domingo, 30 de abril de 2023

REFLETINDO A PALAVRA - “Tu és o Messias”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Quem quiser me seguir
 
Um autor, Tomás Frederici, explicando a profissão de fé de Pedro, diz que Jesus chegara ao meio de sua missão e vê que parece haver um fracasso. Ele está ali com um grupinho de discípulos e o povo não sabe quem Ele é: “‘Que dizem o homens que eu sou?’ Eles responderam: ‘Alguns dizem que tu és João Batista; outros que é Elias; outros dizem que é um dos profetas’” (Mc 8,27-28). O Messias esperado é um desconhecido. Não sabem quem Ele é. Esse acontecimento se dá fora do território de Israel, nas nascentes do Jordão. Ali, comentou-me um padre que é daquela região, havia um templo pagão ao Filho de Deus. S. Mateus (16,16) acrescenta a Messias, o Filho de Deus. A resposta de Pedro condensa tudo o que se esperava do Messias futuro: Messias (em hebraico) é a mesma palavra Cristo (em grego) e significa o Ungido de Deus: Ele é o descendente de Davi, nele se espera o dom divino da justiça, liberdade, prosperidade, o Reino de Deus. Toda a história do povo tem sentido na espera deste Messias. Não há outro Filho do Homem a se esperar. Notemos que essa profissão de fé de Pedro confirma Jesus em sua caminhada, pois havia gente que não acreditava em Jesus. Por que Jesus proíbe que digam que Ele é o Messias? Ele sabe que o povo espera um messias político. Para evitar isso manda que não comentem com ninguém (v. 30). O Messias, como Jesus entendia, deveria sofrer muito, morrer e ressuscitar. Marcos vai além do sofrimento de Jesus e explica que o discípulo passa pelo mesmo caminho que Jesus-Messias: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me, pois quem quiser salvar sua vida, vai perdê-la; mas quem perder a sua vida por causa de mim e do evangelho, vai salvá-la” (Mc 8, 34-35). Quem aceita Jesus aceita participar do que Ele viveu, com a promessa de participar de sua ressurreição. A fé em Jesus recusa qualquer mudança em seu modo de ser Messias. 
Fé sem obras é morta 
A carta de Tiago enfrenta um problema sério nas comunidades: A fé desligada da vida. Paulo ao afirmar que o “justo viverá da fé” (Rm 1.17) e que “o homem é justificado pela fé, sem as obras da leis (Rm 3,28), pode ter provocado nos cristãos um desleixo das obras da fé. Mas ele mesmo afirmará que a “fé age pela caridade” (Gl 5,6). Tiago responde que “a fé, se não se traduz em obra, por si só está morta” (Tg 2,17). A profissão de fé implica no seguimento de Jesus de maneira total, colocando em prática o mandamento do amor. Tiago escreve: “Mostra-me tua fé sem as obras, que eu te mostrarei a minha fé pelas obras” (Tg 2,18). Paulo afirma também as obras da fé pela caridade. A fé salva, mas não sem as obras. 
Afasta-te, satanás! 
Estranhamos a atitude de Jesus quando Pedro o repreende por mostrar o caminho da Paixão. Jesus foi duro: “Vai para longe de mim, Satanás! Tu não pensas como Deus, e sim como os homens” (Mc 8,33). Satanás significa o inimigo, o que tentara Jesus no deserto. Jesus fala essas palavras olhando para os discípulos (v.33). Esse olhar quer dizer que seu compromisso está ligado também aos discípulos que crêem Nele. A profissão de fé na Eucaristia é um momento de reafirmar nossa adesão clara a Jesus. Muitos gostam dele, mas nem sempre do jeito que Ele é. Usam Jesus para seus fins e não o aceitam como Ele é. Quem sabe quem é Jesus, tem uma atitude coerente com Ele e não com os homens. 
Leituras:Isaias 50,5-9a;Tiago 2,14-18;
Salmo 114; Marcos 8,27-35. 
1. Jesus está em crise em sua missão. O povo, depois de tanto tempo, não sabe ainda quem Ele é. A profissão de fé de Pedro confirma Jesus em sua missão. Messias, o mesmo que Cristo, tudo o que o povo esperava. Jesus não aceita ser um messias político. Marcos afirma também que o discípulo segue o mesmo caminho. Quem aceita Jesus participa do que Ele viveu, com a promessa da ressurreição. A fé em Jesus recusa qualquer mudança em seu modo de ser Messias. 
2. A carta de Tiago enfrenta um problema sério nas comunidades: a fé desligada da vida. Paulo, ao afirmar que o “justo viverá da fé”, poderá ter provocado um desleixo das obras da fé. Tiago responde que “a fé, se não se traduz em obra, por si só está morta”. A profissão de fé implica no seguimento de Jesus de maneira total.
3. Jesus dá uma resposta a Pedro que o repreende por falar da Paixão, dizendo: “Vai para longe de mim, Satanás! Tu não pensas como Deus, e sim como os homens”. Satanás significa o inimigo, aquele o que tentara no deserto. Jesus diz estas palavras olhando para os discípulos que crêem nele. Em cada missa reafirmamos nossa fé. 
Cara de capeta! 
Pedro levou uma chamada Jesus que tirou lasca. Ele se opunha à missão dele. Jesus fala duro: “Sai da minha frente, satanás! Você não pensa como Deus, mas como os homens”. Pedro acabara de professar a fé em Jesus como enviado de Deus. E levou. Jesus não o desmereceu, mas o colocou em seu lugar. Era o jeitão dele. Por que Pedro levou desta vez? Jesus tem seu caminho para o sofrimento. O discípulo também passa pelo mesmo caminho da cruz e da perda para ganhar a vida. S. Tiago explica que essa fé no seguimento de Jesus se mostra através das obras. A fé sem obras é morta. Não basta dizer que tenho fé, que Jesus já salvou. Tenho que mostrar através da vida, na caridade. Vejamos bem: grupos de reflexão, irmandades, grupo de oração, Igreja que seja, sem obras é morta, defunto frio, gelado. Não é o caminho de Jesus. A esses podemos dizer: Sai da frente, satanás! Tem cara de capeta. 
Homilia do 24º Domingo do Tempo Comum (13.09.2009)

