terça-feira, 30 de junho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Cristo, nossa Páscoa”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Festa da Páscoa 
O termo mistério pascal já está presente nos autores primitivos da Igreja. Está unido ao sentido de mistério do Senhor. Mistério não é incompreensível, mas pode ser conhecido. Mistério é para ser vivido e não para esconder realidades espirituais. Deus não é fechamento. Deus é simples. Falando de Mistério Pascal, falamos de realidades humanas. A celebração da Páscoa não é só para a Igreja católica, mas “é festividade comum a todos os seres, enviada ao mundo da vontade do Pai, aurora divina de Cristo sobre a terra, solenidade perene dos anjos e dos arcanjos, vida imortal do mundo inteiro, alimento incorruptível para os homens, alma celeste de todas as coisas, iniciação sagrada do céu e da terra, anunciadora de mistérios antigos e novos” (Homilia de Melitão de Sardes – Dic. de Liturgia, Mistério Pascal). O mistério de Cristo está compreendido no conceito “Cristo, nossa Páscoa”. O termo traz em si tudo o que Cristo fez e é para nossa salvação. Participamos do mistério que se revela a nós através dos sacramentos. É o desígnio de Deus participado por nós. O termo “páscoa”, no Antigo Testamento, se refere ao rito da lua cheia da primavera e ao cordeiro imolado naquele momento pelos pastores. É muito anterior ao movimento hebreu. O termo páscoa indica também os saltos de dança dessa festa. Vemos na narrativa da morte dos primogênitos egípcios quando Deus saltou as portas dos hebreus (Ex 12,13.23.27). Por isso, se diz “comer a páscoa”, refeição onde era comido o cordeiro. Essa era a festa. A festa dos pastores se uniu à festa dos agricultores com o pão ázimo, para celebrar as colheitas 
O mistério da Páscoa é Cristo 
Os judeus, celebrando a Páscoa, comemoram a libertação do Egito, a passagem do Mar Vermelho, a promulgação da Lei de Deus e a entrada na terra prometida. É uma celebração memorial, isto é, não só se recorda, mas se torna atual de tal modo que cada um está presente no acontecimento. A Páscoa cristã é um ato redentor que atinge todos os tempos. Assim também vemos o Mistério de Cristo em sua Páscoa. Esse é o sentido de mistério memorial. Páscoa para todos os tempos. Por isso rezamos que “... e desceu à mansão dos mortos”, isto é, os que já morreram também esperavam a redenção que ocorre na Cruz e na Ressurreição. É o mesmo mistério do qual participamos vivendo e celebrando. A Páscoa é central na vida de todo o povo de Deus. O que era profecia torna-se realidade em Jesus em sua morte e ressurreição. Ele tem em Si todo o mistério de salvação que Deus nos ofereceu. Ele é a Páscoa. Realiza a profecia e confia a sua Igreja a contínua memória. Paulo identifica Jesus como o cordeiro imolado. Para ele, “a ação libertadora realizada por Deus em Cristo é o próprio acontecimento pascal”. Quando Jesus manda fazer o que fez, a Eucaristia recebe o sentido pascal. Concluímos que, quando dispomos nossa vida à ação libertadora de Deus, nós fazemos nossa Páscoa. 
Nossa Páscoa 
Temos que chegar à conclusão que o culto que celebramos não fazemos ritos, mas celebramos uma Pessoa. Como celebrar é memória, que mais que atualizar, torna presente um fato que é uma Pessoa, Jesus. É Páscoa sempre antiga e nova. Cristo é o mesmo ontem, hoje e sempre. A celebração nos coloca em união vital com a ação redentora de Cristo e também com sua Pessoa. Quando celebramos tomando o corpo e o Sangue de Cristo, não comemos um rito, mas nos alimentamos de uma Pessoa: “Quem comer minha carne e beber o meu sangue permanece em Mim e Eu nele” (Jo 6,56). Assim estamos realizando a Páscoa que é Cristo em seu mistério. Alimentar-se de Cristo é viver. A vida é Páscoa.
ARTIGO PUBLICADO EM ABRIL DE 2021

EVANGELHO DO DIA 30 DE JUNHO

Evangelho segundo São Mateus 8,23-27. 
Naquele tempo, Jesus subiu para o barco e os discípulos acompanharam-no. Entretanto, levantou-se no mar tão grande tormenta que as ondas cobriam o barco. Jesus dormia. Aproximaram-se os discípulos e acordaram-no, dizendo: «Salva-nos, Senhor, que estamos perdidos». Disse-lhes Jesus: «Porque temeis, homens de pouca fé?». Então levantou-Se, falou imperiosamente ao vento e ao mar e fez-se grande bonança. Os homens ficaram admirados e disseram: «Quem é este homem, que até o vento e o mar Lhe obedecem?». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São João-Maria Vianney
(1786-1859) 
Presbítero, 
Cura de Ars 
Pensamentos escolhidos do Cura d'Ars
Sobre o bom uso das tentações 
Assim como o bom soldado não tem medo do combate, assim também o bom cristão não tem medo da tentação. A maior tentação consiste em não ter tentações! Quase podemos considerar feliz aquele que tem tentações, pois esse é o momento da colheita espiritual, onde amontoamos bens para o Céu. Se estivéssemos bem penetrados da santa presença de Deus, teríamos grande facilidade em resistir ao inimigo. Com o pensamento: Deus está a ver-te!, nunca pecaríamos. Houve uma santa que se queixou a Nosso Senhor depois de uma tentação, dizendo-Lhe: «Onde estáveis Vós, meu Jesus amabilíssimo, durante esta horrível tempestade?»; e Nosso Senhor respondeu-lhe: «Estava dentro do teu coração».

Santa Lucina Mártir, venerada em Rosate-Festa: 30 de junho

O corpo sagrado de Santa Lucina, provável mártir dos primeiros séculos da era cristã, é venerado na igreja de Santo Stefano in Rosate, na Arquidiocese de Milão, no altar do Crucifixo. Outra relíquia, do mesmo corpo, é venerada na igreja de Santa Lucina in Cortereggio di S. Giorgio Canavese (Turim). Os restos mortais desta provável mártir, provenientes das Catacumbas de São Sebastião, na Via Ápia, em Roma, foram exumados em 1621 com a autorização do Papa Gregório XV e entregues a Massa Lubrense. No século XX, o Bispo de Sorrento, sob cuja jurisdição se encontrava Massa Lubrense, doou-os ao Cardeal Alfredo Ildefonso Schuster, Arcebispo de Milão, que tinha particular interesse em arqueologia sacra e no culto dos mártires (foi beatificado em 1996). Por ocasião do Jubileu Extraordinário da Redenção, em 1933, Schuster decidiu doar algumas relíquias de mártires a diversas comunidades de sua vasta arquidiocese, que ele próprio considerava "um instrumento para a renovação da fé".

