sábado, 16 de maio de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Traje da festa”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
O banquete do Reino
 
A imagem do banquete é usada nas Sagradas Escrituras como símbolo da comunhão com Deus e comunhão com as pessoas. O profeta Isaias ensina que Deus ... preparou o banquete aberto a todos. No Sinai Deus faz um banquete com os 70 anciãos (Ex 24,9-11). O banquete é sagrado porque Deus é sempre aquele que reúne. E se faz presente. Comer juntos é partilhar da mesma vida. Por isso Jesus institui a Eucaristia durante banquete pascal. E manda fazer em memória. O amor de Deus é permanente e nós participamos dele na Eucaristia. Ouvimos "Felizes os convidados para a Ceia do Senhor!” Na parábola, Deus, esposo de seu povo oferece a todos um grande banquete. Jesus é o Filho que, com sua missão, abre a casa do Pai para um banquete. O Reino é representado também por um banquete. Todos são chamados. Os servos (profetas) fazem o convite. Mas os primeiros convidados se recusam. O motivo da recusa se reduz às tendências básicas do ser humano: pão, poder e prazer: Comprei um campo, tenho cinco juntas de boi para experimentar, casei-me e não posso ir. Nossos interesses pessoais valem mais que o Reino. Então são convidados todos os que não contam na estrutura social religiosa, pobres e pagãos. Símbolo da missão. Todos recebem a veste da festa. Ao entrar para ver os convidados, o rei vê um homem que não está com a veste nupcial. É uma ofensa. Aceitar o convite do Reino é assumir com totalidade. Significa a perda da vida. Mas há uma profunda transformação de todos os males quando o Reino é implantado. 
O Senhor me conduz 
O salmo 22 coloca como ponto de chegada, os campos verdejantes e as águas repousantes. Um banquete de ovelha. Mas também confirma: “Preparais à minha frente uma mesa, bem à face do inimigo” (Sl 22). O salmo reconhece a presença do Pastor que conduziu o povo no deserto, no êxodo, não deixando faltar coisa alguma. Por isso pode ter confiança. Lembramos o discurso de Jesus como o bom Pastor (Jo 10). O relacionamento parte do mútuo conhecimento da ovelha e do pastor. Ela o segue porque sabe aonde Ele a conduz. Age no conhecimento e no afeto: “Meu cálice transborda” (Sl 22). O banquete maior é a convivência na casa do Senhor. Jesus Pastor não é o Rei que condena os que não aceitaram o convite, mas dá a vida pelas ovelhas e Se abre a todos. Vai atrás da ovelha perdida, cura as doentes e fortalece as sadias. Não usa do rebanho para seus interesses, mas para que tenham vida e a tenham em abundância (Jo, 10,10). A parábola tem a dimensão missionária: ir longe, sobretudo atrás dos pobres para abrir-lhes as riquezas do Reino que não é privilégio de ninguém como era entendido pelo ,povo da Antiga Aliança. 
Deus proverá 
Paulo, a partir de sua escolha do Reino na pessoa de Jesus, tudo faz por Ele e nada o impede de ser total em sua resposta: “Sei viver na miséria e na abundância”. E diz: “Tudo posso Naquele que me conforta” (Fl4,12). A fragilidade da evangelização e de nossa resposta, é porque é dada pela metade. Deus não precisa de resto. É o que vemos: Se der tempo eu participo, ajudo, assumo... mas não assume nunca. Falta conhecer a palavra de Jesus por completo: “Buscai o Reino de Deus e sua justiça e o resto vos será dado por acréscimo” (Mt 6,33). E se não der nada: “Somos servos inúteis, fizemos o que devia ser feito” (Lc 7,10). Não se trata de inutilidade, mas de valores. Servir o Reino preenche todas nossas necessidades. Paulo disse: “Deus proverá esplendidamente com sua riqueza a todas as necessidades” (Fl 4,18). 
Leituras: Isaias 25, 6-10ª;Salmo23(22) 
Filipenses 4,12-14.19-20;Mateus 22,1-14 
1. O motivo da recusa se reduz às tendências básicas do ser humano: pão, poder e prazer. 
2. Jesus é o Filho que, com sua missão, abre a casa do Pai para um banquete.
3. Servir o Reino preenche todas nossas necessidades.
Roupa errada 
Imaginou você aparecer de vermelho num velório? Até o defunto vai rir. Coisa triste é sair com a roupa errada. O texto final da parábola nos alerta que, para participar do Reino, é preciso estar com a roupa de festa. Quem ia a uma festa, recebia do dono uma roupa própria. Chic! A gente costuma dizer vestir a camisa do time quando se chama para assumir. Assumir o Reino como vida, vai exigir que seja na totalidade. Por isso a gente começa a escamotear quando chega a hora do “vamos ver”. É só ver nas comunidades: quando aparece um serviço, aparecem junto as desculpas... não posso...tenho um compromisso.... As desculpas dos personagens da parábola respondem aos nossos problemas. A displicência da resposta mostra a falta de definição. Jesus quer total adesão.
Homilia do 28º Domingo Comum (11.10.2020)

EVANGELHO DO DIA 16 DE MAIO

Evangelho segundo São João 16,23b-28. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Em verdade, em verdade vos digo: tudo o que pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vo-lo dará. Até agora não pedistes nada em meu nome: pedi e recebereis, para que a vossa alegria seja completa. Tenho-vos dito tudo isto em parábolas mas vai chegar a hora em que não vos falarei mais em parábolas: falar-vos-ei claramente do Pai. Nesse dia, pedireis em meu nome; e não vos digo que rogarei por vós ao Pai, pois o próprio Pai vos ama, porque vós Me amastes e acreditastes que Eu saí de Deus. Saí de Deus e vim ao mundo. Agora deixo o mundo e vou para o Pai». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santo Agostinho 
(354-430) 
Bispo de Hipona (norte de África), 
doutor da Igreja 
Carta 130 a Proba, 27-28: PL 33, 505-506 
Orar no Espírito com gemidos inefáveis 
Aquele que pede a Deus a única coisa que realmente importa e a procura (cf Sl 26,4) pode fazê-lo com certeza e confiança. Este bem único, a paz que excede todo o entendimento, não sabemos pedi-lo adequadamente na nossa oração. Pois aquilo que podemos imaginar da sua realidade não o conhecemos verdadeiramente; por outro lado, sabemos que tudo o que nos vem à mente e que rejeitamos, recusamos e condenamos não é o objeto da nossa busca, mesmo que ainda não tenhamos consciência do que esse objeto realmente representa. Portanto, existe em nós aquilo a que eu chamaria uma douta ignorância, instruída pelo Espírito de Deus, que sustenta a nossa fraqueza. Porque, depois de dizer: «Esperar o que não vemos é esperá-lo com perseverança», o Apóstolo acrescenta: «É assim que também o Espírito vem em auxílio da nossa fraqueza, pois não sabemos o que havemos de pedir, para rezarmos como deve ser; mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inefáveis. E Aquele que vê no íntimo dos corações conhece as aspirações do Espírito, pois é em conformidade com Deus que o Espírito intercede pelos cristãos» (Rm 8,25-27). Isto não deve ser entendido como se o Espírito Santo de Deus, que é o Deus imutável na Trindade e um só Deus com o Pai e o Filho, intercedesse pelos santos como alguém que não é Deus. Dizemos que Ele ora pelos santos porque os leva a orar: leva-os a orar com gemidos inefáveis, inspirando-lhes o desejo daquele grande bem, ainda desconhecido, que aguardamos com paciência.

