segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

2 DE DEZEMBRO - ENCONTROU A PAZ AOS PÉS DO CONFESSOR

Foi Carlos de Foucault (1858-1916). Nasceu na França e teve uma juventude agitada. Foi estudar os costumes das tribos do deserto do Saara, foi militar, ganhou medalhas de honra e deu muitos encontrões na vida. Ele meso nos conta: “Vivi durante dezoito anos sem fé alguma. Nada me parecia seguro e certo. A afirmação de muitas religiões que diziam “esta é a verdadeira”, pareceu-me a negação da própria fé... Passei doze anos sem negar e sem acreditar em nenhuma, desesperando-me da própria verdade, descrendo do próprio Deus...” Tinha 28 anos quando encontrou a paz, ao ajoelhar-se aos pés do confessor. Peregrinou até a Terra Santa. Tornou-se monge Trapista. Viveu como ermitão. Ordenou-se padre em 1901. Voltou para a Áfricae morreu assassinado pelos que receberam benefícios dele. Foi beatificado por Bento XIV. 
Outros santos
Bibiana, Virgem e Mártir (+ Roma, 363) Seu pai, Flaviano, antigo prefeito de Roma, e sua mãe, Dafrosa, foram martirizados durante o curto e ímpio reinado de Juliano o Apóstata. Santa Bibiana foi obrigada a passar seis meses num prostíbulo, para que se perdesse, mas com a graça de Deus conservou a fé e a pureza intactas. Depois disso foi chicoteada até morrer.
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa
Venerável
 Padre Pelágio Sauter CSsR
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JOÃO DE RUYSBRŒCK Sacerdote, Religioso, Fundador 1293-1381

João de Ruysbroeck nasceu em 1293, em Ruysbroeck, nos arredores de Bruxelas. A sua família era honrada e muito abastada. Desde a sua mais terna infância gostava de isolar-se na natureza. Aos 11 anos, foi confiado um tio, Mestre João Hinckaert, cónego de Santa Gúdula, que o despertou muito cedo às verdades do Evangelho, e o enviou para uma escola para estudar as letras, a filosofia e as ciências humanas e divinas. Em 1317, quando completava 24 anos foi ordenado sacerdote e exerceu o seu ministério durante 25 anos em Bruxelas, como capelão de Santa Gúdula, na companhia de Mestre Hinckaert e de Franco van Coudenberg, capelães da mesma igreja, e animados dos mesmos desejos de vida virtuosa. Foi durante a sua estadia em Bruxelas que ele redigiu as suas primeiras obras. 
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SILVÉRIO DE ROMA Papa, Santo † fim do século VI

Silvério nasceu em Frosinone, na Campânia, Itália. Era filho do papa Hormisdas, que fora casado antes de entrar para o ministério da Igreja. Entretanto, ao contrário do que se encontra em alguns escritos, ele não foi sucessor do seu próprio pai. Antes de Silvério assumir, e depois do seu pai, outros ocuparam o trono de Pedro. Em períodos variados, não ultra-passando dois anos cada um, foram os papas: João I, Félix III, Bonifácio II, o antipapa Dióscoro da Alexandria, João II e Agapito I. Eleito no dia primeiro de junho de 536, papa Silvério foi o sucessor do papa Agapito I, e o numero cinqüenta e oito da Igreja Católica. Embora fosse apenas subdiácono quando assumiu o trono de Pedro, ele foi um dos mais valentes defensores do cristianismo, pois enfrentou a imperatriz Teodora. O conflito com a imperatriz começou quando ela enviou uma carta a ele ordenando que aceitasse, em Roma, bispos heréticos, entre eles Antimo. Respondendo com veemência que não obedeceria de forma alguma, foi preso. 
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CROMÁCIO DE AQUILEIA Bispo, Santo † 407

