segunda-feira, 20 de julho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Pedras de alicerce"

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Homens para Jesus
 
Encarnação une toda ação de Deus para nossa salvação. Esta é a participação na Vida Divina. Ela não é só o nascimento de uma linda criança. Encarnação foi a maior manifestação que Deus fez à humanidade. Veio pessoalmente na pessoa de seu Filho Jesus, Homem-Deus. Essa é a base de toda a vida cristã. Aqui está a diferença entre crença e fé. A única explicação acessível é a afirmação: No seu imenso amor, fez-se homem para nos levar a participar de sua Divindade. Dizem os grandes mestres da fé que, o que era visível em Jesus enquanto homem, está presente nos sacramentos. Esse foi modo como Deus escolheu para dar continuidade a Jesus entre nós. Pedro, pela sua fé, recebe as “chaves” do Reino dos Céus (Mt 16,19). Paulo recebe a missão: “Esse homem é para mim um vaso escolhido para levar o meu nome diante dos gentios, dos reis e dos filhos de Israel” (At 9,15). Tem o poder – missão – serviço que Jesus lhes transmite. Então podemos entender que esses homens, Pedro e Paulo, continuam a missão de Jesus na condição humana. Temos que acolher que o humano é o meio que Deus assumiu para nos comunicar o Divino. Assim, Pedro e Paulo, e todos que estão na linha de seu ministério realizam a continuada Encarnação. Como expressão do ser de Jesus, tem também sua missão. Sobre essas pedras Jesus edificou sua Igreja. Não podemos dizer que Jesus deu a fé e nós fizemos a Igreja. A fé passa pelo mesmo caminho de Jesus. Caminho da humanidade. Não existe uma fé por aí. 
Fé que edifica 
Celebramos Pedro e Paulo, unidos na mesma fé e na mesma entrega a Cristo em sua morte, fundaram a Igreja. Cantamos no prefácio: “Hoje festejamos Pedro e Paulo. Pedro, o primeiro a proclamar a fé, fundou a Igreja primitiva sobre a herança de Israel. Paulo, mestre e doutor das nações, anunciou-lhes o Evangelho da Salvação”. A memória conjunta desses dois apóstolos quer quebrar qualquer divisão da Igreja como uma sendo judaica e outra dos gentios. No Concílio de Jerusalém pudemos ver como se criaram dois modos de ser Igreja. E não era problema: Os judeus cristãos viveriam como judeus crentes em Cristo. Os pagãos viveriam sua fé no mundo pagão. Certo que se edificaram também sobre a Palavra de Deus, mas não nas tradições judaicas. E viveram muito bem, inclusive numa extremada caridade de ajuda. Os pagãos que se fizeram cristãos, amavam ajudar os pobres de Jerusalém. É um ensinamento muito grande para nós que queremos uma camisa de força e uma estreita obediência a detalhes secundários. Estamos no regime judaico? A oração final da Eucaristia nos alerta sobre como viver na Igreja: “Viver de tal modo na vossa Igreja que, perseverando na fração do pão e na doutrina dos apóstolos, e enraizados no vosso amor, sejamos um só coração e uma só alma” (Pós-Comunhão). 
O Senhor ao meu lado 
Podemos aprender dos dois apóstolos como sobreviveram nas grandes tempestades que tiveram que enfrentar. Sua paixão por Cristo levava-os sempre a superar: Paulo diz: “O Senhor esteve ao meu lado e meu deu força” (2Tm 4,17). Pedro, saindo milagrosamente da prisão diz: “Agora sei que o Senhor enviou o seu anjo para me liberar do poder de Herodes e de tudo o que o povo judeu esperava” (At 12,11). Os verdadeiros apóstolos são perseguidos até pelos próprios cristãos. Mas ficam firmes. Por isso rezamos na oração: “concedei à vossa Igreja seguir em tudo os ensinamentos destes Apóstolos que nos deram as primícias da fé”.Continuamos a Encarnação, seguindo sua missão. Maravilhosos Santos! 
Leituras: Atos 12,1-11;Salmo 33;
2 Timóteo 4,6-8.17-18; Mateus 16,13-19 
1. Pedro e Paulo, continuam a missão de Jesus na condição humana.
2. A memória conjunta desses dois apóstolos quer quebrar qualquer divisão da Igreja. 
3. Podemos aprender dos dois apóstolos como sobreviveram nas grandes tempestades. 
Pedra sem pedrada 
Jesus chamou Simão de Cefas, que quer dizer pedra. Certamente estava pensando em alicerce, força de sustentação, garantia de equilíbrio e outras coisas mais. Usa também a expressão: “Deus pode fazer dessas pedras, filhos de Abraão” (Mt 3,9). Mas não fez. As pedras estão lá. Não deu problema de cabeça dura. Temos diversos textos nos quais aparece o apedrejamento dos fiéis em Cristo. Estevão assim morreu. Paulo foi apedrejado diversas vezes. Era um tipo de castigo. Jesus não foi por aí. Pedro não reclama a si o direito de apedrejar e de ser duro com os outros. Temos muita gente que acha que ser duro resolve tudo. Não foi isso que Jesus fez. Pedro, apesar de ser pedra, foi muito bom, amável. Quem sabe possamos dar firmeza à fragilidade dos outros sem precisar dar pedradas. 
Homilia da Solenidade de Pedro e Paulo (04.07.21)