30 de junho - Beato Vasyl Vsevolod Velychkovskyj

Os servos de Deus, hoje inscritos no Álbum dos Beatos, representam todos os componentes da Comunidade eclesial: entre eles, encontram-se Bispos e sacerdotes, monges, monjas e leigos. Eles foram provados de muitas maneiras por parte dos seguidores das ideologias nefastas do nazismo e do comunismo. Amparados pela graça divina, eles percorreram até ao fim o caminho da vitória. É um caminho que passa através do perdão e da reconciliação; caminho que conduz à luz resplandecente da Páscoa, depois do sacrifício do Calvário. Estes nossos irmãos e irmãs são os representantes conhecidos de uma multidão de heróis anônimos, homens e mulheres, maridos e esposas, sacerdotes e consagrados, jovens e idosos que no decurso do século XX, o "século do martírio", enfrentaram a perseguição, a violência e a morte para não renunciar à sua fé. 
Papa João Paulo II – Homilia de Beatificação – 27 de junho de 2001

30 de junho - Beato Januário Maria Sarnelli

"Santificar a Cristo como Senhor em vossos corações" (1 Pd 3, 15). Estas palavras da Carta de São Pedro também lançam luz sobre a intensa e frutuosa atividade apostólica que Januário Maria Sarnelli, redentorista, deixado tanto nas pregações às pessoas quanto nos seus numerosos escritos. A comunhão íntima e pessoal que teve com Cristo era a fonte constante de seu zelo pastoral incansável. Sua vida humana e religiosa, como a de Santo Afonso Maria de Ligório de quem ele era um amigo e colaborador, foi expressa de uma forma particular, em uma acentuada sensibilidade em relação aos pobres, aproximou-os à luz da sua realidade como filhos de Deus. Sua evangelização era caracterizada por grande dinamismo: ele foi capaz de conciliar o compromisso missionário com o de escritor e o ministério sacerdotal, não menos desafiador, conselheiro e guia espiritual. Enquanto prosseguia nos padrões culturais da época, o novo Beato nunca negligenciou a procurar formas renovadas de evangelização para enfrentar os desafios emergentes. E por que, apesar de ter vivido em um período histórico em muitos aspectos longe do nosso, Januário Maria Sarnelli pode ser encaminhado para a comunidade cristã de hoje, no limiar do novo milênio, como apóstolo que se abriu para receber toda inovação útil para um anúncio mais incisivo da mensagem perene de salvação. 
Papa João Paulo II – Homilia de Beatificação – 12 de maio de 1996 

Santa Erentrudes, Abadessa - 30 de junho

Em Salzburgo, na Baviera, atualmente na Áustria, Santa Erentrudes, primeira abadessa do mosteiro de Nonnberg e sobrinha de São Ruperto, a quem ajudou na evangelização com obras e orações. († c. 718)

      Erentrudes (ou Erentraud, também conhecida como Erendruda) era originária da região de Worms (Palatinado). Foi chamada pelo Bispo de Juvanum (atual Salzburgo, Áustria), São Ruperto de Salzburgo, seu tio e diretor espiritual, para fundar em Nonnberg um mosteiro de religiosas, do qual veio a ser a primeira abadessa.
     Colaborou com os trabalhos apostólicos do bispo com a oração e cuidando da educação da juventude feminina. Como abadessa introduziu a regularidade monástica, privilegiando a vida de oração, da qual era um exemplo.

Martírio dos Primeiros Cristãos de Roma

Jean-Léon Gerone, A última oração
 dos mártires cristãos, 1883,
The Walters Art Gallery, Baltimore
Na primeira perseguição contra a Igreja, desencadeada pelo imperador Nero, depois do incêndio da cidade de Roma no ano 64, muitos cristãos foram martirizados com atrozes tormentos. Este facto é testemunhado pelo escritor pagão Tácito (Annales 15,44) e por São Clemente, bispo de Roma, papa, na sua Carta ao Coríntios (cap.5-6), do ano 96:  “Deixemos de lado os exemplos dos antigos e falemos dos nossos atletas mais recentes. Apresentemos os generosos de nosso tempo. Vítimas do fanatismo e da inveja, sofreram perseguição e lutaram até à morte. Tenhamos diante dos olhos os bons apóstolos.

Marcial de Limoges Bispo, Santo Século III

São Marçal era bispo de Limoges no século III. Não temos informações precisas sobre suas origens, data de nascimento e morte nem dos actos de seu bispado. Tudo o que sabemos dele é de Gregório de Tours. Durante o consulado de Décio e de Grato, sete bispos foram enviados de Roma para a Gália para pregar o Evangelho. Gatien foi mandado para Tours, Trofimo para Arles, Paulo para Narbonne, Saturnino para Toulouse, Denis para Paris, Austromoine para Cler-mont e Marçal para Limoges. Marçal estava sempre acompanhado de dois padres trazidos por ele do Oriente, então pensa-se que ele também tenha vindo de lá. Ele foi bem sucedido na conversão dos habitantes de Limoges, onde foi sempre venerado. A imaginação popular, criadora de lendas, logo transformou São Marçal em um apóstolo do século I.

Raimundo Lulo Religioso franciscano, Mártir, Bem-aventurado ca. 1235-ca. 1315

Raimundo Lulo nasceu por volta de 1235 em Palma de Maiorca, nas ilhas Baleares. Nascido no seio de uma Raimundo Lulo, Leigo franciscano, bem-aventuradofamília abastada, Raimundo consagrou toda a sua fortuna ― quando seus pais faleceram ― à evangeli-zação. Efectivamente, inflamado do zelo das almas, entrou na Ordem Franciscana Secular, tratou da fundação de um colégio onde vieram estudar os futuros mis-sionários, os quais ali aprendiam as línguas árabe e hebraica, visto que estes numerosos “estudantes” eram destinados à propagação da fé cristã nos países muçulmanos e em Israel. Homem de grande cultura, considerado por muitos como “um dos maiores génios da Idade Média, e sem dúvida o espírito mais original do seu tempo”, Raimundo Lulo viajou muito e encontrou-se mesmo, durante a sua vida com três Papas, para solicitar o apoio destes às suas iniciativas que nem sempre foram das mais felizes.

ORAÇÕES - 30 DE JUNHO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
30 – Terça-feira – Santos: Primeiros Mártires de Roma, Lucina
Evangelho (Mt 8,23-27) “Eis que houve uma grande tempestade no mar... Jesus, porém, dormia.”
Essa passagem sempre me chamou a atenção. Por que haveria Jesus de estar dormindo, quanto todos os outros estavam bem despertos a enfrentar a ventania? Imagino que queria ensinar aos discípulos e a nós que o importante é ele estar no barco, não faz mal se estiver ou parecer estar dormindo. Se acreditamos que está sempre conosco, teremos mais coragem para enfrentar a vida.
Oração
Senhor, hoje quero renovar minha confiança em vós, agarrar-me a essa certeza tranquilizadora de vossa presença. Livrai-me da confiança demasiada em mim mesmo, pois ela é que me faz esquecer que dependo totalmente de vós, e, quando falha, me leva a pensar que me abandonastes. Agradeço vossa presença discreta, determinante para minha vida continuar no rumo certo. Amém

segunda-feira, 29 de junho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Fortaleza do Pastor”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Sou o bom Pastor
 
