quinta-feira, 25 de agosto de 2016

O TERÇO FALTANDO CONTAS

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa
Venerável Padre Pelágio CSsR
Uma meninazinha de 8 anos ficou encabulada ao examinar o enorme terço do seu avô. Estava com o arame todo enferrujado e faltavam diversas contas: 
- Vovô, porque o senhor reza nesse terço grande, de contas tão velhas e graúdas, todo enferrujado e arrebentado? Troque por outro mais novo. 
- Minha neta, vou lhe contar a história desde o começo. Depois você vai dar-me razão. 
- Pois conte, vovô. 
- Como você sabe, eu estive na guerra. A gente se escondia nas trincheiras para se defender e poder atacar melhor os inimigos. Aconteceu de eu ter ficado sem munição. As balas do meu fuzil terminaram, e não tinha como renovar o estoque. Os soldados inimigos não davam trégua. Eu precisava defender-me e também defender minha pátria. Foi aí que olhei para o meu terço, de contas graúdas e reforçadas. Tive um pensamento, que Nossa Senhora me perdoe: Utilizar aquelas contas como balas, mais para espantar o inimigo, do que para matar. Fiz uma prece e coloquei uma conta no fuzil. Com as mãos tremendo, dei o primeiro tiro. E assim, um tiro depois do outro. 
- Que susto o senhor me deu. 
-Fique calma. Felizmente nenhuma daquelas “balas” improvisadas atingiu alguém. Por isso faltam contas neste meu velho rosário. Por isso rezo neles assim mesmo, para que nunca mais haja guerra. 
- Amém! Vovô!
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