segunda-feira, 25 de maio de 2026

EVANGELHO DO DIA 25 DE MAIO

Evangelho segundo São João 19,25-34. 
Naquele tempo, estavam junto à cruz de Jesus sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. Ao ver sua Mãe e o discípulo predileto, Jesus disse a sua Mãe: «Mulher, eis o teu filho». Depois disse ao discípulo: «Eis a tua Mãe». E, a partir daquela hora, o discípulo recebeu-a em sua casa. Depois, sabendo que tudo estava consumado e para que se cumprisse a Escritura, Jesus disse: «Tenho sede». Estava ali um vaso cheio de vinagre. Prenderam a uma vara uma esponja embebida em vinagre e levaram-Lha à boca. Quando Jesus tomou o vinagre, exclamou: «Tudo está consumado». E, inclinando a cabeça, expirou. Por ser a Preparação da Páscoa, e para que os corpos não ficassem na cruz durante o sábado – era um grande dia, aquele sábado –, os judeus pediram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas e fossem retirados. Os soldados vieram e quebraram as pernas ao primeiro, depois ao outro que tinha sido crucificado com Ele. Ao chegarem a Jesus, vendo-O já morto, não Lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados trespassou-Lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Catarina de Sena 
(1347-1380) 
Terceira dominicana, 
doutora da Igreja, 
copadroeira da Europa 
Maria, terra fecunda 
Ó Maria, portadora do fogo divino! 
Ó Maria, Maria, templo da Trindade, ó Maria, portadora do fogo, Maria, dispensadora da misericórdia, Maria, que fizeste brotar o fruto divino! Maria, redentora, em certo sentido, do género humano (pois não foi o sofrimento da tua carne, no Verbo, que salvou o mundo?)! Cristo foi redentor pela sua Paixão; tu foste-o pela dor do corpo e da alma. Ó Maria! Mar tranquilo, dispensadora da paz, Maria, terra fértil! Tu és a nova árvore que trouxe a flor fragrante do Verbo, o Filho Unigénito de Deus. Em ti, terra fértil, foi semeado o Verbo. Tu és a terra e a árvore. Ó Maria, carro de fogo, tu trouxeste em ti o fogo oculto e velado sob as cinzas da tua humanidade. Ó Maria, dulcíssimo amor, em ti está escrito o Verbo que nos dá a doutrina da vida; tu és a tábua na qual está gravada esta doutrina. Mal foi impresso em ti, este Verbo carregou a cruz do santo desejo, que foi como que enxertada nele. Mal foi concebido, já estava dominado pelo desejo de morrer pela salvação dos homens, pelos quais encarnou. E foi uma grande cruz, carregar durante tanto tempo um desejo que Ele teria querido realizar imediatamente.

25 de maio - Beato Mykola Cehelskyj

Mykola Cehelskyj nasceu em 17 de dezembro de 1896 na vila ucraniana de Strusiv, perto de Ternopil. Em 1923, ele se formou no departamento de teologia da universidade de Lviv e foi ordenado sacerdote dois anos depois, em 5 de abril de 1925, pelo metropolitano André Shaptytsky, tornando-se padre diocesano do rito bizantino da Arquieparquia ucraniana de Lviv. Confiada a ele a paróquia da vila de Soroko, ele era um padre zeloso que cuidava da vida espiritual, educação e bem-estar de seus paroquianos. Devem a ele a construção da igreja e a superação de muitas dificuldades que as comunidades católicas estavam enfrentando, porque o triunfo da Rússia na Segunda Guerra Mundial a tornou mais forte, e assim começou a atuar para o desaparecimento da Igreja Greco-Católica. O governo russo queria intimidá-lo, mas o Beato não deixou o cumprimento de seus deveres sacerdotais e na afirmação de sua fé católica.

25 de maio - Beatos Mario Vergara e Isidoro Ngei Ko Lat

Em 24 de maio de 2016, na Catedral de Aversa, o missionário do Pontifício Instituto das Missões Exteriores (PIME) Padre Mario Vergara e o catequista leigo Isidoro Ngei Ko Lat, mortos por ódio à Fé na Birmânia, em maio de 1950, foram beatificados. O rito de beatificação dos dois mártires foi celebrado na diocese da qual o Padre Mário era originário e foi presidido pelo Prefeito da Congregação das Causas dos Santos, Cardeal Angelo Amato. O Papa Francisco recordou os mártires: “Beatos Mário Vergara, sacerdote do PIME, e Isidoro Ngei Ko Lat, fiel leigo e catequista, mortos por ódio à fé cristã em 1950 na Birmânia. Que sua fidelidade heroica a Cristo possa servir de encorajamento e exemplo aos missionários e especialmente aos catequistas que, nas terras de missão, desempenham uma obra apostólica preciosa e insubstituível, pela qual a Igreja inteira lhes está grata”.

Santa Maria Madalena de Pazzi, Mística Carmelita - 25 de maio

     Em 25 de maio de 2007, celebrou-se o quarto centenário da morte de Santa Maria Madalena de Pazzi (1566-1607), carmelita florentina e mestre de vida espiritual. Tamanha era a fama de sua santidade entre o povo e o clero, que muito cedo, em 1611, deu-se início a seu processo de beatificação. Importantes estudiosos afirmam que “Maria Madalena de Pazzi, ao lado de Ângela de Foligno e de Catarina de Sena, é, entre as italianas, a escritora espiritual mais conhecida”.
     Numa das famílias de maior destaque da nobreza florentina, Catarina nasceu em 2 de abril de 1566, segunda filha de Maria Buondelmonti e Camillo di Geri de’ Pazzi. Em dois períodos (de 1574 a 1578 e de 1580 a 1581), foi educanda em San Giovannino pelas Cavaleiras de Malta.

Beda o Venerável Monge, Douto da Igreja e Santo (672-735)

Todas as informações que temos sobre o extraordinário Beda foram escritas por ele mesmo no livro “História da Inglaterra”, um dos mais raros e completos registros da formação do povo inglês antes do século VIII, narradas assim: “Eu, Beda, servo de Cristo e sacerdote, e monge do mosteiro de São Pedro e São Paulo, da Inglaterra, nasci neste país. Aos sete anos, fui levado ao mosteiro para ser educado pelos monges. Desde então, passei toda a minha vida no mosteiro, e me dediquei sobretudo ao estudo da Sagrada Escritura. Além de cantar e rezar na Igreja, minha maior alegria foi poder dedicar-me a aprender, a ensinar e a escrever. Aos dezanove anos, recebi o diaconato e aos trinta, o sacerdócio. Todos os momentos livres eu os dediquei a buscar explicações da Sagrada Escritura, especialmente extraídas dos escritos dos santos Padres”.

