quarta-feira, 27 de maio de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - Imaculada Conceição

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Habitação digna
 
Que bom que nossa querida Mãe do Céu tenha esta proclamação tão nobre na santa a Igreja. Maria tem tantos privilégios? Que felizes são os pais e os irmãos, quando os filhos recebem uma vitória, uma medalha, um diploma... De Maria não foram inventadas virtudes, graças e dons. Foram reconhecidos. Os dogmas não são invenções, mas reconhecimento. Por isso, a Igreja se alegra com sua filha predileta, pois ela gerou Aquele que nos trouxe a Vida. Cada dogma nasce como explicação daquela verdade que Maria traz em si. Rezamos no prefácio: “A fim de preparar para vosso Filho mãe que fosse digna Dele, preservastes a Virgem Maria da mancha do pecado original, enriquecendo-a com a plenitude de vossa graça”. Temos os dogmas da Imaculada, da Maternidade Divina, de Virgindade Perpétua. Por todos esses dons será elevada ao Céu. E intervém pelo povo. A Imaculada Conceição é a árvore que dá o fruto bendito. É a nova Eva que não se deixou levar pela tentação da serpente. Maria, como Mãe de tão grande Filho, terá passado por aquelas tentações que Eva passou: “Sereis iguais a Deus” (Gn 3,5). Eva disse sim à serpente. Maria disse sim a Deus. Faça-se em mim segundo a tua palavra (Lc 1,38). Os privilégios de Maria, como em Jesus, são tocados pela tentação. Ela correspondia e estava sempre meditando em seu coração (Lc 2,19). O Espírito que veio sobre ela na concepção de Jesus permanece como o Mestre que a instrui para que instrua Jesus. 
Em previsão dos méritos de Cristo 
Como podemos entender que Maria vivia na plenitude da graça, antes da missão de Jesus ter se realizado. Como foi redimida, se Jesus não tinha ainda morrido por nós? A resposta está na oração na qual mostra que Deus quis preservá-la de todo pecado em previsão dos méritos de Cristo. A redenção de Cristo, realizada no seu mistério de salvação, é para todos os tempos, não só para o momento. Senão quem veio antes está perdido para sempre. Não rezamos no “Creio”: “Foi crucificado, morto e sepultado. Desceu à mansão dos mortos, ressuscitou ao terceiro dia”. Dizíamos “desceu aos infernos”... onde estavam os mortos na espera da salvação, desde Adão. A redenção é para todos os tempos. Maria é a primeira redimida. Jesus não podia entrar na corrente do pecado original, como acontece conosco e somos batizados. Por isso, formou Maria imune de todo o pecado, cheia da graça divina, para poder acolher em seu seio o Germe Divino. Jesus é a semente do mundo que se renovará em sua morte e ressurreição. 
Fomos purificados 
Maria, em sua Imaculada Conceição é modelo da nova humanidade. Modelo de raiz e modelo de vida. Assim nos são curadas as feridas do pecado e nos é estimulada uma vida que lute para tirar o mal de si e do mundo. É uma meta e um desafio. Para isso podemos contar com sua amorosa proteção e guia. Ela foi concebida sem pecado. Por isso pode curar as feridas do pecado que estão em nós. Não é um dom pessoal, mas para todo o povo de Deus. Esse dom não dispensa Maria de continuar na batalha contra o mal, como fez Jesus vencendo as tentações. Ele vencendo, deixando que a Palavra se fizesse carne nela e tomasse forma em sua vida, atenta à compreensão do mistério de seu Filho. Assim, a devoção a Maria, mais que um ato de piedade, é uma atitude de acolher o Evangelho vivido e gerado para o mundo. Seremos imaculados, não por não termos pecado, mas por buscarmos sempre a vida divina implantada em nós pelo batismo.
ARTIGO PUBLICADO EM NOVEMBRO DE 2020

