quinta-feira, 9 de julho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Trindade Santa”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Trindade Santa ensina
 
 A Trindade nos foi revelada por Jesus. No Antigo Testamento havia ação conjunta do Pai, Filho e Espírito Santo, mas não o conhecimento. Por isso, os que seguem o A. Testamento sem admitir o Novo Testamento como continuação da revelação, não são cristãos. Jesus acaba por ser um profeta, ou um grande, mas não como Filho de Deus, revelador e salvador. Um com o Pai e o Espírito. Ele mesmo disse: “São estas as palavras que vos falei, estando ainda convosco, que importava que se cumprisse tudo o que de Mim estava escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos!” (Lc 24,44). O Espírito Santo continua a missão de Jesus: “O Espírito me glorificará, porque receberá do que é meu e vos anunciará” (Jo, 16,14). A Igreja não cuidou de anunciar a missão do Espírito. Vivemos o tempo do Espírito, que na Trindade tem a missão de santificação. Da Santíssima Trindade aprendemos a viver a vida cristã e a vida na Igreja, pois em Deus temos a vida, o movimento e o ser (At 17,28). Ela é o espelho e a vida da Igreja. Tudo o que realizamos, iniciamos com o sinal da cruz: “Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. O mistério da salvação, do qual participamos, está em perfeita comunhão com a Trindade. Participamos da missão do Filho na evangelização, com todo o poder que lhe foi dado (Mt 28,18). Amar a Trindade não é uma devoção, mas uma vida e missão. Para a Trindade não temos devoção, mas acolhimento e compromisso. 
Comunhão que acolhe 
Aprendemos dessa nossa Família o modo de viver concretamente em nossa comunidade, pois Jesus nos quis comunidade. A união da Trindade se faz no mútuo acolhimento. O Pai ama o Filho (Jo 5,20). Em seu amor ao Pai nos dá o Espírito (Jo 15,26). Aquele que realiza o pleno amor entre o Pai e o Filho nos é dado para viver. O Espírito vem nos acolher porque com Ele se iniciou a vida da comunidade cristã, no dia de Pentecostes. A vivência da comunidade não é primeiramente social, é profundamente trinitária. Não nos acolhemos porque é bom, mas acolhemos porque vivemos a vida da Trindade. O que nos une não são gestos de boa vontade, mas gestos do Pai que acolhe o Filho no acolhimento do Espírito. Vivemos esse gesto para renovar o mundo. Aí sim, o social nos ajuda. Comunhão é para acolher. Quando comungamos, nós o fazemos para gerar comunhão com Deus e os irmãos. Comungar não é para gerar um momento espiritual, mas para deixar a Trindade Santa de continuar em nós, para o mundo, sua presença. Jesus veio para abrir para nós a comunhão com a vida de Deus. A Igreja não é, em primeiro lugar, uma instituição, mas a comunhão, Corpo de Cristo. 
Anunciando a vida 
Sair de si significa ter vida, como o ramo cresce, o rio se alarga, o sol se levanta. Como as águas que nascem do trono de Deus significando o Espírito Santo, participamos da vida da Trindade na missão do Filho que se encarnou para anunciar as maravilhas que conhecemos de sua Páscoa. Ele estourou os gonzos da morte para que a Vida reinasse para sempre entre nós. Anunciamos fortemente que o Pai nos amou e enviou seu Filho que nos dá o Espírito Santo para que a vida de Deus em nós se torne missão. Quem encontrou Jesus O leva aos outros. Sem isso não passamos de idólatras, adorando ficções e fantasias que nos levam ao egoísmo. Vivamos a liberdade que, no Espírito nos conduz ao Pai.
Leituras: Deuteronômio 4,32-34.39-40; 
Salmo 32;
Romanos 8,14-17; Mateus 28,16-20. 
1. Amar a Trindade não é uma devoção, mas uma vida e uma missão. 
2. Não nos acolhemos porque é bom, mas acolhemos porque vivemos a vida da Trindade. 
3. Vivemos a liberdade que, no Espírito nos conduz ao Pai.
Quando três é um. 
Quem não se dá bem com matemática, não tenha receio de estar errado ao dizer que o Pai, o Filho e o Espírito são Um, sem que cada um seja parte, mas que viva na união com as outras duas Pessoas. Refletimos sobre essa nossa Família, aquela da qual fazemos parte, não por escolha nossa, mas por uma deferência do Pai, do Filho e do Espírito. Jesus sempre reflete o que Ele é: família, não como a nossa. A nossa que tem que ser como a Dele, sem diminuir a outro ou esgotá-lo, Se fazem Um. Cada um tem uma missão que é comum ao Outro. Esse é o modelo para a Igreja. Seremos inteiramente Igreja quando somos uns para os outros.
Homilia da Santíssima Trindade 30.05.2021

EVANGELHO DO DIA 09 DE JULHO

Evangelho segundo São Mateus 10,7-15.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus apóstolos: «Ide e proclamai que está próximo o Reino dos Céus. Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, sarai os leprosos, expulsai os demónios. Recebestes de graça, dai de graça. Não adquirais ouro, prata ou cobre, para guardardes nas vossas bolsas; nem alforge para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem cajado; porque o trabalhador merece o seu sustento. Quando entrardes em alguma cidade ou aldeia, procurai saber de alguém que seja digno e ficai em sua casa até partirdes daquele lugar. Ao entrardes na casa, saudai-a, e se for digna, desça a vossa paz sobre ela; mas se não for digna, volte para vós a vossa paz». Se alguém não vos receber nem ouvir as vossas palavras, saí dessa casa ou dessa cidade e sacudi o pó dos vossos pés. Em verdade vos digo que haverá mais tolerância, no dia do Juízo, para a terra de Sodoma e Gomorra do que para aquela cidade». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Liturgia bizantina 
Grande Litania da paz e Litania da comunhão 
«Se [essa casa] for digna, desça a vossa paz sobre ela»
Diácono: Em paz, oremos ao Senhor. 
Todos: Kyrie, eleison. 
Pela paz que vem do alto e pela salvação das nossas almas, oremos ao Senhor. – Kyrie, eleison. Pela paz do mundo inteiro, pela estabilidade das santas Igrejas de Deus e pela união de todos, oremos ao Senhor. – Kyrie, eleison. Por este santo templo e por aqueles que nele entram com fé, piedade e temor a Deus, oremos ao Senhor. – Kyrie, eleison. Pelo nosso pai e bem-aventurado patriarca N., pelo nosso bispo N., pela venerável ordem dos sacerdotes, pelo diaconado em Cristo, por todo o clero e pelo povo, oremos ao Senhor. – Kyrie, eleison. Pelo nosso país e pelos que o governam, e em particular pelos servos de Deus N. e N., oremos ao Senhor. – Kyrie, eleison. Por esta nossa cidade (ou «nossa vila», «nossa aldeia» ou «nosso santo mosteiro»), por todas as cidades, vilas e aldeias e pelos fiéis que nelas residem, oremos ao Senhor. – Kyrie, eleison. Pela vinda de um tempo favorável, pela abundância dos frutos da terra e por dias de paz, oremos ao Senhor. – Kyrie, eleison. Pelos que andam e trabalham no mar ou nos ares, pelos viajantes, pelos doentes, pelos aflitos, pelos que estão detidos, por todos os que sofrem e pela salvação de todos, oremos ao Senhor. – Kyrie, eleison. Para que sejamos libertados de todas as aflições, da cólera, dos perigos e das necessidades, oremos ao Senhor. – Kyrie, eleison. Socorrei-nos, salvai-nos, tende piedade de nós e protegei-nos, Senhor, com a vossa graça. – Kyrie eleison. Invocando todos os santos, ainda e novamente em paz, oremos ao Senhor. – Kyrie, eleison. Que este dia seja perfeito, santo, pacífico e sem pecado, peçamos ao Senhor. – Concedei-nos, Senhor. Um anjo de paz, guia fiel, guardião das nossas almas e dos nossos corpos, peçamos ao Senhor. – Concedei-nos, Senhor. O perdão e a remissão dos nossos pecados e transgressões, peçamos ao Senhor. – Concedei-nos, Senhor. Tudo o que for bom e proveitoso à nossa alma e a paz para o mundo, peçamos ao Senhor. – Concedei-nos, Senhor. A graça de passarmos o resto da nossa vida em paz e penitência, peçamos ao Senhor. – Concedei-nos, Senhor. Um fim de vida cristão, sem dor, sem vergonha, pleno de paz, e a nossa justificação quando nos encontrarmos diante do seu temível trono de Juiz, peçamos ao Senhor. – Concedei-nos, Senhor. Suplicando a unidade da fé e a comunhão do Espírito Santo, recomendemo-nos mutuamente uns aos outros, e confiemos toda a nossa vida a Cristo, nosso Deus. – A Vós, Senhor.

