quinta-feira, 16 de julho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - Celebrações Marianas

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Maria no Ano Litúrgico
 
A Igreja celebra o mistério de Maria na liturgia porque ela está indissoluvelmente unida à obra salvífica de seu Filho. Cada tempo litúrgico traz a memória da Mãe de Deus no mistério de Cristo, como Natal, Paixão, Páscoa e Pentecostes. Ela está presente na economia da salvação. Podemos ver que não há o nascimento de Cristo sem sua Mãe. Esteve em Nazaré e em seu ministério. Por que notar a presença de Maria ao pé da Cruz e na vinda do Espírito? Não é uma mera citação. Não sem razão ela está ali. Temos também algumas festas durante o ano previstas pelo calendário e pelas tradições locais. Não somos exagerados. O Rito Etíope tem 38 festas de Nossa Senhora. Não são temas só atuais. Já nos primórdios ela está ali presente, e ali colhemos a viva memória da comunidade cristã. A Palavra de Deus não dispensa o conhecimento do mundo onde ela foi escrita. A memória de Maria está nas muitas referências a sua presença junto de Cristo. Está presente na história da salvação. Temos as celebrações de seus dogmas, como Imaculada Conceição, Virgindade, Mãe de Deus e Assunção. Há celebrações de sua Natividade, Apresentação e Visita a Isabel. Temos diversas festas que têm uma dimensão mundial, como Nossa Senhora de Lourdes, Nossa Senhora Rainha, N.S. do Rosário, N.S. das Dores. Igualmente celebramos os títulos mais regionais ou devocionais. Cristo é o centro. Mas não sem Maria. Não podemos, contudo, celebrá-la sem o Filho. Há festas devocionais, patrimônios de congregações e espiritualidades. Na realidade, Nossa Senhora está sempre presente. 
Razões desse culto 
No Vaticano II havia um temor de se tirar ou diminuir o culto a Maria na Igreja. Paulo VI desanuviou tudo quando fez a declaração de Maria como Mãe da Igreja no dia 21.11.64, no encerramento da terceira sessão. Houve um prolongadíssimo aplauso. Os alemães e a comissão doutrinal não acharam oportuna. Poderia até ser chamada de Mãe da Igreja dos Pobres. Esses sabem o que é ser mãe. Como Lucas escreve em seu evangelho, temos a certeza da presença de Maria na comunidade como mãe. Já no final do século II, (ano 170 + ou -), Militão de Sardes, bispo, em sua homilia diz: “o cordeiro mudo foi imolado. Ele que nasceu de Maria, a bela ovelhinha”. Alude a sua pureza, como o Cordeiro sem mancha. A oração a Nossa Senhora “À vossa proteção recorremos, Santa Mãe de Deus...” é a mais antiga invocação à Maria. Foi encontrada num papiro no Egito do ano 250. Para chegar a ser uma invocação escrita, deve ter uma longa história. Na catacumba de Priscila, há um afresco (pintura) de Nossa Senhora com o Menino no colo e o profeta Balaão (Nm 23,17). Maria, em seu lugar na Igreja, como Mãe de Deus já é arte. 
Concílio de Êfeso 
O título de Mãe de Deus foi a indicação clara da verdadeira fé em Jesus. O concílio definiu sobre a Divindade de Jesus (Éfeso 431). Se dissesse Mãe de Cristo, estava negando que Jesus fosse Deus. (o jogo de palavras: Theotokos e Cristotokos – Mãe de Deus e Mãe de Cristo). Foi uma glória a proclamação de Maria Mãe de Deus. Esse concílio influenciou no culto à Maria na Igreja, construindo-se logo a belíssima Basílica de Santa Maria Maior (consagrada em 05.08.331). A presença de Maria se faz cada vez maior nas celebrações e na devoção pela Idade Média afora. Paulo VI, em 2 de fevereiro de 1974 dá-nos a belíssima Exortação Apostólica sobre o culto de Maria. Não tenhamos medo de ter uma devoção regulada pelos ensinamentos da Igreja. Mas sempre é a Maria de Nazaré.
ARTIGO PUBLICADO EM JUNHO DE 2021

