sábado, 28 de março de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Convertei-vos”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Uma luz se levanta
 
A Palavra de Deus salienta fortemente o início da pregação de Jesus como o sair das trevas de um mundo abandonado. Jesus é a luz que surge das trevas e inicia sua caminhada monumental de iluminar o mundo com a luz que não se apaga. Depois de passar pelo batismo e pelo deserto tentado pelo demônio, Jesus está fortalecido pelo amor do Pai e pela Palavra do Antigo Testamento. Recebe a notícia da prisão de João. Podemos até pensar que está encerrado o ciclo de João. Agora vem o tempo definitivo. Jesus inicia seu ministério numa terra mal vista. É a Galiléia. Esta região de Israel está na fronteira com o mundo pagão. E muitos pagãos vivem no território. Eram mal vistas pelos judeus fiéis que estavam em Jerusalém. Viviam na escuridão. A esses o profeta Isaías promete um futuro luminoso: “O povo que vivia na escuridão viu uma grande luz; para os que habitavam nas sombras da morte, uma luz resplandeceu” (Is 9,1). É como sair de uma grande escuridão e ter razões para muitas alegrias. Essa realidade se dá em Jesus que é a luz que ilumina todo homem que vem a esse mundo. O salmo explicita de onde vem essa luz: “O Senhor é minha luz e salvação” (Sl 26). O Senhor é sempre a luz. Por isso Jesus diz de si mesmo: “Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não anda nas trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8,12). A luz é vida. Por isso a conversão encaminha para a luz. Jesus proclama a conversão porque o Reino de Deus está próximo (Mt 4,17). Jesus e seu Espírito constituem essa luz que tira os povos da escuridão. Vir para a luz é acolher o Reino que Jesus anuncia próximo.
Colaboradores da missão 
Assim que começa o anúncio da conversão, Jesus inicia a reunir companheiros para a missão. Um dia Jesus lhes dirá: “O Espírito Santo... dará testemunho de mim. E vós também dareis testemunho porque estais comigo desde o começo” (Jo 15,27). Estando com Ele, vivem juntos para depois comunicarem. O chamamento de Jesus se dá à beira do lago, entre os humildes e fortes pescadores. São chamados para a mesma missão de Jesus: serem pescadores. O lago significa o mundo; e a pesca, a missão de lançar a rede da Palavra. Eles, estando sempre com Ele, aprendem suas atitudes e mentalidade para anunciarem o Evangelho na força de Cristo. É o que vemos em Paulo, na primeira carta aos Coríntios “Cristo não me enviou para batizar, mas para pregar a boa nova da salvação, sem me valer dos recursos da oratória, para não privar cruz de Cristo de sua força própria” (1Cor 1,17). A missão de Cristo continua integral em seus discípulos. Jesus convida para que sejam “pescadores de homens”. Fez um jogo de palavras para comunicar a missão e que essa missão não se confunde com apego a grupos. Não admite divisões ou preferências. O que se exige é que estejamos concordes: “Eu vos exorto, pelo nome do Senhor Jesus, a que sejais concordes uns com os outros... sejam concordes no pensar e no falar” (Id 10). 
Exigências da resposta 
Jesus chama os primeiros discípulos em seu ambiente natural de trabalho. E eles respondem prontamente: “Imediatamente deixaram as redes e O seguiram” (Mt 4,20). Não fizeram perguntas ou explicações. Imediatamente. O Reino de Deus tem pressa e pede que os seus não se fixem em pequenas coisas, mas lancem longe suas redes. Essa missão inclui igualmente as atitudes de Jesus: “Jesus andava por toda a Galiléia, ensinando em suas sinagogas e pregando o Evangelho do Reino e durando todo o tipo de doença e enfermidades do povo” (Mt 4,23). Não bastam palavras, é necessária a permanente atitude de cuidado com o ser humano total. Por isso nossas palavras não convencem.
Leituras Isaías 8,23b-9,3; Salmo 26; 
1Coríntios 1,10-13.17; Mateus 4,12-23 
1. Jesus é a luz que surge das trevas e inicia sua caminhada de iluminar o mundo. 
2. Eles aprendem suas atitudes e mentalidade para anunciarem o Evangelho na força de Cristo. 
3. O Reino de Deus tem pressa e pede que os seus não se fixem em pequenas coisas, mas lancem longe suas redes.
Interruptor 
Nada como encontrar o interruptor numa sala escura. Podemos identificar todas as coisas. Tudo toma vida. Assim também aconteceu com o mundo que, ao receber Jesus, se ilumina e tira as trevas que cobrem o universo. Tudo toma vida e fica claro. Não podemos ter uma vida que seja simplesmente calendário que passa, mas vida que penetra iluminando tudo o que nos cerca. Com a luz de Cristo podemos continuar sua missão com sua força e sua mentalidade. 
Homilia do 3º Domingo Comum (26.01.2020)

