domingo, 2 de outubro de 2022

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 2 DE OUTUBRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
2 ─ 27º Domingo Comum ─ Ss. Anjos da Guarda
Evangelho (Lc 17,5-10) “Assim também vós: quando tiverdes feito tudo o que vos foi mandado, dizei: Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer.”
É bastante fácil perceber o sentido da parábola de Jesus. Não podemos orgulhar-nos pelo bem que conseguimos fazer. Isso por vários motivos. Primeiro, o bem que fazemos não é fruto de nossa bondade: só podemos fazer o bem porque Deus nos dá as forças necessárias para o fazer, sejam as forças naturais, sejam as forças que ele nos dá com sua graça sobrenatural. Por mais que façamos, sempre estaremos em débito, levando em conta tudo quanto Deus tem feito por nós. Aliás, não somos devedores somente diante de Deus, mas também diante de nossos irmãos, que de tantos modos nos têm ajudado em nossas necessidades. Podemos fazer a conta: é sempre muito mais o  que receemos de Deus e da caridade fraterna.
Oração
Senhor Jesus, de fato vivo a me gabar dos bem que faço, achando que mereço o agradecimento de todos e até vosso reconhecimento divino. Sou orgulhoso e cheio de ilusões infantis. Dai-me a graça da humildade, para que saiba avaliar meus atos, reconhecendo o bem que faço, sem o exagerar e sem me encher de vaidades. Ajudai-me a ser agradecido, mesmo aos menores favores que me fazem, e que principalmente saiba ser grato a vós que tudo me dais, tantos bens temporais e espirituais. Confio em vossa bondade e em vossa misericórdia, e não em meus méritos. E espero que um dia poderei encontrar junto de vós a vida para sempre, na felicidade e na paz. Isso eu vos peço de todo o coração. Amém.

sábado, 1 de outubro de 2022

173. O BOBO DA CORTE.

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO
REDENTORISTA
VICE-POSTULADOR DA CAUSA
VENERÁVEL PADRE
PELÁGIO SAUTER
MISSIONÁRIO REDENTORISTA
Os reis sempre tiveram o assim chamado “palhaço da corte” para divertir a eles e seus cortesãos nas horas de tédio e ociosidade.
Certo dia, mais entediado e neurastênico do que nunca, o rei mandou chamar o palhaço para distraí-lo com suas lorotas. 
O pobre palhaço com o repertorio esgotado, acabou repetindo alguma história, embora contada com bastante calor. 
Mas o rei, que estava mesmo com “ovo atravessado” aquele dia, lhe disse:
- Tome esta bengala. Ande com ela para cima e para baixo. Quando encontrar um mais bobo que você, passe a bengala para ele. 
O palhaço saiu levando a bengala. 
Passado pouco tempo o rei adoeceu gravemente. 
Lá estava o palhaço fiel, com sua bengala, solícito e pronto para ajudar seu soberano e prepará-lo para a morte: 
- Majestade, o Senhor já pensou o que o espera na outra vida? 
- Não! – respondeu secamente. 
- Preparou-se para o encontro com Deus, nosso juiz e Pai? 
- Não! 
- Então tome esta bengala, pois achei alguém mais bobo do que eu. Vossa Majestade nunca pensou no que o espera depois da morte. 
Lição para a vida: Lembra-te dos teus novíssimos em todas as tuas ações e jamais pecarás (Ecli 7,36).

RELFETINDO A PALAVRA - “Aumenta nossa fé!”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
SACERDOTE REDENTORISTA
NA PAZ DO SENHOR
O justo vive da fé
 
