quinta-feira, 23 de abril de 2026

ORAÇÕES - 23 DE ABRIL

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
23 – Quinta-feira – Santos: Jorge, Adalberto de Praga
Evangelho (Jo 6,44-51) “Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o atrair; e eu o ressuscitarei no último dia.”
A idéia deve ser importante, porque Jesus insiste: não podemos ir a ele se não formos atraídos pelo Pai. Só podemos crer se formos levados, arrastados, seduzidos por ele. Temos de ser instruídos por ele, moldados interiormente, educados por ele para poder compreender sua linguagem e a linguagem de seu Filho. Jesus, o Filho Encarnado, irá por sua vez levar-nos ao conhecimento do Pai.
Oração
Pai, entrego-me em vossas mãos, modelai-me, educai-me para que possa entender Jesus e aceitar seu jeito de viver. Fazei que eu esteja ligado a ele como o ramo à videira. Assim poderei produzir frutos, poderei amar e fazer o bem. Livrai-me da minha inconstância, para que jamais me separe de Jesus, que é fonte, pão e água para mim. Pai, que todos descubram em Jesus o salvador. Amém.

quarta-feira, 22 de abril de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Vida em abundância”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Eu sou a porta
 
O tempo pascal nos convida a conhecer Jesus. Não basta saber que está no Céu glorioso, mas que continua na terra como Caminho, Verdade e Vida. O próprio Jesus não se define a si mesmo com belas idéias, mas com muitas imagens que, aos poucos, vão dando uma visão de seu ser e missão. É também um meio de compreendê-Lo e perceber como nos relacionar com Ele. O texto de João é rico em simbolismos. Uma dessas boas imagens é a do pastor, como lemos no salmo 22 e na continuação desse evangelho (Jo 10,11), como também, a imagem da porta das ovelhas (Jo 10,7). É através da porta que entramos em um ambiente. É através Dele que se atinge o lugar sagrado como era no templo. Por ela chegamos a Deus. A porta é o pastor das ovelhas. Por Ele se passa e por Ele se chega a Deus. Ser porta é ser o ingresso imediato a Deus. A porta é o único acesso possível ao redil. É um ingresso da casa de Deus. Quem entra pela porta é o pastor. “A esse o porteiro abre, elas escutam e seguem porque conhecem sua voz. Ele chama as ovelhas pelo nome e as conduz para fora... e caminha à sua frente, e as ovelhas o seguem porque conhecem sua voz” (Jo 10,3-4). Nota-se o relacionamento de conhecimento existente entre a ovelha e o pastor. Elas o seguem porque conhecem a sua voz. Conhecem e estabelecem com um relacionamento de ovelhas que seguem o pastor, pois conhecem sua voz. Chamar pelo nome significa a permanente convivência de vida, vida de salvação. Estabelece-se um relacionamento que provém do mútuo conhecimento e de convivência. Relação de amor. 
Eu sou o bom pastor 
Chamamos esse domingo do o “Domingo do Bom Pastor”. As diversas orações retomam esse pensamento: “Que o rebanho possa atingir, apesar de sua fraqueza, a fortaleza do Pastor” (Oração). O salmo retrata o Bom Pastor que conduz e introduz em belos prados, águas frescas, restaura as forças, guia no caminho seguro, conduz por lugares tenebrosos, prepara uma mesa, unge a cabeça e leva para a casa onde viverá por tempos infinitos. Esse retrato do bom pastor é uma pintura da grande ventura de quem encontrou o Pastor. A pregação dos apóstolos tem vigor que converte. Essa salvação se dá por ouvir um anúncio fundado na experiência pessoal que os apóstolos tiveram em Jesus ressuscitado. O Batismo foi essa água fresca que brotou do lado aberto do Cristo e inundou de fertilidade o campo do mundo. A celebração é o momento de abrir às ovelhas as riquezas conquistadas pela entrega de Cristo por suas ovelhas que “estavam desgarradas, mas que agora voltaram ao Pastor e guarda de suas vidas” (1Pd 2,25). Agora, o povo de Deus, Igreja, pode dizer com o salmo: “Felicidade e todo bem hão de seguir-me, por toda minha vida: na casa do Senhor, habitarei pelos séculos infinitos” (Sl 22).
Convertei-vos 
O anúncio de Jesus se inicia com uma chamada à conversão: “Convertei-vos, porque o Reino de Deus está próximo” (Mt 4,17). É preciso converter-se para crer em Jesus. No primeiro discurso, no dia de Pentecostes, Pedro diz aos que abriram seu coração e disseram: “Irmãos, o que devemos fazer?” Pedro respondeu: “Convertei-vos e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para o perdão dos vossos pecados. E vós recebereis o dom do Espírito Santo” (At 2,37-38). A partir dessa conversão e do batismo, reúne-se a primeira comunidade. Jesus completa: “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10). Esse é o fruto da conversão. 
Leituras: Atos 2,14ª.36-41;Salmo 22;
1 Pedro 2,20b-25; João 10,1-10 
1. Chamar pelo nome significa a permanente convivência de vida, vida de salvação. 
2. A celebração é o momento de abrir às ovelhas as riquezas conquistadas por Cristo. 
3. É preciso converter-se para crer em Jesus. 
Bom de música 
Quando dizemos que as ovelhas ouvem sua voz e atendem ao chamado de seu nome, lembra-nos que o pastor sempre tem uma flautinha com uma música particular para se identificar diante do rebanho. Cada ovelha conhece o pastor também pela sua música. Jesus faz essa bela comparação. Para poder segui-lo é preciso ser bom de música. Lemos no Apocalipse que eles cantavam uma música que ninguém podia cantar, a não ser os 144 mil que foram resgatados da terra (Ap 14,3). Esse canto se aprende depois que se passa pela Porta e são conduzidos pelo Pastor.orta e são conduzidos pelo Pastor.              
Homilia do 4º Domingo da Páscoa (03.05.2020)

