quinta-feira, 27 de abril de 2017

AS QUATRO VELAS

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO
REDENTORISTA
VICE-POSTULADOR DA CAUSA
VENERÁVEL PADRE PELÁGIO
REDENTORISTA
Quatro velas queimavam lentamente e conversavam. O ambiente estava tão silencioso que se podia ouvir a conversa delas. A primeira disse: 
- Eu sou a Paz. As pessoas, porém, não conseguem manter-me acesa. Vivem só brigando.
Diminuindo sua chama devagarzinho, apagou-se totalmente. A segunda disse: 
- Eu me chamo Fé. Infelizmente estou sobrando. Quase ninguém quer saber de Deus. Por isso não faz sentido continuar queimando.
Um vento bateu levemente nela e se apagou. A terceira vela se desabafou, muito tristonha: 
- Eu sou o Amor. Não tenho mais força para continuar queimando. As pessoas só querem cuidar de si, esquecendo os outros ao seu redor.
Também se apagou. De repente entrou uma criança e viu as três velas apagadas. Apenas uma estava acesa ainda. A criança perguntou: 
- Que é isso? Por que estão apagadas? 
A vela que continuava acesa, respondeu: 
- Podemos reacendê-las. Eu sou a Esperança. Você me ajuda? 
A criança pegou a Esperança e com ela acendeu novamente as que estavam apagadas. 
Palavra de vida: “Esperei em ti, Senhor, não serei confundido eternamente”. A esperança é sempre a última que morre.
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REFLETINDO A PALAVRA - “Encheu-se de compaixão”

PADRE LUIZ CARLOS
DE OLIVEIRA, REDENTORISTA
Aliança Eterna
               Se quisermos entender o sentimento de Jesus, aquele que o movia em todas as situações, podemos dizer que é a compaixão. Jesus não tinha dó do sofrimento do povo. Sentir dó não resolve nada. Ele o sentia na pele e no coração. É o que rezamos no salmo 144: “Misericórdia e piedade é o Senhor, Ele é amor, é paciência, é compaixão... sua ternura abraça toda a criatura”. Os milagres de Jesus não eram espetáculo para divertir o povo faminto. Essa era a mentalidade do império romano: pão e circo. É ópio do povo. A compaixão era a expressão de seu coração e o sentido de sua missão. O Pai, dando-nos Jesus, no-lo deu como afeto de quem se compromete: “Deus amou tanto o mundo que entregou seu Filho único para que todo o que nele crer não pereça mas tenha a vida eterna” (Jo 3,16). Deus enviou seu Filho para salvar o que estava perdido, como refletimos nas parábolas do pai amoroso e o filho perdido, a ovelha perdida, o milagre dos pães. O profeta Isaias anuncia um tempo novo no qual Deus fará uma aliança eterna com o povo mantendo as graças concedidas a Davi. Deus é fiel. Jesus vem como expressão desta fidelidade, confirmando essa aliança eterna. Seu sangue derramado, como rezamos na consagração na Eucaristia, é o sangue da nova aliança. A aliança eterna vai além de um simples contrato, ela é firmada e garantida pelo sangue do Filho de Deus, Jesus. Ele é a gratuidade abundante de Deus. Ele é a redenção abundante. A multiplicação dos pães é a expressão da abundância de Deus e mostra também nossa pequenez: só temos cinco pães e dois peixes. Não temos a solução. Jesus, abundância de Deus, é a solução. A multiplicação dos pães e o livro do Profeta Isaias são explicados pelo refrão do salmo da liturgia deste domingo: “Abris a mão e saciais os vossos filhos”. Jesus, tendo se “repartido”, é redenção.
Nada nos separa do amor de Cristo
               Paulo reflete, na carta aos Romanos, o que era sua vida e nos dá garantias do grande amor de Deus. Tendo sido tocado pelo amor de Deus, anuncia-O com toda a força e garantia: Nada nos separará do amor de Deus por nós em Cristo. Como aliança, esse amor é perpétuo, total e incondicional. Deus nos ama parque é Amor. E amor é gratuidade. Esta gratuidade em Cristo é marcada pela compaixão que doa a vida. Paulo tem essa certeza  e, por ela, se põe totalmente a serviço do Evangelho. E, se é vencedor em tudo, é graças Àquele que nos amou (Rm 8,37). A missão fundamental de Jesus foi manifestar o amor de Deus. Jesus não recua diante das dificuldades. Paulo fez o mesmo.  
A vida multiplicada
               Jesus, por sua Vida, Morte e Ressurreição, tornou-se a resposta amorosa de Deus. Ele repartiu conosco seu Corpo, sua Vida e nos ensinou a partilhar para que haja a multiplicação e a abundância gratuita da aliança eterna. Tocados pelo amor de aliança eterna, manifestado em Cristo, todos somos convocados a continuar a compaixão de Cristo. Jesus inaugura o Reino como uma vida nova. Esta se rege pelo amor compassivo de Deus. Este amor é a Vida de Deus em nós. Quanto mais partilharmos com os irmãos, mais o amor de Cristo será fecundo em nós. O episódio da multiplicação dos pães, mais que um milagre é um modo de fazer milagres que Jesus deixou. Se tivermos sua compaixão, faremos milagres. Jesus deu todas as condições de um mundo melhor. Basta usar.