A parábola do bom pastor revela não somente a ternura de Jesus, mas, sobretudo que essa ternura é revelação do Pai. Deus disse a Moisés seu nome: “Eu Sou o que Sou”. Jesus dizendo “Eu Sou”, revela sua condição Divina. E também revelação do Ser bondoso de Deus expresso por Jesus que veio dar a vida, não como um mercenário que foge (Jo 10,11-12). A relação de Jesus com suas ovelhas é através da bondade Divina que conhece com amor total suas ovelhas. Nesse relacionamento de aliança há conhecimento e bondade, pois é o bom Pastor. As alianças de Deus foram feitas no amor que se doa. As ovelhas também conhecem seu parceiro da aliança. É o que Paulo diz: “Sei em quem confiei” (2Tm 1,12). O relacionamento de amor reflete também o conhecimento matrimonial que há entre Deus e seu povo que gera sempre novos filhos. Quem entrou nesse relacionamento de aliança, como relacionamento de conhecimento e amor, se une com Jesus e seu Pai no Espírito Santo. Esse relacionamento se abre a outros que serão buscados pelo Pastor: “A vontade do meu Pai é que eu não perca nenhum daqueles que Ele me deu” (Jo 6,39). É a razão universal da redenção e fundamento da missão, como lemos no discurso de Pedro aos chefes do povo: “É pelo nome de Jesus... que este homem está curado” (At 4,10). Os verdes campos estão abertos a todos. Ele é a pedra angular que a todos sustenta (Sl 117). O bom Pastor é o modelo de toda ação da Igreja: ter o relacionamento que retoma o amor de Jesus que conhece suas ovelhas. Não é para se fechar num pequeno rebanho, sem ousadia. 
Somos filhos 
São João, em sua primeira epístola, em outra linguagem, reescreve a parábola do bom Pastor. O rebanho são os filhos de Deus. Ser ovelha de Jesus é uma maravilha... Ser filho é um presente de Deus: “Vede que grande presente de amor o Pai nos deu: de sermos chamados filhos de Deus! E nós o somos!” (1Jo 3,1). De rebanho, passamos à Família de Deus. “Se o mundo não nos conhece, é porque não conheceu o Pai” (id 1). O mundo não nos conhece porque não participa do mútuo conhecimento entre o pastor e a ovelha, do Pai com os filhos. Jesus coloca na relação com as ovelhas, o conhecimento que tem do Pai: “Conheço minhas ovelhas, e elas me conhecem, assim como o Pai me conhece e Eu conheço o Pai” (id 15). O conhecimento confere a Jesus a segurança de dar a vida pelas ovelhas: “Eu dou minha vida pelas ovelhas” (id). Sua entrega na morte está unida a sua vida com as ovelhas. Jesus é nosso defensor: Em 1Jo 2,1: “Mas, se alguém pecar, temos outro defensor junto do Pai, Jesus Cristo, o Justo”. O bom Pastor dá a vida pelas ovelhas.
Pedra angular 
O bom Pastor se torna o fundamento para os que O seguem. Pedro, diante dos chefes, acusa-os fortemente a falta cometida por desprezarem Jesus e O terem condenado: “É pelo nome de Cristo... Aquele que vós crucificastes e que Deus ressuscitou dos mortos, que esse homem está curado”. Foi em sua pessoa, em seu nome. “A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se pedra angular” (118,7). “Em nenhum outro há salvação. Só por Ele somos salvos” (At 4,11-12). O que vemos nos apóstolos é a firmeza de fé na pessoa de Jesus. Com isso, superam toda a fragilidade que sentiam antes da Ressurreição. O tentador tem muitos modos de nos tirar dessa meta. Apoiamo-nos em tantas coisas espirituais, menos em Jesus. A pregação dos apóstolos insiste em fazer parte do Rebanho – Igreja, conhecer Jesus Cristo e segui-Lo. Assim está firmado nessa pedra angular, 
Leituras: Atos 4,8-12; Salmo 117; 
1 João 3,1-2; João 10,11-18 
1. O bom Pastor é o modelo de toda ação da Igreja. 
2. O mundo não nos conhece porque não participa do conhecimento entre pastor e ovelha. 
 3. Apoiamo-nos em tantas coisas espirituais, menos em Jesus. 
Cheiro de pastor 
Papa Francisco insiste que o pastor tenha o cheiro das ovelhas. Mas as ovelhas também têm que ter em sua memória o cheiro do Pastor. E por isso segue. Lemos na Palavra: seguirei no odor dos teus perfumes. Para quem ama, mau odor é perfume. O pastor conduz as ovelhas também pelo seu perfume pessoal. Perfume é sempre um caminho para entrar em um coração. O perfume de uma coisa, uma situação, uma pessoa amada se impregna em nós e se torna uma memória agradável que atinge o coração. O perfume de Jesus tem cheiro de irmão. Por isso nós o encontramos nas pessoas. 
Homilia do 4º Domingo da Páscoa (25.04.2021)

EVANGELHO DO DIA 29 DE JUNHO

Evangelho segundo São Mateus 16,13-19. 
Naquele tempo, Jesus foi para os lados de Cesareia de Filipe e perguntou aos seus discípulos: «Quem dizem os homens que é o Filho do homem?». Eles responderam: «Uns dizem que é João Batista, outros que é Elias, outros que é Jeremias ou algum dos profetas». Jesus perguntou: «E vós, quem dizeis que Eu sou?». Então, Simão Pedro tomou a palavra e disse: «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo». Jesus respondeu-lhe: «Feliz de ti, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne e o sangue que to revelaram, mas sim meu Pai que está nos Céus. Também Eu te digo: tu és Pedro; sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do Inferno não prevalecerão contra ela. Dar-te-ei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que ligares na Terra será ligado nos Céus, e tudo o que desligares na Terra será desligado nos Céus».
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Bernardo 
(1091-1153) 
Monge cisterciense, 
doutor da Igreja 
3.º sermão para a festa dos santos apóstolos Pedro e Paulo 
«Sou o menor dos apóstolos 
e não sou digno 
de ser chamado apóstolo» (1Cor 15,9) 
É com razão, irmãos, que a Igreja aplica aos santos apóstolos Pedro e Paulo estas palavras do Sábio: «Foram homens virtuosos e as suas obras não foram esquecidas. Na sua descendência permanece a excelente herança que deles nasceu» (Sir 44,10-11). Sim, podemos, com propriedade, chamar-lhes homens de misericórdia; porque eles obtiveram misericórdia para si próprios, porque estão cheios de misericórdia, e porque foi na sua misericórdia que Deus no-los deu. Vede, com efeito, que misericórdia obtiveram. Se interrogardes o apóstolo São Paulo sobre este assunto, ele dir-vos-á: «A a mim que tinha sido blasfemo, perseguidor e violento. Mas alcancei misericórdia, porque agi por ignorância, quando ainda era descrente» (1Tim 1,13). De facto, pensemos no mal que ele fez aos cristãos de Jerusalém e aos de toda a Judeia! Quanto ao bem-aventurado Pedro, tenho outra coisa a dizer-vos, e coisa tão sublime quanto única. Com efeito, se Paulo pecou, fê-lo sem o saber, porque não tinha fé; Pedro, pelo contrário, tinha os olhos bem abertos no momento da queda (cf Mt 26,69s). Mas «onde aumentou o pecado, superabundou a graça» (Rom 5,20). [...] Se São Pedro pôde elevar-se a um tal grau de santidade depois de uma queda tão pesada, quem poderá desesperar a partir de então, por pouco que queira sair de seus pecados? Atentai no que diz o Evangelho: «saindo, chorou amargamente» (Mt 26,75). Ouvistes que misericórdia obtiveram os apóstolos; de então em diante, nenhum de vós será esmagado pelas faltas passadas. Se pecaste, não pecou Paulo ainda mais? Se caíste, não caiu Pedro de maneira bem mais grave do que tu? Ora, um e outro, pela penitência, não só obtiveram a salvação, como se tornaram grandes santos, e mesmo ministros da salvação, mestres da santidade. Faz portanto o mesmo, irmão, pois é por ti que a Escritura lhes chama «homens de misericórdia».