EVANGELHO DO DIA 22 DE ABRIL

Evangelho segundo São João 6,35-40. 
Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «Eu sou o pão da vida. Quem vem a Mim nunca mais terá fome e quem acredita em Mim nunca mais terá sede. No entanto, como vos disse, embora tivésseis visto, não acreditais. Todos aqueles que o Pai Me dá virão a Mim e àqueles que vêm a Mim não os rejeitarei, porque desci do Céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que Me enviou. E a vontade daquele que Me enviou é esta: que Eu não perca nenhum dos que Ele Me deu, mas os ressuscite no último dia. De facto, é esta a vontade de meu Pai: que todo aquele que vê o Filho e acredita nele tenha a vida eterna; e Eu o ressuscitarei no último dia». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Hildegard de Bingen 
(1098-1179)
Abadessa beneditina 
e doutora da Igreja 
Livro das obras divinas, capítulo 6 
Deus previu desde toda a eternidade 
que o homem se uniria a Ele 
As almas racionais têm origem no Deus verdadeiro: têm de escolher o que lhes convém e de rejeitar o que desagrada a Deus, pois conhecem o bem e o mal no seu íntimo. Deus, que é único, concebeu na energia do seu coração uma obra precisa e singular, e multiplicou magnificamente essa obra. Pois Deus é um fogo vivo, um fogo pelo qual as almas respiram, um fogo que existia antes do princípio, que é a origem e o tempo dos tempos. A vontade de Deus permeia inteiramente o mundo perecível, nele inspirando o termo do mundo, que é a eternidade. A omnipotência de Deus possui a plenitude de uma temperança feita de equilíbrio; não tem princípio nem fim, e tem um alcance que lhe permite realizar tudo o que deseja, sem nenhuma exceção. À perfeição que permite ao poder de Deus tudo subjugar está unido o amor, que é uma espécie de tranquilidade na ação; pois o amor cumpre na perfeição a vontade de Deus — que é a fonte da paz. Mas o amor assume diferentes formas, tão numerosas como as virtudes que operam no homem: o amor é a fonte de todo o bem. O homem tem de dirigir todas as intenções do seu coração para este verdadeiro sol. É neste olhar amoroso que a presciência de Deus se manifesta: o amor e a presciência estão em harmonia. A pessoa que escolhe submeter-se ao amor ama aquilo que há em Deus, contempla Deus na pureza da sua fé e nada Lhe oferece que seja mortal, mas conhece desde já nas alegrias celestiais, e Deus previu desde toda a eternidade que este homem se uniria a Ele.