EVANGELHO DO DIA 27 DE ABRIL

Evangelho segundo S. João 3,31-36.
«Aquele que vem do alto está acima de todos; quem é da terra, à terra pertence e da terra fala. Aquele que vem do Céu dá testemunho do que viu e ouviu; mas ninguém recebe o seu testemunho. 
Quem recebe o seu testemunho confirma que Deus é verdadeiro. De facto, Aquele que Deus enviou diz palavras de Deus, porque Deus dá o Espírito sem medida. O Pai ama o Filho e entregou tudo nas suas mãos. Quem acredita no Filho tem a vida eterna. Quem se recusa a acreditar no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Comentário do dia: 
Simeão, o Novo Teólogo (c. 949-1022), monge grego 
Catequeses, 3 
«Aquele que Deus enviou diz palavras de Deus»
O Senhor disse-nos: «Esquadrinhai as Escrituras» (Jo 5,39). Esquadrinhai-as então e retende com muita exactidão e fé tudo o que elas dizem. Deste modo, conhecendo claramente a vontade de Deus [...], sereis capazes de distinguir, sem vos enganardes, o bem do mal, em lugar de ouvirdes qualquer espírito e de serdes levados por pensamentos nocivos. 
Estai certos, meus irmãos, de que nada é tão favorável à nossa salvação como o cumprimento dos preceitos divinos do Senhor. [...] Precisaremos, no entanto, de muito temor, paciência e perseverança na oração para nos ser revelado o sentido de uma só palavra do Mestre, para conhecermos o grande mistério oculto nas suas mais pequenas palavras, e para estarmos preparados para dar a nossa vida pelo mais pequeno traço dos mandamentos de Deus (cf Mt 5,18). 
Porque a palavra de Deus é como uma espada de dois gumes (Heb 4,12), que penetra e retira da alma toda a cobiça e todo o instinto carnal. Mais do que isso, ela torna-se também como que um fogo devorador (Jer 20,9), quando reanima o ardor da nossa alma, quando nos faz desprezar todas as tristezas da vida e considerar as provações uma alegria (Tg 1,2), quando, perante a morte que os homens temem, nos faz desejar e abraçar a vida, ao dar-nos o meio de a alcançar.  

ZITA DE LUCCA Leiga, Padroeira dos domésticos, Santa 1218-1278

Santa Zita nasceu em 1218, em Monsagrati, nos arredores da cidade de Lucca no seio de uma família muitodevota. A sua irmã mais velha entrou para um convento de Cister et um seu tio foi eremita e morreu com fama de santidade.
Filha de camponeses, aos 12 anos foi trabalhar como empregada doméstica na casa de uma rica família, e aí permaneceu durante 48 anos, ou seja até morrer.
Extremamente devota, perguntava-se sempre a si mesma: “Isto agrada ao Senhor?” Ou: “Isto desagrada a Jesus?”. Esta preocupação de sempre fazer a vontade diva tornara-se para ela quase uma obsessão.
Tendo sempre, em todas as ocasiões e situações, demonstrado um grande amor para com o próximo, foi-lhe confiado o encargo de distribuir as esmolas cada sexta-feira. E dava do seu pouco, da sua comida, das suas roupas, daquilo que possuía, das suas parcas economias. Dizem que um dia foi surpreendida enquanto socorria os necessitados. Mas no seu avental o que era alimento converteu-se em flores.
Conta-se ainda que certo dia foi dar esmola a um necessitado, durante o seu tempo de trabalho. Vizinhos, tendo sido testemunhas desta “infração”, vieram logo avisar a família Fatinelli, para quem Zita trabalhava. A dona da casa foi à cosinha, para averiguar se havia atraso no afazeres e, ó milagre, alguns Anjos estavam ocupados a fazer aquilo que Zita deveria ter feito durante o tempo em que foi fazer obra de caridade. Daí em diante, nunca mais foi impedida de seguir os seus instintos caritativos.
Um outro facto que sobre ela se conta igualmente é o seguinte:
Durante um período de grande fome que assolou a região, Zita continou a praticar a caridade a que estava habituado, utilizando mesmo o que estava armazenado nos celeiros de seus patrões. Uma vez mais foi acusada, mas quando os seus patrões foram verificar os celeiros, ficaram admirados de os encontrar repletos: nada lá faltava.
Na hora da morte — aos 60 anos — tinha ajoelhada a seus pés toda a família Fatinelli, a quem servira toda a vida. Partiu para o Céu no dia 27 de Abril de 1278.
O seu corpo é venerado na igreja de São  Fredaino, em Lucca, Itália.
Pio XII proclamou-a padroeira das empregadas domésticas do mundo inteiro.

