Rita Dolores Pujalte, primogénita de quatro irmãos, nasceu em Aspe (Diocese de Orihuelas-Alicante, Espanha), no dia 19 de Fevereiro de 1853. Os seus pais, António e Luísa, de profundos sentimentos cristãos, deram aos seus filhos uma esmerada educação religiosa. Antes da sua entrada na vida religiosa, Rita Dolores foi modelo de piedade e de apostolado, tendo participado em várias associações — Filhas de Maria, Terceira Ordem Franciscana e Conferências Vicentinas — e no ensino paroquial do catecismo. Em 1888 ingressou na Congregação das Irmãs da Caridade do Sagrado Coração de Jesus, e em seguida foram-lhe atribuídos pela Fundadora cargos de grande responsabilidade: Mestra de noviças e sua Delegada para as casas da Espanha.
Em 1899 a Fundadora, Madre em Cuba, sugeriu às suas religiosas que a nomeassem sua sucessora no governo da nascente Congregação.
segunda-feira, 20 de julho de 2026
Francisca Aldea y Araujo religiosa, mártir, beata 1881-1936
Sagrado Coração de Jésus,
mártires em Madrid, em 1936.
Beatificadas em 1998.
Francisca Aldea y Araujo, filha de Paulo e Narcisa, nasceu em Somolinos, Diocese de Sigüenza-Guadalajara (Espanha), no dia 17 de Dezembro de 1881. Órfã de pai e mãe, desde criança foi acolhida como interna no Colégio Santa Susana, das Irmãs da Caridade do Sagrado Coração de Jesus, em Madrid. Aos dezoito anos ingressou no Noviciado desse Instituto e emitiu os votos temporais em 1903. Depois de receber o diploma de Professora trabalhou no campo do ensino até 1916, quando foi eleita Conselheira e mais tarde Secretária-Geral. Quando estalou a perseguição religiosa, ela exercia o cargo de Administradora-Geral, com residência no Colégio Santa Susana.
ORAÇÕES - 20 DE JULHO
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
20 – Segunda-feira – Santos: Apolinário, Aurélio de Cartago
Evangelho (Mt 12,38-42) “Uma geração má e adúltera busca um sinal, mas nenhum
sinal lhe será dado, a não ser o sinal do profeta Jonas.”
Mestres da lei e fariseus querem que Jesus faça uma demonstração que os
convença a aceitá-lo. Não lhes bastavam a doutrina que anunciava, a vida que
levava, os milagres que fazia. Jesus, então, apresentou-lhes apenas o sinal de
sua morte e ressurreição. Sabemos, porém, que eles não se convenceram nem
quando Jesus ressuscitou. O que lhes faltava era a docilidade diante de Deus.
Oração
Senhor Jesus, não vos peço provas nem milagres. Peço que mudeis meu
coração, e aumenteis a minha fé. Ajudai-me a mais vos conhecer, e maior será
minha confiança em vós. Entrego-me todo em vossas mãos, fazei de mim o que bem
quiserdes. Se estais comigo, nada preciso temer. Nem mesmo a morte, pois
acredito que me havereis de dar a vida plena que dura para sempre. Amém.
domingo, 19 de julho de 2026
REFLETINDO A PALAVRA - Devoções Populares
Vivemos um momento de descristianização da sociedade. Não se quer uma sociedade dominada por uma religião. Isso é muito bom. Mas a fé vivida pelas comunidades contribuiu para o bem do povo. Vamos tentar aprofundar a fé popular que traduz os dogmas em palavras simples. Os cristãos cultos sempre tiveram certa recusa a esse modo de viver a fé. Grupos religiosos, de veia evangélica, recusam essa manifestação popular. Só a bíblia. E se esquecem que a Bíblia nasceu da experiência do povo. O cristianismo não é uma religião só da mente, mas ela chega ao povo e deixa que ele se expresse. Um dos motivos foi o fato de a religião ter se tornado propriedade do clero. O povo, não entendendo aquele “latinório”, criou seu modo de viver a fé. Depois do Concílio Vaticano II, muitas expressões populares caíram em desuso, a título de renovação. Como não foram capazes de dar formação suficiente ao povo houve perda maior. Há muitas razões para a religião popular. O povo, com tradições já portuguesas ou nativas, se sustentou. Devemos dizer que a religião oficial não chega ao povo e é bloqueada toda expressão popular. Vive-se de regras. Não é esse o estilo de Jesus que vivia no meio do povo e o compreendia. Muitas Igrejas se esvaziam e isso não é problema. É necessário conhecer a alma do povo para poder dar o alimento que ela necessita.
