domingo, 12 de abril de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Caminho do Paraíso”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
A vitória sobre o mal
 
Conduzidos pelo Espírito Santo, como Jesus, iniciamos o tempo da Quaresma. Há um caminho a ser feito e uma espiritualidade a alimentar neste tempo santo. Não podemos correr o risco de ficar na periferia e não ir ao essencial. A Quaresma é um sacramento que leva à graça dos gestos que realizamos. Acompanhamos Jesus em sua caminhada e tentação no deserto. A espiritualidade do deserto é muito rica. O deserto é lugar da tentação, mas também do Espírito. Abrimos esse tempo de deserto como viveu o povo, como viveu Jesus e como vivemos nós no deserto da vida. Ali é o lugar da tentação, do pecado e da vitória. Há necessidade do deserto, pois é o próprio Espírito que impulsiona. Não há necessidade de muita areia para fazer um deserto. Estamos sempre a sós diante de Deus. Lembramos Jacó que entrou em luta com Deus (Gn 32,22-32). Lutar com Deus é entrar na tentação. Tanto para Cristo como para nós, ela atinge nossas dimensões e desejos. A tentação dura a vida toda. Vencê-la significa seguir Jesus nas opções fundamentais da vida. Mesmo que o pecado nos envolva, a força do Espírito que nos conduz, leva-nos ao desapego dos bens, do prazer e do poder. O pecado não é um beco sem saída. A tentação nos faz fortes, pois nos adestramos pelas vitórias. Paulo diz que o pecado entrou no mundo (Rm 5,12). Adão não venceu a tentação e fechou o paraíso. Jesus venceu e abriu a todos as portas do Paraíso. Deus o abre, mas o caminho está repleto de perigos e tentações. Podemos vencer, pois Jesus já nos deu o exemplo vencendo a luta pelo poder, a sede do prazer e ânsia pelo o ter. 
Caminho de deserto 
No deserto o povo se educou para entrar na terra prometida. Nós nos educamos para entrar na terra conquistada por Jesus, que é nossa Páscoa. A Igreja nos oferece muitos meios para atravessar esse deserto: a Palavra de Deus abundante, o Pão do Céu, o estímulo à caridade e o empenho no desapego fazendo jejum dos males que nos atentam. O povo de Deus foi libertado da escravidão do Egito. Mas, para entrar na terra prometida, teve que ouvir Deus que lhe falava, desapegar-se dos falsos deuses e acolher seu amor sempre presente. Os falsos deuses são identificados nas três tentações que Jesus passou. O processo de educação no deserto foi tirar as falsas seguranças e dar a certeza da presença de Deus que conduz, alimenta com o maná e dá a água tirada da pedra. Deus fechou o paraíso terrestre, mas abriu o novo em Jesus que é o novo Adão. Na Quaresma refazemos simbolicamente o deserto, como os milagres que Jesus fez. Ela é um momento de aprendizado para vivermos como povo em caminho à terra prometida onde celebramos a Páscoa. Depois que entrou na Terra Prometida, o maná parou de cair do céu. A vida não se faz de milagres, mas do milagre da fraternidade. Essa foi a vida de Jesus. 
Vitória da Páscoa 
Jesus mesmo começou sua pregação convocando à conversão. Anunciava a chegada do Reino. O convite à penitência é para voltar sempre o coração a Deus, tirar o que é obstáculo à graça e nos dedicar aos necessitados. Há gente sofrendo por toda parte. A Páscoa acontecerá quando atravessarmos bem esse deserto. A espiritualidade quaresmal nos alimenta. As antigas tradições desapareceram. É um convite a não ficarmos no exterior, mas nos voltarmos para o sentido mais profundo que é caminhar com Cristo como o mesmo amor que Ele teve ao subir o Calvário. Temos certeza que a graça nos conduz ao Paraíso. A celebração da Páscoa é o prenúncio desse paraíso. 
Leituras Gênesis 2,7-9;3,1-7; Salmo 50; 
Romanos 5,12.17-19; Mateus 4,1-11 
1. Acompanhamos Jesus em sua caminhada e em sua tentação no deserto. 
2. Nós nos educamos para entrar na terra conquistada por Jesus, que é a Páscoa. 
3. O convite desse tempo à penitência é para voltarmos sempre a Deus nosso coração. 
Cobrinha danada!
Lendo a história do pecado, encontramos a figura da cobra. Como pode a mulher conversar com esse bicho sem o mínimo medo? A tentação é perigosa, mas vem de mansinho, com conversa mole. A cobra já foi deus em certas culturas. O culto era dos mais safados. A cobra envenenou tudo. A tentação tem a mesma mentalidade: mansinha, conversa mole, mentira... como fugimos das cobras, fugimos das tentações. Todas as tentações são boas. Ninguém tem tentação de subir um morro carregando um saco de cimento. A virtude sempre exige um esforço e persistência. Começando a Quaresma, temos que praticar o encantamento de serpentes. Assim as dominamos. 
Homilia do 1º Domingo da Quaresma (01.03.2020)

