sábado, 27 de junho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Sou Eu mesmo”!

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Abriu-lhes a inteligência
No Tempo Pascal temos cinquenta dias para podermos penetrar no conhecimento de Jesus Ressuscitado. Os discípulos tiveram as dificuldades para reconhecerem Jesus depois de sua morte e sepultura. Aqui está a prova que não inventaram a Ressurreição, pois se mostraram apavorados com sua presença nos primeiros momentos. Jesus Se põe no meio deles. Chegaram a pensar que era um fantasma. Jesus Se identifica mostrando suas mãos e seus pés. O Ressuscitado tem o corpo como tivera antes entre eles. A alegria era tanta que não acreditavam... Para provar, Jesus pede alguma coisa para comer. Dão-lhe um pedaço de peixe assado que Ele come diante deles. E diz sou Eu mesmo! (Lc 24,41-42). Jesus continua o mesmo. Comer é prova de um vivo. Assim seremos nós. Não bastava aceitar que estava vivo, mas Ele tinha que tocar suas inteligências para entrarem na nova vida e no novo conhecimento de Jesus: “Abriu-lhes a inteligência” (Id 45). Não basta vê-Lo, é preciso entender a Escritura. A partir desta, compreendem o próprio Jesus. Por esta compreensão deles, compreendemos hoje. É o resultado da missão a eles confiada. Passam então a ser testemunhas audazes de um Vivo. Não temos uma religião de um morto distinto, mas de um grandioso vivo. O grande problema que vivemos é não ter Jesus vivo como fundamento de nossa vida. Crendo num Vivo, somos testemunhas. Eu me pergunto por que não conseguimos convencer. O que falta em nós? O que falta no outro? Por que não O vimos, não O compreendemos? Um caminho seria aceitar e compreender o testemunho que dão desse Vivo. Acreditamos no testemunho dos apóstolos e de seus companheiros. 
Anúncio na verdade 
Jesus abriu-lhes a inteligência para compreenderem as Escrituras. É nelas que encontramos a explicação desse momento de Ressurreição. Pedro explica: “Deus cumpriu o que havia anunciado pela boca de todos os profetas que seu Cristo haveria de sofrer”. E convida: “Arrependei-vos, portanto, e convertei-vos, para que vossos pecados sejam perdoados” (At 3,18-19). Lendo as narrativas dos Atos dos Apóstolos, pensamos que tudo aconteceu num estalar de dedos. Penso que a boa notícia foi lenta, mas convincente e transformadora. Os apóstolos também tiveram que crescer. Por isso podemos nos dar tempo de lentamente entender. Paulo mesmo passou um tempo com as comunidades nabatéias, no deserto, (Gl 1,17) para aprofundar sua ressurreição espiritual. Examinando nossas condições atuais em nossa fé, temos que procurar compreender e aceitar com mais coragem o testemunho dos Apóstolos. É belo ver que nós, que não vimos, cremos com a mesma fé. A fé nos faz acreditar e ver. Assim se pode fazer mais claro o caminho. 
Jesus defensor 
Obedecendo aos mandamentos, sabemos que conhecemos a Deus. Jesus será sempre o defensor quando pecamos: “Se alguém pecar, temos junto do Pai um Defensor: Jesus Cristo”. “Se guardamos sua palavra, o amor de Deus é plenamente realizado” (1Jo 2,1-5). A fé na Ressurreição de Jesus realiza nossa ressurreição espiritual, que antecederá a nossa ressurreição para Deus. A espiritualidade vivida na fé e na celebração nos renova e nos torna testemunhas da Ressurreição, como um mistério que se realiza no hoje de Deus. Jesus se manifestava no oitavo dia, dia da celebração. Assim continua. Manifesta-se ao partir do pão aos discípulos. É um gesto e uma atitude de vida. A fé na Ressurreição nos leva a assumir a ressurreição do mundo e percebê-la na celebração e no ato de amor.
Leituras:Atos 3,13-15.17-19;
Salmo 4;
1João,2,1-5;Lucas 24,35-48 
1. Não temos uma religião de um distinto morto, mas de um grandioso vivo. 
2. É belo ver que nós, que não vimos, cremos com a mesma fé. 
3. A fé na Ressurreição realiza em nós uma renovação espiritual. 
Fantasmas da fé 
Os discípulos tinham um coração forte. Ali, fechados pelo medo que chegasse alguém, de repente Jesus se põe, do nada, no meio deles. Imaginemos a condição humana desses homens. O susto e a alegria! É magnífico ver Jesus de novo. Isso lhes deu um vigor que atinge até nós hoje. Quem sabe a gente devesse fazer um curso de “pluft, o Fantasminha”, para, sentindo-O em nós, poderíamos comunicar Jesus vivo no meio das pessoas. Como acontecerá que creiam? Quando deixamos Jesus Vivo transparecer em nós. 
Homilia do 3º Domingo da Páscoa (18.04.2021)

