segunda-feira, 31 de agosto de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Haverá sinais”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Sinais de vida
 
Iniciamos o tempo do Advento. Na reforma litúrgica houve uma mudança no tempo do Advento. Antes, esse tempo precioso, estava voltado para o nascimento de Cristo, como preparação para o Natal. Agora se recuperou o ensinamento sobre vinda de Cristo no fim dos tempos. Depois se celebra sua vinda na carne, no dia de Natal. No Natal celebramos o mistério da vinda de Cristo entre nós. Nesse tempo inicial de advento, até o dia 16.12, celebramos e preparamos sua vinda gloriosa quando nos virá tomar com Ele para tomarmos posse do Reino que nos está preparado desde o começo do mundo, como diz Jesus no julgamento final (Mt 25,34). Há os que veem os sinais como ameaçadores. Deus é bondoso. Nós é que somos maus e desejamos que Deus faça os outros pagarem. A maldade está em nós. E não em Deus. Dizemos que, quem tem conta no cartório, tem que se assustar. Para nós que sabemos que somos amados e amamos, a vinda de Cristo ressoa como um grande dom: “Quando essas coisas acontecerem, levantai-vos e erguei a cabeça, porque a vossa libertação está próxima” (Lc 25,28). Deus, em para nos levar consigo para seu Reino de glória. Todas essas coisas terríveis nos convidam a nos alegrar. São sinais da vida. Quem viveu Jesus em sua vida, não terá o que temer em sua vinda gloriosa. Jesus nos ensina a ler os sinais dos tempos, e deles, tirar a força para viver alegremente o Reino da verdade e da vida, da santidade e da graça, da justiça, do amor e da paz” (Prefácio de Cristo Rei). A profecia de Jeremias anuncia que a semente da justiça vai brotar. 
Corações insensíveis 
Como viver esse tempo de expectativa? Que não seja aterrorizante, mas seja produtivo. Jesus recomenda que vivamos livres de todo o pecado e cheios dos dons de Deus. Esperar o fim é viver intensamente o bem. Diz Jesus: “Orai a todo momento a fim de terdes força para escapar de tudo o que deve acontecer e para ficardes em pé diante do Filho do Homem”. A oração deve ser acompanhada de atitudes que nos libertem das fontes do pecado: “Tomais cuidado para que vossos corações não fiquem insensíveis por causa da gula, da embriaguez e das preocupações da vida e esse dia não caia de repente sobre vós” (Lc 21,34-35). São tentações que tiram o homem de sua realidade e o deixa ao sabor dos instintos. Como são vícios de difícil superação, despreparam totalmente o homem de pensar que a vida deve ser uma permanente espera do Senhor a qualquer momento. Não se trata de pegar de improviso, mas que a vida, assumida em Cristo, é a melhor maneira de esperar. Não se trata de uma vida inútil, mas frutuosa na caridade. Nosso amor vai ao encontro do amor de Cristo. Rezamos: “Verdade e amor são os caminhos do Senhor” (Sl 24). Paulo é modelo: “Aprendestes de nós como deveis viver para agradar o Senhor” (1Ts 4,1). 
Mostrai vossos caminhos 
O salmo nos leva a rezar com intensidade: “Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos, e fazei-me conhecer vossa estrada! Vossa verdade me oriente e me conduza” (Sl 24). “o(O) Senhor Se torna íntimo aos que o temem e lhes dá a conhecer sua aliança” (Id). Paulo mostra que esse caminho é o amor: “O Senhor vos conceda que o amor entre vós e para com todos aumente e transborde sempre mais, a exemplo do amor que temos por vós... numa santidade sem defeito” (1Ts 3,12). Esse é o modo como esperar o Senhor e como manter nossos corações em dia, sem insensibilidade. Assim poderemos orar a todo o momento. Tudo o que pensamos sobre a vida cristã, termina sempre no amor. 
Leituras: Jeremias 33,14-16; Salmo 24; 
1 Tessalonicenses 3,12-4,2; Lucas 21,25-28.34-36. 
1. A nós que sabemos que somos amados, a vinda de Cristo ressoa como grande dom. 
2. São tentações que tiram o homem de sua realidade e o deixam ao sabor dos instintos. 
3. Tudo o que pensamos sobre a vida cristã, termina sempre no amor. 
Sai debaixo 
Quando vemos algum voo rasante, temos a sensação de ter que abaixar a cabeça. Ouvindo as palavras dos Evangelhos sobre o fim, temos a sensação que vai ser um pandemônio. Vai voar tudo pelos ares. Não é essa a mentalidade de Jesus. Era uma linguagem do tempo para assustar. Por isso, ter medo da vinda de Jesus é condenar tudo o que fez, pois vem para retribuir, mais ainda, manifestar seu amor maior que quer todos com Ele. Não precisa abaixar, pois vem para nos elevar..... 
Homilia do 1º Domingo do Advento (28.11.2021)

EVANGELHO DO DIA 31 DE AGOSTO

Evangelho segundo São Lucas 4,16-30.
 
Naquele tempo, Jesus foi a Nazaré, onde Se tinha criado. Segundo o seu costume, entrou na sinagoga a um sábado e levantou-Se para fazer a leitura. Entregaram-Lhe o livro do profeta Isaías e, ao abrir o livro, encontrou a passagem em que estava escrito: «O Espírito do Senhor está sobre mim, porque Ele me ungiu para anunciar a boa nova aos pobres. Ele me enviou a proclamar a redenção aos cativos e a vista aos cegos, a restituir a liberdade aos oprimidos e a proclamar o ano da graça do Senhor». Depois, enrolou o livro, entregou-o ao ajudante e sentou-Se. Estavam fixos em Jesus os olhos de toda a sinagoga. Começou então a dizer-lhes: «Cumpriu-se hoje mesmo esta passagem da Escritura que acabais de ouvir». Todos davam testemunho em seu favor e se admiravam das palavras cheias de graça que saíam da sua boca. E perguntavam: «Não é este o filho de José?». Jesus disse-lhes: «Por certo Me citareis o ditado: "Médico, cura-te a ti mesmo". Faz também aqui na tua terra o que ouvimos dizer que fizeste em Cafarnaum». E acrescentou: «Em verdade vos digo: Nenhum profeta é bem recebido na sua terra. Em verdade vos digo que havia em Israel muitas viúvas no tempo do profeta Elias, quando o céu se fechou durante três anos e seis meses e houve uma grande fome em toda a Terra; contudo, Elias não foi enviado a nenhuma delas, mas a uma viúva de Sarepta, na região da Sidónia. Havia em Israel muitos leprosos no tempo do profeta Eliseu; contudo, nenhum deles foi curado, mas apenas o sírio Naamã». Ao ouvirem estas palavras, todos ficaram furiosos na sinagoga. Levantaram-se, expulsaram Jesus da cidade e levaram-no até ao cimo da colina sobre a qual a cidade estava edificada, a fim de O precipitarem dali abaixo. Mas Jesus, passando pelo meio deles, seguiu o seu caminho. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Faustino de Roma 
(século IV) 
Presbítero 
Tratado sobre a Trindade 
«Deus ungiu com a força do Espírito Santo
a Jesus de Nazaré» (At 10,38) 
O nosso Salvador tornou-Se Cristo ou Messias pela sua encarnação, e é verdadeiro rei e verdadeiro sacerdote. Entre os Israelitas, os sacerdotes e os reis eram ungidos com óleo; chamavam-lhes «crismados» ou «cristos». Por sua vez, o Salvador, que é verdadeiramente o Cristo, foi consagrado pela unção do Espírito Santo. Sabemos que isto é verdade pelo próprio Salvador, que, quando recebeu o livro de Isaías, abriu-o e leu nele: «O Espírito do Senhor está sobre mim, porque Ele me ungiu»; depois, declarou que a profecia acabava de se realizar para aqueles que estavam a ouvi-lo. Por outro lado, Pedro, o príncipe dos apóstolos, ensinou-nos que aquele óleo santo, aquele crisma pelo qual o Senhor Se manifestou como Cristo, é o Espírito Santo, ou seja, o poder de Deus. Nos Atos dos Apóstolos, falando a esse homem cheio de fé e de misericórdia que era o centurião, Pedro disse: «Vós sabeis o que aconteceu em toda a Judeia, a começar pela Galileia, depois do batismo que João pregou: Deus ungiu com a força do Espírito Santo a Jesus de Nazaré, que passou fazendo o bem e curando todos os que eram oprimidos pelo Demónio» (10,37-38). Assim, pois, Jesus, na sua encarnação, recebeu a unção que O consagrou «com o Espírito Santo e com poder». Foi por isso que o mesmo Jesus, na sua encarnação, foi feito Cristo, Ele que a unção do Espírito Santo fizera rei e sacerdote para sempre.

