Nasceu em Cartagena este grande Bispo da Espanha, defensor impretérito dos interesses da Igreja. Como ele, foram canonizados seus irmãos Fulgêncio e Isidoro e sua irmã Florentina. Já na mocidade gozava Leandro S. Leandro de Sevilha, Bispofama de grande sábio. Este renome ainda cresceu com a entrada para a Ordem de S. Bento, em Hispalis.
Cumpridor consciencioso de todos os deveres, em pouco tempo Leandro se tornou modelo de religioso perfeito. Morto o Bispo de Sevilha, foi ele eleito sucessor do mesmo. Reinava naquele tempo Leovegildo, fautor e protector da seita ariana, e inimigo dos católicos. Foi sempre a maior diligência de S. Leandro confirmar na fé os católicos e chamar os hereges ao aprisco do Bom Pastor.
Grande consolação trouxe-lhe a conversão do príncipe real mais velho, Hermenegildo, que mais tarde, em testemunho da fé, sofreu o martírio.
domingo, 27 de fevereiro de 2022
Beato João de Vandières(Gorze)
Jean de Gorze , às vezes chamado de Jean de Vandières , nasceu por volta de 900 em Vandières , era abade de Gorze e participou de uma embaixada ao califa de Córdoba . Ele morreu em7 de março de 974.
Abençoado com a Igreja Católica Romana , sua festa é 20 de fevereiro ou 27 de fevereiro e , localmente , 13 de maio e 26 de fevereiro .
Biografia
Nascido em uma família rica e piedosa, Jean recebeu uma educação cuidadosa em Metz, então no mosteiro beneditino de Saint-Mihiel. Quando seu pai morreu, ele voltou a administrar a propriedade da família, então o conde Ricuin deu-lhe a igreja Saint-Pierre de Vandières como um benefício ; da mesma forma, um nobre chamado Warnier ofereceu-lhe a igreja de Saint Laurent em Fontenoy-sur-Moselle .
Jean de Vandières aspira a uma vida de ascetismo e busca seu caminho. Ele foi para a Itália e visitou os mosteiros.
GREGÓRIO DE NAREK Religioso, Santo ca. 951-1003
São Gregório de Narek nasceu provavelmente em 951, no seio de uma família toda ela entregue ao serviço da Igreja da Arménia.
Seu pai, o Bispo Khosrow escreveu diversos livros sobre teologia. Seu tio materno dirigiu durante anos o Mosteiro de Narek, situado a sul do lago de Van. Ali também Gregório irá passar a maior parte da sua vida, onde também ensinou e onde morreu, por volta de 1003.
Foi teólogo, poeta e filósofo.
Pelo fim da sua vida, este grande místico escreveu em língua arménia clássica um poema intitulado Livro das Lamentações, obra-prima da poesia arménia medieval. Para o fazer, o mestre tinha ido buscar a língua litúrgica e deu-lhe uma nova forma, remodelada e simplificada. Redigiu também odes a Maria, cânticos e panegíricos. A sua influência marcou os mais importantes poetas da literatura arménia e a sua obra é considerada um dos cumes da literatura universal.
GABRIEL DE N. S. DAS DORES Seminarista passionista, Santo 1838-1862
Gabriel de Nossa Senhora das Dores, a quem Leão XIII chamava o São Luís Gonzaga de nossos dias, nasceu em Assis a 1 de Março de 1838, filho de Sante Possenti di Terni e Inês Frisciotti. No mesmo dia que viu a luz do mundo, recebeu a graça do baptismo, na mesma pia, em que foi baptizado o grande patriarca S. Francisco, na Igreja de S. Rufino.
O pai do Santo, já com vinte e dois anos era governador da cidade de Urbânia, cargo que sucessivamente veio a ocupar em S. Ginésio, Corinaldo, Cingoli e Assis. Como um dos magistrados dos Estados Pontifícios, gozava de grande estima do Papa Pio IX e Leão XIII honrava-o com sua sincera amizade. A mãe era de nobre família de Civitanova d’Ancona. Estes dois cônjuges apresentavam modelos de esposos cristãos, vivendo no santo temor de Deus, unidos no vínculo de respeito e amor fidelíssimo, que só a morte era capaz de solver.
