sexta-feira, 15 de maio de 2026

Novena a Nossa Senhora Auxiliadora, recomendada por São João Bosco

Pode ser rezada o ano todo - mas, tradicionalmente, começa dia 15 e vai até o dia 23 de maio
     A seguinte novena foi aconselhada por São João Bosco para obtermos graças e favores especiais de Nossa Senhora Auxiliadora. Tradicionalmente, reza-se a novena de 15 a 23 de maio em preparação para a sua festa litúrgica (dia 24 de maio).
Quatro requisitos
     1. Durante os 9 dias seguidos da novena, rezar 3 Pai-Nossos, 3 Ave-Marias e 3 Glórias ao Santíssimo Sacramento com a seguinte prece: “Graças e louvores se deem a todo momento ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento”. Em seguida, 3 Salve-Rainhas dedicadas a Nossa Senhora Auxiliadora, com a invocação “Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós”.
     2. Durante o período da novena, receber os sacramentos da Confissão e da Eucaristia.
     3. Durante o período da novena, fazer um donativo para a educação cristã dos meninos pobres, conforme as próprias possibilidades.
     4. Ter grande fé em Jesus presente na Eucaristia, bem como fé em Nossa Senhora Auxiliadora.
Oração inicial (para todos os dias da novena):
     Ó Virgem Santíssima, poderoso auxílio dos Cristãos que recorrem confiados ao trono da vossa misericórdia, ouvi as preces deste pobre pecador, que implora o vosso socorro, para poder fugir sempre do pecado e das ocasiões de pecar. Eis a primeira graça que desejo receber nesta novena. Assim seja.

O QUE OS SANTOS DISSERAM DE MARIA...

Santo Agostinho de Hipona:“Maria era bem-aventurada porque antes de dar à luz o Mestre na carne, o levou no seio”.
Santo Agostinho:“Maria guardou mais a verdade de Cristo na sua mente do que o corpo de Cristo no seu seio”.
Santo Afonso Maria de Ligório:“Se o vento das tentações se levanta, se o escolho das tribulações se interpõe em teu caminho, olha a estrela, invoca Maria 
São Bernardo:“Se Ela te sustenta, não cairás; se Ela te protege, nada terás a temer; se Ela te conduz, não te cansarás, se Ela te é favorável, alcançarás o fim”.
São Francisco de Assis:“Salve ó Senhora Santa, Rainha Santíssima, Mãe de Deus, ó Maria... Em vós residiu e reside toda plenitude da graça e todo o bem”.
Santo Irineu:“O nó da desobediência de Eva foi desatado pela obediência de Maria. O que uma fez por incredulidade o desfez a outra pela fé”.
São Luís Maria Grignion de Montfort: Sou todo teu, Maria, e tudo o que é meu te pertence”.
São Luís Maria Grignion de Montfort:“A quem Deus quer fazer santo, o faz muito devoto da Virgem Maria”
São João Bosco:“Uma arma poderosa contra as insídias do demônio:é a devoção à Maria Santíssima”.
(Acidigital)
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO
REDENTORISTA
VICE-POSTULADOR DA CAUSA
VENERÁVEL PADRE PELÁGIO SAUTER
MISSIONÁRIO REDENTORISTA

ORAÇÕES - 15 DE MAIO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
15 – Sexta-feira – Santos: Matias, Petronila de Moncel
Evangelho (Jo 16,20-23a) “Vós agora estais tristes, mas hei de vos ver novamente e o vosso coração se alegrará, e ninguém vos poderá tirar a alegria.”
Jesus fala da tristeza dos discípulos quando o souberem morto, e da alegria recobrada quando o virem ressuscitado, e o souberem para sempre presente entre eles. Em nossa vida há momentos tristes e difíceis. São passageiros, porém, porque a certeza da presença de Jesus dá-nos aquela alegria sólida, que é a base de nossa vida cristã, que nada, que ninguém nos poderá jamais roubar.
Oração
Senhor Jesus, na vida são inevitáveis os momentos de sofrimento e de tristeza. Vós mesmo passastes por isso. Não permitais, porém, que eu esqueça que estais comigo, que me amais e me dais a possibilidade de uma felicidade que não depende das variações do momento. Dai-me essa alegria interior, e serei capaz de superar tudo, sem me tornar amargo, pessimista ou triste. Amém.

