segunda-feira, 29 de agosto de 2022

29 de agosto - Santa Joana Maria da Cruz (Jeanne Jugan)

Pela sua obra admirável ao serviço das pessoas idosas mais necessitadas, Santa Joana Maria da Cruz é também um farol para guiar as nossas sociedades que devem redescobrir sempre o lugar e a contribuição única desta fase da vida. Nascida em 1792 em Cancale, na Bretanha, Jeanne Jugan preocupava-se com a dignidade dos seus irmãos e irmãs em humanidade, que a idade tornou vulneráveis, reconhecendo neles a pessoa de Cristo. "Olhai para o pobre com compaixão, dizia ela, e Jesus olhará para vós com bondade, no vosso último dia". Este olhar de compaixão sobre as pessoas idosas, baseado na sua profunda comunhão com Deus, Jeanne Jugan levou-a através do seu serviço jubiloso e abnegado, exercido com doçura e humildade de coração, querendo ser ela mesma pobre entre os pobres. Jeanne viveu o mistério de amor aceitando, em paz, a obscuridade e o despojamento até à morte. O seu carisma é sempre atual, quando tantas pessoas idosas sofrem múltiplas pobrezas e solidões, sendo por vezes até abandonadas pelas suas famílias. O espírito de hospitalidade e de amor fraterno, fundado numa confiança ilimitada na Providencia, no qual Jeanne Jugan encontrava a fonte nas Bem-Aventuranças, iluminou toda a sua existência. Este impulso evangélico prossegue hoje através do mundo na Congregação das Irmãzinhas dos Pobres, que ela fundou e que testemunha no seu seguimento da misericórdia de Deus e do amor compassivo do Coração de Jesus pelos mais pequeninos. Que Santa Jeanne Jugan seja para todas as pessoas idosas uma fonte viva de esperança, e para as pessoas que se põem generosamente ao seu serviço, um estímulo poderoso a fim de prosseguir e desenvolver a sua obra! 
Papa Bento XVI – Homilia de Canonização – 
11 de outubro de 2009

SANTA SABINA, ROMANA, CUJO TÍTULO, FUNDADO NO MONTE AVENTINO, VENERA O SEU NOME

Perseguição e martírio
 
À noite, as duas mulheres iam às Catacumbas, onde, na época, os cristãos se reuniam, clandestinamente, por causa das perseguições. O II século d.C. foi um dos períodos mais sangrentos para as Comunidades cristãs, que, repetidamente, eram objeto de violências e abusos. Quando Serápia foi presa e torturada à morte, Sabina foi descoberta. Levada diante do Prefeito Elpídio, que lhe deu a possibilidade de se retratar, a mulher não teve nenhuma dúvida em rejeitar a proposta, pelo contrário, confessou a sua firme fé em Jesus Cristo. Por isso, foi condenada à morte por decapitação. Seu martírio ocorreu por volta do ano 120. 
Basílica de Santa Sabina no Aventino 
As relíquias das duas mártires encontram-se na Basílica romana de Santa Sabina, no bairro do Aventino; a basílica foi fundada, entre os anos 422 e 432, por Pedro de Ilíria, sobre as ruinas de um antigo Titulus Sabinae. Ali, em Santa Sabina, os Papas celebram a primeira estação da Quaresma e fazem a homilia na Quarta-feira de Cinzas. Naquele lugar, São Domingos fundou, em 1219, a Ordem dos Pregadores. Um dos filhos mais famosos dos Dominicanos é Santo Tomás, que foi docente naquele Convento, adjacente à Basílica. Santa Sabina é representada com um livro, uma palma e uma coroa, segundo uma das suas primeiras reproduções (século VI), que se encontra na igreja de Santo Apolinário Novo, em Ravenna.

MARTÍRIO DE SÃO JOÃO BAPTISTA Precursor de Jesus 29 de Satembro

Evangelho e Tradição 
Esta festa do martírio de São João Baptista teve a sua origem no século V, na França; e no século VI, em Roma. Está ligada — segundo certos historiadores — à dedicação da igreja construída em Sebaste, na Samaria, sobre o que é considerado como sendo o túmulo do santo Precursor de Jesus Cristo. 
Massimo Stanzione: 
Degolação de S. João Baptista. 
Museu do Prado, Madrid. 
No Evangelho de São Mateus encontramos várias alusões sobre São João Baptista, pouco antes de ser martirizado: «Ora João, que estava no cárcere, tendo ouvido falar das obras de Cristo, enviou-lhe os seus discípulos com esta pergunta: “És Tu aquele que há-de vir, ou devemos esperar outro?” Jesus respondeu-lhes: “Ide contar a João o que vedes e ouvis: Os cegos vêem e os coxos andam, os leprosos ficam limpos e os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e a Boa-Nova é anunciada aos pobres. E bem-aventurado aquele que não encontra em mim ocasião de escândalo”.» (Mt. 11, 2-6). No mesmo Evangelho, e no mesmo capítulo, o Apóstolo escreveu ainda: «Depois de eles terem partido, Jesus começou a falar às multidões a respeito de João: “Que fostes ver ao deserto? Uma cana agitada pelo vento? Então que fostes ver? Um homem vestido de roupas luxuosas? Mas aqueles que usam roupas luxuosas encontram-se nos palácios dos reis. Que fostes, então, ver? Um profeta? Sim, Eu vo-lo digo, e mais que um profeta. É aquele de quem está escrito: Eis que envio o meu mensageiro diante de ti, para te preparar o caminho.

