terça-feira, 14 de julho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Espiritualidade do Tempo Comum”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Cristo na vida diária
 
Espiritualidade nos estimula a viver como cristãos no dia a dia. No Mistério de Cristo, podemos cristificar nossa vida. Toda espiritualidade, se não partir da liturgia, na qual se celebra o mistério de Cristo, pode levar a espiritualismo, não à espiritualidade. Jesus disse: “Fazei isso em memória de mim” (Lc 22,19). Por essa memória eucarística realiza-se em nós a Redenção. A espiritualidade será sempre afinar nossa vida com a vida e missão de Cristo em sua ação salvadora. Ele não se foi, permanece entre nós através de seu Espírito que nos santifica. Santificar-se é ter a vida de Cristo. Para isso, temos os meios deixados por Jesus: Palavra, Eucaristia, fraternidade e orações (At 4,42). A comunidade logo os compreendeu. Assim, Jesus continua sua missão. Viver como bom cristão não é se fechar numa igreja ou se isolar em um grupo. A Palavra nos orienta, a convivência nos torna fraternos, a oração nos une a Deus e Eucaristia nos alimenta, nos põe em relacionamento com Deus. A leitura da Palavra é formação e comunhão com o Deus que fala. Como falou ao povo de Israel, agora pela Igreja fala conosco. Passamos a viver a história como história do Reino de Deus que se realiza e transforma o mundo. A presença de Deus é normal em nosso cotidiano. O povo de Israel tinha, no deserto, a presença de Deus como uma nuvem de dia e como uma coluna de fogo durante a noite (Ex 13,21). Esse sentimento foi mais forte com a presença de Jesus no Sacrário. Podemos dizer que agora “somos sacrários vivos da Eucaristia”. Por nós se faz presente no mundo. 
Igreja, povo em caminho 
O sentimento de ser Igreja nos torna apóstolos, como foram os doze escolhidos, que escolheram outros. Quando Jesus sobe ao Céu, deu só uma ordem: “Ide por todo mundo e fazei discípulos meus todos os povos, ensinando-os a guardar tudo o que vos ensinei” (Mt 28,19-20). O Espírito Santo firmou os ensinamentos de Jesus em seus corações. Eles os passaram aos outros e a nós. Por isso se diz da fé do povo de Deus, como critério de fé. O Papa quer a participação de todos no Sínodo que parte das bases. Mudança grande que reconhece o valor da fé do povo. De uma igreja clerical, onde só o padre sabe, passamos a uma Igreja onde todos procuram juntos o caminho de Deus, dirigidos por seus bispos e padres. A espiritualidade do tempo comum é estar centrado na Palavra e na Eucaristia que conduz à fraternidade e à oração. Não é difícil nem impossível. É cristão. Há muitas maneiras de viver a fé cristã, não podem fazer um caminho paralelo. Devemos partir para o que diz Paulo: “Grande é o mistério da devoção: Cristo Morto e Ressuscitado” (1Tm 3,16). Sentimento é dom, mas não esgota a devoção. 
A Virgem na minha vida 
Para com Maria não se tem “devoção”, e sim, participação em sua presença. Como gerou o Cristo em seu Natal, gera-O agora na Palavra e no Pão. O pão que se faz carne de Cristo. É o mesmo Cristo que foi gerado em Maria. É a continuada gestação de Cristo em seus fiéis. Não podemos dizer que comungamos Maria, mas que o Cristo Eucaristia, Pão da Vida, é o mesmo que Maria gerou. Realizamos assim uma união espiritual com Maria por estarmos unidos a seu Filho. Ela está presente à nossa comunidade, como esteve presente na comunidade dos discípulos. Por isso a invocamos na celebração. Ela está presente em nossas orações da comunidade. E a Ela rezamos nas orações e nas festas As celebrações podem nos ajudar a manter viva o Tempo Comum nossa vida cristã.
ARTIGO PUBLICADO EM JUNHO DE 2021

