quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

REFLETINDO A PALAVRA - “A bela face da Igreja”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
A beleza da santidade
Papa Francisco, em sua reflexão sobre a santidade, leva-nos ter uma visão otimista sobre ela. Houve um tempo em que se ensinava que tornar-se santo era impossível. Ainda mais sendo brasileiro. Temos que dizer que não ficar santo é muito mais difícil. Ele nos diz que podemos e devemos “nos estimular pelos sinais de santidade que o Senhor nos mostra através dos membros mais humildes do povo”... “Esses homens e essas mulheres do povo não fazem a história e não estão nos livros de história. Mas são eles quem constroem o mundo” (GE 8). “A santidade é o rosto mais belo da Igreja. Mas, mesmo fora da Igreja Católica, o Espírito suscita sinais de sua presença, que ajudam os próprios discípulos de Cristo. São João Paulo II lembrou-nos que o “testemunho, dado por Cristo até ao derramamento do sangue, tornou-se patrimônio comum de católicos, ortodoxos, anglicanos e protestantes”. Na sugestiva comemoração ecumênica, que ele quis celebrar no Coliseu durante o Jubileu do ano 2000, defendeu que os mártires são “uma herança que fala com uma voz mais alta do que os fatores de divisão entre os cristãos” (GE 9). Há santos fora da Igreja católica e mesmo fora do cristianismo. Deus é quem faz o santo. A Igreja proclama. 
O Senhor chama 
Insiste ainda que em tudo isso é importante reconhecer a chamada que Deus dirige a cada um: “Sede santos, porque Eu sou santo” (Lv 11,45;1Pd 1,16). O Concílio Vaticano II salientou vigorosamente: “Munidos de tantos e tão grandes meios de salvação, todos os fiéis, seja qual for a sua condição ou estado, são chamados pelo Senhor à perfeição do Pai, cada um por seu caminho” (GE 10). Essa é a grande verdade que tira aquele exclusivismo de pensar que poucos são santos e destes somente padres e freiras. Por isso acentua: “‘Cada um por seu caminho’”, diz o Concílio. Não há só um modelo de santidade. Não temos que copiar ninguém. Temos que seguir sua paixão por Jesus e pelo amor aos irmãos. Importante é que cada crente discirna o seu próprio caminho e traga à luz o melhor de si mesmo, como Deus colocou nele de modo muito pessoal (1Cor 12,7), e não se esgote procurando imitar algo que não foi pensado para ele. Todos somos chamados a ser testemunhas, mas há muitas formas diferentes de testemunho. Pois a vida divina comunica-se “a uns de uma maneira e a outros de outra” (GE 11). Cada um mostra um lado da santidade de Deus. Só Ele é santo. Mas nos leva a participar de sua santidade, cada um de seu jeito. A vida da Igreja, a vida religiosa e sacerdotal queria igualdade para todos no mesmo estilo. Curiosamente vemos que Deus nos fez totalmente diferentes uns dos outros. Cada um é uma face de Deus. Se colocarmos todos com a mesma feição, ocultamos uma face de Deus. 
Santo gênio feminino 
Continua mostrando as diferenças. Agora lembra uma diferença muito grande: “A propósito de tais formas distintas, quero acentuar que também o «gênio feminino» se manifesta em estilos femininos de santidade, indispensáveis para refletir a santidade de Deus neste mundo”. E precisamente em períodos nos quais as mulheres estiveram mais discriminadas, o Espírito Santo suscitou santas, cujo fascínio provocou novos dinamismos espirituais e reformas importantes na Igreja. Podemos citar Santa Hildegarda de Bingen, Santa Brígida, Santa Catarina de Sena, Santa Teresa de Ávila ou Santa Teresa de Lisieux; E continua uma maravilhosa lista de santas mulheres (GE 12). O modelo de santidade deve ser masculino e feminino. São muito diferentes. Infelizmente não foi assim. Cada um é diferente do outro. Justamente aí percebemos a infinidade de caminhos para Deus.
ARTIGO PUBLICADO EM AGOSTO DE 2018

EVANGELHO DO DIA 11 DE DEZEMBRO

Evangelho segundo São Mateus 11,11-15. 
Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «Em verdade vos digo que, entre os nascidos de mulher, não apareceu ninguém maior do que João Batista. Mas o mais pequeno no Reino dos Céus é maior do que ele. Desde os dias de João Batista até agora, o Reino dos Céus sofre violência e são os violentos que se apoderam dele. Porque todos os profetas e a Lei profetizaram até João. É ele, se quiserdes compreender, o Elias que estava para vir. Quem tem ouvidos, oiça». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santo Hilário 
(315-367) 
Bispo de Poitiers, doutor da Igreja 
Tratado dos mistérios; SC 19 
«Todos os profetas e a Lei profetizaram até João» 
Tal como o proprietário do Evangelho de São Lucas se desloca por três vezes à figueira estéril (cf Lc 13,6), assim a Santa Madre Igreja marca todos os anos a vinda do Senhor por um período de três semanas. «O Filho do homem veio procurar e salvar o que estava perdido» (Lc 19,10). Ele veio antes da Lei, porque deu a conhecer pela razão natural o que todos devem fazer e seguir (cf Rom 1,20); veio sob a Lei porque confirmou os decretos da Lei aos descendentes de Abraão pelos exemplos dos patriarcas e pela voz dos profetas; e veio uma terceira vez, depois da Lei, pela graça, para chamar os gentios, de modo que, do Oriente ao Ocidente, os filhos aprendam a louvar o nome do Senhor (cf Sl 113,3) – esses filhos que, até o fim do mundo, Ele não cessa de chamar ao louvor da sua glória. Com efeito, tudo o que está contido nos livros sagrados anuncia pelas palavras, revela pelos factos e estabelece pelos exemplos a vinda de Jesus Cristo nosso Senhor. Por prefigurações verdadeiras e manifestas, pelo sono de Adão, o dilúvio de Noé, a justificação de Abraão, o nascimento de Isaac, a servidão de Jacob, nestes patriarcas é Ele que gera, lava, santifica, escolhe e redime a Igreja. Numa palavra, o conjunto das profecias, que é a revelação gradual do plano secreto de Deus, foi-nos dado para conhecermos a sua futura encarnação. Cada personagem, cada época, cada facto projeta como que num espelho a imagem da sua vinda, da sua pregação, da sua Paixão, da sua ressurreição e da nossa reunião na Igreja. A começar por Adão, ponto de partida do nosso conhecimento do género humano, encontramos anunciado desde a origem do mundo aquilo que recebe no Senhor a sua realização completa.

Beato Ugolino Magalotti da Fiegni Franciscano Terciário, eremita

Festa:
11 de dezembro 
(*)Fiegni, Macerata, início do século XIV
(✝︎)Camerino, Macerata, 11 de dezembro de 1373 
Ugolino, o anacoreta das montanhas Sibillini, nasceu em Fiegni (Macerata), por volta do início do século XIV, na família feudal Magalotti, no interior de Camerino. Órfão, livre para dispor de sua vontade, amadureceu a ideia de vender a propriedade e retirou-se para uma ermida, perto de Fiegni. Ali permaneceria até sua morte, vivendo em união de oração e meditação com Deus, macerando seu corpo cujos instintos domou com a abstinência e o jejum. Diz-se que os beatos tinham uma residência temporária em San Liberato, uma ermida provavelmente construída por São Francisco de Assis no Monte Ragnolo. Por essa razão, alguns acreditam que o beato professou a regra de São Francisco ou ao menos foi um Terciário. Mas Ugolino foi, na verdade, um precursor da Terceira Ordem monástica franciscana. Ele fez intervenções maravilhosas em favor daqueles que, atraídos pela fama de sua santidade, recorriam a ele com confiança. Ele morreu em 11 de dezembro de 1373. Foi beatificado por Pio IX em 4 de dezembro de 1856. 
Martirológio Romano: No território de Camerino, na região das Marcas, o Beato Ugolino Magalotti, eremita da Terceira Ordem de São Francisco.

