sexta-feira, 1 de agosto de 2025

Beata Clara, venerada em Orleans, freira cisterciense Dia da Festa: 1º de agosto

† Orléans (França), sec. XII
 
Entre as doze santas ou beatas listadas na autorizada "Bibliotheca Sanctorum" sob o nome de Clara, todas elas existentes há muito tempo, a única de nacionalidade francesa citada é a Beata Clara, venerada em Orléans; mas talvez originária da Normandia. Ela é lembrada pelo hagiógrafo Castellano em suas "Additiones" (Acréscimo ou Apêndice) ao "Martirológio Romano" como uma virgem da Ordem de Cister, que se desenvolveu especialmente em 1112 com São Bernardo de Claraval. Embora não mencionada no Calendário de Dijon ou no Menologion de Henriquez, ela é reconhecida com o título de beata. Mas antes do hagiógrafo Castellano, o estudioso Calemoto havia escrito sobre Clara, relembrando a festa da Beata Clara, uma virgem reclusa, celebrada em 1º de agosto em um convento de freiras cistercienses na diocese de Orléans, na região de "Notre Dame".

Perdão de Assis - Indulgência Plenária da Porciúncula

 De 1º a 2 de agosto: saiba como obter a Indulgência da Porciúncula!

     Os fiéis que visitarem qualquer igreja franciscana, em qualquer lugar do mundo, desde o meio-dia de 1º de agosto até a meia-noite de 2 de agosto poderão obter a assim chamada Indulgência Plenária da Porciúncula.
     Mas atenção: não basta, obviamente, fazer a visita. É também necessário cumprir as condições habituais para se ganhar qualquer indulgência plenária: confissão sacramental, comunhão eucarística e oração pelas intenções do Santo Padre.

Santa Aled ou Almeda, Virgem e mártir – 1º de agosto

Santa Almeda (inglês Eluned, latim Almedha ou Elevetha), também conhecida como Aled e por outros nomes, foi um virgem mártir dos séculos V ou VI da moderna Brecon. George Phillips, escrevendo para a Enciclopédia Católica, a chama de "a Despojada do Mabinogion".
Legenda
     Uma das muitas filhas do rei Brychan de Brycheiniog, no sul de Gales (um monarca sub-romano que abraçou a fé do Cristianismo), Aled tornou-se cristã ainda jovem. [1] Ela rejeitou as investidas de um príncipe pagão e fugiu para evitar ser forçada a se relacionar com ele. Ela viajou primeiro para Llan Ddew, de onde foi expulsa pelos moradores; depois foi para Llanfilo. Aqui novamente ela foi expulsa pelos habitantes sob o pretexto de roubo. Ela então viajou para Llechfaen, onde foi novamente expulsa da comunidade. Ela não encontraria paz até a chegada a Slwch Tump, onde o senhor local lhe deu proteção. Ali ela edificou uma ermida. (*)
     No entanto, o perseguidor de Aled a encontrou. Ela fugiu dele, mas ele a perseguiu colina abaixo e a decapitou. Sua cabeça rolou colina abaixo e bateu em uma pedra; como na história de Santa Vinifrida, uma fonte brotou daquele local.
     Há uma referência a Almeda no trabalho de William Worcester (c. 1415–1485). Ele se refere aos restos mortais da santa como estando abrigados na igreja do Priorado em Usk, lar de uma comunidade de freiras beneditinas fundada antes de 1135 por Richard de Clare. (2)

Afonso Maria de Liguori Bispo, Fundador, Santo 1696-1787

Afonso de Ligório nasceu no dia 27 de setembro de 1696, no povoado de Marianela, em Nápoles, na Itália, filho de pais cristãos, ricos e nobres, que, ao se depararem com sua inteligência privilegiada, deram-lhe todas as condições e todo o suporte para tornar-se uma pessoa brilhante. Enquanto seu pai o preparava nos estudos acadêmicos e científicos, sua mãe preocupava-se em educá-lo nos caminhos da fé e do cristianismo. Ele cresceu um cristão fervoroso, músico, poeta, escritor e, com apenas dezesseis anos de idade, doutorou-se em direito civil e eclesiástico. Passou a advogar e atender no fórum de Nápoles, porém jamais abandonou sua vida espiritual, que era muito intensa. Sempre foi muito prudente, nunca advogou para a Corte, atendia a todos, ricos ou pobres, com igual empenho. Porém atendia, em primeiro lugar, os pobres, que não tinham como pagar um advogado, não por uma questão moral, mas porque era cristão. Depois de dez anos, tornara-se um memorável e bem sucedido advogado, cuja fama chegara aos fóruns jurídicos de toda a Itália. Entretanto, por exclusiva interferência política, perdeu uma causa de grande repercussão social, ocasionando-lhe uma violenta desilusão moral.