EVANGELHO DO DIA 27 DE JUNHO

Evangelho segundo São Mateus 8,5-17. 
Naquele tempo, ao entrar Jesus em Cafarnaum, aproximou-se dele um centurião, que Lhe suplicou, dizendo: «Senhor, o meu servo jaz em casa paralítico e sofre horrivelmente». Disse-lhe Jesus: «Eu irei curá-lo». Mas o centurião respondeu-Lhe: «Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa; mas diz uma só palavra e o meu servo ficará curado. Porque eu, que não passo dum subalterno, tenho soldados sob as minhas ordens. Digo a um: "Vai!", e ele vai; a outro: "Vem!", e ele vem; e ao meu servo: "Faz isto!", e ele faz». Ao ouvi-lo, Jesus ficou admirado e disse àqueles que O seguiam: «Em verdade vos digo: não encontrei ninguém em Israel com tão grande fé. Por isso vos digo: do Oriente e do Ocidente virão muitos sentar-se à mesa, com Abraão, Isaac e Jacob, no Reino dos Céus». ao passo que os filhos do reino serão lançados nas trevas exteriores, onde haverá choro e ranger de dentes». Depois Jesus disse ao centurião: «Vai para casa. Seja feito conforme acreditaste». E, naquela hora, o servo ficou curado. Quando Jesus entrou na casa de Pedro, viu que a sogra dele estava de cama com febre. Tocou-lhe na mão e a febre deixou-a; ela então levantou-se e começou a servi-los. Ao cair da tarde, trouxeram-Lhe muitos possessos. Jesus expulsou os espíritos com uma palavra e curou todos os doentes. Assim se cumpria o que o profeta Isaías anunciara, dizendo: «Tomou sobre Si as nossas enfermidades e suportou as nossas doenças».
Tradução litúrgica da Bíblia 
Concílio Vaticano II 
Constituição «Gaudium et Spes», 
sobre a Igreja no mundo atual § 22 
«Do Oriente e do Ocidente virão muitos 
sentar-se à mesa no Reino dos Céus» 
«Imagem de Deus invisível» (Col 1,15) 
Cristo é o homem perfeito, que restitui aos filhos de Adão a semelhança divina, deformada desde o primeiro pecado. Pois que a natureza humana foi nele assumida, e não destruída, também em nós foi ela elevada a sublime dignidade. Porque, pela sua encarnação, o Filho de Deus uniu-Se de certo modo a cada homem. Trabalhou com mãos humanas, pensou com uma inteligência humana, agiu com uma vontade humana, amou com um coração humano. Nascido da Virgem Maria, tornou-Se verdadeiramente um de nós, semelhante a nós em tudo, exceto no pecado (cf Heb 4,15). O cristão, tornado conforme à imagem do Filho, que é o primogénito entre a multidão dos irmãos (cf Rom 8,29), recebe «as primícias do Espírito» (Rom 8,23), que o tornam capaz de cumprir a lei nova do amor. Por meio deste Espírito, «penhor da nossa herança» (Ef 1,14), o homem todo é renovado interiormente, até à «libertação do nosso corpo» (Rom 8,23). É verdade que, para o cristão, é uma necessidade e um dever lutar contra o mal através de muitas tribulações, e sofrer a morte; mas, associado ao mistério pascal, e configurado à morte de Cristo, vai ao encontro da ressurreição, fortalecido pela esperança. E o que fica dito não vale só para os cristãos, mas para todos os homens de boa vontade, em cujos corações a graça opera ocultamente. Com efeito, já que Cristo morreu por todos (cf Rom 8,32) e a vocação última de todos os homens é realmente uma só, a saber, a divina, o Espírito Santo a todos dá a possibilidade de se associarem a este mistério pascal por um modo só de Deus conhecido.

