segunda-feira, 27 de julho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - São José nos Evangelhos

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Relatos bíblicos
 
Em seu ensinamento sobre S. José, o Papa Francisco faz uma retomada de todos os textos que falam de José. É a única fonte que temos. Lemos: Profissão: Era um humilde carpinteiro (Mt 13,55). Estado civil: Desposado com Maria (Mt 1,18; Lc 1,27). Conceito: Um «homem justo» (Mt 1,19), sempre pronto a cumprir a vontade de Deus manifestada na sua Lei (Lc 2,22.27.39). Comunicação com Deus: Através de quatro sonhos (Mt 1, 20; 2, 13.19.22). Fatos: Depois duma viagem longa e cansativa de Nazaré a Belém, viu o Messias nascer num estábulo, «por não haver lugar para eles» (Lc 2,7) dentro de casa. Foi testemunha da adoração dos pastores (Lc 2,8-20) e dos Magos (Mt 2,1-12), que representavam o povo de Israel e os povos pagãos. Atitudes: Teve a coragem de assumir a paternidade legal de Jesus, a quem deu o nome revelado pelo anjo: dar-Lhe-ás «o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados» (Mt 1,21). Dar o nome a uma pessoa ou a uma coisa significava conseguir pertença, como fez Adão na narração do Gênesis (2,19-20). Fatos: No Templo, quarenta dias depois do nascimento, José, juntamente com Maria, – ofereceu o Menino ao Senhor e ouviu a profecia que Simeão fez a respeito de Jesus e Maria (Lc 2,22-35). Situações difíceis: Para defender Jesus de Herodes, residiu no Egito (Mt 2,13-18). Regressado, viveu na pequena Nazaré, na Galiléia – de onde «não saia nenhum profeta» (Jo 7, 52); durante uma peregrinação a Jerusalém perderam Jesus e, angustiados, andaram à sua procura, encontrando-O após três dias no Templo discutindo com os doutores da Lei (Lc 2,41-50). 
Com o coração do Papa 
Percebe-se como o Papa Francisco leu com carinho todas essas passagens da Escritura sobre S. José. Esse Papa não tem medo de ser gente e deixar falar o coração e não a biblioteca. Lembrando que está comemorando um gesto do Papa Beato Pio IX, recorda que “nenhum santo ocupa tanto espaço no magistério pontifício como S. José”. Pio IX o declara “Padroeiro da Igreja Católica”. Pio XII apresentou-o como “Padroeiro dos Operários”. São João Paulo II, declara-o como “Guardião do Redentor”. O povo, mais prático, o chama de “padroeiro da boa morte”. No Brasil, no censo de 2010, havia 5,7 milhões de pessoas com o nome de José. Ele é o banco para onde acorrem os responsáveis das finanças na Igreja, quando se rapa o fundo do cofre. Com o coração cheio de simplicidade, comemorando os 150 anos da declaração de São José como Padroeiro da Igreja Católica, assim escreve: “Para partilhar convosco algumas reflexões pessoais sobre esta figura extraordinária, tão próxima da condição humana de cada um de nós”. 
Presente no meio do povo 
O Papa Francisco escreve, como bom devoto, “que todos podem encontrar nele –que passa despercebido, o homem da presença quotidiana, discreta e escondida - um intercessor e um guia nos momentos de dificuldade”. Dá a impressão que São José está do nosso lado, é um dos nossos e não um santo distante, num altar. Faz também um paralelo com os que, na pandemia, dedicaram-se silenciosamente, pela maré de infectados e no meio de tantos mortos. Seus nomes não são lembrados. Mas eles foram decisivos para a salvação de tanta gente. Diz também: “São José lembra-nos que todos aqueles que estão, aparentemente escondidos ou em segundo plano, têm um protagonismo sem paralelo na história da salvação. A todos eles, dirijo uma palavra de reconhecimento e gratidão”.
ARTIGO PUBLICADO EM JULHO DE 2021

