quinta-feira, 21 de maio de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - Plenitude da Alegria

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Fiéis no amor
O culto aos mortos faz parte das religiões. Quanto mais primitivas, mais profundo ele é. Por quê? Tenho por mim que é a crença que a vida continua. Faz parte das religiões primitivas. Nas aldeias do interior de um país, cujo nome não me lembro onde, eles crêem que os mortos vivem nas cumeeiras das casas. Essa crença levou a criar os ritos fúnebres. Nós também, ocidentais desenvolvidos e cultos, não temos problemas de levar flores aos defuntos, fazer belos jazigos, erigir estátuas, conservar seus nomes nos logradouros, cidades etc... Os romanos tinham muito respeito pelos túmulos e faziam os “refrigérios” – refeição junto ao túmulo, como se o morto participasse. A Igreja não admitia para os cristãos, mas Santa Mônica tinha hábito de participar. Nós cremos que a vida continua e é a mesma pessoa que existe na dimensão espiritual. Desfeita essa carne, nos é dado um corpo espiritual. S. Mônica pediu que não se preocupassem quanto onde sepultá-la, mas que se lembrassem dela no altar da celebração: “Só peço que vos lembreis de mim, no altar de Deus onde estiverdes” (Confissões, Lib 9,10-11). Continuamos a força do amor que supera a própria morte. Rezamos: “A vida não é tirada, mas transformada. Desfeita nossa habitação terrena, nos é dada nos céus, uma eterna mansão” (Prefácio). O amor aos que se foram permanece com a certeza da comunicação espiritual em Cristo. Não pensamos o mundo futuro com nossas categorias, como se fosse a vida da terra. Não organizamos a vida dos que se foram. A Igreja tem a doutrina do Evangelho sobre a vida eterna. 
Do fundo do poç
Cremos na Ressurreição dos Mortos. Mas não temos acesso ao modo como acontece. Vivemos a vida presente na condição de mortalidade com tudo que essa realidade encerra. A vida humana é muito frágil, apesar de toda a riqueza que possui. A sensação de finitude está sempre presente. Fragilidade não quer dizer inutilidade ou falta de condições. Ser frágil é um caminho aberto ao crescimento e fortalecimento. As consequências do pecado nos assustam. Os salmos retratam a condição humana e as possibilidades que Deus nos oferece: “De fundos abismos clamo a Vós, Senhor! Senhor, ouvi minha oração!”. Mas permanece a confiança: “Ponho em vós minha esperança” (Sl 129). Essa morte que vivemos em nossas dificuldades não é nosso fim. Do fundo do poço podemos laçar os olhos para o alto e ali está Aquele que é nossa luz, proteção, amor de Pai e bondade (Sl 26). Ele é o Pai e somos filhos de fato (1Jo 3,1-2). No fundo desse poço podemos lembrar a meta fundamental da missão de Jesus: “Desci do Céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade Daquele que Me enviou: que Eu não perca nenhum daqueles que Ele Me deu, mas os ressuscite no último dia (Jo 6,38-39). Toda angústia que temos diante da morte deve ser curada com as promessas de Jesus. Isso nos tira do fundo do poço. 
Vida que permanece 
 Na celebração dos mortos não podemos parar em um túmulo frio com ossos secos. 
A Vida permanece.
Deixamos a casca e vamos ao miolo que é a vida que permanece. Dessa vida, passamos à vida eterna, perpétua, sem retorno. Vencendo todo pecado poderemos criar já o novo céu e a nova terra. A graça de Deus é permanente e não se dissolve com nossos pecados, pois ela é de Deus. Cabe a nós continuar acreditando e fazendo a vida cristã. Passado o momento doloroso da separação, continuemos unidos aos que nos precederam marcados com o sinal da fé. Ela, mais que prêmio, é missão.
ARTIGO PUBLICADO EM NOVEMBRO DE 2020

