quinta-feira, 4 de maio de 2017

Santa Afra de Bréscia, mártir – 4 de maio

 Esta é uma mártir de quem conhecemos muito pouco, e que em algumas oportunidades é confundida com Santa Afra de Augusta.
     Não obstante, ela é representada muitas vezes em obras de pintura por artistas que trabalharam na região de Bréscia, sempre com roupas suntuosas e com símbolos do seu martírio: a palma e a lâmina serrada.
     A “passio” escrita por autor desconhecido, não dá informação precisa sobre a identidade da santa, porém assinala que era esposa de um nobre da cidade de Bréscia, de nome Itálico. A “passio” depende de uma narrativa muito conhecida nos séculos VIII e IX.
     De acordo com o relato, Afra estava no anfiteatro para ver como iam ser torturados Faustino e Jovita, os quais, fazendo o Sinal da Cruz, frearam cinco touros selvagens que docemente se colocaram aos seus pés.
     Vendo tal portento, cerca de três mil espectadores se converteram ao Cristianismo. Entre eles estava Afra, que foi denunciada como cristã ao imperador Adriano e foi condenada ao martírio após a decapitação de Faustino e Jovita.
     Ao final do século III, uma igreja foi construída no lugar do martírio e dedicada aos Santos Faustino e Jovita. No ano 806 esta igreja foi dedicada a Santa Afra, razão pela qual os corpos daqueles dois Santos foram transladados para outra igreja, junto à qual em seguida foram anexados vários edifícios eclesiásticos.
     Afra, Faustino e Jovita são os santos patronos de Bréscia. Às vezes Santa Afra é mencionada como o modelo da cidade.

CIRÍACO DE JERUSALÉM Bispo, mártir e Santo século IV

Segundo um antigo texto da tradição cristã, do século IV, um hebreu de nome Judas teria ajudado nos trabalhos para encontrar a cruz de Cristo na cidade de Jerusalém, promovidos pelo bispo e pela rainha Helena, que era cristã e mãe do então imperador Constantino. Esse hebreu converteu-se e tornou-se um sacerdote, tomando o nome de Ciríaco, que em grego significa “Patrício”, nome comum entre os romanos.
Mais tarde, após ter percorrido as estradas da Palestina, ele foi eleito bispo de Jerusalém, e aí teria sido martirizado, junto com sua mãe, chamada Ana, durante a perseguição de Juliano, o Apóstata.
Essa seria a história de são Ciríaco, que comemoramos hoje, não fosse a marca profunda deixada por sua presença na cidade italiana de Ancona, em Nápoles. A explicação para isto encontra-se no Martirológio Romano, que associou os textos antigos e confirmou sua presença em ambas as cidades. A conclusão de sua trajectória exacta é o que veremos a seguir.
Logo que se converteu, para fugir à hostilidade dos velhos amigos pagãos, Ciríaco teria abandonado a Palestina para exilar-se na Itália, fixando-se em Ancona. Nessa cidade ele foi eleito bispo, trabalhando, arduamente, para difundir o cristianismo, pois o Edito de Milão dava liberdade para a expansão da religião em todos os domínios do Império.
Após uma longa vida episcopal, Ciríaco, já idoso, fez sua última peregrinação à cidade de Jerusalém, onde fora bispo na juventude, para rever os lugares santos. E foi nesse momento que ele sofreu o martírio e morreu em nome de Cristo, por ordem do último perseguidor romano, Juliano, o Apóstata, entre 361 e 363.
Os devotos dizem que suas relíquias chegaram ao porto de Ancona trazidas pelas ondas do mar. Essa tradição é celebrada, no dia 4 de maio, na catedral de Ancona, onde são distribuídos maços de junco benzidos.
Na realidade, as relíquias de são Ciríaco retornaram à cidade durante o governo do imperador Teodósio, entre 379 e 395, graças à sua filha, Gala Plácida, que interveio favoravelmente junto às autoridades, conseguindo o que a população de Ancona tanto desejava.
A memória desse culto antiquíssimo a são Ciríaco pode ser observada pelos monumentos, das mais remotas épocas, que existem, em toda a cidade, com a imagem do santo. Aliás, são Ciríaco foi escolhido como o padroeiro de Ancona e a própria catedral, no século XIV, foi dedicada a ele, mudando até o nome. Essa majestosa igreja, que domina a cidade do alto das colinas do Guasco, é vista por todos os que chegam em Ancona por terra ou por mar, mais um tributo à são Ciríaco, por seu exílio e vida episcopal.

ANTONINA DE NICEIA Mártir, Santa século IV

Antonina é o feminino do antigo nome latino Antonius, derivado provavelmente do grego Antionos, que significa "nascido antes". É um dos nomes mais difundidos entre os povos latinos, que ganhou muitos adeptos entre os cristãos. Mas, antes de Cristo, era muito comum também.
Hoje festejamos a santa mártir Antonina, que morreu em Niceia, na Bitínia, actual Turquia, no final do século III. No Martirológio Romano, ela foi citada três vezes: dia 01 de março, 04 de maio e 12 de junho, e cada vez de maneira diferente, como se fossem três pessoas distintas. Vejamos porque.No século XVI, o cardeal e bibliotecário do Vaticano, César Barónio, unificou os calendários litúrgicos da Igreja, a pedido do Papa Clemente VIII, com os Santos comemorados em datas diferentes no mundo cristão. A Igreja dos primeiros séculos foi exclusivamente evangelizadora. Para se consolidar adaptava a liturgia e os cultos dos Santos aos novos povos convertidos. Muitas vezes, as tradições se confundiam com os fatos concretos, devido aos diferentes idiomas, mas assim mesmo os cultos se mantiveram.
CONTINUA EM MAIS INFORMAÇÕES:

FLORIANO DE MANTEM Militar, Mártir, Santo século IV

O mais antigo registro sobre Floriano foi encontrado num documento de doação datado do século VIII,através do qual o presbítero Reginolfo oferecia para a Igreja algumas propriedades de terras dentre as quais, “as do lugar aonde foi enterrado o precioso mártir Floriano”.
Floriano viveu na cidade de Mantem, próxima de Kems, Alemanha. Nesta época, Diocleciano era o imperador e Aquilino o comandante do exército romano, na região do Danúbio, actual Áustria, onde existiam numerosas colónias do Império e vários batalhões de soldados que faziam sua defesa. Floriano era um militar desses batalhões.
Os legionários romanos cristãos foram muito importantes, porque levaram a fé de Cristo às regiões mais remotas do Império Romano, pagando por esta difusão com a própria vida. Famosos e numerosos foram os mártires que pertenceram à essas legiões, mortos sob a perseguição do imperador Diocleciano, no início do século IV. Dentre eles encontramos Floriano e seus companheiros.
Diocleciano foi imperador de grande energia, estadista de rara habilidade e inteligência, mas se tornou um fanático inimigo da Igreja. Desencadeou a mais longa e duradoura perseguição contra ela, na intenção de varrer todos os vestígios do cristianismo. Contava, para isto, com a ajuda de seu genro Galério, colega nas armas e no domínio do Império.
Foi dele o decreto que proibia qualquer tipo de culto cristão. Exigia que todos os livros religiosos, começando pela Bíblia Sagrada, fossem queimados e ampliou a perseguição para dentro do seu próprio exército. Os soldados eram obrigados a prestar juramento de fidelidade ao imperador e levar oferendas aos ídolos, sob pena de morte.
Muitos militares recusaram obedecer a ordem do imperador e foram executados. Um deles foi Floriano, acompanhado por mais quarenta companheiros. Eles apresentaram-se ao comandante Aquilino do acampamento de Lorch, Áustria, para comunicar que eram cristãos e que não poderiam servir ao exército do imperador. Por este motivo foram presos.
Durante o processo de julgamento nenhum deles renunciou a fé em Cristo. Foram condenados a serem lançados no rio Ens, com uma pedra amarrada no pescoço. A sentença foi executada, no dia 4 de maio de 304. O corpo de Floriano foi recolhido por uma senhora cristã, que o sepultou. No século VIII, a sua veneração foi oficialmente introduzida na Igreja pelo Martirológio Romano, que manteve esta data para a festa litúrgica.
No local da sua sepultura construíram um convento beneditino. Mais tarde, passou para os agostinianos, que difundiram a sua memória e de seus companheiros. O seu culto se popularizou rapidamente na Áustria e na Alemanha, onde os fiéis recorrem à ele pedindo protecção contra as inundações. Por esta sua tradição com a água, ao longo do tempo São Floriano tornou-se o protector contra os incêndios e padroeiro dos bombeiros.

S. Peregrino Laziosi, religioso, +1345

No ano de 1283, em Forli, Itália, enquanto o frade servita Filipi pregava, um bando de arruaceiros, entre os quais um jovem de nome Peregrino, avançaram e bateram no nobre frade, expulsando-o de Forli. Peregrino, no entanto arrependeu-se do ato e foi ao encontro de Filipi pedir-lhe perdão, sendo por este perdoado. A partir de então, Peregrino decidiu abandonar as riquezas materiais e dedicar-se à vida religiosa. Já com mais idade acometeu-lhe o mal do cancro numa das pernas acontecendo que seria necessário aputar-lhe a mesma para que o mal não se alastrasse pelo resto do corpo. Conta-se que Peregrino, na vespera da operação de amputação, ajoelhou-se junto a uma imagem de Jesus Cristo crucificado e passou noite a suplicar-lhe que curasse sua perna e, enquanto rezava, adormeceu. Então, durante o sono, ele viu Jesus descer da cruz e tocar sua perna em chagas, curando-a. Por isso, São Peregrino Laziosi é considerado o protetor contra o mal do cancro. http://pt.wikipedia.org

