Na Solenidade da Assunção da Bem-Aventurada Virgem Maria, a Igreja recorda Tarcísio (ou Tarsicio). Ele foi martirizado ainda adolescente enquanto levava a Eucaristia aos cristãos na prisão. Ao ser descoberto, agarrou o Corpo de Jesus contra o peito para evitar que caísse em mãos profanas, mas foi morto. O Martirológio Romano situa sua morte em 15 de agosto de 257 d.C. Seu corpo foi sepultado ao lado do Papa Estêvão na Via Ápia. Em 767, o Papa Paulo I ordenou a transferência de seus restos mortais para a Basílica de São Silvestre in Capite, juntamente com os de outros mártires. São Tarcísio recuperou a fama no século XIX, após a publicação do romance "Fabiola", do Cardeal Wiseman, que se interessou pela figura do corajoso jovem santo. Pinturas, estátuas e retábulos que o retratam podem ser encontrados em muitas igrejas de Roma. (Avvenire)
sábado, 15 de agosto de 2026
Assunção de Nossa Senhora - Mãe de Deus - 15 de agosto
DEUS LHE CONCEDEU COMO A VIRGEM ANTES DO PARTO; NO PARTO E DEPOIS DO PARTO, COMO A MÃE DE DEUS
Hoje, solenemente, celebramos o fato ocorrido na vida de Maria de Nazaré, proclamado como dogma de fé, ou seja, uma verdade doutrinal, pois tem tudo a ver com o mistério da nossa salvação. Assim definiu pelo Papa Pio XII em 1950 através da Constituição Apostólica Munificentissimus Deus: “A Imaculada Mãe de Deus, a sempre Virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre foi assunta em corpo e alma à glória celestial.”
Antes, esta celebração, tanto para a Igreja do Oriente como para o Ocidente, chamava-se “Dormição”, porque foi sonho de amor. Até que se chegou ao de “Assunção de Nossa Senhora ao Céu”, isto significa que o Senhor reconheceu e recompensou com antecipada glorificação todos os méritos da Mãe, principalmente alcançados em meio às aceitações e oferecimentos das dores.
O que significa a Assunção de Nossa Senhora?
Ouvi um padre amigo dizer na homilia da Missa da Assunção de Nossa Senhora, que nos lembra que “há um lugar em Deus para nós; e em nós deve, então, haver um lugar para Deus”. Deus nos fez para Ele e Ele nos quer vivendo sempre com Ele na eternidade. E, por isso, disse São Paulo, “Se ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus. Afeiçoai-vos às coisas lá de cima, e não às da Terra” (Col 3,1-2).
A Virgem Imaculada foi elevada ao Céu de corpo e alma após sua morte, que a Igreja desde os primeiros séculos chama de “dormição”; Deus a ressuscitou e levou para o Céu. O Papa Pio XII, em 1 de novembro de 1950, por meio da Constituição Apostólica “Munificientissimus Deus” proclamou como dogma de fé, dizendo: “Finalmente, a Imaculada Virgem, preservada imune de toda mancha da culpa original, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celeste. E para que mais plenamente estivesse conforme a seu Filho, Senhor dos senhores e vencedor do pecado e da morte, foi exaltada pelo Senhor como Rainha do universo.”
Dormição de Maria
A Dormição de Maria, também chamada de Dormição da Teótoco (em grego: Κοίμησις Θεοτόκου - Koímēsis, frequentemente latinizado como Kimisis, e Uspénie em língua eslava eclesiástica, termos que se referem ao ato de dormir), é uma das grandes festas da Igreja Ortodoxa e das Igrejas Ortodoxas Orientais e Católicas Orientais que comemora a "dormição" ou morte da Teótoco (Maria, literalmente traduzido como "portadora de Deus"), e sua ressurreição corporal antes de ser elevada ao céu. Ela é celebrada em 15 de agosto (28 de agosto no calendário juliano ainda observado por algumas denominações) como a Festa da Dormição da Mãe de Deus. A Igreja Apostólica Arménia celebra a Dormição não numa data fixa, mas no domingo mais próximo de 15 de agosto.
