sexta-feira, 1 de maio de 2026

As Aparições de Nossa Senhora em Cimbres, PE

    No mês de maio de 1936, um bando de cangaceiros vindos de Alagoas passou por Pesqueira e pela Serra de Cimbres, a caminho da Paraíba. Foram duas ou três semanas de roubos, matanças, incendiando e fazendo outras perversidades
     O casal Artur Teixeira de Carvalho e Auta Monteiro de Carvalho, moradores do Sitio Guarda, estavam ocultos no mato por medo dos invasores; a família havia levado uma estampa de Nossa Senhora e durante todo o mês de maio rezaram a Ela. Eles tinham um filhinho de três meses moribundo. Da. Auta, zeladora do Apostolado da Oração, pediu ao filhinho, Lídio, já batizado, que chegando no Céu pedisse a Virgem Ssma. que protegesse aquele povoado.
     Os cangaceiros se retiraram e os moradores puderam voltar à rotina de trabalhos no campo. E então, no dia 6 de agosto de 1936 algo extraordinário aconteceu!...

ORAÇÕES - 01 DE MAIO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
1 – Sexta-feira – S. José Operário
Evangelho (Jo 14,1-6) “Na casa de meu Pai, há muitas moradas ... Vou preparar um lugar para vós ... a fim de que onde eu estiver estejais também vós.”
Todos somos filhos do Pai, mas somos todos diferentes, cada um é obra especial de seu amor e de sua sabedoria, que não se repete. Agora e depois há um lugar para cada um em sua casa e em seu coração, onde somos e seremos introduzidos por Jesus. Somos levados por ele que, unindo-nos a si, nos faz filhos, chamados à união eterna com a Trindade e entre nós.
Oração
Senhor Jesus, alegro-me com o amor que nos tendes, com a vida que nos dais e com as promessas que nos fazeis. Porque nos amais, somos filhos e temos a esperança da vida plena na eternidade. É bom ouvir que temos um lugar reservado na casa do Pai. Não permitais que faltemos ao encontro, nem que fiquemos fora do grande banquete que ele preparou para nós. Amém.

quinta-feira, 30 de abril de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Não tenhais medo”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
A quem temer?
 