Santos Miles, Aborsam (Abrosimo) e Mártires do Sinai na Pérsia Festa: 22 de abril

As informações sobre esses santos mártires, embora não compuam uma biografia completa, delineiam suas figuras com eloquência vívida. Miles, um valente soldado do exército persa, professou abertamente sua fé em Cristo, desafiando as leis da época que puniam severamente a conversão ao cristianismo. Sua integridade e coragem inspiraram muitos companheiros soldados, semeando fé em um terreno árido de perseguição. Aborsam (Abrosimus), um fervoroso diácono, dedicou-se a servir à Igreja e a espalhar o Evangelho entre os persas, atraindo a atenção das autoridades hostis. Preso e submetido a torturas atrozes, Aborsam permaneceu firme em sua fé, oferecendo um exemplo de resistência heroica. Sinai, um jovem de alma nobre, atraído pela luz do cristianismo, converteu-se à fé em Cristo. Sua perseverança tenaz, apesar das pressões e ameaças que sofreu, o levou a enfrentar o martírio com serenidade destemida. Miles, Aborsam e Sinai foram conduzidos ao cadafalso e submetidos a várias torturas, suportando cada sofrimento com firmeza estoica. 
Emblema: Palma 

São Leônidas Mártir, pai de Orígenes Festa: 22 de abril

O pai de Orígenes, Leônidas, um distinto professor de Alexandria, sofreu martírio sob Septímio Severo em 204, deixando órfão seu filho de dezessete anos, que já demonstrava um ardor precoce pelos estudos bíblicos. Eusébio de Cesareia, um historiador eclesiástico, narra em grande detalhe a educação dada por Leônidas ao jovem Orígenes, enfatizando o amor e a veneração de seu pai pela devoção inicial do filho. A tradição hagiográfica grega coloca Leônidas entre um grupo de mártires celebrados em 5 de junho, mas com pouco rigor histórico. O Martirológio Romano o homenageia em 22 de abril, embora a identificação com o mártir de Corinto presente no Hierônimo seja incerta. 
Etimologia: Leonidas = semelhante ao leão, forte, do grego
Emblema: Palma 
Martirológio Romano: Em Alexandria, Egito, em comemoração de São Leônidas, mártir, que sob o imperador Septímio Severo foi perfurado pela espada por fé em Cristo, deixando Orígenes, seu filho, ainda criança.

Santo Ágapito I Papa Festa: 22 de abril † 536

Agapito, Papa por quase um ano, foi enviado pelo rei dos Godos a Constantinopla para dissuadir o imperador Justiniano de retomar a Itália. A missão faliu, mas, em compensação, o Pontífice conseguiu uma nova derrota da heresia monofisista. Santo Agapito faleceu no caminho de volta a Roma, em 536.
(Papa de 13/05/535 a 22/04/536) 
Foi eleito Papa em 13 de maio de 535, mas seu pontificado durou pouco mais de onze meses. Um período durante o qual o imperador oriental Justiniano conseguiu conquistar a parte restante do Oriente Médio e grande parte do nordeste da África, anteriormente o reino dos Godos. Depois, enviou seu general Belisário para a Itália: desembarcando na Sicília, dirigiu suas tropas em direção a Nápoles e, de lá, preparou-se para lançar o ataque final a Roma.

Santa Alexandra e companheiras - Mártires em Nicomédia Festa: 22 de abril

O nome Alessandra é o feminino de Alessandro; deriva do grego 'Aléxandros' e significa "protetor dos homens". O nome sempre foi usado desde os tempos antigos e a versão masculina inclui dois reis do Épiro, três reis da Macedônia, dois reis da Síria, um imperador romano, oito papas, mais de 40 santos, três reis da Escócia, três imperadores da Rússia, etc. Na versão feminina, o nome Alexandra foi usado por seis rainhas e imperatrizes, também por cinco mártires cristãos, curiosamente sempre incluídos em tantos grupos de mártires. O mais conhecido deles é o de Amiso (Alexandra, Claudia, Euphrasia, Matrona, Juliana, Euphemia e Theodosia) celebrado em 20 de março; depois, há o grupo dos mártires de Ancara (Tecusa, Giulitta e outros) celebrado em 18 de maio; depois há o grupo de Ancira, o grupo de Antioquia e, finalmente, o grupo de Nicomédia de que falamos nestas notas.

São Caius Papa Festa: 22 de abril (†)296

(Papa de 17/12/283 a 22/04/296)
 
Sobre o Papa Caio (assim como sobre o Papa Soter, que é sempre lembrado hoje) temos poucas informações certas. Dizia-se dele que era parente de Diocleciano e também tio de uma Santa Susana não identificada. Ele também foi responsável pela estruturação definitiva das ordens abaixo do episcopado. Mas isso é uma notícia não verificável, enquanto seu martírio parece estar excluído, porque - no trono de Pedro de 283 a 296 - ele morreu antes que Diocleciano desencadeasse a perseguição em 303. (Avvenire)
Etimologia: Caio = feliz, feliz, do latim 
Martirológio Romano: Em Roma, no cemitério de Calisto na Via Ápia, deposição de São Caio, papa, que, tendo fugido da perseguição ao imperador Diocleciano, morreu confessor da fé. 