11 de dezembro - Beatos Martino Lumbreras e Melchiorre Sánchez

"É necessário passar por muitas tribulações para entrar no Reino de Deus" (At 14, 22). Sim, a passagem pela cruz é uma condição necessária para chegar à nova criação. Isto é atestado pelos mártires Martino e Melchiorre, da Ordem dos Agostinianos Recoletos. Eles deixaram a Espanha para cooperar na divulgação do Evangelho nas Ilhas Filipinas. Mestre e educador dos jovens noviços o primeiro, pregador da Palavra divina ao povo o segundo, ambos foram solicitados para acalmar os sofrimentos das comunidades cristãs mais provadas. Por essa razão, eles escolheram ir ao Japão, onde os fiéis estavam privados de seus pastores devido à perseguição. Os novos Beatos Martino e Melchiorrre, frutos maduros do espírito missionário evangelizador que caracterizou a Igreja na Espanha. Nascidos no seio de famílias cristãs em Zaragoza e Granada, eles deixaram tudo para seguir a Cristo. Estes dois mártires, glória da Igreja e da família agostiniana, hão de ser encorajamento para despertar nas famílias espanholas a vitalidade cristã que tornou possível levar a mensagem cristã para as regiões mais afastadas do mundo. Papa João Paulo II – Homilia de Beatificação – 23 de abril de 1989. Martino Lumbreras nasceu em Zaragoza de uma família nobre em 1598. Vestiu o hábito de Agostiniano Recoleto no convento de Borja, fazendo votos em Zaragoza em 1619. Três anos depois, em julho de 1622, partiu de Cádiz para as ilhas Filipinas, onde chegou no ano seguinte acompanhado de outros treze missionários agostinianos recoletos. Ele se sentia particularmente inclinado para o retiro de clausura e seus superiores o designaram para o convento de Manila, inicialmente como um sacristão sênior, depois por um período de oito anos como mestre de noviços.

11 de dezembro - São Daniel, o Estilita

Estilitas (em grego: stylos - "pilar") ou "Santos do Pilar" formam um tipo de ascetas cristãos que, nos primeiros anos do Império Bizantino, permaneciam em pilares pregando, jejuando e rezando. Eles acreditavam que a mortificação do corpo físico ajudava a assegurar a salvação de suas almas. O primeiro estilita foi provavelmente Simeão que subiu num pilar na Síria em 423 e lá permaneceu até morrer, trinta e sete anos depois. Depois de São Simeão, o mais famoso dentre eles é São Daniel, que nasceu na aldeia de Bythar, perto da cidade de Samósata, na Mesopotâmia. Sua mãe, Marta, não teve filhos por um longo tempo e, em suas orações, fez a Deus um voto que, se tivesse um filho, iria dedicá-lo ao Senhor. Suas preces foram ouvidas e Marta deu à luz um menino, que permaneceu sem nome até a idade de 5 anos. Os pais do desejado menino consideraram que, uma vez que seu nascimento foi dádiva de Deus, também seu nome deveria ser indicação Daquele que os concedeu tal graça. Certo dia foram com o filho a um monastério situado nas proximidades e, aproximando-se do abade, este lhes ordenou que abrissem o livro de ofícios. Assim o fizeram e, ao abri-lo, encontraram a menção ao profeta Daniel. E este nome foi dado por eles ao menino. Depois, pediram para que Daniel permanecesse no monastério, mas o abade não concordou, considerando que era ainda uma criança. Aos 12 anos de idade, sem dizer nada a ninguém, o rapaz saiu de casa e foi para o monastério. Seus pais ficaram felizes quando souberam onde o filho se encontrava, e foram logo ao seu encontro. Vendo que ele ainda vestia suas roupas seculares, rogaram ao abade que lhe concedesse um hábito.

11 de dezembro - Beato Jerônimo Ranuzzi

Jerônimo Ranuzzi nasceu por volta do ano 1410, na cidade de Santo Ângelo em Vado, Itália. Entrou no convento muito novo, e antes de completar 20 anos recebeu o hábito dos Servos de Maria, no convento de sua cidade natal. Saiu da sua cidade para estudar. Depois de fazer a profissão, ele foi enviado para a Universidade de Bolonha, onde recebeu o doutorado em teologia. Depois foi ordenado sacerdote e foi ser professor em várias casas de estudo de sua ordem na Itália. Depois de uns anos seus superiores, lhe deram permissão para se retirar por uns tempos no convento de sua cidade natal. Padre Jerônimo ganhou o carinho do mundo inteiro. Logo, começou a ser chamado de "Anjo dos bons conselhos", pela solicitude que ele praticava as obras espirituais e de misericórdia e pela prudência que resolvia as dificuldades de todos os tipos. Sua fama, fez com que o duque de Urbino, Federico de Montefeltro, pedisse a seus superiores para enviá-lo como teólogo e conselheiro. Isto era o que o padre Jerônimo menos queria, mas aceitou por obediência. Não se sabe o tempo que ele ficou na corte de Federico. Mas lá fazia tanto sucesso, como no mosteiro, fez negociações com a Santa Sé e cooperou na solução dos assuntos de Estado. Depois votou para Santo Ângelo. Ele reconstruiu o Mosteiro feminino de Santa Maria das Graças, em Santo Ângelo em Vado Distinguiu-se pelo amor da solidão e do silêncio, pelo espírito de contemplação, pelo dom do conselho e da prudência.

Beata Vilburga, Reclusa de São Floriano - 11 de dezembro

 A figura desta Beata, uma vida de reclusa em extrema penitência, é difícil de ser compreendida pela mentalidade moderna voltada para uma liberdade e um prazer desenfreados. Vilburga (também conhecida como Wilburgis, Wilberg), que nasceu no território da Áustria atual, viveu durante quarenta anos em uma cela.  Vilburga nasceu nas proximidades da Abadia de São Floriano. O pai, Henrique, morreu durante uma peregrinação a Jerusalém; ela foi educada sob os cuidados da mãe e da governanta. Aos 16 anos, com a amiga Matilde, fez uma peregrinação, longa e corajosa para aqueles tempos, sobretudo por uma jovem sozinha, a São Tiago de Compostela, na Espanha, uma das grandes metas de peregrinação na Idade Média. De volta a sua terra natal, a amiga Matilde desejava fazer com ela uma outra peregrinação, desta vez a Roma. Mas Vilburga já fizera uma escolha mais definitiva e completa de sua vida. Renunciando ao mundo, no dia da Ascenção de 1248, se fechou solenemente em uma cela junto à igreja dos Cônegos Regulares de Santo Agostinho de São Floriano. A Abadia de São Floriano era já renomada e ainda hoje sua fama persiste. Os eremitas daquele século escolhiam esta forma de isolamento, isolavam-se em pequenas construções erigidas no exterior dos conventos, mas bastante próximas para que eles usufruíssem da direção espiritual dos monges.