Beatos Edmigio Primo Rodriguez, Amalio Zariquiegui Mendoza e Valerio Bernardo Herrero Martínez Religiosos Lassalistas, mártir -Festa: 31 de agosto

(*)Adália, 4 de abril de 1881; Salinas de Oro, 6 de agosto de 1886; Porquera de los Infantes, 11 de julho de 1909
(+)Tabernas, 30/31 de agosto de 1936 
Eles eram Irmãos das Escolas Cristãs e dedicaram suas vidas ao ensino e à formação cristã de jovens. Pertenciam à comunidade do Colégio San José em Almería, onde numerosos religiosos lassalistas trabalhavam em 1936. Sua história faz parte da causa que uniu dois bispos, Diego Ventaja Milán e Manuel Medina Olmos, e sete Irmãos das Escolas Cristãs, todos mortos durante a perseguição religiosa. Documentos da Igreja consideram seu martírio uma morte sofrida por ódio à fé. Edmigio, nascido Isidoro, era o mais velho dos três: nascido em 1881, passou quase quarenta anos na vida religiosa. Amalio, nascido Justo, em 1886, atuou como ministro da educação em diversas comunidades antes de chegar a Almería. Valerio Bernardo, nascido Marciano, em 1909, era o mais novo. Os três foram presos no verão de 1936 e detidos juntamente com outros religiosos. Na noite de 30 para 31 de agosto, eles foram levados para a área de Tabernas, perto do poço conhecido como La Lagarta, e assassinados. Em 10 de outubro de 1993, João Paulo II os beatificou em Roma, juntamente com os outros cinco Irmãos da causa e os dois bispos de Almería e Guadix.

Beato Pedro Tarrés i Claret

Nasceu no dia 30 de Maio de 1905 em Manresa (Espanha), numa família crente e exemplar. Recebeu o sacramento do Batismo a 4 de Junho do mesmo ano, a Confirmação em 1910 e a primeira comunhão em 1913. Estudou com os Padres Jesuítas. Era um adolescente de caráter aberto e alegre, amoroso com os pais e com as duas irmãs, amante da natureza e contemplativo, místico com alma de poeta. Graças à obtenção de bolsas de estudo, pôde fazer os estudos secundários e universitários, formando-se em medicina, no ano de 1928, na Universidade de Barcelona; funda, de acordo com o seu companheiro, Dr. Gerardo Manresa, o sanatório de Nossa Senhora "de la Merced", em Barcelona. Faz parte, com fervoroso zelo apostólico, da Federação dos Jovens Cristãos, que pertencia à Ação Católica, como a tinha perspectivado o Papa Pio XI: oração, estudo, ação sob a orientação da hierarquia local. Para ele o segredo da vida espiritual era a devoção Eucarística e o amor filial à Mãe de Deus. Em 1925 falece o seu pai e, pouco tempo mais tarde, sua mãe sofre um desastre que a torna inválida para sempre.

31 de agosto - Santo Aristides de Atenas

Aristides de Atenas, filósofo apologista grego e patrístico do período anterior ao Concílio de Niceia, faleceu por volta do ano 134 e é autor do mais antigo escrito apologético cujo texto se conserva. A literatura apologética visa defender a religião cristã dos escritos do paganismo e das heresias. Os dados sobre sua vida e obra são escassos. Segundo Eusébio de Cesaréia o filósofo ateniense teria entregue ao Imperador Romano Adriano (76-138) livros compostos em defesa da religião cristã, aproveitando-se da admiração do imperador pela escola de Alexandria e os filosofia ateniense. A primeira apologia do cristianismo, teria sido escrita na época do reinado (117-138) de Adriano, e só conhecida dos contemporâneos após sua descoberta no século XIX e publicada pelos Mequitaristas de S. Lázaro, de Veneza (1878) com o título Ao imperador Adriano César de parte do filósofo ateniense Aristides.

Beato Alfredo Ildefonso Schuster, cardeal, arcebispo de Milão

Parece que as pessoas não se deixam mais convencer pela nossa pregação, mas, diante da santidade, ainda se ajoelham, acreditam e rezam. Parece que as pessoas são inconscientes diante das realidades sobrenaturais e indiferentes aos problemas da salvação. Mas se um verdadeiro Santo passar pela rua, vivo ou morto, todos correm para vê-lo". Nesta espécie de testamento espiritual, deixado aos seminaristas moribundos, encerra-se toda a essência da santidade de Alfredo Ildefonso Schuster, monge de coração, antes de ser pastor de almas na cidade de Milão, para aonde a Igreja o enviara. Dois dias depois de pronunciar estas palavras, no cortejo fúnebre que acompanhava seu caixão, de Venegono a Milão, todos se uniram e acorreram para ver a passagem de um Santo.

Santos José de Arimateia e Nicodemos, discípulos do Senhor

Depois disto, José de Arimateia, que era discípulo de Jesus, mas oculto, por medo dos judeus, rogou a Pilatos que lhe permitisse tirar o corpo de Jesus da Cruz. E Pilatos lho permitiu. Então foi e tirou o corpo de Jesus. Com ele foi também Nicodemos, que anteriormente, se encontrara às ocultas de noite com Jesus, levando quase cem arráteis de um composto de mirra e aloés. Tomaram, pois, o Corpo de Jesus e o envolveram em lençóis com as especiarias, como os judeus costumavam fazer, na preparação para o sepulcro. Havia um horto naquele lugar, onde Jesus fora crucificado e, no horto, um sepulcro novo, no qual ninguém ainda havia sido posto. Ali, pois, por causa da preparação da festa dos judeus e por aquele sepulcro estar perto, depositaram Jesus” (João 19,38-42).

São Raimundo Nonato Mercedário Religioso -Festa: 31 de agosto

Sacerdote espanhol, libertador
 de cativos dos mouros. 
(*)Portell, Espanha, 1200
(+)Cardona, Espanha, 31 de agosto de 1240 
Pouco se sabe sobre sua vida. Seu apelido significa "não nascido de uma mãe viva", "não nascido", ou seja, extraído de seu corpo sem vida, que morreu antes de dar à luz. Talvez de nascimento nobre, Raimundo ingressou na Ordem Religiosa da Misericórdia (também conhecida como Mercedários) por volta de 1224, fundada alguns anos antes com o objetivo de resgatar e fornecer educação religiosa e moral aos escravos nas regiões espanholas ainda ocupadas pelos árabes. Depois que os espanhóis libertaram grande parte do território, Raimundo partiu para a Argélia, onde foi feito prisioneiro. Para impedi-lo de pregar, colocaram uma espécie de mordaça em seu corpo. De volta à Catalunha, agora famosa, foi convocado a Roma pelo Papa Gregório IX, que o nomeou cardeal em 1239.

