sábado, 25 de agosto de 2018

REFLETINDO A PALAVRA - “Feliz é quem teme o Senhor”

PADRE LUIZ CARLOS
DE OLIVEIRA-REDENTORISTA
50 ANOS CONSAGRADO
Ele nos entregou seus bens
            Estamos terminando o ano litúrgico. Nesse período somos chamados à vigilância para ir ao encontro do Senhor, Juiz do Universo. Com a próxima festa de Cristo Rei sabemos a direção a tomar e o caminho a percorrer. O caminho da vigilância é o bom uso dos bens que recebemos de Deus para produzir. No evangelho de hoje ouvimos a parábola dos talentos. As riquezas de Deus nos foram confiadas para que as fizéssemos produzir. Deus não pede que tenhamos tudo, mas que façamos produzir frutos os dons que recebemos. Ninguém é mais que ninguém. Menor é o que não aproveita os dons que tem. Não é matemática nem economia, mas correspondência aos dons que nos foram confiados. Preguiça espiritual é sinônimo de corpo morto, inútil e prejudicial. Quais são os talentos que recebemos? (Talento equivalia a 26 kg de ouro ou prata – 6.000 dias de trabalho – 5 talentos eram um valor altíssimo). Um talento não era uma moedinha. Nós chamamos talentos os dons que recebemos. Valem mais que dinheiro. Além dos dons pessoais recebemos as preciosas riquezas dadas por Deus em Cristo: Sua Igreja, os Sacramentos, a Palavra de Deus, a vida da comunidade, os ministérios, a evangelização, o mundo criado que nos foi dado a cuidar e o amor ao próximo, sobretudo o necessitado. Não produzir significa morrer. Não bastam oraçõezinhas para a salvação. É preciso produzir frutos. Esta é a vigilância que Jesus pede: responsabilidade sobre o que nos foi confiado. Não se trata de ficar apavorado com um mundo que pode acabar de uma hora para a outra. Isso fica por conta de quem não tem o que fazer com os dons confiados a ele. O maior dom é o cuidado dos necessitados. Nossa missão é resgatar o tempo presente de todas as iniqüidades, pois os dias são maus. A educação cristã fixou-se quase só na prática de orações e rito e não tomou conta da vida no seu todo.
ABC da mulher de valor
O texto da primeira leitura é um poema alfabético. Cada frase começa por uma letra do alfabeto. No texto atual está reduzido. Cada frase é uma virtude da mulher que sabe usar o talento de sua feminilidade como esposa e mãe na administração da casa e a criação dos filhos. Não havia lojas. Ela mesma produzia o fio para fazer as roupas. A vigilância é ser operoso no cumprimento de nosso dever e no uso de nossos talentos. Vamos prestar contas a Deus do tempo perdido. A pobreza espiritual e humana faz perder tempo com tantas coisas desnecessárias e inúteis como a vaidade, a distração vazia e as atitudes inúteis. Deus quer alegria, entusiasmo, participação e empenho na vida social. Mas é preciso vigiar para produzirmos obras no uso dos talentos. O salmo nos convida: “Felizes os que temem o Senhor”. A família é o santuário de viver no temor do Senhor.
Filhos da luz
            Paulo, respondendo às questões que lhe puseram os tessalonicenses, explica como vai ser o dia da vinda do Senhor. Não importa quando, mas que a vida seja operosa vivendo como filhos da luz. É preciso tirar os sinais de morte e implantar os sinais de vida, despertar do sono das obras das trevas, e vestir-se das armas da luz. É caminhar como em pleno dia, sem orgias.  Quais são as trevas que estão em nós? Ou somos luz? Não podemos esperar um Senhor que virá só no fim dos tempos, mas ir ao encontro Daquele que vem  na pessoa dos necessitados e nos questionamentos dos sinais dos tempos.
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