A comunidade primitiva, depois da Ascensão de Jesus, começou a sentir dificuldades para viver a fé no meio de tantas perseguições que aumentavam, trazendo a insegurança. Diminuíam as seguranças e a força dos prodígios. Surge, então, no coração dos discípulos a súplica: “Senhor, aumenta nossa fé”. Jesus explica o que é ter fé, e afirma o quanto é potente. Faz uma bela comparação na qual afirma que, mesmo que a fé seja pequena como um grão de mostarda, que é um pozinho, poderá arrancar uma árvore e lançar no mar. Fé não é uma questão de tamanho, ter mais ou menos. Não é uma questão de quantidade, mas qualidade. A qualidade da fé está em seu conteúdo, que é uma atitude de vida diante de Deus. É uma atitude tão potente que pode arrancar montanhas. Nós também temos a impressão de termos uma fé diminuta e frágil, pois não conseguimos os milagres que queremos. Fé, contudo, não é farmácia para remédio, nem especialista para resolver problemas. É uma vida do coração. Por isso é mais fácil arrancar montanhas do que modificar um coração. Nossa luta é o empenho de assumir o Reino de Deus como nossa vida e nosso modo de viver. A carta aos Hebreus descreve a fé dos antepassados. Não precisamos ir longe. Podemos ver nossos próximos que tão bem vivem a vida de Deus em seu dia a dia. Esses cristãos respondem e aderem com amor a Deus que os chama a Si e a se dedicarem aos irmãos. Uma fé de má qualidade (se houver) é aquela que, ao primeiro vento, já entra em crise, muda de religião, abandona tudo, desiste. E pior ainda, leva uma vida distante do evangelho. É preciso corresponder. Assim ela faz prodígios. 
Reaviva as brasas da fé 
Paulo, orientando o jovem Timóteo, seu filho, na fé, diz: “reaviva a chama do dom que recebeu pela imposição de suas mãos” (1Tm 1,6). Esse termo reavivar faz memória de uma cena comum nos tempos antigos, na casa de nossos avós, no interior. Ao se deitarem, cobriam as brasas com a cinza do fogão. No dia seguinte, afastavam as cinzas, sopravam as brasas e o fogo acendia de novo. Paulo usa essa imagem para dizer a Timóteo que ele deve sempre estar reacendendo o fogo do dom do Espírito. O mesmo dizemos nós para com nossa fé: é preciso sempre reavivar. Paulo diz a nós agora: “sopra as brasas de tua fé!” Uma fé de boa qualidade é o melhor anúncio que fazemos do Evangelho. Mesmo frágeis, ouvimos Jesus dizer a Pedro: “Quando te converteres, fortalece teus irmãos” (Lc 22,32). 
Violência, falta de fé 
Em todos os tempos as pessoas são vítimas da violência, como nos narra o profeta Habacuc. Clamam e a situação permanece sempre a mesma, de morte. Aquele que crê viverá por sua fé. A fé é a resistência pacífica contra todo o tipo de violência e maldade. Ela vencerá, mesmo que tarde. A fé é um dom divino que dá a vida que dura para sempre. A violência não tem futuro. Ela abre para si uma corrente de males que não tem cura, pois destrói o coração dos violentos. Os humildes são as vítimas preferidas, mas eles têm a força da fé que os sustenta nas dores e dissabores. Violência não se destrói com violência, como temos visto. Somente aumenta a cadeia dos males. A fé que possuímos torna-se amor gratuito e serviçal no dia a dia. O grande serviço que podemos prestar à sociedade violenta é aninhar em nosso coração um grande amor de reconciliação. Odiar o violento no coração é criar um verme incontrolável. Somos chamados a criar a civilização do amor. A potência da fé traduzida em amor é nossa vitória. 
Leituras: Habacuc 1,2-3; 2.2-4; Salmo 94; 
2 Timóteo 1,6-8.13-14; Lucas 17,5-10 
1. A comunidade primitiva sofria perseguições e se enfraquecia. Clamam a Jesus: “aumenta a nossa fé”. O evangelho orienta a comunidade dizendo que não há fé fraca. Toda ela é potente, mesmo que fosse como uma sementinha. Fé não é uma questão de quantidade, mas de qualidade. A fé dos antepassados os garantiu. Hoje também temos muita gente de fé. Fé de boa qualidade é a que nos leva a aderir a Deus e amar os irmãos. Assim ela faz prodígios. 
2. Paulo anima Timóteo a reavivar o dom que recebeu pela imposição das mãos. A palavra usada lembra a tradição dos antigos de cobrirem as brasas com a cinza e no dia seguinte soprar para reacender o fogo. O mesmo diz a nós agora: sopra as brasas de tua fé para que reacenda. Uma fé bem vivida é um grande testemunho do Evangelho. Mesmo frágeis podemos nos converter. 
3. A violência esteve sempre presente na história da humanidade, como já nos narra Habacuc. A situação de morte permanece. Mas o justo vive da fé. A fé é a resistência pacífica contra todo tipo de violência e maldade. A violência não tem futuro e destrói o coração dos violentos. O coração de quem tem fé aninha a capacidade de amor, de reconciliação, capaz de reverter o quadro. Odiar o violento é aninhar um verme incontrolável. Criemos a civilização do amor. 
Produto de qualidade 
Qual é o tamanho da fé? A gente ouve pessoas dizerem: minha fé é fraca ou pequena. Então não é fé. Quando Jesus a coloca comparada a uma sementinha de mostarda, que é um pozinho, está dizendo que, por menor que seja, sempre tem tudo. É um produto integral. Tem em si tudo para que cresça a árvore da vida. Por ela se podem todas as coisas. A questão não é se é grande ou pequena, mas a qualidade da fé. A qualidade da fé não está em fazer muitas coisas “religiosas”, mas que a fé penetre tudo o que fazemos. Aí sim a religião vai ser verdadeira. Ter muitas atitudes religiosas é bom, mas é preciso ver se se baseiam na fé em Jesus ou em meus interesses. Tudo o que fazemos pelo evangelho não é mais do que um agradecimento pelo direito e dever que temos de anunciar. Somos servos inúteis, quer dizer, trabalhamos por Jesus e não para receber recompensa. 
Homilia do 27º Domingo do Tempo Comum
EM OUTUBRO DE 2007

