quarta-feira, 26 de agosto de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - Pensando santidade

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Santidade, coisa de humanos
 
A temática da santidade é muito vasta e diversificada. O grande risco é não chegarmos a uma espiritualidade com veias humanas. Espiritualidade é a manifestação da santidade de Deus em nós, nas condições humanas. Os santos, depois de colocados no altar, são magníficos. Não eram assim no cotidiano. Eram humanos. E em condições humanas. Se não é humano, não é santo. Se formos ver os santos que estão em nossos altares, sabemos que foram pessoas extraordinárias. Mas nos esquecemos de seu ser humano. Eram pessoas normais. Tinham defeitos, até mais que nós. O provérbio sobre os santos é interessante: “Viver com um santo no Céu é uma glória. Viver com um santo na terra é outra história”. Todos nós somos humanos. O que têm de especial? Buscam viver a vida cristã, trabalhando para vencer o que é mau, dedicando-se a Deus numa condição concreta. Eles têm pecados, mas tem a conversão e a busca constante de Deus. Com o tempo, depois de suas mortes, esses defeitos vão desaparecendo e fica só a ação de Deus em suas vidas. Esses santos dos quais falamos maravilhas não foram seres fora da realidade. Cada um tem sua maneira de ser. Têm até defeitos e jeitos que atrapalham. Por isso temos que correr de certas espiritualidades que anulam o ser humano. Quanto mais humanos, mais aptos para viver a graça de Deus, que foi feita para humanos. Por isso temos que ter olhos espirituais para ver Deus agindo nessas pessoas. 
O espiritual à altura do coração 
Não é fácil ser santo. Por outro lado, é muito fácil ser santo. Quem é santo? Você! Ela! Ele! Nós! Isso porque vivemos a graça de Deus em nossa condição. Viver a graça é ter a capacidade de amar que provém de Deus. Amar é nosso querer bem. A primeira exigência é ser humano, pois os nossos santos vivem no meio de nós. Gente de nossa gente. Quem é o santo? Olhemos para o povo que vive essa situação dolorosa da vida com simplicidade, lutas e empenho. Imaginemos uma mãe de família na batalha pelo pão de cada dia. Normalmente o marido já sumiu. Ou pai que vê, com o coração apertado, a situação exigente. Sobre o pobre não dá para fazer poesia, é rosário de dores. Mas há no coração uma alegria. Pior é pensar que o santo é o que está protegido num convento, que vive em orações, palavras e vestes bonitas. Certo que também eles. Mas vamos buscar o homem e a mulher que são como Jesus. Jesus não foi aceito porque era humano demais. Temos belas imagens de Jesus. Mas o homem de Nazaré era humano. Por isso, a espiritualidade tem que estar à altura do coração, isto é, coisa de gente. Na história temos santo para todo gosto. O que Jesus apresenta é a espiritualidade que vivia: as bem-aventuranças. Aqueles que parecem extravagantes foram feitos assim pela fantasia popular. 
Espiritualidade das mãos. 
O santo nos compromete a viver o que ele viveu buscando Jesus e os irmãos. Não encontramos santos que tenham sido distantes do povo. Mesmo que fossem de classe alta, eles sabiam buscar os pobres. Sem pobre ninguém fica santo. Santidade buscada com as mãos estendidas aos irmãos. Devemos ter o cuidado com os pobres, mas também ter um coração pobre, aberto às necessidades de todos. Jesus sintetiza essa verdade nas palavras da última Ceia: “Estou entre vós, como aquele que serve” (Lc 22,27). Mais que dar coisas, dar-se como serviço aos que necessitam. Esse serviço envolve toda a vida da sociedade. Se fizer bem às pessoas, é vida espiritual. Não há carimbo nem etiqueta.
ARTIGO PUBLICADO EM NOVEMBRO DE 2021