São Cromácio de Aquileia. Este bispo desempenhou seu ministério na antiga Igreja de Aquileia, fervoroso centro de vida cristã situado na Décima região do Império Romano, a Venetia et Histria. No ano 388, quando Cromácio subiu à cátedra episcopal da cidade, a comunidade cristã local já havia amadurecido uma gloriosa história de fidelidade ao Evangelho. Entre a segunda metade do século III e os primeiros anos do IV, as perseguições de Décio, de Valeriano e de Diocleciano haviam colhido um grande número de mártires. A Igreja de Aquileia também havia tido de enfrentar, como as demais Igrejas da época, a ameaça da heresia ariana. O próprio Atanásio, o arauto da Ortodoxia de Niceia, a quem os arianos haviam expulsado ao exílio, encontrou refúgio durante um tempo em Aquileia. Sob a guia de seus bispos, a comunidade cristã resistiu às insídias da heresia e reforçou sua adesão à fé católica.
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BIBIANA DE ROMA Virgem, Mártir e Santa século IV

Na época em que Roma estava sob o poder o imperador Juliano, "o Apóstata", aconteceu um dos últimos surtos de perseguição fatal aos cristãos, entre 361 e 363. O tirano, que já tinha renegado seu batismo e abandonado a Santa Bibiana de Roma religião, passou a lutar pela extinção completa do cristianismo. Começou substituindo todos os cristãos que ocupavam empregos civis por pagãos, tentando colocar os primeiros no esquecimento. Mas não parou por aí. Os mais populares e os mais perseverantes eram humilhados, torturados e, por fim, mortos. No ano 363, a família de Bibiana foi executada na sua presença, porque não renunciou à fé cristã. Flaviano, seu pai, morreu com uma marca na testa que o identificava como escravo. Defrosa, sua mãe foi decapitada. Ela e a irmã Demétria, antes, foram levadas para a prisão. 
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ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 2 DE DEZEMBRO

Pe. Flávio Cavalca de Castro, 
redentorista
Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
2 – Segunda-feira – Santos: Bibiana, Martana, Crisólogo
Evangelho (Mt 8,5-11) “O oficial disse: – Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa. Dize uma só palavra e o meu empregado ficará curado.”
Hoje ainda repetimos a oração daquele pagão quando celebramos a eucaristia: “Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo.” Assim também nós manifestamos nossa fé, reconhecemos nossa total dependência de Cristo e manifestamos nossa confiança em seu poder e em sua misericórdia. Isso dá sentido a nossa comunhão na eucaristia.
Oração
Senhor Jesus, diante da oração daquele homem, tenho de vos pedir que aumenteis minha fé, minha entrega humilde e total a vós. Reconheço que só vós podeis salvar-me, libertar-me do mal e fazer-me feliz agora e sempre. Por mim mesmo nada posso, não posso apelar para nada, a não ser para vossa misericórdia infinita. Confio em vós; prendei-me a vós, não permitais que vos abandone. Amém.

domingo, 1 de dezembro de 2019

TROCAMOS O PILOTO

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO
REDENTORISTA
VICE-POSTULADOR DA CAUSA
VENERÁVEL PADRE PELÁGIO SAUTER
MISSIONÁRIO REDENTORISTA
O avião havia levantado voo, mas poucos minutos depois, precisou voltar à base. O piloto comunicada à torre que um dos motores estava falhando. Neste aparelho não convinha ir. Passada meia hora de espera no aeroporto, o alto falante anunciou aos passageiros que já podiam retomar seus lugares. Qual fora o defeito, queriam saber. 
- Algum problema técnico? Troca de motor? 
– Não 
- Passageiro que perdeu o avião? 
– Não 
- Substituíram o aparelho? 
- Não. 
- Afinal, o que fizeram para resolver o problema? 
- Simplesmente trocamos o piloto. 
Palavra de vida: Vivemos procurando solução para nossos problemas, mas nunca atingimos a cabeça do prego. Contentamo-nos com soluções provisórias e paliativos. E sempre nos outros: Na religião, na escola, na família, no casamento, nas pessoas...

