terça-feira, 18 de agosto de 2026

EVANGELHO DO DIA 18 DE AGOSTO

Evangelho segundo São Mateus 19,23-30. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Em verdade vos digo: um rico dificilmente entrará no Reino dos Céus. É mais fácil passar um camelo pelo fundo duma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus». Ao ouvirem estas palavras, os discípulos ficaram muito admirados e disseram: «Quem poderá, então, salvar-se?». Jesus olhou para eles e respondeu: «Aos homens isso é impossível, mas a Deus tudo é possível». Então, Pedro tomou a palavra e disse-Lhe: «Nós deixámos tudo para Te seguir. Que recompensa teremos?». Jesus respondeu: «Em verdade vos digo: no mundo renovado, quando o Filho do homem vier sentar-Se no seu trono de glória, também vós que Me seguistes vos sentareis em doze tronos para julgar as doze tribos de Israel. E todo aquele que tiver deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos ou terras por causa do meu nome, receberá cem vezes mais e terá como herança a vida eterna». Muitos dos primeiros serão os últimos e muitos dos últimos serão os primeiros». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Pedro Damião 
(1007-1072) 
Eremita, bispo, doutor da Igreja 
Sermão 9; PL 144, 549-553 
Deixar tudo para seguir a Cristo 
Na verdade, é uma grande coisa deixar tudo, mas ainda é ainda mais importante seguir a Cristo; porque, como aprendemos através dos livros, muitos deixaram tudo mas não seguiram a Cristo. Seguir a Cristo é a nossa tarefa, o nosso trabalho, e nisso consiste o essencial da salvação do homem; mas não podemos seguir a Cristo se não abandonarmos tudo o que nos entrava. Porque «Ele sai, como um esposo do seu leito, a percorrer alegremente o seu caminho, como um herói» (Sl 18,6), e ninguém pode segui-lo carregado com fardos. «Nós deixámos tudo para Te seguir», diz Pedro: não apenas os bens deste mundo, mas também os desejos da nossa alma. Porque quem continua apegado, nem que seja a si mesmo, não abandonou tudo. Mais ainda, não serve de nada deixar tudo à exceção de si mesmo, porque não há fardo mais pesado para o homem que o seu eu. Que tirano será mais cruel, que senhor mais impiedoso para o homem do que a sua própria vontade? Por consequência, temos de deixar os nossos bens e a nossa vontade se que queremos seguir Aquele que não tinha sequer «onde reclinar a cabeça» (Lc 9,58) e que não veio para fazer a sua vontade, mas a vontade daquele que O enviou (cf Jo 6,38).

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