domingo, 2 de julho de 2017

Homilia da Sol. de S. Pedro e S. Paulo (02.07.17)

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA
REDENTORISTA
“Festejamos Pedro e Paulo” 
Deram as primícias da fé
             Pedro, homem de pouca instrução, Paulo homem bem formado. Pedro pobre e Paulo tecelão de qualidade. Cada um deles contribuiu, a seu modo, para o desabrochar da Igreja. Jesus confiou-lhes ministérios diferentes na mesma fé. “Pedro, o primeiro a proclamar a fé, e fundou a Igreja primitiva sobre a herança de Israel” (Prefácio). A ele foi confiada a evangelização dos judeus mantendo assim a promessa feita aos patriarcas para o futuro do povo. Pedro se dedicou de coração aos judeus, mas soube usar as chaves do Reino para abrir o evangelho aos pagãos, como foi no caso do batismo de Cornélio (At 10, 1-48), dando uma interpretação completamente diferente e nova ao relacionamento dos judeus e pagãos que eram considerados impuros. A visão era uma ordem para comer animais impuros. Havia uma proibição de comer animais impuros como lemos em Levítico 11. A visão de Pedro insiste que Deus não considera ninguém impuro. Assim as chaves de Pedro abrem as portas do Reino de Deus a todos os povos. Há uma comparação entre os pagãos e os animais impuros. Paulo, superando tudo que aprendera do judaísmo foi capaz de continuar judeu e unir-se aos pagãos com sua evangelização. Desse modo esses dois homens são as bases da fé para o mundo gentio – pagão e para os judeus. Jesus é uma novidade total. E por isso arriscam suas vidas. Rezamos no salmo: “E de todos os temores me livrou”. A fé que os fundamentou na missão tem fragilidades, mas foi suficiente para dar bases ao edifício da Igreja de Cristo. “Os ensinamentos desses dois apóstolos nos deram as primícias da fé” (Oração). Esta abertura que lhes proporciona a fé torna-se a garantia do futuro. Paulo diz que depois das batalhas lhe está reservada a coroa da justiça (2Tm 4,8).
A união dos dois apóstolos
            Pedro e Paulo são diferentes em sua experiência de Jesus. Pedro viveu com Jesus, Paulo O conheceu de modo diferente recebendo dele a missão para o mundo pagão. Às vezes até se contrapondo puderam discernir não a partir de suas idéias, mas a partir da fé em Cristo na Igreja. Nas discussões do grande tema da conversão dos pagãos, buscam o bem da Igreja e não suas próprias idéias. A união dos dois apóstolos vai ao extremo de darem a vida por Cristo em Roma, centro do mundo. Jerusalém foi lavada com o sangue de Cristo. Roma, com o sangue dos dois apóstolos. Ela tornou-se propulsora de evangelização. Não pode faltar o testemunho.. Os dois têm o mesmo sentimento da presença de Cristo: Paulo diz: “O Senhor esteve ao meu lado e me deu forças” (2Tm4,17). Pedro diz com confiança: “Agora sei que o Senhor enviou seu anjo para me libertar do poder de Herodes e de tudo o que o povo judeu esperava” (At 12,11).
Mestres da Igreja
            Podemos aprender desses dois homens como discutir para discernir, não para ganhar. As tensões que a Igreja vive são, às vezes,        insolúveis por não se buscar o bem de Cristo. Puderam abrir a porta aos pagãos sem fechar aos judeus. Paulo foi sempre mestre porque foi sempre aprendiz, procurava conferir com os mestres de Jerusalém, os apóstolos e anciãos, se ele estava caminhando certo (Gl 2,2). Essa sabedoria humilde é capaz de construir. “A sabedoria incha, a caridade edifica (1Cor 8,1). Lembremos também que o Papa Francisco, com carinho e força, dirige a Igreja agitada pelas ondas de tantas maldades e pecados. Deus lhe dê força. A nós cabe a ousadia de ouvir esses dois monumentos de fé e assumir suas atitudes na Igreja hoje. Atitude de fé e fortaleza contra os males do mundo.
Leituras: Atos 12,1-11;Salmo 33; 2 Timóteo 4,6-8.17-18;Mateus 16,13-19. 
1.     O ensinamento dos dois apóstolos nos deram as primícias da fé.
2.    Os dois apóstolos são diferentes, trabalham de modo diferente, mas unidos.
3.    Podemos aprender desses dois homens como discutir para discernir, não para ganhar.       
            Abrindo o cofre 
            Estamos acostumados a ver a segurança de lugares onde estão valores altos e coisas preciosas. Há chaves, senhas, segredos para garantir o local. Jesus também confiou a um homem simples, mas esperto, a segurança dos bens espirituais. Ele se chama Pedro, o homem pedra, fortaleza, garantia.
            Num momento de sua vida Jesus precisou de uma prova para ter certeza de poder confiar: “Quem sou eu para vocês?” Pedro diz: “Tú és o Cristo, o Filho de Deus vivo”. Posso confiar disse Jesus: “Tu és Pedro e sobre esta pedra construirei a minha Igreja”. Nem o diabo tem força sobre ela. “Eu te darei as chaves do Reino dos Céus”. Para abrir e fechar. (Mt 16,16ss).
            A fé de Pedro e de Paulo são as chaves da segurança. Paulo combateu o bom combate e guardou a fé. Ambos sempre sentiram a presença de Cristo: “O Senhor esteve ao meu lado”...
            Não precisamos nem de Anjos, nem de milagres para garantir a Igreja. Basta a fé que nos foi transmitida por esses dois homens que deram a vida por Cristo. Assim se forma e se fortifica uma comunidade. As chaves não são para fechar, mas para abrir a abundância da fé em Jesus.