Benefícios dessa tradição
O Documento de Aparecida, capítulo IV, nº 258-265, ensina “a piedade popular como lugar de encontro com Jesus Cristo”. É um desenvolvimento de documentos anteriores, mais reticentes. Papa Bento XVI destacou “a rica e profunda religiosidade popular, na qual aparece a alma dos povos latino-americanos”. Ela “reflete a sede de Deus que somente os pobres e simples podem conhecer” (EN 48). É o catolicismo inculturado. É o que vemos nos santuários. São tantas as manifestações. O que mais caracteriza é o fato de não ser uma religião só intelectual, mas é vivida como um todo: inteligência, sentimento, corpo, na totalidade do ser humano. Pude ver isso na experiência dos africanos na Angola. É outro tipo, mas o corpo reza. Religiosidade popular é viver o cotidiano com Deus e também criar modos comunitários de viver a fé. O povo tem muitos jeitos de falar com Deus e com muito jeito. A sabedoria do momento é sabermos acolher a liturgia em sua alma e deixá-la se expressar também na alma do povo. Sem isso, o culto é vazio. A piedade popular não é suplência do que falta no rito. É uma escola onde podemos aprender a dar vida aos ritos. Mas, esse tempo ainda não chegou. O estímulo dado à inculturação, perdeu todo seu impulso nos pontificados recentes. É o caminho.
Discernimento
As muitas manifestações de fé têm muita sabedoria. A missão da Igreja, além de dar o incremento, será sempre fornecer o cuidado para que não se ensine o que é contrário ao Evangelho, por exemplo, orações para fazer mal aos outros. Ou ritos de culto aos santos de modo que se desvie da veneração ou de coisas que possam ser contrárias à doutrina. Deve-se ter o cuidado de separar o que é supersticioso, que seria dar forças espirituais a elementos materiais. Isso podemos ver até no culto às imagens, fixando-se não no que ela lembra, mas nela própria como sendo algo vivo. O culto popular dos santos deve ser sempre animado com uma boa catequese e uma sadia narrativa histórica.
ARTIGO PUBLICADO EM JULHO DE 2021
EVANGELHO DO DIA 19 DE JULHO
Evangelho segundo São Mateus 13,24-43.
Naquele tempo, Jesus disse às multidões mais esta parábola: «O Reino dos Céus pode comparar-se a um homem que semeou boa semente no seu campo.
Enquanto todos dormiam, veio o inimigo, semeou joio no meio do trigo e foi-se embora.
Quando o trigo cresceu e começou a espigar, apareceu também o joio.
Os servos do dono da casa foram dizer-lhe: "Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde vem então o joio?".
Ele respondeu-lhes: "Foi um inimigo que fez isso". Disseram-lhe os servos: "Queres que vamos arrancar o joio?".
"Não!", disse ele, "não suceda que, ao arrancardes o joio, arranqueis também o trigo.
Deixai-os crescer ambos até à ceifa e, na altura da ceifa, direi aos ceifeiros: Apanhai primeiro o joio e atai-o em molhos para queimar; e ao trigo, recolhei-o no meu celeiro"».
Jesus disse-lhes outra parábola: «O Reino dos Céus pode comparar-se ao grão de mostarda que um homem tomou e semeou no seu campo.
Sendo a menor de todas as sementes, depois de crescer, é a maior de todas as plantas da horta e torna-se árvore, de modo que as aves do céu vêm abrigar-se nos seus ramos».
Disse-lhes outra parábola: «O Reino dos Céus pode comparar-se ao fermento que uma mulher toma e mistura em três medidas de farinha, até ficar tudo levedado».
Tudo isto disse Jesus em parábolas, e sem parábolas nada lhes dizia,
a fim de se cumprir o que fora anunciado pelo profeta, que disse: «Abrirei a minha boca em parábolas, proclamarei verdades ocultas desde a criação do mundo».