Gregório VII Papa, mártir e Santo (1020-1085)

Hildebrando nasceu numa família pobre na cidade de Soana, na Toscana, Itália, em 1020. Desde jovem o atraía a solidão, por isso foi para o mosteiro de Cluny e se tornou monge beneditino. Depois estudou em Laterano, onde se destacou pela inteligência e a firmeza na fé. Galgou a hierarquia eclesiástica e foi consagrado cardeal. Tornou-se o auxiliar directo dos papas Leão IX e Alexandre II, alcançando respeito e enorme prestígio no colégio cardinalício. Assim, quando faleceu o papa Alexandre II, em 1073, foi aclamado papa pelo povo e pelo clero. Assumiu o nome de Gregório VII e deu início à luta incansável para implantar a reforma, importantíssima para a Igreja, conhecida como “gregoriana”. Há tempos que a decadência de costumes atingia o próprio cristianismo. A mistura do poder terreno com os cargos eclesiásticos fazia enorme estrago no clero. Príncipes e reis movidos por interesses políticos nomeavam bispos, vigários e abades de forma arbitrária. Desse modo, acabavam designando pessoas despreparadas e muitas vezes indignas de ocupar tais cargos.

Maria Madalena de Pazzi religiosa, mística e santa (1566-1607)

Batizada com o nome de Catarina, ela nasceu no dia 2 de abril de 1566, crescendo bela e inteligente em sua cidade natal, Florença, no norte da Itália. Tinha a origem nobre da família Pazzi, com acesso tanto à luxúria quanto às bibliotecas e benfeitorias da corte dos Médici, que governavam o ducado de Toscana. Sua sensibilidade foi atraída pelo aprendizado intelectual e espiritual, abrindo mão dos prazeres terrenos, o luxo e as vaidades que a nobreza proporcionava. Recebeu a primeira comunhão aos dez anos e, contrariando o desejo dos pais, aos dezesseis anos entregou-se à vida religiosa, ingressando no convento das carmelitas descalças. Ali, por causa de uma grave doença, teve de fazer os votos antes das outras noviças, vestiu o hábito e tomou o nome de Maria Madalena. A partir daí, foi favorecida por dons especiais do Espírito Santo, vivendo sucessivas experiências místicas impressionantes, onde eram comuns os êxtases durante a penitência, oração e contemplação, originando extraordinárias visões proféticas.

Madalena Sofia Barat Religiosa, Fundadora e Santa (1779-1865)

Madalena Sofia nasceu prematura em Ivigny, na Borgonha, França, devido a um incêndio assustador que arrasou a casa vizinha àquela em que moravam seus pais, na madrugada de 13 de dezembro de 1779. Se um incêndio marcou seu nascimento, o fogo da fé, presente em sua alma, contagiou muitas outras durante toda a sua existência, que abrangeu o período da sangrenta e anticristã Revolução Francesa. Com o imprevisto do nascimento prematuro, sua mãe quase perdeu a vida, e Madalena, devido ao risco de morte que corria, foi baptizada no mesmo dia, tendo como padrinho o irmão Luís, de doze anos, profundamente ligado aos ensinamentos cristãos. Madalena Sofia cresceu fraca fisicamente, mas com uma força interior marcante desde a infância. Desde pequena aprendia as orações com facilidade e era sempre a primeira nas aulas de catecismo.

Vicenta Maria López y Vicuña Religiosa, Fundadora, Santa (1847-1890)

Desde pequena recebeu uma cuidadosa educação humana e cristã. Seu pai, José Maria Lopes, membro da Ordem dos Advogados de Pamplona, foi seu primeiro professor. A partir de 1857, para completar os estudos, reside em Madrid, com os tios maternos D. Manuel Maria e a Senhora Maria Eulalia Vicuña. Eles haviam iniciado em Madrid uma obra apostólica e caritativa de acolhimento e educação de jovens servos. Vicenta Maria continua seus estudos na mesma casa de seus tios, frequentada por professores particulares. Sua tia Maria Eulalia elaborou uma distribuição de seu tempo, dedicado principalmente ao estudo e às práticas religiosas. Ela também costumava acompanhar a tia nas visitas ao "Asilo de empregadas domésticas". Estas visitas abrem-lhe os olhos para uma nova realidade e são como a semente da qual brotará a sua vocação. Sua colaboração e disposição para trabalhar na obra iniciada por seus tios são crescentes. 

A Virgem Iverskaia

Virgem Iverskaia, esperança
de conversão da Rússia
Chamou-nos a atenção, enquanto fazíamos uma busca em textos antigos, o conteúdo do artigo que damos a seguir. Há tanta conexão com o Centenário de Fátima, que nos pareceu interessante trazê-lo ao conhecimento dos leitores deste blog. Que a Virgem Ibérica volte a reinar na nação que a profanou!
     Uma das mais importantes coleções de ícones – pinturas religiosas típicas do Oriente – existentes na Europa, e talvez no mundo, encontra-se na pequena cidade de Torrejón de Ardoz, não longe de Madri. Ali, na antiga granja do Colégio Jesuíta de Santo Isidro, é que o nobre Sérgio Otzoup instalou seu Museu de Ícones.

ORAÇÕES - 25 DE MAIO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
25 – Segunda-feira – Maria, Mãe da Igreja
Evangelho (Jo 19,25-34) “– Mulher, este é o teu filho. Depois disse ao discípulo: – Esta é a tua mãe.”
É a última palavra do amor filial de Jesus. Não, porém, só isso. Como na cena do casamento em Caná, João quer dizer-nos mais do que parece. Na comunidade dos seus discípulos Maria tem um lugar especial. Não é apenas irmã, que conosco participa e colabora na salvação de todos. Maria, a mãe de Jesus, é mãe que ama e intercede.
Oração
Senhor Jesus, vossa igreja, vossa comunidade não é instituição fria e impessoal. É família de amor, na qual não poderia faltar o amor de Maria, vossa mãe. Senhor, alegro-me por no-la terdes dado como irmã e mãe na caminhada. Ajudai-me a seguir seu exemplo de vida na fé, na espeança e no amor. E esteja convosco até o fim. Amém.

domingo, 24 de maio de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Cristo, Rei do Universo”

PADDRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Restaurar todas as coisas
O Papa Pio XI instituiu a festa de Cristo Rei em 1925 para frear o crescimento das correntes de pensamento laicista, como o comunismo e outros que se opunham aos valores cristãos. A festa era celebrada no último domingo de outubro. Com a reforma litúrgica foi transferida para o último domingo do ano litúrgico, tendo sido reformulada sua finalidade. Antes era um tanto política. Agora tem a finalidade de mostrar Cristo para o qual converge todo o universo. A festa encerra o ano litúrgico. Não sem razão, toda a celebração é “por Cristo, com Cristo e em Cristo, a Vós, Deus Pai, todo poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda honra e toda glória, agora e para sempre”. Só podemos dizer: “Amém!” A oração da festa apresenta a missão de Cristo Rei: “Ó Deus, que dispusestes restaurar todas as coisas no vosso amado Filho, Rei do Universo, fazei que todas as criaturas, libertas da escravidão e servindo à vossa majestade, Vos glorifiquem eternamente”. E dizemos: “Amém!”. A festa lembra a missão de Cristo que é a restauração do Universo. Não só numa dimensão espiritual, mas aquela verdadeira espiritualidade que envolve todas as realidades. Tudo seja entregue a Cristo que submete tudo ao Pai. Cristo não é um líder religioso ao lado de tantos outros. Ele é o Senhor do Universo. Seguindo o Evangelho estamos em seu Reino de justiça, amor e paz. Como Jesus é o Servo, tudo Nele é para o serviço de levar as realidades à plenitude que é servir o homem. 
Servindo vossa majestade 
Esse Rei é o pastor que conduz pelos prados e campinas verdejante, águas repousantes e restaura as forças (Sl 22). Ele instituiu um reino que consiste fundamentalmente em servi-lo no pequeno sofredor. Por isso o julgamento está na fidelidade às constituições básicas que constituem o Reino de Deus: Como cuidamos de Cristo. Esse cuidado se dá no cuidado com os necessitados. Reino é cuidar. Por isso ele é reino da verdade e da vida, de santidade e graça, justiça de amor e de paz. As questões a serem julgadas são as maiores questões que mais atingem a humanidade. São a síntese da vida e da morte do mundo. Elas atingem diretamente todos os habitantes desse Reino. São questões de vida e morte ao mundo: fome, sede, migração, vestes, doença, sistema prisional. São males que atingem toda a humanidade. Pior de tudo é que a pastoral, a teologia, a doutrina e a espiritualidade cuidam de questões, nunca do ser humano. É mais fácil e nos tira a responsabilidade pelo Reino de Deus, na pessoa do Cristo Rei-Pastor. Como Jesus se identifica com seu Reino, tudo o que é feito para cada um dos pequeninos é feito ao Rei, Filho de Deus, Salvador: “Tudo o que fizestes a um desses pequeninos, foi a mim que o fizestes ou não fizestes”. O que passa disso, só tem sentido se está voltado para essa questão fundamental. 
Libertas da escravidão 
Rezamos na oração: “Fazei que todas as criaturas, libertas da escravidão e servindo vossa majestade vos glorifiquem eternamente”. Quando falamos de libertação, não há outra finalidade que a promoção do homem, da mulher e do mundo, mas também o culto a Deus. Moisés, ao libertar o povo, dizia que era para ir para prestar culto a Deus. Só existe fé quando sai dos conceitos e passa à realidade do ser humano. Só existe culto perfeito quando o Celebrado é visto no pequenino, no pobre e no deserdado. E os que possuem bens? Jesus diz sobre o homem que ajuntou muitos bens e morreu de repente; “Assim acontece com o homem que ajunta tesouros para si, mas não é rico para Deus” (Lc 12,21). 
Leituras: Ezequiel 34,11-12.15-17; Salmo 22; 
1 Coríntios 15,20-26.28; Mateus 25,1-36. 
1. A missão de Cristo é a restauração do Universo que envolve todas as realidades. 
2. As questões a serem julgadas são as maiores questões que mais atingem a humanidade. 
3. Só existe fé quando sai dos conceitos e passa à realidade do ser humano. 
Um rei na rua? 
Esse negócio de ser rei é uma invenção, pois Jesus afirma que é rei, mas não é daqui. Por isso é diferente. A diferença no aqui é que Ele está na calçada batendo palmas a quem passa, o verdadeiro rei. Quando fala de autoridade, diz que é diferente. Está por baixo e não por cima. Ele não tem um sósia. É Ele mesmo que está ali, identificado para ser mais conhecido. Não quer ser conhecido pela coroa, a não ser a de espinhos, a que sobrou. Ele está no corpo ferido pelos espinhos. Quem está na rua é o rei para Jesus. A ele, Ele serve.
Homilia de Cristo Rei (22.11.2020)

EVANGELHO DO DIA 24 DE MAIO

Evangelho segundo São João 20,19-23. 
Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam, com medo dos judeus, veio Jesus, apresentou-Se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco». Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor. Jesus disse-lhes de novo: «A paz esteja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós». Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo; àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Cirilo de Jerusalém 
(313-350) 
Bispo de Jerusalém, 
doutor da Igreja 
Catequese batismal n.º 17, 14-15 
«Sereis batizados no Espírito Santo» 
(At 1,5) 
O Paráclito desceu para revestir os apóstolos de poder e os batizar. O Senhor disse: «Sereis batizados no Espírito Santo dentro de poucos dias» (At 1,5). Não se trata de uma graça parcial, mas do poder absoluto:; com efeito, assim como aquele que é mergulhado na água e batizado é rodeado pelas águas, também os apóstolos foram completamente batizados pelo Espírito. Mas a água envolve o corpo externamente; o Espírito, porém, batiza a alma escondida no íntimo do ser, nada deixando intocado. Porque te surpreendes com isto? Considera um exemplo material: quando o fogo penetra a espessura do ferro, toda a massa deste se transforma em fogo: de frio, torna-se incandescente; de baço, brilhante. Se o fogo, que é material, penetra a matéria do ferro e nela trabalha sem obstáculos, porque haverás de te surpreender com o facto de o Espírito Santo penetrar as profundezas da alma? «E encheu toda a casa onde se encontravam» (At 2,2): a casa tornou-se o recetáculo da água mística. Os discípulos estavam sentados no interior e toda a casa se encheu; foram, pois, batizados sem restrições, segundo a promessa, as suas almas e os seus corpos foram revestidos da veste divina que salva. «Viram então aparecer uma espécie de línguas de fogo, que se iam dividindo, e poisou uma sobre cada um deles» (At 2,3). É isto que vos deve acontecer: a supressão e destruição dos vossos pecados como espinhos, e a iluminação das preciosas profundezas da vossa alma; finalmente, o dom da graça, que Ele também concedeu aos apóstolos, e que repousou sobre eles sob a forma de línguas de fogo, para lhes coroar a cabeça de diademas espirituais inteiramente novos, feitas de línguas de fogo. A espada de fogo barrara as portas do paraíso; a língua de fogo salvadora restituiu a graça.

São Domingos, Transladação do Corpo Festa: 24 de maio

Bolonha, 24 de maio de 1233
 
São Domingos, desejando uma última morada humilde, foi sepultado aos pés de seus frades em Bolonha. Seu túmulo, simples, mas milagroso, logo se tornou um destino de peregrinação. Em 1233, em 24 de maio, seus restos mortais foram transferidos para um local mais digno, a Basílica dedicada a ele. Ao longo dos séculos, o túmulo foi enriquecido com esculturas e relicários, tornando-se uma obra-prima de Niccolò Pisano. Traduções subsequentes enfatizaram sua importância. Em 1946, após um período de exílio durante a Segunda Guerra Mundial, os restos mortais do santo foram devolvidos ao seu local final.

