sábado, 4 de julho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Tempo Pascal”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Cinquenta dias
 
A festa da Páscoa é o centro da vida e das celebrações cristãs. A Quaresma nos encaminha como um processo de libertação. Assim é fecunda nossa participação no Mistério de Cristo Morto e Ressuscitado. Pensamos a Páscoa como um único dia, como se fosse um só momento fechado. A liturgia anuncia uma celebração de cinquenta dias. Cinquenta dias, em grego, se diz Pentecostes. Não é somente o domingo de Pentecostes que é a festa da vinda do Espírito Santo. Mais que um dia, é um tempo. Na celebração do dia de Pentecostes encerra-se o período de cinquenta dias depois da Páscoa. Já na tradição judaica é rica de significados. Existia a celebração da festa das colheitas. Depois se tornou a festa memorial do acontecimento salvífico da Aliança do Sinai. A festa cristã de Pentecostes, sempre teve o significado de efusão do Espírito Santo com sentido de dom universal. Desde os inícios da Igreja, nos séculos III e IV, volta-se a atenção também para segunda vinda e para a grande alegria da comunidade por causa da Páscoa. Não entendemos bem, mas essa alegria nos é dada pela celebração pascal. Por isso salientamos a celebração luz do círio, imagem de Cristo vivo e do canto aleluia (Louvores a Deus). Parece-me mais uma alegria que recebemos, do que uma alegria que provocamos. Parece-me também que temos como dom do Espírito somente no dia de Pentecostes. Por isso o tempo pascal fica diluído. Há uma espiritualidade própria na qual predomina também a alegria do Espírito. 
Alegrias da Páscoa 
Os cinquenta dias nos abrem ao dom da Páscoa que não é só a vida nova, mas é também o dom do Espírito que vem do Cristo Ressuscitado. Na primeira aparição aos discípulos Jesus diz, soprando sobre eles: “Recebei o Espírito Santo” (Jo 20,22). Dividimos esse tempo como se só fosse calendário. Mas há um conjunto de realidades que, mesmo distintas, formam uma unidade. Todo o mistério da redenção é único e se manifesta de modos diferentes. Além das celebrações, a graça se manifesta na celebração dos batismos. É o tempo propício para serem batizados filhos de Deus. Depois de serem preparados, durante a Quaresma, havia diversos ritos que culminavam na noite da Vigília Pascal com o Batismo, a Crisma e a Eucaristia. Ficavam com as vestes batismais durante toda a semana da Páscoa. Os batismos eram feitos também na festa de Pentecostes. Assim, agora, podemos manter essa tradição com os batismos no tempo pascal. Como nos renovamos pela Páscoa, mantemos a alegria de ressuscitarmos sempre com Cristo. Estimula também a esperarmos a vinda do Senhor, sobretudo aquela que acontece no dia a dia. 
Tempo que nos ensina 
Os textos da liturgia são uma escola para compreendermos o Mistério Pascal de Cristo. Desses textos entendemos esse tempo. É um tempo dedicado, tanto aos apóstolos como a nós, de compreender essa renovação. Jesus aparece diversas vezes aos discípulos e os instrui até o dia da Ascensão: “Jesus foi levado para o Céu depois de ter dado instruções pelo Espírito Santo aos apóstolos”(At 1,2). Ele continua ensinar a partir da liturgia. Os cristãos são sempre criancinhas que devem continuamente aprender. Aprende-se pela vida e pela instrução. A celebração da Eucaristia, e a quem pode, do Ofício Divino, levam-nos a essa mistagógica fundamental da vida cristã: celebrar para aprender e aprender para celebrar melhor. E, crendo, somos estimulados a conhecer melhor. A leitura recomendada para esse tempo é os Atos dos Apóstolos. Aliás, como é feito desde os inícios da Igreja.
ARTIGO PUBLICADO EM MAIO DE 2021