EVANGELHO DO DIA 12 DE ABRIL

Evangelho segundo São João 20,19-31. 
Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam, com medo dos judeus, veio Jesus, apresentou-Se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco». Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor. Jesus disse-lhes de novo: «A paz esteja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós». Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo; àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos». Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. Disseram-lhe os outros discípulos: «Vimos o Senhor». Mas ele respondeu-lhes: «Se não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, se não meter o dedo no lugar dos cravos e a mão no seu lado, não acreditarei». Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez em casa e Tomé com eles. Veio Jesus, estando as portas fechadas, apresentou-Se no meio deles e disse: «A paz esteja convosco». Depois disse a Tomé: «Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; aproxima a tua mão e mete-a no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente». Tomé respondeu-Lhe: «Meu Senhor e meu Deus!». Disse-lhe Jesus: «Porque Me viste, acreditaste; felizes os que acreditam sem terem visto». Muitos outros milagres fez Jesus na presença dos seus discípulos, que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para acreditardes que Jesus é o Messias, o Filho de Deus, e para que, acreditando, tenhais a vida em seu nome. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Catarina de Sena 
(1347-1380) 
Terceira dominicana, doutora da Igreja, 
copadroeira da Europa 
Carta 94 ao padre João de Pisa, n.º 48 
O seu lado é um refúgio onde a alma 
experimenta as doçuras do Homem-Deus 
Caríssimo padre em Cristo, o manso Jesus, eu, Catarina, serva e escrava dos servos de Jesus Cristo, escrevo-vos no seu precioso sangue, com o desejo de vos ver banhado, mergulhado no sangue de Jesus crucificado e oculto na chaga do seu lado. No sangue encontrareis o fogo, porque Ele derramou-o por amor; e no lado, encontrareis o amor do coração, pois tudo o que Cristo fez por nós foi feito com o amor do coração. Deste modo, a vossa alma será inflamada com o fogo de um santo desejo, desejo que é fruto do amor, que nunca envelhece, mas que, pelo contrário, rejuvenesce sempre a alma que dele se encontra revestida, renovando-a na virtude, fortalecendo-a, iluminando-a e unindo-a ao seu Criador. Pois em Jesus crucificado ela encontra o Pai e participa do seu poder; encontra a sabedoria do Filho Unigénito de Deus, que ilumina o seu entendimento; prova e vê a bondade do Espírito Santo, encontrando o terno amor que Cristo nos mostrou na sua Paixão, quando fez do seu sangue um banho para lavar as nossas iniquidades e do seu lado uma morada, um refúgio onde a alma repousa e saboreia as doçuras do Deus-Homem. Que assim façamos sempre, meu querido padre. Que o olhar do nosso entendimento nunca se feche, mas veja sempre e contemple quanto Deus nos ama e como no-lo demonstra através do seu Filho; que a vontade ame sempre e não cesse nunca de amar; que o nosso amor ao Criador não seja diminuído pelo prazer, nem pela dor, nem por coisa alguma que tenhamos dito ou feito; e que, mesmo que todas as outras obras cessassem, o amor não se extinga nunca. Nada mais direi. Permanecei no santo e doce amor de Deus. Doce Jesus, Jesus amor.

Beato Lourenço Mendes - RELIGIOSO, SÉC. XIII

Religioso dominicano, virtuoso e benemérito, que construiu, à custa de esmolas e sacrifícios, a ponte sobre o Tâmega em Cavez, no lugar onde passa a fronteira entre o Minho e Trás-os-Montes. Tal construção foi envolvida de prodígios que a todos atestavam a proteção divina para os trabalhos. Consta que nasceu em Chaves e faleceu a 27 de janeiro de 1280. Está sepultado na igreja de S. Domingos, em Guimarães, numa capela lateral do lado do Evangelho.