24 de maio - Beato João de Prado

O Beato João de Prado nascido em Mogrovejo na Espanha em 1560, de pais nobres, interrompeu os estudos na universidade de Salamanca para envergar o hábito dos frades menores de Rocamador a 16 de novembro de 1584, onde professou no ano seguinte. Pregador ardente e bom teólogo, tomou parte nas controvérsias sobre a Imaculada Conceição. Desempenhou vários cargos, como o de guardião em diversos conventos, mestre de noviços, e definidor por duas vezes. Devido às virtudes e dotes que todos lhe reconheciam, foi escolhido para governar a nova província franciscana de São Diogo, fundada em 1620. Durante o seu mandato de provincial tentou restaurar a missão franciscana de Marrocos. Com efeito, 1630 foi destinado a Marraquexe, capital de Marrocos, para prestar assistência espiritual aos escravos cristãos.

Santa Joana, Mulher de Cuza - 24 de maio

O Martirológio Romano põe, em data moderna, a comemoração de Santa Joana, esposa de Cuza, procurador de Herodes. Martirológio Romano: Comemoração de Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes, que com outras mulheres ajudava Jesus e os Apóstolos com os próprios bens e no dia da Ressurreição do Senhor encontrou a pedra do sepulcro retirada e disto deu notícia aos discípulos. Joana é o nome de uma mulher mencionada nos Evangelhos, a qual foi curada por Jesus e que teria depois apoiado os discípulos e Jesus em suas viagens. Ela é mencionada no Evangelho de São Lucas como uma das seguidoras de Jesus. Ela era esposa de Cuza, responsável pela residência de Herodes Antipas, o tetrarca da Galileia.

Santa Amália, Mártir de Tavio - 24 de maio

O calendário de dezembro está cheio de belos nomes femininos: Bibiana, Bárbara, Valéria, Eulália, Lúcia, Adelaide, Eugênia, Anastásia, e assim por diante. Nomes bonitos no som e na memória da santidade que eles evocam. Não há, porém, nem em dezembro nem no resto do ano, uma Santa com o nome de Amália, semelhante no som, mas diferente na origem e no significado daquele de Amélia, talvez derivado do nome latino de Emiliana. No entanto, em muitos calendários na data de hoje vem indicado o nome - de origem alemã - de Santa Amália. Vejamos por que. No dia de hoje é comemorado um grupo de mártires presos na perseguição de Décio, na metade do século III, e condenados à morte em Alexandria, no Egito. Trata-se de dois homens, Epimaco e Alexandre, e três mulheres, Mercúria, Dionísia e Ammonaria.

Vicente de Lérins Monge, Santo Século V

Monge e escritor. 
Padre e Doutor da Igreja.
As notícias que temos sobre o religioso Vicente são poucas. Ele viveu no mosteiro de Lérins, onde foi ordenado sacerdote no século V. Os dados sobre sua vida antes desse período também não são muitos. Tudo indica que ele era um soldado do exército romano e que sua origem seria o norte da França, hoje território da Bélgica. Alguns registros encontrados em Lérins, escritos por ele mesmo, induzem a crer que seu irmão seria o bispo de Troyes. E ele decidira abandonar a vida desregrada e combativa do exército para “espantar a banalidade e a soberba de sua vida e para dedicar-se somente a Deus na humildade cristã”. Vicente, então, optou pela vida monástica e nela despontou como teólogo e escritor famoso, grande reformador do mosteiro de Lérins.

Luís Zeferino Moreau Bispo, Beato (1824-1901)

Luís Zeferino foi o quinto de treze irmãos, filhos do casal Luís Zeferino Moreau e Maria Margarida Champoux, humildes agricultores. Veio ao mundo em Bécancour, na diocese de Quebec, no Canadá, no dia 1 de Abril de 1824. Aos 12 anos, tendo concluído os estudos primários, começou a aprender latim com o pároco e dois anos depois entrou no seminário. Durante a teologia, começou a dar aulas, substituindo um professor doente, mas o excesso de trabalho levou-o a um tal estado de fraqueza que teve de abandonar o seminário em Novembro de 1845 e voltar para casa dos pais. A sua ânsia de ser padre impeliu-o a prosseguir o estudo da teologia sob a orientação do pároco. Em Setembro de 1846, pediu licença ao Bispo de Quebec para usar trajo eclesiástico e continuar os estudos em regime de externato, por não se sentir completamente curado, mas o Prelado disse-lhe que não.

24 de maio - Dia de Nossa Senhora Auxiliadora

 MARIA SS., NOSSA SENHORA AUXILIADORA

NAQUELE TEMPO, DISSE JESUS AOS SEUS DISCÍPULOS: “QUEM VOS DER A BEBER UM COPO DE ÁGUA, PORQUE SOIS DE CRISTO,NÃO FICARÁ SEM RECEBER A SUA RECOMPENSA.

E se alguém escandalizar um desses pequeninos que creem, melhor seria que fosse jogado no mar com uma pedra de moinho amarrada ao pescoço.
Se tua mão te leva a pecar, corta-a! É melhor entrar na Vida sem uma das mãos, do que, tendo as duas, ir para o inferno, para o fogo que nunca se apaga. Se teu pé te leva a pecar, corta-o! É melhor entrar na Vida sem um dos pés, do que, tendo os dois, ser jogado no inferno. Se teu olho te leva a pecar, arranca-o! É melhor entrar no Reino de Deus com um olho só, do que, tendo os dois, ser jogado no inferno, ‘onde o verme deles não morre, e o fogo não se apaga’”. Pois todos hão de ser salgados pelo fogo. Coisa boa é o sal. Mas se o sal se tornar insosso, com que lhe restituireis o tempero? Tende, pois, sal em vós mesmos e vivei em paz uns com os outros”.

Nossa Senhora de Quercioli – 24 de maio

     O Santuário de Quercioli está localizado a cem metros da estação de Massa Carrara-Pontremoli, na Toscana, Itália, e é dedicado a "Maria, Auxílio dos Cristãos". Ali é venerado um afresco antigo que representa a Virgem Mãe com o Menino e Santo Antônio de Pádua em oração. A pintura data de meados do século XVIII. Domenico Nocchi tinha mandado pintá-la na parede de sua casa em 1754. Por ocasião de sua morte, a casa foi vendida e mais tarde foi completamente abandonada, e a imagem sagrada foi coberto de sarças.
      Em 19 de setembro de 1831, três mulheres foram dar um passeio naquela localidade, e ficaram impressionadas com aquela bela imagem sorridente e, nos primeiros dias de março do ano seguinte, uma das três mulheres levou àquele local uma sobrinha muito doente que, após a oração, foi repentinamente curada. O culto à imagem começou na segunda-feira de Páscoa de 1832, quando a notícia do milagre se propagou. Imediatamente se pensou em erguer uma igreja no local, a qual foi concluída no ano seguinte.