FRANCISCA ANA DA VIRGEM DAS DORES Religiosa, Fundadora, Beata (1781-1855)
Francisca Ana, chamada habitualmente Francinaina, nasceu em Sencelles, Mallorca, Baleares, em 1º de Junho de 1781, sendo baptizada no mesmo dia; pertencia a uma família de camponeses.
Desde pequena se sentia chamada a se consagrar a Deus na vida religiosa. Mas inúmeras e variadas dificuldades a impediram de fazê-lo, com muito pesar de sua parte. Cresceu como qualquer menina do povoado de então; como ajudava os pais e os três irmãos mais velhos nos trabalhos do campo e da casa, Francinaina não fez os estudos elementares. Analfabeta, aprendia o catecismo de memória; também aprendeu a costurar.
Desde pequena se dedicava às devoções do Rosário, da Via Sacra, bem como à frequência na Comunhão.
MARIA DE JESUS DELUIL MARTINY Religiosa, Fundadora, Beata 1841-1884
Filha de um brilhante advogado e excelente católico, sua mãe era uma digna sobrinha bisneta da Venerável Ana Madalena Remuzat, a visitandina que durante a peste de 1720 havia conseguido que Marselha se consagrasse ao Coração de Jesus. Assim, a devoção ao Sagrado Coração era considerada "património familiar".
Maria nasceu em Marselha a 28 de maio de 1841. Foi educada pelos pais e pelas religiosas da Visitação. Um dia as Irmãs contam suas travessuras ao Mons. de Mazenod, fundador dos Oblatos de Maria Imaculada (canonizado em 1995), que lhes responde: "Não se inquietem, são coisas de menina; verão que um dia será a Santa Maria de Marselha".
MARIA CARIDADE BRADER Religiosa, Fundadora, Beata 1860-1943
Maria Caridade Brader é também conhecida como Maria Josafá Carolina Brader, Madre Caritas, Maria Caridade do Amor do Espírito Santo.
Nasceu em 14 de agosto de 1860 em Kaltbrunn, Suíça como Maria Josafa Carolina Brader.
Filha única de José Sebastião Brader e Maria Anna Carolina Zahner. Educada em uma família piedosa, ela era conhecida como uma menina muito inteligente e recebeu a melhor educação que os seus pais podiam dar. Seus pais tinham grandes planos para o seu futuro, mas em vez de continuar os estudos ela sentiu um forte chamado para a vida religiosa e entrou para o convento franciscano em Maria Jilf, Alstatten em 1º de Outubro de 1880, tomando o nome de Maria da Caridade do Amor de Espírito Santo, e fez seus votos definitivos em 22 de Agosto de 1882.
ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 27 DE FEVEREIRO
Oração da manhã para todos os dias
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
27 – 8º DomingoComum – Santos: Leandro de Sevilha, Valdomiro, Besas
Evangelho (Lc 6,39-45)“Não existe árvore boa que dê
frutos ruins... O homem bom tira coisas boas do bom tesouro do seu coração.”
Todos conhecemos muitas pessoas boas. Seu olhar, suas palavras, sua simples
presença conquistam-nos e transmitem-nos paz. Seu coração está repleto de Deus,
foi transformado por sua graça e irradia sobre nós alegria e esperança. Suas
palavras são de sabedoria, e conquistam nossa confiança. Mais vezes temos de
agradecer ao Senhor essas pessoas que ele coloca ao nosso redor, para ajudar-nos
na caminhada. São pessoas muito diversas entre si. Podem ter um ministério na
comunidade ou não; ser cultas ou muito simples. Mas em todas transparece a
alegria da fé e um amor envolvente que renova nossas forças. São pacientes
conosco, sempre de mãos estendidas para ajudar. São tão importantes para nossa
vida que quase nem notamos sua presença.