S. José Maria Rúbio, presbítero, +1929

Veio ao mundo em Dalías (Almería) no dia 22 de Julho de 1864. Dele disse o seu avô materno: "Eu morrerei, mas quem viver verá que este menino será um homem importante e que valerá muito para Deus". Frequentou a escola da freguesia natal e manifestava o gosto de ler as vidas dos santos. Um seu tio, Cónego, mandou-o estudar num Instituto de Bacharelato, mas descobrindo nele sinais de vocação sacerdotal, enviou-o para o Seminário diocesano de Almería. No Seminário de São Cecílio de Granada havia de terminar os estudos de filosofia, teologia e direito canónico. Foi ordenado no Seminário diocesano da Imaculada Conceição e de São Dâmaso, de Madrid, no dia 24 de Setembro de 1887, tendo sido incardinado nesta diocese. Na Capela da Virgem do Bom Conselho, na Catedral de Santo Isidro, celebrou a sua primeira Missa em 8 de Outubro seguinte. Em Toledo, obteve a Licenciatura em Teologia, em 1888, e Direito Canónico, em 1897. Pela manhã, entrava na igreja para rezar, dedicava-se à catequese das crianças e a todos impressionava pela sua austeridade, pobreza e caridade para com os pobres. Enquanto desenvolvia várias actividades de carácter diocesano, não deixava de atender as pessoas no confessionário, catequese, "escolas dominicais", ao mesmo tempo que se dedicava a acompanhar diversos grupos em necessidade espiritual. Peregrinou a Roma e à Terra Santa, deixando-se impressionar de modo especial pelos túmulos de Pedro e Paulo e Santo Sepulcro e Calvário. Admirando de modo particular a Companhia de Jesus e chamando-se a si mesmo "Jesuíta por afeição", entrou no noviciado da Companhia em Granada e fez os primeiros votos em 12 de Outubro de 1908; trabalhou depois em Sevilha, onde desenvolveu grande atividade apostólica; depois de três anos em Manresa (Barcelona), voltou a Madrid onde, em 2 de Fevereiro de 1917, emitiu os votos perpétuos. Madrid foi o seu novo campo de apostolado, sendo procurado por muita gente, que atraía pelas suas pregações, porque vivia o que pregava. O seu lema era: "Fazer o que Deus quer e querer o que Deus faz". Organizou e orientou diversas missões populares em Madrid. Quis fundar um instituto, "Os Discípulos de São João", mas foi impedido de o fazer, aceitando a proibição com estas palavras: "não procuro outra coisa além do cumprimento da santíssima vontade de Deus". Gozava de dotes místicos e de graças espirituais sobrenaturais, da profecia e da visão. Armavam-lhe ciladas para o apanharem em situações difíceis, mas acabava por impressionar a todos, mesmo os que o queriam ver envolvidos em escândalos e inquietações. Foi formador de muitos cristãos que sofreram o martírio no tempo da perseguição religiosa. Pressentiu a sua morte e despediu-se dos seus amigos. Debilitado na sua saúde pelo imenso trabalho realizado, foi transferido para Aranjuez, para aí repousar. Mas tudo estava para terminar e José María exclamou: "Senhor, se queres levar-me agora, estou preparado". Faleceu em 2 de Maio de 1929. Em Madrid, todos diziam: "morreu um santo". Por isso, milhares de pessoas acorreram ao seu funeral; os seus restos mortais foram trasladados para a casa Professa de Madrid, em 1953. www.vatican.va

S. Gregório, o iluminador, bispo, +332

São Gregório, o Iluminador, era primo de Tiridates III, rei da Armênia. Nasceu em Valarxabad, por volta do ano 257, e morreu em 332, aproximadamente. Este título de "Iluminador " foi-lhe atribuído pelos arménios por os ter tirado das trevas e os ter levado ao cristianismo. Foi colaborador e conselheiro do rei. Ao ser descoberto como cristão, o rei mandou prendê-lo, tendo ficado 14 anos no esquecimento. Foi libertado quando curou milagrosamente o rei de uma doença contagiosa. Tiridates III fez-se baptizar e, juntamente com ele, toda a sua corte. Desta forma, o cristianismo tornou-se a religião oficial. Por volta de 302, São Gregório tornou-se o metropolita da Capadócia e líder da jovem Igreja arménia. Mais tarde, São Gregório retira-se para a solidão, preparando-se desse modo para a morte. É venerado não somente como o Apóstolo e padroeiro da Arménia, mas também como o evangelizador das Igrejas síria e greco-ortodoxa.

4 DE MAIO: UM SANTO BOMBEIRO

Foi São Floriano de Lorch (+304). É um dos santos mais populares da Baviera e da Áustria. Suas imagens e estátuas estão em quase todas as casas e igrejas, e mesmo em lugares públicos. É invocado nos perigos de enchentes e incêndios. Invocam-no os ferreiros e bombeiros, os agricultores e homens do campo. Conforme se conta, Floriano era soldado e oficial do exército do Império Romano. Durante a perseguição desencadeada por Diocleciano muitos cristãos foram presos e martirizados. No afã de libertá-los, tentou entrar no cárcere onde estavam detidos quarenta irmãos na Fé, mas foi descoberto e preso também. Intimado a abjurar sua fé e aceitar os deuses romanos, resistiu heroicamente. Após torturá-lo, amarraram-no a uma pesada pedra de moinho e o atiraram no rio Enns. São Floriano, livra-nos do fogo das paixões, e da água que apaga o fogo da caridade. 
4 DE MAIO - OS DESPOJOS DE CIRIACO: 
São Ciríaco (século IV) é o padroeiro da cidade italiana de Ancona. Sua vida é um tecido de histórias lendárias. Foi bispo dessa cidade durante muitos anos. Morreu martirizado numa peregrinação à Terra Santa. Conta-se que seus ossos chegaram milagrosamente até Ancona, fechados numa caixa de junco, a exemplo do pequeno Moisés. Para lembrar esse acontecimento, no dia da festa, benzem-se maços de junco. O peregrino que chega, por terra ou por mar, surpreende-se ao avistar a imponente catedral que domina o cenário da cidade.
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa-Venerável Padre Pelágio CSsR
Recomende este portal aos seus amigos:

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 4 DE MAIO

Pe. Flávio Cavalca de Castro, 
redentorista
Oração da manhã para todos os dias

Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
4 – Quinta-feira – Santos: Floriano, Pelágia, Gregório de Venucchio 
Evangelho (Jo 6,44-51) “Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o atrai.” 
Crer em Deus, acreditar em Jesus e aceitar sua proposta de vida, isso é graça e favor, que não podemos merecer. É dom e graça que o Pai nos concede no momento por ele escolhido e da forma que ele quiser. Peçamos que ele nos ajude a nunca resistir a seu convite e a sua misericórdia. Por nós mesmos nada podemos; sempre e em tudo dependemos só de sua imensa bondade. Amém. 
Oração
Senhor meu Deus, reconheço minha pequenez e minha maldade. Creio que somente vós podeis salvar-me do mal que me cerca e me invade. Iluminai-me, mudai meu coração para que reconheça meu pecado e me volte para vós. Aumentai minha fé, para que me entregue totalmente a vós por Jesus, vosso filho. Aceito o perdão e a vida nova que misericordiosamente me ofereceis. Amém.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

