sábado, 29 de outubro de 2022

MIGUEL RUA Sacerdote salesiano, Beato (1837-1910)

Presbítero religioso salesiano, 
sucessor de São João Bosco, 
no governo da Congregação salesiana. 
Miguel Rua nasce em Turim no dia 9 de junho de 1837. Último de 9 filhos, perde o pai aos oito anos. Estudou com os Irmãos das Escolas Cristãs até à terceira série elementar. Deveria começar a trabalhar na Real Fábrica de Armas de Turim, onde o pai era operário, mas Dom Bosco – que aos domingos ia confessar na escola – propôs-lhe continuar os estudos com ele, garantindo-lhe que a Providência pensaria nas despesas. Certo dia, Dom Bosco distribuía algumas medalhas aos seus meninos. Miguel era o último da fila e chegou atrasado, mas ouviu Dom Bosco dizer: "Toma, Miguelzinho!". O padre, porém, não lhe estava dando nada, mas acrescentou: "Nós dois faremos tudo meio a meio", e assim foi de fato. Colaborador da Companhia da Imaculada com Domingos Sávio, foi aluno modelo, apóstolo entre os colegas. Dom Bosco lhe disse: "Preciso de ajuda. Farei com que recebas a veste dos clérigos; estás de acordo?". "De acordo!", respondeu. Em 25 de março de 1855, nos aposentos de Dom Bosco, nas mãos do fundador, fez os votos de pobreza, castidade e obediência. Era o primeiro Salesiano. Começa a trabalhar intensamente: ensina matemática e religião; assiste no refeitório, no pátio, na capela; tarde da noite, copia numa bela caligrafia as cartas e as publicações de Dom Bosco, e, enfim, estuda para ser padre. Tinha apenas 17 anos!

CAETANO ERRICO Presbítero, Fundador, Beato (1791-1860)

Presbítero, fundador dos Missionários dos 
Sagrados Corações de Jesus e Maria. 
Tornou-se santo, passando toda a sua vida nas ruas difíceis do bairro napolitano de Secondigliano onde nasceu em 1791 e ali faleceu em 1860 e no confessionário onde, de braços abertos, acolhia sobretudo quem tinha cometido faltas graves. Assim viveu Caetano Errico, fundador dos missionários dos Sagrados Corações de Jesus e Maria. Ainda em vida, já era chamado "o santo" e "o superior", por se ter tornado a referência natural para todas as famílias. A sua canonização João Paulo II beatificou-o a 14 de Abril de 2002 é um sinal de esperança para Secondigliano que tem na igreja da "Addolorata", por ele construída, uma recordação concreta e visível da sua obra. No início do seu sacerdócio, foi professor de escola municipal e deu vida a uma pastoral inovativa, assistindo os doentes do Hospital dos Incuráveis de Nápoles e comprando-lhes os remédios; ajudando os mais necessitados; sustentando as famílias que não tinham dinheiro para pagar a renda, evitando que caíssem nas mãos de usurários; visitando os encarcerados e procurando garantir-lhes uma reinserção social. Num difícil contexto social inventou uma pastoral a favor dos analfabetos e também das adolescentes sem dote que arriscavam cair em mãos mal intencionadas.

CHIARA LUCE BADANO Virgem, Beata 1971-1990

Nasceu a 29 de Outubro de 1971, em Sassello, 
uma pequena cidade nos Apeninos. 
Beatificada em Roma pelo Papa Bento XVI, 
no dia 25 de Setembro de 2010. 
Se Beatos ou Beatas venerados na Igreja Católica, são fiéis ao nome que receberam no baptismo, o exemplo mais flagrante deve ser o desta jovem Beata que o Papa Bento XVI beatificou: Chiara Luce: “Clara Luz”. Chiara Luce Badano nasceu a 29 de Outubro de 1971, em Sassello, uma pequena cidade nos Apeninos. Era a primeira e única filha de Rogero Badano, camionista e de Maria Teresa Caviglia, ope-rária, casados há 11 anos sem conseguirem ter filhos. O pai pediu a Nossa Senhora da Rocha a graça da paternidade e viu o seu pedido atendido. A mãe testemunhava que “mesmo com essa alegria imensa compreenderam logo que ela não era somente sua filha, mas que era antes de tudo, filha de Deus". A mãe deixou de trabalhar para cuidar da filha. Chiara revelou-se desde cedo uma criança inteligente, viva, desportiva e muito comunicativa. Era conciliadora, mas não abdicava de defender as suas ideias.