Sotero de Roma Papa, Mártir (+ 296)

São Sotero foi o 12º papa entre 166 e 174.
 
De origem grega, Sotero nasceu em Nápoles. Conhece-se muito pouco deste papa, a não ser que seu pontificado foi marcado por seu zelo pela doutrina e pelas obras sociais. Tradicionalmente é lembrado pelos católicos por ter en-viado esmolas para muitas igrejas em todas as cidades onde os cristãos eram perseguidos. O pontificado de Sotero coincide com o governo romano de Marco Aurélio, o “imperador filósofo”, sob o qual foram cruelmente perseguidos os cristãos. Datam dessa época os martírios de Felicidade e Perpétua, de Justino, de Policarpo de Esmirna — todos estes canonizados pela Igreja — e de milhares de fiéis. De uma carta de Dionísio, bispo de Corinto: “precisamos e apreciamos hoje a grande caridade do papa Sotero para com os perseguidos, seus cuidados paternais em época tão difícil”. Durante o seu pontificado, opôs-se com rigor aos hereges montanistas, cuja expansão representava um perigo iminente para a verdadeira fé.

Oportuna de Séez Virgem, Abadessa, Santa († 770)

Oportuna foi irmã de Crodegango, bispo de Seez[1], 
e sobrinha de Lantilda, abadessa de um convento 
de beneditinas em Almeneches. 
Nascida no castelo de Exmes, perto de Argentano, jovem ainda, conseguiu dos pais a permissão para consagrar-se ao Senhor. Assim, deixou o castelo, as comodidades e o convívio dos seus e foi encerrar-se num pequeno mosteiro nas vizinhanças de Alme-neches. Oportuna caminhou rapidamente pela senda da perfeição. Num átimo, conquistou o coração da co-munidade toda. Humilde, sincera e prestativa, a todos encantava e edificava. Quando a abadessa faleceu, a jovem religiosa foi escolhida, por unanimidade, para preencher a vaga. A princípio, um tanto alarmada com a responsa-bilidade da direcção da abadia, hesitou. Mas, depois de alguns dias de acurada reflexão, diante de uma revelação, capacitou-se de que a escolha fora diri-gida pela vontade de Deus. E aceitou. Agora como superiora, pensava Oportuna, era mister redobrar as mortificações, para dar exemplo às re-ligiosas. E atirou-se de corpo e alma, à oração e à contemplação. E sendo muito severa consigo mesma, era caridosíssima com as filhas. Recebeu, então, do alto, o dom dos milagres. Um deles, refere-se ao guarda-florestal da região e o burrico do mosteiro.

Senhorinha de Basto Religiosa, Santa (Século X)

Nasceu em 924, provavelmente em Vieira do Minho. Senhorinha não era o seu nome de baptismo mas um epíteto carinhoso que lhe dava seu pai, o conde de Basto. Fez-se monja aos 15 anos, recusando um nobre preten-dente, e aos 36 anos era abadessa do mosteiro de Vieira que então era próspero. Este mosteiro foi abandonado a quando da extinção das ordens religiosas em Portugal no século XIX, e poucos anos depois, completamente em ruínas (1912), acabou por ser completamente demolido, ficando apenas a igreja que se tornou então igreja paroquial. A sua vida foi cheia de manifestações do amor e da gran-deza de Deus, tendo-lhe sido atribuídos numerosos mila-gres ainda antes da sua morte, ocorrida a 22 de Abril de 982. O seu túmulo foi ao longo da Idade Média grande centro de peregrinações, contando-se entre os grandes devotos da santa os reis D. Sancho I e D. Pedro I. A igreja de S. Victor, em Braga, encerra um notável conjunto de azulejos alusivos à vida de Santa Senhorinha.

