domingo, 6 de setembro de 2026

ORAÇÕES - 06 DE SETEMBRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
6 – 23º Domingo do Tempo Comum –
Evangelho (Mt 18,15-20) “Se dois de vós estiverem de acordo sobre qualquer coisa que quiserem pedir, meu Pai o concederá. Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou ali, no meio deles.”
É a presença de Jesus que nos torna possível a união em vista de um mesmo objetivo. É sua presença entre nós que faz nossa oração agradável ao Pai. Unidos a ele podemos adorar, louvar, suplicar e agradecer, fazendo de toda a nossa vida um culto ao Senhor. Sua presença é que nos faz Igreja, comunidade de filhos e filhas de Deus, santificando-nos pela sua palavra e por seus sacramentos. Unidos a Jesus podemos ser fatores de salvação para todos, porque ele age por meio de nós na transformação do mundo e da sociedade. Seu poder é que nos mantém a salvo no meio dos perigos, ele é nossa esperança, é o único que pode dar um sentido para nossa vida. É preciso que deixemos sua presença ser cada vez mais visível em nossas atitudes.
Oração
Senhor Jesus, creio que estais sempre presente entre nós, como fonte de nossa vida e centro de nossa fraternidade. Aumentai nossa união ao vosso redor, fazei-nos participar mais intimamente de vossa vida divina, transformai-nos para que vos possamos tornar presente em todos os ambientes. Sabendo que estais sempre conosco, teremos mais coragem para enfrentar dificuldades e trabalhos, e também mais alegria e confiança. Vossa presença é sempre discreta; ajudai-nos, pois, a perceber essa presença em nossa comunidade e em nossa família. Sei que não estais presente só nos momentos sérios e religiosos, mas também em nossos momentos de descontração e festa. Isso poderá fazer ainda maior nossa alegria. Cuidai, Senhor, que estejamos sempre convosco e nunca vos deixemos de lado. Amém.

sábado, 5 de setembro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - Chovei das alturas

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Encarnação continuada
 
A reforma litúrgica restaurou a necessária lembrança da segunda volta de Cristo. Esta é agora é mais importante que a primeira, pois esta já cumpriu sua parte. Com isso, aquele aspecto de Advento, imitação da Quaresma, ficou bem diluído. O mistério da Encarnação não se reduz ao tempo de Natal, ao nascimento de Jesus e às celebrações que seguem. E depois entra em silêncio até que se comece a sentir a falta desse tempo gostoso cheio de ternura. A Encarnação envolve todo o mistério de Cristo e se manifesta em todos seus aspectos. Deus quis Se comunicar para atrair a Si todo o universo criado e todos os seres, de modo particular o homem e a mulher por Ele criados. Deus está sempre Se comunicando e chamando à participação de sua vida. É próprio do amor se difundir e atrair a si. Não podemos medir Deus pelo nosso planetinha diminuto num universo “infinito”. Mas aconteceu que Se manifestou em seu Filho Encarnado que vai ao extremo de seu ser humano na morte e sepultura. Tudo o que é humano está presente em Cristo. Queremos mistificar para não nos comprometer. Há muitos segmentos da sociedade e da Igreja que temem ser humanos. Isso tira o compromisso com o outro, sobretudo aqueles que têm diminuída sua condição humana. Esses são chamados de pobres e de abandonados. O Filho também se identificou com eles. Ele não recusa os que possuem, mas quer que produzam frutos de misericórdia. Mas sabemos que, quem ajuda os pobres são os outros pobres. 
Igreja que se encarna 
A encarnação continua presente na Igreja, tanto que, o maior ensinamento do Concílio é a encarnação da Igreja no mundo atual. A Igreja do século X falava para aqueles homens do século X. Pe. Vitor Coelho dizia que a Igreja não é de bronze, pois esse enferruja. Ela é uma árvore que tem um tronco firme e ramos novos. Sem os ramos novos, ela não cresce. Não crescendo pode morrer. É o que vemos em tantos países desenvolvidos. Por isso, a Encarnação não se esgota no Natal. Continua assumindo as condições humanas para chegar a todo homem. Tem que sair de si. Podemos ver as escleroses espirituais que destroem todo o sentido do Evangelho. O povo tem direito à beleza, mas tem outros direitos também. Direitos à pureza do Evangelho. A evangelização que não vai ao homem concreto, no seu mundo, não é continuação da Encarnação. Os sacramentos, a pastoral, as estruturas eclesiais continuam Jesus Cristo em sua missão e vida. Não se trata só de uma recordação, mas de uma atuação. É Cristo que continua. Uma das primeiras coisas a fazer é ir às comunidades mais carentes. Jesus não nasceu na sala, mas num lugar fora, onde estavam os animais e até outros forasteiros. 
Por um Natal encarnado 
Perdemos o encanto do Natal. Quem sabe foi porque ficamos só no encanto. Era um tempo lindo. Pode ser que a beleza sem conteúdo tenha murchado. O conteúdo do Natal é Jesus que vem comunicar a presença real de Deus entre as pessoas. Minha cunhada e família fazem o Natal de uma creche e dão os presentes e a festa. Meu irmão, tendo ido ajudar na distribuição dos presentes, vendo a felicidades das crianças, disse que era o primeiro Natal de sua vida. Estava mais feliz que as crianças. Ao sairmos de nós mesmos, em direção aos necessitados repetimos o gesto de Deus ao vir a nós, dando-nos como presente a Si mesmo em seu Filho. Aí é Natal.
ARTIGO PUBLICADO EM DEZEMBRO DE 2021