Santos Agostinho Zhao Rong presbítero e Companheiros, mártires chineses

Evangelização da China
 
O primeiro anúncio do Evangelho na China tem origens muito remotas: parece que também São Tomé, um dos Doze apóstolos de Jesus, foi até lá em sua obra de evangelização. Contudo, segundo os primeiros testemunhos fidedignos, a chegada do cristianismo à China, através da Síria, ocorreu apenas no século V. No entanto, na época moderna, muito se deve à Companhia de Jesus, que enviou seus missionários jesuítas, como Mateus Ricci, que desembarcaram em Macau, em 1582. No início, a nova religião gozava de certa liberdade de culto: com o edito do imperador, em 1692, foi possível a profissão de fé e a pregação livre no âmbito do império. Porém, esta situação não durou muito. 

Santas Floriana e Faustina, mártires de Roma Festa: 9 de julho

Emblema:
Palmeira 
O único testemunho referente a essas duas mártires encontra-se no Martirológio de São Jerônimo, em 9 de julho, onde são associadas a outras santas: "Romae ad guttam iugiter manantem natale virginum Florianae, Faustinae, Anatholiae, Felicitatis". Este latercolo, contudo, é um tanto enigmático, assim como outros no mesmo Martirológio. Anatólia é, na verdade, companheira de Vitória, mártir de Sabina, enquanto Felicidade é a presumida mãe dos sete irmãos: ambas são mencionadas desde o 10º dia. Nada se sabe com precisão sobre Floriana e Faustina, que em outros códices do Martirológio também são apresentadas como homens. Quanto à indicação topográfica de seu túmulo, que Delchaye declara impossível de rastrear, sabemos por Baronio que se localizava próximo à Acque Salvie; acredita-se que o nome derive de uma nascente existente ali. Através de uma inscrição do século VII, sabemos que existia um oratório dedicado a Santa Faustina perto de Massa Maralis, na propriedade Capitone, na altura do quilômetro 12 da Via Latina. 
Autor: Agostino Amore 
Fonte: Biblioteca Sanctorum

Santa Maria Hermine de Jesus (Irma Grivot), Virgem e Mártir Festa: 9 de julho

(*)Baune, França, 28 de abril de 1866 
(+)Taiyuan, China, 9 de julho de 1900 
Irma Grivot nasceu em 28 de abril de 1866, em Beaune, na província e diocese de Dijon, filha de pais de recursos modestos. Após obter um diploma de professora, decidiu ingressar na recém-fundada congregação das Irmãs Missionárias Franciscanas de Maria. Em 28 de julho de 1894, recebeu o hábito e adotou o nome de Irmã Maria Ermellina de Jesus. Madre Maria della Passione, fundadora e superiora geral da congregação (beatificada em 2002), tinha-a em alta estima e confiou-lhe diversas missões. A última foi a de superiora da comunidade designada para Taiyuan, na região de Shanxi, na China: Madre Maria Ermellina passou então a ser responsável por outras seis irmãs e por um orfanato para meninas.

Santa Maria de Santa Natália (Jeanne-Marie Kerguin), Virgem e Mártir Festa: 9 de julho

(*)Belle-Isle-en-Terre, França, 5 de maio de 1864
(+)Taiyuan, China, 9 de julho de 1900 
Jeanne-Marie Kerguin nasceu em 5 de maio de 1864, em Belle-Île-en-Terre, uma vila na Bretanha francesa. Desde cedo, teve que cuidar do rebanho da família e, por isso, não recebeu muita educação formal. Desejando consagrar-se a Deus, pediu para ser admitida nas Irmãs Missionárias Franciscanas de Maria, recentemente fundadas pela Madre Marie de la Passion (beatificada em 2002). Em 1882, fez seus primeiros votos, adotando o nome de Irmã Marie de Sainte Natalie. Sempre escolheu as tarefas mais exigentes, mas isso rapidamente debilitou sua saúde robusta. Foi obrigada a retornar de sua missão na Tunísia e, mesmo quando designada para a missão em Taiyuan, no norte da China, contraiu tifo.

Santa Maria de San Giusto (Anne-Françoise Moreau), Virgem e Mártir Festa: 9 de julho

(*)Rouans, França, 9 de abril de 1866
(+)Taiyuan, China, 9 de julho de 1900 
Anne-Françoise Moreau nasceu em Rouans, na região do Loire, França, em 9 de abril de 1866. Desde cedo, demonstrou inclinação para a caridade e a oração. Assim que sentiu florescer em si uma vocação religiosa, sem contar à família, pediu para ser aceita como postulante nas Irmãs Missionárias Franciscanas de Maria, fundadas pela Madre Marie de la Passion (beatificada em 2002). Foi designada para diversos serviços, que desempenhou com alegria, pelo menos até ser tomada por dúvidas e hesitações. Com a ajuda de sua madre fundadora, conseguiu superar a crise e professou com alegria seus votos perpétuos. Foi designada para integrar o grupo de sete freiras enviadas a Taiyuan, no norte da China: lá também, ofereceu todo tipo de serviço útil à missão.

Santa Maria da Paz (Marianna Giuliani), Virgem e Mártir Festa: 9 de julho

(*)L'Aquila, 3 de dezembro de 1875
(+)Taiyuan, China, 9 de julho de 1900 
Marianna Giuliani nasceu em 3 de dezembro de 1875, em L'Aquila, mas passou a adolescência em Bolsena, morando com alguns tios após a morte da mãe. Devido à sua notável inteligência, seus familiares decidiram enviá-la para um instituto religioso em Roma para completar seus estudos. Ela foi então aceita em período probatório pela fundadora das Irmãs Missionárias Franciscanas de Maria, Madre Maria della Passione (beatificada em 2002). Por motivos de saúde, foi transferida para Les Châtelets, na França, onde sua vocação se desenvolveu. Vencendo a resistência de seus familiares, em 6 de junho de 1892, tomou o véu e mudou seu nome para Irmã Maria della Pace. Foi escolhida pela fundadora para integrar o grupo de seis freiras enviadas a Taiyuan, no norte da China. Em 5 de julho de 1900, as freiras, juntamente com frades, seminaristas e alguns leigos, foram aprisionadas no "Hotel da Paz Celestial". Elas foram libertadas em 9 de julho para serem levadas ao palácio do vice-rei de Shanxi e assassinadas, juntamente com suas companheiras. Foram as últimas a morrer, decapitadas.