EVANGELHO DO DIA 04 DE JULHO

Evangelho segundo São Mateus 9,14-17. 
Naquele tempo, os discípulos de João Batista foram ter com Jesus e perguntaram-Lhe: «Por que motivo nós e os fariseus jejuamos e os teus discípulos não jejuam?». Jesus respondeu-lhes: «Podem os companheiros do esposo ficar de luto enquanto o esposo estiver com eles? Dias virão em que o esposo lhes será tirado e nessa altura hão de jejuar». Ninguém põe remendo de pano novo em vestido velho, porque o remendo repuxa o vestido e o rasgão fica maior. Nem se deita vinho novo em odres velhos; aliás, os odres rebentam, derrama-se o vinho e perdem-se os odres. Mas deita-se o vinho novo em odres novos e assim ambas as coisas se conservam». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Pedro Crisólogo
(406-450) 
Bispo de Ravena, 
doutor da Igreja 
 Sermão 31 
O jejum dos amigos do noivo
«Por que motivo nós e os fariseus 
jejuamos e os teus discípulos
 não jejuam?» 
Porquê? Porque, para vós, o jejum é uma prática da lei, não é um oferecimento espontâneo. Ora, em si mesmo, o jejum não tem valor; o que conta é a intenção de quem jejua. Que proveito pensais ganhar jejuando contrariados e forçados? O jejum é um arado maravilhoso para lavrar o campo da santidade: converte os corações, desenraíza o mal, arranca o pecado, enterra o vício, semeia a caridade, mantém a fecundidade e prepara a colheita da inocência. Ora, os discípulos de Cristo estão posicionados no coração do campo maduro da santidade: recolhem molhos de virtudes e gozam do pão da nova colheita; por conseguinte, não podem praticar os jejuns prescritos. «Por que motivo os teus discípulos não jejuam?» O Senhor responde-lhes: «Podem os companheiros do esposo ficar de luto, enquanto o esposo estiver com eles?». Aquele que toma mulher põe o jejum de lado, abandona a austeridade; entrega-se totalmente à alegria, participa nos banquetes; mostra-se afetuoso, delicado e alegre: faz tudo o que a sua afeição pela esposa lhe inspira. Cristo celebrava as suas núpcias com a Igreja: por isso, tomava parte nas refeições, não recusava convites; cheio de benevolência e amor, mostrava-Se humano, acessível, amável, pois desejava unir o homem a Deus e fazer dos seus companheiros membros da família divina.

04 de julho - Beato Pedro Kasui Kibe

Em 24 de novembro de 2008, em Nagasaki, foi celebrada a primeira beatificação em terras japonesas, na qual, não obstante o clima severo, tomaram parte 30.000 fiéis. Como delegado do Papa estava o cardeal José Saraiva Martins, prefeito emérito da Congregação para as Causas dos Santos. Apesar do mau tempo, um dia belíssimo para a Igreja no Japão naquele 24 de novembro de 2008, no qual 188 mártires japoneses juntaram-se aos 395 Beatos e 42 Santos com os quais a Igreja local já podia se orgulhar. Mas desta vez a emoção era ainda mais forte porque, pela primeira vez a cerimônia era celebrada no Japão e precisamente em Nagasaki, uma cidade no arquipélago onde vivem dois terços da comunidade católica local. Há muito havia terminada a era dos "kakure kirisitan", os "cristãos escondidos" de um dos países onde os fiéis pagaram um dos mais altos preços em sangue da história recente e não só, como no caso dos 188, todos martirizados entre 1603 e 1639, em diferentes cidades.

Beato José Kowalski

José Kowalski nasceu em Rzeszów, Polônia, no dia 13 de março de 1911, filho de Wojciech e Sofia Barowiec, o sétimo de nove irmãos. Seus pais, católicos praticantes, eram agricultores, proprietários de um modesto sítio. Depois da escola primária, foi inscrito no colégio salesiano de Oswiecim (Auschwitz). José distinguiu-se logo pelo empenho no estudo e no serviço e pela alegria sincera. Inscreveu-se na Companhia da Imaculada e na Associação Missionária, tornando-se depois seu presidente. Enamorou-se literalmente do carisma salesiano e do seu Fundador, do qual procurou seguir o exemplo em tudo: empenho na animação alegre das festas religiosas e civis, presença apostólica junto aos colegas e, em particular, o primado da vida espiritual.