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 29 DE OUTUBRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
29 ─ Sábado ─ São Narcísio
Evangelho (Lc 14,1.7-11) “Jesus notou como os convidados escolhiam os primeiros lugares.”
Jesus não estava ensinando apenas uma regra de boa convivência e boas maneiras. Por isso, ao ouvir suas palavras, podemos também lembrar que a caridade, o amor e o respeito ao próximo devem levar-nos a respeitar as normas do bom comportamento social. Em tudo: nas palavras, nos modos, nos trajes. A espiritualidade cristã leva-nos a procurar todas as virtudes, também a urbanidade.
Oração
Senhor meu Deus, no meu relacionamento social quero guiar-me pelo amor e pelo respeito a meus irmãos. Não quero magoá-los nem lhes criar desconforto. Não por mera conveniência social, ou fingida amizade. Mas para que nos ajudemos na caminhada, e para manifestar-lhes apreço conforme os usos de nosso povo. Mesmo que isso às vezes me custe sacrifício e renúncia. Amém.

sexta-feira, 28 de outubro de 2022

A caça ao tesouro

PADRE ANTÔNIO QUEIROZ DOS SANTOS(+)
MISSIONÁRIO NA PAZ DO SENHOR
Certa vez, a praça central de uma cidade estava muito movimentada. 
De repente, o serviço de alto falante anunciou:
-“Atenção! Inicia-se agora uma grande gincana: A caça ao tesouro. Temos um valiosíssimo tesouro escondido aqui nesta praça. Quem encontrar poderá levá-lo para casa. Formem equipes de três pessoas e deem um nome para a sua equipe. Atenção: Um... dois... três... Já.” 
Foi aquela correria. 
O povo ficou alucinado, à procura do tão valoroso tesouro. 
Empurra-empurra, um pisando no outro, brigas, muita confusão. 
De-repente, alguém começa a passar mal e desmaia. 
As pessoas passam ao lado sem nem olhar. 
Com exceção do grupo “Ágape”, formado de três bons e sensíveis amigos: Paulo, Pedro e Lucas. 
Eles param e socorrem-no, levando a uma farmácia de plantão. 
E continua a correria. 
Logo depois, havia um idoso tentando subir uma escada, com muito medo.
As pessoas passavam por ele e, além de não ajudá-lo, tiravam o maior barato dele. 
Mas quando o grupo Ágape o viu, ajudou-o a subir a escada. 
E a correria continua. 
Algum tempo depois, chega à praça um grupo de meninos de rua pedindo comida. 
Os concorrentes ao tesouro não podiam perder tempo com isso e continuam alucinadamente à busca. 
Ao passar, porém, os três do grupo Ágape, levam as crianças à uma lanchonete e pagam um lanche para eles. 
Todos continuam correndo. 
De repente, toca uma sirene.
Era o fim da gincana. 
O alto-falante anuncia: 
-Todos devem aproximar-se do coreto para conferir o ganhador. 
A multidão vai, mas frustrada, pois ninguém havia achado o tesouro.
Entretanto, o alto-falante anuncia: 
-“Há alguém aqui que descobriu o tesouro”. 
Foi um espanto geral. 
E o locutor continua: 
-“A equipe que achou o tesouro é a equipe Ágape. Eles descobriram o grande tesouro: Jesus Cristo, que se fez presente no doente, no idoso e nos meninos de rua”.
Este tesouro está bem pertinho de cada um de nós. 
Está ao nosso alcance. 
Que bom se o encontrarmos também! 
“Eu estava doente e cuidastes de mim” (Mt 25,16). 
“Quem acolhe em meu nome uma destas crianças, estará acolhendo a mim” (Mc 9,37).Pe.Waldo

REFLETINDO A PALAVRA - “Construindo a vida”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
SACERDOTE REDENTORISTA
NA PAZ DO SENHOR
Um ano a ser celebrado
 
