segunda-feira, 2 de maio de 2022

02 de maio - Santa Viborada

Viborada nasceu em data incerta, no fim do século IX, em uma nobre família alemã da região de Turgovia, atual cantão da Suíça. Graças a seus conselhos, seu irmão Ito tornou-se sacerdote da Igreja de São Magno, e mais tarde monge em São Galo. Viborada transformou sua casa em um hospital para os doentes pobres que seu irmão lhe trazia. Tendo ficado órfã, retirou-se como solitária em uma cela próxima da Igreja de São Jorge, onde permaneceu de 912 a 916, dedicando-se à oração e aos exercícios ascéticos, preparando-se para a vida de reclusa. No ambiente ocidental, esta prática de ascetismo feminino continuava a vida eremítica dos primeiros séculos. A reclusa vivia geralmente próxima de uma comunidade monástica, da qual recebia um pouco de alimento e assistência espiritual. Em 916, Viborada foi enclausurada numa cela junto da Igreja de São Magno, sob a orientação do Bispo-abade de São Galo, Salomão III (890-920). Ela foi certamente uma das primeiras eremitas cuja existência é comprovada historicamente.

As Aparições de Nossa Senhora em Cimbres, PE

No mês de maio de 1936, um bando de cangaceiros vindos de Alagoas passou por Pesqueira e pela Serra de Cimbres, a caminho da Paraíba. Foram duas ou três semanas de roubos, matanças, incendiando e fazendo outras perversidades. O casal Artur Teixeira de Carvalho e Auta Monteiro de Carvalho, moradores do Sitio Guarda, estavam ocultos no mato por medo dos invasores; a família havia levado uma estampa de Nossa Senhora e durante todo o mês de maio rezaram a Ela. Eles tinham um filhinho de três meses moribundo. Da. Auta, zeladora do Apostolado da Oração, pediu ao filhinho, Lídio, já batizado, que chegando no Céu pedisse a Virgem Ssma. que protegesse aquele povoado.Os cangaceiros se retiraram e os moradores puderam voltar à rotina de trabalhos no campo. E então, no dia 6 de agosto de 1936 algo extraordinário aconteceu!...

02 De Maio: Trasladação Das Relíquias De Santo Atanásio, O Grande, Arcebispo De Alexandria (C. † 373)

Desde a época dos Apóstolos, tem surgido ininterruptamente na Igreja os Santos Padres e Mestres Espirituais. Costumava-se denominar «Padres da Igreja», que eram principalmente os bispos que se sobressaíam por sua santidade de vida e que deixavam algo escrito. Já os que não eram considerados santos eram chamados de «Mestres da Igreja». Os padres e Mestres da igreja deixaram registrados em suas obras as tradições dos apóstolos que elucidavam o ensinamento verdadeiro da Fé e da vida cristã. Foram defensores da ortodoxia nos momentos difíceis da Igreja, quando tiveram de enfrentar as heresias e os falsos mestres. Em tais circunstâncias, suas atitudes eram consideradas exemplos de vida espiritual a serem seguidos. O século IV é tido como o mais célebre pelo surgimento dos grandes mestres defensores da fé que lutaram contra as heresias arianas. (Os arianos negavam a natureza divina de Jesus Cristo).

ATANÁSIO DE ALEXANDRIA Bispo, Padre e Doutor da Igreja, Santo (296 - 373)

COLUNA DA IGREJA 
Um dos maiores santos da História, odiado virulentamente pelos maus, foi entretanto muito amado por sua luta intrépida em defesa da Fé "O século IV, a idade de ouro da literatura cristã, nos oferece em seus umbrais a figura gigantesca de Atanásio de Alexandria, o homem cujo génio contribuiu para o engrandecimento da Igreja muito mais que a benevolência imperial de Constantino. Seu nome está indissoluvelmente unido ao triunfo do Símbolo de Niceia"[1], que ainda hoje rezamos. "Há nome mais ilustre que o de Santo Atanásio entre os seguidores da Palavra da verdade, que Jesus trouxe à terra? Não é este nome símbolo do valor indomável na defesa do depósito sagrado, da firmeza do herói face às mais terríveis provas da ciência, do génio, da eloquência, de tudo o que pode representar o ideal de santidade de um Pastor unido à doutrina do intérprete das coisas divinas? Atanásio viveu para o Filho de Deus; Sua causa foi a de Atanásio. Quem estava com Atanásio, estava com o Verbo eterno, e quem maldizia o Verbo eterno maldizia Atanásio"[2], comenta Dom Guéranger, o admirável autor eclesiástico do século XIX.