EVANGELHO DO DIA 2 DE JULHO

Evangelho segundo S. Mateus 10,37-42.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus apóstolos: «Quem ama o pai ou a mãe mais do que a Mim, não é digno de Mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a Mim, não é digno de Mim. 
Quem não toma a sua cruz para Me seguir, não é digno de Mim. Quem encontrar a sua vida há de perdê-la; e quem perder a sua vida por minha causa, há de encontrá-la. Quem vos recebe, a Mim recebe; e quem Me recebe, recebe Aquele que Me enviou. Quem recebe um profeta por ele ser profeta, receberá a recompensa de profeta; e quem recebe um justo por ele ser justo, receberá a recompensa de justo. E se alguém der de beber, nem que seja um copo de água fresca, a um destes pequeninos, por ele ser meu discípulo, em verdade vos digo: Não perderá a sua recompensa». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Comentário do dia: 
Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein) (1891-1942), 
carmelita, mártir, co-padroeira da Europa 
«Am Fuss des Kreuses» 
«Quem não toma a sua cruz para Me seguir, não é digno de Mim»
No caminho da cruz, o Salvador não está só, nem está só rodeado de inimigos que O atormentam. Estão também presentes seres que O amparam: a Mãe de Deus, modelo daqueles que, em todos os tempos, seguem o exemplo da cruz; Simão de Cirene, símbolo daqueles que aceitam o sofrimento imposto e que, nesta aceitação, são abençoados; e a Verónica, imagem daqueles cujo amor leva a servir o Senhor. Cada homem que , ao longo dos tempos, carregou com um duro destino lembrando-se do sofrimento do Salvador ou que livremente fez obras de penitência resgatou um pouco a enorme dívida da humanidade e ajudou o Senhor a levar o seu fardo. Mais, é Cristo, cabeça do corpo místico, que completa a sua obra de expiação nos membros que se empenham com todo o seu ser, corpo e alma, na sua obra de redenção. 
É de supor que a visão dos fiéis que O iam seguindo no caminho do sofrimento ajudou o Senhor no Jardim das Oliveiras e que o amor dos portadores da sua cruz é para Ele um auxílio em cada uma das quedas. Os justos da Antiga Aliança acompanham-no entre a primeira e a segunda queda. Os discípulos, homens e mulheres que se ligaram a Ele durante a sua vida terrena, ajudam-no da segunda para a terceira queda. Os amantes da cruz que Ele despertou e continuará a despertar ao longo das vicissitudes da Igreja combatente são seus aliados até ao fim dos tempos. É a isso que também nós somos chamados. 

BERNARDINO REALINO Presbítero, Santo 1520-1616

Bernardino nasceu em Capri (Itália) em 1530. Profissional do Direito, à sólida competência unia extraordinária formação humanística. De temperamento optimista, alegre, respeitador dos outros e inclinado à beneficência, entrou para o noviciado dos jesuítas em Nápoles aos 34 anos. Trabalhou depois por 10 anos naquela cidade, pregando, catequizando, dedicando-se aos doentes, aos pobres e encarcerados. Com Bernardino Realino (1530-1616) aconteceu um facto talvez único na historia dos santos: ainda em vida foi nomeado padroeiro da cidade de Lecce. Ao espalhar-se a notícia de que o padre Bernardinho estava morrendo, o prefeito da cidade reuniu a câmara e dirigiu-se ao colégio dos jesuítas. Diante do leito do morimbundo, leu um documento que tinha preparado: "Grande é nossa dor, pai amado, ao ver que nos deixais, pois nosso mais ardente desejo seria que permanecêsseis sempre connosco. Não querendo, contudo, opor-nos à vontade de Deus, que vos convida para o céu, desejamos pelo menos encomendar-vos a nós mesmos e a toda esta cidade tão amada por vós e que tanto vos tem amado e reverenciado. Assim o fareis, ó pai, pela vossa inesgotável caridade, a qual nos permite esperar que queirais ser nosso protector e patrono no paraíso, pois já por tal vos elegemos desde agora e para sempre, seguros de que aceitareis por fiéis servos e filhos..." Com esforço respondeu o padre: "Sim, senhores". De facto, o padre Bernadino tinha dedicado mais de metade da sua longa vida, e a quase totalidade de sua acção apostólica como padre, à cidade de Lecce. Desde a mais alta nobreza até os últimos esfarrapados, encarcerados e escravos turcos, não havia quem não o conhecesse como apóstolo e benfeitor da cidade. Assim, sem grandes feitos exteriores, desenvolveu-se a santidade de Bernardino Realino. Apesar de ter sido chamado tarde à vida religiosa, sua vida apresenta-se como uma grande continuidade sempre em busca da verdade e do bem. Morreu aos 86 anos. Em 1947 foi canonizado por Pio XII.

JOÃO FRANCISCO RÉGIS presbítero, santo + 1640

Francisco Régis nasceu, em 31 de Janeiro de 1597, numa pequena aldeia de Narbona, na França. Filho de um rico comerciante, foi educado num colégio dirigido por sacerdotes jesuítas desde pequeno. Nada mais S. João Francisco Régis, Jesuítanatural que entrasse para a Companhia de Jesus quando, em 1616, decidiu-se pela vida religiosa. Desejava, ardentemente, seguir o exemplo dos jesuítas missionários que evangelizavam em terras pagãs estrangeiras. Tornou-se rapidamente respeitado e admirado pela dedicação na catequização que fazia directamente ao povo, auxiliando os sacerdotes, assim como nas escolas que a Companhia de Jesus dirigia. Aos trinta e três anos, ordenou-se sacerdote, tomando o nome de João Francisco. Só então o seu contagiante trabalho disseminou-se pela cidade, por meio das obras dedicadas aos marginalizados, necessitados e doentes. Essa era a missão importantíssima que o aguardava lá mesmo, na sua terra natal: atender aos pobres e doentes e converter os pecadores. Entre os anos 1630 e 1640, duas epidemias de pestes assolaram a comunidade. Francisco Régis era incansável no atendimento aos doentes pobres e suas famílias. Nesse período, conscientizou-se de que a França precisava da sua acção apostólica e não o exterior. Assim, tornou-se um valente missionário jesuíta, e o mais frequente sacerdote visitador de cárceres e hospitais. Os registros relatam às centenas os doentes que salvou e os pagãos que converteu ao mesmo tempo. Bispos de seu tempo relataram que ele era dotado de um carisma muito especial. Onde pregava os ensinamentos de Cristo, as pessoas, invariavelmente, se convertiam. Conseguiu, com o auxílio da Virgem Mãe, como ele mesmo dizia, converter aldeias inteiras com o seu apostolado. Foram dez anos empregados nesse fatigante e profícuo trabalho missionário. Francisco Régis foi designado para chefiar a missão enviada à La Louvesc, na diocese de Dauphine. Antes de iniciar a viagem, quis despedir-se dos companheiros jesuítas. Percebera, apesar da pouca idade, que sua morte estava muito próxima. A viagem até lá foi um tremendo sacrifício. Além de atravessar altas montanhas, o caminho foi trilhado debaixo de um rigoroso inverno. Chegou a La Louvesc doente e perigosamente febril. Mas, como havia uma enorme multidão de fiéis que desejavam ouvir os seus sermões, pregou por três dias seguidos. Os intervalos de descanso foram utilizados para o atendimento no confessionário. Finalmente, abatido por uma enorme fraqueza, que evoluiu para uma pneumonia fulminante, faleceu no dia 31 de Dezembro de 1640, aos quarenta e três anos de idade. www.derradeirasgracas.com