EVANGELHO DO DIA 16 DE JULHO

Evangelho segundo São Mateus 11,28-30
Naquele tempo, Jesus exclamou: «Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e a minha carga é leve».
Tradução litúrgica da Bíblia 
Pedro de Celles - (1115–1183) 
Monge, bispo 
3.º sermão para o Advento
 O Cordeiro de Deus, manso 
e humilde de coração 
Senhor, envia-nos o Cordeiro; é do cordeiro que precisamos e não do leão (cf Ap 5,5-6); do Cordeiro que não Se irrita e cuja mansidão nunca Se perturba; do Cordeiro que nos dará a sua lã, branca como a neve, para aquecer em nós aquilo que está frio, para cobrir a nossa nudez; do Cordeiro que nos dará a comer a sua carne, para não morrermos de fraqueza pelo caminho (cf Jo 6,51; Mt 15,32). Envia-O cheio de sabedoria porque, com a sua prudência divina, Ele vencerá o espírito orgulhoso; envia-O cheio de força, porque está escrito que Ele é «o Senhor forte e poderoso, o Senhor poderoso nas batalhas» (Sl 24,8); envia-O cheio de mansidão, pois Ele descerá «como os aguaceiros que regam a terra» (Sl 72,6); envia-O como vítima, porque Ele deverá ser vendido e imolado para nos resgatar (cf Mt 26,15; Jo 19,36; Ex 12,46); envia-O, mas não para exterminar os pecadores, pois Ele não veio «chamar os justos, mas os pecadores» (cf Mt 9,13); envia-O, enfim, digno de «receber a honra, a glória e o poder, digno de receber o livro e de abrir os selos» (Ap 4,11; 5,9), isto é, o mistério inexprimível da encarnação.

Bem-aventurado Cláudio Béguignot, sacerdote cartuxo, mártir Festa: 16 de julho

(*)Langres, França, 19 de setembro de 1736
(+)Próximo a Rochefort, França, 16 de julho de 1794 
No contexto da Revolução Francesa, até 829 padres e religiosos foram deportados para La Rochelle (Rochefort), incluindo o monge cartuxo Claude Beguignot, do convento de Saint-Pierre-de-Quevilly, perto de Rouen, nascido em Langres (Haute-Marne) em 19 de setembro de 1736, que, junto com seus outros companheiros de prisão, sofreu sofrimento de todos os tipos, condições miseráveis de vida e maus-tratos cruéis, porque havia uma tendência a eliminá-los clandestinamente. Sabe-se que ele foi deportado em 1793-94 para La Rochelle e embarcado, como os outros, em navios que permaneceram ao largo da ilha de Aix, em Charente; Morreu de dificuldade, suportando com paciência heroica e força na fé, em 16 de julho de 1794.

Santa Teresa Zhang Hezhi Mártir Festa: 16 de julho

(*)Yuan, Hebei, China, c. 1864 
(+)Zhangjiaji, Ningjin, Hebei, China, 16 de julho de 1900
Sua figura surge com clareza dramática durante a Rebelião dos Boxers, um período de perseguição violenta que afetou comunidades cristãs em Hebei. Mulher casada e mãe, Teresa não era uma teóloga ou freira recluida, mas uma cristã inserida no tecido diário de sua vila. Sua santidade é medida pela firmeza com que, diante da ameaça de morte, ele se recusou a cometer atos de idolatria, compartilhando o sacrifício supremo com seus dois filhos.
Etimologia: Teresa, do grego Therasia = caçadora ou nativa de Thera. 
Emblema: Palma do martírio, traje tradicional chinês da dinastia Qing.
Martirológio Romano: Em Zhangjiaji, perto de Ningjin, também em Hebei, Santa Teresa Zhang Hezhi, que durante a mesma perseguição foi arrastada para dentro de uma pagode, recusou-se a adorar as divindades do local e foi perfurada junto com seus dois filhos por uma lança.