EVANGELHO DO DIA 26 DE AGOSTO

Evangelho segundo São Mateus 23,27-32. 
Naquele tempo, disse Jesus: «Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, porque sois semelhantes a sepulcros caiados: por fora parecem belos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e de toda a podridão. Assim sois vós também: por fora pareceis justos aos olhos dos homens, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e maldade. Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, porque edificais os sepulcros dos profetas e ornamentais os túmulos dos justos; e dizeis: "Se tivéssemos vivido no tempo dos nossos pais, não teríamos sido cúmplices na morte dos profetas". Assim dais testemunho contra vós mesmos, confessando que sois os filhos daqueles que mataram os profetas. Completai, então, a obra dos vossos pais». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Bernardo
(1091-1153) 
Monge cisterciense, 
doutor da Igreja
2.º sermão para o 1.º dia da Quaresma,
5; PL 183, 172-174 
«Criai em mim, ó Deus, 
um coração puro» (Sl 51,12)
«Rasgai o vosso coração e não os vossos vestidos», diz o profeta (Jl 2,13). 
Aquele que tiver uma vontade particularmente submissa à teimosia rasgue o seu coração com a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus. Rasgue-o e reduza-o a pó, porque só podemos converter-nos ao Senhor de coração partido. Escuta um homem que Deus considerou ser de acordo com o seu coração: «O meu coração está firme, ó Deus, o meu coração está firme» (Sl 57,8): firme para a adversidade, firme para a prosperidade, pronto para as coisas humildes, pronto para aquelas que são elevadas, pronto para o que ordenares. «O meu coração está firme, ó Deus, o meu coração está firme». E dizia ainda o rei David, a propósito dos pecadores : «O seu coração tornou-se insensível, mas eu deleito-me na tua lei» (Sl 119,70). A dureza de coração e a obstinação do espírito provêm de meditarmos na nossa própria vontade em vez de meditarmos na lei de Deus.

Beata Verônica Antal, Terciária Franciscana, mártir -Festa: 26 de agosto

(*)Nisiporeşti, Roménia, 7 de dezembro de 1935
(+)Hălăuceşti, Roménia, 24 de agosto de 1958 
Verônica Antal nasceu na aldeia de Nisiporeşti em 7 de dezembro de 1935, filha de camponeses. Foi criada na fé por sua avó, Zarafina. Ela desejava se tornar freira entre as Irmãs Missionárias Franciscanas de Assis, mas o regime comunista, que chegou ao poder em 1948, suprimiu todos os institutos religiosos. Aos quinze anos, tornou-se terciária franciscana e também ingressou na Milícia da Imaculada. Nesse mesmo período, fez um voto de castidade em segredo. Na noite de 24 de agosto de 1958, ela retornava da paróquia de Hălăuceşti, que frequentava e onde participara da celebração da Crisma.

Beatos Luiz Beltrami Quattrocchi e Maria Corsini Beltrami Quattrocchi

Na história da Igreja foi um acontecimento inédito. Um casal do século XX declarado beato, os filhos presentes na cerimônia de beatificação dos pais, dois deles sacerdotes concelebravam com João Paulo II, tudo isso na mesma Igreja onde cem anos atrás os pais deram-se um ao outro em matrimônio. Estamos falando de Luigi e Maria Beltrame Quattrocchi, declarados beatos por João Paulo II no dia 21 de outubro de 2001. A vida desse casal é um sinal vivo do que afirma o Concílio Vaticano II sobre a vocação de todos os fiéis leigos à santidade, especificando que os cônjuges devem procurar esse objetivo seguindo o seu próprio caminho. Para eles a fidelidade ao Evangelho e a heroicidade das virtudes foram relevadas a partir da sua existência como cônjuges e como pais.

26 de agosto - Beato Zeferino Namuncurá

“É a primeira vez que se faz uma beatificação em uma grande cidade, mas sobre um povo pequeno, porém grandíssimo por esta multidão de amigos de Zeferino, significa recordar e valorizar profundamente as antigas tradições do povo mapuche, audaz e indômito. Ao mesmo tempo, ele nos ajuda a descobrir a fecundidade do Evangelho, que nunca destrói os valores autênticos que existem em uma cultura, mas os assume, purifica e aperfeiçoa. A própria vida do novo beato é como uma parábola desta profunda dívida; Zeferino jamais esqueceu que eram mapuche, com efeito, seu ideal supremo era ser útil a seu povo.” 
Cardeal Tarcisio Bertone – Homilia de Beatificação – 
11 de novembro de 2007 