Nossa Senhora da Lapa
Nossa Senhora da Lapa é uma representação de ”Santíssima” Virgem Maria, bastante cultuada em Portugal e no Brasil. A sua imagem geralmente ostenta a Virgem Maria de pé, sobre as nuvens, com as mãos juntas em atitude de oração, com uma coroa e uma pomba (símbolo do Espírito Santo) sobre a cabeça.
História
A história da devoção a Nossa Senhora da Lapa é objecto de várias lendas populares locais. Segundo a mais difundida, iniciou-se em meados do ano de 982, quando o general mouro Almançor, em uma das suas campanhas militares na Península Ibérica, passou por um mosteiro nortenho onde teria martirizado parte das religiosas que ali se encontravam.
As religiosas que teriam conseguido escapar do general teriam se abrigado em uma lapa (gruta), onde teriam guardado uma imagem de Nossa Senhora que levavam consigo.
Ao longo dos séculos, por cerca de quinhentos anos, a imagem teria permanecido ali, até que, em 1498, uma jovem pastora chamada Joana, menina ainda e muda de nascença, ao pastorear as ovelhas pelos arredores da gruta, teria resolvido adentrar e teria encontrado a imagem, pequena e formosa.
Porém a inocência da menina teria interpretado o achado como uma boneca e a teria colocado na cesta onde guardava seus pertences e seu lanche. Durante o pastoreio, a menina enfeitava a cesta como podia, procurando as mais lindas flores para orná-la.
ORAÇÕES - 15 DE AGOSTO
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
15
– Sábado – Santos: Alípio, Tarcísio,
Arnulfo
Evangelho
(Mt
19,13-15) “Deixai as crianças, e não as proibais de virem a
mim, porque delas é o Reino dos Céus.”
Naquele mundo, as crianças eram de pouca importância,
não mereciam a atenção de um mestre. Jesus acolhe-as e ensina aos discípulos que
elas, os pequenos, pobres, e sem importância são importantes porque chamados e
acolhidos pelo Pai. Até, de certo modo, são privilegiados e os mais importantes
no mundo novo da salvação que é oferecido a todos. Preciso ser criança.
Oração
Senhor Jesus, falando assim me tirais qualquer
pretensão de ser importante. Mas ainda preciso de ajuda para reconhecer minhas
debilidades e minha pobreza. Dai-me a graça da humildade, o saber reconhecer-me
como de fato sou. Quero colocar somente em vós minha confiança e minhas esperanças.
Só vós me salvais. Amém.
sexta-feira, 14 de agosto de 2026
REFLETINDO A PALAVRA - Culto digno de S. José
Prestar culto a S. José é a resposta que damos diante dos personagens que Deus associa a Si e estão unidos ao culto Divino. Não há culto que não seja a Deus, por Cristo no Espírito, na intercessão de seus santos. Deus é adorável em seus santos. Os santos são todos os que Deus amou e que O amaram nos irmãos. O amor a Deus não é só de pensamento. Como a Salvação foi na pessoa do Filho, o culto se torna real quando segue a Palavra de Deus. Jesus é a última Palavra de Deus ao mundo. Ele deixou claro o que o Pai espera de todos nós. Todo culto tem o fundamento bíblico. José cumpriu o projeto de Deus de acolher o Filho Divino que germinava no seio de sua esposa assumida. Cultuar José é tomar suas atitudes de obediência à comunicação de Deus por meio dos sonhos. Sonho não se trata só de uma realidade incontrolável quando estamos fora do consciente. É o acolhimento à inspiração que Deus que o homem percebe quando sabe identificar Deus nas realidades da vida. Era assim que os patriarcas agiam. Mesmo nós, não estamos distantes desta realidade. Podemos, como José, ser dóceis às inspirações do Espírito Santo no dia a dia. Discernimos o bem e o seguimos. Lembramos os sonhos de José do Egito. Sabia discernir os caminhos de Deus nos caminhos dos homens. Sabia ler sua vida como um caminho de Deus para a salvação de sua família. S. José está entre os patriarcas, mas também entre os primeiros discípulos. Quanto não terá aprendido de sei menino Jesus!