EVANGELHO DO DIA 05 DE SETEMBRO

Evangelho segundo São Lucas 6,1-5. 
Passava Jesus através das searas num dia de sábado e os discípulos apanhavam e comiam as espigas, debulhando-as com as mãos. Alguns fariseus disseram: «Porque fazeis o que não é permitido ao sábado?». Respondeu-lhes Jesus: «Não lestes o que fez David, quando ele e os seus companheiros sentiram fome? Entrou na casa de Deus, tomou e comeu os pães da proposição, que só aos sacerdotes era permitido comer, e também os deu aos companheiros». E acrescentou: «O Filho do homem é Senhor do sábado». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santo Agostinho 
(354-430) 
Bispo de Hipona 
(norte de África), 
doutor da Igreja 
Sobre o sentido literal do Génesis, IV, 13-14 
Entrar no repouso de Deus 
«Deus viu tudo o que tinha feito: 
era tudo muito bom. E, no sétimo dia, 
descansou do trabalho que tinha realizado»
(Gn 1,31-2,2). 
As obras de Deus são boas e Ele repousará nas nossas obras, se estas também forem boas. Foi como sinal deste repouso que Ele prescreveu ao povo hebraico a observância do sábado. Mas eles praticavam-no de uma forma tão material que repreendiam Nosso Senhor quando O viam operar a nossa salvação em dia de sábado. Tal atitude valeu-lhes uma resposta justa: «Meu Pai trabalha incessantemente e Eu também trabalho» (Jo 5,17), não só governando com Ele toda a criação, mas realizando a nossa salvação. Quando, porém, a graça foi revelada, os fiéis foram libertados do preceito do sábado, que consistia na observância de um dia. Agora, pela graça, o cristão observa um sábado perpétuo, se fizer o bem na esperança do repouso que há de vir e não se glorificar das suas boas obras como se elas lhe pertencessem e não as tivesse recebido. Assim, recebendo e considerando o sacramento do batismo como um sábado, isto é, como o repouso do Senhor no seu túmulo (cf Rom 6,4), o cristão repousa das suas obras passadas, caminha pelas veredas de uma vida nova e reconhece que Deus age nele, Ele que governa as suas criaturas em repouso, porque tem em Si a tranquilidade eterna. Deus não Se fatigou ao criar, nem repousou ao cessar de criar; mas quis inspirar-nos, através da linguagem da Sagrada Escritura, o desejo do seu repouso: quis santificar aquele dia como se, mesmo para Ele que não Se fatiga ao trabalhar, o repouso tivesse mais valor do que a ação. É isso que o evangelho nos ensina quando o Senhor diz que Maria, ao sentar-se e permanecer em repouso a seus pés para escutar a sua palavra, escolheu uma parte melhor do que a de Marta, ainda que esta se dedicasse a obras de serviço (cf Lc 10,39s).