EVANGELHO DO DIA 14 DE JULHO

Evangelho segundo São Mateus 11,20-24. 
Naquele tempo, começou Jesus a censurar duramente as cidades em que se tinha realizado a maior parte dos seus milagres, por não se terem arrependido: «Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque se em Tiro e em Sidónia se tivessem realizado os milagres que em vós se realizaram, há muito teriam feito penitência, vestindo-se de cilício e cobrindo-se de cinza. Mas Eu vos digo que no dia do Juízo haverá mais tolerância para Tiro e Sidónia do que para vós. E tu, Cafarnaum, serás exaltada até ao céu? Até ao inferno é que descerás. Porque se em Sodoma se tivessem realizado os milagres que em ti se realizaram, ela teria permanecido até hoje. Mas Eu vos digo que no dia do Juízo haverá mais tolerância para a terra de Sodoma do que para ti». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Gregório Magno 
(540-604) 
Papa, doutor da Igreja 
Exposição sobre os sete salmos da penitência 
Jesus censura duramente as cidades 
que não se tinham arrependido 
Brademos com David; ouçamo-lo chorar e vertamos lágrimas com ele. Vejamos como se corrige e alegremo-nos com ele: «Tem compaixão de mim, ó Deus, pela tua bondade» (Sl 50,3). Coloquemos diante dos olhos da nossa alma um homem gravemente ferido, prestes a exalar o seu último suspiro, que jaz nu sobre o pó do caminho: no seu desejo de ver chegar um médico, geme e pede àquele que compreende o estado em que se encontra que tenha piedade dele. Ora, o pecado é um ferimento da alma. Tu, que és esse ferido, compreende que o teu médico se encontra dentro de ti, e descobre-lhe as chagas dos teus pecados: que Ele oiça os gemidos do teu coração, Ele que conhece os pensamentos mais secretos; que as tuas lágrimas O comovam e, se for preciso procurá-lo com uma certa insistência, do fundo do teu coração faz subir até Ele suspiros profundos; que a tua dor chegue até Ele e que também a ti seja dito, como a David: o Senhor apagou o teu pecado. «Tem compaixão de mim, ó Deus, pela tua bondade». É pouca a misericórdia que atraem sobre si aqueles que fazem diminuir as suas faltas porque não conhecem esta grande misericórdia. Quanto a mim, caí pesadamente, pequei com conhecimento de causa; mas Tu, médico omnipotente, Tu corriges aqueles que Te desprezam, instruis aqueles que ignoram as suas faltas e perdoas àqueles que Tas confessam.

14 de julho - Beato Gaspar Bono

Gaspar Bono Monzón, conhecido como Beato Gaspar Bono, nasceu em 5 de janeiro de 1530 na Valencia e foi batizado no dia seguinte na Igreja de San Nicolás. O nome de Gaspar foi dado a ele em homenagem ao rei Mago, uma vez que ele nasceu na véspera da festa dos Magos. Filho de Juan de Bonom proveniente da Gasconha francesa e Juana Monzón natural de Cervera em Lérida. Um problema de sua pessoa, e que não é geralmente mencionado, é que ele não tinha grande fluência na fala, era gago. Seu pai era um tecelão de linho, estabelecido em Valência, de pouca fortuna.

14 de julho - Beato Michel Ghebre

Na rica região etíope de Gojam Ocidental, fica a aldeia de Dibo, onde Michel Ghebre nasceu em 1791. Seu nome significa "servo ou devoto de São Miguel", e provou ser um presságio de seu futuro, uma vez que, assim como o Arcanjo Miguel defendeu contra Satanás os direitos de Deus, ele também deveria ser um campeão de Deus. Buscando a Verdade incansavelmente, ele a encontrou, ensinando-a e defendendo-a ao martírio. Seus pais trabalharam o máximo possível para dar-lhe uma instrução que não fosse apenas elementar. Michel Ghebre foi criado na fé de sua terra natal, onde a Igreja copta etíope nega a dupla natureza humana e divina de Cristo. Quando ele ainda era criança, uma grave doença privou-o de seu olho esquerdo, mas isso não o impediu de se dedicar ao estudo: animado pela ingenuidade fervorosa e vontade de ferro, ele logo despertou a admiração de seus concidadãos, que costumavam apelidá-lo "homem bonito".

Santa Toscana, Viúva - 14 de julho

Falar desta Santa é tornar presente a Soberana e Militar Ordem Hospitalar dos Cavaleiros de São João de Jerusalém, de Rodes e de Malta. Com a Ordem Equestre do Santo Sepulcro de Jerusalém, são as únicas Ordens militares reconhecidas, histórica e juridicamente, pela Santa Sé. Essa organização internacional católica é leigo-religiosa. Como ordem religiosa, está ligada à Santa Sé, mas ao mesmo tempo é independente como sujeito soberano do direito internacional. Tem como Padroeiro São João Batista e invoca, com muita ternura e devoção, Nossa Senhora de Filermo. Após alguns anos de diligências, nasceu num pequeno hospício-enfermaria, fundado em Jerusalém, em 1099, junto à igreja do Santo Sepulcro, por iniciativa do Beato Gerardo, que veio a dar-lhe regras inspiradas em Santo Agostinho. Receber e cuidar os peregrinos da Terra Santa era o objetivo. Devido às vicissitudes da história, a Ordem mudou de nome e de lugar por diversas vezes.

