quarta-feira, 29 de abril de 2026

ORAÇÕES - 29 DE ABRIL

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
29 – Quarta-feira – Santa Catarina de Sena
Evangelho (Jo 12,44-50) “Eu vim ao mundo como luz, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas.”
A escuridão é símbolo da tristeza, do sofrimento, da escravidão e da morte. É a imagem muitas vezes usada na Bíblia para falar de nossa condição humana depois do pecado. Jesus veio viver nossa vida para nos libertar das trevas da ignorância e da maldade. Apresenta-se como a luz que pode dar sentido a nossa vida, alegria e esperança. Iluminados por ele, também nós podemos ser luz.
Oração
Senhor meu Deus, agradeço a vinda de vosso Filho para nos clarear a vida. Com sua vida e com suas palavras mostra-nos o caminho. E com sua graça ajuda-nos a avançar. Não permitais que, tendo recebido tantas luzes e tantas graças, eu ainda venha a preferir as trevas. Iluminai-me sempre, para que eu possa ajudar meus irmãos a enxergar o caminho do bem que nos leva até vós. Amém.

terça-feira, 28 de abril de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Somos seu povo”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Aliança que compromete
 
Deus é sempre fiel às suas alianças. Ele promete e cumpre. E não volta atrás quando o parceiro, chamado homem ou povo, não cumpre sua parte. A oração da missa nos leva a pedir: “Dai-nos o socorro da vossa graça, para que possamos querer e agir conforme vossa vontade, seguindo os vossos mandamentos”. Os mandamentos são o código da aliança do Sinai. Deus desperta no povo a certeza que encontramos no salmo: “Sabei que o Senhor, só Ele, é Deus. Ele mesmo nos fez e somos seus, nós somos seu povo e seu rebanho”(Sl 99). A consciência de ser povo vem dos cuidados que Deus teve para com ele todo o tempo. Deus, quando fala na montanha, manda que Moisés diga ao povo como Deus tratou os egípcios por causa Dele. E Se compara à águia: “Vistes o que Eu fiz aos egípcios, e como vos levei sobre asas de águia e vos trouxe a Mim”. Então cobra obediência aos mandamentos para que seja seu povo: “Se ouvirdes a minha voz e guardardes minha aliança, sereis para mim a porção escolhida dentre os povos... E vós sereis para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa” (Êx19,4-5). Os castigos aconteceram para corrigir a rota do povo. Jesus usou de misericórdia para com o povo dando-lhe continuadores de sua missão de constituir um povo fundado na bondade de Deus que salva e cura. Por isso é importante ver os sentimentos que Jesus nutria pelo povo sofrido: “Vendo as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam cansadas e abatidas, como ovelhas que não têm pastor” (Mt 9,36). Ele tem o coração do Pai que salvou o povo. 
Missão de continuar Jesus 
Moisés narra a bondade com que Deus o constituiu como povo. No evangelho temos o mesmo tema. Os apóstolos são escolhidos e enviados para cuidar do povo da nova aliança. Não será um povo voltado a um cuidado de Deus, mas a um cuidado dos apóstolos em união com Jesus que continua a por em ação a misericórdia e a compaixão pelos sofredores. Isso é fundamental na caminhada do novo povo: “Anunciai que o Reino de Deus está próximo”. Os sinais são claros: “Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios”. Tudo é um presente de Deus “De graça recebestes, de graça deveis dar” (Mt 10,7-8). O povo é convocado, não cobrado. A resposta é o reconhecimento da ação de Deus através daqueles que creram em Jesus. Crer não é aceitar uma doutrina, mas um modo de vida. A vida é o primeiro destino do anúncio de Jesus. Preferimos uma doutrina perfeita que não alimenta uma vida para que seja perfeita. O que Deus fez ao seu povo, os discípulos deverão fazer para levar adiante as promessas de Jesus que se cumpre no povo. Ele foi fiel e quer fidelidade. 
Reconciliados 
“Deus nos reconciliou com Ele pela morte de seu Filho. Quanto mais agora, estando já reconciliados, seremos salvos por sua vida” (Rm 5,10). Esta é a grande prova do amor de Deus por nós: “A prova de que Deus nos ama é que Cristo morreu por nós, quando ainda éramos pecadores” (Id 8). Os egípcios pagaram caro a libertação do povo. Jesus assume sobre Si, o que era para nós. Vemos como se estabelece o amor de Deus: não em palavras, mas em atitudes concretas, primeiro em seu Filho e depois, através de seus seguidores que continuarão cuidando das pessoas, sobretudo dos humildes. Todo o povo de Deus é continuador desse amor gratuito do Pai em Cristo. Não fomos feitos para constituir um povo socialmente, mas para ser um povo que atinge todos pelo amor, uma nação santa.
Leituras Êxodo 19,2-6ª;Salmo 99; 
Romanos 5,6-11;Mateus 9,36-10,8. 
1. A consciência de ser povo vem dos cuidados que Deus teve para com ele todo o tempo. 
2. Crer não é aceitar uma doutrina, mas um modo de vida. 
3. Todo o povo de Deus é continuador desse amor gratuito do Pai em Cristo. 
No fritar dos ovos
É na vida concreta que vamos entender o que significa todo ensinamento de Jesus. É no fritar dos ovos que vemos o que está acontecendo. Tudo o que Deus fez pelo povo escolhido foi continuado por Jesus que assume as atitudes do Pai e passa aos discípulos. Os benefícios de Deus ao povo foram grandiosos. Mas os egípcios pagaram caro com tantas pragas e com a perda de um exército. Os benefícios para nós, os que acreditam, foram pagos na conta de Jesus. Paulo diz: “quando éramos ainda fracos, Cristo morreu pelos ímpios em tempo marcado... A prova de que Deus nos ama é que Cristo morreu por nós, quando éramos ainda pecadores” (Rm 5,6.8). Pensamos que, assumindo a vida de Cristo em nós, levaremos sobre nós também muitos sofrimentos para que os fracos sejam recuperados. 
Homilia do 11º Domingo Comum (14.06.2020)