Santa Reinildes, Virgem Mártir

Santa Reinildis, Virgem Mártir, é uma santa venerada pela Igreja Católica, conhecida por sua pureza e testemunho de fé. Embora não haja muitos detalhes históricos sobre sua vida, ela é celebrada como mártir por sua fidelidade a Cristo, mesmo diante de perseguições e ameaças. Informações sobre Santa Reinildis: Pureza e Fidelidade: Santa Reinildis é lembrada por sua pureza de corpo e alma, e por sua firmeza na fé cristã, mesmo em meio à perseguição.
Martírio: Ela é venerada como mártir, o que significa que sofreu o martírio por sua fé em Jesus Cristo. Falta de Detalhes Históricos: Diferentemente de outras santas, a vida de Santa Reinildis é envolta em certa obscuridade histórica, com poucos detalhes conhecidos sobre sua vida e morte. Veneração: Apesar da falta de detalhes, ela é lembrada e celebrada pela Igreja, servindo de exemplo de fé e perseverança.

Santa Elvira (Erlwira) de Öhren, Abadessa – 16 de julho

O nome Elvira é um nome espanhol de tradição visigótica, também na variante masculina Elvirio e foi bastante difundido na Itália a partir do século XVIII. O nome também pode derivar do hebraico "Elbirah" e significa "templo de Deus". Ou ainda do alemão e significa “prudente conselheira”. De fato, o nome tornou-se conhecido sobretudo pelo conhecimento de obras dramáticas e líricas de Molière, Mozart, Bellini, Verdi, D'Azeglio, onde existe uma personagem com este nome. Em um ambiente cristão, havia uma Santa Elvira mártir, recordada em 25 de janeiro, da qual quase nada se sabe; e, depois, mais conhecida, a Santa Abadessa Elvira, na Alemanha. Na Biblioteca Estadual de Trier, há um Breviário do século XIV, no qual aprendemos que Elvira viveu nos séculos XI e XII, que foi primeiro monja e depois abadessa do mosteiro de Öhren.

Beata AIMÉE DE JESÚS DE GORDON e seis companheiros. D. 1794.

Martirológio Romano
:Em Orange, na França, a Beata Aimée de Jesus (Maria Rosa) de Gordon e outras seis freiras, virgens e mártires, que durante a revolução foram decapitadas por se recusarem a renunciar à vida religiosa, receberam com alegria a palma do martírio. 
Seus nomes são: Maria de Jesus Charansol , Maria Ana de San Joachim Béguin-Royal , Maria Ana de San Miguel Doux , Maria Rosa de San Andrés Laye , Doroteia do Coração de Maria e Madalena do Santíssimo Sacramento de Justamont . Em 16 de julho de 1794, sete freiras foram guilhotinadas na Place d'Orange, França. Elas haviam sido julgadas e condenadas à morte naquela mesma manhã. Os juízes consideraram as acusações contra elas provadas. As acusações, que levaram a República Francesa a acusá-las de não continuarem vivas, mas sim de serem executadas, foram as seguintes: "Todas elas propagaram incessantemente o fanatismo mais perigoso, pregaram a intolerância e a superstição mais horrível e, refratárias à lei, recusaram-se a prestar o juramento exigido por lei..." Elas foram beatificadas por Sua Santidade Pio XI em 10 de maio de 1925, entre os 32 Mártires de Orange. 

