segunda-feira, 29 de maio de 2023

JOSÉ GERARD Sacerdote, Beato (1831-1914)

Padre José Gerard nasceu perto de Nancy, França, na pequena cidade de Bouxières-aux-Chènes em 12 de Março de 1831. Passou a infância na fazenda da família e com a ajuda do pároco pôde iniciar os estudos para o sacerdócio. Durante os dois anos que esteve no seminário de Nancy, ficou impressionado com as narrativas das obras missionárias e em 1851 juntou-se aos Missionários Oblatos de Maria Imaculada. Foi ordenado diácono pelo fundador, Santo Eugénio de Mazenod, que aos 22 anos enviou Joseph Gerard para a missão de Natal na África do Sul. Em Maio de 1853, o diácono José Gerard chegou ao seu território missionário e nunca mais voltou à França. Em 19 de Fevereiro de 1854, foi ordenado sacerdote em Pietermaritzburg, África do Sul, e iniciou sua missão junto ao povo zulu. Apesar dos seus esforços, o seu ministério entre os zulus não deu frutos imediatos e, com um sentimento de grande decepção, foi em 1862 ao reino do Lesoto para anunciar o Evangelho ao povo basotho. Pe. Gerard trabalhou e orou por mais de dois anos antes de obter seu primeiro catecúmeno Basotan.

MARIA ÚRSULA LEDOCHOWSKA Religiosa, Fundadora, Santa 1865-1939

"Soubesse só amar! Arder, consumar-se no amor" 
― assim escreveu Júlia Ledóchowska antes 
dos votos religiosos aos 24 anos de idade. 
No dia da sua Profissão, mudou o nome para Maria Úrsula de Jesus, que tomou aquelas palavras como orientação para toda a sua vida. Na sua família houve vários homens de Estado, militares, eclesiásticos e pessoas consagradas, comprometidas na história da Europa e da Igreja. Outros dos seus irmãos escolheram a vida consagrada e Maria Teresa foi beatificada em 1975; tinha fundado o Sodalício de São Pedro Claver e o seu irmão Vladimiro, foi Superior-Geral dos Jesuítas. Nos vinte e cinco anos de vida no convento, em Cracóvia, Maria Úrsula atraiu as atenções com o seu amor ao Senhor, pelo talento educativo e sensibilidade perante as necessidades dos jovens, nas difíceis condições sociais, políticas e morais daquele tempo. Quando as senhoras foram autorizadas a frequentar a Universidade, conseguiu organizar o primeiro pensionato na Polónia, onde as estudantes podiam encontrar um lugar seguro para a vida e para o estudo, além de uma sólida formação religiosa. Mostrou a mesma sensibilidade ao andar, com a bênção de Pio X, em trabalho no coração da Rússia, hostil à Igreja. Quando partiu, acompanhada de outra religiosa e ambas vestidas de burguesas, para Pietroburgo, partiu sem saber que caminhava para um destino desconhecido e que o Espírito Santo a guiava por caminhos que não previra. Em Pietroburgo, a Madre e as Irmãs da comunidade viviam na clandestinidade, sempre vigiadas pela polícia secreta, mas desenvolvendo um intenso trabalho educativo e de formação religiosa, orientado também para a aproximação das relações entre polacos e russos.

Bem-Aventurada Virgem Maria Mãe da Igreja Segunda-feira depois de Pentecostes (celebração móvel)

Em 21 de novembro de 1964, na conclusão da terceira sessão do Concílio Vaticano II, declarou a Bem-Aventurada Virgem Maria "Mãe da Igreja, isto é, de todo o povo cristão, tanto dos fiéis como dos Pastores, que chamá-la de a Mãe mais amorosa". Por isso, a Sé Apostólica, por ocasião do Ano Santo da Reconciliação (1975), propôs uma missa votiva em honra da Bem-aventurada Maria, Mãe da Igreja, posteriormente inserida no Missal Romano; deu também a faculdade de acrescentar a invocação deste título nas Ladainhas de Loreto (1980). O Papa Francisco, considerando cuidadosamente o quanto a promoção desta devoção pode favorecer o crescimento do sentido materno da Igreja, bem como da genuína piedade mariana, estabeleceu em 2018 que a memória da Bem-Aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja, Pela primeira vez, se não me engano, no misterioso desenrolar da vida da Igreja, Maria entra na profissão da santa fé não mais apenas in adiecto ("ex Maria Virgine"), mas in recto e é colocada no centro do dogma da nossa salvação. Os dois parágrafos que o Vigário de Cristo, Mestre da Igreja universal, dedicou à Mãe de Deus são o compêndio dos privilégios e méritos de Maria e, portanto, também dos deveres de uma robusta devoção mariana que sempre foi, ao lado da devoção à Cruz e a Eucaristia, pilar fundamental da piedade católica. Na solenidade que o Papa Paulo VI, sucessor de Pedro, quis dar à sua professio fidei de 30 de junho «. Não surpreende, portanto, que o documento da professio fidei paulina vibre inteiramente com firmeza e ternura na intenção de "dar um testemunho firme da Verdade divina, confiada à Igreja, para que ela a anuncie a todos os povos". E quer ser "para a glória de Deus Santíssimo e Nosso Senhor Jesus Cristo e com confiança na ajuda da Bem-Aventurada Virgem Maria e dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo" a voz firme "para confessar verdadeiramente, além das opiniões humanas, Cristo Filho do Deus vivo. para o bem e edificação da Igreja". Assim, o Papa da era da ciência e da tecnologia, quando o mundo inteiro - enquanto é sacudido de um lado para o outro pelos tremores da liberdade - está em toda parte sob tensão de catástrofes que podem mudar a qualquer momento a figura da humanidade, O núcleo da Mariologia de Paulo VI é o que a Igreja de todos os tempos hauriu diretamente do Evangelho, ou seja, a profissão da maternidade divina de Maria: «Ele (Jesus Cristo, Filho de Deus) encarnou-se pelo Espírito no seio da Virgem Maria e tornou-se homem".