EVANGELHO DO DIA 30 DE ABRIL

Evangelho segundo São João 10,1-10. 
Naquele tempo, disse Jesus: «Em verdade, em verdade vos digo: aquele que não entra no aprisco das ovelhas pela porta, mas entra por outro lado, é ladrão e salteador. Mas aquele que entra pela porta é o pastor das ovelhas. O porteiro abre-lhe a porta e as ovelhas conhecem a sua voz. Ele chama cada uma delas pelo seu nome e leva-as para fora. Depois de ter feito sair todas as que lhe pertencem, caminha à sua frente; e as ovelhas seguem-no, porque conhecem a sua voz. Se for um estranho, não o seguem, mas fogem dele, porque não conhecem a voz dos estranhos». Jesus apresentou-lhes esta comparação, mas eles não compreenderam o que queria dizer. Jesus continuou: «Em verdade, em verdade vos digo: Eu sou a porta das ovelhas. Aqueles que vieram antes de Mim são ladrões e salteadores, mas as ovelhas não os escutaram. Eu sou a porta. Quem entrar por Mim será salvo: é como a ovelha que entra e sai do aprisco e encontra pastagem. O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir. Eu vim para que as minhas ovelhas tenham vida e a tenham em abundância». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Catarina de Sena (1347-1380)
Terceira dominicana, doutora da Igreja, 
copadroeira da Europa 
Sobre a obediência, cap. I-II, nn. 154-155 
O porteiro do Céu
Santa Catarina de Sena ouviu Deus dizer-lhe: Quem não obedecer não pode entrar na vida eterna. Sem a obediência, ficará de fora; a obediência é a chave com a qual foi aberta a porta que tinha sido fechada pela desobediência de Adão. Levado pela minha bondade infinita, não podendo conceber que o homem que Eu tanto amava não tivesse como seu fim último o regresso a Mim, tomei a chave da obediência e pu-la nas mãos do doce Verbo de amor, minha verdade, que coloquei como porteiro do Céu. É Ele que abre essa porta. Sem esta chave e este porteiro, ninguém pode entrar. Foi isso que Ele vos ensinou no seu evangelho quando vos disse que ninguém pode vir a Mim, o Pai, a não ser por Ele (cf Jo 14,6). Quando deixou a companhia dos homens para regressar para junto de Mim, subindo ao Céu, deixou-vos esta chave preciosa que é a obediência. Já te disse que é uma chave que abre o Céu, e que Ele confiou às mãos do seu vigário. Este vigário entrega-a a cada um de vós quando, na receção do batismo, vos comprometeis a renunciar ao demónio, ao mundo, às suas pompas e aos seus prazeres. Por esta promessa de submissão, recebeis a chave da obediência, possuindo-a cada um de vós para seu uso próprio, a mesma chave que o meu Verbo utilizou. Se o homem não se deixar guiar pela luz da fé e a mão do amor para abrir a porta do Céu com esta chave, não poderá entrar, apesar de o meu Verbo já ter aberto a porta. Criei-vos sem vós, mas não vos salvarei sem vós. Tendes, pois, de ter esta chave na mão; não podeis ficar sentados, tendes de andar. Adiante, pelo caminho aberto pela minha verdade! Erguei-vos!

Santa Sofia de Fermo, Virgem e mártir 30 de abril

Etimologia:
Sofia = sabedoria, sabedoria, do grego 
Martirológio Romano: Em Fermo in the Marche, Santa Sofia, virgem e mártir.
Santos VISSIA e SOFIA, virgens e mártires de Fermo 
Uma coisa é certa, a Igreja através do seu texto oficial, o "Martirológio Romano", celebra as santas Vissia (a 12 de Abril) e Sofia (a 30 de Abril) virgens e mártires de Fermo no Piceno Itália. 
Dito isso, nada mais se sabe sobre suas vidas ou por que eles são celebrados juntos. De resto temos algumas notícias dispersas, o historiador Ughelli em seu "Italia Sacra" vol II, falando da diocese de Fermo (Ascoli Piceno), atesta que o corpo de Santa Vissia repousa na catedral e de fato na igreja metropolitana da cidade, existem vários relicários, entre os quais em uma distinta urna de ébano com ornamentos de metal dourado de estilo barroco, a cabeça de Santa Vissia mártir é preservada, estranhamente em outra urna também é preservada a cabeça de Santa Sofia mártir. Essa coincidência dos dois crânios sugere que eles foram martirizados ao mesmo tempo, se não juntos e provavelmente decapitados. De acordo com as tradições locais, Sofia e Víssia sofreram o martírio por volta de 250, sob o império de Décio (249-251) durante a sétima perseguição que ele convocou.

Bem-aventurado Bento de Urbino

Sacerdote da Primeira Ordem (1560-1625). Beatificado por Pio IX no dia 15 de janeiro de 1867. Nasceu em Urbino a 13 de Setembro de 1560 no seio de uma família nobre. Recebeu no Batismo o nome de Marcos. Ficou órfão aos 10 anos de idade. Profundamente inteligente e com gosto pelo estudo, foi enviado, primeiro para Perusa, e depois para Pádua onde se doutorou em Direito, depois de um curso brilhante, tendo apenas 22 anos. Passou a viver em Roma na corte do Cardeal João Jerónimo Albani, porém, teve de se afastar dali devido a dificuldades de índole familiar. Entretanto, ia amadurecendo a sua vocação religiosa e, saturado da vida mundana que se respirava à sua volta, ao fazer 23 anos, pediu para entrar na Ordem dos Capuchinhos. A sua constituição frágil e delicada criou-lhe grandes obstáculos, que venceu com a sua constante insistência e com as belíssimas qualidades morais de que se encontrava adornado. Foi admitido à profissão na Ordem dos Capuchinhos em 1585, com o nome de Frei Bento de Urbino. Completados os estudos sacerdotais, foi ordenado presbítero. Aprovado para o ofício da pregação, bem depressa se entregou a esse ministério com grande fervor de espírito e simplicidade de palavra, atraindo a todos pela sua modéstia, por uma grande alegria de espírito unida à oração constante, à pobreza e austeridade. Em 1599 foi escolhido para integrar o grupo de capuchinhos enviados à Boêmia sob a direção de São Lourenço de Brindes para aí defender e difundir a fé católica no meio dos Ussitas e Luteranos.

30 de abril - Beata Paulina Von Mallinckrodt

Podemos resumir a mensagem espiritual da nova Beata Paulina von Mallinckrodt em um programa de vida muito atual e concreto: seguir a Cristo sem reservas e com uma fé inabalável; amor de Deus e dedicação amorosa aos mais infelizes e aos mais pobres, pelo amor de Cristo. Madre Paulina von Mallinckrodt era rica em dons naturais: caráter simples, bondade, confiança no próximo, tenacidade na realização de seus propósitos; fidelidade constante às decisões fundamentais de sua vida - mesmo em provações e dificuldades - e espírito de sacrifício, com o qual se entregou livre e generosamente a todos. Esses preciosos dons, que Deus lhe havia confiado tão generosamente, foram levados à plenitude por um profundo e forte espírito de fé. Este dom da graça, que ela recebeu no Batismo, desenvolveu-se admiravelmente sob a orientação de sua mãe e de seus professores. Cresceu no ambiente sereno de uma família em que reinava o amor e a estima mútuos, num clima que não estava inteiramente livre de dores secretas por causa das diferentes confissões dos pais: a mãe, uma católica devota; o pai, um protestante convicto. Com a ajuda da graça, consolidou-se a fidelidade de Paulina ao Senhor, refletindo sobre esta situação.

SÃO PEDRO LEVITA(ABENÇOADO), DIÁCONO

Pedro tornou-se Beneditino após ter encontrado o futuro Santo e Papa Gregório Magno, que o quis diácono na Sicília e na Campânia e, enfim, diácono em Roma. Esteve sempre ao lado do Papa, quando se retirou para o Mosteiro do Célio para de se dedicar aos seus escritos. Pedro Levita faleceu em 605.
Em Roma, abençoado Pedro Diácono (ou Levita), monge do mosteiro de Célio, que por mandato do O Papa São Gregório Magno administrou prudentemente o patrimônio da Igreja Romana e diácona ordenada, serviu fielmente ao pontífice. O beato Pedro Levita (diácono) nasceu por volta de meados do século VI, talvez no Piemonte italiano, como indicam algumas tradições, na cidade atual de Salussola, ou na própria cidade de Roma. A verdade é que na década do 70 está estudando na Cidade Eterna letras e filosofia, e sabe quem Ele se tornará São Gregório Magno, um monge sob a Regra de São Bento, alguns anos mais velho que ele, com quem estabelecerá uma amizade que será uma colaboração para o papado. Gregório foi eleito papa em 590, Pedro é subdiácono na época, e ele é imediatamente enviado à Sicília pelo papa como seu vigário. Algumas letras Gregório apresenta seu legado aos bispos sicilianos, outros se dirigem ao próprio Pedro, com quem discute questões relativas à sua missão como vigário: marcação de territórios, doações, assistência aos pobres, vigilância dos costumes do clero, construção de igrejas, etc.