EVANGELHO DO DIA 21 DE MAIO

Evangelho segundo São João 17,20-26. 
Naquele tempo, Jesus ergueu os olhos ao Céu e disse: «Pai santo, não peço somente por eles, mas também por aqueles que vão acreditar em Mim por meio da sua palavra, para que eles sejam todos um, como Tu, Pai, o és em Mim e Eu em Ti, para que também eles sejam um em Nós e o mundo acredite que Tu Me enviaste. Eu dei-lhes a glória que Tu Me deste, para que sejam um, como Nós somos um: Eu neles e Tu em Mim, para que sejam consumados na unidade, e o mundo reconheça que Tu Me enviaste e que os amaste como a Mim. Pai, quero que onde Eu estou, também estejam comigo os que Me deste, para que vejam a minha glória, a glória que Me deste, por Me teres amado antes da criação do mundo. Pai justo, o mundo não Te conheceu, mas Eu conheci-Te, e estes reconheceram que Tu Me enviaste. Dei-lhes a conhecer o teu nome e dá-lo-ei a conhecer, para que o amor com que Me amaste esteja neles, e Eu esteja neles». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santo Agostinho 
(354-430) 
Bispo de Hipona 
(norte de África), 
doutor da Igreja 
Sermão 103 
Sonhai com a unidade! 
Considerai a unidade, meus irmãos, e vede se há alguma coisa na multiplicidade que vos agrade tanto como a unidade. Pela graça de Deus, vejo-vos aqui em grande número; mas seríeis intoleráveis se não estivésseis unidos em espírito. De onde vem esta calma em semelhante multidão? Com ​​unidade, existe um povo; sem ela, há uma turbamulta, que é uma multidão em desordem. Mas ouçamos o Apóstolo: «Peço-vos, irmãos» – dirigia-se a uma multidão, mas a uma multidão na qual queria restabelecer a unidade – «Peço-vos, irmãos, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, que estejais todos de acordo e que não haja divisões entre vós; permanecei unidos num mesmo espírito e num mesmo pensamento» (1Cor 1,10). Noutra passagem, exorta-nos a viver em unidade de corações, com os mesmos pensamentos, nada fazendo por espírito de contenda ou de vaidade (cf Fil 2,2-3). Pois não dizia o Senhor ao Pai, falando dos fiéis: «Para que eles sejam todos um, como Tu, Pai, o és em Mim e Eu em Ti» (Jo 17,21)? E não está escrito nos Atos dos Apóstolos: «A multidão dos que haviam abraçado a fé tinha um só coração e uma só alma» (At 4,32)? Por isso, bendizei o Senhor comigo e glorificai o seu nome, para alcançarmos a unidade; aquela unidade necessária, aquela unidade sublime em que o Pai, o Filho e o Espírito Santo estão intimamente unidos. Bem vedes que tudo nos recomenda a unidade. Sim, o nosso Deus é uma Trindade; o Pai não é o Filho, o Filho não é o Pai, e o Espírito Santo não é nem Pai nem Filho, mas é o Espírito de ambos. Mas não são três deuses nem três omnipotentes, são um só Deus omnipotente, e a Trindade é um só Deus. Esta é a unidade necessária; mas, para a alcançarmos, os nossos corações têm de estar unidos.

21 de maio - Beatos Mártires de Tibhirine

“Estes mártires do nosso tempo foram fiéis anunciadores do Evangelho, humildes construtores de paz e heroicas testemunhas da caridade cristã. O seu corajoso testemunho é fonte de esperança para a comunidade católica argelina e semente de diálogo para toda a sociedade. Que esta beatificação seja para todos nós um estímulo a construir juntos um mundo de fraternidade e de solidariedade. Façamos um aplauso aos novos beatos!" 
Papa Francisco 
Assassinados por ódio à fé, por terem testemunhado o amor de Cristo e terem escolhido permanecer na Argélia entre os habitantes locais, nos anos sombrios do terrorismo.

