sexta-feira, 2 de junho de 2023

EVANGELHO DO DIA 2 DE JUNHO

Evangelho segundo São Marcos 11,11-25. 
Naquele tempo, Jesus, depois de ser aclamado pela multidão, entrou em Jerusalém e foi ao templo. Observou tudo à sua volta e, como já era tarde, saiu para Betânia com os Doze. No dia seguinte, quando saíam de Betânia, Jesus sentiu fome. Viu então de longe uma figueira com folhas e foi ver se encontraria nela algum fruto. Mas, ao chegar junto dela, nada encontrou senão folhas, pois não era tempo de figos. Então, dirigindo-Se à figueira, disse: «Nunca mais alguém coma do teu fruto». E os discípulos escutavam. Chegaram a Jerusalém. Quando Jesus entrou no templo, começou a expulsar os que ali vendiam e compravam: derrubou as mesas dos cambistas e os bancos dos vendedores de pombas e não deixava ninguém levar nada através do templo. E ensinava-os, dizendo: «Não está escrito: "A minha casa será chamada casa de oração para todos os povos"? E vós fizestes dela um covil de ladrões». Os príncipes dos sacerdotes e os escribas souberam disto e procuravam maneira de o fazer morrer. Mas temiam Jesus, porque toda a multidão andava entusiasmada com a sua doutrina. Ao cair da noite, Jesus e os discípulos saíram da cidade. Na manhã seguinte, ao passarem perto da figueira, os discípulos viram-na seca até às raízes. Pedro recordou-se do que tinha acontecido na véspera e disse a Jesus: «Olha, Mestre. A figueira que amaldiçoaste secou». Jesus respondeu: «Tende fé em Deus. Em verdade vos digo: Se alguém disser a este monte: "Tira-te daí e lança-te no mar", e não hesitar em seu coração, mas acreditar que se vai cumprir o que diz, assim acontecerá. Por isso vos digo: Tudo o que pedirdes na oração, acreditai que já o recebestes e assim sucederá. E quando estiverdes a orar, se tiverdes alguma coisa contra alguém, perdoai, para que o vosso Pai que está nos Céus vos perdoe também as vossas faltas. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Charles de Foucauld (1858-1916) 
Eremita e missionário no Saara 
Meditações sobre o Evangelho 
Que a nossa alma seja sempre uma casa de oração! 
«Não está escrito: "A minha casa será chamada 
casa de oração para todos os povos"? 
E vós fizestes dela um covil de ladrões»: ficamos assim a perceber o respeito infinito que devemos a qualquer igreja ou capela, e com que recolhimento e respeito temos de nos comportar quando nos encontramos nesses locais. A palavra de Nosso Senhor também se aplica à nossa alma, pois também ela é uma casa de oração; da nossa alma deveria elevar-se ao céu uma oração contínua como nuvem de incenso, mas quantas vezes as distrações, os pensamentos terrenos, os pensamentos que não são para maior glória de Deus, até os pensamentos maus a ocupam, a enchem de ruído, de perturbação e de sujidade, fazendo dela um covil de ladrões! Esforcemo-nos o mais que pudermos por fazer que o nossos espírito esteja sempre ocupado com Deus ou com aquilo que Ele nos encarrega de fazer ao seu serviço; e que, enquanto fazemos aquilo de que Ele nos encarregou, estejamos continuamente a olhar para Ele, sem dele afastar jamais o coração, e os olhos o menos possível, olhando para as nossas ocupações apenas o necessário e nunca desviando o coração: que Deus seja o Rei dos nossos pensamentos, o Senhor dos nossos pensamentos, que o seu pensamento nunca nos abandone, e que tudo o que dizemos, fazemos e pensamos seja para Ele, seja dirigido pelo seu amor.

02 de junho - Beato Joseph Thao Tiên

Joseph Thao Tiên nasceu em 5 de dezembro de 1918 em Ban Ten, na província de Houa Phanh, no Laos. Seu pai e seu avô eram cristãos notáveis. Aos onze anos, ingressou na escola de catequistas de montanha em Hữu Lễ, na província de Thanh Hóa, no Vietnã: naquela época, de fato, sua província de origem pertencia ao vicariato apostólico de Phát Diệm e, a partir de 1932, mudou para Thanh Hóa's. Aluno diligente, foi admitido em 1937 na seção que servia como seminário menor, onde estudou latim e francês. Durante as férias e durante o estágio pastoral, sua vocação emergiu fortalecida: ele se aproximou das pessoas mais humildes e, como catequista talentoso e zeloso, foi apreciado pelos missionários e amado por todos. De 1942 a 1946, ele estudou no seminário maior de Hanói, o único dos jovens das aldeias das montanhas.