Beato Raimundo Lulio

"Não amar é morrer 
Diga-me, louco de amor se o seu amado não te ama mais, o que você faria então? 
Eu continuaria amando para não morrer. 
Porque não amar é morrer. 
Amar é viver ". 
Conhecido como "Doctor Illuminatus" (Doutor Iluminado)ou "Doctor Inspiratus"n (Doutor Inspirado). Outro dos seus apelidos era o de "Arabicus Christianus" (Árabe Cristão). Proveniente de uma família de boa situação financeira, eram seus pais Amat Lull e Isabel d' Erill, Raimundo casou aos 22 anos com Blanca Picany, e deste matrimônio nasceram dois filhos: Domingos e Madalena. Depois de uma vida mundana que o levou a abandonar a mulher e os filhos, nos 30 anos de sua vida na Corte, redigia um poema a um amor ilícito.

Santas Maria Du Tianshi e Madalena Du Fengju, Mártires chinesas MR

Martirológio Romano:
No território de Dujiadun, próximo de Shenxian, as santas mártires Maria Du Tianshi e Madalena Du Fengju, sua filha, que na mesma perseguição foram tiradas do local em que se haviam escondido, morrendo por causa de sua fé em Cristo, a segunda lançada ainda viva no sepulcro.
Na solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, a Igreja também se recorda de alguns mártires de dezenove séculos depois, os quais fazem parte dos 120 chineses canonizados em outubro de 2000. Por muitos séculos, até nos dias atuais, os cristãos chineses têm sido vítimas de perseguições violentas que atingiram um ápice no ano de 1900, com a assim chamada “revolta dos Boxers”. Na metade do mês de junho esses revoltosos atingiram Shenxian, vicariato apostólico chinês confiado aos cuidados pastorais dos Jesuítas.

Santa Ema de Gurk, Condessa e monja - Festejada 29 de junho

A vida de Ema de Gurk teve de ser rastreada pela História com o raciocínio de um pesquisador, contando com poucos traços seguros e interpretando as mais diversas e seculares tradições austríacas. Os registros afirmam que seus pais eram nobres cristãos e que ela nasceu em 980, na cidade de Karnten, Áustria. Levava o título de Condessa de Friesach-Zeltschach desde seu nascimento e foi apresentada à corte imperial de Bamberg por Santa Cunegunda. Ema contraiu núpcias com o Conde Guilherme de Sanngau, que pertencia a mais rica nobreza do Ducado da Carintia, uma belíssima região das montanhas austríacas, com quem teve dois filhos: Hartwig e Guilherme. No mesmo dia perdeu seu esposo e seus filhos, que foram assassinados.

Beata Salomé de Niederaltaich, Reclusa - 29 de junho

Judite, filha do rei da Inglaterra, decidiu abraçar a fé cristã na prática da solidão e intensos sacrifícios por amor a Nosso Senhor. Tudo teve início quando Salomé, parenta próxima do rei, decidiu oferecer a Deus o seu amor abandonando a corte real. A sua formosura era o reflexo das belas virtudes que lhe adornavam a alma. Duas empregadas dedicadas e fiéis notando na senhora mudança muito grande e querendo saber os motivos de seu recolhimento, interpelaram-na. Salomé, com suas santas argumentações, acabou despertando nelas igual desejo de pertencer só a Deus e de se afastarem do mundo. De comum acordo, e sem se despedirem de pessoa alguma, empreenderam uma viagem à Terra Santa, onde, com muita devoção, visitaram os Santos Lugares. Salomé, que acompanhava o Divino Esposo no caminho de dor até o Monte Calvário, teve de percorrer ainda outro caminho, ainda mais doloroso para ela.

Pedro de Roma Apóstolo, Papa, Mártir, Santo Século I

I. SIMÃO PEDRO
, como a maior parte dos seguidores de Jesus, era natural de Betsaida, cidade da Galiléia, às margens do lago de Genesaré. Era pescador, como o resto da família. Conheceu Jesus por intermédio de seu irmão André, que pouco tempo antes, talvez naquele mesmo dia, tinha passado uma tarde inteira em companhia de Cristo, juntamente com João. André não guardou para si o tesouro que tinha encontrado, “mas, cheio de alegria, correu a contar ao seu irmão o bem que tinha recebido”[1]. Pedro chegou à presença do Mestre. Intuitus eum Iesus… “Jesus, fitando-o…” O Mestre cravou o olhar no recém-chegado e penetrou até o mais íntimo do seu coração. Como teríamos gostado de contemplar esse olhar de Cristo, capaz de mudar a vida de uma pessoa!

Paulo de Tarso Apóstolo, Mártir, Santo Século I

A celebração dos 2000 anos do nascimento do grande apóstolo [São Paulo] dá-nos a ocasião para conhecermos mais em profundidade a sua vida e o admirável testemunho de Cristo e do Evangelho que nos Paulo de Tarso, Apóstolo e Mártirdeixou. São Paulo é um grande sinal da ternura de Deus não apenas para o seu tempo e para toda a história cristã, mas também para a nossa geração. Nele se revela como Deus pode mudar uma pessoa de fanático intolerante contra Cristo em apóstolo e testemunha apaixonado do mesmo Cristo que antes combatia. Porquê esta mudança? Ele considera que foi apanhado por Cristo e que é uma maravilha tê-lo conhecido (cf Fl 3). Por isso, nada lamenta do que deixou para trás, pois encontrou um bem muito mais precioso, a fé em Cristo e a graça do Seu Evangelho. Não quer outra coisa senão correr para diante em direcção à meta, para o prémio a que Deus, lá do alto, nos chama em Cristo Jesus.

Há 97 anos consagração da China à Nossa Senhora, Imperatriz da China-Santas Maria Du Tianshi e Madalena Du Fengju, Martires chinesas – 29 de junho 

Um fato miraculoso ocorreu em 1900 e foi aprovado pelas autoridades eclesiásticas em 1924. O bispo jesuíta Henri Lecroart propôs que fossem consagrados à Nossa Senhora a China, a Mongólia, a Manchúria e o Tibete, sob a invocação de Nossa Senhora Imperatriz da China.
Nossa Senhora, Imperatriz da China, também conhecida como Nossa Senhora de Sheshan
24 de maio de Nossa Senhora de Sheshan - Dia mundial da oração na China
     "O Dragão, vendo que fora precipitado na terra, perseguiu a Mulher que dera à luz o Menino" (Ap 12,13).
     Ninguém ignora a férrea repressão na China vermelha a tudo que possa se referir a religião. Repressão, sobretudo, anticristã. Há dois santuários marianos nacionalmente famosos na China, Dong-Lu em Boading e Sheshan em Shangai. O Santuário de Nossa Senhora de Sheshan em Shangai está sob o controle da Associação Patriótica (a Igreja católica nacional infiel ao Papa, criada pelo Partido Comunista), o Santuário a Dong-Lu permanece firmemente com a Igreja Católica Romana, chamada "Igreja Subterrânea". Desde 1924, católicos chineses provenientes de todas as localidades da China, viajavam todos os meses de maio para Dong-Lu com a finalidade de venerar a Mãe Santificada de Cristo.