Santos Cristóvão de Magalhães, sac. e Companheiros, mártires no México

“Não se preocupem, irmãos!
Mais um momento e, depois, o Céu. 
Morro inocente e peço a Deus que 
o meu sangue possa servir para 
a união dos meus irmãos mexicanos” 
(São Cristóvão de Magalhães,
 em seu leito de morte). 
 Os primeiros anos do século XX foram difíceis para a Igreja no México. Em 1917, o presidente do país concordou com a entrada em vigor de uma nova Constituição, inspirada em princípios anticlericais. Os Bispos se opuseram, imediatamente, mas só conseguiram causar uma reação forte e violenta no governo. 

Santa Gisela (Isberga), Princesa e Abadessa - Festa 21 de maio

Filha de Pepino o Breve e de Berta de Laon, irmã de Carlos Magno, Imperador do Sacro Império Romano, Gisela nasceu em 757. O Papa Estevão II era seu padrinho de batismo. Assim, ao escrever a esse Papa, o Rei Pepino chamava-o de “meu caro compadre”, pois ambos eram pais desta criança, um a título espiritual e o outro segundo a carne. O nome primitivo desta Santa era Ghirla em latim, Giselle em francês. Ghirla é a tradução de Estevão, o nome do Papa, seu padrinho. Estevão, em latim Stephanus, vem do nome grego que significa coroa. Pouco tempo antes Pepino tinha recebido de um Papa a coroa da França. Era conveniente que a filha espiritual daquele que se chamava coroa, tivesse um nome que lembrasse esse duplo fato. Assim, Ghirla é a abreviação do nome Ghirlanda, que significa coroa de flores. Após a morte da Santa, o local onde repousava seu corpo foi chamado de Montanha de Ghisla (Montanha de Gisela ou Ghisleberg). Por fim, chegou-se ao nome Isbergue ou Isberga. Após retornar de uma expedição, o Rei Pepino decidiu viver com sua família na região da cidade de Aire-sur-la-Lys, uma planície rodeada de colinas e regada por três rios, o que a tornava muito fecunda.

Hospício de Villefranche Eremita, Santo (+ 1510)

Muito pouco se sabe sobre a vida de Santo Hospício, personalidade que tem ainda muitos devotos na região onde viveu. O pouco que se sabe sobre ele foi contado por São Gregório de Tours, em sua obra “História dos Francos” Segundo Gregório, Hospício vivia recolhido numa velha torre, próxima de Villefranche, nos arredores da cidade de Nice, numa pequena península. Nesse local, ele se entregava aos exercícios da mais rigorosa penitência. Os registros da “História dos Francos” contam que ele mantinha o corpo preso por grilhões de ferro, usando um tecido de cilício sobre eles, comendo apenas pão seco e algumas tâmaras e bebendo água. Em dias feriais da Quaresma, Santo Hospício se alimentava com as mesmas ervas utilizadas pelos eremitas do Egipto, dizendo que Deus lhe recompensava o zelo com o dom dos milagres e o espírito da profecia.

Catarina de Cardona Eremita, Beata (1519-1577)

Não longe da pequenina cidade de Roda, em Espanha, havia, nos princípios do século XVI, um convento dos padres de Nossa Senhora das Mercês, religiosos heróicos cuja vida se consumia em aliviar e resgatar os cristãos prisioneiros dos infiéis. Aos Domingos, afluía à Igreja do mosteiro grande número de habitantes das aldeias vizinhas, os quais aí notavam um eremita cujo recolhimento e fervor edificavam a todos. Entretanto ninguém o conhecia, ninguém sabia o lugar da sua morada. Esta misteriosa personagem despertou e excitou a curiosidade. Puseram-se portanto, a espiar seus passos ao sair da igreja. Em breve, porém, percebeu ele do que se tratava, e fazia por se demorar muito tempo na igreja, até cansar a paciência dos curiosos