Oração
Senhor meu Deus, bendito
sejais por tantas pessoas boas que colocais ao nosso redor. Elas alegram nossa
vida, dão-nos apoio nos momentos difíceis. Não falam muito, mas suas palavras
iluminam nosso caminho. E principalmente elas nos amam, querem e fazem o bem
para nós, sem nada nos pedir em troca. Porque nos compreendem e perdoam,
ajudam-nos a crescer e melhorar. E até nos ajudam a compreender vossa bondade e
vosso amor. Agradeço, Senhor, a bondade que colocastes em seu coração, agradeço
sua presença bendita entre nós. E peço que as abençoeis e façais muito felizes.
Que elas sejam sempre melhores e mais unidas a vós, e que não desanimem quando
não correspondermos a sua bondade e a seu amor. Amém.
sábado, 26 de fevereiro de 2022
RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE! DOENÇAS - PADRE LIBÁRDI
| PADRE HÉLIO DE PESSATO LIBÁRDI(+) REDENTORISTA |
A dor é uma surpresa sempre. Por mais que se ensine que a dor é inerente à natureza, quando acontece em nós fazemos um alarde: por que aconteceu isso logo comigo? Esse “logo comigo” é a expressão do nosso egoísmo, pois se fosse com os outros a dor não nos incomodaria.
A doença revela a fragilidade da natureza humana, mostra sua capacidade e seus limites. A grande luta da ciência está no prolongar a vida, no acabar com a dor, no extirpar as doenças.
De quem herdamos nossa natureza humana? Evidentemente herdamos de nossos pais tudo o que havia de bom e o que havia de ruim, de fraco. Essa é uma das fontes da doença: uma natureza enfraquecida só pode transmitir fraqueza, a propensão para certas doenças, os desvios da hereditariedade.
Hoje vemos como o homem manipula a natureza atrás do lucro. Há ganhos e perdas irremediáveis: contaminação da atmosfera, destruição da camada de ozônio, contaminação dos rios, dos alimentos, poluição ambiental, desequilíbrio do ecossistema... E o nosso corpo é a vítima que não tem como resistir a tantas agressões. Aparecem as doenças. E doenças cada vez mais enigmáticas e que não conseguimos combater.
Podemos falar de força de destruição que essas manipulações criam. Deus não tem nada a ver com isso. Ele nos dá a vida, a capacidade de gerenciá-la. O que resolvemos fazer é um problema que nos toca.
Muitas doenças são criadas pela mente humana em desequilíbrio. O descontrole faz com que as pessoas somatizem seus problemas, suas insatisfações. A falta de motivação para viver leva as pessoas a enfrentarem situações dolorosíssimas. A força da mente descontrolada projeta sobre o organismo a doença, que vem como uma fuga, uma chamada de atenção sobre si, uma desculpa para viver ou uma desistência de viver. É a incapacidade de enfrentar os problemas e as situações imprevistas ou desagradáveis. Uma boa cabeça, um modo mais positivo de encarar a vida e os problemas evitaria esses transtornos.
A doença pode-nos levar a reflexões valiosas e ricas e pode-nos conduzir a um amadurecimento pessoal. Nas doenças o desespero não ajuda. O que pode ajudar é a solidariedade, a presença fraterna de pessoas abnegadas que se dedicam caridosamente aos enfermos.
Temos todo o direito de procurar a cura. Mas, quando devemos enfrentar a doença, vamo-nos associar aos sofrimentos de Jesus na certeza de que ele continua em nós sua história de paixão e de morte como caminho de ressurreição. São Paulo diz: “Eu completo em meu corpo o que falta à Paixão de Cristo”.
Pe. Hélio Libardi, C.Ss.R.