Santa Lupercila - 14 de julho

A partir das análises de seus ossos, se pode concluir que Santa Lupercila era uma menina de cerca de 7 ou 8 anos e devia pertencer à nobre família do Cônsul Pammacchio, que com toda a família (42 pessoas) foi martirizado sob o império de Alexandre Severo no ano 233.
 Os espólios da Santa repousaram no cemitério de São Calisto, na Via Ápia, Roma, até 1819; foram então trasladados e depositados na Igreja Paroquial de Santo Estevão em Crodo [1].  Em 1744 o Papa Bento XIV soltou a autêntica onde se lê: “uma menina revestida de roupas preciosas como uma criança romana, tendo aos pés um vasinho de sangue”.
Todos os anos, o segundo domingo de julho é reservado para uma antiga tradição muito cara aos moradores de Crodo: a celebração em honra da Pequena Mártir, sempre invocada com muita confiança. 

Francisco Solano Franciscano, Prebítero, Santo 1549-1610

Aprendeu milagrosamente em 15 dias 
o dialecto de uma tribo indígena. 
Em 1559, Francisco Solano foi nomeado custódio de toda a região de Tucumã.
Música e penitência a serviço da cateques
São Francisco Solano, cuja festa comemoramos no dia 14 de Julho, santo genuinamente franciscano a quem obedeciam as feras, as aves e os mais ferozes indígenas; tinha alma de poeta em corpo de asceta, animado por ardente devoção mariana e zelo apostólico Foi no pequeno povoado de Montilla, perto de Córdoba, na Espanha, que nasceu Francisco Solano, filho de pais católicos exemplares. De temperamento pacífico e bondoso, atraía a todos por sua modéstia e suavidade. Mas era dotado de uma vontade de ferro e de muita determinação. Sabendo que a virtude não se adquire senão com muito esforço, frequentava assiduamente os sacramentos, principalmente os da confissão e comunhão, e procurava domar os maus impulsos da carne por meio da oração e rigorosa penitência. Mas isso não impedia que fosse um rapaz alegre e prestativo. Estudante no colégio dos jesuítas, nas horas vagas cultivava o jardim de seu pai, cantando enquanto trabalhava. Aos 20 anos entrou para o noviciado dos franciscanos de sua cidade, onde aumentou suas penitências. Como diz um seu biógrafo, “quis realizar o tipo perfeito do franciscano, juntando a doçura de São Francisco com a austeridade de São Pedro de Alcântara” (*).

Camilo de Lelis Presbítero, Fundador, Santo 1550-1614

A fome e a miséria, e sobretudo a supuração de sua chaga, fizeram-no desistir da carreira militar. Tocado pelo exemplo de dois franciscanos, com sua modéstia e doçura, Camilo fez voto de ser um deles.
Um gigante da caridade 
De temperamento arrebatado, jogador contumaz, passou sua juventude entre o baralho, os dados e as armas. Uma chaga providencial na perna foi ocasião para que ele conhecesse o mundo do sofrimento e da verdadeira caridade, chegando, por esse caminho, a descobrir sua vocação para a santidade. 
Camilo nasceu no ano 1550 em Bucchianico, nos Abruzzos, no antigo Reino de Nápoles. Como aconteceu com São João Batista, sua mãe já era avançada em idade quando o concebeu. O pai, a serviço das armas, vivia mais nos acampamentos e campos de batalha do que no lar.