Santa Vissia de Fermo, Virgem e mártir - 12 de abril

Martirológio Romano:
Em Fermo, nas Marcas, Santa Vissia, Virgem e Mártir. 
Uma coisa é certa, com seu texto oficial, o Martirológio Romano, a Igreja celebra no dia 12 de abril as santas virgens e mártires Vissia e Sofia de Fermo, no Piaceno, Itália. Dito isto, de certo não se sabe mais nada, nem de suas vidas nem porque são comemoradas juntas. De resto, temos algumas notícias esparsas: o historiador Ughelli em sua obra Itália Sagrada, no volume II, falando da Diocese de Fermo (Ascoli, Piceno), atesta que o corpo de Santa Vissia repousa na catedral, e na verdade na igreja metropolitana da cidade existem vários relicários, entre eles, em uma urna de ébano com enfeites de metal dourado de estilo barroco, é preservada a cabeça da santa mártir Vissia; estranhamente em outra urna está bem preservada a cabeça de Santa Sofia mártir. Esta coincidência de dois crânios sugere que elas foram martirizadas ao mesmo tempo, senão em conjunto, e provavelmente decapitadas. De acordo com as tradições locais, Sofia e Vissia foram martirizadas em torno de 250, sob o imperador Décio (249-251), durante a sétima perseguição que ele desencadeou. Na catedral há uma lápide que descreve que Santa Vissia enobrece a cidade natal com o seu martírio. Seus nomes fizeram parte de uma lista de santos venerados em Fermo, transmitida em 5 de agosto de 1581 por um padre local a um padre Oratoriano e amigo de Cesar Barônio, que como sabemos compilou o primeiro "Martirológio Romano", e inseriu as duas virgens e santas mártires juntas no mesmo dia 12 de abril.

Vítor de Braga mártir e santo + c 306

O martirológio romano convida-nos a comemorarmos hoje São Vítor de Braga, que nasceu em Paços perto de Braga. A vida deste santo foi escrita pelo arcebispo de Braga, Dom Rodrigo da Cunha, que afirma que um dia o santo encontrou-se com um grupo de idólatras que celebrava a “Ambaruelia” ou “Suilia”, a grande festa em honra à deusa Ceres. Consiste esta festa em dar várias voltas pelos campos e sacrificar em determinados lugares porcos em honra da deusa. São Vítor recusou-se a tomar parte na festa, o que não foi do agrado dos foliões. Tampouco se deixou enfeitar com coroas de flores, como era costume nessa festa e por isso mesmo foi denunciado ao governador Sérgio. Preso, confessou perante o tribunal que era cristão e que de maneira nenhuma poderia participar em tais festividades pagãs. O governador descontente, mandou-o prender imediatamente e, como Víctor – depois de algumas promessas – continuasse a recusar participar naquelas festividades, condenou-o à morte. Foi amarrado ao tronco de uma árvore e açoitado cruelmente. Depois o seu corpo foi queimado com lâminas ardentes até que as suas entranhas fossem vazadas. Sofreu o martírio por volta do ano 306. 

Júlio I de Roma Papa, Santo (+ 352)

O Martirológio Romano enumera nove santos e oito santas com esse nome e quase todos são mártires do primeiro século do cristianismo. 
Mas, hoje, celebramos Júlio, o primeiro papa a tomar este nome, e que dirigiu a Igreja de 337 a 352. Júlio era de origem romana, filho de um certo cidadão chamado Rústico. Viveu no período em que a Igreja respirava a liberdade religiosa concedida pelo imperador Constantino, o Magno, em 313. Essa liberdade oferecia ao cristianismo melhores condições de vida e expansão da religião. Por outro lado, surgiram as primeiras heresias: donatismo, puritanismo na moral, e o arianismo, negando a divindade de Cristo. Com a morte de Constantino, os sucessores, infelizmente, favoreceram os partidários do arianismo. O papa Júlio I tomou a defesa e hospedou o patriarca de Alexandria, Atanásio, o grande doutor da Igreja, batalhador da fé no concílio de Nicéia e principal alvo do ódio dos arianos, que o tinham expulsado da sede patriarcal. O papa Júlio I convocou dois sínodos de bispos em que, com a condenação do semi-arianismo, Atanásio foi reabilitado, recebendo cartas do papa que se felicitava com a Igreja de Alexandria, baluarte da ortodoxia cristã.

Zeno de Verona Bispo, Santo (ca. 302-371)

Nascido no Norte da África, faleceu em Verona no dia 12 de Abril de 371. 
As festas adicionais em Verona são celebradas no dia 12 de maio – traslado de suas relíquias e 6 de Dezembro – sua consagração episcopal. 
Como em seus sermões Zeno descrevia como uma testemunha ocular o martírio de Santo Arcádio, provavelmente ele nasceu na Mauritânia perto de Argélia em torno de 302. Em 8 de Dezembro de 362 no reinado de Juliano, São Zeno foi consagrado Bispo de Verona, possivelmente pelo Arcebispo Aussenzius de Milão. Logo após a sua chegada em Verona, ele combateu ferozmente idolatria que havia se espalhado pela cidade e conseguiu até mesmo reduzi-la nas regiões vizinhas onde o paganismo estava muito mais entrincheirado. Ele se opôs ao Arianismo e defendeu a eterna geração do Verbo, em íntima união com o Espírito Santo o Filho e o Pai. Seu sucesso em parte se deve a sua notável capacidade como orador. Zeno atraia multidões em seus sermões, 93 dos quais ainda existem, a mais antiga colecção de homilias em Latim que ainda existem. De fato multidões eram tão massivas que Zeno foi obrigado a construir uma catedral maior. Cada Páscoa muitos corações eram convertidos e baptizados na nova fé. Ele pregava freqüentemente para um grupo de freiras que viviam em um Convento em Milão e ( muito antes de Santo Ambrósio) ele já encorajava as virgens que viviam em casa a se consagrarem.

