sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Bernardo de Offida Religioso, Beato (1604-1694)

Frade capuchinho italiano: 
enfermeiro, esmoler, porteiro. 
A sua simplicidade atraía a atenção de todos.
O Beato Bernardo de Offida nasceu aos 7 de Novembro de 1604, em Offida, nas Marcas de Ancona, na diocese de Áscoli (Itália), da humilde família dos Parani. Na infância dedicou-se a guardar rebanhos. Aos 22 anos foi recebido na Ordem dos Capuchinhos, no convento de Corinaldo, onde fez a profissão religiosa em 1627. Depois, no Convento, exerceu o ofício de enfermeiro, esmoler, cozinheiro, encarregado do quintal e porteiro, servindo seus irmãos. Distinguiu-se sempre pela sua caridade alegre e generosa, que lhe permitiu transformar todo seu trabalho no mais eficaz dos apostolados. Aos 65 anos foi enviado para o convento de Offida, onde prosseguiu seu trabalho de esmoler com muita alegria, vendo esse encargo como penitência e actividade apostólica muito proveitosa para as pessoas.

Nossa Senhora de Coromoto, Padroeira da Venezuela, 11 de Setembro

No ano de 1652, Nossa Senhora de Coromoto apareceu aos índios do mesmo nome. Foi declarada Padroeira da Venezuela pelo Episcopado venezuelano no dia primeiro de maio de 1942. O papa Pio XII a declarou "Celeste e Principal Padroeira de toda a República da Venezuela" no dia 7 de outubro de 1944. O Santuário Nacional está construído no local da aparição, perto da cidade de Guanaguanare. O Papa João Paulo II, em fevereiro de 1996, abençoou pessoalmente este Santuário. Entre os índios que habitavam a região de Guanaguanare, havia um grupo conhecido como "Coromotos". Quando chegaram os colonizadores espanhóis, os Coromotos se embrenharam na selva, montanhas e vales situados a noroeste da cidade de Guanare, nas fontes e margens dos rios Tucupido e Anos. Os Coromotos moraram muito tempo nesses lugares distantes e sua memória foi sendo perdida, até que chegou o momento de sua conversão, graças a poderosa mediação da Santíssima Virgem.

ORAÇÕES - 11 DE SETEMBRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
11 – Sexta-feira – Santos: Dídimo, Diomedes, João Gabriel
Evangelho (Lc 6,39-42) “Propôs-lhes ainda uma comparação: ‒ Um cego pode guiar outro cego? Não cairão ambos no buraco?”
Diz Jesus que um cego não pode guiar outro cego, porque ambos cairão no buraco. Se não sei onde está a verdade, se não sei o que é felicidade, se não sei para que vivo, não poderei ajudar a tantos ao meu redor. Preciso conhecer de forma prática o que Jesus ensina, experimentar seu jeito de viver, viver a felicidade que me oferece. Só assim poderei ajudar outros a evitar os caminhos da infelicidade.
Oração
Abri, Senhor, meus olhos para vos conhecer, abri meu coração para vos amar como devo. Ajudai-me a mostrar a alegria por ter encontrado a felicidade junto de vós, a esperança que dá sentido a minha vida. Assim poderei ajudar os que tateiam à procura do caminho da felicidade, os que morrem de sede e de fome à procura da verdade, os que se arrastam sem encontrar a paz. Fazei que eu veja. Amém.

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Guiados pela Estrela”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Uma nova Estrela
 