Nossa Senhora Auxiliadora, História da Invocação

     Nos primeiros séculos, a Santa Igreja, guiada pelo Espírito Santo, tratou com muita discrição tudo quanto se referia a Santa Mãe de Deus, para que Ela não fosse confundida com uma deusa por aqueles povos recentemente convertidos dos erros do paganismo.
     Ainda assim, há muitas evidências de uma devoção a Ela já nos primeiros séculos. Temos, entre muitos outros, um fragmento de uma oração dirigida a Ela, uma representação da Virgem com o Menino nas catacumbas de Priscila, em Roma, uma placa do século III representando a visita dos Reis Magos, um prato dourado do século IV retratando Maria SSma. e os Santos Apóstolos Pedro e Paulo (vide abaixo).
     As invocações com que os católicos a Ela se dirigem, honram e cultuam são inúmeras. A invocação de Auxilium Christianorum, entretanto, tem uma conotação especial: Ela é invocada e sempre intervém quando há uma batalha que parece pender para o lado dos inimigos da Cristandade. Poderíamos dizer que Ela é um General que sabe táticas de guerra...
     O primeiro Padre da Igreja que chamou a Virgem Maria de “Auxiliadora” foi São João Crisóstomo, arcebispo de Constantinopla no ano 345 em Constantinopla. Ele invocou o auxílio de Maria para enfrentar as invasões de búlgaros e tártaros, que punham em risco a Cristandade no Oriente. O santo disse: “Tu, Maria, é o auxílio potentíssimo de Deus”.

Nossa Senhora, Rainha dos Apóstolos, 29 de Maio

A invocação a Maria como Rainha dos Apóstolos não é recente, pois já existia nas Ladainhas Loretanas, instituídas por São Gregório Magno no século VII, atualizadas posteriormente. É também bastante conhecido nos meios artísticos um mosaico bizantino do século XII, na igreja do Torcello (Itália), no qual a Mãe de Deus aparece de pé com o Menino Jesus ao colo, rodeada pelos doze apóstolos. Através da história, a Santíssima Virgem tem-se manifestado sempre como Mãe, Mestra e Rainha dos Apóstolos, atendendo solícita às súplicas de todos aqueles que de qualquer maneira trabalham para o anúncio da mensagem do Evangelho e a expansão do Reino de Deus. São Vicente Pallotti o fundador da Sociedade do Apostolado Católico, colocou a sua obra missionária sob a tutela da Rainha dos Apóstolos, a fim de que os seus filhos, unidos em sincera e profunda devoção a Maria, com Ela e por Ela alcançassem as luzes e graças do Espírito Santo para tornarem-se destemidos propagadores do Reino de Cristo. Também o Padre Tiago Alberione, fundador da "Família Paulina" (família formada de cinco congregações e três institutos), quis colocar as congregações sob a proteção de São Paulo Apóstolo e sob o olhar de Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos. 

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 29 DE MAIO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
29 – Segunda-feira – Santos: Maximino, Cirilo de Cesareia, Sisínio
Evangelho (Jo 19,25-34) “Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: – Mulher, este é o teu filho.”
Muitos fugiram, mas junto à cruz de Jesus estava sua pequena igreja: sua mãe, sua tia Maria de Cléofas, Maria Madalena e João. O momento é solene, e as pessoas ganham sentido simbólico. João somos todos nós, e Maria não é apenas a mãe de Jesus, mas a Mulher, a que tem na sua Igreja uma posição única: ela é a Mãe da Igreja, que nos une a Jesus na participação da mesma vida.
Oração
Senhor Jesus, pensando em vossa morte, não me deixo levar pela tristeza. Nos vossos últimos momentos, vós nos falais de vida, de comunidade fraterna, de família dos filhos de Deus. E nos dizeis que entre nós, irmãos e irmãs, temos Maria. Que é nossa irmã, mas é também nossa mãe, porque foi através dela que viestes viver nossa vida para nos fazer viver da vossa, da vida divina.