Eugénio de Mazenod Bispo, Fundador, Santo 1782-1861

Carlos José Eugénio de Mazenod, esse era seu nome de batismo. Ele nasceu na bela cidade Aix-en-Provance, sul da França, em dia 1o de agosto de 1782. Seu pai era um nobre e presidia a Corte dos Condes da Provença. Sua mãe pertencia a uma família burguesa muito rica. Teve duas irmãs: Antonieta e Elisabete, que morreu aos cinco anos de idade. Sua infância foi tranquila até 1790, quando a família teve de fugir da Revolução Francesa, deixando todos os bens e indo para a Itália, onde permaneceram durante onze anos, vivendo de cidade em cidade. Nesse período, seus pais também se separam. A mãe deixou Eugênio com o pai na Itália e foi para a França, tentar reaver os bens confiscados. Tudo isso influenciou a personalidade do menino, de maneira tanto positiva como negativa, cujo reflexo foi uma séria crise de identidade na adolescência.

Manuel Gonzáles e Adílio Daronch Mártires, Bem-aventurados 1877-1924/1908-1924

O primeiro sacerdote
 e o segundo acólito. 
Martirizados em ódio à fé, no Brasil.
Padre Manuel Gomes Gonzalez nasceu em 29 de maio de 1877, em São José de Riberteme, Província de Fontevedra ― Espanha. Foi ordenado sacerdote em 24 de maio de 1902 em Tuy. Em 1913, com grande espírito missionário e abertura de coração veio ao Brasil. Foi nomeado pároco da Igreja Nossa Senhora da Luz, em Nonoai, no Rio Grande do Sul. A 23 de janeiro de 1914, recebia a paróquia de Nossa Senhora da Soledade. Em 7 de dezembro de 1915, o bispo de Santa Maria - RS, Dom Miguel de Lima Valverde, nomeou Padre Manuel primeiro pároco da igreja Nossa Senhora da Luz, em Nonoai. Iniciando assim seu trabalho pastoral: organizou o Apostolado da Oração, a Catequese paroquial, o combate ao analfabetismo.

ORAÇÕES - 21 DE MAIO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
21 – Quinta-feira – Santos: Cristóforo, Sinésio
Evangelho (Jo 17,20-26) “Pai, quero que aqueles que me deste estejam comigo onde eu estiver, para que eles contemplem a minha glória...”
Somos de Jesus, porque o Pai nos deu a ele. E somos muito importantes para Jesus, que nos quer sempre em sua companhia, participando de sua própria felicidade. Por enquanto, durante esta vida, é só pela fé, sem ver claramente, que podemos estar com Jesus e participar de sua felicidade. Quando, porém, chegarmos à vida definitiva, então tudo será claro e nossa alegria será grande.
Oração
Senhor, sou vosso porque o Pai me trouxe para vós, mudando meu jeito de ser. Eu não o merecia, mas mesmo assim fui conquistado por vosso amor. Isso me enche de alegria, de esperança e de paz. Vós me amais, por isso posso esperar todo o bem, posso ter uma felicidade perfeita para sempre. Guardai-me convosco, não permitais que ilusões e enganos me separem de vós. Amém.