MAFALDA DE PORTUGAL Rainha, Religiosa, Beata 1197-1257

Mafalda de Portugal, era filha do segundo rei português, D. Sancho I e de sua esposa Dona Dulce de Barcelona. Nasceu em Coimbra por volta de 1197 e foi a Ultima filha da família real de Portugal. Em 1215, contando apenas dezoito anos, casou com Henrique I de Castela, ainda menor, o qual faleceu pouco depois em 1217. Este casamento que não tinha sido consumido, foi anulado pelo Papa em 1216. Por disposição testamentária de seu pai, Mafalda devia receber em herança o Castelo de Seia, assim como os rendimentos deste, “podendo usar o título de rainha, enquanto senhora desse mesmo castelo; recebia também o mosteiro de Bouças”. Como no caso de sua irmã Sancha, esta situação causou problemas com seu irmão Afonso, então rei de Portugal, “que desejando centralizar o poder, obstou à prossecução do testamento do pai, impedindo a infanta-rainha de receber os títulos e os réditos a que tinha direito - de facto Afonso II temia que esta pudesse passar a eventuais herdeiros o vasto património que o testamento lhe legava, criando assim um problema à soberania do rei de Portugal e dividindo quase o país ao meio”.

JOSÉ MARIA RUBIO Jesuíta, Santo 1864-1929

Veio ao mundo em Dalías (Almeria) no dia 22 de Julho de 1864. Dele disse o seu avô materno: “Eu morrerei, mas quem viver verá que este menino será um homem importante e que valerá muito para Deus”. Frequentou a escola da freguesia natal e manifestava o gosto de ler as vidas dos santos. Um seu tio, Cónego, mandou-o estudar num Instituto de Bacharelato, mas descobrindo nele sinais de vocação sacerdotal, enviou-o para o Seminário diocesano de Almeria. No Seminário de São Cecílio de Granada havia de terminar os estudos de filosofia, teologia e direito canónico. Foi ordenado no Seminário diocesano da Imaculada Conceição e de São Dâmaso, de Madrid, no dia 24 de Setembro de 1887, tendo sido incardinado nesta diocese. Na Capela da Virgem do Bom Conselho, na Catedral de Santo Isidro, celebrou a sua primeira Missa em 8 de Outubro seguinte.

VILMOS APOR Bispo, Mártir, Santo (1892-1945)

Vilmos Apor nasceu a 29 de Fevereiro de 1892, em Segesvár, filho de uma nobre família húngara. O pai morreu quando ele era muito pequenino, e foi a mãe que o educou com profundo fervor religioso. Completados os estudos no Liceu dos jesuítas, decidiu entrar no Seminário e depois frequentou a Universidade Católica de Innsbruck (Áustria), onde obteve o doutoramento em Teologia. Recebeu a Ordenação sacerdotal no dia 24 de Agosto de 1915, incardinando-se na diocese de Nagyvárad, onde iniciou o ministério como vice-pároco em Gyula; durante a guerra foi capelão militar por um breve período. Tendo retornado a essa localidade, foi nomeado pároco e realizou o seu ministério com profunda sabedoria e zelo pastoral: dedicou-se à formação dos jovens, criando para isto um colégio, e à assistência aos pobres, contando com a ajuda de várias Congregações religiosas.

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 2 DE MAIO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
2 – Segunda-feira – Santos: Atanásio, Zoé, Germano
Evangelho (Jo 6,22-29) “– Que devemos fazer para realizar as obras de Deus? Jesus respondeu: – A obra de Deus é que acrediteis naquele que ele enviou.”
Viram a multiplicação de pães e peixes, mas não entenderam que era um sinal para que acreditassemem Jesus como o enviado de Deus. Ao ouvir suas palavras um tanto duras, perguntaram afinal que deviam fazer para corresponder à proposta de Deus. A resposta de Jesus foi clara e continua chamando nossa atenção para o mais importante: somos salvos se acreditamos que Jesus pode salvar-nos.
Oração
Senhor Jesus, creio que sois o Filho de Deus que me pode salvar, libertar do mal e dar-me a felicidade, Ponho em vós toda a minha confiança e minha esperança de vida feliz para sempre. Entrego-me a vós, e quero que sejais meu caminho para a verdade e para o amor. Não permitais que vos abandone por nada deste mundo. Guardai a mim e a todos na fé e na esperança que nos destes. Amém.