Santa Maria Chiara (Clelia Nanetti) Virgem e Mártir Festa: 9 de julho

(*)Pontelagolungo, Rovigo, 9 de janeiro de 1872
(+)Taiyuan, China, 9 de julho de 1900 
Clelia Nanetti nasceu em 9 de janeiro de 1872, em Pontelagolungo, na província de Rovigo e diocese de Adria-Rovigo. Desde a adolescência, sentiu-se atraída pela vida consagrada, mas foi somente no início dos seus vinte anos que ingressou nas Missionárias Franciscanas de Maria, incentivada por seu irmão, o Padre Barnabé, franciscano. Em 10 de abril de 1892, recebeu o hábito religioso e adotou o nome de Irmã Maria Chiara. No mesmo dia em que fez seus votos perpétuos, 13 de novembro de 1898, Madre Maria della Passione, fundadora e superiora geral (beatificada em 2002), informou-a de que faria parte do grupo de sete freiras que, sob a orientação de Madre Maria Ermellina di Gesù, partiriam para a missão em Shanxi, na China.

Santa Maria Amandina (Pauline Jeurus) Virgem e mártir Festa: 9 de julho

(*)Herk-la-ville, Bélgica, 28 de dezembro de 1872
(+)Taiyuan, China, 9 de julho de 1900 
Pauline Jeurus nasceu em Herk-la-ville, perto de Diest, na Bélgica, em 28 de dezembro de 1872. Após a morte de sua mãe, foi confiada aos cuidados de alguns tios até que uma irmã, membro das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, providenciou para que fosse acolhida por suas companheiras freiras em Ghent. Ao contrário da crença popular, Pauline não decidiu se tornar uma delas, mas sim seguir os passos de outra irmã, Rosalie, e ingressar nas Missionárias Franciscanas de Maria. Sob o nome de Irmã Maria Amandina, trabalhou como enfermeira em Antuérpia e Marselha, onde foi escolhida pelo Bispo Francesco Fogolla para uma expedição missionária a Shanxi, na China.

Santa Maria Adolfina (Ana Catarina Dierks), Virgem e mártir Festa: 9 de julho

(*)Ossendrecht, Holanda, 8 de março de 1866
(+)Taiyuan, China, 9 de julho de 1900 
Anne-Catherine Dierks nasceu em Ossendrecht, Holanda, perto da fronteira com a Bélgica, em 8 de março de 1866. Perdeu a mãe aos três anos de idade e foi acolhida por uma família da classe trabalhadora, mas buscou a independência para não ser um fardo para eles. Ingressou então nas Missionárias Franciscanas de Maria: recebeu o hábito em 31 de julho de 1893 e mudou seu nome para Irmã Maria Adolfina. Era uma mulher de poucas palavras e muitas ações, como ficou evidente em sua designação para a missão em Taiyuan, China. Em 5 de julho de 1900, durante a Revolta dos Boxers, uma rebelião contra os ocidentais e a religião cristã, ela e as outras seis freiras da comunidade foram presas junto com outros cristãos, tanto católicos (religiosos e leigos) quanto protestantes, embora em diferentes alas da mesma prisão.

Santa Faustina Mártir Festa: 9 de julho

Ela é venerada na Via Latina. O Papa Sérgio I (687-701) possuía um catálogo de doações de diversas propriedades ao sacerdote Giovanni, com o título de Santa Susana. Nele consta que, entre outras doações, foi concedida uma propriedade próxima ao oratório de Santa Faustina, localizado aproximadamente na altura do quilômetro 12 da Via Latina. Isso indica que, no final do século VII, havia um culto a essa santa na região; porém, não há mais informações disponíveis. No Martirológio de São Geronimiano, em 9 de julho, uma virgem Faustina e suas companheiras são comemoradas em uma localidade romana não identificada. Contudo, não há evidências que confirmem que se trata da Faustina do quilômetro 12 da Via Latina. De Rossi e, posteriormente, Grossi-Gondi acreditavam que a santa mencionada no catálogo do Papa Sérgio era uma mártir local sepultada no pequeno cemitério de Grottaferrata, localizado no quilômetro 16. Delehaye, no entanto, considera essa hipótese insuficientemente comprovada. 
Autor: Gian Domenico Gordini

Beata Giovanna Scopelli Virgem Festa: 9 de julho

(*)Reggio Emilia, 1428
(+)Mântua, 9 de julho de 1491 
Nascida em Reggio Emilia em 1428, Giovanna Scopelli viveu inicialmente como uma carmelita "mantellata" em sua casa. Após a morte de seus pais, juntou-se a outras mulheres, formando uma comunidade em 1480. Em sua cidade natal, em 1485, obteve a casa e a igreja dos Umiliati, que transformou em um mosteiro, conhecido pelo povo como "Le Bianche" e confiado à Congregação de Mântua. Tornou-se priora e a comunidade cresceu, chegando a incluir vinte irmãs. Distinguiu-se por sua grande devoção à Virgem Maria, mas também por ser movida por um intenso espírito de penitência, e feitos extraordinários lhe são atribuídos. Giovanna faleceu em 9 de julho de 1491. Foi beatificada pelo Papa Clemente XIV em 1771. (Advogado) 
Martirológio Romano: Em Reggio Emilia, a Beata Giovanna Scopelli, virgem da Ordem Carmelita, fundou um mosteiro com as ofertas de seus concidadãos e, por meio da oração, conseguiu prover pão para o refeitório de suas irmãs.

Mártires de Gorkum 1572

Uma ordem do príncipe de Orange, 
de por em liberdade os prisioneiros, não foi cumprida. 
O conde Lumm, embriagado de ódio e vinho, 
mandou-os levar, alta noite, 
às ruínas do convento Rugem, 
que pouco antes tinha sido 
incendiado pelos calvinistas.
Quando no século XVI as heresias de Lutero e Calvino conseguiram insinuar-se na Holanda, lá, como na Alemanha e na Suíça, foram causadores de graves distúrbios. Os calvinistas rebelaram-se contra o governo do rei Filipe II e, chefiados pelo príncipe de Orange, tomaram à força armada algumas cidades, entre estas a de Gorkum. O governador retirou-se para o castelo em companhia de alguns católicos, dois párocos, onde frades franciscanos e alguns sacerdotes seculares. Os calvinistas, senhores que se fizeram da cidade, forçaram o castelo à rendição. Esta se efectuou sob a condição, porém, de ser garantido livre egresso a todos.

