agora sei que o Senhor enviou o seu anjo para me liberar do poder de Herodes e de tudo o que o povo judeu esperava” (At 12,11). Os verdadeiros apóstolos são perseguidos até pelos próprios cristãos. Mas ficam firmes. Por isso rezamos na oração: “concedei à vossa Igreja seguir em tudo os ensinamentos destes Apóstolos que nos deram as primícias da fé”.Continuamos a Encarnação, seguindo sua missão. Maravilhosos Santos! 
Leituras: Atos 12,1-11;Salmo 33;
2 Timóteo 4,6-8.17-18; Mateus 16,13-19 
1. Pedro e Paulo, continuam a missão de Jesus na condição humana.
2. A memória conjunta desses dois apóstolos quer quebrar qualquer divisão da Igreja. 
3. Podemos aprender dos dois apóstolos como sobreviveram nas grandes tempestades. 
Pedra sem pedrada 
Jesus chamou Simão de Cefas, que quer dizer pedra. Certamente estava pensando em alicerce, força de sustentação, garantia de equilíbrio e outras coisas mais. Usa também a expressão: “Deus pode fazer dessas pedras, filhos de Abraão” (Mt 3,9). Mas não fez. As pedras estão lá. Não deu problema de cabeça dura. Temos diversos textos nos quais aparece o apedrejamento dos fiéis em Cristo. Estevão assim morreu. Paulo foi apedrejado diversas vezes. Era um tipo de castigo. Jesus não foi por aí. Pedro não reclama a si o direito de apedrejar e de ser duro com os outros. Temos muita gente que acha que ser duro resolve tudo. Não foi isso que Jesus fez. Pedro, apesar de ser pedra, foi muito bom, amável. Quem sabe possamos dar firmeza à fragilidade dos outros sem precisar dar pedradas. 
Homilia da Solenidade de Pedro e Paulo (04.07.21)

EVANGELHO DO DIA 20 DE JULHO

Evangelho segundo São Mateus 12,38-42. 
Naquele tempo, alguns escribas e fariseus disseram a Jesus: «Mestre, queremos ver um sinal da tua parte». Mas Jesus respondeu-lhes: «Esta geração perversa e infiel pretende um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, senão o sinal do profeta Jonas. Assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia, assim o Filho do homem estará três dias e três noites no seio da terra. No dia do Juízo, os homens de Nínive levantar-se-ão com esta geração e hão de condená-la, porque fizeram penitência quando Jonas pregou; e aqui está quem é maior do que Jonas. No dia do Juízo, a rainha do Sul erguer-se-á com esta geração e há de condená-la, porque veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão; e aqui está quem é maior do que Salomão».
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Cirilo de Jerusalém 
(313-350) 
Bispo de Jerusalém, 
doutor da Igreja 
Catequese n.º 20 / 2.ª mistagógica 
O sinal de Jonas 
Fostes conduzidos pela mão até à piscina batismal, como Cristo o foi da cruz até ao túmulo que está diante de vós [na igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém]. Depois de terdes confessado a vossa fé no Pai, no Filho e no Espírito Santo, fostes imersos três vezes na água e três vezes emergistes, símbolo dos três dias que Cristo passou no túmulo. Tal como o nosso Salvador passou três dias e três noites no coração da terra, também vós, ao sairdes da água depois da vossa imersão, haveis imitado Cristo. Quando imergistes, estáveis na noite, não víeis nada; mas, ao sairdes da água, estáveis como que em pleno dia. Num mesmo movimento, morrestes e nascestes; essa água que salva foi ao mesmo tempo o vosso túmulo e a vossa mãe. Estranho paradoxo! Não estamos verdadeiramente mortos, não fomos verdadeiramente sepultados, não fomos verdadeiramente crucificados nem ressuscitados; mas, se esta nossa imitação não passa de uma imagem, a salvação é uma realidade. Cristo foi realmente crucificado, realmente sepultado e verdadeiramente ressuscitou, e toda esta graça nos é dada para que, participando nos seus sofrimentos e imitando-os, ganhemos a salvação. Que amor imenso pelos homens! Cristo recebeu os pregos nas suas mãos puras e sofreu; a mim, sem sofrimento e sem dor, concede-me por esta participação a graça da salvação. Sabemo-lo bem: se é certo que o batismo nos purifica dos pecados e nos dá o Espírito Santo, ele é também a réplica da Paixão de Cristo. É por isso que Paulo proclama: «Ou ignorais que todos nós, que fomos batizados em Cristo Jesus, fomos batizados na sua morte? Fomos sepultados com Ele pelo batismo». Tudo o que Cristo suportou, foi por nós e para nossa salvação, na realidade e não em aparência; e nós tornamo-nos participantes dos seus sofrimentos. Por isso, Paulo continua a proclamar: «Se, na verdade, estamos totalmente unidos a Cristo pela semelhança da sua morte, também o estaremos pela semelhança da sua ressurreição» (Rom 6,3-5).