EVANGELHO DO DIA 1 DE OUTUBRO

Evangelho segundo São Lucas 10,17-24. 
Naquele tempo, os setenta e dois discípulos voltaram cheios de alegria, dizendo: «Senhor, até os demónios nos obedeciam em teu nome». Jesus respondeu-lhes: «Eu via Satanás cair do céu como um relâmpago. Dei-vos o poder de pisar serpentes e escorpiões e dominar toda a força do inimigo; nada poderá causar-vos dano. Contudo, não vos alegreis porque os espíritos vos obedecem; alegrai-vos antes porque os vossos nomes estão escritos no Céu». Naquele momento, Jesus exultou de alegria pela ação do Espírito Santo e disse: «Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e aos inteligentes e as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque assim foi do teu agrado. Tudo Me foi entregue por meu Pai; e ninguém sabe o que é o Filho senão o Pai, nem o que é o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar». Voltando-Se depois para os discípulos, disse-lhes: «Felizes os olhos que veem o que estais a ver, porque Eu vos digo que muitos profetas e reis quiseram ver o que vós vedes e não viram e ouvir o que vós ouvis e não ouviram». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São João Crisóstomo (345-407) 
Presbítero de Antioquia 
Bispo de Constantinopla, doutor da Igreja 
Homilia 1 sobre a 1.ª carta aos Tessalonicenses 
«Jesus exultou de alegria pela ação do Espírito Santo» 
«Vós fizestes-vos imitadores nossos e do Senhor», diz Paulo. Como? «Acolhendo a Palavra em plena tribulação, com a alegria do Espírito Santo» (1Tess 1,6). As provações afetam a parte material do nosso ser; a alegria brilha nas alturas espirituais. Passo a explicar: os acidentes da vida são tristes e penosos, mas os resultados são alegres, assim o querendo o Espírito. Portanto, é possível que não nos alegremos ao sofrer, se estivermos a sofrer pelos nossos pecados, mas até deixaremos que nos flagelem com alegria, se for por Cristo (cf At 5,41). É a isto que o apóstolo chama a «alegria do Espírito»; respiramo-la naquilo que a natureza rejeita com horror. Suscitaram em vós mil penas, diz ele, fostes perseguidos, mas o Espírito não vos abandonou nessas provas. Tal como os três jovens foram envolvidos por uma suave brisa matinal na fornalha (cf Dn 3,50), vós também estais a ser provados. A brisa matinal não resultava, evidentemente, da natureza do fogo; só podia ser causada pelo sopro do Espírito. Também não está na natureza da provação alegrar-nos; essa alegria só pode vir dum sofrimento suportado por Cristo, da brisa matinal do Espírito, que transforma a fornalha da provação em lugar de repouso. «Com alegria» diz o apóstolo, e não com uma alegria qualquer, mas com uma alegria inesgotável, porque o seu autor é o Espírito.

Beato Luis Maria Monti

A vida do Padre Luis Maria Monti, um leigo fundador dos religiosos da Congregação dos Filhos da Conceição Imaculada é rico em eventos históricos que mostram que o Servo de Deus cumpriu o plano que Deus lhe confiou: dar à Igreja um novo carisma. Artesão em madeira, em sua juventude, tornou-se "artesão de Deus." E o artesão "sabe como capturar os detalhes de diferentes estilos e fazer de cada obra uma peça única.” Luis Maria Monti, um leigo consagrado a Deus, chamado a adora-Lo, nasceu em Bovisio, uma pequena aldeia perto de Milão, ao 24 de julho de 1825, em uma família dedicada a trabalhar a terra. Juventude ardente cresceu na fé herdada de seus pais e viveu os valores humanos de austeridade da generosidade da vida, e diligência. Ele perdeu o pai aos 12 anos, e tornou-se artesão de madeira sendo apoio de sua mãe e irmãos mais novos. Foi então que encontro o Padre Luis Dossi, que o influenciou de modo determinante na sua formação e lhe revelou a missão para a qual o Senhor o tinha escolhido. Atraídos pelo seu zelo muitos artesãos e agricultores colegas se juntar a ele para formar um oratório de noite. O grupo, chamado pelo povo "Companhia dos Frades" é dedicado à oração, à leitura de livros espirituais, ouvindo as exortações de Monti, e se promovia a piedade, o zelo pela liturgia, a obra de voluntariado em favor dos pobres e o apostolado para a conversão das pessoas que se tinham afastado da fé.