Tendo já acalmado o burburinho das festas Natalinas, podemos nos voltar à reflexão de nossa vida. Temos refletido sobre a espiritualidade. Sempre realçamos que ela se constrói dentro da realidade em que vivemos. Uma espiritualidade fora da realidade não é só inócua, como pode nos prejudicar. Se “em Deus nos movemos e existimos” (At 17,28), do mesmo modo dizemos da realidade na qual nos movemos e existimos. Talvez impropriamente podemos nos fundamentar nas palavras da criação do homem: “Deus tomou o homem e o colocou no jardim do Éden, para cultivá-lo e guardar” (Gn 2,15). A realidade é também temporal. Vivemos a condição tempo que se faz de horas, dias, meses e anos, num ritmo de contínua novidade. Cada minuto é como um mundo novo que acaba de ser criado. Mesmo que vivamos a velocidade da vida e não percamos a novidade de cada momento. Por isso, ao iniciarmos um ano novo, somos convocados a celebrá-lo com toda a intensidade. A própria liturgia, por mais divina que seja, acontece dentro de um calendário. Para a filosofia hebraica, aquela que viveu Jesus, o tempo se repete, mas nunca é o mesmo, é sempre um passo adiante. Celebrar o tempo é vivê-lo com a fragilidade e a riqueza de nosso coração. A vida, no tempo, deve ser celebrada como encontro com Deus que acontece no encontro com o irmão. A espiritualidade colhe desse encontro o alimento que a sustenta nas demais dimensões. Celebre a vida, que ela agradecerá. 
Remexendo o velho baú 
Ao iniciar um ano novo, é bom olhar adiante e contemplar o belo caminho que nos é oferecido. Contudo, é preciso contemplar o caminho realizado. O que fizemos de bom nesse ano que passou? O que fizemos de menos bom? O que deu certo? O que falhou? Os erros são sempre a oportunidade de um repensar, reajustar, repropor. Eles nos dão a oportunidade de crescer. Já dizemos: ‘Se Deus te dá um limão, faça dele uma limonada’. É um princípio da filosofia: do bem segue o bem, do mal podemos tirar o mal e também o bem. Devemos olhar o passado de um modo positivo. Olhar não para lamentar, mas para fazer o exercício da memória agradecida pelo bem que aconteceu; memória curativa para os males que nos fizeram sofrer; memória criativa: saber aproveitar-se das próprias faltas. Mexa o velho baú! Há muita coisa rica que fizemos. Esse exame de consciência dá muitos resultados. Se formos em frente sem olhar para trás, perdemos muito do que fizemos. Podemos aprender com Maria que é o arquivo de Deus na terra. Ela, viveu experiência tão grandiosa. O texto bíblico narra: “Maria, contudo, conservava cuidadosamente todos esses acontecimentos, meditando-os em seu coração”! (Lc 2,19). Lucas visitou esse arquivo e dali retirou tantas riquezas. É um modelo de vida: ver, recolher, meditar. 
Engenharia de um Novo Ano 
Adeus, ano velho! Feliz ano novo! Como poderemos fazer esse ano feliz? É preciso se organizar. Para viver bem é preciso programar. Não dá para pensar em tudo. Depois de ter refletido sobre o ano que passou, vimos o que foi bom e o que foi ruim. Já é um passo. Vamos ver o que vamos modificar para ser melhor o bom, e não piorar o aspecto menos bom. Tenho uma experiência que me ajuda: cada início de ano, no campo espiritual, escolho uma coisa a fazer nesse ano. Escolho, por exemplo: vou ser mais atento quando rezo. Coisa simples. Se insistir nessa, torna-se um hábito. No ano que vem escolho outro ponto. Aquela escolha anterior continua e ataco outro. Assim, cada ano, gotejando, vamos melhorando todo o conjunto.
ARTIGO REDIGIDO E PUBLICADO
EM JANEIRO DE 2008

EVANGELHO DO DIA 28 DE OUTUBRO

Evangelho segundo São Lucas 6,12-19. 
Naqueles dias, Jesus subiu ao monte para rezar e passou a noite em oração a Deus. Quando amanheceu, chamou os discípulos e escolheu doze entre eles, a quem deu o nome de apóstolos: Simão, a quem deu também o nome de Pedro, e seu irmão André; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu, Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado o Zelota; Judas, irmão de Tiago, e Judas Iscariotes, que veio a ser o traidor. Depois, desceu com eles do monte e deteve-Se num sítio plano, com numerosos discípulos e uma grande multidão de pessoas de toda a Judeia, de Jerusalém e do litoral de Tiro e de Sidónia. Tinham vindo para ouvir Jesus e serem curados das suas doenças. Os que eram atormentados por espíritos impuros também ficavam curados. Toda a multidão procurava tocar Jesus, porque saía dele uma força que a todos sarava. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Clemente de Roma(35-100)papa 
Carta aos Coríntios, 42-44 
A sucessão apostólica 
Os apóstolos receberam a Boa Nova do Senhor Jesus Cristo, para no-la transmitir: Jesus, o Cristo, foi enviado por Deus. Assim, Cristo vem de Deus e os apóstolos vêm de Cristo. Estas duas missões procedem ordenadamente da vontade de Deus. Providos de instruções, cheios de segurança pela ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo, reforçados pela palavra de Deus, eles partiram, com a garantia do Espírito Santo, a anunciar que o Reino de Deus estava próximo. Pregavam nos campos e nas cidades, onde estabeleceram as suas primícias, a quem nomearam, com a ajuda do Espírito Santo, bispos e diáconos dos futuros fiéis. Não é de admirar que os homens que Deus investiu de uma tal missão em Cristo tenham, por sua vez, estabelecido os ministros que acabo de invocar. Os nossos apóstolos também souberam por Nosso Senhor Jesus Cristo que haveria litígios quanto às funções do bispo. Foi por essa razão que, na sua correta previsão, estabeleceram os ministros acima citados e instituíram que, após a sua morte, outros homens, devidamente provados, lhes sucedessem.

