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| PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+) REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR |
sexta-feira, 9 de outubro de 2026
REFLETINDO A PALAVRA - “Fermento na massa: vocação do leigo”.
EVANGELHO DO DIA 09 DE OUTUBRO
Evangelho segundo São Lucas 11,15-26.
Naquele tempo, Jesus expulsou um demónio, mas alguns dos presentes disseram: «É por Belzebu, príncipe dos demónios, que Ele expulsa os demónios».
Outros, para O experimentarem, pediam-Lhe um sinal do Céu.
Mas Jesus, que conhecia os seus pensamentos, disse: «Todo o reino dividido contra si mesmo acaba em ruínas e cairá casa sobre casa.
Se Satanás está dividido contra si mesmo, como subsistirá o seu reino? Vós dizeis que é por Belzebu que Eu expulso os demónios.
Ora, se Eu expulso os demónios por Belzebu, por quem os expulsam os vossos discípulos? Por isso, eles mesmos serão os vossos juízes.
Mas, se Eu expulso os demónios pelo dedo de Deus, então quer dizer que o Reino de Deus chegou até vós.
Quando um homem forte e bem armado guarda o seu palácio, os seus bens estão em segurança.
Mas, se aparece um mais forte do que ele e o vence, tira-lhe as armas em que confiava e distribui os seus despojos.
Quem não está comigo, está contra Mim, e quem não junta comigo, dispersa.
Quando o espírito impuro sai do homem, anda a vaguear por lugares desertos à procura de repouso. Como não o encontra, diz consigo: "Voltarei para a casa de onde saí".
Quando lá chega, encontra-a varrida e arrumada.
Então, vai e toma consigo sete espíritos piores do que ele, que entram e se instalam nela. E o último estado daquele homem torna-se pior do que o primeiro».
Tradução litúrgica da Bíblia
(1102-1173)
Patriarca arménio
Jesus, Filho Unigénito do Pai
§ 536-544; SC 203
Digna-Te permitir que o Espírito habite em mim!
Na fonte sagrada da pureza,
na qual me criaste de novo,
saíram de mim os demónios do mal,
aqueles que tinham entrado pela serpente.
E, deambulando por lugares áridos,
nas almas isentas de vício,
não encontraram repouso,
pois não se sentiam bem nelas.
Mas, como a fonte da doença do pecado
continua a jorrar de mim,
e como a minha alma está disposta
como casa e morada para ele,
tendo tomado sete companheiros,
dos mais perversos pelos seus costumes depravados,
o primeiro demónio uniu-os a si
e regressou com eles à casa da minha alma.
O meu último estado era pior
do que o primeiro em maldade;
pois já não podia purificar-me na fonte,
a não ser pela ascese e a mortificação.
Mas aquele que é muito astuto,
depois de ter ocupado a fortaleza,
a dominou uma segunda vez,
seguindo as antigas táticas.
Vem Tu expulsá-lo de novo
para o deserto do abismo,
mesmo que não seja segundo a Lei,
mas segundo a tua abundante graça.
E, em vez dos sete espíritos malignos,
que expulsarás como adversários,
digna-Te permitir o Espírito habite em mim
com os sete dons da tua graça.
Santa Públia de Antioquia, Abadessa - 9 de outubro
Martirológio Romano: Em Antioquia, na Síria, hoje Antakya, na Turquia, a comemoração de Santa Públia, que depois da morte do esposo entrou num mosteiro e, à passagem do imperador Juliano o Apóstata, cantando com as suas companheiras virgens as palavras do salmo “Os ídolos dos gentios são ouro e prata” e “Sejam como eles os que os fazem”, por ordem do imperador foi esbofeteada e asperamente repreendida. († c. 362)
Públia era uma matrona síria que ingressou em um mosteiro após o falecimento de seu esposo. Ela reuniu em sua casa algumas virgens e viúvas para consagrar-se às práticas de piedade na vida em comum. Logo foi eleita abadessa do mosteiro.
Em 362, o imperador Juliano, o Apóstata, (assim chamado porque depois de ser cristão voltou ao paganismo) passou por Antioquia em uma campanha contra a Pérsia.
Santo Abraão, Patriarca de Israel Festa: 9 de outubro
(+)Canaã, século XIX a.C.
Na Bíblia, dois títulos definem principalmente Abraão, o patriarca, originário da Mesopotâmia, que se estabeleceu em Harã e de lá emigrou para a terra de Canaã. Amigo de Deus, ele é o pai dos crentes. Como amigo da divindade, ele é um modelo de vida religiosa e moral, capaz de interceder por si mesmo e por seus aliados. Como crente, ele vive na tensão entre fé e promessa.
Ele deixa sua terra guiado pela confiança na palavra de Deus, mas as circunstâncias parecem contradizer suas expectativas: o patriarca é idoso, Sara é estéril.
"Abraão, porém, creu no Senhor, e isso lhe foi creditado como justiça."
Dionísio Areopagita Teólogo, Mártir, Santo (século I)
Os cristãos sempre sofreram intensas perseguições, chacinas e saques durante o transcorrer dos séculos, principalmente no início da formação da Igreja. Tanto que muitos dos escritos foram queimados ou destruídos de outra forma. Por isso a memória da Igreja, às vezes, tem dados insuficientes sobre a vida e a obra de santos e mártires do seu passado mais remoto. Para que essas poucas evidências não se perdessem, ela se valeu das fontes mais fiéis da literatura mundial, que nada mais são do que as próprias narrações das antigas tradições orais cristãs preservadas pela humanidade.
Interessante é o caso dos dois santos com o nome de Dionísio, venerados pelo cristianismo. A data de hoje é consagrada ao Areopagita, sendo, o outro santo, o primeiro bispo de Paris, festejado no dia 9 deste mês.
Luis Beltrão Dominicano, Santo (1526-1581)
Foi canonizado pelo Papa Clemente X,
90 anos após a morte.
Luís Beltrão nasceu em Valência (Espanha), a 1 de Janeiro de 1526. Desde muito menino se caracterizou por sua humildade e obediência.
Aos 18 anos, contra a vontade paterna, ingressou na Ordem do São Domingos e em 1547, aos 23 anos, foi ordenado sacerdote por Santo Tomás de Villanueva.
