quinta-feira, 11 de junho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - Quaresma hoje

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Reforma litúrgica
 
A liturgia sempre passou por renovação. Um princípio da reforma atual foi levar a liturgia ao melhor ponto de sua história, que foi o século VIII. Assim também a Semana Santa. Pio XII fez a primeiras mudanças. O chamado missal de São Pio V, tão venerável e antigo, tem sua base em documentos, mas não tão antigos. Pio V diz que a reforma foi feita na base dos documentos “de nossa biblioteca”. Até o momento do Concílio já haviam sido descobertos documentos muito mais antigos, como são os textos do sacramentário Veronense que tem os primeiros textos litúrgicos para as celebrações. Depois seguem outros. Do ponto de vista histórico, o missal do Vaticano II busca uma tradição muito mais antiga, à qual a reforma de Pio V não tinha acesso. Sobre a Quaresma seu ensinamento é ascético, reduzindo a penitência da Quaresma ao jejum, do qual enumera os frutos. A grande diferença está na dimensão de Mistério Pascal de Cristo que domina o tempo da Quaresma renovada. A penitência, no missal antigo era vista somente em seu aspecto ascético. A reforma eliminou as orações que só insistiam no jejum e na mortificação corporal que reduzia a ascese só à diminuição dos alimentos. Agora salientam os aspectos positivos como a oração e o exercício da caridade. Aliás, não deixar de compreender Precisamos lembrar que tudo era em latim e em voz baixa. O povo fez a sua devoção.
Características atuais 
Primeiramente os textos são bem mais abundantes. Isso favorece a diversidade das temáticas. Insiste-se na conversão como caminho para a Páscoa, o exercício da caridade, o perdão dos irmãos, a oração e o jejum do pecado. A observância exterior deve ser acompanhada com a renovação do espírito. A celebração penitencial é sinal sacramental de nossa conversão. A penitência quaresmal é vista como um caminho para a Páscoa e participação no Mistério Pascal de Cristo. Essa se exprime nas obras de caridade, no perdão, na oração e no jejum. É tempo de renovação, com um verdadeiro empenho de conversão. O que faz maior diferença é a intensificação da presença da Páscoa que dá sentido e significado a tudo o que é realizado nesse tempo. Certamente estamos vendo que aquele ambiente de seriedade e despojamento não interfere mais na sociedade. Já dizia o profeta: “O jejum que quero é esse: acabar com as prisões injustas, desfazer as correntes do jugo... repartir a comida com quem tem fome; dar abrigo aos infelizes sem asilo; vestir os maltrapilhos. Não se desviar do semelhante” (Is 58,6-7). Percebemos que o profeta está muito mais adiantado que nossa época. 
Quaresma, um sacramento! 
Sete são os sacramentos. Nem mais nem menos. Cada sacramento deriva da ação redentora de Cristo. A Igreja se faz sacramento de Cristo ao celebrá-los, unida a seu Redentor que penetra todas as realidades da fé. Por isso, a Quaresma é chamada de sacramento, pois, seus gestos e palavras têm a presença de Cristo que no mistério de sua morte e ressurreição, sua Páscoa, nos libertou do mal e nos introduz no reino de sua graça. Por isso, a Páscoa que preparamos dá sentido à toda a preparação e está presente em seu início e na sua execução. Toda ação litúrgica é ação de Cristo Vivo. O que celebramos proclama essa presença e a torna atuante em nossa vida. A mentalidade pascal é a linguagem dos grandes escritores antigos. Ao retornar ao ensinamento dos antigos mestres, nos tempos do Concílio se retornou à melhor tradição da Igreja.
ARTIGO PUBLICADO EM FEVEREIRO DE 2021