02 de junho - São Nicéforo

Nicéforo nasceu em Constantinopla, filho de Teodoro e Eudóxia, uma família extremamente ortodoxa e que sofrera muito durante os tempos de iconoclastia, formado pelos cristãos que aboliam o culto às imagens. Teodoro, o pai de Nicéforo, um dos secretários do imperador bizantino Constantino V, já tinha sido castigado com açoites e banido para Niceia em razão de seu apoio à existência de imagens. Nicéforo herdou todas as suas convicções. Nicéforo, a exemplo de seu pai, prestou serviços ao império bizantino, ocupando um lugar no secretariado do gabinete do imperador e, por ordem da imperatriz Irene, participou do sínodo de 787 como comissionário imperial. Depois que o imperador Constantino VI e a imperatriz Irene restabeleceram a veneração das santas imagens, o jovem Nicéforo lhes foi apresentado e, de pronto, por suas grandes qualidades, conquistou-lhes a simpatia. Na corte, distinguiu-se por sua oposição aos iconoclastas, tendo sido secretário no Segundo Concílio de Niceia e comissário imperial. Mesmo sendo em brilhante orador, filósofo, músico, com todas as qualidades de um estadista, sempre teve uma forte inclinação para a vida religiosa, isolada, e mesmo estando envolvido nos assuntos públicos, construiu um monastério num lugar isolado próximo ao Mar Negro.

SANTO EUGÊNIO I, PAPA

Por ordem do imperador do Oriente, Constante, Eugênio I foi Sucessor do Papa Martinho I, mártir. Governou a Igreja, entre 654 e 657, rejeitando com decisão, contra Constantinopla, a ambígua profissão de fé do novo patriarca bizantino, Pedro. Foi sepultado na Basílica de em São Pedro.
(Papa de 10/08/654 a 02/06/657) 
O exarca Teodoro Calliopa e o cubicularius Peliuro, por ordem do imperador Constante I, na noite de 19 de junho de 653 forçaram violentamente o Papa Martinho I a deixar Roma e segui-los até Constantinopla, onde chegaram em 17 de setembro do ano seguinte. Martin foi submetido a um julgamento simulado, privado do pálio e exilado em Quersonese, onde morreu em 16 de setembro de 655. O clero romano deu-lhe um sucessor na pessoa do romano Eugênio I, que foi consagrado em 10 de agosto de 654. Filho do romano Ruffinian, Eugene ele era uma pessoa honesta e merecedora de altos cargos. Isso transparece da atitude assumida para com Pirro, patriarca bizantino, e seu sucessor Pedro, que em 656 enviara ao papa, segundo o costume, uma carta com a anúncio de sua nomeação e uma ambígua profissão de fé sobre a questão que agitava as almas, a das duas vontades e operações em Cristo. Lido na igreja de Santa Maria ad praesepe, foi rejeitado pelo papa, pelo clero e pelo povo. O gesto irritou a corte de Constantinopla e certamente Eugênio teria tido o destino de seu predecessor se sua morte em 2 de junho de 657 não o tivesse impedido. Ele foi enterrado em São Pedro. 
Etimologia: Eugenio = bem nascido, de linhagem nobre, do grego
Martirológio Romano: Em Roma, na Basílica de São Pedro, São Eugênio I, papa, que sucedeu ao mártir São Martinho.

SANTO ERASMO

A tradição cristã descreveu a vida de Erasmo com passagens surpreendentes. Ele pertencia ao clero da Antioquia. Foi forçado, durante a perseguição do imperador Diocleciano, a esconder-se numa caverna no Monte Líbano durante sete anos. Capturado e longamente torturado, foi levado para ser julgado pelo imperador, que tentou de todas as formas fazer com que renegasse a fé em Cristo. Porém Erasmo manteve-se firme e por isso novamente voltou para a prisão. De lá foi milagrosamente libertado por um anjo que o levou para a Dalmácia, onde fez milhares de conversões durante mais sete anos. Na época do imperador Maximiano, novamente foi preso e no tribunal, além de destruir um ídolo falso, declarou sua incontestável religião cristã. Tal atitude de Erasmo fez milhares de pagãos converterem-se, as quais depois foram mortas pela perseguição desse enfurecido imperador. Outra vez teria sido horrivelmente torturado e também libertado, agora pelo arcanjo Miguel, que o conduziu para a costa do sul da Itália. Ali se tornou o bispo de Fornia, mas por um breve período.