TERESA DE JESUS DOS ANDES Virgem, Carmelitana Descalça, Santa (1900-1920)

Joana Fernández Solar, religiosa.
A jovem que hoje a Igreja glorifica com o titulo de Santa é um profeta de Deus para os homens e mulheres do nosso tempo. Teresa de Jesus dos Andes põe-nos diante dos olhos o testemunho vivo do Evangelho, encarnado até às últimas exigências na sua própria vida. Ela é, para a humanidade, prova indiscutível de que a chamada de Cristo à santidade é actual, possível e verdadeira. Ela ergue-se diante de nós para demonstrar que a radicalidade do seguimento de Cristo é o único que vale a pena e o único capaz de fazer-nos felizes. Teresa dos Andes, com a eloquência duma vida intensamente vivida, confirma-nos que Deus existe, que Deus é amor e alegria, que é a nossa plenitude. Nasceu em Santiago do Chile a 13 de Julho de 1900. No Baptismo foi-lhe dado o nome de Joana Henriqueta Josefina dos Sagrados Corações Fernández Solar. Familiarmente era conhecida, e é-o ainda hoje, pelo nome de Juanita. Viveu uma infância normal no seio da família: os pais, Miguel Fernández e Lucia Solar; três irmãos e duas irmãs; o avô materno, tios, tias e primos.

José Moscati Médico e Santo de Nápoles (1880-1927)

“Médico director de clínica, pesquisador famoso no domínio científico, professor universitário de fisiologia humana e de química fisiológica, tomou suas múltiplas actividades com todo o engajamento que necessita a delicada profissão de leigo” (São João Paulo II).
Quem é São José Moscati? 
Paulo VI, o Papa que o beatificou: 
"Quem é este que se nos propõe para que todos o imitemos e veneremos?" 
É um leigo que fez de sua vida uma missão vivida em plena autenticidade evangélica... É um professor universitário que deixou entre seus alunos uma marca de profunda admiração... É um homem de ciência célebre pela sua contribuição científica a nível internacional... Sua existência é simplesmente tudo isto... 
João Paulo II, o Papa que o canonizou
"O homem que a partir de hoje nós invocaremos como um Santo da Igreja universal representa para nós a realização concreta do leigo cristão. José Moscati, Médico director de clínica, pesquisador famoso no domínio científico, professor universitário de fisiologia humana e de química fisiológica, tomou suas múltiplas actividades com todo o engajamento que necessita a delicada profissão de leigo. Sob este ponto de vista Moscati é um exemplo não somente a ser admirado mas a ser seguido, sobretudo pelos representantes sanitários. Ele representa um exemplo até para os que não partilham de sua fé." 

ORAÇÕES - 12 DE ABRIL

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
12 – 2º Domingo da Páscoa
Evangelho (Jo 20,19-31) “– A paz esteja convosco. Depois dessas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor.”
"A paz esteja convosco” era a saudação usada, desejando para o outro todo o bem e todos os favores de Deus. Jesus não estava apenas cumprimentando seus discípulos. Ele podia fazer muito mais; podia tranquilizar-lhes o coração,perdoar-lhes a fuga medrosa e a dificuldade em reconhecê-lo vivo.Como se precisasse provar-lhes que era ele mesmo, mostrou as mãos com a marca dos cravose o peito ferido pela lança. “Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor”.Alegria, felicidade, entusiasmo, paz e esperança deve encher-nos o coração. Jesus vive, venceu todas as mortes, e está entre nós, sempre e para tudo. Não vivemos do passado, não temos medo do presente, construímos e não só esperamos o futuro. Já podemos viver a vida nova, à espera da definitiva.
Oração
Senhor Jesus, passastes por todas as nossas experiencia, também a morte, angustiante ou feliz. Esperamos experimentar por vós e como vós viver a experiência da vitória sobre a morte, da vida plena e definitiva. Cremos em vós; sois Deus e sois nosso irmão. E por isso vivemos na esperança, não apenas no desejo, mas na expectativa de vossa vinda e de nossas chegada à casa do Pai, onde tudo será novo, belo e feliz. Ajudai-nos, Senhor, a viver na fidelidade ao vosso amor. Não permitais que nos desviemos do caminho. Não queremos caminhar sozinhos, por isso pedimos que nos transformeis, para podemos ser para todos sinal de esperança e de salvação deste mundo tão marcado pela tristeza do pecado. Amém.