JULIÃO MAUNOIR Sacerdote Jesuíta, Missionário na Bretanha, Beato 1606-1683

Nascido em 1606, o Beato Julião Maunoir fez os estudos em Rennes, França, e depois entrou na Companhia de Jesus em Paris, em 1625. Em Quimper, o venerável Miguel Le Nobletz impeliu-o a continuar o apostolado na Baixa Bretanha, onde a assistência religiosa estava nessa época muito descuidada. Em três dias, segundo se diz, por intercessão da Virgem Maria, aprendeu o Padre Maunoir a língua bretã e consagrou-se imediatamente ao ensino do catecismo na região. De 1634 a 1638 terminou os estudos teológicos em Bourges e, quando se propunha ir para as missões do Canadá, foi atacado por doença grave. Nesse momento, fez o voto de se consagrar às missões da Bretanha, se recuperasse a saúde. Restabelecido, começou vasta obra de restauração religiosa da gente dessa região. Durante 42 anos, perseverou nesse trabalho, pregando, catequizando e dando retiros; estes, em Quimper, reuniam uns mil padres por ano. Pelos muitos que encaminhou para a vida sacerdotal na idade madura, segundo foi escrito, o Beato merecia ser tomado como padroeiro das vocações tardias. Julião Maunoir faleceu a 28 de Janeiro de 1683 e foi beatificado por Pio XII, a 20 de Maio de 1951. Reproduzimos parte do elogio que o mesmo Sumo Pontífice fez, a seguir, do novo Beato, diante dos peregrinos franceses que tinham vindo assistir à cerimónia na Basílica de S. Pedro: «Em consequência de que transformação chegou a Bretanha a merecer que a apontassem ao mundo como exemplo de vida ardorosa, moral e profundamente cristã? Ela própria atribui a honra disso ― depois de Deus, da Virgem Maria e dos Santos padroeiros ― aos seus missionários, na primeira linha dos quais ela venera o beato Julião Maunoir. Mas que fez ele e qual foi o seu segredo? Foi nada mais que apóstolo, mas foi-o em toda a extensão e toda a força do termo: apóstolo de Cristo, formado na sua escola, dócil aos seus princípios e às suas lições, penetrado pelo seu puro espírito... Acção intensa, adaptação às disposições e aos métodos do tempo. Bem nos parece que foram esses, entre outros, os traços da fisionomia e da actividade do Beato Julião Maunoir... No capítulo da acção intensa, Maunoir pode fácil e vitoriosamente ser comparado com seja quem for: trabalhos, fadigas, incómodos e sofrimentos, sem nunca descansar nem se poupar na sucessão ininterrupta das Missões, e que Missões! No continente e nas ilhas, pregações, procissões, catecismo, confissões, visita dos doentes e tudo mais. Quem lê a sua vida pergunta-se como um só homem pôde bastar para tantos trabalhos, como pôde a sua natureza aguentar tal cansaço... Homem de acção mais que ninguém, punha acima da acção o estudo, e acima do estudo a oração... Tinha, dizia ele próprio, recebido de Deus um dom de oração que o mantinha em contínua união com Ele... Foi para se colocar ao alcance de todos que ele aprendeu a difícil língua que falavam. Ensinava, por meio de grandes quadros figurados, a doutrina e a moral. E punha-as em estribilhos e estrofes, que tão bem se imprimiam na memória, que ainda hoje o povo os canta... 

EUGÉNIA JOUBERT Religiosa, Beata 1876-1904

Eugénia Joubert nasceu e foi baptizada em Yssingeaux, perto do santuário de Nossa Senhor do Puy, a 11 de Fevereiro de 1876. Aos dezanove anos entrou para a vida religiosa e pronunciou os seus votos a 8 deDezembro de 1896. A Obediência confiou-lhe as crianças e, as suas preferidas era as mais pobres, pelas quais sentia uma atracção particular.
Eugénia morreu, em odor de santidade, em Liège, na Bélgica, a 2 de Julho de 1904, com apenas vinte e oito anos. O Papa João Paulo II proclamou-a Bem-aventurada no dia 20 de Novembro de 1994.
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2 DE JULHO – MORREU A NOIVA, ELE FOI PARA O CONVENTO