27 de junho - Beato Ioan Suciu

No dia 02 de junho de 2019, 
o Papa Francisco beatificou na Romênia, 
sete bispos greco-católicos mártires, 
entre eles o Bispo Ioan Suciu (1907-1953). 
Ioan Suciu foi bispo auxiliar de Oradea Mare e posteriormente Administrador Apostólico da Arquidiocese de Alba Iulia e Fagaras, juntamente com o Bispo Valeriu Traian Frenţiu. Nasceu em 4 de dezembro de 1907 em Blaj, em uma família de antiga tradição greco-católica. Ele recebeu o Batismo e a Confirmação vinte dias após o nascimento. Frequentou o ensino fundamental e médio em Blaj e em 1925, obteve seu diploma de ensino médio na escola secundária San Basilio Magno na mesma cidade. Nesse instituto, tornou-se amigo de Tit Liviu Chinezu, que o complementava no caráter: se Ioan era impulsivo, o outro era mais calmo e pensativo.

Maria Pia Mastena (1881-1951)

Maria nasceu em Verona e, com 20 anos, entrou para a Congregação das Irmãs da Misericórdia, mas continuou a lecionar. Após fazer uma experiência de sete meses, na clausura das Cistercienses, em 1932 fundou as Religiosas da Santa Face, para "fazer o rosto de Cristo sorrir entre os homens". 
MARIA PIA MASTENA nasceu em Bovolone, na província de Verona, Itália, aos 7 de dezembro de 1881. Dos pais da beata as testemunhas falam como de ótimos cristãos e muito fervorosos na prática religiosa e no exercício da caridade. Dos quatro irmãos, o último, Tarcísio, entrou na Ordem dos Frades Capuchinhos e morreu também ele com fama de santidade. A futura beata, aos 19 de março de 1891, recebeu com grande fervor a primeira comunhão, por ocasião da qual emitiu privadamente o voto de castidade. Aos 29 de agosto recebeu o sacramento da Confirmação.

Santa Gudena, mártir de Cartago – 27 de junho

A forma como se escreve o nome de Gudena varia muito segundo a fonte aonde é citada. É possível encontrar as grafias Giddina, Guddenas, Guddentes, Guddina e até na forma masculina: Giddinus, Gaudentes. Não existe muita informação sobre a vida de Santa Gudena. O martirológico Lionês resume seus dados, registrando que seu martírio ocorreu em Cartago, na atual Tunísia, norte da África, em 27 de junho de 203. Especifica ainda que foi morta na perseguição aos cristãos decretada Lúcio Septímio Severo, imperador romano de 193 a 211, e Rufino era o nome do procônsul que a condenou à morte. Descreve os tormentos que sofreu: torção dos membros, lacerações do corpo com pregos de ferro, abusos na prisão e finalmente a decapitação.

Beata Margarida Bays, Terciaria Franciscana - 27 de junho

Margarida Bays nasceu em La Pierraz, paróquia de Siviriez, no Cantão de Friburgo, Suíça, em 8 de setembro de 1815, segunda dos sete filhos de José Bays e de Maria Josefina Morel, agricultores e bons cristãos. Dotada de vivacidade e de inteligência excepcional, frequentou por 3-4 anos a escola de Chavennes-les-Forts, aprendendo a ler e a escrever. Desde pequena demonstrou particular inclinação para a contemplação, deixando de brincar com suas companheiras para se retirar no silêncio da oração. Aos 11 anos foi admitida à Primeira Comunhão na paróquia de Siviriez. Aos 15 anos fez um período de aprendizado como costureira, profissão que exerceu por toda sua vida seja em casa, seja nas famílias vizinhas. Margarida descartou a possibilidade de tornar-se religiosa, preferindo permanecer solteira e santificando-se no seio da família e junto à paroquia, onde praticamente ficou toda a vida.

Cirilo de Alexandria Bispo, Padre e Doutor da Igreja, Santo 370-444

Cirilo nasceu no ano de 370, no Egipto. Era sobrinho de Teófilo, bispo de Alexandria, e substituiu o tio na importante diocese do Oriente de 412 até 444, quando faleceu aos setenta e quatro anos de idade. Foram trinta e dois anos de episcopado, durante os quais exerceu forte liderança na Igreja, devido à rara associação de um acurado e profundo conhecimento teológico e de uma humildade e simplicidade próprias do pastor de almas. Deixou muitos escritos e firmou a posição da Igreja no Oriente. Primeiro, resolveu o problema com os judeus que habitavam a cidade: ou deixavam de atacar a religião católica ou deviam mudar-se da cidade. Depois, foi fechando as igrejas onde não se professava o verdadeiro cristianismo. Mas sua grande obra foi mesmo a defesa do dogma de Maria, como a Mãe de Deus.