EVANGELHO DO DIA 27 DE MAIO

Evangelho segundo São Marcos 10,32-45. 
Naquele tempo, Jesus e os discípulos subiam a caminho de Jerusalém. Jesus ia à sua frente. Os discípulos estavam preocupados e aqueles que os acompanhavam iam com medo. Jesus tomou então novamente os Doze consigo e começou a dizer-lhes o que Lhe ia acontecer: «Vede que subimos para Jerusalém e o Filho do homem será entregue aos príncipes dos sacerdotes e aos escribas. Vão condená-lo à morte e entregá-lo aos gentios; hão de escarnecê-lo, cuspir-Lhe, açoitá-lo e dar-Lhe a morte. Mas ao terceiro dia ressuscitará». Tiago e João, filhos de Zebedeu, aproximaram-se de Jesus e disseram-Lhe: «Mestre, nós queremos que nos faças o que Te vamos pedir». Jesus respondeu-lhes: «Que quereis que vos faça?». Eles responderam: «Concede-nos que, na tua glória, nos sentemos um à tua direita e outro à tua esquerda». Disse-lhes Jesus: «Não sabeis o que pedis. Podeis beber o cálice que Eu vou beber e receber o batismo com que Eu vou ser batizado?». Eles responderam-Lhe: «Podemos». Então Jesus disse-lhes: «Bebereis o cálice que Eu vou beber e sereis batizados com o batismo com que Eu vou ser batizado. Mas sentar-se à minha direita ou à minha esquerda não Me pertence a Mim concedê-lo; é para aqueles a quem está reservado». Os outros dez, ouvindo isto, começaram a indignar-se contra Tiago e João. Jesus chamou-os e disse-lhes: «Sabeis que os que são considerados como chefes das nações exercem domínio sobre elas e os grandes fazem sentir sobre elas o seu poder. Não deve ser assim entre vós: quem entre vós quiser tornar-se grande, será vosso servo, e quem quiser entre vós ser o primeiro, será escravo de todos; porque o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida pela redenção de todos».
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santo Efrém 
(306-373) 
Diácono da Síria, 
doutor da Igreja 
Comentário ao Diatessaron, 20, 2-7 
«O Filho do homem 
veio para dar a vida» 
«Meu Pai, se é possível, 
passe de Mim este cálice» (Mt 26,39)
Ele bem sabia aquilo que dizia ao Pai – que era possível o Pai afastar o cálice –, mas viera bebê-lo por todos, a fim de pagar com esse cálice a dívida que a morte dos profetas e dos mártires não pudera pagar. Aquele que havia descrito a sua condenação à morte nos profetas e que havia prefigurado o mistério da sua morte pelos justos, quando chegou a altura de consumar essa morte, não Se recusou a beber o cálice. Se não tivesse querido bebê-lo, mas antes afastá-lo, não teria comparado o seu corpo com o Templo nesta frase: «Destruí este Templo e em três dias o levantarei» (Jo 2,19); nem teria dito aos filhos de Zebedeu: «Podeis beber o cálice que Eu vou beber?»; e ainda: «Tenho de receber um batismo» (Lc 12,50). «Se é possível, passe de Mim este cálice»: Ele diz isto por causa da fraqueza que adotara, que não era fingida, mas real. Uma vez que Se fizera pequeno e que tinha de facto adotado a nossa fraqueza, temia e sentia-Se abalado na sua fraqueza. Tendo revestido a forma humana, tendo adotado a fraqueza humana, comendo quando tinha fome, cansando-Se com o trabalho, deixando-Se vencer pelo sono, tudo o que estava relacionado com a carne tinha de ser cumprido quando chegou a altura da sua morte. A fim de trazer conforto aos seus discípulos pela sua Paixão, Jesus sentiu o que eles sentem: tomou sobre Si o medo deles, para lhes mostrar, pela semelhança da sua alma, que não devem vangloriar-se a propósito da morte antes de terem passado por ela. Com efeito, se Aquele que nada teme sentiu medo e pediu para ser salvo quando sabia que tal era impossível, quanto mais devem os outros perseverar na oração perante a tentação, a fim de serem dela libertados quando se apresentar. Para dar coragem aos que temem a morte, Ele não escondeu o seu próprio receio, para que eles saibam que este medo não os leva ao pecado, desde que não permaneçam nele. «Todavia, não se faça como Eu quero, mas como Tu queres» (Mt 26,39): que Eu morra para dar a vida à multidão.