28/1° DE OUTUBRO: FESTA DA PROTEÇÃO DA SANTÍSSIMA THEOTOKOS (MÃE DE DEUS)

A festa do Santo Manto Protetor da Theotokos foi instituída para recordar a visão que Santo André teve, da Mãe de Deus que, durante o cerco dos inimigos de Constantinopla, no século X, cobria com seu homoforion (longo manto ou véu) os cristãos na igreja de Vlaherna. Por volta das quatro horas da manhã, o beato vislumbrou uma majestosa mulher que vinha das portas reais da Igreja apoiada por São João Batista e São João, o Teólogo, precedida e seguida por uma multidão de santos que entoavam hinos e cânticos religiosos. Santo André aproximou-se de seu discípulo Epifânio e perguntou-lhe se ele podia reconhecer a rainha do mundo. Este lhe respondeu: “Sim, eu a vejo”. E enquanto a contemplavam, ela de joelhos rezava diante do ambão, permanecendo assim durante muito tempo. Depois, aproximando-se do altar, ela rezou pelo povo ortodoxo. No final das orações, ela descobriu sua cabeça, e retirando o seu manto o estendeu sobre todo o povo presente. A cidade foi salva. Santo André era de origem eslava, cujo povo devota um profundo respeito à Festa do Santo Manto Protetor da Virgem, e são muitas as igrejas eslavas que a honram com o seu nome.
SINAXE(Congregação de fiéis) 
– Suplemento Litúrgico para esta festa  
Tradução e publicação neste site com permissão de 
Trad.: Pe. André

Santo Atanásio Iº de Constantinopla, Patriarca (+1315), 28 de Outubro

Santo Atanásio Iº foi Patriarca de Constantinopla de junho de 1289 a outubro de 1293 e, depois, de 1303 a 2309. Ele foi um monge de vida muito simples, um asceta partidário do monaquismo, antiga doutrina da Igreja cristã. Nomeado Patriarca para substituir Gregório II (Gregório de Chipre), Atanásio iniciou seu patriarcado enquanto uma crise religiosa se abatia sobre o Império. O Patriarca tentou acalmar os ânimos, denunciou os abusos dos sacerdotes e conduziu um combate acirrado aos arsenitas, tentando impedi-los de criar um cisma na Igreja ortodoxa. Porém o apoio que Atanásio recebeu de Andrônico II foi insuficiente e as medidas que havia tomado foram mal vistas pela população. Acusado de acumular riquezas, ele abdicou. Todavia, foi chamado novamente por Andrônico II para assumir o patriarcado, em 1303. Atanásio realiza exatamente a mesma política do seu primeiro patriarcado. Retirou dos patriarcas de Jerusalém, de Alexandria e de Antioquia as propriedades que eles possuíam, o que não estaria em acordo com a regra da pobreza evangélica. Novamente Atanásio criou discórdias entre o clero e a população, o que o levou a abdicar pela segunda vez, em 1309. Morreu em 1315.

São Judas Tadeu, um dos santos mais populares da Santa Igreja

São Judas Tadeu, um dos santos mais populares da Santa Igreja, é invocado como o santo dos desesperados e aflitos, o santo das causas sem solução e das causas perdidas
 
São Judas Tadeu, nasceu em Caná da Galiléia, Palestina, filho de Alfeu (ou Cleofas) e Maria Cleofas. Seu pai, Alfeu, era irmão de São José e sua mãe prima-irmã de Maria Santíssima. Portanto, São Judas Tadeu era primo-irmão de Jesus, tanto pela parte do pai como da mãe. Alfeu (Cleofas) era um dos discípulos a quem Jesus apareceu no caminho de Emaús, no dia da ressurreição. Maria Cleofas, era uma das piedosas mulheres que tinham seguido a Jesus desde a Galiléia e que permaneceram ao pé da cruz, no Calvário, junto com Maria Santíssima. São Judas Tadeu tinha quatro irmãos: Tiago, José, Simão e Maria Salomé. Um deles, Tiago, também foi chamado por Jesus para ser apóstolo. O relacionamento da família de São Judas Tadeu com o próprio Nosso Senhor Jesus Cristo, pelo que se consegue perceber nas Sagradas Escrituras é o seguinte: Dos irmãos dele, Tiago foi um dos doze apóstolos e tornou-se o primeiro bispo de Jerusalém. De José, sabe-se que era conhecido como o Justo. Simão, outro irmão de São Judas foi o segundo bispo de Jerusalém, sucessor de Tiago. Maria Salomé, sua única irmã, era mãe dos apóstolos São Tiago Maior e São João Evangelista. Ele era chamado de Tiago Menor para diferenciar de outro apóstolo, São Tiago, que, por ser mais velho, era chamado de Maior. É de se supor que houve muita convivência de São Judas Tadeu com seu primo Jesus e seus tios, Maria e José. Foi certamente essa fraterna convivência, além do parentesco muito próximo, que levou São Marcos (Mc 6,3) a citar São Judas Tadeu e seus irmãos como sendo os “irmãos” de Jesus.