ORAÇÕES - 14 DE JULHO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
14 – Terça-feiraSantos: Camilo de Lellis, Francisco Solano
Evangelho (Mt 11,20-24) E tu, Cafarnaum ... se os milagres realizados no meio de ti tivessem sido feitos em Sodoma, ela existiria até hoje!”
Há uma tristeza grande nessas palavras de Jesus. A tristeza grande do amor oferecido e rejeitado. Corozaim, Betsaida... aos nomes dessas cidades bem que poderíamos acrescentar o nosso. Somos privilegiados, tivemos todas as oportunidades, e correspondemos sempre muito pouco ao muito que recebemos. Certamente que o amamos, mas o amamos tão pouco, como se não nos amasse.
Oração
Senhor, perdoai-me. Outros teriam correspondido muito mais a vossa amizade. Fico envergonhado ao pensar em tudo quanto fizestes por mim, em todas as oportunidades que me oferecestes. Quero mudar, e para isso preciso de vossa ajuda. Fazei-me perceber o que preciso mudar em minha vida, mostrai o que devo fazer, e dai-me a força necessária para mudar meu modo de ser. Amém.

segunda-feira, 13 de julho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “O Reino cresce”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
A Semente da Vida!
 
Jesus inicia sua pregação com o anúncio de algo totalmente novo: “Convertei-vos, porque o Reino de Deus está próximo” (Mt 4,17). Como bom agricultor que era, pois fala da vida das sementes e não das madeiras de sua carpintaria, compara o Reino com a semente delas. Diz: “Mas o agricultor não sabe como isso acontece” (Id 27). Também não sabemos como cresce o Reino de Deus. Por mais que nossas pastorais sejam eficientes, a força interior do Reino de se implantar no mundo, não está em nossas mãos. O crescimento do Reino é muito grande. Mas deve contar com nossa contribuição, “pois o homem lançou a semente à terra” (Id 26). A semente por si mesma tem o crescimento, mas se o homem não a põe na terra, “ela não morre e germina” (Jo 12,24), como diz Jesus, e não produz. No túmulo do faraó Tutancâmon havia trigo que estava ali a 4 mil anos ou mais. Foram semeados e nasceram. Por menor que seja a semente, ela tem toda a vida em si. Uma semente de eucalipto, que é um pozinho, pode chegar a ser uma árvore de grandíssimas alturas. O Reino de Deus pode depender do homem para ser anunciado, como o próprio Jesus o fez. Ele iniciou o anúncio e deixou a nós a missão de ir como fez com seus discípulos naquela experiência de irem dois a dois anunciando: “O Reino de Deus está próximo de vós (Lc 10,1). 
Força interior do Reino 
A história do povo de Israel é compreendida pelo profeta Ezequiel (17,22-24), como uma parábola. Ele usa a imagem da muda tirada de um cedro para ser transplantada para o monte de Israel. Era uma muda tirada do topo, preciosa, bonita e viçosa. E, plantada em Israel, produzirá folhagem e frutos. Ela abrigará os pássaros. Imagem bela para explicar a missão de Israel. Foi escolhido por Deus para ser o “missionário” de Deus para o mundo. Nele nasce o Filho de Deus que vai implantar o Reino definitivo. Reino de beleza e força únicas. Nesse Reino há o “ramo que brota de Jessé... o Espírito do Senhor repousará sobre Ele” (Is 11,1-10). Deus cuidou dessa planta de tal modo que ela foi suficiente para ser o espaço onde nasceu Jesus. E veio para todos os povos. A missão de Israel não foi com finalidade de si mesmo, mas de dar ao mundo o novo ramo que vai ser plantado e produzir frutos para a vida do mundo. Essa missão parece que não foi compreendida. Mas árvore cresceu e abrigou pássaros de todos os povos. Assim cresce o Reino de Deus. O Reino é maior que a Igreja e acolhe filhos de todos os povos. A Igreja promove seu acolhimento por todo o mundo. “Ide por todo mundo, proclamai o evangelho a toda criatura” (Mc 16,5).
Caminhar na fé 
O salmo 91 nos canta a beleza do justo que cresce como o Reino: “O justo cresce como a palmeira, florirá igual ao cedro que há no Líbano”. E salienta a vitalidade que possuem: “Mesmo no tempo da velhice darão frutos, cheios de seiva e de folhas verdejantes” (Sl 91). O Reino é uma força divina, mas está intimamente ligado aos filhos de Deus que o fazem produzir frutos no mundo. Por isso, por menores que sejam as ações e os gestos em favor do Reino, eles têm grande força divina de crescimento. Tudo o que é feito pelo Reino tem seu efeito muito superior ao que foi produzido. Não podemos ter medo dos pequenos gestos, pois, como a semente, tem em si toda a vida da árvore frondosa do Reino. Cada ação da Igreja em vista do Reino sempre tem o resultado que Deus lhe oferece. 
Leituras: Ezequiel 17,22-24; Salmo 91; 
2ª Coríntios 5,6-10;Marcos 4,26-34. 
1. A semente, por menor que seja, tem toda a vida da árvore em si. 
2. Israel foi escolhido por Deus para ser o porta voz de Deus para o mundo. 
3. Tudo o que é feito pelo Reino tem seu efeito muito superior ao que foi produzido. 
Tamanho não é documento 
Quando vemos algo pequeno e com cara de sem futuro, menosprezamos. Quando vemos uma semente muito pequena, não cremos que dali possa surgir uma árvore frondosa. É o que vemos no Reino de Deus. Sempre é uma “merrequinha” quando se vê. O que valem nossas comunidades. Às vezes um punhadinho de gente. Mas, o que conta não é a casca, mas o grande conteúdo do Reino. Basta ver como a Igreja nasceu em certos países. Um de boa vontade conheceu a Igreja e levou a semente. Hoje são países de muitos cristãos. É o que vemos na evangelização dos apóstolos. Mesmo que tenham feito muito, era um nada no império romano. Onde está o império? E a Igreja cresceu.
Homilia do 11º Domingo Comum (13.06.2021)