Culto da Igreja
A realização do que se celebra uma das características muito importante da liturgia. As palavras anunciam e o rito atualiza. É a manifestação do único mistério de Cristo em suas mais diferentes situações. Por isso é importante que o culto conduza sempre a atualizar, não somente lembrar. A memória é atualizante. Referente a S. José há os momentos litúrgicos e os momentos devocionais que decorrem da liturgia. Temos a celebração de um mês voltado à sua celebração. Nas quartas-feiras temos um dia da semana para essa memória. A Igreja oferece dois dias de celebração festiva: dia 19 de março, e dia 1º de maio, dia do trabalhador. Já no século IV S. Helena construiu-lhe uma capela em Belém. Por poucas notícias percebemos que o culto a S. José segue a vida da Igreja, continuando, como é de seu estilo, silencioso e discreto. A liturgia apresenta as missas votivas que podem ser usadas nos tempos comuns, como uma opção devocional litúrgica. Aliás, nós nos tornamos muito dependentes dos livretos que nos tolhem a liberdade de usar das riquezas da liturgia, como o caso das missas votivas.
Culto do coração
Somos sempre convocados a seguir o exemplo de S. José. Não há muito interesse em seguir essa recomendação, pois ela nos leva a viver na humildade, no silêncio, naquele papel simples de servir. Ele se cabe tão bem em todos os lugares que nos esquecemos de sua presença. Somos tocados pelo orgulho. Até na vida de santidade, temos a tentação de sermos diferentes. O orgulho é uma raiz daninha. Nós, no seio da Igreja, sobretudo os “bons”, os santos, são diferentes dos outros. Raiz do orgulho! Aqui temos o fundamento para um culto digno: imitá-lo em seu em sua discrição e escondimento. Assim ele pode educar o Filho de Deus e servir a sua querida esposa e mãe de todos nós. A discrição nos mostra a maturidade: não preciso aparecer para ser. Quanto mais maduro eu sou mais simples eu sou. Isto é: Viver o mistério de Deus no próprio jeito de ser.
ARTIGO PIBLICADO EM SETEMBRO DE 2021
EVANGELHO DO DIA 14 DE AGOSTO
Evangelho segundo São Mateus 19,3-12.
Naquele tempo, aproximaram-se de Jesus alguns fariseus para O porem à prova e disseram-Lhe: «É permitido ao homem repudiar a sua esposa por qualquer motivo?».
Jesus respondeu: «Não lestes que o Criador, no princípio, os fez homem e mulher
e disse: "Por isso o homem deixará pai e mãe para se unir à sua esposa e serão os dois uma só carne"?
Deste modo, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o homem o que Deus uniu».
Eles objetaram: «Porque ordenou, então, Moisés que se desse um certificado de divórcio para se repudiar a mulher?».
Jesus respondeu-lhes: «Foi por causa da dureza do vosso coração que Moisés vos permitiu repudiar as vossas mulheres. Mas no princípio não foi assim.
E Eu digo-vos: Quem repudiar a sua mulher, a não ser em caso de união ilegítima, e casar com outra, comete adultério».
Disseram-Lhe os discípulos: «Se é esta a situação do homem em relação à mulher, não é conveniente casar-se».
Jesus respondeu-lhes: «Nem todos compreendem esta linguagem, senão aquele a quem é concedido.
Na verdade, há eunucos que nasceram assim do seio materno, outros que foram feitos pelos homens e outros que se tornaram eunucos por causa do Reino dos Céus. Quem puder compreender, compreenda».
Tradução litúrgica da Bíblia
Papa de 2005 a 2013
Encíclica «Deus charitas est», §9-11
«E serão os dois uma só carne»
A relação de Deus com Israel é ilustrada através das metáforas do noivado e do matrimónio; consequentemente, a idolatria é adultério e prostituição. O erôs de Deus pelo homem – como dissemos – é ao mesmo tempo totalmente agapê. O amor apaixonado de Deus pelo seu povo – pelo homem – é ao mesmo tempo um amor que perdoa. Na Bíblia encontrarmo-nos diante de uma imagem estritamente metafísica de Deus: Deus é absolutamente a fonte originária de todo o ser; mas este princípio criador de todas as coisas – o Logos, a razão primordial – é, ao mesmo tempo, um amante com toda a paixão de um verdadeiro amor. Deste modo, o erôs é enobrecido ao máximo, mas simultaneamente tão purificado que se funde com a agapê.