Editora Santuário
REFLETINDO A PALAVRA - Celebração Memorial
Temos visto as realidades da vida cristã. Elas sempre nos levam à vida do dia a dia, não permitindo que as palavras fiquem somente em palavras. Ouvimos, rezamos, e celebramos em todas as missas as sagradas palavras: “Fazei isto em memória de mim”, como nos comunicou Paulo quando ensina aos coríntios sobre a Ceia do Senhor. E já era uma tradição firme na comunidade: “O que recebi vos transmiti.... Isto é o meu corpo que é partido por vós... fazei isto em memória de mim” ...quanto ao cálice: “todas as vezes que o beberdes, fazei-o em memória de mim. Todas as vezes que comeis desse pão ou bebeis do cálice, anunciais a morte do Senhor até que Ele venha”(1Cor 11,23-27). Ele nos traz, não só representa o sacrifício, o sacrifício da cruz, para que sua memória permanecesse para sempre, até sua volta. O termo memória passou por muitas compreensões no correr dos séculos. Agora foi reafirmado com segurança. Não se trata somente de dizer o que se faz, mas o que se deve viver. Memorial que torna real o que é apresentado. O tema foi muito trabalhado por muitos e de diversas denominações cristãs. É fundamental para a vida da Igreja, pois é na Eucaristia que ela se realiza. Por isso, não podemos ficar somente num ato de fé, mas numa celebração do Mistério de Cristo que penetra a vida dos cristãos. Por isso, passar do assistir a missa para vivê-la, é mudança radical na vida cristã. Enquanto a Eucaristia não for vida de nossa vida, não estaremos celebrando de modo condizente.
Corpo dado, sangue derramado
Fazemos um ato de fé na Eucaristia, no momento da consagração da Missa. Reverenciamos e adoramos o Santíssimo, pois sabemos que é o Corpo do Senhor. Quando Jesus disse essas palavras, Ele estava iniciando sua caminhada para sua entrega. O Mistério não é só algo proclamado, mas realizado. A devoção mal informada afastou a fé da vida. Certamente não esgotaremos o conhecimento de tão grande dom. Ele é a realização de todo o projeto de Deus de Se comunicar à humanidade. Isso o faz através do Filho em seu mistério de entrega para a Vida. É o movimento Divino. Não basta a veneração. Há aquele que preside, mas a celebração é de todos. Ao participarmos desse momento, entramos no movimento realizado por Jesus. Quando ouvimos “Corpo que é dado, Sangue que é derramado”, estamos participando do mistério para que seja feito também por nós e em nós. É nosso corpo que é entregue. É nosso sangue que é derramado. Não narramos o Mistério Pascal de Jesus, mas o realizamos. Assim se atualiza para nós e no mundo, a salvação. Celebrar tem também a característica de “imitar” pela memória. Realizamos o mesmo passo.
Vivendo a Memória
Fazer memória não é só lembrar. Não é somente um ato intelectual. Mas um modo de vida. Quando fazemos a memória eucarística, torna presente o Senhor. A Eucaristia continua na vida, pois levamos conosco o Senhor e O fazemos presente. Somos memórias vivas. Lembramos as palavras de Jesus: “Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estarei no meio deles” (Mt 18,20). Cristo está em nós, não é como uma jóia escondida, mas como um sol que nasce. Doar a vida é celebrar a Eucaristia no dia a dia. Fazer memória é trazer, pela vida, a presença daquele que nos amou se por nós se entregou. Quando dizemos meu corpo por vós entregue é nossa entrega como a de Cristo que foi fiel até o fim.
EVANGELHO DO DIA 26 DE FEVEREIRO
Evangelho segundo São Marcos 10,13-16.
Naquele tempo, apresentaram a Jesus umas crianças para que Ele lhes tocasse, mas os discípulos afastavam-nas.
Jesus, ao ver isto, indignou-Se e disse-lhes: «Deixai vir a Mim as criancinhas, não as estorveis: dos que são como elas é o reino de Deus.
Em verdade vos digo: Quem não acolher o reino de Deus como uma criança não entrará nele».
E, abraçando-as, começou a abençoá-las, impondo as mãos sobre elas.
