segunda-feira, 4 de agosto de 2025

Dia do Padre.

Homenagem aos que consagram a vida ao serviço do outro.
 
Ele não é um profissional no sentido comum da palavra - embora receba salário. 
Recebe para administrar uma igreja, mas faz muito mais do que isso. 
Ele pode se aposentar como qualquer trabalhador, mas jamais se desliga da missão. 
Não é psicólogo, mas sabe como poucos ouvir a alma humana. 
Pode ter ou não uma graduação universitária, mas carrega sabedoria e discernimento. 
Muitos possuem habilidades manuais, dons artísticos, culturais e um elevado grau de empatia e fraternidade. 
Eles são padres. 
Sacerdotes. 
Homens que consagram suas vidas a Deus - e aos irmãos.
Homens aos quais, segundo a fé cristã, foram confiadas as chaves do céu. 
Neste 4 de agosto, celebramos São João Maria Vianney, padroeiro dos padres. 
Que a vocação sacerdotal continue sendo fonte de esperança, acolhimento e transformação nas comunidades. 
Gratidão a todos os padres, na pessoa do Padre Archimedes Zulian, C.Ss.R., (70 anos de vida sacerdotal) por sua perseverança diária!
PEDRO LUIZ DIAS

João Maria Vianney O Santo Cura d´Ars 1786-1859

Pouco dotado intelectualmente, atingiu esse santo vigário alto grau de santidade. 
Seu êxito foi tão grande, que atraiu multidões de todas as partes da França 
e de vários países europeus 
O futuro Cura d’Ars nasceu na pequena localidade de Dardilly, perto de Lyon, na França, no dia 8 de maio de 1786, de família de agricultores piedosos. Foi consagrado a Nossa Senhora no próprio dia do nascimento, data em que foi também baptizado. Sua instrução foi precária, pois passou a infância em pleno Terror da Revolução Francesa, com os sacerdotes perseguidos e as escolas fechadas. João Maria tinha 13 anos quando recebeu a Primeira Comunhão das mãos de um sacerdote “refractário” (que não tinha jurado a ímpia Constituição do Clero), durante o segundo Terror, em 1799 [1]. Com a subida de Napoleão e a Concordata com a Santa Sé, foi possível a João Maria iniciar seus estudos eclesiásticos aos 20 anos, terminando-os aos 29, depois de mil e uma contrariedades. É impossível, nos limites de um artigo, abranger toda a vida apostólica do Cura d’Ars. Por isso limitar-me-ei a abordar um aspecto dela, que foi como transformou a pequena localidade de Ars de modo a tornar-se ponto de admiração de toda a França.

ORAÇÕES - 04 DE AGOSTO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
4 – Segunda-feira – S. João Maria Vianney
Evangelho (Mt 14,13-21) “Eles não precisam ir embora. Dai-lhes vós mesmos de comer!”
Acharam os discípulos que a melhor solução e a mais fácil era deixar que aquela gente encontrasse o que comer.Mas, Jesus disseque eles deviam dar-lhes comida. Quando apresentam cinco pães e dois que tinham,o Mestre fez o que só ele podia fazer. Eu também não gosto de assumir responsabilidade diante da necessidade de meus irmãos. Tenho de aprender a fazer o que posso. E logo.
Oração
Senhor Jesus, vejo bem o que é preciso fazer, e sei exigir que as autoridades o façam. Poucas vezes faço o que posso. Ajudai-me a ter coragem, deixar o comodismo e começar a fazer o necessário para mudar a realidade dura e injusta ao meu redor.Mostrai-me como posso conseguir que outros se unam à empreitada.Enão permitais que desanimemosse não nos compreenderem. Amém.

domingo, 3 de agosto de 2025

ORAÇÃO PELO PADRE (Michel Quoist)

Senhor, não te esqueças de teu padre: 
ele é um homem como os outros homens. 
Ele também tem um coração sensível, 
uma mente que se cansa, 
um corpo que sofre. 
Ele também sente necessidade de amizade, 
de carinho, de reconhecimento. 
Ele também tem suas horas de solidão, 
de angústia, de desânimo. 
Ele também conhece as tentações do mundo 
e as lutas interiores da fé. 
Senhor, sustenta-o em suas fadigas, 
ilumina-o em suas dúvidas, 
conforta-o em suas dores, 
fortalece-o em suas quedas. 
Mantém seu coração ardente no amor, 
suas mãos firmes no serviço, 
seus pés prontos para o caminho. 
Senhor, cuida do teu padre, 
pois ele dá a vida por Ti.
PEDRO LUIZ DIAS