São Simão Apóstolo 28 de outubro

Caná da Galiléia? - Pela (Armênia) ou Suanir (Pérsia), 107 Simão, apelidado de Zelote por Lucas, talvez por ter atuado no grupo anti-romano dos Zelotes, é chamado de cananeu por Mateus e Marcos (Mt 10,4; Mc 3,18). Segundo a tradição, ele sofreu um martírio particularmente sangrento. Seu corpo foi dilacerado com uma serra. É por isso que ele é retratado com essa ferramenta e é o santo padroeiro dos lenhadores e lenhadores. 
Patrocínio: Pescadores 
Etimologia: Simone = Deus ouviu, do hebraico 
Emblema: Barco 
Martirológio Romano: Festa dos Santos Simão e Judas, Apóstolos: o primeiro foi apelidado de cananeu ou "Zelote", e o outro, também chamado Tadeu, filho de Tiago, na Última Ceia questionou o Senhor sobre sua manifestação e ele respondeu: "Se quem me ama, guardará a minha palavra e meu Pai o amará e viremos a ele e faremos nele morada”.  Embora seja o mais desconhecido dos Apóstolos, em cuja lista só aparece em décimo primeiro lugar, inúmeras obras de arte o retratam, espalhadas por toda a Itália e Europa, testemunhando um culto muito difundido no cristianismo. Estranhamente ao contrário dos outros apóstolos, as notícias que chegaram até nós sobre suas origens, sobre sua presença no colégio apostólico, sobre sua atividade evangelizadora, sobre sua morte, são todas incertas e sempre foram controversas nos estudos dos vários especialistas ao longo dos séculos. Assim, somos obrigados a considerar as várias hipóteses, faltando a certeza para apenas uma.

SIMÃO E JUDAS Apóstolos, Mártires Século I

Simão e Judas aparecem juntos nas diversas listas dos "doze". Na lista dos doze, Simão vem no undécimo lugar em Marcos e Mateus e no décimo em Lucas; Judas no undécimo em Lucas e no décimo em Marcos e Mateus. Dão a este o cognome de Tadeu. O lugar no fim da lista leva a pensar nos trabalhadores contratados às cinco horas da tarde. (Mt 20,6). "São estes os nomes dos doze apóstolos: primeiro, Simão, também chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão; Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, o filho de Alfeu, e Tadeu; Simão, o Zelota, e Judas Iscariotes, aquele que o traiu ..." (Mateus 10,1ss.). A respeito de Simão, apenas sabemos que era originário de Caná e era chamado Zelota. Certamente Simão teria pertencido ao partido radical e nacionalista dos zelotas, opositores intransigentes do domínio romano na Palestina. Quanto a Judas, chamado Tadeu, sabemos pelo Evangelho que, na Última Ceia, perguntou a Jesus: "'Senhor, por que te manifestarás a nós e não ao mundo?' Respondeu-lhe Jesus: “Se alguém me ama, guardará minha palavra e o meu Pai o amará, e a ele viremos e nele estabeleceremos morada. Quem não me ama não guarda minhas palavras; e a palavra que ouvis não é minha, mas do Pai que me enviou”. 
***** 
Segundo S. Jerónimo, Judas terá pregado em Osroene (região de Edessa). Terá evangelizado a Mesopotâmia. S. Paulino de Nola tinha-o como apóstolo na Líbia. Fortunato de Poitiers julgava-o enterrado na Pérsia. Os martirológios latinos conservam esta notícia, utilizando uma narração que o reúne a Simão.

São Malchion (+ 270), presbítero em Antioquia.

Málquio ou Malquion, um Padre da Igreja e um presbítero de Antioquia durante os reinados dos imperadores Cláudio II e Aureliano, era um bem-conhecido retórico, notável por sua participação fundamental na deposição em 272 dC do bispo herético de Antioquia, Paulo de Samósata. 
Vida e obras 
Ele conhecia bem e frequentemente citava autores pagãos e foi presidente da faculdade de retórica enquanto presbítero de Antioquia. Ele forçou Paulo a revelar suas crenças e escreveu uma carta chamando de herético e criminoso para os bispos de Roma e Alexandria. São Jerônimo, um Doutor da Igreja, dedicou o capítulo 71 de sua obra biográfica De Viris Illustribus (Sobre Homens Ilustres) à Málquio.

Beata Maria Assunção Gonzalez Trujillano, Virgem e mártir - 28 de outubro

Nasceu em El Barco de Ávila no dia 19 de junho de 1881, filha de Anacleto González e Maria do Rosário Trujillano, que lhe deram o nome de Juliana. Ela foi crismada na sua paróquia natal em 18 de junho de 1885. Quinze anos depois, em 1900, instalou-se na freguesia de El Barco de Ávila uma comunidade das Terceiras Franciscanas da Divina Pastora, fundada em 1805 por Madre Maria Ana Mogas Fontcuberta (Beata desde 1996), agora conhecida como Franciscanas Missionárias da Mãe do Divino Pastor. Elas trabalhavam numa escola para a educação de crianças e jovens, dando especial atenção aos mais necessitados. Juliana logo se identificou com elas e sentiu-se chamada a seguir o seu estilo de vida. Em 18 de fevereiro de 1903, entrou para o noviciado e mudou seu nome para Irmã Maria Assunção. Fez seus votos em 1905, na Casa Generalícia de Madrid, onde tinha completado o noviciado, mas professou os votos perpétuos na Casa de La Coruña, em 1910. Juntamente com uma coirmã, Irmã Assunção fundou uma escola em Arenas de San Pedro, onde permaneceu por três anos. Como professora de economia doméstica ensinava às meninas corte e costura.

