domingo, 4 de outubro de 2026

Santa Damaris de Atenas - 4 de outubro

Damaris é o nome de uma mulher mencionada no Novo Testamento e que vivia em Atenas por volta de 55 d.C. De acordo com os Atos dos Apóstolos (Atos 17:34), Damaris abraçou o Cristianismo depois do discurso de São Paulo no Areópago de Atenas. Entre os pouquíssimos personagens que tendo ouvido o discurso de São Paulo no Areópago de Atenas aderiram à fé cristã, o evangelista São Lucas nomeia Dionísio o Areopagita, membro daquele tribunal, e portanto pertencente à aristocracia ateniense, “e uma mulher de nome Damaris”, ou Damalis. São Dionísio o Areopagita é venerado no dia 3 de outubro como o primeiro bispo de Atenas.

Santa Áurea de Paris, Abadessa - 4 de outubro

No dia da festa de São Francisco de Assis, patrono da Itália, a Igreja comemora também Santa Áurea de São Marcial, de Paris. Santa Aurea, Abadessa de Paris, é filha espiritual de Santo Eligio (Éloi, em francês) e São Columbano. Após ter fundado e estabelecido solidamente seu mosteiro de Solignac, no Limousine, Santo Eligio desejava transformar uma casa que ele possuía em Paris em uma hospedagem para viajantes. Após madura reflexão, ele mudou seu plano e instalou ali um mosteiro de virgens, onde ele acolheu cerca de 300 jovens de diversas nações, escolhidas entre servas ou nobres.

REFLETINDO A PALAVRA - “Páscoa do Coração”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
A alegria da Páscoa
 
A liturgia do 4º Domingo da Quaresma é tomada pela alegria: “Concedei ao povo cristão correr ao encontro das festas que se aproximam, cheio de fervor e exultando de fé” (oração). A alegria da celebração é porque já temos no horizonte as primeiras luzes da festa da Páscoa. É uma imagem linda do amanhecer comparado à Páscoa que se aproxima. A antífona de ingresso assim canta: “Alegra-te Jerusalém... saciai-vos com a abundância de suas consolações”. Nesse quadro vemos a alegria da entrada na terra prometida. A alegria de comer a Páscoa no chão que Deus lhe deu. Não precisa mais do milagre do maná. No clima da alegria lemos a parábola do filho perdido acolhido pelo pai misericordioso. A Páscoa se realiza nos atos da vida. A volta do filho perdido e o acolhimento do Pai misericordioso sintetizam toda a história da salvação. Deus vem ao encontro do homem perdido e lhe dá recuperação da graça total. A volta do filho é um momento de alegria. O acolhimento que faz o pai, diverso do acolhimento do irmão que o recusa, nos faz sentir o humor da salvação. A alegria deve penetrar todos os seguimentos da vida cristã. Por pior que seja a condição do homem “pecador”, a recuperação pela graça da salvação sempre supera o drama da maldade ou suas consequências na vida dos filhos de Deus que têm o direito ao retorno à casa paterna. O Pai do Céu sempre acolhe. 
Reconciliai-vos 
Paulo, na consciência da missão de Cristo de levar todos à salvação, reconhece o quanto de vida nova recebemos pela redenção. Deus nos reconciliou consigo e confiou o ministério da reconciliação. A casa está sempre aberta a todos os filhos. Não há filho perdido. Há filhos que retornam. Somos novas criaturas, reconciliadas. Deus não considerou a humanidade como um caso perdido. Sempre oferece a reconciliação. Ao enviar Jesus, Deus não O envia para condenar, julgar e acusar: “Deus reconciliou o mundo consigo, não imputando, não acusando os homens de suas faltas e colocando em nós as palavras da reconciliação. Somos embaixadores de Cristo. É Deus mesmo que exorta através de nós. Em nome de Cristo, nós vos suplicamos: deixai-vos reconciliar com Deus” (2ªCor 5,19-20). Não só nos reconcilia consigo, mas também nos dá o ministério da reconciliação. Continuamos a missão de Cristo. O mistério da redenção é um dom de reconciliação. Não há nenhuma justificativa de condenação em recusar os “pecadores”. Quando exercemos a profecia para condenar, somos um anti-evangelho. A Igreja, em sua prática pastoral exerce um ministério de recusa e quer colocar todos no mesmo ritmo. 
O amor que acolhe 
A reconciliação não é um decreto. A parábola do filho perdido (pródigo) se fixa sempre na descrição da situação. No exterior da parábola. Mas outra é a mente de Deus para a reconciliação, o que vai provocar alegria ainda maior: No pecador, Deus vê seu Filho dileto no filho perdido. Lemos: “Aquele que não cometeu pecado, Deus O fez pecado por nós, para que Nele, nós nos tornássemos justiça de Deus” (2Cor 5,21). Vejamos a grandeza da reconciliação. O Filho Jesus assume a condição do pecador. Deus O fez pecado. Fica no lugar da pessoa, como que Ele fosse o pecador. Então, a morte de Jesus, Ele a padece em nosso lugar. Pagou por nós. Mas, temos a vantagem que nós ressuscitamos com Ele. Assim vivemos o Mistério Pascal. O filho perdido recebe o total afeto do Pai. Em Deus nos amou. 
Leituras: Josué 5,9ª.10-12; Salmo 33;
2 Coríntios, 5,17- 21; Lucas 13,1-3.1132. 
1. A volta do filho perdido e o acolhimento do Pai sintetizam toda a história da salvação. 
2. A casa está sempre aberta a todos os filhos. 
3. No pecador, Deus vê seu Filho dileto no filho perdido.
Bateu na porta certa 
A volta do filho “pródigo” nos comove e estimula a conhecer melhor o Pai. Ele não hesitou em voltar, pois sabia que o pai o aceitaria. Ele só iria reconhecer que errou. Acertou a casa e o coração. O que não aconteceu com o irmão mais velho que viveu tanto com o pai e não conheceu seu coração. Nós, humanidade, sabemos que o Pai acolhe a todos. Curiosamente não se trata de mãe, pois esses sentimentos se referem mais à mãe. Mas Deus é Pai e Mãe. Por isso o jovem sabia onde bater. 
Homilia do 4º Domingo da Quaresma (27.03.2022)