quinta-feira, 14 de maio de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “A escolha que salva”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Eles nos precederão
 
Um pai que confia nos filhos e abre possibilidades de participar de sua vida. E como resposta tem o desconhecimento. Jesus conta uma parábola dos dois filhos que recebem ordem do pai para irem trabalhar em sua vinha. Um diz sim e não vai, o outro diz não, mas, refletindo melhor, vai. Está comparando com a resposta que os chefes do povo dão a Deus. Deus o escolheu e lhe deu uma missão. Por sua vida e procedimento deram uma resposta negativa. Os pecadores, cobradores de impostos e prostitutas, por sua vida, davam uma resposta negativa, mas acolheram Jesus e creram Nele. Por isso precederão aos escolhidos de Deus que não responderam crendo em Jesus. Os pecadores creram e se arrependeram. Os sumos sacerdotes e os chefes não creram e nem mudaram de vida. Vemos na Igreja uma religiosidade que não penetra o coração e causa um fechamento à proposta do Reino que tocaria profundamente suas vidas. Não houve conversão. Para nós, que pensamos que vivemos o Reino de Deus, essa parábola nos leva a refletir sobre as permanentes propostas de Deus para nossa vida cristã na comunidade e, mesmo não negando abertamente, tomamos atitudes de quem desconhece. Como se diz: “O assunto não é comigo”. O que dá vigor ao Evangelho é a resposta dada com radicalidade. A primeira leitura mostra que Deus perdoa quando há conversão. E, se vivermos mal, passamos para a desobediência e perdemos a graça e a salvação. 
Ter os sentimentos de Cristo 
Paulo, nessa carta aos Filipenses, se debruça sobre o mistério de Cristo numa grande meditação de sua condição Divina que se encarna e vai ao extremo, a morte. O texto não é da teologia de Paulo. É um hino que o encantou. É a grande reflexão sobre a aniquilação (kénosis) que Cristo faz para salvar a humanidade e comunicar sua vida e sua graça. Vemos aí a força de reflexão dessa comunidade. Compreendeu que a Encarnação não é a bela festa de Natal, mas é o tremendo abaixamento do mistério de Deus que se abre ao mistério do homem perdido pelo pecado. É o mistério da obediência que ouve a vontade do Pai e vai ao extremo em sua realização. “Por isso Deus o exaltou e lhe deu um nome que está acima de todo nome” (Fl 2,9). Paulo descreve que essa é a atitude que nos faz ter os mesmos sentimentos de Cristo que é o modelo da vida da comunidade. Somente assim vamos construir uma Igreja que pode ter força de mudar o mundo. Não é essa a mentalidade do mundo. As pessoas que melhor serviram o mundo foram as que pensaram mais nos outros. Somos assim conhecidos por nosso Pastor, como cantamos na aclamação ao Evangelho: “Minhas ovelhas escutam minha voz e eu as conheço. Então elas me seguem”.
Que Deus se lembre 
Nesse contexto um pouco tenso, contemplamos Aquele que será nosso “terrível” juiz. Provocamos Deus para que se lembre e faça memória de sua bondade: “Recordai, Senhor e vossa compaixão que são eternas... lembrai-vos porque sois misericórdia e bondade sem limites” (Sl 24). Estamos em contínua reflexão sobre nossa condição de fragilidade e risco de nos perder no caminho de Deus. Por isso clamamos com força que cuide de nós e “não nos deixe cair em tentação e nos livre do mal”. Que tenhamos sempre os sentimentos de Jesus. Assim não corremos o risco de nos perder. Ele é a salvação. Saindo de nós, encontramos os irmãos aos quais vamos, como fez Jesus ao dar a vida. 
Leituras: Ezequiel 18,255-28; Salmo 24; 
Filipenses 2,1-1; Mateus 21,28-32. 
1. Uma religiosidade que não penetra o coração se fecha à proposta do Reino. 
2. Os sentimentos de Cristo são o modelo da vida da comunidade. 
3. Provocamos Deus para que se lembre, faça memória de sua bondade. 
Afundou sem afogar 
É bonito ver quem sabe se virar dentro d’água. Parece peixe dentro d’água. Deve ser triste se afogar. Estamos diante de Deus que nos dá o exemplo maior de viver na pessoa de seu Filho. A carta aos Filipenses faz uma apresentação de Jesus que mostra como se afundar sem se afogar e se perder. Em sua entrada no mundo para nossa, Ele se afundou totalmente na condição humana. Para Ele não era problema nenhum se humilhar até o extremo: se fez homem, se fez escravo, se fez obediente até à morte e morte de cruz. Afundou mesmo. Por isso Deus O exaltou. Não vai haver subida, se não houve essa descida, como fez Jesus. Hoje cheguei ao número 2000. Que faça bem a muitos. Agradeço a atenção e colaboração. Foi um esforço conjunto. Deus seja louvado pelo bem que fizemos.
Homilia do 27º Domingo Comum (27.09.2020)