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 28 DE OUTUBRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
28 ─ Sexta-feira ─ São Simão e São Judas
Evangelho (Lc 6,12-19) “Jesus foi à montanha para rezar. E passou a noite toda em oração a Deus.”
O Filho vive na mais plena e total união com o Pai e o Espírito, na comunhão plena da Trindade. O Filho de Deus encarnado viveu também essa comunhão, de maneira humana, nos momentos de oração. Nossa  maneira humana de ser também precisa desses momentos especiais de comunhão com a Trindade Santa. Não apenas para pedir ou agradecer, mas para se entregar e conviver.
Oração
Senhor Jesus, ensinai-me a fazer de meus momentos de oração encontro tranquilo e intenso de comunhão com a Trindade, deixando-me envolver por seu amor misericordioso. Mesmo que eu não saiba o que dizer, que eu me entregue, me deixe amar e transformar. Senhor, batizai-me, mergulhai-me na sua vida divina. Se me dais essa graça, de mais nada preciso para ser feliz. Amém.
                        

quinta-feira, 27 de outubro de 2022

O padrinho de batismo e a vela

Certa vez, um senhor foi convidado para ser padrinho de batismo. 
Ele procurou fazer tudo direitinho. 
Vestiu o terno, pôs a gravata e foi para a igreja. 
No início, o padre deu uma vela para ele segurar. 
Ficou segurando a vela. 
Após o rito principal, o da água, o padre pediu para ele acender a vela no Círio Pascal. 
Ele acendeu. 
Terminada a celebração, o padre perguntou a ele: 
-“Por que você está segurando esta vela?” 
O pobre homem se enroscou todo. 
Olhou para a vela, olhou para o padre, deu um sorriso amarelo e disse:
-“Para dizer a verdade, sr. Padre, eu não sei”. 
O padre lhe explicou o sentido da vela, e por que o padrinho a segura. 
-Ela representa a Vida Nova que a criança acaba de receber de Cristo, representado no Círio Pascal. E o padrinho é o fiador da formação religiosa inicial daquela criança. Muitos cristãos aceitam ser padrinhos de muitas e muitas crianças, e nem se lembram, ou não sabem, da responsabilidade que assumem. 
Eles são como estepe: 
Se os pais não ensinarem ao filho ou à filha os primeiros passos da fé, os padrinhos têm obrigação de fazê-lo, senão terão de prestar contas a Deus.
São os pais e os padrinhos que mantêm acesa a fé da criança, até o dia feliz da Primeira Comunhão, e da Crisma. 
A partir daí, é o adolescente que a segura, mas eles continuam vigilantes, dando-lhe a mão quando preciso. 
Se os padrinhos fizerem isso, receberão de Deus um grande prêmio no Céu.

REFLETINDO A PALAVRA - “Ele veio para todos”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
SACERDOTE REDENTORISTA
NA PAZ DO SENHOR
Vimos sua estrela no Oriente
 