sábado, 11 de abril de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Cinzas do Perdão”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Deixai-vos reconciliar
 
Paulo, em sua segunda epístola aos Coríntios, toma o lugar de Deus, falando em seu Nome,chamando à Reconciliação: “Em nome de Cristo, nós vos suplicamos: Deixai-vos reconciliar com Deus” (2C6,20). Por que essa insistência? Porque Cristo é a reconciliação. Veio ao mundo para salvar, isto é, reconciliar todos com o Pai. Por isso, o tempo da Quaresma é o “momento favorável, é o dia da salvação” (id 6,1). É sempre o agora de Deus. Ele nos busca como o pastor procura a ovelha perdida. Não descansa enquanto não nos vê repousando em Cristo. Na Páscoa celebramos essa salvação. Para que esse momento fosse de fato marcante e eficiente, a Igreja organizou os tempos litúrgicos que realizam essa verdade. Infelizmente perdemos esse ritmo. Não é um rito só exterior. Mas realizado em nosso coração como lemos no evangelho: “entra no teu quarto”, isto é, assume conscientemente, não dependendo de estímulos externos. É o coração que tem que comandar. Tudo deve nos levar a caminhar com o mesmo amor com que Cristo caminhou para nos salvar (1Jo 2,6). As cinzas nos lembram a fragilidade, mas também a ressurreição do pó. Somos fracos. Por isso pedimos perdão: “Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia. Eu reconheço toda minha iniquidade e meu pecado está sempre à minha frente... Criai em mim um coração que seja puro, dai-me de novo um espírito decidido... dai-me de novo a alegria de ser salvo”(Sl 50). É tempo do perdão e do caminho novo. A temática é batismal. É pelo batismo que realizamos essa passagem e a conservamos sempre renovada. 
O Pai que vê o oculto 
É certo que devemos dar testemunho de nossas boas obras, mas Jesus diz que a prática da justiça, da santidade, não é para desfilar, mas para que o Pai veja e saiba que tudo tem fundamento em nosso coração. Não é algo simplesmente humano, mas se refere a Deus que, através de nós, faz o bem. Não fazemos para aparecer. Nada do que fazemos em nossa vida é oculto a Deus. Por isso, Jesus recomenda que entremos em nosso quarto, isto é, em nosso interior. Se realizarmos nossa oração, nossa esmola e nosso jejum para que os outros vejam, já temos nossa recompensa. Se os realizarmos de modo sincero e discreto, Deus verá e dará a recompensa, pois realizamos para Ele. Na Quaresma somos chamados a realizar nossos compromissos com Deus na comunidade de modo silencioso e discreto, não desfilando. A recompensa será, que essas ações sejam feitas em Deus. E assim terão seu pleno resultado. Estaremos realizando o Mistério Pascal de Cristo em nosso cotidiano. Esse mistério não está distante de nós, mas se realiza nas pequenas coisas. Ele também é silencioso, e se manifesta aos que o acolhem com simplicidade. Cada pequeno ato de amor é uma realização da redenção em sua totalidade.
Perdoa, Senhor! 
O profeta Joel dá uma tônica muito forte de busca do perdão pelos pecados cometidos. Não podemos perder a dimensão de pedido de perdão que o tempo da Quaresma nos estimula a fazer. Se Jesus oferece sempre a graça, é porque temos sempre necessidade de conversão e busca do perdão. O próprio salmo 50 nos leva a esse pedido. O pecado não é inerente ao homem. Ele é o resultado da falta de busca de Deus e de uma vida coerente com os irmãos. Certo que pecamos sempre. Sempre saibamos reconhecer nossas culpas e pedir que o Senhor nos perdoe. É tempo de estimular o sacramento da penitência. Não como um alívio de pecados, mas de busca da graça santificadora. Tudo, desde o início da Quaresma, nos dá uma direção segura: a Páscoa da Ressurreição.
ARTIGO PUBLICADO EM FEVEREIRO DE 2020