São Luís Orione Sacerdote e fundador Festa: 12 de março (16 de maio)

(*)Pontecurone, Alessandria, 23 de junho de 1872
(+)Sanremo, Imperia, 12 de março de 1940 
Ele nasceu em Pontecurone, na diocese de Tortona, em 23 de junho de 1872. Aos 13 anos, ingressou nos Frades Menores de Voghera e, em 1886, ingressou no oratório de Turim fundado por São João Bosco. Três anos depois, chegou ao seminário de Tortona. Ele continuou seus estudos teológicos, ficando em um pequeno quarto acima da catedral. Lá, teve a oportunidade de se aproximar dos meninos a quem dava aulas de catecismo, mas seu quarto apertado não era suficiente, então o bispo lhe concedeu o uso do jardim do bispo. Em 3 de julho de 1892, o jovem clérigo Luigi Orione inaugurou o primeiro oratório dedicado a São Luís. Em 1893, ele abriu o colégio de San Bernardino. Em 1895, foi ordenado sacerdote. Havia muitas atividades às quais ele se dedicava. Ela fundou a Congregação dos Filhos da Providência Divina e os Pequenos Missionários da Caridade; as Eremitas da Divina Providência e as Irmãs do Santíssimo Sacramento. Ele enviou seus padres e freiras para a América Latina e Palestina já em 1914. Ele faleceu em Sanremo em 1940. O Papa João Paulo II proclamou-o Beato em 1980 e, finalmente, santo em 2004.
Etimologia: Louis = derivado de Clóvis 
Martirológio Romano: Em Sanremo, na Ligúria, São Luís Orione, sacerdote, fundador da Pequena Obra da Providência Divina para o bem dos jovens e de todos os marginalizados.

Santo Honorato de Amiens, Bispo-Festa: 16 de maio (†)cerca de 600

Bispo de Amiens, ele está presente na "Passio dos Santos Fusciatto e Vittorico", onde oficia a invenção de seus corpos. Mencionado nos sacramentários e enriquecido com milagres na "Vida", diz-se que Honoratus morreu em Portus e foi enterrado em Amiens. Ele se tornou o santo padroeiro dos padeiros, talvez por causa do milagre eucarístico. Iconograficamente, ele é representado com um retábulo de padeiro e três pães. 
Patrocínio: Padeiros, confeiteiros 
Emblema: Pá do Padeiro 
Martirógio Romano: Em Amiens, no território da Neustria, França, Santo Honorato, bispo. 
Honoratus seria o terceiro bispo de Amiens, segundo o catálogo episcopal da cidade; Mas essa localização não é certa, pois o autor agrupou visivelmente no topo do lugar, aleatoriamente, cinco bispos venerados como santos. De qualquer forma, Honorato é atestado pela passio de ss. Fusciatto e Vittorico.

16 de maio - Beato Vladimir Ghika

Existem três aspectos da caridade pastoral do nosso Beato. O primeiro diz respeito ao seu coração ecumênico. Ele sonhava com a unidade da Igreja. Para ele, o Oriente e o Ocidente eram os dois pulmões da única Igreja de Cristo. Para isso, ele teve o privilégio - excepcional na época - do biritualismo. Ele propôs a santidade como um meio indispensável para promover a unidade dos cristãos. Em uma conferência de 1904, ele disse: "Esta é a hora do fascínio da santidade, da santidade claramente visível, da luz colocada no candelabro. Santidade de um amor imaculado por todos os nossos irmãos, sobretudo pelos nossos irmãos separados, sem rancor racial, sem ressentimentos históricos, sem muito tempo reprimido". Ele promoveu o ecumenismo das obras, vendo no exercício da caridade o lugar de nobre emulação entre todos os cristãos. O ecumenismo tinha que ser fundado no apostolado do amor, respeitando a liberdade e a boa-fé dos outros e evitando polêmicas inúteis e danosas.

16 de maio - Santo Alípio e São Possídio (Agostinianos)

Alípio e Possídio são dois nomes intimamente ligados ao de Aurélio Agostinho, como religiosos e como bispos. Eles são os dois melhores representantes da herança monástica de Santo Agostinho. Toda a vida - desde jovens até a maturidade - buscando a Verdade: Deus! Santo Alípio e São Possídio quase não aparecem na História. Eles estão como que ofuscados pelo esplendor do grande doutor e batalhador da Igreja, Santo Agostinho. Ambos são contemporâneos e procedem do mesmo lugar, a África romana, ou seja, a faixa no norte do continente africano que os romanos haviam conquistado, impondo sua cultura e modo de vida. Alípio e Possídio serão as mãos de Santo Agostinho em seus trabalhos mais árduos e comprometidos. Quem nos fornece os dados sobre estes dois personagens é o próprio Agostinho. O relacionamento entre eles era muito profundo e ia além das responsabilidades com o povo de Deus. Alípio nasceu em Tagaste (hoje Souk Ahras, na atual Argélia), uma cidade na província romana da Numídia, no norte da África.

Santo Ubaldo Baldassini, Bispo-Festa: 16 de maio

Ubaldo nasceu na Alemanha entre 1084/85. Ao tornar-se órfão, transferiu-se para Gúbio, na Itália, onde foi Prior e, depois, Bispo por 31 anos; salvou a cidade em vários períodos de crise, chegando a convencer Frederico Barbarossa a acabar com o assédio. Santo Ubaldo foi canonizado em 1192.
(*)Gubbio, Perugia, 1084/5
(+)16 de maio de 1160 
Pertencente a uma família nobre originalmente da Alemanha. Logo órfão de ambos os pais, Ubaldo foi criado por um tio de mesmo nome que cuidou de sua educação religiosa e intelectual. Ordenado sacerdote em 1114, alguns anos depois Ubaldo foi eleito prior de sua reitoria, cuja disciplina e costumes reformou. A fama de seu nome e de suas virtudes se espalhou para além de sua cidade, tanto que Perugia, em 1126, o proclamou seu bispo. Ubaldo, no entanto, sem tal honra, foi imediatamente a Roma pedir ao Papa Honório II que fosse isento desse cargo, obtendo um perdão. O bispo Ubaldo governou a diocese de Gubbio por 31 anos, durante os quais superou com prazer adversidades e obstáculos, conseguindo dobrar seus inimigos com gentileza e apaziguá-los com mansidão de alma. O Missal Romano de 1962 (Vetus Ordo) prescreve o dia 16 de maio como a festa da terceira classe. 
Etimologia: Ubaldo = espírito em negrito, do alemão Emblema: Equipe pastoral 
Martirológio Romano: Em Gubbio, na Úmbria, São Ubaldo, bispo, que trabalhou pela renovação da vida comunitária do clero.