A primeira novidade da fé bíblica consiste na imagem de Deus; a segunda, essencialmente ligada a ela, encontramo-la na imagem do homem. A narração bíblica da criação fala da solidão do primeiro homem, Adão, querendo Deus pôr a seu lado um auxílio. A ideia de que o homem está de algum modo incompleto, constitutivamente a caminho a fim de encontrar no outro a parte que falta para a sua totalidade, isto é, a ideia de que só na comunhão com o outro sexo pode tornar-se completo, está sem dúvida presente. E, deste modo, a narração bíblica conclui com uma profecia sobre Adão: «Por isso, o homem deixará pai e mãe, para se unir à sua mulher, e os dois serão uma só carne» (Gn 2,24).
Aqui há dois aspetos importantes: primeiro, o erôs está de certo modo enraizado na própria natureza do homem; Adão anda à procura e deixa o pai e a mãe para encontrar a mulher; só no seu conjunto é que eles representam a totalidade humana, tornando-se «uma só carne». Não menos importante é o segundo aspeto: numa orientação baseada na criação, o erôs impele o homem para o matrimónio, para uma ligação caracterizada pela unicidade e para sempre; é assim, e somente assim, que se realiza a sua finalidade íntima. À imagem do Deus monoteísta corresponde o matrimónio monogâmico. O matrimónio baseado num amor exclusivo e definitivo torna-se o ícone do relacionamento de Deus com o seu povo e, vice-versa, o modo de Deus amar torna-se a medida do amor humano.
São Marcelo de Apamea, Bispo e Mártir Festa: 14 de agosto
São Marcelo, bispo de Apameia, na Síria, foi morto por pagãos, enfurecidos por ele ter promovido a demolição de vários templos, em conformidade com o édito promulgado pelo imperador São Teodósio I, o Grande.
Etimologia: Marcello, diminutivo de Marco = nascido em março, sagrado para Marte, do latim
Martirológio Romano: Em Apameia, na Síria, São Marcelo, bispo e mártir, foi morto pela fúria dos pagãos por ter destruído um templo dedicado a Júpiter.
O imperador Teodósio I, o Grande, chamado por Graciano para governar o Império Romano do Oriente, prosseguiu com seu projeto mesmo após a morte: estabelecer um Estado religiosamente unido e coeso, objetivo que tentou alcançar, por vezes, impondo a religião cristã em todo o império.
Santo Eusébio de Roma Sacerdote-Festa: 14 de agosto
(+)Roma, 14 de agosto de 353 ca.
Santo Eusébio é testemunha do difícil período que se seguiu ao Concílio de Niceia. Sua figura está presente durante a controvérsia ariana, quando o imperador Constâncio II tentou exercer forte influência sobre a vida eclesiástica, favorecendo bispos pró-arianos. Segundo a antiga tradição hagiográfica, Eusébio repreendeu abertamente o Papa Libério por sua excessiva fraqueza diante da pressão imperial. Por esse motivo, foi aprisionado em um pequeno quarto, onde passou aproximadamente sete meses em oração e penitência até sua morte, ocorrida por volta de 14 de agosto de 353. Sua memória foi preservada graças ao culto que se desenvolveu na igreja de Eusébio, uma das mais antigas de Roma, construída no Monte Esquilino e já atestada no século IV. Alguns detalhes de sua vida apresentam dificuldades cronológicas e são objeto de debate entre os estudiosos.