EVANGELHO DO DIA 11 DE JUNHO

Evangelho segundo São Mateus 10,7-13. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus apóstolos: «Ide e proclamai que está próximo o Reino dos Céus. Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, sarai os leprosos, expulsai os demónios. Recebestes de graça, dai de graça. Não adquirais ouro, prata ou cobre, para guardardes nas vossas bolsas; nem alforge para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem cajado; porque o trabalhador merece o seu sustento. Quando entrardes em alguma cidade ou aldeia, procurai saber de alguém que seja digno e ficai em sua casa até partirdes daquele lugar. Ao entrardes na casa, saudai-a, e se for digna, desça a vossa paz sobre ela; mas se não for digna, volte para vós a vossa paz». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São João Paulo II 
(1920-2005) 
Papa 
«A Missão do Redentor» 
«Ide e proclamai que 
está próximo o Reino dos Céus» 
Se olharmos superficialmente o nosso mundo, ficaremos impressionados com muitos factos negativos, que podem conduzir-nos ao pessimismo. Mas esse sentimento é injustificado, pois temos fé em Deus, Pai e Senhor, na sua bondade e na sua misericórdia. À medida que nos aproximamos do terceiro milénio da Redenção, Deus vai preparando para o cristianismo uma grande primavera que já se vê despontar. Na verdade, seja no mundo não cristão, seja no mundo da cristandade antiga, os povos têm tendência para se aproximar progressivamente dos ideais e dos valores evangélicos, tendência essa que a Igreja se esforça por favorecer. Manifesta-se hoje entre os povos uma nova convergência em torno desses valores: a recusa da violência e da guerra, o respeito pela pessoa humana e pelos seus direitos, a sede de liberdade, de justiça e de fraternidade, a tendência a ultrapassar os racismos e os nacionalismos, a afirmação da dignidade da mulher e a sua valorização. A esperança cristã dá-nos forças para nos comprometermos a fundo na nova evangelização e na missão universal e leva-nos a rezar como Jesus nos ensinou: «Venha a nós o vosso reino; seja feita a vossa vontade, assim na Terra como no Céu» (Mt 6,10). Os homens que esperam Cristo são ainda em número incalculável; os espaços humanos e culturais ainda não atingidos pelo anúncio do Evangelho ou em que a Igreja não está presente são extremamente vastos, a ponto de exigirem a união de todas as suas forças. Quando se prepara para celebrar o Jubileu do ano 2000, toda a Igreja está ainda mais comprometida num novo advento missionário. Devemos alimentar em nós a paixão apostólica de transmitir aos outros a luz e a alegria da fé, e formar todo o povo de Deus para este ideal.

São Parísio, sacerdote camaldulense Festa: 11 de junho

(*)Bolonha, 1151
(+)Treviso, 11 de junho de 1267 
São Parisius foi um monge, eremita e sacerdote da Ordem Camaldulense. Dedicou 72 anos de sua vida interior à plenitude de sua vida interior como diretor espiritual das monjas. Realizou inúmeros milagres em vida e após a morte. O santo faleceu perto de Treviso em 11 de junho de 1267, com a venerável idade de 108 anos. Nesta data, ele é comemorado no Martirológio Romano e no Menológio Camaldulense. Patrocínio: Treviso 
Martirológio Romano: Em Treviso, São Parisius, sacerdote da Ordem Camaldulense, que durante setenta e sete anos ofereceu direção espiritual às freiras com conselhos salutares, falecendo aos cento e oito anos de idade.

11 de junho - Beato Inácio Maloyan

Dom Inácio Maloyan, mártir aos 46 anos de idade, recorda-nos o combate espiritual de todos os cristãos, cuja fé é exposta aos ataques do mal. Era da Eucaristia que ele hauria, todos os dias, a força necessária para cumprir com generosidade e paixão o seu ministério sacerdotal, consagrando-se à pregação, à pastoral dos sacramentos e ao serviço dos mais pobres. Ao longo da sua existência, viveu plenamente a palavra de São Paulo: "Deus não nos deu um espírito de timidez, mas de fortaleza, amor e sabedoria" (2 Tm 1, 7). Diante dos perigos da perseguição, o Beato Inácio não aceita qualquer compromisso, enquanto declara àqueles que lhe fazem pressão: "Deus não quer que eu renegue Cristo, meu Salvador. O desejo mais forte do meu coração é derramar o meu sangue em favor da minha fé!".