24 DE MAIO – NOSSA SENHORA AUXILIADORA

NOSSA SENHORA AUXILIADORA
E
SÃO JOÃO BOSCO
Narremos um fato acontecido com São João Bosco, devoto de Nossa Senhora sob o título de Maria Auxiliadora: 
“A pequena Marguerite estava às portas da morte, devido a uma tuberculose pulmonar. 
- "Ela será curada, promete Dom Bosco à sua mãe, em lágrimas. Reze, diariamente, um Pai Nosso, uma Ave Maria, o Glória e uma Salve Rainha, para que Nossa Senhora a atenda. Reze, diariamente, até o dia 15 de agosto..." 
- "Mas faltam dois meses e meio, Padre! - lamenta a pobre mãe. Bastaria, simplesmente, que o senhor a tomasse pela mão e ela ficaria curada..." 
Dom Bosco, então, ordenou-lhe de forma decisiva:
- "Faça o que eu estou dizendo!..." 
A doença agravava-se: a quantidade de escarros de sangue aumentou, a febre não dava trégua; a criança parecia um esqueletinho...

Maria, esposa fidelíssima do Espírito Santo

 A Virgem Maria é a Esposa do Espírito Santo! Quanto mais uma alma invoca Maria, mais descerá sobre ela o Espírito Santo. 
     “Tendo-a encontrado numa alma, o Espírito Santo, seu Esposo, voa para lá, entra plenamente e comunica-se a essa alma abundantemente e na mesma medida em que ela dá lugar a Maria.

NOSSA SENHORA DA ESTRADA

Desde os primeiros séculos os cristãos pedem a protecção da Virgem Maria ao viajarem, porque Ela vivenciou os perigos das estradas, carregando seu filho Jesus, nos braços, ao lado do bom José. Naqueles tempos viajar pelas estradas era uma aventura arriscada, que podia custar a própria vida. A cada passo havia uma difi-culdade, por causa do deserto, do mato fechado, dos pântanos e dos rios sem pontes. Sem contar com o perigo eminente das feras selvagens e dos salteadores. A tradição mais antiga da invocação à Nossa Senhora da Estrada teve início no começo século XIII, na Itália.

ORAÇÕES - 24 DE MAIO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
24 – Domingo de Pentecostes
Evangelho (Jo 20,19-23) “Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, os discípulos estavam reunidos, com as portas fechadas por medo dos judeus.”
Era noite também no coração dos discípulos. Aquele dia fora cheio de notícias e boatos, com muita inquietação, num alternar-se de certezas e dúvidas. Ao cair da noite, estavam no escuro das incertezas, com portas e janelas trancadas, cheios de muito medo do que lhes poderiam fazer os inimigos de Jesus. Difícil dizer o que era maior, se o medo ou a incerteza. Tudo se transformou quando o Senhor apareceu de repente entre eles. E de repente da incerteza triste e do medo passaram para a alegria e a certeza. Ouviram sua voz, que conheciam muito bem, viram suas mãos marcadas pelos cravos, seu peito rasgado pela lança. Nós que vivemos tantas vezes no escuro da noite, incertos, amedrontados, vemos aí quem nos pode dar coragem e certeza na vida.
Oração
Senhor Jesus, naquele primeiro dia da semana vossos discípulos ainda não sabiam o que pensar. E, mais que tudo, estavam com medo das autoridades que vos tinham condenado à morte. É nessa mistura de incerteza e de medo que me encontro, às vezes, pensando bem, por motivos bem pequenos. Preciso de vossa presença, Senhor. Não precisa que me apareçais; basta que toqueis meu coração e me ajudeis a pensar. Enviai sobre mim o Espírito da luz e da força, e poderei enfrentar a vida. Amentai minha fé, minha coragem e minha esperança. Ajudai-me a manter a alegria, para não dificultar a vida de meus irmãos. E dai-me a vossa paz, que me dê tranquilidade para fazer o que for melhor. Amém.

sábado, 23 de maio de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Tu me deste um tesouro”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Dar muito fruto
 
A parábola do dinheiro (talentos) a ser aplicado parece ser somente um problema de má administração financeira. No contexto evangélico, esse texto segue o texto sobre as dez virgens que fala sobre a vigilância. Aqui apresenta o modo de vigiar: produzindo o que Deus nos oferece. Logo segue o texto do grande julgamento. O evangelista encerra o tempo da pregação e passa para a Paixão. No tema da vigilância e espera da vinda do Senhor, a liturgia escolhe, como exemplo, o texto de Provérbios sobre a mulher forte e virtuosa. O talento é uma moeda e não um dom. Cada talento corresponde a 40 kg de ouro. O homem entregou todos os seus bens aos seus funcionários, para que os administrassem. Um recebeu 10, outro 5, e o outro um. Os dois primeiros duplicaram o que receberam. O que recebeu um não fez nada. Dá a desculpa da severidade do senhor. Sua condenação é total. Na perspectiva da vigilância e espera da vinda do Senhor, o tempo deve ser dedicado para multiplicar os muitos dons que recebemos, tanto humanos como espirituais. Quem não procura o crescimento espiritual não crescerá diante do Senhor. Sem o crescimento humano de modo completo, também não crescerá espiritualmente. Deus não quer casca, nem fantasia espiritual. Não se pode dar desculpas espirituais para evitar o crescimento humano para o bem do mundo. A riqueza tem sentido se produz felicidade e bem estar aos outros. É a melhor maneira de fazê-la crescer equilibrando o mundo. A miséria do mundo também vem da miséria espiritual dos que têm bens. 
Mulher imagem 
A primeira leitura da celebração nos domingos, no tempo comum, é um desenvolvimento da temática do evangelho. Os dons que nos foram dados para viver do Reino de Deus são concretos e não bons desejos espirituais ou preces vazias. O texto do livro dos Provérbios sobre a “mulher forte” é um exemplo de quem vive, no dia a dia, o Reino de Deus em sua atividade de mãe família. Há uma tendência muito grande de designar o Reino somente para elementos espirituais. O Reino não se identifica como uma dimensão da vida, ao lado de outras que podem parecer mais importantes. Ele é o fundamental. A partir dele que se deve organizar a vida. Onde o Reino penetra, assume sua condição de Reino de Deus. Assim é a mulher forte. Ela vale muito. Unida ao marido lhe dá alegria. É o esteio da casa. É aquela que produz. Mas sabe igualmente cuidar dos pobres. E o escritor sagrado diz: “A mulher que teme ao Senhor, essa sim, merece louvor” (Pr 31,30). Lembramos de nossas mães. Papai dizia: “Sua mãe foi uma grande mulher”. Não podemos nos fixar só na mulher, mas ir à grande mãe que é a Igreja. Ela não é somente um lugar ou um grupinho, mas é a mãe forte de tantos filhos. É mãe ocupada que se dedica a todas as situações de seus filhos. Mas querem que fique sem vigor para mudar o mundo.
Filhos da Luz 
Paulo nos convida a estar vigilantes, pois o Senhor está para vir a qualquer momento (1 Ts 5,2). Sem ter a intenção, ele fecha o assunto. É preciso estar atento, pois “não somos filhos das trevas, mas filhos da luz e filhos do dia” (1Ts 5,5). Caminhamos de dia não deixando que a trevas nos dominem. As obras das trevas estão presentes em nosso cotidiano. Sempre há trevas nos rodeando. A defesa contra esse mal é “temer o Senhor e trilhar seus caminhos”. A vida cristã é uma batalha. Não contra seres espirituais, mas contra os males que nos cercam. Por isso, espiritualidade aérea é pior que o mundo mau. 
Leituras: 
Provérbios 31,10-13.19-20.30-31; 
Salmo 127;
Mateus 25,14-30. 
1. Não se pode dar desculpas espirituais para evitar o crescimento humano para o bem do mundo. 
2. Há uma tendência de se designar o Reino somente para elementos espirituais. 
3. As obras das trevas estão presentes em nosso cotidiano.
Assaltando o banco 
Há muitos modos de assaltar um banco. Não são os bandidos que fazem os maiores males. São os próprios donos que têm o poder nas mãos. Isso nós temos visto. Assaltar o banco de nossa vida é também não aproveitar o que podemos produzir, tanto humana como espiritualmente. Para isso não tem limites. Se não cresço prejudico o Reino. Roubar o banco de Deus não é só não fazer render os bens espirituais, mas também os bens humanos pessoais e os do mundo. Vemos, por exemplo, que muitas das invenções de nossa ciência foram feitas por sacerdotes que deram valor ao ser humano e ser mundo. 
Homilia do 33º Domingo Comum (15.11.2020)