27 de Abril - Bem-aventurado Tiago Alberione

No dia 27 de abril de 2003 o papa João Paulo II declarou Tiago Alberione bem-aventurado! Padre Tiago Alberione, Fundador da Família Paulina, foi um dos mais carismáticos apóstolos do século XX. Nasceu em San Lorenzo di Fossano (Cuneo, Itália), no dia 4 de abril de 1884. Recebeu o batismo já no dia seguinte. A família Alberione, constituída por Miguel e Teresa Allocco e por seis filhos, era do meio rural, profundamente cristã e trabalhadora. O pequeno Tiago, o quarto filho, desde cedo passa pela experiência do chamado de Deus: na primeira série do ensino primário, quando a professora Rosa perguntou o que seria quando se tornasse adulto, ele respondeu: Vou tornar-me padre! Os anos da infância se encaminham nessa direção. Com 16 anos, Tiago foi recebido no Seminário de Alba. Desde logo se encontrou com aquele que para ele foi pai, guia, amigo e conselheiro por 46 anos: o cônego Francisco Chiesa. 
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27 de Abril - São João XXIII e São João Paulo II


São João XXIII
Angelo Giuseppe Roncalli nasceu na Itália, em 25 de novembro de 1881. Foi eleito Papa em 28 de outubro de 1958, escolhendo o nome de João XXIII. Faleceu em 3 de junho de 1963. Por muitos, foi considerado um Papa de transição, depois do longo pontificado de Pio XIII. Foi o responsável pela convocação do Concílio Vaticano II. No curto tempo de papado, João XXIII escreveu oito encíclicas, sendo as principais a Mater et Magistra (Mãe e Mestra) e a Pacem in Terris (Paz na Terra).
Foi declarado beato pelo Papa João Paulo II, em 3 de setembro de 2000. É considerado o patrono dos delegados pontifícios.
São João Paulo II
Karol Józef Wotjtyla nasceu na Polônia, em 18 de maio de 1920. Foi eleito Papa em 16 de outubro de 1978, escolhendo o nome de João Paulo II, e teve o terceiro maior pontificado da história da Igreja Católica. Faleceu, em Roma, em 2 de abril de 2005.
Durante o Pontificado, visitou 129 países, em viagens apostólicas. Sabia se expressar em italiano, francês, alemão, inglês, espanhol, português, ucraniano, russo, servo-croata, esperanto, grego clássico e latim, além do polaco. João Paulo II beatificou 1.340 pessoas e canonizou 483 santos.
Foi proclamado beato, pelo Papa Bento XVI, em primeiro de maio de 2011.
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27 DE ABRIL – PADROEIRA DAS FUNCIONARIAS DOMESTICAS

Na cidade italiana de Lucca descansa o corpo ainda incorrupto de Santa Zita (1212-1272), padroeira das funcionárias domésticas. Diz a história que, desde menina, foi entregue à nobre família dos Fatinelli, onde trabalhou durante cinqüenta anos. A princípio foi tratada com pouco caso, devido à sua origem camponesa. Mas sua afabilidade acabou conquistando todos. Conta-se que, numa noite fria de Natal, ela ia saindo para a “missa do galo” sem nenhum agasalho, quando o patrão chamou-lhe a atenção: 
- Sem nenhum agasalho, não! Leve o meu manto. Mas não dê para ninguém, como já tem feito. Traga-o de volta. 
Embrulhou-se no agasalho e foi. No pórtico da igreja viu um pobre tremendo de frio. Deixá-lo assim, cortava-lhe o coração. Voltar ao castelo sem o manto, seria o mesmo que ouvir um berreiro daqueles. Façamos assim, disse: 
- Eu lhe empresto este manto, mas só até o fim da missa. Pois nem é meu. Terminada a missa, procurou o pobre na porta da igreja. Tinha desaparecido. Voltou sem o agasalho, preparada para o xingatório. Nisso alguém bate à porta: 
- Favor entregar este manto ao senhor Fatinelli. 
Quem era? Nunca se ficou sabendo. Seria o próprio Jesus que ela vestiu?
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa-Venerável Padre Pelágio CSsR
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ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 27 DE ABRIL

Pe. Flávio Cavalca de Castro, redentorista
flcastro22@gmail.com
Oração da manhã para todos os dias
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
27 – Quinta-feira – Santos: Zita, Tertuliano 
Evangelho (Jo 3,31-36) “Aquele que acredita no Filho possui a vida para sempre.” 
Jesus é a salvação para nós, porque ele vem de Deus, ele é Deus, e tem em si toda a vida divina. Ao falar do Pai e de seu amor por nós, ele nos fala do que conhece e vive. Ele é a palavra com que o Pai se comunica e revela a nós, é nosso caminho para o conhecer. Em suas mãos está todo o poder divino para nos transformar e dar-nos a liberdade total na verdade, no bem e no amor. 
Oração
Senhor Jesus, sois tudo para mim, e ao vos dar a mim o Pai deu-me tudo, tudo que jamais poderia imaginar. Posso conhecer a verdade de Deus, de mim e do mundo. Ajudai-me a me aprofundar nessa verdade, e viver a sabedoria que ensinais. Aumentai minha entrega à Trindade pelo amor agradecido, e ampliai em mim a caridade, para que eu possa amar meus irmãos e minhas irmãs. Amém.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

OS MILAGRES DE NOSSA SENHORA DO MONTE SERRAT


Assim como os querubins da Arca eram vistos como o trono de Deus ( Ex 25,22; I Sam 4,4; II Sam 6,2;  I Cr 13,6; Is 37,16; Heb 9,5), as imagens de Maria nos recordam que ela foi o trono de Deus na terra. 