Cinco anos depois foi nomeado professor dos noviços. Como professor Luís Beltrão era estrito e severo, e tudo fazia para que seus alunos renunciassem sinceramente ao mundo e se unissem perfeitamente a Deus.
Mais tarde pediu licença aos superiores e foi pregar aos índios do Novo Mundo. Lá esteve por sete anos evangelizando regiões americanas que hoje pertencem à Colômbia.
João Leonardo Presbítero, Fundador, Santo 1541-1606
"Padres Regulares da Mãe de Deus".
Leonardo nasceu na Toscana, em 1541. Levou uma vida normal de leigo, trabalhando no ramo farmacêutico com o pai até os vinte e seis anos de idade, quando este morreu. Tendo participado do trabalho junto aos pobres com os padres colombinos, decidiu entregar sua vida ao seguimento de Cristo.
Mesmo sabendo das dificuldades por ser adulto, Leonardo não se intimidou. Enfrentou os estudos desde o começo, do princípio mais elementar. Juntou-se aos meninos para aprender o latim e, em seguida, aplicou-se no estudo de filosofia e de teologia. Quatro anos depois, foi ordenado sacerdote.
Dedicando-se à catequese das crianças, implantou, junto com alguns religiosos, uma educação totalmente voltada para os princípios cristãos, nascendo, em 1574, a Congregação da Doutrina Cristã, hoje Clérigos Regulares da Mãe de Deus, também conhecidos como padres leonardinos.
João Henrique Newman Cardeal, Beato (1801-1890)
autor, Cardeal, beatificado pelo
Papa Bento XVI em Birmingham,
em 19 de Setembro de 2010.
Como foi a infância de Newman?
John Henry Newman era o primogênito dos seis filhos do casal John Newman e Jemina Fourdrinier. Nasceu em Londres e foi batizado na Igreja anglicana de Saint Bennet Fink.
Seu pai, um homem empreendedor, foi subindo de posição social até se converter em banqueiro. Mas depois de vários anos de êxito, veio a derrocada. Foi o próprio John Henry que teve de manter toda a sua família quando frequentou a Universidade de Oxford.
“Fui educado durante minha infância para ter o grande prazer de ler a Bíblia, mas não tive sólidas convicções religiosas até os 15 anos”.
Santa Maria SENHORA DO MONTE
Nossa Senhora do Monte é padroeira principal da cidade do Funchal e padroeira secundária da diocese. Dos primórdios desta devoção fala-nos o Elucidário Madeirense no texto que a seguir se transcreve:
A origem desta paróquia vem da fazenda povoada que ali tinha Adão Gonçalves Ferreira, o primeiro homem que nasceu nesta ilha e que era filho de Gonçalo Aires Ferreira (V. pag. 21), o mais distinto companheiro de Zarco na descoberta do arquipélago. Como geralmente acontecia, era uma pequena capela o centro em torno do qual se agrupavam os primeiros povoadores, tendo Adão Ferreira levantado ali pelos anos de 1470 uma modesta ermida, que parece ter tido o nome primitivo de Nossa Senhora da Encarnação, passando depois a chamar-se Nossa Senhora do Monte, devido certamente às condições orograficas do local, que bem justificavam a nova e apropriada denominação.
ORAÇÕES - 09 DE OUTUBRO
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
9 – Sexta-feira – Santos: Dionísio, João Leonardi, Públia
Evangelho
(Lc
11,15-26) “Quando chega um mais forte do que ele, vence-o, arranca-lhe a
armadura na qual confiava, e reparte o que roubou,”
Jesus
estava falando do demônio, ou do poder do mal. Se estamos com Jesus, se ele é
nosso Senhor, estamos livres do poder do mal, que só nos pode prejudicar se
quisermos entregar-nos a ele. Há muito mal no mundo, porque são muitos os que
se entregam a ele. A vitória final, porém, será de Jesus, Filho de Deus que
viveu nossa vida e nos uniu a si para assim nos libertar.
Oração
Senhor
Jesus, confio em vosso poder divino, que me transforma e conserva unido a vós.
Se estou convosco, nada e ninguém me pode separar de vós; estou tranquilo
porque tenho a garantia de vosso amor, que não me abandona. Eu, porém, posso
deixar-vos. Segurai-me, então, para que não vos largue confiado em minhas
forças. Preciso desesperadamente de vós, meu Jesus. Amém.
quinta-feira, 8 de outubro de 2026
REFLETINDO A PALAVRA - “A Palavra de Deus é como uma fruta”.
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| PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+) REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR |
A Palavra é como uma fruta.
Quando vamos comer uma fruta temos que atravessar a casca, comer a gostosura que ela nos oferece, digerir e transformá-la em vida dentro de nós. Assim é a Palavra: as letras que vemos, as palavras que lemos são belíssimas e maravilhosas. É a casca que se deve atravessar para ir ao interior. A casca pode ser até amarga, ou sem sabor, ou dura de atravessar. É o sentido literal, o texto que sempre temos em mãos e ficamos repetindo. Ainda não chegamos à fruta. A parte gostosa de se comer, é uma delícia. Imagine aquela fruta que você gosta; uma manga madura, um coco branquinho etc...Imagine! Comemos, saboreamos, engolimos gostosamente. Este é o efeito da Palavra para nós que sabemos apreciar. Ela nos ensina tanta coisa. É penetrante, eficaz e viva! Ela nos faz vibrar com tantos ensinamentos espirituais, morais. Serve de orientação para a vida. Serve de meditação e contemplação. Por estes ensinamentos tomamos o caminho de Deus e vamos adiante. Mas ainda não chegamos ao fundo da riqueza da fruta.
A fruta é vida.
Comida a fruta, ela se transforma em nosso alimento e nos faz viver. A fruta entra a fazer parte de nosso ser. Ela se torna saúde e nos faz mais vivos e alegres. Assim é a Palavra: Assimilada ela nos coloca em contato com a Vida. Entramos em diálogo de vida com Deus. Vida a vida! Lentamente há uma união de vida onde Ele nos transforma nele. Aí contemplamos sua presença em nós, deixamos que Ele seja nossa vida. Sem isso a Palavra não produz o fruto: “vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10). Por aí podemos ver que não basta andar com a Palavra na boca repetindo os versos. Não basta falar bonito dela. É preciso ir ao fundo e deixar que Deus fale esta Palavra dentro de nós.