20 de julho - São Frumêncio

A vida de São Frumêncio é cheia de aventuras. Os dados que nos chegaram sobre ele contam a partir de sua adolescência. No tempo do imperador Constantino, no Século IV, era um dos discípulos de um filósofo chamado Merópio. Como discípulo, acompanhou seu mestre numa longa viagem à Índia. Quando retornavam, o navio parou no porto de Adulis, que fica no mar Vermelho. Neste porto, a vida de Frumêncio tomou um rumo inesperado e foi completamente transformada. A embarcação em que Frumêncio viajava foi cruelmente atacada por piratas da etiópia. Estes, roubaram o navio e assassinaram todos os passageiros e tripulantes. Todos, menos Frumêncio e Edésio, dois amigos adolescentes, discípulos de Merópio.

20 de julho - Beato Luís Novarese

O Venerável Luís Novarese, de quem muitos conservam ainda hoje viva a memória, no exercício do seu ministério sentiu de modo particular a importância da oração pelos e com os doentes e atribulados, que acompanhava frequentemente aos santuários marianos, especialmente à gruta de Lourdes. 
Papa Bento XVI - 02 de janeiro de 2013 
Apostolo dos doentes, a vida e a história do Beato Luís Novarese foram assinaladas desde o início, da amarga experiência da doença e do sofrimento. Nasceu em 29 de julho e 1914 em Casale Monferrato, Itália. Foi o último dos nove filhos do casal e seu pai morreu quando ele tinha nove meses de vida, deixando a esposa de trinta anos de idade, o peso de uma grande família e um pouco de terra para cultivar e grande fé para transmitir aos seus filhos.

São Vilmar - Vulmaro

Nasceu nos arredores de Boulogne-sur-Mer (França, filho de Vulberto e Duda. A tradição conyta que ele foi casado com Osterhildam, uma mulher que tinha sido casada com o nobre Vuilmarus. Este obtém em juízo o retorno da esposa, que por isso teve que deixar Vilmar. Ele então decide viver em continência e se apresentou no mosteiro de Hautmont para viver uma vida de humildade. O abade o aceita e o faz guardião do rebanho, tarefa que ele executou com esmero e pontualidade como expressão de obediência e mortificação. Depois de algum tempo o abade, admirado da sua fé e humildade e não menos da sua inteligência, o destinou para os estudos, nos quais se distinguiu pelo zelo. Tornou-se clérigo e depois padre num tempo em que nos mosteiros, regidos pela regra irlandesa, o sacerdócio era reservado a poucos. Impulsionado pelo desejo de fazer o melhor, Vilmar, com a autorização do superior, deixou Hautmont, rompeu o relacionamento com a própria família, buscou a solidão nos bosques em torno da cidade de “Mempisque”, situada em Flandres, onde viveu vários anos como eremita.

Santo Apolinário

Um santo do início da Igreja, 
foi ordenado por São pedro Apóstolo! 
Santo Apolinário foi de Antioquia a Roma com São Pedro, onde foi ordenado pelo Príncipe dos Apóstolos. Em seguida, foi enviado a Ravena para lá pregar a fé. Sua primeira obra, ao chegar àquela cidade, foi a de devolver a visão ao filho de um soldado ao qual ele havia pedido abrigo; alguns dias depois, curou a mulher de um tribuno, que padecia de uma doença incurável. Isso foi o suficiente para causar a conversão de um grande número de pessoas, e logo formou-se na cidade uma cristandade florescente. Levado diante do governador pagão, Apolinário pregou Jesus Cristo, desprezou o ídolo de Júpiter e viu-se expulso da cidade pelo furor popular, que o deixou semi-morto. Após algumas pregações nos países vizinhos, Apolinário retornou a Ravena e foi à casa de um nobre patrício que havia mandado chamá-lo para curar sua filha, que estava à morte.