EVANGELHO DO DIA 14 DE MAIO

Evangelho segundo São João 15,9-17. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Assim como o Pai Me amou, também Eu vos amei. Permanecei no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como Eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e permaneço no seu amor. Disse-vos estas coisas para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja completa. É este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros como Eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos amigos. Vós sois meus amigos, se fizerdes o que Eu vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas chamo-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi a meu Pai. Não fostes vós que Me escolhestes; fui Eu que vos escolhi e destinei, para que vades e deis fruto e o vosso fruto permaneça. E assim, tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vo-lo concederá. O que vos mando é que vos ameis uns aos outros». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Bento XVI 
Papa de 2005 a 2013 
Homilia de 14 de maio de 2010
(Viagem apostólica a Portugal) 
Sede testemunhas!
«É necessário, portanto, que, de entre os homens que estiveram connosco durante todo o tempo que o Senhor Jesus viveu no meio de nós um deles se torne connosco testemunha da sua ressurreição», dizia Pedro (At 1,17). Meus irmãos e minhas irmãs, é necessário que vos torneis comigo testemunhas da ressurreição de Jesus. Na realidade, se não fordes vós as suas testemunhas no vosso próprio ambiente, quem o será em vosso lugar? O cristão é, na Igreja e com a Igreja, um missionário de Cristo enviado ao mundo. Esta é a missão inadiável de cada comunidade eclesial: receber de Deus e oferecer ao mundo Cristo ressuscitado, para que todas as situações de definhamento e morte se transformem, pelo Espírito, em ocasiões de crescimento e vida. Nada impomos, mas sempre propomos, como Pedro nos recomenda numa das suas cartas: «No íntimo do vosso coração, confessai Cristo como Senhor, sempre dispostos a dar a razão da vossa esperança a todo aquele que vo-la peça» (1Ped 3,15). E todos afinal no-la pedem, mesmo quem pareça que não. Por experiência própria e comum, bem sabemos que é por Jesus que todos esperam. De facto, as expetativas mais profundas do mundo e as grandes certezas do Evangelho cruzam-se na irrecusável missão que nos compete, pois «sem Deus, o ser humano não sabe para onde ir e não consegue sequer compreender quem é. Perante os enormes problemas do desenvolvimento dos povos, que quase nos levam ao desânimo e à rendição, vem em nosso auxílio a palavra do Senhor Jesus Cristo que nos torna cientes deste dado fundamental: “Sem Mim, nada podeis fazer” (Jo 15,5), e encoraja: “Eu estarei sempre convosco até ao fim do mundo” (Mt 28,20)» (Bento XVI, «Caritas in Veritate», n. 78). Sim! Somos chamados a servir a humanidade do nosso tempo, confiando unicamente em Jesus, deixando-nos iluminar pela sua Palavra: «Não fostes vós que Me escolhestes; fui Eu que vos escolhi e destinei, para que vades e deis fruto e o vosso fruto permaneça». Quanto tempo perdido, quanto trabalho adiado, por inadvertência deste ponto! Tudo se define a partir de Cristo, quanto à origem e à eficácia da missão: a missão recebemo-la sempre de Cristo, que nos deu a conhecer o que ouviu a seu Pai, e somos nela investidos por meio do Espírito na Igreja. Como a própria Igreja, obra de Cristo e do seu Espírito, trata-se de renovar a face da terra a partir de Deus, sempre e só de Deus!