quarta-feira, 20 de maio de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Seremos semelhantes a Ele”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
O povo é santo 
Diz-se que a festa de Todos os Santos foi criada para que não ficassem esquecidos tantos cidadãos da Cidade do Alto, cheios de méritos e também nossos intercessores. A santidade se manifestou de muitos modos na história. Começamos pelos Apóstolos que são as pedras fundamentais da Igreja. São eles os primeiros santos do Novo Testamento. Eles iniciaram a grande imensidão de mártires que continuam até hoje, seguindo o Cordeiro em seu Calvário. Vieram os monges do deserto e das comunidades que viveram um martírio diferente na solidão, na oração e no desapego. Venceram o Inimigo. Temos, no correr dos séculos, tantos tipos de santos casados, solteiros, jovens, até crianças que viveram para Jesus. É uma festa de família que nos convida a ver, em nosso meio, tantos que vivem o Evangelho com intensidade, na simplicidade e na dureza da vida. Desses, muitos estão em outras religiões, ou são desconhecidos nas comunidades, ou se dedicam aos múltiplos ministérios da sociedade. Ultimamente foi beatificado um garotão, rei na informática, mas apaixonado por um jogo: amar Jesus de todos os modos. É Carlos Acutis, italiano de 15 anos. A santidade não se mede por muitas rezas ou milagres. Sua medida é a capacidade de amar e dedicar-se aos outros. Às vezes fazemos tantas coisas para dar uma desculpa de não querer assumir a santidade que o Evangelho oferece. São Paulo nos ensina que a maior virtude é a caridade (1Cor 13,13). Sem ela só fazemos barulho. 
Caminho suave
Em que consiste o amor? Amar com totalidade na simplicidade, sem fazer o barulho do orgulho. Todos nós podemos amar. A santidade é uma possibilidade para todos. Essa receita Jesus no-la deu no início de seu ministério, como nos ensina S. Mateus. Ela se resume em oito pedrinhas que sustentam todo o edifício espiritual. Todas se resumem na simplicidade. Que custa ser pobre desapegado? Fica mais fácil para voar para o Céu. Aqueles que se preocupam com os outros vão ser consolados. Ser manso é tão bom. Imaginemos que esses possuirão a terra. A pessoa mansa e educada cabe em qualquer lugar. Os que procuram a justiça para o mundo são queridos pelos sofredores. E vale a pena. Por que é caminho suave? Porque é feito de misericórdia. Todos querem ser amados como são, como podem e como fazem. Só a misericórdia entende. Os brutamontes não cabem nesse mundo. Para viver nele é preciso ter pureza de coração, sem más intenções, acolhedores sem por medidas. Não somos a medida para ninguém. Nossa medida é o amor de Jesus. Mesmo que haja sofrimento, estaremos unidos ao Sofredor maior. Ele não teve medo de sofrer porque estava apoiado no caminho de simplicidade. Rezamos no salmo: “Quem subirá o monte do Senhor? O que tem mãos puras e inocente o coração”(Sl 23). 
Santidade não é sofrimento 
Fuja das pessoas e espiritualidades exigentes. As coisas difíceis a gente pega para si. Para os outros devemos facilitar o mais possível. Por isso Jesus nos coloca a grande verdade que fundamenta a espiritualidade e a santidade: “Somos chamados filhos de Deus e o somos de fato” (1Jo 1,1). Nessa filiação aprendemos a ser como Deus é. Foi isso que Jesus veio mostrar: Fazer a vontade do Pai. Foi esse seu ensinamento. Celebrando todos os santos pedimos: “Vossa graça nos santifique na plenitude do vosso amor, para que, dessa mesa de peregrinos passemos ao banquete de vosso Reino” (Pós Comunhão). Não nos falte o desejo de fazer esse caminho de santidade. Sem isso... Seremos inúteis para o mundo. 
Leituras: Apocalipse 7,2-4.9-14 ;
Salmo 23; 
1João 3,1-3; Mateus 5,1-12ª. 
1. É uma festa de família de tantos que viveram o Evangelho na simplicidade. 
2. A santidade é uma possibilidade para todos. 
3. As coisas difíceis a gente pega para si. Para os outros devemos facilitar. 
Santo do pau oco 
Jesus nos propõe um caminho de santidade. Sempre fizemos muita festa para os santos. Mas os espertalhões de sempre usavam a imagem do santo de madeira, com um buraco dentro, para esconder o ouro que contrabandeavam sem pagar “o quinto” de imposto para o rei de Portugal. Será que descobriam? Vivemos em um mundo de muita santidade, pois as pessoas, mesmo sem terem conhecimentos, fazem tantas coisas boas. Jesus não descarta só porque não tem o carimbo Dele. Dele é a riqueza que está dentro de nosso pobre interior. O santo não ganhava nada
para levar o ouro. Se levarmos o ouro que é Jesus, nós não pagamos imposto e ganhamos tudo. Na comunidade aparecem pessoas que são pau oco. Não tem nada de espiritual e vivem querendo mandar nos outros. Não dá certo. A Deus não se tapeia. 
Homilia da Festa de Todos os Santos (01.11.2020)