EVANGELHO DO DIA 28 DE ABRIL

Evangelho segundo São João 10,22-30. 
Naquele tempo, celebrava-se em Jerusalém a festa da Dedicação do Templo. Era inverno e Jesus passeava no templo, sob o Pórtico de Salomão. Então, os judeus rodearam-no e disseram: «Até quando nos vais trazer em suspenso? Se és o Messias, diz-nos claramente». Jesus respondeu-lhes: «Já vo-lo disse, mas não acreditais. As obras que Eu faço em nome de meu Pai dão testemunho de Mim. Mas vós não acreditais, porque não sois das minhas ovelhas. As minhas ovelhas escutam a minha voz: Eu conheço as minhas ovelhas e elas seguem-Me. Eu dou-lhes a vida eterna e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão. Meu Pai, que Mas deu, é maior do que todos, e ninguém pode arrebatar nada da mão do Pai. Eu e o Pai somos um só». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Teresa de Calcutá 
(1910-1997) 
Fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade 
«Não há amor maior» 
«As minhas ovelhas escutam a minha voz» 
Se não souberes rezar, certamente terás dificuldade em o fazer. Temos de nos ajudar a rezar: em primeiro lugar, recorrendo ao silêncio, porque não podemos pôr-nos na presença de Deus se não praticarmos o silêncio, tanto interior como exterior. Não é fácil fazer silêncio dentro de nós mesmos, mas é um esforço indispensável. Só no silêncio encontraremos um novo poder e verdadeira unidade: o poder de Deus tornar-se-á nosso, para fazermos todas as coisas como devem ser feitas; e o mesmo se aplica à unidade dos nossos pensamentos com os seus pensamentos, das nossas orações com as suas orações, das nossas ações com as suas ações, da nossa vida com a sua vida. A unidade é fruto da oração, da humildade, do amor. É no silêncio do coração que Deus fala; se te colocares diante de Deus no silêncio e na oração, Deus falar-te-á. E então saberás que não és nada. Só quando conheceres o teu nada, o teu vazio, é que Deus pode encher-te de Si mesmo. As almas dos grandes orantes são almas de grande silêncio. O silêncio faz-nos ver as coisas com outros olhos. Precisamos do silêncio para tocar as almas dos outros: o essencial não é o que nós dizemos, mas o que Deus diz - o que Ele nos diz a nós e o que diz através de nós. Nesse silêncio, Ele nos escutará, falará à nossa alma e nós escutaremos a sua voz.