Nossa Senhora de La Vang

       Durante a maior parte do século XVII, o Vietnã esteve em guerra por várias lutas de poder e domínio. No século XVIII, a mais forte dentre elas foi conduzida pelos três irmãos Tay Son. Com pequeno intervalo, derrubaram sucessivamente os senhores de Nguyen e derrotaram os senhores de Trinh, restaurando a unidade nacional pela primeira vez desde o declínio da dinastia Le. Um dos irmãos Tay Son foi aclamado rei com o nome de Quang Trung. Em 1792 ele morreu e deixou o reino ao filho que se tornou o Rei Canh Thinh. Entretanto, Nguyen Anh continuou a revolta tentando reclamar o trono. Ao tentar fugir dos rebeldes Tay Son, em 1777, refugiou-se na ilha de Phu Quoc, onde D. Pedro Pigneau de Behaine, da Sociedade das Missões Estrangeiras, dirigia um seminário para jovens das terras vizinhas. O bispo convenceu-o a pedir auxílio a Luís XVI de França. O Rei Canh Thinh soube que Nguyen Anh recebia apoio do missionário francês e teve receio que os católicos vietnamitas apoiassem o seu reinado.

Deposição do precioso cinto da Ssma. Mãe de Deus em Constantinopla (séc. VI), 31 de Agosto

Sobre o evento da trasladação do precioso cinto (faixa) da Santa Mãe de Deus e sempre Virgem Maria, há duas referências a respeito: pode ter sido realizada pelos reis Arcadius ou Teodósio II, e foi transferido de Jerusalém para Constantinopla, sendo depositado no interior de um nicho de ouro. Transcorridos 410 anos, o rei Leão, o sábio, abriu este nicho buscando a cura para a sua rainha que se encontrava sob a possessão de um espírito impuro. Encontrou então este precioso cinto da Santa Mãe de Deus que começou a irradiar uma luz não criada. Havia um selo de ouro no qual estava indicado o dia e o ano em que fora trasladado para Constantinopla. Depois de se prostrar com grande devoção, o Patriarca tomou em suas mãos o precioso cinto e o estendeu sobre o corpo da rainha que, imediatamente se sentiu libertada. Todos começaram então a glorificar a Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, e agradecer à sua mãe que é a protetora fiel de todos os cristãos, nossa ajuda e intercessora em cada instante de nossas vidas. 
 Tradução e publicação neste site com permissão de Ortodoxia.org
 Trad.: Pe. André

ORAÇÕES - 31 DE AGOSTO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
31 – Segunda-feira – Santos: Aristides, Nonato, Amado
Evangelho (Lc 4,16-30) “Todos ficaram admirados com suas palavras cheias de salvação e estavam bem dispostos para com ele.”
Logo mais os conhecidos de Nazaré ficaram curiosos e o queriam matar. Como se explica essa mudança brusca? Um autor explica que as palavras de Jesus provocaram a mudança porque ele dizia que: “A salvação prometida por Deus está presente na sua pessoa, mas não se submete aos critérios utilitários e estreitos de seus conterrâneos”, a salvação oferecida é também para os de fora.
Oração
Senhor Jesus, mesmo procurando seguir-vos, facilmente esqueço que ofereceis salvação também para os de fora, que ainda não vos conhecem. Ajudai-me a fazer tudo que puder para que eles vos conheçam e aceitem a salvação que ofereceis. Quero mais vezes lembrar-me de  orar por eles. Ajudai-os, Senhor, a se abrir à vossa graça; por vossos caminhos levai-os para a verdade. Amém.

domingo, 30 de agosto de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - Reino de Justiça

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Reino de serviço
 
Republicanos que somos, há uns tempos, engolimos mal, certos termos da tradição recente da Igreja que viveu a monarquia. Há uma festa grandiosa chamada “Cristo Rei”. É preciso superar esta linguagem que está encarnada no termo de “princesinha”, porque bonita e bem vestida; príncipe... prêmios de princesa e coroas. Quem não assistiu o casamento do príncipe inglês? No fundo a gente gosta. Ainda temos essa linguagem na Igreja. Isso, sem falar de outros títulos... Jesus disse: “Eu sou rei. Vim ao mundo para isto: para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade, escuta minha voz” (Jo 18, 37). Jesus muda a conversa de Pilatos e indica que todo aquele que é da Verdade, escuta sua voz. A verdade é o testemunho de sua vida e de sua palavra. Caminhemos para a terminologia própria de Jesus: “O maior é aquele que está à mesa. Eu estou entre vós como aquele que serve” (Lc 22-27). Dizemos enfaticamente: “meu nome é serviço”. Jesus pode dizer meu ser é serviço vivido. Tudo o que fez, inclusive sua morte e ressurreição, foi um serviço. Deu a vida como serviço. É curioso como não conseguimos colocar nossa vida no caminho de Jesus. Por isso vemos que a Igreja perde seu sentido e continua mantendo certos costumes pouco cristão e alimentando “almas” que recebem Jesus, mas não assumem amor/serviço, núcleo do Evangelho. 
Terra do acolhimento 
Sempre falamos que devemos servir. Colocamos o serviço como sentido da vida. Mas nos esquecemos que devemos acolher. Amar e ser amado. Falamos que devemos amar. Desenvolvemos a teologia do amor, mas não a teologia do acolhimento do amor. Deixar-se amar. E temos uma explicação formidável. Jesus explica quando lava os pés dos discípulos numa atitude de serviço. No momento em que Jesus chega a Pedro, este diz: “Jamais me lavarás os pés”! Jesus responde: “O que faço não compreendes agora, mas compreenderás mais tarde” (Jo 13,8). Pedro então diz que quer que lave tudo. Jesus diz que ele já está todo puro. Na pureza da salvação, há a necessidade de lavar os pés uns dos outros e, o que não falamos, aceitar o amor que é oferecido, dado. É difícil aceitar ser servido. É quase humilhante para nosso orgulho. Aceitar ser amado exige dose alta de amor. Aceitar ser servido (não para quem usa os outros) é o desenvolvimento do amor. Cria-se, assim, o ambiente fraterno, como queria Jesus. E vemos ao final que Jesus diz que não precisa lavar tudo, pois já estão todos puros. A vivência do amor recíproco acolhe o serviço como dom e desenvolvimento do amor. Por isso, diz: “Deveis lavar-vos os pés uns dos outros” (id 14). 
Prazer da aventura 
Temos prazer nas aventuras da vida. Maior é o prazer nas aventuras do amor que Cristo nos ensinou como “seu mandamento”. O amor que nasce da doação da vida nos une a Cristo e, em certo sentido, nos iguala a Ele. Quando eu amo, é Cristo que ama. Quando sou amado recebo igualmente o amor como Cristo o recebe. O amor leva ao despojamento. Ele nos despe das inutilidades e nos leva ao núcleo do amor: amar como Cristo ama. Sua morte de Cruz, como entrega por amor, foi continuação de sua vida. Por isso disse a Pedro: Compreenderás mais tarde. A Paixão e Morte são a escola do amor maior. Jesus disse que “estais todos puros (limpos)”. É fruto da Paixão. O amor que Jesus teve em sua morte purifica. Acolhendo esse amor e levando-o à vida, continuamos sua Paixão redentora e gloriosa Ressurreição. Onde há amor, há passagem da morte para a vida.
ARTIGO PUBLICADO EM NOVEMBRO DE 2021

