Santo Irineu era discípulo de São Policarpo, bispo de Esmirna, e quase contemporâneo dos apóstolos. Era sacerdote de Lyon, quando o santo bispo Potino ali foi martirizado pela metade do segundo século, com um grande número de fiéis. Esses mártires, consultados pelos cristãos da Ásia Menor, se haviam cabalmente pronunciado contra a heresia dos montanistas. Mas como não ignorassem que todas as Igrejas do mundo estão obrigadas a concordar com a Igreja Romana, escreveram ao Papa Eleutério que ocupava, então, o lugar de príncipe dos Apóstolos. Escolheram para levar as cartas a Roma o mais ilustre personagem do clero de Lyon e Viena, Santo Irineu, que recomendaram vivamente ao Papa, louvando seu zelo pela lei de Jesus Cristo. Muito se admira quando se pensa que em tempo tão calamitoso, no mais aceso da perseguição, estando já morto o bispo Potino, e, por conseguinte, viúva esta igreja, e quando os principais vultos do clero, presos e encerrados em horríveis calabouços, esperavam de uma hora para outra serem degolados ou atirados às feras, tivessem querido privar esta cristandade desolada de pessoa tão necessária, o que nos leva a crer que esta legação tinha ainda por objectivo o interesse de sua igreja. Após a morte de Potino, a principal solicitude dos santos confessores e de todo o clero foi dar a este rebanho atribulado um novo pastor que pudesse preservá-los de completa destruição, e terminada a tempestade, levar o redil as ovelhas dispersas, e reparar as perdas com novas conquistas. Ninguém mais adequado do que Irineu. Foi, pois, escolhido, de comum acordo, pelos mártires e pelo clero para suceder a Potino. Devendo, pois, ir a Roma para receber a ordenação do santo Papa Eleutério, encarregaram-no das cartas concernentes aos assuntos da religião e prestando, segundo os requisitos das regras da Igreja, um testemunho autêntico de sua fé, piedade e mérito. Santo Irineu compôs contra as principais heresias do tempo uma refutação completa em cinco livros. Eis o conteúdo e modo de exposição: a unidade de Deus, criador do céu e da terra, é proclamada por todos os séculos e todos os homens. A Igreja católica é a fiel depositária dessa tradição universal. A santidade é inseparável dessa Igreja. A Igreja é universal. É apostólica. Para confundir todos os hereges, basta a tradição da Igreja romana. (...) (...) Santo Irineu, após haver defendido a fé contra os hereges da época, após havê-la propagado nas Gálias pelos homens apostólicos que enviou de um lado a outro, como por exemplo os Santos Ferreol e Ferrúcio a Besançon, os Santos Félix, Fortunato e a Quileu, A Valência, selou, por fim, com o seu sangue durante a perseguição de Severo. O que torna sua glória ainda mais resplandecente é que quase todo o povo morreu mártir com ele. Uma antiga inscrição, que se vê em Lyon, na entrada de sua igreja, traz o nome de dezanove mil homens, sem contar as mulheres e os filhos. Seu sangue corria em rios nas praças públicas. Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XI, p. 245-246-253
quarta-feira, 28 de junho de 2017
LEÃO II Papa, Santo + 683
O papa Leão II era filho de um médico chamado Paulo e nasceu na Sicília. Os outros poucos dados que temos sobre ele foram extraídos do seu curto período à frente do governo da Igreja de Roma, quase onze meses. Em 681, ele já estava em Roma, onde exercia a função de esmoler-mor da Igreja. Era um homem extremamente culto, eloquente, professor de ciências, profundo conhecedor de literatura eclesiástica. Além de falar fluentemente o grego e o latim, era especialista em canto e salmodia. Por tudo isso os historiadores entendem que ele deve ter sido um mestre em alguma escola teológica cristã, de seu tempo e sua região. Foi eleito dias após a morte do papa Ágato. Mas o centro do império, em Constantinopla, opunha-se à sua posse, por não ter tido tempo suficiente para influenciar na escolha do sucessor ao pontificado, como seria mais conveniente aos interesses dos bispos do Oriente. Então, num verdadeiro ato de chantagem, o imperador exigiu uma compensação financeira. Um ano demoraram as negociações entre Roma e Constantinopla, até que o imperador desistiu da absurda exigência e o papa Leão II pôde assumir o governo da Santa Sé, sendo consagrado em 17 de agosto de 682. Sua primeira providência foi confirmar o VI Concílio Ecuménico. Enalteceu de maneira mais didáctica os argumentos do seu antecessor, aliviando a tensão que se formara com os bispos do Oriente. Depois, instituiu a aspersão da água benta nos ritos litúrgicos e sobre o povo. Também conseguiu que a escolha do bispo de Ravena ficasse sujeita à determinação de Roma e não por indicação política, como ocorria na época. E ainda fez valer sua autoridade diante do abuso do poder dos bispos usurpadores dos bens da Igreja. Zelou pela pureza da fé e dos costumes, dando ele próprio o exemplo, confortando os pobres com vigoroso socorro espiritual e material, por meio de obras de caridade financiadas pela Igreja. Mandou restaurar a igreja de Santa Bibiana especialmente para acolher as relíquias dos santos mártires Simplício, Faustino e Beatriz, que ainda estavam sepultados num campo que antes fora um templo pagão. Além disto, por ter muita devoção pelos soldados mártires são Sebastião e são Jorge, propagou-a entre os fiéis, que passaram a considerá-los padroeiros dos militares. O papa Leão II morreu no dia 3 de julho de 683, sendo festejado como santo pela Igreja no dia do seu trânsito.