Madre Maria Letícia da Virgem Misericordiosa, Fundadora - 2 de maio

     Maria Julieta da Gama Cerqueira era descendente de ilustre e tradicional estirpe mineira. Nasceu em Belo Horizonte no dia 10 de março de 1900; consagrou-se desde cedo à vida religiosa, ingressando na Congre­gação das Servas do Espírito Santo, em Juiz de Fora. Naquela cidade dedicou-se à forma­ção da juventude feminina, tendo depois atuado em Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro.
     Desejosa de uma vida mais contemplativa, a então Irmã Maria Letícia da Virgem Misericordiosa transfe­riu-se para o Mosteiro das Irmãs Redentoristas, em Itu. Em março de 1952, com outras irmãs oriundas de Itu, fundou o Mosteiro do Imaculado Coração de Maria na cidade de Belo Horizonte – MG.
     Trasladou-se da capital mineira para Diamantina (MG) e em 22 de maio de 1969, fundou naquela cidade, com algumas irmãs, o Mosteiro da Santa Face e do Puríssimo e Doloroso Coração de Maria, o qual foi transladado em 1970 para Campos (RJ), aonde chegaram em 26 de julho. Nesta im­portante cidade fluminense Madre Letícia foi Superiora daquele mosteiro até seu falecimento.

domingo, 1 de maio de 2022

19. ARRANCA-ME UM OLHO

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO
REDENTORISTA
VICE-POSTULADOR DA CAUSA
VENERÁVEL PADRE
PELÁGIO SAUTER
MISSIONÁRIO REDENTORISTA
Dois homens aguardam na sala de espera do palácio.
Querem pedir um favor ao rei. 
Foi mera coincidência chegarem quase ao mesmo tempo, pois são inimigos. 
O rei, que já os conhecia, pediu que entrasse um depois do outro. 
Mas advertiu a ambos: 
-Quem ficasse por último ganharia em dobro o que o primeiro pediu. Se, por exemplo, o primeiro pedisse um cavalo, o segundo ganharia dois cavalos. 
Diante de tantas vantagens para o último, nenhum dos dois queria ser o primeiro a entrar na sala de audiência. 
Por fim o rei tomou a iniciativa e, apontando para um deles, disse: 
- Alguém tem que ser o primeiro. Venha você aí. 
Este foi o pedido maldoso e diabólico do malvado e invejoso:
- Meu Senhor, ciente de que o outro receberá em dobro o que eu pedir, peço que me seja arrancado um olho. 
Palavra de vida: Deus olhou para a oferta de Abel e não olhou para a oferta de Caim... Por isso Caim atirou-se sobre seu irmão e o matou (Gn 4,1-8)

REFLETINDO A PALAVRA - “Fazei isto em memória de mim”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA CONSAGRADO
SACERDOTE NA PAZ DO SENHOR
Pedagogia de Jesus
 