EVANGELHO DO DIA 30 DE AGOSTO

Evangelho segundo São Mateus 16,21-27. 
Naquele tempo, Jesus começou a explicar aos seus discípulos que tinha de ir a Jerusalém e sofrer muito da parte dos anciãos, dos príncipes dos sacerdotes e dos escribas; que tinha de ser morto e ressuscitar ao terceiro dia. Pedro, tomando-O à parte, começou a contestá-lo, dizendo: «Deus Te livre de tal, Senhor! Isso não há de acontecer!». Jesus voltou-Se para Pedro e disse-lhe: «Vai-te daqui, Satanás. Tu és para mim uma ocasião de escândalo, pois não tens em vista as coisas de Deus, mas dos homens». Jesus disse então aos seus discípulos: «Se alguém quiser seguir-Me, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me. Pois quem quiser salvar a sua vida há de perdê-la; mas quem perder a sua vida por minha causa há de encontrá-la. Na verdade, que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua vida? Que poderá dar o homem em troca da sua vida? O Filho do homem há de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos, e então dará a cada um segundo as suas obras. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Cesário de Arles 
(470-543) 
Monge, bispo 
Sermão 159; CCL 104, 650 
«Siga-Me» 
Ao pecar, o homem encheu o seu caminho de obstáculos; mas este ficou facilitado quando Cristo o pisou com a sua ressurreição, transformando um carreiro estreito numa avenida digna de um rei. A humildade e a caridade são os dois pés que permitem percorrê-la rapidamente. Todos os homens são atraídos para as alturas da caridade, mas a humildade é o primeiro degrau que é preciso subir. Porque levantas o pé acima de ti? Afinal queres subir ou queres cair? Começa pelo primeiro degrau, ou seja, pela humildade, e ele te permitirá subir. Foi por isso que o nosso Senhor e Salvador não Se limitou a dizer: «Renuncie a si mesmo», mas acrescentou: «Tome a sua cruz e siga-Me». Que significa tomar a cruz? Significa aguentar tudo o que é penoso, pois é desse modo que caminharemos atrás de Jesus. Assim que tivermos começado a segui-lo, adaptando-nos à sua vida e aos seus mandamentos, encontraremos no nosso caminho muitas pessoas que nos contradirão, que procurarão desviar-nos, que não se limitarão a troçar de nós, mas nos perseguirão. Essas pessoas não se encontram somente entre os pagãos que estão fora da Igreja; encontram-se até entre os que, vistos do exterior, parecem estar dentro da Igreja. Portanto, se desejas seguir Cristo, toma a tua cruz sem mais demoras e suporta os maus sem te deixares abater. «Se alguém quiser seguir-Me, tome a sua cruz e siga-Me»; se queremos pôr isto em prática, esforcemo-nos, com a ajuda de Deus, por fazer nossas estas palavras do apóstolo Paulo: «Se tivermos que comer e que vestir, estaremos contentes»; pois corremos o perigo de, ao procurar mais bens terrenos do que aqueles de que precisamos, querendo enriquecer, cair na armadilha da tentação, «em ciladas e tentações e em muitos desejos insensatos e funestos, que mergulham os homens na ruína e na perdição» (1Tm 6,8-9). Que o Senhor Se digne tomar-nos sob a sua proteção e livrar-nos desta tentação.

30 de agosto - Beato Alfredo Ildefonso Schuster

"Não tenho outra recordação para vos deixar a não ser um convite à santidade. Parece que as pessoas já não se deixam convencer pela nossa pregação; mas perante a santidade, ainda creem, ainda se ajoelham e rezam... Não vos esqueçais de que o diabo não tem medo dos nossos campos desportivos e das nossas salas de cinema: ao contrário, tem medo da nossa santidade". 
"Para que a tempestade não arraste a barca, não servem nem a diplomacia, nem as riquezas, nem o poder secular, mas unicamente a santidade apostólica, tácita como o fermento, humilde, pobre". 
"Se alguém me ama, ele observará minha palavra e meu Pai o amará e nós iremos até ele, e faremos nele a nossa morada" (Jo 14,23). 
O amor por Cristo, expresso em um serviço incansável à Igreja, é o coração da espiritualidade e da atividade apostólica de Alfredo Ildefonso Schuster, por muitos anos Pastor incansável da Arquidiocese de Milão.

30 de agosto - Beato Padre Eustáquio Van Lieshout

“Padre Eustáquio foi para Belo Horizonte enjeitado, ninguém sabia onde colocar Padre Eustáquio. Ele foi para Belo Horizonte com a obrigação de não fazer milagre. Pois para Deus não tem isso. Ele fez… trocou nome de rua, trocou nome de bairro, trocou nome de igreja, trocou tudo… para ver o que é a pessoa marcada por Deus. Padre Eustáquio com o seu ‘Saúde e Paz’ chegou a todas as famílias, de JK até o mais simples e pobre dos cristãos.“ 
Cardeal Dom Serafim Fernandes de Araújo, 
Arcebispo Emérito de Belo Horizonte. 

São Pammachius, Senador-Festa: 30 de agosto

Senador romano cristão, em 387, Pamáquio tornou-se monge e decidiu dedicar a sua vida aos pobres. Foi um dos fundadores de uma hospedaria, na foz do rio Tibre, que acolhia, gratuitamente, peregrinos pobres e enfermos. Contribuiu para a construção da Basílica dos Santos João e Paulo, no Célio. 
(*)Roma, por volta de 340
(+)Roma, 30 de agosto de 409/410 Ele é um dos líderes do partido cristão no Senado, a quem devemos a fundação da basílica com o antigo título de Bizanto al Celio, depois de São João e São Paulo. As figuras de Pammachius (cultor fidei, como indica uma epígrafe) e de sua esposa Paulina são quase certamente as que se veem aos pés de um dos mártires epônimos, na pintura do oratório subterrâneo.

Santos Félix e Adauctus Mártires -Festa: 30 de agosto século III-IV

Identificados como irmãos, pela tradição, foram enterrados no cemitério de Comodila. Uma antiga Passio narra que, na época de Diocleciano, enquanto Félix era levado para o martírio, ajuntou-se a ele um homem (Adauctus=adjunto), que se declarou cristão, com o qual partilhou o mesmo destino.
A informação mais confiável sobre os Santos Félix e Adaucto provém de um poema de São Dâmaso, que apenas nos diz que Félix e Adaucto eram irmãos e sofreram o martírio. Isso provavelmente ocorreu sob o reinado de Diocleciano, e eles foram sepultados em uma cripta no cemitério de Commodilla, perto da Basílica de São Paulo Fora dos Muros. Essa cripta, transformada em basílica, foi restaurada e contém um dos mais antigos afrescos cristãos primitivos, representando os dois mártires ao lado dos Santos Pedro, Paulo e Estêvão. Segundo uma lenda da Paixão segundo São Pedro, do século VII, enquanto o sacerdote Félix era conduzido à execução, um homem desconhecido apareceu, declarando que desejava compartilhar de seu destino.

Santa Gaudenzia Virgem e Mártir -Festa: 30 de agosto

Roma, séculos III-IV.
 
No Martirológio de São Geronimiano, referente a 30 de agosto, após vários mártires romanos, encontra-se a seguinte leitura: "Gaudentiae virginis et aliorum trium". Esta menção é a única referência antiga que temos a Gaudenzia. Alguns críticos acreditam que ela não foi uma mártir romana, mas sim uma transcrição errônea de copistas, que identificaram Gaudenzia com a mártir romana Cândida, comemorada no Martirológio de São Geronimiano em 29 de agosto. Essa afirmação, contudo, não possui provas suficientes. 
Padroeira: Ragusa, padroeira menor e co-padroeira desde 1643. 
Etimologia: Do latim Gaudentia, que significa 'aquela que se alegra, que é feliz'. 
Emblema: Palma do martírio, lírio branco, coroa da glória; o culto ragusano também inclui uma estátua e um busto relicário de madeira.