Tradução litúrgica da Bíblia
Papa, doutor da Igreja
Sermão 7 para a Epifania
«Deixai vir a Mim as criancinhas»
Cristo ama a infância, que assumiu na sua alma e no seu corpo. Cristo ama a infância, que ensina humildade, que é a norma da inocência e o modelo da mansidão. Cristo ama a infância, para a qual orienta a conduta dos adultos, para a qual encaminha os idosos, atraindo ao seu exemplo aqueles que eleva ao reino eterno.
Mas, para compreendermos como é possível chegar a tão admirável conversão e que transformação é necessário operar para termos uma atitude de crianças, oiçamos São Paulo: «Não sejais crianças quanto à maneira de julgar; sede-o na malícia» (1Cor 14,20). Não se trata, portanto, de regressar às brincadeiras da infância, nem à falta de jeito dos inícios, mas de aprender da infância algumas coisas que convêm aos anos da maturidade: apaziguar rapidamente a agitação interior, recuperar depressa a calma, esquecer totalmente as ofensas, ser completamente indiferente às honras, apreciar estar com os outros, manter uma natural equanimidade do humor. Com efeito, é um grande bem não saber incomodar e não ter gosto pelo mal; não pagar a ninguém o mal com o mal (cf Rom 12,17). A paz interior das crianças convém muito aos cristãos. É essa forma de humildade que o Salvador Menino nos ensina na adoração dos magos.
26 de fevereiro - Santa Paula Fornés de São José Calasanz
“Em verdade te digo: hoje estarás Comigo no Paraíso" (Lc 23, 43). No paraíso, na plenitude do reino de Deus, foi acolhida Santa Paula Montal Fornés de São José de Calasanz, fundadora do Instituto das Filhas de Maria, Religiosas Escolápias, depois de uma vida de santidade. Primeiro na sua cidade natal, Arenys del Mar, empenhada em várias atividades apostólicas e penetrando, com a oração e a piedade sincera, os mistérios de Deus; depois, como fundadora de uma família religiosa, inspirada no lema calasanziano "piedade e letras", dedica-se à promoção da mulher e da família com o seu ideal de: "Salvar a família, educar as meninas no santo temor de Deus"; por fim, dá provas da autenticidade, da coragem e da ternura do seu espírito, um espírito modelado por Deus, durante os trinta anos de vida escondida em Olesa de Montserrat.
SÃO FAUSTINIANO, BISPO DE BOLONHA
Segundo a tradição, Faustiniano foi o segundo Bispo de Bolonha. Com suas pregações corajosas, fortaleceu e desenvolveu a Igreja, apesar das perseguições desencadeadas pelo imperador Diocleciano, no início do século IV. Exortou os cristãos a professar a sua fé, a custo de pagar com a vida.
ALEXANDRE DE ALEXANDRIA Bispo, Santo 250-328
Nasceu em 250. Foi indicado Bispo de Alexandria em 313 para suceder Santo Achillas.
Alexandre é famoso pela sua oposição a heresia Ariana, a qual dizia que Jesus não era Deus de verdade, mas Alexandre de Alexandria, Bispo e Santoque o Filho era apenas uma criatura e que teria havido um tempo que o Filho não teria existido.
Alexandre também é conhecido por sua doutrina apostólica e um dos seus maiores feitos foi treinar um jovem diácono de nome Athanásius que mais tar-de foi celebrado e admirado por todo mundo cristão.
Alexandre foi de gentil com os arianos, mas foi determinado. Muitos o acusam, de por isto, ter compromissado a posição da Igreja, mas muitos outros já dizem que ele foi impetuoso por causa de sua posição irredutível. Não obstante ele deve ser considerado com um campeão da dos ensinamentos da Igreja Católica e creditado com zelo pastoral.
PORFÍRIO DE GAZA Bispo, Santo + 421
São Porfírio, o vigoroso destruidor da idolatria, nasceu em Tessalónica, na Macedónia. Instruído nas ciências, tendo a idade de 25 anos, retirou-se para a solidão de Scete, onde passou cinco anos numa gruta, nas proximidades do Jordão. A insalubridade do lugar causou-lhe grande mal à saúde, e doente chegou a Jerusalém, onde teve a notícia da morte dos pais. Em sua companhia achava-se um jovem de nome Marco. A este incumbiu de receber a herança e distribuir o dinheiro entre os pobres, o que se fez. Porfírio, não tendo reservado nada para si, viveu sempre pobre.