EVANGELHO DO DIA 27 DE JULHO

Evangelho segundo São Mateus 13,31-35. 
Naquele tempo, Jesus disse ainda à multidão a seguinte parábola: «O Reino dos Céus pode comparar-se ao grão de mostarda que um homem tomou e semeou no seu campo. Sendo a menor de todas as sementes, depois de crescer, é a maior de todas as plantas da horta e torna-se árvore, de modo que as aves do céu vêm abrigar-se nos seus ramos». Disse-lhes outra parábola: «O Reino dos Céus pode comparar-se ao fermento que uma mulher toma e mistura em três medidas de farinha, até ficar tudo levedado». Tudo isto disse Jesus em parábolas, e sem parábolas nada lhes dizia, a fim de se cumprir o que fora anunciado pelo profeta, que disse: «Abrirei a minha boca em parábolas, proclamarei verdades ocultas desde a criação do mundo». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Máximo de Turim (420) 
Bispo 
 Homilia 111;PL 57, 511 
O fermento do mundo 
Lemos no evangelho: «Se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica só; mas, se morrer, dará muito fruto» (Jo 12,24). O Senhor Jesus é o grão de trigo, mas também é o fermento. Ao vir ao mundo, homem e só, o Senhor Jesus deu a todos os homens a possibilidade de se tornarem aquilo que Ele próprio é: quem se une ao fermento de Cristo torna-se fermento, útil a si mesmo e benéfico para todos; esse homem será salvo e salvará outros. Antes de ser espalhado num monte de farinha, o fermento é moído, esmagado, esfarelado, completamente dissolvido – mas é então que reúne, numa única fermentação, os inúmeros grãos dispersos de farinha, convertendo em corpo sólido uma substância que, em si mesma, era tão insubstancial como o pó. Em suma, faz daquilo que parecia não ser mais do que vã dispersão uma massa útil. Assim também o Senhor Jesus Cristo, fermento do mundo, foi quebrado por muitos sofrimentos, dilacerado e destruído, e a sua seiva, isto é, o seu precioso sangue, foi derramado por nós, para que, ao misturar-se com Ele, a humanidade dispersa fosse fortalecida. E nós, que éramos como a farinha das nações, estamos agora reunidos como fermento; nós, que jazíamos miseravelmente espalhados pelo mundo, dispersos e esmagados, estamos agora unidos ao corpo de Cristo pelo poder da sua Paixão.

São Simeão Estilita

A história de Simeão, que, entre outras coisas, teve o mérito de levar o tipo de eremitério estilita ao cristianismo oriental, chegou até nós graças ao testemunho ocular do seu amigo Teodoreto, Bispo de Ciro. Filho de pastores, nasceu e viveu entre a Cilícia e a Síria, passando sua infância entre os rebanhos. 
A chamada em sonho 
Certo dia, o menino Simeão não pôde levar as ovelhas para o pasto porque havia muita neve. Então, entrou em uma igreja e ficou comovido pela passagem evangélica das Bem-Aventuranças. Daí, perguntou a um senhor idoso, como fazer para viver daquela maneira. O homem respondeu-lhe que era preciso abandonar tudo e se dedicar só Deus, sem saber que Simeão o levaria a sério e viveria literalmente. Uma vez, enquanto rezava, para que o Senhor lhe mostrasse a sua Vontade, adormeceu e sonhou que estava escavando o alicerce para uma casa. A voz lhe recomendava para "escavar sempre mais a fundo!". Quando, enfim, chegou à profundidade certa, ouviu ainda: "Muito bem, agora você poderá construir o edifício da altura que quiser".

