segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

ESTEVÃO BELLESINI Sacerdote agostiniano, Beato 1774-1840

Nasceu em Trento, em 25 de novembro de 1774. Aos 18 anos vestiu o hábito agostiniano no convento de São Marcos. Passou pois pelo noviciado de Bolonha, tendo seguido a Roma e de novo a Bolonha para os estudos de filosofia e da teologia. Por ocasião da invasão das tropas napoleónicas teve de abandonar o Estado pontifício, retornando a Trento, onde no ano de 1797 foi ordenado. Viveu no convento de São Marco ao final de 1809, ano em que o Mosteiro foi fechado por ocasião da supressão religiosa operada pelo governo da região. Retornando à família, dedica-se à assistência de jovens, fazendo da própria casa uma escola gratuita. Continua esta actividade até o retorno do governo austríaco, conquistando em breve tempo a estima e consideração do povo e isso estendeu-se à autoridade civil, que o nomeou Inspector Geral da Escola de Trento. Padre Estevão decidiu, porém, permanecer fiel à sua profissão religiosa. Diante da impossibilidade de concretizar isso na sua cidade, já que o governo não permitia a reabertura do convento de São Marco, abandona a carreira escolar e refugia-se à Bolonha, no estado Pontifício, onde em breve espaço se reabilita na vida religiosa. A autoridade civil de Trento, apressadamente o convida a retornar, respondendo resolutamente que se encontra unido à Deus através dos votos religiosos e que sua amantíssima Mãe é a Religião. Foi excelente mestre do noviciado. Consagrou-se, nos últimos anos da sua vida ao ministério paroquial de Genezzano, vindo à morrer em 2 de fevereiro de 1840. Seu corpo repousa no Santuário do Bom Conselho, em Genezzano. Foi proclamado beato por São Pio X em 1904. É o primeiro pároco elevado à honra dos altares. A sua memória litúrgica celebra-se em 3 de fevereiro http://www.paginaoriente.com/

ANDRÉ CARLOS FERRARI Cardeal, Beato 1850-1921

André Carlos Ferrari nasceu em Lalatta, diocese de Parma a 13 de Agosto d 1850. Em 1861 foi aceite no Seminário de Parma, onde completou os cinco anos de ginásio, o triénio de liceu e o quadriénio dos estudos de teologia. A 20 de Dezembro de 1873 foi ordenado sacerdote, com o compromisso de se tornar santo e de chamar almas a Cristo. No dia 21 do mesmo mês, no santuário mariano de Fontanellato celebrou a sua primeira missa, implorando da Virgem luz e fortaleza para ser um verdadeiro pastor de almas. Durante algum tempo prestou serviço pastoral como vice-pároco em Mariano e seguidamente em Fornovo Taro, onde se deu a todos para todos levar a Deus. Durante o outono de 1875 foi chamado para o Seminário como vice-reiro e professor de física e ma-temática. Em 1877 foi nomeado Reitor do mesmo Seminário, onde ensinou teologia. A 29 de Maio de 1890 foi eleito Bispo de Guastalla e um ano mais tarde, em 29 de Maio de 1891, foi transferido para a Sé de Como, onde se distinguiu pela sua pastoral. Em 18 de Maio de 1894 foi feito Cardeal e a 21 do mesmo mês de Maio, foi nomeado Arcebispo de Milão. Então que o seu nome André passou a ser Carlos, em honra de São Carlos Borromeu. Em Março de 1895 iniciou a primeira visita pastoral da arquidiocese, que repetiu cinco vezes, sem esquecer as paróquias alpinas. Durante as visitas muitas vezes falava aos fieis, fazia o exame do catecismo às crianças, administrava a confirmação, distribuía a Eucaristia, visitava os enfermos, consagrava novas igrejas. Celebrou três vezes o sínodo diocesano, em 1906 reuniu um concílio juvenil e em 1895 celebrou o Congresso Eucarístico nacional. Também se interessou pelos problemas sociais, em homenagem à grande Encíclica “Rerum novarum” do Papa Leão XIII. No Seminário instituiu a cátedra de economia, confiando-a ao professor José Toniolo. Sob a sua impulsão, o clero dedicou-se com entusiasmo às obras sociais. Até msmo a imprensa sofreu um notável impulso. Durante a campanha anti-modernista, o Cardeal, sempre obediente às directivas da Santa Sé, foi injustamente acusado de desviacionismo. Ele encerrou-se no silêncio e na oração esperando humildemente que as trevas desaparecessem e a luz chegasse e com ela a verdade. No período da primeira guerra mundial, o Cardeal com muito dinamismo, dedicou-se à caridade junto dos órfãos e das viúvas, das famílias necessitadas, dos soldados, dos prisioneiros e na busca dos desaparecidos. Por fim chegou também para ele o momento do sofrimento e teve de acamar. O povo de Milão peregrinava até sua casa para ouvirem a sua voz exortativa e receber a sua bênção. A 2 de Fevereiro de 1921, com 71 anos, morreu serenamente. O que a seu respeito escreveu um jornalista português: «Nem sempre os santos se entendem muito bem, devido à diferença de perspectivas, de critérios e até de projectos. Em diferentes vidas de bem-aventurados encontramos estas dissensões, por vezes, bem amargas, que vão servindo até para purificar opiniões quando não acrisolar o amor e outras virtudes. Imagine-se que S. Pio X faz saber ao beato André, na altura cardeal de Milão, aliás com muito prestígio, em certas facções da Igreja, que não deseja vê-lo em Roma. Havia mandado fazer-lhe duas visitas apostólicas a ele e aos seus seminários, em 1905 e 1908, e preparava uma terceira. Embora nas duas primeiras não tivessem encontrado os legados pontifícios nada de anormal, na terceira iriam atacar o cardeal Ferrari, por causa das correntes anti-modernistas cujas teses estavam ainda bastante embrulhadas. Estava-se ainda no tempo do conflito entre os poderes políticos da Itália, que haviam usurpado os Estados Pontifícios, e o Papado. O cardeal havia-se encontrado com o rei Humberto I, em Monza, acção muito mal vista por quantos consideravam o Romano Pontífice prisioneiro no Vaticano, embora Ferrari tivesse obtido prévio consentimento da Santa Sé, desejosa também de resolver o litígio. Mas como as opiniões se dividiam... O contraste entre o Papa Sarto e o cardeal de Milão, aliás um dos seus grandes eleitores, no conclave, tinha raízes na diferente visão da Igreja e da sociedade italiana. Ferrari afrontava as questões e pretendia inserir nelas o catolicismo, enquanto Pio X desconfiava dos novos acontecimentos históricos que não compreendia. Aquele quer os leigos católicos na política, para ajudarem a harmonia e a paz tão necessárias, este pretende que o decreto, non expedit, que proíbe aos crentes a colaboração com um governo usurpador se mantenha de pé. À morte de Pio X, o cardeal Ferrari ainda comentou para um amigo que louvava o papa defunto: “Sim, mas teve de dar contas a Deus pelo abandono em que deixou os seus bispos, perante as acusações que lhes moveram”. Mas onde está a santidade deste grande arcebispo de Milão? Foi de uma caridade pastoral a toda a prova. Numa diocese com quase dois milhões de pessoas e 700 paróquias, o beato André quer e promove acções para que o movimento católico seja visível e se implante na sociedade. Para tanto, favorece iniciativas sociais, o compromisso cristão na política, a difusão de uma cultura coerente com estas actividades. Multiplica os círculos juvenis, os encontros para formação de rapazes e raparigas. Une os dois periódicos católicos da sua diocese num único, L’Unione, para difundir suas ideias e ainda a primeira Democracia Milanesa. Exige que os seus padres sejam formados em sociologia cristã. Promove a participação dos católicos nas eleições administrativas com candidatos próprios. Durante os quase trinta anos que pastoreou tão grande diocese, fez quatro visitas pastorais a todas as regiões. Como, no pontificado de Bento XV, se dissolveu a nuvem modernista, o arcebispo retoma os trabalhos pastorais já sem inimigos e sem medos. Volta a governar Milão de uma forma espantosa, com as suas simpatias conciliatórias em relação à política, pretende formar os cristãos nos novos rumos da solidariedade, promovendo, durante a primeira grande guerra, uma ajuda eficaz aos soldados, criando a Casa do Povo. Funda a Universidade Católica, planeada por Gemelli. Dele escreveu Carlo Martini : “O cardeal Ferrari foi um grande construtor: iniciativas sobre iniciativas, viagens e mais viagens, programas e mais programas que hão-de interpretar-se sobretudo em sentido pastoral”. Morreu, em 1921, este santo que foi mal compreendido por quantos não se adaptaram aos tempos novos.» (Jornal da Guarda, 26 de Janeiro de 2006)

