Evangelho segundo São Mateus 10,17-22.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus apóstolos: «Tende cuidado com os homens: hão de entregar-vos aos tribunais e açoitar-vos nas sinagogas.
Por minha causa, sereis levados à presença de governadores e reis, para dar testemunho diante deles e das nações.
Quando vos entregarem, não vos preocupeis em saber como falar nem com o que dizer, porque nessa altura vos será sugerido o que deveis dizer;
porque não sereis vós a falar, mas é o Espírito do vosso Pai que falará em vós.
O irmão entregará à morte o irmão e o pai entregará o filho. Os filhos hão de erguer-se contra os pais e causar-lhes a morte.
E sereis odiados por todos por causa do meu nome. Mas aquele que perseverar até ao fim, esse será salvo.
Tradução litúrgica da Bíblia
(Edith Stein)
(1891-1942)
Carmelita, mártir, co-padroeira da Europa
Meditação para 06/01/1941
«Eis-Me aqui: Eu venho, ó Deus, para fazer a tua vontade» (Heb 10,7)
Ajoelhamo-nos mais uma vez diante do presépio. Pertinho do Salvador recém-nascido, vemos Santo Estêvão. O que foi que valeu este lugar de honra àquele que foi o primeiro a prestar ao Crucificado o testemunho do seu sangue? Ele cumpriu, no seu ardor juvenil, aquilo que o Senhor declarou ao entrar neste mundo: «Formaste-Me um corpo. Eis-Me aqui: Eu venho, ó Deus, para fazer a tua vontade» (Heb 10,5-7). Ele praticou a obediência perfeita, que mergulha as suas raízes no amor e se exterioriza no amor. Ele caminhou sobre os passos do Senhor, naquilo que é talvez, por natureza, o mais difícil para o coração humano, de tal maneira que parece mesmo impossível: tal como o próprio Salvador, cumpriu o mandamento do amor aos inimigos. O Menino no presépio, que veio para cumprir a vontade de seu Pai até à morte na cruz (cf Fil 2,8), vê em espírito diante de Si todos os que O seguirão nessa via. Ele ama este jovem, que há de um dia colocar antes de todos junto do trono do Pai, com uma palma na mão. A sua mãozinha aponta-no-lo como modelo, como se dissesse: «Vede o ouro que espero de vós».

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