São Júlio (o veterano) de Durostoro Mártir- 255 - 302-Festa: 27 de maio

Veterano romano , ele abraçou a fé cristã na velhice. Quando o imperador Diocleciano desencadeou a perseguição em 302 d.C., Júlio, já aposentado, não se furtou ao seu dever de defender sua fé. Preso e levado perante o governador Máximo, Júlio recusou-se a adorar ídolos pagãos, professando sua devoção ao Deus cristão. Diante de sua fé inabalável, o governador Máximo ordenou sua execução. Júlio encarou a morte com serenidade e coragem, oferecendo seu sacrifício como testemunho de sua fé. 
Martirológio Romano: Em Silistra, na Mésia, na atual Bulgária, São Júlio, mártir, um veterano do exército aposentado, foi preso em tempos de perseguição pelos oficiais e levado perante o governador Máximo. Tendo desprezado os ídolos em sua presença e confessado a fé em Cristo com grande firmeza, foi punido com a pena de morte.

27 de maio - São Bruno de Würzburg

São Bruno de Würzburg nasceu em 1005, era filho do duque Conrado I e de Matilde da Suábia, parente do Papa Gregório V e dos imperadores Conrado II e Henrique III, Bruno foi chefe da chancelaria imperial italiana de 1027 a 1034, quando Conrado II nomeou-o sucessor do bispo Meinhard, falecido em 22 de março de 1034, na sede episcopal de Würzburg. Cheio de zelo, cuidou da educação do clero e escreveu um conhecido comentário sobre os Salmos, ao qual ele anexou uma análise de dez hinos bíblicos, basicamente um conjunto de trechos de obras dos Padres da Igreja. Fundou e restaurou muitas igrejas na diocese, reconstruiu sua catedral, na maior parte, às suas próprias custas. Em 1040, acompanhou Henrique III em uma viagem pela Alemanha e, em 1042, tomou todas as providências do contrato matrimonial de Henrique III com Agnes de Poitou, filha de Guilherme da Aquitânia. Em 1045, seguiu o imperador em sua segunda campanha contra os húngaros.

27 de maio - Beato Sixto Alonso Hevia

Beato Sixto Alonso Hevia nasceu em Poago, em 1 de fevereiro de 1916. Seus pais Sixto Alonso González e María Hevia moravam em Luanco. O pai era engenheiro de barcos e trabalhava em um barco. A mãe era uma dona de casa. Eles tinham 11 filhos, o mais velho era Sixto. Quando o segundo filho nasceu, Sixto foi morar com um tio, que era pároco em San Jorge de Heres, perto de Luanco. Desde muito jovem ele queria entrar no Seminário. E fez isso em 1929. Ele era muito dedicado à Virgem Maria. Sua irmã Maruja lembra que "ele tinha um caráter especial e carinhoso. Aqui em Luanco os navios carregavam o carvão. Do cais atiravam pedras de carvão para o navio, como as pedras eram muito grandes, muito carvão caía no mar. Antes de ir para o Seminário, Sixto mergulhou e pegou muito carvão caído para o mar e o colocou do lado de fora. Assim, quando foi ao seminário, deixou para minha mãe uma grande pilha de carvão retirada por ele. Isso foi para que minha mãe não gastasse dinheiro para o inverno".