Beata Maria Rafols Fundadora -Festa: 30 de agosto

(*)Villafranca del Panadés, Espanha, 5 de novembro de 1781
(+)Saragoça, Espanha, 30 de agosto de 1853 
A Beata Maria Rafols, uma virgem espanhola, fundou a Congregação das Irmãs da Caridade de Santa Ana no hospital da cidade de Saragoça e a governou com firmeza, apesar de muitas dificuldades. João Paulo II a beatificou em 16 de outubro de 1994. 
Martirológio Romano: Em Saragoça, na Espanha, a Beata Maria Rafols, virgem, fundou a Congregação das Irmãs da Caridade de Santa Ana no hospital desta cidade e a sustentou com fortaleza, apesar de muitas dificuldades. 
Ela foi beatificada pelo Papa João Paulo II em 16 de outubro de 1994, na Praça de São Pedro, em Roma, juntamente com o jesuíta Alberto Hurtado Cruchaga, a fundadora Madre Giuseppina Vannini, o padre fundador Nicola Roland e a fundadora Madre Petra de São José.

Santa Margarida Ward, Mártir da Inglaterra - 30 de agosto

 Margarida Ward nasceu em Congleton, Cheshire, em torno de 1550, no seio de uma distinguidíssima família inglesa. Pouco se sabe de sua vida, somente que nos últimos anos viveu na casa da nobre senhora Whitall, da qual era dama de companhia. Margarida era católica, e soube que haviam prendido o sacerdote Guilherme Watson, que estava encarcerado e submetido a contínuos sofrimentos. Estava em curso a perseguição da sanguinária Isabel I contra os católicos, e a tortura era uma prática usual. Margarida decidiu visitá-lo repetidas vezes, para ajudá-lo e confortá-lo. Watson, que escreveu a obra conhecida como "Quodlibets", já tinha estado preso uma primeira vez, porém logo, em um momento de debilidade pelas torturas sofridas, tinha consentido participar do culto protestante, e por isso fora libertado.

Tecla da Turquia Virgem, Mártir,Santa séc. III

Não se sabe exactamente se foi em Isaúria ou na Licaónia, Turquia, o local onde a virgem mártir Tecla nasceu. O que se sabe é que é uma das figuras mais importantes dos tempos apostólicos, muito celebrada entre os gregos. Tudo começou quando, um dia, ao ouvir uma conversa sobre o valor da castidade entre o apóstolo Paulo e seu anfitrião Onesíforo, a jovem e pagã Tecla foi tocada no coração pelo discurso do santo. Ficou tão impressionada que, naquele exacto momento, resolveu não mais se casar. Mas o faria muito em breve, pois havia sido prometida a um jovem de nome Tamiris. Quando a jovem resolveu desmanchar o casamento, tanto sua família como a do noivo fizeram de tudo para demovê-la da ideia. Tecla, porém, se manteve firme na convicção de se converter. Isso despertou a ira de seu noivo Tamiris que conseguiu a prisão e a tortura de São Paulo por influenciar a jovem, o que eles consideravam ser uma atitude demoníaca por parte do apóstolo.

SANTA JOANA MARIA DA CRUZ (Joana Jugan), Virgem e Fundadora das Irmãzinhas Servas dos Pobres.

Religiosa francesa, fundadora da Comunidade das “Irmãzinhas dos Pobres”.
    Joana nasceu numa aldeia de Cancale, França, em 25 de outubro de 1792. Era a sexta de oito filhos de José e Maria Jugan. Seu pai era um pescador e morreu no mar quando ela tinha quatro anos; sua mãe cuidou sozinha desta grande família.
     Logo conheceu a pobreza e, com 16 anos, começou a trabalhar como empregada na cozinha dos Viscondes de la Choue para ajudar no sustento da família. A viscondessa era uma piedosa católica que Joana acompanhava em suas visitas aos doentes e aos pobres. Joana era sensível à miséria dos idosos que encontrava nas ruas, dividindo com eles seu salário, o pão e o tempo de que dispunha.  Aos dezoito anos de idade recusou uma proposta matrimonial de um jovem marinheiro, sinalizando:“Deus me quer para Ele”. Aos vinte e cinco anos deixou sua cidade para ser enfermeira no Hospital Santo Estevão.

Beato João Giovenale Ancina Bispo Festa: 30 de agosto

Bispo oratoriano, amigo de 
São Francisco de Sales. 
Homem de grande eloquência. 
(*)Fossano, Cuneo, 1º de outubro de 1545
(+)Saluzzo, Cuneo, 30 de agosto de 1604 
Elevado aos altares por Leão XIII em 9 de fevereiro de 1890, Giovanni Giovenale Ancina foi um dos primeiros discípulos de São Filipe Néri. No Oratório de Roma, em contato com o Padre Filipe, Ancina descobriu o caminho no qual mais tarde basearia fielmente toda a sua vida: para o Oratório, principal obra apostólica da Congregação, trabalhou com inteligência e dedicação, colocando a serviço de seus dons como erudito e artista, bem como estudioso das ciências teológicas e admirado pregador. Reconduzido a Roma em 1596, foi escolhido pelo Papa como Bispo de Saluzzo.
Etimologia: João = o Senhor é benevolente, dádiva do Senhor, do hebraico 
Emblema: Cajado pastoral 
Martirológio Romano: Em Saluzzo, no Piemonte, o Beato Giovanni Giovenale Ancina, bispo, que, outrora médico, esteve entre os primeiros a entrar no Oratório de São Filipe Néri.

ORAÇÕES - 30 DE AGOSTO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
30 – 22º Domingo do Tempo Comum
Evangelho (Mt 16,21-27) “Jesus começou a mostrar aos discípulos que era necessário ele ir a Jerusalém, sofrer muito ... ser morto e, no terceiro dia, ressuscitar.”
Logo depois que os discípulos o tinham reconhecido como o Salvador prometido, Jesus começou a falar das perseguições, dos sofrimentos e da morte que iria encontrar em Jerusalém. Nem Pedro nem os outros entenderam como isso iria acontecer, ou que sentido poderia ter. Jesus disse que não seria um Messias glorioso e triunfante. Afirmou que, para salvar e ser salvo, é preciso colocar Deus em primeiro lugar na vida. Para ser seu discípulo é preciso não se colocar em primeiro lugar, é preciso aceitar tudo, até a morte. Não é possível receber a vida e a felicidade que ele promete e, ao mesmo tempo, pôr a felicidade total nas coisas deste mundo, nos bens terrenos e humanos. É preciso tomar uma decisão corajosa, é necessário deixar tudo para ter tudo, é preciso perder para ganhar, é preciso morrer para viver.
Oração
Jesus, somente vós podeis fazer-nos exigências tão absolutas. Somente confiado em vós é que posso aceitar o que à sabedoria humana parece loucura. Creio em vós, Senhor, e estou disposto a vos seguir. Mas isso não é fácil, preciso de vossa ajuda para dar esse passo, preciso de ajuda para continuar em frente, mesmo quando tudo parece não ter sentido. Espero que, além de vosso auxílio, terei também a companhia e o apoio de meus irmãos e irmãs, pois isso me tornará mais fácil a caminhada. Ajudai-os a me ajudar, quando eu encontrar momentos mais difíceis na vida, quando as dúvidas forem maiores, quando o peso do sofrimento se tornar quase insuportável. Não permitais que as durezas da vida nos roubem a alegria e a paz. Caminhai sempre conosco, e tudo se tornará mais fácil para nós. Amém.

sábado, 29 de agosto de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - Jesus Cristo Rei do Universo