Homilia do 1º Domingo do Advento (01.12.19)

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA
REDENTORISTA
51 ANOS CONSAGRADO
44 ANOS SACERDOTE
“Já é hora de despertar” 
Ficai preparados 
No Advento, o Ano Litúrgico continua a chamada para a segunda vinda do Senhor. Esse mistério estimula a Igreja a caminho. Em toda a missa clamamos: “Vinde, Senhor Jesus”. Esperamos sua vinda e clamamos por ela. Jesus, quando vier, nos encontrará reunidos cantando seus louvores. A fraternidade é o campo fértil onde se alimenta a esperança da vinda do Senhor. Não será um terror, mas a expressão mais profunda do amor de Deus que vai glorificar os resgatados por Cristo (Lc 21,28). A preparação não é somente uma espera, mas uma vida cheia de boas obras. Não basta a fé. A fé sem obras é morta (Tg 2,17). É preciso esperar na fé operante pela caridade (Gl 5,6). Estejamos preparados porque a vinda será repentina. Não liguemos a segunda vinda somente a um fato do fim dos tempos, mas ela está presente no dia a dia, nas realidades práticas da vida. Paulo diz: “Procedamos honestamente como em pleno dia” (Rm 13,13). A atitude que Paulo sugere, refere-se às coisas da vida: “Nada de comilança, bebedeira, nem orgias sexuais e imoralidades, nem brigas nem rivalidades” (Id). O altíssimo ensinamento recai sobre as coisas da vida, no ser humano situado. Viver intensamente é a orientação para viver com serenidade no concreto da vida. Existe a grande tentação de ateísmo prático. Deus não tem lugar nas coisas da vida. Por isso Paulo insiste: “Vós sabeis em que tempo estamos, pois já é hora de despertar. Com efeito, agora a salvação está mais perto de nós do que quando abraçamos a fé” (Rm 13,11). 
Revestir-se do Senhor Jesus 
Paulo insiste com dois termos na realidade de revestir-se de Cristo: “Despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da luz... procedamos honestamente como em pleno dia... Revesti-vos do Senhor Jesus Cristo” (Rm 13,12,14). Isso se realiza quando “com as boas obras ao encontro do Cristo que vem” (oração da coleta). Por isso temos a insistência sobre a dupla vinda de Cristo: “Revestido de nossa fragilidade, Ele veio a primeira vez para realizar seu eterno plano de amor e abrir-nos o caminho da salvação. Revestido de sua glória, Ele virá uma segunda vez, para conceder-nos em plenitude, os bens outrora prometidos que hoje, vigilantes esperamos” (Prefácio). A oração pós-comunhão sintetiza o ensinamento: “Fazei que os vossos mistérios nos ajudem a amar agora o que é do céu e, caminhando entre as coisas que passam, abraçar as que não passam”. É sempre a tenção ao presente e a tensão ao futuro que é repentina. Lembramos que a esperança é a virtude que coloca a fé na prática da caridade. Ela é certeza: “A esperança é qual âncora da alma, segura e firme, penetrando para além do véu onde Jesus entrou por nós, como precursor...” (Hb 6,19). 
Transformação do mundo
Isaías lembra a atração que Deus exercerá sobre todos os povos. Ele localiza o polo de atração no monte do Senhor (Monte Sião) que estará no ponto mais alto do mundo. Para ele acorrerão todas as nações (Is 2,2-3). Esse monte é Cristo e seu Evangelho. Ele é quem exerce essa atração. Atração não somente espiritual, mas transformadora: “Os povos transformarão suas espadas em arados e suas lanças em foices” (Is 2,4). Paulo conclama: “Despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da luz” (Rm 13,13). Um cristianismo sem conteúdo gera obras mortas. A transformação do mundo vai do coração às atitudes. A fé pode transformar o mundo e preparar a gloriosa vinda do Senhor. O salmo retrata a alma dos peregrinos em caminhada para a Jerusalém terrestre, símbolo da Jerusalém celeste. 
Leituras: Isaías 2,1-5;Salmo 121;
Romanos 13,11-14ª; Mateus 24,37-44 
1. A fraternidade é o campo fértil onde se alimenta a esperança da vinda do Senhor. 
2. A esperança é a virtude que coloca a fé na prática da caridade. 
3.Ele é quem exerce essa atração. Atração não somente espiritual, mas transformadora. 
Esperando o trem 
Numa terra aonde os ônibus e trens, nem sempre chegam na hora, ficamos sempre esperando para qualquer momento. Se sairmos de perto poderemos perder, pois, chegará justo naquele momento. Quanto esperamos e não chegou! Assim vai ser o fim dos tempos. Somos exigidos a estar sempre alerta para que não haja nenhum desgosto. O Senhor virá a qualquer momento. Os primeiros cristãos, inclusive São Paulo, contavam com uma vinda iminente. Assim se organizou a vida da Igreja. A noite foi sempre o momento propício para se ficar em oração de espera, como nos conta a parábola das dez virgens. Ao grito “Eis que chega o esposo”, tudo deve estar pronto. Com a demora, foi se esmorecendo essa expectativa. Agora nem se fala mais. Mas a liturgia sempre clama: Vem, Senhor Jesus! Isso manifesta que estamos prontos e queremos ir a seu encontro.
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EVANGELHO DO DIA 1 DE DEZEMBRO

