A temática desta
Quaresma está voltada para as alianças de Deus com o homem. Essas alianças não
são somente gestos rituais ou palavras de efeito, mas compromisso. Deus quis Se
comprometer. A promessa de Deus a Noé destina-se à garantia de não haver mais
castigo: “não haverá mais dilúvio para destruir a terra” (Gn 9,11). É uma
promessa e uma certeza, pois Deus dependurou o arco no céu. O arco-íris lembra
a arma de guerra, o arco. Deus é totalmente a favor do homem. Não sonha
destruição. É uma certeza porque as ações de Deus que virão depois serão sempre
de maiores libertações, culminando com a morte redentora de Cristo. O tempo da
Quaresma é chamado pela oração da missa (em latim) de “sacramento da Quaresma”
É um tempo que lembra e realiza a palavra anunciada e o rito celebrado. As
promessas de Deus continuam vivas e atuantes. Na celebração da Quaresma
entramos em contato com essas alianças e com a libertação que elas trazem.
Pedro, em sua primeira carta, explica que o batismo já fora prefigurado pela
arca de Noé: “À arca corresponde o batismo que hoje é vossa salvação” (1Pd
3,21). Analisando as antigas promessas, percebemos como explicam a redenção que
Cristo nos trouxe. Por isso a liturgia as assume para fazer-nos compreender
esse mistério.
Tentações de Cristo, tentações do homem
Iniciamos a Quaresma com
a narrativa da tentação de Jesus. Marcos não fala de três tentações, mas que “O
Espírito levou Jesus para o deserto. E ele ficou no deserto durante quarenta
dias e aí foi tentado por Satanás. Vivia entre os animais selvagens e os anjos
o serviam” (Mc 1,12-13) Em poucas palavras ensina a teologia, a psicologia e a
dinâmica da tentação. Há sempre em Deus uma proposta de vida que deve ser
acolhida e realizada. Tudo fazemos sob a ação do Espírito. O deserto é o lugar
do encontro com Deus, momento da tentação e da definição pela aliança com Ele.
A tentação não vem de Deus. Ela coloca todo nosso ser em tensão de acolhimento
ou recusa. A proposta de Deus deve ser acolhida com abertura total. Trata-se da
perda para ter o ganho. Cristo foi tentado em sua realidade humana. O numero 40
está a dizer completo, isto é, toda sua vida. Ser tentado e vencer foi para
Cristo, a demonstração de sua entrega total ao Pai, em tudo e por tudo.
S.Agostinho explica a teologia da tentação: Cristo assumiu em si nossas
tentações e nós vencemos com Ele. Já encerramos esse capítulo. Falta agora ir
distribuindo essa vitória em todos os outros atos nos quais devemos optar. Não
há tentação invencível.
Convertei-os e crede no Evangelho.
Jesus foi conduzido pelo
Espírito. Para vencer a tentação temos a presença do
Espírito Santo. Ele nos guia para encontrar as respostas adequadas quando devemos decidir pelo bem ou pelo mal. A Bíblia diz: “ponho diante de ti o bem e o mal; “tu, busca a vida” (Dt 30,15.19). Conversão não é tanto um processo de arrependimento permanente, mas uma capacidade de sempre escolher melhor. Não ficar só no chorar o leite derramado, mas tomar o que somos e fazer crescer. A conversão é do positivo ao sempre melhor. Inclui também sair do mal, mas toda saída inclui um passo adiante. Por isso Jesus inicia sua pregação convidando a ir em diante, mesmo se não sabemos bem o caminho. A busca é a força da conversão.
Espírito Santo. Ele nos guia para encontrar as respostas adequadas quando devemos decidir pelo bem ou pelo mal. A Bíblia diz: “ponho diante de ti o bem e o mal; “tu, busca a vida” (Dt 30,15.19). Conversão não é tanto um processo de arrependimento permanente, mas uma capacidade de sempre escolher melhor. Não ficar só no chorar o leite derramado, mas tomar o que somos e fazer crescer. A conversão é do positivo ao sempre melhor. Inclui também sair do mal, mas toda saída inclui um passo adiante. Por isso Jesus inicia sua pregação convidando a ir em diante, mesmo se não sabemos bem o caminho. A busca é a força da conversão.
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