Beato José Tous y Soler

A vida do Padre Tous foi uma vida cheia de provações e dificuldades, externas e internas, como a saúde delicada que sempre o acompanhou. Mas ele, em meio à adversidade e cruzes, foi fazendo o seu caminho e dando frutos de virtudes heróicas cristãs. Portanto, para ele, vamos aplicar, com a alegria da Páscoa, estas palavras que diz o autor do livro do Apocalipse: "Estes são os que vêm da grande tribulação, lavaram as suas mãos no sangue do Cordeiro. Por isso estão diante do trono de Deus adorando-O dia e de noite no seu templo "(Ap 7,14-15). Certamente não faltam tribulações na vida do Padre Tous. Embora arrancado da vida de clausura, pelas disposições civis de seu tempo, conseguiu ser em todos os momentos de sua vida um fiel seguidor das observâncias da espiritualidade franciscana e da Ordem dos Capuchinhos.

27 de maio - Santo Atanásio Bazzekuketta

Atanasio Bazzekuketta faz parte do grupo - venerado com Carlos Lwanga e seus companheiros - de 22 mártires ugandenses. Estes foram mortos em várias etapas durante o reinado do rei Muangaque executou uma perseguição que custou a vida, em pouco mais de um ano, de novembro de 1885 a fevereiro de 1887, para cem cristãos. Muanga e seu predecessor, o rei Mutesa, haviam recebido o anúncio do Evangelho pelos missionários dos Padres Brancos. Mas o herdeiro subiu ao trono, e tragicamente mudou de opinião. Atanásio era o guardião do tesouro real e foi morto em 27 de maio de 1886 com apenas 20 anos de idade. Ele ofereceu-se aos executores que durante uma marcha de transferência dos cristãos presos mataram um em cada encruzilhada, a fim de incitar o terror para os outros.

Santas Bárbara Kim e Bárbara Yi, Mártires - 27 de maio

Durante a dura perseguição estatal contra a Igreja Católica na Coreia, estas católicas morreram no cárcere por defenderam sua fé em Nosso Senhor Jesus Cristo. Além de perderem a liberdade, elas morreram de tifo na prisão. Bárbara Kim e Bárbara Yi faleceram em 1839. Bárbara Kim Obi nasceu em 1805, em Shi-heung, província de Kyonggi; sua família era pobre, mas católica de grande devoção. Embora relutasse em casar-se, seu pai insistiu e ela finalmente desposou um pagão que não pensava em se converter. Ele permitiu que ela batizasse a filha, mas os filhos não. Ela teve muitos problemas religiosos com o marido até a morte dele. Aos 30 anos tornou-se criada em uma casa onde pode aderir de todo coração a Deus. Após a morte do marido se dedicou à oração e as boas obras; com a chegada de sacerdotes à região, pode tê-los como seus diretores espirituais.

Madre Guilhermina Lancaster, fundadora – 27 de maio

Quem era a Madre Guilhermina Lancaster, cujo corpo incorrupto agora é o centro das atenções no Missouri?

     Quando as Irmãs Beneditinas de Maria, Rainha dos Apóstolos exumaram o corpo de sua fundadora, Madre Guilhermina Lancaster, OSB, em 18 de maio, encontraram o inesperado: quatro anos após sua morte e enterro em um simples caixão de madeira, seu corpo parecia notavelmente bem preservado.
     A notícia se espalhou rapidamente nas mídias sociais sobre o estado incomum dos restos mortais da fundadora afro-americana da ordem contemplativa, atraindo centenas de peregrinos ao mosteiro na zona rural do Missouri.

Agostinho de Cantuária Bispo e Santo (+ 604)

Um século após são Patrício ter convertido os irlandeses ao catolicismo, a atuação de Agostinho foi tão importante para a Inglaterra que modificou as estruturas da região da mesma forma que seu antecessor o fizera. No final do século VI, o cristianismo já tinha chegado à poderosa ilha havia dois séculos, mas a invasão dos bárbaros saxões da Alemanha atrasou sua propagação e quase destruiu totalmente o que fora implantado. Pouco se sabe a respeito da vida de Agostinho antes de ser enviado à Grã-Bretanha. Ele nasceu em Roma, Itália. Era um monge beneditino do mosteiro de San-to André, fundado pelo papa Gregório Magno na-quela cidade. E foi justamente esse célebre papa que ordenou o envio de missionários às ilhas britânicas. Em 597, para lá partiram quarenta monges, todos beneditinos, sob a direção do monge Agostinho.