EVANGELHO DO DIA 20 DE JULHO

Evangelho segundo São Mateus 12,38-42. 
Naquele tempo, alguns escribas e fariseus disseram a Jesus: «Mestre, queremos ver um sinal da tua parte». Mas Jesus respondeu-lhes: «Esta geração perversa e infiel pretende um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, senão o sinal do profeta Jonas. Assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia, assim o Filho do homem estará três dias e três noites no seio da terra. No dia do Juízo, os homens de Nínive levantar-se-ão com esta geração e hão de condená-la, porque fizeram penitência quando Jonas pregou; e aqui está quem é maior do que Jonas. No dia do Juízo, a rainha do Sul erguer-se-á com esta geração e há de condená-la, porque veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão; e aqui está quem é maior do que Salomão».
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Cirilo de Jerusalém 
(313-350) 
Bispo de Jerusalém, 
doutor da Igreja 
Catequese n.º 20 / 2.ª mistagógica 
O sinal de Jonas 
Fostes conduzidos pela mão até à piscina batismal, como Cristo o foi da cruz até ao túmulo que está diante de vós [na igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém]. Depois de terdes confessado a vossa fé no Pai, no Filho e no Espírito Santo, fostes imersos três vezes na água e três vezes emergistes, símbolo dos três dias que Cristo passou no túmulo. Tal como o nosso Salvador passou três dias e três noites no coração da terra, também vós, ao sairdes da água depois da vossa imersão, haveis imitado Cristo. Quando imergistes, estáveis na noite, não víeis nada; mas, ao sairdes da água, estáveis como que em pleno dia. Num mesmo movimento, morrestes e nascestes; essa água que salva foi ao mesmo tempo o vosso túmulo e a vossa mãe. Estranho paradoxo! Não estamos verdadeiramente mortos, não fomos verdadeiramente sepultados, não fomos verdadeiramente crucificados nem ressuscitados; mas, se esta nossa imitação não passa de uma imagem, a salvação é uma realidade. Cristo foi realmente crucificado, realmente sepultado e verdadeiramente ressuscitou, e toda esta graça nos é dada para que, participando nos seus sofrimentos e imitando-os, ganhemos a salvação. Que amor imenso pelos homens! Cristo recebeu os pregos nas suas mãos puras e sofreu; a mim, sem sofrimento e sem dor, concede-me por esta participação a graça da salvação. Sabemo-lo bem: se é certo que o batismo nos purifica dos pecados e nos dá o Espírito Santo, ele é também a réplica da Paixão de Cristo. É por isso que Paulo proclama: «Ou ignorais que todos nós, que fomos batizados em Cristo Jesus, fomos batizados na sua morte? Fomos sepultados com Ele pelo batismo». Tudo o que Cristo suportou, foi por nós e para nossa salvação, na realidade e não em aparência; e nós tornamo-nos participantes dos seus sofrimentos. Por isso, Paulo continua a proclamar: «Se, na verdade, estamos totalmente unidos a Cristo pela semelhança da sua morte, também o estaremos pela semelhança da sua ressurreição» (Rom 6,3-5).