EVANGELHO DO DIA 20 DE MAIO

Evangelho segundo São João 17,11b-19. 
Naquele tempo, Jesus ergueu os olhos ao Céu e orou deste modo: «Pai santo, guarda-os em teu nome, o nome que Me deste, para que sejam um, como Nós. Quando Eu estava com eles, guardava-os em teu nome, o nome que Me deste. Guardei-os e nenhum deles se perdeu, a não ser o filho da perdição; e assim se cumpriu a Escritura. Mas agora vou para Ti; e digo isto no mundo, para que eles tenham em si mesmos a plenitude da minha alegria. Dei-lhes a tua palavra e o mundo odiou-os, por não serem do mundo, como Eu não sou do mundo. Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal. Eles não são do mundo, como Eu não sou do mundo. Consagra-os na verdade. A tua palavra é a verdade. Assim como Tu Me enviaste ao mundo, também Eu os enviei ao mundo. Eu consagro-Me por eles, para que também eles sejam consagrados na verdade». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Carta a Diogneto (c. 200) §§ 5-6 
«Não peço que os tires do mundo, 
mas que os livres do mal» 
Os cristãos não se distinguem dos outros homens nem pela sua terra, nem pela sua língua, nem pelos seus costumes. Com efeito, não moram em cidades próprias, nem falam uma língua estranha, nem têm um modo especial de viver. A sua doutrina não foi inventada por eles graças ao talento e à especulação de homens curiosos, nem professam, como outros, ensinamentos humanos. Pelo contrário, vivendo em cidades gregas ou bárbaras, conforme a sorte de cada um, e adaptando-se aos costumes dos lugares quanto ao vestuário, à alimentação e aos costumes, testemunham um modo de vida admirável e, sem dúvida, paradoxal. Vivem na sua pátria, mas como forasteiros; participam de tudo como cidadãos, mas tudo suportam como estrangeiros. Qualquer terra estrangeira é para eles uma pátria, e qualquer pátria uma terra estrangeira. Vivem na carne, mas não segundo a carne (cf 2Cor 10,3; Rm 8,12-13); moram na terra, mas têm a sua cidadania no céu (cf Fil 3,20; Heb 11,16); obedecem às leis estabelecidas, mas a sua vida está muito para além das leis. Amam a todos, e são por todos perseguidos; são mal conhecidos e, apesar disso, condenados; são mortos, e desse modo recebem a vida; são pobres, mas enriquecem a muitos; carecem de tudo, mas de tudo têm abundância; são desprezados, e neste desprezo são glorificados; são amaldiçoados, e nessa maldição são justificados; quando são injuriados, abençoam; quando são maltratados, respeitam os outros. Em suma, assim como a alma está no corpo, assim estão os cristãos no mundo.

20 de maio - Beata Maria Crescência Pérez

O sonho de uma vida melhor motiva os imigrantes a sair de sua terra na Galícia, partindo para a América do Sul. Mas infelizmente muitas vezes a realidade é dura e injusta. Muitas vezes trabalhavam de sol a sol em suas terras férteis, navegando em rios amplos, ou se instalando na periferia, quando conseguiam se acomodar nas cidades. Mas, com sua pobreza de origem levavam a riqueza de suas tradições católicas. Assim aconteceu com os Pérez-Rodriguez que diante da adversidade não desesperaram. Em Córdoba, em meados de 1889, Agustín Pérez se casa com Ema Rodriguez, diante do altar da Virgem do Pilar. A Argentina vivia momentos agitados que faziam alternar partidos conservadores e liberais no governo das cidades, isso fez com que o casal emigrasse para Montevidéu. Mas como o jovem casal não encontrava horizontes de progresso naquele país, decidiu voltar para a Argentina. Em San Martin, Buenos Aires, no frio agosto de 1897, nasceu a pequena Maria Angélica.