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Testemunha fiel
 
A festa de Cristo Rei surgiu para responder às necessidades da Igreja que perdia seu espaço diante das novas ideologias comunistas e outras: “A Primeira Guerra Mundial, em meio ao crescimento do comunismo na Rússia, por ocasião dos 1600 anos do Concílio de Nicéia (325), o Papa Pio XI instituiu a festa em 1925 através da encíclica Quas Primas. Sua primeira celebração aconteceu em 1926”. A festa toma novo sentido ao ser colocada no final do ano litúrgico. Perdeu o caráter político e se abriu à visão do universo que busca Cristo e por Ele é atraído com sua força divina: “Dando-nos a conhecer o mistério de sua vontade, conforme decisão que lhe aprouve tomar para levar o tempo à sua plenitude: a de, em Cristo, recapitular todas as coisas, as que estão nos céus e as que estão na terra” (Efésios 1,9-10). Para realizar essa missão de recapitular todo o universo. Isto é: levar todas as coisas para sua cabeça, seu princípio. A missão de Jesus não foi fundar uma religião nova. É a manifestação do Mistério de Deus para conduzi-lo a seu destino final que é o Criador. Os textos da liturgia, em Daniel e no Apocalipse, mostram essa figura magnífica do Filho do Homem. O Apocalipse O chama de testemunha fiel. Jesus não nega de ser rei, mas não desse mundo (Jo 18,36). “Ele é soberano dos reis da terra”. A Ele louvamos: “A Jesus, que nos ama, que por seu sangue nos libertou dos pecados e que fez de nós um reino, sacerdotes a seu Deus e Pai, a Ele a glória e o poder, em eternidade amém” (Ap 1,5-6) . 
Seu reino não dissolverá 
Na “guerra das religiões” esquecemos que o fundamental é a busca de Deus colocada no coração de cada um e sistematizada por grupos diferentes. A Igreja tem a missão de anunciar Jesus e sua Verdade. Podemos dizer que Deus e manifesta no coração humano onde Ele tem seu sacrário. Quando Jesus diz a Pilatos “Meu reino não é desse mundo...” está declarando sua verdade. E diz: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14,6). A vontade de Deus faz seu caminho e vai a sua última realização que é recapitular tudo em Si. Nós corremos o risco de querer implantar uma vida cristã a nosso modelo e não ao modelo de Cristo. Essa foi a tentação dos séculos. O Evangelho, nem sempre é o guia da vida cristã. É muito fácil buscar vida cristã segundo nosso modelo. Isso não nos compromete. Jesus tem seu jeito: Ele é vida doada. É triste ver as comunidades em total inércia. Só buscam uma missinha para se verem livres. Os santos foram os que se comprometeram com Jesus e com sua missão. Esse Reino de Jesus implantado não se dissolverá por conta de nossas fragilidades. Ele irá em frente no mundo, colocando em todos os corações a semente da fraternidade. Onde há amor, doação ao irmão, aí há o Reino de Deus. 
Testemunha da verdade 
Que é de Deus entende a missão de Jesus e a faz. Por isso responde a Pilatos: “Eu nasci e vim ao mundo para isso: para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz” (Jo 18,37). Pilatos perguntou: “O que é a verdade?” Mas não esperou a resposta. Ou reconheceu que Ele era a Verdade, pois disse aos judeus: “Não encontro Nele, crime nenhum” (Jo 18, 38). A vida cristã só é verdadeira se vive a Verdade de Jesus que é sua Pessoa e seu Evangelho. “Seus mandamentos não são pesados, pois todo o que nasceu de Deus vence o mundo. E esta é nossa vitória, a nossa fé” (1Jo 5,3-4). Pela fé, vivida na caridade (Gl 5,6). Assim somos testemunhas fiéis como Jesus. 
Leituras: Daniel 7,13-14; Salmo 92; 
Apocalipse 1,5-8;João 18,33b-37. 
1. A religião é manifestação do Mistério de Deus para conduzi-lo a seu destino, o Criador. 
2. É muito fácil buscar vida cristã ao nosso modelo. Isso não nos compromete. 
3. A vida cristã é verdadeira se vive a Verdade de Jesus que é sua Pessoa e seu Evangelho. 
Rei do Jogo 
No mundo há poucos reis, e penso que muitos inúteis e caros. Temos os quatro do baralho que causam muito barulho. Jesus declarando-Se Rei o faz de um modo em que o jogo se torna uma verdade que permanece. No jogo da vida buscamos o que nos garanta. Então é hora de buscar o rei do jogo, aquele que dá as cartas da vida. Nele, por Ele e com Ele podemos realizar o jogo da Verdade da qual Pilatos foge. Deu uma de filósofos, mas não entrou no jogo de Jesus. 
Homilia da Sol. de Cristo Rei (21.11.2021)

EVANGELHO DO DIA 29 DE AGOSTO

Evangelho segundo São Marcos 6,17-29. 
Naquele tempo, o rei Herodes mandara prender João e algemá-lo no cárcere, por causa de Herodíades, a mulher do seu irmão Filipe, que ele tinha tomado por esposa. João dizia a Herodes: «Não podes ter contigo a mulher do teu irmão». Herodíades odiava João Batista e queria dar-lhe a morte, mas não podia, porque Herodes respeitava João, sabendo que era justo e santo, e por isso o protegia. Quando o ouvia, ficava perturbado, mas escutava-o com prazer. Entretanto, chegou um dia oportuno, quando Herodes, no seu aniversário natalício, ofereceu um banquete aos grandes da corte, aos oficiais e às principais personalidades da Galileia. Entrou então a filha de Herodíades, que dançou e agradou a Herodes e aos convidados. O rei disse à jovem: «Pede-me o que desejares e eu to darei». E fez este juramento: «Dar-te-ei o que me pedires, ainda que seja a metade do meu reino». Ela saiu e perguntou à mãe: «Que hei de pedir?». A mãe respondeu-lhe: «Pede a cabeça de João Batista». Ela voltou apressadamente à presença do rei e fez-lhe este pedido: «Quero que me dês sem demora, num prato, a cabeça de João Batista». O rei ficou consternado, mas, por causa do juramento e dos convidados, não quis recusar o pedido. E mandou imediatamente um guarda, com ordem de trazer a cabeça de João. O guarda foi à cadeia, cortou a cabeça de João e trouxe-a num prato. A jovem recebeu-a e entregou-a à mãe. Quando os discípulos de João souberam a notícia, foram buscar o seu cadáver e deram-lhe sepultura. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Lansperge o Cartuxo 
(1489-1539) 
Religioso e teólogo 
Sermão para a Degolação de São João Batista, 
Opera Omnia, t.2, p. 514s 
«Bem-aventurados os que sofrem 
perseguição por amor da justiça» (Mt 5,10) 
A morte de Cristo está na origem de uma multidão incontável de crentes. Pelo poder desse mesmo Jesus e graças à sua bondade, a preciosa morte dos seus mártires e dos seus santos fez nascer uma grande multidão de cristãos. Com efeito, a perseguição dos tiranos e o assassínio injustificado de inocentes não conseguiu aniquilar a religião cristã; pelo contrário, sempre foi uma fonte de grande crescimento. Temos o exemplo de São João, que batizou Cristo e cujo santo martírio hoje festejamos. Com efeito, Herodes, rei infiel, quis, por fidelidade ao seu juramento, apagar completamente da memória dos homens a lembrança de João; ora, não só João não foi aniquilado, como milhares de homens, inflamados pelo seu exemplo, acolheram a morte com alegria por amor à justiça e à verdade. Quem é o cristão digno desse nome que não venera hoje João, aquele que batizou o Senhor? Em todo o mundo, os cristãos celebram a sua memória, todas as gerações o proclamam bem-aventurado e as suas virtudes enchem a Igreja de perfume. João não viveu só para si e não morreu só para si.