domingo, 28 de maio de 2023

REFLETINDO A PALAVRA - “Bem-aventurada aquela que acreditou”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Venho fazer tua vontade 
A liturgia clama pela vinda do Salvador: “Derramai, ó céus, lá do alto, o vosso orvalho... Abra-se a terra e produza a salvação” (Is 44,8). Deus nos deu um Salvador, Jesus. Na oração da missa de hoje pedimos: “Derramai, ó Deus, a vossa graça em nossos corações, para que, conhecendo pela mensagem do Anjo a Encarnação do vosso Filho, cheguemos, por sua Paixão e Cruz, à glória da Ressurreição”. Celebramos o único mistério de Cristo que celebra sua Manifestação. O Mistério Pascal de Cristo acontece em sua amorosa “obediência” à vontade do Pai, como proclama a carta aos Hebreus: “Ao entrar no mundo ele afirmou: Eis-me aqui! Eu vim ó Deus para fazer tua vontade. Graças a esta vontade é que somos santificados” (Hb 10,5-10). Maria participa deste mistério de obediência ao dizer: “Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,38). Torna-se cheia do Espírito Santo. A Palavra viva no seio de Maria comunica a Isabel o Espírito que faz exultar o menino João. Ela é a arca da aliança que tem a presença de Deus. Isabel, cheia do Espírito, proclama a bem-aventurança da fé que acontece em Maria: “Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu”. Em Maria, é toda a humanidade que acolhe o Salvador. Em Isabel, toda humanidade proclama a fé de Maria. A redenção chega a todo o Universo por Jesus que nos vem pela Mãe do Senhor. O Espírito que fecundou o seio de Maria e encheu de júbilo Isabel e o menino que estava em seu seio, fecunda sua Igreja na celebração do Natal para que ela, fiel como Maria, possa acolhê-lo e manifestá-lo. 
Comunidade de amor 
Não podemos contemplar a cena da visita de Maria a Isabel como uma cena de comadres que se ajudam na gravidez de um menino temporão. A primeira caridade é levar a graça da Salvação. A visita é a celebração da efusão do Espírito e da bem-aventurança da fé de Maria, a Filha de Sião, ícone de toda humanidade grávida do Filho de Deus. Em Maria se realiza a profecia de Isaias: “Ele será chamado Emanuel, que quer dizer, Deus conosco” (Is 7,14 e Mt 1,23). O gesto amoroso de Maria para com sua prima é uma irrupção do Espírito. Todo gesto de amor que a comunidade dos fieis realiza, será sempre uma presença do Espírito que continua dando a certeza que Deus não nos abandona, como ouvimos em Miquéias (Mq 5,2). Somos convidados a deixar que o Espírito irrompa em nossa vida, e que nos tornemos dóceis à Palavra divina que traz o Salvador. Como Maria a Igreja diz: “eis a serva do Senhor!” (Lc 1,38). Neste momento o Espírito Santo geral nela o Filho de Deus. 
Natal, um mistério de obediência 
A obediência recebeu uma marca negativa no correr da história. A obediência de Jesus que contemplamos na segunda leitura é a abertura à vontade de Deus. Procurar a vontade de Deus é ser obediente. A vontade de Deus não escraviza ou coíbe os projetos humanos. Ela promove o ser humano, como conduziu Jesus à plena realização do projeto de Deus e se tornou para nós redenção e santificação. Celebrar o Natal é abrir-se e acolher a manifestação da eficaz misericórdia de Deus, como escreve Paulo a Tito (Tt 2,11). Ela nos ensina a assumir um modo de vida correspondente ao que Cristo ensinou em seu Natal. Pela obediência de Cristo somos santificados; por nossa abertura a Deus vivemos este mistério.
Leituras: Miquéias 5,1-4ª; Salmo 79;
Hebreus 10,5-10; Lucas 1,39-45 
1. A liturgia clama pela vinda do Salvador. O mistério do Natal é o único Mistério Pascal de Cristo em sua dimensão de Manifestação que acontece em sua amorosa obediência à vontade do Pai. Maria participa deste mistério com sua obediência: “Faça-se em mim”. É repleta do Espírito Santo. A Palavra comunica o Espírito a João. Ela proclama a fé de Maria. A redenção chega ao Universo por Jesus que nos vem pela Mãe do Senhor. O mesmo Espírito fecunda a Igreja na celebração do Natal para acolhê-lo e manifestá-lo 
2. A visita de Maria a Isabel não é uma cena de comadres que se ajudam. A primeira caridade é levar a graça da Salvação. A visita é a celebração da efusão do Espírito e da bem-aventurança da fé de Maria, ícone da humanidade grávida do Filho de Deus. Todo gesto de amor é uma irrupção do Espírito que dá a certeza de que Deus não nos abandona. 
3. A obediência de Cristo é abertura à vontade de Deus. Procurar a vontade de deus é ser obediente. A obediência não escraviza. Ela liberta e conduz à plena realização do projeto de Deus e se torna santificação. Celebrar o Natal é abrir-se e acolher a manifestação da misericórdia de Deus. Pela obediência de Cristo somos santificados; por nossa abertura a Deus vivemos este mistério. 
Conversa de mulheres. 
E que conversa boa! Estamos na preparação próxima do Natal, pois entre os dias 17-24 é o tempo desta preparação. A liturgia faz-nos conhecer melhor aquele que há de vir. Lemos hoje, no evangelho, a visita de Maria a Isabel. Esta visita não se trata só de um gesto natural de alguém que faz a grande caridade de ajudar uma senhora que dá à luz. Maria leva no seio o Salvador que dá o Espírito a João, seu primo. Isabel, cheia do Espírito Santo, proclama a presença de Deus em Maria. Chama-a de Mãe de Deus. O Menino que está no seio de Maria cumpre a vontade do Pai, cumpre a profecia: Ele nascerá em Belém e estabelecerá a paz! As leituras são um grito de júbilo da Igreja que reconhece o Salvador presente em seu seio e no coração de seus filhos. 
Homilia do 4º Domingo do Advento (20.12.2009)