Ladislau da Hungria Rei, Santo 1041-1095

Príncipe de vida exemplar, 
rigoroso contra toda injustiça, 
caritativo, paciente e fervoroso, 
modelo de como se pode 
praticar a virtude heróica no trono 
A Idade Média, tempo em que a filosofia do Evangelho governava os povos, deu frutos de santidade maiores do que em qualquer outra época. Para só falar no campo civil, vemos grandes santos desde o cimo da escala social até o mais baixo dela: imperadores, reis, duques e até pastores e empregadas domésticas. São Ladislau, rei da Hungria, pertence ao número dos que praticaram no trono a virtude em grau heróico, sendo modelo para seus súbditos e para os fiéis em geral. Era filho do rei Bela e neto de um primo-irmão do rei Santo Estêvão, da Hungria. Nasceu em 1041 na Polónia, onde se havia refugiado seu pai para fugir das violências de Pedro, o Germânico, sucessor de Santo Estêvão. Sua mãe, filha do duque Mesco, deu profunda formação religiosa a ele e a seu irmão Geisa. Morto Pedro, o Germânico, subiu ao trono da Hungria André, irmão mais velho de Bela e tio de Ladislau.

Beata Luísa Teresa de Montaignac de Chauvance-Fundadora- Festa: 27 de junho

(*)Le Havre, 14 de maio de 1820
(+)Montluçon, França, 27 de junho de 1885 
Desde jovem, sua espiritualidade foi nutrida no internato "Les Oiseaux", em Paris, onde aprendeu sobre a prática do mês do Sagrado Coração. Em 1843, consagrou sua vida ao Sagrado Coração e, graças à herança de sua tia, fundou diversas obras de caridade, entre elas a Associação das "Filhas de Maria", a Obra dos Tabernáculos e o orfanato de Moulins. Movida por uma busca incessante pela união com Deus, apesar de uma grave doença que a obrigou à imobilidade, fundou a Obra de Adoração Reparadora e a "Pia União das Oblatas do Sagrado Coração" (1874). Nomeada secretária-geral do Apostolado da Oração (1875), liderou suas Oblatas com dedicação e visão, mesmo após a fusão dos dois ramos da Congregação (1880). Tendo obtido a aprovação da Santa Sé (1881), fundou os "Pequenos Samuels" para a formação profissional de jovens. Ele faleceu em Montluçon em 1885. 
Martirológio Romano: Em Moulins, na França, a Beata Luísa Teresa Montaignac de Chauvance, virgem, fundadora da Pia União dos Oblatos do Sagrado Coração de Jesus.
Festa: Sexta-feira após o segundo domingo depois de Pentecostes (celebração móvel) - Solenidade
 
 A preocupação do Senhor pela ovelha perdida é recordada na liturgia do Sagrado Coração de Jesus. O bom pastor tem todo o seu coração voltado para as suas ovelhas, não para si mesmo. Ele provê as suas necessidades, cura as suas feridas, protege-as dos animais selvagens. Ele conhece cada ovelha pelo nome e, quando as leva para o pasto, chama-as uma a uma. Ele preocupa-se especialmente com a ovelha que se perdeu, não poupando esforços para ter a alegria de a encontrar. Uma ovelha perdida é absolutamente indefesa; pode cair numa vala ou ficar presa nos espinhos. Mas, nesse momento, em perigo, descobre quão precioso é o seu pastor: depois de a encontrar, carrega-a alegremente de volta ao redil nos seus ombros. Se um lobo se aproxima, o bom pastor não foge, mas arrisca até a vida pelas suas ovelhas. Nesses momentos, o coração do bom pastor é revelado. 
Martirológio Romano: Solenidade do Sacratíssimo Coração de Jesus, que, manso e humilde de coração, exaltado na cruz, se tornou fonte de vida e de amor, da qual todos os povos hão de beber.