Jesus deixou então as multidões e foi para casa. Os discípulos aproximaram-se dele e disseram-Lhe: «Explica-nos a parábola do joio no campo».
Jesus respondeu: «Aquele que semeia a boa semente é o Filho do homem,
e o campo é o mundo. A boa semente são os filhos do Reino, o joio são os filhos do Maligno,
e o inimigo que o semeou é o Diabo. A ceifa é o fim do mundo, e os ceifeiros são os anjos.
Como o joio é apanhado e queimado no fogo, assim será no fim do mundo:
o Filho do homem enviará os seus anjos, que tirarão do seu Reino todos os escandalosos e todos os que praticam a iniquidade,
e hão de lançá-los na fornalha ardente; aí haverá choro e ranger de dentes.
Então os justos brilharão como o sol no Reino do seu Pai. Quem tem ouvidos, oiça».
Tradução litúrgica da Bíblia
(1786-1859)
Presbítero, Cura de Ars
Espírito do Cura d'Ars
A boa semente e a cizânia
Vemos no evangelho de hoje, meus irmãos, que o senhor do campo tinha semeado boa semente, mas, enquanto ele dormia, veio o inimigo e semeou a cizânia. O que significa que Deus tinha criado o homem bom e perfeito, mas veio o inimigo e semeou o pecado: é a queda de Adão, queda terrível, que deu entrada ao pecado no coração do homem.
Temos de arrancar a cizânia, dizeis? «"Não!", responde o senhor, "não suceda que, ao arrancardes o joio, arranqueis também o trigo. Deixai-os crescer ambos até à ceifa"». O coração do homem terá de permanecer assim até ao fim: uma combinação de bem e de mal, de luz e de trevas, de boa semente e de cizânia. Deus não quis destruir esta combinação e refazer a nossa natureza, de tal maneira que nela houvesse apenas boa semente. Ele quer que combatamos, que trabalhemos para impedir que a cizânia invada o nosso campo. O demónio semeia as tentações; mas, com a graça de Deus, nós temos força para o vencer, para impedir que a cizânia cresça.
Há três coisas absolutamente necessárias para combater as tentações: a oração, que nos esclarece; os sacramentos, que nos dão força; e a vigilância, que nos preserva. Felizes as almas que são tentadas! Com efeito, o demónio redobra a sua raiva quando vê que uma alma tende para a união com Deus.
Santas Justa e Rufina mártires, +287
Santa Justa e Santa Rufina eram duas irmãs que nasceram em Sevilha e faleceram no ano 287 na mesma cidade. Estas jovens pertenciam a um povo pagão cujo governador obrigava a prestar culto a ídolos; no entanto, Rufina e Justa nunca aceitaram tal imposição, pois possuíam uma grande fé cristã.
Descendentes de uma família pobre, ganhavam a vida vendendo louça de barro nas feiras. Certo dia, estando as duas irmãs junto da sua barraca de louça, viram surgir uma grande procissão que trazia um dos ídolos. Todos o povo o venerava e adorava, porém Rufina e Justa recusaram-se a tal. Enfurecido o governador deteve-as e submeteu-as a tormentos e terríveis castigos, até à morte. Assim, pela coragem de nunca renegarem a sua fé cristã, estas duas raparigas começaram a ser conhecidas e veneradas principalmente pelos oleiros, de quem são padroeiras.
19 de julho - São Pedro Crisci de Foligno
Filho de nobre e rica família, Pedro Crisci teve uma juventude tempestuosa até os 30 anos, quando decidiu deixar tudo e dedicar-se ao Senhor. Converteu-se e passou a abominar tudo aquilo que fizera na ruidosa juventude, vendeu o que possuía, e o que apurou distribuiu aos pobres e, nada mais restando, quis vender-se a si mesmo, prometendo a quem o comprasse obedecê-lo em tudo.
Um senhor comprou-o, mas, tocado pela humildade do jovem Pedro, restituiu-lhe a liberdade, impondo-lhe, como condição para tal, que não se esquecesse jamais de pedir a Deus por si.
Vestido com um saco, Pedro de Crisci orava a olhar para o sol, que para ele simbolizava Jesus Cristo. Banhado em suor, enquanto não terminava as orações, não abandonava aquela postura, o que, logo, levou os habitantes de Foligno a tê-lo como louco.