VICÊNCIA GEROSA Religiosa, Fundadora, Santa 1784-1847
Catarina Gerosa nasceu em 29 de outubro de 1784, em Lovere, no norte da Itália. Reservada e tímida, viveu um período da sua infância atrás do balcão do pequeno comércio da família. De saúde muito débil, não podia estudar. Modesta e caridosa, vivia uma espiritualidade simples, desenvolvida na missa, que frequentava todos os dias. Os anos seguintes à invasão napoleónica da Itália mudaram sua vida. A crise económica levou à morte primeiro seu pai, depois sua irmã Francisca e, por último, em 1814, também sua mãe. Apesar da tragédia pessoal, com ânimo e fé inabalável, Gerosa aceitou tudo com resignação. Confiante em Deus, sofreu no silêncio do seu coração, encontrando forças na oração e na penitência. Teve o grande amparo de seu confessor e orientador espiritual, que pediu ajuda a Gerosa nas actividades religiosas desenvolvidas pela paróquia às jovens carentes. Com zelo, ela organizou um oratório feminino com encontros de orações e palestras religiosas. Foi lá que, em 1824, conheceu Bartolomeia Capitanio. Era uma jovem professora de dezassete anos, nascida também numa família humilde, em Lovere. Desde menina, pensava em dedicar-se a praticar a caridade aos pobres e aos doentes. Por isso se diplomou professora no colégio das clarissas de sua cidade natal. Conheceram-se por meio do pároco, porque ele queria que Gerosa criasse alguns grupos de orações para jovens. Ele sabia que Bartolomeia havia criado uma escola para instruir e dar formação religiosa às meninas pobres e abandonadas. Lá, Gerosa daria orientação nas práticas das actividades domésticas. A escola tornou-se um centro de encontro para jovens e muitos grupos de orações também foram criados. Estavam tão empenhadas em auxiliar os pobres e enfermos que foram chamadas para ajudar no hospital de Lovere. Na oportunidade, tiveram a inspiração de dar vida a uma comunidade religiosa feminina do tipo das irmãs de caridade vicentinas. A situação política, entretanto, era desfavorável, não permitia essa interdependência. Com muita dificuldade, junto com a companheira, Gerosa fundou, em 1827, um novo instituto religioso regular, para dar assistência aos doentes, instrução gratuita às meninas abandonadas, fundar orfanatos e dar assistência à juventude. Foi chamado de Instituto das Irmãs de Maria Menina, com sede em Lovere e com as regras escritas por Bartolomeia. Para evitar objecções de carácter político, o instituto foi fundado autónomo. E assim independente ele permaneceu, cresceu e se difundiu nos anos subsequentes. Mas, em 1833, Bartolméia morreu, com apenas vinte e seis anos de idade. Gerosa continuou sozinha, recebendo, mais uma vez, o apoio e o estímulo de seu orientador espiritual. O instituto estabeleceu-se e recebeu aprovação canónica em 1840. Catarina Gerosa emitiu os votos, vestiu o hábito e tomou o nome de Vicência, sendo eleita madre superiora. Morreu depois de uma longa doença, em 28 de junho de 1847, e foi sepultada ao lado da co-fundadora, no santuário da Casa-mãe, em Lovere. Actualmente, o Instituto das Irmãs da Caridade das Santas Bartolomeia Capitanio e Vicência Gerosa, ou Irmãs de Maria Menina, actua em toda a Europa, África, Ásia e nas Américas. Santa Vicência Gerosa é celebrada no dia de sua morte e foi canonizada pelo papa Pio XII em 1950. http://www.paulinas.org.br/
MARIA PIA MASTENA Religiosa, Fundadora, Beata (1881-1951)
Maria Pia Mastena nasceu em Bovolone, na província de Verona, Itália, a 7 de Dezembro de 1881. Dos pais da beata as testemunhas falam como de óptimos cristãos e muito fervorosos na prática religiosa e no exercício da caridade. Dos quatro irmãos, o último, Tarcísio, entrou na Ordem dos Frades Capuchinhos e morreu também ele com fama de santidade. A futura beata, em 19 de Março de 1891, recebeu com grande fervor a primeira comunhão, por ocasião da qual emitiu privadamente o voto de castidade. A 29 de Agosto recebeu o sacramento da Confirmação. Durante a adolescência foi assídua às funções religiosas e às actividades da paróquia, particularmente como catequista. Logo nela se fez sentir o chamado à vida religiosa, perseguindo o seu ideal marcado por uma forte devoção eucarística e à Sagrada Face. Pediu para entrar no convento na idade de 14 anos, mas foi aceita somente em 1901, como postulante, no Instituto das Irmãs da Misericórdia, de Verona. Com a licença dos Superiores, a 11 de Abril de 1903, no mesmo dia no qual — sem que o soubesse — voltava para o Céu a mística de Lucca, S. Gema Galgani, fez pessoalmente «voto privado de vítima». Vestiu o hábito religioso em 29 de Setembro de 1902, e a 24 de Outubro de 1903 emitiu os votos religiosos e foi-lhe imposto o nome de Ir. Passitea do Menino Jesus. A Beata viveu com generosa intensidade espiritual esta primeira etapa de vida religiosa e lembrar-se-á sempre dela como um tempo de graça e de bênção e sempre falará com estima e reconhecimento dos superiores e das coirmãs do Instituto das Irmãs da Misericórdia. O fervor encontrado neste Instituto levá-la-á a fazer em seguida o voto de buscar em tudo a coisa mais perfeita. Desenvolveu a tarefa de professora em diversos lugares do Veneto, e bem 19 anos transcorreu-os em Miane, dedicando-se também a um intenso apostolado entre os alunos de todas as idades, doentes e inábeis. Com a autorização dos seus Superiores e a permissão da Santa Sé, entrou, a 15 de Abril de 1927, no mosteiro Cisterciense S. Giacomo de Veglia, para secundar o seu anelo contemplativo. A 15 de Novembro de 1927, encorajada pelo Bispo de Vittorio Veneto, saiu do Mosteiro, retomou o ensino e passou à instituição de uma nova Congregação denominada Religiosas da Sagrada Face. Erecta canonicamente a 8 de Dezembro de 1936, depois de tantos sofrimentos, foi reconhecida como Congregação de Direito Pontifício a 10 de Dezembro de 1947. Toda a sua actividade seguinte foi dedicada à consolidação e à expansão da Congregação, promovendo novas iniciativas para os pobres, sofredores e doentes, confiando ao Instituto o carisma de «propagar, reparar, restabelecer a imagem do doce Jesus nas almas». Morreu em Roma, aos 28 de Junho de 1951. http://www.vatican.va
28 DE JUNHO – CONHECEU OS DISCIPULOS DE JESUS
Santo Irineu (130-202?) foi discípulo de São Policarpo, e este foi de S. João Evangelista. Assim testemunhou mais tarde: “...Posso dizer onde o bem-aventurado Policarpo se assentava para ensinar, como entrava e saía, quais eram sua conduta de vida e seu porte físico, que conversas mantinha com o povo, qual foi seu relacionamento com João e outros que viram o Senhor...”Irineu viveu na Ásia Menor durante o século II. Lutou para preservar a paz e a unidade da Igreja. Como simples presbítero, foi mandado a Roma a fim de ser o mediador perante o papa Eleutério (175-189) numa controvérsia relacionada com a heresia do Montanismo. Mas enquanto estava em Roma, rebentou na Gália (França atual) uma cruel perseguição contra os cristãos. Chegando a Lyon, o povo o aclamou bispo. Pastoreou vigilante o seu rebanho durante 25 anos, defendendo-o contra as heresias nascentes. Como bispo de Lyon, serviu novamente de mediador entre os bispos orientais e o papa Vítor (189-199) na questão sobre a Páscoa. Foi bem sucedido nessas mediações, graças ao seu jeito ponderado e calmo. Escreveu importantes obras e morreu mártir por volta de 202. Suas obras se conservam até hoje. Além de teólogo, foi um grande pacificador.