27 DE JUNHO: NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO

Vamos conhecer um pouco da história da devoção e do quadro de N. Sra. do Perpétuo Socorro. Segundo uma tradição do século XVI, um comerciante da Ilha de Creta na Grécia, apoderou-se do quadro (que era venerado como milagroso), escondeu-o na bagagem e fugiu para a Itália, de navio. Durante a viagem, desencadeou-se terrível tempestade, pondo em perigo a vida dos passageiros. O comerciante fez o voto de colocar esse quadro numa igreja de Roma caso escapassem vivos. Desembarcaram com vida, mas o comerciante adoeceu gravemente. Antes de morrer, passou para um amigo a história do quadro, pedindo que o colocasse numa igreja. Anos e séculos transcorreram. O quadro ficou escondido ou tido por desaparecido. Finalmente foi encontrado na capela de uma igreja de Roma. Em 1865 o Santo Padre entregou-o aos Redentoristas, pedindo que o tornassem conhecido no mundo inteiro. O desejo do Papa se cumpriu. Hoje a devoção a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro está difundida no mundo inteiro, atendendo-se assim ao apelo do Papa IX aos Redentoristas: "Tornai-a conhecida no mundo inteiro". . 
HISTÓRIA DO QUADRO DE N. SRA. DO PERPÉTUO SOCORRO 
O ícone original de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro é um dos ícones atribuídos a São Lucas. Este quadro de arte bizantina mostra a Mãe de Deus com o Menino Jesus nos braços. Este parece assustado ao ver os instrumentos da sua futura paixão, apresentados pelos Arcanjos Miguel e Rafael. Jesus se encolhe nos braços da Mãe que o aperta junto ao seu coração... Este ícone foi venerado durante séculos e séculos, na ilha de Creta. No século XV, a ilha foi invadida pelos turcos. Um comerciante escamoteou o quadro e fugiu. Ao chegar a Roma, caiu gravemente enfermo e pediu a um amigo que o colocasse numa igreja. O amigo, porem, ficou com o quadro. Sua esposa colocou-a parede do seu quarto. A Virgem apareceu muitas vezes ao dono da casa dizendo-lhe que estava descontente com a sua atitude, mas o homem pouco se importou. Maria apareceu, então, para a filha do casal, pedindo-lhe que colocasse o ícone na igreja que ficava entre as duas basílicas, a de Santa Maria Maior e a de São João de Latrão. A jovem tanto pediu ao pai que atendesse ao pedido de Maria, que este, deixando-se enternecer, entregou o ícone na Igreja de São Mateus. Isto foi em 1499. A Imagem lá ficou até que o exército de Napoleão Bonaparte, trezentos anos mais tarde, destruiu a igreja. Entretanto, o ícone foi salvo e o Papa Pio IX, em 26 de abril de 1866, entregou-a aos Redentoristas que haviam construído a Igreja de Santo Afonso, justamente no local onde outrora ficava a Igreja de São Mateus, pedindo: "Tornai-a conhecida!" Fazei que Ela seja amada! Ela salvará o mundo!" - ("Um Minuto com Maria").
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa
Venerável Padre Pelágio SauterCSsR

Detalhes simbólicos do quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

Dia 27 de junho nossa Igreja celebra o dia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, uma devoção universal, conhecida e venerada em todos os continentes do mundo, talvez a mais ampla e conhecida devoção de Nossa Senhora, especialmente no Oriente. 

No mundo todo são realizadas as famosas Novenas Perpétuas em honra de Nossa Senhora Mãe do Perpétuo Socorro.

Pensando nisso, achamos interessante divulgar um artigo do site Gaudium Press e Aleteia que explicará o significado do quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

A Mensagem do Quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

Aparentemente é um simples quadro de mais uma das inúmeras devoções à Santa Mãe de Deus, mas se nos determos em seus detalhes, veremos que a imagem de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro é cheia de simbolismos e significados.

Medindo 53 por 41,5 centímetros o ícone foi produzido no estilo bizantino em madeira sobre um fundo dourado. Na época em que a obra foi executada, durante o Império Romano, os artistas utilizavam o ouro ou simplesmente sua cor para retratar apenas as grandes personalidades.

Segundo a tradição o quadro foi pintado por um artista até hoje desconhecido que, por sua vez, inspirou-se em uma pintura atribuída a São Lucas. O ícone é rico em detalhes e a cada um deles é atribuído um significado, uma simbologia, uma mensagem.