Santa Natália e comp., mártires de Córdoba - 27 de julho

Em 711, um exército muçulmano vindo do Norte da África conquistou a Ibéria visigótica cristã. Sob o seu líder, Tárique (Tariq ibn Ziyad), eles desembarcaram em Gibraltar e colocaram a maior parte da Península Ibérica sob o jugo do Islã numa campanha que durou oito anos. A região foi rebatizada de Al-Andalus pelos novos líderes. Quando os califas omiadas foram depostos pelos abássidas em Damasco em 750 d.C., os sobreviventes da dinastia se mudaram para Córdoba e ali passaram a governar um emirado, tornando a cidade um centro da cultura islâmica ibérica. Uma vez conquistada a Ibéria, a sharia (lei islâmica) foi imposta em todo o território. Os cristãos e os judeus eram chamados de dhimmis ("povos do livro") e estavam sujeitos à jizyah, um imposto pago por pessoa, que os permitia viver sob o regime islâmico. Sob a sharia, a blasfêmia contra o Islã, seja por muçulmanos ou dhimmis, e a apostasia eram motivos suficientes para a pena de morte.

Santa Antusa de Onoriade, Virgem, fundadora – 27 de julho

Martiriológio Romano:
Na cidade de Mantineion, perto de Eskihisar, em Onoriade, na atual Turquia, a Santa Antusa, uma virgem que como freira foi espancada com as varas e condenada ao exílio sob o imperador Constantino Coprônimo por defender o culto de imagens sagradas e, finalmente, voltando para casa, morreu em paz. 
Sob o nome de Antusa (Anthusa), há cinco santas, todas orientais dos primeiros séculos do Cristianismo; três também são mártires. A mais famosa é Santa Antusa de Constantinopla, princesa imperial filha de Constantino V Coprônimo; mas ligado a ela há a Santa Antusa, quase contemporânea, que é comemorada neste dia. Ela nasceu no início do século VIII, provavelmente na Oroniade (província da Anatólia, na costa do Mar Negro). Seus pais eram Estrategio e Febronia, e por muitos anos ela viveu na solidão de acordo com os ensinamentos do monge eremita Sisinio.

Bem-aventurada Maria da Paixão (Maria Grazia Tarallo) Religiosa Festa: 27 de julho

(*)Barra, Nápoles, 23 de setembro de 1866
(+)San Giorgio a Cremano, Nápoles, 27 de julho de 1912
Maria Grazia Tarallo nasceu em Barra, hoje um bairro de Nápoles, em 23 de setembro de 1866. Desde cedo, desejava tornar-se freira, mas aos 23 anos, seu pai a obrigou a contrair matrimônio com Raffaele Aruta. Após a cerimônia civil, o noivo apresentou os primeiros sintomas da tuberculose que mais tarde o levaria à morte. Maria Grazia pôde então realizar seu sonho: ingressou na Congregação das Irmãs Crucificadas de Jesus no Santíssimo Sacramento, hoje Irmãs Crucificadas Adoradoras da Eucaristia, e adotou o nome de Irmã Maria della Passione. Dotada de carismas excepcionais, mas ao mesmo tempo atormentada por perseguições diabólicas, Irmã Maria della Passione dedicou-se inteiramente à santificação dos sacerdotes e ao arrependimento dos pecadores.

Beata Maria Clemenza de Jesus Crucificado (Elena Staszewska) Virgem e Mártir Dia da Festa: 27 de julho

(*)Zloczew, Polônia, 30 de julho de 1890 
(+) Auschwitz, Polônia, 27 de julho de 1943 
A Beata Maria Clemensa de Jesus Crucificado (nascida Elena Staszewska), membro professo da Ordem de Santa Úrsula da União Romana, nasceu em Zloczew, Polônia, em 30 de julho de 1890 e morreu em Auschwitz-Birkenau, Alemanha (hoje Polônia), em 27 de julho de 1943. Ela foi beatificada por João Paulo II em Varsóvia, Polônia, em 13 de junho de 1999, junto com outros 107 mártires poloneses.
Martirológio Romano: Em Auschwitz, perto de Cracóvia, na Polônia, a Beata Maria Clemente di Gesù Crocifisso Staszewska, virgem da Ordem de Santa Úrsula e mártir que, durante a guerra, foi relegada por sua fé à prisão desumana deste campo de extermínio, morreu exausta pela tortura.