No discurso sobre a missão, no capítulo 10 de Mateus, Jesus envia dos apóstolos. Alerta sobre a perseguição e os fortalece com sua presença. Ele está com eles. Passando-lhes sua missão, os estimula a terem coragem. Anima-os a não terem medo da oposição dos homens também contra os seguidores Dele. As perseguições se alastram. Os inimigos se unem e põem toda sua recusa em Cristo sobre os fiéis. Isso não é novidade, pois o profeta Jeremias, tantos séculos antes, falava com clareza sobre a perseguição dos justos. O salmo continua o pensamento: “Por vossa causa sofri tantos insultos e meu rosto se cobriu de confusão”(Sl 68). Essa realidade penetra a comunidade e família: “Eu me tornei como um estranho para meus irmãos (Sl 68). Jesus ordena a não ter medo: “Não tenhais medo daqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma. Temei aquele que pode destruir a alma e o corpo no inferno”(Mt 10,28). A perseguição usa os mais refinados métodos para desfazer o ensinamento dos apóstolos de Jesus, usando o mesmo do nome de Deus. Lembramos que dirão estar fazendo um favor a Deus, eliminando tais apóstolos. É a malicia dos falsos cristãos que usam peles de ovelhas, mas são lobos vorazes (Mt 7,15). Usam a mentira e dizem o mal contra os discípulos, como diz Jesus nas bem-aventuranças (Mt 5,11). Insiste: “Não tenhais medo dos homens, pois nada há de encoberto que não seja revelado” (Mt 10,26). Deus cuida dos seus: “Até os cabelos da vossa cabeça estão contados. Não tenhais medo!” (Mt 10,30-310). Temos um defensor: “Aquele que se declarar a meu favor diante dos homens, também eu me declararei em seu favor diante do meu Pai que está nos céus”(Id 32). 
O Senhor está a meu lado 
O profeta diz que Deus prova o justo (Jr 20,12). Os perseguidos têm uma certeza da presença de Cristo a seu lado, como o apóstolo prisioneiro (2Tm 4,17 - Jr 20,11): Certeza da vitória. O Senhor não abandona seus justos. Isso se manifesta na fortaleza dos mártires e na fortaleza dos cristãos que vivem sua fé no dia a dia, mesmo na humildade, na luta e nos sofrimentos. Belíssimos são os testemunhos da fortaleza dos mártires. Maravilhosa é a fé do povo que, mesmo nas dificuldades, permanece firme em Deus. O grande segredo da fortaleza dos mártires está em saber que a vida não acaba ali e que, quem sofre neles é o Cristo. Santas Perpétua e Felicidade estavam na prisão. Perpétua estava dando à luz. Nas dores do parto ela gritava. O torturador disse: “Quando você for jogada às vacas bravas, aí que você vai gritar”. Então ela responde: “Aqui sofro eu, lá sofre Cristo em mim”. Vimos e vivemos tempos de perseguição. Como é possível entender que uma pessoa leve a outra ao sofrimento. É o que vemos nas torturas dos campos de concentração. Por quê? Não tenhamos a ilusão que os cristãos vão ter tempo de paz. O Sofrimento está vinculado à fé. 
Dom da Graça 
“Meu zelo e meu amor por vossa casa me devoram como fogo abrasador” (Sl 68). Esse é o grande dom de amor a Deus que se expressa no amor a sua casa. Nós podemos ser Igreja e tudo que a ela se refere a ela. A Igreja pode não ser o que devia, mas é minha mãe. Cada fiel, unido ao corpo da Igreja, como Corpo de Cristo, ao sofrer, tem consigo toda a força desse Corpo. Ele não está só. A redenção é sempre abundante, pois “o dom gratuito concedido através de Jesus Cristo, se derramou em abundância sobre todos” (Rm 5,15). Todo o sofrimento que os discípulos passam é participado por todo o Corpo de Cristo. Aí também está a força e o prêmio dado a todos que não O negarem. 
Leituras:Jeremias 20,10-13;Salmo 68; 
Romanos 5,12-15; Mateus 10,26-33 
1. Os inimigos se unem e põem toda sua oposição a Cristo sobre os fiéis. 
2. Maravilhosa é a fé do povo que, mesmo nas dificuldades, permanece firme em Deus. 
3. Cada fiel, unido ao corpo da Igreja, ao sofrer, tem consigo toda a força desse Corpo. 
Pente fino 
Ser discípulo desse Jesus, não tem sido fácil. Por isso, há tão pouca gente interessada no negócio. Ele não impõe, propõe. E já previne que não vai ser fácil. Não adoça nem maquia a situação. Vai ser difícil. Mas... o mal tem um fim e os maus encontram seu prêmio. Os perseguidores acabam perseguidos. Há mesmo uma rede muito poderosa para acabar com o novo caminho. Ele incomoda. Jesus não promete facilidades. Mas está presente. É para anunciar em todas as circunstâncias. Vai haver recusa... Mas, estamos garantidos por Ele, e Nele. 
Homilia do 12º Domingo Comum (21.06.2020)

EVANGELHO DO DIA 30 DE ABRIL

Evangelho segundo São João 13,16-20. 
Naquele tempo, quando Jesus acabou de lavar os pés aos seus discípulos, disse-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: O servo não é maior do que o seu senhor, nem o enviado é maior do que aquele que o enviou. Sabendo isto, sereis felizes se o puserdes em prática. Não falo de todos vós: Eu conheço aqueles que escolhi; mas tem de cumprir-se a Escritura, que diz: "Quem come do meu pão levantou contra Mim o calcanhar". Desde já vo-lo digo antes que aconteça, para que, quando acontecer, acrediteis que Eu sou. Em verdade, em verdade vos digo: Quem recebe aquele que Eu enviar, a Mim recebe; e quem Me recebe a Mim, recebe Aquele que Me enviou». 
Tradução litúrgica da Bíblia
São (Padre) Pio de Pietrelcina
(1887-1968) 
Capuchinho
Cartas 3, 707; 2,70 
«Quem recebe aquele que Eu enviar, 
a Mim recebe»
Depois do amor a Nosso Senhor, recomendo-te o amor à Igreja, sua Esposa. Ela é, de certo modo, a pomba que incuba e faz nascer os filhos do Esposo. Não cesses de dar graças a Deus por seres filha da Igreja, a exemplo de um tão grande número de almas que nos precederam nesta via bem-aventurada. Tem muita compaixão pelos pastores, pregadores e guias espirituais espalhados por toda a superfície da terra. Reza por eles, para que, sendo eles próprios salvos, sejam produtivos e facilitem a salvação das almas. Ora tanto pelas pessoas pérfidas como pelas fervorosas, ora pelo santo padre, e por todas as necessidades espirituais e temporais da Igreja, porque ela é nossa Mãe. Faz uma oração especial por todos os que trabalham para a salvação das almas, para glória do Pai.