ORAÇÕES - 01 DE AGOSTO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
1 – Sexta-feira– Sto. Afonso Maria de Ligório
Evangelho (Mt 13,54-58) E Jesus não fez ali muitos milagres, porque eles não tinham fé.”
Jesus não fazia milagres para convencer as pessoas. Mostrava seu poder e sua misericórdia para quem o acolhia e nele confiava.Não quero viver pedindo milagres. Quero pedir que o Senhor aumente minha fé, minha confiança e minha fidelidade a suas propostas.Não sei quando, não sei como, mas estou certo que não me abandonará. Ele saberá o que é melhor para mim e para meus irmãos.
Oração
Senhor Jesus, creio em vós,acolho vossa palavra, confio em vós. Sabeis como cuidar de mim e dos meus. Ajudai-nos a ser prudentes e cuidadosos, em nossos negócios, cuidados de saúde e coisas assim. Mais ainda nos ajudai a cuidarde seguir vosso caminho, atentos ao que nos ensinais e ofereceis. Creio em vosso poderdivino, confio em vosso amor muito maior do que poderia imaginar. Amém.

quinta-feira, 31 de julho de 2025

REFLETINDO A PALAVRA - “Ressuscitou ao terceiro dia”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
O Senhor ressuscitou...
 
Ao ouvirmos os discursos dos apóstolos depois de Pentecostes, sentimos o desejo ardente desses homens simples de transmitir a certeza da Ressurreição de Jesus. Eles afirmam com segurança: “Nós O vimos”, “Ele Se pôs no meio de nós”. Querem transmitir sua experiência de terem vivido com Ele uma normalidade de vida: “Nós que comemos e bebemos com Ele depois que ressuscitou dos mortos” (At 10,41). O vigor deste anúncio vem da certeza da experiência pessoal. Não se tratou de um defunto que voltou, mas alguém que morreu e passou à vida ressuscitada. Seu corpo não conheceu a corrupção. A morte não O dominou. Lázaro morreu e voltou à vida. Mas depois morreu de novo. Os próprios dirigentes do povo, sumos sacerdotes, reconheceram a Ressurreição, tanto que pagaram aos soldados para que dissessem que “enquanto dormiam, os discípulos vieram e roubaram o corpo” (Mt 28,11-15). S. Agostinho diz: “Se estavam dormindo, como souberam que foram os discípulos”? Os discípulos eram muito simples para inventar essa história. Eles mesmos, como dizem os discípulos de Emaús, já tinham por encerrada a “temporada” de Jesus. A Ressurreição é um fato totalmente novo e o princípio de uma vida completamente nova. Não se trata somente de um fato histórico, mas de um fato que dá início a um mundo novo. Mas não mudou nada na história do mundo, podemos dizer. Esse fato vai além da história, pois penetra na eternidade. Justamente aqui é que se justifica a força dos apóstolos que entenderam sua dimensão divina. Deus ressuscitou Jesus (At 10,40). 
Creio na Ressurreição 
Rezamos na profissão de fé que cremos que Jesus ressuscitou. Mas não passa muito de uma afirmação de fé que não interfere em nossa vida. No catolicismo ocidental passamos por um tempo difícil. Depois da formação do cristianismo ocidental houve a decadência do império romano e a invasão dos povos novos que vieram de longe, chamados de bárbaros. Não tinham a tradição e outra formação. Foram necessários séculos para que fossem formados na cultura ocidental. Houve um distanciamento da cultura e da formação cristã. Pelos inícios do segundo milênio, deu-se muito valor aos aspectos humanos da vida de Cristo, de Maria e dos Santos. A Ressurreição, que é mais difícil de explicar, ficou como uma doutrina mais distante. Não influenciava a vida concreta das pessoas. A partir dos tempos da renovação que culmina no Vaticano II, deu-se maior valor a esse dado fundamental de nossa fé, colocando-o como fundamento e gerador da vida cristã. 
Vivemos a partir da Ressurreição 
Será um processo muito longo passar de uma religiosidade somente devocional para uma fé fundada na consciência da Ressurreição como centro da vida cristã. Ela não elimina a devoção e, na verdade, a torna sólida. O sentimento participa da entrega de fé, mas só o sentimento não é capaz de sustentar a vida cristã. A fé na Ressurreição nos une a Cristo em sua passagem (Páscoa) da morte para a Vida. Esta passagem, a fazemos como os discípulos fizeram, como lemos no evangelho e nas cartas de S. João: Vivendo o mandamento novo do amor. Nele fazemos a passagem da morte para a vida, isto é, saímos de nós mesmos como Cristo saiu de Si e fez a passagem para o Pai dando-se aos irmãos. Supera-se o individualismo de uma fé voltada para si, para uma fé fortalecida pelo amor. “Sabemos que passamos da morte para a vida porque amamos os irmãos” (1Jo 3,14). Essa é a Páscoa do discípulo. É a morte que dá vida.
ARTIGO PUBLICADO EM MAIO DE 2017

