quarta-feira, 30 de julho de 2025

Santos Abdon e Sennen Mártires Festa: 30 de julho

Originários da Pérsia, talvez fossem príncipes: Abdon era mais velho e Senén mais novo. Convertidos ao cristianismo, em Roma, sepultavam os mártires com generosidade. Era o século III, durante a perseguição de Décio. Presos, ambos se recusam oferecer sacrifícios aos ídolos e morreram como mártires. 
https://www.vaticannews.va/pt/santo-do-dia.html 
† Roma, século III
Abdon e Sennen são originários da Pérsia. Convertidos ao cristianismo, foram presos durante a perseguição ordenada pelo Imperador Décio (século III). Acorrentados, foram levados para Roma, onde foram primeiro espancados e depois martirizados, mortos à espada, provavelmente no Coliseu. Suas relíquias estão preservadas na Basílica de São Marcos Evangelista, no Monte Capitolino, para onde foram trazidas pelo Papa Gregório IV do cemitério de Pôncio. 
Martirológio Romano: Em Roma, no cemitério de Pontianus, na Via Portuense, os Santos Abdon e Sennen, mártires.
Abdon e Sennen são dois mártires que certamente existiram no século III e foram martirizados em Roma. As informações sobre suas vidas são lendárias, mas deve haver, sem dúvida, alguma verdade nelas. Primeiro, eles são lembrados em um grande número de textos oficiais e martirológios, como o "Depositio Martyrum", o "Martyrologio Hieronymiano", o "Calendário de Mármore de Nápoles" e os "Sacramentários Gelasiano e Gregoriano".

Santas Máxima, Donatila e Segunda Mártires (†304)

As três mártires eram jovens, com certeza, pois sabemos que Máxima tinha 14 anos, Donatila 12 anos e não se sabe a idade de Segunda, mas deveria ser também muito jovem. A história do martírio delas foi escrita nos primeiros séculos e começa com Máxima e Donatila, que eram duas virgens que moravam perto de Thugga ( atual Túnis, Tunísia), na África, em um domínio imperial romano . Em 303, o procônsul Anulino promulgou os decretos imperiais de Diocleciano, que prescreviam a todos os habitantes que realizassem atos de adoração aos deuses, sob pena de severa punição aos se abstivessem. Toda a população da região obedeceu às ordens do Imperador, apenas as duas meninas recusaram porque os cristãos, denunciados por uma mulher local, foram presos e transferidos para Thugga para serem julgados por Anulino. Outra garota se juntou à passagem das duas virgens, uma terceira cristã também dedicada à virgindade.

Santa Godeleva, Mártir, 30 de julio

Santa Godeleva nasceu de nobres pais por volta do ano 1050, no término de Boulogne, Norte da França. Aos 18 anos, ela foi casada com um cavalheiro flamengo, Bertulfo de Ghistelles, que pouco tempo preferiu abandoná-la afirmando que o casamento não tinha sido consumado. Godeleva foi confiada à ex-sogra, que a tratou com notável crueldade, ao ponto que ela preferiu voltar para a casa dos pais. Estes apelaram ao bispo local para que persuadisse Bertulfo a voltar a morar com sua esposa. Por um certo tempo o marido aceitou, mas entretanto aproveitou para organizar o assassinato: Godeleva será estrangulada por dois servidores, e seu corpo jogado em um poço. Isso ocorreu em uma data entre 6 e 30 de julho de 1070 (a incerteza da data fez com que ao longo dos séculos a comemoração variasse de lugar no calendário). Bertulfo voltou a casar, mas os arrependimentos do assassinato fizeram com que ele decidisse terminar seus dias preso em um mosteiro. Tradicionalmente Godeleva foi considerada "mártir", embora seja difícil para nós identificar o motivo, porque parece que não enfrentou a morte por uma questão de fé ou em defesa de alguma outra virtude cristã peculiar.