São Bernardino Realino (+Lecce Itália, 1616) -Nasceu em Capri, de nobre família, doutorou-se em Direito, fez carreira. Foi noivo. Tinha 28 anos quando faleceu sua noiva. Desiludido das coisas do mundo, resolveu consagrar-se inteiramente a Deus. Ingressou na Companhia de Jesus e foi ordenado sacerdote. Recebia graças místicas, lia os segredos dos corações, profetizava, tinha o dom de curar doentes com sua bênção. Apóstolo do confessionário, tinha também o dom do conselho, sendo procurado até por bispos e príncipes que iam aconselhar-se com ele. O Papa Paulo V e diversos soberanos lhe escreviam, pedindo orações. Morreu aos 86 anos. Na hora da morte aconteceu uma cena inaudita. Os maiorais da cidade italiana de Lecce reuniram-se ao redor do leito mortuário, pedindo ao P. Bernardino que fosse o padroeiro da cidade, de geração em geração. E ele, com toda a humildade, aceitou esse honroso encargo. 
Outros santos
Oto, Monegundes, Pedro de Luxemburgo
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa-Venerável Padre Pelágio CSsR
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NOSSA SENHORA DO HORTO

A origem da devoção e do culto a Nossa Senhora do Horto provém de longa data, precisamente, do final de 1400. Primavera de 1493. Urna calamitosa epidemia atinge a cidade de Gênova. Chiavari, singela cidadezinha situada numa encosta voltada ao nascer do sol, mantinha comunicações diárias com Gênova e, portanto, não fica imune. Urna piedosa senhora dos subúrbios de Rupinaro, Maria, da família dos Quercio, chamada Turchina, iluminada por uma profunda fé, recorre à mãe de Deus. Promete-lhe um sinal de reconhecimento público, caso restasse imune do tremendo flagelo. Sua esperança não foi vã: restou imune à doença. Em sinal de gratidão à Maria Santíssima, mandou pintar sua imagem entre os dois santos protetores dos atingidos por doenças contagiosas: São Sebastião e São Roque. E, a fim de que os que por ali passassem pudessem ter uma ocasião mais fácil para louvar e invocar a Virgem Santíssima, pensou em mandar pintar um imagem, não em uma igreja, mas sim num lugar ainda mais público: num dos muros do horto que então se estendia da casa do capitão até a praia. Confiou o encargo a Benedetto Borzone. Isto parece ter sido pelo ano de 1493. Seguindo as indicações da Turchina, o pintor conseguiu exprimir de modo admirável a idéia da bondade e do poder de Maria. De fato, representa a Virgem Santíssima no gesto de, com a mão esquerda, estreitar ao colo o Menino Jesus que, por sua vez, se enlaça em seu pescoço, ao mesmo tempo em que, com a mão direita, segura a mão do Filho no gesto de abençoar a cidade e todo aquele que tivesse a dita de passar diante desta imagem. Ao redor da cabeça da Virgem lê-se as palavras da saudação angélica: "Ave, gratia plena"; e, mais para o alto, a frase bíblica: "Hortus conclusus".
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IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA

A festa litúrgica do Coração de Maria passou por muitas vicissitudes. De acordo com a história, houve primeiramente uma devoção privada ininterrupta, que não chegou a formas públicas oficiais.Efectivamente, a primeira festa litúrgica do Coração de Maria foi celebrada a 8 de Fevereiro de 1648, na diocese de Autun (França). Em 1864, alguns bispos pedem ao Papa a consagração do mundo ao Coração de Maria, aduzindo como justificativa e motivo a realeza de Maria.O pedido decisivo partiu de Fátima e do episcopado português, após ter sido pedido por Jesus à Beata Alexandrina, em Balasar desde 1935. Importante notar igualmente que o documento enviado de Fátima para pedir ao Papa esta consagração foi redigido pelo sacerdote Jesuíta Padre Mariano Pinho, então Director espiritual da Alexandrina Maria da Costa, de Balasar.É bom saber, para que a história seja fiel aos acontecimentos, que a Beata Alexandrina de Balasar, tinha ela mesma escrito ao Santo Padre fazendo esse pedido, como consta no documento oficial da beatificação, que diz o seguinte:«No ano de 1936 [Alexandrina] pediu ao Sumo Pontífice a Consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria, o que fez Pio XII no dia 31 de Outubro de 1942.»
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ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 2 DE JULHO

Pe. Flávio Cavalca de Castro, redentorista
flcastro22@gmail.com
2 – Domingo – S. Pedro e S. Paulo 
Evangelho (Mt 16,13-19) “─ Quem as pessoas dizem ser o Filho do Homem? ─ Alguns dizem que és João Batista; outros, Elias; outros, Jeremias ou algum profeta.”       
Se naquele tempo já eram muitas e contrastantes as opiniões sobre Jesus, hoje são ainda mais numerosas. Há tantos livros nas bibliotecas, tantos filmes, tantos artigos na imprensa, tantas páginas na internet, tantos conferencistas e pregadores, e outras tantas maneiras de interpretar sua pessoa. Se nós o vemos como o Filho de Deus Encarnado para nos salvar, não estamos seguindo opiniões humanas, que jamais podem chegar a sua verdade. Somos guiados pelo dom de Deus, que nos atrai e nos leva à aceitação da fé. Precisamos que esse dom nos seja conservado continuamente, e isso devemos pedir sempre. Só assim poderemos conhecer e reconhecer Jesus no mistério de sua divindade e de sua humanidade. Nisso está nossa felicidade, como a de Pedro. 
Oração
Senhor, hoje quero agradecer o dom da fé, essa luz sobrenatural, esse impulso, essa atração que me leva para vós. Não consigo entender plenamente vossa realidade, mas a abraço como quem se deixa inundar pelo esplendor do sol. Não vos compreendo, mas vós me compreendeis e envolveis totalmente, e podeis transformar-me, fazendo-me participante de vosso conhecimento divino. Creio que sois o Filho de Deus, essa é uma certeza em minha vida, que dá sentido para minhas lutas e minhas procuras. Em vós eu coloco toda a minha confiança e esperança. Tudo e todos podem faltar-me; vós, porém, jamais me abandonareis. Vós sois meu Salvador, e estais sempre comigo para me amparar. Convosco eu quero estar sempre. Amém.