EVANGELHO DO DIA 28 DE MAIO

Evangelho segundo São João 20,19-23. 
Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam, com medo dos judeus, veio Jesus, apresentou-Se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco». Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor. Jesus disse-lhes de novo: «A paz esteja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós». Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo; àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Gertrudes de Helfta 
(1256-1301) 
Monja beneditina 
«O Arauto», Livro IV, SC 255 
Receber o Espírito Santo cheios de gratidão 
Quando líamos no evangelho que o Senhor deu o Espírito Santo aos seus discípulos soprando sobre eles (cf Jo 20,22), Gertrudes suplicou ao Senhor com instante devoção que Se dignasse, na sua liberalidade, dar-lhe, também a ela, o Espírito de onde decorre toda a suavidade. O Senhor respondeu-lhe: «Se desejas receber o Espírito Santo, tens primeiro, como fizeram os meus discípulos, de Me tocar no lado e nas mãos» (cf Jo 20,27). Com estas palavras, ela compreendeu que, para receber o Espírito Santo, é preciso tocar no lado do Senhor, ou seja, considerar com gratidão o amor do Coração divino, pelo qual Ele nos predestinou desde toda a eternidade para sermos seus filhos e herdeiros do seu reino, e também como Ele nos preveniu com benefícios infinitos, a despeito da nossa indignidade, e nos seguiu com a sua graça, a despeito da nossa ingratidão; é preciso ainda tocar as mãos do Senhor, ou seja, recordar com gratidão cada um dos atos pelos quais Ele sofreu por nosso amor durante trinta anos para consumar a nossa redenção, especialmente na sua Paixão e na sua morte. Quem assim fizer, quando for inflamado por este pensamento e por esta gratidão, ofereça a Deus todo o seu coração para agradar à vontade divina, em união com o amor que levou o Senhor a dizer: «Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós», de maneira que não queira nem deseje nada senão a soberana vontade de Deus. [...] Quem assim se comportar receberá indubitavelmente o Espírito Santo, o Paráclito, com os mesmos sentimentos com que os apóstolos O receberam, pelo sopro do Filho de Deus.

Santos Emílio, Félix, Príamo e Feliciano Mártires venerados na Sardenha 28 maio

Etimologia: Emilio =
cortês ou emulo, do latim 
Emblema: Palma de Maiorca 
Eles são comemorados no Hieronymian e outros martirológios antigos em 28 de maio Mas Príamo significa Primeiro e Félix se identifica com Felician: dois autênticos mártires romanos de 9 de junho Nada se sabe sobre Emílio. A indicação da Sardenha como o lugar do martírio é um erro. É verdade que nesta ilha em 1620 foram encontradas as relíquias de Prião, Luciano (corrupção de Feliciano) e Emiliano (variante de Emílio). Muito comum na Sardenha é a veneração por Emílio. A diocese de Bosa tem-no como seu principal padroeiro com Príamo; Belvi preserva sua estátua de madeira do século XVI e teve uma antiga igreja, dedicada a ele, abandonada no início do século XVII e reconstruída em 1926. Na província de Cagliari, a vila de Sestu tem, em honra de s. Gemiliano (variante de Emilio), uma igreja que remonta a cerca de 1260; outra aldeia, Samassi, tem uma de cerca de 1290.

