quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

EVANGELHO DO DIA - 11 DE FEVEREIRO

Evangelho segundo São Marcos 7,14-23. 
Naquele tempo, Jesus chamou de novo para junto de Si a multidão e disse-lhes: «Escutai-Me e procurai compreender. Não há nada fora do homem que ao entrar nele o possa tornar impuro. O que sai do homem é que o torna impuro. Se alguém tem ouvidos para ouvir, oiça». Quando Jesus, ao deixar a multidão, entrou em casa, os discípulos perguntaram-Lhe o sentido da parábola. Ele respondeu-lhes: «Vós também não entendestes? Não compreendeis que tudo o que de fora entra no homem não pode torná-lo impuro, porque não entra no coração, mas no ventre, e depois vai parar à fossa?». Assim, Jesus declarava puros todos os alimentos. E continuou: «O que sai do homem é que o torna impuro; porque do interior dos homens é que saem as más intenções: imoralidades, roubos, assassínios, adultérios, ambições, injustiças, fraudes, devassidão, inveja, difamação, orgulho, insensatez. Todos estes vícios saem do interior do homem e são eles que o tornam impuro». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Cirilo de Jerusalém 
(313-350)
Bispo de Jerusalém, 
doutor da Igreja 
Catequese batismal n.º 2, 1-2 
O mal provém do interior do coração do homem 
O mal deliberado é fruto da premeditação; ora, nós pecamos indubitavelmente com premeditação, como afirma claramente o profeta: «Eu te plantei como vinha escolhida, planta de boa qualidade; como degeneraste em sarmento bastardo, ó videira estranha?» (Jr 2,21). Boa planta, mau fruto: o mal vem da premeditação. O culpado não é aquele que planta, mas a videira será consumida pelo fogo, uma vez que, tendo sido plantada para dar bons frutos, deu voluntariamente frutos maus. «Deus criou os homens retos, eles, porém, procuraram maquinações sem fim», observa o Eclesiastes (7,29). «Na verdade, nós somos obra de Deus, criados em Jesus Cristo, em vista das boas obras», diz o apóstolo (Ef 2,10). Portanto, o Criador, que é bom, criou para boas obras, mas a criatura, seguindo uma escolha própria, voltou-se para o mal. O pecado é, pois, um mal terrível, como dissemos; mas não é incurável: terrível para quem se apega a ele, é fácil de curar para quem, por meio da penitência, se separa dele. Mas então, o que é o pecado? É um animal? É um demónio? Qual é a sua origem? Não se trata, ó homem, de um inimigo que te ataca de fora, mas de uma produção má que cresce a partir de ti. Se olhares com olhos francos, não terás concupiscência; se guardares o que te pertence e não tomares o que é dos outros, a avareza cairá por terra; se pensares no juízo, nem a fornicação, nem o adultério, nem o homicídio, nem qualquer tipo de desobediência prevalecerão em ti. Quando, porém, te esqueces de Deus, começas a pensar no mal e a cometer a iniquidade.

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