Santo Alexandre, bispo de Jerusalém e mártir

De família pagã, Alexandre recebeu uma formação cultural diligente. Frequentou vários movimentos religiosos e filosóficos da época e converteu-se ao cristianismo. Deixou a Capadócia e transferiu-se para Alexandria, no Egito, onde prosperava a escola Didaskaleion, dirigida por Panteno siciliano, e, depois, por Clemente alexandrino. A seguir, foi para Jerusalém, em 212, onde foi coadjutor do Bispo, de quem, mais tarde, foi sucessor. 
O "caso" Orígenes 
Alexandre guiou Jerusalém como pastor atencioso, sobretudo, com as necessidades culturais das suas ovelhas. Na Cidade Santa, fundou uma biblioteca e uma escola, inspirando-se no modelo daquela Alexandrina. Durante seu episcopado, teve que se ocupar com a rivalidade entre o teólogo Orígenes - que já conhecia em Alexandria - e seus superiores. De fato, Orígenes recebeu do Bispo de Alexandria o encargo de dirigir uma escola de catecismo. Porém, o teólogo começou a ensinar também ciências profanas – sobretudo filosofia – ciente de que, especialmente, o ensino da religião precisava de um maior aprofundamento cultural.

Simão Stock Carmelita, Santo (1165-1265)

Recebeu o escapulário das mãos
da Virgem Maria (1165-1265).
Simão nasceu em 1165, no castelo da família em Kent, Inglaterra. O seu pai era governador local, e tinha parentesco com a casa real do seu país. A família, cristã e pia, proporcionou-lhe uma formação intelectual e religiosa aprimorada. Aluno aplicado e inteligente, freqüentou o colégio de Oxford desde os sete anos de idade. Mesmo sendo conduzido para uma carreira que trouxesse glórias terrenas, o que Simão desejava era poder seguir a vida religiosa: para servir a Deus, para a glória de Deus. Aos doze anos, deixou o castelo paterno para viver como eremita. Retirou-se para o interior da floresta perto de Oxford, e nela viveu sua existência consagrada ao Senhor. A morada escolhida era o velho tronco oco de um carvalho. Logo essa notícia se empalhou e o estranho monge passou a ser chamado de Simão “Stock”. Assim ele viveu por vinte anos, empenhado na contemplação, na oração e penitência.

João Nepomuceno Sacerdote, Mártir, Santo (1330-1383)

João nasceu em 1330, em Nepomuk, na Boêmia, atual República Checa. Apesar de os pais serem pobres e ter idade avançada, João conseguiu formar-se doutor em teologia e direito canônico na universidade de Praga, uma das mais modernas e avançadas da época, fundada pelo rei Carlos IV. Mas desde muito cedo João sabia que sua verdadeira vocação era o sacerdócio, a pregação. Quando, finalmente, recebeu a unção sacerdotal, pôde colocar em prática o seu talento de orador sacro, e o fez de forma tão brilhante que foi convidado a ser capelão e confessor na corte, onde teve muito trabalho, pois o rei Venceslau IV era uma pessoa difícil e de mau caráter. Mas a rainha e imperatriz Joana da Baviera era muito pia, bondosa e caridosa, e o tomou para diretor espiritual e confessor particular. Não se sabe exatamente como foi seu martírio e como tudo ocorreu, mas o rei Venceslau, que desejava controlar a Igreja, não estava satisfeito com a possível chegada de um novo bispo, enviado por Roma a pedido da rainha. A tradição lembra, porém, que o rei teria exigido que João violasse o segredo da confissão da rainha, coisa a que ele se negou e, por isso, foi torturado e morto.

André Bobola Sacerdote, Mártir, Santo (1591-1657)

Filho de pais nobres, cristãos e poloneses, André nasceu no dia 30 de novembro de 1591, na cidade de Sandomir. Aos vinte anos, ingressou no seminário dos jesuítas de Vilna, actual Vilnius, Lituânia. Lá se ordenou sacerdote em 1622, com o desejo único de evangelizar, mas acabou se tornando enfermeiro durante uma epidemia de cólera, dando prioridade a esse trabalho. Depois foi eleito superior em Bobruik, percorrendo a região por vinte anos, com seu apostolado de pregação e evangelização. O sacerdócio era um risco contínuo nesse território devastado pelas frequentes guerras entre poloneses, lituanos, russos "brancos" e "moscovis", suecos e cossacos. Esses nômades foram também para a Polônia, que tentava controlar o ingresso com normas rígidas de permissão, sem interromper, contudo, os confrontos sangrentos. Além do conflito político, havia o religioso entre os católicos romanos; os cristãos orientais, divididos entre si; e os grupos da Reforma. É nesse cenário que padre Bobola marcou sua presença de fé tranqüila e pacífica, alicerçada pelo estudo e pelo gosto pessoal pelos diálogos e debates vigorosos com as demais pessoas.

Maria Luísa Trichet Co-fundadora, Beata (1684-1759)

Maria Luísa Trichet (ou Maria Luísa de Jesus), com São Luís Maria Grignion de Montfort, é a co-fundadora da Congregação das religiosas chamadas “Filhas da Sabedoria”. Nasceu em Poitiers (França), no dia 7 de maio de 1684, tendo sido baptizada no mesmo dia. Filha de uma família de oito filhos, recebeu sólida educação cristã, tanto no seio da família, quanto na escola. Aos 17 anos, encontrou-se pela primeira vez com S. Luís Maria Grignion de Montfort, que acabara de ser nomeado como capelão do hospital de Poitiers. Sua fama de pregador e de confessor, já era notável entre a juventude daquela região. Espontaneamente, Maria Luísa ofereceu seus serviços ao hospital. Ela consagra uma boa parte de seu tempo, aos pobres e aos enfermos. Diante da sua dedicação, São Luís prontamente a pediu para que ali permanecesse.

ORAÇÕES - 16 DE MAIO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
16 – Sábado – Santos: João Nepomuceno, Honorato, Luís Orione
Evangelho (Jo 16,23b-28) “Se pedirdes ao Pai alguma coisa em meu nome, ele vos atenderá... pedi, e recebereis; para que a vossa alegria seja completa.”
Participamos da vida de Jesus, por isso somos como que uma só pessoa com ele. Quando oramos, ele ora conosco; quando oramos, oram conosco todos que estão unidos a Jesus. Por isso o Pai sempre nos ouve, sempre cuida de nós e de nossa felicidade, porque está ouvindo o pedido de seu próprio Filho. Peçamos que o Pai nos dê o que quiser para nós, e nossa alegria será completa.
Oração
Senhor, eu vos agradeço por me terdes unido a vós para participar de vossa vida. Esse o maior favor que me poderíeis fazer, o maior bem que eu poderia imaginar. Uno-me a vossa oração, peço ao Pai a felicidade e a paz para mim e para todos. Que ele faça de nós uma só família fraterna, sem divisões, vivendo a alegria possível nesta terra, à espera da perfeita alegria que nos espera. Amém.

sexta-feira, 15 de maio de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “O Reino vos será tirado”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
O Senhor plantou uma vinha
 