Santas Justa e Enedina (Eredina) Mártires - 14 de maio

Martirológio Romano:
Na ilha da Sardenha, comemoração das santas Justa e Enedina, mártires. 
O testemunho destas mártires é puramente cúltico, quer dizer, não temos nenhum documento contemporâneo, mas sim um culto persistente que lhes é atribuído na ilha da Sardenha (1). A tradição oscila entre um grupo de duas, que celebramos hoje: Justa e Enedina; e um grupo de três, tal como se celebrava no Martirológio Romano anterior: Justa, Justina e Erendina. Parece que a versão mais correta e antiga é a de duas. A legenda sobre elas afirma que eram filhas de uma matrona, Cleodonia, que haviam guardado a virgindade, e que foram mártires em uma data tão longínqua como a perseguição de Adriano, no início do século II. Ainda que isto não seja impossível, não está apoiado em nenhum dado que conheçamos, e parece mais desejo (habitual em muitas igrejas da antiguidade) de fazer retroceder as origens da comunidade o mais primitivo possível.

Santa Teodora Guérin, Fundadora - 14 de maio

“Que fortaleza adquire a alma na oração! Em meio à tormenta, quão doce é a calma que a oração encontra no coração de Jesus! Porém... Qual o consolo que têm aqueles que não rezam?” (Sta. Teodora Guérin) Ana Teresa Guérin nasceu no dia 2 de outubro de 1798 na aldeia de Étables, França. Sua devoção a Deus e à Igreja Católica se manifestou quando ainda muito pequena. Foi-lhe permitido receber a Primeira Comunhão com apenas dez anos de idade (fato incomum na época) e nessa ocasião expressou ao pároco sua intenção de algum dia tomar o hábito de religiosa. A pequena Ana Teresa com frequência procurava a solidão das costas rochosas próximas de sua casa, onde dedicava muitas horas à meditação, à reflexão e à oração. Foi educada por sua mãe, Isabel Guérin, que centralizou seu ensino na religião e nas Escrituras. Laurêncio, pai de Ana Teresa, prestava serviços na Armada de Napoleão e permanecia fora do lar por longos períodos.

Santa Corona e São Vitor, Mártires

Vítor e Corona são dois mártires cristãos. A maior parte das fontes afirma que eles foram mortos na Síria na época do imperador romano Marco Aurélio. Porém, os vários textos hagiográficos discordam sobre o local do martírio, com alguns afirmando que foi em Damasco, enquanto que as fontes coptas afirmam que foi em Antioquia. Algumas fontes ocidentais citam Alexandria ou a Sicília. As diversas versões também discordam sobre a data do evento e eles podem ter morrido também na época de Antonino Pio ou de Diocleciano, enquanto que o "Martirológio Romano" afirma que foi no século III em que eles foram mortos. 

Santa Maria Domingas Mazzarello, Cofundadora - 14 de maio

Maria Domingas Mazzarello nasceu em 9 de maio de 1837 em Mornese, Acqui, Itália, filha de José e Madalena Mazzarello. Era filha de camponeses que ritmavam a vida pelo alternar das estações: pessoas honestas e sustentadas por uma fé profunda. Maria, a mais velha de 10 filhos, sete dos quais sobreviveram, aprendeu as lições de uma típica irmã mais velha. Como primogênita, ela começou desde muito cedo a ajudar a mãe no cuidado dos irmãos menores e dos afazeres domésticos. O que se revelou providencial, pois mais tarde cuidaria de uma grande família religiosa. Main, como era carinhosamente conhecida em casa, sobressaía-se nas aulas de catecismo e fez sua Primeira Comunhão em 1850. Adolescente, começou a ajudar o pai no trabalho dos vinhedos. Com tantos cuidados sobre os ombros desde a infância, Maria não teve tempo de ir à escola. Entretanto, tinha forte caráter e espírito de liderança. Durante toda a vida fez um contínuo esforço para adaptar-se aos outros e adquirir a suavidade de trato que depois a caracterizou como superiora.