Verónica Giuliani Religiosa, Mística, Santa 1660-1727

Úrsula Giuliani nasceu em Mercatello, perto de Urbano, no ano de 1660. Foi a sétima filha do casal Francisco e Benta, profundamente católico. Quatro de suas filhas já eram clarissas quando apoiaram a sua caçula, que, aos dezassete anos, desejou ingressar no mosteiro da Ordem na cidade de Castello. Lá ela vestiu o hábito e tomou o nome de Verónica. No convento, ela trabalhou muito, sem distinção de cargos: foi camareira, cozinheira, encarregada da despensa, enfermeira, professora das noviças e, finalmente, abadessa. Transformou o mosteiro numa verdadeira e especial escola de perfeição com o seu próprio exemplo de amor ao Redentor, à sua Paixão na cruz e à Virgem Maria, deixando para a posteridade um legado instigador de sua prolongada e rica experiência mística. Os registros de manifestações místicas na vida dos santos da Igreja não são poucos. E consideram-se místicos os fenómenos extraordinários que vivem algumas pessoas escolhidas por Deus para mostrar sua intervenção na existência terrena de seus filhos.

Bem-aventuradas 32 Virgens Mártires de Orange Festa: 9 de julho

(†)Orange, França, 6/26 de julho de 1794
 
A história do martírio das 32 freiras francesas faz parte da grande carnificina que surgiu da Revolução Francesa, especificamente durante o Reinado do Terror, que durou por toda a França do outono de 1793 ao verão de 1794. Durante esse período, vários tribunais extraordinários operaram, sendo um dos mais cruéis o da cidade de Orange, no sudeste da França, no departamento de Vaucluse (a antiga colônia romana de Arausio). Seu trabalho nefasto começou em 17 de junho de 1794 e terminou em 5 de agosto do mesmo ano. Durante esses dois meses, perseguiu ferozmente padres, monges e freiras (clero "refratário") que se recusaram a prestar o juramento de "liberdade-igualdade" e a aderir à Constituição Civil do Clero, que, por seus princípios que restringiam a dependência de Roma, foi condenada pelo Papa Pio VI.

PAULINA DO CORAÇÃO AGONIZANTE DE JESUS, Virgem

Religiosa, fundadora da Congregação 
das Irmãs da Imaculada Conceição,
santa (1865-1942).
Amábile Lúcia Visintainer, hoje Santa Madre Paulina, nasceu aos 16 de dezembro de 1865, em Vigolo Vattaro, Província de Trento, Itália, naquele tempo região Sul-Tirol, sujeita à Áustria. Os pais, como toda a gente do lugar, eram óptimos cristãos, mas pobres. Em setembro de 1875, a família de Napoleone Visintainer emigrou com muitos outros trentinos para o Brasil e no Estado de Santa Catarina, no atual município de Nova Trento, deram início à localidade de Vígolo. Amábile, depois da primeira comunhão, recebida mais ou menos aos 12 anos, começou a participar no apostolado paroquial: Catecismo aos pequenos, visitas aos Doentes e limpeza da Capela de Vigolo. No dia 12 de julho de 1890, junto com a amiga Virgínia Rosa Nicolodi, Amábile acolheu uma doente de câncer em fase terminal, dando início à Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, aprovada pelo Bispo de Curitiba, Dom José de Camargo Barros, aos 25 de agosto de 1895.

Maria de Jesus Crucificado Petkovic Religiosa, Fundadora, Beata 1892-1966

Religiosa croata; fundadora 
das Irmãs da Misericórdia,
para a formação dos jovens 
e assistência às pessoas de idade. 
Beatificada em 2003. 
Maria Petkovic nasceu no dia 10 de Dezembro de 1892, na ilha de Korcula em Blato, na Diocese de Dubrovnik (Croácia). Desde a mais tenra infância, apesar da precariedade da sua saúde, mostrou nobreza de espírito, apego à família e à Igreja, e sensibilidade para com os necessitados. As mortes e destruições causadas pela primeira guerra mundial influenciaram a sua opção vocacional, já marcada por uma vida familiar cristã exemplar, caracterizada pela obediência, o amor filial e a observância dos preceitos divinos. Em 21 de Novembro de 1906 fez o voto de virgindade e, depois de alguns anos de contacto com os membros da Associação das Filhas de Maria, foi inspirada a fundar a Associação do Bom Pastor, cujo carisma viria a ser a visita aos doentes, a preparação dos adolescentes para a primeira comunhão e a reparação das ofensas feitas a Jesus.

Beata Maria Rosa, Beneditina, mártir da Rev. Francesa - 9 de julho

Nascida em Sérignan (Vaucluse), no dia 4 de fevereiro de 1741, Susana Ágata de Loye entrou na abadia beneditina de Caderousse, onde fez sua profissão em janeiro 1762, adotando o nome religioso de Maria Rosa. Irmã Maria Rosa passou 30 anos praticando todas as virtudes monásticas, vivendo na pobreza e na obediência, preparando-se todos os dias para morte e, sem saber, para o martírio. Em setembro de 1792, depois de seu mosteiro ter sido fechado pelos revolucionários, Irmã Maria Rosa voltou à casa da família em Sérignan, dedicando-se às obras de caridade e de apostolado. Presa em maio 1794, permaneceu na mesma prisão com mais 32 religiosas de várias ordens, todas amontoadas. Em 6 de julho seguinte, foi trazida diante da comissão popular de Orange. O tribunal acusou-a de querer destruir a república e intimou-a a fazer o juramento prescrito pela lei. Irmã Maria Rosa recusou, calmamente, mas com firmeza, afirmando que ela considerava este juramento como uma apostasia.

ORAÇÕES - 09 DE JULHO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
9 – Quinta-feiraSantos: Madre Paulina, Agostinho Zhao Rong
Evangelho (Mt 10,7-15) “Se alguém não vos receber ... saí da casa ou da cidade, e sacudi a poeira dos vossos pés.”
São muitas as pessoas que Deus colocou e continua colocando em minha vida, para me anunciar o caminho do bem e da salvação. A responsabilidade é minha, se não aceito esse anúncio, se não procuro ser mais fiel ao evangelho que me ensinam. Posso apresentar muitas desculpas, mas a verdade é que só por minha própria decisão posso afastar-me de Deus ou nem aceitar seu convite.
Oração
Senhor, nesses anos todos, quantas pessoas tentaram ajudar-me a vos conhecer, quantos livros me falaram de vós e de vossos caminhos. Eu poderia ter aproveitado muito mais desses ensinamentos, poderia ter crescido muito mais em vossa amizade. Perdoai minha dureza de coração, e não deixeis de me falar. Bondosamente ajudai-me para que no futuro vos seja mais dócil. Amém.