REFLETINDO A PALAVRA - “Ascensão de Jesus”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Jesus subiu ao Céu
 
A Ressurreição de Jesus completa-se com sua gloriosa Ascensão. Esta festa tem pouca ressonância na vida cristã. O Mistério Pascal tende a levar à glorificação de Jesus junto do Pai. Na Ceia, consciente de ter realizado a missão para a qual fora enviado, reza: “E agora, glorifica-me, Pai, junto a Ti, com a glória que eu tinha contigo antes que o mundo existisse” (Jo 17,5). Sua Divindade que ficara oculta sob o véu da humanidade, se manifesta em todo seu esplendor. Por isso uma nuvem o cobre. Nuvem que é a presença da Divindade. A natureza humana que o Filho Eterno do Pai assumiu na Encarnação é glorificada. Com Ele já participamos da glorificação. É nossa meta e nosso ponto de atração. Por isso é uma festa a ser vivida com intensidade pascal. Aos discípulos, que O perdem aos olhos, permanece uma dupla certeza: Ele consumou sua missão no mundo e foi constituído Senhor e Rei da Glória junto ao Pai. Tornou-se mediador entre o Pai e a humanidade redimida, juiz do mundo e Senhor do Universo. Por outro lado sabem que Ele está presente: “Eu estarei convosco todos os dias até ao fim do mundo” (Mt 20,20). Sua presença junto do Pai não O afastou de “nossa humildade, mas dá–nos uma certeza de que nos conduzirá à glória da imortalidade” canta o prefácio da missa. Ele subiu ao Céu e tornou-se para eles a certeza de que estão garantidos, pois recebem Seu Espírito para continuar Sua missão. Continua unido a Seu Corpo, a Igreja. Seu poder e glória são o poder e glória do Pai. É fonte e razão de vida. Para Ele converge todo o universo. Reina até entregar Seu Reino ao Pai (1Cor 15,24) quando vier no fim dos tempos. 
Somos participantes da glória 
Ele é nossa cabeça. Somos o corpo. Cristo levou para junto do Pai nossa humanidade, como nos trouxera sua Divindade. Já estamos com Ele na glória. A oração da missa assim reza: “membros de seu corpo, somos chamados, na esperança, a participar de Sua glória”. O cristão vive da esperança, que é a certeza de possuir os bens celestes. Por isso, Paulo escreve: “Que Ele abra o vosso coração à sua luz, para que saibais qual a esperança que o seu chamamento vos dá, qual a riqueza da glória que está na vossa herança com os santos, e que imenso poder Ele exerceu em favor de nós que cremos, de acordo com sua ação e força onipotente” (Ef 1.18-19). Com a Ascensão de Jesus ao céu, temos a garantia do poder de Deus porque “se manifestou sua força em Cristo quando O ressuscitou dos mortos e O fez sentar-se à Sua direita” (Id. 20). Sem a glorificação do Filho, sua Morte e Ressurreição não teriam sua explicação. 
Fazei discípulos meus todos os povos. 
A última palavra de Jesus foi confiar aos discípulos a missão que o Pai lhe confiara. Agora somos nós a fazer o que Ele fazia, dizer o que dizia e transformar o mundo como Ele o transformava. Fazer discípulos é fazer o que Ele fez: “Chamou a Si aqueles que quis para estar com Ele e irem anunciar” (Mc 3,13). Os discípulos entenderam sua missão e, depois de receberam o Espírito Santo foram anunciar. Essa missão é conferida também a nós. O Cristianismo que não anuncia é porque já faliu. A Ascensão nos anima a buscar nova força na certeza da vitória de Cristo e da missão que Ele nos confiou. Temos ainda diante de nós um mundo a evangelizar, isto é, mostrar o amor Deus em Cristo por todos. Houve tempos de mais entusiasmo pela missão. No mundo que temos diante de nós há muito que fazer. E, como fazemos um cristianismo voltado para nós, as forças do mal tendem a crescer.
Leituras: Atos 1,1-11; Salmo 46; 
Efésios 1,17-23;Mateus 28,16-2 
1. A festa da Ascensão leva à consumação do Mistério Pascal na plenitude do Filho glorificado. 
2. Somos o corpo. Cristo levou para junto do Pai nossa humanidade, como nos trouxera Sua divindade. 
3. Agora somos nós a fazer o que Ele fazia, dizer o que dizia e transformar o mundo como Ele o transformava 
Olhando para o chão 
Nossa fé proclama que Jesus “subiu ao Céu” completando assim sua obra redentora. Agora falta que o resto de seu corpo, nós, a Igreja, cumpramos nossa parte assumindo nossa missão no mundo. Por isso os Anjos disseram: “Esse Jesus que foi levado para o Céu, virá do mesmo modo como O vistes partir para o Céu” (At 11). Esperar é agir pelo Reino. Na Alegria da vitória de Cristo, reconhecemos quem Ele é. Para isso nos é dado o Espírito para conhecê-Lo sempre mais, saber a esperança para a qual nós fomos chamados, a riqueza da herança que temos na glória e o imenso poder que tem em nosso favor. Sua Ressurreição é a prova que tudo isso é verdade e funciona. Nele está a plenitude. Como compreender todas essas verdades? O Espírito Santo nos ensinará todas as coisas. Ele nos fortalecerá e nos conduzirá à verdade plena. Com Jesus também fomos para o Céu, pois levou consigo nossa humanidade. 
Homilia da Ascensão do Senhor (28.05.2017)