ORAÇÕES - 27 DE MAIO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
27 – Quarta-feira – Santos: Agostinho de Cantuária
Evangelho (Mc 10,32-45) “Jesus ia à frente. Os discípulos estavam espantados, e aqueles que iam atrás estavam com medo.”
Mesmo sabendo o que o esperava, Jesus partiu para Jerusalém, à frente de seus discípulos. Por duas vezes o Mestre já lhes falara sobre sua prisão e sua morte. Eles estavam, pois, espantados com o caminhar dos acontecimentos, e tinham medo. Temos medo diante do que nem imaginamos. Só o Senhor pode encorajar-nos.
Oração
Senhor Jesus, tenho medo de muitas coisas, principalmente do sofrimento, e fico mais inseguro ao pensar na morte. Vós me compreendeis e perdoais, porque tivestes sentimentos assim. Ajudai-me nesses momentos, aumentai minha confiança. Fazei que eu continue a fazer o que devo, e não seja um peso para os irmãos. Amém.

terça-feira, 26 de maio de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “João, o Batista”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Consolai, meu povo!
 
Fomos alertados à vigilância. Estamos nas mãos de Deus que nos modela. Nesse segundo domingo do Advento, recebemos o convite de renovação através das palavras do maior profeta: João Batista. Ele, concretamente, veio preparar o caminho do Senhor. Ele próprio é a mensagem realizada. Ele encarna a mensagem. Sua apresentação é a de um profeta forte, curtido no deserto, capaz de anunciar com segurança a chegada do Senhor. Em si, está pronto para receber o Senhor. Absorveu a Palavra e se tornou o mensageiro. Não um mensageiro de castigos ou ameaças, mas de consolo, como retrata Isaias: “Consolai, consolai, meu povo”! É o momento de preparar os caminhos para facilitar ao máximo a vinda do Consolador, o pastor carinhoso de suas ovelhas. A vinda do Senhor no fim dos tempos é para dar o prêmio a todos: “Quero ouvir o que o Senhor dirá: é a paz que ele vai anunciar... a salvação ,está perto dos que o temem” (Sl 84). A imagem de fim dos tempos que nos é passada se atenua com as promessas de consolação. Pedro nos escreve: “O que nós esperamos, de acordo com sua promessa, são novos céus e uma nova terra, onde habitará a justiça” (2Pd 3,13). O tempo do Advento nos alerta para não nos fixarmos em um Menino Jesus bonitinho, mas no bondoso Senhor que sempre vem ao nosso encontro. Agora vem para a transformação. 
Preparai o caminho! 
O povo de Deus pagou todos seus crimes com o exílio da Babilônia. O profeta vem proclamando que a salvação vem de Deus. Deus mesmo vem libertar. E faz a entrada triunfal de um Deus libertador: “Eis o vosso Deus, eis que o Senhor vem com poder, seu braço tudo domina: eis, com Ele, sua conquista, eis à sua frente a vitória” (Is 40,10). A volta do povo do exílio se tornou uma apoteose da força poderosa de Deus em favor de seu povo. Esse tempo do Advento nos prepara e nos dispõe a participar dessa vitória. Sempre temos visto as notícias sobre o fim com um castigo, uma desgraça. Não pensa assim o nosso Deus. Ele vem nos acolher com o prêmio em sua mão. A grande desgraça é não participar da glória de Deus. Por isso rezamos na coleta: “nós Vos pedimos, que nenhuma atividade terrena nos impeça de correr ao encontro do vosso Filho, mas instruídos pela vossa sabedoria, participemos da plenitude de sua vida”. Vemos que não se fala de Natal, mas da Vinda, da qual participamos. João Batista se torna o modelo também no desapego de todo o secundário para deixar-se penetrar da Palavra de Deus. João chega com uma pregação tão diferente dos profetas anteriores. Já eram mais de 300 anos que não aparecia um profeta. Sua profecia não é ao longe. Ele apresenta o Cordeiro, Servo de Deus, presente. 
Ele virá! 