É belíssima a estrela que aparece no presépio. De onde surge esse maravilhoso astro? A estrela do presépio de Belém realiza a profecia de Balaão (profeta pagão). Os judeus saídos do Egito assustavam os povos. Um rei, Balac, chamou-o para amaldiçoar os judeus. Ele, em vez, abençoa. E diz ao final: “Vejo, não agora; e o contemplo, mas não de perto. Uma estrela sai de Jacó, e um cetro se levanta de Israel” (Nm 24,17ª). Essa é a estrela que os Magos seguem. Não é um astro, mas a pessoa do Menino que eles buscam. Ele recebe o cetro conforme profetizou Jacó em sua bênção a Judá: “O centro não se afastará... até que venha aquele a quem pertence” (Gn 49,10). O Menino é a estrela e recebe a herança de Davi como Rei. Os Magos procuram “Onde está o Rei que acaba de nascer? Nós vimos sua estrela no Oriente e viemos adorá-Lo” (Mt 2,2). Não se pode ver apenas um fenômeno meteorológico. Esse faz quadro que fixa uma imagem que transmite um ensinamento. Os Magos não podem ser vistos somente como uma história bonita, mas como um ensinamento profundo: Ao presépio vão os pastores, os últimos de todos; vieram os Magos, os sábios. O acolhimento é a resposta mais desejada para quem está em busca da verdade e do encontro pessoal com Deus. Celebramos um ensinamento magnífico da Epifania, a manifestação a todos os povos. 
Jesus veio para todos 
A festa dos Magos é, como em outros lugares, uma narrativa cujo fim é anunciar uma verdade. Paulo nos revela o sentido dessa verdade dizendo que recebeu por revelação o que os apóstolos também receberam: “Os pagãos são admitidos à mesma herança, são membros do mesmo corpo, são associados à mesma promessa em Jesus Cristo por meio do Evangelho” (Ef 3,5-6). A visita dos Magos mostra que o nascimento de Jesus não é algo particular de uma religião, no caso o judaísmo, mas é aberto a todos os povos. Jesus nasceu para todos. Os Magos seriam pessoas que viviam estudando as Escrituras e conheciam esse desígnio de Deus de enviar seu Filho. O que devemos buscar nessa linda narrativa é a revelação que Paulo recebeu diretamente, e que os apóstolos entenderam da mensagem de Jesus. Isso está em desacordo com a prática judaica. Eles são o povo de Deus. E os outros não. Nos Atos dos Apóstolos vemos a dificuldade inicial dos cristãos de pregarem o Evangelho aos pagãos. Pedro diz, na casa de Cornélio, depois de descer sobre eles o Espírito Santo: ‘“Pode-se recusar a água do Batismo a esses que, como nós, receberam ao Espírito Santo?” E ordenou que fossem batizados em nome de Jesus”’ (At 10,47). Paulo será o grande batalhador da evangelização dos gentios. Também nós somos chamados a anunciar.
Voltaram por outro caminho 
“Avisados em sonho para não voltarem a Herodes, retornaram para sua terra, seguindo outro caminho” (Mt 2,12). Todo encontro com Jesus, sempre nos leva a rever os caminhos, pois há muito Herodes pelo mundo. Mudar de caminho, não é fugir de pessoas, mas é ir por onde Deus passa. Jesus disse: “Eu sou o caminho, a Verdade e a vida” (Jo 14,6). Somente celebramos o Natal, se contemplamos o presépio na verdade de Jesus, se fazemos uma avaliação de nossos caminhos. Sem ter Natal todo dia, podemos não encontrar o caminho de Jesus que conduz à Ressurreição. Há muita história sobre os Magos que são criação dos tempos. Não fantasiar muito. Basta o Evangelho. 
Leituras: Isaias 60,1-6;Salmo 71;
Efésios 3,2-3ª.5-6; Mateus 2,1-12. 
1. Celebramos um ensinamento magnífico da Epifania, a manifestação a todos os povos. 
2. A visita dos Magos ensina que a salvação é aberta a todos os povos. 
3. Somente celebramos o Natal, se fazemos uma avaliação de nossos caminhos. 
Rei que não era rei 
Um exagerado disse vendo chegar uma grande caravana de gente de longe. “Viu que camelaiada? Donde vem isso? Não havia ninguém anunciado.(”) Outro disse: “não viu na escritura que vai haver uma inundação de camelos e dromedários” (Is 60,6). Deve ser isso. A profecia anuncia, a verdade se concretiza no nascimento de Jesus. Homens diferentes, em solene caravana, entram pela cidade perguntando sobre o nascimento de um rei. O poderoso Herodes logo quer tomar posse do Menino. Ele não era rei. Era rei dos reis que continua a ser buscado por todo o mundo. Vamos a Belém...Até a estrela vai lá e mostra onde está a Estrela.
Homilia da Epifania (02.01.2022)