Francisco de Assis Fundador, Santo 1182-1226

Uma das maiores vocações da História da Igreja, o fundador da Ordem Franciscana recebeu os estigmas do Redentor e tornou-se um sustentáculo da Igreja universal; modelo de despojamento total, não desprezava os ricos; possuía a alegria que deriva da pureza do coração e 
da constância na oração 
Servo perfeito da Dama Pobreza 
São Francisco de Assis, um dos santos mais populares do mundo, marcou profundamente não só a vida da Igreja, mas também a sociedade temporal de sua época. Comemoramos sua festa no dia 4 deste mês. Poucos santos exerceram uma influência tão determinante na história civil e eclesiástica de seu tempo como o Poverello de Assis. E poucos terão levado as máximas evangélicas tão longe quanto esse homem que se identificou tanto com Nosso Senhor Jesus Cristo crucificado, que mereceu receber em seu corpo os sagrados estigmas da Paixão.

EVANGELHO DO DIA 04 DE OUTUBRO

Evangelho segundo São Mateus 21,33-43. 
Naquele tempo, disse Jesus aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo: «Ouvi outra parábola. Havia um proprietário que plantou uma vinha, cercou-a com uma sebe, cavou nela um lagar e levantou uma torre; depois, arrendou-a a uns vinhateiros e partiu para longe. Quando chegou a época das colheitas, mandou os seus servos aos vinhateiros para receber os frutos. Os vinhateiros, porém, lançando mão dos servos, espancaram um, mataram outro, e a outro apedrejaram-no. Tornou ele a mandar outros servos, em maior número que os primeiros, e eles trataram-nos do mesmo modo. Por fim, mandou-lhes o seu próprio filho, pensando: "Respeitarão o meu filho". Mas os vinhateiros, ao verem o filho, disseram entre si: "Este é o herdeiro; vamos matá-lo e ficaremos com a sua herança". Agarraram-no, levaram-no para fora da vinha e mataram-no. Quando vier o dono da vinha, que fará àqueles vinhateiros?». Os príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo responderam-Lhe: «Mandará matar sem piedade esses malvados e arrendará a vinha a outros vinhateiros, que lhe entreguem os frutos a seu tempo». Disse-lhes Jesus: «Nunca lestes na Escritura: "A pedra rejeitada pelos construtores tornou-se a pedra angular; tudo isto veio do Senhor e é admirável aos nossos olhos"? Por isso vos digo: ser-vos-á tirado o Reino de Deus e dado a um povo que produza os seus frutos». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Máximo de Turim (420) 
Bispo 
Sermão para festa de São Cipriano; 
PL 57, 687 
Dar fruto 
«A vinha do Senhor do Universo 
é a casa de Israel» (Is 5,7). 
Ora, tal casa somos nós e, como somos Israel, somos a vinha; zelemos, pois, a fim de que dos nossos sarmentos não nasçam, em vez de uvas de doçura, uvas de ira (Ap 14,19), para que não se nos diga: «Quando eu esperava que viesse a dar uvas, porque é que apenas produziu agraços?» (Is 5,4). Terra ingrata! Ela, que deveria oferecer ao seu Proprietário frutos de doçura, trespassou-O com espinhos; e os seus inimigos, que deviam ter acolhido o Salvador com toda a devoção da sua fé, coroaram-no com os espinhos da Paixão. Para eles, a coroa significava ultraje e injúria; aos olhos do Senhor, porém, era a coroa das virtudes. Tende cautela, irmãos, para que não se diga acerca dessa terra que vós sois: «Esperava que viesse a dar uvas, mas ela só produziu agraços» (Is 5,2). Tenhamos cautela, para que as nossas más ações não firam, quais espinhos, a cabeça do Senhor. Foram os espinhos do coração que feriram a palavra de Deus, como o Senhor diz no evangelho quando conta que o grão do semeador caiu entre os espinhos, e que estes cresceram e sufocaram o que fora semeado (cf Mt 13,7). Velai, pois, para que a vossa vinha não dê espinhos em vez de uvas; para que a vossa vindima não produza vinagre em vez de vinho. Todo aquele que faz a vindima sem dela dar aos pobres recolhe vinagre e não vinho; e aquele que enceleira as suas colheitas de trigo sem delas distribuir aos indigentes, não é o fruto da esmola que põe de reserva, mas os cardos da avareza.

04 de outubro - Beato Alfredo Pellicer Munoz

“Mãe, você sabe como é glorioso ser mártir? Se eu tivesse essa sorte, seria a minha maior alegria.”
 
Nascido em Bellreguart, na província de Valência, em 10 de abril de 1914, em uma família muito cristã e foi batizado no dia 14, recebendo o nome de Jaime. Ele aprendeu as primeiras letras nas escolas nacionais de seu povo, até que, aos onze anos de idade, ingressou no seminário menor franciscano Benissa (Alicante), onde completou os estudos do ensino médio. Aos 16 anos ele foi para o mosteiro do Espírito Santo Monte (Gilet-Valencia), onde tomou o hábito franciscano em 25 de agosto de 1930, mudando o nome para Frei Alfredo.

04 de outubro - Beato Francisco Xavier Seelos

"Devolve-me o júbilo da tua salvação, e um espírito generoso me sustente. Vou ensinar os teus caminhos aos culpados, e os pecadores voltarão para ti"
 (Sl 50, 14-15). 
Fiel ao espírito e ao carisma da Congregação redentorista a que pertencia, o Padre Francisco Xavier Seelos meditava com frequência estas palavras do Salmista. Sustentado pela graça de Deus e por uma intensa vida de oração, o Padre Seelos deixou a sua pátria, a Baviera, e empenhou-se generosa e alacremente no apostolado missionário entre as comunidades de imigrantes nos Estados Unidos. Nos vários lugares onde trabalhou, o Padre Francisco Xavier difundiu o seu entusiasmo, espírito de sacrifício e zelo apostólico. A quem estava abandonado e perdido, anunciou a mensagem de Jesus Cristo, "fonte de salvação eterna" (Hb 5, 9) e, nas horas transcorridas no confessionário, convenceu muitos a voltarem para Deus.