Beata Teresa Bracco, Mártir da pureza - 29 de agosto

Nasceu em 24 de fevereiro de 1924, penúltima de sete filhos, em Santa Giulia, no Piemonte, Itália. O pai é severo, mas justo, e a mãe doce e gentil. Mãe e pai – Ângela e Jacob Bracco - foram para ela um exemplo de fé e fortaleza cristã: em 1927 sepultaram em apenas três dias dois filhos de nove e quinze anos. Uma fé submetida ao cadinho da prova. No fim do dia, o próprio Jacob dirigia a recitação do Rosário em família. O nome de Teresa ela o recebera em honra da “pequena santa” de Lisieux, beatificada em 1923. Em 1930, um jovem e dinâmico padre chegou a Santa Giulia: Pe. Natale Olivieri. Ele logo percebeu o fervor de Teresa, que frequenta regularmente suas lições de catecismo. A garota deseja ansiosamente receber a Primeira Comunhão, uma graça que será concedida a ela na primavera de 1931. Sua vida ocorria entre a casa da família, ajudando sua mãe no trabalho doméstico, na escola municipal e nos campos, onde às vezes ela levava o gado para pastar. O pai a apresenta como modelo: "Faça como Teresa; se você fosse como ela, minhas preocupações acabariam. Em 2 de outubro de 1933, Teresa recebeu o sacramento da Confirmação.

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 29 DE AGOSTO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
29 – Segunda-feira – Santos: Sabina, Niceias, Hipácio
Evangelho (Mc 6,17-29)“Herodes tinha medo de João, pois sabia que ele era justo e santo ... Gostava de ouvi-lo, embora ficasse embaraçado quando o escutava.”
Pelo que sabemos, Herodes era um homem interiormente dividido, sem paz, escravo de suas paixões e de seus remorsos. Parece ter sido profundamente infeliz. Não podemos viver interiormente divididos, sem um objetivo que nos oriente e dê coerência. Deus sempre nos convida a tomar uma decisão em nossa vida, oferece-nos a ajuda necessária, e fala-nos também através de nossos irmãos.
Oração
Senhor meu Deus, se olho para minha vida, vejo que estou sempre indo de um lado para outro, incapaz de tomar de uma vez o rumo que me indicais. Meu coração é inconstante e medroso. Só vós podeis dar coerência a minha caminhada. É o que hoje vos peço. Não quero continuar como até agora. Entrego-me a vós, tomai conta de minha vida. Assim encontrarei a paz que tanto procuro. Amém.

domingo, 28 de agosto de 2022

138. NA LOJA DE CALÇADOS

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO
REDENTORISTA
VICE-POSTULADOR DA CAUSA
VENERÁVEL PADRE
PELÁGIO SAUTER
MISSIONÁRIO REDENTORISTA
O pai entrou com seu filho pequeno numa loja de calçados no centro da cidade. 
O menino queria que o pai lhe comprasse sapatos, sandálias, cinto e tanta coisa mais. 
- Meu filho, você quer levar a loja toda! Ela não cabe na minha sacola. Escolha apenas uma coisa. 
O menino foi até a banca dos tênis, escolheu um e disse: 
- Pai, eu quero este tênis. 
O pai olhou o preço e disse: 
- É muito caro. Ele não cabe no meu bolso. 
- Papai, a loja não cabe na sua sacola, o tênis não cabe no seu bolso e o tênis mais barato não cabe no meu pé. E agora?... 
Lição para a vida: E agora? Aprendam a se entender mutuamente. Façam pesquisa de preços. Cheguem num acordo. Mas nunca fazer exigências descabidas.

REFLETINDO A PALAVRA - “Jesus dá a vida”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
SACERDOTE REDENTORISTA
NA PAZ DO SENHOR