EVANGELHO DO DIA 08 DE OUTUBRO
Evangelho segundo São Lucas 11,5-13.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Se algum de vós tiver um amigo, poderá ter de ir a sua casa à meia-noite, para lhe dizer: "Amigo, empresta-me três pães,
porque chegou de viagem um dos meus amigos e não tenho nada para lhe dar".
Ele poderá responder lá de dentro: "Não me incomodes; a porta está fechada, eu e os meus filhos já nos deitámos; não posso levantar-me para te dar os pães".
Eu vos digo: se ele não se levantar por ser amigo, ao menos por causa da sua insistência levantar-se-á para lhe dar tudo aquilo de que precisa.
Também vos digo: pedi e dar-se-vos-á; procurai e encontrareis; batei à porta e abrir-se-vos-á.
Porque quem pede, recebe; quem procura, encontra e a quem bate à porta, abrir-se-á.
Se um de vós for pai e um filho lhe pedir peixe, em vez de peixe dar-lhe-á uma serpente?
E se lhe pedir um ovo, dar-lhe-á um escorpião?
Se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do Céu dará o Espírito Santo àqueles que Lho pedem!».
Tradução litúrgica da Bíblia
(784-856)
Abade beneditino, bispo
Três livros para Bonoso,
livro 3,4; PL 112, 1306
«Levantar-se-á para lhe dar
tudo aquilo de que precisa»
Não deves ter falta de confiança em Deus nem desesperar da sua misericórdia. Canta ao Senhor aquelas palavras do profeta: «Como os olhos do servo se fixam nas mãos do seu amo, e como os da serva nas mãos da sua ama, assim os nossos olhos estão postos no Senhor, nosso Deus, até que tenha piedade de nós. Piedade, Senhor, tende piedade de nós, porque estamos saturados de desprezo» (Sl 122, 2-3). Se estamos saturados de desprezo por causa dos nossos muitos pecados, os nossos olhos devem permanecer voltados para o Senhor nosso Deus até que Ele tenha piedade de nós, e não devemos deixar de Lhe implorar até que Ele nos conceda o perdão das nossas faltas. Na verdade, cabe à alma constante e tenaz nunca se afastar da perseverança na oração por desespero de ser ouvida, mas persistir incansavelmente nesta oração até que Deus tenha misericórdia.
E, para que não penses que estás a ofender o Senhor ao persistires nas tuas orações quando não mereces ser ouvido, lembra-te da parábola do evangelho; descobrirás que aqueles que oram a Deus com perseverança importuna não Lhe são desagradáveis, pois está dito: «Se ele não se levantar por ser amigo, ao menos por causa da sua insistência levantar-se-á para lhe dar tudo aquilo de que precisa». Compreende, pois, que é o diabo que sugere que desesperamos de ser ouvidos, para nos tirar a esperança na bondade de Deus, que é a âncora da nossa salvação, o fundamento da nossa vida, o guia no caminho que conduz ao Céu; com efeito, diz o apóstolo Paulo: «É em esperança que estamos salvos» (Rm 8,24).
Beato Martim Gomes
Martim Gomes, filho de pai português e mãe japonesa, era natural do Japão. Inscrevera-se na Ordem Terceira de São Francisco, e dava hospedagem a missionários cristãos. Sendo isso considerado crime absolutamente proibido por disposições governamentais, foi preso. Convidado a renegar a fé, recusou-se energicamente, afirmando que nem a morte o poderia apartar daquela fé que tinha tão profundamente arraigada no coração.
08 de outubro - São Felix de Como
São Felix foi o primeiro bispo da Diocese de Como - Itália, consagrado por Santo Ambrósio, que o enviou para evangelizar o município, refletindo o grande impulso missionário da Igreja de Milão nessa fase histórica particular.
Após as perseguições dos primeiros três séculos e liberdade de culto obtida com os decretos 311 e 313, o cristianismo foi declarado a religião oficial do Império Romano pelo decreto de Tessalônica em 380. É possível que, quando Felix começou a sua missão já se apresentava uma comunidade de cristãos, uma vez que São Fidélis tinha sido enviado para Como no final do século anterior, sofrendo martírio durante as perseguições de Diocleciano.
Santo Hugo Canefri
foi um cruzado, nobre italiano,
que dedicou a maior parte de sua vida
aos cuidados dos doentes em Gênova.
Etimologia: Hugo = aquele de inteligência clara (vem do germânico).
Nascido por volta de 1186 em Alessandria (Itália), se converteu num cavaleiro da Ordem de São João de Jerusalém e depois de longas campanhas na Terra Santa, foi eleito Mestre da Encomenda de São João em Gênova (Itália) onde trabalho por cerca de 50 anos na enfermaria, atendendo aos doentes mais de perto. Foi famoso por poderes milagrosos sobre os elementos naturais.
Santas Palazia e Laurenzia Mártires Festa: 8 de outubro
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| SANTA PALÁZIA |
Santa Reparata de Cesaréia da Palestina, mártir – 8 de outubro
O primeiro testemunho do culto de Santa Reparata remonta ao século IX, quando seu nome apareceu pela primeira vez no Martirológio de Beda, em 8 de outubro; este manuscrito veio da Abadia de Lorsch, na região de Würzburg (é o presente 'Latim palatino 833' da Biblioteca do Vaticano).
Esta jovem mártir é popular sobretudo na Itália, particularmente em Florença, Nápoles e Chieti. Sua memória é assim referida no Martirológio: "Em Cesaréia da Palestina o martírio de Santa Reparata, virgem e mártir. Porque se recusava a sacrificar aos ídolos, no império de Décio, foi submetida a diversas espécies de torturas e foi por fim morta com um golpe de clava. Viu-se sua alma sair do corpo e subir ao céu sob a forma de uma pomba".
Santa Ragenfreda (Ragenfrida), Abadessa – 8 de outubro
Martirológio romano: Em Denain, em Hainault, na França de hoje, Santa Ragenfreda, abadessa, que construiu um mosteiro com seus bens neste lugar, do qual ela foi uma digna orientadora.