28 de abril - Beata Maria Felícia de Jesus Sacramentado - Chiquitunga

 dia 23 de junho de 2018, foi um grande dia para o Paraguai e para o Carmelo. No estádio do Club Porteño foi proclamada beata Maria Felícia de Jesus Sacramentado (Chiquitunga). A foi presidida pelo Cardeal Angelo Amato, Perfeito da Congregação para a causa dos Santos; que apresentou a Chiquitunga na sua homilia como uma “jovem culta e santa, entusiasta da sua fé e da sua vocação de consagrada”. Uma santa que “convida hoje as suas irmãs a sentirem-se orgulhosas da sua vocação e alegres na sua quotidiana entrega ao Senhor”. Uma santa que “nos convida a todos a viver a nossa existência cristã e inspira a juventude paraguaia a viver fiel ao amor de Deus”. Maria Felicia Guggiari Echeverría nasceu em Villarrica, em 12 de janeiro de 1925. Era fisicamente pequena, motivo pelo qual o seu pai apelidou-a, carinhosamente, de “Chiquitunga” (pequerrucha, em guarani). A sua mãe contou que, num dia de muito frio, Chiquitunga voltou da escola a tremer de frio porque tinha dado o seu agasalho a uma menina pobre.

Santa Valéria, São Vital e filhos, mártires de Ravena - 28 de abril

São Vital teve uma vasta representação na arte: a ele é dedicada a Basílica de São Vital em Ravena, com seus magníficos mosaicos, e a igreja de mesmo nome em Veneza, onde ele é apresentado vestido como um soldado a cavalo levantando uma bandeira, com espada, lança e maça, instrumento do martírio de sua esposa Valéria. Ainda é dedicada a ele a igreja de São Vital em Roma, com afrescos narrando seu martírio. As primeiras informações que temos de Vital e Valéria estão contidas em um livreto escrito por Filipe, chamado 'servus Christi’, que apresentava os mais antigos grupos de vida cristã em Milão, e que foi encontrado perto da cabeça dos corpos dos mártires Gervásio e Protásio, encontrados por Santo Ambrósio, em 396. O livreto, além de narrar o martírio dos dois irmãos, também descreve o de seus pais, Vital e Valéria, e do médico Ursicino, natural de Ligúria, mas talvez trabalhando em Ravena, os quais viveram e morreram no século III.

Santa Gianna Beretta Molla, Mãe, Esposa, Médica – 28 de abril

     Gianna era ardorosa defensora da vida, sobretudo das crianças, nascituras ou já nascidas. Defendia corajosamente o direito de a criança nascer. Dizia: "O médico não se deve intrometer... O direito à vida da criança é igual ao direito à vida da mãe. O médico não pode decidir. É pecado matar no seio materno!"
      Gianna Beretta nasceu em Magenta (Milão, Itália) aos 4 de outubro de 1922, dia de São Francisco de Assis, filha de Alberto Beretta e Maria Michelli, ambos da Ordem Franciscana Secular; era a 12ª filha do casal Beretta.
     Desde muito pequena, Gianna acompanhava sua mãe à Missa diária e – no fervor da norma dada pelo Papa São Pio X para que as crianças pudessem receber o Senhor Jesus na Eucaristia – e devido ao cuidado em seus estudos religiosos por seus pais e sua irmã mais velha Amélia, Gianna foi autorizada a fazer sua 1ª. Comunhão aos 5 anos e meio. Em 4 de abril de 1948 ela recebeu sua 1ª. Comunhão na paróquia de Santa Grata em Bérgamo. Dois anos depois, ela foi confirmada na Catedral. A partir daí, Gianna ia à missa e recebia a Comunhão diariamente, qualquer que fosse o clima ou seus estudos.