Beata Maria della Colonna (Pilar) Villalonga Villalba, Virgem e mártir - Festa: 11 de dezembro

(*)Valência, Espanha, 22 de janeiro de 1891 
(+)Saler, Spanga, 11 de dezembro de 1936 
Martirológio Romano: Na localidade chamada El Saler, perto de Valência, na Espanha, a Beata Maria del Pilar Villalonga Villalba, virgem e mártir, que, durante a perseguição religiosa, seguiu os passos de Cristo com o seu martírio. 
Maria Pilar Villalonga Villalba nasceu em 22 de janeiro de 1891 em Valência e foi batizada em 23 de janeiro de 1891 na igreja paroquial de Santo Stefano. Recebeu a Primeira Comunhão em 5 de março de 1901 na capela do Colégio Gesù e Maria. Sendo a mais velha de seis filhos, ela ajudava a mãe nas tarefas domésticas. A sua vida sempre foi caracterizada por intensa piedade e participação diária na Eucaristia. Ingressou desde muito jovem na Ação Católica e se dedicou a obras sociais voltadas à defesa dos direitos da Igreja. Com a eclosão da guerra civil espanhola, acompanhada de violentas perseguições anticristãs, Maria Pilar não hesitou em oferecer a sua vida pela causa de Deus e, portanto, intensificou o seu apostolado, transformando a sua casa num centro de acolhimento para sacerdotes procurados. Na noite entre 29 e 30 de agosto de 1936 ela foi descoberta e presa. Quando soube que havia sido condenada ao fuzilamento, usou o melhor vestido que possuía para encontrar seu Senhor no sacrifício do martírio. Era 11 de dezembro de 1936: o massacre ocorreu perto de Saler, perto de Valência. A mulher foi baleada enquanto orava. No dia 11 de Março de 2001, o Papa João Paulo II elevou às honras dos altares 233 vítimas da mesma perseguição, incluindo a Beata Maria Pilar Villalonga Villalba, que é homenageada pelo Martyrologium Romanum no dia 11 de Dezembro. 
Autor: Fábio Arduino

Sta. Maria Maravilhas de Jesus, Fundadora - Festa 11 de dezembro

Maravilhas Pidal y Chico de Guzmán, este era o seu nome de leiga, nasceu em Madrid no dia 4 de novembro de 1891 em uma família profundamente cristã; o pai, Luis Pidal y Mon, segundo Marquês de Pidal, naquele tempo era embaixador da Espanha junto à Santa Sé. Sentiu o chamado à vida religiosa desde criança, e com esta finalidade Maravilhas pôs em prática todas as virtudes cristãs, que foram coroadas com sua entrada no mosteiro das Carmelitas Descalças de El Escorial (Madrid), em 1919, onde pronunciou os votos em 7 de maio de 1921. Nos primeiros anos de sua vida religiosa no mosteiro realizou o seu ardente desejo de uma vida humilde e escondida. Em 1923, quando ainda era professa de votos temporários, se sentiu inspirada pelo Senhor, em diversas ocasiões, a fundar um mosteiro carmelita no Cerro de los Angeles, local onde o Rei Afonso XIII havia inaugurado, em 1919, um monumento ao Sagrado Coração de Jesus e feito a consagração da Espanha àquele Coração Sagrado. Em 19 de maio de 1924, ela deixou o Escorial, transferindo-se com três religiosas e, por obediência aos superiores, fundou o mosteiro em Getafe, território atualmente da Arquidiocese de Madrid. Nomeada primeira priora da nova comunidade pelo Bispo de Madrid, em 31 de outubro de 1926, dirigiu o mosteiro, inaugurado próximo do monumento ao Cristo Rei, com fortaleza e doçura, instaurando uma fidelidade teresiana total com um grande espírito apostólico, um senso profundo do ideal contemplativo.

Dâmaso de Roma Baluarte da Igreja primitiva, Papa e Santo 305-382

Papa em uma época muito conturbada, 
lutou contra restos de paganismo, 
heresias e indisciplina. 
Restaurou e embelezou as catacumbas 
e construiu igrejas.
Um cidadão espanhol, António, estabeleceu-se em Roma com sua esposa, um filho e uma filha. Uma inscrição na basílica de São Lourenço in Dâmaso, na Cidade Eterna, diz que, depois de certo tempo de vida comum com sua esposa, com consentimento dela, separaram-se. Ele recebeu as ordens sacras, e lhe foi designada a paróquia de São Lourenço. Seu filho Dâmaso, nascido na Espanha em 305, seguiu a carreira eclesiástica. Laurência, mãe de Dâmaso, vivia ainda quando ele foi elevado ao sólio pontifício em 366. Como sua filha Irene, ela se consagrara a Deus. A pureza de costumes do jovem Dâmaso e sua rara erudição atraíram-lhe a geral estima dos bons. Por isso foi recebendo responsabilidades, até ser nomeado para o alto cargo de arcediago pelo papa Libério. Isso punha em suas mãos a administração de boa parte da Igreja, com todas as suas obrigações. Os contemporâneos afirmam que Dâmaso era homem de grande virtude e inteligência cultivada, bem visto pela aristocracia romana. Entretanto o Imperador Constâncio, tendo aderido à heresia ariana, começou a oprimir a Igreja com seu despotismo teocrático, querendo forçar o Papa Libério a lançar um anátema contra Santo Atanásio, campeão da ortodoxia contra a heresia ariana.

QUÃO BELA ÉS MARIA! e NATAL DE JESUS NÃO É FESTA MUNDANA

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO(+)
REDENTORISTA
VICE-POSTULADOR DA CAUSA
VENERÁVEL PADRE PELÁGIO SAUTER
MISSIONÁRIO REDENTORISTA
Em ti não há mancha original. Assim canta a Igreja neste dia.Pio IX proclamou o dogma, segundo o qual Maria Santíssima foi concebida sem a mancha original. A Igreja não inventa o dogma, recebe-o das Escrituras, da Tradição, da fé do povo de Deus, dos santos escritores, do estudo dos teólogos e das celebrações litúrgicas. O povo de Deus sempre acreditou que Maria foi isenta do pecado original desde o primeiro instante da sua concepção.Maria é a nova Eva e Mãe que alimenta, faz crescer, acompanha e ama. É o modelo do caminhar para Cristo. Em Maria Imaculada somos convidados a viver na pureza dos costumes. 
NATAL DE JESUS NÃO É FESTA MUNDANA
O Natal não pode ser mundano, alerta Papa Francisco dando 10 conselhos para que os coros cantem bem na Missa. Assim menina de 10 anos evitou que professora tirasse nome de Jesus da canção de Natal.

ORAÇÕES - 11 DE DEZEMBRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
11– Quinta-feira – Santos: Dâmaso I, Hugolino Magalotti, Pedro de Sena
Evangelho (Mt 11,11-15) Jesus disse à multidão: “Em verdade eu vos digo, de todos os homens que já nasceram, nenhum é maior do que João Batista.”
De maneira forte Jesus proclama a grandeza de João, o profeta que tinha preparado o povo para o acolher. Era grande por suas qualidades morais, e muito mais pela missão que lhe fora confiada. Mas, ele apenas anunciava a salvação que havia de chegar. Nós já vivemos o que foi prometido: o Filho de Deus está entre nós, faz de nós uma nova comunidade fraterna de filhos e filhas do Pai.
Oração
Senhor, não acredito que alguém de nós seja maior que João em santidade e em fidelidade a vós. Acho que nos fazeis um desafio. Depois de tanto tempo que estais entre nós, depois de nos terdes conduzido por tantas experiências, já era tempo de sermos mais fiéis aos vossos ensinamentos. Ajudai-nos, Jesus, para que nossa vida seja uma demonstração mais clara de vosso poder. Amém.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

REFLETINDO A PALAVRA - “Assunção de Maria”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Bendita és tu entre as mulheres
 