16 de julho - Beata Ermengarda de Chiemsee

A Beata Ermengarda, fundadora do mosteiro de Frauenwörth, nasceu em Ratisbona no ano 833 e morreu aos 33 anos de idade, em 866. Bisneta do Imperador Carlos Magno. Ermengarda teve três irmãs e dois irmãos. Junto com suas irmãs, foi educada no mosteiro de Buchau. Mais tarde se tornou beneditina e foi-lhe confiada a abadia beneditina de Frauenwörth, localizada em uma ilha do Lago Chiemsee na Bavária, da qual ela se tornou a primeira abadessa e foi notável por sua de piedade. É de notar que ao contrário do que muitas vezes aconteceu nas famílias nobres da época, quando soberanas, princesas e damas da nobreza, depois de uma experiência como governantes, esposas, mães, ao enviuvarem deixavam o reino e a família para se retirarem em mosteiros, muitas vezes fundados por elas mesmas, onde começavam uma nova vida espiritual tornando-se frequentemente abadessas, a Beata Ermengarda era uma jovem virgem que desde a mais tenra infância desejou uma vida de clausura, evitando os prazeres da corte imperial.

Bartolomeu dos Mártires Dominicano, Arcebispo de Braga, Beato 1514-1590

Arcebispo de Braga,
 beato (1514-1590). 
Grande figura do Concílio de Trento.
Apresentação 
Em 4 de Novembro deste ano de 2001 o Santo Padre João Paulo II proclamou solenemente Bem-Aventurado D. Frei Bartolomeu dos Mártires, um religioso dominicano que foi arcebispo de Braga. Não se trata de uma personalidade qualquer -- se o fosse, não teria sido proclamado Beato – mas de alguém que marcou a sua época, quer como membro da Ordem dos Pregadores, quer como Primaz das Espanhas, quer como interveniente no concílio de Trento. A sua actividade, a sua palavra e os seus escritos exerceram grande influência na via da Igreja, projectando-o no tempo e no espaço. O presente trabalho tem como objectivo dar a conhecer aos cristãos de hoje, e não só aos cristãos, quem foi D. Frei Bartolomeu dos Mártires.

Maria Madalena Postel Religiosa, Fundadora, Santa 1758-1846

Fundou a Congregação 
das Filhas da Misericórdia, 
em Cherbourg (França).
No dia 28 de novembro de 1758, nasceu a filha primogênita do casal Postel, camponeses de uma rica fazenda em Barfleur, na Normandia, França. A criança foi batizada com o nome de Júlia Francisca Catarina, tendo como padrinho aquele rico proprietário. Júlia Postel teve os estudos patrocinados pelo padrinho, que, como seus pais, queria que seguisse a vida religiosa. Ela foi aluna interna do colégio da Abadia Real das Irmãs Beneditinas, em Volognes, onde se formou professora. No início, não pensou na vida religiosa, sua preocupação era com a grande quantidade de jovens que, devido à pobreza, estavam condenadas à ignorância e à inferioridade social.

ESCAPULÁRIO NOSSA SENHORA DO CARMO

"A devoção do Escapulário do Carmo fez descer sobre o mundo copiosa chuva de graças espirituais e temporais". 
(Pio XII, 6/8/50) 
O que é? 
O Escapulário ou Bentinho do Carmo é um sinal externo de devoção mariana, que consiste na consagração à Santíssima Virgem Maria, por meio da inscrição na Ordem Carmelita, na esperança de sua proteção maternal. O escapulário do Carmo é um sacramental. No dizer do Vaticano II, "um sinal sagrado, segundo o modelo dos sacramentos, por intermédio do qual significam efeitos, sobretudo espirituais, que se obtêm pela intercessão da Igreja". (S.C. 60) 

NOSSA SENHORA DO CARMO - 16 DE JULHO

Nossa Senhora do Carmo ou do Monte Carmelo é uma das mais antigas devoções marianas. Vamos resumir a sua história: 
Carmelo é uma serra situada na Palestina. Ali residiram as primeiras comunidades de profetas e eremitas, sob a direção de Elias (1Rs 18). Mais tarde os eremitas construíram uma capela sobre esse monte e ali residiram durante muito tempo. Depois mudaram-se para a Europa onde fundaram vários mosteiros. 
Dia 16 de julho de 1251 Nossa Senhora apareceu a Simão Stock, Superior dos Dominicanos, com o Menino Jesus nos braços, e deu-lhe o escapulário ou manto dizendo: 
-“Todo aquele que for revestido deste hábito, será salvo”. 

