quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

ELISABETE ANA BAYLEI SETON Leiga, Fundadora, Santa 1774-1821

Elisabete Ana Bayley nasceu em Nova Iorque, onde cresceu e constituiu família dentro do protestantismo anticatólico dos Estados Unidos, no final do século dezoito. Catarina sua mãe, era filha de pastor anglicano e Ricardo seu pai, era um médico famoso e muito bem conceituado na comunidade. A menina veio ao mundo no dia 28 de agosto de 1774. A infância de Elisabete foi muito infeliz, perdeu a mãe aos três anos de idade e sua madrasta a maltratou por anos e anos. Ela cresceu solitária pois, seu pai só pensava em seus compromissos profissionais, dando-lhe pouca atenção. Seu consolo era a Bíblia, que lia muito e sobre cujos ensinamentos meditava achando a paz. Enfim, aos dezenove anos casou-se com Guilherme Selton, um rico comerciante nova-iorquino e teve cinco filhos. Mas uma grave tuberculose que acometeu o marido mudou sua vida. A família se transferiu para a Itália, onde ele esperava encontrar a cura. Lá ficaram hospedados na casa de uma família italiana, a dos amigos Felicchi. A cura do marido não veio e ele acabou falecendo. Entretanto, durante o tempo em que ficou naquela residência e país, Elisabete conheceu o catolicismo e se converteu. Era o ano 1805. Ao voltar para a pátria, viúva e com os filhos para criar, seu calvário só aumentou. Contou sobre sua conversão à família, sendo então desprezada e depois abandonada. O mesmo o fez a sua comunidade. Elisabete, então com vinte e nove anos, passou inúmeras dificuldades materiais, sentindo na pele a marginalização a que era relegada a minoria católica. Até seus filhos deixaram de ter acesso à escola. Elisabete, seguindo a orientação do Arcebispo de Baltimore e unindo-se a uma amiga de fé, Cecília da Filadélfia, criou em 1808, apesar de toda a oposição já citada, a primeira escola paroquial nos Estados Unidos. Esta escola de Baltimore é considerada um marco que muito contribuiria nos anos seguintes para a expansão da Igreja Católica naquele país. Em junho de 1809, sempre sob a orientação do Arcebispo, ela fundou uma nova instituição religiosa feminina totalmente norte americana, a Ordem das Irmãs de Caridade de São José, para a qual doou todos os seus bens. A instituição, com a finalidade de proporcionar: educação cristã e cura de doentes, progrediu rapidamente. Assim, em 1812 obteve aprovação canónica para seguir as regras de São Vicente de Paulo. Actualmente a Ordem continuam cumprindo com suas funções em todo o território dos Estados Unidos e alguns países da América Latina, contando com milhares de integrantes. Ainda jovem, aos quarenta e sete anos de idade, Elisabete Ana Bayley Selton morreu no convento de Maryland no dia 4 de janeiro de 1821. Ela foi a primeira cidadã norte americana a ser beatificada, em 1963, pelo Papa João XXIII. Depois, foi canonizada pelo Papa Paulo VI, em 1975, não por acaso no Ano Internacional da Mulher. http://www.paulinas.org.br/

MANUEL GONZÁLES GARCIA Fundador, Bispo, Beato 1877-1940

Manuel Gonzáles Garcia nasceu em Sevilha, na Espanha no dia 25 de Fevereiro de 1877.A família era humilde e profundamente religiosa. O seu pai Martim era carpinteiro e a sua mãe Antónia era dona de casa. O casal teve cinco filhos, ele foi o segundo. Neste ambiente sereno, Manuel cresceu, nutrindo no coração o desejo de fazer parte, na catedral de Sevilha, do grupo de meninos do coro que cantavam nas solenidades do "Corpus Christi" e da Imaculada. Já nessa época se consolidou o seu amor pela Eucaristia e por Maria. Através da vivência cristã e o bom exemplo da família e de vários sacerdotes, descobriu a sua verdadeira vocação. Assim, sem avisar os seus pais, fez os exames de ingresso no seminário. Eles aceitaram a vontade do filho e os desígnios de Deus. Consciente da situação económica da sua família, Manuel pagou os estudos do seminário trabalhando como servidor e também auxiliou sua irmã, Maria Antónia que se tornou religiosa. Finalmente, em 1901, recebeu a ordenação sacerdotal das mãos do cardeal Marcelo Espínola, um beato da Igreja. Um ano depois, padre Manuel foi enviado numa missão para pregar em Palomares do Rio, onde permaneceu durante toda a sua vida sacerdotal. Foi dentro da simplicidade do Evangelho que desenvolveu todo seu trabalho missionário. Criou a "Obra dos Sacrários-Calvários", uma resposta de amor reparador ao amor de Cristo na Eucaristia, como ele mesmo definiu sua obra. O início foi a União Eucaristia Reparadora, formada pelos ramos masculino e feminino de leigos, culminando com a Reparação Infantil Eucarística e a criação da revista "O grão de areia", para a divulgação destas associações. Após quinze anos, em reconhecimento da sua capacidade e laureando sua actuação missionária, foi consagrado bispo de Málaga. Com a aprovação da Santa Sé, em 1918 fundou a instituição dos padres Missionários Eucarísticos e três anos depois a congregação religiosa das Missionárias Eucarísticas de Nazaré. Em 1932, colaborou com a irmã no sangue e na fé, Maria Antónia, para a criação das instituições das Missionárias Auxiliares Nazarenas e a Juventude Eucarística. Depois, durante a guerra espanhola foi nomeado bispo de Palência, para onde foi transferido em 1935. Nesta diocese, Manuel passou os últimos anos do seu ministério sacerdotal, escrevendo também inúmeras obras de conteúdo religioso e espiritual. Depois de um longo período de enfermidade, serenamente morreu no dia 4 de Janeiro de 1940. O Papa João Paulo II o proclamou "Apóstolo da Eucaristia" na celebração solene de sua beatificação em 1998. Santo Manuel Gonzáles Garcia foi enterrado na Catedral de Palência e sua festa litúrgica marcada para o dia de sua morte. http://www.paulinas.org.br/