“Deus vos ilumine com o Advento do seu Filho, em cuja vinda credes e cuja volta esperais, e derrame sobre vós as suas bênçãos”. Celebrar o Natal, a vinda na condição humana é, para nós, um momento de graça para compreendermos aquele que virá no fim dos tempos. Vê-Lo pequenino, tira todo o receio de ir a seu encontro quando vier para julgar. Essa noção nós sempre a cultivamos: Em Cefalú, na Sicilia, encontramos essa confirmação: “Feito homem, o Criador dos homens; feito Redentor, julga os humanos com o coração de Deus”. Deus, nosso Juiz, é nosso mais forte advogado. Ele conhece nosso coração, pois foi Ele quem o fez. Não invocamos nossos méritos, mas venha em nosso auxílio, vossa Misericórdia. 
Leituras: Isaías 40,1-5.9-11; Salmo 84; 
2 Pedro 3,8-14;Marcos 1,11-8. 
1. A imagem de fim dos tempos se atenua com as promessas de consolação. 
2. João Batista é modelo no desapego do secundário para deixar-se penetrar da Palavra. 
3. Vê-Lo pequenino, tira todo o receio de ir a seu encontro quando vier para julgar. 
Departamento de estradas 
As estradas invadiram o mundo. Há caminhos que foram feitos pelos burros, pois para atravessar a montanhas, os animais escolheram os melhores caminhos que são usados até o dia de hoje. Como a água, o animal faz seu caminho. Assim também fizeram os homens. Para aprender os caminhos de Deus buscamos nos mapas das Escrituras. Caminhos sejam planos, retos, fáceis e até sombreados. Os caminhos de Deus são feitos para Ele passar. Esses caminhos servem também a nós. A missão da Igreja, seguindo João Batista, é despojar-se do desnecessário. Assim as estradas não terão baixios, não terão elevações. Será um caminho bom, suave e nos levará logo a sua meta que é o coração de Deus. 
Homilia do 2º Domingo do Advento (06.12.2020)

EVANGELHO DO DIA 26 DE MAIO

Evangelho segundo São Marcos 10,28-31. 
Naquele tempo, Pedro começou a dizer a Jesus: «Vê como nós deixámos tudo para Te seguir». Jesus respondeu: «Em verdade vos digo: todo aquele que tiver deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos ou terras por minha causa e por causa do evangelho receberá cem vezes mais, já neste mundo, em casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e terras, juntamente com perseguições, e, no mundo futuro, a vida eterna. Muitos dos primeiros serão os últimos e muitos dos últimos serão os primeiros». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São John Henry Newman 
(1801-1890) 
Teólogo, 
fundador do Oratório em Inglaterra 
Sermão «Os apelos divinos», PPS, vol 8, n.º 2 
«Nós deixámos tudo para Te seguir» 
Não somos chamados uma só vez, mas muitas vezes; Cristo chama-nos ao longo de toda a nossa vida. Chamou-nos primeiro pelo batismo e continua a chamar-nos; quer Lhe obedeçamos, quer não, Ele chama-nos na sua misericórdia. Se faltarmos às promessas batismais, Ele chama-nos ao arrependimento. Se nos esforçarmos por responder à nossa vocação, Ele chama-nos para irmos sempre mais além, de graça em graça, de santidade em santidade, enquanto nos for sendo concedida vida para tal. Abraão foi chamado a deixar a sua casa e o seu país (cf Gn 12,1), Pedro as suas redes (cf Mt 4,18), Mateus o seu emprego (cf Mt 9,9), Eliseu a sua propriedade (cf 1R 19,19), Natanael o seu recolhimento (cf Jo 1,47). Todos somos chamados sem cessar de uma coisa a outra, para ir sempre mais longe, sem lugar de repouso, mas subindo para o nosso repouso eterno e obedecendo a um apelo interior que nos prepara para ouvir o seguinte. Cristo chama-nos sem cessar, para nos justificar sem cessar; sem cessar, cada vez mais, Ele quer santificar-nos e glorificar-nos. Devíamos compreendê-lo, mas somos lentos a dar-nos conta dessa grande verdade – que Cristo caminha de alguma forma no meio de nós e que, com a sua mão, os seus olhos, a sua voz, nos faz sinal para que O sigamos. Não percebemos que o seu apelo tem lugar neste preciso momento; pensamos que teve lugar no tempo dos apóstolos, mas não acreditamos nele, não o ouvimos verdadeiramente para nós próprios.