1- MILAGRE DO ENCONTRO DA IMAGEM
O culto a Virgem Senhora do Montserrat remonta aos primeiros tempos do cristianismo e faz referencia ao apóstolo São Pedro, que segundo a tradição, levou em sua viagem a península Ibérica uma imagem da Virgem Maria, esculpida em madeira e conhecida como a Senhora Jerusalemitana.

Pelo ano de 546, na Cataluña, ao sul da Espanha, um monge chamado Querino, fundou um rudimentar mosteiro consagrado a referida imagem, que alguns séculos antes, fora trazida por São Pedro.

No tempo das invasões, pelos árabes a imagem foi escondida numa caverna e só encontrada dois séculos depois por pastores da região, que a levaram de volta ao mosteiro em solene procissão.

Conta-se que os referidos pastores de Obesa passavam pela montanha quando ouviram cânticos celestiais e foram atraídos por uma luz esplendorosa que saía do interior do rochedo. 

Encantados com o som e com as luzes subiram o monte e pasmados caíram de joelhos diante da imagem da Virgem Maria. 

Estava a imagem em uma cavidade natural na elevação da montanha.
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26 DE ABRIL - NOSSA SENHORA DO BOM CONSELHO

Esta invocação, incluída na Ladainha Lauretana, prende-se a um quadro antigo de Nossa Senhora do Bom Conselho venerado na Albânia desde 1400, e hoje na cidade de Genazzano, perto de Roma. O que nos interessa, é a lição desse belo quadro. As mães só dão bons conselhos aos filhos. O maior desejo delas é vê-los bem encaminhados. Sofrem e choram quando algum deles prefere os maus conselhos de amigos falsos, que os levam para a perdição. Assim é Nossa Senhora do Bom Conselho. 
Lição: Nas dúvidas, nas incertezas, nas encruzilhadas da vida, lembremo-nos dela. Peçamos-lhe humildemente o seu conselho materno, sábio e seguro. “Olha para a Estrela, invoca Maria”. 
Outros santos: N.S. do Monte Serrat - Pascásio - Radberto - Clarencio - Isidoro - Marcelino - Lucídio.
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO
REDENTORISTA
VICE-POSTULADOR DA CAUSA
VENERÁVEL PADRE PELÁGIO
REDENTORISTA
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A ÚLTIMA ALEGRIA DA ESPOSA

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO
REDENTORISTA
VICE-POSTULADOR DA CAUSA
VENERÁVEL PADRE PELÁGIO
REDENTORISTA
Quando o navio Andréa Dória naufragou (1956), um casal precisou abandonar um pequeno cofre contendo anéis e jóias para salvar ao menos a vida. Tudo ficou sepultado no fundo do mar.Cerca de nove anos depois, a esposa caiu doente, vítima do câncer. Querendo dar-lhe uma alegria, o marido procurou quem pudesse retirar do mar aquelas jóias, de grande estima para ela.Ela os guardava com amor por terem sido os primeiros presentes que ganhou do marido. O valor comercial era pouco, mas incalculável o valor afetivo.Dois mergulhadores se ofereceram para realizar a tarefa. Após árduos esforços conseguiram recuperá-las. Realmente, não valiam mais que mil dólares. Não pagavam o risco de duas vidas. Mas valeu a alegria que deram ao casal. Enquanto abria a caixa, completamente enferrujada, disse o marido aos mergulhadores:
- Meus amigos, não sei como agradecer. Vocês alegraram os últimos dias da única mulher que amei nesta vida.
E chorou de emoção. Também os mergulhadores. 
PALAVRA DE DEUS:O reino dos céus é como um tesouro escondido no campo... (Mt 13,44).
ORAÇÃO: Senhor, faze crescer em nossas famílias o amor que une, que torna suportável o sofrimento, que torna aceitável a própria morte.
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REFLETINDO A PALAVRA - “Nuvens do egoísmo espiritual”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA
REDENTORISTA
981. Corpo espiritual
            Com o auxílio das filosofias, chegamos ao reconhecimento do indivíduo, seu valor, sua singularidade e sua grandeza como ser racional. Essas riquezas se contrapõem à criação do individualismo que é dependente da raiz de pecado. Este individualismo, nascido do egoísmo narcisista, tornou-se um sistema de vida na sociedade. ‘Cada um por si e Deus por todos’, diz o provérbio. Penetrou os setores da vida social gerando a desenfreada concorrência e a luta por ter mais bens e mais poder. É o que vemos no chamado progresso. Ele privilegia poucos quando muitos ficam fora do processo. Esse modo de pensar pragmatista invadiu também o pensar e o viver o aspecto religioso. Temos uma espiritualidade individualista sintetizada nas palavras: “Salva tua alma!”. É necessário salvar a alma, sim, mas em um corpo espiritual. Até dizemos: Eu sou único diante de Deus, único responsável por meus atos e ninguém tem a ver com isso, nem se meta. A espiritualidade passou a ser acúmulo de bens espirituais, graças, virtudes, dons e méritos, como se dissesse: eu consegui e você não. Não é essa mentalidade de Jesus que nos coloca em relação uns com os outros dentro de um corpo espiritual que chamamos Corpo Místico de Cristo. Os bens espirituais são para todo o corpo, como a vitamina serve para todos os membros. O mal que fazemos prejudica o corpo, como um membro doente. S. Paulo desenvolve bem essa realidade cristã. Quando era menino eu ouvia dizer: “A oração que você faz aqui, o bem que faz, pode levar uma pessoa a Deus lá no meio das florestas africanas”. O bem que faço é para o bem comum. É a comunhão dos santos. A comunidade primitiva dizia que tudo se tornava comum: “Tinham um só coração e uma só alma... tudo era comum entre eles”(At 4,32). É o último desejo de Jesus: “Que sejam um como nós” (Jo 17,11). Como as células estão unidas para a vida, assim os cristãos estão unidos para a Vida.
982. Tudo pelo espiritual
            A vida espiritual não são os momentos especiais que dedico à oração, mas de uma Vida que penetra todos os aspectos da vida. Não há ato que a pessoa faça que esteja fora de Deus. Não se trata de um panteísmo que diz que tudo é Deus, mas de um ser em Deus. Paulo cita três autores pagãos, Epimenes de Creta, Cleanto e Arato (Sec. III AC): Na divindade temos a vida, o movimento e o ser, pois somos de sua raça nele nos movemos e somos (At 17,28). Tudo o que fazemos tem o lado espiritual e está unido aos outros pois é o mesmo Deus que age em todos, mesmo que não creia. O aspecto espiritual une nossas ações ao Deus que dá a vida, o movimento e o ser. Deste modo a própria vida é o caminho para a santidade.
983. Um bem que seja bom
            Levamos bem nossa vida espiritual, nossas caridades, nossas orações. Mas o fazemos isoladamente. A superação do egoísmo espiritual é pensar que o que faço de bem seja bom para todos. Isso nos levará a vivermos melhor com as pessoas, pois dependemos uns dos outros para ir a Deus. Quando rezo, rezo com todos e por todos. Quando faço o bem, beneficio a todos. Se crescer espiritualmente, todo o Corpo de Cristo cresce comigo. Por isso não tem sentido o ódio, o isolamento, a divisão das pessoas. Reconhecemos o bem que cada um faz e procuramos cortar as arestas que prejudicam a unidade. Damos o testemunho da verdade que cremos, mas no amor. O amor é o sinal que estamos em Deus. Todos são irmãos, filhos do mesmo Pai. Usar a religião contra o amor é negar a Deus.