Santos Potino, Blandina e companheiros Mártires de Lyon 2 de junho

Temos aquela admirável carta "dos irmãos que habitam em Viena e Lião aos irmãos da Ásia e da Frígia". Ela nos fala das primeiras vitórias dos discípulos de Cristo na Gália. Foi em Lyon, metrópole administrativa e política, centro de uma grande confederação de povos, a quem o gênio de Roma deu, se não a realidade, pelo menos a ilusão da autonomia. Ali, ao redor do altar de Augusto, às margens do Ródano, reuniam-se os sessenta e quatro delegados das províncias, sempre planejando e discutindo coisas sem importância; escolheram o sumo sacerdote que sacrificaria César por um ano, e inauguraram no anfiteatro as festas populares, literárias e sangrentas, concursos de poesia e eloquência, lutas de bestas e gladiadores, que atraíram milhares de curiosos das margens do Ebro às do Sena. Isso, sempre no dia primeiro de agosto, aniversário da consagração do altar.

São Marcelino, Pedro e Erasmo, mártires († 304).

Esta página da história da Igreja foi-nos confirmada pelo próprio papa Dâmaso, que na época era um adolescente e testemunhou os acontecimentos. Foi assim que tudo passou. Na Roma dos tempos terríveis e sangrentos do imperador Diocleciano, padre Marcelino era um dos sacerdotes mais respeitados entre o clero romano. Por meio dele e de Pedro, outro sacerdote, exorcista, muitas conversões ocorreram na capital do império. Como os dois se tornaram conhecidos por todos daquela comunidade, inclusive pelos pagãos, não demorou a serem denunciados como cristãos. Isso porque os mais visados eram os líderes da nova religião e os que se destacavam como exemplo entre a população. Intimados, Marcelino e Pedro foram presos para julgamento. No cárcere, conheceram Artémio, o director da prisão. Alguns dias depois notaram que Artémio andava triste. Conversaram com ele e o miliciano contou que sua filha Paulinha estava à beira da morte, atacada por convulsões e contorções espantosas, motivadas por um mal misterioso que os médicos não descobriam a causa. Para os dois, aquilo indicava uma possessão demoníaca. Falaram sobre o cristianismo, Deus e o demónio e sobre a libertação dos males pela fé em Jesus Cristo.

Nossa Senhora visita Santa Isabel e a Devoção dos cinco primeiros sábados

     O Evangelho de São Lucas narra que a Virgem Maria, após receber a notícia sobre a concepção de sua prima, “levantou-se e foi com pressa para a região montanhosa, para uma cidade de Judá, e ela entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel” (Lucas 1, 39-40).
     Nossa Senhora recebeu a mensagem da gravidez de Santa Isabel quando residia em Nazaré; Santa Isabel morava em Ein Karem na época, e a distância entre as duas aldeias é de aproximadamente 150 quilômetros. 
     Ein Karem fica nos arredores de Jerusalém a 754 m acima do nível do mar, enquanto Nazaré está a 346 m. Portanto, Maria Santíssima teve que enfrentar um íngreme percurso. Além disso, o caminho tinha muitos perigos ocultos. O caminho de terra que cruzava a região montanhosa era um local para os bandidos que surpreenderiam os viajantes desavisados.