ORAÇÕES - 16 DE JULHO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
16 – Quinta-feira – Nossa Senhora do Carmo
Evangelho (Mt 12,46-50) “Estendendo a mão para os discípulos, Jesus disse: – Aqui estão minha mãe e meus irmãos.”
Jesus deixara sua casa e sua família, e formara uma comunidade com seus discípulos. E essa comunidade era formada por quem aceitava viver a vontade do Pai. Pertenço à comunidade de Jesus se aceito que o Pai me transforme, e procuro viver a vida nova que me oferece. Se me deixo unir a Jesus, para viver de sua vida.
Oração
Senhor meu Deus, vossa vontade, o que quereis é minha salvação, minha união de vida com Jesus. Quero o que quereis, aceito vosso amor, e só vos peço que me façais amar-vos o mais possível. Reconheço minha fragilidade, e a cada passo preciso de vosso apoio. Não permitais que me separe de Jesus e de meus irmãos. Amém.

quarta-feira, 15 de julho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Acima da tempestade”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Por que tendes medo?
 
Os evangelhos não são só um livro de memórias de Jesus, com tantos ensinamentos, mas eles são também uma leitura do coração humano. Afinal, Jesus era muito humano. O Divino resplandecia Nele através de sua humanidade. A narrativa de hoje nos leva a perceber nossa realidade tantas vezes tempestuosa. É duro ser humano. É fácil falar do ser humano. Difícil é descrevê-lo em meio a uma tempestade. A leitura do livro de Jó nos mostra que Deus está acima da tempestade e tem o controle de tudo o que criou. O salmo relata como os que viajavam pelos mares, na tempestade, gritaram a Deus e foram ouvidos. Em toda a situação Deus é o eterno libertador de todos os males. O evangelho mostra o desespero dos discípulos no meio de uma feroz tormenta. E Jesus dormia sobre um travesseiro. Essa narrativa é um retrato de nossa vida. Parece-nos muitas vezes que, no pior momento, Jesus está dormindo e nos sentimos sós. Temos o direito de ter medo e nos desesperar. Mas não perder Jesus de vista. Eles gritaram a Jesus: “Mestre, estamos perecendo e Tu não Te importas?” “Ele se levantou e ordenou ao vento e ao mar: ‘Silêncio! Cala-te! E houve calmaria”. Jesus os recrimina: “Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé”? (Mc 4,38-39). Ele nos mostra que a fé, nas tempestades da vida, pode nos ajudar a buscar Jesus. “Ele não dorme nem cochila aquele que te guarda” (Sl 120,4). A falta de confiança pode nos levar a perder o rumo da vida. Jesus está sempre presente. Mesmo que não tenhamos as tempestades acalmadas, Ele está ali, presente sereno. 
Cristo morreu por todos 
“O amor de Cristo nos estimula quando consideramos que um morreu por todos e logo todos morreram”. O sentido do texto “todos morreram” é explicar que vivemos uma vida nova, vida de ressuscitados, pois estamos unidos a Cristo em sua humanidade. Logicamente, ressuscitados com Ele. Por isso, temos um novo modo de vida: Ser ressuscitado com Ele é viver como viveu. “De fato, Cristo morreu por todos, para que os vivos não vivam mais para si mesmos, mas para Aquele que por nós morreu e ressuscitou” (2Cor 5,15). “Não conhecemos ninguém conforme a natureza humana”. Não devemos nada à natureza humana ou até pecaminosa, pois fomos libertados em Cristo. Nossa referência direta e permanente é Cristo, modelando nossa vida para Ele e a partir Dele. Acrescenta que, mesmo tendo-O visto como homem, agora O vemos como ressuscitado. “Se alguém está em Cristo é uma nova criatura. O mundo velho desapareceu. Tudo agora é novo” (id. 16). A vida cristã não se faz a partir da condição humana, mas se realiza na condição divina. 
Agradeçam ao Senhor 
O salmo, depois de tanta tempestade, nos orienta: “Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom, porque eterna é a sua misericórdia”. Ele é a resposta ao mar revolto. Quando Jesus está no barco, podemos ter confiança que Ele não vai deixar o barco afundar. É preciso a paciência na tentação, na dificuldade, na escuridão durante a tempestade. Libertados, somos sempre chamados a agradecer e louvar: “Mas gritaram ao Senhor na aflição, e Ele os libertou daquela angústia. Transformou a tempestade em bonança, e as ondas do oceano se calaram... Agradeçam ao Senhor por seu amor e por suas maravilhas entre os homens” (Sl 106). Jesus se desagradou dos nove leprosos que não vieram agradecer. Agradecer é a melhor forma de celebrar. Pela Redenção fazemos Eucaristia. Agradecemos. 
Leituras: Jo 38,1.88-11;Salmo 106; 
2ª Coríntios 5,14-17; Marcos 4,35-41
1. A falta de confiança pode nos levar a perder o rumo da vida.
2. Ser ressuscitado com Ele é viver como viveu. 
3. Agradecer é a melhor forma de celebrar. 
Cadê a bóia? 
No desespero a gente se agarra a qualquer coisa que nos pareça salvação. No meio de uma tempestade uma bóia pode muito bem salvar. Hoje a liturgia está com tempestade pra todo lado. O salmo narra a situação dos que estão nas tempestades no mar. Os discípulos estão naquele sufoco de tempestade. As tempestades do lago de Genesaret são perigosas até hoje. E Jesus dormindo... Já era demais o sufoco e Jesus dormindo... beleza! Eles O acordam bravos: “Mestre, estamos indo para o fundo e tu não te importas?” A calma de Jesus acalma o mar. E não deixa por menos: “Ainda não tendes fé?”. Ter a presença de Jesus é a segurança total. Mesmo se vamos ao fundo, estamos com Ele. 
Homilia do 12º Domingo Comum (20.06.2021)