04 de julho - Santo Antônio Daniel

Santo Antônio Daniel foi um missionário jesuíta em Sainte-Marie entre os índios hurons e um dos mártires norte-americanos. Nasceu em Dieppe em 27 de maio de 1601, era um estudante de Direito que resolver abandonar a faculdade e entrar para a Companhia de Jesus em Rouen, em 1621, onde tornou-se professor de turmas júnior no mesmo colégio, no período de 1623 a 1627, sendo, neste último ano, enviado para o colégio de Clermont em Paris, onde acabou por estudar Teologia. Ordenou-se sacerdote em 1630 e ficou lecionando no College at Eu. Após sua ordenação, em 1632, partiu em missão para o Canadá, na região conhecida como Arcádia, onde trabalhou evangelizando os índios hurons, com seu companheiro, o Padre Ambroise. Chegaram à baía de Santa Anne, em Cape Breton onde ministraram, por um ano, para os jesuítas que haviam se estabelecido no território.

Santo Ulrico (Ulderico), Bispo-Festa: 4 de julho

Ulrico foi encaminhado ao sacerdócio pelo seu tio, Adalberone, Bispo de Augsburgo. A sua sucessão foi oferecida ao jovem clérigo Ulrico, mas ele não aceitou. Entretanto, liderou o episcopado, por 50 anos, a partir de 923, sendo um defensor convicto do povo, do clero local e da própria cidade.
(+)4 de julho de 973
Nascido em 890 na Alemanha, Ulderico deve sua educação ao tio Adalberon, bispo e príncipe de Augsburgo, para onde o jovem retornou após a morte do pai, depois de passar a adolescência no mosteiro de São Galo, na Suíça. Em 908, seu tio o preparou para o sacerdócio e, em seu primeiro ano como sacerdote, fez uma peregrinação a Roma.

Santa Natalia de Toulouse, mercedária – 4 de julho

Natália nasceu em um castelo na aldeia de Caillac (diocese de Albi no Languedoc) pela intercessão de Santa Natália, a esposa do mártir Santo Adriano, da qual sua mãe era devotada. Seus pais eram ricos e piedosos. Desde menina se dedicou ao exercício das virtudes católicas e mais tarde se consagrou a Deus com voto de castidade. Na idade de dezesseis anos, Natália mudou-se com os pais para Toulouse, onde haviam recebido uma herança notável. Os pais desejavam que ela se casasse, mas Natália queria consagrar-se ao Senhor. Para não deixá-los sozinhos, aconselhada pelo Beato Bernardo Poncelli, religioso dos Mercedários de Toulouse, decidiu vestir o hábito da Ordem Terceira dos Mercedários de Toulouse, na qual fez sua solene profissão em 1333. No novo estado, Natália procurou servir a seu Divino Esposo com um heroico exercício das virtudes, fazendo grandes e contínuas penitências.

Santa Berta de Blangy, Abadessa - 4 de julho

Martirológio Romano:
Em Blangy, no território de Arras, na França, Santa Berta, abadessa, que tendo entrado com suas filhas Gertrudes e Deotila no mosteiro por ela fundado, depois de alguns anos se retirou como reclusa em uma cela. 
Santa Berta nasceu na França por volta do ano 640, filha de Rigoberto, conde palatino sob o reino carolíngio de Clodovil II (636-656), e de Ursona, filha do rei de Kent, Inglaterra. Com vinte anos, por motivos de Estado, desposou Sigfrido, um parente do rei; do matrimônio nasceram cinco filhas. Quando seu marido morreu, em 672, depois de vinte anos de matrimônio, ela pode por fim abraçar sua vocação monástica, para o que construiu duas casas de oração.

Beata Catarina Jarrige, Terciária Dominicana - 4 de julho

Catarina Jarrige - conhecida como "Catinon-Menette" em seu dialeto local - veio ao mundo no dia 4 de outubro de 1754, em Doumis, Cantal, França. A última a nascer numa família de sete filhos, ela tinha três irmãos e três irmãs. Era uma família de agricultores pobres. Pierre Jarrige, o pai, trabalhava duro para sustentar os seus. Sua mãe chamava-se Maria Célarier. A família toda se acomodava em uma única peça da casa. Catarina levava a vida simples de uma pequena camponesa pobre de seu tempo. Na época, a escolaridade não era obrigatória e, como muitas meninas de então, não frequentou a escola. Ela adquiriu aquela sabedoria rural transmitida pela experiência e ensinamento dos mais velhos, o contato cotidiano com a natureza e o Catecismo. Ela vivia nos campos com seus irmãos e as crianças dos arredores.