EVANGELHO DO DIA 11 DE ABRIL

Evangelho segundo São Marcos 16,9-15
Jesus ressuscitou na manhã do primeiro dia da semana e apareceu em primeiro lugar a Maria Madalena, da qual tinha expulsado sete demónios. Ela foi anunciar aos que tinham andado com Ele e estavam mergulhados em tristeza e pranto. Eles, porém, ouvindo dizer que Jesus estava vivo e fora visto por ela, não acreditaram. Depois disto, manifestou-Se com aspeto diferente a dois deles que iam a caminho do campo. E eles correram a anunciar aos outros, mas também não lhes deram crédito. Mais tarde apareceu aos Onze, quando eles estavam sentados à mesa, e censurou-os pela sua incredulidade e dureza de coração, porque não acreditaram naqueles que O tinham visto ressuscitado. E disse-lhes: «Ide por todo o mundo e proclamai o Evangelho a toda a criatura». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Livro das Horas do Sinai (século IX) 
Cânone em honra da cruz e da ressurreição 
Graças à ressurreição de Cristo, é inaugurado para todos um Espírito de vida A arrogância da morte foi reprimida, Adão foi libertado e foi inaugurado para todos os seres um Espírito de vida graças à ressurreição de Cristo, que traz consigo uma luz sem fim; e todos os fiéis cantavam com amor: «Deus dos nossos pais e nosso Deus, bendito sejas, Tu, que estás acima de todo o louvor». Os túmulos abriram-se, ó Salvador, com o teu despertar, e as almas dos justos celebraram com alegria, ó Cristo, a tua ressurreição; pois Tu és o Senhor que, tendo morrido na tua essência humana, pela tua natureza divina, ó Todo-Poderoso, fizeste perecer o Hades e libertaste os mortais. Anunciamos as tuas duas naturezas, ó Cristo, pois és Deus e homem, e com devoção Te cantamos: «Deus dos nossos pais e nosso Deus, bendito sejas, Tu, que estás acima de todo o louvor». «Montanha santa»: é assim que te reconhecemos, ó Virgem, pois de ti foi talhada, sem mão humana, a Pedra, Cristo, que, vindo à nossa carne, encheu o mundo do conhecimento de Deus; a Ele adoramos, proclamando: «Deus dos nossos pais e nosso Deus, bendito sejas, Tu, que estás acima de todo o louvor». Bendizei o Criador, Deus Pai; celebrai o Verbo, que desceu até vós para transformar o fogo em orvalho; exaltai acima de tudo Aquele que a todos dá vida, o Espírito Santo, pelos séculos dos séculos.

Santo Isaac de Monteluco, Mônaco Festa: 11 de abril

(†)Cerca de 550
 
Omonge siríaco Isaac, que escapou das perseguições monofisitas, desembarcou em Spoleto na primeira metade do século VI, onde sua fama imediatamente ficou conhecida por um evento prodigioso: o espírito maligno que atormentou o guardião da igreja que o expulsou foi expulso pelo próprio Isaaque, evento que lhe rendeu ofertas para um mosteiro, que ele recusou. Ele se retirou para Monteluco, levou uma vida eremita e fundou, por volta de 528, um mosteiro inspirado nos louros palestinos, que após sua morte adotaria a Regra Beneditina. Famoso por sua santidade, abstinência e dons proféticos, Isaac morreu por volta de 550 e suas relíquias são guardadas em Spoleto. 63 sermões são atribuídos a ele, talvez confundidos com os de Isaac de Antioquia. 
Martirológio Romano: Em Spoleto, na Úmbria, São Isaac, monge de origem síria e fundador do mosteiro de Monteluco, cujas virtudes são lembradas pelo Papa São Gregório Magno.
As poucas informações que nos restam sobre a vida e a atividade de São Isaac nos são fornecidas pelos Diálogos de São Gregório Magno, que declara ter aprendido o que relata, pela voz viva do abade Eleutherius: "Multa autem de modem viro, narrante venerabili patre Eleutherio, agnovi"("Mas aprendi muitas coisas sobre esse homem moderno através da narração do venerável padre Eleutério."), que mantinha uma relação familiar com o santo e sempre adaptou sua vida aos seus ensinamentos.

Beata Sancha de Portugal, Princesa, monja - 11 de abril

A princesa Sancha, ou Sancha Sanches, era filha de D.Sancho I de Portugal e de sua esposa, a rainha Dulce de Barcelona. Seus avós paternos foram Mafalda de Saboia, filha do Conde Amadeu III, e Afonso I Henriques, primeiro rei de Portugal. Era também irmã das Beatas Teresa, rainha de Castela e Leão (festejada em 2 de maio) e Mafalda, abadessa de Arouca (festejada em 17 de junho). Sancha nasceu em Coimbra em 1180. Foi educada, como suas irmãs, na piedade e austeridade dos bons tempos. Quando seu pai D. Sancho I faleceu, ela devia receber, segundo as disposições testamentárias, o castelo de Alenquer e dispor de todos os recursos que deste dependiam, podendo mesmo utilizar o título de rainha. Esta disposição de D. Sancho I foi causa de lutas entre Sancha e seu irmão Afonso II, que tinha sucedido a se pai no trono de Portugal, o qual desejava centralizar em si todo o poder. Para evitar que o patrimônio deixasse de pertencer à coroa portuguesa na sequência de um futuro casamento de sua irmã, o que criaria um problema para a soberania de Portugal, revogou o testamento, despojando Sancha e suas irmãs dos bens nele dispostos. Sancha, que não tinha qualquer ideia de se casar, porque desejava consagra-se unicamente a Deus, acabou por deixar a seu irmão o total domínio da herança que recebera de seu pai.