EVANGELHO DO DIA 10 DE SETEMBRO

Evangelho segundo São Lucas 6,27-38. 
Naquele tempo, Jesus falou aos seus discípulos, dizendo: «Digo-vos, a vós que Me escutais: amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, abençoai os que vos amaldiçoam, orai por aqueles que vos injuriam. A quem te bater numa face, apresenta-lhe também a outra; e a quem te levar a capa, deixa-lhe também a túnica. Dá a todo aquele que te pedir, e ao que levar o que é teu, não o reclames. Como quereis que os outros vos façam, fazei-lho vós também. Se amais aqueles que vos amam, que agradecimento mereceis? Também os pecadores amam aqueles que os amam. Se fazeis bem aos que vos fazem bem, que agradecimento mereceis? Também os pecadores fazem o mesmo. E, se emprestais àqueles de quem esperais receber, que agradecimento mereceis? Também os pecadores emprestam aos pecadores, a fim de receberem outro tanto. Vós, porém, amai os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai sem nada esperar em troca. Então, será grande a vossa recompensa e sereis filhos do Altíssimo, que é bom até para os ingratos e os maus. Sede misericordiosos, como o vosso Pai é misericordioso. Não julgueis e não sereis julgados. Não condeneis e não sereis condenados. Perdoai e sereis perdoados. Dai e dar-se-vos-á; deitar-vos-ão no regaço uma boa medida, calcada, sacudida, a transbordar. A medida que usardes com os outros será usada também convosco».
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Catarina de Sena 
(1347-1380) 
Terceira dominicana, 
doutora da Igreja, 
copadroeira da Europa 
 Carta 42 ao rei Luís da Hungria, n.º 188 
Os sinais da caridade
 verdadeira e perfeita 
Caríssimo pai em Cristo, o manso Jesus, eu, Catarina, escrava dos servos de Jesus Cristo, escrevo-vos no precioso sangue de Jesus, com o desejo de vos ver fundado na caridade verdadeira e perfeita. Eis um dos sinais particulares que mostram se a alma está ou não na caridade: não despreza ninguém, mas suporta pacientemente as faltas alheias; não se irrita, mas é cheia de mansidão; não torna o homem injusto, mas justo, levando-o dar a cada um o que lhe é devido, quer obedeça, quer ordene. O homem caridoso dá glória a Deus e louvor ao seu nome; tem para si ódio e horror ao pecado, e amor e benevolência com o próximo. Se é poderoso e tem de exercer a justiça, tanto ouve o grande como o pequeno, o pobre como o rico. Não mancha a consciência cedendo à lisonja, às ameaças, ao prazer ou ao desagrado; mas mantém a balança equilibrada, dando a cada um o que a justiça exige. Serve zelosamente o seu próximo, tendo para com ele o amor que tem por Deus: não podendo servir a Deus diretamente, esforça-se por servir aquilo que Deus tanto ama, a criatura racional, que lhe foi dada como intermediária. Quão doce é a caridade, mãe terna e desprovida de amargura, que leva alegria ao coração de quem a possui.

São Sóstenes de Calcedônia Mártir Festa: 10 de setembro

(†)Calcedônia, cerca de 304 
 Ele é lembrado em 10 de setembro, juntamente com São Victor, como mártir durante a perseguição de Diocleciano. Sua figura está intimamente ligada à tradição do martírio de Santa Eufêmia, uma jovem cristã de Calcedônia, na atual região de Istambul. Segundo antigos relatos hagiográficos, Sóstenes e Victor eram dois soldados encarregados de levar Eufêmia à execução. Diante de sua firmeza e, principalmente, após testemunharem um milagre durante uma tentativa de jogá-la em uma fornalha ardente, os dois se recusaram a cumprir a ordem e declararam sua fé cristã. Presos por desobediência e levados a julgamento, foram condenados às feras e, segundo a tradição, posteriormente queimados na fogueira. O Martirológio Romano menciona explicitamente Sóstenes e Victor em Calcedônia durante a perseguição de Diocleciano, sob o procônsul Prisco, relatando que foram acorrentados, expostos às feras e, finalmente, condenados ao fogo.

Beato Francisco Gárate (1857-1929)

Irmão das Cortesias
Nasceu na vizinhança do Santuário de Loyola, mantendo desde cedo contato com os jesuítas. Aos 14 anos deixou sua casa para trabalhar como como empregado num colégio da Companhia, em Orduña. Aí discerniu sua vocação. Por terem sido os jesuítas expulsos da Espanha em 1868, entrou na Companhia de Poyanne, França, ondea Província da Espanha abrira seu noviciado. O primeiro destino de Gárate foi o Colégio de La Guardia, na Galícia, onde exerceu a função de enfermeiro e de sacristão durante dez anos. A seguir passou à Universidade de Deusto, Bilbao, País Basco, onde foi porteiro até o fim da vida. Distinguiu-se sempre por sua amabilidade e gentileza, animando e aconselhando os alunos, ajudando os pobres que batiam à porta, acolhendo a todos alegre, paciente e atencioso. Era exemplo de delicadeza e abnegação.