Beata Teresa Bracco, Virgem e Mártir -Festa: 29 de agosto

(*)Santa Giulia, Dego, Savona, 24 de fevereiro de 1924
(+)29 de agosto de 1944 
Ela viveu uma vida simples no campo, distinguindo-se pelas virtudes familiares, pela piedade e por uma rara modéstia cristã. Seu desenvolvimento espiritual ocorreu sob a orientação do pároco, Padre Natale Olivieri. São Domingos Sávio, a quem era devota, a inspirou a tomar a suprema decisão: "Antes cometer um pecado, prefiro morrer". O ataque alemão de 28 de agosto de 1944 deu-lhe a oportunidade de concretizar esse propósito heroico. Sequestrada por um soldado alemão, tentou primeiro escapar de suas intenções brutais levando-o para perto de casas, mas, impedida, escolheu entregar a própria vida a perder a virtude tão zelosamente guardada por amor a Deus. Seu corpo torturado foi encontrado em 30 de agosto.

Beata Sancia (Giovannina) Virgem Szymkowiak -Festa: 29 de agosto

(*)Ostrów Wielkopolski, 10 de julho de 1910
(+)Poznan, Polônia, 29 de agosto de 1942 
Giovanna Szymkowiak nasceu em 10 de julho de 1910, em Możdżanow, Polônia. Desde a infância até os estudos universitários, dedicou-se ao apostolado da juventude, mantendo o desejo de consagrar sua vida inteiramente a Deus. Em 1934, durante uma peregrinação a Lourdes, decidiu ingressar na Congregação das Oblatas do Sagrado Coração de Jesus em Montluçon, onde permaneceu por pouco tempo devido à pressão da família para retornar à Polônia. Em 1936, ingressou na Congregação das Filhas da Mãe das Dores ("Seraficas"). Aparentemente, levava uma vida simples e cotidiana, mas escondia uma comunhão extraordinária e profunda com Deus, sempre pronta a qualquer sacrifício e humilhação para expiar seus pecados e os da humanidade.

Beata Filippa Guidoni, freira -Festa: 29 de agosto

(†)Arezzo, 29 de agosto, primeiras décadas do século XIV.
Nascida em Arezzo, no seio da família nobre Guidoni, Filippa ingressou na comunidade das chamadas Santucce, o movimento monástico feminino que surgiu no século XIII em torno da Beata Santuccia Terebotti de Gubbio e que se espalhou por toda a região de Arezzo. Filippa viveu no mosteiro de Santa Maria di Valverde, onde a tradição a recorda como uma freira leiga, particularmente devotada à humildade, pureza e mortificação. Sua figura é significativa sobretudo pela precocidade do culto local. Estudos sobre a religiosidade feminina em Arezzo no final da Idade Média atestam que Filippa já era venerada como santa no início do século XIV e que seu culto também era reconhecido nos círculos cívicos da cidade. O Estatuto Municipal de Arezzo de 1327 é um testemunho particularmente importante dessa veneração. Contudo, as informações sobre sua vida permanecem escassas. Não sabemos com certeza o ano de seu nascimento ou morte. A data de 29 de agosto é tradicionalmente associada à sua morte, situada nas primeiras décadas do século XIV. Seu corpo, inicialmente sepultado em Santa Maria di Valverde, acompanhou os destinos da comunidade monástica em subsequentes transferências e continuou sendo objeto de veneração.

Santa Eufrásia Eluvathingal, Carmelita - 29 de agosto

Nasceu no dia 7 de outubro de 1877 na aldeia de Kattoor (Índia), na paróquia de Edathuruthy, que formava parte do então vicariato de Trichur (posteriormente passou a ser diocese e foi dividida) e que atualmente pertence à diocese de Irinjalakuda. Era filha de Antony e Kunjethy de Eluvathingal Cherpukara, uma rica família católica do rito siro-malabar. Foi batizada com o nome de Rosa. Desde pequena, por influência de sua mãe, mulher muito piedosa, começou a exercitar-se nas virtudes. Na idade de nove anos consagrou a Deus sua virgindade. Contra a vontade de seu pai, na idade de doze anos ingressou no internato das religiosas da Congregação da Mãe do Carmelo de Koonammavu. Depois da reorganização dos vicariatos apostólicos realizada no ano 1896, no dia 9 de maio de 1897 as religiosas e as aspirantes do vicariato de Trichur se trasladaram de Koonammavu para Ambazhakkad.

Beata Bronislava de Kamien, Virgem Premonstratense -Festa: 29 de agosto

(*)Kamień Śląski, Alta Silésia, por volta de 1200-1203
(+)Zwierzyniec perto de Cracóvia, 29 de agosto de 1259
Nascida na Alta Silésia por volta de 1200-1203, ela provinha de uma família aristocrática e, segundo uma tradição bem estabelecida, embora não totalmente documentada em todos os seus detalhes, pertencia à família Odrowąż, a mesma à qual estavam ligados São Jacinto e o Beato Ceslau. Ainda jovem, ingressou no mosteiro das cônegas premonstratenses de Zwierzyniec, perto de Cracóvia, onde passou mais de quarenta anos. Sua figura está especialmente ligada à meditação sobre a Paixão de Cristo, à devoção à cruz, à vida contemplativa e ao auxílio aos que sofrem.

Santa Verona de Mainz, Abadessa -Festa: 29 de agosto

(*)Renânia, Reino Franco Oriental, início do século IX 
(+)Mainz, Alemanha, 870 ou por volta de 900 
Gêmea de Santa Verona de Lembeek e filha, segundo a lenda, do rei carolíngio Luís, o Germânico, Verona é uma figura que transita entre a história e a memória: nenhuma fonte contemporânea a menciona, contudo, seu culto deixou vestígios tangíveis no solo, na toponímia e na devoção de Brabante. Reza a lenda que ela renunciou ao casamento e ao namoro, partiu em busca do túmulo de seu irmão, guiada por sinais misteriosos e uma carroça de bois, tomou o véu, fundou mosteiros e tornou-se abadessa. Morreu em Mainz em 870, e seu corpo, trazido de volta a Brabante após uma jornada prodigiosa, foi sepultado na colina de Vronenberg, na atual Leefdaal, onde uma pequena igreja foi construída por volta de 900, tornando-se posteriormente a capela românica de Santa Verona. Ela é invocada contra febres e representada como uma abadessa com um báculo e um livro.

Santa Sabina Mártir-Festa: 29 de agosto século II

Uma patrícia romana do século II, morta em desprezo à fé da mesma maneira: decapitada. Em sua "Paixão", lemos que ela era uma nobre pagã, esposa do senador Valentim, que se converteu ao cristianismo sob a influência de sua serva Serápia. Com ela, desceu às catacumbas à noite, onde os cristãos se reuniam clandestinamente para escapar da perseguição imperial. Quando Serápia foi capturada e espancada até a morte, Sabina também emergiu e sofreu o martírio por volta do ano 120. As relíquias das duas mártires, juntamente com as de Alexandre, Eventius e Teódulo, estão localizadas na Basílica de Santa Sabina, no Monte Aventino, fundada em 425 por Pedro da Ilíria, sobre os restos de um antigo "Título Sabino" (talvez a santa, além de ser sua padroeira, tenha sido sua fundadora e protetora). Diz-se que São Domingos fundou sua ordem ali. Sua cela, transformada em capela, ainda pode ser visitada.

Santa Maria da Cruz (Joana Jugan), fundadora das Irmãzinhas dos Pobres. Festa: 29 de agosto

(*)Cancale, França, 25 de outubro de 1792
(+)La Tour-St-Joseph, França, 29 de agosto de 1879 
No dia do martírio de João Batista, a Igreja também comemora a Beata Jeanne-Marie de la Croix, fundadora das Irmãzinhas dos Pobres. Ela nasceu Jeanne Jugan em Cancale, França, em 1792. Seu pai, pescador, morreu no mar quando ela tinha quatro anos. Trabalhou como criada em um castelo e começou a desenvolver sua vocação: ajudar idosos solitários. Aos 25 anos, deixou a aldeia e ingressou no hospital de Saint-Servan como enfermeira. Nesse ínterim, juntou-se à Ordem Terceira da Madre Admirável, fundada por São João Eudes. Com sua amiga Françoise Aubert, alugou uma casa e começou a acolher idosos solitários e doentes. Este foi o núcleo da Congregação. Devido a desentendimentos, foi posteriormente destituída de seu cargo de superiora e passou seus últimos anos como mendicante. Faleceu em 1879 e foi beatificada em 1982.

