sábado, 5 de setembro de 2026

EVANGELHO DO DIA 05 DE SETEMBRO

Evangelho segundo São Lucas 6,1-5. 
Passava Jesus através das searas num dia de sábado e os discípulos apanhavam e comiam as espigas, debulhando-as com as mãos. Alguns fariseus disseram: «Porque fazeis o que não é permitido ao sábado?». Respondeu-lhes Jesus: «Não lestes o que fez David, quando ele e os seus companheiros sentiram fome? Entrou na casa de Deus, tomou e comeu os pães da proposição, que só aos sacerdotes era permitido comer, e também os deu aos companheiros». E acrescentou: «O Filho do homem é Senhor do sábado». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santo Agostinho 
(354-430) 
Bispo de Hipona 
(norte de África), 
doutor da Igreja 
Sobre o sentido literal do Génesis, IV, 13-14 
Entrar no repouso de Deus 
«Deus viu tudo o que tinha feito: 
era tudo muito bom. E, no sétimo dia, 
descansou do trabalho que tinha realizado»
(Gn 1,31-2,2). 
As obras de Deus são boas e Ele repousará nas nossas obras, se estas também forem boas. Foi como sinal deste repouso que Ele prescreveu ao povo hebraico a observância do sábado. Mas eles praticavam-no de uma forma tão material que repreendiam Nosso Senhor quando O viam operar a nossa salvação em dia de sábado. Tal atitude valeu-lhes uma resposta justa: «Meu Pai trabalha incessantemente e Eu também trabalho» (Jo 5,17), não só governando com Ele toda a criação, mas realizando a nossa salvação. Quando, porém, a graça foi revelada, os fiéis foram libertados do preceito do sábado, que consistia na observância de um dia. Agora, pela graça, o cristão observa um sábado perpétuo, se fizer o bem na esperança do repouso que há de vir e não se glorificar das suas boas obras como se elas lhe pertencessem e não as tivesse recebido. Assim, recebendo e considerando o sacramento do batismo como um sábado, isto é, como o repouso do Senhor no seu túmulo (cf Rom 6,4), o cristão repousa das suas obras passadas, caminha pelas veredas de uma vida nova e reconhece que Deus age nele, Ele que governa as suas criaturas em repouso, porque tem em Si a tranquilidade eterna. Deus não Se fatigou ao criar, nem repousou ao cessar de criar; mas quis inspirar-nos, através da linguagem da Sagrada Escritura, o desejo do seu repouso: quis santificar aquele dia como se, mesmo para Ele que não Se fatiga ao trabalhar, o repouso tivesse mais valor do que a ação. É isso que o evangelho nos ensina quando o Senhor diz que Maria, ao sentar-se e permanecer em repouso a seus pés para escutar a sua palavra, escolheu uma parte melhor do que a de Marta, ainda que esta se dedicasse a obras de serviço (cf Lc 10,39s).

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