ANGELA DE FOLIGNO Religiosa, Mística, Santa 1248-1309

A história de Santa Angela, considerada uma das primeiras místicas italianas, poderia ser o roteiro de um Beata Angela de Foligno, místicaromance ou novela, com final feliz, é claro. Transformou-se de mulher fútil e despreocupada em mística e devota, depois literata, teóloga e, finalmente, santa. A data mais aceita para o nascimento de Ângela, em Foligno, perto de Assis e de Roma, é o ano 1248. Ela pertencia à uma família relativamente rica e bem situada socialmente. Ainda muito jovem casou-se com um nobre e passou a levar uma vida ainda mais confortável, voltada para as vaidades, festas e recreações mundanas. Assim viveu até os trinta e sete anos, quando uma tragédia avassaladora mudou sua vida. Num curto espaço de tempo perdeu os pais, o marido e todos os numerosos filhos, um a um. Mas, ao invés de esmorecer, uma mulher forte e confiante nasceu daquela sequência de mortes e sofrimento, cheia de fé em Deus e no seu conforto espiritual. Como consequência, em 1291 fez os votos religiosos, doando todos os seus bens para os pobres e entrando para a Ordem Terceira de São Francisco, trocando a futilidade por penitências e orações. O dom místico começou a se manifestar quando Santa Ângela recebeu em sonho a orientação de São Francisco para que fizesse uma peregrinação a Assis. Ela obedeceu, e a partir daí as manifestações não pararam mais. Contam seus escritos que ela chegava a sentir todo o flagelo da paixão de Cristo, nos ossos e juntas do próprio corpo. Todas essas manifestações, acompanhadas e testemunhadas por seu director espiritual, Santo Arnaldo de Foligno, foram registradas em narrações que ela escrevia em dialecto úmbrio e que eram transcritas imediatamente para o latim ensinado nas escolas, para que pudessem ser aproveitados imediatamente por toda a cristandade. Trinta e cinco dessas passagens foram editadas com o título "Experiências espirituais, revelações e consolações da Bem-Aventurada Ângela de Foligno", livro que passou a ser básico para a formação de religiosos e trouxe para a Santa o título de "Mestra dos Teólogos". Muitos dos quais a comparam como Santa Teresa de Ávila e Santa Catarina de Sena. Ângela terminou seus dias orientando espiritualmente, através de cartas, centenas de pessoas que pediam seus conselhos. Ao Santo Arnaldo, à quem ditou sua autobiografia, disse o seguinte: "Eu, Ângela de Foligno, tive que atravessar muitas etapas no caminho da penitencia e conversão. A primeira foi me convencer de como o pecado é grave e danoso. A segunda foi sentir arrependimento e vergonha por ter ofendido a bondade de Deus. A terceira me confessar de todos os meus pecados. A quarta me convencer da grande misericórdia que Deus tem para com os pecadores que desejam ser perdoados. A quinta adquirir um grande amor e reconhecimento por tudo o que Cristo sofreu por todos nós. A sexta sentir um profundo amor por Jesus Eucarístico. A sétima aprender a orar, especialmente rezar com amor e atenção o Pai Nosso. A oitava procurar e tratar de viver em contínua e afectuosa comunhão com Deus". Na Santa Missa, ela muitas vezes via Jesus Cristo na Santa Hóstia. Morreu, em 4 de janeiro 1309, já sexagenária, sendo enterrada na Igreja de São Francisco, em Foligno, Itália. Seu túmulo foi cenário de muitos prodígios e graças. Assim, a atribuição de sua santidade aconteceu naturalmente, àquela que os devotos consideram como a padroeira das viúvas e protectora da morte prematura das crianças. Foi o Papa Clemente XI que reconheceu seu culto, em 1707. Porém ela já tinha sido descrita como Santa por vários outros pontífices, a exemplo de Paulo III em 1547 e Inocente XII em 1693. Mais recentemente o Papa Pio XI a mencionou também como Santa em uma carta datada de 1927.

EVANGELHO DO DIA 4 DE FAVEREIRO

Evangelho segundo S. Marcos 6,1-6. 

Naquele tempo, Jesus dirigiu-Se à sua terra e os discípulos acompanharam-n'O.
Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Os numerosos ouvintes estavam admirados e diziam: "De onde Lhe vem tudo isto? Que sabedoria é esta que Lhe foi dada e os prodigiosos milagres feitos por suas mãos? 
Não é Ele o carpinteiro, Filho de Maria, e irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? E não estão as suas irmãs aqui entre nós?". E ficavam perplexos a seu respeito. 
Jesus disse-lhes: "Um profeta só é desprezado na sua terra, entre os seus parentes e em sua casa". 
E não podia ali fazer qualquer milagre; apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos. 
Estava admirado com a falta de fé daquela gente. E percorria as aldeias dos arredores, ensinando. 

Comentário do dia 
São João Paulo II (1920-2005), papa 
Encíclica «Laborem exercens», § 26

«Não é Ele o carpinteiro?»
Esta verdade, segundo a qual o homem mediante o trabalho participa na obra do próprio Deus, seu Criador, foi particularmente posta em relevo por Jesus Cristo, aquele Jesus com Quem muitos dos seus primeiros ouvintes em Nazaré «ficavam admirados e exclamavam: “Donde lhe veio tudo isso? E que sabedoria é essa que lhe foi dada? […] Porventura não é este o carpinteiro?”» (Mc 6,2-3)
Com efeito, Jesus não só proclamava, mas sobretudo punha em prática com as obras o Evangelho que lhe tinha sido confiado, a palavra da Sabedoria eterna. Por esta razão, tratava-se verdadeiramente do «evangelho do trabalho», pois Aquele que o proclamava era Ele próprio homem do trabalho, do trabalho artesanal como José de Nazaré. E, ainda que não encontremos nas suas palavras o preceito especial de trabalhar — antes encontramos, uma vez, a proibição de se preocupar de uma maneira excessiva com o trabalho e com os meios para viver (Mt 6, 25-34) — contudo, ao mesmo tempo, a eloquência da vida de Cristo é inequívoca: Ele pertence ao mundo do trabalho e tem apreço e respeito pelo trabalho humano; pode-se mesmo dizer mais: Ele encara com amor este trabalho, bem como as suas diversas expressões, vendo em cada uma delas uma linha particular da semelhança do homem com Deus, Criador e Pai.
Pois não foi Ele que disse: «Meu Pai é o agricultor» (Jo 15,1) […]? O próprio Jesus, nas suas parábolas sobre o Reino de Deus, refere-Se constantemente ao trabalho humano: ao trabalho do pastor, do agricultor, do médico, do semeador, do amo, do servo, do feitor, do pescador, do comerciante e do operário; fala também das diversas actividades das mulheres; e apresenta o apostolado sob a imagem do trabalho braçal dos ceifeiros ou dos pescadores. […] [É este] o grande, se bem que discreto, evangelho do trabalho que encontramos na vida de Cristo, nas suas parábolas e em «tudo quanto Jesus foi fazendo e ensinando» (Act 1,1)

A MELHOR AÇÃO

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa do Venerável Padre Pelágio CSsR
Numa noite de Natal, Deus ordenou a um anjo: 
-Vá procurar na terra e traga para mim o exemplo de uma boa ação que melhor representa a bondade...
O anjo desceu voando. Procurou, sondou, viu tanta coisa bonita. Cânticos, missas, orações, presépios... Mas não estava satisfeito ainda. Pairou sobre um botequim. Muitos bebendo ainda. O dono, pouco ligado com a noite santa, só pensava em faturar. Ali perto, na rua, uma criança chorando. Queria ir para a casa dos seus pais. Não tinha quem a levasse. Era longe.O homem teve um gesto inesperado de bondade. Esvaziou a caixa de dinheiro, largou os fregueses e foi levar a criança para seus pais.O anjo voltou, todo feliz, e foi contar para Deus aquele gesto generoso. Era o que representava melhor a mensagem desse Natal. 
Lição para a vida: Quem acolhe um destes pequeninos em meu nome, é a mim que acolhe...(Mc 9,37).