ORAÇÕES - 27 DE JUNHO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
27– Sábado – Santos: Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
Evangelho (Mt 8,5-17) “... não mereço que entres minha casa. Dize uma só palavra e o meu empregado ficará curado.”
Aquele homem, na tradição seguida por Mateus, não era do povo hebreu; era um romano pagão. Mas acreditava em Jesus, e por isso lhe pedia que curasse seu servo, o que mostra também que era homem de bom coração. Acredita tanto em Jesus que apenas lhe pede que diga uma palavra, que simplesmente mande que o servo seja curado. É um bom exemplo que devo imitar em minhas orações.
Oração
Senhor Jesus, preciso de vossa ajuda, e creio que me podeis ajudar, porque sois Deus. Confio em vossa bondade e em vosso interesse por meu bem. Aumentai minha fé e minha confiança. E fazei-me compreender que nem sempre atendeis meu pedido, mas sempre me dais o que for melhor para mim. Dai-me a graça de rezar sempre; se vos peço sempre a salvação, nunca me abandonareis. Amém 

sexta-feira, 26 de junho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Reacendeis a fé”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Meu Senhor e meu Deus
 
A celebração do Tempo Pascal é importante para fortalecer nossa fé no Cristo vivo. Aquele que estava morto agora está vivo, é o Vivente. A evangelização dos apóstolos partia sempre desse ponto: da experiência de Cristo Vivo. Mesmo Paulo, que não era dos discípulos de Jesus, afirma essa experiência pessoal: “Em último lugar, apareceu também a mim como a um abortado” (1Cor 15,8), no sentido de não merecer. Acolhemos essa experiência, e de certo modo, a fazemos, porque cremos. Sem isso, pregamos uma religião e não uma fé. Os apóstolos se sentiam fortes e enfrentavam aqueles que tinham matado o Mestre e o faziam com o risco das próprias vidas. Nada os detinham. Tomé se torna um exemplo da fé. Ele duvidou da Ressurreição. Quando fez a experiência do Ressuscitado, foi ao ponto mais alto da fé: “Meu Senhor e meu Deus”! (Jo 20,28). E Jesus acrescenta que crer no testemunho dos apóstolos é maior que a fé de Tomé que precisou tocar. Todos nós temos que chegar ao momento em que Tomé chegou: a fé não só na Ressurreição, pois ele O tocava com as mãos, mas na divindade do Ressuscitado: “Meu Senhor e meu Deus” (Jo 20,28). Fé maior tem quem crê sem ver, sem tocar. Aceitamos o testemunho dos apóstolos sem nos questionar de sua veracidade. A aparição de Jesus dá o Espírito Santo. É o Espírito que desperta em nós a fé. Se é fé verdadeira, a vida se torna verdadeira e testemunha Jesus. 
Nossa vitória 
“Essa é a vitória que vence o mundo: a nossa fé; Quem é o vencedor do mundo, senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus?” (1Jo 5,4-5). A fé é uma adesão a um dom espiritual. Mas que se realiza e concretiza na vida, pois a Encarnação de Jesus, de certo modo, continua naquele que crê. Fé não é um princípio abstrato. É um dom de Deus para fazer um mundo novo que nos insira totalmente na Vida Divina. É assumir Deus na vida, pois fomos assumidos por Ele. Jesus realizou a redenção espiritual na condição humana. Morreu na condição humana que estava unida à sua Divindade. Assim teve a vitória sobre a morte. Seu ser humano foi morto, mas ressuscitado pelo Ser Divino, na condição do Homem Novo. Crendo, fazemos essa passagem. A adesão humana torna-se Divina pela participação em Deus. Assim temos a vitória de Jesus sobre a morte e sobre o mal. Nós o realizamos em processo. Temos que levar a opção espiritual ao concreto da vida. Essa ação transformadora é realizada pelo Espírito Santo. Recebemos o Espírito Santo como os apóstolos para o perdão, mais ainda para a reconciliação do Universo e de nosso coração. Essa reconciliação é unir a fé à vida, o espiritual ao material. Chamando Cristo de pedra angular (Sl 117), estamos dizendo que não podemos fazer da fé, da Igreja e do mundo sem Cristo. A fé nos une a Ele e com Ele mudamos o mundo. 
Crer sem ver 
Na trilha do anúncio da Ressurreição aparece o anúncio da comunidade como resultado do desígnio salvador de Deus em Cristo. Já no início de seu ministério, como diz Marcos, “Chamou a si o que Ele quis, e eles foram até Ele. E constituiu Doze, para que ficassem com Ele, para enviá-los a pregar” (Mc 3,13-14). No início do ministério já constitui a comunidade e a missão. No início do novo povo, constitui a comunidade para a vida e a missão. “A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma” (At 4,32). Como viviam? “Eles se mostravam assíduos aos ensinamentos dos apóstolos, à comunhão fraterna, à fração do pão e às orações” (At 2,42). Isso é viver a Ressurreição. 
Leituras:Atos 4,32-35; Salmo 117;
1Jo 5,1-6; João 20,19-31 
1. Acolhemos experiência de Cristo ressuscitado e a fazemos, porque cremos. 
2. A fé um dom de Deus para fazer um mundo novo que nos insira na Vida Divina. 
3. No anúncio da Ressurreição aparece o anúncio da comunidade como resultado do desígnio salvador de Deus em Cristo 
Ajuntamento sem vírus 
Vivemos um momento de tanto cuidado para não ajuntar as pessoas. Isso passa. Amanhã estaremos todos agarradinhos sem medo de vírus. A Ressurreição fez muita confusão. Foi um tal de gente trombar naquele dia. Afinal era para perder a cabeça mesmo. Façamos uma comparação. Se um familiar desaparece (nem precisa ter morrido) e consegue voltar, É uma alegria muito grande. Agora, depois de morto, aparecer no meio, todo alegre. Deve ter tido algum que tentou fugir. Mas a alegria foi muito grande. Juntos ali continuaram a missão formando comunidades unidas e atuantes. Quem acreditou entrou nesse grupo, nesse corpo de vida. Jesus também aparece sempre. Como estamos acostumados não nos assustamos. 
Homilia do 2º Domingo da Páscoa (11.04.2021)