MADRE PAULINA E SEUS DOENTES

Amabile nasceu na Itália e veio criança para a cidade catarinense de Vígolo. Aos 25 anos, jovem e bonita, não lhe faltavam propostas de casamento. Mas seu sonho era outro.Gostava de visitar pobres e doentes. Foi percebendo, entretanto, que não bastava fazer visitas. Sentia-se impelida a dar um passo à frente. Pediu aos pais e conseguiu licença para morar com uma cancerosa que vivia sozinha em seu casebre. Convidou sua amiga Virgínia e, juntas, mudaram-se para lá. Após a morte da mulher enferma, as duas amigas continuaram morando na mesma choupana. Fizeram pequeno regulamento de vida, repartindo o tempo entre a oração e os pobres. Assim nasceu a Congregação das “Irmãzinhas da Imaculada Conceição”. Seu lema seria dedicar-se aos doentes e idosos.Amabile, que passou a chamar-se Irmã Paulina do Coração Agonizante de Jesus, morreu cega em 1942, depois de muitos sofrimentos. Hoje está canonizada. Seu santuário é muito visitado.
Palavra de Deus: Aquele que fizer a vontade do meu Pai, esse é meu irmão, minha irmã, minha mãe... (Mc 3,35). 
ORAÇÃO: Pai de bondade, quantos enfermos a carregar sua cruz nos hospitais e nos lares! Que eles compreendam, Senhor, que os sofrimentos desta terra não tem proporção com a glória que os espera.Felizmente, quantos milhares de Irmãos e Irmãs assumiram a missa de cuidar dos irmãozinhos sofredores de Jesus! Dá-lhes força e disposição.
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO
REDENTORISTA
VICE-POSTULADOR DA CAUSA
VENERÁVEL PADRE PELÁGIO
REDENTORISTA
Recomende este portal aos seus amigos:

O QUE AS CRIANÇAS PENSAM DOS ADULTOS

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO
REDENTORISTA
VICE-POSTULADOR DA CAUSA
VENERÁVEL PADRE PELÁGIO
REDENTORISTA
“Que defeitos encontramos nas pessoas grandes?” foi o tema de uma tarefa escolar. 
As crianças que, por natureza, dizem o que pensam, aproveitaram para se desabafar. Eis algumas respostas: 
- Os grandes prometem tanta coisa para a gente (passeio, brinquedo etc.), mas logo se esquecem. Quando cobramos, respondem: “Não me lembro... 
- Eles não fazem o que mandam a gente fazer: ter ordem nas coisas, ser limpos, dizer sempre a verdade, não roubar, etc. 
- Querem que a gente se vista como eles querem. Não somos bonecos. 
- Não escutam a gente. Quando tentamos explicar alguma falta da qual somos acusados, mandam calar a boca. 
- Muitas vezes somos castigados injustamente. Outras vezes recebemos enorme castigo por coisinhas de nada. 
- Quando a gente suja a toalha da mesa, eles nos chamam de “sem modos”. Quando um adulto faz a mesma coisa, desculpam-no dizendo “acontece”. 
- Na minha casa papai manda a gente ir para a missa mas ele não vai. 
- Eles falam que dinheiro não vale nada. Mas vivem falando de dinheiro e de negócios... 
Nota: /\manhã veremos o que os adultos pensam das crianças
Recomende este portal aos seus amigos:

REFLETINDO A PALAVRA - “Que as nações vos glorifiquem!”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA
REDENTORISTA
Deus aceita o coração sincero
               Vivemos em um tempo de reconhecimento das riquezas das pessoas, de suas manifestações espirituais e de sua cultura. Há um diálogo ecumênico que reconhece o que há de bom para construirmos um mundo mais fraterno. Por outro lado, encontramos os fundamentalismos de grupos muçulmanos, evangélicos e seitas que, por insistirem em algumas poucas idéias, perdem as belezas que Deus lhes deu. Parta esta realidade, Jesus se manifesta com uma mensagem muito bonita dita à cananéia pagã: “‘Mulher, grande é tua fé! Seja feito como tu queres’. E desde esse momento sua filha ficou curada”. Ela, que implorava a cura de sua filha, não se importou com as palavras ofensivas de Jesus: “Não se deve tirar o pão dos filhos para dar aos cães”. Jesus a provou em sua fé. O profeta Isaias mostra a abertura à fé ao dizer: “Aos estrangeiros que aderem ao Senhor, ... a esses conduzirei ao meu santo monte e os alegrarei em minha casa de oração; aceitarei seus holocaustos, pois minha casa será chamada casa de oração para todos os povos” (Is 56,1.7). Estes dois textos revelam a grande mudança na mentalidade do exclusivismo judaico com respeito à salvação. Os pagãos eram chamados de cães. Os primeiros cristãos, provindos do judaísmo, terão sentido dificuldade com a conversão dos pagãos cananeus e outros que viviam num baixo paganismo. Eles aceitaram o evangelho e se converteram. Neles não se deve olhar a origem, mas a disposição de fé. Assim serão curados de seu paganismo, simbolizado na filha doente atormentada, e vencidas suas maldades. Todos são convidados a glorificar o Senhor, pois Deus aceita o coração sincero.
                                                          Mistério da rejeição
               Os judeus rejeitaram os povos pagãos e, sob instigação dos chefes, rejeitaram Jesus. Rejeitado o Reino, colocaram-se fora dele. O povo de Deus, mesmo depois desta opção que fez, não perdeu os privilégios magníficos que lhe foram outorgados por Deus em sua história, como diz Paulo: “A eles pertencem a filiação adotiva, as alianças, as promessas o culto, os patriarcas, .....deles descende o Cristo...” Deus não abandonou seu povo. Se não houvesse a abertura aos pagãos, a fé cristã teria se identificado com uma tradição, o que Cristo rejeitou. A Fé está acima da cultura. Nesta questão a Igreja teve dificuldades durante séculos e mesmo agora.  A Igreja não é um produto do primeiro mundo e nem deve ter como referência só uma classe, ou ideologias, mas estar aberta às riquezas dos povos e culturas. Não se trata de rejeitar uma história, mas de permitir que a Fé se desenvolva como semente que produzirá os frutos que Deus oferece.
Escola de oração
               Nessa narrativa de hoje aprendemos um modo de rezar: Rezar não é ler textos ou recitar fórmulas. Também podem existir, desde que estejam fundados em uma realidade pessoal aberta para Deus. A mulher cananéia reza a partir de sua vida, dirigindo a Jesus, que a trata com frieza, para provar-lhe a fé. Ela grita, insistentemente: “Senhor, Filho de Davi, tem piedade de mim; minha filha está atormentada por um demônio” (Mt 5,22). Jesus ensina que a oração está unida à vida e deve ser insistente. Conhecemos a parábola do amigo inoportuno que insiste pedindo pão (Lc 11,5-8). Insistir é ter fé. Rezar não é dizer muitas palavras, mas dizer muitas vezes a mesma coisa. 

EVANGELHO DO DIA 3 DE MAIO

Evangelho segundo S. João 14,6-14.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Eu sou o caminho, a verdade e a vida: ninguém vai ao Pai senão por Mim. Se Me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai. Mas desde agora já O conheceis e já O vistes». Disse-Lhe Filipe: «Senhor, mostra-nos o Pai e isto nos basta». Respondeu-lhe Jesus: «Há tanto tempo estou convosco e não Me conheces, Filipe? Quem Me vê, vê o Pai. Como podes tu dizer: ‘Mostra-nos o Pai’? Não acreditas que Eu estou no Pai e o Pai está em Mim? As palavras que vos digo, não as digo por Mim próprio, mas é o Pai, permanecendo em Mim, que faz as obras. Acreditai-Me: Eu estou no Pai e o Pai está em Mim. Acreditai ao menos pelas minhas obras. Em verdade, em verdade vos digo: Quem acredita em Mim fará também as obras que Eu faço e fará obras ainda maiores, porque Eu vou para o Pai. E tudo quanto pedirdes em meu nome, Eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se pedirdes alguma coisa em meu nome, Eu a farei». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Comentário do dia: 
Santo Hilário (c. 315-367), bispo de Poitiers, doutor da Igreja 
A Trindade, VII, 41 
«Disse-Lhe Filipe: "Senhor, mostra-nos o Pai e isto nos basta"».
«Crede em Mim: Eu estou no Pai e o Pai está em Mim». O que significa este «Crede em Mim»? Trata-se de uma expressão que se ilumina por meio da seguinte: «Mostra-nos o Pai». Cristo ordena aos seus apóstolos que acreditem nele para lhes reforçar a fé, essa fé que tinha pedido para ver o Pai. Porque não tinha bastado ao Senhor dizer: «Quem Me vê, vê o Pai». [...] O Senhor quer que acreditemos nele, para que a convicção íntima da nossa fé não corra o risco de ser cancelada. [...] Acreditemos, ao menos com base no testemunho das suas obras, que o Filho de Deus é Deus, que nasceu de Deus e que o Pai e o Filho são um; que um está no outro pelo poder da sua natureza divina, e que nenhum deles existe sem o outro. Aliás, o Pai a nada renuncia daquilo que possui pelo facto de estar no Filho, enquanto este recebe do Pai tudo aquilo pelo qual é Filho. 
Serem reciprocamente um no outro, possuírem a unidade perfeita de uma natureza essencial, que o Filho único e eterno seja inseparável da verdadeira natureza divina do Pai, tal maneira de ser não pertence àquilo que tem uma natureza material. Não, esse estado de facto em que uma pessoa habitando noutra a faz viver é uma característica própria de Deus, o Filho único [...]. Pois cada uma delas existe pelo facto de uma não ser sem a outra, dado que a natureza do ser que existe é a mesma, quer se trate daquele que engendra ou daquele que nasce. 
É este o sentido dos textos: «Eu e o Pai somos um» (Jo 10,30), «Quem Me vê, vê o Pai», e «Eu estou no Pai e o Pai está em Mim». O Filho não é diferente nem inferior ao Pai [...]; o Filho de Deus, nascido de Deus, manifesta em Si a natureza do Deus que O engendra. 

Beata Emilia Bicchieri, Dominicana - 3 de maio

Martirológio: Em Vercelli, beata Emília Bicchieri, virgem da Ordem de São Domingos, que, embora nomeada várias vezes priora, com alegria de espírito desempenhava entre suas irmãs os mais humildes serviços domésticos.