Celebramos na Assunção que é mais um privilégio magnífico da Virgem Maria, Mãe de Deus, Imaculada em sua concepção. Por esses preciosos dons que Deus lhe deu, temos quase como por consequência, sua Assunção ao Céu em corpo e alma. Aquela mulher, unida intimamente pela natureza e pela graça à pessoa de Jesus, “terminado o curso de sua vida terrena, foi levada em corpo e alma ao Céu”. Não sabemos como foi seu fim na terra, mas como é sua glória no Céu. A Igreja demorou um tempo para iniciar a celebração desse mistério de Maria que é como uma consequência de todos seus privilégios. Esse lhe foi concedido pela Ressurreição de Jesus. “Se em Adão todos morremos, em Cristo todos somos vivificados” (1Cor 15,22). O fundamento do dogma da Assunção de Maria encontra-se na permanente união de Maria com Cristo através de sua maternidade. O filho é sempre uma continuação do corpo da mãe e em razão de sua Imaculada Conceição. Como não poderia o corpo de Cristo conhecer a corrupção. Assim também o Corpo da Mãe, que não participara do pecado, não poderia se corromper. Se é destino de todo ser humano a morte, devido ao pecado. Maria, não tendo o pecado original, tinha a participação total da graça. A glória de Maria é acolher a Glória de Deus em sua contínua manifestação aos filhos queridos. Ela participa da glória de Deus, para manifestar também a certeza da glorificação dos filhos. 
O Senhor fez maravilhas 
Temos o costume de ver os mistérios de Cristo como um momento e ali se encerra. Contudo, seus mistérios de salvação e vivificação permanecem como vida do povo de Deus. Nós vivemos o mistério da permanente assunção de todos para Deus. É a Ressurreição que toma nossa vida cristã. Estamos sempre a caminho do Céu, pois Deus nos atrai a Si. O livro do Apocalipse narra que “Abriu-se o templo de Deus que está no céu e apareceu no Templo a Arca da Aliança (Ap 11,19ª). A Arca era a presença de Deus no meio do povo. Em Maria tornou realidade o que era símbolo. Ela tinha em si o maná, Pão da Vida; a Palavra Viva que eram os mandamentos; e o sacerdócio, que era a vara de Aarão (esses objetos estavam dentro da arca no deserto). Agora nós os encontramos em Maria. Ela é a realização do que diz o Apocalipse: “Apareceu no céu um grande sinal: uma Mulher vestida de Sol, tendo a lua debaixo dos pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas” (Ap 12,1). Maria, imagem da Igreja, é para todos a certeza da presença de Deus. Ela louva a Deus por sua grandiosa generosidade. Ela não a tem para si, mas para todos os filhos. A grandiosidade de Maria a leva à maior humildade: “O Senhor olhou a humildade de sua serva”. Mas reconhece que essa ação de Deus é para o bem de toda a Igreja: “Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada. Honrar Maria é elevar a Igreja. 
O dragão perseguiu a mulher. 
Simeão disse que uma espada de dor atravessaria a alma de Maria (Lc 2,35). O dragão continua perseguindo para devorar os filhos da Igreja. Vemos tantos que não compreendem o mistério de Maria. Por que? A dor do Filho fere o coração da Mãe. O dragão quer Filho que é Homem e Deus? Por isso persegue os filhos. O Mal está fazendo o mal. O amor a Maria e sua presença na vida da Igreja são uma característica da vida de Cristo em nós. Quanto mais amamos Cristo em seu mistério de Redenção, mais encontramos sua Mãe. A festa da Assunção de Maria nos eleva a ver nossa condição de filhos que buscam a Mãe na casa do Pai. O mal do mundo será minorado na medida em que formos de Deus em Maria.
Leituras:Apocalipse 11,19ª;12,1.3-6ª;
Salmo 44; 
1 Coríntios 15,20-27ª;Lucas 1,39-56 
1. O fundamento do dogma da Assunção de Maria encontra-se na permanente união de Maria com Cristo através de sua maternidade. 
2. A Arca era a presença de Deus no meio do povo. Em Maria tornou realidade o que era símbolo. 
3. O amor a Maria e sua presença na vida da Igreja são uma característica da vida de Cristo em nós.
Escadinha do Céu 
Jacó sonhou com uma escada que subia da terra ao céu (Gn 28,10-19). É um símbolo de Maria. Em Aparecida havia um lugar onde distribuíam ajuda aos pobres. Era chamado de “Escadinha do Céu”. Crer na Assunção de Maria é crer no mandamento de Jesus de amar o próximo. Assim fazemos nossa assunção, buscando com o coração e sendo levados pelo amor de Deus. Nada de milagres. O grande milagre e o grande dom de Deus é o amor. Viver atentos às coisas do alto para participar de sua glória. É incomensurável a alegria de quem ama. É maravilhosa a alegria de quem ama Maria e a tem como sua alegria. Maria, com seu canto “Minha alma engrandece o Senhor”, nos dá a lição fundamental da ação de Deus em nós: Reconhecer sua grandeza, nossa pequenez e a glória de poder servir os necessitados. 
Homilia da Assunção de Maria (19.08.2018)

EVANGELHO DO DIA 10 DE DEZEMBRO

Evangelho segundo São Mateus 11,28-30. 
Naquele tempo, Jesus exclamou: «Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e a minha carga é leve».
Tradução litúrgica da Bíblia 
São João Clímaco 
(575-650) 
Monge do Monte Sinai 
A Escada Santa, 24.º degrau 
«Aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração»
A luz da aurora precede o sol, e a precursora da humildade é a mansidão. Escutemos a Luz, que nos revela a ordem pela qual as dispôs: «Aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração». Antes de contemplarmos o sol, temos de ser iluminados pela aurora; só então seremos capazes de suportar a visão do sol. De facto, é impossível, absolutamente impossível, olhar para o sol antes de conhecer esta luz, como nos ensina o lugar respetivo de cada uma destas duas virtudes nas palavras do Senhor. A mansidão é um estado imutável do intelecto, que permanece sempre o mesmo, tanto nas honras como nas humilhações. Mansidão é, quando somos afligidos pelo nosso próximo, rezar por ele sinceramente, sem nos deixarmos influenciar pelos seus atos. A mansidão é uma rocha que domina o mar da irascibilidade, e contra a qual se despedaçam as ondas que contra ela chocam, sem nunca a abalarem. A mansidão é o sustentáculo da paciência, a porta, ou melhor, a mãe da caridade, o fundamento da discrição. Ela promove o perdão dos pecados, dá confiança na oração, é a morada do Espírito Santo: «É nos humildes de coração contrito que os meus olhos se fixam» (Is 66,2). A mansidão é a colaboradora da obediência, a guia da comunhão fraterna, o freio dos furiosos, o obstáculo dos coléricos, uma fonte de alegria, a imitação de Cristo, uma qualidade própria dos anjos, o grilhão dos demónios, um escudo contra a amargura. O Senhor repousa nos corações mansos; mas a alma agitada é o assento do diabo.

São Gemelo de Ancira Mártir Festa: 10 de dezembro

Século 4º 
Martirológio Romano: Em Ancara na Galácia, na atual Turquia, São Gemelo, mártir. 
A notícia dos synaxari bizantinos em comemoração a Gemelo em 10 de dezembro parece nada mais do que um resumo de uma passio agora perdida. É impossível reconstruir, ainda que brevemente, a vida deste santo a partir de um texto que se limita a narrar, além da prisão de Gemelo em Ancira, na Galácia, por ocasião da chegada de Juliano, o Apóstata, uma longa série de tormentos infligidos ao mártir enquanto ele seguia o imperador em direção a Edessa até sua crucificação. Por outro lado, a viagem de Juliano a Edessa está longe de ser comprovada porque aquela cidade não fazia parte do itinerário que levou o imperador a Antioquia em 362. O testemunho do culto prestado a Gemelo, porém, é dado pelo autor da muito bem documentada Vida de São Teodoro de Siceota, falecido em 613, que menciona um templo dedicado ao mártir na cidade de Siceos, também na Galácia. Ausente dos martirológios medievais ocidentais, a comemoração de Gemelo foi introduzida, novamente em 10 de dezembro, no Martirológio Romano de Barônio, que a extraiu do Menologium de Sirleto. 
Autor: Joseph-Marie Sauget 
Fonte: 
Biblioteca Sanctorum