EVANGELHO DO DIA 13 DE JULHO

Evangelho segundo São Mateus 10,34-42.11,1. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus apóstolos: «Não penseis que Eu vim trazer a paz à terra. Não vim trazer a paz, mas a espada. De facto, vim separar o filho de seu pai, a filha de sua mãe, a nora de sua sogra, de maneira que os inimigos do homem são os de sua casa. Quem ama o pai ou a mãe mais do que a Mim não é digno de Mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a Mim não é digno de Mim. Quem não toma a sua cruz para Me seguir não é digno de Mim. Quem encontrar a sua vida há de perdê-la; e quem perder a sua vida por minha causa há de encontrá-la. Quem vos recebe a Mim recebe; e quem Me recebe, recebe Aquele que Me enviou. Quem recebe um profeta por ele ser profeta receberá recompensa de profeta; e quem recebe um justo por ele ser justo receberá recompensa de justo. E se alguém der de beber, nem que seja um copo de água fresca, a um destes pequeninos, por ele ser meu discípulo, em verdade vos digo: não perderá a sua recompensa». Depois de ter dado estas instruções aos seus doze discípulos, Jesus partiu dali, para ir ensinar e pregar nas cidades daquela gente. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São João Crisóstomo
(345-407) 
Presbítero de Antioquia, 
bispo de Constantinopla, 
doutor da Igreja 
Homilia 45 sobre os Atos dos Apóstolos; 
PG 60, 318-320
«E se alguém der de beber, nem que seja um copo de água fresca, não perderá a sua recompensa». 
«Era peregrino e Me recolhestes», 
diz Jesus (Mt 25,35); e ainda: 
«Quantas vezes o fizestes a um dos meus irmãos mais pequeninos, a Mim o fizestes» (Mt 25,40). 
Tratando-se de um crente e de um irmão, mesmo que seja o mais pequeno de todos, é Cristo que entra com ele: abre a tua casa e recebe-o. «Quem recebe um profeta por ele ser profeta receberá recompensa de profeta». Eis os sentimentos que devemos ter ao receber um estrangeiro: a prontidão, a alegria, a generosidade. O estrangeiro é sempre tímido e envergonhado; se o anfitrião não o receber com alegria, retira-se sentindo-se desprezado, pois é pior ser recebido dessa forma do que não ser recebido. Tem, pois, uma casa onde Cristo encontre morada; diz: «Eis o quarto de Cristo. Eis a morada que Lhe está reservada». Mesmo que seja muito simples, Ele não a desdenhará. Cristo está nu, é peregrino; só precisa de um teto. Dá-Lhe ao menos isso; não sejas cruel e desumano. Tu, que demonstras tanto ardor pelos bens materiais, não fiques frio perante as riquezas do espírito. Tens lugar para o teu carro e não tens lugar para Cristo vagabundo? Abraão recebeu os estrangeiros no local onde morava (cf Gn 18), e sua mulher tratou-os como se fosse a serva e eles os senhores; nem um nem outro sabiam que recebiam Cristo, que acolhiam anjos, pois se o tivessem sabido, ter-se-iam despojado de tudo. Nós, que sabemos reconhecer Cristo, demonstremos ainda mais prontidão que os que pensavam receber apenas homens.