EVANGELHO DO DIA 31 DE JULHO

Evangelho segundo São Mateus 13,47-53. 
Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «O Reino dos Céus é semelhante a uma rede que, lançada ao mar, apanha toda a espécie de peixes. Logo que se enche, puxam-na para a praia e, sentando-se, escolhem os bons para os cestos, e o que não presta deitam-no fora. Assim será no fim do mundo: os Anjos sairão a separar os maus do meio dos justos e a lançá-los na fornalha ardente. Aí haverá choro e ranger de dentes. Entendestes tudo isto?». Eles responderam-Lhe: «Entendemos». Disse-lhes então Jesus: «Por isso, todo o escriba instruído sobre o Reino dos Céus é semelhante a um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e coisas velhas». Quando acabou de proferir estas parábolas, Jesus continuou o seu caminho. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Gregório Magno 
(540-604) 
Papa, doutor da Igreja 
«Morais sobre Job», 
Livro XIII, SC 212 
A ascese vigilante do justo 
«Os meus dias extinguem-se» (Job 17,1). 
O fôlego esgota-se com o medo do juízo, porque quanto mais a alma do eleito se sente próxima do juízo supremo, mais treme de pavor ao examinar a sua consciência e, se chega a descobrir em si algum pensamento carnal, consome-o no fogo da penitência. O eleito bate na sua consciência com tanto mais penetração quanto mais espera rigorosamente o juiz, já próximo. É por isso que os eleitos acreditam que o seu fim está sempre próximo. De facto, se a alma do réprobo se comporta muitas vezes mal, é porque acredita que ainda tem muito tempo de vida neste mundo. Assim, o fôlego do justo murcha e o do injusto fortalece-se; precisamente porque se enche de orgulho, o seu fôlego não se extingue. Mas, quando o justo considera a brevidade da sua vida, afasta-se das faltas de orgulho e de impureza. Daí o aditamento: «Os meus dias extinguem-se; só me resta o sepulcro» (Job 17,1). Aquele que considera o que será na morte age com temor; e, já não estando vivo, por assim dizer, a seus próprios olhos, vive com verdade aos olhos daquele que o formou. É por esta ascese vigilante que o homem justo escapa às armadilhas do pecado. Donde as palavras da Escritura: «Em todas as tuas obras, lembra-te do teu fim, e jamais haverás de pecar» (Si 7,36)

Fábio da Mauritânia

São Fábio (nascido na Mauritânia, falecido em 303 ou 304 na Mauritânia Cesariense, atualmente Cherchell, Argélia) foi um mártir do Império Romano na antiga Mauritânia, venerado como santo pela Igreja Católica. A memória da liturgia é realizada em 31 de julho. 
Hagiografia 
Da vida de Fábio sabe-se que ele foi escolhido para carregar a bandeira do governador quando este organizou uma assembleia. Fábio recusou porque a cerimônia tinha caráter pagão. Ele foi preso, submetido à tortura e tentado, mas não mudou seus planos. Então Fábio foi decapitado. Por essa razão ele é apelidado de "o Porta-Estandarte", porque ele não queria levar uma bandeira com imagens pagãs. Sua morte se insere no período da perseguição contra os cristãos ordenada pelo Imperador Diocleciano. 
O culto 
Diz-se que para impedir o enterro e posterior veneração popular, sua cabeça e seu corpo foram lançados ao mar em pontos diferentes, mas o mar milagrosamente os reuniu, e seus restos mortais ainda estão preservados em Cartenas, na Argélia. Sua festa é celebrada no dia 31 de julho.