26 de agosto - São Liberato, São Bonifácio e Companheiros

Santo Agostinho fundou diversos mosteiros no norte da África, onde numerosos seguidores dos ideais agostinianos da comunidade de vida monástica viveram. Após 34 anos da morte do Bispo de Hipona, a vida dos seguidores de Agostinho mudaria bruscamente: as invasões na África romana - em primeiro lugar dos vândalos e depois dos árabes - destruíram as fundações monásticas agostinianas. Em 484, no reinado de Hunerico, o rei vândalo, publicou um edito ordenando a dissolução de todos os mosteiros católicos na região sob seu domínio e que os monges e monjas fossem entregues aos mouros. Os sete membros do mosteiro de Gafsa, na Tunísia, foram capturados, levados a força para Cartago por causa da recusa em renunciar sua fé. Juntos responderam: “Um só Senhor, uma só fé, um só batismo. Guardai o que prometeis. Haveis de perecer com vossas riquezas. Quanto a nós, ninguém poderá apagar de nossas frontes o sinal que o Criador, no batismo, dignou-se gravar como propriedade da Santíssima Trindade”. Eram eles: o diácono Bonifácio, o subdiácono Servo, o subdiácono Rústico, o abade Liberato, e os monges Rogato, Sétimo e Máximo. Eram sete como os irmãos Macabeus.

Santo Alexandre de Bergamo Mártir Festa: 26 de agosto século IV

Entre os séculos III e IV, Alexandre pertencia ao comando da Legião de Tebas. Transferido para o Ocidente, recebeu ordens de rastrear e entregar os cristãos. Mas, visto que ele também era um convertido, não aceitou e desertou. Foi preso e martirizado em Bergamo, de onde hoje é Padroeiro.
Padroeiro de Bergamo, viveu entre os séculos III e IV. Após servir como comandante de um século da Legião Tebana, destacada principalmente no Oriente, foi transferido para o Ocidente. Recebeu ordens para procurar cristãos que estavam sendo perseguidos.

São Maximiliano de Roma Mártir-Festa: 26 de agosto

Não há notícias hagiográficas sobre São Maximiliano, mártir romano do século I. Sabe-se apenas que os peregrinos, desde o século VII, o veneravam no cemitério de Bassila, ao longo da Via Salaria antiga. Segundo algumas fontes, a sepultura encontrava-se dentro da pequena basílica de Santo Hermes. 
Roma, período não especificado (séculos I-III) 
O primeiro registro dele encontra-se no Martirológio de São Jerônimo, que o comemora em 26 de agosto. Peregrinos do século VII veneravam seu túmulo no cemitério de Bassilla, na antiga Via Salaria, e o autor da Notitia Ecclesiarum atesta que ele se localizava na pequena basílica dedicada a São Hermes. Infelizmente, hoje não se conhece nem seu túmulo nem qualquer outra informação sobre seu martírio, pois nenhum memorial hagiográfico foi dedicado a ele. 
Etimologia: Do latim Maximilianus, derivado de Maximus, 'o maior'. 
Emblema: Palma do martírio, espada, vestes romanas.
Martirológio Romano: Em Roma, na antiga Via Salária, no cemitério de Basileia, São Maximiliano, mártir.

Santa Joana Isabel Bichier des Ages - 26 de agosto

Santo André Humberto Fournet nasceu em Saint Pierre de Maillé, no Poitou, França, no ano 1752. Santa Joana Isabel Bichier des Ages, sua compatriota, nasceu no castelo de Ages, em 5 de julho de 1773. Estas datas são de importância, pois se ambos não tivessem enfrentado os perigos da Revolução Francesa, suas vidas teriam sido totalmente diferentes. Ele teria sido um bom sacerdote, mas que logo seria esquecido por não ter deixado um traço marcante; ela seria uma esposa fiel ou uma boa religiosa, mas seus méritos não ultrapassariam os limites do seu povoado ou os muros de um claustro. Eles, todavia, se tornaram conhecidos por uma obra esplêndida.     