Luís Maria Grignion de Montfort Sacerdote, Fundador, Santo (1673-1716)

Um dos missionários 
mais conhecidos da devoção mariana ,
incansável pregador da sagrada 
escravidão de amor a Maria Santíssima, 
apóstolo da Contra-Revolução 
*****
Segundo dos 18 filhos do advogado João Batista e de Joana Roberto de la Vizeule, Luís Grignion nasceu em 3 de janeiro de 1673, em Montfort-la-Cane (hoje Montfort-sur-Meu), na Bretanha. Por devoção a Nossa Senhora, no crisma acrescentou ao seu nome o de Maria. Luís herdou do pai um temperamento colérico e arrebatado, e dirá depois que "custava-lhe mais vencer sua veemência e a paixão da cólera que todas as demais juntas".

Maria Luísa Trichet Co-fundadora, Beata (1684-1759)

Maria Luísa Trichet (ou Maria Luísa de Jesus), com São Luís Maria Grignion de Montfort, é a co-fundadora da Congregação das religiosas chamadas “Filhas da Sabedoria”. Nasceu em Poitiers (França), no dia 7 de maio de 1684, tendo sido baptizada no mesmo dia. Filha de uma família de oito filhos, recebeu sólida educação cristã, tanto no seio da família, quanto na escola. Aos 17 anos, encontrou-se pela primeira vez com S. Luís Maria Grignion de Montfort, que acabara de ser nomeado como capelão do hospital de Poitiers. Sua fama de pregador e de confessor, já era notável entre a juventude daquela região. Espontaneamente, Maria Luísa ofereceu seus serviços ao hospital. Ela consagra uma boa parte de seu tempo, aos pobres e aos enfer-mos. Diante da sua dedicação, São Luís prontamente a pediu para que ali permanecesse. A este convite, Maria Luísa respondeu com sua entrega total.

Pedro Chanel Sacerdote, Primeiro mártir da Oceânia, Santo (1803-1841)

Pedro nasceu no dia 12 de Julho de 1803, na pequena Cuet, França. Levado pelas mãos do zeloso pároco, iniciou os estudos no seminário local e, em 1824, foi para o de Bourg, onde três anos depois se ordenou sacerdote. Desde jovem, queria ser missionário evangelizador, mas primeiro teve de trabalhar como pároco de Amberieu e Gex, pois havia carência de padres em sua pátria. Juntou-se a outros padres que tinham a mesma vocação e trabalhavam sob uma nova congregação, a dos maristas, dos quais foi um dos primeiros membros, e logo conseguiu embarcar para a Oceânia, em 1827, na companhia de um irmão leigo, Nicézio. Foi um trabalho lento e paciente. Os costumes eram muito diferentes, a cultura tão antagónica à do Ocidente, que ele primeiro teve de entender o povo para depois pregar a palavra de Cristo. Porém, assim que iniciou a evangelização, muitos jovens passaram a procurá-lo. O trabalho foi se expandindo e, logo, grande parte da população havia se convertido. Ao perceber que vários membros de sua família haviam aderido ao cristianismo, Musumuso, o genro do cacique, matou Pedro Chanel a bordoadas de tacape.

ORAÇÕES - 28 DE ABRIL

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
28 – Terça-feira – Santos: Pedro Chanel, Valéria
Evangelho (Jo 10,22-30) “Os judeus disseram: – Se tu és o Messias, dize-nos abertamente. Jesus respondeu: – Já o disse, mas vós não acreditais.”
Os adversários viam como Jesus era, o que fazia e o que ensinava. A graça de Deus convidava-os interiormente a acreditar em Jesus. Eles, porém, resistiam. Estamos diante do mistério da liberdade. Nós também, por mais que Deus nos convide com sua graça, podemos resistir. É preciso pedir continuamente que o Senhor dobre nosso coração, e nos conserve perseverantes no seu caminho.
Oração
Senhor, iluminai meu coração, afastai de mim todas as ilusões, dai-me a graça de aceitar sempre vossos convites. Aumentai minha fé e minha esperança, ajudai-me a vos amar de todo o meu coração, acima de tudo e de todos. Sem vossa ajuda nada posso; mas com vosso auxílio posso acompanhar-vos até as últimas consequências. É isso que vos peço e espero de vossa bondade. Amém.

segunda-feira, 27 de abril de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Deus é o Amor”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Acolhei-nos!
 