EVANGELHO DO DIA 23 DE MAIO

Evangelho segundo São João 21,20-25. 
Naquele tempo, Pedro, ao voltar-se, viu que o seguia o discípulo predileto de Jesus, aquele que, na Ceia, se tinha reclinado sobre o seu peito e Lhe tinha perguntado: «Senhor, quem é que Te vai entregar?». Ao vê-lo, Pedro disse a Jesus: «Senhor, que será deste?». Jesus respondeu-lhe: «Se Eu quiser que ele fique até que Eu venha, que te importa? Tu, segue-Me». Divulgou-se então entre os irmãos o boato de que aquele discípulo não morreria. Jesus, porém, não disse a Pedro que ele não morreria, mas sim: «Se Eu quiser que ele fique até que Eu venha, que te importa?». É este o discípulo que dá testemunho destes factos e foi quem os escreveu; e nós sabemos que o seu testemunho é verdadeiro. Jesus realizou muitas outras coisas. Se elas fossem escritas uma a uma, penso que nem caberiam no mundo inteiro os livros que era preciso escrever. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Bento XVI 
Papa de 2005 a 2013 
Audiência geral de 09/08/2006 
O ensinamento do apóstolo São João 
Se existe um assunto característico que sobressai nos escritos de João, é o amor. João não é, evidentemente, o único autor das origens cristãs que fala do amor; sendo este um elemento essencial do cristianismo, todos os escritores do Novo Testamento falam dele, mesmo que com acentuações diferentes. Se nos detemos a refletir sobre este tema em João, é porque ele nos traçou com insistência e de modo incisivo as suas linhas principais. Portanto, confiemo-nos às suas palavras. Uma coisa é certa: ele não reflete de modo abstrato, filosófico, ou até teológico, sobre o que é o amor. Não, ele não é um teórico. De facto, o verdadeiro amor, por sua natureza, nunca é meramente especulativo, mas faz referência direta, concreta e verificável, a pessoas reais. Pois bem, João, como apóstolo e amigo de Jesus, mostra-nos quais são as componentes, ou melhor, as fases do amor cristão, um movimento que é caracterizado por três momentos. O primeiro refere-se à própria Fonte do amor, que o Apóstolo coloca em Deus, chegando a afirmar que «Deus é amor» (1Jo 4,8.16). João é o único autor do Novo Testamento que nos dá uma espécie de definições de Deus, dizendo, por exemplo, que «Deus é Espírito» (Jo 4,24) ou que «Deus é luz» (1Jo 1,5); aqui, proclama com intuição resplandecente que «Deus é amor». Observe-se que não é simplesmente afirmado que «Deus ama», ou sequer que «o amor é Deus»! Por outras palavras: João não se limita a descrever o agir divino, mas vai até às suas raízes. Além disso, não pretende atribuir uma qualidade a um amor genérico e talvez impessoal; não se eleva do amor até Deus, mas dirige-se diretamente a Deus, para definir a sua natureza com a dimensão infinita do amor. Com isto, João deseja dizer que a componente essencial de Deus é o amor e, portanto, que toda a atividade de Deus nasce do amor e está orientada para o amor: tudo o que Deus faz é por amor, mesmo que nem sempre possamos compreender imediatamente que Ele é amor, o verdadeiro amor.

23 de maio - Beata Maria Crucificada do Amor Divino (Maria Gargani)

Maria Gargani, nome de batismo da Irmã Maria Crucificada do Amor Divino, Fundadora das Apóstolas do Sagrado Coração, nasceu em 23 de dezembro de 1892, em Morra Irpino, província italiana de Avelino, e faleceu em Nápoles em 23 de maio de 1973. Maria Gargani consagrou sua vida ao apostolado, especialmente nos lugares mais desfavorecidos, sem assistência religiosa, cultural e social, despertando a admiração dos párocos. Entrou para a "Mística Betânia", uma Comunidade de consagradas do mosteiro Capuchinho, que queriam atingir a perfeição, sob a orientação do Padre Agostinho de São Marco in Lamis. Na época, este sacerdote também era diretor espiritual do Padre Pio da Pietrelcina. Em 1915, Maria Gargani foi apresentada ao Padre Pio, quando de sua visita ao mosteiro dos Capuchinhos, que a acolheu entre suas filhas espirituais.

23 de maio - São Crispim de Viterbo

Este é dia solene para nós, convidados a contemplar a glória celeste e a alegria indefectível de Crispim de Viterbo, incluído pela Igreja entre o número dos Santos, entre aqueles que atingiram, depois da peregrinação terrena, a visão beatífica do Deus vivo, Pai, Filho e Espírito Santo, oferecendo-nos a animadora confirmação do que afirmou são Paulo: "Os sofrimentos do tempo presente não são comparáveis à glória futura que deverá ser revelada em nós" (Rom 8, 18). Ao declarar Crispim de Viterbo santo, decretando que seja devotamente venerado como tal, em honra da Santíssima Trindade e para incremento da vida cristã, a Igreja assegura-nos que o humilde Religioso combateu o bom combate, conservou a fé e perseverou na caridade, conseguindo a coroa preparada para ele pelo Senhor.