São Lourenço de Novara Sacerdote e mártir Festa: 30 de abril

Os preciosos dípticos eburneanos, nos quais são relatadas as listas dos bispos de Novara dos primeiros séculos, indicam o nome de Lorenzo em terceiro lugar, com a particularidade do da Catedral que, ao contrário da basílica de San Gaudenzio, não atribui o título de bispo a sua pessoa. Tal esclarecimento provavelmente está ligado à tradição que, desde a época do bispo Pedro III, de 993 até 1032, fez de Lawrence um sacerdote mártir, junto com as crianças que ele catecisava na época de Juliano, o Apóstata, por alguns padres pagãos. Essa ideia foi definitivamente codificada na redação da "Passio Sancti Laurentii", terminando, porém, ao esquecer completamente a fisionomia de Lourenzo como o terceiro bispo de Novara. O Martirógio Romano comemora São Lourenço em 30 de abril como sacerdote e mártir, enquanto a Diocese de Novara o inclui em seu calendário litúrgico em 4 de maio como bispo não mártir. 
Martirógio Romano: Em Novara, São Lourenço, sacerdote e mártir, que construiu uma fonte sagrada na qual batizou os pequenos cuja educação cuidou; um dia, após trazer uma grande multidão de crianças a Deus por meio do batismo, nas mãos de algumas pessoas ímpias, encontrou o martírio junto com as crianças que acabara de batizarem.

Beato Bento de Urbino (Marco Passionei) sacerdote capuchinho-Festa: 30 de abril

(*)Urbino, 13 de setembro de 1560
(+)Fossombrone, Pesaro e Urbino, 30 de abril de 1625
Marco Passionei, o sétimo de onze filhos da nobre família de Domenico Passionei e Maddalena Cibo. Após se formar em Direito Civil e Eclesiástico em Pádua, foi iniciado na vida da corte romana de Card. Pier Estávamos filmando o Albani, o que era nojento para ele. Não foi fácil obter permissão de seus parentes e dos próprios frades para se tornar capuchinho, uma vez admitido no noviciado de Santa Cristina em Fano, mas sua saúde frágil fez com que os frades o forçassem a deixar Fano após alguns meses para o convento de Fossombrone. Ordenado sacerdote, dedicou-se à pregação com entusiasmo, atraindo fiéis por seu espírito de oração, pela hilaridade de sua alma e por sua pobreza.

Beato Pedro Monge Levita e Diácono Festa: 30 de abril

Pedro tornou-se Beneditino após ter encontrado o futuro Santo e Papa Gregório Magno, que o quis diácono na Sicília e na Campânia e, enfim, diácono em Roma. Esteve sempre ao lado do Papa, quando se retirou para o Mosteiro do Célio para de se dedicar aos seus escritos. Pedro Levita faleceu em 605.
(†)Roma, 30 de abril de 605 
Pedro tornou-se beneditino após conhecer o futuro Papa e São Gregório Magno; que queria que ele fosse subdiácono na Sicília e Campânia e depois diácono em Roma. Sempre foi Pedro quem esteve ao seu lado quando ele se aposentou no Mosteiro Celio para escrever. Ele morreu em 605. 
Etimologia: Pietro = pedra, pedra quadrada, do latim
Martirógio Romano: Em Roma, o Beato Pedro Levita, que, como monge na Colina Celia, por mandato do Papa São Gregório Magno, sabiamente administrou o patrimônio da Igreja de Roma e, ordenado diácono, serviu fielmente ao pontífice.