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 2 DE JUNHO

 

Oração da manhã para todos os dias 

Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 

As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
2 – Sexta-feira – Santos: Marcelino, Pedro, Erasmo
Evangelho (Mc 11,11-26) “Ele viu uma figueira coberta de folhas e foi ver se encontrava algum fruto. Encontrou somente folhas, pois não era tempo de figos.”
O fato parece sem sentido, pois não era tempo de figos. Mas Jesus, à maneira do antigos profetas, faz um gesto simbólico. Na Bíblia antiga, a figueira era símbolo do povo que não produzia os frutos esperados pelo Senhor. Podemos transferir a figura para nós. Temos de ver se estamos produzindo os frutos esperados por Deus, que de tantos modos cuida de nós e nos faz tantos favores.
Oração
Senhor meu Deus, tenho recebido muito de vossa bondade, dons naturais e espirituais, inspirações e ajudas. Reconheço que não tenho correspondido devidamente a tantos cuidados comigo, e não produzi os frutos que tínheis direito de esperar de mim. Perdoai-me tanta inércia e ingratidão. Peço ajuda vossa, para que daqui em diante eu seja bem mais dedicado ao vosso serviço. Amém.

quinta-feira, 1 de junho de 2023

REFLETINDO A PALAVRA -“Felizes os que temem o Senhor!”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
PADRE JOSÉ OSCAR BRANDÃO(+)(Ao lado)
REDENTORISTAS AO LADO DO SENHOR
Deus é família
 
Após o Natal celebramos a festa da Sagrada Família. Não se trata só de celebrar um “santo” do calendário, mas compreender, através da Família de Nazaré, um pouco mais do mistério da Trindade Santa. A Palavra de Deus ensina-nos que Jesus veio ao mundo através de uma família. A Palavra Encarnada educa-nos pela Palavra escrita, apontando para nós condições de viver a Palavra na família que construímos. Deus, para explicar-nos quem Ele é, diz de Si que é Pai, Filho e Espírito em tal comunhão que formam um só Deus. Jesus, para revelar o Pai, se fez Homem numa família. Por isso, se eliminarmos a família, não saberemos mais como é Deus, pois Deus é uma Família. “A família é imagem de Deus que em seu mistério mais íntimo não é uma solidão, mas uma família” (Doc.de Aparecida, 434). Por isso entendemos a responsabilidade de construir verdadeiras famílias. Se há crise na família, podemos ver que seu fundamento é a falta daquilo que Deus colocou na família que é o amor. O tratamento que temos para com os familiares, pais, idosos, está ligado diretamente com o relacionamento com Deus no perdão, no atendimento das preces e a prosperidade da vida (Eclo 3,3-7.14-17). A vida na família cristã se constrói nas virtudes humanas e cristãs. Impossível ser família cristã se não desenvolver os relacionamentos humanos, pois são seu fundamento e base de crescimento. 
Família base da Igreja 
O Documento de Aparecida reafirma que “a família é a primeira e mais básica comunidade eclesial. Nela se vivem e se transmitem os valores fundamentais da vida cristã, ela se chama Igreja doméstica” (Doc Ap 204). Sua missão se realiza no mundo (Doc Ap. 210), tendo como primeiro apostolado, viver como família. Isto está acima de práticas espirituais e atividades pastorais, que não deixam de ser importantes. “A família constitui um dos tesouros mais valiosos dos povos latino-americanos” (Doc Ap 204). Jesus vai ao templo, a casa do Pai (Lc 2,49) pela qual Ele tem grande zelo (Jo 2,17). Mas o lugar de seu crescimento em sabedoria, estatura e graça diante de Deus e dos homens (Lc 9,52) . Este crescimento acontece dentro de sua casa, na sua família. Do mesmo modo, o lugar de viver a vida cristã é dentro da família, onde praticamos as virtudes fundamentais de vida cristã em comunidade, sintetizadas no amor. Isto constitui a Igreja doméstica na qual Jesus cresceu. Somos preocupados com a prática religiosa e não nos incomodamos com a vida das famílias. 
Família de Nazaré é modelo das famílias. 
A Família de Nazaré é modelo de nossas famílias. Nas dificuldades ela ensina a procurar Jesus. Jesus aos 12 anos vai com o pai e a mãe a Jerusalém. Aos 12 anos é um adulto, Maria e José não só o procuraram no templo, mas procuraram encontrá-lo em sua normalidade humana-divina. Penso que em Nazaré sua vida era um contínuo buscar Jesus. Nós, em nossa frágil existência humana, continuamos procurando Jesus, fazendo-o crescer, em nós, em sabedoria, estatura e graça diante de Deus e dos homens (Lc. 2,52). Maria é modelo da escuta da palavra: “Ela conservava a lembrança de todos esses fatos em seu coração” (v.51). Os acontecimentos da vida devem ser curtidos no coração, no altar de Deus que está dentro de nós. Creio que devemos amar muito Maria e José com o Menino, mas é preciso tirá-los um pouco do altar florido e conhecê-los no altar do dia a dia de Nazaré. 
Leituras: Eclesiástico 3,3-7.14-17ª; Salmo 127;
Colossenses 3,12-21; Lucas 2,41-52, 
1. Após o Natal celebramos a S. Família. Aprendemos um pouco mais sobre a Trindade. Jesus veio ao mundo em uma família. Conhecemos Deus como Pai, Filho e Espírito em comunhão. Jesus se revela vivendo como família. Se eliminarmos a família, não saberemos como Deus é. A família é imagem de Deus. O relacionamento familiar está ligado diretamente ao relacionamento com Deus no perdão, no cuidado e na prosperidade da vida através das virtudes humanas e cristãs. 
2. A família é a base da Igreja, pois nela se vivem os valores fundamentais da Igreja Doméstica. O apostolado da família é viver em família. É um tesouro valioso. Jesus vai ao templo, casa do Pai. Mas seu lugar de crescer foi na família.
3. A família de Nazaré é modelo, mesmo quando estamos em dificuldades. Ela procura Jesus. Quando perdido, vão procurá-lo no templo, mas sua procura maior é encontrá-lo no dia a dia da família. Nós continuamos esta procura para que cresça em nós. Maria é modelo da escuta. Os ensinamentos devem ser curtidos no coração, no altar de Deus dentro de nós. É preciso colocar a S.Família em nossa vida, como era em Nazaré 
Moleque danado 
Celebrando a festa da Sagrada Família, nós ouvimos a narrativa da perda e do encontro de Jesus no templo. É incômodo esse fato. Por que Ele se deixa ficar e se manifesta no templo, entre os doutores. Jesus é o Senhor glorioso que vem a seu templo. Ele é o novo templo no qual temos o encontro com Deus na sabedoria e na graça. Maria e José, aflitos, o procuraram por três dias. Os discípulos o perderam por três dias, da morte à ressurreição. A procura de Deus é o caminho para a solução dos grandes problemas da família. Procurarmos Deus, nós o encontraremos dentro de nossas casas no respeito aos mais velhos, no cuidado com as crianças, no amor aos pais e na prática das virtudes domésticas. Assim poderemos crescer em sabedoria, idade e graça diante de Deus e diante dos homens. 
Homilia da Sagrada Família (27.12.2009)