SÃO QUIRINO, MÁRTIR, NA VIA ÁPIA

No século III, os mártires romanos Alexandre, Evêncio e Teódulo, presos por ordem de Tibério, foram confiados ao tribuno romano, Quirino. Este, porém, impressionado pelos seus milagres, se converteu e foi batizado com a sua filha, Balbina. Por isso, também sofreu o martírio, por causa da sua fé.
Foi um tribuno romano a quem foram confiados os mártires Alexandre, Eventius e Teódulo, presos por ordem do imperador Trajano (53-117); converteu-se depois de ver os milagres que realizaram e foi batizado junto com sua filha Balbina, mais tarde sofreu o martírio, sendo decapitado em 30 de março de um ano no início do século III; seu corpo foi enterrado no cemitério de Praetextatus, na Via Ápia. Uma epígrafe funerária do século V encontrada no cemitério, leva seu nome. As relíquias do santo tribuno mártir tinham uma história separada, assim como as de muitos mártires das catacumbas romanas, que foram enviados para mosteiros e igrejas famosas em toda a Europa. De acordo com um documento elaborado em Colônia em 1485, seu corpo foi doado em 1050 pelo papa Leão IX a uma abadessa chamada Gepa, que os transferiu para Neuss, no Reno, na Alemanha. Ainda hoje as relíquias são veneradas na catedral de San Quirino (1206) desta cidade. Seu culto atingiu seu auge em 1471, durante o cerco que Neuss sofreu; desta cidade o culto se espalhou por toda a Alemanha, especialmente em Colônia, Bélgica e Itália. (Futuro) 
Martirológio Romano: Em Roma, no cemitério de Praetextatus, na Via Ápia, São Quirino, mártir, que, como tribuno, coroou seu testemunho de fé com o martírio.

Beata Paulina von Mallinckrodt, Fundadora - 30 de abril

      Paulina von Mallinckrodt nasceu no dia 3 de junho de 1817 em Minden, Vestefália. Era a filha mais velha de Detmar von Mallinckrodt, de religião protestante e alto funcionário do governo da Prússia, e de sua esposa, a Baronesa Bernardine von Hartmann, de religião católica, nascida em Paderborn.      Desde pequena absorvia com avidez a formação dada por sua mãe com amor. Dela herdou uma fé profunda, um grande amor a Deus e aos pobres, e uma férrea adesão à Igreja Católica e a seus pastores. Herança paterna: a firmeza de caráter, os sólidos princípios, o respeito aos demais e o cumprimento da palavra empenhada. Paulina passou parte de sua infância e de sua juventude em Aachen, para onde seu pai fora trasladado. Quando contava 17 anos sua mãe faleceu e ela tomou a direção da casa e da educação de seus irmãos menores, Jorge e Hermann, e da pequena Berta. Cumprida sua tarefa, encontrava tempo e meios para se colocar ao serviço de tantos pobres que sofriam as consequências causadas pelas mudanças sociais, econômicas e técnicas de seu século. Em Aachen, com suas amigas, cuidava dos doentes, das crianças e dos jovens.      

PIO V Papa, Santo (1551-1572)

O século XVI ficou marcado principalmente pela Reforma protestante, Contra Reforma Católica (Concílio de Trento) e início das grandes navegações. Provavelmente esse foi o século com o maior número de Santos da história da Igreja: São Felipe Neri, Santa Teresa de Avila, São Pedro de Alcântara, São Carlos Borromeu, Santo Inácio de Loyola, São Francisco Xavier, São Pedro Canísio e etc… Um dos santos desse século foi o Papa São Pio V. Miguel Ghisleri nasceu em 1504, em Bosco Marengo, na província de Alexandria e, aos quatorze anos já ingressara na congregação dos dominicanos. Foi professor, prior de convento, superior provincial, inquisidor em Como e Bérgamo, bispo de Sutri e Nepi, depois cardeal, bispo de Mondovi e, finalmente, papa, em 1566, tomando o nome de Pio V. Possuía três grandes devoções: a Eucaristia, o Rosário e a Santíssima Virgem Maria. Foi um professor tão brilhante e recebia tantos elogios que achou necessário impor a si mesmo duras penitências, de modo a combater o orgulho. 
A vida como Papa 
Celebrava uma missa todos os dias e rezava muitas horas por dia, principalmente o rosário, pois era muito devoto de Nossa Senhora. As pessoas ficavam impressionadas com a quantidade de horas que ele rezava, e não compreendiam como conseguia ter tempo para fazer outras coisas. Participava pessoalmente de todas as principais procissões de Roma. Em Corpus Christi era normal que carregassem o Papa, mas ele nunca se deixou carregar e sempre ia andando no meio do povo. Durante o carnaval, percorria as ruas de Roma, rezando no meio dos foliões com o terço na mão. Como Papa continuou fazendo muitas penitências.

JOSÉ BENEDITO COTTOLENGO Presbítero, Fundador, Santo (1786-1842

UM DIPLOMATA “DISFARÇADO” DE PADRE...! 
Quando vi pela primeira vez esta fisionomia, levei um susto. A surpresa que dominou meu espírito é explicável: semblante tão positivo, reflectindo um homem com olhar tão lúcido, tão inteligente, com tal capacidade de tocar e manejar as coisas, de fazê-las irem para frente com tanta diplomacia, a meu ver poderia ser qualificado como o de um diplomata “disfarçado” de padre. Ele viveu no século XIX, e chamava-se José Benedito Cottolengo. Reveste sua cabeça o chapéu eclesiástico denominado barrete, no qual se notam, do lado esquerdo, três arcos: representação da Unidade e Trindade divinas. Lindo símbolo da Igreja. No rosto cheio, a decisão. O que ele quer, deseja-o efectivamente. Olhos de tamanho médio, quase grandes. Olhar vivo, por um lado denotando a resolução e a faculdade de fazer o que os ilustres patrícios dele — os italianos — definem com a expressão “fare dalla combinazione” (fazer combinações de toda ordem); mas, por outro lado, revelando espírito resoluto de quem parece dizer: “Vamos para a frente, qualquer complicação eu derrubo”. Esse talento todo foi aplicado, por desígnios da Providência Divina, numa obra de caridade das mais insignes que registra a História da Igreja. Em Turim, tive a ocasião de visitar tal obra de caridade — um hospital denominado Il Cotolengo.

MARIA DA ENCARNAÇÃO GUYART Viúva, Religiosa, Fundadora, Santa (1599-1672)

FOI CHAMADA
 «MÃE DA IGREJA CATÓLICA DO CANADÁ» 
Aos 17 anos casa-se com Claude Martin; aos 18 anos é mãe; aos 20 anos, é já viúva. Maria recusa um segundo casamento que lhe propõem os pais e, aos 32 anos, entra no mosteiro das Ursulinas de Tours. Deus levou-a a compreender a fealdade do pecado e a necessidade da redenção. Tendo profunda devoção ao Coração de Jesus e meditando assiduamente o mistério da Encarnação, ela leva à maturidade a sua vocação missionária: «O meu corpo estava no nosso mosteiro, escreverá ela na sua autobiografia, mas o meu espírito não podia estar encerrado. O Espírito de Jesus levava-me à Índia, ao Japão, à América, ao Oriente, ao Ocidente, às paragens do Canadá e dos Hurões, e a toda a terra habitável onde houvesse almas racionais que eu via pertencerem a Jesus Cristo». Em 1639, está ela no Canadá. É a primeira Irmã francesa missionária. O seu apostolado catequético em favor dos indígenas é infatigável: compõe um catecismo na língua dos Hurões, outro na dos Iroqueses e um terceiro na dos Algonquins. Alma profundamente contemplativa, comprometida todavia na acção apostólica, faz o voto de «procurar a maior glória de Deus em tudo o que seja de maior santificação», e em Maio de 1653 oferece-se interiormente em holocausto a Deus pelo bem do Canadá. Mestra de vida espiritual, a ponto de Bossuet a definir como a «Teresa do Novo Mundo»,promotora de obras evangelizadoras, Maria da Encarnação une em si, de maneira admirável, a contemplação e a acção. Nela a mulher cristã realizou-se plenamente e com raro equilíbrio, nos seus diversos estados de vida: esposa, mãe, viúva, directora de empresa, religiosa, mística, missionária, isto sempre na fidelidade a Cristo, sempre em união estreita com Deus. 