EVANGELHO DO DIA 03 DE AGOSTO

Evangelho segundo São Lucas 12,13-21. 
Naquele tempo, alguém, do meio da multidão, disse a Jesus: «Mestre, diz a meu irmão que reparta a herança comigo». Jesus respondeu-lhe: «Amigo, quem Me fez juiz ou árbitro das vossas partilhas?». Depois disse aos presentes: «Vede bem, guardai-vos de toda a avareza: a vida de uma pessoa não depende da abundância dos seus bens». E disse-lhes esta parábola: «O campo dum homem rico tinha produzido excelente colheita. Ele pensou consigo: "Que hei de fazer, pois não tenho onde guardar a minha colheita? Vou fazer assim: deitarei abaixo os meus celeiros para construir outros maiores, onde guardarei todo o meu trigo e os meus bens. Então poderei dizer a mim mesmo: minha alma, tens muitos bens em depósito para longos anos; descansa, come, bebe, regala-te". Mas Deus respondeu-lhe: "Insensato! Esta noite terás de entregar a tua alma. O que preparaste, para quem será?" Assim acontece a quem acumula para si, em vez de se tornar rico aos olhos de Deus». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Gregório de Nazianzo 
(330-390) 
Bispo, doutor da Igreja 
Sobre o amor aos pobres, 24-36 
Considera a igualdade original da família humana 
Quando acumulam ouro, prata, roupas sumptuosas mas inúteis, diamantes e outras coisas parecidas, que dão origem à guerra, à discórdia e à tirania, os homens, tomados por uma arrogância louca, fecham o coração às desgraças dos seus irmãos, não dando sequer do que lhes sobra para aliviar as misérias dos outros. Estúpida aberração! Não percebem que a pobreza e a riqueza, a liberdade – como lhe chamamos – e a condição servil, bem como outras categorias semelhantes, chegaram tarde ao meio dos homens, irrompendo como epidemias ao mesmo tempo que o pecado de que eram consequência. «Mas no princípio não foi assim» (Mt 19,8); no princípio, o Criador deixou o homem livre e senhor de si mesmo, preso a um único mandamento e rico com as delícias do paraíso. Deus quis isto para todo o género humano, saído do primeiro homem. A liberdade e a riqueza dependiam da observância de um único mandamento; a violação deste mandamento conduziria à verdadeira pobreza e à servidão. Desde o advento da inveja e da contenda, com a astuta tirania da serpente que nos seduz com o prazer e opõe os mais ousados aos mais fraco, a família humana dividiu-se em nações estranhas entre si; e a avareza suplantou a generosidade natural, utilizando a lei para dominar pela força. Tu, porém, considera a igualdade primitiva e não as divisões posteriores, a lei do Criador e não a dos poderosos. Ajuda a natureza o melhor que puderes, honra a liberdade original, respeita-te a ti mesmo, protege a tua raça da desonra, ajuda-a na doença, consola-a na pobreza. Distingue-te dos outros apenas pela tua bondade. Torna-te Deus para os infelizes, imitando a misericórdia divina.

03 de agosto - São Pedro de Angni

São Pedro, bispo de Anagni, pertenceu à nobre família dos príncipes de Salerno. Ainda jovem, vivendo no ambiente religioso da cidade, despertou o desejo de entrar no seminário. Em sua cidade havia um mosteiro beneditino e isso facilitou o seu acesso. Tornou-se assim, monge beneditino Quando foi expulso de Roma pelas armas imperiais, o Papa Alexandre II refugiou-se em Anagni e ali o conheceu. Morto o bispo Bernardo (1062), o Papa o sagrou bispo da cidade. Em 1071 foi enviado pelo Papa a Constantinopla para atuar junto do imperador bizantino como embaixador. Participou da primeira Cruzada e retornou à sua diocese em 1074. Já há algum tempo Pedro tinha começado a construção da nova catedral, que terminou em 1105, e em 3 de agosto daquele ano, faleceu em paz. Pascal II canonizou-o na catedral de Segni a 6 de julho de 1110, apenas cinco anos após a sua morte, devido às suas reconhecidas virtudes, tanto como religioso no mosteiro, como pelo seu testemunho dado como bispo.