     A Beata Emília Bicchieri é a fundadora da Ordem Terceira Regular Dominicana e nutriu sempre um amor fortíssimo pelo Santíssimo Sacramento. Um dia, enquanto estava ocupando-se de uma irmã muito doente, não viu o tempo passar e chegou ao final da Santa Missa, perdendo assim a Comunhão. Começou então a lamentar-se com o Senhor porque não tinha podido recebê-lo. Imediatamente apareceu um anjo e diante de todas as religiosas lhe deu a Comunhão. Inundada de alegria a Beata mandou que se cantasse o Te Deum por tal benefício.
     Na bela catedral basílica eusebiana de Vercelli, entre os muitos santos e beatos que ali repousam, os restos da Beata Emília Bicchieri também são zelosamente guardados.
     Emília nasceu em Vercelli em 1238, quarta filha de sete irmãs, filha de Pedro Bicchieri. Família muito rica, teve o cuidado de educar piamente a prole numerosa. A pequena Emília, simples e alegre, mostrou logo uma sabedoria bem superior à sua idade. Ela odiava os discursos desnecessários e seu maior prazer era retirar-se para a solidão de seu quarto para conversar com Deus. Muitas vezes se podia ouvir sua voz pela casa, modulando com graça o canto dos salmos.
     Tendo perdido sua mãe em tenra idade, se pôs sob a especial proteção da Mãe de Deus. O pai soube continuar a nutrir nela uma terna afeição para com ele. Isto constituiu o maior obstáculo a superar logo que ela decidiu que queria seguir o chamado de Deus. Não cedeu aos planos de seu pai que a queria casar; este, convencido pela filha, em 1255 decidiu construir a expensas próprias, nos arredores de Vercelli, um novo mosteiro dominicano em honra a Santa Margarida. Ali sua amada filha, com outras jovens, ingressaria para seguir uma vida religiosa sob a regra da Ordem Terceira de São Domingos.
     A partir de 1273 ela se tornou priora do mosteiro, conduzindo toda a comunidade a uma grande perfeição. Seu lema era: "Fazer tudo somente por Deus". Também insistentemente inculcou nos corações das irmãs uma grande gratidão pelos muitos benefícios que Deus lhes dera. Esquecendo-se de sua origem abastada, ela viveu na mais profunda humildade; exerceu o ofício de priora várias, sempre agindo como a mais humilde das monjas, de modo que com sumo agrado executava os trabalhos mais humildes da comunidade.
     As notas mais dominantes de sua espiritualidade foram a retidão de intenção e um agradecimento filial pelos dons recebidos de Deus. Ela teve sempre uma forte devoção à Eucaristia, à Paixão de Nosso Senhor e à Virgem. Comungava com muita frequência, algo não comum em seu tempo. Se lhe atribuem muitos êxtases, visões e milagres. Foi uma pessoa que amou de verdade, a exemplo de São Domingos, fazendo da união com Deus o segredo de sua vida centrada na contemplação assídua do mistério da Cruz.
     Justamente no dia da Invenção da Santa Cruz, dia de seu aniversário natalício, o Senhor a chamou a si: era o dia 3 de maio de 1314, tendo ela setenta e cinco anos de idade. A oração e a íntima união com Deus animaram a vida inteira de Emília, e na oração mais confiante faleceu. Neste dia ela é comemorada pelo Martirológio Romano.
     Emília foi oficialmente reconhecida como beata pelo Papa Clemente XIV em 19 de julho de 1769. Suas relíquias, inicialmente mantidas no mosteiro onde vivera, em 1811 foram transferidas para a catedral da cidade.
Etimologia: Emília, do latim Aemilius, derivado de Aemulus: “êmulo, rival, zeloso, diligente, solícito”.

FILIPE APÓSTOLO Mártir, Santo Século I

Filipe nasceu em Betsaida, na Galiléia, e foi um dos primeiros discípulos de Jesus, tendo sido, anteriormente, discípulo de são João Batista. O seu nome ocupa sempre o quinto lugar nas listas dos apóstolos e é mencionado mais de uma vez no Evangelho.
Os evangelistas Mateus, Marcos e Lucas dão-nos, de Filipe, somente o nome e o lugar do nascimento, mas João oferece-nos maiores particularidades sobre a sua personalidade. Os poucos elementos fornecidos pelo Evangelho permitem-nos esboçar o perfil espiritual do apóstolo Filipe, homem simples e aberto, primário e sincero, que gozou da intimidade espontânea com Jesus.
Ele era da mesma cidade de Pedro e André, e talvez fosse também pescador. As Sagradas Escrituras nos contam que Filipe, após ter sido chamado diretamente por Jesus, ao encontrar Natanael, mais tarde chamado de Bartolomeu, com certa euforia lhe comunica a notícia: "Achamos aquele de quem Moisés escreveu na lei e que os profetas anunciaram: é Jesus de Nazaré, filho de José" (Jo 1,45-46).
Em outra passagem, João nos conta que foi Filipe quem perguntou a Jesus, no dia do milagre da multiplicação dos pães, como faria para alimentar tanta gente com tão poucos pães. Também, noutra ocasião, quando se aproximaram dos apóstolos, alguns gregos que queriam ver mais de perto Jesus e recorreram diretamente a Filipe. Então, junto com André, transmitiram o pedido a Cristo, que os atendeu com benevolência (Jo 12,21-23).
A última intervenção dele aconteceu durante a última ceia. Os apóstolos escutavam, atentos, as palavras de despedida do Mestre quando Filipe lhe pediu um esclarecimento: "Senhor, mostra-nos o Pai e isto nos basta". Jesus respondeu: "Filipe, há tanto tempo que convivo convosco e ainda não me conheceis? Quem me viu, viu o Pai. Não crês que eu estou no Pai e o Pai está em mim?" (Jo 14,8).
Nada sabemos dele depois da ressurreição. Segundo a tradição, ele foi enviado para pregar o Evangelho na Ásia Menor, onde patrocinou um fato prodigioso. Filipe teria sido obrigado a reverenciar o deus Marte, acendendo-lhe um incenso. Naquele instante, surgiu de trás do altar pagão uma cobra, que matou o filho do sacerdote-mor e mais dois comandados seus. Mas o apóstolo, com um gesto, os fez ressuscitar e matou a cobra. Esse e outros milagres de Filipe foram responsáveis pela conversão de muitos pagãos ao cristianismo.
Não se sabe, exatamente, como ou quando Filipe morreu. Mas o mais provável é que tenha sido crucificado em Gerápolis, no tempo do imperador Domiciano, talvez Trajano, aos oitenta e sete anos. Suas relíquias foram transportadas num dia 3 de maio e colocadas na igreja dos Apóstolos, em Roma, junto com as de são Tiago, o Menor. Por isso são Filipe é celebrado neste dia.