Beata Lúcia Bufalari, Agostiniana - 27 de julho

Martirológio Romano:
Em Amélia, na Úmbria, Beata Lúcia Bufalari, virgem, irmã do Beato João de Rieti, das Oblatas da Ordem de Santo Agostinho, insigne por seu espírito de penitência e zelo pelas almas. 
Uma tradição secular, embora não baseada em documentos, diz que a Beata nasceu em Porchiano del Monte, uma aldeia a poucos quilômetros de Amélia, na Úmbria, Itália, onde, em meados do século XIII, fora construído o convento dos Agostinianos, cuja espiritualidade certamente atraiu a jovem Lúcia e também seu irmão, João. Este ingressou no convento e logo se mudou para Rieti, onde morreu muito jovem, e é conhecido com o nome de Beato João de Rieti (festa em 1º de agosto). As mais antigas fontes históricas à disposição para traçar um esboço biográfico da vida da Beata Lúcia são “Os Séculos Agostinianos” de Luís Torelli, usado mais tarde por Ludovico Jacobilli, mas ambos parecem se alimentar mais de estereótipos do que de eventos históricos.

Pantaleão de Nicomédia Médico, Mártir, Santo Séculos III e IV

Pantaleão da Nicomédia viveu no Séc. III e IV da era cristã, durante um período de intensa perseguição aos cristãos que não podiam professar a própria fé, pois o que predominava naquela época era o culto aos deuses pagãos. Pantaleão era filho de Eustóquio, gentio e de Êubola, cristã. Sua mãe encaminhou-o na fé cristã. Após o falecimento desta, Pantaleão foi aplicado pelo pai aos estudos de retórica, filosofia e medicina. Durante a perseguição, travou amizade com um sacerdote, exemplo de virtude, Hermolau, que o persuadiu de Nosso Senhor Jesus Cristo ser o autor da vida e o senhor da verdadeira saúde. Um dia que se viu diante duma criança morta por uma víbora, disse para consigo: “Agora verei se é verdade o que Hermolau me diz”. E, segundo isto, diz ao menino: “Em nome de Jesus Cristo, levanta-te; e tu, animal peçonhento, sofre o mal que fizeste”. Levantou-se a criança e a víbora ficou morta; em vista disso,

Celestino I Papa e Santo + 432

Eleito em 10 de setembro de 422, 
nasceu na Campânia, no sul da Itália. 
Amigo e contemporâneo
 de santo Agostinho, bispo de Hipona. 
Convocou o Concílio de Éfeso, em 431.
O papa Celestino I, eleito em 10 de setembro de 422, nasceu na Campânia, no sul da Itália. Considerado um governante de atitude, foi também um pioneiro em muitos aspectos. Enfrentou as graves questões da época de tal maneira que passou para a história, embora o seu mandato tenha durado apenas uma década. Era um período de reconstrução para Roma, que fora quase destruída pela invasão dos bárbaros, liderados por Alarico. O papa Clementino I participou activamente restaurando numerosas basílicas, entre elas a de Santa Maria, em Trastevere, a primeira dedicada a Nossa Senhora, e construiu a de Santa Sabina.

Raimundo Zanfogni Viúvo, Fundador, Santo 1140-1200

Perdeu no mesmo ano 
os cinco primeiros filhos. 
Após o nascimento do sexto (que será religioso), perdeu também a esposa. 
Viúvo fundou em Placência (Itália) uma casa para acolher os pobres. 
Canonizado em 1602, 
pelo papa Clemente VIII.
Raimundo Zanfogni voltava com sua mãe da Terra Santa quando esta morreu. Tinha quinze anos quando retornou à sua terra natal, depois dessa viagem. Ele nasceu em Placência, Itália, no ano de 1140. Mais tarde, casou-se e teve cinco filhos, porém todos morreram no mesmo ano. Nasceu então um outro, Geraldo, forte e sadio, mas a esposa adoeceu e morreu quando o menino ainda era muito pequeno. Por isso decidiu deixar o filho com os sogros, que o educaram no seguimento de Cristo, e tornou-se um peregrino.