EVANGELHO DO DIA 28 DE MARÇO

Evangelho segundo São João 11,45-56. 
Naquele tempo, muitos judeus que tinham vindo visitar Maria, para lhe apresentarem condolências pela morte de Lázaro, ao verem o que Jesus fizera, ressuscitando-o dos mortos, acreditaram nele. Alguns deles, porém, foram ter com os fariseus e contaram-lhes o que Jesus tinha feito. Então, os príncipes dos sacerdotes e os fariseus reuniram conselho e disseram: «Que havemos de fazer, uma vez que este homem realiza tantos milagres? Se O deixamos continuar assim, todos acreditarão nele; e virão os romanos destruir-nos o nosso lugar santo e toda a nação». Então Caifás, que era sumo sacerdote naquele ano, disse-lhes: «Vós não sabeis nada. Não compreendeis que é melhor para nós morrer um só homem pelo povo do que perecer a nação inteira?». Não disse isto por si próprio; mas, porque era sumo sacerdote nesse ano, profetizou que Jesus havia de morrer pela nação; e não só pela nação, mas também para congregar na unidade todos os filhos de Deus, que andavam dispersos. A partir desse dia, decidiram matar Jesus. Por isso, Jesus já não andava abertamente entre os judeus, mas retirou-Se para uma região próxima do deserto, para uma cidade chamada Efraim, e aí permaneceu com os discípulos. Entretanto, estava próxima a Páscoa dos judeus e muitos subiram da província a Jerusalém, para se purificarem, antes da Páscoa. Procuravam então Jesus e perguntavam uns aos outros no Templo: «Que vos parece? Ele não virá à festa?». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Juliana de Norwich 
(1342-depois de 1416) 
Mística inglesa 
«Revelações do Amor Divino», cap. 32 
«É melhor para nós morrer um só homem pelo povo» 
O nosso bom Senhor disse-me certa vez: «Todas as coisas vão acabar em bem»; e doutra vez disse-me: «Verás que tudo acabará em bem». Com estas palavras, a minha alma percebeu que Ele quer que saibamos que dá atenção, não somente às coisas nobres e grandes, mas também às que são humildes, pequenas, pouco elevadas, simples. É isto que Ele quer dizer quando declara: «Tudo, seja o que for, terminará em bem». Ele quer fazer-nos entender que nem a menor coisa será esquecida. E quer que compreendamos que muitas ações são tão más a nossos olhos e nos causam tanta dor que parece impossível que possam ter um fim bom; e assim, afligimo-nos e lamentamo-nos, de tal modo que deixamos de ser capazes de encontrar a paz na contemplação bem-aventurada de Deus, como devíamos. Porque neste mundo raciocinamos de forma tão cega, tão baixa, tão simplista que nos é impossível conhecer a sabedoria elevada e maravilhosa, o poder e a bondade da Santíssima Trindade. É como se Deus nos dissesse: «Tende o cuidado de acreditar e confiar em Mim, e no final vereis tudo na verdade, e portanto na plenitude da alegria». Vejo que há uma obra que a Santíssima Trindade realizará no último dia. Quando e como será feita esta obra, nenhuma criatura abaixo de Cristo o sabe e ninguém o saberá até ao seu cumprimento. Se Deus quer que saibamos que Ele fará esta obra, é para que estejamos mais à vontade, mais pacificados no amor, e deixemos de fixar o olhar nas tempestades que nos impedem de verdadeiramente nos alegrarmos nele. Esta é a grande obra ordenada por Nosso Senhor desde toda a eternidade, um tesouro escondido no seu seio bendito, e só dele conhecido. Por esta obra, Ele vai garantir que tudo acabe em bem, porque, tal como a Santíssima Trindade criou todas as coisas do nada, assim vai tornar boas todas as coisas que o não são.

Santos Prisco, Malco e Alexandre, Mártires de Cesareia da Palestina Festa: 28 de março

(†)257-258 ou 260
 
O relato de seu martírio, narrado por Eusébio de Cesareia em sua História Eclesiástica, nos oferece uma amostra evocativa da fé cristã durante a perseguição a Valeriano (257-258). Os três cristãos, movidos por um fervor religioso que os leva a se repreender mutuamente por sua "negligência" em ainda não terem alcançado a coroa do martírio, decidem se apresentar espontaneamente ao juiz em Cesareia para confessar sua fé. Seu destino está selado: serão alimentados por feras selvagens, obtendo assim o martírio que tanto desejavam. A escassez de informações sobre esses três mártires, cuja memória não está presente nos antigos calendários, torna sua história ainda mais intrigante. O culto deles foi introduzido apenas por Florus em seu Martirológio, que se baseia na tradução de Eusébio feita por Rufinus. Florus escolhe a data de 28 de março para a comemoração, identificando um dos três Alexandres com um mártir já presente no Martirológio Jerônimo. 
Martirológio Romano: Comemoração dos santos mártires Prisco, Malco e Alexandre: na época da perseguição ao imperador Valeriano, eles viviam em uma fazenda nos arredores de Cesareia, na Palestina, cidade onde numerosas coroas de martírio celestial eram oferecidas ao olhar; movidos pelo ardor divino, apresentaram-se espontaneamente ao juiz e, tendo repreendido-o por ele se enfurecer apenas contra o sangue dos piedosos, eles foram imediatamente dados por ele para as feras selvagens como cristãos.