20 de julho - São Frumêncio

A vida de São Frumêncio é cheia de aventuras. Os dados que nos chegaram sobre ele contam a partir de sua adolescência. No tempo do imperador Constantino, no Século IV, era um dos discípulos de um filósofo chamado Merópio. Como discípulo, acompanhou seu mestre numa longa viagem à Índia. Quando retornavam, o navio parou no porto de Adulis, que fica no mar Vermelho. Neste porto, a vida de Frumêncio tomou um rumo inesperado e foi completamente transformada. A embarcação em que Frumêncio viajava foi cruelmente atacada por piratas da etiópia. Estes, roubaram o navio e assassinaram todos os passageiros e tripulantes. Todos, menos Frumêncio e Edésio, dois amigos adolescentes, discípulos de Merópio.

20 de julho - Beato Luís Novarese

O Venerável Luís Novarese, de quem muitos conservam ainda hoje viva a memória, no exercício do seu ministério sentiu de modo particular a importância da oração pelos e com os doentes e atribulados, que acompanhava frequentemente aos santuários marianos, especialmente à gruta de Lourdes. 
Papa Bento XVI - 02 de janeiro de 2013 
Apostolo dos doentes, a vida e a história do Beato Luís Novarese foram assinaladas desde o início, da amarga experiência da doença e do sofrimento. Nasceu em 29 de julho e 1914 em Casale Monferrato, Itália. Foi o último dos nove filhos do casal e seu pai morreu quando ele tinha nove meses de vida, deixando a esposa de trinta anos de idade, o peso de uma grande família e um pouco de terra para cultivar e grande fé para transmitir aos seus filhos.

São Vilmar - Vulmaro

Nasceu nos arredores de Boulogne-sur-Mer (França, filho de Vulberto e Duda. A tradição conyta que ele foi casado com Osterhildam, uma mulher que tinha sido casada com o nobre Vuilmarus. Este obtém em juízo o retorno da esposa, que por isso teve que deixar Vilmar. Ele então decide viver em continência e se apresentou no mosteiro de Hautmont para viver uma vida de humildade. O abade o aceita e o faz guardião do rebanho, tarefa que ele executou com esmero e pontualidade como expressão de obediência e mortificação. Depois de algum tempo o abade, admirado da sua fé e humildade e não menos da sua inteligência, o destinou para os estudos, nos quais se distinguiu pelo zelo. Tornou-se clérigo e depois padre num tempo em que nos mosteiros, regidos pela regra irlandesa, o sacerdócio era reservado a poucos. Impulsionado pelo desejo de fazer o melhor, Vilmar, com a autorização do superior, deixou Hautmont, rompeu o relacionamento com a própria família, buscou a solidão nos bosques em torno da cidade de “Mempisque”, situada em Flandres, onde viveu vários anos como eremita.

Santo Apolinário

Um santo do início da Igreja, 
foi ordenado por São pedro Apóstolo! 
Santo Apolinário foi de Antioquia a Roma com São Pedro, onde foi ordenado pelo Príncipe dos Apóstolos. Em seguida, foi enviado a Ravena para lá pregar a fé. Sua primeira obra, ao chegar àquela cidade, foi a de devolver a visão ao filho de um soldado ao qual ele havia pedido abrigo; alguns dias depois, curou a mulher de um tribuno, que padecia de uma doença incurável. Isso foi o suficiente para causar a conversão de um grande número de pessoas, e logo formou-se na cidade uma cristandade florescente. Levado diante do governador pagão, Apolinário pregou Jesus Cristo, desprezou o ídolo de Júpiter e viu-se expulso da cidade pelo furor popular, que o deixou semi-morto. Após algumas pregações nos países vizinhos, Apolinário retornou a Ravena e foi à casa de um nobre patrício que havia mandado chamá-lo para curar sua filha, que estava à morte.