PROFETA OSEIAS

Oseias (em hebraico: הוֹשֵׁעַ, transl. Hošeaʿ, tib. Hôšēăʿ, "Salvação do/é o Senhor"; em grego: Ὠσηέ, transl. Ōsēe) foi um personagem bíblico, e um profeta em Israel no século VIII a.C., filho de Beeri. É um dos Os Doze Profetas Menores da Bíblia hebraica judaica, e do Antigo Testamento cristão. Oseias exerceu seu ministério durante o governo dos reis Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias, todos reis de Judá e durante o reinado de Jeroboão, rei de Israel. 
Biografia 
De acordo com o Livro de Oseias, este teria se casado com a prostituta Gomer, filha de Diblaim, por ordem de Deus. A vida familiar de Oseias refletia a relação "adúltera" que Israel havia construído com os deuses politeístas.

Santo André de Creta (de Gortina) Bispo Festa: 4 de julho

(*)Damasco, por volta de 660 – (+)Lesbos, 740
 
Nasceu em Damasco em 660, mas era monge e membro do clero de Jerusalém. Foi enviado a Constantinopla, onde serviu como diácono e ocupou vários cargos. Por volta de 700, foi eleito bispo de Gortina, a metrópole da ilha de Creta. Faleceu em Erissos, na ilha de Lesbos, em 4 de julho de 740. Era orador e poeta. Escreveu homilias e panegíricos e também se destacou como compositor de hinos, criando as melodias para eles. Escreveu ainda sobre teologia mariana. 
Martirológio Romano: Em Eressos, na ilha de Lesbos, ocorreu a passagem de Santo André de Creta, bispo de Gortina, que com orações, hinos e cânticos de refinada arte cantou os louvores de Deus e exaltou a Virgem Mãe de Deus imaculada e assunta ao céu.

Isabel de Portugal Rainha, Religiosa, Santa 1271-1336

Isabel, rainha de Portugal, nasceu em 1271, filha de Pedro III de Aragão e de Constança, filha de Manfredi, rei da Sicília e sobrinha do imperador Frederico II. No batismo recebeu o nome de Isabel para honrar a memória de sua grande tia, Santa Isabel da Hungria, canonizada quarenta anos antes por Gregório IX em 1235. Casou-se com o jovem rei Dom Dinis, o qual posteriormente se tornou o fundador da primeira faculdade portuguesa e o grande impulsionador da agricultura em Portugal na época, razão pela qual lhe deram o cognome de Dom Dinis “O Agricultor”!!! Os portugueses acolheram com entusiasmo a sua soberana e não foram decepcionados pela jovem simples e austera em sua vida privada, grande benfeitora de seus próprios súditos. Deu a seu marido dois filhos: Afonso, o herdeiro do trono, e a princesa Constância.

Beatos Mártires de Iorque

York, 4 de julho de 1597 
Todos os quatro compartilharam o destino do martírio durante o reinado de Elizabeth I e, movidos por uma fé profunda, desafiaram as leis anticatólicas da época, dedicando suas vidas à propagação da religião católica na Inglaterra. Andleby , nascido em uma família nobre de Yorkshire, converteu-se ao catolicismo após conhecer William Allen no Douay College. Ordenado padre em 1577, ele retornou à Inglaterra para realizar seu ministério, inicialmente sozinho e depois em colaboração com outros padres. Sua dedicação aos pobres e prisioneiros fez dele uma figura amada e venerada. Abbot , por outro lado, converteu-se da Igreja da Inglaterra após um período de reflexão. Seu zelo o levou a trabalhar pela conversão de outros, uma ação considerada traição sob as leis da época. Preso junto com Andleby e outros católicos, Abbot foi acusado de ter instruído um ministro protestante na fé católica. Apesar da tortura e das promessas de perdão, os quatro se recusaram a renegar sua fé. Condenados à morte, eles foram executados em York em 4 de julho de 1597. Seu testemunho heróico os tornou símbolos da resistência católica e levou à sua beatificação em 1929 pelo Papa Pio XI.