Beato Luis Talamoni

Reflexo fiel da misericórdia de Deus é o sacerdote Luís Talamoni. O mais ilustre dos seus alunos no Seminário Liceal di Monza, Achille Ratti, depois Papa Pio XI, definiu-o "pela santidade de vida, luz de ciência, grandeza de coração, perícia de magistério, ardor de apostolado e pelas benemerências cívicas a honra de Monza, pedra preciosa do clero ambrosiano, pai e guia de almas sem número". O novo Beato foi assíduo no ministério do confessionário e no serviço aos pobres, nos cárceres e especialmente aos doentes indigentes. Que fúlgido exemplo é ele para todos! Exorto a olhar para ele sobretudo os sacerdotes e a Congregação das Irmãs Misericordinas. 
Papa João Paulo II – Homilia de beatificação – 
21 de março de 2004

Sant' Arcangelo Tadini Padre e fundador Festa:20 de maio

(*)Verolanuova, Brescia, 12 de outubro de 1846
(+)Botticino Sera, Brescia, 20 de maio de 1912 
Ele nasceu em uma família nobre em 12 de outubro de 1846 em Verolanu
ova (Brescia). Foi ordenado sacerdote em 1870. Assistente de pároco e professor do ensino fundamental em Val Trompia e depois capelão nos subúrbios de Brescia até 1885, dedicou-se completamente à atividade pastoral e ao ensino fundamental, tornando-se um pioneiro nessa área em muitos aspectos. Em 1887, tornou-se pároco em Botticino Sera (Brescia), cargo que ocupou até sua morte. Ele também se destacou por seu forte compromisso social. Em 1893, fundou a Sociedade de Ajuda Mútua e, em 1898, uma fiação para impedir a emigração de meninas da vila para encontrar trabalho; também aposentada para trabalhadoras. Para garantir assistência às jovens, em 1900 fundou uma congregação religiosa: as Irmãs Operárias da Santa Casa de Nazaré, com os três votos canônicos, vida comum e hábito religioso, mas atuando como verdadeiras trabalhadoras. Ele faleceu em 20 de maio de 1912. Ele foi canonizado pelo Papa Bento XVI em 26 de abril de 2009. (Avvenire) 
Martirológio Romano: Na vila de Botticino Sera, perto de Brescia, o Beato Arcangelo Tadini, sacerdote, que trabalhou pelos direitos e dignidade dos trabalhadores e fundou a Congregação das Irmãs Operárias da Santa Casa de Nazaré, dedicada em particular à justiça social.

Santa Lídia de Tiatira, Leiga do 1º século – 20 de maio

Santa Lídia foi inscrita na lista dos santos católicos pelo cardeal Cesar Barônio em 1607. Ela e os familiares da sua casa estavam entre os primeiros na Europa a aceitar o Cristianismo, por volta de 60 d.C, em resultado da atividade do Apóstolo São Paulo em Filipos.

     Padroeira dos tintureiros e comerciantes, a primeira mulher a se fazer cristã na Europa, e uma das primeiras aclamadas santas e veneradas desde o início do cristianismo, era filha espiritual de São Paulo e seus companheiros Lucas, Timóteo e Silas.
     O que se sabe sobre Santa Lídia está escrito no livro dos Atos dos Apóstolos 16, 14-40. Pela descrição de São Lucas, que a conheceu pessoalmente, Lídia era uma mulher rica, influente, líder e empreendedora. Ela era comerciante de púrpura nascida em Tiatira, Grécia, e estabelecida em Filipos, colônia romana, também na Grécia. O comércio de púrpura era dos mais caros e promissores da época. As roupas na cor púrpura eram usadas somente por reis, rainhas e pessoas da nobreza. A cor púrpura era tirada de um molusco nativo do Mar Mediterrâneo, abundante na região da Fenícia, chamado Murici.   