sábado, 1 de julho de 2017

O ATEU E A FRITADA DE OVOS

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO
REDENTORISTA
VICE-POSTULADOR DA CAUSA
VENERÁVEL PADRE PELÁGIO
REDENTORISTA
Um católico e um ateu estão no restaurante, assentados à mesma mesa. A conversa passou dos assuntos banais e para o terreno da religião. Em parte por zombaria e em parte por interesse, o ateu afirmou categoricamente: 
- Não acredito numa religião que só tem mistérios. Se Deus existe, e se é tão bom, como poderia deixar seus filhos embatucados diante de charadas e enigmas? Eu só aceito aquilo que compreendo e entendo. 
O católico aparteou:
- Temos ovos fritos no prato. O senhor sabe fazer uma fritada? 
- Mais ou menos. Já vi minha esposa fritar. Coloca banha na frigideira e espera derreter. Depois quebra o ovo e despeja na frigideira. Pouco a pouco ele vai endurecendo.
- Agora explique-me. Como está a banha antes de ser colocada na frigideira? 
- Está dura. Depois derrete com o fogo. 
- E o ovo? Está mole. Depois endurece com o fogo, não é? 
- Agora note bem: O mesmo fogo amolece a banha e endurece o ovo. Dá para entender isso? 
O ateu sorriu desconfiado e balançou negativamente a cabeça. O católico continuou em tom de brincadeira: 
- Nem eu e nem você entendemos de cozinha. Como querer entender de religião?
Palavra de Deus: Deus é grande demais para que o possamos conhecer. O número de seus anos é incalculável (Jó 36,22-26).
Oração:Divino Espírito Santo! Alma da minha alma, eu te adoro.Ilumina-me, guia-me, fortifica-me, consola-me!
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REFLETINDO A PALAVRA - “Jesus veio para todos”

PADRE LUIZ CARLOS
DE OLIVEIRA
REDENTORISTA
Manifestação aos povos
               Estamos no tempo da Manifestação do Senhor que compreende quatro momentos: Nascimento, Epifania, Batismo e Bodas de Caná. O ponto central da compreensão desse tempo litúrgico é a Manifestação do Senhor. Ele veio para povo humilde, foi mostrado às Nações na Epifania, é revelado aos judeus no Batismo e apresentado aos discípulos. A missão de Jesus é mostrar-nos o Pai e nos colocar em comunhão com Ele. Paulo, na carta aos Efésios, faz a grande revelação de um segredo encoberto às gerações passadas: “Os pagãos são admitidos à mesma herança, são membros do mesmo corpo, são associados à mesma promessa em Jesus Cristo, por meio do Evangelho” (Ef 2,5-6). Jesus veio somente para seu povo. Deus salva todos. Vemos como existe encarnada esta idéia de grupos que se considerarem donos de Deus e da salvação. Por isso os Magos, homens de sabedoria, não só de ciência, buscaram nas estrelas as respostas para suas questões. Quem é a Estrela? É Jesus, conforme a profecia da Balaão, profeta pagão que viu subir um astro dos acampamentos do povo no deserto (Nm 24,17). Todos os judeus, menos Herodes, sabiam que Jesus nasceria em Belém, da família de Davi (Sl 132,11). Já naquele momento Herodes decide acabar com o Menino, como vemos no mundo atual. Nesta liturgia rezamos no prefácio: “Revelastes hoje o mistério de vosso Filho como Luz para iluminar todos os povos no caminho da salvação”. Deus cumpriu a promessa com o nascimento de seu Filho, como rezamos “Quando Cristo se manifestou em nossa carne mortal, Vós nos recriastes na luz eterna de sua divindade” (Prefácio). O que recebemos é para todos os povos.
Os dons dos povos
               São Mateus narra que o Cristo Vivo Ressuscitado é o Senhor Deus verdadeiro na sua divindade e verdadeiro na carne de Davi. Davi era pastor em Belém. Cristo é o Pastor de seu povo. Ele é o Rei Salvador. Por isso perguntam: “Onde está o Rei que acaba de nascer? (Mt 2,2). Ele é o Emanuel, Deus Conosco. As ofertas dos Magos reconhecem, com o ouro, Seu Senhorio; com o incenso, Sua Divindade; com a mirra, sua natureza humana no sofrimento. Eles vêm do Oriente, lugar do Sol Nascente. Cristo é o Sol que vem do alto para iluminar (Lc 1,76). A alegria dos Magos é a mesma que sentiram as mulheres ao verem o Ressuscitado. Vemos a unidade do Mistério de Cristo. A presença do Cristo é a alegria universal. Lembramos a alegria dos judeus quando Paulo começa a anunciar o evangelho aos pagãos, uma vez que os judeus recusaram. Somos descendentes destes pagãos representados pelos Magos.
Uma missão que continua
               Isaias anuncia um futuro grandioso para Jerusalém que vai se transformar em ponto de atração de todos os povos porque o Senhor vai brilhar sobre ela (Is 60,2). Esta cidade recebe a missão de acolhimento universal. No mundo atual, com tanta diversidade, é um imperativo a missão de acolher o diferente. O maior presente que os Magos oferecem a Jesus e voltar por outro caminho. Suas vidas se tornam missão de conduzir aos povos a fazerem o caminho de Belém para encontrar o Salvador. Numa sociedade onde há tantos ídolos, é necessário conhecer quem enche nosso coração. Ele é Deus que merece nossa adoração. Ele é a fonte da vida. Na Eucaristia sabemos ouví-lo, oferecer nossa vida e partilhar de seu Corpo e Sangue.