Estanislau de Cracóvia Bispo, Mártir, Santo 1030-1079

Estanislau foi martirizado por um amigo, por não tê-lo apoiado contra os preceitos católicos, mesmo na condição de rei. Tão disciplinado era o bispo que exigia essa mesma disciplina de seu rebanho, que nem o cargo soberano do infractor o fez calar-se, pagando por isso com a própria vida. Estanislau era polaco, nasceu na Cracóvia, em Szczepanowa, no ano 1030. Seus pais eram pobres, mas encontraram nos monges beneditinos uma forma de dar educação moral e espiritual ao filho. Assim, quando terminou os estudos básicos, Estanislau conseguiu seguir e concluir o ensino superior na Bélgica, na célebre Escola de Liège. Voltando à sua terra natal, sua actuação como sacerdote ficou marcada e registrada pelo zelo pastoral e pelas benéficas iniciativas realizadas com caridade e inteligência. A consequência natural foi sua designação para o posto de bispo de Cracóvia pelo papa Alexandre II. Decisão que contou com o apoio não só do clero, como também de toda a população, inclusive do próprio rei Boleslau II. O rei admirava Estanislau e, nos primeiros anos, apoiou-o no trabalho incansável de evangelização em toda a região, assim como na formação do clero local, o qual preparou para substituir os monges beneditinos na administração da Igreja polonesa.

Gema Galgani Religiosa passionista, Mística, Santa (1878-1903)

Virgem passionista, estigmatizada. 
Foi canonizada por Pio XII 
em 2 de Maio de 1940.
De uma pureza angelical e enorme devoção a Nossa Senhora, essa jovem participou, de modo místico, de praticamente todos os atos da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Santa Gema Galgani, que faleceu no início do século XX, aos 25 anos, foi favorecida por toda sorte de carismas, como os estigmas da Paixão, a coroa de espinhos, a flagelação e o suor de sangue. Teve freqüentes êxtases, espírito de profecia, discernimento dos espíritos e visões de Nosso Senhor, de sua Mãe Santíssima, de São Gabriel e da Virgem Dolorosa, e uma incrível familiaridade com o Anjo da Guarda. Foi constantemente atacada pelo demônio, que lhe aparecia em forma humana ou de animais. Enfim, teve o matrimônio místico com Nosso Senhor Jesus Cristo e morreu como vítima expiatória pelos pecados do mundo. “Toda a vida de Gema foi em síntese uma vida de união com Deus, de sofrimento com Jesus Cristo e de zelo ardente pela salvação das almas. No trabalho e no estudo, à mesa e nas conversas, no passeio e até no sono, Deus não se afasta um ponto de sua mente”.

Sinforiano Ducki Religioso capuchinho, Mártir, Beato (1888-1942)

Religioso capuchinho polaco, 
vítima da barbárie nazista. 
Morto no campo de concentração de Auschwitz.
Beato Sinforiano Ducki nasceu no dia 10 de Maio de 1888 em Varsóvia. Os seus pais chamavam-se Julião Ducki e Mariana Lenardt. No baptismo, celebrado no dia 27 de maio, recebeu o nome Félix (Feliks). Quando criança frequentou a escola elementar na sua cidade natal. Em 1918, quando os Capuchinhos regressaram ao seu Convento, donde foram expulsos durante a perseguição Czarista de 1864, Félix apresentou-se como um aspirante à vida da Ordem Capuchinha, juntando-se a eles. No dia 9 de maio de 1920, depois de dois anos de prova, entrou no noviciado em Nowe Miasto, com o nome de Sinforiano. Terminado o ano do noviciado, dedicou-se ao serviço dos irmãos nos Conventos de Varsóvia, de 27 de maio de 1924 até à sua profissão solene que ocorreu no dia 22 de maio de 1925. Em Varsóvia, exerceu o ofício de irmão esmoleiro empenhando-se, sobretudo, em recolher donativos para a construção do Seminário Menor de São Fidelis. De carácter sociável, simples, cortês e amistoso, conquistava com facilidade a amizade das pessoas e conseguia novos amigos para a Ordem. Não obstante a sua vida muito activa entre as pessoas, não perdeu o espírito de oração devota e fervorosa. Era conhecido e estimado pelos habitantes da capital.