Sua casa foi a catedral de Foligno, onde ele fez o trabalho de limpeza e viveu na torre do sino.
São Símaco Papa Festa: 19 de julho
Quando Símaco foi eleito Papa, em 498, teve que enfrentar os desafios do rei ostrogodo, Teodorico, e a oposição do antipapa Lourenço. Mas, ele não desanimou, aliás, até encontrou tempo para resgatar e libertar os escravos. A São Símaco foi atribuído o primeiro palácio do Vaticano.
(*)Sardenha, século V
(+)Roma, 19 de julho de 514
(Papa de 22 de novembro de 498 a 19 de julho de 514)
Natural da Sardenha. As ameaças do rei ostrogodo Teodorico e a oposição do antipapa Lourenço foram os desafios que Símaco enfrentou quando foi eleito Papa em 498. No entanto, ele encontrou tempo para resgatar e libertar os escravos. A ele é atribuída a construção do primeiro palácio do Vaticano e a prescrição do canto do "Glória" na missa dominical.
Martirológio Romano: Em Roma, na Basílica de São Pedro, São Símaco, papa, que, após ter sofrido por muito tempo com o fanatismo dos cismáticos, finalmente morreu como confessor da fé.
Santos Elizabeth Qin Bianzhi e Simon Qin Chunfu Mãe e filho, mártires Festa: 19 de julho
Martirológio Romano: Na cidade de Liucun, perto da cidade de Renqin, também em Hebei, os santos mártires Elizabeth Qin Bianzhi e seu filho Simon Qin Chunfu, de quatorze anos, que na mesma perseguição, fortes na fé, superaram todas as crueldades de seus inimigos.
A era moderna das missões chinesas começou em meados do século XIX, quando o Tratado de Nanquim e outros acordos internacionais abriram as portas da China para o mundo exterior e garantiram a tolerância ao cristianismo no país. Iniciou-se imediatamente um período de grande atividade e expansão, tanto missionária quanto comercial, visto que, no final do século, os britânicos controlavam 80% do comércio exterior chinês.
Santa Macrina a Jovem, Monja - Festejada 19 de julho
A vida desta Santa nos leva às origens da vida religiosa feminina. Santa Macrina está ligada à fundação do monasticismo no Oriente, apesar de ter ficado obscurecida pelas figuras ilustres de seus irmãos. Além de São Basílio o Grande, São Gregório de Nissa e São Pedro de Sebaste, um outro irmão de Macrina, Naucratius, tornou-se ermitão, dedicando sua vida a auxiliar os pobres.
Santa Macrina persuadiu sua mãe a fundar dois mosteiros, um para homens e outro para mulheres, pois não existiam conventos e a vida consagrada se realizava nas próprias casas; escreveu as regras para as monjas com admirável prudência e piedade; estabeleceu no mosteiro o espírito de pobreza, de humildade, de oração permanente, de contemplação, um desprendimento completo do mundo e o canto de Salmos.
Beata Stilla de Abenberg, Virgem - Festejada 19 de julho
Os documentos medievais não mencionam a Beata Stilla (alguns a chamam de Santa), nem se conhece muitos dados de sua vida transcorrida na metade do século XII. Contudo, tem-se conhecimento de seu falecimento pelo ano de 1140 e seu sepultamento na Igreja de São Pedro e São Paulo, que ela mandara construir, e que se encontra sobre o monte junto ao seu castelo.
Numa relação escrita em 1480 pelo Vigário Geral ao Bispo de Eichstätt, há a menção de uma peregrinação ao túmulo da Beata feita anos anteriores e da fundação, próximo da igreja, do Convento de Marienburg.
A mais antiga versão da vida da Beata foi escrita pela freira agostiniana Mônica Farcket († 1636) em 1593. O culto à Beata Stilla, conforme documentado desde 1488, se estendeu a Mônaco, Augusta, Würzburg e Nuremberg.
Serva de Deus Madre Vitória da Encarnação, O.S.C (1661-1715) – 19 de julho
Madre Vitória da Encarnação nasceu na cidade do Salvador, então capital do Brasil colonial, em 6 de março de 1661, sendo batizada no mesmo ano na antiga Sé da Bahia. Foram seus pais, Bartolomeu Nabo Correia e Luísa Bixarxe. Teve um irmão e três irmãs. Conforme escreveu Dom Sebastião Monteiro da Vide (1720), a casa desta família era um exemplo de lar cristão.