Beata Maria de los Angeles Ginard Martì Virgem e Mártir-Festa: 26 de agosto

(*)Lluchmayor, Maiorca, Ilhas Baleares, 3 de abril de 1894
(+)Dehesa de la Villa, Madrid, 26 de agosto de 1936 
Irmã Maria de los Angeles, nascida Angela Ginard Martí, freira professa da Congregação das Irmãs Zelosas pela Adoração Eucarística, nasceu em 3 de abril de 1894, na cidade de Lluchmayor, Diocese de Maiorca, Espanha. Foi morta em Dehesa de la Villa, um subúrbio de Madri, Espanha, em 1936, vítima de perseguição religiosa durante a Guerra Civil Espanhola. Seu martírio foi reconhecido "in odium fidei" em 19 de abril de 2004, e ela foi beatificada em 29 de outubro de 2005, na Basílica de São Pedro, sob o pontificado de Bento XVI. 
Emblema: Palmeira

Beata Lourença (Leocádia) Harasymiv, Virgem e mártir - 26 de agosto

Em Kharsk, próximo de Tomsk, na região russa da Sibéria, Beata Lourença (Leocádia) Harasymiv, virgem da Congregação das Religiosas de São José, que, durante o regime de opressão perpetrado em sua pátria pelos perseguidores da fé, foi conduzida àquele campo de concentração, onde com sua morte gloriosa uniu à pureza de sua vida a perseverança na fé. 
Leocádia Harasymiv nasceu em Rudnyku, região de Lvov, Ucrânia, no dia 17 de agosto de 1911. Teve uma educação católica e em maio de 1932 ingressou na Congregação das Religiosas de São José. Dois anos depois, emitiu os seus primeiros votos assumindo o nome religioso de Lourença. Dedicava-se aos trabalhos religiosos e sociais próprios de sua família religiosa. Com a chegada do regime comunista, junto com a Beata Olímpia Bidá, substituiu junto aos fiéis a atenção religiosa supressa pelos revolucionários com a prisão dos sacerdotes e o consequente desaparecimento destes nos campos de concentração soviéticos.

Beato João Paulo I (Albino Luciani) Papa-Festa: 28 de setembro (26 de agosto)

(*)Canale d'Agordo, Belluno, 17 de outubro de 1912
(+)Cidade do Vaticano, 28 de setembro de 1978 
(Papa de 03/09/1978 a 28/09/1978) 
Albino Luciani nasceu em Forno di Canale (atual Canale D'Agordo), diocese de Belluno, em 17 de outubro de 1912, filho de Giovanni Luciani e Bortola Tancon. Em 1923, ingressou no Seminário Menor de Feltre e, em 1928, no de Belluno. Em 7 de julho de 1935, foi ordenado sacerdote. Serviu como capelão da paróquia de sua cidade natal e, posteriormente, da paróquia de Agordo. Em 1937, foi nomeado Vice-Reitor do Seminário de Belluno. Em 27 de fevereiro de 1947, graduou-se em teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana. Em 1954, foi nomeado Vigário Geral da diocese de Belluno e, em 15 de dezembro de 1958, Bispo de Vittorio Veneto.

São Zeferino Papa (e mártir)-Festa: 20 de dezembro (26 de agosto)

(†)Roma, 20 de dezembro de 2017
 
(Papa de 199 a 217) 
Nascido em Roma, ele aparece em alguns anais sob o nome de Geferinus. Seu papado começou sob o terror de Septímio Severo, que, um fervoroso defensor da religião politeísta, por razões práticas relacionadas ao domínio das províncias romanas, casou-se com Júlia Domna, de uma antiga casa sacerdotal da antiga cidade síria de Emesa, onde se praticava o culto ao "deus sol". A faísca que incendiou novas e cruéis repressões foi a recusa dos cristãos em participar das celebrações do décimo aniversário do imperador, pro salute impetorum, por serem marcadamente pagãs. Além disso, ele teve que continuar combatendo outras heresias, às quais Hipólito se opunha em seu método de combate, o que mais tarde levaria ao primeiro cisma cristão, o de Hipólito.