Na visita diária aos Santos Lugares teve uma vez um desmaio que se transformou em visão. Apareceu-lhe Nosso Senhor na Cruz e com ele o Bom Ladrão. Jesus Cristo deu a este um sinal de ajudar Porfírio a levantar-se do chão. O Bom Ladrão estendeu-lhe a mão e disse: “Agradece a teu Salvador tua cura”. No mesmo momento Jesus Cristo desceu da Cruz e entregou-lhe a mesma, com a recomendação de guardá-la bem. Quando o Santo voltou a si, notou que estava perfeitamente curado.
PAULA MONTAL Religiosa, Fundadora, Santa 1799-1889
Na vila de Arenys de Mar, perto de Barcelona, Espanha, nasceu Paula Montal Fornés em 11 de Outubro de 1799, que no mesmo dia recebeu o baptismo. Paula passou a infância e a juventude em sua cidade natal, trabalhando desde os 10 anos de idade, quando seu pai morreu. O seu lazer era a vida espiritual da sua paróquia, onde se destacou por sua devoção à Virgem Maria.
Paula Montal, durante este período, constatou, por sua própria experiência, que as possibilidades de acesso à instrução e educação para as mulheres eram quase nenhuma. Um dia quando estava em profunda oração, se sentiu iluminada por Deus para desenvolver este dever. Decidiu deixar sua cidade natal para fundar um colégio inteiramente dedicado à formação e educação feminina.
PIEDADE DA CRUZ ORTIZ REAL Religiosa, Fundadora, Beata (1842-1916)
Nasceu em Bocairente, Valência (Espanha), no dia 12 de Novembro de 1842, sendo baptizada no dia seguinte com o nome de Tomasa. Recebeu a Primeira Comunhão aos dez anos, sacramento que despertou nela o desejo de pertencer do Senhor e viver para Ele.
Completou a sua formação humana e espiritual no Colégio de Loreto, pedindo sucessivamente para ingressar no noviciado desse Instituto, mas seu pai, considerando a situação política da época e a pouca idade da menina, obrigou-a a voltar para a casa.
Esta etapa da sua vida em Bocairente foi caracterizada por três aspectos: o espírito de piedade e de oração, a sua dedicação a fazer o bem às crianças pobres, aos idosos e aos doentes e o empenho em dar uma resposta àquilo que sentira no seu íntimo no dia da Primeira Comunhão.
ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 26 DE FEVEREIRO
Oração da manhã para todos os dias
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
26 – Sábado
– Santos: Deodoro, Porfírio, Nestor
Evangelho (Mc 10,13-16) “Em verdade vos digo: quem não receber
o Reino de Deus como uma criança, não entrará nele.”
Não podemos aceitar a oferta
do Reino de Deus como crianças inocentes, pois não somos inocentes. Podemos,
porém, e precisamos aceitar a salvação no humilde reconhecimento de nossa
pequenez, de nossa pobreza e de nosso pecado. Como crianças podemos confiar,
atirar-nos sabendo que o Pai nos acolherá em seus braços. Ele cuidará de nós,
porque nos amar com amor maior que o de todos os pais e de todas as mães do
mundo.
Oração
Senhor Jesus, reconheço que
sou fraco, incapaz de conseguir por mim mesmo a justiça e a felicidade. Creio que,
em vossa bondade, quereis livrar-me do mal, e levar-me a ser o que imaginastes
para mim. Alegro-me com vossa bondade, que vos leva a cuidar de mim com amor de
mãe e de pai. Ajudai-nos, Senhor, a mim e a todos, a olhar confiantes para o
futuro, apesar de todas as nossas aflições, na vida nova que nos ofereceis. Amém.
