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sábado, 10 de outubro de 2026

Santa Telquide (ou Teodequilda), Abadessa de Jouarre - 10 de outubro

Martirológio Romano:
No mosteiro de Jouarre, no território de Meaux, cerca do ano 670, na Nêustria, na hodierna França, Santa Telquide, abadessa, que sendo nobre de nascimento, ilustre pelos seus méritos e austera em seus costumes, ensinou as virgens consagradas a ir ao encontro de Cristo com as lâmpadas acesas. 
Santa Telquide foi a primeira abadessa do Mosteiro de Jouarre, na Champagne francesa. Ela repousa na magnifica cripta merovíngia daquele mosteiro que canta ainda hoje como ela a Glória de Deus. As primeiras monjas vieram, no ano de 630, da vizinha Abadia de Faremoutiers e se colocaram sob a Regra de São Columbano. A inscrição no túmulo nos diz: “De nobre origem, radiante de méritos, forte na sua conduta, ela brilhou por sua fé santa. Ela exulta na glória do Paraiso”. A fundação merovíngia da abadessa Teodequilda ou Telquide teve lugar, segundo a tradição, no ano 630, inspirada pela visita de São Columbano, o monge viajante irlandês que inspirou a construção de mosteiros no princípio do século VII.

Mártires de Ceuta Daniel e seus companheiros Frades menores, Mártires em Ceuta, em Marrocos, Santos (+ 1227)

Foram beatificados pelo 
Papa Leão X em 1516, 
sendo depois nomeados 
padroeiros da cidade de Ceuta.
Em 1227, um ano após a morte de São Francisco de Assis, seis religiosos franciscanos da região da Toscana, na Itália, Ângelo, Samuel, Dónulo, Leão, Hugolino, e Nicolau, pediram ao Irmão Elias de Cortona, então Vigário Geral da Ordem, autorização para irem pregar o Evangelho aos pagãos que viviam no Norte da África. Os seis franciscanos partiram primeiramente para Espanha onde se foram encontrar com o Irmão Daniel, Ministro Provincial de Calábria, superior destes que os esperava para partirem para Ceuta. Daniel e seus companheiros embarcaram em Tarragona numa nau que os levou até Ceuta onde desembarcaram na quinta-feira 30 de Setembro de 1227, sem terem tido qualquer incidente notável.

sábado, 19 de setembro de 2026

São Gennaro(Januário), Bispo e Mártir Festa: 19 de setembro

(*)Nápoles, Século III
(+)Pozzuoli, 19 de setembro de 305 
Januário nasceu em Nápoles (?) na segunda metade do século III e foi eleito bispo de Benevento, onde exerceu seu apostolado, amado pela comunidade cristã e respeitado até mesmo pelos pagãos. A história de seu martírio se encaixa no contexto das perseguições de Diocleciano. Ele conhecia o diácono Sosso (ou Sossio), que liderava a comunidade cristã de Miseno e que foi preso pelo juiz Dragonio, procônsul da Campânia. Ao saber da prisão de Sosso, Januário decidiu ir com dois companheiros, Festo e Desiderio, para confortá-lo na prisão. Dragonio, informado de sua presença e interferência, mandou prender os três também, provocando protestos de Próculo, diácono de Pozzuoli, e de dois fiéis cristãos da mesma cidade, Êutiques e Acutius.

domingo, 13 de setembro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - Batismo para valer

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Água 
Tudo que é de Deus é simples. Do nada, fez tudo. Do pouco faz demais. Ao enviar seu Filho, O fez pequenino. Para realizar o sacramento do Batismo, nascimento dos novos filhos usa um pouco de água. Mesmo que fosse um mar, seria pouco, como uma gota d’água. Deus em sua grandeza divina faz de cada um filho seu que participa de sua Divindade que não tem limites. Refletindo sobre o ritual do Batismo, vemos no rito da bênção da água, sua presença nos principais momentos da história da salvação. Deus criou as águas, separando-as do caos original. A partir daí temos vida. Quando quis renovar a face da terra cheia de maldades, manda o dilúvio que destrói a maldade e faz nascer um mundo novo. É símbolo do batismo que destrói o mal e gera a vida nova. Os filhos dos hebreus, escravos do Egito são salvos passando, a pé enxuto, através das águas do Mar Vermelho. Jesus foi batizado nas águas do Rio Jordão, santificando as águas do batismo para que pudesse gerar novos filhos. Águas que dão vida. Pregado na cruz, de seu lado aberto pela lança, fez jorrar sangue e água. Seu último ensinamento foi ordem para que os discípulos fossem por todo o mundo e fizessem discípulos seus todos os povos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-os a observar tudo quanto ensinou. Batizar significa mergulhar na água. Bela simbologia: a água lava e dá vida. A água do Batismo purifica do mal e dá vida nova. A verdade é expressa pelo símbolo. 
Eu creio 
No momento do rito Batismo é pedida a adesão aos princípios da fé que se tornam de verdade vida. A fé não é só a declaração de um princípio, mas é vida de Deus em nós e vida nossa em Deus. A simbologia da água, na qual somos mergulhados, mesmo simbolicamente em pouca quantidade, nos conduz a uma participação do mistério de Deus Trindade. A profissão de fé é direcionada ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Não se trata de perceber, mas de acolher que vivemos em Deus e Deus vive em nós. Mais que o ar que respiramos é a vida nova que vivemos. Crer é um novo modo de ser. Jesus é Deus. E o que vemos? O que viam? Nada mais que a fé que Aquele Homem é Deus. A fé nos leva a não criar obstáculos. Jesus vivia com seu Pai e o Espírito, como nós vivemos. O que poderemos ver é o resultado em nossas atitudes. Mesmo assim, na penumbra da fé. Ver o invisível é a maior abertura da visão. Não se trata de sombras, mas e a luz, como a luz da inteligência, que não vemos, sabemos e entendemos. É o amor que temos e tornamos presente nas condições humanas. O amor não se vê, se faz. Quando digo eu creio, eu vivo, como a vida que vivemos. Onde está a vida? Vivida! 
Pai Nosso 
O último momento do Batismo é a recitação do Pai Nosso. Por que fomos acolhidos como filhos, podemos ter certeza que a vida de Deus em nós, nos dá direito ao relacionamento amoroso. Esse Pai nosso do Batismo, mais que uma “reza”, é o início de um relacionamento dialogal amoroso com o Pai. Paulo nos diz: “E, porque sois filhos, enviou Deus ao nosso coração o Espírito do seu Filho, que clama Abba, Pai!” (Gl 4,6). Podemos chamar a Deus de Pai... Inicia-se, com esse Pai Nosso no rito Batismo, o direito de rezar, de falar com o Pai. Temos o modelo de Jesus que estava sempre em diálogo com o Pai querido. Mesmo no maior sofrimento tem a força de colocar tudo nas mãos do Pai: “Pai, em vossas mãos entrego meu Espírito” (Lc 23,44).
ARTIGO PUBLICADO EM JANEIRO DE 2022