Maria Madalena Martinengo Religiosa Capuchinha, Beata 1687-1737

Religiosa capuchinha em Brescia (Itália). 
Viveu 32 anos na clausura 
e foi duas vezes vice-abadessa. 
Foi beatificada por Leão XIII em 1900.
Nasceu em Bréscia em 4 de outubro de-1687,filha de Leopardo, Conde Martinengo de Barco, e Margarida, da família dos condes Secchi de Aragão. Ficou órfã de mãe com um ano. Foi educada pela madrinha e por uma humilde mulher, empregada da casa, que teve uma grande influência sobre ela, principalmente sobre sua vocação religiosa. Aplicou-se com grande paixão aos estudos de maneira a poder ler o latim e recitar o breviário com apenas 10 anos. Completou a sua educação nos melhores colégios de Bréscia, No seu amadurecimento, no entanto, uma firme vocação religiosa com acentuada propensão para a ascética e a mística. Com 13 anos fez voto de virgindade, mas depois padeceu um período de aridez espiritual e fortes tentações, que só superou em 1709.

ORAÇÕES - 27 DE JULHO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
27 – Segunda-feiraSantos: Pantaleão, Natália, Aurélio de Córdova
Evangelho (Mt 13,31-35) “O Reino dos Céus é como o fermento que uma mulher pegou e escondeu em três porções de farinha...”
O Reino de Deus, a ação divina para a nossa salvação, muitas vezes não é o que esperaríamos. É o que Jesus nos ensina com duas pequenas parábolas. Poderíamos esperar que a ação de Deus fosse espetacular e imponente, quase nos obrigando a aceitá-la a força. A verdade é que essa ação divina é discreta, parece pequena e sem importância, como uma semente de mostarda ou um punhadinho de fermento. Mas é ação de Deus, e sempre terá resultado.
Oração
Senhor, ajudai-me a prestar atenção, de maneira que possa perceber vossa ação divina, vossos convites e vossas luzes para minha salvação. Se eu ficar esperando manifestações grandiosas de vosso poder, se ficar procurando milagres, não vou aproveitar as oportunidades que me ofereceis sem nenhum estardalhaço. Ajudai-me a aproveitar as pequenas graças do dia a dia. Amém.

domingo, 26 de julho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Partilhar para viver”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Dons se multiplicam
 