São Quirino Mártir, venerado em Neuss Festa: 30 de abril Roma, século III

No século III, os mártires romanos Alexandre, Evêncio e Teódulo, presos por ordem de Tibério, foram confiados ao tribuno romano, Quirino. Este, porém, impressionado pelos seus milagres, se converteu e foi batizado com a sua filha, Balbina. Por isso, também sofreu o martírio, por causa da sua fé. 
Ele foi um tribuno romano a quem os mártires Alexandre, Eventius e Theodulus foram confiados, presos por ordem do imperador Trajano (53-117); ele se converteu após ver os milagres que eles realizaram e foi batizado junto com sua filha Balbina; mais tarde, sofreu o martírio, sendo decapitado em 30 de março de um ano no início do século III; seu corpo foi enterrado no cemitério de Praetextatus, na Via Ápia.

Santa Sofia de Fermo, Virgem e mártir 30 de abril

Etimologia:
Sofia = sabedoria, sabedoria, do grego
Martirológio Romano: Em Fermo in the Marche, Santa Sofia, virgem e mártir. Santas VISSIA e SOFIA, virgens e mártires de Fermo 
Uma coisa é certa, a Igreja através do seu texto oficial, o "Martirológio Romano", celebra as santas Vissia (a 12 de Abril) e Sofia (a 30 de Abril) virgens e mártires de Fermo no Piceno Itália. Dito isso, nada mais se sabe sobre suas vidas ou por que eles são celebrados juntos. De resto temos algumas notícias dispersas, o historiador Ughelli em seu "Italia Sacra" vol II, falando da diocese de Fermo (Ascoli Piceno), atesta que o corpo de Santa Vissia repousa na catedral e de fato na igreja metropolitana da cidade, existem vários relicários, entre os quais em uma distinta urna de ébano com ornamentos de metal dourado de estilo barroco, a cabeça de Santa Vissia mártir é preservada, estranhamente em outra urna também é preservada a cabeça de Santa Sofia mártir.

Beata Rosamunda, esposa e mãe – 30 de abril

Rosamunda de Blaru, esposa de João, senhor de Vernon, foi a mãe de Santo Adjutor a quem deu uma esmerada educação cristã. João de Vernon e Rosamunda tiveram vários filhos: Adjutor, Ricardo, Mateus, Anzeray e uma filha cujo nome não se conhece. João e Rosamunda eram conhecidos por sua grande piedade e caridade. Rosamunda particularmente foi mesmo honrada com o título de beata. Quando João de Vernon faleceu, em 1094, seus domínios passaram para seu filho mais velho, Adjutor, que fora educado por São Bernardo, Abade de Tiron, na observância estrita da religião Católica. Em 1095, Adjutor partiu para a Terra Santa com duzentos cavaleiros para participar na 1ª Cruzada, deixando seus domínios nas mãos de seu irmão Mateus. Acompanhava-o seu irmão Ricardo. Próximo de Antioquia, estes valentes defensores do Cristianismo foram cercados por mil e quinhentos infiéis ameaçadores.

Beata Paulina von Mallinckrodt, Fundadora - 30 de abril

      Paulina von Mallinckrodt nasceu no dia 3 de junho de 1817 em Minden, Vestefália. Era a filha mais velha de Detmar von Mallinckrodt, de religião protestante e alto funcionário do governo da Prússia, e de sua esposa, a Baronesa Bernardine von Hartmann, de religião católica, nascida em Paderborn.

     Desde pequena absorvia com avidez a formação dada por sua mãe com amor. Dela herdou uma fé profunda, um grande amor a Deus e aos pobres, e uma férrea adesão à Igreja Católica e a seus pastores. Herança paterna: a firmeza de caráter, os sólidos princípios, o respeito aos demais e o cumprimento da palavra empenhada.

PIO V Papa, Santo 1504-1572 Papa de 1565 a 1572

Pio V nasceu em 1504 em Bosco, Itália, de nobre família Ghislieri. No santo Baptismo deram ao filho o nome de Miguel. Menino ainda, deu Miguel indício de vocação sacerdotal, distinguindo-se sempre por uma piedade pouco vulgar. Seguindo a sua inclinação, entrou na Ordem de S. Domingos, na qual ocupou diversos cargos de Superior. Igualmente distinto em santidade como em ciência, foi Miguel nomeado inquisidor, cargo este que desempenhou com grande competência. Muitas cidades e regiões inteiras lhe devem terem ficado livres da peste de heresia. Reconhecendo-lhe o valor e os grandes méritos, o Papa Pio IV conferiu-lhe a dignidade de Bispo e Cardeal da Igreja Católica. O conclave, reunido por ocasião da morte de Pio IV, elevou-o ao pontificado. Como Papa, desenvolveu Pio V uma actividade admirável, para o bem da Igreja de Deus sobre a terra. Foi um pontificado dos mais abençoados.

