Evangelho segundo São João 3,16-18.
Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: «Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito, para que todo o homem que acredita nele não pereça, mas tenha a vida eterna.
Porque Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele».
Quem acredita nele não é condenado, mas quem não acredita nele já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho Unigénito de Deus».
Tradução litúrgica da Bíblia
(330-390)
Bispo, doutor da Igreja
Poemas dogmáticos, secção I, I-II
Um só Deus, Pai, Filho e Espírito Santo,
envolto em eternidade!
Há um só Deus, que não tem princípio nem causa, que não pode ser limitado por alguém anterior a Ele ou por um ser que venha depois dele. Um Deus envolto em eternidade, infinito, Pai grandioso de um único Filho que é bom e grande, e que Ele gera sem nenhum elemento carnal, pois é espírito. Deus único e outro, mas não outro na sua divindade, esse é o Verbo de Deus. Ele é a marca do Pai, o Filho único daquele que é sem princípio, o único do único e seu igual. Enquanto este último permanece inteiramente Pai, Ele, o Filho, é o autor e senhor do mundo, a força e o pensamento do Pai.
Tremamos diante da grandeza do Espírito que também é Deus e por meio de quem conheci a Deus. Ele é manifestamente Deus e faz nascer Deus neste mundo. Ele é omnipotente, distribui os diversos dons, inspira os cânticos do coro dos bem-aventurados; Ele dá vida aos seres celestes e terrenos, tem o seu trono nas alturas, vem do Pai; Ele é a força divina, age pelo seu próprio movimento, não é Filho porque o Pai excelente tem um único Filho cheio de bondade – mas não está fora da divindade invisível e possui igual glória.

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