28 de março - São Józef Sebastian Pelczar

Józef Sebastian Pelczar nasceu em 17 de janeiro de 1842, na vila de Korcyzna em Podkarpackie, um dos quatro filhos de ricos fazendeiros. Seu pai, Wojciech, lidava principalmente com a fazenda. A mãe de Józef, Marianna, tinha uma alma de artista: gostava de música e poesia e era também era muito devota: quando seus filhos nasceram, ela confiou cada um deles à Bem-Aventurada Virgem Maria, peregrinando ao Santuário em Leżajsk. Józef Pelczar cresceu em um lar, onde o amor mútuo e o respeito eram valores fundamentais, assim como o trabalho duro e a oração. Józef estudou em uma escola paroquial e, em seguida, em uma escola de ensino médio. Ele amava aprender história e já então sonhava com uma carreira acadêmica. Apesar disso, na escola de ensino médio, ele tomou uma decisão: tornar-se um sacerdote. Após as provas do colégio, em 1860, ele ingressou no Seminário Przemyśl e foi ordenado em 1864, aos 22 anos de idade (ele recebeu uma dispensa papal, porque era um ano e meio mais jovem do que a idade mínima determinada por “regulamento” para a ordenação como sacerdote). Um mês depois da ordenação, ele mesmo fundou uma paróquia em Sambor. Apesar de ter trabalhado lá somente por um ano, ganhou a simpatia dos paroquianos, especialmente dos jovens, devido ao seu trabalho árduo e gentileza.

28 de março - Beato Jean-Baptiste Malo

Jean-Baptiste Malo nasceu em 2 de junho de 1899 em La Grigonnais, na França e cresceu em Vay, numa família de pequenos camponeses. Entrou no Seminário do Instituto de Missões Estrangeiras de Paris aos 29 anos; na época, era uma vocação adulta. Ordenado sacerdote em 1º de julho de 1934, foi enviado em uma missão a Lanlong, numa região montanhosa entre as províncias de Guizhou, Guangxi e Yunnan, na China. Apesar das dificuldades e sempre permanecendo alerta, o padre Malo visitou suas comunidades cristãs e fundou escolas: ele era frequentemente o primeiro sacerdote que os habitantes tinham visto por mais de vinte anos. Na primavera de 1951 chegaram as tropas comunistas: ele foi então preso e preso, depois de um julgamento sumário, expulso da China. Embora cansado e doente, em 27 de novembro de 1952 chegou ao seu novo campo de apostolado: a missão de Thakhek, no Laos. No Natal de 1953, as tropas de guerrilha avançavam cada vez mais na região. O exército francês então forçou os missionários a evacuar a área, refugiando-se em Pakse, no sul do país. Em seu retorno, em 15 de fevereiro de 1954, eles caíram em uma emboscada. Juntamente com o prefeito apostólico Monsenhor Jean Arnaud, dois outros confrades e um religioso, padre Malo enfrentou alguns interrogatórios.

28 de março - Santo Estêvão Harding

O terceiro fundador e abade de Cister, o inglês Estevão Harding, viveu uma trajetória de vida muito intensa e foi também ele quem acolheu na comunidade monástica, o futuro são Bernardo, o fundador da abadia de Claraval. Estêvão nasceu por volta do ano 1059 numa família de nobres. Ainda jovem entrou na abadia beneditina de Sherborne, onde fez sua profissão religiosa. Discorrer sobre sua vida é, também, falar sobre uma santa inquietação, a invasão dos normandos fez com que ele abandonasse a vida religiosa e partisse para a Escócia. Mais tarde foi para Paris, para se dedicar aos estudos e, em seguida, foi para Roma numa peregrinação penitencial, em busca do perdão em virtude de seu abandono da vida monástica. Ao voltar, ia recitando o saltério ao longo da estrada. Passando por uma abadia na Borgonha, Estêvão se sentiu atraído pela vida pobre e austera dessa comunidade e, ao final, decidiu aí viver. Mais tarde, seguindo o abade fundador, Roberto, com um pequeno grupo de monges, Estêvão se transferiu para a região de Cister, onde fundariam um novo mosteiro. Num primeiro momento Roberto foi o abade fundador, mas outros problemas fizeram com que ele tivesse que retornar para o antigo mosteiro. Em seu lugar assumir o monge Alberico, que conduziria a pequena comunidade por dez anos.

