Evangelho segundo São Mateus 24,42-51.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Vigiai, porque não sabeis em que dia virá o vosso Senhor.
Compreendei isto: se o dono da casa soubesse a que horas da noite viria o ladrão, estaria vigilante e não deixaria arrombar a sua casa.
Por isso, estai vós também preparados, porque na hora em que menos pensais, virá o Filho do homem.
Quem é o servo fiel e prudente, que o senhor pôs à frente da sua casa, para lhe dar o alimento em tempo oportuno?
Feliz aquele servo que o senhor, ao chegar, encontrar procedendo assim.
Em verdade vos digo que lhe confiará a administração de todos os seus bens.
Mas se o servo for mau e disser consigo: "O meu senhor demora-se",
e começar a espancar os companheiros e a comer e beber com os ébrios,
quando o senhor daquele servo chegar, em dia que ele não espera e à hora que ele não pensa,
expulsá-lo-á e lhe dará a sorte dos hipócritas. Aí haverá choro e ranger de dentes».
Tradução litúrgica da Bíblia
Santa
(1910-1997)
Fundadora das
Irmãs Missionárias da Caridade
«Jesus, a Palavra», cap. 10
«Feliz aquele servo que o senhor, ao chegar,
encontrar procedendo assim.»
Se às vezes temos a impressão de que o Mestre Se ausentou, não será por nos termos afastado desta ou daquela irmã? Uma coisa nos garantirá sempre o Céu: os atos de caridade e a gentileza com que tivermos preenchido a nossa vida. Nunca saberemos o bem que um simples sorriso pode fazer. Dizemos aos outros que Deus é grande, compreensivo e indulgente: seremos nós a prova viva disso mesmo? Eles verão realmente essa grandeza, essa compreensão e essa indulgência em nós?

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