sexta-feira, 30 de outubro de 2020

EVANGELHO DO DIA 30 DE OUTUBRO

Evangelho segundo São Lucas 14,1-6. 
Naquele tempo, Jesus entrou, num sábado, em casa de um dos principais fariseus para tomar uma refeição. Todos O observavam. Diante dele encontrava-se um hidrópico. Jesus tomou a palavra e disse aos doutores da lei e aos fariseus: «É lícito ou não curar ao sábado?». Mas eles ficaram calados. Então, Jesus tomou o homem pela mão, curou-o e mandou-o embora. Depois disse-lhes: «Se um filho vosso ou um boi cair num poço, qual de vós não irá logo retirá-lo em dia de sábado?». E eles não puderam replicar a estas palavras. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Beato Guerric de Igny(1080-1157) 
Abade cisterciense 
Lecionário Jesus à mesa com os fariseus 
O eterno e invisível Criador do mundo, tendo decidido salvar o género humano que se arrastava, de geração em geração, submetido às duras leis da morte, «nestes tempos que são os últimos» (Heb 1,2) dignou-Se fazer-Se homem, para resgatar, na sua clemência, aqueles que, na sua justiça, havia condenado. A fim de mostrar a profundidade do seu amor por nós, não só Se fez homem, mas homem pobre e humilde, a fim de, tornando-Se próximo de nós na sua pobreza, nos permitir tomar parte nas suas riquezas (2Cor 8,9). Fez-Se por nós tão pobre que nem tinha lugar onde repousar a cabeça: «As raposas têm as suas tocas e as aves do céu os seus ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça» (Mt 8,20). Era por isso que Ele aceitava ir tomar as refeições com quem O convidava: não por um gosto imoderado pela comida, mas para ensinar a salvação e suscitar a fé. Nesses banquetes, enchia de luz os convivas com os seus milagres; e também os servos, que, ocupados no interior da casa não tinham liberdade para se aproximar dele, ouviam a palavra da salvação. Na verdade, Ele não desprezava ninguém, ninguém era indigno do seu amor, porque «Ele tem piedade de nós; não odeia nenhuma das suas obras e ocupa-Se de cada uma delas» (Sab 11,24). Assim, para realizar a sua obra de salvação, o Senhor entrou na casa de um notável fariseu, num dia de sábado. Os escribas e os fariseus observavam-no para poderem repreendê-lo: se Ele curasse o hidrópico, poderiam acusá-lo de violar a Lei; se o não curasse, acusá-lo-iam de impiedade ou de fraqueza. Porém, a luz puríssima da palavra da verdade dissipou as trevas da sua mentira.

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