A celebração da festa da Santíssima Trindade é diferente das outras do Ano Litúrgico. No Mistério Pascal celebramos os fatos da vida de Jesus. São acontecimentos. Hoje celebramos o maior mistério de nossa fé. Celebramos o Deus Trindade “professando a verdadeira fé, reconhecendo a glória da Trindade e adorando a Unidade onipotente” (coleta). Quem é Deus? O evangelista João escreve: “Deus ninguém jamais viu. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, este no-Lo deu a conhecer (Jo 1,18). Ver Jesus é ver o Pai (Jo 14,8-9). Então, só podemos conhecer a Deus através de suas obras. No correr da história Deus se manifestou como está escrito na carta aos Hebreus: “Muitas vezes e de modos diversos falou Deus, outrora a nossos pais pelos profetas; agora, nestes dias que são os últimos, falou-nos por meio de seu Filho” (Hb 1,1-2). Podemos conhecer Deus, não tanto por uma revelação, mas por suas ações de libertação. No plano da salvação sempre teve ações de misericórdia pelos necessitados. Deus nos criou para nos amar e nos acolheu para nos socorrer. O conhecimento de Deus se faz inverso. Começa por sentir que desceu para libertar. Daí se percebe que escolheu o povo e foi o Criador do mundo. Caminhou com o povo, atendendo assim ao pedido de Moisés no Sinai: “Se é verdade que gozo de teu favor, peço-te, caminha conosco” (Ex 34,9). A proclamação fundamental resume todo o mistério da salvação: “Deus Amou tanto o mundo que deu seu Filho unigênito para que não morra todo aquele que Nele crer, mas tenha a vida eterna” (Jo 3,16). 
Amor que se comunica 
Há quem diga que se fala muito do Deus misericordioso, mas se deixa de lado sua justiça. Certamente essa justiça é para ser feita aos outros. E para nós... só a bondade? Temos contas a pagar. Até de nós Ele tem toda misericórdia. Olhemos para a misericórdia que tem para conosco para aprendermos a sermos misericordiosos. É próprio do amor se difundir em atos de misericórdia. Misericórdia não é ter dó. Essa não resolve. São necessários atos concretos. O amor verdadeiro gera atitudes concretas em gestos de comunhão. Paulo exorta: “cultivai a concórdia, vivei em paz, e o Deus do amor e da paz estará convosco” (2Cor 13,11). Onde há amor, aí Deus está. Aqui devemos compreender que Jesus não veio fundar uma religião, mas implantar o amor que se tornasse uma onda que transformasse toda a realidade do mundo. Temos muito cuidado com as verdades da fé. Mas não há o mesmo empenho com as verdades do amor. Tiago é muito claro ao dizer que “Assim a fé, se não tiver obras, será morta em seu isolamento” (Tg 2,17). “A religião pura diante de Deus e nosso Pai, consiste em assistir os órfãos e as viúvas em suas tribulações e guardar-se livres da corrupção do mundo” (Tg 1,27). O amor se comunica em atos. 
Comunhão no Espírito 
A liturgia estimula “a professar a verdadeira fé, reconhecendo a glória da Trindade, adorando a Unidade onipotente” (Oração). O prefácio é um hino: “Proclamando que sois o Deus eterno e verdadeiro, adoramos cada uma das pessoas, na mesma natureza e igual majestade”. Nossa união ao Deus Amor é acolher esse amor transmitido por Jesus. Essa união não é um simples bem querer, mas o grande bem querer de Deus que vivemos no Espírito. Esse amor nos dá a certeza e a garantia de estar em Deus e poder chegar a Ele. Vivemos na terra, mas como vimos na Ascensão de Jesus, estamos já no Céu com Jesus, participando da comunhão com o Pai, o Filho e o Espírito. Essa comunhão é salvação. 
Leituras: Êxodo 34,4b-6.8-9; 
Cântico de Daniel, 3,52-56; 
2 Coríntios 13,11-13; João 3,16-18 
1. Podemos conhecer Deus, não só por revelação, mas por suas ações de libertação. 
2. O amor verdadeiro gera atitudes concretas em gestos de comunhão. 
3. Nossa união ao Deus Amor é acolher esse amor transmitido por Jesus. 
Assim dá certo 
Quando nos vemos enrolados e em confusão com os outros, pedimos a Deus que nos livre desses males. A resposta milagrosa imediatamente se faz presente. Deus não faz o milagre. Deixa que nós o façamos. Muito simples. Ser como Deus é: bondoso, de uma bondade que não tem limites nem confins. O milagre é fazer como Deus faz: ser misericordioso e gerar comunhão. Aí a gente não quer. Então... Para realizar uma renovação do mundo é necessário ser como é, Aquele que o fez. João nos ensina: andar como Ele andou, referindo-se a Jesus. Ser como Deus é, não é ser Deus com Ele, mas ter em nós aquelas mesmas qualidades que colocou em Jesus. Aí podemos adorar, louvar, bendizer, ficarmos felizes como Jesus fazia com seu Pai. 
Homilia na S. Trindade (07.06.2020)