Santa Angelina Princesa da Sérvia Festa: 30 de julho † 1516

Filha de Jorge Arianita e cunhada do príncipe Ivan-i Chronojevic, a quem Eugênio IV confiara a bandeira da Igreja na luta contra os turcos, Angelina casou-se com Estêvão, o Cego, irmão de Lázaro II Greblanovic. Quando Lázaro morreu em 21 de janeiro de 1458, sem herdeiros varões, Estêvão tornou-se déspota da Sérvia, mas em 1467 foi forçado a fugir com a família para escapar da pressão turca e foi para a Itália, onde morreu dez anos depois, em 1477. Angelina estabeleceu-se em Kupinovo (Srem), para onde mandou transladar o corpo do marido e, tendo recuperado o título de déspota após a morte de Zmaj Vuk (1485 ou 1486), cunhou moedas de prata e ouro com a sua imagem de um lado e a dos seus filhos Djurdje e Ivan do outro. Ela construiu um convento em Krusedol (Srem) e faleceu em 1516. Foi sepultada em Krusedol junto com o marido e os filhos. A Igreja Sérvia a venera sob o nome de "Majka Angelina" em 30 de julho, enquanto Estêvão, o Cego, é celebrado em 11 de outubro, Ivan em 10 de dezembro e Djurdje, que se tornou monge e adotou o nome de Máximo, em 18 de janeiro. 
Autor: Augusto Moreschini 
Fonte: Biblioteca Sanctorum

Beata Maria Vicenta de Sta. Doroteia, Fundadora - 30 de julho

Madre Maria Vicenta nasceu no Estado de Cotija, Michoacán, México, terra de santos, filha de Luís Chávez e de Benigna de Jesus Orozco, no dia 6 de fevereiro de 1867; aos dois meses recebeu na pia batismal o nome de Doroteia, que significa “presente de Deus”. Nos primeiros anos de sua vida trabalhou como pastora e antes da 1ª Comunhão lhe deram um Menino Jesus de porcelana que seria seu companheiro por toda a vida. Todos os anos a família deixava a ela o encargo de preparar o presépio para os festejos de Natal, e muitos vizinhos vinham vê-lo, pois havia um encanto na forma como ela colocava as figuras, a cada ano de um modo diferente. Após uma terrível inundação, a família ficou ainda mais pobre do que antes e o pai decidiu mudar-se para Cocula, Jalisco, Guadalajara, e passou a morar no bairro pobre de migrantes chamado Mexicaltzingo. No bairro de Mexicaltzingo a umidade e a falta de alimentação fizeram Doroteia adoecer gravemente dos pulmões; ela foi atendida no Hospital da Santíssima Trindade da Confraria de São Vicente de Paula. Era o ano 1892, Doroteia tinha 24 anos. As Filhas da Caridade haviam sido expulsas de Guadalajara no ano em que Doroteia nasceu; as asas brancas de seus véus não eram vistas no Hospício Cabañas e nos hospitais de Belém e de São Felipe.

Santa Maria de Jesus Sacramentado Venegas, Fundadora – 30 de julho

A primeira santa mexicana, chamada carinhosamente ''Madre Nati''
 Os idosos são viajantes que estão indo e é preciso acompanhá-los com a maior ternura possível”. Tal frase só poderia estar nos lábios de uma pessoa sensível e atenta, pressurosa e delicada, tão enamorada de Nosso Senhor Jesus Cristo para vê-Lo em todas as pessoas idosas e sofredoras. Assim se delineia a figura e a personalidade de Maria Natividade de Jesus Sacramentado, a primeira mulher mexicana proclamada santa.
     Seu pai era um católico tão fervoroso e convicto, que renunciou aos estudos universitários de jurisprudência no momento em que percebeu que estavam minando a sua Fé. Este católico coerente e corajoso transmitiu aos seus doze filhos os princípios que cultivava.
     Natividade Venegas de La Torre nasceu em 8 de setembro de 1868, em Zapotlanejo, Jalisco, no México. A última de doze filhos, desde a adolescência cultivou uma devoção especial à Eucaristia, comungava todos os dias de joelho, exercia obras de caridade e sentindo o forte desejo de consagrar-se totalmente ao Senhor no serviço ao próximo.