Jesus, além de poeta era pedagogo. Sua linguagem era de fácil compreensão, mesmo aos mais simples. As maiores verdades de Sua pregação e de Sua vida eram acessíveis. O povo se deliciava com Seus ensinamentos. Era humano e sabia lidar com as pessoas. Falava em parábolas que transmitiam profundos ensinamentos e eram de fácil memorização. Do mesmo modo, os sacramentos que deixou para continuarem Sua presença e missão, são feitos para pessoas, à altura de sua compreensão. Se não transmitem a verdade que ensinam, precisam ser revistos na sua aplicação. Nós entendemos os sacramentos a partir da encarnação de Jesus. Ele, para vir a nós, assumiu nosso jeito de ser humano. Assumiu os usos humanos para compreendermos Sua vida, missão e mensagem. A Eucaristia é, entre todos, o maior símbolo da vida cristã deixado por Jesus (lembremos que símbolo implica a realidade, não é só uma lembrança ou explicação). Ela é o símbolo de maior densidade humana. Para a realização desse símbolo Jesus assume a refeição. Esta era de grandíssima importância para a cultura oriental. Não era um simples self-service, ou lanchinho feito, em pé, às pressas. É uma refeição fraterna onde os convivas realizam a grande unidade entre si. Comem o mesmo alimento, vivem a mesma vida. Jesus, sendo quem convida, vive Sua vida com Seus hóspedes. Assume o partir o pão e distribuir o vinho como gesto simbólico da vida que Ele dá na Paixão e retoma na ressurreição. Manda fazer em sua memória a ceia e ao mesmo tempo o Seu gesto de dar a vida. Esta refeição se une à Cruz. Participamos de Seu sacrifício que é de comunhão. Participando, realiza-se em nós a redenção. Ele diz “Quem come deste pão viverá eternamente. O pão que eu darei é minha carne para a vida do mundo” (Jo 6,51). Atraídos pelo alimento e pelo amor fraterno vivemos a redenção. A pedagogia de Jesus, para nos atrair e nos conduzir, responde ao nosso modo de ser, às nossas capacidades e necessidade. Ao escolher tanto a fraternidade como o alimento, dá-nos o caminho a seguir. Assim temos a base e o ponto de partida e orientação para a espiritualidade eucarística. 
Proposta de vida 
A eucaristia não é só um ato de piedade ou devoção. É vida. “Quem come minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna e Eu o ressuscitarei no último dia” (Jo, 6,54). No símbolo do pão e do vinho realizamos a união a Cristo em Sua vida, morte e ressurreição. Temos Sua vida em nós. “O que come minha carne viverá por mim” (Jo 6.57). A intimidade vivida pela ceia eucarística é símbolo da intimidade com Cristo, nosso hospedeiro. O mesmo acontece com a intimidade entre os comensais. Quando a missa voltará a ser isso? Claro que, mesmo que não tenhamos perfeição na apresentação da missa, não deixa de produzir o resultado, pois Deus é que age, acolhendo nossa fragilidade. Lentamente vamos melhorando nossa parte. 
Piedade Eucarística 
Fazei isto em memória de mim. Jesus manda repetir o que Ele fez. Não só repetir um gesto litúrgico com ritos culturais, como a ceia, mas a repetição memorial do seu gesto vital que é sua entrega na cruz - como pão partido e repartido, a vida também deve ser repartida. Sair de si, dar-se como dom é repartir os dons que temos. Por isso, em uma comunidade onde há sofrimento, fome, falta de todos os bens, aí certamente a missa está sendo mal celebrada. Vivendo a espiritualidade da Eucaristia, podemos melhorar o mundo.
ARTIGO REDIGIDO E PUBLICADO
EM ABRIL DE 2006