Como vamos viver nessa situação, até angustiante, diante dessa parábola? Achamos que o Evangelho serve bem para os outros. Nós mesmos tomamos as atitudes dos chefes do povo, dizendo que isso não é para nós. Essa parábola resume a história do povo de Deus, a vinha predileta do Senhor. Durante toda a história de Israel, a vinha foi um sinônimo de povo de Deus que produz frutos. Rezamos no salmo: “A vinha do Senhor é a casa de Israel”. Povos foram desalojados para dar lugar a seu povo. Quando o povo sofria perseguição e destruição, o povo reclamava: “Por que lhe destruístes a cerca?...Voltai-vos para nós...visitai a vossa vinha e protegei-a” (Sl 79) . Entra também a súplica pela conversão para que Deus retome sua vinha: “Nunca mais vos deixaremos... Dai-nos vida, e louvaremos vosso nome... Se voltardes para nós seremos salvos!” (Sl 79). Isaías proclama a beleza dessa vinha e o desencanto dos resultados. O profeta narra o carinho com que Deus cuidou desse povo, como o homem que cuidou de sua vinha. A parábola de Jesus foi perfeitamente compreendida pelos chefes do povo. Deus, mandou através da história, muitos servos para buscar o fruto do povo. Eram os profetas. Todos foram mortos. Por fim, mandou o Filho que teve a mesma sorte. Os chefes do povo se fizeram donos da vinha e queriam os frutos para si. Matam até o Filho para que tudo seja só deles. Essa atitude se repete de tantas maneiras no povo de Deus, chamado Igreja. Parece um mal que não tem cura. E tantos são os “servos” que são perseguidos dentro da própria Igreja.
Jesus, pedra angular 
Jesus é a vítima, mas também o Senhor. Completando a série de seus crimes contra os profetas enviados por Deus, os Sumos Sacerdotes e os anciãos do povo, rejeitam Jesus e O lançam fora da vinha. Jesus foi morto fora das muralhas. O Reino que Deus lhes confiou pela aliança só é realizado por Ele. Pela sua Ressurreição é agora a pedra angular que dá sustentação ao novo povo, à nova vinha. Jesus, tendo assumido sua condição de Senhor e Mestre, vai dar ao Pai o fruto que Lhe pertence. Como Filho, entrega ao Pai o que produziu sua plantação. Igualmente podemos pensar e nos perguntar, se a Igreja do momento, não faz a mesma obra dos vinhateiros sufocando o crescimento das pessoas, e não as conduzindo ao Pai. Vemos igualmente aqui, o risco de uma religião sem frutos. Parece muito a vinha que bem cuidada só produziu uvas selvagens. Estamos levando o povo da herança que Deus nos confiou a nós ou ao Pai? É necessário um grandíssimo despojamento dos que têm a responsabilidade do povo: Sair de si, de seu mundo, de suas pretensões de poder e de suas figuras deixando de lado os preferidos de Deus. Aquele que tem Cristo como sua pedra angular será a base do mundo novo querido por Jesus. 
Ocupai-vos com o verdadeiro 
Paulo nos oferece uma possibilidade e um modo de viver produzindo frutos para Deus. É na simplicidade que está o vigor da vinha. A primeira orientação é não preocupar-se com nada, confiando-se à vontade Divina. Recomenda-se uma vida de oração. Nesse relacionamento cresce a paz de Deus que ultrapassa todo o entendimento. Ela guardará os corações e os pensamentos em Jesus (Fl 4,6-7). Vejamos como Paulo vê a comunidade Igreja: “Ocupai-vos com tudo que é verdadeiro, respeitável, justo, puro amável, honroso, tudo que e virtude” (id 8). O vigor e o fruto da vinha estão na vida simples do cristão que vive sua fé. Assim os frutos amadurecerão na vida de cada um e serão entregues a Deus Pai. 
Leituras Isaias 5,1-7; Salmo 79; 
Filipenses 4,6-9; Mateus 21,33-43 
1. Nós mesmos tomamos as atitudes dos chefes do povo dizendo que isso não é para nós. 
2. Pela Ressurreição é agora a pedra angular que dá sustentação à nova vinha. 
3. O vigor e o fruto da vinha estão na vida simples do cristão que vive sua fé. 
Perdemos a roça 
Nós somos práticos em aplicar a bíblia aos outros e esquecemos que podemos estar incluídos nessa acusação de Jesus: “O Reino vos será tirado e entregue a um povo que produzirá frutos” (Mt 21,43). Dizemos que os crentes crescem por todos os lados e que em cada garagem há uma igreja. Há outras razões. Mas o que fazemos por nossa fé. Países inteiros que eram católicos ficaram ateus. Pergunto: como eram os bispos, os cardeais, os padres, os leigos dessas comunidades? Quem é que vai às periferias e se gasta pelos necessitados? Como os padres, as paróquias recebem os pobres? As donas e donos do pedaço não abrem espaço. Pensamos só em nós, em nossos esquemas, em nossas tradições e não somos capazes de reformar. Ai de quem muda uma cadeira do lugar. O Brasil está entrando por esse caminho de ateísmo. As classes populares, depois dessa onda crente vai ficar atéia...Que fazemos? 
Homilia do 27º Domingo Comum (04.10.2020)

EVANGELHO DO DIA 15 DE MAIO

Evangelho segundo São João 16,20-23a. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Em verdade, em verdade vos digo: chorareis e lamentar-vos-eis, enquanto o mundo se alegrará. Estareis tristes, mas a vossa tristeza converter-se-á em alegria. A mulher, quando está para ser mãe, sente angústia, porque chegou a sua hora. Mas depois que deu à luz um filho, já não se lembra do sofrimento, pela alegria de ter dado um homem ao mundo. Também vós agora estais tristes; mas Eu hei de ver-vos de novo e o vosso coração se alegrará e ninguém vos poderá tirar a vossa alegria. Nesse dia, não Me fareis nenhuma pergunta».
Tradução litúrgica da Bíblia
São João Crisóstomo
(345-407) 
Presbítero de Antioquia, 
bispo de Constantinopla, 
doutor da Igreja 
Homilia 1 sobre a Primeira Carta aos Tessalonicenses
«Também vós vos sentis agora tristes, 
mas Eu hei-de ver-vos de novo! 
E ninguém vos poderá tirar a vossa alegria» 
«Tornastes-vos imitadores nossos e do Senhor», diz Paulo. Como? «Recebendo a palavra no meio de muitas tribulações, com a alegria do Espírito Santo» (1Tes 1,6). Não foi somente nas tribulações, foi no meio de tribulações, no meio de sofrimentos sem fim. Podeis constatá-lo nos Atos dos Apóstolos, onde vemos como se acicatou a perseguição contra eles, como os seus inimigos os denunciaram aos magistrados e sublevaram a cidade. Eles sofreram tribulações, e não se pode dizer que tenham permanecido fiéis com pena e gemendo; não, foram-no com grande alegria, pois os apóstolos tinham-lhes dado o exemplo: «Cheios de alegria, por terem merecido ser ultrajados por causa do nome de Jesus» (At 5,41). É isto que é verdadeiramente admirável! Já é muito sofrer tribulações com paciência; mas alegrar-se com elas é mostrar que se é superior à natureza humana e que já se tem, por assim dizer, um corpo impassível. Mas como é que eles foram imitadores de Cristo? Pelo facto de também Ele ter sofrido sem soltar uma queixa, com alegria, porque era de sua vontade que Se encontrava em semelhantes tribulações. Foi por nós que Ele Se humilhou, adiantando-Se aos escarros, às bofetadas, à própria cruz; e alegrando-Se de tal maneira, que chamava a tudo isso a sua glória, dizendo: «Pai, glorifica-Me» (Jo 17,5).