São Fachtna (ou Fachanan) Bispo de Ross-Festa: 14 de agosto
Como bispo e abade, ele combinou o rigor da contemplação com a excelência acadêmica, transformando seu assentamento em uma encruzilhada internacional conhecida como Ross Ailithir, ou "Ross dos Peregrinos". Discípulo dos grandes mestres de seu tempo, Fachtna dedicou sua vida à educação de gerações de monges e clérigos, lançando as bases para uma diocese que manteria sua identidade por séculos. Embora fontes hagiográficas tenham entrelaçado sua história com eventos miraculosos e lendas tribais, o núcleo documentado de sua vida retrata um incansável organizador eclesiástico e um intelectual profundamente enraizado no tecido social de Münster. Sua memória é celebrada em 14 de agosto.
Beato Alberto Pandoni
onde o seu zelo provocou o ódio dos herejes.
PRANDONI ou Pandoni Alberto
(*)Brescia, por volta de 1200
(+)Ferrara, 14 de agosto de 1274.
Da nobre família bresciana Prandoni dedicou-se aos estudos eclesiásticos e Campi, na "Dell'historia ecclesiastica di Piacenza", diz que foi mestre e doutor sem especificar se era em teologia ou em direito canônico. Durante as lutas religiosas da época escreveu um tratado em defesa da liberdade da Igreja e da autoridade do Sumo Pontífice contra o imperador Frederico II (ca. 1240). Pertencente ao clero bresciano e talvez cônego agostiniano, passou a fazer parte da "família" do cardeal Prenestino, seu predecessor no bispado de Piacenza, e provavelmente esteve na corte papal adquirindo habilidades comerciais que, junto com a santidade e a doutrina, levaram ele, de subdiácono apostólico e capelão do Papa Inocêncio IV, à nomeação em 14 de março de 1244 como bispo de Piacenza.
Beato Sante Brancorsini de Urbino
Nome: Beato Sante Brancorsini de Urbino
Título: Franciscano
Nome cristão: Giansante Brancorsini
Nascimento: 1343, Montefabri
Morte: 14 de agosto de 1394, Montebaroccio
Recorrência: 14 de agosto
Martirológio: edição de 2004
Tipologia: Comemoração
Beatificação: 11 de agosto de 1770, Roma, Papa Clemente XIV
Frade converso franciscano,
cujo corpo se conservou incorrupto.
Giansante, como foi batizado, nasceu em Montefabbri, na região de Marche, em 1343, em uma família nobre. Frequentou o liceu em Urbino e foi forçado a uma carreira jurídico-militar que nunca teria gostado porque o seu único desejo era seguir o seu espírito contemplativo.
Santos Antônio Primaldo e companheiros, Mártires de Otranto-Festa: 14 de agosto
De 28 de julho a 11 de agosto de 1480, os turcos comandados por Gedik Achmet Pasha sitiaram a cidade de Otranto, na Puglia. Em 12 de agosto, após entrarem à força na cidade, assassinaram o arcebispo Stefano Pendinelli e os fiéis reunidos na catedral. No dia seguinte, prenderam os cerca de oitocentos homens sobreviventes, com idades a partir de quinze anos. Os habitantes foram levados para a colina de Minerva, nas proximidades, e forçados a fazer uma escolha: morrer ou renunciar a Cristo. Um tecelão idoso, Antonio Pezzulla, respondeu em nome de todos que teriam preferido a morte: ele foi o primeiro a ser decapitado, razão pela qual recebeu o apelido de Primaldo.
Beata Elisabetta Renzi, Virgem e Fundadora Festa: 14 de agosto
(+)14 de agosto de 1859
Elisabetta Renzi nasceu em Saludecio (RN) em 19 de novembro de 1786, em uma família abastada: seu pai, Giambattista Renzi, era avaliador, e sua mãe, Vittoria Boni, pertencia a uma família nobre de Urbino. Em 1791, a família mudou-se para Mondaino (RN). De acordo com o costume da época, ainda jovem, foi confiada às freiras Clarissas para receber uma educação humana e cristã adequada. Aos 21 anos, pediu para ingressar no Mosteiro Agostiniano de Pietrarubbia (PU). Em 1810, Napoleão suprimiu o mosteiro, e Elisabetta, a contragosto, foi obrigada a retornar para sua família. Passou quatorze anos em busca de respostas e angústia interior. Certo dia, enquanto cavalgava, foi derrubada do cavalo por um animal desgovernado. Levantou-se ilesa e interpretou a queda como um sinal de um chamado divino. Ela consultou seu diretor espiritual, Dom Vitale Corbucci, que a tranquilizou, indicando-lhe Coriano (Rimini), onde havia um "Conservatório", uma escola para as meninas mais pobres. Elisabetta chegou a Coriano em 29 de abril de 1824 e, em 1839, fundou a Congregação das Pias Mestras de Nossa Senhora das Dores. Ela faleceu em 14 de agosto de 1859 e foi beatificada pelo Papa João Paulo II em 1989.