São Restituto, mártir, na via Nomentana

Restituto foi preso em Roma, durante a perseguição de Diocleciano, por suas pregações contra os deuses. Recusando-se a oferecer-lhes sacrifícios, foi açoitado até à morte, por ordem do Tribunal de Hermógenes. O mártir da fé foi sepultado na Via Nomentana.
Martirológio Romano: Na Via Nomentana, no marco XVI da cidade de Roma, São Restituto, mártir. 
(+)299
Mártir em Roma, durante a perseguição de Diocleciano. Seus atos não são dignos de fé. Segundo sua história, foi preso em Roma porque pregava contra os deuses e levado ao tribunal do juiz Hermógenes; Convidado a sacrificar aos deuses, ele recusou, então foi espancado com pedras e açoitado.

São João de São Facundo, sacerdote agostiniano

Na localidade de São Facundo ou Sahagún, a nobre família Gonzalez foi agraciada com o nascimento de João, pelo qual seus pais haviam rezado tanto, jejuado e feito ofertas. De fato, percebe-se logo que este era um filho especial, que preferia ir à igreja ao invés de brincar com seus companheiros. Por isso, a sua instrução foi confiada aos Beneditinos: sob a sua guia, chegou formar-se em filosofia e teologia. 
Amigo da pobreza 
Ao terminar seus estudos, João poderia viver usufruindo de um benefício eclesiástico da sua família, mas não era isto que ele queria. Então o pai apresentou seu filho ao Bispo de Burgos, que o ordenou sacerdote. Porém, também na Cúria, era insatisfeito: continuava sendo circundado ainda por muitas riquezas, enquanto, em seu coração, aumentava o desejo de se entregar totalmente a Jesus. De fato, estava ciente de que todos os prazeres deste mundo não eram nada em comparação ao puro prazer que se pode sentir na prática da oração, meditação e as virtudes pregadas pelo Evangelho.

Bem-aventurada Maria do Sagrado Coração de Jesus (Maria Schininà Arezzo) Fundadora Festa: 11 de junho

(*)Ragusa, 10 de abril de 1844 
(+)Ragusa, 11 de junho de 1910 
A beata de hoje era uma nobre, como se pode verificar pelo seu nome completo: Maria Schininà (sobrenome do pai) Arezzo (da mãe) dos Marqueses de Sant'Elia, Barões de Monte e Duques de San Filippo delle Colonne. Nascida em Ragusa em 1844, levou uma vida nobre até que, com a morte do pai e o casamento de todos os seus irmãos, ficou sozinha com a mãe. Assim, iniciou o seu caminho em direção aos pobres, rompendo as barreiras não só da riqueza, mas sobretudo culturais, que eram muito fortes na época. Desaprovada pelos irmãos e conhecidos por ter-se despojado dos bens da família, foi chamada pelo Carmelita Salvatore La Perla para dirigir as Filhas de Maria, dedicadas a ajudar os pobres. Em 1889, fundou as Irmãs do Sagrado Coração, que foram muito ativas no terremoto de Messina. Adotou o nome de Maria del Sacro Cuore. Ela faleceu em 1910. É beata desde 1990. O palácio onde nasceu é hoje a sede do bispado de Ragusa. (Avvenire) 
Martirológio Romano: Em Ragusa, a bem-aventurada Maria Schininà, virgem, que escolheu viver na humildade e na simplicidade, dedicando-se ao cuidado dos doentes, dos abandonados e dos pobres, fundou as Irmãs do Sagrado Coração de Jesus para ajudar em todo tipo de miséria.

Beata Iolanda da Polônia, Duquesa e Abadessa - 11 de junho

   Iolanda, ou Helena, como foi chamada depois pelos súditos poloneses, nasceu no ano de 1235, na cidade de Esztergom, filha de Bela IV, rei da Hungria, que era terciário franciscano, e de sua esposa Maria Laskarina, da casa imperial grega. As suas duas irmãs, mais famosas, foram Santa Margarida da Hungria, canonizada em 1943 por Pio XII; e Santa Kinga (Cunegundes) canonizada por João Paulo II em 1999. Santa Isabel da Hungria, terciária franciscana, era sua tia. Nas raízes da santidade de sua família estava Santa Edviges e os santos soberanos húngaros, Santos Estevão e Ladislau. Por ramos colaterais, descendia de Santa Margarida, Rainha da Escócia.
     Iolanda foi educada desde muito pequena pela irmã Cunegundes, que se casara com um dos reis mais virtuosos da Polônia, Boleslau o Casto. Por tradição familiar e social da época, Iolanda deveria também se casar com alguém da terra e, em 1256, foi entregue como esposa a outro Boleslau, o Duque de Kalisz, conhecido como "o Piedoso".