São Gontrão

Clotário I, rei de França, e de uma parte da Alemanha, com sua morte deixou quatro filhos que lançaram a sorte sobre o reino. Gontrão recebeu Orleans, a Borgonha e estabeleceu a capital em Châlon-sobre-o-Saône. Era uma época de revoluções e de assassínios políticos. Seus irmãos guerrearam entre si e acabaram mortos. Gontrão serviu de pai aos dois sobrinhos. No começo de seu reinado, sua conduta não foi exemplar: repudiou a primeira esposa – culpada de ter-lhe dado apenas um filho natimorto. A segunda esposa não teve melhor sorte. Nem a terceira, que caiu em desgraça quando os dois filhos morreram ainda pequenos. Pensou em casar-se novamente mas, convencido de que a morte dos filhos era por culpa dos seus pecados, mudou radicalmente de conduta. Um dia, quando se dirigia para fazer orações, às diversas igrejas de Orleans, o rei Gontrão rumou para a residência de São Gregório de Tours, que morava na igreja de Santo Avito. Gregório levantou-se cheio de alegria ao reconhecê-lo e, depois de lhe ter dado a benção, o convidou para jantar. O que ele fazia por Gregório de Tours, fazia-o por todos os cidadãos de Orleans.

São Cástor de Tarso Mártir Festa: 28 de março

É comemorado pelo Martirológio Jeronimiano (o mais antigo catálogo dos mártires cristãos da Igreja Latina, século V) e pelo Martirológio Romano: segundo a tradição, teria sido martirizado em Tarso, na Cilícia (atual Turquia) com outro cristão, Dorotheus e Estêvão.
Ele é comemorado pelo Martirológio Jerônimo (o catálogo mais antigo de mártires cristãos da Igreja Latina, século V) e pelo Martirológio Romano: segundo a tradição, foi martirizado em Tarso, na Cilícia (atual Turquia), com outro cristão, Doroteu ou Estêvão.
Martirológio Romano: Em Tarso, na Cilícia, na atual Turquia, São Cástor, mártir. 
Ele é homenageado pelo Martirológio Jerônimo e pelo Romano em 28 de março e 27 de abril. A reduplicação provavelmente se deve (Delehaye) a uma confusão, atribuível aos copistas, entre V Kal. abril e V Kal. Nunca. No Romano, Castor é mencionado em 28 de março com Doroteu e em 27 de abril com Estêvão. Essas adições são evidentemente devido a uma má interpretação das rubricas do Jerônimo, onde o nome de Castor é precedido em 28 de março pelo de Doroteu e seguido em 27 de abril pelo de Estêvão, sem, porém, que aqueles santos (ambos lembrados como "de Nicomédia", onde só Doroteu é homenageado em 12 de março) tenham qualquer relação com Cástor.

Beata Renata Maria Feillatreau, Mártir da Rev. Francesa - 28 de março

Nome:
Renée-Marie Feillatreau 
Nascimento: 8 de fevereiro de 1751, Angers, França
Morreu: 28 de março de 1794, Angers, França 
Dia da festa: 28 de março 
Martirológio: edição de 2004 
Beatificação:19 de fevereiro de 1984, Roma, Papa João Paulo II 
Renée-Marie Feillatreau nasceu em Angers, França, em 8 de fevereiro de 1751, e foi condenada nessa mesma cidade por revolucionários sob a falsa acusação de ser membro dos "bandidos" católicos, de ter encorajado o fanatismo de padres não legalistas, de ter roubado a República, de ter gritado "Viva o rei!" e de ter conspirado contra a soberania do povo francês. Ela, de fato, havia se juntado aos Vendéens quando eles chegaram a Angers e gritou com eles "Viva a religião! Viva o rei!"; ele também escondeu dos revolucionários as vestes e vasos sagrados usados para a missa e, assim, privou a República do que ela reivindicava. Sua verdadeira culpa foi a devoção à fé católica: ele declarou diante dos juízes que preferia morrer a renunciar a ela e que havia visitado e protegido padres fiéis à Igreja Católica Romana e participado de suas celebrações; acrescentou, além disso, que não queria nada com os padres que haviam aceitado a Constituição Civil do Clero. Ela foi guilhotinada em 28 de março de 1794 e beatificada em 1984.

Xisto III Papa e Santo (390-440)

Combateu e conseguiu, com a ajuda 
de Agostinho, bispo de Hipona, 
acabar com a heresia pelagiana.
Xystus Collona (Sisto III ou Xisto III), 44º Papa da Igreja. Nasceu em Roma em 390, foi eleito papa em 31 de julho de 432, seu pontificado durou 8 anos (19/08/440), teve como antecessor o papa Celestino I e como sucessor o grande Leão Magno I. Morreu no dia 19 de agosto de 440. Xisto chegou a adotar uma posição neutra na con-trovérsia entre pelagianos e semipelagianos do sul da Gália, especialmente contra Cassiano, sendo advertido pelo papa Zózimo. Mas reconheceu o seu erro, com a ajuda de Agostinho, bispo de Hipona, que combatia arduamente aquela heresia, e que lhe escrevia regularmente. Ao se tornar papa em 432, Xisto III agindo com bastante austeridade e firmeza, nesta ocasião, Agostinho teve de lhe pedir moderação. Foi assim, que este papa conseguiu o fim definitivo da doutrina herege. Esta doutrina pelagiana negava o pecado original e a corrupção da natureza humana. Também defendia a tese de que o homem, por si só, possuía a capacidade de não pecar, dispensando dessa manei-ra a graça de Deus. Ele também conduziu com sabedoria uma ação mais conciliadora em relação a Nestório, acabando com a controvérsia entre João de Antioquia e Cirilo, patriarca de Constantinopla, sobre a divindade de Maria.

