sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

EVANGELHO DO DIA 28 DE DEZEMBRO

Evangelho segundo São Mateus 2,13-18. 
Depois de os Magos partirem, o Anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse-lhe: «Levanta-te, toma contigo o Menino e sua Mãe e foge para o Egito; fica lá até que eu te diga, pois Herodes vai procurar o Menino para O matar». José levantou-se de noite, tomou consigo o Menino e sua Mãe e partiu para o Egito e ficou lá até à morte de Herodes, para se cumprir o que o Senhor anunciara pelo profeta: «Do Egito chamei o meu filho». Quando Herodes percebeu que fora iludido pelos Magos, encheu-se de grande furor e mandou matar em Belém e no seu território todos os meninos de dois anos ou menos, conforme o tempo que os Magos lhe tinham indicado. Cumpriu-se então o que o profeta Jeremias anunciara, ao dizer: «Ouviu-se uma voz em Ramá, lamentos e gemidos sem fim: Raquel chora seus filhos e não quer ser consolada, porque eles já não existem». Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Teresa Benedita da Cruz 
(Edith Stein) (1891-1942) carmelita, 
mártir, co-padroeira da Europa 
O Presépio 
Os Santos Inocentes, companheiros do Cordeiro:
«Seguem o Cordeiro para onde quer que ele vá»
(antífona de entrada; Ap 14,4) 
Não sabemos aonde é que o Deus Menino nos quer conduzir neste mundo e não devemos perguntar-Lhe antes de tempo. A nossa certeza é de que «tudo concorre para o bem dos que amam a Deus» (Rom 8,28), e ainda, que os caminhos traçados pelo Senhor conduzem para além deste mundo. Ao tomar um corpo, o Criador do género humano oferece-nos a sua divindade. Deus fez-Se homem para que os homens se pudessem tornar filhos de Deus. Oh troca maravilhosa! [...] Ser filho de Deus significa deixar-se conduzir pela mão de Deus, fazer a vontade de Deus e não a nossa, depositar na mão de Deus todas as nossas preocupações e todas as nossas esperanças, não nos preocuparmos mais connosco nem com o nosso futuro. É sobre este alicerce que assentam a liberdade e a alegria dos filhos de Deus. [...] Deus fez-se homem para que nós pudéssemos participar na sua vida. [...] A natureza humana que Cristo assumiu tornou possível que Ele sofresse e morresse. [...] Todos os homens têm de sofrer e morrer mas, se forem membros vivos do Corpo de Cristo, o seu sofrimento e a sua morte recebem força redentora da divindade daquele que é a cabeça. [...] Na noite do pecado, brilha a estrela de Belém. E sobre a luz resplandecente que brota do presépio desce a sombra da cruz. A luz extingue-se nas trevas de Sexta-Feira Santa, mas surge mais brilhante ainda, qual sol de graça, na manhã da Ressurreição. O caminho do Filho de Deus feito carne passa pela cruz e pelo sofrimento, até à glória da Ressurreição. O caminho para chegar à glória da Ressurreição com o Filho do homem passa pelo sofrimento e pela morte, para cada um de nós e para toda a humanidade.

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