Matias Apóstolo, Mártir, Santo Século I

Matias, o apóstolo “póstumo”. É assim chamado porque surgiu depois da morte do apóstolo Judas Iscariotes, o traidor. Alguns teólogos se referem à ele como o décimo terceiro apóstolo, pois foi eleito para ocupar esse posto, conforme consta dos Atos dos Apóstolos, na Bíblia. A eleição dos onze apóstolos deu-se dias depois da Ascensão de Jesus e da vinda do Espírito Santo e assim foi descrita: “Depois da Ascensão de Jesus, Pedro disse aos demais discípulos: Irmãos, em Judas se cumpriu o que dele se havia anunciado na Sagrada Escritura: Com o preço de sua maldade se comprou um campo”. O salmo 109 ordena “que outro receba seu cargo”. 'Convém, então, que elejamos um para o lugar de Judas. E o eleito deve ser dos que estiveram entre nós o tempo todo em que o Senhor conviveu entre nós, desde que foi baptizado por João Baptista até que ressuscitou e subiu aos céus'". (At 1, 21-26) As outras informações existentes sobre Matias fazem parte das tradições e dos escritos da época.

Frei Gil de Santarém Abade dominicano, Santo (1190-1265)

1 - Nascimento
S. Fr. Gil é um dos santos mais populares e singulares de Portugal e da Ordem de S. Domingos. Popular porque o povo o ama, venera e invoca como verdadeiro homem de Deus, santo religioso, taumaturgo, sábio e zeloso apóstolo do seu tempo, cuja existência e actuação são, de facto, históricas. Singular porque o mesmo povo, em muitos aspectos, envolveu a sua vida em legendas ou lendas de estilo medieval e bastante raras, estranhas e até inverosímeis, em que embarcaram autores conceituados de história nem sempre criticas, legendas ou lendas que confundem religião com superstição. Uns chamam-no S. Fr. Gil de Vouzela, distrito e diocese de Viseu, pois foi em Vouzela a terra em que viu a luz do mundo na casa que hoje é hospital e asilo, em 1190, o ano dado como mais certo pelos historiadores; outros chamam-no S. Fr. Gil de Santarém, terra em que viveu e faleceu santamente no convento dominicano, do qual hoje apenas restam algumas ruínas; há ainda quem o chame S. Fr. Gil de Portugal e, com razão, pois é uma figura nacional com verdadeira projecção internacional, muito em especial na Ordem dos Pregadores ou Dominicanos.

Miguel Garicoits Sacerdote, Fundador, Santo (1797-1863)

Miguel Garicoïts nasceu em 15 de abril de 1797, em Ibarre, França. Seus pais, apesar de humildes, socorriam padres fugitivos do terror da Revolução Francesa. O pároco da vizinhança se encarregou da educação de Miguel e depois o recomendou ao bispo de Baiona. Dedicado e inteligente, foi estudar no Seminário de Dax, ordenando-se sacerdote em 1823, e dois anos depois se tornou professor de Filosofia no Seminário Maior de Bétharram, nos Baixos Pirineus. Miguel se tornou formador de novos padres. Preocupava-se com o clero, que se mostrava despreparado e desorientado. Para mudar tal quadro, teve a ideia de fundar um instituto de sacerdotes que actuariam como colaboradores nas paróquias, nos colégios e nos seminários, dando suporte intelectual. O bispo não ficou muito animado com essa ideia, porém o autorizou a tentar.

ASCENÇÃO DO SENHOR

     A observância desta festa é muito antiga. Embora não haja evidências documentais de sua existência anteriores ao século V, Santo Agostinho afirma que ela é de origem apostólica e de uma forma que deixa claro que ela já era observada universalmente por toda a Igreja antiga muito antes de seu tempo. Menções frequentes a ela aparecem nas obras de São João Crisóstomo, São Gregório de Nissa e na “Constituição dos Apóstolos”.
     “Peregrinação de Egéria” fala de uma vigília antes da festa e da festa em si, eventos que ela testemunhou na igreja construída sobre a gruta na qual os fiéis acreditam ter nascido Jesus em Belém. É possível que antes do século V, o evento narrado nos Evangelhos tenha sido comemorado em conjunto com a Páscoa ou o Pentecostes. Alguns acreditam que o controverso e muito debatido decreto 43 do Sínodo de Elvira (c. 300), condenando a prática de observar uma festa no quadragésimo dia depois da Páscoa e de esquecer de comemorar o Pentecostes no quinquagésimo, implica que a prática apropriada na época era comemorar a Ascensão junto com o Pentecostes.
     Representações artísticas do evento aparecem em dípticos e afrescos a partir do século V.