Gisela da Hungria Esposa, Mãe, Rainha, Abadessa, Beata (ca. 985-1065)

Gisela nasceu por volta de 985, filha do duque bávaro, Henrique, o Briguento, e Gisela da Borgonha. Era a irmã mais nova de Henrique II; de Bruno, bispo de Augsburgo, e de Brígida, abadessa de Mittelmuenster. Gisela conviveu na Baviera, Alemanha, e Hungria, alcançando especial importância. Gisela queria usar o véu de consagração, quando, em 996, os emissários de Geisa da Hungria foram a Regensburgo e a pediram como esposa para Estevão, filho de Geisa (Santo Estevão da Hungria). O pai de Gisela recebeu com alegria os emissários. Gisela renunciou ao esposo e mudou-se para a corte principesca húngara para multiplicar o povo cristão. Mas, casaram-se no ano 1000 e, na festa da Assunção, Gisela foi coroada e ungida primeira rainha cristã dos húngaros e, com ela, seu marido. Estevão converteu-se ao cristianismo por influência da esposa. Por isso, a principal tarefa de estevão, em seu reinado, era a conversão de seus súbditos. Gisela ajudou na construção de várias igrejas e influenciou a história dos povos. Também viveu grandes sacrifícios. Deus levou seu primeiro filho, Américo, sucessor do trono real, que foi canonizado. Faleceu também uma filha. Em 15 de agosto de 1038, festa da Assunção de Maria, faleceu seu marido, Estêvão, que, com o filho, foi canonizado em 1083. Depois da morte do marido, ela foi exposta indefesa às mais graves hostilidades dos húngaros nacionalistas pagãos.

Joana Maria de Maillé Viúva, Beata 1331-1414

Viúva e penitente. 
Encontrou-se duas vezes com Carlos VI da França. 
Foi beatificada em 1871, pelo Papa Pio IX. 
Relutante em casar aos 16 anos, viúva com um pouco mais de 30, expulsa de casa pelos parentes do marido, nos restantes 50 anos de sua vida foi obrigada a viver sem abrigo. Tantos percalços estão concentrados na vida da Beata Joana Maria de Maillé que nasceu rica e mimada no Castelo de La Roche, perto de Saint-Quentin, Touraine, em 14 de Abril de 1331. Seus pais eram o Barão de Maillé Hardoin e Joana, filha dos Duques de Montbazon. Sua família se destacava pela devoção. Ela cresceu sob a orientação espiritual de um franciscano, mostrando uma particular devoção a Maria. Dedicava-se a orações prolongadas e fez precocemente o voto de virgindade. Aos onze anos, no dia de Natal, pela primeira vez teve um êxtase: Maria Santíssima lhe apareceu segurando em seus braços o Menino Jesus. Uma doença que quase a levou à morte serviu para desprendê-la mais e mais da terra e torná-la mais próxima de Deus. Na idade de dezasseis anos, aparece no cenário de sua vida um parente da mãe que se tornou seu tutor, o que sugere que os pais morreram prematuramente.

ORAÇÕES - 28 DE MARÇO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
28 – Sábado – Santos: Gontrão, Malco, Castor
Evangelho (Jo 11,45-56) “Muitos judeus que viram o que Jesus fizera, creram nele. Alguns, porém, foram ter com os fariseus e contaram o que Jesus tinha feito.”
Não era possível negar que Lázaro tinha morrido e que, quatro dias depois, voltara á vida chamado por Jesus. Diante do milagre, muitos acreditaram no poder de Cristo. Outros, porém, não acreditaram nele e resolveram ver o que podiam fazer para o destruir. Acreditar ou não em Jesus será sempre uma decisão pessoal e livre. Ainda que, para acreditar nele, precisemos da graça de Deus.
Oração
Senhor meu Deus, agradeço o dom da fé, que me tornou possível acreditar em Jesus. Iluminai-me, para que eu o conheça cada vez mais intimamente; aumentai meu amor para que o ame e lhe dê o primeiro lugar em minha vida. Ajudai-me de modo que, com meu exemplo de vida, ajude outros a conhecê-lo como libertador e salvador. Fazei de mim um discípulo e apóstolo de Jesus. Amém.

sexta-feira, 27 de março de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Jesus, Maria e José”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
PADRE JOSÉ OSCAR BRANDÃO(✝︎)
REDENTORISTAS NA PAZ DO SENHOR
Honra teu pai
 