Nossa Senhora, Mãe da Companhia de Jesus

No dia 22 de abril, jesuítas e inacianos de todo o mundo festejam o dia de Nossa Senhora, Mãe da Companhia de Jesus. 
Mas, por que celebrar esse dia? 
O que ela representa para a Companhia e para cada pessoa que segue a espiritualidade inaciana? 
A pedido do portal Jesuítas Brasil, o padre José Ramón Fernández de la Cigoña, SJ, nos conta como Maria sempre esteve presente na caminhada de Inácio de Loyola e da Companhia de Jesus. Confira: “No dia 22 de abril, celebramos a Festa de Nossa Senhora, Mãe da Companhia de Jesus, pois, em dia como hoje, Inácio de Loyola e cinco companheiros – Salmerón, Laínez, Broet, Jay e Codure – fizeram seus votos no altar de Nossa Senhora, na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, em Roma (Itália). Nossa Senhora sempre esteve presente na vida de Santo Inácio. No início da sua conversão, ele peregrinou à pequena igreja de Nossa Senhora de Arántzazu e, diante de uma pequena imagem de Maria, fez voto de castidade. Mais tarde, no Santuário de Nossa Senhora de Montserrat, entregou sua vida passada e desregrada ao deixar sobre o altar sua espada e adaga. Era véspera da festa da Anunciação do Senhor, 24 de março de 1521. Anos depois, Inácio e seus primeiros companheiros fizeram seus votos no dia da Assunção de Nossa Senhora, em 15 de agosto de 1534, na Basílica do Sagrado Coração, em Paris (França). Inácio ainda celebrou sua primeira missa como padre na Basílica de Santa Maria a Maior, em Roma. 
Enfim, no dia 22 de abril de 1541, o compromisso definitivo na Companhia de Jesus, foi numa capela de Nossa Senhora…”

ORAÇÕES - 22 DE ABRIL

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
22 – Quarta-feira – Santos: Bartolomeu de Cervere, Sotero, Miles.
Evangelho (Jo 6,35-40) “Todos os que o Pai me confia virão a mim, enão os afastarei. Pois eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade de quem me enviou.”
Jesus veio para fazer a vontade do Pai. E essa vontade é que ele acolha todos que o Pai lhe confia. Não somos nós que procuramos Jesus; a iniciativa é do Pai que no encaminha para ele. E Jesus garante-nos que nos acolherá, como quem acolhe alguém que lhe bate à porta. Temos nessa passagem todos os motivos de gratidão e de confiança: somos amados pelo Pai e acolhidos pelo Filho.
Oração
Senhor, Pai Santo, agradeço porque me escolhestes apenas por amor, sem merecimento meu. Eu vos louvo porque vosso Filho se fez participante de nossa humanidade, viveu nossa vida e acolhe-nos como irmãos. Por mim mesmo não teria esperança, mas vendo como sou amado por vós, tenho confiança que poderei viver convosco agora e depois por toda a eternidade feliz no céu. Amém.

terça-feira, 21 de abril de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Renovação espiritual”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Ressuscitou e apareceu a Simão
 
