Descobriu a Cruz de Cristo (255-327).
Nasceu em meados do século III, provavelmente em Bitínia, região da Ásia Menor. Os autores britânicos afirmam que nasceu na Inglaterra, que era naquele tempo província romana, e que Constâncio Cloro, tribuno e mais tarde governador da ilha, apaixonou-se por ela, e a tomou em matrimônio. Por volta do ano 274 tiveram um menino, a quem puseram por nome Constantino.
Constâncio Cloro chegou a ser marechal de campo; em seguida o imperador Maximiano o nomeou corregidor e, portanto, seu sucessor no Império, mas com a condição de que repudiasse a sua mulher e tomasse por esposa a sua enteada Teodora.
Tanto Helena como Constâncio Cloro eram pagãos. Levado pela ambição Constâncio se separou dela e foi para Roma com seu pequeno filho Constantino. Quatorze anos chorou Helena sua desgraça, até que ao morrer Constâncio, no ano 306, Constantino foi nomado imperador, com o que iniciou para ela uma nova forma de vida.
Constantino mandou chamar a sua mãe a corte, conferiu-lhe o nome de Augusta e o título de imperatriz.
Purificada pelo sofrimento, Helena recebeu o batismo, provavelmente no ano 307, e foi uma cristã exemplar, testemunha da grande jornada em que Constantino fez pôr pela primeira vez a cruz nos estandartes de suas legiões para vencer em batalha a seu rival Magêncio. Era o mês de outubro do ano 312.
No início do ano 313 o imperador publicou o edito de Milão, pelo qual se permitia o cristianismo no Império. Seguindo o exemplo de sua mãe, converteu-se, sendo batizado pelo Papa São Silvestre. Depois de trezentos anos de perseguição, a Igreja de Cristo se assentava triunfante na terra. A piedosa imperatriz se dedicou por inteiro a socorrer os pobres e aliviar as misérias de seus semelhantes.
Já idosa tinha então setenta e sete anos- visitou em peregrinação os Santos lugares. Subiu ao topo do Gólgota; onde se erigia um templo em honra de Vênus, mandado construir pelo imperador Adriano, e ao inteirar-se do costume judeu de enterrar no lugar da execução de um malfeitor os instrumentos que serviram para lhe dar morte, mandou derrubar o templo e procurar a cruz onde padecera o Redentor. Três cruzes foram achadas. Uma antiga tradição relata o modo milagroso como conseguiu identificar a que correspondeu a de Jesus, mediante a cura de um moribundo.
Santa Helena fez dividir a cruz em três partes. Uma das partes a entregou ao bispo Macário, para que o entronizasse na Igreja de Jerusalém; o segundo o enviou à Igreja de Constantinopla e o terceiro a Roma, à basílica que, por tal motivo, chamou-se Santa Cruz de Jerusalém. Mandou também construir três edifícios, chamados casas de Deus: um junto ao monte Calvário, outro na cova de Belém e um terceiro no monte das Oliveiras. A imperatriz permaneceu longo tempo na Palestina, servindo ao Senhor com a oração e as obras de caridade. Cuidava dos doentes, libertava os cativos e dava mantimentos aos pobres, levando sempre em seu espírito -como exemplo- a imagem da Virgem Maria.
Tinha oitenta anos quando retornou de sua viagem. Faleceu pouco depois, provavelmente em Tréveris, por volta do ano 328 ou 330. O martirologio romano a comemora em 18 de agosto.
Algumas de suas relíquias se conservam em Roma, em uma capela dedicada a ela. Achado da Santa Cruz.
Conta o historiador Eusébio da Cesaréia que o general Constantino, filho da Santa Helena, era pagão mas respeitava os cristãos. E que tendo que apresentar uma terrível batalha contra o perseguidor Magêncio, chefe de Roma, o ano 311, a noite anterior à batalha teve um sonho no qual viu uma cruz luminosa nos ares e ouviu uma voz que lhe dizia: "Com este sinal vencerá", e que ao começar a batalha mandou colocar a cruz em várias bandeiras dos batalhões e que exclamou: "Confio em Cristo em quem minha mãe Helena crê". E a vitória foi total, e Constantino chegou a ser Imperador e decretou a liberdade para os cristãos, que por três séculos vinham sendo muito perseguidos pelos governantes pagãos.
Escritores extremamente antigos como Rufino, Zozemeno, São Crisóstomo e Santo Ambrósio, contam que Santa Helena, a mãe do imperador, pediu permissão a seu filho Constantino para ir procurar em Jerusalém a cruz na qual morreu Jesus. Depois de muitas e muito profundas escavações se encontraram três cruzes. Como não se podia distinguir qual era a cruz de Jesus, levaram a uma mulher agonizante. Ao tocá-la com a primeira cruz, a doente se agravou, ao tocá-la com a segunda, ficou igualmente doente do que estava antes, mas ao tocar a terceira cruz, a doente recuperou instantaneamente a saúde.