Santa Joana de Lestonnac viuva, religiosa, fundadora, +1640

Foi a fundadora da Companhia de Maria, uma ordem religiosa que tinha como missão educar as jovens da época. Nasceu em 1556, num período em que a Igreja vivia grandes conflitos. Seu pai, católico fervoroso e membro do Parlamento de Bordéus, era conselheiro do rei de França; sua mãe, de confissão calvinista, era irmã do filósofo humanista Michel de Montaigne. Casou-se em 1572, com Gaston de Montferrand, com o qual conviveu até 1602 e teve sete filhos. Quando viúva, após perder dois de seus filhos, Joana de Lestonnac entrou para o mosteiro cisterciense em Toulouse, mas por problemas de saúde não pode continuar na vida monástica. Voltou para Bordéus e mais tarde fundou a ordem religiosa Companhia de Maria com o objetivo de levar o catolicismo através do ensino educacional. A ordem que fundou recebeu aprovação pontifícia em 1607. Em 19 de setembro de 1834 Joana de Lestonnac foi declarada venerável. Em 23 de setembro de 1900, ocorre a beatificação de Joana de Lestonnac.

15 de maio - Santo Elesbão (Caleb de Axum)

Elesbão era rei da Etiópia, onde reinou no período de 495 a 531. Segundo a tradição, era descendente do Rei Salomão e da Rainha de Sabá. Sua vida está ligada à história dos mártires de Nagran no ano de 523, uma cidade localizada no que é o atual Iemen. Nessa localidade houve uma revolta contra o príncipe cristão Aretas, e ele, sua esposa e quatro filhas, assim como centenas de outros cristãos, foram martirizados pelo rei judeu Dunnas. Diante do assassínio da família real, por motivações religiosas, os bispos da região imploraram ao rei de Axum, Elesbão que fizesse justiça aos mártires e trouxesse nova ordem à cidade. Cumprindo seu dever de rei, Elesbão conquistou Nagran e desbaratou todos os inimigos, tomando posse até mesmo da fortaleza onde estavam instalados. Venceu a guerra contra Dunaas, possivelmente em 524/525, restabelecendo a fé e colocando no trono do reino de Dunaas um rei cristão, Esimifeu Após sua vitória Elesbão continuou à frente de seu reino ainda por um bom tempo.

15 de maio - Beato André Abellon

André nasceu em São Maximino, no ano de 1375. Ainda jovem, entrou no convento dos dominicanos daquela cidade, onde estudou com grande afinco e sendo reconhecido pelos grandes resultados. De São Maximino, enviaram-no a Marselha, e ali, ensinou as artes liberais por algum tempo. Concluído o curso de teologia, feito em Tolosa, em Montpellier, lecionou filosofia. Em junho de 1403, o bem-aventurado André foi encarregado pelo capítulo da ordem de ler as sentenças no convento de Avinhão. Aos 21 de Setembro de 1409, era mestre de teologia. Dez anos mais tarde, foi eleito prior do convento de São Maximino, para lhe proceder a reforma, em pouco tempo obteve excelentes resultados. Durante o priorado, André tratou de dotar o convento com rendas estáveis: obteve de Luís II de Anjou parte de um legado e da rainha Iolanda de Aragão uma renda de duzentos florins; de dois moinhos que mandara construir em Nossa Senhora de Claux, arrecadava grandes quantias para o sustento da Casa.

15 de maio - Santo Aquiles, Taumaturgo

Aquiles nasceu na Capadócia em uma família aristocrática, ele cresceu e formou-se durante o reinado de Constantino I, o Grande (280-327). Seus pais estavam preocupados em dar-lhe uma formação e educação, de acordo com os ensinamentos mais avançados dos sábios e filósofos dos pagãos, seguindo as práticas de piedade e caridade sugeridas pelo cristianismo, que estava se estabelecendo, apesar da perseguição. Com a morte dos pais, Aquiles distribuiu seus bens aos pobres e foi para a Palestina, primeira etapa de sua peregrinação, orou no Santo Sepulcro, e em seguida, embarcou para Roma para buscar consolo junto dos túmulos dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e depois, partindo de Roma e começou a evangelizar regiões inteiras, levando multidões de pagãos à fé cristã. Durante as suas viagens missionárias, chegou a Larissa, a cidade da Tessália (região da Grécia); nessa altura, o lugar do bispo estava vago, de modo que o clero e o povo, por unanimidade, ofereceram a cadeira ao convidado ilustre.

São Torquato, bispo de Guádix

Torquato viveu entre os séculos III e IV e foi o primeiro Bispo da cidade de Acci, hoje Guadix, na Espanha. Segundo algumas fontes, era confessor, e, segundo outras, mártir. É recordado como o primeiro dos Sete “viri” espanhóis, Bispos de diversas cidades do sul da Espanha, venerados como Santos. 
São Torcato de Acci ou São Torquato foi um santo e missionário cristão que evangelizou a cidade de Acci, identificada como a atual Guadix, no sul da Península Ibérica, mais exatamente na província de Granada, Andaluzia, tendo sido seu primeiro bispo. A tradição católica sustenta que Torcato foi o primeiro dos sete varões apostólicos[1][2]. https://pt.wikipedia.org/wiki/Torcato_de_Acci

Santa Cesária, Eremita em Otranto - 15 de maio

Santa Cesária nasceu em um dezembro do século XIV, filha de Luís e Lucrécia, graça alcançada após dez anos de matrimônio e ao final de uma piedosa prática da devoção sabatina, sugerida pelo eremita José Benigno. Ao ficar órfã de mãe ainda adolescente, Cesária foi obrigada a abandonar a casa dos pais para fugir das insanas tentações do pai; ela se refugiou em uma gruta da marinha de Castro, sob um outeiro rochoso próximo de Otranto. Ali ela enfrentou uma vida de privações e de oração, devotada a uma dedicação total a Deus, tornando-se uma eremita cuja fama se estendeu em toda a região de Otranto. Após sua morte, ocorrida na gruta, de onde nunca saíra, já no século XIV uma igreja foi erguida no local, a qual tornou-se um centro de seu culto. Em 1924 esta igreja foi confiada aos Franciscanos que a substituíram por uma nova, erigida depois em paróquia em 1954. Em honra de Santa Cesária outras igrejas foram erguidas nos centros do Salentino, em particular em Francavilla Fontana (Brindisi) que algumas tradições consideram como a pátria de origem da Santa.

Beata Berta de Bingen, Mãe de São Ruperto e penitente - 15 de maio

Entre as inúmeras figuras de mães de Santos, elas também veneradas pela Santa Igreja como Santas ou Beatas, aparece a figura da Beata Berta, mãe de São Ruperto de Bingen.     A comovente história de Berta e Ruperto teria se perdido ao longo dos séculos se não tivesse sido escrita pela grande mística, escritora e musicista, Santa Ildegarda de Bingen, que viveu na mesma região séculos depois. Esta Santa tinha grande veneração pelo Santo e o mosteiro do qual era abadessa guardava as relíquias de ambos.     Berta viveu nos séculos VIII-IX, era filha do Duque da Lorena, e foi casada com o príncipe pagão Robolau (ou Roboldo), no tempo de Carlos Magno (742-814), tendo recebido como dote um vasto território ao longo da região do Rio Reno, hoje conhecida como Rupertsberg (Renânia, Alemanha).     