No período do Natal celebramos a Sagrada Família: Jesus, Maria e José. Não se trata só de uma devoção, mas de um modo de compreender a Redenção que Jesus nos trouxe. Ele se fez homem, mas se fez família também. Tirar os pais de Jesus do anúncio evangélico é desfigurar a Encarnação. Deus quis assim. Não é minha opção religiosa que vai mudar o desígnio de Deus. Quis uma Mãe, que O gerou, e um pai que transmitiu a realeza: “Jacó gerou José, o esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, chamado Cristo”... “José, filho de Davi (rei), não temas receber Maria, tua mulher, pois o que nela foi gerado vem do Espírito Santo” (Mt 1,20). Sendo assim, a festa não é a comemoração de uma família exemplar, mas a celebração do Mistério da Encarnação, manifestação de Deus, através de seu Filho, em sua condição humana dentro de uma família. A família é o primeiro lugar para a formação dos filhos de Deus, como o foi para Jesus. Há os que querem ver mau relacionamento de Jesus com Maria. O mandamento de honrar os pais estava muito encarnado em Jesus: “Desceu então com eles para Nazaré e era-lhes submisso” (Lc 2,51). Jesus completa esse relacionamento com sua obediência ao Pai, sem destruir os laços humanos que tinha com seus pais. É justamente isso que os apóstolos e Paulo tomam como modelo para a vida de comunidade. Tudo o que Deus quer para o mundo começa com a família. Vemos isso no Eclesiástico, nas cartas de Paulo e Pedro. É a condição para entrar em oração: “Quem honra seu pai... no dia em que rezar será atendido” (Eclo 3,6). 
Revesti-vos de virtudes 
Paulo, na carta aos Colossenses, descreve as virtudes que devem reinar no lar e na comunidade. O que predomina é o amor: “Amai-vos uns aos outros, pois o amor é vínculo de perfeição” (Cl 3,14). Paulo coloca a vida em família a partir de uma mudança interior: “Revesti-vos de sincera misericórdia...”. Passa a seguir à vida comum na base do amor, da paz e da ação de graças. São as virtudes que constroem uma comunidade. A Palavra de Deus é o fundamento do relacionamento: “A Palavra de Cristo, com toda sua riqueza, habite em vós” (Cl 3,16). Não é possível uma vida de família sem que seja modelada pela Palavra. Como faz falta em nossas famílias a orientação a partir da Palavra de Deus! Como há grande fragilidade por falta de conhecimento, Paulo insiste: “Ensinai, admoestai-vos uns aos outros” (16). O que nos falta muito é justamente a formação. Mais que gente que instrua, falta gente que queira aprender. A vida cristã é centrada em Cristo: “Tudo seja feito em nome do Senhor Jesus Cristo”. O relacionamento espiritual vai ao concreto da vida matrimonial no mútuo amor e respeito. Vai até o cuidado no relacionamento dos filhos. 
Famílias novas? 
A Igreja não desiste de sua compreensão da família, como recebemos do Evangelho e da Tradição. A complementaridade assume todos os campos. É tão rico ver a diferença sendo fonte de crescimento pessoal. O que quero em mim, eu encontro em você. Um é espelho do outro. Crescemos quando somos capazes de acolher o outro como um dom de Deus e um estímulo de vida. Certo que o passado não é o melhor modelo, pois cada época tem suas riquezas e pobrezas. A Igreja é uma família de famílias. Desse modo todo o empenho exigirá a família como um todo. Infelizmente as pastorais não trabalham com a família que deve estar presente em todos os setores. Vivendo os ensinamentos evangélicos e desenvolvendo seus próprios dons, contribuirão para uma evangelização envolvente. 
Leituras: Eclesiástico 3,3-7.14-17; Salmo 127;
Colossenses 32,12-21; Mateus 2,13-15.19-23
1. Tirar os pais de Jesus do anúncio evangélico é desfigurar a Encarnação. 
2. Não é possível uma vida de família sem que seja modelada pela Palavra. 
3. Crescemos quando somos capazes de acolher o outro como um dom de Deus. 
Éramos três
Deus gostou muito do jeito humano de viver que quis que seu Filho dileto vivesse do mesmo modo. Parece que era o melhor jeito para Deus realizar seu plano de salvar a humanidade. Não adiantava passar uma tinta bonita no mundo para ele ficar bom. Precisava consertar por dentro. Por isso quis iniciar a redenção dentro de uma família. As virtudes da família se realizaram todas naquela familiazinha que foi crescendo, ficando forte, aumentando os números dos filhos até chegarmos ao que somos, Igreja, família de Deus.
Homilia da Festa da Sagrada Família (29.12.2019)