Maximiliano Maria Kolbe Franciscano, Sacerdote, Fundador, Mártir, Santo 1894-1941
O carisma do apostolado de padre Kolbe
foi marcado pelo amor infinito a Maria
e pelas suas iniciativas na imprensa religiosa.
Maximiliano Maria Kolbe nasceu no dia 8 de janeiro de 1894, na Polónia, e foi baptizado com o nome de Raimundo. Sua família era pobre, de humildes operários, mas muito rica de religiosidade. Ingressou no Seminário franciscano da Ordem dos Frades Menores Conventuais aos treze anos de idade, logo demonstrando sua verdadeira vocação religiosa.
No colégio, foi um estudante brilhante e actuante. Na época, manifestou seu zelo e amor a Maria fundando o apostolado mariano "Milícia da Imaculada". Concluiu os estudos em Roma, onde foi ordenado sacerdote, em 1918, e tomou o nome de Maximiliano Maria.
ORAÇÕES 14 DE AGOSTO
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
14
– Sexta-feira – S. Maximiliano Maria Kolbe
Evangelho
(Mt
19,3-12) “Os discípulos disseram a Jesus: “Se a situação do homem com a
mulher é assim, não vale a pena casar-se”.
Essa
foi a reação dos discípulos quando Jesus disse que o amor entre homem e mulher
é para sempre. A resposta de Jesus foi clara: “Nem todos são capazes de
entender isso, a não ser aqueles a quem é concedido.” Sem uma graça especial de
Deus, o amor indissolúvel não é possível. Só olhando para o amor de Cristo por
nós, é que um homem e uma mulher podem querer amar-se assim.
Oração
Senhor,
eu vos louvo e a vós agradeço o amor que colocais no coração de tantos irmãos e
irmãs. Eu vos peço por todos os casados, que seu amor seja grande, alegre e
paciente. Que eles se amem tanto, que seu amor me ajude a entender um pouco
mais vosso amor fiel e compassivo por todos nós. Dai-lhes a fidelidade alegre,
guardai-os das armadilhas da facilidade descompromissada. Amém.
quinta-feira, 13 de agosto de 2026
REFLETINDO A PALAVRA - “Força da Palavra”
Celebramos o dia da Bíblia, dia da Palavra escrita que alimenta a Palavra anunciada e vivida. Profetizar não é só falar o futuro. Ser profeta como Jesus, é anunciar a Palavra de Deus. Mostrar os caminhos de Deus. Falar em nome de Deus é ter capacidade de ouvir e segurança de anunciar. Jesus e Moisés, porque eram cheios do Espírito Santo, sabiam dar espaço para que Deus continuasse falando. Quem é do Espírito ouve a voz do Espírito onde Ele fala. Notamos que há muito fechamento na Igreja em ouvir o que fala o Espírito. Estamos bloqueando a Palavra porque toca nossos interesses e exige conversão. A Palavra anunciada está sempre exigindo mudanças radicais. A abertura à Palavra é condição para a mudança. O que nasceu do Espírito é do Espírito que é como o vento que sopra onde quer... Assim acontece com aquele que nasceu do Espírito (Jo 3,6.8). O mal que realizamos é opção pessoal e pode fazer muito mal aos outros, sobretudo aos humildes que Jesus chama de crianças; também a elas. Dizemos: sou livre, não admito censura. Certo! Mas quando prejudico as pessoas com meu mau procedimento ou ensinamento, eu devo suportar que me “tirem do ar”. Não é contra a liberdade. É respeito à liberdade do outro. Eu devo ser minha censura. Uma palavra ou atitude não boas ferem como balas. É mortífera. Podemos encontrar profetas cheios do Espírito Santo fora de nossos esquemas. Mas podemos encontrar falsos profetas entre os “bons” que só danificam. Melhor é jogar no fundo do mar, diz Jesus (Mc 9,42). A Palavra de Deus não tem dono. Seu dono é o Espírito Santo.