03 de agosto - Beato José Guardiet y Pujol

José Guardiet y Pujol nasceu em 21 de junho de 1879, memória de São Luís Gonzaga, na cidade de Manlleu, perto de Barcelona, ​​onde seu pai trabalhava como farmacêutico. Tendo entrado no seminário de Vic, ele estudou teologia na Pontifícia Universidade de Tarragona. Em 1902, em Barcelona, ​​ele recebeu ordenação sacerdotal. Entre 1902 e 1905 exerceu seu ministério como vigário nas paróquias de Ullastrell, Olesa de Montserrat e Argentona. Em 1912 foi designado para a igreja de Santa Maria del Pi em Barcelona e, de 1914 a 1916, foi tesoureiro da paróquia de Santo Espíritu em Tarrasa. Um dia, durante uma viagem com sua juventude, passando pela cidade de Rubí, exclamou: “Rubí, Rubí, que alguém possa morar em seu país e dar seu sangue por você!” Os jovens responderam: "Você sabe que este é um país muito ruim?" Ele respondeu: "Ninguém é bom em tudo; eu sinto esse desejo apostólico". Pouco depois, em 1917, foi nomeado reitor da paróquia de São Pedro, precisamente em Rubí. Incansável pregador e catequista, e ao mesmo tempo austero e prestativo, foi chamado de "o pároco do sorriso", por seu senso de humor e sua afabilidade, que se tornaram proverbiais. Sua casa estava sempre aberta, com um ir e vir contínuo de pessoas, que às vezes até o impediam comer: "A refeição pode esperar, mas o fiel não", dizia ele.

Santo Aspreno

Aspreno ou Asprenas (também chamado de Asprenato e Aspremo) (século I – cerca de 79 d.C) foi o primeiro bispo de Nápoles, consagrado pelo próprio São Pedro.
Santo Aspreno ajoelhado aos pés da Cruz Aspreno viveu no fim do século I e começo do século II, como confirmado por estudos arqueológicos sobre a Igreja napolitana precoce, bem como o fato de que "Aspreno" era um nome comum durante os dias da República Romana e os primeiros anos do Império Romano e depois caiu em desuso. O Calendário de Mármore de Nápoles atesta a existência de Aspreno e do fato de que ele viveu durante os reinados de Trajano e Adriano e o episcopado dele é indicado com duração de 23 anos. Nada se sabe da sua vida, mas uma antiga lenda diz que São Pedro, a caminho de Roma, parou em Nápoles e converteu uma velha (identificada como Cândida, a Velha) depois que ele a curou de uma doença. Inúmeras outras conversões para o cristianismo foram feitas durante este tempo em Nápoles, incluindo Aspreno, que foi convertido por Pedro e que também tinha estado doente. A lenda diz que Pedro consagrou Aspreno como bispo de Nápoles e lhe pediu para construir o oratório de Santa Maria del Principio, que formaria a base para a basílica de Santa Restituta.

03 de agosto - Santo Eusébio de Vercelli

"Eu vos conjuro a guardar a fé com grande vigilância, 
a conservar a concórdia, a rezar com frequência 
e a recordar-vos de nós, a fim de que o Senhor 
se digne a libertar a sua Igreja, que sofre sobre toda
 a terra, e nós, que estamos oprimidos, possamos 
ser libertados e ir com alegria para vós." 
Carta do exílio 
Eusébio nasceu na ilha da Sardenha no ano 283. De uma família rica, depois da morte do seu pai, sua mãe o levou para completar os estudos em Roma, em vista de uma carreira remunerativa na área do Direito. Em Roma encontrou a fé. Foi batizado pelo próprio papa santo Eusébio, do qual assumiu o nome. Deixando para trás a carreira forense, muito jovem, Eusébio entrou para o clero, sendo ordenado sacerdote. Aos poucos foi ganhando a admiração do povo cristão e do Papa Júlio I que o consagrou Bispo da diocese de Vercelli em 345. Pastor zeloso, rico de iniciativas, interessado na vida de toda a comunidade cristã, não só dentro dos limites de sua diocese. Participava das batalhas teológicas, sempre entre os defensores da doutrina confirmada solenemente em Niceia. Participou do concílio de Milão em 355, no qual os Bispos adeptos da doutrina ariana, que pregava somente a humanidade de Jesus, tentaram forçá-lo a votar pela condenação do Bispo de Alexandria, Santo Atanásio, defensor de Jesus como Homem e Deus.