Santa Maria Fu Guilin Mártir Festa: 20 de julho

(*)Luopo, Shenxian, Hebei, China, 1863
(+)Daliucun, Wuyi, Hebei, China, 20 de julho de 1900
Professora e catequista, ela escolheu consagrar sua vida a Deus na virgindade, trabalhando com dedicação nas aldeias da província de Hebei. Sua existência aparentemente comum assumiu uma dimensão heroica durante a violenta Perseguição dos Boxers em 1900, um período de profunda turbulência para a China. Presa e levada à execução, ela enfrentou a decapitação invocando firmemente o nome de Cristo Salvador. Sua canonização em 2000, juntamente com a de outros 119 companheiros mártires, restituiu à Igreja universal a memória de uma testemunha silenciosa, porém firme. 
Etimologia: Maria = do hebraico Miryam, 'amada de Deus' ou 'senhora' 
Emblema: Vestido tradicional feminino chinês do final da Dinastia Qing, palma do mártir, cruz de madeira. 
Martirológio Romano: Na cidade de Daliucun, perto de Wuyi, na mesma província, Santa Maria Fu Guilin, que era professora, durante a mesma perseguição foi entregue nas mãos dos inimigos do Evangelho e decapitada enquanto invocava Cristo Salvador.

Santa Etelwitha Rainha de Wessex Festa: 20 de julho

(*)Mércia, Inglaterra, por volta de 850-855 
(+)Winchester, Inglaterra, 5 de dezembro de 902 (ou 903)
Esposa de Alfredo, o Grande, Rei de Wessex, ela não foi apenas uma consorte real, mas um pilar fundamental na rede de alianças políticas e espirituais que possibilitaram o renascimento do reino durante as invasões vikings. Sua existência, muitas vezes ofuscada pelas crônicas da época focadas nos feitos masculinos, emerge com força durante seu período de viuvez. Abraçando uma vida de dedicação religiosa, ela fundou o famoso mosteiro de Nunnaminster em Winchester, deixando um legado duradouro na vida monástica feminina inglesa. 
Etimologia: Do inglês antigo 'Ealh' (templo, santuário) e 'swiþ' (forte). 
Emblema: Vestes reais sóbrias, véu de viúva, modelo em miniatura de uma abadia.

Santo Elias:O Profeta de fogo

Segundo a tradição, dos seguidores desse grande Profeta nasceu a Ordem do Carmo. "Verdadeiramente ígnea [incandescente] foi a sua mente, ígnea a sua palavra, ígnea a sua mão, com que converteu Israel". Com tais palavras, Cornélio a Lápide, um dos maiores exegetas de todos os tempos, qualifica o Profeta que foi arrebatado ao céu por um carro de fogo para voltar à Terra no fim do mundo.
 
***** 
A história da humanidade tem seu centro na história da salvação. Seu eixo consubstancia-se na luta entre o bem e o mal, entre os filhos da luz e os filhos das trevas, entre os que são de Deus e os sequazes do demónio, conforme ensina São Luís Grignion de Montfort. Nesta luta que vai durar até o fim do mundo, ocupa o Profeta Elias um lugar único.

Margarida de Antioquia Virgem, Márir, Santa 275-290

Leiga, mártir e santa (século III). 
Filha de um sacerdote pagão e idólatra. 
Ela morreu no dia 20 de julho de 290, 
com a idade de quinze anos.
Margarida nasceu no ano 275, na Antioquia de Pisidia, uma florescente cidade da Ásia Menor. Órfã de mãe desde pequena e filha de um sacerdote pagão e idólatra, Margarida tinha tudo para jamais aproximar-se de Deus, se "algo" não acontecesse. E algo divino aconteceu: o pai acabou confiando a sua educação a uma ama extremamente católica e a vida de Margarida enveredou por outro caminho. Caminho que a levaria à santidade. Cresceu inteligente e muito dedicada às coisas do espírito. Mas o pai começou a perceber que ela não ia aos cultos ou mesmo ao templo para participar dos sacrifícios aos deuses, sem suspeitar que, à noite, ela participava de cultos cristãos. Como não podia sequer imaginar tal facto, alguém tratou de abrir seus olhos.