EVANGELHO DO DIA 1 DE JULHO

Evangelho segundo S. Mateus 8,5-17.
Naquele tempo, ao entrar Jesus em Cafarnaum, aproximou-se d’Ele um centurião, que Lhe suplicou, dizendo: «Senhor, o meu servo jaz em casa paralítico e sofre horrivelmente». Disse-lhe Jesus: «Eu irei curá-lo». Mas o centurião respondeu-Lhe: «Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa; mas diz uma só palavra e o meu servo ficará curado. Porque eu, que não passo dum subalterno, tenho soldados sob as minhas ordens: digo a um ‘Vai!’ e ele vai; a outro ‘Vem!’ e ele vem; e ao meu servo ‘Faz isto!’ e ele faz». Ao ouvi-lo, Jesus ficou admirado e disse àqueles que O seguiam: «Em verdade vos digo: Não encontrei ninguém em Israel com tão grande fé. Por isso vos digo: Do Oriente e do Ocidente virão muitos sentar-se à mesa, com Abraão, Isaac e Jacob, no reino dos Céus, ao passo que os filhos do reino serão lançados nas trevas exteriores, onde haverá choro e ranger de dentes». Depois Jesus disse ao centurião: «Vai para casa. Seja feito conforme acreditaste». E naquela hora, o servo ficou curado. Quando Jesus entrou na casa de Pedro, viu que a sogra dele estava de cama com febre. Tocou-lhe na mão e a febre deixou-a; ela então levantou-se e começou a servi-los. Ao cair da tarde, trouxeram-Lhe muitos possessos. Jesus expulsou os espíritos com uma palavra e curou todos os doentes. Assim se cumpria o que o profeta Isaías anunciara, dizendo: «Tomou sobre si as nossas enfermidades e suportou as nossas doenças». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Comentário do dia: 
Catecismo da Igreja Católica §§ 830-835 
«Do Oriente e do Ocidente virão muitos sentar-se à mesa, 
com Abraão, Isaac e Jacob, no reino dos Céus»
A Igreja é católica: a palavra «católica» significa «universal» no sentido de «segundo a totalidade» ou «segundo a integralidade» «A Igreja é católica em duplo sentido: é católica porque nela Cristo está presente. Onde está Cristo Jesus, está a Igreja católica» (S.to Inácio de Antioquia); nela subsiste a plenitude do Corpo de Cristo unido à sua Cabeça (Ef 1,22-23). [...] Neste sentido fundamental, a Igreja era católica no dia de Pentecostes e sê-lo-á sempre, até o dia da Parusia. 
Ela é católica porque é enviada em missão por Cristo à universalidade do género humano (Mt 28,19). «Todos os homens são chamados a pertencer ao novo Povo de Deus. Por isso este Povo, permanecendo uno e único, deve estender-se a todo o mundo e por todos os tempos, para que se cumpra o desígnio da vontade de Deus, que no início formou uma natureza humana e finalmente decretou congregar os seus filhos que estavam dispersos» (Vaticano II, LG 13). [...] 
Cada igreja particular é católica. [...] Essas Igrejas particulares «são formadas à imagem da Igreja universal; é nelas e a partir delas que existe a Igreja católica una e única» (LG 23). As Igrejas particulares são plenamente católicas pela comunhão com uma delas: a Igreja de Roma, «que preside à caridade» (S.to Inácio de Antioquia). «Pois com esta Igreja, em razão da sua origem mais excelente, deve necessariamente concordar cada Igreja, isto é, os fiéis de toda a parte» (S.to Ireneu). [...] A rica variedade de disciplinas eclesiásticas, de ritos litúrgicos, de patrimónios teológicos e espirituais próprios das Igrejas locais «mostra mais luminosamente a catolicidade da Igreja, indivisa devido à sua convergência na unidade» (LG 23). 

01 de Julho - São Galo

Filho de pais nobres e ricos, descendente de família tradicional da corte da França, Galo nasceu no ano 489, na cidade de Clermont, na diocese de Auvergne. Foi tio e professor de outro santo da Igreja, o bispo Gregório de Tours. Na sua época era costume os pais combinarem os matrimônios dos filhos. Por isso ele estava predestinado a casar-se com uma jovem donzela de nobre estirpe. Mas Galo, desde criança, já havia dedicado sua alma à vida espiritual. Para não ter de obedecer à tradição social, ele fugiu de casa, refugiando-se no convento de Cournou, daquela mesma diocese. Após intensas negociações, seu pai acabou permitindo que ele ingressasse na comunidade monástica. Foi assim que Galo iniciou uma carreira totalmente voltada para a fé e aos atos litúrgicos. Ele era tão dedicado às cerimônias da santa missa que se especializou nos cânticos. Contam os escritos que, além do talento para a música, era também dotado de uma voz maravilhosa, que encantava e atraía fiéis para ouvi-lo cantar no coro do convento. Mas suas virtudes cristãs não se limitavam às liturgias. Sua atuação religiosa logo lhe angariou prestígio e, em pouco tempo, foi designado para atuar na corte de Teodorico, rei da Austrásia, atualmente Bélgica. Em 527, quando morreu o bispo Quinciano, Galo era tão querido e respeitado que o povo o elegeu para ocupar o posto. Se não bastasse sua humildade, piedade e caridade, para atender às necessidades do seu rebanho Galo protagonizou vários prodígios ainda em vida. Um dos mais citados foi ter salvado a cidade de um pavoroso incêndio que ameaçava transformar em cinzas todas as construções locais. As orações de Galo teriam aplacado as chamas, que se apagavam na medida em que ele rezava. Outro muito conhecido foi o que livrou os habitantes de morrerem vítimas de uma peste que assolava a região. Diante da bênção de Galo, o fiel ficava curado da doença. Ele morreu em 1o de julho de 554, causando forte comoção na população, que logo começou a invocá-lo como santo nas horas de dor e necessidade, antes mesmo de sua canonização ter sido decretada. Com o passar dos séculos, são Galo, foi incluído no livro dos santos da Igreja de Roma, cuja festa litúrgica foi mantida no dia da sua morte, como quer a tradição cristã. 
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AARÃO Sumo Sacerdote judeu, Santo (século XIII a. J. C.)