Continuamos no clima do dia da Ressurreição. Os discípulos sentem a tristeza do terrível fim do Mestre. E, de um momento para o outro, a alegria do reencontro. É o que relata Lucas na aparição aos discípulos de Emaús. Depois de abrirem seus olhos, puderam reconhecer Jesus. Com alegria voltam a Jerusalém para dar a notícia. Jesus também ali se manifestara: “Realmente o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão” (Lc 24,34). Esse texto de Lucas não é só a descrição de um fato, mas um programa de vida para a comunidade. Dois discípulos estavam em caminho para um povoado chamado Emaus. Conversam sobre os últimos acontecimentos. Jesus os alcança e continua o caminho com eles. Estão tristes. Na conversa com eles ensina a descobrir e entender os acontecimentos a partir da Escritura. Mas, o maior lugar do encontro é momento de partir o pão. A Ressurreição não é somente um fato que interessa aos discípulos, mas ela penetra na vida de todos. Ela continua como processo de vida. Onde vamos encontrar o Ressuscitado? Na fraternidade do caminhar juntos, na abertura aos sinais dos tempos (comentavam sobre os acontecimentos da morte de Jesus), nas palavras da Escritura que nos ensinam a conhecer Jesus e na Eucaristia onde O encontramos. Bela é a expressão dos dois discípulos quando Jesus faz de conta que vai mais adiante: “Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando” (Lc 24,28). Quando percebemos que a noite chega até nosso coração, Ele está presente. Quando nos aproximamos da Eucaristia, nossos olhos se abrem. 
Nosso coração ardia 
É bela a expressão dos discípulos quando Jesus desaparece do meio deles: “Não estava ardendo o nosso coração quando Ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?” (Lc 24,32). Podemos ver por aí que a presença de Jesus toca nosso interior. O relacionamento com Deus em Cristo é espiritual, mas não deixa de tocar nossos corações, pois nossa fé e amor habitam nosso corpo e nosso modo de ser. A atração que exerce sobre nós é o sinal “vivo” de sua presença permanente em nosso caminhar. Quanto mais nós O temos, mais poderemos dar o testemunho grandioso que os apóstolos deram no dia de Pentecostes (At 2,14.22-33). Não só pelo fato de ser uma testemunha, mas, sobretudo pela força do Espírito presente neles. Pedro é o primeiro a anunciar a Ressurreição. Ele tinha negado Jesus, mas recebe uma aparição particular. Os apóstolos farão da Ressurreição o conteúdo de seu anúncio. Por que as pessoas acreditaram? Porque o mesmo Espírito que anuncia é o mesmo que leva ao acolhimento da Palavra: Ouvindo a pregação, “sentiram o coração traspassado e perguntaram a Pedro: Irmãos, o que devemos fazer?” Pedro respondeu: ‘Convertei-vos, e seja cada um batizado em nome de Jesus Cristo”’(id 37-38).
Ensinais o caminho da vida 
Recebemos o mesmo Espírito. Não podemos sentir diferença entre os primeiros discípulos que puderam ver Jesus, e nós. O dom do Espírito e sua ação em nós é a mesma que marcaram os apóstolos. Por isso podemos rezar: “Vós me ensinais vosso caminho para a via; junto de vós, felicidade sem limites” (Sl 15). Esse salmo de certeza da validade da espera é uma leitura dos sentimentos de Jesus em seu momento de paixão e reflete sua sepultura: “Não haveis de me deixar entregue à morte, nem vosso amigo conhecer a corrupção”. E vemos o que nos espera: “Vos me ensinais vosso caminho para a vida, junto a vós felicidade sem limites, delícia eterna e alegria ao vosso lado” (Sl 15).
Leituras: Atos 2,14.22-33;Salmo 15; 
1Pd 1,17-21;Lucas 24,13-35. 
1. Quando nos aproximamos da Eucaristia, nossos olhos se abrem. 
2. Quanto mais nós O temos, mais poderemos dar o testemunho grandioso que os apóstolos deram no dia de Pentecostes. 
3. Recebemos o mesmo Espírito. Não há diferença entre os que viram Jesus, e nós.
Não era conversa mole 
Dois discípulos iam para Emaús. Conversavam sobre o que acontecera com Jesus naqueles dias de sua Paixão. Comentavam, com muita tristeza. Tudo acabou. Sensação terrível. Conversavam. Era conversa mole, mas triste demais. Aí um estranho chega e entra no assunto. O assunto aumentou. Conversa mole. A conversa pode ser mole, mas é boa. Entrando no assunto, Jesus fortalece o assunto e leva os discípulos a compreenderem o que havia acontecido. É bom a gente ver o bom resultado de uma conversa que parecia ser mole. Agora ela pegou rumo. Quando chegam à hospedaria, Jesus é convidado a permanecer com eles. Ao partir o pão eles O reconheceram. Tantas vezes fizera isso. Estava fixo em seus corações. Ele desaparece. Seus corações se enchem. Que beleza. Voltam a Jerusalém. Na noite... mas com essa lua magnífica, a noite virou dia. 
Homilia do 3º Domingo da Páscoa (26.04.2020)