ORAÇÕES - 29 DE JUNHO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
29 – Segunda-feira – Santos: Pedro e Paulo
Evangelho (Mt 8,18-22) “Então um mestre da Lei aproximou-se e disse: − Mestre, eu te seguirei aonde quer que tu vá.”
Fico imaginando até onde esse homem seguiu Jesus. Espero que tenha aceitado a condição que ele lhe apresentou e que apresenta a todos nós: “venha, mas não lhe prometo nem onde descansar a cabeça”. Seja qual for nosso modo de seguir Jesus, temos de estar preparados para tudo, ou melhor, para nada, para não ter garantia de nada nesta vida, a não ser a garantia da paz e do seu amor.
Oração
Senhor Jesus, sempre tivestes, e ainda tendes ,muitos discípulos que de fato vos seguiram até o fim, mesmo nas piores condições. Admiro sua coragem, e peço que me ajudeis a ser um pouco mais corajoso e desprendido. Peço o necessário para a vida, mas também vos peço força para suportar privações. Peço ânimo e coragem, e ajuda especial nos momentos de desânimo. Amém.

domingo, 28 de junho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Fonte de água viva”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Liturgia batismal
 
Não estamos acostumados com batismos na Vigília Pascal. Assim a Vigília perde parte de sua força catequética. Mas ela foi instituída justamente para os batismos. Mas, na Igreja, há regiões onde há batismos de adultos. A Congregação Redentorista no Vietnam assumiu uma região e estão com 10.000 catecúmenos. Veja a notícia: (Gai Lai, Vietnam) – “A missão católica redentorista na minoria étnica J’Rai na província de Gia Lai recebeu com alegria 300 adultos para serem batizados durante a Vigília Pascal em 3 de abril de 2021”. No inicio do cristianismo batismo era feito por imersão. Em torno desse acontecimento foi idealizada uma liturgia, que chegou ao que temos. Toda celebração de Vigília Pascal deveria ter batismos. Por que? O Batismo realiza em nós a Páscoa de Jesus, através dos símbolos batismais. Mesmo que a água não seja tão abundante, a realidade é a mesma e realiza o mesmo sacramento. Uma gota d’água em Cristo é um mar. A liturgia batismal se iniciava com o catecumenato e a preparação durante os domingos da Quaresma, com leituras próprias como temos no ciclo do ano A. O batismo era feito por etapas. E pode-se fazer assim, acho que deveria. No Sábado Santo eram celebrados os ritos do batismo por imersão. Mergulhar na água é símbolo da morte. O sair da água, sinal de ressurreição. Assim nos unimos a Cristo em sua Páscoa. 
Sinal de libertação 
A temática da água é muito forte: vemos pelas leituras da criação, libertação do Egito pela passagem do Mar Vermelho. Como Cristo que morreu e ressuscitou. Assim também o que é batizado é sepultado na água, como morto e sepultado com Cristo. A identificação ritual com Cristo mostra-nos bem a força ritual do aspecto mistérico. Fazemos por símbolos, o que Cristo viveu em pessoa na realidade. Fazemos com ritos e palavras que explicitam o que Deus realiza em nós. É o que chamamos de Mistério – Sacramento. Mergulhar significa morrer com Cristo. Entrar nas águas significa lavar, purificar, como o povo fez através do Mar Vermelho: Mata o mal e lava as impurezas do pecado, liberta da escravidão de nosso Egito, salva da morte. Lembramos a morte dos primogênitos egípcios. Pelo sinal do sangue nas portas foram salvos os primogênitos hebreus. Assim, livres do pecado entramos no reino da Graça. 
Sinal de Ressurreição 
A Ressurreição de Cristo O tirou da morte, pois venceu a morte, e lhe deu a vida. Cristo não voltou à vida, como foi o caso do Lázaro, mas passou à Vida e não morre mais. Por isso diz que a Vida venceu a morte. Paulo escreve em 1ª Coríntios um tratado sobre a Ressurreição. Notamos o texto final: “A morte foi absorvida na vitória. Morte, onde está a tua vitória? Morte, onde está o teu aguilhão? O aguilhão da morte é o pecado” (1Cor 15,54-55). Em nós, o pecado causou a morte. Em nós a graça do Batismo, que vem da Ressurreição de Cristo, nos leva à Vida. Na morte de Jesus na cruz há um símbolo: De seu lado ab aberto pela lança saiu sangue e água. Água que purifica e mata a sede de Deus. As vestes brancas do Batismo são símbolo da graça e da vida nova que receberam. A luz lembra a fé que ilumina, aquece e purifica. O fogo da graça está em nós e não pode ser apagado pelo pecado. A água do batismo tem também o caráter matrimonial da Igreja; Cristo se entregou pela Igreja a fim de purificá-la com o banho da água e santificá-la pela Palavra. Havia um ritual do banho da noiva para apresentá-la ao noivo, no caso Cristo.
ARTIGO PUBLICADO EM ABRIL DE 2021

EVANGELHO DO DIA 28 DE JUNHO

Evangelho segundo São Mateus 10,37-42. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus apóstolos: «Quem ama o pai ou a mãe mais do que a Mim, não é digno de Mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a Mim, não é digno de Mim. Quem não toma a sua cruz para Me seguir não é digno de Mim. Quem encontrar a sua vida há de perdê-la; e quem perder a sua vida por minha causa há de encontrá-la. Quem vos recebe a Mim recebe; e quem Me recebe, recebe Aquele que Me enviou. Quem recebe um profeta por ele ser profeta receberá recompensa de profeta; e quem recebe um justo por ele ser justo receberá recompensa de justo. E se alguém der de beber, nem que seja um copo de água fresca, a um destes pequeninos, por ele ser meu discípulo, em verdade vos digo: não perderá a sua recompensa». 
Tradução litúrgica da Bíblia 

São João Crisóstomo 
(345-407) 
Presbítero de Antioquia, 
bispo de Constantinopla, 
doutor da Igreja 
 Homilias sobre os Atos dos Apóstolos, 
n.° 45; PG 60, 318 
«Quem vos recebe a Mim recebe» 
«Quem acolher em meu nome
uma criança como esta, 
acolhe-Me a Mim», diz o Senhor (Lc 9,48).
Quanto mais pequeno for esse irmão que se acolhe, mais Cristo estará presente nele. Porque, quando recebemos uma pessoa importante, é muitas vezes por vã glória que o fazemos; mas aquele que recebe um pequenino fá-lo com uma intenção pura e por Cristo. «Era peregrino e Me recolhestes», disse o Senhor; e ainda: «Quantas vezes o fizestes a um dos meus irmãos mais pequeninos, a Mim o fizestes» (Mt 25,35.40). Tratando-se de um crente e de um irmão, por mais pequeno que seja, é Cristo que com ele entra; abre, pois, a porta de tua casa e acolhe-O. «Quem recebe um profeta por ele ser profeta, receberá recompensa de profeta». Portanto, aquele que receber a Cristo receberá a recompensa da hospitalidade de Cristo. Não ponhas em causa estas palavras, confia nelas; pois Ele próprio no-lo disse: «Neles, sou Eu que apareço». E, para que não duvidasses, o Senhor decretou um castigo para aqueles que não O recebessem, e honras para os que O recebessem (cf Mt 25,31s); ora, não o faria se não fosse pessoalmente tocado pela honra ou pelo desprezo. «Acolheste-Me», diz, «em tua casa, Eu receber-te-ei no Reino de meu Pai; libertaste-Me da fome, Eu te libertarei dos teus pecados; visitaste-Me quando estava preso, Eu te farei conhecer a libertação; acolheste-Me quando era estrangeiro, Eu farei de ti um cidadão dos Céus; deste-Me pão, Eu te darei o Reino como herança e tua plena propriedade; ajudaste-Me em segredo, Eu proclamá-lo-ei publicamente, chamando-te meu benfeitor e a Mim teu devedor».