EVANGELHO DO DIA 26 DE ABRIL

Evangelho segundo S. João 3,16-21.
Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: «Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito, para que todo o homem que acredita n’Ele não pereça, mas tenha a vida eterna.Porque Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele». Quem acredita n’Ele não é condenado, mas quem não acredita já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho Unigénito de Deus. E a causa da condenação é esta: a luz veio ao mundo e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque eram más as suas obras. Todo aquele que pratica más ações odeia a luz e não se aproxima dela, para que as suas obras não sejam denunciadas. Mas quem pratica a verdade aproxima-se da luz, para que as suas obras sejam manifestas, pois são feitas em Deus». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Comentário do dia: 
São João Paulo II (1920-2005), papa 
Encíclica «Dives in misericordia», § 7 
Todo aquele que nele crê não perece, mas tem a vida eterna
Que nos ensina a cruz de Cristo, que é, em certo sentido, a última palavra da sua mensagem e da sua missão messiânica? Em certo sentido — note-se bem —, porque não é ela ainda a última palavra da Aliança de Deus. A última palavra seria pronunciada na madrugada, quando, primeiro as mulheres e depois os Apóstolos, ao chegarem ao sepulcro de Cristo crucificado, o vão encontrar vazio, e ouvem pela primeira vez este anúncio: «Ressuscitou». Depois, repetirão aos outros tal anúncio e serão testemunhas de Cristo Ressuscitado. 
Mas, mesmo na glorificação do Filho de Deus, continua a estar presente a Cruz que, através de todo o testemunho messiânico do Homem-Filho que nela morreu, fala e não cessa de falar de Deus-Pai, que é absolutamente fiel ao seu eterno amor para com o homem, pois «amou tanto o mundo», e portanto, o homem no mundo, «que entregou o seu Filho Unigénito, para que todo o homem que acredita nele não pereça, mas tenha a vida eterna». 
Crer no Filho crucificado significa «ver o Pai» (Jo 14,9), significa crer que o amor está presente no mundo e que o amor é mais forte do que toda a espécie de mal em que o homem, a humanidade e o mundo estão envolvidos. Crer neste amor significa acreditar na misericórdia. Esta é, de facto, a dimensão indispensável do amor, é como que o seu segundo nome e, ao mesmo tempo, é o modo específico da sua revelação e atuação perante a realidade do mal que existe no mundo, que assedia e atinge o homem, que se insinua mesmo no seu coração e o «pode fazer perecer na Geena» (Mt 10,28). 