José Benedito Cotolengo Sacerdote, Fundador, Santo 1786-1842

José Benedito Cotolengo nasceu em Brá, na província de Cuneo, no norte da Itália, no dia 3 de maio de 1786. Foi o mais velho dos doze filhos de uma família cristã muito piedosa. Ele tinha apenas cinco anos quando sua mãe o viu medindo os quartos da casa com uma vara, para saber quantos doentes pobres caberiam neles. Dizia que, quando crescesse, queria encher sua casa com esses necessitados, fazendo dela "seu hospital". O episódio foi um gesto profético. Na cidade de Brá, ainda se conserva tal casa. Com dezessete anos, ingressou no seminário e, aos vinte e cinco, se ordenou sacerdote na diocese de Turim. Seu ministério foi marcado por uma profunda compaixão pelos mais desprotegidos, esperando sempre a hora oportuna para concretizar os ideais de sua vocação. Em 1837, padre José Benedito foi chamado para ministrar os sacramentos a uma mulher grávida, vítima de doença fatal. Ela estava morrendo e, mesmo assim, os hospitais não a internaram, alegando que não havia leitos disponíveis para os pobres. Ele nada pôde fazer.

Maria da Encarnação Guyart Viúva, fundadora, Beata (1599-1672)

Religiosa, fundadora de 
comunidades religiosas no Canadá.
Filha de um mestre padeiro, Florêncio Guyart, e de Joana Michelet, Maria Guyart, nasceu em Tours, França, no dia 28 de Outubro de 1599. Dotada de grande memória, sobretudo para as coisas de Deus, ainda criança repetia, no final da Missa, a homilia escutada com toda a atenção. Aos sete anos, depois de uma experiência mística, manifestou o desejo de ser religiosa. Mas os pais casaram-na aos dezassete anos com Cláudio Martin, fabricante de sedas. Têm um filho e, aos vinte anos, enviuvou. Após pagar as dívidas do marido, que entrara em falência, fez-se bordadeira; e novamente sente o desejo de se consagrar totalmente a Deus. Vai para casa da irmã e trabalha numa empresa de transportes terrestres e marítimos, dirigida pelo cunhado.

ORAÇÕES - 30 DE ABRIL

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado
30 – Quinta-feira – Santos: Pio V, Lourenço de Novara, Sofia.
Evangelho (Jo 13,16-20) “Em verdade vos digo, quem recebe aquele que eu enviar, me recebe a mim; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou”.
Todos nós, que conhecemos Jesus e somos seus discípulos, somos também seus enviados e representantes seus para levar a salvação a todos. Olhando para nossas limitações, essa missão mostra-se acima de nossas forças. Por isso mesmo Jesus garante que estará sempre conosco, de tal modo que quem aceitar nossa mensagem estará acolhendo a ele mesmo e ao Pai que o envia.
Oração
Senhor, porque estais conosco, guiando nossos passos e dizendo o que devemos anunciar, por isso tenho coragem de aceitar a missão que me confiais. Sei que por mim mesmo nada posso. Vós, porém, tudo podeis, podeis até usar-me para o bem. Cuidai de mim, para que minha vida não desminta o que digo; guardai-me para que não me perca depois de ter querido salvar a outros. Amém.