O coração de Deus
 
O primeiro contato que temos com Deus , nós o encontramos dando vida. Nada além do normal, pois Deus sempre cuida de sua criatura amada. Jesus, vindo da parte do Pai, traz Seu coração amoroso. E como vive sob a potência do Espírito, transmite a cada um a certeza de que quer a vida e a quer abundante (Jo 10,10). Tem como missão destruir o mal que é obstáculo ao Reino de Deus e suas obras. Jesus anula-o ao ensinar os ignorantes, perdoar os pecadores, aliviar a fome, curar as doenças e ter a vitória sobre a morte. A morte é a última inimiga de Deusa ser vencida (1Cor 15,26). Vamos à cena: Ao chegar a Naim, encontra, à porta da cidade, um enterro que leva um defunto, filho único de uma viúva. Diversos são filhos únicos. Jesus também é o filho único. Deve perceber mais profundamente o drama. Situação da viúva era dramática, não só pela perda, mas porque significa para ela a desgraça total dentro da sociedade. Ela não herdava. “Jesus sentiu compaixão por ela e disse: ‘Não chores’”. O verbo usado para sentir compaixão explica o termo - entranhas de misericórdia. É ter a ternura como o seio materno tem pelo fruto de seu ventre. O verbo usado indica o amor de Deus movido no profundo de seu coração terno. O coração de Deus entende o coração materno sofrido. Deus é pai dos órfãos e juiz das viúvas. As viúvas são consideradas no novo testamento, estado sagrado do Senhor para dar-lhes vida. Está a dizer: ‘não temais, porque Deus está convosco’. Jesus toca o caixão. Esse gesto era proibido pela lei, pois torna impuro, não podendo nem participar das celebrações, pelo tempo determinado. A morte é a pior contaminação, a vida é a maior pureza. “Jesus aproximou-se, tocou o caixão e disse: ‘Rapaz, eu te digo, levanta-te’”. O rapaz levantou-se e Jesus o entregou à sua mãe. A Palavra de Jesus é de criação e de vida. É a ressurreição. O jovem participa da ressurreição de Jesus. É um milagre que vai além de um defunto, mas entra no mistério da morte e ressurreição de Jesus das quais todos nós participamos. O profeta Jesus continua a missão de seu Pai. 
Formando nossos corações 
A narrativa desse milagre não quer somente contar um fato maravilhoso. Esse jovem experimentou em si a força da ressurreição e é figura da futura ressurreição de Jesus. Reflete a alma humana com salmista que convoca os santos da assembleia a louvar com ele: “Eu vos exalto, ó Senhor, pois me livrastes. Tirastes minha alma dos abismos e me salvastes quando eu estava morrendo”. Reflete a missão de Jesus que quer que todos se convertam e vivam. A conversão é o caminho da vida. Mas, a proposta de Jesus vai mais longe e apela para uma vida que seja plena. Deus não quer o sofrimento. Pelo Espírito forma nosso coração para que tenhamos os sentimentos de Jesus que se compadece e dá a vida. Assim realizamos sua missão que era de dar vida. 
Quem dá a vida é de Deus 
Paulo, na segunda leitura (Gl1,11-19) afirma que não aprendeu o evangelho por ensinamentos, mas por uma revelação pessoal. Ele mesmo fora um perseguidor. Mas nele havia uma escolha do Deus da Vida. O Cristão tem uma vocação à vida. Diante da ressurreição do jovem de Naim, nós nos decidimos pela grande missão de dar a vida a todos os ambientes em que estamos. Há muita morte, sofrimento, dores inúteis que podem ser ressuscitadas. É nossa oportunidade de ser como Paulo, homem do evangelho de Jesus. Deste modo poderemos estar unidos à ressurreição que Jesus nos dá. 
Leituras: 1Reis 17,17-24; Salmo 29; 
Gálatas 1,11-19; Lucas 7,11-17 
1. Nosso Deus é o Deus da vida. Jesus, vindo da parte do Pai, tem como missão dar vida. Ele destrói a força do mal ensinando os ignorantes, aliviando a fome, curando e vencendo a morte. No evangelho de hoje lemos que Jesus encontra o funeral de um filho único de uma viúva. Era a desgraça total. Move-se de compaixão, o que significa entranhas de misericórdia. Jesus ressuscita o moço. A Palavra de Jesus é criação e vida. O morto participa da morte e da ressurreição de Jesus. 2. A narrativa não quer somente contar um milagre, mas indicar já a ressurreição de Jesus que começa pela conversão que é caminho da vida. Assim nos forma para que tenhamos os mesmos sentimentos de Jesus que se compadece para que haja vida. 3. Paulo afirma a escolha que fez do Deus da vida que o libertou de um mal, pois era perseguidor. Diante da ressurreição do jovem, nós nos decidimos pela missão de dar a vida a todos os ambientes, conduzindo à ressurreição. Unidos ao Evangelho, como Paulo, podemos estar unidos à ressurreição que Jesus nos dá. 
Coração mole 
A força de Jesus não estava na valentia ou em atitudes de poder. Mas em sua bondade de coração. Ele criticava os fariseus por serem de coração duro. Deus é diferente. Deixa-se pegar pelo coração. Jesus, passando, vê que levam um morto a ser enterrado. Vê a dor de viúva que enterrava sua última esperança. A viúva não tinha direito a nada. E agora ficava só. Jesus sentiu compaixão e mandou parar o caixão. Doeu muito. E como e era de coração mole, ressuscitou o filho para a sofrida mãe. Imagina que festa. É certo que alguns correram. É este o modo de agir de Deus: compaixão sempre e de todos os modos para com os sofredores. Assim mostra como devemos agir. Por que Jesus realiza essa ressurreição? Jesus é a vida. Mesmo para os que morreram têm vida nEle. 
Homilia do 10º Domingo Comum
EM JUNHO DE 2007