Evangelho segundo São Mateus 24,37-44. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Como aconteceu nos dias de Noé, assim sucederá na vinda do Filho do homem. Nos dias que precederam o dilúvio, comiam e bebiam, casavam e davam em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca; e não deram por nada, até que veio o dilúvio, que a todos levou. Assim será também na vinda do Filho do homem. Então, de dois que estiverem no campo, um será tomado e outro deixado; de duas mulheres que estiverem a moer com a mó, uma será tomada e outra deixada. Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia virá o vosso Senhor. Compreendei isto: se o dono da casa soubesse a que horas da noite viria o ladrão, estaria vigilante e não deixaria arrombar a sua casa. Por isso, estai vós também preparados, porque na hora em que menos pensais, virá o Filho do homem.
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Bernardo(1091-1153) 
monge cisterciense, doutor da Igreja 
Sermões 4 e 5 para o Advento
«Na hora em que menos pensais, 
virá o Filho do homem» 
É justo, irmãos, celebrar a vinda do Senhor com a máxima devoção possível, tanto o seu conforto nos deleita […] e tanto o seu amor nos abrasa. Mas não penseis apenas na sua primeira vinda, quando Ele veio «buscar e salvar o que estava perdido» (Lc 19,10); pensai também neste outro advento, quando Ele vier para nos levar consigo. Gostaria de vos ver constantemente ocupados a meditar nesses dois adventos, […] repousando entre estes dois abrigos, porque estes são os dois braços do Esposo nos quais repousava a Esposa do Cântico dos Cânticos: «a sua mão esquerda descansa sobre a minha cabeça, e a sua direita abraça-me» (2,6). […] Mas há uma terceira vinda entre as duas que mencionei, e os que a conhecem podem descansar para seu deleite. As outras duas são visíveis; esta não o é. Na primeira, o Senhor «apareceu sobre a Terra, onde permanece entre os homens» (Bar 3,38) […]; na última, «toda a criatura verá a salvação de Deus» (Lc 3,6; Is 40,5). […] A do meio é secreta: é aquela em que só os eleitos veem o Salvador dentro de si próprios, e em que a sua alma é salva. Na sua primeira vinda, Cristo veio na nossa carne e na nossa fraqueza; na sua vinda intermédia, vem em Espírito e poder; na sua última vinda, virá na sua glória e majestade. Mas é pela força das virtudes que chegamos à glória, como está escrito: «O Senhor dos Exércitos, Ele é o Rei da glória» (Sl 23,10); e no mesmo livro: «Para ver o vosso poder e a vossa glória» (62,3). Portanto, a segunda vinda é como o caminho que leva da primeira à última. Na primeira, Cristo foi nossa redenção; na última, aparecerá como nossa vida; na sua vinda intermédia, é nosso repouso e nossa consolação.

1º DE DEZEMBRO - LIÇÃO PARA OS CORRUPTOS

Tem gente que pergunta para que servem os santos. Servem para muita coisa. Também para dar o exemplo de honestidade. Vejamos este fato acontecido com Santo Elói, que viveu no século VII. Santo Elígio (588-659) nasceu em Limoges, de nobre família galo-romana, exerceu várias profissões, entre elas, a de ourives. Elígio (também conhecido pelo nome de Elói) empenhou-se tanto e com tamanha honestidade que, com o precioso metal que lhe foi adiantado para confeccionar um trono para o rei Clotário II, fez dois tronos, enquanto ourives anteriores, apenas desviavam o ouro para interesses particulares. Isso valeu-lhe a promoção de diretor da casa da moeda, ourives do rei e seu homem de confiança. O tempo que lhe sobrava na corte, era empregado em favor dos pobres, dos cativos e escravos. Em 639, morto o rei, demitiu-se de todos os cargos. Ordenou-se padre, depois bispo. Foi grande organizador, apóstolo cheio de zelo, sabedoria e bondade. Faleceu no ano de 659 com 71 anos de idade. 
Santo Elígio, rogai por nós!
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa
Venerável Padre Pelágio Sauter CSsR
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MARIA ROSA PELLESI Religiosa, Beata 1917-1972