Santo Aarão era filho de Amrão e irmão carnal de Moisés. Foi escolhido por Deus para ser o primeiro Sumo Sacerdote dos hebreus. Moisés consagrou-o e ungiu-o com o óleo santo. Constituiu uma aliança perene com ele e com os seus descendentes e enquanto durar o céu há-de presidir o culto e exercer o sacerdócio e abençoar o povo em nome do Senhor. Segundo o livro das Crónicas, Capítulos 35-38, são filhos de Aarão: Eleazar, Finéias, Abisué, Boci, Ozi, Zaraías, Meraiot, Amarias, Aquitob, Sadoc e Aquimaas. Homem frágil e pecador, como todos, Aarão é, todavia o modelo de colaboração com Deus para a realização de seu desígnio de amor. O seu perfil já foi magistralmente traçado pela Bíblia, que por outra parte é a única fonte para a sua biografia. Além, é claro, do amplo e articulado desenvolvimento dos cinco primeiros livros da Sagrada Escritura (o Pentateuco) há dois trechos na carta aos hebreus e no livro do Eclesiástico. “Ninguém, pois, se atribua esta honra, senão o que foi chamado por Deus, como Aarão” (Hb 5,1-4). No Salmo 104,26 está: “Mas Deus lhes suscitou Moisés, seu servo, e Aarão, seu escolhido”. O livro do Eclesiástico enaltece a figura de Aarão inserindo-o nos primeiros lugares na galeria de Homens Ilustres, aos quais Jesus Ben Sirac dá importância singular. O sacerdócio de Aarão e dos seus sucessores, até ao contemporâneo Simeão, é dos mais qualificados. O Salmo 98-6 nos diz: “Entre seus sacerdotes estavam Moisés e Aarão e Samuel um dos que invocaram o seu nome: clamavam ao Senhor, que os atendia”.

OLIVER PLUNKETT Bispo, Mártir, Santo 1625-1681

Oliver Plunkett, irlandês, nasceu no ano de 1625, em Loughcrew, numa família de nobres. Ele queria ser padre, mas para realizar sua vocação estudou particularmente e na clandestinidade. Devido à perseguição religiosa empreendida contra os católicos, seus pais o enviaram para completar o seminário em Roma, onde recebeu a ordenação em 1654. A ilha irlandesa pertence à Coroa inglesa e possuía maioria católica. Mas como havia rompido com a Igreja de Roma, o exército real inglês, liderado por Cromwel, assumiu o poder para conseguir a unificação política da Inglaterra, Escócia e Irlanda. Obcecado pelo projecto, mandara até mesmo assassinar o rei Carlos I. E na Irlanda não fez por menos, todos os religiosos, sem excepção, foram mortos, além de leigos, militares e políticos; enfim, todos os que fossem católicos. Por isso o então padre Plunkett ficou em Roma exercendo o ministério como professor de teologia. Em 1669, o bispo da Irlanda, que estava exilado na Itália, morreu. Para sucedê-lo, o papa Clemente IX consagrou o padre Oliver Plunkett, que retornou para a Irlanda viajando como clandestino. Dotado de carisma, diplomacia, inteligência, serenidade e de uma fé inabalável, assumiu o seu rebanho com o intuito de reanimar-lhes a fé. Junto às autoridades ele conseguiu amenizar os rigores impostos aos católicos. Porém Titus Oates, que fora anglicano e depois conseguiu tornar-se jesuíta, ingressando num colégio espanhol, traiu a Igreja romana. Ele, para usufruir os benefícios da Coroa inglesa, apresentou uma lista de eclesiásticos e leigos afirmando que tentariam depor o rei Carlos II. Nessa relação estava o bispo Plunkett, que foi condenado à morte por decapitação pública. A execução ocorreu em Londres, no dia 1º de julho de 1681. Antes, porém, ele fez um discurso digno de um santo e mártir. Segundo registros da época, o seu heroísmo na hora do martírio, somado ao seu discurso, contribuiu para a glória da Igreja de Roma mais do que muitos anos do mais edificante apostolado. O seu culto foi confirmado no dia 1o de julho ao ser beatificado em 1920. Canonizado pelo papa Paulo VI em 1975, santo Oliver Plunkett possui duas sepulturas. O seu corpo esta na Abadia de Downside, em Londres, enquanto a sua cabeça esta na Abadia de Drogheda, na Irlanda. Ele foi o último católico condenado à morte na Inglaterra em razão de sua fé.

ANTÓNIO ROSMINI Sacerdote, Fundador, Beato 1797-1855

António Rosmini nasceu em Rovereto no dia 24 de Março de 1797 e faleceu em Stresa a 1 de Julho de 1855. Dedicou a sua vida aos estudos de filosofia, política, ascética e pedagogia. Ao terminar os estudos jurídicos e teológicos na Universidade de Pádua, recebeu a Ordenação sacerdotal em 1821. Imediatamente demonstrou grande interesse e inclinação para os estudos filosóficos, encorajado neste sentido pelo Papa Pio VIII, que lhe pedira para conduzir os homens à religião através da razão, e mais de uma vez colocou-se contra enganadores e falsos movimentos de pensamento como o sensismo e o iluminismo. Fundou o Instituto da Caridade e o das Irmãs da Providência, idealizados e queridos como ambientes propícios à formação humana, cristã e religiosa de quantos tinham partilhado o mesmo espírito, adaptando-se às contingências históricas, civis e culturais do seu tempo. Na audiência de 12 de Janeiro de 1972, Paulo VI definiu-o “profeta”, que em antecipação de um século sentiu e indicou problemas da humanidade e pastorais, debatidos depois no Concílio Vaticano II. A sua obra “As cinco chagas da Santa Igreja” é considerada precursora dos temas conciliares. Uma delas fazia António Rosmini sofrer demais: a separação entre fiéis e clero durante as funções litúrgicas, pela impossibilidade dos primeiros seguirem as orações formuladas em latim, adiantando a proposta de seguir as línguas próprias de cada povo. Devido à novidade de algumas suas ideias sobre a reforma da Igreja, a obra foi posta no Índex em 1849, com todas as polémicas que se seguiram. Somente com João Paulo II ocorreu a completa reabilitação da sua figura. Na carta encíclica Fides et ratio, o predecessor de Bento XVI colocou Rosmini "entre os pensadores mais recentes nos quais se realiza um fecundo encontro entre saber filosófico e palavra de Deus", concedendo a introdução da causa de beatificação. Precedentemente também João XXIII fez o retiro espiritual sobre as Máximas de perfeição cristã de Rosmini, idealizadas para definir o fundamento espiritual sobre o qual todos os cristãos pudessem garantir um caminho na perfeição, assumindo-a como própria regra de comportamento. Também Paulo VI não foi indiferente ao pensamento de António Rosmini: por ocasião do 150º aniversário de fundação do Instituto da Caridade, enviou uma mensagem ao então Padre-Geral, na qual elogiava a intuição rosminiana ao dar importância à missão caritativa já no nome que designava o instituto. O seu sucessor, João Paulo I, formou-se em Teologia Sagrada na Universidade Gregoriana de Roma com uma tese sobre "A origem da alma humana segundo António Rosmini". A Congregação do Instituto da Caridade foi fundada em 1828 no Santuário do Monte Calvário em Domodossola, com a aprovação pontifícia de Gregório XVI em 1839. Formado por sacerdotes e leigos com votos simples e perpétuos, mas também por religiosos e bispos “adscritos”, o organismo nasceu com uma finalidade muito precisa: o exercício da caridade universal, união daquelas formas que Rosmini enumera como “caridade espiritual”, “caridade intelectual” e “caridade temporal”. Uma ordem, contudo, susceptível de mudanças de acordo com as exigências expressas pelo próximo. Sucessivamente, em 1832, foram fundadas as Irmãs da Providência, cujo carisma é o mesmo do ramo masculino.