Beatos Paolo e Tecla Nangaichi, esposos, e seu filho Paolo, mártires japoneses. Festa: 10 de setembro

(†)Nagasaki, Japão, 10 de setembro de 1622 
Como muitos outros japoneses nas primeiras décadas do século XVII, a família Nangaichi foi presa e condenada por violar a lei que proibia o auxílio a missionários cristãos de origem estrangeira. Apesar dessa lei, Paolo e Tecla contribuíram generosamente para a defesa e propagação da fé cristã. Descobertos, foram enviados, juntamente com seu filho Pietro, para a prisão de Omura (1619). Lá permaneceram por aproximadamente três anos em condições difíceis de descrever: um ambiente insalubre, condições de higiene terríveis, comida escassa e de péssima qualidade.

Beatos Paulo e Maria Tanaca, esposos e mártires Festa: 10 de setembro

(†)Nagasaki, Japão, 10 de setembro de 1622 
Um casal japonês do século XVII, eles viveram durante os anos mais dramáticos da perseguição ao cristianismo no arquipélago japonês, quando o xogunato Tokugawa decidiu erradicar à força uma fé considerada estranha à cultura tradicional e potencialmente subversiva. Paulo atuava como catequista, uma figura crucial nas comunidades cristãs japonesas forçadas à clandestinidade após a expulsão dos missionários. Seu trabalho de formação e apoio aos fiéis o tornou um alvo prioritário das autoridades. Sua esposa, Maria, compartilhava plenamente da escolha de fé do marido, enfrentando prisão e martírio com ele.

Beatos Antonio e Maddalena Sanga, Esposos e Mártires Festa: 10 de setembro

(†)Nagasaki, Japão, 10 de setembro de 1622 
 A história deles se entrelaça com um dos capítulos mais dramáticos da história da Igreja no Extremo Oriente: a perseguição de Tokugawa, que entre 1614 e 1640 tentou erradicar completamente o cristianismo do Japão. Antonio nasceu em 1567 em uma família nobre de Gami que havia abraçado a fé cristã. Batizado na cidade portuária de Sakai pelo dominicano Luigi Flores, ele demonstrou uma vocação tão ardente desde cedo que ingressou no seminário jesuíta aos nove anos de idade. No entanto, a saúde frágil o impediu de concluir o noviciado, obrigando-o a retornar à vida laica. Mesmo assim, seu zelo apostólico não diminuiu. Casou-se com Maddalena, uma nobre batizada pelo mesmo jesuíta, Organtino Gnecchi Soldo, e juntos construíram uma família cristã.

Beata Maria Xoum Yochida, esposa do Beato João, mártires - 10 de setembro

João era natural de Meaco; se transferiu jovem ainda para Nagasaki onde recebeu a educação cristã e o batismo junto aos padres da Companhia de Jesus. Após casar-se com Maria, de quem teve filhos, continuou auxiliando os padres da Companhia na difusão do Evangelho. Quando em 1614 se desencadeou a feroz perseguição contra os missionários cristãos estrangeiros e sua expulsão do país, João hospedou alguns deles sabendo bem o risco a que se expunha, pois a lei punia com a morte os japoneses declarados réus destas violações.

Beatas Maria Xoum Yochida e Maria Tanaura, mártires do Japão - 10 de setembro

Maria Yoshida era esposa de João. Este nasceu em Meaco, se transferiu ainda jovem para Nagasaki onde recebeu uma educação católica, vindo a ser batizado pelos padres da Companhia de Jesus. Após seu casamento com Maria, com quem teve filhos, continuou a ajudar os padres da Companhia na difusão do Evangelho. Quando em 1614 a perseguição feroz se iniciou contra os missionários cristãos estrangeiros, os quais foram expulsos do país, João hospedou alguns deles, embora soubesse o risco a que se expunha: a lei punia com a morte os japoneses que fizessem esta violação. Entre os religiosos que João ocultava estava o Padre Alfonso de Mena. No dia 15 de março de 1619 o missionário foi descoberto e aprisionado. A mesma sorte teve João, que foi colocado no cárcere de Nagasaki. No dia 17 de novembro João foi interrogado pelo governador Gonrocu, que tentou fazê-lo renegar a fé. No dia seguinte, com outros quatro companheiros, João foi queimado vivo na colina de Nagasaki. Os seus restos mortais, bem como de seus companheiros de martírio, foram lançados no mar, mas os cristãos conseguiram pescar alguns.