Santos Acôncio, Nonnus, Ercolano e Taurino Mártires Festa: 5 de setembro Séculos III-IV

Não há muitas notícias sobre estes mártires de Fiumicino, porto romano, a não ser nas Lendas de Santa Áurea. O Papa Formoso levou as relíquias de Nono, Herculano e Taurino para uma igreja na Ilha Tiberina, em Roma, dado que já havia outra igreja dedicada a Acôncio, segundo documentos do século X.
O documento mais antigo que os menciona é o Depositio Martyrum, que para o dia 5 de setembro declara: "Aconti in Porto, et Nonni, et Herculani et Taurini". No Martirológio de São Jerônimo, porém, eles são divididos em dois grupos e mencionados em dias diferentes, provavelmente devido à influência de fontes hagiográficas.

Beata Maria Madalena Starace, Fundadora - 5 de setembro

Maria Madalena da Paixão nasceu em Castellammare di Stabia, província de Nápoles, Itália, a 5 de setembro de 1845. Foi batizada com o nome de Constança. Sua mãe, muito piedosa, a consagrou à Virgem das Dores. Na idade de 4 anos começou a frequentar a escola, onde se relacionou com meninas pobres, experiência que deixou uma marca profunda em seu coração. Em 1850 as Filhas da Caridade se estabeleceram em Castellammare para dar assistência aos doentes do Hospital São Leonardo; em seguida abriram um orfanato e um internato para meninas de boa conduta. Constança foi admitida nesse internato e começou a respirar um clima de oração e de dedicação que acendeu nela o desejo de se consagrar ao Senhor. Fez a Primeira Comunhão e, na idade de 10 anos, recebeu o Sacramento da Confirmação. Por motivos de saúde, teve que voltar para sua família e prosseguiu os estudos em casa, começando a cultivar com assiduidade a oração.

Bertino de Sithiu Confessor, Abade, Santo + 700)

Bertino nasceu em Konstanz, na Alemanha, e recebeu a sua formação monástica no célebre Mosteiro de Luxeuil, que seguia a austera regra de São Columbano. Foi ali que ele se consagrou ao Senhor, ao mesmo tempo que dois dos seus amigos, Momolino e Ebertrano (ou Bertrand). Se bem que ainda jovem, distinguiu-se pela sua obediência à regra austera que ali se praticava. Naquela época, viviam em Luxeuil, nada menos de 500 frades, que era governaddos por Eustásio, imediato sucessor de São Columnao. Em 610 Bertino foi enviado para Bobio, na Lombardia, onde a Ordem tinha recentemente aberto um novo mosteiro. Esta nova abadia tournou-se rapidamente um centro de cultura, onde se ensinava tudo o que tinha uma relação imediata com a religião. Em breve dali sairam novos bispos, cujo renome passou além-fronteiras.

Lourenço Justiniano Bispo, Santo 1380-1456

Fundador da 
“Companhia dos cônegos seculares”, 
pioneiros do esforço reformador; bispo.
Filho da nobre família Justiniano, Lourenço nasceu em Veneza, no dia 1 de julho de1380. Desde cedo já manifestava seu repúdio ao orgulho, à ganância e corrupção que havia em sua terra natal. Na adolescência teve uma visão da Sabedoria Eterna e decidiu se dedicar à vida religiosa. Sua única ambição era amar e servir a Deus. Procurando o aprimoramento espiritual, tornou-se um mendigo em sua cidade, chegando a esmolar na porta da casa de seus próprios pais. A vanguardista Veneza do século XV era um efervescente laboratório de reforma católica, destinado a produzir frutos preciosos. Um deles foi Lourenço Justiniano.

Santa Teresa de Calcutá (Agnes Gonxha Bojaxiu) Virgem, Fundadora-Festa: 5 de setembro

(*)Skopje, Macedônia, 26 de agosto de 1910
(+)Calcutá, Índia, 5 de setembro de 1997 
Agnes Gonxhe Bojaxhiu, nascida na atual Macedônia do Norte, em uma família albanesa, realizou seu sonho de se tornar freira missionária aos 18 anos e ingressou na Congregação das Irmãs Missionárias de Nossa Senhora de Loreto. Partiu para a Irlanda em 1928 e chegou à Índia um ano depois. Em 1931, fez seus primeiros votos, adotando o nome de Irmã Maria Teresa do Menino Jesus (escolhido por sua devoção à santa de Lisieux). Por cerca de vinte anos, lecionou história e geografia para os alunos do Colégio Entally, na zona leste de Calcutá. Em 10 de setembro de 1946, enquanto viajava de trem para Darjeeling para um retiro espiritual, sentiu seu "segundo chamado": Deus queria que ela fundasse uma nova congregação. Em 16 de agosto de 1948, deixou o colégio para compartilhar a vida com os mais pobres entre os pobres. Seu nome tornou-se sinônimo de caridade sincera e altruísta, vivida diretamente e ensinada a todos. Do primeiro grupo de jovens que a seguiram, surgiu a congregação das Missionárias da Caridade, que mais tarde se expandiu para quase todo o mundo. Ela faleceu em Calcutá, em 5 de setembro de 1997. Foi beatificada por São João Paulo II em 19 de outubro de 2003 e canonizada pelo Papa Francisco em 4 de setembro de 2016.