Santo Afonso Rodrigues religioso leigo, +1617

Diante da "galeria" de santos da Companhia de Jesus, voltamos o nosso olhar, talvez, para o mais simples e humilde dos irmãos, Santo Afonso Rodrigues. Natural de Segóvia na Espanha, veio à luz aos 25 de julho de 1532. Pertencente a uma família cristã, teve de interromper os seus estudos na instrução primária, pois, com a morte do pai, assumiu os compromissos do negócio da família. Casou-se com Maria Soares, a quem amou tanto quanto aos dois filhos. Infelizmente, todos faleceram precocemente. Entrando em crise espiritual, Afonso entregou-se à oração e à penitência e, dirigido por um sacerdote, descobriu o seu chamamento a ser irmão religioso. Foi recebido na Companhia de Jesus como irmão e, depois do noviciado, foi enviado para um colégio de formação. No colégio, desempenhou os ofícios de porteiro e a todos prestava vários serviços. De entre as virtudes heróicas que conquistou, na graça e no desejo de ser firme, foi a obediência a sua prova de verdadeira humildade; como simples irmão, aceitava com amor todas as ordens e desejos dos superiores, como expressão da vontade de Deus. Tinha como regra: «Agradar somente a Deus, cumprir sempre e em toda a parte a vontade divina». Místico de muitos carismas, Santo Afonso Rodrigues sofreu muito antes de, em 31 de outubro de 1617, entregar a alma a Deus.

31 de julho - Beata Afonsa Maria Eppinger

Madre Afonsa Maria Eppinger foi beatificada na França em 09 de setembro de 2018, a nova Beata é fundadora das Irmãs do Santíssimo Salvador, cujo carisma é responder às aspirações das pessoas de viver sua dignidade, na paz e na felicidade, o rito de beatificação foi presidido pelo Prefeito da Congregação das Causas dos Santos, Cardeal Angelo Becciu, na Catedral de Estrasburgo, que na sua homilia fala do amor de Deus pela Beata: A beatificação de Elisabeth Eppinger, que passou a se chamar Afonsa Maria em honra de Santo Afonso de Ligório, nos mostra de maneira exemplar o que significa ser abençoado, o que significa ser abençoada. Significa tomar Jesus Cristo como uma medida de tudo, sendo chamado de abençoado por ele mesmo e, portanto, vivendo uma proximidade particular com ele, como claramente emerge de suas bem-aventuranças. Nas bem-aventuranças, o íntimo mistério de Jesus Cristo resplandece. Eles são, de acordo com as belas palavras do Papa Bento XVI em seu livro sobre Jesus de Nazaré, como "uma oculta biografia interna de Jesus, um retrato de sua figura". De maneira semelhante, Santo Agostinho expressou sua convicção de que somente Jesus realmente realizou plenamente o sermão na montanha, no centro do qual estão as bem-aventuranças. Somente nesta perspectiva cristológica o significado do discipulado no seguimento de Jesus nasce das bem-aventuranças. Elisabeth - como foi chamada no batismo - nasceu em 9 de setembro de 1814, em Niederbronn Les Bains, norte da Alsácia, na França. Era a primeira de onze filhos de uma família de camponeses.