Santos Addauctus e Calístenes de Éfeso

Dados básicos 
Nacionalidade turco 
Morte 312 (Éfeso, Turquia)
Dados religiosos 
Canonização Pré-congregação 
Festividade 4 de outubro 
Venerado em igreja católica 
Os santos Adaucto e Calistena de Éfeso foram um mártir e sua filha, que viveram no século IV. 

ORAÇÕES - 04 DE OUTUBRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
4 – 27º Domingo do Tempo Comum –
Evangelho (Mt 21,33-43) “Dará triste fim a esses criminosos e arrendará a vinha a outros, que lhe entregarão os frutos no tempo certo”.
No Antigo Testamento, várias vezes o povo hebreu é comparado a uma vinha, plantada por Deus, que dele recebe toda proteção e todos os cuidados. Jesus retomou a mesma comparação, para apontar a responsabilidade do povo escolhido e de seus dirigentes, que se recusavam aceitá-lo como o Salvador esperado. Penso que essa seja a parábola mais dramática de Jesus, colocando em forte contraste a insistente bondade de Deus e dureza de coração dos que lhe resistem. E não esqueçamos que ela se aplica também a nós, como indivíduos e como comunidade. Tendo recebido de Deus todos os cuidados, tendo recebido tantos profetas e apóstolos, tendo recebido seu próprio Filho Encarnado, nossa responsabilidade é ainda maior, se não dermos os frutos esperados.
Oração
Senhor meu Deus, nem sou capaz de contar todos os favores que me fizestes, o quanto me amastes, todo o cuidado que tivestes comigo. Tudo fizestes pelo meu bem e felicidade. Agradeço tanta bondade, que eu nunca poderia merecer. Tenho certeza que outros, tendo as mesmas oportunidades, teriam correspondido muito mais que eu. Perdoai minha ingratidão, perdoai-me o não ter produzido os frutos que esperáveis de mim. Ajudai-me a ter consciência cada vez mais clara de minha fraqueza e de minha pouca generosidade. De agora em diante, com a ajuda de vossa graça, quero mudar meu jeito de ser. Tomai conta de mim, guiai-me pelos caminhos que bem quiserdes. Entrego-me a vossa vontade que só quer meu bem e felicidade. Guardai-me, Senhor. Amém. 

sábado, 3 de outubro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - A Igreja na Quaresma