ORAÇÕES - 05 DE SETEMBRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
5 – Sábado – Santa Teresa de Calcutá
Evangelho (Lc 6,1-5) Seus discípulos arrancavam e comiam as espigas... Então alguns fariseus disseram: – Por que fazeis o que não é permitido em dia de sábado?”
Aqueles fariseus, quando viram os discípulos apanhando algumas espigas para comer, não perguntaram se eles estavam com fome. Se tinham comido alguma coisa aquele dia. Bem o que tenho feito muitas vezes. Logo julgo as pessoas e as condeno pelos dez mandamentos, não procuro entender, não converso, não pergunto por que agem assim, nem se precisam de alguma ajuda.
Oração
Senhor Jesus, agora fui apanhado, fiquei sem desculpa. Não gosto de ser acusado ou condenado, sem antes ser compreendido. Tenho, então, de mudar e começar a não condenar ninguém antes de conhecer as circunstâncias. Ajudai-me também a respeitar mais a consciência de meus irmãos, e acreditar sempre em sua vontade de vos seguir da melhor maneira possível. Amém.

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Alegrai-vos”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Exultai cantando alegre
 
A liturgia do terceiro domingo do Advento e o quarto domingo da Quaresma têm uma característica comum: “Estes sacramentos nos purifiquem dos pecados e nos preparem para as festas que se aproximam” (Pós-Comunhão). É como olhar o horizonte e ver os primeiros raios do amanhecer do dia pleno que chega. Temos hoje uma liturgia alegre, festiva, animada pelos próximos acontecimentos. A alegria vai aumentando, como rezemos: “Dai chegarmos às alegrias da salvação e celebrá-las com intenso júbilo na solene liturgia” (Oração). A profecia de Sofonias convida a cantar e rejubilar porque Deus revogou a sentença de condenação, afastou os inimigos e está presente no meio do povo (Sf 3,14-15). A presença de Deus no meio do povo é sua segurança. O cântico de Isaias nos descreve essa alegria: “Exultai cantando alegres, habitantes de Sião, porque é grande em vosso meio o Deus santo de Israel” (Is 12,6). A alegria do Natal é tão grande que sua preparação já é um tempo de alegria. A liturgia continua na carta de Paulo aos Filipenses: “Alegrai-vos sempre no Senhor; eu repito alegrai-vos” (Fl 4,4). O mistério da Encarnação é um motivo de grande alegria. Uma liturgia deve sempre transbordar de alegria. Os mistérios de Deus não são ensinamentos frios e sem sentimentos. Eles são penetrados pela Encarnação do Filho. Na noite do Natal ouviremos o que dizem os Anjos aos pastores: “Eis que vos anuncio uma grande alegria: ‘Hoje nasceu para vós um salvador, o Cristo Senhor’ ” ( Lc 2,10). Essa alegria deve dominar nossa celebração. Alegres porque ele está conosco.
Preparar para as festas 
A fonte da alegria encontra sua raiz na ação salvadora de Deus e na colaboração do homem que procura o bom caminho. Vemos como João Batista dá às diversas categorias de pessoas que o procuravam, as indicações como atuar a conversão em suas vidas. Diziam: “Que devemos fazer?” É interessante que sua pregação é concreta: Aos ricos que saibam partilhar; aos cobradores de impostos ensina a retidão nos negócios; às autoridades policiais manda respeitar as pessoas e não explorar extorquindo. Sua pregação dava ares de estarem na presença do Messias. João estava na expectativa do Messias e não sai de sua missão que era preparar sua vida. Este homem sabia o seu lugar. É uma grande lição para a pregação na Igreja: deve atingir todas as categorias de pessoas, não nivelando, mas mostrando com verdade cada situação. Preparar a vinda do Messias, esperando por seu Natal, nos leva a assumir atitudes de conversão de nossas atitudes. Essa conversão vai ser o melhor modo de nos preparar para receber o Senhor em seu Natal. Somente a alegria da conversão pode nos conduzir ao verdadeiro Natal. 
A alegria seja vossa força (Ne 8,10) 
A alegria do Senhor é algo que nasce de seu Ser. Não é algo exterior, mas é o seu viver em união e nos dar a participar em comunhão com seu Ser. Somos uma religião da alegria. Viver a fé é a capacidade de encontrar o sentido da vida. Por isso a alegria interior de estar em nosso lugar, vivendo em consonância com Aquele que nos dá a vida. Não provém do exterior. Aqui percebemos porque Neemias diz que a “alegria do Senhor seja vossa força”. A alegria de Deus estava, naquele momento, na restauração do povo e em sua reconstituição. Ela está numa participação e não somente numa causa exterior. Sentir-se em Deus está na capacidade de gerar condições de vida. 
Leituras: Sofonias 3,14-18ª; 
Cântico Isaías 12,2-6;
Filipenses 4,4-7; Lucas 3,10-18. 
1. A alegria do Natal é tão grande que sua preparação já é um tempo de alegria. 
2. Preparar a vinda do Messias é assumir atitudes de conversão. 
3. Sentir-se em Deus está na capacidade de gerar condições de vida 
Remédio para tudo 
João Batista, em sua pregação, tocava diferentes corações que buscavam uma via diferente. Que devemos fazer, diziam? Para cada situação, a resposta estava na conversão. Assim o remédio é o mesmo para situações diferentes. Depois que se toca o coração é possível a mudança. O homem saído do deserto, trazia sua experiência de encontrar em Deus a resposta para todas as coisas. Não se trata de um remédio bom para tudo e na verdade para nada, mas de um que tem tudo para todos. 
Homilia do 3º Domingo do Advento (12-12-2021)