Santas Menodora, Metrodora e Ninfodora, mártires na Bitínia Festa: 10 de setembro

Bitínia, século III-IV a.C. 
Elas são lembradas pela tradição cristã como três irmãs da Bitínia que, no início do século IV, escolheram uma vida de oração, ascetismo e consagração virginal. Conta-se que se retiraram para as fontes termais de Pítia, um local isolado, onde sua reputação como mulheres devotas à fé e, segundo a tradição, como curandeiras, atraiu a atenção das autoridades. Denunciadas como cristãs, foram levadas perante o governador Fronto durante a perseguição associada ao imperador Maximiano Galério. Por se recusarem a sacrificar aos deuses, foram torturadas e mortas uma após a outra. A Paixão segundo a tradição narra que o juiz tentou usar a morte da primeira irmã para intimidar as outras duas, mas o resultado foi o oposto: Metrodora e Ninfodora permaneceram firmes em sua profissão de fé e seguiram a irmã no martírio.

Santa Pulquéria: A santidade elevada ao trono – 10 de setembro

 Governante querida e respeitada, defensora da Igreja e da ortodoxia católica em meio aos esplendores da corte imperial de Constantinopla.  Santa Pulquéria nasceu no ano de 399 em Constantinopla, filha do Imperador Arcádio e da Imperatriz Eudóxia. Batizada por São João Crisóstomo, revelou desde cedo senso administrativo e rara piedade.  Arcádio, ao morrer em 408, deixou Teodósio, filho de apenas oito anos, a filha Pulquéria, somente dois anos mais velha do que ele, além de outras filhas menores. Por isso, designara como tutor do imperador-menino um dos homens mais sábios do império, Antimo, muito ligado a Santo Afraates e a São João Crisóstomo.

Nicolau Tolentino Presbítero agostiniano, Santo 1245-1305

A prodigiosa notícia que temos de Santo Nicolau de Tolentino diz que, quarenta anos após sua morte, seu corpo foi encontrado ainda em total estado de conservação. Na ocasião, durante os exames, começou a jorrar sangue dos seus braços, para o espanto de todos. Mesmo depois de muitos anos, estes ferimentos sangravam de tempos em tempos. Esse milagre a ele atribuído fez crescer sua fama de santidade por toda a Europa e se propagou por todo o mundo católico.

Apesar de ter nascido na cidade de Castelo de Santo Ângelo, no ano de 1245, foi do povoado de Tolentino que recebeu o apelido acrescentado ao seu nome. Nesta cidade viveu grande parte da sua vida. Desde os sete anos de idade suas preocupações eram as orações, o jejum e uma enorme compaixão pelos menos favorecidos. Nisso se resumiu sua vida: penitência, amor e dedicação aos pobres, aliados à uma fé incondicional no Nosso Senhor e na Virgem Maria. Aos catorze anos foi viver entre na comunidade dos agostinianos de Castelo de Santo Ângelo, como oblato, isto é sem fazer os votos perpétuos, mas obedecendo as regras. Mais tarde ingressou na Ordem e no ano de 1274, foi ordenado sacerdote.

ORAÇÕES - 10 DE SETEMBRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
10 – Quinta-feira – Santos: Jáder, Sóstenes, Cândida Menor
Evangelho (Lc 6,27-38) “...amai os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai sem esperar coisa alguma em troca. Então, a vossa recompensa será grande, e sereis filhos do Altíssimo...”
Jesus diz que a felicidade está em amar todos, até quem não nos amar, fazer o bem, ajudar, compreender e perdoar. Começarei a ser feliz quando fizer para todos o que espero que Deus faça para mim. Ele não me cobra a felicidade, porque seu amor é gratuito, ama porque quer, ama sempre, apesar de tudo. Posso participar de sua felicidade, se aprender a amar como ele ama.
Oração
Senhor Jesus, vós falais do amor imenso do Pai, que nos quer felizes, e perdoa nossas falhas. Ajudai-me a nada fazer que lhe desagrade, mas, que diante de tanto amor, eu também comece a amar a todos. Ensinai-me um amor gratuito, generoso e teimoso. Perdoai-me, Senhor, porque além de amar tão pouco sou capaz de ser ingrato, vingativo, e fazer o mal para meu irmão. Amém.