JULITA DE CESAREIA Viúva, Mártir, Santa + 303

Santa Julita viveu nos tempos de Diocleciano, falecendo em Cesaréia da Capadócia no ano de 303. Conhecemos o martírio de Santa Julita graças a São Basílio, bispo de Cesareia. Julita era uma rica viúva, que um considerável homem da cidade, inescrupuloso, aos poucos foi empobrecendo, lesando-a fraudulentamente. Levado ao tribunal, o ursupador, caviloso, depois que a santa viúva expôs os fatos, provando a veracidade do que revelara, disse: — A parte contrária não está apta a sustentar ação de juízo, É incapaz, juridicamente, uma vez que fora do direito comum, porque se recusa adorar os deuses dos imperadores e renegar a crença de Jesus Cristo. Um edito recente, de 303 mesmo, excluía da comunidade, não podendo, pois, ter vida ativa dentro daquela comunidade, aqueles que não adorasse deuses da paganidade. O presidente do tribunal, imediatamente, mandou que trouxessem incenso e um altar portátil e, dirigindo-se à queixosa, convidou-a a agir de modo que pudesse intentar a ação. Bastaria um único grãozinho de incenso e recuperaria todo o patrimônio. Tudo dependia de um simples grão de incenso, da fumaça que dirigisse aos ídolos. Julita recusou-se por amor a Jesus.

Pedro Crisólogo Bispo, Santo 380-450

Pedro Crisólogo, Pedro "das palavras de ouro", pois, é exactamente este o significado do seu sobrenome, dado sabiamente pelo povo e pelo qual se tornou conhecido para sempre. Ele nasceu em Ímola, uma província de Ravena, não muito distante de Roma, no ano 380. E mereceu este título, assim como os outros que a Igreja lhe concedeu. Filho de pais cristãos, foi educado na fé e cedo ordenado diácono. Considerado um dos maiores pregadores da história da Igreja, era assistido, frequentemente, pela imperatriz romana Galla Plácida e seus filhos. Ela o fez seu conselheiro pessoal e, em 424, influenciou para que ele se tornasse o arcediácono de Ravena. Numa época em que a cidade era a capital do Império Romano no Ocidente e, também, a metrópole eclesiástica. Mais tarde, o próprio imperador romano, Valentiniano III, filho de Galla Plácida, indicou-o para ser o bispo de Ravena. Em 433, Pedro Crisólogo tornou-se o primeiro bispo ocidental a ocupar essa diocese, sendo consagrado pessoalmente pelo papa Xisto III. Pedro Crisólogo escreveu, no total, cento e setenta e seis homilias de cunho popular, pelas quais dogmas e liturgias foram explicados de forma simples, directa, objectiva e muito atractiva, proporcionando incontáveis conversões. Em 448, recebeu a importante visita de um ilustre bispo do seu tempo, Germano de Auxerre, que fatidicamente adoeceu e, assistido por ele, morreu em Ravena.

MARÍA DE JESÚS SACRAMENTADO VENEGAS DE LA TORRE Virgem, Fundadora, Santa 1868-1959

A Beata Maria de Jesus Sacramentado Venegas, última de doze filhos, nasceu a 8 de Setembro de 1868, no Estado de Jalisco. Desde a adolescência cultivou uma devoção especial à Eucaristia, exercendo obras de caridade e sentindo o forte desejo de se consagrar totalmente ao Senhor no serviço ao próximo. Só depois da morte prematura dos seus pais pôde unir-se ao grupo de senhoras que, com a aprovação do Arcebispo local, dirigiam em Guadalajara um pequeno hospital para os pobres. Em 1910 emitiu, de forma privada, os votos de pobreza, castidade e obediência. As companheiras escolheram-na em seguida como Superiora e, desse modo, com o conselho de eclesiásticos autorizados, transformou a sua Comunidade numa verdadeira Congregação religiosa, que assumiu o nome de Instituto das Filhas do Sagrado Coração de Jesus, aprovado em 1930 pelo Arcebispo de Guadalajara. A Beata, que foi Superiora-Geral de 1921 a 1954, conseguiu salvar a sua fundação nos anos difíceis da perseguição. Amou e serviu a Igreja, cuidou da formação das suas Coirmãs, despendeu a vida pelos pobres e sofredores.