01 de outubro - Beata Cecília Eusepi

Esta jovem que aspirava se tornar religiosa missionária foi forçada a abandonar o convento por causa de uma doença, que foi vivida com uma fé inabalável, demonstrando a grande capacidade do sofrimento para a salvação das almas nos últimos dias de sua existência, em profunda união com Cristo crucificados, repetia: “é lindo dar-se a Jesus, que se dou completamente por nós”. 
Papa Bento XVI – 17 de junho de 2012 
Cecília Eusepi viveu no início do século XX num vilarejo às portas de Roma e morreu de tuberculose com apenas dezoito anos. Não deixou mais do que poucos cadernos com as suas recordações de infância e um diário, escritos apenas para obedecer ao seu confessor quando já estava tomada pela doença. A beatificação, introduzida pouco depois da sua morte, procedeu sem obstáculos. No dia 1º de junho de 1987 foi declarada venerável por João Paulo II, e dia 17 de junho de 2012 foi proclamada beata pelo Papa Bento XVI. Hoje já há quem a considere uma irmã espiritual de Santa Teresa de Lisieux, à qual Cecília Eusepi é semelhante em muitos aspectos. Nepi é uma antiga cidadezinha da Tuscia a quarenta quilômetros de Roma. Um dos muitos sonolentos vilarejos que tempos atrás pertenciam à Itália camponesa. Foi neste ambiente que foi morar Cecília, vinda de Monte Romano, uma cidadezinha próxima na qual tinha nascido no dia 17 de fevereiro de 1910, última de onze filhos.

01 De Outubro: Santo Ananias, Apóstolo [Dos 70] (Séc. I)

Homem de coração obediente, submisso aos divinos mandamentos. Isto Santo Ananias mostrou quando, aparecendo a ele, Deus lhe ordenou: «Encontra Saulo!» Saulo era o terror dos cristãos de sua época. Ananias, obedecendo ao mandato de Deus, foi ao encontro de Saulo na casa de Judas. «E havia em Damasco um certo discípulo chamado Ananias; e disse-lhe o Senhor em visão: Ananias! E ele respondeu: Eis-me aqui, Senhor. E disse-lhe o Senhor: Levanta-te, e vai à rua chamada Direita, e pergunta em casa de Judas por um homem de Tarso chamado Saulo; pois eis que ele está orando». (At 9,10-11). Chegando à casa de Judas, Ananias curou Saulo e o batizou em seguida com o nome de Paulo, aquele que se tornaria o grande «Apóstolo das nações». Mais tarde, Ananias foi para a cidade de Elefterópolis onde, pregando e ensinando a palavra de Deus, iluminou a muitos, convertendo-os à fé cristã. Isto produziu um grande movimento e preocupação entre os idólatras e pagãos, resultando em sua prisão por ordem do governador Luciano. Este, de muitas maneiras, procurou convencer Ananias a renegar a sua fé. Ananias, porém, manteve-se inamovível, sendo por isso submetido a várias formas de tortura, o que o levou a entregar a sua alma a Deus.
Tradução e publicação neste site com permissão de: 
Trad.: Pe. André

Beata Florencia Caerols Martínez, Leiga, Mártir da Guerra Civil Espanhola (+1936), 1º de Outubro

Florencia Caerols Martínez (Caudete, 20 de fevereiro de 1890 — Rotglà i Corberà, 2 de outubro de 1936) foi uma mártir católica, morta durante a Guerra Civil Espanhola. Solteira e muito ativa em sua paróquia, trabalhava como catequista na região[1]. Depois de sua execução, os carrascos teriam dito que Florencia Martínez, antes de morrer, os perdoou e os encomendou ao Sagrado Coração[2]. Foi beatificada pelo Papa João Paulo II em 11 de março de 2001[3]. 
Referências 1. ↑ RABENSTEIN, K. I. "ABAD CASASEMPERE, AMALIA, AND COMPANIONS, BB.". New Catholic encyclopedia, 2ª ed., vol. 1, p. 4 [The Catholic University of America, Gale: 2003]. 2. ↑ NAVARRO, Antonio Abellán. Florencia Caerols Martínez. Acesso em 04/03/08. 3. ↑ OFICINA de las Celebraciones Litúrgicas del Sumo Pontífice. "Capilla Papal Presidida por el Santo Padre Juan Pablo II para la Beatificación de los Siervos de Dios". Acesso em 04/03/08. 

1º de outubro - São Remígio ou Rémy

Rémy ou Remígio, como dizemos em português, era um cidadão romano, nascido no ano 440, em Lyon, França. Pertencia a uma tradicional família da nobreza romana, que teve a oportunidade de participar da expansão do Império Romano do Ocidente pela Gália, como era chamado o território francês. Naquela época, a região, que era toda pagã e constantemente assolada por sucessivas invasões dos bárbaros, vinha sendo governada pelo povo franco, mais tarde conhecido como francês. Embora menos evoluídos que os outros povos, eram conhecidos por serem grandes combatentes. Além disso, já haviam prestado serviços militares a Roma no passado. Ao morrer o seu líder, o rei Childerico, em 482, assumiu o trono seu filho Clóvis, com 15 anos de idade. Remígio, como bispo católico que era da diocese de Reims, escreveu-lhe muitas cartas respeitosas e, ao mesmo tempo, dotadas de autoridade: "Vigiai, pois os poderosos não tiram os olhos de ti. Aconselha-te com seus bispos. Divirta-se com os jovens, mas só com os velhos delibere".