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Fé consciente
 
A Quaresma que é um tempo voltado para Cristo, passa a ser um tempo de conscientização da Igreja sobre seu próprio mistério. A Igreja só tem sentido se está completamente aberta ao Mistério de Cristo que lhe dá significado e sentido. Ela nasce do lado de Cristo ferido pela lança, e ao mesmo tempo vive do sangue e da água derramados. Acolhendo o mistério da redenção, faz dele seu alimento. Quanto mais unida a Cristo, mais a Igreja se converte e por isso usa esse tempo para a preparação dos batismos e a renovação de seus compromissos. É um itinerário de conversão. Deus atua naqueles que buscam Cristo e os faz Igreja em renovação. Quanto mais se une a Cristo pelo esforço de conversão, mais se torna consciente de sua fé. Porque é difícil se converter, então se procuram elementos secundários que nos distanciam do fundamental. Paulo nos orienta pela consciência de sua condição ao dizer: “Não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim” (Gl 2,20). Para isso se repete: “Convertei-vos e crede no Evangelho” (Mc 1,15). É um despojar contínuo de sair de si e revestir-se do Evangelho. Somos uma página do Evangelho. Assim, Jesus Se torna vivo na comunidade. 
Escuta da Palavra 
Jesus nos dá o primeiro modelo de vivência da Palavra quando o Tentador O assedia no deserto. Seria melhor dizer a tentação, pois naquele momento nos é revelado tudo o que Jesus viveu em sua vida. O texto do Evangelho plastificou a tentação numa cena terrificante. Ali está concentrada toda a vida de Jesus como homem tentado em tudo o que é possível a um ser humano. Pois Ele viveu em tudo a condição humana de homem tentado. Só não nos seguiu no pecado. Nisso Se torna o modelo. Foi tentado no pão, no poder e no prazer. Aqui estão todas as tentações. Jesus oferece, a par disso, todos os instrumentos de vitória. A Palavra nos conduz entre os descalabros do ter. Palavra traz a vida, pois ela sai da boca de Deus. É alimento. A ganância do orgulho é vencido pela humildade: “Não tentarás o Senhor teu Deus”. Não precisamos de outros poderes espetaculares. A ganância do prazer, purificada pela Palavra, nos conduz ao amor de adoração totalmente aberto a Deus: “Só a Ele adorarás”. Jesus é a Palavra, mas é também o ouvinte maior dessa Palavra. O coração do Pai era o livro que Ele lia permanentemente. Conversão não são palavras, mas a Palavra que nos penetra. Ser o que Cristo era diante do Pai. Por isso são Jerônimo diz: “Desconhecer os Evangelhos, é desconhecer a Cristo”. Ouvir a Palavra é ouvir a Cristo. Meditar a Palavra é saborear Cristo. 
Exercícios quaresmais 
Por que a Quaresma se torna o tempo da esmola, da oração e do jejum? Esses três elementos nos levam a realizar as palavras de Jesus ditas ao Tentador. A esmola nos ensina a tirar o prazer de possuir mais que é necessário. A pobreza espiritual é não apegar-se ao inútil possuir. A Palavra é que sustenta. A oração coloca-nos na dimensão poder por estar unido a Deus. Rezar é como sugar continuamente a fonte da vida. É manter-se conectado com a Luz. O prazer que a vida oferece é dom de Deus. Quanto mais, melhor. Melhor quando nos colocamos a serviço. O jejum, no sentido de passar fome pode desviar, quando não pensamos no outro. Os exercícios quaresmais não são somente atos de um calendário, mas deve penetrar todo ao que segue.