ANACLETO DE ROMA, Papa, Mártir, Santo Pontificado - 79 a 92

Santo Anacleto, também conhecido por São Cleto, foi o terceiro Papa da Igreja Católica, portanto, o segundo sucessor de São Pedro na Sé apostólica.
Era de origem romana, da família  dos pretorianos. Convertido à fé, fez-se discípulo de São Pedro, se bem que por pouco tempo, mas o suficiente para absorver as virtudes angélicas na escola de  seu mestre, de forma que destacou-se por seu grande fervor e admirável devoção. Com sua afabilidade, conquistou o coração de todos, tendo especial simpatia mesmo entre os pagãos.  São Pedro tanto apreciou Santo Anacleto que, assim como São Lino, o designou para importantes trabalhos apostólicos em Roma e lugares circunvizinhos.
Assumiu o trono pontifício logo após o martírio de seu predecessor, São Lino, no ano 79. Da mesma forma, enfrentou as  dificuldades, perseguições e constantes investidas, defendendo com muita coragem as causas da Igreja de Cristo. Em todo o império romano, não havia província tão remota e nem rincão tão escondido, que não sentisse os efeitos da sua caridade e preocupação com as necessidades dos cristãos. A uns, socorria com esmolas, a outros, alentava com cartas, e a todos consolava e dirigia com paternais instruções. Ainda que seu rebanho fosse extremamente numeroso, pastoreava os cristãos com extrema vigilância.
Ao completar doze anos no governo da Igreja, o imperador Domiciano, inimigo mortal dos cristãos, moveu contra a Igreja uma das mais horríveis e atrozes perseguições. Foram usadas todas as formas de crueldades contra os servos de Cristo. Deflagrou uma verdadeira tempestade que simultaneamente atingiu todos os cantos do império. Tão fulminante foi a ordem de extermínio que, somente em um dia, tombaram milhares de mártires cristãos, cujo sangue correu desde a parte central até às regiões mais longínquas do império. Mas pouco caso o tirano fazia da exterminação do rebanho, pois tomou conhecimento que o Pastor ainda vivia e por isto, concentrou contra ele toda a sua ira. Ordenou aos guardas que fosse encontrado o Pontífice romano, o qual não cessava de percorrer, de dia e de noite, todas as cidades e lugarejos, campinas, grutas e mesmo cavernas, usadas como esconderijo cristão. Na sua peregrinação, Santo Anacleto procurava consolar e assistir os cristãos, durante este duro período. Acabou sendo encontrado e foi arrastado e metido num cárcere, amarrado por cadeias. Grande alegria demonstrou, para admiração de todos, pois nutria o desejo de poder derramar seu sangue por Cristo. O tirano, ainda que impaciente em acabar com a vida do Pontífice, submeteu-lhe a diversos tormentos. Foi, pois, finalmente martirizado no dia 26 de abril de 92. Seus restos mortais encontram-se na Igreja de São Pedro, no Vaticano.

PEDRO DE RATES Primeiro bispo de Braga Século I

Segundo uma tradição lendária, S. Pedro de Rates tornou-se o primeiro bispo de Braga, logo no ano da nossa era, como se pode ver na lista de todos os arcebispos de Braga que existe na Sé.
Conta uma lenda que o santo salvou de doença mortal uma jovem princesa pagã. Como retribuição por este acto caridoso, ela converteu-se ao cristianismo e fez voto de castidade.
Esta decisão enfureceu o pai que, em vez de agradecer um tão notável milagre e, para se vingar da decisão que a filha tinha tomado, decretou a morte de Pedro, que outra solução não teve que aquela de se refugiar na capela que existia em Rates. Tendo sido aí encontrado pelos soldados — ou homens de mão — do pai ofendido, foi por estes decapitado e a capela onde se escondera completamente destruída.
Séculos mais tarde, da serra de Rates, S. Félix observava todas as noites uma luz na escuridão. Aquela luz intrigou-o e, numa noite, guiado pela curiosidade e pela luz, que mais abaixo parecia chamá-lo, desceu a vertente e encontrou no meio dos escombros a razão de ser desse clarão: o corpo do santo bispo de Braga, S. Pedro.

MARCELINO DE ROMA Papa, Santo 250-304

Marcelino (Marcellinus) nasceu em Roma, provavelmente em 250.
Pouco ou nada se sabe da sua vida antes do começo do seu pontificado que começou a 30 de junho de 296 edurou até 25 de outubro de 304, ano em que foi martirizado durante a grande perseguição organizada pelo imperador Diocleciano, “homem grande, magro, de nobre estatura e de olhar penetrante”, mas “impassível e que cultivava e mesmo dissimulava um temperamento violento, sujeito a contradições frequentes”“um dos três imperadores que a história permite então de admirar”, escreve o historiador da Igreja, Daniel Rops.
Os motivos exactos desta perseguição que começou em 295 — um ano após a chegada do Papa Marcelino ao Sumo Pontificado —, continuam obscuros, e nada parecia anunciar que o grande reformador do império romano, zeloso pela unidade deste, enveredasse por este trágico caminho: perseguir e martirizar os cristãos, como se estes fossem culpados dos problemas políticos que agora começavam a aparecer.
Deus assim o permitiu, para que “o sangue das vítimas fosse semente de cristãos”.
Sabe-se igualmente que foi durante o pontificado do Papa Marcelino que “nasceu” o primeiro país cristão: a Arménia.
O corpo do santo Pontífice, segundo o Liber Pontificalis, foi sepultado a 26 de abril no cemitério de Priscilla, sobre a Via Salaria, 25 cinco dias após o seu martírio; todavia o Catálogo liberiano diz que foi em 25 de outubro, mas isso pouco importa, visto que o principal é saber onde se encontram os seus restos mortais de maneira que os cristãos os possam venerar.
Após um certo lapso de tempo, durante o qual não houve Papa, São Marcelo sucedeu a São Marcelino.
Passado quase um século após a sua morte, os inimigos do bispo de Roma, particularmente os donatistas, acusaram o Papa Marcelino de ter queimado incenso diante dos deuses romanos. Esta acusação foi combatida e refutada por santo Agostinho, o qual afirmava que nenhuma prova existia que corroborasse uma tal acusação.
Efectivamente, se o facto fosse verdadeiro, se Marcelino tivesse renegado a sua fé e incensado os deuses romanos, não faltariam provas, não só verbais mas também escritas, provas que jamais existiram.
O que é certo é que o túmulo do Papa Marcelino se tornou, para os cristãos de então, um lugar de peregrinação e de recolhimento.