Beato Joaquim Senkivskyj, sacerdote e mártir-Festa: 28 de junho

(*)Haji Velyky, Ucrânia, 2 de julho de 1896 
(+)Drohobych, Ucrânia, 28 de junho de 1941 
Nasceu em 2 de maio de 1896, na aldeia ucraniana de Haji Velyky, na província de Ternopil. Após concluir seus estudos teológicos em Lviv, foi ordenado sacerdote em 4 de dezembro de 1921 e enviado para Innsbruck, onde continuou seus estudos e obteve o doutorado em teologia. Pouco depois, em 1923, ingressou no mosteiro de noviços da Ordem Basiliana de São Josafá, perto de Krekhiv. Após fazer seus primeiros votos, foi transferido para o mosteiro de Krasno Pushcha e, em seguida, para o mosteiro de Lavriv, também perto de Ternopil. Entre 1931 e 1938, ocupou vários cargos no seminário de Santo Onofre, em Lviv, e finalmente, em 1939, foi eleito proto-hegúmeno do mosteiro de Drohobych.

Beato Severiano Baranyk, sacerdote e mártir Festa: 28 de junho

(*)Uhniv, Ucrânia, 18 de julho de 1889
(+)Drohobych, Ucrânia, 28 de junho de 1941 
Nasceu em 18 de julho de 1889. Em 24 de setembro de 1904, ingressou no seminário da Ordem Basiliana de São Josafá, perto de Krekhiv, professou seus votos perpétuos em 21 de setembro de 1910 e foi finalmente ordenado sacerdote em 14 de fevereiro de 1915. Em 1932, foi eleito abade do mosteiro basiliano em Drohobych, na província de Lviv. Dedicou-se particularmente ao trabalho com jovens e era conhecido como um zeloso pai espiritual. Em 26 de junho de 1941, foi preso pela NKVD e transferido para a prisão municipal de Drohobych. A partir desse momento, ninguém mais o viu vivo. Após a retirada dos bolcheviques, a população iniciou uma busca, e seu corpo torturado e mutilado foi encontrado na prisão.

São Paulo I Papa-Festa: 28 de junho-(†)767

Paulo, caso único na Igreja, foi o primeiro Papa a suceder seu irmão, Estêvão II, também Papa, após seu falecimento, no século VIII. Este homem bondoso governou a Igreja, cujas terras foram invadidas pelos Lombardos, mas recebeu ajuda dos Francos. Paulo I salvou muitas relíquias cristãs dos saques.
Paulo, único na Igreja, foi o primeiro Papa a suceder um irmão Pontífice. Isso aconteceu no século VIII, após a morte de Estêvão II. Homem de caráter afável, governou a Igreja em cujas terras os lombardos assolavam o país. Trabalhou para estabelecer o papado independente da autoridade do imperador bizantino, apoiando o rei dos francos. Construiu diversas igrejas e oratórios e salvou muitas relíquias cristãs da pilhagem.

Santa Potamiena de Alexandria Festa: 28 de junho

Alexandria,(†)ca. 202
 
Eusébio de Cesareia, em sua "História Eclesiástica", narra a história de Orígenes, um jovem teólogo cristão que, durante a perseguição de Septímio Severo, se destacou por seu zelo em ensinar a fé aos pagãos. Entre seus discípulos, Eusébio registra sete que sofreram o martírio, oferecendo um relato detalhado da história de Basílides, um soldado convertido ao cristianismo graças ao heroísmo da virgem Potamena. Basílides, inicialmente fascinado pela fé cristã, mas ainda hesitante em ser batizado, testemunhou o martírio de Potamena e foi profundamente tocado por sua fé inabalável. A própria morte dela o levou a confessar sua fé cristã, e ele próprio foi martirizado pouco depois. Eusébio enfatiza a intercessão de Potamena em favor de Basílides, destacando a crença da Igreja primitiva no poder intercessor dos santos.

Santa Maria Du Zhaozhi Mártir Festa: 28 de junho

(†)28 de junho de 1900 
Ela era uma mulher cristã que viveu na China na segunda metade do século XIX. Era uma mãe devota e apoiadora de seu filho padre. Quando perseguidores tentaram capturar cristãos, Maria se recusou a fugir e abandonar sua fé. Junto com seu filho, ela escolheu enfrentar o martírio em vez de renunciar a Deus. 
Martirológio Romano: Na localidade de Jieshuiwang, perto da cidade de Shenxian, na mesma província, Santa Maria Du Zhaozhi, mártir, que, mãe de um sacerdote, desistiu de fugir para não trair a fé de Cristo e serenamente submeteu sua cabeça ao machado de seus inimigos.

Irineu de Lyon Bispo, Mártir, Santo + 166

Santo Irineu era discípulo de São Policarpo, bispo de Esmirna, e quase contemporâneo dos apóstolos. Era sacerdote de Lyon, quando o santo bispo Potino ali foi martirizado pela metade do segundo século, com um grande número de fiéis. Esses mártires, consultados pelos cristãos da Ásia Menor, se haviam cabalmente pronunciado contra a heresia dos montanistas. Mas como não ignorassem que todas as Igrejas do mundo estão obrigadas a concordar com a Igreja Romana, escreveram ao Papa Eleutério que ocupava, então, o lugar de príncipe dos Apóstolos. Escolheram para levar as cartas a Roma o mais ilustre personagem do clero de Lyon e Viena, Santo Irineu, que recomendaram vivamente ao Papa, louvando seu zelo pela lei de Jesus Cristo.

Leão II Papa, Santo + 683

O papa Leão II era filho de um médico chamado Paulo e nasceu na Sicília. Os outros poucos dados que temos sobre ele foram extraídos do seu curto período à frente do governo da Igreja de Roma, quase onze meses. Em 681, ele já estava em Roma, onde exercia a função de esmoler-mor da Igreja. Era um homem extremamente culto, eloquente, professor de ciências, profundo conhecedor de literatura eclesiástica. Além de falar fluentemente o grego e o latim, era especialista em canto e salmodia. Por tudo isso os historiadores entendem que ele deve ter sido um mestre em alguma escola teológica cristã, de seu tempo e sua região. Foi eleito dias após a morte do papa Ágato.

Vicência Gerosa Religiosa, Fundadora, Santa 1784-1847

Religiosa e fundadora do Instituto 
das Irmãs de Maria Menina.
Catarina Gerosa nasceu em 29 de outubro de 1784, em Lovere, no norte da Itália. Reservada e tímida, viveu Vicência Gerosa, fundadora, santaum período da sua infância atrás do balcão do pequeno comércio da família. De saúde muito débil, não podia estudar. Modesta e caridosa, vivia uma espiritualidade simples, desenvolvida na missa, que frequentava todos os dias. Os anos seguintes à invasão napoleónica da Itália mudaram sua vida. A crise económica levou à morte primeiro seu pai, depois sua irmã Francisca e, por último, em 1814, também sua mãe. Apesar da tragédia pessoal, com ânimo e fé inabalável, Gerosa aceitou tudo com resignação. Confiante em Deus, sofreu no silêncio do seu coração, encontrando forças na oração e na penitência.