quarta-feira, 8 de julho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Tempo Pascal”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Tempo de aprender 
Certamente estamos mais ou menos como os apóstolos depois da ressurreição de Jesus. Não temos mais dúvidas do maravilhoso acontecimento que foi ter Jesus novamente entre eles:“Nós comemos e bebemos com Êle depois de sua Ressurreição de entre os mortos” (At. 10,41). Mesmo tendo-O visto e tocado Nele, ainda estavam fechados e temerosos. O temor tinha uma razão: temiam o costume que havia de matarem um líder e todos os seus seguidores, para acabar com a tentativa da reorganização do grupo com outro líder. É certo que ainda não haviam tirado as conseqüências da radical mudança. Jesus esteve com eles quarenta dias, isto é, tempo de formação e afirmação de sua missão. Estiveram presentes ao mistério, mas ainda não haviam compreendido. Seria necessária a vinda do Espírito Santo para iniciar o tempo novo. Vemos a transformação que se dá em Pentecostes e durante todo o tempo de suas vidas. Para nós, que não vivemos intensamente a liturgia, tudo fica na base de um calendário. Passa a folhinha e tudo segue igual. Perdemos a noção da união do celebrar e viver. A liturgia desse tempo celebra os acontecimentos com diversos símbolos como o círio pascal, os textos, as cores brancas, o canto do aleluia e os hinos. Procurou-se manter vivo o clima de Páscoa. As leituras proclamam a Palavra de Deus mostrando a vida da comunidade. Há uma dificuldade de falar de Ressurreição, pois não entrou em nossa experiência. Na vida dos primeiros séculos havia uma consciência maior, pois a comunidade estava muito ligada à vida litúrgica. A vida dos cristãos dependia do modo de ser Igreja. Temos que chegar a isso. 
O que nos é oferecido 
A mistagogia é o termo próprio para a compreensão do que foi celebrado. É um mistério, mas aberto à comunicação. Mistagogia é o conhecimento daquilo que nos é secreto, mundo desconhecido para uma vivência coerente. É como pegar a mão de uma pessoa e introduzir em um mundo desconhecido. Aos poucos vai ficando acessível. É um crescimento lento, mas necessário. Por exemplo: Em suas catequeses, São Cirilo explicando o batismo, diz: “Vocês viram a água”? Então vai introduzindo os símbolos a partir da experiência feita. Nós também estamos voltados para o Batismo. Aprofundamos o conhecimento dos símbolos e ao mesmo tempo a vivência das celebrações, iluminados pela Palavra de Deus. Por isso é importante fazer, em cada sacramento, a proclamação da Palavra que atualiza e ilumina. A participação da celebração desenvolve o conhecimento dos temas do Mistério Pascal. Vemos assim, como estamos distantes. O sacramento do Batismo, quando de crianças, poderia ser uma mistagogia aos pais. Há muitos modos de envolver pais e padrinhos na realização de um Batismo. Não se trata de fazer cursos, mas de envolver de modo que busquem o conhecimento pela experiência dos ritos. É celebrando que se aprende a celebrar e viver. 
Recuperando energias 
O Tempo Pascal é tempo de vivência comunitária. Todos nós fomos salvos como corpo, não somente como indivíduo. Por isso a experiência da comunidade é um dos primeiros resultados do anúncio evangélico: “Eles se mostravam assíduos aos ensinamentos dos apóstolos, à comunhão fraterna, à fração do pão e às orações” (At 2,42). Os apóstolos levaram os primeiros fiéis a adquirirem o que necessário para a vivência da fé que preenchia o arco completo da vivência e manutenção da comunidade. Eram instruídos, aprendiam a viver juntos sua fé, transformavam o ensinamento e a unidade dos irmãos em uma celebração. Assim poderiam fazer suas orações. O que nos falta?
ARTIGO PUBLICADO EM MAIO DE 2021

EVANGELHO DO DIA 08 DE JULHO

Evangelho segundo São Mateus 10,1-7. 
Naquele tempo, Jesus chamou a Si os seus doze discípulos e deu-lhes poder de expulsar os espíritos impuros e de curar todas as doenças e enfermidades. São estes os nomes dos doze apóstolos: primeiro, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão; Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu; Simão, o Cananeu, e Judas Iscariotes, que foi quem O entregou. Jesus enviou estes doze, dando-lhes as seguintes instruções: «Não sigais o caminho dos gentios, nem entreis em cidade de samaritanos. Jesus deu-lhes também as seguintes instruções: «Ide às ovelhas perdidas da casa de Israel. Pelo caminho, proclamai que está perto o Reino dos Céus. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São João Paulo II 
(1920-2005) 
Papa 
Oração pelas vocações: XXXV 
Jornada Mundial das Vocações, 
3 de Maio de 1998 
«Jesus enviou estes doze» 
Espírito de Amor eterno, que procedes do Pai e do Filho, agradecemos-Te todas as vocações de apóstolos e de santos que fecundaram a Igreja. Prossegue a tua obra, nós Te pedimos. Recorda-Te desse momento em que, no Pentecostes, desceste sobre os apóstolos reunidos em oração com Maria, Mãe de Jesus, e olha a tua Igreja, que tem hoje particular necessidade de sacerdotes santos, de testemunhas fiéis e autorizadas da tua graça, que tem necessidade de homens e mulheres consagrados que irradiem a alegria daqueles que vivem apenas para o Pai, daqueles que fazem sua a missão e a oferenda de Cristo, daqueles que constroem o mundo novo na caridade. Espírito Santo, fonte eterna de alegria e de paz, Tu abres o coração e o espírito ao apelo divino; Tu tornas eficaz o impulso para o bem, a verdade, a caridade. Os teus gemidos inexprimíveis elevam-se ao Pai do coração da Igreja que sofre e luta pelo Evangelho. Abre o coração e o espírito dos jovens e das jovens, para que nova floração de vocações santas mostre a fidelidade do teu amor, e todos possam conhecer a Cristo, Luz verdadeira que veio ao mundo para oferecer a cada ser humano a esperança segura da vida eterna. Ámen.

Raimundo IV de Toulouse

Raimundo IV de Tolosa, ou Raimundo de Saint-Gilles (Toulouse, 1045 — 28 de fevereiro de 1105) foi conde de Toulouse, duque de Narbona, marquês da Provença e um dos líderes da Primeira Cruzada, na qual se tornou também conde de Trípoli. Era filho do conde Pôncio de Toulouse e Almodis de La Marche. Recebeu do seu pai em apanágio a vila de Saint-Gilles com o título de conde e sucedeu ao seu irmão Guilherme IV de Toulouse no condado de Tolosa em 1094. Segundo a genealogia tradicional dos condes de Toulouse feita pelos beneditinos na História Geral de Languedoc, é nomeado Raimundo IV, mas estudos críticos mais recentes estabeleceram que foram omitidos dois condes com o prenome de Raimundo, e por isso seria mais correcto ser intitulado de Raimundo VI. Raimundo parece ter sido impelido tanto por motivos religiosos como materiais, os mais generalizados no movimento das cruzadas: por um lado aceitou a descoberta da lança do destino em Antioquia e rejeitou a coroa de Jerusalém, mas por outro não resistiu à tentação de conquistar um novo território para si.

08 de julho - Santo Adriano III - Papa

Muito pouco sabemos da vida de santo Adriano III. O Liber Pontificalis diz-nos somente que era romano, filho de Bento, e que governou a Igreja por um ano apenas. Foi eleito em 17 de maio de 884, sucedendo o Papa Marino I, sendo o Papa de número 109. Confirmou tudo o que tinham feito seus antecessores. Os poucos dados biográficos referem-se à narração de sua morte, da sepultura e dos milagres operados. Os Anais de Fulda do ano de 885 contam a partida de Adriano III de Roma, sua morte e sepultura no mosteiro de Nonantola. Ele morreu perto de Modena no verão do ano seguinte, a caminho da dieta convocada por Carlos Magno, Carlos, o Gordo, que convidara Adriano III à dieta de Worms, pois a presença do papa haveria de sancionar a autoridade imperial do herdeiro do sacro império romano.