EVANGELHO DO DIA 1 DE JUNHO

Evangelho segundo São Marcos 10,46-52. 
Naquele tempo, quando Jesus ia a sair de Jericó com os discípulos e uma grande multidão, estava um cego, chamado Bartimeu, filho de Timeu, a pedir esmola à beira do caminho. Ao ouvir dizer que era Jesus de Nazaré que passava, começou a gritar: «Jesus, Filho de David, tem piedade de mim». Muitos repreendiam-no para que se calasse. Mas ele gritava cada vez mais: «Filho de David, tem piedade de mim». Jesus parou e disse: «Chamai-o». Chamaram então o cego e disseram-lhe: «Coragem! Levanta-te, que Ele está a chamar-te». O cego atirou fora a capa, deu um salto e foi ter com Jesus. Jesus perguntou-lhe: «Que queres que Eu te faça?». O cego respondeu-Lhe: «Mestre, que eu veja». Jesus disse-lhe: «Vai: a tua fé te salvou». Logo ele recuperou a vista e seguiu Jesus pelo caminho. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São João Cassiano (360-435) 
Fundador de mosteiro em Marselha 
Sobre a oração, cap. X; SC 54 
Uma oração para todos os estados 
Para estardes sempre na presença de Deus, podeis propor-vos continuamente a seguinte fórmula de piedade: «Deus, vinde em nosso auxílio. Senhor, socorrei-nos e salvai-nos!». Este curto versículo foi especialmente escolhido de entre todo o corpo das Escrituras porque exprime os sentimentos a que a natureza humana é suscetível, adaptando-se muito bem a todos os estados e convindo a todo o género de tentações. Encontramos nele um pedido de socorro a Deus contra todos os perigos, uma confissão humilde e piedosa, a vigilância da alma sempre desperta e penetrada de temor contínuo, a consideração da nossa fragilidade; ele refere igualmente a confiança em ser escutado e a segurança do socorro sempre e em tudo presente, pois aquele que não cessa de invocar o seu Protetor tem a certeza de O ter perto de si. Esta é a voz do amor e da caridade ardente; é o grito da alma que tem os olhos abertos às armadilhas que lhe foram colocadas, que treme perante os inimigos e que, vendo-se assolada por eles dia e noite, confessa que não poderia escapar-lhes se o Defensor não viesse em seu auxílio. Para todos aqueles que são atacados pelo demónio, este versículo é uma fortaleza inexpugnável, uma couraça impenetrável e o mais sólido dos escudos. Em suma, é útil e necessário em todas as circunstâncias. Porque desejar ser ajudado sempre e em todas as coisas é afirmar claramente que se tem necessidade do auxílio divino, tanto quando as coisas são favoráveis e sorriem como nas provas e nas tristezas: só Deus nos afasta da adversidade, só Ele faz durar a nossa alegria; num e noutro caso, a fragilidade humana não se sustém sem o auxílio divino.