Santa Lídia de Tiatira

Santa Lídia nasceu em Tiatira, cidade da Ásia Menor, famosa pela existência de muitas tinturarias e de uma planta de nome rúbia da qual se extraía a púrpura. De Tiatira ela foi para Filipos, perto do mar Egeu, onde se instalou como comerciante e onde gozava de boa situação financeira, produzindo tinta e tingindo lãs e roupas para vender. Como Filipos era uma colônia romana, e as leis romanas proibiam a construção de sinagogas no perímetro urbano, os judeus de Filipos construíram um prédio nos arredores da cidade, perto das margens do rio, onde se reuniam aos sábados. Corria o ano 55 quando Paulo, que pretendia exercer sua missão na Macedônia, foi para Filipos. Lá chegando, ficou aguardando o sábado para encontrar-se na sinagoga com seus conterrâneos judeus. No sábado, dirigiu-se com seus companheiros para a margem do rio e lá encontraram algumas mulheres, e entre elas, Lídia. O Senhor abriu o coração de Lídia que aderiu à pregação de Paulo e pediu para ser batizada, sendo a primeira mulher a converter-se em terras da Europa. Tudo indica que além de ser uma pessoa de posses, Lídia exercia uma liderança muito forte na família, já que sua opção por Jesus e seu testemunho de vida foram suficientes para que seus familiares também se convertessem.

Santas Licínia, Leôncia, Ampélia e Flávia, Virgens - 3 de agosto

As santas irmãs Licínia, Leôncia, Ampélia e Flávia constituíram um digno círculo em torno da figura e da obra do grande Santo de Vercelli, Santo Eusébio († 1° agosto 371), que com o seu célebre cenóbio formou e produziu tantas figuras santas, sobretudo de bispos, que honraram quase todas as dioceses da Itália setentrional com seus luminosos episcopados a partir da antiga diocese de Vercelli. Santo Eusébio fundou também um mosteiro feminino em Vercelli, colocando-o sob a direção de sua irmã, Santa Eusébia (comemorada em 15 de outubro), que foi a primeira superiora. Desde o início neste mosteiro floresceram santas figuras de monjas, entre as quais as quatro virgens de que falamos. A existência das virgens consagradas no tempo de Eusébio está documentada por alguns escritos do próprio Eusébio em sua segunda carta escrita em Scitópoli, às “Santas Irmãs” de Vercelli e às “Santas Virgens”. O mosteiro ficava próximo da catedral em que era bispo Santo Eusébio, notável pela sua austeridade e doutrina espiritual, e que com a irmã deu a este cenóbio as normas de vida ascética.

Santa Trea de Ardtrea, Virgem - 3 de agosto

3 de agosto é a festa de uma santa, Trea, que deu seu nome ao distrito de Ardtrea, no condado de Derry. 
Ela é uma das mencionadas como tendo recebido o véu das mãos do próprio São Patrício e, no caso dela, 
o véu foi entregue por um anjo. 
A maioria dos relatos de Santa Trea a descrevem como anacoreta ou reclusa, o Cônego O'Hanlon, no entanto, especula que ela provavelmente era a líder de uma comunidade religiosa. 
Esta donzela piedosa floresceu após a época em que São Patrício iniciou sua grande missão no norte da Irlanda. Já vimos que uma Santa Trega ou Trea, Virgem, era venerada em Ardtrea, em um dia diferente do presente. Pode surgir uma questão sobre se houve um festival duplo instituído para homenagear a mesma santa. No entanto, no dia 8 de julho, há registro de uma festa para Santa Trega, virgem e padroeira da paróquia de Ardtrea, perto de Lough Neagh. Descobrimos, no entanto, que Santa Trea inghen Chairthind, ou "a filha de Carthenn", está registrada no Martirológio de Tallagh no dia 3 de agosto, sem declarar a localidade a que pertencia. Quando São Patricio entrou nas partes do norte da província de Ulster, ele encontrou oposição de uma dinastia na região de Hy Tuirtre.