ARTIGO PUBLICADO EM MARÇO DE 2022

EVANGELHO DO DIA 03 DE OUTUBRO

Evangelho segundo São Lucas 10,17-24. 
Naquele tempo, os setenta e dois discípulos voltaram cheios de alegria, dizendo: «Senhor, até os demónios nos obedeciam em teu nome». Jesus respondeu-lhes: «Eu via Satanás cair do céu como um relâmpago. Dei-vos o poder de pisar serpentes e escorpiões e dominar toda a força do inimigo; nada poderá causar-vos dano. Contudo, não vos alegreis porque os espíritos vos obedecem; alegrai-vos antes porque os vossos nomes estão escritos no Céu». Naquele momento, Jesus exultou de alegria pela ação do Espírito Santo e disse: «Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e aos inteligentes e as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque assim foi do teu agrado. Tudo Me foi entregue por meu Pai; e ninguém sabe o que é o Filho senão o Pai, nem o que é o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar». Voltando-Se depois para os discípulos, disse-lhes: «Felizes os olhos que veem o que estais a ver, porque Eu vos digo que muitos profetas e reis quiseram ver o que vós vedes e não viram e ouvir o que vós ouvis e não ouviram». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São João-Maria Vianney 
(1786-1859) 
Presbítero, 
Cura de Ars 
Sermões 
Esperar a felicidade do Céu 
Meus irmãos, se a fé nos revela a presença de Deus em toda a parte, a esperança leva-nos a fazer tudo com o único objetivo de agradar a Deus, com o alegre pensamento da recompensa eterna. E, uma vez que esta virtude suaviza tanto o nosso sofrimento, consideremos juntos em que consiste a bela e preciosa virtude da esperança. Se temos a boa fortuna de saber, pela fé, que Deus existe e é o nosso Criador, o nosso Salvador e o nosso Bem supremo, que nos criou com o único fito de O conhecermos, amarmos, servirmos e possuirmos, a esperança ensina-nos que, embora indignos desta felicidade, podemos esperar, pelos méritos de Jesus Cristo, alcançá-la. Para tornar as nossas ações dignas de recompensa, meus irmãos, são necessárias três coisas: a fé, que nos faz ver nelas a presença de Deus; a esperança, que nos leva a realizá-las com o único objetivo de Lhe agradar; e o amor, que nos une a Ele como nosso Bem supremo. Sim, meus irmãos, nunca saberemos a dimensão da glória que cada ação nos trará no Céu se a fizermos unicamente por Deus; nem os santos no céu o compreendem. Mas, perguntareis, o que significa a palavra «esperança»? Eis a resposta: significa ansiar por algo que nos faça felizes na vida futura; desejar ardentemente a libertação dos males desta vida e almejar a posse de toda a sorte de bênçãos capazes de nos satisfazerem plenamente. A nossa esperança deve ser universal, isto é, devemos recorrer a Deus em tudo o que nos acontece.