Foi fundadora e primeira abadessa do Mosteiro de Denain, na diocese de Cambrai, como expressamente lembrado por um diploma de Carlos, o Calvo, de 13 de agosto de 877. Também o autor da Gesta Episcoporum Cameracemium, em 1041-1042, diz que a Beata Ragenfreda (fr. Ragen fraud, Rainfroye) fundou um mosteiro em seus domínios, localizado às margens do Escaut, em Denain, e se tornou sua abadessa.
Um pouco mais tarde, ao contrário de documentos antigos, a Vida de Santa Regina, escrita pela Abadessa Fredessenda, declara que os fundadores foram Adalberto, Conde de Ostrevant e sua esposa, Regina (Reine).
Santa Benedita de Origny-sur-Oise Mártir Festa: 8 de outubro
(+)Origny-sur-Oise, hoje Origny-Sainte-Benoîte, Aisne, Hauts-de-France, França, por volta de 362
Ela é uma virgem e mártir venerada em Origny-Sainte-Benoîte, no atual departamento de Aisne, e comemorada em 8 de outubro. Seu nome aparece no Vetus Martyrologium Romanum com uma formulação extremamente sóbria, identificando-a como uma virgem e mártir no território de Laon, sem fornecer detalhes biográficos. A tradição hagiográfica medieval, por sua vez, a apresenta como uma cristã originária de Roma, filha de um senador, que chegou ao norte da Gália com outras jovens e se estabeleceu em Origny, onde realizou trabalho missionário antes de sofrer o martírio.
Pelágia de Antioquia Penitente, Santa século III
muito antiga,
citada mesmo por
São João Crisóstomo em um
de seus célebres sermões.
Sem dúvida, uma página cristã muito interessante,
cujos tênues registros
estão mesclados
pelas tradições orientais dos primeiros séculos.
Originária da Antioquia, Turquia, Pelágia viveu no século III. Era uma bailarina belíssima, escandalosa, muito divertida, festiva e pagã.
TAIS DO EGIPTO Penitente, Santa (século IV)
convertida por São Pafúncio.
Santa Taís foi uma prostituta egípcia. Viveu provavelmente no século IV. Foi convertida por um monge chamado Pafúncio. Conta-se que o monge lhe pediu que o recebesse num lugar reservado. Ela respondeu-lhe que não devia temer os homens, mas somente Deus presente em toda parte. Desse encontro, Santa Taís saiu transformada e se converteu, mudando radicalmente de vida. Despojou-se de suas riquezas e levou vida penitente. Passou o resto de seus dias repetindo a seguinte oração: “Vós que me criastes, tende compaixão de mim”.
II
Santa Thaís era uma princesa egípcia de grande beleza e riqueza que vivia no século IV.
JOÃO CALÁBRIA Presbítero, Fundador, Santo (1873-1954)
fundador da “Casos dos bons meninos”,
onde acolhia as crianças.
João Calábria nasceu em Verona no dia 8 de outubro de 1873, sétimo e último filho de Luís Calábria, sapateiro, e de Ângela Foschio, empregada doméstica e mulher de grande fé, educada pelo Servo de Deus Beato João Calábria, fundadorPadre Nicolau Mazza, em seu Instituto para meninas pobres.
Desde o seu nascimento, a pobreza lhe foi mestra de vida. Vindo a falecer seu pai, teve que interromper a 4a série primária e trabalhar como garçom. Padre Pedro Scapini, Reitor de São Lourenço, percebendo as virtudes do jovem, preparou-o com aulas particulares para os exames de admissão ao 2° grau, no Seminário. Tendo sido aprovado nos exames, foi admitido e freqüentou o 2° grau como aluno externo. Mas teve que interrompê-lo no 3° ano para prestar o serviço militar.
ORAÇÕES - 08 DE OUTUBRO
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
8 – Quinta-feira – Santos: Lourença, Taís, Reparata
Evangelho
(Lc 11,5-13) “Será que algum de vós
que é pai, se o filho pedir um peixe, lhe dará uma cobra?”
Com
a parábola Jesus ensina que devemos ser perseverantes na oração. E diz que o
Pai haverá de atender nosso pedido. Não pela nossa insistência, mas porque ele
nos ama com amor de pai, muito mais capaz de amar do que um pai humano. E se
não nos atende logo, não é para nos pôr à prova, mas para nos ajudar a crescer
na confiança e no amor. O Pai jamais nos esquece.
Oração
Senhor
meu Deus, acredito em Jesus, que vos conhece como ninguém. Ele insistiu muitas
vezes que devemos orar sempre, jamais esquecer nossa necessidade, e recorrer
sempre a vós. Confio em vossa misericórdia, e peço que me ajudeis a orar sempre,
em minhas necessidades temporais e espirituais. E que nunca deixe de vos
agradecer, não só com palavras, mas com a vida. Amém.
quarta-feira, 7 de outubro de 2026
REFLETINDO A PALAVRA - “Domingo de Ramos”
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| PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+) PADRE JOSÉ OSCAR BRANDÃO(+) REDENTORISTAS NA PAZ DO SENHOR |
Quando lemos os textos da Palavra de Deus desse tempo da Paixão e Páscoa, ficamos atordoados de tanta riqueza da Palavra para descrever a obra do Amor de Deus pela nossa salvação. É de perguntar se estamos interessados em nossa salvação. Certo que sim. Mas como se manifesta? Começamos o caminho da Paixão e Glória. Tudo feito por Deus na linguagem humana. Todos queriam um Messias. Jesus queria que o caminho do Pai fosse realizado e todos pudessem fazê-lo para ir ao seu encontro. Vemos toda a trajetória da encarnação que culmina com a glorificação. O momento da entrada de Jesus em Jerusalém é o prenúncio de sua glória. O profeta Ageu, diante da inferioridade do novo templo, conforta o povo dizendo que a glória do novo templo será maior que a passada: “Nesse lugar Eu darei a paz” (Ag 2,9). Quando Jesus chora sobre Jerusalém, mostra sua decepção da recusa e se declara como realizador da profecia: “Ah se nesse dia, também tu conhecesses a mensagem da paz” (Lc 19,42). Ele é a Paz. Acentua-se assim a recusa. A entrada de Jesus em Jerusalém é um marco na missão de Jesus. Ele não se perde pela recusa dos chefes povo. Mas quem O recebe é o povo; é aclamado pelos pequeninos. O Reino dos Céus é dos pequeninos. Os mestres da lei querem abafar a voz dos inocentes que Nele crêem. Nada abafa. Jesus responde: “Se as crianças se calarem as pedras gritarão” (Lc 19,40). Nada impede a entrada do Reino de Deus. Hoje acolhemos com o coração aberto.