Santa Maria de Jesus Crucificado (Mariam Baouardy) Carmelita-Festa: 26 de agosto

Religiosa carmelita. 
Fundou em Belém, na Terra Santa, 
um mosteiro de Carmelitas.Mística. 
(*)Abellin, Palestina, 5 de janeiro de 1846
(+)Belém, 26 de agosto de 1878 
Mariam Baouardy nasceu em Abellin, Palestina, em 5 de janeiro de 1846, filha de pais greco-católicos muito pobres, mas igualmente honestos e piedosos. Órfã aos três anos de idade, ela e seu irmão, Paulo, foram entregues a um tio paterno, que se mudou para Alexandria, Egito, alguns anos depois. Ela não recebeu educação formal e permaneceu analfabeta. Aos treze anos, ansiando por pertencer somente a Deus, recusou veementemente o casamento arranjado por seu tio, de acordo com o costume oriental. Durante vários anos, trabalhou como empregada doméstica em Alexandria, Jerusalém, Beirute e Marselha. Lá, no início da Quaresma de 1865, ingressou na Congregação das Irmãs da Compaixão, mas adoeceu e foi obrigada a sair após dois meses.

Santa Teresa de Jesus Jornet e Virgem Ibars, Fundadora-Festa: 26 de agosto

Religiosa espanhola, co-fundadora 
da Comunidade das 
“Irmãs dos Anciãos Abandonados”. 
(*)Aytona, Espanha, 9 de janeiro de 1843 - (+)Liria, Espanha, 26 de agosto de 1897 Teresa Jornet y Ibars, nascida em Aytona, Catalunha, formou-se professora e dedicou-se à educação nas escolas fundadas por seu tio-avô, o Beato Francisco Palau y Quer. Após abandonar o trabalho, aguardou a manifestação da vontade de Deus. Um encontro fortuito com Dom Pedro Llacera, na cidade de Barbastro, abriu-lhe as portas para integrar uma congregação nascente fundada por Dom Saturnino López Novoa para cuidar dos idosos, pobres e enfermos. Em 11 de outubro de 1872, mudou-se para Barbastro com sua irmã María e uma amiga em comum, Mercedes Calzada y Senán, para se juntar às primeiras aspirantes. O pequeno grupo, do qual Teresa fora nomeada superiora, tomou o hábito religioso em 27 de janeiro de 1873: data da fundação das "Irmãzinhas dos Pobres Abandonados", posteriormente renomeadas "Irmãzinhas dos Idosos Abandonados".

Nossa Senhora de Czestochowa - Monte Claro

Conforme tradição muito antiga, o quadro de Nossa Sra. de Czestochowa (do Monte Claro) é cópia fiel da pintura feita pelo evangelista São Lucas.
Seguidas vezes, são Lucas visitava Virgem Maria, colhendo dela pormenores da infância de Jesus. Foi numa dessas ocasiões que ele, na própria tábua da mesa de cedro que Nossa Senhora usava para seu trabalho e oração, pintou sua imagem.
Diz a lenda que, ao iniciar a pintura do rosto da Virgem Maria, deteve-se pensativo, preocupado em exprimir da melhor forma possível toda beleza da Mãe de Deus. Profundamente recolhido, cochilou e adormeceu por alguns instantes e, acordando, surpreendeu-se ao encontrar o quadro pronto, no qual o rosto de Maria, de celestial beleza, estava pintado.

ORAÇÕES - 26 DE AGOSTO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
26 – Quarta-feira – Santos: Joana Isabel, Zeferino, Isabel Richier
Evangelho (Mt 23,27-32) “Vós sois como sepulcros caiados ... pareceis justos diante dos outros, mas estais cheios de hipocrisia e injustiça.”
Diante de palavras tão duras de Jesus não posso deixar de me examinar. Tenho de me julgar e ver se interiormente correspondo à imagem que os outros têm de mim. Aliás, descobri que eu já seria muito melhor se, pelo menos em parte, fosse o que pensam de mim. Com a ajuda de Deus e dos irmãos quero começar a trabalhar tantas misérias e imperfeições que ainda vejo em mim.
Oração
Senhor Jesus, agradeço esse susto que me dais. Acho que não finjo nem tento enganar, mas de fato vejo que ainda estou longe ser o cristão que tantos veem em mim. Quero melhorar e crescer na vida nova que me ofereceis, preciso chegar à maturidade que esperais de mim, e que os outros imaginam. Dai-me forças para ir avançando dia a dia, sem desanimar. Preciso de vós, Senhor. Amém.