10 de dezembro - Beato Arsênio de Trigolo

A virtude do silêncio”: eis o traço característico de uma testemunha de humildade e caridade como foi Arsênio de Trigolo, “o frade dos últimos”, beatificado na manhã de sábado 7 de outubro de 2017 na catedral de Milão. De sacerdote diocesano, em um certo ponto se fez jesuíta, e enfim capuchinho. A espiritualidade de Arsênio de Trigolo é a do século XIX, mas atenção para não nos determos em aspectos exteriores, na superfície. É indispensável ir em busca do homem que está por detrás. Neste caso, encontraremos um homem que procura Deus sobre todas as coisas, que quer fazer unicamente a sua vontade. As vicissitudes de sua vida são realmente inúmeras, as mais variadas, ao máximo, contraditórias, e, ainda assim, é verdade também que jamais perdeu a bússola: “Seja feita a vossa vontade!”. Então, o que um capuchinho de ontem pode nos dizer hoje? Qual é a mensagem ou a palavra mais intensa que o Bem-aventurado Arsênio de Trigolo pode nos dizer hoje? A vida do Bem-aventurado Arsênio encontra a sua síntese naquela reflexão que ele mesmo escrevia profeticamente em suas Anotações espirituais: “Arsênio, não deves contentar-te em ter abandonado o mundo, posses, parentes, deves separar-te de tudo isso também com o coração, com o afeto, pois, caso contrário, a que serve? A nada: para parecer religioso junto ao mundo e, na realidade, não o ser junto a Deus”.

10 de dezembro - Beata Maria Emília Riquelme y Zayas.

Maria Emília nasceu em Granada, Espanha, em 5 de agosto de 1847. Pertencia a uma família da aristocracia espanhola e recebeu uma excelente formação em francês, canto, equitação e bordado. Sua mãe mesma foi quem lhe ensinou as primeiras orações e a formação religiosa. Aos 7 anos de idade, recebeu uma visão da Mãe de Deus. Por isso, em sua adolescência, consagrou-se a Nossa Senhora do Carmo, fazendo votos privados de castidade e virgindade. Maria Emília queria seguir a vida religiosa, mas seu pai a proibia. No entanto, dedicou sua vida às visitas aos mais necessitados em diversas cidades espanholas. Com o falecimento de seu pai, a jovem tentou entrar em várias comunidades religiosas, mas não conseguia por causa da sua saúde precária. Entretanto, a Santa Sé permitiu expor o Santíssimo Sacramento em sua casa. Foi assim, com a possibilidade de promover a realização de adorações ao Santíssimo Sacramento em sua casa que ela congregou senhoras que lhe possibilitaram fundar a Congregação das Irmãs Missionárias do Santíssimo Sacramento e de Maria Imaculada.

São Mauro Criança de Roma, mártir Festa: 10 de dezembro

Na Via Salaria, em Roma, há uma antiga catacumba ou cemitério de Trasone, um nobre romano. Ali, segundo o Martirológio Jeronimiano, Mauro, menino conhecido por seu martírio heroico, teria sido enterrado. São Dâmaso escreveu: "Nenhum suplício distanciou esta criança da fé".
Século IV. 
Martirógio Romano: Em Roma, no cemitério de Trasone na Via Salaria Nuova, São Mauro, mártir, que o Papa São Dâmaso celebra como uma criança inocente, que nenhuma tortura tirou da fé. 
O Martirológio Jerônimo o menciona três vezes: em 12 de agosto em um póstero que depende da passio dos Santos Crisanto e Daria, com quem está associado; em 29 de novembro, à atração do mártir Saturnino, na igreja em cuja igreja, segundo o Itinerário incluído na obra de William de Malmesbury, ele foi sepultado; Em 10 de dezembro, provavelmente o verdadeiro Dies natali. Seu túmulo foi venerado no cemitério de Trasone, na Via Salaria Nuova, e o Papa Dâmaso dedicou-lhe um poema, infelizmente passado incompleto, do qual só se pode deduzir que Mauro era uma criança.

Papa São Gregório III Festa: 10 de dezembro (✝︎)741

Natural da Síria, Gregório III foi Papa por dez anos: de 731 a 741. Durante seu pontificado, lutou contra a iconoclastia e defendeu o patrimônio de São Pedro. Gregório foi o grande evangelizador da Alemanha. Enviou o Pálio de arcebispo a Bonifácio e criou novas dioceses.
(Papa de 18/03/731 a 11/741) 
Nativo da Síria, Gregório, filho de João, veio para Roma ainda jovem. Após a morte de Gregório II, foi eleito papa e, em 18 de março de 731, consagrado e entronizado. A obra de Gregório III foi principalmente dedicada aos mesmos grandes problemas com os quais seu imediato predecessor teve que lidar: a luta contra o iconoclasmo, a conversão da Alemanha, a defesa do patrimônio de São Pedro. Em novembro de 731, o sínodo convocado pelo Papa para responder ao édito emitido por Leão III, o Isauriano, confirmou o culto às imagens sagradas. A evangelização da Alemanha na época de Gregório III recebeu uma forma mais organizada. Em 732, Gregório enviou o pálio a Bonifácio, tornando-o assim arcebispo regional, particularmente unido à Santa Sé, confiando-lhe a tarefa de erguer novas dioceses. Como homem, Gregório III era estimado por todos por suas virtudes e grande erudição. Após quase onze anos de um pontificado ativo e cheio de acontecimentos, Gregório III morreu, segundo alguns, em 27 ou 28 de novembro de 741. 
Etimologia: Gregório = aquele que desperta, do grego
Martirológio Romano: Em Roma, em São Pedro, São Gregório III, papa, que trabalhou pela pregação do Evangelho aos germânicos e contra os iconoclastas, adornou as igrejas da cidade com imagens sagradas.

Melquíades de Roma Papa, Santo + 314

O norte da África, no início da era cristã, fazia parte do Império Romano e era uma região muito habitada e próspera. O cristianismo fez sua entrada já no primeiro século e cresceu muito dinâmico, activo e fecundo, dando à Igreja numerosos bispos, escritores eclesiásticos e santos. Na África havia certa emigração rumo à Itália e sobretudo a Roma, capital do Império Romano. Por este fenómeno constatamos que muitos cristãos da África passaram para Roma, alguns dos quais fizeram parte do clero romano e se projectaram de tal modo que alguns foram elevados a sumos pontí-fices, como Vítor, Melquíades, Gelásio. Mais tarde, com o aparecimento do islamismo que invadiu a África nos séculos VIII-IX, o Cristianismo quase desapareceu sob a pressão do rolo compressor do fanatismo islâmico. Hoje a Igreja nos propõe à veneração São Melquíades, papa, de origem africana. Ele fazia parte do clero romano, quando em 310, falecendo o papa Eusébio, foi eleito seu sucessor. A Igreja estava ainda vivendo os tristes dias da perseguição. No entanto, a hostilidade romana con-tra a Igreja, fruto de um crasso equívoco, já estava amainando.