26 de maio - São Pedro Sanz e Jordá

Pere Sans i Jordà (em castelhano Pedro Sanz e Jordá) nasceu em 1º de setembro de 1680, filho de Andres Sans e Catalina Jordà, na cidade de Ascó, na diocese de Tortosa (Espanha). Um tio, capelão da catedral de Lérida, tendo visto nele uma criança virtuosa e cheia de zelo cristão, queria cuidar de sua educação. Quando jovem, atraído pela vida religiosa, quiz entrar no convento dominicano de Lérida, onde fez sua profissão em 6 de julho de 1698 e foi ordenado sacerdote em 20 de setembro de 1704. Foi transferido, a pedido dele, para o convento de Sant'Ildefonso em Zaragoza, de observância mais rigorosa. Aos 32 anos, sentiu-se atraído pelo apelo missionário e pediu para ser enviado ao Extremo Oriente. Ele deixou a Espanha no meio de 1712 e chegou a Manila nas Filipinas no final de agosto de 1713, depois de duas longas paradas no México e nas Ilhas Marianas.

26 de maio - Santo Eleutério - Papa

Santo Eleutério nasceu em Nicópolis, Épiro – Grécia, e foi o décimo terceiro Papa da Igreja Católica, entre 177 e 193. Ele sucedeu São Sotero como representante de Cristo na Terra e, ao fim de sua jornada terrena, foi sucedido pelo Papa Vítor I. Pouco sabemos sobre a sua vida. Ele viveu em um período que podemos chamar ainda de cristianismo primitivo, no qual os seguidores da fé cristã conviviam com muitas dificuldades porque eram perseguidos pelos pagãos dominantes da época. O seu pontificado foi inicialmente pacífico, pois o imperador Cômodo, embora odiado pela aristocracia romana, não perseguiu os cristãos. Segundo a tradição, Eleutério recebeu cartas de Lúcio, rei de uma parte da Bretanha, pedindo o envio de missionários para instruí-lo na fé cristã.

São Simítrio (Simétrio) de Roma Mártir Festa: 26 de maio † cerca de 159

Simétrio ou Simítrio era um presbítero romano, sepultado na catacumba de Santa Priscila, ao longo da Via Salária Nova, junto com outros 22 Companheiros. Provavelmente, todos foram martirizados nos últimos anos do império de Antonino Pio, talvez por volta do ano 159.
Simitrius, ou Simitrius, é um sacerdote romano enterrado no cemitério de Priscilla, ao longo da Via Salaria Nuova, junto com outros 22 companheiros, com quem provavelmente foi martirizado nos últimos anos do império de Antonino Pio, talvez por volta de 159. 
Martirógio Romano: Também em Roma, no cemitério de Priscila na Via Salaria Nuova, São Simétrio, mártir. https://www.santiebeati.it/dettaglio/54710

Santa Felicissima Mártir Festa: 26 de maio Terceiro e IV SÉCULOS.