EVANGELHO DO DIA 28 DE AGOSTO

Evangelho segundo São Lucas 14,1.7-14. 
Naquele tempo, Jesus entrou, num sábado, em casa de um dos principais fariseus para tomar uma refeição. Todos O observavam. Ao notar como os convidados escolhiam os primeiros lugares, Jesus disse-lhes esta parábola: «Quando fores convidado para um banquete nupcial, não tomes o primeiro lugar. Pode acontecer que tenha sido convidado alguém mais importante do que tu; então, aquele que vos convidou a ambos terá de te dizer: "Dá o lugar a este"; e ficarás depois envergonhado, se tiveres de ocupar o último lugar. Por isso, quando fores convidado, vai sentar-te no último lugar; e quando vier aquele que te convidou, dirá: "Amigo, sobe mais para cima"; ficarás então honrado aos olhos dos outros convidados. Quem se exalta, será humilhado, e quem se humilha, será exaltado». Jesus disse ainda a quem O tinha convidado: «Quando ofereceres um almoço ou um jantar, não convides os teus amigos, nem os teus irmãos, nem os teus parentes, nem os teus vizinhos ricos, não seja que eles por sua vez te convidem e assim serás retribuído. Mas, quando ofereceres um banquete, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos; e serás feliz por eles não terem com que retribuir-te: ser-te-á retribuído na ressurreição dos justos». 
Tradução litúrgica da Bíblia
São Bruno de Segni(1045-1123)bispo 
Comentário ao Evangelho de Lucas,2,14;PL165,406
 «O banquete está pronto, tudo está preparado:
vinde às bodas» (Mt 22,4) 
O Senhor tinha sido convidado para umas bodas. Ao observar os convivas, reparou que todos escolhiam os primeiros lugares, desejando sentar-se adiante de todos os outros e passar à frente de todos. Então, contou-lhes uma parábola (Lc 14,16ss), que, mesmo tomada no seu sentido literal, é muito útil e necessária a quantos gostam de usufruir da consideração dos outros e têm receio de ser rebaixados. Como esta história é uma parábola, possui um significado que ultrapassa o seu sentido literal. Estas bodas realizam-se diariamente na Igreja. Todos os dias o Senhor celebra bodas, todos os dias Se une às almas fiéis por ocasião do seu batismo ou da sua passagem deste mundo para o Reino dos Céus. E nós, que recebemos a fé em Jesus Cristo e o selo do batismo, somos convidados para estas bodas, onde foi posta uma mesa sobre a qual diz a Escritura: «Preparais-me um banquete à vista dos meus adversários» (Sl 22,5). Aí, encontramos os pães da oferenda, o vitelo gordo e o Cordeiro que tira os pecados do mundo (cf Ex 25,30; Lc 15,23; Jo 1,29); são-nos oferecidos o pão que desceu do Céu e o cálice da Nova Aliança (cf Jo 6,51; 1Cor 11,25); são-nos apresentados os evangelhos e as epístolas dos apóstolos, os livros de Moisés e dos profetas, quais alimentos extremamente deliciosos. Que mais poderíamos desejar? Porque havemos de escolher os primeiros lugares? Seja qual for o lugar que ocupemos, temos tudo em abundância e nada nos faltará.

28 de agosto - Santa Joaquina de Vedruna

Uma santa que passou por todos os estados de vida: casada até os 33 anos, teve nove filhos e vários netos, após ficar viúva, aos 47 anos fundou a Comunidade das Irmãs Carmelitas da Caridade, e ao morrer, aos 61 anos, havia fundado mosteiros, escolas e hospitais em várias partes da Espanha. Joaquina de Vedruna nasceu em Barcelona, na Espanha, no dia 16 de abril de 1783, quinta de oito irmãos. Seu pai era rico e alto funcionário do governo. Sua família era muito católica. A menina desde muito pequena tinha grande devoção ao Menino Jesus e as benditas almas do Purgatório. Algo que a caracterizou desde seus primeiros anos foi um grande amor pela limpeza. Não tolerava qualquer mancha de sujeira em sua roupa. E isso fez com que não tolerasse tampouco, as manchas do pecado em sua alma. Aos doze anos sentiu um grande desejo de ser freira carmelita. Mas as freiras não a aceitaram porque lhes parecia muito jovem ainda para decidir-se pela vocação religiosa. Aos 26 anos casa-se com um rico advogado, Don Teodoro de Mas, um amigo de seu pai e um funcionário público como ele. Teodoro estimava muito as três filhas de Don Lorenzo e para decidir-se por uma delas lhes levou um pacotinho de guloseimas como presente. As duas primeiras o rejeitaram como um presente demasiado infantil, mas Joaquina o aceitou com alegria exclamando: "Eu amo amêndoas".

SANTO HERMES, MÁRTIR, NA VIA SALÁRIA ANTIGA

De origem grega, Hermes chegou a Roma no século III e tornou-se cidadão romano. Nomeado Prefeito, converteu-se ao cristianismo com sua esposa, filhos, irmã e milhares de escravos. Por isso, foi preso, por ordem de Trajano, que enviou Aureliano a Roma, onde mandou o tribuno Quirino assassiná-lo. 
Santo Hermes nasceu na Grécia no século I e, segundo a tradição, foi um rico liberto romano de origem grega. Morreu martirizado em Roma no ano 120 d.C., por ordem de um magistrado de nome Aureliano. Foi sepultado no “Cemitério de Bassilla”, também chamado de “Catacumba de Santo Hermes”, na “Via Salária”. Seu nome está registrado no “Martyrologium Hieronymianum” desde o ano 354, quando entrou para a lista da “Depositio Martyrum” no “Cronografo”. Papa Pelágio II (579-590) dedicou ao santo o cemitério e uma basílica construída sobre seu sepulcro, a qual foi depois restaurada pelo Papa Adriano I (772-795). No Martirologio Romano: “Em Roma no cemitério de Basilla na Via Salaria antiga, Santo Hermes, mártir, que, como refere o papa São Dámaso, veio da Grécia, e Roma o acolheu como seu cidadão quando padeceu pelo Santo Nome”. O seu corpo foi transladado em 829, por ordem do Papa Gregório IV, para a igreja de “S. Marcos Evangelista in Campidoglio”.