FESTA DA ASCENSÃO DO SENHOR

     A observância desta festa é muito antiga. Embora não haja evidências documentais de sua existência anteriores ao século V, Santo Agostinho afirma que ela é de origem apostólica e de uma forma que deixa claro que ela já era observada universalmente por toda a Igreja antiga muito antes de seu tempo. Menções frequentes a ela aparecem nas obras de São João Crisóstomo, São Gregório de Nissa e na “Constituição dos Apóstolos”. A “Peregrinação de Egéria” fala de uma vigília antes da festa e da festa em si, eventos que ela testemunhou na igreja construída sobre a gruta na qual os fiéis acreditam ter nascido Jesus em Belém. É possível que antes do século V, o evento narrado nos Evangelhos tenha sido comemorado em conjunto com a Páscoa ou o Pentecostes.

ORAÇÕES - 14 DE MAIO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
14 – Quinta-feira – S. Matias Apóstolo
Evangelho (Jo 15,9-17) “Como meu Pai me amou, assim também eu vos amei. ...Eu vos disse isto, para que minha alegria esteja em vós e vossa alegria seja plena.”
Temos alegria quando sabemos que temos um grande bem. Mais ainda quando temos o maior dos bens. Como discípulo de Jesus, tenho tudo para ser alegre, pois ele e o Pai me amam. E esse amor é para mim garantia de todos os bens, de toda felicidade. Posso ser alegre e feliz, mesmo que nesta vida, como Jesus, nunca esteja livre de sofrimentos. Tristeza mesmo seria não ser amado por Deus.
Oração
Senhor, agradeço a garantia que me dais de vosso amor e do amor do Pai. Se olho para mim e para os outros, se olho para as incertezas da vida percebo a precariedade de meu ser. Para mim não haveria esperança se não pudesse contar com vosso amor. Ganho coragem ao pensar que me amais e estais sempre pronto a me perdoar. Que não me esqueça nunca de vosso amor. Amém.

quarta-feira, 13 de maio de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Pensar como Deus”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Direito de ser bom
 