03 de outubro - Beato Jesús Emilio Jaramillo Monsalve

Com Nossa Autoridade Apostólica declaramos que os Veneráveis Servos de Deus: Jesús Emilio Jaramillo Monsalve, do Instituto de Missões Estrangeiras de Yarumal, Bispo de Arauca, e Pedro María Ramírez Ramos, sacerdote diocesano, Pároco de Armero, mártires, que, como pastores segundo o coração de Cristo e coerentes testemunhas do Evangelho, derramaram o sangue por amor ao rebanho que lhes foi confiado, de agora em diante, sejam chamados Beatos, e se poderá celebrar sua festa cada ano, nos lugares e no modo estabelecido pelo Direito, em 3 e 24 de outubro, respectivamente. 
Papa Francisco – 09 de setembro de 2017 

Santos André de Soveral, Ambrósio Ferro e Companheiros

No Brasil houve grandes mártires no Rio Grande do Norte na época (1630-1654) em que os holandeses protestantes calvinistas ocuparam alguns lugares no país e quiseram obrigar o povo católico a se tornar calvinistas. Morreram em defesa da fé católica e por isso os que foram identificados foram beatificados pelo Papa. O primeiro grupo de católicos massacrados pelos calvinistas, cerca de 70 pessoas aproximadamente, foi trucidado na capela da Vila de Cunhaú, Rio Grande do Norte. O segundo grupo de mesmo número foi chacinado em Uruaçu.

São Mateus Moreira

Mateus Moreira e seus companheiros são conhecidos como ‘mártires de Uruaçu’, um porto que ficava a três léguas de Natal no Rio Grande do Norte. Era um lugar deserto e sem habitações e as pessoas que foram levadas até lá para serem martirizadas pertenciam à Paróquia de Nossa Senhora da Apresentação em Natal. A comunidade paroquial era constituída na sua maioria por portugueses ou descendentes de portugueses nascidos no Brasil. Não havia se iniciado o processo de miscigenação das raças indígena e europeia, assim os índios permaneciam nas aldeias onde eram assistidos pelos missionários. É por isso que entre os mártires não há nenhum índio.

Santa Cândida Mártir de Roma -Festa: 3 de outubro

(†)Roma, séculos III-IV.
 
Ela é uma mártir romana associada ao cemitério pôntico na Via Portuense, na área da atual Monteverde. Sua memória pertence a uma fase muito antiga da tradição cristã romana: o Martirológio de São Jerônimo preserva seu nome, e roteiros de peregrinação do século VII atestam a existência de uma igreja dedicada a Cândida, onde seu corpo era venerado. Esses dados permitem considerar historicamente certa a existência de um antigo culto romano associado a uma mártir chamada Cândida, mas não permitem reconstruir uma biografia detalhada. De fato, não sobreviveram registros de seu martírio ou de uma Paixão antiga independente. A ligação com a perseguição de Diocleciano aparece na tradição hagiográfica relativa aos mártires do cemitério pôntico, mas a data precisa do martírio de Cândida não está documentada.

