Evangelho segundo São Mateus 5,38-42.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Ouvistes que foi dito aos antigos: "Olho por olho e dente por dente".
Eu, porém, digo-vos: não resistais ao homem mau. Mas, se alguém te bater na face direita, oferece-lhe também a esquerda.
Se alguém quiser levar-te ao tribunal para ficar com a tua túnica, deixa-lhe também o manto.
Se alguém te obrigar a acompanhá-lo durante uma milha, acompanha-o durante duas.
Dá a quem te pedir e não voltes as costas a quem te pede emprestado».
Tradução litúrgica da Bíblia
(1873-1897)
Carmelita,
doutora da Igreja
Poemas «Viver de amor»
«Por que te amo, Maria»
«Deixa-lhe também o manto»
Viver do Amor é dar sem olhar
Sem neste mundo exigir um salário.
Ah! Eu dou sem contar,
Pois sei que quem ama é perdulário!
Ao Coração divino, que transborda ternura,
Dei tudo.
Corro meus dias ligeira, sem dor nem fraqueza
Nada mais tendo que esta minha riqueza:
Viver do Amor.
Viver do Amor é banir o temor,
Riscando a lembrança dos erros passados.
De meus pecados não vejo nem cor,
Com amor inflamante foram perdoados!
Ó doce fornalha, ó divina chama,
Morada que elejo com todo o fulgor,
Canto em teu fogo, e sou eu quem clama (cf Dn 3,51):
«Vivo de Amor!»
«Viver do Amor, que estranha loucura!»,
O mundo me diz. «Cessai de cantar!
Os perfumes e a vida futura
Com utilidade os deveis empregar!»
Amar-Te, Jesus, se é perda, é ganho fecundo!
Para sempre são teus meus perfumes,
Senhor,
Quero cantar ao deixar este mundo:
«Morro de Amor!»
Amar é tudo dar e dar-se a si mesmo.

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