EVANGELHO DO DIA 26 DE JUNHO

Evangelho segundo São Mateus 8,1-4. 
Ao descer Jesus do monte, seguia-O uma grande multidão. Veio então prostrar-se diante dele um leproso, que Lhe disse: «Senhor, se quiseres, podes curar-me». Jesus estendeu a mão e tocou-o, dizendo: «Eu quero: fica curado». E imediatamente ficou curado da lepra. Disse-lhe Jesus: «Não digas nada a ninguém; mas vai mostrar-te ao sacerdote e apresenta a oferta que Moisés ordenou, para que lhes sirva de testemunho». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Bento XVI 
Papa de 2005 a 2013 
Encíclica «Spe Salvi», 36 
(trad. © copyright Libreria Editrice Vaticana) 
«Eu quero: fica curado» 
Tal como o agir, também o sofrimento [sob todas as suas formas] faz parte da existência humana. Este deriva, por um lado, da nossa finitude e, por outro, da súmula de erros que se acumularam ao longo da história e que ainda hoje não cessa de aumentar. É preciso, obviamente, fazer tudo o que é possível para atenuar o sofrimento: impedir, na medida do possível, o sofrimento dos inocentes; amenizar as dores; ajudar a superar os sofrimentos psíquicos. Tudo isto são deveres, tanto de justiça como de amor, que se inserem nas exigências fundamentais da existência cristã e de todas as vidas verdadeiramente humanas. Na luta contra a dor física, conseguiram-se realizar grandes progressos; mas o sofrimento dos inocentes e também os sofrimentos psíquicos aumentaram no decurso destas últimas décadas. Sim, devemos fazer tudo para superar o sofrimento, mas eliminá-lo completamente do mundo não está nas nossas possibilidades humanas, simplesmente porque não podemos ultrapassar a nossa finitude e porque nenhum de nós é capaz de eliminar o poder do mal, do erro, que – como constatámos – é uma fonte contínua de sofrimento. Isto só Deus o poderia fazer: só um Deus que entra pessoalmente na história, tornando-Se homem e sofrendo nela. Nós sabemos que este Deus existe e que, por isso, este poder que «tira o pecado do mundo» (Jo 1,29) está presente no mundo. Foi pela fé na existência deste poder que surgiu na história a esperança da cura do mundo.

São Masêncio (Maxêncio) Abade em Poitou Festa: 26 de junho

(†)26 de junho de 515
 
Nascido em Agde (França) com o nome de Adjutor, recebeu sua educação de São Severo. Após um período de eremitério, estabeleceu-se no mosteiro do Abade Agapito em Poitou, onde adotou o nome de Maxêncio e foi eleito abade. Gregório de Tours descreveu suas virtudes exemplares: devoto à oração, vigilante, assíduo em seu jejum, generoso na caridade, humilde, cheio de caridade, casto e irrepreensível em sua conduta. Sua reputação de santidade era tamanha que atraiu a atenção de Clóvis I, Rei dos Francos, que o encontrou durante uma campanha militar. Segundo a tradição, Maxêncio curou milagrosamente o braço de um soldado que o ameaçara com uma espada. Além de seu dom para realizar milagres, diversas fontes relatam sua habilidade de domesticar pássaros selvagens, a ponto de ser frequentemente retratado rodeado por eles. Morreu com mais de setenta e seis anos, provavelmente em 515. 
Martirológio Romano: No território de Poitiers, na Aquitânia, atual França, viveu São Maxêncio, abade, renomado por suas virtudes.