31 de julho - Beato Francisco Solano Casey

Em Detroit, nos Estados Unidos de América, foi proclamado Beato Francisco Solano, sacerdote dos Frades Menores Capuchinhos. Discípulo humilde e fiel de Cristo, distinguiu-se por um serviço incansável aos pobres. Possa o seu testemunho ajudar sacerdotes, religiosos e leigos a viver com alegria o vínculo entre anúncio do Evangelho e amor pelos pobres. 
Papa Francisco – 21 de novembro de 2017 
O Beato Francis Solano Casey alcançou a santidade aqui nos Estados Unidos, escalando diariamente os passos que levaram ao encontro com Deus através do amor pelos irmãos necessitados. Os outros, especialmente os pobres, não foram vistos como um fardo ou um obstáculo para o seu caminho de perfeição. Mas como um caminho para a luz do esplendor divino. 
Cardeal Angelo Amato – 19 de novembro de 2017 

Santa Helena (Elin) de Skövde, Viúva e Mártir - 31 de julho

Mártir da primeira metade do século XII. Sua festa se celebra no dia 31 de julho.  Sua vida (Acta SS., Julio, VII, 340) é atribuída a São Brynolph, Bispo de Skara, na Suécia (1278 - 1317). E' chamada também de Santa Elin de Vastergötland, do nome da província sueca onde se encontra Skövde. Helena nasceu no ano de 1101 em Vastergötland, Suécia. De origem aristocrática, era filha de Jarl Guthorm. Sua família era pagã e em sua juventude se converteu ao Cristianismo. Foi dada em casamento a um homem de caráter forte. Tendo ficado viúva muito jovem, vivia piedosamente em sua propriedade em Vámp; ela deu seus bens aos pobres e dedicou-se a ações espirituais e caritativas, dando esmolas e contribuindo com generosidade na construção da igreja da sua cidade. As portas de sua casa estavam sempre abertas para os necessitados. Segundo a legenda, foi Helena quem mandou construir a Våmbs Church (Våmbs kyrka) na Diocese de Skara, na sua propriedade em Våmb. A igreja em Skövde, agora chamada de Igreja de Santa Helena (Sankta Helena kyrka), também foi construída em grande parte como resultado de generosas doações de Helena. O marido de sua filha era um homem muito cruel e foi assassinado por seus próprios empregados. Seus familiares, desejando vingar sua morte, interrogaram os empregados, que admitiram o crime, mas afirmaram falsamente que haviam agido instigados por Helena.

Beata Zdenka Cecília Schelingova, Mártir - Festejada 31 de julho

No dia 14 de setembro de 2003, Festa da Santa Cruz, João Paulo II beatificou, numa solene cerimônia em Bratislava, na Eslováquia, a Irmã Zdenka Cecilia Schelingova e o Bispo Vasil’ Hopko, ambos mártires eslovacos.
     Na presença de bispos, alguns cardeais, sacerdotes e religiosas, testemunhas e vítimas ainda vivas da “Igreja do Silêncio”, também chamada “Igreja das catacumbas do século XX” nos países sob o domínio comunista, o papa recordou os filhos da Santa Igreja que irrigaram com seu sangue aquelas regiões e deu como exemplo das perseguições de ontem e de hoje as duas figuras notáveis que beatificava. 
     Cecilia Schelingova, este era o seu nome de leiga, nasceu em 24 de dezembro de 1916 em Krivá, distrito de Dolny, Eslováquia, penúltima de 11 filhos. Três dias depois foi batizada. Seus pais, Pavol e Zugana, eram honestos camponeses que deram uma educação religiosa aos filhos, fundamentada na oração e no cumprimento do dever - trabalhar no campo e nas lides da casa.
     Cecília se distinguia de suas companheiras na escola pela diligência, obediência e a prontidão com que procurava ajudar os outros.
     Em 1929 começou a colaborar na paróquia das Irmãs de Caridade da Santa Cruz.  Atraída pela caridade das Irmãs, com apenas 15 anos desejou entrar naquela Congregação. Seus pais e seus irmãos se alegraram muito e se sentiram muito satisfeitos com sua escolha.

Beata Catarina de Louvain, Monja cartusiana - 31 de julho

Monja cartusiana na atualidade     Ela nasceu no início do séc. XIII numa família judia e seu nome era Raquel. Tendo decidido abraçar a religião cristã, na qual ela fora educada em segredo, contra a vontade dos paisuma noite ela deixou sua casa e refugiou-se no mosteiro Parcum Damarum em Louvain (Sainte Marie du Parc).
Ali foi batizada publicamente, e foi dado a ela o nome de Catarina; ela tomou o hábito religioso da Ordem CistercienseO pai, tomando conhecimento dissotentou de tudo para assegurar que sua filha lhe fosse devolvidae parece que ele teria conseguido com dinheiro o apoio de pessoas de autoridadeincluindo o Bispo de Liège, mas encontrou a oposição feroz de outros, tais como a Abade de Viviers.
Isso deu origem a uma amarga e longa lide, na qual também participou o Arcebispo de Colônia, Engelberto. Finalmente a justiça prevaleceu e Catarina pode viver em paz o resto de sua vida, durante a qual ela teve visões e êxtases, e operou milagres.