Responsabilidade de ser Palavra viva
São Tiago faz uma séria advertência aos que abusam e exploram os pobres. O mal não é ter os bens, mas não saber viver a Palavra no meio das riquezas. Quando alguém se enriquece, a primeira coisa que faz é não ter mais tempo para Deus. Quem não dá tempo a Deus, não vai dar valor ao homem que consome sua vida no trabalho e lhe é negado o direito ao pagamento justo. O pobre gritará ao Senhor e Ele o ouvirá. Ser Palavra viva é deixar que o Espírito coloque nossa vida no caminho da Palavra de Deus vivida no concreto da vida. Preferimos uma religião distante da realidade. Por isso quem vive a Palavra é perseguido. A Palavra transforma nossas atitudes. Tiago toca em situações que se perpetuam: acúmulo de riqueza desmedida. A riqueza, diz Tiago, não pode ser fruto da exploração dos operários: “O salário dos trabalhadores que ceifaram vossos campos, e vós deixastes de pagar, está gritando, e o clamor chegou aos ouvidos do Senhor” (Tg 5,4). O luxo não enriquece. O que nos faz ricos é dar um copo d’água a quem nos pede (Mc 9.41). Jesus diz: “Se não sois fiéis no uso do dinheiro injusto, quem vos confiará o verdadeiro bem?”(Lc 16,11).
Ajustando metas
Jesus nos quer inteiros para Ele, pois só lhe damos pedaços. Nem o olho, nem o ouvido, nem os pés podem nos escandalizar, isto é, levar-nos ao mal. Não quer que nos mutilemos. Está dizendo que o pior escândalo, empecilho ao Reino de Deus vem de nós mesmos: de uma mão, de um pé e de um olho, isto é, das más ações, dos caminhos errados e do desejo de realidades más. Justamente aqui atua a conversão que atinge toda nossa vida. Se nos habituarmos em fazer o mal, poderemos preparar nossa ruína. Se buscarmos as boas ações, os bons caminhos e os bons projetos, construiremos o Reino de Deus e viveremos do Espírito que não é negado a ninguém. Celebrando o dia da Bíblia, tenhamos em nosso coração um lugar sagrado onde possamos guardar toda a semente da Palavra.
Leituras: Números 11,25-29; Salmo 18;
Tiago 5,1-6; Marcos 9,38-43.45.47-48.
1. A abertura à Palavra é condição para a mudança.
2. Ser Palavra viva é deixar que o Espírito coloque nossa vida no caminho da Palavra.
3. Jesus nos quer inteiros para Ele, pois só lhe damos pedaços.
Conta de água
Jesus estava sempre preocupado com que ninguém sofresse nada. Por que ele fala tanto do pobre, do doente, do faminto, da criança? Seu ambiente era repleto desses sofredores. Se em nosso mundo são tantos, imaginemos. Então Jesus se preocupa com a gostosura de um copo d’água. Ele dá uma satisfação muito grande.
Como Ele não pode atender um por um, faz de nós suas mãos, seus pés, seus olhos, sua boca e seu coração misericordioso. Assim ninguém vai sofrer. E com tanto copo d’água, vai subir a conta. Oxalá! Mas quando colocamos como ponto de partida o necessitado, as soluções se fazem presentes.
Homilia do 26º Domingo Comum (26.09.2021)
EVANGELHO DO DIA 13 DE AGOSTO
Evangelho segundo São Mateus 18,21-35.19,1.
Naquele tempo, Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou-Lhe: «Se meu irmão me ofender, quantas vezes deverei perdoar-lhe? Até sete vezes?».
Jesus respondeu: «Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete.