NICODEMOS DE JERUSALÉM Membro do Sanedrin, Santo Século I

Judeu, amigo de Jesus, 
que certos pais de Igreja 
consideram como seu discipulo.
Nicodemos foi um fariseu, membro do Sinédrio, mestre da Lei, que, segundo o Evangelho de João, mostrou-se favorável a Jesus. Ele aparece três vezes nesse evangelho: na primeira, visita Jesus uma noite para ouvir seus ensinamentos (João 3:1-21); na segunda, afirma a lei relativa à detenção de Jesus durante a Festa dos Tabernáculos (João 7:45-51); e na terceira, após a crucificação, ajuda José de Arimatéia na preparação do cadáver de Jesus para o enterro (João 19:39-42). O debate com Jesus é a fonte comum de várias manifestações do cristianismo contemporâneo, especificamente a frase descritiva do “nascer de novo”, utilizada para descrever a experiência de crer em Jesus como o Salvador, e o versículo “Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.” João 3:16, frequentemente citado para descrever o plano de Deus a respeito da salvação. O livro apócrifo Evangelho de Nicodemos, foi provavelmente produzido entre os séculos II a V, e é, em grande parte, uma narrativa dos atos de Pilatos.

ORAÇÕES - 03 DE AGOSTO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
3 – 18º Domingodo Tempo Comum
Evangelho (Lc 12,13-21) “Tomai cuidado com a ganância, porque, mesmo que alguém tenha muitas coisas, a vida não consiste na abundância de bens."
Na parábola Jesus traça muito bem o perfil que poderia ser também o nosso. O homem era bem sucedido, mais até do que esperava; não tem onde guardar sua colheita. É ousado e de iniciativa; resolve construir celeiros maiores, ainda em tempo de armazenar tudo. Tem plena confiança em si mesmo, acha que se pode garantir um futuro tranquilo. O parecer de Jesus sobre ele é definitivo: Louco! Loucos seremos se imaginamos poder garantir nosso futuro: a vida é breve e de fim sempre inesperado; não é aqui que podemos saciar nossa sede de felicidade duradoura. Bens temporais, por maiores que sejam, não podem ser riqueza suficiente para nós. Riqueza real e duradoura, garantida para sempre, é só a riqueza que trazemos no coração. A que vem de Deus.
Oração
Senhor, há tanto tempo que procuro ser vosso discípulo, mas ainda sou atraído pelos bens temporais e materiais. O consumismo é tentação constante, gosto de ter o melhor que existe em equipamentos e em tudo. Preciso muito de vossa ajuda para não me deixar enredar de todo. Só assim poderei manter meu coração desapegado, usando as coisas necessárias, sem esquecer que o mais importante é manter-me unido a vós e aos irmãos. Não posso dizer que me falte alguma coisa, mas vejo tantos que não dispõem do mínimo necessário. Tocai o coração de todos nós para que aprendamos a partilhar, e dai-nos coragem e iniciativa para usar dos meios legítimos, evangélicos e eficazes, para promover a mudança da sociedade. Amém.

sábado, 2 de agosto de 2025

REFLETINDO A PALAVRA - “Páscoa continuada”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Páscoa é passagem
 