Depois de apenas 35 anos da sua morte, a Igreja reconhece a santidade da Ir. Maria Rosa, professa da Congregação das Irmãs Franciscanas Missionárias de Cristo e proclama-a Beata. Dos seus 55 anos de existência, 27 foram vividos na solidão e no sofrimento de um sanatório. Dentro desse claustro, não escolhido nem previsto, aconteceu-lhe de tudo: chorou e sorriu, venceu a monotonia com a escuta e o amor, transformou o ordinário em extraordinário, fez grandes as mínimas coisas. Lá o seu dom nutriu-se da dor, o seu sorriso alimentou-se da doença e a sua felicidade de lágrimas. Livre e grande, desde o início até ao fim, permaneceu-lhe o coração. E isto lhe foi suficiente para voar alto, para sonhar o sol, transfigurar os seus dias e inebriar-se de felicidade e, sem algum rumor, fazer-se santa. Bruna Pellesi, a futura Ir. Maria Rosa, nasceu a 11 de Novembro de 1917, em Prignano sulla Secchia (Itália). 
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LIDUINA MENEGUZZI Religiosa salesiana, Beata 1901-1941

«A mensagem que a Beata Liduina Meneguzzi traz hoje à Igreja e ao mundo, é uma mensagem de esperança e de amor: uma esperança que resgata o homem do seu egoísmo e das formas aberrantes de violência; um amor que se torna convite à solidariedade, à partilha e ao serviço, conforme o exemplo de Jesus que veio não para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de todos». (cfr. Decreto sobre a heroicidade das virtudes)
Elisa Ângela Meneguzzi, (a futura irmã Liduina), nasce aos 12 de Setembro de 1901, em Santa Maria de Ábano, na província de Pádua. A sua é uma família de lavradores muito modestos, mas ricos de fé e de honestidade, valores que a pequena assimila muito cedo. Revela um vivo espírito de oração: participa todos os dias à santa Missa, não obstante tenha de percorrer a pé, dois quilómetros; frequenta a Catequese e, mais tarde, ela também se torna Catequista. À noite, antes de dormir, reza com a família e se sente feliz de falar de Deus aos irmãos.
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CARLOS DE FOUCAULD Sacerdote, Missionnáro, Beato 1858-1916

Charles de Foucauld nasceu em Strasburg, na França, em 15 de setembro 1858. Era descendente de família nobre, de tradição militar. Aos doze anos, morava com o avô, pois já era órfão. Aos dezesseis anos, Charles escolheu a carreira militar e, ao final dos estudos nas melhores escolas militares, era um subtenente do exército francês. Foi uma época repleta de entusiasmos, crises e desvios, que o levaram a abandonar a fé. Entregava-se, facilmente, a prazeres e amores libertinos, escandalizando a cidade. Porém sentia necessidade de preencher sua vida tão vazia e sem rumo. Em 1883, Charles deixou o exército e viajou para o Marrocos, na África. Ele conhecia a Argélia e tinha fascínio pelo país que conhecera como oficial francês. Disfarçou-se de um rabino pobre, vivendo entre as comunidades judaicas, organizando mapas e esboços dos lugares por onde passava. Esse trabalho lhe conferiu uma medalha de ouro oferecida pela Sociedade Francesa de Geografia. Desde a saída do exército começou a mudança de vida. 
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ANTÓNIO BONFADINI Franciscano Menor, Beato 1400-1482