4 DE FEVEREIRO – TORTURADO E DEGOLADO

S. João de Brito (1647-1693) é de nacionalidade portuguesa. Seu pai, Salvador Pereira de Brito, foi governador-geral do Brasil, nomeado por D. João IV. Foi missionário jesuíta nas Índias em meio às condições mais difíceis. Suas pregações encontraram oposição por parte dos brâmanes que receavam perder a liderança perante o povo. Por duas vezes, ao menos, foi preso e torturado barbaramente. Por fim foi condenado à morte porque ensinava uma doutrina estranha e contrária à religião da Índia. Morreu estraçalhado. Primeiro cortaram-lhe a cabeça, depois as mãos e os pés, e suspenderam o tronco num poste. 
Joana de Valois (1464-1505) era filha do rei Luís XI da França. Embora filha de reis, não era nada bonita. Por causa da sua feiúra foi maltratada pelo pai desde o nascimento e recolhida para outro castelo como uma quase prisioneira. Com apenas 12 anos foi obrigada a se casar com seu primo Luís de Orleans que também tinha só 14 anos. Quando ele tornou-se rei da França requereu do Papa Alexandre VI a declaração de nulidade do casamento, alegando como argumento a esterilidade de Joana, que não lhe deu nenhum filho. Repudiada novamente, retirou-se para o castelo que lhe coube e mudou seu estilo de vida. Trocou de nome, passando a chamar-se Irmã Maria Gabriela e começou uma vida de penitência rigorosa. Foi canonizada em 1950 pelo Papa Pio XII.
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa do Venerável 
Padre Pelágio CSsR
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REFLETINDO A PALAVRA - “Ficai atentos”

PADRE LUIZ CARLOS 
DE OLIVEIRA CSsR
O Senhor virá!
            O tempo do Advento, que iniciamos nesse domingo, traz o tema da vigilância. Não sabemos quando o Senhor virá, por isso é preciso estar vigilante “para que não suceda que vindo de repente, nos encontre dormindo” (Mc 13,36). Os primeiros cristãos acreditavam na vinda eminente de Cristo. Paulo chega a pensar que alguns ainda estarão vivos 1Ts 4,17)
Mas o tempo passou e começaram a descuidar-se. Podemos dizer o mesmo de nós: estamos adormecidos como se o ensinamento da vigilância não se referisse a nós. Pelo fato de Jesus dizer que se deve estar acordado, tem-se a impressão que a vinda vai ser à noite, tanto que houve a tradição da vigília – oração durante a noite - justamente para não sermos encontrados dormindo. Mas o sono que não pode tomar-nos é o peso da alma. Não precisamos ter medo do fim de mundo como fazem alguns. Mas devemos procurar ter uma vida densa e cheia de sentido. Se Jesus vier de um momento para o outro, estamos prontos para ir a seu encontro, pois vivemos a fé. Mais importante ainda é ir ao encontro do Senhor que se manifesta de tantos modos e em tantos lugares. Ter o senso de Deus leva-nos a encontrá-lo sempre vindo a nosso encontro. É preciso dormir com um olho aberto e estar atentos. É gostoso ver a presença do Senhor nas pessoas, nos acontecimentos, na Palavra, na celebração. Atentos, nós O vemos com os  olhos da fé que vêem mais longe.
Oh! Se rompesses os céus!
            Na antiga liturgia do Advento, antes da reforma, não havia a acentuação da 2ª vinda, mas só da vinda no Natal. Cantava-se uma bela antífona: “Choveu, ó céus, o orvalho lá das alturas. Abra-se a terra e brote o salvador”. Era o grito do mundo pela vinda de Deus. A leitura de Isaías (62-64), desse primeiro domingo do Advento, traz-nos esse lamento: “Oh! Se rompesses os céus e descesses!” (63,19). Esse grito tão cheio de ansiedade reflete a súplica da humanidade por um Redentor. Deus deu às pessoas a possibilidade de escolher os caminhos e responder de acordo com seu coração. Na situação de necessidade, por ter se extraviado e ser consciente de sua culpa, clama: “Como nos deixastes andar longe de teus caminhos e endurecestes nossos corações para não termos o teu temor?” (Is 63,17). Todos nós nos tornamos imundície e todas as nossas boas obras são como um pano sujo; murchamos como folhas” ... “Vós nos entregastes à mercê de nossa maldade” (Is 63,5).  Esse grito lamentoso reflete o coração da humanidade que sofre por suas próprias loucuras.
Fostes enriquecidos em tudo

            Se por um lado há uma situação dolorosa no ser humano, há também uma riqueza sem comparação em Cristo Jesus. “Fostes enriquecidos em tudo, em toda a palavra e em todo o conhecimento à medida que o testemunho de Cristo se confirmou em vós ... não tendes falta de nenhum dom”. Essa riqueza de graça é a descoberta de Deus em nosso meio. Ser atento é ver a riqueza dos dons de Deus. Vivê-la é deixar-se modelar por Deus. Isaias complementa: “Tu és nosso Pai e nós somos o barro, Tu nosso oleiro, e nós todos, obra de tuas mãos” (64,7).  Iniciando este Advento nós nos voltamos para o fim dos tempos que acontece a cada momento dentro de nós, e também para o tempo que foi o fim da espera. Ele veio no Natal e permanece como habitante em nosso meio e em nosso coração

ORAÇÕES DIÁRIAS - 4 DE FEVEREIRO

Pe. Flávio Cavalca de Castro, redentorista
Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 

As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
4 ‒ Quarta-feira ‒ Santos: José de Leonissa, Remberto 
Evangelho (Mc 6,1-6) “De onde recebeu ele tudo isto? Como conseguiu tanta sabedoria? E esses grandes milagres que faz? Ele não é o carpinteiro...” 
 Ouvindo isso, poderíamos até imaginar que os de Nazaré iriam orgulhar-se ao ver o que Jesus ensinava e fazia. Não podiam nem queriam imaginar que alguém, que tinha vivido entre eles, e que eles conheciam muito bem, fosse o enviado de Deus. Parece que o mesmo pode facilmente acontecer conosco, que às vezes não acreditamos que Deus nos fale através de nossos irmãos. 
Oração
Senhor meu Deus, purificai meu coração e meus olhos para que eu veja meus irmãos e irmãs de um jeito novo. Que eu esqueça suas limitações e suas pequenas maldades, para ver sua bondade e perceber o amor escondido em seus atos e palavras. Fazei que eu escute vossa palavra no que me dizem, às vezes sem muito jeito. Que eu veja neles a revelação de vosso amor. Amém. 