São Desidério de Langres (ou Gênova) , Bispo e Mártir

Dia da Festa: 23 de maio-século IV
 
Sua existência no século IV é confirmada por Santo Atanásio, que o lista como participante do Concílio de Sardica (atual Sofia) em 343; seu nome também aparece nas atas do pseudo-Concílio de Colônia em 346. São Desidério, que ocupa o terceiro lugar na lista de bispos de Langres, na França, parece ter sido originário de San Desiderius, perto de Gênova. Varnacarius, um clérigo de Langres, escreveu um relato de seu martírio, onde explica que Desidério foi decapitado durante uma invasão vândala; provavelmente há confusão nas tradições locais, pois Langres sofreu diversas invasões bárbaras. Uma lenda conta que, após a decapitação, o bispo pegou a própria cabeça e reentrou na cidade por uma fenda na rocha que havia sido aberta para sua passagem. Essa fenda ainda é visível hoje. (Advogado) 
Emblema: Cajado de pastor, palmeira 
Martirológio Romano: Em Langres, na Gália Lugdunense, atualmente na França, ocorreu a paixão de São Desidério, bispo, que, segundo a tradição, vendo seu povo oprimido pelos vândalos, foi até o rei para implorar socorro, mas, por ordem deste, foi imediatamente assassinado, oferecendo-se serenamente pelo bem do rebanho que lhe fora confiado.  

João Baptista de Rossi Sacerdote, Fundador, Santo (1698-1764)

João Baptista de Rossi nasceu no dia 22 de fevereiro de 1698, em Voltagio, na província de Génova, Itália. Aos dez anos, foi trabalhar para uma família muito rica em Génova como pajem, para poder estudar e manter-se. Três anos depois, transferiu-se, definitivamente, para Roma, morando na casa de um primo que já era sacerdote e estudando no Colégio Romano dos jesuítas. Lá se doutorou em filosofia, convivendo com os melhores e mais preparados de sua geração de clérigos. Depois, os cursos de teologia ele concluiu com os dominicanos de Minerva. A todo esse esforço intelectual João Baptista acrescentava uma excessiva carga de actividade evangelizadora, mesmo antes de ser ordenado sacerdote, junto aos jovens e às pessoas abandonadas e pobres.

Joana Antide Thouret Religiosa, Fundadora, Santa (1765-1826)

Nasceu em Sancey-le-Long, na diocese de Besançon, em 1765, sendo a quinta filha de uma família de pobres trabalhadores, que viria a contar nove. De saúde muito frágil, exactamente como a mãe, cresceu num ambiente sem sol, onde o pai, encarnação do dever, e a mãe, modelo de virtude, parecem não ter rodeado a pequenina duma afeição muito terna: o lar, de facto, era governado pela «tia Odette», irmã de João Francisco Thouret, retido muitas vezes fora de casa pela direcção duma fábrica de curtumes. Joana Antide frequentou pouco a escola e cedo foi empregada como pastora. A solidão favoreceu-lhe o gosto pela prece, o desejo do céu e o desprezo do mundo. A volta dos campos, o principal cuidado de Joana era consolar e tratar a mãe, que os rudes servos abandonavam, embora ela se encontrasse em grande fraqueza. Em 1781, a morte de Joana Cláudia Labbe, esposa de João Francisco, constituiu Joana Antide senhora da casa: doze ou catorze pessoas para alimentar, o trabalho para distribuir e vigiar, até os vestuários para tecer.

Nossa Senhora do Bom Encontro ou de Laus – 23 de maio

Nada mais importante do que acertar nossas contas com Deus durante a vida. A história ocorrida em Saint Etienne de Laus patenteia como a Virgem Santíssima nos incita à frequência aos sacramentos
Uma aldeia de oito casas
     Saint Etienne de Laus fica localizada no sul da França. Ainda hoje tem poucas edificações, mas em 1664 era praticamente deserta. Para isso haviam contribuído as guerras de religião que devastaram a região e destruíram casas, moinhos, estradas, igrejas, etc. Basta pensar que das 190 igrejas da região, 120 ficaram inutilizadas. Como acontece habitualmente, com a guerra veio a pobreza. E a família de Benta Rencurel, a menina a quem Nossa Senhora apareceu, era realmente pobre. Aos 17 anos ela cuidava dos animais da família, não sabia ler nem escrever. Era muito simples, residindo próximo à aldeia

ORAÇÕES - 23 DE MAIO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
23 – Sábado – Santos: Epitácio, João Batista Rossi
Evangelho (Jo 21,20-25) “Quando Pedro viu aquele discípulo, perguntou a Jesus: – Senhor, que vai ser desse?”
Pedro era muito semelhante a nós. Curioso, queria saber o que aconteceria com o discípulo que Jesus amava. Como eu, que vivo querendo saber de Deus coisas que não preciso saber, em vez de viver e amar, e cumprir minha missão. Para mim também Jesus diz: – Que te importa isso? O que deves fazer é seguir-me, apenas seguir.
Oração
Senhor, aceito caminhar à luz da fé, nessa meia-luz em que tenho a certeza apenas de vossa mão à que me posso agarrar. Quero conhecer vossa verdade toda, na medida em que me quereis iluminar, mas sem correr atrás de curiosidades. Fazei que eu viva, e não apenas conheça a verdade. Senhor, ensinai-me a vos seguir. Amém. 

sexta-feira, 22 de maio de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Sede de Deus”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Venho contemplar-vos no templo
 