Barnabé Discípulo e Apóstolo de Jesus, Mártir e Santo Século I

Barnabé não fez parte dos primeiros doze apóstolos escolhidos por Jesus. Mas acompanhou o Senhor e os apóstolos naqueles primeiros dias. Quando assistiu a um milagre realizado por Jesus Cristo, que diante de seus olhos curou um paralítico, aquele bondoso judeu resolveu pedir admissão entre seus discípulos. Aceito, vendeu um campo de plantações que possuía para doar seu dinheiro aos apóstolos, como conta Lucas nos Actos. Assim era Barnabé, homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé, segundo narram as Sagradas Escrituras. Ele era da tribo de Levi e veio ao mundo na ilha de Chipre. Foi ali que estudou, na companhia de Paulo, com o célebre mestre Gamaliel, com quem aprendeu a firmeza de carácter, as ciências e as virtudes. Chamava-se José e, quando foi admitido entre os apóstolos, recebeu o nome de Barnabé, que significa "filho da consolação", devido ao seu maravilhoso dom de acalmar e de consolar os aflitos. No quarto capítulo do Ato dos Apóstolos, Barnabé também é chamado de o "filho da exortação".

PAULA FRASSINETTI Fundadora da Congregação de Santa Doroteia, Santa 1809-1882

A 3 de Maio de 1809, no próprio dia do seu nascimento, Paula Frassinetti torna-se filha de Deus, recebendo o Baptismo na Paróquia de Santo Estêvão, em Génova sua cidade natal. Precedida de dois irmãos, José e Francisco, a infância de Paula decorre tranquilamente na casa paterna; outros dois irmãos, João e Rafael, virão completar a alegria da família. Angela, sua mãe, é para ela o mais vivo exemplo de virtude, e a pequena vai-se abrindo à graça divina que nela opera maravilhas segundo o plano de Deus. Mas a boa mãe não chega a ver os desígnios do Senhor sobre a sua querida filha - morre, deixando Paula, ainda de tenra idade, e já a ter de se ocupar dos cuidados da casa. São dias de abatimento e de dor... Paula tem apenas nove anos! A nada se poupa, e o amor pelo pai, João Baptista, e pelos irmãos leva-a a delicadas atenções que lhe exigem não poucas renúncias e sacrifícios. A sua primeira Comunhão e o sacerdócio do irmão José são momentos de profunda reflexão para Paula, que já sente no coração os apelos de Deus. Em família, aprende a ler e a escrever e recebe as bases da sua formação.

María Rosa Molas y Vallvé (1815-1876), freira das Irmãs de Nossa Senhora da Consolação

Quando María Rosa Molas y Vallvé foi beatificada em 8 de maio de 1977, Paulo VI contemplou a humanidade que, em sua "lenta peregrinação rumo a metas de melhoria tão desejada", frequentemente "alcança apenas um humanismo fraco, parcial, ambíguo, formal, se não falsado". Ele contemplava nossa sociedade "azotada por múltiplas formas de violência", desde a disseminação de drogas até o flagelo do aborto, do comércio criminoso de armas ao crescente sofrimento de tantos povos da Terra. A essa humanidade desorientada e a este mundo desumanizado, ele apresentou a mensagem e a figura de María Rosa Molas como uma "professora da humanidade" e "instrumento autêntico" da misericórdia e consolação de Deus. A 11 anos de distância, nosso mundo continua perturbado pelos mesmos fenômenos, e o homem, que frequentemente perde o significado último de sua existência, continua precisando da proclamação da "consolação, amor e misericórdia de Deus".