Embora o Martirológio Jerônimo a registre como mártir em Todi (26 de maio) e Perugia (24 de novembro), sua figura permanece envolta em mistério devido à falta de confiabilidade de sua "passio", uma lenda que segue modelos hagiográficos já conhecidos. Apesar da escassa documentação histórica, Felicissima goza de grande devoção, como evidenciado pela disseminação de seu culto em vários lugares. Suas relíquias, inicialmente veneradas em Faleri (Úmbria), foram transportadas para Civita Castellana e depois para Viterbo, onde ainda repousam na igreja de San Sisto. A figura de Felicissima está entrelaçada com a de San Gratiliano, uma mártir com quem ela compartilha a veneração em Bassano di Sutri, da qual é a principal patrona. A igreja paroquial abriga uma relíquia do mártir, doada, segundo a tradição, pelo bispo de Civita Castellana em 1437. 
Martirógio Romano: Em Todi, na Úmbria, Santa Felicíssima, mártir. 

Beata Regintrude de Nonnberg Abadessa Festa: 26 de maio

† 750 ca. 
Figura enigmática entre as abadessas de Nonnberg, Regintrude emerge dos textos históricos como uma personalidade de grande profundidade, envolta em uma aura de mistério e devoção. Sua localização temporal é incerta, estimada no século VIII, e sua vida está entrelaçada com a fundação do mosteiro de Tittmoning, do qual se presume que ela tenha sido a benfeitora. No entanto, a fama de Regintrude transcende seu papel histórico. Atestada já no século XIV, a sua veneração de beata consolidou-se ao longo dos séculos, alimentada por obras de arte, miniaturas e inclusões litúrgicas. Um culto local, oficialmente autorizado em 1613, perpetua sua memória na comunidade de Nonnberg, onde seu aniversário ainda hoje é comemorado com ritos devocionais e obras de caridade. De acordo com o livro das confrarias de São Pedro de Salzburgo, Regintrude (ger. Regintrud) foi a quarta abadessa de Nonnberg.

Beata Maria Angélica Mastroti de Papasidero - 26 de maio

Maria Angélica viveu em odor de santidade. Aos seis anos uma tuberculose imobilizou-a por 13 anos. Quando todos esperavam por seu fim iminente foi milagrosamente curada era 1870. O seu sofrimento entretanto não cessou: um cálculo na bexiga lhe causou um sofrimento indescritível até 1873, quando uma segunda intervenção sobrenatural a libertou do mal. Mas, o seu desejo de expiação a fez mortificar seu corpo fazendo uso de cilícios, camas de espinhos e longos jejuns. Sua vida ascética resultou em êxtases frequentes durante os quais conversava com Nossa Senhora e o Filho que a Virgem tinha nos braços. O envolvimento espiritual também teve consequências físicas. Com efeito, uma ferida se abriu espontaneamente no seu lado, de onde o sangue jorrava muitas vezes, e jamais foi curada.

Filipe Néri Bispo, Fundador, Santo (1515-1595)

"Contanto que os meninos não pratiquem o mal, eu ficaria contente até se eles me quebrassem paus na cabeça." Há maior boa vontade em colocar no caminho correto as crianças abandonadas do que nessa disposição? A frase bem-humorada é de Filipe Néri, que assim respondia quando reclamavam do barulho que seus pequenos abandonados faziam, enquanto aprendiam com ele ensinamentos religiosos e sociais. Nascido em Florença, Itália, em 21 de julho de 1515, Filipe Rómolo Néri pertencia a uma família rica: o pai, Francisco, era tabelião e a mãe, Lucrécia, morreu cedo. Junto com a irmã Elisabete, foi educado pela madrasta. Filipe, na infância, surpreendia pela alegria, bondade, lealdade e inteligência, virtudes que ele soube cultivar até o fim da vida.