28 De Agosto: São Moisés, O Etíope, Anacoreta (Séc. IV)

Moisés, que era oriundo de Etiópia, foi um dos mais pitorescos dos Padres do Deserto. Em seus primeiros anos de vida foi criado como escravo por um aristocrata egípcio que, mais tarde, se viu obrigado a despedi-lo – e, surpreende-se que não o tenha matado, considerando a barbárie da época – por causa de suas inclinações ao roubo e a imoralidade. Depois disso, Moisés tornou-se um bandido e, sendo um homem muito forte e de grande estatura, logo se juntou a um bando de marginais que o elegeram como seu líder, passando a causar terror em toda a região. Certa vez, quando estava prestes a cometer um assalto, o cão de um pastor latiu para Moisés que, por isso, jurou matar o pastor. Para chegar até onde estava o pastor teve de atravessar à nado o Rio Nilo, levando uma faca entre os dentes. Mas o pastor teve tempo de esconder-se entre as dunas. Não conseguindo encontrá-lo, Moisés matou quatro dos seus carneiros, amarrando-os em seguida pelas pernas e levando-os através do rio. Depois, cortou-os em pedaços, assou e comeu as melhores porções, vendendo depois as sobras da carne. Logo foi se juntar aos companheiros, oitenta quilômetros de distância dali. Isso nos dá uma idéia do tipo de pessoa que era Moisés. Nada se sabe, infelizmente, sobre como se deu a sua conversão à fé cristã. Talvez tenha ido buscar refúgio entre os solitários do deserto, quando fugia da justiça, e o exemplo de vida destes homens o tenha conquistado.

Beata Zélia Guérin, Leiga, Mãe de Família (+1877), 28 de Agosto

Zélia Guérin nasceu em 1831. Estudou com as Irmãs da Adoração Perpétua. Recebeu formação que a fez uma rendeira muito hábil. Tentou ser freira, mas após conversar com a Superiora das Filhas da Caridade, ela entendeu que esta não era a vontade de Deus a seu respeito.
Um dia, Zélia cruzava a Ponte Saint-Léonard e por ela passou um rapaz com um rosto nobre, um ar reservado e um comportamento cheio de dignidade. Naquele momento, uma voz interior sussurra em seu ouvido: "Este é o homem que esta reservado para você." A identidade do rapaz logo foi revelada. Providencialmente, Zélia conhecia a mãe de Luis que, tentando arrumar uma católica devota como esposa para o filho, os apresentou.
Três meses após terem se conhecido, casam-se à meia-noite no dia 12 de julho de 1858, um horário comum na época entre aqueles que entendiam a importância religiosa do casamento, ou seja, um sacramento que é uma vocação, um chamado à santidade.

AGOSTINHO DE CARTAGO Doutor da Igreja, coluna inabalável da verdade, Santo 354-430

Um dos maiores gênios que a humanidade já produziu, denominado pelos escritores eclesiásticos Mestre da Teologia, Escudo da Fé e Flagelo dos hereges, entre outros títulos
 
Agostinho nasceu em 13 de novembro de 354 em Tagaste, pequena cidade livre do proconsulado da Numídia, do Império Romano, ao norte da África. Seus pais, Patrício e Mônica, se bem que de honradas famílias, não eram ricos. O genitor, ainda pagão, pertenceu à cúria da cidade — assembléia dos que compunham a cúria, uma divisão político-religiosa do povo romano. Sua mãe, fervorosa cristã, criou Agostinho no temor de Deus desde os primeiros anos de sua infância. Inscreveu-o também no número dos catecúmenos. Ainda na infância, o menino ficou gravemente enfermo e pensou-se em administrar-lhe o santo Baptismo. Mas, tendo ele melhorado, foi adiada a recepção desse Sacramento, conforme costume da época.

São Junípero Serra

Sacerdote da Primeira Ordem, apóstolo da Califórnia (1713-1784). Beatificado por São João Paulo II no dia 25 de setembro de 1988 e canonizado pelo Papa Francisco em 23 de setembro de 2015.Sacerdote espanhol que passou grande parte da sua vida e exerceu o seu apostolado na Califórnia (Estado Unidos). 
Este santo, conhecido como o Apóstolo da Califórnia, nasceu em Petra na ilha de Maiorca, a 24 de novembro de 1713, de Antônio Serra e Margarida Ferrer, pais exemplares pelos costumes e piedade, embora pessoas de pouca instrução. A criança foi batizada com o nome de Miguel José e foi crismado com a idade de apenas dois anos, por ocasião da visita do bispo de Maiorca, Atanasio Esterripa. Criança ainda, ajudava os pais nos trabalhos do campo e freqüentou a escola anexa ao convento franciscano de São Bernardino, dando provas de inteligência viva e aberta e desta forma pôde ser encaminhado para fazer estudos superiores. Depois de um ano de estudos filosóficos no convento de São Francisco de Palma, com 17 anos, vestiu o hábito franciscano no convento Santa Maria de Jesus.