RAFAEL ARNÁIZ BARÓN Noviço cisterciense, Santo 1911-1938

Monge espanhol canonizado domingo, 11 de outubro de 2009 pelo Papa Bento XVI.
Nasceu em Burgos (Espanha) em 1911. Ali mesmo foi à escola com os padres jesuítas. Depois começou a estudar na Escola Superior de Arquitectura de Madrid. Seus tios, os duques de Maqueda, influenciaram no crescimento de sua fé.

Uma juventude alegre e pura

Em 1932 realizou alguns exercícios espirituais onde descobriu que Deus lhe pedia que se fizesse monge trapista. Tinha 23 anos quando foi aceito no mosteiro de São Isidro de Dueñas. Ali viveu uma vida monacal cheia de alegria no meio de sacrifícios e abnegações, onde, segundo ele, cada dia tinha um encanto diferente.
Passava horas escrevendo cartas, para sua mãe, tios e vários amigos. Compartilhava nelas suas experiências interiores: “esta vida, que pode parecer monótona, para mim tem tantos atractivos que não me canso momento algum. Cada hora é diferente pois ainda que exteriormente sigam iguais, interiormente não o são como não são iguais todas as missas”.
Com docilidade, o irmão Rafael soube aceitar os misteriosos desígnios de Deus. No momento mais feliz de sua vida sua saúde se alterou. A febre aumentava e por isso o enviaram de regresso a casa de seus pais. Com o coração partido de dor deixou o mosteiro. Saiu e entrou em três ocasiões até que se reincorporou em 1937. Foi a última vez que viu sua família.
Morreu em 26 de abril de 1938 de um coma diabético. Nos últimos dias reflectia sobre o mistério da dor como ponto de união com a Eternidade: “o meu centro é Deus e Deus crucificado. Meu centro é Jesus na cruz. Agarrado a meu crucifixo quero morrer. O fim é a eterna procissão do dia. Do céu mas isso será no céu”.

Modelo para a juventude

João Paulo II o propôs como modelo de santidade na Jornada Mundial da Juventude em Santiago de Compostela em 1989.
Comentários e escritos ricos de espiritualidade, e ao mesmo tempo simples e cheios de sentido e de humor. Uma atitude dócil e abnegada frente à enfermidade são alguns elementos que reflectiram a alma enamorada de Deus do beato Maria Rafael Arnais Barón, canonizado no domingo 11 de outubro, na praça de São Pedro por Bento XVI.

Dele disse Bento XVI

“À figura do jovem que apresenta a Jesus o seu desejo de ser algo mais do que um bom cumpridor dos deveres que impõe a lei, retornando ao Evangelho de hoje, faz de contraluz o Irmão Rafael, hoje canonizado, falecido aos vinte e sete anos como Oblato na Trapa de San Isidro de Dueñas. Ele também era de uma família abastada e, como ele mesmo disse, de “alma um pouco sonhadora”, cujos sonhos porém não se desvaneceram diante do apego aos bens materiais e a outras metas que a vida do mundo propõe às vezes com grande insistência. Ele disse sim à proposta de seguir Jesus, de maneira imediata e decidida, sem limites nem condições. Deste modo, iniciou um caminho que, a partir do momento em que se deu conta no Mosteiro de que “não sabia rezar”, o levou em poucos anos ao ápice da vida espiritual, que ele retrata com grande simplicidade e maturidade em numerosos escritos. O Irmão Rafael, ainda muito próximo de nós, continua a oferecer-nos com o seu exemplo e as suas obras um percurso atractivo, especialmente para os jovens que não se conformam com pouco, mas que aspiram à plena verdade, à mais indizível alegria, que se alcançam através do amor de Deus. “Vida de amor... Está aqui a única razão de viver”, diz o novo Santo. E insiste: “Do amor de Deus nasce tudo”. Que o Senhor ouça benigno uma das últimas orações de São Rafael Arnáiz, quando lhe entregava toda a sua vida, suplicando: “Toma-me a mim e doa-Te a Ti ao mundo”. Que se doe para reanimar a vida interior dos cristãos de hoje. Que se doe para que os seus Irmãos da Trapa e os centros monásticos continuem a ser esse farol que faz descobrir o íntimo anseio de Deus que Ele pôs em cada coração humano”.