Inácio de Loyola Sacerdote, Fundador dos Jesuítas, Santo 1491-1556

PALADINO DA CONTRA-REFORMA 
Santo Inácio, fundador da Companhia de Jesus, 
destacou-se pela coerência 
e radicalidade de seu espírito. 
Inácio nasceu no castelo de Loyola em 1491, sendo o último dos 13 filhos de D. Beltrán de Loyola e Da. Maria Sonnez. Aos 16 anos foi enviado como pajem ao palácio de Juan Velásquez de Cuellar, contador mayor dos Reis Católicos Fernando e Isabel, o que lhe permitiu estar em contacto contínuo com a corte. Bem dotado física e intelectualmente, o jovem Inácio “deu-se muito a todos os exercícios das armas, procurando avantajar-se sobre todos seus iguais e alcançar renome de homem valoroso, honra e glória militar” [1]. Ou, como ele mesmo diz com humildade, “até os vinte e seis anos foi um homem dado às vaidades do mundo, e principalmente se deleitava no exercício das armas e no vão desejo de ganhar honra” [2]. 
A hora esperada pela Providência 
Ouvindo falar dos grandes feitos dos seus irmãos em Nápoles, envergonhou-se de sua ociosidade e participou em algumas campanhas com seu tio, vice-rei da Navarra. Depois foi enviado em socorro de Pamplona, assediada pelos franceses. Era a hora da Providência.

Germano de Auxerre Bispo, Santo c. 378-c. 448

Germano de Auxerre foi bispo de Auxerre na Gália. É um santo para a igrejas Católica e Ortodoxa, e seu dia é celebrado em 31 de Julho. Germano nasceu numa família gaulesa eminente, recebeu uma boa educação na Gália e estudou direiro em Roma, onde se casou com Eustáquia. O Imperador Flávio Honório enviou-o de volta a sua terra como prefeito (praefectus, com funções administrativas e/ou militares). Na Gália tornou-se clérigo e foi professor de Patrício, futuro apóstolo da Irlanda. Em 418 foi nomeado bispo de Auxerre. Num sínodo celebrado na Gália em 429, Germano foi encarregado de viajar à Britânia junto com Lupo, bispo de Troyes, para combater a heresia do pelagianismo. Voltou à Britânia em 444, com o mesmo objetivo. Conta-se que, na segunda expedição, Germano ajudou os britânicos a vencer ataques de pictos e saxões com o grito de guerra "Aleluia". Os relatos sobre esta visita são fontes importantes de informação sobre a Britânia pós-romana. Para evitar uma incursão punitiva de Flávio Aécio na Armórica (Bretanha), cujos habitantes haviam se rebelado, Germano viajou em 447 a Ravena, então sede imperial, para entrevistar-se com Gala Placídia e seu filho Valentiniano.

São Justino De Jacobis do Bispo de San Fele Dia da Festa: 31 de julho

(*)San Fele (Potenza), 9 de outubro de 1800
(+)Zula (Eritreia), 31 de julho de 1860 
Justino de Jacobis tornou-se Abuna Jacob para o povo etíope. E quando Paulo VI o proclamou santo em 1975, o episcopado daquele país o chamou de "pai da Igreja da Etiópia". Nascido em San Fele (Potenza) em 1800, tornou-se padre na Congregação da Missão de São Vicente de Paulo em 1824. Cuidou de vítimas de cólera em Nápoles em 1836-37 e, dois anos depois, partiu para Tigré, trabalhando em Adwa e Adi Kwala. Lá, fundou um seminário para padres locais, o Colégio da Imaculada. Mas essa não foi sua única visão à frente de seu tempo. Ele também dialogou com os cristãos coptas. Um deles, Ghebrè Michail, converteu-se ao catolicismo e auxiliou o missionário no trabalho de inculturação da fé. Mas quando Abuna Jacob foi ordenado bispo — por Guglielmo Massaia — surgiu um conflito com o bispo copta. E seguiu-se uma perseguição: Ghebrè Michail morreu na prisão, enquanto Giustino, expulso, morreu em Zula (Eritreia) em 31 de julho de 1860. (Avvenire) 
Etimologia: Justin = honesto, correto (significado intuitivo)
Emblema: Cajado pastoral 
Martirológio Romano: No Vale de Alighede, na Etiópia, São Justino De Iacobis, bispo da Congregação da Missão, que, manso e cheio de caridade, dedicou-se às obras apostólicas e à formação do clero local, sofrendo depois fome, sede, tribulações e prisão.