Oração: Senhor, vosso bispo Santo Irineu lutou eficazmente em favor da verdadeira doutrina e da paz na Igreja. Dai-nos o mesmo zelo ardente e a mesma fé inabalável na luta pela união e a concórdia.
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa-Venerável Padre Pelágio CSsR
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28 DE JUNHO: INJUSTIÇADO E MAL COMPREENDIDO
Sempre houve pessoas e até santos que não foram compreendidos pelos seus contemporâneos. Beato Eimerardo foi um desses. É um dos santos mais originais e esquisitos. Nasceu em Baden, na Alemanha no século X. Ordenou-se padre e começou a fazer romarias a pé. Depois foi ser monge, mas não quis usar o hábito da Ordem religiosa. O abade mandou dar-lhe uma surra e depois o mandou embora. Abandonado e sem apoio, retirou-se para a capela de uma aldeia a fim de viver como eremita. Um dia a capela amanheceu arrombada. Acusaram-no de cumplicidade e expulsaram-no da aldeia. Quando foi pedir um lugar na diocese, o bispo não o aceitou, horrorizado com o que se falava de suas esquisitices. Sua fama era de um homem estrambótico, teimoso e irrequieto.O povo o apelidou de “santo doido”.P. Eimerardo suportava as humilhações, calúnias e caçoadas sem se queixar. Achou finalmente um cantinho numa região abandonada, onde o deixaram em paz. Lá ele viveu até o ano 1019 como eremita, pregando para o povo e repartindo com os pobres seu último pedaço de pão. Conforme se conta, o bispo teria ido até ele para pedir desculpas pelos maus tratos e calúnias de que foi vítima.
Oração: Senhor, Tu és minha única esperança. Mesmo quando cansado, que eu procure sempre tua Face. Melhor ainda, que eu nunca fuja da tua Face. Amém!
Deram a vida pela Fé. Beatificados pelo papa João Paulo II:
- Beato Nicolau Charnetskyi (1884-1959): Em 1945 foi preso e torturado nos campos de concentração da Sibéria por ser considerado “agente do Vaticano”. Era bispo.
- Beato Ivan Ziatyk (1899-1952): Preso, condenado a trabalhos forçados na Sibéria, onde foi constantemente torturado.
- Beato Vasyl Velychkovskyi (1903-1973): Dedicou-se durante mais de vinte anos às missões entre opovo simples. Condenado ao fuzilamento, teve a pena comutada em prisão na Sibéria. Nomeado bispo, foi ordenado escondidamente num quarto de hotel. Sofrendo gravemente do coração, foi libertado. Mudou-se para o Canadá, onde faleceu.
- Beato Zenão Kovalyk (1903-1941): Confessor assíduo e pregador famoso, foi preso pelos comunistas em 1940. Morreu crucificado no corredor da prisão.
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa
Venerável Padre Pelágio CSsR
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Santa Vicência Gerosa, Virgem e Co-fundadora - 28 de junho
Santa Vicência nasceu em 29 de outubro de 1784 em Lovere, Itália, e foi batizada com o nome de Catarina; começou a estudar nas Beneditinas de Gandino, em Val Seriana, mas a saúde frágil a impediu de continuar e teve que voltar para Lovere. Este foi, em sua vida, o primeiro de muitos projetos que as circunstâncias revolviam continuamente.
Reservada e tímida, durante um período viveu contente atrás do balcão do pequeno comércio da família. Ela jamais havia pensado em tornar-se uma ‘fundadora’. O seu horizonte era Lovere, cidade do norte da Itália sujeita à República de Veneza. A empresa comercial que a família geria garantia aos Gerosa uma vida abastada. Mas, sob o ciclone napoleônico os negócios entram em crise, enquanto Lovere passava do domínio veneziano ao francês na República Cisalpina.
A crise econômica levou à morte seu pai, depois sua irmã Francisca e por último, em 1814, também sua mãe. Apesar da tragédia pessoal, com ânimo e fé inabalável ela aceitou tudo com resignação. Confiante em Deus sofreu no silêncio do seu coração, encontrando forças na oração e na penitência.
Quando Napoleão caiu, Lovere passou para o domínio do Império dos Habsburg. Naquele período, Catarina se dedicou ao ensino gratuito para jovens pobres, atividade de assistência e de formação religiosa encorajada por dois párocos sucessivos. Este empenho local lhe bastava, porque se revelava muito rico de estímulos e de desafios.