ESTANISLAU KUBISTA Sacerdote, Mártir, Beato 1898-1940

Estanislau Kubista nasceu no seio de uma família devota de nove crianças, em Kostrechna. A família recitava todos os dias o terço, antes do jantar, diante do altar de Nossa Senhora. Era quase uma evidência que ele viria a ser sacerdote. Uma das suas irmãs, Ana entrou num convento perto de Viena. Quanto a ele, estudou numa escola alemã e, portanto, não só falava a língua materna mas também correntemente o alemão.
Criança ainda, ficou impressionado com as prédicas e sermões dos missionários da Santa Cruz de Steyl — missionários do Verbo Divino. Estudou na escola de Neisse. Foi mobilizado no exército em 1917 na frente ocidental, onde era telefonista. Desmobilizado em Maio de 1919, em Stettiner, continuou os seus estudos em Neisse no noviciado dos Padres missionários verbistas, desejoso de se tornar missionário na China.
Os Padres publicavam numerosas publicações e brochuras em polaco. Ele foi enviado para o noviciado de São Gabriel de Mödling perto de Viena. Ali foi ordenado sacerdote em 1927 com 29 anos de idade.
Ecónomo da escola e do convento de Gorna Grupa, era responsável de 300 pessoas (alunos e professores). Posteriormente, foi nomeado procurador.
Publicava livros e brochuras, especialmente para a juventude e cada vez mais se apaixonava pelas missões. Ele tinha uma grande devoção a são José. Os seus escritos foram famosos na Polónia.
Quando o alemães invadiram a Polónia, ele foi preso com outros missionários e sacerdotes da sua Congregação aos vieram juntar-se muitos sacerdotes diocesanos. Na Congregação do Verbo Divino foram detidos 14 sacerdotes, 14 religiosas, 4 irmãos e 12 noviços. A província da Polónia criada em 1919 compreendia, vinte anos após a sua fundação, 29 sacerdotes e 61 irmãos.
Em fevereiro de 1940, ele foi deportado para Nowy Port, perto de Dantzig e, em seguida, para Stutthof e em abril de 1940, para o campo de concentração de Sachsenhausen. Enfraquecido e doente, ele foi destinado à morte após três dias de agonia. Foi em 26 de abril de 1940.
Ele foi beatificado por João Paulo II em 1999, com três outros membros da sua Congregação, os padres Frackowiak, Liguda e Mzyk.
A Congregação foi restaurada na Polónia em 1946 e irradia-se hoje em torno dos seus catorze estabelecimentos.

Nossa Senhora do Bom Conselho de Genazzano – 26 de abril



     Nossa Senhora do Bom Conselho (em latim Mater boni consilii) é uma das invocações da Virgem Maria. Esta devoção está centrada num ícone da Virgem atualmente exposto em Genazzano, Itália, na Igreja de Nossa Senhora do Bom Conselho.
     As origens do ícone são envoltas em lendas e milagres. A história se divide em duas partes. A maioria dos relatos liga uma imagem de Nossa Senhora de Shkodra (Bom Conselho) cultuada na Albânia e o ícone atualmente venerado na Itália.
     Na Albânia Nossa Senhora era venerada desde tempos muito antigos sob este e outros títulos. Um deles é o de Zoja e Bekueme (Senhora Bendita), e havia muitas capelas a ela dedicadas. Especialmente uma delas, localizada em Shkodra, onde havia um ícone da Virgem, se tornou um centro de peregrinação durante as guerras contra os otomanos.
     Um dia, durante um cerco à cidade, dois albaneses devotos se postaram ao pé da imagem e rezaram para que pudessem escapar com segurança. Neste momento a imagem se desprendeu do altar e flutuou no ar, saindo da igreja. Os dois homens, Gjorgji e De Sclavis, seguiram a pintura, que finalmente os conduziu até Roma, onde desapareceu diante de suas vistas. Lá, depois de algum tempo, ouviram rumores sobre uma imagem da Virgem que aparecera miraculosamente em Genazzano. Acorreram para o local e identificaram a imagem como a sua venerada Zoja e Bekueme. Depois disso os dois fixaram morada na cidadezinha.
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ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 26 DE ABRIL

Pe. Flávio Cavalca de Castro, redentorista
flcastro22@gmail.com
Oração da manhã para todos os dias
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
26 – Quarta-feira – Santos: Clarêncio, Lucídio, Exuperância 
Evangelho (Jo 3,16-21) “Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna.” 
Deus amou-nos e ama com um amor divino, que é dom total, sem limites e sem arrependimento. Por isso quis partilhar conosco a existência, o conhecer e o amar. Mais ainda, deu-nos o dom maior: seu próprio Filho divino, para viver nossa vida e fazer-nos participar de sua vida divina. De criaturas, elevou-nos a filhos e filhas, capazes de o amar com o amor de caridade com que nos ama. 
Oração
Senhor meu Deus, com vosso Filho destes-nos tudo, conhecer o bem e poder fazê-lo, amar com amor de salvação para nós e para todos, viver na fraternidade e na paz, e viver isso para sempre na união convosco. Não tenho como vos agradecer; posso apenas vos bendizer e amar de volta, um pouco pelo menos do muito que nos amais. Bendito sejais por vosso Filho Jesus Cristo. Amém.