A vida cristã encontra seu foco de atenção e de vivência na Eucaristia. A Encarnação aconteceu quando o Filho assumiu a condição humana. O Filho permanece entre os seus como vida através da Eucaristia. Os mistérios de Deus estão à altura do homem para que possa acolhê-los, por isso João nos oferece no capítulo sexto, o discurso do pão da vida. Antes do discurso, faz o milagre que orienta a reflexão. Concorrem vários elementos: Era Páscoa dos judeus. Nessa ceia está toda a história do povo. João não narra a celebração da última Ceia, mas interpreta-a nesse milagre e em seu discurso; “Havia muita relva no local”. Estamos na primavera. A vinda de Jesus é o começo de todas as estações do novo mundo; naquele momento Jesus faz o milagre da multiplicação dos pães. O milagre dá o sentido profundo da Eucaristia. Da ausência de alimento, surge a abundância. Jesus se preocupa com a necessidade do povo: “Onde vamos comprar pão para tanta gente?”(Jo 6,5). A preocupação com o outro gera a abundância que soluciona. Do pouco, cinco pães e dois peixinhos, que era lanche de uma menino, alimentou a multidão. Está claro que o mundo, com o pouco que tem, pode se alimentar. Mais uma vez a criança tem a solução. Note-se que a crise do mundo não é de alimento, mas de gente que saiba organizá-lo. O estoque do mundo é para ser multiplicado. Jesus mandou os discípulos distribuir. Enchem doze cestos com as sobras. “Saciais a todos com fartura” (Sl 144). 
Páscoa só existe na partilha. 
“Era Páscoa”. Esse milagre nos explicita o sentido da Páscoa de Jesus na Eucaristia e na Cruz. Tudo é para ser repartido. Esse milagre de multiplicar e repartir o pão resume toda a vida cristã. Há tantas coisas a serem partilhadas: A Palavra, os Sacramentos, as graças e a missão. O milagre é um símbolo de todo o sermão sobre o pão da vida. Jesus deu graças pelo pão e o multiplicou. Enquanto a Eucaristia não tiver o dom de partilha não passará de um rito. Não é mágico. Pode não chegar à vida. A Páscoa não é um momento, é o sentido de todo o momento. Tudo é Páscoa. Em tudo passamos da morte para a vida. Páscoa foi receber o dom da criança, cinco pães e dois peixinhos, para que o pouco fosse o sustento de muitos. Até se faz uma comparação do costume de colocar em comum os lanches que cada um trouxe. O pouco de cada um, somado chega a sobrar. Jesus reparte o pão e diz que é o seu Corpo e o vinho é o seu Sangue. É para ser repartido. É Páscoa. Na cruz, o corpo é partido e o sangue derramado. É Páscoa. O corpo do Senhor que nos alimenta, nos transforma Nele para que o levemos aos outros. É partilha. É Páscoa.
Pão da unidade 
A Comunhão, Eucaristia partilhada gera unidade. Uma fé mal informada tem a característica individualista que vê só a si mesmo em comunhão com o Senhor. Antes de ser pão para o alimento espiritual ela se reparte e se transforma em partilha, concretamente. É o milagre que parte da unidade e gera unidade. Todos comeram e ainda sobraram, doze cestos. A tendência da espiritualidade individualista é ver a Eucaristia como algo pessoal, rito a ser executado. É bom. Mas tira toda a força pascal instituída por Jesus que é para a salvação do mundo. É o banquete da Sabedoria. “A sabedoria preparou o banquete” (Pr 9,1-6). Jesus é o pão descido do Céu para a vida do mundo. O aspecto individual se justifica a partir da pequena contribuição, como o menino que dá o seu pequeno lanche.
Leituras: 2 Reis 4,42-44; 
Salmo144; 
Efésios 4,1-6; João 6,1-15 
1. A preocupação com o outro gera a abundância que soluciona. 
2. O milagre de multiplicar e repartir o pão resume toda a vida cristã. 
3. A Comunhão, Eucaristia partilhada gera unidade. 
Cadê meu lanche 
Sempre me incomodou a história “aqui há um menino que tem cinco pães e dois peixinhos. Mas o que é isso para tanta gente?” (Jo 6,9). Coitado do menino! Acho que deve ter ficado angustiado: “E agora, cadê meu lanche”? Certamente Jesus agradeceu e encheu o embornalzinho dele com um punhado de pedaços. E terá dito: “Leva um pouquinho para a mamãe”. Que sorriso lindo terá feito. Ele será o primeiro missionário da Eucaristia. A mãe terá dito: “Meu filho, onde arranjou isso?” Então ele foi contar. Ninguém falou nada dos peixinhos que também foram multiplicados e repartidos. A palavra peixe, em grego (ιχθύς), é monograma de Cristo: Jesus Cristo de Deus Filho Salvador. O peixinho dá o sentido do Pão Eucarístico que é Jesus o Filho de Deus que veio para salvar. 
Homilia do 17º Domingo Comum (25.07.2021)