EVANGELHO DO DIA 27 DE ABRIL

Evangelho segundo São João 10,11-18. 
Naquele tempo, disse Jesus: «Eu sou o Bom Pastor. O bom pastor dá a vida pelas suas ovelhas. O mercenário, como não é pastor, nem são suas as ovelhas, logo que vê vir o lobo, deixa as ovelhas e foge, enquanto o lobo as arrebata e dispersa. O mercenário não se preocupa com as ovelhas. Eu sou o Bom Pastor: conheço as minhas ovelhas, e as minhas ovelhas conhecem-Me, do mesmo modo que o Pai Me conhece e Eu conheço o Pai; Eu dou a vida pelas minhas ovelhas. Tenho ainda outras ovelhas que não são deste redil e preciso de as reunir; elas ouvirão a minha voz e haverá um só rebanho e um só Pastor. Por isso o Pai Me ama: porque dou a minha vida, para poder retomá-la. Ninguém Ma tira, sou Eu que a dou espontaneamente. Tenho o poder de a dar e de a retomar: foi este o mandamento que recebi de meu Pai».
Tradução litúrgica da Bíblia 
São João Clímaco 
(575-650) 
Monge do Monte Sinai 
«A Escada Santa» 
Pastor que segue o Pastor 
O verdadeiro pastor é aquele que, pela sua bondade, o seu zelo e a sua oração, é capaz de ir à procura das ovelhas que se extraviaram, devolvendo-as ao bom caminho. O piloto é aquele que, pela graça de Deus e o seu próprio esforço, obteve uma força espiritual que o torna capaz de arrancar o navio não apenas às correntes que o desviam, mas ao próprio abismo. O médico é aquele que conquistou a saúde do corpo e da alma e não precisa de remédios para eles. Um bom piloto salva o seu navio; o pastor vivifica e cura as ovelhas doentes. E, quando as ovelhas estão a pastar, que o pastor não deixe de recorrer à flauta da palavra, sobretudo quando o rebanho se prepara para dormir. Porque a coisa que o lobo mais teme é a flauta do pastor. Na medida em que as ovelhas sigam fielmente o pastor e façam progressos, nessa mesma medida este responderá por elas ao Senhor da casa. É a caridade que permite conhecer o verdadeiro pastor, uma vez que foi pela caridade que o grande Pastor quis ser crucificado.

São Pedro Canísio presbítero, doutor da Igreja, +1597

Pedro Canísio (1521-1597) é conhecido como o segundo apóstolo da Alemanha. É Doutor da Igreja. Seu nome original é Pieter Kanijs. Foi um teólogo jesuíta nascido nos Países Baixos. Foi chamado de "Martelo dos hereges" pela clareza e eloquência com que atacava a posição dos protestantes; está entre os iniciadores da imprensa católica. Ainda na luta pela defesa da Igreja Católica aconselhava: não firam, não humilhem, mas defendam a religião com toda a alma. São Pedro Canísio foi o segundo importante apostólo a levar a fé católica à Alemanha, sendo o primeiro São Bonifácio. É considerado o iniciador da imprensa católica e foi o primeiro a formar parte do "exército" dos jesuítas.