Pedro Jorge Frassati Leigo, Beato 1901-1925)

Mais uma vida bem curta, mas em linha recta para Deus, e incomparável como apaixonante modelo para rapazes, aos quais aconselhamos vivamente a leitura da sua bela biografia ('), da qual vamos dar aqui ligeiríssimo apontamento. Nascido em Turim em 1901, filho do Director do jornal «La Stampa», que também foi embaixador de Roma em Berlim, e duma mãe admirável, que nele soube incutir o incondicional culto da verdade e formar-lhe a vontade numa educação viril, de montanhês de Bielle — nem doces, nem mimos; vinho só em dias de festa — realizou o mais completo tipo de autêntica virilidade, aquela que o mundo é incapaz de conceber: a virilidade que domina as paixões da adolescência e sabe sujeitar inteiramente a vida a uma vontade forte. Não se deixou viver; venceu a vida.

MARIA CRUCIFIXA CÚRCIO Religiosa, Fundadora, Beata 1877-1957

Fundadora da Congregação
 das Irmãs Carmelitas
Missionárias de Santa Teresa 
do Menino Jesus.
Beatificada em 13 de novembro de 2005.
Maria Crucifixa Cúrcio, fundadora da Congregação das Irmãs Carmelitas Missionárias de Santa Teresa do Menino Jesus, nasceu em Íspica (Ragusa), diocese de Noto Sicília ― Itália, em 30 de janeiro de 1877. Seus pais eram: Salvatore Cúrcio e Concetta Franzò. Sétima de dez filhos transcorre a infância em um ambiente familiar culturalmente e socialmente elevado, manifestando logo uma inteligência vivaz, um caráter alegre, decidido e determinado, amadurecendo, nos primeiros anos da adolescência, uma elevada e notável tendência à piedade, atenção e solidariedade para com os mais fracos e marginalizados.

ORAÇÕES - 04 DE JULHO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado
.4 – Sábado Santos: Isabel de Portugal, André de Creta, Oseias
Evangelho (Mt 9,14-17) “Por acaso, os amigos do noivo podem estar de luto enquanto o noivo está com eles?”
Sem olhar para todo o significado do jejum no tempo de Jesus, chamou minha atenção essa frase. Se ele está conosco, é tempo de alegria, não podemos entregar-nos à tristeza, por maiores que sejam as dificuldades e até dores. Com ele sabemos que ainda não estamos no tempo da colheita, mas o os frutos são garantidos.
Oração
Senhor Jesus, avivai minha fé no vosso amor, na vossa presença entre nós. Não peço que me livreis de lágrimas e dores, lutas e trabalhos. Ajudai-me a vos deixar levar-me pelos caminhos do crescimento e da purificação. Não deixeis que me torne lamuriento, triste ou amargo. Ensinai-me me a viver, sem buscar sempre consolo.

sexta-feira, 3 de julho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Permanecei no meu amor”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
A morada de Deus
 