Há sempre uma esperança, mesmo nos maiores desalentos. Essa é uma das mensagens dessa festa da Epifania, a Manifestação do Senhor. Ele se manifestou em seu Natal aos humildes; na Epifania, manifestou-se a todos os povos; no batismo no Jordão, aos judeus; em Caná, manifestou sua glória e seus discípulos creram nele (Jo 2,11). “A todos que o receberam deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus” (Jo 1,12). A festa da Epifania não é a celebração de três homens misteriosos, de camelinhos carregados de preciosidades e de um rei malvado. Ela é a abertura maior do desígnio de Deus de enviar seu Filho a todos os povos. O profeta Isaias faz uma bela narração (Is 60,1-6) na qual mostra a futura glória de Jerusalém. Vive-se um tempo de desencanto. Mas Deus permanece fiel a sua cidade, sua esposa, que está prostrada com a opressão. O profeta quer animá-la a um futuro promissor. Todos os povos caminham para ela. O evangelista Mateus vê cumprida essa profecia com a vinda dos Magos. Não é mais a cidade que atrai, mas agora é Jesus que atrai todos os povos. Por isso os Magos vão a Jerusalém buscar o rei que acaba de nascer. Ele é a estrela que Jacó profetiza dizendo que um astro surge dos acampamentos de Judá (Nm 24,17). Dizer que vieram do Oriente é dizer que Cristo é o sol nascente, como canta Zacarias (Lc 1,78). Mateus quer mostrar que Jesus veio para todos. É a epifania universal. Paulo descreve a revelação desse desígnio de Deus: “Os pagãos são admitidos à mesma herança, membros do mesmo corpo, são associados à mesma promessa em Jesus Cristo por meio do Evangelho” (Ef 3,6). Os povos têm sua sabedoria, pois, quando abertos a Deus podem encontrá-lo (Rm 1,19). O sábio é um homem de Deus. Prostram-se, reconhecendo-o rei, Deus e homem das dores, conforme a simbologia de seus presentes: ouro, incenso e mirra. Hoje os povos buscam a Deus. A Igreja deve se abrir à diferença das às culturas ou regiões do mundo. Não pode negar o universalismo de Jesus. 
Herodes não morreu! 
Ao lado de homens tão simpáticos, que acolheram o Messias com muita alegria, aparece a figura de Herodes, símbolo de toda a rejeição a Cristo. O motivo nem é religioso. A ganância de poder é sua vida. O Menino nasce com a recusa: querem matá-lo e o conseguirão na cruz. A mentira de Herodes se oculta sob capa de piedade: “Ao encontrarem o Menino, avisem-me para que também eu vá adorá-lo” (Mt 2,10). Ainda hoje, em tantos setores do mundo há uma sede de abafar o Cristo inocente, como também toda a verdade e seus seguidores. A celebração do Natal é um exemplo: não é mais o Menino o centro, mas a ganância do ter. Herodes continua vivo em tantos projetos que destroem a vida ou o coração dos pequeninos. A ganância gera a morte dos inocentes. 
Voltaram por outro caminho 
Adorar Jesus leva ao discernimento de encontrar sempre novos caminhos. Nota-se que os cientistas acham caminhos, mas nem sempre a sabedoria. O caminho da salvação não passa por Herodes nem pelos donos do mundo. Note-se o perigo de unir-se aos poderosos. A Igreja sempre se deu mal ao servir aos poderosos e identificar-se com um determinado poder. Eles sabem usar a Igreja para galgar o poder e depois perseguí-la. Os Magos, sábios, souberam voltar por outro caminho. “Sede prudentes como as serpentes, mas simples como as pombas” (Mt 10,16). Cada liturgia abre-nos os tesouros da sabedoria. Com ela podemos nos alimentar para discernir o que é bom e agradável. 
Leituras:Isaias 60,1-6; Salmo 71;
Efésios 3,2-3ª.5-6; Mateus 2,1-12. 
1. Epifania é a Manifestação do Senhor. Nós a temos no Natal, na visita dos Magos, no Batismo e em Caná. O acolhimento nos faz filhos de Deus. A festa da Epifania está proclamando o desígnio de Deus de abrir-se a todos os povos no nascimento de seu Filho. Paulo o confirma em sua missão. O profeta descreve um futuro glorioso para uma Jerusalém sofrida. Mateus o vê nos Magos que visitam Jesus. Ele é o Astro que os atrai. O sábio é um homem que reconhece e adora Deus 
2. Ao lado dos Magos surge a figura de Herodes, símbolo de toda a rejeição a Cristo. O motivo é a ganância do poder. O Menino já nasce com a recusa que termina na cruz. A mentira de Herodes se oculta sob a piedade. Temos no mundo atual a vontade de abafar o Cristo que nasce na pessoa de tantos inocentes sacrificados. 
3. Adorar Jesus leva ao discernimento de encontrar sempre novos caminhos. Ciência deve se juntar à sabedoria. Há sempre o perigo de unir-se aos poderosos. O evangelho não pode se identificar com determinado poder. Eles usam a Igreja e depois colocam as esporas da perseguição. Cada liturgia abre-nos os tesouros da sabedoria para nos alimentar no discernimento. 
Mapa da mina 
Os magos do Oriente vieram de longe. Mais do que distância, fizeram o caminho da sabedoria. Leram as estrelas. Leram, de coração sincero, e carregaram seus camelos com seus tesouros. Mais do que arcas, eram minas de onde retiravam alimento para seu sonho: O Tesouro. “Onde está o rei que acaba de nascer?” “Onde estiver vosso tesouro, aí estará o vosso coração”. Seguiram a estrela para encontrar a Luz. E alegraram-se com uma alegria muito grande. Abriram seus tesouros e encheram suas arcas com a Sabedoria. Voltaram por outro caminho. Quem encontra Jesus, jamais será o mesmo. 
Homilia da Epifania do Senhor
EM JANEIRO DE 2008