terça-feira, 25 de agosto de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Todos são santos”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Santos no Pai
 
Temos a alegria de “celebrar numa só festa méritos de todos os Santos” (Oração). É uma festa quase como repescagem. Não podemos nos fixar no termo: Como não temos esse santo no calendário, damos essa oportunidade de ninguém ficar fora. A festa vai além de calendário e entra no senso próprio da Igreja Santa. Mais que nos lembrar dos santos, lembra a nós nossa condição de processo de santificação. Lemos no prefácio: “Festejamos, hoje, a cidade do Céu, a Jerusalém do alto, nossa Mãe, onde nossos irmãos, os santos, vos cercam e cantam eternamente o vosso louvor”. Santidade consiste em ser no Pai. Fazemos coisas, mas para sermos no Pai. A Igreja sempre privilegiou os santos. Primeiro os mártires que deram a vida, depois os monges que entregaram a vida na oração e trabalho. São Bento dizia: “Ora et Labora”: reza e trabalha. Depois passamos pelos santos e santas que dedicaram suas vidas a Deus em uma atividade concreta. A grande atividade dos fiéis cristãos é a vida na comunidade Igreja a favor do mundo dos necessitados. Todo santo foi caridoso e se envolveu com a libertação de todos os sofrimentos. Mesmo envolvidos em tantas atividades, tinham seu tempo para Deus. Aqui lembramos as profissões e de modo particular a vida de família. Esses compõem o cortejo que canta em torno do Cordeiro. E cada um foi desenhado o coração do Pai. Não há necessidade do conhecimento intelectual, mas a vivência do amor. Assim Deus marca sua imagem em nós. Não há necessidade de uma vida de Igreja, mas Igreja que é vida
Mãos puras e inocente o coração 
Ninguém tem direito a fechar o Céu a ninguém. João viu 144 mil assinalados... e uma imensa multidão vinda de todas as nações, tribos, povos e língua, e que ninguém podia contar’ (Ap 7,9). Admira-me que nós e outros, temos a mania de criar critérios de quem vai para o Céu. “Todos lavaram e alvejaram suas roupas no sangue do Cordeiro” (Ap 7,14). E os pecados? Deus já os perdoou em Cristo em sua morte. Não podemos fazer uma religião do Inferno, do Pecado, da Desgraça. Lemos em Romanos: “Onde abundou o pecado, superabundou a graça” (Rm 5,20). Paulo é claro: O dom da graça supera infinitamente o pecado. Vivemos séculos sob o tacão do pecado. Não é assim que a Palavra ensina. Deus não tem mais nada para fazer por nós, pois já nos deu tudo em Jesus Cristo. Que falta nos dar? Paulo insiste: “Onde abundou o pecado, superabundou a Graça (Rm 5,20)”. Notamos que, na vida espiritual, damos mais valor ao pecado que à graça. Somos preocupados em vencer certos pecados e não em deixar crescer em nós a graça. Tiramos as folhas secas, mas não fortalecemos a árvore em suas raízes e em seu tronco.
Por sua intercessão 
Pedimos na Eucaristia que a graça de Deus nos santifique para que, da mesa de peregrinos, passemos ao banquete do Reino (Pós-comunhão). Rezamos aos santos porque estão junto do Pai. Que podem por nós? Participam do poder de Deus e o que se refere a eles se refere a Deus. Nessa comunhão estamos em união a todos do Corpo de Cristo, os dos Céus, os da terra e os do Purgatório, isto é, o processo de purificação. Nesse ponto temos dificuldades de explicação, pois conhecemos pouco do Mistério do Corpo Místico de Cristo. Todos estamos Nele e nos acolhemos uns aos outros e nos fortificamos. Mais que celebrar os santos desconhecidos e esquecidos, celebramos uma Igreja Santa e frágil. 
Leituras: Apocalipse 7,2-4.9-14; 
Salmo 23; 
1 João 3,1-3; Mateus 5,1-12ª) 
1. Todo santo foi caridoso e se envolveu com a libertação de todos os sofrimentos. 
2. Deus não tem mais nada para fazer por nós, pois já nos deu tudo em Jesus Cristo. 
3. Mais que celebrar os santos esquecidos, celebramos uma Igreja santa e frágil. 
Meu santo sumiu! 
Eu tinha um santinho que estava sempre comigo. Eu não saia de casa sem El(Ele). Era minha segurança. Já estava com sinais de uso. Era meu santo. Sumiu. Onde foi parar? Não há mais santo? Para que serve o santo se não está aí para me garantir? É uma questão importante em nosso relacionamento com os santos. Eles não são imagens, amuleto, garantia de nossos apertos. Eles são nossos irmãos que estão junto de Deus e rezam por nós. Por que rezam? Para que estejamos unidos a Deus. 
Homilia da Sol. de Todos os Santos (07.11.2021)