São Bavão

Depois de ter vivido de maneira dissoluta, converteu-se e levou desde então uma vida santa, num mosteiro de Ganda, que mais tarde veio a ser a cidade belga de Gand.
 
São Bavão é um santo da Igreja Católica. 
Nasceu em 622, próximo de Liège, e faleceu em 659, em Gand. Era filho de Pepino de Landen, também conhecido como Pepino I ou Pepino o Velho, mordomo do palácio da Austrásia sob os reis merovíngios Clotário II, Dagoberto I e Sigeberto III. Foi amigo e discípulo de Santo Amândio, que o inspirou a doar todos os bens aos pobres e a tornar-se monge. Levou desde então uma vida santa, num mosteiro situado no local onde se viria a erguer posteriormente a cidade belga de Gand. São Bavão, protetor da Flandres, é o orago da catedral de Gand e da igreja de Lauwe, na Bélgica, e da igreja de São Bavão, em Haarlem (Países Baixos). Dia 1 de outubro é dia de São Bavão. É frequentemente representado segurando um falcão, sendo considerado o santo patrono da falcoaria(a arte de criar, treinar e cuidar de falcões e outras aves de rapina para a caça.).

Santa Teresa do Menino Jesus, carmelita, virgem, doutora da Igreja.

 Em 30 de setembro de 1897, uma discreta carmelita, desconhecida até de suas irmãs de convento, morre de tuberculose aos 24 anos, sob atrozes sofrimentos, em Lisieux (França).“O que se poderá na realidade dizer da irmã Teresa do Menino Jesus após sua morte? É uma  gentille petite soeur  [boa irmãzinha], mas ela nada fez” (1). Eis o comentário que ela ouve, em seu leito de morte, proveniente de uma de suas companheiras... “Ela nada fez de notável, não se a vê praticar a virtude, não se pode sequer dizer que seja uma boa religiosa” (2), acrescenta a carmelita crítica, a quem aprazia passar horas prosternada diante do Tabernáculo...Essa “desconhecida” causa agora emoção em todo o orbe, sendo comemorada nos quatro cantos da Terra, por ocasião do centenário de sua morte.

“L enfant chérie du Monde entier” (a criança querida do Mundo inteiro) (3), em torno de quem levantou-se “um furacão de glória” (4), que se transformou num dos personagens mais populares do século XX, está para ser proclamada... Doutora da Igreja universal (5).

Essa “desconhecida”, “a maior santa dos tempos modernos” (6), “a estrela de meu pontificado”, como dizia Pio XI (7), não é, contudo, desconhecida... para ela mesma: “Bem sabeis que cuidais de uma santa!”, assevera ela a suas três irmãs, seis semanas apenas antes de sua morte (8). E, prevendo sua glória futura, misteriosamente diz: “O que o bom Deus me reserva para depois de minha morte, o que eu pressinto de glória .... vai de tal modo além de tudo que se pode conceber que por vezes sou obrigada a parar de pensar: sinto uma como que vertigem” (9).  

Beato Nicolau de Forca Palena (1349-1449) sacerdote.

Esse beato franciscano, viveu no século XVI (1349-1449) e é um grande representante da Terceira Ordem Franciscana. 
Nasceu em Forca Palena, na região dos Abruzos.
Entrou para o seminário e foi ordenado padre, exercendo a missão de pároco na diocese de Sulmona. 
Quando o bispo de Sulmona foi eleito papa como Inocêncio VII, Nicolau partiu para Roma onde ingressou em um eremitério de terceiros franciscanos, junto à Igreja de São Salvador.
Destacando-se por suas capacidades intelectuais e sua compreensão moral, não demorou para ser escolhido como mestre dos eremitas. 
Viu crescer o número de eremitérios e eremitas a ele confiados, indo para Nápoles, Florença e, por fim, regressando a Roma, onde fundou o eremitério de Santo Onofre. 
Faleceu com 100 anos de idade, no dia 01 de outubro de 1449.