António Bonfadini passou os últimos dias da sua vida na cidade de Cotignola (Itália), onde morreu e onde o seu corpo permaneceu incorrupto. Tinha nascido em Ferrara no já remoto ano de 1400. Obteve o grau de Doutor na sua cidade natal em 1439 e aos 37 anos entrou na Ordem Franciscano dos Irmãos Menores, no convento da estrita observância do Espírito Santo em Ferrara e aí se destacou pela sua fidelidade à regra e pela sua veemente pregação da Palavra de Deus. Ordenado sacerdote, sentiu-se atraído pelos sermões de São Bernardino de Sena que produziram nele um despertar maravilhoso de virtudes, não só em Frei António Bonfaddini, mas também nos outros franciscanos, seus irmãos da Ordem fundada por São Francisco de Assis. Passado algum tempo, começou a percorrer os caminhos da Itália como pregador da Palavra de Deus, sendo sempre escutado com grande atenção pelos auditores que acorriam numerosos para ouvirem o homem de Deus. Estava-se então no século XV, o século de ouro da pregação e da santidade da observância franciscana. 
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EDMUNDO CAMPION Santo: Mártir da fidelidade ao Papado 1540-1581

Homem inteligente, cordial e corajoso, com um futuro brilhante diante de si, renunciou a tudo para afervorar as almas que cambaleavam na Fé numa época de sangrentas perseguições.
Os séculos XVI e XVII foram tempos difíceis para a Igreja na Inglaterra. A outrora cognominada Ilha dos Santos encontrava-se imersa em problemas de índole política que logo transcenderam para a esfera eclesiástica, com as mais graves repercussões.Em 1534, Henrique VIII autonomeou-se Chefe Supremo da Igreja na Inglaterra e declarou réu de morte a quem não reconhecer essa autoridade. Ao ano seguinte, foram decapitados dois dos mais proeminentes opositores ao Ato de Supremacia: São John Fisher e São Thomas More. Os mosteiros, conventos e confrarias foram dissolvidos. Uma implacável perseguição se desatou contra os que permaneciam fiéis ao Papa.Foi nessas circunstâncias históricas que nasceu em Londres, no dia 25 de Janeiro de 1540, Edmundo Campion.
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ELOY DE NOYON Bispo, Santo † 659

Bispo, escultor, modelista, marceneiro e ourives, Elói ou Elígio foi um artista e religioso completo. Nasceu na cidade de Chaptelat, perto de Limoges, em 588, na França. Seus pais, de origem franco-italiana, eram modestos camponeses cristãos com princípios rígidos de honestidade e lealdade, transmitidos com eficiência ao filho. Com sabedoria e muito sacrifício, fizeram questão que ele estudasse, pois sua única herança seria uma profissão. Assim foi que, na juventude, Elói ingressou na escola de ourives de Limoges, a mais conceituada da Europa da época e respeitada ainda hoje. Ao se formar mestre da profissão, já era afamado pela competência, integridade e honestidade. Tinha alma de monge e de artista, fugia dos gastos com jogos e diversões. tudo dispendia com os pobres. 
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ADRIANO E NATÁLIA Esposos, Mártires, Santos Séc. IV

Adriano e Natália eram casados, membros de famílias nobres e abastadas da Nicomédia. Adriano era pagão e chefe do Praetorium, ao passo que Natália era uma cristã secreta. Ambos eram jovens e compartilharam a vida matrimonial por apenas treze meses antes de seu martírio.
Visita de Maximiano 
Quando o iníquo imperador Maximiano visitou a Nicomédia, ele ordenou que os cristãos fossem aprisionados e subjugados a torturas. Vinte e três cristãos esconderam-se numa gruta próxima à cidade. Alguém os entregou às autoridades, levando-os a serem açoitados cruelmente com chicotes de boi, espancados com bastões e lançados à prisão. Pouco tempo depois, eles foram apresentados diante do Pretor, a fim de terem seus nomes registrados. 
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Beata Clementina Anuarite Nengapeta, a Sta. Inês africana – 1º dezembro