Eis que surge outro projeto que mudou o curso de sua existência. Em 1824, iniciou uma amizade com Bartolomea Capitanio, jovem professora de 17 anos, nascida também em Lovere. Desde menina Bartolomea pensava em dedicar-se à caridade junto aos pobres e aos doentes. Por isso se diplomou professora no colégio das Clarissas de sua cidade natal.
O encontro levou Catarina para uma nova aventura: criar um hospital, o que as duas conseguiriam alguns anos depois. Com os bens herdados da família Gerosa, Catarina teria possibilidade de fazê-lo, mas era necessário terem pessoal preparado para a assistência hospitalar.
Bartolomea tem um projeto bem claro: fundar um instituto religioso com os objetivos de dar assistência aos doentes, dar instrução gratuita às jovens, criar um orfanato, dar assistência à juventude. Ela convence a amiga, de maneira que no outono de 1827 o instituto nasceu e foi chamado de Instituto das Irmãs de Maria Menina, com sede em Lovere, e com as regras escritas por Bartolomea. Para evitar objeções de caráter político, o instituto foi fundado autônomo. E assim independente ele permaneceu, cresceu e se difundiu nos anos subsequentes.
Último e tremendo impacto: Bartolomea Capitanio morre no dia 26 de julho de 1833, com apenas 26 anos. Catarina Gerosa fica sozinha, tem pouca instrução, se sente quase velha, desejaria deixar tudo, mas, permanece, não desiste.
Decidida, Catarina acolheu as primeiras jovens e por sete anos a pequena comunidade seguiu a regra das Irmãs de Santa Maria Antida Thouret, até que em 1840 chegava o reconhecimento pontifício, e as Irmãs de Maria Menina tomam vida canonicamente com as regras escritas por Bartolomea Capitanio e com a direção de Catarina Gerosa, que emite os votos assumindo o nome de Irmã Vicência.
Já em 1842, embora fossem ainda poucas, são chamadas a Milão. O Arcebispo Cardeal Gaysruk (da alta aristocracia austríaca) desejava fazer delas uma instituição diocesana. Mas Irmã Vicência resiste: elas nasceram em Lovere e Lovere deve ser a sua casa, com as suas regras.
Quando Santa Vicência morreu, depois de uma longa doença, em 28 de junho de 1847, as Irmãs eram somente 171; no início do terceiro milênio são cerca de 5.200 religiosas.
Santa Vicência foi sepultada ao lado da co-fundadora no santuário da Casa-mãe em Lovere. Atualmente o Instituto das Irmãs da Caridade das Santas Bartolomea Capitanio e Vicência Gerosa, ou Irmãs de Maria Menina, atua em toda a Europa, África, Ásia e nas Américas.
Santa Vicência Gerosa é celebrada no dia de sua morte e foi canonizada por Pio XII no Ano Santo de 1950, junto com Santa Bartolomea Capitanio. A Congregação das Irmãs de Maria Menina e as dioceses de Brescia, Bergamo e Milão a recordam em 18 de maio.
Etimologia: Vicência – do latim, vitoriosa
Fonte: www.santiebeati.it/
ORAÇÃO DO DIA 28 DE JUNHO
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Pe. Flávio Cavalca de Castro, redentorista
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Oração da manhã para todos os dias
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
28 – Quarta-feira – Santos: Irineu
Evangelho (Mt 7,15-20) “Cuidado com os falsos profetas: Eles vêm até
vós vestidos com peles de ovelha, mas por dentro são lobos ferozes.”
Jesus hoje certamente diria: cuidado com os
pregadores e a salvação que anunciam; cuidado com os livros, jornais, tevês,
blogs, sites e vídeos que vocês frequentam. Nem tudo que dizem é verdade, nem
tudo que ensinam é bom. Precisa saber discernir, separar o bom do mau. E para
separar, precisa ter princípios válidos. Seria muito bom se eu procurasse fazer
uma revisão de meus critérios.
Oração
Senhor Jesus, nosso mundo é diferente
daquele vosso. Mas os desafios e os perigos continuam os mesmos. Precisamos de
sabedoria e bom senso, e de fé em vossas propostas; não podemos ser nem
ingênuos nem medrosos. Ajudai-nos a ser prudentes, espertos e coerentes, para
saber recolher o que há de bom, rejeitar e esquecer o que não nos faz nem
melhores nem mais felizes. Amém.
terça-feira, 27 de junho de 2017
NOSSA SENHORA SALVOU MINHA VIDA
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| PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO, REDENTORISTA VICE-POSTULADOR DA CAUSA VENERÁVEL PADRE PELÁGIO REDENTORISTA |
Durante as santas missões redentoristas pregadas numa cidade do Mato Grosso, todas as manhãs encostava junto à igreja um jeep bastante velho em cujo para-choque se lia:
“Nossa Senhora salvou minha vida”.
Um dia após a missa perguntei o significado desse letreiro, tão curioso quanto evangelizador. Então o dono jeep me contou:
- Foi um milagre que alcancei de Nossa Senhora, escapando de morrer sufocado. Eu tinha entrado num pequeno depósito sem janela, ao lado da minha casa, onde guardava latas de óleo queimado, estopa, querosene, peças velhas de carro etc. De repente pegou fogo numa dessas latas. Na pressa e na afobação para apagar o fogo, fui tostando as mãos, os braços etc. Não conseguindo apagar, tentei sair, mas a porta não queria abrir. O fumaceiro que se formou lá dentro, deve ter feito pressão, dificultando tudo. Minhas mãos queimadas e sangrando, já não tinham força para puxar a porta.
Gritei como podia, mas ninguém me ouvia lá fora. Prestes a cair desmaiado ali mesmo, sufocado e atingido pelo fogo, gritei por Nossa Senhora. No mesmo instante, como que por encanto, a porta se abriu sozinha e eu caí na soleira, sem sentidos. Foi quando os familiares se aperceberam da tragédia e correram para me socorrer.
O miraculado, não me lembrei de perguntar seu nome, mostrou nas mãos e no rosto as cicatrizes indeléveis das queimaduras, dizendo emocionado:
- Cheio de gratidão, vivo proclamando de todas as maneiras, a graça que recebi.