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 30 DE ABRIL

Oração da manhã para todos os dias
 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado. 
30 – 4º Domingo de Páscoa – Santos: Pio V, Lourenço de Novara, Sofia.
Evangelho (Jo 10,1-10) “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.”
Essa comparação com pastor e ovelhas não corresponde muito a nossa experiência de vida. Mesmo assim podemos perceber claramente algumas ideias. Muitos já se apresentaram falsamente como mestres e salvadores. Só ele, Jesus, é o Mestre verdadeiro, o Senhor, que pode vir até nós e ser reconhecido, porque nos conhece pessoalmente e nos chama pelo nome, e nos fala ao coração. Só ele pode guiar-nos pelos caminhos de vida, só ele é para nós porta, possibilidade de salvação, resposta para todas as nossas perguntas e anseios. Ele é o enviado do Pai, e veio para que todos tenhamos vida, vida abundante, que vai muito além de tudo quanto possamos esperar. Diante de Jesus de Nazaré e de suas propostas temos de tomar nossa decisão final.
Oração
Senhor Jesus, não fui eu que vos procurei, vós viestes a minha procura, e me conquistastes com vossa graça poderosa. Muito vos agradeço e peço que me ajudeis a corresponder ao vosso amor misericordioso. Preciso sempre de vossa ajuda para vos continuar fiel, porque sou volúvel e são muitos os perigos que me cercam. Sei que meu amor e meu compromisso convosco ainda são frágeis. Pelo muito amor que me tendes, aumentai meu amor por vós, para que sempre e em tudo vos coloque em primeiro lugar em minha vida. Não sei o que o futuro me reserva, mas sei com certeza que cuidareis de mim e fareis que tudo seja para meu bem. Lembrando o que dissestes uma vez, hoje vos peço por todos que ainda não vos conhecem, mas, sem saber, têm necessidade de vós. Amém.

sábado, 29 de abril de 2023

ABRINDO PORTAS INTERIORES - 29 de Abril

Eileen Caddy
"Abra-se para o fluxo da Minha divina luz e do Meu divino amor. 
Abra as portas do seu coração e não permita que nada impeça esse fluxo. 
Mantenha as portas bem abertas para que o amor e a luz possam fluir livremente em você e através de você e para que a força da vida esteja sempre em evidência em seu interior. 
Quando as portas do seu coração se fecham e o fluxo de amor e luz é interrompido, toda a sua vida se torna estagnada, e nada consegue sobreviver numa poça estagnada.
É por isso que você precisa manter as portas abertas, se abastecendo constantemente em Mim, que sou a fonte de toda a vida, para que seu coração nunca e em momento nenhum se torne seco e estagnado. 
Um rio que não se alimenta mais de sua nascente, seca. 
Você se parar de se suprir em Mim, brevemente secará e se tornará inútil. 
Portanto, mantenha-se sempre conscientemente ligado a Mim, se abastecendo de Minha força. 
É uma escolha que você tem que fazer dia a dia, hora a hora, minuto a minuto."
(do livro "Abrindo Portas Interiores" de Eileen Caddy)

REFLETINDO A PALAVRA - “Modos diferentes de ir a Deus”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Espiritualidade de monges para leigos?
 
Existe uma espiritualidade própria para os leigos? Ela é um tanto diferente da espiritualidade do clero e dos religiosos pela própria diferença de condições. Vejamos a história: A espiritualidade dos primeiros cristãos inspirava-se na vida dos apóstolos e na comunidade primitiva. Isto lemos nas orientações que S. Paulo dava para as comunidades sobre o novo modo de viver. Nos três primeiros séculos, os cristãos inspiravam-se no martírio. O mártir era o cristão por excelência, pois imitava Jesus a ponto de morrer como Ele. Com o surgimento dos monges, os fiéis viviam a espiritualidade dos monges em casa. Não era uma espiritualidade para leigos, mas para monges. Lembremos que havia heresias que negavam a matéria, o corpo e a vida no mundo. Para ser santo, tinha que sair do mundo onde viviam as pessoas. Na Idade Média, continuando a mesma mentalidade, os mosteiros passaram a ser o modelo de vida espiritual. Não se desenvolveu a espiritualidade leiga, matrimonial, como se dizia, no mundo. Prova disso é que os santos são todos padres, bispos e freiras. Nos séculos que se seguiram, a humanidade se desenvolveu, mas a espiritualidade não acompanhou. Quando se fala de leigo, não se quer dizer incompetente, mas simplesmente que não é padre ou religioso. Leigo não está em oposição nem é uma situação má. A gente do povo (leigo) pode ser tão santa ou até mais, como qualquer padre ou freira. O hábito, o altar ou a vocação, não são, por si só, critérios de santidade. A vida cristã pode ser vivida em qualquer circunstância: casado, solteiro, viúvo. Ela acontece também em situações que chamamos de más. Ela não depende da situação humana. Jesus é o primeiro a afirmar que os pecadores públicos e as prostitutas vos precederão no Reino de Deus porque acolheram a Palavra (Mt 21,31). Nenhum cristão é de segunda categoria. Milhões de seres humanos poderiam ser reconhecidos como santos. A Igreja não pode marginalizar ninguém e não lhe abrir os tesouros da santidade.
Jesus modelo do cristão 
Jesus é o modelo do leigo. Ele era leigo. Não pertencia à classe sacerdotal. Participava da vida espiritual do povo judeu em suas leis e tradições. Procurava fazer o bem por onde passava. Essa lembrança ficou no coração dos apóstolos (At 10,38). Tinha o coração cheio do Pai e das pessoas. Jesus não foi padre nem frei, foi um Homem de Deus. Os religiosos e sacerdotes devem seguí-lo como os leigos, naquilo que lhes é especifico: o ministério e o modo como Jesus escolheu para viver, pois Jesus não era casado. Isso não é obrigatório. Sendo modelo, é Nele que vamos buscar inspiração. Há movimentos e espiritualidades que perderam o sabor do jeito de Jesus viver. Isso deseduca. O modelo é Jesus e não um tipo de espiritualidade de um momento.
Desafios de um novo modelo 
Querer um modelo de espiritualidade próprio do leigo, não diz que a outra modalidade é ruim, mas não é própria para ele. Não podemos chegar ao ponto em que se chegou em certos tempos colocando o leigo como cristão de segunda classe. Não posso pretender, como padre, apresentar o modelo, mas vamos buscar juntos. Creio que, além do conhecimento de Jesus, temos que lembrar que o leigo vive no mundo. A espiritualidade deve se fazer também a partir do mundo. É ali que se santifica. Este não é oposição a Deus, mas é o Jardim que Deus deu ao homem para cultivar. Não precisamos sair do mundo para levá-lo a Deus. É preciso torná-lo aberto a Deus.
ARTIGO REDIGIDO E PUBLICADO
EM SETEMBRO DE 2009