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 1 DE OUTUBRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
1 ─ Sábado ─ Sta. Teresinha
Evangelho (Lc 10,17-24) “Ninguém conhece quem é o Filho, a não ser o Pai; e ninguém conhece quem é o Pai, a não ser o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar”.
Diante de Jesus todos temos de tomar posição, os que viveram no seu tempo e nós agora. Para isso não basta ter dele um conhecimento simplesmente humano. Precisa que seja um conhecimento iluminado pela fé, precisa que o Pai nos dê esse dom, que nos abre o entendimento e nos conquista o coração. E precisamos que o Pai renove continuamente esse dom, para continuarmos fiéis a ele.
Oração
Senhor meu Deus, agradeço o dom da fé, que eu por mim mesmo não poderia merecer. Conservai-o em mim, aumentai sua luz em mim, para que vos seja fiel e vos conheça cada vez mais intimamente. Hoje vos quero pedir por todos aqueles que ainda não vos conhecem. Tende compaixão deles, iluminai-os e levai-os ao conhecimento de Jesus, vosso Filho e nosso único salvador. Amém.

sexta-feira, 30 de setembro de 2022

172. FOI PAI ATÉ O FIM.

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO
REDENTORISTA
VICE-POSTULADOR DA CAUSA

VENERÁVEL PADRE
PELÁGIO SAUTER
MISSIONÁRIO REDENTORISTA
O bom Januário vendia pipocas para ajudar nos estudos do filho Nelson, a única alegria na sua viuvez. 
O tempo corria, e o menino progredia. 
Nelson, já um belo rapaz cônscio da sua importância, estudava Medicina.
O pai continuava vendendo pipocas para manter os estudos do filho. 
Este, porém, cercado de colegas ricos e cheios de vaidades, pouco ligava para o pai. 
Tinha vergonha dele, por ser um simples pipoqueiro. 
O dia da formatura chegou. 
Quem colocaria o anel no seu dedo? 
Certamente o pai, sugeriram. 
Mas ele teve a coragem de mentir: 
- Não tenho pai. Minha namorada vai no lugar dele. 
No rancho, o velho pipoqueiro debatia-se em febre. 
Um amigo que o visitou, lhe contou que o filho estava se formando. 
- Mas ele não me falou nada. Preciso abraçar meu filho, mesmo doente.
Saiu às pressas, amparado pelo amigo Artur. 
Era a imagem da morte à procura da vida. 
Quase às portas do salão, caiu desmaiado. 
Foram chamar o filho. 
O jovem médico, mordido pelo remorso, veio às pressas: 
- Que aconteceu, meu pai? 
- Parabéns, meu filho. Seja feliz... 
Foram suas últimas palavras. 
Lição para a vida: O olho que zomba do pai e despreza a mãe, arrancá-lo-ão os corvos do vale e devorá-lo-ão as aves de rapina (Prov. 30,17)

REFLETINDO A PALAVRA - “Comunidade e Redenção”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
SACERDOTE REDENTORISTA
NA PAZ DO SENHOR
Comunidade que acolhe
 
A comunidade continua a presença e a missão de Jesus Cristo. Quer dizer que, tudo o que Cristo fez por nossa redenção continua presente no mundo através de seus seguidores, reunidos na Igreja. O Espírito age onde quer, mas temos o caminho normal que é a Igreja. Esta diz ao mundo que o “Pai nos amou e nos entregou seu Filho para o perdão de nossos pecados”. O perdão conduz à vida. Um elemento importante do caminho da redenção é o acolhimento que Jesus faz de nós e que continua a fazer através da comunidade. Deus nos amou e nos escolheu. Escolhendo, acolhe. Não queremos forçar as pessoas a seguirem a Cristo. O Espírito move os corações para que se abram a Cristo. Abrimos as portas de nossa comunidade para que possam realizar nela seu caminho de encontro com Cristo. O acolhimento abre as portas para a vida na comunidade. Essa é uma das metas importantes do caminho da redenção. A vida da comunidade acolhedora propicia a abertura dos corações. Nossa meta não é converter à Igreja, mas a Cristo que na Igreja continua sua missão. A purificação dos pecados pela penitência transforma os corações. Mas a redenção não se dirige somente ao espiritual. Ela está entranhada em toda a realidade humana. A redenção atinge o homem todo e transfigura todos os valores humanos para que “cada um se revista do Homem Novo criado segundo Deus, na justiça e santidade da verdade à imagem de Cristo” (Ef 4,24). Nada que há na pessoa humana está ausente à redenção. Não se trata de um espiritualismo, mas da presença do Espírito em todas as coisas, tornando o humano mais humano, por isso, mas apto a receber o divino. 
Comunidade que procura 
Seguindo os passos de seu fundador, a comunidade cristã vai em busca da ovelha perdida, da doente e da fraca. Não deixa de cuidar das fortes e de envolvê-las também na missão de Cristo. O que vemos são ovelhas gordas que impedem o crescimento do Reino por sua preguiça espiritual. Urge revisar o conceito de santidade. Na busca dos prediletos de Deus e dos pequeninos que Cristo tanto amava, a comunidade exerce sua missão primeira: “estar com Cristo e ser por Ele enviados a pregar” (Mc 3,14). No diálogo com as realidades do mundo, o cristão é capaz de compreender as angústias e alegrias do coração humano e apresentar a ele Aquele que pode preenchê-lo. Uma Igreja que se fecha entre seus sagrados muros não só é ineficiente, mas prejudicial, pois faz uma caricatura de Cristo que espanta quem deseja o caminho da verdade e da justiça. O contato com as culturas, com a religião popular, com os costumes e tradições das mais diversas raças e povos ensinará à Igreja o melhor caminho para se tomar na evangelização. O sadio intercâmbio é enriquecedor. A Igreja não pertence a um determinado povo, tempo ou cultura. Ela é está sempre nascendo “onde dois ou três se reúnem em nome de Cristo”. Procurar o homem para Cristo, é encontrá-lo em cada pessoa a quem nos dirigimos.
Comunidade que assume 
Queremos uma Igreja que suje as mãos com o necessitado. Chega já de Igreja de belos e lustrosos sapatos, que não se mancharam com a cor do povo. Nossos hábitos são perfeitos, mas o avental de Cristo ao enxugar os pés dos apóstolos pegou a poeira que se lhes pegara na caminhada. Assumir cada homem e cada mulher é um desafio que nos leva a vencer o anonimato, como Deus que conhece cada um por seu nome. Assumir a defesa das pessoas e comprometer-se com suas causas mais doloridas é um risco. Foi por isso que Cristo se entregou. Não faremos menos se assumirmos como Ele assumiu os que escolheu.
ARTIGO REDIGIDO E PUBLICADO
EM SETEMBRO DE 2007