     Anuarite Nengapeta nasceu no dia 29 de dezembro de 1939. Era a quarta das seis filhas de Amisi e Isude. A família de pagãos africanos da etnia Wadubu vivia na periferia de Wamba, no Congo. Ao ser batizada em 1943, acrescentaram-lhe o nome Afonsina. Na ocasião, também receberam esse sacramento sua mãe e quatro irmãs. A mais velha nunca abraçou a doutrina católica. Seu pai até começou a preparar-se para a conversão, mas depois desistiu, pois formou outra família enquanto trabalhava como soldado do exército congolês.
     A nova situação familiar refletiu pouco na formação de Anuarite, que teve uma infância e adolescência consideradas normais. Era vivaz e caridosa, de personalidade marcante e temperamento amistoso e generoso. O nervosismo, porém, era o ponto fraco do seu caráter. Era muito sensível e instável. Gostava de frequentar a igreja, ia à missa aos domingos com a mãe e as irmãs. Em seguida, ficava estudando o catecismo para poder receber a primeira comunhão, que ocorreu em 1948.
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Da. Maria Amélia de Bragança, a Princesa Flor


     Há 188 anos, nascia em Paris, em 1º de dezembro de 1831, Da. Maria Amélia a única filha de D. Pedro, o Duque de Bragança, e de sua segunda esposa, Da. Amélia de Beauharnais. Seu pai havia sido o primeiro Imperador do Brasil, como Pedro I, e 29º rei de Portugal, como Pedro IV - trono do qual abdicara apenas dois meses após sua aclamação, em favor de sua filha mais velha, Da. Maria II. Entretanto, dois anos depois, sua posição foi usurpada por seu tio (irmão mais novo de Pedro), que assumiu o trono como D. Miguel I. Ansioso para recuperar a coroa de sua filha, Pedro abdicou do trono brasileiro em abril de 1831 (em favor de seu filho mais novo, D. Pedro II) e partiu para a Europa com sua esposa, que estava grávida de Maria Amélia
     Pela via paterna, Maria Amélia era membro do ramo brasileiro da Casa de Bragança, sendo neta do rei D. João VI e da Infanta Carlota Joaquina da Espanha. Pelo lado materno, era neta do príncipe Eugênio de Beauharnais, enteado do imperador Napoleão I da França, e da princesa Augusta da Baviera, filha mais velha do rei Maximiliano I José da Baviera.
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ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 1 DE DEZEMBRO

Pe. Flávio Cavalca de Castro, 
redentorista
Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
1 – 1º Domingo do Advento – Santos: Naum, Elói, Bv. Charles de Foucauld.
Evangelho (Mt 24,37-44) “Se o dono da casa soubesse a que horas viria o ladrão, certamente vigiaria e não deixaria que a sua casa fosse arrombada.”
No capítulo Mateus fala inicialmente da destruição de Jerusalém e de seu templo. Esse anúncio era espantoso para os ouvintes de Jesus, que viam no templo e na cidade um símbolo do destino grandioso do povo. Isso, porém, não será o fim, como também outros possíveis desastres terríveis não significam que falhou o plano divino de salvação. Tudo continua nas mãos de Cristo, até sua plena manifestação no final. Podemos aprender, primeiro, que não nos devemos apavorar, por pior que seja a situação. Porém, cada um de nós e a igreja toda precisamos estar atentos aos sinais que nos indicam por onde e para onde o Senhor nos quer guiar. Só assim podemos dar resposta adequada às preguntas que vão surgindo. A fé, a esperança e a caridade podem manter-nos atentos e fiéis à espera do Senhor, em nossa vida e no final dos tempos.
Oração
Senhor Jesus, como os antigos, também nós vivemos achando que nossos tempos são terríveis, piores do que eram no passado. Sem dúvida há muitos males ao nosso redor, mas estais conosco e, se pensamos um pouco, vemos que aos poucos nos levais mais para frente e mais para cima. O que vos peço é que me deis confiança e coragem, para continuar pelo vosso caminho. E que eu tenha a sabedoria para perceber o que quereis de mim, e vos dê a respostas certa. Isso é o que vos peço para toda a igreja, para a minha comunidade mais próxima e para a igreja do mundo inteiro. Guiai-nos, Senhor, para que não nos deixemos enganar por falsas ilusões à direita ou à esquerda, querendo correr demais, ou ficando presos ao passado. Por mais difíceis que sejam os tempos, guardai-nos na fidelidade a vós e à união entre nós. Amém.