Elena Guerra Apóstola do Espírito Santo, Fundadora, Beata 1835-1914

Elena Guerra nasceu em Lucca (Itália), no dia 23 de Junho de 1835. Viveu e cresceu em um clima familiar profundamente religioso. Durante uma longa enfermidade, se dedica à meditação da Palavra de Deus e ao estudo dos Padres da Igreja, o que determina a sua orientação da vida interior e do seu apostolado; primeiro na Associação das Amigas Espirituais, idealizada por ela mesma para promover entre as jovens a amizade em seu sentido cristão, e depois nas Filhas de Maria. Em Abril de 1870, Elena participa de uma peregrinação pascal Roma juntamente com seu pai, António. Entre outros momentos marcantes, a visita às Catacumbas dos Mártires confirmam nela o desejo pela vida consagrada. Em 24 de Abril, assiste na Basílica de São Pedro à terceira sessão conciliar do Vaticano I, na qual vinha aprovada a Constituição “Dei Filius” sobre a Fé. A visita ao Papa Pio IX comove-a de tal maneira que depois de algumas semanas, já em Lucca, no dia 23 de Junho, faz a oferta de toda a sua vida pelo Papa. No ano de 1871, depois de uma grande noite escura, seguida de graças místicas particulares, Elena com um grupo de Amigas Espirituais e Filhas de Maria, dá início a uma nova experiência de vida religiosa comunitária, que em 1882 culminará na fundação da Congregação das Irmãs de Santa Zita, dedicada a educação cultural e religiosa da juventude.

Nossa Senhora dos Prazeres ou das Alegrias

Devoção mariana toda voltada à alegria da Virgem maria na ressurreição de Jesus A cada ano, celebramos, a festa de «Nossa Senhora dos Prazeres ou das Alegrias», culto mariano antiquíssimo na história da Igreja, em particular em Portugal e no Brasil. Uma devoção iniciada em Portugal no séc. XV teve sua popularidade com a liturgização no séc. XVI em três cidades lusitana: Lisboa (1566), Braga (1598) e Évora (1607). Tais cidades, a começar por Braga e Lisboa no séc. XVI, criaram liturgias próprias seguidas por Évora no séc. XVII. A tradição portuguesa estabeleceu que a festa de NSP seria celebrada na 2ª – feira da Pasquela, isto é, depois do Domingo in Albis, o atual 2º Domingo da Páscoa. O tema central desta devoção é a «Alegria de Maria na ressurreição de seu Filho» segundo a tradição portuguesa. Toda a fundamentação litúrgica portuguesa se fundamenta nas Escrituras e na Patrística sobre esta pia devoção. A história desta devoção mariana foi motivo de Tese doutoral [1] ao qual encontramos surpresas históricas, teológicas e litúrgicas e totalmente desconhecidas em Portugal e no Brasil. Mas a pia devoção às alegrias pascais de Maria também eram celebradas na Espanha em 1536, França em 1652 e na Itália com títulos diferentes. Na Espanha e França na cidade de Valencia a festa se chamava «Festa da Primeira Aparição de Cristo ressuscitado á Virgem»; na Itália, que possui a tradição espanhola muitas localidades no sul do país dedicam procissões com variados títulos. Nesta procissão a imagem do Cristo ressuscitados se encontra coma Virgem dolorosa, dai as vestes de dor de Maria se mudam em vestes de alegria.

ORAÇÕES - 11 DE ABRIL

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
11– Sábado – Santos: Estanislau, Gema Galgani, Isaac
Evangelho (Mc 16,9-15) “Quando ouviram que ele estava vivo e fora visto por ela, não quiseram acreditar.”
Os discípulos não acreditaram no testemunho de uma mulher. Nem acreditaram no que diziam os dois que voltaram de Emaús. Mas, podiam acreditar no que diziam? Seria prudente? Ao mesmo tempo que ouviam o testemunho dos três, deviam ouvir e dar atenção ao que o Espírito lhes dizia no coração, convidando-os a acreditar. É o mesmo Espírito que nos leva a crer no testemunho dos irmãos.
Oração
Senhor meu Deus, meus irmãos falam-me de Jesus, de sua morte e ressurreição, e ensinam-me seu jeito de viver. Iluminai-me com o dom da fé, para ouvir e compreender o que me dizeis através deles. E aumentai os laços de caridade e de confiança que nos unem, de modo que, tendo uma só alma e um só coração, possamos mostrar a todos como é bom estar entre os discípulos dele. Amém.