MARIA DOMENICA MANTOVANI Religiosa, Fundadora, Beata 1862-1934

Maria Doménica, primogénita de quatro irmãos, nasceu em Castelletto de Brenzone, em Verona, no dia 12 de Novembro de 1862. Teve nos seus pais João Batista Mantovani e Prudência Zamperini, e no seu avô, que vivia com eles, a influência profunda de uma família honesta e cristã de trabalhadores simples, piedosos e dignos. Frequentou apenas a escola primária, por causa da pobreza da família. Mas a falta de cultura foi compensada pelos dotes de inteligência, vontade e grande senso prático. Desde criança mostrou sua vocação religiosa e incentivada pelo avô, dedicava-se à oração e a tudo o que se referia a Deus. Casa, escola e igreja foram os campos que forjaram o seu carácter. Maria Doménica tinha quinze anos, quando chegou o novo pároco Padre José Nascimbeni, mais tarde também beatificado. Desde então ele se tomou o seu director espiritual, que intuindo seu temperamento generoso, a forte vontade de prosseguir na vida da perfeição, conduziu-a seguro e lúcido, para as mais altas conquistas espirituais. Ela foi a sua primeira colaboradora nas muitas actividades paroquiais. Dedicava-se ao ensino do catecismo às crianças, visitava e assistia os doentes e os pobres. Inscrita na Pia União das Filhas de Maria, foi sempre fiel na observância do Regulamento, tornando-se espelho e modelo para suas companheiras. Assim, aos vinte e quatro anos no dia da Virgem Imaculada da Conceição, aos 8 de Dezembro de 1886, na presença do pároco, emitiu os voto de perpétua virgindade, dedicando-se completamente à Deus e empenhando-se no auxílio ao pároco em todas as suas iniciativas pastorais. Quando o Padre Nascimbeni, depois de se aconselhar com o Bispo, decidiu fundar uma nova família religiosa, encontrou em Maria Doménica a sua principal colaboradora e que se tornou sua co-fundadora; junto com outras três jovens. As quatro fizeram um breve noviciado junto às Terciárias Franciscanas de Verona e em 1892, emitiram a profissão, iniciando em Castelletto o novo Instituto chamado " Pequenas Irmãs da Sagrada Família", cujo nome se tornou o indicativo da orientação apostólica e espiritual da nova congregação. Maria Doménica Mantovani mudou o nome para Maria Josefina da Imaculada e foi escolhida como primeira superiora da casa, cargo que exerceu até a morte. Ela contribuiu muito na elaboração das Constituições e na formação das Irmãs. Colaboração que foi determinante para o desenvolvimento e expansão do Instituto. Sua obra completou a do Fundador, de tal forma que se confundiam. A acção dele era intensa, forte, enérgica; a dela era delicada, escondida, embora também firme. Ambas se apoiavam em eloquentes exemplos e pacientes esperas. Depois da morte do Fundador, em 1922, Maria Doménica continuou a guiar o Instituto, com ânimo, prudência, grande entrega a Deus e profundo senso de responsabilidade. E teve a graça de ver a aprovação canónica definitiva das Constituições e do Instituto, antes de morrer. Soube assim que a obra teria continuidade com as mil e duzentas Irmãs espalhadas por cento e cinquenta casas filiais na Itália, Suíça, Albânia, Angola, Argentina, Paraguai, Uruguai e Brasil, dedicadas às mais variadas actividades apostólicas e caritativas. Aos setenta e dois anos de idade Madre Maria Josefina da Imaculada faleceu depois de breve enfermidade, no dia 2 de Fevereiro de 1934. Sepultada no cemitério de Castelletto de Brenzone; desde 1987 seu corpo incorrupto foi transladado para o mausoléu, já ocupado pelo Fundador, no interior da Casa-mãe do Instituto, naquela cidade. O Papa João Paulo II beatificou Maria Doménica Mantovani em 2003, destinando sua festa para o dia de seu transito. http://www.paulinas.org.br/

JOSÉ NASCIMBENI Sacerdote, Fundador, Bem-aventurado 1851-1922

José Nascimbeni era o único filho do carpinteiro António Sartori e da dona de casa Amadea, que foi baptizado no dia 22 de março de 1851. Cresceu e fez o curso primário na sua cidade natal, Torri Del Benaco, Itália. A família modesta, mas rica em fervor a Deus, o enviou para o Colégio dos Jesuítas de Verona e depois para o Seminário diocesano. Em 1874, recebeu o diploma de professor e foi ordenado sacerdote. Logo foi designado para a cidade de São Pedro de Lavanho, na diocese de Verona, como auxiliar do pároco e professor. Três anos depois foi transferido para a paróquia da pequena cidade de Casteletto de Brenzone, também em Verona. Quando o velho pároco morreu, as famílias influentes pediram para que o padre Nascimbeni fosse nomeado o seu sucessor, em 1885. Padre Nascimbeni empenhou todo seu vigor na vida religiosa e civil daqueles mil habitantes. Estimulou as actividades dos paroquianos leigos, valorizando os talentos para a formação de associações e grupos religiosos. Teve igual empenho para o desenvolvimento da cidade, criando asilos, escolas para órfãos e internatos para crianças abandonadas. Para os jovens, ajudou a fundar uma fábrica de roupas, uma tipografia, uma fábrica de azeite e uma cooperativa rural. Para melhorar a vida dos habitantes conseguiu a energia eléctrica, a água potável e uma agência postal. Não se compreendia como, estando tão ocupado, ele ainda encontrasse tempo para se dedicar as orações e as penitências que se impunha de dia ou de noite. Ele rezava em qualquer lugar, com seu rosário bem visível e sem se incomodar com as ironias. Não era raro atravessar a cidade descalço, por ter dado seus sapatos a algum mendigante. Padre Nascimbeni precisava de religiosas com urgência para cuidar das crianças, dos velhos, dos doentes e da paróquia. Mas não as encontrava. Foi então solicitar ajuda ao bispo, que o encorajou a fundar uma congregação de religiosas para suprir esta necessidade da comunidade. Em 1892, ele e mais quatro jovens, que depois tomaram o hábito religioso, fundou a Congregação das Pequenas Irmãs da Sagrada Família. Estas religiosas hoje estão presentes em toda a Itália, Suíça, Albânia, Angola, Argentina, Paraguai, Uruguai e Brasil. No dia 31 de dezembro de 1916, padre Nascimbeni sofreu uma isquemia cerebral que o deixou inválido. Foram cinco anos de sofrimentos físicos, orações e penitências, até sua morte em 22 de janeiro de 1922. Foi sepultado na Casa Mãe das Pequenas Irmãs da Sagrada Família, na cidade de Casteletto de Brenzone, Verona, Itália. O papa João Paulo II beatificou José Nascimbeni em 1988, em Verona, e dedicou o dia 22 de janeiro para sua homenagem.

EVANGELHO DO DIA 2 DE FEVEREIRO

Evangelho segundo S. Lucas 2,22-40.
Ao chegarem os dias da purificação, segundo a Lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, para O apresentarem ao Senhor, como está escrito na Lei do Senhor: "Todo o filho primogénito varão será consagrado ao Senhor", e para oferecerem em sacrifício um par de rolas ou duas pombinhas, como se diz na Lei do Senhor. Vivia em Jerusalém um homem chamado Simeão, homem justo e piedoso, que esperava a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava nele. O Espírito Santo revelara-lhe que não morreria antes de ver o Messias do Senhor; e veio ao templo, movido pelo Espírito. Quando os pais de Jesus trouxeram o Menino para cumprirem as prescrições da Lei no que lhes dizia respeito, Simeão recebeu-O em seus braços e bendisse a Deus, exclamando: Agora, Senhor, segundo a vossa palavra, deixareis ir em paz o vosso servo, porque os meus olhos viram a vossa salvação, que pusestes ao alcance de todos os povos: luz para se revelar às nações e glória de Israel, vosso povo. O pai e a mãe do Menino Jesus estavam admirados com o que d'Ele se dizia. Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua Mãe: "Este Menino foi estabelecido para que muitos caiam ou se levantem em Israel e para ser sinal de contradição; - e uma espada trespassará a tua alma - assim se revelarão os pensamentos de todos os corações". Havia também uma profetiza, Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade muito avançada e tinha vivido casada sete anos após o tempo de donzela e viúva até aos oitenta e quatro. Não se afastava do templo, servindo a Deus noite e dia, com jejuns e orações. Estando presente na mesma ocasião, começou também a louvar a Deus e a falar acerca do Menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém. Cumpridas todas as prescrições da Lei do Senhor, voltaram para a Galileia, para a sua cidade de Nazaré. Entretanto, o Menino crescia e tornava-Se robusto, enchendo-Se de sabedoria. E a graça de Deus estava com Ele. 
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário do dia: 
Beato Guerric d'Igny (c. 1080-1157), abade cisterciense 
1º Sermão para a Purificação, 2-3 
«Luz para Se revelar às nações»
Quem, ao segurar hoje um círio aceso, não se lembrará imediatamente do ancião que neste dia recebeu em seus braços Jesus, o Verbo encarnado, luz flamejando na cera, e testemunhou que Ele era a luz que ilumina todos os povos? E esse ancião era a chama ardente que ilumina, dando testemunho da luz; cheio do Espírito Santo, veio receber, ó Deus, o teu Amor no interior do teu templo (Sl 47,10) e testemunhar que Ele é o Amor e a luz do teu povo […]. 
Rejubila, justo ancião; vê hoje o que antecipadamente tinhas entrevisto: dissiparam-se as trevas do mundo, as nações caminham para a luz (Is 60,3). A Terra inteira está cheia da glória (Is 6,3) desta luz que outrora escondias no coração e que hoje te ilumina os olhos […]. Beija, ó santo ancião, a Sabedoria de Deus, e que se renove a tua juventude (Sl 102,5). Recebe no coração a misericórdia de Deus, e a tua velhice conhecerá a doçura da misericórdia. «Repousará no meu seio», diz a Escritura (Ct 1, 13): mesmo quando O devolver a sua mãe, Ele continuará comigo; o meu coração ficará inebriado da sua misericórdia, e mais ainda o coração de sua mãe. […] Dou graças e rejubilo por ti, ó cheia de graça, que deste ao mundo a misericórdia que recebi; o círio que preparaste, tenho-O em minhas mãos […]. 
E vós, irmãos, vede o círio que arde entre as mãos de Simeão e acendei os vossos círios tomando da sua luz […]. Então, não só tereis uma luz entre as mãos, mas sereis vós mesmos a luz: luz em vossos corações, luz em vossas vidas, luz para vós, luz para vossos irmãos. 

TU ME DESTE, SENHOR! ELE é TEU!

PADRE CLÓVIS DE JESUS
BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa do
Venerável Pe.Pelágio CSsR
Certa vez um senhor, após o café da manhã, foi tirar o carro da garagem, como fazia todos os dias. Nesse momento o filho de dois anos estava brincando lá sem o pai perceber. Ao dar marcha-ré ouviu um grito. Seu filho ficara preso entre o carro e a parede. Tomando nos braços o menino ferido pelo choque, ergueu-o para o alto, transido de dor, dizendo entre soluços: 
- Senhor, tu me deste. Ele é teu.
Colocando-o no carro, foi às pressas para o hospital. Assim fez Maria. Assim fez aquele homem. Façamos nossa entrega incondicional para Deus. Amém!

2 DE FEVEREIRO - MARIA APRESENTA SEU FILHO NO TEMPLO

Lucas 2,22-40: Concluídos os dias da purificação da mãe e do filho, segundo a Lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém para apresentar ao Senhor, conforme o que está escrito na lei do Senhor: Todo primogênito do sexo masculino será consagrado ao Senhor; e para oferecerem o sacrifício prescrito pela lei do Senhor, um par de rolas ou dois pombinhos. Ora, havia em Jerusalém um homem chamado Simeão. Este homem, justo e piedoso, esperava a consolação de Israel, e o Espírito Santo estava nele. Fora-lhe revelado pelo Espírito Santo que não morreria sem primeiro ver o Cristo do Senhor. Impelido pelo Espírito Santo, foi ao templo. E tendo os pais apresentado o menino Jesus, para cumprirem a respeito dele os preceitos da lei, tomou-o em seus braços e louvou a Deus nestes termos: “Agora, Senhor, deixai o vosso servo ir em paz, segundo a vossa palavra. Porque os meus olhos viram a vossa salvação que preparastes diante de todos os povos, como luz para iluminar as nações, e para a glória de vosso povo de Israel”. Seu pai e sua mãe estavam admirados das coisas que dele se diziam. Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua mãe: “Eis que este menino está destinado a ser uma causa de queda e de soerguimento para muitos homens em Israel, e a ser um sinal que provocará contradições, a fim de serem revelados os pensamentos de muitos corações. E uma espada transpassará a tua alma”. Havia também uma profetisa chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser; era de idade avançada... Chegando ela à mesma hora, louvava a Deus e falava de Jesus a todos aqueles que em Jerusalém esperavam a libertação.Após terem observado tudo segundo a lei do Senhor, voltaram para a Galiléia, à sua cidade de Nazaré. O menino ia crescendo e se fortificava: estava cheio de sabedoria, e a graça de Deus repousava nele.
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa do Venerável Padre Pelágio CSsR
Recomende este portal aos seus amigos:

REFLETINDO A PALAVRA - “O direito de respeitar”

PADRE  LUIZ CARLOS
DE OLIVEIRA CSsR
1522. Quando o todo é um só.
            Deixando o aspecto econômico que requer aprofundamento, o Papa Francisco vai a outro aspecto.  Em sua Exortação Apostólica Evangelii Gaudium reflete sobre os desafios culturais. Como vimos, a economia é orientada por princípios que não levam em conta o homem em sua realidade, fazendo-o vítima do sistema ganancioso e consumista em proveito de poucos. Assim também encontramos os desafios culturais.  A cultura aqui não são os conhecimentos e a sabedoria, mas os princípios que dominam a sociedade. A título de liberdade em todo o sentido, a pessoa se rege pelo individualismo, desconhecendo o outro. Perdeu-se a capacidade de fazer parte de um corpo. Certo que não podemos ficar na ditadura do todo destruindo a personalidade e os direitos do indivíduo. Chegou-se, contudo à ditadura do indivíduo sobre o todo. Em nosso tempo encontramos também grupos que catalisam e se reúnem em torno de ideias. Estamos vendo por todo mundo situações inexplicáveis e desafios. O Papa enumera os resultados a que se chegou: Ataques à liberdade religiosa com perseguição de cristãos (não só católicos) com ódio e violência. Em outros lugares há uma indiferença relativista que recusa o que é de um grupo, no caso, religioso. É a teoria: se não está de acordo comigo ou com meu grupo, não tem direito de existir. Impossibilita trabalhar em comum em vista do bem das pessoas.  Religiões e filosofias não podem ser impostas sob o risco de destruir a pessoa. Ouvi que Voltaire disse: “Sou contra sua ideia, mas vou lutar até à morte pelo direito que tem de defendê-la”.
1523. Respeitando as culturas
            Pelo fato de não procurar o desenvolvimento da pessoa humana, ocupa primeiro pelo que é exterior, imediato, visível, rápido, provisório. “A globalização, como alerta” o Papa, “comportou uma acelerada deteriorização das raízes culturais com a invasão de tendências pertencentes a outras culturas, economicamente desenvolvidas, mas eticamente debilitadas” (EG 62). Os países em desenvolvimento, como reclamam os bispos africanos, são invadidos pelos interesses dos poderosos do mundo e de suas empresas, que com os meios de comunicação que “nem sempre dão a devida conta as prioridades e os problemas nesses países e não respeitam sua fisionomia cultural”.  Continua o colonialismo que se aproveita das situações de riqueza natural e o povo fica fora do progresso. O mesmo acontece com países da Ásia que são desfigurados em suas culturas. João Paulo II escreveu no documento Ecclesia in Asia nº 58 “que os aspectos negativos dos meios de comunicação social estão ameaçando os valores tradicionais” (62). Isso não está distante. Tantos valores de nosso povo foram destruídos por essas influências. É um mal.
1524.Uma fé provada
            “O processo de secularização tende a reduzir a fé e a Igreja ao âmbito privado e íntimo”... “Com a negação da transcendência produziu-se uma crescente deformação ética, um enfraquecimento do sentido do pecado pessoal e social e um aumento do relativismo” (64). Foi atingida a família e debilitada a estabilidade dos vínculos, fruto do individualismo.

Apesar de todos esses problemas, a Igreja permanece uma instituição credível por sua atenção às populações carentes e sua contribuição com a sociedade, de modo particular na proposta da paz e na cura das feridas, construir pontes, estreitar laços. A mensagem fundamental do amor continua sua estrada de restauração do mundo. A fé, vivida em meios adversos faz compreender que ela deve ser coerente e assumida como modo de se viver. Temos o direito de respeitar cada pessoa e promovê-la a viver intensamente.

ORAÇÕES DIÁRIAS - 2 DE FEVEREIRO

Pe. Flávio Cavalca de Castro, redentorista
Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 

As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
2 ‒ Segunda-feira ‒ Apresentação do Senhor 
Evangelho (Lc 2,22-40) “Este menino vai ser causa tanto de queda como de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição.” 
 Simeão era justo e piedoso, foi inspirado para falar em nome de Deus. Diante do menino, que Maria e José trazem ao Templo, o povo de Israel terá de tomar uma decisão. E não só esse povo, mas toda a humanidade, cada pessoa em particular. Diante dele cada ser humano, explícita ou implicitamente, terá de fazer sua escolha, aceitando ou não aceitando a salvação oferecida por Deus. 
Oração

Senhor Jesus, diante de vós, ajudado por vossa graça, faço minha escolha. Eu vos escolho como Senhor de minha vida, e como meu único salvador. Vossa verdade será minha verdade; vossa vontade, minha vontade. Confio em vosso poder divino, e entrego-me a vossa bondade e ao vosso amor. Quero estar sempre convoco, não permitais que vos deixe, pois sem vós nada sou. Amém.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

BRÍGIDA DE KILDARE Freira, Abadessa, Fundadora, Santa 453-524

Santa Brígida de Kildare ou Brígida da Irlanda era uma cristã irlandesa, freira, abadessa, e fundadora de diversos conventos, que é venerada como santa. Ela é considerada uma das santas padroeiras da Irlanda, juntamente com São Patrício e São Columba. O dia da sua festa é o 1º de fevereiro, o primeiro dia da Primavera, que é tradicional na Irlanda.
Entre lenda e realidade...
 Tal como acontece com muitos santos antigos a biografia de Brígida tem sido dificultada pela passagem do tempo. Muita mudança ocorreu dentro do corpo de informação que agora existe. Muitas vezes os limites entre a tradição oral e escrita tornaram-se difíceis de distinguir. Segundo a tradição, ela nasceu em Faughart, Irlanda. Devido à lendária qualidade das primeiras contas da sua vida, não há muita discussão entre muitos estudiosos e mesmo fiéis cristãos quanto à autenticidade das suas biografias. Segundo elas seus pais eram Dubhthach, um pagão de Leinster, e Brocca, uma cristã de Pictos que havia sido baptizada por São Patrício. Algumas trechos da sua vida sugerem que a mãe de Brígida foi, de facto, portuguesa, raptada por piratas irlandeses e levada para a Irlanda para trabalhar como escrava da mesma maneira que Patricío. Brígida recebeu o mesmo nome de uma das mais poderosas deusas da religião pagã, que o seu pai Dubhthach praticava; Brígida era a deusa do fogo, cujas manifestações foram música, artesanato, e poesia, que os irlandeses consideravam a chama do conhecimento.
Santidade
Ela foi convertida como cristã en 468, mas ela foi inspirada pela pregação de São Patrício desde a mais tenra idade. Apesar da oposição do seu pai, ela estava determinada a entrar na vida religiosa. Várias testemunhos atestam a sua grande piedade.
Ela tinha um coração generoso e nunca poderia recusar nada a um pobre, que vinha até à porta do pai. A sua caridade irritava este: ele pensava que ela estava a ser demasiadamente generosa para os pobres e necessitados, quando ela distribuía seu leite e farinha por todos. Quando ela finalmente deu a sua jóia a um leproso, Dubhthach percebeu que talvez, fosse o mais adequado para sua filha a vida de freira. Brígida finalmente obteve o seu desejo e foi enviada para um convento. Brigid recebeu o véu de São Mel e fez voto de dedicar a sua vida a Cristo. A partir deste ponto surgiram histórias e lendas sobre Brigid. Ela é creditada por ter fundado um convento em Clara, no Condado de Offaly sua primeira fundação. Mas seria em Kildare que o seu principal alicerce iria surgir. Cerca de 470 ela fundou a Abadia Kildare, uma duplo mosteiro, com freiras e monges. Brigid era famosa pelo seu senso comum e acima de tudo pela sua santidade: na sua vida, ela era considerada como um santa. A Abadia de Kildare tornou-se um dos mais prestigiados mosteiros da Irlanda, famoso em toda a Europa cristã.
Morte
Ela morreu em Kildare por volta de 525 e foi enterrada em um túmulo na igreja de sua abadia. Depois de algum tempo ela foi transportada para Downpatrick com os restos dos outros dois santos padroeiros da Irlanda, Patricio e Columba. Seu crânio foi extraído e levado para a Igreja de São João Baptista de Lisboa, Portugal, por três irlandeses nobres, onde permanece até hoje. Há uma ampla devoção a ela na Irlanda, onde ela é conhecida como a "Maria do Gael" e seu culto foi trazido para a Europa pelos missionários irlandeses, anos após a sua morte. Na Bélgica, existe uma capela dedicada a Santa Brígida em Fosses-la-Ville.

VERIDIANA DE FLORENÇA Franciscana, Santa 1182-1242

No primeiro dia de fevereiro de 1242, de repente, todos os sinos do Castelfiorentino em Florença, Itália, começaram a repicar simultaneamente. Quando os moradores constataram que tocavam sozinhos, sem que ninguém os manuseassem, tudo ficou claro, porque eles anunciavam a morte de Veridiana. Nasceu em 1182, ali mesmo nos arredores da cidade que amou e onde viveu quase toda sua existência, só que enclausurada numa minúscula cela, de livre e espontânea vontade. Pertencente a uma família nobre e rica, os Attavanti, Veridiana levou uma vida santa, que ficou conhecida muito além das fronteiras de sua terra; e que lhe valeu inclusive a visita em pessoa, de seu contemporâneo Francisco de Assis, que a abençoou e admitiu na Ordem Terceira, em 1221. A fortuna da família, embora em certa decadência, Veridiana sempre utilizou em favor dos pobres. Um dos prodígios atribuídos à ela, mostra bem o tamanho de sua caridade. Consta que certa vez um dos seus tios, muito rico, deixou à seus cuidados grande parte de seus bens, que eram as colheitas de suas terras. A cidade atravessava uma época terrível de carestia e fome, seu tio nem pensou em auxiliar os necessitados, era um mercador e como tal aproveitando-se da miséria reinante. Durante algum tempo procurou vender grande parte desses víveres, o que conseguiu por um preço elevado, obtendo grande lucro. Mas, ao levar o comprador para retirar o material vendido, levou um susto, suas despensas estavam completamente vazias. Veridiana tinha distribuído tudo aos pobres. O tio comerciante ficou furioso, pediu um prazo de 24 horas ao comprador e ordenou a Veridiana que solucionasse o problema, já que fora a causadora dele. No dia seguinte, na hora marcada, as despensas estavam novamente cheias, e o negócio pode se concretizar. Veridiana após uma peregrinação ao túmulo de Tiago em Compostela, Espanha, diga-se um centro de peregrinação tão requisitado quanto Roma o é pelos túmulos de São Pedro e São Paulo, ao retornar se decidiu pela vida religiosa e reclusa. Para que não se afastasse da cidade, seus amigos e parentes construíram então uma pequena e desconfortável cela, próxima ao Oratório de Santo Antônio, onde ela viveu 34 anos de penitência e solidão. A cela possuía uma única e mínima janela, por onde ela assistia à missa e recebia suas raras visitas e refeições, também minúsculas, suficientes apenas para que não morresse de fome. O culto de Santa Veridiana foi aprovado pelo papa Clemente VII no ano de 1533. Ela também se tornou protetora do presídio feminino de Florença e, sua devoção ainda é muito popular na região da Toscana, na Itália.

MARIA ANA VAILLOT Religiosa, Mártire, Beata 1734-1794

Nasceu em Fontainebleau (França) e foi baptizada a 13 de maio de 1734. Dois anos antes tinha nascido um irmão seu que morreu ao fim de uns meses, de tal forma que o nascimento de Maria Ana encheu de alegria toda a família. Mas o pai morreu no mês seguinte e, assim, Maria Ana conheceu o sofrimento desde muito pequena.
Não se sabe nada dos anos que passou com a família nem da origem da sua vocação. Aos 27 anos começou o postulantado com as Filhas da Caridade e a 25 de Setembro de 1761 ingressou no Seminário de Paris. Desconhece-se a data em que chegou a Angers, para trabalhar no Hospital S. João.
Provavelmente já lá estava quando ocorreu a Revo-lução francesa que teve seu início verdadeiro a 14 de Julho de 1789, com a tomada da Bastilha.
Maria Ana Vaillot e Odília Baumgarten.
Depois deste feito histórico — que não augurava o que depois iria acontecer de triste e de horrível —, os ideais de uns e de outros foi mudando rapidamente e aquilo que segundo escreveram diversos historia-dores, devia ser uma revolução para acabar“com os privilégios”, tornou-se numa revolução “fundamen-talmente ateia”, que“se propagou de forma violen-ta em todo território”, chegando-se mesmo, não lon-ge onde então vivia Maria Ana Vaillot, a praticar massacres apenas verosímeis: “afogamentos em massa: homens, mulheres e crianças, nus, foram amarrados juntos em botes especialmente cons-truídos, que foram rebocados para o meio do rio Loire e, então, afundados”.
Para melhor assentar os seus intentos, os revolucionários — como muito bem diz outro historiador —, criaram novas “leis revolucionárias que subvertiam a ordem antiga em nome dos princípios de liberdade, igualdade, fraternidade”. Não é portanto de admirar que o Papa Pio VI interviesse firmemente. Na sua Encíclica Inscrutabile Divinae Sapientiae, de 25 de Dezembro de 1775, podemos ler:
“Estes perfidíssimos filósofos acometem isto ainda: dissolvem todos aqueles vínculos pelos quais os homens se unem entre si e aos seus superiores e se mantêm no cumprimento do dever. E vão clamando e proclamando até à náusea que o homem nasce livre e não está sujeito ao império de ninguém; e que, por conseguinte, a sociedade não passa de um conjunto de homens estúpidos, cuja imbecilidade se prosterna diante dos sacerdotes (pelos quais são enganados) e diante dos reis (pelos quais são oprimidos); de tal sorte que a concórdia entre o sacerdócio e o império outra coisa não é que uma monstruosa conspiração contra a inata liberdade do homem.”
O mesmo e corajoso Papa dirá ainda, no mesmo documento:
“A esta falsa e mentirosa palavra Liberdade, esses jactanciosos patronos do género humano atrelaram outra palavra igualmente falaz, a Igualdade. Isto é, como se entre os homens que se reuniram em sociedade civil, pelo facto de estarem sujeitos a disposições de ânimo variadas e se moverem de modo diverso e incerto, cada um segundo o impulso de seu desejo, não devesse haver alguém que, pela au-toridade e pela força prevaleça, obrigue e governe, bem como que chame aos deveres os que se conduzem de modo desregrado, a fim de que a própria sociedade, pelo ímpeto tão temerário e contraditório de incontáveis paixões, não caia na Anarquia e se dissolva completamente; à semelhança do que se passa com a harmonia, que se compõe da conformidade de muitos sons, e que se não consiste numa adequada com-binação de cordas e vozes, esvai-se em ruídos desordenados e completamente dissonantes”
Foi durante esta triste revolução que “contagiou a vários países da Europa”, que Maria Ana Vaillot — e mui-tas outras religiosas — tendo recusado de negar a sua fé e de abandonar o seu estado religioso, foi fuzilada no “Campo dos Mártires”, no dia 1 de Fevereiro de 1794.
Foi beatificada a 19 de Fevereiro de 1984.
Composição, segundo diversas fontes, de Afonso Rocha.

ODILIA BAUMGARTEN Religiosa, Mártire, Beata 1750-1794

Nasceu a 19 de Novembro de 1750 em Gondescange, na Lorena (França). Foi baptizada no dia seguinte. Antes dela, tinham nascido duas irmãs e um irmão, mas os três faleceram no espaço de um ano. Odília — nome muito corrente na Lorena e na Alsácia — foi uma grande alegria para a família. Aos 24 anos deixou o moinho familiar para entrar no postulantado em Metz. Entrou no Seminário a 4 de agosto de 1775. Foi enviada para Brest em 1776, mas partiu para Angers no início do ano seguinte, onde lhe confiaram a responsabilidade da farmácia do hospital. Um pouco de história, para melhor compreendermos o porquê destes assassinatos massivos, praticados pelos revolucionários franceses de triste memória. A Revolução francesa que teve seu início verdadeiro a 14 de Julho de 1789, com a tomada da Bastilha. Odília Baumgarten e Maria Ana Vaillot. Depois deste feito histórico — que não augurava o que depois iria acontecer de triste e de horrível —, os ideais de uns e de outros foi mudando rapidamente e aquilo que segundo escreveram diversos historia-dores, devia ser uma revolução para acabar “com os privilégios”, tornou-se numa revolução “fundamen-talmente ateia”, que “se propagou de forma violen-ta em todo território”, chegando-se mesmo, não lon-ge onde então vivia Odília Baumgarten, a praticar massacres apenas verosímeis: “afogamentos em massa: homens, mulheres e crianças, nus, foram amarrados juntos em botes especialmente construídos, que foram rebocados para o meio do rio Loire e, então, afundados”. Para melhor assentar os seus intentos, os revolucionários — como muito bem diz outro historiador —, criaram novas “leis revolucionárias que subvertiam a ordem antiga em nome dos princípios de liberdade, igualdade, fraternidade”. Não é portanto de admirar que o Papa Pio VI interviesse firmemente. Na sua Encíclica Inscrutabile Divinae Sapientiae, de 25 de Dezembro de 1775, podemos ler: “Estes perfidíssimos filósofos acometem isto ainda: dissolvem todos aqueles vínculos pelos quais os homens se unem entre si e aos seus superiores e se mantêm no cumprimento do dever. E vão clamando e proclamando até à náusea que o homem nasce livre e não está sujeito ao império de ninguém; e que, por conseguinte, a sociedade não passa de um conjunto de homens estúpidos, cuja imbecilidade se prosterna diante dos sacerdotes (pelos quais são enganados) e diante dos reis (pelos quais são oprimidos); de tal sorte que a concórdia entre o sacerdócio e o império outra coisa não é que uma monstruosa conspiração contra a inata liberdade do homem.” O mesmo e corajoso Papa dirá ainda, no mesmo documento: “A esta falsa e mentirosa palavra Liberdade, esses jactanciosos patronos do género humano atrelaram outra palavra igualmente falaz, a Igualdade. Isto é, como se entre os homens que se reuniram em sociedade civil, pelo facto de estarem sujeitos a disposições de ânimo variadas e se moverem de modo diverso e incerto, cada um segundo o impulso de seu desejo, não devesse haver alguém que, pela autoridade e pela força prevaleça, obrigue e governe, bem como que chame aos deveres os que se conduzem de modo desregrado, a fim de que a própria sociedade, pelo ímpeto tão temerário e contraditório de incontáveis paixões, não caia na Anarquia e se dissolva completamente; à semelhança do que se passa com a harmonia, que se compõe da conformidade de muitos sons, e que se não consiste numa adequada combinação de cordas e vozes, esvai-se em ruídos desordenados e completamente dissonantes” Foi durante esta triste revolução que “contagiou a vários países da Europa”, que Odília Baumgarten — e muitas outras religiosas — tendo recusado de negar a sua fé e de abandonar o seu estado religioso, foi fuzilada no “Campo dos Mártires” no dia 1 de Fevereiro de 1794. Foi beatificada a 19 de Fevereiro de 1984. Composição, segundo diversas fontes, de Afonso Rocha.

ANA MICHELOTTI Religiosa, Fundadora, Beata 1843-1888

A beata Ana Michelotti ficou mais conhecida com o nome de Irmã Joana Francisca da Visitação, fundadora das pequenas Servas do Sagrado Coração de Jesus para os doentes pobres. Nasceu em Annecy (Alta Sabóia, França), filha de pai piemontês e de mãe saboiana, em 29 de Agosto de 1843. Ainda menina, conheceu o sofrimento por causa de uma doença e também a pobreza por causa da morte prematura do pai. Em 1858 se transferiu com a mãe e o irmão António para Almese (Turim, Itália), junto dos parentes paternos. O tio Pe. Jaime Michelotti e o pároco a encami-nharam para a vida religiosa. Voltando para Annecy com a mãe, em Lião entrou para as aspirantes das Irmãs de São Carlos, voltadas para a instrução e educação da juventude. Mas o seu ideal desde a infância foi o da assistência aos pobres em domicílio. Com a morte da mãe, em 1864, retornou a Annecy. Dois anos depois morreu também o irmão, que tinha entrado entre os irmãos das escolas cristãs. Sozinha, estabeleceu-se em Lião, onde, em 1869, com Cata-rina Dufaut, entregou-se ao cuidado dos doentes em domicílio com o nome de Pequenas servas. Um grupo de leigos de Lião quis dar mais estabilidade ao grupo, atendendo em domicílio também os não crentes e as pessoas que estavam longe de Deus, sem nenhuma aparência de religiosas. Mas a sua companheira se orientava mais para uma congrega-ção religiosa. Surgiram dificuldades. A guerra fran-co-prussiana de 1870 afastou a irmã Joana de Lião. Quando voltou, foi readmitida como simples noviça e o grupo logo se desintegrou. Em 1871 foi para Turim e em 1874, com duas companheiras, deu início ao seu instituto, com a permissão do arcebispo de Turim, D. Lourenço Gastaldi. Não obstante as dificuldades, a obra se firmou e se expandiu com a abertura de mais duas casas. Em 1887, Irmã Joana se afastou da direcção da sua obra por motivos de saúde e veio a morrer no ano seguinte, em 1 de Fevereiro. Foi beatificada em 1975.

LUÍS VARIARA Sacerdote salesiano, Beato (1875-1923)

Luís Variara nasceu no dia 15-01-1875 em Viarigi (Ásti). Em 1856 Dom Bosco estivera ali, pregando uma missão. E foi a Dom Bosco que o pai confiou o filho, levando-o a Valdocco no dia 01-10-1887. O Santo morreu quatro meses depois. Mas o contacto que teve com ele foi suficiente para marcar Luís para toda a vida. Pediu que o admitissem como salesiano e entrou no noviciado no dia 17 de agosto de 1891. Variara estudou Filosofia em Valsalice, onde conheceu Padre André Beltrami. Em 1894 esteve ali o Padre Unia, o célebre missionário que há pouco havia começado a trabalhar na Colômbia, entre os leprosos de Agua de Dios. O mesmo Padre Variara contava: “Qual não foi o meu espanto e a minha alegria quando, no meio de 188 colegas meus que tinham a mesma aspiração, o Padre Unia fixou os olhos em mim e disse: Este é meu”. O jovem Variara chegou a Agua de Dios no dia 06 de agosto de 1894. O lazareto contava 2000 habitantes, dos quais 800 eram leprosos. Mergulhou totalmente na sua missão. Começou organizando uma banda musical, cuja inauguração se deu na presença do Presidente da República que, comovido, viu a "cidade da dor" animar-se pela primeira vez num impensável clima de festa. Em 1898 Luís foi ordenado sacerdote. Logo se revelou um óptimo director espiritual. Em Agua de Dios, na casa das Irmãs da Providência, nascera a Associação das Filhas de Maria, um grupo de 200 moças. Ele era o confessor delas, e não demorou a identificar no grupo algumas chamadas à vida religiosa. Um sonho irrealizável! Nenhuma Congregação aceitaria uma filha de leprosos e, muito menos, uma doente de lepra. Dessa real impossibilidade nasceu o audacioso projecto ― único na Igreja ― de um Instituto que permitisse aceitar também candidatas doentes de lepra. Hoje a Congregação das Filhas dos SS. Corações de Jesus e Maria conta 600 religiosas. Padre Variara se sentia sempre mais entusiasta de sua missão. Um dia suspeitou-se que ele também tivesse sido atingido pela doença. Ao saber disso, limitou-se a dizer: “Tudo vem de Deus e tudo vai para Deus”. Morreu longe dos seus queridos doentes, como a obediência determinara. Agora repousa em Agua de Dios na capela das suas Filhas. Beatificado em 14 de abril de 2002, pelo Papa João Paulo II.

EVANGELHO DO DIA 1 DE FEVEREIRO

Evangelho segundo S. Marcos 1,21-28.
Jesus chegou a Cafarnaum e quando, no sábado seguinte, entrou na sinagoga e começou a ensinar, todos se maravilhavam com a sua doutrina, porque os ensinava com autoridade e não como os escribas. Encontrava-se na sinagoga um homem com um espírito impuro, que começou a gritar: Que tens Tu a ver connosco, Jesus Nazareno? Vieste para nos perder? Sei quem Tu és: o Santo de Deus. Jesus repreendeu-o, dizendo: "Cala-te e sai desse homem". O espírito impuro, agitando-o violentamente, soltou um forte grito e saiu dele. Ficaram todos tão admirados, que perguntavam uns aos outros: "Que vem a ser isto? Uma nova doutrina, com tal autoridade, que até manda nos espíritos impuros e eles obedecem-Lhe!". E logo a fama de Jesus se divulgou por toda a parte, em toda a região da Galileia. 
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário do dia: 
São Boaventura (1221-1274), franciscano, doutor da Igreja 
Sermão «Christus unus omnium magíster» 
Sermão «Christus unus omnium magíster»
«Um só é o vosso Doutor: Cristo» (Mt 23,10). […] Cristo é, com efeito, «este Filho, que é resplendor da sua glória e imagem fiel da sua substância e que tudo sustenta com a sua palavra poderosa» (Heb 1,3). Ele é a origem de toda a sabedoria: o Verbo de Deus nas alturas é a fonte da sabedoria. Cristo é a fonte de todo o verdadeiro conhecimento, pois Ele é «o caminho a verdade e a vida» (Jo 14,6). […] Enquanto caminho, Cristo é Senhor e princípio do conhecimento segundo a fé. […] Por isso, Pedro ensina-nos na sua segunda carta: «E temos assim mais confirmada a palavra dos profetas, à qual fazeis bem em prestar atenção como a uma lâmpada que brilha num lugar escuro.» (1,19) […] Pois Cristo é o princípio de toda a revelação, pela sua vinda em espírito, e a afirmação de toda autoridade, pela sua vinda na carne. 
Veio em primeiro lugar em espírito, como luz reveladora de toda a visão profética. Segundo Daniel, «é Ele quem revela o que é profundo e escondido, quem conhece o que se esconde nas trevas, e a luz mora junto dele» (2,22); trata-se da luz da sabedoria divina, que é Cristo. Segundo João, Ele diz: «Eu sou a luz do mundo; quem Me segue não andará nas trevas» (8,12); e também: «enquanto tendes a Luz, crede na Luz, para vos tornardes filhos da Luz» (12,36). […] Sem esta luz que é Cristo, ninguém pode penetrar os segredos da fé. E é por isso que lemos no livro da Sabedoria: «Envia-a, pois, do teu santo céu, digna-te enviá-la do trono da tua glória, para que me assista nos meus trabalhos e eu conheça aquilo que Te é agradável. […] Pois que homem poderia conhecer a vontade de Deus?» (9,10-13). Ninguém pode chegar à certeza da fé revelada, senão pela vinda de Cristo em espírito e na carne. 

DEUS NÃO EXISTE?

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa do
Venerável Padre Pelágio CSsR
O barbeiro e o freguês estão conversando enquanto a tesoura funciona. O barbeiro dizia: 
- Deus não existe. Se existisse, não haveria tanta gente passando fome. 
O freguês escutava calado. Terminou o corte, pagou e foi saindo, quando viu logo ali na calçada, um pobre cabeludo, barbudo e faminto. 
- Por aqui não existe barbeiro – disse o freguês olhando firme para o barbeiro. 
- Como isso? Eu não acabei de cortar seu cabelo? 
- E esse homem faminto bem na sua porta? 
- Ora, bolas. O problema é dele. 
Lição: “Deus não existe” para quem não o enxerga no pobre...

1º DE FEVEREIRO - MOROU NO OCO DE UM TRONCO DE CARVALHO


Santa Brígida viveu no século VI. É a padroeira da Irlanda e a santa mais conhecida em todo o país.Aos 14 anos de idade foi morar numa ermida. Essa ermida resumia-se num buraco que havia no tronco de um carvalho gigante. Brígida sempre teve forte inclinação para a vida pas-toril e agrícola. Gostava de cuidar das criações, e não descuidava de sua horta. Sua vida está cheia de cenas pitorescas e histórias lendárias sinal da sua grande popularidade. Certa vez foi dar água a um menino. Mas ele queria leite; a água se transformou em leite. De outra feita o barril de leite enviado por ela a um vilarejo próximo, só esvaziou depois que to-das as crianças ficaram satisfeitas. Diz a lenda que as vaquinhas de Brígida davam leite três vezes ao dia para os pobres terem o leite suficiente. Outros santos: Santa Veridiana, nascida na Toscana, Itália (+1242),consagrou desde muito jovem sua virgin-dade a Deus. Por vezes, a Providência Divina ajudou-a com milagres. Conta-se que certo dia seu tio, após haver acumulado grande quantidade de víveres, os vendeu por alto preço. Quando o comprador veio buscar o trigo, o celeiro estava vazio. Veridiana havia dado tudo para os pobres. No dia seguinte, miraculosamente, o celeiro foi encontrado cheio de novo. Peregrinou a Santiago de Compostela e a Roma, retornando depois à terra natal, onde viveu fechada voluntariamente numa cela, durante 34 anos, em meio a rigorosas penitências e re-cebendo graças místicas extraordinárias.
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa do Venerável Padre Pelágio CSsR
Recomende este portal aos seus amigos:

Homilia do 4º Domingo Comum (01.02.15) “Profetas para um mundo novo”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA CSsR
Não fecheis o coração
              Marcos relata em seu evangelho o ensinamento de Jesus em Cafarnaum. De Nazaré, Ele e sua família tinham ido morar nesta cidade, à beira do lago (Mt 4,13). Era um centro importante e de fácil acesso e irradiação. Dali a notícia corria melhor. Jesus ensina na sinagoga, lugar importante de reunião do povo. “Todos ficavam admirados com seu ensinamento, pois ensinava como quem tem autoridade e não como os mestres da lei” (Mc 1,22).  No livro do Deuteronômio havia a promessa de um profeta como Moisés. Como o Messias e Elias, ele era esperado, pois os fariseus perguntaram a João se ele era o Profeta (Jo 1,21). Assim lemos: “Farei surgir para eles, do meio de seus irmãos, um profeta semelhante a ti (Moisés). Porei em sua boca as minhas palavras e ele lhes comunicará tudo o que eu lhe mandar. Eu mesmo pedirei contas a quem não escutar as minhas palavras que ele pronunciar em meu nome” (Dt 18,18-19). Jesus é o profeta esperado. Havia gente fazendo-se mestres. Jesus é identificado como o Profeta por seu ensinamento e autoridade e não era como os mestres da lei. Estes ficavam repetindo as normas da lei. Jesus transmitia o conteúdo da Palavra de Deus. Falava de Deus e de seu amor ao povo. Por isso, o convite do salmo é forte: “Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: Não fecheis os corações como em Meriba... aquele dia em que outrora vossos pais me provocaram, apesar de terem visto as minhas obras”. Não fecheis hoje o coração. Ouvi hoje a voz de Deus. Jesus comprova sua autoridade sobre o mal: “Cala-te e sai dele”, diz ao demônio (Mc 1,25) que O combate.
Anunciar a Palavra de Deus
               A temática desse domingo chama a refletir sobre a profecia. Quem anuncia a Palavra de Deus deve ter a autoridade de Jesus. Esta lhe vem da adesão à Palavra de Deus e da coerência de vida. Na base deve estar a experiência de Deus. Temos medo de Deus. Podemos até perguntar: Por que Deus não fala diretamente com as pessoas? Foi o povo que pediu um intermediário, pois tinha medo. Moisés realizou essa missão. O esplendor de Deus nos assusta. É preciso a penumbra. É o Espírito quem desfaz o medo. No amor não há temor (1Jo 4,18). Para não ter medo diante da grandeza de Deus é preciso saber acolher e por-se a serviço. Os que são profetas de Deus, isto é, os que falam sobre Deus, precisam dessa experiência para ter um ensinamento dado com autoridade. Nossa situação de carência espiritual e de pecados nos fazem fechados ao mistério de Deus. Encontraremos a recusa. As palavras colocadas na boca do endemoniado são a expressão de todos os que recusam a Palavra de Deus, mesmo sabendo que Cristo é o enviado de Deus, é a Palavra viva de Deus. Os que falam com autenticidade se comunicam em nome de Deus. O profeta também tem que de ser fiel a Deus. Não se deve ter medo da recusa, pois é um sinal da autenticidade.
A vida é ensinamento
               Há outro tipo de profecia e ensinamento: o testemunho da vida. Por isso rezamos na oração: “Concedei-nos amar com verdadeira caridade” (oração). Na segunda leitura encontramos a visão que Paulo tem sobre o matrimônio. Não é contra o matrimônio. Quer que todos sejam como ele, disponíveis para a pregação (1Cor 7,7). Não desvia as pessoas do casamento. Está ensinando que é necessária disponibilidade total para ser profeta. Por isso, o casamento não é somente um estado social, mas uma profecia se vivido em sua intensidade de amor humano e espiritual. A família é o profeta para o mundo novo.
Leituras: Deuteronômio 18.15-20; Salmo 94; 1Coríntios 7,32-35;Marcos 1,21-28 
1.   Jesus inicia seu ensinamento em Cafarnaum pregando na sinagoga. Todos se admiravam, pois ensinava com autoridade. Ele corresponde ao profeta anunciado no Deuteronômio. Transmitia o conteúdo da Palavra de Deus. Hoje continuamos ouvindo o convite a não fechar o coração. Jesus tem autoridade sobre o mal. 
2.   A temática desse domingo chama a refletir sobre a profecia. Quem anuncia a Palavra deve ter a autoridade de Jesus que vem da adesão e coerência. Deus não nos deve assustar, pois o Espírito desfaz o medo. Para não ter medo é preciso saber acolher e por-se a serviço. É necessária a experiência de Deus. Os pecados nos fecham a Deus. Não ter medo da recusa. 
3.   O testemunho de vida é um modo de profecia. Paulo fala como se o matrimônio impedisse o anúncio. O matrimônio tem outro modo de anunciar, diferente dos celibatários. A família é o profeta do mundo novo. 
            Mudando de canal 
            No livro do Deuteronômio havia uma profecia de Moisés sobre o Profeta. Não um profeta qualquer. Seria semelhante a ele. O povo teve medo de falar diretamente com Deus e pediu que Moisés falasse. Deus promete um profeta igual a Moisés. A esse se deve escutar. Deus colocará as palavras em sua boca. Ele deverá falar o que Deus mandar. O verdadeiro profeta está sempre em sintonia com Deus. O falso diz suas próprias palavras.
Por isso é preciso mudar de canal e sintonizar em Deus.
            Jesus se apresenta na sinagoga prega e faz curas. Fala com autoridade, isto é, em sintonia com o Pai e tira o poder do mal das pessoas. As curas que faz são provas de seu poder diante de Deus. Ele é o Profeta que deveria vir.

            Paulo, num ensinamento difícil, diz que as pessoas não deveriam se casar para não terem dor de cabeça com os problemas e ficarem livres para a evangelização. Por outro lado, lembramos também que casamento não é um problema para a evangelização. Viver bem como casado já é uma profecia, um ensinamento sobre o evangelho.

ORAÇÕES DIÁRIAS - 1 DE FEVEREIRO

Pe. Flávio Cavalca de Castro, redentorista
Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 

As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
1 ‒ 4º Domingo comum ‒ Santos: Henrique Morse, Severo, Veridiana

Evangelho (Mc 1,21-28) “Jesus entrou na sinagoga e começou a ensinar. Todos ficavam admirados com o seu ensinamento...”

Na primeira frase de seu evangelho Marcos condensa toda a sua mensagem: Começo da boa notícia de Jesus Cristo, Filho de Deus. Logo em seguida apresenta-o como o Enviado anunciado por João Batista, confirmado por uma voz vinda do céu: Tu és meu Filho muito amado. Porque Jesus não é um simples homem, mas o Filho de Deus igual ao Pai, por isso sua palavra é diferente do ensinamento de mestres humanos, por isso pode vencer o mal e libertar-nos do pecado. Toda nossa vida, todo nosso modo de pensar e de agir é diferente, porque acreditamos que Jesus é Deus e Homem. Só com o dom da fé, que nos faz participar do conhecimento divino, é que podemos acreditar na divindade de Jesus de Nazaré, e entregar-nos confiadamente em suas mãos. 
Oração
Senhor Jesus, creio que sois homem como eu, vivestes e morrestes como nós todos, sem nenhum privilégio. Mas também sois Deus, por quem e para quem tudo existe, que nos podeis unir a vós na participação de vossa vida divina. Isso eu creio, Senhor, essa é minha esperança, minha felicidade, minha alegria. Acredito e confio em vós, e quero viver como vivestes e como me ensinais. Como homem vivestes a vida que me ensinais, como Deus me podeis tornar possível esse jeito de viver. Entrego-me a vós, que sois meu único salvador. Tomai conta de minha vida, libertai-me do mal que me cerca e está em mim mesmo. Sou muito feliz por vos ter conhecido, por terdes vindo a me procurar.  Por isso eu vos louvo e bendigo. Amém.