São Procópio de Cesaréia na Palestina Mártir Festa: 8 de julho

(*)Élia (Jerusalém)
(†)Cesaréia, Palestina,
8 de julho de 303
Procópio, natural de Aelia (Jerusalém), nasceu no século III e morreu em 8 de julho de 303. Ele foi o primeiro cristão a morrer por sua fé na Palestina nos anos que se seguiram ao decreto de perseguição de Diocleciano em 303. Procópio foi levado perante o tribunal do governador, onde lhe pediram que fizesse sacrifícios aos deuses, mas ele recusou. Em seguida, foi convidado a fazer libações aos quatro imperadores, mas mais uma vez respondeu, citando um ditado de Homero: "Não é bom que haja um governo de muitos; um deve ser o governante, um o rei".

Santa Landrada, Abadessa de Bilzen - 8 de julho

Martirológio Romano
: Em Bilzen, no Brabante, no território da moderna Bélgica, Santa Landrada, Abadessa. 
As fontes que se referem a Santa Landrada são: um relato da elevação e da transladação do corpo, redigido por Erigero, que se baseia no relato dos habitantes de Wintershoven; um relato dos milagres, do mesmo autor (ed. Acta SS. lulii, II, Venezia 1747, pp. 628-29); uma Vita redigida por Teodorico de St-Trond (m. 1117); menção em quatro ladainhas, uma delas do início do século XI de St-Pierre-au-Mont-Blandin de Gand, uma do fim do século XII, de São Bavão de Gand, uma da primeira metade do século XII, contida em um Saltério conservado em Orbais e uma quarta, da primeira metade do século XIII, constando do ms. 1553 de Troyes. Landrada descendia de uma nobre família. Segundo a Vita Sta.Landrada redigida por Teodoro ou Thierry de Saint-Trond (+ 1107), ela descendia de Pepino o Velho e de Santo Arnolfo, Bispo de Metz.

Santa Glicéria, Mártir em Eracleia – 8 de julho

Delehaye, em seu estudo sobre os santos da Trácia e Mesia, concentrou-se especialmente na figura de Glicéria cujo culto é particularmente atestado. Várias hagiografias a mencionam. Em 591, os imperadores Maurício e Heráclio visitaram o templo de Glicéria em Eracleia. Uma tradição local, além disso, afirma que no século VIII as relíquias da santa foram transportadas para Lemnos, mas sua cabeça conservada em um relicário permaneceu na igreja de São Jorge naquela cidade. Mas, se o culto dedicado à Glicéria é certo, sua vida é muito incerta. Segundo afirma uma “Vida” grega, no primeiro ano em que o imperador Antonino foi empossado e sob o prefeito Sabino, em Traianópolis, Glicéria, cujo pai fora cônsul três vezes e era um bom cristão, dedicava-se a confirmar os fiéis em sua fé.

Áquila e Priscila Amigos de S. Paulo, Santos Século I

“Os nomes Áquila e Priscila são latinos – escreve o Papa Bento XVI –, mas este homem e esta mulher são de origem hebraica. Pelo menos Áquila provinha geograficamente da diáspora da Anatólia setentrional, diante do mar Negro na actual Turquia enquanto Priscila, cujo nome se encontra por vezes abreviado em Prisca, era provavelmente uma judia proveniente de Roma (cf. Act 18, 2). Contudo, foi de Roma que eles partiram para Corinto, onde Paulo se encontrou com eles no início dos anos 50; lá associou-se a eles porque, como narra Lucas, exerciam a mesma profissão de fabricantes de tendas ou toldos para uso doméstico, e foi acolhido até na sua casa (cf, Act 18, 3). O motivo da sua ida a Corinto tinha sido a decisão do imperador Cláudio de expulsar de Roma os Judeus residentes na Cidade.

Eugénio III Papa, Beato + 1153

O papa Eugénio III nasceu em Montemagno, numa família cristã, rica e da nobreza italiana. Foi baptizado com o nome de Píer Bernardo Paganelli, estudou e recebeu a ordenação sacerdotal na diocese de Pisa, centro cultural próximo da sua cidade natal. Possuía um temperamento reservado, era inteligente, muito ponderado e calmo. Segundo os registros da época, em 1130 ele teve um encontro com o religioso Bernardo de Claraval, fundador da Ordem dos Monges Cistercienses e hoje um santo da Igreja. A afinidade entre ambos foi tão grande que, cinco anos depois, Píer Bernardo ingressou no mosteiro dirigido pelo amigo e vestiu o hábito cisterciense. Através da convivência com Bernardo de Claraval, ele se tornou conhecido, pois foi escolhido para abrir um outro mosteiro da Ordem em Farfa, diocese de Viterbo, sendo consagrado o abade pelo papa Inocêncio II.

Pedro Vigne Sacerdote, Fundador, Beato 1670-1740

Sacerdote particularmùente marcado pela presença Eucarística. 
Fundador das Irmãs do Santíssimo Sacramento, de escolas, 
de um seminário. 
Beatificado em 2004.
Pedro Vigne nasceu em 20 de agosto de 1670 em Privas (França), uma pequena cidade ainda muito marcada pelas sequelas de guerras de religião do século precedente, entre católicos e protestantes. Seu pai, Pedro Vigne, honesto comerciante de têxteis, e sua mãe, Françoise Gautier, casados na Igreja católica, baptizaram seus cinco filhos na paróquia católica Saint Thomas de Privas. Duas meninas morreram cedo. Pedro e seus dois irmãos mais velhos, Jean François e Eleonore, vivem com seus pais em uma relativa abundância.

Gregorio Grassi Francisco Fogolla, António Fantosati e 26 companheiros, Mártires, Beatos

No fim do século XIX, a China entrou numa crise grave. Os cristãos foram naturalmente considerados como traidores à velha China e os Boxers perseguiram-nos com o seu ódio.
No fim do século XIX, a China entrou numa crise grave. Não tendo querido receber a civilização moderna, não podia manter o seu lugar no mundo. O jovem imperador Kouang-Sin experimentou reformas; a velha imperatriz retomou porém a autoridade, e recomeçou a política reaccionária. Vendo-se incapaz de abrir guerra contra as grandes potências, excitou no povo chinês a xenofobia, ou ódio aos estrangeiros, servindo-se duma sociedade secreta já antiga, cujos membros vieram a ser chamados Boxers ou pugilistas, porque se exercitavam fisicamente dando punhadas entre si. (Ver também, a 8 de Junho, o Beato Leão Mangin e 55 companheiros). Em 1900, ela julgou ter chegado o momento de lançar os amotinadores contra os Europeus, dando àqueles o apoio dos soldados. Os cristãos foram naturalmente considerados como traidores à velha China e os Boxers perseguiram-nos com o seu ódio. Felizmente, muitos vice-reis recusaram seguir as ordens de Pequim e a perseguição não se estendeu para além das províncias da capital.