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022
RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE - RECASADOS - PADRE LIBÁRDI
Estamos hoje diante de um fato: há muitas pessoas que deixaram seu casamento e estão recasadas. Que pensar sobre essa situação e sobre esse segundo ou terceiro casamento?
A Igreja sempre ensinou que o casamento é sagrado, é uma graça que chamamos sacramento. Essa graça transforma a vida num gesto de salvação e recria o amor que alimenta e sustenta a fraternidade criada pelo próprio sacramento, repetindo o gesto salvador de Jesus. Por isso insiste que se casem na Igreja e permaneçam fiéis um ao outro, vivendo a santidade do sacramento.
Há situações porém em que não foi possível manter o sacramento, se é que houve. E agora o que fazer?
Primeiro: há na Igreja a possibilidade de se fazer um processo canônico e estudar seu casamento e perceber se foi válido ou não. No caso de não ter acontecido o sacramento, por diversos motivos, a Igreja declara que seu casamento foi nulo, sendo possíveis novas núpcias.
Quando não se conseguir a declaração de nulidade, por tantos motivos, ou mesmo se não foi possível fazer o processo canônico, dizem que a solução é a pessoa se agüentar sozinha. Acontece que a vida coloca as pessoas diante de nova possibilidade de se casar. E de fato acontece de se casarem e de viverem muito melhor que no primeiro casamento. E agora, que dizer?
De fato, há uma recomendação de que se vivesse só, procurando uma vida honesta e correta. E essa recomendação continua. Antigamente os recasados não eram aceitos na comunidade. E nos sermões se falava que estavam em pecado e que deveriam separar-se para enfrentar a vida sozinhos. Muitas vezes esse separar-se deparava com problemas de filho desse novo casamento e outras coisas.
Mas, felizmente, a Igreja hoje nos orienta de um modo novo. Não podemos condenar ninguém. Esse trabalho de julgar pertence a cada um no íntimo de sua consciência. A consciência é um santuário íntimo onde cada um se conhece no confronto com Deus e com o próximo. É determinante para a consciência a convicção íntima diante de Deus: um direito inviolável, pois em sua consciência a pessoa escuta a Deus que fala e lhe responde (Gaudium et Spes, 16).
Hoje a Igreja nos orienta a acolher os recasados em nossa comunidade e recomenda que participem naquilo que é possível, para que também eles possam santificar-se. Sabemos que a Igreja continua afirmando a santidade do matrimônio, mas mostra no concreto da acolhida o gesto de Jesus que acolheu a todos os que se abriram para a Boa-Nova.
Assim nem os recasados nem a comunidade vejam como um problema os que vivem tal situação. É certo que temos de aprender essa nova prática sem emitir juízos, como estamos acostumados a fazer. É preciso muito respeito e a percepção de que nem tudo é feito por maldade ou por desrespeito aos ensinamentos da Igreja. Oxalá pudéssemos seguir sempre, sem errarmos, as orientações de Jesus. Continua válido: “atire a primeira pedra, quem não tem pecado”.
Pe. Hélio Libardi, C.Ss.R.
EDITORA SANTUÁRIO
REFLETINDO A PALAVRA - “Ficai atentos”
O tempo do Advento, que iniciamos nesse domingo, traz o tema da vigilância. Não sabemos quando o Senhor virá, por isso é preciso estar vigilante “para que não suceda que vindo de repente, nos encontre dormindo” (Mc 13,36). Os primeiros cristãos acreditavam na vinda eminente de Cristo. Paulo chega a pensar que alguns ainda estarão vivos 1Ts 4,17)
Mas o tempo passou e começaram a descuidar-se. Podemos dizer o mesmo de nós: estamos adormecidos como se o ensinamento da vigilância não se referisse a nós. Pelo fato de Jesus dizer que se deve estar acordado, tem-se a impressão que a vinda vai ser à noite, tanto que houve a tradição da vigília – oração durante a noite - justamente para não sermos encontrados dormindo. Mas o sono que não pode tomar-nos é o peso da alma. Não precisamos ter medo do fim de mundo como fazem alguns. Mas devemos procurar ter uma vida densa e cheia de sentido. Se Jesus vier de um momento para o outro, estamos prontos para ir a seu encontro, pois vivemos a fé. Mais importante ainda é ir ao encontro do Senhor que se manifesta de tantos modos e em tantos lugares. Ter o senso de Deus leva-nos a encontrá-lo sempre vindo a nosso encontro. É preciso dormir com um olho aberto e estar atentos. É gostoso ver a presença do Senhor nas pessoas, nos acontecimentos, na Palavra, na celebração. Atentos, nós O vemos com os olhos da fé que veem mais longe.