28 de maio - Beato Iuliu Hossu

Iuliu Hossu nasceu em 30 de janeiro de 1885 em Milaşul Mare, então Áustria-Hungria, hoje Romênia, era filho de um padre greco-católico. Ele estudou os temas de Filosofia e Teologia Católica em Budapeste, Viena e Roma, e em 27 de março de 1910, recebeu do bispo Basílio Hossu, seu tio (seu pai Ioan e Basil eram primos) o sacramento de Ordens Sagradas. A partir de 1911 ele realizou várias tarefas ao serviço do Bispo de Gherla, no período de 1914-1917 ele foi um capelão militar para os soldados romenos no exército austro-húngaro. Em 21 de abril de 1917 foi nomeado bispo de Gherla, Armenopoli, Szamos-Újvár para os fiéis do rito bizantino-romeno. A consagração episcopal aconteceu em 4 de dezembro de 1917. Em 5 de junho de 1930, foi transferido pelo Papa Pio XI para a diocese de Cluj-Gherla e mudou a sede para Cluj-Napoca, ajudando também na administração de várias dioceses vacantes. O regime comunista instalado em 6 de março de 1945 foi o começo da destruição da democracia romena. Desde o início Iuliu Hossu lutou fortemente contra os planos do governo romeno que forçavam a separação da Igreja Católica Romena da Igreja de Roma. Iuliu Hossu foi preso em 1948 e, após o desmantelamento da Igreja Católica Grega, foi colocado em prisão domiciliar no mosteiro de Caldarusani, a nordeste de Bucareste. Depois de se recusar a se converter à ortodoxia, ele foi enviado em 1950 à penitenciária de Sighet.

28 de maio - Beata Maria Serafina do Sagrado Coração

Clotilde Micheli nasceu em Imer (Trento) no dia 11 de setembro de 1849. Seus pais eram profundamente católicos. Com 03 anos, como era uso então, recebeu o Sacramento da Crisma e aos 10 anos recebeu a Primeira Comunhão. No dia 2 de agosto de 1867, com 18 anos, quando estava em oração na igreja de Imer, Nossa Senhora manifestou-lhe que era a vontade de Deus que fosse fundado um instituto religioso com a finalidade específica de adorar a Santíssima Trindade, com especial devoção a Nossa Senhora dos Anjos, estes, modelos de oração e de serviço. Seguindo os conselhos de uma senhora sábia e prudente, Constança Piazza, Clotilde dirigiu-se para Veneza para se aconselhar com Monsenhor Domenico Agostini, futuro patriarca daquela cidade, que a aconselhou a iniciar a obra desejada por Deus, começando por redigir a Regra do Instituto. Mas temendo não conseguir levar adiante o projeto, Clotilde retornou a Imer. Em 1867, se transferiu para Pádua, onde permaneceu por nove anos, sendo dirigida por Monsenhor Ângelo Piacentini, professor do Seminário local, buscando compreender melhor a mensagem recebida. Com a morte de Monsenhor Piacentini, em 1876, Clotilde mudou-se para Castellavazzo, onde o arcipreste Jerônimo Barpi, conhecedor das intenções da jovem, colocou à sua disposição um velho convento para a nova fundação. Em 1878, para fugir de um casamento combinado, Clotilde vai para a Alemanha para onde seus pais tinham ido para trabalhar. Ali permaneceu por sete anos, de 1878 a 1885, trabalhando como enfermeira no Hospital das Irmãs Elisabetanas e tornando-se notável por sua caridade e delicadeza com os enfermos.

28 de maio - Beata Margarida Pole

Nobres, eclesiásticos e funcionários da corte de Henrique VIII, rei da Inglaterra, foram decapitados porque se opunham ao seu divórcio e a sua consequente separação da Igreja de Roma. Alguns deles tiveram sua morte reconhecida como autêntico martírio e foram elevados à honra dos altares. A perseguição não poupou a sobrinha dos reis Eduardo IV e Ricardo III da Inglaterra, Margarida, filha do Duque de Clarence, irmão daqueles monarcas, e de Isabel Neville, a filha de Ricardo Neville, Conde de Warwick. Margarida nasceu em 14 de agosto de 1471, no Castelo de Farleigh, em Somerset (Inglaterra), e cresceu na corte, junto com os filhos de Eduardo IV, porque seus pais haviam falecido quando ela tinha poucos anos de vida. Margaret, por parte de seu avô paterno, Ricardo de York, era herdeira da Casa de York, a principal Casa Real que ainda conseguia ofuscar a Casa dos Tudor. Aos 18 anos, conforme o costume da época, desposaram-na com Sir Reginaldo Pole de Buckinghamshire, que havia prestado grandes serviços ao rei na campanha da Escócia e em outros empreendimentos militares. Reginaldo faleceu 12 anos depois, deixando-a viúva com cinco filhos. Uma família para cuidar no meio de dificuldades econômicas, porque sua família tivera todas as propriedades e títulos nobiliárquicos confiscados. Devia ser um modelo de esposa, mãe e viúva, devota e piedosa, pois Henrique VIII, subindo ao trono em 1509, quando ela já era viúva, considerava-a “a mulher mais santa da Inglaterra”. Era tão grande a estima que ele nutria por ela, que restituiu todos os bens que tinham sido confiscados, reintegrou-a a todos os direitos da sua família, criou-a Condessa de Salisbury e, quando sua filha Maria Tudor nasceu, confiou a Margarida a educação da princesa.