Santa Aurea de Óstia, mártir – 20 de maio

      Santa Áurea é comemorada no Martirológio Jeronimiano em 20 de maio; no Martirológio Romano ela é recordada em 24 de agosto com um breve relato da passio.

     Esta Santa é patrona e protetora de Óstia, cidade da Itália. Na Antiguidade Óstia era o principal porto de Roma e uma cidade romana de relevância, cujos restos arqueológicos continuam a ser de grande valor patrimonial da Antiguidade.
     As fontes dos mártires de Óstia Tiberina são a tradução latina de um antigo manuscrito grego conservado no Vaticano e publicado por Simão de Magistris em 1795, e outra versão original latina, anterior à primeira, que contém ligeiras variações em confronto com a tradução do grego, e que pode ser encontrada na Acta Sanctorum, Augustus IV, p. 757 ff.     

Beata Josefa Hendrina Stenmanns, Religiosa - 20 de maio

Seria justo chamá-la “senhora da santa paciência” e poderíamos invocá-la, quantos de nós somos impacientes. Hendrina Stenmanns começou desde pequena a exercer a paciência. Não se tratou apenas de suportar as contrariedades que a vida reserva a todos, mas sobretudo para conseguir realizar o sonho da sua vida. Graças a uma tia religiosa, Hendrina desde pequena sente-se também chamada a tornar-se freira, mas uma “freira franciscana”. Hendrina Stenmanns nasceu no dia 28 de maio de 1852, no Baixo Reno, na vila de Issum, Diocese de Münster, na Alemanha. Dos 6 aos 14 anos freqüentou a escola, mas antes de terminar o último ano teve que deixá-la para ajudar a cuidar da casa e dos irmãos menores. Sua dedicação generosa ao trabalho não impedia a busca de Deus e a prática das virtudes cristãs.

Bernardino de Sena Franciscano, Santo (1380-1444)

Na Itália, Bernardino nasceu na nobre família senense dos Albizzeschi, em 8 de setembro de 1380, na pequena Massa Marítima, em Carrara. Ficou órfão da mãe quando tinha três anos e do pai aos sete, sendo criado na cidade de Sena por duas tias extremamente religiosas, que o levaram a descobrir a devoção a Nossa Senhora e a Jesus Cristo. Depois de estudar na Universidade de Sena, formando-se aos vinte e dois anos, abandonou a vida mundana e ingressou na Ordem de São Francisco, cujas regras abraçou de forma entusiasmada e fiel. Apoiando o movimento chamado "observância", que se firmava entre os franciscanos, no rigor da prática da pobreza vivida por são Francisco de Assis, acabou sendo eleito vigário-geral de todos os conventos dos franciscanos da observância. Aos trinta e cinco anos de idade, começou o apostolado da pregação, exercido até a morte.

Colomba de Rieti Dominicana, Mística, Beata (1467-1501)

Religiosa dominicana, contemporânea
de São Domingos de Gusmão. 
No dia do seu baptismo, 
uma pomba branca posou sobre ela.
Angelina Guadanholi nasceu numa família da aristocracia italiana, em 2 de fevereiro de 1467, na cidade de Rieti. O dia do seu batizado foi marcante e muito curioso. No mesmo instante em que o padre lhe ministrava o batismo, desceu sobre sua cabeça uma pomba branca, talvez como um símbolo da infinidade de graças que o Espírito Santo colocou em sua alma. Por isso, ficou conhecida como Colomba, que significa "pomba". Colomba, desde a infância, consagrou seu coração e sua vida ao amor a Jesus Cristo, como fizeram são Domingos e santa Catarina, com quem conviveu e dos quais foi discípula.