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

BRÁS DE SEBASTE Bispo, Mártir, Santo + 316

Esse tão querido e conhecido santo, nasceu em uma família rica, recebeu uma excelente educação cristã vindo a tornar-se bispo de Sebaste, Capadócia, actual Arménia quando ainda era bem jovem. Juntamente com seu trabalho religioso, era médico e nas duas tarefas procurava estar ao lado tanto dos pobres e quanto dos ricos, a qualquer hora do dia ou da noite. Como profissional na medicina usava dos seus conhecimentos médicos para resgatar a saúde do corpo, mas também a da alma, pois se ocupava de evangelizar os pacientes. No tempo de Brás aconteceu uma forte perseguição religiosa, por isto como Santo Bispo procurou exortar seus fiéis à firmeza da fé. Por sua vez, o santo de hoje, que era testemunho de segurança em Deus, retirou-se para um lugar solitário a fim de continuar governando aquela Igreja, porém ao ser descoberto por soldados disse: “Sede benditos, vós me trazeis uma boa-nova: que Jesus Cristo quer que o meu corpo seja imolado como hóstia de louvor”. Os homens que o caçavam descobriram um caverna cercada de animais selvagens que estavam doentes. Dentro da caverna estava São Braz, que andava entre eles, sem que os animais o atacassem. Reconhecido como bispo foi levado para julgamento. No caminho de volta ele convenceu o um lobo a soltar um porco que pertencia a uma camponesa. São Brás é conhecido como protector da garganta, justamente porque ao se dirigir para o martírio lhe foi apresentado uma mãe desesperada com seu filho que estava sufocado por uma espinha de peixe entalada na garganta, diante desta situação o Santo em Deus curou milagrosamente a criança. Levado a prisão a sentença foi para que morresse vagarosamente de fome na prisão. Duas mulheres o visitaram na prisão. A do porco que levava de uma maneira muito engenhosa comida para ele, e a outra a do menino da espinha na garganta. Lá pelas tantas, como São Brás não parecia definhar de fome, o governador mandou decapitá-lo em 316. Ele é padroeiro dos animais selvagens e o Santo protector da garganta. A benção das gargantas é feito da seguinte forma: Duas velas são abençoadas, e seguras ligeiramente abertas e comprimidas de encontro a garganta do doente e a benção então é pronunciada. Oração : Ó glorioso São Brás que restituístes com uma breve oração a perfeita saúde de um menino que, por uma espinha de peixe atravessada na garganta, esteve prestes a expiar, obtendo para nós todos a graça de experimentarmos a eficácia do vosso patrocínio em todos os males da garganta. Conservai a nossa garganta sã e perfeita para que possamos falar correctamente e assim proclamar e cantar os louvores de Deus. Oração : Senhor, pelos méritos de São Brás, peço-Vos por minha saúde e, especialmente, que me liberteis dos males da garganta. Rogo-Vos, também, por minha vida espiritual. Liberta-me da preguiça na oração, pois é a única maneira de manter-me sempre unido a Deus. São Brás, rogai por nós. Amém.

OSCAR DE CORBIE (Anscário) Monge beneditino, Bispo, Santo 800-865

Óscar, desde pequeno conviveu com os monges beneditinos da cidade de Corbie, onde nasceu em 800, na França. Na infância, estudou no colégio do mosteiro, onde regressou, mais tarde, para se tornar um monge e professor interno. Aos vinte e três anos, foi exercer esta função na Saxónia. Nesta região era conhecido como Anscário. Começou a se destacar quando o novo rei da Dinamarca, em 826, o convidou a instalar uma missão evangelizadora, para conversão dos seus súbditos, quase todos pagãos. Ele aproveitou bem esta oportunidade, obtendo sucesso no início. Mas, o rei, um ano depois, foi deposto e exilado. Óscar o seguiu e abandonou a Dinamarca. Em 829, foi enviado como missionário para a Suécia, junto com o monge Vitimaro. Nesta corte, Óscar converteu e baptizou o rei, que os autorizou pregar livremente o Evangelho aos raros cristãos do lugar. Após um ano e meio de trabalho os resultados pareciam mostrar boas bases. Por isto, o papa Gregório IV, o designou como seu delegado na Alemanha, onde o imperador Ludovico, o Pio, que era filho e sucessor de Carlos Magno, desejava criar na diocese de Hamburgo uma nova estrutura eclesiástica. Óscar aceitou a excelente oportunidade de ampliar as fronteiras da evangelização e em 831, foi consagrado o arcebispo de Hamburgo. Assim, pode dar maior estabilidade à missão na Suécia, consagrando seu companheiro, monge Vitimaro, o bispo daquela diocese. Contudo, sem deixar de acompanhar a evolução da actividade missionária na Dinamarca. Em 840, com a morte de Ludovico, o Pio, a aliança do império franco-alemão ficou enfraquecida e as invasões dos bárbaros normandos começaram a devastar toda a Europa setentrional. Esta reviravolta política, desintegrou toda a estrutura organizada por Óscar, começando pela Dinamarca, depois Suécia e finalmente Hamburgo, em 845. Nesta ocasião, Óscar teve tempo apenas de salvar as relíquias da sua igreja. Mas ele não renunciou. Depois de alguns anos no mosteiro alemão de Brema, Óscar decidiu recomeçar a partir da Suécia, para onde ele voltou, até porque não havia mais ninguém para enviar. O então rei Olavo autorizou a evangelização cristã, que ele organizou sozinho, primeiro formando bons missionários, depois indicando a região onde iriam actuar. Assim, Óscar vivia em constante peregrinação, fortalecendo com sua presença as novas bases iniciadas, inclusive na Dinamarca, agora com relações estáveis com a Alemanha. Óscar sempre soube que sua obra missionária estaria sujeita aos interesses destes reis do Norte, minados pelas inúmeras alianças políticas e religiosas e por vários factores externos, mas nunca desistiu. Nos seus últimos anos, sentiu que as raízes para um cristianismo profundo no Norte estavam nascendo, embora semeadas em meio aos temporais, como resultado de sua obstinada esperança e fé inabalável. Morreu no dia 3 de Fevereiro de 865 no mosteiro de Brema, Alemanha. A Igreja, por justa razão, o proclamou “apóstolo dos povos escandinavos” e o venera nesse dia como Santo. http://www.paulinas.org.br/