A leitura do Evangelho, a partir do desse domingo, inicia ensinamento de Jesus sobre a vigilância. Essa reflexão nos leva ao tema da segunda vinda de Cristo. Essa temática se inicia no final do ano litúrgico e continua no início do Advento. É o chamado a estar pronto, pois Ele pode vir a qualquer momento. Podemos até dizer: Cristo não vai vir um dia, Ele vem continuamente. E para isso, é preciso estar sempre de coração pronto. S. Agostinho dizia: “Tenho medo do Jesus que passa”. Numa visão escatológica, de fim de mundo, Ele virá sem aviso. Como na parábola das dez jovens que esperam a chegada do noivo para a festa, o óleo para as lamparinas não pode faltar. A Igreja viveu longos séculos nessa espera até angustiada. Temos a vida dos monges que passavam grande parte da noite acordados em oração. Não se pode dormir, pois Ele vai chegar. Não se pode deixar o coração adormecer no torpor de uma vida vazia. Isso não é sabedoria. Essa é o óleo que alimenta a lamparina. Quanto mais cuidado com a sabedoria, mais ela se manifesta e se torna vida em nós. É triste quando estamos sem sabedoria. “Ela se antecipa dando-se a conhecer aos que a desejam” (Sb 6,13). A busca de Deus cantada pelo salmo se descreve como a sede insuportável da terra seca. Só buscando a Deus se percebe onde está a fonte que sacia. Essa sede se desaltera quando se O busca. O fundamento de toda vida espiritual está nesse desejo de Deus. Não se trata de um eu gostaria, mas eu quero. Sem Ele, eu não vivo. 
Ficai vigiando 
Temos três aspectos que nos indicam como vigiar esperando o Senhor: a busca da sabedoria no desejo de Deus, a força atrativa da Ressurreição e o cuidado em organizar a vida, como levar o óleo suficiente. Nós nos cansamos de esperar... e começamos a cochilar. O retardamento da volta do Senhor no fim dos tempos levou a comunidade a tirar essa parte importante de nossa fé. Dizemos em cada missa: “Vinde, Senhor Jesus!”. Tornou-se um rito vazio. Quando acontecem coisas graves pelo mundo alguns dizem: “É o fim do mundo”. Vamos viver essa esperança na fé e na caridade, cultivando o íntimo desejo do Senhor. Buscando-O sempre. O desejo é real quando existe a busca. “Buscai o Senhor, já que Ele se deixa encontrar; invocai-o já que está perto” (Is .55,6). Quem busca encontra. Para nós, que cremos, há uma força atrativa que se chama ressurreição. Sem essa, não temos porque acreditar. “Se não há ressurreição dos mortos, Cristo também não ressuscitou. Se Cristo não ressuscitou, vazia é a nossa pregação, vazia também é nossa fé” (1Cor 15,13). Sendo atraídos, cuidemos que não falte o óleo que alimente a fé; cuidemos que nossa esperança aqueça nossa caridade que é o único modo de mostrar a fé e garantir a esperança. 
Inteiramente disponíveis 
As orações da celebração (coleta, oferendas e pós-comunhão), nos indicam a vivência diária: “Afastai todo obstáculo para que, inteiramente disponíveis nos dediquemos ao vosso serviço” (Coleta). A espera se dá no louvor ao Senhor, estando sempre prontos para o serviço. A Eucaristia não é só um rito, mas um mistério a ser vivido (Oferendas). Dele tiramos as “energias” espirituais e humanas. O mistério é celebrado por pessoas. Por isso clama para que haja “perseverança no amor” (Pós-comunhão). A espera não se faz de palavra, mas de gestos concretos. Eucaristia não é um rito espiritual de devoção, mas é o motor transformador do mundo. Se não chega a isso, não celebramos dignamente.
Leituras: Sabedoria 6,12-16; Salmo 62;
1 Tessalonicenses 4,13-18; Mateus 25,1-13
1. Quanto mais cuidado com a sabedoria, mais ela se manifesta e toma nossa vida. 
2. O desejo é real quando existe a busca. 
3. A espera se dá no serviço do louvor ao Senhor, estando sempre prontos para o serviço. 
Acorda, gente! 
A celebração do matrimônio era rica em gestos e participação da comunidade. Uma delas era a espera do noivo para a festa. Muitas surpresas. A hora avançou, o sono chegou e a lamparina apagou. Temos então o diálogo das prevenidas e as tontas. Sair do espaço era perder a festa. Temos diálogo. Melhor prevenir e não arriscar. O Senhor desconhece quem não o espera vigilante e prevenido. Jesus quer ensinar que, é preciso, mesmo que dê umas cochiladas, é preciso estar pronto para qualquer momento. Não adianta chorar por chegar depois que o trem partiu. Jesus também nos previne. O Reino não espera. 
Homilia do 32º Domingo Comum (08.11.2020)

EVANGELHO DO DIA 22 DE MAIO

Evangelho segundo São João 21,15-19. 
Quando Jesus Se manifestou aos seus discípulos junto ao mar de Tiberíades, depois de comerem, perguntou a Simão Pedro: «Simão, filho de João, amas-Me tu mais do que estes?». Ele respondeu-Lhe: «Sim, Senhor, Tu sabes que Te amo». Disse-lhe Jesus: «Apascenta os meus cordeiros». Voltou a perguntar-lhe segunda vez: «Simão, filho de João, tu amas-Me?». Ele respondeu-Lhe: «Sim, Senhor, Tu sabes que Te amo». Disse-lhe Jesus: «Apascenta as minhas ovelhas». Perguntou-lhe pela terceira vez: «Simão, filho de João, tu amas-Me?». Pedro entristeceu-se por Jesus lhe ter perguntado pela terceira vez se O amava e respondeu-Lhe: «Senhor, Tu sabes tudo, bem sabes que Te amo». Disse-lhe Jesus: «Apascenta as minhas ovelhas. Em verdade, em verdade te digo: quando eras mais novo, tu mesmo te cingias e andavas por onde querias; mas, quando fores mais velho, estenderás a mão e outro te cingirá e te levará para onde não queres». Jesus disse isto para indicar o género de morte com que Pedro havia de dar glória a Deus. Dito isto, acrescentou: «Segue-Me». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Charles de Foucauld 
(1858-1916) 
Eremita e missionário no Saara 
Sobre o Evangelho 
«Que eles sejam todos um, como Tu, Pai, 
o és em Mim e Eu em Ti» (Jo 17, 21) 
Que estejamos tão unidos a todos os homens pelo amor fraterno, pelo amor com que amamos neles os membros de Jesus, pelo amor com que amamos neles o corpo de Jesus, que sejamos um com eles como o Pai e o Filho são um amor mútuo. Com efeito, Eles são um de duas maneiras: pela essência divina que Lhes é comum, e não é assim que Jesus quer que sejamos um com todos os homens; e pelo seu amor mútuo, e é assim que podemos e devemos ser um com todos os homens como o Filho e o Pai são um. Que estejamos em todos os homens pelo nosso amor como o Pai está no Filho pelo seu amor por Ele e como o Filho está no Pai pelo seu amor por Ele; de facto, quando amamos alguém, estamos verdadeiramente nessa pessoa, estamos nela pelo amor, vivemos nela pelo amor, já não vivemos em nós mesmos, pois já não estamos apegados a nós mesmos, estamos desligados de nós mesmos. Devemos amar todos os homens por Deus, a ponto de nos tornarmos um com eles, primeiro porque Deus no-lo ordena, nos dá o exemplo de um amor ardente por eles, por várias razões sérias, também derivadas do amor devido a Deus, mas sobretudo porque todos os homens são, de uma forma ou de outra, membros de Jesus, matéria próxima ou distante do seu Corpo Místico, e, consequentemente, ao amá-los, ao tornarmo-nos um com eles, ao vivermos neles através do nosso amor, amamos algo de Jesus, tornamo-nos um com uma porção de Jesus, vivemos através do nosso amor nos membros de Jesus, no corpo de Jesus, em Jesus.