Na verdade, o Reino de Deus pode comparar-se a um rei que quis ajustar contas com os seus servos.
Logo de começo, apresentaram-lhe um homem que devia dez mil talentos.
Não tendo com que pagar, o senhor mandou que fosse vendido, com a mulher, os filhos e tudo quanto possuía, para assim pagar a dívida.
Então, o servo prostrou-se a seus pés, dizendo: "Senhor, concede-me um prazo e tudo te pagarei".
Cheio de compaixão, o senhor daquele servo deu-lhe a liberdade e perdoou-lhe a dívida.
Ao sair, o servo encontrou um dos seus companheiros, que lhe devia cem denários. Segurando-o, começou a apertar-lhe o pescoço, dizendo: "Paga o que me deves".
Então, o companheiro caiu a seus pés e suplicou-lhe, dizendo: "Concede-me um prazo e pagar-te-ei".
Ele, porém, não consentiu e mandou-o prender, até que pagasse tudo quanto devia.
Testemunhas desta cena, os seus companheiros ficaram muito tristes e foram contar ao senhor tudo o que havia sucedido.
Então, o senhor mandou-o chamar e disse: "Servo mau, perdoei-te tudo o que me devias, porque mo pediste.
Não devias, também tu, compadecer-te do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?".
E o senhor, indignado, entregou-o aos verdugos, até que pagasse tudo o que lhe devia.
Assim procederá convosco meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar a seu irmão de todo o coração».
Quando Jesus acabou de dizer estas palavras, partiu da Galileia e foi para o território da Judeia, além do Jordão.
Tradução litúrgica da Bíblia
(354-430)
Bispo de Hipona
(norte de África),
doutor da Igreja
Sermão 83
«Assim procederá convosco
meu Pai celeste,
se cada um de vós não perdoar
a seu irmão de todo o coração»
Todo o homem é devedor de Deus e todo o homem tem no seu irmão um devedor. De facto, só não tem dívidas com Deus quem não se encontra em pecado; e só não terá seu irmão por devedor quem nunca tiver sido ofendido por ninguém. Todos os homens são, pois, devedores e credores em simultâneo. Um mendigo pede-te esmola a ti, e tu és mendigo de Deus, porque todos somos, quando Lhe rezamos, mendigos de Deus: prostramo-nos à porta do nosso Pai de família (cf Lc 11,5s), suplicando-Lhe e lamentando-nos, desejosos de receber dele uma graça, e essa graça, é o próprio Deus. O que te pede o mendigo? Pede-te pão. E tu, o que pedes tu a Deus? Pedes Cristo, que disse: «Eu sou o pão vivo que desceu do céu» (Jo 6,51). Quereis ser perdoados? Perdoai: «Perdoai e sereis perdoados». Quereis receber? «Dai e dar-se-vos-á (Lc 6,37-38).
Estejamos prontos para perdoar todas as faltas que cometerem contra nós, se queremos que Deus nos perdoe as nossas. Sim, verdadeiramente, se considerássemos os nossos pecados e passássemos em revista as faltas que cometemos, não sei se poderíamos adormecer sem sentir todo o peso da nossa dívida. Por isso, todos os dias apresentamos a Deus os nossos pedidos, todos os dias Lhe chegam aos ouvidos as orações que fazemos, todos os dias nos prostramos, dizendo: «Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido». Que dívidas queres que te sejam perdoadas? Todas, ou uma parte? Vais certamente responder: todas. Pois então, faz o mesmo com os teus devedores.
13 de agosto - Santa Dulce dos Pobres
Irmã Dulce morreu em 13 de março de 1992, pouco tempo antes de completar 78 anos. A fragilidade com que viveu os últimos 30 anos da sua vida, com a saúde abalada seriamente - tinha 70% da capacidade respiratória comprometida - não impediu que ela construísse e mantivesse uma das maiores e mais respeitadas instituições filantrópicas do país, batendo de porta em porta pelas ruas de Salvador, nos mercados, feiras livres ou nos gabinetes de governadores, prefeitos, secretários, presidentes da República, sempre com a determinação de quem fez da própria vida um instrumento vivo da fé.
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