Em 1675, quando Vitória estava com 14 anos, seu pai desejou enviá-la, juntamente com sua irmã mais velha, Maria da Conceição, para um convento nos Açores, em Portugal, porém a menina se recusou, dizendo que preferia que lhe cortassem a cabeça de que ser enviada para um convento.
Em 1677, quando foi fundado o primeiro mosteiro feminino no Brasil, o Mosteiro de Santa Clara do Desterro da Bahia, Vitória, então com 16 anos de idade, ainda dava mostras de aversão à vida religiosa, preocupando seus pais com seu comportamento.
Arsénio de Roma Eremita, Santo 354-450
Arsénio, que pertencia a uma nobre e tradicional família de senadores, nasceu no ano 354, em Roma. Segundo os registros, ele foi ordenado sacerdote, pessoalmente, pelo papa Dâmaso. Em 383, o próprio imperador Teodósio convidou-o para cuidar da educação e formação de seus filhos Arcádio e Ho-nório, em Constantinopla. Arsênio permaneceu na Corte por onze anos, até 394. Enfim, conseguiu a exoneração do cargo e retirou-se para o deserto no Egipto.
O mundo católico passava por muitas transfor-mações. Nos séculos anteriores, o martírio, a morte pela fé na palavra de Cristo, era o melhor exemplo para a salvação da alma. A partir do século IV, a "morte em vida" passou a ser o sacrifício mais perfeito para a purificação, com o aparecimento dos eremitas no Oriente.
Santa Aurea de Córdoba, Mártir Festa: 19 de julho
(+)Córdoba, Espanha, 19 de julho de 856
Os Atos de Aurea, que foi martirizada em Córdoba em 19 de julho de 856, foram-nos transmitidos por Santo Eulógio, também de Córdoba, morto por ódio à fé em 11 de março de 859: são, portanto, os escritos de uma contemporânea e concidadã, dignos de total confiança. Aurea era irmã dos santos mártires Adolfo e João, mortos em 27 de setembro de 825 ou 826, e filha de Santa Artemia, que, após a morte do marido, um árabe muçulmano de boa família, retirou-se para o mosteiro de Santa Maria di Cuteclara, nos arredores de Córdoba, juntamente com a filha. Segundo Eulógio, Aurea viveu no mosteiro "per annos fere triginta et amplius(por quase trinta anos ou mais)".
Ambrósio Autpert Monge, Abade, Santo † 784
perceptor do futuro imperador Carlos Magno,
frade perto de Benavento.
Bispo. Padre e Doutor da Igreja.
A Igreja vive nas pessoas, e quem quer conhecer a Igreja, compreender seu mistério, deve considerar as pessoas que viveram e vivem sua mensagem, seu mistério. Por isso, falo há tanto tempo, nas catequeses da quarta-feira, de pessoas das quais podemos aprender o que é a Igreja. Começamos com os Apóstolos e os Padres da Igreja, e chegamos pouco a pouco até o século VIII, o período de Carlos Magno. Hoje quero falar de Ambrósio Autpert, um autor geralmente desconhecido: suas obras, de fato, foram atribuídas em grande parte a outros personagens mais conhecidos, desde Santo Ambrósio de Milão a São Ildefonso, sem falar daquelas que os monges de Monte Cassino atribuíram a um abade seu do mesmo nome, que viveu quase um século mais tarde.
ORAÇÕES - 19 DE JULHO
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
19 – 16º Domingo do Tempo Comum
Evangelho (Mt 13,24-43) “O
Reino dos Céus é como um homem que semeou boa semente no seu campo.”
Reino dos céus, ou reino de Deus, é a presença
do poder de Deus que nos salva. É também a manifestação dessa ação divina entre
nós. Podemos ver quanta bondade há no mundo e entre os discípulos de Jesus,
quanta generosidade e até heroísmos. Mas, há também muita fraqueza e até mesmo
pecado. A parábola de Jesus ensina-nos a ter paciência, como Deus, com as
nossas falhas e as de nossos irmãos. Todos somos discípulos, aprendizes ainda
cheios de fraquezas e ignorâncias. Se queremos perdão e tolerância, precisamos
saber perdoar e apoiar-nos na caminhada, procurando ser como Jesus nos propõe.