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 28 DE AGOSTO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
28 – 22º Domingo Comum – Santos: Agostinho de Hipona, Viviano, João III
Evangelho (Lc 14,1.7-14)“Num sábado, Jesus foi comer na casa de um dos chefes dos fariseus. E notou como os convidados escolhiam os melhores lugares.”
O que Jesus notou naquela ocasião continua sempre acontecendo, como todos sabemos. Geralmente procuram-se sempre os melhores lugares, não só à mesa, mas em todas as oportunidades. E muitas vezes já vimos como essa pretensão acaba pondo o vaidoso em situação constrangedora. A partir dessa lição de boas maneiras sociais, Jesus dá-nos uma norma de vida espiritual. Jamais devemos procurar vaidosamente nosso engrandecimento pessoal, nem imaginar que somos mais do que somos de fato. E mais: diante de Deus temos de reconhecer nossa total dependência, pois dele recebemos gratuitamente tudo que somos e temos. Por outro lado, dele é que podemos receber a verdadeira grandeza: a de sermos seus filhos, participantes de sua divindade.
Oração
Senhor, reconheço que muitas vezes cedo à vaidade, até mesmo em coisas pequenas e ridículas. Sempre acho que os outros não me consideram como deveriam, nem me tratam como mereço. Perdoai essa minha infantilidade. Ensinai-me a fazer o bem sem procurar aplausos, e a reconhecer minhas falhas sem desanimar. Se me elogiarem, que eu o saiba aceitar com humildade. Quando for necessário agir, que eu não o deixe de fazer com medo de censuras e críticas. Ajudai-me a aceitar quando me corrigirem, e não fique procurando desculpas para meus erros, nem muito menos me escuse apelando para o pecado de outros. Enfim, Senhor, dai-me a capacidade de conhecer-me e julgar-me, vendo com clareza o que há de bom e de mau em mim. Amém.

sábado, 27 de agosto de 2022

137. O BEIJO DO MOÇO FEIO

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO
REDENTORISTA
VICE-POSTULADOR DA CAUSA
VENERÁVEL PADRE
PELÁGIO SAUTER
MISSIONÁRIO REDENTORISTA
Um casal de namorados vai indo para a praia de Santos. 
Ela, praticamente, sem os pais saberem. 
Pretendem executar vários programas, nem todos muito decentes. 
No mesmo ônibus tinha entrado um rapaz corpulento, cabeça de nordestino. 
O que mais chamou a atenção foram seus dentes. 
Era uma dentadura horrível que quase o impedia de fechar a boca. 
Todos se admiraram, mas não disseram nada. 
Somente Marlene, namorada do João Carlos, cochichou para ele: 
-Reparou os dentes dele? Aposto que não consegue beijar ninguém. Só daria para morder. 
Chegaram à praia. 
O casal se divertia na areia, exibindo suas roupas sumárias de banho. 
O rapaz desconhecido preferiu um canto sossegado para se banhar e recuperar as forças. 
Parecia ser um operário. 
Lá pelas tantas, alguns gritos: 
- A moça está se afogando. Socorro. 
Era o namorado que gritava. 
Afobado ia dizendo: 
-Ela já deve estar morta. Em que enroscada eu fui me envolver. 
João Carlos deixou seu sossego e foi fazer o que podia. 
Com muito esforço trouxe a jovem para a praia. 
Não dava sinal de vida. 
Aplicou várias técnicas que aprendera. 
Mas nada. 
Por fim, o último recurso: 
Boca a boca soprou fortemente, insuflando ar no peito de Marlene. 
De repente: 
- Está salva. Começou a respirar. 
Justamente o “moço feio” que só saberia morder em vez de beijar devido à dentadura saltada fora da boca, foi quem a salvou. 
O namorado, entretanto, nem sequer se dignou atirar-se à água. 
Fez pior. 
Chegando a São Paulo, pediu que o “moço feio” a acompanhasse até sua casa, pois não queria ouvir as repreensões dos pais dela. 
Ficou eternamente grata àquele rapaz de quem falara tão mal, mas que o salvou de duas tragédias: da morte e, quem sabe, de “outras” aventuras. 
- Resumo de um conto do Pe. Heber Salvador de Lima SJ)

REFLETINDO A PALAVRA - “Festa do Corpo e Sangue de Cristo”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
SACERDOTE REDENTORISTA
NA PAZ DO SENHOR
Memorial da Paixão
 