Aurélio de Cartago Bispo, Santo + 430

Onde e quando nasceu Aurélio, não se tem registro. As informações sobre ele aparecem a partir de 388, quando vivia em Cartago, era apenas um diácono e amigo do futuro santo e doutor da Igreja, Agostinho. Em 391, este último era o bispo da Hipona, actual Annaba, na Argélia, enquanto Aurélio tornava-se o bispo de Cartago. Ele foi considerado um dos principais líderes da Igreja na chamada "província da África", que ocupava a faixa norte do continente, excepto o Egipto. Encontrou essa Igreja em ruínas, pois enfrentara um cisma no início do século. A crise explodira no fim da perseguição romana aos cristãos, quando o bispo da Numídia, Donato, se declarara uma força política e religiosa. Dizia que viera para purificar a Igreja, separando-a do mundo profano e do Império Romano.

Rita Dolores Pujalte Religiosa, Mártir, Beata (1853-1936)

Rita Dolores Pujalte, primogénita de quatro irmãos, nasceu em Aspe (Diocese de Orihuelas-Alicante, Espanha), no dia 19 de Fevereiro de 1853. Os seus pais, António e Luísa, de profundos sentimentos cristãos, deram aos seus filhos uma esmerada educação religiosa. Antes da sua entrada na vida religiosa, Rita Dolores foi modelo de piedade e de apostolado, tendo participado em várias associações — Filhas de Maria, Terceira Ordem Franciscana e Conferências Vicentinas — e no ensino paroquial do catecismo. Em 1888 ingressou na Congregação das Irmãs da Caridade do Sagrado Coração de Jesus, e em seguida foram-lhe atribuídos pela Fundadora cargos de grande responsabilidade: Mestra de noviças e sua Delegada para as casas da Espanha. Em 1899 a Fundadora, Madre em Cuba, sugeriu às suas religiosas que a nomeassem sua sucessora no governo da nascente Congregação.

Francisca Aldea y Araujo religiosa, mártir, beata 1881-1936

Irmãs de Caridade do 
Sagrado Coração de Jésus, 
mártires em Madrid, em 1936. 
Beatificadas em 1998.
Francisca Aldea y Araujo, filha de Paulo e Narcisa, nasceu em Somolinos, Diocese de Sigüenza-Guadalajara (Espanha), no dia 17 de Dezembro de 1881. Órfã de pai e mãe, desde criança foi acolhida como interna no Colégio Santa Susana, das Irmãs da Caridade do Sagrado Coração de Jesus, em Madrid. Aos dezoito anos ingressou no Noviciado desse Instituto e emitiu os votos temporais em 1903. Depois de receber o diploma de Professora trabalhou no campo do ensino até 1916, quando foi eleita Conselheira e mais tarde Secretária-Geral. Quando estalou a perseguição religiosa, ela exercia o cargo de Administradora-Geral, com residência no Colégio Santa Susana.

ORAÇÕES - 20 DE JULHO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
20 – Segunda-feiraSantos: Apolinário, Aurélio de Cartago
Evangelho (Mt 12,38-42) “Uma geração má e adúltera busca um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal do profeta Jonas.”
Mestres da lei e fariseus querem que Jesus faça uma demonstração que os convença a aceitá-lo. Não lhes bastavam a doutrina que anunciava, a vida que levava, os milagres que fazia. Jesus, então, apresentou-lhes apenas o sinal de sua morte e ressurreição. Sabemos, porém, que eles não se convenceram nem quando Jesus ressuscitou. O que lhes faltava era a docilidade diante de Deus.
Oração
Senhor Jesus, não vos peço provas nem milagres. Peço que mudeis meu coração, e aumenteis a minha fé. Ajudai-me a mais vos conhecer, e maior será minha confiança em vós. Entrego-me todo em vossas mãos, fazei de mim o que bem quiserdes. Se estais comigo, nada preciso temer. Nem mesmo a morte, pois acredito que me havereis de dar a vida plena que dura para sempre. Amém.