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Beato Pedro Tarrés i Claret

Nasceu no dia 30 de Maio de 1905 em Manresa (Espanha), numa família crente e exemplar. Recebeu o sacramento do Batismo a 4 de Junho do mesmo ano, a Confirmação em 1910 e a primeira comunhão em 1913. Estudou com os Padres Jesuítas. Era um adolescente de caráter aberto e alegre, amoroso com os pais e com as duas irmãs, amante da natureza e contemplativo, místico com alma de poeta. Graças à obtenção de bolsas de estudo, pôde fazer os estudos secundários e universitários, formando-se em medicina, no ano de 1928, na Universidade de Barcelona; funda, de acordo com o seu companheiro, Dr. Gerardo Manresa, o sanatório de Nossa Senhora "de la Merced", em Barcelona. Faz parte, com fervoroso zelo apostólico, da Federação dos Jovens Cristãos, que pertencia à Ação Católica, como a tinha perspectivado o Papa Pio XI: oração, estudo, ação sob a orientação da hierarquia local. Para ele o segredo da vida espiritual era a devoção Eucarística e o amor filial à Mãe de Deus. Em 1925 falece o seu pai e, pouco tempo mais tarde, sua mãe sofre um desastre que a torna inválida para sempre.

Beato Alfredo Ildefonso Schuster, cardeal, arcebispo de Milão

Parece que as pessoas não se deixam mais convencer pela nossa pregação, mas, diante da santidade, ainda se ajoelham, acreditam e rezam. Parece que as pessoas são inconscientes diante das realidades sobrenaturais e indiferentes aos problemas da salvação. Mas se um verdadeiro Santo passar pela rua, vivo ou morto, todos correm para vê-lo". Nesta espécie de testamento espiritual, deixado aos seminaristas moribundos, encerra-se toda a essência da santidade de Alfredo Ildefonso Schuster, monge de coração, antes de ser pastor de almas na cidade de Milão, para aonde a Igreja o enviara. Dois dias depois de pronunciar estas palavras, no cortejo fúnebre que acompanhava seu caixão, de Venegono a Milão, todos se uniram e acorreram para ver a passagem de um Santo.

São Raimundo Nonato Mercedário Religioso -Festa: 31 de agosto

Sacerdote espanhol, libertador
 de cativos dos mouros. 
(*)Portell, Espanha, 1200
(+)Cardona, Espanha, 31 de agosto de 1240 
Pouco se sabe sobre sua vida. Seu apelido significa "não nascido de uma mãe viva", "não nascido", ou seja, extraído de seu corpo sem vida, que morreu antes de dar à luz. Talvez de nascimento nobre, Raimundo ingressou na Ordem Religiosa da Misericórdia (também conhecida como Mercedários) por volta de 1224, fundada alguns anos antes com o objetivo de resgatar e fornecer educação religiosa e moral aos escravos nas regiões espanholas ainda ocupadas pelos árabes. Depois que os espanhóis libertaram grande parte do território, Raimundo partiu para a Argélia, onde foi feito prisioneiro. Para impedi-lo de pregar, colocaram uma espécie de mordaça em seu corpo. De volta à Catalunha, agora famosa, foi convocado a Roma pelo Papa Gregório IX, que o nomeou cardeal em 1239.

domingo, 30 de agosto de 2026

30 de agosto - Beato Alfredo Ildefonso Schuster

"Não tenho outra recordação para vos deixar a não ser um convite à santidade. Parece que as pessoas já não se deixam convencer pela nossa pregação; mas perante a santidade, ainda creem, ainda se ajoelham e rezam... Não vos esqueçais de que o diabo não tem medo dos nossos campos desportivos e das nossas salas de cinema: ao contrário, tem medo da nossa santidade". 
"Para que a tempestade não arraste a barca, não servem nem a diplomacia, nem as riquezas, nem o poder secular, mas unicamente a santidade apostólica, tácita como o fermento, humilde, pobre". 
"Se alguém me ama, ele observará minha palavra e meu Pai o amará e nós iremos até ele, e faremos nele a nossa morada" (Jo 14,23). 
O amor por Cristo, expresso em um serviço incansável à Igreja, é o coração da espiritualidade e da atividade apostólica de Alfredo Ildefonso Schuster, por muitos anos Pastor incansável da Arquidiocese de Milão.