MARGARIDA DA ESCÓCIA Rainha, Santa 1045-1093

Nascida em 1045 na Hungria, filha do Príncipe Edward d’Outremer e de uma princesa alemã de nome Santa Margarida da Escócia, RainhaAgatha foi criada na corte do Rei Stephen da Hungria (997-1038). Com a idade de 12 anos ela foi para a corte do Rei Edward (1042-1066) mas fugiu para a Escócia em 1066 em seguida a batalha de Hasting. Na Escócia, o Rei Malcolm III (1057-1093) deu a ela um abrigo e uma família. Ela casou-se com Malcolm em 1070 no castelo de Dumfermline. Diz a tradição que ela construiu uma espécie de casa-hospital no sopé da montanha na qual o seu castelo ficava e cuidava ela mesmo dos doentes. Diz ainda a tradição que ela curava certos doentes apenas com suas preces e sua benção. Sua família se opunha a isto, mas ela insistia que deveria seguir os ensinamentos de Cristo. Margarete fundou Abadias e Mosteiros e usou sua posição para trabalhar pela justiça e melhorar as condições dos pobres. Margarete manteve amizade com o seu confessor Prior Turgot, e ela com as suas diretrizes, construiu uma linda Catedral em Durham. Ele havia sido um dos prisioneiros de Willian, o Conquistador, mas fugiu para a Noruega onde ele ensinou musica sacra na corte real. Ele escreveu a história de Santa Margarete em Latin (mais tarde traduzida pelo jesuíta W.Forbes- Leith, S.J.). Margarete sempre pregava a oração e a benção à sua família e à sua nação. Ela fazia severa autodisciplina. Repetia o Breviário diariamente, atendia a Missa também diariamente, nos dias de festa de manhã e a noite, e diariamente dava comida a 24 pessoas pobres, antes de tomar o seu café da manhã. Até hoje a oração de benção após as refeições é chamada , na Escócia, de Benção de Santa Margarete! Morreu em 16 de novembro de 1093 e foi enterrada no altar em Dunfermline, Escócia. Suas relíquias foram mais tarde, trasladadas para um santuário lá perto, mas a maioria das suas relíquias foram destruídas durante a Reforma protestante e a Revolução francesa. Ela foi canonizada em 1250 e declarada padroeira da Escócia em 1673.

MARIA HELENA STOLLENWERK Religiosa, Fundadora, Beata 1852-1900

Helena nasceu no dia 28 de Novembro de 1852, numa aldeia do Eifel, na Alemanha. A sua infância foi marcada pela morte de seu pai e pelo cuidado com seus irmãos surdos-mudos. As leituras sobre as missões em países não evangelizados tocou Helena profundamente.
Aos 14 anos foi nomeada promotora da Obra Missionária da Santa Infância de sua paróquia. Sentia-se profundamente atraída pelas crianças da China, a quem procurava meios para ajudar. Aos 16 anos descobriu que, através da vida religiosa, poderia alcançar sua meta. Durante anos procurou por uma congregação missionária. Como a Alemanha vivia tempos de perseguição, Helena precisou esperar. Com Santo Arnaldo Janssen, Helena foi co-fundadora, em Steyl, das Missionárias Servas do Espírito Santo (1889) e das Missionárias Servas do Espírito Santo da Adoração Perpétua (1896). Faleceu no dia 3 de Fevereiro de 1900.
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ARNALDO JANSSEN Presbítero, Fundador, Santo (1837-1909)

Arnaldo Janssen nasceu no dia 5 de Novembro de 1837 em Goch, uma pequena cidade da Baixa Renânia (Alemanha). Era o segundo de 10 filhos e os pais incutiram nele uma grande dedicação ao trabalho e uma profunda religiosidade. Foi ordenado sacerdote a 15 de Agosto de 1861 pela Diocese de Münster e foi destinado a trabalhar numa escola secundária em Bocholt, onde se distinguiu como um professor exigente mas justo. Em virtude da sua profunda devoção ao Sagrado Coração de Jesus, foi nomeado Director Diocesano do Apostolado da Oração. Este apostolado encorajou Arnaldo a abrir-se aos cristãos de outras denominações. Ele foi um homem consciente das necessidades espirituais de outros povos, para além dos limites da sua diocese e preocupou-se pela Missão Universal da Igreja. Decidiu dedicar a sua vida despertando a Igreja da Alemanha para as suas responsabilidades missionárias. Com tal propósito, ele resignou do seu lugar de professor e, logo em seguida, fundou o «Mensageiro do Sagrado Coração». Esta revista mensal dava notícias da missão e animava os católicos de língua alemã a trabalhar mais pelas missões. Os tempos eram particularmente difíceis na Alemanha. Bismarck havia declarado a «Kulturkampf» com uma série de leis contra os Católicos, a expulsão de religiosos e sacerdotes e a prisão de muitos bispos. Nesta situação caótica, Arnaldo Janssen propôs a alguns dos sacerdotes expulsos do país a ida para as missões ou que pelo menos ajudassem na formação de missionários. Devagar mas com segurança e com a palavra de encorajamento do Vigário Apostólico de Hong-Kong, Arnaldo descobriu que Deus o chamava para enfrentar essa difícil tarefa. Muitos diziam que ele não era o homem indicado para tal e que os tempos não eram propícios para a fundação. A resposta de Arnaldo foi: «O Senhor desafia a nossa fé e incentiva-nos a fazer algo novo, precisamente quando tantas coisas implodem na Igreja». Com a ajuda de alguns bispos, Arnaldo inaugurou no dia 8 de Setembro de 1875 em Styel (Holanda) a casa missionária e esta data é considerada o dia da fundação da Congregação do Verbo Divino. No dia 2 de Março de 1879, partiram os dois primeiros missionários para a China. Um deles era José Freinadmetz. Consciente da importância dos meios de comunicação social para atrair vocações e meios económicos, Arnaldo Janssen abriu, 4 meses após a inauguração da casa, uma tipografia. Milhares de leigos generosos ofereceram o seu tempo e esforço na distribuição das revistas de Steyl, contribuindo assim para a animação missionária nos países de língua alemã. Desta forma, a comunidade, muito em breve, era composta de sacerdotes e irmãos. Entre os voluntários da casa missionária não estavam só homens. Praticamente desde o começo, um grupo de mulheres se pôs ao serviço da comunidade. Estas mulheres desejavam servir a missão como religiosas. O fiel e dedicado serviço que elas ofereciam livremente e o reconhecimento da importância do papel, que a mulher poderia desempenhar na missão, levaram Arnaldo a fundar, no dia 8 de Dezembro de 1889, a Congregação Missionária das Servas do Espírito Santo (SSpS). As primeiras Irmãs foram enviadas para a Argentina em 1895. Em 1896 o P. Arnaldo decidiu escolher algumas Irmãs para formar o ramo contemplativo, que seria conhecido como «Servas do Espírito Santo da Adoração Perpétua», SSpSAP. O seu serviço missionário consistiria em manter a adoração permanente do Santíssimo Sacramento, rezando dia e noite pela Igreja e especialmente pelas outras duas Congregações dedicadas ao serviço missionário activo. Arnaldo faleceu no dia 15 de janeiro de 1909. A sua vida foi uma permanente procura da realização da vontade de Deus, confiança na divina providencia e trabalho árduo. O crescimento contínuo das comunidades por ele fundadas é a prova evidente de que o seu trabalho foi abençoado. Presentemente, há mais de 6.000 missionários do Verbo Divino trabalhando em 63 países. As missionárias Servas do Espírito Santo são mais de 3.800, e 400 as Servas do Espírito Santo de Adoração Perpétua.