Recolhendo as belezas do Tempo Pascal, temos a sensação de uma contínua caminhada. Não uma conquista de um sossego ou estabilidade, mas um impulso de ir adiante. Não se olha para trás, pois esta foi a grande tentação que sofreu o povo por voltar ao Egito. Por causa das cebolas, dos pepinos e dos peixes de graça, o povo se lamentava (Nm 11,4-6). A liberdade tem preço. Jesus caminha decididamente para Jerusalém (Lc 9,51). Essa disposição de Jesus de realizar sua missão até o fim O leva a ir em frente. Paulo diz: “Esquecendo-me do que fica para trás, e avançando para o que está diante, prossigo para o alvo, para o prêmio da vocação do alto, que vem de Deus em Cristo Jesus” (Fl 3,13-15). Jesus, depois da Ressurreição, vai ao Pai para a glorificação e ainda voltará para levar todos com Ele (Jo 14,3). O Universo caminha no mesmo sentido: “Conforme a decisão prévia que lhe aprouve tomar para levar o tempo a sua plenitude, a de em Cristo recapitular todas as coisas, as que estão nos céus e as que estão na terra” (Ef 1,9-10). Sendo Páscoa - uma passagem - tem um ponto ao qual se dirige: completar tudo em Cristo. O tempo litúrgico não se fecha com uma mudança de calendário, mas continua sua força transformadora em Cristo para que todas as coisas se encaminhem para o bem do homem e para a glorificação do Filho de Deus que passou entre nós fazendo o bem. Fazer o bem é passar da morte do individualismo para a vida do amor que se doa. Cada gesto de amor é uma Páscoa que se realiza. Sair de si é o mesmo que ocorreu com Cristo que saiu da sepultura. 
Deserto do caminho 
A própria dinâmica do povo de Deus ensina a fazer uma leitura do Mistério de Cristo em nós. Conhecemos bem a narrativa da saída do Egito comandada por Moisés. É histórica ou ensinamento? O importante é o que ilumina nossa caminhada espiritual. O povo sai do Egito na alegria da libertação. Depois entram numa epopeia de quarenta anos de deserto até entrar na terra prometida. Em quarenta anos tiveram a possibilidade de experimentar que a liberdade tem preço e exigências do totalmente novo, mesmo nas dificuldades. Viver a Páscoa é passar por desertos e tempestades. Se quisermos um cristianismo sem problemas temos que procurar na porta ao lado. O deserto, isto é, os tempos difíceis, queima o secundário e nos leva ao único necessário. Quem não sofre as demoras de Deus (Eclo 2,3), jamais poderá entender o que é tê-Lo. O maior deserto de Jesus foi a Cruz onde pode dizer: “Pai, em vossas mãos entrego o meu Espírito” (Jo 23,46). Era a oração que sempre fizera em sua vida, quando rezava o salmo 31,6. A Páscoa não deu aos discípulos uma tranqüilidade humana, mas a certeza divina em tudo o que faziam: O Senhor ressuscitou.
Terra da promessa 
Depois do deserto, os judeus atravessaram o rio Jordão como na passagem do Mar Vermelho: É a continuada liberdade. Entram na terra prometida e comem os frutos da terra (Js 5,12). A terra nova alimenta. Em nossa Páscoa entramos na terra nova da graça: “Nascestes de novo e vossa vida está escondida em Deus”. Deus é meu descanso. A vida eterna começa aqui. Vivemos já a vida futura que Cristo nos conquistou. Essa nova terra nos alimenta com os dons da Ressurreição. A vida da comunidade deve ser o espelho da vida futura. Os problemas que temos nos vêm, porque estamos ainda na matéria e não podemos fugir dela. Não se trata de suportar como fosse um mal, mas aproveitar dessas situações para exercer o dom da vida nova no amor que Cristo nos deu como seu mandamento.
ARTIGO PUBLICADO EM MAIO DE 2017

EVANGELHO DO DIA 02 DE AGOSTO

Evangelho segundo São Mateus 14,1-12. 
Naquele tempo, o tetrarca Herodes ouviu falar da fama de Jesus e disse aos seus familiares: «Esse homem é João Batista, que ressuscitou dos mortos. Por isso é que nele se exercem tais poderes miraculosos». De facto, Herodes tinha mandado prender João e algemá-lo no cárcere, por causa de Herodíades, a mulher de seu irmão Filipe. Porque João dizia constantemente a Herodes: «Não te é permitido tê-la por mulher». E, embora quisesse dar-lhe a morte, tinha receio da multidão, que o considerava como profeta. Ocorreu entretanto o aniversário de Herodes e a filha de Herodíades dançou diante dos convidados. Agradou de tal maneira a Herodes, que este lhe prometeu com juramento dar-lhe o que ela pedisse. Instigada pela mãe, ela respondeu: «Dá-me agora mesmo num prato a cabeça de João Batista». O rei ficou consternado, mas, por causa do juramento e dos convidados, ordenou que lha dessem e mandou decapitar João no cárcere. A cabeça foi trazida num prato e entregue à jovem, que a levou a sua mãe. Os discípulos de João vieram buscar o seu cadáver e deram-lhe sepultura. Depois foram dar a notícia a Jesus. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
 Liturgia bizantina 
Tropário e katisma do ofício de matinas de 29/08 
«Vou enviar à tua frente o meu mensageiro, 
para Te preparar o caminho» (Mt 11,10) 
«A memória do justo será abençoada» (Prov 10,7), mas a ti, Precursor, basta-te o testemunho do Senhor. Em verdade, mostraste ser o maior de todos os profetas (cf Mt 11,11); por isso foste digno de batizar na água Aquele que eles anunciaram. E, tendo lutado na Terra pela verdade, ao chegar à morada dos mortos, anunciaste cheio de alegria o Deus que Se manifestou na carne, que tira o pecado do mundo (cf 1Tim 3,16; Jo 1,29) e que nos concede a graça da salvação. Por vontade de Deus, nasceste de uma mulher estéril, desprendeste a língua de teu pai (cf Lc 1,7.64) e apontaste o Sol que te iluminava, a ti, estrela da manhã. No deserto, pregaste às multidões o Criador, o Cordeiro que tira o pecado do mundo. Com zelo repreendeste o rei e decapitaram-te a gloriosa cabeça, a ti, ilustre Precursor, verdadeiramente digno dos nossos cantos. Intercede junto de Cristo, nosso Deus, para que Ele conceda o perdão dos pecados aos que festejam de coração cheio a tua sagrada memória.