Foi assim que Santa Helena, e o bispo de Jerusalém, Macário, e milhares de devotos levaram a cruz em piedosa procissão pelas ruas de Jerusalém. E que pelo caminho encontraram com uma mulher viúva que levava a seu filho morto a enterrar e que aproximaram a Santa Cruz ao morto e este ressuscitou.
Por muitos séculos se celebrou em Jerusalém e em muitíssimos lugares do mundo inteiro, a festa do achado da Santa Cruz, nos dia 3 de Maio.
Louis do Wohl, autor da obra biográfica “A árvore da vida, história da Imperatriz Santa Helena” narra desta maneira o achado da Santa Cruz:
“Aproximou-se dele uma comissão formada por três jovens sacerdotes; um deles lhe dirigiu a palavra e lhe disse em voz baixa algo a propósito de umas cartas que tinham chegado da Antióquia; lhe requeria urgentemente na cidade.
– Meu lugar está aqui – respondeu o bispo Macáirio –. Vai, meu filh
E seguiu olhando a cova que se abria na terra.
Não podia ser, é obvio. Estava fora de dúvida. Mas a mais leve, a mais remota das possibilidades...
Entretanto, havia um ponto, somente um, que o para pôr em jogo a acuidade de seu raciocínio: que o Imperador Adriano tinha mandado a construir um templo a Vênus naquela colina. Adriano... por volta de duzentos anos; não tinha sido amigo dos cristãos. A verdade é que os tinha odiado, tanto como um homem com uma mente tão curiosamente retorcida como a sua podia odiar. Adriano e seus perversos amigos... ele podia ser precisamente o homem a propósito para conceber uma idéia como aquela: construir um templo a Vênus no Calvário. A deusa da luxúria era uma abominação para os cristãos... levantar ali um templo significava evitar de raiz que aquele lugar se convertesse em seu lugar de reunião para a odiada seita...
Aquilo tinha sentido. Mas era a única coisa que o tinha em todo aquele assunto, e se... Mas o que acontecia agora à Imperatriz? Estava tremendo violentamente...
Da profundidade da cova chegou um grito prolongado... e depois outro... e outro...
– Madeira! Madeira! Madeira! Helena caiu de joelhos; instintivamente, suas damas fizeram os mesmo.
O bispo Macário olhou dentro da cova; sua respiração se agitou. Havia tantos trabalhadores na escavação que não se podia ver nada.
Na multidão fez-se silêncio; um silêncio que flutuava no ar como uma coisa viva. Não para vento. Inclusive os pássaros e os insetos pareciam que se tornaram mudos. Só se ouviam os golpes compassados de uma enxada.
O bispo Macário caiu de joelhos, lançando uma breve e rouca exclamação. Um instante depois todo mundo estava ajoelhado. Do fundo do buraco foram surgindo três cruzes. Apareciam pouco a pouco... oscilando conforme os trabalhadores as tiravam.
Já estavam em cima. Um punhado de homens as seguiam com suas pás... um deles trazia na mão algo que parecia um pedaço de pergaminho. Ainda saíram mais homens. ficaram ali parados, vacilantes, desconcertados, como se não se atrevessem a aproximar-se da Imperatriz.
Helena tentou ficar em pé, mas não pôde. Entre Macário e Simão a levantaram, tomando-a cada um por um braço. Os joelhos lhe dobravam quando se adiantou, cambaleando-se, até o pé das três cruzes; ficou a soluçar e o corpo inteiro lhe tremia.
Apesar de sua enorme excitação, a mente do Macário trabalhava com admirável claridade. Viu o pergaminho nas mãos daquele homem e reconheceu os restos dos caracteres hebreus, gregos e latinos... era a placa que tinha mandado escrever Pilatos. Assim é que uma daquelas três cruzes tinha que ser a verdadeira Cruz. Mas qual?
Antes de que pudesse terminar seu pensamento, Helena abraçou uma das cruzes, como uma mãe abraça seu filho. Depois, com um rápido movimento, agarrou o pequeno Simão por um ombro e o atirou para ela. Com os olhos cheios de espanto, o moço viu como ela tomava seu braço aleijado e o fazia tocar a madeira da Cruz.
Simão lançou um gemido. Uma língua de fogo pareceu lhe percorrer o braço de cima abaixo, como se lhe ardesse. Atônito, viu com estupefação que o braço lhe obedecia. Sobressaltado, comprovou que, pela primeira vez há sete anos, os dedos de sua mão direita se moviam. Tentou outra vez, e outra vez se moveram. Tratou depois de balançar o braço... primeiro para cima... logo para os lados...