EVANGELHO DO DIA 29 DE ABRIL

Evangelho segundo São Mateus 11,25-30.
Naquele tempo, Jesus exclamou: «Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, Eu Te bendigo, porque assim foi do teu agrado. Tudo Me foi dado por meu Pai. Ninguém conhece o Filho senão o Pai e ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar. Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e a minha carga é leve».
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Catarina de Sena(1347-1380) 
Terceira dominicana, doutora da Igreja, 
copadroeira da Europa 
Diálogos, 167, 2-3 
«Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da Terra» 
Pai, dou-Vos graças por não terdes desprezado a vossa criatura. Não desviastes de mim o vosso rosto nem rejeitastes os meus desejos. Vós, que sois a Luz, não considerastes as minhas trevas; Vós, que sois a Vida, não Vos afastastes de mim, que sou a morte; Vós, que sois o Médico supremo, poisastes os olhos na minha grande enfermidade; Vós, que sois a pureza eterna, não Vos afastastes das minhas manchas e das minhas misérias; Vós sois o Infinito, eu o nada; Vós sois a Sabedoria, eu a loucura. A despeito das minhas faltas e dos inúmeros vícios que em mim existem, Vós não me desprezastes; sim, Vós, a Sabedoria, a Bondade, a Clemência; Vós, o Bem supremo e infinito. Na vossa luz, encontrei a luz; na vossa sabedoria, a verdade; na vossa clemência, a caridade e o amor ao próximo. Quem Vos determinou? Não foram as minhas virtudes, foi a vossa caridade. O amor levou-Vos a aclarar o olhar da minha inteligência pela luz da fé, para me fazer conhecer e compreender a vossa Verdade, que se manifestou a mim. Fazei, Senhor, que a minha memória retenha os vossos benefícios; que a minha vontade se abrase com o fogo da vossa caridade; que esse amor me faça derramar todo o meu sangue e que, com esse sangue dado por amor do sangue e com a chave da obediência, eu possa abrir a porta do Céu. Peço-Vos do fundo do coração essa graça para todas as criaturas racionais, em geral e em particular, e para o Corpo Místico da Igreja. Confesso e não nego que me amastes antes do meu nascimento, e que me amais até à loucura do amor.

Beata Itala Mela (Maria da Trindade) Oblato Beneditino 29 de Abril (28 de Abril)

(*)La Spezia, 28 de agosto de 1904 
(+)29 de abril de 1957 
Místico dedicado ao aprofundamento da dimensão trinitária da vida cristã: assim se resume o testemunho de Itala Mela, nascida em La Spezia em 28 de agosto de 1904. Papai e mamãe são professores elementares de princípios sólidos, mas longe da fé. Enquanto frequentava o ensino médio, a morte de seu irmão de nove anos a joga em desespero e negação total da fé. Mas apenas dois anos depois, após um misterioso choque interior, uma nova vida começou sob o lema: "Senhor, se você está lá, faça-se conhecido". É o ponto de partida de uma viagem mística com o mistério da Trindade no centro. Faleceu em 29 de abril de 1957. Sua beatificação ocorreu em La Spezia em 10 de junho de 2017. "Senhor, se nos fizeste conhecer": esta é a oração que brota do seu coração no momento em que o seu ateísmo, orgulhosamente professado, começa a vacilar. Para empurrá-la à deriva estava sobretudo a morte de seu irmãozinho Enrico, de apenas 9 anos, ocorrida em 27 de fevereiro de 1920; ainda não dezesseis, o fracasso em processar esse luto levou-a a ser convencida de que a existência de Deus é inconciliável com a dor inocente e que só não pode haver nada depois da morte. Depois de uma adolescência tenazmente ateia, ela se aproximou novamente da fé durante seus anos universitários, graças à ajuda de dois padres genoveses e também graças à Federação dos Estudantes Universitários Católicos Italianos, na qual entretanto se matriculou. Decisivos para sua formação espiritual foram alguns encontros, dentro da FUCI, com o jovem Montini (futuro Paulo VI), o Cardeal Schuster, o Padre Gemelli e Dom Divo Barsotti.

29 de abril - Beata Hanna Helena Chrzanowska

Hanna Helena Chrzanowska foi uma polonesa professa dos Oblatos Beneditinos, que serviu como enfermeira durante a Segunda Guerra Mundial, quando o regime nazista visava os poloneses, cuidou dos feridos e doentes durante todo o conflito e procurou minimizar o sofrimento em sua própria paróquia. Chrzanowska foi premiada com dois prestigiosos prêmios poloneses por suas boas obras e morreu em 1973, depois de quase uma década de luta contra o câncer. Ela nasceu em 7 de outubro de 1902 em Varsóvia, filha de Ignacy Chrzanowski e Wanda Szlenkier. Sua família possuía uma indústria (lado materno) e terras (lado paterno) que mantinham uma longa tradição de obras de caridade; seus pais eram bem conhecidos por isso em sua Polônia natal. As circunstâncias religiosas de sua casa também eram únicas, uma vez que metade era católica romana e a outra metade era protestante. Hanna era parente do Prêmio Nobel Henryk Sienkiewicz (do lado de seu pai) que era mais conhecido por escrever o romance Quo Vadis . Seu avô materno, Karol, montou uma escola técnica para aspirantes a artesãos, enquanto sua esposa, Maria, montou um centro de saúde para crianças pobres em Varsóvia. Sua tia materna Zofia Szlenkier era conhecida por seus esforços filantrópicos e em 1913 fundou um hospital infantil chamado Maria e Karol.

29 de abril - Santo Hugo de Cluny

Santo Hugo nasceu em 1024 na Borgonha francesa. Seu pai foi Dalmácio, conde de Semur, e sua mãe Adelaide. Dizem as crônicas que, estando ela para dar à luz, pediu a um sacerdote que celebrasse o Santo Sacrifício em sua intenção. No momento da elevação, o celebrante viu acima do cálice um menino de extrema beleza, o que foi para a mãe um presságio de que o filho que lhe estava por nascer seria um digno ministro do altar. O pai queria que Hugo seguisse as tradições da família, por isso, fez com que o menino fosse formado em todos os exercícios da juventude nobre daquele tempo, como domínio do cavalo, manejo de armas e prática de caçadas. Hugo, porém, sentia-se mais chamado a uma vida de piedade e de oração, de acordo com os desejos da mãe. Enfim ele obteve do pai o consentimento para fazer seus estudos junto a seu tio-avô, também chamado Hugo, Bispo de Auxerre. Foi ali que ele teve notícia da existência da Abadia de Cluny e de Santo Odilon, seu abade, bem como da vida piedosa e penitente que levavam os monges. Embora tivesse apenas 16 anos, procurou o abade santo e pediu para ingressar na abadia. Quando Hugo foi apresentado à comunidade, um dos monges, inspirado pelo Espírito Santo, exclamou: “Ó bendita Ordem de Cluny, que recebes hoje em teu seio um tão digno tesouro!” O jovem postulante tinha bom aspecto e um espírito recolhido, mas alerta, sendo muito bem-dotado tanto física quanto intelectualmente.

São Pedro de Verona

Pedro nasceu em Verona no ano de 1205. Seus pais eram hereges maniqueus, adeptos da doutrina religiosa herética do persa Mani, Manes ou Maniqueu, caracterizada pela concepção dualista do mundo, em que espírito e matéria representam, respectivamente, o bem e o mal. Entretanto, o único colégio que havia no local era católico e lá o menino não só aprendeu as ciências da vida como os caminhos da alma. Pedro se converteu e se separou da família, indo para Bolonha para terminar os estudos. Ali acabava de ser fundada a Ordem dos Dominicanos, onde ele logo foi aceito, recebendo a missão de evangelizar. Foi o que fez, viajando por toda a Itália, espalhando suas palavras fortes e um discurso de fé que convertiam as massas. Todas as suas pregações eram acompanhadas de graças, que impressionavam toda comunidade por onde passava. E isso logo despertou a ira dos hereges. Primeiro inventaram uma calúnia contra ele. Achando que aquilo era uma prova de Deus, Pedro não tentou provar inocência. Aguardou que Jesus achasse a hora certa de revelar a verdade. Foi afastado da pregação por um bom tempo, até que a mentira se desfez sozinha, e ele foi chamado de volta e aclamado pela comunidade. Voltando às viagens evangelizadoras, seus inimigos o afrontaram de novo tentando provar que suas graças não passavam de um embuste. Um homem fingiu estar doente, e outro foi buscar Pedro.