Bem-aventurada Madalena, a Grande Virgem Mercedária

Festa: 3 de outubro
 
Conhecida como a Maior, a Beata Madalena, freira mercedária do Mosteiro da Assunção em Sevilha, Espanha, resplandeceu com a inocência e a santidade de sua vida. Ela emigrou, repleta de dons celestiais, para o encontro com seu eterno Esposo. A Ordem celebra sua vida em 3 de outubro.

Beata Agostinha da Assunção,Virgem Mercedária Festa: 3 de outubro

O Beata Agostinha da Assunção, monja em Sevilha (Espanha) no mosteiro mercedário da Assunção, rezava todos os dias ao Senhor pela conversão dos pecadores. Durante sua vida, ela foi animada por frequentes aparições de Nossa Senhora até que, rica em obras santas, voou para a pátria do paraíso. A Ordem celebra-o no dia 3 de outubro. 
Etimologia: Agostina = pequeno venerável, do latim

Santos Máxima, Júlia e Veríssimo, Mártires de Lisboa - 3 de outubro

 

     Assim diz o Martirológio Romano de 1953: “Em Lisboa, na Lusitânia (agora Portugal), os santos mártires Veríssimo e suas irmãs Máxima e Júlia, que sofreram durante a perseguição do imperador Diocleciano” (284-305). Uma das referências mais antigas dos mártires de Lisboa é encontrada no Martirológio de Usuardo do século IX. Os testemunhos litúrgicos multiplicaram-se ao longo dos séculos X e XI. O Padre Miguel de Oliveira sustenta a opinião de que "os santos mártires de Lisboa já estavam inscritos nos calendários uns 200 anos depois do seu martírio". Esta devoção foi guardada pela comunidade moçárabe de Córdoba. Quanto aos detalhes da vida destes mártires, só os conhecemos pelo descrito num códice quatrocentista da Biblioteca Pública de Évora, (cód. CV/1-23d).

Veríssimo, Máxima e Júlia mártires, Santos +303

Testemunho de uma cristandade, de que pouco se conhece, o culto dos mártires Veríssimo, Máxima e Júlia, surge envolto em nebulosa, que apenas permite com rigor atentar na perenidade de uma memória cultivada em Lisboa, muito embora se estenda por outras zonas, como Coimbra, Braga e Porto. Na Diocese do Porto, têm S. Veríssimo como padroeiro as paróquias de Paranhos, Valbom, Nevolgilde, Lagares (Felgueiras) e São Veríssimo, de Amarante. Uma das referências mais antigas referentes aos mártires de Lisboa surge no Martyrologium de Usuardo que, em 858, percorre diversas cidades hispânicas em busca de relíquias. Os testemunhos litúrgicos multiplicam-se ao longo dos séculos X e XI, sendo convergentes, ao consignarem o dia 1 de Outubro para memória dos três irmãos.

Santo Ewald, o Negro, e Santo Ewald, o Branco, monges e mártires. -Festa: 3 de outubro

(*)Grã-Bretanha, século VII 
(†)Renânia, Alemanha, 3 de outubro de 695 
Os santos com esse nome que são lembrados hoje são, na verdade, dois: Edwald, o Branco, e Edwald, o Negro, padroeiros da Vestfália, assim chamados por causa da cor de seus cabelos. De origem anglo-saxônica, nasceram na Grã-Bretanha no século VII e, em 690, seguiram seu abade Willibrord (657-739), que com onze monges havia começado seu trabalho de evangelização entre os frísios ocidentais. Em 695, Willibrord os enviou para evangelizar os saxões. Suas intenções, no entanto, não puderam ser concretizadas, pois, no mesmo ano de 695, os dois monges foram martirizados por alguns fanáticos, defensores de suas tradições pagãs e temerosos da propagação do cristianismo entre o povo saxão.