EVANGELHO DO DIA 27 DE MARÇO

Evangelho segundo São João 10,31-42. 
Naquele tempo, os judeus agarraram em pedras para apedrejarem Jesus. Então Jesus disse-lhes: «Apresentei-vos muitas boas obras, da parte de meu Pai. Por qual dessas obras Me quereis apedrejar?». Responderam os judeus: «Não é por qualquer boa obra que Te queremos apedrejar. É por blasfémia, porque Tu, sendo homem, Te fazes Deus». Disse-lhes Jesus: «Não está escrito na vossa Lei: "Eu disse: vós sois deuses"? Se a Lei chama "deuses" a quem a palavra de Deus se dirigia, e a Escritura não pode abolir-se, de Mim, que o Pai consagrou e enviou ao mundo, vós dizeis: "Estás a blasfemar", por Eu ter dito: "Sou Filho de Deus"? Se não faço as obras de meu Pai, não acrediteis. Mas, se as faço, embora não acrediteis em Mim, acreditai nas minhas obras, para reconhecerdes e saberdes que o Pai está em Mim e Eu estou no Pai». De novo procuraram prendê-lo, mas Ele escapou-Se das suas mãos. Jesus retirou-Se novamente para além do Jordão, para o local onde anteriormente João tinha estado a batizar, e lá permaneceu. Muitos foram ter com Ele e diziam: «É certo que João não fez nenhum milagre, mas tudo o que disse deste homem era verdade». E muitos ali acreditaram em Jesus. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Odes de Salomão 
(texto cristão hebraico do início do século II) n.º 28 
«De novo procuraram prendê-lo, mas Ele escapou-Se das suas mãos» 
Como asas de pombas que protegem as crias, assim são as asas do Espírito sobre o meu coração. O meu coração rejubila e estremece qual criança no seio de sua mãe. Acreditei e achei descanso, pois Aquele em quem acreditei é fiel. Ele abençoou-me e a minha cabeça para Ele se voltou. Gládio algum ou espada dele me separará. Preparei-me antes da hora da perda, em seus braços incorruptíveis me acalentei. A vida imortal a tal me levou, me constrangiu; e dela vem o Espírito que me habita, Espírito que não pode morrer, porque é a Vida. [Fala Jesus Cristo:] Os que Me viram em espanto ficaram porque Eu fui perseguido. Pensavam-Me aniquilado, porque a seus olhos estava perdido, mas a opressão tornou-se a minha salvação. Tornei-Me objeto de desprezo, em Mim nada havia que invejar; a todos fiz o bem, e fui odiado por isso. Como cães enraivecidos Me cercaram (cf Sl 21,17), insensatos que contra seus amos se revoltam; têm corrompida a inteligência e pervertido o espírito. Retive as águas do meu lado direito, em mansidão lhes suportei o rancor; não pereci, pois não era dessa casta, o meu nascimento não foi como o deles. Procuraram a minha morte e não o conseguiram; Eu era mais antigo que a memória deles. Sobre Mim em vão se arremessaram os que Me perseguiam; em vão procuraram extinguir a memória daquele que era antes deles. Nada pode ultrapassar o desígnio do Altíssimo, o seu coração é superior a toda a sabedoria. Aleluia!

Santos Fileto e Lídia, recém-casados, e Macedônios, Teoprêpios, Cronides e Mártires Anfilóquios

(†)Ilíria, século II
 
Fileto, um senador romano de origem ilíria, viveu na época das perseguições ao imperador Adriano (século II d.C.). Homem de profundas virtudes cristãs, com sua esposa Lídia viveu o sacramento do amor conjugal e transmitiu a força da fé aos seus filhos Macedônio e Teopredio. Submetidos a torturas para induzi-los à apostasia, Fileto e Lídia resistiram até o martírio, que enfrentaram juntos com seus filhos. Sua serena aceitação do sofrimento levou à conversão dos dois soldados romanos que deveriam fazê-los abjurar, o alto oficial Anfilóquio e o comandante da prisão Cronides. O imperador foi forçado a afogar todos os seis em um recipiente de óleo fervente. A "passio" desses santos é julgada pelos bollandistas em seu Comentário ao Martirológio Romano como "certa fabulosa", ou seja, certamente fabulosa. Fileto teria sido um nobre senador ilírio, Lídia, sua esposa, Macedônia, e Teoprepio seus filhos. Presos simplesmente por serem cristãos, o imperador Adriano confiou-os ao alto oficial Anfilóquio para submetê-los a torturas atrozes. Diante da fortaleza com que toda a família suportou várias torturas, Anfilóquio teve que desistir e até se converteu ao cristianismo. Da mesma forma, o guarda prisional, Cronides, também seguiu seu exemplo.