EVANGELHO DO DIA 21 DE ABRIL

Evangelho segundo São João 6,30-35. 
Naquele tempo, disse a multidão a Jesus: «Que milagres fazes Tu, para que nós vejamos e acreditemos em Ti? Que obra realizas? No deserto os nossos pais comeram o maná, conforme está escrito: "Deu-lhes a comer um pão que veio do Céu"». Jesus respondeu-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: não foi Moisés que vos deu o pão do Céu; meu Pai é que vos dá o verdadeiro pão do Céu. O pão de Deus é o que desce do Céu para dar a vida ao mundo». Disseram-Lhe eles: «Senhor, dá-nos sempre desse pão». Jesus respondeu-lhes: «Eu sou o pão da vida: quem vem a Mim nunca mais terá fome, quem acredita em Mim nunca mais terá sede».
Tradução litúrgica da Bíblia 
Beato Jan van Ruysbroeck 
(1293-1381) 
Cónego regular 
Obras de Jan van Ruysbroeck 
«Dá-nos sempre desse pão» 
O primeiro sinal do amor foi Jesus ter-nos dado a sua carne a comer e o seu sangue a beber: eis uma coisa inaudita, que exige de nós admiração e estupefacção. O que é próprio do amor é dar sempre e sempre receber. Ora, o amor de Jesus é, ao mesmo tempo, pródigo e ávido: dá tudo o que tem e o que é; e recebe tudo o que nós temos, tudo o que somos. Ele tem uma fome imensa. Quanto mais o nosso amor O deixa agir, mais O desfrutamos amplamente. Ele tem uma fome imensa, insaciável. Ele bem sabe que somos pobres, mas não tem isso em conta. Faz-Se a Si mesmo pão em nós, fazendo desaparecer no seu amor, antes de mais, as nossas más inclinações, as nossas faltas e os nossos pecados. Depois, quando nos vê puros, chega ávido de tomar a nossa vida e de a transformar na sua, a nossa cheia de pecados, a sua cheia de graça e de glória, totalmente preparada para nós, bastando para isso que renunciemos a nós próprios (cf Mt 16,24). Todos aqueles que amam me compreenderão. Ele faz-nos o dom duma fome e duma sede eternas. A essa fome e essa sede Ele dá a comer o seu corpo e o seu sangue. Quando O recebemos com dedicação interior, o seu sangue, pleno de calor e de glória, jorra de Deus para as nossas veias. O fogo pega dentro de nós e o gosto espiritual penetra-nos a alma e o corpo, o gosto e o desejo. Ele permite-nos assemelharmo-nos às suas virtudes: vive em nós e nós nele.

São Roman Adame Rosales, sacerdote e mártir Festa: 21 de abril

Nasceu em Teocaltiche, Jalisco (Diocese de Aguascalientes), em 27 de fevereiro de 1859. Pároco de Nochistlán, Zacatecas, (Arquidiocese de Guadalajara). Um padre profundamente humilde. Ele nunca reclamou; diante da dor, ele disse com serenidade: "Seja feita a vontade de Deus". Ele participou da catequese, missões populares e da construção de capelas para que os fiéis pudessem ter o Santíssimo Sacramento perto de si. Ele ajudava os doentes e tentava educar crianças. Essas foram as principais atividades de seu ministério paroquial. Quando chegou o dia de sua execução, em 21 de abril de 1927, com um gesto de bondade, tentou salvar o soldado que também seria fuzilado. Então, determinado e firme, mas humildemente, ele entregou sua vida. 
Emblema: Palma 
Martirológio Romano: Na localidade de Nochistlán, na região de Guadalajara, México, São Romano Adão, sacerdote e mártir, que durante a perseguição à Igreja sofreu martírio por confessar Cristo Rei. 

Beato Bartolomeu Cerveri, sacerdote dominicano e mártir Festa: 21 de abril

(*)Savigliano, Cuneo, 1420
(✝︎)Cervere, Cuneo, 21 de abril de 1466 
Ele nasceu em Savigliano em 1420. Concluiu seus estudos em Savigliano e Turim, depois ingressou na Ordem Dominicana como noviço, tornando-se sacerdote em 1445. Ao mesmo tempo em que seu ministério pastoral, formou-se em teologia em 1452 pela Universidade de Turim. Foi eleito prior do Convento de Savigliano. Ele cumpriu esse compromisso com zelo, combinando-o com uma intensa atividade de pregação. Em abril de 1466, ao saber que havia hereges em Cervere, escolheu ir pregar na antiga cidade, de onde seu nome se originou. Naquele mesmo dia, 21 de abril de 1466, ele encontrou a morte, perfurado por um dos cinco homens que o atacaram perto da capela que mais tarde seria construída em sua memória. O Papa Pio IX, em 22 de setembro de 1853, confirmou o culto "ab imemorial" que lhe foi concedido. A Diocese de Fossano celebra o memorial opcional do Beato Bartolomeu de Cervere em 13 de outubro. O calendário litúrgico dominicano propõe o memorial opcional do Beato Bartolomeu em 3 de fevereiro, junto com os Beatos confrades Pietro Cambiani da Ruffia e Antonio Pavoni, também mártires pelas mãos dos valdenses. 
Emblema: Palma 
Martirológio Romano: Em Cervere, perto de Fossano, no Piemonte, o Beato Bartolomeu Cerveri, sacerdote da Ordem dos Pregadores e mártir, que, perfurado por lanças, confirmou com sua morte a fé católica, pela qual lutou vigorosamente.