EVANGELHO DO DIA 04 DE SETEMBRO

Evangelho segundo São Lucas 5,33-39. 
Naquele tempo, os fariseus e os escribas disseram a Jesus: «Os discípulos de João Batista e os fariseus jejuam muitas vezes e recitam orações. Mas os teus discípulos comem e bebem». Jesus respondeu-lhes: «Quereis vós obrigar a jejuar os companheiros do noivo enquanto o noivo está com eles? Dias virão em que o noivo lhes será tirado; nesses dias jejuarão». Disse-lhes também esta parábola: «Ninguém corta um remendo de um vestido novo para o deitar num vestido velho, porque não só rasga o vestido novo, como também o remendo não se ajustará ao velho. E ninguém deita vinho novo em odres velhos, porque o vinho novo acaba por romper os odres, derramar-se-á e os odres ficarão perdidos. Mas deve deitar-se vinho novo em odres novos. Quem beber do vinho velho não quer do novo, pois diz: "O velho é que é bom"». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Pascácio Radbert(849) 
Monge beneditino 
Comentário sobre o evangelho de Mateus 
«E serão dois numa só carne. 
É grande este mistério, digo-o 
em relação a Cristo e à Igreja» 
(Ef 5,31-32) 
Uma união estranha e extraordinária teve lugar quando «o Verbo encarnou» no seio da Virgem e «habitou entre nós» (Jo 1,14). Da mesma forma que todos os eleitos ressuscitaram em Cristo quando Ele ressuscitou, assim também nele foram celebradas núpcias: a Igreja foi unida a um Esposo pelos laços do matrimónio quando o homem-Deus recebeu em plenitude os dons do Espírito Santo e toda a divindade veio habitar num corpo semelhante ao nosso. Cristo tornou-Se homem pelo Espírito Santo e, «como um esposo [que sai] do seu leito» (Sl 19,6), saiu do seio da Virgem, que foi o seu quarto nupcial. Mas a Igreja, renascendo da água no mesmo Espírito, torna-se um só corpo em Cristo, de tal modo que «serão os dois uma só carne» (Mt 19,5), coisa que, em relação a Cristo e à Igreja, é um grande mistério (cfEf 5,32). Esse casamento dura desde o princípio da Encarnação de Cristo até ao momento em que Cristo virá e se realizarão todos os ritos da união nupcial. Então, aqueles que estiverem preparados e tiverem observado convenientemente as condições de uma tão grande união, entrarão com Ele, cheios de respeito, na sala das núpcias eternas (cf Mt 25,10). Enquanto espera, a esposa prometida a Cristo caminha para o seu Esposo, e observa a aliança com Ele todos os dias, com fé e ternura, até que Ele venha.

