Evangelho segundo São Mateus 25,31-46.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Quando o Filho do homem vier na sua glória com todos os seus anjos, sentar-Se-á no seu trono glorioso.
Todas as nações se reunirão na sua presença, e Ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos;
e colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda.
Então, o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: "Vinde, benditos de meu Pai; recebei como herança o Reino que vos está preparado desde a criação do mundo.
Porque tive fome e destes-Me de comer; tive sede e destes-Me de beber; era peregrino e Me recolhestes;
não tinha roupa e Me vestistes; estive doente e viestes visitar-Me; estava na prisão e fostes ver-Me".
Então, os justos dir-Lhe-ão: "Senhor, quando é que Te vimos com fome e Te demos de comer, ou com sede e Te demos de beber?
Quando é que Te vimos peregrino e Te recolhemos, ou sem roupa e Te vestimos?
Quando é que Te vimos doente ou na prisão e Te fomos ver?".
E o Rei responder-lhes-á: "Em verdade vos digo, quantas vezes o fizestes a um dos meus irmãos mais pequeninos, a Mim o fizestes".
Dirá então aos que estiverem à sua esquerda: "Afastai-vos de Mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e os seus anjos.
Porque tive fome e não Me destes de comer; tive sede e não Me destes de beber;
era peregrino e não Me recolhestes; estava sem roupa e não Me vestistes; estive doente e na prisão e não Me fostes visitar".
Então também eles Lhe hão de perguntar: "Senhor, quando é que Te vimos com fome ou com sede, peregrino ou sem roupa, doente ou na prisão, e não Te prestámos assistência?".
E Ele lhes responderá: "Em verdade vos digo, quantas vezes o deixastes de fazer a um dos meus irmãos mais pequeninos, também a Mim o deixastes de fazer".
Estes irão para o suplício eterno, e os justos para a vida eterna».
Tradução litúrgica da Bíblia
(1905-1938)
Religiosa
Diário (Fátima, Marianos da
Imaculada Conceição, 2003), § 1743
Na tua misericórdia,
dás-nos a vida eterna!
Deus, por vossa misericórdia Vos dignastes chamar do nada à existência o género humano e com liberalidade lhe concedestes a natureza e a graça. Mas isso não foi suficiente para a vossa bondade; Vós, Senhor, em vossa misericórdia, nos dais a vida eterna: admitis-nos à bem-aventurança eterna e a participar da vossa vida interior; e fazei-lo unicamente por vossa misericórdia. Assim, concedeis-nos a vossa graça unicamente porque sois bom e cheio de amor. Não éramos absolutamente nada necessários à vossa beatitude; todavia, Vós, Senhor, quereis repartir essa vossa felicidade connosco.
O homem, porém, não perseverou durante a prova, e poderíeis tê-lo castigado, como aos anjos, com o afastamento eterno; mas aí surgiu a misericórdia, comoveram-se as vossas entranhas com grande compaixão, e prometestes Vós mesmo restaurar a nossa salvação. Foi graças ao inconcebível abismo da vossa compaixão que não nos castigastes, como merecíamos; bendita seja a vossa misericórdia, Senhor, por todos os séculos a glorificaremos! E assombraram-se os anjos com a grandeza da misericórdia que demonstrastes para com os homens...

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