Joel (profeta)

Joel (em hebraico: יוֹאֵל; romaniz.: Yōw'êl; em siríaco: ܝܘܐܝܠ; romaniz.: Yu il) foi um profeta do antigo Israel, o segundo dos doze profetas menores e o autor do Livro de Joel. Ele é mencionado pelo nome apenas uma vez na Bíblia Hebraica, na introdução de seu próprio livro, como o filho de Petuel. O nome de Joel combina o nome da aliança de Deus, YHWH (ou Javé), e El (Deus), e tem sido traduzido como «aquele para quem YHWH é Deus», isto é, um adorador de YHWH.
Biografia 
As datas de sua vida são desconhecidas; ele pode ter vivido em qualquer lugar entre os séculos IX e V a.C., dependendo da contemporaneidade de seu livro. A menção no livro dos gregos não auxilia os estudiosos de alguma forma na datação do texto, desde que os gregos tornaram-se conhecidos por terem tido acesso a Judá em eras micênicas (c. 1600–1100 a.C.).

Santa Teresa de Jesus dos Andes virgem, +1920

Joana Fernandez Solar nasceu em Santiago do Chile no dia 13 de Julho de 1900. Desde a sua adolescência viveu fascinada por Jesus. Entrou para o mosteiro das Carmelitas Descalças de Los Andes, no dia 7 de Maio de 1919, com o nome de Teresa de Jesus. Morreu no dia 12 de abril do ano seguinte, aos 19 anos de idade, depois de ter feito profissão religiosa antes de completar o noviciado, em vista do perigo de morte. Foi canonizada, no dia 21 de março de 1993 pelo papa João Paulo II e por ele proposta como um modelo para a juventude. É a primeira flor de santidade da nação chilena e do Carmelo Descalço da América Latina.

13 de julho - Beato Ferdinando Maria Baccilieri

O presbítero Ferdinando Maria Baccilieri foi um zeloso operário na vinha do Senhor através do ministério paroquial, que exerceu com um estilo de vida íntegro. De pobre "pároco de aldeia", como gostava de se definir, orientou as almas através duma pregação vigorosa, na qual exprimia a sua profunda convicção interior. Desta forma, tornou-se ícone vivo do Bom Pastor. Terciário da Ordem dos Servos de Maria, com uma devoção intensa e filial a Nossa Senhora, sobretudo à Virgem das Dores, quis inserir o nome de Maria no próprio título da família religiosa por ele fundada, as "Irmãs Servas de Maria de Galeazza". Agora o Beato Fernando Maria canta no céu, como escutamos no trecho do profeta Isaías, o seu "cântico de amor" pela vinha do Senhor. 
Papa João Paulo II – Homilia de Beatificação – 03 de outubro de 1999

São Silas - Silvano, discípulo dos Apóstolos Festa: 13 de julho

Silvano, que tinha o apelido de Silas, é mencionado nos Atos dos Apóstolos como um dos "homens eminentes" da Igreja de Jerusalém. Como profeta, pregou em Antioquia; acompanhou São Paulo em suas viagens e ajudou São Pedro a escrever suas encíclicas. Faleceu, talvez, como mártir, na Macedônia.
Silvano, apelidado de Silas, é mencionado nos Atos dos Apóstolos como um dos "homens eminentes" da Igreja de Jerusalém. Ele pregou em Antioquia como profeta, acompanhou São Paulo em suas viagens e ajudou São Pedro a escrever suas encíclicas; morreu, talvez como mártir, na Macedônia. 
Martirológio Romano: Comemoração de São Silas, que, destinado pelos Apóstolos às Igrejas dos Gentios juntamente com os Santos Paulo e Barnabé, permeado pela graça de Deus, exerceu seu ministério sem cessar.

Santo Esdras, sacerdote do Antigo Testamento Festa: 13 de julho

Esdras era o sacerdote mencionado nos livros 15° e 16° da Bíblia. Após o fim da escravidão babilônica, o Povo de Israel voltou para seu país, mas os anos de cativeiro enfraqueceram sua fé. Esdras se esforçou para restaurar a unidade dos Judeus, a "nação sagrada" da Aliança.
Século V a.C. 
Os livros 15 e 16 da Bíblia levam seu nome; os dois livros parecem ser uma única obra, talvez do mesmo autor, publicada no século III a.C. Esdras, de linhagem sacerdotal, é apresentado como um "escriba especialista na lei de Moisés".