À multidão pareceu que estava fazendo o sinal da Cruz.
Muitos dos presentes conheciam Simão, o aleijado... e uma onda de assombro percorreu os espectadores.
Os olhos de Helena e de Macário se encontraram. Muito devagar, o bispo se inclinou e beijou o madeiro da Cruz.”
Helena nasceu em meados do século III, provavelmente em Bitínia, região da Ásia Menor. Os autores britânicos afirmam que ela nasceu na Inglaterra, naquele tempo uma província romana. Segundo a tradição, Helena era muito bela e foi este o atributo que atraiu o famoso general romano Constâncio Cloro, quando a viu enquanto percorria a região. Constâncio Cloro, tribuno e mais tarde governador da ilha, enamorou-se dela e a tomou por esposa
Por volta do ano 274 tiveram um filho a quem deram o nome de Constantino.
Constâncio Cloro chegou a ser marechal de campo e o imperador Maximiano nomeou-o corregente e, portanto, seu sucessor no Império, mas com a condição de que repudiasse sua mulher e esposasse sua filha Flávia Maximiana Teodora.
Tanto Helena quanto Constâncio Cloro eram pagãos. Levado pela ambição, Constâncio se separou dela e levou para Roma seu pequeno filho, Constantino. Por catorze anos Helena chorou sua desgraça, nos quais se converteu ao cristianismo.
Depois da morte de Constâncio Cloro, Constantino foi proclamado imperador de Roma pelo exército. Constantino mandou vir sua mãe para viver na corte, conferindo-lhe o nome de Augusta e o título de Imperatriz. Embora fosse pagão como seu pai, o jovem tinha sido instruído por sua amada mãe nos fundamentos do cristianismo.
Entretanto, converteu-se quando antes da batalha na região entre Saxa Rubra e Ponte Milvio, viu uma Cruz em seus sonhos com uma legenda que dizia: “Com este sinal vencerás”. No dia seguinte, o imperador levou uma Cruz ao combate e exclamou: “Confio no Cristo em quem minha mãe Helena crê”.
Constantino amava muito sua mãe e, por volta do ano 325, outorgou-lhe o título de Augusta ou imperatriz. Além disso, mandou fazer moedas com a imagem dela e lhe deu plenos poderes para utilizar o dinheiro do governo nas boas obras que quisesse.
Santo Ambrósio narrou que, apesar de ostentar tão alta dignidade, Santa Helena se vestia com simplicidade e ficava entre os pobres para ajudá-los. Também era conhecida por sua intensa vida de piedade.
Helena recebeu o Batismo, provavelmente no ano 307, e foi uma cristã exemplar, testemunha da grande jornada em que Constantino colocou pela primeira vez a cruz nos estandartes de suas legiões para vencer em batalha o seu rival Maxêncio, no mês de outubro do ano 312.
No início do ano 313 o imperador publicou o Édito Milão pelo qual permitia o cristianismo no Império. Seguindo o exemplo de sua mãe, converteu-se, sendo batizado pelo Papa São Silvestre. Depois de trezentos anos de perseguição, a Igreja de Cristo assentava-se triunfante sobre a terra. A piedosa imperatriz dedicou-se inteiramente a socorrer os pobres e aliviar as misérias de seus semelhantes.
Quando já anciã - tinha então setenta e sete anos - visitou os santos lugares. Subiu ao topo do Gólgota onde havia sido erguido um templo à Vênus. Este templo fora construído por ordem do imperador Adriano, que odiava os cristãos, e certamente quis com isso evitar que aquele local fosse venerado pelos discípulos de Nosso Senhor.
Conhecendo o costume judaico de enterrar no lugar da execução de um malfeitor os instrumentos que serviram para sua morte, Santa Helena mandou derrubar o templo e procurar a cruz onde padecera o Redentor.
Tendo sido encontradas três cruzes, era difícil saber qual delas era a de Nosso Senhor. Uma antiga tradição narra o modo milagroso como se conseguiu identificar a que correspondia a Jesus: a cura de uma agonizante. Tradicionalmente esta descoberta tem data de 3 de maio de 326, e a festa da Exaltação da Santa Cruz acontece todo dia 3 de maio.
A imperatriz encontrou outras relíquias de Jesus: os cravos que perfuraram suas mãos e pés, o “Titulus Crucis”, uma parte da túnica que usou antes de ser crucificado, um fragmento da manjedoura onde Ele repousou e a Escada Santa.
Também recuperou as relíquias dos Reis Magos e descobriu o sepulcro onde Jesus Cristo foi enterrado.
Na Terra Santa, Santa Helena mandou construir três templos: um no Calvário, outro no Horto das Oliveiras e o terceiro em Belém.
