quinta-feira, 10 de setembro de 2026

EVANGELHO DO DIA 10 DE SETEMBRO

Evangelho segundo São Lucas 6,27-38. 
Naquele tempo, Jesus falou aos seus discípulos, dizendo: «Digo-vos, a vós que Me escutais: amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, abençoai os que vos amaldiçoam, orai por aqueles que vos injuriam. A quem te bater numa face, apresenta-lhe também a outra; e a quem te levar a capa, deixa-lhe também a túnica. Dá a todo aquele que te pedir, e ao que levar o que é teu, não o reclames. Como quereis que os outros vos façam, fazei-lho vós também. Se amais aqueles que vos amam, que agradecimento mereceis? Também os pecadores amam aqueles que os amam. Se fazeis bem aos que vos fazem bem, que agradecimento mereceis? Também os pecadores fazem o mesmo. E, se emprestais àqueles de quem esperais receber, que agradecimento mereceis? Também os pecadores emprestam aos pecadores, a fim de receberem outro tanto. Vós, porém, amai os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai sem nada esperar em troca. Então, será grande a vossa recompensa e sereis filhos do Altíssimo, que é bom até para os ingratos e os maus. Sede misericordiosos, como o vosso Pai é misericordioso. Não julgueis e não sereis julgados. Não condeneis e não sereis condenados. Perdoai e sereis perdoados. Dai e dar-se-vos-á; deitar-vos-ão no regaço uma boa medida, calcada, sacudida, a transbordar. A medida que usardes com os outros será usada também convosco».
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Catarina de Sena 
(1347-1380) 
Terceira dominicana, 
doutora da Igreja, 
copadroeira da Europa 
 Carta 42 ao rei Luís da Hungria, n.º 188 
Os sinais da caridade
 verdadeira e perfeita 
Caríssimo pai em Cristo, o manso Jesus, eu, Catarina, escrava dos servos de Jesus Cristo, escrevo-vos no precioso sangue de Jesus, com o desejo de vos ver fundado na caridade verdadeira e perfeita. Eis um dos sinais particulares que mostram se a alma está ou não na caridade: não despreza ninguém, mas suporta pacientemente as faltas alheias; não se irrita, mas é cheia de mansidão; não torna o homem injusto, mas justo, levando-o dar a cada um o que lhe é devido, quer obedeça, quer ordene. O homem caridoso dá glória a Deus e louvor ao seu nome; tem para si ódio e horror ao pecado, e amor e benevolência com o próximo. Se é poderoso e tem de exercer a justiça, tanto ouve o grande como o pequeno, o pobre como o rico. Não mancha a consciência cedendo à lisonja, às ameaças, ao prazer ou ao desagrado; mas mantém a balança equilibrada, dando a cada um o que a justiça exige. Serve zelosamente o seu próximo, tendo para com ele o amor que tem por Deus: não podendo servir a Deus diretamente, esforça-se por servir aquilo que Deus tanto ama, a criatura racional, que lhe foi dada como intermediária. Quão doce é a caridade, mãe terna e desprovida de amargura, que leva alegria ao coração de quem a possui.

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