A festa dos Santíssimos Corpo e Sangue de Cristo é, na liturgia atual, uma extensão da Ceia Pascal sob o aspecto mais devocional Contudo não perde sua característica de memorial da Paixão e Ressurreição do Senhor. Uma das finalidades da festa era o culto público e festivo ao Santíssimo Sacramento que não podia ser realizado na Quinta Feira Santa. Compreende-se essa visão pois havia certa distinção entre Sacrifício da Missa e Sacramento da Eucaristia que se conservava no Sacrário. Era uma expressão delicadamente amorosa do reconhecimento dessa doce presença. Ali, diante do sacrário, e mesmo levando em procissão para os doentes e nas solenidades do Corpo de Deus, o coração fiel deixava jorrar do coração as mais belas efusões de amor. Quantos santos ali passaram grande parte de sua vida! Era um doce paraíso. Esse paraíso é suave porque é memorial do amor de redenção que Jesus nos manifestou na Cruz e garantiu na Ressurreição. Os que realmente amam a Eucaristia, unem-se à Morte e Ressurreição de Jesus. Paulo tem consciência dessa realidade quando afirma que recebeu isso, já como uma tradição na comunidade: “O que recebi do Senhor, foi o que vos transmiti” (1Cor 11,22). O Apóstolo narra, então em seu texto, como se celebrava o rito da Eucaristia. E acrescenta a finalidade do rito: “Todas as vezes que comeis desse pão e bebeis desse cálice, anunciais a morte do Senhor, até que Ele venha” (26). Proclamar a Morte e a Ressurreição não é uma recordação, mas o atestado de uma presença. Estamos diante e dentro de seu mistério de passagem para o Pai. 
Fazeis todos um só coração 
O prefácio da missa insiste que a comunhão faz de todos um só coração. No discurso de despedida Jesus reza ao Pai que todos sejam um (Jo 17,21), que sejam perfeitos na unidade (23). Esta unidade vem da comunhão ao Corpo e Sangue de Cristo, realizada pelo Espírito Santo (Prece Eucarística II). Essa comunhão se realiza também com todos os que se alimentam do mesmo Pão e bebem do mesmo Cálice. O prefácio continua: “Pela comunhão neste sublime sacramento, a todo nutris e santificais e congregais os cristãos na mesma caridade”. Além de ser uma união espiritual divina, é um alimento que nutre o corpo, a alma e ao mesmo tempo santifica, isto é, une a Deus. A comunhão tem sido tomada de modo individualista, preocupado somente com a própria santidade. Pior ainda quando é recebida de modo devocional sem ligação com o mistério celebrado. Não produz os efeitos desejamos. Paulo afirma: “Quem come e bebe sem discernir o Corpo do Senhor, come e bebe a própria condenação. Eis porque há entre vós tantos débeis e enfermos e muitos morreram” (1 Cor 11,28-30). Esse Corpo do Senhor é alimento, cura e vida. 
Eu quisera Jesus adorado 
Há um profundo desejo em cada coração que verdadeiramente ama Jesus Eucaristia, que Ele seja amado por todos. É um sinal claro da finalidade da Eucaristia: anunciar o Senhor que se doa. A Eucaristia é o modo sacramental de continuar entre nós sua presença entre nós. Não podemos chegar a Deus somente pelos pensamentos espirituais, mas podemos entrar em contato corporal e espiritual com o Senhor. Assim foi na Encarnação, assim o é na Eucaristia. O encontro com Cristo leva-nos a fazer comunhão com os outros a continuarmos a multiplicação dos pães, que é a finalidade da Eucaristia, como lemos no evangelho da festa. Jesus parte o pão como símbolo de sua vida que é partida e repartida. Quem ama a eucaristia, ama seu irmão e cuida dele, como Jesus cuida de nós. 
Leituras: Gênesis 14,18-20; Salmo 109;
1 Coríntios 11,23-26; Lucas 9,11b-17. 
1. A festa de Corpus Christi não é só devocional, mas continua celebrando o memorial de sua morte e ressurreição. Houve, em tempos antigos, uma distinção entre sacramento e sacrifício da missa. O que gerou a separação. Paulo, na 1ª Coríntios explica a finalidade da Eucaristia: proclamar a morte e ressurreição do Senhor. Sempre foi fonte de vida. Diante da Eucaristia os santos passaram parte de sua vida. 
2. A Eucaristia faz de todos um só coração, realizando a unidade do corpo de Cristo pela ação do Espírito Santo. Ela nos santifica unindo-nos a Deus. Não pode ser tomada de modo individualista ou só devocional. É preciso discernir o Corpo do Senhor. 
3. Todos que recebem a Eucaristia têm o desejo que Jesus seja amado, pois ela tem como meta anunciar a morte e ressurreição do Senhor. Se comungarmos bem, sabemos partilhar o pão da vida multiplicando a vida para todos.
Lanche de viagem 
Santo Tomás de Aquino escreve um hino que se inicia assim, em latim: “O Esca viatorum”. Tradução: alimento dos viajantes, lanche de viagem, matula - para quem é antigo. Mas diz também “o Panis Angelorum” – Pão dos Anjos. O que nos sacia na caminhada da vida é também alimento para os Anjos. Ter um alimento na hora certa, sacia o corpo e a alma. O povo que seguia Jesus recebe um alimento em sua fome. Jesus multiplicou o pão. Era um sinal da multiplicação que faz do próprio corpo. A vida de Deus, presente no pão da Vida, Eucaristia, é alimento dos Anjos e dos pobres pecadores. Com esse alimento louvamos a Deus, com Ele Deus nos sacia. A estreita ligação de amor torna presente para nós o grande amor que Jesus manifestou para conosco em sua Paixão. Por isso é memorial da Paixão, mais ainda, do amor manifestado na Paixão. Adoramos, mas dele nos alimentamos. O povo diz: “Eu preciso da Eucaristia para viver”. 
Homilia de Corpus Christi
EM JULHO DE 2007

