domingo, 5 de julho de 2026

EVANGELHO DO DIA 05 DE JULHO

Evangelho segundo São Mateus 11,25-30. 
Naquele tempo, Jesus exclamou: «Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes, e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, Eu Te bendigo, porque assim foi do teu agrado. Tudo Me foi dado por meu Pai. Ninguém conhece o Filho senão o Pai e ninguém conhece o Pai senão o Filho, e aquele a quem o Filho O quiser revelar. Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e a minha carga é leve».
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Luis-Maria Grignion de Monfort
(1673-1716) 
Pregador, 
fundador de comunidades religiosas 
O amor da Sabedoria eterna, 15.17.65.70 
Deus deseja intensamente 
a amizade dos homens! 
«Como é profunda a riqueza, a sabedoria e a ciência de Deus!», exclama São Paulo (Rom 11,33). Que anjo suficientemente esclarecido, que homem suficientemente ousado empreenderá explicar-nos adequadamente a origem da Sabedoria? Ela é a ideia substancial e eterna da beleza divina, que foi mostrada a São João evangelista no admirável êxtase que teve na ilha de Patmos, que o levou a exclamar: «No princípio, existia o Verbo» – ou o Filho de Deus, ou a Sabedoria Eterna – «e o Verbo estava em Deus; e o Verbo era Deus» (João 1,1). Esta beleza eterna e sumamente amável tem um tal desejo pela amizade dos homens que escreveu um livro com o objetivo expresso de a conquistar, revelando-lhes as suas excelências e o desejo que deles tem. Este livro é uma espécie de carta de uma amante ao seu amado, para lhe conquistar o afeto. Os desejos que ali expressa pelo coração do homem são tão sinceros, a busca que faz da sua amizade tão terna, os seus chamamentos e votos tão amorosos que, ouvindo-a falar, diríamos que não é a Soberana do Céu e da Terra, mas que precisa do homem para ser feliz. Quantas vezes clamou, quando vivia neste mundo: «Vinde a Mim, vinde todos a Mim; sou Eu, não temais; porque tendes medo? Por serdes pecadores? Ah! São eles que Eu procuro; Eu sou amiga dos pecadores. É por vos terdes desviado do rebanho por vossa culpa? Ah! Eu sou o Bom Pastor. É por estardes sobrecarregados pelo pecado, cobertos de imundície, oprimidos pela tristeza? Ah! É precisamente por isso que deveis vir ter a Mim; pois Eu vos aliviarei dos vossos fardos, Eu vos consolarei».

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