Beato Luis Biraghi

Fundador das religiosas de Santa Marcelina, ele, confiando àquelas ardorosas primeiras apóstolas a missão de “ENSINAR JESUS” na atividade educativa, quis que tivessem Santa Marcelina, irmã mais velha de Santo Ambrósio, como modelo, para serem, tal como sua protetora, sinal no tempo, de uma sede de Deus, que transfigura a vida e impele ao serviço dos irmãos. e educando mais com a força do amor e do exemplo, do que com muitas palavras. Luis Biraghi nasceu em Vignate (Itália) a 2 de Novembro de 1801, quinto de oito filhos de Francisco e Maria Fini, agricultores. De 1813 a 1825 fez os estudos de humanidade, filosofia e teologia, distinguindo-se sempre. Como diácono, foi encarregado do ensino de letras nos seminários menores, cargo que lhe foi confirmado depois da ordenação presbiteral (28 de Maio de 1825) que ele desempenhou com paixão. Em 1833 foi nomeado diretor espiritual do seminário maior: cargo a que se dedicou com incansável caridade, exemplo vivo, para os seus clérigos, de amor a Cristo e à sua Igreja, de total dedicação e de obediência incondicionada. Em 1841 o Cardeal Gaisruck quis que ele fizesse parte dos fundadores e redatores do periódico eclesiástico O Amigo Católico. O Padre Biraghi empenhou-se nesta obra com fervoroso espírito de apostolado, no desejo de conduzir a Cristo a sociedade moderna, atraída por falazes ideologias e pela ilusória confiança no progresso. Convencido de que a base da sociedade civil é a família e que o coração da família é a mulher, em 1838 abriu um colégio feminino onde as filhas da burguesia emergente podiam receber uma formação cultural e uma sólida educação cristã. O método educativo proposto por ele teve tanto sucesso que em 1841 o Padre Biraghi abriu um segundo colégio em Vimercate.

28 de maio - Santa Ubaldesca Taccini

Santa Ubaldesca Taccini é uma santa que marcou profundamente a vida espiritual de Pisa nos séculos XII e XIII, junto com Santa Bona, São Guido da Gherardesca e São Ranieri. Em um período histórico que viu a República Marítima de Pisa dominar o Mediterrâneo e os seus cidadãos gozarem de um alto padrão de vida, a santa propôs um modelo de vida separada da vida social da cidade e estritamente fiel à mensagem de pobreza e de renúncia pregada por Jesus. Nascida em Calcinaia em 1136 de pais de condições humildes, Ubaldesca, filha única, desde jovem mostrava-se humilde e dedicado aos pais e a Jesus. Diligente na prática da oração, muitas vezes acompanhada de jejum, a Santa de Pisa se destacou especialmente pela caridade exercida junto aos pobres. Quando tinha cerca de catorze anos, um dia, enquanto assava o pão da família, teve a visão de um anjo que lhe ordenou que entrasse no convento da Ordem de São João de Jerusalém (estabelecida alguns anos antes, em 1099, em Jerusalém, na Igreja de São João Batista sob a regra de Santo Agostinho). Ela ficou surpresa e disse: "Mas eu não tenho dote. E meus pais não podem me dar nada". "As freiras não precisam tanto de dotes quanto de virtudes", respondeu o anjo. Ubaldesca sorriu. "Mas e se eu não tiver virtudes?" E o anjo no mesmo tom de voz: "O Espírito Santo suprirá". Então, gravemente: "Não há mulher em Pisa que seja mais cheia de virtudes do que você. E por sua causa, de seus méritos, a cidade será liberta de grandes perigos". O mensageiro de Deus desapareceu, e a menina, esquecendo o forno e o pão, correu para os campos onde seus pais estavam trabalhando para lhes contar o que havia acontecido e pedir permissão para irem embora.

Santo André, o Louco, Escravo, Mendigo, Cristão (Século IX), 28 de Maio

Escravo de origem cita, André vivia em Constantinopla a serviço de um dignatário da corte imperial. Após inúmeras peripécias, simulando loucura, conseguiu que seu mestre lhe concedesse a liberdade. André vivia vagando, vestido apenas com uma espécie de tapete rústico, bebendo água nas poças das ruas. Seguia à risca a palavra dita por São Paulo: "Nós, loucos por causa de Cristo" (I Cor 4, 10). André suportou as brincadeiras cruéis e as vexações dos passantes até o dia da sua morte. Foi então que os moradores da localidade descobriram a santidade de André, através dos milagres que ocorreram após o seu falecimento. 
Tradução e Adaptação : Gisèle Pimentel

GERMANO DE PARIS Bispo e Santo (496-576)