Maria Margarida do Sagrado Coração Religiosa, Fundadora, Beata 1863-1921

Natural de Poggio de Caiano (Itália), veio à luz do dia a 2 de Novembro de 1863. Na devida altura, seus pais matricularam-na numa escola particular, que ela frequentou com grande proveito durante três anos. A menina ia assim crescendo em idade, ciência e piedade, que se alimentava diariamente com a santa missa e comunhão, apesar da igreja ficar longe de casa. Esta vida de genuína piedade cristã levou-a ao amor do próximo. Visitava os doentes e preparava os agonizantes para o desenlace final. A morte e a doença também bateram à porta da sua casa. Em 1884 perdeu repentinamente o pai. Sete anos depois, morreu-lhe a mãe. Seu irmão Gustavo foi vítima de prolongada doença que ela acompa­nhou com fraternal desvelo e caridade sobrenatural. Enriquecida com tão sólidas virtudes, era natural que sentisse vocação para a vida consagrada. E assim, em 1893, aos trinta anos, bateu às portas dum mosteiro de beneditinas, mas decorrido um mês regressou a casa, convencida de que não tinha vocação para a vida de clausura.

IGREJA CELEBRA O SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS E O IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA

O mês de junho é dedicado ao Sagrado Coração de Jesus e, no dia 11, a Igreja Católica celebra a festa litúrgica do Sagrado Coração de Jesus. Essa é uma data móvel em que sempre é celebrada na segunda sexta-feira após a solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo. Segundo o arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro, cardeal Orani João Tempesta, é um dia dedicado à oração e para pedir sempre forças ao Sagrado Coração de Jesus para que possamos amar como Ele amou e ter o nosso coração sempre ardente do desejo de estar perto Dele. O Papa São João Paulo II dedicou esse dia para ser a Jornada de oração pela santificação dos sacerdotes. “O povo de Deus é chamado a rezar pelos seus padres”, afirmou. Esta Solenidade mostra que “a festa do Coração de Cristo conduz à essência do cristianismo: a pessoa de Jesus, Filho de Deus e Salvador do mundo, manifestado no mistério mais íntimo do seu ser, nas profundezas de onde brotam todas as suas palavras e ações: seu amor filial e fraterno até a morte” (cf. Missal Dominical – Missal da Assembleia Cristã).

Solenidade do Sagrado Coração de Jesus - 11 de junho

Hoje, a Igreja Católica celebra a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus. Além da celebração litúrgica, muitas outras expressões de piedade têm por objeto o Coração de Cristo. Não há dúvida de que a devoção ao Coração do Salvador tem sido, e continua a ser, uma das expressões mais difundidas e amadas da piedade eclesiástica. Entendida à luz da Sagrada Escritura, a expressão “Coração de Cristo” designa o mesmo mistério de Cristo, a totalidade do Seu ser, a Sua Pessoa considerada no Seu núcleo mais íntimo e essencial. Como o têm lembrado frequentemente os Romanos Pontífices, a devoção ao Coração de Cristo tem um sólido fundamento na Escritura. Jesus apresenta-se a si mesmo como Mestre “manso e humilde de Coração” (Mt. 11,29). Pode-se dizer que a devoção ao Coração de Jesus é a tradução em termos cultuais do reparo que, segundo as palavras proféticas e evangélicas, todas as gerações cristãs voltaram para Aquele que foi atravessado (cf. Jo 19,27; Zc 12,10), isto é, o costado de Cristo atravessado pela lança, do qual brotou sangue e água, símbolo do “sacramento admirável de toda a Igreja”.