quarta-feira, 29 de abril de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “O Santíssimo Sacramento”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Graças e Louvores 
Entre nuvens de incenso, tilintar das campainhas, o brilho das vestes, os tapetes das ruas, o perfume das flores e o encanto de um ostensório, há uma Presença; louvamos e agradecemos um Deus que se faz presente em uma pequena hóstia. Mesmo se fosse do tamanho do universo, ela ainda seria pequena. Ali está o Senhor. O livro dos Cânticos dos Cânticos” canta: “Meu amado está do outro lado da parede” (Ct 2,9). Há sempre uma parede que esconde a Divindade. É a parede de nossa humanidade. Mas nada pode esconder a presença Daquele que, por amor, se dignou assumir nossa humanidade. Ele saltou o muro de nossa fragilidade e Se fez um de nós. Querendo deixar uma lembrança de sua presença, deixou-Se como alimento e presença misteriosa nos sinais sacramentais do pão e do vinho consagradas pela ação do Espírito Santo. Não quis vir ao mundo sem assumir nossa natureza. Não quer continuar entre nós, sem nossa natureza. Assim o Espírito que O gerou no seio de Maria, gera-O agora no pão partido. Diante dessa realidade nós louvamos e agradecemos e adoramos. Ele não precisa de nossos arranjos. Ele quer estar ali. “O Mestre está aí e te chama” (Jo 11,28). O povo de Deus, passando pelas diversas fases da história, chegou a um ponto de não compreender a Eucaristia e não participar o suficiente. Então se desenvolveu o culto eucarístico. Tem suas riquezas. Foi um desenvolvimento. Mas... também aqui é necessário uma permanente reflexão para a melhor expressão da fé e da piedade. 
Presença ressuscitada 
Com o tempo, o mistério da Ressurreição passou a ser um milagre que comprovava que era a Paixão de Jesus que salva. Com isso se levou a ver o Ressuscitado vivo presente na Eucaristia. Ali está o Cristo vivo. Como a liturgia se distanciou do povo, sendo feita em uma língua que não conhecia, a devoção ao Santíssimo se enriqueceu de beleza e piedade. Um mistério não anula o outro. A Eucaristia é o Cristo Vivo e Ressuscitado. É o alimento que sustenta a comunidade e une a comunidade num só corpo, unida ao Corpo de Cristo Ressuscitado na Glória e presente na Eucaristia. É triste ver como se desconhece essa presença. Quando é uma celebração solene, sentimos uma presença que atrai e anima. Mas... Ele é o mesmo que está no sacrário humilde, na capelinha esquecida, com risco de se danificar a sagrada Hóstia. Não há necessidade de sinos, incenso, roupas magníficas etc... Ali está o mesmo Senhor da Glória, “chamando, acolhendo todos os que O vêm visitar”. O amor presente na Eucaristia é muito louco. Sto. Afonso diz que somente um Deus louco de amor poderia inventar essa maneira de nos atrair. Ele está ali para nos mostrar o amor e nos atrair ao mesmo amor. 
Amor que atrai
Os santos cultivam profundo amor e respeito à Eucaristia. Por isso, além da presença em nós e nos outros, temos a presença no sacrário, mesmo humilde. Se não sou capaz de perceber ali Aquele que meu coração ama, e ter os mesmos sentimentos de fé, ainda não tenho fé na Eucaristia. É a fumaça ou o ouro do ostensório que me dão fé? O apreço à “Presença” deve nos levar a buscar sempre mais um relacionamento de fé e amizade. Poderemos aprofundar sempre mais a participação na Eucaristia e à evangelização, a partir deste sacramento. É próprio do amor difundir-se. Agradecemos a Deus a grande missão das comunidades de fazer Jesus sempre mais amado e adorado.
ARTIGO PUBLICADO EM JUNHO DE 2020

EVANGELHO DO DIA 29 DE ABRIL

Evangelho segundo São Mateus 11,25-30. 
Naquele tempo, Jesus exclamou: «Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, Eu Te bendigo, porque assim foi do teu agrado. Tudo Me foi dado por meu Pai. Ninguém conhece o Filho senão o Pai e ninguém conhece o Pai senão o Filho, e aquele a quem o Filho O quiser revelar. Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e a minha carga é leve».
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Catarina de Sena 
(1347-1380) 
Terceira dominicana, 
doutora da Igreja,
copadroeira da Europa 
Prelúdio, n.º 1
A união com Deus e a salvação das almas 
Ao transcender-se a si mesma, uma alma atormentada por um profundo desejo da honra de Deus e da salvação das almas começa a exercitar-se durante algum tempo na prática das virtudes comuns e recolhe-se no santuário interior do autoconhecimento, a fim de melhor conhecer a bondade de Deus para com ela. Pois o amor segue o conhecimento e, ao amar, a alma procura seguir a verdade e revestir-se dela. Nada permite a uma criatura experimentar melhor esta verdade, nada a ilumina tanto como a oração humilde e contínua, fundamentada no conhecimento de si mesma e de Deus. A oração assim entendida e praticada une a alma a Deus. Seguindo os passos de Cristo crucificado, através do desejo, do afeto e da união de amor, a alma transforma-se. E foi precisamente isso que Cristo quis ensinar-nos ao dizer: «Quem Me ama guardará a minha palavra, e meu Pai o amará; Nós viremos a ele e faremos nele a nossa morada» (Jo 14,23); encontramos palavras semelhantes em muitas outras passagens. Uma vez que Cristo é a Verdade, estas palavras mostram-nos claramente que, através do amor, a alma se torna una com Ele. Para ilustrar isto com mais clareza, lembro-me de uma serva de Deus me ter contado que, num grande êxtase de espírito que experimentou durante a sua oração, Deus, rasgando os véus, lhe permitiu contemplar o amor que tem pelos seus servos, e lhe disse, entre outras coisas: «Abre o olhar da inteligência e olha para Mim: verás a dignidade e a beleza da minha criatura racional. Além da beleza que dei à alma, criando-a à minha imagem e semelhança, contempla aqueles que se revestiram da veste nupcial, isto é, da caridade, adornada com a multiplicidade das virtudes: estes são um comigo pelo amor».