Beata Hildegarda Burjan

"Queridos irmãos e irmãs, hoje em Viena está sendo proclamada Beata, Hildegarda Burjan que viveu no século XIX e fundou a sociedade das Irmãs da Caridade Social. Aclamemos ao Senhor por este testemunho do Evangelho. Ela que foi: esposa, mãe, política, pioneira do serviço social na Áustria e testemunho de amor aos irmãos, principalmente os mais pobres.”
Papa Bento XVI – 31 de janeiro de 2012 
Hildegarda nasceu no seio de uma família judia de classe média alta que não praticava nenhuma religião. Aos seis anos viu da janela de seu quarto, monjas rezando no jardim de um mosteiro vizinho à sua casa. Queria saber quem eram e o que faziam. A mãe respondeu que eram monjas e que estavam rezando para seu Deus. Então falou: “Se essas mulheres tão bonitas estão rezando para Deus, então Deus deve ser bonito e como deve ser bonito quando se pode rezar a Deus!” Fez ainda muitas perguntas sobre Deus, mas a mãe retirou-a da janela dizendo que sobre isso poderia ler nos livros mais tarde. Expressou chorando: “Deus, eu também queria rezar!”

01 de junho - São Teobaldo Roggeri

São Teobaldo nasceu por volta de 1100 em Vicoforte, então chamado Vico, na província de Asti, e pertencia à família Roggeri, da pequena nobreza local. Ainda criança, ficou órfão de ambos os pais. Com a idade de doze anos, sozinho, mudou-se para Alba, onde passou a trabalhar na oficina de um sapateiro que o recebeu em sua casa. Quando seu benfeitor morreu, a viúva lhe disse que gostaria de vê-lo casado com sua filha Virida, Teobaldo, recusou-se e foi como um peregrino a Santiago de Compostela, mendigando de porta em porta. Voltando a Alba, ele decidiu fazer-se carregador, considerado o mais humilde entre os ofícios. Com a renda limitada de seu trabalho, ele ajudava os pobres, dormindo ao ar livre no adro da aldeia. Um dia, arrependido de ter reagido a uma ofensa, como penitência, começou a dormir na pedra da escadaria da igreja de San Lorenzo, onde também servia como sacristão. Uma noite, quando ele foi visitar a viúva do sapateiro, ele foi atingido por uma doença grave, como pouco se alimentava, não resistiu e morreu com apenas 50 anos. Era o ano de 1150. Segundo seus desejos, ele foi enterrado no espaço entre as duas igrejas de San Lorenzo e San Silvestro. Seu culto foi oficialmente reconhecido em 1841. São Teobaldo Roggeri é considerado o protetor dos sapateiros, carregadores e mendigos.

São Panfílio de Cesaréia, Sacerdote, Mártir (+ 308), 1º de Junho

Panfílio nasceu em Bêrut, na Fenícia (atualmente Beirute, Líbano). Após concluir brilhantes e profundos estudos nas escolas de Alexandria, foi ordenado padre da Igreja de Cesaréia. Ele foi um dos belos exemplos da aliança entre a filosofia e o dogma cristão. Ninguém melhor que ele soube unir o amor à Ciência a essas virtudes evangélicas que constituem a personalidade dos verdadeiros discípulos de Jesus Cristo. Nosso santo montou uma enorme biblioteca composta dos melhores autores, sobretudo religiosos. O alvo de seus estudos e pesquisas era somente a defesa da fé. Deve-se a este homem ilustre a correção da versão das Sagradas Escrituras dita Septuaginta. Foi de sua preciosa biblioteca que o historiador Eusébio, discípulo de Panfílio, tirou todos os documentos de que precisou para escrever a história dos primeiros séculos. A todos os seus trabalhos intelectuais, Panfílio adicionava exercícios de piedade e de penitência. Seu único bem eram seus livros. Ele havia distribuído aos pobres todo o seu rico patrimônio e vivia na solidão, repousando do peso de seus dias árduos em meio às orações da noite. O sábio piedoso estava preparado para os santos combates de Cristo.