O profeta Isaías nos traz o pensamento de Deus “Meus pensamentos não são como os vossos pensamentos, e vossos caminhos não são como os meus caminhos”. São tão distantes como a terra do céu (Is 55,8). Esse texto de Isaías nos ajuda a fazer uma leitura do texto do evangelho de Mateus sobre os trabalhadores da última hora. O modo de agir de Deus não parte de uma justiça de contrato, mas da justiça do amor e da benevolência. Esse texto sobre o modo de Deus distribuir seus dons, responde a uma necessidade da comunidade primitiva. Havia judeus que se tornaram cristãos e traziam toda a herança milenar de Israel. Como nos diz Paulo: “Aos israelitas pertence a adoção filial, a glória, as alianças, a legislação, o culto, as promessas, aos quais também pertencem os patriarcas e dos quais, descendente, o Cristo, segundo a carne...” (Rm 9,4-5). Para Paulo, era dor ter de ser separado do povo. Os convertidos judeus, com esse passado, se sentiam invadidos pelos pagãos convertidos que eram colocados em pé de igualdade. Estes são os “operários da última hora”, das cinco da tarde. Na Igreja são todos iguais. Está afirmando que Deus trata a todos de modo igual. Deus retribui com justiça, mas sua justiça supera a justiça humana. Não desprezou os judeus, mas trouxe outros. Abre a todos, sua bondade. Podemos notar que havia grandes cristãos, vindos do paganismo, como muito entusiasmo por Cristo. Essa realidade nós a encontramos nas comunidades quando chegam novos membros. Deus é diferente: abre as riquezas de seu amor para todos. É preciso ser generoso como Deus.
Viver à altura do Evangelho 
Para pensar como o Pai, é preciso passar a viver como Paulo. Somente na união, cada vez mais íntima com Jesus que podemos entender e viver como o Pai, como vimos na parábola. Assim vamos aproximar de Deus nossos pensamentos como também nossos caminhos (Is 55.8-9). Paulo, em sua trajetória passou de perseguidor a ser proclamador da fé em Jesus. Ele une de tal modo sua vida a Cristo que afirma: “Para mim viver é Cristo e o morrer é lucro”. Dá a entender que morrer na terra e viver no Céu com Cristo, são a mesma coisa. Desejaria muito estar com Cristo, mas, se continuar em seu trabalho é frutuoso para os cristãos, não sabe o que escolher. Mas já tem sua escolha feita: “Uma só coisa importa: que vivam à altura do Evangelho de Cristo” (Fl 1,27ª). Continua para que os cristãos vivam sempre melhor sua fé. Na recitação do salmo temos a explicitação desse Senhor ao qual dedicamos nossa vida “Misericórdia e piedade é o Senhor, Ele é amor, é paciência, é compaixão. O Senhor é muito bom para com todos. Sua ternura abraça toda criatura... está perto da pessoa que o invoca” (Sl 144). Um Deus assim atrai mesmo. Mas para Paulo, o segredo da espera é fazer o que Deus faz e como faz. 
Os últimos serão os primeiros 
“Os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos” (Mt 20,16ª). É uma afirmação complicada. Somente quem compreende a lógica do amor pode entender essa frase. Ninguém pode reclamar. Os primeiros não podem reclamar do patrão. Os que são últimos se tornam primeiros sem reclamar. O pagamento foi um “denário”. Nele há a imagem de César e a inscrição. Todos os batizados recebem a imagem de Cristo no batismo e devem devolvê-la a Deus. Todos recebem a imagem e a semelhança de Deus e de sua bondade participada por todos. E a Palavra divina que consagra no batismo (T.Frederici). Todos estão em igualdade diante de Deus que con vida a trabalhar. 
Leituras Isaias 55,6-9; Salmo 144; 
Filipenses 20c-24.27ª; Mateus 20,1-16ª. 
1. Deus retribui com justiça, mas sua justiça supera a justiça humana. 
2. Somente na união mais íntima com Jesus que podemos entender e viver como o Pai. 
3. Somente quem compreende a lógica do amor pode entender a parábola dos operários.
“De trás p’ra frente” 
É mais fácil explicar complicado. Jesus, de vez em quando, dava um nó cérebro dos discípulos. É simples, mas a gente entende complicado. Jesus contou uma parábola do homem que foi contratar gente para trabalhar na roça dele. E prometeu a diária. Havia um sistema de trabalho de bóia fria em que os que estavam sem trabalho se juntavam num lugar e, quem precisava de gente para trabalhar ia lá. Ali se combinava. Ainda existe isso naquelas regiões. Então, como o serviço era muito, ele foi em diversos horários chamando outros e dizendo que acertava depois. Já não era mais a diária. No fim do dia, no acerto, Ele começou de trás prá frente, pagando aos de uma hora de serviço, o que era para uma diária. Os primeiros disseram: estamos feitos. E nada. Então azedaram. Qual o combinado? Então entendemos que Deus nos dá sempre muito mais que merecemos. Ele é generoso com todos. 
Homilia do 25ª Domingo Comum (20.09.2020)

EVANGELHO DO DIA 13 DE MAIO

Evangelho segundo São Mateus 12,46-50.
Naquele tempo, enquanto Jesus estava a falar à multidão, chegaram sua Mãe e seus irmãos. Ficaram do lado de fora e queriam falar-Lhe. Alguém Lhe disse: «Tua Mãe e teus irmãos estão lá fora e querem falar contigo». Mas Jesus respondeu a quem O avisou: «Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?». E apontando para os discípulos, disse: «Estes são a minha mãe e os meus irmãos: todo aquele que fizer a vontade de meu Pai que está nos Céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Concílio Vaticano II 
Constituição Dogmática sobre a Igreja, 
«Lumen Gentium», §§ 61-62 
«Todo aquele que fizer a vontade de meu Pai 
que está nos Céus, esse é meu irmão, 
minha irmã e minha mãe» 
A Virgem Santíssima, predestinada para Mãe de Deus desde toda a eternidade em simultâneo com a encarnação do Verbo, foi na Terra, por disposição da Divina Providência, a nobre Mãe do Divino Redentor, a sua mais generosa cooperadora e a escrava humilde do Senhor. Concebendo, gerando e alimentando a Cristo, apresentando-O ao Pai no Templo e padecendo com Ele quando agonizava na cruz, cooperou de modo singular, com a sua fé, esperança e ardente caridade, na obra do Salvador, para restaurar nas almas a vida sobrenatural. Por esta razão, é nossa Mãe na ordem da graça. Esta maternidade de Maria na economia da graça perdura sem interrupção. De facto, depois de elevada ao Céu, não abandona esta missão salvadora, mas, com a sua multiforme intercessão, continua a alcançar-nos os dons da salvação eterna, cuidando com amor maternal dos irmãos do seu Filho que, entre perigos e angústias, caminham ainda na Terra, até chegarem à pátria bem-aventurada. Por isso, a Virgem é invocada na Igreja com os títulos de Advogada, Auxiliadora, Socorro, Medianeira. Nenhuma criatura se pode equiparar ao Verbo encarnado e redentor; mas, assim como o sacerdócio de Cristo é participado de diversos modos pelos ministros e pelo povo fiel, e assim como a bondade de Deus, sendo uma só, se difunde variamente pelos seres criados, assim também a mediação única do Redentor não exclui, antes suscita nas criaturas cooperações diversas, que participam dessa única fonte.