A liturgia desse domingo nos remete à oração coleta da celebração: “Dai-nos celebrar com fervor esses dias de júbilo em honra do Cristo ressuscitado, para que nossa vida corresponda aos mistérios que recordamos”. A correspondência ao mistério celebrado e à vida em Cristo estão na verdade de que são um só mistério vivido na dimensão simbólica e em sua realização na vivência do amor fraterno. Simbólica enquanto podemos conhecer a vida de Deus em nós e no mundo através dos gestos sacramentais. São símbolos eficazes da graça. Realizamos os gestos sacramentais e Deus nos dá sua graça correspondente aos sinais. A vida de Deus em nós se manifesta através do amor fraterno que é expressão do amor colocado em nossos corações. Esse é o tempo de Deus: o amor. É como um espelho do Céu. “A glória de Deus a ilumina e sua lâmpada é Jesus, o Cordeiro” (Ap 21,23). O esplendor da Cidade Santa – Jerusalém Celeste – o Céu - está na glória de Deus manifestada em Cristo Ressuscitado. O povo judeu sentia a presença de Deus na cidade santa e o templo era seu orgulho. Com a vida de Cristo e sua Ressurreição se reconstrói essa cidade no coração do povo. Ela acolherá todos os eleitos. Quem são os eleitos? Os que constroem o templo de Deus em suas vidas e na comunidade. A comunidade é o templo de Deus no mundo. Sua luz é a vida dos fiéis, aqueles que, como Cristo, permanecem unidos ao Pai e aos irmãos. Precisamos fazer da Igreja uma luz diferente para o mundo. As estruturas humanas quando não são morada de Deus no mundo, são inúteis e perniciosas. 
A morada dos homens 
Jesus proclama a nova residência de Deus na morada dos homens: “Se alguém me ama, guardará minha palavra e meu Pai o amará e viremos a ele e nele estabeleceremos morada” (Jo 14, 23). O coração fraterno edifica a casa de Deus no mundo. Nela encontramos o Pai, o Filho e o Espírito. O Pai ama, O Filho é a Palavra e o Espírito é a memória do ensinamento. Abre o sentido e o conteúdo da Palavra expressa através de nossas categorias humanas. Recorda o que Jesus disse e edifica nossa vida de acordo com a Palavra. Assim o amor de Deus é permanente. Dessa casa de peregrinos, pois estamos de passagem, vamos à casa definitiva. Nela edificamos a Jerusalém celeste, feita de pedras preciosas que são o coração dos filhos de Deus. O amor fraterno fortalecerá os alicerces no ensinamento dos Apóstolos do Cordeiro. É a casa do amor fraterno. Onde há o amor de doação, ali Deus está. O amor não é um privilégio da instituição Igreja. É o fruto do Espírito derramado no mundo. Onde existe o amor, aí Deus está. Não nos interessa ter mais cristãos no mundo, mas que o amor penetre todos os segmentos da sociedade. Podemos ver que muitas ações sociais existente são como que continuação das obras de caridade das irmandades. 
Buscando caminhos 
Queremos uma vida serena na Igreja. Mas continuamos humanos e recebemos o Evangelho em nossa condição humana. Esse é o melhor chão para se semear a Palavra pois Cristo viveu essa condição como o melhor meio de fazer a revelação do Pai. As tensões na comunidade não querem demonstrar que não conseguiram ainda ser morada de Deus entre os homens. Na linha da Encarnação, Deus dirige seu povo através de homens e mulheres vivos e em crescimento. A comunidade é perfeita porque não tem problemas, mas porque tem a capacidade de ver os problemas e procurar a solução na fé animada pelo amor. O amor fraterno dá a certeza de que Deus fez sua morada em nós. Por isso produzimos frutos. 
Leituras:Atos 10,25-26.34-35.44-48; 
Salmo 97; 
1ª João 4,7-10; João15,9-11. 
1. A vida de Deus em nós se manifesta através do amor fraterno. 
2. O amor não é um privilégio da Igreja. É o fruto do Espírito derramado no mundo. 
3. Deus dirige seu povo através de homens e mulheres vivos e em crescimento. 
Deus quer uma casa 
Tá ruim o negócio imobiliário. Jesus escolheu a terminologia morada para expressar sua vida em nós. Quer nossa casa. Está difícil ser uma casa para Deus morar. Ele é muito exigente. Tem uma mobília grande e muito tareco. Temos casa. Mas não se ajusta às suas necessidades. Primeiro temos que sair de dentro para Ele poder entrar. Deus só entra em nós quando saímos de nós. Deus quer fazer muitas coisas, mas só faz através de nós. O Reino de Deus não é das alturas, mas das baixuras. Essa casinha que somos nós tem que ser aberta para todos. É uma invasão. Só confusão.
Homilia do 6º Domingo da Páscoa (09.05.2021)