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - Bênção de Mãe

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Dia de bênção
 
A festa da Maternidade Divina dá início ao novo ano. Por ela veio Jesus, nossa vida. Nós participamos dessa vida. Nessa celebração vamos buscar vida para o ano todo. Essa festa foi transferida de 11 de outubro para o primeiro dia do ano. Além de ser um dia de pedir bênçãos à Mãe para o ano, é um pedido de viver no Mistério de Cristo. Às vezes queremos bênçãos preciosas, mas deixamos de lado a bênção maior que é a vida de Cristo em nós. Maria nos dá a grande bênção que é Jesus, salvação eterna para todos. Com um bem tão grande, que poderia nos negar? Podemos contar sempre com sua intercessão, pois ela nos deu o autor da vida. Maria não é uma devoção que temos: é uma participação do mistério da salvação em sua totalidade. Deus manda Aarão e seus filhos sacerdotes a abençoar o povo. “Assim devem abençoar: O Senhor te abençoe e te guarde! Senhor faça brilhar sobre ti a sua face, e se compadeça de ti. O Senhor volte para ti o seu rosto e te dê a paz!” (Nm 6,23-27). Pede que Deus seja uma presença na vida do fiel, esteja preocupado com cada um e perdoe, dando paz. A grande bênção é: “Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho que clama: ‘Abbá, ó Pai!’. Não és escravo, és filho...tudo por graça de Deus” (Gl 4,6-7). Maria usou todos seus dons e privilégios para nos dar a maior bênção que é Jesus. Com Ele nos dá todas as demais bênçãos que precisamos. A maior bênção é receber o abraço do Pai, dado pelo seu Filho. 
Bênção para o ano 
Nossa Senhora nos ensina como viver bem o ano inteiro: Depois da visita dos pastores, que receberam por primeiro o anúncio do nascimento de Jesus, Maria ensina como viver essa novidade do nascimento do Filho de Deus entre nós: “Quanto a Maria, guardava todos esses fatos e meditava sobre eles em seu coração” (Lc 2,19). Queremos bênçãos. Essas virão na medida em que trazemos ao coração a grande presença de Jesus. Uma bênção não é para nos dar algo especial que nos proteja, mas algo que modifique nosso coração. Os pastores também contam como o nascimento de Jesus deu-lhes um novo rumo de vida: “Os pastores voltaram, glorificando e louvando a Deus por tudo que tinham visto e ouvido, conforme lhes tinha sido dito’ (id 20). Depois de oito dias do nascimento o Menino Jesus foi circuncidado. Por esse rito, Ele começa a fazer parte do povo da aliança. “Ele veio para os que eram seus” (Jo 1,11). Como parte do povo, é herdeiro das promessas e realizador dos projetos de Deus para todo o povo. O que realiza em Si se torna uma missão. Ele, pequenino, realiza as promessas e as esperanças do povo. Da parte de Deus tudo está feito.
Ser bênção 
Para ter maiores bênçãos, é preciso ser uma bênção. Toda a bênção por que passamos, retorna para nós plenamente ampliada. Bênção maior é a participação na Divindade do Menino que nasce. Temos que sair do cristianismo egoísta que quer bênção para si, proteção para si, garantias para si, deixando de lado o que é fundamental: Mais teremos quanto mais queremos para outros e fazemos para os outros. Também aqui se dá sentido à frase de Paulo: “Há mais felicidade em dar que em receber” (At 20,35). Por isso, ser uma bênção é dar aos outros condições de vida, de felicidade, de serem amados e estimados. Podemos fazer muito pelos outros. Celebrando a Maternidade de Maria entendemos que sua missão é nos dar Jesus. Ele é a bênção.
ARTIGO PUBLICADO EM DEZEMBRO DE 2021