1º DE JULHO - ELE SE FEZ DE TOLO POR AMOR DE CRISTO E DIVERSOS SANTOS

- Simeão(+590) nasceu em Edessa, no Oriente. É um dos personagens mais estranhos do calendário santoral. Viveu 29 anos no deserto como eremita. Depois começou a levar uma vida de “bobo por amor de Cristo”. Protegido pela liberdade da qual os bobos gozam, tinha acesso junto aos altamente colocados e ricos como também junto aos excluídos e marginalizados. Evangelizou por toda a parte, quer pela palavra e pelo exemplo. Chamado louco, profeta, taumaturgo, excêntrico, escandaloso, palhaço - divide sua vida com os mendigos e as prostitutas, dejetos da sociedade, rindo-se de tudo e de todos fazendo-nos ver que a vida é uma grande mentira se não for vivida no amor de Deus e do próximo. 
- Teodorico (+533) – Filho de um salteador de estrada. Deu-se conta que tinha vocação religiosa justamente no dia do seu casamento. Combinou com a esposa e entrou no convento dos beneditinos. Ficou feliz quando seu pai, agora convertido, também procurou o convento. Curou, só com o toque, a vista de Teodorico I. 
- Servando (séc. VI ou VII) – Missionário na Escócia. Monge. Viveu na mais extrema pobreza com seus monges. 
- Justino Orona e Atilano Cruz (+1928) – Ambos párocos e mártires. Perseguidos. Surpreendidos quando dormiam no rancho de uma família de paroquianos, morreram crivados de balas. Canonizados em 2000. 
Junipero Serra (1713-1784) – Padre franciscano. Missionário no México. Fundou mais de vinte missioes ou aldeias católicas. 
Fernando M. Baccilieri (1821-1893) – Pároco na diocese de Bolonha durante cerca de quarenta anos. Bom Diretor espiritual e pregador. Fundador das “Servas de Maria de Galeazza” para jovens. Betificado em 1999.
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa-Venerável Padre Pelágio CSsR
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Preciosíssimo Sangue de Jesus - 1º de julho


     O Evangelho atesta que um dos soldados que vigiavam aos pés da cruz abriu com a lança o lado de Jesus na cruz e ele, que era cego, recuperou a visão. Segundo a tradição, aquele soldado, de nome Longino, recolheu um pouco de terra embebida do sangue que escorrera da ferida por ele mesmo provocada e levou-a para Mântua, onde enterrou-a. Ali foi encontrada no ano de 804.
     Na ocasião, o Papa Leão III ali esteve para venerar aquela relíquia da Paixão, reconhecendo a cidade de Mântua como sede de bispado. Desde então houve um desenvolvimento religioso, cultural e civil naquela cidade.
     Para acolher o Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo foram construídas sucessivamente três igrejas, sendo a última a Basílica de Santo André, meta de inúmeros peregrinos ilustres e anônimos, movidos pela intenção de venerar este símbolo do mistério da Redenção e do dom da Eucaristia.
     A devoção ao Preciosíssimo Sangue de Jesus remonta a Igreja nascente, sobretudo em reverência ao sangue de Jesus derramado na cruz e também em alusão ao sangue de Cristo na Eucaristia.
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ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 1 DE JULHO

Pe. Flávio Cavalca de Castro, redentorista
flcastro22@gmail.com
1 – Sábado – Santos: Teodorico, Aarão, Domiciano 
Evangelho (Mt 8,5-17) “Em verdade, vos digo: nunca encontrei em Israel alguém que tivesse tanta fé.” 
O oficial romano, pagão, mostrou confiança total no poder de Jesus. Mateus usa seu exemplo para ensinar sua comunidade que também os pagãos podem receber de Deus o dom da fé. E nós podemos aprender que mesmo fora de nossa comunidade cristã está agindo a graça poderosa do Senhor. E também que muitas vezes essas pessoas podem estar unidas a Deus muito mais do que nós. 
Oração

Senhor meu Deus, eu vos bendigo porque misericordiosamente ofereceis salvação para todos, mesmo para aqueles que imagino longe de vós. E peço que continueis a me ajudar, apesar de eu vos ter dado tão pouca atenção. Aumentai minha fé, para que possa corresponder mais à vossa graça. Creio em vosso poder, e confio que me havereis de converter meu coração para vós. Amém.