domingo, 19 de julho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - Devoções Populares

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Caminho do povo
 
Vivemos um momento de descristianização da sociedade. Não se quer uma sociedade dominada por uma religião. Isso é muito bom. Mas a fé vivida pelas comunidades contribuiu para o bem do povo. Vamos tentar aprofundar a fé popular que traduz os dogmas em palavras simples. Os cristãos cultos sempre tiveram certa recusa a esse modo de viver a fé. Grupos religiosos, de veia evangélica, recusam essa manifestação popular. Só a bíblia. E se esquecem que a Bíblia nasceu da experiência do povo. O cristianismo não é uma religião só da mente, mas ela chega ao povo e deixa que ele se expresse. Um dos motivos foi o fato de a religião ter se tornado propriedade do clero. O povo, não entendendo aquele “latinório”, criou seu modo de viver a fé. Depois do Concílio Vaticano II, muitas expressões populares caíram em desuso, a título de renovação. Como não foram capazes de dar formação suficiente ao povo houve perda maior. Há muitas razões para a religião popular. O povo, com tradições já portuguesas ou nativas, se sustentou. Devemos dizer que a religião oficial não chega ao povo e é bloqueada toda expressão popular. Vive-se de regras. Não é esse o estilo de Jesus que vivia no meio do povo e o compreendia. Muitas Igrejas se esvaziam e isso não é problema. É necessário conhecer a alma do povo para poder dar o alimento que ela necessita. 
Benefícios dessa tradição 
O Documento de Aparecida, capítulo IV, nº 258-265, ensina “a piedade popular como lugar de encontro com Jesus Cristo”. É um desenvolvimento de documentos anteriores, mais reticentes. Papa Bento XVI destacou “a rica e profunda religiosidade popular, na qual aparece a alma dos povos latino-americanos”. Ela “reflete a sede de Deus que somente os pobres e simples podem conhecer” (EN 48). É o catolicismo inculturado. É o que vemos nos santuários. São tantas as manifestações. O que mais caracteriza é o fato de não ser uma religião só intelectual, mas é vivida como um todo: inteligência, sentimento, corpo, na totalidade do ser humano. Pude ver isso na experiência dos africanos na Angola. É outro tipo, mas o corpo reza. Religiosidade popular é viver o cotidiano com Deus e também criar modos comunitários de viver a fé. O povo tem muitos jeitos de falar com Deus e com muito jeito. A sabedoria do momento é sabermos acolher a liturgia em sua alma e deixá-la se expressar também na alma do povo. Sem isso, o culto é vazio. A piedade popular não é suplência do que falta no rito. É uma escola onde podemos aprender a dar vida aos ritos. Mas, esse tempo ainda não chegou. O estímulo dado à inculturação, perdeu todo seu impulso nos pontificados recentes. É o caminho. 
Discernimento 
As muitas manifestações de fé têm muita sabedoria. A missão da Igreja, além de dar o incremento, será sempre fornecer o cuidado para que não se ensine o que é contrário ao Evangelho, por exemplo, orações para fazer mal aos outros. Ou ritos de culto aos santos de modo que se desvie da veneração ou de coisas que possam ser contrárias à doutrina. Deve-se ter o cuidado de separar o que é supersticioso, que seria dar forças espirituais a elementos materiais. Isso podemos ver até no culto às imagens, fixando-se não no que ela lembra, mas nela própria como sendo algo vivo. O culto popular dos santos deve ser sempre animado com uma boa catequese e uma sadia narrativa histórica.
ARTIGO PUBLICADO EM JULHO DE 2021