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REFLETINDO A PALAVRA - “Visita à Mãe de Deus”
Na
Igreja Oriental existe uma festa simpática no dia 26 de dezembro, chamada
visita à Mãe de Deus. Para a Igreja Oriental a devoção a Maria, com o título
Mãe de Deus, aparece em todas as orações. Reconhecemos a grandeza desta mulher
e nela, e de todas as mulheres, pois Jesus tomou dela sua carne. Este fato
também torna Jesus humano. Isso engrandece o feminino de cada mulher, pois,
como diz São Paulo, quando chegou a plenitude dos tempos, Deus enviou seu
Filho, nascido da mulher (Gl 4,4). A
humanidade do Filho de Deus foi dada pela Mulher Maria. Ao fazer esta visita
litúrgica e celebrativa a Maria, traz a memória do carinho da comunidade (que
bom se todos os que amam Jesus, amassem mais sua mãe) que tinha em seu seio
ainda viva a mãe de nosso amado Jesus. Como os pastores e os Magos, o povo de
Deus sempre cultivou grande carinho por ela. A oração da Ave Maria parece muito
bem um retrato desta visita. A saudação é hebraica: Shalom, Myriam! É a
saudação em que estão incluídas todas as bênçãos de Deus. É a saudação que lhe
dirige o Anjo. Quando se diz cheia de graça, se reconhece o que ela própria
disse (está na bíblia) “O Poderoso fez em mim grandes coisas, Santo é seu Nome (Lc 1,9). A saudação de Isabel (também está na bíblia) são
as palavras que não sabemos se o evangelista colheu da boca do povo ou ensinou
o povo a dizer, pois o evangelho foi escrito bem depois, depois de ter sido
vivenciado. “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre!(Lc 1,42) O povo de Deus que conheceu Jesus reconhecia sua mãe
no precioso dom de ter sido a escolhida para ser a Mãe e não uma barriga de
aluguel como dizem por aí. O povo cristão, ao venerar, amar e ter Nossa Senhora
bem no centro de sua fé, ao lado de Jesus, não faz mais que continuar a bela
tradição de seus amigos e vizinhos. Como Jesus era humano também e não só um
faz de conta, Maria o segue nesta simplicidade humana. Assim os cristãos a
viram e a amaram.
1045. Santa, Mãe de
Deus
Não
foi a Igreja quem inventou este título de Mãe de Deus, mas é a própria Palavra
de Deus que nos ensina, pois Isabel, ao receber a visita de Maria exclama: “De
onde me vem que a Mãe de meu Senhor venha me visitar?” (Lc 1,43): Senhor é a mesma palavra usada para Deus. Por isso
o povo cristão assim sempre a chamou. É a Theothócos, isto é, Mãe de Deus. Se
não a chamarmos de Mãe de Deus negamos que Jesus seja Deus. E aí já não é mais
fé cristã. Já encontramos orações primitivas e pinturas que retratam esta
verdade de nossa fé. Quando, no Concílio de Éfeso se definiu como verdade que
Cristo é Homem-Deus, e não só um homem, definia-se também que sua Mãe tinha que
ser chamada Mãe de Deus. Não lhe deu a divindade, mas é mãe daquele que é Deus.
Assim cremos.
1046. Rogai por nós!
Os
que viviam com Maria ensinaram-nos a dizer: “Rogai por nós pecadores, agora e
na hora de nossa morte”. Nós rezamos e imploramos bênçãos e milagres para
outras pessoas. A oração de intercessão é a mais forte, pois é livre de
interesses. É cheia de amor. Podemos rezar uns pelos outros porque estamos
unidos no mesmo Corpo de Cristo. Temos, por isso, a circulação dos bens
espirituais. Se nós, pobres mortais que somos pecadores, podemos rezar uns
pelos outros, quanto mais os que estão unidos neste mesmo corpo, já vivendo na
glória de Deus? Por isso, pela Tradição e pelo ensinamento sabemos que podemos
pedir a intercessão de Maria. O povo de Deus, como atesta nossa oração, sempre
invocou Maria e os santos para suas necessidades temporais e espirituais. E ela
atende.
https://padreluizcarlos.wordpress.com/
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EVANGELHO DO DIA 27 DE JUNHO
Evangelho segundo S. Mateus 7,6.12-14.
Naquele
tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Não deis aos cães o que é santo, nem
lanceis aos porcos as vossas pérolas, não vão eles calcá-las aos pés e voltar-se
para vos despedaçarem. Tudo quanto quiserdes que os homens vos façam fazei-o
também a eles, pois nisto consiste a Lei e os Profetas. Entrai pela porta
estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que leva à perdição e
muitos são os que seguem por eles. Como é estreita a porta e apertado o
caminho que conduz à vida e como são poucos aqueles que os encontram!»
Tradução litúrgica da Bíblia
Comentário do
dia:
São João Paulo II (1920-2005), papa
Discurso em Paris no dia 3
de Junho de 1980
Vim encorajar-vos no caminho do Evangelho,
um caminho certamente estreito, mas caminho real, seguro, trilhado por gerações
de cristãos, ensinado pelos santos. É o caminho pelo qual, exatamente como vós,
se esforçam por caminhar os vossos irmãos em toda a Igreja. Este caminho não
passa pela resignação, pelas renúncias ou pelos abandonos. Não se coaduna com o
enfraquecimento do sentido moral, e desejaria que a própria lei civil ajudasse a
elevar o Homem. Não aspira a enterrar-se, a ficar inadvertido, antes exige a
audácia jubilosa dos apóstolos. Por isso, deita fora a pusilanimidade,
mostrando-se absolutamente respeitoso para com os que não partilham do mesmo
ideal.
«Reconhece, ó cristão, a tua dignidade!», dizia o grande Papa S.