São Pedro Regalado religioso, +1456

São Pedro Regalado nasceu em 1390 em Valladolid, na Espanha, e entrou para ao ordem dos Franciscanos na sua cidade natal aos treze anos. Após alguns anos, a seu pedido, foi transferido para um mosteiro muito mais severo em Tríbulos, onde passou a ser conhecido pela seu ascetismo e sua capacidade de jejuar por vários dias. Dizem que é padroeiro dos fornecedores de alimentos (na época armazéns, hoje mercearias) porque dizia que se fossem todos como ele, no mosteiro, iriam as compras apenas para o óleo das lâmpadas. Ele ficou famoso por vários milagres e pela sua capacidade de levitar e entrar em êxtases, quando tinha as mais variadas visões de Jesus e da Virgem Maria. Mais tarde foi escolhido para Abade do Mosteiro e teve grande sucesso ao fazer reformas necessárias no seu mosteiro e introduzir reformas nas várias casas franciscanas. Morreu em 30 de Março de 1456 e foi canonizado pelo Papa Bento XIV em 1746.

Santo André Humberto Fournet, presbítero

André foi expulso da França, durante o período da Revolução, por rejeitar o juramento cismático. Ao retornar, secretamente, quando a Igreja estava novamente livre, fundou as Filhas da Cruz, uma Congregação para a Educação cristã das jovens, que o chamavam carinhosamente como "Bom Pai".
Festa: 13 de maio 
(*)Maille, França, 6 de dezembro de 1752
(+)13 de maio de 1834 
Ele nasceu em Poitiers, na vila de Saint-Pierre de Maillé, em 1752. Ordenado padre, foi inicialmente nomeado vigário da vila de Haims, onde um de seus tios paternos era pároco, então em Saint-Phele de Maillé. Pouco tempo depois, sucedeu outro tio na paróquia de São Pedro de Maillé. Impressionado e perturbado pela voz de um homem pobre, ele passou por uma conversão interior. Durante a Revolução Francesa, tendo recusado o juramento cismático, esteve várias vezes à beira da execução.

Nossa Senhora de Fátima

"Não tenham medo”! 
Com estas palavras, a Virgem Maria dirigiu-se aos três pastorzinhos portugueses de Aljustrel, no dia 13 de maio de 1917. Na manhã de um esplêndido domingo, Lúcia dos Santos, de 10 anos de idade, e seus primos, Jacinta e Francisco Marto, de 7 e 9 anos, participaram da Santa Missa, na paróquia de Fátima e, depois, levaram suas ovelhas para pastar, no declive da Cova da Iria. Ao ouvir o toque dos sinos para o Ângelus, puseram-se a rezar o Terço, como faziam de costume. A seguir, enquanto brincavam, ficaram assombrados pelo aparecimento de um clarão improviso. Pensando que era um raio e com medo de um temporal, se apressaram para abrigar o rebanho. Mas, logo depois, foram surpreendidos por outro clarão, sobre um carvalho, no qual viram uma Senhora, vestida de branco e radiante de luz, que lhes disse: “Vim pedir-lhes para que venham aqui, todo o dia 13, por seis meses consecutivos, nesta mesma hora.