Leopoldo Mandic Frade capuchinho, Santo 1866-1942

Leopoldo Mandic nasceu em Castelnovo de Cátaro da Dalmácia, na Jugoslávia, a 12 de Maio de 1866, numa família croata. Os pais, profundamente religiosos, educaram-no nos mais elevados sentimentos em relação a Deus e aos homens. Quando tinha 16 anos, sentindo-se chamado a trabalhar pelo regresso dos orientais à unidade com a Igreja Católica, deixou a sua casa paterna e decidiu entrar na Ordem dos Capuchinhos, em Bassano del Grappa, a 2 de Maio de 1884. A 20 de Setembro de 1890 foi ordenado sacerdote em Veneza. Convencido que o Senhor o chamava a um grande ideal, pediu, com insistência, aos seus Superiores que o deixassem partir para o Oriente a fim de poder dedicar a sua vida à reunificação na Igreja Católica dos cristãos ortodoxos. Porém, as suas precárias condições de saúde não lho permitiram e teve, assim, de se submeter à vontade dos seus Superiores e passou então por diversos Conventos, entregando-se ao ministério das confissões até que, em 1909, foi destinado ao Convento de Santa Cruz, em Pádua, com o encargo de atender de forma estável o sacramento da Reconciliação. Ali permaneceu até à morte. Uma pequena cela junto à igreja converteu-se no campo do seu maravilhoso apostolado: o sacramento da Reconciliação.

ORAÇÕES - 30 DE JULHO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
30 – Quarta-feira – Santos: Pedro Crisólogo, Everaldo Hanse, Julita.
Evangelho (Mt 13,44-46) “Quando encontra uma pérola de grande valor, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquela pérola.”
– O mercador de pérolas, encontrou a joia de seus sonhos, e vendeu tudo para a comprar.Era como o início de um conto oriental, e os olhos brilharam. E Jesus levou seus ouvintes a ver que o Pai oferecia tesouro muito maior que pérolas: vida, esperança, amor, paz. Tudo isso já agora, e para sempre.Pena que nem sempre me dê conta do tesouro escondido, das pérolas que Deus me oferece.
Oração
Senhor Jesus, ando atarefado, distraído e apressado, sem ver o tesouro, as pérolas que escondeis para mim. Não vejo tantos sinais de vossa bondade, cuidadosa de todos, a bondade de meus irmãos. Não percebo como me quereis feliz agora e sempre. Ajudai-me a deixar tudo que for preciso para abrir-me à felicidade que me ofereceis. Não permitais que me deixe levar por ilusões. Amém.