Leão. E eu, seu indigno sucessor, vo-lo digo a vós, meus irmãos e minhas irmãs:
Reconhecei a vossa dignidade! Sede ciosos da vossa fé, do dom do Espírito que o
Pai vos outorga. Vim para o meio de vós como um pobre, com a única riqueza da
fé, peregrino do Evangelho. Dai à Igreja e ao mundo o exemplo da vossa
fidelidade sem desfalecimento e do vosso zelo missionário. A minha visita tem de
ser um apelo a um novo impulso perante as numerosas tarefas que se vos oferecem.
CIRILO DE ALEXANDRIA Bispo, Padre e Doutor da Igreja, Santo 370-444
Cirilo nasceu no ano de 370, no Egipto. Era sobrinho de Teófilo, bispo de Alexandria, e substituiu o tio na importante diocese do Oriente de 412 até 444, quando faleceu aos setenta e quatro anos de idade. Foram trinta e dois anos de episcopado, durante os quais exerceu forte liderança na Igreja, devido à rara associação de um acurado e profundo conhecimento teológico e de uma humildade e simplicidade próprias do pastor de almas. Deixou muitos escritos e firmou a posição da Igreja no Oriente. Primeiro, resolveu o problema com os judeus que habitavam a cidade: ou deixavam de atacar a religião católica ou deviam mudar-se da cidade. Depois, foi fechando as igrejas onde não se professava o verdadeiro cristianismo. Mas sua grande obra foi mesmo a defesa do dogma de Maria, como a Mãe de Deus. Ele se opôs e combateu Nestório, patriarca de Constantinopla, que professava ser Maria apenas a mãe do homem Jesus e não de Um que é Deus, da Santíssima Trindade, como está no Evangelho. Por esse erro de pregação, Cirilo escreveu ao papa Celestino, o qual organizou vários sínodos e concílios, onde o tema foi exaustivamente discutido. Em todos, esse papa se fez representar por Cirilo. O mais importante deles talvez tenha sido o Concilio de Éfeso, em 431, no qual se concluiu o assunto com a condenação dos erros de Nestório e a proclamação da maternidade divina de Nossa Senhora. Além, é claro, de considerar hereges os bispos que não aceitavam a santidade de Maria. Logo em seguida, todos eles, ainda liderados por Nestório, que continuaram pregando a tal heresia, foram excomungados. Contudo as ideias “nestorianas” ainda tiveram seguidores, até pouco tempo atrás, no Oriente. Somente nos tempos modernos elas deixaram de existir e todos acabaram voltando para o seio da Igreja Católica e para os braços de sua eterna rainha: Maria, a Santíssima Mãe de Deus. Cultuado na mesma data por toda a Igreja Católica, do Oriente e do Ocidente, são Cirilo de Alexandria, célebre Padre da Igreja, bispo e confessor, recebeu o título de doutor da Igreja treze séculos após sua morte, durante o pontificado do papa Leão XIII. http://www.paulinas.org.br/
LADISLAU DA HUNGRIA Rei, Santo 1041-1095
Príncipe de vida exemplar, rigoroso contra toda injustiça, caritativo, paciente e fervoroso, modelo de como se pode praticar a virtude heróica no trono.
A Idade Média, tempo em que a filosofia do Evangelho governava os povos, deu frutos de santidade maiores do que em qualquer outra época. Para só falar no campo civil, vemos grandes santos desde o cimo da escala social até o mais baixo dela: imperadores, reis, duques e até pastores e empregadas domésticas.São Ladislau, rei da Hungria, pertence ao número dos que praticaram no trono a virtude em grau heróico, sendo modelo para seus súbditos e para os fiéis em geral. Era filho do rei Bela e neto de um primo-irmão do rei Santo Estêvão, da Hungria. Nasceu em 1041 na Polónia, onde se havia refugiado seu pai para fugir das violências de Pedro, o Germânico, sucessor de Santo Estêvão. Sua mãe, filha do duque Mesco, deu profunda formação religiosa a ele e a seu irmão Geisa.
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27 DE JUNHO: NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO
Vamos conhecer um pouco da história da devoção e do quadro de N. Sra. do Perpétuo Socorro. Segundo uma tradição do século XVI, um comerciante da Ilha de Creta na Grécia, apoderou-se do quadro (que era venerado como milagroso), escondeu-o na bagagem e fugiu para a Itália, de navio. Durante a viagem, desencadeou-se terrível tempestade, pondo em perigo a vida dos passageiros. O comerciante fez o voto de colocar esse quadro numa igreja de Roma caso escapassem vivos. Desembarcaram com vida, mas o comerciante adoeceu gravemente. Antes de morrer, passou para um amigo a história do quadro, pedindo que o colocasse numa igreja. Anos e séculos transcorreram. O quadro ficou escondido ou tido por desaparecido. Finalmente foi encontrado na capela de uma igreja de Roma. Em 1865 o Santo Padre entregou-o aos Redentoristas, pedindo que o tornassem conhecido no mundo inteiro. O desejo do Papa se cumpriu. Hoje a devoção a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro está difundida no mundo inteiro, atendendo-se assim ao apelo do Papa IX aos Redentoristas: "Tornai-a conhecida no mundo inteiro". .
HISTÓRIA DO QUADRO DE N. SRA. DO PERPÉTUO SOCORRO
O ícone original de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro é um dos ícones atribuídos a São Lucas. Este quadro de arte bizantina mostra a Mãe de Deus com o Menino Jesus nos braços. Este parece assustado ao ver os instrumentos da sua futura paixão, apresentados pelos Arcanjos Miguel e Rafael. Jesus se encolhe nos braços da Mãe que o aperta junto ao seu coração... Este ícone foi venerado durante séculos e séculos, na ilha de Creta. No século XV, a ilha foi invadida pelos turcos. Um comerciante escamoteou o quadro e fugiu. Ao chegar a Roma, caiu gravemente enfermo e pediu a um amigo que o colocasse numa igreja. O amigo, porem, ficou com o quadro. Sua esposa colocou-a parede do seu quarto. A Virgem apareceu muitas vezes ao dono da casa dizendo-lhe que estava descontente com a sua atitude, mas o homem pouco se importou. Maria apareceu, então, para a filha do casal, pedindo-lhe que colocasse o ícone na igreja que ficava entre as duas basílicas, a de Santa Maria Maior e a de São João de Latrão. A jovem tanto pediu ao pai que atendesse ao pedido de Maria, que este, deixando-se enternecer, entregou o ícone na Igreja de São Mateus. Isto foi em 1499. A Imagem lá ficou até que o exército de Napoleão Bonaparte, trezentos anos mais tarde, destruiu a igreja. Entretanto, o ícone foi salvo e o Papa Pio IX, em 26 de abril de 1866, entregou-a aos Redentoristas que haviam construído a Igreja de Santo Afonso, justamente no local onde outrora ficava a Igreja de São Mateus, pedindo: "Tornai-a conhecida!" Fazei que Ela seja amada! Ela salvará o mundo!" - ("Um Minuto com Maria").