Ele se esvaziou
Esse glorioso Messias é o “Servo Sofredor”. A liturgia de Ramos tem a gloriosa entrada do real Messias em sua cidade. Depois, em clima de dor, encontramos a misteriosa figura do “servo sofredor”. Não se tem esclarecimento de quem seja. Por isso ficou fácil ligá-la a Cristo sofredor que suporta os sofrimentos: “Ofereci as costas para me baterem, e as faces para me arrancarem a barba; não desviei o rosto de bofetões e cusparadas. Mas o Senhor é meu auxiliador, por isso não me deixei abater o ânimo, conservei o rosto impassível como pedra, porque sei que não sairei humilhado” (Is 50,6-7). São quatro cânticos maravilhosos. Esse servo sofredor põe sua vida como resgate. E não será vencido. Sabe em quem põe sua confiança. O salmo 21 relata o sofrimento e o desamparo que sofre Jesus em sua Paixão. Ele assumiu nossas dores e carregou nossos sofrimentos. O castigo que caberia a nós recaiu sobre Ele. Por suas chagas fomos curados (Is 53,5). Certamente que não podemos ver a Paixão como dor, mas um amor que sofre pelo amado, silenciosamente. No auge da dor, sempre surge a glória. Rezamos: “Para dar um exemplo de humildade, Deus quis que o nosso Salvador se fizesse homem e morresse na cruz”. Essa é a lição da Paixão.
Esse homem era justo
A carta aos Filipenses analisa a condição de humilhação do Filho para demonstrar o o sentido de sua entrega: “Esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens. Encontrado com o aspecto humano, humilhou-se a si mesmo fazendo-se obediente até a morte...Por isso Deus o exaltou...assim todo joelho se dobre e toda língua proclame: Jesus é o Senhor para a glória de Deus Pai” (Fl 2,6-11). A liturgia de Ramos nos leva a compreender a passagem da glória à dor e da dor à glória. É o caminho do fiel. Sem isso, não podemos compreender, nem percorrer o caminho de Jesus. A Semana Santa percorre todos os aspectos da vida cristã e pelo sacramento a realiza.
Leituras:Lucas 1928-40; Isaias 50,5-7;
Salmo 21;
Filipenses 2,6-11; Lucas 23,1-49
1. Jesus queria que o caminho do Pai fosse realizado e todos pudessem fazê-lo para ir ao seu encontro.
2. Não podemos ver a Paixão como dor, mas um amor que sofre pelo amado.
3. A carta aos Filipenses analisa a condição de humilhação do Filho para demonstrar o sentido de sua entrega.
Não deixa de ser jumento.
Há muitas historietas sobre o jumento que levou Jesus. Bobagens. Mas ele levou Jesus e foi escolhido. Não deixou de ser jumento. Jesus terá montado outros jumentos. Não deixam de ser jumentos. Nós levamos Jesus em nós. E nem sempre sabemos ser jumentos...fazer nossa parte.
Homilia do Domingo de Ramos (10.04.2022)
EVANGELHO DO DIA 07 DE OUTUBRO
Evangelho segundo São Lucas 11,1-4.
Naquele tempo, estava Jesus em oração em certo lugar. Ao terminar, disse-Lhe um dos discípulos: «Senhor, ensina-nos a orar, como João Batista ensinou também os seus discípulos».
Disse-lhes Jesus: «Quando orardes, dizei: "Pai, santificado seja o vosso nome; venha o vosso Reino;
dai-nos em cada dia o pão da nossa subsistência; perdoai-nos os nossos pecados,
porque também nós perdoamos a todo aquele que nos ofende; e não nos deixeis cair em tentação"».
Tradução litúrgica da Bíblia
(345-407)
Presbítero de Antioquia,
bispo de Constantinopla,
doutor da Igreja
6.ª homilia sobre a oração;
PG 64, 462D-463B, 466
O bem supremo da oração
O bem supremo é a oração, a conversa familiar com Deus. A oração é relação com Deus e união com Ele; e, assim como os olhos do corpo são iluminados pela visão da luz, assim também a alma voltada para Deus é iluminada pela sua luz inefável.
A oração não resulta de uma atitude exterior, vem do coração; não está encerrada em horas ou momentos específicos, está continuamente em atividade, de noite e de dia. Não nos contentemos em dirigir o pensamento para Deus quando ele se aplica exclusivamente à oração; mesmo quando temos o pensamento absorvido noutras ocupações – como a atenção aos pobres ou qualquer outra preocupação, com vista a uma obra boa e útil –, é importante combiná-las com o desejo e a recordação de Deus, a fim de oferecer ao Senhor do Universo um alimento doce, temperado com o sal do amor de Deus.
A oração é a luz da alma, o verdadeiro conhecimento de Deus, a medianeira entre Deus e os homens. Através dela, a alma eleva-se ao Céu e abraça o Senhor com abraços inefáveis. Como uma criança apela a sua mãe, a alma clama a Deus chorando, sedenta do leite divino, exprimindo os seus desejos íntimos e recebendo presentes superiores a qualquer natureza visível. A oração, pela qual nos apresentamos com reverência diante de Deus, é a alegria do coração e o repouso da alma.
Santos Sérgio e Baco Mártires -Festa: 7 de outubro (8 de outubro)
Soldados das Legiões de fronteira, Sérgio e Baco converteram-se ao cristianismo. Ao serem descobertos, foram levados para a Síria, na região de Rusafah, e martirizados alguns dias depois, no ano 310. Por isso, são celebrados juntos, embora na antiguidade o culto a São Sérgio era mais difundido.
(†)Barbalissus e Rosapha, Síria, por volta de 310
Segundo a hagiografia cristã, os santos Sérgio e Baco eram dois oficiais cristãos do exército romano estacionados no Oriente, que ocupavam altos cargos na corte de Maximino Daia, tetrarca do Oriente a partir de 305. Os dois foram denunciados por inimigos invejosos e martirizados por se recusarem a sacrificar a Júpiter.