Imaculado Coração da Bem-Aventurada Virgem Maria

Festa: Sábado após o segundo domingo de Pentecostes (celebração móvel) - Memorial
 
O primeiro promotor da festa litúrgica do Imaculado Coração de Maria foi São João Eudes, que começou a celebrá-la com os religiosos de sua congregação por volta de 1643. Em 1668, a festa e os textos litúrgicos foram aprovados pelo cardeal legado para toda a França. Somente após a introdução da festa do Coração de Jesus, em 1765, foi concedida a faculdade, aqui e ali, de celebrar a do Coração de Maria, que até mesmo o Missal Romano de 1814 ainda lista entre as festas "pro aliquibus locis". O culto ao Imaculado Coração de Maria recebeu um forte impulso após as aparições de Fátima em 1917. Foi em Fátima que Nossa Senhora prometeu: "por fim, meu Imaculado Coração triunfará". Em 1944, o Venerável Pio XII estendeu esta memória mariana de origem devocional à Igreja, situando-a em 22 de agosto, oitava da Assunção. Apenas dois anos antes, o Papa Pacelli havia consagrado a Igreja e a humanidade ao Imaculado Coração de Maria, uma consagração renovada por São João Paulo II em 13 de maio de 1982. A reforma litúrgica após o Concílio Vaticano II transferiu essa memória para o sábado após a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, como facultativa. Foi São João Paulo II quem a tornou obrigatória. Em 25 de março de 2022, o Papa Francisco consagrou o povo ucraniano e russo em particular ao Coração de Maria. Esta celebração nos convida a meditar sobre o mistério de Cristo e da Virgem em sua interioridade e profundidade. Maria, que guarda as palavras e as ações do Senhor, meditando-as em seu coração (Lc 2,19), é a morada do Espírito Santo, a sede da sabedoria (Lc 1,35), a imagem e o modelo da Igreja que escuta e testemunha a mensagem do Senhor. 
Martirológio Romano: Memória do Imaculado Coração da Bem-Aventurada Virgem Maria: guardando em seu coração a memória dos mistérios da salvação realizados em seu Filho, ela esperava com confiança seu cumprimento em Cristo.

ORAÇÕES - 28 DE JUNHO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
28 – Domingo – 13º Domingo do Tempo Comum
Evangelho (Mt 16,13-19) “─ Quem as pessoas dizem ser o Filho do Homem? ─ Alguns dizem que és João Batista...”
Se naquele tempo já eram muitas e contrastantes as opiniões sobre Jesus, hoje são ainda mais numerosas. Há tantos livros nas bibliotecas, tantos filmes, tantos artigos na imprensa, tantas páginas na internet, tantos conferencistas e pregadores, e outras tantas maneiras de interpretar sua pessoa. Se nós o vemos como o Filho de Deus Encarnado para nos salvar, não estamos seguindo opiniões humanas, que jamais podem chegar à sua verdade. Somos guiados pelo dom de Deus, que nos atrai e nos leva à aceitação da fé. Precisamos que esse dom nos seja conservado continuamente, e isso devemos pedir sempre. Só assim poderemos conhecer e reconhecer Jesus no mistério de sua divindade e de sua humanidade. Essa a nossa felicidade.
Oração
Senhor, hoje quero agradecer o dom da fé, essa luz sobrenatural, esse impulso, essa atração que me leva para vós. Não consigo entender plenamente vossa realidade, mas a abraço como quem se deixa inundar pelo esplendor do sol. Não vos compreendo, mas vós me compreendeis e envolveis totalmente, e podeis transformar-me, fazendo-me participante de vosso conhecimento divino. Creio que sois o Filho de Deus, essa é uma certeza em minha vida, que dá sentido para minhas lutas e minhas procuras. Em vós eu coloco toda a minha confiança e esperança. Tudo e todos podem faltar-me; vós, porém, jamais me abandonareis. Vós sois meu Salvador, e estais sempre comigo para me amparar. Convosco eu quero estar sempre. Amém

sábado, 27 de junho de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Sou Eu mesmo”!

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Abriu-lhes a inteligência
No Tempo Pascal temos cinquenta dias para podermos penetrar no conhecimento de Jesus Ressuscitado. Os discípulos tiveram as dificuldades para reconhecerem Jesus depois de sua morte e sepultura. Aqui está a prova que não inventaram a Ressurreição, pois se mostraram apavorados com sua presença nos primeiros momentos. Jesus Se põe no meio deles. Chegaram a pensar que era um fantasma. Jesus Se identifica mostrando suas mãos e seus pés. O Ressuscitado tem o corpo como tivera antes entre eles. A alegria era tanta que não acreditavam... Para provar, Jesus pede alguma coisa para comer. Dão-lhe um pedaço de peixe assado que Ele come diante deles. E diz sou Eu mesmo! (Lc 24,41-42). Jesus continua o mesmo. Comer é prova de um vivo. Assim seremos nós. Não bastava aceitar que estava vivo, mas Ele tinha que tocar suas inteligências para entrarem na nova vida e no novo conhecimento de Jesus: “Abriu-lhes a inteligência” (Id 45). Não basta vê-Lo, é preciso entender a Escritura. A partir desta, compreendem o próprio Jesus. Por esta compreensão deles, compreendemos hoje. É o resultado da missão a eles confiada. Passam então a ser testemunhas audazes de um Vivo. Não temos uma religião de um morto distinto, mas de um grandioso vivo. O grande problema que vivemos é não ter Jesus vivo como fundamento de nossa vida. Crendo num Vivo, somos testemunhas. Eu me pergunto por que não conseguimos convencer. O que falta em nós? O que falta no outro? Por que não O vimos, não O compreendemos? Um caminho seria aceitar e compreender o testemunho que dão desse Vivo. Acreditamos no testemunho dos apóstolos e de seus companheiros. 
Anúncio na verdade 
Jesus abriu-lhes a inteligência para compreenderem as Escrituras. É nelas que encontramos a explicação desse momento de Ressurreição. Pedro explica: “Deus cumpriu o que havia anunciado pela boca de todos os profetas que seu Cristo haveria de sofrer”. E convida: “Arrependei-vos, portanto, e convertei-vos, para que vossos pecados sejam perdoados” (At 3,18-19). Lendo as narrativas dos Atos dos Apóstolos, pensamos que tudo aconteceu num estalar de dedos. Penso que a boa notícia foi lenta, mas convincente e transformadora. Os apóstolos também tiveram que crescer. Por isso podemos nos dar tempo de lentamente entender. Paulo mesmo passou um tempo com as comunidades nabatéias, no deserto, (Gl 1,17) para aprofundar sua ressurreição espiritual. Examinando nossas condições atuais em nossa fé, temos que procurar compreender e aceitar com mais coragem o testemunho dos Apóstolos. É belo ver que nós, que não vimos, cremos com a mesma fé. A fé nos faz acreditar e ver. Assim se pode fazer mais claro o caminho. 
Jesus defensor 
Obedecendo aos mandamentos, sabemos que conhecemos a Deus. Jesus será sempre o defensor quando pecamos: “Se alguém pecar, temos junto do Pai um Defensor: Jesus Cristo”. “Se guardamos sua palavra, o amor de Deus é plenamente realizado” (1Jo 2,1-5). A fé na Ressurreição de Jesus realiza nossa ressurreição espiritual, que antecederá a nossa ressurreição para Deus. A espiritualidade vivida na fé e na celebração nos renova e nos torna testemunhas da Ressurreição, como um mistério que se realiza no hoje de Deus. Jesus se manifestava no oitavo dia, dia da celebração. Assim continua. Manifesta-se ao partir do pão aos discípulos. É um gesto e uma atitude de vida. A fé na Ressurreição nos leva a assumir a ressurreição do mundo e percebê-la na celebração e no ato de amor.
Leituras:Atos 3,13-15.17-19;
Salmo 4;
1João,2,1-5;Lucas 24,35-48 
1. Não temos uma religião de um distinto morto, mas de um grandioso vivo. 
2. É belo ver que nós, que não vimos, cremos com a mesma fé. 
3. A fé na Ressurreição realiza em nós uma renovação espiritual. 
Fantasmas da fé 
Os discípulos tinham um coração forte. Ali, fechados pelo medo que chegasse alguém, de repente Jesus se põe, do nada, no meio deles. Imaginemos a condição humana desses homens. O susto e a alegria! É magnífico ver Jesus de novo. Isso lhes deu um vigor que atinge até nós hoje. Quem sabe a gente devesse fazer um curso de “pluft, o Fantasminha”, para, sentindo-O em nós, poderíamos comunicar Jesus vivo no meio das pessoas. Como acontecerá que creiam? Quando deixamos Jesus Vivo transparecer em nós. 
Homilia do 3º Domingo da Páscoa (18.04.2021)