Vice-Postulador da Causa
Venerável Padre Pelágio CSsR
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ORAÇÃO DO DIA 27 DE JUNHO
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Pe. Flávio Cavalca de Castro, redentorista
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Oração da manhã para todos os dias
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
27 – Terça-feira – Santos: Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
Evangelho (Mt 7,6.12-14) “Tudo quanto quereis que os outros vos façam,
fazei também a eles. Nisto consiste a Lei e os Profetas.
A proposta de Jesus é uma atitude ativa. De nada adianta ficar lamentando os males do mundo, que nem adianta tentar enumerar. Só evangelizamos, só faremos a sociedade ser melhor se em nossa própria vida formos orientados pela verdade, pela justiça e pelo amor. E podemos começar em casa, nas pequenas coisas. Quando vivemos com Jesus, não só damos exemplo; somos sal e luz.
Oração
Senhor Jesus, numa palavra, o que preciso é que coloqueis muito amor em meu coração. Para que eu ame, não uma humanidade abstrata, mas as pessoas reais que estão comigo, com suas virtudes e defeitos. Ajudai-me a simplesmente a fazer o bem, sem escolher pessoas ou momentos, a procurar e seguir a verdade sem me preocupar com vantagens. Ajudai-me a crer na força do amor. Amém.
segunda-feira, 26 de junho de 2017
EU SOU A CULPADA
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| PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO REDENTORISTA VICE-POSTULADOR DA CAUSA VENERÁVEL PADRE PELÁGIO REDENTORISTA |
Aconteceu numa comunidade religiosa. Uma noviça cometera uma falta que transtornava a ordem e repercutia em toda a comunidade. Algumas colegas pensavam que devia receber uma boa repreensão. Outras apelavam para a inexperiência e falta de maturidade da jovem. A expectativa era grande.A Mestra convocou a comunidade para uma reunião. Por sorte a vítima estava ausente:
- Prezadas irmãs, é preciso castigar a culpada. Penso que ainda não sabem quem é a verdadeira culpada. A culpada de tudo o que aconteceu... sou eu mesma, devido ao meu mau exemplo, minha incompetência e negligência. Portanto, quem merece o castigo sou eu.
Silêncio sepulcral na sala. Perplexidade em todos os semblantes. Para amenizar a situação e descarregar a atmosfera pesada que se formou, uma jovem pediu a palavra:
- Com licença! Vamos repartir a culpa. Cada uma de nós tem um pouco de culpa por causa de nossa conduta e nosso mau exemplo. Convido todas para cantar um canto de perdão.
Lição:- Quem de nós tem a nobreza necessária para, ao menos repartir a culpa com outrem?...
Palavra de Deus: Davi, avistando o anjo que ferira o povo, disse a Javé: Fui eu quem pecou, eu quem fez o mal. Estas ovelhas, porem, que mal fizeram? (2Sm 24,17).
Oração:Senhor! Que a gente saiba sentir e viver as necessidades do outro...Que nossos debates sirvam para unir e não para dispersar...Que cada um seja o primeiro a pedir desculpas e o último a culpar os outros..No fim de tudo não haja vencedores nem vencidos, mas irmãos uns dos outros.
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REFLETINDO A PALAVRA - “Coração quer coração”
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| PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA REDENTORISTA |
1900.
Um coração para amar
Estamos
num mês dedicado ao Sagrado Coração de Jesus. É verdade que o corpo sem coração
não vai muito longe. Assim também a vida humana sem o Coração de Jesus não pode
dar bons resultados. Não se trata de ter uma devoção mas, sobretudo de ter uma opção
de vida unindo-se ao coração Daquele que disse: “Vinde a mim, todos os
que estais cansados e
oprimidos, e Eu vos aliviarei.
Tomai sobre vós o meu
jugo, e aprendei de mim,
que sou manso e humilde de coração;... Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve” (Mt 11,28-30). Uma
devoção é muito boa quando experimentamos seu conteúdo, não simplesmente nas
formas exteriores, como novena e oração executada e contada como se fosse um
negócio. O fundamento da devoção ao Sagrado Coração não se reduz a seu coração
de carne, mas a todo o amor de Deus manifestado em Cristo, simbolizado em seu
coração. Como toda devoção há modos de vivê-la, formas de oração, uniformes,
fitas, estandartes, linguagem especial, irmandades... e tantas coisas mais
bonitas e frutuosas. O erro é ficar só nisso e não ir ao profundo dessa
irmandade, confraria ou movimento. O fundamental é a contínua renovação. É um
modo de aproximar-se do Evangelho e compreendê-lo. Sem isso, torna-se vazia a
devoção. A devoção ao Sagrado Coração toca direto o amor do Pai em dar Cristo
ao mundo para manifestar seu amor. Amor para amar. Devoção que é um projeto de
evangelização através do amor. Não podemos parar no egoísmo espiritual que
procura ganhar graças e méritos. As grandes promessas não podem ser vistas
somente como um presente pessoal. Elas continuam no caminho de Jesus que veio
para amar.
1901.