São Marcos I Papa -Festa: 7 de outubro (+)336
Marcos foi Papa apenas por alguns meses, no ano 336, mas, conseguiu construir uma Basílica, em honra de Marco Evangelista, hoje igreja de São Marcos. Deve-se a ele também o calendário civil mais antigo da Igreja Romana, que fixou, pela primeira vez, o nascimento de Cristo no dia 25 de dezembro.
Papa de 18/01/336 a 07/10/336
Romano. Durante seu pontificado, foi elaborado o mais antigo calendário "civil" da Igreja Romana, e pela primeira vez o nascimento de Cristo aparece em 25 de dezembro.
Martirológio Romano: Em Roma, São Marcos, papa, construiu a igreja titular em Pallacinis e uma basílica no cemitério de Balbina, na Via Ardeatina, onde ele próprio foi sepultado.
Beatas Inês, Madalena, Catarina, Branca e Marianne Monjas Mercedárias Festa: 7 de outubro
As Beatas: Inês, Madalena, Catarina, Branca e Marianne, honraram o mosteiro mercedário da Assunção em Sevilha (Espanha), com sua vida de observância e contemplação. Foram recompensados com consolações divinas, verdadeiramente sábios e do mesmo número que as virgens prudentes, também prepararam suas lâmpadas com virtudes e trouxeram consigo o óleo das boas obras, de modo que na chegada do Divino Noivo entraram com Ele para as bodas eternas. A Ordem celebra-os no dia 7 de outubro.
Bem-aventuradas Inês, Madalena, Catarina, Branca e Mariana
Santa Justina de Pádua, Virgem e Mártir - 7 de outubro
Martirológio Romano: Em Pádua, nos confins de Veneza, Santa Justina, virgem e mártir (s. III/IV).
São Venâncio Fortunato, bispo de Poitiers, em princípios do século VII, considera Santa Justina como uma das virgens mais ilustres, cuja santidade e triunfo foram consagrados pela Igreja, e afirma que seu nome torna Pádua tão famosa como o de Santa Eufêmia a Calcedônia e o de Santa Eulália a Mérida.
O mesmo autor, no poema que dedicou à vida de São Martinho, exorta os peregrinos que vão a Pádua a beijar o sepulcro da Bem-aventurada Justina.
O culto a Santa Justina é atestado em Rimini em uma inscrição do século VI-VII, e em Como, o Bispo Agripino lhe dedicou um oratório em 617, como recorda a inscrição dedicatória.
Santa Júlia de Augusta Virgem e mártir Festa: 7 de outubro
Com base nas notícias do Martirológio Hieronímico de 7 de outubro: «alibi Tulliae Sigibarci mar.» (variante Iuliae), Floro deu aos mártires Sérgio e Baco (= Sigibarci) uma companheira chamada Júlia e, depois dele, Adônis também a preservou em seu Martirológio, colocando-a em Augsburgo no Eufrates, como seus dois companheiros, acrescentando, no entanto, que ela havia sofrido o martírio sob o prefeito Marciano; ele tinha sido de fato o perseguidor da mártir Bárbara, ao lado de quem aparece uma virgem Júlia, a quem Adônis identificou com a suposta companheira de Sérgio e Baco. As notícias que podem ser lidas no mesmo dia no Martirológio Romano são, portanto, de pouca consistência histórica.
Autor: Joseph-Marie Sauget
Fonte: Bibliotheca Sanctorum
Santa Júlia de Augsburgo
NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO
Parece definitivamente estabelecido e provado que esta festa litúrgica em honra de Nossa Senhor do Rosário teve a sua origem após a “prodigiosa vitória de Lepanto, obtida em 1571 pela armada católica, comandada por D. João d`Áustria, contra os turcos maometanos”, “a qual foi atribuída a intervenção de Nossa Senhora invocada pela oração do rosário”.
Como “acção de graças” por essa mesma vitória, o Papa São Pio V instituiu e promulgou esta festa litúrgica, que desde então foi celebrada todos os anos e a prática da oração do Santo Rosário recomendada e incentivada por muitos Pontífices Romanos, entre os quais se salientam de maneira particular o Papa Leão XIII, que sobre o Santo Rosário publicou diversas Cartas Encíclicas, Paulo VI e ainda mais perto de nós o bom e santo Papa João Paulo II.
ORAÇÕES - 07 DE OUTUBRO
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
7
– Quarta-feira – Nossa Senhora do Rosário
Evangelho
(Lc
1,26-38) “Maria, então, disse: – Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim
segundo a tua palavra!”
Diante
da mensagem divina, Maria nem se exaltou, nem se amedrontou. Consciente de sua
pobreza, aceitou o favor de Deus, que a escolhia por puro amor. O que o Senhor
lhe propunha ia muito além do que poderia imaginar; mesmo assim escutou,
aceitou, obedeceu, sem perguntar até onde isso a levaria. Aceitava servir em
tudo que ele quisesse, sem perguntas nem condições.
Oração
Senhor
Jesus, hoje quero que vossa mãe peça por mim. Maria, Jesus vos deu a mim como
mãe. Cuidai, então, de mim, orai por mim para que eu também tenha coragem de me
entregar totalmente nas mãos de Deus. Tirai de mim o medo, que me impede de
amar vosso Jesus como deveria. Dai-me um pouco de vossa coragem, para eu olhar
o mundo com a vossa confiança alegre. Amém.