EVANGELHO DO DIA 27 DE JUNHO

Evangelho segundo São Mateus 8,5-17. 
Naquele tempo, ao entrar Jesus em Cafarnaum, aproximou-se dele um centurião, que Lhe suplicou, dizendo: «Senhor, o meu servo jaz em casa paralítico e sofre horrivelmente». Disse-lhe Jesus: «Eu irei curá-lo». Mas o centurião respondeu-Lhe: «Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa; mas diz uma só palavra e o meu servo ficará curado. Porque eu, que não passo dum subalterno, tenho soldados sob as minhas ordens. Digo a um: "Vai!", e ele vai; a outro: "Vem!", e ele vem; e ao meu servo: "Faz isto!", e ele faz». Ao ouvi-lo, Jesus ficou admirado e disse àqueles que O seguiam: «Em verdade vos digo: não encontrei ninguém em Israel com tão grande fé. Por isso vos digo: do Oriente e do Ocidente virão muitos sentar-se à mesa, com Abraão, Isaac e Jacob, no Reino dos Céus». ao passo que os filhos do reino serão lançados nas trevas exteriores, onde haverá choro e ranger de dentes». Depois Jesus disse ao centurião: «Vai para casa. Seja feito conforme acreditaste». E, naquela hora, o servo ficou curado. Quando Jesus entrou na casa de Pedro, viu que a sogra dele estava de cama com febre. Tocou-lhe na mão e a febre deixou-a; ela então levantou-se e começou a servi-los. Ao cair da tarde, trouxeram-Lhe muitos possessos. Jesus expulsou os espíritos com uma palavra e curou todos os doentes. Assim se cumpria o que o profeta Isaías anunciara, dizendo: «Tomou sobre Si as nossas enfermidades e suportou as nossas doenças».
Tradução litúrgica da Bíblia 
Concílio Vaticano II 
Constituição «Gaudium et Spes», 
sobre a Igreja no mundo atual § 22 
«Do Oriente e do Ocidente virão muitos 
sentar-se à mesa no Reino dos Céus» 
«Imagem de Deus invisível» (Col 1,15) 
Cristo é o homem perfeito, que restitui aos filhos de Adão a semelhança divina, deformada desde o primeiro pecado. Pois que a natureza humana foi nele assumida, e não destruída, também em nós foi ela elevada a sublime dignidade. Porque, pela sua encarnação, o Filho de Deus uniu-Se de certo modo a cada homem. Trabalhou com mãos humanas, pensou com uma inteligência humana, agiu com uma vontade humana, amou com um coração humano. Nascido da Virgem Maria, tornou-Se verdadeiramente um de nós, semelhante a nós em tudo, exceto no pecado (cf Heb 4,15). O cristão, tornado conforme à imagem do Filho, que é o primogénito entre a multidão dos irmãos (cf Rom 8,29), recebe «as primícias do Espírito» (Rom 8,23), que o tornam capaz de cumprir a lei nova do amor. Por meio deste Espírito, «penhor da nossa herança» (Ef 1,14), o homem todo é renovado interiormente, até à «libertação do nosso corpo» (Rom 8,23). É verdade que, para o cristão, é uma necessidade e um dever lutar contra o mal através de muitas tribulações, e sofrer a morte; mas, associado ao mistério pascal, e configurado à morte de Cristo, vai ao encontro da ressurreição, fortalecido pela esperança. E o que fica dito não vale só para os cristãos, mas para todos os homens de boa vontade, em cujos corações a graça opera ocultamente. Com efeito, já que Cristo morreu por todos (cf Rom 8,32) e a vocação última de todos os homens é realmente uma só, a saber, a divina, o Espírito Santo a todos dá a possibilidade de se associarem a este mistério pascal por um modo só de Deus conhecido.

27 de junho - Beato Ioan Suciu

No dia 02 de junho de 2019, 
o Papa Francisco beatificou na Romênia, 
sete bispos greco-católicos mártires, 
entre eles o Bispo Ioan Suciu (1907-1953). 
Ioan Suciu foi bispo auxiliar de Oradea Mare e posteriormente Administrador Apostólico da Arquidiocese de Alba Iulia e Fagaras, juntamente com o Bispo Valeriu Traian Frenţiu. Nasceu em 4 de dezembro de 1907 em Blaj, em uma família de antiga tradição greco-católica. Ele recebeu o Batismo e a Confirmação vinte dias após o nascimento. Frequentou o ensino fundamental e médio em Blaj e em 1925, obteve seu diploma de ensino médio na escola secundária San Basilio Magno na mesma cidade. Nesse instituto, tornou-se amigo de Tit Liviu Chinezu, que o complementava no caráter: se Ioan era impulsivo, o outro era mais calmo e pensativo.

Maria Pia Mastena (1881-1951)

Maria nasceu em Verona e, com 20 anos, entrou para a Congregação das Irmãs da Misericórdia, mas continuou a lecionar. Após fazer uma experiência de sete meses, na clausura das Cistercienses, em 1932 fundou as Religiosas da Santa Face, para "fazer o rosto de Cristo sorrir entre os homens". 
MARIA PIA MASTENA nasceu em Bovolone, na província de Verona, Itália, aos 7 de dezembro de 1881. Dos pais da beata as testemunhas falam como de ótimos cristãos e muito fervorosos na prática religiosa e no exercício da caridade. Dos quatro irmãos, o último, Tarcísio, entrou na Ordem dos Frades Capuchinhos e morreu também ele com fama de santidade. A futura beata, aos 19 de março de 1891, recebeu com grande fervor a primeira comunhão, por ocasião da qual emitiu privadamente o voto de castidade. Aos 29 de agosto recebeu o sacramento da Confirmação.