Beata Itala Mela (Maria da Trindade) Oblata Beneditina

Festa:
29 de abril (28 de abril) 
(*)La Spezia, 28 de agosto de 1904
(+)29 de abril de 1957 
Um místico dedicado a aprofundar a dimensão trinitária da vida cristã: é assim que o testemunho de Itala Mela, nascido em La Spezia em 28 de agosto de 1904, pode ser resumido. Meus pais são professores do ensino fundamental com princípios sólidos, mas distantes da fé. Enquanto frequenta o ensino médio, a morte de seu irmão de nove anos a lança no desespero e na negação total da fé. Mas apenas dois anos depois, após um misterioso choque interior, ele começou uma nova vida sob o lema: "Senhor, se você está aí, torne-se conhecido". É o ponto de partida de uma jornada mística com o mistério da Trindade em seu centro. Ele faleceu em 29 de abril de 1957. Sua beatificação ocorreu em La Spezia em 10 de junho de 2017. "Senhor, se você se fez conhecido a nós": esta é a oração que brota em seu coração no momento em que seu ateísmo, orgulhosamente professado, começa a vacilar.

29 de abril - Beata Hanna Helena Chrzanowska

Hanna Helena Chrzanowska foi uma polonesa professa dos Oblatos Beneditinos, que serviu como enfermeira durante a Segunda Guerra Mundial, quando o regime nazista visava os poloneses, cuidou dos feridos e doentes durante todo o conflito e procurou minimizar o sofrimento em sua própria paróquia. Chrzanowska foi premiada com dois prestigiosos prêmios poloneses por suas boas obras e morreu em 1973, depois de quase uma década de luta contra o câncer. Ela nasceu em 7 de outubro de 1902 em Varsóvia, filha de Ignacy Chrzanowski e Wanda Szlenkier. Sua família possuía uma indústria (lado materno) e terras (lado paterno) que mantinham uma longa tradição de obras de caridade; seus pais eram bem conhecidos por isso em sua Polônia natal. As circunstâncias religiosas de sua casa também eram únicas, uma vez que metade era católica romana e a outra metade era protestante. Hanna era parente do Prêmio Nobel Henryk Sienkiewicz (do lado de seu pai) que era mais conhecido por escrever o romance Quo Vadis .

29 de abril - Santo Hugo de Cluny

Santo Hugo nasceu em 1024 na Borgonha francesa. Seu pai foi Dalmácio, conde de Semur, e sua mãe Adelaide. Dizem as crônicas que, estando ela para dar à luz, pediu a um sacerdote que celebrasse o Santo Sacrifício em sua intenção. No momento da elevação, o celebrante viu acima do cálice um menino de extrema beleza, o que foi para a mãe um presságio de que o filho que lhe estava por nascer seria um digno ministro do altar. O pai queria que Hugo seguisse as tradições da família, por isso, fez com que o menino fosse formado em todos os exercícios da juventude nobre daquele tempo, como domínio do cavalo, manejo de armas e prática de caçadas. Hugo, porém, sentia-se mais chamado a uma vida de piedade e de oração, de acordo com os desejos da mãe. Enfim ele obteve do pai o consentimento para fazer seus estudos junto a seu tio-avô, também chamado Hugo, Bispo de Auxerre. Foi ali que ele teve notícia da existência da Abadia de Cluny e de Santo Odilon, seu abade, bem como da vida piedosa e penitente que levavam os monges.