EVANGELHO DO DIA 30 DE SETEMBRO

Evangelho segundo São Lucas 10,13-16. 
Naquele tempo, disse Jesus: «Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se em Tiro e em Sidónia se tivessem realizado os milagres que em vós se realizaram, há muito tempo teriam feito penitência, vestindo-se de cilício e sentando-se sobre a cinza. Assim, no dia do Juízo, haverá mais tolerância para Tiro e Sidónia do que para vós. E tu, Cafarnaum, serás elevada até ao céu? Até ao inferno é que descerás. Quem vos escuta, escuta-Me a Mim; e quem vos rejeita, rejeita-Me a Mim. Mas quem Me rejeita, rejeita Aquele que Me enviou». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Catarina de Génova 
(1447-1510) 
Leiga, mística 
O livre arbítrio 
Consentir na conversão 
Deus alenta o homem a levantar-se do pecado, ilumina-lhe a inteligência com a luz da fé, e a seguir, por meio de um certo gosto e deleite, abrasa-lhe a vontade. Tudo isto realiza Deus num instante, se bem que nós o descrevamos com muitas palavras e o situemos num intervalo de tempo. Deus produz esta obra com maior ou menor intensidade, de acordo com o fruto que prevê obter. A todos é dada luz e graça, a fim de que, fazendo cada um o que estiver a seu alcance, possa salvar-se pelo simples facto de consentir. Este consentimento dá-se do seguinte modo: quando Deus realiza a sua obra, basta que o homem diga: «Estou contente, Senhor, fazei de mim o que quiserdes; estou decidido a nunca mais pecar e a deixar, por vosso amor, tudo o que há no mundo». Este consentimento e este movimento da vontade dão-se sempre que a vontade do homem se une à de Deus sem que ele próprio se aperceba disso, tanto mais que tal acontece em silêncio. O homem não vê o consentimento, mas experimenta uma sensação interior que o leva a dar-lhe continuidade. Nesta operação, sente-se tão fervoroso que fica espantado e estupefacto, mas sem conseguir desviar-se. Por esta união espiritual, o homem liga-se a Deus com um laço quase indissolúvel, porque, depois de o homem ter consentido, Deus faz quase tudo: rege-o e condu-lo à perfeição à qual o destinou.

30 de setembro - Beato Frederico Albert

Frederico Albert, fundador das Vicentinas de Maria Imaculada, nasceu em Turim (Itália), em 16 de outubro de 1820, e morreu em Lanzo Torinese, em 30 de setembro de 1876. Foi beatificado no dia 30 de setembro de 1984, pelo Papa João Paulo II. Filho de um alto oficial do exército, estava para entrar na Academia militar quando se sentiu repentinamente chamado à vida sacerdotal. Ordenou-se no dia 10 de Junho de 1843 e foi designado capelão militar. Depois de algum tempo, renunciou a esse posto para se consagrar ao múnus de pastor da paróquia de São Carlos. Em 1852 transferiram-no para a paróquia de Lanzo Torinese, onde permanecerá até à morte. O Padre Frederico conheceu São José Bento Cottolengo, que lhe chamou a atenção para a situação miserável de tantos pobres. Conheceu igualmente São José Cafasso, apóstolo dos presidiários e condenados à morte; São Leonardo Murialdo, criador da ação social em Turim; São João Bosco, apóstolo da juventude, que o convidou para pregar os exercícios aos jovens do Oratório de Valdocco. Todos estes Santos influíram no espírito do Padre Frederico Albert, levando-o também ele a criar obras dignas de menção. Em 1859, abriu um asilo para órfãs abandonadas. Em 1866, acrescentou-lhe uma escola de pedagogia, a fim de as raparigas se prepararem para professoras. Três anos depois, fundou a Congregação das Irmãs de São Vicente da Imaculada Conceição, que mais tarde tomaram o nome de Irmãs Albertinas, para se encarregarem das diversas obras por ele criadas.