terça-feira, 29 de julho de 2025

REFLETINDO A PALAVRA - “Caminhos de Ressurreição”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Homens que se renovam 
Celebramos a Ressurreição já ocorrida porque sua realidade é sempre atual. E ainda temos que deixar que esta realidade penetre nossas pessoas e nossos corações. É um mistério tão augusto que corremos o risco de deixá-lo somente como uma ideia sobre Jesus e não sua vida em nós. O Cristo glorificado está glorioso junto do Pai, mas ao mesmo tempo continua servidor entre nós abrindo-nos as torrentes das águas da salvação (Is 12,3). Essas águas são a ação do Espírito que nos foi dado (Jo 7,3-9). Se prestarmos atenção, ação dos discípulos não era fazer coisas maravilhosas, mesmo que as tenham feito, mas continuar como Jesus, fazendo o bem (At 10,38). A vida dos ressuscitados com Cristo se mantinha na Palavra anunciada pelos Apóstolos, nas orações, na fração do pão e nas refeições em comum (Jo 2,42). Isso era o modo de viver a Ressurreição. Os homens e mulheres renovados pela fé em Jesus viviam a caridade entre si e para com os outros. Vemos na narrativa da escolha dos diáconos que deviam cuidar de muita gente, sobretudo as viúvas (que eram abandonadas pelas famílias quando morriam os maridos). Já logo assumem uma questão prática, que chamamos de social. Era o primeiro problema à vista. Não basta proclamar a fé, é preciso instituir a caridade, pois ela é o reflexo de Cristo em nós. Como diz João, “andar como Cristo andou” (1Jo 2,6). Todos tinham grande respeito por eles. Entre eles não havia necessitados, pois os que possuíam e vendiam e davam o dinheiro aos apóstolos que o repartiam (At 4,35). Diziam os pagãos: “Vede como se amam”. 
Estruturas renovadas.
Cada celebração da Ressurreição chama a um mundo novo, com novos modos de vida. A ideia que temos sobre a Ressurreição como um dogma, não nos conduz à prática da Ressurreição na vida concreta. A vida que a Ressurreição nos sugere é a capacidade de buscar estruturar o mundo a partir do Reino de Deus como Jesus o implantou e, como conseqüência, teve que ir até à morte de Cruz. A morte de cruz foi para Ele a síntese de tudo: dar a vida, empenhar-se totalmente para que todos tenham vida e a tenham em abundância (Jo 10,10). Doar a vida não se reduz a morrer pelos outros, mas dedicar-se pela vida dos outros para que todos vivam também espiritualmente bem. O mundo caminha em sentido contrário no egoísmo, ganância e prepotência. Onde todos cuidam uns dos outros, todos estarão bem cuidados. O egoísmo mata. Pensar no outro para que todos pensem em nós. Vejamos como isso pode influir no mundo econômico, social, político. O contrário, que é pensar só em si, tem demonstrado que só prejudica a si mesmo e aos outros. Toda a política econômica mundial, se não se adequar ao Evangelho, só aumentará o sofrimento dos povos. Temos que crer na renovação do mundo pela Ressurreição.
Ressurreição das realidades materiais 
O mundo espera sua renovação. Paulo nos fala na Carta aos Romanos que a natureza, também ela foi sujeita à vaidade. E espera a manifestação dos filhos de Deus. Ela não cometeu pecado, mas foi prejudicada pelo pecado do homem. Ela participa da esperança da humanidade. Ela sofre até o momento como em dores de parto esperando a Redenção (Rm 8,18-23). Como a natureza participa do louvor da humanidade a Deus, participa também dos sofrimentos e da Ressurreição. Levar a natureza à libertação é respeitar o seu ritmo, condições e finalidades. Lidar com a natureza é cultivar o ser humano. Na Eucaristia a natureza participa do Mistério de Cristo, pois o pão e vinho serão seu corpo ressuscitado. Na Eucaristia ela enxuga suas lágrimas e sorri.
ARTIGO PUBLICADO EM MAIO DE 2017

EVANGELHO DO DIA 29 DE JULHO

Evangelho segundo São João 11,19-27. 
Naquele tempo, muitos judeus tinham ido visitar Marta e Maria, para lhes apresentar condolências pela morte do irmão. Quando ouviu dizer que Jesus estava a chegar, Marta saiu ao seu encontro, enquanto Maria ficou sentada em casa. Marta disse a Jesus: «Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido. Mas sei que, mesmo agora, tudo o que pedires a Deus, Deus To concederá». Disse-lhe Jesus: «Teu irmão ressuscitará». Marta respondeu: «Eu sei que há de ressuscitar na ressurreição do último dia». Disse-lhe Jesus: «Eu sou a ressurreição e a vida. Quem acredita em Mim, ainda que tenha morrido, viverá; e todo aquele que vive e acredita em Mim nunca morrerá. Acreditas nisto?». Disse-Lhe Marta: «Acredito, Senhor, que Tu és o Messias, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santo Agostinho(354-430) 
Bispo de Hipona (norte de África), 
doutor da Igreja 
Sermões sobre o Evangelho de João, n.° 49, 15 
«Quem acredita em Mim, viverá» 
«Quem acredita em Mim, ainda que tenha morrido, viverá; e todo aquele que vive e acredita em Mim 
nunca morrerá». 
Que quer isto dizer? «Quem acredita em Mim, ainda que tenha morrido», como Lázaro, «viverá», porque Deus não é um Deus de mortos, mas um Deus de vivos. Já a propósito de Abraão, de Isaac e de Jacob, os patriarcas há muito mortos, Jesus tinha dado a mesma resposta aos judeus: «Eu sou o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacob; não é um Deus de mortos, mas de vivos, porque para Ele todos estão vivos» (Lc 20,38). Por isso, acredita e, ainda que estejas morto, viverás! Mas, se não acreditares, ainda que estejas vivo, na verdade estás morto. De onde vem a morte da alma? Vem do facto de a fé já não estar nela. De onde vem a morte do corpo? Vem do facto de a alma já não estar nele. A alma da tua alma é a fé. Quem acredita em Mim, ainda que tenha morrido no seu corpo, terá a vida na sua alma até que o próprio corpo ressuscite para nunca mais morrer. E quem vive na sua carne e acredita em Mim, ainda que tenha de morrer durante algum tempo no seu corpo, não morrerá para a eternidade, devido à vida do Espírito e à imortalidade da ressurreição. É isto que Jesus quer dizer na sua resposta a Marta. «Acreditas nisto?» «Acredito, Senhor», respondeu ela, «que Tu és o Messias, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo». E, acreditando nisto, acredito que és a ressurreição, acredito que és a vida, acredito que quem acredita em Ti, ainda que tenha morrido, viverá; acredito que quem vive e acredita em Ti nunca morrerá.