Bem-aventurada Catarina de Montenegro (Hosana de Kotor) Virgem Dominicana

Festa:
27 de abril 
(*)Kebeza, 1493 - (+)Kotor, 1565 
Nascida em Montenegro, filha de pais ortodoxos, passou a adolescência pastando o rebanho de sua família. Tornou-se católica e ingressou na Terceira Ordem Dominicana, viveu reclusa por 51 anos, oferecendo sua vida pela salvação do mundo. Ela morreu em Kotor (Kotor), na igreja de Santa Maria seu corpo é venerado. 
Martirológio Romano: Em Kotor, Montenegro, Bem-Aventurada Catarina, virgem, que, batizada na Igreja Ortodoxa, ingressou na Ordem de Penitência de São Domingos tomando o nome de Hosana; viveu em reclusão por cinquenta e um anos, imersa em contemplação divina e dedicada à oração de intercessão pelo povo cristão durante a invasão turca.

27 de abril - Beato Nicolás Roland

O mistério da Redenção, queridos irmãos e irmãs, que hoje recordamos com força. Sim, temos "um grande sumo sacerdote que penetrou os céus" (Hb 4, 14). É Jesus Cristo, crucificado, ressuscitado e vivo na glória. Ele foi o ânimo da vida de Nicolás Roland. Ao longo de sua vida, breve, mas de grande espiritualidade, ele deixou que o Senhor cumprisse através dele a sua missão de sumo sacerdote. Configurado à pessoa de Cristo, ele compartilhou o amor para com aqueles que o guiaram ao sacerdócio para "receber misericórdia" (Hb 4, 16): "O imenso amor de Jesus por você, costumava dizer, é ainda maior de sua infidelidade" . Essa fé e essa esperança, invencíveis no amor misericordioso do Verbo Encarnado, o levariam a fundar a Congregação das Irmãs do Santo Menino Jesus, dedicada ao apostolado da educação e da evangelização de crianças pobres. Ele afirmou essa verdade, de uma forma maravilhosa: "Os órfãos representam Jesus Cristo nos anos de sua infância."

São Simeão de Jerusalém Bispo e mártir Festa: 27 de abril

As notícias que temos sobre São Simeão nos foram transmitidas, antes de tudo, por Santo Hegésipo, um dos primeiros escritores cristãos, provavelmente de origem palestina, que chegou a Roma, em meados do século II; depois, também por Eusébio de Cesareia, que, em sua “História Eclesiástica”, diz que foi o "segundo Bispo” de Jerusalém, sucessor de Tiago de Alfeu, chamado Tiago Menor, morto em 63. 
Uma identidade controversa 
São discordantes as origens de São Simeão, que, segundo a tradição, teve uma vida muito longa, chegando a 120 anos de idade. Alguns dizem que era um dos 70 discípulos de Jesus - cujo nome não é citado no Evangelho de Lucas -; ele era um dos dois discípulos que encontrou o Senhor a caminho de Emaús, sem o reconhecer logo. Segundo outras fontes, ele era filho de um destes dois, ou seja, de Cléofas. Segundo outros, enfim, também seria um parente próximo de Jesus, tanto que Eusébio de Cesareia o menciona como "primo do Salvador". 