Santo Apolônio de Roma Filósofo e mártir Festa: 21 de abril

Apolônio foi martirizado em 185, sob o imperador Cômodo. Uma das coisas que se recorda deste mártir foi a sua derradeira oração diante do prefeito pretoriano Perênio, não em prol da sua defesa pessoal, mas fez uma verdadeira apologia sobre o cristianismo, pontual e poética, que lhe custou a vida. 
(†)Roma, 185 
Morreu como mártir em 185, sob o imperador Cômodo; o que mais se lembra de Apolônio é sua última oratória perante o governador Perenio e o Senado: não sua defesa, mas um pedido de desculpas pelo cristianismo, pontual e poético, que lhe renderá, de fato, a pena de morte.
Martirógio Romano: Em Roma, comemoração de São Apolônio, filósofo, mártir, que sob o imperador Cômodo, diante do governador Perenio e do Senado, defendeu a causa da fé cristã com uma oratória refinada, confirmando-a posteriormente, após a sentença de morte, com o testemunho de seu sangue. 
Santo Apolônio foi martirizado em Roma em 185, sob o império de Cômodo (161-192); informações sobre ele chegaram até nós de quatro fontes, primeiramente das atas contidas na coletânea dos atos dos antigos mártires, incorporadas na "História Eclesiástica" de Eusébio, bispo e historiador (265-340); depois, em dois capítulos do "De Viris Illustribus" de São Jerônimo, bispo e Doutor da Igreja (347-420) e em duas edições da 'passio', uma em armênio e outra em grego, descobertas no século XIX.

Anselmo de Cantuária Bispo, Confessor e Doutor da Igreja, Santo (1033-1109)

Luminar da Igreja no século XI 
Bispo, Confessor e Doutor da Igreja, 
considerado o primeiro teólogo-filósofo, 
muitos de seus ensinamentos e textos 
passaram para o ensino comum da Igreja.
 Arcebispo de Cantuária, lutou denodadamente 
pelos direitos de sua Sé contra 
a prepotência de reis ingleses. 
Anselmo nasceu em Aosta, na Itália, filho do nobre Gondulfo e da piedosa Ermenberga, verdadeira matrona cristã. Formado na escola da mãe, entregou-se cedo à virtude e, segundo seu primeiro biógrafo, era amado por todos, tendo muito sucesso nos estudos. Bons tempos aqueles, em que as pessoas virtuosas eram amadas, e não perseguidas. Aos 15 anos já se preocupava com altas questões metafísicas e teológicas, e quis entrar num mosteiro. Mas os monges negaram-lhe a entrada, por medo de desagradar seu pai. Não podendo ingressar na vida religiosa, Anselmo entregou-se gradualmente aos prazeres mundanos, só não chegando a excessos por amor à sua mãe, a quem não queria desagradar. Mas essa âncora, que ainda evitava que ele se afogasse no mar do mundo, faltou-lhe. Com o falecimento de sua genitora, quando Anselmo tinha 20 anos, seu pai tornou-se mal-humorado e violento, maltratando frequentemente o filho. Anselmo resolveu então fugir de casa, acompanhado só por um servo. Vagou pela Itália e pela França, conheceu a fome e a fadiga, até que chegou ao mosteiro de Bec, na França, onde havia a escola mais afamada do século XI, dirigida por seu famoso conterrâneo, Lanfranco.

Maximiano de Constantinopla Arcebispo, Santo (+ 434)

Maximiano foi arcebispo de Constantinopla
 entre 25 de Outubro de 431 até à sua morte, 
em 12 de Abril de 434.
Primeiros anos e a deposição de Nestório 
Em seus primeiros anos, Maximiano levou uma vida monástica e tornou-se presbítero. O facto de ter construído, à sua custa, túmulos para abrigar os restos de homens santos conseguiu para ele uma reputação de santidade. As decisões do primeiro Concílio de Éfeso, atiraram as igrejas de Constantinopla na desordem. Uma grande parte dos cidadãos da cidade tinham muito apreço por Nestório, o arcebispo anterior, condenado no concílio. O clero, em uníssono, concordava com o anátema proferido ali. Quando a deposição se tornou um facto que não mais poderia ser disputado, uma grande excitação antecedeu à eleição de seu sucessor, com diversos candidatos à posição. Após quatro meses, chegou-se a um acordo em torno da eleição de Maximiano, ainda que Sócrates Escolástico afirme Maximiano só foi eleito por intervenção de “pessoas influentes”, pois o preferido era Próclo, que acabaria por sucedê-lo.