Santos Luís Martin e Zélia Guérin - Pais de Santa Teresinha do Menino Jesus

Luís Martin e Zélia Guérin foram declarados bem-aventurados em 19 de outubro de 2008. Não foram beatificados por serem os pais de Santa Teresinha, mas porque se empenharam totalmente em fazer a vontade de Deus em qualquer situação de suas vidas.
Luís e Zélia, com suas vidas, nos ensinam que a santidade é caminho para a esposa, o marido, os filhos, os colegas de trabalho e para a sexualidade. 
O santo não é um super-homem, mas um homem verdadeiro.
Se tanto amamos Teresinha de Lisieux, se tanto nos encanta sua santidade, devemos dizer que ela é fruto de seus pais, um casal que vivia o amor de Deus tanto na alegria como nas tristezas. As muitas cartas deixadas por Zélia dão testemunho deste colocar-se inteiramente nas mãos de Deus.

29 de julho - Santo Olaf

Santo Olavo (Olaf) nasceu em 995 e era filho do rei Harald Grenske da Noruega. Em sua juventude, ele foi para a Inglaterra como um viking, onde participou de muitas batalhas e ficou muito interessado no cristianismo. Recebeu o batismo em Rouen, França das mãos do arcebispo Robert em 1010. Em 1015 com a idade de 20 anos ele retornou à Noruega. Depois de passar por várias dificuldades, ele foi eleito rei da Noruega e levou a religião cristã como base de seu reino. Ele lutou contra práticas pagãs duras, demolindo templos, construindo igrejas nesses lugares e trazendo bispos e padres da Inglaterra. Sua valente luta contra a antiga constituição do condado e pela união da Noruega, assim como seu amor pelo cristianismo, fez surgir inimigos. Os clãs se rebelaram contra Olaf e foram ao rei Canuto, da Dinamarca e da Inglaterra, em busca de ajuda. Desta forma Olaf foi traído, expulso e Canuto tornou-se rei da Noruega. Após dois anos de exílio, Olaf retornou à Noruega com um exército e encontrou os rebeldes em Stiklestad, onde uma batalha ocorreu em 29 de julho de 1030. O rei Olaf lutou com coragem, mas foi mortalmente ferido. Antes de morrer, ele orou: "Deus me ajude". Muitos milagres foram reportados em sua tumba e no vale do Rio Vid onde ele tombou ferido mortalmente.

SÃO LÁZARO

Amigos de Jesus Lázaro e suas duas irmãs, Marta e Maria, eram amigos fraternos de Jesus de Nazaré. Viviam em Betânia, a cerca de três milhas de Jerusalém, e Jesus, muitas vezes, se hospedava na casa deles. A amizade entre Jesus e Lázaro é testemunhada pelas palavras, com as quais Maria e Marta tinham mandado dizer-lhe para visitar o irmão doente: “Senhor, aquele que amas, está enfermo”. E ainda, depois, com a chegada de Jesus, aparentemente tarde demais para salvá-lo: “Senhor, se tivesses vindo aqui – disse Marta – meu irmão não teria morrido”. As testemunhas do episódio, percebendo a perturbação e aos lágrimas de Jesus, diante do sepulcro fechado do amigo, murmuravam entre si: “Vejam como ele o amava...” (cf. Jo 11,3.21.36). As referências sobre a amizade entre ambos levam a identificar Lázaro, segundo alguns, com o “discípulo que Jesus amava”, ao invés de João Evangelista, que é mais plausível. O episódio da ressurreição de Lázaro, narrado apenas no Evangelho de São João, tem um valor profético e simbólico, porque preanuncia a Ressurreição de Cristo. A casa dos amigos de Betânia e o sepulcro vazio de Lázaro tornaram-se, logo, desde os primórdios do cristianismo, meta de peregrinações, às vésperas do Domingo de Ramos.