Santa Maria Fu Guilin Mártir Festa: 20 de julho

(*)Luopo, Shenxian, Hebei, China, 1863
(+)Daliucun, Wuyi, Hebei, China, 20 de julho de 1900
Professora e catequista, ela escolheu consagrar sua vida a Deus na virgindade, trabalhando com dedicação nas aldeias da província de Hebei. Sua existência aparentemente comum assumiu uma dimensão heroica durante a violenta Perseguição dos Boxers em 1900, um período de profunda turbulência para a China. Presa e levada à execução, ela enfrentou a decapitação invocando firmemente o nome de Cristo Salvador. Sua canonização em 2000, juntamente com a de outros 119 companheiros mártires, restituiu à Igreja universal a memória de uma testemunha silenciosa, porém firme. 
Etimologia: Maria = do hebraico Miryam, 'amada de Deus' ou 'senhora' 
Emblema: Vestido tradicional feminino chinês do final da Dinastia Qing, palma do mártir, cruz de madeira. 
Martirológio Romano: Na cidade de Daliucun, perto de Wuyi, na mesma província, Santa Maria Fu Guilin, que era professora, durante a mesma perseguição foi entregue nas mãos dos inimigos do Evangelho e decapitada enquanto invocava Cristo Salvador.

Santa Etelwitha Rainha de Wessex Festa: 20 de julho

(*)Mércia, Inglaterra, por volta de 850-855 
(+)Winchester, Inglaterra, 5 de dezembro de 902 (ou 903)
Esposa de Alfredo, o Grande, Rei de Wessex, ela não foi apenas uma consorte real, mas um pilar fundamental na rede de alianças políticas e espirituais que possibilitaram o renascimento do reino durante as invasões vikings. Sua existência, muitas vezes ofuscada pelas crônicas da época focadas nos feitos masculinos, emerge com força durante seu período de viuvez. Abraçando uma vida de dedicação religiosa, ela fundou o famoso mosteiro de Nunnaminster em Winchester, deixando um legado duradouro na vida monástica feminina inglesa. 
Etimologia: Do inglês antigo 'Ealh' (templo, santuário) e 'swiþ' (forte). 
Emblema: Vestes reais sóbrias, véu de viúva, modelo em miniatura de uma abadia.

Santo Elias:O Profeta de fogo

Segundo a tradição, dos seguidores desse grande Profeta nasceu a Ordem do Carmo. "Verdadeiramente ígnea [incandescente] foi a sua mente, ígnea a sua palavra, ígnea a sua mão, com que converteu Israel". Com tais palavras, Cornélio a Lápide, um dos maiores exegetas de todos os tempos, qualifica o Profeta que foi arrebatado ao céu por um carro de fogo para voltar à Terra no fim do mundo.
 
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A história da humanidade tem seu centro na história da salvação. Seu eixo consubstancia-se na luta entre o bem e o mal, entre os filhos da luz e os filhos das trevas, entre os que são de Deus e os sequazes do demónio, conforme ensina São Luís Grignion de Montfort. Nesta luta que vai durar até o fim do mundo, ocupa o Profeta Elias um lugar único.

Margarida de Antioquia Virgem, Márir, Santa 275-290

Leiga, mártir e santa (século III). 
Filha de um sacerdote pagão e idólatra. 
Ela morreu no dia 20 de julho de 290, 
com a idade de quinze anos.
Margarida nasceu no ano 275, na Antioquia de Pisidia, uma florescente cidade da Ásia Menor. Órfã de mãe desde pequena e filha de um sacerdote pagão e idólatra, Margarida tinha tudo para jamais aproximar-se de Deus, se "algo" não acontecesse. E algo divino aconteceu: o pai acabou confiando a sua educação a uma ama extremamente católica e a vida de Margarida enveredou por outro caminho. Caminho que a levaria à santidade. Cresceu inteligente e muito dedicada às coisas do espírito. Mas o pai começou a perceber que ela não ia aos cultos ou mesmo ao templo para participar dos sacrifícios aos deuses, sem suspeitar que, à noite, ela participava de cultos cristãos. Como não podia sequer imaginar tal facto, alguém tratou de abrir seus olhos.

Aurélio de Cartago Bispo, Santo + 430

Onde e quando nasceu Aurélio, não se tem registro. As informações sobre ele aparecem a partir de 388, quando vivia em Cartago, era apenas um diácono e amigo do futuro santo e doutor da Igreja, Agostinho. Em 391, este último era o bispo da Hipona, actual Annaba, na Argélia, enquanto Aurélio tornava-se o bispo de Cartago. Ele foi considerado um dos principais líderes da Igreja na chamada "província da África", que ocupava a faixa norte do continente, excepto o Egipto. Encontrou essa Igreja em ruínas, pois enfrentara um cisma no início do século. A crise explodira no fim da perseguição romana aos cristãos, quando o bispo da Numídia, Donato, se declarara uma força política e religiosa. Dizia que viera para purificar a Igreja, separando-a do mundo profano e do Império Romano.