terça-feira, 6 de outubro de 2026
REFLETINDO A PALAVRA - “Eu não te condeno”
O acusador, além das pedras, tem todas as armas contra o pecador, no caso da mulher colhida em adultério. Já andavam de olho nela. Queriam condenar, não a mulher, mas a misericórdia de Jesus. Essa os incomodava muito mais que os erros da mulher. Jesus estava ensinando agora dá uma aula prática sobre sua doutrina da misericórdia. Queriam ver o que dizia sobre o que a lei ensinava: “Moisés na lei mandou apedrejar tais mulheres... Que dizes tu? Diziam isso para experimentar Jesus e terem motivo de acusá-Lo” (Jo 8,1,ss). Era a lei. Jesus começou a escrever no chão. O que escrevia? Podemos nos pensar acusadores dos acusadores dizendo que Jesus escrevia os pecados deles. Mas penso que Jesus rabiscasse como a dizer: esse assunto não se me refere. Quando se diz que as coisas boas se escrevem nas pedras para a memória. As coisas más, se escrevem na areia porque não precisam ser lembradas. “Quem não tiver pecado, atire a primeira pedra. Jesus se sente frágil e também assume a condição da mulher, pecadora, que precisa de vida e não de condenação. “Eu vim para que tenham vida” é sua lei. “E foram saindo um a um a começar dos mais velhos” (Jo 8,9). É muito triste o pecado envelhecido. Pior é que ele leva a outros piores. O medo da mulher receber uma condenação do Mestre se transforma em um alívio;(:) “Eu também não te condeno. Podes ir, e de ora em diante não peques mais” (id 11). Voltados para a Páscoa notamos que(,) o perdão que nos é dado pelo Mistério Pascal, é total e maravilhoso.
Força de Cristo
No modo de Cristo agir encontra-se um novo modo de força. Quem assume Cristo em sua vida experimenta a força de sua Ressurreição. Paulo coloca o conhecimento de Jesus acima de tudo. É uma batalha contínua. A força da Ressurreição é profetizada pelas grandes maravilhas de Deus por Seu povo no Egito que se tornam pequenas na libertação do povo do exílio: “Eis que faço novas todas as coisas”. Fez uma estrada no mar, agora uma estrada no deserto onde faz correr rios de água no deserto. Mais que tudo isso é a Ressurreição de Jesus. Todas as coisas se tornam perda “diante da vantagem suprema de conhecer Jesus Cristo”. A expressão é magnífica: “Por causa Dele perdi tudo”. Considero tudo como lixo, para ganhar Jesus Cristo e ser encontrado unido a Ele. A história do povo de Deus se resume nos diversos acontecimentos da história de cada um. Uma vez que nos decidimos por Cristo, o que fazemos por Ele, e Ele faz por nós, é sempre um retrato do Êxodo e das profecias. Nós lemos as Escrituras como uma narrativa bonita, e não como um espelho de nossa vida. Como é bom se sentir escolhido no seio de Abraão, ser libertado por Moisés no Egito, consagrado na lei do Sinai e purificado no deserto.
Maravilhas fez conosco
Tendo o pé firme na Ressurreição, temos força e coragem de dizer como Paulo: “Esquecendo o que fica para trás, eu me lanço para o que está à frente”. Rezamos: “Dai-nos, por vossa graça, caminhar com alegria na mesma caridade que levou vosso Filho a entregar-se à morte no seu amor pelo mundo” (Oração). Esta é a dinâmica do Mistério Pascal de Cristo: O amor é sempre uma entrega pelo mundo. “Não tem maior amor que aquele que dá a vida pelos seus amigos” (Jo 15,13). O amor que Paulo manifesta por Cristo é a maior pregação que possa fazer aos seus Filipenses.
Leituras:Isaías 43,16-21; Salmo 125;
Filipenses3,8-14; Jo 8, 1-11
1. O perdão que nos é dado pelo Mistério Pascal, é total e maravilhoso.
2. Nós lemos as Escrituras como uma narrativa, e não como um espelho de nossa vida.
3. Esta é a dinâmica do Mistério Pascal de Cristo: O amor é sempre uma entrega pelo mundo.
Eu tenho pecado
Esse texto da adúltera bagunça a cabeça da gente. Uma mulher que iria ser apedrejada é levada diante de Jesus. Aqueles que cumpriam a lei e a iriam apedrejar queriam mesmo era pegar Jesus. E usam essa isca da pecadora. O que passou pela cabeça dessa infeliz? Ela não se diz pecadora. Somente diz que não foi condenada. Escapou por um triz.
Vamos nos colocar no lugar dela e dizer: Eu tenho pecado. E Jesus nos diz: “Ninguém te condenou?” – “Ninguém, Senhor”. Olha que conversa gostosa!
Mas eu tenho pecado e reconheço. Mas ninguém me condenou. É uma escola. Deus não condena ninguém. Chama para ser acolhido. Como continuaria a história dessa mulher: “Vai e não peques mais”. São as muitas chances que Deus nos oferece.
Homilia do 5º Domingo Comum (03.04.2022)
EVANGELHO DO DIA 06 DE OUTUBRO
Evangelho segundo São Lucas 10,38-42.
Naquele tempo, Jesus entrou em certa povoação e uma mulher chamada Marta recebeu-O em sua casa.
Ela tinha uma irmã chamada Maria, que, sentada aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra.
Entretanto, Marta atarefava-se com muito serviço. Interveio então e disse: «Senhor, não Te importas que minha irmã me deixe sozinha a servir? Diz-lhe que venha ajudar-me».
O Senhor respondeu-lhe: «Marta, Marta, andas inquieta e preocupada com muitas coisas,
quando uma só é necessária. Maria escolheu a melhor parte, que não lhe será tirada».
Tradução litúrgica da Bíblia
(354-430)
Bispo de Hipona
(norte de África),
doutor da Igreja
Sermão 104
«Uma mulher chamada Marta
recebeu-O em sua casa»
Na eternidade, havemos de nos sentar à mesa. Não me atreveria a dizê-lo, se não tivesse sido o Senhor a prometê-lo: Ele promete uma grande recompensa aos seus servos, a quem diz: «Cingir-se-á e mandará que se sentem à mesa e, passando diante deles, os servirá» (Lc 12,37). Grande é, pois, a promessa, e feliz o seu cumprimento. Comportemo-nos de maneira a merecê-la; deixemo-nos ajudar a chegar ao local onde o Senhor nos servirá à mesa.
Essa refeição será um repouso; «os servirá» significa que Ele nos saciará. Com que alimento e com que bebida? Certamente, com a própria verdade. Não acreditas que Deus possa alimentar-te dessa maneira, quando já é assim que o teu olho se sacia de luz? Seja vista por muitos ou por poucos, a luz brilha sempre com a mesma intensidade, espalhando conforto, sem nunca faltar, sem diminuir com o uso. Não compreendeis ainda? É porque andais ocupados com muitas coisas. É o trabalho de Marta que vos ocupa – mais ainda, que nos ocupa a todos. Pois ninguém está dispensado deste trabalho de assistência.