SÃO SIMÃO, CONDE DE CRÉPY

Simão, conde de Crépy, renunciou às suas riquezas e matrimônio para dedicar-se à vida monacal; depois, no eremitério do Monte Jura, recebia muitos peregrinos, que buscavam ser iluminados pela sua sabedoria. Transferiu-se para Roma, onde morreu em 1082, sepultado na Basílica de São Pedro. 
Nasceu no ano de 1048 em Crépy-em-Valois, França. Era filho do Conde de Vexin, Filipe III. O parentesco com Matilda, esposa de Guilherme, o Conquistador, permitiu com que ele crescesse em sua corte e recebesse a promessa de casamento com Adele, sua filha. Como era um filho da nobreza, cresceu num ambiente austero, desenvolvendo profundo sentimento religioso cristão, mas também a educação para cumprir alguns deveres importantes, como a administração de territórios e posses. Simão, no entanto, não se envolveu na vida política e decidiu tornar-se monge quando era ainda muito jovem. Quando seu pai Philip morreu, ele herdou o vasto território que incluía Amiens, Vexin, Bar-Sur-Aube e tornou-se Conde de Crépy.

São Francisco de Borja, Vice-Rei da Catalunha, Viúvo, Sacerdote Jesuíta (+1572), 30 de Setembro

 Francisco de Borja e Aragão (Gandía, Valência, Espanha, 28 de outubro de 1510 – 30 de setembro de 1572) era Duque de Gandía, bisneto do Papa Alexandre VI e bisneto do rei Fernando II de Aragão. Exerceu o cargo de Vice-rei da Catalunha e fez-se jesuíta logo após enviuvar. Foi canonizado em 1671. Seu onomástico é celebrado em 30 de setembro.

Infância e juventude
Desde pequeno era muito piedoso e desejava tornar-se monge. No entanto, sua família enviou-o à corte de Carlos V, onde se destacaria acompanhando o imperador em suas campanhas e casando-se com uma nobre portuguesa, Eleonor de Castro Melo e Menezes, com a qual teve oito filhos: Carlos, Isabel, João, Álvaro, Fernando, Afonso, Joana e Dorotéia.
Nobre e considerado "grande de Espanha", em 1539 escoltou o corpo da imperatriz Isabel de Portugal até ser enterrado em Granada. Conta-se que, quando Francisco viu o efeito da morte sobre o corpo daquela que tinha sido uma bela imperatriz, decidiu que "nunca mais serviria a um senhor mortal". Ainda jovem foi nomeado vice-rei da Catalunha, província que administrou com grande eficiência. Quando seu pai morreu, recebeu por herança o título de Duque de Gandía, então retirou-se para a sua terra natal e aí levaria, com sua família, uma vida dedicada puramente à religião. 

São Gregório, o iluminador

Gregório nasceu na cidade de Valarxabad, na Armênia, por volta do ano 257. Seu pai matou o rei da Armênia, seu parente, numa conspiração com o reino da Pérsia, que assumiu o poder. Os soldados armênios encontraram o assassino do monarca e o executaram com toda a família, exceto o filho de um ano de idade, Gregório. O rei persa assumiu o trono da Armênia, não sem antes matar toda a família real. Entretanto o príncipe sucessor, Tirídates, e sua irmã, ainda crianças, conseguiram ser poupados, sendo enviados para Roma, onde receberam uma educação pagã digna da nobreza da época. O pequeno monarca recebeu, também, esmerada formação militar, destacando-se pela valentia. Ao mesmo tempo, Gregório foi enviado para a Cesarea da Capadócia, onde recebeu educação e formação cristã. Aos 22 anos, casou-se com uma jovem também cristã e teve dois filhos, Vertanes e Aristakes. Depois de sete anos, o casal, de comum acordo, interrompeu a vida matrimonial. Ela foi viver retirada num convento, mas sem vestir o hábito. Ele se ordenou sacerdote e partiu da Cesarea. Em 287, por interesse do Império Romano, que desejava tirar a Armênia do poder dos persas, Tirídates foi enviado, com soldados romanos, para retomar o trono que era seu por direito. Curiosamente, nesse exército estava também Gregório, que era seu colaborador e conselheiro particular. Vitorioso, tornou-se Tirídates III, rei da Armênia.