ORAÇÕES - 31 DE JULHO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
31 – Quinta-feira – Santos: Inácio de Loyola, Fábio, Demócrito
Evangelho (Mt 13,47-53) “O Reino dos Céus é ainda como uma rede lançada ao mar e que pegou peixes de todo tipo.”
Falando ainda do Reino, Jesus diz que a salvação é oferecida a todos, a todos mesmo. Todos são amados e chamados para a vida. O amor, também o amor de Deus, não se impõe; espera nossa aceitação, mas respeita nossa liberdade. Somo responsáveis pela nossa decisão, nosso futuro está em nossas mãos. Se rejeitamos o amor, não precisamos de outro castigo além do viver sem amor.
Oração
Senhor, deixo-me prender pela rede de vosso amor, aceito o convite para entrar em vosso Reino. Somente assim terei a felicidade e paz. Mas, sei também que a qualquer momento eu vos posso abandonar. Guardai-me, então, de minha própria insensatez, para que jamais vos deixe, iludido por falsas promessas. Dai-me a graça de acolher vosso favor e vos permanecer fiel até a morte. Amém. 

quarta-feira, 30 de julho de 2025

REFLETINDO A PALAVRA - “Vós sois uma nação santa”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Muitas moradas 
No correr destes domingos pascais os evangelistas vão desenhando a figura da comunidade à luz da Ressurreição de Jesus. Em poucas palavras, resumem anos de crescimento, inventiva apostólica e respostas às grandes questões em que a comunidade se colocava. Como não tinham o texto dos evangelhos e cartas, os cristãos lembravam as palavras de Jesus e, em torno delas, construíam as orientações, pois eram assíduos aos ensinamentos dos apóstolos, às reuniões em comum, à fração do pão e às orações (At 2,42). Eram um evangelho vivo. A comunidade acaba sendo como que um espelho da vida futura. Jesus diz que há lugar para todos no céu. Este lugar é cuidadosamente preparado por Ele. O jeito de chegar lá é estar unido a Ele que é o caminho a verdade e a vida (Jo 14,6). Ele é a estrada e o espelho do Pai. Quem O vê, vê o Pai. Estar unido a Cristo pela fé é fazer este caminho, realizar esta verdade e viver esta vida. Deste modo o fiel participa da vida de Cristo e faz o que Ele fazia e faz mais ainda, pois Jesus, junto do Pai é a vida do discípulo que acreditou (Jo 14,12). 
Comunidade que cresce 
Mas esta comunidade tem que se organizar na situação em que vive. Os discípulos, interpretando a missão que Jesus lhes dera, instituem os diáconos para o serviço da comunidade. Comunidade sem serviços é fantasia. A fé se encarna no mundo em que vivem os discípulos. Ela é social, encarnada e transformadora. Fé que não olha em volta, não vê Deus. Fé só de princípios sem prática é murcha, não produz (Tg 2,17). É muito perigoso explicar a santidade da Igreja tirando-a da realidade. Isso é o que chamamos de espiritualismo. É o típico modo egoísta de viver a fé. Penso em mim, e os outros que se danem. Isso não é o modo de vida de Jesus. Ele é o espelho. Devemos caminhar como caminhou, diz S. João. Esse espiritualismo está presente em muitos modos de organizar a vida da comunidade e das muitas espiritualidades, movimento e outros que têm pululado no terreiro da Igreja. Tirar a fé da realidade é negar a encarnação e vida de Jesus. Ele seguiu seu povo, mas foi capaz de apresentar uma renovação para que a fé não fosse só regras, mas fonte de vida. Por isso são necessários os diversos serviços que se organizam. Esses não são eternos. Podem sofrer mudanças, adaptações e até surgirem novos serviços. 
Santa e pecadora 