Afinal, todos nós somos pecadores e vivemos na dependência total da misericórdia
do Pai.
Oração
Senhor Jesus, agradeço a paciência que tendes comigo que, há tanto
tempo entre vossos discípulos, ainda não vivo como ensinais. E, no entanto, sou
tão severo ao julgar meus irmãos, até por falhas menores que as minhas.
Ensinai-me a compreender e perdoar, a ter paciência com suas fraquezas pelo
menos como tenho com meus pecados. Hoje vos quero pedir por aqueles que ainda
não vos conhecem, e vivem em situações que dificultam sua procura do bem e da
verdade. E também vos agradeço toda a bondade que podes em seu coração. Senhor
Jesus, olhai por todos nós, salvai-nos a todos, para que na colheita final sejamos
trigo bom, fruto de vosso amor misericordioso. Amém.
sábado, 18 de julho de 2026
REFLETINDO A PALAVRA - Culto dos Santos
Deus é o Santo. Jesus é o Santo de Deus. A santidade é o dom de Deus a seu povo (Êx 19,5-6). Santo é um qualificativo do povo de Deus. Já no século II esse nome era dado aos mártires. Na Igreja já celebrava o aniversário de sua deposição (sepultura) e do seu nascimento para o Céu. Recomendava-se a sua intercessão junto ao Senhor. Assim nascia o culto aos mártires, seguido, depois pelo culto dos santos. Notamos que esse culto está unido ao martírio de Jesus. Esse modo de celebrar os santos tem ligação com o culto dos mortos que já está presente na pré-história. Entre os romanos havia o “refrigerium” que era um banquete fúnebre feito junto ao túmulo. Naquilo que não era contra a fé, foi seguido pelos cristãos que deixaram por escrito nas lápides o pensamento cristão sobre a ressurreição. Os cristãos, junto a esses costumes, passaram a celebrar a Eucaristia junto dos túmulos. Sem destruir a cultura passaram a celebrar a morte e a sepultura cristã. Aos mártires era dado o nome de testemunha da fé. Há uma união com Cristo morto e ressuscitado. Lembramos do martírio de Estevão que morre como Cristo, perdoando os inimigos. O culto aos mártires está unido à morte de Cristo. Chegaram à plenitude da vida e são, assim, intercessores. Cada ano comemoravam seu martírio com júbilo e alegria. A Eucaristia era festiva, como testemunham os antigos formulários.
Culto aos santos
Os cristãos que foram renomados, permaneceram na lembrança religiosa do povo. Lembramos os apóstolos, os mártires que marcaram por suas vidas e martírios, como Pedro e Paulo, Cipriano, Policarpo de Esmirna, Inácio de Antioquia. O povo soube distinguir entre adoração e veneração. O santo mártir era estímulo a viver a fé. Suas relíquias foram levadas para as basílicas para sua veneração. Os milagres davam credibilidade ao culto. As igrejas se construíam sobre o túmulo de um mártir. No Apocalipse diz: “Vi debaixo do altar as almas dos que foram mortos pela Palavra”(Ap. 6,9). Não estaria aqui a razão de se colocar relíquias no altar? Ou o Apocalipse recolhe essa tradição? No culto das imagens podemos entender que, como não temos uma relíquia, podemos representá-la por uma imagem. A lembrança de um santo, junto de Jesus e Maria, se torna ritmo e alimento da oração. Vieram depois os calendários, martirológios que se tornam literatura sobre os santos. Como não se havia documentos, criaram-se lendas que eram um tipo de catequese popular. Eram as vidas dos santos. Com o tempo os calendários das festas eram ampliados e depois purificados de acordo com os estudos mais acurados. Depois do Concílio Vaticano II se fez uma reforma do calendário, tirando o que era lendário.