EVANGELHO DO DIA 1º DE MAIO

Evangelho segundo São João 21,1-19. 
Naquele tempo, Jesus manifestou-Se outra vez aos seus discípulos, junto do mar de Tiberíades. Manifestou-Se deste modo: Estavam juntos Simão Pedro e Tomé, chamado Dídimo, Natanael, que era de Caná da Galileia, os filhos de Zebedeu e mais dois discípulos de Jesus. Disse-lhes Simão Pedro: «Vou pescar». Eles responderam-lhe: «Nós vamos contigo». Saíram de casa e subiram para o barco, mas naquela noite não apanharam nada. Ao romper da manhã, Jesus apresentou-Se na margem, mas os discípulos não sabiam que era Ele. Disse-lhes Jesus: «Rapazes, tendes alguma coisa que comer?». Eles responderam: «Não». Disse-lhes Jesus: «Lançai a rede para a direita do barco e encontrareis». Eles lançaram a rede e já mal a podiam arrastar por causa da abundância de peixes. O discípulo predileto de Jesus disse a Pedro: «É o Senhor». Simão Pedro, quando ouviu dizer que era o Senhor, vestiu a túnica, que tinha tirado, e lançou-se ao mar. Os outros discípulos, que estavam apenas a uns duzentos côvados da margem, vieram no barco, puxando a rede com os peixes. Quando saltaram em terra, viram brasas acesas com peixe em cima, e pão. Disse-lhes Jesus: «Trazei alguns dos peixes que apanhastes agora». Simão Pedro subiu ao barco e puxou a rede para terra, cheia de cento e cinquenta e três grandes peixes; e, apesar de serem tantos, não se rompeu a rede. Disse-lhes Jesus: «Vinde comer». Nenhum dos discípulos se atrevia a perguntar-Lhe: «Quem és Tu?», porque bem sabiam que era o Senhor. Jesus aproximou-Se, tomou o pão e deu-lho, fazendo o mesmo com os peixes. Esta foi a terceira vez que Jesus Se manifestou aos seus discípulos, depois de ter ressuscitado dos mortos. Depois de comerem, Jesus perguntou a Simão Pedro: «Simão, filho de João, tu amas-Me mais do que estes?». Ele respondeu-Lhe: «Sim, Senhor, Tu sabes que Te amo». Disse-lhe Jesus: «Apascenta os meus cordeiros». Voltou a perguntar-lhe segunda vez: «Simão, filho de João, tu amas-Me?». Ele respondeu-Lhe: «Sim, Senhor, Tu sabes que Te amo». Disse-lhe Jesus: «Apascenta as minhas ovelhas». Perguntou-lhe pela terceira vez: «Simão, filho de João, tu amas-Me?». Pedro entristeceu-se por Jesus lhe ter perguntado pela terceira vez se O amava e respondeu-Lhe: «Senhor, Tu sabes tudo, bem sabes que Te amo». Disse-lhe Jesus: «Apascenta as minhas ovelhas. Em verdade, em verdade te digo: quando eras mais novo, tu mesmo te cingias e andavas por onde querias; mas quando fores mais velho, estenderás a mão e outro te cingirá e te levará para onde não queres». Jesus disse isto para indicar o género de morte com que Pedro havia de dar glória a Deus. Dito isto, acrescentou: «Segue-Me». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São João PauloII(1920-2005)papa 
Homilia em Paris 30/05/80 
(© Libreria Editrice Vaticana) 
«Tu amas-Me?» «Tu amas-Me?» 
«Tu amas-Me?» 
Pedro havia de caminhar para sempre, até ao fim da sua vida, acompanhado por esta tripla pergunta: «Tu amas-Me?». E mediu todas as suas atividades de acordo com a resposta que então deu. Quando foi convocado perante o Sinédrio. Quando foi metido na prisão em Jerusalém, prisão de onde não devia sair, e da qual contudo saiu. E em Antioquia, e depois ainda mais longe, de Antioquia para Roma. E quando, em Roma, perseverou até ao fim dos seus dias, conheceu a força das palavras segundo as quais um Outro o conduziu para onde ele não queria. E sabia também que, graças à força dessas palavras, a Igreja «era assídua ao ensino dos apóstolos e à união fraterna, à fração do pão e à oração» e que «o Senhor adicionava diariamente à comunidade os que seriam salvos» (At 2,42.48). Pedro não pode nunca desligar-se desta pergunta: «Tu amas-Me?» Leva-a consigo para onde quer que vá. Leva-a através dos séculos, através das gerações. Para o meio de novos povos e de novas nações. Para o meio de línguas e de raças sempre novas. Leva-a sozinho, e contudo já não está só. Outros a levam com ele. Houve e há muitos homens e mulheres que souberam e que sabem ainda hoje que a sua vida tem valor e sentido exclusivamente na medida em que é uma resposta a esta mesma pergunta: «Tu amas-Me? Tu amas-Me?». Eles deram e dão a sua resposta de maneira total e perfeita – uma resposta heroica –, ou então de maneira comum, banal. Em qualquer dos casos, sabem que a sua vida, que a vida humana em geral, tem valor e sentido graças a esta pergunta: «Tu amas-Me?». Só graças a esta pergunta vale a pena viver.