Nascer e prosseguir vivendo não foram tarefas fáceis para Germano. Ele veio ao mundo na cidade de Autun, França, no ano 496. Diz a tradição que sua mãe não o desejava, por isso tentou abortá-lo, mas não conseguiu. Quando o menino atingiu a infância, ela atentou novamente contra a vida dele, tentando envenená-lo, mas também foi em vão. Acredita-se que ele pertencia a uma família burguesa e rica, pois, depois disso, foi criado por um primo, bem mais velho, ermitão, chamado Escapilão, que o fez prosseguir os estudos em Avalon. Germano, com certeza, viveu como ermitão durante quinze anos, ao lado desse parente, em Lazy, aprendendo a doutrina de Cristo. Decorrido esse tempo, em 531 ele foi chamado pelo bispo de Autun para trabalhar ao seu lado, sendo ordenado diácono, e três anos depois, sacerdote. Quando o bispo morreu, seu sucessor entregou a direção do mosteiro de São Sinforiano a Germano, que pela decadência ali reinante o supervisionava com certa dificuldade. Acabou deixando o posto por intrigas e pela austeridade que desejava impor às regras da comunidade. Foi, então, para Paris, onde, pelos seus dons, principalmente o do conselho, ganhou a estima do rei Childeberto, que apreciava a sua sensatez. Em 536, o rei o convidou a ocupar o bispado de Paris, e Germano aceitou, exercendo grande influência na corte merovíngia. Nessa época, o rei Childeberto ficou gravemente enfermo, sendo curado com as orações do bispo Germano. Como agradecimento, mandou construir uma grande igreja e, bem próximo, um grande convento, que mais tarde se tornou o famoso Seminário de Paris, centro avançado de estudo eclesiástico e de vida monástica.

JUSTO DE URGEL Bispo, Santo (+ 527)

São Justo nasceu na Espanha Citerior, de pais católicos, cuja piedade era bem patente na educação cristã dos quatro filhos que lhes concedera o céu, os quais foram: o nosso santo (JUSTO), NEBRÍDIO, JUSTINIANO e ELPÍDIO, dos quais Santo Isidoro de Sevilha faz menção com particular elogio no catálogo dos varões ilustres que haviam florescido em Espanha, chegando a ser, por seus relevantes méritos, prelados de quatro diferentes igrejas, respectivamente de Urgel, Egara, Valência e Huesca. Seus pais, logo que Justo chegou á idade competente, destinaram-no ás letras, nas quais fez maravilhosos progressos, bem como na ciência dos santos e na virtude. Conheceu que a base, o princípio e o fundamento da verdadeira sabedoria era o temor de Deus, e condimentando o estudo com a oração, e os exercícios literários com a prática de boas obras, mostrou ser santo e doutor. Desejoso de se dedicar inteiramente ao serviço do Senhor, abraçou o estado eclesiástico, e cheio de ciência e de virtudes ascendeu ao sacerdócio, tornando-se digno de tão alta dignidade por seu conhecido mérito e notória santidade. Cheio do maior zelo pela salvação das almas, dedicou-se com todo o coração à pregação da palavra divina, e como os sermões eram em tudo conformes à vida, era abundante o fruto colhido.

Nossa Senhora do Lírio

     Este título Maria Santíssima já recebeu nas Sagradas Escrituras. Nelas o lírio, por sua beleza pura e sublime perfume, é usado com frequência para designar as virtudes, a dignidade real, a beleza da sabedoria e a união esponsal. É muito fácil compreender qual a razão de a Virgem Maria sempre ser comparada à esta flor. O lírio é o símbolo da pureza e da beleza perfeita, em toda a natureza. E a Imaculada Conceição de Maria lhe conferiu a eterna pureza do corpo, a beleza perfeita da alma e o espírito pleno de sabedoria. Por isto, Maria é o lírio de Deus, a única criatura plena de todas as graças.
     Maria foi cantada em verso e prosa como um campo de lírios, e também, representada segurando um lírio na mão ou ladeada por estas flores. Mas a expressão latina: "lilium inter spinas", ou seja: "lírio entre espinhos", citada na Ladainha de Nossa Senhora de Loreto escrita em 1578, sem dúvida alguma é aquela que melhor descreve a Mãe de Deus.
     Esta comemoração se refere à primeira igreja dedicada à Nossa Senhora do Lírio. Situada na abadia cisterciense fundada em 1244, pelo rei São Luís IX e a rainha Branca de Castela, sua virtuosa mãe, que cedeu um castelo de sua propriedade em Melun, França. Antes de falecer, em 1252, a rainha-mãe expressou o desejo de ser sepultada na igreja desta abadia.