EVANGELHO DO DIA 15 DE JULHO

Evangelho segundo São Mateus 11,25-27
Naquele tempo, Jesus exclamou: «Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes, e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, Eu Te bendigo, porque assim foi do teu agrado. Tudo Me foi dado por meu Pai. Ninguém conhece o Filho senão o Pai e ninguém conhece o Pai senão o Filho, e aquele a quem o Filho O quiser revelar. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Vicente de Paulo 
(1581-1660) 
Presbítero, 
fundador de comunidades religiosas 
Conferência às Filhas da Caridade, 01/05/1648 
Onde Deus Se compraz 
Porque haveremos de duvidar de que aquilo que é dito vem de Deus, tendo em consideração que é dito pelos pequenos e aos pequenos? Sim, minhas irmãs, podemos dizer que Deus Se compraz extraordinariamente em Se revelar aos humildes. Escutemos as belas palavras de Jesus Cristo, que mostram que não é no convívio com os príncipes que Deus tem as suas delícias! Ele próprio o diz, numa passagem da Escritura: «Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes, e as revelaste aos pequeninos». Não Lhe agrada a pompa nem os ornamentos exteriores; mas compraz-Se numa alma humilde, numa alma que é instruída apenas por Ele e que não faz caso algum da ciência deste mundo.

São Pompílio Maria Pirrotti, sacerdote piarista-Festa: 15 de julho

Domingos sentiu a chamada do Senhor com 16 anos; ao emitir os votos religiosos, recebeu o nome de Pompílio Maria. A estes votos foram acrescentados também os dos Escolápios: a instrução dos jovens pobres. Por seu incansável trabalho, no centro da Itália, foi chamado "Apóstolo dos Abruços". 
(*)Montecalvo Irpino, Avellino, 29 de setembro de 1710
(+)Campi Salentina, Lecce, 15 de julho de 1766 
Nascido em Montecalvo, Campânia, em 29 de setembro de 1710, Domenico Pirotti – filho de um conhecido advogado benevento – mudou seu nome para Pompilio Maria, ingressando, aos dezoito anos, na ordem dos Piaristas.