Santa Myrope de Chios Mártir Dia da Festa: 13 de julho † 250

Martirológio Romano:
Na ilha de Quios, no Mar Egeu, São Myrópe, mártir. 
Desta santa mulher, conhecemos apenas os breves avisos a ela dedicados na sinaxária e nas meneias bizantinas, tanto em 2 (ou 4) de dezembro quanto em 13 de julho, e o que é relatado na passio abreviada (retirada de uma mesologia do século X) publicada por B. Latysev. Originária da ilha de Quios, Mirope fez uma viagem a Éfeso, de onde trouxe unguentos milagrosos, coletados dos corpos dos apóstolos e mártires, com os quais curou os doentes. Dessa prática piedosa, seu nome foi derivado. Ao retornar à ilha de Quios, ela recolheu o corpo de Santo Isidoro, recentemente martirizado durante a perseguição de Décio (249-251), e o escondeu consigo. Mas, como essa ação levou à prisão de vários inocentes, Mirope se apresentou às autoridades.

Beata Madalena da Mãe de Deus (Elisabeth Verchière) Virgem do Sacramento, mártir Dia da Festa: 13 de julho

(*)Bollène, França, 2 de janeiro de 1769
(+)Orange, França, 13 de julho de 1794 
Martirológio Romano: Em Orange, França, a Beata Madalena da Mãe de Deus (Elisabeth) Verchière e cinco companheiras, virgens e mártires na mesma perseguição.
[Seus nomes são: Beata Teresa Henrique da Anunciação Faurie, Ana André de Santo Alexis Minutte, Marianne de São Francisco Lambert, Marianne de Santa Francisca Depeyre e Maria Anastácia de São Gervásio de Roquard.] Nascida em Bollène em 2 de janeiro de 1769, ingressou no convento dos Sacramentinos daquela cidade e ali fez sua profissão em 21 de fevereiro de 1790. Durante a Revolução, foi expulsa do convento, mas ela e suas companheiras continuaram a viver em comunidade em uma casa particular em sua cidade natal.

Venerável Madre Maria do Carmo da Santíssima Trindade, Madre Carminha de Tremembé – 13 de julho

Carmem Catarina Bueno nasceu em Itu/SP, a 25 de novembro de 1898, festa de Santa Catarina de Alexandria. Seus pais eram Teotônio Bueno e Maria do Carmo Bauer Bueno, que apenas contava quinze anos ao dar à luz a sua primogênita. Da mãe herdou o caráter decidido, temperamento ardoroso. Do pai, a alma de artista. Ao dar-lhe à luz, a jovem mãe esteve com a saúde abalada. “Nhá Cota” (apelido afetuoso dado a D. Maria Justina Camargo Bueno) pediu para cuidar da recém-nascida em Campinas, como fizera com o filho adotivo, Teotônio. A 12 de fevereiro de 1899 foi batizada da Matriz Velha, pelo Pároco Pe. Manuel Ribas D’Ávila. Como padrinhos teve Nhá Cota e seu esposo Comendador Francisco de Paula Bueno. Em Campinas continuou a morar com os pais adotivos, feliz porque muito querida. Em Itu, o lar de seus pais se enriquece com a chegada de outros irmãozinhos: Esther (1901), Francisco (1902), Zey (1904), Dácio (1906) e José (1909). Aos três anos a menina desaparece de casa e quando enfim a encontram, na Matriz Velha, está de joelhos, no altar do Sagrado Coração de Jesus.

Henrique II Imperador, Santo 973-1024

Henrique, primogénito do duque da Baviera, nasceu num belíssimo castelo às margens do rio Danúbio, em 973, e recebeu o mesmo nome do seu pai. Veio ao mundo para reinar, desfrutando de todos os títulos e benesses que uma corte imperial pode proporcionar ao seu futuro soberano, com os luxos e diversões em abundância. Por isso foi uma grata surpresa para os súditos verem que o jovem se resguardou da perdição pela esmerada criação dada por sua mãe. Seu pai, antes conhecido como "o briguento", abriu seu coração à orientação da esposa, católica fervorosa, que anos depois seu apelido foi mudado para "o pacífico". Assim, seus filhos receberam educação correcta e religiosamente conduzida nos ensinamentos de Cristo. Um dos irmãos de Henrique, Bruno, foi o primeiro a abandonar o conforto da corte para tornar-se padre e, depois, bispo de Augusta.