EVANGELHO DO DIA 09 DE SETEMBRO

Evangelho segundo São Lucas 6,20-26. 
Naquele tempo, Jesus, erguendo os olhos para os discípulos, disse: «Bem-aventurados vós, os pobres, porque é vosso o Reino de Deus. Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis saciados. Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque haveis de rir. Bem-aventurados sereis quando os homens vos odiarem, quando vos rejeitarem e insultarem e proscreverem o vosso nome como infame por causa do Filho do homem. Alegrai-vos e exultai nesse dia, porque é grande no Céu a vossa recompensa. Era assim que os seus antepassados tratavam os profetas. Mas ai de vós, os ricos, porque já recebestes a vossa consolação. Ai de vós, que agora estais saciados, porque haveis de ter fome. Ai de vós, que rides agora, porque haveis de entristecer-vos e chorar. Ai de vós quando todos os homens vos elogiarem. Era assim que os seus antepassados tratavam os falsos profetas». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Charles de Foucauld 
(1858-1916) 
Eremita e missionário no Saara 
Oito dias em Efrem 
Bem-aventurados aqueles que 
estiverem esvaziados de tudo 
e cheios de Mim! 
Bem-aventurados os que têm pobreza de espírito; os que não só rejeitam os bens materiais, que é o primeiro passo, mas se elevam muito mais, esvaziando a sua alma por completo de apegos, gostos, desejos e quaisquer buscas que não Me tenham como objeto. Essa pobreza de espírito cria um vazio completo na alma, esvaziando-a do amor às coisas materiais, do amor ao próximo e do amor-próprio, dela expulsando tudo, tudo, e deixando apenas um espaço totalmente vazio, que Eu ocupo inteiramente. Então, Eu devolvo-lhes, já divinizado, o amor às criaturas materiais que expulsaram da sua alma para Me darem todo o espaço. Eles expulsaram esses amores da sua alma, deixando-a vazia de tudo e cheia de Mim; mas, em Mim e por Mim, começarão de novo a amar todas estas coisas, já não por si mesmas, mas por Mim: será uma caridade ordenada. Amarão todas as criaturas por Mim. Bem-aventurados os pobres de espírito, vazios de tudo e cheios de Mim! Bem-aventurados os que têm fome! Os que têm fome de justiça, do reino da justiça no mundo, do meu reino no mundo, da minha glória; fome de Me ver glorificado por todas as almas; fome de ver a minha vontade cumprida na perfeição por todos os seres! Tende sempre esta grande fome de justiça, de ver a justiça perfeitamente cumprida, tanto por vós e por todos os homens; a fome de ver a vontade de Deus perfeitamente feita por vós e por todos os homens; a fome da vossa perfeita santificação e da santidade perfeita em todos os homens. É esta fome que pressiona o meu coração! Tende-a cada vez mais, não por vós mesmos, nem pelo bem dos homens, mas pelo bem de Deus, por amor a Deus. Bem-aventurados sereis então!

Beato Jacques-Désiré Laval

Presbítero da Congregação do 
Espírito Santo 
Nascimento 18 de setembro de 1803 Croth, França 
Morte 9 de setembro de 1864 (60 anos) Veneração por Igreja Católica
Beatificação 29 de abril de 1979 Praça de São Pedro por Papa João Paulo II 
Principal templo Sainte-Croix, Maurícia 
Festa litúrgica 9 de setembro 
Atribuições Batina 
Padroeiro Médicos Missionários Escravos 
Portal dos Santos
Jacques-Désiré Laval (18 de setembro de 1803 - 9 de setembro de 1864) foi um padre católico romano francês que serviu nas missões nas Maurícias; ele era um membro professo dos Espiritanos.

São Gorgônio de Roma Mártir -Festa: 9 de setembro

(†)Roma, séculos III-IV.
 
Sua memória é, de fato, atestada já no Cronógrafo de 354, onde o Depositio Martyrum o comemora em 9 de setembro com uma breve nota topográfica: Gorgônio era venerado na Via Labicana. Seu túmulo estava localizado no grande complexo funerário conhecido como ad Duas Lauros, perto do cemitério posteriormente associado aos Santos Pedro e Marcelino. Nenhuma antiga paixão foi preservada que relate sua vida, profissão, prisão ou as circunstâncias de sua morte. Por essa razão, a informação que o apresenta como um oficial da corte do Imperador Diocleciano e o associa aos mártires Doroteu e Pedro de Nicomédia não pode ser definitivamente atribuída ao Gorgônio romano. Trata-se de uma confusão hagiográfica que se desenvolveu na Idade Média entre dois mártires com o mesmo nome. Sua importância histórica, portanto, reside principalmente na antiguidade de seu culto. Gorgônio já era venerado no século IV e também foi lembrado em um epigrama composto pelo Papa Dâmaso I.