Sâo Manços de Évora

Nascimento século I Roma
Morte século I
Cidadania Reino de Portugal 
São Manços ou São Mâncio é um bispo semi-lendário, considerado santo, que terá sido o primeiro bispo da Arquidiocese de Évora e de Lisboa. Em 1195 surge uma referência escrita a este e o seu culto difundiu-se nos fins do século XIII. Segundo a versão mais conhecida, ainda que toda a sua história esteja envolta em lenda, teria sido um romano discípulo de Cristo, que não um dos Doze Apóstolos, que terá inclusive participado na Última Ceia e testemunhado o acontecimento do Pentecostes. Depois terá sido enviado a evangelizar a Península Ibérica, fixando-se em Évora, onde fundaria o seu bispado. Terá sido, também, o primeiro bispo de Lisboa no ano 36.

Santos Pedro, André, Paulo e Dionísia Mártires Festa: 15 de maio

(†)Lampsaco, Turquia, século III
De acordo com os "Acta primorum martyrum sincera et selecta", coletados por Thierry Ruinart, monge beneditino e historiador, durante a perseguição aos cristãos pelo imperador Décio, um jovem chamado Pedro foi levado perante o procurador de Lampsaco (na atual Turquia). Por se recusar a sacrificar aos deuses, foi submetido à tortura da roda e, como não cedeu à tortura, foi decapitado. No mesmo período, outros três homens foram levados ao procurador por serem cristãos. Um deles, Nicômaco, cedeu e sacrificou aos deuses, morrendo logo depois. Uma garota de dezesseis anos, Dionysia, presente na multidão, lamentou seu destino, revelando-se cristã. Os outros dois, Andrew e Paul, foram levados para a prisão e depois entregues à multidão para serem apedrejados. Dionísia, tendo escapado da violência dos jovens a quem fora entregue, correu até André e Paulo, implorando para poder morrer com eles, para obter a vida eterna no céu com eles. O procônsul ordenou que ela fosse separada deles e mandou decapitá-la. 
Martirógio Romano: Em Lámpsacco, no Helesponto, na atual Turquia, a paixão dos santos Pedro, André, Paulo e Dionísia, mártires. 

Isidoro Lavrador Leigo e Santo (1070-1130)

Isidoro nasceu em Madrid, na Espanha, em 1070, filho de pais camponeses, simples e seguidores de Cristo. O menino cresceu sereno, bondoso e muito caridoso, trabalhando com os familiares numa propriedade arrendada. Levantava muito cedo para assistir a missa antes de seguir para o campo. Quando os seus actos de fé começaram a destacar-se, já era casado com Maria Toríbia e pai de um filho. A sua notoriedade começou quando foi acusado de ficar rezando pela manhã, na igreja, em vez de trabalhar. De facto, tinha o hábito de parar o trabalho uma vez ao dia para rezar, de joelhos, o terço. Mas isso não atrapalhava a produção, porque depois trabalhava com vontade e vigor, recuperando o tempo das preces. A sua bondade era tanta que o patrão nada lhe fez. Não era só na oração que Isidoro se destacava.

Novena a Nossa Senhora Auxiliadora, recomendada por São João Bosco

Pode ser rezada o ano todo - mas, tradicionalmente, começa dia 15 e vai até o dia 23 de maio
     A seguinte novena foi aconselhada por São João Bosco para obtermos graças e favores especiais de Nossa Senhora Auxiliadora. Tradicionalmente, reza-se a novena de 15 a 23 de maio em preparação para a sua festa litúrgica (dia 24 de maio).
Quatro requisitos
     1. Durante os 9 dias seguidos da novena, rezar 3 Pai-Nossos, 3 Ave-Marias e 3 Glórias ao Santíssimo Sacramento com a seguinte prece: “Graças e louvores se deem a todo momento ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento”. Em seguida, 3 Salve-Rainhas dedicadas a Nossa Senhora Auxiliadora, com a invocação “Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós”.
     2. Durante o período da novena, receber os sacramentos da Confissão e da Eucaristia.
     3. Durante o período da novena, fazer um donativo para a educação cristã dos meninos pobres, conforme as próprias possibilidades.
     4. Ter grande fé em Jesus presente na Eucaristia, bem como fé em Nossa Senhora Auxiliadora.
Oração inicial (para todos os dias da novena):
     Ó Virgem Santíssima, poderoso auxílio dos Cristãos que recorrem confiados ao trono da vossa misericórdia, ouvi as preces deste pobre pecador, que implora o vosso socorro, para poder fugir sempre do pecado e das ocasiões de pecar. Eis a primeira graça que desejo receber nesta novena. Assim seja.

O QUE OS SANTOS DISSERAM DE MARIA...

Santo Agostinho de Hipona:“Maria era bem-aventurada porque antes de dar à luz o Mestre na carne, o levou no seio”.
Santo Agostinho:“Maria guardou mais a verdade de Cristo na sua mente do que o corpo de Cristo no seu seio”.
Santo Afonso Maria de Ligório:“Se o vento das tentações se levanta, se o escolho das tribulações se interpõe em teu caminho, olha a estrela, invoca Maria 
São Bernardo:“Se Ela te sustenta, não cairás; se Ela te protege, nada terás a temer; se Ela te conduz, não te cansarás, se Ela te é favorável, alcançarás o fim”.
São Francisco de Assis:“Salve ó Senhora Santa, Rainha Santíssima, Mãe de Deus, ó Maria... Em vós residiu e reside toda plenitude da graça e todo o bem”.
Santo Irineu:“O nó da desobediência de Eva foi desatado pela obediência de Maria. O que uma fez por incredulidade o desfez a outra pela fé”.
São Luís Maria Grignion de Montfort: Sou todo teu, Maria, e tudo o que é meu te pertence”.
São Luís Maria Grignion de Montfort:“A quem Deus quer fazer santo, o faz muito devoto da Virgem Maria”
São João Bosco:“Uma arma poderosa contra as insídias do demônio:é a devoção à Maria Santíssima”.
(Acidigital)
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO
REDENTORISTA
VICE-POSTULADOR DA CAUSA
VENERÁVEL PADRE PELÁGIO SAUTER
MISSIONÁRIO REDENTORISTA

ORAÇÕES - 15 DE MAIO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
15 – Sexta-feira – Santos: Matias, Petronila de Moncel
Evangelho (Jo 16,20-23a) “Vós agora estais tristes, mas hei de vos ver novamente e o vosso coração se alegrará, e ninguém vos poderá tirar a alegria.”
Jesus fala da tristeza dos discípulos quando o souberem morto, e da alegria recobrada quando o virem ressuscitado, e o souberem para sempre presente entre eles. Em nossa vida há momentos tristes e difíceis. São passageiros, porém, porque a certeza da presença de Jesus dá-nos aquela alegria sólida, que é a base de nossa vida cristã, que nada, que ninguém nos poderá jamais roubar.
Oração
Senhor Jesus, na vida são inevitáveis os momentos de sofrimento e de tristeza. Vós mesmo passastes por isso. Não permitais, porém, que eu esqueça que estais comigo, que me amais e me dais a possibilidade de uma felicidade que não depende das variações do momento. Dai-me essa alegria interior, e serei capaz de superar tudo, sem me tornar amargo, pessimista ou triste. Amém.

quinta-feira, 14 de maio de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “A escolha que salva”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Eles nos precederão
 