01º de maio - São Sigismundo

Sigismundo, filho do rei da Borgonha, abjurou publicamente a heresia de Ário, e congregou-se à Igreja Católica, pelo ano de 513. Sigerico, seu filho, imitou em breve este exemplo, e Santo Ávito de Viena fez ao povo uma homília a propósito disto. O único fragmento que nos resta diz-nos que uma princesa, filha de Sigismundo, havia sido reconciliada com a Igreja no dia precedente; foi aparentemente ela que se casou com o rei da Austrásia. Uma vez abjurada a heresia, Sigismundo empreendeu viagem a Roma, para reverenciar as tumbas dos santos apóstolos e render homenagem ao chefe visível da Igreja, à qual tivera a felicidade de congregar-se. O Papa Símaco recebeu o príncipe com honras condizentes à alegria que lhe proporcionava esta conversão. Presenteou-o com diversas relíquias, e falando-lhe com a bondade e autoridade de pai, deu-lhe bons conselhos.

1º de Maio, dia de São José Operário, padroeiro dos trabalhadores

Dia 1º de maio celebramos São José Operário, padroeiro dos trabalhadores. Seis breves reflexões sobre São José Operário:
 1º A pessoa de São José Operário 
Quem foi São José? Ele entra em cena nos Evangelhos quase desapercebidamente. Mas o que se afirma sobre ele é que era justo, filho de Davi, esposo de Maria, pai de Jesus e carpinteiro. São poucas informações, mas de importância fundamental. “Era um homem justo” (Mt 1.9). Justo com Deus, nele confiando profundamente; justo com o próximo, vivendo com Jesus e Maria na mais perfeita caridade; justo consigo mesmo, sendo fiel à vocação que recebeu. De fato, falava pouco, mas vivia intensamente o dia-a-dia da vida, não se subtraindo de nenhuma responsabilidade a ele confiada. O carpinteiro de Nazaré, com espírito de oração e virtuoso trabalho, tirava o sustento para si e sua família com o suor do seu rosto. Essa é a razão pela qual São José vive na alma do nosso povo.

JOSÉ OPERÁRIO Esposo de Maria, Pai adoptivo de Jesus Santo

Basta traçar um paralelo entre a vida cheia de sacrifícios de são José, que trabalhou a vida toda para ver Nosso Senhor Jesus Cristo dar a vida pela humanidade, e a luta dos trabalhadores do mundo todo, pleiteando respeito a seus direitos mínimos, para entender os motivos que levaram o papa Pio XII a instituir a festa de “São José Trabalhador”, em 1955, na mesma data em que se comemora o dia do trabalho em quase todo o planeta. Foi no dia 1o de maio de 1886, em Chicago, maior parque industrial dos Estados Unidos na época, que os operários de uma fábrica se revoltaram com a situação desumana a que eram submetidos e pelo total desrespeito à pessoa que os patrões demonstravam.

COMBA DO ALENTEJO Mártir, Santa († 300)

São três as santas portuguesas conhecidas com este nome: Santa Comba do Alentejo, Santa Comba de Coimbra, Santa Comba de Trás-os-Montes. Segundo os hagiológios, celebra-se hoje Santa Comba do Alentejo. Nenhum documento há, com valor histórico, sobre a vida desta santa. Diz Jorge Cardoso que foi martirizada em Tourega, perto de Évora, durante a perseguição de Diocleciano. Depois de Santa Comba ter sido decapitada, sua irmã Anominata, que esteve presa com ela, recebeu a permissão de se ausentar para fugir ao martírio. Sabendo disto São Jordão, irmão de ambas, que era ao tempo bispo de Évora, foi logo em procura de Anominata e, achando-a na serra do Espinheiro, repreendeu-a pela sua inconstância e pouca fé, levando-a a oferecer-se ao martírio. Dizia a tradição que, no lugar do seu martírio, rebentou uma fonte de água cristalina, que era levada a várias partes do Reino, operando muitos milagres. 
Cf. José Leite, SJ.

SÃO JEREMIAS Profeta († por meados do séc. VI a.c.)

Jeremias, era natural de Anatot, pequena cidade sacerdotal que ficava a hora e meia de caminho para o Norte de Jerusalém. Nasceu pelo ano de 645 antes de Cristo. Seu pai chamava-se Helcias, como ele mesmo nos diz no prólogo da sua profecia. Divergem os críticos sobre quem seja este Helcias; uns querem que seja o sumo sacerdote que eficazmente cooperou com Josias na reforma religiosa de Judá. Esta identificação parece pouco provável, visto esse pontífice ser da família de Eleázar, enquanto os sacerdotes de Anatot pertenciam ao ramo de Itomar. Como quer que seja, Jeremias devia ter ouvido na sua terra natal, tão próxima de Jerusalém, os clamores contra a idolatria e contra as crueldades de Manassés e de seu filho Amós, rei de Judá.