EULALIA DE Mérida Virgem, Mártir, Santa + 304

Jovem cristã que sofreu a martírio aos 14 anos, 
durante a perseguição de Maximiano. 
Venerada em Mérida (Espanha). 
Padroeira de Balasar, 
a paróquia da Beata Alexandrina.
A padroeira de Balasar 
Esta notícia biográfica sobre Santa Eulália é da autoria do Padre Humberto Pasquale, que a publicou no Boletim de Graças da Alexandrina. A vida e o martírio de Eulália estão narrados num livro, em língua latina, do ano 405, pelo poeta Aurélio Santa Eulália de Mérida, padroeira de BalasarPrudêncio. A perseguição de Maximiano contra os cristãos alastrou-se, no fim do terceiro século, por todas as regiões do Império Romano e, portanto, à Península. A comunidade cristã florescia e a crueldade dos pagãos recrudesceu com mais violência no centro mais importante da Espanha, na cidade Emérita Augusta, chamada hoje Mérida. Os habitantes fugiram pelos campos e bosques. Assim fez Libério com a esposa e a única filha, uma moça de 12 anos já conhecida pela sua bondade e modéstia. Eulália, no seu esconderijo, não tinha sossego ao saber que muitos irmãos da cidade eram vítimas das perseguições.

João Roberts Sacerdote beneditino, Mártir, Santo 1576-1610

Sacerdote beneditino inglês. 
Estudou em Espanha, sendo depois 
martirizado em Tyburn (Londres), 
durante a perseguição organizada 
pela rainha Isabel I.
A biografia de são John Roberts, para nós João Roberts, nos mostra um inglês profundamente católico que, fora de sua pátria, conseguia pregar e professar sua fé e sua religião. Mas bastava pôr os pés em sua terra natal, era preso. Várias vezes retornou à liberdade só por intervenção de estrangeiros importantes. Acabou se tornando o primeiro monge a ser executado na Inglaterra, logo após a coroação do rei Henrique VIII. João Roberts nasceu no condado de Merioneth, em 1576. Seus pais eram os nobres João e Ana Roberts, protestantes cujos antepassados foram príncipes de Gales. Estudou na famosa Faculdade de São João, em Oxford, mas saiu sem graduação. Depois, for-mou-se em direito, aos vinte e um anos, em Londres. Em 1598, estava estudando na faculdade inglesa de Valladoid, na Espanha. Já muito interessado no cristianismo, foi estudar na abadia dos beneditinos daquela cidade no ano seguinte. A conversão total aconteceu durante uma viagem a Paris, quando entrou para a Igreja de Roma pelas mãos de um cónego de Notre-Dame. Em 1600, finalmente, in-gressou como noviço no Mosteiro beneditino de São Martinho de Compostela, Espanha.

JOANA FRANCISCA DE CHANTAL Esposa, Religiosa fundadora, Santa 1572-1641

Viúva e religiosa. 
Fundadora, com São Francisco de Sales
da  Ordem da Visitação Santa Maria.
No século XVI, a heresia protestante devorara como um câncer quase toda a Alemanha. Lançando metástases pela Europa, penetrou tão perigosamente na França, que em breve seu poderio foi o de um Estado dentro do Estado. Aproveitando-se da fraqueza e omissão da dinastia francesa dos Valois, dirigida efectivamente pela inescrupulosa Catarina de Medicis, e do apoio de membros da mais alta nobreza, seduzidos pela nova heresia, esta ameaçava a própria existência da única e verdadeira religião, a Católica. Diante do perigo, os católicos, liderados pela família dos duques de Guise, formaram uma Liga Santa pa-ra a defesa de sua Religião. Dissolvida por Henrique III, a referida Liga renasceu em 1587, quando o Tratado de Beaulieu favoreceu demasiadamente os huguenotes, como eram chamados os protestantes na França. Da Liga fazia parte o enérgico e ardente católico Benigno Fremyot, Presidente do Parlamento da Bor-gonha, casado com Margarida de Berbisey. Foi nesse ambiente, carregado das guerras de religião, que nasceu Joana, segunda filha deste casal.

NOSSA SENHORA DE LORETO

Trata-se de uma Casa com apenas três paredes, aberta ao mundo e a todas as pessoas. Assim se apresenta a Santa Casa de Nazaré, sob um precioso revestimento de mármore renascentista, a qual, segundo a tradição, foi transportada, "por ministério angélico", em uma rua pública em Loreto. Esta casa terrena, onde a Virgem Maria recebeu o anúncio do Anjo Gabriel e viveu, com Jesus e José, é testemunho do evento mais importante da história: a Encarnação. 
Casa de Maria, da Sagrada Família e de todos os homens 
As pesquisas históricas, arqueologias e científicas parecem confirmar a sua autenticidade, sancionada, pela primeira vez, em 1310, com a Bula do Papa Clemente V. Estudos recentes demonstram que as pedras do edifício foram elaboradas segundo o uso dos Natabeus, conhecido na Galileia no tempo de Jesus. Especialistas confirmam que os incisos em grafites nestas pedras são claramente de origem judaico-cristã, e que a argamassa utilizada é desconhecida na construção de edifícios na região italiana das Marcas. Além do mais, cinco cruzes em tecido, pertencente provavelmente aos Cruzados, e alguns restos de um ovo de avestruz, símbolo do mistério da Encarnação, foram encontrados entre os tijolos da construção da Santa Casa, cujo perímetro corresponde perfeitamente com a dimensão dos alicerces que permaneceram em Nazaré. Mas, por que só três paredes? Com toda a probabilidade, elas faziam parte da Casa da Virgem, a antecâmara em alvenaria, que dava acesso à parte posterior da gruta, escavada na rocha, ainda hoje venerada na Basílica da Anunciação em Nazaré.

VAMOS JUNTOS, MEU JOSÉ

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO
REDENTORISTA
VICE-POSTULADOR DA CAUSA
VENERÁVEL PADRE PELÁGIO SAUTER
MISSIONÁRIO REDENTORISTA
Maria sobressaltou-se quando ouviu os passos do esposo. Eram passos lentos e pesados, como se o carpinteiro viesse trazendo um grande peso nos ombros. Levantando os olhos do tear, ela perguntou docemente:
- Conte-me logo, José.
- Saiu um decreto do Imperador. Ele quer que todos se inscrevam na cidade onde nasceram. Preciso, portanto, ir a Belém. Você terá de ficar aqui, devido ao seu estado delicado. Justamente agora, minha Maria...
A jovem esposa deixou cair o fio de lã que sustinha nas mãos. Olhou tranquila para o marido e disse:
- Você não irá sozinho a Belém. Eu irei com você.

ORAÇÕES - 10 DE DEZEMBRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
10 – Quarta-feira – Santos: Melquíades, Gregório III, Gemelo
Evangelho (Mt 11,28-30) “Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso.”
Jesus via bem de perto os sofrimentos e tristezas dos que acorriam a ele.Eram rostos sofridos, corpos marcados pelo trabalho e pelas necessidades.Não tinhavindo para aumentar-lhes as cargas. Dizia que era possível uma vida melhor, com mais amor e justiça.Para ajudá-los a enfrentar as dores e dificuldades inevitáveis, anunciava-lhes a vida definitiva, da casa do Pai, na total felicidade.
Oração
Senhor Jesus, sou um dos que procurais e chamais. Na verdade, não tenho sofrido tanto assim, mas para mim tem sido muito. Não preciso dizer o que podeis fazer para me ajudar a ter fé e confiança, para não fazer um drama a cada momento, a não olhar só para a sombra. Ajudai-me a conservar a esperança, a coragem e a alegria apesar de tudo. Tudo é pouco diante do que prometeis. Amém.