ORAÇÕES - 08 DE JULHO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
8 – Quarta-feiraSantos: Adriano III, Raimundo de Tolosa, Procópio
Evangelho (Mt 10,1-7) “No vosso caminho, proclamai: ─ O Reino dos Céus está próximo.”
Jesus envia os doze apóstolos para anunciar o Reino. Mas não os envia apenas como mensageiros: eles serão seus representantes, com poder de agir em seu nome. Não devem apenas anunciar uma promessa de felicidade: devem fazer que comece a felicidade, a justiça e a fraternidade para todos. Nós também somos enviados do mesmo modo: somos todos continuadores de Jesus.
Oração
Senhor, é bom que eu saiba que preciso de salvação e de felicidade. Fazei que não me preocupe somente comigo, mas veja sempre a necessidade dos que me rodeiam, e faça tudo que for necessário. Sei que estareis sempre comigo, fazendo-me participante de vosso poder de salvação. Que eu não tenha medo nem preguiça de trabalhar para que e realizem vossas promessas. Amém.

terça-feira, 7 de julho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Recebei o Espírito Santo”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Enviai vosso Espírito
 
A História da Salvação se faz através das grandes teofanias de Deus que se faz presente para revelar seu mistério e nos atrair à comunhão com Ele. Desde a criação, tem repetidas vezes aberto os tesouros de sua misericórdia. Em nossa salvação manifestou-se em seu Filho como Homem-Deus. Foi uma manifestação prolongada. Não foi ruidosa, mas como o orvalho sobre a relva (Dt 32,2). Deus quer salvar pela ternura. Se não for por amor, mas pelo temor não muda o coração (S.Afonso). A teofania de Pentecostes tem algo a ver com a teofania de Deus no Sinai quando nasce o povo (Ex 20,18-21). O Espírito vem como libertador de todas as pressões. Ali, diante do Espírito, está reunido o universo, representado pela diversidade dos povos. Geograficamente eles fazem um círculo a Jerusalém. Renovando esse momento pela celebração memorial de Pentecostes, a manifestação toca o coração e realiza aquela mudança monumental que aconteceu nos apóstolos. De tímidos e escondidos, saem com o vigor que vem até nós. Hoje e sempre, Igreja está em permanente súplica: “Vinde, Espírito Santo e enchei o coração dos vossos fiéis com a luz de vosso amor”. Por quê? O Espírito Santo é vida em nós. Ele é o respiro espiritual como o ar (Jesus o chama de vento – Jo 3,8) que mantém a vida. Pedir o Espírito é pedir que a vida se mantenha. Rezamos para que santifique a Igreja e o mundo para que se realizem em nós o que se realizou no início da pregação do evangelho (Oração).
Santificais a vossa Igreja 
Jesus, em seu Mistério Pascal, deu o Espírito fazendo a unidade de todos os momentos de salvação, como no anúncio, na Cruz, na Páscoa e em sua Glorificação. Por isso, na celebração litúrgica rezamos: “Deus, que enriqueceis a vossa Igreja com os bens do Céu, conservai a graça que lhe deste para que cresçam os dons do Espírito”. Não confundamos dons pessoais com os dons eclesiais. Os dons do Espírito são a vida que dá à Igreja em seu ministério fundamental que é servir o Senhor e anunciar a graça do Evangelho. Existem os dons pessoais que enriquecem a Igreja na comunidade e são maravilhosos para a conversão e oração. Quem acolhe o dom, seja para a Igreja parceiro na evangelização e criativos na caridade para com os necessitados. Quem se fecha não tem o Espírito de Deus. A santificação se faz pela vitória contra todo o mal, vencendo toda divisão para que todos sejam o Corpo de Cristo. Santificação não é só um momento espiritual, mas a vida do Corpo de Cristo que somos nós (Rm 12,5). O Espírito não é uma devoção pessoal, mas é ser fiel envolvido na evangelização pela palavra e pela ação. 
Pela graça e pela pregação 
Ao morrer, Jesus nos dá o Espírito. Na primeira aparição Jesus dá a paz que é a plenitude dos dons de Deus. Depois diz: “Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, eles serão perdoados, a quem não os perdoardes, ser-lhes-ão retidos” (Jo 20,19.22). É o dom da Redenção que chega a todos na paz universal. Nesse momento os discípulos são enviados com todo o poder de Cristo: “Como o Pai me enviou, também eu vos envio” (Jo 19,21). A missão de Cristo para a implantação do Reino de Deus está nas mãos dos discípulos que agem no Espírito Santo. O fenômeno maravilhoso da compreensão do Evangelho está na reunião da variedade das línguas e na confissão da mesma fé. É a plenitude do mistério Pascal (prefácio). Todos ficaram cheios do Espírito Santo e proclamavam as maravilhas de Deus (At 2,4.11). 
Leituras: Atos 2,1-11;Salmo 103;
1Coríntios 12,3b-7.12-13; João 20,19-23 
1. Pedir o Espírito é pedir que a vida se mantenha. 
2. Os dons do Espírito são a vida da Igreja para anunciar a graça do Evangelho a todos. 
3. A missão de Cristo está nas mãos dos discípulos que agem no Espírito Santo. 
Vento Sem Poeira 
Engraçado! Deus apronta cada leréia! Acho que entende bem nossa cabeça. Quanto mais confuso, mais claro. Veja a criação do mundo: Do nada saiu tudo. Escolhe pessoas de seio morto para ser mãe de um povo. Só por Deus! Jesus, para ser proclamado o Senhor, nasceu escondido num estábulo. O Espírito que é silêncio, vem no meio de uma ventania. O vento sopra onde quer, mas não precisa exagerar. Acho que para seguir o Espírito e o jeito de Deus, temos que fazer mais confusão. O normal não anuncia nada. Dizemos: Já sabia. Os apóstolos saíram tinindo depois daquele momento. Quando mais confuso o avesso do bordado, mais precioso é o desenho. 
Homilia de Domingo de Pentecostes (23.05.2021)

EVANGELHO DO DIA 07 DE JULHO

Evangelho segundo São Mateus 9,32-38. 
Naquele tempo, apresentaram a Jesus um mudo possesso do demónio. Logo que o demónio foi expulso, o mudo falou. A multidão ficou admirada e dizia: «Nunca se viu coisa semelhante em Israel». Mas os fariseus diziam: «É pelo príncipe dos demónios que Ele expulsa os demónios». Jesus percorria todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando todas as doenças e enfermidades. Ao ver as multidões, encheu-Se de compaixão, porque andavam fatigadas e abatidas, como ovelhas sem pastor. Jesus disse então aos seus discípulos: «A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara».
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Teresinha do Menino Jesus 
(1873-1897) 
Carmelita, 
doutora da Igreja 
Carta 135 
«Pedi ao Senhor da seara que mande
 trabalhadores para a sua seara» 
Um dia em que eu meditava no que poderia fazer para salvar almas, recebi viva iluminação de uma passagem do Evangelho. Jesus tinha dito aos seus discípulos, apontando as searas maduras: «Erguei os olhos e vede os campos, que já estão loiros para a ceifa» (Jo 4,35); e, mais adiante: «A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara». Que grande mistério! Pois Jesus não é omnipotente? E as criaturas não pertencem Àquele que as fez? Nesse caso, por que diz Ele: «Pedi ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara»? Porquê? Ah! É que Jesus tem por nós um amor de tal maneira incompreensível que pretende que participemos com Ele na salvação das almas. Nada quer fazer sem nós. O Criador do Universo espera pela oração de uma pobre alma, de uma alma insignificante, para salvar as outras almas, como ela resgatadas pelo preço de todo o seu sangue. A nossa vocação específica não é ir trabalhar na colheita dos campos de espigas maduras. Jesus não nos diz: «Erguei os olhos, olhai os campos e ide para a ceifa». A nossa missão [enquanto carmelitas] é ainda mais sublime. A nós, Jesus diz-nos: «Erguei os olhos e vede, vede os lugares vazios que há no meu Céu e que vos compete preencher; vós sois os meus Moisés, que rezam no alto da montanha (cf Ex 17,8s.). Pedi-Me trabalhadores e Eu os enviarei; espero apenas uma oração, um suspiro do vosso coração!».