Beato José Toniolo

José Toniolo nasceu em 1845, em Treviso, numa Itália ainda desunida e em Revolução Industrial. Com 22 anos licencia-se em Direito pela Universidade de Pádua. Depois de iniciar a sua carreira docente nesta Universidade passa pelas Universidades de Veneza, Modena e Pisa onde ensina Economia Política, Estatística e Direito Administrativo. O ano de 1878 é duplamente significativo na vida de Toniolo: em Fevereiro, o cardeal Vincenzo Pecci é eleito Papa, ficando conhecido por Leão XIII; em Setembro, o jovem professor casa com Maria Schiratti, com quem irá ter 7 filhos. Desde cedo Toniolo percebe que a sua santificação passa pelo trabalho e pela família, ou seja, como dirá o Concílio Vaticano II um século depois, através das “condições, tarefas e circunstâncias da própria vida” (vd. Lumen Gentium, 41). Como professor de Economia defende o primado da Ética sobre a Economia, dirigindo-se diretamente aos problemas mais prementes da sua época: a condenação do trabalho infantil, a limitação das horas de trabalho, o estabelecimento dos dias de descanso, o pagamento do «salário justo».

São Marino, eremita

"Eu os deixo livres de ambos os homens" 
(Marino agonizante). 
Esta frase, atribuída a São Marino agonizante, tem o seguinte significado: o Santo, antes de votar à Casa do Pai, teria anunciado aos habitantes do povoado, que surgiu sobre o Monte Titano, em torno da comunidade por ele fundada, que eles seriam livres da autoridade do imperador e do Papa. Estas palavras profetizavam, de fato, a queda do Exarcado Bizantino, ocorrida no século VIII, e a base da independência da República homônima de São Marino, ainda hoje em vigor.
Chegada à Itália com o amigo Leão 
Transcorria o ano 275. Os imperadores Diocleciano e Maximiano, além de exacerbarem as perseguições contra os cristãos, decidiram reconstruir a cidade de Rimini, destruída pelos Liburnos. Marino e o amigo Leão, escultores, deixaram a Ilha de Arbe, na Dalmácia, e se estabeleceram, imediatamente, no Monte Titano, onde começaram a trabalhar na extração de rochas, necessárias para a reconstrução da muralha da cidade.

São Bonifácio I Papa Festa: 4 de setembro (+)422

Bonifácio foi eleito Papa, em 418, em um Conclave bastante complicado. Mas, seus difamadores também elegeram Eulálio. Logo, um Papa e um Antipapa. Bonifácio, porém, com sabedoria, conseguiu fazer Eulálio voltar atrás, nomeando-o Bispo e restaurando o prestígio da Igreja de Roma. Faleceu em 422. 
https://www.vaticannews.va/pt/santo-do-dia.html 
(Papa de 29/12/418 a 4/09/422) 
Romano, seu pontificado foi marcado por tumultos, provocados pelos partidários do antipapa Eulácio (Papa de 418 a 419), que finalmente se submeteu e foi nomeado bispo de Nepi. Martirológio Romano: Em Roma, no cemitério de Máximo, na Via Salária, está sepultado São Bonifácio I, Papa que resolveu muitas disputas relativas à disciplina eclesiástica.

Beata Maria de Santa Cecília Romana (Maria Dina Bélanger), Virgem e Mística - 4 de setembro.

 Quebec, Canadá, 30 de abril de 1897 – Sillery, Quebec, 4 de setembro de 1929.

A beata canadense Maria di Santa Cecilia Romana (nascida Dina Bélanger), virgem professa da Congregação das Religiosas de Jesus e Maria, sofreu uma grave enfermidade durante muitos anos, confiando sempre somente em Deus. João Paulo II a beatificou em 20 de março de 1993.

Ela viveu apenas 32 anos, mas foram anos intensos, repletos de dons místicos, de suportar o mal cruel, de se entregar a Deus na vida consagrada e também de se dedicar à arte da música.