Santa Helena estava com oitenta anos quando regressou de sua viagem. Faleceu pouco depois, provavelmente em Tréveris, por volta do ano 328 ou 330. Foi enterrada nos arredores de Roma e seu sarcófago foi transferido em 1777 para o Vaticano e restaurado.
O sarcófago tem gravadas cenas de batalhas dos romanos contra os bárbaros e um par de leões. Pode ser visitado no Museu Pio Clementino, dentro dos Museus Vaticanos.
O Martirológio Romano comemora sua festa em 18 de agosto. Uma capela dedicada a ela, em Roma, conserva algumas de suas relíquias.
"In hoc signo vinces"
O historiador Eusébio de Cesaréia relata que o filho de Santa Helena era pagão, mas respeitava os cristãos. No ano 311, tendo que enfrentar terrível batalha contra o perseguidor Maxêncio, chefe de Roma, na noite anterior à batalha teve um sonho no qual viu uma cruz luminosa no ar e ouviu uma voz que lhe dizia: "Com este signo vencerás", e ao iniciar a batalha mandou colocar a cruz em várias bandeiras dos batalhões e exclamou: "Confio em Cristo em quem crê minha mãe Helena". A vitória foi total e Constantino chegou a ser Imperador. Logo decretou a liberdade para os cristãos, que por três séculos vinham sendo muito perseguidos pelos governantes pagãos.
A descoberta
Escritores muito antigos como Rufino, Zozemeno, São Crisóstomo e Santo Ambrósio, contam que Santa Helena pediu permissão a seu filho para ir buscar em Jerusalém a cruz na qual morreu Jesus. Depois de muitas e profundas escavações três cruzes foram encontradas. Como não se podia distinguir qual era a cruz de Jesus, levaram-nas a uma mulher agonizante. Ao tocá-la com a primeira cruz, a enferma piorou; ao tocá-la com a segunda, continuou tão doente quanto antes; porém, ao tocá-la com a terceira cruz, a enferma recuperou instantaneamente a saúde.
Então Santa Helena e o Bispo de Jerusalém, São Macário, e milhares de devotos levaram a cruz em piedosa procissão pelas ruas de Jerusalém. E pelo caminho se encontraram com uma mulher viúva que levava seu filho morto para ser enterrado. Ao aproximarem a Santa Cruz do morto este ressuscitou.
Santa Helena fez com que se dividisse a cruz em três partes. Um dos pedaços foi entregue ao Bispo São Macário, para que o entronizasse na Igreja de Jerusalém; o segundo foi enviado para a Igreja de Constantinopla e o terceiro para Roma. A basílica que abrigou a relíquia chamou-se Santa Cruz de Jerusalém. Mandou também construir três edifícios: um junto ao monte Calvário, outro na cova de Belém e um terceiro no monte das Oliveiras.
A imperatriz permaneceu algum tempo na Palestina, servindo ao Senhor com a oração e as obras de caridade. Cuidava dos doentes, libertava os cativos e dava alimento aos pobres, levando sempre em seu espírito, como exemplo, a imagem da Virgem Maria.
Por muitos séculos a festa da descoberta da Santa Cruz foi celebrada em Jerusalém, e em muitos locais do mundo inteiro, no dia 3 de maio.
Diz a tradição que, para proteger seu filho Constantino nas batalhas, Santa Helena colocou um dos cravos de Jesus em seu capacete e outro em seu cavalo.
Santa Helena faleceu entre os anos 330 e 335. Foi enterrada nos arredores de Roma e seu sarcófago foi transferido em 1777 para o Vaticano e restaurado.
O sarcófago tem gravadas cenas de batalhas dos romanos contra os bárbaros e um par de leões. Pode ser visitado no Museu Pio Clementino, dentro dos Museus Vaticanos.
Santa Helena, padroeira dos convertidos
Santa Helena converteu-se à fé católica, mostrou piedade aos mais frágeis e lutou muito pela liberdade religiosa.
Uma grande figura materna, preocupou-se a vida toda com seu filho. Mesmo com toda a sua dedicação ao filho, não se descuidou do lado apostólico e dos mais necessitados.
Iluminado pela oração da mãe e por um sonho, Constantino pintou cruzes nas bandeiras usadas em uma batalha e logrou a vitória. Assim, o imperador cessou a perseguição contra os cristãos, garantindo a liberdade religiosa. Constantino se converteu graças a fé de sua mãe.
Helena dedicou-se à propagação do cristianismo em todo território romano. Ela defendeu a construção de templos e ajudou obras de assistência aos mais necessitados. Em idade avançada, saiu em peregrinação para a Palestina e ajudou o bispo Macário a identificar a verdadeira Cruz de Jesus.

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