Pastoral do culto aos santos
O processo de canonização dos santos procura a segurança ao culto. João Paulo II estimulou as Igrejas a suscitarem os santos locais. O calendário atual faz memória de santos representativos de todas as Igrejas. Cada país pode ter o seu calendário. Pela veneração dos santos somos conduzidos a ir ao Santo que é Jesus Cristo. O santo o é porque foi um imitador de Cristo. Por isso se procurou vê-los como modelo e intercessores valiosos, imagens de Cristo. Depois do Concílio houve uma diminuição da veneração dos santos para centralizar em Cristo. É preciso evangelizar as devoções para tirar do modelo dos santos, como fazer o nosso caminho de santidade. Mas não se pode ter medo do culto dos santos. Por eles se manifesta o poder de Cristo e neles Deus é louvado.
ARTIGO PUBLICADO EM JUNHO DE 2021
EVANGELHO DO DIA 18 DE JULHO
Evangelho segundo São Mateus 12,14-21.
Naquele tempo, os fariseus reuniram conselho contra Jesus, a fim de O fazerem desaparecer.
Mas Jesus, ao saber disso, retirou-Se dali. Muitos O seguiram e Ele curou-os a todos,
mas intimou-os que não descobrissem quem Ele era,
para se cumprir o que o profeta Isaías anunciara, ao dizer:
«Eis o meu servo, a quem Eu escolhi, o meu predileto, em quem se compraz a minha alma. Sobre ele farei repousar o meu Espírito, para que anuncie a justiça às nações.
Não discutirá nem clamará, nem se fará ouvir a sua voz nas praças.
Não quebrará a cana já fendida, nem apagará a torcida que ainda fumega, enquanto não levar a justiça à vitória;
e as nações colocarão a esperança no seu nome».
Tradução litúrgica da Bíblia
Teólogo
Contra Marcião 2, 27
«Eis o meu servo.
Não discutirá nem clamará»
Deus não podia viver com os homens, a não ser que assumisse uma forma humana de pensar e de reagir. Foi por isso que escondeu sob a humildade o esplendor da sua majestade, que a fraqueza humana não teria sido capaz de suportar. Nada disso era digno dele, mas era necessário ao homem, e por esse motivo tornou-se digno de Deus, porque nada é tão digno de Deus como a salvação do homem.
Tudo quanto Deus perde, ganha-o o homem; todas as humilhações que o meu Deus sofreu para estar perto de nós são sacramento de salvação para os homens. Deus agia assim com o homem para que o homem aprendesse a agir no plano divino. Deus tratou o homem de igual para igual para que o homem pudesse agir de igual para igual com Deus. Deus tornou-Se pequeno para que o homem se tornasse grande.
São Bartolomeu dos Mártires bispo, +1590
São Bartolomeu dos Mártires, cujo nome de batismo era Fernão Martins, nasceu em Lisboa, Portugal, em 3 de Maio de 1514. Provinha de uma família nobre e recebeu uma educação cuidada desde tenra idade. Aos 14 anos ingressou na Ordem dos Dominicanos, no Convento de São Domingos, em Lisboa.
Bartolomeu dos Mártires era conhecido pela sua intensa vida de oração e profunda devoção religiosa. Destacou-se pela humildade, simplicidade e caridade para com os mais necessitados. Estudou teologia em Coimbra e, posteriormente, em Salamanca, onde adquiriu uma sólida formação teológica e filosófica.
Em 1542, Bartolomeu foi ordenado sacerdote e regressou a Portugal. Exerceu várias funções pastorais, incluindo a pregação em Lisboa, na Batalha, e em Évora, bem como o ensino dos jovens estudantes dominicanos.
18 de julho - São Simão de Lipnica
O novo santo, Simão de Lipnica, grande filho da terra polaca, testemunha de Cristo e seguidor da espiritualidade de São Francisco de Assis, viveu numa época distante, mas, precisamente hoje é proposto à Igreja como modelo atual de um cristão que animado pelo espírito do Evangelho está pronto a dedicar a vida pelos irmãos.
Assim, cheio da misericórdia que hauria da Eucaristia, não hesitou em levar ajuda aos doentes atingidos pela peste, contraindo essa doença que o levou também à morte.
Hoje de modo particular confiamos à sua proteção todos os que sofrem por causa da pobreza, da doença, da solidão e da injustiça social. Através da sua intercessão pedimos para nós a graça do amor perseverante e ativo, a Cristo e aos irmãos.
Papa Bento XVI – Homilia de Canonização – 03 de junho de 2007
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