EVANGELHO DO DIA 19 DE JULHO

Evangelho segundo São Mateus 13,24-43. 
Naquele tempo, Jesus disse às multidões mais esta parábola: «O Reino dos Céus pode comparar-se a um homem que semeou boa semente no seu campo. Enquanto todos dormiam, veio o inimigo, semeou joio no meio do trigo e foi-se embora. Quando o trigo cresceu e começou a espigar, apareceu também o joio. Os servos do dono da casa foram dizer-lhe: "Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde vem então o joio?". Ele respondeu-lhes: "Foi um inimigo que fez isso". Disseram-lhe os servos: "Queres que vamos arrancar o joio?". "Não!", disse ele, "não suceda que, ao arrancardes o joio, arranqueis também o trigo. Deixai-os crescer ambos até à ceifa e, na altura da ceifa, direi aos ceifeiros: Apanhai primeiro o joio e atai-o em molhos para queimar; e ao trigo, recolhei-o no meu celeiro"». Jesus disse-lhes outra parábola: «O Reino dos Céus pode comparar-se ao grão de mostarda que um homem tomou e semeou no seu campo. Sendo a menor de todas as sementes, depois de crescer, é a maior de todas as plantas da horta e torna-se árvore, de modo que as aves do céu vêm abrigar-se nos seus ramos». Disse-lhes outra parábola: «O Reino dos Céus pode comparar-se ao fermento que uma mulher toma e mistura em três medidas de farinha, até ficar tudo levedado». Tudo isto disse Jesus em parábolas, e sem parábolas nada lhes dizia, a fim de se cumprir o que fora anunciado pelo profeta, que disse: «Abrirei a minha boca em parábolas, proclamarei verdades ocultas desde a criação do mundo». Jesus deixou então as multidões e foi para casa. Os discípulos aproximaram-se dele e disseram-Lhe: «Explica-nos a parábola do joio no campo». Jesus respondeu: «Aquele que semeia a boa semente é o Filho do homem, e o campo é o mundo. A boa semente são os filhos do Reino, o joio são os filhos do Maligno, e o inimigo que o semeou é o Diabo. A ceifa é o fim do mundo, e os ceifeiros são os anjos. Como o joio é apanhado e queimado no fogo, assim será no fim do mundo: o Filho do homem enviará os seus anjos, que tirarão do seu Reino todos os escandalosos e todos os que praticam a iniquidade, e hão de lançá-los na fornalha ardente; aí haverá choro e ranger de dentes. Então os justos brilharão como o sol no Reino do seu Pai. Quem tem ouvidos, oiça». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São João-Maria Vianney 
(1786-1859) 
Presbítero, Cura de Ars 
Espírito do Cura d'Ars 
A boa semente e a cizânia 
Vemos no evangelho de hoje, meus irmãos, que o senhor do campo tinha semeado boa semente, mas, enquanto ele dormia, veio o inimigo e semeou a cizânia. O que significa que Deus tinha criado o homem bom e perfeito, mas veio o inimigo e semeou o pecado: é a queda de Adão, queda terrível, que deu entrada ao pecado no coração do homem. Temos de arrancar a cizânia, dizeis? «"Não!", responde o senhor, "não suceda que, ao arrancardes o joio, arranqueis também o trigo. Deixai-os crescer ambos até à ceifa"». O coração do homem terá de permanecer assim até ao fim: uma combinação de bem e de mal, de luz e de trevas, de boa semente e de cizânia. Deus não quis destruir esta combinação e refazer a nossa natureza, de tal maneira que nela houvesse apenas boa semente. Ele quer que combatamos, que trabalhemos para impedir que a cizânia invada o nosso campo. O demónio semeia as tentações; mas, com a graça de Deus, nós temos força para o vencer, para impedir que a cizânia cresça. Há três coisas absolutamente necessárias para combater as tentações: a oração, que nos esclarece; os sacramentos, que nos dão força; e a vigilância, que nos preserva. Felizes as almas que são tentadas! Com efeito, o demónio redobra a sua raiva quando vê que uma alma tende para a união com Deus.