ATO DE DESAGRAVO AO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

Para ser rezado na festa do Coração de Jesus 
e nas primeiras sextas-feiras 
Dulcíssimo Jesus, cuja infinita caridade para com os homens é deles tão ingratamente correspondida com esquecimentos, friezas e desprezos, eis-nos aqui prostrados, diante do vosso altar, para vos desagravarmos, com especiais homenagens, da insensibilidade tão insensata e das nefandas injúrias com que é de toda parte alvejado o vosso dulcíssimo Coração. Reconhecendo, porém, com a mais profunda dor, que também nós, mais de uma vez, cometemos as mesmas indignidades, para nós, em primeiro lugar, imploramos a vossa misericórdia, prontos a expiar não só! as próprias culpas, senão também as daqueles que, errando longe do caminho da salvação, ou se obstinam na sua infidelidade, não vos querendo como pastor e guia, ou, conculcando as promessas do batismo, sacudiram o suavíssimo jugo da vossa santa Lei. De todos estes tão deploráveis crimes, Senhor, queremos nós hoje desagravar-vos, mas particularmente da licenças dos costumes e imodéstias do vestido, de tantos laços de corrupção armados à inocência, da violação dos dias santificados, das execrandas blasfêmias contra vós e vossos santos, dos insultos ao vosso vigário e a todo o vosso clero, do desprezo e das horrendas e sacrílegas profanações do Sacramento do divino Amor, e enfim, dos atentados e rebeldias oficiais das nações contra os direitos e o magistério da vossa Igreja. Oh, se pudéssemos lavar com o próprio sangue tantas iniqüidades! Entretanto, para reparar a honra divina ultrajada, vos oferecemos, juntamente com os merecimentos da Virgem Mãe, de todos os santos e almas piedosas, aquela infinita satisfação que vós oferecestes ao Eterno Pai sobre a cruz, e que não cessais de renovar todos os dias sobre os nossos altares. Ajudai-nos, Senhor, com o auxílio da vossa graça, para que possamos, como é nosso firme propósito, com a viveza da fé, com a pureza dos costumes, com a fiel observância da lei e caridade evangélicas, reparar todos os pecados cometidos por nós e por nossos próximos, impedir por todos os meios novas injúrias à vossa divina Majestade e atrair ao vosso serviço o maior número de almas possível. Recebei, oh! benigníssimo Jesus, pelas mãos de Maria Santíssima Reparadora, a espontânea homenagem deste nosso desagravo, e concedei-nos a grande graça de perseverarmos constantes até a morte no fiel cumprimento dos nossos deveres e no vosso santo serviço, para que possamos chegar todos à Pátria bem-aventurada, onde vós, com o Pai e o Espírito Santo, viveis e reinais, Deus, por todos os séculos dos séculos. Assim seja

ORAÇÕES - 11 DE JUNHO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
11 – Quinta-feira – Santos: Barnabé, Paula Frassinetti, Parísio 
Evangelho (Mt 10,7-13) “Caminhando anunciai: ─ O Reino dos Céus aí está!” 
O discípulo que anuncia o Reino de Deus ─ a presença do poder de Deus que salva ─ não pode ficar esperando que o venham procurar. Ele é que tem de ir, caminhar, procurar, encontrar quem precisa de salvação. Não pode estabelecer-se, montar um guichê de atendimento. Deve estar sempre aprendendo linguagem nova, criando novos contatos, tentando estar sempre conectado com todos.
Oração
Senhor, o evangelista (Mc 3,14) que escolhestes apóstolos que estivessem convosco diz, não para ficar, mas para ser enviados. Ajudai-me a estar de fato convosco, e dai-me coragem para sair pelos caminhos, dizendo que a felicidade e a salvação aí estão, porque estais conosco. Dai-me a alegria de vossa amizade para que, antes de eu falar, todos vejam que é bom estar convosco. Amém

quarta-feira, 10 de junho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Crede no Evangelho”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Conhecer Jesus Cristo
 
