Elisabete Maria Satellico nasceu em Veneza, no dia 9 de janeiro de 1706, filha de Pedro Satellico e de Lucia Mander. Vivia com os pais na casa do tio materno sacerdote, que se ocupou de sua formação moral e cultural. Dotada de inteligência precoce, muito cedo se aplicou à leitura, demonstrando uma disposição para a oração, a música e o canto. Desde muito jovem manifestou vocação religiosa e aspirava tornar-se capuchinha, mas o Senhor, por meio de um acontecimento inesperado, lhe indicou a Ordem onde devia consagrar-se. Uma jovem professora de música e canto do mosteiro das Clarissas de Ostra Vetere, na diocese de Senigallia (Marche), precisou deixar o convento por motivos de saúde. Elisabete se ofereceu para ocupar o posto e foi aceita, entrando no mosteiro como educanda, ficando responsável pela direção do canto e tocando o órgão. Tinha apenas 14 anos. Devido sua tenra idade, o Bispo de Senigallia não permitiu que ela vestisse o hábito religioso, o que só pode fazer cinco anos depois, aos 19 anos, no dia 13 de maio de 1725, com a permissão do novo Bispo Bartolomeu Castelli, mudando o nome para Maria Crucifixa. O ano de noviciado ela o passou em recolhimento e oração, meditando o mistério da Cruz, da qual desejava tornar-se participante. Fez a profissão religiosa em 19 de maio de 1726, diante do Vigário Geral da Diocese de Senigallia. Concentrou todos os seus esforços na realização do seu constante desejo: cada vez mais conforme a Jesus Crucificado, com a prática dos conselhos evangélicos e a devoção filial a Virgem Imaculada, segundo o espírito de Santa Clara de Assis.
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| Ostra Vetere, centro histórico |

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