SANTA BEATRIZ

Precipitavam-se as perseguições contra os cristãos em Roma. Da ponte chamada Emília, perto da ilha Tiberina, foram jogados no rio Tibre os corpos dos dois irmãos de Beatriz, - Simplício e Faustino - por serem cristãos. O sofrimento e o temor deviam ser os sentimentos que invadiam o coração da santa mulher, que, porém, não hesitou em recuperar seus corpos para dar-lhes uma digna sepultura. Graças à ajuda de dois sacerdotes, ela conseguiu tirá-los da correnteza do rio.
Martírio por Cristo 
A mesma sorte dos irmãos coube também a Beatriz. Sendo denunciada como cristã, foi presa e, apesar das ameaças, perseverou na fé. Outra mulher, Lucina, ofereceu uma sepultura a Beatriz e Rufo, em uma escavação vulcânica, onde tinham sido postos os corpos dos seus irmãos.

Santos Félix e Adauto, mártires, na via Portuense

Félix ou Felício foi um dos primeiros mártires cristãos da história. Sabe-se pouco ou nada da sua vida. Sabe-se, porém, o lugar onde foi sepultado: em Roma, ao longo da terceira milha da Via Portuense, no cemitério que, mais tarde, recebeu o nome deste Santo. 
Padroeiros dos perseguidos pela causa de Deus 
Origens 
Os registros existentes sobre os santos Félix e Adauto são poucos. A história desses dois chegou até nós através da Tradição (com “T” maiúsculo) cristã, que remonta aos primeiros tempos do cristianismo. Sabe-se que São Félix foi um sacerdote cristão que viveu no tempo do imperador Diocleciano por volta do ano 300, em Roma. O pouco que se sabe sobre Santo Adauto é surpreendente e inquietante. 
Mártires oferecendo suas vidas por Jesus 
A história conta que São Félix foi preso pelos soldados do imperador Diocleciano, um dos maiores perseguidores dos cristãos, pelo simples fato de se declarar cristão e exercer o ministério sacerdotal em Roma.

Santas Lucila, Flora e Eugênio e companheiros , mártires Festa: 29 de julho

Emblema:
Palma 
Uma antiga tradição afirma que Flora e Lucila eram irmãs, cidadãs romanas, que viveram no século III. Elas se destacaram em Roma por sua fé, amor à castidade e desprezo pelo mundo. Um dia, em Óstia, foram sequestradas por um africano chamado Eugênio, que, movido por seu exemplo, mais tarde se converteu. Quando o Imperador Galiano emitiu o edito condenando os cristãos, Flora e Lucila demonstraram extraordinária coragem, sacrificando suas vidas por Cristo. Isso foi por volta do ano 260. A tradição acrescenta que, no século IX, suas relíquias foram levadas para Arezzo, para o mosteiro beneditino que ficava perto de Olmo. Em 1196, os monges foram forçados a deixar a colina Torrita (que ainda é chamada de Santa Flora). Eles construíram o mosteiro em Arezzo, levando as preciosas relíquias para a abadia, que agora são mantidas no altar dedicado a Santa Rita. O festival local de Flora e Lucila está marcado para 29 de julho.

Santa Marta de Betânia – 29 de julho

      Marta é contemporânea de Jesus. Ela é mencionada treze vezes nos Evangelhos. Era irmã de Lázaro, grande amigo de Jesus e de Maria, aquela que se sentava aos pés do Mestre para ouvi-lo. A família de Marta vivia no vilarejo de Betânia, a três quilômetros de Jerusalém. A casa de Marta era um verdadeiro local de descanso para Jesus e seus discípulos. Convivendo com o Mestre, ouvindo-o e servindo-o, Marta conheceu o Reino dos céus. Ela presenciou a ressurreição de seu irmão Lázaro, operada por Jesus, quatro dias após sua morte.