EVANGELHO DO DIA 03 DE JULHO

Evangelho segundo São João 20,24-29. 
Naquele tempo, Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. Disseram-lhe os outros discípulos: «Vimos o Senhor». Mas ele respondeu-lhes: «Se não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, se não meter o dedo no lugar dos cravos e a mão no seu lado, não acreditarei». Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez em casa e Tomé com eles. Veio Jesus, estando as portas fechadas, apresentou-Se no meio deles e disse: «A paz esteja convosco». Depois disse a Tomé: «Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; aproxima a tua mão e mete-a no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente». Tomé respondeu-Lhe: «Meu Senhor e meu Deus!». Disse-lhe Jesus: «Porque Me viste, acreditaste; felizes os que acreditam sem terem visto».
Tradução litúrgica da Bíblia 
Bento XVI 
Papa de 2005 a 2013 
Audiência geral de 27/09/06 
(trad. DC 2367, p. 958 © Libreria Editrice Vaticana) 
São Tomé quer seguir Cristo para onde quer que Ele vá e compreender tudo o que Ele diz Quando Jesus, num momento crítico da sua vida, decidiu ir a Betânia para ressuscitar Lázaro, aproximando-Se assim perigosamente de Jerusalém (cf Mc 10,32), Tomé disse aos seus condiscípulos: «Vamos nós também, para morrermos com Ele» (Jo 11,16). 
Esta sua determinação em seguir o Mestre é deveras exemplar e oferece-nos um precioso ensinamento: revela a disponibilidade total para aderir a Jesus, até identificar o próprio destino com o dele e querer partilhar com Ele a prova suprema da morte. De facto, quando os Evangelhos usam o verbo «seguir» é para significar que para onde Ele Se dirige, para lá deve ir também o seu discípulo. Deste modo, a vida cristã define-se como uma vida com Jesus Cristo: morrer juntos, viver juntos, estar no seu coração como Ele está no nosso. Uma segunda intervenção de Tomé está registada na Última Ceia. Naquela ocasião Jesus, predizendo a sua partida iminente, anuncia que vai preparar um lugar para os discípulos, para que eles estejam onde Ele estiver; e esclarece: «Para onde Eu vou, conheceis o caminho»; é então que Tomé intervém e diz: «Senhor, não sabemos para onde vais: como podemos conhecer o caminho?». Estas palavras proporcionam a Jesus a ocasião para proferir a célebre definição: «Eu sou o caminho, a verdade e a vida» (Jo 14,4-6). Tomé é, portanto, o primeiro a quem é feita esta revelação, mas ela é válida também para todos nós Ao mesmo tempo, a sua pergunta confere-nos o direito, por assim dizer, de pedir explicações a Jesus. Muitas vezes, não O compreendemos; tenhamos a coragem de Lhe dizer: não te compreendo, Senhor, ouve-me, ajuda-me a compreender. Desta forma, com esta franqueza, que é o verdadeiro modo de rezar, de falar com Jesus, exprimimos a insuficiência da nossa capacidade de compreender, ao mesmo tempo que nos colocamos na atitude confiante de quem espera luz e força daquele que é capaz de as conceder.

SANTO EUTÍQUIO

 
Eutíquio foi condenado ao martírio no IV século. Após uma privação prolongada de comida e sono, foi finalmente lançado em um precipício. As notícias que temos sobre ele se encontram no epitáfio, colocado pelo Papa Dâmaso sobre seu túmulo, no cemitério de São Sebastião, na Via Ápia, em Roma. 

Beata Maria Ana Mogas Fontcuberta, Fundadora - 3 de julho

Seus pais, Lourenço Mogas e Madalena Fontcuberta, eram abastados proprietários de terras. Maria Ana Peregrina Mogas nasceu em Carró de Vall (Granollers, Barcelona, Espanha) no dia 13 de janeiro de 1827 e foi batizada no dia seguinte. Educada pela família numa vida cristã coerente, frequentou com proveito a escola elementar. A serenidade da família foi abalada em 1834 com o falecimento do pai, seguida pela da mãe em 1840. Sua tia e madrinha, Maria Mogas, levou-a para Barcelona, onde continuou seus estudos.Por volta de 1848, Maria Ana, que era orientada a uma vida piedosa e ao apostolado paroquial, se uniu a um grupo de noviças capuchinhas exclaustradas pela perseguição antirreligiosa daquele tempo, as quais tinham a intenção de constituir um centro para a educação da juventude.