EVANGELHO DO DIA 3 DE FEVEREIRO

Evangelho segundo S. Marcos 5,21-43.
Naquele tempo, depois de Jesus ter atravessado de barco para a outra margem do lago, reuniu-se uma grande multidão à sua volta, e Ele deteve-se à beira-mar.Chegou então um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo. Ao ver Jesus, caiu a seus pés e suplicou-Lhe com insistência: "A minha filha está a morrer. Vem impor-lhe as mãos, para que se salve e viva". Jesus foi com ele, seguido por grande multidão, que O apertava de todos os lados. Ora, certa mulher que tinha um fluxo de sangue havia doze anos, que sofrera muito nas mãos de vários médicos e gastara todos os seus bens, sem ter obtido qualquer resultado, antes piorava cada vez mais, tendo ouvido falar de Jesus, veio por entre a multidão e tocou-Lhe por detrás no manto, dizendo consigo: "Se eu, ao menos, tocar nas suas vestes, ficarei curada". No mesmo instante estancou o fluxo de sangue e sentiu no seu corpo que estava curada da doença. Jesus notou logo que saíra uma força de Si mesmo. Voltou-Se para a multidão e perguntou: "Quem tocou nas minhas vestes?". Os discípulos responderam-Lhe: "Vês a multidão que Te aperta e perguntas: 'Quem Me tocou?'". Mas Jesus olhou em volta, para ver quem O tinha tocado. A mulher, assustada e a tremer, por saber o que lhe tinha acontecido, veio prostrar-se diante de Jesus e disse-Lhe a verdade. Jesus respondeu-lhe: "Minha filha, a tua fé te salvou". Ainda Ele falava, quando vieram dizer da casa do chefe da sinagoga: "A tua filha morreu. Porque estás ainda a importunar o Mestre?". Mas Jesus, ouvindo estas palavras, disse ao chefe da sinagoga: "Não temas; basta que tenhas fé". 
E não deixou que ninguém O acompanhasse, a não ser Pedro, Tiago e João, irmão de Tiago. Quando chegaram a casa do chefe da sinagoga, Jesus encontrou grande alvoroço, com gente que chorava e gritava. Ao entrar, perguntou-lhes: "Porquê todo este alarido e tantas lamentações? A menina não morreu; está a dormir". Riram-se d'Ele. Jesus, depois de os ter mandado sair a todos, levando consigo apenas o pai da menina e os que vinham com Ele, entrou no local onde jazia a menina, pegou-lhe na mão e disse: "Talitha Kum", que significa: "Menina, Eu te ordeno: levanta-te". Ela ergueu-se imediatamente e começou a andar, pois já tinha doze anos. Ficaram todos muito maravilhados. Jesus recomendou-lhes insistentemente que ninguém soubesse do caso e mandou dar de comer à menina. 
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário do dia: 
Santo Ambrósio (c. 340-397), bispo de Milão, doutor da Igreja 
Comentário sobre Lc 6, 57-59 
«Se ao menos tocar nem que seja as suas vestes, ficarei curada»
É a fé que toca em Cristo; é a fé que O vê. Não é nosso corpo que Lhe toca; os olhos de nossa natureza não O vêem. Porque ver sem perceber não é ver; ouvir sem compreender não é ouvir; nem tocar, se não se toca com fé. […] 
Se levarmos em conta o tamanho da nossa fé e entendermos a grandeza do Filho de Deus, veremos que, em relação a Ele, só tocamos a orla; não conseguimos alcançar a parte superior das suas vestes. Portanto, se também nós queremos ser curados, toquemos pela fé a orla de Cristo. Ele não ignora aqueles que tocam a sua orla, que a tocam quando Ele está de costas. Porque Deus não precisa de olhos para ver; Ele não tem sentidos físicos, mas tem em Si o conhecimento de todas as coisas. Portanto, feliz de quem toca pelo menos a extremidade do Verbo; pois quem pode tocar em todo Ele? 

NEM MELHORES DO QUE OS OUTROS

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa do
Venerável Padre Pelágio CSsR
Havia um homem, considerado justo, que ao falecer foi ao encontro do Pai. Contudo, por se considerar justo, São Pedro colocou-o numa sala especial para ser entrevistado pelo próprio Deus. Enquanto esperava, viu sobre a mesa um par de óculos muito bonito. Pensou: 
“Estes óculos devem ser de Deus. Se eu olhar o mundo com eles, enxergarei da forma que Deus enxerga”.
Pensou e fez. Olhando para o mundo lá em baixo, viu que sua esposa (viúva há menos de uma semana) já havia arranjado outro marido; suas filhas estavam brigando por causa da herança; e a vida entre seus familiares se transformara num caos. O rapaz revoltou-se e começou a murmurar e reclamar: 
“Como pode acontecer estas coisas? Eu que eduquei tanto minha família! E quanto minha mulher dizia que me amava, etc.” 
Nisto chegou Deus e se pôs a escutar as queixas do homem. Após acolher o desabafo respondeu: 
“Meu precioso filho, você olhou o mundo com meus óculos, mas não com meus olhos; por isso você só viu pessoas e coisas erradas...” 
Lição para a vida: O fariseu rezava assim: Meu Deus, eu te dou graças porque não sou como os demais homens: ladrões, injustos, adúlteros... (Lc 18,11).

3 DE FEVEREIRO – LIVRE DO ESPINHO DE PEIXE

São Braz, preso por ser cristão, estava aguardando heroicamente o dia do martírio, quando o carcereiro entra precipitadamente na masmorra, carregando nos braços um menino sufocado, quase à morte: Por favor, salve meu filho. Ele está morrendo!O bispo, que já exercera a profissão de médico, olhou atentamente para o menino asfixiado, levantou os olhos para o céu, tomou-o nos braços, abriu-lhe a boca e... com muito jeito extraiu um espinho atravessado na garganta. O pai não sabia como agradecer. No dia seguinte um pelotão de soldados conduziu o bispo para o lugar da execução. Corajosamente recebeu o golpe fatal da espada. Que contraste gritante e cruel: Dias antes o santo bispo curava milagrosamente a garganta de uma criança. Agora, inimigos indiferentes a esse gesto de caridade, mandaram cortar a sua garganta. Nas missas de hoje, o celebrante faz a seguinte oração ao tocar a vela na garganta dos fiéis: “Pela intercessão de São Braz, bispo e mártir, livre-te Deus dos males da garganta e de qualquer outro mal. Em nome do Pai + e do Filho e do Espírito Santo."
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa do Venerável Padre Pelágio CSsR
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REFLETINDO A PALAVRA - “Vinde, benditos, para o Reino”