Beata Catarina Mattei de Racconigi, Dominicana - 4 de setembro

Martirológio Romano:
Em Caramagnan no Piemonte, Beata Catarina Mattei, virgem, Irmã da Penitência de São Domingos, que suportou com caridade admirável e abundância de virtude a constante enfermidade, as calúnias dos homens e todas as tentações. 
A Beata Catarina de Racconigi foi uma viva cópia de Santa Catarina de Siena, a quem, por uma celeste visão, adotou como mestra. Catarina tinha quinze anos quando teve uma visão da Santíssima Virgem que tomando a mão da jovem a uniu a do Divino Redentor, dizendo: "Te dou por esposo meu Filho em fé, esperança e caridade”. Em outra visão, a Santíssima Virgem apresentou-se com o hábito dominicano, mandou que ela entrasse na Ordem Terceira, predizendo que em breve os irmãos abririam um convento em Racconigi.

Santa Irmengarda (Irmgarda) de Suchteln Festa: 4 de setembro

(†)Colônia, 4 de setembro 1089 
Martirológio Romano: Em Colônia, na Lotaríngia, na Alemanha de hoje, Santa Irmgard, que, como Condessa de Süchteln, comprometeu todas as suas posses para a construção de igrejas. 
Ela era filha do conde Godizo de Aspel, no Baixo Reno, parente de Santo Henrique II e sua esposa Santa Cunegonde. Acima do túmulo de seus pais, em Rees, Irmengarde mandou construir uma igreja em homenagem à Santa Virgem; Henrique III concedeu-lhe em 15 de fevereiro de 1041 muitas terras na Bélgica e na Holanda e o Papa São Leão IX a visitou em Aspel em 1049. Pouco depois, deixou a casa de seu pai lá e se tornou uma eremita em Suechteln. Depois de uma peregrinação a Roma, morou em Colônia, de onde trouxe de volta a Roma, em uma segunda peregrinação, um pouco de terra do cemitério de Santa Úrsula, que se transformaria em sangue.

Santa Ida de Herzfeld Viuva, Mãe dos pobres - 4 de setembro

Foi a primeira santa da Vestfalia. É sem dúvida um dos casos mais flagrantes de membros de famílias inteiras e gerações da Idade Média voltados para a vida religiosa. Santa Ida nasceu c. de 766, na Vestfalia (região histórica da Alemanha entre o Weser e o Reno) e viveu na época de Carlos Magno (742-814), e todos os seus cinco irmãos e irmãs escolheram a vida religiosa, dois deles, Wala e Adalhard, se tornaram abades de Corvey. Tendo passado a sua infância praticando as virtudes e a piedade cristãs, se casou com o Duque da Saxônia, Ecberto, de quem ela amorosamente cuidou durante uma longa doença. De sua feliz união nasceram cinco filhos, três dos quais escolheram a vida religiosa: uma filha, a Venerável Hadwig, foi abadessa em Herford, e no mesmo convento também foi religiosa outra filha, Adela. Seu filho, o Venerável Varin, mais tarde tornou-se abade de Corvey.

Santa Cândida de Nápoles Festa: 4 de setembro, século I

Segundo a lenda, ela era uma senhora idosa da aldeia, afligida por uma grave doença. Quando o apóstolo Pedro passou pela cidade campaniana a caminho de Roma, a santa implorou-lhe que a curasse, prometendo em troca a conversão ao cristianismo. Pedro então realizou um exorcismo, curando finalmente a mulher. Após o milagre, Cândida decidiu chamar um amigo doente, Aspreno, que também recebeu a cura do apóstolo e, após a sua partida, foi nomeado bispo de Nápoles. Cândida morreu em 78, provavelmente como mártir em sua cidade natal, durante o reinado do imperador Vespasiano (68-79). 
Cândida de Nápoles Mártir e Santa (data incerta) 
A primeira referência sobre santa Cândida foi encontrada no calendário da Igreja de Córdova e em alguns documentos da antiga Galícia, ambas na Espanha.

MOISÉS Liberador dos judeus, Santo Antigo Testamento

É um dos personagens centrais 
do Antigo Testamento. 
Moisés, o libertador do povo eleito, 
o mediador da Aliança renovada do Sinai.
Moisés e Abraão constituem as duas personagens centrais do Antigo Testamento. Moisés, o libertador do povo eleito, o mediador da Aliança renovada do Sinai e, em conformidade com ela, o organizador da teocracia hebraica. Tal foi a importância dele na história de Israel que muitas vezes o Messias é interpretado como reencarnação do grande «Profeta» por antonomásia, do Testamento Antigo. Os dias do Êxodo tinham ficado como os tempos heróicos da história de Israel, e o principal protagonista de tais gestos, Moisés, ficou na memória de todas as gerações como o amigo de Deus por excelência.