São Wilfrid

Hoje é o memorial de St Wilfrid que nasceu na Nortúmbria em 634 e foi educado em Lindisfarne e Roma. Em seu retorno à Nortúmbria, ele participou do Sínodo de Whitby (664), onde promoveu a maneira de calcular a data da Páscoa em Roma e a forma romana de adoração cristã. Dois anos após o Sínodo em Whitby, ele foi nomeado bispo de York. No entanto, por causa de uma briga com os bispos celtas, ele foi imediatamente substituído por Chad, embora três anos depois ele tenha sido restaurado à sua sede em York. Seguiu-se uma década de trabalho árduo em que ele pregou amplamente, construiu muitas igrejas (por exemplo, as duas grandes igrejas em Hexham e em Ripon), introduziu o domínio beneditino na Nortúmbria e fortaleceu o lugar do cristianismo na comunidade em geral. Nos 25 anos seguintes, ele foi preso e exilado. Durante seu período de exílio trabalhou no sul do país entre os saxões de Sussex que nunca haviam ouvido a mensagem cristã. No devido tempo, ele retornou a York como bispo por cerca de uma dúzia de anos; ele foi novamente expulso pelo rei, reintegrado por Roma, renunciou à sé, então aceitou o bispado da recém-estabelecida sé de Hexham, e o tempo todo manteve contato com Ripon, que seu biógrafo diz que ele “amava mais do que qualquer outro”. outro lugar". Ele morreu em Oundle, em outubro de 709, mas depois foi enterrado na igreja que ele havia construído em Ripon, naquela que é a cripta mais antiga da Europa ao norte dos Alpes. 
Este mosaico do santo está na igreja jesuíta em Preston, Lancashire.

CATARINA DE SENA Dominicana, mística, Santa Doutora da Igreja

A – SUA VIDA
1) - Nascimento e primeiros anos 
Catarina Benincasa nasceu na aldeia de Fontebranda (Sena-Itália), a 25 de Março de 1347. Era filha de Giácomo Benincasa e de Mona Lapa. Este casal teve 25 filhos, sendo a nossa Santa o 23 ou 24 (nasceram duas gémeas). Entre todos os seus irmãos, Catarina, foi a única dos filhos que sua mãe pôde amamentar com o leite materno. Seu pai, que exercia a procissão de tintureiro, embora não fosse rico, gozava dum modesto rendimento, era muito trabalhador e dedicado à família. Filha duma família cristã, principiou, desde tenra idade, a sentir grande tendência para a vida de piedade. Aos 5 anos, subia as escadas de joelhos, rezando a cada degrau, uma Ave-maria. Aos 6 anos, o Senhor quis mimoseá-Ia com a sua primeira manifestação sensí­vel: Cristo aparece-lhe sentado num trono, revestido com resplandecentes ornamentos pontificais, tendo a cabeça cingida com uma tiara papal, abençoando-a com a mão direita.

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 29 DE ABRIL

Oração da manhã para todos os dias
 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
29 – Sábado – Santos: Catarina de Sena
Evangelho (Jo 6,60-69) “Muitos dos discípulos de Jesus, que o escutaram, disseram: – Essa palavra é dura. Quem consegue escutá-la?”
Essa passagem encerra o longo sermão de Jesus. Muitos, que até então o seguiam, não quiseram acreditar nele. Por dois motivos principais: porque se apresentava como o Filho enviado de Deus, e porque, sendo homem, se apresentava como salvador indispensável para todos. Por isso “voltaram atrás e já não andavam com ele”. Ainda hoje cada um de nós tem de se decidir diante de Jesus.
Oração
Senhor Jesus, creio que sois homem como nós, e que vossa vida humana, carnal e espiritual, é princípio de salvação para nós. Creio que sois o Filho de Deus, Deus verdadeiro, que viveu nossa vida para nos dar vossa vida divina. Jesus de Nazaré, Deus e Homem, ponho em vós toda a minha esperança de salvação e felicidade. Quero seguir-vos porque só “vós tendes palavras de vida eterna”. Amém.

sexta-feira, 28 de abril de 2023

ABRINDO PORTAS INTERIORES - 28 de Abril

Eileen Caddy)
"Não é fácil oferecer a outra face quando alguém lhe bate, seja física ou verbalmente.
A reação imediata é devolver o tapa, mas é aqui que as reações devem ser observadas com o maior cuidado, e onde é preciso pôr em prática o autocontrole e o desapego.
As almas que ainda não aprenderam a ter autodisciplina vão bater de volta com a mesma força que receberam e vão se sentir justificadas por agirem assim. 
E vão se perguntar porque é que existe tanto caos e confusão no mundo. 
Elas estão tão cegas que não conseguem perceber que só podem esperar que o mundo mude depois que elas próprias tiverem começado a mudar de atitude e a amar seus próximos como a si mesmas. 
Quanto mais amor e boa vontade houver, mais rapidamente virão as mudanças. 
Mas tudo começa em você.
Portanto, quanto mais cedo você perceber isso, mais cedo tudo começa em você, mais cedo as mudanças começarão a ocorrer à sua volta e pelo mundo.
Por que não começar a fazer alguma coisa a respeito agora?"
(do livro "Abrindo Portas Interiores" de Eileen Caddy)

REFLETINDO A PALAVRA - “Éfata, abre-te!”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Curados para curar
 