terça-feira, 9 de dezembro de 2025

REFLETINDO A PALAVRA - Os santos estão conosco

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR

Nuvem de testemunha
Iniciamos, no artigo 1777, uma reflexão sobre a espiritualidade e santidade a partir do ensinamento do Papa Francisco chamado “Alegrai-vos e exultai” (Gaudete et exsultate). É um documento muito claro, simples e instrutivo. Vamos ler juntos essa maravilha. No primeiro capítulo fala-nos sobre a chamada à santidade. E reconhece que a santidade existe. Podemos dizer que “estamos circundados, conduzidos e guiados pelos amigos de Deus”. Como somos um corpo que tem como os membros que já estão no Paraíso, os que estão na terra e os que estão no Purgatório. Esse é o Corpo cuja cabeça é Cristo. Por isso estamos em permanente união com os santos. Da parte de Deus somos todos santos, pois estamos unidos a Cristo, o “Santo de Deus”. Essa união com os santos é uma realidade necessária, uma vez que estamos unidos a eles. E diz o Papa, citando Papa Bento XVI: “Não devo carregar sozinho o que, na realidade, nunca poderia carregar sozinho. Os numerosos santos de Deus protegem-me, amparam-me e guiam-me” (GE 3). Os que já chegaram à presença de Deus, os santos, mantêm conosco laços de amor e comunhão (GE 4). Essa comunhão é a garantia que temos que a santidade existe e que participamos dela em qualquer condição que estejamos. Posso ser pecador, mas não excluído da força desse mistério de Deus do qual participa todo Corpo de Cristo. Os santos estão conosco em nossas dificuldades, também espirituais. Quando um corpo tem algo doente, todo o organismo se volta para recuperá-lo. Assim também é no corpo espiritual. Ninguém sofre sozinho. Todos estão unidos a ele. A santidade do Corpo de Cristo cura nossas feridas. 
Vida doada 
Papa Francisco deu-nos mais um critério de santidade. Reconhece o que nos ensina a prática da Igreja sobre o grau de virtudes necessárias para ser reconhecido como santo, seja na prática das virtudes seja o martírio. Mas coloca mais um aspecto que não era levado em conta: A doação da vida no dia a dia: “Nos processos de beatificação e canonização, tomam-se em consideração os sinais de heroicidade na prática das virtudes, o sacrifício da vida no martírio e também os casos em que se verificaram o oferecimento da própria vida pelos outros, mantido até à morte. Esta doação manifesta uma imitação exemplar de Cristo, e é digna da admiração dos fiéis (GE 5). A dedicação a uma causa ou a pessoas, como no caso de pessoas doentes ou necessitadas, ou um trabalho social, é um critério muito válido para os processos de beatificação ou canonização. Na verdade é a caridade extrema de uma vida que se doa. Aqui encontramos até dentro de nossas famílias aquele ou aquela que tudo deixou para estar com os pais ou outras pessoas. A causa, mesmo sendo humana, é Divina, pois o amor é sempre Divino.
Ninguém se salva sozinho. 
Temos a impressão que santidade é um problema pessoal. Diz o Papa: “O Espírito Santo derrama a santidade, por toda a parte, no santo povo fiel de Deus, porque ‘aprouve a Deus salvar e santificar os homens, não individualmente’. O Senhor, na história da salvação, salvou um povo. Não há identidade plena, sem que pertença a um povo. Por isso, ninguém se salva sozinho, como indivíduo isolado, mas Deus atrai-nos tendo em conta a complexa rede de relações interpessoais que se estabelecem na comunidade humana: Deus quis entrar na dinâmica dum povo"(GE 6). A vida da comunidade é o seio no qual cresce a santidade. Não podemos ter a santidade como algo totalmente pessoal. Vemos nos santos sua participação na vida do povo. Temos que fazer o caminho juntos.
ARTIGO PUBLICADO EM AGOSTO DE 2018

EVANGELHO DO DIA 09 DE DEZEMBRO

Evangelho segundo São Mateus 18,12-14. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Que vos parece? Se um homem tiver cem ovelhas e uma delas se tresmalhar, não deixará as noventa e nove nos montes para ir procurar a que anda tresmalhada? E, se chegar a encontrá-la, em verdade vos digo que se alegra mais por causa dela do que pelas noventa e nove que não se tresmalharam. Assim também, não é da vontade de meu Pai que está nos Céus que se perca um só destes pequeninos». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santo Ambrósio 
(340-397) 
Bispo de Milão, doutor da Igreja 
Comentário ao Salmo 118, 22, 27-30
«Assim também, não é da vontade de meu Pai 
que está nos Céus que se perca um só destes pequeninos» 
Vinde, Senhor Jesus, procurai o vosso servo; procurai a vossa ovelha cansada; vinde, Pastor. Enquanto Vos demorais nas montanhas, eis que a vossa ovelha erra, perdida; deixai as outras noventa e nove e vinde procurar aquela que se perdeu. Vinde, sem que ninguém Vos ajude, sem Vos fazerdes anunciar; eu Vos espero. Não tragais o chicote, trazei amor; vinde com a doçura do vosso espírito. Não hesiteis em deixar nas montanhas as noventa e nove ovelhas que possuís; aos altos cumes onde as deixastes, não terão os lobos acesso. Vinde até mim, que me perdi do rebanho das alturas, porque também aí me havíeis posto, mas os lobos da noite fizeram que abandonasse os vossos prados. Procurai-me, Senhor, pois na minha prece eu Vos procuro. Procurai-me, encontrai-me, perdoai-me, levai-me! Aquele a quem procurais, Vós podereis encontrá-lo, aquele que encontrais, dignai-Vos perdoá-lo, e este a quem perdoais, ponde-o aos vossos ombros. Nunca tal fardo de amor Vos pesará, pois que sem vos afadigardes sois o portageiro da justiça. Vinde portanto, Senhor, porque se é verdade que eu erro, «não hei de esquecer as vossas palavras» (Sl 118,16), e conservo a esperança do remédio. Vinde, Senhor, só Vós podereis chamar a vossa ovelha perdida, e às outras que deixais não causareis mal algum; elas alegrar-se-ão por ver regressar o pecador. Vinde, haverá salvação na Terra e alegria nos Céus (cf Lc 15,7). Não envieis servos, não envieis mercenários, vinde Vós em pessoa procurar a vossa ovelha. Perdoai-me nesta carne que com Adão caiu. Reconhecei em mim, neste gesto, não o filho de Eva, mas o filho de Maria, Virgem pura, Virgem pela graça sem mácula de pecado; depois, levai-me até à vossa cruz, que é a salvação dos homens perdidos, o único repouso dos homens cansados, a única vida de todos quantos morrem.

San Siro, Bispo de Pavia Festa: 9 de dezembro Século IV

Por muito tempo, Siro foi erroneamente identificado com o jovem que entregou os pães e os peixes a Jesus para o milagre da multiplicação. Na realidade, foi o primeiro Bispo da Igreja de Pavia, consagrado no século IV. Foi um pastor itinerante, que evangelizou uma vasta área do norte da Itália.
No jovem que deu a Jesus os pães e peixes para o milagre da multiplicação, uma lenda que floresceu na Itália identifica o primeiro bispo de Pavia, San Siro. Diz-se que essa lenda foi relatada pelo autor do "De laudibus Papiae", um escrito de 1330. Por trás dessa escrita estaria a "Vida de San Siro", datada do século VIII e com a intenção de ostentar a senioridade da Igreja de Pavia em comparação com a de Milão, da qual a primeira dependia. Segundo esta Vida, as origens do bispado de Pavia devem estar ligadas a Aquileia, cujo primeiro bispo Hermágoras foi consagrado pelo evangelista Marcos. Hermágoras, por sua vez, teria consagrado Siro, que havia chegado à Itália na comitiva de Pedro e Marcos, e Eventius, como bispos, enviando-os para evangelizar Pavia. Já em Pavia, Siro estendeu sua atividade missionária do Ticino ao Adige, pregando em Verona, Brescia, Lodi e também em Milão, onde Eventius, enviado por Syrus, teria dado sepultamento aos mártires Gervasius e Protasius, colocando em seu túmulo uma pedra sepulcral com o epitáfio ditado pelo bispo de Pavia. As relíquias de São Siro estão preservadas na catedral de Pavia. (Avvenire) 
Patrono: Pavia 
Etimologia: Syros = nativo da Síria, do latim 
Emblema: Equipe pastoral 
Martirológio Romano: Em Pavia, San Siro, o primeiro bispo da cidade.