Santa Valentina, mártir em Cesareia da Palestina – 15 de julho

O culto à Santa Valentina é baseado principalmente no fato de que na primeira metade do século XIX foram encontrados vários restos mortais nas Catacumbas, entre os quais os desta santa. Mons. De Coissigny, vigário geral de Nevers, obteve a relíquia de Santa Valentina do cardeal vigário do Papa Gregório XVI. Atualmente a relíquia se encontra custodiada pelas religiosas da Caridade e da Instrução Cristã de Nevers. Com o decreto de 28 de maio de 1852, Mons. Dufetre, Bispo de Nevers, fixou a festa de Santa Valentina no dia 15 de julho. Há no Martirológio Romano um relato informando que em 308 os santos Valentina, Téa e Paulo foram martirizados na mesma perseguição sob o prefeito Firmiliano.

Vladimir de Kiev Príncipe, Santo † 1015

Neto de Santa Olga, 
Vladimir era o filho mais novo de Sviatoslav de Kiev. 
Aceitou a Fé Cristã e mudou completamente sua atitude. 
Vladimir começou a estudar o Evangelho 
e foi batizado em 989. 
Morreu em Berestovo, 
perto de Kiev, em 1015.
No final do século IX, o povo russo começava a viver sob a influência do Cristianismo, depois da conversão da futura santa Olga de Kiev. Neto de Santa Olga, Vladimir era o filho mais novo de Sviatoslav de Kiev, com sua empregada Malusha. Malusha, era uma profetisa que viveu até aos 100 anos de idade e fora trazida de sua caverna ao palácio para prever o futuro. O irmão de Malusha, Dobrynya, era tutor de Vladimir e seu conselheiro mais fiel. Uma tradição hagiográfica, liga sua infância ao nome de sua avó,

Boaventura de Albano Abade, Bispo, Santo 1218-1274

Aos vinte anos de idade, ingressou no convento franciscano, onde vestiu o hábito e tomou o nome de Boaventura dois anos depois. 
Estudou filosofia e teologia na Universidade de Paris. em 1257, pela cultura, ciência e sabedoria que possuía, aliadas às virtudes cristãs, foi eleito superior-geral da Ordem 
pelo papa Alexandre IV.
Frei Boaventura era italiano, nasceu no ano de 1218, na cidade de Bagnoregio, em Viterbo, e foi baptizado com o nome de João de Fidanza. O pai era um médico conceituado, mas, como narrava o próprio Boaventura, foi curado de uma grave enfermidade ainda na infância por intercessão de são Francisco. Aos vinte anos de idade, ingressou no convento franciscano, onde vestiu o hábito e tomou o nome de Boaventura dois anos depois.

Inácio de Azevedo e companheiros mártires

...um dos quais parente 
de santa Teresa de Ávila, 
mártires : Beatos (+ 1570)
Nossos irmãos e intercessores Após ler sobre a vida do Beato Inácio de Azevedo e como se deu o martírio, devemos conhecer melhor os outros 39 mártires. Conhecer algo das suas vidas é importante para entendermos melhor a importância da oferta que fizeram a Deus. Não são uma multidão de anônimos, um número sem rosto, mas pessoas como nós, que lutaram para crescer na fé e na doação a Deus. Ao todo são 32 portugueses e 8 espanhóis. Vários desses beatos são venerados também nas suas cidades de origem. Deus abençoou os seus esforços e deu-lhes o grande dom do martírio. São Beatos do Brasil, e merecem a nossa veneração toda especial. É impossível não nos admirar com esses breves relatos, como o do Beato João Adauto, sobrinho do capitão da nau. Não era jesuíta, mas por causa de tão santa e arrebatadora amizade, já que não se apartava do grupo de missionários, vestiu-se como um deles na hora do martírio e apresentou-se para roubar o céu! Invejado rapazote!