EVANGELHO DO DIA 26 DE JULHO

Evangelho segundo São Mateus 13,44-52. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «O Reino dos Céus é semelhante a um tesouro escondido num campo. O homem que o encontrou tornou a escondê-lo e ficou tão contente que foi vender tudo quanto possuía e comprou aquele campo. O Reino dos Céus é semelhante a um negociante que procura pérolas preciosas. Ao encontrar uma de grande valor, foi vender tudo quanto possuía e comprou essa pérola». O Reino dos Céus é semelhante a uma rede que, lançada ao mar, apanha toda a espécie de peixes. Logo que se enche, puxam-na para a praia e, sentando-se, escolhem os bons para os cestos, e o que não presta deitam-no fora. Assim será no fim do mundo: os anjos sairão a separar os maus do meio dos justos e a lançá-los na fornalha ardente. Aí haverá choro e ranger de dentes. Entendestes tudo isto?». Eles responderam-Lhe: «Entendemos». Disse-lhes então Jesus: «Por isso, todo o escriba instruído sobre o Reino dos Céus é semelhante a um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e coisas velhas». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São John Henry Newman
(1801-1890) 
Teólogo, 
fundador do Oratório em Inglaterra 
Sermão «The Invisible World»
PPS, vol. 4, n°13 
As parábolas do Reino 
Tal é o Reino escondido de Deus: do mesmo modo que está agora escondido, assim será revelado no momento dado. Os homens pensam que são os donos do mundo e que podem fazer o que querem. [...] Aparentemente tudo permanece igual desde o início, e os trocistas perguntam: «Em que fica a promessa da sua vinda?» (2P 3,4). Mas, no tempo designado, haverá uma «revelação dos filhos de Deus» (Rm 8,19) e os santos escondidos «brilharão como o Sol no Reino de seu Pai» (Mt 13,43). Quando os anjos apareceram aos pastores, aconteceu de repente. [...] A noite parecia ser igual a todas as outras noites, tal como a noite em que Jacob teve a sua visão parecia igual a todas as outras noites (cf Gn 28,11ss). Os pastores velavam os seus rebanhos e viam a noite passar, as estrelas seguiam o seu curso, era meia-noite; não pensavam em tal coisa quando o anjo lhes apareceu. Tais são o poder e a virtude ocultos no visível: manifestam-se quando Deus quer. Quem poderia conceber, dois ou três meses antes da primavera, que a face da natureza, aparentemente morta, pudesse tornar-se tão esplêndida e variada? O mesmo acontece com essa primavera eterna que todos os cristãos esperam: ela virá, ainda que venha tarde. Esperemo-la, pois «Aquele que há de vir não tardará» (Heb 10,37). É por isso que dizemos em cada dia: «Venha a nós o vosso reino», o que significa: Senhor mostra-Te a nós; mostra-Te, Tu que estás sentado sobre os querubins, resplandece, mostra a tua grandeza e vem em nosso auxílio (cf Sl 80,2-3). A terra que vemos já não nos satisfaz, pois é apenas um princípio, uma promessa do que há de vir. Mesmo no seu maior esplendor, coberta de flores, quando mostra da maneira mais sedutora o que mantém escondido, mesmo assim não nos chega. Sabemos que há nela mais coisas do que as que vemos. O que vemos não é senão a camada exterior dum reino eterno. É nesse reino que fixamos os olhos da nossa fé.

26 de julho - Beato André de Phu Yên

André de Phu Yên era um jovem em quem o Padre Alexandre de Rhodes percebera uma grande inteligência e uma intensa vida espiritual. Para ajudar os sacerdotes no anúncio do Evangelho, em primeiro lugar ele acolheu-o entre os seus mais próximos colaboradores e, depois, na associação dos catequistas Maison Dieu. A partir daquele momento, atraído por Cristo, André empenhou-se publicamente em dedicar a sua vida ao serviço da Igreja, aceitando com generosidade compartilhar até ao fim o sacrifício do Senhor crucificado, certo de O seguir na sua ressurreição. Após mais de trezentos e cinquenta anos, os católicos do Vietnã não esqueceram esta testemunha do Evangelho, protomártir do seu País. Encontraram nele um modelo de fé serena e de amor generoso para com Cristo e a sua Igreja.