EVANGELHO DO DIA 27 DE OUTUBRO

Evangelho segundo São Lucas 13,31-35. 
Naquele dia, aproximaram-se alguns fariseus, que disseram a Jesus: «Vai-te daqui, porque Herodes quer matar-Te». Jesus respondeu-lhes: «Ide dizer a essa raposa: Eu expulso demónios e realizo curas hoje e amanhã; ao terceiro dia, chego ao meu fim. Mas hoje, amanhã e depois de amanhã, devo seguir o meu caminho, porque não é possível que um profeta morra fora de Jerusalém. Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas aqueles que te são enviados, quantas vezes Eu quis reunir os teus filhos, como a galinha recolhe os pintainhos debaixo das suas asas! Mas vós não quisestes. Pois bem, a vossa casa vai ficar abandonada. E Eu vos digo: não voltareis a ver-Me, até chegar o dia em que direis: "Bendito o que vem em nome do Senhor!"». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Concílio Vaticano II 
Declaração sobre as relações da Igreja 
com as religiões não cristãs 
«Nostra Aetate», § 4 (rev) 
«Herodes quer matar-Te». 
Segundo o testemunho da Sagrada Escritura, Jerusalém não conheceu o tempo em que foi visitada (cf Lc 19,44), e os judeus, em grande parte, não receberam o Evangelho; antes, não poucos se opuseram à sua difusão. No entanto, segundo o Apóstolo, os judeus continuam ainda, por causa dos patriarcas, a ser muito amados por Deus, cujos dons e vocação não conhecem arrependimento (cf Rom 11,28ss). Com os profetas e o mesmo Apóstolo, a Igreja espera por aquele dia, só de Deus conhecido, em que todos os povos invocarão a Deus com uma só voz e «O servirão debaixo dum mesmo jugo» (Sof 3,9). Sendo assim tão grande o património espiritual comum aos cristãos e aos judeus, este sagrado Concílio quer fomentar e recomendar entre eles o mútuo conhecimento e estima, os quais se alcançarão sobretudo por meio dos estudos bíblicos e teológicos e com um diálogo fraterno. Ainda que as autoridades dos judeus e os seus sequazes tenham urgido a condenação de Cristo à morte, não se pode todavia imputar indistintamente a todos os judeus que então viviam, nem aos judeus do nosso tempo, o que na sua Paixão se perpetrou. E embora a Igreja seja o novo Povo de Deus, nem por isso os judeus devem ser apresentados como reprovados por Deus e malditos, como se tal coisa se concluísse da Sagrada Escritura. Procurem todos, por isso, evitar que, tanto na catequese como na pregação da palavra de Deus, se ensine seja o que for que não esteja conforme com a verdade evangélica e com o espírito de Cristo. Além disso, a Igreja, que reprova quaisquer perseguições contra quaisquer homens, lembrada do seu comum património com os judeus, e levada, não por razões políticas mas pela religiosa caridade evangélica, deplora todos os ódios, perseguições e manifestações de antissemitismo, seja qual for o tempo em que isso sucedeu e seja quem for a pessoa que isso promoveu contra os judeus. De resto, como a Igreja sempre ensinou e ensina, Cristo sofreu, voluntariamente e com imenso amor, a sua Paixão e morte pelos pecados de todos os homens, para que todos alcancem a salvação. O dever da Igreja, ao pregar, é portanto anunciar a cruz de Cristo como sinal do amor universal de Deus e como fonte de toda a graça.

27 de outubro - Beata Emelina

Esta beata francesa da Idade Média é considerada por alguns estudiosos como uma “solitária”, enquanto outros acreditam que ela era uma irmã conversa da Ordem Cisterciense. Provavelmente ela foi ambas as coisas. Emelina nasceu em 1115 na diocese de Troyes e viveu como eremita em uma granja construída no terreno pertencente a Abadia de Nossa Senhora de Boulancourt, situada na atual comuna de Longeville-sur-Laines (Alto Marne), na França. A abadia fora fundada em 1095 na diocese de Troyes, hoje Langres, para os Cônegos Regulares de São Pedro do Monte. Tendo caído em um grande relaxamento, para reformá-la o bispo cisterciense de Troyes, Henrique de Corinzia, a deu a São Bernardo, fundador da Ordem, que mandou para ali um grupo de monges de Claraval. Quando os monges chegaram a Boulancourt, Emelina já estava vivendo ali como irmã conversa, na granja Perte-Sèche situada a alguns quilômetros da abadia. O monge Beato Goslin se refere a ela em uma breve biografia, revelando o seu modo de viver: jejuava três dias por semana, sem beber, nem comer, usava um cilício e uma corrente de ferro com pontas, andava descalça fosse inverno ou verão. A eremita rezava sem descanso e se dedicava a costura; a sua vida de grande penitência resultou na difusão da fama de santidade. Ela era dotada do dom da profecia; as pessoas vinham de toda parte para consultá-la.

Santa Balsâmia, nutriz de São Remígio - 27 de outubro

A qualificação que Santa Balsâmia trouxe com ela ao calendário é a de ama de leite. A prática da amamentação pela ama de leite é hoje menos comum, justamente por ser objeto de críticas de caráter médico, de higiene e até mesmo psicológico. Mas houve um tempo em que era uma instituição de grande importância do ponto de vista social, enquanto numa plano de vida familiar era a resposta inevitável para os hábitos das esposas dos dias passados. A delicadeza das funções de uma ama de leite, que era algo mais do que uma máquina de amamentar, explica a propagação do culto das santas amas de leite e especialmente a popularidade de Santa Balsâmia, muito viva nos séculos da Idade Média. A figura desta santa é muito pitoresca, mas também bastante nebulosa. Na França, na Diocese de Reims, ela é homenageada como a ama de leite de São Remígio, bispo daquela cidade. Reflete sobre ela a glória de um filho de leite de excepcional importância, porque São Remígio foi quem levou à conversão a Rainha Clotilde, depois ao seu marido Clovis, com todos os seus cavaleiros francos.