Contudo esta comunidade é santa, pois está fundada em Cristo e unida, como pedras vivas, formando o edifício espiritual. Ela presta culto a Deus. É sacerdotal. Por estar unida a Cristo e aos outros irmãos, é santa. O povo de Deus é santo. O santo não é aquele que não erra, mas porque erra, pode crescer e produzir frutos de conversão. A Prece Eucarística V diz: “Igreja é santa e pecadora”. Santa, enquanto de Deus; pecadora, enquanto marcada pelo pecado e em condições de crescer sempre mais. Pecadora porque erra ao viver a fé misturada com a mentalidade do mundo. Pedro diz em sua carta: “Nela tropeçam os que não acolhem a Palavra” (1Pd 2,8). Todos os fiéis são chamados à santidade. Cada um a seu modo e na sua condição de trabalho, estado civil, idade e sabedoria. Deus quer que todos sejam santos. Para isso abre-nos o caminho através de Cristo, mas em comunidade, como pedras vivas do edifício espiritual. Essa santidade também deve sair de nossos conceitos exclusivistas, como só nós tivéssemos a receita. Mas há muita santidade que não tem nosso carimbo, mas tem a marca de Jesus. Onde existe o amor aí Deus está. 
Leituras: Atos 6,1-; Salmo 32; 
1Pedro 2,4-9;João 14,1-12 
1. Após a Ressurreição de Jesus os discípulos se reúnem em comunidade para ouvir a palavra, rezar, celebrar a Eucaristia (partir o pão) e confraternizar. 
2. Para o desenvolvimento da comunidade criam-se serviços que devem sempre estar em evolução. 
3. A Igreja é santa da parte de Deus e pecadora da parte humana. Deve sempre se converter. 
Caminho sem atalho 
Jesus foi para o Céu e logo recebeu um servicinho: preparar um lugar para nós. Ele quer que estejamos com Ele. E prometeu, que assim que arrumar lugar vem nos buscar. Como é que vai nos levar? Pelo caminho. Não conhecemos o caminho, disse o apóstolo Tomé. Jesus é claro: Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Quem O segue pela Verdade vai ter a Vida. E afirma: não há outro caminho para ir ao Pai senão Ele. Somos como um edifício que O tem como alicerce. Somos Pedras vivas, que unidas formam o edifício espiritual. Quem não crê Nele tropeça e cai. Quem O aceita é raça escolhida, sacerdócio do Reino e nação santa. Essa comunidade espiritual também tem necessidades humanas que devem ser resolvidas pela comunidade. É o que vemos na escolha dos diáconos para uma solução do atendimento aos pobres. 
Homilia do 5º Domingo da Páscoa (14.05.2017)

EVANGELHO DO DIA 30 DE JULHO

Evangelho segundo São Mateus 13,44-46.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «O Reino dos Céus é semelhante a um tesouro escondido num campo. O homem que o encontrou tornou a escondê-lo e ficou tão contente que foi vender tudo quanto possuía e comprou aquele campo. O Reino dos Céus é semelhante a um negociante que procura pérolas preciosas. Ao encontrar uma de grande valor, foi vender tudo quanto possuía e comprou essa pérola». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Narsés Snorhali 
(1102-1173) 
Patriarca arménio 
Segunda parte, §§ 473-476; SC 203 
«O Reino dos Céus é semelhante a um negociante que procura pérolas preciosas»
Em busca da tua pérola,
não me coloquei como o mercador;
e não dei, em troca do Imutável,
o amor do efémero.

Não vendi, segundo o mandamento,
a concupiscência do terreno,
para adquirir o que é de alto preço:
a estrela da manhã, nascida do orvalho.

Ó Tu, que nasceste da Virgem uma pérola,
Deus e homem, dois num só,
faz que de teu amor divino
eu seja mendigo de coração ferido!

Abre a minha câmara nupcial, a mim, que anseio;
entra no apartamento com o afeto do teu coração;
faz de mim novamente tua morada
e abraça-me com a tua mão direita.