Santa Ana , Mãe da Bem-Aventurada Virgem Maria-Festa: 26 de julho

(+)Jerusalém, século I a.C.
 
Ana e Joaquim são os pais da Virgem Maria. Joaquim era um pastor que vivia em Jerusalém; um sacerdote idoso casado com Ana. Eles não tinham filhos e eram um casal de idade avançada. Um dia, enquanto Joaquim trabalhava no campo, um anjo lhe apareceu para anunciar o nascimento de um filho, e Ana teve a mesma visão. Deram à filha o nome de Maria, que significa "amada de Deus". Joaquim levou seus presentes de volta ao templo: junto com a criança, dez cordeiros, doze bezerros e cem cabritos sem mácula. Mais tarde, Maria foi levada ao templo para ser educada segundo a lei de Moisés.

Beata Maria Margarida de Santo Agostinho Bonnet e Quatro Companheiros: Mártires da Revolução Francesa

As cinco monjas, mártires de Orange durante o Terror da Revolução Francesa, apresentam-nos um exemplo comovente de fé inabalável. Suas vidas, marcadas pela decisão de seguir a Deus apesar das adversidades, nos convidam a refletir sobre a importância da perseverança e da entrega total à vontade divina. Neste artigo, exploraremos as vidas de Margarida Bonnet, Maria Madalena de Justamont, Anne Cartier, Marie Clare du Bac e Elisabeth Teresa Consolin, descobrindo suas experiências e o impacto de seu martírio na história da Igreja. 

Beata Sancha de Leon, Esposa, religiosa

Sancha nasceu, provavelmente, em 1018 e morreu em León em 7 de novembro de 1067. A documentação que temos desta rainha é muito escassa, sabemos que ela era filha do rei de Leão, Alfonso V e irmã de Vermudo III, Sancha não estava destinado a reinar no reino de Leão, mas a casar-se com García Sánchez, Conde de Castela, garantindo assim o fortalecimento dos laços políticos entre os Condado castelhano e o reino de León, mas o assassinato de seu futuro marido Isso mudou totalmente a situação. Seu irmão Vermudo III, rei de Leão, concordou com um um novo casamento que ocorreu nos últimos meses de 1032, com o infante Fernando, segundo filho de Sancho III de Pamplona. Naqueles tempos, Castela e o reino de León conheceu tempos difíceis, causados pelas circunstâncias semelhante: a ascensão ao trono de príncipes muito jovens.

Beata Camila Gentili de Rovellone, mártir – 26 de julho

A Beata Camila Gentili de Rovellone viveu na segunda metade do século XV em San Severino, Marche di Lucca, Itália. Não era da realeza, mas filha de nobres; seus pais eram os senhores Rovellone e Brandina da família Giusti, da aristocracia local. Em uma transação injusta, mas típica das famílias nobres, Camila foi dada como esposa a Batista Santucci, um homem violento que além do mais tinha rancores contra os Giusti, o que torna a situação bastante inexplicável. Camila era uma mulher suave, doce, submissa e todos apreciavam-na por causa de sua bondade. Em 1482, Batista assassinou Pierozzo Grassi, que era da família dos Giusti, e foi declarado culpado e condenado à morte, mas teve a vida salva pela intercessão de Camila, que interveio com seu empenho pessoal e suas orações. Diante de um favor de tão alto valor, Batista não apenas não lhe agradeceu, como o ódio irracional contra a família aumentou, dirigindo-se contra a esposa, a ponto de proibir que ela fosse visitar sua mãe. A isto Camila se negou e continuou a visitá-la com a mesma frequência de até então.