Oh! Se rompesses os céus!
Na antiga liturgia do Advento, antes da reforma, não havia a acentuação da 2ª vinda, mas só da vinda no Natal. Cantava-se uma bela antífona: “Choveu, ó céus, o orvalho lá das alturas. Abra-se a terra e brote o salvador”. Era o grito do mundo pela vinda de Deus. A leitura de Isaías (62-64), desse primeiro domingo do Advento, traz-nos esse lamento: “Oh! Se rompesses os céus e descesses!” (63,19). Esse grito tão cheio de ansiedade reflete a súplica da humanidade por um Redentor. Deus deu às pessoas a possibilidade de escolher os caminhos e responder de acordo com seu coração. Na situação de necessidade, por ter se extraviado e ser consciente de sua culpa, clama: “Como nos deixastes andar longe de teus caminhos e endurecestes nossos corações para não termos o teu temor?” (Is 63,17). Todos nós nos tornamos imundície e todas as nossas boas obras são como um pano sujo; murchamos como folhas” ... “Vós nos entregastes à mercê de nossa maldade” (Is 63,5). Esse grito lamentoso reflete o coração da humanidade que sofre por suas próprias loucuras.
Fostes enriquecidos em tudo
Se por um lado há uma situação dolorosa no ser humano, há também uma riqueza sem comparação em Cristo Jesus. “Fostes enriquecidos em tudo, em toda a palavra e em todo o conhecimento à medida que o testemunho de Cristo se confirmou em vós ... não tendes falta de nenhum dom”. Essa riqueza de graça é a descoberta de Deus em nosso meio. Ser atento é ver a riqueza dos dons de Deus. Vivê-la é deixar-se modelar por Deus. Isaias complementa: “Tu és nosso Pai e nós somos o barro, Tu nosso oleiro, e nós todos, obra de tuas mãos” (64,7). Iniciando este Advento nós nos voltamos para o fim dos tempos que acontece a cada momento dentro de nós, e também para o tempo que foi o fim da espera. Ele veio no Natal e permanece como habitante em nosso meio e em nosso coração.
Leituras: Isaías 63,16-17.19.64,1-7;
Sl79;1Coríntios1,3-9;Marcos13,33-37.
Ficha
1. O Advento reflete o tema da vigilância, pois o Senhor vem. Os primeiros cristãos esperavam por uma vida eminente. Nós já nos distanciamos desse pensamento. A preocupação que devemos ter é com o Cristo que vem continuamente. É preciso dormir com um olho aberto, atentos à vinda do Senhor que se manifesta em tantos lugares e de tantos modos.
2. Na situação em que vive a humanidade, quem sabe, em todos os séculos, faz-nos ouvir um grito de lamento. É um grito pela vinda de Deus. O homem reconhece sua fragilidade. A humanidade sofre pelas próprias loucuras, mas não deixa de clamar por um Redentor.
3. Ao lado de tanta misérias, temos a grande riqueza da graça de Cristo que nos foi dada por Ele. A grande riqueza é ser modelado por Deus. Dele dependemos para ser formados. Ele é o oleiro e nós somos o barro em suas mãos. No tempo do Advento, voltemos nossos olhos para o fim dos tempos e para dentro de nós para irmos ao encontro do Cristo. Voltemos nosso olhar também para o Natal.
Homilia do 1º Domingo do Advento.
EM NOVEMBRO DE 2005
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