26 de junho - Beato André Jacinto Longhin

“Chamei-te pelo nome" (Is 45, 4).
 
As palavras com que o profeta Isaías indica a missão confiada por Deus aos seus próprios eleitos exprimem bem a vocação de André Jacinto Longhin, humilde capuchinho que, durante 32 anos, foi Bispo da Diocese de Treviso, no alvorecer no século passado, do século XX. Ele foi um Pastor simples e pobre, humilde e generoso, sempre disponível para com o próximo, segundo a mais autêntica tradição capuchinha. Chamavam-lhe o Bispo das coisas essenciais. Numa época assinalada por acontecimentos dramáticos e dolorosos, mostrou-se como um pai para os sacerdotes e como um pastor zeloso pelas pessoas, pondo-se sempre ao lado dos seus fiéis, especialmente nos momentos de dificuldade e de perigo. Assim, antecipou aquilo que o Concílio Vaticano II havia de realçar, indicando na evangelização “um dos principais deveres dos Bispos”. 
Papa João Paulo II – Homilia de Beatificação - 20 de outubro de 2002

26 de junho - Beato Tiago de Ghazir

O Beato Tiago de Ghazir que vem ao nosso encontro hoje e nos confirma a validade de uma mensagem que a Igreja desde tempos imemoráveis consolidou e transmitiu às várias gerações que se seguiram nos dois mil anos da sua história: a única forma de felicidade possível é exatamente a santidade. Uma mensagem decisiva a qual somos convidados a reconhecer nas vidas e nos rostos dos Santos e Beatos que com a sua obra contínua contribuem para formar o mais verdadeiro e precioso tesouro "da Igreja e de quantos estão em busca da verdade e da perfeição evangélica" (Bento XVI). O dom de um novo Beato à Igreja libanesa é um sinal de esperança nas extraordinárias possibilidades deste amado país, de profundas raízes bíblicas. Ao olhar para o Beato Tiago, podemos descobrir e fazer crescer e amadurecer os germes de santidade que estão em nós.

26 de junho - São Sigismundo Gorazdowski

O santo Sigismundo Gorazdowski 
se tornou famoso pela devoção 
fundada na celebração e 
na adoração da Eucaristia. 
Viver a oferta de Cristo estimulou-o 
a dedicar-se aos doentes, aos pobres 
e aos necessitados. 
Papa Bento XVI – Homilia de Canonização – 23 de outubro de 2005 
Sigismundo Gorazdowski nasceu em Sanok (Polônia), a primeiro de novembro de mil oitocentos e quarenta e cinco, numa família, onde se valorizava e respeitava muito os princípios da religião católica. De saúde frágil desde a infância, desejou ajudar aos outros doentes e por isso, após concluir o ensino de segundo grau, entrou na faculdade de direito da Universidade de Lwow. Já estudante de segundo ano, descobriu a vocação para o sacerdócio, interrompendo o curso de direito, entrou para o Seminário Maior em Lwow.

Beata Madalena Fontaine e comp. mártires - Festa 26 de junho

 

     Estas quatro mártires eram Irmãs da Caridade de São Vicente de Paulo, no convento de Arrás. Foram: Beata Madalena Fontaine, de 71 anos; Beata Francisca Lanel, de 42 anos; Beata Teresa Fantou, de 47; Beata Juana Gerard, de 42.
     Filha de uma boa família temente a Deus, Maria Madalena Fontaine nasceu em Etrépagny, França, a 22 de abril de 1723. Chamada por Deus a vida religiosa na família de São Vicente de Paulo, no dia 9 de julho de 1748, iniciou na Casa-Mãe das Filhas da Caridade, em Paris, os exercícios do Seminário.
     Logo manifestou um desejo de perfeição, uma retidão de espírito e uma firmeza de vontade e não tardaram em designá-la para Superiora da “Casa da Caridade” em Arrás, fundada no tempo de SãoVicente de Paulo e de Santa Luisa de Marillac.
     Havendo triunfado a lúgubre Revolução Francesa em 1789, logo começaram as medidas de perseguição contra a Igreja e as congregações religiosas que atingiram a Casa da Caridade de Arras, mas não fizeram a Irmã Fontaine perder a serenidade e a prudência.