A Quaresma é um grande convite para reconhecer nossa condição humana de pecadores e tentados como Jesus o foi. Ela é também o sacramento pelo qual temos empenho de buscar Cristo e recebemos a resposta: “Pelo sinal sacramental da Quaresma, possamos progredir no conhecimento de Jesus Cristo e corresponder a seu amor por uma vida santa”. Viver bem esse tempo litúrgico nos leva a crescer no conhecimento e na resposta de amor. Quem conhece Jesus, sabe amá-lo. Esse primeiro domingo focaliza a tentação de Jesus. Marcos continua o texto com o anúncio de conversão proclamado por Jesus. Quaresma é tempo de conversão. Essa chamada deve nos acompanhar durante toda a Quaresma. Essa conversão é a recusa de tudo o que destrói em nós a Graça Divina da presença de Jesus e nos leva a praticar a fé com maior profundidade. Só conhecendo mais Jesus, podemos crescer no amor por Ele. Pedimos no salmo que o Senhor nos mostre seus caminhos e que sua verdade nos conduza (Sl 24). A oração pós-comunhão nos ensina “a desejar Cristo, pão vivo e verdadeiro, e viver de toda a palavra que sai de sua boca”. Conhecer Cristo e a força de sua ressurreição (Fl 3,10), colocam-nos em união sempre maior com o seu Mistério Pascal que é a meta da Quaresma. Que a Páscoa penetre a(à) Quaresma. 
Aliança da terra 
Essa Quaresma tem uma característica particular que é a temática da aliança. A redenção é o passo final das alianças de Deus com seu povo. Lemos: “Sangue da nova e eterna aliança”. Essa aliança tem suas raízes na criação do homem. Quando vem o Dilúvio, que a tudo destruiu, Deus faz uma aliança com Noé e com todo o mundo: “não haverá mais dilúvio”. E garante: “Este é o sinal da aliança que coloco entre mim e vós... ponho meu arco nas nuvens, como sinal de aliança entre Mim e a terra” (Gn 9,13). Chamamos aliança da terra porque Deus quer que o mundo cumpra sua missão de dar vida e beleza. Dizemos que os sinais de destruição que estão presentes no mundo são queridos por Deus. São provocados pelo ser humano que não toma conhecimento que Deus quer que esse mundo seja fonte de vida e felicidade. Na Quaresma, temos também como compromisso o cuidado do mundo, redimindo todas as suas dimensões. É certo que nem tudo depende de nós e nem somos culpados. Mas podemos colaborar com a restauração. O Saara, diz Heródoto, historiador grego, era um jardim florido. O que aconteceu? Há um país que plantou aonde(onde) o deserto entraria... não entrou. Podemos tomar atitudes de conversão que melhorem a vida do povo. Conversão não é só oração. É atitude. Assim podemos ressuscitar. 
Meu arco no céu. 
A aliança com a terra onde vivem as pessoas, é já um laço que nos une a Deus. Essa aliança tem um crescendo que vai nos levar à aliança em Jesus. Essa aliança com Noé, salvador da humanidade através da arca, chama-nos a cuidar do mundo como administradores da aliança que Deus fez. Jesus era integrado com a natureza: “olhai os lírios do campos... olhai os campos maduros para a ceifa... Usa a água e o pão para realizar os mistérios da salvação. Esse arco-íris simboliza que Deus não quer guerra conosco. Ele quer que todos tenham vida e a tenham em abundância (Jo 10,10). Ele é o Mestre que nos ensina a viver de bem com a terra e mais ainda com as pessoas, pois ensina o amor. Ficamos encantados vendo, depois de uma chuva, um belo arco-íris no céu. Deus achou tão bonito que escolheu como símbolo de sua vontade de paz. 
Leituras: Genesis 9,8-15; Salmo 24; 
1ª Pedro 3,18-22; Marcos 1,12-15. 
1. Viver bem a Quaresma nos leva a crescer no conhecimento e na resposta de amor. 
2. É aliança da terra porque Deus quer que ela cumpra sua missão de dar vida e beleza. 
3. A aliança com a terra onde vivem as pessoas é já um laço que nos une a Deus. 
Deus não é de briga 
A narrativa do dilúvio nos deixa uma questão: Por que Deus fez isso e de agora em diante não vai fazer de novo? Nós gostamos de chamar os castigos de Deus .... Para o outros. Uma hora vira para nosso lado. Mas não é esse o ensinamento. É pavorosa da destruição do mundo pelas águas. É maravilhosa a salvação da humanidade através da família de Noé, juntamente com os animais. Houve destruição. Mas no final encontramos um Deus bonzinho afirmando que não vai brigar mais, nem matar, nem destruir. Ele entrega sua arma de guerra, seu arco poderoso. Mais ainda: coloca-o no céu para servir de enfeite. Quando compramos um arco de índio, colocamos na parede. Não é para briga. Para Deus, acabou a briga. Temos um Deus bonzinho. 
Homilia do 1º Domingo da Quaresma (21.02.2021)