TIAGO APÓSTOLO Mártir, Santo Século I

Tiago, filho de Alfeu, é identificado nos evangelhos como "irmão do Senhor", termo usado para designarparentesco de primos. Governou a Igreja de Jerusalém e foi chamado de "o Menor" para não ser confundido com são Tiago, o Maior, que era irmão de são João.
Os evangelhos só falam dele nas listas dos apóstolos. Porém tal falta de informação foi compensada pelas fartas referências à sua acção e personalidade contidas nos Actos dos Apóstolos e na Carta de são Paulo aos Gálatas, que nos permitem saber que Tiago era, com são Pedro, a principal figura da Igreja. São Paulo chega a citar seu nome em primeiro lugar, dizendo: "Tiago, Pedro e João, considerados colunas da Igreja" (Gl. 2,9). Foi com ele que Paulo, depois de convertido, se encontrou em Jerusalém.
Dizem as Escrituras que Tiago sempre teve atenção e carinho especiais de Jesus Cristo. Além de considerá-lo um homem de grande elevação espiritual, ainda era seu parente próximo. Tiago foi testemunha da Ressurreição de Jesus; (1Cor 15,7). Antes de subir aos céus, Jesus, numa aparição, deu a ele o dom da ciência como recompensa por sua bondade e santidade.
No Concílio de Jerusalém, onde se discutiu o problema da circuncisão e da lei mosaica a serem impostas ou não aos convertidos do paganismo, Tiago teve um papel importante quando deu sua opinião, aceita por todos (At 15). Ele também escreveu uma epístola.
Devemos a Tiago práticos, sensíveis e prudentes ensinamentos. Como esta advertência, sempre muito actual: "Se alguém pensa ser religioso, mas não freia sua língua e engana seu coração, então é vã sua religião. A religião pura e sem mácula, aos olhos de Deus, nosso Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas em suas aflições e conservar-se puro da corrupção deste mundo" (Tg. 1,26-27).
Sobre a morte de Tiago, o Menor, que foi o primeiro apóstolo a dar a vida em nome de Jesus, possuímos informações de antiga data. Entre as mais prováveis estão as do historiador hebreu José Flávio, segundo o qual o apóstolo teria sido apedrejado e pisoteado no ano 61 (ou 62), pelo sumo pontífice Anás II, que se aproveitou da morte do íntegro papa Festo para eliminar o bispo de Jerusalém.
São Tiago, o Menor, sempre foi considerado um homem de grande pureza, total dedicação e abnegação, vivendo, desde o nascimento, consagrado a Deus. Sua vida foi santa e de muita austeridade. Converteu muitos judeus à fé cristã antes de receber a coroa do martírio. Suas relíquias foram colocadas na igreja dos Santos Apóstolos, em Roma, e sua festa se celebra no dia 3 de maio.

RUPERT MAYER Sacerdote, Beato (1876-1945)

Carta do Superior Geral dos Jesuítas, datada de Roma, a 19-1-1987, anunciando a beatificação:

«O P. Rupert Mayer foi um varão extraordinário. O que a outros parecia impossível, conseguiu-o ele comamor verdadeiramente engenhoso. O P. Rupert Mayer foi como um profeta: o que para muitos, no seu tempo, era impenetrável e ambíguo, ele depressa viu com toda a claridade. Era o P. Mayerhomem dotado de grande amor; amor tenaz rico de recursos. O seu era um valor agressivo; e não pôs de lado o político. A sua sensibilidade para com a injustiça era incorruptível e impediu que ele estivesse calado. Foi vigoroso defensor dos pobres, amigo deles e inimigo declarado de toda a injustiça.Foi sobretudo no tempo intermédio entre as duas guerras mundiais que esta testemunha crítica e valorosa da fé apresentou uma figura profética, que sempre constituiu um repto. Foi este o juízo que dele formaram os seus irmãos jesuítas.
A 3 de Maio do presente ano [1987], beatificará o Papa João Paulo II, em Munique, este irmão nosso, pertencente à Província da Alemanha Superior. Deste modo, satisfaz o Santo Padre o desejo de muitos fiéis que, tanto em Munique e na Alemanha, como noutras regiões, se empenharam por que este grande sacerdote e jesuíta alcançasse na Igreja o reconhecimento próprio dos "santos", nos quais, de maneira particular, nos manifestou Deus a sua obra salvífica neste mundo.
CONTINUA EM MAIS INFORMAÇÕES:

