quinta-feira, 20 de agosto de 2026

EVANGELHO DO DIA 20 DE AGOSTO

Evangelho segundo São Mateus 22,1-14. 
Naquele tempo, Jesus dirigiu-Se de novo aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo e, falando em parábolas, disse-lhes: «O Reino dos Céus pode comparar-se a um rei que preparou um banquete nupcial para o seu filho. Mandou os servos chamar os convidados para as bodas, mas eles não quiseram vir. Mandou ainda outros servos, ordenando-lhes: "Dizei aos convidados: preparei o meu banquete, os bois e cevados foram abatidos, tudo está pronto, vinde às bodas". Mas eles, sem fazerem caso, foram um para o seu campo e outro para o seu negócio; os outros apoderaram-se dos servos, trataram-nos mal e mataram-nos. O rei ficou muito indignado e enviou os seus exércitos, que acabaram com aqueles assassinos e incendiaram a cidade. Disse, então, aos servos: "O banquete está pronto, mas os convidados não eram dignos. Ide às encruzilhadas dos caminhos e convidai para as bodas todos os que encontrardes". Então os servos, saindo pelos caminhos, reuniram todos os que encontraram, maus e bons. E a sala do banquete encheu-se de convidados. O rei, quando entrou para ver os convidados, viu um homem que não estava vestido com o traje nupcial e disse-lhe: "Amigo, como entraste aqui sem o traje nupcial?". Mas ele ficou calado. O rei disse, então, aos servos: "Amarrai-lhe os pés e as mãos e lançai-o às trevas exteriores; aí, haverá choro e ranger de dentes". Na verdade, muitos são os chamados, mas poucos os escolhidos». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Gregório de Nissa 
(335-395) 
Monge, bispo 
O traje das virtudes 
A veste nupcial 
«O aroma dos teus vestidos é como o aroma do Líbano» (Ct 4,11). O sentido profundo destas palavras mostra-nos o objetivo da vida virtuosa, que é a semelhança com Deus; é por isso que as almas virtuosas se esforçam por adquirir pureza de alma e desprendimento de todos os afetos sensuais, para que a excelência das suas vidas revele a marca da natureza divina. Mas a vida virtuosa não tem um só aspeto nem uma forma única; pois assim como na confeção de um tecido se cria uma peça de vestuário tecendo muitos fios, uns esticados verticalmente, outros dispostos horizontalmente, assim também na vida virtuosa a tecelagem ocorre necessariamente através da interação de muitos elementos. São estes fios que o Apóstolo enumera quando, descrevendo aquilo que contribui para a tecelagem das obras puras, fala de «caridade, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade» (Gal 5,22) e outras virtudes que adornam aquele que se esvaziou da vida corruptível e terrena para se revestir da incorruptibilidade celeste (cf 1Cor 15,53). É este, pois, o sentido destas palavras do Cântico dos Cânticos; é como se [o autor sagrado] estivesse a dizer: em ti, minha Esposa, o revestimento das virtudes é uma imitação da beatitude divina, que te torna semelhante ao Ser inacessível pela pureza e a libertação das paixões.

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