Santo Alberto Chmielowski religioso, fundador, +1916

Nasceu a 20 de Agosto de 1845, como primogénito de Alberto Chmielowki e de Josefa Borzylawska e foi batizado a 26 desse mês, com o nome de Adão Hilário Bernardo. A família era abastada, detentora de enormes quintas. Aos sete anos, perdeu o pai. A mãe mudou-se para Varsóvia, onde Adão prosseguiu os estudos, primeiro, na escola de cadetes, depois no instituto de agronomia, para melhor se dedicar à sua lavoura. Pelos 18 anos, participou na insurreição contra o domínio do Czar. Foi ferido, na batalha de Melchow e levado prisioneiro. No cárcere, foi-lhe amputada uma das pernas, operação que aguentou com heróica valentia. Volvido um ano, conseguiu fugir clandestinamente e matriculou-se em Paris, numa academia de pintura. Passou à Bélgica e caminhou para o Mónaco, regressando depois a Varsóvia onde completou a formatura em pintura e arquitectura. As suas telas tornaram-no muito popular e conhecido. Entretanto, começou a preocupar-se e a afligir-se com os necessitados e pobres. Em 1880, entrou na Companhia de Jesus cujo noviciado abandonou, atormentado por escrúpulos e achacado por séria enfermidade. Refeito da doença, hospedou-se em Cracóvia, fazendo-se pobre com os pobres, à semelhança de Cristo que de tudo se despojou para enriquecer os outros. Ia distribuindo os haveres ganhos com os trabalhos de pintor notável pelos mais carenciados que reunia nos albergues públicos, onde ele também dormia.

São João do Egipto eremita, +374

Nasceu por volta do ano 305 no Egito. De família pobre, trabalhou como carpinteiro até os 25 anos quando deixou tudo e abraçou a vida de eremita. Adotou como seu guia espiritual um eremita mais velho. Um dia, a fim de pôr à prova sua obediência, este mandou o mais jovem regar um galho seco fincado no chão. E isto ele o fez por mais de um ano. Como se tal não bastasse, pediu-lhe também que movesse um enorme rochedo. São João do Egito tudo cumpriu com solicitude e humildade. Depois da morte do ancião, São João refugiou-se numa montanha na região de Licópolis. Ali construiu três celas que se comunicavam entre si: uma para dormir, outra para as refeições e o trabalho e a última para orações. Viveu ali 40 anos, abençoando o povo que ia à sua procura. São João morreu por volta do ano 374, com 89 anos de idade. É chamado o "Profeta do Egito".

27 de março - Beato Luís Eduardo Cestac

Considerado um “novo Cura d’Ars” e um extraordinário fundador de Obras, Luís Eduardo Cestac nasceu em Bayonne, no sul da França, em 6 de janeiro de 1801. Com a idade de três anos, sofrendo de uma incurável nevralgia e completo mutismo, a mãe o consagrou à Virgem de São Bernardo. Ao ser curado, nutriu por toda a vida uma grande devoção à Virgem Maria. Com 17 anos, entrou para o Pequeno Seminário de Aire; em 1825, foi ordenado sacerdote, em 1825, e se tornou professor de filosofia em Bayonne. Em 1831, Luís Eduardo Cestac se tornou vigário da Catedral de Notre-Dame de Bayonne. Naqueles anos, começou a fundação de obras de notável importância: A Associação das Filhas de Maria para as domésticas; a Obra da Perseverança para as jovens da alta Sociedade; os Círculos de Estudo para jovens; a obra dos Pequenos Órfãos de Maria, chamada Grão Paraíso. Em 1838, Cestac fundou a obra das Penitentes de Maria, na cidade de Anglet, para poderem trabalhar ao ar livre. Esta instituição, certamente a mais importante, recebeu o nome de “Nossa Senhora do Refúgio”.

27 de março - Beato Maria-Eugênio do Menino Jesus

Ontem, em Avignon, na França, foi proclamado beato o padre Maria Eugênio do Menino Jesus, da Ordem dos Carmelitas Descalços, fundador do Instituto Secular “Nossa Senhora da Vida”, homem de Deus, atento às necessidades espirituais e materiais do próximo. O seu exemplo e a sua intercessão apoiem o nosso caminho de fé. 
Papa Francisco – Ângelus – 20 de novembro de 2016 
Frei Maria-Eugênio, sacerdote professo da Ordem dos Carmelitas Descalços foi o Fundador do Instituto Secular Nossa Senhora da Vida. Henrique Grialou nasceu em 1894, em Aveyron, França. Depois da I Guerra Mundial, sentiu a poderosa proteção de Santa Teresinha do Menino Jesus, estudou no seminário, dando testemunho de uma profunda vida espiritual. A descoberta dos escritos de São João da Cruz revelou-lhe sua vocação ao Carmelo. Assim, entrou para esta Ordem em 1922, logo após a sua ordenação sacerdotal, onde recebeu o nome de Frei Maria-Eugênio do Menino Jesus. Imbuído pela graça de Deus e pelo espírito mariano do Carmelo, o Frei Maria-Eugênio serviu com devoção e dedicação a Igreja e a sua Ordem, desempenhando cargos de grande responsabilidade na França e em Roma. Dedicou-se plenamente à difusão do espírito e da doutrina do Carmelo, desejando que fossem vividos na vida cotidiana, numa harmoniosa união de ação e contemplação.