MARIA LEÓNIA PARADIS Religiosa, Beata (1840-1912)

Beatificada no dia 11 de Setembro de 1984, durante a visita de João Paulo II ao Canadá, veio ao mundo a 12 de Maio de 1840, na povoação de Santa Margarida deBlairfindie, no estado de Quebeque (Canadá). Baptizada no mesmo dia, deram-lhe os nomes de Alódia Virgínia.
Recebeu da mãe a primeira educação cristã, que aperfeiçoou no colégio das religiosas da Congregação de Nossa Senhora de Laprairie. Fez a primeira comunhão aos 12 anos, como era costume naquele tempo. Em 1854 ingressou no noviciado das Marianitas de Santa Cruz, com o nome de Irmã Maria de Santa Leónia. Aos 22 de Agosto de 1857 fez os votos, perante o P. Basílio Moreau,fundador da Congregação. Apesar de não ter uma saúde por aí além, encarregaram-na de cuidar das residências paroquiais em diversas freguesias. Foi, depois, para os Estados Unidos da América tomar conta de órfãos e servir de secretária da superiora do asilo. Permaneceu nesse posto oito anos.
Quando a congregação a que pertencia deixou, em França, de cuidar das residências paroquiais, para se dedicar ao ensino, as religiosas dos Estados Unidos separaram-se dacasa-mãe e formaram um Instituto autónomo denominado Irmãs da Santa Cruz. A Irmã Leónia aderiu ao novo Instituto por ele conservar o trabalho inicial de auxílio aos párocos.
CONTINUA EM MAIS INFORMAÇÕES:

EDUARDO JOSÉ ROSAZ Bispo, Beato (1830-1903)

De família abastada, veio ao mundo em Susa (Itália), a 15 de Fevereiro de 1830. Recebeu a educação eprimeira instrução na casa paterna, dada pelos pais, bons católicos, e por um professor particular. Continuou os estudos em Turim e por último num colégio de Soluzzo. Andando nos 19 anos, tendo falecido os pais e julgando ser chamado para o sacerdócio, entrou no seminário de Susa, mas pouco depois teve de procurar um clima mais benigno para a saúde. Por essa razão foi para a cidade de Nice, na França.
No Sábado Santo de 1854 recebeu a ordem de diácono, e na vigília da festa da Santíssima Trindade foi ordenado sacerdote. Nessa altura, tomou os seguintes propósitos: Promover o bem do povo em todas as coisas; reservar para si os encargos, prescindindo de todos os incómodos; levar por diante com boa vontade o que se refere ao bem da alma ou do corpo dos fiéis; estar à disposição, pronta e gratuitamente, dos sacerdotes; exercer qualquer género de apostolado da melhor maneira possível.
Depois da ordenação sacerdotal, entregou-se à acção pastoral em Susa, empregando o tempo em ouvir confissões, pregar a palavra de Deus por meio de missões, tríduos, prática das quarenta horas, bem como ensinar o catecismo às crianças e jovens. Desempenhou, além disso, as funções de capelão das cadeias (1863), reitor do liceu da cidade (1866), director espiritual das Irmãs de S. José de Oulx (1869-1871) e reitor do seminário diocesano (1874-78).
CONTINUA EM MAIS INFORMAÇÕES:

3 DE MAIO – APÓSTOLOS TIAGO E FILIPE

- SÃO TIAGO: Viveu no século I. Era primo de Jesus e irmão de José, Simão e Judas (Mt 13,55). Foi um dos doze apóstolos. Não confundir Tiago, filho de Zebedeu, com o nosso Tiago, filho de Alfeu. Talvez para evitar confusão é chamado “Tiago Menor”.Ele é menor somente no nome, pois foi um gigante no anúncio do Evangelho. Fundou a primeira comunidade de Jerusalém (At 12,17) e escreveu diversas cartas.Uma delas entrou no elenco dos livros inspirados. É chamada o primeiro manual de sociologia, pois focaliza diversos problemas sociais: a grande desproporção entre pobres e ricos, a discriminação social, etc.Citemos apenas um trecho: “E agora, o’ ricos, chorai em altos gritos por causa das desgraças que virão sobre vós. Vossas riquezas apodreceram e vossas vestes estão devoradas pelas traças. Vosso ouro e vossa prata enferrujaram-se... O salário dos trabalhadores que ceifaram vossos campos 
- SÃO FILIPE: Foi um dos primeiros discípulos de Jesus. Ficou tão encantado com Ele que foi dizer a Natanael:- Encontramos o Messias. Você não quer conhecê-lo também?Segundo a tradição, foi missionário na Ásia Menor e lá morreu martirizado. Filipe foi um dos primeiros discípulos chamados por Jesus. Pelas poucas vezes em que aparece nos Evangelhos, deduzimos que era um homem simples, aberto, sincero.- Por ocasião da multiplicação dos pães ele foi franco. Podemos interpretar assim o texto evangélico: É preciso muito dinheiro para que cada um receba ao menos um pedacinho de pão. (Jo 1,45).- Na última Ceia, após tantas explicações do Mestre, não teve acanhamento em dizer para Jesus: 
-“Mostra-nos o Pai e isso nos basta" (Jo 14,8). 
Com outras palavras: 
-Para abreviar a conversa, mostra-nos o Pai de quem o Senhor fala tanto e tão bonito. 
Nada mais sabemos da vida de Filipe, a não ser o que consta nos Evangelhos. Segundo a tradição, foi missionário na Ásia Menor e lá morreu martirizado.
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa
Venerável Padre Pelágio CSsR
Recomende este portal aos seus amigos: