domingo, 2 de setembro de 2018

Homilia do 22º Domingo Comum (02.09.18)

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA
REDENTORISTA
50 ANOS CONSAGRADO
“Para que vivais” 
Honrar com o coração
           Voltamos a ler o evangelho de Marcos, depois de termos refletido sobre o ensinamento sobre o Pão da Vida (Jo 6). Hoje ouvimos as palavras de Jesus sobre o puro e o impuro. Esse texto, explicado pelas outras leituras, mostra que a observância da lei mantinha a unidade e a esperança do povo na realização das promessas de Deus que é o sentido da real obediência. Jesus ensina que não se pode deixar de lado a lei de Deus para se fixar em observâncias inventadas pelos homens e mantidas em tradição mais forte que a Palavra.  A rigidez na interpretação da lei criou observâncias que estavam fora do espírito da lei. Era isso que Jesus condenava com toda sua força. Ele era a Lei, como ouvimos em seu batismo e em sua transfiguração: “Este é meu Filho amado, ouvi o que Ele diz” (Mt 17,5). Temos atualmente a tendência de aumentar as observâncias no campo litúrgico e moral e outros. Na verdade é uma desculpa para não cumprirmos o essencial do Evangelho ensinado por Jesus. Jesus não veio abolir a lei, veio levar à sua maturidade através que é a expressão do amor do Pai na realização da lei do amor que redime. Jesus disse: “Vós abandonais o mandamento de Deus para seguir a tradição dos homens” (Mc 7,8). Este é o resultado de uma volta a doutrinas de um passado rigorista que foi condenado como heresia e volta com toda a força de verdade. Há pessoas que não aceitam nem o Papa porque cobra simplicidade e autenticidade.  O modelo é sempre Jesus em sua simplicidade, pobreza e dedicação aos sofredores e humilhados.
Lei de ser irmão
           Rezamos no salmo 14 a verdade sobre a vida perfeita. Quem vive com Deus e vai para o Céu? “Quem não prejudica o irmão, não insulta o vizinho, não dá valor ao homem ímpio, não empresta seu dinheiro com usura, nem se deixa subornar contra o inocente”. A observância fundamental está no mandamento do amor que se expressa de muitas maneiras no relacionamento. Tiago vê no cuidado com os irmãos, o cumprimento de toda lei. Isso vai fazer de nós, como nos ensina o livro do Deuteronômio, um grande povo, isto é, uma Igreja autêntica no amor ao próximo, sobretudo aos humildes. Diz o livro dos Provérbios “Quem zomba de um pobre insulta seu Criador” (Pr 17,5). (Os pobres são os parentes de Deus). Aqui é o momento de revisarmos nossa espiritualidade. Meu movimento, minha associação, minha congregação, meu sacerdócio, meu episcopado e coisas, mais são para quê? Onde se localizam? No meu coração, ou na minha roupa, em nossa euforia espiritual? Há demônio que precisa de muita oração e jejum para ser tirado de dentro de nós. 
Palavra que salva
           Jesus denuncia os fariseus e doutores da lei de ensinarem tradições criadas e abandonar a lei de Deus. Tiago nos diz: “Recebei com humildade a Palavra que foi em vós implantada, e que é capaz de salvar as vossas almas... A religião pura e sem mancha diante de Deus Pai é assistir os órfãos e as viúvas em suas tribulações e não se deixar contaminar pelo mundo” (Tg 1,21.27). Viver autenticamente é caminhar na salvação. Obedecer a Lei de Deus e não esconder-se numa falsa religião de exterioridades. Vemos em muitos grupos muita espiritualidade que se torna vazia porque não se cumpre a Palavra de Deus no mandamento do amor. A fé católica nos leva a pensar nos necessitados. Ela é a instituição do mundo que mais faz obra social e caridade no mundo, dizem as pesquisas.
Leituras: Deuteronômio 4,1-2.6-8;Salmo 14; Tiago 1,17-18.21b-22.27;Marcos 7,1-8.14-15.21-23             
              1. Jesus condena a observância das exterioridades que matam o homem.
           2. A autenticidade da fé se mede na caridade autêntica que nos compromete.
           3. A verdadeira religião exige autenticidade na caridade. 
                       Vestindo a vida 
           Quando vamos escolher uma roupa, procuramos a que nos agrada, mas também que seja de nosso tamanho. Não é possível viver a fé sem que nos vistamos dela para que correspondamos a suas exigências.      
           A fé católica não é só a crença em alguns princípios, mas uma vida e um modo de vida de acordo com Jesus e seu Evangelho. Jesus é muito claro: “Se alguém quer ser meu discípulo, tome sua cruz e siga-me” (Mt 16,24). Não é possível salvar-se a não ser em Jesus. Ideologias não salvam. Éno coração que residem nossas opções.
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EVANGELHO DO DIA 2 DE SETEMBRO

Evangelho segundo S. Marcos 7,1-8.14-15.21-23. 
Naquele tempo, reuniu-se à volta de Jesus um grupo de fariseus e alguns escribas que tinham vindo de Jerusalém. Viram que alguns dos discípulos de Jesus comiam com as mãos impuras, isto é, sem as lavar. Na verdade, os fariseus e os judeus em geral só comem depois de lavar cuidadosamente as mãos, conforme a tradição dos antigos. Ao voltarem da praça pública, não comem sem antes se terem lavado. E seguem muitos outros costumes a que se prenderam por tradição, como lavar os copos, os jarros e as vasilhas de cobre. Os fariseus e os escribas perguntaram a Jesus: «Porque não seguem os teus discípulos a tradição dos antigos, e comem sem lavar as mãos?». Jesus respondeu-lhes: «Bem profetizou Isaías a respeito de vós, hipócritas, como está escrito: "Este povo honra-Me com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim. É vão o culto que Me prestam, e as doutrinas que ensinam não passam de preceitos humanos". Vós deixais de lado o mandamento de Deus, para vos prenderdes à tradição dos homens». Depois, Jesus chamou de novo a Si a multidão e começou a dizer-lhe: «Escutai-Me e procurai compreender. Não há nada fora do homem que ao entrar nele o possa tornar impuro. O que sai do homem é que o torna impuro. porque do interior dos homens é que saem as más intenções: imoralidades, roubos, assassínios, adultérios, ambições, injustiças, fraudes, devassidão, inveja, difamação, orgulho, insensatez. Todos estes vícios saem do interior do homem e são eles que o tornam impuro». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Maximiliano Kolbe (1894-1941) 
franciscano, mártir 
Escritos espirituais inéditos 
«O seu coração está longe de Mim» 
A vida interior é primordial. A vida ativa é uma consequência da vida interior, e só tem valor se dela depender. Queremos fazer tudo o melhor possível, com perfeição. Mas, se o que fazemos não estiver ligado à vida interior, de nada serve. O valor da nossa vida e da nossa atividade releva por completo da vida interior, da vida de amor a Deus e à Virgem Maria, a Imaculada; não de teorias e doçuras, mas da prática de um amor que consiste na união da nossa vontade com a vontade da Imaculada. Antes de tudo e sobretudo, devemos aprofundar esta vida interior. Tratando-se de uma vida espiritual, é necessário acionar os meios sobrenaturais. A oração, a oração e apenas a oração é necessária para manter e fazer desabrochar a vida interior; o recolhimento interior é imprescindível. Não nos preocupemos com coisas desnecessárias, antes procuremos, em paz e com suavidade, manter o recolhimento de espírito e estar preparados para receber a graça de Deus. É isso que o silêncio nos ajuda a conseguir.

2 DE SETEMBRO – OS PRIMEIROS ANACORETAS

Celebra-se Santo Elpídio (sec. IV), um santo de origem incerta e poucas informações, mas muito venerado numa região da Itália. Levou vida de eremita. 
O que é um eremita?
Nos primeiros séculos do cristianismo, muitas pessoas querendo levar uma vida mais recolhida, iam viver no deserto ou lugares afastados do burburinho das cidades. Eram os eremitas ou anacoretas, monges ou cenobitas, e os estilita. Eremitas eram os que viviam sozinhos nos lugares desertos, levando uma vida de oração e penitência. Faziam também algum apostolado. Cenobitas eram os que viviam em comunidade, mas em lugares retirados e sujeitos a um regulamento. Os estilitas viviam em cima de colunas, de onde pregavam para os visitantes, fazendo da coluna um púlpito. Santo Egidio terá passado por estes estágios, até recolher-se na região do Egito onde faleceu santamente.
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa-Venerável Padre Pelágio CSsR
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Santa Doroteia, mártir, séc. II

Santa Doroteia nasceu em Cesaréia da Capadócia. Seus pais foram martirizados. De educação esmerada, aliava à riqueza invejáveis dotes e era sumamente bela. A jovem vivia em jejum e oração. O governador Fabrício havia recebido ordens do imperador para exterminar todos os cristãos. Denunciada, ela foi uma das primeiras vítimas: apesar de não aparecer muito em público, era considerada uma verdadeira apóstola de Cristo, pelas actividades que desenvolvia junto aos cristãos. Foi intimada, perante o governador, a oferecer sacrifício aos deuses. Movida pela ousadia, ela confessou a sua fé destemidamente.
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INGRID ELOVSDOTTER Religiosa, Santa + 1282

Ingrid nasceu perto da metade do século XIII, na nobre família Elovsdotter, na Suécia. Cristãos fervorosos, os pais deram a ela e aos outros filhos, uma educação digna dos fidalgos e no rigoroso seguimento de Cristo. A menina desde os primeiros anos de vida se mostrou muito virtuosa, amável, caridosa e pia, surpreendendo a todos com seu cândido ideal religioso. No início da adolescência, como era costume da época, teve de contrair um riquíssimo casamento. Mesmo contrariando sua vocação, ela aceitou tudo com humilde resignação, mas não deixou que o mundo de luxo, futilidades e poder contaminassem sua alma, apesar de ter de conviver nele.
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PEDRO RENATO ROGUE Sacerdote, Mártir da Eucaristia, Beato 1758-1796

Pedro Renato Rogue nasceu em Vannes (França) a 11 de Junho de 1758, rua da Moeda. Foi baptizado no mesmo dia, na catedral da mesma cidade.Seu pai morreu durante uma viagem e não chegou a conhecer seu filho. A viúva instalou-se então na Praça des Lices, naquela cidade francesa. Aos 17 anos, Pedro terminou os seus brilhantes estudos no Colégio de Santo Ivo.Em 1776, entrou no Grande Seminário. Para acederem mais rapidamente à catedral, tinha sido aberta uma porta que tomou o nome de Porta de S. João. Este seminário tinha sido confiado pelo bispo aos Lazaristas (Congregação da Missão) em 1702. Esta Comunidade religiosa tinha a seu encargo a paróquia de Nossa Senhora du Mené.Pedro Rogue foi ordenado sacerdote a 21 de Setembro de 1782 na igreja de Nossa Senhor du Mené por Mons. Sebastião Miguel Amelot e de seguida nomeado director espiritual dos Retiros para Mulheres.A 25 de Outubro de 1786 entrou para a Congregação da Missão (discípulos de S. Vicente de Paulo) e, no ano seguinte nomeado professor de teologia no Seminário de Vannes.
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MARCELO SPINOLA Y MAESTRE Bispo, Cardeal, Fundador, Beato 1835-1906

Marcelo Spínola y Maestre nasceu a 14 de Janeiro de 1835 na ilha de S. Fernando, diocese de Cádiz (Espanha). Teve como pais o Marquês Dom João Spínola e Dona Antónia Maestre Osorno. A 29 de Junho de 1856 obteve a licenciatura de Direito na universidade de Sevilha. Estabeleceu então um gabinete em Huelva, para serviço gratuito dos pobres, e exerceu ali como advogado até que passou para Sanlúcar de Barrameda, por causa da mudança de seu pai, comandante da Marinha. Foi ordenado sacerdote em 21 de Maio de 1864, em Sevilha. Celebrou a primeira Missa na igreja de S. Filipe Neri da mesma cidade, a 3 de Junho do mesmo ano, festividade do Sagrado Coração de Jesus.
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ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 2 DE SETEMBRO

Pe. Flávio Cavalca de Castro, 
redentorista
Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
2 – 22° Domingo Comum –  S. Severino
Evangelho (Mc 7,1-8. 14-15. 21-23)Os fariseus e os mestres da Lei perguntaram a Jesus: “Por que os teus discípulos não seguem a tradição dos antigos...”
Marcos apresenta para os não-judeus as tradições que fariseus e escribas, às quais eles davam quase o mesmo valor que às leis divinas. Jesus disse-lhes: “Vós deixais de lado o mandamento de Deus para vos apegar à tradição dos homens” (7,8). E o comentário que ele faz chama nossa atenção para dois pontos. Primeiro, o que agrada a Deus e nos salva não são as exterioridades e as tradições humanas, mas sim a aceitação confiante e filial da vontade do Pai. E depois, do mesmo modo, não são exterioridades que nos mancham ou nos purificam, mas sim o que temos no coração. Temos de cuidar da pureza do coração, dos nossos desejos e de nossas decisões. Pois é do coração que nascem todas as maldades e injustiças.
Oração
Senhor Jesus, fazei que eu ponha somente em vós minha esperança de salvação. E não nas coisas humanas e nas exterioridades. Que eu não lhes dê importância demasiada, mas me concentre em amar  a vós e a meu próximo. Ensinai-me a não julgar as pessoas pelas aparências e por critérios simplesmente humanos. Purificai meu coração, e fazei-me obediente ao Pai em tudo, numa total confiança filial. Como dizeis, “é de dentro do coração humano que saem as más intenções ... ambições desmedidas ... inveja, calúnia, orgulho...” Ajudai-me, pois, a vencer minhas paixões desordenadas, que me podem levar ao mal. Finalmente, Senhor, não permitais que eu imponha às pessoas pesos e obrigações nascidas apenas de nossa vontade humana. Amém.

sábado, 1 de setembro de 2018

POR QUE ELE NUNCA SE CASOU?

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO
REDENTORISTA
VICE-POSTULADOR DA CAUSA
VENERÁVEL PADRE PELÁGIO SAUTER
REDENTORISTA
Certo dia perguntaram ao ministro do exterior da França, Roberto Chamam, por que nunca se casou. Ele explicou: 
Há muito tempo, andando de metrô, pisei no pé de uma mulher. Antes que pudesse pedir desculpas, ela foi gritando: 
- Seu idiota, você não olha onde pisa? 
Só então ela olhou para mim, reconsiderou o que havia dito e exclamou:
- O senhor me desculpe. Pensei que fosse meu marido !
(Pierre Lefèvre, Aprendendo com a vida). 
Antes, imitar um rapaz que eu conheci: Era tão delicado, mas tão educado que, quando alguém pisava no seu pé, era ele quem pedia desculpas. Lição: Todos nós somos delicadíssimos com as pessoas de fora, e deseducados com as pessoas de casa.
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REFLETINDO A PALAVRA - “Crescendo na Verdade”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA
REDENTORISTA
50 ANOS CONSAGRADO
1501. Uma Igreja que aprende
             O sábio não é aquele que muito sabe, mas aquele que sabe aprender sempre. O mesmo aplicamos à Igreja “que discípula e missionária, tem necessidade de crescer na interpretação da Palavra revelada e na compreensão da verdade”, escreveu o Papa Francisco na Evangelii Gaudium 40. A Igreja é como uma árvore, dizia Pe. Vitor Coelho. O tronco cresce se tiver os galhos novos. Ela não é de bronze, pois esse enferruja. Aprendemos dos pensadores que amam a verdade e ajudam “a amadurecer o juízo da Igreja” (DV 12). Os teólogos têm o ministério de ajudar a refletir. As ciências ajudam no cumprimento da missão do Magistério, disse S. João Paulo II. “As diversas linhas de pensamento, se se deixam harmonizar pelo Espírito no respeito e no amor, podem fazer crescer a Igreja enquanto ajudam a explicitar melhor o tesouro riquíssimo da Palavra” (EG 40). É a capacidade de abertura. As mudanças culturais não mudam a fé, mas mudam o modo de compreender melhor a fé aprofundando seu conhecimento. João XXIII, nosso querido santo, diz ao abrir o Concílio Vaticano  II (11.10.1962): “Uma coisa é a substância... outra é a formulação que a reveste”. A linguagem deve sempre expressar com exatidão a fé. A linguagem mal usada pode negar ou prejudicar a verdade. A fé é a mesma, mas crescemos na sua compreensão, guiados pelo Espírito. Papa Francisco em sua humildade mostra que a sabedoria é estar aberto para aprender. Assim pode ensinar.
1502. Crescendo na fé.
Não se pode confundir fé com determinada cultura. As culturas não podem dominar a fé de modo que ela não produza o bem. A preocupação é transmitir a substância da fé, não somente um tipo de linguagem. É preciso ser fiel à substância do Evangelho. João Paulo II ensinou “A expressão da verdade pode ser multiforme. E a renovação das formas de expressão torna-se necessária para transmitir ao homem de hoje a mensagem evangélica em seu significado imutável” (Ut Unum sint, 19). O crescimento na fé estimula sempre a uma melhor explicação. O que nos leva a crescer na fé “é compreender seu aspecto de cruz e certa obscuridade que não tira firmeza a sua adesão”. Este aspecto de exigência é contrário ao pensamento da sociedade atual que prioriza outros valores que são estranhos ao Evangelho. Essa opção pelo seguimento de Jesus tomando a cruz (não da dor) é causa de crescimento na fé e no amor. A adesão não é somente a um corpo de doutrina, mas é uma atitude de vida. Há modos de compreender a vida cristã que foram bons em um tempo, mas evoluíram. O que era bom ontem pode não ser hoje. Podemos citar, por exemplo, as penitências físicas prejudiciais à saúde. S. Tomás diz que os preceitos dados por Cristo são pouquíssimos. Há coisa que foram criadas em um tempo e podem ou devem mudar.
1503. Direito de crescer
            Nosso povo tem uma carência muito grande de formação religiosa. Graças a Deus a catequese e outros meios ajudam. Ninguém cresce aos saltos. É lento. Temos muitos meios de formação que ajudam nesse crescimento. Falta interesse em se formar e pouco interesse de fazer das comunidades escolas permanentes de formação. As celebrações litúrgicas dos sacramentos, as homilias, os grupos de reflexão e de oração são momentos importantes. Os bispos dos primeiros tempos eram os grandes catequistas das comunidades. O mesmo devíamos dizer dos padres atuais. Precisamos nos formar e ter meios para formar o povo. Com a formação fortalecemos a fé. A fé esclarecida é um instrumento de renovação da sociedade e fortalecimento dos fiéis que são os formadores de opinião.
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EVANGELHO DO DIA 1 DE SETEMBRO

Evangelho segundo S. Mateus 25,14-30. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: «Um homem, ao partir de viagem, chamou os seus servos e confiou-lhes os seus bens. A um entregou cinco talentos, a outro dois e a outro um, conforme a capacidade de cada qual; e depois partiu. O que tinha recebido cinco talentos fê-los render e ganhou outros cinco. Do mesmo modo, o que recebera dois talentos ganhou outros dois. Mas o que recebera um só talento foi escavar na terra e escondeu o dinheiro do seu senhor. Muito tempo depois, chegou o senhor daqueles servos e foi ajustar contas com eles. O que recebera cinco talentos aproximou-se e apresentou outros cinco, dizendo: "Senhor, confiaste-me cinco talentos: aqui estão outros cinco que eu ganhei". Respondeu-lhe o senhor: "Muito bem, servo bom e fiel. Porque foste fiel em coisas pequenas, confiar-te-ei as grandes. Vem tomar parte na alegria do teu senhor". Aproximou-se também o que recebera dois talentos e disse: "Senhor, confiaste-me dois talentos: aqui estão outros dois que eu ganhei". Respondeu-lhe o senhor: "Muito bem, servo bom e fiel. Vem tomar parte na alegria do teu senhor". Aproximou-se também o que recebera um só talento e disse: "Senhor, eu sabia que és um homem severo, que colhes onde não semeaste e recolhes onde nada lançaste. Por isso, tive medo e escondi o teu talento na terra. Aqui tens o que te pertence". O senhor respondeu-lhe: "Servo mau e preguiçoso, sabias que ceifo onde não semeei e recolho onde nada lancei; devias, portanto, depositar no banco o meu dinheiro, e eu teria, ao voltar, recebido com juro o que era meu. Tirai-lhe então o talento e dai-o àquele que tem dez. Porque, a todo aquele que tem, dar-se-á mais e terá em abundância; mas, àquele que não tem, até o pouco que tem lhe será tirado. Quanto ao servo inútil, lançai-o às trevas exteriores. Aí haverá choro e ranger de dentes"». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Catecismo da Igreja Católica §§ 2402-2405 
«Confiou-lhes os seus bens.» 
O destino universal e a propriedade privada dos bens No princípio, Deus confiou a Terra e os seus recursos à gestão comum da humanidade, para que dela cuidasse, a dominasse pelo seu trabalho e gozasse dos seus frutos (Gn 1,26-29).Os bens da criação são destinados a todo o género humano. No entanto, a Terra foi repartida entre os homens para garantir a segurança da sua vida, exposta à penúria e ameaçada pela violência. A apropriação dos bens é legítima, para garantir a liberdade e a dignidade das pessoas, e para ajudar cada qual a obviar às suas necessidades fundamentais e às necessidades daqueles que tem a seu cargo. Tal apropriação deve permitir que se manifeste a solidariedade natural entre os homens. O direito à propriedade privada [...] não anula a doação original da Terra à humanidade no seu conjunto. O destino universal dos bens continua a ser primordial, embora a promoção do bem comum exija o respeito pela propriedade privada, e pelo direito a ela e ao respetivo exercício. «Quem usa desses bens, não deve considerar as coisas exteriores, que legitimamente possui, só como próprias, mas também como comuns, no sentido de que possam beneficiar, não só a si, mas também aos outros» (Gaudium et Spes, 69). A propriedade dum bem faz do seu detentor um administrador da providência de Deus, com a obrigação de o fazer frutificar e de comunicar os seus benefícios aos outros, a começar pelos seus próximos. Os bens de produção [...] requerem os cuidados dos seus possuidores, para que a sua fecundidade aproveite ao maior número. Os detentores dos bens de uso e de consumo devem utilizá-los com moderação, reservando a melhor parte para o hóspede, o doente, o pobre.

1° de setembro – RESISTIU AO ASSÉDIO E MORREU ESFAQUEADA

Foi Isabel Cristina, jovem estudante de medicina(1962-1982). Residia em Barbacena MG. Foi a Juiz de Fora a fim de preparar-se para o seu vestibular, alguém entrou no seu apartamento e tentou violenta-la. Diante de sua resistência heróica, recebeu uma cadeirada na cabeça, foi amordaçada e amarrada com uma corda e finalmente atingida com quinze facadas. Morreu virgem, defendendo sua virtude e sua Fé. A causa de sua canonização está em andamento. Que ela nos ajude a ser fiéis também na hora da tentação.
ERA ALIMENTADO POR UMA CORÇA
São poucos os dados que existem sobre a vida de Egídio (sec VI-VII). Depois da morte de seus pais, decidiu ser um ermitão, para viver na pobreza e totalmente dedicado a Deus. Para isso distribuiu todos os bens que herdou, entre os pobres e doentes, e viveu isolado na oração e penitência, sendo agraciado pelo Espírito Santo com os dons especiais da cura, da sabedoria e dos milagres. - Certa vez, o rei foi caçar nas proximidades da caverna de Egídio e, ao flechar uma corsa que se escondera atrás de um arbusto, atingiu a mão do pobre ermitão, que tentava proteger o animal acuado. Foi descoberta, assim, a residência do eremita. O rei pediu desculpas, ficaram amigos, e ainda ganhou do rei um grande terreno, onde foi construído um mosteiro, do qual ficou abade. Mais tarde, ao seu redor surgiu o povoado que deu origem à cidade de Santo Egídio e o mosteiro foi entregue aos beneditinos. Santo Egídio é invocado nas doenças de loucura e transtornos mentais.
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa
Venerável Padre Pelágio CSsR
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Santa Rosa de Lima e o "poço dos milagres"



     No dia 30 de agosto, milhares de fiéis se reúnem no Santuário de Santa Rosa de Lima para celebrar o dia da padroeira do Peru e das Filipinas.
     Com muita devoção, crianças e adultos se aproximam do histórico “poço dos favores” para depositar suas cartas dirigidas à santa Rosa. O poço está localizado no interior do lugar onde vivia a santa – e hoje é o seu santuário.
     Na praça em frente ao poço podem ser lidas as seguintes palavras: “Rosa jogou neste poço a chave do cadeado de uma corrente de ferro que ela colocou na cintura para fazer a penitência perpétua pelos pecadores”
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01 de Setembro - Santo Egídio

São poucos os dados que existem sobre a vida de Egídio. Mas, com certeza, sabemos que ele era grego e pertencia a uma rica família da nobreza de Atenas. Depois da morte de seus pais, decidiu ser um ermitão, para viver na pobreza e totalmente dedicado a Deus. Para isso, distribuiu todos os bens que herdou entre os pobres e doentes e viveu isolado na oração e penitência, sendo agraciado pelo Espírito Santo com os dons especiais da cura, da sabedoria e dos milagres. Um dos primeiros milagres a ele atribuídos diz que, certo dia, encontrou na porta de uma igreja um mendigo muito doente e esfarrapado.
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TERESA MARGARIDA REDI (Ana Maria Redi) SANTA 1747-1770

Nasceu em Arezzo, na Toscana, da nobre família Redi, em 1747. Entrou para o Mosteiro das Carmelitas Descalças de Florença, no dia 1° de Setembro de 1764. Teve uma particular experiência contemplativa, fundada na palavra do Apostolo São João: “Deus é Amor”. Viveu no amor e na imolação de si mesma e atingiu, rapidamente, a perfeição, no serviço constante e heróico de suas Irmãs. Morreu em Florença, em 1770. eus pais Inácio Fernando Maria Redi e Maria Camila Bal-Lati. Tiveram 13 filhos, Ana Maria foi a segunda. Teve três irmãs religiosas e dois irmãos sacerdotes.
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BEATRIZ DA SILVA FUNDADORA DA ORDEM DA IMACULADA CONCEIÇÃO, SANTA 1424-1492

A família"...educada num profundo espírito e virtudes cristãs."

De nobilíssima família portuguesa, Beatriz da Silva e Menezes, nasceu na graciosa e ensolarada vila alentejana de Campo Maior, no ano de 1424. Filha de D. Rui Gomes da Silva, Alcaide Mor da já mencionada vila de Campo Maior e Ouguela e de Dona Isabel de Menezes, que era filha de D. Pedro de Menezes que foi Governador da Praça de Ceuta, nessa altura pertencente à coroa dos reis de Portugal. Os pais de Beatriz pertenciam à primeira nobreza e estavam ainda aparentados com a família real.Beatriz passou a sua infância e adolescência nesta nobre vila, rodeada do carinho de seus pais que a educaram num profundo espírito e virtudes cristãs.Foi a oitava de doze irmãos: Pedro, Fernando, Diogo, Afonso, João (Beato Amadeu da Silva, fundador do ramo franciscano dos frades Amadeus, hoje extinto), Branca, Guiomar, Beatriz, Maria, Leonor, Catarina e Méscia.
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JOANA SODERINI Religiosa, Beata 1301-1340

Veio ela ao mundo no ano 1301, numa das primeiras famílias de Florença. Nem bem sua razão começou a desabrochar, e já o seu maior prazer consistia em ouvir a narrativa dos mistérios da fé cristã, e em conversar sobre eles. Uma terna piedade lhe abrasava o coração. A Santa Virgem merecia-lhe particular devoção; honrou-a desde os mais ternos anos; todos os dias entoava-lhe louvores e dirigia-lhe fervorosas preces. Tendo Joana chegado ao conhecimento, de maneira sobrenatural, de que a sua governanta, chamada Felícia Tónia, morreria dentro de pouco tempo, preveniu a moça, e esta, submetendo-se resignadamente à vontade de Deus, se ocupou em procurar uma pessoa prudente capaz de substituí-la junto à aluna.
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Beata Joana Soderini de Florença, religiosa Serva de Maria – 1° de setembro

     Joana veio ao mundo no ano 1301, numa das primeiras famílias de Florença. Nem bem sua razão começou a desabrochar e já o seu maior prazer consistia em ouvir a narrativa dos mistérios da fé cristã, e em conversar sobre eles. Uma terna piedade lhe abrasava o coração. A Santa Virgem merecia-lhe particular devoção, honrou-a desde os mais ternos anos: todos os dias entoava-lhe louvores e dirigia-lhe fervorosas preces.Tendo Joana chegado ao conhecimento, de maneira sobrenatural, de que a sua governanta, chamada Felícia Tonia, morreria dentro de pouco tempo, preveniu a moça, e esta, submetendo-se resignadamente à vontade de Deus, se ocupou em procurar uma pessoa prudente capaz de substituí-la junto à aluna. Nessa intenção indicou a ilustre Juliana Falconieri, canonizada posteriormente.
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Beata Juliana de Collalto - 1 setembro

Martirológio Romano: Em Veneza, Beata Juliana de Collalto, Abadessa da Ordem de São Bento.
     Juliana nasceu em Collalto (hoje pertencente a comuna de Susegana, na província de Treviso|) em 1186. Seus pais eram o Conde Rambaldo VI e a Condessa Joana de Sant’Angelo, de Mântua, que lhe deram uma educação profundamente católica.
     Aos 12 anos, vestiu o hábito beneditino em Santa Margarida de Salarola. Ali viveu os primeiros anos de vida religiosa de modo exemplar. Em 1220 ingressou no mesmo mosteiro a Beata Beatriz I d’Este, e entre estas duas almas eleitas nasceu uma profunda amizade.
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ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 1 DE SETEMBRO

Pe. Flávio Cavalca de Castro, 
redentorista
Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
1 – Sábado –  S. Vitório
Evangelho (Mt 25,14-30) Chamou seus empregados... A um deu cinco talentos, a outro deu dois e ao terceiro, um; a cada qual de acordo com a sua capacidade.
A parábola de Jesus quer ensinar-nos como reagir diante da oferta de salvação que nos é feita. A todos o Senhor oferece dons e ajudas, a cada um na medida que lhe apraz. Seus dons são gratuitos e não merecidos. Conforme a graça que recebemos, deverá ser nossa resposta, pois a medida da graça será também a da cobrança. Tenho recebido muito de Deus; preciso dar-lhe resposta adequada.
Oração
Senhor meu Deus, se olho para minha vida, vejo que me tratastes de modo especial. São tantos os dons que recebi, tamanha a paciência com que me tratastes; vejo que muito me amais. Preciso de vossa ajuda para dar uma resposta de amor e corresponder às oportunidades que me destes. Nem sempre tenho correspondido a vossa generosidade, mas de gora em diante quero mudar. Amém.