PADRE LUIZ CARLOS
DE OLIVEIRA CSsR
Cristo, Rei do Universo
O ano litúrgico conflui, como todo o Universo, a Cristo. Paulo escreve em 1ª Coríntios 15,28: “É preciso que Ele reine até que todos os inimigos estejam debaixo de Seus pés. E quando todas as coisas estiverem submetidas a Ele, então o próprio Filho se submeterá àquele que lhe submeteu todas as coisas, para que Deus seja tudo em todos”. Tudo o que há em todo o nosso universo foi criado por Ele e para Ele. João escreve no início de seu evangelho: “Tudo foi feito por meio dEle e sem Ele nada foi feito de tudo o que existe” (Jo 1,3). Cristo não é um a mais a disputar espaço com outros “deuses” e muito menos com o “diabo”. Ele é o Senhor de tudo. Pilatos perguntou-lhe: “Tu és rei?” Jesus respondeu: “Eu sou rei. Para isso eu nasci e para isto eu vim ao mundo” (Jo 18,17). É Senhor de todas as coisas visíveis e invisíveis. Jesus é rei, embora esse nome não signifique tanto, uma vez que não se pode colocar Jesus ao lado das realezas da sociedade. Mas como não há baralho sem rei, o mundo também não pode ficar sem Rei. Jesus não compreende sua realeza de modo diferente das concepções vigentes. Ele diz de si: “Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida por suas ovelhas” (Jo 10,11). A vida que Ele dá é causa de vida: “Se por um homem veio a morte, por um homem, Jesus, veio a ressurreição dos mortos. Como em Adão todos morrem, em Cristo reviverão” (1Cor 15,21-22).
Reino de serviço no amor
Sua maneira de ser pastor é descrita por Ezequiel: “Vou procurar a ovelha perdida, reconduzir a extraviada, enfaixar a perna quebrada, fortalecer a doente, e vigiar a ovelha gorda e forte” (Ez 34,16). Seu modo de ser pastor passa ao modo de ser de seus seguidores. Mais que ovelhas, somos filhos que devem aprender desse irmão maior o modo de viver. Esse rei, no julgamento final, vai perguntar sobre o modo como tratamos os necessitados: “Eu estava com fome e me destes de comer? Estava com sede e me destes de beber? Era estrangeiro e me recebestes em casa? Estava nu e me vestistes? Estava doente e cuidastes de mim? Estava na prisão e fostes me visitar?” (Mt 25,35-36). O Rei se identifica com cada um dos necessitados que querem viver. “Todas as vezes que fizestes isso a um desses pequeninos, foi a mim que o fizestes” (40). A relação de amor para com o próximo é a matéria do julgamento. Ele dirá se somos ou não aptos a entrar no Reino celeste.
Reino de justiça, amor e paz
Vivemos um tempo político social bem degradado. As lideranças do mundo e mesmo da Igreja não estão preocupadas com esse evangelho. Por isso vemos a derrocada do sentido e do valor dessas instituições. A verdade não pode vir sem obras. Isso já escreve S. Tiago: “A obra sem fé é morta em seu isolamento” (Tg 2,17). O que se prega? As celebrações não são fonte de vida para o mundo. Não basta o rito. Jesus quer que instituamos a justiça, o amor e a paz (canta o prefácio da missa). Sem isso, perdemos o sentido de ser Igreja. O Estado se perdeu na ganância do poder. E nosso empobrecimento continua.  Dizer isso não é política, é fé. O salmo do pastor explica-nos como Deus dirige seu povo. Foi deste modo que Jesus esteve no meio de nós. Deste modo serão seus seguidores: preocupados e ocupados em que todos tenham vida e a tenham em abundância.

ORAÇÕES DIÁRIAS - 3 DE FEVEREIRO

Pe. Flávio Cavalca de Castro, redentorista
Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 

As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
3 ‒ Terça-feira ‒ Santos: Brás de Sebaste, Oscar, Celerina 
Evangelho (Mc 5,21-43) Tendo ouvido falar de Jesus, a mulher aproximou-se dele por detrás, no meio da multidão, e tocou na sua roupa.” 
Essa mulher, que por sua enfermidade era uma excluída, não conhecia Jesus. Apenas tinha ouvido falar dele e de seu poder. Tocada interiormente pela graça de Deus, ela foi iluminada pela fé, e foi salva antes ainda de ser curada. Como dever ter agradecido a quem lhe tinha falado sobre Jesus. É bom lembrar que eu também posso ajudar muitos a encontrar o caminho da felicidade e da paz. 
Oração

Senhor Jesus, hoje eu vos quero agradecer por terdes colocado em meu caminho tantos que me falaram de vós. Benditos sejam tantos e tantas que me ajudaram a vos conhecer. Só vós podeis dar-lhes a recompensa pelo bem que me fizeram. Aumentai sua fé, para que vos conheçam sempre mais, dai-lhes a alegria, ajudai-os em suas dificuldades. Guardai todos em vosso amor. Amém.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

NOSSA SENHORA DOS NAVEGANTES

Nossa Senhora dos Navegantes é um título dado a Mãe de Jesus, Maria. A fé e a designação Nossa Senhora dos Navegantes têm início no século XV, com a navegação dos europeus, especialmente com os portugueses . As pessoas que viajavam pelo mar pediam proteção à Nossa Senhora para retornarem aos seus lares. Maria era vista como protetora das tempestades e demais perigos que o mar e os rios ofereciam. A primeira estátua foi trazida de Portugal junto com os navegadores. Pedro Álvares Cabral trazia em sua nau capitânia uma imagem de Nossa Senhora da Boa Esperança, sendo levada até a Índia, onde uma capela em sua homenagem foi erguida e ali ficou até o século XVII sob a guarda de franciscanos e sob mantença de descendentes de Cabral. Atualmente, a imagem está na Igreja da Sagrada Família, em Belmonte, Portugal. Nossa Senhora dos Navegantes é também conhecida pelo nome de Nossa Senhora das Candeias, Nossa Senhora da Boa Viagem; Nossa Senhora da Boa Esperança e Nossa Senhora da Esperança. Em Pelotas, no estado do Rio Grande do Sul, a imagem de Nossa Senhora dos Navegantes vai até o Porto de Pelotas. Antes do encerramento da festividade católica acontece um dos momentos mais marcantes da festa de Nossa Senhora dos Navegantes em Pelotas, que em 2009 chegou à 78ª edição. 
A fé no Brasil 
A fé em Nossa Senhora dos Navegantes chegou ao Brasil através dos navegadores portugueses e espanhóis. Em Porto Alegre, cidade de colonização açoriana, Nossa Senhora dos Navegantes foi declarada a padroeira da cidade. Todos os anos é realizada em Porto Alegre uma procissão fluvial no Rio Guaíba. A festa é realizada todo dia 2 de fevereiro e, na festa de 2008, a procissão em honra à Nossa Senhora dos Navegantes reuniu mais de 100 mil pessoas . 
Nossa Senhora dos Navegantes em Portugal 
Nossa Senhora dos Navegantes é, também em Portugal, associada ao mar e à proteção dos marinheiros pela Santa Mãe de Deus. Mas a diferença é que os portugueses associam-na, principalmente, às comunidades pescatórias. A sua festa realiza-se a 15 de Agosto com procissões em várias comunidades de pescadores por todo o país. Uma das grandes festas a Nossa Senhora dos Navegantes realiza-se em Cascais entre os dias 3 e 15 de Agosto. Durante esta semana, a população reúne-se na Baía de Cascais para uma grande mostra gastronômica e artesanal e ainda o lançamento de fogo de artifício todos os dias. No final, dia 15, festeja-se Nossa Senhora dos Navegantes numa procissão pelas ruas da vila de Cascais e depois de barco até meio da Baía onde se dá a Benção do mar e da vila. Esta festa é também realizada na Costa da Caparica. Também é realizada uma festa em honra da Nossa Senhora dos Navegantes em Armação de Pêra. Nesta festa há uma procissão pelas ruas da vila e também há uma procissão pelo mar, com os barcos dos pescadores e outros barcos.