EVANGELHO DO DIA 10 DE JUNHO

Evangelho segundo São Lucas 2,8-14. 
Havia naquela região uns pastores que viviam nos campos e guardavam de noite os rebanhos. O anjo do Senhor aproximou-se deles, e a glória do Senhor cercou-os de luz; e eles tiveram grande medo. Disse-lhes o anjo: «Não temais, porque vos anuncio uma grande alegria para todo o povo: nasceu-vos hoje, na cidade de David, um Salvador, que é Cristo Senhor. Isto vos servirá de sinal: encontrareis um Menino recém-nascido, envolto em panos e deitado numa manjedoura». Imediatamente juntou-se ao anjo uma multidão do exército celeste, que louvava a Deus, dizendo: «Glória a Deus nas alturas e paz na Terra aos homens por Ele amados». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Catecismo da Igreja Católica 
§ 328-332 
«O anjo do Senhor aproximou-se deles» 
A existência dos seres espirituais, não corpóreos, a que a Sagrada Escritura chama habitualmente anjos, é uma verdade de fé. O testemunho da Escritura a este respeito é tão claro quanto a unanimidade da Tradição. Santo Agostinho diz acerca deles: «Anjo (mensageiro) é a designação do encargo, não da natureza. Se perguntares pela designação da natureza, é um espírito; se perguntares pelo encargo, é um anjo: é espírito por aquilo que é, é anjo por aquilo que faz». Por todo o seu ser, os anjos são servidores e mensageiros de Deus. Porque contemplam «constantemente a face de meu Pai que está nos Céus» (Mt 18,10), são «poderosos executores da sua palavra, obedientes ao som da sua palavra» (Sl 103,20). Como criaturas puramente espirituais, são dotados de inteligência e de vontade: são criaturas pessoais e imortais, que superam em perfeição todas as criaturas visíveis. Disto dá testemunho o fulgor da sua glória. Cristo é o centro do mundo angélico; os anjos são seus: «Quando o Filho do homem vier na sua glória com todos os seus anjos» (Mt 25,31). São seus, porque foram criados por Ele e para Ele: «Pois nele foram criadas todas as coisas, nos Céus e na Terra, as visíveis e as invisíveis: tronos, dominações, principados, potestades; tudo foi criado por Ele e para Ele» (Col 1,16); são seus, mais ainda, porque Ele os fez mensageiros do seu projeto de salvação: «Porventura não são todos eles espíritos servidores, enviados ao serviço dos que devem herdar a salvação?» (Heb 1,14).

Santo Itamar, Bispo-Festa: 10 de junho

(†)aproximadamente 664/666
 
Ele foi o primeiro inglês a receber a consagração episcopal. Originário de Kent, foi escolhido para ser o sucessor de São Paulino (falecido em 10 de outubro de 644) na sé de Rochester por Santo Honório, Arcebispo de Cantuária, que também o consagrou. Segundo Beda (cujo relato foi posteriormente elaborado por Guilherme de Malmesbury), ele igualou seus predecessores Justino e Paulino em doutrina. Em 12 de março de 655, consagrou o inglês Fritona, que adotou o nome de Deusdedit, como Arcebispo de Cantuária. Beda afirma que o santo bispo faleceu pouco depois, mas não se sabe quando: provavelmente no mesmo ano que Deusdedit (falecido em 14 de julho de 664), visto que Itamar foi uma das testemunhas de um privilégio concedido por Wulfer, rei da Mércia, em 664. Martirológio Romano: Em Rochester, na Inglaterra,

São Getúlio Mártir-Festa: 10 de junho

Águas em Gabii, uma antiga cidade sabina destruída pelos bárbaros. Sua figura está ligada à de sua esposa, Sinforosa, e seus sete filhos. Segundo a lenda, Getúlio foi martirizado sob o imperador Adriano, juntamente com seus companheiros, Amâncio, Cerealis e Primitivo. A "Paixão" narra que ele foi torturado sendo queimado na fogueira, mas as chamas não o atingiram e ele foi decapitado. As relíquias de Getúlio tiveram uma história conturbada. Recolhidas por sua esposa, Sinforosa, e sepultadas em "Capris in Sabina", foram posteriormente transferidas para a Abadia de Farfa para protegê-las dos sarracenos. Em seguida, o território de "Corte San Getulio" passou para o município de Montopoli, enquanto as relíquias do santo acabaram em Roma, na igreja de Sant'Angelo in Pescheria. De lá, foram doadas em parte aos jesuítas e em parte levadas para a Índia, Espanha e diversas igrejas romanas. Para pôr fim a essa dispersão, em 1587 as relíquias de Getúlio foram reunidas em um sarcófago de mármore, onde repousam até hoje. 
Emblema: Palmeira