Um pai que confia nos filhos e abre possibilidades de participar de sua vida. E como resposta tem o desconhecimento. Jesus conta uma parábola dos dois filhos que recebem ordem do pai para irem trabalhar em sua vinha. Um diz sim e não vai, o outro diz não, mas, refletindo melhor, vai. Está comparando com a resposta que os chefes do povo dão a Deus. Deus o escolheu e lhe deu uma missão. Por sua vida e procedimento deram uma resposta negativa. Os pecadores, cobradores de impostos e prostitutas, por sua vida, davam uma resposta negativa, mas acolheram Jesus e creram Nele. Por isso precederão aos escolhidos de Deus que não responderam crendo em Jesus. Os pecadores creram e se arrependeram. Os sumos sacerdotes e os chefes não creram e nem mudaram de vida. Vemos na Igreja uma religiosidade que não penetra o coração e causa um fechamento à proposta do Reino que tocaria profundamente suas vidas. Não houve conversão. Para nós, que pensamos que vivemos o Reino de Deus, essa parábola nos leva a refletir sobre as permanentes propostas de Deus para nossa vida cristã na comunidade e, mesmo não negando abertamente, tomamos atitudes de quem desconhece. Como se diz: “O assunto não é comigo”. O que dá vigor ao Evangelho é a resposta dada com radicalidade. A primeira leitura mostra que Deus perdoa quando há conversão. E, se vivermos mal, passamos para a desobediência e perdemos a graça e a salvação. 
Ter os sentimentos de Cristo 
Paulo, nessa carta aos Filipenses, se debruça sobre o mistério de Cristo numa grande meditação de sua condição Divina que se encarna e vai ao extremo, a morte. O texto não é da teologia de Paulo. É um hino que o encantou. É a grande reflexão sobre a aniquilação (kénosis) que Cristo faz para salvar a humanidade e comunicar sua vida e sua graça. Vemos aí a força de reflexão dessa comunidade. Compreendeu que a Encarnação não é a bela festa de Natal, mas é o tremendo abaixamento do mistério de Deus que se abre ao mistério do homem perdido pelo pecado. É o mistério da obediência que ouve a vontade do Pai e vai ao extremo em sua realização. “Por isso Deus o exaltou e lhe deu um nome que está acima de todo nome” (Fl 2,9). Paulo descreve que essa é a atitude que nos faz ter os mesmos sentimentos de Cristo que é o modelo da vida da comunidade. Somente assim vamos construir uma Igreja que pode ter força de mudar o mundo. Não é essa a mentalidade do mundo. As pessoas que melhor serviram o mundo foram as que pensaram mais nos outros. Somos assim conhecidos por nosso Pastor, como cantamos na aclamação ao Evangelho: “Minhas ovelhas escutam minha voz e eu as conheço. Então elas me seguem”.
Que Deus se lembre 
Nesse contexto um pouco tenso, contemplamos Aquele que será nosso “terrível” juiz. Provocamos Deus para que se lembre e faça memória de sua bondade: “Recordai, Senhor e vossa compaixão que são eternas... lembrai-vos porque sois misericórdia e bondade sem limites” (Sl 24). Estamos em contínua reflexão sobre nossa condição de fragilidade e risco de nos perder no caminho de Deus. Por isso clamamos com força que cuide de nós e “não nos deixe cair em tentação e nos livre do mal”. Que tenhamos sempre os sentimentos de Jesus. Assim não corremos o risco de nos perder. Ele é a salvação. Saindo de nós, encontramos os irmãos aos quais vamos, como fez Jesus ao dar a vida. 
Leituras: Ezequiel 18,255-28; Salmo 24; 
Filipenses 2,1-1; Mateus 21,28-32. 
1. Uma religiosidade que não penetra o coração se fecha à proposta do Reino. 
2. Os sentimentos de Cristo são o modelo da vida da comunidade. 
3. Provocamos Deus para que se lembre, faça memória de sua bondade. 
Afundou sem afogar 
É bonito ver quem sabe se virar dentro d’água. Parece peixe dentro d’água. Deve ser triste se afogar. Estamos diante de Deus que nos dá o exemplo maior de viver na pessoa de seu Filho. A carta aos Filipenses faz uma apresentação de Jesus que mostra como se afundar sem se afogar e se perder. Em sua entrada no mundo para nossa, Ele se afundou totalmente na condição humana. Para Ele não era problema nenhum se humilhar até o extremo: se fez homem, se fez escravo, se fez obediente até à morte e morte de cruz. Afundou mesmo. Por isso Deus O exaltou. Não vai haver subida, se não houve essa descida, como fez Jesus. Hoje cheguei ao número 2000. Que faça bem a muitos. Agradeço a atenção e colaboração. Foi um esforço conjunto. Deus seja louvado pelo bem que fizemos.
Homilia do 27º Domingo Comum (27.09.2020)

EVANGELHO DO DIA 14 DE MAIO

Evangelho segundo São João 15,9-17. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Assim como o Pai Me amou, também Eu vos amei. Permanecei no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como Eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e permaneço no seu amor. Disse-vos estas coisas para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja completa. É este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros como Eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos amigos. Vós sois meus amigos, se fizerdes o que Eu vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas chamo-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi a meu Pai. Não fostes vós que Me escolhestes; fui Eu que vos escolhi e destinei, para que vades e deis fruto e o vosso fruto permaneça. E assim, tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vo-lo concederá. O que vos mando é que vos ameis uns aos outros». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Bento XVI 
Papa de 2005 a 2013 
Homilia de 14 de maio de 2010
(Viagem apostólica a Portugal) 
Sede testemunhas!
«É necessário, portanto, que, de entre os homens que estiveram connosco durante todo o tempo que o Senhor Jesus viveu no meio de nós um deles se torne connosco testemunha da sua ressurreição», dizia Pedro (At 1,17). Meus irmãos e minhas irmãs, é necessário que vos torneis comigo testemunhas da ressurreição de Jesus. Na realidade, se não fordes vós as suas testemunhas no vosso próprio ambiente, quem o será em vosso lugar? O cristão é, na Igreja e com a Igreja, um missionário de Cristo enviado ao mundo. Esta é a missão inadiável de cada comunidade eclesial: receber de Deus e oferecer ao mundo Cristo ressuscitado, para que todas as situações de definhamento e morte se transformem, pelo Espírito, em ocasiões de crescimento e vida. Nada impomos, mas sempre propomos, como Pedro nos recomenda numa das suas cartas: «No íntimo do vosso coração, confessai Cristo como Senhor, sempre dispostos a dar a razão da vossa esperança a todo aquele que vo-la peça» (1Ped 3,15). E todos afinal no-la pedem, mesmo quem pareça que não. Por experiência própria e comum, bem sabemos que é por Jesus que todos esperam. De facto, as expetativas mais profundas do mundo e as grandes certezas do Evangelho cruzam-se na irrecusável missão que nos compete, pois «sem Deus, o ser humano não sabe para onde ir e não consegue sequer compreender quem é. Perante os enormes problemas do desenvolvimento dos povos, que quase nos levam ao desânimo e à rendição, vem em nosso auxílio a palavra do Senhor Jesus Cristo que nos torna cientes deste dado fundamental: “Sem Mim, nada podeis fazer” (Jo 15,5), e encoraja: “Eu estarei sempre convosco até ao fim do mundo” (Mt 28,20)» (Bento XVI, «Caritas in Veritate», n. 78). Sim! Somos chamados a servir a humanidade do nosso tempo, confiando unicamente em Jesus, deixando-nos iluminar pela sua Palavra: «Não fostes vós que Me escolhestes; fui Eu que vos escolhi e destinei, para que vades e deis fruto e o vosso fruto permaneça». Quanto tempo perdido, quanto trabalho adiado, por inadvertência deste ponto! Tudo se define a partir de Cristo, quanto à origem e à eficácia da missão: a missão recebemo-la sempre de Cristo, que nos deu a conhecer o que ouviu a seu Pai, e somos nela investidos por meio do Espírito na Igreja. Como a própria Igreja, obra de Cristo e do seu Espírito, trata-se de renovar a face da terra a partir de Deus, sempre e só de Deus!