É por isso, meus queridos, que vos peço e vos exorto: desejemos juntos esta vida. Corramos para ela todos juntos, para nela permanecermos à chegada. Está a chegar a hora, e essa hora será sem fim, em que o Senhor nos fará sentar à mesa para nos servir; e o que nos servirá é Ele mesmo. Quereis saber o que comereis? Será o próprio Senhor que comereis. «Uma coisa peço ao Senhor, por ela anseio: habitar na casa do Senhor todos os dias da minha vida, para gozar da suavidade do Senhor» (Sl 27,4). Não tenhamos o gosto dos alimentos carnais, pois eles passarão. Se queres ser como Marta e dedicar-te aos mesmos ofícios, fá-lo com moderação e misericórdia. O trabalho passa, e virá o repouso, mas só se chega ao repouso pelo trabalho. O navio passa e chega-se à pátria, mas só se chega à pátria no navio. Estou, porém, seguro de que não havemos de naufragar, porque somos transportados pelo madeiro da cruz.
Santa Fé, mártir do século III
Uma cidade francesa deve-lhe o nome:
Sainte Foy.
Santa Fé de Agen, virgem e mártir (6 de outubro) é uma santa gaulesa da qual pouco se sabe com certeza. O relato de seu martírio é bastante lendário e em alguns pontos é confundido com o de San Caprasio, por isso oferece pouca veracidade histórica, especialmente por causa da presença nele do controverso pretor dácio. A rigor, a lenda nos diz que Fe (Fides em latim, Foy em francês antigo) era filha de uma família proeminente da cidade de Agen, na França, e que ela tinha uma irmã mais velha, chamada Alberta, que é bastante esquecida em comparação com a famosa Fe.
Santa Alberta Virgem e Mártir -Festa: 6 de outubro
Segundo uma tradição e um culto recentes, ela era irmã de Santa Fé de Agen e foi decapitada juntamente com ela, possivelmente no século III. Mencionada em 11 de outubro no Próprio de Agen de 1727, sua festa litúrgica é celebrada em 6 de outubro. Acredita-se que seus restos mortais tenham sido identificados nos ossos de uma jovem encontrados em 1884 em Venerque, na diocese de Toulouse, no túmulo de Santa Fobade, para onde supostamente foram transferidos. No entanto, ainda existem dúvidas quanto à própria existência da santa.
Etimologia: Alberta = de nobreza ilustre, do alemão
Emblema: Palmeira
Bruno de Colónia Fundador dos Cartuxos, Santo c. 1030-1101
Dotado de uma das mais belas inteligências de seu século, aplaudido em toda a Europa como Mestre, São Bruno deixou todas as glórias humanas e encerrou-se no deserto da Cartuxa, a fim de viver
somente para Deus
“Grandeza de nascença, grandeza de espírito, grandeza de fortuna, graças exteriores, inteligência clara e vigorosa, incomparáveis aptidões para as ciências, presentes já magníficos que faziam brilhar o mais belo deles, a virtude: eis em que meio de esplendor se desenvolvia essa jovem alma”[1].
É assim que um hagiógrafo descreve a infância e adolescência de São Bruno de Hartenfaust, nascido em Colônia por volta do ano 1030, cuja festa comemoramos no dia 6.
Diogo Luis de San Vitores Jesuíta, Mártir, Beato (1627-ca. 1668)
nas ilhas Marianas.
A Companhia celebrava no dia 6 de Outubro a memória do jesuíta Diogo Luís de San Vitores, nascido em Burgos (Espanha) no ano de 1627, martirizado em 1672 e beatificado em 1985. Junto com esse jesuíta foram martirizados outros cristãos, entre eles o catequista Pedro Calungsod, nascido nas Filipinas dezoito anos antes do martírio e que foi grande e fiel colaborador do Padre Diogo Luís. Pedro foi beatificado em 2000 e canonizado em 2012. Na recente reforma litúrgica da Companhia, a memória do Beato Diogo Luís foi unida a festa desse Santo, no dia 21 de Outubro.
Diogo Luís era filho de nobres de grande fortuna. Muito cedo manifestou seu desejo de entrar para a Companhia de Jesus, ideia que encontrou forte oposição em sua família.
Maria Francisca das Cinco Chagas virgem, Religiosa, Santa 1715-1791
Ana Maria nasceu no dia da Anunciação, 25 de marco de 1715, em Nápoles, filha de Francisco Gallo e de Bárbara Basini, ambos de condição modesta. Aos quatro anos pediu à mãe que a levasse à igreja para participar do Santo Sacrifício da Missa. Obteve também, nessa idade, o privilégio de poder confessar-se, embora tivesse que esperar até os sete anos para fazer a Primeira Comunhão. Depois disso, sua surpreendente maturidade levou o confessor a permitir-lhe comungar diariamente, privilégio muito raro na época.
Quando chegou à adolescência, o pai colocou-a em sua pequena fábrica, onde já trabalhavam sua mãe e suas irmãs. Ana Maria soube conciliar o trabalho com a vida de piedade.
Quando completou 16 anos, seu pai quis casá-la com um rico cavalheiro, que lhe pedira a mão.
Maria Rosa Durocher Religiosa, Fundadora, Beata 1811-1849
Congregação das Irmãs dos
Santos Nomes de Jesus e Maria.
Uma jovem nascida em um vilarejo, de saúde frágil, jamais pensou que um dia iria fundar uma Congregação de irmãs educadoras, difundida hoje em várias partes do mundo. Mas Nosso Senhor se serve de instrumentos pequenos.
Eulália Melânia Durocher nasceu em Saint-Antoine-sur-Richelieu, pequena aldeia de Quebec (Canadá), no dia 6 de Outubro de 1811, de uma família muito religiosa. Era a última de dez filhos, três dos quais se tornaram sacerdotes e duas religiosas. Os pais, agricultores, também na juventude tinham pensado em consagrar-se a Deus.
Eulália cresceu em um ambiente sadio, tranquilo e profundamente católico. Aprendeu com a mãe a rezar e a socorrer os pobres e doentes.
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