São Gaudêncio de Évora mártir, séc. II

Nobre da cidade de Évora nos primeiros tempos do cristianismo, fazia maravilhas na conversão de todos pelo seu fervor. Perseguido, fugiu para a Suiça, onde continuou o seu apostolado, acabando por ser morto à flechada e punhalada num pinhal, perto de Vicosoprano. O culto das suas relíquias foi aprovado no século XVI. 
Fonte: João César das Neves, Os Santos de Portugal, Lisboa, Principia, 2006
Gaudêncio foi um fidalgo originário de Évora que viveu nos primeiros séculos do cristianismo. Empenhou-se na conversão dos seus compatriotas. Vindo a ser perseguido, escolheu o exilo em Val Bregaglia, onde pregou a idólatras e arianos. Acaba por ser ferido de morte com um machado num pinhal perto de Vicosoprano. O culto das suas relíquias foi aprovado no século XVI.

02 de agosto - Beato Zeferino Gimenez Malla

Zeferino Gimenez Malla nasceu no dia 26 de agosto de 1861, na região da Catalunha, Espanha. Era filho de ciganos que viviam naquela região. Entre os ciganos era conhecido pelo apelido de "El Pelé". Sua família era pobre e ficou mais pobre ainda quando seu pai a deixou para se unir a outra mulher. Por causa desse abandono do pai, Zeferino precisou confeccionar e vender cestas de vime para ajudar no sustento da casa e não teve condições de à escola. Ao completar vinte anos, Zeferino mudou-se para Barbastro. Lá, casou-se com uma jovem chamada Teresa Gimenez Castro, seguindo a tradição cigana, sem recorrer a um rito religioso. Com o passar do tempo, viram que não poderiam ter filhos. Por isso, adotaram uma menina chamada Pepita, sobrinha de Teresa. Educaram-na no amor e na fé cristã. Analfabeto e sem profissão fixa, Zeferino tinha talento para lidar com cavalos e mulas e ganhava a vida fazendo isso. Porém, a caridade de seu coração abriria para ele uma porta de prosperidade. Numa estrada que chegava em Barbastro, havia um homem tuberculoso, tossindo sangue e sofrimento. O homem agonizava na estrada e todos recusavam-se a ajudá-lo por medo da terrível e contagiosa tuberculose. Zeferino, porém, ao vê-lo, teve compaixão e, sem medo, levou para sua casa. Lá, cuidou do desconhecido como se este fosse o próprio Cristo.

02 de agosto -Beato João de Rieti (Agostiniano)

Havia um jovem na cidade de Rieti, chamado João. Simples, humilde e sempre alegre, seguia a vida comum na alimentação e em tudo que se refere à vida da comunidade. Era irrepreensivelmente social, mas em sua vida particular era muito diferente. Servia com muito amor e caridade a todos os irmãos. Ninguém jamais ouviu de seus lábios nem uma palavra, nem pôde observar uma ação que ferisse o amor fraterno. Foi atencioso para com todos, especialmente para com os doentes e os hóspedes, colocando o que tinha à sua disposição, e cheio de caridade atendia a todos com alegria. De bom grado e com suma diligência ajudava a missa de todos os sacerdotes que se apresentavam. Este irmão costumava retirar-se sozinho ao horto do convento e, via-se quando voltava, que tinha chorado. Perguntado, certa vez, sobre o motivo de suas lágrimas, respondeu: “Vejo que as plantas, as árvores, as aves e a terra com seus frutos, obedecem a Deus; e os homens, aos quais foi prometida a vida eterna por sua obediência, desprezam os mandamentos do Criador. Por isso choro e gemo”. Conta-se que esse irmão de feliz memória, todos os dias, algum tempo antes de sua morte, teve o prazer escutar o canto de um rouxinol que vinha gorjear na sua janela. Admirados os irmãos, perguntaram a significação daquele fato. Respondeu-lhes, em tom de brincadeira, que era o convite para as bodas do céu. Uma vez, enquanto ajudava a missa, viu sobre o altar uma luz celestial. Neste mesmo dia, caiu doente e pouco depois, com grande devoção, entregou seu espírito ao Criador. Naquele mesmo ano, Deus realizou, por sua intercessão, cerca de cento e cinquenta prodígios, conforme ouvi dos irmãos daquele convento, quando há muito tempo estive pessoalmente em Rieti, visitando o sepulcro do santo irmão. 
Testemunho de Jordão da Saxonia