EVANGELHO DO DIA 25 DE AGOSTO

Evangelho segundo São Mateus 23,23-26.
 
Naquele tempo, disse Jesus: «Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, porque pagais o dízimo da hortelã, do funcho e do cominho, mas omitis as coisas mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Devíeis praticar estas coisas, sem omitir as outras. Guias cegos! Coais o mosquito e engolis o camelo. Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, porque limpais o exterior do copo e do prato, que por dentro estão cheios de rapina e intemperança. Fariseu cego! Limpa primeiro o interior do copo e do prato, para que também o exterior fique limpo». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Catecismo da Igreja Católica
§§ 1455-1458 
«Limpa primeiro o interior do copo» 
A confissão dos pecados, mesmo de um ponto de vista simplesmente humano, liberta-nos e facilita a nossa reconciliação com os outros. Pela confissão, o homem encara de frente os pecados de que se tornou culpado; assume a sua responsabilidade e, desse modo, abre-se de novo a Deus e à comunhão da Igreja, para tornar possível um futuro diferente. A confissão ao sacerdote constitui uma parte essencial do sacramento da Penitência: «Quando os cristãos se esforçam por confessar todos os pecados de que se lembram, não se pode duvidar de que os apresentam todos ao perdão da misericórdia divina. Os que procedem de modo diverso, e ocultam conscientemente alguns deles, esses não apresentam à bondade divina nada que ela possa perdoar por intermédio do sacerdote. Porque, "se o doente tem vergonha de descobrir a sua ferida ao médico, a medicina não pode curar o que ignora"» (Concílio de Trento; São Jerónimo). Segundo o mandamento da Igreja, todo o fiel que tenha atingido a idade da discrição, está obrigado a confessar fielmente os pecados graves ao menos uma vez ao ano. Sem ser estritamente necessária, a confissão das faltas quotidianas (pecados veniais) é contudo vivamente recomendada pela Igreja. Com efeito, a confissão regular dos nossos pecados veniais ajuda-nos a formar a nossa consciência, a lutar contra as más inclinações, a deixarmo-nos curar por Cristo, a progredir na vida do Espírito. Recebendo com maior frequência, neste sacramento, o dom da misericórdia do Pai, somos levados a ser misericordiosos como Ele (cf Lc 6,36): «Quando começas a detestar o que fizeste, é então que começam as tuas boas obras, porque te acusas das tuas obras más. O princípio das obras boas é a confissão das más. Praticaste a verdade e vens à luz» (Santo Agostinho; cf Jo 12,13).

Santa Maria Troncatti Virgem -Festa: 25 de agosto

(*)Corteno Golgi, Brescia, 16 de fevereiro de 1883
(+)Sucúa, Equador, 25 de agosto de 1969 
Maria Troncatti nasceu em Corteno Golgi em 16 de fevereiro de 1883. Cresceu feliz e trabalhadora em sua grande família, lavrando nos campos, nos pastos da montanha e cuidando de seus irmãos mais novos, na atmosfera calorosa e amorosa de seus pais exemplares. Atenta à catequese paroquial e aos sacramentos, a jovem Maria desenvolveu um profundo senso cristão que a abriu para os valores de uma vocação religiosa. Por obediência ao pai e ao pároco, porém, esperou até os 18 anos para ingressar no Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora, fazendo sua primeira profissão em 1908 em Nizza Monferrato.