Santa Beatriz de Nazaré-Festa: 29 de agosto

(*)Tienen, Bélgica, por volta de 1200
(+)Nazaré perto de Lier, 29 de agosto de 1268 
Nascida em Tienen por volta de 1200, em uma família burguesa abastada, recebeu uma educação excepcionalmente completa para uma mulher de sua época e passou a vida em algumas das mais importantes comunidades cistercienses femininas de Brabante. Após uma experiência com as beguinas de Zoutleeuw, ingressou no mosteiro de Bloemendaal, passou por La Ramée e Maagdendaal e, finalmente, participou da fundação da Abadia de Nazaré, perto de Lier, onde se tornou priora. Sua importância, no entanto, vai além da dimensão estritamente monástica. Beatriz é mais lembrada por Van seven manieren van heiliger minnen, geralmente traduzido como As Sete Formas de Amar Santamente, um dos textos fundamentais do misticismo em neerlandês médio e uma das primeiras obras de prosa religiosa nessa língua.

Martírio de São João Batista -Festa: 29 de agosto- século I

Massimo Stanzione:
 Degolação de São João Baptista.
Museu do Prado, Madrid.
Evangelho e Tradição
 
Esta festa do martírio de São João Baptista teve a sua origem no século V, na França; e no século VI, em Roma. Está ligada — segundo certos historiadores — à dedicação da igreja construída em Sebaste, na Samaria, sobre o que é considerado como sendo o túmulo do santo Precursor de Jesus Cristo. 

ORAÇÕES - 29 DE AGOSTO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
29 – Sábado – Martírio de S. João Batista
Evangelho (Mc 6,17-29) “Herodes temia João; sabia que ele era justo e santo, e o protegia. Gostava de ouvi-lo, embora ficasse embaraçado quando o escutava,”
Dois elogios dão-nos ideia da grandeza de João. O de Jesus, dizendo que não existia ninguém maior que o profeta, e a admiração de Herodes, que o reconhecia como justo e santo. A grandeza de João decorre da graça do Senhor que o escolheu gratuitamente, enriquecendo-o com seus dons, e da sua fidelidade à missão recebida. João foi até o fim coerente com as certezas de sua fé.
Oração
Senhor Jesus, vendo a fidelidade de João, percebo quanto ainda me falta para ser de fato um seguidor vosso. Quando tudo vai bem, facilmente me esqueço de vós; quando surgem dificuldades, logo desanimo, achando que me abandonastes. Aumentai minha fé, para que minha entrega a vós seja mais generosa. E nos momentos mais difíceis, segurai-me firme para que não vos deixe. Amém
              

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

O restauro da imagem e de uma vida de fé

Ao longo de 33 dias, incluindo sábados e domingos, Maria Helena trabalhou no restauro, mas antes, apesar de naquele momento não ter extrema devoção por Nossa Senhora, pediu a ajuda da Padroeira do Brasil 
Arquivo Pessoal/Maria Helena Chartuni 
Em 16 de maio de 1978, na Basílica Velha em Aparecida (SP), algo inimaginável aconteceu: um jovem, visivelmente transtornado, pegou a imagem de Nossa Senhora Aparecida e a atirou no chão, deixando-a despedaçada em mais de 200 partes. 
Diante do fato, os padres redentoristas buscaram ajuda no Museu Vaticano, mas foram orientados a procurar o Museu de Arte de São Paulo para o restauro da imagem. À época, lá trabalhava como chefe do Departamento de Restauração a artista plástica Maria Helena Chartuni, a quem coube a tarefa do restauro. 
“Quando vi o estado em que estava a imagem, realmente eu levei um susto interiormente”, disse Maria Helena ao O SÃO PAULO. “Na hora, pensei que era um trabalho muito complicado, difícil de fazer, não só pelo restauro em si, mas por tudo que envolvia a imagem, em especial o fato de Nossa Senhora Aparecida ser a Padroeira do Brasil. Fiquei com muito medo, mas eu tinha que fazer o trabalho”, recordou. 
Primeira restauração 
Ao longo de 33 dias, incluindo sábados e domingos, Maria Helena trabalhou no restauro, mas antes, apesar de naquele momento não ter extrema devoção por Nossa Senhora, pediu a ajuda da Padroeira do Brasil.
“Quando esse restauro chegou na minha vida, não tive aquela emoção de um devoto, e foi até melhor, porque com uma distância do objeto a ser restaurado, você pode lidar melhor com ele. No entanto, eu sentia que durante o restauro aconteciam fatos estranhos, como pedaços pequenos que eu pegava ao ‘acaso’ e achava o lugar certo para colocá-los. Eu tinha pedido a Nossa Senhora, sozinha, antes de começar a restaurar: ‘eu estou com problema. Você me deu esse problema para resolver, e eu gostaria que você me ajudasse”, contou. 
Inicialmente, Maria Helena classificou as partes da imagem e depois fez a reconstrução de 165 pedaços que puderam ser colados. “O que não deu para colar, porque estava quase em estado de pó, eu coloquei com a cola dentro da imagem, pois a imagem é oca. Usei esse critério porque é uma imagem de culto. Se fosse uma imagem comum, eu não teria feito todos esses detalhes, eu teria parado em alguns lugares, como, por exemplo, no rosto, em que faltava a parte direita, que não foi encontrada. Foram feitas três partes para não ficar com buracos: a parte direita do rosto com um olho, uma parte do cabelo e uma parte do cotovelo, em baixo”, detalhou. 
A restauradora afirmou que só teve plena noção do que representava aquele restauro quando a imagem retornou a Aparecida, em 19 de agosto daquele ano. “Se formou um corredor humano ao longo de todo caminho da avenida Paulista, também na via Dutra toda até a entrada de Aparecida. Todo mundo se emocionava, rezava, chorava, e aquilo realmente me tocou”. 
A restauração da fé - A12 
Passados quase 40 anos do restauro, Maria Helena tem convicção que não só a imagem de Nossa Senhora Aparecida foi restaurada em 1978. “Ela realmente restaurou a minha vida!”, garante. 
Os detalhes desses restauros – o da imagem e o pessoal – estão no livro “A história de dois restauros – Meu encontro com Nossa Senhora Aparecida” (Editora Santuário, 2016), escrito por Maria Helena também com o objetivo de contar a verdadeira história do que aconteceu e do que sentiu, dado que, ao longo do tempo, algumas versões surgiram, nem sempre correspondendo fielmente aos fatos.
Hoje devota de Nossa Senhora Aparecida, a Artista Plástica é enfática em afirmar que não venera nem adora a imagem de terracota que reconstruiu ou qualquer outra. “Não acho correto venerar a imagem física, mas sim o que ela representa, que é muito maior, mais misterioso e grandioso que a imagem”, disse, acreditando, também, que não foi por acaso que teve a missão de restaurar a imagem da Padroeira do Brasil.
“Quando essa imagem foi achada no rio Paraíba Sul, ela veio para dar algum recado espiritual e deu, porque se fosse um marketing católico já teria desaparecido. Não se sustenta por tantos anos uma coisa superficial que não tenha a mão de Deus. E na minha vida foi a mesma coisa: ela não veio por acaso. Tudo é plano de Deus e a gente vai entender só depois que acontece”, concluiu. 
(Texto publicado no O SÃO PAULO em outubro de 2017)