segunda-feira, 22 de junho de 2026

EVANGELHO DO DIA 22 DE JUNHO

Evangelho segundo São Mateus 7,1-5. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Não julgueis e não sereis julgados. Segundo o julgamento que fizerdes sereis julgados, segundo a medida com que medirdes vos será medido. Porque olhas o argueiro que o teu irmão tem na vista e não reparas na trave que está na tua? Como poderás dizer a teu irmão: "Deixa-me tirar o argueiro que tens na vista" enquanto a trave está na tua? Hipócrita, tira primeiro a trave da tua vista e então verás bem para tirar o argueiro da vista do teu irmão». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Doroteu de Gaza (c. 500) 
Monge na Palestina 
Instruções VII, 79, 81-82 
«Tira primeiro a trave da tua vista» 
Procuremos perceber, irmãos, porque é que umas vezes ouvimos uma observação desagradável e a deixamos passar como se nada fosse, sem nos perturbarmos, e outras vezes ficamos imediatamente perturbados por ela. Qual será a razão dessa diferença? Haverá uma única razão ou várias? Da minha parte, vejo muitas, mas uma só, por assim dizer, dá origem a todas as outras. A causa desta perturbação, se a examinarmos com atenção, é sempre a nossa incapacidade de nos acusarmos. Daí provém todo este fardo e o facto de não termos descanso. Não admira que todos os santos digam que este é o único caminho. Vemos claramente que nunca ninguém encontrou descanso seguindo outra via e, no entanto, continuamos a pensar que é possível viver uma vida reta sem nunca nos termos por responsáveis de nada! Na verdade, mesmo que alguém pratique mil boas obras, se não se mantiver neste caminho, nunca deixará de causar sofrimento e de sofrer, desperdiçando assim todos os seus esforços. Também acontece que um irmão que julga estar em paz se sente perturbado por uma palavra áspera que lhe é dirigida por outro, e julga que essa perturbação se justifica, pois diz para si mesmo: «Se este irmão não tivesse vindo falar comigo e incomodar-me, eu não teria pecado». Isto é uma ilusão, um falso raciocínio. Terá sido aquele que proferiu a palavra que suscitou nele a paixão? Pelo contrário, limitou-se a revelar-lhe a paixão que já existia dentro dele, para que se pudesse arrepender, se assim desejasse.

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