O profeta Isaias era um oceano de esperanças. Não olha para trás. Olha para o futuro a ser construído por Deus. Deus é a esperança. Tenho a impressão de que ele vivia tanto em Deus que via o mundo no coração de Deus e realizado em Jesus. É o sonho do Paraíso Terrestre que é sempre uma esperança. O profeta anuncia um tempo de renovação total do mundo, sobretudo para os abandonados. Jesus, com sua presença, pregação e milagres, realiza esse paraíso no mundo dos sem esperança. Ele está no meio dos pagãos, na região de Tiro e Sidon (atualmente cidades do Líbano). Mostra, assim, que a renovação não se reserva só ao povo de Israel. É aberta a todos. Proclamamos, hoje, a cura do surdo que falava com dificuldades. Jesus tirou-o do meio do povo, colocou-lhe o dedo nos ouvidos, com a saliva tocou a língua dele. A saliva, tida como curativa, tinha um simbolismo forte: entrar em contato vital com a pessoa do outro (daqui nasce o sentido do beijo). Jesus ao fazer esse gesto significa que o faz por sua natureza. “Ele levantou os olhos ao céu e suspirou”. Tira a força do Pai e do Espírito que é o sopro de vida. Deus criou o homem soprando em seu rosto para que seja alma vivente (Gn 2,7). Jesus age no Espírito. Ouvir e falar são dons fundamentais para continuar a missão de Jesus. Ele pede ao miraculado que não conte a ninguém. Por que guardar segredo? Falar de segredo é comum no evangelho de Marcos. Jesus não queria que confundisse sua presença com um messias curandeiro, político ou coisa assim que seja. Assim ensina em silêncio. Chamamos as pessoas para Cristo e não para uma aparência. Jesus curou pela palavra dizendo em aramaico “Efatá!” que significa: “Abre-te”. Quem vai abrir os ouvidos é a força da Palavra de Deus. 
Testemunhar é preciso 
“Jesus recomendou com insistência que não contassem a ninguém, mas quanto mais recomendava, mais eles divulgavam” (Mc 7,36). O mal podemos ocultar, mas o bem, jamais conseguiremos. O homem curado anuncia. O testemunho não se funda só numa vontade pessoal, mas nasce de uma união pessoal com Cristo. No rito do Batismo temos essa cerimônia de tocar os ouvidos e a boca da criança e dizer: “Jesus, que fez os surdos ouvir e os mudos falar, te conceda que possas logo ouvir sua Palavra e professar a fé para o louvor e glória de Deus Pai”. Somos batizados também para anunciar. A força vem de Cristo e conduz para Ele. Não podemos anunciar a nós mesmos, nosso movimento, nossa teoria espiritual ou teologia, mas sim, Jesus. Por outro lado, ninguém detém quem conhece o Senhor. A força da pregação esta em ter sido tocado por Ele. 
Surdos aos clamores sofridos 
São Tiago apresenta a solução prática para compreender e realizar o mesmo milagre de Jesus. A fé cria um mundo novo. A primeira mudança que irá fazer é não discriminar os pobres. A sociedade composta por classes, deve se tornar fraterna, não fazendo acepção de pessoas. Não podemos ser surdos à multidão sofredora. O povo proclama: “Ele tem feito bem todas as coisas: “Aos surdos faz ouvir e aos mudos, falar” (Mc 7,37). “Ele passou entre nós fazendo o bem, reconhece Pedro na casa de Cornélio” (At 10,38). Quem é curado por Jesus, isto é, tem os olhos e os ouvidos abertos, mostrará este mundo novo, fazendo as obras de Jesus. Deus cuida de seu povo através de nós. Acolher a Palavra é testemunhá-la pela palavra e pela vida coerente. 
Leituras:Is 35,4-7ª; Salmo 145;
Tiago 2,1-5; Marcos 7,31-37 
1. O profeta Isaias sonha um mundo renovado para o futuro. Jesus realiza esse projeto de Deus através de sua presença, pregação e milagres. Ele inicia a partir do mundo dos excluídos, pagãos. Quem foi tocado por Jesus anuncia, não como uma missão, mas como uma conseqüência da fé. Jesus usa a saliva, símbolo da unidade com sua pessoa. Jesus impõe silêncio porque não quer ser confundido com um curador. Ele abre os ouvidos e solta a língua do mudo para que anuncie claramente. Assim cria-se um mundo novo. 
2. Jesus insistiu que não contasse a ninguém. Quanto mais recomendava, mais eles divulgavam. O testemunho não se funda só numa vontade pessoal, mas nasce de uma união pessoal com Cristo, recebendo o toque dele. No rito do batismo temos esse gesto de Jesus, desejando que aprenda a ouvir e anunciar a Palavra. 
3. S.Tiago apresenta a solução prática para compreender e realizar o mesmo milagre de Jesus. A fé cria um mundo novo ensinando a não discriminar. O cristão continua o caminho de Jesus fazendo o bem. A fé é curativa e não devocional.
Energético da fé 
A Palavra de Deus é uma injeção de coragem: “Criai ânimo! Não tenhais medo”, diz o profeta. A torcida anima o atleta. Vai haver mudança: o cego vai ver, o surdo ouvir, o aleijado vai saltar, a água vai brotar no seco. Por que? Porque o Senhor é fiel para sempre. Ele sempre renova tudo. Jesus realiza todas essas mudanças curando esses deficientes. Ele é a fidelidade de Deus. Seus milagres são também uma explicação. Cura o surdo para significar a abertura à Palavra; Cura o cego para ver as coisas de Deus Tiago, na carta, mostra a mudança que acontece quando cremos e participamos da comunidade: A fé que temos em Jesus Cristo glorificado não deve admitir acepção de pessoas. Já é uma grande mudança. Fé é para transformar não para entulhar devoções. 
Homilia do 23º Domingo do Tempo Comum (06.09.2009)

EVANGELHO DO DIA 28 DE ABRIL

Evangelho segundo São João 6,52-59. 
Naquele tempo, os judeus discutiam entre si: «Como pode Jesus dar-nos a sua carne a comer?». E Jesus disse-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e Eu o ressuscitarei no último dia. A minha carne é verdadeira comida e o meu sangue é verdadeira bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em Mim e Eu nele. Assim como o Pai, que vive, Me enviou e Eu vivo pelo Pai, também aquele que Me come viverá por Mim. Este é o pão que desceu do Céu; não é como o dos vossos pais, que o comeram e morreram: quem comer deste pão viverá eternamente». Assim falou Jesus, ao ensinar numa sinagoga, em Cafarnaum. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São João-Maria Vianney
(1786-1859)
Presbítero, Cura de Ars 
Sermão para a Festa-Deus 
O prodígio do amor de Deus 
Meus irmãos, se considerarmos tudo aquilo que Deus fez -- o céu e a Terra, a bela ordem que reina neste vasto Universo --, tudo nos anuncia um poder infinito que tudo criou, uma sabedoria admirável que tudo governa, uma bondade suprema que provê a tudo com a mesma facilidade que teria se se ocupasse de um único ser; tantos prodígios não podem deixar de nos encher de espanto e admiração. Se, porém, falarmos do adorável sacramento da eucaristia, podemos dizer que é o prodígio do amor de um Deus por nós; é aqui que o seu poder, a sua graça e a sua beleza brilham de maneira verdadeiramente extraordinária. Podemos dizer com verdade que este é o pão descido do Céu, o pão dos anjos, que nos foi dado para alimento da nossa alma. Este é o pão dos fortes, que nos consola e nos aplana as dores. Este é verdadeiramente o pão dos peregrinos; digamos mais, meus irmãos, ele é a chave que nos abre a porta do Céu. «Quem Me receber, terá a vida eterna», diz o Senhor, «e quem não Me receber, morrerá. Quem recorrer a este banquete sagrado fará nascer em si uma corrente que jorrará para a vida eterna» (cf Jo 6,53-54).

Santa Valéria de Milão

Valéria de Milão (m. século I ou II) era, segundo a tradição cristã, esposa de São Vital de Milão e mãe dos Santos Gervásio e Protásio, embora outras tradições façam dela uma virgem mártir e não uma esposa e mãe. Foi martirizada por enterrar mártires cristãos e depois por se recusar a sacrificar aos deuses romanos. Conta a história que ela era de uma família nobre e, ainda pequena, foi batizada. O papa na época ordenou os padres da região que organizassem nova decúrias, cada uma composta de cinco homens e cinco mulheres. O dever deles era recolher os corpos dos cristãos martirizados no Coliseu e em outros lugares de Roma no dia anterior. De acordo com uma tradição, em 3 de junho, Valéria foi descoberta por soldados romanos procurando por cristãos. Ela imediatamente se identificou como um dos fieis e, depois de terríveis torturas, foi decapitada no Coliseu juntamente com outros mártires. Seus restos foram recolhidos por outros cristãos e depositados nas Catacumbas de São Sebastião. De acordo com outra, logo depois do martírio de São Vital, seu marido, em Ravena, ela se recusou a participar de uma celebração e de um sacrifício aos deuses romanos e foi duramente agredida, o que provocou sua morte dois dias depois em Milão.

28 de abril - Beata Maria Felícia de Jesus Sacramentado - Chiquitunga

O dia 23 de junho de 2018, foi um grande dia para o Paraguai e para o Carmelo. No estádio do Club Porteño foi proclamada beata Maria Felícia de Jesus Sacramentado (Chiquitunga). A foi presidida pelo Cardeal Angelo Amato, Perfeito da Congregação para a causa dos Santos; que apresentou a Chiquitunga na sua homilia como uma “jovem culta e santa, entusiasta da sua fé e da sua vocação de consagrada”. Uma santa que “convida hoje as suas irmãs a sentirem-se orgulhosas da sua vocação e alegres na sua quotidiana entrega ao Senhor”. Uma santa que “nos convida a todos a viver a nossa existência cristã e inspira a juventude paraguaia a viver fiel ao amor de Deus”. Maria Felicia Guggiari Echeverría nasceu em Villarrica, em 12 de janeiro de 1925. Era fisicamente pequena, motivo pelo qual o seu pai apelidou-a, carinhosamente, de “Chiquitunga” (pequerrucha, em guarani). A sua mãe contou que, num dia de muito frio, Chiquitunga voltou da escola a tremer de frio porque tinha dado o seu agasalho a uma menina pobre. Uma das suas irmãs denunciou-a ao pai, porém ela respondeu: "Estás a ver, paizinho! Eu não sinto frio!" E repetia esfregando as mãozinhas nos seus braços nus e tiritantes. Numa outra vez chegou a casa com umas sandálias disformes e gastas porque tinha dado, em troca, os seus sapatos a uma menina necessitada.