CATARINA DE RICCI Dominicana, Mística, Santa + 1590

Santa Catarina, uma das maiores Santas da idade média, nasceu em Florença, de família ilustríssima. Deus infundira no coração da criança um grande amor a oração e outras práticas de piedade, amor este que a Catarina de Roccilevou ao desprezo de tudo que é do mundo. Com sete anos de idade foi confiada às religiosas do convento de Monticelli. Uma vez em contacto íntimo com a vida religiosa, tanto se lhe afeiçoou, que, mais tarde, quando teve de voltar ao lar paterno, no meio dos trabalhos domésticos conservou os costumes do convento. Bem a contragosto da jovem, o pai tratou de ligá-la pelos laços matrimoniais a um moço distinto de suas relações. Tantas foram as insistências da filha, que afinal desistiram do plano, consentindo que tomasse o hábito da Ordem dominicana, no convento de Prado, na Toscana. Catarina tinha apenas catorze anos. Tendo operado a separação definitiva do mundo, Catarina não só sentiu a alma invadida da mais pura alegria, como tratou, desde o primeiro instante, de adquirir as virtudes de religiosa perfeita. A bula da canonização confirma que sua vida no noviciado foi de uma santidade angélica. Admirável era sua humildade, que a fazia não recuar diante dos trabalhos mais humildes de casa, ficando-lhe o espírito sempre unido a Deus. Tendo apenas 25 anos de idade, foi eleita superiora, cargo que ocupou até a morte, contribuindo assim para maior satisfação das Irmãs, para as quais era uma verdadeira mãe. Governava pelo bom exemplo na prática de todas as virtudes, conseguindo assim que na comunidade reinasse sempre óptimo espírito, e as religiosas se esforçavam a seguir o exemplo da superiora. Tomara para exemplo o modelo Jesus Crucificado, a quem dedicava o mais terno amor. A Sagrada Paixão e Morte de Jesus estava-lhe sempre diante dos olhos, e os lábios pronunciavam-lhe constantemente jaculatórias e saudações ao bem amado na Cruz, cuja meditação era, por assim dizer, o pão de cada dia da Santa. O maior desejo consistia-lhe em poder participar dos sofrimentos de Jesus Cristo e sentir no corpo o que Ele sentiu nas três horas de agonia. Sempre que nas quintas-feiras de tarde começava a meditação da Sagrada Paixão e Morte de Jesus, entrava em êxtase, permanecendo neste estado até o dia seguinte. Era nestas ocasiões que sua alma via a Sagrada Paixão e Morte de Jesus em todos os pormenores, tomando parte mais ou menos activa no grande sofrimento do divino Mestre. Além destes sofrimentos místicos, Deus mandou-lhes outros em forma de doenças graves e dolorosas. Em vez de lhe diminuírem a fé, aumentavam-na, e na santa Comunhão encontrava a graça e força divinas, para levar a cruz com merecimento. As Irmãs observaram muitas vezes que Catarina, tendo recebido a santa Comunhão, parecia rodeada de luz celestial, e o corpo elevava-se acima do leito. Inimiga do próprio corpo, castigava-o com duras mortificações, quanto às Irmãs dedicava as maiores atenções, vendo-as sofrer qualquer coisa. Durante 48 anos não se alimentava senão de pão e água concedendo ao corpo um repouso nocturno de três horas apenas. Tanto mais é para admirar este espírito de penitência, sabendo-se que a santa nunca cometera um pecado mortal. Grandes e extraordinárias foram também as graças, de que Deus cumulou sua serva. Catarina possuía o dom da profecia, do conhecimento de coisas ocultas, da cura de doenças e da multiplicação de mantimentos em favor dos pobres. Maria Santíssima dignou-se de aparecer à serva de Deus e reclinou-lhe nos braços o Menino Jesus Cristo, que a consolava com dulcíssimos colóquios, e lhe imprimiu os sinais das chagas nas mãos, nos pés e no lado. Célebre é a visão de Jesus Cristo Crucificado, o qual desprendeu a mão da Cruz e a abraçou ternamente. Em outra visão lhe ofereceu um anel, em sinal de sua união mística. ( O Papa Bento XIV menciona na bula de canonização todos estes fatos extraordinários. O sábio e esclarecido Papa não o teria feito, se, após sério estudo, não tivesse certeza da autenticidade dos mesmos). Catarina, porém, permaneceu humilde, procurando ocultar perante os homens todas as provas de predilecção divina. Tendo tido notícia de que uma das Irmãs havia tomado nota do que de extraordinário e louvável lhe ocorrera na vida, deu ordem para que tudo fosse entregue às chamas. Contudo não lhe era possível impedir que a fama de sua santidade se divulgasse dia por dia. De toda a parte vinham pessoas, entre as quais algumas de alta colocação social e política, ouvir seus conselhos e pedir-lhe intercessão junto a Deus. Sendo-lhe insuportável isto, pediu a Deus que restringisse os benefícios ou, que pelo menos não os manifestasse aos homens. Também este pedido teve acolhimento. Deus permitiu que a fama se transformasse em desprezo, e que Catarina por muitos fosse taxada de impostora e hipócrita. Esta provação Catarina a suportou com maior indiferença e uma paciência admirável. Conhecedores da vida religiosa dizem que a santidade de Catarina mais se manifestou e brilhou nos dias tristíssimos da difamação e calúnia, do que na época das profecias e grandes milagres. São Felipe Neri, contemporâneo de Catarina, tinha em grande consideração a serva de Deus, com a qual mantinha viva correspondência. Ele mesmo diz que, por uma graça excepcional de Deus, teve a visão da Santa, com a qual se deteve demoradamente. Pelo fim da vida, Catarina foi acometida de doenças gravíssimas e dolorosas. Se a Sagrada Paixão e Morte de Jesus lhe era sempre a meditação predilecta, muito mais no momento em que a alma se lhe preparava para as núpcias eternas. Com muita devoção recebeu os últimos Sacramentos, segurando sempre nas mãos a imagem do Crucifixo. Na hora da morte abriu os braços em cruz, e nesta posição entregou o espírito a Deus. As Irmãs que se achavam presentes, ouviram distintamente uma música de harmonias celestiais e Santa Madalena de Pazzi, que se achava em Florença, viu numa visão a alma de Catarina fazer a entrada triunfal no céu, acompanhada de grande multidão de Anjos. Catarina morreu aos 11 de fevereiro de 1590, tendo sido canonizada em 1746, pontificado de Bento XIV.