Santas Justa e Enedina (Eredina) Mártires - 14 de maio

Martirológio Romano:
Na ilha da Sardenha, comemoração das santas Justa e Enedina, mártires. 
O testemunho destas mártires é puramente cúltico, quer dizer, não temos nenhum documento contemporâneo, mas sim um culto persistente que lhes é atribuído na ilha da Sardenha (1). A tradição oscila entre um grupo de duas, que celebramos hoje: Justa e Enedina; e um grupo de três, tal como se celebrava no Martirológio Romano anterior: Justa, Justina e Erendina. Parece que a versão mais correta e antiga é a de duas. A legenda sobre elas afirma que eram filhas de uma matrona, Cleodonia, que haviam guardado a virgindade, e que foram mártires em uma data tão longínqua como a perseguição de Adriano, no início do século II. Ainda que isto não seja impossível, não está apoiado em nenhum dado que conheçamos, e parece mais desejo (habitual em muitas igrejas da antiguidade) de fazer retroceder as origens da comunidade o mais primitivo possível.

Santa Teodora Guérin, Fundadora - 14 de maio

“Que fortaleza adquire a alma na oração! Em meio à tormenta, quão doce é a calma que a oração encontra no coração de Jesus! Porém... Qual o consolo que têm aqueles que não rezam?” (Sta. Teodora Guérin) Ana Teresa Guérin nasceu no dia 2 de outubro de 1798 na aldeia de Étables, França. Sua devoção a Deus e à Igreja Católica se manifestou quando ainda muito pequena. Foi-lhe permitido receber a Primeira Comunhão com apenas dez anos de idade (fato incomum na época) e nessa ocasião expressou ao pároco sua intenção de algum dia tomar o hábito de religiosa. A pequena Ana Teresa com frequência procurava a solidão das costas rochosas próximas de sua casa, onde dedicava muitas horas à meditação, à reflexão e à oração. Foi educada por sua mãe, Isabel Guérin, que centralizou seu ensino na religião e nas Escrituras. Laurêncio, pai de Ana Teresa, prestava serviços na Armada de Napoleão e permanecia fora do lar por longos períodos.

Santa Corona e São Vitor, Mártires

Vítor e Corona são dois mártires cristãos. A maior parte das fontes afirma que eles foram mortos na Síria na época do imperador romano Marco Aurélio. Porém, os vários textos hagiográficos discordam sobre o local do martírio, com alguns afirmando que foi em Damasco, enquanto que as fontes coptas afirmam que foi em Antioquia. Algumas fontes ocidentais citam Alexandria ou a Sicília. As diversas versões também discordam sobre a data do evento e eles podem ter morrido também na época de Antonino Pio ou de Diocleciano, enquanto que o "Martirológio Romano" afirma que foi no século III em que eles foram mortos. 

Santa Maria Domingas Mazzarello, Cofundadora - 14 de maio

Maria Domingas Mazzarello nasceu em 9 de maio de 1837 em Mornese, Acqui, Itália, filha de José e Madalena Mazzarello. Era filha de camponeses que ritmavam a vida pelo alternar das estações: pessoas honestas e sustentadas por uma fé profunda. Maria, a mais velha de 10 filhos, sete dos quais sobreviveram, aprendeu as lições de uma típica irmã mais velha. Como primogênita, ela começou desde muito cedo a ajudar a mãe no cuidado dos irmãos menores e dos afazeres domésticos. O que se revelou providencial, pois mais tarde cuidaria de uma grande família religiosa. Main, como era carinhosamente conhecida em casa, sobressaía-se nas aulas de catecismo e fez sua Primeira Comunhão em 1850. Adolescente, começou a ajudar o pai no trabalho dos vinhedos. Com tantos cuidados sobre os ombros desde a infância, Maria não teve tempo de ir à escola. Entretanto, tinha forte caráter e espírito de liderança. Durante toda a vida fez um contínuo esforço para adaptar-se aos outros e adquirir a suavidade de trato que depois a caracterizou como superiora.

Matias Apóstolo, Mártir, Santo Século I

Matias, o apóstolo “póstumo”. É assim chamado porque surgiu depois da morte do apóstolo Judas Iscariotes, o traidor. Alguns teólogos se referem à ele como o décimo terceiro apóstolo, pois foi eleito para ocupar esse posto, conforme consta dos Atos dos Apóstolos, na Bíblia. A eleição dos onze apóstolos deu-se dias depois da Ascensão de Jesus e da vinda do Espírito Santo e assim foi descrita: “Depois da Ascensão de Jesus, Pedro disse aos demais discípulos: Irmãos, em Judas se cumpriu o que dele se havia anunciado na Sagrada Escritura: Com o preço de sua maldade se comprou um campo”. O salmo 109 ordena “que outro receba seu cargo”. 'Convém, então, que elejamos um para o lugar de Judas. E o eleito deve ser dos que estiveram entre nós o tempo todo em que o Senhor conviveu entre nós, desde que foi baptizado por João Baptista até que ressuscitou e subiu aos céus'". (At 1, 21-26) As outras informações existentes sobre Matias fazem parte das tradições e dos escritos da época.

Frei Gil de Santarém Abade dominicano, Santo (1190-1265)

1 - Nascimento
S. Fr. Gil é um dos santos mais populares e singulares de Portugal e da Ordem de S. Domingos. Popular porque o povo o ama, venera e invoca como verdadeiro homem de Deus, santo religioso, taumaturgo, sábio e zeloso apóstolo do seu tempo, cuja existência e actuação são, de facto, históricas. Singular porque o mesmo povo, em muitos aspectos, envolveu a sua vida em legendas ou lendas de estilo medieval e bastante raras, estranhas e até inverosímeis, em que embarcaram autores conceituados de história nem sempre criticas, legendas ou lendas que confundem religião com superstição. Uns chamam-no S. Fr. Gil de Vouzela, distrito e diocese de Viseu, pois foi em Vouzela a terra em que viu a luz do mundo na casa que hoje é hospital e asilo, em 1190, o ano dado como mais certo pelos historiadores; outros chamam-no S. Fr. Gil de Santarém, terra em que viveu e faleceu santamente no convento dominicano, do qual hoje apenas restam algumas ruínas; há ainda quem o chame S. Fr. Gil de Portugal e, com razão, pois é uma figura nacional com verdadeira projecção internacional, muito em especial na Ordem dos Pregadores ou Dominicanos.