Beata Maria Antonia Bandrés y Elósegui, Religiosa - Festa 27 de abril

Foi a primeira flor de santidade a desabrochar na Congregação das Filhas de Jesus fundada por Santa Cândida Maria de Jesus Cipitria em Salamanca, em 1871. Maria Antonia Bandrés y Elósegui nasceu em Tolosa (Guipúzcoa, Espanha), no dia 6 de maio de 1898, a segunda de 15 filhos do advogado Raimundo Bandrés e de Teresa Elósegui, em família era chamada Antoninha. Naquele lar a fé e a caridade eram vividas com empenho. Dona Teresa era uma mulher exemplar e santa que soube ajudar seus filhos a crescer em tudo, porém especialmente no amor a Deus, a Maria Santíssima e aos pobres e necessitados. A saúde de Antoninha era um pouco frágil; seus pais tiveram com ela cuidados especiais. A debilidade e o excessivo zelo dos seus parentes ajudaram a acentuar naquela menina um caráter sensível até a suscetibilidade, que nos primeiros anos chegou a preocupar Dona Teresa: “Que menina fastidiosa! Quanto vai sofrer com esse caráter!” E sofreu mesmo, porém sem que o sorriso se apagasse de seus lábios. Recebeu os primeiros estudos com as irmãs de seu confessor o Pe. Ilario Oscoz.

Zita de Lucca leiga, padroeira dos domésticos, santa (1218-1278)

Santa Zita nasceu em 1218, em Monsagrati, nos arredores da cidade de Lucca no seio de uma família muito devota. A sua irmã mais velha entrou para um convento de Cister et um seu tio foi eremita e morreu com fama de santidade. Filha de camponeses, aos 12 anos foi trabalhar como empregada doméstica na casa de uma rica família, e aí permaneceu durante 48 anos, ou seja até morrer. Extremamente devota, perguntava-se sempre a si mesma: “Isto agrada ao Senhor?” Ou: “Isto desagrada a Jesus?”. Esta preocupação de sempre fazer a vontade diva tornara-se para ela quase uma obsessão. Tendo sempre, em todas as ocasiões e situações, demonstrado um grande amor para com o próximo, foi-lhe confiado o encargo de distribuir as esmolas cada sexta-feira. E dava do seu pouco, da sua comida, das suas roupas, daquilo que possuía, das suas parcas economias.

Pedro de Armengol Mercedário, Santo (+ 1304)

De vagabundo e salteador que era 
tornou-se missionário e santo. 
Foi ageaciado com um extraordinário 
milagre da Virgem Maria.
Nasceu São Pedro de Armengol em meados do século XIII, na Catalunha, sendo então o mais novo rebento da ilustre família dos Condes de Urgel. Seus pais eram minto chegados ao rei de Aragão, o soberano daquela região ibérica, frequentando com liberdade a Corte. Nessa atmosfera de alta nobreza, o menino Pedro recebeu esmerada educação. Mas, à medida que foi crescendo, ao invés de permanecer nos bons ambientes e de se deixar influenciar pelos ditames e pela moral da Igreja Católica, foi decaindo nos costumes e na piedade. Passou a conviver com más companhias e se desviou das sendas do bem. Em vão, os pais fizeram todo o possível para retê-lo. Pedro se desclassificou a tal ponto que abandonou a casa paterna, embrenhou-se no meio da última ralé de bandidos, de sem-vergonhas, e ali se perdeu completamente. Com o tempo, chegou a se tornar chefe de uma quadrilha de salteadores de estrada. Ladrão perigoso, assassino e fugitivo, se a polícia real o apanhasse, certamente seria morto. 

Rafael Arnáiz Barón Noviço cisterciense, Santo (1911-1938)

Noviço cisterciense em Santo Isidro, 
beatificado em 1992, por João Paulo II e 
canonizado por Bento XVI 
a 11 de outubro de 2009
Monge espanhol canonizado domingo, 11 de outubro de 2009 pelo Papa Bento XVI. Nasceu em Burgos (Espanha) em 1911. Ali mesmo foi à escola com os padres jesuítas. Depois começou a estudar na Escola Superior de Arquitectura de Madrid. Seus tios, os duques de Maqueda, influenciaram no crescimento de sua fé. Uma juventude alegre e pura Em 1932 realizou alguns exercícios espirituais onde descobriu que Deus lhe pedia que se fizesse monge trapista. Tinha 23 anos quando foi aceito no mosteiro de São Isidro de Dueñas. Ali viveu uma vida monacal cheia de alegria no meio de sacrifícios e abnegações, onde, segundo ele, cada dia tinha um encanto diferente.