28 de abril - Santa Gianna Beretta Molla

"Toda vocação é vocação à maternidade material, espiritual e moral e preparar-se significa prepara-se em ser doadores de vida.
Se na luta pela nossa vocação tivéssemos que morrer; aquele seria o dia mais bonito de nossa vida." 
Gianna Beretta nasce em Magenta (Milão, Itália) aos 04 de outubro de 1922. Desde sua primeira juventude, acolhe plenamente o dom da fé e a educação cristã, recebidas de seus ótimos pais. Esta formação religiosa ensina-lhe a considerar a vida como um dom maravilhoso de Deus, a ter confiança na Providência e a estimar a necessidade e a eficácia da oração.
Durante os anos de estudos e na Universidade, enquanto se dedicava diligentemente aos seus deveres, vincula sua fé com um compromisso generoso de apostolado entre os jovens da Ação Católica e de caridade para com os idosos e os necessitados nas Conferências de São Vicente. Laureada em medicina e cirurgia em 1949 pela Universidade de Pavia (Itália), em 1950 abre seu consultório médico em Mêsero (nos arredores de Milão). Especializa-se em pediatria na Universidade de Milão em 1952 e, entre seus clientes, demonstra especial cuidado para as mães, crianças, idosos e pobres.

LUÍS MARIA GRIGNION DE MONTFORT Sacerdote, Fundador, Santo (1673-1716)

Um dos missionários da devoção mariana mais conhecidos, 
incansável pregador da sagrada 
escravidão de amor a Maria Santíssima, 
apóstolo da Contra-Revolução 
Segundo dos 18 filhos do advogado João Batista e de Joana Roberto de la Vizeule, Luís Grignion nasceu em 3 de janeiro de 1673, em Montfort-la-Cane (hoje Montfort-sur-Meu), na Bretanha. Por devoção a Nossa Senhora, no crisma acrescentou ao seu nome o de Maria. Luís herdou do pai um temperamento colérico e arrebatado, e dirá depois que "custava-lhe mais vencer sua veemência e a paixão da cólera que todas as demais juntas". Mas conseguiu-o tão bem, que um sacerdote seu companheiro, nos últimos anos de sua vida, atesta que: "Realizou esforços incríveis para vencer sua natural veemência; e o conseguiu, e adquiriu a encantadora virtude da doçura" [1], que atraía tanto as multidões. O pequeno Luís Grignion de Montfort sentia também muito pendor pela solidão, sendo comum retirar-se a um canto da casa para entregar-se à oração diante de uma imagem da Virgem, rezando principalmente o Rosário. Em 1684 os pais o enviaram a estudar humanidades como externo no Colégio Tomás Becket, dos jesuítas de Rennes. Ali passará ele oito anos, com muito bom aproveitamento. Todos os dias, antes de ir para o colégio, ele passava em alguma igreja para fazer uma visita ao Santíssimo Sacramento e a alguma imagem de Nossa Senhora. Muitas vezes, antes de voltar para casa, fazia o mesmo.

MARIA LUÍSA TRICHET Co-fundadora, Beata 1684-1759

Maria Luísa Trichet (ou Maria Luísa de Jesus), com São Luís Maria Grignion de Montfort, é a co-fundadora da Congregação das religiosas chamadas “Filhas da Sabedoria”. Nasceu em Poitiers (França), no dia 7 de maio de 1684, tendo sido baptizada no mesmo dia. Filha de uma família de oito filhos, recebeu sólida educação cristã, tanto no seio da família, quanto na escola. Aos 17 anos, encontrou-se pela primeira vez com S. Luís Maria Grignion de Montfort, que acabara de ser nomeado como capelão do hospital de Poitiers. Sua fama de pregador e de confessor, já era notável entre a juventude daquela região. Espontaneamente, Maria Luísa ofereceu seus serviços ao hospital. Ela consagra uma boa parte de seu tempo, aos pobres e aos enfer-mos. Diante da sua dedicação, São Luís pron-tamente a pediu para que ali permanecesse. A este convite, Maria Luísa respondeu com sua entrega total. Mesmo não havendo posto vago para o cargo de governanta, aceitou ser admi-tida somente como simples colaboradora. “Você voltará louca como este sacerdote”, lhe havia dito a sua mãe. “Que ideia, quando se é bela, jovem e de boa família, vestir um hábito cinza (2 de Fevereiro de 1703) e passar seu tempo a cuidar de vagabundos, enfermos e empestados! Que loucura seguir este sacer-dote louco!” Durante dez anos, Maria Luísa desempenhou com a maior perfeição possível, seu humilde serviço de cuidar dos inválidos. Nesta época, São Luís havia deixado Poitiers e Maria Luísa permaneceu à frente dos serviços.

PEDRO MARIA CHANEL Sacerdote marista, Mártir, Santo (1803-1841)

Pedro nasceu no dia 12 de julho de 1803, na pequena Cuet, França. Levado pelas mãos do zeloso pároco, iniciou os estudos no seminário local e, em 1824, foi para o de Bourg, onde três anos depois se ordenou sacerdote. Desde jovem, queria ser missionário evangelizador, mas primeiro teve de trabalhar como pároco de Amberieu e Gex, pois havia carência de padres em sua pátria. Juntou-se a outros padres que tinham a mesma vocação e trabalhavam sob uma nova congregação, a dos maristas, dos quais foi um dos primeiros membros, e logo conseguiu embarcar para a Oceania, em 1827, na companhia de um irmão leigo, Nicézio. Foi um trabalho lento e paciente. Os costumes eram muito diferentes, a cultura tão antagônica à do Ocidente, que primeiro ele teve de entender o povo para depois pregar a palavra de Cristo. Porém, assim que iniciou a evangelização, muitos jovens passaram a procurá-lo. O trabalho foi se expandindo e, logo, grande parte da população havia se convertido. Ao perceber que vários membros de sua família haviam aderido ao cristianismo, Musumuso, o genro do cacique, matou Pedro Chanel a bordoadas de tacape. Era o dia 28 de abril de 1841. Foi o fim da vida terrestre para o marista, entretanto a semente que plantara, Musumuso não poderia matar.

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 28 DE ABRIL

Oração da manhã para todos os dias
 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
28 – Sexta-feira – Santos: Pedro Chanel, Valéria
Evangelho (Jo 6,52-59) “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia.”
Comer e beber é procurar sustento da vida, é unir-se a ponto de assimilar o alimento. Na linguagem bíblica, sangue é fonte de vida, é a própria vida. Carne e a pessoa em sua totalidade material e espiritual. Se queremos ter a vida eterna temos de nos deixar assimilar pelo Filho de Deus encarnado, temos de assimilar sua pessoa, para estar e permanecer nele e ele estar e permanecer em nós.
Oração
Senhor Jesus, creio que só vós, Deus e Homem, sois para mim comida e bebida de vida. Quero unir-me a vós, quero que me unais a vós, para que possa participar de vossa própria vida. Fazei que, unindo-me a vós no mistério da eucaristia, eu cresça na união de vida convosco, que eu vos assimile e seja assimilado por vós, para que vossa vida seja minha vida agora e para sempre. Amém.