quarta-feira, 31 de julho de 2019

Santa Helena (Elin) de Skövde, Viúva e Mártir - 31 de julho


  Mártir da primeira metade do século XII. Sua festa se celebra no dia 31 de julho.  Sua vida (Acta SS., Julio, VII, 340) é atribuída a São Brynolph, Bispo de Skara, na Suécia (1278 - 1317). E' chamada também de Santa Elin de Vastergötland, do nome da província sueca onde se encontra Skövde.
     Helena nasceu no ano de 1101 em Vastergötland, Suécia. De origem aristocrática, era filha de Jarl Guthorm. Sua família era pagã e em sua juventude se converteu ao Cristianismo. Foi dada em casamento a um homem de caráter forte. Tendo ficado viúva muito jovem, vivia piedosamente em sua propriedade em Vámp; ela deu seus bens aos pobres e dedicou-se a ações espirituais e caritativas, dando esmolas e contribuindo com generosidade na construção da igreja da sua cidade. As portas de sua casa estavam sempre abertas para os necessitados.
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     Segundo a legenda, foi Helena quem mandou construir a Våmbs Church (Våmbs kyrka) na Diocese de Skara, na sua propriedade em Våmb. A igreja em Skövde, agora chamada de Igreja de Santa Helena (Sankta Helena kyrka), também foi construída em grande parte como resultado de generosas doações de Helena.
     O marido de sua filha era um homem muito cruel e foi assassinado por seus próprios empregados. Seus familiares, desejando vingar sua morte, interrogaram os empregados, que admitiram o crime, mas afirmaram falsamente que haviam agido instigados por Helena.
     Para evitar uma vingança, Helena fez uma peregrinação à Terra Santa, permanecendo ausente quase um ano. Retornando à pátria por ocasião da festa de consagração da igreja de Götene, foi surpreendida numa emboscada e morta pelos familiares de seu genro, no dia 31 de julho de 1160.
     Seu corpo foi levado para Skövde para ser enterrado e muitas curas maravilhosas aconteceram por sua intercessão.
Brasão da cidade de Skövde
     Conta-se que na tarde de sua morte um cego, acompanhado de uma criança, passou perto do lugar do assassinato e o menino descobriu num arbusto iluminado por uma luz muito viva um dedo decepado de Helena, no qual estava um anel que ela trouxera da Terra Santa. Quando o cego se curvou, com a ajuda do menino, pode tocar o sangue de Helena e esfregá-lo nos olhos, ficando curado.
     No local onde a Santa caiu ferida de morte, cerca de dois quilômetros de Skövde, surgiu uma fonte de água que foi chamada de Elins Kalla.
     Em 1165 estes milagres foram reportados a Roma pelo bispo de Upsala, Estevão, e este, por ordem do Papa Alexandre III (1164), inscreveu o nome de Helena na lista dos santos canonizados (Benedicto XIV, "De canonizatione sanctorum", I, 85).
     Grande era a veneração às suas relíquias, inclusive depois que a Pseudo-Reforma protestante se expandiu na Suécia. São Lene Kild, muito conhecido no tempo de Santa Helena, esteve em sua igreja.
     As autoridades luteranas censuraram várias vezes o que eles chamavam de superstição papal e anticristã. Especialmente zeloso neste sentido foi o arcebispo luterano Angermannus, que em 1596 ordenou que enchessem a fonte de água com pedras e escombros, mas a água continuou a brotar (Baring-Gould, "Lives of the Saints", July, II, 698). Próximo da nascente existia também uma capela dedicada a Santa. Em 1759 a igreja de Skövde, devorada por um incêndio, foi reconstruída.
Igreja de Sta. Helena em Skövde
     Helena também era muito venerada na Dinamarca. De fato, nas vizinhanças de Tiisvilde, já então um vilarejo pesqueiro no Kattegat e que posteriormente se tornou uma estação balneária, existia uma localidade chamada Helenes Kilde que era visitada especialmente na vigília de São João, porque ela restituía a saúde aos doentes. Os peregrinos, principalmente os doentes, permaneciam toda a noite junto à sepultura, levavam consigo bolsas com terra do local, e com frequência deixavam seus bastões em sinal de agradecimento.
     Em 1658, o jesuíta Lindanus enviou de Copenhague estas informações aos Bolandistas. Informação semelhante foi feita por Werlaiff, em 1858, em seu "Hist. Antegnelser". A legenda dizia que o corpo de Santa Helena flutuou até Tiisvilde em seu ataúde de pedra, e que uma fonte brotou no local onde o ataúde tocou. Os Bolandistas (loc. cit.) dão como uma possível razão para a veneração de Santa Helena em Tiisvilde que talvez ela tenha visitado o lugar, ou que alguma de suas relíquias tenha sido levada para lá.
     Santa Helena é considerada a padroeira da cidade de Skövde.

Martirológio Romano Em Skövde, Suécia, Santa Helena, viúva, considerada mártir por ter sido injustamente assassinada (c. 1160). 
Aspectos de Skövde
Fontes:

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