EVANGELHO DO DIA 27 DE AGOSTO

Evangelho segundo São Mateus 25,14-30. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: «Um homem, ao partir de viagem, chamou os seus servos e confiou-lhes os seus bens. A um entregou cinco talentos, a outro dois e a outro um, conforme a capacidade de cada qual; depois, partiu. O que tinha recebido cinco talentos fê-los render e ganhou outros cinco. Do mesmo modo, o que recebera dois talentos ganhou outros dois. Mas o que recebera um só talento foi escavar na terra e escondeu o dinheiro do seu senhor. Muito tempo depois, chegou o senhor daqueles servos e foi ajustar contas com eles. O que recebera cinco talentos aproximou-se e apresentou outros cinco, dizendo: "Senhor, confiaste-me cinco talentos: aqui estão outros cinco que eu ganhei". Respondeu-lhe o senhor: "Muito bem, servo bom e fiel. Porque foste fiel em coisas pequenas, confiar-te-ei as grandes. Vem tomar parte na alegria do teu senhor". Aproximou-se também o que recebera dois talentos e disse: "Senhor, confiaste-me dois talentos: aqui estão outros dois que eu ganhei". Respondeu-lhe o senhor: "Muito bem, servo bom e fiel. Vem tomar parte na alegria do teu senhor". Aproximou-se também o que recebera um só talento e disse: "Senhor, eu sabia que és um homem severo, que colhes onde não semeaste e recolhes onde nada lançaste. Por isso, tive medo e escondi o teu talento na terra. Aqui tens o que te pertence". O senhor respondeu-lhe: "Servo mau e preguiçoso, sabias que ceifo onde não semeei e recolho onde nada lancei; devias, portanto, depositar no banco o meu dinheiro, e eu teria, ao voltar, recebido com juro o que era meu. Tirai-lhe, então, o talento e dai-o àquele que tem dez. Porque, a todo aquele que tem, dar-se-á mais e terá em abundância; mas, àquele que não tem, até o pouco que tem lhe será tirado. Quanto ao servo inútil, lançai-o às trevas exteriores. Aí, haverá choro e ranger de dentes"». 
Tradução litúrgica da Bíblia
São (Padre) Pio de Pietrelcina 
(1887-1968)capuchinho 
TN in Ep 4,875, 878 
«Muito tempo depois, 
chegou o senhor daqueles servos» 
«Meus irmãos, até agora nada fizemos; comecemos, pois, a partir de hoje» Era a si próprio que São Francisco dirigia esta exortação; humildemente, façamo-la nossa. É verdade que ainda nada fizemos, ou que fizemos muito pouco! Os anos sucedem-se sem que perguntemos a nós próprios o que podíamos ter feito; quer dizer que não há nada a modificar, a acrescentar ou a cortar na nossa conduta? Vivemos sem preocupações, como se não estivesse para chegar o dia em que o Juiz eterno nos chamará a Si, em que teremos de prestar contas dos nossos atos e daquilo que fizemos com o nosso tempo. Não percamos tempo. Não deixemos para amanhã aquilo que podemos fazer hoje; os túmulos estão cheios de boas intenções; aliás, quem sabe se amanhã ainda estaremos vivos? Ouçamos a voz da nossa consciência, que é a voz do profeta: «Oxalá ouvísseis a sua voz! Não endureçais o coração» (Sl 94, 7-8). Só dispomos do momento presente; velemos, pois, e vivamo-lo como um tesouro que nos foi confiado. O tempo não nos pertence; não o desperdicemos.

27 de agosto - Beato Domingos da Mãe de Deus Barberi

Domingos Barberi, que na vida religiosa recebeu o nome de “Domingos da Mãe de Deus”, nasceu em 1792, perto de Viterbo (Itália). Duplamente órfão aos oito anos de idade, Domingos se entrega aos cuidados da Mãe do Céu. E Maria o recebe sob seu manto...Domingos Barberi foi o sétimo e último filho do casal José Barberi e Maria Antonia Pacelli, humildes camponeses de Palanzana. A família trabalhava a meias num sitio das cônegas de Santo Agostinho, viviam uma situação financeira estável, porém logo após o nascimento de Domingos, morreu o Sr. José Barberi, o seu pai, e a Sra. Maria Antonia teve que trabalhar dobrado para sustentar a família e educar os filhos como verdadeiros e bons cristãos, o que ela fez com bom êxito pois dos sete filhos do casal, dois entraram na vida religiosa e os outros se casaram e formaram famílias exemplares. O menino Domingos experimentou a presença de Maria Santíssima em sua vida desde muito cedo; primeiro através de sua Mãe que foi curada milagrosamente de uma ruptura no braço após ter invocado a intercessão da virgem; segundo através de um Padre capuchinho o qual lhe ensinou as primeiras letras e também a devoção a Maria e a Eucaristia e por último, aos oito anos de idade quando se tornou duplamente órfão, vendo sua mãe morrer diante dos seus olhos e nada podendo fazer, na dor, na angustia e na impotência ele se entregou e se consagrou por inteiro como filho da Virgem Maria, dizendo as seguintes palavras: - Já não tenho mais Papai e nem Mamãe nesta terra! Ó Maria, sede vós de agora em diante minha Mãe e velai por mim!

27 de junho - Beata Madre Maria Pilar Izquierdo

"Eu vos exalto, meu Deus e Rei" (Sl 144, 1). Esta exclamação do Salmista reflete toda a existência da Madre Maria Pilar Izquierdo, fundadora da Obra Missionária de Jesus e Maria: Louvar a Deus e cumprir em tudo a sua vontade. A sua breve vida, apenas 39 anos, pode resumir-se afirmando que desejou louvar a Deus, oferecendo-lhe o seu amor e sacrifício. A sua vida foi marcada por um continuo sofrimento, não só físico, fazendo tudo por amor d'Aquele que nos amou primeiro e sofreu pela salvação de todos. O amor a Deus, à cruz de Jesus, ao próximo necessitado de ajuda material, foram as grandes preocupações da nova Beata. Tinha a consciência da necessidade de catequizar com o Evangelho nos subúrbios e dar de comer ao faminto, a fim de se configurar a Cristo mediante as obras de misericórdia. A sua inspiração fundamental continua a estar viva hoje onde se encontra a Obra Missionária de Jesus e Maria, desenvolvendo o seu labor em conformidade com o seu espírito. Oxalá o seu exemplo de vida abnegada e generosa ajude a empenhar-se cada vez mais no serviço aos necessitados, para que o mundo atual seja testemunha da força renovadora do Evangelho de Cristo. 
Papa João Paulo II – Homilia de Beatificação – 
04 de novembro de 2001