Coração aberto pela lança
O último momento de Jesus na cruz houve ainda
o último lance para garantir a visibilidade de sua entrega amorosa: o golpe da
lança que lhe furou o peito e penetrou em seu coração. Se pensarmos, foi ali o
momento em que a humanidade quis entrar e tomar conta desse coração. O homem
ferido pelo pecado dá o golpe final em seu peito. Por ali entrou e encontrou a
libertação. Só dentro desse coração ferido que se pode encontrar vida. “E
correu sangue e água” (Jo
19,34). Sem derramamento de sangue não há redenção (Hb 9,21). Encontrou a
fecundidade, vida do Espírito. Ali, rompendo o véu do templo de seu corpo, do
Homem – Deus, o humano encontra o Paraíso (Hb 10,19). O coração aberto pela lança abre
o peito do Filho de Deus como caminho
novo e vivo (Id).
Entramos nas delícias que Deus reservou para nós. Temos assim algo mais para compreender
esse momento: Como o coração do Filho de Deus foi aberto para dar entrada a
todos, o coração de cada um tem que ser aberto para que experimentemos o que
Deus nos oferece.
1902.
Mãos abertas.
As imagens que vemos do Coração de
Jesus têm mãos estendidas, abertas simbolizando a riqueza de seu coração a
serem distribuída abundantemente. “De seu seio correrão rios de água viva” (Jo 7,38). Imaginemos
que bem fazem os que amam a Deus. Rios de água viva dão vida por onde passam.
Esse rio nasce do Coração de Jesus. Tão triste ver cristão, devotos do Coração,
não ter nenhuma preocupação com os que sofrem. Ser generoso não empobrece
ninguém. Enriquece sempre mais. O amor não soma, não diminui. Sempre
multiplica. Quando lemos a multiplicação dos pães, compreendemos que os cinco
pães e dois peixinhos alimentaram cinco mil pessoas. Assim é o amor.
EVANGELHO DO DIA 26 DE JUNHO
Evangelho segundo S. Mateus 7,1-5.
Naquele
tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Não julgueis e não sereis julgados. Segundo o julgamento que fizerdes sereis julgados, segundo a medida com que
medirdes vos será medido. Porque olhas o argueiro que o teu irmão tem na
vista e não reparas na trave que está na tua? Como poderás dizer a teu
irmão: ‘Deixa-me tirar o argueiro que tens na vista’, enquanto a trave está na
tua? Hipócrita, tira primeiro a trave da tua vista e então verás bem para
tirar o argueiro da vista do teu irmão».
Tradução litúrgica
da Bíblia
Comentário do dia:
Imitação de Cristo, tratado
espiritual do século XV, Livraria Moraes, 1959
Livro II, caps. 2 e 3
Quando um homem se humilha por causa dos
seus defeitos, acalma os outros facilmente e satisfaz sem custo os que consigo
se iravam.
Deus protege e liberta o humilde, ama-o e consola-o.
Inclina-Se para ele e dá-lhe grande graça; e, depois do seu abatimento,
eleva-o à glória.
Revela os seus segredos ao humilde, arrasta-o e convida-o
docemente para Si.
E ele, mesmo na confusão, vive em paz, porque se firma em
Deus e não no mundo. [...]
Mantém-te tu em paz; e só então poderás
pacificar os outros.
O homem pacífico é mais útil do que o muito instruído.
O apaixonado, porém, converte o bem em mal e acredita facilmente neste.
O homem bom e pacífico converte todas as coisas em bem.
Aquele que está
verdadeiramente em paz não suspeita mal de ninguém.
Mas o que é descontente
e inquieto é agitado por várias suspeitas.
Nem descansa, nem deixa descansar
os outros.
Diz muitas vezes o que não devia dizer e omite fazer o que devia.
Preocupa-se com o que os outros têm de fazer, mas desleixa o que lhe
compete.
Tem, antes de tudo, cuidado contigo, e poderás então zelar pelo teu
próximo.
São José Maria Escrivá, presbítero, fundador, +1975
Josemaría Escrivá nasceu em Barbastro (Huesca, Espanha) no dia 9 de Janeiro de 1902. Os pais chamavam-se José e Dolores que deram aos filhos uma profunda educação cristã. Em 1915 faliu o negócio do pai, que era um industrial de tecidos, e ele teve de mudar-se para Logronho, onde encontrou outro trabalho. Nessa cidade, Josemaría apercebe-se da sua vocação pela primeira vez: depois de ver na neve umas pegadas dos pés descalços de um frade, intui que Deus deseja qualquer coisa dele, embora não saiba exactamente o que é. Pensa que poderá descobri-lo mais facilmente se se fizer sacerdote e começa a preparar-se para tanto, primeiro em Logronho, e mais tarde no seminário de Saragoça. Estuda Direito como aluno voluntário. O pai morre em 1924, e ele fica como chefe de família. Recebe a ordenação sacerdotal em 28 de Março de 1925 e começa a exercer o seu ministério numa paróquia rural e, depois, em Saragoça. Em 1927 muda-se para Madrid, com autorização do seu bispo, com o objectivo de se doutorar em Direito. Aí, no dia 2 de Outubro de 1928, no decorrer de um retiro espiritual, vê aquilo que Deus lhe pede e funda o Opus Dei.
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Santos João e Paulo, mártires, +362
Os santos que recordamos hoje pertenceram ao século IV e ali deram um lindo testemunho do martírio no ano de 362, no contexto em que a Igreja de Cristo era perseguida. Eles pertenciam à Corte de Juliano o Apóstata, que queria que todos os cristãos se rendessem aos deuses do Império. João e Paulo, porém, renunciaram ao cargo, e se retiraram para um propriedade onde viveram da caridade e servindo aos pobres, testemunhando acima de tudo, o amor a Deus. Eram irmãos de sangue, mas responderam pessoalmente ao Evangelho. O Imperador enviou uma autoridade para convencê-los a mudarem de ideias, e oferecerem sacrifícios ao deus Júpiter, para não serem condenados. Após alguns dias, os irmãos não negaram sua fé e acabaram morrendo degolados, testemunhando seu amor a Deus. www.cancaonova.com
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