PEREGRINO LAZIOSI Servita e Santo 1265-1345

Peregrino pertencia à família dos nobres Laziosi. Nasceu na cidade de Forli, no norte da Itália, no ano 1265. Cresceu em meio a uma população conhecida pelo espírito reacionário e anárquico. Tornou um jovem idealista, de caráter intempestivo, recebendo o apelido de “furacão”. Certa ocasião, ocorreu um incidente grave num dos tumultos populares frequentes, porque a população se dividia entre os que apoiavam as ordens do papa e os que preferiam seguir as do imperador germânico. Foi quando a cidade recebeu um interdito do papa Martino IV, como castigo pelas desordens e atitudes rebeldes. Houve séria reação entre as partes. Para acalmar os ânimos, o papa pediu ao superior geral dos servitas, futuro são Filipe Benicío, que estava no mosteiro da cidade, para agir em seu nome e apaziguar os fiéis.

RICARDO PAMPURI Hospitalário, Santo 1897-1930

Em 1897, No dia 2 de Agosto, nasce em Trivolzio (Pavia) o décimo e penúltimo filho de Inocente Pampuri e Ângela Campari. Foi baptizado no dia seguinte com o nome de Hermínio Filippo. Matricula-se na Faculdade de Medicina da Universidade de Pavia em 1915, mas a 1 de Abril de 1917 inicia o serviço militar, sendo enviado três meses depois para a frente de combate, agregado aos serviços de saúde. No dia 6 de Julho de 1921 alcança a licenciatura em Medicina, com a máxima classificação. Participa numa peregrinação a Lurdes, na companhia dos tios, com paragem em Paray-le-Monial e em Ars. Cresce a ideia de seguir a vida religiosa, com o auxílio do P. Ricardo Beretta, seu conhecido desde 1923. A 6 de Junho de 1927 pede ingresso na Ordem Hospitaleira de São João de Deus. No dia 22 de Junho entra na Ordem como postulante e no dia 21 de Outubro ingressa no noviciado e toma o nome de Ricardo. Faz os votos temporários no dia 24 de Outubro de 1928.

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 1º DE MAIO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
1 – 3ºDomingo da Páscoa – São José Operário
Evangelho (Jo 21,1-19 ) Simão Pedro disse a eles: – Eu vou pescar. Eles disseram: – Também vamos contigo.”
Estavam junto ao lago “Simão Pedro, Tomé, chamado Dídimo, Natanael de Caná da Galileia, os filhos de Zebedeu e outros dois discípulos de Jesus”. Sete dos doze escolhidos por Jesus. Em Jerusalém tinham visto o Mestre vivo novamente; Pedro e João tinham encontrado o túmulo vazio, e Tomé tocara suas chagas. E parece que agora ali estavam sem saber o que fazer, que futuro os esperasse. E mais desorientados ainda como pescadores que, durante uma noite toda, não encontravam peixes. Comonós, eles também tinham de aprender que sem Jesus nada conseguiriam. E como eles, nós precisamos aprender que, depois de noites de trabalho que parece inútil, o Senhor nos espera na praia com fogo aceso, pão e peixe. E então tudo será diferente.
Oração
Senhor Jesus, imagino o clima de incertezas vivido pelos discípulos, como os momentos que de vez em quando marcam minha vida. Preciso que venhais em meu socorro, dizendo que devo continuar labutando, e me inspireis de que lado lançar a rede. Aumentai minha fé e confiança para acreditar que, mesmo parecendo estar longe, estais a meu lado. Aquecei meu coração nas madrugadas da vida e renovai minhas forças. Se me perguntais, digo que vos amo, mas que meu amor ainda é frágil. Quero cumprir as tarefas que me apontais, e prometo confiar mais em vossas promessas, certo que quando me enviais ides comigo. E fazei-me compreender que tudo se torna mais fácil, e até parece que estais mais perto, quando na barca vou com meus irmãos, sempre e apesar de tudo. Amém.