07 de julho - Beato Pedro To Rot

“O primeiro Beato da Papua da Nova Guiné abre uma nova era na história do povo de Deus neste país. Martírio sempre fez parte da peregrinação do povo de Deus através da história. Na leitura do Antigo Testamento, o segundo livro de Macabeus conta a história de Eleazar e sua incrível fidelidade à lei santa de Deus, a sua disponibilidade para aceitar a morte, em vez de fazer o mal. Antes da prova suprema, ele disse: "Senhor, a quem pertence o conhecimento sagrado, sabe que, sendo capaz de escapar da morte, sofro com dores terríveis o flagelo do corpo, mas a alma de bom grado suporta tudo isso por temor a Ele" (2 Mac 6, 30). (...) O sofrimento causado pela recente e trágica erupção aproximou a comunidade cristã na Nova Bretanha do mártir Pedro To Rot. No plano salvífico de Deus, o sofrimento "mais do que qualquer outra coisa, faz presente na história da humanidade as forças da Redenção" (Salvifici doloris, 27).

07 de julho - São José Maria Gambaro

Hoje a Igreja agradece ao seu Senhor, que a abençoa e a imbui de luz com o esplendor da santidade destes filhos e filhas da China. Não é porventura o Ano Santo o momento mais oportuno para fazer resplandecer o seu testemunho heroico? A jovem Ana Wang, com catorze anos, resiste às ameaças do carnífice que a convida a renegar e, dispondo-se à decapitação, declara com o rosto radiante: "A porta do Céu está aberta a todos" e murmura três vezes "Jesus". E Chi Zhuzi, com dezoito anos, grita destemido aos que acabavam de lhe cortar o braço direito e se preparavam para o esfolar vivo: "Cada pedaço da minha carne, cada gota do meu sangue vos repetirão que sou cristão". Igual convicção e alegria testemunharam os outros 85 chineses, homens e mulheres de todas as idades e condições, sacerdotes, religiosos e leigos, que selaram a própria indefectível fidelidade a Cristo e à Igreja com o dom da vida.

Santo Antonio Fantosati

"Os preceitos do Senhor dão alegria". 
Estas palavras do Salmo bem a experiência dos 120 mártires na China. Os testemunhos que chegaram até nós deixam entrever neles um estado de espírito marcado por uma profunda serenidade e alegria. Hoje a Igreja agradece ao seu Senhor, que a abençoa e a imbui de luz com o esplendor da santidade destes filhos e filhas da China. Não é porventura o Ano Santo o momento mais oportuno para fazer resplandecer o seu testemunho heroico? A jovem Ana Wang, com catorze anos, resiste às ameaças do carnífice que a convida a renegar e, dispondo-se à decapitação, declara com o rosto radiante: "A porta do Céu está aberta a todos" e murmura três vezes "Jesus". E Chi Zhuzi, com dezoito anos, grita destemido aos que acabavam de lhe cortar o braço direito e se preparavam para o esfolar vivo: "Cada pedaço da minha carne, cada gota do meu sangue vos repetirão que sou cristão".

Festa de todos os Pontífices Romanos

História
 
Esta festa celebra, em uma única data, a memória de todos aqueles, entre os 266 Pontífices Romanos, venerados como Santos e Beatos: 82 Santos e 9 Beatos (até hoje, 2021). Com esta festa, que se realiza na Basílica de São Pedro, queremos recordar a missão de Pedro, que todos os seus sucessores continuam. Alguns deram testemunho, de modo heroico, do mandato de confirmar os irmãos, merecendo ser inscritos no álbum dos Santos e propostos para a veneração do povo cristão.

Santa Maria Guo Lizhi Mártir Festa: 7 de julho

Ela era uma mulher cristã que viveu na China durante um período muito difícil para os cristãos, ela e sua família foram perseguidas por sua fé. Quando chegou a hora de morrer, Maria não só não teve medo, mas deu força aos outros. Ele acompanhou sete de seus parentes até o local onde seriam mortos e os encorajou a não ter medo. Depois que seus entes queridos foram mortos, ela mesma pediu para morrer, demonstrando um profundo amor por Deus e sua família. Martirológio Romano: Na aldeia de Hujiacun perto de Shenxian, também em Hebei, Santa Maria Guo Lizhi, mártir, que na mesma perseguição, como segunda mãe dos Macabeus, exortou sete de seus parentes que ela acompanhou ao lugar da tortura à firmeza de espírito e, pedindo para ser morta, seguiu aqueles que ela havia enviado para o céu.

Beata Ifigênia de São Mateus (Francisca Maria Susanna de Gaillard de la Valdène) Santíssimo Sacramento Virgem, mártir Festa: 7 de julho

(*)Bollène, França, 23 de setembro de 1761 
(+)Orange, França, 7 de julho de 1794 
Ela é uma figura proeminente entre os mártires da Revolução Francesa. Nascida em Bollène em 1761, ela entrou na ordem dos Santíssimos Sacramentinos e, como muitos outros religiosos de seu tempo, foi vítima da ferocidade anticlerical que caracterizou aquele período histórico. Sua morte ocorreu em 7 de julho de 1794 em Orange. Recusando-se a fazer um juramento à República e renunciar à sua fé, ela foi condenada à morte junto com muitas outras irmãs. Sua execução na guilhotina foi um ato de testemunho de sua fé inabalável em Deus. Martirológio Romano: Em Orange, também na França, a Beata Ifigênia de São Mateus (Francisca Maria Susana) de Gaillard de la Valdène, virgem da Ordem de São Bento e mártir durante a Revolução Francesa. As freiras presas na região da planície do Ródano incluíam duas freiras cistercienses, uma beneditina, dezesseis ursulinas e treze freiras do Santíssimo Sacramento.

Beata Beatriz d’Este, Rainha da Hungria

Beatriz d'Este (1215 – antes de 8 de maio de 1245) foi rainha consorte da Hungria como a terceira esposa do rei André II da Hungria . Beatriz era filha única do Marquês Aldobrandino I de Este, mas o nome e a origem de sua mãe são desconhecidos. Como seu pai faleceu no ano de seu nascimento, ela foi educada por seu tio, o Marquês Azzo VII de Este . No início de 1234, o idoso rei André II da Hungria , que havia enviuvado pela segunda vez em 1233, visitou a corte da família Este e apaixonou-se pela jovem Beatriz. Seu tio consentiu ao casamento apenas com a condição de que tanto o rei André quanto Beatriz renunciassem ao dote e a qualquer direito à herança de seu pai. O casamento foi celebrado em 14 de maio de 1234 em Székesfehérvár , e o Rei André prometeu em seu contrato conjugal que concederia 5.000 libras como parte do casamento a Beatriz, e esta também receberia 1.000 libras como sua renda anual.