Santas Justa e Rufina mártires, +287

Santa Justa e Santa Rufina eram duas irmãs que nasceram em Sevilha e faleceram no ano 287 na mesma cidade. Estas jovens pertenciam a um povo pagão cujo governador obrigava a prestar culto a ídolos; no entanto, Rufina e Justa nunca aceitaram tal imposição, pois possuíam uma grande fé cristã. Descendentes de uma família pobre, ganhavam a vida vendendo louça de barro nas feiras. Certo dia, estando as duas irmãs junto da sua barraca de louça, viram surgir uma grande procissão que trazia um dos ídolos. Todos o povo o venerava e adorava, porém Rufina e Justa recusaram-se a tal. Enfurecido o governador deteve-as e submeteu-as a tormentos e terríveis castigos, até à morte. Assim, pela coragem de nunca renegarem a sua fé cristã, estas duas raparigas começaram a ser conhecidas e veneradas principalmente pelos oleiros, de quem são padroeiras.

19 de julho - São Pedro Crisci de Foligno

Filho de nobre e rica família, Pedro Crisci teve uma juventude tempestuosa até os 30 anos, quando decidiu deixar tudo e dedicar-se ao Senhor. Converteu-se e passou a abominar tudo aquilo que fizera na ruidosa juventude, vendeu o que possuía, e o que apurou distribuiu aos pobres e, nada mais restando, quis vender-se a si mesmo, prometendo a quem o comprasse obedecê-lo em tudo. Um senhor comprou-o, mas, tocado pela humildade do jovem Pedro, restituiu-lhe a liberdade, impondo-lhe, como condição para tal, que não se esquecesse jamais de pedir a Deus por si. Vestido com um saco, Pedro de Crisci orava a olhar para o sol, que para ele simbolizava Jesus Cristo. Banhado em suor, enquanto não terminava as orações, não abandonava aquela postura, o que, logo, levou os habitantes de Foligno a tê-lo como louco. Sua casa foi a catedral de Foligno, onde ele fez o trabalho de limpeza e viveu na torre do sino.

São Símaco Papa Festa: 19 de julho

Quando Símaco foi eleito Papa, em 498, teve que enfrentar os desafios do rei ostrogodo, Teodorico, e a oposição do antipapa Lourenço. Mas, ele não desanimou, aliás, até encontrou tempo para resgatar e libertar os escravos. A São Símaco foi atribuído o primeiro palácio do Vaticano.
(*)Sardenha, século V
(+)Roma, 19 de julho de 514 
(Papa de 22 de novembro de 498 a 19 de julho de 514) Natural da Sardenha. As ameaças do rei ostrogodo Teodorico e a oposição do antipapa Lourenço foram os desafios que Símaco enfrentou quando foi eleito Papa em 498. No entanto, ele encontrou tempo para resgatar e libertar os escravos. A ele é atribuída a construção do primeiro palácio do Vaticano e a prescrição do canto do "Glória" na missa dominical.
Martirológio Romano: Em Roma, na Basílica de São Pedro, São Símaco, papa, que, após ter sofrido por muito tempo com o fanatismo dos cismáticos, finalmente morreu como confessor da fé.

Santos Elizabeth Qin Bianzhi e Simon Qin Chunfu Mãe e filho, mártires Festa: 19 de julho

† Liucun, China, 19 de julho de 1900 
Martirológio Romano: Na cidade de Liucun, perto da cidade de Renqin, também em Hebei, os santos mártires Elizabeth Qin Bianzhi e seu filho Simon Qin Chunfu, de quatorze anos, que na mesma perseguição, fortes na fé, superaram todas as crueldades de seus inimigos. 
A era moderna das missões chinesas começou em meados do século XIX, quando o Tratado de Nanquim e outros acordos internacionais abriram as portas da China para o mundo exterior e garantiram a tolerância ao cristianismo no país. Iniciou-se imediatamente um período de grande atividade e expansão, tanto missionária quanto comercial, visto que, no final do século, os britânicos controlavam 80% do comércio exterior chinês.