Evangelho segundo São Lucas 15,1-10.
Naquele tempo, os publicanos e os pecadores aproximavam-se todos de Jesus para O ouvirem.
Mas os fariseus e os escribas murmuravam entre si, dizendo: «Este homem acolhe os pecadores e come com eles».
Jesus disse-lhes então a seguinte parábola:
«Quem de vós, que possua cem ovelhas e tenha perdido uma delas, não deixa as outras noventa e nove no deserto para ir à procura da que anda perdida, até a encontrar?
Quando a encontra, põe-na alegremente aos ombros
e, ao chegar a casa, chama os amigos e vizinhos e diz-lhes: "Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha perdida".
Eu vos digo: assim haverá mais alegria no Céu por um só pecador que se arrependa do que por noventa e nove justos que não precisam de arrependimento.
Ou então, qual é a mulher que, possuindo dez dracmas e tendo perdido uma, não acende uma lâmpada, varre a casa e procura cuidadosamente a moeda, até a encontrar?
Quando a encontra, chama as amigas e vizinhas e diz-lhes: "Alegrai-vos comigo, porque encontrei a dracma perdida".
Eu vos digo: assim haverá alegria entre os anjos de Deus por um só pecador que se arrependa».
Tradução litúrgica da Bíblia
(1858-1916)
Eremita e missionário no Saara
«Meditações sobre o Evangelho»
Corramos, com a nossa oração,
em busca da ovelha perdida
Nosso Senhor veio procurar o que estava perdido. Ele deixa algumas ovelhas no aprisco para ir atrás daquela que se extraviou. Façamos como Ele e, como as nossas orações são uma força, como têm a certeza de obter o que pedem, corramos através delas em busca dos pecadores, fazendo por meio delas a obra para a qual o nosso Divino Esposo veio à Terra.
Se não nos dedicamos à vida apostólica, quanto devemos rezar pela conversão dos pecadores, tendo em conta que a oração é quase o único meio - meio poderoso e amplo - de que dispomos para lhes fazer o bem, para ajudar o nosso Esposo na sua obra, para salvar os seus filhos, para tirar do perigo mortal aqueles que Ele ama apaixonadamente e a quem, no seu Testamento, nos mandou amar como Ele os ama! E se nos dedicamos ao apostolado, o nosso apostolado só será frutuoso se rezarmos por aqueles que queremos converter, pois Nosso Senhor só dá a quem pede, e só abre a quem bate à porta. Para que Deus ponha boas palavras nos nossos lábios, boa inspiração nos nossos corações, boa vontade na alma daqueles a quem nos dirigimos, precisamos da graça de Deus e, para a recebermos, temos de a pedir. Por isso, seja qual for o nosso modo de vida, rezemos muito, muito pela conversão dos pecadores, pois é sobretudo por eles que Nosso Senhor trabalha, sofre e reza.
Rezemos todos os dias, com toda a nossa alma, pela salvação e a santificação desses filhos dispersos, mas amados, de Nosso Senhor, para que não pereçam, mas sejam felizes; rezemos todos os dias por eles, longamente e com toda a nossa alma, para que o coração de Nosso Senhor se console com a sua conversão e se alegre com a sua salvação.

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