JUSTINO DE ROMA Padre da Igreja, Mártir e Santo 103-164

Filósofo palestino, autor de duas Apologias 
e do Diálogo com Tryphon, mártir (103-167).
Justino nasceu na cidade de Flávia Neápolis, na Samaria, Palestina, no ano 103, início do século II, quando o cristianismo ainda se estruturava como religião católica. Tinha origem latina e seu pai se chamava Prisco. Ele foi educado e se formou nas melhores escolas do seu tempo, cursando filosofia e especializando-se nas teorias de Platão. Tinha alma de eremita e abandonou a civilização para viver na solidão. Diz a tradição que foi nessa fase de isolamento que recebeu a visita de um misterioso ancião, que lhe falou sobre o Evangelho, as profecias e seu cumprimento com a Paixão de Jesus, abalando suas convicções e depois desaparecendo misteriosamente. Anos mais tarde, acompanhou uma sangrenta perseguição aos cristãos, conversou com outros deles e acabou convertendo-se, mesmo tendo conhecimento das penas e execuções impostas aos seguidores da religião cristã.

JOÃO BAPTISTA SCALABRINI Sacerdote, Fundador, Santo 1839-1905

Bispo de Piecenza, 
fundador dos missionários de São Carlos Borromeu, 
beatificado em 1997 (1839-1905).
João Batista Scalabrini, nasceu perto de Como, Itália, em 8 de julho de 1839. A sua família era humilde, honesta e cristã. Ele desejou tornar-se padre e entrou no seminário diocesano, no qual se distinguiu pela inteligência e perseverança. Foi ordenado sacerdote em 1863. Iniciou o apostolado como professor do seminário e colaborador em paróquias da região. Possuía alma de missionário, mas não conseguiu realizar sua vontade de ser um deles na Índia. Scalabrini foi designado pároco da paróquia urbana de São Bartolomeu em 1871. Seu ministério foi marcante e priorizou a catequese da infância e da juventude. Atento aos inúmeros problemas sociais do seu tempo, escreveu vários livros e publicou até um catecismo. Ao ser nomeado bispo de Piacenza, ficou surpreso. Tinha trinta e seis anos e lá permaneceu quase trinta como pastor sábio, prudente e zeloso. Reorganizou os seminários, cuidando da reforma dos estudos eclesiásticos. Foi incansável na pregação, administração dos sacramentos e na formação do povo. Scalabrini, como excelente observador da realidade de sua época, fundou um instituto para surdos-mudos e uma organização assistencial para mulheres abandonadas das zonas rurais, pertencentes à sua diocese.

ANÍBAL MARIA DI FRANCIA Sacerdote, Fundador, Beato (1851-1927)

Aníbal Maria Di Francia nasceu em Messina (Itália) aos 5 de julho de 1851. Foram seus pais, a nobre senhora Anna Toscano e o cavalheiro Francisco, marquês de S. Catarina de Jonio, vice-cônsul pontifício e capitão honorário da marinha. Aníbal, terceiro de quatro filhos, ficou órfão aos 15 meses pela morte prematura do pai. A amarga experiência infundiu no animo precoce do menino, uma particular ternura e um especial amor para com os órfãos e crianças abandonadas que caracterizaram não só a sua vida, mas todo o seu sistema educativo. Desenvolveu grande amor a Jesus Sacramentado, tanto que recebeu autorização — excepcional naquele tempo — de comungar diariamente. Muito jovem ainda, diante de Jesus Sacramentado solenemente exposto, recebeu a graça especial que podemos definir como a inteligência do Rogate (Rogai): «A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai [Rogate], pois, ao dono da colheita que mande trabalhadores para a sua colheita» (Mt 9, 38; Lc 10, 2). Estas palavras do Evangelho constituíram a intuição fundamental, o carisma ao qual dedicou toda a sua vida. Dotado de grande genialidade e notáveis capacidades literárias, apenas ouviu a chamada do Senhor, respondeu pronta e generosamente, adaptando os talentos ao seu ministério. Completados os estudos, aos 16 de março de 1878, foi ordenado sacerdote.