Santa Valéria de Limoges Mártir Festa: 9 de dezembro

Etimologia:
Valeria = quem é bem, forte, robusto, do latim
Emblema: Palma 
Hoje o Calendário nos apresenta três nomes de mulheres, três Santos, cada um com uma figura clara e bem identificada, se não na história, pelo menos na lenda. A primeira é Leucadia, uma virgem espanhola, mártir na perseguição a Diocleciano. Ela caiu em Toledo, e Toledo ainda a honra como Padroeira. A segunda é a Gorgonia, que tem uma qualificação incomum, embora bela: Santa mãe de uma família. Mãe de família, assim como outros são mártires, viúvas ou fundadoras. A mãe de uma família pertencia a uma família de santos, aquela que, no século IV, em Nazianzo, na Capadócia, floresceu ao redor de Gregório, o Velho, um santo, e sua esposa Avó, também santa. Eles tiveram três filhos e todos os três Santos: Gregório, o Jovem, um famoso Doutor da Igreja; Cesario, médico; e a filha mais velha, Gorgonia. Górgonia seguiu o exemplo de Santa Avó, casou-se e teve três filhas. Parece que ele foi batizado apenas tarde na vida, assim como seu irmão Cesario. Apesar disso, sua vida era de virtude espelhada, de profunda piedade; e exemplar também foi a educação dada às três filhas. Por muitos anos, ela ansiou pelo Sacramento que finalmente a tornou cristã, com uma apreensão e ardor que ainda se movem, e cujo eco foi captado por seu irmão mais velho Gregorio, quando, com triste carinho, escreveu o elogio fúnebre sobre ele.

Santa Leocádia de Toledo, Virgem e mártir Festa: 9 de dezembro

Martirológio Romano:
Em Toledo, Espanha, Santa Leucádia, virgem e mártir, destacou-se por seu testemunho de fé em Cristo. 
Há poucas informações sobre ela. O culto nasceu em seu túmulo no cemitério romano de Toledo, onde, talvez, na era bizantina, foi construída uma edícula, substituída, na época do rei Sisebuto e do arcebispo Heládio (618), por um templo dedicado a ela. Nesse contexto, alguns concílios realizados na cidade de Toledo se reuniram durante o século VII e os últimos arcebispos visigodos de Toledo foram enterrados ali, por s. Elladio para S. Giuliano. A passio de Leocádia conhecida hoje foi escrita em meados do século VII, período ao qual devem ser atribuídos os textos litúrgicos de seu culto. Segundo essa passio, Leocádia foi presa como cristã pelo prefeito dácio, enviado pelos imperadores Diocleciano e Maximiano; enquanto esperava, preso, pela sentença de Daciano, morreu de forma sem derramamento de sangue. O bispo Cixila (século VIII), em sua Vida de São Lloyd, conta que no dia da festa de São Lloyd, Leocádia (9 de dezembro), quando o arcebispo e o rei estavam com muitos fiéis no templo do santo, a laje do túmulo foi erguida e Leocádia apareceu e falou ao arcebispo, elogiando-o pelo trabalho realizado para glorificar a Mãe de Deus.

Santa Gorgônia, Mãe de família – 9 de dezembro

Martirológio Romano:
Em Nazianzo, na Capadócia, Santa Gorgônia, mãe de família, filha de Santa Nonna e irmã de São Gregório o Teólogo e de São Cesário. Foi o mesmo Gregório quem descreveu suas virtudes. 
São Gregório Nazianzeno o Velho e sua esposa, Santa Nonna tiveram três filhos: Santa Gorgônia, São Gregório Nazianzeno e São Cesário, dos quais Gorgônia era a mais velha. Gorgônia se casou com um homem de alguma influência da Pisídia, às vezes chamado Vitolian, e outras vezes Meletius. Pelo menos numa referência a ela é chamada de "modelo de uma santa casada". Ela teve vários filhos e três filhas, a mais notável da quais chamava-se Alipania. Mais tarde ela converteu seu marido que foi batizado junto com ela e seus filhos e netos. A seu filhos ela deu uma educação tão esmerada como a que havia recebido. Duas vezes em sua vida ela foi milagrosamente curada de doenças graves. A primeira delas foi após ter sido pisoteada por uma mula, causando-lhe a quebra de ossos e o esmagamento de órgãos internos. No entanto, Gorgônia não quis que nenhum médico cuidasse dela, pois ela não achava isto decente. Segundo a legenda, foi esta modéstia que a curou. Ela ficou curada da segunda doença ao receber a comunhão.

Santa Ana, mãe de Samuel Festa: 9 de dezembro

Do hebraico "Hannah", Anna significa "piedade". Mais mulheres bíblicas carregam esse nome; a que vamos falar hoje é uma das duas esposas de Elkana, a Zufita. Sendo estéril, ela fez uma peregrinação ao Templo de Silo, um vale entre Siquem e Ramá, o lugar onde morava, e implorou ao Senhor que a fizesse mãe, prometendo oferecer seu filho a ele todos os dias de sua vida" (I Sam 1:12). Tendo obtido a graça, Anna impõe ao seu tão desejado filho um nome esplêndido que deixa claro que se trata de uma consagração real: Samuel em hebraico significa, na verdade, "o nome (de Deus) é EI" (Sem-Ei), mas também está relacionado ao fato de que a mãe o solicitou há muito tempo e insistentemente, tal seria o significado, já que em hebraico "shal'al" é como dizer "pedir", logicamente, neste caso, ao Senhor, (I Sam, 1-20). Sant'Anna é celebrada pelos gregos nos dias 8 e 9 de dezembro. Do hebraico "Hannah", Anna significa "piedade". Mais mulheres bíblicas carregam esse nome; a que vamos falar hoje é uma das duas esposas de Elkana, a Zufita. Sendo estéril, ela fez uma peregrinação ao Templo de Silo, um vale entre Siquem e Ramá, o lugar onde morava, e implorou ao Senhor que a fizesse mãe, prometendo oferecer seu filho a ele todos os dias de sua vida" (I Sam 1:12).

Juan Diego Vidente de Guadalupe, Santo 1474-1548

Vidente mexicano de Guadalupe
O beato Juan Diego nasceu em 1474 em "calpulli" de Tlayacac em Cuauhtitlán, México, estabelecido em 1168 pela tribo nahua e conquistado pelo chefe Asteca Axayacatl em 1467. Quando nasceu recebeu o nome de Cuauhtlatoatzin, que quer dizer "que fala como águia" ou "águia que fala".Juan Diego pertenceu a mais numerosa e baixa classe do Império Asteca, sem chegar a ser escravo. Dedicou-se a trabalhar a terra e plantava árvores que logo vendia. Possuía um terreno onde construiu uma pequena moradia. Casou-se com uma nativa mas não teve filhos. Entre 1524 e 1525 se converte ao cristianismo e foi batizado junto a sua esposa, ele recebeu o nome de Juan Diego e ela o de Maria Luzia. Foram batizados pelo missionário franciscano Frei Turíbio de Benavente, chamado pelos índios "Motolinia" ou "o pobre". Antes de sua conversão Juan Diego já era um homem piedoso e religioso. Era muito reservado e de caráter místico, gostava do silêncio e estava acostumado a caminhar desde seu povoado até o Tenochtitlán, a 20 quilômetros de distância, para receber instrução religiosa. Sua alma gêmea Maria Luzia faleceu em 1529. Nesse momento Juan Diego foi se viver com seu tio Juan Bernardino em Tolpetlac, a só 14 quilômetros da igreja de Tlatilolco, Tenochtitlán.