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 28 DE MAIO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
28 – Domingo de Pentecostes – Santos: Bernardo de Novara, Emílio, Margarida Pole
Evangelho (Jo 20,19-23) “Jesus entrou e, pondo-se no meio deles, disse: ─ A paz esteja convosco. Depois dessas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado.”
Era a noite de domingo, depois de um dia de muitas emoções, esperanças e incertezas. Os discípulos e discípulas tinham medo, por isso as portas estavam trancadas. De repente, não como quem vem chegando, Jesus estava entre eles. Viram suas mãos feridas, e a chaga no peito. Não era sonho nem imaginação, nem era também uma simples visão. O Mestre ali estava, era real, podiam tocá-lo, estava vivo e falava com eles. Depois de toda a angústia daqueles dois dias, afinal podiam experimentar a paz que ele lhes oferecia, não como simples saudação, mas como dom. Aceitaram novamente a missão que ele lhes confiava. Viveram intensamente a ação do Espírito Santo que tomava conta de seu coração, encheram-se de alegria e de coragem.
Oração
Senhor Jesus, pelo menos um pouco posso imaginar o que viveram vossos discípulos naquela noite. Não acredito que depois ainda tenham conseguido dormir. Experimentavam uma grande paz, mas na certa também ficavam imaginando o futuro. Não só podiam perdoar a culpa ao pecador, mas, pelo poder do Espírito, podiam levar a todos a libertação, dando-lhes a capacidade de amar, a atração pela verdade, um motivo para viver. Podiam levá-los a encontrar e conhecer Jesus como um Salvador presente a todos os seus momentos. Fico imaginando tudo isso, Senhor, e peço que me ajudeis a assumir minha parte nessa missão. Ficai sempre comigo, sede a grande certeza de minha vida, minha alegria, minha esperança e minha força. Amém

sábado, 27 de maio de 2023

REFLETINDO A PALAVRA - “A História do Natal”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Uma festa de Jesus
Vamos refletir sobre o tempo litúrgico do Advento e do Natal. Veremos a história da liturgia do tempo do Natal, não as historinhas do Natal. Como sabemos, temos três tempos: Páscoa, Natal e Tempo Comum. O Mistério Pascal de Cristo é único e sempre o mesmo em cada celebração. Mistério não é algo incompreensível. Buscamos conhecer mais, para viver melhor. Dizemos que é uma festa para Jesus, pois Ele é o centro. O domingo, dia da Ressurreição de Jesus, é a primeira celebração a se fixar. É o dia do Senhor. Era a Páscoa semanal. A seguir vem a celebração do Domingo da Páscoa. Não vamos tratar da festa da Páscoa agora. Consideraremos o tempo da Manifestação do Senhor, com o Advento e o Natal. Não é a ordem correta, mas é pastoral para momento. Deve-se partir da Páscoa, pois ela dá origem a todas as outras. Depois de estruturada a Páscoa, as comunidades começaram a organizar a festa do Natal. O nome correto é Manifestação do Senhor que une o tempo Advento, Natal, Epifania e Batismo do Senhor. Esta festa está intimamente ligada à Páscoa, pois é o mistério da salvação em seu aspecto de sua Vinda ao mundo. Ele vem consagrar o mundo pela Encarnação. 
Festas natalinas. 
Já no século III temos sinais da celebração do Natal, mas a criação das festas natalinas se dá no século IV. Vejamos que são quase 400 anos para se chegar a compreender a necessidade destas festas natalinas. Por que a criam? Os cristãos começam a se perguntar: ‘Como e de onde veio o Cristo que ressuscitou?’ Como não era conhecida a data do nascimento de Cristo, fez-se o cálculo do tempo e escolheu-se uma festa pagã para colocar a festa cristã no lugar. É a primeira hipótese. Era uma prática comum colocar no lugar de uma festa pagã, uma festa cristã. Assim os cristãos não se envolviam com lembranças pagãs. A segunda hipótese é a escolha da festa do nascimento do deus Sol Vencedor (dies natalis solis invicti), dia 25 de dezembro, e neste dia celebrar o nascimento do verdadeiro Sol da Justiça (Sol iustitiae), no solstício de inverno, quando o tempo de sol do dia vence a noite. O dia passa a ser mais longo (25.12). Os textos da liturgia, compostos por S. Leão Magno, estão cheios de luz. No Oriente, a festa é celebrada dia 6 de janeiro, com o nome de Epifania, isto é dizer Manifestação. Por isso temos uma dupla festa da Manifestação: No Ocidente, dias 25 de dezembro, a manifestação aos Pastores. No Oriente, dia 6 de Janeiro, a manifestação aos Magos. Há mais uma teoria: Celebramos dia 25 de março a Anunciação do Senhor. É o dia da Encarnação. Por isso o Natal se celebra dia 25. A data da Encarnação coincidiria com a Paixão, que se calculava que fosse dia 25 de março. É uma hipótese a mais. Indica a íntima união do Mistério Pascal de Cristo. 
Advento, uma espera 
Por comparação com a festa da Páscoa, que tem uma Quaresma, começou-se a celebrar um tipo de Quaresma para o Natal. A esta chamamos de Advento. Pelo século IV na França (Gália) e na Espanha se delineia um período de preparação ascética para a festa do Natal. Em Roma, temos indicações do Advento pelos anos de 550. Faziam-se jejuns em preparação para a festa. Assim vai se estruturando. Na renovação da liturgia passou-se a lembrar a segunda de Cristo. Para o momento, é preciso não perder o caráter de preparação espiritual para o Natal. Sem essa preparação o Natal passa como uma festa de calendário. É muito bom que os cristãos não se deixem levar pelo Papai Noel.
ARTIGO REDIGIDO E PUBLICADO
EM DEZEMBRO DE 2009