COROINHA AO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS - JUNHO - MÊS DEDICADO AO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

I – Ó meu Jesus que dissestes: “Em verdade eu vos digo, pedi e recebereis, procurai e achareis, batei e vos será aberto!”, eu bato, procuro e peço a graça… Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai. Sagrado Coração de Jesus, confio e espero em vós. 
II – Ó meu Jesus que dissestes: “Em verdade eu vos digo, tudo o que pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vos concederá!”, ao vosso Pai, em vosso nome, eu peço a graça… Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai. Sagrado Coração de Jesus, confio e espero em vós. 
III – Ó meu Jesus que dissestes: “Em verdade eu vos digo, passará o Céu e a Terra, mas minhas palavras não passarão!”, apoiado na infalibilidade de vossas palavras, eu peço a graça… 
Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai. 

No mês do Sagrado Coração de Jesus, uma convocação

     Monges da Trapa de Sept-Fons, França, fizeram ao Padre Mateo Crowley Boevey, um Apóstolo do Sagrado Coração que dedicou sua vida inteira pela entronização da devoção à Ele, como nós, religiosos contemplativos, que não temos mais relação alguma com o mundo exterior, podemos ser apóstolos do Sagrado Coração? Eles diziam isto porque chegara até eles as maravilhas realizadas em sua obra de entronização do Sagrado Coração. O Padre Mateo viajou por muitos lugares fazendo um intenso apostolado ativo, o que trazia dúvidas quanto a eficácia de suas vidas contemplativas e reclusas.
     Quando ouviu a pergunta, Padre Mateo ficou perplexo. Afinal percebeu que os monges estavam questionando a forma de viver para se tornarem apóstolos. Eles questionaram até o Padre dar-lhe a resposta. Na época não havia gravadores, então um monge fez um resumo da conferência do Padre Mateo. 
É o que segue:
     Ora essa! Respondeu-nos o padre, estais confinados por amor a Jesus, o prisioneiro do amor, e, por causa deste sacrifício, estaríeis privados dos méritos dos apóstolos? Impossível! Seria uma injustiça! Não apenas podeis ser apóstolos, mas é este vosso grande dever!
     De fato, o que é ser um apostolo? É uma voz que ressoa? É alguém que se agita, que faz barulho, um semeador que corre aqui e ali para semear a boa semente? Mil vezes não! Converter as almas, ganhá-las para Jesus Cristo, é uma obra sobrenatural. Ora, o sobrenatural não se faz senão pelo sobrenatural. A ciência, a eloquência não bastam aqui. Não é de sábios nem de grandes oradores que precisamos, sobretudo na hora atual, mas de santos. Um apóstolo é um cálice cheio de Jesus, transbordando sobre as almas sua super plenitude. Enchei-vos de Jesus, enchei-vos de vida divina, e sereis apóstolos.

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 1 DE JUNHO

 

Oração da manhã para todos os dias 

Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 

As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
1 – Quinta-feira – Santos: Justino, Cândida, Herculano de Piegaro
Evangelho (Mc 10,46-52) “– Que queres que eu te faça? O cego respondeu: – Rabuni, que eu veja!”
A pergunta de Jesus ao cego Bartimeu é feita também a mim. Que espero dele, de que preciso? Na resposta estará contida também a ideia que tenho de mim mesmo, de minhas possibilidades e esperanças. E principalmente deverá ser uma resposta de fé: preciso de tudo mesmo, minha vida não está em minhas mãos, e só ele, Filho de Deus, poderá transformar-me para a verdade e a vida.
Oração
Senhor Jesus, Mestre, creio que sois o Filho de Deus, caminho, verdade e vida para mim, fora de quem não tenho esperança. Abri meus olhos para ver, meu coração para amar; dai forças a meus pés e a minhas mãos para caminhar e fazer. Confio em vosso poder e em vossa bondade. Quero ir convosco, viver como vivestes e me ensinais. Não quero continuar sentado à beira da estrada.